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Trilogia Happenstance Jamie McGuire


Sinopse

Cuidado com o que você deseja. Você pode conseguir tudo. Agora que Erin descobriu a verdade sobre as meninas que a torturavam, e sobre o menino que ela ama, ela encontra seu tempo antes da formatura se esgotando a um ritmo alarmante e ao mesmo tempo emocionante. O que costumava ser férias de verão agora era uma contagem regressiva para seus últimos dias em Blackwell. Seus pais, Sam e Julianne lutam com o medo de que agora que eles encontraram Erin, eles têm que deixa-la ir, e a tensão está maior do que quando Erin descobriu quem ela realmente era. Finalmente com a garota que ele amou desde a infância, Weston torna--se mais desesperado com o passar dos dias do verão. Ele e Erin vão para faculdades diferentes. Seu maior medo é que isso signifique que eles vão seguir caminhos diferentes. Atormentado em fazer o melhor do tempo que lhe resta com Erin, e encontrar uma maneira de fazer isso durar, Weston se encontra em um humor diferente a cada hora. Ele está começando a perceber que a esperança é como areia movediça. Quanto mais Weston luta, mais rápido Erin afunda.


UM IR PARA CASA, APAGAR AS LUZES E SE MATAR. Minhas pálpebras estalaram bem abertas e meus olhos dançaram ao redor do quarto escuro. Preocupação, medo e pânico retornando quando as paredes brancas nuas do quarto do hospital entraram em foco. Os números macios verdes no visor da bomba IV lançavam um brilho estranho quando recordei os acontecimentos do dia anterior. Os paramédicos carregando Weston, afastando-o em uma maca do banco dos reservas foi o momento mais assustador da minha vida. As partes mais assustadoras voltaram várias vezes na minha mente. O inalador caindo da sua mão mole, sirenes da ambulância correndo para o hospital — estavam todos juntos lotando minha cabeça. Fechei os olhos, colocando a horrível recordação e os sentimentos de lado. Respirações rítmicas de Weston e os apitos dos bips nos monitores levaram a tensão embora. Ele estava vivo. Tudo ia ficar bem. Meu corpo encostado ao seu, eu estava consciente de cada centímetro da minha pele tocando na dele, que sua camisola hospitalar não cobria. Ele estava tão quentinho debaixo do cobertor de linho grosso, que a enfermeira tinha nos dado. Eu deitada, embrulhada nos braços de um rapaz que me amava, meu quadril já reclamando de estar na mesma posição por muito tempo. Toques de um nascer do sol já estavam escorregando entre as cortinas e espantaram as trevas. Weston se mexeu, e silenciosamente desejei que a noite tivesse demorado um pouco mais.


Veronica Gates estava lendo uma revista na cadeira malva estofada do outro lado do quarto. Juntamente com seus óculos preto de leitura com armação retangular, ela estava usando a lanterna em seu telefone celular para ver. Levantei minha cabeça, o que a levou a olhar para cima. "Bom dia", ela sussurrou, quase inaudível. Não querendo arriscar acordar Weston, a única coisa que eu poderia oferecer era um pequeno sorriso. Quando minha cabeça relaxou suavemente contra o peito de Weston, seus braços me apertaram, e ele respirou profundamente. Verônica conseguiu soltar uma risada silenciosa, e então ela se mudou para a cadeira de madeira sentando mais perto para a cama. "Ele costumava segurar seu ursinho assim. Se eu tentasse puxá-lo para fora de seus braços depois que ele adormecia, ele cerrava os punhos." Ela cruzou as pernas e entrelaçou os dedos, olhando seu filho com amor incondicional. "Ele veio para casa do primeiro ano e com naturalidade tocou no assunto, ele disse a Peter e a mim, 'Eu vou me casar,’ disse ela, imitando a voz de Weston. Ela soltou uma risada novamente, perdida na memória. "Peter perguntou-lhe: 'Quando?' Weston disse, 'Daqui a um tempo', e então eu lhe perguntei, 'Com quem?' Ele disse, 'Erin'." Ela olhava para a minha reação. "No momento, eu pensei que ele quis dizer Alder, mas então ele me fez prometer nunca te contar essa história, e percebi que tinha me enganado." Minha respiração falhou.


"Isso foi há muito tempo. Eu não acho que ele se importaria agora." Ela olhou para baixo para Weston e depois de volta para mim. "Estou feliz que ele quis dizer que era você, Erin. Eu não acho que eu te disse isso." "Tenho sorte que ele não desiste facilmente," eu sussurrei. Weston agitou-se novamente, e Veronica inclinou-se para mais perto para olhar melhor seu filho. Ele gemeu. "Erin"? Veronica levantou uma sobrancelha e depois atirou um olhar em minha direção. "Estou aqui", disse. Com os olhos ainda fechados, inclinou-se para baixo um centímetro ou dois para passar os lábios no meu cabelo. O sol iluminou o quarto suficiente para ver o que as sombras tinham escondido apenas dez minutos antes. Weston suspirou. "Ótimo. Não vá embora." "Não irei", eu disse. "Nesse caso, é melhor eu ir buscar para você um café da manhã," disse Veronica, em pé. "Bom dia!" a enfermeira disse, com a voz muito mais alta depois de Veronica ter sido tão cuidadosa sussurrando com a dela. "Eu sou Amélia. Como se sente?" Seu uniforme rosa brilhante combinando com seu humor. Veronica assistiu-a do canto da sala enquanto pegava sua bolsa e as chaves de uma cadeira.


Amélia tinha um montinho de tranças longas e brilhantes torcidas em um belo coque redondo no topo da sua cabeça, acrescentando pelo menos dez centímetros à sua altura e forma redonda. Weston piscou os olhos sonolentos. "Uau, eu apaguei." "São os remédios," ela disse. "Vou verificar os sinais vitais e depois esperar Dr. Shuart chamar. Aposto que ele vai te liberar hoje." Ela piscou e acenou pra eu me levantar. Eu obedeci, levantando da cama. Weston franziu a testa. "Não vá embora." Veronica abanou a cabeça, divertida. "Ela disse que ela ficaria, filho, meu Deus." Ele me olhava com desconfiança. Qualquer calor que a história da Veronica tinha deixado comigo rapidamente desapareceu. "É a sua namorada?" Amélia perguntou a Weston, principalmente provocando-o. Weston não tirava os olhos de mim, esperando que eu respondesse. "Ouvi dizer que ela tinha dormido metade da noite naquele sofá horrível na sala de espera e o restante, esmagada em sua cama. As enfermeiras da noite acharam isso fofo. Minhas costas não estariam felizes comigo. Não, senhor." Amélia disse, sacudindo a cabeça com o pensamento.


A máquina de pressão arterial foi inflada e Weston estremeceu quando apertou. Amélia colocou um clipe no dedo dele e parecia feliz com os números que não fizeram sentido para mim. "Tudo bem?" Verônica perguntou. Amélia assentiu com a cabeça. "Como se nada tivesse acontecido." Veronica soltou um pequeno suspiro. "Ele pode tomar café da manhã?" “Sem dúvida.” Entregou-lhe um menu plastificado. “Só me avise quando decidir se quer mingau de aveia ou os ovos gordurosos.” Pela expressão de Weston, eu poderia dizer que as escolhas do menu não eram tão atraentes. Amélia saiu do quarto tão rapidamente como entrou, incitando Veronica a deslizar sua alça da bolsa por cima do ombro. "Eu só vou pegar alguma coisa para todos nós. Eu vou descer ao Braum's para biscoitos e molhos." Weston animou-se. "Eu vou com você", eu disse. "Não, você deve ficar", disse Weston. Veronica caminhou alguns passos para beijar a bochecha do filho e depois agarrou as chaves. "Vou ligar para o seu pai e avisa-lo que você está acordado". Os olhos dela caíram sobre mim. "Você vem?" Pela expressão de Weston, eu podia ver que ele queria aproveitar a oportunidade para falar a sós. Olhei para Veronica e assenti com a cabeça. "Certifique-se de me ligar, se o Dr. Shuart vier," ela disse.


"É claro", eu disse. Ela entrou no corredor, olhou para os dois lados e então virou à esquerda em direção os elevadores. Sua voz mal podia ser ouvida quando cumprimentou as mulheres no posto de enfermagem, e poucos momentos depois, o elevador tocou, sinalizando a sua chegada ao andar. Fiquei no canto onde tinha ficado a enfermeira, observando quando Weston colocou um pulso atrás de sua cabeça com uma expressão indecifrável no rosto. "Biscoitos e molho parecem muito bom." Na mesma hora, meu estômago roncou, e toquei na minha camisa branca com as duas mãos. "Você ficou aqui toda a noite," ele disse, não era uma pergunta. Eu assenti com a cabeça e cruzei meus braços sobre minha cintura, imaginando o que ele queria dizer que tinha de esperar até sua mãe sair. Ele olhou para baixo em direção aos pés, perdido em pensamentos. "Você pode mentir para mim. Eu não vou culpar você." "O quê?" Eu perguntei. A tristeza profunda tocou os seus olhos. “Falei sério. Mesmo se partir para Stillwater, amar OSU, e nunca voltar, as minhas memórias das próximas poucas semanas não significarão outro tanto se não estiver nelas. Não quero que você faça promessas que não possa cumprir, Erin… mas agora mesmo, posso dizer que estaria de acordo com uma mentira. Minta para mim. Vamos fazer esse lance de baile de formatura, comemorar a formatura como pessoas loucas e ter o melhor Verão de todos os tempos. Bem, vamos subir nessa montanha russa, nos divertir e fingir que isso nunca vai terminar.”


"Ainda improvisando?" Um canto da minha boca se puxou para cima, mas o maxilar tenso.

"Não," ele disse. "Você sempre foi o plano. Sempre será você." Eu me dirigi a sua cabeceira e inclinei para baixo. Parando apenas brevemente dos seus lábios, procurei seus olhos para uma promessa ou um sinal de que ele de alguma forma pudesse ver o futuro. Os dedos dele agarraram meus braços quando ele puxou-me os poucos centímetros para tocar sua boca à minha. Um dia, ele me deixaria ir, mas não naquele momento. Dezoito anos, com uma vida inteira pela frente, ele estava me pedindo para perder-me na última cena da minha adolescência, me perder em algum lugar no verão para nós. Eu já estive à deriva toda a minha vida, e o que ele estava me pedindo agora era particularmente assustador. Embora, quando Weston dizia coisas assim, o que eu sempre queria era não pensar em nada. "Babe?" ele sussurrou, procurando os meus olhos. O bip no monitor detectou um pouquinho de alteração. Se for ingenuidade ou uma esperança tola pensar que éramos o tipo de pessoas que viviam nesse universo paralelo onde o amor colegial poderia durar, eu só não queria acreditar. Eu queria confiar nele, mesmo que fosse apenas até Agosto.

"Tá certo", eu disse.


Oferecendo apenas um meio sorriso em resposta, a palma de sua mão se estabeleceu na parte de trás do meu cabelo desarrumado, e me puxou para perto até que seus lábios tocaram os meus. Sua língua entrou na minha boca — dançando com a minha, lento e doce — quando ele selou a promessa que acabamos de fazer, e então ele me puxou para a cama. Seu nariz encostou contra meu pescoço, e riu, imune a qualquer um que pudesse ouvir. Ele estava me segurando de perto e estava relaxado, aliviado e talvez ainda sentindo os efeitos da sedação. Uma batida na porta nos fez parar, e então eu me virei para ver o Dr. Shuart ali, sob um casaco branco e blusa de lã com gola. "E como o Sr. Gates está nesta manhã?" ele perguntou, andando com uma enfermeira. "Vou dar um palpite e dizer que você está muito bem." Meu rosto ficou vermelho mais uma vez, eu me encolhi de volta para a cadeira no canto. Weston não ficou incomodado. Ele tinha um sorriso no rosto. "Esta é Dacia," disse Dr. Shuart virando um pouco o ombro na direção dela. Dacia acenou para mim e sorriu como uma saudação para Weston. Então, ela voltou a rabiscar no fichário aberto que ela segurava. "Weston é nosso último paciente, doutor. Você tem dez minutos para voltar para o consultório antes da sua primeira consulta, então não pare lá em baixo para conversar, vá direto," ela disse em um tom maternal. Dr. Shuart virou as costas para ela e levantou as sobrancelhas uma vez. "Ela é o capataz do chicote. Me mantém na linha." "Alguém tem que ser", ela murmurou, continuando a escrever.


Eu sentei na cadeira estofada, retirando meu telefone e mando um texto para Veronica, enquanto Dr. Shuart conversava com Weston. Eles discutiram as suas prescrições e Dr. Shuart explicou que Weston precisaria de um tratamento mais exercícios de respiração antes de sua alta. O médico e Dacia disseram-me adeus antes de sair do quarto e meu telefone tocou. "Sua mãe quer que eu peça ao médico para voltar em 15 minutos," eu disse. "Aparentemente, a fila de drive-thru é excepcionalmente longa." "Ela disse isso?" Weston, perguntou duvidoso.

"Ela poderia ter dito, ‘a maldita fila’." "Não acho que Dacia vai aceitar." "Eu acho que você tem razão," eu disse, enchendo meu bolso de trás com meu celular. Olhei para meu relógio. "Você vai trabalhar hoje?" Weston perguntou. "Cabeleireira com Julianne. Mas eu vou cancelar." "Você já cancelou uma vez. Vá em frente. Não quero você me olhando naquele estúpido nebulizador, enfim. Eu vou me sentir ridículo." "É só daqui a uma hora. Estou ansiosa para os biscoitos e molhos.” "Tem medo que minha mãe vá ficar puta com você me deixando aqui sozinho, não é?" Ele sorriu. "Isso também."


Meu telefone tocou novamente. Puxei do meu bolso, li a mensagem e então deixei o telefone no meu colo. "Quem era?" Weston pediu. "Julianne, lembrando-me sobre o compromisso." Verônica entrou com dois sacos plástico, exasperada. Levantei-me para ajudá-la, mas meu celular caiu no chão. "Uh-oh!" Veronica disse. Virei e suspirei de alívio quando eu vi que a tela ainda estava intacta. Dei um passo em direção a Veronica, mas ela me enxotou, então sentei na cama com Weston. Ela entregou a cada um de nós um recipiente de isopor com uma tampa fechada e um pacote repleto de talheres de plástico e um guardanapo. Uma vez que a tampa estava aberta e com um garfo na mão, Weston atacou, voraz. Eu me esforcei com a faca de plástico, quando tentei cortar os biscoitos, então levei o dobro de tempo para terminar, mas não me importei. O molho era cremoso e apimentado e meu paladar estava cantando louvores aos deuses da culinária do sul, e em quem tinha pensado e aperfeiçoado a combinação de gordura, farinha e leite. Veronica levou nossos recipientes vazios e eles lotaram a lata de lixo pequena ao lado da porta. Peguei minha carteira e telefone. "Você está indo embora?" ela perguntou.


Weston respondeu por mim, "Ela tem uma hora no cabeleireiro com Julianne. Eu não a deixaria cancelar." "Claro que não", disse Veronica. "Criei você". Eu ri e comecei a andar para a porta, mas Weston inflou sua bochecha. Apressei-me para dar-lhe um beijinho, mas ele se virou e me beijou na boca, delicadamente segurando meu pulso para que eu continuasse lá por um tempo. Pela segunda vez naquela manhã, minhas bochechas queimaram com embaraço. Meus olhos não fixaram em Veronica quando saí. Quando dobrei a esquina, a Verônica repreendeu seu filho, “Você a convidou, né?” Eu fiz uma pausa e então pressionei contra a parede do lado de fora. Estava quieto por alguns segundos, e depois fiquei tensa para ouvir a resposta de Weston. "Eu já a convidei, mãe." "É oficial?" "Sim, nós vamos ao baile." “E?” “Não sei. Não me pergunte sobre Erin, mamãe. É esquisito”. Depois de uma pausa curta, continuou, “Ouvi você contar, a propósito.” "A história do ursinho de pelúcia? Sinto muito. Não consegui evitar." "E a outra." "Sobre você se referindo a ela como sua futura noiva?"


Veronica murmurou alguma coisa. Em seguida, Weston falou novamente, "Está tudo bem. Estou feliz que ela saiba." "Então, foi isso mesmo. Você quis dizer Easter.” "Este não é mais o nome dela mãe, mas sim é ela." Eu ouvi a cama ranger. "Espero que saiba o que está fazendo, filho." "Pare", advertiu Weston. "Não quero que nenhum de vocês se machuque," ela disse sinceramente. "Só vou aguentar até ela ir, mãe. Isso é tudo que posso fazer." Veronica não respondeu, então fui em direção ao elevador, tentando não tropeçar em suas palavras no caminho.


DOIS

"EU GOSTEI DELE", disse Weston, torcendo a tampa da minha garrafa de Fanta laranja. Os sons familiares de freios e carros passando por baixo de nós fez meu corpo relaxar. Sentar em uma colcha de retalhos de jeans na traseira da pick-up Chevy vermelha de Weston, sentindo os lados do forro da cama arranhando contra meus ombros era reconfortante. Era muito melhor do que se juntar a todos os outros no estacionamento do campo de baseball. "Os sinto realmente curtos", disse, passando meus dedos sobre as extremidades onduladas das minhas madeixas castanhas. A estilista tinha cortado mais de vinte e dois centímetros do meu cabelo, mas ainda caía um pouco depois dos meus ombros. “Está mais brilhante e arrumado, parece mais escuro”. "Todas, coisas boas", eu disse. Eu apertei o forro pinicando na minha pele como se isso me ajudasse a lembrar de mais detalhes. Felicidade não podia significar mais do que isso, e mesmo se o resto da minha vida fosse um conto de fadas perfeito, eu sabia que iria querer lembrar cada segundo das nossas noites sobre o viaduto. Vaga-lumes estavam zumbindo por cima do trigo recentemente brotados nos campos na fronteira de ambos os lados da ponte. Mesmo no crepúsculo, os campos pareciam quilômetros de grama verde de macia. Os mosquitos estavam pairando,


mas nós apenas os espantávamos para longe, escolhendo o ar incomum quente da primavera. "Você está usando o colar". “Peguei-o no Joalheiro Gose depois do meu cabelereiro. Já estava pronto.” "Isso levou uma eternidade," ele resmungou. “Pelo menos você esta melhor. Você esta melhor, né?” "Não se preocupe," ele disse com um brilho nos olhos. Ele se inclinou para frente, as palmas das mãos sobre a colcha, e seu nariz delicadamente movendo minha cabeça para o lado enquanto ele provou simultaneamente o meu pescoço. "Salgado", ele sussurrou depois que a sua língua tinha provocado a minha pele. "Não tão bom como sorvete," eu disse com um sorriso. "Na verdade, acho que é melhor." Seus lábios viajaram até minha orelha, mas mudou-se muito rapidamente para a minha bochecha e então a gentileza foi embora, e ele devastou a minha boca. Nunca antes nós tínhamos feito melhor uso de sua caminhonete, agarrando botões e zíperes e puxando tecidos para cima e depois para baixo. Mas no momento que a respiração de Weston tornou-se um pouco mais forçada, eu congelei. "O quê?" ele perguntou, pairando acima de mim. "Você está ofegante." "Eu tenho o minha bombinha." Ele riu. "Estou bem, juro."


"Isso não me faz sentir melhor." Os músculos de Weston relaxaram e ele acariciou minha bochecha com a testa. "Faria você se sentir melhor, se formos devagar? Ou você quer parar?" "Talvez devêssemos dar a você pelo menos quarenta e oito horas após a sua experiência de quase morte?" A cabeça dele caiu passando pelo meu ombro nu, sua testa tocando a cama da caminhonete. "E se eu prometer que estou bem?" "Como você sabe? Sabia que ia ter um ataque no jogo?" Ele não levantou a cabeça. "Eu ignorei isso." "Você está ignorando agora?" "Não. Eu não sei. Não." "Devemos esperar". Weston acolheu uma respiração lenta e profunda, e em seguida ele desabafou mesmo mais lento. Ele assentiu. "Tudo o que disser baby. Este é o seu show." Ele sentou e me entregou o meu sutiã com um sorriso forçado. "Não fique bravo." Riu. “Não estou bravo, Erin. Juro. Eu só estou no meu auge e tenho ansiado por isto durante algum tempo. Semanas. Longas, longas semanas,” ele disse mais


pra ele do que para mim. Entregou-me a minha camisa e logo deslizou a sua sobre por sua cabeça. Eu franzi a testa quando ele encobriu o contorno perfeito do seu abdômen. "O que?" ele disse, congelando quando notou minha expressão. Dei de ombros. "Você deve ficar sem camisa o tempo todo. Eu tenho que encontrar uma desculpa pra isso. Talvez eu deva queimar todas suas camisas." "Não me agrada ser tratado como um objeto," ele disse, levantando o queixo. "Eu sou um homem!" "Você é o meu homem." "Com certeza," ele disse, abrigando-me em seus braços. "Agora o quê?" ele perguntou apenas a centímetros do meu rosto. Eu queria pedir-lhe para terminar o que começamos, mas poderia dizer que estava cansado, e ele provavelmente precisava de descanso. "Eu estou na verdade um pouco cansada," menti. "Eu tenho que estudar para os testes do semestre. Estou atrasada." "Então, você quer dormir ou estudar?" ele disse com uma sobrancelha arqueada. "Ambos", disse, abotoando meus shorts. "Por acaso você não está me mimando, né?" ele perguntou. "Porque isso seria embaraçoso e possivelmente um pouco insultuoso. Já tive ataques de asma antes, e você não estava lá para mim baby. De alguma forma, ainda sobrevivi." Eu sorri. "Leve-me para casa, então você pode matar o seu ego."


Sua boca caiu aberta. "Eu não vou mimar você. Estou adorando você. Há uma diferença". Ele franziu a testa. "Como diabos devo argumentar contra isso?" "Você não vai. Vamos lá." Eu pulei rapidamente da cama da caminhonete para o concreto abaixo, e segui Weston. Ele dirigiu para minha casa, segurando a minha mão na sua. Ele abaixou as janelas, e nós rimos com meu cabelo voando em uma dúzia de diferentes direções. Weston apertou um botão no rádio, e seu CD da Banda Chance Anderson começou a tocar através das colunas da caminhonete. Ele bateu no volante com o polegar e cantou em voz alta. Nem dez minutos depois, estávamos parados no meio fio dos Aldermans, e Weston estava me dando um beijo de boa noite. Eu entrei na casa, sorrindo para a expressão da Julianne. "Você está em casa cedo," ela disse incapaz de esconder sua surpresa. "Ele estava cansado," eu disse me juntando a ela no sofá. Ela saltou um pouco quando sentei, e então ela passou seu braço em volta do meu pescoço. "Está você me dizendo que foi ideia dele trazê-la para casa?" “Nope.” "Acho que não."


Nós rimos e Julianne levantou o controle remoto. "Seu Sam recebeu uma chamada. O que você quer assistir?" Meu celular tocou. Era a Veronica. Obrigada. Ela sabia tão bem quanto a Julianne que não era obra de Weston ir para casa cedo. Eu sorri, enviado de volta um rosto com olho piscando amarelo. Weston finalmente me mostrou como colocar ‘emojis’ no meu telefone. "Isto que é chamado amor no duro", Julianne brincou. "Ele não estava feliz com isso." "Então, você ama? O ama?" Sua pergunta me pegou desprevenida. Eu fiquei bamba, sentindo como se todo o ar tivesse sido sugado fora da sala. "Eu o amo?" "Desculpa", ela disse claramente frustrada com ela mesma. "Esqueci que não estamos lá ainda. Mas estaremos eu espero." "Eu sou apenas... não é você — ou você e eu. Estamos bem. Estamos bem. Eu gosto." O constrangimento subiu a um novo nível. Julianne me olhou por um momento, e então nós duas desatamos a rir. Eu gargalhei tanto e por tanto tempo que as lágrimas começaram a cair dos meus olhos. Julianne estava limpando os olhos dela, também. "Ah!" ela cadenciou. "Não faço isso há muito tempo." Ela assentiu com a cabeça. "Eu precisava disso."


“Eu também.” "Eu, hum... Hoje eu conversei com Dr. Briggs. Ele acha que vai ter espaço para mais um PA no outono." "É mesmo? Isso é incrível!" "Yeah?" "Completamente. Eu vi você em ação ontem. Você é muito boa. Você ainda sabe seu material." "Esqueci que amo tanto." "Então, você deve definitivamente fazê-lo novamente." "Eu não disse ao Sam." "Então, eu também não vou." "Eu só queria esperar até que falasse com você sobre isso. Eu estava pensando em começar após sua primeira semana em Stillwater — no caso de precisar de alguma coisa — e então eu volto." "Você vai ficar entediada. Você deve voltar no primeiro dia das minhas aulas. Dessa forma, podemos começar algo novo juntas." Ela enrugou o nariz e então olhou para baixo para seu colo, balançando a cabeça. "Você é" — ela assentiu com a cabeça — "Uma jovem mulher incrível, Erin. Eu não poderia estar mais orgulhosa mesmo que não tive nada a ver com isso." "Você tem tudo a ver com isso. Esta parte de mim estava faltando até agora."


Ela balançou a cabeça novamente. "Não, você teve isso todo o tempo. Você iria levar isso com você para a faculdade, e... Tem sido difícil para mim, eu dizer isto em voz alta por causa do que poderia significar, mas eu estaria mentindo se dissesse que não estou feliz em ter a chance de te conhecer. Eu não estou contente de que Alder se foi. Sinto falta dela. Ela..." Seu rosto se enrugou. "Muitas crianças estão com raiva e fazendo escolhas ruins na escola, mas eles vão pagar por isso mais tarde. Eles esclarecem suas cabeças e corações e crescem. Alder não vai ter a chance de te dizer que está arrependida. Tem sido difícil para eu compreender isto, mas posso ser feliz por que está aqui sem ser feliz que ela se foi." "Tem razão.” Julianne levou-me em seus braços e me apertou. "Te amo". "Te amo, também." Julianne apertou um botão, e o guia de programas exibiu na tela. "Ok, Red Square Death Squad Two, Three Dogs’ Journey , The Bloody Ghosts from Hell. Que merda é essa? Mais de três centenas de canais e esses Silky Soul e Latin Jazz.” Eu gargalhei. Julianne ficava irritada nas noites de sábado. "Quanto a SNL?" Eu perguntei. Ela assentiu com a cabeça uma vez. "Podemos fazer isso. Ah, a propósito, seu vestido está pronto. Eu peguei com a Wanda hoje. Ela faz as alterações para vestidos e moda”. "Oh. Obrigada.” "Você deve experimentar antes de ir para a cama. Para o caso."


“O-okay.” "Você ainda vai?" “Sim.” “Você está nervosa?” “Sim.” "Confie nele — em não continuar com plano de Alder e envergonhá-la, quero dizer?" "Sim. Embora eu não sei sobre os outros." "É melhor que eles não façam," ela disse, olhando para a televisão. "Eles só... é melhor não." Não sabia se ela iria assá-los numa fornada de biscoitos ruins ou apontar o dedo para eles, mas ela parecia estar séria. Enquanto os esquetes passavam na tela plana acima da lareira, Eu imaginei o que teria acontecido se Alder e Sonny tivessem voltado em segurança das férias de primavera, e Weston não teria sido capaz de impedi-las de realizar seu plano. Gina não teria notado que eu tinha ido ao baile, muito menos feito algo em minha defesa se voltasse para casa coberta de tudo o que eles teriam me encharcado. Uma vez que os membros do elenco se reuniram para dizer boa noite e os créditos rolaram, Julianne bocejou e verificou o seu telefone celular. Ela bateu na tela e então se levantou. "Sam vai estar em casa em 20 minutos. Vou dar um pulo na esteira até lá." "Eu ia... está tudo bem se eu der uma volta?"


Ela inclinou a cabeça um pouco confusa com o meu pedido, e em seguida a realidade estabeleceu na cara dela. "Rua Ferguson?" Eu puxei minha boca para o lado. Eu não podia mentir para ela. "Sim. Eu pensei que deveria verificar a Gina." Ela engoliu. "Prometa telefonar se as coisas ficarem estranhas." "Eu prometo. A pior coisa que ela já fez foi me ignorar." O rosto de Julianne caiu, e ela acenou com a cabeça antes de inclinar-se para baixo para beijar minha testa. "Se cuide."

Sentei no meu BMW vermelho com as luzes e o motor desligado, estacionado onde a Chevy de Weston tinha ficado estacionado após a primeira vez que me levou para nosso viaduto. Que parecia ser uma vida inteira atrás. Agora, aqui eu me sentei, com meus shorts jeans de marca e um carro caro, trabalhando a coragem de bater à porta da casa que costumava fantasiar sobre deixar para trás. O Malibu branco enferrujado de Gina estacionado com o seu para-choque dianteiro tocando a garagem situada atrás da propriedade, escondida nas sombras deixadas pela iluminação da rua. Duas linhas de cascalho feito de remendos compuseram o trajeto, e uma calçada quebrada desigual levou ao pórtico. Eu agarrei as minhas chaves na mão e me forcei a sair pra fora do carro para a rua. "Dane-se", disse, batendo a porta atrás de mim. Senti os degraus como alcatrão abaixo dos meus pés quando tentei subi-los. Reduzi a velocidade a uma parada em cima da escada, a um metro da porta de tela


quebrada. Música estava tocando lá dentro, mas meu batimento cardíaco substituiu o baixo habitual pulsando através das paredes das minhas costelas com cada impulso. Minha mão suada formou um punho, e bati contra o acrílico, o frame de alumínio estremecendo com cada batida. Depois de alguns excruciantes segundos, tentei novamente, mas não aconteceu nada. Já era tarde. Eu poderia ser um de seus amigos drogados, mas ela não vinha até a porta. Ela deve ter desmaiado. Sem me deixar pensar muito sobre isso, virei a maçaneta. Ela não tinha ninguém mais para vê-la pra certificar-se de que não tinha ido muito longe, para certificar-se de que ela tinha vindo para casa, ou para certificar-se que tinha comida na geladeira. Eu engoli, com medo do que poderia ter do outro lado da porta, abalada com esses pensamentos do estado em que ela poderia estar. "Gina"? Chamei, pisando o tapete malhado marrom de trinta anos. Ainda assim, eu não encontrei nada. Ela não estava no sofá, então deve estar na cama ou com a cabeça na privada. Acho que foi a primeira vez que a casa não tinha esse cheiro familiar de vômito e cerveja choca, de quando ela teria bebido demais. "É a Erin. Gina?" Eu chamei de novo. A pequenez da minha voz era ainda mais assustadora do que a ausência inesperada da Gina na sala de estar. Eu voltei e apanhei o aparelho retangular no meu bolso de trás. Julianne disse para ligar se ficasse estranho, mas o problema era que em alguma coisa sobre Gina estava estranho em comparação com a vida anterior da casa. A porta do banheiro rangeu quando empurrei abrindo. A luz estava apagada, e a salinha estava vazia.


A pia era tão diferente do espaço expansivo da bancada do meu banheiro atual nos Alderman. A da Gina estava coberta de sujeira, ferrugem, e manchas de água. A torneira que pingava, a cortina do chuveiro cheia de mofo e o piso parecia que não tinha sido varrido desde que saí. Pelo corredor, discretamente bati à porta do quarto da Gina. "É a Erin", disse alto o suficiente para ela ouvir. "Preciso falar com você." Após alguns segundos sem resposta, eu abri a porta. As dobradiças gemeram enquanto eu tentava ver através da escuridão. Finalmente, recorrendo e lançando mão da luz, chamei o nome dela novamente. A lâmpada brilhante revelou uma cama vazia e desarrumada com um lençol floral desgastado que ela tinha comprado na loja, quando eu tinha nove anos. Batida rítmica na caixa do ar condicionado na janela sinalizado uma chuva leve. Eu pairava na soleira da porta, discutindo comigo mesmo onde eu faria a próxima verificação. E se Gina estivesse sentada no carro dela, e eu perdi isso? Eu apaguei a luz e fechei a porta, e então fiquei no corredor, pegando a fenda de luz vindo do meu antigo quarto. Mesmo que demorasse apenas quatro ou cinco passos para alcançar a maçaneta, pareciam quilômetros. Meu dedo tocou na madeira pintada, e a porta lentamente abriu, revelando Gina sentada sozinha sobre o que costumava ser a minha cama.


TRÊS

O QUARTO INTEIRO TINHA SIDO LIMPO, a cama estava feita e a lã aspera verde que era o carpete tinha sido domado pelo vácuo. Gina ainda estava com seu avental da mercearia, seu crachá pendurado torto. Sua franja loira crespa estava enrolada para baixo e fixada no lugar. Ela olhou para mim, mas não pareceu surpresa. "O que faz aqui?" Perguntei. Ela deu de ombros. "Você tem algum cigarro?" Eu balancei minha cabeça. "Como você tem... como tem passado?" Ela riu uma vez, parecendo apenas observar os pingos de chuva na janela. "Não era previsto chover esta noite." "Isso aqui é Oklahoma. Se você não gosta do tempo, espera um dia e isso mudará." "Meu pai costumava dizer isso." As palavras dela me pegaram de surpresa. Essa foi a primeira vez que a ouvi mencionar meu avô ou alguém da família em geral. "Ele dizia?" Eu perguntei, inclinando minha cabeça contra o batente da porta. Ela não respondeu. "Você tem alguém, Gina? Não seu traficante. Você tem algum familiar para conversar?"


"Você foi a única que falou comigo depois que..." Ela olhou pela janela. "E afinal, você nem é mesmo da família." Ela pensou sobre isso por um momento. "Não que você tivesse um motivo para falar comigo de qualquer maneira." "Eu sei o que aconteceu." Ela riu uma vez. "Estou surpresa de que você não tenha ouvido antes." "Não foi justo. Você era apenas uma criança. Você foi deixada para lidar com isso sozinha." "E eu fiz o mesmo com você," ela disse, olhando para o chão. "Você já falou com alguém? Sobre qualquer coisa? Alguma coisa?" Eu perguntei. Ela balançou a cabeça. Eu levantei minha cabeça do batente de madeira da porta e caminhei até a cama. Ela me olhava com cautela. Sentei ao seu lado. "Conversa comigo", eu disse. Ela procurou meus olhos e esperou pela crueldade que tinha — que ambos tínhamos — ficado tão acostumado durante os anos. "Não me lembro mais de como fazer," ela disse. "Bem... como você se sente sobre isso?" “Como me sinto?” "Você que está com raiva? Aliviada? Triste?"


Sua cabeça lentamente balançou de um lado para o outro e então semicerrou os olhos. "Não tenho mais ninguém. É difícil sentir alguma coisa quando não há ninguém para perceber". "Eu percebi". Ela ficou parada, mas sempre com os olhos no chão. "Se você veio aqui para me fazer sentir culpada —" Eu balancei minha cabeça, também em pé. "Não. Eu não vim. Eu vim aqui para... não foi justo — quando Harry deixou você sozinha ainda jovem e grávida, ou como a trataram. " Ela mordeu o lábio. "Eu serei amaldiçoada se ele não acaba gastando o tempo com sua filha, e aquela vadia abriu a porta para ela. A ironia de tudo isso é a melhor parte." O sorriso no rosto dela derreteu, e ela finalmente olhou para mim. "Não pra você. Eu vi seu carro novo. Estão ocupados, compensando os anos que você ficou presa comigo, hein?" "Recuperando o tempo perdido." "Está tudo bem. Você não precisa mentir para mim. Eu sei o que fiz." "Ninguém tem as mãos limpas. Todos cometemos erros. Mas quero que saiba que eu sei, que eles sabem. Todo mundo sabe, mas nem todos te culpam, Gina. Você não é a vilã nessa história." "Não sou exatamente a vítima também." "Então, pare de agir como tal."


Ela esticou o pescoço para mim, mas então seus pensamentos foram para dentro, os olhos dela perderam o foco. "Já temos uma ficha limpa agora. Só achei que deveria saber." Os lábios de Gina fizeram uma linha dura, de culpa, suavizando as rugas em torno dos seus olhos. "Eu devia saber que não era minha filha. Mas se o acidente não tivesse acontecido, eu definitivamente saberia agora. Você vem aqui para dizer tudo isso depois do jeito que eu tratei você? Você é toda Julianne. Você sempre foi melhor 'por mim, melhor' do que esta imundície." Os olhos dela se arrastaram até as paredes para as manchas de água no teto, e então ela olhou para trás para mim. "Você está linda." "Obrigada," eu disse. "Você quer ir comigo? Vou comprar um maço de cigarros." Ela balançou a cabeça. "Não. Preciso largar de qualquer maneira. Eu preciso parar com um monte de coisas. Ficha limpa, certo?" Ofereci um pequeno sorriso. "Certo". Eu não tinha tentado abraçar Gina desde que era uma menina e não desconfiava que ela estaria aberta a isso agora também, então segui para meu carro sem olhar para trás. A cada passo, que deixei para trás qualquer rejeição ou culpa que tinha acumulado ao longo dos anos. Estacionada atrás da BMW estava a Chevy vermelha de Weston, e ele estava encostado a minha porta com os braços cruzados sobre o seu peito. "Você está bem?" ele perguntou, abrindo os braços. Eles estavam brilhando, molhado da chuva, junto com suas roupas e as partes do seu cabelo saindo do seu boné.


Afundei dele, fechando meus olhos e seu abraço apertado, seus dedos pressionando suavemente em minhas costas. "Estou bem," eu disse surpresa que era verdade. “Yeah?” Eu olhei para ele. "Sim. Como é que..." Ele encolheu os ombros. "Julianne pode ter me falado aonde ia." Eu sorri. "Vamos lá, vou segui-lo para casa." Eu apertei o botão de desbloqueio no meu controle remoto, e ele abriu a porta do motorista, bicando minha bochecha antes que eu sentasse no banco. Ele fechou a porta, e pelo espelho do lado, eu o vi correr de volta para sua caminhonete. Meu carro parece respirar cada vez que o limpa para-brisas rangia, limpando os minúsculos salpicos de água, que o céu estava espirrando contra Blackwell. Os freios

molhados

gemeram

quando

virei

lentamente

na

rua,

apertando

simultaneamente no quebra sol, pressionando o botão da porta da garagem. Assim que os pneus traseiros passaram pelo limiar, as batidas rápidas das grandes gotas de chuva silenciaram. Weston estacionou atrás do meu carro e deixou o motor ligado. Bateu a porta e correu para ficar ao meu lado. Ele tirou seu boné e sacudiu o cabelo. Eu levantei minhas mãos e dei uma risadinha. "Você deveria estar em repouso". "Você deveria estar estudando".


"Eu aprendi algumas coisas", disse, entrelaçando meus dedos atrás do seu pescoço. "O que foi isso afinal? Encerramento?" "De certa forma". Dei de ombros. "Eu não sei. Algumas pessoas precisam de pelo menos uma pessoa para ser legal com elas — mesmo se for só uma vez." "Ela não era legal com você." "Não preciso dela para ser." Ele colocou as mãos nos bolsos. "Mesmo quando pensava que ela era sua mãe?" "Eu já disse, que nunca me senti como se ela fosse minha mãe. Não consigo explicar. Eu sabia. E acho que ela sabia, também." "Não é desculpa para a maneira como ela te criou." Pela primeira vez, vi a raiva que Weston tinha da Gina pelo brilho em seus olhos. Ele levou isso para o lado pessoal. Weston tinha me amado de longe enquanto eu era ignorada na minha própria casa. Tinha sido mais difícil para ele ver do que tinha sido para eu aturar. "Você está certo. Não é desculpa. Mas não posso continuar a viver naquela casa, Weston. É hora de pegar a raiva e o mal entendido e dizer adeus." "Então, é isso? É justamente sobre ela?" "Não quero ficar com ela. Você também não deveria." "Você não deve perdoar tão facilmente." Ele franziu a testa. "Eu, acima de tudo."


"Por quê?" Eu perguntei. "Por deixar você ficar tanto tempo sem saber que era amada." A porta de frente da casa abriu. Sam e Julianne ficaram lá, vestindo trajes de dormir e com expressões preocupadas. "Ela está segura em casa. Está tudo bem," Weston falou para eles. Sam acenou. "Vá para casa com cuidado, também." "Eu vou", disse ele, jogando dois dedos e um polegar no ar. "Boa noite", ele sussurrou no meu ouvido. "Se eu tiver sorte, vou ver você amanhã." "Você é sortudo", eu disse. "Sim senhora, eu sou". Ele se inclinou para baixo para um beijo inteiramente íntimo demais para Sam e Julianne testemunharem e então começou a andar através da chuva. Ele subiu no sua caminhonete e então desapareceu na esquina. A casa dos Gates estava tão perto que conseguia ouvir seu motor ligado e desligar depois que ele tinha estacionado na garagem. Sam entrou na casa e Julianne passou para o lado, segurando o braço dele. Caminhamos para dentro e para baixo pelo corredor juntos, e ela me seguiu até lá em cima no meu quarto. Eu suspirei no momento em que pisei no meu quarto. "E como foi lá?" Ela olhou da porta com a cabeça se inclinando contra o batente da porta, como eu tinha feito na casa da Gina. "Foi bom. Weston chamou de encerramento."


"É assim que você chama isso?" ela perguntou. Houve uma pausa em sua voz. Ela tinha medo — medo de que pudesse me perder novamente. Mas não seria Julianne a desencorajar-me de qualquer maneira para ficar longe de Gina. Ela nunca me pediria para cortar os laços mesmo que achasse que mantendo um relacionamento com minha antiga mãe pudesse ser doloroso. Não era porque Julianne não me defendia, mas claro que iria apoiar-me apenas da melhor maneira porque desde o início, ela fez isso e sabia como fazer. Eu amava-a mais por isso. Ela não tinha se arrastado esperando ser uma mãe para mim. Seu amor por mim era tranquilo e reservado, mas completo — da mesma maneira que eu a amava. "Sim," eu disse. Os ombros de Julianne relaxaram e ela sorriu. Com a intuição de mãe ela poderia dizer que eu não tenho mais nada a dizer. "Está bem, querida. Durma bem." "Boa noite." Eu esperei até que ela fechou a porta antes de tirar a roupa e entrando no banheiro limpo com a torneira brilhante que não pingava. O botão do chuveiro girou facilmente, e eu pisei sob o jato quente, relaxante com o quarto cheio de vapor. Eu não poderia mudar os anos que passei sem paz, mas eles não importam mais. Eu estava cercada por amor. Ele me seguiu, preocupado comigo e me esperou, e eu o teria para o resto da minha vida. Uma vez que me lavei, raspei, e me perfumei, penteei os emaranhados do meu cabelo molhado e vesti uma camisola. Os lençóis cheiraram a amaciante de tecido e o odor suave sofisticado que era único para Sam e Julianne.


Meu celular se iluminou, e o peguei quando relaxei minha cabeça no travesseiro. Quero ir até aí. Eu sorri e mandei uma resposta.

Você acabou de sair. E? Você é doido. Somente por você.

Eu coloquei o telefone na mesa de cabeceira e olhei para o teto livre de manchas, respirei profundamente. Eu ainda era incapaz de acreditar que minha sorte tinha mudado completamente.

Na manhã seguinte, fui para a escola, me sentindo como se um pedaço de mim que tinha sido quebrado agora foi colocado de volta. Em meu coração e minha mente, eu havia perdoado Gina, e ela sabia que eu a tinha perdoado. Afinal eu tinha feito isso muito ser mais fácil e me levado para um novo início — um que tinha começado com Weston. Ele tinha chegado antes de mim, mas estava esperando na sua caminhonete. Estacionei meu carro do lado do motorista da sua Chevy, e tentei subjugar um sorriso enquanto eu o assistia saltar ansiosamente para me cumprimentar.


Quando fechei a porta, ele estava lá, envolvendo os braços em volta de mim, e com um único beijo, mostrou para toda a escola... que ele me amava. "Bom dia, abelhinha silenciosa." "Abelhinha... silenciosa?" "Eu mandei mensagens para você, umas cinco vezes." "Eu estava dirigindo". "Demorou meia hora para chegar à escola?" “Não.” Ele pensou sobre isso por um minuto, seus olhos caindo para o cimento. A pele fina abaixo deles estava roxa. "Você parece cansado," eu disse. "Provavelmente porque eu tive que seguir minha namorada tarde da noite para ter certeza que ela estava bem," ele disse, entrelaçando seus dedos longos no meu. O ar da manhã já estava quente, e ele deve ter deixado sua jaqueta esportiva em sua caminhonete por que usava jeans e uma camiseta branca. Ele me puxou, mas eu o detive. "Está se sentindo melhor?" "Yeah." Ele olhou para a esquerda e então puxou-me em direção a ele, longe da unidade principal. Um Caprice de meados da década de noventa rolou sobre a segunda marcha de velocidade sem mesmo uma torneira nos freios.


Ficamos no meio da calçada. Os alunos não estavam olhando aonde iam enquanto caminhavam em cada lado de nós, porque eles estavam olhando para trás de Weston e com sinais de conflito. "Quanto melhor?" Eu perguntei, tocando seu queixo. Ele olhou ao redor e tirou minha mão longe do seu rosto, segurando meus dedos contra seu peito. "Babe estou bem." Como não respondi, ele continuou, "Você provavelmente não vai confiar em mim por um tempo quando eu disser isso, mas tenho asma desde que nem me lembro. Nunca deixei que isso me segurasse, e especialmente não agora que eu tenho tanta coisa para fazer por aqui." Ele apertou delicadamente os meus dedos. "Não acredita em mim?" "Sim, e isso é o que me preocupa. Só quero que tenha cuidado. Você me fez um monte de promessas que espero que cumpra." Ele puxou minha mão para sua boca e falou contra a minha pele, "Eu planejo fazer um pouco mais." Ele riu e me puxou outra vez. "Estou muito bem, Erin. Vamos lá, vamos nos atrasar." No momento que sentei na sala de Biologia, Brady e Brendan começaram a sussurrar, e as minhas paredes imediatamente subiram. Logo que os comentários sobre Weston ser um maricas flutuaram da sua mesa, foi quase fácil ignorá-los, mas para minha surpresa, Sara se virou e agarrou as costas da sua cadeira. "Ele poderia ter morrido, seus imbecis! Calem a boca!" Brady olhou para ela, incrédulo.


Ele abriu a boca, mas Lisa Kahle de uma mesa falou primeiro, “Não, de verdade. Cale a boca. Foi sério e vocês dois utilizando isso para atormentar Erin está além de baixo”. Os olhos do Brady mudaram entre as duas garotas. Ele ainda planejava atirar alguma coisa até que Mrs. Merit entrou, ofegante e cansado. "Ok, nós temos um grande capítulo esta semana, e tenho certeza de que querem terminar, então vocês não terão o dever de casa no fim de semana do baile. Abram seus livros na página três." Eu abri o meu livro e olhei de relance para Sara. Os olhos dela encontraram os meus, e ambas compartilhamos um sorriso pequeno apreciativo. O resto do dia foi regularmente monótono, exceto as perguntas sobre Weston. Quando me sentei para a aula de Saúde, Weston inclinou-se para frente sobre a sua mesa, saindo da sua cadeira para abraçar as minhas costas que pressionaram suavemente contra a minha cadeira. Apertou as suas mãos juntas no meu peito e beijou o meu rosto. "Muito bem", o treinador Morris disse, levantando os olhos do seu planejamento. "Sente-se, Gates." A sala de aula entrou em erupção em risada e Weston sentou na cadeira dele. Eu me virei para olhar para ele, e ele piscou para mim, tentando segurar seu sorriso radiante. Entre cada classe, Weston me encontrava no meu armário, conversando como se ele tivesse tomado um galão de café. Nunca o tinha visto tão despreocupado.


Antes da aula de Artes, ele estava notavelmente ausente quando girei a minha combinação. Quando abri a porta de metal, uma nota autoadesiva enorme estava presa no interior. VOCÊ É TODO O AR QUE EU PRECISO. AMOR PARA SEMPRE, WESTON

Eu puxei a nota autoadesiva longe do metal e segurei-a na palma da minha mão. Lágrimas queimaram os meus olhos, mas não tinha pensado no estoque Dairy Queen ou quantas colheres de M & M colocar em um Blizzard para afastá-las. Duas lágrimas caíram pela minha face, e eu nem sequer as limpei. Pela primeira vez, eu estava chorando lágrimas de felicidade. Escorreguei meus braços pelas alças da minha mochila e caminhei para a aula. Weston estava sentado em seu banquinho de sempre na minha mesa. Não o tinha movido desde a primeira vez que se sentou ali. Isso foi quando tentamos sermos só amigos e ele queria me mostrar seu projeto — o projeto que havia inspirado o coração prateado pendurado no fio correspondente no meu pescoço. À primeira vista do meu rosto molhado, a expressão de Weston torceu em preocupação, mas depois, eu levantei a nota autoadesiva para ele ver. Joguei meus braços ao redor dele e ele me abraçou, apertando um pouco mais do que sempre fez, pressionando suavemente sua bochecha contra meu ouvido. Quando me afastei, ele usou os dedos para enxugar a umidade sob meus olhos. "Era para fazer você sorrir." Eu ri, limpando meus olhos novamente. "Estou sorrindo". "Você me preocupou por um segundo."


Eu me inclinei, sussurrando, "Eu adoro ser amada por vocĂŞ. Isso ĂŠ tudo." "Se acostume," ele disse, me puxando para sentar no banquinho ao seu lado.


QUATRO

Sra. CUP BREEZED entrou. "Toda a turma está aqui?" ela perguntou. Os olhos dela passaram ao redor da sala. "Onde está Josh e Noah?" Zack, olhou ao redor. "Já estão a caminho." Ela fez uma pausa e sorriu. "Oh, aqueles rapazes." Ela assentiu com a cabeça. "Tudo bem então, vamos vê-los em breve. Vamos lá. Todo mundo tem uma carona? Sim?" Weston e eu saímos para o estacionamento juntos. Em nosso caminho para o mural, Weston seguiu-me mesmo que eu seguia atrás dos outros, certamente mais lento do que ele gostaria de dirigir. Ele parou ao meu lado num semáforo e abri a janela. O rádio estava aos berros, e a cabeça dele estava balançando ao som da música. Ele piscou para mim. "Ei, linda. Belo carro." Eu balancei minha cabeça e ri. "O que está fazendo neste fim de semana?" "Baile". "Ah, sim? Você tem um encontro?" "Claro que sim". "Quer ir comigo em vez disso?" "Você é muito bonito, mas eu vou com meu namorado."


"Ele deve ser uma droga incrível para ter roubado você." Atirei-lhe um olhar. "Está elogiando você mesmo ou a mim?" Ele jogou sua cabeça em volta e uivava de tanto rir. A luz ficou verde e apertei o acelerador. Ele acelerou e se meteu na minha pista antes de chegar à pizzaria. Com uma sobrancelha arqueada, Sra. Cup nos assistiu passear sobre o muro de tijolos. "Por que vocês dois são sempre os últimos a chegar aqui?" Weston apontou para mim. "É culpa dela." Minha boca caiu aberta. Ele foi e se inclinou, segurando os joelhos, todo o seu corpo tremendo com o riso. Sra. Cup esperava por uma resposta. "Só comecei a dirigir há pouco tempo. Eu fico nervosa... e lenta." Ela olhou para Weston e então olhou para trás para mim antes de andar ao longo dos seus suprimentos e entregar-nos um pincel. Weston me seguiu para nosso lugar antes mergulhando o pincel um balde rotulado Saddle Soap Brown. Weston começou rindo novamente e eu estiquei o meu pescoço para ele. "O que aconteceu com você? Você tem olheiras sob seus olhos e parece que está arrotando Mountain Dew1."

1

Mountain Dew ou "Orvalho da montanha" é um refrigerante não-alcoólico, de característica cor verde-limão, fabricada pela Pepsi nos Estados Unidos.


"Estou de bom humor. Eu também estava prescrito um novo bronco dilatador. Isso provavelmente tem algo a ver com isso. Você estará trabalhando hoje à noite?" "Sim", disse, agitando meu pincel na pintura e esperando para o que ele possa dizer a seguir. "Então, se eu fizer isso" — um gesto de karatê picado no ar com seu pincel, enviando tinta marrom em projeção na minha frente — "todo mundo vai pensar que é o chocolate?" Eu vacilei. Molhada com os respingos de tinta que tinham salpicado meu rosto, e quando olhei para baixo, vi as casuais manchas de tinta que tinha feito uma perfeita linha do meu pescoço até meu jeans. “Weston Gates!” Sra. Cup gritou. Instintivamente, eu mergulhei meu pincel no balde de Saddle Soap Brown e sacudi em Weston, criando uma linha idêntica na sua frente. “Erin Eas—Alderman!” Sra. Cup gritava. Toda a classe irrompeu em risos, gritos estridentes como umabriga de pintura. "Não! Pare! Pare!" Sra. Cup gritou, acenando com as mãos no ar. Perseguindo um ao outro, colocamos o ar com nossos pincéis, atirando tinta, e misturado às cores diferentes quando nós mergulhamos nossos pincéis em qualquer balde que estivesse mais próximo. "Não no mural! Afastem-se do mural!" Sra. Cup chorou, em pé entre nós e a parede de tijolos.


Mantivemos a batalha no estacionamento, longe do mural, mas depois alargou os olhos da Sra. Cup, e ela correu para o outro lado, segurando seus braços. "Não os carros! Fiquem longe dos veículos! Pare! Pare com isso!" Todos nós fizemos uma pausa, respirando pesadamente e sorrindo, parecendo derretidos sacos de Skittles. "Detenção! Todos vocês!" Sra. Cup disse, levantando cada palavra. Ela deixou as mãos caírem para os lados. "Como iremos voltar para nossos veículos sem fazer uma bagunça?" "Não posso ir para a detenção. Tenho que trabalhar." Eu olhei para Weston. Ele só ofereceu um encolher de ombros apologéticos. "Todos caminhando para a escola. Agora". Sra. Cup apontou ao sul e todos nós soltamos um suspiro deflacionado. Estávamos só a um quarto do caminho de volta quando o tráfego para escola começou a engarrafar. A Sra. Cup seguiu a classe, assegurando-se que ficamos em juntos e fomos diretamente para a escola. Uma vez que nossos colegas de classe nos reconheceram, uma composição musical de provocações barulhenta e brincalhona. Gotas de suor formaram ao longo da linha do cabelo de Weston e suas bochechas lavadas. "Você está bem?" Eu disse baixinho. "Sim," ele disse num tom desconsiderado. A faísca que tinha iluminado os olhos dele todo o dia se foi. “Weston…” "Estou ficando cansado, mas estou bem. Eu juro."


Concordei, levando a sua mão na minha. Mesmo que ele fosse mais alto, pude senti-lo atrás de mim para apoio. "Isso é estúpido. Você não devia se esforçar." “Erin…” "Não," eu disse, puxando para fora o meu telefone. Eu enviei um texto para Julianne, explicando a situação e aparência de Weston. Ela imediatamente enviou uma mensagem de volta, dizendo que estaria vindo. "Sra. Cup"? Eu disse, virando para enfrentá-la. Ela apontou para eu continuar. "Continue a andar, Erin". "Eu entendo que você está chateada e está certa. Todos nós merecemos o castigo. Mas Weston foi internado neste fim de semana e ele não está se sentindo bem. Eu não acho que deva andar todo o caminho de volta para a escola." Sra. Cup olhou séria, "Oh, senhor, é isso mesmo. Desculpe-me, Weston." Ela olhou ao redor. “A Dairy Queen é ali,” disse. "Eu trabalho lá. Farei com que ele se acalme. Mandei mensagem para minha mãe. Ela está vindo." Sra. Cup assentiu com a cabeça. "Só... cuidado ao atravessar a rua." Eu assenti com a cabeça e puxei o Weston comigo. O sol brilhava no asfalto do estacionamento da Dairy Queen. Frankie estava de pé na janela e se virou contra seus calcanhares. Ela nos reconheceu pelas costas, segurando a porta aberta.


"Eu vou ser ungida por Jesus. O que aconteceu?" ela perguntou fechando seus olhos. "Ele está muito quente, eu acho", disse. Joguei meu telefone para Frankie. "Mande uma mensagem para Julianne. Diga onde estamos." Frankie assentiu com a cabeça, fechando a porta atrás dela. "Você está se preocupando demais com isso", disse Weston. "Quem se importa?" Eu disse, mergulhando um pano em água gelada e limpando seu rosto. Ele recuou com o pano frio contra a pele dele. "Eu vou te fazer um sorvete de baunilha com cereja extra no topo e então você pode me perdoar," eu disse com um sorriso. Weston conseguiu uma risada cansada. "Isso não é uma má ideia. Talvez seu açúcar esteja baixo”, disse Frankie, já segurando um cone sob a máquina. Ela mergulhou uma torre de baunilha, completa com uma onda perfeita no topo, o mergulhou o sorvete no molho de cereja e entregou a Weston. Ele mordeu o topo e cantarolava a sua satisfação. "Muito melhor do que a detenção," ele disse com a boca cheia. Quando Julianne entrou, cor de Weston já havia retornado. "Pessoal", disse ela, agarrando o pulso de Weston. Ela olhou para baixo para o relógio e então sorriu meio minuto depois. "A pulsação está boa."


"Erin me forçou a tomar sorvete e o resto em vez de ir para a detenção," disse Weston, parecendo sonolento. "Deveria terminar com ela". "Detenção tem alguma coisa a ver com o fato de que você está coberto de tinta?" Julianne perguntou inclinando a cabeça enquanto se concentrou na roupa de Weston. Frankie cruzou os braços. "Eu ia perguntar sobre isso." O drive-thru buzinou e Frankie estava ao lado da janela, cumprimentando o cliente enquanto ainda nos observava. Eu recuei sob os olhos expectantes da Julianne. "Começamos uma briga de pintura no mural". "Você começou?" Julianne perguntou sua voz subindo uma oitava. "Eu comecei", disse Weston, segurando seu cone de sorvete no ar. "Ela apenas revidou." Julianne cobriu sua boca, tentando não rir. Ela analisou suas características e então se levantou. "Tudo bem, Weston, eu vou levar você ao escritório do Dr. Briggs para ser examinado. Sua mãe vai nos encontrar lá." Ela se virou para mim. "Está trabalhando ou indo para o castigo?" Olhei para a Frankie. "Só vem depois," ela disse. "Obrigada", eu disse. "Eu tenho medo que se não for a Sra. Cup pode tomar medidas mais drásticas. Não quero acabar ficando suspensa." "Vamos," Julianne disse, levando-nos lá fora.


"Não preciso ir ao médico," disse Weston, parecendo com nojo só de pensar. "Diga a sua mãe isso," disse Julianne. Ela me levou para meu carro, ainda estacionado no mural. Letárgico e infeliz, Weston me deu um beijinho na bochecha antes que fosse embora com Julianne. Quando entrei na detenção, encontrei a Sra. Cup. "Como está Weston?" "Jul — minha mãe o levou para ver o Dr. Briggs só para ver se ele está bem." Sra. Cup assentiu com a cabeça, sentando de volta na mesa dela. Afundou-se de volta para a cadeira como se a culpa fosse sorrateiramente engoli-la a qualquer momento. Depois de mais meia hora, Sra. Cup nos liberou e eu corri para meu carro. Dirigi alguns quilômetros por hora mais rápido do que o habitual para chegar ao trabalho. Frankie estava toda atrapalhada quando cheguei lá, e eu rapidamente amarrei meu avental e abri a minha janela. "Você parece um pouco boba, vestindo um avental quando está coberta de tinta," Frankie disse, mastigando em um maço de goma. "Provavelmente", disse antes de tomar um pedido do pequeno rapaz na minha janela. Uma vez que a agitação passou, Frankie começou a tarefa de limpar a bagunça que fizemos. Peguei um pano e ajudei. Nós esfregamos a calda de chocolate e calda de morango e depois limpamos os doces. Um sentimento estranho, desconhecido veio por cima de mim, como se eu tivesse deixado cair em um sonho que tive uma vez.


"O quê"? Frankie pediu. "Nada", disse. Ela fez uma careta. "Não te vejo há um tempo e você está escondendo de mim? Realmente?" "Isso vai soar horrível se eu falar." "Fale de qualquer maneira." Eu suspirei. "É estranho estar aqui." A expressão dela torceu em algo que só vi quando as Erins estavam por perto. "Estranho, como se você não esteve aqui por um tempo e você está fora de forma? Ou estranho como se você fosse boa demais para estar aqui?" “Frankie!” Eu gemi. Depois que o rubor nas bochechas mudou de rosa para vermelho brilhante, ela se afastou de mim, deu um suspiro e então me enfrentou novamente. "Desculpe-me. Você me avisou, mas eu ainda não estava preparada." "Isso é o que você acha de mim?" "Talvez eu só esteja esperando por você transformar em Alder. Só... tanta coisa mudou para você em um curto espaço de tempo, mas tudo ainda é o mesmo para mim. É chocante". "Eu concordo", disse, esse gemido irritante ainda em minha voz. Eu tentei parar, mas cada vez que abria minha boca, parecia uma criança mimada.


Não foi a toa que ela achou que eu estava virando Alder. Eu parecia um pouco naquele momento. Frankie levanta a cabeça e soprou sua franja longe do seu rosto. "Eu sei. Você está certa," ela disse, balançando a cabeça. "Seu mundo está girando e estou sentindo pena de mim mesma, porque você tem um galão de tinta na sua calça de 100 dólares, e que ainda não mencionou isso." Eu olhei para baixo. "Não são assim tão caros, não é?" Ela assentiu com a cabeça. Horrorizada, olhei para o tênis colorido Skittles. "Por que Julianne não falou?" "Ela comprou para você?" Frankie falou impassível. "Claro que sim. Você fez compras na loja de segunda mão toda sua vida, como o resto de nós. Por que pensei que soubesse o que está usando?" "Como tiro a tinta da calça jeans?" Eu perguntei, lutando para molhar um pano limpo. Mas era tarde demais. A tinta secou. "Então, como é não ter que se preocupar com nada?" Frankie tentou disfarçar a amargura na voz, mas falhou. "Ainda tenho preocupações. Sam e Julianne ainda têm preocupações. Eles são apenas diferentes." "Como assim?" "Basicamente, eles tem as mesmas preocupações que você tem, exceto para pagar as coisas. Preocupam-se sobre mim. Eles se preocupam com o futuro, sobre


os seus amigos, sobre o trabalho — coisas assim. Ter dinheiro não faz a coisa difícil ir embora." "Espere," disse ela, segurando um dedo. "Eu poderia derramar uma lágrima para pessoas ricas em todos os lugares." Joguei meu pano para ela, tentando não sorrir. "O que eu quis dizer foi que minha vida tem sido dividida em duas — ontem e agora. Isto foi uma grande parte da minha vida antes de Sam e Julianne." "E Weston?" "Não. Ele é a única coisa que faz parte de ambos. Ele é a ponte que eu transitava." "Você que foi sua ponte de segurança hoje." "Eu devo uma a ele — ou cinquenta." Nós continuamos a limpeza, apenas à espera de uma meia dúzia de clientes antes de fecharmos. "Carona"? Frankie perguntou como nos velhos tempos. "Não, obrigada," eu disse, sem mencionar o óbvio. “Adios, bitchachos!” Eu acenei para ela e sentei no meu carro, rindo e balançando a cabeça. Apertei o botão de ignição, e o motor rosnou acordando. Eu não estava programada para trabalhar novamente até depois da formatura, e mesmo que eu fosse à menina da Frankie e a Dairy Queen, deixou de ser meu porto seguro. Que


agora era a minha casa, meus pais e Weston. Isso que tudo me fez sentir protegida e segura. Pensamentos em Weston, Sam e Julianne, Gina, Frankie e quanto tudo tinham mudado rodou em minha mente enquanto dirigi para casa, mas não foi por acaso que ignorei a casa dos Aldermans e fui direto para casa dos Gates. A caminhonete de Weston estava estacionada na rua. Os dias foram ficando mais longos, então o pôr do sol era lançando em tons de rosa e laranja em sua pintura vermelha. Eu me arrastei até a cama da caminhonete e bati a tampa do cooler na parte de trás. Depois colocar minha mão através da água de gelo, peguei uma Fanta Laranja. Retirei a lata e depois mergulhei minha mão buscando por outro. Os vizinhos devem ter um novo cachorrinho porque um pequeno pastor alemão saltou e latiu atrás da cerca ao lado enquanto segui pela calçada curva conectando o meio fio a porta da frente. Não fiz isso muitas vezes. Geralmente, eu vinha pela garagem com Weston. O botão da campainha iluminou e piscou quando o empurrei, sinos como de uma Catedral começaram a tocar em uma melodia formal. Alguns momentos depois, Veronica abriu a porta com um sorriso quente e os olhos cansados. Após um segundo de reconhecimento, ela tomou um passo para trás, abrindo a porta mais larga e fez um gesto para que eu entrasse. "Ele está lá embaixo," ela disse, olhando para minha roupa coberta de tinta. "Está seco", eu prometi. "Espero que sim."


Diversões minaram seus esforços para manter um tom de repreensão. Ela limpou as mãos em concha no quadril e acenou com a cabeça enquanto caminhava. Eu naveguei facilmente o caminho para o porão. Com cada passo que dava, uma flutuação familiar no estomago intensificava. Não era a gravidade me puxando para baixo nas escadas. Era uma força irrefutável que tinha sido suportada na cama de uma caminhonete Chevy vermelha e promovida em um par de olhos verdeesmeralda. Perguntava-me se o atordoamento tão poderoso que acontecia comigo quando eu estava prestes a ver Weston fosse parar, e ocorreu-me arrasada como eu seria se esse dia chegasse. No meio do caminho pelas escadas abaixo, o rosto de Weston apareceu. Ele estava sentado no sofá, seu tronco torcido, de costas, assistido um episódio de um reality show. Seu cotovelo firme em uma pequena almofada ao lado dele. Estava limpo da pintura, sua pele brilhando e vermelha de esfregar. "Hey", disse, observando-me andar todo o caminho para frente do sofá. Antes que eu pudesse responder, ele me agarrou e me puxou para baixo até minhas costas pousarem sobre as almofadas. Ele plantou um beijo quente e molhado na minha boca. As mãos dele estavam abaixo de mim, apertando meu corpo contra o dele, enquanto procurava minha boca com sua língua. Eu atei meus dedos em seu cabelo e meus joelhos se separaram, deixando-o entre eles. Quando ele finalmente parou, estávamos sem fôlego. "Desculpa", ele disse, seus olhos ainda focados nos meus lábios. "O que foi isso?"


"Você cheira a sorvete", ele disse simplesmente, tirando uma mecha de cabelo do meu rosto. "Como você se sente?" Eu perguntei. A fome em seus olhos achatados, e sentou com um suspiro frustrado. "Bem, Erin". Meu corpo seguiu-o com as minhas mãos cruzadas atrás. "O que eu disse?" Ele olhou para mim, e então sua expressão se suavizou. "Perguntaram sobre isso uma centena de vezes hoje." "O que aconteceu?" "Algo sobre desidratação do novo bronco-dilatador. Isso acontece com uma fração de uma porcentagem das pessoas. Apenas um fato fora do comum. Estou realmente bem. Dois saquinhos de soro, e eu estou livre." "Dois saquinhos"? Eu notei as provas na mão — um band-aid em parte cobrindo um machucado de novo. Weston olhou para o canto do quarto onde a parede encontrava o teto, e sua mandíbula esvoaçando sob sua sombra. "Por que está tão zangado comigo?" "Eu só quero falar sobre coisas normais. Você me faz sentir como um inválido. Não estou morrendo." "Não posso ficar preocupada? Você foi levado para o hospital por uma ambulância há uns dias atrás. " "E daí?" ele surtou.


Eu paralisei. "Não vou levar mais merda de ninguém, lembra? Nem mesmo sua." Minhas palavras fizeram uma pausa, e ele esticou o pescoço, girando lentamente em minha direção. Seus olhos estavam como esferas redondas, amplas com descrença. "O que há de errado com você?" "Você! Eu esperava um pouco de mau humor, mas você está me dando chicotada." Ele pensou por um momento e então suspirou, esfregando sua testa com seu polegar e dedo médio. "Wow. Eu só descontei os últimos dias em você, não foi?" "Precisa perguntar?" Eu disse, arqueando uma sobrancelha. Ele me deu uma espiada e depois riu. "Não que eu não ame você desse jeito, baby, mas você está um pouco irritada hoje." "Eu estou irritada"? Minha voz subiu uma oitava. "Estou impaciente", inexpressiva olhando para frente. Um riso abafado estourando nos lábios de Weston, e em seguida cresceu em um desabrochado cacarejar. Ele me puxou para perto dele e beijou apenas atrás da minha orelha. "Acabei de receber um vislumbre do nosso para sempre, e é incrível." Ele estava jogando sujo. Como posso ficar brava quando ele diz coisas assim? Ele enfiou os dedos entre os meus, e então as pontas dos dedos tocaram o topo da minha mão com um pouquinho de pressão. Ele apertou o ombro entre eu e o sofá, e então ele me olhou com olhos de ansiedade. "Você ainda vai no sábado?"


"Ainda quer que eu fique com você?" Ele balançou a cabeça como se minha pergunta fosse decepcionante. "Quem me dera que eu precisasse de você pra respirar, Erin. Então, você estaria comigo metade do tanto quanto eu queria." Ele espelhou meu sorriso apreciativo, beijou minha mão e então deitou contra a almofada do sofá antes de clicar no botão do controle remoto.


CINCO

"MINHA MÃE DO CÉU," Frankie disse, respirando as palavras. Julianne segurou sua mão sobre o coração com um olhar igualmente chocado na cara. As duas estavam observando como eu saí do meu banheiro com vestido cor de rosa. Fiquei na frente do espelho de corpo inteiro. "Não consigo respirar", disse. "Está muito apertado?" Julianne perguntou, caminhando para ajudar. "Não está nem fechado ainda." "Não, eu só..." “Você está deslumbrante”, disse Julianne com olhos brilhantes. Levantou o zíper e logo alisou uma mecha rebelde de cor avermelhada que tinha escapado do coque de lado, baixo, que o cabeleireiro tinha prendido depois de passar meia hora enrolando o meu cabelo. É para o corpo, ela tinha dito. Confie em mim. "Weston vai se mijar todo," disse Frankie. Ela bufou, se divertindo com qualquer imagem que estava na sua mente. "Não, porque Sam disse que Weston foi ao banheiro pelo menos quatro vezes desde que chegou," Julianne disse. "Ele está nervoso?" Eu perguntei. "Apavorado", ela disse com uma piscadela e um sorriso travesso.


Virei mais uma vez para me certificar de que o tecido transparente na parte de trás do vestido estava alto o suficiente sobre minhas costas, chegando a sentir as joias que eu estavam no meu pescoço. "Pare", disse Frankie. "Não mostra o que não é para mostrar. Ninguém pode dizer uma única coisa negativa sobre você neste vestido." Meus lábios estavam rosa e brilhantes, meus cílios eram longos e pretos, e meu rosto corado para combinar com meu vestido. Julianne trouxe Emmy, uma artista da maquiagem da cidade vizinha, veio e passou uma quantidade exorbitante de tempo pintando meu rosto. Eu parecia uma versão de modelo de capa de revista. "Então?" Julianne disse. "Seu Sam está lá embaixo com a câmera. Verônica esta com a dela, também. O que diz de irmos agora?" "Se

eu

puder

descer

com

estes

sapatos,"

eu

disse,

caminhando

cuidadosamente. Ela pegou minha mão e me levou no fundo do corredor. Antes de chegar ao topo da escada, Julianne e Frankie passaram por mim e correram para baixo, então elas puderam ficar e assistirem minha queda muito possível de acontecer quando descesse as escadas. Eu agarrei ao corrimão e dei o primeiro passo. Ouvi alguns sussurros ansiosos até que cheguei à exibição, e depois houve um suspiro coletivo. Julianne agarrou o braço da Veronica com emoção, mesmo que ela estivesse tentando tirar fotos. Weston me olhou debaixo para cima, mas seu rosto estava ilegível. A expressão dele não se mexia. Ele olhou para mim até que pisei no último degrau. Quando me juntei a ele, respirou profundamente.


"Então?" Peter disse, dando cotoveladas em seu filho. Weston abriu a boca para falar, mas não saiu nada, então só balançou a cabeça. Todo mundo riu ao nosso redor. Weston abriu um recipiente plástico e deslizou uma pulseira sobre minha mão esquerda. A rosa cor de rosa corresponde à flor da sua lapela. Sam me entregou a flor que eu tinha apanhado na noite anterior. Estava ainda fria da geladeira. Dentro do recipiente transparente estava esfumaçado em lugares e com pequenas gotas combinando com os grânulos brilhantes que tinham formado perto da raiz dos cabelos de Weston. Depois de dezenas de fotos — dentro, fora, dentro outra vez, com os pais, com os outros e aguardando a limusine branca que Weston tinha prometido — finalmente abaixei minha cabeça e entrei no veículo. O motorista, Louis, fechou a porta depois que Weston tinha sentado perto de mim. "Nunca estive em uma limusine antes," eu disse, olhando ao redor do interior. O banco de couro, que estávamos sentados poderia caber talvez três pessoas, mas o assento em frente tinha quase todo o comprimento da limusine. A tonalidade escura sobre a janela bloqueou o sol, e a iluminação que vinha do

teto se

transformou todos os tons de cor imaginável num ciclo lento. Ao lado tinha copos de vinho dispostos em círculos ao lado de um balde cheio de gelo. Não sabia por que o motorista tinha pensado para que dois colegiais usariam o gelo. Para o lanchinho? "Eu também," disse Weston.


"Sério?" Ele encolheu os ombros. "Peguei o conversível Hutton’s o ano passado. Foi muito estressante. Isto é muito melhor." No ano passado, Weston tinha ido ao baile com Alder. Eu estava trabalhando, mas tinha visto todos os carros de luxo e limusines passando pela Dairy Queen e tinham seguindo pela rua principal em direção a escola. Lembrei-me vendo Weston e Alder naquele conversível branco brilhante. Nenhum deles estava sorrindo, e eu me perguntei qual seria a conversa quando se está sentado ao lado de Weston Gates indo ao baile. Eu estava prestes a descobrir. "Como foi no ano passado?" "Chato," ele disse com um sorriso. "Então, por que queria ir este ano?" "Porque você disse que sim." Eu puxei minha boca para o lado e balancei a cabeça, cutuquei as pontas da unha postiça branca nas pontas dos meus dedos. Elas estavam me incomodando, desde o meio-dia quando Julianne me levou para manicure. Era um mistério para mim por que mulheres colavam essas coisas nas unhas. Minhas mãos tinham ficado bastante inúteis a maior parte do dia, mesmo quando pedi sugestões para cortar tão curto quanto possível. "Você está sempre linda, mas eu amo o vestido e tudo mais," Weston disse, apertando a minha mão. "Eu gosto do seu terno e gravata".


Ambos eram negros, mas ele era ajustado, as pernas da calça mais estreitas do que a calça que Sam ou Peter usariam para trabalhar. Cabelo castanho desgrenhado de Weston estava mais curto do que o habitual, mas não estava emplastado de gel, como a maioria dos caras fazem quando vão para festa de gala. Parecia macio, e queria passar meus dedos por ele. Os olhos de Weston fixaram em mim com esse carinho que o sangue sob minhas bochechas pegaram fogo. Enrolei meus braços ao redor dos bíceps e inclinei contra o seu lado. Seus lábios tocaram meu rosto uma vez e de novo. "Esta não é a última vez que estaremos com roupa extravagante, numa limusine," ele sussurrou. Eu sabia o que ele queria dizer. Ele gostava muito de aludir sobre nosso futuro, e apesar de que tanto me animava quanto me matava de susto, eu estava curtindo o momento de silêncio que estávamos tendo. Nosso bairro não era longe do colégio, então só tivemos alguns preciosos minutos sozinhos antes que saíssemos para a calçada ao lado do auditório na frente da cidade para a grande entrada. Eu agarrei seu braço mais apertado, tentando prolongar o momento. Confundindo isso com os nervos, Weston cobriu minha mão com a sua. "Relaxe. Estamos apenas fazendo uma recordação. Tudo o que você precisa fazer é aproveitar." "Eu já estou." Muito em breve, a limusine diminuiu e a porta foi aberta. O pai de Lisa Kahle segurou a porta, com um acolhedor sorriso no rosto. Ele foi um dos muitos pais que estavam atuando como manobristas, dirigindo as


limusines e estacionando os vários conversíveis e até mesmo uma colheitadeira para os frequentadores do baile. "Venham, saiam," ele disse se afastando. Weston rastejou para fora do seu lugar e ficou no concreto do estacionamento da escola antes de oferecer o seu braço. Eu pulei e passei meu braço em volta dele, e juntos, nós andamos para longe a limusine. "Oh Deus," sussurrei. Centenas de pessoas estavam alinhadas em cada lado da passarela que leva à área comum onde o baile era realizado todos os anos. Flashes e cliques que rivalizam com qualquer grupo de paparazzi começou antes mesmo de darmos um passo. Pais, avós, irmãos e calouros estavam empilhados em cinco linhas profundas por trás da passarela de fora. Com a outra mão, Weston acariciou a minha. Eu relaxei meu aperto de morte, percebendo que meus dedos tinham cravado no braço dele. Estávamos em pausa para fotos, e então o pai da Lisa fez um gesto para que continuássemos. Weston me levou até a próxima parada onde dezenas de pessoas levantaram seus telefones, câmeras e câmeras de vídeo. O pisca-pisca como luzes estroboscópicas. Eu estava tão feliz que Weston tinha feito isto antes mesmo que eu não quisesse pensar sobre o assunto. "Está tudo bem, Erin. Eu prometo," ele disse. Ele sorriu para as câmeras e então inclinou para bicar a minha bochecha. As pessoas tirando fotos ao nosso redor entraram em um frenesi então, e não parecia que estavam documentando uma coisa que pensaram que fosse bonito. Parecia como evidência para conversar mais tarde.


"Isto é horrível. Por que as pessoas fazem isso?" Eu disse através dos meus dentes quando forcei um sorriso. Weston riu e então me levou para frente para o próximo ponto de parada. Caminhamos lentamente, e deixei minha mente cair longe de qualquer preocupação com tantos olhos sobre nós. Em vez disso, comecei concentrando-me em andar de salto alto. As fotos me deixaram desconfortável, mas cair na frente de todos, seria muito pior. Demorou um pouco mais de dez minutos para chegar ao edifício principal, mas pareceram 10 horas. Só depois que viramos a esquina, Julianne, Veronica, Sam e Peter apareceram. Julianne tocou no braço de Sam antes de levantar a câmera para tirar fotos. Seus olhos semicerraram e Veronica tirou algumas fotos dela antes de ir ao lado de Julianne. Todos eles nos acenaram antes da porta abrir e Weston e eu pisarmos lá dentro. As luzes estavam ofuscante, e a música que vinha do alto-falante do DJ no canto era alto e otimista. Um caminho para as mesas foi forrado com luzes vermelhas e apontavam chamas de falso brilhante, semelhante a um rio de lava. Outro caminho era azul com luzes cintilantes brancas e translúcidos picos de gelo falso. Metade da sala tinha mesas cobertas de toalhas vermelhas ou pretas, e as paredes foram cobertas com tecido vermelho. Do outro lado mesas decoradas em branco ou azul bebê e branco, material parecido com cetim em cascata do teto ao chão, brilhando como geleiras. No centro da sala tinha uma escultura de gelo enorme em forma de cintilantes chamas que chicoteavam no ar. Uma luz vermelha brilhava de dentro para simular fogo e cinzelados blocos de diamante se projetavam da base da escultura para representar o gelo. Na fronteira com a pista de dança central de um lado tinham pilares curtos soprando o papel de tecido vermelho e laranja, e do lado oposto estavam altos pilares brancos refletindo a luz azul.


Não sabia quem tinha sido encarregado de transformar as áreas comuns em baile e não tenho base de comparação, mas foi mágico e não parecia a escola secundária em tudo. Weston me guiou a uma mesa e sentei antes de olhar para ele. "Quem vai ficar sentados nessas cadeiras?" Eu perguntei, acenando em direção as cadeiras vazias do outro lado da mesa. Weston me ajudou a chegar mais perto da mesa e então se sentou ao meu lado, dando de ombros. "Quem querem que sejam." "E agora?" Eu perguntei. Os garçons, todos os estudantes do segundo ano escolhidos a dedo por estudantes superiores, estavam ocupados trazendo as águas para as dezenas de mesas. Mudei de lado quando nossa garçonete colocou um copo de água gelada ao lado de minha mesa. Ela sorriu nervosamente. A camiseta azul bebé exibindo o tema do baile e o emblema. Weston inclinou-se para falar no meu ouvido, "Uma vez que todo mundo fica sentado, eles vão nos servir o jantar, então dançamos e depois vamos embora." "Só isso?" "Basicamente." Eu relaxei. "Ok, eu aguento isso." Ele levantou minha mão à boca e beijou meus dedos. Então, manteve a minha mão a sua quando as abaixou para o seu colo. Dentro de meia hora, o salão estava cheio de conversa. As duas cadeiras na frente a nós foram preenchidas por Brian Fredrick e Janelle Hunt. Ela conseguiu de alguma forma me encarar e aparecer entediada ao mesmo tempo, mas o Brian


estava animado e falante. Ele e Weston falaram sobre futebol e treinadores. Janelle olhou ao redor da sala, esperançosa de encontrar lugares mais preferíveis. Esperei que tivesse sucesso. "Você ainda esta trabalhando no DQ?" Brian perguntou com suas bochechas redondas movendo igual aos seus olhos redondos quando ele falou. "Sim," eu disse, não tentando encolher de volta sob o olhar da Janelle. Ela estava infeliz por ele ter me abordado. Um cacarejar alto veio de alguém de passagem, e então eu vi o Brady Beck. Ele bateu na nossa mesa com os dedos e assentiu com a cabeça para Brian. "Oh, cara. Que azar." Brian fez uma careta, enquanto o via Brady indo embora. "Isso é rude, cara." Ele balançou a cabeça e então deixou as palavras do Brady rolar para fora. "Queria saber como é trabalhar com Frankie. Parece louca!", disse ele, rindo. "Ela é muito divertida", disse. Janelle suspirou e revirou os olhos. Ela olhava a sala novamente e depois tocou o braço do Brian. "Há duas cadeiras ali!" ela disse ansiosa. Brian tropeçou em suas próximas palavras, desesperadamente tentando encobrir as do seu encontro. "Ninguém te obrigou a ficar aqui," disse Weston. "Se você vai ser uma vadia, eu prefiro que você saia." Os dedos dele nos meus, suas bochechas ruborizaram vermelho contra sua pele bronzeada.


Eu apertei sua mão de volta, silenciosamente implorando-lhe para não fazer uma cena. Janelle não respondeu. Em vez disso, ela voltou sua atenção para as decorações e então acenou para seus amigos do outro lado da sala. Brian ofereceu uma expressão apologética e começou a abrir a boca para mudar de assunto, mas nossa garçonete colocou os pratos de comida na frente de Janelle e na minha. Janelle parecia satisfeita com a distração, mas não agradeceu a garota ruiva desajeitada, desengonçada, que nos serviu. Momentos depois, mais dois pratos foram entregues. "Obrigada," eu disse. A garota sorriu brilhantemente, emocionada ao ser reconhecida. "Você é bemvinda". "Estou feliz que ela tenha aquela bagunça puxada para trás em um rabo de cavalo", resmungou Janelle. "Não quero cabelo na minha comida. Parece com o púbis vermelho." Brian fez uma careta. "Ela está se esforçando muito, Janelle. Dá um tempo." Como escolhemos nossos peitos de frango gordurosos e salada de feijão verde, Weston encolheu-se. "Uau, isso é...." "Pelo menos os pãezinhos estão ótimos," disse Brian, mastigando. Não pude deixar de sorrir. Gostei do Brian.


Janelle deixou cair o garfo contra a mesa. "Nojento todos os anos. Quem me dera que só nos deixassem comer em um restaurante e depois viríamos aqui para a dança." Depois da sobremesa, o DJ se apresentou e nos acolheu no baile. Ele anunciou a principais acompanhantes e patrocinadores, e então colocou uma música agitada para iniciar uma linha de dança. Eu era uma de um punhado de garotas que não correram para a pista de dança. Quem não sabia os movimentos estavam rindo ao tentar aprendê-los. Weston assistia com um sorriso no rosto. Ele parecia contente sentado ao meu lado, o braço descansando na parte de trás da minha cadeira. Brian inclinou-se para mais perto e falou em voz alta para que nós pudéssemos ouvi-lo por causa da música, "Está animado para Duke?" Weston abanou a cabeça. "Não vou para Duke." "O quê"? Brian perguntou confuso. "Eu estou indo para o Instituto de Arte de Dallas," Weston disse com orgulho. "Desde quando?" "Desde que me candidatei e fui aceito." "Seu pai está bravo?" Brian perguntou. Weston abanou a cabeça. "Ele ficou surpreso." "Eu aposto que sim", disse Brian, levantando as sobrancelhas. Algumas gotas de suor tinham começado a forma no seu cabelo, e ele puxou a gola. "Eu tenho que


tirar isso. Eu estou queimando." Ele removeu o casaco do smoking e balançou-o por trás da sua cadeira. Weston fez o mesmo e então olhou para mim. "Você quer dançar?" Eu balancei minha cabeça. Terminou a música atual

e uma balada veio dos alto-falantes. Cadeiras

guincharam em toda a direção do assoalho como os meninos estavam se juntando com seus encontros na pista de dança. "Vamos lá", disse Weston, descaradamente implorando com seus belos olhos. "O-okay," Eu disse, tirando a mão dele. Weston encontrou uma brecha e então me puxou antes de fechar. Ele puxou minhas mãos acima e atrás do pescoço, e eu apertei meus dedos juntos. Ele pousou as mãos em minhas costas e deu o primeiro passo de lado. "Eu não sei dançar", disse. Weston não me ouviu no começo, então inclinado para cima nas pontas dos meus pés e repeti as palavras ao lado de sua orelha. Ele tocou seu rosto no meu... e depois beijou minha testa. "Eu também não, mas vou dançar com você." Descansei meu rosto contra seu peito, quando o deixei me balançar e voltando para a música. Nós estávamos duros e não de todo graciosos, mas não me importava quem estava assistindo, ou o que eles poderiam estar pensando. Tudo o que importava era que estava nos braços de Weston. Eu tinha imaginado isso muitas vezes antes, incluindo o ano anterior, quando

estava


servindo sorvetes ao invés de assistir o baile. Agora que estava exatamente com quem eu sempre sonhei, meu único objetivo era estar presente e viver estes poucos minutos enquanto duraram e desfrutar de cada segundo. Pela maneira gentil que Weston foi me puxando contra ele, pensei que talvez ele estivesse pensando o mesmo. "Eu passei muito tempo tentando não esperar por esta noite com você," Weston disse no meu ouvido. “Mas quanto mais tentava, mais pensava nisso. Não sabia como poderia fazer isso acontecer, mas por algum milagre, você está aqui, em meus braços. Não quero pensar em formatura ou neste verão ou mesmo daqui a duas horas. Agora é o melhor e sempre foi para mim. Neste momento você é meu universo inteiro brilhando em todos os lugares." Ele deslizou os dedos sobre as joias no pequeno decote e sorriu. Eu o abracei apertado contra mim, tentando fazer o mundo parar, para fazer tempo pausar, desejei que pudéssemos de alguma forma permanecermos lá para sempre. Quando olhei de relance em um pequeno grupo de rapazes agrupado a alguns metros de distância, eu sabia que não tinham planos de deixar isso acontecer.


SEIS

"JESUS, ARRUME UM QUARTO, GATES," disse Brady, de pé ao lado da pista de dança com seu grupo de amigos. Weston simplesmente levantou seu punho, levantou seu dedo médio e então retornou a mão em mim. Ele nem olhou para Brady. Se sentindo ignorado, Brady deu os poucos passos de onde nós estávamos dançando e esticou o pescoço para Weston. "Eu me lembro de quando você estava na pista de dança no ano passado, apalpando Alder, toda vez que tinha uma chance." Weston parou de dançar e olhou direto sobre minha cabeça, provavelmente por nada. "Weston," avisei, "Não o deixe estragar tudo. Isso o que ele está tentando fazer." Ele respirou fundo e então o ignorou, dançando novamente. Brady olhou para trás e assentiu com a cabeça para o seu grupo de amigos. Micah e Brendan estavam ali com Tyson e Andrew. Tyson era o único que não parecia particularmente satisfeito com a cena que Brady estava tentando fazer. Brady virou de volta para nós. "Você vai pegar a Erin hoje como fez com Alder ano passado? Na traseira da sua caminhonete?" Eu gelei.


Brady começou a rir. “Ele já te pegou, não é? O que, Erin? Pensou que foi algo que ele fez somente com você?” "Onde está seu par, Brady?" Weston fervia. Neste ponto, todos à nossa volta estava assistindo, ainda dançando, mas cada vez mais perto para ver e ouvir melhor. "Ao contrário de você, eu tenho padrões. E só duas meninas valiam a pena trazer e faleceram há pouco tempo. Você se lembra delas, não é? Suas amigas desde a infância? Sua namorada? A garota que você disse que ia se casar?" Minha expressão me traiu, e os olhos do Brady iluminaram com satisfação. "Ele te deu o discurso vou-me-casar-com-você-um dia, também? Lorota. Ele joga isso tão facilmente como eu te amo." Assim que a canção terminou, Weston virou-se para o rosto de Brady. Brian andou, mantendo seus ombros largos entre os dois inimigos. "Vamos lá, pessoal. É o baile de formatura. Vamos manter a civilidade." Weston deu um passo e inclinou bem perto do rosto do Brady. "Se você tentar arruinar esta noite para ela, você tem minha palavra de que seus pais terão que comprar aquele terno uma vez eu terminar com você." "Sim, porque uns 200 dólares será difícil," Brady zombou. Weston pegou minha mão e me levou de volta à mesa. Fiquei do lado de Weston enquanto ele tomou um gole de sua água gelada. O Brian nos seguiu. "Não se preocupe, cara."


Weston pousou o copo. "Ele está tentando desvirtuar o fato de que apareceu aqui sozinho." Virei e senti o líquido explodir contra minha pele, minha boca a minha cintura. Brady estava segurando um copo vazio. O ponche vermelho que estava estado dentro agora estava escorrendo no meu queixo e no vestido. Seus olhos abaulados grandes quando estendi minhas mãos para os meus lados. Weston pulou em Brady, mas eu empurrei minha mão, segurando-a contra seu peito. "Weston, foi um acidente!" A expressão do Brady transformou de choque para satisfação presunçosa. "Não era sopa de merda, mas tenho certeza que Alder teria ficado tão feliz." Ele puxou outro copo por trás de suas costas e começou a derramá-lo sobre minha cabeça, mas Weston agarrou sua mão. "Não! Weston pare!" Eu disse e o líquido vermelho escorrendo do meu couro cabeludo. Os presentes saíram dos cantos escuros da sala apressadamente, o que antes tinha sido apenas Weston e Brady armando uma confusão, formou-se um círculo, se agarrando e socando um ao outro. O treinador Morris finalmente chegou ao meio e puxou todos os separando. Segurou os dois jovens por seus colarinhos. "O que diabos há com você, Weston?" ele disse, mal reconhecendo Brady. "Olhe para ela!" Weston disse com seus olhos selvagens. Ele apontou para mim e o treinador Morris piscou quando viu que eu estava coberta de ponche.


"Você fez isso, Beck?" O treinador Morris perguntou, soltando o colarinho de Brady. A boca do Brady estava sangrando e seus olhos já estavam começando a inchar. "Foi um acidente! Ela virou e esbarrou em mim!" ele lamentou. "Foi assim que foi parar no cabelo dela?" Treinador perguntou, com suas bochechas vermelhas de raiva. Weston foi solto enquanto o treinador puxava Brady para a entrada. As luzes dos postes brevemente iluminado a área interior quando a porta se abriu antes de ser fechada novamente. O treinador Morris voltou de mãos vazias e apontou para Weston. "Desculpa Gates. Você também. Mas eu quero que esperem até que ele saia do estacionamento." A expressão de Weston se agravou. "Eu prometi que não deixaria Brady se safar de tudo assim. Olhe para ela!" "Weston," eu disse, tocando seu braço. "Olhe para ela!" ele gritou novamente. Os olhos do treinador ficaram tristes. Ele puxou uma pilha de guardanapos da mesa mais próxima e entregou para mim. "Eu realmente sinto muito, Erin. Você ainda está linda." “Talvez até cheire melhor”, resmungou Janelle. Weston abriu a boca para me defender, mas o treinador Morris segurou a mão dele.


Ele apontou para Janelle. "Você. Fora." "O que?" ela gritou. "Pegue suas coisas e fora. Alguém mais quer sua noite arruinada?" A multidão dispersou, e Janelle pegou sua bolsa, fechando os olhos. Ela esperou por Brian. "Vamos!" A voz dela quebrou quando ele chegou. Brian abanou a cabeça. "Pena que você não foi mais agradável com Erin. Weston poderia ter te dado uma carona." "Brian!" ela choramingou. Brian deu um tapinha no ombro de Weston. "Eu teria feito o mesmo. Desculpa vocês terem que ir embora." Weston assentiu com a cabeça e então Brian caminhou para o outro lado da sala. Janelle girou ao redor e pisou para a saída, segurando o celular na orelha. "Eu …" Weston começou, mas ele não conseguia terminar. Estava muito chateado. O treinador Morris acenou para nós. "Ok, Gates. Ele já deve ter ido agora. Eu vou acompanhá-lo. Eu sinto muito Erin." Balancei minha cabeça, sentindo minha pele pegajosa a cada segundo. O constrangimento não tinha vindo e eu me perguntei se viria. Eu estava mais preocupada com Weston do que comigo mesma. Ele estava ansioso pelo baile por tanto tempo e agora, nós tivemos que sair.


Estávamos de mãos dadas enquanto caminhávamos para a limusine, e embora o motorista parecesse chocado ao ver a bagunça que Brady tinha feito com meu vestido, ele não comentou.

Weston, firmemente, segurou minha mão sem dizer uma palavra até que andamos para a porta da frente da minha casa. "Não diga nada," eu disse antes subindo as escadas. Eu podia ouvir as vozes abafadas de Sam e Julianne, misturada com a do Weston antes de fechar a porta do meu quarto e tirei meu vestido. Gentilmente o coloquei na cama e então arranquei os saltos antes de correr para o chuveiro. "Erin"? Julianne chamou do corredor. "Eu estarei ai em um minuto!" Eu disse tão alegremente quanto podia. "Você está bem? O que aconteceu?" “Nada. Foi apenas avassalador.” Ela não respondeu. A água passou por cima de minha cabeça e pele, misturando com o ponche, fazendo uma piscina vermelha aos meus pés antes de rodopiar pelo ralo. Esfreguei o shampoo no meu cabelo, esfregando rapidamente e depois enxaguando. Eu fiz o mesmo com a lavagem do corpo, até que minha pele não estava mais pegajosa.


Eu puxei a alavanca para baixo e arranquei a toalha do rack. Saí do chuveiro esfregando furiosamente a umidade do meu cabelo e pele, e então vesti com uma camiseta confortável, calça jeans e sapatilhas de couro. Quando cheguei lá em baixo, Weston estava de pé junto à porta, as mãos nos bolsos, ainda vestindo smoking melado. Como se um botão tivesse perdido durante o tumulto, seu peito estava à mostra. Partículas de vermelho em tamanhos variados estavam salpicadas sobre o tecido branco da sua camisa e eu recuei, sabendo que nenhum do sangue era dele. "Você está bem?" Weston disse baixinho. Concordei, o alcançando e endireitando sua camisa e gravata o melhor que pude. "Erin? O que aconteceu?" Sam perguntou. "Eu disse à Julianne lá em cima que o baile acabou de ser avassalador demais. Weston concordou em me trazer pra casa, então eu poderia mudar de roupa." Julianne me viu falando, mas minhas palavras não aliviavam sua preocupação óbvia.

"Erin, querida, por que Weston parece que esteve numa

briga?" Weston começou a falar, mas eu o olhei. "Erin …Sam começou, mas a campainha tocou. Weston se afastou para o lado e Sam abriu a porta para revelar Lynn Beck na varanda com Brady, Peter e Veronica. Um dos olhos do Brady estava fechado de tão inchado e o outro estava ameaçando fazer o mesmo. O lábio superior estava inchado com uma bolha de sangue escuro.


"Estou feliz de ver que você parou de sangrar." disse Weston. "Weston!" Veronica disse, chocado. "Você fez isto?" "Pode ter certeza que fiz, e se ele derramar ponche — não, se ele chegar três metros perto de Erin, terá mais uma vez," rosnou Weston. Brady parecia ridículo, atrás da sua mãe com vários ferimentos. Não podia dizer se estava com vergonha ou feliz que ela tinha trazido ele como prova, mas ele não estava tão falante como de costume. "Derramado... o quê?" Julianne disse, sua voz subindo uma oitava. Ela olhou para mim horrorizada. Ela subiu as escadas, e em menos de um minuto, ela caminhava vagarosamente de volta para baixo, com a mão sobre sua boca. Ela levou-me em seus braços e olhou para Sam "O vestido dela está coberto de ponche. Brady derramou rum nela!" A voz dela quebrou com uma combinação de tristeza e raiva. "Ela não é a vítima aqui!" Lynn disse, apontando para mim. "Ela iniciou uma briga desnecessária entre estes rapazes! Eles costumavam ser amigos e ela envenenou a mente de Weston contra meu filho!" Julianne me segurou contra o lado dela. Peter olhou para Weston e falou, "Brady disse que você o atacou depois de Erin esbarrou no seu copo de ponche. Isso é verdade?" Weston ficou agitado novamente. "Brady jogou sua taça de ponche na Erin e depois tentou jogar outro na cabeça dela."


Lynn zombou, "Foi um acidente. Ela está mentindo." "Eu vi", disse Weston. "Todo mundo viu. É por isso que o treinador Morris o expulsou." Sam empurrou para cima seus óculos redondos. "Lynn, acho melhor você ir embora." O rosto de Lynn estava transtornado com nojo. "Meu filho foi atacado, e está nos pedindo para sair? Você nos deve um pedido de desculpas!" Os olhos dela me direcionando. "Não posso acreditar que eu realmente fiquei feliz por você estar indo tão bem. Eu ia indicar você para um prêmio no clube. Como pode dormir a noite, sabendo que você criou tais mentiras sobre o meu filho?" “Não se dirija a Erin”, disse Sam. “Se tem algo para dizer diga a mim”. "Você é a escoria!" Lynn fervia, estreitando os olhos para mim. Julianne pisou no alpendre, poucos centímetros de Brady e sua mãe. "Lynn, tire sua bunda pretensiosa do meu gramado — agora". A mandíbula de Lynn caiu e ela agarrou o Brady pelo braço e saiu o empurrando em direção a sua SUV. "Vai haver consequências!" ela falou de volta, seu cabelo curto saltando quando ela andava. Peter riu. "Ela se dá conta que nós somos advogados, certo?" Veronica olhou para a SUV dos Beck enquanto Lynn ia embora. "Ela se esquece do que eu sei. Brady chega em casa e dá risadas de como ele dá uma de valentão com as crianças na escola e ela ri com ele. Ela o encoraja. Ela acha que essas crianças estão abaixo dela, Brady e sua família. Ela acredita nisso com sua


alma. Ela acha que sua crueldade é engraçada e agora, tem a audácia de fingir que ele é inocente. Simplesmente patético." "Estou decepcionada com esse grêmio", disse. "Eu estava realmente ansiosa para isso." Nossos pais explodiram em risos, nossas mães enxugando as lágrimas. "Oh, Erin," Julianne disse, me abraçando, "Você é incrível." Weston não estava se divertindo. Eu peguei sua mão e apertei. Verônica bateu no ombro de Weston. "Acho que... Acho que podemos consertar a noite. Não é filho?" Levou um momento para que Weston processasse o significado do que ela tinha dito, mas uma vez que atingiu o reconhecimento, os olhos dele brilharam. "Nós podemos!" Ele me levou através do gramado e eu estava feliz que estava sobre sapatilhas em vez de saltos. Ele empurrou a porta da frente e puxou minha mão até chegar à porta do porão. "Espere aqui," ele disse. Ele desapareceu escada abaixo, e poucos momentos depois, a música começou a flutuar acima do porão. Quando abriu a porta, seu cabelo estava suavizado e tinha um sorriso no rosto. Ele ofereceu a mão. "Vamos lá". "O que está acontecendo?" Eu perguntei. Weston me levou para baixo pelas escadas e eu ofeguei. "O que... quando você fez tudo isso?" Eu perguntei.


Todo o porão estava envolto em serpentinas laranja, vermelho, azul e branco. A mesa de café estava arrumada, e luzes brancas tinham sido dispostas em todas as partes superior das paredes. Um sorriso largo se estendeu no rosto dele. "Eu não tinha certeza se realmente iríamos então isso era um plano B." "Você pensou que eu daria pra trás?" "Bem, até que nós nos sentamos à mesa." "Então... fez nosso próprio baile?" Ele enfiou as mãos nos bolsos e deu de ombros. "Minha mãe ajudou." Eu joguei meus braços ao redor dele. "Eu te amo. Estou tão "— balancei minha cabeça — "apaixonada por você. Não sei porque você me ama tanto, mas tenho tanta sorte. " "Yeah?" ele disse. Veio uma música lenta no som e Weston apertou suas mãos atrás de mim. Eu olhei para ele. "Me sinto mal de que você não tenha conseguido terminar seu último baile." "Não. Este é o melhor. Nós deveríamos ter vindo direto pra cá após a formatura." Eu não ia dizer-lhe que me senti do mesmo jeito. Em vez disso, descansei minha bochecha contra o seu peito, deixando-me relaxar pela primeira vez naquela noite. Ninguém estava assistindo e ninguém estava julgando ou filmando ou


pensando em rumores para espalhar. Só nós, em nosso espaço, foi assim que nossa história começou. Ele tocou seus lábios na minha orelha. "Nada que Brady disse era verdade." "Eu sei", eu disse, respirando as palavras. Não havia ninguém aqui para dizer a ele onde podia manter suas mãos ou não me dar um beijo muito longo. Gostei disso em nosso baile privado, também. Sua boca viajou no meu pescoço, e ele puxou a gola da camiseta para provar o meu ombro. Eu levei meus dedos em seu cabelo e olhei nos olhos dele, quando ele se afastou. Ele olhou para baixo para mim com tanta intensidade e ele me segurou tão perto dele que me apaixonei me perdendo no momento, saltando do abismo. Outra canção começou, e nós balançamos para frente e para trás. Não importava se eu era boa em dançar ou se estava muito perto, ou se pisei no pé dele. Foi um alívio tão grande, tão libertador. Tocou uma canção alegre e Weston começou aos saltos, balançando a cabeça. Eu o assisti por alguns momentos, uma sobrancelha levantada, e depois me juntei a ele, levantando as mãos acima da cabeça enquanto meu cabelo balançava e pulando em círculo. Éramos livres e felizes. Ele me aceitou como ninguém. Ele sempre me teve. Suas risadas e as minhas encheram a sala. Apenas algumas vezes eu tinha rido tanto ou por tanto tempo, e todas elas tinham sido com Weston. Até agora, ele era meu melhor dia, minha noite favorita e todo o resto. Uma vez que tudo estava acabado, estávamos sem fôlego, sem ar e com sorrisos ridículos em nossos rostos.


Uma música lenta familiar começou a tocar, e Weston estendeu os braços. "A melhor parte sobre isso? Não preciso me preocupar com alguém cortando." "Não quero dançar com ninguém além de você." Weston afrouxou a gravata e eu o ajudei a passar sobre a cabeça dele. Esse pequeno movimento começou uma avalanche de beijos suaves e fortes mãos agarradas na minha pele, tornando-se mais intensa, mais como necessidade. Eu andei para trás do sofá, puxando-o comigo, enquanto sua boca sorriu contra a minha. Nós nos sentamos juntos sobre as almofadas gastas que ocupavam tantas vezes antes, mas desta vez era diferente, e ambos sabíamos. Era um clichê — o sexo previsível na noite do baile — mas eu já tinha entregado a ele minha virgindade. Durante esta agitação de tempo em nossas vidas, havia muitas estreias e algumas que pareciam se confundir. Dezoito anos foi sobre existir somente para o presente, porque não sabíamos se a próxima vez que abríssemos nossos olhos seria o momento que nossa juventude tinha acabado. Por esse motivo, nós iríamos quebrar regras, cometer erros, intencionalmente ir pelo caminho errado. Estávamos vivendo nos últimos dias de reivindicação. Um dia, quando olharmos para trás nestas páginas, se doesse olhar, poderíamos dizer que nós éramos apenas crianças. Isso foi o que disse quando Weston levantou minha camisa sobre minha cabeça. Por um momento, segurei minha respiração e firmemente, fechei os olhos. Meu coração trovejou no meu peito, mas me forcei a estar presente, para não mais viver minha vida com a cabeça para baixo. A primeira coisa que vi quando abri os olhos novamente foi á adoração pura nos olhos de Weston. Aquele olhar comprometido de que não importa o que


aconteça entre aquele momento e o resto de nossas vidas, eu nunca esqueceria o que senti neste segundo do infinito. "Você é tão bonita." Ele tropeçou sobre as palavras, tão empenhado em despir-me. Seu toque era reverente, me fazendo sentir como seu bem mais precioso do mundo. Após dezoito anos de querer ser livre, tudo o que conseguia pensar era pertencer ao homem que me puxava, como se ele precisasse de mim pra respirar. Tantos pensamentos e emoções lutaram uns com os outros dentro da minha cabeça, todos liderando para o mesmo desejo. Não conseguia falar. Não sabia o que dizer de qualquer maneira. Tudo que sabia era que a noite era nossa, e ele era meu. Cheguei perto, toquei seu peito e senti o seu corpo perfeitamente esculpido debaixo da palma da minha mão. Eu queria tirar a camisa dele também. Meus dedos desajeitados se atrapalharam com os botões. Enquanto soltava cada um, beijava uma linha para baixo no seu peito. Cada lado da camisa em minhas mãos, eu puxei para baixo pelos braços e Weston manobrou as mangas enquanto manteve os olhos nos meus. Ele pensava que eu era linda, mas ele era a perfeição. “Deita de costas para mim.” Seu pedido soou quase como se estivesse implorando. De volta para o sofá, minha respiração apanhado, quando deitou por cima de mim. O calor do seu corpo cobrindo o meu, fazendo minhas pernas tremerem. Se isso fosse tudo o que aconteceu, seria suficiente. Este é apenas o começo, no entanto. Com esse pensamento, eu tremi novamente.


Weston pressionou um beijo ao lado do meu rosto, seu hรกlito quente fez cรณcegas na minha orelha. "Nada em minha vida jamais serรก como este amor." ele disse antes de deixar seu peso cair contra mim.


SETE

NA SEMANA DA GRADUAÇÃO, os salões da alta Blackwell estavam cheios de sussurros especulando por que Weston tinha atacado Brady durante o baile. Alguns disseram que eu traía Weston com Brady, alguns disseram que Brady tinha tentado cortar Weston por ter tido um ataque de ciúmes e alguns na verdade tinham começado um pouco mais perto da verdade. Frankie tinha limpado o meu horário no Dairy Queen até as férias de verão, e porque o beisebol acabou, Weston havia solicitado que pudéssemos ir de carona para a escola durante a semana. Eu ouvi seu vermelho Chevy resmungando da rua antes que tivesse feito todo o caminho até as escadas. Abri a porta para vê-lo correr para os degraus da frente, e ele divertidamente abordou-me no piso de madeira na sala de espera. "O que na terra?" Julianne disse com uma risada, olhando para nós. Curvando-se na cintura, Weston estava tremendo com o riso, os pés de cada lado de mim, quando agarrou a parte superior do meu braço. "Não quis derrubar você!" ele disse. Levantou-me aos meus pés e então beijou minha bochecha, ainda rindo. "Bom dia para você, também," eu disse, inclinando com seu beijo. Julianne nos assistiu por um momento, fingindo desaprovação. "Vamos lá. Biscoitos com molho na cozinha." "Sim!" Weston disse, arrastando-me pelo corredor.


O humor dele esteve variando desde o baile de formatura. Na noite anterior, ao telefone, ele tinha estado um pouco taciturno e calmo quando falamos sobre o semestre de outono. Agora ele estava quase maníaco. Julianne corta dois biscoitos para Weston e para mim e depois os encharcou no molho. Quando ela colocou os pratos na nossa frente, Weston atacou. Julianne cruzou os braços sobre o peito. "Lembre-se, se Brady …" "Ele não vai dizer nada a ela," Weston disse com a boca cheia. "Não se preocupe". Julianne franziu a testa. "Eu estou preocupada com você, também. Você tem sorte que não ficou suspenso." Weston esvaziou a boca. “Não podem afastar-me se não estiverem afastando Brady, e Brett e Lynn não deixariam isto acontecer, portanto estou seguro”. "Então", Julianne disse encostada no balcão ao lado do fogão, "se ele começar alguma coisa, você vai fazer ele se calar, certo?" "Certo," Weston disse com um aceno de cabeça. "E não vai agravar a situação?" ela perguntou. "Sim, senhora." Ele balançou a cabeça novamente. “Estou realmente bem ” eu comecei. "Estarei no seu armário entre as aulas", disse Weston. "E as aulas que ela tem com o Brady? Ou seus amigos?" Julianne perguntou. "Estou aqui", eu disse um pouco mais alto do que pretendia.


Julianne cobriu sua boca. "Oh, querida, eu sinto muito." "Fiz isto por muito tempo," eu disse. "Não é meu primeiro rodeio. Eu posso lidar com Brady. Não preciso que ninguém para o controlar." Julianne deu um passo. "Eu sou apenas... estamos tão perto do fim. Eu quero esta semana para ser toda de boas lembranças para você." "Obrigada". Respirei. "Mas você não pode me manter segura o tempo todo. Você não pode garantir que as coisas más não aconteçam. Eu estou mais bem equipada para lidar com Brady de qualquer maneira." "Isso não significa que você deve ter que lidar com ele, especialmente não esta semana", disse Weston. "Não preciso que ninguém defenda minhas batalhas," eu disse, meu tom muito afiado. "Você não precisa de ninguém," disse "Você é bem-vindo", disse ela. "Estarei na caminhonete," ele murmurou antes de nos deixar a sós na cozinha. Eu balancei minha cabeça. Weston, empurrando seu prato quase vazio em direção a Julianne. "Obrigado pelo café da manhã." "Está tudo bem?" Julianne perguntou. "Ele estava chateado ontem à noite e hiper alegre esta manhã. Agora, ele está chateado novamente. Não consigo acompanhar." "É difícil", disse ela.


Eu poderia dizer que ela estava propositalmente evitando uma resposta verdadeira. "O que eu perdi?" Perguntei. Ela hesitou. "Eu .... não sei, querida. Eu não poderia começar a imaginar o que passa pela cabeça dele." "Mas você tem uma ideia," eu disse. Julianne engoliu já lamentando suas próximas palavras. "Talvez se sentindo fortemente sobre você é... difícil quando ele não sabe o que você sente." "Mas ele sabe o que eu sinto por ele. Não sei mais como fazê-lo sentir-se melhor, exceto fazer promessas que não posso cumprir." "Ele está preocupado com o que vai acontecer depois que começar o semestre de outono. Rapazes são apenas tão emocionais como as meninas. Só não sentem as coisas tão intensamente quanto nós. E quando eles sentem, só não sabem como lidar com isso." "Claramente", disse, em pé. "Eu coloquei sua mochila na porta ontem à noite." "Obrigada". Acenei para ela antes de caminhar pelo corredor. Eu peguei minha bolsa, balancei as correias sobre os meus ombros e então caminhei para a caminhonete de Weston. Ele estava perto da porta aberta do passageiro, olhando para o celular dele enquanto batia com os dedos nele. Subi no meu lugar, mas meu agradecimento silencioso não obteve resposta.


Quando Weston sentou-se atrás do volante, ele pegou a minha mão. Como não segurei a mão dele, ele olhou para mim. "Fala comigo", disse. Ele pegou a minha mão novamente. Eu o olhei com expectativa. Ele suspirou. "Falar com você sobre o que?" "Seu humor ontem a noite. Estava oposto do humor desta manhã. Seu humor agora. O que você está pensando. O que te preocupa. Tudo o que você não está dizendo, quero que coloque para fora." "Isso vai demorar mais tempo do que temos antes da aula." "Então, nós estaremos atrasados." Weston pensou por um momento, e então mudou a engrenagem no estacionamento, afastando-se do meio-fio sem mais uma palavra. Mesmo embora eu morasse dentro da minha cabeça, na maioria das vezes e não entendo muito bem como particularmente loquaz as pessoas sempre pareciam ter algo a dizer, o silêncio era sufocante. Depois que conseguimos uma vaga de estacionamento no parque da escola, Weston saiu e ajudou-me em seguida a descer até o pavimento. Ele começou a andar para dentro do prédio, mas não me mexi. Ele virou e estendeu suas mãos tempo suficiente para deixá-las cair para as coxas. "Vá lá, baby. Nós vamos nos atrasar." "Por que não fala comigo sobre isso?" Eu perguntei. "Porque é uma longa conversa e temos aulas."


"Você poderia ter falado comigo ontem à noite." "Já era tarde." "Então, você só espera a hora certa?" “Sim.” "Então é importante". "Sim". Em seguida, ele balançou a cabeça. "Não, não sei. Você quer falar sobre isso, então acho que estamos falando." Meus olhos se estreitaram. "Diga-me por que estava tão contente esta manhã e o que mudou." "Não importa. Foi uma ideia estúpida e percebi que não importa." "O que não interessa?" O sinal tocou e Weston suspirou. "Vamos, Erin. Falamos sobre isso mais tarde." Uma conversação barulhenta saiu com ímpeto na minha mente. As palavras: espere, paciência e agora surgiu na maioria. Weston estendeu a mão. Parte de mim queria enrolar-me em seus braços e a outra queria bater na sua mão. Então, percebi que meus pensamentos e minhas emoções estavam apenas chocados como o comportamento dele, então não podia culpá-lo por tudo o que estava acontecendo na cabeça dele. "Promete"? Eu perguntei. "Prometo", ele disse, passando a mão pela minha.


Caminhamos juntos através das portas dobradas e, em seguida, no corredor na direção do meu armário. Weston me deu um beijinho rápido antes de correr para o corredor B para sua classe e corri para Bio. Brady estava em seu lugar, rabiscando em seu caderno. Ele nem reparou quando entrei. O inchaço estava fundo em seus olhos, mas era ainda óbvio que Weston tinha aplicado mais de um bom golpe. Sra. Merit atirou-me um olhar, mas continuou passando o guia de estudo para a final. "Este é um quinto do seu grau, senhoras e senhores. Se você pretende andar na cerimônia de formatura de sábado, sugiro fazer tempo para estudar esta folha." Eu segurei o papel na minha frente, vendo todas as perguntas para o teste, acompanhado pelas respostas corretas. Guias de estudo da Sra. Merit sempre foram o teste e as respostas em ordem e eu me perguntei se o final seria diferente. De qualquer maneira, só memorizar qual resposta era com qual pergunta e seria suficiente. "Saiu o ponche do seu vestido?" Sara perguntou. Minhas sobrancelhas levantaram para processar sua pergunta. "Seu vestido de baile. Ouvi que Brady derramou seu ponche em você… bem, está mais para jogou." Balancei a cabeça. "Ele realmente o derramou sobre sua cabeça?"


Rosto do Brady entrou em foco só por cima do ombro de Sara. Ele estava me olhando com o único olho que não estava inchado demais para ver. Eu foquei na Sara e depois de volta para baixo no papel. "Se é verdade, ele merecia aqueles socos. E se não for, ele provavelmente mereceu assim mesmo." "Ninguém merece isso," eu disse calmamente. Sara parecia chocada, mas ela não falava. Ela olhou por cima do ombro para Brady, que desviou o olhar. "De agora em diante, eu aposto que ele vai manter as bebidas longe de você… e ele pode não querer fazer isso com mais ninguém." Eu pressionei meus lábios juntos e continuei a leitura abaixo da linha de perguntas, fingindo estudá-las, enquanto a voz da Sra. Merit zumbia no fundo. Foi difícil se concentrar enquanto tantos pensamentos estavam rodando dentro da minha cabeça. O resto do dia parecia durar para sempre, no entanto, antes que eu percebesse, Weston e eu estávamos pegando suprimentos de arte ao lado do mural no centro da cidade. Sra. Cup nos assistia todos como falcões. Se parecia que não tínhamos controle completo dos nossos pincéis, ela fazia que nos lembrássemos dela, ameaçando se usássemos a tinta para tudo menos o mural. Depois que terminamos, Weston abriu a porta do passageiro e entrei. Ele olhou para mim, uma tempestade se formando em seus olhos. Ele tinha ficado tranquilo todo o dia e eu não sabia quando ele decidiria falar sobre o que o estava incomodando. Ele me fez esperar até estarmos no porão de sua casa. "Você tem dever de casa?" ele perguntou.


"Eu tenho que estudar para os exames finais." "Eu também," ele disse, mexendo na sola do seu sapato. Ele estava quieto por vários momentos, e então soltou um suspiro pesado. "E se eu...." Ele franziu a testa. "E se você o que?" Eu disse, pressionando-o. O quarto estava quieto. A televisão estava desligada. Peter e Veronica estavam no trabalho ainda. O porão parecia uma milha subterrânea em vez de só lá embaixo. Mas ainda assim, ele queria me dizer tudo o que tinha ficado segurando na privacidade do seu espaço, no seu território, onde ele se sentia seguro e no controle. Eu engoli. Pela primeira vez, senti medo do que ele estava prestes a dizer. "Está terminando comigo?" Eu perguntei. Ele fez uma careta de nojo e se afastou de mim, balançando a cabeça. "Você teria que ser minha namorada para eu fazer isso." "O que isso quer dizer?" Eu disse, os pelos na parte do meu pescoço arrepiaram. Cada polegada da minha pele sentiu frio, como as cicatrizes que eu tinha acumulado ao longo dos anos tinham desaparecido, deixando-me indefesa. Weston instantaneamente pediu desculpa pelo seu comentário, agarrando minhas mãos. "Não foi o que quis dizer. Quis dizer que você não é realmente minha. Pelo menos, é como me sinto." Levantei-me. "Então, o que estamos fazendo?" Weston me persuadiu para baixo para sentar ao lado dele. "Eu estou dizendo tudo errado. Eu estive pensando o que eu diria todos esses dias... toda a semana e ainda estou estragando tudo."


"Estragando o que? O que está acontecendo com você?" Respirou profundamente. “Assusta-me quando falamos sobre Agosto. Penso na nossa relação existente somente pelo telefone e nas férias e isso expulsa a merda fora, okay? Pensei talvez … pensei que eu poderia matricular-me na OSU. Então, talvez, se estiver no estado com você..." “O que?” "Então, esta manhã, você... Lembrei-me..." "Lembrou de que?" Ele respirava para fora como se tivesse sido socado no intestino. "Você não precisa de mim, Erin. E isso me assusta." Pensei em suas palavras. Ele estava ferido, e mesmo que eu quisesse falar a verdade, era desonesto magoar o homem que eu amava. Eu escolhi cuidadosamente minha resposta. "O que faz te pensar que não preciso de você?" Ele desviou o olhar. "Você não precisa de ninguém. Eu estava... Cheguei tarde demais. Eu esperei tempo demais. Você teve que construir muros. Você fez planos para seu futuro que não me incluem. Talvez seja patético que esteja pensando em maneiras de não te perder, mas finalmente estou onde quero estar." "Você quer estar em Dallas." "Eu quero estar com você". "Weston, casais vão para faculdades diferentes o tempo todo. Vai ser uma adaptação, não se vendo tanto, mas não será o fim do mundo".


"Ver"? Desta vez, ele foi a uma oitava acima. Ele apontou para mim enquanto andava para frente. "Isso. Aquilo ali. Sim, estou preocupado com indo em direções diferentes, que nós vamos crescer separados, que você vai conhecer alguém novo. Você não vai?" Balancei minha cabeça. "Não". "O fato de que você não está preocupada com isso, me mata Erin. Perguntome se você me ama." A pele ao redor dos olhos estava apertada e eu podia ver a pulsação latejante em um lado do pescoço. "Você quer fazer promessas que não pode cumprir. Você disse que teria que improvisar juntos. Eu estou improvisando. Não sei o que mudou… ou por quê." Ele pegou o controle remoto da mesa e jogou pela sala. O plástico preto explodiu em centenas de pedaços, estourando em todas as direções. Eu pulei, cobrindo meu nariz e a boca com as mãos. Weston apertou os dedos na coroa da cabeça dele enquanto continuou a andar para frente e para trás, suas bochechas vermelhas em frustração. "Estamos um pouco passando do improviso, Erin! Você não acha? Quer dizer, o que você tem com isso? É você só passando o tempo até ir embora para a faculdade?" "Não!" Eu disse. Eu estava meio insultada, mas também meio desesperada para fazê-lo sentirse melhor, para acalmar seus medos, mas nem um de nós sabia o que aconteceria com certeza. Ele saberia que eu estaria mentindo se eu tentasse dizer o contrário. Eu fiquei parada, ele tirou as mãos da cabeça e envolveu seus braços ao meu redor.


"Para!" Pára." Eu tentei manter minha voz baixa. Pressionei meu rosto contra o seu peito, fazendo o sutil chiado nos pulmões mais perceptíveis para mim e fiquei preocupada. Ele olhou nos meus olhos à procura de algo. "Está pronta para a OSU? A Universidade do norte do Texas não é nem uma hora de distância de onde eu vou estar. É uma das maiores universidades públicas do país. No próximo ano, encontraremos um lugar para alugar no meio … " Eu balancei minha cabeça. "Já fui aceita. Eu mesmo ainda não me apliquei para a UNT. Pagar outra taxa de matrícula fora do estado seria ridículo." "Sam e Julianne estão pagando, lembra? A UNT é uma grande universidade que oferece todas as ofertas de OSU. Não há um Instituto de arte perto de Stillwater. Basta aplicar, e… " "Eu não vou arrancar isso dos meus pais, para ser mais convenientemente localizada para você." "Para mim?" ele disse incrédulo. "E agora você está falando sobre morar juntos? Em um ano? Acho que eu estaria mais preparada por você terminar comigo.” Boca de Weston caiu aberta e eu recuei com pesar. "Eu quis ir para OSU toda a minha vida, Weston. Por favor, tente entender isso." "Eu fui apaixonado por você toda a minha vida." Sentei-me no sofá e cobri meu rosto com minhas mãos. Depois de vários momentos de silêncio, eu olhei para ele. Ele não mudou.


"O que é isso? Um ultimato? Se eu não for a UNT, o que acontece então?" Ele se sentou ao meu lado. "Não é um ultimato. Eu esperava que ficasse animada. Ainda não decidiu sobre uma especialização. Não vejo por que não pode ser lá em vez disso. Se você está querendo sair de Blackwell, prometo a você que vai concorrer em muito menos pessoas na UNT que na OSU." Como não respondi, ele continuou, "Sabe que Brady vai para a OSU?" "Não, ele não vai," eu disse, balançando a cabeça. "Os Becks são ex-alunos da OSU." "Isso não significa que ele…" "Ele vai para OSU, Erin. Ele foi aceito. Ele vai. E não posso protegê-la dele, se estou em Dallas." "É um grande campus." “Erin…” "Não. Você não vai me assustar para fazer o que quiser. Não tenho medo dele. Eu nunca tive medo dele — ou qualquer um. " "Então, qual é o ponto? O que importa se você deixar Blackwell, quando você vai lidar com as mesmas pessoas?" "Não é ensino médio. Vai ser diferente. Duvido que eu nunca vá vê-lo." "Por que é tão teimosa sobre isso?" "Eu não sou teimosa! É só uma coisa que eu quero!"


"Você nunca esteve nesse maldito campus, Erin! Como você sabe se isso é o que você quer?" ele gritou. As veias do pescoço foram abauladas da pele avermelhada. Ele se afastou de mim. Então, se levantou e começou a andar outra vez com seus dedos atados em cima de sua cabeça. "Você me amava antes de gastar tempo comigo. Às vezes, você sabe." Weston virou-se e sentou na mesa de café na minha frente, inclinando-se e segurando meus joelhos. "Eu estou. Estou tão apaixonado por você. Não quero ser apenas um ponto no seu caminho de sair daqui." "Você não é," eu disse, um pouco de desespero em minha voz. "Nenhuma relação funcionará se não for uma prioridade. Definitivamente não com uma longa distância. Temo que se for, não será fácil e se for muito trabalho, você vai me ligar um dia e dizer que acabou. Eu preciso de você precisando de mim, Erin. Se não, você não investiu o suficiente para fazer este relacionamento dar certo. " "Weston, está você me ouvindo? Estou dizendo …" "Tudo bem, mas e o que eu quero ouvir." Franzi a testa. "Você quer uma promessa". "Eu poderia fazer essa promessa. Bem aqui, esta noite, prometo que posso fazer este relacionamento dar certo. Prometo que não vou desistir." Senti meus olhos queimando de lágrimas. "Isso é como prometer que não vai morrer ou prometer que nunca vai machucar alguém. Algumas coisas não estão em nosso controle. Não pode prometer que vamos ficar juntos, porque você não sabe como você vai se sentir daqui a um ano."


"Sim, Erin. Eu posso." Ele me olhou por um longo tempo, e em seguida o maxilar ficou tenso. "É em mim que você não acredita? Ou nós?" "Há alguns meses atrás, estava apaixonado por uma Erin diferente." Ele olhou para mim. "Você sabe que isso não é verdade." "Eu não estou sendo difícil, Weston. Estou sendo realista. Eu não estou tentando machucá-lo." "Então, prometa que vai tentar." "É claro que eu vou tentar". Ele tocou sua testa na minha, insatisfeito com as palavras que me pediu para dizer. "Não temos muito tempo. Estou contando os dias até nós embalarmos nossas coisas e dirigir em diferentes direções. Não sei o que vai acontecer daqui a um ano, mas sei que nunca me esquecerei. E eu farei qualquer coisa para não deixar de tentar." "Weston," eu sussurrei. Chupei em uma respiração. Uma lágrima derramada e caiu em uma linha para baixo na minha bochecha. "Não posso fazer isso por você. Eu tenho que fazer isso por mim." Seu rosto comprimido como se ele estivesse sofrendo e falou em um tom de mendicância, "Eu sei que nós somos garotos da escola e é louco me sentir assim, mas a faculdade é quatro anos do meu futuro. O resto é contigo." Eu respirei fundo e toquei seu rosto com minhas mãos. "Um dia desses, você vai ficar olhando meu diploma do estado de Oklahoma na parede da nossa casa em


algum lugar no Texas e eu vou lembrá-lo sobre nossa última semana de escola secundária e quão preocupado você estava." Ele riu uma vez sem humor, e olhou tão profundamente nos meus olhos que minhas paredes não podiam mantê-lo fora. "Isso parece um pouco como uma promessa." Eu mordi meu lábio. "É uma previsão." Ele olhou para o chão e depois voltou os olhos para mim com um sorriso forçado. "Eu vou levar o que consigo."


OITO

EU FRANZI AS SOBRANCELHAS quando Julianne colocou o chapéu de formatura marrom na minha cabeça. Era quadrado e estranho e não me fez sentir realizada em tudo. "Quem teve a ideia para usar os chapéus era para nos fazer olhar estúpido um dia ou quando é suposto para nos sentir inteligente?" Eu perguntei. Julianne riu. Sam cruzou os braços sobre o peito e inclinou-se contra o batente da porta. "Eu acho que você está muito bonita e muito inteligente." Eu ofereci um pequeno sorriso. "Obrigada." "Estou surpreso que você pode encaixar seu cérebro nesse boné", acrescentou Sam, empurrando para cima os óculos redondos de casco de tartaruga. Um riso único estouro da boca da Julianne e então ela apertou seus lábios juntos, sacudindo a cabeça enquanto continuava a colocar grampos no meu cabelo. "Muito engraçado", disse, tentando não rir, também. Julianne beijou minha bochecha. "Tudo pronto", disse ela, caminhando para ficar ao lado do seu marido. Sam manteve Julianne contra o seu lado. Minha mãe passou os dedos pela boca e então descansou seu rosto contra o ombro de Sam. "Olhe para ela." "Estou olhando", Sam disse calmamente.


Suas expressões eram aquela mistura de feliz e triste, que eu estava acostumada a testemunhar simultaneamente de luto pela filha que tinham perdido e celebrando a filha que tinham encontrado. O telefone celular de Julianne tocou e ela respondeu com uma voz alegre, "Oi, Veronica". A voz dela imediatamente reduziu para um sussurro e desviou para o corredor. "Eu não... Sim, ela está aqui. Eu não sei. Tenho certeza de que ela poderia, mas... tudo bem. É claro. É claro. Bye." Ela voltou para a sala, os olhos dela dançando entre mim e o Sam. "Weston... não está bem." "Sua asma?" Perguntei dando um passo. Ela balançou a cabeça. "O que está errado?" Sam perguntou. "Ele está perturbado," disse Julianne. Eu sabia o que ela quis dizer e aparentemente, assim como Sam, porque seus olhos iluminaram com compreensão. "Não sei como fazer para ele se sentir- melhor. Eu tentei ..." Eu disse. "Não estou certo de que alguém pode", disse Sam. "É algo que talvez ele tenha que resolver por conta própria." "Ele estava pensando em se matricular na OSU", disse. "Ele o quê?" Sam disse, empurrando os ombros da porta para ficar reto. "Então, ele me pediu para matricular na Universidade de North Texas. É menos de uma hora do Instituto de Arte de Dallas."


Julianne olhou para Sam antes de voltar a olhar para mim. "É isso que você quer?" Depois de alguma hesitação, balancei minha cabeça. "Não, eu quero ir para OSU." "Então, você não deve mudar sua mente," disse Sam. Eu olhei para minhas unhas. "Ele fez bons pontos. Ele disse que a UNT oferece os mesmos programas, mas não há uma escola de arte comparável perto de OSU. Desde que eu ainda não decidi sobre uma especialização, ele não entende por que não vou mudar de escola." "Ele não tem que entender," disse Sam. "Eu não sou apático aos seus sentimentos. Reconheço o seu medo.” “Não consigo imaginar como me sentiria se estivesse no seu lugar" disse ele, olhando amorosamente para sua esposa. "Tenho certeza que é preocupante, não saber o que pode acontecer quando você se sente fortemente ligado a alguém. Mas ele tem que deixá-la ir, Erin. Se é para ser, ele vai trabalhar isso." "Ele não tem que deixá-la ir," disse Julianne. "Eles podem fazer isso funcionar, se isso é o que ambos querem." Balancei a cabeça. "É isso que você quer?" Julianne disse. "Eu o amo. Mas também me amo." Julianne suspirou e caminhou alguns passos para me puxar num dos seus abraços incríveis. "Como você deve."


"Ele vai ficar bem," disse Sam. "Tenho a sensação que ele está ansioso sobre um monte de coisas. Tem grandes mudanças chegando. Os dois podem fazer juntos." Julianne me deu mais um abraço antes de me soltar. Ela endireitou o pendão pendurado do meu chapéu e sorriu. "Talvez você possa ir lá antes de irmos embora. Animá-lo. Deve ser um dia feliz." Eu assenti com a cabeça e passei por ela e Sam para o salão e então desci as escadas. A porta da frente se lamentou quando abriu, o sol estava brilhante. Com cada passo que eu dava, meu coração sentia mais pesado e minha cabeça se sentia mais completa com pensamentos do que esperava quando entrei na casa de Gates. As palavras de Sam e Julianne presas dentro da minha mente, repetindo o ritmo dos meus passos. Ele está chateado. Você não deve mudar de ideia para qualquer um. É preocupante. Ele não precisa deixá-la ir. É isso que você quer? Ele vai ficar bem. Bati na porta de madeira grossa e esperei. Após um minuto, não veio ninguém, então bati novamente. Eu esperei e nada aconteceu. Eu virei o botão e

podia ouvir vozes vindo da parte de trás da casa,

provavelmente da sala de estar. Entrei e fechei a porta atrás de mim. As palavras de Weston obscurecidas no conjunto. A sua voz levantou-se. Peter e a Verônica tentavam raciocinar com ele. Ele estava mais do que preocupado.


"Pode apenas tentar aproveitar o dia?" Veronica declarou. "Você não apenas está o arruinando por si mesmo, Weston. Você vai estragar tudo para ela." "Este não é seu último dia com ela", disse Peter, sua voz tensa. "Você terá todo o verão." "Isso é o que Sam e Julianne disseram? Eles sabem alguma coisa?" Weston perguntou. "Não", disse Peter. "Weston, acalme-se. Trabalhe em si mesmo." Eu ouvi um barulho e em seguida Weston deu uma tragada do seu inalador. "É isso", disse Weston, soando quebrado. "Eu esperei demais. Não temos tempo suficiente." "Tempo suficiente para quê?" Verônica perguntou. "Para que ela sinta o amor forte suficiente por mim. Ela não se sente como eu." "Weston, você tem dezoito anos. Você tem sua vida inteira pela frente," Peter repreendeu. "Erin é uma garota doce, mas ela não é a única garota. Se ela se mexer, então você pode também." "Você não entendeu," disse Weston. "Você só não entendeu. Se você tivesse amado a mãe como eu amo Erin, não diria isso para mim." "Weston!" Veronica guinchou. Virei para o banheiro e pressionei contra a parede. Se eles sabiam que eu tinha ouvido a conversa deles, eles teriam vergonha e eu também. Eu tinha que sair de lá antes que eles percebessem que tinha entrando.


As próximas palavras de Weston foram abafadas. Então, Peter falou, "Eu sei que é melhor sentir esse tipo de amor do que nunca sentir nada. Também sei que se continuar a insistir nisto, vai afastá-la." Enquanto me arrastava pelo corredor, Weston falou novamente, "não posso ajudá-la. Eu a amo. Sempre a amei. Não sei o que é pior. Agora que sei como é estar com ela, nunca terei algo melhor. Não acho que eu deveria. Todos ficam me dizendo que tenho que deixá-la ir. Mas por que eu faria isso para mim? Eu já sei como me sinto sufocar — como sugar em uma respiração e não conseguir ar suficiente, não importa quantas vezes ou profundidade. Você diz que eu estou sendo melodramático, que estou exagerando, mas sei que estou morrendo e eu senti isso mais de uma vez. Isto... isso é pior. " Escorreguei para fora da porta da frente e cobri minha boca, alcançando os trilhos de ferro assim que meus joelhos ficaram firmes. Cada respiração vacilante que encheu meus pulmões me fez pensar em suas palavras e a agonia e o pânico em sua voz. Depois de tomar alguns minutos para reunir-me, fechei minha mão em um punho e bati contra a madeira. Weston estava ansioso por estes últimos dias de escola e eu não ia deixá-lo se arrepender de nada. Mesmo se fosse a única ainda a improvisar, ele precisava ouvir algumas palavras simples de mim e eu diria a ele — as palavras que tinha medo de dizer em voz alta, mas isso não as torna menos verdadeiro. Como ninguém veio até a porta, eu toquei a campainha, ouvindo que soou como descascar uma melodia intrincada pelos sinos da Catedral. Veronica respondeu a porta, sua expressão cansada. "Erin", ela disse, aliviada.


"Posso entrar?" perguntei. Ela saiu para o lado e abriu mais a porta. "Sim, por favor. Ele está na sala de estar". Apressei-me ao fundo do corredor, a porta do porão e a cozinha, e de repente parei a cinco pés de Weston. Ele estava ainda de costas. "Weston?" Eu perguntei, não tinha certeza se ele ainda queria me ver. Ele se virou. Seus olhos estavam vermelhos. "Eles pediram que viesse?" Balancei a cabeça, esperando que ele iria acreditar na mentira. Não queria perturbá-lo ainda mais. "Eu queria ver você." "Assim não. Eu estou uma bagunça." "Você está nervoso. Todos nós estamos. Está tudo bem". Ele fincou um par de dedos em cada lado do quadril e olhou para o chão. Seu peito crescia em cada respiração profunda que ele tomava enquanto tentava acalmar. "Sinto-me louco às vezes. Eu quero dizer... Eu sabia que era louco por você, mas... droga. Não consigo controlar isso. É assustador como o inferno." "Fala comigo", disse. "É o fim, não é? Nós temos algumas semanas de verão e depois acabou." "Não," eu disse, balançando a cabeça. "Por que não acredita em mim?" Seus olhos dançavam ao redor da sala, finalmente fixando-se em mim. "Estou esperando, ouvindo, assistindo. Estava esperando que você fosse dizer o que preciso ouvir. Nem sei o que isto é, Erin. Cada dia que passa só me faz sentir pior."


"Não era para ser assim," eu disse com minha voz baixa. "Você não é suposto para ser miserável. É suposto estar fazendo boas lembranças, lembra?" Ele assentiu com a cabeça e, então, chegou para mim. Cheguei mais uns passos e me apoiei no seu peito, permitindo que seus braços me envolvessem. "Ei", sussurrei, esperando que minha voz fosse reconfortante. Eu agarrei seu manto marrom de graduação em meus punhos, tentando fingir que não tinha ouvido cada excruciante palavra que ele confessou. Ele enterrou seu rosto no meu pescoço, suas respirações irregulares. Ele foi ficando cada vez mais chateado e isso era frustrante de saber, que quanto mais eu tinha tentado colocá-lo à vontade, pior ele parecia sentir. Eu teria que mudar minha estratégia. "Weston," chamei, forçando-o a olhar nos meus olhos, "Eu tenho pensado sobre o que falamos no outro dia." Ele segurou a respiração, apoiando-se.

"Você está errado. Você está todo o tipo de errado sobre tudo." "Isso... é uma merda," ele disse e franziu a testa. “Realmente preciso de você”. Ele inclinou-se longe de mim, procurando algo nos meus olhos. "Sei que você não pensa que eu acho que não preciso, e a culpa é minha. Talvez não quisesse precisar de você. Mas eu preciso, esperava que viesse para a Dairy Queen tomar sorvete todos os dias só para ter aquele momento quando


éramos só nós. Eu precisava de você para me puxar para cima o meu lado quando estava indo para casa naquela noite. Eu precisava de você para conhecer o viaduto, o primeiro lugar que me senti segura. Eu precisava de você para me beijar na frente de todos no campo. Eu precisava de você para compartilhar meu primeiro passeio de limusine. Nem preciso que tenha medo de me perder, porque tenho medo de te perder." "Você não age como tal," ele disse as palavras aparentemente deixaram um gosto ruim na boca. "Não quero falar sobre como vamos fazer isso funcionar após este verão, porque eu não quero pensar nisso. Só quero que funcione. Só quero dar um jeito." As sobrancelhas de Weston levantaram. "Eu não vou a qualquer lugar". "Você não vai. E eu também. Vamos nos despedir daqui a uns meses, mas me concentro no fato de que não será para sempre. OSU vai ser minha segunda casa, e Dallas será a sua. Meus novos amigos serão seus, também. E mesmo quando não temos experiências juntos, eles só serão outra coisa que podemos passar uma hora rindo no telefone. Nós estamos indo em direções diferentes, mas podemos sempre voltar para nós. Somos a base da casa". Ele tirou seu chapéu ridículo e segurou meu queixo, inclinando a cabeça e pressionando seus lábios nos meus. Ele não se preocupou em começar com a boca fechada. Ele consumiu-me, medo e alívio evidente em cada carícia apaixonada da sua língua contra a minha. Ele não pediu por mais promessas ou para eu mudar de escola. Ele só disse que queria a garantia de que eu estava tão assustada quanto ele estava porque o amor era maravilhosamente aterrorizante. Weston puxou o chapéu de volta para sua cabeça e inalou profundo e lento, como se fosse a primeira vez que tinha respirado em semanas.


"Peço desculpa", ele disse para mim. Peter e Veronica entraram e olharam aliviados seu filho mais relaxado.

"Peço desculpa", ele disse aos seus pais. “A ansiedade somente bateu em mim esta manhã antes do sol nascer. Mas somente continuou tornando-se mais escura. Mais perto veio, pior me senti”. Tocou a corrente de prata, que viu marcado sobre meu vestido, e logo puxou a pequena jóia em forma de coração do seu esconderijo. "Este é o começo e não é o fim," eu disse. Veronica arrumou a borla do chapéu de formatura de Weston, os cantos de sua boca cautelosamente, virando para cima. Eu não tinha certeza quanto da nossa conversa tinha ouvido, mas podia ver que Weston estava com um humor exponencialmente melhor. "Não se esqueça disso," ela disse fixando o botão de cima do seu boné. "Tudo bem então?" Peter perguntou. Quando Weston assentiu, Peter fazia barulho com as chaves dele. "Vamos andando. Os avós estão à espera." Weston andou com seus pais para a escola e eu andava com a minha família. Os portões estavam abertos e as famílias reuniram-se no estacionamento, Weston e eu caminhávamos em direção a sala vocal enquanto nossos pais encontravam os avós de Weston no auditório. Uma vez dentro, Weston conversou com os amigos de futebol e beisebol, segurando minha mão, enquanto eu escutava a conversa animada de todos enchendo a sala. Abraçavam os idosos, e algumas das meninas tocavam levemente


seus olhos com tecido, cuidando para não manchar o rímel. Todos estavam felizes, talvez o mais feliz que já os tinha visto. Sra. Pyles se aproximou de mim com seu radiante sorriso e olhos azuis brilhantes. "Olhe para você!" ela disse. "Está nervosa?" "Não mesmo", disse. "Você vai ser uma das primeiras a andar". "Oh. Porque meu sobrenome é Alderman?" “Eu penso assim.” Não pensei sobre isso. Pode ser estranho para muitos ao ouvir o nome Erin Alderman sobre o PA, quando sabiam que a Erin Alderman tinha falecido. "Você prefere que digam Easter? Eu pode avisá-los." "Talvez você possa perguntar-lhes para dizer Erin Easter Alderman?" Eu disse, não tenho certeza se isso foi a coisa certa a fazer também. "Pode apostar". Sra. Pyles piscou. "Eu só vou cuidar disso agora." Balancei a cabeça. "Obrigada". Antes de ela chegar muito longe, eu a puxei pelo casaco. Ela se virou e então endureceu como lhe dei um abraço. Foi inesperado, mas não indesejado. "Por tudo. Obrigada."


Ela me abraçou de volta. "Você é bem-vinda, doce ervilha. Estou muito, muito feliz por você." Depois de um sorriso doce, ela girou sobre seus calcanhares e continuou seguindo para o auditório. Brendan, Brady, Micah e Andrew ficaram juntos no canto da sala. Os olhos do Brady já não estavam inchados, mas a contusão ainda era óbvia com manchas roxas que só tinham começado a virar amarelas em alguns pontos. Achei que todos os vestígios do seu encontro com Weston desapareceria dentro de algumas semanas. A consultora da classe sênior, senhora Hunter, mal podia ser vista na multidão, mas a voz dela cresceu em toda a sala. "Ok, todos! Tempo para a fila!" Tal como tínhamos praticado na manhã de sexta-feira, todos os oitenta e quatro membros da nossa turma de alguma forma organizaram-se em ordem alfabética, sem muita confusão. O zumbido emocionante cresceu mais alto quando resolvemos os nossos lugares. Brady estava apenas cinco passos longe de mim, mas era fácil fingir que ele não estava lá. Com Kiki Abrams ao meu lado de mim e Charlena Arnt do outro lado, mantiveram ocupadas com conversa. Kiki, cautelosamente, acariciou o canto do olho. "Não acredito que sou tão emocional. Não pensei que me incomodaria e tudo o que fiz hoje é chorar." "Eu não", disse Charlena. "Me tire daqui". Eu sorri, contente por saber que não fui a única que se sentia assim. A banda começou a tocar e a sala se acalmou. Kiki seguiu a senhora Hunter através das portas dobráveis exteriores. O sol já estava quente, batendo em nós, mas parecia uma libertação para mim. Caminhamos em uma linha para baixo da calçada sul até a entrada do auditório. A linha circulou ao redor até que estávamos


todos lá dentro do glorioso ar-condicionado, e então esperamos novamente nossa deixa para ir para dentro. Procurei Weston e uma vez os nossos olhos se encontraram, acenou mim e piscou. Acenei de volta, sentindo-me estranha por estar em volta de tantos dos nossos companheiros de classe sem ele perto de mim. A sra. Hunter e o Treinador Morris abriram as portas e caminhamos até o altar para as seis primeiras filas dianteiras que tinham sido separadas para nós. Antes que me sentasse na fila da frente, vi as mãos de Sam e Julianne que empurram do mar de cabeças, acenando. Acenei de volta e tomei o meu assento. Alguns momentos depois, uma voz familiar sussurrou no meu ouvido, "Oi, linda. O que vai fazer depois?" Imediatamente, me senti à vontade. Weston estava sentado atrás de mim. "Tudo o que você estiver fazendo," sussurrei de volta. Ele tocou seus lábios na minha pele atrás da orelha e então o ouvi sentar de volta em seu lugar. "Tão bonitinho", Kiki disse com um sorriso. Diretor Bringham entrou e depois de muita conversa por um monte de gente, nossa música da escola e os discursos proferidos pelo orador, o superintendente e o diretor sentaram em seus lugares. Com um microfone na mão, o treinador Morris dirigiu-se para a cabine de som na parte de trás do auditório, preparando-se para chamar os nomes. Fiquei na primeira fila de estudantes e alinhamos na base da escada que levava para o palco. "Laura Kathryn 'Kiki' Abrams," a voz do treinador Morris chamou.


A multidão irrompeu em aplausos com várias pessoas gritando elogios. Por um segundo, eu me perguntei se o salão ficaria desajeitadamente em silêncio, depois do meu nome ser chamado, mas o pensamento não teve tempo suficiente para relaxar. “Erin Easter Alderman.” Após uma breve pausa que foi claramente surpreendente pelo nome que tinha sido chamado, a sala irrompeu em aplausos e ambos Sam e Weston levantaram para gritar por mim. "Muito bem"! Sam disse. Julianne bateu uma dúzia de fotos. "Woo! Erin!" Chamou Weston. "Bom trabalho baby!" Subi as escadas, apertei a mão do diretor Bringham e então atravessei o palco para o Superintendente. Balancei com minha mão direita e peguei meu diploma com a esquerda. Cadeiras estavam alinhadas em fileiras para trás do palco e tomei o meu lugar ao lado de Kiki. "Charlena Nicole Arnt," treinador Morris chamou. A multidão entrou em erupção novamente. Um por um, os nomes foram chamados, estudantes entravam no palco e então eles tomavam seus assentos. Quando foi a vez de Weston, meu pequeno grito foi abafado pelos seus companheiros de time de futebol e beisebol. Ele tomou seu lugar atrás de mim, e mais uma vez se inclinou para me beijar — desta vez, na bochecha.


Enquanto cada nome era chamado, havia mais cadeiras vazias na seção reservada. Minha garganta começou a apertar, e meus olhos começaram a arder. A emoção me surpreendeu. Eu havia contando os dias para este momento. Mas não era agridoce ou mesmo alívio. Era tudo o que eu nunca tinha sentido no jardim de infância por aquele momento, tudo de uma vez. Cada memória, cada sorriso, cada lágrima, cada decepção, cada vitória acumulava em cima de mim, sob as luzes do palco brilhante. Uma vez que as formalidades haviam terminado e nós estávamos lá fora, a senhora Hunter organizou o pandemônio por tempo suficiente para a contagem regressiva para o momento quando faríamos nossos chapéus de formatura voar. O fotógrafo tem sua câmera pronta, como todos os pais, amigos e vários membros da família. Em uníssono, os graduados tiraram fora seus chapéus e atiraram para o ar. Quando os chapéus retornaram à terra, Weston puxou-me em seus braços e na altura da celebração, ele fez todo o mundo ao nosso redor congelar no momento com um beijo incrível. Ele disse sobre nosso passado, nosso futuro e nossa história de amor. E foi tudo na frente de quase todos que conhecíamos. Quando ele finalmente me deixou, lentamente, todos à nossa volta começaram a se mover novamente, como se eles não notaram que tivemos apenas um daqueles momentos que só uma memória poderia capturar com precisão. Weston passou seu braço no meu pescoço, parecendo muito mais feliz do que tinha sido no início do dia. "Agora o quê?" Eu perguntei. "Há uma festa de formatura no Diversion Dam, completa com um barril de cerveja e a fogueira, ou há uma noite tranquila no nosso viaduto com Fanta laranja, estrelas cadentes e vaga-lumes. Escolha da senhora."


"Wow. Isso ĂŠ difĂ­cil", disse, um sorriso largo se espalhando por todo meu rosto.


NOVE

AS CIGARRAS estavam cantando em um tom alto, a assombrante ascensão e queda concorrente com os grilos cantando em algum lugar nas pastagens limítrofes do viaduto. O fluxo constante de faróis, indo para o norte e sul e a intermitente golfada de ar com cada passagem semi-adicionava a brisa de luz através da grama. As estrelas cintilantes acima faziam a noite perfeita. Weston estava deitado ao meu lado, o que me permitia usar o braço como um travesseiro. Tão logo tínhamos saído da cabine com ar condicionado do seu Chevy e espalhado a colcha de sarja de Nimes na cama do caminhão, já tinha reparado que o calor do início do verão não tinha saído com o pôr do sol como geralmente acontecia nesta época do ano. Mesmo com uma blusa de renda branca e shorts, o ar úmido pegajoso estabeleceu-se na minha pele, e gotas de suor começavam a forma ao longo do meu couro cabeludo e em quaisquer pontos onde tocava nossa pele — que era muito. Weston tinha mergulhado a mão no peito e estalou o topo de uma lata de Fanta, entregando-a a mim, antes tínhamos estabelecido um revezamento para beber enquanto olhávamos para o céu, ouvindo os tons suaves do verão. A formatura não tinha tomado muito tempo, mas as centenas de fotos, a mistura, as educadas despedidas e abraços e sorrisos eram apenas o prólogo para as festas de família, os presentes e as perguntas sobre o meu futuro e o futuro de Weston e qualquer outra coisa que eu não tinha as respostas. A dor nas minhas bochechas de reter um sorriso apreciativo, educado por horas e a desgastante


negociação de energia que tinha levado para socializar foram muito melhor do que estar sozinha, mas tinha que me habituar. Pensamentos do que eu poderia ter feito esta tarde da minha vida se não tivesse tomado um rumo tão drástico tinham sido um lembrete rápido para suportar a queima no meu rosto e ser grata que as pessoas se importaram o suficiente para me perguntar sobre o futuro, que agora eu tinha. Ainda, sentada calmamente com Weston no meu lugar preferido era a melhor parte do dia. Descuidadamente, o toquei com meu cabelo enquanto seus olhos examinavam as milhões de estrelas que iluminavam o céu. Elas eram mais visíveis do lado de fora dos limites da cidade, tanto que cada vez que olhava para cima do nosso lugar sobre o viaduto, chupava um sopro afiado pela vista. "Eu te amo", Weston disse simplesmente. Sua voz era a mesma. Não parecia ser o início de uma conversa mais difícil ou grave. Ele só queria falar. Um sorriso esticou na minha cara. Alguns meses antes, Weston tinha sido só um desejo, fora do alcance, mas agora, eu estava nos braços dele. As palavras desesperadas que ele disse aos seus pais antes, ficaram martelando na minha cabeça o dia todo. Entre os apertos de mão e imagens, a realidade do ser amada — por Weston, por Sam e Julianne — e a responsabilidade que veio com ele tornou-se clara. Amor em qualquer capacidade necessária de compreensão, um dar e receber, conciliação e compromisso. Amor era muito mais trabalhoso do que ficar sozinha, mas valeu totalmente a pena. Mas dei uma olhada sobre Weston. Ele precisava de mim. Ele era o menino que eu tinha roubado um olhar, nossos olhos à espera da próxima vez que se


conheceram, como eu esperava que ele soubesse que eu sabia fazer seu cone de mergulho na calda de cereja extra de alguma forma traduzida para uma declaração de amor. Agora, eu era a única pessoa que ele estava desesperado para manter, a que precisava no seu futuro. Ou não deveríamos amar um ao outro que não importa muito, enquanto nosso amor jogasse no movimento contínuo avançando na extensão infinita do tempo pela frente. "Eu te amo, também," eu disse. Um carro, dirigindo pela estrada, não na autoestrada abaixo, em direção a nós despertou minha atenção e eu levantei minha cabeça para ver um par de faróis, aproximando-se do viaduto da estrada leste. "E se for o xerife?" Eu perguntei. Weston parecia imperturbável. "Ele vai nos dizer para sair. Nada de mais." Quando o veículo se aproximou, eu vi que era uma pick-up, e atrasou uma parada antes de alcançar a ponte. Eu segurei minha mão até o boca e meus olhos cerraram sob as luzes brilhantes. Todas as quatro portas do carro abriram e várias formas escuras saíram. Weston sentou-se também e pulou para o cimento sujo abaixo. "Merda," ele murmurou algo sob sua respiração. "Você está perdendo a festa!" Brendan pisou fora do caminho dos faróis apenas o suficiente para que ele não fosse mais apenas uma silhueta. Ele estava segurando uma lanterna naturalmente na mão, mudando o seu peso de uma perna para o outra só para ficar de pé. Brady, Andrew, Micah e Tyson estavam de pé em frente dele, todos segurando cervejas. Tyson parecia um pouco nervoso. Os olhos de Andrew estavam vidrados, e ele estava claramente focando tão duro quanto Brendan para ficar de pé.


“Parece que todos vocês são sobre o feito da noite”, disse Weston. O seu tom reservado. Tentava não parecer afetado, mas havia um nervosismo em sua voz. "Quer uma cerveja?" Brendan perguntou, jogando uma lata para Weston. Ele a deixou cair no chão perto dos seus pés. "Não realmente." "O que você esta fazendo Gates?" Andrew pediu. "Você nunca mais saiu com a gente. Você perdeu seu senso de humor desde que esteve com ela." Ele apontou pra mim, seu objetivo um pouco fora. "Vamos para o carro, Erin. Vamos encontrar em outro lugar não tão lotado," disse Weston. Fechei o balde de gelo e comecei a dobrar o cobertor. "Você realmente acha que é bom demais para ficar com a gente, não é?" Brendan disse. "Que merda idiota você se transformou, Gates." Weston estendeu a mão e me ajudou com a porta do bagageiro. Então, ela foi empurrada para cima e fechada com um clique. "Vamos embora, rapazes. Tenha uma boa noite." Puxou as chaves do bolso. Brady deu um passo em frente. "Você já praticamente cuspiu no túmulo da Alder, do jeito que você tem ficado pendurado nessa piranha desde que elas morreram." Weston protetoramente angulou o corpo na minha frente. "Por que isso o aborrece tanto, Brady? Você sabe que o jeito que me sentia sobre Alder, não é o mesmo que sinto por ela." "Eu sabia," Brady disse suas palavras difamadas e seus olhos brilhantes de aperto. "Porque eu era seu melhor amigo. E nem sei mais de você, homem."


"Então, o quê? Você quer me bater? Trouxe esses caras para ajudar a dar porrada? O que é que vai resolver?" Weston pediu. Tyson abanou a cabeça. "Não estou batendo em Weston, homem. Esta luta não é minha." Brady zombou dele. "Buceta". "Foda-se você," disse Tyson. "Wes é meu amigo. Eu não estou ajudando você dar porrada nele porque você — " "Cale-se!" Brady gritou. Weston estreitou os olhos para Brady. "Você estava apaixonado por Alder. É por isso que está tão zangado." Brady atirou a sua lata de cerveja em Weston que me cobriu com seu corpo. A lata bateu no seu ombro e caiu na terra, molhando a sujeira da ponte em uma pequena poça preta efervescente. "Você não sabe a merda," disse Brady, dando um passo. "Você nunca a mereceu. Agora, ela está morta. E você está transando com essa puta vadia!" ele gritou a última palavra, apontando para mim com quatro dedos. "Vamos lá", disse Weston, suavemente segurando meu braço. "Vamos embora antes que fique feio." "Tarde demais", Brady disse com uma gargalhada. "Trouxe a feia com você". Weston se agitou, mas agarrei sua camiseta. Ele se inclinou para frente, esticando o tecido branco. "Você quer ir?" Brady perguntou, segurando suas mãos. "Vamos".


"Você está ainda muito machucado desde a última vez que eu tive contato com você. Você tem certeza disso?" Weston perguntou. "Weston, por favor. Vamos sair," eu disse. Minhas mãos tremiam. Mesmo que Tyson não ia ajudar, ainda seriam quatro contra um. "Cala a boca, pino de mamas. Fiz isso até aqui por você," disse Brady, segurando seus dedos até sua testa. "Você se mudou para o quarto da Alder e brinca de casinha com seus pais. É muito nojento como eles esqueceram de sua filha e a deixaram tomar o lugar dela como se nunca tivesse existido. Você nunca vai ser Alder. Não importa quanto sabão caro você usa ou quantas calças de marca Julianne compra, você ainda vai ser a prole de segunda mão, socialmente para trás de uma vadia, fingindo ser uma de nós." As mãos de Weston formaram torrões de punhos em seus lados. "Por favor, Weston," eu implorei. "Por favor, me leve pra casa." Weston balançou a cabeça quando ele deu um passo, apesar do fato de que eu estava puxando para trás em sua camisa. "Eu não sei como, mas vou provar que isso é um erro," disse Brady. "Os pais de Alder vão ter vergonha e aquela escória da sarjeta vai voltar para onde ela pertence." Weston riu uma vez sem humor. "Um erro? É isso que você está esperando? Olhe para ela, Brady. Ela parece Julianne!" "Sim, é um erro!" Brady disse, cuspindo as palavras. Ele limpou a boca com as costas da mão.


Weston suavemente removeu minha mão da sua camisa. "Se você quer saber sobre erros, Brady, pergunte aos seus pais." Antes que Brady pudesse processar o insulto, Weston atirou-se e eles estavam no chão. Brendan e Andrew saltaram, também. "Não! Caras!" Tyson gritou, segurando sua mão para Micah, proibindo-lhe de participar. "Pare com isso!" ele disse, tentando puxar Andrew fora do topo da pilha. Brendan mexeu afastado, levantou sua bota e chutou Weston. Weston contorcia no chão por um momento e depois tentou puxar-se até os joelhos. Brady, puxou para trás seu cotovelo e deixou seu punho bater no queixo de Weston. Weston pegou suas mãos no cimento. "Pare!" Eu gritei. Brady se virou para mim, carrancudo. Mantendo os olhos nos meus, ele chutou Weston na cabeça, batendo para baixo. Brendan fez o mesmo, a ponta da sua bota de aterrissaram nas costelas de Weston, e então Andrew também. Cada vez que Weston tentou levantar, eles seria o derrubavam novamente. "Chega!" Tyson gritou, as veias pulando fora o pescoço dele. Eu os ultrapassei me jogando em cima do corpo de Weston. Ele era muito maior do que eu que mal o cobria. Mantive meus olhos fechados, me preparando para o próximo golpe. "Não se atreva!" Tyson gritou novamente.


Olhei para cima e ele estava apontando para Brady, que estava prestes a atacar. "Entre no carro!" Tyson exigiu. O esmalte bêbado em seus olhos foi quando a emoção se juntou contra sua vítima. Eu segurava

Weston, ouvindo-o, prendendo sua respiração e então

gemendo. Ele olhou para Brady. "Isto ainda não acabou, Beck." "Você pode ter certeza que não," ele disse, seguindo os outros que subiram de volta na pick-up. "Você está bem?" Tyson perguntou, por cima de nós. "Eu vou viver", disse Weston. Tyson assentiu com a cabeça uma vez e então se juntou aos outros antes da pick-up manobrar ao redor, nos pulverizando com cascalho. Weston tentou me proteger, mas ele se movia lentamente. Quando o brilho vermelho das luzes do freio do caminhão do Brady desvaneceu-se à distância, Weston sentou-se em seus joelhos e cuspiu. Ficou um pouco de sangue nos lábios e ele enxugou com o pulso. Eu levantei a bainha da parte inferior do meu top e limpei a sujeira e o sangue do seu rosto. "Isto tem que parar", eu disse minha voz quebrando. "Oh, vai," Weston disse, sua voz baixa e ameaçadora. "Não. Não mais com luta," eu implorei.


"E se você encontrar sozinha com ele em Stillwater? Você acha que vou deixar você ir lá, sabendo que ele está querendo sangue?" "Temos de falar sobre isso agora?" "Então, quando? Ele sempre foi um idiota. Este é um nível totalmente novo. Eu nunca pensei que ele tivesse coragem," Weston disse antes de cuspir novamente. Ajudei-o a ficar sobre seus pés. "Está com falta de ar?" perguntei. "Não," ele disse, esticando os músculos doloridos. "Brady chutou a sua cabeça," eu disse preocupada. "Eu senti" ele resmungou. "Devemos ir até Julianne e deixá-la ver se você está bem apenas para ficarmos seguros." Weston começou a protestar, mas eu peguei as chaves. Ele não foi rápido o suficiente para me impedir. "Você não tem escolha. Estou dirigindo." "Você não deveria ter feito isso," ele disse. "O que? Impedir de quebrar suas costelas?" Eu perguntei, ajudando-o a entrar pela porta do passageiro. Ele lentamente subiu, grunhindo quando caiu para o assento. "Eu não podia só ficar lá e ver." "Não se preocupe. Eu vou cuidar disso," disse Weston.


"NĂŁo," eu disse antes de bater a porta. Eu andei para o outro lado e resmunguei para mim mesmo: "Eu vou".


DEZ

"ANDREW, BRENDAN E BRADY, HEIN?" Frankie disse. "Caçarola idiota." Ela balançou a cabeça enquanto olhava pela janela. "Claramente" — Ela balançou a cabeça novamente, o olhar aterrorizado — "o baile não foi suficiente. Precisamos de um soco em Brady no útero e então encher sua vagina com areia." Funguei. "Isso seria um pouco impossível, Frankie, desde que o Brady é homem." "Ele não vai ser depois que eu terminar com ele," ela rosnou. “Sem útero. Sem vagina.” "Ainda. Aquele pequeno poodle idiota. Desafio ele vir à minha janela. Nunca colocarei um caracol em seu cone de mergulho nunca mais." "Oh. Agora, ele vai se arrepender de tudo," eu disse. Ela se virou para mim. "O que Weston vai fazer?" "Nada. Pelo menos foi o que eu disse a ele." "Você acha que ele vai ouvir?" "Ele seria melhor," eu resmunguei para mim mesmo. Ela levantou uma sobrancelha. "Olhe para você, toda adulta e mal-humorada depois de se graduar na escola."


Eu suspirei. "Isto não pode acabar bem. Eles não podem continuar dando socos. Alguém vai se machucar. E... Weston tinha chiado um pouco... depois. Isso me assustou." "Tem medo de que Weston vai lutar o seu caminho em outro ataque de asma?" “Sim.” "Você tem um ponto," ela disse. Fiquei surpresa. Frankie sempre me apoiou, mas ela nunca concordou comigo. "Sorte do Tyson que não participou", disse ela. Ela sacudiu o dedo para mim. "Conheço a sua mãe. Ela não permite que seus filhos

se comportem dessa

maneira." “Parou-os. Se não tivesse … não penso que Brady teria se preocupado com o que estive entre o seu pé e Weston”. Frankie fervia, mas quando ouvimos um carro parar e ela reconheceu a mulher passeando em frente ao estacionamento, bochechas liberado vermelho brilhante. "Frankie" eu avisei. Lynn entrou na frente da minha janela e esperou, olhando presunçosa. Frankie ficou ao meu lado, olhando para ela, enquanto levantei a janela.


"Como posso ajudá-la?" Eu perguntei, tentando soar como se ela fosse qualquer cliente que permanecia naquela janela antes. Eu sabia que ela estava em cima de alguma coisa ou teria ido apenas através do drive-thru. "Como está Weston?" Lynn perguntou. Eu olhei para ela com uma expressão vazia. Ela sorriu. "O que você quer Lynn?" Frankie perguntou. "Peça ou vá embora." "Brady tem um futuro brilhante pela frente, Easter. "Seu futuro, por outro lado, ela disse com seus olhos olhando para cima na parede exterior do Dairy Queen e então de volta para mim, "se encaixa perfeitamente dentro daquela janelinha." Frankie fungou. "Você veio até aqui do clube para ameaçá-la? Quantos anos tem mesmo?" "Eu só queria parabenizar por se graduar Easter. É uma pena que sua mãe não pôde vir para a cerimônia." "Julianne estava lá", disse. “Sua mãe real” disse Lynn sem emoção. “Aquela que vive no lixo e te educou.” Frankie passou por mim. "A árvore da família do Brady é um cacto? Por que todo mundo sobre ele ser um idiota." Eu sufocava para não rir e Lynn estreitou os olhos para Frankie.


"Você é a piada da cidade, Frances. Não vai a lugar nenhum. Você tem o mesmo trabalho que teve na escola e nem seus filhos porque não pode dar-lhes uma educação decente." "Talvez", disse Frankie. "Mas posso e irei encontrar uma maneira de levá-los para a faculdade. Você criou seu filho para ser um humano cruel. E quando a maioria das pessoas desta cidade pensa nele, não pensa no nome de Beck ou quão bem sucedido ele pode ou não ser. Eles se lembrarão de apenas que era um babaca vil, malicioso. Viverá com isso." Frankie bateu com a janela, e após alguns segundos decidindo se ela iria ou não tentar dizer algo através do vidro, Lynn girou sobre seus calcanhares e andou até seu carro. Frankie virou-se, inclinando-se sua parte traseira contra o canto do balcão. "Deus, odeio essa puta". Respirei fundo e afastei meu cabelo longe do meu rosto. "Tenho a sensação que ela também não gosta de si mesma. Veronica disse que Lynn se gaba sobre as maldades que Brady diz e faz com as pessoas. Quem propositadamente instiga a esse tipo de raiva em seus filhos?" “Lynn Beck,��� Frankie disse à procura de algo para se manter ocupada. O resto do nosso dia foi agitado, mas sem incidentes. O campo de beisebol ficou vazio e foi mais que um pouco amargo de saber que Weston nunca saltaria da sua pick-up e com carro do outro lado da rua para ficar na frente de minha janela novamente.


Eu estava começando a me acostumar a conduzir para uma bela casa limpa que não cheira a erva ou obsoleta fumaça de cigarro, mas acordar e ter para onde ir, senão trabalhar seria estranho. Nos primeiros dias do nosso último verão antes da vida no mundo real, me senti como no fim de semana, mas como os dias correram, parecia ter muito tempo para pensar em coisas como a maravilhosa mas estranha mudança que minha vida tomou, sobre por que tudo tinha acontecido, como minha sorte tinha mudado — e se elas iam mudar novamente. Muito tempo significava longos dias, mas antes que eu percebesse o dia da independência estava em cima de nós. Julianne e eu passamos muito tempo cozinhando e decorando a casa e a calçada para a festa do bairro, Sam e Julianne faziam isso todos os anos. Weston passou a maior parte do dia ajudando sua mãe, também, mas quando se aproximava a hora do jantar, todos estavam do lado de fora, degustando alimentos enquanto conversavam sobre quantas vezes eles tinham que regar seus gramados. O verão foi particularmente escaldante e desde que a cidade de Blackwell tinha exigido uma restrição de água, a grama já estava começando a virar um castanho dourado. Vivendo em um estado do sul, onde três dígitos não eram incomuns para essa época do ano, lembrei-me de ouvir falar desses mandatos antes. Reclamações sobre os efeitos da falta de água nos gramados não tinham sido um tópico de conversa na casa da Gina e pareceu-me estranho.


"Macacos me mordam, está quente," disse Weston, agarrando-me quando ele se movimentou. Seu cabelo estava encharcado de suor, suas bochechas vermelhas brilhantes contra sua pele bronzeada. Um par de óculos de sol aviador cobria seus belos olhos verdes. Era a única coisa que eu não gosto sobre o verão. Weston tinha um bronzeado desde uma semana depois da graduação, enqunato a minha pele pálida trabalhava na sua quarta queimadura de sol do ano. "Não se esqueça do protetor solar", Julianne disse quando passou por mim, entregando-me um frasco de spray de SPF 70. Franziu a testa. Sua pele verde-oliva era uma sombra gloriosa, também. Sam, no entanto, estava esfregando um protetor branco grosso no nariz e usava um chapéu de abas largas estilo Panamá. Isso é culpa dele. "Erin"! Chamou-me Julianne. "Erin, venha conhecer a Sra. Schrimshire!" Eu fiz uma careta e Weston me bateu uma vez na parte de trás. "Eu tento gostar de festas." Realmente eu faço, disse antes de sair de Weston. Eu fui para cumprimentar Julianne e uma mulher que tinha idade suficiente para não ter qualquer coisa tampando o sol. Peguei um copo plástico cheio de água gelada no caminho. "Tu és adorável!" Sra. Schrimshire disse com um sorriso que quase mostrou toda sua dentadura. Entreguei o copo. "Aqui," eu disse, soando estranho em vez de educado. "Está quente". Sra. Schrimshire riu e pegou o copo da minha mão antes de tomar um gole instável. "Que garota boa temos aqui."


"Claro que temos," disse Julianne, sorrindo com orgulho. "Erin, Sra. Schrimshire viveu neste bairro há mais tempo. O marido dela era um advogado aqui na cidade. Os Gates assumiram a empresa." "Tenho saudades da sua outra Erin. Como você está querida?" Sra. Schrimshire perguntou, tocando o braço da Julianne. Julianne sorriu. "Sinto falta dela, também." "Deve ser tão estranho... para estar feliz por ter sua filha de volta e mas também ter perdido a que criou." "É", disse Julianne, manipulando a conversa desconfortável como um profissional. "É tão bom conhecê-la", disse, tentando um sorriso cortês. Julianne piscou para mim. "As costelas estão prontas!" Sam gritou do nosso quintal. Metade da rua migrou para o quintal e Julianne fez um gesto para me seguir. "Peço desculpa" eu disse. "Eu sou péssima nisso." "Pare de ser tão dura consigo mesmo. Você está indo bem e você é fantástica." Julianne olhou da minha trança de lado para o vestido branco e sandálias azul. Ela tinha comprado o vestido e me ajudou a escolher o calçado que usar. "Pode vir para a faculdade comigo e me ajudar a escolher a roupa certa?" "Você usa um agasalho para a aula na faculdade. E sem maquiagem. Não tente tomar banho também. Olham feio para você se não fizer isso," ela disse somente metade brincando.


"Graças a Deus," eu disse, ajudando-a a servir os pratos Sam rapidamente tinha enchido com carne. Weston apareceu ao meu lado. "Os Johnsons tem uma piscina," ele disse, me puxando. "Não se atreva!" Julianne gritou. "Ela levou um tempo para ter sua trança apenas para a direita e não quer parecer um rato do rio antes do fogo de artifício"! Ela olhou para mim. "Ou você quer?" Eu balancei minha cabeça. Julianne divertidamente estreitou os olhos em Weston. "Os moleques do bairro todos saltam na piscina ao mesmo tempo." Ela deu-lhe um soco com um garfo de plástico. "Não acha que não sei." Weston riu. "Bem. Vamos lá, baby, vamos procurar uma sombra até o pôr do sol." "As cadeiras de jardim estão na garagem," Julianne chamou atrás de nós. Weston pegou duas cadeiras dobradas e as abriu na sombra criada pela casa. Enquanto o sol chiava na rua, os vizinhos comiam e conversavam sob as árvores e as crianças mais jovens — que eram imunes ao calor miserável — perseguiam um ao outro e jogavam pequenas bolas de tecido que quicava quando tocava o solo. "Pode ver agora quanto necessitada já estive", disse, observando as crianças ganirem cada vez que uma bola de tecido batia em seus pés.

"Realmente fala sério?" Weston pediu. Eu queria segurar sua mão, mas minhas mãos suavam e imaginei que as dele, também.


“Não.” "Penso muito nisso." "O que eu perdi?" "Pergunto-me como você seria diferente se tivesse crescido com os seus pais verdadeiros." "Você acha que teria agido como Alder?" Ele balançou a cabeça. "Não, aposto que seria a mesma. Talvez um pouco mais relaxada em situações sociais..." Ele falava rindo. "Não posso discutir sobre isso", disse. Weston passou uma garrafa de plástico na minha frente e eu sorri quando peguei a mão dele. "Direto da geladeira," Weston disse, orgulhoso. "Quando pensar em verão, minhas memórias consistirão da parte traseira da sua pick-up, o viaduto, calor que faz meu rosto derreter e Fanta laranja". "Nós vamos fazer outras memórias, também," disse Weston. "Notei que existem um monte de caixas desmontadas na garagem." "Sim. Eu não sei o que eles pensam que vou colocar nelas." "Tudo o que sua mãe louca comprou você. Minha mãe disse que Julianne encheu o quarto com coisas de dormitório." Balancei a cabeça. "Uma memória, espuma para cama de caixa de ovo, cutelaria e produtos de limpeza caseiros completamente orgânicos. Isso tudo é muito bonito." "Isso não pode ser tudo! Mãe disse que há uma sala inteira cheia de coisas!"


"Toalhas. Lysol. Um cobertos de pele ou dois da Pottery Barn." "Um cobertor peludo"? Ele sorriu. "É muito exagerado." Eu ri em voz alta. "Por que

sua mãe está bisbilhotando no quarto de

hóspedes da Julianne? Isso é estranho." Weston fungou. "Julianne está muito orgulhosa dos seus acessórios de dormitório". "Claramente". Eu vi os meus pais, comendo e conversando e rindo, parecendo felizes — e suados. Ninguém queria tocar um no outro — o que era bom quando conheci os vizinhos, mas não tão bom para pessoas carinhosas como Sam e Julianne. Eu poderia dizer que queriam abraçar, mas decidiram esperar até o pôr do sol. "Eu realmente poderia mergulhar num cone de sorvete de cereja extra alto agora. Eu não tenho mais ligações com a Dairy Queen mais." "Eu ainda trabalho lá. Pare de fingir que não tem um cone de cada vez estou trabalhando." Weston inclinou a cabeça em minha direção, mas ele não se atrevia a tocar seu cabelo molhado no meu. "Porque você me ama." "Sim, eu faço". Fez uma pausa no pensamento. “Porque ainda o chama a casa de Sam e de Julianne? É a sua casa, também”. "Não realmente." "Sim, realmente. A casa dos meus pais é minha casa."


"Você viveu lá toda a sua vida." "Então, parece estranho dizer isso?" Dei de ombros. "Eu acho". "é estranho dizer que sou seu? Porque não me parece estranho dizer que é minha." Eu pressionei meus lábios juntos, tentando não sorrir. "Algumas manhãs, depois de acordar, bate-me tudo de novo que isso está realmente acontecendo. Gostaria de saber por que você é meu." "Porque você é gentil e brilhante e bonita. E você não é como qualquer outra pessoa." "E porque te faço cones de sorvete de cereja extra alto?" "Exatamente", ele disse com um aceno de cabeça. Ele relaxou de volta para sua cadeira, assim como o sol derramando raios corde-rosa e laranja no céu. Eu pensei sobre o mural e sobre como nossa arte estaria lá muito tempo depois que tivéssemos deixado Blackwell. O pôr do sol e as estrelas começaram a espreitar na escuridão, um de cada vez. Eventualmente, o primeiro pop do show de fogos de artifício poderia ser ouvido, e um misto de vermelho, branco e azul espalhado em todas as direções do céu noturno. Crianças morriam de alegria, enquanto os adultos gritavam e exclamavam. Weston estendeu a mão e tocou meu colar de prata. "Vai parar de usá-lo quando você estiver em Stillwater?"


"Não," Eu disse. "Por que iria?" Ele encolheu os ombros. "Eu não sei. Talvez você não queira as coisas velhas em sua nova vida." "Esta é minha nova vida," eu disse, entrelaçando meus dedos nos seus.


ONZE

WESTON E EU IRÍAMOS GASTAR NOSSOS DIAS E NOITES em particular na doca no lago, em nosso lugar, no viaduto e no sofá do porão de sua casa. Ele também me visitava nos dias quando trabalhava no Dairy Queen. Frankie estava treinando uma menina nova, Jordan, e depois de algumas semanas, não fazia muito sentido para eu ocupar espaço no pequeno lugar. Isso e eu sairia em menos de uma semana para a faculdade. No meu último dia no DQ, Frankie estava tranquila. O corre-corre a partir da saída dos frequentadores dos treinos de futebol e banda tinham acabado e eu estava começando a limpar a bagunça que fizemos. Um caminhão rosnou no estacionamento do campo de beisebol. Era o Chevy vermelho de Weston, e o motor ainda estava ligado enquanto ficava estacionado no lugar de sempre. Ele recuou, fez uma pausa e depois atravessou a rua antes de estacionar no asfalto, assim como ele tinha feito uma centena de vezes desde que chegou a sua licença. Meu coração vibrou. Ele não estava usando seu uniforme de beisebol, mas ele estava em uma camiseta de basquete, shorts, seus braços longos tonificados abaulamento de suas mangas. Ele se aproximou da minha janela e sorriu. Eu a abri. Perguntando o que ele queria, o era desnecessário, mas ele estava fazendo um gesto. Esta seria a última vez que ele ficava do outro lado da rua e fazia pedido a mim. "Posso ajudá-lo?" Eu perguntei, sentindo um pouco sentimental.


"Oi, Erin," ele disse debaixo de sua franja. Seus olhos verde-esmeralda brilhavam quando tentou reprimir um sorriso. “Oi.” "Quero um cone de cereja, por favor. Extra alto." "Você tem", disse, virando. Jordan e Frankie ambas assistiram eu pegar um cone e em seguida, puxar a alavanca da máquina. Eu fiz seu cone extra-alto, sorri quando criei minha última onda na parte superior e em seguida, virei novamente, mergulhando o sorvete na calda de cereja. A camada vermelha pegajosa estava endurecida quando cuidadosamente entreguei a Weston debaixo da janela. "Obrigado, baby," ele disse antes de tomar uma mordida grande em cima como sempre fez. "Eu queria ser seu último cliente." Ele deixou cair alguns dólares no balcão, e dei-lhe o troco. Ele piscou para mim antes de voltar para a caminhonete dele. "Isso," Frankie disse, "foi nojento. Estou tão feliz que hoje é seu último dia, então já não serei obrigada a testemunhar sua afeição pública grotesca." "Tecnicamente, não foi PDA," disse Jordan. Ela encolheu quando Frankie atirou-lhe um olhar brilhante intimidante. Eu cruzei meus braços. "Como está Mark? Ele veio para o drive-through, pelo menos uma vez, cada vez que estive aqui." Ela rosnou, "ele é maravilhoso. Ele supostamente ama meus filhos loucos. Ele quer morar junto. Eu ainda não respondi." "Ainda não"? Eu perguntei.


"Ele é legal. Eu gosto muito dele. Mas ainda não." "É justo", disse. "Ainda não acredito que está me deixando," Frankie se lamentou, voltando-se para reabastecer os copos. "Quero dizer, eu sabia que estava chegando. Eu sabia que não ia ficar por aqui, mas não será o mesmo sem você." "Isso não me faz sentir mal em tudo," disse Jordan, empurrando os seus óculos de armação preta. "Não é tudo sobre você, dedos pegajosos," Frankie surtou. Jordan atirou-lhe um olhar confuso e Frankie estreitou os olhos dela. "Não pense que não te vejo estourando M & M em sua boca cada vez que você andar por aí." Jordan abanou a cabeça. "Eu não tenho. Eu… " Frankie apontou para ela. "Você tem sorte de usar colheres de plástico. Caso contrário, isso é anti-higiênico e Patty iria demiti-la por contaminar as coberturas.” Jordan começou a protestar novamente, mas eu toquei seu ombro. "Ela esquece". "Eu não," Frankie resmungou, cutucando o pano molhado na mão dela. Ela faz, eu respondi. Jordan assentiu com a cabeça, uma expressão desesperada no rosto. Lembrei-me dos meus primeiros dias com Frankie. Ela tinha gritado um bocado, acusou-me de comer os doces e então me ofereceu uma carona para casa.


Jordan estava calma, como eu e faria muito bem. Patty veio com um sorriso brilhante no rosto. Eu desamarrei meu avental e pendurei-o no gancho pela última vez. "Não posso ver", disse Frankie, virando as costas para mim. "Pensei vir para dizer adeus", disse Patty. Ela me abraçou e Frankie virou-se e abraçou-me ao mesmo tempo. Prenderam-me mais do que eu esperava, então meus olhos dançavam ao redor da sala enquanto esperava por elas me deixarem ir. Eu acariciei o ombro de Frankie e em seguida Patty finalmente aliviou sua aderência. "Vamos sentir a sua falta por aqui, garota. Se divirta no colégio," Patty disse com uma piscadela. "Tenta nos visitar se tiver uma chance." Balancei a cabeça. "Obrigado, Patty, por...." A lista era longa demais. "Tudo. Realmente vou sentir falta disso aqui. Você sempre foi boa para mim." "Sempre mereceu" disse Patty. "Saia daqui". Frankie fungou. "Aproveita o que resta do seu verão". Abracei-as mais uma vez, acenei para Jordan e então atravessei a sala dos fundos, puxando as chaves do carro do meu bolso. Weston tinha virado ao norte do estacionamento, então eu sabia que ele não estava indo para casa. Depois de entrar no meu BMW, sentei-me no assento do motorista e apertei o botão de ignição, ao ouvir o rosnado do motor acordar para a vida, assim quando meu telefone tocou. Então, isso soou novamente. Uma


mensagem de texto era de Weston e a outra era de Sam, ambos perguntando como foi meu dia. Eu sorri. Eles eram meus homens favoritos em todo o universo. Respondi aos dois que estava triste, feliz e a caminho de casa. Então, puxei a engrenagem saindo do estacionamento. Estar ao volante do meu BMW vermelho brilhante não era mais desesperador. Minhas mãos não tremem cada vez que as rodas mudam para frente. Eu poderia mudar de pistas como se não fosse nada, e às vezes, eu mesmo iria a uma milha ou duas acima do limite de velocidade. Quando cheguei, Julianne estava saindo do seu carro, em um terno escuro. "Oi, querida!" ela falou quando eu saí do carro. "Como foi o trabalho?" A voz dela ecoou pela garagem superdimensionada. "Bom. Um pouco triste. Onde você esteve?" "Na clínica," ela disse, seus olhos brilhantes. "Papelada". "Você realmente está fazendo isso?" Eu perguntei. "Sim," ela disse rapidamente. Então, seu sorriso desvaneceu-se um pouco. "Tudo bem"? "Sim!" Eu disse com minha voz muito alta. "Completamente. Estou super animada por você." O sorriso dela voltou e ela suspirou, aliviada. "Tem certeza que você não precisa de mim? Você só vai se estabelecer em — " "Será perfeito. Posso chamar você, certo?" "Claro!" Ela disse, acenando enfaticamente. "Uh... jantar? Estou com desejo de Los Potros como uma louca."


"Eu também, de verdade," eu disse. Gesticulou para eu segui-la para dentro da casa. “Chamarei Sam. Penso que o seu último caso poderia ter acabado por volta das cinco, se tivermos sorte”. "Eu vou só..." Comecei, apontando para cima. "Oh, sim. Lave-se. Eu vou estar aqui, pronta quando você também estiver," ela disse, meio da cozinha e metade no corredor. Ela foi puxando seus brincos dos buracos em suas orelhas. "Não vou demorar." Eu me dirigi para as escadas. Ela me acenou com desdém embora. "Não tenha pressa. Ah! Erin?" ela chamou. Hesitei. O tom da sua voz era diferente, mas familiar. Ela estava nervosa, insegura. "Sim?" Eu perguntei. "Pode vir aqui um minuto?" Entrei na cozinha. Ela segurava um pedaço retangular de papel fino na mão com um sorriso inquieto no rosto dela. "O que é isso?" Eu perguntei. Ela estendeu para eu ver. "Sam encontrou. É a coisa mais estranha. Só não me dei conta até agora." Eu fiquei do lado dela, tendo um vislumbre da fotografia na mão dela. Era de Julianne numa cama de hospital. Ela estava muito feliz com o rosto vermelho e suado.


"Somos nós", disse Julianne, discorrendo sobre os olhos. "Sam tirou isto segundos depois de ter nascido antes que eles te levassem. Esta é você, Erin — você e eu." Olhei para a imagem por um minuto, observando quão escuro e grosso, meu cabelo era, quão feliz parecia Julianne, a maneira como ela me segurou em seus braços. Foi nossa primeira foto juntas e nossa última... até recentemente. olhei para um quadro ao lado na bancada da ilha da cozinha. Tinha uma fotografia minha, de Sam e Julianne. Weston tinha tirado após a formatura. Eu ainda estava de beca e chapéu e Sam e Julianne estavam radiantes. A armação de metal do retrato dizia FAMILIA em letras cursivas. Eu senti minha garganta apertar e joguei meus braços ao redor de Julianne. A respiração de Julianne apertou e então ela tocou a bochecha no meu cabelo. "Eu te amo, querida. Você sempre foi minha maior alegria." A porta abriu e fechou e então os passos de Sam ecoaram no corredor. Ele congelou na soleira da porta. "Tudo bem"? Julianne cheirou. "Ela ama a mãe dela". Os ombros de Sam caíram e ele sorriu. "Eu amo meu pai, também," eu disse. Ele franziu a testa e então o seu lábio inferior tremia. Ele deixou cair a pasta dele e andou os poucos passos do nosso abraço. Ele nos eclipsou com seu corpo, englobando Julianne e eu com seus braços.


Eu tinha me envolvido em dois abraços tristes naquele dia, mas o que mais me espantou foi que não havia problema. Nem me senti estranha ou forçada. Não só aceitei que era amada, mas também que eu era digna de e merecia esse amor. "Estamos querendo Los Potros para o jantar," eu disse, com minha voz abafada. Sam e Julianne me soltaram e riram. "Só vou tomar um banho rápido", disse, apontando para cima. Sam acenou com a cabeça, os olhos cheios de lágrimas. "Boa idéia. Seu cheiro." Julianne divertidamente bateu no braço dele. "Eu vou estar aqui em 15 minutos", disse. "Está bem, querida," Julianne disse. Quando subi as escadas, ouvi Julianne perguntar ao Sam sobre o seu dia. "Foi como o inferno," disse ele. Eu sorri todo o caminho para o meu quarto. Nossa família era um círculo de força e amor e isso foi o que me fez orgulhosa para ser parte disso. Esfreguei o leite, açúcar e xarope de chocolate das minhas mãos e unhas, e então eu passei o sabão ao longo de todo o resto antes de estar sob a corrente de água quente o tempo suficiente para enxaguar o sabão. Meu celular tocou na pia do banheiro, escovei os dentes. A mensagem era de Weston, me perguntando se eu tinha planos para o jantar. Eu respondi com Sim, explicando que os meus pais e eu íamos sair.


Ele não respondeu. Eu penteei os emaranhados do meu cabelo e depois escorreguei num vestido verde e branco curto, renunciei a maquiagem e deixei meu cabelo úmido à vontade do tempo. Quando consegui voltar para a cozinha, Sam e Julianne estavam conversando, parecendo incrivelmente felizes e apaixonados, ainda com a mesma roupa que eles tinham vestido mais cedo. "Você está linda", disse Sam. "Obrigada. Você acha que se eu mandar um texto para Weston de volta, ele poderia jantar conosco? Eu acho que ele estava esperando para fazer planos." "Claro, querida," Julianne disse, pegando a bolsa do balcão. "Diga-lhe para nos encontrar lá." Segui-os para o carro do Sam. Assim que nos estabelecemos nos bancos e fivelas do cinto fechadas, mandei a Weston outro texto. Chegamos ao restaurante e estávamos sentados quase imediatamente. Nós andamos passando pelas mesas cheias de pessoas da nossa pequena cidade. Olharam-nos até sentarmos, ainda curiosos sobre nossa nova família. Os pequenos triângulos pendurados em cordas no teto tremiam soprados pelos dutos do ar condicionado. "Weston disse alguma coisa?" Julianne pediu. Olhei para meu telefone. Nada. Eu balancei minha cabeça. "Ele provavelmente está ajudando seu pai," disse Sam, olhando para o menu.


"Por que você está lendo isso?" Julianne esmiuçou. "Você pede sempre a mesma coisa." "Faço isso não", disse Sam. Julianne levantou uma sobrancelha. Um garçom se aproximou da mesa, depositando uma cesta de batatas fritas caseiras e uma tigela de salsa. "Água, senhor Alderman?", disse o garçom. Todos nós assentimos com a cabeça. "Um grande ‘queso’?" perguntou o garçom. Julianne piscou para mim. Sam acenou com a cabeça. "Frango louco, sem feijão?" perguntou o garçom. Sam fingiu examinar o menu enquanto esperamos pacientemente e então ele assentiu com a cabeça. "Sim, Carlos, obrigado." Julianne riu e eu tentei não sorrir. "Eles têm um Los Potros em Stillwater?" Sam perguntou. "Acho que não, senhor," disse o garçom. "Não". Sam olhou para mim, muito sério. "Você não pode ir para OSU". "Pare!" Julianne disse cacarejando. Carlos esperou. "Nós teremos a mesma", disse Julianne.


O garçom acenou com a cabeça, conhecendo-nos bastante bem já que pedimos as mesmas refeições correspondentes a cada vez. Meu celular tocou. Não, obrigado. "Weston está a caminho?" Julianne pediu. "Talvez devêssemos ter esperado o pedido até ele chegar aqui?" Eu balancei minha cabeça. "Ele está com o pai dele," disse Sam. Eu virei meu telefone para mostrar-lhes sua mensagem e trocaram olhares. Sam encolheu os ombros. "Tenho certeza de que Peter está o mantendo ocupado." O garçom voltou com as águas e uma tigela que parecia caldeirão de uma bruxa pela metade de queijo branco derretido. Sam mergulhado uma batata frita no ‘queso’ e cantarolava enquanto mastigou. "Por que? Por que é tão bom?" "É feito com amor", Carlos disse com um sorriso. Depois que o garçom se afastou, Julianne franziu a testa. "Eu sou a única que se sente que o texto não é como Weston quer?" "Julianne..." Sam advertiu. "Julianne..." Sam advertiu. "Oh, vamos lá, Sam. Ele é loucamente apaixonado por nossa filha e pede a ela sobre seus planos para o jantar. Quando ela pede-lhe para se juntar a nós, ele diz, "Não, obrigado." Algo está errado."


"Querida..." Sam disse desta vez mais firme. Julianne puxou o telefone dela digitou um texto. "Você não está mandando mensagens para Weston... você está?" Eu perguntei cautelosa. Nariz enrugado. "Não. Estou mandando mensagens para Veronica". Sam tirou o telefone da palma da mão da esposa e colocou no colo com um sorriso estranho. A mandíbula do Julianne pendurou aberta. "Por que não deixamos Erin descobrir isso, querida?" Sam usou o tom que ele usava quando ele estava nervoso, mas estava tentando ser legal. "Descobrir o que?" Eu perguntei meus olhos dançando entre meus pais. Julianne sentou na cadeira. "Não estou ajudando muito, não é?" Sam se inclinou e beijou a face da mulher. "É uma das muitas coisas que eu adoro sobre você... mas sim." Ela renunciou ao seu telefone guardando. "Você sabe algo sobre Weston que eu não sei?" perguntei. Julianne abanou a cabeça. "Não, mas você deve ter notado que eu sou uma indagadora. Seu pai pediu para eu trabalhar isso." Sam lhe deu um tapinha no ombro, orgulhoso. Eu olhei para baixo, imaginando o que diabos estava acontecendo com Weston. Não pensei muito nisso, mas Julianne estava certa. O texto não era como


ele. Provavelmente havia coisas para consertar e eu não tinha certeza que tinha mais palavras para corrigi-las. Eu vou tirar uma resposta. Estamos em Los Potros. Se você está com fome, deveria vir. Weston não respondeu então eu mandei outro. Você está chateado? Ainda assim, não houve resposta. Você esta' só ocupado? Você pode pelo menos me dizer se está tudo bem? Eu estou bem.

Fechei meu telefone e coloquei ao meu lado na cabine. Sam e Julianne foram surpreendidos pela minha reação. Sam parecia um pouco sobrecarregado quando acariciou o ombro da Julianne e então ele chegou à mesa e pegou minha mão. Nosso jantar de família rapidamente tinha ido para baixo. Eu forcei um sorriso e levantei meu queixo. "Eu vou descobrir mais tarde. Eu estou bem. Weston está provavelmente certo. Devemos desfrutar nosso jantar. Não temos muitos disponíveis." Os olhos do Julianne encheram de lágrimas e o lábio inferior começou a tremer. "Oh não. Não e não," eu disse, segurando minhas mãos. "Isso é o que não queria." "Querida, por favor," Sam disse.


Os que estavam em torno de nós e que não estavam observando antes certamente estavam agora. Eu cobri os olhos com a mão e olhei para baixo. Sam riu uma vez e Julianne e eu o olhamos. "Isto é a vida real, meus amores." Ele riu novamente. "Nós somos uma família de verdade."

DOZE

EU ENFRENTEI, olhando para o céu à noite, ao lado de Weston na cama da sua caminhonete. O motor ficou em silêncio e os carros debaixo do viaduto faziam o silvo ocasional que me deixava saber que estava no meu lugar amado. Mas naquele momento, não era. Weston mal falou desde que me pegou junto de Sam e Julianne e dirigiu metade de uma hora antes. Ele não respondeu mais aos textos e parecia mais do que um pouco chateado quando subi no banco do passageiro. Embora não quebrei o silêncio. Ele suspirou, mas não falava. Passou um minuto e depois outro. O ar estava começando a crescer grosso e a cabine do caminhão estava cheia de tudo o que não tinha sido dito. "Você está louca?" ele perguntou finalmente. "E você"? Ele esticou o pescoço para mim e depois engoliu. "Por que eu estaria?"


Depois de alguns segundos de silêncio e descrença, virei-me para ele. "Se não, então por que está agindo assim?" "Eu não estou louco." "Você não está?" "Estou nervoso." Minha expressão torceu. "Por que você está nervoso?" "Eu vi Brady hoje." “Oh.” "Nas Gose’s Joalharias." “Oh?” "Ele disse que ia te dizer o que eu estava fazendo lá e me dei conta que você pode ficar chateada. Apesar de ..."— ele se contorcia em seu lugar —"não era para te irritar." Ele mantinha seus olhos para frente e segurou o braço entre nós, em todo o assento. Ele estava comprimindo um anel de formatura entre seu dedo indicador e o polegar. Era um aro grosso de ouro com gravuras pretas — nosso ano de turma de um lado, uma bola de beisebol do outro. A gema era granada, que significa a cor da nossa escola primária e o mascote, o espírito do Maroon. O tamanho era muito menor do que a última vez que o tinha visto.

Definitivamente era demasiado pequeno para caber em qualquer um dos seus dedos.


Levantei uma sobrancelha. “… o seu anel foi ajustado?” "Para encaixar no seu dedo." "O colar não foi suficiente?" Ele encarou-me, consternado. "Brady tinha razão. Você está com raiva." "Não estou chateada. Só pensei que talvez você devesse ter perguntado antes de fazer algo tão drástico." Eu levantei minhas mãos, os dedos afastados. "Eu não uso anéis, Weston". Ele deixou sua mão cair. "É muito doce," eu disse. "Eu tinha tudo planejado. Não foi até Brady me lembrar de que me lembrei. Você é... você." "O que é isso quer dizer?" Eu perguntei ofendida. Seus ombros caíram e ele olhou pela sua janela. Ele balançou a cabeça. "Nada". Sua cabeça voltou-se contra o encosto de cabeça e ele estourou uma respiração. "Você me pediu para dizer que eu precisava de você. Eu fiz porque eu preciso. Pediu-me promessas. Eu as fiz. Agora, você quer colocar um anel no meu dedo." "Só até eu economizar para um real." "Um verdadeiro para que?" Ele ansiosamente me olhou, esperando a resposta de vir comigo.


Eu bati minha boca aberta. "Não. Não, eu não quero isso, não ainda." "Não se preocupe. Vai demorar um pouco. Os que eu vi no Gose’s são caros." Minha boca ficou seca e meus pulmões não estavam recebendo ar suficiente. "O que é esse transtorno obsessivo que você precisa e tem que colocar uma coleira em mim? Esperei a vida toda para sair daqui e ser livre e é como se você não pudesse esperar para voltar a me pôr numa cadeia!" Weston, de repente, apareceu muito cansado. "Sim. Você está com raiva." "Não estou com raiva! Não posso... Eu te amo, mas não consigo... você tem que parar!" "Diga." "Dizer o quê?" O tom da minha voz assustou-me mais do que suas palavras. "Você vai começar a empacotar suas coisas em breve. Eu imaginei que diria isso em algum momento antes." Meu peito doía com uma dor física e abrasadora. "Por que está fazendo isso? Por que quer me afastar? Tudo realmente tem que ser do jeito que você quer ou não? " Weston reteu o anel. "Parece que estou afastando você?" Olhei para o anel e partiu o meu coração. "Por que isto é tão difícil?" Eu olhei para baixo. "Não deveria ser tão difícil." "Não, não deveria ser." Mas dei uma olhada sobre ele. "Não pode ser paciente? Isso é muito para mim."


Sua mandíbula apertou sob sua pele. "Vai sair depois de amanhã. Não quero... se você não quer o anel, tudo bem. Eu devia saber. Erin... Eu deveria" Ele formou em sua boca uma bolha que ele estourou. "Só vou deixar você ir. Acho que é melhor." "Está terminando comigo?" Eu perguntei. "Porque eu não vou usar isso?" "Importa?". Eu ofegava como se o ar tinha sido arrancado de mim. "Não entendo o que está acontecendo." Ele enfrentou para frente, cerrando os dentes. "Quer que te leve para casa?" Eu recuei. "Sim". O motor da caminhonete acelerou e ele jogou o equipamento e saiu do estacionamento, seguindo para frente até que estávamos do outro lado da passagem superior. Ele puxou o volante para a esquerda, virando em 180 graus e então pisou no acelerador. Praticamente, voamos para minha casa. Ele não entrou na garagem. Em vez disso, ele parou na calçada apenas o tempo suficiente para eu descer. Nem cheguei à porta antes dele afastar-se, num súbito movimento para frente, fechando para mim. A caminhonete de Weston rapidamente partiu, mas entrei mais rápido eu podia para não ouvir se ele foi para casa ou não. Eu não quero saber. Eu tentei ficar calma quando subi as escadas, mas quando cheguei ao topo, Julianne chamou o meu nome. "Tudo bem"?


"Não," eu disse, sentando na escada bufando. "Ele está com raiva de mim — novamente." "O que aconteceu?" "Ele diminuiu o tamanho do seu anel de formatura. Queria que eu usasse. Ele tinha tudo planejado e queria que fosse especial, mas me assustei e arruinei tudo. Eu acho que ele terminou comigo." As bochechas de Julianne encheram de ar e então ela lentamente olhou para fora, parecia estar em uma profunda reflexão. “Whoa.” “Sim.” "Bem..." Ela subiu as escadas. Seu robe de cetim branco apanhado sob o luar entrando na janela sobre a porta. "Deus", ela disse, sentada com um par de escadas abaixo de mim. “Sim.” “Quer que eu acorde seu pai?” "Não," eu disse, odiando o som chorão em minha voz. "Nós tivemos um verão tão bom. E eu disse tudo o que ele queria ouvir. Acho que podemos fazer isso funcionar. Mas nada disso é bom o suficiente. Ele quer um colar em volta do meu pescoço e um anel no meu dedo. E agora, ele está falando sobre anéis reais." "Real o que?"

"Não até mais tarde," eu esclareci.


Julianne assentiu, aliviada. "Oh meu Deus, ele entendeu mal." "Literalmente. E não em um coloquialismo adolescente assim também." Julianne respirava uma risada pelo nariz. "Eu não sei sobre isso, mas parece que você continua tendo a mesma conversa." “Até a exaustão”. "Ok, então talvez ele esteja certo. Talvez seja hora de fazer uma pausa. Você estará ocupada fazendo as malas pelos próximos dias, e então vai se mudar para Stillwater. Uma vez que você estiver acomodada e confortável com suas classes, você pode ligar para ele." Franzi a testa. "Sinto que é o que ele quer. Sinto que ele está me afastando — sem querer, ainda assim está fazendo de propósito." "Ele está te testando". Eu apontei para ela. "Sim". "Por que ele é inseguro." "Sim". Eu pensei sobre isso por um tempo. "Você está certa. Precisamos de um pouco de espaço. Ele tem que descobrir isso. Eu não posso fazer isso por ele." Ela inclinou sua bochecha contra meu joelho. "Eu estou no seu barco". "Quer dizer que ele é um fixador, também?" "Ele quer todos os patos em uma fileira de uma maneira que faça sentido para ele. Como disse seu pai, ele está tentando controlar a única coisa que pode porque todo o resto parece, até agora, fora do seu alcance." “Não devo acusá-lo por isto. Não devo amá-lo por ele ser como é?”


"Você pode, mas não à custa de suas necessidades." Senti-me doente. "Este caminho todo adulto é demais para mim. Não me sinto preparada para lidar com isso." "Oh, você está. Esse é o problema. As coisas seriam muito mais fáceis para ele se se comportasse como uma típica garota de dezoito anos de idade no amor coloque o anel no seu dedo e implore por um diamante, mais cedo ou mais tarde. Ele precisa de um tempo para conversar, ver as coisas de uma perspectiva razoável, mas vai acontecer." "Sinto pena dele", disse. "Ele merece alguém que pode ser toda vertiginosa sobre essas coisas." "Não", Julianne disse sem hesitação. "Você está sendo esperta sobre isso. Ele vai respeitar você por isso mais tarde.” "Você acha"? "Sei que sim. Ele está em pânico. Isso vai passar." Eu abracei minha mãe e então corri lá em cima, cai na cama com meu celular na mão e mandei uma mensagem. Você está em pânico. Isso vai passar. Após vários minutos sem resposta, coloquei meu celular na mesa de cabeceira. A chuva começou a bater contra a janela. O trovão retumbou primeiro, longe na distância. Em pouco tempo, relâmpagos estalavam além das fronteiras da minha janela, piscando em pulsos no meu quarto.


Tentei não pensar sobre Weston, mas tornou-se impossível. Alguns arrependimentos, mas principalmente doces momentos continuaram a voltar à minha mente. Uma vez, eu tinha fantasias sobre como poderia ser quando fosse amada por Weston Gastes. Agora, o tempo tinha virado do avesso e o amor era uma montanha-russa ridícula, um ultimato, um impasse — pelo menos, o que restou dele.

Meu coração partiu quando meus pensamentos ficaram tão sombrios quanto a noite entre o relâmpago. Ele só queria dar-me o anel dele. Foi uma coisa tão amor-adolescente de fazer. Porque atuei tão ofendida por cada tentativa sua de se agarrar em mim? Parecia que estávamos tendo duas conversas muito diferentes. Anéis, colares e promessas de lado... Eu estava pondo em risco a nossa relação por recusar a amálo, em vez do meu caminho. Realmente posso dizer adeus ao menino que sonhei desde antes de saber o que era o amor? Uma sucessão de pensamentos horríveis. Já é tarde demais? Uma batida suave na porta me levou a levantar minha cabeça. "Qualquer palavra"? Julianne sussurrou na entrada. "Não. Você já falou com a Veronica? Ele está em casa?" Ela assentiu com a cabeça. "Ele está em casa." Deitei-me de volta contra meu travesseiro. "Bom".


"Ele virá por aí. Tente dormir um pouco," ela disse com sua voz suave de mãe. E desapareceu no corredor escuro. Trovão estrondou sobre nossa casa, mais alto do que tinha sido desde que a tempestade começou. Parte de mim queria pisar em toda a grama molhada e andar até a porta dele, mas tínhamos ido para frente e para trás por quase três meses. Ele estava desesperado e eu estava começando a achar que estava quebrada. Apesar dos pensamentos pesados pulando na minha cabeça, a chuva cantou lentamente para eu dormir. Sonhei com olhos verde-esmeralda, dedos suaves na minha pele e um dormitório vazio solitário. Quando abri meus olhos, esperei por alívio ou a sensação de uma segunda chance, um minúsculo fragmento de esperança. Nunca veio. Eu passei em cima para o meu lado, ignorando os pássaros cantando lá fora da minha janela e o sol filtrando através das cortinas. Tudo que Weston tinha me dito rolou através da minha mente como créditos, ler em sua suave voz grave. Já o perdi. Minha mão saiu de debaixo do cobertor e peguei meu telefone de mesa de cabeceira. Quase tive medo de olhar. Mas eu fiz, e o display de leitura exatamente do jeito que eu esperava, não havia nada. Perguntei-me o que ele estava fazendo naquele momento — se estivesse acordado, se ele estava ocupado, se ele estava pensando sobre mim ou tentando não pensar, se ele se arrependeu de apertar o anel no tamanho do meu dedo. "Erin"? Sam chamou lá de baixo. "Levante docinho! Nós temos um grande dia!"


As horas arrastaram com a organização, embalagem e compras. Teria sido bom se embalagem mantivesse minha mente fora de Weston, mas quanto mais eu escondia, mais ele aparecia.

No dia da mudança, Sam e Julianne empilharam no SUV as caixas e os sacos, reorganizando tudo pelo menos duas vezes até que ele estava satisfeito com a forma como se encaixavam. "Não vou chorar", disse Julianne. "É apenas um passeio de carro. Percorremos a Stillwater, uma centena de vezes. Isso não é diferente. Nós estamos apenas... levando nossa filha única... Eu vou chorar," ela disse de repente com dificuldade para respirar. "Não, você não vai," disse Sam, entregando-lhe um copo com um canudo. "Camomila. Pense o quão brilhante vai ser sua filha e todo esse dinheiro que ela vai fazer para ajudar a manter você e a mim num lar melhor." Eu sorri. "Bem? Está na hora, garota," disse Sam. Os lábios do Julianne prensados em uma linha dura quando ela se retirou para o banco do passageiro e bateu a porta. "Ela vai ficar bem?" Eu perguntei, olhando ao redor. "Sim. E você?"


Eu caminhei alguns passos para fora do jardim em forma de relance. O caminhão de Weston não estava na garagem. Sam acenou-me com uma expressão de compreensão. "Vamos lá, querida. É hora de ir." Eu balancei decepcionada "Eu pensei que ele iria ao menos dizer adeus." "Ele ainda tem tempo. Talvez ele saiu pela amanhã ou algo assim. Ele não sai por alguns dias." "Tenho orientação amanhã", disse, abrindo a porta da minha BMW. Sam viu quando sentei no banco do motorista. Ele empurrou o seus óculos de aro de tartaruga redondo sobre o nariz. "Tente não se preocupar com isso, querida. É melhor se concentrar na escola agora. Hoje é o dia que você estava sonhando por um longo tempo. Só quero que pense sobre isso." Balancei a cabeça. Sam entrou para o SUV e deslizou ao lado de Julianne. Ele desistiu da garagem e então parou um pouco até que eu fiz o mesmo. Estávamos parados brevemente no sinal de PARE e então eles puxaram para a Avenida Chrysler, seguindo para o leste.


TREZE

ESTAR SOZINHA NO CARRO por uma hora e quinze minutos não fez nada para ajudar a manter minha mente fora de Weston. Era o dia em que tinha sonhado, mas as coisas eram muito diferentes do que eu imaginava. Embora não fosse uma fuga. Sem despedida e eu não tinha certeza do que sinto sobre isso. O rádio parecia saber quão baixo eu estava sentindo, o DJ tocando cada música triste na sua lista. Então, as canções otimistas me lembraram de que eu não podia me animar e isso só me fez sentir pior. Sam puxou para o estacionamento do meu dormitório. A maior parte dos lugares do estacionamento já foi tomada, assim ele estacionou em paralelo ao lado de uma árvore que tinha certeza que não era um lugar legal. Ele pulou para fora e me direcionou para estacionar atrás dele. "Eles vão nos perdoar hoje," ele disse com um sorriso tranquilizador. Desvaneceu-se quando ele viu minha expressão. "Querida, venha cá." Ele me puxou para um abraço e então os passos de Julianne pararam ao nosso lado. Eu olhei para ela e os olhos dela estavam tão vermelhos e molhados quanto os meus. Funguei e depois limpei meus olhos e Julianne fez o mesmo.


Ela assentiu com a cabeça. "Está bem. Podemos fazer isto." Ela abaixou seu queixo e segurou em concha minhas bochechas. "Este é um bom dia. Este é um grande dia." Após o check-in e ter recebido minha papelada e a chave, voltei para onde meus pais estavam próximo ao SUV. "Aqui vamos nós. É isso. Este é o dia,” disse Sam, segurando um cesto de roupa suja, cheio de diversos itens acima de sua cabeça. Julianne começou a rir e depois eu fiz também. Eu empilhei duas caixas menores e levantei para os meus braços. "Graças a Deus há um elevador." Julianne suspirava quando erguia uma caixa. "Isto é Bennett Hall." Ela sorriu. "É o melhor. Boone Pickens Stadium está bem ali e eles têm a melhor comida." Disse Sam. Eu tiro um sorriso agradecido ao Sam. "Você sabe o quanto eu amo comida." “Não foi minha escolha”, admitiu Sam. “Pode agradecer a sua mãe”. Liguei meu charme em alta e apontei direto para a Julianne. "Não digo que temos que cuidar de você?" ela disse satisfeita consigo mesma. "Deixa-me levar, Julianne," uma voz suave e profunda disse por trás do SUV. Weston pisou ao redor, segurando seus braços. Meu estômago afundou e meu coração pulou. Julianne olhou para ele por sobre as caixas empilhadas. "Que bom você aparecer, Wes."


"Sim, senhora," ele disse simplesmente. Julianne pegou um par de sacos e seguiu Sam em direção ao prédio. "Oi", eu disse, instantaneamente me sentindo estúpida sobre minha simples saudação. Os olhos dele não disseram nada. "Eu não estava fazendo nada de mais hoje. Achei que seria um completo idiota se não viesse ajudar você se mudar." "Obrigada," eu disse, minha voz soando pequena. "Não significa nada. Estou apenas sendo um amigo." Concordei e caminhamos juntos do outro lado do estacionamento até chegar ao lobby. Sam estava segurando o elevador enquanto Julianne segurava os papéis que nos disse qual quarto eu estava e as direções para chegar lá. "Segundo andar", disse Julianne. "237." Sam apertou o botão, Weston e eu fizemos o nosso melhor para caber dentro com nossas cargas completas. Nossos braços foram pressionados juntos e doeu por sua pele quente e macia. O elevador abriu. Weston saiu para o corredor, olhando em ambas as direções. Sam passou por nós e mostrou o caminho. Julianne seguiu-o e Weston veio na retaguarda. Uma vez lá dentro, Sam baixou suas caixas e Julianne colocou as malas no chão. Ela puxou uma pilha de folhas dobradas, entregou a mim e jogou o colchão de espuma de caixa de ovo para Weston. "Mãos à obra!" Julianne disse com um sorriso.


A única suíte tinha uma cozinha completa e uma máquina de lavar e secar, e parecia antiga. “Eu me sinto um pouco sobrecarregada," eu disse. Sam colocou as mãos nos meus ombros. "Você quer dizer muito feliz. Este é um grande dia, lembra? Vamos obter mais das suas coisas." "Eu vou ajudar", disse Weston, dando um passo. Julianne pôs a mão no peito dela. "Nós ajudamos a empacotar. Você pode ajudar a desempacotar." Weston assentiu com a cabeça uma vez. Após alguns momentos de silêncio constrangedor, Sam pegou sua esposa pela mão, e fecharam a porta atrás deles. Weston descompactou o saco de plástico transparente que mantinha o colchão caixa de ovo e desenrolou-o sobre o colchão. Ele desenrolou o lençol e estendeu as mãos. "Obrigada," eu disse enquanto nós trabalhávamos juntos para fazer a cama. "Este é um bom lugar." Não consegui pensar em nada surpreendente para dizer, para não dizer nada em tudo. "Parece ser muito para você." Minhas bochechas ficaram vermelhas. "Está me insultando ou tentando me fazer sentir culpada?" Ele suspirou. "Nenhum".


Terminamos na cama e começamos a desembalar as caixas. Sam e Julianne estavam dentro e fora. Weston fisgou uma lâmpada e depois desencaixotou os líquidos de limpeza orgânicos e o resto da cozinha enquanto eu guardava roupas. Uma vez que tudo tinha sido trazido para cima, Sam começou ajudando Julianne a pendurar fotos, fazendo a suíte ficar com um pouco mais com a cara de casa. Weston caminhou até que ele finalmente sentou-se no sofá. "Vocês alugou isso?" ele disse, espalhando- os braços e apoiando-os em cima das almofadas. "Não, estava mobiliado," Julianne disse. Weston não tentou ficar impressionado. "Eu tenho certeza que meu apartamento em Dallas vai será nada parecido com isso." Sam riu. "Eu vou adivinhar que seus pais irão certificar-se de que você está vivendo são e salvo." "Não vou para Duke mais, lembra?" Weston sorriu. "Assim eu ouvi. Peter também mencionou que ele estava orgulhoso de você por fazer uma escolha e de pé com isso. Também gabou sobre alguns dos seus desenhos a carvão, especificamente um da minha filha." Eu segurei minha respiração. Weston parecia que Sam merecia apenas um soco. "Sim... isso não é nada demais." Naquele momento, senti que tinha levado um soco. Achei o assento mais próximo e sentei.


Sam olhou ao redor. "Nós, hum... esquecemos algumas coisas." "O quê? Weston disse. "Eu vou buscar." “Sacos de lixo, por um lado”, disse Julianne. “Sal do mar e grânulos de pimenta-preta para amoladores”. Weston me olhou. "Ela é séria agora?" Dei de ombros. Sam puxou sua esposa. "Vamos lá, querida. Podemos vencer a corrida de outros pais que esqueceram as coisas." Eles correram para fora da porta, deixando Weston e eu em uma suíte grande ferver com a tensão. Eu cobri o meu rosto. "Você não precisa ficar. Pode ir." "Obrigado", disse ele, de pé. "Você não precisa ir", disse em pânico. "Eu só quis dizer que se você não quiser ficar aqui... Eu queria me despedir, mas não esperava que nos ajudasse a mudar. Agradeço muito." "Já dissemos adeus. Você tem dito isso há meses." Afundei no encosto traseiro da cadeira. "Isso não é verdade." "Você ainda está usando isso." Eu toquei o colar, sentindo minhas bochechas pegarem fogo. "Devo tirar isso? Eu realmente não sei como isso funciona." "Faça o que quiser", ele surtou.


Passei minhas mãos sobre meu estômago. Tinha passado tanto tempo desde que precisei me proteger contra qualquer um que tentasse me machucar que eu estava fora de forma. As mãos de Weston subiram e caíram em seguida para as coxas. Ele usava calções típicos de basquete, vermelhos, com uma camiseta marinheira e um boné vermelho para trás, de fora seu cabelo castanho desgrenhado. "Não quero brigar. Eu só vou..." Ele apontou para a porta e então pegou as chaves e caminhou em direção a ela. "Você não pode continuar me deixando," eu disse, em pé. Ele se virou seu conjunto de mandíbula aberta. "O quê"? "Não pode quebrar meu coração e então me culpar por isso." As sobrancelhas dele explodiram para cima e ele apontou para o peito. "Eu quebrei seu coração?" "Esta é a última vez que eu vou deixar você vir aqui. Se você desistir agora, eu desisto, também." Uma lágrima quente queimou minha bochecha, mas eu a limpei. Weston abanou a cabeça com um olhar de nojo no rosto. "Nem sei por que vim." Ele chegou para a porta. “Porque você me ama!" Eu disse, minha voz quebrando. "E você sabe que eu te amo! Então, por que? Ainda não sei o que fiz de errado!" Weston me olhou como se eu estivesse pegando fogo. Dei um passo. "Por que não coloquei o anel no meu dedo? Por que não quero morar com você? Você está errado," disse apontando. "Eu não sei nada sobre amor,


mas você está errado. Você é o único me machucando... você.... por nenhum motivo. Nós éramos felizes. Estávamos juntos e agora, nós não estamos. Eu não fiz isso”, disse, expirando uma respiração vacilante. "Você me deixou". Os olhos de Weston caíram no chão. Seu pomo de Adão cortando quando ele engoliu e agarrou a maçaneta. "Desfrute de Stillwater." Ele fez uma pausa. "Quero dizer isso." Quando ele saiu pela porta, peguei a coisa mais próxima de mim — um quadro — e por pura frustração, joguei na porta. Quebrou, e eu cobri minha boca. Julianne tinha comprado porque parecia muito com nosso quadro de família, mas ele dizia feliz. Agora, feliz estava deitado em pedaços espalhados pelo chão. Ele me deixou. Fui até a janela. Sam e Julianne pararam Weston no estacionamento. Dedos de Weston estavam presos nos quadris e ele foi mudando seu peso de uma perna para outra quando não suportava ainda. Sam colocou a mão no ombro dele e Julianne andou apressada em direção ao prédio. Weston virou seu boné, puxou-o para baixo sobre sua testa e então pendurou a cabeça dele. Sam o puxou mais perto e Weston o abraçou apertado. O pensamento de meu novo quadro em fragmentos no chão me fez correr para a porta de entrada, mas não sabia onde estava a vassoura e Julianne já estava batendo de qualquer maneira. Eu lentamente abri a porta, me envergonhando no momento em que seus olhos caíram sobre os pedaços perante seus pés. "Oh, Erin," Julianne disse, juntando-me no chão. Ela ajudou com as peças grandes e em seguida, caminhou até o armário do corredor.


"Sinto muito", disse. "Eu não poderia ter jogado num pequeno acesso de raiva." "O que ele disse para você?" "Não muito. Eu fiz a maior parte da conversa. Ele só saiu. Ele ficou muito bom nisso." Julianne franziu a testa. "Ele está tão perdido e confuso. Desculpe se ele está descontando em você." Sam bateu na porta, que estava aberta desde quando Julianne entrou. "Você fez isso?", disse ele. Ele recuperou a pá do armário, e então a segurou no lugar para que Julianne pudesse varrer os últimos pedaços de estilhaços. Minutos depois, o chão estava limpo e os restos da minha raiva tinham sido jogados fora em um dos meus novos sacos de lixo. Seria feliz se isso nunca tivesse acontecido. “Sei que é difícil acreditar agora”, disse Sam, “mas ele está sofrendo… pela maior parte por ele mesmo. Ele tenta não se importar se você não se importa. Os rapazes não são tão resistentes como pensamos. Nós nos agitamos como crianças pequenas que aprendem a andar, batendo em tudo em volta de nós tentando ver aonde vamos. Algo disto é o caminho assustador que nos faz lamentar como fadas”. Julianne e eu rimos. "É verdade", disse ela, sacudindo a cabeça. "Lembre-se que o tempo —"


"Sim," disse Sam, a cortando. "Vamos não revisitar." Ele olhou para mim. "Esse menino vai descobrir o que fez e se tiver juízo, ele vai voltar de joelhos, implorando por seu perdão." "Ele não terá que implorar," eu disse, tocando meu colar ao olhar pela janela.

"Dispensados," Professor Kelley disse com os caracóis loiros saltando. Recolhi minhas coisas e segui o rebanho para o corredor. Então, fiz meu caminho pelas escadas abaixo e fora na saída em direção a Bennett Hall. A temperatura sempre foi imprevisível em Oklahoma. O dia de Ação de Graças foi apenas a um dia de distância e embora o sol estivesse brilhando, não era incomum para o estado ter trinta graus de temperatura no dia seguinte. O tempo estava do lado mais quente, mas o vento implacável estava frio. Eu puxei meu casaco mais apertado enquanto caminhava para o meu dormitório, mantendo minha cabeça para baixo. Por enquanto eu sonhava com Oklahoma State University, sobre os meus tempos de faculdade nunca nenhuma vez eu tinha imaginado voltar para casa para as férias, mas Julianne iria estar na cozinha preparando um peru e Sam tinha oferecido para me pegar depois por qualquer motivo que teve para estar em Stillwater, no último dia antes das férias. Atravessei o hall da fama Avenue e então virei para o oriente para Bennett Hall. Alguém se movimentou ao meu lado e andou vários passos, antes que eu olhasse para ver quem era. Eu congelei. "Brady", disse.


Ele se elevou sobre mim, uma presunçosa expressão no rosto. "OSU deve estar desesperado. Deixam qualquer um entrar ultimamente." Eu meti as mãos nos bolsos, encarando-o. Eu não tinha deixado Weston retaliar quando eles pularam nele, na esperança de poupar-nos muito mais violência. Pensar em Brady estava no fundo da minha mente, mas eu estava certa sobre uma coisa. Brady não podia mais me intimidar. "Bem," eu disse, continuando a minha caminhada para casa, "é uma escola estadual." Seguida por Brady. "Um dos meus irmãos da fraternidade perguntou de você quando ele descobriu onde você se formou. Falei que tinha um caso horrendo de herpes." "Nossa, que maduro você". Brady me segurou para uma parada pelo meu casaco e inclinei. Eu arranquei e ele piscou os olhos. "Isto não é o liceu, Brady. Não importa quem são seus pais ou que tipo de carro que você dirige. Ninguém se importa se você é um idiota. Nem mesmo eu. Mas este é o resto da minha vida e você não foi convidado." Brady riu uma vez. "É isso? Isso é o seu discurso?" Eu inclinei a cabeça. "É isso que você quer? Um discurso? Teatro?" Eu balancei minha cabeça. "Não preciso odiá-lo para me sentir melhor, e aqui você implora para que pague por alguma atenção. Atrás de mim, para baixo ou por qualquer pedaço patético, que você pode obter." Brady passou seu peso de um pé para o outro.


"Está ouvindo?" Eu perguntei, inclinando em direção a ele, recusando a sequer piscar. "Eu não te odeio, Brady. Não sinto nada em direção a você em tudo." Ele olhou para mim com puro nojo. "Bem, eu te odeio, sua puta feia." Olhei em seus olhos. "Eu sei. Já resolvemos isso. Pode tentar continuar com nossas vidas, agora? Ou você exige mais de minha atenção?" "Foda-se," ele disse, indo embora. Exalando continuei minha caminhada para Bennett. Eu me sentia com mil quilos a cada passo, sabendo que se Brady pensava em falar comigo de novo, minhas palavras ficariam no fundo da sua mente. Precedência tinha sido definida, e nenhuma interação adicional entre nós seria mais provável na minha teoria. Eu sabia que Brady era orgulhoso demais para permitir que isso acontecesse. Seu orgulho era mais forte do que a sua necessidade de ser um valentão. Quando me aproximei do meu dormitório, a multidão cresceu mais espessa enquanto os estudantes entravam e saíam do prédio. "Erin!" uma voz estridente chamou da multidão. Rebecca, a minha vizinha do cabelo de cobre deslizava em volta dos estudantes simpatizantes para chegar perto. “Eh!” Sempre estava animada, não importa se fosse sete da manhã ou meia-noite. "A última chance para ir à festa na casa do Lambda Chi’s Animal esta noite." "Não, obrigada," eu disse, puxando a porta aberta para o lobby do Bennett. "Oh, vamos lá! Por favor!" ela disse.


Rebecca era de Hobart, Oklahoma — uma cidade com uma população menor que Blackwell — e o sotaque dela era excepcionalmente sulino. "Tenho que estudar, não é?" Eu perguntei. "Sim?" ela disse, soando mais como uma pergunta que uma resposta. Eu balancei minha cabeça. "Não há nada acontecendo naquela festa que é mais importante que meu teste de apreciação musical. Eu tenho um B no momento." "Bs são bons, Erin!" "Meus pais pagam meus estudos. Se B é o meu melhor, está bem, mas eu devo isso a eles e a mim para estudar para o teste e ver se eu posso fazer melhor." Rebecca rosnou o lábio. "Você está gastando tempo demais com seu conselheiro." Quando chegamos ao elevador, Rebecca apertou o botão para o segundo andar. "Tenho que estudar, também. Eu esperava que você fosse me convencer do contrário." "Você sabia que eu não faria." "Sim, tenho quase certeza que é por isso que perguntei a você e não a Hannah Matthews." Hayden Wentz apressou antes que as portas fechassem. A postura da Rebecca imediatamente melhorou e seu sorriso de pateta para recatada.


Hayden olhou para nós duas,

tentando não respirar por cima de nós

enquanto ele ofegava da sua corrida. Ele ofereceu um aceno rápido. "Obrigado." "Você vai para a festa no Lambda Chi hoje à noite?" Rebecca perguntou. "Sim," ele disse. "Eu sou um iniciado, então tenho de ir". "Oh", Rebecca disse, rebatendo os olhos dela. Ela me olhou com uma expressão de súplica. "Não," eu disse. "Não o quê?" Hayden perguntou de repente curioso. "Não quero ir." "Tudo bem", disse ele confuso. "Eu não te perguntei, não que eu não faria. Eu já pensei nisso, na verdade, mas eu não estava... tentando" A boca da Rebecca caiu aberta. "O que? Não," eu disse muito enfaticamente. "Ela... Não sabia que estava pedindo. Estava contando a ela que eu... não importa. " Rebecca começou a rir, e fechei os olhos, envergonhada. O elevador abriu, e praticamente, atire-me para o corredor. Seguida de Rebecca, ainda rindo entredentes. "Oh meu Deus," eu resmunguei. "Você não ouviu? Ele gosta de você!" Eu amassei meu nariz. "Ele nem me conhece." "Ok, ele é atraído por você. Você deve ir."


Escorreguei a chave na fechadura e dei uma sacudida antes de girar o botão. "Desista, Bec. Faça o que quiser, mas eu não vou." Fechei a porta atrás de mim e me inclinei contra, fechando meus olhos. Eu não estava cega. Hayden era o cara mais atraente de Bennett Hall, mas ele também era um grande idiota. Ele era de Tonkawa, uma pequena cidade separada de Blackwell por apenas quinze minutos de pastagens e terras agrícolas. Mas só tendo mesmo um momento de atração para alguém me fazer pensar em Weston, e principalmente, eu só tentava esquecer. Isso era outra razão pela qual que eu tinha certeza de que Sam estava vindo a Stillwater me pegar. Meus pais tinham medo que eu não fosse para casa para que evitasse encontrar Weston. Tirei fora minha jaqueta, deixei as alças da mochila dos meus ombros caírem para o chão e desviei da minha cadeira. Morando sozinha em uma suíte desse tamanho me fazia sentir como se eu fosse voltar para a casa da Gina, mesmo que isto fosse muito mais limpo. Quando a tarefa de casa terminou, recuperei todos os meus programas de televisão e redes sociais com Sam e Julianne. Então, esfreguei os balcões limpos até que ficassem mais limpos, e esfreguei os azulejos brancos até que ficassem mais brancos. Abaixei-me quando limpei o interior do refrigerador que tinha o cheiro do limpador orgânico que me lembrava de casa. O meu telefone celular tocou e puxei até que saísse do meu bolso traseiro. Hailey pedia anotações da prova de musica e se iria à Casa dos Animais.


Eu digitei um rápido, não, baixei o meu celular e suspirei quando ele tocou novamente. Desta vez, era uma mensagem do grupo com Alex, Anna e Renee da minha aula de Humanidades. Não. Não vou. Eu tranquei a tela e coloquei o telefone na mesa do café, sentada em volta. Era bom ter amigos, mas a faculdade era muito fácil fazer muitas amizades de uma vez. Isso foi mais uma coisa que eu não tinha antecipado. Meu celular tocou novamente e eu gemia. O botão lateral clicado quando o coloquei no modo silencioso. "Não, eu não vou para a festa, quem quer que seja" eu disse em voz alta. Eu olhei para minha mochila, sabendo que meu guia de estudo estava em algum lugar lá dentro e preciso desenterrá-lo em breve para estudar. Só quando me levantei uma batida na porta me assustou. Cansada, eu andei e torci o botão e ela começou a abrir. "Não vou à fes...." Weston Gates olhava da minha porta com um sorriso esperançoso no rosto.


QUATORZE

“… TA," EU TERMINEI. "Que festa?" ele perguntou com um sorriso. Eu quase recuei e senti minhas sobrancelhas puxarem para cima. "O que faz aqui?" "Eu mandei mensagem para você para que soubesse que eu estava vindo," ele disse, deflacionando pela minha reação. "Quando?" Eu perguntei, voltando para olhar para trás, meu celular ainda deitado na mesa de café. "Do estacionamento. Então, há cerca de dois minutos." Ele esperou para eu dizer algo e como eu não fiz, ele deu de ombros. "Posso entrar?" “Não.” “Oh.” "Tenho que estudar. Eu tenho um teste amanhã antes do Sam vir para me levar para casa." "Sim. Eu lhe disse que o faria." “O quê?” "Buscar você. Eu estive em casa por uns dias. Estive na sua casa o tempo todo..." "Sam disse que você podia me buscar?"


"Sim. Tudo bem?" Ele fez uma pausa. "Você realmente não vai me deixar entrar?" "Você está um dia mais cedo." Enfiou as mãos nos bolsos da calça jeans. "Eu sei. Eu vou voltar. Não podia esperar nem mais um dia para ver você, Erin. Eu tentei." Os olhos dele brilharam quando viu meu colar, e o guardei por baixo do colarinho da camisa. Ele me olhou debaixo dos seus cílios longos, com um doce meio sorriso no rosto. Tornou-se cada vez mais difícil respirar. Eu tinha tentado tanto por mais de três meses esquecer seus olhos, o cabelo que tinha crescido agora em seus olhos e sua pele macia de bronze que estava agora mais parecida com a cor de uma azeitona. Ele parecia um pouco mais alto, um pouco mais grosso e talvez até um pouco mais velho, mais experiente. Eu queria saber que tipo de experiências que ele teve. Hayden passou e parou, reconhecendo Weston. "Ei, cara. Você aqui?" Hayden perguntou. Então, ele tirou as suas próprias conclusões. "Oh, Erin, quando eu disse aquilo, eu não sabia que vocês estavam se falando." Olhos de Weston dançaram entre mim e o Hayden antes dele franzir a testa e dar um passo para trás.


"Não", disse Hayden, observando a linguagem corporal de Weston. "Algo aconteceu no elevador..." Weston deu mais um passo, tentando não perder a calma. Ele começou a respirar pelo nariz, duas linhas profundas formando-se entre suas sobrancelhas. Eu poderia adivinhar o que ele estava pensando, mas eu não o corrigi. Quando Weston tinha algo na cabeça, seria impossível mudar de ideia. Hayden levantou ambas as mãos e então as entrelaçou em cima do seu cabelo loiro desgrenhado. “Merda. Não foi o que quis dizer. Não aconteceu nada no elevador." Weston se virou e começou a ir embora, mas Hayden tentou detê-lo. Weston agarrou-o pelo colarinho do casaco e ele bateu contra a parede. Expressão de Weston disse tudo sem ele sequer abrir a boca. Hayden levantou as mãos sem piscar. "Só... ouça. Achei que ela tinha pedido para ir a festa hoje à noite. Foi um grande mal entendido. Estávamos ambos com vergonha. Saímos do elevador. Foi super estranho. Isso é o fim de tudo, eu juro." Weston me olhou para confirmação. Balancei a cabeça. Weston largou seu casaco e Hayden levou um tempo. "Peço desculpa", ele disse a Weston. Ele olhou para mim. "Muito, muito mesmo." Eu balancei minha cabeça para avisar a Hayden que estava ok, mas ele mal teve tempo para notar antes de esmagar o botão para o elevador. As portas abriram e ele apertou várias vezes no botão para fechar.


Weston estava visivelmente trabalhando para se acalmar. "Desculpe-me, Erin. Isso me pegou completamente desprevenido. Eu sabia que era possível que você pudesse estar vendo alguém, mas não esperava essa reação. Estou tão surpreso quanto você está." "Não estou tão surpresa", disse. Minhas palavras o feriram. "Esta é a última vez que eu vou te perguntar Erin e então eu vou EMBORA. Posso entrar?" "Não", eu disse sem hesitação. Ele passou por mim, e o chupei em um sopro afiado. "O que é que você está fazendo?" eu disse, girando ao redor. Weston caminhou na minha direção, chegou perto de mim para fechar a porta e depois recuou. "Eu mudei de idéia." "Bem, você não pode. Eu te disse, tenho que estudar." “O quê?” “Apreciação de música.” "Eu aprecio musica". "Não, Weston, é mais difícil do que parece. Eu tenho lutado. Eu preciso IR bem no teste e é de manhã." "Eu vou te ajudar", disse desesperado. Eu estreitei meus olhos duvidosos.


"Juro!" ele disse. "Eu poderia ligar para o Sam, você sabe. Ele faria você ir embora." Weston caminhou até o sofá e cruzou os braços. "Não sem lutar." Ele sentouse. Eu suspirei. "Não tenho tempo para isso." "Então, vamos começar." Ele tirou seu telefone, ele tocou algumas vezes. "Pepperoni?" ele perguntou. "Você sabe que gosto de pepperoni, mas não preciso de sua ajuda." "Você realmente não quer me deixar," ele disse com tanta confiança que eu queria jogar alguma coisa nele. Em vez disso, eu olhei para ele, incapaz de responder. Ele bateu no telefone mais algumas vezes. "Estou pedindo pizza. Vai estar aqui em quarenta minutos." Eu levantei meu saco e o trouxe para a cadeira antes de colocar no chão. O zíper fez um ruído estridente quando peguei nele, e então procurei lá dentro até que encontrei a minha pasta. "Sua bolsa parece pesada. Você carrega isso por toda parte?" Fechei os olhos e suspirei. "Por que está aqui, Weston?" Ele não respondeu, mas dei uma olhada sobre ele. "Você já sabe."


"Diga-me, então nós podemos acabar com isso." Dizendo que ele fez meu peito queimar e minhas pernas ficarem instáveis quando uma náusea esmagadora atingiu-me como uma onda. Tudo o que eu estava sentindo, Weston fazia me sentir pior. "Eu merecia isso," ele disse, acenando. "Estude primeiro. Falamos mais tarde. Ou não. Não precisamos. Você não me deve nada." Com suspeitas eu o olhei. "O que é que você quer?" Um lado da boca puxado para cima. "Você está diferente." “Bom.” Ele riu uma vez sem humor. "Sinto sua falta, Erin. Eu pensei que poderia te esquecer, mas não posso. O que fiz foi um monte de pensamento, um monte de outras meninas que não eram e nunca serão como você." Eu recuei. Sua admissão machucou. "Todo mundo me dizia que ia ficar melhor… meus colegas, meus instrutores, os meus pais... os teus pais." "Você tem falado com os meus pais?" "Isso não melhorou. Nunca vai melhorar. Costumava me perguntar quanto tempo ia durar. Agora, pergunto-me quanto tempo vou durar." "Isso não é engraçado," eu disse. "Quero dizer, no Texas. Eu sabia que ia ser difícil ficar lá sem você. Não ter você em tudo é pior." "Foi a sua escolha," eu disse.


"Você está certa. Como você disse, eu fiz isso." Eu estava nervosa. Esse sentimento horrível que tinha me engolido quando saiu e estava borbulhando sob meus pés, ameaçando arrastar-me as pernas. "Você me odeia?" ele perguntou. "Eu tento… todos os dias." Ele assentiu. "Eu mereço isso, também." "Não é..." Comecei me odiando. "Tem ... namorado alguém no Texas?" "Isso depende. Se te faz ciúmes e me quer de volta, então sim. Se te faz ciúmes e te faz odiar-me ainda mais, então não." "Diga a verdade." Os olhos dele caíram no chão e perdeu o foco. "Nem sequer conseguia olhar para mais ninguém assim. Senti ainda mais saudades e eu já estava indo ao inferno." “Eu também.” "Ninguém?" ele perguntou, com um pouquinho de esperança nos olhos. Eu balancei minha cabeça lentamente. Não tinha certeza se era perceptível. "Erin", ele disse pensativo, com cuidado, "e se eu dissesse que fiz asneira? E se eu dissesse que sinto muito?" "Você já disse isso antes."


Ele assentiu, olhando fixamente nos meus olhos. "E se eu disser que te amo e que não importa como acontece… se nós formos só amigos, mas juntos, ou algo mais …desde que não sinta mais saudades?" "Você ainda vai me perder. Nós estamos quatro horas de distância." "Dirigi isso. Não é nada, não quando estou no meu caminho para vê-la. Erin " ele cautelosamente escolheu suas palavras "Estou apaixonado por você. Eu tentei parar. Eu tentei te odiar, te esquecer, perdoá-la …" "Para quê?" Perguntei. Seu rosto caiu. Ele parecia quebrado. "Por me amar de uma forma que não consigo esquecer. Você é a melhor coisa que eu já desisti." Minha expressão desintegrou e eu olhei para baixo, escolhendo olhar para as minhas unhas. "Não podemos voltar Weston, e isso é o que eu penso todos os dias. Isso é o que eu perdi. Eu nem sei se te conheço." "Nós crescemos à maneira que nós sentimos," disse com uma confiança que eu nunca tinha visto nele antes. "Eu não te amo assim mais. Eu era egoísta e impaciente e não sobre você." Ele baixou o queixo. "E se eu pedir?" Chegou para frente, ajoelhando-se diante de mim. Ele tocou meu rosto, usando o polegar para afastar a lágrima que caía em minha bochecha. "Nós só estávamos caindo no amor. Acabei caindo, Erin. Eu te amo — sem expectativas, sem exigências. Inferno, só com a esperança que você me ama também." Eu respirava fora uma risada. "Sam disse que se voltasse que seria de joelhos." "Vou deitar no chão se você quiser."


Meus lábios formaram uma linha dura quando tentei suprimir um sorriso. "Por favor?" ele disse desespero em sua voz. Suas piscinas verdes digitalizando meu rosto e então encoberto. "Erin"? Ele estava tão perto. Seus dedos ainda eram suaves na minha pele. As cicatrizes antigas que tinham desvanecido, mas não desapareceu me avisaram que a pessoa na minha frente me causou dor. As coisas que ele me fez sentir foram feias e eu deveria fazê-lo sair e fazê-lo ficar longe de mim. Mas as cicatrizes eram apenas pele profunda. Abaixo delas estava meu coração, as partes de mim que sangrou, minha alma e a Erin que podia perdoar e sorrir independentemente da dor do passado. As peças protegidas tinham sido intocadas por qualquer um, mas Weston. "Quero que você fique", eu sussurrei. Ele exalou, tão surpreso que quase não confiava no que tinha ouvido. "O quê"? Os olhos dele fixaram nos meus e ele se inclinou, parando apenas uma polegada dos meus lábios. "Você me ouviu", eu disse baixinho. "Prometi a seu pai que não o faria. Tenho um quarto de hotel". Eu mordi meu lábio inferior, sob seu olhar. "Fica". Suas sobrancelhas puxadas, conflito rolava em seu rosto. "O que vai acontecer amanhã?" Abri minhas pernas mais amplas, puxando-o em minha direção, e descansei as minhas mãos sobre os seus ombros. Estavam mais grossos do que me lembrava. Puxei os seus braços até que conseguisse os seus dedos que ternamente se


demoraram contra meu maxilar. Agarrei-os no meu próprio e abaixei-os para meu traseiro, nunca tirando os meus olhos dos seus. Sua boca pairou fora de alcance e eu podia sentir a cada respiração que ele ofegava em antecipação. Pego sua respiração. "Eu só quero ouvir que você ainda me ama. Se me quer, Erin... Eu sou todo seu." "Eu te amo". Minha voz era quase um sussurro. Seu corpo enrijeceu antes dele me levantar em seus braços, cegamente, carregando-me pelo quarto. Ele baixou meu corpo na cama, como se eu estivesse sem peso. Ele levantou-se antes de mim e tirou a camisa. Quando seu peito tonificado e as cristas do abdômen entraram em modo de exibição, eu sabia que ele estava usando o ginásio para escapar da miséria que havia descrito. Eu puxava fora minha camisa e ele escorregou suas botas e desabotoou a calça jeans. Os olhos dele trancados nos meus quando a deslizou para baixo ao longo de seus quadris, revelando os músculos em forma de V escalonando abaixo. Weston agarrou meu calcanhar na mão quando abriu o zíper da minha bota de couro alto antes de deslizar para fora, e então ele fez o mesmo para a outra. Os cantos de sua boca transformados num fantasma de um sorriso quando seus dedos puxaram a bainha da minha legging preta, puxando em direção a ele, dolorosamente lento. Quando baixou o corpo dele contra o meu, o calor da sua pele queimando a minha. Um gemido ressoou na parte de trás da garganta, com seus olhos fechados


e sua língua deslizou sobre a costura dos meus lábios. Minha boca o permitiu entrar, e implorei silenciosamente para compensar o tempo perdido. Os dedos dele deslizaram facilmente ao longo de minha pele sensível, encontrando seu caminho sob meu top antes segurando minhas costas contra o colchão. Com um movimento hábil, ele destravou meu sutiã, salpicando minha pele com pequenos beijos. Quando tirou minha blusa, meu sutiã e minha calcinha, suas cuecas boxer eram tudo o que nos separava, deixando muito pouco para a imaginação. Eu relaxei minha cabeça para trás, deixando meus braços caírem na cama, quando sua boca redescobria cada polegada minha. "Eu tenho tantas saudades," ele sussurrou contra minha pele delicada. Eu podia sentir cada respiração e cada sorriso e podia sentir cada decisão que ele tomou para mover-se mais para baixo. Meus dedos emaranhados nos lençóis quando fechei meus olhos, a implorar-lhe para nos levar mais longe e eu suspirei de alívio quando ele fez.


QUINZE

EU EMPURREI PARA FORA as portas dobráveis do edifício norte. Estava cansada e dolorida, e não tinha certeza se minha nota final seria um A, mas estava confiante de que um ponto percentual ou dois foi uma boa troca. A caminhada para Bennett Hall demorou demais e não foi por causa do escalonamento do vento frio. Até o momento que saímos do elevador, eu estava lutando para passar pela porta. Uma vez que atravessei o limiar, estava nos braços de Weston e sua boca estava na minha. A mochila dele estava zipada e jogada junto à porta, e ele tinha minha mala aberta e pronta. “Ainda tenho roupa lá. Julianne não quis que eu ficasse carregando coisas para frente e para trás”. "Pasta de dentes?" Weston perguntou. "Sim," eu disse depois de pensar por um segundo. "Vai dirigir comigo?" Eu sorri. "Era o plano, não era?" Ele inclinou-se e deslizou um braço através da sua mochila. Em seguida, estendeu a mão para mim. Eu peguei minha carteira no balcão da cozinha e olhei no meu apartamento. Weston tinha limpado enquanto eu estava fazendo testes nas minhas aulas.


Quando tranquei minha porta, Weston ficou atrás de mim, segurando-me enquanto encostava-se ao meu pescoço. Eu ri e depois finalmente podia me concentrar o suficiente para virar a chave, fechando por completo e descemos até o estacionamento. Vermelho brilhante, bonito e lustrado, o veículo que guarda todas as minhas melhores memórias esperava por Weston e eu subirmos lá dentro. Uma vez que me meti no banco do passageiro, cheguei um pouco mais longe até que estava sentada ao lado de meu namorado, meu primeiro amor, e — se Weston estava certo quando ele era apenas um menino — o homem que casaria um dia. Passamos a viagem para casa conversando sobre o Instituto de Arte de Dallas, o apartamento novo de Weston, seus companheiros de quarto loucos e seus professores favoritos. A viagem pareceu muito curta quando o Chevy estacionou ao lado da calçada da casa dos meus pais. Sam e Julianne estavam lá fora — tendo certeza de obter atualizações regulares sobre na nossa hora de chegada — com seus braços abertos. Julianne foi gritando e batendo palmas antes de quase me esmagarr, quando nos encontramos no meio do gramado. E o Sam, como de costume, ele eclipsou nossos corpos com o seu abraço de urso. "Nossa garota está em casa! Ela está em casa, Sam!" Julianne gritou. “Sim, ela está!” Quando me liberaram, olharam ansiosamente para Weston e para mim. Em resposta, Weston deslizou seu braço ao redor dos meus ombros, me puxando para o lado dele e estiquei meus braços em volta da sua cintura, entrelaçando meus dedos.


Julianne apertou as mãos juntas, mais do que contente. Ela puxou-nos em um abraço. "Bem"? Sam disse. "Entrem, entrem. Julianne está assando um peru tão grande que podemos apenas aquecer os restos no dia seguinte." Os meus pais nos guiaram de mãos dadas, mas Weston puxou meus dedos, me pedindo para ficar para trás. Ele me envolveu em seus braços para afastar o frio, a respiração soprando para fora em tufos brancos. "Não me deixa, esperava que fosse andar para a casa dos seus pais com você em meus braços." Weston chegou para baixo, segurando o pequeno coração prateado que tinha feito para mim há meses deslizar sobre a palma da sua mão e os dedos até que caiu suavemente de volta no lugar. "Não sei como conseguimos funcionar," ele disse. "Tudo podia ter sido coincidência, ou talvez fosse pra ser, mas eu sei que não vou correr mais riscos". "É por acaso que eu tenho os meus pais de volta," disse, ficando nas pontas dos meus pés para tocar os meus lábios nos dele. Ele fechou os olhos apertados, saboreando o momento. "E por algum milagre, eu tenho uma segunda chance." "Temos uma segunda oportunidade", disse. Ele enfiou a mão no bolso e suspirou. "Você não tem que usar isso," ele disse, segurando seu anel de formatura. "Só quero que fique com ele." Estendi minha mão esquerda e seus olhos de esmeralda brilharam.


“Realmente?” Quando concordei, ele riu nervosamente e então deslizou o anel sobre minha junta. Encaixou perfeitamente e ele sorriu com orgulho. "Mostre-me sua mão," ele disse. Eu virei minha mão, e gravado em preto combinando com as outras marcas estava a palavra que descreveu a minha vida, nosso amor e tudo mais. Era a minha palavra favorita em toda existência. CASUALIDADE

Fim


Jamie mcguire 03 happenstance (bs)