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A QUEDA DE ROAN Série Protetores de Roxie #1 Marisa Chenery


Tradução: Janneth Mendes Revisão: Maria Rita Marinho Leitura Final: Josi T.


Para Devin Govaere, meu editor, de quem eu aprendi muito. VocĂŞ ajudou a fazer os meus livros brilharem.


RESUMO

Como cabeleireira, Ansley viu e cortou o cabelo de muitas pessoas, mas quando Roxie aparece em seu salão, acompanhada por um homem alto, másculo e lindo, Ansley não consegue tirar os olhos dele. Ao cortar o cabelo de Roan, a pedido de Roxie, é impossível negar a reação de seu corpo em relação ao belo espécime. Mas as coisas se complicam quando a maldição de Ansley, sua capacidade de dizer a primeira coisa que vem à sua cabeça, quando está perto de um homem pelo qual se sente atraída, vem à tona. Quando Roan rosna para ela se apressar, Ansley percebe que meteu os pés pelas mãos por não conseguir, novamente, manter sua boca fechada. Mesmo através do áspero cheiro de química no salão de beleza, o aroma de Ansley é como um soco no estômago de Roan. Saber que ela é sua companheira, e uma mortal, o faz lutar contra o desejo de reivindicá-la como sua. Com esperança de resolver esse conflito, dizendo-lhe que ele é um lobisomem, Roan reza para ter controle suficiente para levar as coisas devagar. Mas quando se trata de Ansley, ele deve lutar contra o seu lobo interior, ou arriscar a assustar a mulher que está destinada para ele.


Capítulo Um Roan abriu a porta de vidro da entrada da frente e ficou no limiar. Ele examinou o espaço à sua frente com atenção. Ele não queria estar aqui. Não importa quanto tempo teria que ficar, isso seria pura tortura. Se lhe fosse dada uma escolha, preferia enfrentar cem homens armados em batalha do que entrar neste lugar. "Bem? Você vai ficar parado aí o dia todo ou o que? Você vai me atrasar.” Relutantemente, Roan entrou no salão de cabeleireiro e colocou-se de lado para que Roxie pudesse entrar depois dele. Ele tentou não tomar muitas respirações profundas. O cheiro da solução permanente, tinturas de cabelo e outros produtos químicos agrediam seu sensível nariz de lobisomem. Considerando que Roxie era uma lobisomem também, Roan não tinha idéia de como ela podia suportar esses cheiros fortes. Se a incomodava, ela não mostrava sinais disto. Ela caminhou até a recepção e deu seu nome para a menina que estava sentada atrás do balcão. Roxie marchou de volta para ele e levou-o para uma das cadeiras afeminadas desocupadas que pareciam estar completamente apoiadas na parede. Roan sentou-se lentamente esperando que a cadeira quebrasse uma vez que ele colocasse todo o seu peso sobre ela. As pernas finas de madeira não pareciam ter sido feitas para apoiar um homem do seu tamanho. Tendo dois metros de altura e pesando mais de 95 quilos, ele não era um peso leve. Quando ele plantou sua bunda na cadeira e recostou-se contra o encosto, a cadeira gemeu sinistramente, mas se manteve fixa. Roan olhou para Roxie que tinha tomado a cadeira vazia ao lado da sua. Ela balançou a cabeça e suspirou. "Se você está incomododado deveria ter me deixado vir sozinha como eu queria, em primeiro lugar." Ele franziu o cenho. "É meu dever protegê-la." E Roan levava a sério seu dever. Roxie era especial. Ela era a predita, a que agora dominava sobre todos os grupos de lobisomens. Por centenas de anos, Roan, junto com seus irmãos e irmãs de armas, tinham treinado para serem protetores de um predito. Mesmo que Roxie pensasse que podia cuidar de si mesma, Roan e o resto dos protetores de Roxie não estavam preparados para deixá-la desprotegida. Mesmo que isso significasse que ele tinha que sentar-se dentro de um salão de cabeleireiro mortal enquanto os vapores de solução permanente lentamente queimavam dentro de seu nariz. Roxie fez uma careta para ele. "Desde que eu estou presa com você, você pelo menos poderia se soltar um pouco? As pessoas estão olhando. Parece que você está pronto para matar a próxima pessoa que olhar para o lado errado." Roan fez uma verificação rápida da sala. Roxie estava certa. Todos os olhos, todas as fêmeas, estavam viradas para ele. Algumas das mulheres mortais pareciam que estavam prontas para fugir, se ele somente dissesse buu, enquanto algumas deram-lhe olhares que diziam que gostavam do que viam.


A cadeira rangeu quando ele mudou de posição e se voltou para Roxie. "Por que a demora?" "Ansley está terminando com outro cliente, então, vai ser a minha vez." "Eu pensei que você tinha hora marcada." "Eu tenho. Às vezes Ansley se atrasa. Eu não me importo de esperar." "Bem, eu faço. Quanto mais rápido eu puder dar o fora daqui, melhor." Roxie olhou para ele. "Eu suponho que você nunca foi a um salão de beleza antes." Roan bufou. "Esta será a minha primeira e única vez." "Então, onde você consegue o seu corte de cabelo?" Roxie olhou apontando para os cabelos na altura dos ombros. "Saskia corta para mim." Saskia era sua irmã-de-armas e sua líder, tendia a cuidar de coisas como cortes de cabelo e tal. Antes que Roxie pudesse dizer mais alguma coisa, a menina da recepção veio até ela e chamou seu nome. "Roxie? Ansley está pronta para você agora. Se você me seguir terá seu cabelo lavado." Roan teria seguido Roxie, mas ela empurrou-o de volta em sua cadeira e balançou a cabeça. "Parado aqui, amigo. Eu estarei perfeitamente bem. Você vai ser capaz de manter um olho em mim daqui." Ele observou Roxie seguir a garota para uma das pias na parte atrás da sala onde outra mulher estava esperando por ela. Roan imaginou que a outra mulher tinha de ser Ansley, a cabeleireira de Roxie. Ele deixou seu olhar correr sobre ela. A partir do que ele podia ver dela a esta distância, Roan achou-a bonita o suficiente. Sua aparência não se comparava com a de uma mulher lobisomem, sua raça era conhecida por sua extrema beleza, mas ela parecia atraí-lo, no entanto. Tinha o cabelo castanho liso abaixo dos ombros. Ele não podia ver a cor de seus olhos desde que estava de perfil enquanto ela acenava para Roxie se sentar na cadeira em frente à pia. Roan passou a meia hora seguinte entediado enquanto ele assistia Ansley cortar o cabelo de Roxie. As duas mulheres conversavam longamente, às vezes rindo sobre algo que uma delas tinha dito. Em um ponto, ambas as mulheres viraram a cabeça para olhar diretamente para ele. Roan cruzou os braços sobre o peito e olhou de volta. Ele deu a Ansley um olhar superficial antes dele se concentrar em Roxie. Havia algo sobre seu sorriso que dizia que ela estava aprontando algo. Ele logo descobriu que ele não tinha errado em seu pensamento. Uma vez que Ansley terminou com o cabelo de Roxie, sinalizou para Roan ir até onde ela estava sentada. Sentindo-se como se tivesse cometido um erro ao se voluntariar para ser aquele que acompanharia Roxie até aqui hoje, ele se levantou e foi até a parte de trás do salão. Preparado para qualquer coisa quando se tratava de Roxie, Roan não estava preparado quando ele pegou o primeiro cheiro fraco do perfume de Ansley. Sentindo-se como se tivesse acabado de levar um soco no estômago, ele filtrou seu perfume dentre os muitos outros no prédio o máximo possível.


Ele mal conseguiu segurar um grunhido de necessidade enquanto ele fazia o mesmo com as mulheres. Seus olhos se fixaram em Ansley – sua companheira. Embora os odores químicos agressivos que pairavam no ar queimassem dentro de seu nariz, Roan não conseguia se impedir de absorver grandes goles do aroma de Ansley. Seu pau ficou instantaneamente duro como rocha dentro de seus jeans. Ele olhou para Ansley de cima para baixo. Ela realmente era uma coisa pequena. Ela não poderia ter mais do que um metro e sessenta de altura. Seus olhos cor de avelã se encontraram com os seus azuis brilhantes. Seus lábios se separaram um pouco. Ela esticou o pescoço para olhar para ele. Roan lutou contra a vontade de trazê-la para ele e ver se seus lábios eram tão adoráveis quanto pareciam. "Bem, bem. Não é interessante? " , Roxie disse com uma risada. Roan arrastou seu olhar fora de Ansley e se virou para Roxie. "O que?" "Eu acho que você conseguiu mais do que você esperava por aguardar junto comigo." Roxie colocou o braço ao redor dos ombros de Ansley. "Ansley, este é meu amigo Roan Haver. Roan, Ansley teve seu próximo cliente cancelando no último minuto. Ela gentilmente concordou em deixá-lo tomar esse horário desmarcado." Ele balançou a cabeça. Mesmo enquanto falava com Roxie, Roan manteve seu olhar sobre Ansley. "Eu não preciso cortar meu cabelo." "É o meu presente," Roxie disse. "Você pode confiar em Ansley. Ela não vai deixar você careca." Ansley riu. "Deus, não. Seria uma pena cortar todo esse maravilhoso cabelo. Prometo ser gentil." Com um breve aceno de cabeça, Roan seguiu Ansley a uma das pias. Ele sabia que estava em apuros, mas ele caminhou para o seu castigo de qualquer maneira. Com o desejo de acasalamento já montando-o com força, ele sabia que quando Ansley colocasse as mãos sobre ele, seria três vezes pior. Seria muito difícil disfarçar todo o tesão que ele ostentava, mas usaria de todo o seu auto-controle para esconder o que ele realmente era de Ansley. Se ele não se concentrasse nisso, logo estaria rosnando enquanto seus olhos brilhariam por conta de toda excitação. Sabendo que Ansley era mortal, Roan achou que ela nem imaginava que existiam lobisomens. Ele encontrou-se preso num dilema. Ele queria que Ansley o tocasse, embora soubesse que se ela o fizesse, ele poderia muito bem perder o controle. Relutantemente, ele sentou-se na cadeira e empurrou para trás até que a base do seu pescoço encostou na pia. Quando Ansley se inclinou para ligar a água, Roan sabia que ele era um caso perdido. * * * * Ansley deixou a água correr e tentou parecer como se ela soubesse o que estava fazendo. Normalmente ela poderia lavar o cabelo de um cliente sem pensar muito, mas isso não seria o caso desta vez. Ela teve dificuldade em focar em alguma coisa exceto o grande, excepcionalmente lindo homem que esperava por ela para lavar seu cabelo. Seu coração batia contra suas costelas. Ela puxou o cabelo Roan para trás assim que caiu na pia. Para seu desgosto suas mãos tremiam. Não era como se ela sentisse medo dele. Sim, Roan elevava sobre ela e, provavelmente, poderia parti-la em duas, sem sequer tentar, mas essas coisas não faziam com que ela tremesse. Não, ela definitivamente não o temia. Muito pelo contrário, na verdade. Apenas a mera visão dele deixou seu corpo em chamas.


Quando Roxie apontou pela primeira vez para Roan, Ansley tinha dado uma olhada para ele e sentiu sua boca cair aberta. Depois conseguiu parar de olhar para ele como se ele fosse um grande pedaço de chocolate que ela queria saborear, ela tentou manter sua atenção voltada para a tarefa em suas mãos. Mas ela encontrou seu olhar se desviando para onde ele estava sentado mais vezes do que queria. Dizer que ela estava atraída por Roan seria um eufemismo. Sua boa aparência masculina e seu enorme corpo musculoso a fez querer tocar e lamber cada centímetro dele. Após Roxie descobrir que o próximo cliente de Ansley tinha cancelado, Roxie perguntou se Roan poderia pegar esse horário. Ansley tinha sido rápida em concordar. Não que ela pensasse que teria uma chance com Roan. Caras como ele não iam com garotas como ela. Mas cortar seu cabelo ao menos darialhe a chance de tê-lo perto e intimamente por um tempo. Agora aqui estava ela tremendo como uma adolescente em sua primeira paixão. A maneira como Roan tinha olhado para ela quando ele caminhou até elas tinha tomado seu fôlego. A maneira intensa que ele a olhou, com o que ela tinha pensado, ser luxúria em seus olhos azuis, havia enviado seu corpo ao limite. Sua respiração tinha travado e seus mamilos apertaram sob sua camiseta. Sua buceta começou a pulsar conforme a umidade crescia entre suas pernas. A forma como Roan a tinha olhado de cima abaixo quando ele veio para ficar na frente dela fez Ansley pensar em sexo quente, suado que duraria toda a noite. Ansley respirou fundo e testou a água para ter certeza de que não estaria muito quente, então começou a molhar o grosso cabelo castanho claro de Roan. Enquanto ela lavava seu cabelo, sua coxa pressionou contra seu ombro. Esse pequeno contato foi suficiente para enviar uma onda de conscientização através de seu corpo. Enxaguando o shampoo, Ansley deixou seu olhar cair sobre o rosto de Roan. Ele tinha os olhos fechados. Ela traçou seus lábios firmes, nariz reto, maçãs do rosto e mandíbula quadrada com seu olhar enquanto ela ensaboava seu cabelo pela segunda vez. Ela teve que resistir ao impulso de montar em seu colo, expandir em cima dele e beijá-lo até que ambos estivessem sem fôlego. Com a sua sorte, Roan provávelmente a jogaria em sua bunda se ela sequer tentasse um golpe como esse. Arrastando seu olhar, ela se inclinou mais perto, enquanto massageava seu couro cabeludo. Um ruído abafado que soava muito perto de um grunhido animalesco atraiu o olhar de Ansley de volta ao rosto de Roan. Suas mãos ainda moviam quando ela pegou o intenso olhar em seus olhos agora abertos. Sua boca de repente secou, ela engoliu e lambeu os lábios com a ponta da sua língua. Roan fez o mesmo som sufocado e por uma fração de segundo ela jurou que seus olhos azuis brilhavam. Pensando que seus olhos tinham de estar brincando com ela, Ansley rapidamente terminou de lavar o cabelo de Roan. Depois de secar seus cabelos, ela o fez sentar-se na cadeira. Seus olhos seguiram-na no espelho em frente a ele enquanto ela colocava sobre o seu peito uma capa que fechava na parte de trás do seu pescoço. Ela pegou sua tesoura e um pente do pequeno balcão na frente de Roan antes de se virar para ele. "Como você gostaria eu cortasse o seu cabelo?" O olhar de Roan se prendeu no dela. "Apenas um ajuste." Ansley assentiu e se moveu para ficar atrás dele. Ela passou a trabalhar penteando os emaranhados de seu cabelo longo. "Então você é um amigo de Roxie?" "Você poderia dizer isso."


Quando ele não ofereceu nada de mais, Ansley tentou pensar em algo para dizer para manter a conversa, um feito em si mesma, considerando que ela estava tão ligada que mal conseguia pensar direito. Após ela rejeitar mais de um motivo plausível, ela deixou escapar: "Você é solteiro? Considerando o quão bonito você é, eu não posso imaginar você sendo solteiro." Ela se encolheu dentro. Realmente sutil. Não. De onde diabos isso tinha vindo? Roan enrijeceu os ombros. A cadeira rangeu. Ele parecia estar segurando os apoios de braços em um aperto de morte. "Você pode se apressar?" Belas maneiras, idiota, ela se repreendeu. Agora ele pensa que você é uma idiota total. Sua maldição, pelo menos ela chamou isso de sua maldição, havia novamente subido na sua cabeça. Sempre que ela ficava atraída por um homem, especialmente um bonitão como Roan, sua boca expelia nada além de lixo. Ela já afastara mais de um homem assim. Ansley manteve os olhos focados na parte de trás da cabeça de Roan enquanto ela aparava as pontas de seu cabelo. Agora, mais envergonhada do que excitada, ela manteve a boca fechada e fez o impossível para não fazer contato visual com ele no espelho. Dada a forma como Roan endurecia cada vez que ela o tocava, ela imaginou que ele não podia esperar para fugir dela. Ela não tomou mais tempo do que o necessário para terminar o seu corte de cabelo. Quando ela foi pegar o secador de cabelo, Roan a parou. “Vou deixar secar naturalmente." Com um aceno de cabeça, Ansley voltou atrás dele e soltou a capa. Ela estava apenas puxando-a de Roan quando Roxie chegou. Roxie olhou para Ansley depois para Roan. Ela fez uma careta. "O que você disse a Ansley, Roan? A tensão entre vocês dois é tão densa que eu poderia cortá-la com uma faca." Roxie deu a Roan um olhar significativo. "Eu pensei que você fosse usar o seu tempo mais sabiamente, se você entende o que quero dizer." Ansley não tinha idéia do que Roxie quis dizer nessa última parte, mas ela rapidamente pulou antes que Roan pudesse responder. "Não foi culpa de Roan, Rox. Às vezes eu não penso antes de falar." Ela virouse para Roan. "Eu sinto muito. Eu deveria ter mantido minha boca fechada. Tenho certeza de que você não precisa de alguém como eu, perguntando sobre sua vida pessoal. Você provavelmente tem um número suficiente de mulheres se jogando em você. Não é que eu estivesse me jogando em você. Ok, eu vou calar a boca agora." Sentindo seu rosto aquecer, ela ruborizou profundamente. Ansley percebeu que não poderia enfiar mais seus pés pelas mãos do que ela já havia feito. Ela esgueirou um rápido olhar para Roan e sentiu seu coração tentar saltar fora de seu peito quando seus olhares se encontraram. A maneira como ele a encarou como se ela fosse a única mulher na sala deixou, mais uma vez, seu corpo em chamas. Uma dor profunda dentro de sua buceta deixou-a molhada como em uma piscina. Incapaz de afastar os olhos para longe, Ansley viu as narinas de Roan inflamarem. Ele tomou uma respiração profunda. Ele se aproximou e pressionou-a com seu corpo grande. Ansley recuou até sua bunda bater no balcão atrás dela. Roan não parou até que seus corpos quase se tocassem. Ela colocou as mãos sobre as bordas do balcão para se impedir de puxar os lábios dele para os dela para que pudesse beijá-lo sem sentido. Roan inclinou a cabeça para baixo até que seus narizes quase se tocaram. "Você pode jogar-se em mim qualquer hora que você quiser." Ele empurrou seus quadris contra ela para que ela pudesse sentir a


grande protuberância em suas calças. "Eu acho que seria algo que ambos gostaríamos de receber." Ansley teve que morder o interior de sua bochecha para parar o gemido de necessidade que ameaçava sair de seus lábios. A sensação do pau duro de Roan pressionado contra seu estômago fez sua buceta apertar. Ela agarrou ao balcão atrás dela quando ele abaixou a cabeça ainda mais. Sua respiração ficou presa pensando que Roan iria beijá-la, mas em vez de ir para seus lábios ele empurrou seu rosto na curva de seu pescoço e respirou profundamente. Se ela não soubesse melhor, ela poderia pensar que ele a estava farejando. Quando ele se afastou para encontrar o seu olhar mais uma vez, Ansley sentiu como se suas pernas se transformassem em borracha. Quando o olhar de Roan parou em seus lábios, ele perguntou: "Quando você sai do trabalho?" "Ah... ah, seis." Roan deu-lhe um último olhar, que fez com que seu sangue aquecesse ainda mais, antes de se virar e sair do salão. Ansley olhou para a porta e tentou forçar seu corpo a se esfriar. O som de Roxie rindo a tirou do torpor em que Roan a tinha colocado. "É melhor eu alcançar Roan," Roxie disse. Ela deu uma piscadela para Ansley. "Não faça nada que eu não faria." Disse Roxie caminhando em direção à recepção para pagar. Ansley sentou-se em sua cadeira uma vez que Roxie deixou o salão. Ela olhou para o grande relógio na parede. Ela tinha mais quatro horas antes que pudesse sair. Ansley teve a sensação de que seriam as mais longas quatro horas de sua vida.


Capítulo Dois Roan observou Roxie saltar para fora do carro e rapidamente caminhar para a porta da frente de sua casa. Ele esperou ela entrar antes de sair lentamente do carro. Era melhor deixá-la contar aos outros o que havia acontecido entre ele e Ansley no salão de cabeleireiro. Não era como se ele estivesse envergonhado com isso, muito pelo contrário. Ele, secretamente, sempre desejou encontrar sua companheira. Ele só não esperava que o desejo de acasalamento batesse nele tão duro quando isso acontecesse. Com luxúria batendo através de seu corpo, afastar-se de Ansley tinha sido a coisa mais difícil que já tinha feito. Mesmo agora, ele teve que lutar contra o desejo de voltar para o carro e ir até ela. A única coisa que o impediu de voltar para o salão de beleza e reivindicá-la como sua companheira era o fato de que ela era mortal. Se ela fosse uma lobisomem, nesse momento, ele já a teria debaixo dele, bombeando dentro dela. Com um suspiro, Roan caminhou até a casa. Ele queria levar as coisas devagar com Ansley. Ele não queria assustá-la. Seria muito mais difícil para ele do que para ela, no entanto. Até que a reivindicasse totalmente como sua companheira, o desejo de acasalamento não afrouxaria o controle sobre ele. Seus sonhos seriam sonhos eróticos com Ansley, onde poderia tocá-la e saboreá-la. Uma vez dentro de casa, seguiu o som das vozes na sala de estar. Ele deixou seu olhar saltar sobre os ocupantes da sala. Roxie e seu companheiro, Beowulf, sentavam-se no sofá, enquanto seus dois irmãos de sangue, Skylar e Jager, sentavam-se no grande sofá transversal com seu irmão-de-armas, Leif. Pelos olhares de piedade que todos eles lhe deram, Roan sabia que Roxie já havia contado sobre Ansley. Roan se dirigiu para sentar-se no sofá transversal ao lado de Leif, mas Leif estendeu as mãos para mantêlo afastado. Ele balançou a cabeça. "De jeito nenhum você vai se sentar ao meu lado. Eu não preciso de você passando para mim. Estou muito feliz, sem uma companheira, muito obrigado.” Ele revirou os olhos e balançou a cabeça antes de se sentar na grande poltrona em frente a seus irmãos. Roan esperava tudo de Leif. Leif amava mulheres demais para querer encontrar uma companheira, não que ele teria alguma escolha se a mulher certa aparecesse. Roan só tinha que pensar em Eli, companheiro de sua irmã. Eli se sentia da mesma forma que Leif, mas ele se apaixonou por Saskia e não podia estar mais feliz. "Não é como se eu fosse contagioso, Leif", Roan disse. "E eu não planejei isso. Espere até chegar a sua vez." Leif deu-lhe um olhar de puro horror. "Isso será no dia em que o inferno congelar. Eu gosto de ter minha diversão e depois ir embora quando eu quiser." Mesmo com esse tipo de atitude para com as mulheres, Leif ainda conseguia obter qualquer mulher que quisesse, tanto mortal quanto lobisomem. "Eu vou me divertir jogando isso de volta na sua cara quando você encontrar a sua primeira e única." Roan virou-se para seus outros dois irmãos. "Bem? Tenho certeza de que vocês dois têm algo a dizer."


Jager falou primeiro. "Contanto que você possa manter o seu pau em suas calças o suficiente para ajudar a proteger Roxie eu não poderia me importar menos." Esse era Jager, sempre curto e direto ao ponto. Seu irmão não era de meia palavra. "Obrigado. Eu vou tentar não virar um viciado em sexo." Ele olhou para seu outro irmão. "E quanto a você, Skylar?" Skylar encolheu os ombros. "Estou feliz por você. Estou feliz que é você e não eu. Eu não estou pronto para assumir uma companheira." Roxie chamou a atenção de Roan quando ela calmamente limpou a garganta. "Então, Roan, você vai voltar esta noite para ver Ansley?" "Sim." Não que ele tivesse alguma outra opção. Do jeito que ele estava agora, provavelmente deixaria a si mesmo louco pensando nela até que a visse novamente. "Eu pensei que você o faria. Eu vou te dar um conselho – diga a Ansley o que você é, antes de dormir com ela. Por experiência pessoal," Roxie deu a Beowulf um olhar duro, "não é exatamente fácil de aceitar essa coisa toda de acasalamento se você não souber o que esperar." Beowulf puxou Roxie debaixo do seu braço. "Eu não vejo você reclamando.” "Não agora, mas eu não recebi a notícia de que você era um lobisomem nada bem no início, se você se lembra." Beowulf virou para olhar para Roan. "Roxie está certa. É melhor ser honesto desde o início." "Vou levar isso em consideração. Agora, se vocês não se importam, podemos mudar de assunto? Falar sobre Ansley está me fazendo um pouco impaciente, se vocês entendem o que quero dizer." Quando Beowulf e Roxie começaram a falar sobre Wulf' Den, a boate de propriedade de Beowulf, Roan deixou a conversa passar por ele. Com meio ouvido, ouviu seus irmãos e Beowulf conversarem sobre quem estaria indo para a boate com ele e Roxie naquela noite. Pelo menos Roan sabia que não contavam com ele para essa tarefa. Com o desejo de acasalamento cavalgando, ele duvidava que seria bom para eles de qualquer maneira. As exigências de seu corpo seriam muito mais difíceis de ignorar até ele fazer Ansley sua. Até então, ele não seria bom para muita coisa. * * * * Pelo resto do dia Ansley encontrou-se distraída por pensamentos sobre Roan. Ela não podia deixar de se perguntar se ele iria realmente aparecer, quando ela saisse do trabalho. Ele não tinha exatamente a convidado para sair, apenas perguntou quando ela sairia. Enquanto as horas passavam, Ansley sentiu mais do que certeza de que Roan não apareceria. Sim, ele tinha olhado para ela com a excitação em seus olhos, mas isso não significava que ele não fosse mudar de idéia depois de ter algum tempo para pensar sobre isso. Quando chegou perto das seis horas, Ansley já tinha se convencido completamente de que Roan não apareceria. Depois de cortar o cabelo do último cliente, ela limpou sua estação de trabalho em seguida saiu. Uma vez que ela chegou a calçada, ela olhou em volta. Como ela suspeitava, Roan não parecia estar em qualquer lugar à vista. Tentando não deixar que isso a incomodasse, Ansley caminhou para o


estacionamento atrás do salão. Ela decidiu que uma grande tigela de sorvete estava em seu futuro, juntamente com um copo ou dois de vinho. Ela tinha acabado de chegar do lado do motorista de seu Pontiac Sunfire quando uma mão pesada pousou em seu ombro. Com um grito, ela se virou para ver quem chegava por trás dela. Seus olhos se arregalaram de surpresa. "Roan? O que você está fazendo aqui?" “Por que você parece tão surpresa? Eu disse que estaria de volta." Ansley balançou a cabeça. "Não, você não disse. Você só me perguntou a que horas eu saía do trabalho." Roan olhou para ela. Suas sobrancelhas se uniram. "Você não achou que eu ia voltar." Ele disse isso como uma declaração não uma pergunta. "Por que eu deveria? Não é como se você me convidasse para um encontro." Ele empurrou suas costas contra o carro. Ele colocou as mãos no teto do carro, efetivamente prendendo-a dentro. Com sua voz profunda, agora rouca, Roan disse, "Bem, eu estou pedindo agora." Ansley engoliu. "Você está me pedindo para sair?" Roan sorriu. "Não é isso que você queria?" Com Roan tão perto ela teve dificuldade de pensar direito. "Você tem... Você tem certeza de que quer sair comigo? Você é tão bonito, e vamos ser francos, eu não sou nenhuma rainha da beleza. Você pode encontrar alguém muito mais bonita do que eu. “Comparado a você eu sou...” Ele a calou com seus lábios. Primeiramente, Ansley se manteve perfeitamente imóvel, mas depois os lábios de Roan se moveram nos dela. Sua língua varreu a costura de seus lábios. Ansley deixou seus olhos fecharem e seus lábios se abriram para ele. Ele enfiou os dedos de uma mão por seu cabelo e segurou-a no lugar. Ele empurrou sua língua dentro. As mãos dela se aproximaram e cerraram na frente da sua camiseta enquanto ele explorava o interior de sua boca antes que ele entrelaçasse sua língua com a dela. Roan tinha sabor de pecado e sexo quente e selvagem. Aprofundando o beijo, Roan correu a outra mão abaixo ao seu lado na parte inferior e puxou-a para mais perto dele. Ansley gemeu. O comprimento de seu pênis duro aninhou contra seu estômago. Em resposta, sua buceta ficou molhada. Seus mamilos ficaram tensos sob sua camisa. Ela queria tirar a roupa dela e esfregar seu corpo nu contra o dele. Fazia muito tempo que um homem a tinha beijado. Seu corpo faminto por sexo doía para ter seu pênis duro profundo dentro dela. Roan colocou uma de suas coxas duras entre suas pernas e empurrou-se contra sua vagina. Ansley gemeu em sua boca. A pressão enviou ondas de choque de prazer através de seu sexo. Usando sua camiseta para puxá-lo ainda mais, ela o beijou de volta com fome, esfregando-se contra sua coxa. Ela arqueou suas costas enquanto a mão dele se aproximou e segurou seu seio através de sua camisa. A explosão de uma buzina de carro na rua empurrou Ansley da névoa sexual que tinha tomado conta dela. Ela se afastou e olhou para Roan. Ela respirou fundo quando viu que seus olhos azuis brilhavam


mutantemente. Ansley piscou de surpresa. Ao som de sua respiração afiada, Roan fechou os olhos e descansou sua testa contra a dela. "Só me dê um segundo." Sua voz saiu em um meio rosnado. Ansley manteve-se imóvel enquanto Roan dava algumas respirações profundas para se acalmar. "Roan? Você está bem?" Quando ele continuou a manter-se rigidamente, ela perguntou em voz baixa: “Eu fiz alguma coisa errada?" Roan levantou a cabeça para olhar para ela. Ansley notou que seus olhos já não pareciam brilhar, fazendo-a pensar mais uma vez que ela estava vendo coisas que não estavam realmente lá. "Por que você acha que fez algo de errado?" Ele perguntou com uma carranca. "Você não fez nada errado. Se você fez alguma coisa, fez tudo certo." Ele passou a mão em uma das suas bochechas. "O problema é que eu prometi a mim mesmo que iria levar as coisas devagar com você. Aproveitar o tempo para nos conhecermos melhor. Neste momento estou tomando toda a minha força de vontade para não jogá-la sobre o capô de seu carro e tomá-la até você gritar meu nome." A boca de Ansley formou um O redondo enquanto imagens do que ele queria fazer com ela passaram em sua cabeça. Ela poderia facilmente imaginar-se deitada no capô de seu carro com as pernas em volta da cintura de Roan enquanto ele martelava nela. As imagens fizeram sua buceta doer e umidade vazer em sua calcinha. Com um meio grunhido, Roan deu um passo para trás. Seu peito subia e descia rapidamente enquanto arrastava em respirações profundas. Suas mãos cerradas ao lado do corpo. "Tudo o que você está pensando, pare com isso. Eu posso sentir sua excitação e isso está fazendo estragos com o pouco de autocontrole que me resta. Isso pode ter sido um erro." Ele deu outro passo para trás. Com medo de que Roan se virasse e fosse embora, Ansley rapidamente deixou escapar, "Não vá. Por que você não vem para minha casa?" Num piscar de olhos Roan a tinha mais uma vez presa contra seu carro, enquanto ele pairava sobre ela. "Eu acho que eu preciso descobrir por que você continua pensando que eu vou me afastar de você. Se eu a tivesse da minha maneira eu levaria você para a minha cama e nunca mais deixaria você sair dela." Ansley engoliu alto. "Então isso significa que você quer ir para minha casa?" Roan riu. "Você percebe que, pedindo-me para ir na sua casa você estará brincando com fogo. Você está disposta a arriscar a chance de se queimar?" "Eu estou disposta a correr o risco." Deus, ela estava mais do que disposta a arriscar. Apenas a idéia de que Roan a desejava fez seus joelhos ficarem fracos. Nunca em um milhão de anos Ansley teria pensado que ela alguma vez teria a chance com um homem como Roan. Ele era o sonho molhado de cada mulher. Ele arrastou um dedo por sua bochecha. "Você pode estar disposta a correr esse risco, mas eu não estou ainda. Que tal a gente ir buscar algo para comer primeiro? Então podemos ver sobre ir para sua casa depois disso."


Mesmo que ela não tivesse comido nada desde o almoço, Ansley sabia que provavelmente não seria capaz de comer muito com Roan sentado tão próximo. Ele a fez com fome para outras coisas além de comida. Ela assentiu com a cabeça. "Tudo bem. Há uma grande churrascaria no caminho para o meu apartamento." "Soa bem para mim. Eu vou seguir você. Meu carro está logo ali." Ansley olhou na direção que Roan apontou. Crescendo com um, não muito feminino gosto por carros esportivos, ela reconheceu o carro. Era um Lexus IS F Perfomance cinza metálico. Tinha que ter custado o dobro do que ela ganhava em um ano de trabalho no salão de cabeleireiro. Também fez seu Sunfire parecer um carro gentil em relação ao dele. Obviamente ele tinha tanto dinheiro quanto boa aparência. Depois de dizer a Roan o nome e localização do restaurante no caso deles se separarem, Ansley entrou em seu carro. Ela observou Roan caminhar para o seu e entrar. Enquanto ela abria caminho para o restaurante, Ansley tinha que saber quando a bola ia cair. Era sempre assim quando ela se via atraída por um homem. Roan parecia ser perfeito em todos os sentidos. Seria apenas uma questão de tempo antes que ela dissesse ou fizesse algo para afastá-lo. Quando se tratava de homens, ela tendia o ser seu maior inimigo. * * * * Roan deixou o olhar vagar para baixo do magro, mas curvilíneo, corpo de Ansley quando ela tomou a cadeira em frente a sua no restaurante. Ele queria deixá-la nua enquanto lambia e beijava cada centímetro dela. O beijo que tinham compartilhado no estacionamento tinha apenas alimentado as chamas de sua excitação para alturas ainda maiores. Seu beijo tinha sido melhor do que o mais puro vinho. Com o aroma de sua excitação girando em torno deles, Roan tinha tido dificuldade em frear de volta o lobo dentro dele. O lobo queria tomá-la como sua companheira, tanto quanto o homem queria. De alguma forma, conseguiu se segurar e não agir sobre o que seu corpo gritava para ele fazer. Ele só esperava ser capaz de fazer isso de novo, porque ele tinha a intenção de provar cada parte de Ansley antes que esta noite terminasse. Ansley se moveu em sua cadeira. Ela olhou para o menu que estava na sua frente apoiado na mesa. Roan assistiu-a tomar o lábio inferior entre os dentes. Isso o fez querer substituir os dentes dela pelos seus. Como se sentisse ele olhando, ela encontrou seu olhar, então, rapidamente olhou de volta para o menu. Roan sorriu. Ansley era uma contradição em termos. Às vezes ela parecia extrovertida, enquanto em outras ela vinha transversalmente como se fosse tímida. Quando a garçonete veio, eles lhe deram os seus pedidos. Roan pediu o maior bife no menu e pediu para que fosse o mais cru possível. Ansley pediu uma salada. Após a garçonete partir, Roan disse, "Você poderia ter pedido mais do que uma salada, Ansley." "A salada será suficiente." Ela lhe deu um sorriso nervoso. Ele esperava que ela não fosse uma dessas mulheres mortais que só comia o suficiente para manter um pássaro vivo. Ele teria de tirar isso dela se esse fosse o caso. Roan gostava de sua mulher magra, mas não ao ponto de pele e ossos.


Sem nunca ter realmente estado em um encontro antes, Roan pediu a Roxie alguns conselhos. Sendo um lobisomem guerreiro, com mais de mil anos de idade, o namoro não tinha estado exatamente no alto de sua lista de coisas para fazer. Se ele precisava de uma mulher, ele geralmente procurava fêmeas lobisomem que estavam dispostas a dar-lhe uma ou duas noites de prazer em suas camas e nada mais. E ele nunca dormiu com mulheres mortais. Ele queria evitar o aborrecimento de ter que esconder delas o que ele realmente era. A ironia de que sua companheira acabasse sendo mortal, e que agora tinha de alguma forma fazer com que ela o aceitasse pelo que ele era, não tinha passado despercebido em Roan. Ele limpou a garganta. Roxie lhe tinha dito que neste ponto do encontro ele deveria fazer perguntas a Ansley sobre si mesma para que ele pudesse conhecê-la melhor. "Há quanto tempo você trabalha no salão de cabeleireiro?" Ansley brincava com o garfo. "Dois anos. Tenho sido uma cabeleireira por cinco. Onde eu trabalho agora paga mais do que o primeiro lugar que eu trabalhava. E você? O que você faz para viver?" Roan teve que pensar sobre isso. Ele não trabalhava por si só. Ele gastou centenas de anos treinando para ser um dos protetores para um predito. A maior parte de sua vida adulta tinha sido gasta em treinamento com uma espada enquanto esperava com seus irmãos e irmã para o predito nascer. E não era como se qualquer um deles precisasse trabalhar. Estando vivo a tanto tempo, a pessoa tende a acumular dinheiro mais do que suficiente ao longo dos anos. Além disso ajudou que Dirk, um de seus outros irmãos-dearmas, tinha um talento especial para investir. No final, ele disse, "Você poderia dizer que eu estou no negócio de proteção." O olhar de Ansley saltou em seu peito e ombros antes que ela olhasse de volta para seu rosto. "Deixe-me adivinhar, você é um guarda-costas. Você é certamente forte o suficiente para ser um." "Você poderia dizer que eu sou um guarda-costas." "Você tem protegido alguém famoso?" "Ah... não. Ninguém famoso. Agora eu estou entre empregos." Roan odiava ter que mentir para Ansley, mas até que ela soubesse o que ele realmente era, esta pequena mentira não lhe faria mal nenhum. Nesse ponto, a garçonete apareceu comos seus pedidos. Roan cavou seu bife com gosto. Não era tão crua quanto ele gostava, mas fora isso, tinha um gosto bom. Como todos os lobisomens, ele gostava que sua carne mal tocasse em uma panela, e tão crua que praticamente podia levantar-se e andar para fora de seu prato. Roan levantou os olhos para ver se Ansley estava apreciando sua salada. Quando seus olhares colidiram, ele sentiu seu pau instantaneamente como uma rocha dura. Ansley não tinha tocado em seu prato. Ela olhava para ele como se quisesse comê-lo em seu lugar. Isso o distraiu de sua comida, fazendo com que quase esquecesse de onde estavam. Com seu olhar aquecido bloqueado com o dele, ele só queria jogá-la sobre a mesa e afundar seu pênis dolorido dentro dela. Sabendo que se Ansley continuasse a encará-lo dessa forma era mais do que provável que ignorasse que estavam em um lugar público, Roan decidiu jogar ao inferno toda essa coisa de encontro. Se não sentisse


o gosto de Ansley logo ele ficaria louco. Seu lobo não gostava de ser contido. Tendo sua companheira por perto e incapaz de tocá-la fez seu lobo jogar a cabeça para trás e uivar. Roan manteve o olhar preso ao de Ansley. "Que tal levarmos a nossa comida paraa sua casa? De repente percebi que preciso de um pouco de privacidade." disse ele em uma voz rouca. Ansley lambeu os lábios e assentiu. O cheiro de sua excitação tomou conta dele, fazendo seu pênis crescer ainda mais duro. Puxando seu olhar, Roan chamou a atenção da garçonete e sinalizou. Dez minutos mais tarde, ele conduziu Ansley para fora do restaurante levando sua comida embalada em um saco plástico. Ele só teve tempo suficiente para dar em Ansley um beijo duro antes de deixá-la entrar em seu carro. Enquanto seguia atrás dela, ele rezou para que ela não morasse muito longe do restaurante.


Capítulo Três Ansley verificou no seu espelho retrovisor para ter certeza que Roan ainda dirigia atrás dela. Ele estava. Ela tomou uma respiração profunda, equilibrada, mas isso não impediu seu coração de bater com excitação. Quando ela e Roan tinham trocado os olhares sobre a mesa no restaurante, ela sabia exatamente o que iam fazer, uma vez que chegassem a seu apartamento. Seu corpo reagiu da forma mais elementar quando ele disse, com sua voz rouca, que queria um pouco de privacidade. Normalmente não sendo de saltar na cama com um cara que ela acabara de conhecer, Ansley sabia que Roan seria a exceção. Quando ele estava perto, seu corpo parecia estar em um perpétuo estado de excitação. Ao chegarem, ela enfiou a braço para fora da janela do carro e acenou para Roan parar no estacionamento de visitantes na extremidade oposta a da sua vaga. Ela estacionou e saiu do seu carro. Mal acabou de fechar a porta do carro quando duas grandes mãos pousaram em seus ombros. Com um grito, ela virou-se para encontrar Roan em pé atrás dela. Pela segunda vez naquele dia ele tinha sido capaz de chegar por trás dela sem ela ouvi-lo. Ela olhou em volta para ver seu Lexus estacionado na extremidade do estacionamento. "Como você chegou aqui tão rápido?" "Eu corri." Ele deve ter corrido muito para chegar até ela tão rapidamente. Ela deixou Roan tomar sua mão e conduzi-la até a porta da frente de seu prédio. Agora que ela o tinha aqui, Ansley começou a ter dúvidas, mas não sobre dormir com Roan. Seus segundos pensamentos resultaram dela convidá-lo ao seu apartamento. Seu pequeno apartamento de um quarto provavelmente não se comparava com o lugar aonde Roan vivia. Com seu salário, Ansley teve sorte de pegar este apartamento e que de forma alguma poderia ser chamado de maravilhoso. Apesar de ser barato, não tinha entrada segura ou uma garagem com estacionamento subterrâneo. Ele não tinha sequer um elevador, uma vez que o prédio só tinha três andares. Se Roan notou a falta de um elevador quando Ansley o levou até as escadas de seu apartamento no terceiro andar, ele não disse nada. Uma vez que ela desbloqueou a porta de seu apartamento, ela empurrou-a e entrou. Roan seguiu atrás dela. Ansley acendeu uma luz e virou-se para encontrar Roan fechando a porta atrás deles. Seus olhos fizeram uma varredura rápida do apartamento antes de seu olhar voltar para ela. Ela lhe deu um meio sorriso. "Eu sei que é pequeno e, provavelmente, não é o que você está acostumado, mas é tudo que eu posso pagar agora. Estou tentando economizar dinheiro para que eu possa abrir minha própria loja em algum momento no futuro." Roan moveu-se para colocar a comida em sua pequena mesa de cozinha, antes que ele ficasse na frente dela. "Eu não vim aqui para verificar o seu apartamento, Ansley. Eu vim aqui para estar com você."


Ele puxou-a em seus braços. Seus lábios tomaram os dela em um beijo quente. Ansley deixou suas chaves e bolsa cairem no chão antes de colocar os braços em volta do pescoço de Roan. Seu corpo amoleceu quando ele lambeu e então suavemente mordeu seu lábio inferior antes de empurrar sua língua dentro da boca dela. Ansley subiu na ponta dos pés e pressionou mais perto de Roan. Ele era tão alto que teve que praticamente se dobrar para beijá-la. Conforme Roan aumentava a pressão de seus lábios, Ansley chupava sua língua e enfiava os dedos por seu cabelo comprido na parte de trás do seu pescoço. Roan a pegou fora de seus pés e continuou a beijála enquanto caminhava para seu sofá. Ele a deitou sobre ele, então a seguiu. O sofá mal acomodava a ambos. Roan posicionou-os de modo que ambos ficaram de lado. Ansley jogou a perna por cima do quadril de Roan. Ele deixou sua mão percorrer a inferior de sua camiseta, enfiou a mão por baixo e tocou seu seio através de seu sutiã. Seu polegar esfregou para trás e para frente em seu mamilo já tenso. Quando ela gemeu e pressionou seu peito mais perto, Roan agarrou sua camiseta e em seguida puxou-a sobre sua cabeça. Ele jogou-a sobre seu ombro no chão. O sutiã rapidamente a seguiu. Roan rolou seu mamilo entre o polegar e o dedo indicador, enquanto mordiscava seu caminho ao longo de sua mandíbula. Precisando sentir sua pele junto ao dela, Ansley agarrou o fundo de sua camiseta e levantou até o queixo. Roan levantou a cabeça apenas o tempo suficiente para retirá-lo antes dele fazer uma trilha de beijos até seu seio. Umidade vazou de sua buceta em sua calcinha, embebendo-a. Ele levantou seu seio em sua mão e circulou o mamilo com a língua antes que ele chupasse profundamente dentro de sua boca. Com cada puxão de sua boca Ansley sentia um puxão correspondente em seu sexo. Ela apertou os fortes músculos internos como se seu corpo se preparasse para ser preenchido. Ansley engasgou. Roan alternou entre sugando e sacudindo-lhe o mamilo com a língua. Ela sentiu a dura longitude de seu pau pressionado contra o interior de sua coxa. Querendo sentir o quão grande ele era, ela estendeu a mão e segurou-o através de seu jeans. Um grunhido baixo retumbou da garganta de Roan enquanto ela o acariciava. Ele arrastou os dentes levemente sobre seu mamilo. Ela desfez sua calça e enfiou a mão dentro para envolver o seu eixo espesso. Com outro rosnado baixo, Roan rapidamente desfez sua calça jeans e empurrou-a para baixo dos quadris, levando sua calcinha com ela. Uma vez que ele as tirou completamente fora dela, soltou seu seio e arrastou a mão à parte dela que doía para ser preenchida. Ele reivindicou seus lábios em um beijo duro enquanto ele acariciava sua buceta molhada com um dedo antes dele empurrar dentro de seu núcleo. Ansley bombeou sua mão para cima e para baixo em seu pau no mesmo ritmo que Roan bombeava seu dedo dentro e fora de sua vagina. Quando um segundo dedo juntou-se ao primeiro, ela gemeu em sua boca. Ele bombeou seus dedos, mais duro, mais rápido. Ela apertou sua buceta em torno deles. Seus quadris resistiram, seu corpo enrolando mais apertado. Como se ele sentisse que não demoraria muito para enviá-la sobre a borda, Roan acariciou seu clitóris com o polegar, enquanto seus dedos trabalhavam em seu interior. Com um gemido alto, ela quebrou. Suas paredes internas agarraram seus dedos quando ela gozou. Ela relaxou contra Roan. A última onda de prazer diminuiu, mas Ansley queria tudo de Roan e não apenas seus dedos. Ela arrastou seus dedos acima de seu eixo rígido até a cabeça de seu pênis. Ela esfregou a pérola de pré-sémen que ela encontrou lá em sua pele. Roan deixou sua boca e enterrou o rosto na curva de seu pescoço enquanto ela segurava sua ereção na mão. Ele bombeou seus quadris contra ela.


Sentindo o prazer mais uma vez começar a se construir dentro dela, Ansley se contorceu até que seu sexo encontrasse com seu pênis. Ainda com a mão ao redor da base de seu pênis, ela se moveu para frente até que a cabeça de sua ereção intrometeu-se contra a sua abertura molhada. Ela flexionou os quadris e pressionou para por a ponta do seu pênis dentro de sua vagina. Roan levantou a cabeça e resmungou em voz alta. Ele colocou uma mão no quadril dela para segurá-la. "Não," ele disse em uma voz tensa. Ansley piscou seus olhos para descobrir que os de Roan brilhavam mutatemente enquanto ele olhava para ela. Mesmo que ela soubesse que o que ela viu não poderia ser real, seus olhos continuaram a brilhar, mesmo depois que ela piscou. Ela achou estranhamente excitante. Apesar de sua grande mão em seu quadril, ela flexionou os quadris e tomou um pouco mais de seu pênis dentro dela. "Pare, Ansley," Roan disse entre os dentes cerrados. "Você não sabe o que está fazendo. Eu estou apenas pendurando em meu auto-controle por um fio." Ela tentou tomar mais dele, mas o agarre de Roan em seu quadril apertou. "Eu pensei que isso era o que você queria," ela gemeu. "Eu sei que eu quero." Com um grunhido que não poderia ser confundido com qualquer coisa, mas animalesco, Roan empurrou-a quando ele caiu para trás do sofá para o chão. Não tenho certeza exatamente o que ela tinha feito para causar uma reação tão violenta dele, Ansley silenciosamente observava-o se levantar. Ele ficou na frente dela e olhou para ela. Seu peito subia e descia rapidamente. Seu pênis estava ereto da frente aberta de seus jeans. Ansley não entendia. Era óbvio que Roan queria. Ela estendeu a mão, mas ele balançou a cabeça. Ele enfiou de volta seu pau dentro da calça jeans e fechou-a. Ele pegou sua camiseta do chão e puxou-a. "Roan?" Ansley perguntou perplexa. "Isso foi um erro. Eu não devia ter vindo aqui." Sem outra palavra, Roan virou-se e deixou o apartamento. Sentindo-se como se Roan tivesse acabado de esbofeteá-la, Ansley saiu do sofá e recolheu suas roupas. Dor, sem nenhuma real compreensão porque Roan tinha fugido, ela foi para o banheiro para tomar um banho. Ela achava que as coisas estavam indo bem. Obviamente ela tinha feito algo errado. Não seria a primeira vez que um homem tinha mudado de idéia sobre ela uma vez que as coisas tinham ficado íntimas. Seu último namorado, que durou apenas alguns meses, não tinha gostado que ela tendesse a ser um pouco agressiva na cama. Mas, quando ela se segurou, ele acabou largando-a por achá-la muito fria. Ansley entrou no chuveiro e deixou a água quente correr sobre ela. Enquanto lavava o cheiro de Roan fora de sua pele, ela desejava poder facilmente lavar a memória do quão bom tinha sido se sentir realizada em seus braços. * * * * Roan não pôde ficar longe do apartamento de Ansley rápido o suficiente. Conforme ele acelerava pela estrada em direção a ponte Golden Gate, ele tentou encoleirar de volta o seu lobo. O lobo queria voltar


para Ansley e terminar o que tinha começado. Roan não podia acreditar o quão perto ele esteve de ceder à sua vontade de reivindicar Ansley como sua companheira ali mesmo. Quando ela gozou em seus braços, com seus gemidos enchendo seus ouvidos, ele disse a si mesmo que seria o suficiente, e ele se sentiu pronto para explicar a Ansley o que ela significava para ele. Mas quando ela tinha tomado a cabeça de seu pênis dentro de seu corpo, ele teve que lutar contra si mesmo e com o lobo para evitar de se entregar em seu calor acolhedor. Ele dirigia seu carro do outro lado da ponte e se dirigiu para Marin County, onde ele e seus irmãos e irmãs viviam. A mansão era grande o suficiente para os sete, agora oito desde que Eli, companheiro de Saskia, havia se mudado para morar com eles. Mas, em seu humor atual, Roan desejava poder estar morando sozinho. Quando ele chegou na mansão, Roan dirigiu-se o longo caminho e estacionou seu Lexus na espaçosa garagem de seis vagas antes de se dirigir para o interior da casa. Sentindo-se como se seus nervos tivessem sido esticados até aos seus limites, ele foi ver se alguém estava em casa. Ele encontrou Saskia e Eli, na sala de estar, assistindo a um filme na TV de tela grande de LCD. Eles estavam abraçados no sofá. A visão deles juntos fez Roan pensar em Ansley. Saskia virou a cabeça em sua direção quando Roan entrou na sala. Ela o olhou de cima a baixo. "Você parece como se estivesse prestes a explodir. Imagino que sua noite não foi como você planejou." Ele passou a mão pelo cabelo. "Eu quase estraguei tudo." "O que aconteceu?" Eli perguntou. "Você disse a ela sobre você ser um lobisomem e ela não aceitou bem?" Roan balançou a cabeça. "Eu não disse a ela sobre isso ainda." "Então qual é o problema?" Saskia perguntou. "Eu estive muito perto de reivindicá-la." "Eu pensei que você queria levar as coisas devagar com Ansley." "Eu quero, mas está se tornando muito mais difícil do que eu pensei que seria. Eu acho que eu posso ter estragado tudo." "Por quê?" "Vamos apenas dizer que eu imitei a mesma cena que você fez com Eli quando encontrou-se acasalada a ele. Eu corri." Saskia e Eli não sabiam que eles eram companheiros quando se conheceram. Eli sendo um mortal no momento, claro que não tinha mostrado os sinais exibidos de um lobisomem macho quando ele encontra sua companheira. Inesperado como tinha sido, Saskia tinha fugido de Eli logo após que o seu vínculo de acasalamento havia sido formado. Saskia se encolheu. "Você não fez."


"Ah, mas eu fiz. Era isso ou terminar o que tinha começado." "O que você vai fazer para corrigir isso?" "Eu não tenho a menor idéia. Agora, eu preciso trabalhar a minha frustração." Ele deu a Saskia um olhar penetrante. "É hora de retribuir o favor que lhe fiz quando você veio correndo para casa por causa de Eli." Saskia sorriu e saiu do sofá. "Eu vou pegar minha espada e encontrar você lá embaixo." Ela olhou para Eli. "Você vai se juntar a nós?" Eli deu-lhe um olhar aquecido. "É melhor não. Você sabe como vendo você balançar aquela sua espada me excita. Eu não acho que Roan gostaria que eu roubasse você tão cedo." Ela se inclinou e deu um beijo rápido em Eli. "Talvez mais tarde eu tenha que praticar um pouco mais com a espada em nosso quarto." Afastando-se, Roan disse em uma voz aguda, "Eu vou estar lá embaixo." Ele se afastou do casal antes que ele fizesse algo estúpido como bater o punho através da parede. * * * * No porão, que tinham convertido em uma área de treinamento, Roan assistiu Saskia atravessar a sala com a espada na mão para ficar na frente dele. Ela balançou sua espada em um arco na frente dela para soltar. Roan fez o mesmo. Ele sabia que Saskia não pegaria leve com ele. Ela nunca o fez, e era com isso que ele contava agora. Ele precisava fazer algo que pudesse distraí-lo de pensar em Ansley. Algo que pudesse cansar. E Saskia seria a mulher para dar a ele o que precisava. À primeira vista, Saskia não parecia ser adversária suficiente para ele, mas os olhares podem ser enganadores. Com seu longo claro loiro, quase branco, brilhantes olhos violetas e construção delgada, alguém poderia pensar que ele poderia desarmá-la e tê-la à sua mercê, em questão de segundos. Isso era tão longe da verdade que não era nem mesmo engraçado. Saskia não tinha sido escolhida para ser a líder dos seis grandes solitários lobisomens machos por nada. Ela poderia fazer frente à qualquer um deles. Ao aceno de Saskia, eles circularam um ao outro com as suas espadas levantadas. Enquanto a maioria dos lobisomens de sua idade tinham desistido da espada há muito tempo e escolheram lutar em forma de lobo, se a necessidade sempre se levantasse, os sete protetores de Roxie ainda usavam a espada - sua arma de escolha. Roan fez o primeiro ataque, o qual Saskia facilmente bloqueou com sua espada. Circulando outra vez, ele esperou por outra abertura, em seguida, atacou ela. Desta vez faíscas voaram quando suas lâminas se encontraram. Saskia e Roan desviavam e empurravam. O som de suas espadas chocando encheu a sala. Nenhum deles tentou ferir o outro. Isso era apenas um exercício, um treino. Até o momento que Roan ergueu a mão para indicar que ele tinha o suficiente, ele e Saskia estavam suando e sem fôlego. "Sente-se melhor agora?" Saskia perguntou enquanto ela ofegava para respirar. Ele limpou o suor dos seus olhos antes de responder. "Um pouco. Pelo menos agora eu devo ser capaz de dormir."


"Isso é ruim, não é?" "Eu tenho certeza que não é tão mau como quando você e Eli estiveram longe um do outro por qualquer período de tempo." Uma vez acasalados, casais lobisomens não podiam ficar distantes por muito tempo. Quanto mais distante mais ansiosos eles se tornavam até que estivessem juntos de novo, o que geralmente acabava com o casal acasalado tendo sexo. "Basta dizer a Ansley o que você é, Roan. Você não está fazendo bem a qualquer um dos dois se mantendo fora, especialmente a você." Ele bufou. "Sim, eu vou deixar escapar que eu sou um lobisomem e que ela é minha companheira e vamos viver felizes para sempre. Ansley vai pensar que eu preciso ser trancado com o resto dos loucos." "Você pode sempre ir como lobo em frente a ela. Ela não seria capaz de negar a verdade, então." "Não, mas ela poderia muito bem fugir gritando. Ou cair morta em um desmaio. Eu não acho que ela é tão forte quanto você é, Saskia. Ela é um pouco tímida, inibida." "Eu acho que você está se cobrando muito, Roan. Quanto tempo você pretende arrastar isso? Quanto tempo você acha que vai ser capaz de aguentar antes que você se quebre e reivindique-a sem lhe dizer a verdade?" "Para ser honesto, eu não tenho a menor idéia. Neste momento ver quanto tempo eu posso me manter no controle é a menor das minhas preocupações. Depois da maneira como eu deixei Ansley, eu não ficaria surpreso se ela estiver mais do que um pouco chateada comigo." Saskia fechou a distância entre eles e deu um abraço em Roan. "Eu tenho certeza que ela vai te perdoar. Depois de tudo vocês dois estão destinados a ficarem juntos." Roan a abraçou de volta. "Eu só espero que sim."


Capítulo Quatro Depois de um sono profundo com seus sonhos cheios de imagens eróticas de Ansley em sua cama, dela gemendo seu nome quando ele a levava uma e outra vez, Roan se dirigiu até a casa de Roxie e Beowulf. Era a sua vez, junto com seus dois irmãos-de-armas Dirk e Kye, de vigiar Roxie. Não que ela lhes permitisse fazer muito mais do que sentar e usar o espaço. Mesmo que Roxie não achasse que ela precisava de sua proteção, Roan sabia que Beowulf era mais do que grato. Roxie poderia pensar que eles estavam exagerando, mas sabia que seria apenas uma questão de tempo antes que alguém fizesse um movimento contra ela. A pessoa que mais os preocupava era Miles - o irmão de sangue de Saskia. Uma vez, ele tinha sido escolhido para ser um dos protetores do predito, mas isso logo mudou quando Miles decidiu que queria ter controle sobre o predito, em vez de ser um protetor. Roan encontrou seus irmãos com Roxie, no escritório dela, no segundo andar. Mesmo que Roxie não precisasse trabalhar, pois Beowulf tinha dinheiro mais que suficiente e ainda mais um pouco, ela ainda continuava seu trabalho na sua empresa de web design que tinha começado antes dela conhecer o seu companheiro. Como uma viciada auto-proclamada da internet, Roxie tinha dito que amava seu trabalho demais para desistir. Kye estava sentado em uma das cadeiras perto da mesa de Roxie parecendo entediado. Dirk, por outro lado, se posicionava atrás da cadeira de Roxie completamente absorvido no que ela trabalhava quando ela apontou para algo no monitor de seu computador de mesa. Roan balançou a cabeça. Dirk e Roxie ficariam aqui por horas. Dirk, o único deles que estava completamente abraçado a era tecnológica, agora fazia todos os seus investimentos através da internet. Uma vez que Roxie descobriu que ele não era tão experiente em computador quanto ela, havia tomado para si a tarefa de ensinar a Dirk tudo o que sabia sobre web design. Algo que Dirk tinha estado mais do que interessado em aprender. Sabendo que os outros dois estavam absorvidos demais no que eles estavam fazendo para ouvi-lo entrar na sala, Roan chamou a atenção de Kye. "Se você precisar de mim, eu vou estar lá fora na parte de trás. Eu tenho que dar um telefonema." Kye cobriu um bocejo grande com a mão. "Claro, vá em frente. Não é como se estivesse acontecendo muita coisa por aqui. Eu não sei como esses dois podem olhar para esse monitor do computador por horas a fio e não terem dor de cabeça. Meus olhos estariam se cruzando agora, especialmente se eu tivesse que olhar para esses rabiscos que Roxie chama de código HTML." Roan riu. "Eu acho que ajuda se você puder entender o que você está olhando." "Eu acho." Kye se estabeleceu abaixo em sua cadeira. "Eu acho que vou pegar alguns Zs até que eles decidam que já tiveram o suficiente." Tendo estado no lugar de Kye mais de uma vez, Roan não poderia culpá-lo. Ele saiu do quarto e foi para a cozinha, atravessou a porta de vidro e puxou o celular do bolso da frente do Jeans. Fechando a porta


atrás de si, procurou através de sua lista de contatos até encontrar o número do trabalho de Ansley, que tinha gravado no seu telefone mais cedo. Quando alguém atendeu do outro lado, Roan pediu para falar com Ansley. Colocado em espera ele aguardou pacientemente Ansley pegar o telefone. Quando ela o fez, ele disse: "Ei, Ansley. É Roan." "Ah. O que você quer?" Ansley perguntou em tom cortante. Ela definitivamente não estava feliz em ouvi-lo. "Eu pensei que nós poderíamos nos encontrar novamente hoje à noite." Ansley não respondeu imediatamente. "Por quê? Assim você pode fugir de mim outra vez?" "Ah, olha, aquilo não tinha nada a ver com você.Ok?" "Claro que não. Você não poderia fugir de mim rápido o suficiente." "Eu tive minhas razões para fazer o que eu fiz. Deixe-me ver você hoje à noite e eu vou explicar tudo." "Eu não penso assim. Ser humilhada uma vez por você já foi mais do que suficiente. Eu tenho que ir. Eu estou no meio de um corte de cabelo. Tchau, Roan." Ansley desligou antes que Roan pudesse dizer qualquer coisa. Sabendo que não poderia deixar as coisas do jeito que estavam agora, Roan bateu rediscagem e mais uma vez pediu para falar com Ansley. Desta vez a menina que atendeu disse-lhe que Ansley não atenderia qualquer chamada de telefone agora. Depois que ele apertou o botão para desligar, Roan soltou um rosnado baixo frustrado. "A sua – em breve – companheira está dando-lhe um tempo difícil?" Roan olhou para cima e percebeu que ele não estava sozinho. Beowulf sentava-se à mesa do pátio com um jornal na mão. Roan foi até ele e sentou-se na cadeira ao lado da sua. "Você poderia dizer isso. Eu não tenho ninguém para culpar além de mim mesmo, entretanto." Beowulf dobrou o jornal que estava lendo na metade e colocou-o na mesa do pátio. "Ter um companheiro mortal que não conhece nada da nossa espécie tende a tornar as coisas um pouco mais estressantes." "Você está certo. Por decidir ir com calma, agora tenho Ansley não querendo falar comigo ou me ver. Eu sei que Roxie me disse para explicar tudo para Ansley antes que eu a reivindicasse, mas eu não sei se eu posso continuar com isso." Beowulf riu. "Eu sei que Roxie prefere ir pelo racional, mas às vezes é melhor ir com o instinto. Eu posso não ter dito a Roxie que eu era um lobisomem, e o que significava estar acassalada a um, mas no final tudo deu certo." "Mas e sobre dar a Ansley uma escolha?" Beowulf deu-lhe um olhar duro. "Se você explicar tudo para Ansley e ela te recusar, você simplesmente vai embora?"


Roan passou a mão pelo cabelo. A idéia de que Ansley o recusaria o fez querer jogar a cabeça para trás e uivar. "Não, eu não iria embora. Ela é minha." "Então, não dê a ela a chance de recusar. Eu sei que Roxie iria me chamar de homem das cavernas, se ela me ouvisse dizer isso, mas eu vou dizer assim mesmo. Vá para Ansley, jogue-a sobre seu ombro e leve-a para algum lugar onde vocês dois possam ficar sozinhos. Em seguida, mostre a ela exatamente o quão bom pode ser acasalar com um ser da nossa espécie." Beowulf se levantou e caminhou de volta para a casa. Roan ficou do lado de fora enquanto ele pensava sobre o que Beowulf tinha dito. Ele se sentiu dividido entre fazer o que todas as fibras do seu corpo exigiam que ele fizesse, e o que ele pensava ser justo para Ansley. Quando ele finalmente chegou a uma decisão, Roan levantou-se e voltou para dentro. Em seu caminho para a porta da frente passou por Beowulf, que lhe desejou boa sorte. Confiante que Beowulf diria a seus irmãos onde ele foi, Roan saiu pela porta e se dirigiu para seu carro. Ansley estava prestes a descobrir que ele não seria colocado pra fora tão facilmente. * * * * Chegando ao salão de cabeleireiro, Roan estacionou seu Lexus no estacionamento na parte de trás do prédio e dirigiu-se para a frente. Mais preparado desta vez para os aromas químicos agressivos que pareciam permear todo o salão, ele tentou não tomar profundas respirações quando ele abriu a porta de vidro e entrou. Ignorando os olhares da equipe e dos clientes, Roan manteve os olhos colados em Ansley conforme ele caminhava até sua cadeira. Agora tão em sintonia com o cheiro dela, ele facilmente a sentia predominar em relação aos cheiros mais fortes ao seu redor. Seu aroma fez com que o lobo dentro dele ganhasse vida. Ansley estava de costas. Ela estava dando os retoques finais no cabelo do cliente que ela tinha em sua cadeira. Usando o elemento surpresa, ele agarrou seu ombro, girou em torno dela e trouxe seus lábios para baixo sobre os dela. No início, ela não respondeu a seu beijo, mas quando ele enfiou seus dedos pelo cabelo dela e avidamente inclinou seus lábios através dela, ela derreteu contra ele com um suspiro. Ansley podia estar zangada com ele, mas isso não a impedia de desejá-lo. Mais do que satisfeito com a resposta dela, Roan terminou o beijo. Então, fêz o que Beowulf tinha sugerido, ele se abaixou e a pegou no ombro. Assim que ele se levantou em toda sua estatura, Ansley começou a lutar. Roan bateu em seu traseiro bem torneado. "Pare com isso ou eu vou fazer mais do que dar um tapinha no seu traseiro." Para mostrar a ela que ele estava falando sério, ele virou a cabeça e beliscou seu traseiro com os dentes. Com um grito de indignação, Ansley estendeu a mão e lhe deu um tapa na bunda. "Roan, me coloque para baixo agora mesmo. Você não pode simplesmente invadir aqui e lançar-me sobre seu ombro como um saco de batatas." Ele bufou. "Eu apenas fiz, baby. Agora eu estou levando você para fora daqui." "De jeito nenhum você está. Tenho outros clientes esperando."


Roan virou-se e encontrou o olhar de uma das outras meninas, uma morena bonita que trabalhava no salão de beleza. "Pode dizer ao seu chefe que Ansley tem que tomar o resto do dia de folga? Por motivos pessoais." Quando a menina deu-lhe um pequeno sorriso e acenou com a cabeça, ele disse "Então, Ansley, você não tem mais nenhum cliente para se preocupar hoje. Onde está a sua bolsa?" Ansley lhe deu um tapa na bunda de novo, duro. "Eu não vou lhe dizer." A menina, que tinha falado com Roan, veio ao seu lado e abriu a gaveta no balcão na frente da cadeira de Ansley. Ela procurou dentro e puxou o que Roan presumia ser a bolsa de Ansley. "Aqui está." Roan sorriu e ele pegou a bolsa. "Obrigado." "Sherry, como você pôde?" Ansley lamentou em suas costas. Sherry deu a Roan uma piscadela. "Ansley, se um cara de boa aparência entrasse na loja, me beijasse da forma como ele te fez e me jogasse por cima do ombro, querida, eu não lutaria contra ele." Girando, Roan saiu do salão. Ele ouviu comentários sussurrados enquanto caminhava pelas outras pessoas na loja. Mais de uma mulher sussurrou que ela queria que um homem viesse e a varresse fora de seus pés como tinha feito com Ansley. Lá fora, ele manteve Ansley segura sobre seu ombro e fez o seu caminho para o estacionamento. "Coloque-me no chão, Roan." "Eu não penso assim." "Todo o sangue está correndo para minha cabeça. Não é exatamente confortável." "Estamos quase no meu carro. Eu vou desçer você, então." Obviamente não satisfeita com a resposta, Ansley beliscou sua bunda. "Coloque-me. No chão. Agora." Roan grunhiu, o único sinal exterior que mostrava que ele sentiu o beliscão. "Não. Você trouxe isso para si mesma quando você desligou na minha cara e depois se recusou a falar comigo. Você me deixou sem outra escolha." Em seu carro, ele abriu a porta do passageiro e colocou Ansley dentro. Ele afivelou o cinto de segurança à sua volta, antes que ele fechasse a porta e corresse para o lado do motorista. Ela virou-se para encarálo conforme ele se estabelecia no assento e ligou o carro. "E o meu carro?" "Nós voltaremos para ele depois." Ele puxou para a rua e indo na direção do apartamento de Ansley. Ansley cruzou os braços sobre o peito e olhou para fora do pára-brisa. "Por que você está fazendo isso?" "Eu não vou deixar você ir tão facilmente." "Assim diz o homem que falou ontem à noite que foi um erro? De que outra forma você espera que eu


reaja? Eu deixei você fazer coisas comigo e depois você me deixou nua no meu sofa pensando no que diabos eu fiz de errado." Roan se encolheu. "Eu sei que pareceu ruim do seu ponto de vista, mas eu realmente tive uma boa razão para fazer o que eu fiz. Uma vez que eu explicar tudo você vai entender." Ele lançou um olhar rápido em direção Ansley para ver que ela o apunhalava com o olhar. "Tenho certeza de que essa besteira funciona com algumas mulheres, mas não vai funcionar comigo. Não tenho a intenção de ouvir uma palavra do que você tem a dizer e você não pode forçar." Isso foi como agitar uma bandeira vermelha na frente da face do lobo. "Vamos ver sobre isso." Eles levaram o resto do caminho para o apartamento de Ansley em silêncio. Depois de Roan estacionar o carro, ela saiu antes mesmo dele desligar o motor. Ele chegou até ela pouco antes dela chegar à entrada da frente. Sorriu para si mesmo conforme Ansley pisoteava até as escadas para o apartamento. Sua companheira pode ter seu lado tímido, mas quando irritada, ela não tinha escrúpulos em levantar-se por si mesma. Um traço que mantinha-a em boa posição de ser uma companheira para um lobisomem. Ansley destrancou a porta e entrou. Roan fechou atrás deles. Ela, então, andou e jogou a bolsa sobre a mesa da cozinha. "Que tal sentar-se no sofá e eu vou dizer o que eu vim aqui para dizer." Ela não fez nenhum movimento para entrar na pequena sala de estar. Ansley encostou-se à mesa da cozinha e olhou para ele. "Eu não penso assim. Eu não vou a lugar nenhum perto do sofá enquanto você estiver aqui." Ele cruzou a distância entre eles até que ele estava perto, mas não perto demais para fazê-la desconfortável. "Tudo bem. Vamos falar aqui. Sobre a noite passada..." Ela rapidamente o cortou. "Eu disse que eu não quero ouvir. Basta ir, Roan." "Eu não vou a lugar nenhum." "Esta é a minha casa, não sua. Eu decido quem eu convido, e eu não o convidei." "Eu posso entender que você está um pouco chateado comigo agora." "Você acha?" Ansley perguntou sarcasticamente. "Deixe-me fazer isso mais claro para você. Para. Fora." Ansley não tinha idéia de que quanto mais ela o empurrasse, mais o lobo dentro tentava controlá-lo. Com o desejo de acasalamento ainda montando nele, Roan teve mais dificuldade em segurar o lado selvagem de sua natureza. "Não." "Tudo bem. Você pode ficar ai o dia todo por mim não me importa. Isso não significa que eu tenho que estar na mesma sala com você." Ansley passou por ele e foi para seu quarto. Quando ela se virou de costas para ele, o pouco controle que ainda tinha sobre o lobo retrucou. O lobo já não podia esperar para reivindicar Ansley como sua companheira, para marcá-la com seu aroma e fazê-la sua. Roan pegou a porta do quarto antes que ela batesse em seu rosto.


Ele a empurrou, obrigando-a a recuar mais para dentro do quarto. Com um rosnado baixo de necessidade, Roan segurou o rosto de Ansley em suas mãos e trouxe seus lábios até os dela. Ele empurrou sua língua dentro de sua boca. O sabor dela fez seu pênis já ereto endurecer ainda mais. Assim como no salão de beleza, Ansley não lutou contra ele. O perfume inebriante de sua excitação flutuava ao redor deles enquanto ela gemia em sua boca e pressionava seu corpo ao dele. Roan inclinou sua boca sobre a dela. Ele deixou cair as mãos para tocá-la abaixo e puxá-la contra sua ereção. Era a sua vez de gemer quando Ansley enfiou as mãos acima de sua camiseta e arrastou as unhas em suas costas. Ele a pegou fora de seus pés e atravessou o quarto para a cama em dois passos largos. Colocando Ansley no centro da cama, ele a seguiu até se deitar ao seu lado. Suas línguas se entrelaçavam, enquanto ele empurrava a mão na parte superior e segurava seu seio. Ele puxou seu mamilo já tenso. Com seus lábios e língua, ele deixou um rastro molhado em sua pele, e fez o seu caminho ao longo de sua mandíbula para o lado de seu pescoço. Ele levantou a cabeça apenas o tempo suficiente para puxar top de Ansley por cima de sua cabeça. Alcançando debaixo dela, ele desfez o fecho do sutiã e puxou-o. Ansley arqueou as costas quando ele passou a língua ao longo de sua clavícula e para baixo para o topo de seus seios. Roan moveu o inferior de seu corpo, em seguida, circulou seu mamilo duro com a língua. Enquanto Ansley enfiava os dedos através de seu cabelo para mantê-lo com ela, ele abriu a boca e chupou seu mamilo profundamente. Seu pau empurrou dentro de seus jeans quando Ansley ofegou e cravou as unhas em seu couro cabeludo. Enquanto ele chupava seu mamilo, Roan arrastou seus dedos para baixo através de seu estômago para o topo da sua calça jeans. Ele fez o curto trabalho de desfazê-las. Enganchando o cós com seus dedos ele empurrou-os para baixo de seus quadris. Ansley tirou os sapatos. Ele jogou seu jeans longe. Roan deslocou mais abaixo sobre a cama. Ele soltou seu mamilo, em seguida, beijou seu caminho até o topo de sua calcinha. Pressionou a parte superior de seu corpo entre suas coxas afastadas e beijou ainda mais abaixo. O cheiro da excitação de Ansley encheu sua cabeça. Um grunhido empurrou de seus lábios enquanto ele arrastava a língua ao longo de sua buceta através da calcinha. Ansley empinou debaixo dele. Roan rodou sua língua dentro de seu umbigo conforme ele puxou a calcinha para baixo e fora. Mais uma vez situando-se entre suas pernas, ele empurrou o interior de suas coxas para espalhar suas pernas ainda mais distantes e lambeu-a de baixo para cima. Ele gemeu/rosnou para o primeiro gosto real de seu sexo. "Você tem um gosto ainda melhor do que o seu cheiro." Mergulhando sua cabeça mais uma vez, Roan lavou sua buceta com a sua língua. Ele a lambia até que os quadris de Ansley subiram para fora da cama. Ele circulou seu clitóris com a língua uma vez mais antes dele chupá-la em sua boca. Ansley gemeu e agarrou os lençóis debaixo dela. Conforme Roan lambia e chupava seu clitóris, ele empurrou primeiro um e depois outro dedo dentro de seu núcleo molhado. Ele bombeou-os dentro e fora de sua vagina enquanto suas paredes internas apertavam em torno de seus dedos. Ele continuou a dar prazer a ela com os dedos e língua, levando-a para a beira do orgasmo antes dele se afastar. Escorregando para fora da cama, ele tirou os sapatos e tirou sua camiseta. O olhar quente de Ansley assistiu-o enquanto ele se desfazia de sua calça jeans e empurrava-a abaixo de seus quadris. Seus


olhos se fixaram em seu pênis, que estava ereto. Agora nu, Roan voltou para a cama e estabeleceu seus quadris entre as pernas de Ansley. Tomando sua mão, levou-a para sua ereção. Ele fechou os olhos e gemeu ao sentir seus dedos envolvendo em torno de seu eixo. Ele permitiu a ela bombear sua mão acima e abaixo de seu comprimento grosso algumas vezes antes de afastar sua mão. Roan abriu os olhos para encontrar Ansley olhando para ele. Ele sabia o que ela via - seus olhos estariam brilhando mutantemente. Não era algo que ele podia controlar quando excitado. Roan descansou seu peso em seus braços flexionados e pressionou a ponta do seu pênis contra sua abertura úmida. Ansley segurou no alto de seus ombros e envolveu as pernas ao redor de sua cintura. Com um impulso Roan embainhou seu pênis até o punho dentro de sua buceta. A sensação de seu calor úmido enrolado em torno de seu eixo o fez rosnar profundo dentro de seu peito. Eles eram um ajuste perfeito. Com seus olhares se encontrando, Roan puxou para trás, em seguida, disparou em seu corpo mais uma vez. Ele manteve o ritmo lento e constante até que Ansley levantou a cabeça e arrastou sua língua através de sua pele, onde o pescoço e o ombro se uniam. Ele a montou mais duro. Ele segurou a parte de trás de sua cabeça para mantê-la no lugar. "Use os dentes em vez de sua língua," ele gemeu. Ansley fez o que ele pediu. Ele enrijeceu em antecipação. Ela arrastou seus dentes sobre o local uma vez antes dela travar nele com os dentes. Não mais capaz de se conter, Roan martelou nela. Ansley ergueu os quadris para combinar seus golpes enquanto afundava seu pênis dentro de seu corpo uma e outra vez. Conforme sua liberação se aproximava, Roan sentiu uma parte de sua alma alcançar Ansley e envolver em torno dela, tornando-os um. Ele levantou a parte superior do corpo em suas mãos, seu eixo esfregando seu clitóris a cada movimento. Ansley agarrou seus bíceps conforme sua liberação chegava até ela. Suas fortes paredes internas agarraram seu pênis enquanto ela gozava. Foi o suficiente para mandá-lo sobre a borda em seu próprio gozo. Roan gemeu/rosnou. Seu pau pulsava, esvaziando-se profundamente dentro dela, enchendo-a com seu esperma. Ainda duro, Roan rolou ambos de lado com a perna de Ansley ainda sobre seu quadril. Ele enfiou sua cabeça debaixo de seu queixo enquanto lutava para recuperar o fôlego. Ela agora era sua. Ele abraçou-a. Ansley relaxou contra ele. Ele tinha tomado a escolha dela para longe. Esperava que ela entendesse por que ele tinha feito isso, pois não haveria como voltar atrás. Para o melhor ou pior eles estavam acasalados.


Capítulo Cinco Ansley estava enrolada em torno de Roan ouvindo o som do seu coração batendo contra sua orelha. Acabar juntos na cama tinha sido a última coisa que ela esperava quando ele levou-a para fora do salão de cabeleireiro. Ela tinha estado mais do que um pouco irritada com ele, mas então ele a beijou e ela tinha esquecido tudo sobre sua raiva. Um beijo possessivo e, o homem enviou seu corpo em intensa excitação. E Roan tinha percebido disso e tinha usado a seu favor. Cobra. Ela se mexeu um pouco na cama e recuou um pouco, gemendo ao sentir seu pênis ainda enterrado dentro dela, grosso e duro. Ansley não tinha idéia de como Roan tinha conseguido isso. Mesmo que ele tivesse gozado, ele não tinha perdido sua ereção. Ela não achava que a maioria dos homens poderia conseguir essa façanha, não que ela tivesse um monte de experiência. Mas fazer amor com Roan, de modo algum podia ser comparado com os outros dois homens com quem ela tinha dormido no passado. Ele soprou-os direito fora da água. Não tinha sido apenas por que o sexo havia sido avassalador, que isso acontecia. Era um par de outras coisas que o distinguiam dos demais. Para começar o que eram os olhos brilhantes e sons animais que ele tinha feito? Ansley sabia que se pensasse nessas coisas muito de perto agora ela poderia muito bem surtar. Ela empurrou as duas coisas de lado. Era o que tinha acontecido enquanto eles tinham feito amor que a preocupava mais. E algo tinha acontecido. Ansley tinha sentido isso. Era como se uma parte dela tivesse chegado para Roan, em seguida, houvesse se juntado com uma parte dele. Como poderia ter acontecido isso? Ela sabia que tinha que ter imaginado, mas ela o sentiu tão real. Ansley se afastou do abraço de Roan para que ela pudesse olhar para ele. Seus olhos azuis ainda tinham um leve brilho neles. Ela não achava que existia lentes de contato que fizessem brilhar os olhos assim. Começando a se sentir um pouco assustada, ela respirou fundo e disse: "Roan, seus olhos. Eles brilham. Por quê? E eu não sei se é apenas minha imaginação, mas algo aconteceu enquanto fazíamos amor." Quando Roan moveu-se para reivindicar seus lábios, ela colocou os dedos em sua boca para mantê-lo longe. "Você disse que iria explicar tudo." Roan puxou seus dedos longe e beijou a ponta de cada um. "Mais tarde. Agora eu quero você de novo." Ansley mordeu o lábio inferior e viu Roan chupar a ponta do seu dedo indicador na boca. Ele rodou sua língua em torno dele. "Você está tentando me distrair." Ele flexionou os quadris para afundar seu pau duro um pouco mais profundo dentro dela. "As explicações podem esperar. Agora eu quero te fazer gozar enquanto você grita meu nome." Roan se posicionou em sua coxa enquanto ele bombeava seus quadris entre suas pernas. A sensação dele se movendo dentro dela fez sua excitação se construir mais uma vez. Desta vez, quando ele foi reivindicar seus lábios ela não afastou-o. Ela chupou sua língua. Ele rosnou em sua boca. O som de seu grunhido empurrou sua excitação ainda mais alto. Ansley enfiou os dedos de uma mão pelo seu cabelo e o beijou sem se preocupar em se controlar. Quando


Roan rosnou novamente e segurou-a mais perto, ela ficou mais ousada. Empurrando seu ombro ela conseguiu que Roan rolasse em suas costas. Com seu pênis ainda enterrado, ela montou seus quadris. Ela sentou-se, então lentamente, começou a cavalgá-lo. Quando ela moveu para cima e para baixo sobre o seu eixo, seus olhos mais uma vez começaram a brilhar, desta vez mais intensamente. Roan empurrou seus quadris para combinar seus golpes. Levantando, ele agarrou seus seios. Ela apertou suas paredes internas em torno de sua espessura, quando ele levantou a cabeça e sugou um mamilo em sua boca. Ansley gemeu. Com cada puxão em seu mamilo ela sentia-o profundamente dentro de sua buceta. Ela montou mais rápido trazendo o seu orgasmo cada vez mais perto. Roan deixou uma mão rastrear pelo seu corpo até onde eles se juntavam. Ele acariciou seu clitóris enquanto seua corpos sincronizavam suas batidas. Com um gemido, Ansley deixou cair a cabeça para trás. Seu corpo chegou ao clímax em torno de seu pênis. Quando a última onda de prazer recuou, Roan levantou-a fora dele e colocou-a na cama de barriga para baixo. Ele se moveu atrás dela pegando seus quadris e lhe pôs de joelhos. Ele arrastou o palma da sua língua na curva de sua espinha antes de se ajoelhar entre suas coxas afastadas. Ansley descansou a parte superior do corpo em seus braços dobrados. Ela sentiu a ponta do seu pênis sondando sua entrada molhada antes dele invadir dentro dela. Segurando-a no lugar com as mãos em seus quadris, Roan colidiu com ela. Ele tomou-a duro e rápido. Ansley sentiu outro clímax construir enquanto ele bombeava seu pênis dentro e fora dela. Ela agarrou os lençóis e empurrou de volta para encontrar cada um de seus golpes. Ele ficou ainda mais duro. Ela, então, caiu sobre a borda gemendo seu nome. Roan rosnou e gemeu, batendo nela uma vez mais. Ela suspirou de prazer enquanto seu pênis pulsava dentro dela. Saciada, Ansley desabou sobre a cama. Roan tirou seu pênis ainda duro e moveu-se para deitar na cama ao lado dela. Ele levantou-a do colchão e colocou-a em cima dele, para que ela deitasse esparramada junto dele. Ofegante para recuperar o fôlego, Ansley deu um beijo em seu peito. Os braços de Roan veio em torno dela. Totalmente relaxada, ela se aconchegou e deixou seus olhos fecharem. * * * * Ela não tinha percebido que tinha adormecido até que Roan gentilmente a sacudiu. Ansley pestanejou para abrir os olhos e levantou a cabeça de seu peito para dar-lhe um meio sorriso. "Desculpe. Eu não dormi muito bem a noite passada. Espero não ter babado." Roan acariciou sua mão pelas parte inferior de suas costas. "Você pode dormir mais tarde. Por que você não se veste e joga algumas roupas em uma mala? Quero estar na estrada em cerca de 15 minutos." Suas sobrancelhas se uniram. "Aonde exatamente você está me levando? E por que eu tenho que pegar algumas roupas?" Roan deslizou para fora debaixo dela e saiu da cama. "Nós vamos para a minha casa. E você precisa de roupas, porque vai passar a noite." Ansley teve dificuldade de tentar manter seus pensamentos em linha reta com Roan ali completamente nu. O homem tinha o corpo de um fisiculturista. Ele era todo músculo sem um centímetro de gordura sobre ele em qualquer lugar. Ela sentou-se e passou a olhar sobre seu peito musculoso, até seu abdomen de


tanquinho. Ela baixou o olhar ainda mais até que estava ao nível do seu grande pênis, que estava semiereto. Enquanto ela o observava, ele começou a alongar e endurecer. Uma grande camiseta que cheirava ao perfume de Roan bateu em seu rosto. Puxando-o, Ansley reclamou, "Hey. Por que você fez isso?" Roan pegou seu jeans do chão e colocou-os. Para desgosto de Ansley, ele colocou seu pênis ereto dentro e agora fechava-o. "Se você ficar olhando para mim desse jeito, nós nunca vamos sair daqui." "E isso seria ruim, porque?" Ele inclinou-se para ela e apoiou as mãos sobre o colchão. Seus lábios pairaram sobre os dela. Então ele disse: "Eu prefiro muito mais ter você em minha cama, que é muito maior do que sua cama. Isso vai me dar mais espaço para lamber cada centímetro do seu corpo antes de levá-la uma e outra vez." Sua voz rouca e profunda foi direto para a buceta Ansley fazendo-a a doer de excitação. "Enquanto eu conseguir lamber cada centímetro do seu corpo, eu estou no jogo." Ela deu à grande protuberância em sua calça jeans um olhar penetrante. Os olhos de Roan brilharam por uma fração de segundo antes que ele se afastasse dela. "Ah, merda. Agora eu não vou ser capaz de pensar em qualquer outra coisa, somente em sua língua no meu corpo." Ele reuniu suas roupas do chão e jogou-as na cama ao lado dela. "Vista-se e arrume uma mala. E não tome mais tempo do que você precise. Apenas lembre-se, quanto mais você demorar por aqui mais tempo levará antes que você possa fazer todas essas coisas deliciosas com sua língua." Roan pegou sua camiseta para fora da cama e pegou as meias e os sapatos antes de deixá-la sozinha no quarto. Ansley pulou da cama e vestiu-se em tempo recorde. Só levou alguns minutos para desencavar sua mala para fora do armário. Ela empurrou algumas roupas e escova de cabelo nela. Ela saiu do quarto e foi para o banheiro para obter sua escova de dentes. Quando ela saiu, ela encontrou Roan impacientemente na porta do apartamento. Ela pegou sua bolsa da mesa da cozinha antes de juntar-se a ele. "E o meu carro? Ainda está estacionado no salão." "Você tem que trabalhar amanhã?" "Não." "Então, ele pode ficar lá por agora. Nós vamos buscá-lo para você em algum momento amanhã." Com isso Roan abriu a porta do apartamento e conduziu-a para o corredor. Ansley fechou e trancou a porta atrás deles. Roan levou a mala dela e entrelaçou os dedos da outra mão com os dela. Ansley deixou-o levá-la abaixo nas escadas e fora até o estacionamento. Rapidamente, ele os tinha dentro de seu Lexus e dirigindo pela rua. Ansley observava a paisagem passar. Ela não tinha idéia de onde Roan vivia, mas quando eles cruzaram a ponte Golden Gate e se dirigiram para a área da Baía Norte ela percebeu que ele devia morar em Marin County. Marin County era conhecida como uma área muito rica com a sua quota de mansões ridiculamente caras. Se Roan morava aqui, ele tinha mais dinheiro do que pensara inicialmente.


Quando Roan puxou seu Lexus em uma longa estrada privada e Ansley conseguiu seu primeiro olhar para a mansão à frente, ela engoliuseco. Agora ela sabia por que Roan não queria passar a noite em seu apartamento apertado. Comparado a sua casa, seu apartamento parecia uma favela. Conforme Roan estacionava o carro na frente de uma grande garagem para seis carros, Ansley perguntou: "Você mora aqui sozinho?" Roan tirou as chaves da ignição e sorriu para ela. "Não. Eu moro aqui com meus cinco irmãos, minha irmã e seu com... seu marido." Os olhos de Ansley se arregalaram. "Cinco irmãos e uma irmã? E vocês podem viver juntos, sem matarem uns aos outros?" "Geralmente," Roan disse com uma risada. "Na verdade, dois dos meus irmãos são meus irmãos de sangue. Os outros três e minha irmã, nós meio que adotamos um ao outro." "E seus pais? Eles vivem aqui também?" "Não. Meus pais morreram há muito tempo atrás." "Ah. Sinto muito." "Está tudo bem. Vamos para dentro." Ansley saiu do carro enquanto Roan recolhia sua bolsa de noite do banco de trás. Ela olhou para a casa grande. Se Roan vivia com seus irmãos e irmãs, haveria uma boa chance de pelo menos um deles estar lá dentro. De alguma forma, a sua relação com Roan tinha ido de ser basicamente inexistente para estágio encontro-família em uma questão de horas. Ansley não sabia como se sentia sobre isso. Só porque Roan e ela tinha tido relações sexuais não significava que agora tinham um compromisso e iriam se casar. Não que ela não se importaria de ser capaz de manter Roan como seu, mas ela sabia de forma realista que s chances de que eles iriam por um longo tempo não eram muito boas. Ela não tinha um histórico muito bom quando se tratava de relacionamentos. Roan deu a volta para o seu lado do carro e pegou a mão dela. Uma vez que entraram pela porta da frente, Ansley ouviu o som de mais de uma voz masculina vindo de algum lugar dentro da casa. "Acho que alguns de seus irmãos estão em casa?" Com um rápido farejar de ar, Roan assentiu. "Todos eles estão." Considerando que Ansley só tinha ouvido duas diferentes vozes masculinas, isso a fez se perguntar como Roan sabia que todos os seus cinco irmãos estavam casa. Ela caminhou ao lado dele enquanto ele se movia para o interior da casa. O som do riso masculino parou uma vez que ela e Roan atravessaram a entrada para a grande sala de estar. Ansley sentiu sua boca cair aberta quando ela deu a sua primeira olhada para os cinco grandes, muito musculosos homens que se sentavam dentro da sala. Era como se uma convenção de modelos de roupa interior tomasse lugar na casa de Roan. Seus rostos lindos e corpos bem definidos poderiam ter feito uma fortuna somente com suas aparências. Ansley não conseguia parar de olhar para eles. Ela nunca tinha visto tantos homens lindos em um só lugar antes.


Roan rosnou ao seu lado. "Talvez te apresentar a eles não seja uma idéia tão grande depois de tudo." Um dos irmãos de Roan, um dos dois que tinham o cabelo comprido puxado para trás em um rabo de cavalo, levantou-se do sofá e foi até onde eles estavam. As feições deste irmão eram muito semelhantes aos de Roan, até o mesmo cabelo castanho claro e olhos azuis. Ansley adivinhou que este tinha de ser um dos verdadeiros irmãos de Roan. "Não seja um idiota, Roan," disse seu irmão. Ele então olhou para Ansley. "Apresente-nos." Os outros homens se levantaram e vieram ficar diante deles também. Roan se aproximou e puxou-a debaixo do seu braço. "O idiota exigente que se dirigiu a você é o meu verdadeiro irmão, Jager. O nosso outro irmão, Skylar, é o outro com o cabelo em um rabo de cavalo." Ansley deu a Jager e Skylar um sorriso hesitante. Skylar compartilhou olhares com seus irmãos. Roan continuou. "Dirk está em pé à esquerda de Jager. Próximo a ele está Kye. E ao lado de Skylar está Leif." Ela deixou seu olhar percorrer cada um dos homens. Dirk tinha o cabelo castanho escuro com reflexos loiros que caíam até os ombros. Seus olhos eram verdes escuros. Kye tinha o cabelo loiro escuro, que apenas tocava o topo de seus ombros. Seus olhos castanhos encontraram os dela. Ele acenou com a cabeça em sua direção. O cabelo de Leif era o mais conservador do grupo. Usava o cabelo castanho curto. Quando ela encontrou seu olhar de olhos azuis, ele piscou para ela então passou a olhá-la de cima abaixo. De pé no meio desses seis homens que tinham bem mais de dois metros, Ansley se sentia muito pequena. Roan puxou-a ainda mais para o seu lado. "Esta é Ansley." "Ela é só uma coisa pequena," disse Jager. "Eu aposto que ela pesa quase nada também." "Você não vai estar descobrindo," Roan disse entre dentes. Seu irmão Leif empurrou Jager fora do caminho para que ele ficasse na frente dela e pegou na sua mão. Ele rapidamente puxou-a de volta quando Roan estalou os dentes para ele. Roan deu a Leif um olhar penetrante. "Você vai manter suas mãos, e patas, para si mesmo." Leif riu. "Só queria ser amigável. Com o seu aroma todo sobre ela, e vendo essa marca em seu pescoço, eu não preciso ser informado a quem ela pertence." Ansley sentiu seu rosto corar quando ela olhou para o pescoço de Roan e viu a marca da mordida que ela havia deixado em sua pele aparecendo por debaixo do colarinho de sua camiseta. Leif riu novamente. "Eu acho que eu a envergonhei. Desculpe, Ansley. Não há razão para se envergonhar em deixar sua marca em Roan. Vai apenas deixar qualquer fêmea pen..." Roan cortou Leif antes que ele pudesse terminar a frase. Ele limpou a garganta ruidosamente. "Chega, Leif."


Leif olhou para ela e depois para Roan, a quem ele deu um olhar de pena. "Eu entendo. Suas melhores intenções voaram pela janela, não é? É por isso que a trouxe aqui. Bem, boa sorte com isso." Ansley apenas ouviu o que Leif disse para Roan com meio ouvido. Com todos esses bonitões ao seu redor, ela teve dificuldade em não olhar para cada um deles. Todos pareciam como se tivessem saído de uma capa de um romance. Cada um deles exalava confiança e sex appeal. Ela duvidou que qualquer um deles tivesse dificuldade para obter uma mulher. Não que ela estivesse interessada nos irmãos de Roan dessa maneira. A boa aparência de Roan a atraiu mais do que seus irmãos. Percebendo que a sala tinha ficado completamente silenciosa, Ansley olhou para os homens que estavam ao seu redor. A partir da carranca no rosto de Roan, ela percebeu que tinha sido pega olhando. Ela lhe deu um sorriso tímido. "Ei, enquanto eles estiverem aqui eu vou olhar. Eu não estou morta você sabe." Ansley se encolheu quando a última palavra saiu de sua boca. Não tinha sido exatamente inteligente dizer ao homem com quem ela acabara de dormir que ela estava cobiçando seus irmãos. Sua boca maldita tinha feito isso de novo. Em vez de ficar bravo ou repreendê-la, Roan pegou-a nos braços e saiu da sala. Uma vez que eles estavam fora de vista, Ansley podia ouvir seus irmãos começarem a fazer apostas sobre quando Roan e ela iriam sair da cama. Quando Roan chegou ao fundo das escadas que levava para o nível superior e correu até elas, Ansley sentiu sua face ficar vermelha. Quando as primeiras impressões se foram, ela teve que dizer que ela tinha cometido um erro. Não tendo certeza se ela poderia enfrentar os irmãos de Roan novamente, ela colocou a cabeça no ombro dele e o deixou levá-la embora.


Capítulo Seis Roan não a soltou até que eles estivessem atrás da porta fechada do que Ansley presumiu ser o seu quarto. Ela só conseguiu um rápido olhar para o muito sólido mobiliário masculino e para a grande cama antes que Roan a puxasse para ele. Ele tomou seus lábios em um beijo exigente quando ele a ergueu para que pudesse moer sua ereção contra sua buceta. Só assim, sua vergonha sumiu para ser substituída por uma intensa onda de excitação. Ansley até mesmo esqueceu sobre os irmãos de Roan lá embaixo. Tudo o que importava era se aproximar da protuberância dura em suas calças. Quando ela se contorceu contra ele, Roan deixou que ela deslizasse para baixo de seu corpo até seus pés tocarem o chão. Ele deu um passo para trás e lentamente começou a tirar suas roupas. Ansley observava cada movimento seu, enquanto ela também começou a tirar as dela. Uma vez que ambos estavam nus, Ansley fechou o espaço entre eles e passou as mãos no peito de Roan para o topo de seus ombros. Ela subiu na ponta dos pés, segurou a parte de trás de sua cabeça com a mão, e trouxe seus lábios até os dela. Ela beliscou e lambeu sua boca até que ele abriu para ela. Ela varreu o interior de sua boca com a língua e passou as pontas de seus seios contra seu peito. Roan resmungou baixinho. Ela saiu de sua boca e moveu os lábios ao longo de sua mandíbula firme até sua orelha. Ela rodou sua língua dentro dela antes de segurar o lóbulo entre os dentes e dar-lhe um pequeno puxão. Roan gemeu quando ela deixou sua orelha e beijou um caminho para o lado de sua garganta até onde o pescoço e o ombro se uniam. Ele endureceu e se moveu para envolver seus braços em volta dela quando ela arrastou a língua sobre a marca da mordida. Ansley se afastou e balançou a cabeça. "Deixe-me fazer do meu jeito com você neste momento. Lembrese, eu disse que queria lamber e beijar cada centímetro de você." Roan deixou suas mãos cairem com um gemido. "Você me faz querer uivar, de uma boa maneira." Aproximando-se novamente, Ansley lambeu e beijou seu caminho ao longo dos músculos grossos de seu peito até seus mamilos. Ela colocou as mãos nos lados de Roan e lambeu um mamilo com a ponta da língua antes que ela chupasse a pequena saliência entre os dentes. Roan aterrou seu pau duro contra ela quando ela se moveu para seu outro mamilo e fez o mesmo com ele. Ela continuou sua trilha para baixo para seu abdomen. Os músculos do estômago tremeram quando ela lambeu seu caminho ainda mais longe. Ansley caiu de joelhos diante de Roan e olhou para ele. Seus olhos azuis brilhavam mutantemente. Voltando sua atenção para seu pênis ereto, ela esfregou a gota de pré-sêmen na ponta de sua pele antes que ela embrulhasse sua mão ao redor de seu eixo. Sua língua sacudiu para fora e correu em volta da cabeça. Roan gemeu e pressionou seus quadris mais perto. Com um aperto firme em seu pênis, Ansley acariciou com sua língua o longo comprimento de Roan. Uma dor construiu dentro de sua buceta. Ela ficou molhada de desejo. Ela rodou sua língua em torno da ponta dele, em seguida, abriu a boca para tomar o máximo que ela pudesse suportar de seu comprimento em sua boca. As mãos de Roan enroscaram através de seu cabelo e gemeu/rosnou profundamente dentro de seu peito. Ele bombeou seus quadris enquanto ela chupava seu pau. Dar prazer a Roan desta forma despertou


Ansley ainda mais. Ela chupou mais duro e trouxe a outra mão para embalar a carne pesada entre suas pernas. Os movimentos de Roan cresceram irregulares. Seu pênis endureceu ainda mais dentro de sua boca. "Chega, Ansley. Eu preciso do meu pau em você. Agora." Ele puxou-a em seus pés. Roan a levantou em seus braços quando ele tomou sua boca em um beijo quente. Ansley envolveu as pernas ao redor da cintura e moeu sua buceta molhada contra o seu eixo rígido. Roan mudou seu aperto para sua parte inferior. Ele posicionou a ponta do seu pênis na entrada de seu corpo. Ele flexionou os quadris e embainhou-se ao máximo dentro de sua buceta com um só golpe. Ela firmemente se agarrou a ele enquanto ele a levava para a cama, mantendo seus corpos unidos. Cada um de seus passos dirigia seu pênis mais fundo dentro de seu corpo. Roan a colocou no centro de sua cama grande, para que ela se deitasse de costas. Apoiando seu peso em seus braços flexionados, ele lentamente começou a empurrar. Ansley gemeu em sua boca ao sentir seu pau grosso, trabalhando duro dentro e fora dela. Esticada e cheia além da capacidade, ela combinava com seus golpes. Ela agarrou seu eixo com seus músculos internos, aumentando o prazer que sentia. Angulando seus golpes mais acima em seu corpo assim o seu eixo esfregava seu clitóris, Roan bombeou seus quadris mais rápido. Ansley sentiu seu lançamento construir profundamente dentro de sua buceta. Ela sabia que não ia demorar muito para empurrá-la sobre a borda. Ela levantou a cabeça e beliscou a marca da mordida no pescoço de Roan. Ele gemeu alto antes que ele virasse a cabeça ligeiramente para o lado para dar-lhe melhor acesso. Sabendo o quanto Roan tinha achado um tesão quando ela tinha o mordido antes, Ansley mordeu no mesmo lugar e segurou com os dentes. Ela não rompeu a pele, mas ela mordeu forte o suficiente para saber que iria deixar outra marca nele. Roan segurou sua parte inferior em suas mãos e ergueu seus quadris enquanto golpeava nela. Ansley continuou a segurá-lo com os dentes até que ela sentiu a vibração de seu primeiro orgasmo. Quando atingiu, ela deixou cair a cabeça para trás na cama e gemeu. Com sua buceta agarrando seu eixo, segurando seu pênis em um punho apertado, os gemidos de Roan a acompanharam quando ele gozou dentro dela. Ansley mantinha Roan apertado depois que ele caiu em cima dela. Seu pênis ainda era um grosso, duro comprimento enterrado dentro de sua boceta. Isso a fez pensar se Roan sempre seria capaz de sustentar uma ereção mesmo depois de ter gozado. Se poderia, ela sabia que ele iria estragá-la para outros homens. Ela esperava que o próximo cara fosse capaz de mantê-lo por tanto tempo quanto Roan podia. Roan se apoiou em seus braços e beijou a ponta de seu nariz. "O que você está pensando?" Ela sorriu. "Você." Ele sorriu de volta. "Espero que sejam todos bons pensamentos e não maus." "Oh, eles são definitivamente bons pensamentos. Eu não posso deixar de notar o seu pequeno talento aqui." Ansley deu ao seu pau ainda duro um aperto com seus músculos internos. "Eu tenho a sensação de que quanto mais eu durmo com você, mais são as chances de eu esperar que cada homem que eu levar para minha cama seja capaz de fazer o mesmo."


Ansley tinha mantido suas palavras provocantes e leves, de modo que ela não esperava o tipo de reação que ela conseguiu de Roan. Seu lábio superior enrolou em um rugido alto. Ansley encontrou suas mãos presas sobre a cabeça e pressionadas ao colchão por uma das mãos de Roan, antes que ela tivesse tempo de protestar. Ele tomou seus lábios em um beijo duro que a deixou sem fôlego quando ele levantou a cabeça. "O único homem na sua cama vai ser eu," ele rosnou suavemente. "Não haverá outros." Ela olhou fixamente para ele, não tendo certeza se Roan quis dizer o que ela achava que ele queria dizer. "O que você quer dizer? Você está dizendo que você já sabe que eu sou a pessoa certa para você? Que em breve eu posso esperar que você fique de joelhos e peça-me em casamento?" "Eu não preciso fazer isso," Roan disse com uma voz rouca. Ele puxou para trás até que seu pênis estava quase fora de seu corpo, em seguida empurrou de volta para ela. "Você já é minha." Roan tomou sua boca em um beijo duro. Desta vez, ele levou-a duro e rápido. Ele enganchou uma de suas pernas sobre seu braço e martelou nela. Arrastada pelas sensações que surgiram através de seu corpo, Ansley só podia se segurar em Roan. Seu pênis grosso mergulhou nela uma e outra vez até que ela chegou ao climax. Vindo ao mesmo tempo, Roan deixou cair a cabeça para trás com um uivo que Ansley teria pensado que soava muito animalesco para ser humano, se não estivesse mole e saciada com prazer. Puxando seu pênis ainda duro de seu corpo, Roan deitou de costas e trouxe-a para perto de maneira que ela estava deitada de lado, com a cabeça apoiada em seu peito. Mais do que relaxada, Ansley deixou seus olhos fecharam e se aconchegou mais perto de Roan. * * * * Roan e ela acabaram fazendo amor durante a maior parte da noite. Inconcebivelmente, Roan tinha sido capaz de manter a ereção por horas seguidas. Ele também a levou em todas as posições imagináveis. Perto do amanhecer, ele finalmente permitiu que ela dormisse por mais de uma hora. Não que Ansley reclamou da forma como Roan a tinha mantido acordada durante a maior parte da noite. Ansley esticou e lentamente despertou. Ela encolheu-se um pouco quando sentiu todas as dores que ela tinha nos lugares mais íntimos de seu corpo. Ela sorriu para si mesma. Depois da maratona de sexo que ela e Roan tinham participado durante a noite, ela achou que isso era de se esperar. Ela nunca tinha tido tantas relações sexuais assim em uma noite. Virando a cabeça para o outro lado da cama, ela encontrou vazio o local onde Roan tinha dormido. Ansley rolou para o lado dela e apertou o rosto em seu travesseiro. O cheiro dele ainda permanecia na fronha. Ela rolou de costas e puxou as cobertas até os ombros. Sem saber exatamente onde Roan tinha ido, e não querendo encontrar um dos seus irmãos ou irmã se saísse à procura dele, Ansley decidiu que ela simplesmente ficaria na cama até ele voltar. Quando os minutos passaram e Roan ainda não tinha voltado, ela começou a se perguntar se ela não deveria se vestir e ir procurá-lo depois de tudo. Prestes a sair da cama, a porta do quarto abriu. Ansley soltou um grito pequeno e puxou as cobertas até o


queixo quando viu Leif entrar. Ele deu um sorriso e levantou o braço para mostrar-lhe que ele carregava sua bolsa de noite, que ela tinha deixado lá embaixo no dia anterior. “Eu pensei que eu deveria trazer isso para você," disse Leif enquanto colocava a bolsa no chão ao lado da cama. Ele deu-lhe um sorriso que Ansley tinha certeza que mais de uma mulher tinha encontrado difícil de resistir. Mantendo um domínio sobre os lençóis, Ansley deu a Leif um sorriso hesitante. "Ah, obrigada." Leif não fez nenhum movimento para sair. "Você e Roan tiveram uma chance de conversar durante a noite, ou ele te manteve muito... ocupada... para uma conversa?" Ansley sentiu suas bochechas aquecerem quando ela corou. Como ela deveria responder a essa pergunta? De jeito nenhum ela ia dizer ao irmão de Roan que ele tinha estado muito ocupado apertando os miolos dela para ter tido qualquer tipo de conversa durante a noite. "Um... bem..." Leif riu. "Eu vou levar isso para um não." Um rugido alto de repente encheu a quarto. Para grande alívio de Ansley, ela olhou na direção que o rugido tinha vindo para encontrar Roan enquadrando na porta. A sobrancelha dele aumentou trovejante quando seu olhar pousou em Leif. Com dois passos largos, ele atravessou o quarto até seu irmão e agarrou Leif pelas costas de sua camiseta. Roan então pegou a parte de trás da calça jeans Leif e literalmente jogou Leif para fora do quarto. Ansley se encolheu quando ouviu Leif atingir a parede oposta do lado de fora no corredor. As maldições altas de Leif lhe disseram que Roan estava longe de ser gentil. É claro que o som do barulho chamou o resto dos ocupantes da casa à porta do quarto de Roan, que ainda estava escancarada. Nua sob os lençóis, Ansley se perguntou se a situação poderia ficar pior. E ficou. Quando os irmãos de Roan averiguaram sobre o que toda aquela agitação tinha sido, todos eles começaram a dizer para Leif sair. De alguma forma, enquanto eles conversavam em voz alta um com o outro, Jager, Skylar e Dirk acabaram dentro do quarto com Roan, enquanto Leif e Kye ficaram de fora no corredor. Felizmente para Ansley, eles estavam de costas para ela e não tinham notado ela na cama. Um assobio longo e estridente logo cortou as vozes dos homens. Os homens ficaram em silêncio. Eles cobriram os ouvidos com as mãos até que o assobio parou. De sua posição na cama, Ansley vi uma mulher acompanhada de outro homem andar no meio dos homens reunidos. Ansley percebeu que essa tinha que ser a irmã de Roan. Ela deu a cada um de seus irmãos um olhar que dizia que ela tinha ouvido mais do que suficiente. Ela, então, assumiu o comando da situação. A irmã de Roan apontou para Leif. "Você deveria ter pensado melhor. Ir ao quarto de Roan, enquanto ele não estava lá, estava apenas pedindo para ter problemas. E você sabe bem disso." Ela virou-se para Kye. "Tenha a certeza de que Leif desça as escadas e fique lá até que descemos para tomar café." Kye assentiu, então esperou Leif passar por ele antes de sair também. Ela virou-se para o resto de seus irmãos. "Jager, Skylar e Dirk, dêem o fora do quarto de Roan, a menos que vocês queiram ser jogados para fora da mesma maneira que ele jogou Leif." Cada homem olhou em volta como se eles notassem pela primeira vez onde eles estavam. Nenhum deles


se virou para olhar para ela. Eles saíram um a um, até que apenas a irmã de Roan, o homem que havia chegado com ela, e Roan permaneceram. Ansley encontrou-se maravilhada com a sua irmã. Ela conseguiu controlar todos os seus irmãos com muito pouco esforço de sua parte, o que Ansley achava que não era pouca coisa. Mesmo que a irmã de Roan fosse alta para uma mulher, seus irmãos ainda se elevavam sobre ela, e tinham três vezes mais massa muscular. Sua irmã apertou o cinto de seu roupão mais apertado em torno de sua cintura. Ela entrou no quarto e se encaminhou até a cama. Seu longo cabelo loiro claro parecia um pouco desarrumado, como se tivesse acabado de sair da cama. Ela sorriu para Ansley. "Nós não fomos devidamente apresentadas ainda. Eu sou Saskia York." Ela assentiu com a cabeça na direção do corredor. "Aquele ali é o meu marido, Eli." Ansley acenou para Eli, depois voltou para o sorriso de Saskia. "Eu sou Ansley Conry. Prazer em conhecê-la." "Da mesma forma. Desculpe por isso. Leif tende a ser um pouco idiota às vezes. Ele é inofensivo. Ele só queria pertubar o humor de Roan." “O que ele conseguiu fazer," disse Roan comicamente. Ele se moveu para a cama e sentou-se ao lado de Ansley. Ele se virou para ela. "Espero que ele não a tenha incomodado muito antes que eu o jogasse para fora." Ansley balançou a cabeça. "Não, ele não fez. Ele só trouxe a minha mala e perguntou se você e eu tivemos uma chance de conversar." Roan e Saskia trocaram um olhar significativo. Ansley só podia adivinhar o que significava. "Eu vou ter uma conversa com Leif," disse Saskia para Roan. "Ele não tinha o direito de perguntar isso. Vou me certificar de que ele mantenha o nariz fora de onde ele não pertence." Roan se levantou e beijou Saskia na bochecha. "Obrigado. Agora, se você não se importa, eu tenho certeza que Ansley gostaria de levantar." Saskia assentiu. "Eu vou ver vocês dois no andar de baixo em breve." Ela voltou para o corredor ao seu marido. Eli passou um braço ao redor dos ombros de Saskia. "Só não demorem muito ou vocês vão acabar sem nada para comer no café da manhã. O suprimento de comida está começando a ficar um pouco baixo. Como punição, eu acho que vou enviar Leif para fazer as compras de supermercado." Assim que o outro casal foi embora, Roan fechou a porta do quarto. Ele, então, voltou para a cama e deitou-se em cima dos lençóis ao lado de Ansley. "Se eu tivesse sabido que Leif seria tolo assim eu não teria deixado você sozinha." Ansley virou-se para seu lado e roçou os lábios contra os dele. "Nenhum dano feito, mas eu posso pensar em uma maneira de você fazer as pazes comigo," ela disse em uma voz rouca. Roan riu. "Depois da noite passada, pensei que teria tido o suficiente de mim agora." Ela levantou-se sobre o cotovelo e deixou seu olhar correr para baixo do corpo de Roan. Ele só usava uma calça jeans e nada mais. "Eu não acho que eu me cansarei de você."


Ele estendeu a mão e lhe deu um tapa na bunda. "Insaciável, não é?" "Só quando se trata de você." "Estou feliz por você se sentir assim, mas eu acho que é melhor levantar-se antes que eu nunca deixar você sair daqui. Você deve estar morrendo de fome. Eu sei que eu estou. E Saskia não estava brincando quando disse que era melhor não demorarmos muito. Há uma boa chance de que meus irmãos vão comer toda a comida antes de chegarmos lá se demorarmos. Você pode ter o banheiro primeiro." Roan apontou para o banheiro. "Há um chuveiro lá também. Assim, sinta-se a vontade." No início, Ansley pensou que talvez ela pudesse persuadir Roan a mudar de idéia, mas seu estômago começou a roncar. Considerando que Roan e ela não haviam deixado seu quarto na noite passada, nem mesmo para comer a ceia, Ansley sabia que tinha de estar faminto. Com um suspiro de pesar, ela saiu da cama e pegou sua bolsa de pernoite em seu caminho para o banheiro. Ela sentiu o olhar de Roan seguindo-a quando ela entrou e fechou a porta. Ansley decidiu que depois de satisfazer a sua fome de comida, então ela iria satisfazer sua outra fome.


Capítulo Sete Depois que ambos tomaram banho, eles desceram. Ansley ainda não conseguia superar o tamanho da casa, ou o luxo da mesma. Ela nunca teria imaginado em um milhão de anos que Roan e seus irmãos viviam em uma mansão de tão bom gosto. Desde o que tinha visto da casa até agora, parecia que um designer de interiores profissional a tinha decorado. Dada a quantidade de dinheiro que Roan e sua família tinham que ter para suportar tal casa assim, Ansley imaginou que eles provavelmente tinham usado um designer de interiores. Quando chegaram à frente do grande vestíbulo, com seu piso de mármore preto e branco marcado, Roan levou Ansley para a parte traseira da casa. Mesmo antes de chegarem à cozinha, ela sentiu o cheiro da comida. Seu estômago roncou. Chegando na cozinha, Roan empurrou Ansley rumo à grande mesa da que estava no meio da sala grande. "Vá se sentar ao lado de Saskia e Eli e eu vou levar-nos um pouco de comida." Para sua grande surpresa, todos os irmãos de Roan sentavam-se na mesa calmamente durante a refeição. Ela tinha pensado que eles seriam barulhentos aqui igual como haviam sido no andar de cima mais cedo. Tomando a cadeira vazia ao lado de Saskia, ela olhou para baixo na mesa. Os homens acenaram a cabeça em sua direção quando ela encontrou cada um de seus olhares, com exceção de Dirk que não tinha levantado os olhos da seção financeira do jornal que lia. Roan retornou com dois pratos. Cada um tinha uma omelete muito grande que enchia completamente o prato. Ele depositou um prato em frente à ela antes de trazer as duas xícaras de café que ela viu sobre o balcão. Ansley olhou para seu prato. Ela estava com fome, mas não estava com tanta fome. Saskia inclinou-se e sussurrou no ouvido de Ansley, "Não se preocupe se você não puder comer tudo isso. Os rapazes tendem a se esquecer que nem todo mundo pode comer como eles." "Se eu comesse tanto assim o tempo todo eu seria tão grande como uma casa," Ansley disse rindo. "O mesmo aqui." Roan voltou para a mesa e entregou uma xícara de café à Ansley. "Espero que vocês duas não estejam falando de mim quando eu não estava aqui." Saskia revirou os olhos. "Não. Eu só disse à Ansley que ela não tem que se sentir obrigada a comer toda a comida que você deu a ela. Você deve pensar que ela come como um cavalo, como você faz." "Desculpe por isso, Ansley". Roan empurrou o prato para perto dela. "Você pode colocar o que você não quer no meu prato. Eu como o resto por você." Cortando a omelete ao meio com a faca, ela empurrou uma metade em seu prato. "Isso deve ser o suficiente." Depois de Roan moveu o prato de volta na frente dele e começar a cavar em sua comida, Ansley voltou a Saskia. "Há quanto tempo você e Eli se casaram?"


"Há pouco mais de um mês." "Então você ainda são recém-casados?" "Você poderia dizer isso," Eli disse do outro lado de Saskia. Ele deu a sua esposa um olhar carinhoso. Um muffin voou pelo ar e atingiu Eli no centro de sua testa. "Tira fora esse olhar, Eli", disse Leif. Ele estava sentado em frente e um pouco para baixo de Eli. "Vá para o quarto para que o resto de nós não tenha que se sujeitar a isto. Estamos tentando comer você sabe." Eli atirou o muffin de volta para Leif. "Você só está com inveja por que você não tem o que Saskia e eu temos." “Claro que não. Eu gosto de ser um agente livre." "Sua hora vai chegar. Pegue isso de alguém que pensava da mesma maneira que você ." Ansley começou a comer seu omelete enquanto Leif e Eli brincavam pra frente e para trás. Era óbvio que Eli tinha sido aceito como um irmão. Enquanto comia, Roan moveu sua cadeira mais perto dela para que suas coxas ficassem pressionadas uma contra a outra. Ele colocou uma mão em cima de sua perna e apertou. Um gesto tão simples, mas que fez seu corpo responder ao toque de Roan. Ela estendeu sob a mesa e colocou a mão sobre sua coxa dura, enquanto ela continuava a comer. Ansley tinha acabado de tomar um gole de café quando Roan moveu a mão para o interior de sua coxa e suavemente escovou entre as pernas dela com os dedos. Ela teve que engolir rapidamente o líquido antes que ela engasgasse. Dando uma rápida olhada em Saskia para se certificar de que ela não podia ver o que acontecia sob a mesa, Ansley acariciou sua mão na coxa de Roan e deslizou os dedos sobre a protuberância em sua calça jeans. Ele endureceu por uma fração de segundo antes dele esfregar sua buceta com o lado da mão. Levou toda a da concentração de Ansley para agir como se nada estivesse acontecendo. Com mais ousadia do que ela pensava que possuía, Ansley segurou o pau de Roan através de seus jeans e lhe deu um apertão. Sua respiração afiada profunda lhe disse que ela estava excitando-o da mesmo forma que ele estava fazendo com ela. Outro muffin bateu no centro do peito de Roan. Ansley rapidamente puxou sua mão de Roan. Ela olhou para cima para encontrar Leif olhando para ela e Roan. "Vocês dois poderiam parar com isso? É ruim o suficiente termos de agüentar Saskia e Eli. Se vocês querem fazer um movimento um no outro, por favor vão para algum lugar onde eu não esteja. Eu posso sentir o cheiro de vocês dois daqui." Ansley mexeu desconfortavelmente na cadeira. Ela não tinha idéia do que tinha acontecido com ela. Ela geralmente não fazia coisas como acariciar um homem na companhia de sua família, e onde qualquer um poderia ver o que eles estavam fazendo. Envergonhada por ter sido pega, ela empurrou seu olhar até seu prato e manteve-o lá. Isso também atuou como um balde de água gelada sobre sua excitação. "Você está andando em uma linha fina, Leif." Roan rosnou. "Se você não gosta do cheiro, você sempre pode sair." Ansley resistiu à vontade de girar sua cabeça, levantar o braço e dar uma fungada nas axilas. Como ela tinha acabado de tomar um banho ela não achava que cheirasse mal. Ela manteve a cabeça baixa e


concentrada em terminar sua comida. Todos ao redor da mesa de repente ficaram em silêncio. Ansley não precisava olhar para saber que todos tinham virado seus olhares em sua direção. "Ah, merda," disse Leif, quebrando o silêncio. "Eu sinto muito, Ansley. Eu não queria te envergonhar. Eu só pensava em dar a Roan um momento difícil. Eu sei que você e ele não têm qualquer controle sobre isso." Ela não tinha idéia do que era, mas ela decidiu que seria melhor deixar passar. Ela olhou para cima para encontrar o olhar de Leif. Ele tinha um olhar de desculpas em seu rosto. "Não precisa se desculpar, Leif. Para ser honesta, não é preciso muito para me fazer sentir vergonha. Eu acho que gastei metade da minha vida ficando constrangida, principalmente por minha própria culpa. Minha maldição me dá a certeza disso." "Sua maldição?" Roan perguntou com uma risada. Ansley virou-se para olhar para ele. "Bem, isso é o que eu chamo. Você já foi submetido a ela. Há momentos em que eu digo praticamente tudo o que estiver na minha mente no momento. Tenho tendência a dizer coisas que, se eu realmente pensasse sobre elas, deveria manter para mim mesma." Roan colocou o braço ao longo do encosto de sua cadeira e se inclinou para beijar sua bochecha. "Então você e Jager deve combinar maravilhosamente bem. Ele diz que tudo o que ele tem em sua mente também. Mas ao contrário de você, ele não dá a mínima para como as pessoas reagem a ele." Ela virou a cabeça na direção de Jager, no final da mesa. Ele deu de ombros. "O que eu posso dizer? Eu gosto de ser direto e ao ponto. É o que me faz tão amável." Todos, exceto Ansley estouraram em gargalhadas. Skylar, que estava sentado mais próximo de Jager, deu um soco em seu braço. "Sim, você é quase tão amável como uma cascavel quando você está em um de seus humores. Você fica chateado e faz com que todos ao seu redor tenham a maldita certeza sobre isso e por quê." Jager cruzou os braços sobre o largo peito largo. "Nada de errado em ser aberto sobre como você se sente." Roan empurrou sua cadeira para trás e levantou-se. Ele estendeu a mão para ela. Ansley pegou-a e lhe permitiu puxá-la para cima. Ele então falou para a sala em geral. "Agora que Ansley acabou de comer, vamos sair um pouco. Eu prometi que iria levá-la para pegar seu carro. Estaremos de volta mais tarde." Ele se virou para Saskia. "Se você não tem outros planos para mim, quer dizer." Saskia acenou para eles. "Vá. Roxie vai entender, não que ela ache que precisa de nós lá de qualquer maneira. Eli e eu vamos com Jager e Dirk." "Então Ansley e eu estamos saindo." Ansley deixou Roan levá-la para fora da cozinha. As palavras de Leif sobre ela e Roan não terem nenhum controle sobre algo, pairava em sua cabeça. Ela não podia ajudar, mas achava que isso devia de alguma forma estar ligado à conversa que Roan inicialmente queria ter com ela antes deles acabarem juntos na cama em seu apartamento. Talvez se eles mantivessem suas mãos longe um do outro o suficiente, Roan e


ela poderiam ter aquela conversa em breve. Mas Ansley não ia apostar nisso. * * * * Depois de terem recolhido o carro no estacionamento do salão, Roan e Ansley foram para o seu apartamento. Determinada a provar que poderia estar perto de Roan e não pensar em sexo quente e suado, Ansley jogou sua bolsa de pernoite em sua cama e voltou para a sala de estar para sentar-se no sofá ao lado de Roan. Ela se sentou lateralmente para ela o encarar e cruzou as pernas na frente dela. Roan colocou o braço na parte de trás do sofá e virou seu corpo em direção a ela. "Você sabe que você não tem que sentar tão longe," disse ele com uma voz rouca. "Há muito espaço aqui." "Vou ficar onde estou. Pensei que falaríamos um pouco, vamos conhecer melhor um ao outro. Eu sei que se eu ficar mais perto de você a última coisa que vamos fazer é conversar." Roan deu um sorriso torto. "Eu posso garantir que vai ser mais divertido do que falar." Ansley revirou os olhos e balançou a cabeça. "Fale primeiro, então talvez eu deixe você ter seu tempo comigo." "Tudo bem. Faça do seu jeito. O que você quer falar?" Mesmo que Ansley tenha prometido a si mesma que não tocaria em Roan até depois que eles tivessem seu bate-papo, ela não conseguia parar de correr o olhar sobre seu corpo. Dizendo a si mesma para deter-se, Ansley empurrou seu olhar de volta para seu rosto. "Eu não sei. Havia algo que você queria dizer para mim ontem antes..." Ela deixou suas palavras correren longe. Ansley não achava que seria uma boa idéia trazer o tema do sexo na conversa. "Por que não começar por aí?" Roan pareceu endurecer por um segundo antes de avançar um pouco mais. "Que tal falar de você em vez disso? Você sabe mais sobre mim do que eu sobre você." "Tudo bem. O que você quer saber?" Ele estendeu a mão sobre o sofá e começou a tocar com as pontas de seu cabelo que caíam sobre seu ombro. "Vamos ver. Algo fácil para começar. Quantos anos você tem?" Tendo Roan brincando com seu cabelo assim, Ansley achou mais difícil de se concentrar. "Eu tenho 26. E você? Quantos anos você tem?" "Eu sou muito mais velho do que pareço." Ansley se perguntou se Roan tinha sido deliberadamente vago de propósito quando ele rapidamente acrescentou: "Nós deveríamos estar falando de você, não de mim. E a família?" Ansley normalmente não gostava de falar de seus pais, principalmente porque ela nunca os conheceu. Desde que Roan a tinha apresentado a sua família, ela achou que poderia muito bem dizer-lhe por que ele nunca estaria em condições de conhecer a dela. "Eu não tenho qualquer família." "Quantos anos você tinha quando perdeu seus pais?"


Ela tomou uma respiração profunda. "Até onde eu sei, os meus pais estão vivos e bem." Roan deu-lhe um olhar confuso. "Eu não entendo." "Ambos os meus pais eram adolescentes quando eu nasci. Ambos escolheram me dar para adoção logo após o meu nascimento. Eles também assinaram os papéis que não queriam que eu tivesse qualquer contato com eles uma vez que cheguasse a minha maturidade." "E sobre os pais adotivos?" Ela balançou a cabeça. "Eu cresci em um orfanato." A mão de Roan moveu de seu cabelo para a parte superior de seu braço. Ele esfregou-a com movimentos reconfortantes. "Então, basicamente você esteve sozinha toda a sua vida?" "Você poderia dizer isso." Ele pegou-a e a colocou em seu colo. "Bem, você não precisa estar mais sozinha." Roan acariciou o lado de seu pescoço. Ansley estremeceu quando ele pressionou beijos leves de plumas contra sua pele. Ela colocou os braços em volta de seu pescoço. "Nós conversamos sobre mim, agora é a sua vez. Você finalmente vai me dizer sobre o que você queria falar, ou eu tenho que forçá-lo?" Roan a empurrou fora dele tão rápido que Ansley acabou no sofá em uma pilha indigna. "Por que você fez isso?" Ele ignorou a pergunta dela, levantou-se e virou-se para encará-la. "Por que você não empacota mais algumas roupas, então eu vou levá-la para um café ou algo antes de voltarmos para a minha casa." Dada a reação de Roan, Ansley teve a nítida impressão de que ele agora queria evitar essa conversa que queria ter com ela. Ela não tinha idéia do por que, mas ela decidiu não pressionar o assunto. Ela sentouse no sofá e olhou para Roan. "Você quer que eu volte para lá?" Ele deu um sorriso sexy. "Claro que sim. Na verdade, por que você não empacota roupas suficientes para a semana?" "Você tem certeza, Roan? Não que eu esteja reclamando, mas você não acha que está levando as coisas um pouco rápido? O último namorado que eu tive, não chegamos à fase de passar a noite na casa um do outro até que tivéssemos namorando por um mês." Roan pegou-a do sofá e a beijou até que seus dedos dos pés enrolaram. Ele se afastou e esmagou-a para ele. "Vamos deixar uma coisa bem clara aqui. Eu não sou como o seu outro namorado. Eu sou muito mais do que apenas um namorado. Nunca se esqueça disso." Ele beijou-a deixando-a sem fôlego novamente. "Vá arrumar suas roupas. Eu vou esperar por você aqui." Ele lentamente a deixou deslizar para baixo de seu corpo até que ela ficou de pé. Ansley tentou retardar seu coração que batia rapidamente quando foi ao seu quarto para empacotar. Se Roan queria que ela ficasse com ele por uma semana, ela poderia ficar por uma semana. Ela só orou a Deus para que durante esse tempo ela não fizesse ou dissesse algo para estragar tudo.


Capítulo Oito Na manhã seguinte, Ansley acordou às sete horas em ponto, um talento particular dela. Ela nunca precisou de um despertador. De alguma forma, não importa o tempo, ela conseguia acordar quando ela precisava estar acordada. Silenciosamente, não querendo despertar Roan que roncava suavemente enquanto dormia ao lado dela, Ansley escorregou para fora da cama. Ela pegou sua mala e trouxe com ela enquanto fechava suavemente a porta do banheiro atrás dela. Em questão de minutos, ela lavou o rosto, escovou os dentes e cabelo, e se vestiu. Normalmente ela teria tomado um banho antes de ir para o trabalho, mas ela realmente não tinha tempo para isso. Ela tinha um caminho mais longo para chegar ao trabalho nesta manhã do que ela teria normalmente. Deslizando de volta para o quarto, ela recolheu sua bolsa e na ponta dos pés caminhou para a porta fechada. Roan dormia. Ansley sorriu e soprou-lhe um beijo em silêncio. Ela iria deixá-lo dormir. Ele merecia. Eles realmente não tinham dormido muito durante a noite. Pelo menos um deles devia ser capaz de dormir. Ansley fechou a porta do quarto lentamente atrás dela, em seguida, desceu as escadas na ponta dos pés não querendo acordar os outros ocupantes da casa. Na porta da frente, ela abriu a tranca e a fechadura na maçaneta. Depois que ela abriu a porta, ela virou a fechadura na maçaneta da porta para que ele trancasse atrás dela. A tranca ela não seria capaz de bloquear de novo desde que ela não tinha a chave, mas percebeu que uma fechadura seria bom o suficiente. Grata que seu carro não estava estacionado na garagem grande, ela ligou seu carro e saiu para a rua. Ansley só tinha estado na estrada por dez minutos quando ela começou a perceber o quanto ela sentia a falta de Roan. Ela ignorou o sentimento e ligou o som do seu carro. A música ajudou a distraí-la, mas a necessidade de estar com Roan parecia persistir. Ansley disse a si mesma que ela estava sendo ridícula. Ela tinha acabado de deixar Roan. Como ela poderia já sentir falta dele? E não era como se ela não fosse vê-lo novamente. Ela planejava fazer o seu turno de trabalho e então voltar para ele depois. No momento em que Ansley chegou ao salão, ela sentia como se todo um ano houvesse passado desde que ela tinha estado com Roan. Isso simplesmente não fazia qualquer sentido. A real necessidade de estar com ele, tocá-lo, beijá-lo, ameaçou substituir todo o resto. Seu corpo doía por ele. Desligando o carro, Ansley deu a si mesma uma sacudida. "Supere isso." Ela se tornou tão obcecada por Roan que ele tinha se tornado o centro de seu universo? Ela esperava o inferno que não. Se ela não parasse com isso, ela acabaria mais do que devastada se ele mudasse de idéia sobre como ele se sentia em relação a ela e partisse. Ela, provavelmente, acabaria se transformando em sua perseguidora, pedindo-lhe para levá-la de volta. Não era algo que Ansley sequer quis ver-se fazendo. Ela entrou no salão e esperava que a agitação interna que sentia não transparecesse. Sherry foi a primeira pessoa a ver Ansley. Ela seguiu em direção à sua cadeira. "Então? Como foi com o Sr. alto e musculoso?" Ansley colocou sua bolsa no lugar de sempre e então virou-se para Sherry. "Quem?"


"Ah, vamos lá, Ansley. Você sabe exatamente o que eu quis dizer. Então, como ele era na cama?" “Quem disse que dormimos juntos?" Sherry deu-lhe um olhar que silenciosamente perguntava a Ansley 'O que você tomou?' "Claro que vocês não dormiram juntos," disse ela com sarcasmo. "Faça-me o favor. Aquele pedaço de homem não viria aqui, te beijaria sem sentido, em seguida, a levaria para longe por cima do ombro só para dizer 'Olá'. Eu aposto que ele ferrou seus miolos." Os lábios de Ansley tremeram. "Você tem um jeito com as palavras, Sherry." "É por isso que nos damos tão bem." "Isso é verdade," disse ela com uma risada. "Bem? Eu estou esperando." “Você não vai deixar isso pra lá, não é?" "Não. Eu quero todos os detalhes suculentos." "Eu não sei sobre detalhes suculentos, mas vou dizer que Roan tem a resistência de três homens e sabe como usá-la." Rapaz, ele realmente sabia como usá-la. Ansley não achava que poderia ter tantos orgasmo até que ela dormiu com Roan. Pensando em como ele tinha usado seu pau duro juntamente com sua boca para fazê-la vir uma e outra vez intensificou a necessidade de estar com ele. Ansley brutalmente empurrou esses pensamentos de lado antes que ela se perdesse completamente. Sherry gemeu. "Parece como se ele fosse um deus na cama. Eu só tenho um conselho para você. Não deixe-o ir. Homens como esse, são difícieis de encontrar." Ansley sorriu. "Oh, acredite em mim eu não tenho planos para deixar Roan ir a qualquer momento em breve." "Bom." Sherry olhou para a recepção onde uma cliente estava esperando. "É melhor eu voltar lá pra frente. Nós vamos ter que continuar a nossa conversa sobre o seu novo namorado depois. Eu vou ver se consigo obter mais detalhes de você." Ela deu uma piscadela para Ansley antes de sair. A mulher que aguardava na recepção acabou por ser a primeira cliente de Ansley do dia. Enquanto lavava os cabelos da mulher, seus pensamentos vagaram para Roan mais uma vez. Sua necessidade por ele parecia ficar mais forte enquanto o tempo passava. Ansley não sabia quanto mais ela poderia aguentar. Determinada a não deixar esse sentimento tirar o melhor dela, ela apertou o cerco sobre ele e tentou ignorá-lo o melhor que pudesse. * * * * Roan despertou com um sobressalto. Algo não estava certo. Todos os seus sentidos entraram em alerta. Ele rapidamente olhou pelo quarto. Pelo que ele via, nada parecia estar errado. O que o levara a acordar? Estendeu a mão para Ansley e encontrou o local ao lado dele vazio. Ele sentou-se. Os lençóis estavam frios ao toque.


Jogando as cobertas, os olhos de Roan cairam sobre a mala de Ansley, que estava no chão perto da porta do banheiro. Ele relaxou um pouco quando ele a viu, mas o sentimento de que algo estava errado não ia embora. Ele levantou-se com as mãos nos quadris e tentou entender o que exatamente ele se sentia. Então, isso o atingiu como uma tonelada de tijolos. Ele rapidamente colocou um jeans, enquanto praguejava. Ele esperava que Ansley não tivesse feito o que ele achava que tinha, mas o que ele sentia por dentro lhe dizia que ela tinha feito exatamente isso. Roan desceu as escadas correndo e se dirigiu para a cozinha se apegando apenas na chance de que Ansley estaria por lá. Em vez disso, ele encontrou Eli e Saskia sentados à mesa bebendo café. Ainda era cedo o suficiente para que os outros não tivessem tirado suas bundas para fora da cama ainda. "Você viu a Ansley?" Saskia respondeu sem ter que ser dito a que ele se referia. "Não, não vi ninguém esta manhã, exceto você." "Droga." Roan passou a mão pelo cabelo agitadamente. Agora que ele tinha reivindicado Ansley como sua companheira, estando separados um do outro ia tocar o inferno com eles. Roan sabia que seria ruim, mas ele não sabia que poderia causar essa necessidade de enlouquecer para ficar com sua companheira. Ele virou-se e correu para a porta da frente. Não se surpreendeu ao encontrar a tranca desbloqueada. Ele saiu apenas o suficiente para ver que o carro de Ansley já não estava estacionado na frente da garagem. Roan invadiu para dentro e quase colidiu com Saskia e Eli. Saskia cruzou os braços sobre o peito e ficou de pé para bloquear seu caminho. "Você não disse que ela era sua companheira, não é?" "Não, eu não fiz." Saskia arqueou uma sobrancelha para ele. "Eu amarelei, ok? Eu estava esperando o momento certo para contar tudo a Ansley." Ele mal conseguiu reprimir um grunhido. "Porra. Como você e Eli sobreviveram a isso? E por que diabos você fugiu dele em primeiro lugar se era isso que você teria que passar? Eu até mesmo quero subir pelas paredes ou socar algo." "Não me traga para isso. Isso tudo é culpa sua. Você poderia ter evitado isso se você tivesse dito a Ansley tudo desde o início. Tenho certeza que ela está sofrendo assim como você. Mas ao contrário de você, ela não tem idéia do porquê. Você sabe para onde ela teria ido?" Neste momento Roan não reteve o grunhido que construiu dentro do seu peito. Não foi dirigido a sua irmã entretanto. Era dirigido totalmente a si mesmo. Saskia estava certa. Ansley tinha que estar sofrendo, e provavelmente se perguntando o que havia de errado com ela. "Ela mencionou ontem que ela tinha que trabalhar hoje. Estavamos envolvido em fazer outras coisas e isso escorregou de minha mente." Eli riu. "Eu tenho certeza que fez. Eu sei como egocêntricos Saskia e eu éramos no começo." Ele então resmungou quando Saskia deu uma cotovelada em suas costelas. "Ei, isso é verdade." "Não incentive-o," ela criticou seu companheiro. "Bem, Roan. É melhor você ir e corrigir isso antes que fique muito pior. E pelo amor de Deus conte a Ansley a verdade.Ela merece muito mais de você."


Se movendo mais rápido do que qualquer mortal poderia, Roan correu para seu quarto e terminou de se vestir. Alguns minutos depois, ele estava correndo até seu carro. A viagem de volta à San Francisco parecia estender seus nervos quase a ponto de ruptura. Uma vez que ele cruzou a ponte Golden Gate, ele sabia que estava em apuros. O mais perto que ele chegava de Ansley mais duro ficava seu pênis. Ele sabia o que iria acontecer quando ele a visse novamente. Ele estaria em seu interior em questão de minutos e Ansley estaria tão carente quanto ele. Roan só esperava que ele pudesse levá-los a algum lugar privado antes de arrancar as roupas dela. À primeira vista, o estacionamento atrás do salão de cabeleireiro parecia cheio, mas Roan conseguiu estacionar no último espaço vazio que ele encontrou. Isto não era bom presságio para a privacidade. Ele agarrou o volante até que os nós dos dedos ficaram brancos e tomou algumas respirações profundas. Ajudou um pouco mas não muito. Ele finalmente conseguiu sair do carro e fez o seu caminho para o salão. Roan abriu a porta e foi direto para Ansley. Ela parecia estar em má condição. Seu cabelo parecia despenteado como se ela tivesse corrido suas mãos por ele várias vezes. Ele pousou apenas um olhar em sua cadeira para ver que ninguém estava sentado. Ele não parou até ficar na frente dela. Roan podia cheirar sua excitação com cada respiração que ele tomava, o que aumenuou ainda mais seu desespero por ela. Rangendo os dentes, ele disse, "Banheiro. Agora." Ansley rapidamente girou sobre seus calcanhares e se dirigiu para a parte de trás da salão. Roan a seguiu até o banheiro pequeno, fechou a porta e trancou-a. Ela se jogou em seus braços um segundo depois, seus lábios procurando os seus. Ela puxou a camisa e desabotoou sua calça jeans. Ele gemeu quando sua mão envolveu seu pênis dolorido. Sabendo que ele teria que fazer isso rápido, e silencioso o quanto possível, ele desfez sua calça jeans e empurrou-as para baixo dos quadris, levando sua calcinha com elas. Roan a ergueu fora de seus pés, uma vez que o jeans soltou de suas pernas. Ansley envolveu as pernas em torno de sua cintura quando ele apertou-a contra uma das paredes. Empurrando seus jeans para baixo apenas o suficiente para libertar seu pênis, ele se posicionou entre suas pernas e afundou em sua buceta molhada com um empurrão. Ansley gemeu em sua boca. A sensação de sua quente umidade fechando em torno de seu eixo fez Roan querer rosnar, mas ele manteve a boca selada a dela. Ele recuou então martelou nela. Ansley tentou puxar a boca longe. Roan não deixou, sabendo muito bem que todos os sons que fizeram iriam alertar a todos no salão de beleza para o que estava acontecendo dentro do banheiro. Segurando seu traseiro em suas mãos, ele levantou-a e abaixou-a em seu pênis. Ele mergulhou dentro e fora de seu corpo em um ritmo rápido. Ansley cravou as unhas no topo de seus ombros e apertou seu eixo com seus fortes músculos internos. Roan bombeou seus quadris uma vez, duas vezes, e então, os dois gozaram ao mesmo tempo. Gemendo cada um na boca do outro, a buceta de Ansley ordenhou seu pênis em um punho apertado quando ele gozou dentro dela. Uma vez que eles puderam respirar normalmente de novo, Roan tirou seu pênis ainda duro de Ansley e deixou que ela ficasse em pé. Ela se inclinou contra ele por alguns segundos antes que se abaixasse para recuperar sua calcinha e calças jeans.


"Roan, o que estava errado comigo? O que quer que fosse, já se foi. Você tinha que ter sentido isso também, porque você estava desesperado por mim como eu estava por você." Ele empurrou seu pau de volta dentro de sua calça jeans e fechou-a enquanto Ansley se vestia. "Não aqui. Você acha que eles permitiriam que você fosse embora?" "Eu não sei. Gail, a proprietária, já chegou. Ela provavelmente não está impressionada que eu estou aqui com você. Ela é um tipo de mulher difícil de se conviver." "Diga a ela que você tem que sair, que surgiu uma emergência. Tudo o que eu sei é que eu não posso ficar aqui o dia todo com você." "Então volte para casa e eu vou te encontrar lá quando meu turno acabar." Roan passou a mão pelo cabelo. "E passar por isso que acabamos de passar de novo? De maneira nenhuma." As sobrancelhas de Ansley se juntaram. "Estarmos separados é o que causou isso? Seja lá o que foi?" Ele colocou a mão sobre seu peito esquerdo. "Nós somos uma parte um do outro agora, querida. Nenhum de nós será capaz de resistir se ficar separado durante muito tempo. Quanto maior o tempo separados pior vai ficar. Agora, vá falar com a sua chefe, para que possamos dar o fora daqui." * * * * Mais confusa do que qualquer coisa, Ansley deixou o banheiro com Roan em seus calcanhares. Todas as cabeças no salão pareceram virar em seu caminho. Ela ignorou os olhares. Ela fez seu caminho até o balcão da frente, onde Gail estava. A velha senhora olhou com uma careta no rosto. Ansley poderia dizer que Gail já estava chateada com ela, e percebeu que sua chefe não estaria inclinada a deixá-la ir cedo. Ansley respirou fundo. Roan veio ficar em suas costas. "Gail, eu preciso sair. Uma pequena situação de emergência surgiu." Sua chefe olhou de Ansley para Roan, e de volta para Ansley novamente. "Uma emergência, hein? Eu acho que a emergência está atrás de você. Você saiu cedo no outro dia por causa dele." "Eu realmente preciso tomar o resto do dia de folga." Gail zombou. "Eu não pago meus funcionários para ter tempo livre sempre que quiserem. Você sai agora e não se incomode em voltar. Há uma abundância de outros cabeleireiros que estariam mais do que felizes de ter sua cadeira." Antes que Ansley pudesse dizer qualquer coisa, Roan disse atrás dela: "Então Ansley se demite. Ela não precisa mais desse trabalho. Nós estaremos aqui amanhã para pegar seu pagamento final." Roan teria levado-a para longe então, mas Ansley se recusou a ceder. "Eu não posso me demitir, Roan. Eu preciso deste emprego para pagar meu aluguel e as contas." Ele passou um rápido beijo contra seus lábios. "Não, você não precisa. Eu tenho mais do que dinheiro suficiente para cuidar de nós dois."


Muda de choque, Ansley o deixou carregá-la embora depois de alguns passos recuperasse sua voz novamente. "Espere, Roan. Minhas coisas. Eu não vou deixar isso para trás, ou a minha bolsa." Roan mudou de direção e se dirigiu para sua cadeira. Ansley recolheu a bolsa e olhou ao redor por alguma coisa onde pudesse pôr seu secador de cabelo, ferro enrolador e o resto das ferramentas de seu trabalho que eram dela. Ela virou-se para encontrar Sherry de pé ao lado dela com uma caixa vazia em suas mãos. "Obrigada." Sherry sorriu. "Não tem problema. Apenas certifique-se de me ligar.” Ansley não tinha muitos amigos, mas ela considerava Sherry uma das mais próximas a ela. "Eu vou fazer isso." Roan pegou a caixa de suas mãos e começou a colocar as coisas dela dentro. Em questão de segundos, eles haviam colocado todos os seus pertences na caixa e foram andando para fora. Ansley olhou para trás uma última vez e encontrou o olhar de Sherry. Sua amiga acenou então silenciosamente pronunciando para ela ligar para ela. Ansley só teve tempo suficiente para acenar de volta antes de Roan a puxar para fora da porta.


Capítulo Nove Ansley sentou no Lexus de Roan enquanto ela observava os grandes portões privados se abrirem. Roan tinha apenas deixado-a levar seu carro de volta para seu apartamento antes de levá-la para o seu. Quando ela perguntou onde eles estavam indo, ele só disse a ela que estava levando-a para ver Roxie. Ansley não tinha idéia qual a conexão entre Roxie e o que havia acontecido entre ela e Roan, mas ela decidiu esperar e ver o que Roan tinha planejado. Uma vez que os portões se abriram, Roan dirigiu por eles e ao longo do caminho que levava para a grande mansão. Ela não sabia onde Roxie vivia. Mesmo Roxie sendo sua cliente nos últimos dois anos, Ansley realmente não sabia muito sobre ela. Por isso, foi uma surpresa descobrir que Roxie morava em uma casa grande igual a Roan e sua família. Roan estacionou o carro na parte superior da unidade e saiu. Ansley saiu do lado dela e deu a volta pela frente do carro para encontrá-lo. Ele pegou sua mão e deu-lhe um aperto tranqüilizador antes de conduzila até a porta da frente. Ele tocou a campainha e, em seguida, afastou-se para esperar alguém para atendêlo. Roxie abriu a porta alguns segundos mais tarde. Ela sorriu e lhes acenou para entrar. "Vamos entrar. É bom ver você de novo, Ansley." Ela fechou a porta e dirigiu sua atenção em Roan. "Eu não esperava por você hoje. Jager e Dirk já estão aqui. Pensei que você e Ansley estariam um pouco ocupados." Roan limpou a garganta como se, de repente, tivesse ficado nervoso sobre algo quando Roxie os levou para sua grande sala de estar. "Eu trouxe Ansley aqui porque achei que você seria capaz de ajudá-la a entender quando eu contar a ela sobre mim." Roxie se virou e olhou para Roan irritada com as mãos nos quadris. "Você está me dizendo que reivindicou ela, sem explicar-lhe tudo, mesmo depois de que eu lhe disse para não fazê-lo dessa maneira?" "Bem, você vê, as coisas ficaram um pouco fora de controle." Roan em seguida soltou um grito quando Roxie estendeu a mão e agarrou-o pelo seu ouvido. "Rox, isso realmente dói. Solta." "Não. E é suposto eu machucar você, idiota. Agora venha aqui e vamos ver se eu posso fazer isso certo para você." Roxie não soltou da orelha de Roan. Ela manteve a pressão nela enquanto ela levava-o para o grande sofá transversal e o obrigava a sentar-se. Ansley teve que cobrir a boca com a mão para esconder o sorriso que se espalhou em seus lábios. Foi realmente muito cômico ver Roan, que era muito mais alto que Roxie, sendo guiado por uma mulher com metade do seu tamanho. Ansley limpou o sorriso do rosto e foi sentar-se ao lado de Roan que esfregava a orelha machucada. Sentando no sofá, para que ela os encarasse, Roxie olhou para Ansley e perguntou: "Ok, o que exatamente Roan lhe disse sobre seu relacionamento com ele?"


"Não muito realmente," Ansley disse cautelosamente. Vendo as expressões sérias de ambos, ela começou a ficar um pouco preocupada. Não precisa ser um gênio para adivinhar que Roan tinha escondido algo sobre si mesmo. "Ele só disse que nós somos agora parte um do outro e que nós não vamos gostar de estar separados por longos períodos de tempo." Roxie deu um olhar duro em Roan. "Você disse a ela muito, mas não a razão por trás disso?" Roan suspirou. "Eu tinha que dizer alguma coisa. Ela foi trabalhar esta manhã enquanto eu dormia. Quando acordei, ela já tinha ido embora há mais de uma hora." Roxie colocou sua cabeça em sua mão e apertou. "Sim, você não poderia ter deixado as coisas piores do que já estavam." Ela olhou para cima. "Roan, diga a Ansley a verdade." "Agora? Você não quer gentilmente aliviá-la para isso?" "Não. Às vezes é melhor apenas começar com a verdade de uma só vez. E não é como se ela tivesse muita escolha no assunto, não é?" Agora realmente começando a se preocupar, Ansley manteve seu olhar fixo em Roan. Ele se virou para ela e pegou a mão dela na sua. Nesse momento, ela não sabia se queria realmente ouvir o que ele tinha a dizer. Roan respirou fundo. "Por favor, tente não se assustar quando eu disser isso, ok? Eu nunca quis tomar sua escolha de você. Eu tentei dizer no outro dia em seu apartamento, mas você estava agindo como se não quisesse ter nada comigo e meu controle quebrou." "Só cuspa fora, Roan." "Tudo bem. Ansley, estamos acasalados. É por isso que não podemos estar separados por muito tempo sem a necessidade de estar um com o outro. O vínculo de acasalamento, a união de nossas almas, aconteceu na primeira vez em que dormimos juntos. Eu sabia que você era minha companheira no momento em que te conheci no salão. E eu sabia que quando fizéssemos amor estaria te reivindicando como companheira.” "Acasalado? Não estou entendendo. Apenas animais tomam companheiros. A última vez que olhei, eu não era um deles." Os olhos de Roan começaram a brilhar mutantemente. Ele então fez um grunhido muito semelhantemente animal. "Eu não sou completamente humano, Ansley. Há uma parte de mim que é um animal." Ansley disparou fora do sofá para ficar na frente de Roan. Não podia mais tentar convencer a si mesma em acreditar que seus olhos realmente não brilharam, ou que ele não fez um rosnado como um animal selvagem faria. "Isso não é possível." "É possível." Roan estendeu a mão para Ansley, mas ela cruzou os braços sobre o peito. Ela estreitou os olhos. "Se é possível, então o que exatamente você é?" Roan levantou-se, mas ele manteve distância. "Eu sou um lobisomem, Ansley."


"Um lobisomem? Não existe tal coisa como lobisomens. Em seguida, você vai me dizer vampiros, fadas e trolls malignos existem também." Roan deu a Roxie um olhar suplicante. Ansley começou a rir. "Ah, vamos lá, Roxie. Não me diga você acredita nesta bobagem de lobisomem." Ela engasgou. Os olhos de Roxie começaram a brilhar como os de Roan. "Desculpe, Ansley," Roxie disse. "Eu sou uma lobisomem também. O mesmo com Beowulf." O olhar de Ansley disparou de volta para Roan. "Sua família? Eles são lobisomens também?" "Sim." "Seus olhos, tem que ser algum tipo de truque que ambos vocês estão jogando em mim. Eles não estão brilhando por si próprios." "Não é nenhum truque. Eu não queria fazê-lo desta maneira, mas eu não consigo pensar em outra maneira de provar que Rox e eu estamos dizendo a verdade." Ela recuou um passo. Seu corpo começou a brilhar e turvar. Tudo aconteceu muito rapidamente. Um minuto Roan estava na frente dela e no próximo um lobo tinha tomado seu lugar. Um lobo que tinha pêlo castanho claro e olhos azuis iguais aos de Roan. Ansley balançou a cabeça e recuou ainda mais até que a parte de trás de suas pernas bateu na mesa de café. Ela agitou os braços para manter o equilíbrio. Seu braço bateu no vaso de cristal que estava sobre a mesa. Ele bateu no chão de madeira com um estrondo. O lobo moveu-se para chegar mais perto, mas Ansley levantou as mãos para afastá-lo. "Mantenha-se bem longe de mim," ela gritou. O lobo parou em suas trilhas. Jager de repente correu para a sala com uma enorme espada na mão. "Qual é o problema? Você está ok, Roxie? Eu ouvi um estrondo e alguém gritando." Ansley não sabia em quem mantinha o seu olhar. Tanto o lobo quanto Jager com sua espada pareciam igualmente perigosos para ela. Roxie gemeu. "Ponha a espada longe, Jager, antes que você perturbe Ansley ainda mais do que ela já está. E, claro, está tudo bem. Eu pensei que eu lhe disse para não vir correndo com a sua espada desembainhada ao menor ruído. Discutimos isso na última vez que você fez isso." Jager baixou a espada ligeiramente. "Pedi desculpas a última vez. Como eu ia saber que você e Beowulf estavam brincando? Os ruídos que você fez, eu pensei que alguém estava tentando matar você." "Pelo amor de Deus, Jager, você poderia apenas calar a boca?" Roxie disse. "Agora me dê a espada. Eu não quero que você assuste ninguém com isso." Jager baixou a espada ainda mais e balançou a cabeça. "Eu não estou te dando a minha espada. Eu te disse, eu me sinto nu sem ela quando eu não estou em casa." Ansley sentiu seu coração saltar em sua garganta. O corpo de Roxie brilhou e turvou, mas ao contrário de Roan ela não mudou em um lobo. Ela mudou para o que poderia ser descrito como metade lobo/metade humano. Seu corpo estava coberto da cabeça aos pés em pêlo castanho dourado. Ela agora era mais alta que Jager, e parecia muito mais forte. Com um farfalhar de sua cauda, Roxie espreitou sobre Jager e


facilmente tirou a espada dele. Com uma voz rouca, Rox disse: "Você vai receber de volta antes de ir. Agora fora. Temos um problema acontecendo aqui. Ansley não está tomando a notícia de Roan ser seu companheiro, ou sermos lobisomens, muito bem. Com a sua boca, eu acho que você só vai piorar as coisas." Jager olhou em torno de Roxie e deu a Ansley um sorriso fraco. "Desculpe. Eu não tive a intenção de tornar as coisas piores." Ele então saiu da sala. Roxie mudou de volta à sua forma humana e veio ficar ao lado de Roan, ainda em sua forma de lobo. Ela acariciou o topo da dua cabeça de lobo. "Roan, por que não deixa Ansley e eu sozinhas por um tempo?" O lobo assentiu com a cabeça antes de se virar e caminhou para fora da sala. Roxie colocou a espada que segurava no chão a seus pés e sentou no sofá mais uma vez. Ela bateu levemente no local ao lado dela. "Ansley, por que você não vem se sentar e vamos conversar sobre isso? Eu sei que é tudo muito confuso, e um pouco assustador." Finalmente encontrando sua voz, Ansley revidou: "Como você poderia saber? Você é uma lobisomem." "Eu não fui sempre uma. Eu só sou uma lobisomem desde o ano passado. Eu costumava ser uma mortal como você." Sentindo-se mais do que um pouco sobrecarregada, Ansley se moveu lentamente até o sofá e sentou-se na extremidade do mesmo, tão longe de Roxie quanto ela poderia. "O que aconteceu? Você foi mordida por um lobisomem?" Roxie riu. "Não. Um mortal não pode ser transformado em um lobisomem se for mordido por um.Você tem que nascer um lobisomem." "Mas você acabou de dizer que nem sempre foi uma lobisomem." "Meu caso é um pouco diferente. Um feitiço me transformou, um feitiço que foi escrito especificamente para me transformar. Você vê eu sou especial." Roxie fez aspas no ar quando ela disse a palavra especial. "Há alguns milhares de anos atrás, foi predito que um lobisomem com uma marca especial em seu pulso iria um dia governar sobre todo os grupos de lobisomens - o predito. Bem, acontece que eu sou esse predito." Roxie estendeu seu braço esquerdo. Ansley olhou para as marcas negras de estilo celta envolvendo o pulso esquerdo de Roxie então olhou de volta para seu rosto. "Por que você está me dizendo isso?" "Eu estou tentando lhe proporcionar um pouco mais de visão sobre Roan. Ele, junto com seus irmãos e irmã, treinaram por centenas de anos para serem meus protetores. Embora todos eles fossem lobos solitários por um longo tempo, eu nunca conheci um bando de pessoas tão fiel. Roan nunca faria mal a você, Ansley. Tampouco sua família. Eles protegem os seus. Eles acolheram Eli na família de braços abertos quando ele e Saskia se acasalaram, antes mesmo que ele escolhesse se tornar um lobisomem.Eles vão fazer o mesmo com você." Mais intrigada agora do que ela queria admitir, as sobrancelhas de Ansley se juntaram. "Eu pensei que o feitiço tinha sido feito só para você."


"Originalmente, sim, mas como eu disse antes, eu sou especial. Além de ser capaz de mudar para o meu metade lobo/metade humana, o qual nenhum outro lobisomem pode fazer, eu tenho um pouco mais de magia dentro de mim do que eles. Somente se eu executar o feitiço um mortal poderá ser transformado em um lobisomem." "Você continua chamando a todos que não são um lobisomem de um mortal. Você está me dizendo que lobisomens são imortais?" "Não exatamente. As extensões de nossa vida são muito, muito mais do que as de um mortal. Podemos viver três mil anos. Também podemos curar muito mais rápido, e sobreviver a ferimentos que matariam um mortal." Ansley engoliu. "Quantos anos tem Roan?" "Ele tem apenas um pouco mais de mil anos de idade. Eu acho que 1008 para ser exato." Ela sentiu todo o sangue escorrer de seu rosto. Pontos apareceram diante de seus olhos. "Mil anos de idade. Isso significa que ele vai viver por mais dois mil." Roxie foi se sentar ao lado de Ansley e esfregou suas costas. "Basta respirar, Ansley. Não desmaie em cima de mim. Roan vai ficar chateado comigo se você fizer isso. Eu não quero que ele me acuse de maltratar sua companheira." Ansley levou um par de respirações profundas. Uma vez que sua visão clareou, ela deu a Roxie um sorriso fraco. "Eu estou bem agora. Por favor você pode me dizer o que significa ser sua companheira?" "Para começar, é mais permanente do que o casamento. Como disse Roan, suas almas se juntaram. Não há como desfazê-lo. E, como você descobriu em primeira mão, não é agradável estar separado de seu companheiro." Ansley cerrou suas mãos em seu colo. "Então deixe-me ver se entendi. A primeira vez que fizemos amor nós acasalamos, e tecnicamente estamos tanto quanto casados. Roan sabia que iria me amarrar a ele para sempre desta forma quando nos conhecemos, e ainda assim ele foi em frente e fez isso de qualquer maneira. Sem nos dar a chance de conhecer um ao outro." Sua voz se elevava com cada palavra que ela falava. "Ele nem mesmo tentou dizer-me alguma coisa dele ser um lobisomem antes de ir em frente e fazer amor comigo." Roxie bufou. "Isso basicamente diz tudo. Beowulf fez a mesma coisa comigo. Reagi da mesma maneira que você está agora." "Vocês dois devem ter trabalhado para isso. Vocês parecem loucos um pelo outro." "Sim, nós fizemos de uma forma indireta. Eu vou dizer isso, mesmo que pareça difícil de acreditar, mas no fundo você deve ter se apaixonado por Roan a primeira vez em que pôs os olhos nele. Se você não tivesse, nunca as suas almas teriam se unido. Eu quero que você pense sobre isso, porque eu estou indo lhe oferecer algo que vai trazê-la mais perto de Roan." "O feitiço?"


"Sim. Eu não quero que você me dê a sua resposta agora. Inferno, você pode levar o tempo que quiser. Anos até. Minha oferta é por tempo indeterminado. Agora eu vou trazer Roan aqui. Posso ouvi-lo andando na cozinha." Ansley não podia ouvir qualquer ruído. Para ela a casa parecia tão silenciosa como uma tumba. Roxie sorriu. "Audição de lobisomem. Podemos ouvir, cheirar e ver três vezes melhor do que um mortal." Depois que Roxie a deixou sozinha, Ansley se preparou para enfrentar Roan novamente. Conversar com Roxie tinha ajudado, mas ainda se sentia um pouco sobrecarregada por tudo o que tinha aprendido. Não era todo dia que uma garota encontrava-se casada, acasalada, a um lobisomem com mais de mil anos de idade. Quanto à oferta de Roxie em transformá-la em um, Ansley não sabia quando ou se ela seria capaz de dar esse passo. Tudo dependia do quanto Roan realmente sentia por ela, e ela por ele. Ela gostaria de acreditar que suas almas se juntaram porque se apaixonaram um pelo outro à primeira vista, mas ela era muito prática para acreditar que isso poderia ser possível. Nenhum deles tinha declarado o seu amor um para o outro. Para ser franca, Ansley não tinha idéia se ela amava Roan. Seus sentimentos por ele eram ainda muito novos. Ela não tinha tido tempo para realmente examiná-los de perto. Roan tinha invadido sua vida e ela não tinha sido capaz de pensar direito desde então.


Capítulo Dez Entrando na sala, Roan encontrou Ansley no sofá. Ela olhava fixamente para o vazio perdida em seus pensamentos. Ele não tinha idéia isso se pressagiava bem para ele ou não. Cautelosamente, não querendo assustá-la, ele cruzou até onde ela se sentava e tomou o espaço ao lado dela. "Eu sinto muito, Ansley. Eu nunca planejei saltar em você assim. Eu queria levar as coisas devagar." Ansley manteve o olhar fixo à frente dela. "Eu não sei o que pensar, Roan. O que Roxie me disse... é muita coisa para digerir de uma só vez." "Eu sei. Roxie me disse para ser aberto com você desde o início. Você tem que entender que quando um lobisomem macho encontra sua companheira o desejo de acasalamento afunda suas garras nele e não o deixa até que ele reivindique sua companheira. É difícil de ignorar quando o lobo interior está uivando para você tomar o que te pertence." Quando Ansley não disse nada ou olhou para ele, Roan suspirou. "Eu sei que não justifica o que fiz, mas você pode pelo menos tentar me perdoar?" "Você me ama, Roan?" A voz de Ansley soou plana, sem emoção. Roan piscou com a mudança repentina de assunto. "O que?" "Eu perguntei se você me ama." Não mais capaz de suportar a distância que Ansley tinha colocado entre eles fisicamente e mentalmente, ele a puxou para o seu colo. Ele colocou a mão sob seu queixo e forçou-a a olhar para ele. "É claro que eu te amo, Ansley. Você é minha companheira." "Você tem certeza que é amor e não desejo? Tem certeza de que não é esse desejo de acasalamento obrigando-o a sentir o que você acha que é amor?" Roan fez uma careta. "Não é apenas o desejo de acasalamento. Eu te amo. O desejo de acasalamento nunca teria aparecido se você não fosse a destinada para mim. Você tem alguma idéia de quanto tempo eu esperei para encontrar a minha companheira?" "Roxie me disse que você tem mais de mil anos de idade. Ela também me disse sobre o feitiço." "E?" Roan prendeu a respiração, esperando ansioso para ouvir qual seria a resposta de Ansley. "Eu não estou pronta para isso, Roan. Eu não sei se vou estar." Ele soltou a respiração que estava segurando. "O que você está dizendo, Ansley?" "Você diz que me ama, mas eu não sei se o que eu sinto por você é amor ou não. Eu nunca estive apaixonada antes. Eu não tenho nenhuma idéia do que é amor. Eu não cresci exatamente sabendo do amor de uma mãe ou pai. Eu não sei se eu sou mesma capaz disso. Eu estou tão confusa agora."


Roan puxou a cabeça de Ansley para seu ombro e esfregou suas costas. "Eu não vou pedir qualquer coisa que você não esteja pronta para dar. Só sei que eu não vou a lugar nenhum, nunca. Você é minha. Por agora, isso é o suficiente para mim. Nós vamos trabalhar o resto à medida que avançarmos." Um pouco da tensão que ele sentia deixou seu corpo quando Ansley se aconchegou em seu abraço. Pelo menos ela não o havia rejeitado completamente. Pela forma como ela reagiu quando ele tinha virado lobo, Roan tinha estado muito preocupado que ela não quisesse ter mais nada a ver com ele. Naquele momento, Jager colocou a cabeça para a sala. "Desculpe, não se importem comigo." Ele caminhou até o sofá e pegou sua espada onde Roxie havia deixado no chão. Para grande surpresa de Roan, Ansley levantou a cabeça e balançou a cabeça na direção de Jager. "É melhor não deixar Roxie pegar você com isso. Ela pode chutar o seu traseiro em vez de simplesmente tomá-la de você, da próxima vez. E dado como grande ela parecia em sua metade lobo/metade humana, eu diria que ela não teria nenhum problema em chutar sua bunda, se ela quisesse." Jager encolheu os ombros. "Ela sempre pode tentar," disse ele com um sorriso. Ele tinha apenas chegado até o corredor quando Roan e Ansley ouviram-no dizer: "Oh, merda." A próxima voz que ouviram foi a de Roxie. "Eu pensei que eu já havia tomado isso de você." Jager respondeu: "Bem, eu peguei de volta." "Você sabe como me sinto sobre isso," disse Roxie. "Agora entregue-a." Jager, obviamente, não fêz como Roxie pediu, porque ela então disse, "Dê-me essa maldita espada, Jager." A próxima coisa que Roan e Ansley ouviram eram os sons de passos pesados decolando em uma corrida e um outro conjunto muito mais leve, atrás deles. A voz de Roxie derivou para eles enquanto ela perseguia Jager. "Você pode correr, mas eu ainda vou tomar essa espada de você." Roan e Ansley entreolharam depois começaram a rir. Ansley foi a primeira a se recuperar. "Eles são sempre assim?" "Não o tempo todo. A espada só acontece de ser um ponto de discórdia entre eles. Roxie apenas tem medo que Jager vá machucar alguém com isso." "Será que ele vai?" Roan balançou a cabeça. "Não. Jager pode lidar com uma espada melhor do que a maioria de nós. Ele não comete erros como isso. Como você deve ter adivinhado, ele é tão ligado à coisa que você poderia jurar que ele nasceu com ela na mão." O rosto de Ansley ficou sério. "Você tem uma espada também, não é?" "Sim. Todos os meus irmãos tem uma. O mesmo com Saskia. Essa é a nossa arma de escolha." "Eu acho que eu gostaria de ver a sua espada, Roan," Ansley disse suavemente. "Eu tenho que admitir que Jager parecia muito quente lá de pé com sua espada levantada assim. Isso me fez pensar sobre outras


espadas levantadas." Roan rosnou baixo em sua garganta. "É melhor estar pensando sobre a minha espada e não a de Jager. Eu odiaria bater em meu próprio irmão." Ansley sorriu. "É com certeza a sua espada Eu pensei se você sabe como usá-la tão bem." Com outro rosnado, Roan beijou Ansley até que ela ficou flexível contra ele. Ele, então, colocou sua cabeça em seu ombro e passou os braços em volta dela, segurando-a firme. Ele sabia que ela ainda precisava de algum tempo para chegar a um acordo com tudo o que tinha aprendido hoje, mas ele se sentiu mais do que satisfeito que a distância que ela tentou colocar entre eles já não existia. Mais tarde ele iria mostrar a Ansley o quanto ele a amava. E, se ela tomasse a decisão de ficar uma mortal, ele iria mostrar a ela que ele ficaria com ela e não iria forçá-la a se tornar uma lobisomem. Ele já havia tomado uma decisão por ela e, com certeza, não tiraria essa escolha dela também. * * * * Ansley assistiu Roan cruzar espadas com Jager na área de formação que ficava no porão. Depois que tinham deixado o local de Roxie e Beowulf, eles tinham ido para a casa de Roan, na verdade a casa dela agora também. Ela e Roan tinham tido uma longa conversa. Ele contou-lhe tudo sobre ele, mesmo como era ser um lobisomem.Isso a ajudou a ser mais tolerante pelo que ele tinha feito. E também a ajudou a entender todo o negócio de acasalamento. Ela sabia que tinha fortes sentimentos por ele, mais forte do que nunca tinha sentido por um homem, mas ela ainda não sabia se poderia chamar isso de amor. Ela gostaria de poder dizer-lhe que o amava, quando ele disse que a amava, mas Ansley não iria dizer as palavras apenas porque ele queria ouvi-las. Durante a conversa, Roan também explicou por que ele e sua família tinham treinados para proteger Roxie, a predita. De acordo com Roan, Roxie era mais do que especial. Ela podia fazer coisas que nenhum outro lobisomem poderia, muito mais do que apenas ser capaz de mudar em um metade lobo/metade humana e usar um feitiço para transformar mortais em lobisomens. Desde que ela também dominava sobre todos os grupos, isso a fazia vulnerável. Se outro lobisomem de alguma maneira conseguisse obter o controle dela, eles poderiam usar Roxie como um governante para dominar em seu lugar. Roan também contou sobre Miles, o irmão verdadeiro de Saskia, que tinha sido treinado para proteger o predito ao lado de sua irmã. Mas isso foi antes dele decidir mudar de lado e cobiçar a um predito para si próprio. O som das espadas colidindo juntas trouxe Ansley de volta de suas reflexões. Ela seguiu os movimentos de Roan com os olhos. Sem camisa, ela poderia facilmente ver os grupos de músculos de seus braços e ombros quando ele girava para Jager. As batidas de cada homem eram controladas. Nenhuma vez eles derrubaram sangue. Logo Roan recuou e ergueu a mão para Jager. "Isso é o suficiente para um dia eu acho." "Você tem certeza?" Jager brandiu a espada em um arco na frente dele. "Eu poderia fazer isso o dia todo." Roan acenou em direção à Ansley que estava num canto. "Ao contrário de você, eu tenho algo mais importante na minha vida do que a minha espada."


"Desde que eu não sou mais desejado, eu acho que eu vou deixar os dois pombinhos sozinhos. Vou dizer aos outros para não perturbá-los pois você e Ansley estarão brincando aqui." Roan balançou a cabeça para seu irmão. "Jager." "O quê? Não é isso que vocês querem fazer?" "Quer dar o fora daqui?" Com um sorriso impertinente Jager se dirigiu para as escadas do porão, deixando-os sozinhos. Ansley virou para Roan. "Você definitivamente estava certo sobre Jager. Ele diz o que quer e não dá a mínima para o que os outros pensam." "Nós tentamos quebrá-lo desse hábito ao longo dos anos, mas eu não acho que algum dia ele vai mudar." "Será que ele vai dizer aos outros que estamos brincando aqui?" "Claro, mas Saskia irá em breve colocá-lo em seu lugar. Ela normalmente o faz." "Eu ainda não consigo superar o fato de que Saskia é a líder de todos vocês." "Não foi por capricho que ela foi escolhida para ser a nossa líder. Ela sabe como colocar todos e cada um de nós em nosso lugar. Ela também é letal com uma espada. Ela é a única capaz de ser melhor que Jager na prática da espada." Ansley deixou seu olhar correr sobre a espada na mão de Roan. "Posso?" Roan moveu-se para o lado dela e colocou o punho da sua espada na sua mão. "Você pegou? É bastante pesada." Do jeito que ela tinha visto Roan balançar isso, Ansley não achava que poderia ser tão pesada. Ela colocou a mão em torno do punho e assentiu. "Ok, eu tenho." Uma vez que Roan soltou, ela logo descobriu o quão errado ela tinha estado nesse pensamento. A ponta da espada bateu no chão. Foi preciso as duas mãos para levantá-la de volta até a cintura. Seus braços logo começaram a tremer com o esforço de segurar a pesada espada. "Eu acho que é melhor pegá-la, Roan." Ele facilmente tomou isso dela e segurou-a como se não pesasse nada. "Eu lhe disse que iria ser pesada." "Da maneira como você e Jager lidam com elas eu não pensaria que seria tão pesada." Roan colocou seu braço ao redor de seus ombros e conduziu-a para as escadas. "Eu tive anos de prática. Que tal eu ir tomar um banho então podemos assistir TV ou algo assim?" "Eu concordo." Em vez de ficar lá embaixo, Ansley seguiu Roan até o quarto deles. Roan e ela planejavam começar a mover as coisas de seu apartamento para a casa no dia seguinte. Ela decidiu, enquanto ele estava no banho que ela iria ver onde ela poderia colocar sua penteadeira no quarto. A maioria de seus móveis, ela teria que vender ou doar para a caridade. Não que ela se importasse. Nenhum de seus móveis tinha


qualquer valor sentimental. Ansley sentou-se na cama depois que Roan foi para o banheiro. Desde que ele tinha deixado a porta aberta, ela ouviu-o facilmente se despir antes de ligar a água no chuveiro. Não demorou muito para Ansley imaginar que Roan ficaria de pé no chuveiro, a água escorrendo pelo seu corpo nu. Seus braços se flexionando enquanto ele corria a barra de sabão por seu corpo. Sua vagina começou a doer e umidade escorreu entre suas pernas quando ela imaginou ele passando a grande mão ensaboada para cima e para baixo de seu pênis enquanto se banhava. Ela se levantou e caminhou até a porta do quarto e trancou-a. Ela tirou suas roupas e deixou-as cair no chão. Ela então atravessou o quarto para o banheiro. Depois de revelar o que ele era, Roan não tinha nem uma vez tentado iniciar sexo. Se Ansley não soubesse melhor, ela pensaria que ele decidiu parar, com medo de que ela o rejeitasse. Não que ela teria. Eles eram companheiros e nada iria mudar isso. Ela podia não ser capaz de dizer a ele que o amava, mas ela poderia mostrar-lhe com o seu corpo muito mais do que ela poderia dizer em palavras. Escorregando para o banheiro, Ansley caminhou até o box de vidro fechado. Roan estava de costas para ela, com a cabeça sob a água corrente. Ela abriu a porta do chuveiro e entrou atrás dele. Roan virou. "Ansley?" Ela lhe deu um sorriso. "Eu espero que você não pense em nenhuma outra mulher para entrar no chuveiro com você." "Eu achei que você fosse esperar no quarto por mim." "Eu decidi que seria muito melhor me juntar a você." Ela se aproximou e apertou seus lábios contra seu peito. Roan gemeu. "Você tem certeza?" Ela arrastou sua língua através de seu mamilo. "Por que eu não teria?" As mãos dele cerraram em seus lados. "Eu pensei que talvez você precisasse de mais tempo para acostumar os seus pensamentos sobre o que eu sou." Ansley deslizou as mãos pelas costas de Roan até sua bunda. Ela, então, esfregou-se contra seu pênis que já estava grosso e duro entre eles. "Eu superei o meu choque inicial. E agora tudo o que posso pensar é em fazer amor com você." Como se isso tivesse sido tudo o que ele esperava ouvir, Roan enfiou seus dedos através de seu cabelo e tomou sua boca em um beijo duro. Ansley apertou mais e esfregou seus mamilos tensos contra seu peito. Ela chupou sua língua em sua boca. Ela estendeu a mão entre eles e pegou seu pau duro e bombeou-o para cima e para baixo seu comprimento. Roan grunhiu baixinho. Ele segurou um de seus seios com a mão e apertou seu mamilo. Os dedos da outra mão percorriam seu corpo até sua buceta. Ele encontrou seu clitóris e esfregou antes que ele empurrasse um dedo dentro de seu núcleo. "Você já está molhada para mim."


"O que você vai fazer sobre isso?" Ansley perguntou timidamente. Ela apertou seu pênis ainda mais duro. "Primeiro, eu vou te provar." Roan tirou sua mão e caiu de joelhos. Ele empurrou as pernas dela e usou os dedos para espalhar os lábios de seu sexo. Ansley engasgou com o primeiro golpe de sua língua. Roan balançou seu clitóris com a ponta da língua antes de chupá-lo em sua boca. Ela segurou em seus ombros e balançou os quadris. Ondas de prazer disparam através de seu corpo quando Roan empurrou dois dedos dentro dela. Ele bombeou-os dentro e fora dela, enquanto ele continuava a chupar e lamber seu clitóris. Os gemidos de Ansley encheram o chuveiro enquanto ele continuou trabalhando, empurrando-a cada vez mais perto de um orgasmo. Era tudo que ela podia fazer para manter-se de pé. Suas pernas começaram a tremer. Ela sabia que se não tivesse agarrada a Roan, teria caído. Roan abriu os dedos quando ele moveu-os dentro dela, estirando-a. "Goze para mim, Ansley," ele meio grunhiu. "Eu quero te provar quando você gozar." Ele chupou seu clitóris mais duro. Ansley chamou o nome de Roan quando seu clímax a atravessou. Ele substituiu seus dedos por sua língua. Ele rodou e sugou até que a última onda de prazer recuou. Fraca, Ansley caiu de joelhos na frente de Roan. "Minha vez." Ela se inclinou e circulou a língua ao redor da cabeça de seu pênis. Roan afundou as mãos em seu cabelo e gemeu. Ela abriu a boca e tomou apenas a ponta dele dentro. Sugando, ela embrulhou sua mão ao redor de seu eixo e bombeou para cima e para baixo. Os quadris de Roan contrariram. Ele rosnou profundamente dentro de seu peito. O som de seus rosnados fez seu corpo liquefazer. Agarrando seu membro na base, Ansley levou mais de seu comprimento dentro de sua boca. O pau de Roan ficou ainda mais duro. Ele bombeou seus quadris enquanto ela alternava entre sugando e rodando sua língua em torno da cabeça de seu pênis. Ela teria continuado a dar prazer a ele dessa maneira até que ele gozasse, mas Roan tinha outras idéias. Ele afastou e virou-a para que ela ficasse de frente para a porta de vidro do chuveiro. Ambos ainda de joelhos, Roan veio por trás dela. Ele segurou seus quadris. Seu pênis deslizou entre suas coxas espalhadas e sondaram a entrada de seu corpo. Ansley balançou contra ele, esfregando sua umidade ao longo de seu eixo espesso. Com um grunhido, Roan embainhou-se dentro dela ao máximo, com um só golpe. Ansley colocou as mãos na porta de vidro. Roan puxou para trás até que ele estava quase livre de seu corpo, em seguida, bateu de volta para dentro. Ela segurou suas paredes internas em torno de seu eixo, enquanto ele martelava nela. Gemendo, ela empurrou de volta, combinando seus golpes. Seu corpo começou a serpentear mais apertado, mais uma vez. A sensação de seu pau grosso estirando-a, entrando e saindo, empurrou-a cada vez mais perto de outro orgasmo. Roan martelou nela mais duro, mais rápido. Com uma mão ainda em seu quadril, ele chegou em torno de seu corpo e encontrou seu clitóris. Esfregou-a enquanto ele se inclinou para a frente, mordendo a parte


superior de seu ombro perto de seu pescoço e segurando-a com os dentes. Ansley gritou quando ela começou a gozar. Roan endureceu atrás dela quando ele também encontrou a sua liberação. Seu pênis pulsava dentro dela, enchendo-a com seu esperma. Ansley encostou a testa no vidro frio da porta do chuveiro. Roan ainda estava enterrado grosso e duro profundamente dentro de sua vagina. "Você ainda está duro." Ele bombeou seus quadris uma vez. "Claro que eu estou. Todos os lobisomens machos podem manter uma ereção por horas, mesmo depois de gozar." Ela empurrou para trás até que ela se inclinou contra o peito de Roan. "É uma boa coisa que não é de conhecimento comum entre as mulheres ou os pobres homens mortais nunca mais iriam fazer sexo." Roan rodou sua língua dentro de sua orelha. "A única mulher mortal com quem eu vou estar compartilhando essas informações é você." "Eu não estou reclamando. Que tal se formos para a cama para que você possa me mostrar quantas vezes você pode gozar. Talvez você possa definir um novo recorde pessoal." Roan saiu dela, desligou a água e pegou-a em seus braços. Ele a levou para o quarto e colocou-a na cama. "Agora esse é um desafio que eu estou mais do que apto para fazer."


Capítulo Onze No dia seguinte, Roan e Ansley chegaram em seu apartamento um pouco mais tarde do que tinham inicialmente planejado. Considerando que não tinham conseguido dormir muito durante a noite, ambos haviam dormido até tarde. Ao invés de pegar seu Lexus, Roan tinha levado o Suv Cadillac Escalade preto que pertencia a sua família. Ele imaginou que seria capaz de embalar a maioria de suas coisas para o Suv e depois alugar um caminhão para pegar as mobílias. A primeira coisa que Ansley fez quando chegou foi ir ao superintendente do edifício e dar-lhe o aviso prévio. Embora tivesse 30 dias para limpar seu apartamento, Ansley sabia que estaria terminado muito antes desse prazo. Ainda bem que ela não tinha acumulado muita coisa ao longo dos anos, Ansley começou a embalar seus pertences em caixas que ela e Roan tinham trazido. Com a ajuda de Roan, a embalagem não demorou tanto tempo quanto teria se tivesse feito tudo sozinha. Ela não tinha esquecido o quão difícil foi para mover a maioria de suas coisas para o apartamento sozinha. Ela só pediu a Sherry e seu namorado na época para ajudar com o trabalho pesado. No momento em que tinha tudo embalado em caixas, a noite tinha começado a descer. Ansley se levantou e esticou a dor nas costas. Ela colocou todas as caixas empilhadas em cima umas das outras em sua sala de estar. O que tinha inicialmente parecido não muito à primeira vista tinha acabado por ser mais do que apenas um pouco. Ansley odiava mudar e esperava que esta seria a última vez que ela teria de fazê-lo. Roan entrou na sala, vindo do quarto onde estava desmontando sua cama. "Tudo pronto?" "Eu acho que eu tenho tudo. Parece que vamos ter que fazer mais de uma viagem." Ele olhou para as caixas. "Eu acho que você está certa. Pelo menos temos muito tempo. Por que nós não carregamos o Suv com as coisas mais importantes que você necessita e deixamos o resto para amanhã? Vou pedir a Leif ou um dos outros para vir conosco. Eu vou precisar de ajuda com os móveis de qualquer maneira, mas nós teremos o caminhão alugado até lá." "Tudo bem. Você pode trazer o Suv para a parte de trás do edifício. O super não gosta de inquilinos usando a entrada da frente quando estão mudando." Roan deu-lhe um beijo. "Eu estarei de volta em poucos minutos." Depois que Roan saiu, Ansley tirou as caixas que ela queria levar com ela. Ela também decidiu que poderia puxar as gavetas de sua cômoda e levá-las também. Faria a cômoda muito mais leve para os caras moverem. Assim que Roan voltou, ele e Ansley começaram a carregar o Suv. Roan parecia ser capaz de subir e descer as escadas muito mais rápido do que ela. Obviamente isto era um caso no qual ser um lobisomem tinha a vantagem sobre um mortal. Ele também podia carregar muito mais coisas do que ela.


Na sua sexta viagem até as escadas, Ansley teve que se sentar por alguns minutos no sofá para descansar. Suas pernas começaram a sentir-se como pesos de chumbo. Roan não parecia cansado. Enquanto ela descansava ele continuou a levar as caixas para baixo. Em uma corrida em especial, Ansley levou alguns minutos para perceber que Roan não tinha voltado para cima. Normalmente, ele voltava em um minuto ou menos. Perguntando o que poderia estar mantendo-o, ela se levantou e desceu as escadas para a entrada dos fundos. Ela esperava que o super não tivesse decidido dificultar para Roan sobre eles estarem movendo suas coisas tão tarde. Ela não encontrou Roan encurralado pelo super. O que ela encontrou a fez congelar no lugar de medo. Roan estava perto da parte de trás do SUV enquanto outro homem estava com uma espada apontada em sua direção. Roan permaneceu sem nenhuma expressão em seu rosto enquanto ele olhava para seu atacante. Ansley teve que cobrir a boca com a mão para impedir de chamá-lo. Ela não queria distrair Roan. Nenhum dos dois homens a tinha notado em pé do outro lado da porta de vidro. De partir de um segundo para o outro, o impasse tinha acabado. O homem brandiu a espada em Roan. Mesmo que ele não tivesse com sua própria espada, Roan evitou ser atingido saltando fora do alcance. O homem continuou a brandir para Roan, forçando-o para trás até que ambos os homens haviam desaparecidos no lado do SUV. Não sendo mais capaz de vê-los, Ansley rapidamente saiu para fora. Ela não foi muito perto de onde os dois homens lutavam. Quando ela ouviu tanto Roan e seu atacante grunhindo uma para o outro, Ansley percebeu que o atacante de Roan era um lobisomem como ele. Sentindo-se impotente, não tendo certeza do que ela poderia fazer para ajudar Roan, Ansley procurou algo que pudesse usar como arma. Sua melhor aposta seria olhar no SUV, mas ela sabia que se distraisse Roan agora ele poderia acabar mal. Quase pronta para subir novamente ao seu apartamento para pegar uma das facas de sua cozinha, a espada do atacante deslizou no asfalto não muito longe de onde estava Ansley. De alguma forma, Roan deve ter desarmado o atacante. Seu coração disparou. Ansley foi até a espada e a pegou. Ela andou nas pontas dos pés para o SUV com medo do que iria encontrar. Ela enfiou a cabeça em torno da extremidade atrás dele e deu uma espiada antes dela se afastar. Dois grandes lobos estavam rosnando e arranhando um ao outro, onde Roan e seu atacante tinham estado. Com a espada fora, eles tinham mudado para dentes e garras. Tomando um par de respirações profundas por coragem Ansley levantou a espada pesada em ambas as mãos e moveu em torno da parte traseira do Suv para o lado onde os lobos estavam. Ela poderia facilmente dizer qual lobo era qual. Ela reconheceu Roan como o lobo com a pele marrom claro que combinava com seu cabelo. O outro lobo tinha pêlo cinza escuro. Ela se concentrou no escuro lobo cinzento enquanto ela lentamente se aproximou. Ela tentou não pensar sobre o que ela estava prestes a fazer. Ela se concentrou sobre o medo que sentia por Roan. Ele era seu companheiro, sua outra metade. Ninguém iria levá-lo para longe dela. Ela o amava demais para permitir que alguém o machucasse. Ansley piscou. Ela amava Roan. Agora que havia uma chance de que ela poderia perdê-lo, ela sabia, sem sombra de dúvida, que o amava, e o tinha amado desde o início. Mais determinada a ter certeza que ela teria a chance de dizer a Roan como ela realmente sentia, ela agarrou mais apertado a espada em suas mãos.


Assim que ela se atreveu a chegar perto o suficiente dos lobos, Ansley usou toda a sua força para levantar a espada tão alto quanto podia. Ela então levou o plano da espada nas costas do lobo cinza escuro, colocando toda a força que tinha por trás dele. O lobo cinza escuro gritou e caiu com força no chão. Roan aproveitou a situação e saltou sobre a parte traseira do lobo cinza escuro e pegou a parte de trás do pescoço dele em suas fortes garras. O outro lobo uivou novamente e então ficou imóvel quando Roan rosnou e enfiou as garras afiadas no lado do lobo cinzento. Derrotado, o lobo cinza escuro gemeu e colocou o rabo entre as pernas. Roan liberou o pescoço do outro lobo, mas não se afastou. Ambos os lobos mudaram para a forma humana, ao mesmo tempo. Roan rolou o atacante de costas então o desarmou. Inconsciente, seu atacante ficou mole. Roan pegou-o e o levou sobre seu ombro. Ele colocou o outro homem na parte traseira do Suv, puxou uma corda e o amarrou. Ansley ficou em silêncio mediante a agitação enquanto esperava Roan terminar. Com seu atacante cuidado, Roan virou e puxou Ansley em um abraço apertado. "O que você estava pensando, Ansley? Você poderia ter sido seriamente ferida. Se algo acontecesse a você..." Ele não conseguia terminar a frase. "Mas nada aconteceu." Roan a apertou tanto que Ansley mal conseguia puxar uma respiração profunda, mas ela não se importava. "Se você acha que eu iria ficar de braços cruzados e deixar que você se machucasse, você está muito enganado. Você é meu companheiro. Eu não vou deixar ninguém levar o homem que eu amo para longe de mim." Roan ficou imóvel. Ele soltou-a apenas o suficiente para que ele pudesse recuar e olhar para ela. "Qual foi a última parte?" Ansley sorriu. "Eu disse que não vou deixar ninguém levar o homem que eu amo pra longe de mim." Ela dificilmente disse a última palavra antes de Roan a beijar tão profundamente que as pernas de Ansley quase cederam e ela mal se lembrava seu próprio nome. Quando levantou a cabeça, ele disse: "Se eu não tivesse que me livrar desse lixo," ele acenou para a parte de trás do SUV, "iria levá-la até o seu apartamento e mostrar-lhe o quão feliz você acabou de me fazer." Ansley estremeceu de prazer. "O que você vai fazer com ele?" "Ele é um dos homens de Miles. Eu vou levá-lo para Roxie. Como governante dos grupos ela pode decidir seu destino." “O que ela vai fazer com ele?" Roan riu. "Para começar, ele vai aprender o seu lugar. Espero que ele goste de estar preso em sua forma de lobisomem, enquanto estiver acorrentado no quintal de Roxie como o cão que ele é. Se isso não fizer ele disposto a falar, eu não sei o que fará." Ansley mordeu o lábio inferior e olhou para Roan. "Como estamos indo para Roxie, enquanto nós estivermos lá eu acho que vou perguntar se ela tem tempo para usar o seu feitiço."


Roan pegou o rosto dela entre as mãos. "Tem certeza de que é o que quer, Ansley? Eu não quero que faça isso se você estiver apenas fazendo isso por mim. Eu quero que faça isso porque é o que você quer." Ela levantou-se na ponta dos pés e roçou seus lábios nos dele. "Eu tenho certeza. Eu quero que nós tenhamos milhares de anos juntos, e o feitiço vai nos dar isso. Você é meu companheiro. Eu quero estar acasalada com você em todos os sentidos da palavra." Conforme Roan a beijava com ternura, Ansley sabia que ela tinha tomado a decisão certa. Ela não teria mais que se preocupar sobre estar sozinha. Seu lobo estaria sempre ao seu lado.

Fim


Carro de Ansley: Pontiac sunfire

Carro de Roan: Lexus IS F Performance


Marisa chenery protetores de roxie 01 a queda de roan (trad at)