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Russian Bratva #1 Hayley Faiman

Vivi


Haleigh não sabe nada do amor. Criada para ser nada mais do que a bailarina que sua mãe nunca pôde ser, ela come, dorme e respira dança. Então, quando ela é pega de surpresa pela notícia de que seus pais a arranjaram um casamento, ela faz o que sempre fez exatamente o que lhe é dito. No entanto, apesar do fato do homem que vai chamar de marido ser um completo estranho, Haleigh não pode evitar ter

esperança

que

talvez,

apenas

talvez,

ela

finalmente tenha a chance de conhecer o amor. Maxim não é um homem bom. Sua força é clara e suas belas feições são apenas um disfarce para a pessoa

perigosa

que

se

encontra

por

trás

delas. Quando ele recolhe uma dívida por meio de uma bela noiva bailarina, ele aprecia o fato de que é dono de algo tão puro, tão inocente, tão inegavelmente dele. No entanto, Haleigh é melhor do que ele jamais esperava, e não demora muito para sua posse começar a se transformar em algo mais, muito mais. Mas quando a escuridão do passado de Maxim volta para assombrá-lo, a ilusão de segurança do amor é quebrada. Os demônios de Maxim procuram destruir tudo o que ele mais preza. De repente, ser propriedade do homem mal é pior do que Haleigh tinha imaginado. A fim de protegê-la, Maxim tem que decidir o quão ruim ele pode ser, e se deixar ir é a melhor escolha.


Prólogo Haleigh entrou no palco e ela podia sentir a descarga de adrenalina que a atingiu como um soco de duas toneladas. Era pesada, espessa, e quase a fez tropeçar. Se ela caísse, sua vida e sua carreira estariam acabadas. Ela ficou lá, alta e orgulhosa, esticando seu corpo enquanto começava a dançar. Ballet, era a razão pela qual ela respirava. Ballet tinha sido empurrado por sua garganta abaixo desde que ela tinha apenas dois anos. Ballet era tudo o que Haleigh conhecia. Era por isso que ela estava nesta terra. Seu propósito era viver um sonho que sua mãe nunca tinha realizado. Jacques, seu parceiro, levantou seu corpo no ar enquanto ela arqueava sobre sua cabeça. Seus braços para baixo, pendurado em suas costas. Ela poderia pegar a sua bunda, se ela quisesse, mas seria inconveniente e algo que ela nunca, jamais sonharia em fazer. Hoje à noite, ela era a Cinderela e Jacques o belo príncipe. Ele provavelmente desejava que ela fosse um cavalariço ao invés. Ele odiava Haleigh e a chamava de vaca gorda a maior parte do tempo. Haleigh era talentosa. Ela nasceu e foi criada no estúdio de balé; até mesmo estudando em casa, porque a escola seria apenas uma distração para seu ofício, como sua mãe dizia. Aos vinte anos de idade, ela nunca foi convidada


para um encontro, ou beijou um menino, e nem andou de mãos dadas com um. Ela não tinha amigos, homem ou mulher. Haleigh era sozinha. Sentia-se como um animal premiado, apenas para ser exibida, mas nunca para viver sua própria vida. Sua vida consistia em treinos, condicionamento, treinos, ensaios e shows. Quando a cortina se fechou, Jacques praticamente jogou Haleigh no chão de bunda antes de ir pegar uma água. Haleigh ficou para trás, longe dos dançarinos, e preparada para a reabertura da cortina. Ela se perguntou se sua vida seria para sempre assim - solitária e lamentável. Sorrir e se inclinar para o público deixou uma sensação de vazio. Eles apreciaram sua bela técnica- e foi lindo - porque essa técnica de tirar o fôlego foi forçada nela. O que eles não sabiam era quão deprimente e solitário era o resto de sua vida. Vestindo sua calça de ioga e uma camiseta bem larga, Haleigh deixou o teatro. Estava monótono e garoava e ela estava sozinha mais uma vez. Todo o elenco tinha ido a uma festa, ela não foi convidada. Olhou para cima para ver seu motorista esperando por ela. Torrent iria levá-la para casa, e iria se certificar de que ela estava em segurança dentro de seu edifício antes dele sair. Ele era a única pessoa que sorria para Haleigh. Era um sorriso triste e lamentável, mas era um sorriso mesmo assim. —

Boa

noite,

senhorita

Haleigh

disse

ele

suavemente enquanto ela deslizava na parte traseira do sedan preto.


Olá,

Torrent—

murmurou

tristemente,

descansando a cabeça no encosto do assento. Os quinze minutos até seu prédio seriam o suficiente para relaxar da adrenalina da apresentação que ainda corria em suas veias. — Sinto muito, senhorita, mas fui informado que sua mãe quer que você a encontre na sala de estar formal, assim que chegar em casa esta noite. — Os olhos de Haleigh se abriram com surpresa. Ela não via seus pais muitas vezes, e eles nunca pediam para se encontrar com ela, a menos que algo estivesse errado sobre uma apresentação ou competição. Haleigh vivia sua vida para o ballet, e quando ela não estava dançando, ela estava dormindo até que chegasse o próximo ensaio ou apresentação. Seus pais tinham suas próprias

vidas,

compromissos

sociais

e

empresariais

ocupando a maior parte do seu tempo. — Tudo bem — ela disse suavemente, o encontro a deixava nervosa. Quando

entrou

no

apartamento,

Haleigh

via

manchas diante dos seus olhos. Estava à beira de ter um ataque de pânico. Ela se obrigou a respirar fundo e calmamente, e felizmente, isso funcionou. O pânico diminuiu e ela se preparou para o que quer que seus pais tivessem para ela. — Haleigh — disse Amelia Stockhardt, sua mãe, chamando sua atenção para a mulher bonita. Ela estava sentada perfeitamente imóvel em uma cadeira verde suave. — Mãe — disse Haleigh. Nunca foi mamãe ou mãezinha, sempre mãe.


— Eu decidi que é hora de você se casar. Você é maior de idade e precisa produzir algumas crianças. Eu tinha certeza que você não iria encontrar um

companheiro

apropriado por conta própria, então eu escolhi um para você —

Amelia

anunciou.

O

ar

nos

pulmões

de

Haleigh

desapareceu, e seus joelhos ficaram frouxos em surpresa. — Eu ... eu não entendo — Haleigh sussurrou. Seu corpo começou a tremer, provavelmente por causa da intensa adrenalina, sua falta de consumo de calorias, e o choque do que sua mãe estava dizendo, ou o que ela parecia estar sugerindo. — Eu sei que você não é a mulher mais inteligente desta terra Haleigh, mas eu ensinei inglês para você, não ensinei? Você irá se casar. A data do casamento está marcada para daqui seis meses — ela anunciou. Sua mãe não estava lhe dando uma opção. Ela estava dizendo a ela, informando a Haleigh seu futuro. Haleigh respirou fundo e engoliu o ar que parecia preso em sua garganta. — E a minha carreira? — Perguntou ela. Sua vida tinha sido a sua carreira desde seus dois anos, com certeza sua mãe não iria querer jogar fora todo o dinheiro que gastou com seu treinamento. — Será uma decisão do seu marido se ele quer ou não que continue a sua carreira de bailarina. Vá para cama, agora. Você parece terrível. Domingo você vai conhecer o seu noivo. — Sua mãe a dispensou

com

arqueada antes de Haleigh se virar.

uma

sobrancelha


Haleigh saiu atordoada, caminhando lentamente para o seu lado do apartamento e seu quarto. A confusão encheu sua cabeça enquanto pensava sobre as palavras de sua mãe. Amelia vivia indiretamente através da carreira da filha. Isso mudou tão de repente que deixou uma sensação desagradável no seu estômago. Olhando em volta do seu quarto, verdadeiramente o observando provavelmente, pela primeira vez em sua vida, ela suspirou. Não era ela. Nem um pouco. O quarto era rosa ‘algodão doce’; as gravuras de ballet emolduradas e colocadas em todo o espaço faziam sua cabeça girar. Ela era uma mulher adulta vivendo em um quarto de criança. A realidade a incomodava, e pela primeira vez, o espaço era sufocante. Ela nunca foi nada por conta própria, e agora, ela nunca seria. Sua vida como ela conhecia estava acabada. Em apenas seis curtos meses, ela iria ser dada a um estranho. Os dias iam e vinham, até que chegou finalmente o dia de encontrar o homem misterioso. Os pais de Haleigh não disseram nada sobre ele. Ela estava nervosa, mas animada para

conhecê-lo.

Era

estranho

sentir

excitação

sobre

encontrar um homem que ela viria a conhecer como seu marido, mas algo sobre a situação intrigou Haleigh. Isso não era normal na América; nada sobre a vida de Haleigh foi normal para uma criança ou adolescente de qualquer maneira, então por que a idade adulta seria diferente? Este homem, seu noivo, iria mudar seu mundo. Longe do ambiente estéril do apartamento de sua família, e ela seria capaz de criar uma casa própria. Ela só esperava


que o homem fosse bondoso, e deseja que este primeiro encontro corresse bem. No entanto, não importou o que ela esperava. Seu noivo não pôde comparecer ao brunch, pois ele teve uma reunião de negócios de emergência na segundafeira, e foi necessário viajar. Haleigh tentou perguntar a sua mãe quem era este homem, mas ela ficou de boca fechada, o que preocupou Haleigh. Não, isso a aterrorizou. Seu noivo foi perpetuamente incapaz de comparecer a cada reunião social, ou encontro, marcado até o dia do casamento. Ele teve uma desculpa para tudo. Seus pais se recusaram a considerar suas perguntas, ainda retendo seu nome. Nada além de detalhes do casamento estavam em discussão e, mesmo assim, ela não estava tomando qualquer decisão - Amelia estava. Assim, embora parecesse medieval, o primeiro encontro de Haleigh com o noivo seria no dia do casamento em si. Haleigh se perguntou, ele iria mesmo aparecer? Ele seria cruel ou bondoso? Mais importante, ela se perguntou por que ela deixou sua mãe forçá-la, mais uma vez, em algo que a aterrorizava. Não importa o seu amor ou ódio pelo ballet, isso era mais do que apenas um show. Esta era sua vida, seu futuro - e ela estava com medo.


Capítulo Um Uma semana antes do casamento Eu inalo a fumaça antes soltá-la no rosto de um homem que não viveria para ver outro dia. Eu preciso acabar com este homem. Eu tenho algo mais importante em mente estes dias. Haleigh. Ela será minha em breve. Muito em breve. O suspense de ver seu rosto bonito esperando por mim me fez curioso. Confusão e possivelmente hesitação certamente estarão em seus olhos, mas ela irá atuar maravilhosamente para as pessoas ao redor, e para mim. É a maneira como ela foi criada. Para atuar. Eu não posso esperar para ver tudo por baixo, ver como ela é quando ela não está posando perfeitamente. — Por favor, não me mate— o homem choraminga na minha frente, tirando-me dos meus pensamentos lascivos. — Como você pode viver? O que você vai fazer para sobreviver a isso? — Pergunto. — Qualquer coisa, qualquer coisa que você quiser— ele implora. Sinto o cheiro familiar de urina encher o espaço minúsculo.


Isso sempre acontece. Cada. Maldita. Vez. Tão machões até que são ameaçados, então eles urinam nas calças como bebês. Patético. — Você não tem nada que eu quero— Eu dou de ombros. — Maxim... — adverte Dimitri. Ele sabe que eu tenho pouco tempo e isso apenas está desperdiçando minutos preciosos. — Sim, Dimitri, eu sei— Eu concordo antes de tirar minha arma do coldre de ombro e puxar o gatilho, mirando à testa do homem. — Por que você brinca com eles? — Dimitri pergunta enquanto sinalizo para os homens que estão ao redor da sala virem limpar a bagunça. — Por que não? — Pergunto com um sorriso. — Você é um doente de merda— ele ri. Concordo com a cabeça. Eu sou. Eu sou muito doente. Ele sabe exatamente o quão doente pra caralho eu realmente sou. — Leve-me para ela — Eu ordeno. Eu não preciso explicar exatamente quem eu gostaria de ver. Ele sabe. Ele também sabe quem eu vou ver depois de fazer isso. É agora uma rotina. O edifício é artístico e bonito, se você gosta de uma decoração moderna. Eu não poderia me importar menos com


sua aparência do lado de fora. Dentro é o que importa. Ela está lá dentro. Aceno com a cabeça para o homem da bilheteria. Eu o conheço. Os ingressos não são algo que eu preciso. Eu tenho um camarote para a temporada. Eu lentamente caminho em direção ao meu camarote. Há homens e mulheres em vários tipos de trajes. Alguns estão vestidos com perfeição, vestidos de baile e smokings, e há aqueles em traje semi formal simples. Eu estou em um terno de três peças, como sempre. — Ela não fez sua aparição ainda — Pasha afirma quando eu sento em frente a ele. Concordo com a cabeça uma vez para mostrar que o ouvi. As luzes se apagam e o palco se ilumina quando a orquestra começa a tocar. Esta será sua última vez no palco. Ela não sabe ainda, mas ela nunca vai agraciar um palco novamente. Eu deveria me sentir culpado por tirar isso dela, mas eu não me sinto. Culpa não é algo que eu entendo. Eu nunca senti essa emoção na minha vida. Paro de respirar quando ela entra no palco. Minha respiração acelera cada vez que meus olhos pousam sobre ela. Ela é linda, como uma boneca, intocável e intocada. Ela sorri brilhantemente para o público e meu pau contrai. Meu corpo a quer mais do que já quis outra mulher. Deixa-me curioso. Por quê? Por que ela? Eu afastei o sentimento e me levantei para sair.


— Você só assistiu alguns momentos,— Sonia diz, envolvendo sua mão ao redor do meu antebraço. — Eu já vi o suficiente. Te vejo no próximo fim de semana,— Eu digo. Ela sorri calorosamente em troca. — Ela vai tirar o seu fôlego. Você vai ver— Sonia sorri. Eu balanço minha cabeça. — Ela já tira— eu falo antes de virar e sair. Eu não espero nem mais um segundo. Sonia vai tentar tirar mais de mim e eu não tenho mais nada para dar. Haleigh me tira o fôlego, mas eu não entendi, e eu não entendo o porquê. — Qual a próxima parada? — Dimitri pergunta quando eu sento no banco de trás do carro. — Você sabe onde— Eu resmungo. Eu vejo como a sua mandíbula aperta antes que ele dirija. Dimitri me dá um olhar de desaprovação. Eu dou um olhar desafiador de volta. Eu sei que ele vai dizer o que pensa, ele sempre fala – eventualmente. No entanto, ele fica quieto quando chegamos ao nosso destino, e mantenho a calma enquanto eu saio para cuidar das minhas coisas. Quando volto para o carro, Dimitri perdeu a capacidade de manter a boca fechada. — Você faz isso Maxim, tão perto do momento em que você vai se casar com a bailarina? — Ele pergunta. — Eu sou homem. Eu faço o que quiser— eu digo, incapaz de formar frases coerentes quando sinto algo diferente em meu peito com suas palavras. Ele está certo, mas eu nunca vou admitir isso para ele.


— Eu não aprovo— ele resmunga, fazendo-me soltar uma risada dura. — Bom para mim que eu não preciso da sua aprovação. Você é meu subordinado, Dimitri. Seria bom você se lembrar disso— Eu resmungo. Posso ouvir seus dentes trincando no banco da frente. Eu não me importo. Ele pode ficar chateado comigo durante todo o dia; seus desejos não significam nada para mim. Silenciosamente, Dimitri faz o contorno em direção a minha casa e nós estamos indo. Eu não preciso, nem desejo, dos seus pensamentos sobre a minha vida. Ele é meu empregado e suas opiniões não são aceitas nem são aceitáveis, a menos que eu, especificamente, solicite. Ele está muito confortável. Sim, ele é um amigo, mas ele precisa saber seu lugar. — Maxim— ele fala quando estaciona na frente da minha casa. Eu não respondo, espero ele continuar.— Você vai ser bom para ela, isso eu sei. Você é um bom homem. Eu resmungo minha resposta. Eu não sou um bom homem. Ele deve saber isso. Ele já viu os meus piores lados. Estou de volta na minha casa, na minha própria cama. Eu não consigo dormir. Seis dias até que este espaço já não seja apenas meu. Vou até a janela e olho para a escuridão. Está tranquilo e muito quieto.


Eu me pergunto o que ela está fazendo neste exato momento. Talvez ela esteja dormindo? Talvez ela esteja rolando na cama? O que a sua família lhe disse sobre mim? As questões giram em torno na minha mente. Eu pego um cigarro da minha mesa de cabeceira, sabendo que este será o último que eu vou fumar neste quarto. Eu nunca irei prejudicá-la por fumar perto dela. Eu nunca iria propositalmente machuca-la. Vou tratá-la como ela deve ser tratada sempre. Delicadamente. Como uma boneca de porcelana. Um pequeno ornamento que apenas deve ser tocado quando exibido.

Em uma semana, eu vou ser uma mulher casada. Casada com um homem que eu nunca sequer vi. Eu suspiro enquanto eu termino de empacotar minhas coisas na bolsa de

dança.

Eu

provavelmente

novamente.

informei

a

nunca

companhia

irei que

voltar

aqui

esta

será

provavelmente a minha última performance. Jacques sorri para mim do outro lado do camarim e acho difícil não rolar os olhos para a sua presunção. — Então, você vai se casar? — Uma dançarina pergunta. Eu não sei o nome dela. Suas apresentações são


com o grupo, nada solo, e eu não trabalhei com ela muitas vezes. — Eu vou— eu admito quando eu termino de colocar ordenadamente minhas coisas na minha bolsa. — Ele é gostoso? — Pergunta ela, sacudindo suas sobrancelhas para mim. Isto é confuso. Eu nunca falei com essa menina na minha vida. — Eu não sei— eu confesso. Ela olha para mim, a boca ligeiramente aberta. — Você não sabe? — Pergunta ela, repetindo as minhas palavras. — É um casamento arranjado— Eu admito. Ela pisca duas vezes antes de abrir a boca de novo, mas eu ouço alguém pigarreando atrás de mim. Virando, eu vejo Torrent na entrada do camarim. — Senhorita Stockhardt— ele acena. Eu sorrio. — Sim, Torrent — eu digo, jogando a alça da minha bolsa sobre meu ombro e dando um passo em direção a ele. — Você é tão esquisita como todos dizem— a menina sussurra atrás de mim. Eu não respondo. Não posso. Ela está correta. Tenho certeza que eu sou estranha aos olhos do mundo. Permiti que meus pais escolhessem um marido para mim. Eu vivo nos Estados Unidos, em Nova York, na verdade, e concordei com um casamento arranjado. Nada sobre mim é normal. Nada sobre mim jamais foi normal.


Capítulo Dois O dia do casamento Meu cabelo loiro é puxado para trás, dolorosamente, em um coque baixo. Estou habituada a dor do meu cabelo sendo puxado para trás enquanto grampos são enfiados no meu couro cabeludo. Minha maquiagem é impecável - minha pele parece cremosa, e os meus lábios estão cobertos com um brilhante gloss rosa. Eu sou como o meu quarto na casa dos meus pais – doce como algodão doce. Meus brincos são um presente do meu

pai,

dois

quilates

em

cada

orelha.

Eles

são,

provavelmente, algum tipo de desculpa por como este dia vai acabar, mas ainda mais, eu sei que eles são para manter as aparências para o show. Meu vestido é deslumbrante. Seda cai ao longo de uma leve organza. Ele tem um V profundo na frente com tiras de uma polegada em meus ombros, e é sem costas. Tão sem costas que se eu me curvar, o vale entre as minhas nádegas vai aparecer. O vestido vai até o chão, e em meus pés estão os ridiculamente altos sapatos azuis, aqueles com a sola vermelha. Só o melhor para mim neste dia. Aparência é tudo o que importa.


Vou ser apresentada ao meu futuro marido a imagem de noiva perfeita. Eu não tenho um véu, apenas alguns cristais colocados aleatoriamente no meu cabelo. Meu algo velho é um colar de diamante que era da minha bisavó, trazido da França, quando ela se casou com meu bisavô. Meu algo novo é o vestido. Algo emprestado é um bracelete de vinte quilates de diamantes da minha mãe. E o meu algo azul - são os meus sapatos. No lado de fora, estou pronta - pronta para me casar com Maxim Lasovska. No interior, estou apavorada. Eu ainda tenho que ver o homem. Cada vez que devíamos nos encontrar, ele tinha algo para fazer que surgia misteriosamente. Eu não tinha certeza se esse dia realmente iria chegar. Orei para não chegar, mas chegou, e aqui estou eu, alisando meu vestido e esperando por meu pai para me entregar a um estranho. Esperando ele me entregar, como uma espécie de troféu, a um homem que eu nunca vi nem em foto. Meu pai entra no quarto, o cabelo loiro perfeito, seus olhos azuis focados no telefone; sempre o homem de negócios empreendedor. O terno do pai é Prada, clássico, veste perfeitamente. Estou sozinha no quarto, minha mãe ocupada de outra maneira, e eu não tenho damas de honra. Estou certa de que os trezentos convidados vão achar isso estranho, mas eu não tenho amigos e meus pais não socializam com as suas famílias, então eu não tenho primos próximos ou sequer conheço algum. Estou realmente surpresa que meus pais


apenas não pagaram algumas garotas da minha idade para serem damas de honra. Aparentemente ter nenhuma é aceitável. Pergunto-me se o meu noivo terá algum padrinho de pé ao seu lado quando eu andar em direção a ele. — Está na hora — diz o coordenador de casamentos. Meu pai lhe dá um breve aceno de cabeça, deslizando seu telefone para o bolso. — Você está linda, Haleigh. Como sempre, perfeita — ele murmura. Isso é importante para o meu pai, a perfeição. É por isso que me esforço para ser perfeita, a filha perfeita e a bailarina perfeita. Quero que todos sejam felizes. Eu sou assim, sempre tenho que agradar às pessoas, mesmo que seja à custa da minha própria felicidade. Está impregnado em mim fazer o que é necessário para que as pessoas ao meu redor sejam felizes. Nunca, nunca reverta o sistema. — Obrigado, pai — eu digo baixinho, abaixando a cabeça um pouco quando eu passo o meu braço em torno de seu braço. — Você não vai me envergonhar. Este casamento é muito importante — ele me informa secamente. Eu não tenho certeza por que isso é tão importante, eu me casar com este estranho, mas eu sempre fui ensinada a nunca, jamais questionar as decisões que meus pais fazem para mim, e eles fazem todas as decisões.


— Eu nunca iria intencionalmente envergonhar você, Pai— Eu admito baixinho, e eu não faria isso. Eu sou uma boa menina. Eu sempre faço o que me dizem — sempre. Nós estamos na frente das portas duplas fechadas da igreja, e eu solto uma respiração instável. Está na hora. Vejo o coordenador de casamentos abrir as portas, e todos os olhos estão sobre nós. Seiscentos olhos. Trezentas pessoas. Todos eles focados em mim. Eu sorrio suavemente, tentando não entrar em pânico. Eu imagino que eu estou no palco enquanto a música começa e caminhamos em direção ao altar. Eu prendo minha respiração, meus olhos no homem que está na minha frente, meu em – breve marido. O homem é alto, muito mais alto do que eu esperava, algo em torno de 1,93 cm. Ele é largo e grande, mas com uma cintura fina. Seu porte é médio e musculoso, mas sua barriga lisa ao mesmo tempo. Seu corpo está, é claro, envolto em um terno. Armani. Posso dizer as marcas de ternos quase tão facilmente como sapatos femininos. Meu pai adora seus ternos e minha mãe os sapatos. Quando eu finalmente chego a seu lado, ele olha para mim e eu suspiro. Maxim Lasovska é mais velho que eu, pelo menos, dez anos. Ele tem uma cicatriz no lábio superior, mas nenhuma destas coisas o faz menos bonito, e ele é apenas muito - bonito. Cabelos castanhos claros, ligeiramente mais longo do que os perfeitamente aparados do meu pai, mais bagunçado também. Mesmo assim, ele se parece com um


modelo. Seu rosto é bem barbeado, e seus olhos azuis brilham. Eu não entendo por que esse homem vai se casar com uma completa estranha, não quando ele poderia ter qualquer mulher do planeta ao seu lado. Ele me oferece a mão enorme, e escorrego a minha muito menor dentro, notando a diferença de tamanho. Ele envolve os dedos quentes ao redor do meu lado, e eu sinto um fluxo de energia ao longo de todo o meu corpo. Eu não presto atenção na cerimônia; roboticamente falo na minha vez, deslizando o anel de tungstênio 1 no dedo grande do meu novo marido quando sou solicitada. Eu sinto quando ele desliza um tijolo no meu próprio dedo. O anel de casamento é gigantesco. Têm, pelo menos, uns dez quilates em diamantes. O anel em si é uma ostentação que me faz querer saber quem é este homem, e quão rico ele é para comprar uma jóia tão linda para sua esposa — que é uma completa estranha para ele? Quando o padre anuncia que estamos unidos no sagrado matrimônio, Maxim coloca suas mãos gigantescas no meu rosto e se inclina para baixo, dando-me um beijo com a boca fechada suave e gentil. Meu primeiro beijo é inesperadamente bonito. Suave e doce, seus lábios cheios contra os meus enviam calor ao longo da minha barriga e meu corpo inteiro, melhor do que eu tinha previsto.

1

Tungstênio é um metal


Eu sorrio amplamente quando viramos para nossos amigos e familiares que estão aplaudindo com alegria e júbilo nossos votos. Sinto-me como uma mentirosa. Não é certo. Nós não amamos um ao outro; nós nem sequer nos conhecemos, mas aqui estamos diante de Deus e cada pessoa em nossas vidas, alegando que somos verdadeiramente almas gêmeas, amantes e amigos. Uma vez que estamos fora da igreja, procuro pelo carro que nos levará a nossa recepção. Mas não há nenhuma limusine à espera de nós. Em vez disso, há um Bentley com motorista parado com a porta aberta, esperando a nossa chegada. — Entre, Haleigh — murmura Maxim. Sua voz rica, profunda

e acentuada envia arrepios pelo meu corpo

enquanto sua mão deixa a minha para deslizar na parte inferior das minhas costas, e ele gentilmente me empurra para dentro. — Parabéns, senhor — o motorista diz com um sorriso. Ele também tem um sotaque, Russo, talvez? Maxim acena com a cabeça e segue atrás de mim no carro. Agora, estamos realmente sozinhos, e eu estou aterrorizada novamente. — Peço desculpas que eu fui incapaz de comparecer aos encontros pré-casamento — diz ele friamente. As palavras são um pedido de desculpas, mas eu não acho que elas são sinceras. Seu pesado sotaque russo, agora completamente reconhecível para mim, é grosso e sua voz tem um timbre profundo. Não o que eu esperava. Eu sorrio e


balanço a cabeça, tentando limpar a decepção e preocupação de não encontrá-lo antes. Isso é passado agora. — Eu entendo. Você tinha negócios — eu digo trêmula. Seus olhos escurecem a um azul rico, e não sei o que isso significa, mas eles ainda são sedutores, e estou achando difícil olhar para longe deles. — O seu pai contou dos meus negócios? — Ele pergunta. Eu posso sentir sua raiva em todo o carro; é quase palatável. — Não, minha mãe só me disse que você foi incapaz de comparecer a determinados eventos porque o negócio o manteve a distância. Eu só queria dizer que eu não estava chateada ou incomodada porque eu sei o quão importante uma carreira é, e acontecem coisas que são inevitáveis — Eu digo, tentando neutralizar qualquer que seja a situação. Estou tentando acalmar sua raiva, desde que eu não o conheço, e não tenho idéia de como reagir quando está com raiva. Ele balança a cabeça, o descontentamento de alguma forma se afastando enquanto ele contempla as minhas palavras cuidadosamente escolhidas. — Sabe o que é que eu faço? — Pergunta ele, inclinando a

cabeça

para

o lado.

Balanço a

cabeça,

novamente. — O que você sabe de mim? — Ele questiona. Aparentemente é hora do interrogatório. Eu decido ser honesta porque eu quero saber tudo o que puder sobre este homem, meu marido.


— Eu só sei o seu nome, Maxim Lasovska, e que a minha mãe escolheu você para ser meu marido— Eu admito olhando em volta e percebo que não estamos indo em direção a recepção. Eu franzo a testa em confusão, virando para encará-lo. — Nós não vamos participar da recepção. Nós estamos indo para casa. Sua casa agora também, eu suponho — ele me informa como se pudesse ler meus pensamentos. Eu seguro a respiração; isto não é como imaginei este dia. Eu pensei que eu teria mais tempo para me preparar mentalmente para a minha noite de núpcias. Eu pensei que eu pudesse de alguma forma convencê-lo a dar-me mais tempo. Eu pensei errado. — Eu tenho o bracelete da minha mãe ainda e o colar da minha avó. Ela me disse para não deixar a recepção antes de dar tudo de volta para ela. — O pânico começa a subir até a minha garganta, e meus ombros começam a tremer. Minha mãe vai me matar. — Dimitri pode levar para ela depois que ele nos deixar — Maxim fala. Eu olho para ele completamente choque. Não, Dimitri não pode levar a ela. Ela virá para a casa de Maxim e vai me bater apenas por tirá-los sem estar em sua presença. Eu nunca deveria ter aceitado emprestado. — Ela... Eu não posso... Eu preciso ser a pessoa a dar a ela — suplicando.

Eu finalmente digo, praticamente implorando e


O olhar inteligente de Maxim passa sobre mim, me lendo, me compreendendo. Sua grande mão pega meu rosto e, em seguida, ele fala muito suavemente, sua voz profunda e baixa, quase um rosnado. — Ela não vai te tocar Haleigh. Ninguém vai tocar em você, além de mim. Dimitri vai levar as jóias para ela, e se ela tem problema com isso, ela pode vir a mim. — Ele sorri e eu engulo, balançando a cabeça quando eu sinto o carro abrandando e depois parando. Meus olhos se concentram em meu colo. Este homem prometeu ficar na minha frente e me proteger se minha mãe vier por mim, pronta para atacar. Eu não entendo isso. Eu olho para cima de onde meus olhos estão no meu colo, com medo de olhar nos olhos azuis cintilantes de Maxim. Em vez disso, eu passo o meu olhar sobre o que é agora a minha nova casa. Eu suspiro quando a vejo. É nada menos do que uma mansão. Os meus pais vivem em um enorme apartamento. De três andares e três mil metros quadrados. Esta casa, no entanto, faz a dos meus pais parecer como um casebre. Parece um castelo com nada em torno dela, além de árvores. É assombrosamente bela e tão remota. No meu subconsciente, sei que este é o lugar onde irei ser mantida, escondida, apenas exibida em jantares de negócios e festas da mesma forma que meus pais me mandaram para o palco só para me exibir. Será que vou ser mais do que algo para olhar? Será que terei verdadeiro valor?


Eu vou esperar esse dia sentada. Eu decido, neste momento, que vou fazer o melhor da minha nova vida. Este é um show diferente. Os jogadores mudaram, mas é um show da mesma forma, e vou ser a personagem principal do sexo feminino, assim como sempre fui. Pergunto-me apenas, quem Maxim Lasovska é? Por que meus pais prontamente me entregaram a ele? Eu queria saber exatamente o que é que ele vai fazer comigo?

A pequena pomba parece aterrorizada. Eu posso ver a reação de luta ou fuga por trás de seus lindos olhos verdes. Nunca imaginei que eu iria ter uma esposa tão elegante, bonita e bem-nascida como Haleigh. Crescendo nas ruas de Moscou, percebi que a mulher que eu teria como minha esposa seria uma prostituta ou viciada se um dia eu decidisse ter uma esposa. Trilhei meu caminho através do Bratva2, e agora, sou o segundo no comando da minha área, Brighton Beach. É uma área predominantemente russa de New York City. Tão russa que, na verdade, o Inglês nem mesmo é compreendido nas ruas. No entanto não vivo em Brighton Beach. Eu não posso. A cidade é muito congestionada. Eu vivo em Colts Neck, Nova Jersey. Uma hora de distância de Brighton Beach, 2

Máfia Russa


e em vinte e cinco acres de terra. Preciso respirar, e aqui que eu posso fazer isso. Estou isolado aqui – seguro, com empregados, mas solitário. Esta pequena criatura não tem nenhuma idéia para que tipo de monstro seu pai a vendeu. Joseph Stockhardt me devia dinheiro, mas ele também me devia uma dívida muito maior. Uma vida. Dado que ele não tem dinheiro para me dar, peguei uma vida, sua filha bailarina de vinte anos de idade. Eu sempre faço uma pesquisa abrangente sobre as pessoas que entram em contato comigo, e quando eu vi a foto de Haleigh na dança em A Bela Adormecida, ela roubou o meu fôlego. Eu tinha que tê-la, e eu teria feito qualquer coisa ao meu alcance para tê-la, possuí-la. Eu fui a suas apresentações para tentar atrai-la apenas para descobrir que ela não festejava com o elenco. Ela saia sozinha, entrava na parte de trás do carro dirigido pelo motorista de seus pais, Torrent, e ia para casa. Eu não tinha jeito de esbarrar casualmente com ela; a boa notícia é que ela era solteira e seus pais me asseguraram que ela era pura. Não deveria importar que Haleigh seja intocada, porque eu sou pobre. No entanto, gosto da idéia de possuir alguém tão pura. Quando a oportunidade se apresentou e seu pai me devia, agarrei-a e fiz o meu negócio. Sua vida pela dele. Ela se tornaria minha esposa, minha propriedade. O bastardo fraco aceitou os termos imediatamente, sem consultar ninguém. Realmente, isso me fez doente. Ela precisava estar fora da casa dos seus pais o mais rápido possível.


Foi tão fácil entregar algo tão frágil e bonito como Haleigh a um monstro? Para salvar-se? Ele não a merecia. Não que eu mereça. Eu sou uma besta cruel, mas eu a quero do mesmo jeito. — Venha Haleigh, você está em casa agora — eu digo tão suavemente quanto posso, tentando ser gentil para não assustar a pequena pomba. Haleigh balança a cabeça levemente e desliza para fora do carro. Ela é a graça e beleza personificada, sua voz doce e suave. Eu nunca tive bondade. Eu nunca tive doçura. Eu nunca tive suavidade na minha vida. Embora, eu tenha medo de quebrá-la, quero ter um pedaço de sua suavidade na minha casa e, mais importante, na minha cama. — Sua casa é bonita — ela sussurra suavemente. Eu simplesmente aceno. É enorme, é o que é. Enquanto a maioria dos empresários vivem na cidade, em apartamentos de arranha-céus, mostrando a sua riqueza e seu status olhando para baixo para resto das pessoas. Eu não posso lidar com a claustrofobia. Preciso de espaço. Jurei a mim mesmo quando eu era uma criança suja, amontoada em um orfanato em Moscou, que um dia teria um castelo; que teria espaço para respirar. Fiz desse sonho uma realidade o mais depressa que pude.


— Agora é sua casa, também — eu digo, tirando a pulseira cara de seu pulso frágil, e soltando o colar antes de entregá-los para Dimitri. — Certifique-se que a Sra. Stockhardt receba-os imediatamente — Eu ordeno. Dimitri acena com a cabeça antes de nos deixar. Estamos

completamente

sozinhos

agora.

Tenho

outros funcionários, mas os liberei para o fim de semana. Eu também tirei o fim de semana de folga de todas as minhas funções. Este fim de semana eu defini as minhas prioridades. Este fim de semana é sobre a minha nova esposa e eu. Vou reivindicar algo que é meu. Pela primeira vez na minha vida, eu possuo alguma coisa — alguém. Eu possuo algo completamente imaculado. Eu não posso esperar para finalmente ter Haleigh, completa e totalmente à minha mercê.


Capítulo Três Estou um desastre, uma absoluta pilha de nervos. Não sei o que Maxim espera de mim, e não acho que vou agradá-lo. Ele é grande e masculino. Sem dúvidas, já esteve com dezenas de mulheres bonitas. Eu sou uma tímida, tímida e virgem que teve seu primeiro beijo esta noite. Se ele não me quiser, então o que será de mim? Quase tenho um ataque do coração quando eu sinto a forte mão de Maxim nas minhas costas, seus lábios na minha orelha. — Vamos subir golubushka. — Meus olhos se arregalam com as suas palavras gentis, e olho para ele em dúvida. — Pequena pomba — ele responde quando ele me encaminha para as escadas e para o conjunto de portas duplas na entrada da suíte máster. Minhas mãos estão suadas e eu me sinto fraca; isso parece como uma marcha fúnebre. Maxim abre as portas duplas. Ele parece alheio ao meu nervosismo extremo, ou talvez ele simplesmente não se importe.


Uma vez que as portas se abrem, minha inquietação quadruplica e estou surpresa com o tamanho do quarto e dos móveis. Tudo é grande e preto com toques de vermelho, muito masculino, e muito áspero, exatamente como o próprio homem. A gigantesca cama tem uma cabeceira de couro preto, e um edredom vermelho com almofadas pretas decorando. Há um banco de couro ao pé da cama com dois travesseiros vermelhos em cada extremidade. A cômoda e as mesinhas de cabeceira também são negras e modernas, simples, sem fotos emolduradas ou nada pessoal sobre elas. Eu não acredito que um homem como ele decore seu próprio quarto com almofadas. Maxim teve, obviamente, ajuda para decorar a sua casa, e me pergunto se uma ex-namorada ou amante montou este quarto sensual para ele. Tento conter o ciúme que surge dentro de mim com o pensamento de outra mulher com o meu marido. A única peça de arte na parede é um quadro gigantesco da Catedral de São Basílio, em Moscou. É brilhante e colorido e destaca-se no quarto escuro. Eu lentamente vou até a foto e olho para as cores. Penso em como vivido e requintado deve ser pessoalmente. — Isso é de onde eu venho. Moscou — ele afirma seu sotaque mais espesso e muito fascinante para os meus ouvidos.


— Isso é uma catedral, certo? É muito diferente. É tão brilhante e colorido pessoalmente? — Pergunto com meus olhos ainda observando e aproveitando as cores da foto. — É sim. Gostaria de levá-la lá um dia, se assim desejar... Para minha terra natal — ele murmura baixinho. Eu sinto o dedo no meu ombro nu fazendo círculos na minha pele, em seguida, lentamente deslizando para baixo no meu braço, deixando um rastro de calor e arrepios. — Eu adoraria. Nunca viajei para qualquer lugar antes — eu admito. Os lábios de Maxim contra o meu ombro, minha pele ainda quente do toque de seu dedo. —

Vamos

para

a

cama,

esposa.

diz

ele

rispidamente. Suas palavras assustam-me. Eu não posso evitar o frio que corre pelo meu corpo. Não estou preparada para isso. Eu nem sequer realmente sei o que esperar. Enquanto mães normais estavam tendo — a conversa — com suas filhas

a minha

estava usando uma vara para bater nos dedos dos pés e no peito do pé, porque os meus pés não estavam perfeitos o suficiente. — E-eu nunca... — Deixei as palavras no ar, olhando em seus olhos azuis de gelo quando eles brilham com algo que não entendo. — Está tudo bem. Eu sei minha pequena pomba. Vou cuidar de você — ele quase rosna. Maxim agarra minha mão com a sua e me leva para a cama gigantesca. Eu sinto que vou entrar em pânico. Minha


respiração torna-se irregular, e meus olhos não param de correr ao redor da sala. Parece que tudo está girando. Eu não posso falar; sinto como se tivesse engolido serragem, então eu fico em silêncio. É o meu lema de qualquer maneira. Não posso entrar em apuros por questionar as coisas quando estou em silencio - aprendi essa lição da maneira mais difícil. O silêncio vale ouro. Maxim vem atrás de mim, suas grandes mãos deslizando dos meus ombros nus para os meus braços e para baixo para meus pulsos. Seus lábios tocam a base do meu pescoço nu antes dele lentamente remover os grampos do meu cabelo, ele cai nas costas, batendo nos meus cotovelos. Não estou acostumada a usar cabelo solto muitas vezes; no balé, é uma distração e deve ser usado em um coque, sempre. — Eu nunca vi seu cabelo solto, Haleigh.

É

simplesmente deslumbrante. — Sua voz é suave e suas palavras encantadoras. Ninguém nunca me elogiou; meus professores e pais sempre

apontaram

as

falhas

na

minha

dança.

Cada

performance foi uma lição sobre como crescer, mas nunca fui elogiada. Encontro-me sorrindo para esse presente. — Obrigada — murmuro incapaz de me mover ou dizer qualquer outra coisa. Maxim reúne meu cabelo na minha nuca em um rabo de cavalo antes de deixá-lo deslizar de um lado. Seus lábios tocam o meu ombro oposto, e então ele beija num caminho até a minha orelha.


— Você nunca deve usá-lo em um coque de novo, minha pequena pomba. Você não vai esconder sua beleza de mim, você entende? — Ordena ele. É um comando completo, e ainda assim não é. É um elogio embrulhado em um comando. Encontro-me disposta a ceder a qualquer demanda, contanto que ele me elogie, o que é um tanto triste. A atenção é uma tentação. O foco de Maxim em mim, sua atenção em mim, é como um sonho, ou pelo menos o meu sonho. — É vulgar usar o cabelo solto, Maxim — murmuro palavras de minha mãe, sabendo que não é o que ele quer ouvir, mas também sabendo que eu não podia simplesmente aceitá-la. Eu me sentiria muito culpada. É o que me foi ensinado. De repente, seus dedos fortes estão em torno do meu queixo enquanto ele move minha cabeça em direção a ele, meu pescoço está esticado de um jeito desconfortável, mas não dolorosamente. — Nada que o seu marido pede é vulgar, Haleigh. Nada sobre você jamais poderia ser vulgar, e seus pais não têm nenhum poder aqui nesta casa ou neste casamento. Quando eu pedir alguma coisa de você, seja ela qual for, você vai obedecer. — Sua voz é baixa e suave, mas seu tom é frio, reiterando sua seriedade. — Sim, Maxim — eu sussurro, os olhos arregalados de choque e antecipação.


Maxim acena e, em seguida, desliza o zíper oculto do lado do meu vestido para baixo, me libertando do vestido de noiva. Eu me sinto exposta, com meus seios nus e apenas uma calcinha branca de seda. É o mais nu que eu já estive na frente de um homem que não estava no estúdio de dança e, mesmo assim, eu usava um collant na maioria das vezes, cobrindo meu corpo. Os dedos de Maxim dançam na minha espinha e sobre meus quadris antes dele agarrá-los. Posso ouvi-lo respirando pesadamente atrás de mim, e eu me pergunto se eu o excito ou se ele está enojado com o meu corpo magro. Ele me gira ao redor para encará-lo, e ele parece com dor enquanto seus olhos viajam para cima e para baixo do meu corpo. — Tão linda, Haleigh, mas tão dolorosamente magra — ele sussurra como se doesse o coração pensar nas palavras, ainda mais dizê-las. — Eu — Eu tenho que ficar magra para que eu possa ser levantada por meus parceiros. Além disso, eu danço dez horas todos os dias da semana. Eu sinto muito por não ser boa

o

suficiente

para

você,

Maxim.

Você

deve

estar

terrivelmente desapontado — confesso trêmula, olhando para baixo. Eu não posso olhar nos olhos dele. Eu não consigo aguentar a decepção que estará lá, eu sei que certamente está. Em vez disso, eu olho para a sua bela garganta e espero.


— Haleigh, olhe para mim. — Seu tom é nítido, comandando, e meus olhos automaticamente o atendem. — Você é linda, em todos os sentidos. Você não me decepcionou. Estou apenas preocupado com sua saúde. Este corpo que você tem não é saudável — ele fala. A preocupação de Maxim inunda meu coração. Um homem que não me conhece está preocupado com a minha saúde, isto é profundamente impressionante. Uma lágrima solitária escapa do meu olho e Maxim se inclina para beijá-la, mostrando-me mais uma vez que ele tem compaixão que eu nunca vi antes, não em qualquer outro ser humano. — Vamos — ele murmura, me pega pela cintura e me guia com cuidado sobre a cama, seu corpo grande paira sobre o meu, mas não me pressiona. — Eu vou mostrar a minha esposa o que significa ser minha — ele murmura, e eu sei que ele vai fazer amor comigo. Seus lábios estão nos meus, e sua língua lambe os lábios, com urgência tentando ganhar entrada para a minha boca. Eu não posso parar o gemido que escapa da minha garganta enquanto eu sinto sua a língua na minha boca, quente, macia e firme. Ele sabe o que está fazendo, e estou contando com ele para cuidar de mim. Suas grandes mãos deslizam sobre meus quadris, e eu sinto as pontas dos dedos traçando o cós da minha calcinha. Em seguida, ele desliza sobre a minha vagina, esfregando firmemente o meu clitóris coberto pela renda, e aplica pressão exatamente onde meu corpo começou a pulsar.


Os lábios de Maxim saem da minha boca e viajam para baixo no meu pescoço enquanto a outra mão envolve cuidadosamente a minha coxa e espalha minhas pernas mais abertas, sua metade inferior aninhada entre as minhas coxas. — Minha linda pombinha — ele sussurra, beijando meus seios. Os lábios de Maxim acariciam meus seios e eu fico vermelha.

Eu

sei

que

meus

seios

são

extremamente

pequenos, e ele ficará tão decepcionado comigo. Por que ele iria querer uma mulher com esses seios pequenos? Tenho zero feminilidade quando estou fora de uma roupa. Eu pareço um menino, e eu nunca me odiei mais do que neste momento. Eu quero ser tudo o que ele deseja, eu quero que ele sempre me trate da maneira como está tratando agora. Eu amo a suavidade e gentileza que ele está me oferecendo neste momento. Eu anseio por sua atenção e sua gentileza, algo que nenhuma outra pessoa me deu. Eu quero dar-me a ele neste instante, não porque é meu dever, mas porque o quero tudo dele, e tudo o que ele pode me dar. — Abra seus olhos. Fique comigo — diz ele. Seu tom de voz forte, mas a sua voz suave. — Você é linda — ele murmura contra o meu seio. Ele passa a língua ao redor do meu seio antes de envolver os lábios no meu mamilo. Ele lambe rapidamente o broto endurecido, fazendo com que as minhas costas se arqueiem, uma estranha sensação deliciosa.


— Maxim — eu suspiro as primeiras palavras que eu falei no que pareceram ser horas. — Sim, minha pomba, diga o meu nome assim. Seus dedos ainda estão esfregando contra meu clitóris coberto pela renda; eu elevo mais meus quadris, querendo mais do seu toque. Ele move a renda de lado, e eu sinto seu áspero e calejado dedo deslizar por cima do meu centro, agora molhado. Eu não posso parar meus quadris de procurar por mais. Mais do que, eu não sei. Eu só sei que eu preciso de mais. Os lábios de Maxim passam para o meu outro seio enquanto sua mão vai para o meu cabelo e o puxa levemente, ao mesmo tempo que seu dedo desliza para dentro da minha boceta.

Eu

suspiro

pela

sensação

desconhecida,

o

alongamento do meu corpo, e abro os olhos para ver que os seus olhos estão focados exclusivamente nos meus. Minhas mãos alcançam seu cabelo bagunçado, e eu o sinto sorrir com os lábios na minha pele enquanto eu me arqueio em direção a ele e solto gemidos sem me envergonhar. — Oh, caralho querida — ele geme. Eu praticamente grito quando seu polegar começa a fazer círculos no meu clitóris. Isso é tão bom; não posso evitar que o meu corpo se mova. Sinto que estou procurando algo. Eu posso sentir algo crescendo dentro de mim, e sei que quando eu chegar ao topo vou me sentir fantástica. Não sei o que fazer. Meu coração está acelerado, o meu sangue


correndo, como em pânico. Eu grito quando a sensação corre pelo meu corpo, uma explosão de dentro para fora, e meu corpo se exulta enquanto os músculos se contraem em torno do seu dedo. A mão de Maxim no meu cabelo aperta, e eu jogo a cabeça para trás implorando por mais, para ele parar - tudo ao mesmo tempo - e, finalmente, meu corpo fica mole. Com dois golpes mais lentos de seu dedo, ele desliza para fora da minha boceta e se deita ao meu lado. — O que aconteceu? — Pergunto, sem saber por que eu reagi tão violentamente. — Esse foi o primeiro passo para fazer você ser minha Haleigh. Agora, eu realmente vou possuir o seu corpo— ele murmura antes de beijar meu pescoço. Eu sinto minha calcinha deslizar pelas minhas pernas e vejo ela ser atirada para o lado da cama. Maxim tira o seu belo terno, expondo-se a mim. Eu olho para ele em choque e pavor, o primeiro homem nu que eu já vi. Tatuagens cobrem o corpo de Maxim. Elas não são coloridas, como algumas das que eu vi em corpos de outros homens em revistas ou na televisão. Elas têm uma tonalidade azul;

e

tão

cativante

como

são,

também

parecem

ameaçadoras. Seus olhos azuis encaram os meus quando ele está completamente nu, e ele me observa avaliar seu corpo. Eu sorrio suavemente incapaz de dizer ou fazer qualquer outra coisa. Estou nervosa novamente. — Eu vou cuidar de você, minha esposa. Eu vou protegê-la de qualquer coisa que possa prejudicá-la — diz ele.


Seu sotaque é tão carregado que eu mal posso entendê-lo enquanto ele se arrasta entre as minhas coxas abertas. A cabeça de seu comprido pênis está empurrando contra a minha boceta, e eu suspiro. Os olhos de Maxim estão focados nos meus, completamente focado. Sua mão embala minha bochecha enquanto seus lábios tocam suavemente os meus antes de irem até meu ouvido. Eu sinto os lábios tocarem abaixo da minha orelha, no meu pescoço, pelo meu colo, e até a minha outra orelha, enviando ondas de calor pelo meu corpo - e me relaxando. — Eu vou cuidar de você, golubushka — ele sussurra me chamando de pequena pomba, novamente. Passando os braços ao seu redor, eu o puxo para mais perto de mim, acolhendo o seu peso e o calor contra mim. Seu membro duro desliza mais profundo dentro do meu corpo, lentamente e dolorosamente. Eu choramingo por causa da dor surpreendente que dispara através de mim. Eu esperava pela dor, mas não como essa. Ela queima, e eu não posso conter as lágrimas fluindo pelo meu rosto. — Calma Haleigh. Eu não vou continuar até que esteja pronta. Não chore — ele ordena. A voz de Maxim é áspera, posso perceber sua preocupação, mas há uma emoção lá que eu não consigo decifrar. Eu tomo algumas respirações profundas, liberando enquanto relaxo meus músculos. Eu sinto a dor abrandar, e eu preciso mover. Eu testo meus quadris e os levanto em direção a Maxim, e seu corpo estremece em cima de mim.


— É tão bom, golubushka — ele sussurra quando ele puxa para fora um pouco e então lentamente empurra de volta para dentro de mim. Uma onda de calor causada pelo movimento corre através do meu corpo, e eu encontro-me desejando mais. — Mais, Maxim, por favor — eu sussurro, implorando e, ele obedece. Seu corpo começa a se mover dentro e fora de mim com um ritmo perfeito, suor acumulando em sua testa. Ele está totalmente no controle. Eu sinto a sensação crescendo de novo, a que eu tive a apenas momentos atrás, quando meu corpo se despedaçou, e eu não posso evitar - eu agarro nas costas de Maxim, levantando

meus

quadris

e

arqueando,

procurando

a

liberação explosiva que eu sei que em breve virá. Os lábios de Maxim batem contra o meu quando ele começa a mergulhar em meu corpo de forma irregular, seu ritmo perfeito desaparece. Eu choramingo quando eu sinto o meu corpo apertar, e eu tiro os meus lábios dos dele, gritando enquanto atinjo o clímax. Maxim não para de empurrar no meu corpo. Alguns momentos depois, todo o seu torso fica rígido, e ele ruge atingindo seu próprio clímax. Eu posso senti-lo enchendo meu corpo com seu gozo, e, logo após, ele cai em cima de mim, seus lábios trilhando beijos de cima para baixo no meu pescoço. — Melhor do que eu imaginava que seria, minha linda— ele sussurra sua mão emaranhada no meu cabelo, seus pulmões tentando respirar, com o meu corpo ainda envolto em torno dele. Eu tento me mover debaixo dele, mas


suas mãos apertam seu domínio, uma em meu cabelo e a outra no meu quadril. — Fique, deixe-me ficar dentro de você apenas um momento mais — ele murmura, seus lábios no meu ouvido e as mãos em torno de mim. Seu corpo grande me segura como se eu fosse frágil, mas em segurança. Eu olho em seus olhos e derreto com a suavidade que demonstram para mim. Não há palavras que precisam ser ditas. Esta é uma nova jornada para nós. Embora eu não o conheça, sinto como se isso fosse certo. Ele me tratou gentilmente em um momento em que ele poderia muito bem ter sido cruel ou descuidado. E ele não me mostrou nada além de ternura absoluta. Mais tarde naquela noite, me limpei e vesti uma camisola de seda que ele me presenteou depois do banho – que ele preparou para mim cheio de bolhas e essências. Eu não sabia o que pensar sobre a camisola branca de seda, e, como se ele pudesse ler minha mente, Maxim me garantiu que era nova e era para a nossa primeira noite juntos como marido e mulher. O gesto tão doce que trouxe lágrimas aos meus olhos. Este homem ultrapassa qualquer expectativa que eu já tive. Maxim

me

acolhe

em

seus

braços,

quase

amorosamente, e começa a acariciar o meu cabelo enquanto eu deito sobre seu peito. Eu tenho tantas perguntas, tantos pensamentos correndo pela minha cabeça.


— Suas tatuagens são bonitas, Maxim — comento no escuro. Eu sinto seus braços apertar em torno de mim, embora eu não sei por que. — Você é tão inocente, minha Haleigh. Eu pretendo mantê-la dessa forma para sempre. Suas palavras são estranhas, mas eu não tento entender. Meus olhos lentamente se fecham contra a minha vontade enquanto seus lábios tocam o topo da minha cabeça. Eu caio em um sono sem sonhos, envolta nos braços fortes do meu marido. Sinto-me segura com a proximidade de seu corpo forte.


Capitulo Quatro

4

Na manhã seguinte, eu acordo e estico o meu corpo só para descobrir que estou toda dolorida. Cada parte do meu corpo dói e meu núcleo está sensível e um pouco dolorido. Encontro-me completamente sozinha no quarto enquanto eu observo o espaço a luz do dia. Espero que Maxim me deixe iluminar o quarto escuro. O preto e vermelho são bonitos mas muito sombrio e triste. Eu gostaria de acrescentar alguns detalhes em cinza ou mesmo uma cor creme completamente diferente, talvez. Eu sorrio para mim mesma, tentando imaginar como Maxim ficaria com o corpo coberto de tatuagem no topo de um edredom creme, seu cabelo loiro despenteado, e seus olhos azuis gelo me perfurando com o seu olhar. Não iria funcionar. O edredom deve ser escuro, como o meu Maxim - escuro e misterioso. Meu Maxim - ele é apenas isso, meu como eu sou sua. Eu pego o robe de cetim negro que avisto pendurado atrás da porta. Fechando os olhos, eu inalo envolta no cheiro de Maxim. Seu perfume masculino picante está ao meu redor, e eu não posso deixar de sorrir para as memórias de como


era a sensação de ter seus grandes braços em volta de mim, me segurando, sendo muito gentil comigo. Lentamente faço o meu caminho para baixo, atenta para qualquer som que me alerte sobre o seu paradeiro nessa casa gigantesca. Eu ouço música baixa vindo da cozinha, então eu entro e vejo Maxim de pé, de costas para mim, sem camisa, em apenas um par de jeans desabotoado. Ele está fazendo alguma coisa no fogão. Minha boca fica seca na visão dele a plena luz do dia. Na parte superior do ombro, vejo o cabo do que parece ser um punhal; do outro lado, imagino que seria o eixo que aparece como se estivesse cortando seu pescoço. Em seu bíceps há uma rosa detalhada, o que me surpreende, porque ele não parece ser um homem que iria tatuar uma flor em seu corpo. Um de seus ombros tem um tigre detalhado e bem sombreado. Uma enorme cruz vai para baixo de sua coluna e através dos topos de ambas as omoplatas sob a tatuagem de punhal. O detalhe é assustadoramente lindo, e eu quero saber

o

que

tudo

isso

significa.

Eles

estão

muito

estrategicamente colocados para não significarem algo. Maxim deve sentir minha presença porque ele se vira. Seus olhos remexem em cima de mim, de pé em sua cozinha, vestindo o seu manto, e ele sorri. Nós não falamos um com o outro, mas eu tomo um momento para olhar para as tatuagens que cobrem a frente de seu corpo magnificamente esculpido. Ele tem estrelas em cada lado de seus peitorais, e


uma igreja que se parece muito com a Catedral de São Basílio, com oito cúpulas no topo cobrindo quase todo o seu torso. Em seu lado, um touro furioso envolve seu estômago, o rosto do touro em seu abdômen, e presumo que o resto está em sua parte inferior das costas. Em seu outro lado, ele tem as letras SER escrito verticalmente em uma caligrafia do Inglês antigo. Quando eu termino de observar atentamente o seu corpo, eu olho para os olhos e vejo que ele está me observando atentamente, seus brilhantes olhos azuis quase marinhos. — Eu não podia ver todas as suas tatuagens na noite passada, Maxim. Elas são maravilhosamente bem feitas — eu digo suavemente. Eu, então, vejo como algo treme em seus olhos; dor, talvez. —

Venha

ele

fala

fazendo

sinal

para

eu

acompanhá-lo no fogão, e eu faço. Eu vejo que ele está fazendo ovos e bacon frito. — Você dormiu bem, minha pomba? — Ele murmura quando seus grandes braços envolvem em torno de minha cintura, me puxando para o seu corpo. Eu envolvo meus braços em volta do seu tronco e descanso minha cabeça em seu peito, sentindo seu calor e ouvindo o seu batimento cardíaco lento. — Eu dormi, Maxim, obrigada. — Eu praticamente suspiro, como uma adolescente apaixonada. — Poe a mesa? Nós comeremos em breve. — Ele aperta minha cintura com a mão.


Dando um passo para trás dele, eu aceno uma vez e me viro para começar a familiarizar-me com a cozinha, vendo onde os pratos, copos e talheres são armazenados. Eu pego tudo e levo para a sala de jantar fora da cozinha. O sol está brilhando em todo o espaço, e eu não posso deixar de sorrir. É um dia lindo, e, espero, um começo de uma bela vida para nós. Voltando para a cozinha, eu acho suco de laranja e leite na geladeira, então eu levo tudo para a sala de jantar, sem saber o que Maxim prefere no seu café da manhã. Após a mesa estar posta, eu passo por Maxim e começo a sair da cozinha, indo para o quarto para trocar de roupa. Minha mãe iria gritar comigo se eu comesse com um robe. Antes que eu possa ir muito longe da cozinha, eu sinto o deslize da mão forte de Maxim em volta da minha cintura me puxando de volta em seu peito, seus lábios na minha orelha. — Onde você está indo? — Sussurra em uma voz suave. — Trocar de roupa para o café da manhã — afirmo obviamente. Ouço Maxim rir atrás de mim, seu peito se movendo contra minhas costas. Então eu sinto meu cabelo sendo levantado do meu pescoço, e movido para cair no meu ombro; os lábios tocam minha pele nua no lado oposto. — Eu não ficarei feliz se você tirar o meu roupão, Haleigh. Venha e sente-se. Coma comigo. Você parece tão


deliciosa no meu roupão — em nossa casa. Eu não vou ter você de nenhuma outra maneira agora — ele comanda. Eu posso sentir sua respiração no meu pescoço; suas palavras são suaves e sedutoras, atadas com o seu comando. Eu faço o que ele diz. Ele já disse que ele faz as regras, afinal. Maxim é o chefe da casa e o meu chefe. Assim que vamos para a sala de jantar com o nosso bacon, ovos, torradas, e morangos frescos, eu me sirvo de um copo de suco de laranja e vejo como Maxim serve-se de um pouco de leite. Vou ter que manter isso na memória - Maxim gosta de leite no café da manha. Há tanta coisa para eu aprender sobre o meu marido, minha nova vida. Eu tenho um milhão de perguntas, uma das quais está na ponta da minha língua. — O que será da minha carreira de bailarina, Maxim? — Eu deixo escapar, comendo um pouco de ovos. Esta quantidade de proteína em uma refeição é algo que eu não estou acostumada. Na verdade, essa quantidade de alimentos em uma refeição é algo que eu não estou acostumada. Uma barra de granola aqui ou ali é tudo que eu tive nos últimos anos. — Que carreira Haleigh? Você está casada agora — ele anuncia como se eu fosse estúpida, mesmo por tocar no assunto. Eu fecho meus olhos e aceno. Eu tinha imaginado isso quando minha mãe anunciou o casamento para mim, mas um pequeno pedaço de mim esperava que eu fosse capaz de continuar a fazer a única coisa que eu sei dançar.


— Tudo bem — eu digo em voz baixa, tentando manter as lágrimas de caírem pelo meu rosto. Uma escorre de qualquer maneira. — Não fique chateada. Agora você é a mulher que manda nesta casa, e você tem que administrá-la. Tenho obrigações que exigem você como minha acompanhante em muitas ocasiões. Eu não posso ter uma esposa com uma agenda cansativa como eu imagino que era a sua na companhia de dança — diz ele, levando uma mordida grande de torrada. Eu quase sorri para a maneira como ele diz 'a companhia de dança’ — em vez de empresa ou estúdio. Seu sotaque faz dele cativante. Eu tenho um sentimento que irei perdoá-lo de muitas coisas baseadas pela maneira que seu sotaque me afeta. — Quais são as minhas obrigações, Maxim? O que vou fazer todos os dias? — Pergunto. Ele suspira, como se minhas perguntas fossem estúpidas e irritantes. Elas provavelmente são, mas eu nunca fiz nada, além de dançar por horas a cada dia desde que me lembro. Eu não sei mais nada. — Redecorar a casa ao seu gosto, almoçar com seus amigos, fazer compras, aprender a cozinhar, fazer o que uma esposa é suposta fazer, Haleigh. Porra, eu não sei. Eu não sou mulher. Eu trabalho longas horas. Quase nunca estou em casa. Você terá que entreter-se durante o dia e quase todas as noites — diz ele, acenando com o garfo no ar. Eu suspiro em suas palavras duras e comportamento insensível. Será que ele não sabe que eu não tenho amigos?


Eu nunca cozinhei. Eu nunca sequer fui às compras por conta própria. Minha mãe sempre comprou o que era considerado adequado para mim. Eu percebo, aqui e agora, que será como eu tinha imaginado quando chegamos ontem, após a cerimônia. Eu vou ser trancada em casa, uma propriedade, mantida apenas para o show. Eu fecho meus olhos lentamente antes de abri-los para encontrar com os de Maxim que avaliam. — Tudo bem, Maxim. Gostaria de começar com a redecoração, suponho. Você tem um decorador que prefere? Eu nunca fiz nada parecido com isso antes, e eu não sei por onde começar. Você poderia me dar seu nome e um subsídio de orçamento, então gostaria de começar por aí — afirmo com um aceno. Seu rosto está sério, sua mandíbula apertada, como se eu o tivesse perturbado. Estou apenas tentando fazer o que é que ele quer. — Eu ligo para ele amanhã de manhã e marco uma reunião para você — ele responde. Eu sei que ele está chateado porque seu sotaque é mais pronunciado e seu Inglês instável, algo que eu já descobrira que ele faz quando ele está sentindo algum tipo de emoção. Eu não entendo por que ele ficaria chateado comigo. —

Eu não tenho nenhum

amigo

ou nenhum

conhecimento sobre compras e moda, então talvez eu possa encontrar um estilista para me ajudar? — Eu pergunto e vejo como ele concorda.


— Eu uso Catia. Ela é boa. Ela vai saber o que eu gosto. Eu irei chamá-la amanhã também— afirma. Eu recolho os pratos da mesa antes de caminhar para a cozinha para começar a limpar o nosso café da manhã. — Você não comeu muito. Eu te disse que você é magra demais — ele fala com bastante severidade enquanto caminha até a cozinha atrás de mim. Eu coloco minhas mãos no balcão e conto até dez, desejando que minhas lágrimas fiquem guardadas por um momento. — Eu não tenho muito apetite esta manhã, Maxim. Eu normalmente não tomo café da manha na verdade — eu digo suavemente. Eu olho para ele, e ele acena com a cabeça uma vez. — Eu vou para o meu escritório fazer algumas coisas, sim? Se vista e eu irei lhe dar um tour — ele diz e se afasta dispensado. Eu termino de limpar e vou para o andar de cima do quarto principal. Percebo que a minha mala está dentro de um closet vazio. Eu desempacoto as poucas coisas que eu trouxe comigo, querendo saber quando ou se meus outros artigos estarão chegando. Eu demoro a me vestir. Eu tomo um banho longo e choro um pouco. Sentir pena de mim mesma não é geralmente algo que eu faço, mas neste momento - agora – eu me permito isso. Normalmente estou muito ocupada com dança para sentir muita coisa; mas desde que foi decidido que vou deixar de dançar, eu posso sentir as emoções acumuladas transbordando.


Como poderiam meus pais fazer isso comigo? Me casar com um completo estranho? E por que eu permiti tudo isso? Eu sou uma adulta. Eu tenho livre-arbítrio, mas eu apenas aceitei este casamento como uma filha obediente. Eu os permiti mudar o curso da minha vida, sem colocar nenhuma luta. Por uma questão de fato, eu a abracei. Neste momento, eu me odeio por estar nesta posição. Uma vez que eu terminei o banho e me sinto um pouco melhor, emocionalmente de qualquer maneira. Eu me visto em um par de shorts curtos e um top azul claro. Deixo meu cabelo comprido solto, assim como pediu Maxim, embora isso me faz sentir desconfortável e exposta. Coloco um par de sandálias flat em meus pés e faço o meu caminho para baixo, que precede a composição completamente. Espero que Maxim não esteja zangado ou irritado comigo. Eu gosto de como ele estava na noite passada e esta manhã. Ele parecia tão amável e gentil, e eu esperava que ele fosse sempre assim comigo. Eu calmamente paro no escritório de Maxim, onde a porta está aberta. De pé na porta, eu tenho medo de ir mais longe. Nunca fui permitida no escritório da casa do meu pai, então eu não quero perturbar Maxim se ele é da mesma maneira sobre o seu espaço. Ele está no telefone, falando rápido em russo. Eu escuto mesmo sem compreendê-lo. Sua voz é baixa e sensual, profunda e robusta. Maxim olha para cima e nossos olhos se cruzam. Ele faz um gesto para eu entrar e desliza para sua cadeira atrás


da mesa, abrindo os braços para mim. Eu não penso, eu só faço. Eu ando até ele, de pé entre suas grandes coxas abertas. Eu sinto as mãos agarrar meus quadris com firmeza e vejo como ele se inclina para trás em sua cadeira, seus olhos em mim, mas falando a quem está no telefone. — Nyet3— ele late duramente, fazendo-me saltar. Seus lábios se contorcem, e ele quase sorri antes que ele continua a sua conversa. De repente, eu sinto meu shorts deslizar pelas minhas pernas, seguido por minha calcinha. Eu suspiro. Então Maxim levanta meu corpo e me senta na borda de sua mesa. Eu me sinto tão desconfortável por estar nua da cintura para baixo enquanto ele está no telefone. As grandes mãos de Maxim envolvem em torno de meus joelhos e ele rapidamente espalha minhas pernas para ele, fazendo-me arfar novamente. Ele diz outra coisa para quem está na linha e, em seguida, ele coloca o telefone no viva-voz, colocando-o ao lado de minhas coxas abertas. Eu vejo como Maxim olha para o meu centro aberto. Eu me sinto tão constrangida e exposta, meu rosto aquece e, certamente, fica vermelho brilhante. É o meio do dia, a sala está clara, e ele pode ver tudo de mim. Uma de suas mãos envolve em torno do meu pescoço e

aperta

suavemente;

talvez

ele

esteja

tentando

me

tranquilizar de alguma coisa? Eu vejo como ele move seu rosto mais perto do meu centro e inala profundamente no meu âmago. Eu pulo quando sinto sua língua deslizar para fora e 3

Não


lambe o meu centro, fazendo-me ofegar, mais uma vez. Sua cabeça levanta e ele fala algo rápido para o telefone antes de desligar, terminando a chamada com os olhos nos meus. — Relaxe, golubushka. Encoste-se — ele comanda suavemente, apertando a mão no meu peito. Eu faço o que ele diz. Eu observo, com fascinação, quando sua cabeça vai entre as minhas pernas e eu o sinto me beijar, lá em baixo. Ele me lambe devagar novamente e assim que eu sinto sua língua circular o local perfeito no meu núcleo, eu gemo alto e tão fora do meu personagem. — Porra — Maxim solta antes de começar a me assolar, lambendo, mordendo, chupando. Então, quando estou me contorcendo, procurando alguma coisa... Mais — para minha liberação explosiva, eu sinto o seu dedo entrando em mim, em seguida, saindo, deslizando para fora ele faz novamente. Pela terceira vez, é demais, e eu sinto meu corpo inteiro começar a tremer. Eu grito, sentindo o clímax através de mim. Maxim não para seu ataque até que todo o meu corpo esteja completamente mole. Em seguida, ele beija minha coxa antes de se levantar, inclinando-se e gentilmente me beijar. Eu posso provar-me em seus lábios, e o fato de que eu gosto me surpreende. Faz-me perguntar que gosto ele tem. Será que ele vai ser salgado ou doce? Os lábios de Maxim viajam até meu pescoço, e antes mesmo de perceber o que está acontecendo, eu sinto minha camisa sendo tirada do meu corpo. Então meu sutiã sendo lançado, e eu o ouço bater no chão de madeira atrás de mim.


— Enrole suas longas pernas em volta de mim, Haleigh — Maxim grunhe se aproximando. Quando eu faço, eu sinto o seu longo membro dentro de mim. Eu fico tensa por um momento, esperando a dor que eu senti na noite anterior, mas ela nunca vem. Estou dolorida, mas não é insuportável. Ele não se move; ele espera por mim. Quando eu movo meus quadris para encorajá-lo, ele assume como o seu sinal para continuar. Fechando uma de suas mãos na parte de trás do meu cabelo, a outra em volta da minha cintura, ele começa a bombear lentamente para dentro e para fora de mim, seus olhos focados nos meus, nunca deixando. — Minha linda menina. Porra, Haleigh, você é boa pra caralho — ele rosna seu sotaque grosso e pesado. Eu descobri que eu gosto quando ele soa assim; Imagino que muitas pessoas não ouvem esse lado dele. — Maxim — eu gemo quando sinto seu quadril girar enquanto ele mete completamente dentro de mim. Eu não posso evitar, mas me levanto para mais contato. Eu sinto que eu quero assim muito mais. — O que você quer golubushka? O que minha esposa precisa? — Ele pergunta. Eu tremo um pouco com suas palavras, amando-o quando ele me chama de sua pequena pomba, e então sua esposa. É muito. — Eu... Eu não sei... Eu preciso de mais — eu sussurro. Sem perder o ritmo, ele puxa para fora e bate


dentro de mim, fazendo com que meu corpo arqueie e minha garganta solte um grito involuntário. Eu amo isso. A mão no meu cabelo de alguma forma se torna mais apertada, eu não achava que isso poderia ser possível, e eu flexiono minhas coxas contra seus quadris, pedindo-lhe mais. Maxim começa a bater rudemente em meu corpo, uma e outra vez. Eu amo tudo sobre isso, a aspereza de suas mãos me segurando firmemente, os sons animalescos vindo de sua garganta, e o suor escorrendo de seu corpo sobre o meu. É uma sensação primitiva e eu me sinto bonita pela primeira vez na minha vida até mesmo desejada. Eu começo a tremer, sentindo meu corpo preparando para se libertar, e sem aviso, ele faz exatamente isso. Eu grito de surpresa e alegria. Maxim para acima de mim, e eu sinto seu corpo se contorcer dentro de mim quando um rugido escapa dos seus lábios. Suas mãos liberam a pressão

que

têm sobre mim e seu corpo cai em cima do meu, seu rosto roçando meu pescoço enquanto ele lentamente desliza para dentro e para fora de mim, quase preguiçosamente. Maxim envolve seus braços em minha volta com o rosto

ainda

enterrado

no

meu

pescoço,

beijando-me

suavemente quando ele continua a bombear dentro de mim. Eu percebo, neste momento, que eu gosto de tê-lo lá - dentro de mim. É uma sensação boa e sinto-me, pela primeira vez, querida e até um pouco poderosa.


Eu tenho sentimentos que eu nunca tive antes, experiências que são todas novas, e eu tenho que agradecer Maxim por todos eles. Maxim desliza completamente fora de mim, puxa as calças para cima, em seguida, cai para trás em sua cadeira, um brilho de suor cobrindo o rosto. É então que eu percebo que ele estava completamente vestido todo o tempo, e por alguma razão, isso me faz sentir suja. Eu começo a entrar em pânico. — O que está errado? Eu fui áspero? — Maxim parece petrificado, e eu não posso evitar. Eu fecho meus olhos para o meu constrangimento. — Não... Nem um pouco... Mas você estava vestido... — Eu começo a soluçar. Eu me sinto tão estúpida e infantil. Ele me reúne em seus braços e levanta-me para o seu colo, mas eu posso sentir seu corpo tremer debaixo de mim por um momento antes de falar, ele está rindo, e me sinto ainda mais tola. — Minha linda esposa. Tão inocente tão doce. — Ele beija o lado do meu pescoço. Eu posso sentir seus lábios inclinados em um sorriso. — Não, isso não foi inocente ou doce — eu digo voltando-me para olhar em seus olhos sorridentes. — Você está correta, não foi. Foi apaixonado e sexy e perfeito. Só porque estamos casados,

golubushka, não

significa que devemos sempre fazer amor em uma cama. Isso também significa que, por vezes, um de nós, ou nós dois, pode ter alguma roupa. Quando a vontade de ter a minha


linda esposa surge de repente, eu vou tê-la.— Ele fala sério, mas não posso evitar. Eu ainda me sinto suja, e eu digo-lhe apenas isso. — Você não é suja. Você é perfeita, e isso não foi sujo. Isso foi apaixonado e desenfreado. Foi maravilhoso, e você não vai pensar o contrário. Cada maneira que eu te foder, é bonita e limpa. Você me entende? — Sua voz é dura, e eu sei que eu o ofendi. Eu me sinto mal por isso, também. — Sim, Maxim. Eu estou muito arrependida — eu choro sinceramente. Ele me abraça, sussurrando palavras açucaradas em minha orelha - como ele está tão orgulhoso de ter uma mulher como eu ao seu lado e como ele não é merecedor de minha doçura. Será que ele não sabe que sou eu a pessoa que não o merece? Eu não fiz nada para ele, além de aceitar o anel que ele colocou no meu dedo e me deitar com ele na cama. Ele prometeu me sustentar e cuidar de mim. Mas o que eu deveria estar fazendo? Compras e decorar? Não parece justo, e definitivamente não parece certo.


Capitulo Cinco — Eu verei você esta noite. Catia, a estilista, e Sonia, a decoradora, vão ligar para você esta manhã, de modo que você pode começar — anuncia Maxim. Eu sorrio para o meu marido e aceno. Maxim se inclina e pressiona um beijo suave na minha testa antes de se levantar e ir embora. Ele para na porta e se vira para mim. Ele está vestindo com perfeição um terno de três peças. Eu não sabia que os homens ainda usavam coletes com seus ternos, mas Maxim faz, e parece impecável nele. Ele parece bonito, poderoso, e com a barba em seu rosto, ele acrescenta o perigo que eu sei que ele possui. Seus olhos estão dizendo - quando escurecem e seu rosto fica rígido, eu só posso imaginar que segredos ele tem dentro de si. — A casa vai estar cheia com os funcionários esta manhã. Yulia é a cozinheira e empregada doméstica. Ela é a única pessoa que você deve conversar, você entende? — Ele pergunta. É uma coisa tão estranha de se dizer, mas eu aceno de qualquer maneira. Sem outra palavra, ele se vira e me


deixa sozinha sem nenhuma promessa de que horas ele vai voltar. Eu fecho meus olhos e penso na tarde de ontem. Depois de nosso amor apaixonado no escritório de Maxim, ele me levou em um passeio nos jardins. Sua casa e propriedade são belas, e se serei mantida essencialmente como uma prisioneira, não poderia haver lugar mais pacífico e sublime. Há um jardim privado com árvores ao redor, e uma linda piscina com uma casa de piscina. Na borda da propriedade, há ainda um lago com um pequeno barco a remos de madeira. Eu não posso acreditar que Maxim tem tudo isso; é simplesmente de tirar o fôlego. Eu não posso esperar para passar uma tarde lendo na piscina ou fazendo piquenique à beira do lago. Eu provavelmente irei fazer todas essas coisas sozinha, mas pelo menos eu vou estar fora, desfrutando do sol. Após a nossa visita, eu fiz a Maxim o jantar. Sanduíches. Não era muito, porque eu não sei cozinhar, e eu me senti terrivelmente culpada por isso. Nós nos sentamos no sofá pelo resto da noite, relaxando, e vendo um filme juntos. Foi à noite mais tranquila que eu já tive em toda a minha vida. Eu não posso evitar, mas me sinto triste esta manhã em ser deixada sozinha. Com dois dias completos tendo Maxim

para

mim,

será

um

ajuste

viver

uma

vida

predominantemente solitária, mais uma vez. Pelo menos quando eu estava morando com meus pais, eu tinha Torrent para me levar para onde queria ir - se


alguma vez eu queria ir a qualquer lugar. Eu não posso esperar por algo como isso aqui a menos que Maxim aprove a oferta da decoradora e estilista para me levar para a cidade. Não tenho nenhuma ilusão de que sou livre para fazer o que eu quiser. Maxim deixou bastante claro para mim na manhã de ontem. Maxim é o meu dono. — Levante-se, mulher preguiçosa— uma voz áspera grita através do quarto, interrompendo meus pensamentos. Essa deve ser Yulia. Ela é alta e cheia de curvas, em seus quarenta e poucos anos, e seu cabelo loiro é puxado para cima em um coque francês apertado. Ela está vestindo calça preta e uma blusa justa, uma roupa que não consigo imaginar uma mulher usando para limpar, mas talvez Maxim requeira profissionalismo em todos os aspectos de sua vida. Ele foi ao trabalho vestindo um terno de três peças. — Sinto muito. Eu estava deitada na cama. Eu estou acordada, porém — eu digo em voz baixa, deslizando para fora da cama e ajustando minha camisola. Felizmente, ela cobre meu corpo. Eu tenho um sentimento de que Yulia não terá nenhum problema em me repreender em qualquer coisa que faça de errado. Sinto como se fosse sua casa. — Não há necessidade de ser boa por nada. Levantese e vá fazer alguma coisa com você mesma. Você pode ser dona da casa, mas eu só respondo ao Sr. Maxim. Eu administro este lugar, então você precisa ficar fora do meu caminho, menina estúpida — ela late. As palavras que ela


está usando e o veneno que é tão evidente em sua voz me pegam de surpresa. — Eu... Eu sinto muito, Yulia. Sou Haleigh — murmuro, com medo de dizer muito mais. Eu sinto que minha mãe está de pé na minha frente e eu odeio isso. — Eu sei quem você é. Sr. Maxim me contou de seu casamento. Não fique muito confortável no quarto do mestre, querida — ela zomba e vai embora. As palavras enigmáticas de Yulia me preocupam, mas eu não tenho tempo para pensar sobre elas. Minutos depois, o telefone toca e Catia me informa, rapidamente, que ela vai chegar em uma hora para me levar às compras para roupas adequadas. Corro para o banho e coloco um vestido de cor creme para o dia, visto sandálias nos pés. Eu não posso evitar, mas sinto-me extremamente nervosa sobre o encontro com Catia, especialmente depois do meu encontro inicial com Yulia. Vou para baixo e entro na cozinha, vejo Yulia colocando um pouco de comida em um prato. Virando-se com o prato na mão, ela o empurra em meu estômago, quase arrancando o ar para fora de mim. — Aqui. Coma. Maxim me disse que você é magra demais — ela praticamente grita na minha cara. Eu olho para a comida no prato, um bagel com cream cheese e morangos fatiados. Eu particularmente não gosto de bagels ou creme de queijo, mas estou com muito medo de Yulia para falar algo. Sento-me na sala de jantar e tento o meu melhor para comer, mas eu só posso engolir algumas


míseras mordidas. Eu decido comer os morangos em vez e rezar para que Yulia não fique chateada que eu não posso comer os carboidratos densos. Alguns momentos depois, eu ouço saltos altos estalando no chão travertino e olho para cima para ver uma mulher deslumbrante de cabelos escuros vindo em minha direção. Ela é uma mulher alta e encorpada, seios grandes, cintura fina e quadris largos. Seu cabelo escuro é puxado para cima em um coque, no alto de sua cabeça, e sua maquiagem é impecável. Ela está vestindo uma linda saia lápis, uma blusa de seda verde-azulada que mostra seu decote amplo, e salto tão alto, eu definitivamente iria cair de bunda se usasse. Eu sorrio para ela, e ela só faz uma carranca. Então, quando eu levanto, seus olhos vagueiam sobre o meu corpo e ela sorri. — Você é a esposa de Maxim? — Diz ela com os lábios mostrando um sorriso. Faz-me sentir extremamente autoconsciente. — Catia? — Pergunto suavemente. Ela balança a cabeça uma vez. — Vamos. Honestamente, você nunca será o que Maxim quer, mas eu posso tentar fazer você decente — diz ela com um aceno de sua mão. Eu engulo sua raiva, voz hostil e palavras ofensivas. Não é como se ela fisicamente tivesse me machucado, mas eu me recuso a mostrar-lhe que suas palavras me feriram. Eu passei a minha vida inteira cercada por pessoas que não


gostam ou me querem por perto. Eu posso fazê-lo novamente por outra tarde. Catia dirige para a cidade e me leva para Barney loja de departamentos. Eu sei que deveria estar feliz que Maxim quer comprar um guarda-roupa inteiro para mim, mas estou ansiosa e nervosa. Eu não quero passar o dia com Catia. Mas decepcionar Maxim, no entanto, seria muito pior. Eu recolho a minha força interior e a sigo até a loja. Meu celular toca e sem olhar, eu atendo. — Você está com Catia? — Maxim late em meu ouvido. — Sim, Maxim, acabamos de chegar a Barney — eu explico. Ele cantarola no meu ouvido. — Eu não estarei em casa até tarde esta noite, não espere por mim. Sonia estará em casa às nove horas amanhã de manhã para ver a decoração com você. Sem outra palavra, ele desliga o telefone. Sem despedidas trocadas. Ele é tão diferente do homem que vi no dia anterior, tão frio. Forço-me para não chorar e vejo Catia sorrindo para mim. Não é um sorriso agradável ou gentil, mas um mal. Faz-me perguntar por que na terra Maxim iria mandá-la para mim. — Vá para o vestiário e eu vou trazer-lhe alguns itens. Você é um tamanho zero não? — Seus olhos estão brilhando, e é muito perturbador. Eu aceno e digo que, sim, eu sou um tamanho zero; porém, estou certa de que não será por muito tempo, agora


que eu parei de dançar todos os dias. Eu vou para o vestiário e me sento. Respirando fundo, eu apenas relaxo por um momento. Vinte minutos mais ou menos se passa e eu posso ouvir Catia falando, mas não é para mim. Parece que ela está no telefone. — Max, eu não posso acreditar que você se casou com essa menina. Ela é apenas uma criança. Como ela pode cuidar de suas necessidades? — Ela ri como uma colegial, e soa estranho. — Oh, eu sinto tanto sua falta, Max. Venha para mim esta noite. Me tome. Me foda — ela geme. Eu me sinto como um voyeur escutando a conversa, mas ela está falando tão terrivelmente alto e os vestiários parecem fazer sua voz ecoar. — Ela não conhece você como eu conheço. Ela não pode cuidar de você do jeito que eu posso. Maxim, a menina não tem seios. Quero dizer, honestamente, que deve ser como foder um menino. Eu preciso de você dentro de mim, e eu sei que você não a ama. Inferno, você me fodeu no dia de seu casamento, se bem me lembro. Venha para mim esta noite e deixe-me fazer você se sentir bem — ela ronrona. Eu fico quieta, sentada, e eu engulo o ar, tentando trazer oxigênio para o meu corpo. Catia está falando sobre mim, e ela está falando com meu marido — sobre ter relações sexuais com ele. Por que diabos ele a mandou para me ajudar? Por que ele iria se casar, se ele está, obviamente, tendo relações com ela? Estou magoada e confusa. Todos esses momentos de ternura que compartilhamos ao longo do fim de semana -


nossos votos - foram nada, eles significavam nada para ele. Estou tão confusa e chateada, eu não sei o que dizer ou fazer. Eu me sinto como a maior idiota do mundo, e estou tão completamente embaraçada. — Tudo bem, Max. Vejo você hoje à noite. Use sua chave. Ouço seus saltos clicando no chão vindo em minha direção. Eu me recomponho da melhor forma que posso. Eu não posso deixá-la saber que eu a ouvi. Ela não é uma boa pessoa, e ela, sem dúvida, riria na minha cara se eu parecesse chateada. — Eu lhe trouxe vários vestidos diurnos, terno e saia, vestidos coquetel, e alguns vestidos de noite — ela anuncia, empurrando algumas roupas para mim. Catia é toda negócio, mas suas bochechas estão agora vermelhas, e eu sei que é porque ela fez planos com meu marido para a noite. — Obrigada — eu digo baixinho quando eu pego os itens, e organizo no trocador. — Está tudo bem, Haleigh? — Pergunta ela, com a voz condescendente e seu sorriso malicioso. — Sim. Vou apenas apressar e provar estes. Estou certa de que você está ocupada — eu digo, desejando que eu pudesse

avançar

rapidamente

através

de

toda

esta

experiência estranha. Catia cantarola na parte de trás de sua garganta e sai da sala. Eu faço um trabalho rápido em provar todas as roupas. Catia pode ser uma cadela real, mas ela tem um grande olho para roupa e estilo. Eu decido ir em frente e


comprar tudo o que ela escolheu e depois vamos para um departamento diferente comprar sapatos e bolsas. Eu não posso evitar, mas acho que isso deveria ser divertido. Eu deveria estar me divertindo - comprando o que quer que meu coração deseja, mas não é divertido, é uma tortura. Meu coração não deseja coisas; meu coração deseja ser amada. Embora, eu não ame Maxim, e ele não me ama ainda, eu tinha esperança de que nosso relacionamento um dia iria se transformar em amor. Agora parece como se isso nunca fosse acontecer. Eu vou ser a esposa que ele fode, enquanto ele está em casa; a esposa que o acompanha. No final, ele terá suas prostitutas, e eu não poderei dizer nada. Eu odeio que isso seja o que a minha vida se tornou. Minha desaparecida,

esperança

no

despedaçada,

amor

está

enquanto

eu

completamente assisto

uma

mulher, que é tão bonita que faz meu coração doer, escolher a roupa para mim. Eu sei que eu nunca vou me comparar. Maxim deve estar com ela. Eles se encaixam. Ela é alta e cheia de curvas, uma mulher real. Catia estava certa; Eu pareço um menino e estou enganando a mim mesma por pensar que Maxim tem quaisquer sentimentos em relação a mim, quaisquer que seja. Estou em sua casa e ao seu lado apenas para mostrar, como sempre foi para os meus pais. Agora eu sei que há uma razão, diferente de Maxim apenas me desejando para ser sua esposa, por que estou ao seu lado. Isto tem os meus pais escrito por toda parte.


Mais

tarde

naquela

noite,

depois

de

Yulia

praticamente jogar um sanduíche para mim e sair para a noite, eu vou para cima e para dentro do quarto principal. Eu decido colocar todas as minhas roupas novas, sapatos e bolsas no closet. Eu preciso de algo para tirar a minha mente do meu marido e a razão por ele não estar em casa. Passo horas coordenando por cor cada compra - aperfeiçoando o espaço. Catia

não poupou nenhuma

despesa

para

me

equipar com tudo o que eu preciso. Meias de seda, ligas, lingerie, roupas caras, milhares de dólares em sapatos e bolsas. Ela também me informou que ela agendou um horário para um spa amanhã a tarde - para que eles possam corrigir o desastre que eu chamo de cabelo. Suas palavras tiveram a intenção de ferir, e elas fizeram, mas é por uma razão que ela não sabe. Eu não sou uma pessoa vaidosa, então ela me dizer que meu cabelo é nojento e indomável não significa nada. Maxim me disse que amava o meu cabelo solto e que era bonita e isso que doeu. Tomo banho, chorando enquanto estou sozinha e molhada, a única vez que eu permiti minhas lágrimas cair. Eu não ouvi dos meus pais desde a minha farsa de casamento e Maxim está, neste momento, fazendo amor com outra

mulher.

Eu

fui

abandonada-completamente

e

totalmente abandonada. Eu não posso nem dançar para tirar a minha mente de tudo. Meu estômago ronca, protestando contra o fato de


que eu não comi o sanduíche que Yulia jogou em minha direção. A comida não me agrada; não desde que cheguei em casa, e horas mais tarde, ainda não. Não quando minha vida em si parece tão inútil e solitária. Eu ligo o meu celular e verifico se eu perdi alguma chamada. Eu não tenho nenhuma, é claro. Agora é meianoite e eu tomo dois comprimidos para dormir, colocando a garrafa ao lado na minha cabeceira. Comecei a tomar comprimidos para dormir quando eu era uma criança. Meu corpo doía tanto de dançar por horas a fio que eu não conseguia dormir, de modo que o médico receitou para me ajudar. A única vez que eu não precisei deles foi nos últimos dois dias, os dias passados com Maxim quando eu achava que ele gostava de mim, mesmo que fosse só um pouquinho.


Capitulo Seis — Haleigh. Eu sinto meu corpo sendo balançado, mas meus olhos são tão pesados que não se abrem. Finalmente, um leve tapa na minha cara obriga os meus olhos a se abrir. Vejo Maxim inclinando-se sobre mim. Ele está sem camisa, seu cabelo loiro está escuro, com pingos de água, e não há uma toalha enrolada na cintura. Ele acaba de chegar do chuveiro e o relógio na mesa de cabeceira ao lado me mostra que é depois das duas da manhã. Eu chupo uma respiração irregular no que isso significa. Ele estava obviamente lavando o cheiro de Catia de seu corpo antes de entrar em nossa cama. Talvez eu devesse ser grata por isso? Eu não sei. — Maxim, o que é? — Minha voz soa grogue e longe. — O que diabos é isso? Quantos você tomou? — Ele está agitando o frasco de comprimidos para mim. Seu rosto está vermelho de raiva, sua mandíbula apertada, e ele está lindo.


— Minhas pílulas para dormir? Elas estão prescritas para mim, Maxim. Eu tomo desde que era uma criança — eu admito

minha

voz

arrastada.

As

narinas

de

Maxim

incendeiam, e eu posso ver uma veia em sua palpitante pescoço. — Por quê? — Porque eu não consigo dormir bem — murmuro enquanto meus olhos começam a rolar para trás na minha cabeça novamente. É uma resposta completamente lógica, e eu não consigo entender porque Maxim está tão bravo comigo. — Você não tomou sábado ou domingo — ele questiona seu olhar especulativo avaliando. — Essas foram às únicas noites em pelo menos quinze anos que eu não precisei delas. Maxim estou cansada, eu tive um dia ruim e amanhã não parece que será muito melhor. Eu preciso dormir — eu digo. Eu posso sentir minhas pálpebras ficando pesadas novamente. Duas mãos fortes envolvem em torno de meus ombros, e Maxim me sacode acordada. Minha cabeça parece uma daquelas figuras bobble. — Por que você teve um dia ruim? Catia não foi boa para você? — Seus olhos estão procurando os meus e ele parece... Culpado. Eu olho para longe dele. — Não, Maxim, sua namorada foi muito boa para mim — eu sussurro. Maxim me libera e eu rolo para a parede, olhando para o espaço em branco, enquanto em algum lugar distante


eu posso ouvir a voz de Maxim. Eu não sei o que ele está dizendo por que ele está falando em russo. Eu nem mesmo sei se ele está falando para si mesmo ou alguém no telefone. Eu não posso olhar para ele, tudo o que posso ver quando olho para ele é uma imagem dele e Catia em pé ao lado um do outro, parecendo... Perfeitos. — Golubushka, por favor, não fique com raiva — Maxim sussurra atrás de mim. Eu sinto sua mão correndo sobre meu cabelo, o mesmo cabelo sua namorada disse que é nojento. Seu braço envolve em torno da minha cintura, firmemente, e me puxa de volta para seu peito duro. — Não fique zangada, minha Haleigh. Por favor — ele implora, parecendo chateado. Ele não ofereceu desculpas por suas ações, nem explicações. Ele só não quer que eu fique zangada com ele, e eu acho que dói mais do que qualquer coisa. — Eu não estou com raiva, Maxim — eu finalmente suspiro enquanto deixo as drogas assumirem o meu corpo, mais uma vez. Eu não minto. Não estou zangada com ele, só muito triste com o que eu permiti que a minha vida se tornasse. Na manhã seguinte, eu sou acordada por Yulia, que tira os lençóis fora de meu corpo, em seguida, abre as janelas e grita para mim — bunda preguiçosa levante-se. — Parece que conforme os dias passam, ela tem a intenção de tornar-se cada vez mais abusiva e amarga comigo. E se passaram


apenas dois dias. Eu tenho medo de saber o que o terceiro dia trará. O abuso físico, talvez? Eu quase me importo, mas não completamente. Sonia estará na casa em apenas algumas horas, e é tempo de me preparar para atender a outra mulher que o meu marido, possivelmente, partilha uma cama. Meus delírios de uma vida feliz agora não existem mais. Ontem foi apenas a chamada para a realidade que eu precisava. Eu me visto em um vestido de decote assimétrico ameixa no meio da coxa, que é menor do que eu normalmente usava. É apertado na cintura e, em seguida, a saia é rodada. Coloco com minhas novas sandálias douradas e mantenho minha maquiagem mínima. Estou certa que o spa vai me mostrar como aplicar maquiagem corretamente e arrumar meu cabelo do agrado de Maxim. Afinal, Catia sabe o que ele gosta e ela agendou. — Olá, querida — uma mulher diz a partir da porta de entrada. Eu sei que deve ser Sonia. Ela está em seus quarenta e poucos anos, cabelos loiros em um chanel modelado, e ela está vestindo um terninho branco combinado com uma blusa de seda vermelha brilhante sob seu blazer. Ela é linda e ela parece bondosa. Rezo para que ela seja. — Olá, eu sou Haleigh. Você deve ser Sonia — eu digo suavemente, segurando a minha mão para ela. Em vez disso, ela me puxa para um abraço.


— Maxim trabalha para o meu marido. Ele é como um filho para nós, portanto, faz de você uma filha. — Ela sorri amplamente, mostrando os dentes brancos e perfeitos. Eu quero chorar com a forma como ela parece genuína. A primeira pessoa a me mostrar verdadeira bondade em um longo tempo, possivelmente a única. — É muito bom conhecer uma amiga de Maxim — eu digo. Algo em minha voz ou no rosto deve mostrar a minha tristeza absoluta, porque Sonia vira e olha para mim. Seus olhos avaliam meu rosto e ela balança a cabeça, antes de colocar a mão na minha e me dar um aperto suave. — Ele virá ao redor, menina doce, não se preocupe. — Ela sorri, infelizmente, como se soubesse exatamente como me sinto. Talvez, ela saiba. Concordo com a cabeça rigidamente, e começamos a andar pela casa, discutindo por onde começar. Sonia originalmente decorou o espaço, então ela está familiarizada com o gosto de Maxim. — Vamos começar com a suíte máster, sim? — Eu não quero mudar muito. Maxim, obviamente, gosta de cores escuras, e eu não quero deixar o espaço feminino. Eu estava pensando em apenas adicionar algumas cores de destaque, talvez um creme ou um cinza, apenas para suavizar o quarto um pouco — sugiro. Sonia acena com a cabeça enquanto seus olhos vibram em torno do espaço. — Creme ficaria adorável, não? Que tal encontrar uma cadeira creme e um divã. Então, podemos pintar o


creme

nas

paredes?

Ele

vai

iluminar

o

quarto

sem

acrescentar nada de muito feminino, como mais almofadas. Além disso, seria um espaço agradável para você ler ou relaxar — ela oferece. Eu sorrio, amando a ideia. Passamos o resto do dia da mesma forma. Sonia é maravilhosa e muito simpática. Eu espero vê-la mais. Talvez ela possa me levar às compras a partir de agora. — O que você vai fazer o resto do dia, querida? — Sonia pergunta quando acabamos de discutir sobre os sofás da sala. — Catia agendou um horário no spa para uma transformação, para mim. Ela disse que meu cabelo não é apresentável. — Falo de uma forma muito mais amável, porque ao repetir suas palavras me faria chorar. Já tive a minha sessão de choro único atribuído, para hoje, no chuveiro esta manhã. — Catia é uma cadela e pouco significa o que ela pensa. Eu vou com você. Eu amo o spa. Podemos conhecer melhor uma a outra. Eu quero ouvir sobre seu ballet e porque na terra você não dançará mais. Eu gostava tanto de te ver dançar — ela oferece. Sou imediatamente pega de surpresa. Ela me viu dançar? Não deveria surpreender-me que uma mulher tão polida como Sonia iria passar o tempo no ballet, mas que ela me conhece de lá — reconhece –me, certamente, me choca. — Vem querida — ela chama. Eu ando atrás dela, deslizando para o banco do passageiro de seu carro de luxo.


— Você me viu dançar? — Pergunto incapaz de esconder a minha curiosidade. — Eu vi, sim. Max também. Ele foi com Pasha e eu várias vezes, gabando-se para nós sobre sua bela noiva no palco. Max pode ser muito doce e muito gentil, Haleigh. Você vai ver, com o tempo. — Ela respira antes de continuar — Sua infância não foi fácil em Moscou. Você deve dar-lhe tempo, querida. Eu aceno, apreciando o pequeno vislumbre de meu marido em minha cabeça, mas eu não sei mais o que dizer. Felizmente, eu não tenho que dizer nada, porque Sonia fala e fala e fala todo o caminho para a cidade. Ela me conta sobre seu marido, Pasha, e seus dois filhos, um menino e uma menina. A menina, diz ela, é uma princesinha mimada, mas o rapaz é sua maior preocupação, porque tudo o que ele quer fazer é brigar e foder. Ela está preocupada que ele vai engravidar uma prostituta. Eu tento não rir com suas palavras, mas ela é tão franca, e tão aberta sobre as falhas de seus filhos. Ao mesmo tempo, a voz dela está cheia de amor. Faz-me feliz por ver que nem todos os pais são como o meus. Quando chegamos ao SPA, não me surpreende que todo mundo lá sabe quem Sonia é. Ela me apresenta como a Sra. Maxim Lasovska. Eu vejo como o rosto da recepcionista empalidece um pouco antes dela abrir um sorriso falso e nos levar de volta para nos trocarmos. Sonia e eu passamos as próximas horas sendo massageada, depilada, tingida, hidratada, e maquiada. Eu


realmente me apaixonei por Sonia Vetrov e sua bela personalidade até o final do dia. O SPA termina e nos reunimos para o almoço e eu como vivamente pela primeira vez em dias. A cabeleireira não me deixa ver o cabelo no espelho, então quando ela me gira ao redor, eu suspiro com a visão. Meu cabelo loiro claro, agora tem mechas vermelha e marrom claro misturada por toda parte. Ela cortou metade em algumas camadas longas adicionando corpo e volume. Eu odeio isso. Eu minto e digo a estilista que eu amo isso, porém. Não é culpa dela, Catia disse a ela o que fazer, e ela disse-lhe para cortar o meu cabelo loiro, uma vez longo, que eu sabia que Maxim gostava. — O que você acha que Maxim vai dizer? — Sonia pergunta enquanto dirigimos de volta para casa. Ela não parece nervosa, mas um pouco apreensiva. Agora está escuro, passado oito da noite, mas eu não estou preocupada se Maxim vai saber que eu estou fora até tarde. Eu não espero o seu retorno até por volta das duas da manhã novamente. Eu não tenho visto ou falado com ele desde que ele me acordou em seu retorno atrasado para questionar-me sobre as minhas pílulas para dormir. — Nada — eu digo com naturalidade quando estacionamos. Sonia agarra minha mão e seus olhos muito verdes nos meus. — Eu temo que eu não deveria tê-los permitido tingir e cortar seu cabelo, Haleigh — diz ela enquanto começa a


mordiscar o lábio inferior. O fato de que ela parece tão preocupada com isso faz com que o meu estômago torça. — Catia foi quem mandou tudo. Se ele não gostar, ele pode resolver com ela. Tenho certeza que ele não vai ter um problema em fazê-lo — eu digo bruscamente. Em algum lugar entre a minha massagem e meu corte de cabelo, cresceu um pouco de coragem. Eu acho que eu gosto. Estou tão cansada de ser fraca. Talvez seja o fato de que a minha confiança foi destruída? Talvez seja o fato de que meu próprio marido esteja com outra mulher apenas alguns dias após o casamento? Talvez seja porque eu estou cansado de ser um enigma? — Você tem meu número, menina doce. Chame-me se você precisar — ela oferece. Eu aceno e dou um sorriso, agradecendo a Sonia pelo melhor dia que já tive na minha vida. Eu sinto como se Sonia pudesse ser verdadeiramente uma amiga. — Oh, Haleigh, querida — ela grita. Viro-me para encará-la. — Amanhã, nós vamos almoçar juntas, e eu vou apresentá-la a algumas dos outros. Venho buscá-la as onze. — Ela acena e acelera na estrada. Sim, Sonia é minha primeira amiga. Ela me faz sentir bem apenas por estar na presença dela, e ela não dorme com Maxim, que é uma vantagem.


A casa está escura quando eu entro. Eu solto um suspiro, contente de que Yulia já se foi para a noite. Eu não quero que ela arruíne meu dia decente por ser uma pessoa horrível normal. Eu entro na cozinha para pegar um copo de água e me assusto quando eu acendo a luz. Acho Maxim em pé na pia, fervendo, e olhando em minha direção. — Onde você estava? — Ele exige, em voz baixa, profunda, e acusatória. — Com Sonia, no SPA — eu digo com desdém. Estou muito cansada, e nós só estamos casados há alguns dias; Eu não posso imaginar que este relacionamento vai durar muito mais tempo. Espero que ele só me deixe em paz, mais cedo ou mais tarde a este ponto. — Que porra você fez no seu cabelo? — Ele ruge os olhos arregalados, e suas narinas dilatadas. Eu coloco com calma o copo de água para baixo na bancada e me preparo. Eu nunca vi ninguém com tanta raiva na minha vida. Eu não o conheço bem o suficiente para saber o que ele é ou não é capaz de fazer. Eu tento me preparar para o que será sem dúvida uma briga enorme. — Sua amiga, Catia, arranjou tudo ontem. Ela disse ao estilista o que fazer. Sabe, antes de ir para sua casa encontrar você — eu grito para fora antes de bater minha mão sobre minha boca em choque. Eu não posso acreditar que eu realmente disse essas palavras. Não sou eu. Esta mulher forte, que apenas


confrontou Maxim não sou eu. Maxim dá um passo para trás, os olhos arregalados, espelhando a minha surpresa. — O que ela te disse? — Sua voz está de volta ao tom calmante. — Ela não teve que me dizer nada. Ela fez com que eu escutasse a sua conversa por telefone. Ela não conhece você, como eu, ela não pode, possivelmente, cuidar de você do jeito que eu posso. Maxim, a menina não tem seios. Quero dizer, honestamente, que deve ser como foder um menino. Eu preciso de você dentro de mim, e eu sei que você não a ama. Inferno, você me fodeu no dia de seu casamento, se bem me lembro. Venha para mim esta noite e deixe-me fazer você se sentir bem, —

Repito suas palavras textualmente. Eu não

poderia esquecê-las, mesmo se eu tentasse. Eu, então, vejo como o rosto de Maxim empalidece. — Haleigh... — Ele estende a mão para mim, mas eu dou um passo para trás e sinto a umidade deslizando pelo meu rosto. Oh não, oh Deus, eu estou chorando. Eu já chorei hoje. Isso não pode estar acontecendo... Eu só me permito chorar uma vez por dia, caramba. Balanço a cabeça e corro as escadas para o quarto. Uma vez dentro do quarto, eu olho em volta e sei que eu não posso ficar aqui. Eu gostava dele aqui, eu gostava de estar nos braços de Maxim, mas agora todo o lugar me deixa doente. Se eu tivesse outro lugar para ir, eu iria embora.


— Haleigh — murmura Maxim atrás de mim. Eu me viro para encará-lo. Seu rosto parece de dor, e eu quero sentir pena dele, mas eu não posso e não vou. — Por que você se casou comigo, Maxim? Se você não me quer, por que você fez isso? Eu nunca tive qualquer ilusão de que você me amava, mas eu pensei que com o tempo talvez você pudesse. Se você vai continuar a ter casos, por que ficar comigo? Eu estou chorando intensamente agora, minhas lágrimas incontroláveis. Estou certa de que é um grito feio, mas não posso evitar. Uma vez que o selo foi quebrado, eu não posso controlar as minhas lágrimas. — Você vai ficar doente, Haleigh. Você precisa se acalmar — sussurra Maxim contra a minha orelha enquanto ele me apanha em seus braços e me leva para a cama. Eu deito lá na nossa gigantesca cama king-size com Maxim envolvido em torno de mim. Seus grandes braços me segurando, braços que uma vez me fez sentir tão segura. — Eu não quero mais ficar aqui — eu sussurro olhando para a parede. — Você não pode sair. Você é minha esposa. — A voz de Maxim é severa, mas eu posso ouvir um toque de pânico atado ao longo de suas palavras. — Eu não quero ser nada pra ninguém. Eu só quero que esta vida acabe — Eu confesso. Minhas pálpebras são como concreto, e elas fecham quando eu caio no sono. Meu corpo está muito cansado.


Capitulo Sete Eu sou um tremendo idiota. Como é que eu achei que eu poderia foder com a Catia e voltar para casa para minha doce esposa, sem sentir remorso, ou sem ela descobrir? Eu nunca tive que dar satisfação a nenhuma mulher antes. Sinceramente, pensei que Haleigh não iria descobrir. Se ela o fizesse, eu simplesmente poderia dizer a ela para calar a boca e aceitar a sua vida, como tantos homens fazem na minha posição. Mas assim que vi a primeira lágrima cair, eu sabia que nunca poderia dizer isso a ela. Eu a feri e isso me matava. Haleigh ocupa um lugar especial no meu coração. Vêla chorar, vendo seu corpo tremer com soluços sobre algo que eu causei, me fez tão mal. Talvez eu seja fraco ou eu apenas seja muito mole com ela. Ela é tão pequena e frágil que eu não quero que ela se machuque, nunca, mas eu fiz. Eu a destruí. Segurando-a em meus braços, pensei sobre Sonia e Pasha. Eu nunca soube de uma traição de Pasha. Ele ama


Sonia. Embora seja raro em nossa linha de trabalho ficar comprometido com uma mulher, isso funciona para eles. Sonia é muito diferente de Haleigh, embora Sonia seja forte, minha Haleigh é fraca. Sonia conhece a vida, ela entende o que Pasha passou, e ela sabe como lidar com ele dentro e fora do quarto. Haleigh provavelmente iria chorar se eu a pegasse por trás, enquanto coloco minha mão envolta de sua garganta. Ela provavelmente iria quebrar com o pensamento do meu pau deslizando em seu rabo apertado. Às vezes, eu preciso de uma foda bruta. Haleigh é muito suave, muito pequena e com medo de tudo que vem de mim. Essa é a razão pela qual eu fui atrás de Catia em primeiro lugar. Eu tive uma merda de dia. Catia gosta de ser fodida e nada mais, e eu precisava ser duro, áspero. Sem qualquer emoção. Na verdade, eu desprezo Catia como pessoa. Deixo tudo isso de lado, e Haleigh não mostra indício de que pode me deixar. Eu a possuo, mas eu quero que ela desfrute esta vida que compartilhamos. Só porque ela não tem escolha não significa que ela tenha que ser miserável. Devo fazê-la feliz novamente, porque quando ela sorri, ela faz algo ao meu coração. Ele volta a bater. Meu coração nunca bateu, não até o momento que os lábios de Haleigh tocaram os meus naquela igreja. Uma mulher, suave e gentil como ela, poderia fazer um santo pecar.


Quanto ao seu cabelo? ... Estar com Catia oficialmente ultrapassou os limites. Uma vez que a respiração de Haleigh torna-se pesada e lenta, eu tiro a roupa que ela está vestindo. Seu vestido é muito curto, mas de bom gosto. Deve ser uma das coisas novas que ela comprou. Eu olho para ela vestindo apenas um sutiã sem alças e calcinha. Ela é magra, sim, mas ela não se parece com um menino. Nem perto disso. Eu prefiro minhas mulheres cheias de curvas, mas Haleigh é linda e ela manteve seu corpo desta forma por causa da dança. Agora que ela não está dançando, ela vai engordar e a promessa de que seu corpo ficara como eu gosto me deixa muito animado. — Pasha, eu fodi tudo — eu digo ao telefone quando eu fecho a porta do quarto atrás de mim. Pasha é como um pai para mim; ele é meu chefe e meu amigo. — Sonia já me deu essa notícia. — Pasha parece chateado, e eu não entendo. — Isso... É novo... — Eu não sei mais o que dizer. — Não me diga— Pasha fala duramente. — Sonia gosta de sua esposa, esta Haleigh. Eu sei como ela chegou a tal posição, mas Sonia me diz que ela é inocente e doce. Uma raridade em nosso mundo, não é? Eu suspeito que esta seja a razão pela qual você a aceitou ao invés do dinheiro? — A pergunta permanece, mas eu me recuso a responder. — Sonia também me disse que ela parece muito frágil e já sabe sobre a sua indiscrição. Maxim concerte isso ou Sonia terá suas bolas, e as minhas, se você machucar mais essa garota. Seja um marido para ela ou eu lhe corto, Max.


Você não pode ter ambos os mundos, a menos que você esconda muito bem o que você fez — ele repreendeu-me. Concordo com a cabeça como se Pasha pudesse me ver. — Haleigh era inocente e doce — pura, antes de se unir a mim. Eu tive que lidar com Sergei ontem à noite e não estava bem para vir para casa, para minha esposa. Eu aceitei a oferta de Catia e a fodi duro. Haleigh mostrou-me esta noite quanto eu a machuquei, então não pretendo fazer isso de novo — eu digo. Falar sobre sentimentos não é algo que eu costumo fazer, mas com Pasha, parecia o certo. Pasha sabe tudo. Ele sabe detalhes de meu passado que nenhum outro homem tem conhecimento. — Diga a ela o que você precisa. Mostre-lhe como ela pode ajudá-lo, e se ela é uma boa mulher como a minha Sonia diz que ela é ela vai fazer o que você precisa e ser o que você precisa Max. Você tem uma oportunidade rara aqui. Uma mulher pura para ser sua. A guie para o que você precisa — disse ele, o significado de suas palavras não se perdeu e compreendi o que devia fazer. Agradeço Pasha pelo seu conselho e desligo o telefone, tomo uma respiração profunda antes de voltar para o quarto. Tiro minhas próprias roupas, olho para a minha linda Haleigh, minha golubushka, enrolada em uma esfera protetora - se escondendo de mim. Eu deslizo na cama atrás dela e rolo lentamente seu corpo para ela ficar de costas.


Eu preciso fazer as pazes com ela, como eu a machuquei, quando eu praticamente a comprei sem o seu conhecimento. Tenho ficado consciente disso nos últimos dias e não me sinto bem comigo. Eu começo a beijar o pescoço de Haleigh, o peito, e no meio do seu corpo descendo para sua calcinha. Eu coloco meus polegares nos lados da bela seda cobrindo seu corpo e deslizo-as para baixo de suas pernas longas e tonificadas. Uma vez que tiro toda a peça, eu delicadamente abro suas coxas e olho para sua boceta perfeita. A boceta que só eu toquei, lambi, e fodi. Fico duro ao saber que eu sou o único homem que já esteve dentro dela. Eu sou um bastardo, mas ela é minha e vai ser para sempre minha. Eu lambo todo o seu centro, provando-a antes que eu chupe seu clitóris perfeito em minha boca. Eu não paro, alternando entre lamber e chupar mesmo quando eu sinto seu choque acordando com surpresa. As mãos de Haleigh voam em meu cabelo e puxam a cabeça para trás. Eu permito só dessa vez. Eu sei que ela deve sentir como se ela tivesse algum tipo de controle depois de eu tê-la machucado. — O que você está fazendo? — Seus olhos estão arregalados, vermelhos e inchados. Uma pontada de culpa passa através de mim. Eu a fiz ficar assim. — Desculpando-me por meu comportamento, moya golubka — eu explico. — Ao fazer isso? As mesmas coisas que você fez com ela?


Ela está lutando, tentando se libertar de mim, mas minhas mãos enrolam firmemente em torno de suas coxas e ela não ficará livre. — Você acha que eu a fiz gozar usando a minha boca? — Pergunto. Seus olhos verdes alargam com as minhas palavras. Eu vejo quando as lágrimas vêm novamente. — Eu nunca faria isso. Não com ela. Nem com ninguém, além da minha esposa — eu explico como se isso devesse fazê-la se sentir melhor. Não deveria? — Eu deveria estar feliz com esse fato? Que você iria penetrá-la, mas não usaria a sua boca com ela? Eu não vejo muita diferença — diz ela, estreitando os olhos em mim. Ela está mal-humorada, minha bailarina, inocente doce esposa e eu gosto disso. — Foi um erro eu ter ido atrás dela, especialmente quando a pessoa que eu queria era você. Eu não farei isso novamente. Você deve acreditar em mim. O que eu tive com ela não era fazer amor. Foi duro, e quase cruel. Eu não queria fazer isso com a você. — Eu admito. Os olhos dela nos meus. Vi um fogo neles que eu não tinha visto em todo esse tempo que estou com ela, e eu adoro. — Então, você tomou uma decisão por mim? Por que todo mundo toma decisões por mim? Deixe-me tomar minhas próprias decisões, Maxim — ela grita seus punhos batendo nos meus ombros. Eu me levanto para envolver seu pequeno corpo em meus braços.


— Tudo bem, Moya Golubka, você irá tomar suas decisões a partir de agora, tudo bem? Chega de lágrimas. As decisões que você quiser fazer, eu irei deixa-la — Eu sussurro em seu ouvido balançando seu corpo nu contra o meu. — Eu nunca mais quero ver Catia — ela sussurra. Eu concordo. — Nunca mais. Eu não vou vê-la, e você não vai vêla. — Eu quero ser o suficiente para você, Maxim — ela murmura. É tão baixo e cheio de dor, que me sinto fisicamente doente por ter feito isso com ela. — Você é minha, Haleigh. Eu vou provar isso para você — eu juro. Nós caímos no sono, envolto nos braços um do outro. Eu segurando minha esposa quebrada e bonita. Jurei para mim mesmo que vou cuidar dela e eu vou fazê-la feliz pelo resto de seus dias. Nunca mais ela vai se sentir profundamente magoada, não sobre isso. Juro aqui e agora que a única boceta que vou afundar o meu pau será a da minha esposa. Só espero que ela possa lidar com tudo o que vou dar a ela. Minha vida não tem sido normal; não é boa, e às vezes, eu lido com isso fodendo. Espero que a minha pequena bailarina seja forte o suficiente.


Capitulo Oito Eu acordo com um peso sobre meu corpo; é tão pesado que eu não posso nem mesmo me mover. Abro um dos meus olhos, eu me encolho com a dor. Eu nunca chorei tanto na minha vida. Minha cabeça dói das lágrimas, meus olhos estão secos, e posso dizer que eles estão inchados. Eu olho em volta, incapaz de mover qualquer coisa, além dos meus olhos inchados e secos, e vejo que há um braço bronzeado, tatuado com pelo dourado em volta de mim, segurando-me firmemente no meu lugar. Esta é a primeira vez que acordamos juntos desde o fim de semana do nosso casamento, e meu corpo estúpido adora. Eu lentamente tento sair de baixo dele quando eu sinto seus músculos se contrairem e me puxar para mais perto ainda. Ele enterra o rosto na parte de trás do meu cabelo e eu deleito-me com a sensação dele estar tão perto, me mostrando afeição. Eu me sinto tão estúpida por me deliciar com suas pequenas afeições, sabendo que este é o ato mais carinhoso que já me foi dado e eu estou morrendo de fome por seu toque.


— Fique aqui comigo, minha linda esposa. Deixe-me te abraçar. — Suas palavras são silenciosas, suaves e doces. Não importa o quanto ele me machucou, eu não posso negar-lhe qualquer coisa, eu sei que ele vai ser a minha morte e ruína. Eu viro em seus braços, ficando de frente para ele. Seus olhos azuis são mais suaves do que foram no passado. Seu rosto está relaxado do sono, e seu cabelo loiro despenteado. Ele parece um sonho. — Eu não vou te machucar assim novamente. Você deve acreditar em mim — ele murmura. Sua mão passa levemente para cima e para baixo na minha espinha. Quero ronronar como um gatinho é tão bom. — Isso é novo para nós dois, e iremos cometer erros, Maxim, mas eu não quero ser essa mulher tola cujo marido dorme com várias além dela. Eu sei que o que temos não é amor. Talvez um dia ele venha a ser, mas por agora, nosso relacionamento começa com o respeito um pelo outro? Eu irei respeitá-lo e estar apenas com você e fazer as coisas que você deseja de mim, desde que você faça o mesmo. — Eu sei que você é um homem e não está acostumado a dar satisfação a ninguém, e eu não quero que você faça isso, tudo que eu peço é que me respeite o suficiente para ficar apenas comigo; se você não pode fazer isso, se você sentir que falta algo, venha a mim e nós podemos fazer arranjos diferentes — eu digo, tentando manter minha voz macia. Por dentro, o meu estômago está vibrando, eu estava nervosa e com medo, por não saber qual a sua resposta. Ao


final do meu discurso, Maxim passou de descontraído e indiferente a nervoso e tenso. — Não serão necessários outros acordos, golubushka. Você e eu juntos — afirma. Eu coloco minha mão em seu rosto e esfrego seu lábio inferior com o polegar antes de sorrir. — Sim, você e eu juntos, Maxim. — Eu me inclino e o beijo levemente um pouco antes do inferno explodir. — Levanta essa sua patética e preguiçosa bunda dessa cama. O Sr. Maxim não quer uma vaca gorda e preguiçosa como esposa. — late Yulia. Maxim se levanta para olhar para ela. Yulia está dentro de nosso quarto e vacila um pouco quando ela vê o peito nu de Maxim sentando-se ao meu lado na cama. Eu envolvo o lençol em meu corpo nu e inclino as costas contra a cabeceira da cama. Eu quase sorrio ao observar o pânico no rosto dela. De repente, Maxim começa a gritar um perfeito, e rápido russo. Eu já amo aquele som em seus lábios. Não tenho nenhuma pista do que ele está dizendo, mas é música para os meus ouvidos. Eu vejo seu rosto ficando pálido. Eu honestamente não acho que o que Maxim está dizendo a ela é algo bom, e não deve ser. Ela é uma pessoa terrível, seus lábios tremem e minha reação inicial é sentir pena dela, mas eu não posso. Ela tem sido muito má comigo por dias, e ela merece tudo o que Maxim está dizendo a ela, seja o que for. Quando Maxim para de falar, eu vejo Yulia acenar uma vez e, em seguida, virar-se para ir embora. Sua roupa


cor creme mal consegue sair do quarto antes do olhar de raiva de Maxim concentrar-se em mim. — Ela fala assim com você e você não me contou? — Seu sotaque é grosso, sua voz profunda e áspera. Eu sei que ele está chateado. — Eu não queria incomodá-lo. Estou habituada a isso. — Meus olhos passam ao redor, sem vontade de se concentrar nos seus. Eu não posso. — Olhe para mim — ele exige então eu faço. Eu levanto meus olhos, e eles se chocam com o olhar irritado. — Você é minha esposa. Você entende? Você é a chefe da casa quando não estou em casa. Você era sua chefe. Ela nunca deveria falar com ninguém nesta casa dessa forma, especialmente uma Lasovska, e você é a Sra. Lasovska. Ninguém, e eu quero dizer ninguém, fala com você dessa maneira e sai ileso. Yulia não vai voltar. Cabe a você agora, decidir se quer ter outra cozinheira e empregada. — anuncia. A respiração foi sugada dos meus pulmões. Sinto-me como se eu tivesse sido demitida, mas Maxim está olhando para mim, tentando avaliar o meu humor, ou meus sentimentos, ou algo assim. — Eu gostaria de cozinhar, Maxim, mas a limpeza eu sei fazer muito bem, nunca fiz isso antes — Eu admito. Com um sorriso nos lábios, ele concorda. — Irei contratar uma empregada para vir algumas vezes por semana, certo? Minha linda esposa vai cozinhar para mim? — Ele pergunta quase de brincadeira. Encontro-


me sorrindo de volta para ele, sentindo-me um pouco mais leve. — Sim, Maxim. Embora eu deva avisá-lo, posso não ser boa nisso — eu digo. Sua grande mão desliza para cima do meu braço nu, envolvendo meu pescoço enquanto seus lábios beijam a frente da minha garganta, fazendo o seu caminho até a minha orelha. — Minha linda esposa vai cozinhar para mim, e vai ser fantástico, porque vai ser preparado por suas adoráveis mãos — ele murmura, puxando meu corpo para baixo para permanecermos deitados na cama antes de rolar em cima de mim. Agora estou debaixo dele, e tanto quanto eu quero odiálo, eu não posso. — Você não tem que ir trabalhar hoje? — Eu suspiro enquanto seus lábios começam a descer para os topos dos meus seios, gentilmente puxando o lençol dos meus dedos apertados. — Eu vou trabalhar em casa. Vou passar o dia pedindo desculpas a minha esposa, por tratar tão mal uma criatura tão requintada — ele sussurra quando continua beijando meu corpo. Eu não posso evitar, e certamente não posso parar de chorar. Magníficas lágrimas de felicidade, mas lágrimas mesmo assim. — Sem lágrimas, minha pequena pomba. Apenas prazer — ele murmura. Com isso, a cabeça desaparece entre as minhas pernas.


Eu sinto que minhas coxas são abertas por seus ombros largos quando sua língua molhada e quente passa sobre o meu núcleo, enviando choques de prazer através de todo o meu corpo. Eu abro minhas pernas ainda mais para ele, as jogo sobre os ombros enormes, sentindo-o cantarolar com a minha jogada devassa. Com a minha inclinação e meu corpo tão perto, eu estou pressionando meu centro no rosto de Maxim, quando, de repente, ele para. Eu choramingo e abro os olhos para vêlo de joelhos entre as minhas pernas, nu e sorridente. — Máxim. Minha respiração engata com a beleza dele, meu marido. Seus ombros largos, cheios de músculos e suas tatuagens, salpicadas por todo o corpo. Seu cabelo é selvagem

e

seus

olhos,

azul

escuro,

concentram

completamente em mim. Se ele pudesse sempre manter o foco em mim dessa maneira. — Eu quero você, golubushka. Você vai me deixar ter você, minha esposa? — Pergunta ele. Eu aceno a minha resposta, incapaz de falar. Maxim guia o seu comprimento duro em mim e para quando está completamente encaixado no meu corpo. Nossos olhos se concentram totalmente um no outro; nossos corpos estão completamente imóveis. Estamos sentindo a nossa ligação e gostando. Isso se parece com o que eu imagino que seja fazer amor. Eu empurro tudo fora da minha mente; a dor, o medo,


e a traição. O que eu tenho aqui e agora é muito bonito para ser tocado com erros e arrependimentos. Maxim novamente

puxa

dentro

suavemente de

mim.

para

Seus

fora

e

desliza

movimentos

são

dolorosamente lentos, mas seus olhos se concentram em mim e é o momento mais excitante da minha vida. Colocando meu rosto em suas mãos, ele lentamente continua a fazer amor comigo. Não é bruto, e não é necessitado; é lento e é lindo. Isso é fazer amor - assim é como o seu amante cuida de você. Quando o nariz desliza contra o meu, eu quase choro de novo. Quase. — Você é minha esposa. Eu sou seu marido. Desculpe-me. — ele geme. Ele pediu desculpas verdadeiras e diz que é tudo para mim. Ele não precisa, no entanto, mas ele ainda o faz. Isso me dá esperança de que poderíamos ter mais; que talvez um dia ele se apaixone por mim do jeito que eu já estou me apaixonando por ele. — Maxim — eu suspiro incapaz de dizer qualquer outra coisa. Ele beija meu rosto, meu pescoço, ao mesmo tempo, lentamente deslizando para dentro e fora do meu corpo, a construção de uma queimadura que promete arder até que ele esteja pronto para isso inflamar. Ele está no controle completo. Eu amo estar debaixo dele neste momento. Eu não gostaria de estar em outro lugar.


— Você está pronta para gozar, anjo Moy? — Ele geme, empurrando-se profundamente dentro, fazendo-me gemer com a necessidade. Eu preciso gozar. Eu preciso senti-lo em todos os lugares, e eu tento, sem palavras, transmitir isso para ele. Maxim agarra o interior das minhas coxas e espalha minhas pernas mais distantes, quase dolorosamente, quando ele puxa-se para fora e, em seguida, entra em mim. Seus olhos estão baixos e concentrados onde nossos corpos se unem. Percebo que ele gosta de ver os nossos corpos se unindo, e isso me excita, vê-lo tão excitado. Seu cabelo pende sobre a testa, pegajosa com o suor, e seus dentes afundam em seu lábio inferior. Ele parece tão sexy nos observando, observando-se, e vendo meu corpo tomar o seu. Eu envolvo minhas mãos em torno de seus braços e seguro enquanto ele começa a empurrar mais forte dentro do meu centro molhado. O sentimento latente da minha liberação agora eminente, e eu estou pegando fogo quando eu gozo nele. Meu corpo pulsa e minhas costas arqueiam. Minha voz clama por Deus e Maxim tudo de uma vez de forma incoerente. Maxim não pára; ele mantém o seu ritmo esgotante enquanto gotas de suor caem de seu rosto no meu peito. Em seguida, todo o seu corpo paralisa e eu o sinto gozar dentro de mim com um gemido alto e seu corpo caindo em cima de mim. Ele está me esmagando contra o colchão, mas não


posso reclamar. Eu amo a sensação de seu corpo pesado contra o meu, e eu amo saber que eu sou a única que o deixou exausto. — Boa menina, uma menina tão doce. Lyubimaya Moya — minha querida. — Ele exala, completamente sem fôlego. Deitamos juntos, meus braços e pernas em volta dele por pelo menos trinta minutos até que estamos respirando normalmente e pegajosos com a pele úmida. Maxim levanta a cabeça e remove suavemente os fios de cabelo do meu rosto que estão presos com o suor atrás da minha

orelha

enquanto

seus

olhos

se

concentram

completamente em mim. Não tenho dúvidas de que ele está aqui comigo neste momento. Ele franze a testa um pouco enquanto ele passa os dedos pelo meu cabelo, e eu sei que é porque ele odeia a cor e, provavelmente, o corte. Pergunto-me se Sonia vai me levar ao salão para consertá-lo? O toque do telefone da casa nos interrompe e Maxim se levanta para atender. Eu lamento a perda de seu peso em cima de mim e de seu comprimento amolecido dentro de mim. — Nyet, não hoje, Sonia — ele rosna. Eu vejo quando ele me olha, segurando o telefone para mim, o biquinho em seus lábios, é cômico. — Sonia — ele resmunga. Eu pego o telefone de suas mãos pressionando suavemente no meu ouvido.


— Querida menina, o que na terra este homem está fazendo em casa a esta hora? — Ela pergunta; Eu posso ouvir um sorriso na voz. — Ele está trabalhando em casa hoje — eu digo suavemente. Meus olhos em Maxim, e ele está carrancudo. — Então não iremos almoçar hoje? Peço-lhe para esperar e cubro o telefone com a mão. — Sonia e eu tínhamos feito planos para o almoço, ontem. Ela disse que queria me apresentar para as outras esposas, você quer que eu cancele? A carranca de Maxim aumenta e eu quase começo a rir dele. Ele geralmente fica impassível; às vezes feliz, mas nunca como uma criança com raiva. — Se eu lhe pedir para cancelar, irei parecer um bastardo. Se eu lhe disser para ir, eu ficarei chateado. Nenhum haverá vencedor aqui — ele zomba, e eu quase começo a rir. — Maxim, se você quiser que eu fique eu remarco— eu digo, e ele cruza os braços sobre o peito tatuado, estreitando os olhos em mim. — Você vai me fazer pagar por isso? Vai ficar com raiva de mim por ser um bastardo egoísta? Eu amo quando seu Inglês fica todo confuso. Agora, é tudo o que posso fazer para segurar o meu riso. Eu não lhe respondo. Eu só digo a Sonia para remarcar para amanhã. Eu também pergunto se ela pode agendar uma ida ao salão para mudar a cor do meu cabelo - Maxim sorri quando ouve


isso. Sonia está rindo o tempo todo. Ela pode ouvir Maxim agir como uma criança petulante, como ela diz. — Você deve ir para o almoço. Eu não quero que você fique brava comigo. — diz ele. Balanço a cabeça e rastejo para o seu lado da cama e em seu colo. Eu estou gostando dessa facilidade, sem o drama de Catia e Yulia. Maxim e eu somos bons juntos, aprendendo coisas sobre o outro, e eu estou me divertindo plenamente com ele. — Vou ficar em casa com meu marido — eu respiro, beijando seu pescoço antes de lamber a lâmina do punhal da tatuagem em seu ombro. — Mais uma vez — ele murmura. Meus olhos se concentram nele quando eu lambo sua adaga novamente. Sua mão agarra a minha coxa com força, seus dedos certamente deixando cinco contusões perfeitamente redondas em minha carne. — Quero transar com você por trás. Você vai me deixar? — Pergunta ele, me fazendo tremer com as palavras. Ele não sabe que tudo o que ele quiser fazer comigo, ele pode? Ele é dono do meu corpo, e ele me faz sentir viva com apenas o toque dele. — Maxim, o que aconteceu com o homem que me falou que não há nada para se envergonhar do que fazemos juntos? Você não precisa me perguntar. Pegue o que quiser — eu ofereço o meu peito tremendo de antecipação. Eu sei que estou incitando-o com as minhas palavras. Mas quando ele olha para mim como se ele


estivesse pronto para me devorar, eu não quero que ele se questione. Ele é todo homem. Grande, forte, assustador, e muito bonito. Ele nunca deve questionar a maneira como ele me quer. Meu corpo é jogado em cima da cama, de barriga para baixo, e eu ouço um estalo antes de sentir um tapa na minha bunda com a palma da sua mão. Dói, mas quando ele esfrega a área suavemente, eu empurro minha bunda nele. Eu gemo com a sensação que está tomando conta do meu corpo. Eu sou devassa, estou carente, e eu me sinto necessitada - por ele. — Anjo moy - meu anjo — ele sussurra, interpretando suas palavras enquanto ele desliza em meu núcleo molhado. Estou dolorida, mas é tão bom tê-lo lá, dentro de mim, onde eu me sinto mais feliz. Nada mais importa quando ele está dentro do meu corpo, quando seus olhos estão focados em qualquer parte de mim, e quando somos apenas nos dois juntos. Maxim desliza uma mão pela minha espinha e no meu cabelo enquanto a outra aperta firme no meu quadril. — Maxim — Eu suspiro quando ele puxa a minha cabeça para trás, suas estocadas cada vez mais fortes, meu corpo aceita tudo o que ele está me dando e ama. Maxim

não

vai

com

calma.

Ele

mergulha

profundamente dentro de mim, rudemente. Meu couro cabeludo está gritando de dor, e eu sei que meu quadril ficará marcado onde seus dedos estão cravando, mas eu não me


importo. Quanto mais contusões marcam meu corpo, mais eu sinto como ele não pode se controlar. E isso me dá confiança, por saber que o afeto dessa maneira. Minha voz é irreconhecível quando eu gemo com cada impulso duro. Eu posso sentir meu corpo subindo em direção a minha liberação, eu fecho meus olhos apenas sentindo, quando, de repente, ele bate na minha bunda com a palma da mão novamente. — Mantenha os olhos abertos, Haleigh. Você estará consciente quando eu gozar dentro de você — ele ordena áspero e comandando. Eu tremo com suas palavras, sua voz grave e rouca. Sinto seu polegar contra meu ânus, e todo o meu corpo se contrário em resposta. — Relaxe — ele murmura, curvando-se ligeiramente para sussurrar no meu ouvido, diminuindo seus impulsos fortes, antes que ele continue. — Eu não vou tomar esse cú hoje, anjo Moy, mas tomarei porque você é minha. Meu corpo inteiro irrompe em um brilho de suor. Ele ri atrás de mim enquanto pega o ritmo punitivo novamente. Ele leva a mão entre minhas pernas de modo que seus dedos pressionam e esfregam contra o meu clitóris, enviando rajadas de prazer por todo o meu corpo. Eu grito enquanto eu gozo e, segundos depois, eu o sinto se contorcendo dentro de mim com seu clímax antes de cair em cima de mim, empurrando-me no colchão, mais uma vez.


— Que boa menina, eu tenho — ele murmura quando seu nariz passa na parte de trás do meu pescoço. Eu tremo uma última vez antes de desmaiar de exaustão completa. Eu acordo horas mais tarde, sozinha, e eu saio da cama apenas para estremecer ao sentir a dor entre as minhas pernas. Maxim foi muito áspero na última vez. Mesmo que eu tenha adorado, eu me pergunto quantas vezes vai ser assim entre nós. Eu não sei com que regularidade o meu corpo pode lidar com a punição de seus quadris e a estocada do seu pênis dentro de mim do jeito que ele fez. Tomo banho e visto um dos looks que Catia escolheu para mim. É um short de cetim azul marinho escuro, uso uma blusa de um ombro branca e rasteirinha

dourada.

Para

uma

calço uma simples bailarina,

eu

sou

extremamente desajeitada na vida real e tenho que fazer melhor, possível. Eu decido deixar o meu cabelo solto. Embora eu saiba que Maxim não gosta da cor, quero usá-lo solto do jeito que ele gosta. Eu lentamente caminho para o andar de baixo em busca de Maxim, e ouço a sua voz, profunda e baixa, falando ao telefone através da porta do escritório. A porta está fechada, com minha experiência do passado com o meu pai, eu sei que não devo perturbá-lo. Olho para o relógio e vejo que já passou bastante da hora do almoço, e estou certa de que ele não fez nada para si. Eu decido me familiarizar completamente com a cozinha e fazer almoço. Felizmente, a geladeira e despensa estão abastecidas com abundância de alimentos. Eu decido fazer sanduíches


para o almoço; em seguida, para o jantar, eu vou tentar cozinhar algo melhor. Maxim não é um homem pequeno, então eu faço para ele um sanduíche gigante, um Dagwood4, empilhando carne, queijo e tomates em cima do pão. Eu coloco tudo sobre a mesa e vou em busca dele, na esperança de que a porta do escritório esteja aberta ou que ele não fique com raiva de mim por interromper seu trabalho. Felizmente, a porta do escritório está aberta agora. Eu estou na porta, com medo de entrar. — Venha, anjo moy. — Sua voz é suave, e ele nem sequer levantou os olhos da papelada. Eu lentamente caminho ao redor de sua mesa e sento na borda ao lado dele. Seus olhos viajam das minhas pernas até o meu rosto com fome e um sorriso nos lábios. — Eu fiz o almoço, Maxim, se você estiver com fome — eu digo. Seu sorriso se transforma em um sorriso completo. — Você fez o almoço para mim, Haleigh? — Ele pergunta,

seu

sorriso

é tão grande,

os

dentes

estão

mostrando. Ele está tão bonito neste exato momento, que gostaria de poder tirar uma foto e guarda-la para sempre. Já não é mais o homem endurecido e assustador,

aqui na

minha frente, ele parece quase infantil. — Apenas sanduíches, Maxim. Não é a primeira vez que você come um sanduíche — eu digo, pensando em nosso

4

É um sanduíche multicamadas com uma variedade de recheios.


mini fim de semana de lua de mel e como eu fiz alguns pequenos sanduíches para nós. Tímida, eu balanço meu pé, deixando-os assim um pouco, ainda à beira da mesa. Ele balança a cabeça, de pé, e eu sigo sua liderança. Sinto seu braço em volta da minha cintura enquanto ele me puxa para o seu lado. Ele está vestindo jeans e uma camiseta preta hoje. Seus pés estão descalços e ele parece tão jovem assim. Eu nunca o vi tão confortável. — Você os preparou sozinha. Isso é mais do que um simples sanduíche, feito para me alimentar. Você está cuidando de mim. — Ele sorri. Balanço a cabeça sorrindo; às vezes, o meu marido é demais. Suas palavras me fazem sentir mole e feliz por dentro. Eu amo isso. Comemos em silêncio, mas Maxim geme cada vez que coloca a comida em sua boca. Eu estava certa sobre a quantidade de carne que devia colocar. Maxim está gostando de cada mordida de sua refeição. Eu só como cerca de um quarto do meu, o pão me enche tão rápido que eu não posso comer mais. Os olhos de Maxim estreitam em mim, enquanto eu sento e apenas o vejo comer. — Você deve comer mais — ele late, e a dureza de sua voz me faz pular. — Eu não posso. Isso já foi o suficiente. — eu falo. — Fique aqui até que coma mais. Você está muito magra. Não é saudável — ele ordena.


Eu mordo meu lábio inferior, sentindo-me como uma criança, como sua filha, e isso não é certo. Eu sou sua esposa. — Eu não estou fazendo isso de propósito, Maxim. Eu não consigo comer mais — eu tento explicar. Eu vejo quando ele balança a cabeça. Seus olhos se concentram em mim, estão escuros e ameaçadores. — Eu não me importo. Você poderia estar esperando um bebê. Você tem comer corretamente. Você está muito magra. Desse jeito um bebê não poderia sobreviver dentro de você — ele afirma, antes que ele se levante e me deixe na mesa. Eu sinto a cor sumir do meu rosto e meu corpo começa a tremer nervosamente. Eu não sei por que não pensei na possibilidade de estar grávida, mas com tudo acontecendo comigo e ao meu redor, eu não tinha realmente pensado nisso. Eu poderia muito bem estar grávida. Maxim sabe disso tão bem e não tentou impedi-lo de forma alguma. Isso significa que ele quer que eu fique grávida? Eu entro em pânico... Eu sou muito jovem para ter filhos. Não estou pronta. Eu certamente não sei o que fazer com um bebê quando nascesse. Eu tento comer um outro pedaço, mas agora, eu me sinto tão doente. Minha cabeça está rodando com muitos pensamentos. Eu preciso fazer alguma coisa para não pensar em tudo - bebês, casamentos, negócios e governantas.


Eu saio da sala de jantar e vou para fora. Ando a pé, caminho para o pequeno lago. Tiro os meus sapatos e sinto a grama entre os dedos dos pés. É a primeira vez que estou descalça em minha vida. Minha mãe teria um acesso de raiva, mas eu não me importo. Eu respiro algumas vezes antes de começar um alongamento. Lentamente, começo a dançar. Esticando meus membros subutilizados, minhas pernas, meu tronco, e os meus braços. Meu corpo está tão duro neste momento, e eu percebo que não danço por mais de uma semana inteira. Eu nunca fiquei tanto tempo sem dançar. Eu danço minha parte favorita da Bela Adormecida, parte II: A Visão; A música de Tchaikovsky joga na minha mente. Ele é o meu compositor favorito para dançar. Sua música é tão assombrosamente bela e tão divertida para se dançar. Estou perdida no momento e não ouço ninguém se aproximar de mim. — Você tira meu fôlego cada vez que a vejo, anjo moy. — A voz de Maxim é suave, mas eu não confundo sua voz suave com gentileza ou um coração bondoso. — Maxim — murmuro, recuperando o fôlego e recusando-me a olhar para ele. Em vez disso, eu olho para o lago que está na minha frente. — Eu me preocupo, golubushka. Fico irracional. Eu sei disso — ele diz. Não é uma desculpa, mas é algo.


Concordo com a cabeça uma vez. Pelo menos ele sabe quando está sendo um idiota; é o primeiro passo, certo? Estou certa de que ele sabe, mas ele realmente não se importa. Ele não está me oferecendo um pedido de desculpas de qualquer tipo, apenas me assegurando que ele está consciente de que ele é um idiota. Como é consolador. — Você vai me ignorar, agora? Eu te chateei tanto a ponto de você me ignorar? — Sua voz é dura, e eu sei que ele está ficando irritado novamente. Eu não quero que hoje seja um dia ruim, não quando ele começou tão maravilhoso. Eu me viro para olhar para ele e não vejo raiva em todo o seu rosto, mas preocupação. — Eu não estou com raiva, Maxim. Eu gostaria de agradá-lo

melhor.

Eu

queria

parecer

como

as

outras

mulheres. Eu desejo tantas coisas — eu finalmente desabafo. Eu suspiro quando ele me puxa para os seus braços. — Você nunca deve querer ser outra pessoa, anjo Moy. Você é perfeita para mim. Sim, eu disse que você está muito magra, mas isso é só porque eu quero que você seja saudável, para que você possa ficar comigo para sempre. — Suas palavras são apenas um sussurro, mas eu as ouço como se ele tivesse gritado do telhado. Eu sou incapaz de falar. Em vez disso, Maxim me deita na grama macia, fresca e me segura. Uma de suas mãos segura minha cabeça, a outra em volta da minha cintura, e metade de seu corpo está sobre o meu. Eu sinto que estamos em um filme. Seus olhos focados em mim e seu rosto de forma muito séria.


— Eu quero muito que você seja feliz comigo, Maxim — Eu admito. Porque eu quero. Quero que esta segunda parte da minha vida seja preenchida com alegria, uma grande peça que estava desaparecida desde a primeira parte da minha vida. — Eu escolhi você para ser minha esposa, Haleigh. Você me faz feliz por ser minha. Seus lábios se encontram com os meus antes que eu possa pensar em suas palavras ou o que elas significam. Então eu sinto seu comprimento endurecer contra a minha barriga e os quadris empurrando para dentro de mim quando a mão no meu quadril desliza lentamente sob minha camisa. Sua mão quente viaja até a minha barriga e cobre meu peito, por cima do meu sutiã. — Nós estamos aqui fora — eu suspiro, parando com o beijo duro de Maxim. — Nós estamos sozinhos, anjo Moy, e em alguns momentos, você vai saber como é ser livre, fazendo amor sob o sol quente. — Ele sorri. Eu abro minha boca para dizer algo para impedi-lo, mas a língua de Maxim está dentro da minha boca, quente e forte. Eu lamento e realmente esqueço que estamos de fato, do lado de fora. Eu esqueço ainda mais quando Maxim tira as roupas do meu corpo e faz amor comigo com a boca, fazendome gritar quando eu gozo. Então ele desliza seu pênis dentro de mim me fazendo ter outro orgasmo. Pergunto-me por que eu sempre resisto em primeiro lugar. Ele estava certo, eu me sinto livre - meu corpo nu e o


sol brilhando sobre nรณs. Apenas duas pessoas curtindo um ao outro, amando um ao outro, e estamos encontrando o nosso lugar um com o outro.


Capitulo Nove Na tarde seguinte, eu estava com um vestido coral apertado no busto e na cintura com uma saia drapeada na altura dos quadris até o meio da coxa. Isso me faz parecer mais jovem do que realmente eu sou. Eu me sinto um pouco como Taylor Swift, mas é extremamente feminino. Uso saltos altos nude, e me sinto como uma mulher em vez de uma menina. Eu faço um coque no alto da minha cabeça, e a única jóia que eu uso é meu gigantesco anel de casamento. Sonia ligou para um salão diferente para marcar um horário esta tarde para tentar arrumar meu cabelo depois de almoçar com as outras esposas. Estou tão nervosa; Eu não sei se vou vomitar ou sorrir. Sonia buzina algumas vezes na porta, e eu corro para fechar a porta atrás de mim antes de sentar no banco do passageiro. Ela me lança um olhar de lado e então sorri amplamente antes de piscar e irmos em direção à cidade. Eu desejava que Maxim vivesse mais perto da cidade. Eu me sinto tão isolada aqui em sua propriedade gigantesca. Talvez

um

dia

eu

possa

convencê-lo

a

comprar

um


apartamento em Manhattan. Seria bom poder sair e desfrutar da cultura, um show, ou o ballet e não ter que dirigir todo o caminho de volta. Eu estou perdida em meus pensamentos quando Sonia limpa a garganta. — Então Maxim despediu aquela mulher horrível, Yulia? — Seus olhos estão brilhando, e isso me faz sorrir também. — Ela era horrível. Sim, a demitiu ontem de manhã. — Eu tento não sorrir, mas não posso evitar. — Aquela mulher tentou muito estar na cama de Maxim. Ele a recusou todas as vezes, você sabia? — Sônia fala. Suponho que esse pedacinho de informação deveria me deixar bem ou algo assim, mas isso não aconteceu. Só porque Maxim recusou Yulia não significa que ele recusou todas as mulheres ou que ele vá recusar cada mulher. Nada vai me fazer esquecer que ele não recusou Catia, que ele a procurou, que ele precisava de algo dela que ele acreditava que eu não podia lhe dar. — Ele ligou para o Pasha na outra noite pedindo conselhos. Ele estava muito chateado por que a magoou da maneira que ele fez — ela murmura. Eu sei que Sonia está tentando fazer eu me sentir melhor, mas eu me sinto como uma tola por ficar com ele e por perdoá-lo. Eu não respondo a ela. Em vez disso, eu só torço meus dedos no meu colo. — Pasha me traiu uma vez. Nós éramos jovens e eu estava sofrendo de depressão depois de ter meu primeiro


filho. Pasha não sabia o que fazer com isso, comigo ou com o bebê. Ele estava perdido e eu também. — Nosso casamento e nossa amizade sofreram muito. Nós dois estávamos perdidos, sem saber como agir e ele sucumbiu a uma mulher fácil. Ele confessou imediatamente, e tivemos que dar uma boa olhada em nós mesmos, em nossas vidas. Tivemos que decidir como queríamos viver. — Eu queria Pasha, mas eu estava tão brava com ele. Demorou algum tempo para me curar e confiar novamente, mas eu não poderia estar mais feliz por ter escolhido ficar com ele. Não tenha vergonha do que aconteceu. Cresci com isso. Vocês são jovens e mal se conhecem. Vocês vão crescer juntos com isso também. — Maxim é um bom homem que viveu uma vida muito difícil. Ele vai cometer erros, mas com Pasha e você ao seu lado, eu acho que ele será invencível— diz ela, com os olhos gentis olhando para o meu. Vejo umidade neles. Eu tenho que admitir; Eu me sinto melhor e me sinto menos tola. Sonia está certa. Maxim e eu somos novos e não nos conhecemos muito bem. — Obrigada, muito obrigada — eu sussurro. Quero dizer as palavras, cada uma delas. Dirigindo para

a

área

do estacionamento

com

manobrista do restaurante muito exclusivo, Sonia agarra minhas mãos. — O que você e Maxim estão construindo vai florescer e ser bonito. Algumas das mulheres estão apenas com os seus homens para ter riqueza e status. Não se engane


em pensar que suas vidas são perfeitas ou melhor que a sua. Vejo que você se importa com Max mesmo nesse curto tempo que estão juntos, e esse cuidado vai prosperar e crescer em algo magnífico. Eu tenho certeza — ela aconselha. O conselho de Sonia também parece ser um aviso, como se ela estivesse me preparando para estas mulheres que podem ser cruéis. Ela realmente não tem idéia de quem minha mãe é e como ela me tratou. Eu posso lidar com tudo o que estas mulheres me jogarem. Eu não vou quebrar. O restaurante é elegante e moderno lembrando-me de cada restaurante que minha mãe me arrastou. Embora eu esteja acostumada com a elegância, eu acho que prefiro algo mais simples, mais claro, e mais relaxado. A pompa é monótona e desagradável depois de um tempo. Sonia nem sequer se preocupa em verificar com o maître . Em vez disso, ela nos guia em direção a parte de trás do restaurante e paramos em uma grande mesa redonda com seis mulheres peitudas e deslumbrantes, que parecem de outro planeta. — Olá, senhoras. Eu trouxe a nova esposa de Maxim, Haleigh, comigo hoje. — Ela acena a mão para mim, e eu sorrio timidamente quando me sento em uma das duas cadeiras vazias, esperando e rezando, observando os olhares surpresos que estou recebendo se transformarem em sorrisos agradáveis. — A sua direita está Veronika — diz Sonia. Eu olho ao meu lado uma mulher de pele cremosa com maquiagem perfeita e cabelo preto longo. Ela está


vestindo uma blusa justa que mostra seu decote amplo. Seus olhos firmes sobre mim e ela sorri. — Prazer em conhecê-la, Haleigh. — Seu sotaque russo é espesso e suas palavras não têm verdadeira convicção. Seus olhos e lábios me fazem pensar que ela esconde um segredo do qual não tenho conhecimento. Sou apresentada a uma loira chamada Dominika, uma ruiva chamada Irina, e outra de belos cabelos negros chamada Elena, uma morena chamada Zoya, e outra loira chamada Natalia. Estão todas olhando para mim da mesma maneira de Veronika com olhos divertidos, sorrisos secretos e conhecimento

oculto.

Que

eu

não

sei.

Eu

me

sinto

desconfortável próximo destas mulheres. Eu me sinto como uma criança. Eu sinto que vou chorar. — Você dançava o ballet, correto? — A morena, Zoya, pergunta, tomando um gole de sua bebida. Eu aceno, saboreando a minha água. Recusar tomar

álcool me faz

ganhar mais olhares de surpresa e desdém. — Eu dançava até recentemente — Eu admito. Ela sorri. Natalia decide interpor, interrompendo a conversa. — Maxim não permitirá que você dance mais. Você sabe disso, certo? Estou surpresa que ele está permitindo que você saia de seu enorme esconderijo — diz ela, agindo como se ela estivesse me dizendo algo chocante. Eu não consigo descobrir por que ela acha que esta é uma grande notícia. — Maxim e eu conversamos sobre a dança, e eu sou sua esposa agora. Minha carreira não iria durar muito mais tempo, por causa da minha idade. Estou feliz por cuidar da


família em vez de gastar catorze ou mais horas por dia dançando — eu digo com um sorriso. Os lábios excessivamente inchados dela abrem em surpresa enquanto olha para mim. Eu a ofendi, mas eu não sei como. Ela foi a única a ser uma cadela comigo. — Estou ajudando Haleigh a redecorar a casa. Nós estamos nos divertindo muito. Ela também decidiu cozinhar, e Maxim está feliz em ter uma esposa que cuida da casa ao seu lado. Ele estava dizendo a Pasha na noite passada que ele não poderia ter escolhido uma mulher melhor do que Haleigh para compartilhar sua vida. — Sonia sorri amplamente, exagerando, ou assim eu penso. Será que Maxim contou a Pasha essas coisas? Isso não seria demais? Eu sei que ele está animado com o meu interesse em cozinhar para nós, mas uma mulher melhor para compartilhar sua vida? Eu tenho certeza que essa parte é exagerada. — O que, você não gostou das habilidades de decoração de Cátia? — Veronika pergunta, um sorriso largo e brilhante em seu rosto. Eu sei que deveria me defender, e talvez eu deveria dizer algo, mas a dor é muito fresca e eu acho que a única coisa que posso fazer é morder o interior da minha bochecha para me impedir de chorar. — Por favor. Maxim deixou Catia como se fosse algo ruim, logo que ele encontrou sua bailarina. Ela está apenas com ciúmes e chateada por ela não ser a Sra. Lasovska — diz


Elena. Sua voz é tão suave e doce que me abala com surpresa. — Essa mulher nunca seria a Sra. Lasovska. Cada russo na cidade dormiu com ela. Nenhum dos homens iria têla como sua mulher — zomba Dominika. A mudança na nossa conversa me surpreende. As mulheres decidiram dirigir seu veneno à Catia. Estou feliz que elas mudaram suas observações para ela?

Sim. Estou feliz

que não gostam dela como eu? Claro que sim. — Eu acho que Maxim fez bem. Escolher a pequena bailarina bonita ao invés da mulher horrível que estava tentando dormir com seu talão de cheques permanente. Não me importa como aconteceu, mas estou feliz que ele não acabou com essa cadela terrível — diz Natalia. Em seguida, a conversa muda rapidamente para um outro assunto. Tomo a pausa para apenas respirar e aproveitar meu delicioso almoço. Sonia agarra a minha mão debaixo da mesa e aperta como uma forma de apoio com um pequeno sorriso em seus lábios quando estamos terminando. — Nos encontraremos para o almoço novamente na próxima semana, sim? — Irina pergunta sua voz áspera e nem um pouco em sintonia com seu corpo elegante e cara doce. Cada uma dessas mulheres é cruel, eu gostaria de saber que tipo de homens se casam com mulheres tão cruéis? Todos eles são como Maxim? Grande e forte, assustador às vezes,

e

controladores?

Possessivos

e

francamente


assustadores quando eles querem ser? Decido que eles devem ser como ele; talvez até pior, talvez mais assustadores. — Sim, claro — Sonia diz com um aceno antes de sairmos para o salão. Uma vez que eu solto meu cabelo, o cabeleireiro que Sonia escolheu olha e quase chora. Ele está perturbado, como uma cadela má faria algo tão sinistro aos meus cabelos. Enquanto o meu cabelo está secando e minhas unhas estão sendo pintadas, meu telefone toca. — Olá — eu digo sem olhar para o identificador de chamadas. — Anjo Moy, você ficou fora toda tarde. O que você está fazendo? — Maxim pergunta, parecendo distraído e ocupado. — Eu fui ao almoço com Sonia e algumas outras mulheres, e agora estou tentando arrumar meu cabelo — eu admito, mordendo meu lábio inferior, nervosa achando que ele pode ficar chateado por gastar mais com o salão. — Bom. Eu estarei em casa por volta das seis da tarde. Não é tarde demais, é? — Ele pergunta. Balanço a cabeça com um sorriso. Ele está distraído e seu Inglês confuso, o faz soar tão jovem e tão humano. Eu amo isso. — Não, isso não é tarde demais, Maxim. Felizmente, o jantar estará pronto no momento em que chegar. — Eu o ouço grunhir suavemente para o telefone e, em seguida, quase num sussurro, suas palavras deixam meu núcleo em chamas.


— Minha esposa me fazendo o jantar, isso é tão fascinante. Sem outra palavra, ele desliga, deixando-me sorrindo como uma tola. Quando terminarmos no salão, lágrimas aparecem em meus olhos quando vejo a transformação. Meu cabelo parece quase o mesmo de antes, loiro, macio e bonito. Eu nunca pensei que eu iria amar meu cabelo com o tom natural, tanto quanto agora. Sonia me abraça e me diz que ficou bonito e que Maxim ficará muito satisfeito com a mudança. Sonia e eu remarcamos os horários para daqui duas semanas a partir de hoje para fazer as mãos e os pés, juntamente com depilação e massagens. Assim que

volto para o carro com Sonia, ela me

informa que em dois dias, vamos continuar a decorar a casa e eu deveria estar pronta para comprar até que eu me canse. Eu não posso segurar o bocejo que escapa dos meus lábios enquanto eu reúno os ingredientes para fazer uma massa leve de forno para o jantar de Maxim. Sonia me enviou algumas receitas que ela achou que eu poderia tentar, essa parecia a mais fácil. Estou tão cansada, e parece que todo o estresse do casamento, e a ansiedade de ser uma recémcasada com um homem que mal conheço, está finalmente chegando. Eu fervo as massas e corto tomates juntamente com abobrinha fresca e um pouco de carne moída. Então eu desfio o queijo mussarela e coloco tudo em uma assadeira. Acabo as


cinco e quarenta e cinco da tarde. Programo o temporizador para uma hora, decido descansar no sofá até Maxim chegar em casa. Minhas pálpebras ficam pesadas no segundo que eu sento. — Anjo Moy — Eu ouço Maxim sussurrar acima de mim. Eu lentamente abro os olhos para encontrá-lo agachado ao lado do sofá; seus olhos parecem cansados, mas suave. — Maxim — eu sussurro, assim quando eu ouço o temporizador tocar. — O que quer que você esteja cozinhando tem um cheiro delicioso. Você está cansada demais para comer na mesa? Eu posso trazê-lo aqui para você. — O dedo de Maxim trilha ao lado do meu rosto enquanto seus olhos azuis vagueiam sobre o meu rosto, procurando a minha resposta. — Estou bem. Vamos comer e depois podemos ir para a cama. Tenho certeza de que você teve um longo dia — eu digo. Maxim olha para mim como se cautelosamente tentasse descobrir algo sobre mim. Eu sorrio e caminho para a cozinha, pego a comida para que possamos comer. De repente, como se percebesse, ele estala os dedos e aponta para mim enquanto eu estou retirando a massa do forno. — Seu cabelo, anjo moy. É lindo — diz ele com um sorriso largo. Eu me viro e olho para ele, meu sorriso radiante com o elogio simples. Ele notou. Eu não achei que ele iria realmente notar algo tão simples como a minha mudança de


cor do cabelo, mas ele fez, e isso me enche de calor e borboletas. Nosso jantar é calmo, porque Maxim está ocupado olhando e-mails e respondendo a mensagens de texto em seu telefone. Não me importo. Mesmo que ele esteja trabalhando, pelo menos, ele chegou em casa para jantar comigo e ele não está desaparecido. Só de estar em casa comigo me faz sentir como se ele se preocupasse. Eu pego os pratos para limpar. Eu não encontrei uma empregada ainda, então eu estou tentando o meu melhor para manter todo o lugar o mais limpo possível. Enquanto eu lavo os pratos, silenciosamente decido que vou chamar Sonia amanhã e pedir-lhe para me ajudar a encontrar alguém. Sinto a presença de Maxim assim quando eu estou começando a lavar o último prato. Eu nem sequer tenho que vê-lo para saber que ele está aqui. O ar crepita e meu corpo acende sempre que está perto de mim. Escuto seus sapatos de couro caros levemente soarem atrás de mim e, em seguida, seu calor está à minha volta. Eu tomo uma respiração profunda e solto enquanto lavo o queijo e molho de macarrão que está preso ao prato. As mãos de Maxim deslizam lentamente ao redor da minha cintura enquanto apóia sua cabeça e queixo sobre meu ombro. Eu respiro fundo, apreciando não só seu toque, mas também a forma simples que ele está me segurando. — Como foi seu dia, minha linda esposa? — Sua voz é tão suave.


Eu sinto meu coração inchar de orgulho. Estou orgulhosa de que ele acha que eu sou bonita, que ele me escolheu para ser sua, e que ele cuida de mim. Além disso, que ele se preocupa o suficiente para perguntar sobre o meu dia. — Longo. Sonia me apresentou a um grupo de mulheres que são casadas com homens que trabalham com você — Eu admito, secando o prato agora limpo. Viro-me em seus braços e olho meu lindo marido. Suas sobrancelhas estão franzidas, e ele parece confuso. É um lindo olhar para ele; ele parece tão jovem. — Elas foram legais com você, angel Moy? É melhor elas terem sido. Não vou tolerar ninguém sendo cruel com você mais. — ele quase rosna. Eu sorrio, porém, por dentro, eu estou gargalhando como uma tola. — Elas estavam desconfiadas de mim em primeiro lugar, mas quando Sonia disse a elas como Catia havia sido indelicada, todas elas se uniram e discutiram sua aversão por ela. Só então, eu fui aceita. — Eu deslizo as mãos por seu peito para colocá-las em torno de seu pescoço, os dedos brincando com o cabelo macio, em sua nuca. A cabeça de Maxim mergulha para baixo e ele beija o canto dos meus lábios, minha bochecha e depois minha clavícula enquanto suas mãos viajam até a minha bunda, me segurando firmemente. — Nunca mais, anjo moy. Catia não é mais uma preocupação. Eu espero que você perceba isso, certo? — Pergunta ele, sua respiração fazendo cócegas em minha pele.


Eu suspiro, arqueando meu corpo ainda mais perto dele e desejando o contato de seu corpo duro contra o meu. — Eu estou tentando, Maxim. Eu realmente estou. — eu sussurro minha insegurança crua e em campo aberto. Maxim desliza lentamente o zíper do meu vestido pelas minhas costas e permite que caia no chão, deixando-me com os pés descalços e apenas de calcinha e sutiã sem alças. — Tão linda, golubushka, e toda minha — ele geme. Maxim puxa uma faca da parte de trás da calça e pega a calcinha de seda caras que estou usando, e a corta de meu corpo. Eu tremo de medo e apreensão. Ele sorri para mim coloca o objeto afiado sobre o balcão e então puxa uma arma da cintura, também coloca no balcão. Ele, então, envolve essas mesmas mãos em torno de meus quadris e eu olho para o contraste. Maxim tem sua pele escura e tatuada pressionada contra a minha que é branca. Parece que o perigo está contra mim, e eu tremo com antecipação. Este homem é perigoso, assustador, e é todo meu. Eu tiro o sutiã do meu corpo e o jogo no chão quando Maxim me levanta

contra

a

bancada.

Eu

abro

minhas

pernas

automaticamente com a impaciência súbita. — O que você quer Haleigh? — Ele murmura um leve sorriso nos lábios. Eu posso sentir meu corpo tremer, esperando e querendo tudo o que ele deseja oferecer. — Você, Maxim, só você — eu sussurro, enquanto eu o vejo tirar as roupas de seu lindo corpo.


Meus olhos observam toda a sua pele tatuada, forma muscular, e minha boca enche de água. Cada polegada dele é fascinante. Maxim cai em seus joelhos tatuados com estrelas, tatuagens que eu só notei na cozinha iluminada, e beija o interior do meu tornozelo, minha coxa e, finalmente, o meu núcleo. Sua língua desliza lentamente pelo meu centro, batendo

contra

o

meu

clitóris

e

depois

o

sugando

profundamente. Minhas mãos voam para seu cabelo e eu envolvo meus dedos nos cabelos dourados e bagunçado. A língua de Maxim está dentro do meu centro e minhas pernas ficam mais abertas, chegando mais perto da borda do balcão, tento chegar o mais perto dele que posso. Eu preciso muito mais, quero muito mais. Suas mãos envolvem em torno de minhas coxas enquanto ele me devora. Seu cabelo loiro dourado entre as minhas pernas, sua pele tatuada cobrindo a minha, e sua língua ardilosa são demais. Eu balanço contra sua boca enquanto eu gozo, gritando seu nome. — Lindo — ele sussurra enquanto está no chão. Ele me puxa do balcão e me vira; sua mão está nas minhas costas, empurrando meu peito para cima do balcão. — Eu vou te foder agora, anjo moy. Vai ser forte. Se você não conseguir lidar com isso, você tem que me dizer, certo? Eu

gemo

encontrar palavras.

minha

resposta,

porque

não

posso


Meu cérebro está muito nebuloso com o meu recente clímax e minha necessidade atual. Maxim aproxima e agarra meus quadris, seus dedos cavando em minha pele quando ele se posiciona para que possa deslizar facilmente dentro de mim por trás. A sua boca está no meu ombro, beijando e, em seguida, mordendo com força. Eu grito de dor inicial e choque, mas algo se desenrola dentro de mim, e eu acho que gosto... Muito. Eu empurro para trás em seu pênis, sentindo gotas de sangue deslizar pelas minhas costas, me fazendo mais úmida do que já estou. Maxim geme enquanto ele puxa para fora e, em seguida, empurra para dentro de mim, meus quadris batendo contra a bancada enquanto ele bate no meu centro. Sua mão desliza para cima das minhas costas e em volta do meu pescoço enquanto ele continua a bater no fundo, e com força, dentro do meu corpo. — Fique calma, Haleigh. Porra, você é tão boa — ele rosna quando seu aperto no meu pescoço aumenta. Eu sinto minha restrição das vias aéreas. Meu coração começa a disparar e eu começo a entrar em pânico. Então ouço Maxim murmurando para eu ficar calma e deixar ir. Eu relaxo meu corpo quando ele bate dentro de mim, mais do que antes. Tento gritar, mas minha voz não sai. O aperto de Maxim é firme em volta do meu pescoço, quando a outra mão desliza para o meu clitóris. Ele começa a esfregar furiosamente em círculos contra a protuberância


sensível, me atraindo ainda mais perto em direção ao meu clímax. — Goza porra, goza Haleigh — ele ordena, me conduzindo. Eu gozo – meu corpo em espasmos em torno dele, tremendo incontrolavelmente com o clímax mais intenso que já tive. Ele, então, libera um pouco sua mão da minha garganta antes dele finalmente gozar. Seu corpo cai me envolvendo toda, me prendendo contra a bancada, que uma vez estava fria e agora esta quente e úmida do meu corpo suado. — Você é uma boa menina para mim — ele sussurra em meu ouvido enquanto ele lentamente desliza seu pau para fora de mim. Meu corpo despenca. Minhas pernas estão como geleia. Maxim levanta-me em seus braços fortes, capazes e me leva para a cama, com o rosto roçando meu pescoço todo o caminho. — Bom sono, anjo Moy. Você é uma boa esposa, uma boa menina — ele murmura enquanto meus olhos se fecham. Eu caio em um sono profundo imediatamente.


Capitulo Dez Na manhã seguinte, eu estico e rolo para encontrar o lado da cama de Maxim vazia. Eu quase entro em pânico, mas, em seguida, percebo que ele já deve ter ido para o trabalho. Eu pego o meu celular da mesa de cabeceira, e estou surpresa ao ver que é muito mais tarde do que eu tinha pensado. Já são dez da manhã. Eu deveria estar pronta e fazendo as coisas, mas eu acho que eu estou me sentindo preguiçosa e dolorida — deliciosamente dolorida. O meu telefone começa a vibrar na minha mão. Eu respondo com um sonolento Olá. — Você está dormindo ainda? — Maxim pergunta com a voz rouca. Algumas semanas atrás, eu teria me encolhido com seu tom de voz, mas agora eu sei que é a sua voz de negócios. — Você me usou muito ontem à noite, querido — eu sussurro a última palavra, experimentando para ver se eu gosto. — Diga isso de novo — rosna Maxim. — Querido — digo antes de ouvi-lo gemer.


— Eu gosto disso. Você deve me chama assim a partir de agora, correto? — Ele ordena. Eu sorrio muito, mesmo que ninguém pudesse me ver, dizendo-lhe que sim. — Eu vou trabalhar hoje à noite até tarde, anjo moy. Não espere por mim. Vou comer fora, por isso não precisa fazer o jantar — diz ele. Eu tento engolir a insegurança, o medo de que ele não vai realmente trabalhar, mas vai encontrar outra mulher. — Tudo bem, Maxim. Te vejo mais tarde, em algum momento, então? — Eu não posso evitar a maneira como minha voz enfraquece enquanto as lágrimas começam a se reunir em meus olhos. — É só trabalho, Haleigh, eu juro. Só trabalho. — Ele tenta me tranquilizar, mas eu apenas aceno, como se pudesse me ver. Brilhantemente, digo-lhe para ter um bom dia. — Tenha um bom dia, golubushka — ele sussurra, desligando antes que eu possa dizer outra palavra. Estou feliz; quem sabe que tipo de louca me tornaria se ficássemos ao telefone um segundo a mais. Eu passo o dia tentando não pensar sobre o que Maxim estará fazendo esta noite. Será que ele vai atrás da Catia? Será que ele vai atrás de outra pessoa? Até o final do dia, a casa estava perfeitamente limpa e eu havia passado pela sala e pela cozinha cerca de cem vezes. Olho para o relógio a cada dez minutos depois das


nove horas, perguntando onde ele está e o que ele está fazendo, ou com quem? Eu me convenço que ele não está com ninguém da mesma forma que rapidamente me convenço que ele está com alguém. Eu pego o telefone quinze vezes para falar com Sonia, mas eu acabo colocando-o no lugar antes de discar o número dela. Eu me sinto estúpida. De repente, há uma batida na porta e eu corro para abri-la. Minha respiração é roubada do meu corpo pela pessoa em pé na porta. Amelia Stockhardt Minha mãe passa direto por mim indo para a sala sem uma única palavra, como se ela fosse dona do lugar como se ela tivesse todo o direito de simplesmente entrar na casa de Maxim. Minha casa. Eu não sei por que ela está aqui, e eu não me importo. Ela não tentou falar comigo desde que me casei com Maxim. — Como posso ajudá-la, mãe? — Eu pergunto, minha voz como gelo. — Esta casa é boa, Haleigh. Muito boa para você — ela afirma. De repente eu desejo que tivesse batido a porta na cara dela. Ela é uma pessoa horrível. Em vez disso, eu não digo uma palavra. — Eu não vejo nenhum ferimento visível, por isso suponho que ele não lhe bate muito forte, então — ela brinca. Meus olhos se arregalam, e eu só olho para ela. Chocada. — Maxim não me bate mãe — eu digo baixinho, minha mão indo para a minha garganta para acariciar a pele


delicada. Não que ele me estrangulou com força, mas a pele ainda está um pouco dolorida. — O que é que ele fez? Te acorrentou e fodeu como a peça de carne que comprou? — Ela pergunta, arqueando uma sobrancelha perfeita para mim. Minha boca se abre em surpresa, e eu não posso falar. Eu não posso fazer nada, apenas olhar para ela com surpresa completa. — Você não sabe que nós lhe vendemos, não é? Ele é seu dono Haleigh, então é melhor não irritá-lo. Ele pode se livrar de você no momento em que você fizer — ela anuncia, seus olhos fazendo uma verificação completa do meu corpo. — Mãe... É a única coisa que posso dizer por que perdi completamente as palavras. Eu não achava que Maxim me viu um dia e me quis; Eu sabia que havia algum tipo de acordo, mas vendida? — Você está gorda, Haleigh. Você precisa dançar mais e comer menos ou ele realmente não vai querer mantêla — ela continua, batendo o pé como se ela estivesse impaciente sobre... Algo. Eu fecho meus olhos e fecho minhas mãos em punhos antes de falar. — Você precisa deixar a minha casa— eu digo com firmeza. Ela ergue a cabeça para o lado e depois sorri. — Menina boba, essa nunca será sua casa. Isso é dele, e pelo que parece, o negócio é bom para ele. Talvez eu deva me livrar de você e tomar seu lugar. Tenho certeza que ele iria apreciar uma mulher real que sabe como agradar seu


homem — diz ela sem emoção em sua voz e os lábios franzidos. Eu passo mais perto dela para que eu não grite ou chore, ou faça as duas coisas. — Vá. Você não é bem-vinda em minha casa — eu digo. Minha voz é tão baixa e letal quanto eu posso fazer. Eu não vejo nada antes que aconteça, mas, de repente, eu sinto uma dor batendo no meu rosto. Minha mãe me deu um tapa. Eu pego meu rosto e viro a cabeça para trás para encará-la. — Vou mostrar a você o seu lugar, Haleigh. Você não passa de uma propriedade. Ele é seu dono. O que você sente por ele é uma ilusão, algum jogo fodido, e ele está brincando com a sua mente. Não se engane menina, sua vida está em suas mãos — ela anuncia, sorrindo amplamente. Balanço a cabeça e ela sorri ainda mais. Ela então pega o meu cabelo e puxa minha cabeça tão rápido que eu não posso nem me preparar para a queda no chão — o piso que passei bem mais de duas horas limpando hoje. Ela levanta o pé antes de pisar no meu estômago com seu salto alto afiado, e depois repete o movimento mais cinco vezes em várias partes do meu tronco. Não posso fazer nada, mas lamentar cada vez que ela chuta ou pisa em uma parte do meu corpo. — Lembre-se, Haleigh, você não é nada. Você sempre foi nada, e você sempre vai ser nada. Você não passa de uma mercadoria de troca nesta vida, você não é nada, além de uma propriedade — ela me informa.


Meus olhos estão inchados a partir da combinação de seus chutes e minhas lágrimas, mas eu vejo como seu pé sai de mim, em seguida, de repente, ela se foi. — Dimitri, segure esta cadela. — Eu ouço uma voz retumbante de algum lugar a distância e então eu vejo o meu Maxim agachado, seu bonito cabelo dourado na minha frente, com o rosto assustado olhando para mim. Eu suspiro com a visão dele. — Querido— eu sussurro, lentamente, levantando o braço para o seu rosto. — O médico está chegando, Haleigh. Eu vou matá-la. Eu vou matá-la aqui na sua frente. Vou vê-la sangrar como ela fez você sangrar. Sua voz está desaparecendo e eu fecho meus olhos, deixando o sono me levar. Eu não consigo manter meus olhos abertos por mais um momento.

Viro a cabeça para Dimitri, que está segurando bela, mas muito fria e extremamente estúpida mãe de minha esposa, minha sogra. Ela zomba de mim com uma batida antes dela sorri. É um pouco assustador, e eu nunca estou com medo. Eu sou o único que assusta os outros. — Maxim— ela ronrona. Eu

conheço

o

seu

tom.

Tenho

fodido

muitas

mulheres que o usaram; não porque eu gostava delas, mas porque eu sabia que elas iriam abrir suas pernas.


— Você machucou a minha mulher? Minha esposa? Por quê? Eu não consigo nem dizer a porra do seu nome. Na verdade, as palavras estão se tornando muito difícil e minha arma e faca estão parecendo agradáveis no momento. Meus dedos se contorcer e doem para puxar uma arma e mostrar a essa cadela exatamente como a porra do diabo se parece. — Por que você se importa? Você não está batendo nela, o que eu poderia dizer. Eu a feri, porque ela pensou que poderia dar uma de esperta comigo, e eu tive que ensinar a pequena cadela uma lição — ela sussurra. Eu não penso. Eu soco a cadela no rosto. Eu a soco tão forte quanto socaria qualquer homem e é bastante satisfatório. Vejo o seu olhar de surpresa logo antes de sua cabeça virar para o lado. Cadela estúpida. — Ligue para o marido dela e peça para vir lhe buscar. Avise-me quando ele estiver aqui e os tranque em meu escritório. Alguém vai pagar pelas contusões e sangue de Haleigh — eu digo a Dimitri em russo. Se essa cadela está consciente, ela não vai saber o que eu disse. Dimitri me pisca um pequeno sorriso e assente. — Haleigh não merecia ter hematomas em seu corpo, você sabe disso — ele anuncia. Balanço a cabeça para meu motorista, meu braço direito, e meu único amigo. — Eu sei isso. É por isso que esses filhos da puta vão pagar, amigo — eu digo, apontando a puta desmaiada em seu braço.


Dimitri

balança

a

cabeça

e,

em

seguida,

sai

apressado para fazer o que eu lhe pedi. Eu recolho a minha linda, esposa derrotada —

em meus braços e a levo para

cima para esperar o médico. Eu pego o telefone, ligo para Pasha e Sonia. Peço-lhes para vir a minha casa e explico brevemente o que aconteceu. Eu sei que no momento em que chegarem aqui, o médico provavelmente terá terminado com a avaliação dos ferimentos de Haleigh. Então eu vou saber como lidar com sua maldita mãe. Uma

batida

na

porta

principal

interrompe

os

momentos de observar o corpo muito parado de Haleigh, e eu abro para ver o médico de pé em minha frente. — Dr. Utkin — Eu resmungo. Ele balança a cabeça em silêncio, seguindo-me com a sua grande maleta na mão. — Eu vim para casa esta noite e minha esposa tinha sido atacada. — Meus olhos se encontram com o dele e ele acena com a cabeça, sem palavras, mas eu posso ver que ele não acredita em mim. Não seria a primeira vez que um de nós bateu em nossas mulheres e, em seguida, chamou-o. Eu não posso culpá-lo por pensar o pior. Dr. Utkin é um de nós. Eu sei que tudo o que acontece a portas fechadas ficará com ele até a morte. Ele carrega as mesmas estrelas nos joelhos que eu, estrelas que ditam que nunca vamos cair de joelhos para as autoridades. No entanto, seu corpo não está repleto de tantas tatuagens que representam as histórias horríveis de sua vida do jeito que o meu está. No entanto, ele tem seu quinhão.


— Ela está aqui —

Eu gesticulo. Ele caminha

diretamente para a cabeceira. — Você moveu ela? — Ele late em russo. Eu respondo-lhe que, sim, eu fiz da sala de estar, onde eu a encontrei, para cá. Eu vejo quando ele começa a examinar ao redor do belo corpo da minha esposa e tudo o que eu quero fazer é arrancar suas malditas mãos fora apenas por tocar o que é meu. Ela é minha. — Não sinto qualquer osso quebrado, Mr. Lasovska. — Suas mãos vão para o interior de suas coxas, e minha mãos ficam em punhos. — Será que ela foi violada; o que você acha? — pergunta ele. — Não — eu rosno. — Eu quero fazer um ultrassom de seu estômago, só para ter certeza de que ela não tem qualquer dano interno. Seu estômago mostra contusões, e eu não gosto do jeito que parece — informa. Eu engulo com dificuldade, balançando a cabeça. Há uma presença na porta, e eu viro ligeiramente para ver Sonia fazendo seu caminho para dentro. — Oh, Maxim — Sonia chora, se jogando em mim. Eu não tenho escolha, a não ser abraçar a mulher. Eu não gosto de abraços, mas Sonia é a coisa mais próxima que tenho de uma mãe, e eu nunca vou recusar o afeto dela. — Quem fez isso? — Late Pasha. Eu balanço minha cabeça.


— Sonia, você fica com Haleigh e o médico. Pasha e eu temos negócios a resolver. — Os olhos de Sonia se arregalam, e ela balança a cabeça em entendimento. Sonia sabe que o negócio que eu quero dizer não é para ganho financeiro, mas de vingança; e, Cristo, a mulher sorri, gostando da idéia de quem fez isto com a minha linda pequena

pomba

irá

pagar.

Se

eu

não

estivesse

tão

preocupado, eu poderia sorrir de volta para ela, mas eu não faço. Pasha e eu descemos as escadas, assim que Dimitri está andando com o pai de Haleigh na frente dele, suas mãos amarradas e sua boca amordaçada. Ele olha para mim e seus olhos se arregalam antes de começar a formar lágrimas. Covarde. — Seu pai? — Pasha pergunta em Inglês. Não

nenhuma

razão

para

trazê-lo

aqui

encapuzado ou para falar em uma língua que ele não vai entender. Ele nunca vai deixar este lugar, não vivo de qualquer maneira. Eu aceno para Dimitri e Pasha me seguirem para meu escritório, onde a puta está, amordaçada e amarrada a uma cadeira. Seus olhos examinam a sala em pânico. Quero rir na cara dela - cadela estupida. — Por favor, Sr. Stockhardt, junte-se a nossa pequena reunião. Eu inclino meu quadril contra a frente da minha mesa quando Dimitri empurra o bastardo sem pinto na cadeira ao lado de sua esposa puta, Amelia. Eu aceno para


Dimitri remover suas vendas e vejo os amplos, falsos como merda, olhos de corça da esposa. O marido está tremendo, e gostaria de saber quando exatamente ele vai se mijar porque um homem covarde assim sempre se mija. — Você sabe por que você está aqui, Joseph? — Pergunto. Seus olhos deslizam para sua esposa, antes deles estreitarem e sua boca aperta junta. Meus próprios olhos examinam essas pessoas, duas peças egocêntricas de merda. Pergunto-me como eles fizeram essa bela criatura que está no andar de cima espancada e golpeada. Como ela veio doce e inocente? — Você não fez um trabalho muito bom para controlar a sua cadela, Joseph. Ela veio aqui e feriu a minha mulher — a sua filha. Eu não sei a extensão dos danos que ela provocou, mas seu corpo está quebrado, machucado, e sangrando. Eu não vou tolerar isso — eu calmamente afirmei antes de continuar, baixando a minha voz — ambos irão morrer. Amelia olha para mim e começa a implorar por sua vida. — Eu vou fazer o que quiser— ela implora. — Fodame da maneira que quiser como quiser. Eu não me importo, só não me mate — ela implora novamente. Eu jogo minha cabeça para trás e rio de suas tentativas pobres para me convencer. — Eu não quero te foder, Amélia — eu grito, vendo como ela empalidece antes de encontrar os meus olhos desonestos.


— Eu sou uma mulher, Maxim. Uma mulher que sabe como agradar um homem, mesmo um monstro como você. Foda minha bunda, foda meu rosto, foda minha boceta. Eu vou fazer o que quiser e você vai adorar — ela oferece, sorrindo como se sua oferta significasse algo para mim. Meus ombros tremem com o meu riso. Pasha está olhando para ela com desgosto completo. Não é a primeira vez que uma mulher ofereceu-se como um brinquedo sexual antes de ser apagada. Tenho recebido algumas propostas antes de ter matado elas no passado. Não há nada como assistir a chama da esperança antes de ser extinta. Eu posso ser um bastardo doente, isso eu sei, mas eu não sinto tentação na proposta desta boceta. Eu nunca faria isso com Haleigh, especialmente com a mulher que a traiu. Eu quis dizer isso quando eu disse que não haveria outras mulheres. — Haleigh agrada-me muito bem, Amelia, e sua boceta e rabo arrombados não são nem um pouco tentadores — eu digo, mantendo meu tom uniforme e entediado. Eu vejo como ela recua e então eu sua raiva explode com as minhas palavras. — Como posso resolver isso? — Joseph pergunta, ignorando a atitude promiscua de sua esposa. Viro-me para ele e puxo a minha arma da cintura. O silenciador já está anexado. Eu não preciso ouvir a explosão para saber que um homem está morto. Eu aponto bem no centro da testa. Eu me inclino para sussurrar para ele. — Você morre.


Eu puxo o gatilho e vejo como o homem despenca em sua cadeira. Seu cérebro e crânio explodiram atrás dele. Eu me sinto um pouco insatisfeito com a facilidade com que ele morreu. Nenhuma tortura, sem sutileza, apenas uma morte limpa. Parece muito respeitoso para o merda que ele é. Amelia começa a gritar, mas eu a corto, apontando a arma para sua cabeça; ela inteligentemente fecha sua matraca. — Eu devia torturá-la depois do que fez com a minha esposa, sua puta estúpida— Eu rosno. Sinto a mão de Pasha no meu ombro. Seus olhos firmes nele na esperança de que ele poderia salvá-la. Quero rir. Mal sabe ela, Pasha é o filho da puta mais assustador na sala, não eu. — Corte-a antes de matá-la. Ela não merece ir tão rapidamente — ele sussurra, quando ele coloca sua mordaça de volta no lugar. Ele caminha de volta para a mesa, e empoleira-se na borda para assistir. Maldito doente. Eu faço exatamente o que ele diz. Eu faço fatias e cortes por todo o corpo, saboreando seus gritos abafados. Continuo com talhos profundos em seus seios, barriga e coxas até que seu corpo fica mole. Então eu cortar seus pulsos antes de cortar sua garganta. — Sr. Lasovska, já acabei — o médico chama do outro lado da porta, quando eu termino de limpar a minha faca. Eu olho meu corpo e aprecio que não tenho muito sangue em mim mesmo. Eu gesticulo para Dimitri e silenciosamente peço-lhe para limpar a bagunça; ele sorri um


sorriso perverso e assente. Pasha e eu saímos do meu escritório e somos atendidos pelo médico. — Eu terminei. — Diga-me de seus ferimentos — Eu incentivo, tentando me acalmar a partir da adrenalina de apenas matar e torturar os meus sogros. — Ela está machucada, é claro. Não há ossos quebrados e sem sangramento interno ou lesões que eu poderia dizer. Eu estava mais preocupado com seus órgãos por causa das marcas de sapatos de salto alto em seu torso. Felizmente,

eu

acho

que

ela

saiu

ilesa.

Ela

ficará

extremamente dolorida. Eu dei uma medicação para a dor que irá ajudar. Se ela vomitar excessivamente ou parecer perdida, me ligue de volta — diz ele. Eu aceno e entendo tudo. Sinto-me aliviado que ela não esteja gravemente ferida. Eu entrego ao médico um envelope de dinheiro e saio. Ele pode sair da minha casa sozinho. Corro para cima para ver a minha esposa — minha Haleigh. Uma vez que eu estou lá em cima, eu irrompo no quarto e vejo que Sonia está sentada na cama, acariciando os cabelos de Haleigh e sussurrando uma velha canção de ninar russa. Minha língua para na minha garganta com a visão. Eu nunca tive isso. Eu nunca tive uma mãe para me abraçar, cantar para mim quando eu estava doente, e eu nunca soube que eu queria até este momento. Haleigh não teve esse tipo de mãe também, ao que parece. Somos duas pessoas que não foram amadas por nossas famílias. Pergunto-me como é que podemos nos unir e ter uma própria?


Talvez todo este meu plano, toda essa obsessão sobre a minha bailarina, tenha sido um erro? Devo deixá-la ir para encontrar um homem capaz de amá-la? Eu aperto meus dentes com o pensamento. Eu mataria qualquer um que se atrevesse a tocá-la. Eu provei isso apenas alguns momentos atrás. Pasha anda atrás de mim e coloca a mão no meu ombro, me dando um aperto suave antes de falar. — Ela vai ficar bem, Max. Você vai ajudá-la, e você vai protegê-la. Não se culpe por isso. Merda acontece. Eu nunca vi você tão completo como eu tenho visto nas últimas semanas. Sua vida com ela ao seu lado será uma boa vida. Enquanto vocês ficarem juntos, você vai sair dela com a beleza que você nunca soube que existia— diz Pasha suavemente, como se ele pudesse ler meus pensamentos. Assim como meu mentor me conhece, ele provavelmente pode. Concordo com a cabeça e ando mais perto da cama, perto de Sonia e minha pobre esposa machucada. — Cuide dela, Max. Eu sei que você vai. O médico aplicou remédios contra a dor antes de deixá-la, mas ela deve tomar estes comprimidos a cada quatro horas — Sonia instrui suavemente antes de envolver sua pequena mão ao redor do meu bíceps, dando-lhe um aperto suave. Ela sai com Pasha ao seu lado, deixando-me sozinho com Haleigh. Sento-me na cadeira creme que foi entregue apenas esta manhã, e vejo seu peito lentamente subir e descer. Tudo desaba quando minha adrenalina desaparece.


Acabei de matar seus pais. Admito, sua mãe tentou feri-la, talvez até mesmo matá-la, mas será que o que fiz para eles é imperdoável aos seus olhos? Eu nunca me preocupei em tirar a vida de outro ser humano no passado, especialmente se justificado. Eu estava agindo, foi olho por olho com seus pais, mas eu fui muito apressado na minha decisão? Eles prejudicaram o que era meu, e eu tomei medidas sem pensar em como Haleigh se sentiria. Eu não acho que posso continuar nesta vida, se ela me odiar. Será que ela vai me odiar? Eu desprezo o fato de que eu não a conheço bem o suficiente para avaliar suas reações. — Máxim. Ouço vagamente de algum lugar. Levanto minha cabeça para ver os olhos verdes de Haleigh focados em mim. Eu fico de joelhos ao seu lado e passo a mão em seu rosto bonito. — Anjo moy — eu sussurro duramente. Eu posso sentir as lágrimas se formarem em meus olhos. Se eu soubesse como chorar, eu acho que iria ser aqui e agora. — Meu... — Eu coloquei meu dedo sobre seus lábios. — Eu sei. Você não tem que se preocupar em vê-la aqui de novo— eu diz, deixando de fora o fato de que eles estão mortos, por isso é impossível. Haleigh balança a cabeça e eu dou-lhe mais alguns analgésicos.


— Diga-me como ajudá-la — murmuro meus dedos levemente correndo em seu rosto machucado. — Apenas me abrace querido — ela murmura. Eu rastejo na cama ao lado dela, a minha pequena esposa, e eu a abraço. Eu beijo o pescoço dela, confortando-a até que ela cai no sono em meus braços. Ela está onde estava destinada a estar.


Capitulo Onze O sol está delicioso contra a minha pele. É a primeira vez que Maxim me permitiu sair desde o ataque brutal da minha mãe. Eu estou saboreando o calor dos raios do sol que irradia em meu corpo. Estou usando um pequeno biquíni turquesa e um grande chapéu, estou sentada ao lado da piscina, comendo uma tigela de uvas e bebendo uma garrafa de água. Me sinto em um cartaz de propaganda ou algo assim. Faz duas semanas desde que minha mãe apareceu e me atacou, me bateu, e pisou em mim como se eu não fosse nada. Duas semanas desde que ela me disse, basicamente, que ela e meu pai me venderam para Maxim. Eu não comentei sobre o assunto com ele, como ela mesmo disse, eu lhe pertenço, mas no fundo eu sempre soube disso. Talvez ela pensasse que eu ficaria chocada, me dizendo essas coisas. Nunca tive ilusões de que este casamento fosse nada menos que um acordo. Um acordo financeiro. Embora eu não soubesse dos detalhes, eu sempre soube a verdade. Eu não sou tão estúpida como minha mãe afirma.


Eu assisti o estilo de vida, extremamente generoso dos meus pais lentamente diminuir, e vi quão preocupado o meu pai estava ficando, perdeu peso e ganhou olheiras. Minha mãe, que nunca usava roupas de uma estação passada começou a fazer exatamente isso; nada de novo foi entrando na casa e, de repente, quando meu casamento foi anunciado, eles magicamente tinham dinheiro para jogar fora. Era tudo tão óbvio, para mim, pelo menos. Maxim é controlador e possessivo, mas ele não é cruel e ele não me machuca. Ele pode ser tão amável e gentil; se ele é meu dono, então eu estou feliz. Minha vida poderia ter sido muito pior. — Você vai ficar queimada, golubushka — Maxim anuncia da porta. Viro um pouco para ver que ele está sorrindo. Eu olho para o minha barriga e pernas. Eu passei protetor solar fator cem, mas as contusões na minha pele são de cor amarelada e eu estava esperando que o sol ajudaria a cobrilas um pouco. — Eu pensei que você estivesse trabalhando — Eu digo, tomando um gole de água. Maxim caminha lentamente em direção a mim, seu corpo grande em movimento de uma forma que me fascina. Quando ele está ao meu lado, seu joelho cutuca meu ombro e ele resmunga. Eu acho que isso é alguma linguagem de homem para eu me mover, então eu e me levanto um pouco enquanto ele senta na cadeira atrás de mim puxando minhas costas contra seu peito. Além de deitarmos ao lado do outro


na

cama,

este é o mais próximo que temos ficado,

fisicamente. Maxim se recusou a me tocar até que meu corpo esteja curado completamente. É muito frustrante. — Eu vim mais cedo para ver minha esposa. Eu odeio te deixar sozinha o dia todo — ele murmura, sua voz profunda e áspera. Eu sinto seus lábios no meu ombro enquanto ele coloca um beijo suave na minha pele quente. Eu tremo enquanto suas mãos viajam para baixo nos braços para descansar nas minhas coxas,

retiro meu chapéu para ter

uma chance de beijar levemente na lateral do seu pescoço. — Eu senti sua falta, Maxim — eu sussurro contra sua pele fria. Os dedos de Maxim se apertam em minhas coxas, e eu sinto uma de suas mãos deslizando até minha barriga e no pequeno triângulo do meu top. Um de seus dedos circunda preguiçosamente ao redor do meu mamilo, fazendome arquear as costas em busca de mais. Eu sempre quero mais quando se trata de meu Maxim. — Anjo Moy, eu senti muito sua falta. Como você se sente? Quero dizer-lhe que eu estou sentindo tesão, mas eu acho que nunca poderia dizer essas palavras para ele; Eu provavelmente iria morrer de vergonha. — Muito melhor. O sol é uma sensação fantástica — eu sussurro sem fôlego enquanto sua outra mão vai em direção a junção das minhas coxas - tão perto do meu centro, mas não perto o suficiente.


— Você ganhou um pouco de peso. Você está fantástica — ele geme em meu ouvido enquanto suas mãos agarram rudemente a minha carne, fazendo com que o meu corpo se arrepie. Eu grito do prazer com seu toque. — Maxim, por favor — eu imploro. Sinto seu corpo reclamar debaixo de mim enquanto sua mão finalmente desliza entre as minhas pernas. Na parte da frente do meu biquíni, seu dedo arrasta para dentro do meu centro. Eu choramingo com a sensação de seu dedo quente me tocando. — Já Molhada, golubushka — observa ele. Eu

pressiono

meus

lábios

no

seu

pescoço

e

levemente lambo sua pele, saboreando o tempero salgado que é Maxim. Estou molhada. Eu estive olhando ele cuidar de mim por dias, querendo-o, precisando dele como eu nunca precisei de alguma coisa na minha vida. O dedo de Maxim bate dentro de mim, e meu corpo arqueia de volta ao sentimento de estar cheia. Eu gemo. Ele continua a movimentar o dedo dentro e fora de mim, parando o ritmo para rodar o dedo escorregadio em volta do meu clitóris antes de deslizar de volta para dentro de mim novamente. Enquanto isso, sua outra mão puxa os meus mamilos. — Foda-se. Fique de joelhos. Eu não posso esperar — ele murmura. Eu faço exatamente como me disse por que eu quero tanto ele que meu corpo está tremendo com a necessidade.


De joelhos, na espreguiçadeira, eu espero por ele. Eu escuto quando seu cinto bate contra o concreto, o meu corpo vibrando com antecipação. O farfalhar de suas roupas enche o ar. Uma leve brisa sopra quando Maxim libera os laços de meu biquíni e, em seguida, a parte superior, deixando a peça cair. Uma de suas mãos desliza para baixo da minha espinha, em seguida, através da fenda da minha bunda, e eu empurro de volta para ele. — Eu quero esse cú, Haleigh. Porra, você parece tão perfeita assim, o sol brilhando em seu cabelo loiro, seu cú na minha cara, e sua boceta brilhando com sua necessidade — ele praticamente ronrona, deslizando lentamente dentro de mim. Eu lamento a forma como ele me enche, sempre com um pouco de dor quando ele me penetra. Eu amo isso. Maxim me dá dor, mas ele também me dá mais prazer do que eu imaginava ser possível. — Querido — eu sussurro quando ele passa a mão ao redor do meu pescoço. Eu suspiro ao sentir seu calor ao meu redor quando ele empurra dentro e fora do meu centro. A mão de Maxim contrai na minha garganta, deixando-me com dificuldade para respirar, enquanto ele me penetra por trás. Ele liberta minha garganta e me permite respirar por um momento ou dos antes que ele continua com o processo todo novamente. Meu coração está batendo no meu peito, a adrenalina correndo pelo meu corpo. Eu relaxo, tomando o que ele me dá


— as rígidas, estocadas rápidas e sua mão firme. Sendo preenchida por ele e tê-lo junto a mim... Nada poderia ser melhor do que este momento. — Eu sinto sua boceta, querida. Goza em cima de mim, Haleigh. Aperte o meu pau como só você pode — ele geme, o aperto na minha garganta aumenta ao mesmo tempo em que a minha boceta pulsa. Tento gritar, mas nada sai da minha boca. Maxim está empurrando tão forte em minha boceta, uma perna no concreto, a outra perna pressionando contra a minha coxa. Ele tem uma mão em volta do meu quadril e a outra em torno de minha garganta. Eu sinto seus quadris ainda atrás de mim uma vez que meu orgasmo começa a me deixar em uma pilha gigante de gelatina. Então eu o sinto gozar dentro. Sua porra quente enchendo-me tanto, isso mexe com algo dentro de mim, uma onda de necessidade e querer. — Eu amo quando você goza dentro de mim, Maxim. É uma sensação tão boa querido — eu sussurro, com uma voz rouca. Maxim ainda está dentro de mim, seu pênis mexendo enquanto seus lábios roçam meu ombro. — Eu adoro encher você com a minha semente, anjo Moy. Vem para dentro, tire uma soneca agora — ele ordena com a voz rouca. Eu lamento, sendo incapaz de mover o meu corpo mole e preguiçoso. Maxim ri atrás de mim enquanto ele puxa as calças até os quadris antes de me levantar e me carregar, completamente nua, para o nosso quarto.


— Amanhã à noite temos um jantar. Desde que você esteja se sentindo melhor, eu vou confirmar. — Sua voz é suave, macia mesmo, quando ele enfia os lençóis em volta do meu corpo nu. — Preciso levar alguma coisa para esta festa? — Eu bocejo, incapaz de manter os olhos abertos para ouvir a resposta. — Não, é negócio, não prazer, golubushka. Murmuro algo ininteligível quando o sono assume. — Ti nuzhna ochen mne - Eu preciso tanto de você — ele sussurra, antes de sair pela porta.

O jantar é como Maxim disse — negócios, não prazer. Eu estou de pé em uma sala privada de algum restaurante chique vestindo um vestido rosa curto, sexy. O vestido tem um forro justo de seda; então, por cima há uma sobreposição de renda pura com mangas compridas. Basicamente, parece que eu estou completamente nua sob a renda, deixando-me um pouco desconfortável. Maxim escolheu-o para mim, e eu faria qualquer coisa para fazer esse homem feliz, por isso estou aqui. Em meus pés um par de Louboutin brilhante com saltos altos. A pulseira de diamantes da Tiffany no meu pulso


juntamente com os brincos de diamante - presentes que Maxim me entregou apenas duas horas atrás, depois ele me levou com força contra a porta do armário quando ele me viu no vestido. Maxim não parou de tocar-me por toda a noite, e estou saboreando a proximidade dele. A maneira como ele passa o polegar pelos meus dedos ou a forma como a mão repousa sobre as minhas costas ou do meu quadril. Eu praticamente ronrono quando sua mão pega na parte de trás do meu cabelo para descansar contra o meu pescoço. — Gregori, você já conheceu minha Haleigh? Maxim me apresentou a tantos homens, todos os nomes russos e todos extremamente difíceis de lembrar e pronunciar. Eu sinto que minha cabeça está fora de controle. Meu corpo está ligado um pouco e eu seguro o ar preso na minha garganta pelo homem diante de mim. Maxim é lindo, bonito mesmo, mas este homem é fora deste mundo. Ele é alto, seus quadris finos, mas a parte superior do corpo é forte e sólida. Sua mandíbula é perfeitamente esculpida, e parece que ele foi formado a partir de pedra. Ele é perfeito. Seus olhos azuis brilhantes encontraram os meus e, juntamente com um cabelo loiro, ele é o requinte personificado. Ele sorri e meus joelhos oscilam um pouco. — O prazer é todo meu, mne paver, milaya Moya. Maxim rosna ao meu lado. Enquanto eu não tenho idéia do que Gregori disse, eu só posso supor pelo rosnado do


Maxim e sorriso de flerte de Gregori que não era algo que ele deveria ter dito. — Calma, Maxim. Você não pode esperar apresentar a sua linda esposa e eu não comentar ou olhar. Você é um homem de sorte, meu amigo— ele da um leve tapa no ombro de Maxim. Maxim acena. — Você pode ter a mulher que você quer. Fique longe da minha — ele murmura. Gregori joga a cabeça para trás e dá um riso jovial. — Eu posso mesmo, você está correto, tenho várias que aquecem minha cama. Mas uma boa mulher na minha cama? Nunca — ele sussurra seus olhos nunca deixando os meus. Meus próprios olhos se arregalam com suas palavras. Maxim me puxa para mais perto de seu corpo antes que ele se inclina e murmura algo muito baixo para eu ouvir. Eu vejo como Gregori sorri e gargalha com as palavras de Maxim, quaisquer que fossem. — Como eu não pensei nisso antes? Você me surpreende Maxim. — Gregori bate nas costas de Maxim e, em seguida, passeia em direção a outro grupo de pessoas. — O que você disse a ele? — Eu pergunto curiosa sobre a mudança de assunto secreto. — Eu disse que a única maneira que ele poderia ter uma boa garota como eu, era deixando de ser um babaca e parando de procurar por elas em bordéis. — Ele dá de ombros como se isso fosse uma conversa normal.


Meus olhos arregalam com o pensamento do homem bonito pagando por isso, quando poderia simplesmente entrar em um bar e piscar. Eu sei que calcinhas estariam voando em todas as direções. — Por que ele iria a esses lugares? Ele é muito bonito para pagar por isso — eu acidentalmente deixo escapar. Maxim olha para mim com as sobrancelhas levantadas. — Mais bonito do que seu marido, Haleigh? — Ele pergunta. Eu mordo meu lábio, balançando a cabeça. — Não mais bonito Maxim. Mas ele é bonito, no entanto — Eu confesso. Maxim

levanta

uma

sobrancelha

para

mim

novamente, e então sorri maliciosamente. Eu nem sei o que significa esse olhar. Eu nunca vi esse olhar. Um olhar diabolicamente brincalhão, e eu não sei o que isso significa para mim. De repente, eu me sinto como se minha cabeça estivesse girando quando Maxim agarra a minha mão. Ele me puxa para longe da festa e por um corredor. — Maxim — eu assobio, tentando sair de seu alcance. Ele está me segurando firmemente enquanto ele me puxa. Em seguida, ele pisa em um quarto e me puxa para dentro, batendo a porta atrás dele e empurrando minhas costas contra a porta agora fechada. — Max — Eu gemo enquanto seus lábios tocam meu pescoço, e eu sinto seus quadris moerem em meu estômago, o seu pau endurecido sob suas calças.


— Levante sua saia até os quadris, anjo moy — ele ordena. Eu tremo com suas palavras, e eu abro minha boca para protestar. Significa que não podemos fazer isso aqui, podemos? Isso era pra ser um jantar de negócios. — Nyet, Haleigh. Faça como eu digo — ele grita. Eu pulo, não acostumada a suas ordens gritadas, mas nervosa, porque esta não é a nossa casa e nós não estamos sozinhos. Eu faço o que ele diz, porque ele está olhando para mim como se ele estivesse pronto para me devorar ou me espancar a qualquer segundo. Maxim agarra minha calcinha arrancando-a do meu corpo, rasgando o tecido. Eu ouço o tilintar de seu cinto segundos antes dele empurrar seu pau duro dentro de mim, enchendo-me. Ele bate minhas costas contra a porta com a pura força de seus quadris enquanto minhas pernas envolvem em torno de sua cintura. — Foda-se. — Seu peito treme quando minha cabeça cai de volta contra a porta. Eu aceito suas estocadas punitivas, amando como ele me faz sentir, amando como eu o faço sentir. Fora de controle - necessitado. — Querido — eu suspiro quando seus quadris batem com força em mim, enviando ondas de calor através das minhas veias. — Diga isso de novo, golubushka. Deixe-me de pau duro — ele resmunga. Eu grito quando ele começa a meter dentro e fora de mim com tanta força, eu juro que meu corpo vai quebrar ao meio. Eu posso sentir seus dedos cavando em minha bunda


quando ele me segura na posição perfeita para eu sentir cada polegada dele. — Querido — eu gemo meu orgasmo no limite, precisando de algo extra para me derrubar. Maxim me recompensa com o que eu preciso, quando eu sinto uma de suas mãos deixar a minha bunda. Seu polegar contra o meu feixe de nervos enquanto os dentes afundam no lado do meu pescoço. Eu grito de prazer, incapaz de segurar, incapaz de me importar se me ouvem. Maxim empurra para dentro de mim descontroladamente. Seu corpo está nervoso e tenso, o rosto está duro, sua mandíbula apertada, e eu apenas assisto enquanto ele me usa para o seu prazer- eu adoro isso. Como eu sempre faço. — Ti ochen mne nuzhna. — Seu corpo continua e então ele estremece quando me enche com seu gozo. Eu

aceito

como

sempre,

integralmente

e

sem

hesitação. — O que significa isso, Maxim? Você já disse isso mais de uma vez, — Eu pergunto, correndo os dedos pela parte de trás de seu cabelo, levemente raspando o couro cabeludo enquanto ele respira pesadamente em meu pescoço, o seu pau amolecendo, mas ainda dentro de mim. — Isso significa que eu preciso tanto de você, angel Moy — ele admite. Eu tremo com suas palavras, e seus olhos azuis olham para cima e se encontram com o meu, deixando meu coração disparado e minha cabeça girando, mais uma vez. Eu vejo o que se parece com amor e adoração brilhando em seus


olhos. Eu me inclino para pressionar meus lábios nos dele suavemente antes de sussurrar que eu preciso dele também, muito mesmo. De repente, há uma batida na porta e nós dois saltamos um pouco. — Se vocês terminaram de deixar todos os homens na sala duros, o jantar está servido — Gregori grita do outro lado da porta. Eu sinto meu rosto ficar completamente escarlate. — Foda-se — Maxim xinga. Ouço Gregori rindo do outro lado da porta antes de seus passos desaparecerem pelo corredor. — Maxim — eu começo. Sou cortada, e não apenas pelo olhar de advertência que ele me dá, mas também pelo ato dele puxando para fora do meu corpo. — Vai naquele banheiro e se limpa, anjo moy. Eu espero aqui — ele ordena. Eu só faço o que ele diz meu corpo tremendo de nervoso quando estou prestes a entrar. Toda uma sala cheia de

gente

que

pode

ter

nos

ouvido,

e

Maxim

está

completamente indiferente. Sinto-me doente e assustada e oprimida, tudo ao mesmo tempo. Estou também, de repente, morrendo de fome e começar uma briga com Maxim é a última coisa que eu quero fazer depois desse fantástico orgasmo contra a porta. Maxim e eu sentamos à mesa - suavemente, porque meu corpo está dolorido da quantidade louca de sexo que tivemos desde ontem à beira da piscina. Eu não me importo


com isso, porém. A dor é boa. Isso me lembra de Maxim, e tudo o que me faz lembrar dele me faz sorrir. Com o canto do meu olho, eu vejo que muitas das mulheres estão olhando para mim de vez em quando, e isso me deixa desconfortável, quase tão desconfortável como alguns dos olhares dos homens. Maxim é completamente alheio aos olhares enquanto ele está profundamente envolvido em uma conversa com Pasha e Gregori. Eu desejava que Sonia estivesse aqui, mas ela está em casa com gripe e incapaz de sair. Eu não reconheço nenhuma das mulheres do almoço. Este é um grupo totalmente novo. É muito solitário e enervante que a atenção esteja em mim, mas com raiva. Nós vamos embora logo após o jantar. Maxim diz a todos que ele deve se levantar cedo para uma reunião na parte da manhã. Sou grata porque eu não podia suportar mais um segundo de olhares lascivos ou esnobes dos homens e mulheres que nos rodeiam. Estou mortificada que Maxim tenha feito isso comigo, me envergonhado da maneira como ele fez, com zero de respeito de como eu seria tratada. No entanto, isso não é normal para mim? Não é típico de como eu sempre fui tratada? Eu sou um peão nesta vida; dizem-me o que e como fazer

tudo,

esperando

que

eu

apenas

o

faça,

e

silenciosamente. Eu estava enganada se eu achava que Maxim tinha sentimentos verdadeiros por mim. Minha mãe estava certa.


Eu sou sua propriedade para se usar como quiser, até que ele esteja cansado de mim, então ele provavelmente irá me descartar. Por que dar-lhe essa oportunidade? Porque não basta sair antes que eu seja descartada no país como um cão irritante que você não quer mais cuidar? É

provavelmente

estúpido,

não,

eu

sei que

é

estúpido, mas eu começo a formular um plano. Maxim afirma que ele precisa de mim, mas ele me fode no quarto dos fundos de um jantar, enquanto todos podem ouvir, então ele não faz nada, quando todo mundo olha para mim, me julgando, e formulando opiniões sobre mim com base no fato de que eu transei com meu marido em público. Eu me sinto como uma puta suja e barata, mas não é isso que eu sou? Maxim me comprou ou me aceitou como uma espécie de pagamento, qualquer que seja o caso. Eu não sou nada mais do que uma posse, uma prostituta para ser usada até que eu não seja mais útil. Quando ele vai começar a me entregar a esses homens que estavam me cobiçando? Eu posso ser ingênua, mas não sou estúpida. Eu sei que crueldade neste mundo existe além do que eu poderia imaginar. Sozinha com Maxim, sinto-me segura e protegida; mas esta noite, eu senti algo completamente diferente. Eu me senti vulnerável e fraca. Maxim está confiante com o fato de que eu não vou sair de casa; e se eu fizer, eu estou normalmente com Sonia ou Dimitri. Eu sei onde as chaves para todos os seus carros estão; embora eu saiba que eu não tenho um centavo no meu


nome e eu não posso ir para a casa dos meus pais para pedir ajuda. Não importa. Eu prefiro viver sob uma ponte na cidade do que como me sinto, constantemente esperando o próximo golpe. Querendo saber se cada desacordo irá levá-lo a abandonar-me de qualquer maneira. Perguntando- me se eu acordarei um dia e Maxim me abandonou. Eu não quero ser abandonada, então talvez eu deveria ser a única a deixá-lo? Talvez esta vida seria mais fácil se eu estivesse sozinha, sem ninguém para me machucar, me usar ou me ignorar? Eu realmente não significo nada para ele? Eu sinto como se eu estivesse me apaixonando por ele, mas eu sou mais do que um brinquedo novo e brilhante para ele desfilar? Eu quero ser. Eu quero ser tudo para ele. Eu quero significar tanto para ele quanto ele significa para mim. Esta noite, eu não me sentia como sua esposa estimada. Hoje à noite, eu me senti como sua prostituta. — Você tem estado quieta desde o jantar, Haleigh. Diga-me o que está errado — Maxim fala enquanto ele desabotoa a camisa perfeitamente ajustada. — Nada — eu digo baixinho, deslizando o vestido de renda pelo meu corpo, vestindo apenas um sutiã, uma vez que Maxim rasgou minha calcinha.


— Diga-me, anjo moy. Eu matarei qualquer pessoa que te deixa triste. — Ele coloca o braço em volta da minha cintura e enterra o rosto no meu cabelo, inalando meu cheiro como ele sempre faz. — Eu estou bem, Maxim, realmente. Estou cansada — murmuro quando ele coloca um beijo no meu ombro antes de grunhir e virar-se para a cama. Eu assisto fascinada enquanto ele desliza entre os lençóis completamente nu. Ele sempre dorme nu. Vou sentir falta dele quando partir; esta facilidade que encontramos. Falsa ou não, eu me sinto confortável com ele. Suas tatuagens ainda me surpreendem. Eu ainda acho que elas são lindas, mesmo que ele não me diga o que elas significam. Eu rapidamente deslizo minha camisola sobre a minha cabeça e junto-me a Maxim na cama. Antes que eu possa sequer começar a me acomodar, ele envolve o braço em volta da minha cintura e me puxa para seu peito, sua respiração quente no meu pescoço. — Dorme. Tudo o que está errado, vai ficar melhor logo cedo. Eu sei disso — ele murmura, colocando um beijo suave no meu ombro. Eu suspiro e fecho os olhos, rezando para o sono me levar. Como o sono lentamente me consome, eu vagamente me pergunto se minha vida um dia será melhor do que é agora? Será que eu vou ser mais do que um peão ou propriedade para alguém? Mais do que um troféu?


Essa resposta parece sombria, e eu sou muito positiva, quando digo que a resposta é não. Maxim poderia me amar mais com o que eu proporciono para ele? Algo bonito em seu braço e um corpo para trazer seus filhos para o mundo? Houve lampejos de um homem mais carinhoso, um homem que poderia se apaixonar por mim, mas eu sinto como se as minhas esperanças fossem frustradas. Toda vez que eu acho que ele poderia realmente me amar, algo é revelado, uma nova verdade quebra esse sonho.


Capitulo Doze Eu a vejo dormir na luz do amanhecer. Ela é tão bonita, a minha pequena bailarina, golubushka - minha pequena pomba. Eu nunca amei qualquer pessoa na minha vida, exceto, talvez, Pasha. Mesmo assim, eu sei que não devo realmente amá-lo porque se ele tentasse ficar entre minha Haleigh eu... Eu não hesitaria em matá-lo. Eu acho que poderia estar apaixonado. Meu peito dói cada vez que eu saio

pela porta da frente e vou para o

trabalho. Eu sei que devo deixar o país em breve para completar alguns trabalhos para Pasha, e eu tenho adiado isso porque eu não quero deixá-la para trás. Quando sua mãe estava abusando dela, era tudo que eu podia fazer para não torturá-la mais do que eu já tinha. Eu realmente tive compaixão. Eu retiro o cabelo loiro do rosto de Haleigh e tomo um momento de silêncio para memorizar suas encantadoras características. Eu nunca tive algo tão delicado, frágil, e simplesmente lindo antes na minha vida. Ela é a única coisa boa e limpa que eu já possuí. Será que ela me deixaria se ela soubesse como eu sou obcecado por ela? Ela com certeza iria


tentar, mas ela nunca iria chegar muito longe, porque eu iria encontrá-la. Eu sempre vou encontrá-la. Ela é minha. Relutantemente, eu a deixo dormindo sozinha na cama. Cada minuto longe dela parece como horas; cada hora uma eternidade. Sinto-me estúpido e fraco por desejá-la tanto, por precisar dela. Pasha provavelmente iria levá-la de mim se soubesse o quanto eu preciso dela apenas para funcionar. Ela é o meu calcanhar de Aquiles. Dimitri me leva para o trabalho como se fosse uma mulher velha; ele é tão lento, porra. Durante o trajeto olho no telefone da empresa, fico irritado, pois uma entrega que eu preciso ficou presa em um armazém. Depois que termino a minha chamada, eu fecho meus olhos e penso de volta na noite do ontem e o que poderia ter acontecido para fazer o humor da minha linda esposa mudar tão de repente. Eu comi ela no restaurante do Casimir e, em seguida, fomos comer no jantar. Passei a noite inteira conversando com Gregori... Ahh, deve ser isso. Então golubushka estava se sentindo negligenciada, então? Eu posso compensá-la. Eu posso consertar isso. Eu pego meu telefone e encomendo doze dúzias de rosas para serem entregue a ela, vermelho claro. Ela vai me perdoar no segundo que vê-las. — O que você gostaria nos cartões, senhor? — O florista pergunta.


Estou irritado. Quem se preocupa com o que está no cartão, porra? Eu corro meus dedos sobre minha testa e doulhe a minha melhor resposta sem rasgar-lhe a cabeça. — Sinto muito. Jante comigo esta noite. Esteja pronta às sete. - M. A tensão da manhã sai do meu corpo quando Dimitri chega em meu prédio. Eu saio e praticamente colido com uma mulher. Dando um passo para trás, meus olhos encontram Catia e eu quase rosno com o aborrecimento. Por que diabos ela está na porta do meu prédio? — Max — ela respira, estufando seus grandes seios, tentando, sem dúvida me seduzir. Eu não sou cego. Um pensamento fugaz sobre o quão bom é foder suas tetas passa pela minha cabeça, mas só por um segundo. Eu tenho a minha doce Haleigh agora, toda quente e dormindo em casa. Eu prometi a ela que não haveria outra mulher na minha cama. — Catia. — Sinto tanta falta sua. Eu fiquei tão perdida sem você nas últimas semanas. Catia começa a chorar, mas ela deve perceber que as lágrimas não me afetam. Lágrimas, em geral, não me afeta, exceto as lágrimas de Haleigh. Elas

me cortam. Esse

pensamento é assustador; que algo tão trivial como as lágrimas me deixa de joelhos. — Eu sou um homem casado agora, Catia, dedicado à minha esposa: — Eu anuncio friamente. Ela suspira, balançando a cabeça.


— Eu teria sido uma boa esposa para você, Max. A melhor de todas para você — ela sussurra. Meus olhos cortam os dela. Eu não vejo seu olhar calculistas como no passado; ela parece genuína. — Você precisa seguir em frente. Eu amo minha esposa — eu admito. Catia suspira e sua boca se abre com a minha declaração de amor. Eu não deveria ter dito isso pela primeira vez para ela. Eu deveria ter esperado para contar a Haleigh primeiro antes de dizer ao mundo, mas já não posso segurar. Eu amo Haleigh Lasovska, minha esposa. A sensação é estranha, mas eu gosto. O dia no trabalho é puxado. Eu tenho muitas reuniões oficiais e algumas não. Os homens que não sabem como controlar seus impulsos e me devem muito dinheiro, vão me pagar de uma maneira ou de outra. Hoje é o dia do aviso. Na próxima semana, vamos começar quebrando as coisas. Eu sorrio como essa é a minha parte favorita do meu emprego ilegal - a violência. Eu preciso dela para funcionar, para escapar da minha mente. Eu não preciso tanto desde que eu tenho a minha doce mulher ao meu lado, mas uma parte

crua

de

mim

ainda

precisa

tirar

minha

raiva

violentamente. Meu trabalho é adquirir propriedades para Pasha e investir nelas para que possamos trocar por armas sem tanta preocupação. O nosso próprio abastecimento, os nossos próprios armazéns, nossos próprios empregados. Mantendo tudo perto e sob controle.


Eu olho para cima para ver Dimitri à minha porta, perguntando se eu estou pronto para ir para casa, que já passou das nove da noite. Como eu poderia ter trabalhado tanto? Como eu poderia ter perdido a noção do tempo desta maneira? — Vamos, Maxim? — Ele pergunta. Eu concordo. Eu desligo todos os meus aparelhos, tranco todas as minhas gavetas, e verifico o meu cofre. Eu tranco a porta do escritório atrás de mim, você nunca está muito seguro nos dias de hoje. Mesmo que não haja nada importante da Bratva em meu escritório, eu ainda não preciso de pessoas bisbilhotando. — Haleigh entrou em contato com você hoje? — Pergunto. Normalmente, eu encontro tempo para falar com ela algumas vezes por dia, mas hoje honestamente não consegui. Eu sei que se estou ocupado, ela entrará em contato com Dimitri se precisar de alguma coisa. — Não — diz ele. Dimitri está frio comigo. Isso nunca aconteceu, e isso me confunde. — O que está errado, amigo? — Pergunto. Dimitri realmente é meu amigo; Eu o conheço há anos, e ele tem sido nada, além de leal. — Eu não deveria dizer, mas eu vou. Você não a tratou bem naquele jantar. Você não teve respeito por sua esposa — ele me informa. Estou chocado, surpreendido por suas palavras de raiva.


— O que, porque ela não participou da minha conversa durante a refeição? Como você sabe tudo isso, afinal? — Isto não tem nada a ver com ignorá-la. Mas transar com ela na sala, onde todos puderam ouvir seus gemidos e gritos. E logo depois desfilar com ela na frente de seus associados e suas esposas. Os homens a desejaram toda a noite, as mulheres deram-lhe olhares enojados, e você estava muito ocupado sendo alheio e não notou — ele rosna. Eu observo que os nós dos dedos de Dimitri estão brancos no volante; ele está agarrando com tanta força. — Como você sabe dessas coisas? — Eu grito. Eu estou com raiva agora, zangado com Dimitri, mas com raiva de mim também. — Eu me encontrei com Alexi esta tarde para falar sobre a possível transferência do novo produto, nosso melhor produto, e sobre a expansão. Ele me perguntou se sua esposa está disponível para foder, se você a compartilha. Não vejo nada, mas vermelho. Minha visão é completamente bloqueada, e eu rujo minha raiva. — Eu sabia que você se sentiria assim, então eu o avisei. Mas Maxim, ele não será o único a fazer essa pergunta. Todo mundo sabe como você obteve ela e então você transa com ela assim durante a festa para todos ouvirem? Os faz pensar que você não se preocupa com ela, que você só a possui — ressalta. Ele faz muito sentido. Como eu poderia não ter pensado naquele momento?


Eu passo minhas mãos pelo meu cabelo e puxo os fios, com força. Eu arruinei tudo com meus malditos hormônios. — Foi por isso que ela estava com raiva de mim — eu percebo o óbvio, e Dimitri bufa. — Por que ela não me contou? Ela não hesitou em me dizer para parar de ver Catia e qualquer outra mulher na Terra, então por que ela não falou comigo sobre isso? — Ela não ficou puta? — Ele pergunta. Eu balancei minha cabeça. — Perguntei e ela disse que nada estava errado, que ela estava bem, por isso fomos dormir — eu digo com um encolher de ombros. Dimitri joga a cabeça para trás e ri. Eu quero cortar sua garganta. — Você tem muito a aprender, Maxim. Quando uma mulher diz que ela está bem, ela nunca está — diz ele com uma porra de um sorriso estúpido em seu rosto. Eu esfrego minha testa novamente e tento me acalmar. Estamos chegando perto de casa, e eu preciso ser amável e gentil ou ela vai ficar mais irritada. — Isso é estúpido — eu respondo quando Dimitri estaciona em casa. — Bem... Sim — ele confirma. Eu aceno para ele quando eu subo os degraus. Eis que estou à porta da frente e congelo — algo está errado. As rosas que comprei para Haleigh estão em seu vaso na varanda da frente — intocada. Eu posso sentir o ar carregado, espesso e mal. Eu conheço o mal, eu sou mau,


mas não é de mim que eu sinto. É algo diferente. Sirenes estão tocando dentro da minha cabeça. Eu preciso descobrir o que aconteceu dentro da minha casa. Eu estou apavorado. Eu levanto minha mão para Dimitri em um sinal de que nem tudo está bem lá dentro. Ouço seus sapatos esmagando o cascalho quando anda atrás de mim, sendo o meu apoio. Eu deslizo minha arma fora do meu coldre de ombro e espero por Dimitri fazer o mesmo. Eu seguro a arma na minha frente antes de abrir a porta da frente. Sou imediatamente atingido pelo cheiro de leite azedo. Meu olhos vão para Dimitri, que sente o cheiro também, a julgar pela forma como o nariz vira para cima. Eu entro na cozinha e tomo uma lufada de ar. Alguém pegou as jarras de leite e despejou tudo na cozinha, junto com cada item de alimento que tinha na geladeira e na despensa. É um desastre. — Haleigh— eu sussurro para Dimitri em horror. Nós imediatamente pegamos as escadas para o quarto. É tão escuro nesta casa, eu só posso esperar que Haleigh esteja dormindo na cama - ela tem que estar dormindo.. Gostaria de saber onde a porra da minha equipe está? Tenho homens em torno desta casa à maior parte do dia, dentro e fora, verificando as coisas, fazendo as coisas. Embora, ultimamente, eu não tive quase tantos como eu tinha no passado. Eu não queria os homens em volta da


minha bela esposa dia após dia. Ainda assim, deve haver algumas pessoas em torno das terras, no mínimo. Onde estão eles, porra? Posso dizer apenas pelo sentimento no quarto – o vazio, o sentimento de que ela não está aqui. Meu coração martela em meu peito tão forte que acho que pode explodir fora do meu corpo. Alguém pegou minha Haleigh, minha golubushka. Eles vão pagar. Vou torturar cada um deles, quem quer que sejam, mas, infelizmente, nenhum deles vai trazer Haleigh de volta para meus braços. — Porra, Maxim? — Pergunta Dimitri. Eu olho para trás para vê-lo segurando uma nota com um par de calcinhas rasgadas de Haleigh. — O que diz? — Eu coaxo, incapaz de tirar os olhos da linda tanga de renda preta. — Você foi arrogante com seu novo brinquedo e agora ela pertence a nós. — Dimitri soa confuso, mas eu não estou. Eu nunca pensei que eles iriam seguir adiante; com toda a honestidade, eu tinha esquecido de todo o negócio. Eu fiz isso há tantos anos atrás. Vou ao banheiro e vomito. Eles a tem. Como é que vou recuperá-la agora? — O que é tudo isso, Maxim? — Pergunta Dimitri. Eu fecho meus olhos, esperando tudo ir embora, mas eu sei que não vai. Agora, eu tenho que tentar salvar a minha pombinha, minha Haleigh, antes que a machuquem ou a matem. — Ligue para Pasha. Diga a ele para colocar guardas com Sonia e diga-lhe que eles vieram e eles pegaram Haleigh.


Dimitri puxa seu telefone e diz a Pasha exatamente o que

eu

o

instruí,

literalmente.

Eu

sei

que

Pasha

provavelmente está lutando por aí como um louco neste exato momento. Eu saio da sala e entro em meu escritório. Uma vez que eu sento, permito-me desmoronar. Eu só permito isso por um momento, apenas um momento, porque eu não vou ser capaz, quando Pasha chegar. — Maxim, me diga o que diabos está acontecendo? — Pergunta Dimitri. Ele tem todo o direito de estar confuso. Para alguém que sabe tudo sobre mim, ele não sabe nada sobre isso, e ele não sabe nada do meu verdadeiro passado. — Puxe as fitas de vigilância e quando Pasha chegar, eu lhe digo — eu digo a ele em russo. Minha mente está longe demais para sequer tentar falar Inglês no momento. Dimitri faz como eu pedi, e eu mantenho minha cabeça em minhas mãos e choro como um maricas. Eu sou um covarde. Minha mulher foi tomada e é tudo culpa minha. Eles estão certo; Eu estava sendo muito arrogante, e eu fiquei desleixado. — Como diabos você não cuidou disso anos atrás, Maxim? — Grita Pasha. Seu rosto está tão vermelho; parece que ele vai estalar fora de seus ombros. — Eu não recebi uma mensagem por tanto tempo, Pasha, eu pensei que eles tivessem esquecido— Eu dou de ombros, o espasmódico movimento não é convincente.


— Eles nunca se esquecem, Maxim — diz ele, com a voz baixa e profunda. Concordo com a cabeça porque eu sabia disso. Eu sei disso, e eu estava apenas sendo arrogante. — As fitas de vigilância estão prontas — Dimitri diz, apontando para Pasha. Estou andando até o porão onde três telas de computador estão configuradas e prontas. Eu sento e pressiono play na minha câmera do quarto. Eu me vejo inclinar e beijar a minha linda Haleigh na bochecha antes de sair para o trabalho. Ela está em uma pequena camisola sexy e envolta em cobertores na nossa cama. Eu quero fazer Pasha e Dimitri se virarem, mas vou precisar de seus olhos. Eu avanço rápido em uma hora e vejo quando Haleigh acorda e, em seguida, ela olha em volta, seus ombros caindo. Ela toma banho e veste shorts e um top, seu cabelo loiro puxado em um rabo de cavalo. Eu odeio isso. Ela anda pelo armário e aparece com uma mala. — Que porra é essa? — Eu digo a ninguém em particular. Haleigh se vira e encara a câmera. Isso é quando eu vejo que ela está chorando, muito. Meu coração se parte. Eu fiz isso com ela. Eu a fiz chorar. Que idiota eu sou. Assistir em silêncio enquanto seu corpo treme com soluços, enquanto ela embala uma mala para me deixar. Uma vez que a bolsa está pronta, ela se senta na cama e chora por mais alguns momentos. Então, de repente, ela envolve a mão em torno de seu estômago e corre para o


banheiro. Eu posso apenas imaginar que ela ficou doente. Ela retorna e esfrega a barriga por um momento. Eu vejo quando ela abre a mala e tira tudo o que ela tinha embalado. Esperança surge dentro de mim. Ela mudou de idéia. Uma vez que o último item está fora, ela coloca a mala longe e caminha até a cozinha. Haleigh está servindo-se de um copo de leite quando vejo uma figura toda negra vir atrás dela. Eu cerro os dentes enquanto coloca a mão ao redor de sua boca. Eu presto atenção no horror quando ele injeta algo em seu pescoço. Seu corpo afunda, e eu sei que as drogas fizeram efeito. A figura escura se vira e olha direto na câmera; o rosto coberto esconde sua identidade. Seus olhos escuros estão sorrindo enquanto sua mão desliza para baixo no corpo mole de Haleigh. Eu rosno quando a mão vai para baixo na frente de seu shorts e ele a toca. Toca minha boceta. Minha mulher. A porra da minha esposa. Sua mão permanece um momento antes dele trazer de volta para fora e acenar para a câmera. Ele acena para a câmera caralho, em seguida, eles somem. Eu não digo uma palavra quando eu mudo para a câmara externa para vê-lo a carregando para o banco traseiro de um Range Rover preto sem placa. O motorista acena para fora da janela quando o homem que levou minha esposa senta no banco do passageiro e acelera na minha garagem.


— Explique — Dimitri late quando o vídeo termina. Eu suspiro e Pasha estreita os olhos para mim. — Dimitri é seu segurança, e ele não sabe disso, sobre eles? — Pasha pergunta seus olhos frios e mortos em mim. Eu mereço. Eu empurro minha cadeira para trás e fico em pé. — Eu te disse Pasha. Eu pensei que estava acabado. Eu pensei que eles estivessem quites comigo. Eu olho para Dimitri e depois eu decido dizer-lhe tudo isso, toda a sujeira, a besteira que eu fiz quando era mais novo. As promessas que fiz para me salvar. Os compromissos que eu não pensei naquele tempo. A dura realidade que o que eu fiz poderia sempre assombrar minha esposa doce, minha Haleigh.


Capitulo Treze Meu estômago revira, mas não consigo me mover. Eu quero me enrolar em uma bola de dor. Eu não posso mover meus braços e minhas pernas; meu corpo está tão pesado. Eu lentamente abro meus olhos e vejo uma parede cinza uma parede me bloqueando. Eu lamento, tentando me mover, mas não posso. Eu tento virar minha cabeça para o lado, mas meus músculos do pescoço não se movem também. Tudo o que posso fazer é olhar para frente. — Ela acordou — ouço um sussurro com espesso sotaque russo. Ele está de repente bem na minha frente, agachado, seus olhos escuros focados nos meus. — Você vai se sentir pesada das drogas que te dei. Lentamente, você vai recuperar seus sentidos, em seguida, a verdadeira diversão começa, blyad — ele rosna. Essa palavra me confunde. Eu nunca ouvi isso antes. Maxim usa um pouco de russo comigo, mas não muito, e ele nunca usou essa palavra antes. — Seu Maxim não lhe ensinou a palavra? — uma pausa e então sorri. É assustador. —

Ele faz

Blyad , isso


significa prostituta. Isso é o que você é, você sabe disso, certo? Fecho os olhos com força, tentando não deixar as lágrimas que estão se formando caírem. —

Sim, eu suponho que você sabe isso agora. No

entanto, parece que Maxim gosta de mantê-la para si mesmo. —

Ele ri, e balança a cabeça ligeiramente, em seguida,

continua. —

Nós estávamos te assistindo, vlagalische - puta.

Eu sei que você está grávida, e eu não posso esperar para tomar o bebê de você, para criar mais soldados — Ele sorri, claramente expressando maldade. Eu suspiro com suas palavras, mas ele apenas ri. Só hoje imaginei que poderia estar grávida. Eu estive tão cansada e então comecei a vomitar. Foi por isso que desfiz minhas malas. Eu precisava saber com certeza antes de deixar Maxim. Eu nunca iria manter uma criança longe de seu pai. Eu não poderia. Um homem merece saber que será pai. Além disso, eu tinha uma falsa esperança de que um bebê iria evitar Maxim de fazer algo, como se livrar de mim. — Maxim foi arrogante. Ele deve ter pensado que eu não iria manter meu olho nele. Eu sempre mantive. Maxim negociou seu primeiro filho quando ele era apenas uma criança, se for um menino, ele será nosso soldado para o exército. Mas se for uma menina, uma nova blyad para nós. Se ela tiver sorte de ser bonita como você, então talvez eu a venda como uma virgem pelo maior lance. — finalmente falo.

Ele ri e eu


— Maxim nunca permitirá isso. Ele vai me encontrar — Eu sussurro minha voz rouca e fraca. O homem ri, seus dentes perfeitamente retos e mandíbula forte me fazendo doente só com o olhar, ele é tão bonito e tão mau, um verdadeiro diabo disfarçado. — Maxim era uma das crianças tomadas desde o ventre de sua mãe, vendido para nós por seus pais que estavam muito ocupados enchendo seus narizes para se importarem com o que aconteceu com seu bebê — ele me informa. Pergunto-lhe como, mas ele balança a cabeça em negação. Eu assisto impotente quando uma agulha é trazida para o meu pescoço e eu lentamente caio na escuridão novamente. Visões distorcidas de Maxim quando bebê chorando passam pela minha mente, juntamente com imagens de minha própria criança sendo arrancada do meu corpo. Fazme sentir vazia ansiosa e traída. Como Maxim poderia ter escondido isso de mim? Eu sei a resposta para isso... Eu não queria saber a resposta, mas eu sei. Meu pai lhe devia alguma coisa e eu fui o seu pagamento como nada mais do que a propriedade e um útero para pagar a esse sádico a dívida que ele lhe devia. Eu sei que eu nunca vou sobreviver a isso. Depois de roubarem o bebê de mim, ou eles vão me matar ou me usar de maneiras que eu não posso sequer imaginar. Maxim vai viver sua vida e se apaixonar por uma pessoa que ele realmente quer e eu vou ser nada mais que um pensamento


fugaz. Uma mulher que uma vez compartilhou sua cama e seu corpo. Eu não sou nada, além de um meio para um fim, um caminho para Maxim finalmente viver feliz com quem ele escolher. Eu sempre me perguntei por que um homem tão bonito

e

aparentemente

poderoso

como

Maxim

iria,

essencialmente, aceitar uma noiva como pagamento de uma dívida. Agora, eu sei a verdade. Ele nunca teve a intenção de me manter. Por dentro eu estou morrendo. Meu coração está quebrando, e minha alma está rasgando em pedaços. Não importa o quanto ele me machucou, eu já sentia tanto por ele. Eu estava me apaixonando por ele. Eu já estava apaixonada por ele, ou pelo menos eu achava que estava. Talvez seja apenas uma ilusão? — Acorde —

uma mulher grita. Meus olhos

lentamente abrem para encontrá-la de pé em cima de mim. — Examinei você e está realmente grávida. Cerca de oito semanas ou mais — Ela balança a cabeça e eu me sinto tão...

Violada;

ela

me

examinou

enquanto

eu

estava

desmaiada. —

Boris, ela deve ser hidratada e deve comer

corretamente, todas estas coisas afetam o feto. Ela também deve parar de ser drogada —

diz ela, me ignorando

completamente. Eu quero chorar, mas as lágrimas são para pessoas que têm sentimentos e não sinto... Nada.


— Sim, eu vou cuidar disso. Proteger o feto é mais importante. E quanto a foder? — Ele pergunta. Eu quase choro, mas se eu for honesta comigo mesma, eu sabia que isso era exatamente o motivo que eu seria usada - meu corpo, de uma forma ou de outra. — Ela pode foder, mas tente manter quem quer que faça de ser violento ou muito áspero. Se ela começa a sangrar entre as pernas, você deve me chamar. Vou voltar em quatro semanas para o meu próximo exame — diz ela, com a voz áspera. Com isso, ela sai. — Boa sorte para você, Haleigh. Você pode foder, e eu tenho uma fila de homens à espera que querem ser o primeiro da boceta bailarina. — Ele sorri. Eu estremeço incapaz de controlar a minha repulsa e revolta com esse homem, esse diabo. — Levante-se e tome banho, eu trarei comida — ele grita, me fazendo pular. Eu suspiro, de pé com as pernas trêmulas, cambaleando em direção ao chuveiro. Eu não sei quanto tempo eu estive aqui, e eu não me importo. Minha vida não é mais importante para mim ou qualquer outra pessoa. Eu ligo o chuveiro e entro após tirar minhas roupas. É um pequeno chuveiro sujo e a água é fria, mas eu não sinto isso, não realmente. Eu lavo meu corpo e meu cabelo com os shampoos e sabonetes baratos que encontrei, em seguida, enrolo-me em uma pequena toalha áspera e volto para o colchão sujo onde eu tenho sido drogada pelo o que poderia ser semanas, mas provavelmente foram alguns dias.


— Coloque isso, —

o diabo que agora eu sei que se

chama Boris grita e lança uma blusa e calcinha para mim. Descaradamente, eu me visto na frente dele. Apenas alguns dias atrás, meu marido era o único homem que me viu completamente nua; mas depois que Boris acabar comigo, eu vou mesmo saber quantos homens terão me visto? Que já estiveram dentro de mim? Me usaram para os seus prazeres? —

Um sanduíche e água. Coma, bailarina, você

estará trabalhando bem na parte da manhã. — Ele ri e sai da sala. Como poderia um homem tão bonito ser tão cruel? Eu como a comida, é leve e eu realmente gosto disso. Ela ajuda a dormência. Sento-me na cama sozinha. Minha vida acabou. Eu deveria ter fugido quando eu tive a chance, mas tenho a sensação de quem quer que esses homens sejam, eles teriam me encontrado de qualquer maneira. Eu fico olhando para a parede pelo que parece horas e em seguida a porta abre e eu estou frente a frente com o primeiro homem que vai levar o seu prazer na minha dor. Isso me assusta. Estou diante de outro diabo, um homem que eu conheci uma vez e achei que era tão bonito, muito bonito para prostitutas. Ele é um deles; ele também é amigo de Maxim. Como poderia ser isso? — Haleigh, no que você se meteu? — Ele sussurra, seus olhos vagando sobre o meu corpo praticamente nu,


calcinha e uma camiseta sem sutiã por baixo; isso me faz sentir completamente exposta. — Eu não fiz nada, além de existir. Talvez você deva perguntar ao seu amigo, Maxim... — eu digo suavemente. Ele balança a cabeça e começa a se despir. Ele vai me foder? Ele é amigo do meu marido e ele vai transar comigo? Eu quero vomitar, gritar e correr, mas eu não posso. Só espero que o entorpecimento vá assumir uma vez que o choque de ver Gregori desapareça. Gregori caminha até mim, completamente nu, mas eu olho em seus olhos e vejo algo semelhante a remorso. Quero rir. Uma emoção falsa como essa - pena, remorso, não pertencem a estes homens. Os homens que nem sequer têm uma consciência. Ele desliza na cama de costas para a porta e ele envolve a mão no meu pescoço enquanto seus lábios tocam atrás da minha orelha. — Nós estamos sendo filmados, milaya Moya. Vou ser gentil, e eu vou ter certeza de que nenhum outro homem venha até você. Eu não posso simplesmente deixá-la sozinha, você deve perceber isso — ele sussurra sua mão deslizando ao longo do meu quadril e em torno de minha bunda. Ele gentilmente me aperta, e eu me sinto enojada comigo mesmo por gostar. — Por que você está fazendo isso? — Eu pergunto as lágrimas finalmente em meus olhos. A dormência não está assumindo como eu esperava.


— Eu estou tentando salvar todas as mulheres como você, Moya milaya, mas se eu me expor agora, vou perder dezenas delas. Tantas inocentes, você deve entender isso. — Seus olhos estão focados nos meus e eu vejo algo dentro dele. Eu vejo um guerreiro feroz, um homem fiel à sua palavra. Eu vejo bondade, ou talvez eu esteja orando para ver a bondade em seus olhos. —

Você vai proteger o meu bebê? Mesmo se algo

acontecer comigo, por favor, proteja meu bebê, Gregori — eu sussurro, permitindo que as lágrimas caiam. Gregori beija minhas lágrimas. — Sim, milaya Moya, seu bebê estará sempre sob minha proteção. Mas nada vai acontecer com você. Tenha fé em mim e tenha fé em seu marido. Ele te ama e vai te salvar. Juntos vamos salvar muitas outras. —

Eu aceno com a

cabeça e respiro fundo quando ele começa a remover lentamente minhas roupas. Gregori não fala quando ele beija meu corpo, sua boca

se

conecta

com

o

meu

núcleo,

me

lambendo

suavemente, hesitante, e eu gemo. Eu não posso segurar as lágrimas de vergonha quando este homem bonito ataca o meu clitóris; meu corpo traidor começa a ganhar vida sob o seu movimento contínuo. Sua boca é quente e sua língua firme quando ele a empurra dentro de mim. Ele é gentil, muito mais suave do que Maxim sempre foi. Não é ruim, mas não é Maxim, e eu continuo a chorar. Gregori desliza as mãos sob a minha bunda quando ele me traz mais perto de seu rosto e eu descaradamente me


esfrego ainda mais perto de sua boca enquanto minhas mãos deslizam em seu cabelo. Eu sinto aquele sentimento familiar, que arranha debaixo da minha pele o pré-orgasmo, e de repente sua boca se foi e ele substitui com seu pênis, deslizando dentro de mim. Ele não é tão grande como Maxim, mas eu ainda sinto um pouco de dor quando ele me enche. — Meu Deus— ele sussurra. Eu gemo com a sensação. Eu fecho os olhos com força. Eu não quero gostar, mas eu gosto. Sinto-me envergonhada e suja. Eu estou com nojo de mim mesma. — Sinto muito, Haleigh, mas você é boa pra caralho — ele sussurra. Em seguida, ele começa a empurrar para dentro e fora de mim, gentilmente, mas com um propósito. Eu envolvo minhas pernas em volta de sua cintura e levanto os quadris para encontrar seus impulsos, sinto um aperto em minha barriga e, em seguida, como se a culpa se afastasse por apenas um momento, eu gozo com força. Minhas unhas cavam na pele de seus bíceps. Gregori enterra o rosto no meu pescoço enquanto ele continua a empurrar para o meu corpo. Em pouco tempo, ele acalma e joga a cabeça para trás com um gemido. Ele goza dentro de mim e, com isso, a culpa vem correndo de volta como uma onda. — Sinto muito — ele murmura rolando de cima de mim. Eu imediatamente viro e enfrento a parede, incapaz de olhar para ele. — Eu estarei de volta — deixa-me doente.

ele promete. A promessa


Começo a chorar com as suas palavras enquanto ele se veste, e então ele sai. Eu não me movo. Por horas, eu não me movo. Eu fico olhando para a parede e penso sobre o quão horrível eu sou. Não importa que Maxim me deu a essas pessoas ou não. Ainda sou legalmente sua esposa, e eu acabo de traí-lo. Mesmo que eu tenha sido forçada a fazê-lo, eu ainda o traí e me sinto nojenta. Tomo banho na água fria novamente e coloco a frágil camiseta e calcinha de volta, tentando adormecer. Eu oro para que Gregori termine sua missão, encontre o meu Maxim, e diga a ele onde estou. Eu oro para que eu não fique aqui tempo suficiente para entregar o meu filho.

Eu sou um filho da puta da pior espécie. Eu comi a mulher do meu amigo e eu gostei. Nenhum destes homens pode saber que eu sou amigo de Maxim. Devo continuar a fazê-los acreditar que somente estou em torno dele para manter o controle para eles. Não tenho nenhuma ilusão de que quando Maxim descobrir ele vai apertar a minha mão e me agradecer por proteger sua esposa. Não, ele vai me matar. Isso aumentou o meu plano. Eu não estou pronto para executá-lo ainda, mas eu não posso continuar a foder Haleigh. Não posso permitir que ela de à luz nesta merda. Não posso permitir que a


criança do meu amigo seja tirada dele. Coisas demais já foram tiradas dele. Pela primeira vez na minha vida, eu sinto uma emoção. Deve ser culpa. Eu nunca senti isso antes. — Ela era tão apertada quanto seu corpo prometeu? — Boris pergunta, dando uma tragada no cigarro. Eu olho para ele por um momento. — Ela é minha. Você não vai vendê-la para outro enquanto ela estiver aqui — eu exijo. Isso é raro para mim, mas não inédito. Muitas vezes há uma menina, muito jovem ou muito inocente para se prostituir, e eu as pego para mim. Digo a mim mesmo que é para proteção, mas talvez eu seja apenas tão mal como os homens comandando este grupo porque sempre as fodo. Eu sempre me divirto muito. Suas bocetas apertadas, seus cús mais apertados, e suas bocas inseguras. Ensinar-lhes como foder um homem, eu adoro, porra. Eu sou apenas tão doente como esses malditos. — Eu tenho uma lista para ela, Gregori —

rosna

Boris. Eu puxo a minha arma e aponto para o seu rosto. — Você não é ninguém. Você não é nada, e digo-lhe o que fazer. Fui claro? — Ele engole e assente. — Se você machucá-la, se ela não for devidamente cuidada,

vou

torturá-lo

eu

ameaço,

meus

olhos

encontrando os seus, nunca vacilando. Eu estou no controle, eu estou no comando, e eu desprezo o quanto eu gosto disso. — Eu tenho uma nova dívida para recolher. Sairei por alguns dias. Este filho da puta pensou que poderia se


esconder em Los Angeles, que a cidade grande engoliria ele e sua filha pequena — ele anuncia. Eu aceno, serio. — Qual a idade da filha? — Dezessete. Coisinha doce. — Ele pega o arquivo na minha mesa, e eu abro. Eu quase engasgo com a beleza olhando para mim. A foto foi tirada de longe, mas o nosso fotógrafo é bom e parece que ele está apenas meras polegadas do seu rosto redondo. Eu posso ver sua pele dourada com sardas claras no seu nariz, seu cabelo loiro manchado de sol, e seus olhos dourados olhando fixamente em minha alma, vendo todo o preto que eu tento esconder. A próxima foto é uma na praia com as amigas. Embora seu rosto seja jovem e ainda redondo como de uma criança, seu corpo não é nada infantil. Seus seios são grandes para seu físico e firmes; sua cintura pequena, o estômago plano, e seus quadris largos. Eu mordo meu lábio quando vejo sua bunda perfeita. — Se você tocá-la antes de trazê-la aqui, vou cortar suas bolas fora, e depois a cabeça —

Eu falo. Eu quero ela;

esta menina é a minha . Talvez isso será o fim deste grupo. Vou levar esta menina e ficar satisfeito; desmonto o grupo e oficialmente assumo, altero para o bem, ou para o que eu sinto que seja bom. — Por quê? — Não é a sua posição questionar-me, Boris. Ela é minha — eu digo com raiva.


Boris revira os olhos e arranca o arquivo de volta, resmungando algo sobre eu ser um bastardo ganancioso. Eu coloco o meu plano em movimento. Está na hora. Vou salvar as dez mulheres que temos aqui, mais a minha nova aquisição. A bela loira será minha. Ela me chama. E vou tê-la. Eu sou um bastardo; Eu nunca disse que eu não era. Vou salvar essas meninas, mas a jovem loira não será salva.


Capitulo Quatorze Haleigh desapareceu do meu lado há um total de vinte e quatro horas e ninguém pode encontrá-la. Meus homens estão trabalhando duro, mas eles não encontraram nada. Pasha e Dimitri estão ambos completamente perplexos, mas eu sei que os homens que a levaram são bons. Isto é o que eles fazem, é assim que eles operam. Eu não durmo há quase 48 horas, e se eu não dormir logo, eu não vou ser capaz de funcionar para encontrar minha esposa. Eu caço através da gaveta de remédios e vejo as pílulas para dormir de Haleigh. Eu pego na minha mão abrindo o frasco e fechando os olhos, lembrando quão estupidamente irritado fiquei com ela por tomá-los. Tenho fodido muito com ela. Lamento cada coisa dolorosa que já fiz. Espero que eu possa ser um homem melhor para ela; Espero que eu possa ser um homem racional para ela quando ela retornar. Assim

que

tomo

os

comprimidos,

deito-me

e

rapidamente caio no sono. — Ma — eu grito quando uma mão envolve em torno de minha garganta por trás.


Eu olho e vejo Maryia chorando no chão sujo. Minha mãe está sentada na mesa da sala de jantar na única cadeira que nos resta. Lágrimas estão escorrendo pelo seu rosto enquanto ela soluça e estende a mão para mim. Estou muito longe dela. — Você não é nada, além de uma prostituta drogada e suja. Você sabia que isso iria acontecer. Foi bondade sua fornecer a causa uma nova boceta e um novo soldado — o homem por trás me escarnece. —

Por favor, não os leve. Eles são muito jovens —

minha mãe grita enquanto corre em direção a Maryia, mas o homem por trás de mim a esbofeteia na face fazendo-a cair no chão. Minha mãe é tão magra e frágil. — Essa boceta será perfeita em alguns anos, e eu não posso confiar que você e seu pedaço de merda de marido irão mantê-la pura. Ninguém quer foder uma boceta usada. Você deveria saber disso. — Ele ri, e é cruel. — Vasily — meu pai diz andando através da porta. — Filh o— o homem por trás de mim diz ao meu pai. Filho... Ele chamou meu papa de filho... Isso deve significar que esse homem é meu avô. — Deixe minha família ir — meu pai diz, mas ele não soa forte; ele parece fraco e com medo. — Você é um estúpido. Você os deixou ir no dia em que os vendeu para mim, antes que eles fossem concebidos. É sobre Nikolay. Você tem a boceta que você queria, e eu recebo o soldado e a boceta que eu quero. — Ele ri e parece cruel.


— Não, não é mais assim —

meu pai grita, e um

segundo depois, eu o vejo cair no chão. Uma poça de sangue em volta da cabeça. Minha mãe grita e corre até ele passando os braços ao redor dele antes de se virar para o homem atrás de mim. — Seu filho da puta — ela grita antes que seu corpo despenque sobre o dele. —

Eu deveria ter feito isso anos atrás. É uma

sensação boa me livrar da sujeira — diz o homem e me viro para encará-lo. Meus olhos se concentram em minha irmã, minha Maryia, que está sendo segurada por um homem gigante em um terno extravagante. — Você vai para o orfanato de meninos. Sua irmã vai ser cuidada até que ela tenha idade suficiente para ganhar seu sustento. Vou enviar um homem para levá-lo quando chegar o seu tempo. — Eu engulo e aceno para ele novamente. —

Você é o meu avô? — Pergunto, minha voz

tremendo. —

Tecnicamente, sim, mas o seu sangue foi

amaldiçoado por seu pai e a prostituta com a boceta contaminada de onde você saiu. Você não vale nada para mim como pessoa, mas você vai ser forte e você vai lutar por mim, ou eu vou te matar. Meu corpo acorda sobressaltado, e eu sinto suor escorrendo pelo meu rosto. Eu não tive um sonho sobre aquela noite em anos.


Eu fecho meus olhos, desejando lembrar que o passado acabou. Mas acabou? Ou simplesmente está se repetindo?

Eu não durmo faz seis dias. Eu não posso. Eu fico olhando para a parede e espero por Gregori entrar e me foder. Eu sei que não é fazer amor, mesmo que Gregori seja muito mais suave do que Maxim sempre foi. Eu posso ver isso em seus olhos. Gregori cuida de mim como uma amiga, possivelmente. Mas quando Maxim olha para mim, seus sentimentos escorrem dele, eu entendo isso agora. Ele cuidou de mim; talvez não fosse amor, mas agora eu sei que ele sentia algo por mim, e Gregori não. Eu estava cega demais para ver que ele

sentia

por

mim

mais

do

que

ele

verbalmente

compartilhava. Ele provavelmente nunca vai me querer novamente porque outro homem esteve dentro de mim. Ele adorava que eu era realmente apenas sua, e agora, estou suja e contaminada. E a pior parte? Eu gozo toda vez com Gregori. — Está na hora — sussurra Gregori. Eu viro para vê-lo em pé ao lado da minha cama. Ele está vestido, então eu não tenho certeza ao que ele está se referindo. — Na hora? — Pergunto. — De partir, Haleigh. Eu fiz meu movimento e está na hora. — diz ele com um sorriso. Não consigo compartilhar


sua alegria, não quando eu sei que eu não tenho para onde ir, nem ninguém, não tenho nada. Eu sei que Maxim não vai me querer. Eu aceno e agilmente me levanto da cama suja, com os pés descalços e mal vestida. Caminho em direção a Gregori; bem antes de eu chegar a sua mão estendida, eu congelo. — Eu não posso voltar para ele. Por favor, não me leve de volta, — Eu imploro enquanto as lágrimas caem de meus olhos, pelo meu rosto. — Ele tem procurado por você. Vamos, vamos. — — Maxim não vai me querer agora — eu sussurro. Os olhos de Gregori se fecham enquanto ele toma uma respiração. —

Ele te ama, milaya Moya . Ele vai recebê-la de

braços abertos — ele resmunga, quase com dor. Eu balanço minha cabeça. —

Não, envie-me em qualquer outro lugar —

eu

imploro. Gregori balança a cabeça e concorda. Ele diz que vai me mandar para a Flórida e me dar algum dinheiro para começar. Eu escolho acreditar nele, mesmo que provavelmente seja estúpido fazê-lo. Eu escolho porque o pensamento de ficar naquele quarto por mais um minuto me faz querer gritar e agir violentamente. Tomo sua mão estendida. Ele me puxa e leva para uma escada de madeira velha e através de uma velha casa suja em direção a um SUV preto esperando.


No interior estão seis meninas em vários estágios de nudez, magreza, e limpeza. Sento-me ao lado de uma menina que parece em torno de dezoito e ela sorri para mim apenas um pouco, o cabelo louro dourado limpo, bem como sua roupa. Entre nós sete ela parece estar na melhor forma. Gregori desliza para o banco do motorista do carro, mas não vai a qualquer lugar. — Assistam isso, meninas — ele murmura. Eu vejo ele clicar alguns botões em seu telefone e, em seguida, a casa explode, fogo e escombros por toda parte. Gregori sorri e vira-se para nós. Ele parece mal naquele

momento.

Maníaco.

Pela

primeira

vez,

estou

aterrorizada com ele. — Boris e aqueles outros idiotas estavam em suas celas. Eu plantei as bombas nas celas com eles e vocês estão livres agora. Vou levar cada uma de vocês para uma casa segura

e

as

pessoas

serão

informadas

quando

vocês

estiverem verdadeiramente livres para ir . A maioria das meninas lhe agradece, tão felizes de estarem livres de seus serviços sexuais. A maioria das meninas, com exceção da muito jovem loira sentada ao meu lado e eu. Quero Maxim, mas ele não vai me querer e isso me deixa doente. Uma por uma, somos levadas a casas e cada menina é liberada. Gregori nos informa que estas não são as únicas garotas que ele salvou. Ele soa tão valente até que você se


lembra que ele é um deles. Ele pegou as meninas e seus bebês. Meninas fodidas contra a sua vontade, ele me fodeu. Gregori não é inocente; ele é tanto uma parte deste problema, como os homens encarregados. Uma vez que o carro está vazio, exceto pela pequena loira, Gregori, e eu, eu decido falar com ele. — Então se você nos salvou. Você matou os homens que estão no comando? — pergunto. Gregori fica tenso com as minhas palavras, e eu tomo isso como um não. —

Eles

apenas

virão

atrás

delas

e

de

mim

novamente. Meu marido prometeu-lhe esta dívida com uma criança, certo? Não

parece que estes homens, sejam eles

quem forem, vão recuar ou deixá-lo fugir, sem reembolso. Eu não estou segura, estou? Mesmo que Maxim me aceite de volta depois do que aconteceu com o meu corpo, eu sempre serei um alvo sentado esperando por eles me levarem de novo e fazerem mais para mim. — Eu vou cuidar disso, Moya milaya , não se preocupe — ele promete. Balanço a cabeça, olhando para fora da janela quando o ambiente familiar da propriedade de Maxim me envolve. Mentiras. — Você vai me avisar quando será seguro dormir em paz novamente? Você vai me avisar quando eu terei que entregar este bebê ou se serei capaz de mantê-lo? Que eu não terei que me preocupar com ele sendo tomado do berço enquanto eu durmo no quarto ao lado? Por favor, Gregori,


depois de tudo, eu preciso saber que, mesmo se eu não sobreviver a esta vida, meu bebê vai ser livre desta merda— eu quase rosno. Gregori se vira para mim com os olhos arregalados. Eu nunca xinguei, mesmo quando ele estava me fodendo contra a minha vontade, eu só aceitei. Eu sempre apenas aceitei. — Fique segura — a pequena loira sussurra antes de Gregori dizer outra palavra. Eu vejo algo brilhando dentro dela, uma luz de inocência, e eu espero que ela possa mantê-la. A minha foi queimada há um tempo atrás. Eu gostaria de poder recuperála e segurá-la por apenas um momento a mais. — Você também —

eu digo. Ela balança a cabeça

quando a porta se abre. Gregori está lá, seu corpo tenso. Eu ando descalça até o que foi outrora a minha casa. Será algum dia outra vez? Será que vou ser capaz de viver aqui depois de Gregori me contaminar? Dimitri abre a porta assim que Gregori bate e ele olha de Gregori para mim e depois para minha falta de roupa e rosna. Ouço passos vindo de dentro e minha respiração é roubada do meu corpo. Meu

belo marido está de pé em

choque na porta, os olhos arregalados. Ele parece muito mais magro, com olheiras sob seus olhos; seu cabelo mais longo e confuso;

o rosto coberto

com

uma

barba;

seu terno

normalmente perfeito, amarrotado e sujo. — Golubushka —, ele sussurra, antes de cair de joelhos aos meus pés e soluçar.


Meu grande, bonito marido, forte chora em meus pés, e isso me deixa doente. Eu me deixo doente. Eu deixei outro homem dentro do meu corpo enquanto meu marido estava preocupado comigo, e eu não lutei contra isso. Eu não valho nada. — Vá para ele — Gregori sussurra. Eu não me movo. Eu não posso. Eu estou presa ao chão, meu corpo tremendo. De repente, meu marido me levanta e me leva para dentro da casa. — Descubra tudo — eu o ouço sussurrar para Dimitri antes que ele me leve até o nosso quarto. Nosso estou em casa. — Você está machucada? Eu preciso chamar um médico? — Minhas mãos voam para meu estômago e, pela primeira vez, estou relaxada o suficiente para me preocupar verdadeiramente com a saúde do meu bebê. — Eu não estou machucada, mas vou precisar de um ginecologista, Maxim. —

Ele balança a cabeça quando ele

me coloca na cama, seus lábios tocando meu pescoço. — Você foi violada, Haleigh? Não tenha medo de me dizer. Eu irei matá-los por isso. Eu vou torturá-los por violar você. — Meus olhos se chocam com os azuis, e eu sei que devo dizer-lhe tanto quanto eu posso, mas eu não acho que eu posso contar-lhe tudo. Ele iria matá-lo. —

Eu fui Maxim. Desculpe-me —

eu choro meu

corpo tremendo enquanto o mundo cai para baixo em torno de mim.


Eu fui violada? Eu aceitei Gregori em meu corpo; Então me levou ao clímax, isso significa que eu fui violada? Eu não sei. Eu me odeio, neste momento; responder a esta pergunta me faz me odiar. Gregori estava tentando me salvar, mas ele me fez gozar e eu até gostava de seu corpo deitado com o meu. Eu sou nojenta. — Desculpe, neste caso não é preciso, golubushka. Você é forte. Você sobreviveu e você fez o que tinha de ser feito, o que te forçaram fazer. Eu não irei usar isso contra você nunca. — Suas palavras são bonitas, mas se ele souber que eu gostei quando Gregori me comeu, se ele souber que eu gozei, ele iria me odiar. — Eu estou grávida, Maxim. Eu preciso ter certeza de que o bebê está bem. Eles me drogaram algumas vezes, e eu não acho que eu comi bastante enquanto eu estava lá. — Minhas palavras levam um momento para afundar e, em seguida, ele olha para mim com preocupação e talvez um pouco de felicidade. — Meu bebê? — Pergunta ele. Eu odeio, eu odeio, que ele até mesmo pergunte. Concordo com a cabeça, querendo dar um soco na sua cara, por perguntar, mas não é culpa dele afinal. — Eu chamo o médico. Você vai tomar um banho. — Ele é todo o negócio, e eu sigo suas orientações. Na hora que saio do banheiro, um médico chegou e está esperando por mim. — Eu ficarei aqui para o exame — Maxim vociferou.


Concordo com a cabeça, andando até a cama. Tenho sido picada, cutucada, e fodida por outro homem. Se Maxim quer estar no quarto para este exame tudo bem, já ultrapassei minha timidez neste ponto. O médico é bom, um cavalheiro amável, e eu espalho minhas pernas enquanto ele me examina. Tudo de mim. — Você teve alguma relação sexual, mas quem quer que fosse, foi suave o suficiente. Sem machucar, ou rasgar. Você parece bem — ele oferece. Concordo com a cabeça uma vez, fechando os olhos com força, tentando não pensar sobre a maneira que Gregori gentilmente me comeu várias vezes ao dia - a cada dia. Eu tento não pensar sobre como o seu toque me fez sentir, como eu ansiava por ele e esperava por ele, mesmo senti como se eu quisesse. Uma lufada, um som de repente enche a sala, e eu abro meus olhos. Eu olho para a minúscula tela que o médico está segurando. — Este é o seu bebê. Não muito grande ainda, cerca de dez semanas, mas aqui está. Esse som que você ouve é o batimento cardíaco. Tudo parece estar bem. Certifique-se de beber

bastante

líquidos

e

comer

alimentos

saudáveis.

Consulte o seu médico, logo que possível, mas tudo parece realmente bem. — Ele me oferece um sorriso triste. Agradeço ao médico antes dele sair da sala. Eu olho para Maxim e percebo que ele tem estado em silêncio o tempo todo. Seu rosto se concentra em mim, mas seus olhos estão fora de foco.


Maxim — eu sussurro, envolvendo o manto em

volta de mim com força. Os olhos de Maxim estão escuros e seu rosto duro como granito; ele está com raiva e sua raiva é destinada a mim. — O homem que te fodeu foi gentil, então? Ele não te machucou e você não lutou com ele? — Ele pergunta. Eu aceno, sabendo exatamente aonde isso vai. —

Você me disse que entendeu que eu estava

tentando sobreviver —

murmuro tentando manter minhas

lágrimas de cair. — Sobreviver, sim, mas espero que se um homem se força em minha mulher, ela lute porra. Você não é uma Lasovska? — Ele ruge. Eu quero responder; Eu quero gritar e gritar com ele, dizer-lhe que não tinha escolha a não ser aceitar o meu destino, um destino que era inteiramente culpa dele e não minha, mas eu não falo. Eu não posso porque ele está certo. Eu gostei quando Gregori me tocou. Eu acho que depois de estar

sozinha

naquele

quarto,

no

escuro,

eu

teria

possivelmente até mesmo aceito o toque de Boris. Eu estava tão apavorada que iria morrer, que o meu bebê iria morrer. Eu desisti — eu desisti, e agora, meu marido está sofrendo por causa da minha fraqueza. —

Eu não nasci uma Lasovska, Maxim. Eu estava

tentando sobreviver. — Eu começo a chorar e soluçar, realmente.


— Você não é boa o suficiente para ser uma Lasovska. Você é uma blyad — ele ruge. Eu caio para trás como se ele tivesse fisicamente me agredido. — Sou apenas uma prostituta, porque isso é o que você me fez, Maxim. Você me comprou, ou trocou uma dívida por mim, ou qualquer coisa doente que teve com a minha família. Você sabia que, logo que nos casássemos, eu seria tomada por esse grupo e meu filho iria ser arrancado do meu corpo, treinado para lutar ou ser vendida como uma prostituta. — Você sabia que eles iriam me prostituir até que eu não tivesse mais nenhuma utilidade para eles. Você sabia de tudo isso e eu não. Você me fez uma prostituta, Maxim. Isso é sua culpa, não minha. Você me fodeu na casa de seu amigo, onde todos os seus colegas de trabalho poderiam ouvir, em seguida, você está chocado que eu sou tomada no dia seguinte e fui violada? Eu sou ingênua, Maxim, mas eu não sou estúpida. Tudo isso é culpa sua Maxim, não minha. — Mas se você realmente quer saber a verdade, sim, eu gostei. Parecia errado porque não era você, mas ele era gentil e ele me fez gozar. Sinto muito se não é isso que você quer ouvir, mas é a verdade. Eu sou apenas a puta, que você me fez ser — eu grito. Eu estou chorando, e gritando, sem me importar se alguém ou todo mundo pode me ouvir. Não há mais nenhum segredo. Eu sou uma prostituta. Eu sou um desastre, e eu nem sequer percebo que Dimitri testemunhou toda a cena.


Maxim vem e me dá um tapa na cara. Meu rosto voa para o lado, e eu sinto que ele está prestes a explodir quando Dimitri aponta sua arma para a testa de Maxim. — Se você bater na sua esposa grávida de novo, eu vou te matar, Maxim. — Maxim se volta para Dimitri e ri. — Claro, uma prostituta cuida da outra por aqui — ele cospe. Em seguida, ele sai, deixando Dimitri e eu sozinhos. Dimitri me envolve em seus braços, um chocante ato gentil e fora do personagem para ele, mas eu aceito isso. — Você vai ficar bem, e ele irá mudar de ideia. Agora você sabe. Você e eu, nós não somos tão diferentes —

ele

sussurra, beijando o topo do meu cabelo. —

Eu não queria gostar, Dimitri. Você tem que

acreditar em mim — eu digo entre soluços. —

Eu nunca quis gostar disso, Haleigh, mas às

vezes eu gostava. Eu gostava muito disso. Eu me sentia tão sujo depois, tão errado. Eu era um prostituto em Moscou. Minha mãe era uma, o que você chama cafetina, aqui. Ela me prostituiu em uma idade jovem, então eu entendo os sentimentos. Você está envergonhada, mas, no momento, quando é tão bom, é difícil sentir vergonha. Você sente como se estivesse drogado — confessa. Eu sei exatamente o que ele está se referindo. Eu choro um pouco mais pela criança que Dimitri era. Quantas pessoas incontáveis usaram ele por dinheiro, e saber que sua mãe o forçou a isso? Eu choro por Dimitri e eu choro por mim mesma, sentindo pena de mim mesma novamente. Não há vencedor nesta situação.


Maxim, Dimitri e eu, nós não somos vencedores. Nós nunca vamos ser pessoas normais, mas espero que possamos encontrar paz. Talvez tenhamos que ficar sozinhos para encontrar essa paz, mas tudo que eu quero é que ela caia sobre nós. — Eu sinto muito pelo que aconteceu com você — eu sussurro, enterrando a cabeça em seu peito. — Eu não seria quem eu sou hoje sem o meu passado, Haleigh. Não podemos lamentar tudo em nosso passado, porque, sem essas experiências, mágoas, e as nossas dores, não seríamos o que somos hoje. Você é forte, pequena, e Maxim irá mudar de ideia. Ele ama você, muito mesmo, e embora esta experiência tenha sido horrenda para você, também foi muito difícil para ele. — Ele é um homem, seu homem, e ele não pôde protegê-la. Além disso, ele sabe muito bem que a culpa é dele. Ele está tentando lidar com sua culpa, sua parte do sequestro, e sua violação. Com o tempo, você vai curar e ele também. Será um caminho difícil, mas quando vocês encontrarem o caminho de volta para o outro, será um belo futuro para vocês dois —

ele sussurra no quarto escuro

quando o silêncio cai entre nós. — Sshhh, —

uma voz profunda diz atrás de mim.

Sinto os braços fortes, familiares do meu marido envolverem em torno de meu corpo. — noite.

Deixe-me segurar minha esposa por mais uma


As palavras enigmáticas de Maxim me preocupam, mas o sono assume. Quando eu acordo, a dura realidade de suas palavras me dão um tapa na cara. Maxim está desaparecido. Suas roupas sumiram. Seu escritório vazio. Há apenas uma nota sobre o balcão da cozinha.

Golubushka- Minha pequena pomba, Você está certa em me culpar pelo que aconteceu com você. É minha culpa. Assumo total responsabilidade, e eu vou cuidar dela. Gregori e eu nos unimos para encontrar os bastardos que estão no comando e matar todos eles, como eu deveria ter feito anos atrá s. Eu não sei quando vou voltar. Estaremos viajando a Moscou. Eu não volto para lá há anos, e eu tinha a esperança de levá -la comigo. Ir com Gregori não estava nos meus planos, mas você que foi levada por causa de votos tolos de uma criança pobre, com fome nas ruas de Moscou. Dimitri estará aí para cuidar de você. Ele será mais capaz de ajudá -la a curar; ele passou pelos mesmos tipos de coisas que eu tenho certeza que você experimentou. Você tem acesso ilimitado a minhas contas e cartões de cré dito, compre o que você precisa. Certifique-se de ir ao mé dico e cuidar do nosso bebê. Você não me deve nada. Eu espero que você queira manter a vida dentro de você, mas se você decidir livrarse do fardo de carregar o meu filho, eu não vou ficar com raiva de você. Eu quero que você saiba que eu me apaixonei por você. Talvez eu tenha comprado você, perdoado uma dí vida, e aceito você como pagamento, mas foi porque uma vez que te vi, eu não poderia imaginar minha vida sem você. Agora, eu estou preso com essa realidade de qualquer maneira. A vida é como falam na Amé rica, uma cadela. Espero que um dia você seja capaz de me perdoar. Eu nunca imaginei que isso iria acontecer com você. Eu realmente sinto muito por tudo. Eu espero que você seja feliz. Encontre algué m para amar você do jeito que eu nunca poderia. Seja feliz. Seja livre. Todo o meu amor, minha vida, e minha alma. -Má xim.


Eu pego o caro vaso que está na mesa, onde a nota foi enfiada por baixo, e o jogo na parede quando afundo no chão. Aquele desgraçado — ele fugiu. Eu sabia que ele não seria capaz de lidar com o que aconteceu comigo, mas eu nunca imaginei que ele iria fugir de mim. Imaginei que ele me faria sair, mas nada poderia ter me preparado para o fato de partir o coração que eu sou agora sozinha. Grávida e sozinha. Meu marido não me quer, mas ele alega que me ama. Minha vida está realmente fodida. Eu rastejo de volta para a minha cama, e adormeço. Talvez eu só possa dormir e nunca mais acordar? Quão mórbido isso parece, é atualmente o que eu anseio porque agora eu tenho que enfrentar a realidade de que estou sozinha. Maxim era mais do que apenas o meu marido nos últimos meses. Ele tem sido meu melhor amigo. Meu confidente. Meu amante. Agora, ele rasgou o meu coração e fugiu para longe de mim. Como posso lidar com a criação de nosso filho sozinha? Como eu posso ser forte o suficiente para ser a mãe e o pai que nosso bebê precisa? Estou tão fraca. E eu já provei minhas fraquezas.


Capitulo Quinze Quarenta e dois dias. Isso é o tempo que se passou desde que eu vi minha linda esposa. Imagino que sua barriga esteja bastante inchada com o meu filho nos dias de hoje, e isso fere diretamente o meu coração. Eu nunca vou ver meu filho crescer dentro dela. Eu nunca vou vê-la segurar meu filho. A dura realidade é que eu provavelmente nunca sequer verei o meu filho. Isso me faz querer matar alguém, e eu pretendo fazer exatamente isso, quando eu descobrir exatamente quem está no comando. Não, isso me faz querer torturar. — Sr.Lasovska, a sala dois é sua— a mulher mais velha me informa. Ela é abatida, viveu a vida de uma prostituta até que ninguém iria pagar por seus serviços. Agora, ela é uma recepcionista e uma senhora. Estou à procura de prostitutas. Como minha vida mudou. Eu aceno para a velha e vou para o segundo quarto. É apenas um armário, na verdade, apenas separados por folhas penduradas no teto. Isso me enoja e me lembra da


minha vida antes, a vida que eu pensei que tinha deixado para trás. — Como posso agradá-lo? — A menina fala em russo. Ela é apenas isso, uma menina, não mais de vinte anos de idade. Eu coloco meus dedos sob seu queixo e levanto o rosto para que seus olhos encontrem os meus. Ela tem o cabelo muito longo marrom

e olhos azuis brilhantes,

entorpecidos por sua vida, mas ainda brilhante na cor. Ela é muito magra, e vejo hematomas por toda sua pele pálida. Um pensamento fugaz atravessa minha mente, e me pergunto quando foi à última vez que viu o sol. Haleigh deitada à beira da piscina absorvendo os raios. — Seu nome? — Eu falo. Seus olhos se alargam antes que ela responda. — Klara — ela responde suavemente. Eu concordo. Ela não é quem eu quero. Eu tiro dinheiro do meu bolso e entrego a ela. — Não, você deve dar isso para a mulher na frente — ela implora. Klara levanta as mãos, e se recusa a aceitar. — Isto não é para aquela velha puta; Isto é para você. Use-o para o que você precisar. Saia daqui comece de novo — eu digo. Eu, então, vejo como ela lambe os lábios secos, olhando para mim com cautela, como deveria. — Como posso agradecer? — Seu tom se transforma em sedutor, e eu fecho meus olhos quando sua mão passa sobre o meu pau.


Klara suavemente me acaricia, o atrito deixando-me duro, embora eu não queira estar. Eu gemo, e ela toma isso como um sinal de levar as coisas mais longe. Ela abre meu cinto, e eu tremo quando ela me leva em sua boca. Eu deveria afastá-la, dizer-lhe para ficar longe de meu pau, mas estou tão solitário, porra. Aceito o boquete, e eu tenho que fechar meus olhos e imaginar minha bela Haleigh antes que eu possa gozar. Deixo o bordel com nojo de mim mesmo. Isso não era para acontecer. —

Era ela? — Pergunta Gregori. Eu bruscamente

digo-lhe que não. Mais tarde naquela noite no nosso hotel, o meu telefone toca — Pasha. Eu atendo, porque Pasha irá enviar alguém para me matar se eu não atender. Pasha entende esta viagem, e ele está permitindo isso só porque eu também estou fazendo negócios para ele enquanto eu estiver aqui. — Pasha — eu digo pegando um copo e uma garrafa de vodca — estou na Rússia, certo? — É hora de você voltar para casa — ele ordena. Eu suspiro no telefone, e Gregori olha para mim, sabendo exatamente o que esta conversa implica. Pasha me chamou pelo menos uma vez por semana para seduzir-me de volta para casa. —

Você sabe que eu não posso. Eu não encontrei

quem eu estou procurando — eu digo, fechando meus olhos. É verdade; Eu não encontrei o líder do grupo que pegou a minha Haleigh. Eu sei que ele opera aqui na Rússia.


Eu não encontrei a prostituta que estou procurando também. Duas pessoas importantes, duas pessoas que eu devo encontrar antes que eu possa respirar livremente. Duas pessoas que eu deveria ter procurado e encontrado há muitos anos. Duas pessoas que eu estava com medo de procurar até agora. —

Sonia me fez te ligar, ela está preocupada com

Haleigh. Ela diz que não está indo tão bem —

ele me

informa. Eu balanço minha cabeça como se o homem pudesse me ver. —

Dimitri ligaria se houvesse algum problema,

Pasha. Você sabe disso — eu digo, para tentar parar essa culpa rolando no meu estômago. Pasha ri, e isso me irrita imediatamente. — Dimitri está muito ocupado tentando executar o seu negócio aqui. Ele nunca está em casa, Maxim. Você acha que a sua empresa iria funcionar sozinha? Precisamos da legitimidade. Ele não pode falhar. Sonia gastou tanto tempo quanto possível com a menina, assim como as outras mulheres, mas ela continua a recuar. Dorme o dia todo e quase não sai de casa. Se ela aguentar até o nascimento do bebê, eu duvido que ela viva muito mais. A única razão pela qual a criança se desenvolve é porque Sonia a obriga a comer e dá-lhe comprimidos para a nutrição. Como eu só ouvi isso agora? — Como é que você não me disse nada disso antes? Tudo o que disse foi que ela estava triste. Ela viveu um


inferno, eu nem posso imaginar, Pasha. Eu sabia que ela iria ficar muito triste — eu esbravejo. Gregori está olhando para mim do outro lado da sala. Ele parece culpado, e isso me faz pensar, sobre o que ele poderia estar sentindo culpa? Eu olho para ele questionando, e ele imediatamente olha para longe. Ele desperta o meu interesse. O que ele está escondendo? Gregori desaparece a cada duas semanas durante quatro dias. Eu não sei aonde ele vai, mas ele volta muito mais feliz e eu só posso supor que ele tenha encontrado alguma mulher. Será que ele se sente culpado que ele tenha encontrado a sua felicidade? Eu nunca iria invejar lhe por isso. —

Você teria se importado? O que você teria feito

além de enviar Dimitri ou Sonia em seu auxílio? Ainda faz parte desta família, mas eu estou liberando-o de meu controle. Você não é mais meu Brigadeiro5, você vai responder a outra pessoa a partir de agora. Alguém em Moscou. Eu estou farto disso. trata

Nenhum homem sob o meu controle e cuidado

a

mulher

que

ele

queria,

e

comprou,

e

propositadamente a engravidou dessa maneira. Eu posso ser um doente da porra, Maxim, mas nunca iria tratar minha Sonia da maneira que você está tratando Haleigh. Ela estará sempre sob minha proteção, mas você não está mais. — Talvez Dimitri vá tomá-la como amante desde que ele tomou a sua posição. Ele não é mais Boevik ele agora é o 5

Oficial


meu novo Brigadeiro. —

Pasha desliga o telefone, e eu só

olho para ele. Pasha me libertou; a única pessoa que eu gosto na minha vida além de Sonia e Haleigh. O homem que eu sempre me espelhei. Eu não sei o que fazer. Essa missão é uma besteira? Eu sei que se for bem sucedido, ela não vai ser besteira, mas e se eu falhar? Se eu falhar, então eu irei desapontar a prostituta que estou procurando, minha esposa e meu filho. O risco vale a pena o pagamento? Eu não sei. Eu encho o meu copo, um após o outro, após o outro, até que minha visão embace e eu desmaie. Gregori não me pergunta o que aconteceu, mas eu suspeito que ele pode imaginar. Ele não é estúpido. Uma vez que eu finalmente estou dormindo, eu sonho. Eu sonho com a minha linda bailarina. Eu sonho com a profundidade de sua tristeza e como faz o meu peito doer ao vê-la triste, saber que eu sou o culpado por sua tristeza. Eu sou a razão pela qual ela chora. Eu me odeio. Eu não a mereço. Eu preciso ficar longe dela ainda mais agora, porque eu não mereço sua beleza.

Eu espreito o berço, observando o meu menino doce, Maksimilyan Lasovska. Eu não escolhi um nome do meio para ele ainda. Como eu poderia, escolher seu primeiro nome


foi tão difícil. O momento que Maxim me deixou, foi como se meu coração quebrasse em um milhão de pedaços. A única coisa

que me fez

sorrir

desde

aquele dia

é

o meu

Maksimilyan. — Ele é um menino bom, forte, saudável, — Dimitri diz em voz baixa, andando atrás de mim. —

Sim, eu só queria ... —

Eu deixo minhas

palavras no ar. Depois de todos esses meses, eu sei que o que eu desejo nunca vai se tornar realidade. Ele nunca vai voltar para mim agora. Faz muito tempo já. —

Eu sei o que você quer. Eu gostaria de saber a

coisa certa a dizer-lhe — ele diz suavemente, seu forte peito pressionado contra minhas costas enquanto suas mãos curvam em volta do meu quadril. Eu deveria afastá-lo. Eu deveria estar com raiva por ele estar mesmo me tocando, mas o contato humano parece agradável. Eu sinto que eu sou a puta suja que Maxim me acusou de ser. Estou tão solitária. —

Dimitri, —

Advirto suprimindo um gemido

quando seus dedos escavam em meu quadril. Seus lábios roçam meu pescoço antes que eu perca completamente o calor do seu corpo atrás de mim. — Eu sei quem seu coração ama, Haleigh. Eu não pediria por seu coração — nunca. Só espero que um dia você possa gostar de mim o suficiente para deixar seu corpo ser meu. Nós poderíamos fazer o outro feliz, sladkiy. Eu vou


esperar por você — ele murmura baixinho antes que ele saia da sala. Eu choro. Eu deixo as lágrimas rolarem enquanto eu olho para baixo para o meu bebê. Meu filho. Ele precisa de seu pai, mas se Maxim não vai voltar para mim, ele ainda precisa de um bom homem para guiá-lo. Pasha, é claro, será uma parte de sua vida como um avô guiando, mas sei que os meninos precisam de mais; eles precisam de uma presença diária. Dimitri pode ser esse homem. Ele deixou claro que vai ser esse homem. Eu só não sei se eu posso deixa-lo ser esse homem.

Natalia, a bela mulher loira de um dos guerreiros de Maxim, aparece na minha porta com uma bandeja de sobremesas e um sorriso. Nós nos tornamos amigas, as mulheres que pertencem aos homens de Maxim. Elas me ajudaram após sua partida, e todas elas têm histórias de traição e sofrimento nas mãos de seus homens. Eu não estou sozinha mais. Eu sou solitária, mas eu não estou sozinha. Essas mulheres sofreram muito, algumas nas mãos de seus homens e algumas nas mãos de outras pessoas em retaliação por algo que seus homens fizeram. Nós entendemos umas as outras. Nós somos irmãs. —

Você precisa comer. Você está muito magra. —

Natalia sorri, empurrando as sobremesas em minhas mãos enquanto ela toma Maksimilyan dos meus braços.


— Eu preciso perder esse peso do bebê é o que eu preciso fazer, —

Eu digo, seguindo-a para minha sala e

sentando no sofá. —

Você não ouviu falar dele? — Pergunta ela,

abraçando meu doce bebê ao peito. Balanço a cabeça, incapaz de dizer as palavras. — Dimitri ouviu falar dele, então? — Pergunta ela, arqueando uma sobrancelha. —

Eu não sei —

confesso com um encolher de

ombros. — Dimitri quer você, no entanto, não? — Brinca ela. Ela sabe demais. —

Ele mencionou um relacionamento, quando eu

estiver pronta para tentar e aceitar o fato de que Maxim me deixou — eu digo sem chorar, pela primeira vez. Se parece como uma pequena vitória. — Dimitri é um bom homem, Haleigh. Ele iria tratar você e Maksimilyan bem — ela sussurra. — Eu sei. Eu deveria aceitar o que ele ofereceu, mas eu amo Maxim. O quão estúpida eu sou? — Você é uma mulher que se apaixonou e teve seu coração partido por um homem idiota. Você não é estúpida. Você, minha cara, é humana — ela murmura. Natalia e eu passamos a tarde apenas apreciando a nossa

amizade

sem

falar

mais

de

problemas

e

relacionamentos deprimentes. Eu amo Maxim, mas quanto tempo eu deveria fingir que ele vai voltar quando eu sei a verdade? Ele não irá voltar.


Para ser honesta, depois de tudo que passamos, nós provavelmente não poderíamos fazer o nosso casamento durar, mesmo se ele voltasse. Eu poderia ficar fisicamente com Dimitri e não deveria sentir nenhuma culpa. Não tenho nenhuma ilusão de que Maxim está sendo fiel a mim neste momento. Eu não esperava que ele fosse, e eu seria ingênua em pensar que ele até poderia ser. Eu não sei tudo sobre o passado de Maxim, mas eu sei que o que ele viveu quando criança e jovem foi torturante. Ele usa o sexo, fodas brutais, e dominação para lidar com os demônios girando dentro de sua cabeça. Meu rapto e estupro só acrescentou combustível para seus demônios. Eu fecho meus olhos, e como eu faço todas as noites desde que ele me deixou... Eu sonho. Eu sonho com a meu belo russo de olhos azuis. O homem que é dono do meu coração e alma. O homem que pode me fazer quebrar. Infelizmente, eu estou quebrada agora e só este homem pode me corrigir. Rezo para que ele volte para mim antes que eu esteja completamente destruída.


Os dias vêm e vão, tudo passa em um borrão. Eu bebo pesadamente enquanto Gregori e eu tentamos encontrar as pessoas que precisamos, para acabar com esta missão, esta missão auto imposta. Meu novo Pakhan-chefe — é muito mais frio e mais duro do que Pasha sempre foi. Ele me obriga a fazer um trabalho muito mais sujo, coisas que eu não tinha que executar, desde que eu era um jovem guerreiro e estava apenas começando. Eu não posso nem contar o número de pessoas que eu torturei e matei, o número de mulheres que matei por serem traidoras, nos curtos meses que eu estive de volta a Moscou. Quando eu corto as gargantas dessas pessoas, eu não sinto nada, somente vazio. Eu sinto falta da minha esposa. Eu quero meu bebê em meus braços. Eu quero a vida que construí para mim de volta. O pior foi quando eu tive que matar uma criança de um rival como um aviso. Eu só podia olhar para o menino e ver meu próprio filho. Meu filho sem nome, sem rosto. Eu não tinha matado uma criança há tanto tempo, desde que eu era uma eu mesmo. Eu chorei enquanto eu segurava a criança morta em meus braços. Quão fria e cruel essa minha vida é que eu


poderia mesmo ter estômago para matar uma criança inofensiva pela guerra, como um aviso. Isso me deixa doente. Pasha não entrou em contato comigo novamente, e eu sei por esta altura, que meu filho já veio a este mundo. Será que eu vou saber seu sexo? O seu nome? Eu já me conformei que eu perdi minha Haleigh para sempre. Será que Dimitri mantém ela à noite? O pensamento me deixa doente e com raiva, então eu bebo mais. —

Você precisa ligar para Dimitri, —

Gregori

murmura quando nós viramos a esquina do apartamento, à procura de uma beleza de cabelos castanhos e olhos azuis. Encontramos muitas, mas nenhuma é ela. — Nyet — eu falo. Ele me diz isso pelo menos duas vezes por semana. Eu nunca ouço. — Ele é um bom homem, Dimitri, ele vai cuidar dela e da criança. Eu cheguei muito perto de enforcar o bastardo, mas eu não faço. À medida que as semanas se arrastam, eu me torno menos tolerante com os conselho de Gregori, e seus desaparecimentos continuam. Ele não é tudo o que ele diz ser, e eu sinto como se estivesse andando em círculos. Eu me recuso a ser liderado por muito mais tempo. Esta missão deve terminar para minha própria sanidade, nada mais. Sou um homem mesmo se eu desistir? Eu não sei. As coisas não estão funcionando com ele, e eu tenho minhas suspeitas, mas não posso mostrar. Se ele suspeitar que eu estou desconfiado, mesmo um pouco, ele vai


mudar de tática. Gregori é extremamente inteligente, e eu não possa arriscar qualquer coisa com ele. Juntos, entramos em uma pequena sala e os meus olhos e corpo instantaneamente reconhecem a menina no canto, é ela. Mariya. Ela é tão bonita como da última vez que a vi, com apenas seis anos de idade, quando ela foi arrancada de mim. Tomada pelas mesmas pessoas que tiraram Haleigh de mim. Eu nunca fui corajoso o suficiente para procurá-la até que Haleigh foi tomada. Eu preciso corrigir meus erros neste mundo antes que eu possa aceitar, a minha vida, e espero, minha esposa. Eu precisava encontrar essa mulher. Minha irmã. Ela está magra demais, mas parece saudável. Eu caio de joelhos, sussurrando o nome dela, e seus olhos se arregalam e antes que ela grite. Eu a cubro com a mão. — É o seu irmão; Maxim. Eu vim para salvá-la. — Ela estreita os olhos para mim. Quando eu solto, ela fala. — Eu não quero você aqui. Eu sei para quem você trabalha, eu sei quem você é, e eu não quero você. Ela soa tão irritada, tão amarga. Eu só vim aqui para salvá-la. Eu não a culpo. Não sei nada sobre o inferno que ela tem sofrido ao longo dos anos. —

Mariya, o que foi? — Pergunto. Ela balança a

cabeça, lágrimas caindo dos olhos. — Eu fui tomada e coisas horríveis foram feitas para mim, Maxim. É verdade, você não pode imaginar. Mas um


homem, ele se apaixonou por mim. Ele é casado, então eu fiquei aqui. Ele é um bom homem. Ele cuida de mim — diz ela de uma maneira quase suplicante. Eu realmente olho para a minha irmã. O apartamento não é tão merda como a maioria que fomos, mas não é o melhor, também. —

Eu tenho dinheiro, Mariya. Eu posso cuidar de

você, para sempre, —

eu ofereço. Ela olha para mim, os

olhos arregalados e sua boca aberta. — Eu... —

Ela hesita, e eu agarro as mãos e olho

em seus olhos. — Deixe-me fazer isso por você. Deixe-me levá-la e cuidar de você, como eu sempre deveria ter sido capaz de fazer. Como eu deveria ter feito há muitos anos. Os olhos de Mariya olham ao redor, à procura de respostas. Eles brilham com lágrimas, e então, finalmente, ela assente. Eu a jogo sobre meu ombro e corremos. Eu não lhe dou um segundo a repensar sua decisão. Pensamentos de meu filho, de Haleigh, e de Dimitri desaparecem nesse momento. Eu encontrei minha irmã, e meu dever atual é cuidar dela. — Eu tenho uma dica sobre a outra questão. Eu cuidarei disso. Você se preocupe com Mariya, e eu vou falar com você — diz Gregori antes que ele saia, sem me permitir até mesmo perguntar. É suspeito que esta dica aconteça, de repente, agora que eu encontrei Mariya. Algo não está certo, mas eu não posso cavar mais fundo em suas histórias. Eu tenho Mariya


para pensar. Eu não vou decepcioná-la novamente. Eu me recuso. Culpa nada por todo meu corpo quando eu penso sobre as coisas que minha irmã sofreu. Eu deveria ter vindo para ela anos atrás. Minha culpa pelos maus tratos de Haleigh me enviou nesta missão para corrigir erros, mas eu deveria ter feito isso há muito tempo. Eu me odeio por ter esperado todo esse tempo.

— E agora? —

Mariya fala, comendo um pouco de

pão e queijo. Eu fecho meus olhos e imagens de Haleigh e um bebê sem nome, e sem rosto passam pela minha cabeça. Eu quero ir para casa para minha esposa. —

Gostaria de viver aqui ou na América? —

Pergunto, esperando que ela diga Rússia. Mariya nem sequer pensa antes de responder, América... é claro. Eu pego meu telefone e ligo para meu atual Pakhan. Eu odeio que eu tenho que pedir um tempo fora para ele, mas é o que é. Estraguei minha própria vida, e esta é a consequência. Uma vez que as minhas férias foram aprovadas, eu ligo para o homem que eu estava temendo falar novamente. Ele me ligou por um tempo e, finalmente, parou quando eu me recusei a retornar suas chamadas. — Dimitri — diz ele distraidamente. Eu posso ouvir os gritos de um bebê no fundo, e isso faz meu coração parar.


— Sladkiy , leve o bebê para o outro quarto isso é negócio, sim? — Diz ele para quem eu sei que deve ser Haleigh. Eu vejo vermelho na palavra, mel, dita como se fosse confortável. Eu quero matar Dimitri. Eu quero cortar ele. Estripá-lo. Retirar suas entranhas e espalhá-las em torno do quarto que ele certamente fode minha esposa. —

Maxim, é você? —

Ele mudou para russo, e

confirmo que sou, de fato, eu. Espero que seu pênis encolha ao som da minha voz. —

Eu encontrei minha irmã, Mariya. Ela deseja

residir nos Estados Unidos, por isso vou levar ela amanhã para viver na casa. Eu só vou ficar por duas semanas antes de retornar a Moscou, — eu declaro. Dimitri pigarreia. — Você já terminou a sua vingança, então? — Ele pergunta. Tudo o que eu quero fazer é estrangulá-lo, matar ele- com minhas próprias mãos. — Está consumado — eu corto. — Então por que você não volta? Haleigh ficará feliz em ter você de volta aqui, Maxim, e você vai querer passar mais tempo com o bebê, não? — Nyet, eu já não trabalho mais para Pasha. Meu novo Pakhan é aqui em Moscou, — dentes enquanto Dimitri pigarreia.

eu digo, rangendo os


Pasha vai aceitar você de volta, Maxim, e terei

prazer em me demitir e assumir a minha posição original. Não seja um tolo teimoso. Pense na sua família — ele insiste. Eu desligo na cara dele, não querendo ouvir mais de sua besteira. Ele fode minha esposa e tenta jogar de amigo. Foda-se ele. Eu não confio em uma única pessoa neste mundo. Uma vez eu chamei Dimitri de meu amigo, mesmo com Gregori, mas não mais. Dimitri fode minha esposa, a toma como amante, como blyad, e tenta empurrá-la de volta para meus braços. Ele tem um jogo; só não sei o que é. Gregori é cheio de segredos e joga algum tipo de jogo de sua autoria. Vou encontrá-lo em breve. A única pessoa que eu posso confiar sou eu mesmo. Eu fecho meus olhos por um momento, desejando que a dor na minha cabeça desapareça. Eu também ignoro a dor no meu peito enquanto eu ligo e faço reservas de vôo particulares. — Nós temos uma hora antes da decolagem, vamos, — eu berro. Mariya, sabiamente, não diz uma palavra. Muito inteligente da parte dela A cidade é escura, o carro está esperando por mim como instruído, e no interior, o segurança Byki está esperando para me levar para casa. Eu não vou para lá há mais de um ano. Será que vai ter mudado? Eu não poderia imaginar que Haleigh se importaria de mudar muito, mas talvez, eu esteja errado. Talvez, ela


tenha substituído tudo que a faz lembrar-se de mim. É o que eu faria se ela me deixasse da maneira que eu a deixei. — Você vai conhecer Dimitri e Haleigh quando chegarmos na propriedade. Haleigh é a dona da casa, e eu não vou tolerar qualquer desrespeito ao meu filho ou filha. Dimitri é o guarda, provavelmente seu amante também. Você vai respeitá-lo. Eles não vão te dizer o que fazer ou como fazêlo, mas você vai ser gentil com eles. A casa pode ser minha, mas eles residem nela e controlam os acontecimentos. A Haleigh não fala russo, mas Dimitri fala — eu digo incapaz de olhar para a minha irmã. Mariya acena com a cabeça, mas me olha com cautela antes de me fazer uma pergunta. — Haleigh é a sua mulher, então? Sua senhora? — Ela

pergunta

curiosamente.

Dói-me

responder

a

esta

pergunta, mas minha irmã saberá a verdadeira resposta em breve, como eu tenho certeza que vai ser mencionado. —

Haleigh é minha esposa. Sra Lasovska, e antes

que você pergunte, o bebê é meu. Posso dizer que Mariya não tem nenhuma pista de como lidar com esta informação, porque ela fica em silêncio. Isso me preocupa. Será que ela pensa menos de mim, porque eu acabei de admitir que a minha esposa, provavelmente, tem um amante na minha própria casa? Será que ela percebe que eu abandonei a minha própria família por medo? Sou um homem sem valor. Nós chegamos a casa, e tudo é exatamente como eu deixei. Eu bato - sinto um estranho sentimento por bater em


minha própria casa. Mariya está ao meu lado quando a respiração é roubada do meu corpo no momento que a porta se abre e minha linda Haleigh está de pé diante de mim, absolutamente linda, segurando uma criança se contorcendo em seus braços. Um menino, vestido de macacão, e uma camisa por baixo. — Maxim — ela sussurra com os olhos cheios de lágrimas quando ela me leva para dentro. Pergunto-me o que vê. Será que ela vê um alcoólatra? Um homem quebrado que não pode sequer olhar para outra mulher porque sua esposa é a única pessoa que ele quer? — Haleigh, esta é Mariya — eu digo com a voz rouca, tentando não chorar como uma mulher com a visão do rosto da minha linda esposa. Seus olhos cheios de lágrimas, e ela não pode esconder sua dor- Dimitri não lhe disse nada? — Por favor, entrem — ela diz baixinho, voltando-se para caminhar dentro da sala. —

Apenas deixe-me colocar Maksimilyan em seu

berço, e eu vou encontrar Dimitri. Estou certa de que quer vê-lo — ela murmura. Minha cabeça vira. O nome que ela deu a nossa criança, um nome parecido com o meu, Maksimilyan Lasovska, muito russo. É como se ela conhecesse meu coração quando o nomeou com um nome tão forte. Eu amo isso. Eu vejo como seu corpo oscila, como uma mulher, confiante, bonita, polivalente e mais encorpada do que ela já


foi quando eu a tinha como minha todos esses meses atrás. Ela cresceu tanto, no corpo e na maturidade, desde o ano passado. Eu posso ver isso claro como o dia. Seu rosto é redondo e macio, mas é a inocência que uma vez ela tinha que se foi, substituído com conhecimentos que ela nunca deveria possuir. Conhecimentos que eu inadvertidamente alimentei. — Ela é linda, Maxim, e o bebê, seu filho, é perfeito, — minha irmã sussurra para mim em russo. Eu vejo como Haleigh caminha em direção ao escritório de Dimitri, seus seios ligeiramente saltando a cada passo, seus quadris balançando, e sua saia abraçando sua bunda deliciosa. Ela se parece com uma modelo. Seu corpo é perfeito, exuberante e cheio de curvas, enquanto que antes ela era apenas ossos e músculos rígidos. Ela agora é macia, uma mulher. Meu pau cresce sob minha calça jeans, endurecendo pela primeira vez em meses. Somente minha esposa pode me deixar duro em um instante, não importa como seu corpo pareça, só ela faz isso para mim. — Maxim — diz Dimitri. Ele caminha em direção a mim, me puxando para o seu corpo — me abraçando. Traidor filho da puta, mas ele não é, na verdade não. Abandonei todos eles. —

Minha irmã, Mariya, este é Dimitri e, claro,

Haleigh. — Eu apresento a minha irmã, e eu posso ver que saber que Mariya é minha irmã muda o comportamento de Haleigh. Ela acalma, relaxa, e eu quero sorrir para seu pequeno ciúmes, mas eu não sorrio.


— Mariya vai ficar aqui indefinidamente. Eu estarei aqui por apenas duas semanas — eu anuncio. Eu vejo como Haleigh abre a boca, mas depois a fecha logo que o bebê começa a chorar. Eu olho para ele, querendo pegá-lo e confortá-lo, mas não é o meu lugar. Ele é apenas minha criança pelo sangue; não foi eu quem o criou. Dimitri teve essa honra, e isso me faz mal fisicamente. Quero a minha esposa e meu filho; Eu os quero comigo para a eternidade. Eu fodi tudo, mas eu salvei a minha irmã no processo, então talvez eu possa viver comigo mesmo. Muito provavelmente não. —

Sinto muito, Maxim. É hora do banho e depois

cama. Foi muito bom conhecê-la, Mariya. Sei que vamos ter mais tempo para conhecermos uma a outra — diz ela suave e docemente. Haleigh parece que está prestes a chorar, e o constrangimento na sala está prestes a engolir-nos. —

Prazer em conhecê-la — Mariya diz lentamente.

Surpreende-me que ela sabe Inglês. O olhar de Haleigh está grudado em mim por um momento e, em seguida, o bebê começa a chorar e ela corre para fora da sala. — Por favor, pegue o quarto ao virar a esquina. Tem seu próprio banheiro, e você estará longe o suficiente do bebê para que ele não te acorde no meio da noite. Haleigh mudou todos os lençóis na noite passada e trouxe algumas de suas roupas menores para você usar, — Dimitri oferece.


Mariya sabe que é tempo para ela gozar as suas férias, e ela faz isso em silêncio. Meus olhos se concentram em Dimitri, que a observa muito de perto para o meu gosto. Com Haleigh em sua cama, como ele poderia sequer olhar para outra mulher? — Vamos para o escritório, então? —

Dimitri diz

calmamente. Eu sigo. O escritório parece muito diferente sem as minhas coisas. O balcão é o mesmo grande pedaço de madeira escuro, a cadeira confortável de encosto alto de couro, mas as decorações são diferentes. Livros nas prateleiras. Eu sei que Dimitri é um ávido leitor e eu nunca fui. Há também fotos em torno do escritório, todos Maksimilyan. Eu noto que há alguns brinquedos no canto e uma caneta para ele jogar. Uma pontada de ciúme enche meu corpo e me consome. Este homem tem a minha vida, e eu entreguei a ele numa bandeja de prata maldita. —

Por que você está partindo em duas semanas,

Maxim? — Ele pergunta quando eu sento no sofá novo verde escuro em frente a ele. —

Eu tenho que voltar ao trabalho. Meu novo

Pakhan não é tão complacente com a minha ausência como Pasha —

Eu admito. Dimitri acena com a cabeça,

inclinando-se para trás na cadeira. —

Você sabe que Pasha vai aceitá-lo de volta. Ele

estava com raiva, mas principalmente ele estava preocupado com a saúde de Haleigh — ele oferece. Eu concordo.


— Você a viu e ela parece bem. Muito bem, talvez? — Eu arqueio uma sobrancelha para ele, e ele tem a coragem de rir. — Haleigh e eu somos nada além de companheiros, Maxim. Não encha sua cabeça com pensamentos de mais nada. Eu sei que você a ama e ela te ama. Ela teve um ano difícil e ela teve um monte de pesadelos e sentimentos de culpa para trabalhar. Além disso, a perda de seu amante e marido quando ela mais precisava dele — ele acusa de forma eficaz. O esfaqueamento de suas palavras batem sua marca, em linha reta no meu coração. — Eu fiz o que achei melhor, — Eu tento dizer. Não soa convincente. Dimitri joga a cabeça para trás e ri. —

Você fugiu. Não foi uma boa situação. Eu não

posso dizer que eu não teria feito o mesmo, meu amigo. Você deve saber que é hora de voltar para casa, Maxim. Você apenas perdeu meses de vida do seu filho. Não perca anos. — Eu balanço minha cabeça, mas Dimitri segura sua mão para cima e me impede de falar. —

Vá lá em cima, para o berçário e assista a sua

esposa alimentar seu filho. Olhe para toda a beleza e depois você me diz que você está fazendo o que é melhor, deixandoos para trás novamente. Se for esse o modo como se sente, então eu vou pedir-lhe para divorciar-se dela para que eu possa tê-la, livre e desimpedida. Essa é a melhor mulher que eu já conheci. Colocarei meus filhos dentro dela, e eu sei que eles vão ter uma mãe muito amorosa para nutri-los. Eu ando até ele e o soco no rosto.


Você não toca o que é meu, —

bastardo apenas sorri. — Vá para ela — ele sussurra. Eu me viro e vou até as escadas. Para a minha esposa. Em direção ao meu filho. Em direção a toda a minha vida, porra.

Eu rosno. O


Capitulo Dezesseis Eu estou sentada na cadeira de balanço. Fotos preto e branco da Rússia enchem o quarto; a roupa de cama é um azul suave, assim como as paredes. O quarto é calmo e sereno, mas por dentro, eu sou uma bola de nervos. Maxim está em casa, e ele mal olhou para mim. Ele nem sequer perguntou sobre seu filho e, em seguida, ele trouxe uma mulher, alegando que era sua irmã. Uma irmã que ele nunca mencionou para mim antes. Não que nós saibamos muito sobre o outro, mas ele me disse que era um órfão. Agora eu sei como ele se tornou um, mas nada sobre a irmã. Ele desaparece por um ano e como mágica ele está de volta, trazendo-a com ele. —

Maksimilyan, acalme-se um pouco amor, você

deve dormir bem esta noite. Temos convidados, —

eu

sussurro ao meu amado bebê. Maksimilyan olha para mim, seus brilhantes olhos azuis dançando enquanto mama. Meu bebê é tão sério e calmo, mas muito doce, até que a noite cai. É como se ele se transformasse em um animal selvagem. Ele chora e reclama todas as noites. Não me lembro a última vez que dormi por


mais de duas horas seguidas, mas eu não mudaria isso por nada no mundo. Meu filho é a minha vida. Eu descanso e relaxo, tentando não pensar sobre o homem bonito lá embaixo que não quer ter nada a ver comigo. Eu me pergunto se ele ainda pensa em mim como suja e nojenta? Eu nem sequer olhei para outro homem desde que ele partiu. Dimitri é tão doce, e se houvesse um homem que eu poderia estar interessada, seria definitivamente ele. Mas ele é como um irmão, um melhor amigo. Eu o acompanho a todos os eventos sociais, mas eu sou a Sra. Lasovska. Não a mulher de Dimitri; no entanto, estou certa de que há fofoca sobre o nosso relacionamento. Somos apenas colegas de quarto e amigos. Nada mais. Sinto Maksimilyan se transformar em um peso morto nos

meus

braços,

e

eu

sei

que

ele

está

dormindo.

Cuidadosamente eu o coloco no berço e me arrumo. Dirijo-me para a porta do quarto apenas para encontrar o objeto de minha

afeição

em

na

porta

com

uma

expressão

indecifrável no rosto. Não que eu realmente entenda suas expressões,

de

qualquer

maneira.

Expressões

que

eu

acreditava ser amor não eram nada do tipo. Eu não posso ler o homem, nunca pude, e provavelmente nunca poderei. —

Venha — diz ele, segurando sua mão. Eu fico

olhando para ele; ele é como gelo. Olhos azuis frios, o corpo de granito que está mais volumoso do que eu me lembrava. E seus olhos, eles são


muito mais assombrados. Eu não aceito sua mão, mas eu ando em direção ao nosso quarto à frente dele. — Você é linda com ele — diz ele em voz baixa uma vez que fecha a porta atrás de nós. Eu olho para o monitor na minha cabeceira para ver que Maksimilyan de fato ainda está dormindo; às vezes, ele age como um gambá jogando comigo. — Por que você está aqui, Maxim? — Eu sussurro. Eu não viro para olhar para ele. Eu não posso. Já estou à beira das lágrimas. —

Tinha que trazer a minha irmã para um lugar

seguro. Ela foi tomada há muitos anos — explica. Por dentro, eu estou gritando que eu não dou a mínima sobre sua irmã, mas eu mantenho minha boca fechada. — Você está partindo em duas semanas, para... para sempre, então? Ou você vai voltar todos os anos para me torturar e rasgar meu coração outra vez? — Pergunto ao me virar e vejo seu corpo balançar no veneno das minhas palavras. — Haleigh — ele murmura. Dou um passo para trás enquanto ele dá um para frente. — Foda-se —

eu sussurro, enquanto as lágrimas

escorrem pelo meu rosto. — Eu sou um filho da puta — ele murmura, com as mãos, de repente em minhas bochechas.


Eu sinto seus lábios beijarem ao lado do meu ouvido, enviando arrepios pelo meu corpo, as emoções que estavam mortas por um ano. — Eu odeio você — eu gemo enquanto seus lábios viajam para baixo em meu pescoço, sua língua provando minha clavícula. Maxim envolve suas mãos em torno de meus quadris enquanto sua boca beija lentamente de volta até meu pescoço. Em seguida, ele leva minha orelha entre os dentes e morde, enviando choques de prazer pelo meu corpo. — Você parece tão sexy, Haleigh — ele geme. Minhas mãos vão automaticamente para seu cabelo. Está mais, despenteado. Longe da imagem perfeitamente limpa e arrumada de Maxim, e agora, ele é mais áspero e mais perigoso. Eu amo isso. — Eu tenho peitos e uma bunda agora. —

Eu rio

enquanto suas mãos viajam até a minha bunda, me agarrando, me pegando para me levar para a cama. — Amei o seu corpo antes, mas, honestamente, você está fantástica — ele geme. Maxim está acima de mim, com os joelhos montando meus quadris. Seu cabelo é uma bagunça dos meus dedos, e ele está pendurado para baixo, mas seus olhos azuis se concentram completamente em mim. Lentamente, suas mãos vão em torno da barra da minha blusa, e ele gentilmente a tira sobre o meu corpo. Meu sutiã é o próximo, e minha saia é arrancada, deixando-me completamente nua para ele.


— A mulher mais bonita da terra — ele murmura. Sua mão desliza para baixo no meio do meu peito, meu estômago, e então ele toca meu centro. Sua palma é quente e eu quero muito mais. — Você vai me deixar entrar, minha esposa? — Ele sussurra, e é como se ele não tivesse partido há um ano, como se ele não tivesse sido cruel com suas palavras na noite anterior a que ele me deixou. Eu abro minhas pernas e deixo meu marido entrar. Porque eu sou uma tola. Eu sou uma tola que acredita que este homem é para mim. Eu sou uma tola que sabe que este homem vai quebrar meu coração. Eu sou apenas uma simples, tola. O peito de Maxim treme quando ele desliza um dedo dentro de mim e lentamente começa a bombeá-lo dentro e fora do meu núcleo. Ele me toca da única maneira que sabe – áspera- e tudo me consome. Eu arqueio minhas costas, empurrando meu peito para frente e jogando minha cabeça para trás contra o travesseiro, apreciando a sensação dele me tocando, um pedaço dele dentro de mim. Eu sinto seus lábios nos meus seios enquanto ele lambe e beija a minha pele; seus lábios são suaves nos meus mamilos. — Eu não posso esperar mais um momento — ele geme, se afastando de mim e tirando suas próprias roupas. Eu olho para ele e vejo a mais nova tatuagem azul em seu corpo. Eu tremo com o que isso significa. Dimitri me


confessou

meses

atrás

que

cada

tatuagem

tem

um

significado, a maioria delas escura e ameaçadora. Ele sobe em cima de mim de novo, e eu espalho minhas pernas enquanto seus quadris grossos se encaixam perfeitamente entre elas. Maxim está muito maior do que antes dele partir, é puro músculo e me assusta pensar em como ele ganhou esse novo volume, tão sexy como é. Eu levemente arranho minhas unhas pelas suas costas quando eu olho em seus olhos; ele olha diretamente para mim, o rosto desprovido de emoção, quando ele desliza para dentro de mim. Por um momento, eu acho que eu vejo algo passar em seus olhos, mas depois se vai tão rápido quanto veio. E sou deixada olhando para o vazio, e isso me faz querer chorar. Viro a cabeça para o lado, evitando seus olhos mortos. Dói meu coração. Maxim enterra o rosto no meu pescoço e cabelo enquanto puxa para fora e bate dentro de mim. Eu sinto sua mão deslizar entre nós enquanto ele me leva para um curto orgasmo, e, em seguida, ele sai de mim e se toca até que goza por todo o meu estômago. Estou atordoada. Chocada. Completamente revoltada. Eu me sinto suja e usada. Tudo de novo. — Eu durmo no quarto de hóspedes — diz ele, com a voz grossa com seu sotaque.


— Maxim — eu chamo. Ele para na porta, deslizando as calças até os quadris, seus olhos completamente mortos quando eles olham para mim. — Irei partir em três dias, Haleigh. Eu vou enviar-lhe os papéis do divórcio pelo correio. Você pode ter tudo e, em seguida, você pode ficar com Dimitri — ele murmura. Meus olhos se arregalam quando eu abro minha boca para dizer algo, mas não sai nada. E não importa porque Maxim fecha a porta e caminha para longe de mim. Mais uma vez. Eu corro para o banheiro e fico doente. Me limpo e deslizo entre os lençóis caros de nossa cama, não vendo nada, não ouvindo nada, e olhando fixamente para a parede. Uma profunda, voz rouca cantarolando me acorda de manhã, e eu volto para o monitor do bebê para ver Maxim com Maksimilyan em seus braços, cantarolando uma canção. Eu não me movo; Eu só assisto aos dois homens que eu mais amo no mundo. Maxim poderia estar segurando Maksimilyan em seus braços, mas é óbvio que Maksimilyan é o único segurando Maxim no momento. A vulnerabilidade está de volta em seus olhos, e, neste momento, posso ver o verdadeiro Maxim, o brilho do homem que eu me apaixonei. —

Eu espero que você seja um homem melhor do

que eu. Dimitri vai ser bom para você — ele sussurra. Eu não posso evitar. Eu soluço.


Eu o ouço listar todas as razões que seria melhor para ele nos deixar novamente, e eu choro, cada vez mais forte. Aquele desgraçado maldito. Ele não sabe que o melhor pai que Maksimilyan poderia ter é o homem que o segura neste exato momento, um homem que pensa que não é bom o suficiente para ser seu pai. Um homem que eu sei é perfeito para o trabalho. Na

manhã

seguinte,

Maxim

está

desaparecido.

Dimitri me informa que ele foi ver Pasha. Eu não me incomodo perguntando quando ele vai voltar. Duvido que ele vai. Mariya é doce, tímida, e quase não fala Inglês. Posso dizer por estar ao seu redor, por momentos, que ela será uma boa adição a esta casa de desajustados. Espero que possamos ser amigas. Agora eu acredito que ela é realmente a irmã de Maxim. Seus olhos são quase o mesmo tom exato de azul, e de vez em quando, uma de suas expressões espelha a sua de uma forma que me faz rir. Eu visto Maksimilyan e embalo um piquenique para nós dois. Eu não posso sentar em casa durante todo o dia e olhar para a porta da frente esperando meu marido idiota voltar para casa e me tratar mal de novo, me tratar como nada novamente. Maksimilyan e eu estamos deitados sobre um cobertor; bem, Maksimilyan está dormindo e eu estou aproveitando o sol brilhando sobre o meu corpo quando ouço um barulho atrás de mim. Eu olho para cima e vejo Maxim


nos observando. Eu sorrio suavemente; Ele acena com a cabeça quando me vê, e então ele se vira e vai embora. Não me iludo que ele vai estar dentro da nossa casa quando eu voltar. Ele já tentou nos sabotar me tratando mal, mas ele não percebe que ele não pode sabotar o que está destinado a ser? Isso é o que Maxim e eu somos, destinados, e nós dois sabemos disso. A casa é tranquila quando eu volto do piquenique e eu ando através de diferentes salas, procurando Mariya e Dimitri. Eu os encontro no escritório de Dimitri, parecendo mal-humorado, e eu sei que ele está desaparecido. É como a morte. Ele está me deixando de novo; meu filho não terá o seu pai, que também significa que eu não vou ter o meu marido. — Ele se foi? — Pergunto. As duas pessoas olham para mim e acenam com a cabeça lentamente. —

Ele lhe deu os papéis do divórcio para entregar

para mim? — Pergunto a Dimitri. Ele fecha os olhos e acena. — Você sabe onde ele está em Moscou? Dimitri levanta a cabeça e seus olhos encontram os meus em questionamento. —

Esse homem me ama e eu sei que ele ama

Maksimilyan. Ele cantou com ele por horas, quando todos na casa dormiam. Claro, ele me tratou como merda, mas eu sei que era para me afastar. Eu não vou desistir dele, não agora e nem nunca —

afirmo com firmeza. Dimitri abre a boca,

mas Mariya bate nele, falando pela primeira vez.


trazer

Maxim

para

casa

ela

afirma

simplesmente, seu sotaque forte. Eu concordo. — Será que você me ajuda com isso, Dimitri? Vou chamar Pasha e Sonia para cuidarem de Maksimilyan enquanto eu estiver fora. —

Sabiamente, Dimitri não diz

uma palavra e começa a fazer telefonemas. Meu plano louco está em andamento. Tudo que eu sei com certeza é que eu vou voar para Moscou e tentar fazer o meu marido voltar comigo. Eu já sei que ele vai tentar me rejeitar, mas cabe a mim ser mais forte do que ele é, ser forte para nós. Maxim é meu e eu sou dele. Ele me comprou, caramba, e eu não vou permitir que ele me jogue fora como lixo.


Capitulo Dezessete O jato particular pousa dez horas mais tarde em um pequeno aeroporto de Moscou. O piloto, um amigo de Pasha, entrega minhas malas e vai embora, deixando-me em pé no ar fresco da noite sozinha. Eu assisto hesitante quando um Audi preto estaciona ao meu lado, com os faróis acesos. Um homem muito alto, de cabelos escuros sai. Quando meus olhos encontram os dele, eu instintivamente dou um passo atrás. Ele é assustador, e não da maneira que Maxim é. Não, com apenas um olhar, eu posso dizer que este homem é mais perigoso do que qualquer homem que eu já coloquei os olhos. Seus olhos passam sobre meu corpo no tédio irritado. Com um lábio apertado, ele fala. — Senhora Lasovska? — Pergunta ele, com seu forte sotaque difícil de compreender. —

Sim, eu sou Haleigh Lasovska — eu digo com

bravata. Este homem poderia me quebrar como um galho e nem sequer suar. Ele dá um passo em minha direção e eu prendo a respiração enquanto ele arrebata minhas malas do aperto de morte que eu tenho sobre elas antes de empurra-


las dentro do porta-malas vazio. Em seguida, ele caminha até o banco de trás do carro e abre a porta, estreitando os olhos quando eu não me movo rápido o suficiente para o seu gosto. Eu o encaro novamente quando ele caminha para o lado do motorista do carro. Eu noto que ele parece ter a minha idade, mas seus olhos viram demais em sua vida. —

Você não parece uma bailarina — observa ele,

acelerando em direção ao meu destino desconhecido. —

Eu não danço há quase dois anos. Maxim não

queria que eu continuasse depois de nosso casamento, e então eu tive um bebê há seis meses — eu o informo. Ele apenas balança a cabeça, mas é um movimento de cabeça que me preocupa. — Você tem um bebê? — Ele pergunta. Seu Inglês é surpreendentemente bom para viver aqui na Rússia. — Sim, Maksimilyan. Ele se parece exatamente com Maxim, — eu digo com um sorriso. O motorista abre a boca e depois a fecha com a mesma rapidez. Eu quero perguntar a ele o que ele quer dizer, mas eu não quero pressioná-lo. Eu só posso imaginar que ele não gosta de ser pressionado ou questionado. O resto da viagem é silenciosa. Cerca de 45 minutos mais tarde, nós estacionamos em frente a um prédio muito bonito e mais novo do que qualquer coisa que eu poderia ter imaginado estar na Rússia. Sou muito ignorante em relação à Rússia e Moscou e sobre como as pessoas vivem. Tudo o que eu já ouvi foram às poucas histórias que Maxim tinha me falado sobre o orfanato e sua infância nas ruas.


— Vem — o motorista berra, e eu percebo que não sei o nome dele. —

Qual é seu nome? — Pergunto quando nós

caminhamos para dentro. Ele vai direto para o elevador. Ele desliza um cartão-chave em um slot e soca o botão de cobertura; é claro, Maxim teria a cobertura. — Alex — ele não diz olhando para mim, mas olhando para a frente quando o elevador voa rapidamente para o topo do edifício alto. A

porta

se

abre

e

estou

surpresa

com

o

deslumbramento moderno, que é apresentado na minha frente. Os pisos são de uma madeira lisa; sofás baixos pretos, uma televisão gigantesca, e peças de arte moderna estão espalhadas ao redor da sala de estar. Eu saio do elevador e espero Alex me seguir, mas ele não faz. Ele simplesmente balança a cabeça quando as portas se fecham, deixando-me completamente sozinha dentro deste moderno apartamento de cobertura. Eu vejo algo no meio da sala e ando em direção a ela, quase vomito com a visão do que está sendo orgulhosamente exibido no meio da sala de estar do meu marido. É um pole dance. Eu posso sentir meu coração batendo no meu peito quando imagens de mulheres nuas envolvendo-se em torno do poste, meu marido sentado apenas polegadas de seus corpos perfeitos, enchem minha cabeça. Eu quero chorar, mas eu estou cansada de chorar.


Eu não vou chorar. Estou aqui para fazer uma coisa e apenas uma coisa, trazer meu marido para casa. A sala fica em silêncio e então eu ouço vozes vindo de um dos corredores. Eu decido que preciso encontrar Maxim. Isto termina agora e eu não posso ficar muito tempo longe de Maksimilyan. Eu posso ouvir o eco dos meus saltos estalando no corredor. Eles batem alto quando eu ando em direção à parte de trás do apartamento e me pergunto se é Maxim, e de quem é a outra voz que posso ouvir. Eu respiro fundo, na frente do que eu assumo que seja a porta do quarto fechada, e eu digo uma oração silenciosa que o que eu veja não vai quebrar meu coração já inteiramente fraco. Eu viro a maçaneta e suspiro com a visão. — Que porra é essa? — Ruge Maxim. Eu só fico ali, incapaz de piscar, ou desviar o olhar, para fazer alguma coisa, qualquer coisa. Maxim está sentado em uma cadeira, vestido - graças a Deus, enquanto uma mulher completamente nua atravessa suas coxas, esfregando-se contra sua virilha. Suas pernas estão bem abertas de cada lado dele, suas mãos estão em seu clitóris enquanto as mãos de Maxim estão em seus seios. Eu fico um pouco mais reta e estreito meus olhos. —

Você fala Inglês? — Pergunto a menina loira

muito linda. Ela é alta e magra; seu longo cabelo loiro está no peito do meu marido. — Sim — ela diz, pegando a mão da sua virilha.


Maxim não moveu suas mãos, e eu estreito meus olhos para ele. O porco. —

Tira a sua boceta fora de meu marido, —

Eu

rosno, usando uma palavra que eu nunca disse uma vez em voz alta. A cena diante de mim evoca algum lado cru de mim que eu não posso segurar. — Vá. Eu ligo mais tarde, sim? —

Maxim oferece

com um aceno. Ela acena para ele quando Maxim acaricia sua bunda. Eu assisto estoicamente enquanto ela luta para se vestir, e eu não digo nada até ouvir o clique da porta sinalizando que ela se foi. — Por que você está aqui? Eu lhe dei o que queria, um divórcio. — Sua voz é arrastada, e ele luta para ficar de pé, seu corpo balançando. O bastardo está bêbado. — Você não me deu o que eu queria, Maxim, — eu suspiro, andando para ajudá-lo chegar a grande cama kingsize, com a mão envolvendo em torno da minha cintura. — Eu lhe dei tudo o que tinha na América, minha casa, meu dinheiro, meu filho, e eu lhe dei o divórcio para que possa se casar com Dimitri — ele sussurra. Eu quero lhe dar um tapa, mas eu não dou. Em vez disso, dou um passo para trás e olho para ele. — Você me ama, Maxim? Eu tento uma abordagem diferente. Ele está à procura de uma briga, uma desculpa para me afastar, mas


não vou dar isso a ele, não mais. Ele aperta os olhos para mim um pouco, e quando eu não mudo o meu olhar, quando eu seguro o seu e não me dobro sob sua falsa intimidação, ele suspira pesadamente. — Isso não importa. —

Seu foco está desaparecido,

e ele fecha os olhos, como se estivesse usando seu cérebro e dizendo-me que seus sentimentos não importam. Decido que Maxim é um homem de ação. As palavras não são fáceis para ele. Eu deslizo os sapatos dos meus pés e lentamente removo a minha parte superior da blusa. Então eu deslizo meu shorts pelas minhas pernas, deixando-me em apenas um sutiã e uma calcinha. Maxim lambe os lábios na minha nudez, e eu sei que, apesar da bonita, perfeita, e jovem que estava aqui, ele está focado apenas em mim no momento. — Você me ama, Maxim? — Eu sussurro, minha voz rouca e pingando de desejo quando eu me movo para tirar o meu sutiã. Os olhos de Maxim concentram em meus seios e depois em meus lábios antes que ele lamba o seu novamente. — Haleigh — ele rosna. Eu desengancho o sutiã e deixo cair meus braços. Maxim cerra os punhos em seus lados então eu continuo. Eu pego minha calcinha com meus polegares e trago

para

baixo

em

minhas

pernas,

deixando-me

completamente exposta e vulnerável. — Maxim, você me ama? — Eu tomo as medidas que eu preciso para estar bem na frente de suas coxas abertas, aninhada entre elas.


Por que você está aqui? — Ele murmura, seu

olhar nos meus olhos. Eu sorrio suavemente. — Porque eu amo meu marido. Eu não quero outro. Eu quero o meu Maxim. Diga-me você me ama, baby — eu sussurro. Como se essa palavra é algum tipo de gatilho, ele envolve suas mãos em torno da minha cintura firmemente, que certamente deixará contusões em minha pele, e eu me delicio nisso. — Claro, que eu te amo, golubushka. Só você — ele geme. Sinto sua língua ao redor do meu mamilo antes que ele suga entre os dentes perfeitos e morde levemente. Minhas mãos voam para seu cabelo e eu arqueio minhas costas, pressionando meu peito em direção a ele. Maxim chupa e beija meus seios, levemente morde com os dentes. Em seguida, ele beija pelo meu corpo, meu estômago, e meus quadris. Ele cai de joelhos, e seus olhos azuis nos meus, suas mãos tatuadas envolvendo em torno de meus quadris. — Eu estou de joelhos para você, golubushka. Eu nunca fiquei de joelhos por outra pessoa na minha vida. Você me trouxe aqui mais vezes do que posso contar. É contra a minha natureza me curvar a uma mulher, mas aqui estou. Fodi tudo. Eu fiz coisas que eu não estou orgulhoso e eu a feri mais do que eu poderia imaginar. Sinto muito, —

ele

quase geme. Seus olhos lacrimejam e tudo o mais se derrete. Eu caio de joelhos na frente dele e pego as bochechas em minhas mãos.


Nós

inteligente nos

atravessamos

o

inferno,

Maxim.

Seria

afastarmos um do outro, mas não posso

deixá-lo simplesmente sair da minha vida, da vida do nosso bebê. Eu te amo, Maxim. Você não se curvará a mim. Nós nos curvamos

um

ao

outro.

Enquanto

ficarmos

juntos,

compartilhando esta vida, o bom e o mal juntos, sem afastar o outro para longe e propositadamente ferir um ao outro, então podemos sair do outro lado feliz — eu digo suplicante, esperando que ele esteja me escutando. Maxim acena e os lábios levemente escovam contra os meus uma vez, duas vezes e, em seguida, ele empurra sua língua dentro da minha boca e eu gemo com o contato, meus dedos enrolando em seu cabelo e puxando os fios. — Você vai me aceitar de volta, depois de tudo o que fiz? Vou passar o resto da minha vida fazendo tudo certo, fazendo as pazes com você. Eu sinto muito — ele sussurra, de forma tão leve, tão baixinho, que eu quase não escuto. Eu sou uma mulher tola. Eu sempre vou perdoar meu Maxim de seus pecados. —

Não há mais mulheres, Maxim, —

murmuro

enquanto seus dedos deslizam através do meu núcleo úmido. — Nyet, não mais, Haleigh. Não houve outras mulheres e nunca haverá novamente. —

Ele empurra dois

dedos dentro de mim, e eu espalho minhas coxas mais quando eu arqueio minhas costas, jogando a cabeça para trás, a aspereza de seu toque. Eu me deleito com isso. — Monta meus dedos, anjo Moy, minha boa menina — ele pressiona o dedo grosso contra meu clitóris.


Eu me esfrego em sua mão, meu corpo procurando a liberação que só ele pode me dar, e eu gozo com força, meu núcleo pulsando em seus dedos, que estão enterrados profundamente dentro de mim; seus olhos concentrados no meu orgasmo. — Você vai fazer amor comigo, Maxim? — Pergunto, minha voz tão instável como minhas coxas. Maxim engole quando ele desliza a mão do meu corpo e me pega, me levando para a cama, em seguida, coloca-me para baixo. Ele é tão gentil e doce que eu poderia chorar, mas eu não vou. Lágrimas não cairão mais dos meus olhos. Finalmente tenho tudo o que eu preciso nessa vida. Meu Maxim e meu Maksimilyan é tudo o que eu poderia precisar e querer. Eu assisto em antecipação extasiada quando Maxim retira lentamente as roupas de seu corpo. De pé em frente de mim, suas tatuagens marcam sua pele bronzeada e seus olhos brilham de amor. E meu coração se conserta; ele sabe exatamente onde ele precisa estar, e é aqui com meu Maxim. Ele desliza para cima do meu corpo, seus lábios tocando cada polegada de minha pele; seu longo, pau grosso descansa contra meu quadril enquanto seus lábios chupam, lambem, e seus dentes mordem meu pescoço. — Baby — eu gemo, empurrando suavemente meus quadris em direção ao seu corpo. Ele geme com minha palavra, uma palavra simples, mas é a maneira que eu sinto quando ele me chama golubushka- amada e desejada.


— Leve-me — ele fala quando ele desliza para dentro da minha boceta, quente e grosso, me alongando. Ele gentilmente cutuca minhas coxas mais amplas quando ele espalha seus joelhos, as mãos envolvidas em torno de meus quadris. — Maxim — eu suspiro enquanto ele me puxa para cima para que minha bunda esteja descansando em suas coxas. — Eu quero ver você me levar, Haleigh. Eu quero ver o quão bonita sua boceta se parece quando se envolve em torno de meu pau. Essa boceta foi feita para o meu pau, e não importa o que aconteceu no passado, esta boceta só vai levar meu pau de hoje em diante, você me entende? — Ele geme, quando eu pego os lençóis ao meu lado. Meus olhos nunca deixam o olhar determinado de Maxim; sua mandíbula está contraída. —

Meu corpo é seu, Maxim. Ele sempre foi seu, e

será sempre seu. Faça com ele o que você deseja, porque ele é seu para fazer o que quiser, por favor — eu gemo a última palavra quando Maxim puxa e empurra-se completamente dentro de mim, seu rosto e mandíbula se contrae, e sua respiração fica pesada. — Eu quero te foder forte, golubushka. Eu quero gozar dentro do seu corpo e enchê-lo com outro bebê. Você vai me aceitar como eu sou, Haleigh? Não importa o que esta vida nos entrega, você vai ficar comigo? — Ele pergunta, seus olhos selvagens e sua mandíbula ainda contraída.


Segurança. O homem está dentro de mim, e ele quer tranquilidade? Eu vim aqui por ele, e já, estou questionando minha sanidade. Eu me estico e enrolo as mãos em torno de seu rosto, segurando-o com firmeza, sentindo os músculos tensos em seu rosto enquanto ele permanece ainda, profundamente enraizado dentro de mim. — Eu sou sua, Maxim. Eu nasci para você, só você. Nenhum outro homem pode me ter porque você não vai deixá-los me pegar de novo, vai? Eu sou sua para amar, para colocar bebês dentro e para foder até que eu não possa andar. Maxim rosna e, em seguida, algo dentro dele se encaixa. Eu quase louvo a Jesus porque o homem perde todo o controle e começa a empurrar violentamente dentro e fora do meu corpo, batendo dentro de mim, me agredindo com rápidas e profundas estocadas. Eu amo cada segundo da tortura deliciosamente que ele está me dando. Eu posso sentir meus seios saltando cada vez que ele mete fundo dentro de mim. Seu pênis me batendo no ângulo perfeito. Meu orgasmo vem forte em uma corrida, levandome a gritar quando eu gozo pela segunda vez em uma noite. Maxim não para de se mover dentro e fora de mim, seu ritmo uma punição contínua ao longo de todo o meu orgasmo. Em seguida, ele puxa para fora de mim e vira meu corpo. Levantando meus quadris, ele desliza mais profundo por trás. Meu corpo está mole e satisfeito quando ele


continua a me foder tão forte, eu me pergunto se eu nunca vou andar da mesma forma novamente. Maxim finalmente acalma dentro de mim, eu sinto o seu pau inchar e depois pulsar quando ele me enche com seu esperma. Fecho os olhos e simplesmente aceito o que ele está me dando, aceito sua porra quando ele me enche, da única maneira que pode. Maxim beija meu ombro enquanto ele abaixa seu corpo contra as minhas costas, seus quadris ainda se movendo ligeiramente, preguiçosamente, dentro e fora de mim. — Eu nunca quis deixar o seu corpo — ele murmura no meu ombro. — Fique para sempre, baby — eu sussurro de volta, meu corpo suado, meu cabelo emaranhado e úmido. — Eu não poderia ficar longe, mesmo se eu tentasse. Eu te amo, golubushka. Eu vou cuidar de você e do nosso filho. Vou dar-lhe tudo o que você possa querer — ele promete. Suas palavras são tão doces e sinceras, mas elas não são exatamente o que eu gostaria de ouvir. —

Tudo que eu quero é você, Maxim. Dinheiro e

coisas não significam nada se eu estiver em torno dessa grande casa sozinha e você não estiver dormindo ao meu lado a cada noite — Eu admito. Maxim envolve seus braços em volta do meu tronco, com um braço em volta dos meus seios outro no meu pescoço, e eu o sinto inspirar e expirar profundamente nas minhas costas. — Eu sou seu. Você nunca vai dormir sozinha de novo, golubushka. Você nunca vai desejar que eu esteja ao


seu lado, porque eu vou sempre estar ao seu lado, a partir de agora até a morte — afirma. Eu pisco as lágrimas e, finalmente, finalmente... Eu sorrio.


Capitulo Dezoito Maxim e eu dormimos depois de fazermos amor mais uma vez, mais lento e mais doce do que a primeira vez. Estamos emaranhados um com o outro, nossos corpos envoltos nos lençóis, quando ouço um grito na frente do apartamento. Maxim se levanta e desliza as calças sobre seus quadris, agarrando uma pistola da mesa de cabeceira enquanto eu puxo os lençóis sobre meu corpo. Estou tonta do vôo e da noite toda de sexo. Um homem está na porta do nosso quarto. Ele é tão grande quanto à própria porta e minha respiração pega na visão dele aparecendo no quarto. Ele é enorme, de cabelos escuros, olhos escuros, e poderosos. Seus olhos azuis sobre mim, e ele começa a falar rapidamente em russo para Maxim, infelizmente, eu pego uma palavra que eu sei. Blyad. Prostituta. — Nyet. Mudak. Os olhos do homem fixos em Maxim antes de falar novamente. Ele olha para trás e para frente entre Maxim e eu, vendo algo, embora eu não tenha certeza do que exatamente ele vê. Sua presença me deixa desconfortável.


Posso dizer que este homem é mau. Ele não é o tipo de ruim que você desmaia. Não, ele é o tipo de mau que você evita contato visual e atravessa a rua. Ele é o tipo de ruim que iria atropelar quem entrasse em seu caminho e ele nem sequer se sentiria mal com isso. Posso dizer tudo isso por causa do frio olhar fixo, em branco de seus olhos. Tão de repente como ele entrou na sala, ele acena para Maxim e sai, levando o frio fora do quarto com ele. — Eu devo ir, Haleigh. Você vai ficar aqui até que eu seja capaz de voltar. Não deixe este apartamento. Não se aventure de qualquer jeito — ele ordena, fazendo-me engolir e aceno. —

Quanto tempo você vai ficar fora, Maxim? —

Minha voz é calma, e eu não posso evitar tremer de medo. — Provavelmente todo o dia e até tarde da noite — diz ele, com os olhos cheios de pesar e preocupação. —

Eu não posso ficar aqui na Rússia por muito

tempo. Eu tenho que voltar para Maksimilyn. Pasha e Sônia estão cuidando dele, mas eu só tenho leite suficiente para quatro dias — digo em voz baixa. Desejando que eu não tivesse que dizer a ele. Desejando que pudesse ficar em nossa pequena bolha feliz por alguns momentos mais longos. Ele balança a cabeça e fecha os olhos, apertando a ponta do nariz. — Quando eu voltar para casa esta noite, nós iremos resolver tudo isso, sim? Eu quis dizer isso quando eu disse que você nunca vai passar outra noite sozinha em sua cama, golubushka.


Concordo com a cabeça e dou-lhe um sorriso trêmulo quando ele puxa uma camisa em cima dos ombros e abotoa, então veste um novo par de calças sobre os quadris. — Você não vai tomar banho, Maxim? — Eu enrugo meu nariz, tentando mudar de assunto. Maxim dá alguns passos em direção a mim e sentase na cama, sua mão cobrindo meu rosto. — Eu quero sentir seu cheiro em mim enquanto eu estiver trabalhando. Eu quero você perto de mim. —

Ele

gentilmente beija meus lábios, meu rosto, e depois à direita abaixo da minha orelha, me fazendo tremer. — Fique seguro com tudo o que você tem que fazer — eu digo. Seus lábios imediatamente ficam uma linha fina e ele concorda. — Vas Ya lyoblyo , eu te amo. —

Suas palavras são

nada mais que um sussurro, mas seus olhos estão gritando com o seu significado quando ele olha para mim. — Eu também te amo — eu digo suavemente. Ele balança a cabeça uma vez e se vira para sair. Eu decido tomar um banho, e ligar para Sonia para verificar Maksimilyan, então aproveito enquanto eu estou aqui, trancada dentro do apartamento o dia todo. Eu honestamente não me lembro da última vez que eu apenas descontraí. Eu faço a Maxim o jantar e espero ele voltar, mas ele não faz. Muito mais tarde, eu deslizo na cama, sozinha, e rezo para que o que falamos, o que planejamos, não seja tudo um sonho ou mentira. Rezo para que ele quisesse dizer o que


disse quando falou que me amava e sempre estaria ao meu lado. Eu durmo enquanto eu penso sobre o fato de esta é a primeira promessa quebrada de muitas. Será que ele vai desaparecer e me deixar sozinha com nada além de seu filho, uma pilha de dinheiro, e um coração quebrado de novo? Eu sinto algo quente e pesado empurrando contra metade do meu corpo. Eu tento rolar, mas ele me prende no meu lugar. Eu gemo, minhas pálpebras curiosas abrem para ver o rosto de Maxim,

com o sono, descansando em meu

peito. Esperança agita dentro de mim - ele voltou. Corro os dedos pelos cabelos e suspiro como uma colegial. Ele voltou para mim - meu Maxim. Ele geme em seu sono e aperta o braço em volta da minha cintura, então pressiona o lado do meu peito. Sua língua sai escondida e levemente lambe minha pele, então ele belisca com os dentes. — Eu pensei que você estava dormindo — eu digo, minha voz áspera e baixa. — Eu estava, mas minha esposa é muito tentadora — ele resmunga, sua voz áspera com o sono quando ele pressiona seus quadris contra minha perna, onde sinto o seu pau endurecer. Faz minha barriga apertar e meu corpo ansiar por seu toque. — Nós precisamos conversar, Maxim, — Eu falo enquanto belisca meu peito novamente. — Nós falamos depois de gozar — ele murmura com um sorriso quando ele olha para mim.


Ele parece quase infantil e eu não posso deixar de sorrir,

correndo

meus

dedos

por

seu

cabelo

espesso

novamente. Ele vira a cabeça e beija o interior do meu pulso. — Minha esposa bonita, e doce, você vai deixar eu te fazer gozar? — Ele pergunta. Eu tremo com as suas palavras e abro as pernas como resposta. Ele tem razão; Podemos conversar depois de gozarmos. O peito de Maxim ruge quando ele desliza os dedos pelo meu núcleo já molhado. Ele empurra dois dedos dentro de mim lentamente, sua boca ainda no meu peito, lambendo e mordendo em todos os lugares exceto o lugar que eu mais quero. Eu empurro meus quadris para cima, em busca de alívio, por prazer, para ele. Maxim agarra minha cintura e rola para que ele esteja de costas e agora estou montando seus quadris. Lentamente, as mãos deslizam para cima dos meus lados para meus seios, sua dura ereção contra o meu centro molhado. Eu quero me esfregar como um gato, para encontrar a minha liberação. —

Me monte, Haleigh. Eu quero ver seu corpo em

cima de mim. Eu quero você no controle um pouco. — Seus dedos beliscam meus mamilos, e eu suspiro de prazer, meu centro inundado contra seu pau duro. Eu levanto meus quadris enquanto ele se posiciona dentro de mim. Eu lentamente deslizo para baixo, levando tudo dele dentro de mim. Eu gemo com a sensação de estar cheia. Eu quero ser assim, eu quero levá-lo e segurá-lo lá, mas meus instintos e corpo querem algo totalmente diferente,


quando eu levanto e deslizo de volta para baixo, lenta e progressivamente. Uma das mãos de Maxim em torno do meu quadril, enquanto ele tenta acelerar meus movimentos para cima e o outro punho no meu cabelo puxando-o com força. A dor se irradia através do meu couro cabeludo, pedindo-me para ir mais rápido quando seu tormento me excita ainda mais. Minhas costas arqueiam e meus seios empurram para frente, enquanto meus olhos abaixam e concentram apenas nos seus. — Como uma boa menina. Foda-me, anjo moy — ele fala quando sua mão desliza do meu quadril para as minhas bochechas. Ele lentamente massageia suavemente a minha entrada traseira enquanto eu gemo com a ligeira pressão. Então, eu sinto um de seus dedos deslizarem para dentro, enchendo-me por trás, enquanto seus quadris empurram para cima quando eu moo para baixo. — Maxim — eu grito. A mão no meu cabelo puxa mais forte, enviando prazer pelo meu corpo. É demais. É uma sensação muito boa. Ele é tudo em torno de mim, dentro de mim de todas as formas possíveis, quando percebo eu estou chorando e tremendo violentamente com o meu orgasmo. Maxim não para de empurrar dentro de mim, com seu pênis ou o dedo, mesmo depois de eu gozar. A única maneira de meu corpo ficar na posição vertical é pela mão em punhos no meu cabelo, me segurando no lugar. Ele rosna, e


eu olho para ele quando suor escorre da testa e no peito, a mandíbula apertada e os músculos de seu corpo tenso. Parece que suas tatuagens vão vir à vida, ele está tão tenso. — Quem sou eu, Haleigh? — Ele mói quando ele me leva. — Maxim— eu suspiro. Seus dedo batem dentro de mim por trás, me fazendo chorar e minhas costas se curvar ainda mais. — Quem mais? Quem sou eu para você? — Sua voz rosna. Eu suspiro. — Meu marido, meu amante — eu grito. Maxim cantarola a sua aprovação, mas o seu dedo é mais áspero, bombeando dentro e fora de mim enquanto seu pênis pune minha boceta. Eu posso sentir-me em direção a outro orgasmo. Meu corpo começa a tremer novamente. — É melhor gozar de novo, Haleigh. É melhor fazê-lo me dizendo o filho da puta que eu sou — ele exige. O suor está derramando fora dele e meu centro começa a pulsar e vibrar quando eu digo. — Oh, baby , eu te amo — eu grito quando gozo. Então Maxim para, seu dedo enterrado no interior da minha bunda, seu pau profundamente dentro da minha boceta, ele goza com força. Seus pau pulsa quando meu centro faz o mesmo, em conjunto, de modo perfeito. — Foda-se, sim. Eu sou o seu baby. Eu sou o seu marido. Eu sou o seu proprietário, e você nunca vai ficar sem mim — ele murmura enquanto ele lentamente desliza o dedo de mim.


O domínio sobre o meu cabelo solta e meu corpo, incapaz de ficar de pé, cai sobre seu peito, meu rosto aninhando no pescoço umedecido de suor. — Eu te amo — eu gemo contra seu pescoço. Então eu movo minha cabeça para beijar o cabo de sua tatuagem de punhal, um dos meus favoritos, e eu nem sei o por que. —

Agora, podemos conversar — ele anuncia. Eu

tento deslizar de cima dele, mas suas mãos prendem em meus quadris. — Maxim, você ainda está dentro de mim — eu rio um pouco. Ele empurra seus quadris para cima. —

Eu quero ficar dentro de casa. Eu fico em casa

quando falamos, sim? Quando ele diz isso assim, o seu sotaque e seu Inglês enrolando, como posso negar-lhe alguma coisa? Eu não posso. — Quando você vai mudar para casa, então? — Eu pergunto, minha mão acariciando a lâmina de sua adaga em seu ombro oposto. — Não é tão fácil. Eu trabalho aqui agora. Eu não posso simplesmente pegar e sair. Eu tenho uma posição de poder e Dimitri assumiu a minha posição com Pasha e meu negócio. —

Ele diz isso como se fizesse sentido lógico

perfeito. — Tenho certeza que Pasha pode trazer você de volta e Dimitri pode simplesmente ir para outro lugar na empresa —

Eu ofereço. Ele balança a cabeça e envolve a mão ao

redor da minha nuca, me massageando e adicionando uma


leve pressão para forçar a cabeça para cima meus olhos nos dele. —

Não é tão simples, golubushka. Eu não sou

apenas um homem de negócios. Eu nunca quis te dizer, eu nunca quis que você soubesse, mas você deve, agora — diz ele. Todo o meu corpo fica tenso. Estou tão confusa e não é apenas o seu sotaque, é tudo o que ele está dizendo. O que é tão difícil sobre voltar para casa e o que ele está falando? — Eu sou da Bratva, Haleigh — diz ele. Parece um tipo de confissão, mas eu não entendo isso. —

Mafia, golubushka , sou um Brigadeiro -

autoridade, um capitão. Eu também sou um homem de negócios, um cobrador de dívidas, um comerciante de armas, e comando novos recrutas — ele admite. Eu olho para ele e então eu sento e olho para todas as suas tatuagens. Estrategicamente colocadas em seu corpo, elas são todas da mesma cor azul. Em seguida, então faz sentido para mim, cada uma tem um significado, e eles contam uma história. Dimitri tentou sugerir essas coisas para mim, como Sonia, que diz que estes homens são diferentes. Que eu nunca vou saber exatamente o que Maxim passou em sua vida. Eu nunca pensei que seria algo tão perigoso, tão ruim e tão errado. Isso me atinge como um trem de carga, ele é um coletor de dívidas. É isso o que eu era, uma dívida a recolher? —

Vejo que você está entendendo algumas coisas

agora, anjo Moy. Eu nunca queria que você soubesse o que


eu faço. Você entende agora

por que eu não posso

simplesmente voltar para Pasha? Meu novo Pakhan, meu chefe, não vai apenas me liberar para sair. Eu me provei leal no ano passado. Eles não se importam se minha família reside em outro lugar. Eles apenas irão esperar que você venha para cá se deseja residir comigo — diz ele. Eu posso ver um pouco de raiva começando a incendiar nos olhos de Maxim, mas não vou deixá-lo ficar com raiva. Eu não estou com raiva. Ele era um menino pobre, e ele fez o que tinha que fazer para sobreviver. Estou confusa e magoada que eu apenas descobri isso agora, mas eu não estou com raiva. — Os homens que me levaram? — Pergunto tocando suas bochechas para olhar os olhos dele. Ele fecha os olhos de vergonha, e é então que eu sei que ele precisava sobreviver. Meu marido é um sobrevivente. —

Eu fiz promessas que eu nunca imaginei que

cumpriria na vida. Eu nunca quis te machucar, golubushka. Eu nunca mais vou. Eu pensei que se eu a deixasse, se eu partisse, então você poderia ser feliz. Eu não fiz nada além de trazer dor e vergonha para você. Eu fiz a promessa para minha própria segurança, mas nunca deveria ter feito. Nossos soldados não são poucos. O grupo que fez o acordo comigo quando eu era jovem é apenas afiliado ao meu. Eu não descobri exatamente quem a sequestrou, mas eu irei. E quando eu descobrir, vou desmontá-los — ele promete. Eu mastigo meu lábio e aceno com a cabeça, mas eu não concordo. Não realmente. Ele pode ter trazido muita


confusão com ele quando ele veio a mim, mas eu tive muitas boas lembranças e eu não iria trocá-las por nada no mundo. —

Você não me trouxe dor, baby. Você me trouxe

vida. Sem você, eu não era nada, além de uma bailarina com excesso de trabalho. Eu estava sozinha e desesperada para começar uma vida - qualquer vida. Você já se perguntou por que eu concordei em casar com você sem nunca conhecê-lo? — Foi em parte porque os meus pais exigiram, mas também porque eu estava desejando algo mais. Eu tenho tudo que queria e mais, muito mais, com você — eu sussurro. Maxim nos rola e estou debaixo de seu corpo, e ele gentilmente

empurra

endurecendo

para

novamente,

e

dentro eu

de

mim.

choramingo

Ele pela

está carne

dolorida do meu centro, mas eu amo a dor ligeira que ele oferece. O que eu adoro ainda mais é o amor brilhando em seus olhos como nunca antes; ele alimenta meu desejo. — Você vem para a Rússia. Não será para sempre, anjo Moy. Faremos mais bebês e seremos felizes aqui, eu juro. — Sua voz fica mais baixa, rouca, e eu coloco minhas pernas em torno dele. — Eu te seguirei em qualquer lugar, Maxim. — Eu suspiro. Ele rosna antes de fazer uma pausa a cima de mim. —

Eu não sou um bom homem, Haleigh. Meus

trabalhos não são honrosos. Eles não são legais. Eu poderia ir para a prisão, mais uma vez. Já fui antes — ele admite, seu olhos azuis gelados e focados. Eu pego suas bochechas e deslizo meu nariz ao longo do seu lado. Como se eu já não tivesse descoberto que as


coisas que ele faz não são legais, as armas e cobrança de dívidas de seu trabalho não é legítimo, mas eu aprecio a confissão da mesma forma. —

Você é um bom homem, Maxim, e às vezes os

homens de bem tem que fazer coisas ruins para sobreviver. Eu nunca vou usar qualquer coisa que você faz fora da nossa casa contra você. Contanto que você seja bom para os nossos filhos e para mim, eu sempre estarei ao seu lado, sem fazer perguntas— eu digo suavemente. Maxim retira e desliza dentro de mim de novo; seus movimentos suaves e lentos. — Eu nunca vou maltratá-la novamente, Haleigh. Eu nunca colocarei minha mão em você com raiva novamente. Eu

nunca

tocarei

outra

mulher

novamente.

você,

golubushka. Juro isso para você. Você vai ver, Moya koroleva —

ele

murmura,

esfregando

meu

pescoço

antes

dele

sussurrar a tradução de sua última palavra: minha rainha. Gozo quase imediatamente, e Maxim enterra seu membro dentro de mim com o rosto contra o meu pescoço, gritando em seu clímax, com as mãos envoltas em meu cabelo. Nós adormecemos com planos de eu voltar para a América e trazer nosso Maksimilyan de volta para uma nova casa em Moscou.


Capitulo Dezenove — Maxim, não podemos voltar para o apartamento, — murmuro quando o avião decola em direção a casa, para o nosso bebê. — Por que não? — Ele pergunta. Há um sorriso em seus lábios. Eu quero dar um tapa nele, mas ele é muito bonito e, obviamente, feliz, então eu na dou. — Eu não vou trazer meu filho para uma casa com um pole dance na sala de estar, — eu praticamente grito. Maxim joga a cabeça para trás e ri. Eu só olho para ele. Eu não o vi rir muitas vezes e cada vez que vejo, me fascina. — Calma anjo Moy. Eu falei com Radimir, meu chefe, ele já tem um grande apartamento de cobertura na área de negócios para nós. Perfeito para uma família pequena — ele diz, deslizando a mão sobre a minha e puxando-a para descansar em sua coxa grossa. —

Ele é dono do prédio, golubushka. Na verdade,

deveria ser o meu apartamento, mas eu me recusei a viver no outro. Eu estava bêbado o tempo todo e era uma casa para


uma família, não um homem solteiro. Era deprimente, mas agora, eu levo a minha família lá e está tudo bem. — As outras mulheres, Maxim... Eu só tenho que saber. Você disse que não haverá quaisquer outras, mas você já me disse isso uma vez, —

Eu confesso os medos que

consomem meus pensamentos. Maxim passa a mão no meu rosto e seu polegar traça meu lábio inferior. — Eu nunca tive relações sexuais com outra mulher. Você é a única mulher que já estive dentro desde a confusão de Catia. Eu sei que você não confia em mim ainda, Haleigh, mas eu te juro, não haverá outras mulheres nunca mais. É só você. E só vai ser você a partir de agora até a morte. Fui estúpido e autodestrutivo— admite ele, balançando a cabeça. Eu lambo a ponta do seu polegar. — Tudo bem, baby — eu sussurro. Ele sorri; é a segunda vez em menos de uma hora que ele sorri, e é então que me sinto verdadeiramente abençoada. Este homem mau. Ele me possui em mais maneiras do que ele poderia algum dia saber. Eu me delicio com o fato de que eu realmente sou possuída pelo homem mau. Chegando aos Estados Unidos, eu sinto uma pontada de tristeza. Esta não será a minha casa por muito mais tempo. Só conheço New York, a cidade que é o refugio de Maxim no país. Espero que eu seja capaz de aprender a língua e cuidar de Maksimilyan e eu mesma sem ser um fardo para Maxim.


Nós caminhamos em direção a minha chamativa SUV, um presente que eu pensei durante meses que Maxim enviou para mim quando Maksimilyan nasceu. Mais tarde, Dimitri confessou que comprou para mim. Eu odiei a visão do carro por semanas, mas depois decidi que não era culpa do carro de luxo, e sim do meu marido que estava se comportando como um idiota. Maxim desliza as chaves da minha mão, me levando ao banco do passageiro, e passando seus lábios suavemente na minha bochecha. Meu coração salta com o gesto gentil. —

Onde está Maks? — Pergunta ele, ligando o

motor. Eu sorrio para o apelido que Maxim já deu a

seu

filho. Eu gosto dele, e eu prometi no dia em que nasceu que ninguém iria chamá-lo de qualquer coisa, além de Maksimilyan. Mas quando seu pai o chama Maks, é perfeito. — Pasha e Sonia. Eu sinto muita falta dele, — Eu admito. Maxim pega a minha mão na sua, apertando suavemente meus dedos juntos antes de colocá-las com a sua. Quando chegamos ao Pasha e Sonia, a casa está iluminada brilhantemente, sem dúvida, antecipando a nossa chegada. Eu praticamente corro para a porta quando Pasha a abre e me envolve em um grande abraço paternal. Nós nos tornamos próximos desde que Maxim partiu, e ele é como um pai para mim, o pai que eu nunca realmente tive. Ele dá um passo para trás e envolve suas mãos em meus ombros, me


olhando por cima, e seus lábios finos como os olhos apertados. —

Você está feliz, mas não está. Diga-me o que o

homem fez com você? — Eu tenho feito muito coisa para ela, velho amigo, mas ela é minha, tanto quanto Maks, para fazer o que eu desejo — Maxim fala. Pasha olha atrás de mim, e ele sorri amplamente. — Graças a porra — ele respira quando ele nos deixa entrar. Em seguida, ele bate Maxim na parte de trás e fala suavemente em russo para ele. Apenas um momento passa antes de Sonia descer as escadas com Maksimilyan em seus braços. Eu corro para eles e pego o meu filho, aninhando em seu pequeno pescoço e sentindo o cheiro doce do bebê. — Mamãe sentiu sua falta, amorzinho — eu sussurro salpicando suas pequenas bochechas redondas com beijos. — Ele foi um menino tão bom para a tia Sônia, não foi pequeno Maksimilyan? —

Sonia toca levemente seu

cabelo loiro antes de voltar sua atenção para Maxim. —

Você o tem de volta. Ele parece feliz — ela diz

suavemente, de modo que não deixa Maxim ouvi-la. Eu sorrio muito, amplamente. — Ele está feliz. E eu também minha família está junta, mas Sonia, tenho notícias — confesso, mordendo meu lábio inferior em preocupação quando seus olhos voltam para o meu. Ela franze a testa ligeiramente.


— Diga-me. — Sua voz um sussurro, e eu inalo uma respiração irregular antes de lhe dizer que iremos nos mudar para Moscou. — Isto é o que você quer? — Ela pergunta. Olho para Maksimilyan, e eu sei que isto é o certo. — Eu quero o meu marido. Eu quero que ele seja um verdadeiro marido, e eu vou fazer o que tenho de fazer para melhorar essa vida que fui agraciada. Eu o amo e ele me ama, então sim, é isso que eu quero — afirmo. Sonia balança a cabeça, seu cabelo loiro perfeitamente imóvel. —

Há um conhecimento em seus olhos que não

estava lá antes de sair. Parto do princípio de que você já sabe quem e o que todos nós somos? — Ela aperta seu vermelho lábios pintados juntos, e eu aceno. — Você é uma boa mulher, Haleigh. Eu não tinha certeza quando te conheci há dois anos, mas você tem provado ser muito mais forte do que eu jamais esperava. Maxim tem sorte de ter você ao seu lado, e eu tenho a sorte de te chamar de amiga. —

Esta vida não será fácil, mas você vai torná-la

bonita para ele. Para um homem que não tinha nada, além de feiúra, ele certamente merece beleza. De ser propriedade a ser o proprietário, e você o possuí, menina bonita. —

É impressionante ver a transformação do jovem

que conheci para o homem olhando para você como se quando ele piscar, sua sorte acabará e ele será uma alma perdida novamente. —

Sonia envolve seus braços em volta

de mim e me puxa para um abraço.


— Eu estou apenas a um telefonema de distância, e iremos visitá-la. Nós vamos a Moscou, pelo menos, duas vezes por ano, então você ainda vai nos ver — ela sussurra enquanto eu sufoco as lágrimas. Maxim escolhe este momento para andar atrás de mim, sua mão deslizando pela minha cintura. Maksimilyan o vê e abre os braços. Maxim parece surpreso, mas com cuidado pega o seu filho dos meus braços. Maksimilyan coloca a cabeça sobre o ombro de Maxim envolvendo um braço pequeno de bebê em volta do pescoço, como se ele soubesse que lá é onde ele deve estar; como se ele reconhece que este homem é uma parte dele, sua carne, seu sangue, e seu pai. É a mais bela visão que já vi na minha vida. A grande mão de Maxim envolve em torno do fundo da fralda de Maksimilyan, mas seus olhos estão brilhando com lágrimas não derramadas e sei que ele se sente em paz finalmente. — Vamos vê-los. Seja feliz — Pasha diz, reprimindo suas próprias lágrimas não derramadas. Com isso, saímos de sua casa. Estamos indo começar uma vida, uma vida que deveria ter começado há dois anos, mas foi descarrilada por acaso e circunstâncias. Uma vida que não só trouxe horrores do passado para o presente, mas também fez duas pessoas feridas e quebradas evoluírem e se apaixonar. Eu não tenho nenhuma dúvida de que se Maxim tivesse ficado, ainda seriamos

felizes,

mas

não

poderíamos

compreender


verdadeiramente como temos sorte de ter um ao outro e ter essa vida juntos. Vamos de agora para sempre lutar por nossa felicidade juntos, sem sequer piscar. A casa está tranquila quando nós estacionamos e eu olho ao redor por uma das últimas vezes, percebendo que nunca fui verdadeiramente feliz aqui. Eu tive momentos de felicidade, mas no geral, eu não estava feliz de estar aqui ou viver aqui. Eu pertenço ao lado do meu marido, com seu apoio para criar o nosso filho e futuros filhos juntos. Uma vez lá dentro, dou banho e, em seguida, alimento Maksimilyan, enquanto Maxim anda com um pequeno sorriso em seus lábios o tempo todo. — Você vai tomar um banho, anjo Moy. Colocarei Maks para dormir. — Maxim pega o bebê de mim e coloca um beijo na minha testa. Eu faço o que ele diz e eu entro em nosso quarto, enchendo a banheira com sais. Eu finalmente relaxo pela primeira vez em toda a minha vida. Eu deixo minha mente navegar, e, eventualmente, eu adormeço. Eu sinto meu corpo sendo levantado e eu resmungo um pouco com a sensação de voar. Ouço um barulho e eu reconheço que é Maxim; seu calor me rodeia, e eu chego mais de perto do seu corpo. Ele enrola uma toalha sobre mim, mas eu não consigo abrir os olhos. Eu sinto que estou flutuando entre o consciente e o inconsciente.


— Como está Maksimilyan? —

Pergunto sonolenta

enquanto ele seca o meu corpo na cama, meus olhos só abrem uma fresta. — Ele dorme, Haleigh, tão perfeito.— Sua voz é cheia de emoção, e eu lentamente me sento na cama e olho para ele. Maxim perdeu muito no ano passado, tanto que nunca vai voltar, mas eu sou grata que ele está aqui agora. Eu não posso estar chateada com esta situação. Se ele não tivesse partido, quem sabe o que teria sido de nós. — Vamos para a cama — eu sussurro e espalho minhas coxas para ele, de repente me sentindo acordada e viva. Este é o movimento mais ousado que já fiz. Eu passo meus dedos para baixo entre o vale dos meus seios e meu estômago e para o meu núcleo pulsante. Maxim não se move, mas eu vejo como seus olhos famintos escurecem e ele lambe os lábios. — Será que você se tocava enquanto eu estava fora? — Pergunta ele, com a voz mais profunda do que antes. — Eu fiz — eu admito. Ele treme, enviando choques de prazer através de mim. Eu o fiz estremecer, e isso me faz sentir mais sexy do que nunca na minha vida. — Mostre — ele fala. Eu deslizo dois dos meus dedos pelo meu sexo úmido e depois, lentamente, os mergulho no interior quando Maxim geme alto, com a mão envolvida em torno de seu pênis sobre a calça do terno.


Eu lentamente me toco, apreciando a forma como meu corpo reage apenas por ter a presença de Maxim no quarto. Seus olhos não deixam o meu núcleo, e isso me faz sentir desejada, sexy, e como uma mulher. Levanto do outro lado da cama e belisco meu mamilo quando meu polegar pressiona contra o meu clitóris. — Para, para — ele rosna e se lança em mim, pousando entre as minhas pernas. Antes mesmo de perceber o que aconteceu, ele se impulsiona dentro de mim com um forte impulso. —

Maxim — eu grito, minhas unhas cavando em

suas costas. —

Foda-se, sim, anjo moy. Tome meu pau — ele

grita enquanto empurra para dentro de mim, com os braços sob os joelhos para espalhar minhas coxas para cima e mais amplas. Estou presa e eu adoro isso. Me permito relaxar, eu aceito Maxim dentro de mim, para me controlar, dominar, e me amar. — Você é tão bom, — eu gemo quando Maxim lambe meu pescoço antes de beijá-lo. Em seguida, ele me morde e eu gozo, meu centro pulsa ao redor dele, tentando mantê-lo dentro, mas ele não para. Eu sei que ele deve ter tirado sangue no meu pescoço, mas o ato faz meu orgasmo durar mais tempo. Eu sei que ele está me marcando, e estou saboreando isso. Maxim impiedosamente continua a mover-se dentro de mim, mesmo

depois

de

gozar.

Estou

me

sentindo

tão


emocionalmente

e

fisicamente

conectada

a

ele

neste

momento, eu não quero nunca mais sair. — Eu te amo — ele sussurra, seus olhos azuis focados nos meus enquanto sua mão alisa meu cabelo úmido longe do meu rosto. — Eu também te amo, Maxim, — eu sussurro de volta. Assim que nossas bocas se tocam, há uma batida forte na porta. — É melhor alguém estar morrendo — ele rosna deslizando para fora de mim. Ele joga a roupa de cama em cima do meu corpo nu antes de arrastar sua cueca boxer até suas coxas. Eu vejo quando ele abre a porta do quarto, com as mãos nos quadris, suas tatuagens em exposição, parecendo ameaçadoramente sexy. — Quanto tempo você vai estar de volta desta vez? — Eu ouço Dimitri perguntar. Maxim bufa. — Vamos partir em poucos dias. E mandarei uma empresa para embalar o que não levarmos conosco — explica Maxim. Um som escapa da garganta de Dimitri. Soa como um gemido ou um grunhido, não dá para distinguir de onde estou escondida na cama enorme. — Nós? —

Sim. Eu vou levar Haleigh e Maks comigo —

explica Maxim. Ouço Dimitri torcer o nariz para essa explicação.


Maxim não gosta; Posso dizer pela forma como os músculos das costas apertam. — Você tem um problema com isso? — Eu tenho. Se você for apenas descartá-la de novo, se você abandonar o seu filho novamente —

diz ele

altivamente. Eu ouço o som inconfundível de carne na carne e, em seguida, a voz profunda de Maxim segue. — Você é meu amigo, Dimitri, mas isso não é da sua conta. Minha esposa e meu filho estão voltando para casa comigo, e é assim que vai ser — ele fala, baixo e ameaçador. Há um barulho, e presumo que Dimitri está se levantando do chão. — Ela é sua esposa, mas eu quem cuidei dela durante o ano passado quando estava bebendo vodka como água e malditas prostitutas enquanto procurava Mariya. Então, desde que eu cuidei deles, eu diria que sim, é da minha conta — a voz de Dimitri é fria, e eu nunca, nunca ouvi esse tom dele antes. É assustador. — Você foi longe demais, amigo, irmão. Eu levo minha esposa e meu filho, e se você deseja que nós permaneçamos amigos, você não vai dizer uma palavra sobre isso. — Será que ela sabe que você deu o seu primogênito a causa? Que Maksimilyan vai ser tomado, vai ser um soldado? Como é que vai impedi-los, Maxim? Como é que vai impedi-los de levar o seu filho? Então, quando você der a ela uma filha, como você vai impedi-la de se transformar em


Mariya, se tornar uma menina que se prostitui desde que ela mestrue? Eu suspiro com as suas palavras quando meu estômago embrulha e me sinto doente. Oh, meu Deus. Aqueles homens maus vão vir para o meu bebê e os meus futuros filhos? Eu não posso e não seguro as lágrimas que começam a cair dos meus olhos. — Sai do meu quarto, Dimitri. Se você disser mais uma palavra sobre isso, e não se engane, irmão ou não, eu vou rasgar a porra do seu pau com minhas próprias mãos e eu vou alimentá-lo com ele — rosna Maxim. Sabiamente, Dimitri não diz outra palavra, e eu pisco algumas vezes, tentando processar tudo o que Dimitri disse. — Está tudo bem, Maxim? — Pergunto através das minhas lágrimas. Maxim apenas tira os lençóis do meu corpo, os olhos cheios de fogo. Ele me assusta, mas eu sinto o aperto na barriga com antecipação. — Eu nunca vou deixar outra pessoa tocar em você, e eu nunca vou deixar ninguém tirar Maks. Você entende isso? — Pergunta ele, deslizando sua cueca boxer para baixo de suas pernas. Eu decido ser sábia e apenas aceno minha resposta. — Isto — ele se aproxima e agarra meu núcleo, empurrando dois dedos dentro de mim, me penetrando. — É — ele bombeia seu dedo dentro e fora, meu corpo respondendo a ele e ficando encharcado.


— Meu — ele rosna, sua mão desaparece e seu comprimento duro me enche. — Seu — eu gemo, minhas mãos voando para seu cabelo. — Ninguém toca o que é meu — ele sussurra perigosamente, sua voz mal lá quando ele desliza as mãos sob minha bunda para levantar os quadris para cima, segurando-me

para

ele,

me

fodendo

com

força

e

perfeitamente. — Só você, baby — eu gemo, sentindo um aperto na barriga e meu centro começa a vibrar ao redor do pênis de Maxim. — Me tome. Eu irei enchê-la com a minha semente e outro bebê dentro de você, golubushka. Você é minha — ele rosna antes que ele cumpra sua promessa e me enche de sua liberação, quente e excitante. De repente, o polegar está no meu clitóris e ele começa a pressionar contra ele, fazendo círculos até que eu goze em seu pênis já amolecido, fazendo-o gemer com a sensação da minha boceta pulsando ao redor dele.


Capitulo Vinte — Mariya, você estará mais segura aqui do que em casa, você deve confiar em mim — eu imploro. Minha irmã balança a cabeça. Eu fecho meus olhos e belisco a ponta do meu nariz, mulheres - tolas e teimosas, estou cercado por elas. Graças à porra que eu tive um menino. —

Ele vai me encontrar, não importa o quê — ela

insiste. — Aquele velho que pegou você não vai encontrá-la aqui, Mariya — afirmo. Ela faz uma pausa e, em seguida, joga a cabeça para trás numa gargalhada. Eu fico olhando para ela, incapaz de descobrir o que é tão engraçado sobre isso. Haleigh, Maks, e eu devemos partir em menos de duas horas e minha irmã está sendo difícil. — Aquele bastardo preguiçoso está muito ocupado tentando colocar seu pau duro para se preocupar com uma de suas garotas saindo — ela afirma. Me deixa doente pensar nisso. Ele tinha mais? Como é que eu não sei disso?


— Basta ser clara, pela primeira vez nesta conversa pode simplesmente dizer o que você quer dizer,— eu falo, impaciente. Mariya olha para mim e depois suspira. — Ivan Chekhov, seu tolo, — sibila Mariya. Eu sinto o sangue escorrer do meu rosto. Ivan Chekov é praticamente dono da Rússia. Ele é um dos mais poderosos, homens de negócios legítimos no país. Ele sempre está na televisão e notícias, e seus filhos - o rapaz tratado como um príncipe e a menina tratada como uma princesa. Ivan Chekov é o dono das maiores empresas de petróleo, bancárias e de telecomunicações na Rússia. — Por que Chekov quer você? —

Eu exijo, minha

voz levantada e raiva salpicando na minha visão. — Você realmente não tem ideia, não é? — Pergunta ela, inclinando a cabeça para o lado. Eu não respondo. Eu só espero porque ela está sendo uma mulher emocionalmente difícil neste momento. — Ivan Chekov é responsável por tudo — ela sussurra, os olhos arregalados. Percebo medo neles, um medo que eu não tenha visto nela, mesmo quando me aproximei dela naquele apartamento horrendo. —

Não de mim. Meu Pakhan é Sergei Burak —

explico. Não que ela precisa realmente saber isso, mas ela não está falando e ela sabe mais do que a maioria das mulheres. Não é importante para a conversa, mas acho que ela pode estar enlouquecendo.


— Sim, Sergei está no comando de seu mundo, mas Ivan Chekov é responsável por todo o submundo, o mundo político e mundo dos negócios. Ele governa tudo, Maxim. Ele não quer que eu viva. Ele vai me encontrar, e ele vai me matar, simplesmente porque eu sei muito — ela diz, os olhos correndo ao redor com medo. Eu aceno e, em seguida, estreito os olhos para ela, perguntando-me como diabos eu estou apenas agora ouvindo essa merda dela. — Como você sabe dessas coisas, Mariya? — Ele comprou minha virgindade, Maxim. Ele gosta de virgens e as mantém até que ele fique entediado ou até que elas se tornem mulheres, o que ocorrer primeiro — admite ela suavemente. Eu sei que ela não queria divulgar esta informação para seu próprio irmão, mas precisava ser dito. Eu engulo a bile na minha garganta, as imagens de minha irmã muito jovem sendo levada por um homem três vezes a sua idade me faz mal. Ele também me deixa com raiva e irracional, mas eu tento me controlar. Eu não sou de utilidade para ninguém quando eu não tenho total controle sobre o meu corpo e mente. —

Qual opção você se encaixa? — Pergunto. Eu

tenho que saber. Por que, eu não sei; talvez melhor motivação para torturar o filho da puta. — Eu cresci em uma mulher linda, não? Fiquei com ele desde o momento que eu tinha onze anos até quando fiz dezesseis anos. Nesses cinco anos, ele pensou que eu era incompetente.

Ele

realizou

reuniões

e

teve

conversas


telefônicas importantes na minha frente. Não se engane, Maxim, ele virá para mim. Ele me verifica regularmente, e ele vai saber que eu fugi. Eu penso em tudo que minha irmã disse. Digo-lhe para ir e relaxar, passar algum tempo com Haleigh antes de partirmos. Com um olhar confuso, ela faz o que eu peço e me deixa sozinho com meus pensamentos. Eu chamo Dimitri e explico vagamente que minha irmã poderia estar em perigo e para manter o forte esquema de segurança em torno da propriedade. Eu não quero desistir de quaisquer nomes ainda; Eu tenho alguma escavação séria para fazer e quanto menos as pessoas souberem o que eu estou investigando, mais seguro será - para todo mundo. —

Eu vou cuidar disso, Mariya. Ele não vai fugir

com o que está fazendo, — Eu ofereço a ela antes de partir para Moscou. Ela acena e joga seus braços em volta de mim. — Obrigado, irmão — ela chora no meu pescoço. Eu desajeitadamente dou tapinhas em sua costa. A única mulher que já permiti me tocar livremente é a minha Haleigh e isso é... estranho. Sonia me abraçou em raras ocasiões, mas isso é diferente. Isso é emocional, e parece bom. O amor me fez um molenga. Duas horas depois, estamos no avião - minha pequena família e eu, mas minha mente está em outro lugar. Minha mente está em Ivan porra Chekov. Será que Sergei sabe o que está fazendo? Ele está dentro disso?


Tenho a sensação de que isso é mais do que fazer permutas aos pais jovens e crianças de rua. Deve ser apenas a ponta do iceberg de merda. Será que Sergei e nosso exército - os homens que foram levados neste sistema, que têm amantes e crianças tiradas deles, ignoram uma das pessoas mais poderosas na Rússia? Em quem posso confiar? Eu sei a resposta para essa pergunta. Essa resposta é imutável. Ninguém. Eu não posso confiar em ninguém além de mim mesmo. —

Eu posso ouvir seu cérebro trabalhando. Você

está pensando demais, Maxim. Está tudo bem? —

Minha

esposa bonita afaga meu rosto com as costas dos dedos enquanto o meu filho perfeito deita entre os seios. O menino tem boas ideias. — Apenas trabalho, golubushka. Nada para você se preocupar, —

eu digo suavemente, pegando sua mão e

colocando um beijo em seu anel de casamento. Ela balança a cabeça, mas posso dizer que ela não está convencida. Minha esposa, já me conhece muito bem. Eu gosto que ela possa ler o meu humor. Eu posso ser um bastardo rude, por isso é melhor para ela saber quando ficar longe. Horas mais tarde, o avião pousa e vejo Alex- meu kryshas- executor- esperando por nós. Ele parece chateado, como de costume, mas eu sei que ele vai ficar feliz que eu acalmei e irá se concentrar exclusivamente no trabalho de


agora em diante. Ele estava ficando irritado com o meu mau humor. Eu ajudo Haleigh sair do avião e caminhar em direção a Alex, que já está carregando a nossa bagagem no porta-malas do Audi. — Alex, você conheceu a Sra. Lasovska, certo? — Ele balança a cabeça e inclina a cabeça para ela, seus olhos de aço não escondendo seu passado endurecido. Alex passou sua juventude na prisão em Moscou. Ele tem sido um soldado desde antes de suas bolas

e ele tem

feito e visto coisas que nenhuma pessoa jamais deveria. Ele é um bom homem, porém, e tão confiável quanto um homem pode ser neste mundo escuro. Ele não dá nenhuma merda e não aceita nenhuma. Eu gosto muito dele. — Você está certa, Sra. Lasovska. O menino se parece com Maxim — ele diz suavemente, me surpreendendo. Sua compreensão do idioma Inglês me surpreende muito, também. Sem uma educação, eu me pergunto onde ele aprendeu o idioma. Eu direciono Haleigh e Maksimilyan dentro do carro e bato palmas atrás de Alex. —

Onde você aprendeu Inglês? — Eu o questiono.

Seu rosto fica vermelho antes dele responder. — Meu amante. Ele é de Londres — ele admite. Eu jogo para trás a cabeça de tanto rir. —

Ele mora aqui em Moscou? — Pergunto. Alex

sacode a cabeça, o que se assemelha a um aceno de cabeça. — Quando Haleigh estiver ambientada, ela fará o jantar para vocês dois. Teremos uma noite tranquila e eu irei


conhecer o seu homem, — Eu ofereço. Alex olha para mim com surpresa e, em seguida, ele sorri levemente e assente. Talvez eu vá mudar o dever de Alex para ser o Bykiguarda-costas da minha esposa. Eu sei que seus seios fantásticos não vão distraí-lo, e ele vai fazer o seu trabalho perfeitamente. Minha pombinha merece o melhor, mas eu não vou ter algum idiota cobiçando ela ao mesmo tempo.

A cobertura é linda. Não é nada como a última, graças a Deus, ou até mesmo como a casa de Maxim nos EUA. Cinza suave, creme e salpicos de turquesa clara decoram o espaço - um sonho se tornando realidade. Maxim nos dá um tour, mas depois me diz que tem uma reunião

com Alex para se atualizar sobre o que ele

perdeu com o trabalho desde que se foi. Eu não me importo em tudo, e decido descobrir quais outras surpresas esperam por mim no apartamento. Andando pelo corredor, vejo uma porta e a abro. Eu suspiro, o que assusta Maksimilyan, e ele ri. O quarto é de tirar o fôlego de tão perfeito. Há um berço contra uma parede e um trocador com um armário no lado oposto. As paredes estão pintadas com um azul suave e cinza, e é muito sereno. O protetor de berço


tem estampas cinza e branca e é feito de um tecido macio, que parece luxuoso contra meus dedos. Os lençóis são azul marinho e a saia do berço é cinza. Há uma cesta no chão cheia de bichos de pelúcia, e eu verifico o armário e arfo novamente. Há roupas de todos os tamanhos a partir de nove meses a cinco anos , tudo o que poderia precisar ou desejar. — Você gosta disso, golubushka? — Maxim pergunta, me surpreendendo. Eu rodopio para olhar para ele. —

Como? —

Eu pergunto, meus olhos correndo

pela sala. — Eu liguei para uma das esposas de meus homens. Ela me ajudou enquanto estávamos na América. — Ele dá de ombros. Cubro a boca aberta com a mão enquanto meus olhos se enchem de lágrimas. — Eu amo isso, Maxim — eu sussurro, um fluxo de lágrimas caindo dos meus olhos. Maxim dá dois passos longos em direção a mim e pressiona contra Maksimilyan em meus braços; uma de suas mãos em volta da minha cintura, outra embalando a cabeça de Maksimilyan. — Eu farei qualquer coisa por você, anjo moy. Tudo o que você precisar, você terá. O que você quiser, é seu. Eu vivo para fazer você feliz — diz ele com a voz rouca. Eu pressiono minha testa contra seu pescoço, inalando seu picante cheiro masculino - meu marido, meu amante, e agora, meu amigo. — Obrigada, querido — eu sussurro, sabendo que minhas palavras de agradecimento nunca serão o suficiente.


— Eu deixei as paredes em branco assim você pode decorar como quiser — diz ele suavemente contra o meu cabelo. Concordo com a cabeça olhando para ele, minha garganta grossa com emoção. — Você é muito bom para mim, Maxim,— eu sussurro, meus olhos procurando ele. Ele bufa. — Eu tenho sido deplorável para você, golubushka, mas eu jurei pra você que as coisas iriam mudar, que gostaria de mudar, que eu tinha mudado. Eu te amo e tudo o que é meu é seu. Tudo o que você precisa ou quer, eu vou fornecer para você. Esta vida, começando aqui e agora, é nossa. Ela é nova, e é um começo para algo maravilhoso. — A nossa nova vida é tão bela, Maxim. É bonito, porque não estamos apenas começando com Maksimilyan, mas estamos começando com honestidade, amor e apoio — eu suavemente murmuro. Ele balança a cabeça enquanto seus dedos colocam uma mecha de cabelo atrás da minha orelha. — Agora, Maxim, que tudo está sendo dito. Algo está passando em minha mente nestes últimos anos e eu acho que é hora de dizer exatamente o que aconteceu com meus pais, — eu exijo. O rosto de Maxim fica branco, e pela primeira vez, meu Maxim está nervoso e talvez com medo. Eu não perguntei sobre meus pais antes, porque com toda a honestidade eu nunca quis vê-los novamente após o ataque de minha mãe. Talvez eu seja egoísta, ou louca, ou eu estava apenas em negação, mas eu estava feliz por não ter que lidar


com eles depois de todo - meu sequestro, Maxim partiu, e teve o nascimento de Maksimilyan. Se nós estamos começando com a verdade, com honestidade, então eu tenho que saber. Eu nunca soube deles novamente após a noite que minha mãe me atacou, e isso

tem

me

desapareceram,

incomodado, eu

como

honestamente

eles

esperava

simplesmente muito

mais

drama jogado no meu caminho. Eu não tenho saudades deles,

não

realmente,

mas

eu

tenho

estado

curiosa.

Certamente, Torrent teria vindo a mim, se algo acontecesse com eles? Maxim lenta e nervosamente explica a noite que minha própria mãe me atacou. Felizmente, ele não entra em grandes detalhes, mas ele admite abertamente que ele matou meus pais. Eu quero sentir remorso pela perda de suas vidas, mas eu estou achando muito difícil. Maxim também fala a verdade sobre a forma como eu me tornei sua noiva. Meu pai lhe devia dinheiro, ele lhe devia a vida, e ele pagou Maxim com a minha. Eu deveria estar com raiva que eu fui vendida como um animal premiado na feira, mas não posso estar. Que uma fração de segundo, a decisão egoísta que meu pai fez me trouxe muito mais alegria do que eu nunca pensei possível. — O que aconteceu com todos os seus pertences? — Pergunto, acariciando seu peito. Maksimilyan está dormindo em seu novo berço, e estamos deitados na nossa cama kingsize, envoltos em lençóis, passando por cima dos detalhes podres e sujos mais tarde naquela noite.


— Meus homens entraram e limparam a casa. Nós vendemos ou nos livramos de suas roupas, mas eu mandei colocar tudo pessoal em um depósito no caso de algum dia você querer algo. Sua voz soa tão clínica, e posso dizer que ele não quer que eu vá e olhe todo o seu lixo. Nem eu. Exceto o colar de minha bisavó trazido da França. Que eu usei no dia do meu casamento, e eu acho que eu gostaria que isso fosse meu. —

Não, obrigado. —

Eu balanço minha cabeça

ligeiramente, e Maxim passa a parte de trás de seus dedos contra o lado do meu peito. — E Torrent e a polícia? —

Seus olhos fogem dos

meus, e eu sei que tudo o que ele tem a dizer poderia me assustar. —

A polícia norte-americana se curvam para mim.

Torrent assentiu com compreensão e fugiu para lugares desconhecidos. Ele sabia quem eu era quando eu casei com você. Ele sabia muito e sabe manter a boca fechada. Eu aceno, compreendendo suas palavras. Torrent é esperto e saiu quando seus chefes foram assassinados pela Bratva. Ele provavelmente está servindo alguma outra familia, muito provavelmente outra família rica que vai dizer muito na frente dele. — Você me impressiona. Eu tinha certeza de que ia me desprezar — confessa Maxim. — Nunca, Maxim. Eu te amo, e meus pais não eram membros decentes da sociedade. Não tenho certeza se eu


poderia ter perdoado a minha mãe por suas ações ou meu pai por me vender para você - mesmo isso se tornando uma coisa boa. —

Sim, mas eu sou pior, porque eu livrei este

mundo deles. — Sua voz é profunda e rouca. — Você fez, mas não foi por ganância ou qualquer coisa assim. Foi porque a minha mãe me atacou, Maxim. Ela não estava bem da cabeça. Embora você poderia ter chamado a polícia, eu diria que isso não teria importância? Chamá-los? — Pergunto. Maxim lambe minha clavícula antes de falar novamente. — Você assume corretamente, golubushka. —

Ele

ri. Então, toda a conversa cessa quando Maxim desliza sua camisa por cima do meu corpo e faz amor comigo da única maneira que ele sabe. Seu corpo bate no meu com força, áspero, e rápido quando eu gozo ao redor de seu pênis perfeito.


Capitulo Vinte e Um Os dias são longos e solitários, mas Maksimilyan os enche com gorgolejos e beijos doces enquanto esperamos por Maxim voltar para casa. Alguns dias ele está em casa as cinco, outros não até as primeiras horas da manhã, mas ele está trabalhando. Nem uma vez ele tem cheiro de outra mulher, e ele sempre, sempre, chega e quer entrar em mim. Eu nunca vou negar-lhe. Eu o quero tanto quanto ele me quer. Eu nunca fui tão feliz. Hoje à noite, no entanto, eu estou me preparando para um jantar. O chefe de Maxim, também conhecido como: o homem mais assustador na terra e sua esposa estão vindo. Maxim me disse que eles falam Inglês razoavelmente bem, e embora ele não conheça bem a esposa, ele acredita que vai sair tudo bem. Uma pontada de tristeza enche-me quando eu penso sobre Sonia; Eu sinto tanta falta dela e sua amizade. Estou vestida com um vestido de jersey preto apertado no pescoço que vem até os joelhos, ele valoriza a minha nova figura curvilínea, mas não mostra demais. Eu não quero parecer vulgar para o chefe de Maxim e sua esposa.


O jantar é frango kiev , um peito de frango recheado com fatia de catupiry e salsa fresca, empanado e frito; teremos também uma salada verde, aspargos, fatias de batata e ptichie moloko para sobremesa, que é um bolo com recheio de marshmallow coberto com chocolate. Como estou ficando em casa com Maksimilyan, eu tenho praticado na minha cozinha e queria fazer uma refeição tradicional da Rússia para o chefe de Maxim. Eu quero impressioná-los e eu quero que eles gostem de mim. — Anjo moy, eu estou em casa, — Maxim chama quando estou terminando a sobremesa. A mesa está posta, a comida está terminando no forno, e eu vesti meus sapatos de salto alto cor de rosa. Estou pronta. — Dobriy vyechyer, — Eu falo em um sotaque russo horrível. Eu tento dizer ao meu marido boa noite, mas eu sei que estraguei a coisa toda. —

Isso

foi

bom,

golubushka.

Estou

muito

impressionado — elogia Maxim. Eu vou para ele, orgulhosa de que ele está impressionado comigo. —

Onde está meu filho? — Pergunta ele, beijando

minha testa enquanto sua mão agarra um punhado de minha bunda. — Dormindo até os nossos convidados chegarem. Eu queria que ele estivesse descansado. — Eu suspiro quando Maxim cantarola, sua mão mergulhando nas minhas pernas, o dedo indicador traçando o interior do meu joelho. Eu me


mexo um pouco, sentindo a queimação começar a subir dentro de mim. Isso acontece toda vez meu marido me toca. — Eles estarão aqui em breve — eu suspiro. Minha voz é baixa e rouca, pingando sexo e necessidade. —

Então temos que nos apressar, anjo moy — ele

sussurra em meu ouvido. Eu ouço o tilintar do seu cinto e o barulho do tecido quando cai no piso de pedra. Meu vestido é levantado até a cintura e minha calcinha empurrada para o lado enquanto Maxim me penetra com um forte impulso por trás. Eu suspiro antes de gemer com a sensação de sua dura longitude dentro de mim. — Segure-se no balcão, — Maxim exige. Eu faço como ele diz, mesmo antes dele lentamente deslizar para fora de mim. Em seguida, ele empurra para dentro, tão forte, enterrando-se. Ele tira o meu fôlego. Uma das mãos de Maxim vão ao redor até minha nuca e pega o meu cabelo, enrolando suas mãos neles. Ele puxa meu pescoço, minhas costas arqueando, dolorosamente, no ângulo inclinado, mas apenas alimenta meu fogo. O choque me deixa molhada, e eu gemo. —

Você parece tão sexy agora porra. Seu vestido

puxado para cima, sua cabeça puxada para trás, meu pau dentro de você - a minha mercê porra, minha boa menina. Minha — ele rosna. Eu choramingo, sentindo meu aperto em torno do comprimento duro de Maxim, tentando mantê-lo onde eu quero, mas ele está certo, estou à sua mercê, e eu adoro isso.


Maxim não para de mergulhar dentro de mim, batendo em mim tão forte quanto ele pode. Sua força bruta pura é mais do que perfeita; ele é mais do que perfeito. A mão aperta em meu quadril, lentamente deslizando para baixo a frente da minha calcinha. Ele começa a esfregar levemente meu

clitóris

com

dois

dedos,

enviando

choques

de

eletricidade através de meu corpo. — Eu quero que você goze em todo meu pau, Haleigh — ele murmura enquanto seus dentes afundam na carne ao lado do meu pescoço. Seus dedos batem no meu clitóris uma última vez, e eu faço o que ele pede; Eu gozo, meu corpo pulsa e minha boca abre para soltar um grito silencioso quando eu gozo. Eu nem sei quando Maxim goza. Eu sou uma pilha irracional de carne, meu corpo descansando contra a bancada de granito. — Você é incrível, golubushka.— Ele beija o lado do meu pescoço, pegando minha orelha entre os dentes e levemente a chupando quando ele sai de mim e reajusta-se. — É melhor eu ir me limpar — eu digo, sonolenta, tentando ficar em pé com as pernas moles igual geléia. — Nyet, você não vai, — Maxim berra enquanto eu arrumo meu vestido. Meus olhos arregalam com isso e ele apenas sorri. —

Maxim, nós estamos tendo um jantar. Eu não

posso ter você saindo de mim a noite toda — horrorizada.

eu digo,


Ele joga a cabeça para trás e ri, me puxa em torno da cintura me levando ao seu peito enquanto captura meus lábios em um beijo lento, suave. — Eu gosto de saber que minha porra vaza entre as suas pernas. Eu gosto de você ter um lembrete de que você pertence a mim, anjo Moy, especialmente com meu chefe aqui — ele murmura, beijando a ponta do meu nariz. Eu bufo e rolo os olhos para o meu louco, marido dominante, homem das cavernas. —

A minha mãe me disse - que usar meu cabelo

para baixo era vulgar, mas ela não tinha idéia do que vulgar era.— Eu enrugo meu nariz e Maxim joga a cabeça para trás e ri novamente. Eu quero ficar irritada com as suas palavras irracionais, mas não posso, não quando ele ri, o que é tão raro. Eu só o deixo escapar com o que quer, porque é uma vista tão bonita. A campainha toca, quebrando o momento do riso raro do meu marido. Maxim beija minha têmpora antes de piscar e ir para a porta. No exato momento, eu ouço Maksimilyan chorando em seu quarto, então deixo Maxim lidar com os convidados, enquanto eu atendo o meu doce menino. Maksimilyan está rindo no momento em que eu entro em seu quarto habilmente decorado. Eu rapidamente beijo sua bochecha redonda antes de trocar sua fralda. Eu entro na sala de estar para encontrar Maxim servindo bebidas aos nossos hóspedes. Radimir e sua esposa-


modelo linda estão em pé, tomando bebidas com Maxim. Champagne para a mulher, e vodka para Radimir. Maksimilyan bate palmas enviando o olhar de cada pessoa para nós. Maxim sorri suavemente para nós e caminha direto para Maksimilyan, agarrando-o e beijando seu rosto, sussurrando palavras que eu ainda não entendo em russo. Eu sorrio para os nossos convidados e me apresento. —

Olá, eu sou Haleigh Lasovska. —

Eu estendo

minha mão e tento não tremer sob o escrutínio, aterrorizante do olhar de Radimir. — Radimir — ele resmunga. Dirijo-me a sua esposa, uma mulher alta, magra, loira, de olhos azuis com curvas perfeitas. Ela parece que saiu de um catálogo. Suas bochechas são finas e suas feições nítidas, ao contrário das minhas próprias arredondadas. —

Klavdia —

diz ela, segurando a mão de uma

maneira seca. Eu sei por que ela faz isso dessa maneira, é assim que os homens vão beijar-lhe a mão, mas eu não vou. Em vez disso, eu vagamente a abraço e beijo cada bochecha com a minha saudação. Ela engasga com surpresa. Fui criada por alpinistas sociais; Eu sei o que as pessoas esnobes querem e esta cadela exala trejeito. Ela não é Sonia, com certeza. — Este pequeno homem é nosso Maksimilyan. — Maxim diz com orgulho, quando ele sacode o nosso bebê feliz algumas vezes, fazendo com que seus olhos azuis cintilem.


— O jantar está pronto, se vocês estiverem com fome,— eu ofereço. O casal duro acena uma vez antes de virarem para a sala de jantar. Dou a Maxim um olhar, e ele só dá de ombros e pisca. Imbecil. O jantar é tenso, para dizer o mínimo, mas assim que os homens começam a falar de trabalho, eu sorrio para Klavdia e tento conversar com ela. Eu quero ficar próxima a esposa do chefe de Maxim. Eu sei que ela não é Sonia, mas também sei que com o que esses homens fazem para viver, eles precisam de mulheres fortes por trás deles. —

Então, há quanto tempo você e Radimir estão

casados? — Pergunto enquanto ela empurra sua comida em torno do prato, sem dar uma mordida. Ela olha para mim e sorri. —

Estamos juntos há quatro anos. Como você, eu

fui comprada. Radimir não tem sentimentos por mim, nem eu por ele. Ele fode quem ele quer e eu quem eu quero. Obviamente, você e Maxim fodem, porque fazem bebês. — Ela aponta para Maksimilyan, e eu fico pálida com as palavras dela. Como é que ela sabe como Maxim e eu nos casamos? Eu nem sei o que dizer a ela. — Seu marido me disse uma noite depois que ele me fodeu com os dedos. O homem é bom. Ele estava bêbado como o inferno, porém, então seu pênis não iria funcionar. Eu duvido que ele se lembre, chorando para mim sobre sua


pequena esposa americana. — O garfo desliza da minha mão e faz barulho contra o prato quando eu olho para ela. A cadela e a porra do meu marido. Eu tento não ficar louca; Eu tento muito porque eu sabia que Maxim não estava completamente fiel a mim no ano que passamos separados. Ele me disse que seu pênis não tinha estado dentro de outra mulher além de mim, mas eu sabia que na verdade ele estava omitindo. No entanto — isso — oh, inferno não. Esta cadela está comendo minha comida, sentada na minha mesa de jantar, me dizendo que o meu marido a fodeu com os dedos e o quanto ela gostou. — Eu não posso acreditar que você acabou de dizer isso para mim, — eu sussurro em estado de choque. — O que, você acha que ele não iria foder com outra mulher? Você, menina, precisa acordar. Estes homens, eles são homens, e eles vão foder quem agradar. Você não faz perguntas e você não recebe uma palavra sobre o que eles fazem com seus paus. Você fica em casa e cuida dos bebês. Você gasta seu dinheiro, mas você não faz perguntas. — Parece que ela sabe, por experiência, e de repente eu sinto pena dela. O Radimir não a ama. Inferno, eu duvido que ele sequer goste dela, e é triste, mas isso não é desculpa para o que ela está dizendo para mim. — Maxim e eu não somos assim. Nós somos fiéis um ao outro agora. Somos honestos — eu digo suplicante. Soa forçado. Ela ri e estou surpresa com o agradável som de sua voz.


— Ele mente para você, menina boba. Maxim não vai manter seu pau seco por muito tempo. Ele fode só você por um tempo até que você confie nele, para fazer a sua vida aqui em casa feliz. Ele se sacrifica. Logo, porém, ele deixará uma prostituta chupar seu pau, então talvez na próxima vez ele a foda com os dedos enquanto goza, então ele desiste da luta e fode sua boceta antes que ele foda seu cú. Então ele chega em casa para você e te fode antes que se vire e vá dormir — ela diz. Se isto não fosse uma critica tão perto de casa, eu poderia estar ofendida. No entanto, eu ainda acho que esta mulher é ultrajante. Eu quero cortar ela, mas gostaria de saber se há verdade nisso. Maxim esteve com Catia, em seguida, tudo o que ele fez com outras mulheres enquanto estávamos separados, porque ele permaneceria fiel apenas a mim? A dúvida é colocada, e eu odeio isso. —

Sinto muito Radimir não ter afeição por você.

Deve ser difícil viver com um homem e se casar com ele apenas no papel. — Eu mudo o foco da conversa para ela e sua triste vida. —

Radimir quer o que eu não vou dar a ele. É a

minha escolha, e eu sou grata por não ter de carregar o peso de foder um homem que quer me possuir não só no nome, mas também no quarto. Ele gosta de sexo bizarro, e ele quer uma escrava. Não sou isso. Ele terá que ir para América e encontrar uma menina gorda triste como você, então talvez ele consiga o que quer. — Ela sorri.


Eu fecho minha mão em um punho. Eu quero dar um soco no rosto dela, mas Radimir está lá antes que eu seja capaz de dizer outra palavra, e ele fica furioso. —

Você não quer mais ser possuída por mim,

Klavdia? É bom porque eu te odeio. Você realmente fodeu com meu braço direito quando você sabia que ele estava sofrendo, e então você diz a sua esposa? Eu a libero, e talvez eu a venda. Você ficará sem dinheiro, e eu vou rir de você. Volte para o bordel de onde veio. Eu tentei ser bom homem para você e dar-lhe tempo para me querer, querer o que tenho a lhe oferecer, mas eu estou farto. Você não serve pra nada puta. —

Ele chega para trás e dá um tapa no rosto

dela. Meus olhos se arregalam, e Maxim agarra Maksimilyan, o tirando da sala. — Radimir, você entendeu mal. Eu te amo, apenas você — ela implora, segurando sua bochecha, enquanto lágrimas falsas caem de seus olhos. —

Você se ama e você ama o meu dinheiro. Você

pode se ter, mas o meu dinheiro fica comigo. Talvez eu vá para a América e encontre uma mulher linda como Maxim encontrou. Uma que vai me amar e me tratar bem. Eu já sofri o suficiente nesta vida, não? Eu não mereço algo bom? — Ele sussurra, perigosamente baixo. Gostaria de saber quais os tipos de coisas ele sofreu. Radimir envolve a mão em torno de sua garganta e a arrasta para fora da nossa casa sem dizer uma palavra. Eu poderia me preocupar com ela, mas eu não vou. Isso faz de mim uma cadela?


Qualquer um poderia olhar para os olhos de Radimir e saber que não deve mexer com ele, que ele tem o mal que espreita ali, que ele viu e fez mais do que uma pessoa deve em sua vida, mas ela cutucou o urso. Puta estúpida. Maxim não diz uma palavra sobre o jantar quando ele prepara Maksimilyan para a cama enquanto eu limpo tudo. Nós vamos para a cama em silêncio, mas ele me envolve em seus braços e me abraça forte. Eu não posso evitar, mas ouço as palavras de Klavdia ecoando através da minha mente. Ele pode ficar apenas comigo? É manipulação de confiança, é uma tática para me manter aqui com ele felizmente inconsciente enquanto ele está fora com outras? — Ela é amarga, Haleigh. Não ouça o que ela diz. Eu quis dizer isso quando eu disse que não há outras mulheres, só você, Moya koroleva — ele sussurra no escuro. Eu aconchego mais perto dele antes de deixar o sono pesado assumir. Eu precisava desesperadamente disso. Minha rainha. As palavras giram em torno na minha cabeça até que eu caia em sono pesado.


Capitulo Vinte e Dois Na manhã seguinte, estou arrumando Maksimilyan para ir às compras para mais algumas roupas para ele. O menino cresce como um louco. Maxim me informou que Alex estará me acompanhando e eu sorrio suavemente. Alex é o homem mais paciente que eu já conheci quando se trata de compras. Ele odeia, não me interpretem mal, mas ele é paciente e sempre me ajuda quando eu preciso dele. Há uma batida na porta, e eu sei que deve ser ele. Eu nem sequer olho pelo olho mágico antes de abrir a porta e ofegar quando vejo Radimir em pé na minha frente, cada polegada aterrorizante dele. — Você deve olhar para quem você abre sua porta. —

Ele balança a cabeça e eu engulo, abraçando

Maksimilyan um pouco mais apertado no meu corpo. — Por favor, entre, — eu digo, incapaz de desviar o olhar de seus olhos azuis. Em uma inspeção mais próxima, eles são realmente cinza claro. No entanto, eles ainda me fazer tremer. —

Quero pedir desculpas pelo comportamento de

Klavdia na noite passada. A sua refeição foi adorável e ela estragou tudo — ele pede desculpas. Concordo com a cabeça para ele; meu frango kiev abalou.


— Eu deveria me explicar. Você pode pensar que fui severo demais pelas minhas ações com a minha esposa — ele começa a dizer. Eu pressiono meus lábios, mas não concordo ou discordo. Eu não posso dizer que eu odiei quando a cadela foi... bem... golpeada. — Sente-se. —

Ele acena com a cabeça em direção

ao meu sofá, e eu acho estranho que estou seguindo suas ordens na minha própria casa. — Klavdia era uma prostituta quando eu a conheci. Ela era uma daquelas mulheres tomadas no momento do nascimento, mas por causa de sua beleza, ela foi vendida a um empresário extremamente rico. Tinha quarenta e ela doze. A vi em seu braço dez anos depois dele ter comprado ela, e meus olhos, se apaixonaram por ela. Eu sabia o que ela era no momento. Não era um jantar, mas uma festa de sexo— ele admite. Eu sugo uma respiração enquanto ele acena para mim. — Você as conhece? Existe em seu país? — Eu ouvi falar delas, que algumas pessoas gostam de compartilhar parceiros e que há alguns gostos diferentes, mas não, eu nunca fui a uma, — eu admito, de repente me sentindo extremamente desconfortável. Radimir acena com a cabeça, e eu não estou muito certa do porque ele está me dizendo tudo isso. — Seu proprietário tinha cinquenta anos. Ele estava doente com câncer. Ela roubou o meu fôlego com sua beleza, e quando ele viu a maneira que eu olhei para ela, ele a


mandou para me atender. No dia seguinte, seu proprietário me chamou para uma reunião. Ele tinha me pesquisado, sabia quem eu era e sabia que na minha linha de trabalho uma mulher normal não iria me agradar. Eu a comprei naquele dia; Eu teria feito qualquer coisa para tê-la. — Ela estava tão animada para vir para casa comigo. Tolamente, eu pensei que era porque ela estava tão tomada por mim como eu estava por ela. Eu não era um homem com desejo de possuir uma escrava. Gosto de dominar, mas a escravidão não era para mim, então eu dei suas liberdades. Eu a cortejei, levei ela a encontros, e lhe ofereci tudo o que ela queria para se apaixonar por mim. Eu não sou nada além de um salário para ela. Sexualmente, nunca ficamos juntos. Tentei não forçá-la, porque eu senti que ela tinha sido forçada toda a sua vida, mas nada que eu fiz a agradou. — Ontem à noite foi à última gota. Ela se aproveitou de Maxim quando ele não estava em seu juízo perfeito e, em seguida, ela usou sua transgressão contra ele e plantou sementes em sua mente. Você não deve deixar essas sementes crescerem, Haleigh. Maxim te adora, e ele seria esmagado se isso não desse certo. Radimir olha para mim, e o terror que uma vez eu senti por ele é substituído por compaixão. Ele se apaixonou por uma mulher que, essencialmente, abusou de sua bondade durante anos. — Obrigado por explicar isso para mim. Ajudou com as dúvidas. O que você fez com ela? — Eu tenho medo de


perguntar e os olhos de Radimir me dão uma resposta que tenho certeza de que não quer que seja verbalizada. —

Você está nesta vida agora, Haleigh. Você deve

saber que umas simples palmadas não servem como punição por irregularidades. Tenho sorte que eu nunca confiei nela e sempre mantive a minha informação de negócio trancado, para que ela não seja uma ameaça para mim dessa maneira. A vendi. Suas palavras são de dor; ele não queria, ele a amava de uma maneira e ela se aproveitou dele. Seu tratamento cruel deveria me incomodar mais do que faz. O que isso faz de mim? Toda essa situação me deixou confusa, sobre mim e sobre os meus sentimentos. — Eu entendo — eu sussurro, as lágrimas se acumulando nos meus olhos, ameaçando cair. — Você é uma menina doce. Maxim estava correto quando ele me disse que você era sua doce pequena bailarina norte-americana. Ela sabia as consequências de seus atos, por isso não pode se sentir mal por ela. Ela sabia seu lugar e ela tornou-se mimada e muito ousada. Ela não era minha esposa, não legalmente. Eu era seu proprietário e ela foi vendida para mim. — Eu conheço o homem que a comprou, e embora ele vá ser rigoroso com ela, ele não vai abusar dela — ele oferece as informações e olha para mim como se para ver a minha aprovação para suas ações. Radimir em seguida, faz uma pausa

e

olha

para

contemplativamente.

um

local

vazio

na

parede


Ele adora suas escravas. Ele tem várias, e ele

também as treina para vendê-las, mas ele teve os olhos em Klavdia por anos. Ele ficou desapontado quando eu a comprei e estava mais do que disposto a pagar o dobro do que eu paguei por ela. Eu devo soar como um bastardo. — Ele ri, o sorriso não atingindo os olhos. — Você vai comprar outra? —

Eu procuro em seu

rosto por uma resposta e ele suspira. — Nunca. Não era o que eu imaginava. Espero que um dia eu seja capaz de encontrar uma companheira. Eu gostaria de ter filhos e ter uma mulher para amar, que também me ame. Eu estou conformado com o fato que isso pode nunca acontecer. — Ele limpa a garganta, quando uma batida soa na porta, sinalizando a chegada de Alex. —

Eu preciso ir. Estamos bem, Haleigh? — Ele

pergunta. Eu sorrio e aceno para ele. Eu não concordo com a forma como ele reagiu em relação à Klavdia, mas depois de ouvir sua história, eu entendo. Eu não tenho que concordar com o estilo de vida ou decisões para entender alguém. Além disso, quem sou eu para julgar? Eu fui vendida para o meu marido. — Estamos, Radimir, e se alguma vez você estiver com fome, não hesite em entrar para uma refeição caseira. Eu não prometo que sempre vai ser comestível, porque ainda estou aprendendo, mas sempre podemos pedir comida, se for muito ruim. — Eu enrugo meu nariz, e ele realmente sorri para mim enquanto ele abre a porta para Alex, balançando a cabeça antes que ele parta.


Você está bem? — Alex pergunta assim que ele

está dentro do apartamento. Eu posso ver a preocupação gravada em seu rosto, e eu escolho sorrir simplesmente para ele. — Eu estou — eu respondo. Saímos, sem mencionar o fato de que Radimir estava aqui na minha casa, sozinho. Passamos o resto do dia fazendo compras, e eu compro para

Maksimilyan qualquer coisa e tudo o que ele

poderia possivelmente necessitar quando se trata de roupas. Até o momento que Maxim chega em casa, fico nervosa em dizer-lhe sobre a visita de Radimir. Ele fica tão surpreso quanto eu lhe conto a história. —

Ele é um bom homem, anjo Moy, mas ele teve

uma vida dura, tanto quanto eu. Bem como todos nós nessas posições. Ele vai encontrar a sua Haleigh — diz ele em voz baixa. Eu suspiro quando me enrolo no corpo quente do meu marido e, em seguida, lhe sussurro outra notícia que estou guardando por alguns dias, esperando o momento certo. — Parabéns, Maxim, você vai ser pai mais uma vez, — eu digo suavemente. Ele me puxa com força, e depois de um momento, eu puxo minha cabeça para cima para ver as lágrimas escorrendo pelo seu rosto. — Maxim? — Ele balança a cabeça. — Você me faz tão feliz, golubushka — ele sussurra, controlando suas emoções. Então, ele faz o amor mais doce comigo, mais doce do que ele já fez; e enquanto eu sinto falta


do meu amante exigente, eu não posso dizer que estou decepcionada. Neste momento, precisamos de amor macio. Eu amo este louco russo com todo o meu coração.


Capitulo Vinte e Três Maxim está distante. Quatro meses se passaram desde que descobri que estou grávida do nosso segundo filho, e parece que meu marido está ou enlouquecendo, ou dizendo a verdade, quando ele diz que o trabalho está tomando conta de sua vida. Hoje, nós saberemos se nós estamos tendo um menino ou uma menina, e Maxim está atrasado. Ele prometeu que estaria aqui, mas como muitas de suas promessas quebradas, ele não está. Eu suspiro e pego Maksimilyan em meus braços. Ele é tão pesado nos dias de hoje que dói levá-lo ao redor, mas eu sei que em breve ele não vai querer que eu o carregue mais, então estou saboreando os momentos enquanto eu posso. A consulta é curta. Eu só entendo metade do que a técnica de ultrassom me diz. Eu entendo a palavra saudável e, em seguida, eu choro quando ouço devotshka escapar de seus lábios. Isso significa que teremos uma filha. Teria sido muito mais fácil se Maxim estivesse junto para interpretar, ou se eu tivesse pedido para Alex vir; ele tem sido o único a se juntar a mim em todos os meus


compromissos desde que Maxim não tem sido capaz, mas eu tinha certeza que Maxim estaria aqui hoje. Eu não posso evitar a onda desconfortável de decepção, mágoa e medo que lava sobre mim nesta consulta desperdiçada. Eu sinto que eu estou perdendo meu marido de novo, um marido que verdadeiramente só tenho por um tempo muito curto em nosso casamento. Eu não quero que ele me deixe mais uma vez; ficaria muito mal em saber que ele vai para cama de outras mulheres, e saber que por qualquer motivo não sou realmente o suficiente para ele. Uma vez que alimentei Maksimilyan e ele está dormindo na cama, eu decido esperar no sofá pelo retorno do meu marido. É isso. O medo do desconhecido está me sufocando, deixando-me incapaz de respirar, muito menos dormir tranquilamente à noite. As decisões serão tomadas, e eu não vou sentar por mais tempo. Fiz questão de vir aqui para o meu marido, meus filhos, e meu casamento. Eu não vou mais ser ignorada. Eventualmente, às duas da manhã, ele tropeça dentro do nosso apartamento e ele está bêbado. Eu tento manter as lágrimas de caírem. Eu tento não pensar sobre as palavras ofensivas que Klavdia disse sobre como ele iria acabar me tratando uma vez que ele ganhasse de volta a minha confiança. Elas estão parecendo muito verdadeiras, e isso dói tanto. — tremendo.

Onde você estava? —

Eu pergunto, minha voz


A cabeça de Maxim atira para cima e ele olha para mim, balança a cabeça, e se inclina contra a parede para se concentrar. — Gregori tinha notícias sobre o grupo. Eu conversei com ele sobre alguns outros assuntos de negócios. Por que ainda está acordada? — Seu tom é severo, e eu odeio isso. — Eu tinha uma consulta médica hoje — eu digo e procuro os olhos por uma memória da consulta esquecida, mas eu encontro um olhar vazio. —

Você deveria me encontrar lá, Maxim. —

Eu

suspiro. Seus ombros balançam. — Eu esqueci, golubushka. Eu estava... —

Ele não

termina antes de eu interrompê-lo. — Busy , sim eu sei disso. Você está dormindo com outra pessoa, Maxim? — Eu cuspo com raiva. Os olhos de Maxim piscam com algo ilegível, e antes que eu possa sequer pensar ele está na minha frente, pairando sobre mim. —

Você está me perguntando isso? Realmente? —

Ele rosna. Eu fujo e fico sobre o braço do sofá, jogando para a direita em seus planos quando ele me atravessa, com os joelhos em ambos os lados das minhas coxas, meu pijama subindo em minhas pernas. — Bem, você nunca está em casa, e você com certeza não está dormindo comigo — eu grito, lágrimas escorrendo pelo meu rosto. Maxim não as vê, ele só vê vermelho, a única cor.


Maxim agarra os lados da minha calcinha e a rasga do meu corpo, empurrando a camisola para cima nos meus quadris e sobre a minha barriga. Ele rasga o tecido de mim, me expondo a ele, nua e vulnerável. Eu olho em seus olhos e tento procurar meu amante, mas ele não está lá. Alguma versão com raiva dele já apareceu em vez disso, o que torna difícil para mim tomar uma respiração, meus pulmões queimando. — Se eu te foder agora você saberá que não há ninguém mais, é isso que você quer? — Ele rosna pra mim, lembrando-me um animal com raiva. — Me foder não prova nada, Maxim, exceto que você tem um pau. Eu lhe fiz uma pergunta. Eu quero saber onde você esteve. E se você disser ocupado, eu não vou ficar feliz — eu grito em sua face. Eu não posso dizer que eu iria sair porque eu não vou. Eu o amo, mas eu quero saber o que diabos está acontecendo. — Eu não comi nenhuma boceta, além da tua desde que você veio para cá há meses atrás. Eu não posso te dizer o que está acontecendo porque você não pode saber. É um negócio e faria bem você lembrar o seu lugar — ele rosna. Sinto seu duro comprimento nu contra a minha coxa, e eu nem sei quando ele tirou suas calças. Talvez precisemos de algum bom sexo com raiva. Eu

envolvo

meus

dedos

ao

redor

de

seu

comprimento, com firmeza, e o acaricio. —

Qual é o meu lugar, Maxim? — Murmuro

acariciando seu comprimento, a minha boca enche de água.


Tolamente, eu o quero dentro de mim. Eu o empurro para se sentar, e eu afundo de joelhos no chão. Eu lambo a ponta do seu pênis, provando seu pré-semem antes de levá-lo profundamente dentro da minha boca, suas mãos grudam no meu cabelo para os lados da minha cabeça. — É este o meu lugar? De joelhos chupando seu pau bonito, Maxim? — Pergunto, antes de levá-lo dentro da minha boca novamente. Ele empurra um pouco mais profundo. Minhas unhas afundam em suas coxas quando eu sinto meu corpo

começando

a

responder

aos

seus

movimentos

satisfeitos, grunhidos e gemidos. — Seu lugar é ao meu lado, golubushka,

em seus

joelhos aceitando meu pau de qualquer maneira que eu quiser te dar - na sua vagina doce, na sua garganta, ou em seu pequeno traseiro perfeito. Seu lugar é como minha esposa. — Ele empurra com força, parando quando eu sinto seu pau na minha garganta. —

Minha amante. —

Ele empurra de novo, me

engasgando. — Minha melhor amiga.— Ele empurra mais uma vez antes de gozar na minha garganta, forçando-me a aceitar cada parte dele. — Eu tenho sido um idiota, e por isso, lamento, anjo Moy. Algumas besteiras vem acontecendo e uma vez que cuidar de tudo, você irá saber, —

ele sussurra ainda

enterrado dentro da minha boca enquanto suas mãos na minha nuca. Concordo com a cabeça ligeiramente. Ele lentamente sai de mim e franze a testa.


— Sinto muito. Você esta grávida. Eu não deveria ter feito isso —

ele murmura, horrorizado. Eu balanço minha

cabeça. — Eu amei. Agora venha e me faça feliz, Maxim. Eu sinto falta do meu marido.—

Maxim sorri e me pega, me

levando para a cama. Então ele faz amor comigo com a boca antes de me foder com força e me fazer gozar duas vezes antes de finalmente me deixa adormecer. — Nosso bebê é uma menina, Maxim. —

Eu bocejo,

me enrolando em seu lado. — A nossa menina vai ser linda, assim como a mãe — ele sussurra enquanto eu caio em um sono profundo, exausta. As batidas na porta são tão altas que eu acordo com o coração ameaçando explodir no meu peito. Olho para o monitor do bebê e suspiro com alívio que Maksimilyan está dormindo profundamente. Maxim salta da cama e puxa as calças até os quadris enquanto ele pega sua arma e enfia na cintura. —

Cubra-se, anjo Moy , nada bom vem de alguém

nos acordando a essa hora —

ele ordena. Eu faço

exatamente como meu marido diz. Eu visto calças de ioga e um top tão rápido quanto eu posso, seguindo-o para o andar de baixo. Eu fico muito para trás, quando eu o vejo abrir a porta do nosso apartamento. — Gregori, que diabos? — Ele rosna. Meu estômago afunda com a visão de Gregori. Eu tenho sido capaz de ficar longe dele desde a noite que ele me


deixou na minha porta há dois anos. Eu presto atenção no horror enquanto o corpo de Maxim é jogado para o lado e, não só Gregori, mas outro homem anda através da porta. O outro homem é alto e extremamente bonito; seu cabelo está penteado para trás, e seu terno grita dinheiro. Ele parece exatamente como um homem que teria sido amigo dos meus pais. Eles teriam beijado sua bunda. Ele tem um ar de idiota que o rodeia, e isso me faz vomitar. — Este é ele? Este é o homem que me deu tanta dor de cabeça? —

O idiota intitulado questiona Gregori, que

apenas balança a cabeça. Estou tão confusa. Eu fico um pouco mais para o lado de Maxim quando seus braços passam em volta dos meus ombros para me manter perto. Gregori apenas balança a cabeça, e eu quero perguntar-lhe do que se trata. Sua presença em minha casa me deixa nervosa. —

Quero Mariya. Onde ela está? —

Ordena o

estranho. Eu suspiro, ele sabe o nome da irmã de Maxim, mas Maxim não reage, nem mesmo um aperto de um único músculo em seu corpo. —

Aquela puta? Eu não tenho idéia,— Maxim diz,

soando entediado. Ele não me engana; este homem deve ser o líder. —

Talvez você tenha idéia quando eu levar o seu

filho e sua esposa grávida. Eu recebi uma mensagem agradável que ela carrega uma menina. Ela é muito bonita, e eu acho que o seu bebe pode ser mais bonita do que Mariya


era. Eu poderia vendê-la ou simplesmente mantê-la para mim — ele diz com um brilho malicioso em seus olhos. Maxim rosna, e eu não posso evitar as lágrimas mancharem meu rosto. Será que eu nunca estarei segura Será que meus filhos nunca estarão seguros? — Foda-se — grita Maxim. O homem acena para Gregori, que arremete para mim. Eu tento ficar longe de seu alcance. Eu me esforço, mas é inútil enquanto ele rapidamente envolve meus pulsos nas minhas costas, me puxando para o seu peito. Sua boca está na minha orelha e ele sussurra como ele está animado para me foder de novo, que ele vai me fazer gozar novamente e novamente. Eu choro, meus olhos focados em Maxim, mas as lágrimas estão fluindo e eu sou incapaz de detê-las. — Ivan, deixe minha esposa ir — ruge Maxim. Os homens em minhas costas apenas dão risadas. — Por que eu faria isso, Maxim? Ela é minha, seus bebês são meus, e Gregori gosta de sua boceta. Ele quer mantê-la — diz ele com indiferença. Eu presto atenção no horror quando a cor drena do rosto de Maxim quando ele olha para trás e para frente entre Gregori e eu. Eu choro ainda mais, o meu passado omitido agora revelado. Eu nunca disse a Maxim quem tinha forçosamente me tomado antes. Pensei que Gregori era um homem bom, eu pensei que ele estava tentando me ajudar, ajudar mulheres como eu.


— Você fodeu minha esposa? — Maxim pergunta, com

a

voz

embargada

e

sua

força

aparentemente

desaparecida; seus olhos que prendem a traição de seu amigo e sua esposa. — Maxim — eu grito. Seus olhos cortam para mim, e eu fecho a minha boca quando meus lábios tremem e lágrimas continuam a fluir fortemente pelo meu rosto. — Eu fiz, irmão, e deixe-me dizer-lhe, foi a melhor boceta apertada que afundei dentro. — De repente, sou empurrada para o chão, meu quadril pousa no chão quando Maxim e Gregori retiram suas armas e se enfrentam entre si. — Isto é divertido, — o outro homem, Ivan, silva sob sua respiração. Eu olho para cima para ver que seus olhos estão brilhando de alegria. — Você é doente. Haleigh é minha. Minha esposa e mãe de meus filhos. Minha. Se você acha que eu irei deixá-la sair do meu lado, eu tenho notícias, filho da puta — ruge Maxim. Isso me arrepia. — Você é muito emocional sobre uma boceta fresca, Maxim. Sua vagina é boa, mas ela não é prostituta. Vou ter muitas coisas para ensiná-la, não? Você é muito tolerante com ela — Gregori diz com um sorriso doente. A mão de Maxim segura à arma resistente, mas eu olho de um para o outro e ele está tremendo com uma mistura de raiva e medo. Vejo ambas as emoções em seus olhos, e eu sei que os meus próprios olhos refletem suas emoções também.


Coloquem suas armas para baixo— a voz de

Radimir flutua pelo quarto, mas os homens não se movem. A testa contraída de Maxim é a sua única resposta. — Radimir, o que você está fazendo? Você vem aqui pensando em mandar o meu homem fazer alguma coisa? — Ivan rosna, seu rosto ficando vermelho. Maníaco por controle total. — Não é Radimir que faz a ordem, sou eu — outro homem diz, entrando no apartamento. Minha cabeça está nadando com todos esses homens vestidos com ternos caros que andam em torno do nosso apartamento. Estou tão confusa. Alex está a atrás dos dois homens. O novo estranho é mais alto do que Radimir e Maxim, e isso diz alguma coisa, porque ambos são enormes. Seu corpo é mais magro do que Maxim, mas não menos musculoso. Pelo menos não que eu posso ver através de sua apertada camisa de seda. Vestido com calças de terno e um colete, o cabelo negro penteado para trás e seus olhos azuis penetrantes, ele é mais velho, mas bonito. Sua presença poderosa é mais do que qualquer outro homem no quarto, mesmo Ivan. — Sergei — zomba Ivan. Maxim acena com a cabeça um pouco para o homem, mostrando-lhe respeito. Ele deve ser alguém. — Você vai deixá-la ir e seguir em frente do que quer que que seja seus planos por aqui? — Sergei pergunta, soando tão entediado que ele poderia muito bem estar bocejando as palavras.


— Nunca. Ela é nossa. Seus filhos são nosso, promessas foram feitas — Ivan informa. Sergei balança a cabeça e se inclina para o lado, antes que ele sorria. — Ela é muito bonita, eu admito, mas ela vale a pena arruinar sua carreira, Ivan? — Nada vai me arruinar. Acharei Mariya e terei esta cadela e ela. Então meus segredos estão seguros. Você não vai fazer nada. — Ivan ri mas Sergei não se junta a ele, e isso me faz querer saber apenas quem exatamente ele é e o que ele sabe sobre qualquer coisa acontecendo aqui. Eu não sei absolutamente nada. — Eu irei te arruinar, Ivan. Eu vou assumir e terei tudo o que você tem, politicamente e financeiramente. Eu possuirei você e não haverá nada que você possa fazer a respeito da sua sepultura, amigo, — Sergei diz, sua voz suave, mas o seu significado perfeitamente claro. Maxim grunhi, mas seu corpo é uma estátua. — Você não ousaria. Sem o meu negócio legítimo em seu bolso, você não tem nada — destaca Ivan. Sergei joga a cabeça para trás e ri, apontando para Alex. Eu vejo como meu amigo sai e retorna com mais duas pessoas. Um homem e uma mulher bela e jovem. Seu cabelo é preto e longo, com os olhos azuis brilhantes deslumbrantes, e seu corpo, bonito e cheio de curvas. — Eu tenho o seu filho - seu herdeiro, e sua filha, — Sergei diz, e a cor drena do rosto de Ivan.


Meu filho nunca vai ficar ao seu lado e minha

filha não é nada além de

uma futura prostituta para ser

vendida quando for conveniente para mim — anuncia Ivan. Eu vejo como a menina estremece. Eu quero envolvê-la em meus braços. Somos o mesmo, ela e eu. — Você tirano tolo. Seu filho tem sido um Torpedo um assassino contratado, por mim desde que ele tinha dezesseis anos — Sergei sorri, e eu olho para trás para ver que Ivan está olhando para trás e para frente em choque entre Sergei e seu filho, a versão mais jovem dele. Mas menos idiota com excesso de confiança. Sinto-me como uma bola de pingue-pongue, minha cabeça girando de pessoa para pessoa quando eles falam. Segredos e verdades reveladas diante dos meus olhos, mas eu não

posso

compreender

tudo

isso.

tanta

coisa

acontecendo e minha cabeça está girando. Tudo que eu quero é o meu marido venha me envolver em seus braços e me manter segura. Eu quero acordar desse pesadelo horrível.


Capitulo Vinte e Quatro — Como você se encaixa em tudo isso, Gregori? — Pergunta Sergei. Gregori contrai um pouco antes de engolir. — Eu estou tentando salvar essas mulheres — diz ele, mas é com a voz trêmula, e confiança desintegrada. Eu sei que ele está mentindo. Ele deve estar. —

Mate-o, —

ordena Sergei. Antes que a palavra

deixe mesmo os lábios, eu vejo como Gregori cai aos seus pés, um ponto redondo perfeito no meio de sua testa e uma nova arma que aparece nas mãos do filho de Ivan. A menina grita, mas eu não consigo nem me mover. Gregori está no chão ao meu lado, morto, e as minhas emoções são nulas, exceto por alívio. Eu me sinto completa e totalmente aliviada que Gregori nunca mais vai ser capaz de manipular e me torturar de novo, suavemente ou de outra forma. — Venha, — Maxim diz agachando-se ao meu lado. Eu sou puxada para cima com as pernas trêmulas, lançandome em seus braços, as lágrimas escorrendo pelo meu rosto novamente.


— Eu sinto muito, Maxim. Eu não queria fazer essas coisas, eu juro — eu tremo violentamente quando seu braço aperta em volta da minha cintura. — Nyet, anjo Moy , eu sei , eu sei. —

Suas palavras

não são nada além de um sussurro quando eu tento ganhar compostura. Suas mãos levemente acariciam meu cabelo enquanto seus braços ficam embrulhados em torno de mim. — Você tem meu filho, dê-me agora Emiliya de volta — demanda Ivan, a sua confiança se foi. Eu posso sentir o cheiro do medo que irradia de seu corpo, substituindo o cheiro de excesso de confiança. Radimir agarra a menina pelo pescoço dos braços de Alex e puxa-a para o seu lado. — Emiliya não vai voltar para você, tirano. Ela fica com a gente, onde seu irmão pode protegê-la, onde sua boceta não será vendida para você ganhar poder.

A mão do homem é quente no meu pescoço. Embora ele seja poderoso, seu aperto está solto e ele não é uma ameaça para mim. Eu não entendo muito do que eles estão dizendo, porque o meu Inglês é terrível. Eu escolhi desistir da linguagem quando cheguei ao ginásio, quando me apaixonei pelo francês. Estudei francês porque eu tinha sonhos. O sonho de encontrar um amante durante as férias, depois de me formar


na escola, sonhos de uma menina tola que nunca se tornaram realidade. O dia em que completei dezoito anos, todos os sonhos de encontrar um amante, um amigo, um homem

gentil,

suave

controlador.

Ele

casamento,

minha

foram

anunciou

esmagadas

que

liberdade

iria

tirada

por

meu

providenciar de

mim,

pai meu

e

eu

permaneceria sua prisioneira até que o casamento iria acontecer com um homem que eu provavelmente nunca me encontraria até o dia do casamento. —

Emiliya vai voltar para casa. Seu contrato de

casamento está em processo — meu pai rosna. Eu tremo em desgosto. O homem ao meu lado olha para mim e me puxa para mais perto de seu lado. Seu corpo está quente e sua mão começa a massagear meu pescoço. Estou chocada com seu toque suave e como meu corpo está reagindo a ele, meu sangue se aquece e minha barriga aperta. Eu tento não mostrar isso. — Eu me cansei disso, — o homem que eu conheço agora como Sergei diz, olhando para o meu irmão. Eu assisto em choque fascinado quando meu irmão puxa o gatilho de sua arma e mata meu pai. Não há palavras aquecidas trocadas e sem emoção, apenas assassinato. Claro e simples. — Você fez bem, filho. Agora você é o homem mais rico da Rússia. — Ri Sergei.


Meu irmão vai até nosso pai e chuta, em seguida, cospe em seu corpo sem vida. Eu exalo com alívio contra o forte, bonito e aterrorizante homem, ao meu lado. —

Minha primeira ordem de negócio é liberar as

prostitutas que quiserem ser liberadas. Minha irmã vai ser protegida como prometido? —

Ele pergunta a Sergei

enquanto ele balança a cabeça para o homem ao meu lado. Não há palavras amáveis trocadas entre Yakov, meu irmão, e eu. Não que eu esperasse isso; não fomos criados para ser uma família carinhosa. No entanto, com a cena apresentada diante de mim, gostaria que o meu irmão dissesse alguma coisa, qualquer coisa. Ele apenas matou o nosso pai, pelo amor de Deus. —

Radimir é bom homem, merecedor de uma boa

mulher, mas ele não vai forçá-la a nada —

Sergei diz na

minha língua. Meu corpo fica rígido compreendendo seu significado. Ele está me dando a este homem; ele é exatamente como meu pai. Meu irmão caminha até mim e descansa sua testa na minha, finalmente, concentrando-se em mim, e isso enche meu coração de amor por ele. — Nyet — eu digo. Eu quero amor, e eu quero um amante e melhor amigo. Eu não quero ser trocada e vendida a um homem que eu não conheço. — Você faz o que eu quiser Emiliya. Eu quero que você fique segura, e eu sei que não há outra maneira de


conseguir isso sem ter este homem à sua volta e ao seu lado. Eu estarei no meio de uma guerra aquecida que você não pode estar envolvida. Eu confio em Radimir. Eu o conheço há muitos anos — diz ele. Minha boca está seca demais para responder. Em vez disso, eu aceno fracamente. Eu não sei nada sobre este homem, além de que meu irmão confia nele, mas eu não confio em ninguém. Meu pai está morto; um homem que deveria me proteger, mas só se importava em proteger minha virtude para que eu pudesse ser vendida pelo maior lance. Agora, meu irmão livremente me entrega a um estranho e me ordena confiar nele. Minha cabeça dói, e eu estou de repente exausta da mudança na minha vida. — Vem, menina bonita, você precisa de descanso — Radimir sussurra, sua mão ainda suave no meu pescoço. Meu corpo se aquece novamente a partir do seu toque, traindo minha mente. Eu começo a andar com ele e olho para a bonita mulher americana que está ao lado do homem chamado Maxim. Ele está sussurrando baixinho para ela enquanto ele esfrega a barriga saliente, seus lábios tão perto de sua pele que escovam sua têmpora a cada vez, dependendo das palavras que ele fala. Seus olhos estão cheios de lágrimas enquanto ela balança a cabeça e, em seguida, eles olham um para o outro. Eu posso ver o amor derramando deles. Ele a ama como se sua vida dependesse dela, como se ele fosse parar de


respirar se ela o deixasse. Ela parece, que sem ele, não seria capaz de ficar de pé sozinha. Eu quero aquilo; Quero um homem para olhar para mim como se sua vida dependesse de eu estar ao seu lado. Eu engulo o caroço na minha garganta e fecho os olhos por um momento, lamentando o que eu nunca vou ter. Eu não tenho o que eles têm.

Minha

mente

está

sofrendo

com

o

que

está

acontecendo ao meu redor. Gregori está morto e Ivan também, que aparentemente é algum grande negócio no mundo político e de negócios na Rússia, juntamente com o clandestino mundo da prostituição também. Na verdade, eu não tenho idéia, e assim que eu seja capaz, estarei pedindo a Maxim esclarecimentos sobre todos os homens reunidos na minha sala, e a pobre jovem que tão obviamente está com tanto medo. — Como você está, angel Moy, o bebê? Preciso levá-la para o hospital? — Maxim sussurra, sua mão acariciando a minha barriga. Eu balanço minha cabeça. Este homem. Eu estava pronta para estrangulá-lo, poucas horas atrás, e agora, depois de tudo o que ele descobriu, ele está preocupado, muito preocupado.


— Eu estou bem. Eu caí no meu quadril. Se eu começar a me sentir mal, eu vou te falar, mas temos que conversar, Maxim. — Minha voz oscila, mas eu preciso falar sobre Gregori. Ele precisa saber... tudo. — Vamos conversar uma vez que esta confusão for limpa. — Sua voz é dura, mas seus olhos são suaves quando ele olha pra mim. Eu o amo muito, neste momento. Mesmo com dois homens mortos em meus pés, eu não posso sentir nada além de amor por este homem. Eu sei que sou uma tola por amá-lo do jeito que eu faço; perdoá-lo continuamente por seus pecados, pelo perigo que ele traz para a nossa família apenas por ser quem ele é, mas tolamente, eu não me importo. Eu sou sua, completamente, e ele é meu. — Leve-a para a cama, amigo. Nós cuidaremos dessa bagunça sem as mulheres — Alex sussurra. Sem outra palavra, Maxim desliza a mão em meus ombros e nós silenciosamente caminhamos para o nosso quarto. Ele não fala, trancando a porta e indo para a cama em silêncio, e isso está me matando. —

Gregori era meu amigo. Bem, tanto quanto um

amigo como eu poderia ter nesta vida, e eu descobri que ele não é nada, além de um bastardo que me traiu? — As frias palavras de Maxim são como gelo sendo despejado no meu corpo. —

Eu sinto muito, Maxim. Ele me disse que

estávamos sendo observados e que deveríamos consumar o ato, que ele estava tentando salvar a mim e as mulheres


como eu, que ele estava tentando impedi-los — eu admito, com lágrimas escorrendo pelo meu rosto. Maxim acena, mas seus olhos parecem de um azul tão sem graça, ele não se parece com o meu Maxim. — Eu sei, eu sei. Ele me disse essas coisas também — diz ele, sua voz amolecendo, e seus olhos se concentrando em mim. Sento-me mais perto dele e coloco a mão sobre sua coxa, meu rosto mergulhando para olhar em seus olhos. — Diga-me quem era este homem Ivan. O que exatamente está acontecendo aqui, Maxim? — Eu digo. Ele balança a cabeça, e apenas quando eu acho que ele vai me dizer para apenas ir dormir, ele começa a falar. O que ele diz quebra meu mundo. Maxim era realmente o filho de um casal de drogados e foi vendido em uma idade jovem para a Bratva por serviços prestados. E a sua iniciativa e talento o fez subir de cargos em vez de ficar um soldado humilde. Estas foram todas as coisas que eu já sabia, mas há mais. Há sempre mais, não é? — Quando Maryia mencionou que tinha sido mantida por Ivan comecei a cavar ao redor. Eu descobri que nossos pais eram irmãos. Ivan é, tecnicamente, meu tio. Meu pai não era bom ou nobre. Seu pai, meu avô, sempre foi um homem de negócios bem sucedido e passou as empresas e dinheiro para Ivan. Meu pai odiava que seu irmão tinha tudo. Desde o momento que eles eram pequenos, Ivan tinha sido sempre a criança favorecida.


— Meu pai planejou, roubou de sua própria família, e com o dinheiro que pegou, abriu um bordel. Especializou-se em virgens e jovens por um preço alto. Uma de suas meninas era minha mãe, juntamente com dezenas de mulheres menores de idade. —

Eventualmente, meu pai começou a devolver o

dinheiro que ele roubou, e uma vez que o dinheiro estava de volta, ele e Ivan pareciam estar bem, quites, pelo menos no papel. Ivan e seu pai, Vasily, fingiram perdoá-lo e, na verdade, se aproximaram de meu pai para o negócio, combinando forças. Vasily era parte de Bratva. Foi como ele fez sua fortuna e como ele foi capaz de investir em seus negócios tornando-se um sucesso tão grande. Juntos eles começaram a pegar as crianças e criá-las como Bratva queria ou troca-las para se prostituir como uma maneira de pagar de volta as dívidas que lhes deviam, —

Maxim respira e

esfrega o rosto com as mãos em frustração. Foi a sua família que começou tudo isso, abusar dessas crianças e levá-los de seus pais e ele nunca soube. — Ivan e Nikolay - meu pai, tomaram liberdades no bordel

frequentemente.

Infelizmente,

ambos

queriam

a

mesma garota jovem, a minha mãe. Ela tinha doze anos de idade era uma virgem, valia muito para o meu pai. —

Nikolay disse que Ivan não podia foder. Ela era

muito valiosa como uma virgem e deveria ser mantida por um preço mais elevado. No meio da noite, Ivan pegou ela ignorando as instruções do Nikolay, na manhã seguinte, ele


encontrou-a, quase em coma. Foi então que ele lhe deu drogas pela primeira vez, para tirar a dor. — Nikolay estava enfurecido e confrontou Ivan, que negou a coisa toda. Ele chamou seu pai, Vasily, e lhe disse que Ivan não era bem vindo em seu bordel, que ele não queria o acordo por mais tempo. Ele estava farto, e queria sair. — A única maneira que Vasily permitiria era se meu pai lhe desse o prostíbulo e levasse a minha mãe com ele quando

fosse. Ele também deveria se juntar a Bratva e

trabalhar para ele, fazendo o que lhe foi instruído a fazer. Meu pai faria qualquer coisa por ela. A outra estipulação era que ele iria desistir de seus filhos para a causa, se eles algum dia os tivessem. Nikolay concordou, e é aí que a história deles, e a minha, começou. Maxim coloca um beijo na minha testa antes que continuasse com sua história, e eu me delicio com seu toque suave. — As drogas e sexo eram a sua vida. Nikolay fez o que tinha que fazer para a Bratva, mas sua posição era a mais baixa. Ele estava muito amarrado para fazer qualquer trabalho verdadeiro. —

Meus pais amavam um ao outro, eu acho, mas

ambos estavam ferrados e suas mentes obscurecidas pelas drogas. Quando estávamos um pouco mais velhos, minha irmã e eu - Vasily e seus homens vieram por nós, mas meus pais lutaram e ambos foram mortos.


Eu suspiro com o pensamento e a franqueza, a frieza da lembranças deste conto emocional de Maxim. Como ele poderia apenas dizer as palavras e não chorar? Ele limpa a garganta e, em seguida, continua. —

Eu fui levado a um orfanato, um orfanato da

Bratva, destinado para manter os meninos até a hora de eles começarem o seu trabalho. Minha irmã foi levada a outro lugar e foi monitorada muito mais de perto do que eu porque ela precisava ser intocada, a fim de dar a Ivan mais dinheiro. Ele queria garantir que sua sobrinha seria perfeita para seus potenciais compradores —

diz ele tomando um momento

para respirar. —

Baby —

eu sussurro, com lágrimas nos meus

olhos. Ele apenas balança a cabeça. — O pior, Ivan pagou meninos mais velhos, que ele sabia que iriam fazê-lo, para abusarem de mim, seu próprio sobrinho, apenas para se vingar de meus pais. Eu não era grande o suficiente para me defender ainda. Eu só descobri por que fui o alvo na noite passada. Gregori, de todas as pessoas, me mostrou o arquivo de computador que provou tudo com fotos. Eu nunca soube que Ivan era meu tio ou qualquer coisa dessa história até ontem à noite. Eu pensei que quando fui abordado para fazer parte de Bratva e meu acordo com eles foi feito, que era uma escolha, nunca foi uma escolha, eu teria que desistir de meus filhos para o exército de qualquer maneira. Eu suspiro e depois começo a chorar, pensando sobre o meu marido grande e forte sendo abusado e por nada


mais do que entretenimento de algum homem doente. Tudo faz sentido, ele chegar em casa bêbado e zangado. Eu rastejo em seu colo e envolvo meus braços em torno dele enterrando meu nariz em seu pescoço enquanto eu choro por ele. — Foi há muito tempo, anjo Moy. Não chore — ele sussurra, tentando me consolar. Eu não posso lidar com isso. Eu olho para ele através dos meus olhos lacrimejantes, e eu lhe dou um sorriso trêmulo, os meus lábios tremendo. — É ruim que eu estou feliz que ele morreu, e que seu próprio filho o matou? —

Eu pergunto, olhando-o com

fascinação quando ele joga a cabeça para trás e ri. A tensão da noite é subitamente quebrada, e ele me puxa para mais perto de seu corpo. — Você é incrível, golubushka. Vamos colocar tudo isso no passado —

ele sugere. Eu aceno mordendo meu

lábio. — Essas pessoas deveriam ser da família. Eles são a sua família, e isso é como eles se comportam? Isso me assusta, Maxim, —

eu sussurro. Ele só me prende mais

apertado. — Você não precisa temer, golubushka. Isso tudo vai acabar em breve. Felizmente, Yakov não vai executar as coisas da maneira de seu pai. — Gregori... — Eu deixei a palavra no ar. Meu Maxim balança a cabeça e desliza seu nariz para cima em meu pescoço, sua respiração quente no meu ouvido. — Ele é inútil, ele está morto, e se não tivesse, eu iria matá-lo, então ele não importa. O que ele fez foi


desprezível e manipulador. Não vamos mais perder um momento ou pensamento sobre ele. Ele não existe mais. Eu aceno e eu quero que ele esteja certo, mas ele nunca vai esquecer o que Gregori fez para mim? Será que eu vou esquecer? Provavelmente não. É como as mulheres que Maxim tinha estado depois que ele me deixou, para sempre no fundo de nossas mentes, mas nunca falamos disso de novo. Todos os pensamentos de Gregori, Ivan, prostíbulos e Bratva desaparecem assim que Maxim começa a levantar minha camisa sobre a minha cabeça, lentamente, soltando meu sutiã antes de arrastá-lo para baixo nos braços. Seus lábios são uma carícia suave quando ele beija meu pescoço, parando apenas para provar a minha pele com a língua e, em seguida, girando ao redor do meu peito, no meu mamilo dolorido. — Por favor — eu sussurro empurrando meu peito em direção ao rosto de Maxim, pedindo-lhe para aliviar a minha dor. Os dedos de Maxim cavam minha coxa, enviando uma necessidade correndo por todo meu corpo. —

Eu amo quando você implora, anjo moy. Como

você quer o meu pau? Eu choramingo e tremo com suas palavras; ele está me dando uma opção, algo raro quando se trata dele. — De qualquer maneira que você quiser dar para mim, baby — murmuro. É a sua vez de tremer, antes que ele se mova. Ele tira minhas roupas e remove sua própria girando o dedo, indicando que eu fique em meus joelhos.


Eu fico de quatro e me preparo para ele. Eu amo ele assim. Eu o amo de qualquer maneira que ele se dá para mim, porque é meu Maxim e sempre, sempre, faz com que tudo seja deliciosamente bom. Maxim envolve seu braço em meus seios e me puxa para cima em meus joelhos, enquanto uma de suas mãos acaricia o meu núcleo molhado, sua boca beijando a minha nuca. —

Eu faço amor com minha linda esposa —

ele

sussurra antes de deslizar dentro de mim por trás. Eu grito com a sensação dele dentro de mim e suas pernas contra as costas das minhas coxas. — Maxim — eu gemo quando ele puxa um dos meus mamilos com os dedos. — Sshh, Haleigh, apenas sinta o homem que enche você - te ama, —

ele geme baixinho. Meu corpo se derrete no

seu ante suas palavras, aquelas doces, doces palavras. Os dedos de Maxim lentamente brincam com meu clitóris enquanto ele empurra e puxa para fora do meu corpo ainda mais lento com o seu pau. Estou completamente impotente, inútil e desossada enquanto eu me deito contra seu peito forte, aceitando-o dentro de mim. Ele envolve os dentes em volta da minha orelha e morde, trazendo-me de volta para o momento com o choque da ligeira dor. Eu sinto meu corpo dobrando rapidamente antes que seus dedos girem em torno de meu clitóris um pouco mais rápido e ele começa a empurrar dentro de mim um pouco mais forte. Eu grito de prazer quando eu sinto o meu corpo começando a atingir o pico em direção a minha liberação.


— Goze — ele berra enquanto puxa o meu mamilo com força. Eu grito com o meu orgasmo. Todo o meu corpo fica mole em seus braços. Maxim bombeia dentro de mim mais três vezes antes de empurrar no fundo e eu sinto seu pênis ir ainda mais duro e, em seguida, se contorcer com a sua liberação enchendo meu corpo. — Eu te amo — ele sussurra, beijando a minha espinha e gentilmente me colocando no meu lado. — Eu também te amo, Maxim. — de dormir.

Eu suspiro antes


Capitulo Vinte e Cinco Duas semanas mais tarde, há uma batida na minha porta. Eu me esforço para me levantar, minha barriga cada vez maior e mais desconfortável, com o passar dos dias. Maksimilyan está sentado no chão, calmamente brincando com blocos, então eu vou para a porta e espio através do olho mágico para ver ninguém menos que Sonia e Pasha de pé na minha frente. Eu abro a porta e lanço-me nos braços de Sonia. Eu senti falta dos meus amigos nestes últimos meses. — Menina bonita — ela sussurra. Uma vez que eu paro de abraçar e chorar, eu os deixo entrar. — Por que você não me disse que estava vindo? — Pergunto quando Pasha se abaixa para pegar Maks em seus braços. —

Viagem de negócios de última hora. Não houve

tempo para ligar, mas você é a nossa primeira visita— diz ele, sorrindo para Maksimilyan. Concordo com a cabeça em entendimento. —

Será que Maxim sabe que você está aqui? —

Pergunto. Pasha pisca assim que a porta se abre, e eu giro para ver Maxim passeando, vestindo seu belo terno azul, seda


escura. É meu terno favorito, a cor funciona para ele e me faz sentir como uma grande vaca, gorda de pé ao lado dele. — Eu sei, anjo moy — ele sussurra. Ele me beija na bochecha antes de puxar Sonia para um abraço e depois Pasha, também se inclinando para colocar um beijo suave na cabeça de Maksimilyan. Sonia, Maks, e eu vamos para a cozinha para preparar o jantar, enquanto os homens falam sobre qualquer negócio que eles precisam discutir. Sonia repousa a mão na minha barriga e sorri. — Ela vai ser muito muito linda — ela sussurra com lágrimas nos olhos. Concordo com a cabeça, incapaz de falar. Eu senti saudades da minha amiga, mas temos nos falado semanalmente, para que ela saiba tudo o que tem acontecido por aqui nas últimas semanas. Todo o stress e todo o caos. — Eu sabia. Eu sabia que esta vida de vocês seria perfeita. Você o faz feliz, e por sua vez, ele te faz feliz, menina doce — diz ela. Concordo com a cabeça incapaz de segurar minhas próprias lágrimas. — Como está Mariya? Eu não tenho falado com ela faz algumas semanas, — Eu pergunto. Os olhos de Sonia se arregalam, sua boca abre, e ela está prestes a falar quando Maxim entra na sala. — Mariya não está bem, anjo Moy . Ela foi levada — Ele é tão frio e tão seco.; Eu só fico lá com uma colher de pau na mão, sem palavras. — Maxim — eu sussurro. Ele balança a cabeça.


— Eu confiei em Dimitri quando ele disse que poderia levá-la de volta em apenas alguns dias, mas ele não foi capaz de encontrá-la. É por isso que Pasha está aqui. Achamos que ela pode ter sido trazida de volta aqui para Moscou. Balanço

a

cabeça,

incapaz

de

compreender

exatamente o que está acontecendo. Por que ela foi levada? — Mas eu não entendo— eu digo, minha voz suave e meu cérebro tão confuso. — A segurança não era tão pesada como tinha sido porque Ivan era a sua grande ameaça ou foi o que pensamos. Nós consideramos que seja um inimigo de Dimitri, uma vez que ela está vivendo na casa com ele, mas para ser honesto, nós não temos nenhuma idéia de quem a tem. Faz uma semana e não recebemos nenhuma exigência, nada. É como se ela simplesmente tivesse desaparecido — Maxim diz, apertando a ponta de seu nariz e seus olhos fecham. Sento-me em uma cadeira, meu corpo todo tremendo de medo pela minha linda cunhada. Ela tinha se recuperado nestes meses que viveu com Dimitri. Ela até manifestou e deu a entender ter verdadeiros sentimentos por ele, e eu não poderia ter ficado mais feliz por eles. Ela está na escola, estudando para se tornar uma professora, e parecia muito feliz. — Ivan era seu tio, — eu aponto, olhando para cima para Maxim. Ele olha para mim com desgosto brilhando em seus olhos. Eu sei a verdade agora, o homem que costumava ter a bela Mariya era o seu próprio tio. Isso me deixa doente. —

Vocês realmente não tem idéia? — Pergunto com


determinação. O rosto duro de Maxim amolece, e ele se ajoelha e coloca suas mãos nas minhas coxas. — Não se preocupe muito, anjo moy. Mariya é muito forte e vamos encontrá-la. — cheia

de

convicção,

mas

Suas palavras são fortes e elas

não

me

convencem,

especialmente quando a dúvida está brilhando em seus olhos. —

Acabei de receber um arquivo de Dimitri, é um

vídeo. Nós vamos assistir juntos — Pasha exclama, correndo para a cozinha. Estamos todos amontoados ao redor do telefone quando ele pressiona o arquivo de vídeo. A imagem de Mariya preenche a tela, seu cabelo está sujo e pegajoso, seu rosto está cheio de lama, sujeira, hematomas e sangue seco, e seus lábios estão rachados. Tento segurar o meu choro alto, mas eu não posso controlar meu corpo de tremer e as lágrimas que escorrem pelo meu rosto. — N-não- procure por mim, Dimitri. —

Sua voz é

áspera, como se ela estivesse desidratada, e eu posso ver seus olhos vermelhos, como se ela estivesse chorando, ou está chorando, mas nenhuma lágrimas cai pelo rosto. — E-eu nn-não vou ser encontrada nem tente. Sou uma puta de novo— diz ela suavemente. Eu vejo como seus lábios tremem e alguém chuta sua perna. — Não n-não diga a-Ma-Ma-Maxim o-ou HH-Ha-leigh s-será a próxima — diz ela. Em seguida, a tela fica em branco, e todos nós só olhamos para ela em silêncio até que o


telefone começa a tocar. É Dimitri e Pasha aceita a chamada, colocando no viva-voz. —

Dimitri, estou aqui com Maxim e as meninas—

ele anuncia. — Devo encontrá-la. Temos de encontrá-la. Ela não pode ser prostituída de novo — Dimitri fala, e eu sei que ele está chorando. Eu posso ouvir através do telefone como ele geme baixinho, de luto pela perda do que suponho que é sua amante e amiga, minha cunhada e irmã de Maxim. —

Nós vamos encontrá-la, Dimitri. Eu tenho

conexões aqui em Moscou — Maxim diz, sua voz letal e seu tom frio. — Estarei voando em uma hora. Vejo você em breve, meu amigo, — Dimitri fala. Maxim o impede de desligar. —

Você não é meu amigo, você é meu irmão,

Dimitiri, e vamos encontrá-la. Liguei para o meu Pakhan e meu Sovietnik e eles estão no caminho. Meu Pakhan também chamou Yakov, que pode ser capaz de nos ajudar —

Maxim

oferece. Pasha está acenando com a cabeça, mas toda a situação está demais; Eu não sei o que Radimir e Yakov podem fazer para ajudar. Ele tem tentado jogar o filho de luto para o público ao tomar o negócio do pai. Em particular, ele é aquele que matou o próprio pai, um assassino para o Bratva, e extremamente, assustadoramente bonito. — Eu pensei que Yakov estava nos Estados Unidos? — Pergunta Pasha. Eu enrugo a testa com a confusão.


Ele estava. Ele a trouxe de volta com ele. Ela

provou ser extremamente difícil — Maxim e Pasha riem de sua piada, o que quer que seja. A conversa está exatamente sobre a minha cabeça, e eu decido simplesmente ignorá-los. Nós quatro e Maks comemos o jantar, mas é insípido e triste. Nossos corações não estão na conversa porque um de nós, Maryia, sumiu, e o inferno que ela está vivendo é completamente inimaginável. Como pode esta pobre mulher sobreviver sendo usada e abusada novamente? Será que ela vai ter um colapso mental e mudar para sempre? Há tantas perguntas, e eu não quero saber as respostas. Eu só quero ela de volta, segura e com Dimitri. Todos querem ir para a cama, preparando-se para começar mais um dia, e se preocupar novamente sobre Maryia. — Você está pensando tão alto, anjo Moy, que minha cabeça dói, — Maxim geme. Eu rolo para o lado para encarálo, minha barriga pressionando contra seu estômago firme. — Como ela pode sobreviver a isso? — falo fazendo a pergunta que está rolando na minha cabeça o tempo todo. — Porque, Haleigh, ela é uma mulher forte, uma boa mulher, e ela vai se reerguer e sobreviver como ela sempre fez. Eu suspiro e pego sua bochecha, meu polegar correndo ao longo de sua bochecha. — Como é que você sobreviveu, meu belo Maxim? — Pergunto suavemente. Um arrepio percorre através dele. Temos ignorado este tema desde que ele me disse semanas atrás.


— Eu sobrevivi. Eu me reergui e me vinguei — ele admite. Eu só olho para ele, pedindo-lhe para continuar. Ele suspira, sabendo que eu quero mais dele. — que... fizeram essas coisas comigo... —

Os meninos

Ele faz uma pausa,

inspirando e expirando profundamente, parecendo como se ele estivesse com uma dor muito insuportável. —

Quando eu finalmente subi na Bratva, os

encontrei. Eu fiz-lhes ver quando eu cortava cada um de seus paus e bolas, e então eu os estuprei com uma faca e dei um tiro na cabeça deles — ele admite com os olhos fechados. Ele está se escondendo de mim, e eu me inclino para beijar seus lábios. — Haleigh. — Ele olha para mim interrogativamente, preocupado e com medo que eu não vou amá-lo por se vingar dos rapazes que lhe machucaram. — Você é forte, muito forte, Maxim. Eu te amo assim muito, —

eu sussurro. Só assim, nós não discutimos a

situação novamente. Eu quero dizer mais para ele, para confortá-lo, mas ele ainda está tão destruído por seu passado horrível que falar sobre isso, provavelmente, irá perturbá-lo mais neste momento. Eu estarei aqui para ele quando ele estiver pronto. Se ele estiver pronto algum dia. É uma situação e uma história que nunca será esquecida, mas não é uma que precisamos relembrar constantemente. Maxim foi abusado, ele sobreviveu, e ele se vingou.


Se eu acho que a vingança o curou completamente? Absolutamente não. Eu acho que o ajudou a se sentir mais forte, mais poderoso? Absolutamente. Adormecemos envoltos nos braços um do outro, e eu sei que não importa o inferno que passamos, tudo tem valido a pena porque encontramos um ao outro. Nosso amor nos tornou pessoas melhores e fez nossos corações completos. Dimitri entra no apartamento na manhã seguinte, e eu não posso me conter; Eu corro para ele e o envolvo em meus braços. Ele foi meu melhor amigo por tanto tempo, e ele me ajudou muito. Eu não posso imaginar a dor que ele está sentindo no momento. —

Dimitri — eu sussurro. Seu corpo começa a

tremer e tremer. —

Ela se foi. Eu não posso encontrá-la, está

acabado. —

Suas palavras são roucas, e seus braços

apertam em torno de mim. — Eu irei encontrá-la, irmão, — Maxim diz atrás de mim. Dimitri e eu terminamos o nosso abraço. Nós três vamos para a sala, onde Sergei, Alex, Yakov, Radimir e Pasha estão sentados em nossos sofás e cadeiras, juntamente com uma menina loura que parece familiar. Eles têm informações para Dimitri; eles estão prontos para encontrar

nossa

Maryia,

pertence, e mantê-la.

trazê-la

para casa,

onde ela


Epilogo Seis meses depois Eu balanço minha doce menina, minha Maryia, em meus braços. Seu quarto com três paredes rosa claro e uma parede dourada cintilante me rodeia. Eu olho para a direita e sorrio para a fotografia preto e branco de Maryia Lasovska, a Maryia original em nossas vidas. Dimitri tirou a foto quando ela tomava sol no meu lago favorito em nossa casa em Nova York. Ela estava tão feliz lá, e alegria pura brilhava profundamente em seus olhos, apagando o horror que uma vez encheu-os. Maxim,

Dimitri,

Yakov

e

Radimir

encontraram

Maryia, mas já era tarde demais. Fomos capazes de dar-lhe um lindo funeral, e pouco tempo depois, dei à luz Maryia minha doce menina. A chamamos

Maryia, como uma

homenagem a sua tia. Ela será para sempre o anjo da guarda de nossa menina, e eu sei que ela está sorrindo do céu por ela. Levou muito tempo para Maxim e eu nos conformarmos com

o fato de que Maryia foi tirada de nós muito


rapidamente, mas, eventualmente, decidimos que ela esta agora em paz. Sem mais dor e sofrimento. Dimitri não se recuperou, nem mesmo perto. Na verdade, ele nos pediu para vender a casa em Nova York. Ele nunca quis vê-la novamente, e nós concordamos. Há boas e devastadoras

emoções

misturadas

naquela

casa,

então

Maxim a vendeu a um casal de celebridades dentro de semanas. Dimitri

se

mudou

para

um

apartamento

em

Manhattan e se embebeda a um estado de estupor todas as noites. Eu gostaria de poder ajudá-lo, eu e Sonia enviamos a ele nossa amiga recentemente enviuvada Natalia - com a missão de mantê-lo de morrer de fome e chafurdar em um apartamento sujo. Eles nos atualizam semanalmente, e, embora ele não esteja melhor, felizmente ele não está pior. Natalia agradeceu-me pela missão. Ela estava ficando deprimida e de luto sem seu marido. Perguntei a Maxim como seu marido morreu, e ele apenas me lançou um olhar de soslaio e enigmaticamente me disse que esta vida não era para todo homem. Ele me informou que alguns homens têm problemas em manter o nível correto de lealdade, que é de cento e dez por cento. Eu não perguntei novamente sobre o marido de Natalia. Alguns demônios são melhores deixados trancados. —

Ela dormiu? — Maxim pergunta baixinho,

sacudindo-me dos meus pensamentos.


— Sim. —

Eu sorrio quando me levanto e coloco a

menina dormindo em seu berço circular de ouro em ferro forjado. A princesa em seu pequeno castelo. — Eu gostaria que minha irmã pudesse estar aqui para vê-la, — Maxim confessa quando nós vamos para o nosso quarto. —

Eu sei. Você está mais perto de encontrar o

homem que fez isso? — Pergunto. O corpo de Maryia foi encontrado abandonado na frente do prédio de escritórios de Maxim. Radimir, o chefe de Maxim, foi o primeiro a vê-la e teve seu corpo retirado da rua. Foi horrível, e, infelizmente, eles não estão perto de descobrir quem fez isso. Não ouve qualquer outra tentativa em qualquer uma das outras mulheres que foram prostituídas e tudo ficou tranquilo. Yakov, e sua doce amante loira Ashley, e Dimitri partiram, logo depois que seu corpo foi descoberto e voltaram para os EUA. Eles tinham seus próprios assuntos prementes da empresa para voltar. Pasha e Sonia ficaram até o nascimento da nossa menina, mas logo depois, eles tiveram que ir também. Radimir estava bastante calmo atualmente. Ele está tendo muito trabalho com Emiliya, filha de Ivan. Yakov se abriu para mim uma noite, quando ele estava bêbado e me disse que se sentiu mal por descarta-la do jeito que ele fez para Radimir. Ele confessou que não sabia o que fazer com ela e ele não queria que ela fosse um alvo. Ele precisava dela segura e quem mais para mantê-la dessa maneira, além de


um Sovietnik? Eu não sabia por que estava se abrindo para mim, mas eu aceitei e sorri. Eu disse a ele que eu iria cuidar dela, ser uma amiga. Ele olhou para mim de lado antes de murmurar um pequeno agradecimento e sair. Eu levo o meu tempo para me preparar para dormir. Eu estimo minha rotina noturna porque o meu dia é tão agitado. Eu gosto de tomar meu tempo, tomar banho, remover a maquiagem e me lambuzar com loção de cheiro doce. — Vamos para a cama, anjo Moy, — Maxim chama. Eu dou uma última olhada no espelho. Eu ainda estou com um peso extra por trazer Maryia ao mundo, mas ainda me sinto como a mulher mais sexy na terra quando Maxim olha para mim. Ele aprecia o meu corpo, mas mais importante, ele aprecia minha mente. Isso é bom. Ser amada é muito bom. Maxim desliza dentro de mim, e eu arqueio minhas costas, tentando ficar quieta enquanto as crianças estão no quarto ao lado. Ele engole meus gritos com a boca, abafando o som e enfiando a língua fundo na minha garganta, assim como ele mergulha o pênis dentro de mim. Eu choramingo quando ele pega velocidade e começa a me penetrar mais forte e mais profundo, empurrando tão áspero em meu corpo que começa a tremer debaixo dele. — Tão boa, golubushka, cada vez, porra — ele rosna, mordendo entre o meu pescoço e meu ombro, deixando marcas como ele sempre faz. Assim que os dentes deixam a


minha pele, sua língua lambe a mordida para aliviar a dor. Gozo forte, minha boceta pulsando e minhas coxas tremendo. —

Oh, sim, porra, você é boa demais —

ele geme

antes de eu sentir sua liberação enchendo meu corpo, provavelmente fazendo outra criança. Eu os amo, e eu amo meu marido, com todo o meu coração. Minha vida é linda, maravilhosamente bela. Se o meu Maxim quer outro bebê para encher sua casa com amor, então eu com prazer o trarei para nosso pequeno mundo. Maxim merece tudo de bom que ele quer nesta vida, e pretendo dar tudo a ele. — Você acha que eu coloquei um bebê aqui esta noite, golubushka? —

Pergunta ele, um grande sorriso em

seu rosto bonito. — Tenho certeza que você fez, baby — eu sussurro, rindo enquanto ele me puxa um pouco mais perto. — Eu te amo, anjo moy — ele sussurra. — Eu te amo tanto, Maxim. Maxim

e

eu

nunca

seremos

perfeitos.

Nós

definitivamente não temos uma história perfeita; ela é cheia de negligência, abuso, troca, violência, mas é nossa, e nós fizemos a melhor vida que possivelmente poderíamos ter. Eu assisto Maxim enquanto ele dorme, e ainda, mesmo depois dos anos que estamos juntos, não posso acreditar como estou feliz por o

ter encontrado e ter sido

vendida a ele para saldar uma dívida. Eu acredito que tudo acontece por uma razão, e eu sei que todos os anos de abuso verbal de minha família me


fez ser quem eu sou, me fez forte, e me levou para um homem que eu iria precisar de toda essa forรงa para amar, apesar de tudo, ele tentou negar, e cada vez que ele tentou me empurrar para longe dele. Vou passar minha vida inteira com este homem, amar e aceitar o seu amor, criar nossos filhos, e espero ser capaz de segurar nossos netos um dia, no futuro. Eu adormeรงo ao lado dele feliz, saudรกvel e livre.


UMA ESPIADA EM


CAPÍTULO UM

Kentlee Eu suspiro uma baforada frustrada de ar enquanto eu fico na frente da boutique. Eu não quero entrar. Eu sei o que está à frente, e nada disso é bom para mim. Não é bom para a minha sanidade, minha autoconfiança, e certamente não vai ser bom hoje à noite, quando eu seguramente chorarei em uma caneca de chocolate brownie fudge Froyo. No entanto, é algo que eu tenho que fazer. Para Brentlee, minha única irmã. Minha pequena irmã. Quatro anos mais jovens do que eu, e com apenas 19 anos de idade, ela vai se casar. Eu me sinto como a irmã solteirona de pé ao lado dela, mesmo que eu tenho apenas vinte e três. Eu chupo uma respiração e abro a pesada porta da boutique com meu sorriso mais doce. Eu imediatamente noto que todas as bruxas estão presentes e contabilizadas. —

Você está atrasada, — minha mãe repreende

assim que eu ando dentro. Bem, eu tenho um pé dentro. — Nós estamos esperando para sempre. Brentlee insistiu que esperássemos por você — Missy, a melhor amiga da minha irmã e futura cunhada , salienta cruzando os braços sobre o peito.


Eu estava trabalhando, — eu ofereço com um

sorriso que parece um pouco apologético, mesmo que eu não seja nem um pouco. Eles sabiam que eu tinha que trabalhar hoje. Eu tenho a sorte de ter saído tão cedo. Eu tive que implorar para sair mais cedo do trabalho de recepcionista que eu possuo. Eu sou uma recepcionista e faz tudo em um escritório imobiliário local. Estou sempre tendo em conta as atribuições que ninguém quer -mostrando locações. Eles são compromissos que fornecem renda para a empresa, mas nenhuma comissão para os agentes. Portanto, eu lhes mostro por um salário regular por hora. À noite e nos fins de semana. — Trabalhar? Você precisa de um homem. — Minha mãe acena a mão no ar, e interiormente eu rolo meus olhos. — Eu nunca vou trabalhar. É inútil. Eu quero um marido que possa cuidar de mim do jeito que eu mereço — Missy assovia. Minha mãe acaricia sua coxa com um sorriso. Se era para Missy encontrar um homem para tratá-la do jeito que ela merecia, ela estaria vivendo em uma caixa jogada no rio. Minha mãe casou com meu pai, um médico, e deixou o emprego no dia seguinte. Em seguida, ela produziu meu irmão, cerca de nove meses depois, eu, quatro anos depois, e depois a minha irmã, quatro anos depois – protegendo seu papel como a mãe coruja, esposa e dona-de-casa.


No momento em que estávamos todos na escola, eu não acho que meu pai poderia funcionar sem ela cuidar de tudo, inclusive dele. Ele nunca mencionou seu trabalho fora de casa novamente. Minha irmã e eu era esperado fazer o mesmo, se casar com um homem para cuidar de nós. Meu irmão já está em sua residência para se tornar um médico assim como nosso pai. Verdade seja dita, eu não me importaria de ser uma mãe dona-de-casa, se a oportunidade se apresentasse, mas eu não vou sair com sinais de cifrões apenas para realizar essa tarefa. Quero encontrar alguém, me apaixonar e me casar. É uma pena que eu sou muito caseira para realmente conhecer alguém. Meus dois relacionamentos anteriores foram um fracasso - de uma maneira enorme. Ainda estou lambendo minhas feridas do último. Fechei-me fora da maior parte do mundo do namoro depois dele. — Jason e eu terminamos, mãe— eu lamento. Ela balança a cabeça. — Isso foi há meses, e ele era um perdedor. Você precisa ver se Scotty tem algum primo para você —

diz ela com uma piscadela. Eu aperto meu

nariz. — Nossa família é cheia de empresários bem sucedidos. Honestamente, eu não sei se você é o tipo de qualquer um — Missy zomba. Minha mãe finge não ouvi-la. Scotty é o noivo de minha irmã, e ele me faz vomitar. Ele só é muito perfeito - seu cabelo, seu sorriso, suas


maneiras, e o fato de que ele está se preparando para fazer o exame para se tornar um advogado. Scotty parece perfeito, mas ele demora muito tempo quando ele me dá um abraço, ele olha para os meus seios, e ele sempre - sempre - coloca Brentlee para baixo, de modo que ela vai se esforçar para ser ainda melhor do que era antes. Ele me deu arrepios desde o primeiro dia. Ele é manipulador e, francamente, um testa de ferro. Scotty também é nove anos mais velho do que ela; Não que a coisa da idade me incomoda, é só que Brentlee é jovem e bonita e deve estar se divertindo em vez de se estabelecer com um idiota. Brentlee, para mim, é a perfeição personificada.

Juntos,

parecem

como

robôs

perfeitos,

projetados em um laboratório ou algo assim. Mas tem algo errado. Sempre tem. — Número de vestido um.— A voz de Brentee flutua pelo boutique e todos nós viramos para vê-la passar pela área de vestir com um vestido de casamento em seu corpo flexível magro. — É tão lindo, — todo mundo diz. Eu tenho que admitir, é muito bonito. Mangas compridas de renda, um corpete com rendas chegando em uma gola alta. Ele faz a linha da princesa Kate. Ele é perfeito e uma objeção - nada como a minha espalhafatosa irmã. —

Kentlee, o que você acha? — Ela pergunta

olhando para cima através de seus cílios longos, castanho chocolate.


Brentlee e eu somos noite e dia no departamento dos olhares. Brentlee tem o cabelo longo e escuro. Ela é alta e magra, sua pele quase cor de azeitona, e ela também tem olhos castanhos chocolate. Ela se parece muito com nosso pai, com suas raízes italianas. Eu, porém, sou baixa e cheia de curvas com bunda e seios

que

eu

acho

que

são

apenas

muito

grandes.

Infelizmente, não posso deixar FroYo para salvar a mim mesmo, por isso a bunda e peitos, provavelmente, ficarão para sempre. Eu mantenho meu cabelo longo, passado meus cotovelos, e sou naturalmente loira, como nossa mãe, com a pele pálida. Meus olhos são de um azul profundo, quase preto. A maioria das pessoas não acreditam que estamos mesmo relacionada, muito menos irmãs. — Eu acho que você parece realmente elegante, Brent. Eu acho que é lindo — eu admito. Eu estou dizendo a verdade, mas ela poderia usar um saco de lixo e ainda estaria linda. Quem dera se ela fosse sexy. Ela sempre se veste super sexy e eu não acho que o dia do casamento deve ser diferente, mas não é o meu lugar para dizer qualquer coisa - por isso eu não faço. — É isso. Scotty vai amá-lo — ela diz. Então, minha mãe e Missy confirmam. Eu sorrio educadamente e espero até que eu possa sair. Eu não digo nada; não sou assim. O entusiasmo também é muito. Eu totalmente não salto para cima e para baixo com excitação de garota.


— Ok, Kent, Não esqueça que sábado é a despedida de solteira. Apenas as damas de honra ficando juntas, dançando e coquetéis. Nós vamos começar a planejar as despedidas de solteiro e de solteira. Então, podemos falar sobre o meu chá de panela. — Ela diz eu tento muito evitar de rolar meus olhos. Eu mereço uma medalha agora. — Sábado à noite, sim, eu estarei lá, — Eu aceno, tocando no calendário do meu telefone. Embora, eu não estou muito certa porque. Não é como se eu realmente tivesse muito de uma vida social nos dias de hoje. — Tente não parecer uma sem-teto, por favor , — se encaixe Missy. Peço a Jesus para me dar paciência antes de eu golpear a merda fora desta pequena cadela. — Legal— Brentlee sorri, ignorando a cadela de sua amiga. Eu sorrio de volta para ela. Uma vez que ela tira o vestido branco, ela vem para perto de mim e começa a falar em um tom baixo. —

Você está realmente bem em não ser minha

dama-de-honra? — Ela me pergunta pela décima quinta vez. Sinceramente,

Brentlee

quando ela — deu a notícia —

tinha

me

surpreendido

que eu não seria sua dama

de honra, e que seria a irmã de Scotty, em vez disso. Tinha ferido meus sentimentos que ela não me quisesse bem ao lado dela, ajudando a planejar seus banhos e festas. Eu entendo isso, porém. Missy não é apenas a melhor amiga dela, mas sua futura cunhada, também.


Brentlee e eu costumávamos ser melhores amigas. Algo em torno do colegial, ela floresceu em uma das garotas populares e tinha um bando inteiro de namorados, enquanto eu fiquei mais solitária. Eu namorei e eu tinha amigos, mas eu definitivamente nunca fui popular. Brentlee era uma maldita líder, mesmo como uma caloura. A irmã de Scotty tinha sido sua companheira desde os quatorze anos de idade, então eu não estava realmente chocada que ela queria que ela tomasse o cobiçado título de dama de honra. Doeu, no entanto. —

Você tem sido amiga de Missy desde que você

tinha quatorze anos de idade e você vai se casar com seu irmão. É legal, Brent — eu digo, colando meu sorriso falso. Ela sorri de volta - verdadeiramente, eu tenho certeza. Depois de uma hora de conversa de casamento e insistência da minha mãe, eu estou finalmente livre. Eu quase pulo pela rua em direção ao meu carro, estou tão animada. Mas estou vestida com minhas roupas de trabalho, uma saia lápis preta e camisa de cetim com salto alto preto de cinco polegadas, então decido contra isto. Eu ouço um barulho de longe, e então, de repente, sinto como se um milhão de abelhas estivessem me cercando. Deixo escapar um suspiro, meus olhos se arregalam, e meu passo vacila quando eu assisto o grupo de motocicletas parar ao lado do meu conversível preto, Camaro. Meu Camaro é a razão de eu trabalhar fins de semana para uma empresa imobiliária, bem como várias noites por semana, mostrando locações a clientes em


perspectiva do meu chefe. Ele odeia mostrar lugares e eu quero um conversível bonito. Ele funciona para nós dois no final. —

Belo carro. —

Uma profunda voz de barítono

ressoa perto de mim quando eu tento abrir rapidamente a porta e deslizar no meu carro, sem ser notada. —

Obrigado—

murmuro, olhando para cima e,

simultaneamente, perdendo o fôlego. O homem por trás da voz sexy é... bem... o homem mais sexy que eu já vi. Ele é alto. Seus braços estão cruzados sobre o peito e o tamanho do seu bíceps me faz gemer. Eles são o maior que eu já vi - na vida real. Meus olhos viajam pelo seu corpo e eu quase ronrono. Ele tem o tronco forte, musculoso, com jeans que pendem baixo em seus quadris. E suas coxas? Como troncos de árvore. Ele é grande em todos os lugares que eu posso ver; e, provavelmente, em todos os lugares que eu não posso ver, também. O sexy estranho limpa a garganta, e quando eu olho para o seu rosto bonito, eu fico vermelha. Ele me pegou admirando e um sorriso de comedor de merda enrola sua boca. Ele tem o cabelo louro escuro bagunçado e olhos cinza claro - queixo forte e esculpido. Eu sei pelo sorriso em seus lábios que ele acha que é tão sexy quanto eu. Bastardo arrogante. —

Qual o seu nome, docinho— ele sussurra,

profundo e rouco. Eu tremo e seu sorriso sarcástico aumenta.


— Kentlee — eu digo deslizando para o assento de motorista do meu carro. Eu tento fechar a porta, mas a mão atira para fora para me parar. Ele rapidamente se abaixa entre a porta e meu assento. Ele está quase no nível dos meus olhos, ele é tão alto. — Bonito nome para uma menina bonita— ele sorri. Então sua mão move de novo, envolvendo em torno da parte de trás do meu pescoço. —

Por que você não vem para o clube e festeja

comigo esta noite, querida? — Eu pisco para ele. Eu sei o que ele é. Ele é um Notorious Devil. Eles são lenda em torno de nossa cidade. Os bandidos locais. Os pais contam histórias para seus filhos para assustá-los e mantê-los longe do grupo, e sempre há boatos nos círculos adultos sobre eles, sobre as suas mulheres e sobre as suas festas. De jeito nenhum eu vou ser uma menina inocente, atraída para a cova do leão para que eles possam puxar um trem6 em mim.

Ter relações sexuais com vários homens, um após outro. Em primeiro lugar utilizado nas gangues de motociclistas da década de 1960. Quando uma mulher queria ganhar status como "Mamma", ela era obrigada a ter relações sexuais com todos os membros do sexo masculino da gangue. Também é usado para descrever uma violação em grupo. 6


Eu li e ouvi o suficiente sobre eles, e outros MC, conheço as coisas que eles fazem. De jeito nenhum. Não esta menina. — Eu não acho que seria uma boa ideia— eu digo em voz baixa, tentando não irritá-lo. Na semana passada, três dos membros foram presos em uma briga de bar. Billy Smith, um cara que eu conheço da escola, foi para o hospital. Reconheço que o Billy é um pau no saco e ele provavelmente merecia, mas imóvel. — Por que não, querida? — Ele pergunta. A mão atrás do meu pescoço começa a massagear levemente. Eu quase gemo com o contato. Seus fortes dedos cavando em meu pescoço, combinado com o cheiro de graxa, óleo, e o homem está me enviando ao limite. Eu não tive relações sexuais em quase um ano e estou excitada como o inferno com isto. — Eu não sou... Eu não sou apenas o tipo de garota que deveria estar em uma dessas festas, — murmuro, tentando tão duro não ofendê-lo, como eu, simultaneamente, tento não envolver minhas coxas em torno dele e pedir-lhe que foda-me, aqui - agora. — Que tipo de garotas estão em nossas festas, gata? — Ele pergunta. Eu posso sentir uma vantagem para o seu tom de conformação. Meus olhos arregalados bloqueiam com o seu e eu lhe digo a verdade.


— Eu sou uma boa menina. Eu não fumo, não bebo muito, e eu não durmo em torno... nunca — confesso, meu rosto ficando vermelho brilhante e aquecido. — Poderia dizer que não é uma cadela má, querida. Ainda assim, você parece uma secretária sexy com essa roupa e eu quero ver mais — ele sorri. Calcinha. Porra. Derretida. Eu abro minha boca para lhe responder, embora eu não sei o que eu vou dizer a ele, quando outro homem passa atrás dele e pára a minha voz. Ele tem uma barriga enorme, redonda, cabelo longo em uma trança, e ele está olhando para mim com o que eu só posso imaginar que é ódio. O que eu já fiz para ele eu não sei. —

Prez, nós temos que ir—

o homem corpulento

rosna. Eu recuo um pouco no seu tom. A mão do homem no meu pescoço aperta suavemente antes de me liberar, ignorando o gigante zangado atrás dele. —

Você quer aparecer, você só apareça, docinho.

Você estará perfeitamente segura comigo. Basta dizer ao homem na porta que Fury te mandou, ok? — Eu aceno, embora eu saiba que não há nenhuma maneira no inferno que eu vá ao clube deste homem. Tenho visto a maioria dos homens em torno da cidade, mas esse cara, ele é novo - diferente. Ele parece ser cerca de dez anos mais velho que eu, mas eu nunca o vi antes.


Nossa cidade é relativamente pequena e você tende a encontrar as pessoas. Eu mesmo vejo alguns caras do ensino médio em suas motos, sendo parte do clube agora. Mas este homem, ele é um completo estranho. Uma vez que ele se vira para falar com o grande homem atrás dele, eu me apresso e corro a beça fora de lá. Eu tenho FroYo para comer, e eu preciso enlouquecer sozinha - na minha pequena casa aluguada de um quarto. Quando estou dentro da minha casa, eu tranco a porta e pego meu sorvete cobiçado. Sento-me no sofá, eu percebo que estou em choque completo. Eu olho ao redor da sala com uma pá de chocolate em minha boca, tentando esquecer o que aconteceu há poucos minutos atrás. A muito se foram as memórias da compra do vestido de noiva da minha irmã, e meu cérebro está agora inundado com o motociclista desconhecido e sexy. Puta merda, ele estava quente. Eu desejo que tivesse alguma vagabunda em mim, porque eu não quero nada mais do que acabar com o período de seca atual, estou no caminho do lado selvagem da vida. Eu

acho

que

um

homem

como

Fury

saberia

exatamente o que fazer com o que Deus lhe deu. Eu imagino que ele iria me jogar contra a parede e apenas tomar o que ele quer. Eu tremo no pensamento. Jason não sabia diferenciar um clitóris de um mamilo, e ele se atrapalhou através de cada experiência sexual que tivemos juntos.


Se isso não fosse ruim o suficiente, ele tinha o habito de trair. Como ele encontrou tantas outras mulheres para transar, eu não sei. O homem era horrível. Pelo menos, eu esperava que ele fosse horrível. Ele era a minha única experiência, e se é assim com cada homem, eu irei me tornar uma senhora solteirona com gato com certeza.



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