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Beyond Me (Além De Mim)

Pode uma diversão de primavera se transformar em amor? Spring break em Key West com as minhas amigas era para ser uma diversão casual. Mas eu nunca esperava encontrá-lo. Sexo e brincadeiras? Sim! Um relacionamento? Não. Mas seus olhos azuis quentes e a sua forma confiante me atraíram. E quando ele me deixou ver o homem por trás da máscara, eu me apaixonei, tolamente acreditando que poderia haver um futuro para nós. Claro, eu nunca considerei que a nossa relação poderia ser baseada em mentiras... Ou que a sua traição poderia me balançar e me fazer questionar tudo o que eu acreditava... Será que uma vida construída de mentiras pode estragar tudo? No momento em que a vi, sabia que tinha que tê-la. Ela me fisgou com aqueles olhos frios e a atitude não-me-toque. Eu tinha tudo — dinheiro, status social e aparência. Eu poderia ter qualquer garota que eu quisesse... Até ela. Quando meus amigos me desafiam com uma aposta de levá-la para a cama até o final da semana, eu não poderia deixar passar. Mas o sexo não era para se transformar em amor. Não era para ela me mudar, me empurrar, e me fazer querer ser mais para mim mesmo. Não era para ela me destruir, em todos os sentidos. E agora, se eu não posso transformar minhas mentiras em verdades, eu poderia perdê-la para sempre...

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Caro leitor, Prepare-se para Sex on the Beach, uma trilogia que caracteriza BETWEEN US (Jen McLaughlin), BEYOND ME (Jennifer Probst), e BEFORE YOU (Jenna Bennett). Três novelas separadas. Três autores diferentes. Um mundo literário. Leia todas, ou apenas uma. Você decide! Não importa qual caminho você vá escolher, essas novelas com certeza irão satisfazer a sua necessidade por um romance escaldante e uma emocionante história. Boa leitura! Jen, Jenna, e Jennifer

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Para duas mulheres incríveis, escritoras, e agora amigas. Jen McLaughlin e Jenna Bennett, eu nunca percebi o quão divertido um projeto como este poderia ser! Foi realmente uma delícia trabalhar com vocês. Obrigado por me ajudarem a esticar meus limites, ousar em ser diferente, e acima de tudo, redescobrir o meu amor pelos meus projetos. Ansiosa para tomar um pouco de Sex on the Beach com vocês em breve!

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Prólogo Quinn Sábado Assisto o avião decolar e me pergunto se eu tinha cometido um grande erro. A cidade de Chicago flutuava abaixo de mim, e fui enviada para as nuvens para as férias de primavera que eu não tinha certeza se queria. Suspiro. Vinte e um anos de idade e eu trabalhava e estudava mais do que me divertia. "Nem sequer pense sobre isso." Diz Mackenzie. Seu cabelo castanho recém-tingido cai perfeitamente sobre sua testa enquanto me estuda. "Se você continuar, vai ter um colapso. Você precisa de sol, areia e sexo." Reviro os olhos. "Diz você, que está confortável com tudo, senhorita estrela do Country. Ou, pelo menos, na maior parte." Esse comentário me valeu um bufo. "Eu, utilizo chuvas, nevoeiros e calçadas. Isso não vai ser como um daqueles filmes de férias de primavera, certo? Algum idiota colocando drogas nas bebidas das garotas e tirando fotos delas para postar na internet? Ou tubarões se alimentando de corpos jovens em um banho de sangue?" 6


Mackenzie geme. "Isso é coisa do Lifetime TV. Que tal uma bebida tropical em uma espreguiçadeira, os dedos dos pés na areia, e um cara quente sobre você, peitoral nu e pronto para servir todas as suas necessidades?" Suas sobrancelhas se inclinam para cima e para baixo e eu rio. "Talvez para você." "Talvez para você, também, se você parar de reclamar a cada segundo e conhecer um homem mais jovem de setenta." "Bem. Vou parar de reclamar desde que você foi boa o suficiente para financiar a viagem toda. Pelo menos eu vou ter o meu próprio quarto. Estou tão cansada do dormitório e meias na porta." A minha segunda melhor amiga, Cassie, estica o pescoço e entra na conversa. "Estou com Quinn. As provas finais estão chegando e eu quero o meu maldito 4.0." Mackenzie pega uma revista da bolsa do banco na frente e liga seu iPod. "Vocês são tão sem esperança. Estamos indo nos divertir nesta viagem, mesmo se eu tiver que forçar vocês. Sem livros, sem estudos, sem provas. Entenderam?" Eu agarro seu iPod. "Você não pode ligá-lo ainda; ele vai mexer com o avião."

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"Isso é apenas uma superstição." Mac anuncia, tentando agarrá-lo de volta. Cassie puxa o plugue. "Quinn está certa, eu não quero morrer antes de me formar." Mackenzie geme. "Se fosse um problema real, eles tirariam os nossos produtos eletrônicos no portão. E como eu estou presa no assento do meio, de qualquer maneira? Vocês vão me torturar durante todo o caminho até Key West." Eu encontro o olhar de Cassie e dou uma risadinha. Mac era a única com dinheiro, fama e personalidade extrovertida. Ela era uma estrela do country desde os dezesseis anos, estava no centro das atenções, e foi para a faculdade para ter uma educação. Eu odiava música country — ela ainda não me perdoou por isso e porque no começo eu não tinha ideia de quem ela era — mesmo depois dela tocar seu hit para mim. Cassie é a estudiosa em nosso trio, e, provavelmente, uma das mais inteligentes, e mais doce garota que eu conheço. E eu? Bem, eu era a abelha operária. Salve o mundo, uma pessoa de cada vez, eu acho. Tento acertar tudo para não decepcionar ninguém, especialmente eu. Nós tínhamos nos conhecido no primeiro ano na aula de Inglês e no momento em que começamos a conversar, algo se encaixou. Era como se cada uma de nós trouxesse algo forte para o grupo, e eu gostava disso. Eu tinha muitos conhecidos no estado de Chicago, mas Cassie e Mackenzie eram verdadeiras amigas. 8


Cassie e Mac começaram a discutir sobre as regras de ligar um Kindle, e eu me viro de volta para a janela. Talvez isso fosse uma coisa boa pra mim. Eu estava cansada ultimamente, e não pelos meus padrões rígidos habituais de realização. Um pouco de sol e relaxamento pode me dar forças para terminar o trimestre, e me preparar para o meu estágio de verão no centro de reabilitação. Talvez eu até encontrasse um garoto bonito que eu pudesse flertar. Até mesmo dormir. Alguém que pudesse me dar um orgasmo. Eu estava cansada de ler sobre essas experiências em revistas e ouvir sobre isso constantemente no dormitório. Estabeleço a minha cabeça de volta no banco e tento não esperar muito. Afinal, eu geralmente acabava decepcionada.

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Capítulo 01 Quinn Domingo Um copo vermelho é empurrado em minhas mãos, e eu agarro-o automaticamente. Espuma derrama em minhas sandálias. Eu nunca tinha gostado do sabor de cerveja, e estava esperando que uma dessas bebidas doces com mini guarda-chuva nela. Como Sex on the Beach. As garotas tinham me entusiasmado, e eu tive o meu quinhão desde que desembarquei. É claro que eu não estava no hotel, e este, provavelmente, vai ser o melhor que eu bebo. A menos que eu quisesse bebidas fortes. Eu suprimo um arrepio. Eu tinha ficado bêbada por causa de rum uma vez e vomitei por horas. Eu ainda não conseguia sentir o cheiro, sem ficar enjoada. Obrigo-me a tomar um gole e manobro o meu caminho através da multidão, indo para fora. A casa era construída em uma colina em uma parte mais rural da ilha, e me lembrava daquelas mansões que apareciam na HGTV. Branca com janelas azuis, tinha três andares e um enorme deck de frente para um tipo lagoa/piscina montada no chão, bar, e banheira de hidromassagem. Garotas em biquínis minúsculos descansavam de pé lá. Outras estavam nos ombros de homens fazendo lutas e fingindo estarem 10


constrangidas quando o top do biquíni escorregava e elas se mostravam para multidão. Claro, elas tinham belos seios, não como eu, que sou construída com uma moldura fina e quase não preencho um sutiã. Os garotos ficam em grupos apertados, babando sobre cerveja, babando sobre as mulheres, e continuam babando. Ah, merda. Eu não devia ter vindo. O primeiro dia foi perfeito, nós descemos do avião, nos estabelecemos em nossos quartos impressionantes, e descontraídos para a noite. O hotel é de primeira classe — Mackenzie ficou na cobertura — e o lugar ostentava quatro restaurantes, duas piscinas, bares aquáticos, um clube de dança, e o serviço de quarto muito importante. Nós nadamos e passamos o resto da tarde juntas, depois jantamos na piscina. Esse era o tipo de evento que eu gostava — minhas melhores amigas, bebidas, hambúrgueres empilhados, e alguns risos. Mas hoje elas me abandonaram cedo, citando desculpas sobre planos já estabelecidos, assim nós combinamos de nos encontrar no bar local esta noite. As primeiras horas foram refrescantes, mas depois comecei a me sentir muito patética sozinha no meu maiô, enquanto casais ou grupos se juntavam ao meu redor. Em seguida, uma garota com um rabo de cavalo vermelho balançando enfia um panfleto na minha mão e me convida para uma festa em uma das villas privadas da ilha. Não que eu fosse especial. Ela entregou a todos que estavam nas cadeiras, todos estavam falando sobre como era a festa do século e uma tradição para as férias de primavera Key West.

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Eu nunca fui a lugares sozinha, com pessoas que eu não conheço. Mas eu não poderia mais ficar pegando sol e fingindo ler um romance quente no meu Kindle. Eu estava ficando inquieta e entediada. Diversão aquática não eram minhas coisas, então eu pensei, por que não? Faça algo ousado, Quinn. Vá a uma festa onde você é uma estranha, e talvez encontre um cara quente. Se interesse, fique com alguém, fique feliz. Agora, eu gostaria de ter me hospedado. Bebo a cerveja morna procurando algo para fazer, e encontro um lugar perto da varanda. Conectando os cotovelos sobre a parte superior, eu assisto ao show na piscina enquanto a música toca em ritmo de hip-hop inspirando beber e ficar nu. Por um segundo, eu quero ser o tipo de garota na piscina, balançando a bunda, e desfrutando de um pouco de poder feminino. Sempre me senti tão fora do lugar aonde eu fosse, a não ser quando girava em torno do trabalho. As cenas sociais lembravam-me que eu não era chamativa o suficiente ou saltitante suficiente, ou qualquer coisa. Pobre Quinn. Em uma festa legal em Key West nas férias de primavera e reclamando. Minha voz interior — que eu chamo de "vadia interior" — diz e faz-me sufocar uma risadinha. Eu tinha me acostumado a falar comigo mesma e nunca perdi o hábito. Às vezes, eu era a minha melhor companhia. Meu olhar varre o deck da piscina para ver se eu encontrava alguém conhecido, ou que eu quisesse conhecer e, em seguida — boom.

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Lá estava ele. Sr. Perfeito. Pisco e tento limpar a minha visão. Confie em mim, não sou uma dessas garotas que desmaiam ao descrever um cara como esse. Eu nunca fui do tipo que desfruta ao lado de um cara com humor e boa conversa. Sempre pensei que não fosse construído assim. Mesmo o primeiro cara nu que eu vi na HBO não fez isso por mim, e todas as minhas amigas falavam sobre abdômen, bunda e pau, como se estivessem morrendo de vontade de fazer isso. Eu — nem tanto. Mas, pela primeira vez, eu meio que perdi o fôlego. Ele não tinha uma beleza de estrela de cinema e não possuía grandes músculos ou tatuagens loucas ou piercings. Ele se encosta à grade atrás do bar, um pequeno sorriso descansa sobre seus lábios cheios. Como se estivesse se divertindo fazendo nada. Seu cabelo era preto meia-noite, um belo contraste contra sua pele bronzeada, e caiam em perfeitos cachos despenteados sobre a testa. Seus olhos eram de um azul claro surpreendente, tão pálido que parecia brilhar em seu rosto com uma luz estranha. Tento quebrar o olhar, mas ele não deixa, apenas segura meu olhar e se recusa a deixar ir. Como se o primeiro a desviar perderia. Na verdade, eu tremia sob o sol quente. Algo sobre aquele brilho de interesse e preguiça dizia que estava tentando decidir se queria entrar no jogo. Se ele jogasse, ele iria torná-lo duro. Esse cara não era um 13


atrapalhado garoto inexperiente. Provavelmente vinte e três anos, mas seu olhar dizia que tinha visto muitas coisas, feito muitas coisas, e que talvez gostaria de fazer isso comigo. Seu peitoral estava nu, com uma bermuda simples azul-marinho, e bem construído. Forte, mas não exagerado. Seu estômago ondulado, e ele estava com os pés ligeiramente separados, como se fosse o dono do seu espaço. Uau. Meu coração acelera no meu peito e, de repente minhas palmas ficam úmidas. Eu aperto o corrimão com força e tento ser legal. Ridículo. Ele pode ser quente, mas eu acho que ainda não gostava dele. Ele era muito confiante, devia usar muito isso para garotas caírem aos seus pés e lhe darem o que ele queria. Eu odiava homens assim, como se apenas mereciam mais do que qualquer um. Era uma coisa certa, e desde que eu não tinha nada disso, e tinha que trabalhar o meu caminho através de cada luta em minha vida por mim mesma, eu não quero isso. De repente, ele arqueia uma sobrancelha, como se lesse meus pensamentos e ficasse ainda mais divertido. Normalmente, isso me constrangeria o suficiente para me fazer escapar, mas desta vez eu fiz algo que era muito diferente de mim. Eu dei-lhe um sorriso tenso, e deliberadamente virei as costas para ele. Pronto. Tome isso. 14


Caminho a percorrer, Quinn. Lá se vai a sua única oportunidade de dormir com um cara que provavelmente sabe o que está fazendo. Não, não vale a pena ser mais uma na sua coleção. Eu tinha o meu orgulho. Mas sem orgasmos. Por favor, cale-se. "Eu não disse nada. Como posso calar a boca?" Oh Deus, era ele. Eu sabia. Puxo uma respiração profunda e me viro.

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Capítulo 02 James No momento em que eu a vi, meu coração parou. Sei que soa um tanto brega. Isso não acontece na vida real. É sempre glamourizado nesses filmes de garotinhas. Música tocando, o olhar se encontra, e você sabe que vai estar apaixonado nas próximas meia hora. Confie em mim, eu estive com toneladas de garotas, pensei que estava realmente apaixonado uma vez, mas logo acabou e não em um bom caminho, e mais uma vez meu órgão faz uma pausa no meu peito. Ela é fodidamente linda. Não da maneira que eu conhecia. Estava tão acostumado com toneladas de maquiagens, corpos bronzeados, e grandes peitos. É a maneira que é. Eu frequento os maiores círculos da sociedade e dinheiro, não importa o quanto eu tente sair e desprezar, eu estou preso lá. As poucas vezes que conheci uma garota que parecia genuína, descobri mais tarde que foi uma maneira de chamar a minha atenção e parecer diferentes.

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Mas essa garota me abalou. Primeiro, ela veio sozinha, e parecia contente em se manter assim. Ela analisava a festa um tanto pensativa, analisando o ar que a intrigava. Ela emana uma calma, uma presença confiante que irradiava em torno dela, como se ela fosse uma calma no meio do caos da tempestade. Ela parecia completamente removida dos risos e palhaçadas na piscina e ao redor do bar. Não necessariamente acima de tudo. Quase como ela desejava participar, mas tinha aceitado que não foi feita para isso. Seu cabelo sedoso caía em linha reta e passava dos ombros, escondendo seu rosto, como uma tela que balançava para trás e para frente em um jogo de esconde-esconde. Era um rico tom de preto acastanhado que contrastava com sua pele pálida. Mais ou menos como a Branca de Neve dos dias modernos. Quando a cortina finalmente se separa, eu sou fascinado por seu rosto. Grandes olhos amendoados, escuros como pecado, olham para mim. Sua boca parecia inchada, como se ela mordesse os lábios como um hábito nervoso, mas talvez fosse natural. Ela possuía grandes características, as maçãs do rosto vermelhas, queixo forte, testa larga. O maiô não deveria parecer sexy quando cercado por biquínis minúsculos, mas era. Claro que sim. O preto simples era recatado na frente, mas corte no alto da coxa para enfatizar as pernas lindas que não pareciam ter fim. O pensamento delas segurando meus quadris enquanto eu empurro para dentro dela me deixa duro. Quando ela se vira para o lado, eu percebo que o maiô praticamente não tinha volta, e o tecido esticado sobre sua bunda como 17


um presente dos deuses. Imagino levantá-la para que eu pudesse fodê-la brutalmente contra a parede, forçando gemidos daqueles lábios exuberantes, e mordê-los pessoalmente. Uma onda de luxúria me pega desprevenido. Ela era diferente de qualquer uma que eu já tinha visto, e meu pau pedia para tê-la. Claro, isso foi quando alguns dos caras da minha turma flagram meu momento. "Carne fresca, James?" Rich pergunta de trás do balcão do bar. "Você está olhando para ela como se não tivesse comido à tempos." "Alguém sabe quem é ela?" Pergunto, sem tirar o olhar dela. "Não, provavelmente, mais uma que veio para a cidade por causa do spring breakers. Suas festas são lendárias aqui e não há nenhum segredo que praticamente todos estão convidados." Rich diz, depois dá de ombros. "Ela é linda. Nada que eu estaria correndo atrás, porém, especialmente com as suas opções." Adam entra na conversa. "Onde está o seu grupo? Nunca vi garotas virem sozinhas antes." "Eu acho que ela veio." Eu digo. "Parece-me esnobe. Como se ela fosse muito boa para os outros. Além disso, ela parece fria como gelo. Que diabos ela está fazendo vestindo um maiô?" "Eu acho sexy como o inferno." Eu murmuro. Foi quando eu fiz o meu grande erro. Olhando para trás, 18


gostaria de ter mantido a minha boca fechada e talvez as coisas tivessem acabado de forma diferente. Meus amigos compartilham um olhar compreensivo. "Você entendeu mal, mano." Adam comenta. "Mas eu aposto que nem mesmo você pode conseguir ela." Rich sorri. "Concordo. Ela é tão fechada que você precisa de um pé de cabra para erguê-la para fora. Provavelmente uma louca por controle, tipo estudiosa que não sabe como se soltar. "Ele finge um arrepio. "Não obrigado." De repente, seu olhar fixa no meu. Prendo a respiração quando o reconhecimento amanhece em seu rosto que eu vinha estudando. Ela endurece, mas me bate de frente, levantando o queixo ligeiramente. Mergulho profundamente em um paraíso sensual de emoções que eu ansiava em descobrir. Ela é tão malditamente expressiva, seus pensamentos piscando sobre aquele rosto lindo enquanto ela decide o que fazer a seguir. Espero. Será que ela vai sorrir? Acenar a cabeça? Evitar meu olhar e fingir que a conexão nunca aconteceu? Eu levanto minha sobrancelha e elevo as apostas. Um segundo. Dois. Ela me dá uma sacudida de cabeça e vira as costas para mim. "Cara, ela simplesmente humilhou você!" Os caras dizem, mas eu não me importo. 19


"É um desafio." A linha linda e elegante da sua coluna me implora para passar a minha língua até que eu pare no ponto ideal. "Talvez eu esteja cansado do mesmo tipo de mulher o tempo todo." Rich solta uma risada. "Mulheres lindas, espertas e sexy que querem fazer algo por você? Sim, vou chorar a porra de um rio. Eu ainda acho que você não vai chegar a lugar nenhum com ela." Adam cutuca meu ombro. "Quando foi a última vez que você foi rejeitado? É bom para todo mundo de vez em quando." "Ela não vai me rejeitar." O conhecimento de que ela era para ser minha vibra em meu sangue, mas era um sentimento tão ridículo que eu decido ignorá-lo. Ela provavelmente estava jogando, e uma vez que eu me aprofundasse, ela seria como todo o resto. Estava tão cansado de encontrar vazio por abaixo da superfície. Não que eu fosse melhor. Na verdade, eu era provavelmente o pior culpado de tudo, como uma concha vazia de qualquer coisa real por um longo, longo tempo. "Pronto para fazer uma aposta?" Adam desafia. "Que tipo de aposta?" Pergunto. Rich toma sua cerveja e parece triunfante. "Boa ideia. Apostamos que você não vai conseguir dormir com ela dentro de uma semana. Nós vamos dar-lhe cinco dias." 20


"Estamos na porta de um filme em Spring Break?" A crueldade de tal aposta era nojento e eu aceno com a minha mão no ar, descartando a ideia. "Eu não vou fazer essa merda desse jeito." Rich pigarra. "Porque você sabe que não pode ter sucesso?" "Porque é uma coisa ruim de se fazer. E não é da sua conta." "E se eu colocar alguma coisa que você está querendo?" Viro a cabeça. Rich parecia bastante confiante que eu aceitaria a oferta. Eu conhecia Adam e ele desde o colegial. Nossos pais frequentavam os mesmos clubes na Flórida e eram todos amigos íntimos. Tínhamos crescido como bebês de fundos fiduciários, dado-nos praticamente livre reinado e tudo o que queríamos. Nós navegamos juntos em iates, viajamos pela Europa, e tínhamos sido expulsos muitas vezes da escola. Parecia uma grande vida de merda até que fiquei mais velho e percebi que a maioria da América não viver dessa maneira. Que havia coisas como empregos e consequências reais e moralidade. Meus pais não tinham nada disso. Eles doavam à caridade, porque os fazia parecer bons, mas empinavam o nariz, quando era necessário trabalhar ou ficar um pouco sujo.

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Quando eu fiz dezenove anos, descobri que eles não gostavam muito de mim, e que enquanto eu não envergonhasse a imagem pública deles, eles não se importavam para onde eu ia ou o que eu fazia. Fiz o que qualquer jovem normal faria para chamar a atenção e tentar fazer suas vidas miseráveis porque eu não poderia agradá-los. Em troca, eles ameaçavam retirar o meu dinheiro de vez em quando, e continuavam a me esnobar. Uma vez que cheguei a idade de poder beber, seu advogado entrou em contato comigo, enquanto eles estavam viajando para Londres. Ele tinha me feito assinar em linha pontilhada, e todo o meu dinheiro do fundo fiduciário foi lançado, com um aviso legal de que, uma vez que eu aprontasse, eles não seriam responsáveis por mim. Eu tenho uma grande imagem. Eu estava por minha própria conta. É claro que eu tinha estado sempre por minha conta. Eu só não tinha percebido isso. Empurro minha atenção para a proposta do meu amigo. "Confie em mim, Rich, duvido que você tenha algo que eu queira tanto." Ele me dá um olhar presunçoso. "Que tal Whit Bennigan?" Eu levanto minha cabeça. Eu tinha estado interessado em arte toda a minha vida. Acalmava minha mente ir a museus, estudar história da arte, e mergulhar no mundo visual de artistas profissionais. Eu tinha um 22


quarto abastecido com minhas próprias pinturas, mas ninguém as tinha visto. Ninguém realmente se importava. Whit Bennigan era um dos pintores mais famosos do sul, e fez um nome para si mesmo para potências rivais. Usando um estilo nervoso com cores ousadas, ele era uma mistura do velho e do novo, era um mestre quando se tratava de manipular a luz. Eu li tudo o que pude sobre o homem recluso. "O que tem ele?" Pergunto, desconfiado. "Ele é um grande amigo dos meus pais. Ele lhes deve um favor, e eu poderia falar com eles. E se eu fosse capaz de marcar uma aula particular com ele?" Eu olho para ele. "Você está brincando comigo? Uma hora com esse cara poderia mudar toda a minha abordagem. Não há nenhuma maneira que você possa fazer isso, Rich. Você está cheio de merda." "Eu vou trazê-lo. Você leva a senhorita Esnobe para cama dentro de cinco dias, e eu vou te conseguir essa lição." Eu me viro e estudo-a. Cabelo liso escuro derramando sobre os ombros, olhando para algo que eu não podia ver ao longe. Eu a queria. Teria ido atrás dela, com ou sem uma aposta estúpida, mas neste momento, o que tenho a perder? Eu precisava tê-la, e uma lição com meu mentor seria um bônus adicional. "E se eu falhar?" Os caras riem. "Ficamos com a sua moto." Dizem em uníssono. 23


Ah, merda. Minha moto é uma Harley, feito à medida, e doce que nem açúcar. Ela tinha um motor que acelerava como uma beleza, é preta e cromada, e tinha todas as peças mecânicas variadas que eu poderia espremer lá. Levou mais de um ano para fazê-la para mim, e era o meu orgulho e alegria. "Ela ainda vale a pena?" Pergunta Adam. Sim. Ela valia. Esta é uma aposta que eu não podia perder. "Será que estamos entendidos?" Viro-me para Rich, que tinha feito a pergunta. Olho para a garota. E aceno com a cabeça. "Sim. Estamos." Sem hesitar, eu me afasto do bar e vou em sua direção.

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Capítulo 03 Quinn Sua voz era rica e profunda, e fez meu estômago virar quando pensei em todas as coisas que ele poderia sussurrar para mim. Coisas impertinentes. Sinto as minhas bochechas ficarem vermelhas. Porra aquela voz interior. Agora eu parecia uma idiota enlouquecida. "Umm, desculpe, pensei que fosse outra pessoa." Ele faz questão de olhar para o espaço vazio em torno de mim. "Quem?" Eu faço uma careta. "Alguém." Eu digo teimosamente. "Você precisa de alguma coisa?" Ele ri. Seus olhos eram ainda mais espetaculares de perto, uma água-marinha tão clara e azul que parecia como se eu pudesse mergulhar e me perder. Seu cabelo era ondulado, e a cor chocolate amargo quente. Os fios caiam sobre sua testa em uma sensualidade bagunçada. Sim, ele era muito perfeito. Mesmo as maçãs do rosto e o queixo eram afiados e definidos, dando-lhe uma aparência madura. Fora do meu alcance. Eu conscientemente coloco uma longa mecha do meu cabelo atrás da minha orelha. "Você é nova aqui, não é? Qual o seu nome?" 25


Paro por uma batida. Apenas o suficiente para obter o meu ponto de vista, eu estava no comando dessa conversa. Meu corpo discorda enquanto um calor estranho bombeava através das minhas veias e coçava sob a minha pele. "Quinn. Quinn Harmon." "Olá, Quinn Harmon. Eu sou James Hunt. Prazer em conhecê-la." Olho para ele com suspeita de debaixo dos meus cílios. "O mesmo." "Você é sempre tão aberta e alegre? Eu não vi você em torno da universidade da Flórida?" "Não, eu estou com duas das minhas amigas para passar a semana. Sou de Chicago." "Ah, o Windy City. Eu estive lá algumas vezes. Universidade Estadual?" "Sim." A conversa era dolorosa, mas ele parecia encantado com as minhas respostas de uma só palavra. Fico imaginando qual era o seu jogo. Aqueles lábios cheios se curvam ligeiramente para cima, como se o meu mau humor o deixasse feliz. Não me admira que eu não ficava com ninguém. Eu ficava mais confortável tendo uma conversa sobre dentaduras e quais alimentos tinham de ser evitados, pois causavam gases. Talvez trabalhar em um lar de idosos no meu tempo livre não foi uma boa ideia. É claro que, em breve eu estaria na

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reabilitação e estaria em torno de álcool e drogas. Provavelmente não seria muito melhor. "Eu já te entediei?" Eu pisco. Será que o meu rubor aprofundou? "Oh, desculpe." Ele espera por mais, mas eu paro. Olho para ele. Nossos olhares se encontram e uma estranha tensão passa entre nós. Forço o meu impulso de dar um passo para mais perto e absorver o calor do seu corpo. Ele não cheira a cerveja ou cigarros, mas sim aroma limpo da água da piscina e sabão. "Você está gostando da festa?" Pergunta. Eu balanço a cabeça. "Sim." "Você trouxe suas amigas?" "Não, elas meio que me deixaram esta tarde no Cove Suites, e tinha uma garota que estava distribuindo panfletos, então eu decidi dar uma olhada. Não sei quem é o dono desse lugar, no entanto, você sabe?" Um brilho malicioso provoca seus olhos azuis. "Um garoto rico, provavelmente." "Deve ser." Eu murmuro. "The Cove Suites não é barato. É um dos mais exclusivos hotéis da ilha."

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"Oh, minha amiga Mackenzie nos trouxe. Eu sou apenas uma pobre estudante, mas ela insistiu que ficássemos lá e tivéssemos os nossos próprios quartos. Ela é muito generosa." "E a sua outra amiga?" "Cassie? Ela é do tipo sério. Consideravelmente brilhante, um pouco mais reservada." "E onde você fica? O que você traz para o seu grupo, Quinn?" Minha garganta fecha e eu não conseguia falar. A maneira como ele disse meu nome, sua voz dormindo em uma espécie de carinho, me fez pensar em quartos e lençóis escuros e nele nu. Eu apressadamente tomo um gole da minha cerveja quente e faço uma careta. "Eu sou a ajudante, eu acho. A pessoa dedicada ao serviço. Todos esses tipos de coisas divertidas." Ele franze a testa, como se o meu comentário não tinha agradado tanto quanto as minhas respostas de uma só palavra. "Você não gosta da sua bebida." Afirma James. "Deixe-me pegar outra. O que você gosta?" "Sex on the Beach." Eu solto. Aquele sorriso estava de volta. Seus dentes eram muito brancos e perfeitamente retos. Ele deve ter usado aparelho durante anos. Porra, até mesmo seus dentes eram sexy. "Eu gosto disso também." Ele murmura.

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Oh, uau, e agora eu tinha aquela imagem na minha cabeça, eu e ele entrelaçados na areia e suas mãos correndo por todo o meu corpo, me fazendo sentir coisas que eu nunca sentir. Assusto-me com a minha reação, por que fui abrir a minha boca grande? "Apenas a bebida." "Muito ruim." Ele vira-se para ir para o bar, mas depois me lembro que eu não o conhecia, e a regra que eu prometi a minhas amigas sobre nunca, nunca aceitar bebidas de estranhos. Têm muitas histórias ruins na Internet mostrando como uma garota pode ser estuprada ou manipulada. Meu braço dispara para frente. Passo meus dedos ao redor do seu bíceps. Seus músculos ficam tensos sob o meu toque, e sua pele aquecida pelo sol estava um pouco úmida. Aqueles olhos queimados com um toque de luxúria. Uau, ele sentiu isso também? "O que foi?" "Eu não aceito bebidas de estranhos. Eu posso fazer isso sozinha." Ele me estuda por um tempo, como se estivesse tentando decidir se eu era inteligente ou completamente paranóica. "Essa é uma boa regra. Nunca se sabe o que idiotas vão fazer para arrastá-la para a cama." Eu rio nervosamente. "Bem, eu normalmente não tenho esse problema, especialmente em torno de Mackenzie e Cassie."

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"Eu discordo." Seu olhar fixa em meus lábios, e eu aperto-os para combater o salto na minha barriga. Nervos? Ou era excitação vindo das profundas cavernas escuras do meu corpo para finalmente se apresentar? "Você ainda não as viu." Eu aponto. "Não preciso. Eu vi você." Oh. Uau. Eu não tinha uma resposta para isso. Ele era um mestre nisso. "Isso geralmente funciona?" Ele inclina a cabeça. "O Quê?" "Essas cantadas. Você é muito... suave. Você está tentando me levar para cama?" A alegria estava de volta, dançando em seu rosto. "Funcionou? Você vai para cama comigo?" "Não." "Deixa essa resposta para depois. Venha comigo até o bar para tomar uma bebida, e eu vou ver se consigo mudar meu jogo com você." Ele teve a coragem de entrelaçar nossas mãos e me levar para o bar. Eu planejo me afastar do seu toque, mas é tão quente e forte, que eu decido deixar passar dessa vez. Agora estava começando a gostar dele, que era muito pior. Um jogador com sentido de humor era um desastre. A menos que... 30


Mergulhasse no fundo do poço. Eu teria que ver como seria o resto do encontro, mas esta foi à razão que eu vim para férias de primavera. Sexo. Sol. Praia. Relaxamento. Talvez isso fosse um sinal. James bate a palma da mão no balcão de madeira. O barman lhe cumprimenta com um toque de mão e pisca para mim. "Sex on the Beach, Rich." "Bom." Rich pega um copo e começa a trabalhar nas garrafas. "Eu finalmente vou fazer algo criativo. Esta é uma multidão de cerveja." Observo-o rodar e misturar com movimentos ágeis. Nada cai lá de dentro, e quando ele desliza o copo sobre o balcão, eu tomo um gole e suspiro. Perfeito. Meu novo drink favorito. Mackenzie me viciou nele na primeira noite, e eu não tinha vontade de quebrar o meu novo hábito. Pelo menos, não nesta semana. "Obrigado. Estou surpresa que há um bartender real aqui e não apenas alguns barris de cerveja e vinho." Rich ri. "Não, nós fazemos as coisas certas, não é mesmo, James?" James dá-lhe um olhar estranho. "Acho que esse garoto rico corre um show de primeira classe." Como se tivessem falado em código, Rich acena e move-se para o final do bar. Eu estava desconfiada, mas, em seguida, James balança toda a sua atenção em minha direção, e eu apago o resto dos meus 31


pensamentos. Finalmente entendi o que acontece quando o puro desejo supera seu cérebro. Você se torna um idiota. "Então, Quinn Harmon, quais os grandes planos para as suas férias?" "Nada. Apenas sair com as minhas amigas e descansar à beira da piscina. A escola e o trabalho tem sido um pouco intenso ultimamente. E quanto a você? Que universidade você frequenta?" Ele acena com a mão no ar como se a sua história não fosse importante. "As universidades são todas iguais. O que você está estudando?" "Aconselhamento. Estou especializada em reabilitação de álcool, mas também tenho experiência com atendimento ao idoso. É aí um dos meus trabalhos." "Ah, isso é o que você quer dizer sobre ser a ajudante do grupo. O salário é uma porcaria, sabe." Eu dou uma risadinha. Como eu não soubesse disso. "Sim, é por isso que há tantas vagas de emprego. O dinheiro não é tudo. Não é o meu objetivo na vida." Seu olhar se intensifica. Eu nunca tive o foco de um homem em mim com tanta potência. Como se ele quisesse mergulhar dentro de mim e me explorar completamente. Deve ser uma das maneiras que ele manobra as garotas para sua cama. Desejo estoura na

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minha pele, mesmo que o sol estava quente. "E o quê é?" Ele pergunta em voz baixa. Eu pisco. "Fazer a diferença." Ele se afasta, como se a minha resposta tivesse o surpreendido. Talvez ele pensou que eu era alguma estranha benfeitora e não digna do seu frescor. Tanto Faz. Não estava prestes a mudar quem eu era apenas para ficar com um cara quente. Se for assim, teria feito na escola, mas eu nunca faria tal absurdo. "O que você faz?" Eu o desafio. Uma sombra passa por seu rosto. Ele endurece, e sabia que a minha pergunta o incomodava. Antes que eu pudesse aprofundar ainda mais, ele dá um sorriso tão ofuscante e branco que eu me distraío. "Tudo. Não acredito em ser amarrado a um trabalho para que eu possa ter uma morte lenta em algum cubículo. Você não quer ter amplas experiências?" Eu bufo. "Claro. Só preciso de alguém para me financiar em primeiro lugar." "Seja criativa. Tome esse risco. Você é jovem, viva um pouco." "Você soa como minha amiga Mac. Ela está sempre me dizendo para me soltar e ir em frente." Quantas vezes eu desejei fazer algo fora da minha zona de conforto? Eu sempre fui deixada para trás em aventuras para cuidar do meu pai. Para me certificar de que eu cobrir o turno extra e não deixar ninguém para baixo. Para confirmar que eu era capaz de economizar dinheiro 33


suficiente para passar outro semestre do curso. Eu era um caso de estresse de vinte e um anos de idade. Mas eu tinha aceitado o meu destino há muito tempo, e desprezado choros. Aprendi a aceitar o que eu tinha e fazer isso funcionar. Cassie me chama de uma alma velha presa em um corpo jovem quente. Muitas vezes eu concordei. Exceto pela parte do 'quente'. Ainda assim, conversando com James fez esses sentimentos mexerem novamente. Esquecer decisões racionais ou como as coisas dariam certo. Como seria doce se agarrar no momento e se deixar levar para onde você quiser ir. Seria possível para mim? Droga, eu queria descobrir. Como se soubesse exatamente o que eu estava pensando, ele se inclina para frente. Sua respiração atinge os meus lábios, e eu fico paralisada pelo calor cintilante nesses olhos azuis. "Talvez devêssemos fugir juntos." Ele murmura. Estende a mão e toca uma mecha do meu cabelo. Ele esfrega-o entre os dedos como se gostasse da textura e sensação. "Fazer alguma coisa louca." Meu coração acelera e uma dor lateja entre as minhas pernas. Uau, era como se meu corpo acordasse depois de anos e de repente estivesse com tesão como o inferno. "Como o quê?" Eu sussurro de volta. "Sair da festa. Procurar um local privado. Ver o que acontece."

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Ah, sim, isso era o código para dormir junto. Normalmente, eu desprezava caras playboys, mas eu nunca tinha sido tão tentada antes. Era primavera. Minhas férias. Não havia amanhã ou compromisso ou qualquer uma dessas questões. Apenas diversão. Ouço o grito silencioso de Mackenzie no fundo, me dizendo para ir com ele, e abro minha boca para dizer— De repente eu estava sendo empurrada para trás. Empurrada ao redor. A bela loira da piscina ri descontroladamente. O top do biquíni vagamente aberto, mostrando metade de um peito nu. "Oops! Preciso de outra bebida." Ela diz, tombando sobre o balcão do bar, aqueles peitos impressionantes distraem a maioria dos caras ao redor. O namorado dela ou o que quer que fosse estava rindo, e pedindo outra dose de tequila para ela. Eu faço uma careta quando olho para seu rosto bonito, seus olhos verdes até meio vagos. Ela estava bêbada e em território perigo. Eu sabia que deveria cuidar da minha vida e voltar para o Sr. Perfeito e sua adorável oferta. Em vez disso, eu agarro o braço do cara. "Não, ela não deve ter mais álcool. Ela já teve muito." O cara ri. "Não se preocupe, querida. Ela está bem. Ela está comigo." Isso me deixa ainda mais nervosa. Será que ela realmente saber o que estava acontecendo? Ele coloca o braço em sua volta como se ela pertencesse a ele, mas 35


ela obviamente não tinha ideia do que estava acontecendo, segurando a ponta do balcão de vidro como se esperasse que a tontura fosse parar. Eu falo mais alto. "Não, ela não está bem. Ela poderia estar a caminho de uma intoxicação por álcool. Olha, vamos levá-la até um quarto para que ela possa se deitar um pouco." O cara estreita seu olhar. O riso alegre desaparece. "Ei, James, quem é essa benfeitora? Eu tenho isso. Ok?" Olho para cima. James estuda o casal, sua mente parecendo mudar, e eu sabia que ele ia deixar a coisa toda como estava e tentar mudar o foco de volta para nós e para o sexo que ele estava esperando ter comigo. A garota derruba a minha bebida, e eu assisto o líquido derramar sobre sua pele enquanto a garota fica histérica, com a mão vagamente na poça. Meu temperamento piora. "Isso não é legal." Eu respondo. "Olha, eu não estou tentando ser uma cadela aqui, mas ela precisa de um pouco de descanso. Ou ela vai—" Um barulho de vômito quebra através do ar. A garota deixa escapar o conteúdo do seu estômago por cima do balcão, enquanto vaias e "ugh" ecoam alto. "Vomitar." Eu termino. O namorado dela ou o que quer que seja cambaleia para trás e faz uma careta, de repente, para de querer

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enchê-la de tequila. O rosto dela fica verde, e cai no chão. Pulo para pegá-la. "Me dêem alguns guardanapos." Eu peço. James rapidamente pega um monte e coloca-os em minhas mãos, e eu limpo seu rosto o melhor que posso. "Há toalhas na cozinha?" James acena. "Eu vou pegar para você algumas e um pouco de água." "Obrigado." Conectando meu braço sob seu corpo, seguro-a e guio-a através das portas de vidro deslizantes e levo-a para dentro da casa. Engraçado, o seu namorado correu para longe como o rato que ele era. Idiota. "Não me sinto tão bem." Ela murmura. Ela oscila em suas pernas bambas, mas eu estava acostumada à caminhada de embriaguez, geralmente com um homem com o triplo do peso para mover e cuidar. "Você vai ficar bem. Vamos levá-la para a cama." Olho para as escadas com preocupação, mas finalmente encontro um quarto vago desocupado. Ajudo-a a sentar-se na borda do colchão e ela leva a mão à boca. Ela não parecia tão composta e perfeita. Ela parecia uma garota jovem, doente do estômago, por si só, e não sabe o que fazer. "Qual o seu nome?" "Tratchie." "Tracey?"

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Ela acena com a cabeça. "Essa tontura. Pare." "Vou tentar." James entra no quarto com um balde, toalhas e algumas garrafas de água. "Obrigado, eu posso me virar a partir daqui." Ele olha de mim para Tracey, sobrancelhas reduzindo em uma carranca. "Deixa-me ajudar. Você acha que nós precisamos ligar para o 192?" Eu balanço a cabeça e começo a despeja a água em uma das toalhas, alisando-a sobre o seu rosto e empurrando seu cabelo para trás. "Eu gostaria de saber o quanto ela bebeu até agora, mas ela não disse ainda. Ela está tonta, e por isso vamos colocar um pouco de água em seu sistema e ver." "Entendi." Eu ajeito suavemente o top do biquíni que ela estava coberta, e James destampa a água e consegue fazê-la tomar alguns goles. Ela engasga, mas toma tudo. "Tão cansada." Ela murmura, apertando as bordas da cama como se provavelmente ficasse fora de controle. "Nós vamos deixá-la dormir em um minuto, Tracey. Você pode me dizer o quanto você bebeu? Você se lembra?"

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Ela fecha os olhos, mas eu repito suavemente a minha pergunta mais e mais. "Tequila." Ela deixa escapar. "Shots." Droga. O meu pai era um homem de uísque, e era bastante desagradável, mas tinha visto o que a tequila pode fazer, e ele tinha evitado depois. "Tipo muitos shots? Três? Quatro?" Ela levanta a mão trêmula, com cinco dedos. Eu calculo seu peso corporal, acrescento outra chance para uma boa medida, e sabia que ela ficaria bem. Apenas uma horrível ressaca. O fato de eu saber disso deveria ter sido deprimente, mas viver com um pai alcoólatra e trabalhar na reabilitação tinha me dado mais conhecimento do que eu sempre quis. "Tudo bem, querida, vamos fazê-la se deitar." Nós a forçamos a tomar mais alguns goles de água. James me ajuda a deitá-la, e nós a cobrimos com a colcha da cama. Ela geme por um longo tempo, e depois finalmente dorme. Eu deixo o balde ao lado da cama, juntamente com um pouco de água e encaro James. "Ela está segura aqui?" Pergunto. "Eu não quero aquele idiota pensando que pode tirar proveito dela." Seus traços endurecem e ele aperta a mandíbula. Há um pouco de barba sexy que lhe dá uma aparência áspera, eu achei interessante.

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"Eu não vou deixar ninguém entrar. Além disso, ele seguiu em frente. Ele não está interessado em mulheres passando mal, confie em mim." Enrugo meu nariz. "Ele é seu amigo, não estou impressionada." Sei que eu sou esnobe às vezes, mas a escolha de amigos de uma pessoa diz muito sobre seu caráter. Fico desapontada ao pensar em sair com James. "Não é um amigo. Ele só vem para as festas e me conhece." Ele parecia escolher as palavras com cuidado. "Nós frenquentamos os mesmos círculos." "Círculo de idiotas?" Ele ri e balança a cabeça. "Espero que não. Ouça, eu prometo a você que ela não será incomodada. Tracey tende a exagerar em festas e muitos dos seus amigos se aproveitam disso." Ele me estuda. "Você nem mesmo a conhece, mas você foi a única a entrar em cena." Eu dou de ombros. "Intoxicação por álcool é coisa séria. Quer dizer, eu gosto de beber e tudo mais, mas sei dos meus limites e tento contar com as minhas amigas se eu exagerar." "Acho que você não vai para muitas festas de fraternidades na escola, não é?" "Na verdade, não." Eu abro a porta e saímos, fechandoa.

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Agora ele sabia a extensão da minha fraqueza. Percebo que isso não iria funcionar. Ele queria uma garota divertida, alegre e uma boa foda para o momento. Não importa o quanto eu queira, não poderia mudar quem eu era. Provavelmente iria acabar mal. Até o momento eu não tinha decidido perder a minha virgindade, estava tão estressada com ir de acordo com o plano que eu nem sequer me divertia. Empurro para baixo a decepção derramado sobre mim e forço um sorriso. "Bem, foi bom conversar com você. Te vejo por aí." Eu tento ir embora, mas sua mão agarra meu braço. "Eu disse algo errado?" Ele pergunta. Eu pisco. "Umm, não, é só que eu tenho certeza que você percebeu que somos opostos totais. Você vai se divertir mais com uma dessas garotas lá fora, eu acho." Empurro minha cabeça para as garotas risonhas ao redor da piscina e para os lindos corpos bronzeados criados para exibição nas espreguiçadeiras. Meu maiô e sandálias gritavam "amadora". Mackenzie ficaria chateada se soubesse que eu não usei o vestido que ela tinha escolhido para mim ou o minúsculo biquíni vermelho que ela tinha colocado em minha bagagem. "Uau, eu realmente não entendo. Você está me jogando para outras mulheres depois de meia hora de conversa. É a minha aparência?" Deixo escapar um suspiro impaciente. "Claro que não." "A minha conversa?"

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"Não." Ele me arrasta alguns passos. O seu delicioso cheiro enche as minhas narinas, e o calor do seu corpo poderia ter me queimado viva. Meus joelhos ficam fracos, assim como um daqueles clichês horríveis que eu li. "Então o que aconteceu com o nosso plano para fugir juntos e ter uma aventura?" Meus lábios se separam. Seu olhar cai para minha boca, e aqueles olhos azuis escurecem com luxúria. Caramba, ele realmente me queria. Não havia como negar o calor entre nós, e meu corpo se apertada com a tensão. Ele ia me beijar, e eu iria deixar. Minha respiração prende no meu peito, e ele se inclina para mais perto. Seus lábios cheios me mantendo imóvel, e me inclino uma polegada em sua direção para fechar a distância. "Ei, James, nós estamos levando as cervejas para a parte de trás. Você tem um refrigerador extra?" James murmura uma maldição. Eu pulo para longe, o momento termina, e esfrego as mãos sobre os braços. "Você está brincando comigo? Por que você está me perguntando, basta ir procurar." O outro cara olha para trás e para frente entre nós e sorri. "Eu interrompi alguma coisa? Desculpe, cara. Há alguns quartos vagos no andar superior, onde você não vai ser incomodado."

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A bizarrice de uma casa cheia de estranhos que têm sexo não era a minha praia. Era tão público e casual. Sempre imaginei uma aventura ser um pouco mais romântica e isolada do que estar com um estranho no quarto dos fundos da casa de algum cara rico. E por que ele estava perguntando ao James sobre a cerveja? Ele é o anfitrião da festa ou algo assim? Meu estômago de repente se torce. "Quem é o dono deste lugar?" Pergunto. "Ele está mesmo aqui?" O cara arregala os olhos e solta uma risada. "Puta merda, ela está brincando comigo?" James cerra os dentes. "Foda-se, Dane. Chega." Ele pega minha mão e me puxa para o corredor. "Ignore-o, vamos para algum lugar para conversar." "Isso é o que você chama nos dias de hoje, cara?" Continua Dane. "Qual o problema? Ela não gosta da ideia de que você seja tão rico que pode embolsar metade de Key West sem pensar duas vezes? Você sempre pode sair comigo, doçura. Eu sou apenas um pobre trabalhador." O tom de Dane fica cruel. "Sabe, aquele que apenas repõe a cerveja e não o incomoda?"

Engulo em seco. James era o proprietário? Ele era o garoto rico que organizou toda a festa? Traição corta longo e profundo, como a fatia de uma faca, e eu me viro para ele. Claro, ele tinha estado brincando comigo. Ter um pouco de diversão para que ele 43


pudesse rir depois, e entreter seus amigos com sua nova conquista. "Você realmente quer jogar assim?" James pergunta a ele. Noto que seu rosto mudou completamente, tornandose frio e duro, e Dane percebe que tinha ido longe demais. Os olhos de James ficam planos e duros, como um tubarão, e ele fica completamente imóvel, um forte poder correndo da sua figura. Eu sabia duas coisas naquele momento. James era muito mais perigoso do que eu pensava. Ele esmaga a concorrência, se livrar de alguém que não gosta, e joga por suas próprias regras. As regras dos ricos. A segunda coisa que notei foi que eu não conseguia manter meus olhos longe dele. Eu estava terrivelmente ligada por ele. Eu tinha que dar o fora daqui. Dane estende a mão. "Desculpe, cara, eu estou um pouco bêbado. Vamos conversar mais tarde." Ele desaparece e ficamos sozinhos. Eu tremo enquanto tento formar todas as palavras que eu queria arremessar para ele. Se havia uma coisa que eu odiava mais do que qualquer outra coisa, era mentira. Eu cresci com elas como um ninho de cobras, prontas para tomar uma mordida de cada pedaço de verdade da minha vida. Mas eu estava por conta própria agora, e escolho os meus amigos e os meus homens. Dane-se ele. 44


"Eu estou indo." "Espere!" Ele bloqueia meu caminho e nós encaramos um ao outro. "Quinn, espere um segundo. Deixe-me explicar." "Por que se preocupar? Entendi. Você pensou que eu era idiota e você teria um pouco de diversão. Espero que tenha gostado. Agora vá." Suas mãos se fecham em punhos e murmura uma maldição. "Merda. Eu ia te dizer, juro. Eu não tinha te visto antes, e só queria que você me conhecesse como eu sou — não o cara rico dono da festa." A mágoa foi pior. Eu, na verdade, comecei a gostar dele, no pouco tempo que ele conversou comigo. Mas ele nem mesmo acreditava que eu era nada mais do que uma interesseira pelo seu dinheiro estúpido ou posição social. "Oh, bem, isso explica as coisas. Agora eu sei como você é. E estou indo embora." "Porra. Eu cometi um erro. Sinto muito. Apenas fique." "Você conhece metade das pessoas que estão aqui? Eles são mesmo seus amigos, ou são um bando de estranhos que você quer impressionar?" Sua mandíbula se aperta. "É uma tradição." Ele diz com firmeza. "Vem quem quiser vir, mas eu não estou tentando impressionar ninguém. Olha, eu ia te dizer,

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mas parecia que você já tinha um conceito sobre o proprietário." Ele estava certo, mas eu não me importo. Sinto-me traída, e quero ficar o mais longe possível. Se Dane não deixasse escapar isso, será que James teria me contado? Eu não tinha ideia se ele poderia ser confiável. Quantas vezes eu fiquei desapontada por algum cara que prometeu coisas que nunca teve a intenção de fazer? De repente, eu estava deprimida. Por que isso sempre acontece? Nunca haveria um cara que eu me apaixonasse com integridade? Empurro meu cabelo para trás. "Esqueça. Eu preciso voltar para o hotel e encontrar minhas amigas, e você precisa voltar para a sua festa. Fique de olho em Tracey. E obrigado pela bebida." "Quinn." Eu o ignoro, escolhendo virar e ir pelo outro lado em vez de tentar passar por ele. Continuo meu caminho, passando pela piscina, o bar, e o lindo piso circulando a calçada. Ele não me segue. Eu não achei que ele faria.

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Capítulo 04 Quinn Captain Crow's estava lotado, quente, e exatamente o que eu precisava para tirar a minha cabeça desta tarde e dele. No momento em que voltei para o hotel, peguei algo para comer, e me preparei para encontrar com as garotas, eu tinha queimado um pouco do meu vapor, mas não o suficiente. Desta vez, eu estava feita. Gostaria de encontrar um cara super quente para que eu pudesse cair na luxúria temporariamente — a moral que se dane — e dormi com ele. Ter um maldito orgasmo. E ser feliz. "Uau, essa não é uma cara feliz, querida." Mackenzie espia por baixo do seu chapéu com abas largas que a fazia parecer mais com uma estrela do cinema, do que com uma estudante universitária disfarçada. "Mas pelo menos você está vestida adequadamente. Já era tempo." Seu olhar era cheio de apreciação e aprovação. Eu tinha pego um vestido preto sexy e saltos foda-me escondidos no fundo da minha mala. Coloquei um pouco de batom e rímel, em seguida, enrolei meu cabelo para que ele tivesse uma bela ondulação nas extremidades. Quase tropeço nos saltos assassinos. Eu não estava acostumada, deslizo no banco vago que elas tinham guardado para mim. Cassie desliza uma bebida para mim, e eu bebo sentindo a mistura familiar do Sex on the Beach. Agora, se eu pudesse conseguir algo na praia em vez de bebê-lo, eu estaria feita.

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"O que está acontecendo? Nós a deixamos por uma tarde e você entra em combustão. Eu te disse, Mackenzie. Não é uma boa ideia ficarmos separadas." Mackenzie revira os olhos e solta um belo ronco que eu nunca poderia ouvir, sem comparar com um porco. "Se ficarmos juntas, ninguém vai cumprir o plano. Vocês iriam ficar na piscina o dia todo e nunca falariam com ninguém, apenas uma com a outra." Meu olhar encontra Cassie e eu suspiro. Sim, isso é exatamente o que faríamos e, provavelmente, ficaríamos felizes. Talvez Mackenzie estivesse certa. Inferno, ela tem que estar, uma vez que ela já se interessou pelo cara com tatuagens e uma voz encantadora. Se ele fosse um músico, seria brinde. Adeus virgindade técnica, como gostava de dizer. Eu sempre pensei que seria uma piada, ela ainda era virgem, e era a mais extrovertida do nosso grupo. Cassie suspira. "Sim, eu acho." Ela diz com tristeza. "Oh, pelo amor de Deus, eu não estou condenando vocês à uma semana na prisão! Juro, se ambas não encontrarem alguém até amanhã, vou encontrá-los eu mesmo." "Pensei que eu tivesse encontrado." Murmuro, enterrando meu rosto na bebida. "O Quê? Quem? Quando? Quem?" Mackenzie exige. A raiva ainda ardia em minhas veias. Conto a história brevemente para as minhas amigas e meu corpo relaxa um pouco. Álcool e amigas eram os melhores antídotos para homens estúpidos. Cassie bate o lábio, pensativa. "Isso é uma coisa estranha de querer esconder. Você acha que ele estaria se gabando do seu dinheiro e da casa para prender você. Certo?"

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Eu me mexo desconfortavelmente no assento. "Bem, sim, mas ele teve muitas oportunidades de me dizer a verdade. Eu me sinto como uma idiota." "Será que ele se defendeu?" Pergunta Mackenzie. "Ele disse que queria uma oportunidade para me mostrar seu verdadeiro eu, em vez de eu tirar conclusões precipitadas, por ele ser rico." Assim que as palavras saem, eu sabia que estava condenada. Elas sabiam que a honestidade era o meu ponto de discórdia, e que eu era um pouco ciumenta demais quando tinham essa qualidade. Cassie fala suavemente. "Querida, talvez ele estivesse dizendo a verdade. Talvez ele só gostasse de você e não queria que você tivesse expectativas." "Ele era quente?" Pergunta Mackenzie. Eu tremo a partir do pensamento do seu peito largo, músculos, e olhos azuis penetrantes. "Sim." Eu admito. "Muito quente." "Explique." "Cabelo escuro ondulado, belos olhos azuis. Alto. Magro. Boca perfeita." Mackenzie sorri. "Como aquele cara ali?" Minha cabeça se vira e eu fico cara a cara com James. Puta merda. Ele está sentado na mesa do canto com alguns amigos. Um jarro de cerveja no centro, e eles estavam todos rindo de alguma coisa, mas ele permanece imóvel, o olhar fixo no meu, assim como ele tinha feito na festa de horas atrás. 49


O que estava acontecendo? Será que ele estava me seguindo? Por que ele estava aqui? "Eu acho que é definitivamente ele." Comenta Cassie. "Você está certa, Quinn. Ele é quente. E muito do que você disse." Meu coração bate com força e as palmas das minhas mãos ficam escorregadias em torno do vidro. Sinto um estranho zumbido no meu baixo ventre, como se eu estivesse com fome ou com sede, ou algo assim, mas eu tinha uma ideia do que se tratava. Ele me excitava. Por um bom tempo. Isso não era bom. Certo? "O que ele está fazendo aqui?" Eu deixo escapar, tirando minha atenção dele. Mackenzie parecia encantada com o meu súbito interesse na espécie masculina. "Provavelmente tentando encontrá-la. Seus amigos são bonitos também. Talvez você possa introduzir Cassie para um deles." "Não!" Cassie e eu disparamos. Mac faz um beicinho e desaparece sob seu chapéu novo. "Só estou tentando ajudar." "Eu posso ter o meu próprio homem." Cassie diz. "Ok namoradeira." Cassie atira-lhe um olhar irritado, mas com um sorriso ameaçador em seus lábios. "Ok garota virgem." Isso faz Mackenzie espreitar sob a borda do chapéu. "Você é uma também." "Você está certa. Desculpe."

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"Podemos focar no meu problema, por favor?" Eu digo. "O que devo fazer?" "Bem, você não tem permissão para ficar aqui com a gente e se esconder." Anuncia Mackenzie. "Lembre-se das regras. Nós não vamos encontrar ninguém, a menos se nos separarmos. Agora leve a sua bunda linda para o bar tiki perto da praia e encontre outra pessoa se você não quer o Sr. Olhos Azuis para a semana." Droga. Odiava admitir isso, mas eu odiava ir até os homens, e como eu poderia encontrar um neste bar se James estava aqui? Eu certamente não estava prestes a marchar até a sua mesa depois da minha partida desta tarde. Além disso, talvez ele só estivesse pendurado com seus amigos e foi uma coincidência. Talvez ele percebeu que eu era sem graça e preferiu estar com uma daquelas garotas do tipo mais fácil. Bebo o resto da minha bebida e levanto meu queixo. "Bem. Vou tentar." "Essa é minha garota." Mackenzie diz. Cassie aperta minha mão. "Boa sorte. Fique segura." "Você também. Liguem-me se houver algum problema. Encontro na terça, no café da manhã?" Elas concordam. Eu piso timidamente de volta no chão, puxo meu vestido para baixo, e me dirijo para a porta. Recuso-me a olhar para parte de trás, mas sinto um olhar ardente tirando o meu pequeno vestido, encontrando minha pele, e acariciando com prazer. Luto contra os arrepios, mantenho a minha cabeça erguida, e finjo que eu tinha controle nessa roupa e calcanhares. É claro que, sendo eu, tropeço na primeira etapa, agarro a moldura da porta, e me puxo de volta.

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Essa é a minha vida. O sol está quente e meus saltos clicam no deck no segundo que chego ao bar. Grupos agrupados em torno, e Jimmy Buffett estava cantando os prazeres da Margaritaville e álcool doce. Garotas oscilam e dançavam de biquíni, e outras estavam vestidas como eu, mas pareciam um inferno de muito mais confortáveis e confiantes. Mordo meu lábio, me espremendo em um grupo desconhecido, e peço outro Sex on the Beach. O barman me dá um olhar de agradecimento e pisca. Hmm, não é má ideia. Mas ele estava cercado por uma multidão enlouquecida, e eu mal podia ouvi-lo perguntar o que eu queria beber por causa do barulho. Não é propício para a sedução. Dou-lhe uma boa gorjeta, luto para sair, e tento parecer acessível no corrimão. Levanto meu quadril, exibido meu rosto para parecer acessível, e espero. Ninguém veio. Todos pareciam estar pendurados com amigos, bebendo demais, e interessados em suas próprias conversas. Humilhação me ameaça, então eu rapidamente tomo o resto da minha bebida e reconsidero voltar para o barman. "Ei, garota bonita, como você está?" Alívio flui através do meu corpo quando me viro para encarar o dono da voz. Tipo bonito, de aparência comum, cabelo loiro, olhos castanhos. "Bem, obrigado." Procuro por algo espirituoso para dizer. "Umm, tendo um bom tempo?" "Melhor agora que te encontrei. Eu sou Trent." Ouch. Meio sem graça, mas assim que eu era. Sorrio de forma brilhante. "Obrigado. Eu sou Quinn." 52


"Você quer outra bebida?" Eu ilumino. "Sim, por favor. Sex on the Beach." "Aquele lado do bar está livre." Ele ressalta. "Eu vou esperar por você." Decepção me inunda. Ele não queria nem me pagar uma bebida? Oh, bem, talvez ele não queria ser aproveitado. E eu não teria o deixado fazer isso por mim de qualquer maneira, uma vez que teria quebrado as regras de sempre manter a sua bebida à vista. Eu mesmo faço meu caminho para o bar, compro o meu terceiro da noite, e volto. Ele manteve sua promessa e estava esperando por mim. "Então o que te trouxe para Key West?" Pergunta. "Férias de primavera." Seus olhos se iluminam. Acho que não para me aquecer, porque ele dá um passo para a direita em meu espaço e começa a acariciar meu braço. "Esta é uma roupa quente. Estou aqui a negócios por alguns dias. Com uma suíte de luxo. O que você acha de um pouco de privacidade?" Sua carícia era meio sem graça. Provavelmente pensava que estava sendo sexy, mas ele continua correndo os dedos para cima e para baixo no meu braço como se eu estivesse indo desejá-lo. E não gosto da maneira como ele se gabava da sua suíte, como se eu fosse uma garota pobre que ficaria deslumbrada. Nossa, era isso? Nenhuma conversa brilhante? Meu estômago fica quieto, e eu admito que não sentir nada. Eu certamente não iria dormir com alguém que não me excitava — então qual era o ponto? Suspiro e me afasto. "Não na verdade." Eu digo com tristeza.

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Seus olhos se arregalam com surpresa, então ficam cruéis. "Tanto Faz. Imaginei que seria uma provocação." Ele sai sem olhar para trás, e foi aí que soube que eu estava feita. O inferno com ele. Eu enfrentaria a ira de Mackenzie no café da manhã na terça-feira. Meu bronzeado iria compensar isso. Vou dar o fora daqui. Passo pelo Duval Street e decido ir para South Beach. Era apenas após o por do sol, por isso a festa ainda estava forte nos bares e nas calçadas. Em seguida caminho pela praia. Ninguém saberia — eu diria às meninas que tentei, mas só conheci um monte de idiotas. O que era verdade. O pensamento de James me tortura enquanto caminho. O que tinha nele que fazia todo o meu corpo tremer? Agora que eu tive um certo tempo, não estava tão chateada com sua mentira, mas nunca iria me aproximar dele novamente. Provavelmente me salvando de uma grande bagunça. Eu ainda não tinha o beijado. E já me sinto estranhamente anexada, e se eu descobrisse que ele mentiu sobre mais coisas? Amanhã seria outro dia. Talvez eu tente novamente com um novo cara. Meu calcanhar cava em uma pequena cratera na estrada e eu quase caio. Era o suficiente. Eu não tinha ninguém para impressionar. Inclino-me e tiro um salto do meu pé, e pulo para cima e para baixo enquanto tento tirar o segundo sapato. A corda de couro prende, pulo de novo, e sinto meu tornozelo começar a torcer. Típica eu. Minha bunda vai em direção do chão e eu me preparo para uma aterrissagem difícil, quando braços fortes me agarram por trás e me ajudam a encontrar meu equilíbrio. Abro minha boca para agradecer meu salvador, mas ele ainda não tinha terminado ainda. Ajoelhando-se, ele estende a mão para o 54


meu tornozelo, e gentilmente tira meu salto. Em seguida, olha para cima. "Você!" Eu engasgo. Seu sorriso era brilhante. O sol brilha sobre os dentes brancos, e seus olhos brilhavam como o oceano com maldade. "Sim, eu. Você não achava que eu iria deixar você ir embora tão fácil, não é?" Lentamente, ele levanta-se, arrastando os dedos pela minha perna nua e espalhando fogo sobre a minha pele. Definitivamente não é sem graça. Na verdade, minha coxa treme quando ele para no meu joelho, então relutantemente se afasta quando ele se levanta. Eu era um caso perdido.

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Capítulo 05 James O momento em que a vejo de pé ao bar, percebo que faria qualquer coisa para fodê-la. Qualquer coisa. Os caras estavam tagarelando sobre alguma merda, provavelmente uma garota e os jarros de cerveja estavam fluindo livremente. Reconheço-a assim que a porta se abre e ela faz seu caminho para o bar, sentando ao lado de suas amigas. Ela vacila naqueles saltos altos perigosos, e eu resisto ao impulso de me levantar e ter certeza de que ela não caía. Esses instintos protetores eram estranhos, uma vez que as mulheres raramente despertavam outra coisa senão o meu desejo por festejar e transar. Ela desliza no banco do bar e a saia do vestido sobe, revelando sua pele pálida e branca que se estendia por todo o caminho até o céu. Meu pau salta para a vida. Eu nunca tinha ficado excitado tão rápido por qualquer outra pessoa. O tecido preto reduzia através dos seus seios e deixava um ombro nu. Tinha manchas vermelhas em sua pele, provavelmente, uma queimadura. Ela era tão pequena que deveria se queimar lá fora sem protetor solar suficiente. Ela tinha feito algo para o cabelo, e o comprimento longo e sedoso enrolado nas pontas, dando-lhe uma aparência um pouco confusa que era sexy como o inferno. Suas amigas pareciam animadas com a conversa enquanto inclinavam suas cabeças juntas. Uma delas usava um chapéu de sol de abas 56


largas como se quisesse se esconder na multidão, mas eu poderia dizer que a cada vislumbre do seu rosto, ela parecia muito familiar. A outra também era atraente, e parecia protetora com Quinn, estendendo a mão para apertar a sua. Os jarros de cerveja esvaziam, e rodada de tequila começa. Um cara da minha turma cutuca meu ombro. "Você compra a próxima, James?" Eu balanço a cabeça. Não era eu que sempre comprava? Estudo-a, gostando de ser capaz de olhar o tempo que eu quisesse. De repente, sua amiga vira a cabeça em minha direção, e Quinn se vira. Como um perfurador de intestino, minha cabeça gira. Aqueles olhos escuros pecaminosos fixam em mim e me seguram em seu aperto sem piedade. Meu pau salta, meu jeans encolhe, e naqueles poucos segundos, eu sabia que ela estava atraída por mim. Sua boca faz um pequeno O bonito, então ela se vira rapidamente, fico surpreso que ela não conseguiu uma contusão. Suas amigas passam algum tempo conversando com ela, mas ela nunca olha para mim. Espero. Comprou outra rodada. E observo como a mulher dos meus sonhos molhados sai do banco, recuperando o equilíbrio, e saindo com a cabeça erguida. Quando ela tropeça no primeiro degrau, eu rio. Não da sua falta de jeito. Da sua magnificência. Como poderia seu desconforto me deixava tão feliz? Porque ela parece real, a voz sussurra. E eu não vi mulheres reais por tanto tempo, que não tinha certeza se existiam ainda.

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Espero um ou dois minutos. Chamo a garçonete e lhe digo para colocar as próximas duas rodadas na minha conta. "Estou saindo, gente." Rich ergue o copo. "Vai tentar tocar o bilhete de loteria?" Irritação me atinge. Que idiota. Inclino-me. "Ouça. Acho melhor você deixar eu e Quinn em paz pelo resto da semana. Nenhuma interferência. E mantenha a boca fechada sobre o assunto. Isso é entre eu, você e Adam. Entendeu?" Rich fica sério e concorda. "Sim, desculpe, cara. Conte tudo para nós na sexta-feira. Não vou mais encher seu saco." "Bom. Te vejo em breve." Saio do Captain Crow’s e encontro-a conversando com algum babaca no bar. Paro, com a intenção de acabar com a conversa se ficasse séria demais, mas alguns segundos depois o cara vai embora, e ela parece enojada. Ela agarra o corrimão quando quase tropeça descendo as escadas, em direção do Duval Street, e começa a caminhar. Eu a sigo. O balanço de seus quadris e a curva da sua bunda é melhor do que nenúfares de Monet e mais doce do que a Mona Lisa. Aprecio a vista, me perguntando se ela ia voltar para o hotel, quando de repente ela para no meio da rua e tenta arrancar os sapatos. Eu estava distraído com o súbito lampejo das suas coxas enquanto ela se inclinava. Seu vestido sobe, mas muito em breve ela pula, se inclinando para a direita, e pronta para uma queda feia. Eu mergulho à direita e pego-a. Doce céu. Sinto o corpo perfeito em meus braços, cheio de suavidade e calor. Eu endireito-a, em seguida, ajoelho-me para terminar de remover seus sapatos. O choque e a excitação nos seus olhos manchados de tinta confirmam que eu estava certo. 58


Tudo o que eu precisava fazer era confiar na reação do seu corpo, passar por suas defesas, e levá-la para a minha cama. Em seguida, mantê-la lá. "Você!" Ela engasga. Eu sorrio. Ela era adorável. Minha mão formiga enquanto corro-a por sua perna e acaricio a carne trêmula do seu joelho. Queria continuar mais até que eu mergulhasse na sua doce boceta quente, mas mantenho meu controle. Eu já tinha feito asneira na primeira vez. A segunda vez seria mortal. "Apenas o seu príncipe normal sem cavalo." Eu digo facilmente. Se eu mantivesse leve e amigável, ela não vai querer me bater. Pelo menos, não do jeito que eu queria. Suas sobrancelhas se formam uma carranca feroz, mas ela não se afasta. Seu rosto cintila com uma variedade de emoções antes que ela pareceu entender algo. "Você está me perseguindo?" Pergunta finalmente. "Agora, isso me faria assustador. Eu só estava bebendo com os caras e notei você. Aquelas eram as suas amigas? Mackenzie e Cassie?" "Sim." "Você saiu por minha causa?" Ela parece surpresa com a minha pergunta. "Não." Deixando escapar um suspiro irritado, ela volta atrás. "Ok, sim. Tentei encontrar alguém." Ciúme queima através de mim, mas mantenho controle. "Conseguiu?"

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"Não. Há muitos idiotas em Key West." Eu rio. "Idiotas Centrais, hein?" Seus lábios se arrastam em um sorriso. Eu ansiava para pressionar minha boca sobre a dela e sentir as curvas exuberantes. "Sim, algo assim. Por que você está me seguindo?" "Porque eu estive pensando em você o dia todo. Porque eu fodi tudo e queria pedir desculpas novamente. Porque o pensamento de você encontrar algum outro cara para sorrir e ter contato, me deixa furioso." Seus olhos escuros se arregalam. "Isso é um monte de razões." Escolho minhas palavras com cuidado, sabendo que era um ponto de viragem. "Eu não sou um mentiroso. Quero passar algum tempo com você, para que você possa fazer sua própria decisão e conhecer-me melhor. Eu gostaria de caminhar com você, desfrutar da sua companhia. Posso?" Eu não estava acostumado a pedir para passear com mulheres faz algum tempo. Era sempre o oposto, e de repente sinto um flash de vulnerabilidade. E se ela dissesse não e se recusasse a falar comigo de novo? Espero por sua resposta e percebo o quanto era importante que ela concordasse. Quão ruim eu queria passar mais tempo com ela, na cama e fora. "Ok." Eu quase afundo com alívio, mas consigo manter o meu cartão de homem. "Ótimo. Onde estamos indo?" "South Beach." "Soa como um bom plano." Caminho no seu ritmo enquanto fazemos o nosso caminho para o Duval. Eu tinha vindo a Key

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West por anos, e sempre amei o espírito livre do povo. Das partes do sol, as festas e folias, era um lugar para se perder e ainda de alguma forma conseguir ser você mesmo, ao mesmo tempo. "Eu queria que você soubesse que Tracey está bem. Tive a certeza de que ela descansou o suficiente e a levei para casa. Ninguém a incomodou." "Bom, estou feliz. Eu estava preocupada." Ela joga as mãos para trás e para frente como se estivesse um pouco nervosa. Observo seus dentes moderem seus lábios e confirmarem que ela era uma provocadora. Infelizmente, isso só me fez querer experimentar os outros lugares do seu corpo que eu poderia morder, então eu firmemente desvio da imagem. Abaixa a bola cara. "Quantos anos você tem, afinal?" Ela pergunta. "Vinte e três. Por favor, me diga que você é maior de idade e eu não vá ser preso." Ela ri. Aposto que ela nunca rir. Outra coisa que eu gostava. "Eu tenho vinte e um. Mas não vi restrição em sua porta, então você pode ser preso." Eu estremeço. Ela estava certa. Eu tinha me acostumado com os meus pais molhando as mãos de muitos dos funcionários, o suficiente para que eu pudesse fazer o que quisesse sem me meter em encrencas. A festa era uma tradição anual, e eu nunca me incomodava. Uma lasca de vergonha corta através de mim. "Sim, culpado nessas acusações." Ela vira a cabeça e olha para mim. Como se estivesse tentando descobrir alguma coisa que não se encaixava. "Você se formou?"

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Eu realmente odiava essas perguntas pessoais, mas percebi que devia a ela. Se eu respondesse o suficiente para manter sua curiosidade satisfeita, eu seria capaz de passar para as coisas boas. Tal como o sexo. Muito sexo. "Não realmente." Espero por seu horror ou por seu julgamento. Mas ela apenas espera o resto, balançando os braços, como se estivesse realmente interessada na história. "Meus pais me jogaram em Yale para cursar Direito. Eu odiava. Fiz uma confusão, fui expulso, e fui para Princeton. Eles pensaram que talvez eu me tornasse um médico. Acho que não. Eventualmente, eles desistiram de tentar, e me deixaram fazer o eu queria. Decidi viajar e descobrir o que eu queria fazer." "Eu sempre quis viajar." Ela diz. "Acho que escolheria a Itália em primeiro lugar." "Por quê?" "A comida." Eu rio. "Sim, as massas e o vinho são assassinos. Mas a arte é o melhor." Ela suspira com saudade. "Você viu o Pieta? Ou David? Ouvi dizer que é tão grande que rouba o ar." Olho para ela, meu coração batendo. Ela falou como se entendesse a beleza da arte de uma maneira que a maioria das pessoas nunca entendiam. Merda, a maioria dos meus amigos apenas olhavam para as estátuas nuas para compararem o seu pau. Nunca cheguei a ter uma conversa inteligente e decente sobre algo que eu amava. "Essa é uma descrição perfeita." Digo. "Michelangelo leva o mármore frio e instala carne, sangue e emoção. A primeira vez que eu vi David na Academia, emoldurado pelas portas em arco, eu chorei. Ninguém consegue chegar a esse tipo de domínio mais. Estamos todos 62


muito... preguiçosos. Feliz em estar contente ou ouvir algo agradável. Não deve haver mais algo assim." Ela toca meu braço e sorri. "Como é maravilhoso. Você é um artista." Eu empurro ao redor. "Não. Eu pinto e estudo, mas não sou um artista." Ela me ignora. "Sim, você é. É como ser qualquer coisa, um ator ou um escritor. Se fizer isso, você é. Ser publicado ou marcar um negócio é um dos objetivos, mas não invalida o que você faz." Uma fome estranha arranha meu intestino. Deus, ninguém na minha vida tinha me aceitado simplesmente por ser um artista. Pessoas riam sobre o meu hobby, reviraram os olhos, e, geralmente, faziam piada com a coisa toda. Assistam ao jogo do pequeno garoto rico em suas pinturas e fingiam que ele é importante. Ficou tão mal, que eu comecei a esconder esse lado, disfarçar como um hobby, mas desejo muito mais. Universidade da Ivy League borrada até mim, quando tudo o que eu sempre quis era ir para a escola de arte. Mas isso seria aceitar o que eu realmente queria. Isso significaria que eu poderia falhar. E então eu não fiz. Luto contra um arrepio e mudo a conversa. Eu tinha dado a ela o suficiente. "E quanto a você? Você sempre soube que queria ir para o trabalho social?" Ela balança a cabeça. "Não. Mas eu sou boa nisso. Olha, aqui está à praia." O seu comentário foi estranho, e eu sabia que havia mais, mas deixei para lá por enquanto. Não há necessidade de profundos segredos serem revelados para nenhum de nós. Eu estava familiarizado com a pequena praia no extremo sul de Key 63


West. Encravada entre um cais e complexo do hotel, que é um ótimo local para se refrescar. Algumas mulheres já estavam de topless, famílias do turno da tarde saiam para serem substituídas pela multidão da noite. A água era geralmente quente, e dá para percorrer todo o caminho sem nunca passar sobre a cabeça. Quinn sorri e dá um passo para a areia, movendo-se em direção ao litoral. Seu vestido flutua na brisa, expondo mais da pele deliciosa que eu não podia esperar para provar, e cava seus dedos do pé e levanta a cabeça para o céu. A escuridão sangra na linha costeira e a lua espia. Eu a observo, feliz e livre no momento, apreciando o prazer simples. "Eu acho que você não ver isso em Chicago, hein?" Pergunto, afastando os fios soltos do cabelo em seu rosto. "Este é o céu puro. Quero dizer, não me interprete mal, eu amo viver em uma cidade grande, eu sou definitivamente uma garota da cidade. Mas a praia e o sol me fazem sentir um pouco decadente." Decadente. A palavra cai de seus lábios como o sexo puro. O vento passa pelo tecido frágil contra seu peito, e seus mamilos cutucam a parte superior. Puta merda, ela não estava usando sutiã. Eu não tinha pensado que ela estava, mas as evidências me arruinaram. Olho, tentando não imaginar chupar esses pontos até que eles estivessem vermelhos, inchados e molhados por mim. A música desvia do restaurante/bar. Eu sabia que deveria oferecer uma bebida para ela, ir para dentro, bate-papo, e ser normal. Mas eu não estava me sentindo muito tagarela. "James?" "Huh?"

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"Você está bem?" "Não." Eu nunca me sentir tão sozinho em um lugar público. Como se fosse apenas Quinn, eu e a sobrecarga luar. Passo meus dedos nela e puxo-a. Ela dá alguns passos para frente. Seus olhos me avaliando, como se estivesse se perguntando se era uma boa ideia, mas o alargamento da luxúria confirma a minha decisão. Ela queria isso; me queria. E eu ia dar a ela. "Sabe o quão fodidamente linda você é?" Ela morde o lábio e parecia preocupada. "Não, eu não sou." Eu rio. Mais uma vez, uma primeira. Eu nunca tinha tido uma mulher rejeitando completamente um elogio. "Oh, sim, você é. Olhe para você. Seu pequeno corpo quente embrulhado em um pequeno vestido preto. Eu quero tirá-lo, saboreá-la em todos os lugares, te fazer vir. Te fazer gritar." Suas pupilas se dilatam e ela ofega, se segurando ainda mais enquanto eu acaricio seu cabelo, seu rosto e seu ombro nu. "Mas agora eu só quero te beijar, Quinn." Coloco minhas mãos em seu cabelo e seguro-a. Abaixo a cabeça. "Ok." Ela sussurra. Eu sorrio antes de pressionar seus lábios com os meus.

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Capítulo 06 Quinn O calor infiltra em minha pele, meus ossos e meus músculos começam a queimar. A água quente girava em torno dos meus tornozelos, a areia era firme e úmida sob os meus pés, e ele segurava a minha cabeça para que eu não pudesse me mover. Não que eu quisesse. A força e a pouca dominação me deram uma emoção sombria. Nenhum homem jamais quis me beijar tanto. E eu nunca quis ser beijada como se fosse tão importante quanto a minha próxima respiração. Seus lábios cobrem completamente os meus, como se me saboreasse, como um aperitivo antes do jantar de férias. Descanso minhas mãos em seus ombros por equilíbrio e gosto da sensação. Lento, doce, exploratório. Sua língua traça meus lábios querendo entrar, e eu lhe permito acesso total. Sua língua mergulha em minha boca e o mundo explode. Engasgo com o seu delicioso sabor, uma leve pitada de álcool e uma fome crua que me devorava viva. Ele move suas mãos do meu cabelo para o meu rosto, sua língua dentro e fora da minha boca como se reunisse mel, levando-me por completo até que a terra se movesse e eu só podia me agarrar a ele, querendo mais. Ele belisca meu lábio inferior, então suga. A dor aguda dar lugar ao calor que acende a minha pele, meus mamilos doem, e fazem-me desejar algo muito, muito ruim. "É tão bom." Ele geme. "Como doces." Seus dedos hábeis acariciam debaixo do meu queixo, meu pescoço, e em toda a

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curva dos meus seios. Eu torço em suas mãos e tento me aproximar, mas ele apenas ri e me beija mais profundamente, enquanto seus dedos tocam meus mamilos. Esqueço-me que estávamos em uma praia pública e quase imploro para ele tirar meu vestido. Me sinto toda dolorida, então pressiono contra ele e os músculos rígidos me cercam com um poder que eu queria em todos os lugares — em cima de mim, debaixo de mim, em mim. "Oh Deus, eu quero—" "Sim, babe, eu também. Eu quero te tocar, te beijar, te foder." Suas palavras sujas me fazem ofegar, e ele engole o som, movendo os dedos dos meus seios indo para minha bunda. Ele segura minha bunda e me puxa com força contra ele. Sua ereção parecia enorme por trás do cume da sua calça jeans. Imagino-o deslizando entre as minhas coxas e gemo de novo, afundando em um estado selvagem onde eu não me importava com nada, exceto diminuir essa dor. "James. Por favor." Ele respira com dificuldade, e quando finalmente levanta a cabeça, os olhos de água-marinha me sugam, nebulosos com luxúria e desejo. Eu tento alcançá-lo novamente, mas sons próximos de risos me fazem endurecer com a realidade. Puta merda, eu estava em uma praia pública com pessoas em toda parte! Esta não era eu; Eu era uma pessoa extremamente privada. O pensamento de estranhos me assistindo praticamente subir em cima dele com o meu vestido expondo minhas partes femininas me assustava. Tremendo, tento me afastar, mas ele percebe que eu estava chateada e me aperta em seus braços. Enfiando minha cabeça sob o seu queixo, ele dá um beijo no meu cabelo, acariciando gentilmente a minha volta.

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"Não posso acreditar que eu fiz isso." Murmuro contra seu peito. Sua camiseta era suave e cheirava a sabão em pó perfumado. "Shh, é minha culpa. Eu fiquei louco. Te quero tanto, Quinn. Eu adoraria ter você de volta na minha casa, para que possamos terminar o que começamos, mas acho que é muito cedo. Eu estraguei tudo uma vez, não vou fazer isso de novo." Suas palavras são tanto consoladas e decepcionadas. Eu meio que queria que ele me lançasse em seus braços, me arrastasse para o hotel, e não me desse escolha. Meu cérebro começa a clarear, e percebo que ele estava certo. Amo a ideia de ter uma rápida noite, mas honestamente, quando ele fosse arrancar minhas roupas e, na verdade, ter relações sexuais, eu meio que gostaria de conhecê-lo melhor. Seu controle confirma ainda mais uma camada da minha confiança. Ele faz isso de propósito? E se assim for, será que isso realmente importa? Nós dois queríamos um ao outro. Tínhamos a semana inteira à nossa frente, e meu objetivo era deixar ir um pouco e viver. O que eu estava lutando arduamente para proteger? Relaxo em seus braços e gosto da sensação de ser embrulhada em seu aperto. Segura. Estranho, eu sempre fui a encarregada de cuidar das pessoas. Nunca havia ninguém para me fazer sentir protegida? "Obrigado." Eu finalmente digo. "As coisas ficaram um pouco fora de controle." Seu peito treme com o riso. Ele pressiona um beijo no topo da minha cabeça. "Eu gosto da ideia de te deixar tão quente, que te fez esquecer que estamos em público." Brinca. Ele se afasta e inclina meu queixo, obrigando-me a encontrar o seu olhar.

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"Mas não me interprete mal, Quinn. Eu não vou ser capaz de esperar muito mais tempo. Você me deixa um pouco louco." Eu sorrio. "Louco é bom, certo?" Ele me beija de novo, lento e doce, com o luar fluindo sobre nós. "Sim." Ele diz suavemente. "Venha velejar comigo amanhã." Tento pensar se eu tenho quaisquer planos. Eu não tinha nenhum. Mackenzie tinha sido insistente em mantermos distância até a nossa reunião — no café da manhã na terçafeira. Era todo o seu plano de mestre para se certificar de que perdêssemos nossas virgindade e tivéssemos finalmente orgasmos. Tão embaraçoso. "Isso parece divertido." "Bom. Venha para a marina às onze." "Você tem um barco?" Ele sorri. "Claro. Meus pais me ensinaram todas as habilidades necessárias para o sucesso na vida. Tênis. Vela. Manter um lábio superior duro. E preservar as aparências a todo o custo." A escuridão brilha e rouba o humor dos seus olhos, mas então ele estava beijando-me novamente e eu não me importava. Ele geme e finalmente se afasta. "Você está me viciando. Eu não posso manter minhas mãos longe de você." Prazer vibra em minhas veias. Eu não era o tipo que inspirava homens a quererem arrancar minhas roupas, eles geralmente preferiam discutir uma situação ou serem meus amigos. Fico contente e tento esconder minhas bochechas rosadas, para não parecer uma idiota virginal. "Vamos pescar?" Pergunto.

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"Você quer?" Balanço minha cabeça. "Não, eu não me dou muito bem com peixes." "Então nós vamos deixar a água nos levar para onde queremos." A imagem de estar a sós com ele em um barco em Key West faz excitação borbulhar na minha barriga. Oh sim. Eu estaria dormindo com ele amanhã, se tudo ocorresse bem. Mas eu confio nele o bastante para ficar a sós no mar sem ninguém? Sim. Oh sim. "Eu gostaria disso." Eu digo. "Bom. Vamos trocar nossos números." Nós trocamos nossas informações de contato, então ele pega minha mão e me puxa para longe da água. "Eu vou levá-la para o seu hotel." O passeio foi agradável e tranquilo. Foi bom relaxar e não me preocupar com a conversa, e ele pareceu desfrutar também. Ele balançou minha mão enquanto caminhávamos, comentando aqui e ali em algumas áreas de atrações que poderíamos querer visitar durante a semana, e quando chegamos ao lobby do hotel, ele me deu um beijo suave nos lábios. Mas seus olhos brilhavam com promessas que eu queria que ele mantivesse. "Boa noite, Quinn." "Boa noite, James." Ele esperou até que eu entrasse. Minhas pernas tremiam quando chego ao meu quarto. Eu mal consegui passar através

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da porta antes do meu celular tocar. Eu pulo — ninguém normalmente me ligava, quando mandar mensagens de textos era muito mais fácil. Olho para baixo, vejo o nome de Cassie, e quase entro em pânico. "Você está bem?" Pergunto, logo que ouço a voz dela. "Sim. E você?" Pergunta estranhamente. "Claro. Por quê?" Uma pausa. "Apenas verificando. Eu conheci um cara—" Ela para. "Ele me convenceu a ligar para me certificar de que você chegou em casa em segurança." Meu corpo cai em relevo. Por que eu sempre tenho que ser a pessoa paranóica do grupo? Eu não consigo parar a pequena risada que escapa. "Oh." Imagino que ele estava lá e ela não podia falar, mas eu não podia deixar de provocá-la um pouco. "Esse cara parece ser muito especial se está verificando sobre as suas amigas." "Cale a boca." Eu ouço o sorriso em sua voz. "Você está no hotel?" "Sim, acabei de chegar. Onde está Mackenzie?" "Em um encontro com o músico quente cheio de tatuagens. Me despejou muito rápido. Quer encontrar algum cara para substituir o da Ivy League?" Eu caio no colchão e gemo. "Sim. O cara da Ivy League." "Ele seguiu você?" "Sim. Mas está tudo bem."

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Ela ri. "Seu tom diz melhor do que bem. Acho que você o perdoou, hein?" "Acho que sim. Volte para o muito atencioso cara quente. Mackenzie nunca vai deixá-la sozinha, se você não ficar com alguém nesta viagem." Há outra pausa deliberada e eu a imagino olhando para seu companheiro, verificando-o. Bom para ela. Cassie se esforça tanto em seu estudo, ela merecia alguma diversão. "Ok. Falo com você amanhã." "Fique segura." Eu lembro-a. Não que Cassie precisava se lembrada, mas eu ainda me sentia como a galinha mãe preocupada do grupo. "Sempre." Eu encerro a ligação e olho para o teto branco impecável. Talvez essa viagem iria acabar por ser uma surpresa para todas nós.

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Capítulo 07 Quinn Segunda-feira "Esse é o seu barco?" Meu queixo cai enquanto eu estava no convés com vista para o enorme *catamaran com velas enormes ao vento. Parecia cerca de 40 pés, com madeira teca e vários equipamentos. Eu não sabia nada sobre velejar, raramente me aventurava na água, exceto para um mergulho rápido, mas eu sabia que isto era mega caro. Eu esperava um pequeno barco a motor para passarmos o dia. Deveria ter percebido que o meu Ivy Leaguer iria impressionar o inferno fora de mim. Ele empurra seus óculos de sol para cima da sua cabeça e sorri. Deus, ele era lindo. A luz brincava em seus cachos castanhos meia-noite em contraste com sua pele bronzeada. Formavam pequenas linhas em volta dos seus lábios cheios quando ele sorria, e aqueles olhos rivalizavam com qualquer mar no mundo com uma luz azul abrasadora que levavam direito à alma. Ele estava usando uma bermuda branca, sapatos para passeios de barco e uma camisa azul com colarinho que se estendia sobre o peito largo e os poderosos músculos de seus bíceps. Oh droga. Graças a Deus que eu estava usando um biquíni vermelho ousado que Mackenzie tinha comprado para mim anteriormente e eu tinha me recusado a usar. Agora, ele estava escondido discretamente sob minha regata cáqui e 73


shorts preto. Com o meu rabo de cavalo e tênis *Ked, sinto como se eu tivesse cerca de doze anos de idade ao lado do garoto que eu gostava. "Você gostou?" Ele pergunta. "É enorme." Eu esperava algo acolhedor, com apenas nós dois. Certamente isso vinha com uma tripulação. "Eu pensei que maior era melhor." Aperto os lábios da sua pequena piada, mas não posso evitar o riso que escapa da minha boca, e rapidamente se transforma em meu bufo de porco horrível. Decido revidar. "Grande é bom, mas tem que saber como usar." Seus olhos escurecem. "Oh, eu sei como usar." Um delicioso arrepio corre pela minha espinha. Eu dou de ombros. "Se você diz. Veremos." Ele ri e eu sorrio. Eu era terrível na paquera, mas com James, parecia natural. Como se provocá-lo fosse parte da diversão e a tensão sexual. "Criança." Ele puxa o meu rabo de cavalo de brincadeira e meu couro cabeludo fica formigando. "Tem tudo o que você precisa?" Mostro-lhe a minha bolsa de praia listrada com toalha, loção, garrafas de água, celular, e uma muda de roupa. "Para onde estamos indo?" Ele agarra a bolsa e me guia em direção ao catamaran. "Eu vou te mostrar alguns pontos turísticos em primeiro lugar, cada parte. É um lugar bonito para um mergulho e piquenique. Nós vamos deixar o dia nos guiar." A mera liberdade dessas palavras me deixa tonta. Nenhum plano, nenhuma data, sem responsabilidades. Quanto tempo se passou desde que eu era capaz de deixar passar? Muito

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longo. Emoção sufoca o fundo da minha garganta. "Parece perfeito." Ele estuda o meu rosto, então sorri como se gostasse do que viu. "Bom. Bem-vinda a bordo." A marina estava movimentada e embalada com uma série de velas, catamarans e lanchas menores. Homens gritavam um com os outros, gaivotas gritavam em indignação ou em felicidade, e linhas formadas por cabines para contrato de passeios privados e excursões. O sol estava quente e ofuscante, queimando a pele e encharcando água com brilhantes brilhos. James me dá um rápido passeio, e fico espantada com a quantidade de espaço no barco. Um chuveiro, grande cabine, e o bar totalmente abastecido. Bancos de teca longos, e a brilhante tela branca ficava chocante contra o azul do céu. "Onde está o resto da tripulação?" Pergunto. "Apenas eu. Não se preocupe, navego desde que eu tinha dez anos, e conheço bem barcos e o mar de Key West. Venho aqui há muito tempo. Você confia em mim?" As palavras significavam mais do que passeios de barco, e eu sabia disso. Também sabia a minha resposta. "Sim." Seu rosto se suaviza. "Então eu não vou deixar nada acontecer com você." Ele diz levemente. "Deixe-me ajeitar tudo e nós vamos sair em alguns minutos." Acomodo-me para assistir por trás da segurança dos meus óculos de sol, seguro uma garrafa de água, e admiro a ondulação dos seus músculos enquanto se moviam para trás e para frente e nó nos afastamos da marina. Enquanto as multidões se encolhiam e o barulho diminuía, nos levando para uma outra dimensão, onde só a natureza governava.

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Eu tinha estado em um barco antes, um cruzeiro de balsa com o meu pai. O evento, como sempre, tinha terminado em desastre. Eu implorei para ele parar de beber apenas refrigerante, mas ele se esgueirou para o bar algumas vezes para tomar sua cerveja, ficou bêbado e caiu da escada em espiral. Ele só não teve ferimentos graves porque estava tão embriagado que literalmente saltou. A humilhação da atenção do público foi brutal. Eu nunca tinha entrado em outro barco desde então. Mas eu não queria pensar sobre o passado agora. Afasto a memória e me concentro no agora.

N/T: *Um catamaran é um barco que consiste em dois paralelos cascos de igual tamanho.

*tênis Ked exemplo:

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Capítulo 07 James Eu me pergunto o que ela estava pensando. Seu rosto escureceu, como se lembrasse-se de uma sombra de uma má memória do passado, e então ela parece se acalmar novamente. Gostaria de saber sobre seus segredos. Ela parecia ter tudo muito em ordem, tão diferente de mim, mas eu queria mergulhar debaixo da sua superfície. Isso era perigoso. Eu tinha ido para cama na noite passada com o pau duro e tive que me masturbar duas vezes, apenas para tentar dormir um pouco. Uma noite na sua companhia e ela me tinha em suas mãos. Claro, eu sabia todas as explicações racionais. Ela era diferente, e uma vez que eu dormisse com ela, a atração da perseguição iria acabar. Era fodido, mas os homens eram praticamente os mesmos. Nós realmente não podíamos parar — nossos paus mandavam nos nossos cérebros e, uma vez satisfeito, o nevoeiro se dissipava e éramos capazes de pensar com clareza novamente. Ainda assim, eu tinha sonhado com ela quando finalmente cai no sono. Ela estava em pé no mar, seu lindo cabelo escuro derramando ao redor dos seus ombros, olhando para mim com uma expressão suave. Como se eu fosse importante. Era um lago em meus sonhos — não um oceano — e a luz solar ondulava sobre a água, e eu estava diante dela, querendo chegar e tomar-lhe a mão, querendo que ela pertencesse a

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mim em todos os sentidos possíveis, mas congelei e não sabia se eu poderia completar o gesto. Então acordei. Eu me concentrei em minhas tarefas, definir o alarme, e comecei a relaxar. Eu tinha amado velejar desde o primeiro momento que puis os pés no barco do meu pai. Meus pais me ensinaram, porque era o esperado, especialmente porque eles iam a grandes festas de caridade e de negócios, mas o momento em que eu cheguei no mar, reconheci uma paz que eu raramente tinha experimentado. Esta foi a única vez que me senti bem para velejar só para mim. Sozinho com meus pensamentos, com tarefas rigorosas para alcançar, foi uma fusão de criatividade e concretude, uma mistura de natureza e instintos sintéticos combinados para criar algo próximo da perfeição. Como minha arte. Pego uma garrafa de Coca-Cola do refrigerador para Quinn. Ela se apóia na borda do convés, olhando para o horizonte, seu rabo de cavalo balançando para frente e para trás na brisa. Seus seios estavam cheios e empinados, empurrando contra a regata elástica e implorando por meus dedos. Lembro-me da sensação de senti-los contra o meu peitoral, perfeitamente curvos, com mamilos duros, como cerejas em um sundae. O short mal cobria suas coxas, e meu olhar continuava esgueirando-se para a pele lisa e comprimento interminável das suas pernas expostas. Imagino-as em torno dos meus quadris, me segurando apertado. Um protecionismo estranho misturado com desejo me confunde. Normalmente, as coisas eram tão claras quando eu conhecia uma garota que eu pretendia dormir, mas Quinn me deixou fora de sintonia desde o primeiro encontro. Ela olha para cima e entrego-lhe uma garrafa de refrigerante. Uma marca vermelha se estende por seu braço, e eu faço uma careta enquanto gentilmente toco o lugar. "Onde 78


está o seu protetor solar? Você tem que ter cuidado; vai se queimar mais fácil aqui." Essa pele branca leitosa não foi feita para o sol de Keys, e só ia ficar mais ensolarado... Sua voz sai rouca, como se tivesse acordando. "Na minha bolsa." O frasco estava em cima da sua bolsa, então eu o pego e derramo um pouco em minha mão. Esfrego a loção cremosa em seus ombros, tomando cuidado para não pressionar com força, e pressiono em sua pele até que o branco tinha desaparecido. Ela continua na mesma posição, sem se mover, e eu levo o meu tempo cuidando dela, e a suavidade de seda sob meus dedos. "Vire." Eu digo asperamente. Ela pisca e obedece, e faço o mesmo caminho lentamente, sobre a elevação de seus seios, seu pescoço, e me ajoelho em sua frente. Ela prende a respiração, mas não se move, apenas me espera continuar. Nunca quebrando meu olhar, derramo mais loção em minha palma e coloco minhas mãos sobre as coxas onde o short terminava. Ela começa a mastigar seu lábio inferior exuberante que eu tanto queria provar, mas mantive meus movimentos, trabalhando em suas coxas elegantes, joelhos, panturrilhas, e até mesmo a parte superior de seus pés. Com um aperto final, eu me levanto e olho em seus olhos. "Eu vou voltar a passar mais quando estivermos prontos para nadar. Você trouxe sua roupa de mergulho?" Ela assente com a cabeça. Satisfação corre através de mim. Pelo menos ela me queria também, era vidente em sua incapacidade de murmurar uma palavra e o calor confuso em seus lindos olhos cor de chocolate. Eu precisava manter meu ritmo e não me mover muito rápido. Eu ficaria feliz em arrastá-la para dentro da cabine agora e mantê-la nua durante todo o dia, mas aposto que não iria dar muito certo. Pelo menos, ainda não. 79


"Uh-oh. O que você está pensando? Você parece extremamente satisfeito..." Eu sorrio. "Realmente quer saber?" Suas bochechas ficam rosa. Deus, ela era tão bonita. "Não importa." Ela murmura. Eu não pude me parar. Rio e puxo-a para mim, segurando-a com força. Ela relaxa em meus braços como se pertencesse lá e nós nos abraçamos. Quando ela finalmente se afasta, eu reconheço um brilho preocupado em seus olhos. "Quantas garotas você já trouxe para velejar?" Eu sabia que ela lamentou a pergunta pela forma como mordeu o lábio, esticou o queixo, e fingiu que não se importava com a resposta. Normalmente, eu teria revirado os olhos e dito tudo o que a faria feliz. As mulheres sempre queriam saber se elas eram especiais, ou apenas uma em uma longa linha. Normalmente era o último, mas as regras do jogo eram simples. Nunca admitir que era temporário. Use o tempo presente, verifique se elas se sintam seguras, e no final eu poderia dizer honestamente que nunca prometi-lhes nada. Eu nunca quis ser cruel ou me aproveitar. Eu tinha dado minhas festas por tantos anos e era decepcionante muitas vezes mudar o resultado. Ou meus amigos, uma garota, ou meus pais que me faziam me sentir como uma merda, como quando eles precisavam que eu fosse ser outra coisa. Mais inteligente, mais rico, mais engraçado. Melhor. Então, eu tentei não me envolver muito mais com resultados, porque sempre acabava da mesma fodida maneira. Seja legal, eu me lembro. Eu tinha um instinto que esta mulher tinha a capacidade de rasgar minhas barreiras em pedaços. Em vez disso, eu faço a pior coisa possível. Eu digo a verdade.

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"Ninguém." Digo. "Eu trouxe grandes grupos e meus amigos. Mas nunca velejei com uma garota antes." "Por quê?" Eu pisco. Por que não? Meu barco era um ímã para vadias, faria calcinhas caírem rapidamente. "Porque eu gosto de vir aqui sozinho." Eu admito. "É um lugar para pensar. Repor. Eu nunca pensei que uma mulher caberia nesse cenário antes." Ela não presumiu ou refletiu sobre novos sentimentos. Quinn assente com a cabeça e senta-se no banco, esticando suas longas pernas e cruzando-as na altura dos tornozelos. Me lembro que isso era sobre seduzi-la, não sobre mim. Estabeleço-me ao seu lado, levantando suas pernas e deixando-as cair no meu colo. Como diabos ela faz tênis Keds parecerem sexy? "Você sempre viveu em Chicago? É por isso que foi para a universidade particular?" "Sim, eu vivi lá toda a minha vida. Nunca realmente quis mudar, mesmo que nós não temos isso." Ela levanta a mão no ar para abranger o céu azul e a pressa do mar. "Você disse que trabalha na reabilitação ou algo assim?" "Eu tenho dois empregos. Estou estagiando em um programa de abuso de álcool, e trabalho em tempo parcial em uma casa para idosos." Olho para ela. "Isso é um monte de trabalho, sem glamour para alguém tão jovem." Ela encolhe os ombros. "Eu tenho problemas." Uma risada escapa dos meus lábios. Ela era uma provocadora. "Que tipo?"

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"Obsessivo-compulsivo. Maníaco por controle. Clássica personalidade co-dependente que eu tive que recuperar. Sabe, alguns dos clássicos. Qual é o seu?" Penso por um minuto. "Síndrome de Peter Pan. Pobre crença de pequeno garoto rico. Medo do sucesso. Medo de rejeição." Ela sinaliza o polegar para mim. "Agradável." Eu sorrio e balanço a cabeça. "Por que você é co-dependente clássica?" Aquela sombra de escuridão aparece, mas ela continua falando. "Meu pai era um alcoólatra. Minha mãe morreu de câncer quando eu era muito jovem, e ele nunca se recuperou. Ele sempre teve uma tendência a beber, mas mantinha-o em cheque pela minha mãe." "Quantos anos você tinha?" "Oito." "Deus, é muito jovem. Sinto muito, Quinn. Que grande merda." "Sim." Ela parecia perdida em pensamentos por um tempo. Eu não pressiono por mais informações, mas esperava que ela me desse mais. Imaginá-la como uma criança sem uma mãe e ter que cuidar do seu pai era horrível. "Ele começou devagar em primeiro lugar. Cerveja à noite, e eu encontrava as garrafas de manhã. Faltava ao trabalho, porque alegava que estava doente. Foi ficando muito ruim." Eu aperto meus punhos e faço a pergunta que eu temia. "Ele era abusivo?" Ela parece surpresa, depois rir. "Oh Deus, não. Papai era um bêbado emocional. Tipo desleixado, chorava pela minha mãe. Implorava pelo meu perdão. Talvez por isso que parecia ainda mais difícil. Ele estava sempre tão triste e jurava que 82


nunca mais faria de novo. Eu apenas continuava acreditando nele, até que parei de questionar suas desculpas. Mantive o segredo e o ajudei em suas funções. co-dependente clássica." "O que aconteceu quando você ficou mais velha?" Ela permanece imóvel, como se as imagens se reproduzissem em uma tela à sua frente. "As coisas pioraram. Tínhamos pouco dinheiro desde que ele não conseguia manter um emprego. A falta de emprego era grande. Eu trabalhava, mas com a escola era limitado. Em seguida, ele começou solicitar meus cartões de crédito. Tinham estas ofertas pré-aprovadas em e-mails em meu nome, e eu preenchia cada uma. Sabe, aos dezoito anos de idade eu tinha quase quinze mil dólares em crédito? E eu estava dizimada aos dezenove anos, porque ele usou tudo, e ainda pediu por mais." Estendo a mão e agarro a dela. Apertado. Ela parecia assustada com suas reflexões, e meu coração doía com a visão de seu rosto. Ela é além de bela. Ela é forte e valente. "Você não tinha ninguém para ajudá-la?" Pergunto. "Não. Mas cheguei ao fundo do poço junto com ele. Quebrei e morri de cansaço. Tentar manter tudo certo estava me matando. Conheci o Al-Anon e, para mim, tudo mudou. Percebi que não poderia protegê-lo de si mesmo, que eu estava realmente ajudando-lhe a beber. Conheci pessoas envolvidas no programa, pessoas como eu, e o confrontei. Tive uma intervenção e mudei." "O que aconteceu?" "Ele se desfez. Me pediu para ajudar. Eu recusei. Essa foi a parte mais difícil, percebendo que ele tinha que fazer isso sozinho. Tinha que querer interromper o ciclo. Eventualmente, ele foi para a reabilitação, e está sóbrio agora por quase um ano." "E você? Como você está?" 83


Um fantasma de um sorriso toca seus lábios. "Melhor. Pagando minha dívida. Eu amo meus empregos por causa do meu trabalho em ajuda as pessoas, e faz sentido. Eu ajudo dia a dia, assim como meu pai. Ele está fazendo as pazes e parece feliz. Isso é tudo que eu sempre quis. Para nós, estarmos bem e felizes." Não é isso que eu procurei para o dia-a-dia, também? Para estar em paz com minhas emoções que sempre pareciam me atormentar, lembrando-me que eu não era nada em um mundo tão grande? A dor me agarra, mas eu afasto-a e trancoa. Quinn estava além de mim. Ela possuía caráter e não tinha ninguém para ajudá-la. Eu tinha um pote cheio de dinheiro, oportunidades em todos os lugares, e ainda assim não conseguia. A vergonha era amarga e quase me engasga. Levo sua mão aos meus lábios e beijo seus dedos. "Você me surpreende. As pessoas nesses centros têm sorte de ter você." Eu mantenho meu olhar firmemente afastado para que não pudesse descobrir a verdade muito cedo, e deslizo suas pernas para fora do meu colo. "É melhor eu verificar o percurso. Volto logo." Me escondo atrás das velas, confirmando nossa direção, e me pergunto se eu sou digno para alguém como ela — ou para qualquer outra pessoa, em questão.

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Capítulo 09 Quinn Ele movia-se como um dançarino em torno do barco, as mãos hábeis e capazes sobre as cordas e manipulando a vela para que ela parecesse estar no controle do vento. Estranho, eu compartilhei com ele mais do que já fiz com outro cara. Pareceu-me bom, como se segredos sobre o mar poderiam se afastar até que eu me sentisse limpa. Mas havia algo em seus olhos que me fez sentir que ele escondia algo. Como se fosse bom para mim compartilhar, mas não para ele. Suspiro e tomo um gole da Coca-Cola. Eu poderia ter me matado por perguntar sobre as outras mulheres. Quero dizer, o quão clichê isso foi? Como se ele fosse dizer, 'Não, não havia mais ninguém antes de você'. Eu queria poder voltar no tempo, mas quando ele me disse que não tinha velejado com outra mulher, eu realmente acreditei nele. Não sei por que era importante, mas foi. Deveria ser sobre sexo e nada mais, mas minhas emoções malditas sempre se envolviam demais, e eu sempre precisava me sentir segura. Não é de admirar que Mackenzie sempre gritava comigo. O catamaran desliza na costa e James atraca o barco em um pequeno espaço que parecia ser criado só para nós. Olho em volta, mas não havia mais ninguém na mini ilha. Ele leva um tempo ajeitando tudo, e então me encara com um grande sorriso no rosto. "Bem-vinda à minha própria ilha privada." Hein? Fico de boca aberta. "Você está brincando comigo." 85


"Sim." Ele puxa meu rabo de cavalo novamente e ri. "Desculpe, eu não pude me parar. Vamos apenas dizer que muitas pessoas não vêm aqui, e eu pago algumas das principais equipes de passeios para manter dessa forma. É seguro para mergulho, e eu trouxe coisas para um piquenique. É só nós." Excitação brilha e dança em minhas terminações nervosas. Ele pairava sobre mim, alto e lindo, esses cachos soprando no vento, com cheiro de mar, sal e homem. "Parece bom." "Vamos ajeitar tudo." Ele agarra minha bolsa, uma cesta, algumas toalhas e uma garrafa de champanhe. Nós saímos para o pequeno cume e fazemos o nosso caminho para a peça principal da ilha. Era principalmente uma rocha, com uma grande faixa de areia, por isso, nos estabelecemos bem no centro. Enquanto ele desempacota tudo, eu investigo o espaço. Rodeado por pedras irregulares, o mar corria sobre a areia e deixava para trás uma série de conchas quebradas. Caminho em torno das bordas, traçando as linhas, e olho para a vasta extensão de água e do céu atrás de mim. "Estamos dentro do recife de barreira." Ele diz atrás de mim. "Completamente seguros. Bom para mergulho também, se você estiver interessada. Eu trouxe o equipamento." Ajusto meus óculos de sol para evitar o brilho e olho para cima. "Eu não sou boa em esportes aquáticos, mas posso darlhe uma tentativa. Isso é lindo. Eu sinto que nós estamos sozinhos no mundo." "Sim, os problemas ficam tão pequenos quando estamos em torno da natureza. É um lembrete de que há algo maior do que nós, e de alguma forma, tudo funciona." Suas palavras me assustam. Ele gostava de brincar de ser o garoto rico e mimado, mas suas palavras me assombram como poesia. Forma mais sofisticada do habitual para um cara 86


de vinte e poucos anos. Havia muito mais debaixo da superfície e eu estava morrendo de vontade de desenterrar. "Estou morrendo de fome." Eu gemo. "Bom. Porque você vai precisar de energia." A faísca sexual passa entre nós e rouba meu fôlego. Seus olhos azuis escurecem como se soubesse exatamente o que eu estava sentindo, mas ele só me leva até o cobertor que estava espalhado no chão. A comida era simples, assim como eu gostava. Sanduíches de carne assada, salada, morangos e champanhe. Ele tira a rolha da garrafa e o pop agradável me faz rir, especialmente quando o líquido borbulha e derrama em cima dele. Enche dos copos de plástico e brinda seu copo no meu. "Pelo dia." Eu sorrio. "Pelo dia." Tomo um gole e ronrono de prazer. Eu amava champanhe, mas só bebia na véspera do Ano Novo. Sempre me pareceu muito decadente. Eu tiro meus Keds e cavo os dedos dos pés na areia. "Suas amigas estão bem com você vindo me encontrar hoje?" Ele pergunta, mordendo seu sanduíche. "Sim, eu falei com elas esta manhã. Mackenzie não nos deixa sair juntas. Diz que nunca vai encontrar alguém novo. Ela está tentando tirar Cassie e eu das nossas zonas de conforto." Ele franze a testa. "Ela parecia tão familiar. A com o chapéu, certo?" Eu hesito, mas eu já estava muito longe e confiava nele o suficiente para manter o nosso segredo. "Sim. A estrela da música country."

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Ele estala os dedos. "É isso aí! Estava me deixando louco. Porra, como você conseguiu ser amiga de Mackenzie Forbes? Ela está nos olhos do público desde que era muito jovem." "Ela frequenta a mesma universidade que eu. Cassie e eu a conhecemos na classe de Inglês. Eu não sei, nós apenas tivemos uma conexão. Confio nela com a minha vida, e ela está procurando alguma normalidade longe do circuito do país." Eu olho para ele. "Você não vai contar a ninguém, certo?" James balança a cabeça. "Não, eu prometo manter segredo." "Obrigado. Ela não precisa de paparazzi arruinando suas férias. E sobre seus amigos? Você já conhece esses caras há muito tempo?" "Eu sou provavelmente mais próximo de Rich e Adam. Nós frequentamos os mesmos círculos. Nossos pais conhecem uns aos outros; fomos para as mesmas escolas, clubes de campo e aulas de tênis juntos. Estranho, você acha que o mundo é grande, mas quando está crescendo, é muito, muito pequeno. Eu só conheci gente que meus pais aprovavam. Eu não conheço a maioria das outras pessoas. Eles são todos conhecidos casuais que gostam do meu dinheiro e outras coisas." Ele afirma as palavras como se não fosse grande coisa, mas eu sabia que era. Como deve ser a sensação de ter tudo dado a você e ainda assim não ser feliz? Porque é assim que ele parecia, como se tivesse que se desculpar por seu estilo de vida o tempo todo. Foi uma maneira diferente de olhar para isso. Eu ansiei por dinheiro muitas vezes, mas nunca pensei da maneira que poderia tirar a sua liberdade. Eu sempre acreditei que daria mais opções e escolhas. Evidentemente, não para James. Pelo menos, não no passado.

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"E agora? Você está acima de vinte e um. Você pode fazer seu próprio caminho agora, certo?" "Claro. Faço o que eu quero, quando quero. Eu tenho uma vida perfeita." Mentira. Ele se recusa a olhar para mim. Meu estômago se aperta com a necessidade de fazê-lo me enfrentar, mas ele definitivamente não quer ter um debate de coração para coração. Seja como for. Isto é sobre sexo, não confissões. Em poucos dias, eu estarei de volta em um avião para Chicago e ele seria apenas uma memória. Eu precisava ter certeza de que seria bom. "Desculpe." Eu murmuro. "Está vendo? Eu fico agressiva. Questões." Seu rosto suaviza e um sorriso surge em seus lábios. Deus, quando ele sorria meu interior derretia como geléia e uma dor contraía entre as minhas coxas. "Eu gosto disso em você. Você parece fresca e coletada na superfície, mas não há esse fogo quando se olha mais profundo." "Então você está dizendo que eu sou quente?" Ele ri e eu também "Inferno, sim." Ele diz em voz baixa. "Mais quente do que Hades, babe." Recuso-me a corar e concentro-me em limpar os restos do nosso almoço. Embalando-os na cesta, e deixo de fora o champanhe. "Qual é o próximo?" Eu disparo. Um sorriso de lobo surge em sua boca. Fascinada, eu assisto quando ele agarra o decote da minha regata e me puxa em sua direção. Seu olhar focado na minha boca, e eu tenho o desejo

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de morder o lábio, que era tão clichê pra caralho, mas era um hábito de infância que eu nunca superei. "A única coisa que resta a fazer..." Ele demora. "Strip."

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Capítulo 10 James O riso morre na minha garganta. Seus olhos se arregalam e um suspiro chocado escapa de seus lábios, mas a imagem repentina de Quinn nua na minha frente acabou com a piada. Minha voz sai enferrujada. "Nós vamos nadar, certo?" Reconhecimento lhe atinge. Ela franze o nariz e dá um tapa no meu braço indiferente. "Muito engraçado." "Mente muito suja?" Ela cora e eu pressiono um beijo duro contra seus lábios macios. "Desculpe, eu não pude parar. Gosto de te deixar envergonhada." "Eu não! Eu não!" "Ok." Eu corro um dedo por sua bochecha aquecida, e ela empurra a cabeça com uma maldição murmurada. Ela toma as últimas gotas de seu champanhe, depois coloca o copo de lado e começa a tirar a parte superior da regata. E foi aí que eu percebi que a piada era sobre mim. Porra. A regata de algodão preta sai sobre sua cabeça e cai na areia. Com um olhar perverso por debaixo dos seus cílios, ela abre o botão do seu short cáqui, arrastado o zíper para baixo, e desliza o material por suas pernas. Meu pau chora por misericórdia. Cada músculo apertado enquanto eu luto pelo controle. O biquíni vermelho deveria ser ilegal. O top era apenas dois pequenos triângulos cobrindo os seios, e no fundo tinha uma corda sexy em cada quadril que 91


me fazia fantasiar sobre o que estava escondido por debaixo. Sua pele era pálida e sem falhas, esticada como um presente através músculos tonificados e pernas intermináveis. O balanço delicioso do seu traseiro enquanto ela sorria para mim. "Isso é bom?" "Bruxa." Eu murmuro. "Como eu vou conseguir me concentrar?" Olho para minha ereção exigente. "Graças a Deus que não há platéia. Você oficialmente me pegou." Ela mostra a língua e salta em direção à água. O tecido mal cobriu seu traseiro enquanto ela mergulhava e vinha à tona, agitando a água e ofegante. "Está tão quente. Venha." Minhas mãos param na fivela do cinto. Merda. Eu tinha planejado me trocar no barco, mas me distraí. Eu desejava apenas ficar nu, mas não queria chocá-la. Pego minha sunga debaixo da toalha e ergo-a. "Eu ainda tenho que me trocar. Vire-se." Sua risada encantada ecoa na água. Ela se aproxima mais. "Hmm, isso é um dilema interessante. Ser boa e dar-lhe privacidade? Ou ser ruim e poder dar uma boa olhada." Seu senso de humor me desafiava. Quem teria pensado que ela era tão sarcástica e divertida? Eu decido entrar no jogo. "Você quer dar uma boa olhada, hein? Bem, espere, babe. Então você vai ter." Tiro minha camisa e jogo-a para o lado. Seu olhar vagueia sobre o meu peitoral nu e me excita ainda mais. Eu não podia esperar até que suas mãos estivessem em cima de mim. Levo minhas mãos de volta para o meu cinto, afrouxo o couro, e puxo a alavanca de metal. Agarro o zíper. E espero. "Eu não estou usando roupas íntimas."

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Ela grita e vira rapidamente, me apresentando sua adorável costa. Eu rio e deixo meu calção cair, tomando o meu tempo para colocar a minha sunga, a fim de torturá-la um pouco. Quando consigo espremer-me na roupa de mergulho com uma ereção desconfortável, pulo na água com um respingo e nado em sua direção. Ela ri e tenta me chutar, mas eu era um bom nadador e sempre acreditei que era metade peixe. Mergulho mais fundo, agarro suas pernas, e puxo-a até que ela estava firmemente presa em meus braços. Sua pele molhada desliza sobre a minha, e os mamilos cutucam contra o material fino vermelho. E espero que outra coisa. "Uma rodada para mim." Eu digo. "Você estava brincando?" Ela pergunta, desconfiada. "Você nunca vai saber. Da próxima vez você vai ter que assumir o risco." Ela torce o nariz em aborrecimento, mas permiti que eu a abrace. Todos os meus circuitos estavam atirando sem parar, meu corpo em sintonia com cada curva pressionada contra mim. De repente, ela coloca os braços em volta dos meus ombros e agarra-se apertado. Luto contra um gemido, perguntando se eu me afogaria em sua doçura. "James?" "Sim?" "Eu conheço um outro jogo que podemos jogar." Meu coração bate contra meu peito e eu aperto-a em meus braços. Oh sim. "Soa intrigante. Qual é o jogo?" Suas pernas roçam minhas coxas e sua respiração corre em meus lábios. "É chamado de Me Pegue Ou Eu Pego Você." 93


Eu quase gozo com o arco bonito do seu quadril, enganchando o dedo sob o fundo, e mergulhando mais profundo. "Regras?" A voz dela estava quente e pingava sobre mim como uma casquinha de sorvete em um dia de verão. "Não, apenas uma. Você tem que contar até cem antes de me perseguir." Eu quase desmaio, mas consigo me controlar. "Feito. O que eu recebo quando te encontrar?" Seus lábios tocam os meus em um beijo suave sussurro. "Qualquer coisa que você quiser." Oh, ela estava me matando. "Como é que vamos começar?" "Feche os olhos. Conte até cem. Em seguida, tente me pegar." Meus olhos se apertam com a promessa de prazer futura. Ela quebra o abraço, e eu a ouço mergulhando sob a água. Foi quando ela puxou a minha sunga. Aconteceu tão rápido, eu não pude me orientar. Em um flash, ela estava nadando para longe, e eu lutei contra o impulso natural de ir atrás dela, mas lembrei-me das regras do jogo e mantive os olhos fechados, continuando a contar. Sua risada musical deriva nos meus ouvidos, e eu percebo que não tinha me divertido tanto com uma mulher em um longo, longo tempo. Quem teria pensado que essa parte divertida se escondia debaixo da sua fachada séria? Eu jogo justo e chego a cem. Quando abro meus olhos uma onda de adrenalina e luxúria se misturam. Eu afundo de novo no tempo primitivo, sabendo que quando eu lhe achasse ela seria minha, em meus termos. Ela definitivamente saiu da água, não havia mesmo bolhas ao redor, e eu estava nu. Pensamentos da doce vingança me mantém focado enquanto marcho para fora da água e começo 94


a explorar a pequena ilha em busca de pistas. Pego uma toalha e enrolo-a em torno da minha cintura, espreito atrás das pedras e procuro um caminho a seguir. As gotas de água agrupadas em uma grande mancha molhada levam-me de volta para o barco. Garota esperta. Faço questão de permanecer em silêncio enquanto procuro-a e faço meu caminho em uma pesquisa organizada. Minha sunga molhada tinha sido deixada sobre o banco. Checo a cabine e banheiro, abro uma porta e, finalmente, ouço um rangido. Pego um flash vermelho e pulo em sua direção. Ela tenta correr por mim para ir para fora do barco e correr para a ilha, mas eu pulo no último momento e agarro sua cintura. Ela solta um grito aterrorizado e tenta lutar contra mim, mas eu mantenho meu equilíbrio e jogo-a sobre meu ombro em um movimento suave. Minha mão agarra suas pernas se debatendo e tentando escapar. "Deixe-me ir!" Ela grita, contorcendo-se de uma forma que quase me faz perde o equilíbrio. "Não é um acaso. Eu peguei você justamente. É hora da vingança. Cabeça para baixo, querida." Eu desço as escadas para a cabine principal, certificando-me de me abaixar para que ela não batesse na borda do teto, e me dirijo para o quarto. O colchão era grande e confortável, embora o quarto fosse um pouco pequeno. Deito-a na cama, subindo em cima dela em seguida, e monto-a. Minha toalha cai. Eu mantenho minhas mãos longe dela por isso, se entrasse em pânico, eu poderia rolar para fora, mas ela responde imediatamente ao meu show de dominação e para de lutar. Meu olhar bloqueia no dela.

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Pupilas estavam dilatadas. Seu pulso batia acelerado, evidente na base do seu pescoço. Ela ofegava para respirar, e seus mamilos estavam pontos duros sob o top do biquíni, implorando para eu puxar o tecido e levá-los em minha boca. Sim, ela queria definitivamente isso. Eu só precisava ter cuidado para não assustá-la, e certificar-me que ela estava pronta para mim. "Eu peguei você." "Eu acho." Ela olha de volta, sem piscar. "O que você vai fazer comigo?" Eu sorrio. O corpo dela se espalha diante de mim como uma festa que eu estava prestes a devorar, mas eu precisava ir devagar, ou seria cedo demais. Ela merecia um orgasmo que nunca esqueceria. Ansiava para acabar com todos os caras que ela tinha tido antes de mim e substituí-los pelo meu rosto. Lentamente, eu me abaixo, dando-lhe a oportunidade de escapar ou me dizer para parar. Ela não faz. Seus olhos escurecem a um preto manchado de tinta. Minhas mãos deslizam pela sua barriga nua e cobre seus seios. Quinn solta um gemido baixo e arqueia as costas. Eu giro as pontas duras com meus polegares, apreciando sua resposta, e movo o meu peso para me ajoelhar sobre ela, minha boca perto da sua. "Tudo, Quinn. Eu vou fazer... tudo." Eu tomo sua boca em um beijo feroz, finalmente me soltando e recusando me segurar. Ela estava bem ali comigo, abrindo os lábios para a minha língua entrar enquanto eu me embebedava nela e conquistando a seda molhada da sua boca. Eu mantive os movimentos em seus mamilos, recusando-me ir para baixo, embora seu corpo implorasse por mais. Minha ereção pulsava por alívio, mas eu estava com medo de muita pressão contra o meu pau iria me matar. Merda, eu me sentia como uma adolescente com a

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minha primeira mulher, então mando o meu cérebro para baixo com o meu controle e juro dar-lhe mais prazer que posso. Eu chupava seus lábios e mordiscava a parte inferior, dandolhe uma mordida afiada. Ela resiste debaixo de mim. "Ah, sim, você gosta disso." Eu murmuro, puxando seus mamilos e torcendo um pouco. "O que mais você gosta, babe? Eu quero encontrar tudo isso, todos os segredos que seu corpo tenta esconder." Seus lábios estavam escorregadios e inchados, como uma picada de abelha. Eu me movo para seu pescoço, mordiscando e lambendo, até que finalmente alcanço seus seios cobertos. Um puxão rápido e o top cai, expondo-a completamente. Merda, ela é incrível. Pequenos perfeitamente formados mamilos vermelhos que eu queria chupar por horas. Ela estende a mão e segura meu cabelo, puxando um pouco, enquanto provo seus mamilos com a minha língua. "James! Oh Deus, isso é tão bom!" "Você tem um gosto tão doce." Eu gemo. Massageio seus quadris e barriga enquanto trabalho em seus seios até que ela se contorcesse para trás em um frenesi. "Você está molhada para mim?" Ela estremece e eu decido descobrir por mim mesmo. Meus dedos se fecham em torno dos bonitos arcos pequenos e puxo uma das cordas até que um lado se soltasse. Desenho pequenos círculos em torno do seu osso ilíaco, eu brinco com ela, amando o jeito que ela geme e tenta se aproximar. Ela cheirava a loção de coco e almiscarado com sua excitação, minha combinação favorita. Movo-me para o outro lado e puxo. Em seguida, tiro a calcinha.

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Prendo a respiração. Puta merda, eu não iria durar muito mais tempo. Sua vagina brilhava com a umidade, e ela tinha se depilado para a praia porque apenas uma pequena faixa de cabelo escuro foi deixada. A pista de pouso perfeita para minha boca e dedos. Ela cora e tenta levantar-se, provavelmente, presa entre a excitação e constrangimento. "Você é tão bonita, Quinn. Sabe o quê? Não sabe o quão ruim eu quero você?" Pego sua mão e aperto seus dedos sobre meu pau. A ponta já estava vazando com a minha excitação. "Você me deixa louco. Eu quero fazer você se sentir bem, fazer você gozar com tanta força contra mim, fazer você gritar. Permitam-me, babe. Deixe-me entrar. Abra suas pernas." Ela solta uma respiração, mas estava muito longe, então ela obedece. Seus lábios eram macios e úmidos, e eu corro um dedo em torno deles, observando-a apertar e levantar os quadris por mais. Inclino-me e sopro o fôlego ao longo dos cachos úmidos, apertados, espalhando as palmas das minhas mãos contra suas coxas internas, e mergulho no céu. Ela grita enquanto eu a beijo e lambo seu clitóris e ao redor, aproveitando toda a sua excitação sexual até que ela estava completamente sob meu controle e me implorando por mais. Meu nome ecoava no ar, a porra do som mais doce que eu já ouvi, e fecho os meus lábios em torno de seu clitóris e chupo-o com força. Ela goza na minha boca, resistindo como uma louca, e eu a ajudo a montá-lo. Satisfação feroz corre através de mim, mas eu não podia esperar mais. Me atrapalho loucamente com a gaveta ao lado da cama, e consigo agarrar um preservativo com meus dedos trêmulos. O cheiro dela escorria sobre mim como néctar, e ela ainda estava estremecendo com pequenas convulsões. Eu rasgo o envelope, coloco o preservativo, e pressiono em sua entrada.

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Seus lindos olhos escuros estavam embaçados de seu clímax. Suas pálpebras semicerradas. "Olhe para mim, Quinn." Eu exijo. Queria ver cada parte dela, e ela obedece, ofegando enquanto eu empurro algumas polegadas em seu calor pegajoso. "Minha." Posse passa através de mim em ondas. O pensamento racional havia muito tempo fugido, e eu estava em um estado primitivo, onde eu precisava tê-la e fazê-la pertence somente a mim. O olhar fixo no meu. Eu avanço. Quente e úmida, sua vagina se aperta em torno de mim e chupa-me profundamente. Eu luto pelo controle enquanto empurro todo o caminho, segurando suas pernas abertas, e meu corpo treme de prazer. Ela geme e agarra meus ombros, a picada das suas unhas profundamente em minha pele e pedindo-me mais. Meus quadris se afastam e eu deslizo para fora completamente, então empurro de volta. Mais forte. Ela joga a cabeça para trás e grita quando eu bato em seu corpo mais e mais, brutal e cru, a necessidade de marcá-la como minha, minha, minha. Sinto seu gozo no meu pau quando ela vem de novo, e eu me deixo gozar com um longo grito, derramando a minha semente dentro da camisinha e contraindo meus quadris, tirando o máximo de prazer que pudesse. Ela choraminga, balançando no meu abraço, e eu caio sobre ela, ofegante, minha pele úmida de suor, meu pau ainda dentro dela. Eu não tinha ideia de quanto tempo nós ficamos assim. Eu finalmente percebo que poderia estar esmagando-a, então rolo para o lado e ela deixa a cabeça cair no meu peito. Se alguém me obrigasse a ficar de pé, eu não iria conseguir. Cada músculo do meu corpo estava solto e usado. Porra. Eu nunca tinha experimentado um orgasmo tão poderoso como esse em minha vida. Eu estava fodido. Esta mulher era viciante. 99


"Isso foi intenso." Quinn diz finalmente. Eu rio e abraço-a apertado. "Babe, você fundiu minha mente. Esqueça o resto da semana. Estou mantendo você aqui." Ela sorri e olha para cima. "Soa como um plano." Meu coração se derrete com a visão de seu rosto. Uma mistura de seriedade, intelecto e caráter. Ela é incrível, e era minha nos próximos dias. Eu não conseguia pensar em nada além do momento. Não queria. "James?" "Sim, babe?" "Esse foi o melhor jogo de sempre." Eu sorrio.

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Capítulo 11 Quinn Deitada na cama nua, o lençol estava metade torcido em torno das minhas pernas. James me prendia ao colchão com uma coxa pesada pendurada no meu quadril, cochilando depois da nossa última luta surpresa, de entorpecimento mental, sexo cheio de prazer. Meus lábios se transformam em um sorriso atordoado e canto o mantra mais e mais na minha cabeça. Eu tive um orgasmo. Eu tive um orgasmo. Quinn Harmon teve um orgasmo. Yay, yay, yay. Não me admirava que todos são tão obcecados por isso! O sexo sem orgasmo era bom. O afago era a melhor parte. Mas com um orgasmo? Todo o encontro abalou. Meu corpo estava lento e dolorido, como caramelo pegajoso escorrendo por todo o lugar. Havia apenas uma desvantagem: Eles eram como batatas fritas. Agora que eu tive um, na verdade três, eu queria mais. Nunca quero voltar para o sexo sem orgasmo. O que significava que James pode ter me arruinado para a vida. Em um bom caminho. A outra coisa estranha era a minha timidez habitual completamente dissipada. Talvez fosse o jeito que ele olhava para mim. Como se me achasse linda e se recusasse a deixarme esconder. Eu não era uma grande fã dos meus seios pequenos e do tipo de aparência de menino, mas ele me fez sentir como uma deusa. Eu nunca fui corajosa o suficiente para jogar um jogo de sexo como esse antes. Talvez essa coisa 101


toda de primavera esteja me permitido deixar o meu eu normal para trás e ser alguém que eu sempre quis ser. Alguém mais como Mackenzie — ousada, sexy e capaz de ir atrás do que queria. "O que você está pensando?" Sua voz rouca deriva para meus ouvidos e meu corpo solta um tremor involuntário. Ah, sim, ele tinha me arruinado. Eu era como um cachorro treinado agora, pronta para fazer qualquer coisa para conseguir o meu próximo orgasmo. Ele havia criado um monstro. Suas mãos se estendem e acariciam meu quadril nu, traçando meu osso púbico, e, finalmente, descansando no meu estômago. "Sexo. Com você." Eu admito. "O meu assunto favorito." Sua mão se arrasta para baixo, apontando para o local mágico, mas ele acalma seus movimentos. Eu tento não esquivar. "Recuso-me a tornar o clichê final e perguntar como foi para você." Seus dedos me tocam como um instrumento musical, deslizando sobre a minha pele e provocando acidentes vasculares cerebrais, mas nunca mergulhando baixo o suficiente. "Eu prefiro assistir sua reação ao saber que eu estou te agradando." Coro. Acho que um pouco da minha reserva natural não poderia ser banida. Seu olhar ardente no meu corpo nu, olhando-me profundamente, e sem deixar nada a esconder. Eu fico molhada e meus mamilos chamam por sua atenção. Era como se eu não estivesse no controle do meu próprio corpo mais — tudo lhe pertencia. E é exatamente do jeito que eu gosto. "Olhe para você." Ele sussurra. "Toda rosa e molhada. Eu ficaria feliz em mantê-la nua e amarrada a minha cama para o resto da semana." Ele se apóia de lado e acaricia meu seio, esfregando o polegar sobre meu mamilo uma e outra vez,

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tornando inchado e implorando por mais. Ele era tão sujo, sexy e cru. Ele se vira e começa a me lamber toda, deixando um caminho molhado com sua língua que me faz me contorcer. "Agora, abra as pernas para mim, Quinn. Não, abra os olhos." Minhas pálpebras se abrem em seu comando. De alguma forma, se eu fosse capaz de esconder minha própria resposta, ela já teria sido mais segura, mas ele não me deixa. Ele queria tudo, e eu ansiava por dar a ele. Abro minhas coxas largas, impotente e pronta para pedir o que eu queria, não importando quem eu era antes de conhecê-lo. "Isso é o bastante." Ele murmura. Ele passa um dedo na minha fenda e eu chupo uma respiração. Seus olhos azuis escurecem, me chupando tão profundamente como seu dedo em minha buceta, implorando por mais. "Eu vou fazer você gozar. Não feche seus olhos. Isso é tudo para mim, Quinn, você está me ouvindo?" "Sim." Eu gemo. "Por favor." Ele mergulha um dedo dentro, me esticado, em seguida, acrescenta outro. Seu polegar roça meu clitóris com toques provocantes de luz que nunca me deram a pressão que eu precisava. Arqueio-me por mais, mas ele estava em completo controle, observando meu corpo nu e meu rosto com satisfação evidente. Seus dedos se enroscam e ele bombeia dentro e fora com movimentos lentos. O prazer se constroe e nada em ondas em torno de mim, e então— "Oh Deus!" Ele atinge um ponto que brilhava fluxos brutos de felicidade através do meu corpo. Eu respiro rapidamente, querendo mais, querendo menos, querendo... "Esse é o ponto. Dê-me mais, babe. Mostra-me o quão bom você se sente."

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Ele começa um impulso rítmico e para em um lugar mágico, e meus músculos apertam em antecipação, a construção fica mais e mais próxima, até que eu sinto como se fosse gritar ou quebrar. Agito minha cabeça para trás e para frente sobre o travesseiro e fecho os olhos para combater a pressão. "Abra seus olhos. Não se esconda de mim." Eu gemo enquanto obedeço, e seus dedos se movem mais rápidos, seu polegar me esfregando, e então o orgasmo me atinge, cintilante bobina apertada na minha barriga e inundando todos os poros com uma luz e energia que me faz gritar no topo dos meus pulmões. Ouço-o xingar ao fundo, mexendo uma gaveta, mas meus sentidos foram inundados com demasiados estímulos, e então sinto o seu comprimento duro em mim. "É tão bom." Eu choramingo. "É tão bom." "Você foi feita para mim. Jesus, seu corpo é tão apertado e quente. Eu não posso ter o suficiente de você." Ele trabalha seus quadris e me leva de volta para cima, seus dedos apertando minha bunda e me segurando, e eu me entrego a ele, deixando-o fazer o que quisesse e me tomar em qualquer lugar. A pressão é reconstruída e eu quebro em um segundo orgasmo, minha bunda machucada, minhas coxas trêmulas, e a garganta crua dos meus gritos. Ele vem com força e joga a cabeça para trás, gritando meu nome e caindo em cima do meu corpo. Eu não tinha ideia de quanto tempo se passou antes de eu ser capaz de me mover. Como sair de um sono longo, o quarto parecia nebuloso e meu corpo estava mole de uso. O cheiro de sexo e um delicioso perfume enchia o ar. Me pergunto se eu conseguiria andar corretamente novamente, ou se eu estava permanentemente manca.

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"Quer tomar um banho?" Ele pergunta, acariciando o meu cabelo emaranhado. Meu rabo de cavalo tinha se soltado em algum ponto. "Sim, por favor." Eu franzo o nariz. "Eu estou uma bagunça." "Você é uma bagunça linda." Ele corrige, dando um beijo no meu nariz. "Eu tenho roupões no armário. Fique à vontade e me encontre no convés. Eu vou limpar um pouco e preparar para navegar de volta." "Que horas são?" Ele sorri. "Quase por do sol." Engulo em seco. "Nós passamos o dia inteiro na cama?" Eu tinha ouvido falar de casais fazendo isso antes, mas sempre achei que era um exagero. Afinal, quantas horas você pode realmente ter sexo? Agora eu sabia. "Sim. Vou levá-la para velejar ao por do sol. Temos alguns sanduíches sobrando e champanhe. Encontre-me lá em cima quando estiver pronta." Eu o vejo sair da cama. Seu corpo era uma obra flexível, os músculos definidos, um traseiro apertado, e grandes bíceps. Uma morena pele bronzeada coberta com cabelos escuros. Até seus pés pareciam fortes e sensuais. Ele coloca uma camiseta, shorts, e com uma piscadela, sobe as escadas. Eu caio de volta nos travesseiros. Melhor. Spring. Break. Sempre. Tomo meu tempo ficando limpa e coloco meu biquíni de volta. O pano do roupão é muito aconchegante e confortável. Faço o meu caminho para o andar superior, e encontro uma pequena mesa com os restos do nosso almoço e mais champanhe. As velas chicoteando pelo vento, e a paisagem parecia distante e longe, muito longe. O sol era uma gigantesca bola de fogo, 105


suspenso a meio caminho no céu, e eu engasgo com a beleza escandalosa. O momento era perfeito, quase um sonho. James parecia experimentar emoções semelhantes, porque ele se move e me envolve em seus braços. Nada mais importava. Era apenas nós — livres e sozinhos no mar, e nosso barco perseguindo o sol. "É sempre assim?" Murmuro contra seu peitoral. Minha bochecha roçava no algodão desgastado e macio, me inclino em seu aperto. Ele faz uma pausa. Espero por ele perguntar o que significava a minha pergunta. Nem eu tinha certeza. Mas sua voz sussurra ao vento e deriva para os meus ouvidos. "Não. Geralmente nunca é assim." Nós não falamos por um tempo. Percebo que uma coisa forte surgiu entre nós, além do sexo, mas era muito grande e complicado para analisar agora. Eu me preocupava tanto com a minha vida, não quero transformar meu encontro perfeito com James em algo para pensar e racionalizar. Nós nos separamos e sentamos. Eu estava morrendo de fome, e como o resto da carne assada e salada sem tomar fôlego. Ele ri de mim e enche minha taça de champanhe. "Quanto tempo você costuma ficar em Key West?" Eu pergunto, curiosa. Ele dá de ombros. "Normalmente, após longas férias, eu sigo em frente. Às vezes eu fico uma semana ou duas, depende dos meus planos." Eu odiava as dúvidas que, de repente vinham à mente. Ele provavelmente seduzia uma garota a cada ano, a mantinha para a semana, em seguida, seguia em frente. E não era esse o meu objetivo? Tão estúpida. Eu tinha ficado ligada após um dia em sua cama. Eu faria uma terrível amante ocasional. Endureço minha decisão de me certificar de não tornar mais do que era, ou pressioná-lo de qualquer forma. Mesmo depois

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das suas palavras que pareciam significar muito mais do que um rolo fácil no feno. "Parece perfeito." Eu digo levemente, terminando a minha comida. "Às vezes é." Ele diz. Me observando do outro lado da mesa com um olhar pensativo. "Mas às vezes é só... vazio." Meu olhar corta o seu. Brilhantes e ardentes. Não importava o que tivéssemos sido um para o outro durante todo o dia. Meu corpo dolorido volta à vida, com fome de mais. Ele murmura uma maldição, mas ainda se mantém em seu assento. "Vazio como?" Eu questiono. Ele endurece. A raiva pareceu bater sua fisionomia, me confundindo. "Faço o que eu quero, quando eu quero. Faço a minha própria programação, viajo para qualquer lugar no mundo, e tenho dinheiro suficiente e segurança para não me preocupar. Mas não há ninguém do outro lado. Se eu sumir da face da terra, ninguém daria à mínima." Prendo a respiração. A vulnerabilidade repentina em suas feições toca meu coração e dói. Como isso poderia ser possível? James Hunt tinha tudo. Ele não tinha? "Seus pais? Amigos? Irmãos, primos?" Seu perfil permanece esculpido em pedra. "Sou filho único. Fui praticamente criado pela minha governanta, professores particulares, e aprendi todo o necessário para ser o menino da sociedade perfeita. Foi só mais tarde que comecei a questionar o meu papel." "Que papel?" "Eu era um adereço. Meus pais só queriam uma criança que eles pudessem elevá-la a ser o que eles precisavam. Eles

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desfilavam comigo na frente de seus amigos, ou em uma festa, ou para se mostrarem. Na maioria das vezes eles mal falavam comigo, a menos que fosse regras que eu deveria seguir, como deveria me comportar, toda essa baboseira." Sua voz se torna distante e fria. "Quando descobri o que eu queria, pelo menos, trouxe a ira, que foi bom o suficiente para mim. Pelo menos eu tive alguma reação em primeiro lugar. Meu pai estava focado querendo que eu seguisse alguma carreira respeitável ou algo elaborado para o império bancário, mas ele não entendia. Tentei falar com ele sobre isso, mas ele não deu a mínima. Nem a minha mãe. Então, eles desistiram de mim, lançaram meu dinheiro no fundo fiduciário, e ameaçaram me deserdar se eu os humilhasse." "Tenho certeza de que eles não quiseram dizer isso. Pais ameaçam o tempo todo." Sombras cintilam sobre sua face. "Não. Eles queriam. Eles verificaram isso comigo, é claro. Skype, mensagem de texto, ou uma chamada ocasional. Mas não para realmente falar ou saber o que eu estava fazendo. Eles querem ter certeza de que eu não fiz nada para destruir o nome da família. Minha última visita foi um desastre. Eu tive uma hora no café da manhã, e ambos me evitaram o resto do fim de semana. Eu não tenho outra família, eles eram filhos únicos também — e meus amigos? Como eu lhe disse, eles gostam do que eu posso darlhes, mas se eu não tivesse dinheiro, eles não iriam ficar." "Talvez você nunca deu-lhes uma chance?" Eu sugiro gentilmente. "Tenho certeza de que eles se preocupariam, mesmo se você não tivesse baldes de dinheiro." Ele ri, mas era amargo e sem humor. "Você ainda não entendeu, não é, Quinn? Eu sou uma miragem completa. Por baixo, não há nada. Eu vou de um evento para outro, um lugar para o outro. Meus amigos aparecem quando eu os levo comigo para algum passeio, e quando me afasto, eles saem alegremente. Eu sou a porra de um fantasma. Talvez seja 108


bom. Ninguém se machuca. Não há complicações. Fácil, fácil para fora." "Por que você está me dizendo isso?" Minha voz treme. Havia algo maior crescendo entre nós; uma semente que brotou e logo se tornaria um pé de feijão com apenas um pouco de cuidado e ternura. Mas poderia haver uma conexão acontecendo algum dia? Isso era mesmo possível? Ou eu estava vivendo em minha própria miragem, sem responsabilidade e realidade se intrometendo na perfeição? Seus olhos brilhavam. "Então, sabe. Você precisa saber quem eu sou, com que tipo de pessoa que você está se metendo. Eu não sou como você. Eu nunca vou ser como você. Entende?" Minha mão tremia ao redor do vidro. "Você não conhece nada sobre mim." Eu sussurro. "Não tente me dizer o que pode e o que não pode ser." Ele se levanta da sua cadeira e cerra os punhos. Engulo em seco quando uma onda de energia sexual passa no ar. "Você cuida de pessoas. As perdoa. Você é forte e real, e eu não quero que você esqueça. Mas, no final desta semana, você vai pegar aquele avião e ir embora. Sem mim." Minhas bochechas inflamam. Como ele se atreve? "Não fique se achando." Eu digo friamente. "Eu não sou uma pequena ingênua virgem que vai implorar para ficar com você. Eu tenho uma vida em Chicago, e só porque tivemos um grande sexo não significa que eu vou largar tudo para ser a sua groupie. Você é um idiota presunçoso se acha isso." Ele fecha os olhos com força e parecia lutar com algo mais profundo. Eu espero, pronta para ir embora, pronta para lutar. Sua voz baixa rouba minha respiração e minha necessidade de recuar. "Essa advertência não é para você,

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garota." Seus olhos se abrem e ardiam quentes e ferozes. "É para mim." Energia sexual fervilhava entre nós. Eu sabia que ele estava admitindo algo que não queria, e não tinha ideia de como processar isso. Ele estava mexendo com minha cabeça, um grande momento, e eu estava ficando cansada disso. "O que diabos isso significa, afinal?" Eu assobio. Emoção aperta minha garganta ao ver a expressão do seu rosto. Dor. Frustração. Vulnerabilidade. "Dane-se." Ele sussurra. "Por que você tem que vir até aqui e foder tudo?" "Foda-se." Eu giro no meu calcanhar, com a intenção de conseguir ficar o inferno longe dele, mas seus dedos agarram meu braço e me puxam de volta. Ele me levanta. Seu olhar passa por cima do meu rosto, me estudando tão intensamente que me sinto nua. "Você não entendeu?" Sua voz tremia. "Você é boa demais para mim, Quinn. Logo você vai ver isso e irar embora. E eu vou ser o único deixado para trás." Choque me mantém imóvel, mas ele não espera que eu processe. Ele pressiona sua boca na minha em um beijo feroz. Seu aperto suavizando e ele me levanta. Eu gemo e abro minha boca para sua língua entrar, envolvendo minhas pernas ao redor de seus quadris enquanto ele arranca meu roupão. Eu passo meus dedos em seus cabelos e puxo com força, e com uma maldição áspera, ele dá alguns passos até minhas costas baterem contra a parede. Nossas bocas se pressionam avidamente uma na outra, mordendo, chupando, como dois animais enlouquecidos para acasalar, e ele deve ter agarrado um preservativo do bolso, porque de repente eu estava afundando em cima dele e ele me enchia completamente. 110


"Ahhh!" Um grito escapa da minha boca. Seu pênis era enorme e grosso, e preenche o meu corpo, até que não havia espaço ou pensamento ou lugar seguro. Ele segura meus quadris e me guia para cima e para baixo, minha cabeça raspando na parede, os dentes mordendo profundamente meu lábio inferior e retirando sangue. A sensação de corte passa pelo meu corpo como facas, e o prazer torna-se tão feroz que quase dói. Minha buceta aperta-o com força, e então eu estava chegando, chegando tão forte e rápido que pensei que iria morrer com a agonia de tal liberação, e ele estava gritando meu nome e gozando comigo. Ele não me soltou, continuou me segurando firmemente, beijando-me suavemente e acariciando minhas bochechas, me dizendo que eu era bela e magnífica e que eu era tudo. E eu sabia que algo tinha mudado. Um portal se abriu dentro da minha alma, e era tudo para ele, durante o tempo que ele me quisesse. E sabia que eu era estúpida para pensar que poderia funcionar, mas não me importo, então eu o segurei apertado e deixo que ele se importe comigo, e finjo que isso era para sempre.

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Capítulo 12 Quinn Terça-feira Faço o meu caminho para a sala de jantar, me esforçando para andar normalmente, mesmo que meus músculos doíam. Claro, este treino foi muito melhor do que qualquer corrida na esteira, e eu não podia esperar para fazer novamente. James tinha me deixado no hotel na noite passada, e fizemos planos para passear hoje. Faço uma varredura na multidão procurando pelas minhas amigas e as vejo na cabine de trás. O chapéu da Mac ocupava metade da mesa, então eu deslizo ao lado de Cassie. Hmm, ela parecia cansada, seus olhos cinza um pouco sérios demais, esta manhã, e não ostentando o brilho de alguém que tinha tido um bom sexo. Mac parecia no seu auto vivaz habitual. Talvez ela teve um bom tempo com o seu cara quente com tatuagens. Me pergunto se elas iriam notar que eu finalmente tive um orgasmo. Me sinto diferente. Será que pareço diferente? Oh Deus, eu era tão clichê. "Você tem certeza disso?" Pergunta Mac. Entro na conversa e pego o menu. "Claro sobre o quê?" "Cassie se apaixonou." Anuncia Mac. "Oh. Bom para ela." Eu queria omeletes e panquecas?

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"Não, não é bom! Ele tem outra namorada." "Bastardo." Eu me viro para Cassie. "O que está fazendo com um cara que pertence a outra pessoa?" "Eu não estou com ele! Eu não posso nem levá-lo a me beijar, e muito menos fazer mais nada." Oh. Bem, eu não poderia ficar brava com ela por isso. "Então, não é um problema." Sim, definitivamente carboidratos esta manhã. Eu os merecia. Mackenzie solta um suspiro longo e dramático. "Problema. Esta era para ser férias relaxantes. Ninguém deveria se apaixonar." "Eu não estou apaixonada!" Cassie assobia. "Eu não acho que você possa decidir esse tipo de coisa antes do tempo." Eu aponto. "Especialmente por alguém." Afinal, eu não sabia o que estava acontecendo com James, mas eu nunca tinha experimentado uma conexão tão forte antes. Eu estava farta de julgar outras pessoas. "Eu acho que vou querer panquecas. Com blueberry." "Será que eles têm grãos de queijo aqui?" Mackenzie agarra o menu. "Como cerca de biscoitos e calda? E chá doce?" Grãos. Eca. "Este é o Sul. Eu não ficaria surpresa." Cassie diz. "Contanto que há suco de laranja, eu vou ficar feliz." "É a Flórida." Eu digo. "Haverá suco de laranja." Eu me inclino para trás e penso em Cassie e o cara que ela estava atraída, mas tinha uma namorada. Droga, eu queria que ela fosse capaz de se divertir e deixar ir um pouco. Nós éramos iguais, e achávamos difícil nos divertir e deixar nossas

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preocupações para trás. Ela prometeu encontrar um outro cara para tomar seu lugar, mas ela não parecia muito entusiasmada com a promessa. Talvez James conhecia alguém para poder apresentar a ela. Não, eu não gostava dos seus amigos e não confiava neles com Cassie. Especialmente desde que ela parecia tão paranóica sobre sair por aí com estranhos, citando estupro e todo tipo de coisas assustadoras. Eu tive que lembrar novamente da nossa promessa em ficar de olho em nossas bebidas cuidadosamente. Quando eu estava finalmente satisfeita, como em êxtase meus blueberry-e-carboidrato. O cara quente de tatuagens que se chamava Austin, trabalhava como bartender no Captain Crow’s. Mac parecia bastante animada com ele, mas quando esperei por grandes revelações, ela só disse que ele deixou escapar que sabia quem ela era. "Sua vez, Quinn." Mac exige, levando o garfo à sua boca. Para alguém tão malditamente magra, tinha um apetite louco. "O que aconteceu com o cara de Ivy League? Cassie disse que ele te seguiu para fora do bar e você deu-lhe outra chance." Fico imaginando o quanto devo dizer. Quem teria pensado que a pequena e tímida velha eu estaria recebendo alguma coisa antes de todo mundo? Eu mordo freneticamente meu lábio e tento decidir. Claro, eu não escondia nada das minhas melhores amigas, então as palavras saem da minha boca antes que eu pudesse tomá-las de volta. "Nós fomos velejar ontem. Eu tive um orgasmo." Mac cospe o que tinha em sua boca e sufoca. Os olhos de Cassie se arregalam com admiração. Coro. "Uou! Essa é a minha garota!" Ela me cumprimenta e brilha com satisfação. "Foi incrível?" "Sim." Eu suspiro. "Foi. Agora eu sei como é."

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Mac aponta o garfo sobre a mesa. "Lembre-se, nenhuma merda de amor. Apenas sexo." Cassie geme. "Que pesadelo. Eu não estou apaixonada!" Eu atiro-lhe um olhar simpático. Quando Mac cismava com alguma coisa, estava tudo acabado. "Desculpe, Cass. Naturalmente, o sexo está fora das cartas, mas ele é completamente o oposto de qualquer coisa que eu imaginei. Foi expulso de Ivy League, tem uma tonelada de dinheiro, e passa seu tempo dando festas e viajando o mundo." Culpa belisca meus nervos. Tudo isso era verdade, mas eu não estava dizendo as minhas amigas o material real. Gosto de como ele me segura firmemente, e acaricia meu cabelo e sussurra como eu era bonita. Como ele se abriu e admitiu que havia algo entre nós. Como ele mostrou sua dor e solidão por ter pais e amigos idiotas. Eu abro minha boca para defendê-lo, mas Mac já estava falando. "Quem se importa? Estamos aqui para passar a semana, enquanto o sexo é bom e você gostar dele, isso é tudo o que você precisa. Qualquer outra coisa é uma das principais complicações, e você tem o suficiente em casa, Quinn." "Sim. Eu acho." Ela estava certa. Eu precisava aproveitar cada momento, mas tentar manter o meu coração trancado. Me apaixonar por James seria um erro que não me levaria a lugar algum, apenas um monte de dor. Passei o resto do tempo conversando com Mac. Eu não poderia ajudar a preocupação de que cortar através de mim. Se alguém percebesse que ela é a queridinha da América, estaríamos nos escondendo do público. Exatamente o que todas nós não precisamos. Cassie parecia ainda mais apavorada do que eu.

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"Isso não é bom, Mac. E se ele dizer a alguém, ou vender a história de vocês dois?" Mac balança a cabeça. "Ele não vai." Minha testa se franze. Mac tinha excelentes instintos, por isso, se ela confiava nele, eu provavelmente faria o mesmo. "Tem certeza?" Pergunto. Mac dá de ombros. "Se ele fosse fazer isso, você não acha que os paparazzi já estariam aqui agora, tirando fotos de mim?" Olho por cima do ombro para verificar. Cassie se levanta e procura na multidão, mantendo a mão sobre os olhos como uma pala de sol. "Só porque ele ainda não fez não significa que ele não vai, sabe." Mac levanta o queixo em teimosia pura. "É um risco que estou disposta a correr. Eu estou cansada de ter medo de viver. Não posso mais fazer isso. Eu não vou. Ele poderia me vender para fora, mas ele não vai. E eu estou disposta a correr esse risco, pela primeira vez em um longo tempo." Estendo a mão e aperto a dela. "E se ele acabar por ser um idiota, vamos chutar a bunda dele para você. Certo, Cass?" "Certo." Cassie limpa a garganta. "Não importa o quê, nós estamos aqui para você." Mac sorri e parece relaxar. O calor da nossa amizade flui sobre mim, e me pergunto novamente como eu tinha tido tanta sorte. Elas eram como minhas irmãs, e eu sempre podia contar com elas. Mais uma vez, os meus pensamentos passam para James. Como seria não ter ninguém na sua vida que você podia confiar? Conversar? Rir? Mac funga. "Eu sei. E eu amo isso."

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Eu decido quebrar o tom sério, então torço o rosto e forço o meu melhor sotaque sulista. "Agora. Não vamos ficar todas molengas e sentimentais. Este é um período de férias. Não é nada além de diversão e jogos." Mac ri. "Por favor. Eu nem sequer falo mais assim. Parei quando me tornei famosa porque a minha agente não queria que eu fosse estereotipada como a garota do sul." "Sim, mas ainda é divertido de fazer." Eu digo com um sorriso. Cassie concorda. "Realmente é." Nós acabamos comendo e discutido o que faríamos no dia. As palavras finais de Mac eram como uma promessa e uma ameaça, envolvendo-me em uma onda de emoção que eu não conseguia desembaraçar. "No momento em que estas férias terminarem, nenhuma de nós será a mesma. Vai ser lendário. Vocês apenas têm que terem a certeza de viver em plenitude, como eu estou. Prometam-me." Cassie parecia duvidosa, mas eu balanço a cabeça concordando. Afinal, eu tinha ido longe demais para voltar atrás agora. Dou-lhes um beijo de adeus, lembrando-lhes para se manterem seguras, e saio para encontrar James.

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Capítulo 13 James Vejo-a caminhar em minha direção. Seu cabelo escuro estava solto, os fios brilhantes retos balançando em seus ombros, e aqueles olhos amêndoas manchados de tinta que espreitavam em mim por trás da sua franja. Hoje, ela usava um par de shorts jeans, uma camiseta branca simples, e sandálias de couro marrom. Sem jóias. Pouca maquiagem. E me surpreendeu mais do que qualquer uma modelo da Victoria Secret balançando a bunda na passarela. Quinn abaixa a cabeça enquanto se aproxima. Eu reconheço a timidez no gesto, mas em segundos ela se puxa a altura total e marcha o último par de passos. Eu amo o duplo aspecto da sua personalidade, especialmente sua força, e meu corpo se ilumina quando meus braços finalmente fecham em torno dela. "Oi." Ela diz suavemente. Eu não respondo. Apenas inclino a cabeça e beijo-a lentamente e profundamente, lembrando-a de ontem à noite e nossa conexão. Eu nunca exibi tal comportamento primitivo antes, mas não me importo. Só sabia que precisava marcá-la e garantir que nenhum outro cara farejasse Quinn esta semana. Ela amolece sob o meu beijo e praticamente suspira em sinal de rendição. Queria arrastá-la de volta para o barco e levá-la para a cabine, foder com ela de todas as maneiras possíveis

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até anoitecer. Se esconder do mundo, nada iria estragar isso. Nada iria nos arruinar. Mas eu prometi mostrar-lhe algumas armadilhas turistas reais em Key West, e ela merecia isso. Lentamente, eu quebro o beijo. Seus lábios estavam molhados e convidativos. Sua língua desliza sobre seu lábio inferior como se para pegar o meu gosto, e eu gemo em agonia. Um brilho perverso ilumina seus olhos escuros. "Faça isso de novo e eu vou lhe mostrar alguns tipos diferentes de passeios turísticos." Uma risada baixa vibra em sua garganta. "Promete?" Meu corpo bloqueia sua atenção. Em jeito de brincadeira tento agarrá-la, mas ela salta para longe, seu rosto vermelho, rindo. "Não, não! Eu quero ver a casa de Hemingway." "Que tal eu te mostrar outro lugar e escondê-la lá por todo dia?" Eu sugiro, com um olhar de soslaio. "Não. É bonito, e não podemos desperdiçar isso." "Ok, você venceu." Eu pego sua mão e confortavelmente entrelaço nossos dedos. Meu espírito ilumina e de repente o dia espalha-se diante de mim em uma rica promessa. "Vamos fazer todas as coisas de turista hoje para que possamos relaxar amanhã no barco. O que você quer ver?" Ela franze a testa, obviamente pensando muito. "A casa de Hemingway. O ponto mais ao sul. Bar Sloppy Joe. Casa do Jimmy Buffett. Passeios de barco com fundo de vidro. Velejar ao pôr do sol. Beber uma margarita no Margaritaville. Oh, e o festival do sol no cais." Meu queixo cai. "Por favor, me diga que você não está falando sério."

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Ela me dá um pequeno beicinho adorável. "Eu estou. Como posso voltar para casa em Chicago e dizer que eu não vi nada?" "Eu estou insultado." Ela ri. "Bem, é bastante impressionante e não é nada, mas eu não posso dizer às pessoas sobre isso!" "Hmm, bom ponto. Melhor começar. Temos um dia torturante de turistas na nossa frente." Eu tento assinalar abaixo da agenda e descobrir o melhor lugar para começar, mas ela para em seu caminho e cava seus saltos no concreto. "Qual o problema?" A jovialidade desaparece. Seus olhos castanhos ficam sérios. "Você não tem que cuidar de mim como se eu fosse uma criança. Quero dizer, podemos nos encontrar hoje à noite." Temperamento de raiva passa por mim, mas eu empurro-o de volta. A ideia de que ela pensou que eu olhava para ela como apenas um brinquedo sexual me incomodou. Engraçado, se ela fosse outra mulher, temeria ser arrastado em torno da cidade quando meu único objetivo era levá-la para cama. Com Quinn, era diferente. Eu iria a qualquer lugar com ela, porque a sua presença me faz sentir bem. Mas eu não podia despejar tudo isso, então eu agarro-a de novo e beijo-a com força suficiente para fazê-la esquecer. "Eu quero ficar com você." A dúvida em seu rosto me faz abaixar a minha voz e sorriso. "Além disso, eu me recuso a deixar você me trancar para que possa me usar como seu escravo sexual. Eu mereço uma refeição, ar fresco, e estar no meio do público." Ela relaxa e ri comigo. E eu mantenho a minha promessa.

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Mostro-lhe tudo. Nós caminhamos ao redor da casa de Hemingway com um grupo de outros turistas, e apreciamos a vegetação luxuriante, varanda aberta, inúmeros gatos rondando em torno da propriedade e se escondendo através dos arbustos. Quinn ouve atentamente a guia de turismo, aparentemente processando as intermináveis informações sobre os hobbies do Hemingway, interesses amorosos, e habilidades extraordinárias na escrita. Eu estive lá muitas vezes antes, mas desta vez eu vi tudo através dos olhos de Quinn. A arquitetura e a presença de uma lenda tão poderosa permeada através do espaço, fazendo-me apreciar coisas que eu nunca tinha visto. Ouvimos o som de Jimmy Buffett da sua famosa canção "Margaritaville", mas eu aprendi que Quinn era desafinada e mal podia cantarolar as letras familiares sem me fazer estremecer. Ela apertou o meu braço e me ameaçou com a sua interpretação de Adele, então eu me rendi e comprei-lhe uma margarita congelada em vez do seu habitual Sex on the Beach. Nós pedimos batatas chips e molho, mussarela Hastes e bolinhos fritos, em seguida, nos movemos para fazer uma reserva nos passeios de barco com fundo de vidro. "Será que vamos ver muitos tipos de peixes?" Ela pergunta, esticando o pescoço em torno das placas de vidro na parte inferior do barco. "Deve ser decente. Eu vou apontar alguns para você quando começarmos." Eu tento não rir quando ela luta contra alguns estranhos que tentam se espremer em seu espaço de visualização, até que uma criança a vacila e lhe mostra um sorriso cheio de dentes. Ela se derrete, e acaba ajudando-a a sentar. Ela ri com a mãe, e se dão bem facilmente. Ela sabia seu lugar no mundo com apenas vinte e um anos, e irradiava uma luz interior que eu desejava derramar em minha própria alma escura. Mas não é assim que funciona. Meu peito se aperta com a dor, então eu 121


peço licença para comprar uma cerveja e tento juntar minhas coisas. O barco desacelera e o orador solta informações sobre os tipos de peixes que estavam navegando no mar. Tomo um gole do Coors Light, pensando um pouco sobre nossas diferenças, e noto que Quinn estava segurando seu estômago. Eu coloco a garrafa no bar e me aproximo. A criança estava batendo no vidro, distraindo a mãe, mas um olhar para Quinn me disse qual era o problema. Ela estava verde. Enjoada. Eu gentilmente ajudo-a a se equilibrar e ela balança. "James. Eu não me sinto tão bem." "Babe, você está enjoada. Vamos para o deck para que você possa receber ar fresco." "Eu não fico enjoada." Ela insiste, mas segura firmemente os meus braços e me permite levá-la para fora das portas. "Respire fundo, lento e fácil. Droga, eu devia ter pensado em fazer você tomar um remédio anti-náusea." "Eu não fico enjoada." Ela diz novamente, mas sua voz começa a se enfraquecer, e ela geme. "Claro que não. Provavelmente ficava muito ocupada cuidado dos outros. Deixe-me pegar um pouco de água. Você pode ficar aqui? Eu já volto." Ela se inclina sobre o trilho. "Não vou a lugar nenhum." Eu escondo um sorriso e vou atrás de água e um monte de guardanapos. Até o momento que volto, ela estava apertando o corrimão com um aperto de morte. Sua mandíbula apertada como se estivesse tentando loucamente se segurar.

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"Babe, beba um pouco disso. Olhe para frente, tanto quanto você puder ver. E respire profundamente." "Acho que vou vomitar." Ela diz miseravelmente. "Você tem que ir." "Eu não vou a lugar nenhum. Beba." Ela engole em seco uma respiração e toma um gole de água. Então suas sobrancelhas se arqueiam em uma carranca feroz enquanto se concentra no horizonte. Eu acaricio seus cabelos e esfrego sua costa, esperando. Finalmente, seus músculos relaxam. "Eu me sinto um pouco melhor." "Bom. Vai ficar melhor em breve. Eu não aconselharia voltar lá. Algo sobre olhar para o fundo do barco que se move deixa um monte de gente com náuseas." Ela bebe mais um pouco de água e se inclina para mim. Meus braços deslizam em torno do seu estômago, e eu descanso meu queixo no topo da sua cabeça. Nós terminamos o passeio de barco em um silêncio confortável, até o zunido do meu celular nos interromper. Eu pego-o do meu bolso de trás e olho para a tela. Adam. Eu encerro a chamada e espero para ver se ele vai me mandar uma mensagem de texto. Eu não tinha falado com ele ou Rich desde que o mandei ficar longe de Quinn e eu. Provavelmente, verificando a aposta estúpida. Eu faço uma nota mental para dizer-lhes que eu estava oficialmente fora, ou que não encontraria meu mentor, mas a mensagem de texto me pega desprevenido.

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Merda. Eu geralmente realizava as festas no domingo, quartafeira, e sexta-feira. Elas eram grandes eventos da semana. Penso nas conversas vazias, álcool e garotas seminuas que não significavam nada para mim. Por que eu jamais parei? Por que eu estava mesmo fazendo isso? Eu passei da idade para férias de primavera. Inferno, a maioria dos caras da minha idade estavam cavados em uma carreira e planejando seu futuro. Nojo ferve em meu intestino. "Qual o problema?" Sua voz calma me traz de volta ao presente. "Como você sabe?" "Você ficou todo duro. E não no bom sentido." Eu rio e seguro-a mais apertado. "Adam me mandou uma mensagem sobre uma festa que eu deveria dar amanhã. Se eu fizer isso, você vai?" Ela troca seu peso e o silêncio se estabelece entre nós. Uhoh. "Claro, eu vou." Eu solto minha respiração. "Eu só, apenas não sou do tipo que vai muito para esse tipo de festas." Ela parecia triste, eu giro em torno dela e obrigo-a a encontrar o meu olhar. "Eu tenho que te dizer uma coisa, James." Meu coração bate com força, mas mantenho a minha voz calma. "Vá em frente." "Eu sou um tipo de nerd." Espero por mais, mas essa parecia ser a grande confissão. Alívio passa pelo meu corpo. "Você é uma nerd muito sexy." Eu digo.

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Seus lábios se torcem em um meio sorriso. "Estou falando sério. Eu sou sem graça. Eu não saio para beber, desfilando ao redor, e tendo conversas intermináveis com pessoas que não se importam. Sinto muito. Mas se você quiser que eu vá, eu vou." Não demorou muito tempo para tomar minha decisão. Na verdade, no momento em que aceitei o que estava prestes a fazer, eu estava completamente em paz. Não quero dar essas festas mais. Eu queria passar o dia sozinho com Quinn e deixar-nos levar onde quer que fossemos. Estava feito com essa parte da minha vida, e já era tempo de fazer algo sobre isso. "Eu estou cancelando a festa, Quinn. Eu tenho tentado sair delas por um tempo. Inferno, eu nem sequer me divirto. Já é tempo de alguém assumir." Ela morde o lábio. "Não faça isso por mim." Eu sorrio e passo o polegar na sua boca agora inchada. "Eu estou fazendo isso por mim. Você vai passar o dia em paz comigo?" Seu rosto se ilumina e meu coração para. "Sim. E eu tenho uma longa lista de atividades para nós." "Longa?" Seus olhos dançam. "Sim. Mas amanhã nós vamos manter tudo na horizontal." O sangue sobe para minha outra cabeça. "Meu tipo preferido de atividades." "Pensei que você gostaria disso." Ela estuda a minha reação, e sua mão se levantada para empurrar o meu cabelo para trás da testa. Seu toque suave ardia contra a minha pele. "Você me faz lembrar de Gatsby." 125


"F. Scott Fitzgerald? Será que eles não fizeram um monte de filmes sobre Gatsby? Cara rico com uma mansão, cobiçando uma garota do seu passado?" Ela continua a carícia, alisando os dedos pela minha bochecha, em toda a minha mandíbula, e tocando o centro dos meus lábios. Seu doce aroma carregado na brisa do oceano e me emaranhando em seu feitiço. Eu nunca seria capaz de sentir o cheiro de coco sem pensar nela. "Sim. Ele tem todo o dinheiro do mundo, e faz todas as festas pródigas que todos vão. Bonito, inteligente, misterioso. Ele é uma celebridade todo mundo quer um pedaço. Mas por dentro, ele é solitário. Sozinho na multidão. Ele acaba prendendo todas as suas esperanças em Daisy porque ela o fazia sentir alguma coisa." Eu me sinto como se estivéssemos à beira de algo grande, e se eu dissesse as palavras erradas, o momento passaria. O barco para no cais, e a tripulação espalhada começa a sair. "Você se sente triste por Gatsby?" Sabia que tudo mudaria, se ela dissesse que sim. Eu poderia tomar qualquer coisa, ou tornarme um de seus projetos de estimação. Ela inclina a cabeça. Um toque de um sorriso em seus lábios descansa em seu rosto. "Claro que não. Gatsby tinha todo o poder. Daisy não tinha." Seus olhos escuros brilhavam com o calor, verdade e possibilidade. "Ele só não sabia disso." Um casal esbarra em nós. Eu pego sua mão e levo-a para fora do barco, perguntando o que ela queria dizer.

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Capítulo 14 Quinn O festival do Sol era como um circo, tendo como plano de fundo o mar e o céu. Eu seguro firmemente a mão de James enquanto nós caminhamos através da multidão e assistimos artistas deslumbrando-nos com os seus talentos. Cães treinados fazendo flips e acrobatas estavam no canto direito; no meio tinha um homem fazendo acrobacias em um monociclo; e à esquerda uma mulher que parecia não ter músculos ou ossos, dobrando seu corpo em posições insanas para a aprovação de estranhos. Eu mastigo a pipoca, com segurança após o meu enjôo, e o sol brilhando começava a afundar. Música toca em torno de nós, Jimmy Buffett novamente e as pessoas entretidas em grupos. Eu gostava de assistir eventos públicos. Normalmente, as pessoas tentavam evitar umas as outras, geralmente curvadas em seus celulares vendo e-mail, mensagens de textos e jogos; orelhas cobertas por fones de ouvido, abaixando-se para evitar contato. Mas hoje, esperando o pôr do sol, havia magia no ar e todo mundo sentia isso. Nós riamos e esbarrávamos uns nos outros e não tentamos nos esconder. Excitação construída enquanto três artistas rodeavam o engolidor de espadas. Ele percorre o público, apresentando um conto perigoso, e deixava a multidão em silêncio e meditando para evitar lesões. Sua boca se abre e a espada escorrega para baixo da sua garganta. Engulo em seco, juntamente com todos os outros, atordoada com a exibição.

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Eu sabia que James tinha visto inúmeras vezes, mas me agarro a ele em puro medo de que algo terrível acontecer. A espada afunda mais profundo, e ele lentamente puxa-a para fora e os aplausos estrondosos começam. Eu pulo para cima e para baixo e James ri, o rosto aberto e suave enquanto ele olha para mim. Meu coração batendo rapidamente, e meu intestino agitado. Eu estava ficando muito ligada. O fato dele cancelar sua grande festa para passar um tempo a sós comigo afetou minha posição firme de não sentir nada além de sexo. Havia um pedaço perdido em sua alma que me atraía. Provavelmente, o clichê clássico de juntar almas feridas, um dos meus pontos fracos. Eu não podia me afastar de alguém que precisava de mim; que era o meu cartão de visita. Mas James me dava algo de valor inestimável, que eu nunca tinha experimentado antes. Magia. Quando eu estava com ele, me tornava outra pessoa. Alguém melhor. Eu era sexy e confiante, e boba. Eu nunca me senti confortável o suficiente para derramar minha alma e mostrar a um cara o meu verdadeiro eu. Sabia que ele não estava fingindo gostar de mim para me levar para a cama, tínhamos passado essa parte, estávamos presos em uma encruzilhada, onde nenhum de nós queria realmente definir o que estava acontecendo. "Aqui está o final." James aponta. Uma corda bamba foi amarrada através da doca, sobre a água, e o executor estava subindo a escada e parando no patamar esquerdo. O sol afundou algumas polegadas, oscilando na extremidade do horizonte. Ele segurava um pau comprido e usava algum tipo de sapatilhas de balé. O público fica em silêncio. Ele se aventurou na corda, passo após passo, fazendo o seu caminho para o meio. Preenchido com equilíbrio e graça, seus movimentos fluíam enquanto ele

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chegava ao ponto morto, e o sol saía de cena, espalhando o horizonte com faíscas laranjas vibrantes e escuridão. Sua sombra era bonita enquanto ele completava sua dança de ballet sobre a água, em seguida, com um flip, ele se estabiliza e chega ao patamar direito. Eu assobio e aplaudo com força até minhas mãos doerem. "Eles fazem isso todas as noites?" Pergunto, esticando a cabeça para olhar para James. "Todas as noites." Ele confirma. "E é sempre lotado." "Como uma bela tradição." Eu murmuro. O quanto eu ansiava por uma rotina assim na minha vida. Eu vivia constantemente perguntando o desastre que me esperava em casa, tentando controlar as coisas que eu não podia. Mas a tradição era mais doce do que a rotina, e elementos familiares, amor, ou o conforto. "Eu gostaria que tivéssemos algo assim em Chicago." Ele rouba um pouco da pipoca e alimenta-me em primeiro lugar, então ele mesmo. "Cidades e ilhas menores têm mais eventos únicos como este. Cidades maiores são grandes, mas você pode ficar um pouco perdido." "O que você prefere?" Pergunto, curiosa. Ele faz uma pausa no ato de mascar. "Eu prefiro me estabelecer em uma cidade grande e viajar às vezes. Eu cresci em Nova York." "Quanto tempo você ficou lá?" Ele dá de ombros. "Até cerca de dez, eu acho. Em seguida, me mudei para a Flórida. Meu pai comanda um grande império bancário, de modo que cada vez que há algum tipo de fusão, seguimos a trilha. Nós estivemos em Chicago por um tempo também, e na Califórnia."

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Eu tento ser casual, mas estava com fome para obter mais informações. "Seu pai não tentou recrutá-lo para o ramo bancário?" Uma sombra de dor passa por seu rosto. "Sim, ele fez. Mas me declarou incompetente para tal carreira. Quando cometi meu primeiro erro, ele chamou minha atenção em uma grande reunião e me humilhou. Basicamente disse a todos que eu nunca chegaria aos seus pés, mas ele não podia rejeitar o seu filho porque era um negócio de família. Em seguida, levou-me para seu escritório particular para me dizer como eu era inútil." Eu estremeço. Meu pai era um bêbado, mas sempre soube que ele me amava, mesmo quando ele fazia burradas. Eu não poderia imaginar estar com pais tão frios. "E sua mãe?" "Minha mãe cuida de funções de caridade e tem pouco a dizer no negócio do meu pai. Ela comanda grupos da alta sociedade, lança grandes festas, esse tipo de merda. Eu tentei ser o que meu pai queria por quase um ano, mas era uma bagunça fodida, e eu finalmente parei. Ele insistiu que eu experimentasse algumas carreiras da Ivy League, em seguida, eu fui reprovado." Ele dá de ombros novamente. "Não é grande coisa. Ambos me deixaram em paz, agora posso fazer o que eu quero." Parecia bom, mas saber que seus próprios pais não se preocupam com você causava alguns problemas. "O que você quer fazer agora?" Pergunto. Ele olha para mim, aparentemente surpreso com a pergunta direta. Um brilho de fome provoca em seus olhos azuis de gelo. Ah, sim, ele queria fazer alguma coisa. Arte? Inclino-me, ávida por qualquer informação que ele iria partilhar. Finalmente, ele responde. "Mais."

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Sinto uma vibração dentro da sua resposta de uma palavra. "Como?" Eu cutuco. Um meio-sorriso surge em seus lábios. "Quer saber todos os meus segredos?" "Sim." Ele faz uma pausa, como se estivesse tentando escolher sua resposta cuidadosamente. "Meus pais me fizeram sentir como um perdedor por não ser o que eles queriam. Eu acho que eles não deveriam fazer isso. Eles só tinham uma ideia do que eu faria, e nunca se importaram em ver se eu discordava. Eu fui atraído para o campo artístico. Pintura, desenho, e música. Qualquer coisa que parecia retirar da superfície. Eu estou tão cansado das fodidas aparências." Meu coração balança. Ele parecia tão triste, perdido, e um pouco vulnerável. "Eu tentei assistir umas classes de escultura uma vez. Trabalhei pra caramba por semanas para fazer um presente de aniversário para minha mãe. Foi em uma festa da Madonna & Child, que era suposto para ser nosso. Quando eu dei a ela, ela parecia tão chocada. Pensei que ela finalmente me daria um elogio e veria o que eu realmente queria fazer." "O que ela disse?" Seu rosto perde toda a expressão. "Agradeceu-me, é claro. Ela é sempre educada. Disse-me que o melhor presente no mundo seria se eu conseguisse um emprego respeitável e que parace de brincar com essas coisas. E foi isso. Eu achei enterrado no fundo da garagem alguns dias mais tarde." Prendo a respiração. Eu sabia que ele não queria a minha pena, então eu faço a próxima melhor coisa. Fico na ponta dos pés e o beijo, longo, profundo e suave. Eu não me importava com as multidões em torno de nós ou qualquer coisa, apenas em diminuir um pouco a dor que ele estava tentando tão dificilmente esconder. Seus braços rodeiam minha cintura e

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me puxam com força contra ele, e eu me perco no beijo até que o chão parecia balançar sob os meus pés. Minha respiração ofegante e eu seguro-o, desesperada para tê-lo me enchendo entre as minhas coxas e tomando minha boca e me engolindo toda. Eu me afasto, completamente indefesa sob tal necessidade, e, em seguida, ele levanta a cabeça e olha nos meus olhos. "Eu quero você." Minha voz se quebra. "Sim." "Fique comigo hoje à noite, Quinn." Ele sussurra. "Durma na minha cama e me deixe te foder por horas, até que não haja preocupação com mais nada." Meu sangue ferve e agarro seus ombros. "Sim." Eu não me lembro quanto tempo levou para irmos para sua casa de campo. Era diferente no silêncio e no escuro, uma majestosa estrutura de alto nível escondidas nas árvores. A piscina brilhava em um azul misterioso, e as janelas intermináveis eram como olhos espreitando para fora no mundo. Ele me leva para o andar de cima, sem pausa, somos levados por uma fome um do outro, não precisávamos de quaisquer rotinas educadas. Ele fecha a porta atrás de mim. Olho rapidamente ao meu redor. Seu quarto era uma enorme suíte, com uma cama kingsize e coberto de majestosas madeiras escuras cereja. As portas francesas levavam para uma varanda, e vislumbro uma banheira grande com Jacuzzi fora da porta aberta a direita. As cores eram marrons ricos, azul escuro, e creme. "Eu quero você nua." Seus olhos azuis eram tão quentes que me prendiam, passando sobre o meu corpo e sondando sob minhas roupas. "tire tudo."

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Oh Deus, meus joelhos enfraquecem naquele tom sexy, dominador. Minhas mãos param na beira da minha blusa, mas eu estava tremendo tanto que não consigo tirar o material. Ele dá um passo para frente. "Por mais que eu adoraria um show de strip impertinente, eu não posso esperar, Quinn. Então, deixe-me ajudá-la." Suas mãos cobrem as minhas. Ele ajuda a guiar a camisa para fora e joga-a no chão. O sutiã de renda branco era simples, mas bonito, e meus mamilos endurecem sob o seu olhar faminto, tentando escapar de seus limites. Ele segura meus seios, murmurando palavras bonitas que me embalam em um transe, e desprende o fecho frontal. Eu arqueio, e ele me acaricia, abaixando a boca para passar a língua em meus mamilos e esfregá-los até que eu estava inchada e macia. Em segundos, o meu short jeans tinha ido embora, junto com minha calcinha, e eu estava nua, de pé na frente dele. "Fodidamente linda." Ele diz, sua mão já deslizando para baixo em minha barriga para tocar minha buceta. Eu estava molhada e pronta, como se meu corpo fosse um robô que se definia somente para ele. Eu suspiro enquanto minha excitação fica cada vez maior. Ele estava completamente vestido ainda. Eu me sinto desamparada e nua sob seu controle, e queria que ele fizesse qualquer coisa e tudo para me levar para seu próprio prazer. Ele parece sentir minha rendição, porque rosna uma maldição e me beija. Forçando meus lábios largamente, sua língua se empurra para dentro e fora da minha boca, tomando e reivindicando, da mesma forma que seus dedos deslizam profundamente dentro de mim e me levam até a borda. Ele se abaixa e mete o joelho entre o meu, então levanta. Uma coxa estava para cima e sobre a sua, mantendo minha buceta aberta para a sua exploração. Nunca me dando muita pressão, ele acaricia ao redor dos meus lábios, meu clitóris, e inserido 133


três dedos profundamente, movendo-se para trás e para frente em um ritmo que me transforma em um animal selvagem. Eu estava tão molhada, molhando sua mão, mas ele não me deixava chegar ao clímax, e a antecipação brutal quase me mata. Mordo a língua e torço, e ele me dá mais, empurrando-me em um poço de depravação sensual que eu era bem-vinda. "Venha contra minha mão. Mostra-me o quanto você precisa de mim, o quão ruim você me quer. Só eu." "Sim." Eu gemo, desesperada por ele, desesperada pela liberação. "Só você, James." Seu polegar massageia meu clitóris enquanto seus dedos se empurram profundamente em minha buceta e morde meu mamilo. O prazer/dor choca meu sistema e me leva para o orgasmo. Me aperto em torno dele e grito, segurando-o com a minha preciosa vida enquanto meu corpo resiste e quebra com a liberação. Mantenho-me completamente caindo aos pedaços, e quando abro os olhos, ele estava observando meu rosto com uma satisfação feroz e posse que quase me faz voltar. "Tão quente para mim. Tão molhada. Adoro ver seu rosto quando você goza. É a coisa mais sexy que eu já vi." "Eu não posso, eu não posso-" "Nós apenas começamos." Ele abaixa a minha perna e sorri, aqueles lábios pecaminosos prometendo-me mais delícias que meu corpo poderia suportar. Minhas pernas tremem, mas ele me guia para cama, e eu me sento na beira do colchão enquanto ele pega alguns preservativos do bolso e tira as suas roupas. Eu estava tímida agora, e profundamente desejando por mais dele. Quando ele finalmente estava nu, fica diante de mim e deixa-me estudá-lo. Querido Deus, ele era tão lindo. Como 134


Davi, uma estátua elegante, sensual de beleza que eu queria tocar, lamber e morder. Sua pele era de um castanho profundo do sol, coberto levemente com cabelos, e seu pênis em linha reta era grosso, e duro. Minha boca praticamente implora para prová-lo. Eu nunca gostei de sexo oral, mas James era diferente — seu limpo cheiro de oceano, ao seu sabor picante que dançavam sobre minha língua. Ele faz um movimento para se juntar a mim na cama, mas eu preciso de mais, precisava saber que eu poderia fazê-lo implorar e chorar com prazer do jeito que ele faz comigo. Levanto-me e caio de joelhos. Seus olhos azuis queimando e perfurando os meus. "Quinn." "Deixe-me." Eu digo. Minhas mãos tremiam enquanto eu estendo-as para tocá-lo. A pele quente esticada sobre o músculo de ferro, macio e suave. Eu massageio sua ereção a partir da base e deslizo todo o caminho até a ponta, onde algumas gotas do seu gozo cobre a cabeça. "Jesus, Quinn, eu posso morrer." Amparada por suas palavras e reação, eu fico mais corajosa e abaixo a cabeça. Minha língua sai para provar e lamber como se fosse um delicioso soverte. Eu aprendo quais partes trazem um gemido impotente para seus lábios, aprendo a maneira como seus músculos bloqueiam para evitar o orgasmo, aprendo as palavras sujas que saem de seus lábios quando eu o levo até a borda. Ele agarra meu cabelo e me arrasta para cima. Levanto-me, amando sua perda de controle, e então ele estava dirigindo sua língua em minha boca e me empurrando de volta para a cama, espalhando meus joelhos largamente. "Eu não posso esperar." Ele ofega, sugando meu lábio inferior. Ele coloca um preservativo e desliza em mim em um longo e rápido impulso.

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Ele me possui naquele momento — corpo, coração e alma. Expulsando cada pensamento e emoção que eu já tive sob a fome de pertencer a ele, seu pau enchendo-me, seus olhos presos nos meus, seus dedos cavados em meus quadris, e eu era dele, só sua. "Tão fodidamente apertada." Ele estremece. O suor escorria da sua testa, e eu desenfreadamente arqueio por mais, mais profundo, deixando-o tomar e comandar tudo. "Foda-me." Eu imploro. "Foda-me com força." Ele faz. Mais e mais ele dirige seu pênis em mim, revirando os quadris para bater no meu ponto G e causando ondas de prazer que despertam minhas terminações nervosas. Seu lindo rosto em cima de mim, tendo em cada gemido quebrado e profundo, sem diminuir seu ritmo até que eu apertava em torno dele e o segurava com todas as minhas forças e desistia. O clímax varre-me, mais e mais, e me joga em um poço escuro onde se torna uma única sensação. E ainda que ele nunca diminui, mantendo o prazer correndo pelas minhas veias até que eu estava rolado em outro orgasmo até que fosse demais, e eu me pergunto se eu poderia morrer de tão bela agonia. Ele goza e grita o meu nome. Quando cai ao meu lado no colchão, eu preciso do seu calor, sentindo como se um buraco na minha alma tinha sido arrancado. Lágrimas estúpidas borram minha visão, mas ele sente minha vulnerabilidade e sussurra meu nome, me segurando apertado. "Eu não sei o que está acontecendo comigo." Eu sussurro. Seus braços se apertam ao meu redor, e eu descanso minha bochecha contra seu peitoral, nossos membros completamente misturados de modo que o calor do seu corpo penetra em mim e eu finalmente paro de tremer. Fecho os

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olhos, superada por muita emoção, e ele fica em silêncio, segurando-me, por um longo, longo tempo. Quando mergulho em uma névoa, ouço suas palavras. "Eu também não sei. Apenas não me deixe." Adormeço antes que eu pudesse responder.

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Capítulo 15 James Quarta-feira O que diabos eu tinha feito? Bebo uma xícara de café preto escaldante e penso sobre a noite passada. A bebida queima minha língua, mas eu desligo a breve dor para tentar chegar à sanidade. Com poucas palavras proferidas, eu me abri para uma confusão de complicações. Apenas não me deixe. A frase me assombra, a forma que ela adormeceu depois, até que eu pudesse abraçá-la, olhar para o teto, e me perguntar como isso aconteceu. Como o sexo virou tão rapidamente? Eu era o mestre em exigências físicas e emocionais, mas depois de dois dias, eu estava viciado em Quinn Harmon. Seu corpo era como crack, mas seu sorriso, inteligência e bondade destruíram minhas defesas e me deixaram sangrando. Ela era tudo o que eu sempre sonhei em uma mulher, e por estes dias, ela me pertencia. Até que ela me deixasse para trás e voltasse para a sua vida em Chicago. Eu tomo um gole e me encosto ao balcão de granito. Ela voltaria para sua vida real e se esqueceria de mim. Talvez compartilharia algumas histórias com seus amigos, iriam rir 138


sobre o grande momento que ela teve, e se concentrar em encontrar um cara que combinasse mais com ela. Alguém com moral, um trabalho real, e uma família. Não um garoto rico isolado e chorão que não quer nada com a sua vida. Ela iria encontrar alguém que a merecia. Miséria cresce como uma bolha. O que eu quero da minha vida? Odiava o ramo bancário, direito e medicina. Eu odiava qualquer porcaria que se envolvia nos círculos da sociedade superior que eu circulava, porque eu nunca tinha conhecido qualquer outra coisa. Claro, eu viajei, mas mesmo assim eu me sentia como se estivesse tocando em alguma coisa, tentando fazer os meus pais me verem! AMAM-ME! Eles nunca fizeram, e eu precisava deixar pra lá. Mas se eu estava indo tentar e ser mais, tinha que começar por algum lado. Meus dedos coçam por um pincel ou lápis carvão. Sempre que meus pensamentos saíam de controle, eu encontrava a minha paz em linhas elegantes e cores brilhantes, bordas afiadas. O jogo de luz me fascinava, permitindo-me estudá-lo por horas e tentar refletir isso no meu trabalho. Foi uma das únicas vezes que encontrava a paz, permitindo que o outro eu viesse à tona, realmente me fazendo sentir motivo de orgulho. Mas o que eu poderia fazer com isso? Eu nunca seria bom o suficiente para a escola de arte. Não tive nenhum treinamento formal, e todos os anos escondendo o meu trabalho da opinião cética do meu pai e o meu passatempo dos meus amigos. Eu era um fracote. Medo de ir para qualquer coisa que poderia valer à pena. Receoso com... Tudo. "Bom dia." Me assusto e derramo um pouco de café no balcão. Ela fica no arco, usando uma das minhas camisas que pendiam apenas após os joelhos. Pernas e pés descalços, cabelo desordenado e emaranhado, cabeça abaixa em um gesto de timidez, minha 139


garganta fecha e eu só podia olhar. Ela era tão doce e fodidamente bela. Meu pau salta por atenção e eu luto contra a vontade de incliná-la sobre a mesa e enfiar-me entre suas pernas. A outra parte queria pegá-la, beijá-la com ternura, e protegê-la para sempre. Acabo por ficar no mesmo lugar, então não a assustaria. "Eu acordei você? Queria que você dormisse." Ela balança a cabeça e muda de peso. Essas unhas cor de rosa me deixavam louco. Ela tinha um lado negro, impertinente misturado a imagem de uma boa menina que eu era louco. Como os caras a viam como esnobe ou fria? "Não. Eu procurei por você e você não estava lá. E então senti o cheiro de café." Eu sorrio. "Eu vou te dar um copo. Tome um assento." Faço um gesto para o banquinho e ela desliza para o couro vermelho, enganchando seus pés sobre o degrau. "Leite? Açúcar?" "Só leite, por favor." Entrego-lhe o café e observo-a beber. Seu rosto se suaviza em prazer, quase a mesma expressão quando ela começava a relaxar sob o meu toque. Eu agarro o balcão e pergunto como cada movimento que ela fazia me fascinava e me excitava tanto. "Bom?" "Sim. Eu gosto forte." Nós bebemos nosso café em silêncio. Espero por perguntas sobre a noite passada, ou uma longa conversa sobre emoções, expectativas ou temores, mas ela nunca disse uma palavra. "Você está com fome?" Ela franze o nariz. "Você sabe cozinhar?"

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Eu rio. "Um pouco. Tenho uma governanta para este lugar porque odeio limpar, mas não me importo em brincar de cozinhar. Que tal um omelete?" "Parece bom. Obrigado." Começo a preparar, pegando presunto, queijo, leite e ovos. Não consigo me lembrar da última vez que cozinhei para uma mulher. Era íntimo, e eu gostava de servi-la. "Suas amigas vão ficar bem com a gente passando o dia juntos novamente?" "Sim, eu vou verificar com elas mais tarde para me certificar de que elas estão bem, mas nós meio que planejamos nos separar nesta viagem." "Por quê? Normalmente as garotas voam juntas e ficam desse jeito." Inquietação cintila em seu rosto. Faço uma pausa no ato de misturar os ingredientes e espero por sua resposta. "Umm, bem, Mackenzie proclamou que todas nós precisávamos desta semana, portanto, não estávamos autorizadas a ver uma à outra." Eu arqueio a sobrancelha. Estava meio irritado com seu plano de encontrar um cara para dormir, mas eu não tinha feito exatamente a mesma coisa? Tento não rir quando ela empurra o rosto em sua caneca em uma tentativa de se esconder. Isto era muito divertido para deixar passar. "Então, eu era apenas parte deste plano de mestre para ser usado?" Pergunto. "N-Não! Quero dizer, não realmente, eu não planejava dormir com você. Eu nem gostava de você!" "Você nem mesmo gostava de mim? Inferno, agora eu realmente me sinto usado. Você só queria o meu corpo." "Não! Merda, você está torcendo minhas palavras. Além disso, você veio atrás de mim, lembra?"

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"Esqueça. Deixe-me apenas tirar a roupa para que você possa me foder. Eu nunca pensei que poderia me sentir tão barato." "James! Eu—" Ela para, pegando o enorme sorriso ameaçando dividir o meu rosto. Ela suspira e aponta. "Você está me provocando! Você é um idiota!" Eu rio de prazer com as manchas vermelhas em suas bochechas. "Babe, vamos apenas dizer que você pode me usar quanto quiser." Eu digo lentamente. "De qualquer forma, mesmo." Ela me encara, aqueles lábios rechonchudos franzidos em um biquinho bonito. "Eu não posso acreditar que me interessei por isso." ela resmunga. "Eu estava com medo de ferir seus sentimentos." "Usando um cara por seu corpo não é um problema, Quinn." Eu digo a ela, deixando cair a mistura em uma panela quente. "Eu não estou." Ela diz baixinho. "Você está?" Viro-me. Seus olhos escuros olham para trás. A questão explode em torno de mim, e eu percebo que tínhamos chegado a um ponto de viragem. Será que ela ouviu o meu apelo ontem à noite antes de adormecer? Será que ela sabe o quanto significa para mim mesmo após este curto período de tempo? Observo-a com cuidado, imaginando o que ela queria de mim. "Eu estou o quê?" Ela engole em seco e ergue o queixo em um movimento de bravura pura que quase quebra meu coração. "Me usando pelo meu corpo? Ou eu sou mais?" O chiado da panela deriva para os meus ouvidos, mas eu ainda estava de pé, congelado no local. Que tipo de resposta ela queria? A verdade? Que eu estava me apaixonando pela minha aventura de férias de primavera e ela iria me deixar sem outro

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pensamento? Ou era uma oportunidade para dar um salto e encontrar o que eu precisava saber? Se ela precisava de mim tanto quanto eu precisava dela? Meu silêncio deve ter sido muito longo, porque ela força uma risada e sacode a cabeça. "Esqueça isso, eu sou tão clichê. Vamos apenas desfrutar do que temos e não torná-lo algo maior. Uau, isso cheira bem." Seria fácil aceitar suas palavras falsas. Seguir em frente sem conversar sobre alguns sentimentos assustadores que poderiam acabar quebrando ambos os nossos corações. Mas eu não podia deixar pra lá. Eu não sou um idiota, não com Quinn. "Você é." "O quê?" Inclino-me e fixo-a com o olhar. Mostrando-lhe tudo o que eu estava sentindo e lutando naquele breve momento. "Eu queria que fosse apenas sexo. Seria mais fácil. Mas você é mais, Quinn, muito mais. Você entendeu?" Ela estremece, balançando a cabeça. Eu queria ir até ela, mas era muito, e eu já tinha sacrificado mais do que pensei que poderia esta manhã. Então ela sorri. Um bonito sorriso alegre, que estilhaça minha realidade e a deixa quebrada atrás de mim. "Eu entendo." Meu coração dói, então me viro de volta para os ovos com desculpa para fazer algo. Pego um prato, deslizo a omelete, e sirvo-lhe no balcão. "Coma. Você vai precisar da sua energia." Ela ainda estava sorrindo quando dá a primeira mordida.

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O toque do meu celular corta o ar no meio do nosso café da manhã. Levanto-me e verifico a tela. Adam. Eu já mandei uma mensagem para ele de volta para cancelar a festa, e suas mensagens continuavam ficando cada vez mais enlouquecidas. Melhor atender ou o cara pode aparecer na minha porta. "Já volto, tenho que atender isso." Eu digo. "Ok." Entro na sala de estar e aperto o botão. "O que está acontecendo?" A voz do meu amigo era estridente. "O que diabos você está fazendo, cara? Você está fodidamente louco? Tivemos estas festas planejadas por meses inferno, é uma tradição em Key West. Você não pode me mandar cancelar. Eu tenho uma tonelada de pessoas em pânico." Meu temperamento cresce, mas eu mantenho a calma. "Adam, se você quiser dar uma festa, você pode dar. Terminei. Eu tenho merda que preciso fazer esta semana, e não estou a fim de hospedar mais garotas bêbadas na minha casa." Um longo gemido. "Eu não posso fazer na minha casa! Não tenho espaço, e é também extremamente tarde para alugar um hotel. Ei, eu tenho uma ótima ideia. Vou sediar a festa aí. Eu vou cuidar de tudo, me certificar de limpar tudo. O que você acha?" Por que de repente eu sinto como se tivesse dezoito anos outra vez? Rich e Adam estavam sempre empurrando-me para assumir a liderança porque meus pais não davam a mínima. Ambos estavam presos em empresas dos seus pais, vivendo a vida obediente. Eu sempre odiei, de modo que parecia que eu era um selvagem. Aquele que contrariava o sistema, não era um prisioneiro, e quebrava todas as regras.

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Eu estava fodidamente cansado disso. "Não. Simplesmente diga a todos que foi cancelado. Há uma abundância de bares e cruzeiros que fazem isso. E festa de sexta-feira também está cancelada." "Foda-se!" O grito de Adam ecoa, mas eu não me importo. "Por quê? É aquela garota que você está tentando foder para ganhar a nossa aposta?" Eu endureço. Eu não queria que Adam ou Rich soubessem nada sobre ela. "Não. Eu não dormi com ela ainda." "E você não vai. Mas se você deixá-la bêbada na festa, você pode ter uma melhor chance de entrar em suas calças. Como esse cenário soa para você?" Imagino metendo um punho através da boca do meu amigo em vez disso. "Estou fora da aposta. Eu não me importo em encontrar com Bennigan." "Desculpe, cara, você não pode cancelar uma aposta no meio da semana só porque está perdendo. Ainda vale, e se você não nos provar, diga adeus a sua moto." Eu esfrego minha testa. Eu não conseguia pensar sobre essa merda agora, me preocuparia sobre isso mais tarde. Eu precisava de Adam longe do meu caminho. "As festas estão canceladas Adam. Diga a rich que eu não estou mudando minha mente, e se a aposta ainda está de pé, deixe-me em paz até sexta-feira." O silêncio cai sobre a linha. "Bem. Isso é fodido, James. Mas o que quer que seja." Ele desliga. Que confusão. Eu estou em uma aposta sobre Quinn que não consigo sair e um monte de amigos idiotas. Ainda assim, sintome bem sobre minha decisão. Eu descobriria o resto mais

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tarde, mesmo se eu tivesse que mentir e ter que dĂĄ a minha moto. Nada realmente importava agora, exceto gastar o mĂĄximo do meu tempo com a mulher seminua na minha cozinha. Jogo meu celular em cima da mesa e vou atĂŠ ela.

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Capítulo 16 Quinn Eu mexo meus dedos dos pés e relaxo na cadeira. Uma brisa quente escova meu corpo, e o sol queima na minha pele, derretendo meus músculos. A piscina brilhava em um azul lindo que me lembrava os olhos de James, e eu sorrio, longe do mundo, lembrando da nossa última sessão de amor aquecido que explodiu minha mente. Nós não poderíamos manter as nossas mãos longe um do outro. Depois do almoço, passamos algumas horas na cama, em seguida, fomos para o meu hotel, então eu arrumei outra bolsa para passar mais uma noite fora. Eu coloquei o meu biquíni vermelho e nós nos descontraímos na piscina, até que decidimos pedir comida no bar local e voltar para a sua casa. Tomo um gole do Sex on the Beach que ele tinha comprado, e aprecio a decadência absoluta do dia. Sexo, álcool, frituras, e descanso. Eu tinha atingido a plenitude. Após cerca de 15 minutos, noto que a minha pele estava começando a queimar de novo, então pego minha bebida e volto para dentro. Talvez eu devesse explorar. Tenho certeza de que James não se importaria, e a casa era tão linda, eu estava morrendo de vontade de ver o resto do mobiliário e a instalação. Começo no nível do solo, espreitando em uma matriz de quartos de hóspedes e um solário com confortáveis cadeiras e estantes abastecida com guloseimas. Navego através das prateleiras, encontrando uma coleção eclética de arte, literatura clássica e filosofia, então passo para cima. Outro banheiro com ducha de hidromassagem, e o que parecia ser uma sala de mídia, repleto de aparelhos de alta tecnologia,

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uma TV de tela grande, e vários alto-falantes. Hmm, talvez pudéssemos fazer uma noite de cinema e aconchegar-nos. A ideia me intriga. Eu mantenho minha espionagem ao redor até chegar na última porta no final do corredor. A maçaneta facilmente se move sob meus dedos. Eu entro e perco o fôlego. Era mais do que um quarto. Era um estúdio cheio com telas em branco, tintas, pincéis e mesas de diferentes tamanhos. A luz derramava das janelas a parti do teto ao chão, e os pisos eram algum tipo de madeira, coberto com gotas de tintas de várias cores. Fascinada, eu ando para a linha de pinturas e estudo as linhas arrojadas e cores atacando o fundo branco. Era como se algo brilhasse debaixo, morrendo de vontade de sair, e eu reduzo meu olhar, tentando olhar mais profundo. Eu não era uma grande entendedora de arte nem nada, mas tinha assistido algumas aulas na faculdade onde fiquei sabendo sobre os princípios e famosos artistas. Este era diferente de qualquer estilo que eu tinha visto. Quem era o artista que James tinha recolhidos? "Eles são meus." Viro-me e quase derramo a minha bebida. Ele estava atrás de mim, me olhando com uma expressão curiosa. Suas palavras Demoram um pouco para serem processadas. "Você fez isso?" James assente. Eles eram em sua maioria retratos, esboçados em linhas arrojadas com uma variedade de fundos em cor chocante. A mistura de carvão com aquarela era novo para mim. Folheio um pouco mais, e começo a reconhecer um padrão emergente. Enquanto faço o meu caminho através dos seus trabalhos, reconheço o desenvolvimento de anos anteriores para mais tarde. Havia uma crescente confiança e melhor técnica. O último tirou meu fôlego. Um homem idoso sentado em um banco, segurando um jornal esfarrapado, com vista sobre a água, como se uma memória tinha quebrado sua concentração. Seu rosto tinha as linhas de

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alguém que amou e que perdeu muito. A simetria linda de velhos e jovens saltava fora de mim. Normalmente, retratos de pessoas que eu nem conhecia, mas que James tinha capturado um elemento que me fez querer conhecer. Como se eu já tinha os conhecido. "São incríveis." Eu digo, balançando a cabeça. "Eles me fazem lembrar de algo que deveria estar em uma galeria, não trancados aqui. Alguma vez você já tentou vendê-los?" Ele se aproxima e fica ao meu lado. "Não. Penso que eu não bom o suficiente. Eu nunca treinei." "Merda, James, pode imaginar o que você poderia fazer com alguma escolaridade formal?" Meus olhos se arregalam quando vejo outra pequena pilha de desenhos a carvão em uma variedade de poses. "Estes também?" Pergunto. "Sim. Isso é como comecei. Eu estava sempre desenhando, rabiscando. Eu costumava fazer quadrinhos para os meus amigos na escola. Passei muito tempo sozinho no meu quarto, desenhando para não ficar entediado." Estes esboços eram mais simples, como se o básico se aprofundasse por trás da superfície das pessoas. Ele tinha tomado algo definível em cada um deles, se era uma aparência suave em seus olhos, o aperto dos dedos, a inclinação do queixo. Cada um falava comigo em um nível diferente. Eu coloco minha bebida no chão e observo por um tempo. Quando estava finalmente pronta, olho para cima. "Você disse que não era um artista." Eu digo calmamente. Ele se empurra de volta. "Eu não sou. Gosto de desenhar e pintar. Eu nunca vendi nada. Nunca treinei." "Por que não?" Ele solta um suspiro. "Porque é um hobby. Porque é ridículo pensar que alguém pode fazer uma carreira com isso. Todo 149


mundo tem um tipo de coisa para seu tempo livre. Só porque eu sou rico, não estou a ponto de forçar alguém a mostrar as minhas coisas." Bingo. A verdade bate através de mim. Ele nasceu para fazer isso, mas tinha ficado preso em demasiadas vozes dizendo-lhe que não podia. Não que eu o culpava. Depois de um tempo, quando todo mundo diz que você vai falhar, você começa a acreditar. Raiva me percorre no total desperdício do seu talento e sua crença em todos, menos em si mesmo. "James, você é bom. Muito bom. Isto é o que você está destinado a fazer. Não me admira que você foi enxotado do banco do seu pai e da universidade de Ivy League. Você precisa seguir isso." "Como quer que seja. Vamos comer." Ele se vira, mas eu pulo na sua frente. Sua ignorância fingida era uma grande mentira, e eu não podia deixar pra lá. Não isso. "Não use essa besteira comigo." Eu digo. "Porque não pode admitir que isto é o que você quer? Você tem dinheiro para ir para a escola de arte que quiser. Você não tem desculpas." Sua mandíbula se aperta e os olhos azuis estão provocativos. "Exatamente! Você acha que eu quero que o mundo acredite que eu comprei o meu caminho em galerias ou escola por causa do meu dinheiro? Eu poderia fazer uma chamada e conseguir algo apenas com o nome da minha família. Eu não quero caridade de ninguém, porra. Eu não sou bom o suficiente." Eu praticamente cuspo com a frustração. "Alguma vez você mesmo tentou?" Sua expressão teimosa me diz que não. "Talvez você descubra se enviar o seu trabalho para eles e ver? Foda-se o nome da sua família. Só não use isso como desculpa — faça alguma coisa e satisfaça a si mesmo em seus

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termos. Você nunca deu uma chance, porque dessa forma você estará seguro. Mas você não está seguro, James, você é apenas sozinho. Dando festas e perdendo tempo à procura de algo que já está aqui. Você é um artista de merda! Basta tentar!" Ele fecha suas mãos em punhos e recua. Eu assisto a guerra de expressões conflitantes pelo domínio e, de repente, toda a energia me atinge como um soco. "Não é assim tão fácil." "Não é tão difícil." "Eu não sei se sou bom! Jesus, você não entende?" Eu entendo seu ponto, quase vejo crueza abaixo da superfície que ele me deu alguns vislumbres. Mas eu queria mais dele, caramba, eu queria tudo o que tinha, ou não tinha direito. "Não, explique isso para mim." "Não importa." Eu solto um grito estrangulado em pura frustração. "Grande merda! Isso não importa, em todos os assuntos, você está sendo um covarde por não admiti isso. Apenas me diga qual é o seu fodido problema!" Ele solta uma maldição. E parece lutar com temperamento que estava voltado mais para si mesmo do que comigo, mas rodava com uma emoção crua que me excitava. Este era o James — machucado por seus sentimentos e alma nua para mim como seu corpo. A combinação gritava potência sexual. "O que você quer de mim?" Ele grunhe. "Por que você está me pressionando?" Eu estava respirando com dificuldade, e chateada com a sua teimosia. "O que eu quero? Oh, isso é certo. Deixe-me certificar de não exigir muita emoção aqui. Vamos apenas nos manter fodendo o cérebro um do outro, ok? Melhor agora?" Eu sabia que estava zombando dele, mas ansiava por passar por suas 151


barreiras, e quando nossos corpos estavam conectados, todas as paredes desabavam. Seu controle oscila, faz uma pausa, e cai. "Você quer saber tudo? Todas as besteiras melosas? OK — toda a minha vida tive uma coisa que eu sonhava: entrar no mundo da arte, no meu próprio. Mas se eu não conseguisse, e falhasse, não háveria mais nada. Tirando essa carga não sobra muita coisa. E ter a porra dos meus pais e amigos rindo? Você entende agora? Você está feliz?" Sua voz levanta-se e cai em torno de mim, cheia de emoções nuas e algo que eu nunca havia vislumbrado antes. "Sim, eu estou feliz agora. Faça algo sobre isso." Ele olha para mim, e então fecha a distância e me puxa para os seus braços. Seus olhos azuis trancados nos meus. Meus mamilos endurecem e eu fico molhada. "Foda-se." Ele murmura. Fechando a boca sobre a minha, ele me beija, sua língua empurrando em minha boca e tomando o que ele queria. Eu dou-lhe de volta, me pressionando contra ele, cavando meus dedos em seus cabelos e segurando-o com firmeza. Ele me inclina para trás e me engole inteira, até que não havia mais nada a não ser o que ele me dava. Minhas coxas nuas raspam na fivela do seu cinto, e ele arranca a sua calça, empurrando a calcinha do meu biquíni para baixo, e levando-nos para o chão. Nossas bocas nunca se separam, e eu gemo enquanto fico mais úmida, balançando em cima dele para que eu pudesse ter seu pênis dentro de mim onde ele pertencia. Ele se separa e morde minha orelha. Estremeço. "Camisinha. Bolso. Coloque-o." Eu me atrapalho com a embalagem e rolo sobre ele. Ele agarra meus quadris e levanta-me sobre ele, minha buceta pingava, meus mamilos imploravam por seus dentes, lábios e língua.

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"Monte-me, babe. Monte-me com força." Eu grito o seu nome enquanto afundo, levando seu pênis em uma longa onda. Ele enterra profundamente dentro de mim, e eu ofego pela falta de controle, cavando minhas unhas em sua pele enquanto luto pelo controle. Meu cabelo se solta sobre seu peito e ele geme arqueando-se, então eu sou forçada a tomar mais. "Tudo de mim, Quinn. Isso é bom, tão bom." Movo-me em pequenos círculos, ajustando ao seu comprimento. Fogo corre por minhas veias e me aquece em todos os lugares. Frenética por mais, eu me movo mais rápido, trabalhando meus quadris, relaxando meus músculos, e levando-o completamente. Ele controla os meus movimentos por um tempo, mas quando me aproximo do clímax, eu arranco suas mãos de cima de mim e rodei-o com força, rápido e selvagem, não permitindo que ele tenha controle algum. Ele grita meu nome e eu me sinto chegando, o prazer me apertando tão apertado que acho que eu não poderia ter um momento mais, mas eu continuo chegando e então ele me segue, minhas coxas agarrando desesperadamente por equilíbrio enquanto cada músculo entra em colapso de êxtase. Eu caio sobre ele, respirando com dificuldade, e suas mãos se estabelecem na minha bunda. Demora um pouco antes que eu me acalme e sinta como se eu pudesse finalmente me mover. Eu consigo me sustentar em minhas mãos e sentarme. Ele ainda estava dentro de mim. "Eu te amo." Ele diz. Eu deveria ter ficado chocada. Eu deveria ter engasgado, me afastado, e tentar decifrar o que havia acontecido em quatro dias. Era impossível se apaixonar por alguém tão rápido, certo? Eu sabia disso. Sim, eu tinha o pressionado, mas essa confissão era muito mais do que eu esperava. Precisávamos conversar e racionalizar o que estávamos fazendo, e descobrir um plano. Mas nada mais importava. Apenas a verdade.

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"Eu também te amo." Abaixo a cabeça e beijo-o. Doce. Lento. Meu coração incha em meu peito, e eu nunca me senti mais certa sobre qualquer coisa em minha vida. Eu amava James Hunt. "Você está pronta para comer?" Ele disse as palavras, mas não estava pronto para uma longa conversa e análise das nossas opções. Nem eu. Queria segurar firme nas palavras mágicas, estar com ele, e não pensar no futuro. Então, eu saio de cima do seu corpo e estendo minha mão. James passa os dedos nos meus e me leva para o andar debaixo. As coisas nunca seriam as mesmas entre nós. E eu estava feliz por isso.

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Capítulo 17 James Quinta-feira Sim. Era oficial. Fui domado. Assisto Quinn conversa no telefone com sua amiga Cassie, falando sobre seus arranjos para o vôo no caso delas não se verem antes. Desde que confessei que a amo, não tinhamos deixado a casa. Passamos horas na cama, tentando meu recode de quantos orgasmos eu poderia lhe dá, e parando só para nos alimentarmos, sem termos que quebrar o nosso ritmo. Nós nadamos, cochilamos, e demos longas caminhadas ao redor da vila, mas nunca fomos em bares, praias ou até mesmo no barco. Eu não queria perder qualquer momento com ela. Comprei-lhe um Sex on the Beach e percebi que a nossa semana estava quase acabando. Ela viajaria sábado à tarde, e nenhum de nós queria tentar descobrir o que iríamos fazer. Ela ainda tinha um ano na faculdade. Eu ainda era uma bagunça, sem qualquer oportunidade de emprego futuro ou à vista. Será que eu realmente queria segui-la para Chicago como um cachorrinho quando eu não tinha nada a oferecer? Será que um relacionamento de longa distância funcionaria? Minha mente fervilhava de pensamentos e preocupações sem fim, me dando uma dor de cabeça. Eu não 155


queria arruinar um minuto das suas férias, mas precisávamos ter uma conversa séria. Era a terceira noite seguida que eu tive o mesmo sonho sobre ela. Ficamos parados na água, e Quinn estendeu a suas mãos em minha direção. Um pequeno sorriso descansava em seus lábios, e as faíscas de luz solar refletiam na água, me cegando. Eu queria segurar suas mãos, mas nunca fui capaz de levantar os braços, e então ela desapareceu. Chamei mais e mais, mas já era tarde demais. Ela tinha ido embora. Eu esperava que não fosse uma visão. Rich tinha me mandado algumas mensagens, dando-me uma bronca por cancelar as festas, e me implorou para encontrálos no bar esta noite. Eu nunca respondi. Eu ficaria feliz de ficar em casa com Quinn e tentar pensar como eu poderia fazer isso funcionar. A ideia de perdê-la me deixava enjoado, mas eu precisava saber se ela estava pronta para isso, mesmo se ficássemos separados por um tempo. Ela sai da cozinha, o telefone na mão e sorri para mim. Sua ocasional saia de algodão branca junto com uma regata listrada que dava-lhe um look casual praiano que eu amava. Especialmente quando eu arrancava as suas roupas e ela ficava sem nada. Ela era maravilhosa na cama, dando-me tudo o que queria. Eu não tinha ideia que o sexo poderia ser tão íntimo, cru e real. Era como se eu estivesse acordando depois de anos de sono ao longo da vida. "Cassie e Mac vão ao Captain’s Cove para uma bebida rápida hoje à noite. Que tal irmos lá?" Hmm, o mesmo bar que rich e Adam estavam indo hoje à noite. "Claro, se você quiser. Que horas?" "Vou verificar com elas mais tarde. Isso é para mim?" "Sim." Eu lhe entrego a bebida e ela suspira de prazer. Sua pele brilhava ao sol e espero que por todos os orgasmos que 156


eu tinha dado a ela. Quinn derretia no momento em que eu a tocava. Esse tipo de poder me revigorava, me fazia sentir como um Deus, e eu não conseguia manter as mãos longe dela. Acaricio seu braço enquanto tomo um gole da sua bebida. "O que você quer fazer hoje?" Ela vira a cabeça e segura meu rosto. Seus olhos escuros brilhavam com emoção. "Eu adoraria ir velejar uma última vez." Ela diz com um tom rouco em sua voz. "Ficamos no bar por uma hora. Em seguida, voltamos para casa. Para cá." Casa. A palavra soava tão doce de seus lábios, mas só consigo pensar nela entrando no avião. Dou um beijo em seus dedos e sorrio. "É isso aí. Termine a sua bebida e nós vamos." *** Nós navegamos por algumas horas, enquanto eu lhe ensino algumas noções básicas de navegação. Seu cabelo flutua em seu rosto e ela ri quando quase destrói a vela em uma tentativa de mostrar suas habilidades de iniciantes. Mando-a de volta para o banco para que ela não se machuque, e coloco algumas músicas. Sua interpretação horrível de Lady Gaga foi um pesadelo, mas era apenas mais uma coisa que eu adorava. Uma mulher que não podia levar uma melodia estava na minha lista. Ela nunca iria me despejar por uma busca pelo American Idol. Uma nova mancha vermelha em seus braços me faz gritar seu nome. "Você está queimando novamente. Eu tenho um pouco de loção extra no armário." Ela assente com a cabeça e remexe no grande compartimento. "Na parte traseira." Eu grito. Ela cai de cócoras, então eu percebo que a garrafa cai fora da prateleira e rola para trás. Estendendo-se, sua bunda se

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levanta no ar. E então eu vejo as linhas perfeitas de uma calcinha branca rendada contra sua saia. Oh. Porra. Eu endureço instantaneamente. Jesus, eu não tinha visto essa calcinha ainda. Não achava que ela era do tipo que usava algo assim. Quinn endireita-se com a loção em sua mão, sem nenhuma ideia do fato da minha luxúria tinha acabado de bater no topo das paradas. A regata alegre e listrada só faz eu me sentir ainda mais sujo sabendo o que havia por baixo da roupa inocente. Quinn estava usando um fio dental. Mate-me agora. Eu decido me divertir e ver se ela segue minha liderança. Até agora, ela gostava de alguns jogos sensuais entre nós, e eu estava morrendo de vontade de ver se eu poderia tentar mais. Marcho em sua direção enquanto ela se estabelece no banco e abre a parte superior do frasco. Ela olha por trás da sua franja e franze a testa. "O que há de errado?" Eu faço a minha voz soar baixa e exigente. "O que há debaixo da sua saia?" Sua boca se abre em um pequeno O e um blush rosa toca suas bochechas. "Roupa íntima." Ela diz. "Por quê?" "Você está usando um fio dental." Ela engasga. "Oh meu Deus, como é que você sabe? Você pode ver a minha calcinha através da saia?" Eu tento não rir quando ela levanta-se e vira-se, tentando ver se consegue detectar eventuais linhas através do tecido branco. Ela morde loucamente seu lábio inferior. "Eu odeio saia branca, mas esta parecia grossa o suficiente, e eu não vi nada no espelho, então achei que um fio dental seria a melhor coisa a usar e—" "Tire isso, Quinn."

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Ela congela. Eu mantenho meu rosto firme, o olhar treinado sobre o dela para ver se eu estava assustando-a ou se ela estava gostando. O alargamento rápido de interesse e desejo me diz que eu estava fodidamente no comando. Hmm, interessante. "Tirar o quê?" Ela pergunta. Sua voz soava como um fraco gatinho recém-nascido. "O fio dental. Levante sua saia e tire-o." Faço uma pausa. "Agora." Sua respiração sai rápida, e vejo seus mamilos apertarem contra seu sutiã frágil. Eu estava tão duro que tinha dificuldade em manter a minha sanidade mental, mas estava me acostumando a esse estado em torno de Quinn. Me pergunto se ela obedeceria ou se riria.Decido esperar. Eu cruzo os braços, um comando nos meus olhos, e puta merda, ela solta um suspiro trêmulo e começa a levantar sua saia. O chão balança sob os meus pés e não tinha nada a ver com o veleiro. Eu assisto o tecido branco engatar acima dos joelhos para que eu tivesse um vislumbre da renda branca, em seguida, ela engancha seus polegares na lateral e puxa-a para fora. Saindo com graça e segurando a calcinha em sua mão. "Aqui está." Eu pego-a. Levo para o meu nariz e cheiro. Seu aroma doce rasga através dos meus sentidos e minha sanidade. Suas pupilas dilatam, fazendo seus olhos ficarem um preto fervente. Foi quando eu me perdi. Agarro-a, devorando sua boca como a minha última refeição, e ela explode em meus braços em uma massa de calor suave.

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Mãos me agarram, unhas me arranham, eu empurro sua saia e mergulho os dedos em seu calor molhado, curvando-os do jeito que ela gostava e bato no seu ponto favorito. Ela resiste e geme, e eu levo-a para o chão, obrigando-a a ficar em suas mãos e joelhos. Quinn ofega, a bunda no ar, nua para o meu olhar agora que eu tirei sua roupa debaixo. Eu não iria durar. Eu tiro meu short rapidamente, salto livre, e me cubro rapidamente com um preservativo. Arrastando os dedos pela sua fenda gotejante, brinco com ela até deixá-la pronta, levanto-me e empurro entre suas coxas abertas. Minha. Calor úmido se fecha em torno de mim como um punho. Ela grita quando me movo, profundamente, e me inclino para puxar sua regata e brincar com seus seios. Esfregando seus mamilos duros, eu a fodo como um animal, e ela adora, resistindo e me encontrando com cada impulso, gritando meu nome até eu a sentir quebrar em volta do meu pau e apertarme com força. "Eu te amo, James! Eu te amo, te amo..." As palavras cantam em meus ouvidos e minhas bolas se apertam e eu gozo, meu corpo tremia com a força da minha libertação. Eu bombeio até sair as últimas gotas, viro-a e puxoa para meus braços. Ela ainda estava tremendo, e eu esfregava suas costas. "O que vamos fazer?" Ela pergunta, com os olhos cheios de lágrimas. Beijo-a lentamente e suavemente enquanto limpava uma lágrima de seu rosto com o meu polegar. "Eu amo você,

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babe. Nós vamos fazer isso funcionar. Acabei de encontrar você, e serei amaldiçoado se deixar você ir." Ela relaxa em meus braços como se tivéssemos resolvido a questão iminente nublando a nossa felicidade. "Ok." Ela sussurra. Nos aconchegamos por um tempo, até que endireitamos as nossas roupas e eu verifico a nossa direção. "Eu preciso de minha calcinha." Ela diz, estendendo a mão. Eu dou-lhe um sorriso de lobo. "Claro que não. Eu estou mantendo-a." "Você não pode fazer isso! As pessoas vão saber!" Eu rio. Ela cora como uma colegial. Perfeito. "Não. Eu vou mantê-la escondido e ninguém vai saber." Eu demonstro, empurrando o tecido rendado profundamente em meu bolso. "Quando estivermos no bar, você vai estar pensando em todas as coisas ruins que eu poderia estar fazendo com você." Ela morde o lábio. "Oh meu Deus, eu não posso." "Você não tem uma escolha, baby. Agora vamos nos arrumar e ir para o Captain Crow’s. Quanto mais cedo chegarmos lá, mais cedo eu posso levá-la de volta para casa, onde você pertence." Eu amo as emoções contraditórias que aparecem em suas feições. Ela estava completamente excitada, mas o suficiente para uma boa menina ficar chocada com tal comportamento. Finalmente, ela parece aceitar que não tinha escolha, mas seu olhar se desvia para o meu bolso, como se estivesse nervosa. Perfeito. Ela estaria pensando em mim a noite toda, até mesmo no bar, e isso é exatamente o que eu queria. Meu lado possessivo era longo e profundo quando se tratava de Quinn. A ideia dela flertando com alguém além de mim me faz querer arrancar o rosto do cara. Não muito civilizado. Eu nunca tinha experimentado tal intensidade com uma mulher. Ela parecia trazer para fora um monte de 161


emoções cruas que nunca soube que eu tinha, e ainda estava tentando manobrar essas novas merdas que eu estava sentindo. Quando começo a arrumar o barco e me preparar para ir para o Captain Crow’s, eu gostaria de saber sobre o futuro. Se eu tivesse, eu teria mantido-a na vela e evitado o bar maldito a todo custo. Em vez disso, eu peguei sua mão, levei-a para fora do barco, e nos levei em direção do Duval Street. Maior erro da minha vida.

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Capítulo 18 James O bar estava lotado. Cheio de corpos agrupadas, Jimmy Buffett tocava a partir dos alto-falantes e grupos enchiam as grandes mesas com jarros de álcool que cobriam cada polegada da madeira. Gritos altos chegam aos meus ouvidos, e meu grupo começa a cantar o meu nome na parte de trás. Engraçado, sempre pareceu lisonjeiro antes, mas agora percebo o quão raso essa merda realmente era. "Você já viu suas amigas?" Eu grito por cima do barulho. Ela balança a cabeça. "Ainda não." "Nós vamos nos manter atentos. Por agora, deixe-me apresentá-la." Ela aperta a minha mão e eu devolvo a pressão. Podemos pedir uma bebida, Quinn poderia encontrar com suas amigas, e teríamos nossas bundas fora daqui e voltaríamos para a cama. Onde pertencíamos. Caminhamos em direção a parte de trás do bar, e eu rapidamente apresento-a a Rich e Adam. Eles dão-lhe um rápido olhar, como se não conseguissem entender por que eu estava tão a fim dela, mas finalmente sorriem e puxam papo. A garçonete estava ao meu lado em poucos segundos e Rich solicita um caneco de tequila, batendo no meu ombro. "Você paga esta rodada, certo, cara?" Seja como for. Eu dou de ombros. "Claro."

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"Você é o melhor. Ei, espero que você teve um tempo melhor nesta semana do que tivemos. As coisas ficaram muito fodidas desde que você cancelou os nossos planos." Adam entra na conversa. "Cara, quero dizer, eu respeito a sua decisão de cancelar, é a sua casa, mas nós nos metemos em um monte de merda. Eu tinha um monte de caras que vieram para cá apenas pela festa. Eu pareci um idiota." Dou de ombros. Eu estava tão feito com esta merda. "Desculpe. Mas eu disse a você, eu estou feito. Esses caras poderiam ter ficado com você." Quinn interrompe. "Desculpe, gente, a culpa foi minha. Eu queria passear, então o arrastei o dia todo." Meu coração dá um salto na sua tentativa de me defender. "Passear, hein?" Rich arrasta. "É assim que estão chamando isso?" "Cale-se, Rich." Eu aviso. "Desculpe." Ele balança a cabeça. "Eu estou meio bêbado." Quinn força um sorriso. "Não tem problema. Ei, eu vi Cassie ali. Vou dizer olá, volto já." Ela dá um beijo em meus lábios. "Eu vou te comprar um Sex on the Beach." Eu digo. "Perfeito. Obrigado." Observo-a ir e quando me viro para trás, era como se a merda batesse no ventilador. De repente, sou confrontado por um bando de bêbados, eles ficam no meu rosto e começam falar um monte de porcaria. "Cara, por favor me diga que esta coisa entre vocês foi longe. Você a pegou? Amanhã é o prazo final, sabe. É por isso

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que você cancelou a festa? Então você poderia ter mais chances?" Cerro os punhos quando a raiva me bate. Os comentários lascivos de Adam estavam me irritando, e era hora de colocar um fim nos insultos contra Quinn. "A aposta está encerrada. Pegue a minha moto. Eu não poderia me importar menos. Estou envolvido com ela agora." Rich franze a testa. "Então você a fodeu." "Não." A ideia deles manchando nossa relação me deixa louco. Melhor acabar com isso. "Nós nunca dormimos juntos. Mas eu estou a fim dela e quero algo mais permanente." Parecia que eu tinha anunciado que era gay. "Você está brincando, certo?" "Foda-se. Eu estou feito com vocês." Faço um movimento para sair, mas eles pulam em meu caminho. "Ok, ok! Tudo bem, vamos recuar. Nós apenas nunca ouvimos isso de você antes, cara. Não tinha ideia de que você queria mais do que uma noite aqui e ali. Você vai segui-la de volta para casa? Tentar ser seu namorado? Conseguir um emprego e toda essa merda?" As palavras batem na barreira da minha realidade e me deixa nervoso. O que eu ia fazer? Saltar em um avião e segui-la no seu último ano na faculdade? Conseguir um trabalho em Chicago? Conhecer o seu pai? Tudo me bate de uma vez em uma explosão de imagens que eu realmente não tinha pensado. Ou pelo menos, eu não queria. Ela tinha estudos e trabalhos. Um pai. Amigos próximos. Eu não tinha nada.

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Cerro os dentes e tento ser legal. "Nós vamos trabalhar com isso." "Claro, homem, com certeza." Adam e Rich olham para mim, suas expressões dizendo que eu estava me enganando. Eles me conheciam bem. Sabiam que meu plano de fundo como o playboy extraordinário. Não me admira que eles estavam céticos. "Eu vou pegar uma bebida para Quinn." Enfio a mão no bolso para pegar minha carteira e um cara atrás de mim — Jack eu acho?—pula em mim, rindo histericamente e se agarrando em mim para se firmar. "James! Desculpe, desculpe, você nos compra mais uma rodada? Você é o cara! Aqui, deixe-me ajudar." "Eu pego." Eu tento afastá-lo, mas ele agarra a minha carteira e uma peça frágil de renda branca sai com o couro preto. Eu tento empurrá-la rapidamente de volta no meu bolso, mas Adam avista-a e com um assobio baixo, puxa-a fora das minhas mãos. "O que é isso?" Ele levanta o fio dental e solta um riso. "Puta merda! Bom trabalho, Hunt! Por que negar quando você tem a prova na mão?" Em câmera lenta, eu observo o desenrolar dos acontecimentos e deslizo para fora do meu controle. "Ei, me dê isso agora." Ele joga para Rich, que aplaude e a estende. "Parabéns! Acho que você vai ter um encontro com o Whit Bennigan depois de tudo!" "Eu juro por Deus, se você não me der isso de volta, eu vou chutar o seu traseiro." Eu digo friamente. Raiva balança através do meu corpo. Como eu poderia ter escolhido amigos como estes? Eles não tinham nenhum caráter ou motivação para qualquer coisa melhor na vida. 166


"Calma, cara. Não é como se sua namorada está sendo fiel de qualquer maneira. Ela está dando completamente em cima do bartender." "O quê?" Sua resposta me distrai, então eu me viro e encontroa esticada por cima do balcão. Rindo. O barman sussurra algo em seu ouvido que a faz corar um pouco, e então ele desliza uma bebida para ela. Eles conversam de maneira íntima, cabeças próximas, e ela balança a cabeça. A sala desaparece. Tudo o que eu podia ver era a mulher que eu amava flertando com algum bartender tatuado. Que diabos estava acontecendo? Por que ela estaria dando em cima de um estranho depois do que nós compartilhamos? Foi uma piada para ela? Uma diversão de Spring Fling, enquanto ela sussurrava palavras de amor e iria rir no avião para suas amigas? Pobre menino rico, tão desesperado por afeto. Ele realmente acreditou que teria um relacionamento de longo prazo, e ela se sentiu mal o suficiente. Pelo menos ele foi uma boa foda. Ou dois. Todas as minhas fraquezas, inseguranças e medos se erguem como um dragão adormecido e rugem. Fogo e raiva, queimam a última das minhas ilusões. Eu era um maricas. Estúpido. Tão estúpido por acreditar nela. Eu me viro. Meus amigos ainda estavam conversando. "Você ganhou a aposta. Deus sabe que ela é um peixe frio, então você deve ter a esquentado um pouco para acertar sua próxima conquista. Não se preocupe, James. Temos isso. Você não quer se apegar a uma garota como essa." Minha voz sai fria. "Eu estou feito com todos vocês e seus jogos doentes. Fodam-se." "Por que está sendo tão maricas? Você conseguiu, ganhou a aposta justamente, e eu vou pagar." 167


"Dê-me a calcinha maldita agora." Ordeno. "Agora que você satisfez sua curiosidade, podemos seguir em frente? Podemos realizar outra festa no sábado à noite. Não é tarde demais." Adam fala. "Isso foi uma aposta?" Eu viro-me lentamente. Sua voz rouca me acaricia, como sua mão quente deslizando sobre meu pau e me fazendo vir. Aqueles lindos olhos castanhos brilhavam com dor, mas ficam frios e duros tão rápido que eu pensei que tinha imaginado tudo. Eu sabia que tinha fodido tudo. "Quinn, isso não é o que você pensa." E quando as palavras saem dos meus lábios, eu sabia que era tarde demais.

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Capítulo 19 Quinn Deixo os caras olhando para minhas costas e me pergunto quanto tempo teríamos de ficar. Eu não conseguia entender como tais idiotas eram amigos íntimos de James. Ele é muito melhor do que isso. Minhas coxas roçam uma contra a outra e a decadência de não ter uma calcinha brilha através de mim. Quem teria pensado que coisas como a remoção de uma roupa íntima seria tão malditamente erótico? Eu amava como James não permitia que a minha timidez me segurasse. Com ele, eu me tornei uma mulher que sempre quis ser: confiante, sexy, inteligente. Não prática, agradável que coloca todo mundo em primeiro lugar. Caminho pelo bar e bato no ombro de Cassie. Ela se vira e me dá um abraço e um beijo. "Eu não te vejo desde terçafeira. Você está bem?" "Muito bem. Só queria que você soubesse que eu estou com James e o seu grupo." Ela estreita seu olhar. "O cara da Ivy Leaguers, hein? Eles gostam de cerveja e tequila." Eu rio. "Sim. Você já viu Mac?" "Não, mas o cara quente dela está trabalhando no bar." Olho para o bar e vejo o cara quente — Austin— servindo bebidas e conversando com os clientes. "Vou verificar com ele, 169


talvez ele saiba onde ela está. Ela não está respondendo as mensagens." Cassie faz uma careta. "Você acha que ela está em apuros?" "Não, ela teria nos avisado. Acho que ela está tramando algo e se distraiu. Talvez ela deve estar escrevendo uma música ou algo assim. Ela sempre perde a noção do tempo quando está escrevendo." "Bem pensado. Você gosta dele?" Cassie empurra sua cabeça em direção a James. Eu sorrio. "Sim. Muito. Diga-me sobre você mais tarde." "Feito. Basta ter cuidado, ok? Lembre-se, não aceite drinques de alguém que você não conhece." Reviro os olhos. "Cass, eu fui a única a te avisar em primeiro lugar, lembra? Além disso, nós prometemos. Você está bem, certo?" Ela hesita por um momento, seus olhos cinzentos piscam com uma emoção que eu não podia nomear. "Nunca estive melhor. Vá falar com cara quente e volte para o seu." "Obrigado." Eu me movo até o meio do bar onde vejo uma brecha para fazer a minha jogada. Usando meus cotovelos, me aproximo e estendo a minha mão. Droga. O cara da Mac tinha muito boa aparência, especialmente por causa das tatuagens. O fato de que ele poderia cantar também era perfeito. Eu abro minha boca para me apresentar, mas ele deve ter me reconhecido. Seus olhos se iluminam e ele se inclina no balcão, ignorando os outros clientes. "Quinn, certo? Amigo da Mac?" "Sim! Austin, certo?"

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"É isso aí." "Olha, eu não tenho sido capaz de chegar a Mac. Ela está bem?" Algo brilha em seu rosto, mas ele balança a cabeça. "Sim. Ela está enfurnada em seu quarto um pouco." O significado do que estava bastante claro. Mac estava se divertindo em mais maneiras do que uma. Bom. "Entendi. Você pode apenas dizer-lhe para me ligar quando ela tiver uma chance? Eu não estou no hotel, estou hospedada em outro lugar esta noite, então não quero que ela se preocupe se for à minha porta." Suas sobrancelhas se juntam. "Com aquele cara?" Ele faz um gesto em direção a James e seus amigos. "Eu posso ter que cortá-los. Nunca servi tanta tequila na minha vida, e eles ficam um pouco fora de controle quando se reúnem." Constrangimento passa por mim. Eu odiava que Austin estivesse assumindo que James era um idiota. "Eu acho que é uma boa ideia. Mas não diga a eles que eu concordei." Ele se inclina para que pudesse sussurrar no meu ouvido. "Menina esperta. Obrigado pela atenção." Eu sorrio. Ele realmente era um sedutor. Se eu não estivesse tão certa sobre James, provavelmente teria desmaiado. "De nada." "Ouça, Quinn. Sobre Mac." Meu coração cai. "Ela está bem?" Ele parecia desconfortável, como se debatesse se devia ou não me dizer. "Houve alguns problemas. Os paparazzi descobriram sobre nós. Ela precisa de você."

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Eu amaldiçôo violentamente. Que diabos? Meus olhos se estreitam. "Foi você?" Ele olha de volta. "Foda-se não. Mas acredite no que você quiser. Eu não preciso desta merda." Ele se vira, mas eu agarro seu pulso e o detenho. "Sinto muito. E-Eu acredito em você. Ela está no hotel?" "Sim. Cercada pela imprensa. Nós estamos na TMZ. Merda." "Merda. Ok, eu estou indo para lá agora para ver como ela está." "Por que você acredita em mim?" Eu olho para o seu rosto e eu não sabia. Apenas um instinto. Talvez porque era a coisa mais fácil de acreditar. Não necessariamente podia ser verdade. "Não sei. Apenas acredito." "Obrigado. Espere aqui." Ele desaparece por alguns instantes, em seguida, volta com um Sex on the Beach. "Leve um para viajem. Mac disse que é a sua bebida favorita." "Obrigado." Ele abaixa a voz em um campo íntimo. "Obrigado por acreditar em mim." Sim. Totalmente sedutor. Eu balanço a cabeça e me dirijo de volta para James. Eu preciso encontrá-lo em casa mais tarde talvez, dependendo de como Mac estava. Coitada. Ela merecia levar uma vida normal e não lidar com essas besteiras sem fim. James estava de costas para mim e estava falando furiosamente com seu amigo. Uau. Ele estava muito chateado, e não parecia estar brincando. Eu tento entender a conversa,

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mas a música estava alta demais, então entendo uma parte enquanto me aproximo. "—ganhou a aposta justamente—" "— ela é um peixe frio, então você deve ter a esquentado um pouco para acertar sua próxima conquista—" "—Você não quer se apegar a uma garota como essa—" "Foda-se." Preocupada, ando mais rápido e no momento que chego à mesa vejo um flash branco que chama minha visão. Adam estava acenando sobre sua cabeça, sorrindo, e Rich e James estavam cara a cara, xingando e discutindo sobre algo. Por que essa coisa que Adam estava segurando parecia tão familiar? Delicado, rendado? Oh. Meu. Deus. Minha calcinha. O verdadeiro diálogo se junta ao meu redor em um mundo perto do da Alice no País das Maravilhas. O sangue foi drenado do meu corpo como uma casca de uma mordida de vampiro fatal. A sala balançava debaixo dos meus pés. E, ao mesmo tempo, a voz interior sussurra-me o que eu deveria saber. Deveria ter sabido. Deveria fodidamente saber. Tudo tinha sido bom demais para ser verdade. "Isso foi sobre uma aposta?" Pergunto. Todos os caras se viram. Adam abaixa minha calcinha e joga-a de volta para James, parecendo um pouco humilhado. Rich olha para James. E eu fico presa em seu olhar azul quente, perfurando e passando por minhas defesas e tocando meu núcleo.

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Mas desta vez, meu núcleo estava gelado. Entorpecida. Melhor assim, eu digo a mim mesma. A dor viria mais tarde, e seria uma cadela para passar. "Quinn. Não é o que você pensa." Inclino a cabeça como se estivesse tendo uma conversa filosófica. Estendo minha mão e puxo minha calcinha, estudando-a com falsa curiosidade. "Estamos revivendo Sixteen Candles*? Você precisava de uma prova?" Ele murmura alguma coisa baixinho e dá um passo adiante. Eu pulo para trás. Se ele me tocasse, eu ficaria enjoada. Eu precisava seguir esta cena, calma e civilizada, então ele nunca saberia o quanto me machucou. Ele nunca chegaria a saber. "Você não entendeu. Esqueça a aposta. O que estava acontecendo com o barman?" Intrigada, eu olho para ele. Meu Deus, do que se tratava? Ele fez uma aposta para me levar para cama e pensou que era bom desfilar comigo na frente de seus amigos. Ele estava tomando críticas dos seus colegas sobre mim flertando com o barman? As peças do quebra-cabeça se unem. Eu me sinto ainda mais enjoada. Com as mãos trêmulas, eu coloco a minha bebida de lado e tento reunir todas as últimas reservas de força para conseguir sair deste lugar. "Austin?" Ele zomba. "Tão rápido que já chegaram na base do primeiro nome. Acho que me enganei pela imagem de boa garota. Parece que você se esgueirava para um caso extra antes de ir para casa? Outra conquista para você rir com suas amigas quando voltasse para casa?" Ele nem sequer apercebeu o que via tão claramente. Ele tinha se apaixonado por mim, mas era muito covarde para admitir isso. Era muito mais fácil pensar que eu estava saindo com outros caras do que lidar com um relacionamento real. Ele não 174


tinha ideia do que era verdadeiro. E querido Deus, ele tinha feito uma aposta... Minha voz permanece calma. "Você adoraria isso não é? Faria você se sentir superior, e diminuir a culpa por fazer uma aposta para me levar para a cama. Quais foram os termos?" "Não importa." Ele rosna. Eu dirijo minha atenção para Rich e Adam. "Diga-me a verdade. Pelo amor de Deus, qual é o gabarito?" Rich estava bêbado o suficiente para me ouvir. "Levar você para a cama até o final da semana. Se ele perdesse, nós ficaríamos com a sua moto." Humilhação desliza como cobras em meu intestino. "E se ele ganhasse?" Rich pigarra. "Teria uma aula com Whit Bennigan. Ele é um artista famoso." Eu já tinha ouvido esse nome e sabia que ele tinha uma enorme reputação no mundo da arte. Forço um sorriso. "Bem, pelo menos você conseguiu algo respeitável. Eu desejo-lhe sorte com sua carreira artística. É melhor eu ir embora e deixar vocês todos comemorarem." James agarra meu braço. Seu toque queima, mas eu mostro os dentes, não sou capaz de lidar com contato. "Não. Eu nunca ia encontrar com ele." Eu tento controlar a minha agitação. "Oh, eu entendo. Você nunca realmente disse as palavras para seus amigos, 'sim, é uma aposta'. Você fez?" Silêncio. "Você quis dizer isso, James? Diga-me." "Eu... Porra. Eu disse isso, mas não quis dizer."

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Meu sangue gela. "Entendi. Obrigado pelo esclarecimento. Agora, deixe-me ir." Ele abaixa a mão e me olha, empurrando as mãos freneticamente pelos cabelos. "Por favor, Quinn, não é o que você pensa. A aposta. Eu nunca quis. Quem é Austin?" Ah não. Não ia ser tão fácil para ele. Eu sorrio. "Um amigo. Ele está cortando sua tequila, a propósito, assim você pode precisar encontrar um outro lugar para festejar." Adam acena com a mão no ar e começa a rir. "Deixe-a ir, James. Ela é, provavelmente, como sua famosa amiga, Mackenzie Forbes. Finge uma boa imagem, mas fode todos nos bastidores." O segundo choque de horror me soca de volta. "O que você está falando? Como você sabe sobre ela?" A traição era demais. A aposta era ruim o suficiente, mas quebrar a minha confiança foi além do perdão. Adam rir mais. "Você realmente acha que poderia esconder a queridinha da América? Ela é uma estrela da música country. Pelo menos eu consegui algum dinheiro com isso." Eu tremo de fúria. "O que você está falando?" Eu sussurro. "Oh meu Deus. Foi você? Você falou para os repórteres sobre ela?" "Apenas um. Com uma boa recompensa embora." James agarra-o pela gola da camisa e aperta-o com força. "Que porra é essa que você fez, Adam?" "Fique longe de mim, cara. Você está louco!" Ele tropeça para trás. "Eu vou colocar você na parte do dinheiro se quiser. Porra, você está tão fodidamente sensível ultimamente."

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James encontra meu olhar. Seus olhos pediam para eu entender. "Eu nunca disse a eles, Quinn." Afirma. "Eu juro por Deus." Era demais. Muitas mentiras para tomar. Precisava escapar antes que eu começasse a chorar. "Não importa mais. Estou saindo daqui." "Quinn." "Não me siga, James. Quero dizer isso." Viro-me e faço meu caminho passando pela multidão. Eu tropeço para fora do Duval Street, mas só consigo dar alguns passos antes que alguém agarre meu braço. Eu me afasto, tentando tirar James de cima de mim, mas o som da voz de Cassie me surpreende. "Querida, sou eu. O que aconteceu? Oh Deus, você está bem?" Um soluço escapa da minha garganta e, de repente, eu estava nos braços da minha amiga para um abraço reconfortante. "Ele fez uma aposta, Cass. Uma aposta para me levar para a cama, e eu não tinha ideia. Eu pensei que estava apaixonada por ele." Um monte de palavrões levantam-se para os meus ouvidos. Cassie me abraça apertado. "Eu vou matá-lo. Espere aqui, eu já volto." Um riso escapa e eu a seguro. "Não, ele não vale a pena. Oh Deus, eu estou uma bagunça. E há mais. Seu amigo estúpido falou sobre Mac para a imprensa. Os paparazzi estão atrás dela agora, Austin me avisou. Mac provavelmente acha que ele fez isso, mas foi James. Você sabia sobre isso?" Cassie se afasta e suspira. "Esta é uma bagunça. Não, eu não ouvi nada ainda. O que devemos fazer?"

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Fungo e tento colocar minha cabeça no lugar. Meu coração já estava em pedaços minúsculos, mas eu precisava me concentrar na minha amiga. "Escute, eu vou até o quarto dela. Austin disse que ela está escondida." Cassie parecia preocupada e olha de volta para o bar como se houvesse algo importante acontecendo. Ou alguém. "Quer que eu vá com você?" "Não, fique. Eu acho que Mac não precisa de tanta gente em cima se ela está tentando ficar quieta. E preciso de algum tempo para processar tudo." Ela parece rasgada, e troca de pé para pé. "Eu não sei. Odeio deixar vocês duas sozinhas quando tudo isso está acontecendo." Eu aperto suas mãos. "Cassie, volte para o bar. Pelo amor de Deus, uma de nós tem que ter uma boa aventura para esta semana. Vou verificar com Mac e nós vamos ficar bem. Mandenos mensagens mais tarde." "Tem certeza?" "Claro." Nós nos abraçamos brevemente. Eu a faço prometer que não vai matar James ou seus amigos, e volto para o hotel para descobrir o que diabos está acontecendo. Quando vejo os caminhões de notícias e as multidões entupindo o hotel, meu coração afunda. Tarde demais. Pobre Mac provavelmente estava presa lá dentro e não poderia sair. Eu tive que mostrar a minha chave para o lobby e, em seguida fazer o meu caminho pelo seu guarda-costas, que me deixou passar. Os olhos de Mac se arregalam quando ela me vê. Eu provavelmente parecia uma bagunça. "Você está bem?"

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Eu balanço a cabeça. "Sim. Eu acho. O que diabos está acontecendo, querida? Por que você não me falou sobre ser pega pelos paparazzi?" Ela me arrasta para o quarto. "Eu posso lidar com isso. Queria que vocês tivessem boas férias e não se preocupassem comigo." Eu respiro fundo e apenas deixo escapar a verdade. "Austin não vazou a notícia." "Eu sei. Quer dizer, eu pensei que ele fez no começo, mas então percebi que estava errada. Mas já era tarde demais." Mac pisca para conter as lágrimas. "Como você sabe sobre isso?" Eu levanto meu queixo. "Fui eu." Ela ri. "Muito engraçado." "Eu não estou brincando. Eu realmente não fiz, mas poderia muito bem ter feito parte." Eu desabo no sofá e cubro o rosto com as mãos. "Eu disse a James sobre você. Disse a ele que eu estava aqui com você. Eu confiei nele, e seu amigo... ele fez isso." Mac senta-se ao meu lado e esfrega minha costa. "James disse a ele?" "Não. O amigo de James. O idiota do Adam." Eu descubro meu rosto. "Ele deve ter estado espionando... ou talvez James disse a ele. Eu não sei." "Está tudo bem. Isso não é culpa sua." Eu balanço a cabeça. "Mas é. Eu disse a James. Se eu não tivesse dito, então você—"

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"Eu ainda seria eu, e as chances são? Outra pessoa teria percebido." Afirma. "Era apenas uma questão de tempo, realmente." "Mac..." Abraço-a apertado e beijo sua bochecha. "Obrigado por não estar chateada. Você é boa demais para mim." "Por favor. Eu não sou boa demais." Ela me solta. "Você não fez nada para se envergonhar. Tudo o que você fez foi confiar em um garoto..." "E veja onde isso me levou." "Todas nós fizemos uma confusão de coisas aqui, não é? O que aconteceu com o sexo despreocupado e divertido? Não era isso que eu, todas nós queríamos encontrar?" "Eu não sei." Dou de ombros e tento não pensar em James. O quão ruim eu ainda o queria. O quão estúpida eu me sentia por confiar nele. "Talvez os dois não andem de mãos dadas." Ela se levanta e abre uma garrafa de vinho. "Eu acho que nós precisávamos disso, e você vai me contar tudo enquanto bebemos juntas e falar sobre o quanto os garotos são idiotas. Combinado?" Deixo escapar uma gargalhada. "Acho que posso concordar com isso. Deixe-me mandar uma mensagem para Cassie e deixá-la saber que estamos bem. Eu falei com ela, disse-lhe sobre a imprensa, e a deixei sozinha. Alguém tem que salvar estas férias." "Boa ideia." Passamos a próxima hora bebendo vinho e confessando sobre nossas aventuras dos últimos dias. Eu chorei em seu ombro, ela retornou o favor, e quando eu finalmente rastejei de volta para o meu quarto, me senti um pouco melhor. Eu ainda estava dividida entre querer morrer e querer matá-lo, então

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decidi fazer a única coisa que me restava, onde eu não tinha que pensar. Me enrolo embaixo dos cobertores, ainda vestida, e adormeço. *Sixteen Candles (br: Gatinhas e Gatões / pt: Parabéns a você) é um filme de comédia de 1984, retratando o mundo adolescente, escrito e dirigido por John Hughes. Sinopse: Sam é apaixonada por um estudante mais velho e rico, Jake Ryan, mas ele namora Caroline, uma garota da mesma idade dele e bastante popular. Jack percebe o interesse de Sam e tenta saber mais dela através de "Ted" ou "Farmer Ted", um calouro que a conhece do ônibus escolar. Ted faz uma aposta com os amigos envolvendo Sam e conta isso para ela. Sam resolve ajudá-lo a ganhar a aposta quando ele lhe conta do interesse de Jack.

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Capítulo 20 James Ela fodidamente me deixou. Olho para a porta fechada. O lugar balançava como se eu fosse um bêbado, mas eu não me mexo. Rich me dá um tapa na costa e diz que era melhor assim. Adam pede desculpas pela coisa com Mac, então me oferece uma parte do dinheiro. Rich disse que iria agendar uma aula com Whit Bennigan. Eu estava em uma névoa por um tempo. Apenas fiquei lá, passando o incidente na minha cabeça, sabendo que eu estava fodido, mas não sabia como corrigir. Todo caminho eu penso nisso, sentido-me completamente inferior a ela, eu não era digno de ser o único que amava. Mas, deixá-la ir acreditar que não significava nada para mim? Eu não podia deixá-la ir assim. Minha atenção se desvia para Cassie, que olha para mim com tanto ódio que percebo que ela gostaria de rasgar meu pau fora para se divertir. Ela correu para fora depois de Quinn, mas agora estava de volta. Por quê? Porque Quinn riu da coisa toda e não precisava dela? Eu estava tão fodido. No momento em que ela descobriu sobre a aposta, eu deveria ter caído de joelhos e implorado-lhe para me deixar explicar. Especialmente sobre o fio dental. Mas não. Tudo o que eu consegui pensar era no barman idiota que provavelmente a merecia mais do que eu. Fiquei com tanta raiva que agi como um idiota, e agora posso ter perdido-

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a. Quinn não iria foder com a cabeça de um cara para se divertir. Em seguida, Adam tinha que ir e fazê-la acreditar que a traí. Jesus, foi como um show de TV que era muito pior do que The Walking fodido Dead. Eu precisava resolver minhas merdas e encontrá-la. Fazê-la entender que eu estava arrependido, que não queria machucá-la, que eu faria qualquer coisa para fazer as pazes com ela. Forçá-la a entender que eu nunca trairia a sua confiança e que não fui eu que disse sobre Mackenzie para Adam. Afasto-me, enquanto os rapazes gritam meu nome e me pedem para voltar. Quando a porta se fecha atrás de mim, eu sabia que era pra sempre. Eu estava farto disso. Não importa o que aconteceria entre Quinn e eu, não haveria mais festas, ou vilas em Key West, ou falsos amigos que nem sabiam quem eu era. Eu precisava começar de novo e encontrar uma vida real para mim. *** Eu sabia que ela estaria no hotel. Não demorou muito tempo para caminhar até lá, mas mesmo que eu tivesse o seu nome e o número do quarto, eles não me deixaram entrar no prédio sem um cartão de acesso. Os repórteres estavam fazendo de tudo para chegar até Mac, e foi uma tempestade de merda. Depois de uns bons 40 minutos, faço o que eu faço de melhor: tomo uma das portas de trás, coloco um maço de dinheiro nas mãos do guarda do hotel, e entro. A escada me leva ao seu andar, e eu agradeço a Deus que não tenho que tentar chegar a cobertura, o que seria uma missão fodidamente impossível. Bato na porta de Quinn. Acho que ela não iria responder, mas esperaria na frente da sua porta até que ela tivesse que sair.

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"Quinn." Bato com firmeza. "Sou eu. Por favor, abra. Eu preciso falar com você." O silêncio continua. "Quinn. Você merece saber toda a verdade antes de entrar naquele maldito avião. Eu vou responder a todas as suas perguntas. Por favor." Silêncio. "Vou ficar aqui a noite toda se eu tiver. Vou te seguir para o aeroporto, e não vou sair do seu lado até que você me dê alguns minutos. Por favor." A porta se abre. Entro no quarto e meu coração balança. Seus belos olhos estavam inchados e vermelhos de tanto chorar. Mechas de cabelo preso ao seu rosto, e suas roupas estavam amassadas, como se ela tivesse acabado de sair da cama. A queimadura aperta meu peito até que me sinto à beira das lágrimas. "Eu sinto muito, babe." Eu sussurro. "Eu fodi tudo. Nunca quis te machucar." "Eu sei." Ela estremece e caminha até uma mesa ao lado para pegar uma garrafa de água. Ela toma alguns goles e, finalmente, encontra meu olhar. "Conte-me sobre a aposta." Eu estava diante dela, envergonhado, e digo-lhe toda a verdade. "Eu estava nocauteado quando te vi pela primeira vez. Sexualmente atraído e intrigado. Os caras estavam agindo estupidamente, dizendo que seria impossível levar você para cama, e me ofereceram uma aposta. De levá-la para a cama até sexta-feira e ter uma prova. Eu concordei, mas você tem que acreditar em mim, Quinn, eu não me importava mais com a aposta. O momento em que falei com você, a aposta saiu da minha cabeça. Era sempre sobre você e querer ficar perto de 184


você. No meio da semana, os caras me ligaram e me perguntaram, e eu disse a eles que a aposta estava encerrada." "Você disse-lhes que dormimos juntos?" Ela pergunta. Suas mãos em volta do seu estômago como se estivesse tentando se sustentar. Tudo o que eu queria fazer era puxá-la para os meus braços e confortá-la, mas não me mexo. Ela provavelmente me daria um gancho de direita se eu tentasse tocá-la agora, e eu merecia. "Não. Eu disse a eles que nós nunca dormimos juntos, porque eu não poderia lidar com isso. Tentando falar sobre sexo quando era mais. Muito mais." Ela pensa em minhas palavras, olhando para mim. Esperança salta. Ela acredita em mim. Eu poderia ver em seus olhos, ela estava desapontada, mas a ponto de aceitar a minha confissão como verdade. "E a minha roupa interior?" Eu estremeço. Que pesadelo. "Não tinha nada a ver com isso. Eu estava pegando minha carteira, e um dos rapazes pulou em cima de mim, e seu fio dental saiu do meu bolso. Erro estúpido. Antes que eu percebesse, Adam pegou e começou a acená-la ao redor." "E os paparazzi? você disse ao Adam?" "Não. Eu nunca iria contar seus segredos. Eu nunca sequer mencionei Mac para Adam. Ele deve ter visto ela ao redor da ilha e fez o próprio movimento. Você acredita em mim?" Ela fala muito baixinho. "Sim." Espero que bata através de mim. "Eu vou fazer o que você quiser, Quinn. Eu só quero que você me perdoe." Prendo a respiração. Por fim, um sorriso triste atravessa seu rosto. "Eu faço, James. Eu te perdôo."

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Eu ansiava para fechar a distância entre nós, mas outra coisa estava errada. Ela não parecia feliz, e, de repente, lágrimas enchem seus olhos. "Babe, por favor, não chore. O que posso fazer?" Movo-me até ela, mas ela salta para trás novamente, e balança a cabeça duramente. "Não, não se aproxime de mim. Eu tenho que tirar isso. A aposta foi estúpida e imatura, mas acredito que não significou nada para você. Mas é muito mais do que isso. E sobre Austin?" Eu empurro de volta. "O que tem ele? Eu admito, exagerei. Fiquei com ciúmes. Você vai me dizer quem ele é?" "Ele é o cara da Mac. Só o vi algumas vezes, mas estava tentando obter informações dele, então eu deixei-lhe uma mensagem para levar para ela. Ele me alertou sobre os jornalistas, é por isso que nós estávamos conversando." Eu relaxo. Graças a Deus. Eu estava certo; ela nunca me trairia. "Mas você não acreditou em mim, não é? Você deixou seus amigos me humilharem sem dizer uma palavra. Você ficou frio e me acusou de traí-lo." Vergonha flui através de mim. Porra. Que confusão. "Eu não sei o que aconteceu. Eu me assustei, mas me acalmei eventualmente. Eu só precisava de tempo para pensar até o fim." "É mais do que isso, James." Sua voz quebra. "Você não entende? Você não acredita em nós. Como você pode, quando não pode nem mesmo acreditar em você?" "Isso é ridículo, é claro que eu acredito em nós." "Não. Você está perdido. Você nega que é um artista, se cerca de pessoas que não sabem quem você realmente é, e passa a vida pensando que é o suficiente. Você sempre se preocupa se eu estou prestes a ir para a próxima grande coisa. Você não

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confia em mim. Talvez porque nós não temos tempo suficiente." "Não diga isso. Eu confio em você mais profundamente do que jamais imaginei que podia, e é mais do que o seu corpo." Frustração rola nas minhas entranhas. Andei até seu quarto de hotel, precisando de algo para fazer. "Eu confio em você. Você está colocando ideias e palavras na minha boca. Eu quero tentar isto — experimentar uma relação de compromisso real com você." "Você não está pronto." Ela ergue o queixo, e as lágrimas desaparecem. Tudo o que eu via era uma imagem distante, a mulher que eu amava desapareceu; a mulher que gritava em meus braços enquanto eu a fodia; a mulher que olhava para mim com o coração em seus olhos. "Você precisa tomar algumas decisões com a sua vida e descobrir o que você quer. Você não pode fazer isso comigo ao seu lado." O conhecimento de que ela estava escapando de mim diante dos meus olhos me deixa louco. Com três passos largos, eu agarro seus ombros e inclino-me. O calor ainda estava fervendo lá, a energia sexual um alargamento imediato, e seus olhos escurecem em resposta ao meu toque. "Eu não sou bom o suficiente para você?" Eu digo. "É disso que se trata? Você não me quer pendurado em torno de você em Chicago, atrapalhando as suas chances de encontrar alguém que seja digno?" Seu rosto suaviza, e eu sabia que tinha perdido. "Não." Ela sussurra. "Mas você não acredita que é bom o suficiente para mim. Não posso lutar contra isso. Isso não vai funcionar, James." "Talvez. Nós vamos fazer isso fodidamente funcionar." Eu pressiono minha boca sobre a dela. Minha língua se empurra entre seus lábios exuberantes, e eu bebo seu

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profundo e duro gosto, dobrando-a para que eu pudesse devastar e despencar cada polegada da sua boca. Ela geme sob o ato, e responde tão docemente e completamente. Eu suavizo o beijo e deixo as sensações balançarem através de mim. Paro de tentar controlar o beijo, e apenas me deixo sentir. E dói. Ela tem um gosto frutado da bebida, e sua pele se aquece embaixo de mim. Sinto o cheiro da sua excitação, e sei que poderia facilmente escorregar meus dedos debaixo da sua saia e trazê-la ao orgasmo com alguns toques. Em seguida, ela esqueceria. Eu poderia fazê-la esquecer. "Você precisa ir." Ela consegue dizer entre o beijo. "Solte-me e saia." Eu solto-a e cambaleio para trás, respirando com dificuldade. "Não faça isso." Digo ofegante. "Por favor." Ela cruza os braços na frente do peito e tenta esconder sua agitação. "Eu tenho. Estou indo para casa no sábado. Descubra o que você quer. Quem é você. Eu não posso fazer isso por você." Meu coração se torce. "Você está me deixando?" Ela morde o lábio inferior. "Eu tenho." Quase caio de joelhos para implorar-lhe para ficar. Eu faria qualquer coisa. Mas então percebo que era tarde demais. Em alguma parte distante do meu cérebro, eu também percebi que ela estava certa. Eu não tinha nada para oferecer. Não sabia o que eu estava fazendo. Eu precisava deixá-la ir. "Eu amo você, Quinn."

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Com minhas palavras ecoando no ar, eu saio do seu quarto de hotel.

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Capítulo 21 Quinn Sexta-feira Eu tinha perdido ele. Fiquei no meu quarto de hotel a maior parte do dia sozinha. Cassie e Mac, ambas pararam para cuidar de mim um pouco, mas eu as enxotei, querendo ficar sozinha. Vou para a varanda, passo meus braços em volta dos meus joelhos, e olho para a piscina por horas. Chamo o serviço de quarto, embalando, e me apronto para a viagem. Meu celular continua em silêncio. Nenhuma mensagem de James. Sem mais batidas na minha porta. Ele se foi, assim como eu tinha pedido. Foi melhor assim, mas o meu coração e alma não davam à mínima. Eu me sentia quebrada. Como cinco dias poderiam mudar completamente a minha vida? Como eu poderia passar por cima disso? Dia se transforma em noite. Noite se transforma em manhã.

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Eu estava pronta para entrar no avião e ir para casa.

James Eu tinha perdido. Olho para as garrafas vazias de licor que revestem o bar. Eu já estava bêbado, mas precisava desesperadamente de mais para que eu pudesse dormir. Seu rosto me assombrava. O som da sua voz sussurrando meu nome queimava meus ouvidos. O aroma da sua doce buceta quente torturava minha sanidade. Eu pensei em tentar mais uma vez, mas já sabia que estava acabado. Ela precisava de um homem por inteiro, e eu já tinha provado que era um fantasma. Como eu iria descobrir isso? Será que eu finalmente teria coragem suficiente para resolver minhas coisas? Eu não sabia. Só percebi que estava quebrado sem ela. Dia se transforma em noite. Eu bebo. Finalmente desmaio. Minha última imagem foi de Quinn em pé à beira do lago, uma expressão triste no rosto quando chego freneticamente até ela. Mas já era tarde demais. Ela vira-se e desaparece na luz brilhante do sol enquanto eu assisto-a ir.

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Epílogo Quinn Seis semanas mais tarde "Ok, classe dispensada. Vejo vocês na segunda-feira." Solto um suspiro de alívio, fecho os livros, e começo a arrumar as coisas para o fim de semana. Claro, eu tinha dois turnos extras na casa de idosos, e uma sessão intensa na clínica de reabilitação, mas eu não me importo. Eu não estava dormindo direito, e Mac e Cassie estavam me dando uma bronca para diminuir a minha carga de trabalho, mas eu ignorei. Isso me mantinha ocupada. Me impedia de lembrar. Olho pela janela e estudo as terras do terreno. A temperatura caiu esta semana. Eu sinto falta de Key West. Às vezes, parecia um sonho mágico. O sol e a areia. A decadência dos numerosos Sex and the Beach. E James. O interminável êxtase, a doçura de ser abraçada por ele, estremecer ao orgasmo depois de orgasmo. Balançando a cabeça com firmeza, eu jogo os livros na minha mochila e saiu da sala. Sinto falta dele todos os dias. Na primeira semana, toda vez que meu celular tocava ou apitava, eu pulava, meu coração batendo loucamente enquanto checava a tela e orava para que fosse ele. Nunca foi. Depois que um mês inteiro se passou, eu sabia que ele tinha seguido em frente. Sem mim.

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Aperto o meu casaco por causa do frio do vento e marcho em frente à praça principal do campus. O que eu tinha esperado? Eu disse-lhe claramente para resolver as suas merdas e que não iria funcionar. A maioria dos caras não conseguiam lidar com essa verdade, e ele provavelmente pensou que era a maior rejeição da sua vida. E foi. Mas eu ainda o amava. Talvez eu sempre o amaria. Imagino-me daqui a dez anos, lendo um jornal e encontrando um artigo apresentando o novo artista quente, James Hunt. Ele estaria casado e feliz, haveria me esquecido, e eu estaria sozinha com uma grande quantidade de gatos. Ah, o inferno. Supere isso, Quinn. Foi um breve relacionamento e ele seguiu em frente. Talvez ele tenha me amado por aqueles poucos dias, mas não era esse clichê famoso por uma razão? Longe dos olhos, longe do coração, eu digo a mim mesma. Ele está tão cima de você. "Eu prefiro pensar que ausência faz o coração amar mais." Uma voz fala lentamente. "Ainda falando com si mesma, hein?" Eu me viro. Minha mochila cai aos meus pés. Engulo em seco. James estava diante de mim. Ele estava lindo. Usando uma gasta calça jeans apertada, com uma jaqueta de couro, seus cachos escuros sopravam ao vento e caiam sobre sua sobrancelha arqueada. Aqueles lábios cheios se curvavam para cima, no canto, fazendo-lhe parecer um bad boy que faziam os meus seios formigarem e meu núcleo molhar em segundos. Oh Deus. Se ele chegasse mais perto e me tocasse, eu morreria. Mesmo à poucos passos de distância, eu sinto o cheiro dele, o picante e maravilhoso cheiro almiscarado que acordavam todos os meus sentidos.

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"O-O que você está fazendo aqui?" Eu não podia parar de olhar e comê-lo com o meu olhar. Ele parecia ter o mesmo problema. Aqueles penetrantes olhos azuis me encavam, sondando e testando minhas barreiras. Seu meio-sorriso desaparece. "Eu me mudei para cá." Eu quase balanço em meus pés, tonta com a necessidade e esperança. Minhas mãos umedecem. "Por quê?" Eu sussurro. Ele dá de ombros. "Porque eu te amo. Porque você estava certa. Eu não sabia quem eu era. Ainda estou trabalhando nisso, mas tenho um plano. Vendi a casa em Key West e comprei um pequeno estúdio em vez disso. Não há mais festas, é só eu e meu barco e um bom pôr do sol." Meu lábio inferior treme. "Parece perfeito." Ele sorri. "Sim, é. Passei algum tempo sozinho, e decidi o que eu quero da minha vida. E tenho em mente principalmente duas coisas." O medo me bate tão duro como a esperança. A pergunta pairava sobre meus lábios, mas eu estava tão ferrada, apenas continuo olhando para ele, esperando que ele não desaparecesse. Por favor, diga-me, a minha voz interior implora. Por favor, me diga o que você descobriu, então eu não tenho que deixar você ir de novo. Finalmente, eu cuspo as palavras antes de pular nele. "Quais são elas?" "Arte. Eu me matriculei em uma escola de arte e no meu portfólio, não o nome da minha família. Consegui um emprego em um estúdio ajudando crianças a aprenderem expressões através do desenho e da pintura. Eu aluguei um espaço de trabalho na cidade, o meu próprio apartamento, e agora estou me fixando aqui." Caramba, ele não estava brincando sobre descobrir o que queria. Ele tinha resolvido tudo, e não me mencionou nem 194


uma vez. Minha respiração sai em suspiros afiados, e eu luto contra a necessidade de me ajoelhar e sugar o ar a partir de um saco de papel. Tão clichê. O amor da minha vida voltou e eu estava à beira de um ataque de pânico. "Parece que você já tem tudo resolvido. O que mais você poderia possivelmente precisar?" Eu consigo perguntar. Seu sorriso volta, doce e cheio de emoção e vulnerabilidade. "Você, Quinn. Eu preciso de você na minha vida, em qualquer capacidade que você esteja confortável. Como a minha amante, minha namorada, minha amiga. Vou aceitar qualquer coisa. Quero tempo para provar a você quem eu sou, e como é estar junto quando você estiver com o meu verdadeiro eu. Só tem você em mim." Eu balançava sobre os meus pés. O homem que eu tinha me apaixonado já era extraordinário, cheio de paixão, ideais e ternura. Mas o homem diante de mim hoje era ainda mais forte em sua confiança e crença em si mesmo. E nós. Ele era tudo o que eu sempre quis. "Sim." Ele olha para mim. "O quê? Apenas... sim? Eu não quero te assustar, me mudar para cá e explodir em sua vida e—" Corro para os seus braços e o ataco. Ele cai de costas no chão, e eu o beijo, rastejando-me em cima dele enquanto ele ri e me beija de volta e me segurou firmemente. "Sim." Eu digo de novo. "Sim, sim, sim." Seus braços se apertam em torno de mim. Não queria que ele fosse embora. "Ah, Cristo, eu te amo. Porra eu te amo, Quinn, e quase sai da minha mente depois que você saiu. Mas valeu a pena. Desta vez, eu não vou deixar você ir. Nunca."

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"Bom. Eu também te amo, James Hunt." Nós rodamos em torno das terras do campus, nos beijando, rindo e abraçando o futuro. Ele pode estar diferente, e tínhamos um longo caminho a percorrer, mas havia esperança, e, finalmente, estávamos juntos.

Fim

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Jen mclaughlin 02 Além de mim ( Jennifer probst)