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Eu sou apenas uma garota... Eu sou uma famosa estrela country que passou a vida cultivando uma boa aparência para evitar a má imprensa, mas cheguei ao meu limite. Estou saindo nas férias de primavera com as minhas duas melhores amigas da faculdade, e já prometi passar as férias em busca de diversão — com algum cara quente, tendo sexo sem compromisso. A única coisa que eu precisava era de um cara perfeito, e então conheci Austin Murphy. Ele pode ser totalmente errado para mim, mas um bad boy tatuado é difícil de resistir. Quando estou em seus braços, tudo parece bem. E eu sou apenas um cara... Eu sou apenas um bartender que vive em Key West, preso em um ciclo interminável de tédio. Mas então Mackenzie Forbes, a queridinha da América, vem até mim e me olha com aqueles olhos verdes brilhantes... E tudo muda. Ela age como se fosse apenas uma garota normal e como se eu fosse apenas um cara normal, mas isso não poderia estar mais longe da verdade. Meu passado não é bonito, sabe. Eu fiz o que tinha que fazer para sobreviver, e ela vai fugir, se souber a verdade sobre a minha escuridão. Mas com ela, eu estou finalmente percebendo o que é estar vivo. Como rir, viver e ser feliz. Todas as coisas boas chegam ao fim...

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Caro leitor, Prepare-se para Sex on the Beach, uma trilogia que caracteriza BETWEEN US (Jen McLaughlin), BEYOND ME (Jennifer Probst), e BEFORE YOU (Jenna Bennett). Três novelas separadas. Três autores diferentes. Um mundo literário. Leia todas, ou apenas uma. Você decide! Não importa qual caminho você vai escolher, essas novelas com certeza irão satisfazer a sua necessidade por um romance escaldante e uma emocionante história. Boa leitura! Jen, Jenna, e Jennifer

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Para Jenna e Jennifer — Tem sido um prazer trabalhar com vocês! Obrigado por serem tão incríveis, é muito divertido trabalhar assim!

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Capítulo 01 Mackenzie A salsa tocando ao fundo combina com o fato de que está quase a mais de quarenta graus lá fora e eu estava derretendo, mas e o *Sex on the Beach (sexo na praia) na minha mão? Bem, ele deve ser totalmente composto por resíduos de calor que está deixando meu cabelo crespo, como *Chia Pet, e cobrindo o meu corpo de suor. Agora, eu precisava me exercitar de forma diferente. Isso era o que eu queria, quando arrastei minhas melhores amigas, Quinn e Casie, nas férias de primavera para Key West, Nós tínhamos debatido sobre outros lugares com mais privacidade, ou talvez alugar uma casa particular ou algo assim, mas Key West é o local do spring break afinal, e com centenas de corpos enfiados em qualquer prédio, as chances de eu ser reconhecida aqui eram quase nulas. Com alguma sorte, eu me misturaria entre a multidão. Eu mesma pintei meu cabelo e não permitir que qualquer segurança viesse junto. Queríamos experiências e as férias finais de primavera eram a melhor maneira de conseguir isso. De eu conseguir ser normal pelo menos uma vez. Que nesta curta e gloriosa semana, eu seria uma garota normal. Nesses próximos dias, eu teria minhas amigas ao meu lado, o sol 6


sobre as nossas cabeças, a areia quente entre os dedos dos nossos pés, bebidas frutadas em nossas línguas, e água quente acenando para nós entrarmos. A única coisa que faltava era o meu par, mas eu não tinha encontrado um cara que se encaixasse nas minhas necessidades. Estava procurando desde que cheguei ontem à tarde, mas sem sorte até agora. Eu era um pouco exigente quando se tratava de homens...

Ok, muito exigente. Então me processe. Quando você é uma famosa estrela country — que foi apelidada de "queridinha da América" no momento em que subiu pela primeira vez no palco — você tem que ter determinados critérios para homens. E um dos mais importantes que não era negociável? Absolutamente, positivamente não falar com algum paparazzo depois. É muito mais difícil do que você pensa em encontrar um homem que não iria vender uma história para os paparazzi depois de fazer você gritar o nome dele. Confie em mim. Tentei encontrar um, e não consegui. É por isso que eu ainda era uma virgem. Mas depois desta viagem, eu não seria. Eu estava indo encontrar o cara certo. Alguém que não sabia quem eu era, por isso, não haveria complicações depois. E eu tinha os meus olhos nele agora. Cassie cutuca minhas costelas. "Você está dormindo sob esse enorme chapéu ou o quê?" "Claro que não." Eu puxo o meu chapéu de sol para baixo, espreitando por cima do ombro enquanto faço isso. "Estou apenas 7


caçando o cara certo. Você deveria está, também. Nós concordamos que ficaríamos com alguém neste fim de semana." "Eu estou procurando." Cassie toma um gole da sua bebida, seu cabelo loiro brilhando sob as luzes cintilantes à cima. "Ainda estamos nos separando, tanto quanto possível?" Pergunta Quinn. "Sim, nós temos. É por isso que temos quartos separados. Nós não vamos ficar com alguém, se estivermos dormindo no mesmo quarto." Olho para o cara no bar novamente. Precisava de uma desculpa para chegar até lá. "Vocês já estão prontas para outra rodada?" Eles haviam decorado o bar com luzes brancas, e pequenas lanternas penduradas nas vigas do teto de madeira. "Eu não posso beber como se não houvesse amanhã. Algo me diz que uma visita ao hospital não está em sua agenda de férias de primavera." Diz Cassie. Eu aponto para ela com a minha bebida, a preocupação com a sua segurança tomando conta de mim. Talvez não devêssemos nos separar. E se alguma coisa acontecesse com alguma delas? Eu morreria. "Absolutamente não. Assista o quanto você bebe. Equilibre com água à todos os momentos, nunca aceite bebida de um estranho, e temos que nos certificar de mantermos contato através de mensagem de texto, pelo menos algumas vezes por dia, assim saberemos que estamos todas bem." "Nós já sabíamos disso." Diz Quinn, sua voz suave como cristal. Seu cabelo longo e escuro estava impecável, como de costume, e seus olhos escuros se estreitaram em mim. "Já conhecemos toda a sua palestra habitual Mackenzie." 8


"Eu não dou palestras... bem, deixa pra lá. Eu totalmente faço isso." Cassie revira os olhos e Quinn bufa. Luto contra a vontade de abraçá-las apertado, mas isso não era novidade. Eu sempre me sentia assim em torno delas. Agradecida por ser aceita como eu era. Feliz por conhecê-las. Sabe, todos aqueles sentimentos piegas que canto nas minhas músicas, mas nunca realmente expresso em voz alta. Elas eram as únicas que não me tratavam como se eu fosse diferente, porque eu era famosa. Tinha sido uma mudança de ritmo, para dizer o mínimo. Nós nos conhecemos há dois anos na turma de Inglês quando eu perguntei a Cassie o que era um particípio passado, e foi Quinn que respondeu. Nós tínhamos sido inseparáveis desde então. Eu ainda não sabia o que era um particípio passado, mas estava tudo bem.

Eu as tinha. E logo teria ele. Puxo meu chapéu de sol para baixo e continuo observando o cara no bar. Ele não estava olhando para os lados, então eu podeia passar meus olhos em sua gostosura total. Ele tinha cabelo castanho escuro, e eu tinha certeza de ter visto uma covinha em seu queixo. Seus braços eram cheios de tatuagens, e ele transbordava confiança sexual, sem sequer tentar. Ele tinha, provavelmente, cerca de dois metros, e tinha o tipo de músculos que mostrava que ele malhava, mas não pareciam demasiadamente grande como esses lutadores ou fisiculturistas. Ele era a perfeição. Algo sobre a maneira como ele transmitia segurança e a maneira que ele levava uma conversa transmitia que uma garota como eu poderia apreciar. Parecia que ele sabia o que 9


fazer dentro e fora de um quarto, e isso é o que eu precisava hoje à noite. "Meninas?" Eu me inclino para mais perto, e elas fazem o mesmo. "Acho que encontrei o meu cara. No bar. Camisa preta e cabelos castanhos." Quinn espia ao tomar um gole da sua bebida ocasional. "Hmm. Ele é promissor. Mas meio que parece... perigoso." Ele parece, e eu gostava disso nele. Era o tipo certo de perigo que ele exalava e não do tipo que 'me amarraria em um porão e me mataria'. "Sim, há algo errado sobre ele, Mac." A testa de Cassie se franze. "Ele está batendo o pé perfeitamente no ritmo da música. Ele tem que ser um músico. E todas essas tatuagens? Ele é quase o seu tipo." Oh, ele é totalmente o meu tipo. Assisto o movimento do seu pé. Vê-lo em ritmo perfeito com a música foi um grande estímulo para mim. Como música, eu não poderia deixar de ser atraída por homens que poderiam se levar no ritmo ou em uma batida. E este cara? Sim, ele tinha. "Hum. Talvez ele seja um pouco perigoso, mas eu gosto disso nele." Tomo um gole da bebida mais profundo, necessitando da frieza para refrescar minhas bochechas superaquecidas. "E por que dele ser músico seria uma coisa tão ruim?" "Porque ele poderia reconhecê-la e vender a história para os paparazzi em troca de uma grana rápida." Diz Cassie, seus olhos 10


cinzentos brilhando. Ela parecia até meio alterada, e nós só estávamos no nosso primeiro Sex on the Beach. "Não seria a primeira vez. Preciso lembrá-la do que aconteceu quando você quase dormiu com aquele cara no clube em Chicago? Você nem sequer selou o acordo, por assim dizer, e a imprensa já estava te comendo viva. Você quer ser chamada de puta de novo?" Eu vacilo. "Não é justo. Eu sou virgem, mas a única vez que apareci nos tablóides, eu sou uma grande prostituta?" Tomo um gole profundo, meus olhos ainda no cara no bar. "Bem, foda-se. Além disso, eu pintei meu cabelo e estou vestindo este grande chapéu. Ninguém vai saber que sou eu." Cassie pisca para mim, parecendo muito preocupada para alguém que deveria estar se divertindo. "Seu cabelo castanho não é tão diferente do seu loiro, Mac." "É o melhor que eu poderia fazer." Eu tinha considerado usar perucas e óculos grandes, mas que ficaria estranho. E isso meio que me faz sentir bonita demais para mim. "Estou nisso." Cassie olha para ele novamente. "Mas você tem certeza que ele é o cara certo para fazer isso?" "Sim." Eu termino minha bebida e me levanto, o copo vazio na minha mão. "Me desejem sorte." "Boa sorte." Quinn diz. Cassie sorri. "Você não precisa disso. Basta ter cuidado. E obrigado novamente por nos trazer para cá." "Não foi nada." Eu digo. "A gente se vê em breve." 11


Pagar todas as despesas de férias era o mínimo que eu poderia fazer por elas, quando elas tinham feito tanto por mim. Não é como se eu não pudesse pagá-las ou qualquer coisa. Elas não eram tão abençoadas como eu financeiramente, então eu paguei para elas virem comigo. Isso é tudo. Eu não acho que elas realmente entendem o quanto significam para mim ter duas melhores amigas que eu poderia contar para qualquer coisa. Elas não me roubariam ou me trairiam como a minha mãe tinha feito. Eu vacilo com o pensamento. Tente não

pensar nela. Levou cinco meses para meu pai perceber que estava faltando dinheiro na minha conta bancária. Levou menos de 24 horas para descobrir o porquê. Tinha ido para os bolsos e nariz da minha mãe — enquanto nós tínhamos estado longe de casa. Depois que descobrimos que ela era uma drogada, tinha havido um grande e desleixado divórcio público, e todos tinham sentido pena de mim. Eu tinha dezessete anos e estava presa entre dois pais em guerra. Tínhamos conseguido esconder a história das drogas dos tablóides durante o processo judicial, mas só Deus sabe como. Eu não falei com ela mais, ela não tinha ido ao funeral do meu pai. Até onde eu sei, ela ainda é uma drogada e sempre será. O dinheiro havia corrompido sua alma. Eu nunca iria deixá-lo fazer o mesmo comigo. Eu tinha sido extremamente cuidadosa em manter a minha imagem limpa desde então. Meu pai tinha sido inflexível para que eu tivesse certeza de não fazer nada errado aos olhos da mídia. Dessa forma, se a verdade sobre a minha mãe nunca saísse, eu 12


ainda estaria em bons olhos. Nunca saia da linha. Nunca seja pega

fazendo algo ruim. E nunca se comporte mal em público. Ele morreu em um acidente de carro há dois anos, mas eu ainda seguia essas suas regras. Eu não conheço nenhuma outra maneira. Enquanto faço meu caminho para o cara no bar, certifico-me de balançar os quadris apenas para atrair sua atenção, abaixo a cabeça. Eu poderia ser uma virgem, mas eu tinha ganhado A Melhor Musica do Ano, aos quinze anos, e tinha sido protagonista nos clipes das minhas musicas desde que eu tinha dezesseis anos. E o que tinha em clipes de música? Sexo, sexo e mais sexo. Pode não ser o sexo real, mas era tudo sobre a abordagem e o fator quente. Se eu poderia fingir algo assim, então eu poderia totalmente fingir o resto. Era tudo questão de confiança. Mesmo que a confiança fosse falsa. Seu olhar desliza sobre mim, o mais perto que eu podia. Ele ajusta a sua posição sobre o banco e então estava virado ligeiramente na minha direção. Eu sabia que esse era o tipo de cara que caberia nos meus planos rigorosos. Podia sentir isso em meus ossos, a mesma sensação que eu tinha quando tocava o acorde certo ou ouvia uma música que eu tinha que cantar. Apenas se encaixava. "Este lugar está ocupado?" Pergunto, o álcool era um pouco mais evidente depois de uma bebida ou duas. Ele faz um gesto com a mão esquerda. "Por Favor. Sente-se." 13


Sento-me no banquinho, dando uma olhada rápida nele debaixo do meu chapéu enquanto faço isso. Olho para as suas tatuagens, vendo algumas palavras estrangeiras em cores brilhantes, e alguns redemoinhos pretos com tinta em torno das palavras. Chamas também. Quente. Muito quente. "Obrigado." Eu digo, apontando para o barman. Ele aproxima-se e sorri para mim. "Eu vou querer outro Sex on the Beach, e gostaria de mais dois para a mesa ali." Aponto para minhas meninas, acenando para mostrar que eu as conhecia. Elas acenam de volta, em seguida, sussurram uma para a outra. Volto-me para o meu cara. "E outro do que ele está bebendo." Ele arqueia uma sobrancelha marrom. "Você sempre compra coisas para outras pessoas?" "Às vezes." Levanto minha cabeça um pouco, ainda não fazendo contato com seus olhos graças ao meu chapéu de abas largas. "Eu sou uma garota que sabe o que quer e vai atrás disso. Será que vai ser um problema?" Ele ri levemente, um som musical. Oh, as garotas tinham razão. Aposto que esse cara poderia cantar como um anjo. "Não, isso não será um problema. Eu vou querer dois dedos de Maker’s Mark, por favor." Entrego meu cartão para o barman. "Ah, então você é um cara de uísque? Antes de morrer, meu pai sempre me dizia para encontrar um homem que podia apreciar as coisas boas da vida." Eu aprofundo a minha voz. "'Encontre um homem que possa se sentar 14


e apreciar o pôr do sol e a forma como as ondas rolam sobre a praia em um dia tempestuoso. E que também aprecie coisas como um bom uísque e charutos cubanos'." "Eles são ilegais." O cara no banco diz, inclinando-se para mais perto. "Mas eu posso desfrutar de um bom cubano. Entardecer e do oceano, também." Coro, meu estômago aperta na forma como ele baixa a voz. Esse cara estava me afetando de maneira que eu nunca tinha sentido antes. "É bom saber que você gosta de quebrar as regras de vez em quando." Ele ri novamente, seus dedos segurando o copo. Tudo o que eu podia ver dele, devido ao meu chapéu, era a mão e as pernas, que estavam cerradas na calça rasgada. Devido a isso, eu podia ver o cabelo escuro da sua coxa. "Você não tem ideia." "Oh, eu aposto que eu tenho." Ele bate na lateral do seu copo com o dedo. "Perdoe-me por ser rude, mas você pode tirar o chapéu?" Ele estende a mão e puxa-o com cuidado, tentando removê-lo, mas sem ser rude. "Eu não posso nem ver o seu rosto." Eu seguro a aba do chapéu, mantendo-o no lugar. "Talvez esse seja o ponto." "O chapéu vai ou eu vou." Ele descansa a mão na minha coxa. Meu vestido para bem na altura do joelho, assim ele não estava tocando minha pele nua, mas não mudou em nada o impacto que teve sobre mim. Eu tremi. Sim, tremi. "Eu não jogo. Você está dentro ou você está fora do meu mundo. Será que vai ser um problema?" 15


Espero muito tempo pela sua resposta. Ele suspira e começa a tirar a mão da minha perna, com a intenção de sair. Entro em pânico, sem saber o que fazer, exceto que eu não podia deixar esse cara se afastar de mim. Ainda não. Então eu cubro sua mão com a minha, segurando-o firmemente no lugar. "Tudo bem, mas primeiro me diga o que você canta." "O Quê? Como você sabe?" Ele fica tenso. "Já nos encontramos antes?" Eu balanço minha cabeça. "Não, eu só tenho um sentimento de que você seja cantor." "Bem, você está certa." Ele hesita. "Eu canto principalmente rock. Meu estilo é semelhante ao *Hinder, eu acho. Inferno, eu até mesmo compartilho o primeiro nome com o ex-cantor." Ele puxa o chapéu novamente. "Agora tire o chapéu, querida." Eu respiro fundo, solto uma rápida oração para que ele não sabia quem eu sou, ou que, se ele souber, que não irá vender uma história para os paparazzi e, em seguida, tiro o chapéu. O segundo em que olho para ele, faço contato com seus olhos, morrendo de vontade de saber de que cor eles eram. Ele tinha olhos azuis brilhantes com os cílios mais escuros que eu já vi. Ele olha para mim, fazendo minha respiração engatar na minha garganta. E eu tinha razão. Ele tinha uma covinha no queixo, que implorava por meu toque. A covinha dá-lhe um encanto infantil, que contrastava com as maçãs acentuadas em seu rosto que o fazia parecer maduro. Ele tinha uma cicatriz em sua bochecha, e seu nariz parecia como se tivesse sido quebrado uma ou duas vezes, e ele era simplesmente... devastadoramente quente. Essa foi a melhor maneira de descrevê-lo. 16


E além disso? Ele se ligou com a minha alma. Eu quase ri com o pensamento sentimental. Quero dizer, claro, eu cantava sobre o amor e desgosto o tempo todo. Mas a verdade era que eu podia contar em uma mão quantos namorados que eu realmente já tive. E a maioria deles foram no tempo de escola, quando eu tinha pouco peito e era dentuça. Eu poderia cantar sobre amor, romance e encontrar o caminho certo, mas eu não sabia o que era amor. Caramba, nem tinha certeza se eu realmente acreditava no amor em tudo. Mas esse cara? Este cara? Ele me fez querer acreditar.

*1: Sex on the Beach é uma bebida alcoólica, que possui algumas variações em seus ingredientes. É em geral, feito com vodka, peach schnapps, suco de laranja, e grenadine. 2: Chia Pets são bonecos americanos que dentro de um par de semanas brotam fios que se assemelham a pele ou o cabelo de animal. 3: Hinder é uma banda de rock norte americana formada em 2001 por Austin Winkler, Cody Hanson, e Joe Garvey, em Oklahoma City. O vocalista Austin Winkler escreve a maior parte das músicas, juntamente com o baterista Cody Hanson.

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Capítulo 02 Austin PUTA MERDA. Eu não podia acreditar na minha sorte. Não podia acreditar que Mackenzie Forbes, a porra da queridinha da América, estava flertando comigo como se fosse apenas uma garota normal e como se eu fosse apenas um cara normal. Bem, a segunda parte era verdade. Eu era um cara normal, mas ela definitivamente não é uma garota normal. Ela tingiu o cabelo de castanho. Geralmente era um loiro brilhante e ensolarado. Isso é parte do seu disfarce, além do chapéu que estava usando? Havia funcionado por um tempo. Eu não tinha ideia de quem ela era, até que ela olhou para mim. Mas se ela soubesse com quem estava falando, não estaria aqui agora. Se ela soubesse quem eu era, o que eu tinha feito, e onde eu estava, ela não estaria batendo os famosos olhos verdes para mim, parecendo como se não quisesse nenhum outro cara no mundo se não fosse eu. Sério, eu estava quase tão longe do seu tipo, como você poderia ver. Na verdade, pode-se facilmente dizer que toda a minha vida tinha sido preenchido com quase... Eu quase terminei o ensino médio, mas, em seguida, fugir. Eu quase matei o meu pai quando ele bateu na minha irmã mais nova, em vez de mim. Oh, e eu quase fui para a cadeia por quase matar o meu pai. E ainda por cima? Eu quase tive um contrato de gravação, mas o perdi quando quase fui para a cadeia por quase matar meu pai. Sim. Como eu disse. Muitos quase. 18


Estava sentado aqui, desejando que eu pudesse pegar a porra de uma pausa pelo menos uma vez na minha vida, e então bam. Mackenzie Forbes pousa no meu colo. Quando eu estava na Califórnia, tirava fotos de celebridades. A coisa toda me fazia sentir sujo e horrível, mas tinha pago as contas enquanto eu tentava começar minha carreira na música. Fazia anos desde que eu vendi uma imagem para a mídia. E, no entanto, tudo o que levaria era um par de fotos dela, e um tablóide disposto a pagar por elas, e eu seria capaz de comprar mantimentos por um mês. Inferno, se eu pudesse tirar algumas fotos ou um vídeo dela em uma posição comprometedora ou duas, eu provavelmente poderia pagar um lugar decente para viver. Eu não podia deixar de tirar proveito disso... Poderia? Mas, novamente, parei de tirar fotos de celebridades por uma razão. Não gosto do jeito que me sinto depois, desprezível e bruto. Eu não quero ser esse cara mais, dane-se. O dinheiro... Forço um sorriso alegre, tentando agir normalmente. Não queria assustá-la antes de decidir o que fazer com ela. Tinha a sensação de que uma garota como ela se esforça para manter o anonimato em coisas como esta, e quem era eu para não dar isso a ela? Tentei me lembrar de tudo o que sabia sobre ela. Ela esteve em um desses shows de talentos, eu acho. Fez seu caminho para a posição de vencedora e tinha estado no topo das paradas desde então. E agora ela estava aqui comigo. Imagine isso. Forço um sorriso. "Assim é muito melhor. Você tem um rosto bonito, querida." Espere, eu não deveria chamá-la assim? Será que a fez pensar que eu sabia quem era ela? Quer dizer, eu sabia, mas não quero que ela saiba disso. Ela morde o lábio inferior, o rosto corado. "Você acha?" 19


"Oh, sim." Eu sorrio e pego minha bebida, tentando ser casual e descontraído, quando por dentro eu estava amarrado e apertado como um fio vivo. "Eu vi um monte de rostos bonitos na minha vida, mas você pode ser o vencedor." Assim como você venceu a competição cantando na TV. Ela relaxa um pouco. Parecia pensar que eu não a reconheci. Ela realmente acreditava nisso? Quase me fez querer jogar o meu braço sobre seus ombros e protegê-la do grande mundo mau. Protegê-la de idiotas como eu. Essa foi a ironia no seu melhor, bem ali. "Obrigado." Ela pega sua bebida e toma um gole, seus lábios rosados fechando em torno do canudo perfeitamente. "Seu rosto é muito espetacular, também. Apenas para o registro." Eu rio com o elogio casual. "Obrigado." Ficamos em silêncio, cada um observando o outro. Eu não conseguia entender o que ela queria de mim. De todas essas pessoas neste bar... Por que eu? Meu telefone toca e eu pego-o, rapidamente digito uma mensagem de texto. Depois que termino, guardo meu celular de forma que ela não pudesse ver a tela, e tomo outro gole. Meu velho celular parecia ridículo ao lado do seu iPhone brilhante. Tipo como devemos parecer agora. "Então, o que trouxe uma garota como você para Key West?" Pergunto. "Spring break." Ela inclina a cabeça em direção à mesa onde suas amigas estavam sentadas. "Estou aqui com as minhas amigas, apenas para diversão. Nós somos da Universidade de Chicago. Decidimos que algum calor seria bom." Será que ela realmente ia para a faculdade? Se assim for, é um desperdício de tempo. Ela provavelmente já fez milhões 20


cantando. Por que se preocupar em pagar por uma educação depois de tudo isso? Ela já tinha uma carreira lucrativa. E como fazia isso funcionar, exatamente? Será que ela não precisa de seguranças com ela em todos os momentos? Inferno, talvez eles estivessem aqui agora. Eu tinha tantas perguntas de merda, e não podia fazer uma se quer. "Bem, você veio ao lugar certo. É sempre quente aqui." "Eu sei, e adoro isso." Seu olhar mergulha para baixo, correndo sobre as tatuagens em meus braços. Eu sabia que ela provavelmente estava babando em cima delas. Boas garotas como ela adoravam ficar perto de um bad boy com tatuagens como eu. Isso provavelmente fazia parecer como se eu tivesse caminhado no lado escuro e tivesse sobrevivido, ou alguma merda assim. Na maior parte, eu não me importava de jogar esse papel por um pouco de diversão. "Você mora aqui?" Bato meus dedos no meu joelho distraidamente. "Moro." "Você sempre morou aqui?" Tomo o resto da minha bebida e solto uma risada suave. "Não." "De onde você é?" Ela aponta para o barman e aponta para a minha bebida, sorrindo para o homem e tirando uma nota de vinte. Fico rígido. Eu não precisava dela comprando todas as minhas malditas bebidas. Eu poderia cuidar das minhas próprias responsabilidades e eu cuidava. Tinha feito isso desde que tinha dezessete anos. Poderia não ter vindo sempre tão fácil, mas eu fiz tudo por conta própria. "Moro ao redor." Estendo a mão, empurrando seu dinheiro de volta, e colocando o meu no lugar. "E eu pago esta rodada." Ela pisca para mim. "Eu posso pagar por sua bebida. Eu quero." 21


"Eu faço isso." Repito, pegando seu olhar. "Está tudo bem." Ela olha para mim, como se ninguém nunca tinha dito não a ela antes. Inferno, ninguém provavelmente tinha. Se me lembro corretamente, ela era apenas uma criança quando seus pais estavam se separando. Um pode ter morrido... o pai que ela tinha mencionado anteriormente, mais do que provável. Seus pais haviam se divorciado, e houve uma grande batalha de custódia sobre ela quando era criança. Não parecia uma vida muito encantadora, mas foi a merda de um conto de fadas em comparação com a minha. Barry me traz outra bebida, juntamente com outra para ela, e eu aceno para ele. Ele me dá um longo olhar, pega minha nota de vinte, e se afasta. Sabia que ele queria saber o que diabos eu estava fazendo com uma garota tão inocente como Mackenzie Forbes, mas não tenho uma resposta para isso ainda. "Quanto tempo você vai ficar aqui em Key West?" Ela toma o último gole da sua bebida e começa a próxima. A garota estava obviamente querendo ficar bêbada e transar. Tinha a sensação de que é onde eu entro. Mas não vou foder uma garota bêbada. Parecia tirar proveito para mim, não importa o quão disposta ela poderia estar antes das bebidas. "Eu vou estar aqui até sábado." Ela se vira para mim, com os joelhos escovando na minha coxa. O simples toque queima através do meu jeans, como se ela estivesse me acariciando, em vez de me tocar inocentemente. Foda-me, essa garota era boa. "Quer me fazer companhia?" Limpo a garganta e tomo um longo gole. Ela não se mexe. "Não estou fazendo isso agora?" Lembro vagamente sobre alguns rumores sobre ela ser pega com um baterista dentro de um clube em Chicago, mas não conseguia me lembrar dos detalhes. Teria que pesquisar no Google mais tarde. "Te fazendo companhia?" 22


"Eu vou ser cem por cento sincera agora." Ela me olha nos olhos, os dedos à deriva sobre as minhas tatuagens com ânimo leve. Me faz sentir coisas estranhas no meu corpo, seu toque na minha pele. "Eu estou procurando algo inofensivo, diversão sem compromisso hoje à noite. O que você acha sobre isso?" Eu rio nervosamente e mudo o peso no banco. Meu pau endurece com suas palavras e seu toque, mas eu ignoro o desejo de aceitar a sua oferta. A garota estava bêbada, puro e simples. Não importa o quão tentador fosse, não estaria acontecendo hoje à noite. "Só por curiosidade, quantas dessas bebidas frutadas você já teve?" "É chamado de Sex on the Beach (sexo na praia)." Ela diz, abaixando a voz e mordendo o lábio inferior em uma paródia de inocência. Esta menina pode jogar doce e inocente aos olhos do público, mas ela era boa demais para ser tão inocente. "Achei que era o certo, já que é exatamente o que eu quero fazer esta noite. Sexo." Ela faz uma pausa e acrescenta: "Talvez na praia." Era mesmo necessário um esclarecimento? "Então... você quer ou não?" Ela era uma garota esperta, transformando minhas próprias palavras contra mim. "Você não respondeu minha pergunta." Eu digo, deslizando sua bebida fora do seu alcance. "Quantas bebidas?" Do outro lado do bar, eu vejo uma de suas amigas conversando com um cara que eu reconheço vagamente. Ele me olha de longe, como se soubesse que eu não pertenço a uma garota como Mackenzie. Ele estava certo, é claro. Mas ele não me conhecia, então eu lhe lanço um olhar estreito que lhe diz para tomar conta da sua própria vida de merda. Ele não desvia o olhar imediatamente. Ele era segurança da Mackenzie ou algo assim?

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"Uma, duas, eu acho?" Ela diz, puxando a minha atenção de volta para onde pertencia. Então, ela dá de ombros. "Mas eu queria você antes de começar a beber." "Olha... eu não tenho certeza—" "Oh. Ok." Ela se levanta trêmula, suas bochechas em um vermelho brilhante, mas ela me olha como se recusasse a reconhecer o orgulho ferido da minha rejeição. "Obrigado por me deixar sentar aqui. Eu só vou, uh..." Ela levanta uma mão, então deixa-a cair para o seu lado. "Sim. Eu só vou encontrar alguém e vou deixá-lo em paz." O inferno que ela iria. Isso não estava acontecendo. Levanto-me e ofereço-lhe a minha mão. "Eu estou dentro. Vamos embora." "A-agora?" Ela guincha, olhando para as bebidas cheias com um toque de desespero. Ela limpa a garganta e me dá um sorriso sedutor. Parecia tão falso quanto à metade dos peitos neste lugar. "Quero dizer, uh, ótimo. Sua casa ou a minha?" De jeito nenhum que ela estava indo para o lugar onde moro. "Vamos ir para o seu quarto." Eu digo, agarrando o meu telefone e, em seguida, a mão dela. "Onde você está ficando?" Ela sorri. "No Cove Suites." É claro que ela estava. É o hotel mais badalado do redor, completo com a maior suíte cobertura. Era apenas uma caminhada de três minutos a partir daqui, mais ou menos. "Entendo." Ela pega o chapéu e acena para a amiga. A pequena loira sorri e levanta dois polegares. Mackenzie coloca seu chapéu de volta em sua cabeça e entrelaça sua mão com a minha. Podia sentir o cara que pensei que tinha me reconhecido me observando, mas ignoro. Ele tinha que ser seu segurança particular ou algo assim. Bem, nesse caso, ele poderia fodidamente relaxar. Ela estaria indo para a cama sozinha esta noite. Isso não quer dizer que ela estaria fazendo a mesma coisa amanhã. Amanhã era outro jogo. 24


Inferno, se ela quisesse se divertir um pouco, ter sexo sem compromisso... Eu era o cara pra isso. É o único tipo de relação que eu tenho por vários motivos. Mas, se isso acontecesse, ela teria que estar sóbria. Fim da história. Eu a levo para o hotel, minha mão segurando a sua com força. "Qual é o seu nome, de qualquer maneira? Você nunca me disse." "Eu sou..." Ela hesita, como se não tivesse certeza se deveria mentir para mim, e então parece decidir. "Me chamo Mackenzie. Você?" Então, ela me deu meia verdade. Só parou no primeiro nome. "Austin. Austin Murphy." Ela assente com a cabeça. "Eu gosto desse nome." "Obrigado." Era a única coisa que meu pai tinha me dado que eu tinha guardado. Bem, isso e a cicatriz na minha bochecha que eu tinha recebido quando ele me bateu com uma garrafa de cerveja quebrada. Não consegui me livrar de qualquer um. "Qual é o seu curso?" Pergunto, mais para puxar papo do que qualquer coisa, mas parte de mim estava realmente curioso. Porque no mundo em que uma mulher como ela que têm dinheiro e talento optaria por ir à faculdade, de tantos lugares? Ela não precisava de uma educação. Não com a voz que tinha. "Psicologia." Eu levanto uma sobrancelha. "Por quê?" "Por que não?" Ela ri. "Eu gosto da mente humana. Ela funciona de maneiras estranhas que ninguém consegue entender. Pensei que poderia me ajudar a chegar mais perto da compreensão, no entanto. Fascina-me." 25


Eu balanço a cabeça. Isso fazia sentido. Provavelmente a ajudava a escrever canções emocionais, se ela escrevesse suas próprias músicas. "Eu entendo." "Você é estudante?" Eu bufo. "Não." "Oh. Quantos anos você tem?" "Tenho vinte e quatro. Você?" Ela faz uma pausa. "Vinte e um." Sim, eu sabia disso. Mas não podia admitir, eu poderia? Não parecia certo, não deixá-la saber que eu sabia quem ela era. Talvez eu dissesse. Jogar limpo e deixá-la fazer o que quiser com isso. Então, novamente, talvez não. "Legal." "Então, qual foi o seu curso?" Eu não tinha tido um curso. Eu tinha estado muito ocupado perseguindo um sonho para pensar em obter educação, e agora era tarde demais para mim. Lutei muito para manter comida na mesa e um teto sobre minha cabeça, e em cima disso, eu tinha responsabilidades e deveres. Mas não queria admitir isso para ela. Não queria dizer que eu mal tenho liberdade suficiente para comprar a porra de uma bebida depois do trabalho, e muito menos o luxo de uma educação de fantasia. "Eu não quis ir para a faculdade." Dou de ombros. "Não é a minha praia. Eu sou barman no bar onde estávamos. Tinha terminado meu turno antes de você chegar, então canto algumas músicas para um par extra de dólares. Isto é o que eu faço."

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"Oh." Ela pisca para mim. "Mas, com a sua voz, eu aposto que você poderia fazer muito mais." "Você nunca sequer me ouviu cantar." Ela olha para frente, o rosto ficando vermelho. "Não importa. Eu posso dizer." "Bem, eu não faço nada além de ser bartend e cantar para me divertir." Sorrio para ela, mesmo sem ter vontade de sorrir. A garota estava em cima de todas as minhas fraquezas e falhas, sem sequer piscar um olho. "Eu me mantenho ocupado entre os dois. É bom o suficiente para mim." Ela balança a cabeça, obviamente, não é capaz de entender. "Eu aposto que você poderia conseguir algo maior se tentasse. Alguma vez você já pensou sobre isso?" Meio que me assustava que ela continuasse falando sobre o meu potencial. Claro, uma vez eu tinha concordado com ela. Pensei que eu poderia ser mais do que um cara com o pai abusivo que o tinha arruinado. Então, a vida tinha ficado no caminho, e eu parei de tentar mudar a mim mesmo. Eu sempre tinha sido, e sempre seria, só eu. E estava bem com isso agora. Ela pode não entender, mas era verdade. Eu não queria fama e fortuna. "Eu estou bem como estou. Sou um barman, e estou bem com isso. Canto para me divertir, e estou bem com isso. Será um problema para você?" Ha. Ela não era a única que podia usar as palavras de uma pessoa contra ela mesma. Ela pisca para mim. "Não, mas—" Paro de andar e puxo-a para um beco ao lado do seu hotel. Pressiono-a contra a parede de concreto, prendendo-a com o meu corpo. Antes de pôr o pé dentro desse hotel, nós precisamos colocar algumas coisas em linha reta. 27


Ela respira fundo, todo trêmula, e inclina a cabeça para trás, para que pudesse olhar para mim. "A-Austin?" Eu me pressiono contra ela, mostrando o quanto eu a quero. Abaixo a cabeça e paro quando meus lábios estavam quase tocando sua orelha. "Não se trata de me salvar de mim mesmo, ou até mesmo em mudar a minha vida. É sobre você e eu nos divertindo um pouco, lembra?" Ela assente com a cabeça freneticamente, suas unhas cravadas em meus ombros. "S-Sim. Eu lembro." "Bom." Eu mordisco o lado do seu pescoço, apenas o suficiente para arder. "Agora é assim que vai ser. Se você ainda me quiser amanhã, eu vou te fazer vir tantas vezes que você nunca vai ser capaz de olhar para uma cama... ou uma praia, se é isso o que você quer, sem pensar em mim. Mas não até amanhã." "Mas—" Ela diz, mas é cortada quando eu balanço meus quadris nos dela, levanto sua perna um pouco para pressionar facilmente em todos os lugares certos. Ela geme e apóia a cabeça contra a parede, fechando seus olhos. "Ok. Mas por que amanhã?" "Eu quero ter certeza que você quer isso." Passo a minha língua sobre seu pulso acelerado. "E se quiser isso, você me terá. Eu serei seu por todo o dia, e então poderá ir embora com a consciência limpa. Não se preocupe, não vou tentar pará-la. Será sexo puro, simples e quente. Só você e eu, de qualquer maneira que você me quiser. Entendeu?" Ela engole em seco e dá um pequeno aceno de cabeça. "É claro." Eu mordisco o lóbulo da sua orelha. "Bom. Agora, em que andar você está?" "Cobertura." Ela suspira.

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Me empurro para fora da parede, indo em direção ao elevador. É claro que ela estaria no último andar. Apenas a cobertura para Mackenzie fodida Forbes. Em algum momento, eu ia chegar a uma decisão sobre o que fazer com ela. Eu não estaria tirando fotos sua, e não estaria vendendo para qualquer tablóide depois. Eu iria foder com ela, puro e simples. Ela passa seu cartão na fechadura do elevador, que permiti a acesso a cobertura e, em seguida, o elevador se move em silêncio, com ela dando olhares rápidos em minha direção de vez em quando. Tento não me incomodar. Eu odiava pequenos espaços desde que meu pai começou a me trancar em armários escuros quando eu era um garoto ruim. Eu era muito ruim, então você acha que eu estaria imune ao medo agora, mas esse não era o caso. Eu odiava, e queria sair do elevador. Enquanto continuava lá, deixando seu olhar me preencher, eu olhava de volta para ela. Não poderia ser mais claro que eu não era como ela em tudo. As portas do elevador se abrem e nós finalmente saímos juntos. Ela sorri para mim, e se dirige para o quarto à esquerda. Paro na frente dela, minha mão segurando levemente seu cotovelo. Ela me olha com surpresa, com a boca um pouco aberta. Seguro seu rosto, empurrando seu chapéu com a ponta do meu polegar. Ele cai no chão atrás dela. Apóio-a contra a porta, pressionando meu corpo ao seu, e, em seguida, pressiono minha boca na sua. Beijo-a, mantendo leve e fácil. Ela solta um suspiro ofegante e se derrete contra mim, com as mãos em punhos na minha camisa. Meu estômago se aperta com a necessidade, mas eu não chego muito perto. Precisava manter a minha distância por agora. Ela veio até mim, confiando que eu não fosse um idiota. E por algum motivo estranho, eu não queria ser um para ela. Queria estar aqui para ela. Dá o que ela queria. Termino o beijo e dou um 29


passo para trás, imediatamente sentindo falta das curvas suaves do seu corpo pressionando contra o meu. Ela pisca para mim, os lábios ligeiramente úmidos e inchados, me observando enquanto eu puxo um pedaço de papel do recibo do bar do meu bolso e escrevo meu nome e número de telefone. "Se quando você se acorda e ainda quiser fazer isso. Eu estarei na piscina do hotel ao meio-dia. Aqui está o meu nome e número, no caso de você esquecer. Encontre-me lá em baixo se quiser continuar isto sem quaisquer bebidas em seu sistema." "Eu não estou bêbada." Ela diz. Me encarando de perto, com a sobrancelha franzida. "Eu estou bem." Eu não podia dizer o que ela estava pensando sobre a minha recusa de segui-la para dentro do seu quarto de hotel. Ela deveria está grata de que eu não estava me aproveitando do seu estado de embriaguez. Muitos outros caras aceitariam, e, em seguida, venderiam fotos sua. "Bom." Eu coloco o pedaço de papel em sua mão antes de escovar meus lábios em sua testa. "Então eu vou te ver amanhã, não vou? E se você aparecer, vou fazer valer o seu tempo. Eu prometo isso a você." Coloco o chapéu de volta na sua cabeça, sorrindo para ela uma última vez antes de me virar. Ela não me responde. Apenas coloca os braços em volta de si e me observa sair sem pestanejar. Decorei a maneira como seu vestido abraçava suas curvas e suas pernas longas e magras que parecia se estender por quilômetros, e então... Eu saio. Mesmo que fosse a última coisa que eu queria fazer.

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Capítulo 03 Mackenzie Na manhã seguinte acordo um pouco atrasada. Não é um enorme choque, considerando o fato de que eu tinha passado a maior parte da noite revivendo cada segundo que passei com Austin, até o momento em que percebi que ele não estava entrando no meu quarto comigo. Eu tinha que ser honesta comigo mesma: Sua recusa tinha sido uma decepção e uma honra. Foi honrado que ele não queria se aproveitar de mim, mas cara, eu queria ser aproveitada tão ruim. Eu estava esperando anos e anos para encontrar o momento certo, o cara certo. Foi algo realmente difícil de fazer. Primeiro, houve o baterista no clube Céu — este era decorado em todos os azuis e brancos. Havia quartos privados, e me lembro de como a cama redonda era macia, com formato de céu pintado no teto. Havia sido maravilhosamente pintado, com nuvens brancas e céu azul, e eu estava tão nervosa e animada para finalmente ter essa experiência de vida. E então ele disse a todo o seu grupo de amigos que estava prestes a foder Mackenzie Forbes, e tentou me fotografar com uma câmera. O tablóide tinha sido: "queridinha da

América é pega fazendo sexo em clube de mau gosto." Em seguida, houve um cara quente em uma festa privada que eu tinha certeza que tinha sido o vencedor. Ele foi doce comigo, me fez pensar que não tinha a menor ideia de quem eu era ou o que eu fazia para viver. Inferno, ele agiu como se só gostasse de mim pelo o que eu era, e eu acreditei. Eu tinha ido ao banheiro para me refrescar, certa de que finalmente tinha encontrado o cara perfeito, 31


e foi aí que ele tinha chamado os paparazzi. Eles estavam esperando por mim no momento em que saímos da festa, de braços dados. Estava escrito nos tablóides: "queridinha da América

ataca novamente: Todos os detalhes impertinentes". Depois disso, eu compreensivelmente dei uma pausa de homens. Mas agora eu finalmente encontrei um que valeria a pena, e ele virou-me de cabeça para baixo. Ele estaria na piscina ao meio-dia, ou será que ele mentiu na noite passada? Inferno, o número que ele me deu nem poderia ser dele. Poderia ser algum número aleatório que quando eu ligaria falariam: "Você foi totalmente

humilhada no bar na noite passada, não é?" Talvez fosse tudo sobre os tablóides, também. Eu podia ver:

"Queridinha da América é Humilhada: Todos os Detalhes" Rolo e verifico meu celular. Tinha mensagens de textos de Cassie e Quinn. Envio algumas respostas, perguntando seus planos para o dia. Quinn vai passar o dia com um rapaz rico que ela conheceu na noite anterior, e Cassie vai passear. Uma parte de mim queria ir com Cassie e dizer "dane-se" todo esse plano de querer "transar". Mas isso seria quebrar o nosso pacto. Nós tínhamos concordado em ficar em quartos separados e prometemos passar o máximo de tempo possível tentando viver a vida ao máximo, ao mesmo tempo, tentando nosso melhor para ter alguma diversão de primavera no processo. E isso significava não sair com as minhas amigas, só dessa vez, não importa o quão duro seja. Mando uma última mensagem de texto para Cassie. Vou me preparar para o dia. Vou deixar você sabe como foi. Pouco mais de um segundo se passa antes de Cassie responde. Tudo bem! Divirta-se e fique segura. 32


Deixo meu celular de lado e olho para o relógio. Era hora de ir encontrar o meu homem. Giro minhas pernas para o lado da cama e corro até o espelho para olhar o meu reflexo. Olhos verdes e cabelos castanhos desgrenhados me encaram. Puxo uma mecha de cabelo e mordo meu lábio inferior. O cabelo castanho escuro tinha sido uma grande mudança para mim, mas pensei que poderia ajudar a me misturar. Parecia estar funcionando. Austin não tinha me reconhecido. Como algo tão simples como uma cor de cabelo diferente poderia jogar fora a perspectiva de uma pessoa. Bem, isso e eu não estava como nos clipes ou premiações. Eu parecia uma mulher normal se divertindo um pouco. Era tão refrescante me sentir e agir de forma normal. Me misturar entre uma multidão e não ter ninguém me notando. Isso é algo que as pessoas normais tinham. Não que eu estava reclamando nem nada. Longe disso. Eu amava a minha vida, e fui abençoado por ter tantos fãs maravilhosos. Mas às vezes... Às vezes eu só queria ser uma garota normal de vinte e um anos de idade. Viro meu calcanhar, caminho até o banheiro, e entro no chuveiro. Depois de uma depilação rápida e alguns hidratantes muitos necessários, escorrego no meu biquíni minúsculo, jogo um sarong em torno de mim, e ajeito meu cabelo molhado com os dedos. Eu poderia secá-los, mas qual era o ponto? Se vamos acabar realmente nadando, irei me molhar de qualquer maneira. Escorrego um par de sandálias e saio do quarto, meu coração correndo o tempo todo. Será que ele estaria lá? Eu não tinha ideia, mas estava prestes a descobrir. As portas do elevador se abrem, e eu entro. Ele para no andar abaixo do meu, e por um segundo eu penso que talvez fosse Cassie que iria entrar. Elas me deixaram pagar por as suas férias, mas se recusaram a ficar na cobertura, e este era o seu andar. Se ela entrasse nesse elevador comigo, eu iria levar como um sinal de que 33


deveria sair com ela hoje. Ficar com o conhecido, em vez de se aventurar no desconhecido. Mas em vez disso, uma pequena família entra no elevador. Parece que eu tinha que ficar com o desconhecido, afinal. Austin, aqui vou eu. Meu coração dispara com o simples pensamento. Buscando uma distração, eu olho para a menina ao meu lado e sorrio para ela, balançando meus dedos em um pequeno aceno. Ela já estava me observando, seus olhos se estreitam. Prendo a respiração, esperando para ver se o meu disfarce seria revelado. Eu nunca neguei um autógrafo ou uma foto a um fã, e eu não estava prestes a começar com uma garotinha, não importa o quanto eu queria a minha privacidade. Essa não era eu. Depois de alguns segundos, ela balança a cabeça e olha para o lado, sem gritos. Eu solto a respiração que estava segurando e me apoio contra a parede do elevador, desejando querer poder dizer que ela estava certa sobre mim, sem deixar que o resto do mundo soubesse. O restante do passeio passou rapidamente, e quando saí do elevador coloquei o meu chapéu na minha cabeça e me dirigir para a piscina, minhas pernas trêmulas e as palmas das mãos suadas. Será que ele estaria lá? Deus, eu esperava que sim. Saio para o sol, procurando entre as pessoas ao redor da piscina. Avisto Cassie, mas não vou até ela, apesar da minha inclinação para fazer isso. Tinha que ver se Austin estava aqui. Eu vim até aqui; não estava recuando agora. Depois de uma rápida olhada em torno da área da piscina cheia, eu quase começo a ir ao seu caminho desde que eu não o vi, mas depois...

Eu vejo. Eu o vejo. Ele está reclinado na piscina no lado oposto de Cassie, uma poltrona vazia ao seu lado. Ele colocou sua camisa na cadeira ao lado, presumivelmente guardando o lugar para mim. Duas garotas 34


estão conversando com ele, flertando com ele. Ele responde, mas parecia quase entediado. Definitivamente desinteressado, se nada mais. Tatuagens cobriam seu peitoral, e mais duas estendidas em seu abdômen duro, fazendo-me ficar ali parada, parecendo como um idiota. Quer dizer, Deus. Ele era quente. Seu cabelo castanho estava bagunçado, mas parecia natural, ao contrário de um cheiro de gel, e ele usava uma bermuda preta. Ah, e também tinha um tanquinho de seis gominhos, ou talvez houvesse mais de seis, caramba. Ele segurava um par de óculos, deve ter tirado para conversar com as garotas que estavam obviamente tentando ganhar sua atenção. Seu olhar se fixa na entrada, e, em seguida, cai sobre mim. Mesmo com essa distância, eu vejo seus olhos azuis brilhantes se iluminarem. Ele muda seu peso, endireita sua espinha, e depois volta sua atenção para as garotas. Ele diz algumas palavras, aponta na minha direção, e balança a cabeça. As garotas olham em meu caminho, me dão um olhar sujo, e bufam se afastando. Eu respiro fundo, fixo meu olhar com o seu, e faço meu caminho para o seu lado. Quanto mais perto eu chego, mais rápido meu coração bate. Era isso. Este era ele. O cara que eu estava esperando todo esse tempo. Era hora de pegá-lo. "Ei." Eu digo, tentando soar casual. "Você veio." Ele tira a camisa da cadeira ao seu lado e levanta uma sobrancelha para mim. "Você duvidava que eu viesse?" "Talvez um pouco." Eu me sento, meu olhar mergulha em seu peito. Ele tinha uma palavra estrangeira lá, em uma rotulação grega, e tatuagens tribais negras giravam em torno da palavra. As 35


chamas passam a partir das linhas pretas. Fico imaginando o que essa palavra deve significar, mas não pergunto. "Tatuagem bonita." "Obrigado." Ele se inclina e cruza as mãos atrás da cabeça. "Por que você achava que eu não viria? Eu lhe pedi para me encontrar aqui, e não o contrário." "Eu achei que você não fosse aparecer." Argumento, tirando o meu sarong e me estendendo ao seu lado. Viro a cabeça em sua direção. Ele estava me olhando, e juro que eu podia sentir seu olhar em mim. Quão clichê foi isso? Entrelaço minhas mãos em meu estômago revirando em desejo. "Eu só não tinha certeza do que fazer." Ele lentamente levanta o olhar do meu corpo e me olha nos olhos. "Há uma diferença?" "Sim, há uma boa diferença." Sentando-se e inclinando as pernas para o lado da cadeira. Ele estende a mão, e passa um dedo sobre o meu estômago, logo acima do topo do meu biquíni rosa. "Eu não teria perdido isso. Eu disse que queria você na noite passada. Só queria ter certeza de que você realmente me queria, e que não era a bebida falando." Chupo uma respiração instável quando sua mão sobe, perigosamente perto da parte inferior dos meus seios. Ele manteve estritamente PG, mas me senti R porque ele me deixou louca de desejo. "Eu ainda quero você." "Bom." Ele desliza sobre meu seio, os dedos raspando pela minha pele nua. Tudo ao nosso redor, as pessoas rindo e conversando e caminhando, tudo desaparece. "Eu vejo que o grande chapéu voltou." "Sim." Eu puxo-o mais para baixo. "O que posso dizer? Eu sou uma garota que gosta da sua privacidade, quase tanto quanto gosto 36


de você. Eu não conseguia parar de pensar em você na noite passada." Talvez eu devesse dizer a ele quem eu sou, então ele iria entender a razão de eu querer está me escondendo do mundo. Jogar limpo. Mas e se ele não fosse digno de confiança? E se ele se transformar em torno de mim, e tirar algumas fotos para vender para os paparazzi? Meu agente jogaria duro se isso acontecesse novamente. Sua mão roça a minha caixa torácica, enviando choques de necessidade e desejo por mim. "Você estava em minha mente também. Durante toda a noite. Sabe, eu gostaria de conhecê-la um pouco melhor. Fazer-lhe algumas perguntas, talvez." Eu assisto como seus dedos se arrastam mais para baixo, ainda permanecendo perfeitamente adequado... Havia um monte de famílias aqui ou qualquer coisa do tipo. "Tipo?" "Qual é a sua cor favorita?" Eu rio levemente. "Fácil." Eu aponto para o meu biquíni. "Rosa claro. A sua?" "Verde." Ele inclina a cabeça, espalmando a mão em meu estômago. Parecia... Territorial. E eu gostei. "Comida favorita?" "Filé. Você?" Ele desliza a mão um pouco mais para baixo. "Pizza. Sempre pizza." "Esporte favorito?" "Futebol." Ele bufa. "Existe algum outro tipo?" "Eu também. *Cowboys por todo o caminho." "Nojento." Ele revira os olhos. "Fã dos *Redskins aqui." 37


"Washington?" Eu pisco para ele. "Por quê?" Ele olha para longe, em seguida, olha para mim com os olhos duros. Tive uma sensação de que ele não tinha a intenção de admitir isso. O homem gostava dos seus segredos, quase tanto como eu gostava. "Eu morava lá quando era um bebê. É onde a minha mãe morava, mas nos mudamos para cá quando eu tinha três anos." "Oh. Uau. Isso deve ter sido uma grande mudança." "Eu não me lembro." Ele responde com desdém. Ele se inclina, sua mão deslizando sobre meu quadril e escorregando quase para debaixo da minha bunda. "Vamos deixar isso mais interessante. Posição favorita?" Eu hesito, não entendo a sua pergunta. "Você quer dizer no futebol? Quer dizer, eu não jogo, mas acho que *quarterback." Seus olhos se arregalam, e então ele ri, jogando a cabeça para trás. Foi a primeira vez que o ouvi realmente rindo, e foi tão musical quanto sua voz. Eu podia ouvi-la durante todo o dia. "Sim. Claro. Nós poderíamos fingir que é o que eu quis dizer." Ele ri um pouco mais. "Eu costumava ser quarterback, sabe. No ensino médio." Eu me viro, meu rosto quente. Só agora entendo o que ele queria dizer — sexo. "Na verdade, respondendo a sua pergunta, eu gosto quando o homem toma o controle." Eu digo, deixando a voz baixa. "Eu gosto de me perder em seu toque. Em seus lábios..." Eu paro, atenta em sua boca. Eu poderia me perder nesses lábios particulares durante o tempo que ele deixasse, muito obrigado. "Eu gosto de esquecer quem eu sou nesse curto espaço de tempo." Ele deixa escapar um pequeno gemido. "É assim mesmo?" "Sim. Então me diga, Austin. Você é o tipo de homem que pode fazer uma garota se perder?" Pergunto corajosamente. Estendo a 38


mão e descanso sobre o seu coração acelerado. "Você pode me fazer esquecer de tudo?" Ele engole em seco, depois abaixa a cabeça sobre a minha. Mas antes que pudesse me beijar, ele para, seus lábios bem próximos dos meus, mas não o suficiente. Ele me olha com tanta promessa não dita em seus olhos que eu não sei nem por onde começar. "Eu posso, mas não aqui." Ele beija meus dedos, enviando um arrepio por todo o meu corpo, então aperta minha mão contra a covinha no seu queixo. Cara, eu amo essa covinha. "Algo me diz que uma garota que gosta da sua privacidade não vai querer que eu a faça gritar em público." Ele estava me matando com aqueles lábios... Mas estava certo. Sento-me, minhas pernas roçando-lhe quando faço isso. "Pronto para ir para o meu quarto?" "Claro que sim, eu estou." Ele se levanta e me oferece sua mão. "Vamos lá." Eu sabia, apenas sabia que, depois que eu o tivesse... Eu seria irrevogavelmente diferente. Havia algo na maneira como ele me faz sentir, a maneira como ele me trata, que me disse que ele não era como qualquer outro homem. Ele seria o cara que eu sempre compararia com qualquer outro cara no futuro, e todos estariam encontrado falhas. Se eu fosse inteligente, escolheria uma aposta mais segura. Um cara que não tivesse esse efeito sobre mim. "Mackenzie?" Ele pergunta, com a testa franzida. "Você está dentro, ou está fora?" Olho para ele, passando dos músculos ao olhar quente em seus olhos. A maneira como ele espera por mim com a mão estendida, nunca vacilando enquanto me deixa decidir. Quem eu estava 39


enganando? Ele era um único tipo. Eu não podia deixá-lo ir sem gastar algum tempo em seus braços. Isso seria tolice. Enfio minha mão na sua e me levantou. "Eu estou dentro."

*O Dallas Cowboys é um time de futebol americano da cidade de Dallas, Texas que disputa a NFL na divisão Leste da NFC *Os Washington Redskins são uma equipe profissional de futebol americano da área de Washington D.C. que disputa a NFL

*Quarterback (QB) é uma posição do futebol americano. Jogadores de tal posição são membros da equipe ofensiva do time (do qual são líderes) e alinham-se solo atrás da linha central, no meio da linha ofensiva. Sua função é dar o inicio as jogadas e fazer passes para os wide receivers e também, porém nem tantas vezes, para os tight ends. É ele que dá a bola para o corredor iniciar uma jogada de corrida, os corredores são geralmente o halfback e, em algumas poucas jogadas, o fullback.

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Capítulo 04 Austin Eu tinha visto isso antes na piscina. Sua hesitação. De certa forma, ela teria sido mais inteligente se tivesse mudado de ideia. Pegado um garoto da Ivy League com a ficha completamente limpa, para se divertir um pouco com ele. Um sem tatuagens ou cicatrizes. Um garoto sem o passado obscuro ou seus próprios segredos para esconder. Eu não teria a culpado. Teria sido a escolha certa. Mas então ela tinha ido e colocado a mão na minha, e eu esqueci tudo sobre escolhas certas. Tudo o que sabia era que estava feliz por ela ter me escolhido. Emocionado por ela estar dando uma chance para um cara como eu. Sabia que não poderia vir fácil, a quantidade de confiança que ela tinha que colocar em um homem para fazer isso. Ela não tinha nenhuma maneira de saber se eu estaria tirando proveito, ou se eu era um cara bom o suficiente para poder vê-la nua. Eu não era. Mas não estaria usando-a. Não estaria me aproveitando dela. Na verdade, eu ia deixá-la me usar. Havia algo sobre ela que me dava vontade de fazer a coisa certa... Ou o que quer que seja. Ela iria conseguir o que queria de mim, e depois iria seguir em frente. Voltaria para sua fantasia country — com festas e premiações — e eu iria vislumbrar-la aqui e ali, na TV. Talvez eu até mesmo comprasse o seu álbum. Mas eu nunca mais a veria. Eu sabia disso. Ela sabia disso. 41


E nós dois estávamos bem com isso. As portas do elevador se abrem e eu a puxo para dentro da pequena caixa, minha garganta fica seca. Eu quase sugiro que tomamos as escadas, mas puxo de volta essa sugestão. Dou uma rápida olhada em sua direção enquanto ela passa seu cartão para ter acesso à cobertura. Sua pele era toda suave, e eu tinha tatuagens e cicatrizes. Ela passava seus dias tomando sol e cantando, e eu passava os meus lidando com... Bem, a minha própria merda que eu não queria pensar agora. Mas, apesar das nossas diferenças, eu era dela nas próximas horas. Depois de alguns segundos, ela se vira em minha direção, seus olhos verdes me fixando no lugar, e um sorriso brinca em seus deliciosos lábios rosa. Ela tinha sardas no nariz. Eu nunca tinha as visto em nenhum dos seus vídeos. Ela deve escondê-las com maquiagem. Eu não tinha ideia do porquê. Elas eram cativante. O sorriso desaparece. "Hum, oi." Ela dá uma pequeno aceno. "Então, por que você está me olhando desse jeito?" "De que jeito?" Pergunto rapidamente, não sei o que eu tinha feito. Ela pensa sobre isso. "Eu não sei. É quase como se você não pudesse me entender ou algo assim." Eu rio. "Isso é porque eu não posso. Isso não é uma coisa ruim. Eu te acho intrigante." Ela bate os dedos em sua coxa. Ela estava usando apenas um biquíni. A coisa que parecia uma saia estava em envolta do seu braço. "Não há nada para descobrir. Eu sou apenas uma garota." "E eu sou apenas um cara. Certo?" Ela assente com a cabeça. "Uma pessoa especial, mas sim." Antes que eu pudesse perguntar o que ela quis dizer com isso, o elevador apita. Ela se dirige para o corredor e marcha até a porta, passando seu cartão-chave novamente no bloqueio. Fico contente 42


de sair do inferno daquela caixa. Olho para o corredor. Havia apenas um outro quarto aqui em cima, e o piso era fodidamente enorme. Este é o único hotel que eu sabia como realmente era uma suíte na cobertura, mas eu nunca tinha estado no mesmo. Quão grande é o quarto dela, afinal? Eu tinha a sensação de que poderia ser maior do que toda a minha casa. Uma vez que o bloqueio fica verde e apita, eu abro a porta para ela. Dando uma rápida olhada na área da sala de estar, confirmado. É definitivamente maior do que a minha casa. Depois que ela joga a chave, chapéu e saia na mesa ao lado da porta, se vira para mim, parecendo nervosa. "Ok." Ela torce as mãos. "Então... vai haver algumas regras." Eu fecho a porta atrás de mim e cruzo os braços. "Regras?" "Sim." Ela inclina a cabeça para cima. "Eu já ouvi histórias horríveis sobre pessoas tirando fotos e vídeos sem permissão, por isso tenho algumas regras básicas. Sem câmeras ou telefones no quarto." Fico impressionado que ela pensou isso por meio de tanto cuidado. Pego o meu celular e atiro-o na mesa. "Tudo certo. Feito." "Esvazie seus bolsos." Eu levanto uma sobrancelha. "Trata-se da sua ideia de preliminar? Se for assim, você precisa de algumas aulas." "É só assim que tem que ser." Ela torce as mãos novamente e morde o lábio inferior. "Eu já vi muitas amigas se ferrarem por alguns caras, então eu sempre jogo pelo seguro. Outra coisa que meu pai me ensinou antes de morrer." Queria saber mais, mas eu já sabia o suficiente. Pesquisei na noite passada. Ele havia sido morto em um acidente de carro um par de anos atrás. Mackenzie estava sozinha agora. Eu sabia como era esse 43


sentimento, em alguns aspectos. "Ele ensinou-lhe a despir os caras para uma revistar antes do sexo? Seu pai parecia ser bem liberal." "Não." Ela me dá um pequeno sorriso. "Mas ele me ensinou a ser sempre esperta e nunca ser pega em situações comprometedoras. É uma lição que eu nunca vou esquecer." "É justo." Eu esvazio os bolsos, puxando-os de dentro para fora para mostrar a ela que eu não estava escondendo nada. Eu não poderia deixar de ser grato por não ter empurrado muitas coisas no meu bolso. Apenas as minhas chaves, telefone e algum dinheiro. "Está vendo? Tudo se foi." Ela acena com a cabeça. "Obrigado pela sua compreensão. Agora me siga." "Como quiser, milady." Eu digo, inclinando-me para ela. "Eu estou ao seu dispor." Ela me lança um olhar estranho e eu rio. Ela era tão deliciosamente paranóica que era bonitinho. Eu queria estar no controle da situação. Até entendia, considerando sua posição de vida. Por agora, eu iria deixá-la ter o seu caminho. Eu iria deixá-la mandar em mim. Mas uma vez que estivéssemos por trás das portas, eu seria o único no controle. Afinal de contas, é como ela gosta. Ela me disse. Ela me leva para o quarto, fazendo sinal para eu entrar. Em seguida, fecha a porta e encosta-se nela, o rosto rosado. Aperta em um botão atrás dela, parecendo nervosa. "Há algo que você deve saber. Eu sou... Eu sou..." Eu não queria que ela me dissesse quem era. Ela não precisa me dizer isso sobre si mesma, porque eu não tinha planos de lhe dizer nada sobre mim. Era justo. Seguro seu rosto, encontrando seus olhos. "Eu não preciso saber tudo o que você tem medo de dizer. Tudo o que eu preciso saber é onde você guarda os preservativos, porque eu tenho os bolsos vazios." 44


Seus lábios se contraem em um pequeno sorriso. "Eu comprei algumas caixas e as coloquei ao lado da cama." Sua mão se levanta, em seguida cai, e suas bochechas ficam ainda mais vermelhas. "Eu não tinha certeza de que tipo você prefere..." Eu sorrio e a levo para a cama. Se eu não soubesse melhor, acharia que ela nunca tinha feito isso antes, mas eu sabia que era o contrário. Ela foi encontrada com um cara há alguns meses, nua e no auge da paixão dentro de algum clube. Eu tinha lido a história. Ela não era uma mocinha que não tinha visto um homem nu. Talvez ela estivesse nervosa. Eu poderia corrigir isso. Inclino sua cabeça para trás com meus polegares sob seu queixo. "Mackenzie?" "Sim?" Ela suspira, sua voz suave. "Feche os olhos. Deixe-me tomar o controle." Ela engole em seco e faz o que eu pedi, com as mãos fechadas em punhos apertados. "Ok. E agora?" Olho para ela por um segundo, simplesmente desfrutando da sua beleza. Então faço o que estava morrendo de vontade de fazer desde que fui embora ontem à noite. Eu a beijo, e desta vez não me seguro. Assim que nossos lábios se encontram, escorrego minha língua dentro da sua boca e pressiono suas costas contra a cama. Nós caímos sobre ela, seus braços apertam em volta de mim, e eu aprofundo o beijo. Sua língua toca a minha, hesitante no início, mas, em seguida, ela geme e gira-a em torno da minha. Ela tinha um gosto tão bom pra caralho. Eu beijei muitas garotas. Eu tive muitas diversões de spring break. Mas isso? Esta garota? Parecia diferente. E não era porque ela era famosa. Inferno, eu não dou a mínima para isso. Na verdade, me faz querer evitá-la. A atenção de estar ao seu lado poderia não ser boa para mim. Eu tinha muitas razões 45


para evitar câmeras, muita escuridão em meu passado que eu não queria que fossem compartilhados com o mundo, mas eu não queria evitá-la. Acho que eu não conseguiria nem mesmo se soubesse que iria acabar mal. Suas unhas cravam na parte de trás do meu pescoço, e coloca as pernas em volta da minha cintura. Não havia mais hesitação ou nervosismo. Havia apenas nós.

Mackenzie Puta merda. Isso era o que eu estava esperando por todo esse tempo. Austin era o homem que eu precisava o tempo todo para ser o meu primeiro. Eu nunca me senti assim. Nunca me senti tão irremediavelmente excitada, necessitada e com fome de uma vez só. Ele me puxa para mais perto da sua ereção, pressionando contra mim onde eu ansiava por seu toque. E oh, meu Deus, e que ereção. Eu podia sentir seu comprimento duro contra mim, me queimando através do biquíni frágil que eu estava usado para ele. Reviro os quadris contra ele, meu corpo tremia com o prazer do movimento que passou por mim. Ele interrompe o beijo, seus lábios se movendo para o meu queixo e por cima do meu ombro. Eu gemia e arqueava o pescoço, concedendo-lhe um melhor acesso. Qualquer coisa para fazê-lo continuar. Queria sentir seus lábios em toda a minha pele, queimando através de mim. Sua mão desliza para baixo da minha coxa, então se arrasta até o interior. Eu tinha a sensação de que isto poderia ser mais do que sexo, se qualquer um de nós permitisse que fosse. Apreensão que ele tinha 46


sobre mim era forte. Mais forte do que eu esperava ou mesmo pensei ser possível. "Austin..." Eu suspiro. Nem sequer reconheço a minha própria voz. "Por Favor. Eu preciso de você." "Você tem certeza que quer isso?" Ele pergunta, seus lábios pressionados no meu pulso. "Diga-me para parar agora, se você não quiser." Enterro minhas mãos em seus cabelos e puxo sua cabeça em minha direção. "Sim, tenho certeza. Basta fazer logo." Sua boca se esmaga na minha, afirmando sem outras palavras. Seus dedos roçam no meu núcleo, e até mesmo através do tecido eu podia sentir seu toque me queimando. Quando ele roça meu clitóris em um movimento circular, eu choramingo em sua boca e passo meus dedos por suas costas. Curvo minhas mãos em torno do seu bumbum, segurando-o no lugar. Ele não iria a lugar nenhum. Sua outra mão segura meu seio, apertando o mamilo dolorido enquanto move seus dedos em cima de mim. Estava tão excitada que sabia, eu sabia, que poderia vir com apenas alguns toques a mais dele. Eu podia sentir-me apertando e chegando cada vez mais, desesperada para o que ele poderia me dar. Arqueio minhas costas. "Austin." Ele desliza seus dedos para dentro do biquíni, com a boca se movendo sobre a minha com insistência enquanto seu dedo traça minha abertura. "Você está tão quente." Ele diz, com a voz rouca. "Tão fodidamente perfeita." "M-Mais." Eu imploro, minhas pernas se abrindo ainda mais. "Deus, eu preciso de mais." Ele resmunga e esfrega seu polegar sobre mim, rápido e forte. Eu grito e passo as unhas em sua costa, minha cabeça se inclinando para trás e para frente enquanto o prazer cai em cima de mim, me levando mais e mais até que eu não tinha certeza se ainda estava no 47


planeta. Meu estômago se aperta, e minhas pernas tremem e depois...

Oh meu Deus, então tudo se desfaz com uma intensidade surpreendente. Solto um grito que soa como metade de uma oração, agarrando-me a ele e enterrando meu rosto em seu ombro. Seus dedos congelam sobre mim, aplicando uma leve pressão, e eu deixo escapar um suspiro sufocado. Então isso era um orgasmo. Puta merda. "Porra, Mackenzie." Ele se move mais para baixo do meu corpo, fazendo um caminho dos meus ombros para os meus seios. "Isso foi quente." Deixo escapar um som de afirmação, sentindo todo o meu corpo completamente mole do orgasmo que ele tinha acabado de me dar... E de alguma forma, ainda querendo mais. Posso não ter experiência em primeira mão, mas sabia o que eu queria. E não envolve roupas. Seguro sua bermuda e puxo-a. "Tire." Ele belisca o topo do meu seio e se empurra para fora da cama com um movimento suave. Nossa, tudo o que ele faz é estupidamente quente e sexy, e ele não estava nem mesmo tentando. Suas mãos pairam em sua cintura, e ele passa um olhar no meu corpo. Ele parecia tão irresistível, ali de pé olhando para mim como se eu fosse a sua recompensa por bom comportamento ou algo assim. Respiro fundo e memorizo a maneira como ele parecia. Eu precisava escrever uma canção sobre este momento.

Ele estava ao meu lado, com os olhos quentes e ardentes. Enchendo-me de—

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"Se eu tenho que tirar alguma coisa, você precisa tirar algo também." Ele diz, interrompendo minha composição. Tudo bem. Eu poderia fazer isso mais tarde. Ele brinca segurando sua bermuda. "A parte superior ou inferior. Você pode escolher." Minha frequência cardíaca aumenta. A última vez que tentei fazer isso, eu tinha sido pega nua dentro do clube Céu — oh ironia, e com o idiota que tinha me traído. E se Austin não gostasse do que visse? E se eu não estivesse pronta? De jeito nenhum. Eu não estava recuando agora. A única maneira de continuar era fazer isso sem hesitação. Forço um sorriso e levanto meus quadris. "Eu escolho os dois." Suas mãos agarram seus troncos. "Faça isso." Ele murmura. Abaixo-me e deslizo para fora da calcinha, sem hesitar. Ele queria me ver nua, e eu quero que ele me veja. Era tão simples quanto isso. Depois que tiro a calcinha do biquíni, chego por trás de mim e desfaço a alça no meu pescoço, e então em minha volta. Enquanto fazia isso, ele ficou parado me olhando, sua mandíbula cerrada. Olho para ele. Realmente olho para ele. Seu corpo era duro, tonificado e fodidamente perfeito. Eu já tinha visto muitos homens ao longo dos anos. Alguns com seis gominhos, alguns barrigudos, e tudo mais. Mas eu nunca tinha visto algo como ele. Suas tatuagens em seu peitoral e em seus braços musculosos, mas eu já tinha visto isso. Seu cabelo castanho era tão suave como parecia — eu sabia agora — e seus olhos azuis estavam quentes fixos em mim. Suas coxas nuas eram duras e desprovidas de quaisquer tatuagens, e sua ereção se projetava a partir de um pequeno pedaço de cachos, implorando para serem tocados e acariciados. "Tire." Ele diz, ainda segurando sua bermuda, provavelmente pronto para puxá-la de volta se eu não seguisse as suas instruções. Seguro o pedaço de tecido em meus seios com uma mão, a outra bate inutilmente ao meu lado. "Eu preciso ver você. Toda você." 49


Então eu tiro. Ele respira fundo, os olhos apertados, e então puxa a bermuda o resto do caminho. Ele estava nu. Perfeitamente, surpreendentemente nu. "Porra. Quem diria que a queridinha da América estava escondendo esse corpo de modelo sob aqueles vestidos bonitos?" Fico rígida. "Como você acabou de me chamar?" "Huh?" Ele sobe na cama, com os olhos travados com os meus. Então para, seus próprios olhos se ampliando cada vez mais. "Mackenzie..." "Você sabe? Meu Deus. Não, não, não." Me empurro para longe dele, puxando o manto da cadeira perto da minha cama. Passo pelos meus ombros e abraço-o apertado em volta do meu corpo, procurando as câmeras pelo espaço. Mas depois lembro-me que não poderia haver qualquer uma. Ele tinha tirado tudo dos bolsos. Fecho os olhos, fechando o mundo e ele também. "Deus, de novo não." Eu não poderia ser traída novamente. Não era possível ver tudo explodindo nos tablóides novamente. Finalmente, abro meus olhos e olho para ele. Ainda sentado no mesmo lugar, nu, no meio da minha cama, parecendo perfeitamente calmo, e levanta uma mão. "Mackenzie, acalme-se. Isto não é o que parece." Qual seria a manchete agora? Provavelmente: a queridinha da América é uma idiota! Isso é o que deve estar escrito, porque mais uma vez, um cara que eu estava tentando ficar íntima mentiu para mim. Talvez eu estivesse destinada a ser solteira e sozinha, e eu só tinha que aceitar isso. "Há quanto tempo você sabe?" Ele se encolhe. "Desde o segundo em que você tirou seu chapéu." "Claro que você sabia." Eu digo. Eu nunca aprendo a lição, não é?" Eu deveria chamar a polícia agora." 50


Ele endurece. "Eu não fiz nada de errado, por isso, chamar a polícia é um desperdício de tempo." "Você sabe quem eu sou." Eu acuso. "Mas não me disse." Ele rola para fora da cama e suspira. "Sim, e isso é totalmente um crime punível. Prendam-me por não admitir que eu sabia que você era famosa." Bem, quando ele coloca dessa maneira, é claro que soava estúpido. Porque era. "Por que você não me disse a verdade?" Ele coloca as mãos nos quadris. Ele ainda estava nu. "Eu não disse, porque você não me contou. Você, obviamente, não queria. Por que eu deveria arruinar o humor ao admitir que sabia? Que bom seria?" "Chama-se a honestidade." Eu respondo. Queria acreditar nele, mas se conseguiu esconder isso de mim, então o que mais ele poderia estar escondendo? Tudo o que eu sabia é que ele poderia ser um repórter maldito da TMZ ou algo assim. "Você deveria tentar isso algum dia." "Sério?" Ele levanta uma sobrancelha. Ele estava estupidamente me distraindo com sua nudez. Quero dizer, como é que eu não poderia olhar para ele? "Você está indo pregar sobre honestidade comigo quando escondeu a sua identidade de mim?" "Eu fiz isso por uma razão." Eu digo, sentido minhas bochechas corarem. "Talvez eu tenha feito, também." Ele pega sua bermuda e a veste. "Nunca pensou nisso antes? Ou tem que ser uma celebridade para ter o direito de mentir?" Ele dá um passo em minha direção. Quando eu tropeço para longe dele, meu coração acelera, ele para e me encara. Eu libero um 51


sinal de fraqueza. "Só... fique aí. Eu não consigo pensar quando você me toca." Ele passa a mão pelo cabelo. "Bem. Mas saber quem você é, não muda nada. Eu ainda estou aqui, e ainda quero você. Pode confiar que eu não vou contar a ninguém ou vender uma história para os paparazzi, assim como você teria feito se nunca descobrisse que eu sabia quem você era." Eu balanço minha cabeça. "Eu não posso confiar em você mais. Você mentiu para mim." "Oh, pelo amor de Deus." Ele diz. Em seguida, atravessa o quarto e agarra meus braços, seu aperto era firme, mas não doloroso. "Eu não vou contar pra ninguém, mas não vou fodidamente implorar. Como eu disse, no meu mundo, você está dentro ou você está fora." Eu queria estar dentro, mas ele já tinha mentido para mim uma vez. Isso foi um sinal de alerta, se eu já tinha visto um. Coloco a mão em seu peito, mas não o empurro. Eu poderia, mas não faço. "Bem, eu estou fora." Ele me beija com força, sua língua duelando pelo domínio com a minha. No momento em que ele termina, eu não tinha certeza se queria mandá-lo embora ou jogá-lo de volta na minha cama. "Você sabe como me encontrar, se você vir eu vou foder até a porra dos seus sentidos. Eu gostaria de terminar o que começamos, mas se você se recusa a confiar em mim, eu não posso forçá-la. Acredite ou não, eu geralmente não tenho que jurar honestidade para chegar na cama de uma garota. E muito menos ter que mendigar." Seus dedos acariciam minha pele, e então ele me solta. "Adeus, Mackenzie Forbes." Ele me dá um último olhar aquecido e gira em seus calcanhares. Eu fico ali, olhando ele sair, e mordo meu lábio. Dane-se, eu queria chamá-lo de volta para o meu quarto. Mas fico em silêncio. 52


Capítulo 05 Austin Mais tarde naquela noite, eu passo o pano sobre o balcão, pressionando-o com um pouco mais de força do que o necessário, mesmo que o balcão já estava muito limpo. Havia apenas um punhado de moradores aqui, e o movimento tinha sido lento durante toda a noite. Normalmente eu ficaria chateado, mas hoje eu agradeço. Desde que Mackenzie tinha me chutado para fora do seu quarto, eu tinha estado de mau humor. Jogo o pano por cima do meu ombro e examino a multidão. De primeira eu passo por ela, completamente ausente da sua presença. Mas, em seguida, avisto seu chapéu enorme e dou uma dupla olhada. Sim, era definitivamente ela. E ela estava olhando para mim. Eu queria ir até lá e perguntar se ela estava aqui para terminar o que tínhamos começado mais cedo, mas me recuso a ceder à sua vontade. Ela era a única que tinha me dito para sair, então eu fiz. Se ela queria falar algo, poderia muito bem vir até mim. A última hora do meu turno passou devagar, e ela passou a maior parte do tempo em seu celular, os dedos pairando sobre a tela, sem falhar. O resto do tempo, ela me olhava. Podia sentir seus olhos queimando em mim enquanto eu conversava com os clientes e ria. Toda vez que eu falava com um 53


dos frequentadores do sexo feminino, Mackenzie ficava tensa e seus dedos passavam sobre a tela com rapidez em vez de tocálo. Eu posso não ser um especialista em relacionamentos e toda a merda que vinha com ele, mas eu podia afirmar de que ela estava realmente com ciúmes. De mulheres que, na maioria das vezes, precisavam de ajuda para chamar um táxi no final da noite, pois elas estavam muito ferradas. Eu queria Mackenzie e ela me queria. Não deveria ser tão complicado. Depois que encerro meu turno e coloco minhas gorjetas no bolso, eu caminho para fora do balcão e me dirijo para a porta sem ir até ela. Ela tinha que me mostrar algum sinal. Algo além de ficar sentada lá fazendo beicinho para mim, pelo amor de Deus. Eu não tenho tempo para jogos infantis. Estava no meio do caminho até a porta no momento em que ela deve ter percebido que eu não iria até ela. Ela levanta-se da mesa e vem tropeçando atrás de mim. Ela estava com um par de saltos "foda-me", um vestido vermelho, e o maldito chapéu. "Austin, espere." Ela sussurra, puxando seu chapéu para baixo. Paro e me viro em sua direção, minha sobrancelha arqueada. "Posso ajudar?" "Pare de agir como se não soubesse que sou eu." Ela diz. "Nós dois sabemos que você sabe." "Na verdade." Eu cruzo os braços. "Eu não posso ver seu rosto com a porra desse chapéu, então como é que eu vou saber que é você?" Ela arranca o chapéu da cabeça e joga o cabelo para trás dos ombros. Seus olhos estavam cuspindo fogo em mim. "Pronto. Feliz?" "Na verdade, não. Se você quiser honestidade de mim — como você perfeitamente sabe — estou com tesão como o inferno e me 54


sentindo como um bastardo no momento. Estou saindo para cuidar dessa questão em particular no momento." "Sério?" Ela diz, com os olhos arregalados. "Por isso que você está se saindo?" Não. Mas eu certamente não iria deixá-la saber que ela tinha ficado sob a minha pele. Ela não precisa saber que eu estaria me masturbando com a memória dela vindo na maldita cama do hotel, ou que eu estaria sozinho fazendo isso. "Eu prefiro você, mas bem, você deixou claro a forma como se sente sobre mim, depois que descobriu que eu sei quem você é. A menos que você tenha mudado de ideia?" Eu dou-lhe alguns segundos para me dizer se ela tinha, desde que tinha estado olhando para mim por mais de uma hora, mas ela não diz uma palavra. Inclino a cabeça e vou em direção da porta novamente. "Tudo bem então. Aproveite sua estadia." "Espere." Paro novamente. "Sim?" "Você mentiu para mim." Eu suspiro. "Já falamos sobre isso. Eu não tenho um monte de tempo livre, então não vou gastá-lo discutindo com você sobre algo que já passou. Eu não menti. Eu só não disse que sabia quem você era. Há uma grande diferença." "Existe alguma coisa que eu preciso saber sobre você? Coisas que você está escondendo?" Abro a boca e depois fecho. Um milhão de segredos meus vem à minha mente, mas eles eram apenas isso: segredos. "Não." "Você tem certeza?" Engulo em seco. "Sim." 55


"Tudo bem." Ela respira fundo, seu olhar cai no chão. "Eu acho que nós podemos voltar para o meu quarto novamente." A maneira como ela disse isso, como se estivesse me fazendo um grande favor, parecia errado. Eu sabia que ela não quis dizer dessa forma, mas soou assim. Ela pode ser um superstar e eu poderia ser um cara normal, mas isso não significa que ela estava me fazendo um favor ao concordar em me foder. "Por quê?" Puxo-a para o canto do bar, as minhas mãos em ambos os lados da sua cabeça. "Diga-me por que tem de ser eu. Por que não outro cara?" Seu queixo se inclina para cima em desafio. "Eu não sei. Apenas é." "Eu preciso de uma resposta melhor do que isso." Pressiono meus quadris contra os dela, deixando-a sentir o quão quente eu estava por ela. "Por que você quer que seja eu?" Ela solta um suspiro. "Porque eu preciso de você tão mal que dói." Abaixo a cabeça para seu pescoço, beijando o local onde seu pulso dispara. Se ela me desse alguma resposta meia boca sobre me escolher, o que seria conveniente, eu poderia ir embora sem olhar para trás, não importa o quanto isso machucasse meu pau doído. "Mas por que você precisa que seja eu?" "Porque eu comecei a beijá-lo e tocá-lo." Ela suspira. "E agora que eu tenho o seu gosto, ninguém mais terá. Precisa ser você." Resposta fodidamente perfeita. "Você tem certeza dessa vez?" Ela agarra a minha camisa de trabalho com as duas mãos, mutilando o logotipo do bar no canto superior esquerdo. "Sim. Por favor, me leve pra casa." Eu balanço a cabeça uma vez, então me empurro para fora da parede. "Vamos lá." 56


Mackenzie Eu não tinha a intenção de levá-lo de volta para o meu quarto. Eu estava pensando em partilha uma bebida ou duas, conversar para que pudéssemos conhecer um ao outro tudo de novo, talvez. Eu disse a mim mesma para seguir em frente e esquecê-lo uma e outra vez, mas eu não podia. Havia algo sobre ele que não me deixava esquecer. Algo que me chamava, exigindo satisfação. Não havia nada a ser feito. Ele tinha entrado sob minha pele, e a ��nica maneira de tirá-lo era cedendo à vontade. Dar-lhe outra chance. Então... Eu tinha ido ao seu bar e esperado. Todo o seu turno, eu sentei na mesa e mandei mensagens para Carrie e Quinn, esperando ele sair e vir até mim. Mas então ele começou a ir embora sem dizer uma palavra, e eu tinha ido atrás dele em vez disso. Sabia que eu ainda o queria. O suficiente para que eu jogasse as possíveis consequências no chão e pisasse sobre os sinais de alerta escritos por toda esta situação. Mesmo que eu tinha ligado para os meus agentes em Nashville e pedido-lhes para procurar informações sobre ele para mim, não havia tempo para esperar. Agora não. Eu poderia muito bem nem ter me preocupado em perguntar. No momento em que eles voltassem com as informações sobre ele, eu provavelmente estaria em casa. Dou uma rápida olhada em sua direção enquanto entramos no meu lobby do hotel. O porteiro se inclina para mim, e eu sorrio e inclino a cabeça. Austin me observa em silêncio, como ele tinha estado desde que eu lhe disse que o queria e só ele. Ele estava me tratando da mesma maneira que tinha me tratado antes de admitir que sabia quem eu era. Como se eu fosse apenas uma garota que 57


ele conheceu em um bar. Acho que isso é uma das coisas que eu mais gostava nele. Às vezes, esquecia como o mundo real funcionava, e ele era tão refrescante e real. Pego o meu cartão de acesso ao meu andar, e em seguida, as portas do elevador se fecham em nossa frente. "Austin?" Ele estava mandando mensagens de texto ou e-mail em seu celular, mas empurra-o no bolso e se vira para mim. "O Quê? Você está tendo dúvidas de novo?" Ele pergunta, arrastando a mão pelo cabelo. Claro que não. Eu o queria. Empurro-o contra a parede do elevador. Antes que ele tivesse a chance de sequer piscar, eu o beijo e pressiono meu corpo ao seu. Desde que eu tinha o mandado embora, estava queimando com a necessidade de terminar o que tínhamos começado. A simples ideia de mudar minha mente era ridícula, então eu percebi que a melhor maneira de mostrar a ele o quão sério eu estava prestes a fazer isso foi beijando-o. Funcionou. Suas mãos agarram minha bunda, me puxando para mais perto, e ele geme em minha boca. Com um giro, ele me tinha pressionada contra a parede e as mãos estavam vagueando por todo o meu corpo. Meus seios. Meus quadris. Minha bunda. Ele estava em todos os lugares e ao mesmo tempo não em lugares suficientes. O elevador apita e nós saltamos, nossa respiração pesada. As portas se abrem e eu saio de lá, Austin em meus calcanhares. Abro a porta, tiro o meu chapéu, e me volto para ele. Uma vez que ele fecha a porta atrás de si, eu ofereço um sorriso e aceno para seus bolsos. "Você conhece as regras." Ele esvazia os bolsos e me segue removendo sua camisa. Engulo em seco, meus olhos deleitando-se em seus músculos. Deus, ele 58


parecia tão bom e sabia disso. Homens como ele deveriam andar por aí sem camisa o tempo todo. Mulheres iriam cair em seus pés e implorarem para serem sua. Ele poderia governar o mundo com um sorriso e uma flexão muscular. Eu seria a primeira a cair. "Eu..." vacilo com a forma como a minha voz sai toda fraca e ofegante. Eu não era fraca e ofegante. Hora de tomar o controle. Ando em direção ao quarto, segurando a barra do meu vestido e levantando-o ligeiramente. "Eu te quero. No quarto, vamos." Suas mãos agarram-se ao seu lado e ele me segue, fechando a porta atrás dele. Seu olhar aquecido cai pelo meu corpo. "Tire." "Isto?" Eu levanto meu vestido um pouco mais alto, mas não o tiro. "Tire o resto do seu primeiro." Ele ergue as sobrancelhas. "Você quer mandar, querida?" "E se eu quiser?" Mordo meu lábio inferior. "Você tem algum problema com isso?" "De jeito nenhum. Mas uma vez que estivermos na cama, eu estou no controle." Ele desabotoa a bermuda, mas não a tira. "Eu só estou tendo certeza de que estamos claros." "Como cristal." Eu levanto o vestido um pouco mais. "Agora tire a bermuda para mim." Seus lábios tremem e ele deixa-a cair no chão. Tudo o que ele está usando era um par de cuecas boxer verdes. Oh meu Deus, eu poderia escrever inúmeras canções sobre esse corpo. Inferno, a respeito dele em geral. Seus ombros são tonificados com perfeição, afinando até a cintura e quadris em linha reta, me mostrando o quão em forma ele estava. Cada linha, vinco, e músculos foram esculpidos como se 59


tivessem sido feitos à mão. Ele me olha com uma fome inegável em seus olhos azuis, sua covinha se aprofundando com a forma que ele enquadra sua mandíbula. E a maneira como sua cueca boxer abraça o bojo da sua ereção? Santo inferno, eu poderia escrever uma música sobre isso também. Fodidamente perfeito. Ele era lindo. Chupo uma respiração profunda, levanto meu vestido sobre minha cabeça e atiro-o no chão. Quando eu estava em sua frente em nada além de um par de saltos, um fio dental e um sutiã preto — coloco minhas mãos em seus ombros e lentamente arrasto minhas unhas em seu peito, sobre seu abdômen, e depois paro perto da sua boxers. Eu queria fazer muitas coisas com ele agora. Tocá-lo de muitas maneiras. Mas eu caio de joelhos e puxo sua cueca para baixo, liberando sua ereção. Suas mãos se enfiam no meu cabelo e ele fica tenso, olhando para mim com os olhos ardentes. "Mackenzie?" Eu inclino minha cabeça para cima e olho para ele. "Sim?" "Você não tem que..." Ele faz um gesto para baixo. "Deixe-me levála para cama." Eu balanço minha cabeça. "Ainda não." Sem deixar cair o meu olhar, passo minha língua sobre a ponta do seu eixo. "Eu não estou pronta ainda." E então fecho a boca em torno dele, sugando suavemente. Seu abdômen se aperta em resposta, e suas mãos agarram meu cabelo. Seus olhos azuis brilham para mim; tão quentes e inebriantes que eu não consigo desviar o olhar até que ele fecha suas pálpebras, escondendo-os de mim. "Puta merda." Chupo-o mais profundo, girando minha língua sobre ele enquanto faço isso. Todo o seu corpo fica tenso, e ele agarra meu cabelo tão apertado que pinica. Eu poderia dizer que ele estava ainda estava 60


se segurando comigo. Esforçando-se para não se mover ou recuar. Mas quando me afasto, libertando-o da minha boca, ele geme e empurra para dentro, flexionando seus músculos. Foi a coisa mais erótica que eu já tinha visto ou feito. Uma pontada de necessidade se atira no meu estômago, e eu deixo minhas pálpebras se fecharem. Enquanto o levo mais profundamente, sugando com um pouco mais de força, seguro sua bunda, prendendo-o onde eu queria. Ele geme e empurra para mais perto, ainda suavemente e insistentemente. Rodeio minha língua sobre ele de novo, cavando minhas unhas em sua pele. "Foda-se." Ele engasga. Seu rosto vermelho, ele me puxa para cima e me joga de costas na cama. Eu caio com força total, saltando ligeiramente. Antes de me acomodar de volta no colchão, ele estava em cima de mim, pressionando seu comprimento glorioso no meu núcleo. "É a minha vez de jogar." Ele rosna. Ele arranca meu sutiã enquanto sua boca cai sobre a minha, e eu tremo com a força do desejo que rasga através de mim. Ele continua me beijando, me intoxicando, enquanto desliza pelo meu corpo. Ele agarra um dos meus tornozelos, e sua boca deixa a minha. Ele tira os sapatos, um por um, em seguida, beija o ponto certo ao lado do meu joelho. Puta merda, era tão bom. Sinto-me ainda melhor quando suas mãos sobem nas minhas coxas, e ele segue-as com os lábios. Ele agarra minha calcinha, puxando-a para baixo, ao mesmo tempo em que seus beijos se movem para cima. Até o momento eu estava nua, e já estava a meio caminho de um orgasmo, e ele quase nem me tocou. Minha reação a ele era fora do normal. Ridículo é o que era. E oh, tão delicioso.

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Ele se ajoelha entre as minhas pernas, levantando meus quadris. Eu sabia o que ele estava prestes a fazer, e fico tensa em antecipação. Já tinham feito isso uma vez antes em mim, no clube Céu quando eu tinha sido apanhada nua pelos paparazzi, e até que tinha sido tudo bem, mesmo sem o orgasmo. Eu tinha a sensação de que, com Austin seria mais do que bem. E cara, eu estava certa. O segundo em que sua língua me tocou, todo o meu corpo tremeu de prazer e necessidade e algo que eu não conseguia descrever. Quase um sentimento muito intenso que ameaçava me assumir se eu deixasse. E eu queria isso, porque era tão bom. Arqueio minhas costas, entregando-me a ele, e ele rola a língua sobre mim de novo, as mãos agarrando minha bunda e me segurando no lugar. Isso era o que eu estava perdendo. Isto é o que eu queria. Ele. O prazer se espalha pelas minhas veias. Meu estômago fica tenso, apertando com tanta força que eu mal podia respirar. Só quando tinha certeza de que nunca iria recuperar o fôlego novamente, algo estala dentro de mim, me mandando sobre a borda. Outro orgasmo alucinante, é claro. Ele me deixa cair de volta no colchão e se empurra para fora da cama, indo aonde eu lhe disse que estavam os preservativos. Ele abre a gaveta com força, pega um preservativo, e abre-o. Enquanto rola-o sobre sua ereção, ele me olhava com olhos em chamas. Em seguida estava em cima de mim, seus lábios encontrando os meus. Abro minhas coxas ainda mais para ele, deixando-o ancorar-se dentro das minhas pernas. Quando sinto-o na minha entrada, fico tensa, incapaz de me manter relaxada. Ele não parece notar. Continua me beijando, suas mãos inclinando meus quadris para cima.

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Eu me liberto do beijo, com a respiração ofegante. Talvez eu deva avisá-lo que eu ainda era tecnicamente virgem. Caras poderiam entender essas coisas, né? Lambo meus lábios e seguro seus ombros. "EU—" Ele me beija novamente e se empurra para dentro de mim, com força e certeza. Grito em sua boca, sentindo como se tivesse sido rasgada ao meio. Ele congela, sua boca ainda na minha, mas já não me beijando. Então, lentamente, oh tão devagar, ele recua, os olhos arregalados e com o rosto pálido. "Mackenzie? Você é... você era... uma..." Deixo escapar uma lágrima, mordendo meu lábio com força e balançando a cabeça. "S-Sim." "Inferno. Por que você não me avisou?" "Eu estava indo. Basta esperar agora." Ele começa a se afastar, mas eu fecho minhas pernas em volta dele e balanço a cabeça. "Não. Não vá." "Mas você está fodidamente chorando." Ele flexiona seus músculos em seus braços enquanto se segura em cima de mim. Suas feições duras um pouco. Ele solta um som quebrado e me beija suavemente. "Eu sinto muito, eu te machuquei. Teria sido mais suave se eu soubesse. Apenas pensei..." Eu vacilo. "O mundo inteiro pensou, ironicamente. Eu fui tachada de vagabunda, e ainda sou virgem." Ele aperta os lábios, os olhos faiscando. "Você não é uma puta, e não é mais virgem." Ele se move dentro de mim, lento e suave. Ele me beija com ternura, seus lábios se deliciando com os meus. "Como se sente?" Pergunta, com a voz tensa contra a minha boca. "Bem." Eu suspiro. "Faça isso de novo." Ele solta um gemido estrangulado e move-se dentro de mim, dentro e fora, lento e fácil. "Porra, você faz eu me sentir tão bem. 63


Bem demais." Doce. Suor escorre da sua testa, e cai na minha. "Eu não quero te machucar." "Eu sei." Fecho os olhos e levanto meu rosto para ele, querendo mais um de seus beijos mágicos. "Você não vai." Ele funde seus lábios nos meus, sua língua desliza facilmente para dentro. A dor deu lugar à necessidade que ele trouxe em mim, e eu me agarro a ele, levantando meus quadris quando ele se move dentro de mim novamente. Cada vez que ele empurra, ia mais fundo. Mais duro. E dentro de poucos minutos, estava tão desesperada por ele como eu tinha estado antes da dor. Cravo minhas unhas em sua costa, implorando por mais. Precisando da liberação que só ele poderia me dar, mas com medo ao mesmo tempo. "Austin." Ele se move entre os nossos corpos, pressionando os dedos no meu clitóris. "Eu tenho você. Apenas deixe ir." Eu arqueio minhas costas, pressionando-me mais perto, e a pressão se constrói mais e mais até que eu sabia que estava prestes a queimar. Ele me segura o tempo todo, dizendo coisas impertinentes enquanto se move dentro de mim. Algo estala, e eu venho, estrelas explodem na minha visão. Meu corpo inteiro fica mole, e ele empurra mais uma última vez, se enrijecendo. Ele cai em cima de mim, enterrando seu rosto no meu pescoço e sussurrando: "Mackenzie." Fecho os olhos e segurando-o, meu coração acelerado diminuindo gradualmente para velocidades normais. Até o momento em que ele levanta a cabeça e olha para mim, eu estava quase pronta para voltar para a terra... Mesmo não querendo.

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Capítulo 06 Austin Meus braços estavam apertados ao seu redor, não querendo deixála ir. Minha mente estava cambaleando sobre o fato de que ela era fodidamente virgem, de todas as coisas. Como poderia Mackenzie Forbes ter passado os últimos, eu não sei, cinco anos, sendo uma virgem? Inferno, eu tinha perdido minha própria inocência aos quinze anos e não eu não era o centro das atenções. Talvez seja isso que tinha a detido. Pela primeira vez na minha vida, tinha dúvidas sobre uma garota que eu tinha passado um punhado de horas na cama. Pela primeira vez na minha vida, eu precisava saber mais. Não tinha certeza do que fazer com isso, então eu fiz. Abri a porra da minha boca. "Mackenzie?" "Sim?" Ela pergunta, sua voz sonhadora. Levanto-me em meus cotovelos, meus olhos procurando os seus. Ela morde o lábio inferior. "Então, uh, quão grave os paparazzi são com as suas mentiras? Havia todas aquelas histórias sobre você..." Ela deixa escapar um suspiro. "Sim, eles estavam obviamente mentindo." Ela fala lentamente, seu sotaque vibra um pouco mais acentuado do que antes. "A não ser aquele em que eu fui encontrada naquele clube. Isso foi real, mas eles meio que nos interromperam. O resto era pura ficção."

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Eu balanço minha cabeça. "Inacreditável. Você não pode fazer algo sobre isso? Processá-los por calúnia ou algo assim? Isso não parece legal." "Eu poderia, mas por que me preocupar? Eles acabariam inventando mais histórias. É uma luta que nunca terminaria. Uma que eu não tenho tempo nem energia para lidar." Ela pode não ter energia para lidar com isso, mas eu tinha. E queria bater em seus malditos crânios juntos com a fabricação de mentiras sobre ela. "Mas—" Ela cobre minha boca com dois dedos. "É o que é. É como o mundo funciona." "O inferno que é." Eu rosno. "Deixe-me passar alguns minutos com esses idiotas de merda e eu vou fazê-los parar." Seus lábios tremem, e ela sorri para mim. "É doce você se oferecer para isso, mas não, obrigado. Você não pode vencer. Todo mundo gosta de ver o quão desarrumadas pessoas como eu são." Ela ergue um ombro e o sorriso desaparece. "Mesmo que não seja exatamente verdade." Beijo sua testa e abraço-a apertado, uma onda de proteção vindo sobre mim. Não consigo me parar. Eu meio que tinha um complexo de cavaleiro de armadura brilhante acontecendo. Tento lutar contra, mas ele não quer fodidamente ir embora. Cavaleiros eram complicados assim. "Sinto muito." "Obrigado." Ela solta um bufo e meia risada. "Porém, não é uma tragédia. Então, as pessoas pensam que eu sou um pouco sacana, enquanto sou realmente uma virgem? Há coisas piores no mundo. Pobreza. Doença. Morte. Eu quase não tenho espaço para reclamar, sabe?" Bem, ela tinha um ponto. Mas ainda era fodido. "Por que vale a pena... Estou feliz que você me escolheu para isto, uh, essa coisa." 66


"Por quê?" Sua testa se levanta, e a solenidade deixa seus olhos. Ela arrasta seus dedos sobre o meu peito, me fazendo chupar uma respiração profunda. Eu já a queria novamente. Que diabos estava acontecendo? "Você tem uma coisa por virgens, Austin?" Eu bufo. "Eu não sei. Você foi a minha primeira." "Nem mesmo na sua primeira vez?" "Não. Ela era a minha tutora, e um grau acima de mim. Vamos apenas dizer que... ela me ensinou mais do que matemática." Eu sorrio. "Muito mais." Ela revira os olhos. "Por que não estou surpresa com essa informação?" "Ei, o que posso fazer? Eu era irresistível, mesmo naquela época." "Oh Deus." Ela dá um tapa no meu braço. "Fique longe de mim, seu grande imbecil." Rindo, eu rolo para o lado e observo-a sair da cama. Ela rapidamente se enrola em seu robe de seda, suas bochechas coradas. Ela ainda estava envergonhada por sua nudez. Era refrescante e encantador. A maioria das mulheres que eu passei um tempo andavam mais nuas do que vestidas. "Você tem seguranças aqui?" Ela balança a cabeça. "Eu não os deixei virem. Eu queria ser normal por um tempo." "E na faculdade?" Ela torce o nariz. "Sim, mas apenas um. É mais uma medida de precaução. A maioria das pessoas de lá não dão a mínima para quem eu sou. Há algumas fotos aqui e ali, mas não muitas. Eu protejo a mim mesmo." Ela faz uma pausa. "Bem, eu, Quinn, e Cassie fazemos." 67


Tinha a sensação de que elas eram muito próximas, essas três garotas. O que me faz pensar... "Por que elas não estão no mesmo quarto que você?" "Todos nós queríamos estar livres para trazer caras para o nosso quarto. É meio difícil de fazer isso compartilhando o mesmo quarto." Eu rio. "Você tem um ponto. Elas estão no mesmo andar, também?" "Não, elas estão no piso debaixo, em quartos separados. Não me deixaram reservar uma cobertura para elas. É onde elas desenharam a linha quando eu disse que pagaria tudo, mas não funcionou. Há apenas um a mais aqui mesmo." "Espere." Sento-me em linha reta. "Você pagou para elas virem para cá?" "Sim, é claro." Ela olha para mim, a testa enrugada. "Por que não? Eu certamente posso pagar, e elas são minhas melhores amigas." Respeito toma conta de mim, ainda mais do que antes. Ela era tão generosa e nem sequer percebia isso. "Por que você veio para cá, de todos os lugares, e não em algum lugar menos lotado? Você não estava preocupada em ser reconhecida?" "Eu estava esperando me misturar na multidão, já que é tão louco. Tem funcionado até agora. Entre o cabelo mais escuro e sem maquiagem, eu sou apenas uma garota." Quando ela se vira para mim, seu cabelo escuro emoldurando seu rosto, quase faz eu me esquecer de respirar. Ela era tão fodidamente linda. Tão, fodidamente diferente. "Falando nisso, eu adoro essas sardas que você esconde em seus vídeos. Elas são adoráveis, como você. Você é linda." 68


De onde essa afirmação sentimental tinha vindo? Deve ser esse maldito cavaleiro de novo... "Uh, obrigado." Seus olhos se arregalam encontrando os meus, e sua face cora ainda mais. Ela coloca uma mecha de cabelo atrás da orelha. "Assim como você." Ninguém nunca tinha me chamado de bonito antes. Isso fez algo dentro de mim mudar ou querer parar de bloquear o caminho para o meu coração. Não gostei disso. "Obrigado, eu acho." "Por que você acha que deve me agradecer?" "Eu nunca fui chamado de bonito antes. Quente. Sexy. Fodível." Eu dou de ombros. "Claro. Muitas vezes. Mas nunca bonito. Não parece se encaixar." "Bem..." Ela morde o lábio inferior. "Eu acho que se encaixa perfeitamente." Um punho soca meu peito. Eu poderia jurar que tinha. Abro minha boca para zombar da sua resposta, ou retrucar que eu era cheio de cicatrizes, quebrado, e feio. Mas nada saía. Eu não queria discutir com ela. Se ela pensava que eu era bonito, talvez isso fosse uma coisa boa. Então, não digo uma palavra. Apenas olho para ela, sem palavras pela primeira vez em minha merda de vida. "Então, uh, e agora?" Ela muda seu peso e torce as mãos na sua frente. "Eu, obviamente, não estou acostumada com o que acontece em seguida, uma vez que eu nunca cheguei tão longe antes." Lá estava novamente. A inocência adorável acontecendo. Era irresistível para um cara confuso como eu. Sorrio e roubo um rápido olhar no relógio. Eu tinha uma hora para estar em casa. "O que você quer que aconteça?" Pergunto em voz baixa. "Eu..." Ela morde o lábio com mais força. "Se você quiser, eu gostaria de passar o resto do meu tempo aqui com você. Quando 69


você estiver livre, é claro. Sei que você tem um emprego e tudo. A menos que você seja um cara de uma só vez. Isso é bom, também." "Você não vai estar saindo com suas amigas?" Ela balança a cabeça. "Elas estão tendo suas próprias aventuras. Ficar com alguém e se divertir faz parte do plano. Elas precisam disso tanto quanto eu." "Ah, te peguei." Eu digo, esfregando minha mandíbula e escondendo um sorriso que inexplicavelmente se formava. "Você está indo muito bem na sua parte do plano." Ela cora novamente. Porra eu adorava esse corar. "Eu diria que sim. Eu tenho você." Ela apóia as mãos no meu peito, levantando aqueles olhos verdes brilhantes do meu. "Então, você está interessado em sair um pouco mais?" Eu faço as contas. Quatro dias a mais com ela? Não era uma decisão difícil de se fazer. "Eu estou dentro. Se eu não estiver trabalhando, sou todo seu. Como soa?" "Perfeito." Ela me solta e se levanta. Em seguida, coloca os braços em volta de si e olha para a janela. Seu perfil era tão fodidamente perfeito, que roubou o meu fôlego. "Precisamos definir algumas regras básicas, no entanto." Deixou-me cair na cama de novo e me inclino contra a cabeceira, cruzando os braços por trás do meu pescoço. Cara, ela gostava das suas malditas regras quase tanto quanto eu gostava dela. "Sem fotos. Sem contatos com os paparazzi. Sem sentimentos. Nenhum vínculo. Apenas diversão, sem compromisso, apenas sexo. Ok?" Ela pisca para mim. "Bem. Muito em breve. Logo vou ter que sair e—" "E eu vou ficar." Levanto uma sobrancelha. "Estou bem ciente deste fato, vendo como eu, sabe, vivo aqui e tudo mais. Alguém já lhe disse que você tem a tendência a apontar o óbvio?" 70


Ela coloca as mãos nos quadris. "Sim talvez." "Bem, você deve trabalhar nisso. Pensei que você fosse impecável, agora eu acho que estou errado? Meu coração está partido." Ela balança a cabeça, mas seus lábios se contraem em um pequeno sorriso. "Eu não quero que ninguém se machuque. É tão errado assim?" Estendo a mão e agarro-a pelos quadris, puxando-a de volta para a cama comigo. "O que te faz tão certa de que eu vou ser o único a se machuca? Talvez seja você que não vá querer me deixar, e eu vou ter que ser todo—" Levo a mão para o meu coração e tento o meu melhor para parecer com o coração partido. Eu nunca tinha sofrido disso antes, então eu poderia ter falhado. "'Babe, você

precisa continuar com sua vida. Fazer algumas viagens. Cantar algumas músicas. Então você vai esquecer tudo sobre mim. Eu prometo'." Ela ri. "Oh meu Deus. Alguém já disse que você é incorr—" Beijo-a para calá-la. Eu sempre quis fazer isso com uma garota, mas nunca fiquei preso tempo o suficiente para chegar a esse ponto. Eu era mais do tipo pegar e largar, e tenho certeza de que as garotas com quem eu saía e depois largava pensavam da mesma maneira. Inferno, Mackenzie era uma dessas garotas. Ela só quer um pouco de diversão sem compromisso, e eu era o cara perfeito para isso, já que é tudo o que eu faço. Abraço-a com mais força, minhas mãos apertando-a sem um pensamento consciente. Seus braços rodeiam em volta do meu pescoço, me segurando apertado. Parecia que ele estava destinado estar lá ou algo mais brega que passou pela minha cabeça. Eu convenientemente ignoro esse meu lado sentimental e sorrio contra seus lábios antes de romper o beijo. "Funcionou." "O que?" Ela pergunta distraidamente, suas mãos brincando com o meu cabelo. 71


"Beijar você para te calar. Eu sempre vejo as pessoas fazendo isso em filmes, e pensei que era besteira pura." Beijo-a novamente. Calmo. Fugaz. "Agora eu sei que não é." "Você nunca beijou alguém para calá-los antes?" Ela pergunta, me olhando com aqueles olhos verdes intensos. Quantos dos seus vídeos que eu tinha visto o zoom em seu rosto e olhos eram fortemente maquiados? Eu gostava dela assim. Natural e real. "Pensei que você já tivesse feito isso com dezenas de mulheres." Ela pensou que eu era um homem-prostituto? Eu não sabia como me sentia sobre isso. Claro, eu não levava as coisas a sério quando se tratava de mulheres, e não queria ter relacionamentos, mas não estava transando exatamente com todas as mulheres da Flórida. Eu dou de ombros. "Eu sou como você nesse quesito. Nunca deixei ninguém chegar muito perto." "Hm." Ela aperta o dedo contra o meu queixo, em seguida, beija minha covinha. O gesto doce traz coisas estranhas para o meu coração. "Por que não?" Ela me faz querer dizer a ela, o que era mais uma razão para mim não fazer. Balanço a cabeça, em seguida, bato a ponta do seu nariz com o dedo. "Se eu te disser, estaria te deixando entrar." "Isso é uma coisa tão ruim assim?" "Sim." Eu viro de posição, estabelecendo-me entre suas coxas. "Temos algo fácil e leve, certo? Sem sentimentos. Sem confissões. E da minha parte, eu prometo não te ferrar." A última vez que eu tinha pronunciado essas palavras tinha sido depois que eu falhei em um grande momento. Eu não iria falhar novamente. Desta vez, tinha certeza do meu sucesso. Eu não iria entregar o seu disfarce. "Eu sei que você não vai." Ela aperta os lábios. "É por isso que eu te escolhi." 72


"Você pensou que eu parecia confiável?" Olho para mim mesmo. Primeiro, ela me chamou de linda, e agora ela parecia pensar que podia acreditar em mim. Eu estava começando a me perguntar se ela precisava de óculos. Ela sequer olhou para mim? Estava começando a duvidar. "São as tatuagens, não é? Elas gritam confiança." Ela encolhe os ombros. "Você pode tentar parecer como um bad boy, mas eu acho que você não é." Eu recuo. "Espere um segundo—" "Não." Ela agarra meus braços, me segurando no lugar. Eu poderia me libertar do seu aperto com facilidade, mas não faço isso. "Você parecia o tipo de cara que iria me entender. Tenho a sensação de que você está empurrando as pessoas para longe desde que era velho o suficiente para deixar alguém entrar. Talvez algo aconteceu com você que tenha te mudado? Definido quem você era. Fosse o que fosse, fez você se fechar. Talvez fosse algo a ver com seus pais..." Meu coração vacila. Ela estava muito perto da verdade. "É primavera. Você precisa parar de me analisar como se eu fosse sua cobaia." Eu me viro de costas e empurro-me para fora da cama. "E a respeito disso? Eu tenho que ir." "Sinto muito. Eu não tive a intenção de analisar você." Eu visto as minhas boxers. "Está bem. E não estou saindo por causa das suas perguntas." Coloco minhas calças, sem encontrar os seus olhos. "Tenho que fazer algo, mas estou livre durante todo o dia de amanhã. Quer sair? Eu posso planejar um dia de diversão e relaxamento. Talvez algum mergulho?" "Eu adoraria passar o dia com você, e mergulhar soa perfeito." Ela hesita. "Nós só temos que manter privado. Nada muito público, onde pessoas podem me reconhecer." 73


Olho para ela, lamentando a minha decisão de sair já. Ela parecia tão malditamente adorável deitada ali, recém fodida. "Eu sei. Você confia em mim, certo?" Ela olha para suas mãos, que estavam cerradas em seu colo. "Sim. É claro." "Bom." Satisfação bate-me profundamente, e inclino o queixo para que eu pudesse dar um rápido beijo em seus lábios. Por alguma razão a sua confiança era importante para mim. "Eu venho buscá-la às nove da manhã. Use um maiô com um vestido ou bermuda. Ok?" "Sim, isso soa—" Ela para e levanta uma mão. "Oh espere. Vou tomar café da manhã com as meninas na parte da manhã, para que possamos recuperar o atraso em nossas aventuras até agora. Pode ser às dez?" "Claro." Beijo-a uma última vez, agarro minha camisa no chão e saio do quarto. Enquanto empurro minhas chaves em meu bolso, eu respiro fundo. Caminhando para o corredor, verifico minhas mensagens. Eu tinha algumas do meu amigo Chris e uma de Rachel. Meu papel em sua vida era a coisa que eu não estava disposto a compartilhar com ninguém... Nem mesmo com Mackenzie. Algumas coisas eram inexplicáveis. Disco o seu número e levo o celular à minha orelha. Ela atende imediatamente. "Austin? Onde diabos você está?" "Eu estou no meu caminho para casa." "Você pode trazer pizza?" Ela abaixa o volume da música, então ouço-a pulando em sua cama. Ironicamente, ela estava ouvindo Mackenzie. Não é uma enorme surpresa. Ela estava sempre está ouvindo Mackenzie. "Eu estou enlouquecidamente morrendo de fome." 74


"Depende. Limpou o seu quarto como eu pedi para você?" Ela suspira. "Sim. Até mesmo dobrei minhas roupas sem você pedir." "Hm." Aperto o botão do elevador, passando minha mão sobre o meu cabelo despenteado. Eu juro que ainda posso sentir os dedos de Mackenzie nele. "Eu acho que isso merece uma recompensa. Escolha o sabor, maninha." Ela fecha algum livro. Ela quase sempre estava enterrada em algum livro. "Eu vou ligar e pedir, e você pode pegar no seu caminho para casa." Eu sorrio e entro no elevador. Ela parecia muito mais madura do que seus 16 anos, às vezes. Claro, com um pai como o nosso, como ela poderia não ter crescido mais rápido? O sorriso desaparece dos meus lábios com a mera lembrança do babaca. "Combinado. Eu estarei em casa em vinte minutos." "Até breve então, mano." "Tchau, esguicho." "Austin." Ela adverte. "Eu já lhe disse para parar de me chamar assim desde que fiz quatorze anos. É preciso respeitar o meu pedido." Então ela desliga na minha cara. Eu rio e guardo meu celular no bolso, olhando para os números no painel enquanto descia mais e mais. Era estranho ter acabado de sair do quarto de hotel de Mackenzie Forbes, e eu não poderia nem mesmo dizer a alguém. Era um segredo, e entendo isso. Mas Rachel iria fodidamente pirar se chegasse a conhecer Mackenzie. A ideia da alegria que traria a ela quase me faz querer pedir esse favor a Mackenzie. Rachel nunca teve muito motivo para sorrir. Eu 75


faria qualquer coisa para fazê-la sorrir como ela costumava fazer, antes do nosso pai arruinar tudo. Antes dele nos arruinar. Eu tinha vinte e dois. Ela tinha quatorze anos. Eles tentaram colocá-la na adoção depois do que aconteceu com nosso pai, mas eu insisti em ter a sua guarda. Eu já tinha decepcionado-a uma vez, e não iria fazer novamente. Mesmo depois de dois anos da sua vida comigo, eu ainda recebia visitas de assistentes sociais em uma base mensal. Ninguém pensou que eu poderia lidar com ela. Eles subestimaram o quanto eu a amava. Eu não iria decepcioná-la novamente. Ela era a porra do meu mundo, e sempre seria. Eu tinha rebentado minha bunda para manter um teto sobre sua cabeça e comida na mesa desde que assumi sua tutela. Eu até mesmo fiz um pequeno fundo de faculdade para ela, porque não havia nenhuma dúvida em minha mente de que ela estaria indo pra uma. Ela era uma criança inteligente. As portas do elevador se abrem. Eu saio, em seguida, dirijo-me para a noite quente de Key West. Eu amava morar aqui. Adorava o calor, a energia e a música. Mas às vezes desejava poder arrumar minhas coisas e de Rachel e fugir. Ir para outro lugar. Mas para onde nós iríamos? Ela tinha vivido aqui toda a sua vida, e me sentia mal por levá-la para longe do conhecido. Parte de mim pensava que seria uma coisa boa. Um novo começo com sorte. Talvez fosse ajudá-la a esquecer. Mas nada poderia apagar as más lembranças. Eu sabia muito bem disso. Deus sabe o quanto eu tentei.

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Capítulo 07 Mackenzie Na manhã seguinte, eu me inclino para trás em minha cadeira e olho para as minhas companheiras de café da manhã, Quinn e Cassie. Elas estavam me observando atentamente, esperando que eu dissesse-lhes mais sobre Austin. Elas não confiam nele. Poderia dizer pelo jeito que elas se mantiveram compartilhando longos olhares uma com a outra. Mas eu confio nele. Não sei por que confio, mas era verdade. Suspirando, eu continuo. "Vocês se preocupam muito. Eu só estava dizendo que sei que ele está escondendo alguma coisa de mim." Cassie acena. "Mas isso é motivo para se preocupar, certo?" "O que você sabe sobre ele?" Pergunta Quinn, bebericando sua bebida. Brinco com a minha xícara de chá. "Ele é um bartender que canta para se divertir e não quer ser o centro das atenções. E ele tem tatuagens. Ah, e é um grande beijador... entre outras coisas." Eu sorrio quando elas soltam pequenos sons de aplausos. "Meus agentes estão procurando informações sobre ele, mas não há nenhuma resposta ainda." "Bem, agora que você conseguiu o que queria dele, talvez devesse dar um passo atrás." Diz Quinn. "Sabe. Distanciar-se dele um pouco."

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"Eu concordo. Ele pode estar escondendo algo grande." Cassie murmura, olhando por cima do ombro e brincando com seu cabelo loiro. "Talvez ele seja um verme ou algo assim." "Um..." Eu pisco para ela, olhando sua aparência cansada. Cassie tinha olheiras sob seus olhos cinzentos, quase como se tivesse estado ocupada recebendo alguma ação na noite passada, mas eu a conheço bem. Ela não tinha tido. Suas mensagens foram preenchidas de frustrações sobre um cara que ela tinha se interessado — só que ele tinha uma garota esperando por ele em casa. "Ele não é um verme. É um cara bom. Eu saberia se ele não fosse." Quinn revira os olhos para o comentário de Cassie. Quinn, por outro lado, parecia revigorada e bastante satisfeita, como deveria. Ela estava aproveitando todas as férias, e sempre via o melhor em tudo. "Nem todo mundo é um psicopata, Cass." Quinn olha para mim. "Ela tem sido super-paranóica recentemente. Até parece que viu um cadáver ou algo assim." Cassie empalidece. "Ser cuidadosa não é uma ideia estúpida. Nós não conhecemos qualquer um desses caras que estamos saindo." "Diga-me mais sobre o cara fora dos limites que você comentou comigo por mensagens." Eu me inclino para frente e cutuco-a com meu dedo do pé. "Nós já sabemos que Quinn está saindo com um rapaz rico. E você? Conte-nos tudo sobre esse cara." "Eu já lhe disse tudo o que há para saber sobre ele. Eu conheci alguém." Cassie admite, suas bochechas corando. "Mas ele tem uma namorada, então nada está acontecendo." "Então você precisa de um cara novo." Eu digo. Já tinha dito isso a ela mais cedo, mas valia a pena repetir, na minha opinião. "Há toneladas deles aqui. Basta escolher um." Quinn pega seu suco de laranja. "Mackenzie está certa. Há tempo de sobra. Vamos para um novo, um cara solteiro." 78


"Está vendo? Ambas concordamos." Eu digo, apontando para Cassie. "Você precisa seguir em frente." "Não." Cassie cruza os braços. Ela pode ser uma menina doce, mas quando ela diz não? Ela quer dizer isso. Nada mudaria sua mente. "Conte-me mais sobre o seu cara misterioso. Por que você está toda desconfiada dele?" Debruço-me na minha cadeira e olho para longe. Eu tinha tirado meu chapéu antes, mas agora estava desejando colocá-lo de volta. Levaria tudo se uma pessoa percebesse quem eu era, e minhas férias relaxantes estariam terminadas. Assim como o meu tempo com Austin... Bem, uma porcaria. Coloco o meu chapéu de volta. Eu não podia correr esse risco. "Estou mantendo o chapéu na cabeça. Não posso me arriscar a ser vista agora." Sento-me em linha reta, em seguida, aproximo-me mais. "Ele apenas age como um cara que tem um monte de segredos. Sabe?" "Quer dizer, mais ou menos como você?" Pergunta Quinn, olhando-me. Ela tinha um tom vermelho em toda as maçãs do seu rosto. Talvez porque ela esteve fora com seu cara no outro dia. "Você não está dizendo a ele quem você é, afinal de contas." "Ele sabe." Eu admito, abaixando a cabeça. "Ele sabia disso já." "O quê?" Cassie grita. "Isso não é bom, Mac. E se ele disser a alguém, ou vende a história de vocês dois?" Eu balanço minha cabeça. "Ele não vai." "Como você pode ter tanta certeza?" Pergunta Quinn, com a sobrancelha franzida. "Mackenzie... eu não sabia sobre isso. Pensei que ele não sabia quem você era." Droga. Mesmo Quinn parecia preocupada. Eu entendo, e aprecio a preocupação. Elas eram as melhores amigas que uma garota como eu poderia pedir, mas não poderia viver toda a minha vida 79


maldita, como se eu não pudesse me arriscar a ser pega me divertindo. Isso não era justo comigo mesmo. "Ele não contou no início, mas já sabia e deixou escapar." Eu dou de ombros. "Se ele fosse revelar meu disfarce, vocês não acham que os paparazzi já estariam aqui agora tirando fotos minhas?" Quinn olha por cima do ombro. Cassie se levanta e procura na multidão, segurando a mão sobre os olhos como uma pala de sol. Ela senta-se e olha para mim. "Só porque ele ainda não te entregou não significa que ele não vai, sabe." "Eu sei." Levanto meu queixo. "Mas também sei que é um risco que estou disposta a correr. Estou tão cansada de ficar em pânico com medo de viver. Não posso mais fazer isso. Eu não vou. Ele poderia me revelar meu disfarce, mas ele não vai. E estou disposto a correr esse risco, pela primeira vez em um longo tempo." Quinn estende a mão e aperta a minha. "E se ele acaba sendo um idiota, nós vamos chutar a bunda dele para você. Certo, Cass?" "Certo." Cassie limpa a garganta. "Não importa o que aconteça, nós estamos aqui para você." Eu sorrio para elas, meu coração fica todo quente e grudento. Estas são as minhas meninas, e eu as amava. Elas estavam lá para tudo. As mentiras. As lágrimas. A dor de cabeça. E elas estariam aqui comigo, também. Se isso terminasse bem ou mal. É a única coisa que tenho certeza que eu poderia contar na vida — elas ao meu lado. "Eu sei. E eu amo isso." Quinn vira a face para cima e solta um som, em seguida, fala em um sotaque sulista. "Agora. Não vamos ficar todas moles e sentimentais. Este é um período de férias. Nada além de diversão e brincadeiras."

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Eu rio. Eu poderia ter dito algo semelhante no avião em uma das minhas supostas palestras. Acho que foi depois que Quinn me agradeceu por tê-las trago comigo. "Por Favor. Eu nem falo mais assim. Parei quando me tornei famosa porque a minha agente não queria que eu fosse estereotipada como a pequena garota do sul — e 'não' (do original "ain’t") foi a primeira palavra proibida da minha língua. "Sim, mas ainda é divertido fazer isso." Ela diz, sorrindo para mim. Cassie assente. "Isso realmente é." Nossa comida chega, e todas nós se calamos. Uma vez que a garçonete sai, eu pego minha colher. "Você vai ver, no entanto. No momento em que estas férias acabarem, nenhuma de nós será a mesma. Vai ser lendário. Apenas lembrem-se: vocês vão ter certeza de viver em plenitude, como eu. Prometam-me." Cassie parecia duvidosa, mas Quinn assente com a cabeça em concordância. "Oh, eu estou. Acho que você está certa. James é... ele é especial. E estou feliz que o encontrei." Diz Quinn, as bochechas rosadas. "Ele é o completo oposto de mim, e eu gosto disso nele. Ele vai me ajudar a relaxar um pouco durante as férias." Cassie agarra seu garfo apertado. "E eu vou estar me divertindo no sol, também. Não se preocupem comigo." "Com o seu homem proibido?" Eu brinco com ela. "Ei, se ele está dando em cima de você, ele pode não ser tão feliz, certo?" "Ele não está dando em cima de mim." Diz Cassie. "Nós somos apenas amigos." Eu aponto minha colher para ela. "Isso é o que todos dizem no começo." Quinn ri. 81


Cassie faz uma careta. "É verdade." Eu tinha a sensação de que ela desejava que não fosse verdade. Mas não digo nada, desde que eu já tinha a torturado bastante. Mas sabia que ela tinha uma queda por esse tal de Tyler, mesmo que ela não quisesse admitir isso. E Quinn tinha por James, enquanto eu... Eu tinha por Austin. E eu mal podia esperar para vê-lo novamente, mesmo que ele estivesse escondendo algo de mim. Hoje em dia, todo mundo não vivia escondendo alguma coisa? Se dissessem que não, estavam mentindo. Todo mundo tinha segredos. Ele podia esconder tudo o que queria... Contanto que escondesse o meu segredo, também.

Um pouco mais tarde, eu encosto-me à parede em frente ao hotel, o meu chapéu de sol firmemente no lugar e meus grandes óculos escondendo meus olhos. Austin tinha me mandado uma mensagem no início desta manhã, dizendo-me para estar pronta para um dia de diversão ao sol — completo com mergulho que ele mencionou ontem à noite. Eu estava mais do que pronta para tudo isso e mais. Especialmente se o dia terminasse com um pouco de sexo quente. Eu tinha provado seu gosto na noite passada, e agora? Eu queria mais. O manobrista vem até mim. "Posso pegar-lhe o seu carro, minha senhora?" 82


"Oh, não, obrigado." Faço um gesto em direção à rua. "Eu estou esperando um amigo vir me pegar." Ele faz uma reverência. "Tenha um bom dia." "Obrigado." Viro-me para ver um Volkswagen preto pull-up. Talvez modelo 2000. Tinha um sentimento, mesmo antes que ele saísse, que este seria Austin. A porta do carro se abre, e o meu homem sai. O manobrista começa a avançar, mas Austin manda-o embora com um sorriso. "Eu estou aqui por ela." O manobrista olha para mim, franzi a testa para Austin, e se afasta. "Ei." Eu digo, sorrindo. Meu coração acelera ao vê-lo, como ele sempre fazia. "Ei, você." Ele vem até mim. Seu cabelo escuro estava uma bagunça, e ele usava uma camisa cinza de manga curta com um dragão na parte da frente e um par de calções. Óculos e sapatos pretos combinando com a roupa. Ele parecia sem esforço atraente e quente. Ridiculamente quente. Ele vem até mim, me agarra pelos quadris, e puxa-me contra seu peitoral duro. Eu passo minhas mãos em torno do seu pescoço, sorrindo para ele. "Eu estive esperando por você." "Eu sei." Ele diz, olhando nos meus olhos. "Posso te beijar em público, ou não é permitido?" Eu inclino minha cabeça para trás e sorrio. "Eu vou permitir isso neste momento." 83


Ele ri, em seguida, pressiona sua boca na minha, tirando meu ar com seu beijo apaixonado. Sua língua corre entre meus lábios, roçando contra a minha, e os dedos flexionados em meus quadris. Ele termina o beijo muito rápido. "Está pronta?" Enterro meus dedos em seus cabelos. "Na verdade, não. Eu meio que quero voltar lá para cima, em vez disso. O que você acha?" "Uh-uh. Não vai acontecer." Ele dá um beijo rápido na minha boca, em seguida, sai dos meus braços, segurando meus pulsos para que ele pudesse se soltar. "Você está seguindo as minhas regras hoje, e nós estamos indo fazer um mergulho." "Você é sempre tão mandão?" "Eu sou." Ele arqueia uma sobrancelha. "Você tem algum problema com isso?" "Não." Passo um dedo em seu peito, parando no cós da cueca. "Mas depois que eu obedecer seus comandos durante todo o dia, vou conseguir algum sexo quente como recompensa?" Ele ri. "Eu acho que posso lidar com isso." Passo por ele, balançando os quadris enquanto faço isso. Ouço-o sugar uma respiração profunda, em seguida, ele corre atrás de mim para abrir a porta do passageiro do seu carro. Meu coração acelera um pouco com o gesto cavalheiresco. Deus, é tão clichê. "Obrigado." "De nada." Ele diz, atirando-me outro sorriso. Estabeleço-me no assento, deixando que ele feche a porta para mim. O seu carro era ridiculamente limpo. Tinha até um desses pequenos ambientador com formato de arvoro preso no shifter, que me fez pensar que ele tinha limpado para mim. Nenhum 84


homem mantinha seu carro tão impecável. Não havia uma única coisa nele. Nem uma embalagem descartável ou goma de mascar. Nada. Ele desliza para seu assento, fechando a porta em um clique, em seguida começa a ligar o carro. "Está pronta?" "Sim." Puxo meu cinto de segurança. "Quanto tempo eu tenho você hoje?" "Durante todo o dia e a noite, se você me quiser." Ele mexe na marcha e dirige para fora do local. "Estou fora do bar, e não tenho nem um show até amanhã à noite." "Eu quero ouvi-lo cantar." Digo, animando-me. "Perdi o seu show naquela noite. Você vai estar no mesmo bar." "Sim." Ele muda a marcha de novo, seus longos dedos em movimento sem esforço sobre a alavanca. "É o único lugar que eu canto, realmente. Não tenho tempo ou vontade de tentar ao redor." "Mas por que não?" Eu cruzo as pernas e olho no espelho retrovisor, procurando por algo suspeito. Velhos hábitos custam a morrer. "Você deve totalmente tentar." Ele sorri. "Obrigado, mas não." "Por que não viaja um pouco? Veja o mundo, faça alguns shows." Eu dou de ombros. "Seria divertido, e você nunca sabe o que pode acontecer." Seus dedos se apertam no volante, mas o sorriso não escorrega do seu rosto. "Eu não posso passar a minha vida viajando pelo mundo, na esperança de ser notado por alguém que vá me apoiar." Bato meus dedos na porta do carro, e não o compreendo. Como ele poderia ser tão tranquilo sobre um talento que ele poderia estar usando? Como se não importava se ele não conseguisse algo grande? "Você alguma vez escreveu suas próprias músicas?" 85


Ele dá um rápido olhar em minha direção, obviamente hesitante em responder a minha pergunta. "Sim. Às vezes." "Já conseguiu vender qualquer uma?" Ele bufa. "Não." "Eu possa dar uma olhada em algumas, se você deixar." Fecho minha boca. Deus, por que eu me ofereci para fazer isso? O que nós tínhamos entre nós não tinha nada a ver com o meu trabalho, e eu gostava disso assim. "Se você tiver, quero dizer. Talvez eu possa até mesmo comprar uma." Ele balança a cabeça, sua mandíbula cerrada. "Eu não te fodo para vender minhas canções. Elas são minhas, e não vou te deixar comprar uma porque você sente necessidade de ser legal comigo." "Eu não estou tentando ser legal com você. Eu só pensei" "Você pensou que me faria feliz se me oferecesse uma chance. Tenho certeza de que a maioria das pessoas ficam geralmente felizes quando você faz isso." Ele diz. "Mas eu não sou a maioria das pessoas. Tudo o que eu quero de você é o que já estamos tendo. Então pare de tentar comprar minhas músicas para acariciar meu ego. Eu não preciso disso. Eu só preciso de você." Meu queixo cai. Ele pode ser a primeira pessoa a me virar para baixo quando eu ofereci uma chance de avançar na vida. Por alguma razão, isso me deixou inexplicavelmente feliz. Ele não queria nem tentar vender-me uma canção. Isso tinha que dizer alguma coisa. Como, talvez ele realmente só me queria pelo o que eu era. Ele estende a mão e segura o meu queixo, rindo. "Eu te surpreendi, não é?" "Bem, sim." 86


"Eu quero você e só você. Isso é uma coisa ruim?" O pensamento me deixa tonta e me deixa mais quente. Claro, ele tinha recusado a minha ajuda, mas eu gostei disso. "Não. Isso é bom." Ele dirige para um estacionamento local e desliga o carro. Ele empurra o chapéu da minha cabeça e segura meu rosto. Seu olhar desliza por mim, e envia choques de desejo através do meu sangue. E a maneira como ele me olha, seus olhos se estreitam e um calor abrasador, me faz sentir valorizada. Cuidada. Minhas pálpebras se fecham, esperando. Esperando. Querendo. Sua boca se funde na minha, roubando todo o pensamento racional com nada mais do que um beijo. Era ridículo o quanto de energia este homem tinha sobre mim. Eu deveria estar com medo. Deveria afastá-lo e salvar a mim mesma antes que fosse tarde demais. Mas em vez disso, eu o puxo para mais perto. Dane-se o pensamento racional. Isso nunca fez bem a ninguém, de qualquer maneira. Então... Eu o beijo. Enrolo meus punhos sobre a sua camisa, segurando-o exatamente onde eu queria, e abro minha boca. Ele me prova, aprofundando o beijo com um grunhido, eu me entrego. Nem sequer me preocupo em tentar me segurar. Qual era o ponto? Isto era real, e eu nunca me senti mais viva do que agora. Em seus braços. Ele se afasta, a nossa respiração ofegante e em sincronia. Ele estava me matando com todos esses beijos quentes e curtos. Fazendo-me precisar dele ainda mais. "Você vai me matar antes que esta semana acabe." Deixo escapar uma risadinha. Pelo menos eu não era única que queria mais. "Eu estava pensando a mesma coisa sobre você." 87


"Bem, então." Ele beija a ponta do meu nariz. "Eu acho que estamos quites, não estamos?" "Acho que sim." Eu sorrio para ele, sentindo-me hesitante, de repente. Talvez seja porque eu realmente, realmente gostava dele. Limpo a garganta e desvio o olhar. "Então... mergulho, hein? Alguma vez você já fez isso?" "Uh, sim." Ele me dá um olhar engraçado. Provavelmente porque eu tinha mudado de assunto muito abruptamente. "Você não vive em Key West e não gasta metade da vida na água." "Mas você não nasceu aqui." "Não." Ele abre a porta do carro, mas não faz menção de sair. Em vez disso, ele fala sem me avisar. "Mas eu estive aqui quase toda a minha vida. Florida tem sido minha casa por mais tempo do que me lembro." "Eu vejo." Meu coração acelera com o pequeno pedacinho de informação que ele me deu, sem que eu perguntasse. Talvez eu pudesse fazer o mesmo. Confiar nele um pouco. "Bem, eu cresci no sul do Texas—" "Espere um segundo, eu pensei que você fosse do Sul." "Eu sou." Ele bufa. "Texas não é do Sul. É do oeste." "Não comece comigo, senhor." Eu olho para ele. "Texas é do Sul, não importa o que digam." Ele ri. "Tudo bem, vou permitir isso. O que mesmo você estava dizendo?" Eu atiro-lhe um último olhar sujo pelo seu ligeiro comentário sobre o meu estado de origem. "Estava dizendo, eu não vou lá há 88


anos. Minha mãe ainda vive lá, mas não vou visitá-la. Como sempre." Ele me olha por um momento, então desliza para fora do carro sem dizer uma palavra. Por um segundo, penso que ele estava indo ignorar o que eu havia dito. Mas quando ele abre a porta do carro para mim, com a testa franzida. "Não houve um divórcio conturbado entre seus pais?" Tomo uma respiração instável. Odiava reviver essa parte da minha vida. Eu era jovem e tão confiante. Eu era muito jovem para saber melhor. Demasiadamente jovem para lutar. Meu pai tinha lutado por mim, graças a Deus. "Mac?" Ele pergunta, sua voz baixa. O fato de que ele começou a usar o nome que só os meus amigos usavam não foi despercebido por mim. Será que ele sabe disso? "Você não tem que responder, se não quiser. Eu não quero me intrometer. Não é parte do nosso negócio." Limpo a garganta e forço um sorriso brilhante. "Está tudo bem. Desculpe. Me perdi em pensamentos por um segundo. Não é exatamente a minha memória favorita no mundo, mas sim. Essa história, infelizmente, foi verdade." Eu amplio meu sorriso ainda mais, determinada a parecer como se eu não me importasse com o fato da pessoa que deveria ter me protegido tinha me traído. "Foi uma batalha de custódia horrível que envolveu muito dinheiro. Eu tentei esquecer essa parte da minha vida, apesar de tudo. Muitas memórias ruins." E isso é tudo o que eu ia dizer sobre esse assunto. Ele balança a cabeça, jogando um braço sobre os meus ombros. "Sim, eu entendo isso. Têm algumas coisas que eu propositadamente esqueci, também." Ele passa a mão pelo cabelo. "Algumas memórias que eu provavelmente não deveria ter deixado ir, como as boas. É sempre difícil dizer qual é qual, porém, não é?" 89


Eu balanço a cabeça. "É." Concordo em voz baixa. Eu hesito. "Você ainda está em contato com seus pais?" Ele esfrega a testa. "Minha mãe se foi, e meu pai se matou. Então, não, eu não estou em contato com eles." Ele olha para mim, sua mandíbula apertada. "Como eu disse, não é uma história bonita. Nós dois temos um passado fodido, eu diria que, é melhor deixá-lo lá não é?" Eu mordo meu lábio, tentando engolir a minha resposta. Queria dizer a ele o quanto eu sentia. Mostrar-lhe alguma simpatia, mas tinha a sensação de que é a última coisa que ele gostaria. Então, eu não faço. Balanço a cabeça. "Ok. Parece bom. Sem mais tristeza e melancolia." Seus dedos flexionam no meu ombro, e ele sorri para mim. Eu poderia dizer que foi forçado, no entanto. "Soa bem. Então... quando é a sua próxima turnê?" "Durante o verão." Eu envolvo meu braço em volta da sua cintura. Pensei que iria parecer estranho, mas eu me sentia bem. Como se fosse feito para ser dessa maneira. Meu estômago dói um pouco. "Acabei de terminar a gravação de um álbum. Fiz os testes finais desse trimestre, então eu tenho tempo para trabalhar." Ele me leva em direção a um pequeno barraco. Tinha uma inscrição que dizia o custo do mergulho, as taxas de aluguel, e um aviso de que a empresa não era responsável pela segurança dos mergulhadores. Engulo em seco. Parecia terrivelmente... Sombrio. "Você vai passar na Flórida?" Ele pergunta, seus dedos correndo por cima do meu ombro distraidamente. "Tenho certeza de que vou." Respondo distraidamente. Um velho sem dentes em uma camisa tropical estava no barraco, jogando um jogo de cartas com ele mesmo. 'Margaritaville' tocando no fundo. "Este lugar é seguro?"

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"Huh?" Ele me solta e tira um maço de dinheiro, folheando-o e não olhando para mim. "Sim, claro. Frank é o melhor em Key West." Olho para ele com ceticismo, soltando minha mão da sua cintura com uma quantia pequena de arrependimento. Eu não queria parar de tocá-lo. Parecia bom demais. "Uh, você tem certeza? Ele mal sabe escrever perigo." Ele ri. "Relaxe, querida. Vai ser divertido, e nós vamos ter o lugar só para nós. Se nós fossemos para um lugar mais frequentado, teríamos companhia. E olhos em nós." Ele olha para mim significativamente. "E por nós? Quero dizer você. Queria que você fosse capaz de relaxar e se divertir sem se preocupar com câmeras e vídeos." Solto a respiração que estava segurando. Então ele nos trouxe aqui para permitir um pouco de privacidade? Isso era tanto pensativo e doce. Ele continua me surpreendendo. Eu gostava disso nele. "Obrigada por ser tão compreensivo. Eu vou pagar a metade da taxa." "Não você não vai. Hoje é a minha vez." Ele dá de ombros. "E isso não é um grande negócio. Eu fico querendo ficar fora dos holofotes." Ele sorri para Frank, inclinando-se e apoiando os cotovelos no balcão, se você pudesse chamá-lo assim. Era tecnicamente um pedaço de madeira sujo. "Ei, Frank. Nós gostaríamos de mergulhar hoje." O velho lhe dá um sorriso desdentado. "Droga, olha quem voltou. Pensei que você tivesse jurado que nunca mais viria aqui depois que Rachel foi picada por uma água-viva."

Rachel? Quem diabos ela era? Austin endurece. "Sim, bem, eu mudei de ideia." Ele diz calmamente, sem olhar para minha direção. "Estou aqui com uma

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amiga, e ela nunca esteve nessas águas antes. Vamos precisar de dois kits e um pouco de privacidade." Frank olha para mim, estala os lábios, então pousa o baralho de cartas. "Isso vai custar-lhe, claro. Hoje tem estado ocupado." Ele olha para a enseada de mergulho. Estava tão vazio como o estacionamento. "É claro que está." Austin diz secamente, trocando um olhar divertido comigo. "Quanto você quer?" Frank nomeia um preço ridículo. Eu abro minha boca para reclamar, mas Austin age antes de mim. "Faça a metade desse valor, e eu vou dar-lhe alguns drinques no bar no próximo mês." "Feito." Frank gargalha e vira o sinal de ABERTO para FECHADO, em seguida, estende a mão. "Somente dinheiro, por favor." "Eu tenho aqui." Austin concorda. Quando chego ao bolso da minha bermuda, ele me encara. "Nem pense nisso. Eu disse que é por minha conta." Eu não poderia aceitar isso. Sempre pago em meus encontros. Eu certamente poderia pagar. "Mas—" Ele entrega o seu dinheiro para o homem ganancioso. "Minha sugestão. O meu dinheiro." Ele olha para mim e cruza os braços, a obstinação em seus olhos diz claramente que ele não mudaria de ideia. "A menos que você prefira voltar para casa?" Ranjo os dentes. O jeito que ele assumiu, sem sequer deixar-me expressar uma opinião era tão irritante e tão quente, ao mesmo tempo. Ele era tão macho alfa. Pensei que eu não era atraída por esse tipo de coisa, mas a julgar pela minha reação primitiva da sua arrogância? Eu gosto. Eu realmente gosto. "Eu não quero ir para casa. Mas você já sabe disso, não é?"

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Ele se aproxima, levando sua boca ao meu nível do meu ouvido. Eu podia sentir sua respiração quente ventilando sobre a minha pele, fazendo meu estômago se apertar com força. "Bom. Porque eu planejo fazer muito mais do mergulhar em uma enseada privada, querida." Eu tremo e silenciosamente agradeço a Deus por pequenos favores, porque eu estava pronta para explodir se ele não me tocasse em breve. "Vamos ver sobre isso." "Na verdade, nós faremos." Ele traça a curva do meu quadril com o dedo mindinho. O toque suave faz coisas malucas no meu corpo. "Agora me siga." Eu estava começando a pensar em segui-lo para qualquer lugar, se ele pedisse.

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Capítulo 08 Austin Eu nado através da água cristalina, observando Mackenzie enquanto ela nada até um cardume de peixes azuis brilhante. Os corais brilhantes e anêmona nos cercavam por todos os lados, e ela parecia tão linda com eles como seu plano de fundo. Ela estende a mão, deixando os peixes nadarem em torno dela, e depois mexe os dedos animadamente. Talvez eu pudesse ter me juntou a ela naquele momento. Estendo meus dedos também. Mas eu estava muito ocupado assistindo-a para participar da diversão. Ela me hipnotiza mais do que qualquer criatura que Deus já criou, e eu não tinha certeza do que fazer com isso. Não tinha certeza do que fazer com ela. Era para ser uma aventura divertida com data de validade. Nós dois sabíamos disso. Ainda assim... Eu estava um pouco triste e sabia disso. Pela primeira vez em minha vida de merda, eu senti uma conexão real com outra pessoa. Ela me fez querer me abrir. Falar sobre coisas que eu nunca tinha falado, nem mesmo com Rachel. Inferno, eu até mesmo disse a ela que meu pai se suicidou. Eu nunca falei sobre essa merda com ninguém. Mais uma vez, nem mesmo com Rachel.

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Agíamos como se nunca tivesse acontecido, mesmo que nós dois ainda tínhamos pesadelos com aquela noite. Merdas como aquela tendiam a ficar com você. Mackenzie se vira para mim, seus olhos verdes brilhando através da máscara de mergulho. Ela aponta para cima, e eu aceno. Nós levantamos nossas cabeças para fora da água, eu liberto minha boca do tubo respiratório e tiro minha máscara. Ela faz o mesmo. Eu passo minha mão sobre a boca, os olhos sobre ela o tempo todo. Eu não conseguia parar de fodidamente olhar para ela. Sinto-me como um adolescente de novo. E a melhor parte sobre este passeio foi que eu poderia passar o dia todo com ela. Eu não poderia estar mais feliz com isso. Rachel estava na casa de uma amiga e iria passar a noite lá, então eu estava livre para fazer o que eu quisesse. E eu queria Mackenzie. "Oh meu Deus, isso é muito divertido." Ela nada até mim e joga os braços ao redor do meu pescoço, apertando seu corpo quente contra o meu. Ela era tão macia e suave em todos os lugares, enquanto eu era duro e áspero. "Obrigado por sugerir isso." "De nada, Mac." Eu pressiono minha mão contra a parte inferior da sua costa, dedos abertos, e deslizo a mão para as suas pernas. Puxo-a contra mim, colocando suas pernas em volta da minha cintura. "Mas eu posso pensar em uma maneira ainda melhor para você me agradecer." Seus olhos se arregalam, mas depois ela engancha seus tornozelos atrás das minhas costas. "Sim?" Ela pergunta sem fôlego, os lábios franzidos. "E o que seria isso?" "Um beijo não seria a pior coisa do mundo, isso é certo." 95


Ela brincava com um pedaço de cabelo na parte de trás da minha cabeça, puxando o suficiente para fazer o meu sangue ferver. "Eu poderia ser capaz de fazer isso... se você pedir melhor." "Eu não peço." Eu digo, deslizando a mão entre suas pernas. "Mas sei como obter resultados." Ela ri. "Eu—" Rosno de brincadeira e pressiono meus lábios nos dela, cortandoa. Ela tinha gosto de água salgada e Mackenzie — doce e salgado ao mesmo tempo. Como perfeição. Seus dentes pressionam nos meus lábios, e sua língua mergulha dentro da minha boca. Enquanto ela rodeia-a em torno da minha, soltando um som pequeno da parte de trás da sua garganta, agarro sua bunda, segurando-a contra meu pau. Segurando-a apenas porque faz eu me sentir bem. Aprofundo o beijo, girando-nos então eu meio que nos apoio contra o leito de areia atrás de mim, apoiando o nosso peso facilmente. Suas unhas deslizam sobre meus ombros e meu peitoral, arranhando apenas o suficiente para machucar tão bom pra caralho. No fundo da minha mente, eu sabia que deveria parar. Mesmo que era uma enseada privada, estava longe de ser seguro. Eu termino o beijo. "Qualquer um poderia estar assistindo, e com um rosto conhecido como o seu, você pode—" Ela desliza a mão entre nós e segura meu pau... E eu esqueço tudo sobre ser cauteloso. Tudo o que importava era a gente. Isto. Ela arrasta os dedos sobre o meu comprimento, em seguida, fecha a mão sobre a ponta do meu pau. Enquanto aperta, puxando com a quantidade perfeita de pressão, eu chupo seu lábio inferior em minha boca, mordendo suavemente. Ela poderia ter sido uma virgem quando nos conhecemos, mas, caramba, ela era boa. 96


Quando ela solta um gemido ofegante e repete se movimenta, eu escorrego minhas mãos entre suas coxas. Coloco meus três dedos dentro dela, rolando-os em círculos lentos. "Austin." Ela suspira, pressionando-se para mais perto dos meus dedos. "Mais." Eu adorava quando ela sussurra meu nome assim, toda sem fôlego e sexy. Eu poderia repetir isso pelo resto da minha vida e morrer com um sorriso no meu rosto. Capturo sua boca com a minha, aumentando a pressão sobre seu clitóris com os dedos. Eu gostaria de poder ir para baixo dela aqui. Me enterrar dentro dela. Mas nós não temos proteção, e nós definitivamente não tínhamos privacidade. Então eu tive que me contentar com isso. Como era chamado na escola, a merda da terceira base. Com a mão livre, eu rolo seu mamilo entre meus dedos, quebrando o beijo para morder seu ombro, ao mesmo tempo. "Você me deixa louco pra caralho." Eu digo, mordendo o local diretamente sobre seu pulso. "Você é tão sexy, querida." Ela joga a cabeça para trás. O gracioso arco do seu pescoço me cativa. Inferno, ela me cativa. Ela estava mexendo comigo, profundo e doloroso, e não havia nenhuma merda que eu poderia fazer para parar. Eu não conseguia desviar o olhar. Não era possível afastá-la. Inferno, eu não queria nem tentar. Era um desastre de trem esperando para acontecer. Seus dedos se movem sobre mim com mais insistência, e eu faço o mesmo com ela. Nossa respiração ofegante combina perfeitamente, como se estivéssemos em sintonia um com o outro, sem sequer tentar. E a coisa louca era, eu me sentia assim com ela. Como se tivéssemos mais do que sexo e paixão entre nós... O que era estúpido. 97


Expulso esses pensamentos e os arquivo em uma pasta na minha mente. Talvez quando eu fosse mais velho e mais sábio, estaria pronto para eles. Mas não agora. "Não pare." Ela implora, com as pernas apertando em torno de mim. "Deus, não pare." Eu podia sentir seu corpo inteiro ficando mais apertado e lutando contra mim. Saber que ela estava perto de vir me levou a beira do penhasco. Eu nunca pensei que poderia vir apenas com algumas carícias e beijos, mas com Mackenzie... Aparentemente, tudo o que eu precisava era de um trabalho de mão e um sorriso. Eu rosno e me movo rapidamente, meus quadris bombeando em sua mão ao mesmo tempo. Sabia o segundo em que ela encontrou seu prazer. Sabia, porque o tempo congelou para ela, porque a sua mão fechada no meu pau parou, e ela deixou escapar um pequeno som profundo da parte de trás da sua garganta. Eu amei a porra desse som. Então eu fecho os olhos e deixo minha cabeça cair na curva do seu pescoço. Para que eu pudesse terminar. Eu realmente poderia, com apenas a mão e um beijo. Mas quando eu viesse, queria estar malditamente enterrado dentro dela. Queria estar dentro dela, fazendo-a gritar meu nome e arranhando minhas costas. Então caminho para a praia com ela ainda em meus braços, fazendo malabarismos com o meu equipamento e ela com facilidade. "Para onde estamos indo?" Ela pergunta, descansando a cabeça no meu ombro. Sua máscara e tudo respiratório atingem minhas costas. Ela conseguiu mantê-los, mesmo comigo quase a deixando cair. "Para o meu carro, para que eu possa te foder corretamente." Quando 98


passamos por Frank, eu jogo o equipamento de mergulho em sua direção. Então coloco-a no chão em seus pés. "Tire as nadadeiras." Ela se contorce para tirá-las. Eu faço o mesmo, em seguida, entrelaço sua mão com a minha. Nós caminhamos descalços para o carro, uma vez que tínhamos deixado os nossos sapatos e roupas extras lá dentro, e eu abro a porta de trás. Eu tinha estacionado em um local escuro do isolado estacionamento e não poderia estar mais feliz com isso, porque eu precisava dela agora. Empurro-a de costas no banco de trás, me inclino para o console e pego um preservativo. Eu tinha jogado-os lá mais cedo para o caso. Enquanto puxo minha bermuda para baixo, eu paro, minha mão no meu pau. Ela estava me olhando com os olhos arregalados. Ela passa a língua sobre os lábios, abrindo suas coxas. "Apresse-se." Ela diz, movendo-se com impaciência. Ainda assim... Eu hesito. Droga. Ela merecia mais do que uma transa rápida no carro. Ela é Mackenzie Forbes — a queridinha da America — não qualquer garota que eu peguei no bar que não dava a mínima como ou onde ela seria fodida, ou até mesmo que ela teria que partir depois. Ela tinha sido uma virgem ontem, e agora eu estava a ponto de fodê-la na parte de trás da porra do meu Volkswagen?

Patético, Austin. Por isso que caras como eu nunca tinham chance com garotas como ela. Começo a puxar minha bermuda para cima. "Você sabe o que? Podemos esperar. Vamos voltar para o hotel e—" "Não." Ela me puxa de volta para cima dela. Meu pau pressionado contra sua boceta, e ela arqueia seus quadris para cima. Não ajudando exatamente a minha vontade de dar-lhe algo melhor do 99


que uma rapidinha em um estacionamento, pelo amor de Deus. "Eu não quero esperar." Ela fecha os dedos em cima de mim, me olhando com admiração. Bem, inferno, se ela ficasse olhando para mim como se precisasse que eu fodesse com ela, eu não seria responsável por minhas ações. E, pela primeira vez em muito tempo, eu queria ser responsável. Queria ser um cavalheiro, caramba. "Eu estou tentando ser um cara bom." "Eu não quero que você seja bom. Eu quero que você seja mau." Ela passa a língua pelos meus lábios, e eu fecho os olhos. "Muito, muito mau." "Alguém pode ver." Eu digo por entre os dentes cerrados. "Eu estou tentando protegê-la." "Então é melhor você se apressar para que ninguém nos encontre." Engulo em seco, meus olhos deslizando sobre sua perfeição. As sardas no nariz. Os olhos verdes brilhantes. Seus lábios completamente rosados. Ela parecia ainda mais quente na luz natural do dia, se isso fosse possível. "Entre nós? Eu acho que você é perfeitamente capaz de me fazer gritar seu nome em menos de cinco minutos." Eu rasgo a embalagem do preservativo, usando os dentes. "Você tem certeza?" "Deus, sim." Ela abre as pernas e empurra seu biquíni para o lado, dando-me um inferno de uma visão da sua boceta molhada. Porra. Lá se foi o último dos meus pensamentos cavalheirescos, certamente foi jogado para fora da janela do caralho. "Foda-me agora." Rosno, rolo o preservativo sobre meu pau, em seguida, caio em cima dela. Eu estava entalando-me contra este lado do céu, minha testa na dela, e não podia imaginar qualquer outro lugar que eu gostaria de estar. E essa porra me apavorava. 100


Empurro para dentro dela, todo o meu corpo parece soltar um suspiro. Beijo-a e começo a me mover mais rápido. Mais forte. Ela enrola-se em volta de mim, e o ardor das suas unhas arranhando minhas costas me enviam sobre a borda. O mesmo acontece com os pequenos gemidos que ela mantinha soltando, suaves e doces. Melhor do que qualquer música que eu já tinha ouvido. Beijo-a novamente, engolindo seus gritos de prazer para ninguém ouvir, e me perco completamente nela. Sua boceta se aperta com força em volta do meu pau, apertando, mas não era o suficiente. Chego entre nós e pressiono dois dedos contra seu clitóris. Eu estava fodidamente empenhado em fazê-la explodir novamente antes de eu chegar. No momento em que terminássemos, eu estava determinado a ser a sua melhor memória desta cidade, desta viagem. Deus sabe que seria a minha. Ela grita, arqueando as costas e se estica toda em mim, soltando meu nome em um suspiro. "Austin." Música para os meus ouvidos. Empurro nela mais uma vez, as minhas bolas se apertam, e então eu venho tão forte que a minha visão fica turva. "Deus." Eu murmuro, deixando minha cabeça cair ao seu lado e puxando uma respiração instável. Ela ia me matar. Era oficial. E se ela não me matasse, ela iria me prender. Inferno, eu não tinha uma mulher nua em um carro de merda há anos. Não, desde que comecei a cuidar de Rachel. Tinha que me lembrar que eu tinha responsabilidades.

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"Uau." Ela suspira, brincando com o meu cabelo. "Eu estava brincando sobre a parte do 'orgasmo em menos de cinco minutos', mas você fez isso totalmente." Eu bufo e me levanto em meus cotovelos. Eu queria poder deitar aqui e aproveitar, mas tínhamos que nos vestir. "Talvez eu devesse começar um negócio. 'Orgasmos entregues em menos de cinco minutos, garantia ou seu dinheiro de volta." "Umm..." Ela ri, musical e perfeito, é claro. Porque era ela. "Eu acho que prefiro mantê-lo para mim mesmo por todo o sempre. Você pode ser o meu segredo mais bem guardado, e não estou prestes a falar sobre você para o mundo." Eu sabia que ela estaria indo embora, mas ouvi-la falar sobre qualquer tipo de futuro me assustou. Não havia um futuro para gente. Não poderia haver. Ela não ira me querer, uma vez que soubesse sobre o verdadeiro eu, e todos os segredos que vem comigo. E ela definitivamente não iria gostar de uma adolescente em sua vida, e Rachel era parte de mim agora. Ela não iria querer um fodido com registro penal de menores. E eu precisava lembrar disso, antes que fosse tarde demais. "Sim." Eu me empurro de cima dela, sem bem encontrar seus olhos. "Eu meio que percebi isso." "Ei." Ela diz, sentando-se e ajeitando o seu biquíni. Faço o mesmo com a minha bermuda, a umidade fria me fazendo tremer. "Você está bem?" Eu olho para ela. "Sim. É claro." "O... Ok." Ela coloca o cabelo atrás da orelha, olhando para mim. "Você apenas ficou todo duro e frio ou algo assim." 102


Eu dou de ombros. "Não. Mas nós provavelmente devemos sair daqui antes de sermos pegos." "Sim, provavelmente." Ela se inclina e encosta a palma da mão contra a minha bochecha, seu polegar deslizando para baixo na minha covinha. "Hoje foi realmente especial. Obrigado." Engulo em seco. Os sentimentos rolando através de mim não tinha nada a ver com sexo e tudo a ver com o que é proibido. Eu não poderia querê-la. Não poderia desejar mais que isso. Mas eu também não podia me afastar. Ela inclina-se, hesitando brevemente com os lábios pairando perto dos meus. Dando-me uma chance para rejeitá-la, eu suponho. Talvez eu devesse, mas não faço. Seus olhos se iluminam, e então ela me beija com ternura. Esse beijo me faz sentir diferente. Não se tratava de excitação ou sexo. E eu amei cada segundo.

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Capítulo 09 Austin Graças ao fato de que Rachel estava passando a noite na casa de uma amiga, Mackenzie e eu tínhamos passado as últimas horas conversando e nos aconchegando na privacidade do seu quarto de hotel. E agora estávamos em um restaurante que eu nunca tinha levado outra garota além de Rachel. Não pude deixar de notar que eu continuava levando Mac aos meus lugares favoritos. Como se eu estivesse tentando mostrar a ela uma parte de mim que normalmente não mostro as garotas. Tento ignorar este fato, também. "Você vem muito aqui?" Ela pergunta, olhando por cima do ombro. "Eu adoro a decoração. Muito moderno e elegante." Olho em volta, tentando ver o que ela viu. Lustres de cristal pendurados sobre todas as mesas, e velas tremulas em cada uma. Uma música suave tocava ao fundo, e todo mundo falava baixinho entre si. Todo mundo estava calmo e relaxado. Ninguém estava apressado ou se apressando através das suas refeições. É por isso que eu adoro este lugar. Em uma vida agitada e o trabalho no bar, a tranquilidade discreta deste restaurante era feita para mim. "Sim. É bom." Eu levanto um ombro. "E os turistas não vêm aqui, por isso não é superlotado." Ela acena com a cabeça. "É perfeito para uma garota como eu." "Certo." Eu encontro seu olhar. "Não há câmeras." 104


"Exatamente." Ficamos em silêncio, e ela pega seu copo e bebe um pouco de vinho. Observo-a, amando a forma como a luz das velas cintilam em seu rosto. "Vocês estão se divertindo aqui na Flórida? Fazendo todas as coisas que queriam fazer? Vendo tudo." Pego minha cerveja. "Se há algo que você gostaria de fazer, além de me ver nu, talvez eu possa levá-la para um passeio." Ela sorri para mim, suave e doce. "Você faria coisas de turistas comigo?" Parecia um verdadeiro inferno, mas eu ficaria com ela, o que era o mais próximo ao céu que eu chegaria. "Claro. Por que não?" "Nada. É só que..." Ela entrelaça seu tornozelo com o meu por debaixo da mesa. "É apenas doce e tudo." Eu bufo. Lá vinham as palavras inadequadas para me descrever novamente. Eu quase afasto meu tornozelo do dela para protestar contra suas descrições, mas fazia eu me sentir muito bem. "Eu não sou fodidamente doce." "Qual é o problema?" Seu sorriso se alarga. "Será que não se encaixa com a imagem de bad boy?" Ela estava me provocando. Na verdade fodidamente me provocando. Dois podem jogar esse jogo. "Oh, você pode me chamar de 'doce', se isso te faz feliz. Por uma questão de fato..." Inclino-me e faço sinal para ela fazer o mesmo. Ela aproxima-se, e seu lábio inferior estava preso entre os dentes, como se ela estivesse nervosa ou excitada, ou ambos. "Vou te mostrar quão doce posso ser quando eu te inclinar sobre o porta-malas do meu carro e te foder até que você esteja gritando. Como soa isso?" 105


Seus olhos queimam. "Parece perfeito." Ela morde seu lábio inferior, e eu não consigo parar de olhar para a marca vermelha que ela deixa lá. "Mas ser bom em conversa suja não faz que você seja menos doce. Só torna o pacote completo." Eu pisco para ela. Ela estava louca. Se ela achava que eu era o pacote completo, ela seriamente necessita reavaliar seus padrões. "Sim. Não muito." "Você não ver o que você realmente é." "Eu estava prestes a dizer a mesma coisa para você. Você acha que eu sou algo que não sou." Algo que eu gostaria de ser para ela. "Não, eu não acho." Ela brinca com seu pão, em seguida, olha para mim com aqueles olhos verdes lindos. "Austin?" "Sim?" "Gostaria de talvez manter contato? Você sabe, depois." Claro que sim, eu quero. Mas era o melhor? Eu não sei disso. E ela não sabia com o que estava concordando. Ela não sabia nada sobre mim. Mas ainda assim... Talvez fosse hora dela descobrir. "Mackenzie." Me inclino através da mesa e seguro sua mão, deixando-me parar de me preocupar por um segundo. "Eu—" Sou cortado quando meu celular toca. Ele estava deitado sobre a mesa entre nós, virado para cima. Nós dois olhamos para ele, eu para ver quem era. Ela provavelmente por hábito mais do que qualquer outra coisa. O nome na parte da frente não poderia ter sido mais claro. 106


Era Rachel. "Eu sinto muito, mas tenho que atender." Pego meu celular e não encontro seus olhos. Saio do meu assento, me dirigindo para a porta, e atendo. "O que há, Rach?" "Ok, não fique chateado, mas eu saí da casa de Kaitlyn para ir a uma festa, e é ruim, Austin. Bebidas. Drogas. Sexo." Ela solta um suspiro trêmulo. "Eu não sabia que iria ser assim, e você disse para mim ligar se eu precisasse que você viesse me buscar a partir de uma situação ruim, sem perguntas." Fecho os olhos, fazendo-me reprimir a bronca que eu queria dar nela. Ela deveria estar em uma festa descontraída de pijama, não em uma festa louca. Inferno, eu queria fodidamente gritar com ela. Atrás de mim, eu mal consigo distinguir o som de Mac rindo levemente em algo que o garçom disse. "Você foi para a festa que eu me recusei a deixá-la ir, não é?" Ela funga. "Sim. E eu sei que estou de castigo. Mas você pode, por favor, vir me pegar e depois me triturar viva?" "Sim." Eu digo. Estava orgulhoso de que ela estava pedindo minha ajuda. Eu realmente estava. Mas também estava fodidamente chateado por ela ter mentido para mim. "Onde você está?" Ela nomeia o endereço. Era cerca de cinco minutos depois do hotel de Mackenzie. Depois de prometer que estaria lá em dez minutos, eu desligo e me viro. Mackenzie ainda estava sentada à mesa, brincando com seu copo de vinho. Quando volto para o seu lado, ela olha para mim e se levanta. Ela coloca os braços em volta de si, me olhando sem dizer uma palavra. Enfio meu celular no bolso e passo a mão pelo meu cabelo. "Mac..." "Deixe-me adivinhar? Você tem que ir?" Ela pergunta, seu nível de tom alto.

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"Sim." Eu hesito. "É uma longa história, e eu vou dizer para você, mas agora? Não tenho tempo. Tenho que me apressar." "Imaginei. Eu já paguei a conta, enquanto você estava no telefone." Fico rígido. "Eu posso pagar a maldita conta." "Tenho certeza de que você pode, mas eu já fiz isso." Ela se dirige para a porta, deslizando para a noite escura, sem olhar para trás. Sigo-a, minhas mãos em punhos. Eu estava indo deixar a vida de Rachel bem difícil depois disso. Sem perguntas. Abro o carro, e ela senta-se sem uma palavra. Entro no carro, também, fechando a porta com um empurrão pela fúria em minha mão. "Você vai me dizer o que está acontecendo?" Ela pergunta, sua voz perfeitamente estável. "E quem é Rachel?" Dirijo para fora do local, segurando o volante com força. "É uma resposta complicada. Uma que eu realmente não me sinto a vontade de falar quando estou com tanta raiva que eu poderia fodidamente gritar. Você tem perguntas. Não há tempo suficiente para respondê-las." Ela agarra suas coxas. "Entendo. Ela é sua namorada?" "Não." Seria uma briga que eu não tinha tempo para ter a minha parte nisso. "Você honestamente acha que eu estaria fodendo com você, se eu tivesse uma garota me esperando em casa?" "Eu não penso assim, não..." Ela diz suavemente. "Então, quem é ela?" Meu celular apita novamente, então eu olho para ele. Rachel tinha me mandou uma mensagem. Eu estou te esperando do lado de fora. Depressa, por favor. Eu amo você. Olho para Mac, e ela estava me observando. "Olha, eu—" 108


"Você não tem que dizer uma palavra. Você tem segredos, e eu entendo totalmente isso." Ela levanta a mão, mas depois deixá-a cair de volta em seu colo. "Mas talvez devêssemos parar enquanto temos controle sobre isso. Nós nos divertimos. Você foi bom, e ninguém se machucou. Talvez este deva ser o fim. Eu tenho um sentimento de que pode não terminar muito bem. Eu já sinto mais do que deveria, e isso só vai ficar ainda mais intenso. Isto era para ser fácil e divertido, mas não sinto mais assim." "Não, isso não aconteceu." Eu paro no sinal vermelho, raiva correndo em minhas veias. "Acho que nunca foi, no entanto. Nada na vida vem fácil." Ela assente com a cabeça, olhando para fora da janela. O resto da viagem passou em silêncio. Eu continuava querendo quebrá-lo, dar-lhe uma explicação de alguma coisa, mas qual era o ponto? Não havia tempo suficiente, e ela já tinha chegado a seus sentidos e terminou as coisas comigo. Por que aborrecê-la com detalhes do meu passado de merda agora? Quando paro em seu hotel, ela coloca a mão na maçaneta, olhando para mim uma última vez. Ela parecia estar me dando a chance de dizer alguma coisa. Qualquer coisa. "Eu me diverti hoje." Eu digo sem muita convicção. Ela aperta os lábios. "Eu também. Adeus, Austin." E ela sai, fechando a porta atrás dela. Eu sabia que ela estava dizendo adeus para sempre, e também sabia que era o melhor. Não havia nada que eu pudesse fazer sobre isso. Eu tinha que ir salvar a minha irmã... De novo.

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Capítulo 10 Mackenzie Olho para o teto, estudando a rachadura que corre todo o caminho em frente. Tinha sido uma longa noite e manhã, desde que Austin e eu tínhamos tecnicamente terminado tudo, eu estava ficando um pouco louca. Felizmente, Cassie estava aqui agora para me distrair dos meus pensamentos. "E então ele me disse que tinha que ir." "Mas por quê?" Pergunta Cassie, apoiando o queixo na mão e me estudando. "Esta tal de Rachel, quem quer que seja." Eu dou de ombros. "Ele diz que não é a sua namorada, mas eu simplesmente não sei o que pensar." "Sim. Isso soa confuso." Cassie mexe com seu cabelo loiro claro. "Talvez seja uma ex por quem ele ainda tem sentimentos?" "Sim, talvez." Eu suspiro. "De qualquer maneira, é o fim. Eu disse a ele que devíamos terminar tudo o que tínhamos, e ele nem sequer discutiu comigo." Cassie estende a mão para apertar a minha. "Eu sinto muito, Mac. Eu sei que você gostava muito dele." "Eu gosto, mas talvez seja por isso que é uma coisa boa ter terminado tudo agora. Se eu ficasse em torno dele muito mais, poderia ficar ainda mais complicado, sabe?"

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Afinal, eu já estava sentindo falta dele muito mais do que devia. Isso não era o que eu queria. Eu queria que fosse fácil. Despreocupado. Uma aventura de férias. Não essa vontade de precisar vê-lo novamente. "Sim, você foi bem clara quando disse que não queria qualquer porcaria de longo prazo acontecendo." Cassie sorri, mas parece um pouco forçado. "Você também proibiu que nós nos prendêssemos a alguém." "Sim." Eu hesito. "Falando nisso, como está com Tyler? Você ainda está saindo com ele?" Suas bochechas ficam vermelhas. "Sim." "E ele ainda tem uma namorada?" "Bem, eu não tenho certeza." Ela se senta e agarra seus joelhos. "Eu estou indo descobrir sobre 'tudo' mais tarde esta noite. O que 'tudo' é... Eu não tenho nenhuma ideia." "Você parece nervosa. Acha que é ruim?" Ela olha para mim, então desvia o olhar. "Tem sido uma espécie de loucura, honestamente. Houve algumas meninas drogadas acontecendo, e de alguma forma eu estava no meio disso, agora—" Eu levanto a mão. "Espere um segundo. Drogas? E você estava envolvida?" "Sim. Eu meio que virei alvo ontem à noite." Engulo em seco e cubro minha boca, em seguida, puxo-a para um abraço. "Oh meu Deus, Cassie. Por que você não nos disse?" Pego o meu celular. "Eu deveria ligar para Quinn. Ela precisa ouvir isso. Será que você disse a ela?" "Não." Ela pega o celular da minha mão. "Ela está se divertindo, e eu estou bem. Eu não te disse, porque não queria estragar as suas 111


férias, e Tyler cuidou de mim. Foi assustador, mas eu estou bem. Eu juro. Não assuste ela." "Tudo bem. Eu não vou ligar para ela." Endireito-me e jogo o braço por cima do seu ombro, abraçando-a. "Mas eu preciso de mais detalhes, por favor. Cada. Único. Detalhe." Enquanto ouço a minha melhor amiga, me colocar por dentro de tudo o que eu tinha perdido, percebo que isto é o que eu deveria ter feito o tempo todo. Nós viemos para cá, determinadas a nos soltarmos e nos divertimos, e tínhamos perdido tanto da vida uma da outra no processo. Era hora de me concentrar em ser eu mesma novamente... e me concentrar em minhas meninas.

Algumas horas depois, meu celular toca. Apanho-o de cima da cama e vejo quem é. Não era quem eu estava esperando, é claro. Austin não estava me ligando, e eu tinha que encarar os fatos. Tinha sido bom para mim ter terminando as coisas, e eu tinha que enfrentar isso também. Suspirando, clico em ignorar. Era a minha agente... de novo. Eu não estava com vontade de falar sobre trabalho. Olho pela janela, observando a chuva cair. Um raio cai, e eu vacilo. Estava desagradável lá fora esta noite. Ainda bem que eu estava hospedada aqui. Cassie estava fora em um encontro com Tyler. Quinn estava com James. E eu estava... Aqui. Sozinha. Mais uma vez.

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Bato meus dedos no meu MacBook, debatendo o que fazer. Talvez eu fosse pesquisar no Google o nome de Austin e ver o que vinha à tona. Iria ocupar meu tempo, se nada mais. Fecho a tela com raiva, com raiva de mim mesmo por sequer pensar em pesquisar sobre ele. Ele merecia manter seus segredos. Só porque eu mal conseguia manter o tamanho do meu sutiã em privacidade não significa que ele não tenha seus direitos civis. E eu não podia parar de invejarlhe por isso. Se ele quisesse me falar sobre esta tal de Rachel, então ele teria. Se ele não quisesse terminar comigo, depois que eu disse que terminamos, então ele poderia ter feito. E eu tenho que aceitar. Mas havia algo nele que me chamava para saber mais. Inferno, saber tudo. Eu queria saber sobre as suas esperanças, sonhos e medos. Queria saber o seu passado e talvez até mesmo estar em seu futuro. Mas isso não era possível... Não é? Meu celular vibra e eu o pego com o coração acelerando. Talvez fosse uma mensagem de Austin, embora tivéssemos "terminado". Não era. Era o meu chefe de segurança, e eles conseguiram desenterrar o passado de Austin, a julgar pelo título do e-mail: Tudo Sobre Austin Murphy. Bem, porcaria. Devo abrir? Se eu realmente queria respeitar a sua privacidade, eu não podia. Desligo a tela, jogando meu celular para fora do meu alcance. Não conseguia parar de olhar para ele. Tudo o que levaria era uma rápida varredura através do e-mail e ter todas as respostas que eu precisava dele. Saber por que ele era tão fechado e cauteloso. Saber todos os seus segredos. Mas a que custo? Alguém bate na porta, e eu rolo para fora da cama. Era, provavelmente, Cassie novamente. Talvez ela veio me dizer mais 113


sobre Tyler e seu grande segredo. Eu certamente poderia usar essa distração. Começo a falar antes mesmo de abrir a porta. "Cass, você descobriu sobre—" Paro no segundo em que abro a porta, meus olhos se alargam. Não era Cassie. Era Austin, e ele estava todo molhado. Ele quase parecia um criminoso, todo desfigurado e molhado e despenteado. Suas tatuagens pretas se destacavam contra o plano de fundo da sua pele pálida, e molhado. Se eu passasse por ele na estrada e o visse desta forma, eu não teria parado. Agora... Eu não conseguia desviar o olhar. "Você voltou." "Eu não deveria ter vindo. Você me disse que queria terminar comigo, e eu tentei respeitar isso. Mas eles ainda me tinham na lista de visitantes aprovados. Eu acho que você me colocou lá por algum ponto?" Eu balanço a cabeça. Adicionei-o a lista depois do almoço de ontem, imaginando que ele viria me ver em algum momento desta semana. "Eu tinha." "Bem, eu estou feliz." Ele arrasta as mãos pelo seu rosto. "Porque eu não posso fodidamente ficar longe de você, a menos que você me chute para fora. Diga-me para sair agora, ou me deixe entrar. Sua escolha." Como se houvesse uma questão de qual deles eu escolheria. Abro a porta, dando um passo para trás para deixá-lo entrar. "Será que você andou até aqui na chuva?" "Sim." Ele entra e fecha a porta atrás de si. "Eu precisava limpar a minha cabeça." Ele arranca sua camisa encharcada, e eu engulo em seco. Seus músculos flexionados e estendidos até a perfeição, fazendo eu me coçar para tocá-lo. Mas não faço. "Oh." Eu mordo meu lábio. "Por que você está aqui?" 114


Ele passa a camisa sobre o rosto molhado, me olhando o tempo todo. Ele parecia tão perigosamente sexy que os alarmes de fumaça malditos deveriam soar. Como eu poderia resistir? "Estou aqui por você. Para falar, uma vez que você obviamente quer, ou precisa. Continue. Pergunte-me qualquer coisa." Ele deixa a camisa cair. "E eu vou responder." Conversar? Sério? Tudo o que eu conseguia pensar era em saltar em cima dele, e ele finalmente iria falar? Engulo o riso meio histérico que tenta escapar. "Ok. Então fale. Diga-me o que aconteceu hoje." "Eu não digo às pessoas sobre mim, e eu não ligo. Eu não tenho nada mais do que uma transa rápida e um adeus." Ele encosta-se à parede. "Eu não queria um relacionamento. E nem você, e nós dissemos isso desde o início. Mas continuamos falando merdas que não tem nada a ver com essa porra, o que me faz pensar que você quer mais." Eu balanço a cabeça. Ele estava certo, mas eu não sabia o que dizer sobre isso. Ele continua sem uma resposta para mim. Acho que ele não precisa de uma. "Você é cautelosa sobre com quem você sai. Eu entendo." Ele cruza os braços. "Mas eu meio que gosto que você não saiba muito sobre mim, para ser honesto. Os moradores sabem tudo sobre mim. Eles sabem o que eu fiz, e quem eu sou. Eles sabem tudo." Eu fico tensa. É esta a parte em que ele me diz que era um assassino em série ou algo assim? Não, isso não podia ser verdade. Não o meu Austin. Ele era áspero às vezes, mas não era um criminoso. "O que você fez?" "É mais o que eu não fiz." 115


"Ok." Eu mordo meu rosto interno, tentando manter a calma. "O que você não fez?" "Eu não quis protegê-la." Ele solta um som frustrado. "Rachel não é minha namorada." Ele joga sua camisa para o outro lado do quarto. Ela cai no sofá. "Ela é minha irmã, e eu sou basicamente o pai dela agora." Tento digerir isso. Depois de ouvir pedaços da sua vida, eu ainda não tinha considerado o fato de que ele tinha tido irmãos. Estúpido, realmente. Por que não? "Uau." "Sim. Mas é verdade. Ela é mais parecida como uma filha neste momento. Sou pai de uma adolescente." Ele esfrega a costa do seu pescoço e olha para mim, com o rosto impassível. "Ela tem dezesseis anos, mas eu tenho sido seu tutor desde que ela tinha quatorze. Desde que meu pai estourou os miolos na frente dela." Austin ri nervosamente, não encontrando meus olhos. "Sim, você ouviu direito. Mas ele deu alguns tiros em sua direção primeiro. Tentou levá-la com ele. Ainda bem que ele estava muito bêbado para ver claramente." "Oh meu Deus..." Eu engulo a bile subindo na minha garganta. Eu sabia que seu pai tinha se matado, mas na frente da sua própria filha? E tentou matá-la também? Isso foi horrível. Não me admira que ele não quisesse falar sobre isso. "Eu sinto muito." Ele inclina a cabeça. "Por que as pessoas sentem por algo que não fizeram? Eu fiz isso. Você não foi a única que não estava lá para salvá-la dele. Eu também. Eu era o único que não estava lá por ela. Eu era o único que não estava lá para salvá-la da porra do seu egoísmo. Você não." "Você não poderia saber—" Ele levanta uma mão. "Oh, confie em mim. Eu sabia o quanto idiota ele era. É por isso que saí de lá em primeiro lugar. Eu tinha sido surrado, quebrado, e abusado mais vezes do que poderia 116


contar antes de completar quatorze anos. Foi quando eu comecei a lutar para sair. Foi quando eu fugi, também. Eu deveria ter roubado-a e a levado comigo. Esse foi o meu maior erro, e eu nunca vou compensar o fato de que a deixei para trás." Eu pisco para conter as lágrimas, minha garganta latejando. "Ela estava com ele quando você saiu?" "Não, ela estava morando com a minha mãe naquele ponto. Mas, em seguida, ela foi embora... e eu não voltei para salvar Rachel do meu pai." Ele balança a cabeça, o rosto amassado enquanto ele se lembrava. "Eu falhei com ela." Queria tirar tudo o que ele estava sentindo. Fazer tudo melhorar, mas também sabia que eu não podia. Não podia salvá-lo de seus demônios, não importa o quanto eu quisesse. "Austin." "Eu tentei fingir que ela estava bem aqui na Flórida, enquanto eu estava na Califórnia tentando conseguir um contrato com uma gravadora." Ele diz, encontrando meus olhos. "Eu vivi em negação por um longo tempo. Tentei viver na minha própria fodida bolha, prometendo a mim mesmo que quando conseguisse algo grande, ela sairia comigo. Eu iria tratá-la como uma princesa." Ele coloca a mão sobre o coração. "Isso é culpa minha. Isso é quem eu sou — o fodido que fugiu da própria irmã." "Não." Eu balanço a cabeça e caminho até ele, segurando seu rosto. Lágrimas enchem os meus olhos, mas eu tento segura-las. "Isso não foi culpa sua. Você era muito jovem para compreender as consequências de suas ações. Quando você se tornou um adulto, você voltou. Você cuida dela agora, e isso é tudo o que importa." "Palavras bonitas de uma menina bonita." Seus lábios se torcem. "Mas a culpa foi minha. Eu era o único que estava em Los Angeles gravando um maldito demo, com grandes sonhos e inspirações. Se eu tivesse ficado com ela—" Ele para, então agarra minhas mãos tão apertado que quase doía. "Eu não estava lá, Mackenzie. Eu falhei com ela. E vou falhar com você, também. Basta esperar e ver." 117


Levanto-me na ponta dos pés e dou um beijo em sua mandíbula. "Não, você não vai. Não haverá tempo suficiente para falhar." Eu brinco, tentando aliviar o clima. Beijo sua covinha. Se apenas beijos melhorassem, como quando eu era uma criança. "logo, lembra?" "Não me lembre." Ele geme. "Eu não sou bom para você, mas fodase se eu não quero ser." Ele vira o rosto para o meu. "Eu sou um bastardo egoísta, e não quero deixá-la ir ainda." Ele teve uma vida horrível. Uma vida dura. Eu queria fazer o seu futuro mais brilhante de qualquer maneira que eu pudesse, pelo pouco tempo que tivermos juntos, mas eu não podia continuar deixá-lo falar sobre outras coisas. Me levanto na ponta dos pés, e ele segura meu rosto com as mãos. E então me beija. E que beijo. Estrelas explodem na frente dos meus olhos pela força da sua boca na minha. Passo minhas mãos atrás do seu pescoço, puxando-o para ainda mais perto, e ele me balança em seus braços sem esforço. Nós tínhamos nos beijado antes, muitas vezes. Mas, desta vez, parecia diferente. Era quente e doce e cheio de promessas. Ele caminha até a minha cama, me estabelecendo suavemente sobre ela. Ele fica para trás, seu olhar deslizando sobre o meu corpo. Eu desejo estar vestindo algo mais sedutor do que uma camisa xadrez caipira e um par de shorts, mas isso é quem eu sou. A garota country no meu coração. E ele era o bad boy que viria para me resgatar. Quem precisava de um príncipe encantado quando homens como Austin existiam? Príncipes encantados são tão superestimados. Dê-me um homem como Austin. 118


"Nós mal nos conhecemos." Ele se arrasta até o meu corpo. "Mas eu já lhe disse mais sobre mim em um dia de merda do que já contei a alguém. Só queria mencionar isso. Você é especial para mim. Você tem sido desde o momento em que entrou no meu bar." Minha garganta ameaça fechar-se em mim. Saber que ele se sentia da mesma maneira que eu era insano. Eu não acredito em amor à primeira vista. Inferno, quase não acredito que o amor seja real. Mas, pela segunda vez em dois dias, o mesmo pensamento passa pela minha cabeça. Com ele eu poderia totalmente ver isso acontecendo. Eu podia acreditar nisso. Eu poderia escrever uma música sobre isso. Ele fecha a boca sobre meu mamilo, e até mesmo através do tecido da minha camisa e o sutiã, eu sinto o seu calor. Me contorço e enterro minhas mãos em seu cabelo. Partes de mim queria simplesmente pegar o que ele tinha me dado, e me perder em seu toque. Mas ele se abriu para mim. Eu não deveria fazer o mesmo por ele? Queria lhe dar mais do que eu jamais tinha dado a qualquer outra pessoa, exatamente como ele tinha feito comigo. Estar no mesmo terreno de jogo, por assim dizer. "Eu... eu quero te dizer uma coisa, também. Algo que eu nunca contei a alguém. Nem mesmo para as minhas melhores amigas, que sabem tudo sobre mim." Ele levanta a cabeça, os olhos esfumaçados. "O quê?" "Minha mãe não se divorciou apenas do meu pai e tentou me manter sob sua custódia. Ela é uma viciada em drogas. Em cocaína. Ela cheirou metade da minha conta bancária, e depois quis mais. Conseguimos manter segredo da mídia, mas eu não sei como." Respiro fundo, sem deixar meu olhar cair. "Eu não tenho notícias dela há anos. Odeio-a pelo o que ela fez para mim. Eu 119


odeio-a pelo que ela fez para si mesma, tambĂŠm. Mas principalmente... Eu a odeio." Caramba. Eu nunca tinha admitido essa Ăşltima parte a ninguĂŠm. Nem mesmo para mim.

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Capítulo 11 Austin Prendo a respiração, incapaz de acreditar que a doce queridinha da América havia pronunciado essas palavras para mim. Que ela poderia odiar, quando tudo o que eu tinha visto sobre ela era felicidade e luz do sol, em sua maior parte. Ou talvez só parecia dessa forma, uma vez que ela me fez sentir tão fodidamente vivo. Mas de qualquer forma, eu não podia acreditar. "Eu não tinha ideia." Finalmente consigo dizer. "Meu pai era todo sobre a heroína, não cocaína. Ele ficava tão perdido que não conseguia nem falar, muito menos ficar de pé. E, em seguida, as alucinações. Ele pensou que a minha irmã era um policial. É por isso que ele tentou matá-la." "Eu acho que a minha mãe tinha isso, também." Ela estende a mão e afasta o cabelo da minha testa. Fecho os olhos, apreciando seu toque macio. Se ela deixasse, eu poderia me perder em Mackenzie e nunca mais voltar. "Ela nunca tentou atirar em nós, mas agiu de todos os tipos de loucura durante as audiências judiciais. Acusando-nos de todos os tipos de coisas insanas." Deixo escapar um suspiro. "Parece que tivemos vidas semelhantes." E o mais estranho era... Nós tivemos. Ela pode ser rica e famosa agora, mas ela tinha passado pela mesma infância fodida que eu. Só que a sua tinha terminado feliz enquanto a minha não tinha. Essa era a única diferença entre nós. "Um pouco, sim." Ela disse. 121


"Ou somos realmente bons um para o outro." Eu a beijo suavemente, tomando cuidado para não durar muito tempo. "Ou vamos foder um ao outro ainda mais do que já somos." Ela arrasta as mãos pela minha costa. Era tão bom pra caralho que parecia estúpido. "Nós só temos um par de dias para causar danos, de um jeito ou de outro." Essa foi a terceira vez que ela disse isso em poucos minutos. Será que ela estava tentando me lembrar, ou ela mesma? Eu não iria pedir-lhe para ficar, se é com isso que ela está preocupada. Quando chegasse a hora de dizer adeus, eu fodidamente iria dizer adeus e ir embora. Fim da história. Eu só podia imaginar que ela iria fazer o mesmo. "Então sua irmã... ela ouve as minhas músicas?" Eu rio. "Sim. Ela idolatra você. Eu a levei para um de seus shows no ano passado." "Uau. Se eu tivesse visto você, então..." Ela passa os dedos pela minha costa, mantendo-se perto da minha espinha. "Isso teria acontecido um ano antes, eu aposto." "Ou não." Eu aperto sua bunda, rolando meus quadris contra o seu. Eu não tinha experiência com virgens e como elas podem se sentir depois de duas rodadas de sexo. "Eu tinha a minha irmã comigo, depois de tudo." "Não teria importância. Eu teria encontrado uma maneira de leválo para minha cama." "Falando nisso..." Eu mordisco seu pescoço, meu pulso acelerando. Porra, eu a queria nua agora. E mais do que sexo, eu queria ela. Isso pode não fazer muito sentido, mas para mim fazia. "Você está muito dolorida para que eu te foda de novo?"

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"Não." Ela enrola as pernas em volta da minha cintura. "Mesmo se eu tivesse, não me importaria. Nós não temos tempo suficiente para nos preocuparmos com as partes doloridas do corpo." "Nunca há tempo suficiente." Eu concordo, capturando seus lábios. "Não quando se trata disto." E era verdade. Nunca haveria um tempo em que eu teria o suficiente dela. Sabia no fundo da minha alma agradecida. Beijo-a, deixando minhas mãos vaguearem sobre seu corpo. Às vezes, juro que já conhecia todas as colinas e vales das suas curvas. Sabia que ela gostava quando eu conectava meu braço sob seu joelho e empurrava nela profundo e com força. Sabia que ela ia à loucura quando eu mordia o seu pescoço. E sabia que quando ela vinha, ela sempre deixava escapar o mesmo adorável pequeno gemido. E sabia que não importava quantas vezes eu dissesse isso, o que tínhamos acontecendo entre nós era mais do que apenas sexo. Eu só não queria admitir isso. Ela me liga de uma forma que eu nunca tinha sentido antes. Como se tivesse sido feita para mim e só para mim. A coisa fodida era que eu não poderia tê-la. Mesmo se nós decidimos fazer isso funcionar, ela não tinha dado qualquer indicação de que queria, nunca daria certo. Ela iria voltar para Chicago e viajaria por todo o país. E eu estaria aqui. Ela estaria fora festejando e sorrindo para as câmeras. E, mais uma vez, eu estaria aqui. O final de cada cenário de sua vida fabulosa terminava comigo aqui com Rachel. E isso era bom. É o que eu concordei quando assumi a tutela de Rachel. Mas não quer dizer que séria fácil dizer adeus. 123


O tempo todo que fiz amor com Mac, tudo o que conseguia pensar era na porra desse detalhe: Mesmo que não havíamos nos separado ainda, já tinha terminado. Nós nunca iríamos funcionar.

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Capítulo 12 Austin Tinha sido uma noite fodidamente no céu. Nós estivemos na cama desde então, e se eu pudesse escolher? Nós nunca sairíamos novamente. Assim que deixássemos esse quarto, a vida real iria cair em cima de nós. Eu não queria isso. Não quero lidar com a merda que eu sabia que teria que lidar. Assim que eu saísse, teria que ser Austin, o irmão mais velho de Rachel. Sempre responsável. Sempre presente. Eu não seria Austin, bartender quente que Mackenzie Forbes escolheu. Eu não seria esta versão de mim mesmo. Eu seria normal. Pode ser depois da meia-noite, mas eu estava recusando-me a me levantar e sair. Recusando-me a ser eu. Rolo para cima dela e beijoa, tentando calar minha mente. Tentando ignorar aquela voz interior que me ridicularizava por ser eu. E depois, ainda em cima dela, minha respiração sai ofegante do orgasmo alucinante que eu tinha acabado de ter, fecho os olhos contra a luz do teto acima da sua cama. Ela abraça-me apertado. Fodidamente me abraça. Por que isso me afetava mais do que o sexo de abalar a terra? Isso não faz nenhum sentido. "Você pode ficar a noite inteira?" Ela pergunta. "Ou você tem que ir para casa com Rachel?" "A minha vizinha está na minha casa cuidando dela, assim eu posso. Ela é meio como uma mãe para nós. A coisa mais próxima que temos, de qualquer maneira." Eu suspiro e levanto em meus 125


cotovelos, bastante certo que os meus sentimentos fodidos estavam suficientemente escondidos dela. "Rachel é madura o suficiente para ficar sozinha, obviamente, mas eu queria alguém para ficar de olho nela depois da coisa toda da festa." Ela acena com a cabeça e estende a mão, alisando meu cabelo. "O que aconteceu antes?" "Ela me disse que estava indo para a casa da sua amiga, mas em vez disso, ela foi a uma festa que eu disse que ela não poderia ir. Aparentemente, eu estava certo sobre ser uma má ideia." Aperto minha mandíbula, ficando com raiva de novo. "Havia drogas, sexo e bebidas, mas pelo menos ela foi inteligente o suficiente para me ligar e pedir ajuda." "Ela poderia ter mentido e conseguido um táxi." Mackenzie diz, sorrindo. "Isso mostra o quanto ela te ama, por isso que ela ligou para você e admitiu seu erro." "Sim, eu acho." Dou de ombros e rolo de cima dela. Caio de costa, e descanso as mãos sobre meu estômago. Eu sempre corria do quarto após o sexo. Estava sempre com pressa para sair de cena, por assim dizer. Para chegar em casa. Pela primeira vez, eu não queria fazer isso, e estive aqui quase a noite toda. "Acho que ela queria ficar em apuros, talvez. Queria possuir até a mentira." "Será que ela está de castigo para sempre?" "Não. Só por um mês." Me viro em sua direção. Ela estava de costa, também, os cabelos escuros espalhados por todo o travesseiro. Seus olhos verdes estavam suaves e quentes. Seus lábios inchados dos meus beijos. Queria tirar uma foto para que eu pudesse me lembrar deste momento para sempre, mas não era permitido. Sem fotos. Sem notícias. "Ela veio até mim. Como você disse, foi uma decisão madura. Eu não queria puni-la com rigor excessivo depois disso."

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"Talvez esse tenha sido seu objetivo durante todo o tempo." Mackenzie diz, rindo. "Seu plano para sair de um castigo enorme se sua mentira fosse descoberta. Eu teria feito isso se eu fosse ela." Penso sobre isso. Por que, que pequena... "Filha da puta." Ela ri e rola para o lado, apoiando seu peso em seu cotovelo. "Sim. Você pode ter sido enganado." Ela bate no meu peito, diretamente sobre o meu coração. "Não se preocupe. Já aconteceu com os melhores." "Não com você, eu aposto." Murmuro, encarando o teto. Será que Rachel tinha me enganado? Provavelmente. A menina era inteligente. Eu não sabia se devia ficar puto ou impressionado. "Droga, ela e seu QI alto." Ela ri. "Eu não tenho filhos. Quando tiver, tenho certeza de que eles vão mentir para mim." "Você quer?" Eu encontro seus olhos, hesitante. "Filhos, quero dizer." "Sim. É claro que eu quero." Ela sorri, e todo o seu rosto meio que... brilhava. "Eu gostaria de ter pelo menos dois. Eu sou filha única, e é um saco na maior parte do tempo. Eu estava sempre sozinha. Então, talvez um de cada? Um menino e, em seguida, uma menina." Eu rio, estendendo a mão para colocar uma mecha de seu cabelo em volta do meu dedo. "Eu tenho certeza de que não dá para escolher o sexo." Ela ergue um ombro. "No momento em que eu estiver pronta, eu vou ser capaz de fazer." Ela morde o lábio inferior. As sardas dançavam sobre a ponta do seu nariz. Sardas adoráveis do caralho. "E você?"

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"Bem, eu—" Seu celular toca, então eu paro de falar. Quando ela não o pega, eu levanto uma sobrancelha. "Você vai responder a isso, ou o quê? É uma espécie de ligação casual." "Não no meu mundo, não é. E não, não vou atender. É a minha agente." Ela revira os olhos. "Ela me ligou pelo menos dez vezes nas últimas 24 horas. Vou ligar de volta mais tarde, quando eu estiver de bom humor." "Como você sabe que é ela?" "Toque especial." Ela cutuca a ponta do meu nariz. "Agora responda a minha pergunta." "Qual?" Pergunto. Sua boca se levanta do lado esquerdo. Um pequeno meio sorriso. O telefone para de tocar, e o quarto fica em silêncio novamente. "Você quer ter filhos algum dia?" "Eu não sei. Sou muito fodido. Eu iria precisar de um inferno de uma grande mulher para que eles tivessem a chance de serem metades normais." "Você não é 'fodido' demais para ter filhos." Ela diz, franzindo a testa para mim. "Você já está criando uma. Adolescentes são os mais difíceis, e você está bem até momento. Se você pode fazer isso? Você pode ter bebês." Eu puxo seu cabelo de novo, o calor no meu peito se espalhando com o elogio. "Você não diria isso se tivesse meus bebês confusos." Seus olhos se arregalam. O celular apita, anunciando que tinha uma mensagem de voz. Ela ainda não pega-o. "Agora? Eu iria correr na direção oposta. Mas, se fôssemos mais velhos? Eu teria seus bebês confusos, e eu os amaria." "Bem, então..." Eu a puxo para o meu peito. Ela olha para mim, com os cabelos emoldurando seu rosto. "Talvez eu vá bater à sua 128


porta daqui em dez anos. Eu posso te escrever uma canção e cantála à sua porta, e então você vai saber por que eu estou lá. E então como soa?" Ela não ri. Nem sequer sorrir. Ela achava que eu estava falando sério? Inferno, eu estava falando sério? "Parece perfeito." O sorriso some do meu rosto. Isso soou terrivelmente como um verdadeiro plano ou uma promessa. Eu deveria estar pirando agora. Fugindo. Dizer-lhe que eu estava brincando, porque eu estava. Ou... Talvez eu não tivesse. Não daria certo entre nós agora, mas isso não significa que não poderia, no futuro. Quando Rachel estivesse na faculdade, e eu estivesse livre para me mudar... Poderia realmente funciona? "Mackenzie?" Eu levanto minha mão, enrolando em torno do seu rosto. Ela era tão suave e doce. Tão perfeita. Tudo o que eu não era. Um cara como eu não a merecia. "Eu sou... merda, não sei." Queria dizer a ela que eu iria esperá-la, e pedir-lhe para esperar por mim. Mas isso não era justo ou realista. E eu não era bom para ela. Claro, ficaria grato por cada dia que ela me deu, sabendo que ela poderia ter arranjado algo muito melhor do que um idiota como eu, com a ficha suja e uma história mais escura do que a própria meia-noite, mas isso não significava que eu seria a melhor coisa que já aconteceu com ela. Mas queria dizer que sabia muito bem que eu não a merecia, por isso gostaria de tratá-la como a porra de uma princesa. Cada segundo de cada dia. Eu poderia realmente ter um felizes para sempre após o término da minha vida? "Nunca se sabe, não é?" Pergunta, sem fôlego. "Em poucos anos, podemos ver um ao outro em algum lugar, como nos filmes. Nós vamos olhar um para o outro, os olhos fixados e, em seguida, em câmera lenta..." Ela se inclina para mais perto, centímetro a

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centímetro, lentamente. "Nós estaremos juntos. E terminaremos com um beijo?" Fecho os olhos. "Nós vamos saber." "Nós só vamos saber." Ela concorda. Fecho a distância entre nós, unindo nossas bocas em um, incrível beijo perfeito, de tirar o fôlego. Bem aqui, agora mesmo, a vida era doce. Mas nada que me fazia sentir-me tão bem durava muito tempo. Pela primeira vez, eu queria acreditar que podia, no entanto. Queria acreditar que uma garota como ela poderia me querer, e realmente ser feliz comigo ao seu lado por tempo indeterminado. Eu queria acreditar em contos de fadas, unicórnios brilhantes, e tudo mais, a louca felicidade que não fazia sentido no mundo real. "Mac, eu deveria—" Seu celular toca novamente. Soa diferente, por isso não era a sua agente. Ela interrompe o beijo e estende a mão para ele, sorrindo para mim se desculpando. "Desculpe. É a minha assessora. Se ela está ligando, é importante. Apenas me dê um segundo?" "Claro." Descanso minhas mãos atrás da minha cabeça, minha mente girando a uma velocidade vertiginosa. Isso foi um pouco estranho, e eu não iria mentir. Mas com Mackenzie, esta promessa que não era realmente uma promessa parecia fodidamente certa. "Ele é o quê?" Mackenzie diz, com os olhos fixos em mim. "Não, eu não sabia disso. Ele não mencionou isso. Enorme choque, hein?" Ela faz uma pausa, os olhos ficando ainda mais estreitos. "Quem sabe?" Uma pausa. "Bem, isso é simplesmente fabuloso." Meu coração gagueja em meu peito. Oh, Deus. Era isso. Ela sabia quem eu sou. O que eu era. Ela deve ter descoberto que eu bati o inferno fora do meu pai, e que havia acusações contra mim. Eu 130


tinha a ficha suja por causa disso. Pensei que ela iria entender o que eu tinha feito, mas acho que estava enganado. Este foi o começo do fim. E não havia nada que eu pudesse fazer para detê-lo.

Mackenzie Aperto o telefone com tanta força que a minha mão dói, mas eu não conseguia me fazer relaxar. Apenas alguns segundos antes, eu estava nos braços de Austin. Tinha tanta certeza de que estávamos indo para algum lugar ótimo. Algum lugar com promessas e esperanças, e talvez até mesmo amor. Ele estava olhando para mim com tanta ternura. Como se eu fosse importante para ele. Ele me disse coisas que nunca tinha contado a ninguém. Eu tinha feito o mesmo. E agora, eu descubro que era tudo um truque para se aproximar de mim? Para vender as minhas fotos? Todos os sinais de alerta tinham estado lá, mas eu ignorei teimosamente. Deus, como eu poderia ter sido tão malditamente estúpida de novo? Ele mentiu para mim uma vez. Ele iria mentir para mim novamente. Não haveria uma terceira vez. Ele era um fotógrafo. Um paparazzo maldito. Ele vendeu fotos para tablóides. Fotos que procurei evitar a todo custo. Já tinham imagens minhas e de Austin na enseada de mergulho. Ele não perdeu tempo em me trair. Minha assessora disse que ele devia ter tido um cúmplice, porque Deus sabe que ele tinha estado muito ocupado soprando minha mente estúpida enquanto seu cúmplice fotografava tudo. E eu tinha caído em cada palavra, também. Comido-as como doces. 131


"...está no TMZ, ET, E! News. O nome dele, as imagens estão lá. E eles sabem quem ele é, também. Estão chamando de A Princesa e o vagabundo." Eu ouço algo cair. "Você sabia quem ele era? Ou que ele tem um recorde por chutar o traseiro do seu pai quando tinha dezessete anos?" Fecho os olhos. Essa última parte não me surpreendeu nem um pouco. Seu pai merecia isso e muito mais. Mas o resto? Ele me usou para uma boa história? Isso dói. "Não, mas eu vou cuidar disso. Vou ser discreta até a hora de voltar para casa. Não se preocupe." "Isso não é algo que podemos apenas esperar, Mackenzie. Está em toda parte. Você não está com um baterista ou um garoto de fraternidade neste momento. Você está com um cara que quase foi para a cadeia." Outro barulho. "E em cima disso, ele é um paparazzo. Você tem alguma ideia do que isso significa?" "Sim." Eu digo por entre os dentes. "Eu sei." Eu não tinha parado para observá-lo desde que Theresa tinha ligado. Ele estava olhando para mim, seu próprio rosto parecendo triste. Doía olhar para ele agora, sabendo o que eu sabia. Pensei que tinha conhecido um cara que gostava de mim pelo o que eu era. Eu tinha estado obviamente errada. "Vamos conversar quando você voltar. Sugiro que deixe a cidade mais cedo. Pelo menos, não saia do seu quarto de hotel até que esteja indo para o aeroporto. Se mantenha discreta e não seja vista com ele novamente, não importa o que aconteça." Ela suspira. "Os paparazzi vão estar lotando esse lugar agora. E ele também. O idiota." Eu balanço a cabeça, em seguida, percebo que ela não podia me ver. Duh. "Vou deixar você sabe o que decidir assim que eu estiver sozinha de novo. Só preciso de um minuto."

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"Oh meu Deus. Ele está aí com você agora?" Pergunta Theresa, sussurrando, como se ele pudesse ouvi-la ou algo assim. "Você precisa de segurança para ajudá-la a se livrar dele?" "Não, eu faço isso." Limpo minha garganta. "Mas vou lembrar disso, se eu precisar de ajuda." Desligo o celular. Meu coração se aperta com tanta força que doía respirar. Minhas mãos suavam e minhas pernas tremiam tanto que eu sabia que iria cair de cara no chão, se eu tentasse me levantar. Eu não podia nem pensar em me mover do meu lugar na cama. Eu estava nua. Ridiculamente e vulneravelmente nua... Ainda não importava. Eu tinha confiado nele. Me colocado a tapa. E ele me traiu. Totalmente, completamente, cruelmente me traiu. "Eu posso explicar." Ele diz, sua voz suave. "Oh, realmente?" Pergunto, cobrindo meu rosto. "Diga-me, foi engraçado, saber que você me enganou?" Ele ergue-se em uma posição sentada. "Eu suponho que você descobriu sobre o meu passado? Quem eu fui preso por espancar meu pai?" "Oh sim. Descobri isso também." Eu rio, tentando esconder a dor perfurando meu coração. "Mas eu não me importo com o que você fez com ele. Pelo que você me contou, ele merecia uma surra, se não mais." Ele pisca para mim. "Se você não está chateada com isso, então o que está acontecendo? Se é sobre mim falando—" Eu bufo. "Sabe, você é bom. Melhor do que os outros. Eu não tinha ideia do que você era ou o que você estava fazendo. Nenhuma, e eu sou boa em detectar pessoas que estão comigo apenas para me vender para fora." Rolo para fora da cama, pego 133


meu roupão, e fecho-o em volta de mim. "Como você pôde fazer isso comigo, Austin? Depois que eu... depois que..." Eu balanço a cabeça, sem me preocupar em terminar a frase. "Eu estou tão confuso agora." Ele se levanta e veste sua cueca. "Você pode me dizer exatamente o que está te chateando para que possamos conversar como adultos racionais?" "Oh, eu estou perfeitamente racional no momento." Fecho o cinto do meu roupão tão apertado que doía. Agarrando o controle remoto, aponto para a TV e pressiono o botão ligar. "Aqui está o que há de errado comigo." O último canal que eu estava assistindo tinha sido E!, por isso foi fácil mostrar o que estava acontecendo — mas ele já sabia exatamente o que era. Uma imagem de nós na enseada enchia a tela, para o mundo inteiro ver. Sua mão estava sob a água, e nós dois sabia exatamente o que ele estava fazendo com aquela mão. E o quanto eu amei cada segundo disso. Aumento o volume. O repórter chato que sempre me odiou estava a tendo um dia divertido com isso. "O homem, Austin Murphy, foi preso por agredir violentamente seu pai, mas escapou por poucas provas. Depois de uma carreira musical arruinada e o suicídio investigado pela polícia de seu pai, Austin voltou para casa para cuidar da sua irmã mais nova, Rachel Murphy." "Filho da puta." Austin rosna. "Eles disseram o nome dela." Olho para ele, pela primeira vez, me perguntando se eu o tinha julgado mal. Talvez... Mas não. Não era possível.Tinha que ser ele. Ele tinha feito isso. Não havia outra explicação. O repórter continua. "Fomos informados que se conheceram em um bar em Key West, e foram vistos juntos desde então. Ele até foi flagrado deixando seu hotel várias vezes. Então, a princesa e o 134


vagabundo têm chances de serem felizes para sempre? Conhecendo Mackenzie, como eu conheço... Voto não." Austin olha para a TV, todo o seu corpo tenso. "Mais que... Inferno?" Austin rosna. "Quem fez isto?" "Oh, vamos lá." Eu estava sentada na beira da cama. "Você está realmente tentando me dizer que não foi você?" "Eu não estou 'tentando' uma maldita coisa." Ele veste seu jeans, seus braços tremendo. "Eu não fiz isso. Por que diabos eu iria querer colocar-me nisso? Para falarem de Rachel? Os nossos nomes e histórias estão agora em toda a porra da TV. Você acha que eu ia fazer isso com ela de propósito?" Deus, queria acreditar nele, mas eu não podia. Eu já tinha caído nas suas mentiras uma vez. Eu não poderia cair novamente. "Talvez, pelo preço certo. Diga-me, não foi certo?" Ele congela, sua calça na metade do caminho. "Você sabe o que? Foda-se." "Não, foda-se você." Eu jogo minha camisa nele. Ela bate em sua cabeça de forma indolor. Eu queria causar estragos. Tantos danos quanto ele tinha feito para mim. "Você me ferrou pelo quê? Alguns dólares?" Jogo minha calcinha nele. Eu precisava de algo mais pesado, dane-se. "Valeu a pena ter dois jantares em um bom restaurante?" Ele ignora totalmente os meus mísseis. Nem sequer pestaneja. Mas seu rosto fica vermelho, e ele puxa sua calça com movimentos bruscos. "Se eu tivesse vendido as suas fotos, e minha história com ela, então eu teria feito o suficiente para colocar comida na mesa e um teto sobre nossas cabeças durante meses. Você tem alguma ideia de quanto alívio seria para um cara que se esforça para criar uma adolescente a cada dia do caralho? Você não tem ideia de como o mundo realmente é." 135


Engulo em seco. Deus, ele parecia tão sincero. Será que ele realmente era tão bom ator? Ou talvez ele era inocente. Mas a mera ideia parecia ilusão da minha parte. "Você está me dizendo que não foi você quem vazou essa história e as fotos?" "Sim, e é a porra da verdade. Você não acha que se fosse eu, eles teriam mais informações? Eles não sabem nada sobre nós. Tudo o que eles têm é o meu antigo processo penal e uma imagem do caralho. Uma que eu claramente não tirei, já que eu estou nela." Ele aponta para a TV. "Ou você se esqueceu do minúsculo fato?" Ergo um ombro, tentando me agarrar ao meu ceticismo. É mais difícil do que você pensa, ser confrontado com tal ira justa. "Você poderia ter tido um parceiro." "Eu não tenho." Ele me olha nos olhos, o olhar assombrado neles me machuca. "Eu não faria isso com você, Mackenzie." Eu não sabia o que pensar. Quero dizer, ele parecia como se estivesse me dizendo a verdade, mas eu queria acreditar tanto nele que não podia confiar em meu julgamento. Eu seria uma idiota se fizesse. Ele mentiu para mim. Escondeu sua identidade. As fotos tiradas e vendidas na vida. Mas, apesar de todas as razões para não acreditar nele... Eu tinha certeza de que ele estava me dizendo a verdade. Eu realmente tinha. "Eu acredito em você." Digo, deixando minha cabeça cair derrotada. "Deus me ajude, mas eu acredito. Por que você não me disse o que fazia para ganhar a vida em primeiro lugar?" Ele não reage às minhas palavras em tudo, aparentemente. "Por que eu deveria? O meu trabalho anterior não tinha nada a ver com a gente. Eu não ia te usar ou vender suas fotos, por isso não parecia importante para mim falar. Você quer, a confissão do meu lado sujo? Bem. Quando eu morava em LA, costumava ocasionalmente vender fotos de celebridades quando estava com pouco dinheiro. É como eu me apoiava procurando por uma gravadora para me 136


inscrever. Mas eu nunca fiz isso aqui, e não vendi uma imagem maldita desde que recebi a guarda de Rachel. Essa é a verdade, e eu estou saindo agora." Ele se dirige para a porta, e eu corro atrás dele, meu coração batia tão forte que doía. Não podia deixá-lo ir embora irritado. Não podia deixá-lo... Eu não podia deixá-lo ir. "Eu sinto muito." Agarro o seu braço pelo cotovelo e ele para de andar. Ele poderia facilmente se afastar do meu aperto, mas não fez. "Me desculpe, eu apenas tirei conclusões precipitadas. Desculpe por achar que você tinha feito isso, mas aconteceu comigo antes, e eu só... entrei em pânico. Isso é tudo. Sinto muito." Sua mandíbula se aperta. "Eu sei que você foi traída antes, Mac." Ele olha para a porta. "E aceito suas desculpas, mas você tem que me deixar ir. Eu preciso ir." Engulo em seco, deixando minha mão cair de volta para o meu lado, mesmo que ia contra todos os nervos do meu corpo. "Você está indo para casa para verificar Rachel?" Seu celular vibra. "Sim. Isso é provavelmente ela agora." "Ok." Eu balanço a cabeça, vendo enquanto ele verifica suas mensagens. Sua irmã vinha em primeiro lugar. Isso fazia sentido completo. "Quando você tiver resolvido tudo, pode voltar aqui, para que possamos descobrir o que vem a seguir. Ei, você pode trazê-la com você, se quiser. E então nós podemos—" "Pare." Ele diz, com sua voz dura. Pisco para ele, não sei o que fazer a seguir. "Ok. O que está acontecendo?" "Eu não vou voltar."

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Minha garganta dói, mas eu me recuso a deixar que o soluço tentando escapar saia. Agora não. Não na frente dele. "Você não vai?" "Não, eu não vou. Você assumiu imediatamente que fui eu quem fez isso, mesmo sem me perguntar." Ele estende os braços para os lados. "Você não confia em mim. Isso é bom. Eu posso aceitar isso. Mas deixe-me dizer-lhe um pouco sobre mim mesmo: eu não sou um mentiroso. Não tenho paciência para isso. É por isso que ainda estou solteiro — eu não tenho tolerância para estas relações de merda. Eu fodidamente não faço isso, Mac." "Eu sei." Mordo meu lábio inferior. Eu não sabia o que pensar. Ou fazer. Ou dizer. Então, eu me conformo com: "Eu já te disse que acredito em você. E sinto muito que—" Ele caminha para a porta. "Sei que você está arrependida, e eu também sinto muito que isso não deu certo, mas nós dois sabíamos que não iria, não é?" "Austin, por favor. Não vá." Eu cubro o rosto com as mãos, mas observo-o por entre meus dedos. Eu não conseguia desviar do olhar de raiva em seus olhos. "Me desculpe, eu achei que era você sem perguntar. Isso não vai acontecer de novo." Por um segundo, eu pensei que ele poderia ter mudado de ideia. Seu rosto se suaviza, e ele dá um passo em minha direção. Mas então... ele para. Tudo para. "Eu sei que não vai." Lentamente, o meu coração dói, eu abaixo minhas mãos. "O-O que você está dizendo?" Ele me olha. "É hora de dizer adeus, Mac. Terminar. Nós terminamos." Ele pega sua camisa e segura-a. "Esse sempre foi o nosso plano, certo? Que nos afastaríamos um do outro, no final de semana?" Meu coração torce ainda mais apertado, fazendo um pequeno suspiro escapar dos meus lábios. Ele estava caminhando para longe 138


de mim, porque eu não tinha confiado nele. Eu sabia. Ele sabia disso. "E antes da tempestade?" Eu levanto minhas mãos. "Veja o que aconteceu após tudo isso? Logo antes do meu celular tocar, nós estávamos falando sobre o futuro." Não havia um rastro de ternura visível em seus olhos. Ele olha para mim como se eu já fosse uma parte do seu passado, e para ele? Eu provavelmente era. "Não importa o que estávamos falando. O momento passou. E já sabemos o que acontece. Você sai. Eu fico." "Não tem que ser dessa maneira." Eu digo, meu coração quebrando-se em milhares de cacos. "Por favor não vá. Eu não quero que você vá." Por um segundo, pensei que tinha chegado até ele. Seus olhos azuis se suavizaram, e parecia que ele ia dizer algo para mim. Algo bom. Mas então ele se afasta, balançando a cabeça lentamente. "Eu não tenho uma escolha mais." "Austin..." Eu tinha escolhido tirar conclusões precipitadas sobre quem vendeu essa imagem para os paparazzi, e agora eu estava pagando as consequências. Será que qualquer outra pessoa na minha situação teria reagido de forma diferente? Eu não tinha certeza. "Há sempre uma escolha. Eu escolhi fazer as erradas, e agora você está escolhendo me deixar." Ele balança a cabeça. "Há apenas uma opção para mim. Eu não preciso de paparazzi me vigiando enquanto eu pego Rachel na escola. Não preciso deles me observando em tudo o que faço. Rachel merece mais do que ter toda a sua vida passando na TV para o entretenimento dos Estados Unidos." E eu tinha feito isso para eles. Eu tinha arruinado suas privacidades. Tomado tudo. Tudo porque ele se atreveu a ser visto comigo. Este era o meu mundo. Não tem que ser dele. "Você está certo, é claro. Eu sinto muito por fazer isso com você." 139


"Eu não quero esta vida." Ele me olha nos olhos. "E não quero você." Eu vacilo. Eu não poderia me parar. "Isso foi duro." "Sim, bem, a vida é dura, às vezes." Ele levanta o ombro. "Você vive no centro das atenções, e gosta disso. Mas eu não quero isso, e não vou. Essa coisa que aconteceu entre nós? Isso não vai funcionar. Nunca poderia." "Eu... eu entendo." Eu digo, minha voz quebrando junto com meu coração. Ele era um cara normal, e eu não era uma garota normal. Ter pensado que poderia dar certo entre nós foi além de mim. Esse tinha sido o pensamento tolo de uma menina tola. Eu não seria mais ela. "Mas antes de ir, por favor, saiba que eu nunca tive a intenção de te machucar. Eu só... Eu não sei. Só reagi." "Sim. E agora eu também estou." Ele estende a mão e passa pelo meu queixo, então me solta. Eu quase me pergunto se tinha imaginado a coisa toda. Ele puxa a camisa sobre a cabeça. "Nós não estamos destinados a estarmos juntos." Eu agarro minhas mãos com ainda mais força. Eu estava tão zangada com ele antes, mas agora ele estava quebrando meu coração. Como isso era possível? Nós mal nos conhecíamos. Nós só tínhamos passado alguns dias juntos. Ele poderia ir embora tão facilmente, como se nada sobre nós importasse, mas eu me sentia como se estivesse arrancando meu coração. Como isso era justo? Quem quer que tivesse escrito essa canção sobre um coração quebrar uniformemente estava tão certo. "Você está certo. Isto foi uma aventura e nada mais." Eu digo, minha voz oca. Ele não precisa saber o quanto isso doía. Não precisa saber nada mais sobre mim do que já sabe. "Nós concordamos em alguns dias, e isso é o que tivemos. Foi divertido." "Certo." Ele engole tão forte que eu podia ver seu pomo-de-adão se mexer. "Adeus, Mac. Boa sorte com... tudo." 140


Eu consigo oferecer-lhe um sorriso apertado. "Sim. Você também." Ele abre a porta, hesitando no começo. Prendo a respiração, esperando que tire toda a dor que estou sentindo. Para voltar ao que tínhamos antes da minha assessora ligar. Qualquer coisa além dessa realidade fria e dura que estava sendo empurrada pela minha goela. Eu não queria isso. Não quero isso. "Austin..." Eu digo, minha voz sumindo. Havia tanta coisa que eu queria dizer, mas nada parecia oportuno. Nada disso parecia certo. Eu poderia escrever a linha perfeita em uma canção, ou criar a sequência perfeita de acordes, mas quando se tratava de algo que importava, eu travava. Puta merda. "Eu... eu..." Sua mão flexiona na maçaneta. "Sim. Eu sei." Ele passa pela porta e fecha-a assim que sai, o som alto e no final o quarto vazio. Eu caio no sofá, minhas pernas já não me apóiam. Talvez eu devesse ter lhe perguntado se ele tinha me traído antes de ir para cima, essa luta teria terminado de forma diferente. Ou talvez se o nome da sua irmã não tivesse sido arrastado para lama, ele teria nos dado uma chance. Mas eu não tinha. E ele não tinha. E tinha acontecido. Ele tinha ido, e eu estava sozinha novamente. Isto é o que eu queria, certo? Queria perder minha virgindade e, em seguida, dá um pé na bunda do cara que escolhi. Sem compromisso. Sem sentimentos. Eu acho que já era tarde demais para qualquer uma dessas coisas.

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Capítulo 13 Austin Passo o pano em todo o balcão do bar e olho para o relógio. Tinha apenas cerca de 30 minutos até eu ter que ir para o palco, e eu mal conseguia respirar em meus pulmões, e muito menos segurar uma nota. Durante toda a noite, garotas tinham flertado comigo. Estava acostumado com isso, mas desta vez foi diferente. Elas foram insistentes. Não aceitavam um frio não como resposta. E tinha tudo a ver com o fato de que eu tinha estado em fotos com Mackenzie. Era quase como se elas pensassem que se eu as fodesse, elas teriam uma conexão com ela ou alguma merda assim. Era fodido e estúpido. E eu estava farto. Se mais uma garota se esparramasse no balcão e tentasse chamar a minha atenção... Eu ainda não tinha terminado o pensamento antes de uma garota levantar a mão e colocar em cima do balcão. Eu estava prestes a dizer-lhe para enfiar a mão, onde o sol não brilha, mas então me concentrei em seu rosto. Eu a reconheço. É uma das amigas de Mac. Sua outra amiga estava aqui, também. A que tinha estado flertando com um cara que parecia familiar. A única que faltava era a minha menina. Não que ela fosse minha. O que ela fez durante todo o dia? Será que ela foi embora após a nossa briga na noite passada? É por isso que ela não estava aqui? Ou ela estava se escondendo das câmeras? Eu estava morrendo de vontade de saber. 142


Talvez agora eu fosse descobrir, com a ajuda da sua amiga. Forço um sorriso, não sei o que eu estaria recebendo dela. Será que ela me odeia, como Mac provavelmente faz? Talvez ela me diria para ir para o inferno e me bater. Eu provavelmente merecia isso por algo que fiz na minha vida, tenho certeza. "Quinn, certo? Amiga de Mac?" "Sim! Austin, certo?" Então ela sabia meu nome. Isso me deixa feliz por algum motivo. Mas, se Mac tinha contado a ela sobre mim, provavelmente tinha sido algo ruim. "Isso." "Olha, eu não tenho sido capaz de chegar a Mac. Ela está bem?" Meu coração se aperta com força, mas eu aceno com a cabeça. "Sim. Ela está enfurnada em seu quarto por um tempo." Ou talvez ela se foi. Como diabos eu deveria saber quando não estávamos mais nos falando? E não deveria a amiga de Mac saber tudo sobre isso até agora? Espere um segundo. Seria possível que ela não sabia o que tinha acontecido entre nós? O que tinha acontecido com o TMZ e praticamente todos os outros canais de notícias na América? Acho que não era possível ela perde isso, mas a partir da sua aparência, que tinha estado pendurada com alguns bebedores pesados durante toda a semana. Seus olhos se iluminam. "Entendi. Você pode apenas dizer-lhe para me ligar quando ela tiver uma chance? Eu não estou no hotel, estou hospedada em outro lugar esta noite, então não quero que ela se preocupe se for até a minha porta." Eu faço uma careta. "Com esse cara?" Faço um gesto em direção aos idiotas no final do meu bar. Eles estavam ficando cada vez mais bêbados há cada segundo, jogando algum pequeno pedaço de 143


pano entre si. "Eu posso ter que cortá-los. Nunca vendi tanta tequila na minha vida, e eles ficam um pouco altos quando se reúnem." Ela cora. "Eu acho que é uma boa ideia. Mas não diga a eles que eu aceite." Inclino-me para que eu pudesse sussurrar em seu ouvido. "Garota esperta. Obrigado por me dá uma mão nisso." Ela sorri. "De nada." Devo dizer-lhe sobre os paparazzi? Ela parecia boa o suficiente, e talvez Mac não tivesse dito as suas amigas. Talvez ela estava sozinha e assustada e preocupada, tentando manter a verdade delas, para que pudessem desfrutar de suas férias, mesmo que ela não podia. Merda. Isso era totalmente algo que ela faria. "Ouça, Quinn. Sobre Mac." Ela perde a calma. "Ela está bem?" Eu me mexo nos meus pés. "Houve alguns problemas. Os paparazzi descobriram sobre nós. Ela precisa de você." Ela amaldiçoa e, em seguida, seus olhos se estreitam. Bem na hora, a suspeita que eu estava esperando o tempo todo. "Foi você?" Eu olho de volta para ela. "Fodidamente não. Acredite no que quiser. Eu não preciso dessa merda." Eu me viro, mas ela agarra meu pulso, então paro por respeito. Não é como se ela pudesse ter me segurado mesmo se jogasse seu peso nele. "Sinto muito. E-eu acredito em você. Ela está no hotel?" Espera. O quê? Ela acreditou em mim. Impossível. "Sim. Cercada pela imprensa. Nós estávamos no fodido TMZ." "Merda. Ok, eu estou indo para lá agora, ver como ela estar." Eu tive que perguntar. "Por que você acredita em mim?" 144


Ela olha para mim, sem dizer nada à primeira vista. "Não sei. Apenas faço." "Obrigado. Espere aí." Eu corro de volta para mistura e pego um copo de isopor antes de jogar e misturar a bebida para ela. "Aqui. É um Sex on the Beach. Leve um para viajem. Mac disse que é a sua bebida de favorita." "Obrigado." Abaixo a voz. "Obrigado por acreditar em mim." Ela acena com a cabeça e sai, e eu assisto-a ir. Meu chefe faz sinal para eu ir até o palco, e faço um trabalho rápido me preparando no quarto dos fundos. O tempo todo, eu penso sobre Mac. Eu poderia fazer isso? Será que eu poderia deixá-la ir embora? Eu não sei. Tudo o que sabia era que deveria estar no palco, e não estava pronto. E quando tropeço para lá, eu estava totalmente perdido em minha mente. Eu não podia acreditar nessa porra. Depois de anos estando nas sombras, de ninguém saber quem diabos eu era e eu querendo perfeitamente ficar desse jeito... Eu tinha uma casa cheia e os paparazzi no show. Subo no pequeno palco, meu violão em minhas mãos, e me estabeleço no banco. As luzes coloridas baratas na beira do palco se iluminam, e eu respiro fundo. Pronto ou não, era a hora do show. Olho para a multidão. As pessoas lotaram o bar como sardinhas em lata, e eles estavam todos me observando. Eles estavam sorrindo e aplaudindo como se eu fosse a porra de um megasuperstar. Eu não era. E durante todo o segmento de meia hora, eles continuaram tentando cantar junto, mesmo sem saber nenhuma das minhas malditas canções. Eles agiam como tietes. Tudo porque eu tinha 145


sido pego com meus dedos dentro de Mackenzie Forbes. Não parecia justo. E se Mackenzie visse isso, só iria fazê-la pensar que eu a tinha usado por fama e fortuna tudo de novo. O engraçado era que eu não queria nem uma dessas coisas. Desde que sair de LA, cantar era algo que eu fazia para mim. Não fazia isso pelo reconhecimento ou até mesmo dinheiro. Eu tinha desistido desse sonho há muito tempo. Eu gostava. Isso me fazia feliz — então eu fazia. Fim da história. Meia hora mais tarde, respiro fundo e termino a minha última canção. Eu tocava a minha escolha sobre as cordas, tocando alguns acordes, e me deixando perder na música.

"É algo que você sente todo o caminho... O amor não é algo que você pode comprar ou roubar... É algo que você tem que lutar para sentir... E eu nunca me sentir, até você chegar." A multidão irrompe em aplausos, e eu engulo em seco. Eu tinha terminado a música que tinha escrito para Mackenzie esta manhã. Eu tinha estado agitado desde que tinha me afastado dela ontem. Claro, esse sempre foi o plano. Terminar as coisas quando chegasse à hora. Só veio um pouco mais cedo do que estava planejando. Talvez seja por isso que estava me matando pra caralho. Tiro o meu violão e curvo-me para a multidão. "Obrigado por terem vindo." Flashes me cegam, e as pessoas gritam perguntas. Perguntas que não tinham o direito de perguntar. Eu jurei nunca tirar outra foto de uma celebridade nunca mais. Isso era ridículo. Engraçado, eu nunca tinha pensado que algumas fotos eram um grande negócio até agora. "Você vai ver Mackenzie depois disso?" 146


"Mackenzie está nos bastidores?" "O quão grave vocês estão?" "Por que você quase matou o seu pai?" "O que você pode nos dizer sobre o seu passado sombrio?" Ignoro todos, caminhando para fora do palco sem dizer uma palavra. Idiotas. Sabia que qualquer outro artista estaria feliz com essa nova atenção. Mas em vez disso, eu estava fodidamente miserável porque já sentia falta dela. Era hora de admitir para mim mesmo, e talvez para ela, também. Eu estava errado ao terminar tudo, assim como ela tinha errado supondo que eu tinha a traído. Ela me tocou de uma maneira que ninguém mais tinha. Ela fez eu abrir meu coração. Abrir o meu passado. Ter esperança no futuro. Mas era o suficiente para nós fazermos isso funcionar, apesar de todas as dificuldades que nós estaríamos enfrentando? Ela estava saindo. Voltando para a faculdade. Eu estaria aqui, e sempre estaria aqui. Pelo menos até Rachel crescer. Meu celular toca. Era ela? Mackenzie? Ela não tinha tentado entrar em contato comigo desde a noite passada, mas, novamente, eu não tinha tentado entrar em contato com ela também. Pego meu celular, soltando um suspiro quando vejo que era uma mensagem de Rachel. Você vai ver Mackenzie pelas minhas costas de novo? Reviro os olhos e digito de volta. Não. Ela nunca me perdoaria por não ter contado que eu estava envolvido com a sua estrela principal. Mesmo que eu estivesse chateado por seu nome em toda mídia, ela não se preocupava com seu passado sendo exibido como roupa suja. Ela tinha estado apenas com raiva de mim por não ter contado a ela sobre isso.

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Mas não tinha sido exatamente conhecimento comum... até que tinha sido. O que ela esperava que eu fizesse? Deixar escapar algo para que todos possam ouvir? Não vai acontecer. Meu celular toca novamente. Bem, presa em casa desde que eu estou de castigo. Portanto, sinta-se livre para... fazer o que você faz quando eu não estou com você. Sra Greer pode vir de novo. Eu rio. Vou chorar até voltar para os seus braços. Haha. Tão engraçado. Convide Mackenzie para comer uma pizza comigo em algum momento. Eu adoraria conhecê-la. Eu balanço minha cabeça. Seria uma bagunça. O mundo inteiro saberia sobre o nosso negócio. Eu não posso fazer isso com você. Eles já sabem a nossa história. Por que parar agora? Você tem a minha bênção, mano. Vá em frente. Não deixe o medo impedi-lo. Começo a escrever que não importava, porque eu não estaria vendo Mackenzie novamente de qualquer maneira, mas depois eu congelo. Sabe o que? Eu vou vê-la depois de tudo. Vou deixar a senhora Greer saber! Eu sorrio, sentindo-me mais livre do que me senti em um longo tempo maldito. Te amo. Também te amo. Depois de disparar uma mensagem rápida para Sra. Greer, para confirmar que ela estava de fato indo ficar de olho em Rachel, empurro o meu celular no meu bolso. Normalmente eu a deixava ficar em casa sozinha, mas depois do que ela aprontou, eu não confiava nela sozinha ainda. Era hora de tentar obter Mac de volta em meus braços, e era agora ou nunca. Eu não sabia exatamente o que queria dizer, mas sabia que tinha que vê-la. Espero que as palavras viessem até mim antes de eu chegar lá. 148


Troco de roupa, na esperança de que os paparazzi não me reconhecessem. Após trocar minha camisa verde por uma preta, um par de jeans correspondentes e um chapéu dos Redskins sobre minha cabeça, saio do bar assobiando. Tento parecer normal e o mais tranquilo possível, e deve ter funcionado. Passo pelos fotógrafos à espera, sem que eles percebam. "Ela está saindo no sábado. Vou acampar no aeroporto depois de eu ter uma outra imagem do seu último Romeo." Um fotógrafo loiro diz, ajustando a lentes da sua câmera. "Ela tem um gosto horrível para homens ultimamente." Eu queria virar e dizer: 'beije minha bunda, filho da puta', mas eu queria falar com Mackenzie. Então mordo a língua e caminho bem debaixo de seus narizes. Ela estava saindo em breve. Eu sabia disso, mas ouvir isso fez tudo parecer como o... Fim. Dane-se tudo para o inferno. Eu não queria deixá-la ir.

Mackenzie Abro a porta ao ouvir uma batida, meio que esperando encontrar Austin no corredor novamente, assim como na noite de terça. Antes que tudo fosse para o inferno. Mas eu devia saber que não ia ser ele. Austin nunca teria passado pela segurança que eu tinha sido forçada a chamar após a grande revelação. Meu guarda mais leal, Harry, estava chateado. E ele não teria medo de mostrar isso. Era Quinn, e parecia que ela tinha chorado por horas. A última vez que tinha ouvido dela, ela estava no bar com o seu cara e tinha estado feliz como um passarinho. O que poderia ter acontecido

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entre antes e agora, para deixá-la tão chateada? Fosse o que fosse, ou quem quer que causou isso, eu estava indo matá-lo. Puxo-a para um abraço. "Oh meu Deus, você está bem?" Quinn concorda com a voz trêmula. "Sim. Eu acho. O que diabos está acontecendo, querida? Por que você não me contou sobre ser pega pelos paparazzi ontem?" Eu dou um passo para o lado e faço sinal para ela entrar, mas, em seguida, decido puxá-la quando ela não se move rápido o suficiente. Esta não era uma conversa que eu queria ter no corredor. Eu tinha ficado escondida no meu quarto desde a grande discussão com Austin. Ninguém precisava saber o quanto pra baixo eu estava agora. Ninguém precisava saber que eu estava cuidando de um coração partido. Mas se eu estivesse no corredor falando sobre isso, eles poderiam ouvir. Não queria correr o risco de ser vista agora, depois de tudo o que passei para permanecer invisível. A América adoraria me ver com o coração partido, eu tenho certeza. Me ver deprimida com cabelos crespos e sem maquiagem. Mas eles não conseguiriam se eu tivesse meu caminho. Tento acalmá-la com um encolher de ombros. Quinn deveria estar se divertindo, não se preocupando com a minha patética vida amorosa. "Eu poderia lidar com isso. Queria que você tivesse boas férias e não se preocupe comigo." "Não foi ele. Austin não vazou a notícia." "Eu sei. Quer dizer, pensei que ele tivesse no começo, mas então percebi que eu estava errada. Agora é tarde demais." Pisco as lágrimas que tentavam escapar. "Como é que você sabe sobre isso?" Ela ergue o queixo. "Porque fui eu." 150


Eu rio. "Muito engraçado." "Eu não estou brincando. Eu realmente não fiz isso, mas eu poderia muito bem fazer parte." Ela se senta no sofá e cobre o rosto com as mãos. "Eu disse a James sobre você. Disse a ele que eu estava aqui com você. Eu confiei nele, e seu amigo... ele fez isso." Sento-me ao seu lado e esfrego sua costa. "James disse a ele?" "Não. O amigo de James. O idiota do Adam." Ela descobre o rosto. "Ele deve ter espionado... ou talvez James disse a ele. Eu nem sei." Engulo em seco. A notícia não me surpreendeu em tudo. Eu já sabia que Austin era inocente, por isso tinha de ser alguém, certo? Aconteceu de ser um babaca que eu nunca conheci. "Está tudo bem. Isso não é culpa sua." Quinn balança a cabeça. "Mas é. Eu disse a James. Se eu não tivesse lhe dito, então você não—" "Eu ainda seria eu, e as chances são? Alguém teria percebido." Digo com naturalidade. "Era apenas uma questão de tempo, realmente. A verdade é que não estou nem chateada por ter sido descoberta. Estou chateada com a forma como eu reagi a isso. Eu não deveria ter assumido que era Austin. Se eu não tivesse, talvez ele tivesse ficado comigo em vez de ir embora. Mas agora é tarde demais." "Mac..." Ela me abraça apertado, e eu sorrio quando ela beija meu rosto. "Você é boa demais para mim, sabe disso não é?" "Por Favor. Eu não sou boa demais." Eu digo. "Você não fez nada para se envergonhar. Tudo o que fez foi confiar em um garoto..." "E olha no que deu."

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Eu suspiro. "Nós três fizemos algumas confusões aqui, não é? O que aconteceu com o sexo despreocupado e divertido? Não era isso que eu, todas nós queríamos encontrar?" "E eu não sei." Ela encolhe os ombros, mas não ri como eu esperava que ela fizesse. "Talvez os dois não andem de mãos dadas." Levanto-me e abro a garrafa de vinho que pedi esta manhã. "Acho que nós precisamos disso, e você vai me contar tudo o que aconteceu em detalhes, em vez de pequenos pedaços que eu recebi de suas mensagens de textos nos últimos dias. Combinado?" Quinn finalmente abre um sorriso. "Acho que eu posso concordar com isso."

Austin Eu tinha feito isso. Eu caminhei até o seu hotel, e agora eu só precisava entrar e fazê-la me ouvir. Paro de andar e olho para a janela do seu andar. Ela ainda estava lá? A julgar pelos paparazzi estacionados aqui, eu diria que sim. Respiro fundo e atravesso as portas, mantendo a cabeça baixa. Ninguém me para. Eu estava realmente fazendo isso? Voltando depois que eu disse adeus? "Desculpe-me." Alguém para em meu caminho antes que eu pudesse ir para a recepção. "Chave, por favor." "Uh..." Eu pisco para o grande filho da puta na minha frente. Sério, seus braços eram como barris. Ele provavelmente poderia fazer levantamento de peso comigo sem suar a camisa. "Eu não tenho uma."

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Ele dá um passo para trás em seus calcanhares. "Então você pode se virar e caminhar de volta para fora daquelas portas. Ninguém passa sem uma chave por mim." "Estou aqui para ver uma amiga." Eu digo, levantando minha cabeça para olhar para sua cara. Ele estava com uma camisa de segurança e tinha spray de pimenta em seu quadril. Ele era grande, mas apostaria um milhão de dólares que eu era mais rápido. Se eu passasse por debaixo do seu braço, poderia correr para o elevador antes que ele me matasse. "Mackenzie Forbes. Você está protegendo-a, eu presumo?" Ele cruza os braços. "Ela está esperando por você?" "Não. Eu estava tentando surpreendê-la." "Sim, bem, isso não está acontecendo no meu turno. Você tem que ser aprovado antes de ir para o quarto dela, ou você precisa provar que é um convidado aqui." Ele diz, levantando uma sobrancelha. "O que eu já sei que você não é." Olho para ele. Enorme ou não, ele estava no meu caminho. Eu sabia que Mac iria chamar os seus seguranças após todos saberem sua localização. Faz sentido. Na verdade, eu estava surpreso que ela ainda não tivesse ido embora. "Eu preciso falar com ela, e você não está me parando. Fui expulso e socado toda a minha vida de merda só por estar vivo." Eu dou de ombros. "Você não é todo assustador para um cara como eu." "Seja como for, o que você precisa para se juntar ao resto dos insetos lá fora antes de testar essa teoria." Ele inclina a cabeça para os paparazzi. "Eles são seus amigos, certo, Sr. Murphy?" "Não, eles não são." Eu pego meu celular. "Eu suponho que você conheça-a, certo?" "Pode-se dizer que, sim. Eu afasto homens como você em Chicago. Todos eles sabem que não devem se meter comigo. Talvez você 153


precise aprender essa lição, também." Ele me olha e move os dedos. Sua aliança de casamento brilhava à luz. "Eu fui seu segurança há três anos, e não tenho pena de pequenos punks como você que a machucaram." Eu não a tinha machucado. Ok. Talvez eu tivesse. Mas ela me machucou também. "Então você vai reconhecer sua voz." Eu disco seu número, segurando a minha respiração e rezando para que ela atendesse. Chama uma vez, duas, três vezes. Então, ela finalmente atende. "O que você quer, Austin?" Ela parecia cansada.Talvez tivesse passado a noite toda acordada também. "Eu não estou com disposição para brigar com você. Eu tenho que fazer as malas." Fecho os olhos. Merda, até mesmo sua voz me deixava mais relaxado do que as três cervejas que tomei antes de subir no palco. "Quando você vai embora? Amanhã ou sábado?" Ela suspira. "Sábado." Eu estava errado. Ela não estava indo embora amanhã. Tínhamos um dia inteiro juntos ainda, se eu conseguisse fazer com que ela me perdoe, isso é. "Eu preciso falar com você." "Tudo bem." Ela suspirou. "Fale." "Eu quero fazer isso cara a cara." Agarro o telefone apertado, abrindo os olhos e olhando para o seu segurança com cautela. Ele parecia prestes a me esmurrar em um piscar de olhos. Aposto que ele iria gostar, também. "Eu não posso passar por sua porta humana, apesar de tudo." "O que você quer dizer que não pode ser dito por telefone?" "Por favor." Eu me mexo nos meus pés, olhando para o elevador. Se ela não deixasse seu guarda me deixar passar, eu estava passando por ele a toda velocidade. Ele só iria me levar ao chão se 154


alguém me parasse lá em cima, mas era melhor do que nada. "Eu estou te implorando, Mac." Silêncio. "Passe para o Harry." Entrego o celular ao Harry. "Ela quer falar com você." Harry leva o celular ao ouvido. "Sim, senhorita?" Um aceno de cabeça. "Tudo bem." Ele desliga o celular e me devolve. Ele estala os dedos e dá um passo em meu caminho. "Ela disse para se livrar de você com tanta força, se necessário." Engulo em seco e levanto meu queixo. Fodidamente incrível. Ela se recusou a deixar-me falar com ela? Grande merda. Ela teria que me remover à força e fazer uma cena, se ela queria jogar dessa forma. "Então faça. Eu não vou sair por minha própria vontade até eu falar com ela, não importa quantas vezes você estale os dedos." Harry ri, jogando a cabeça para trás. Puta merda. Seu riso era ainda mais profundo do que a voz. "Eu estou brincando com você. Ela disse para deixá-lo passar sem feri-lo." Eu solto a respiração que estava segurando. "Oh. Bom." "Vá em frente, antes que eu mude de ideia." Ele move-se para o lado, me olhando com aqueles olhos castanhos sombrios o tempo todo. "Não a faça chorar de novo, ou você vai se ver comigo." Ela estava chorando? Bem, merda. Eu não tinha a intenção de machucá-la. Ele me acompanha até o elevador e passa o cartão, permitindo-me acesso até a cobertura sem escolta. Todo o caminho, meus joelhos estavam cambaleando e minhas mãos suavam. Eu sabia que essa era minha única chance de fazer o meu ponto. Minha única chance de obter um final feliz com ela. E, cara, eu precisava dessa chance. Isso é o que eu tinha que dizer a ela. Ela precisava saber, não importa como ela se sentisse sobre mim, ela tinha que saber que 155


eu precisava dela. Que eu não quero que ela vá. Que não estava pronto para perdê-la, não importa o que eu disse ontem, durante a nossa briga. Bato em sua porta, meu coração correndo mais rápido do que a porra de um carro de corrida NASCAR. Eu fico ali, olhando para a porta de madeira. Quando se abre, meu olhar cai sobre suas bochechas rosadas e cabelo bagunçado. Ela não tinha qualquer maquiagem, e usava um chapéu de cowboy, um par de shorts jeans, uma camisa xadrez e botas de cowboy. Ela nunca pareceu mais linda. "Oi." Eu digo. Ela pisca para mim. "Oi." "Por que você está usando um chapéu?" Ela puxa-o e atira-o para trás. "Eu estava prestes a sair." "Oh. Bem, nós precisamos conversar." Ela não sai do caminho, mas também não fecha a porta na minha cara. "Posso entrar?" "Eu não sei se isso é uma boa ideia." Ela diz, mordendo o lábio inferior. "Eu estava errado na noite passada." Eu me inclino no batente da porta, segurando seu olhar. "Por favor, deixe-me entrar?" Por um segundo eu pensei que ela iria dizer não. Seu olhar mergulha para baixo, deslizando sobre as minhas tatuagens e, em seguida, indo para ainda mais baixo. No momento em que seus olhos verdes encontram os meus novamente, eu tinha certeza de que ela fecharia a porta na minha cara. Mas, em seguida, ela dá um passo para trás, me fazendo sinal para entrar. "Olha, eu estou—" "Espere. Deixe-me falar primeiro." Eu entro, fechando a porta. Jogo meu telefone em cima da mesa uma questão de hábito. Era hora 156


de ser homem e completamente honesto. Para lhe dizer como eu me sentia. Para melhor ou pior, ela precisava saber. "Eu escrevi uma canção para você, e eu ia cantá-la, como disse que iria naquela noite, mas mudei de ideia. Em vez disso, vou te dizer o seguinte: eu quero te amar."

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Capítulo 14 Mackenzie Eu pisco para Austin, duvidando da minha audição. Ele apenas me disse que queria me ama? Quem diz uma coisa dessas? Você quer amar alguém ou você não quer. Você não tentar amar alguém ou tem que adivinhar se ama. Simplesmente acontece, pelo menos, eu acho que é assim que funciona. E eu ainda não podia acreditar que ele estava aqui. Estava me preparando para ir ao bar para encontrá-lo, apesar do frenesi da mídia que isso causaria, porque eu não podia ir sem o deixar saber como me sentia. Nunca sentir algo tão profundo por um cara antes. Ele me mudou, para melhor, e queria que ele soubesse disso. Mas, então, ele havia me ligado. "Espere. O quê?" Eu esfrego os olhos, me perguntando se eu tinha cochilado ou algo assim. "O que você está tentando dizer?" "Eu não sei." Ele puxa o colarinho. "Porra." Ele anda na minha frente, a energia inquieta rolando para fora dele à cada passo. Ele usava um chapéu dos Redskins, uma camiseta preta, jeans e com um par de tênis azuis escuros. Em outras palavras, ele se parecia com o Austin que eu viria a conhecer e me preocupar.

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Mas... Ele se afastou de mim ontem. Ele tinha sido o único pronto para jogar tudo fora. Ele tinha sido o único que saiu. Agora ele estava aqui, falando sobre o desejo de me amar? "Eu não entendo." Digo, balançando a cabeça. "Por que você quer me amar?" "Deixe-me começar de novo. Eu tinha todas essas pessoas no meu show hoje à noite. Muitas, na verdade. E eu cantei uma canção nova. A canção que escrevi depois que fui embora ontem. Eu não consegui dormir na noite passada. Não foi possível descansar. Não conseguia parar de pensar sobre o que poderia ter sido." Ele arrasta as mãos pelo seu rosto. "Eu sei que é louco, e sei que tivemos um começo difícil. Mas eu não posso deixar de sentir que você é única. E que serei amaldiçoado se eu deixar você escapar, também." Deixo escapar um som estranho, estrangulado. Ele não precisa dizer mais nada. Eu era sua e ele me queria. Sem perguntas. Sem hesitações. Que eu estava. "Austin..." "Eu sei que te machuquei." Ele deixa as mãos caírem e se aproxima de mim, com os olhos abertos e vulneráveis e tão lindamente azuis que causaria danos olhar para ele. Ele para em minha frente. "Eu sei que pensar que podemos fazer isso funcionar é estúpido e impetuoso — alguns até podem chamar isso de um devaneio. Mas eu não posso deixar você ir sem lutar. Acho que, se você me deixar, eu poderia te amar tão bom. Eu poderia te fazer feliz, e você vai me salvar de mim mesmo. Apenas diga sim. Apenas me dê outra chance." "Sim. Muitos sim." Antes que eu pudesse dizer outra palavra, ele fecha as mãos em meus ombros e me beija, sua boca se encaixando perfeitamente com a minha. Agarro seus bíceps, segurando forte para que ele ficasse exatamente onde estava. Eu não quero perdê-lo novamente. Suas palavras soavam na minha cabeça. Ele queria me amar? Realmente me amar? Como eu poderia dizer não a isso, quando eu sentia o mesmo sobre ele? Podemos não nos conhecer há 159


muito tempo, mas ele sabia mais sobre mim do que a maioria das pessoas na minha vida. E eu o conhecia também. Ele interrompe o beijo, com falta de ar. "Sério? Você vai nos dar uma chance?" "Inferno, sim. Eu não posso imaginar não nos dar uma chance, Austin." Ele se inclina para a minha boca novamente, mas eu doulhe a minha bochecha. "Espere. Eu sinto muito por perder a cabeça desse jeito." "Eu sei." Ele beija minha testa. "Nós dissemos coisas que não deveríamos ter dito na noite passada, mas o que importa é que estamos aqui agora. Estamos comprometidos um com o outro, e isso é tudo que precisamos. Juntos, podemos fazer isto funcionar. Eu sei isso." Balanço a cabeça. "Eu concordo completamente. Mas tenho que te dizer uma coisa. Eu sei quem realmente fez isso." Ele fica tenso. "Quem é? Vou chutar o seu traseiro." "Um dos supostos amigos do cara que a Quinn estava saindo." Dou de ombros. "Ele a ouviu falar de mim e depois seguiu-nos até a enseada." "Idiota." Eu balanço a cabeça. "Sim. Eu estava prestes a ir ao seu bar e ver se talvez você podia me dar outra chance. É por isso que eu estava usando o chapéu. Eu ia tentar me esgueirar até lá." Um sorriso se forma em sua boca. "Você ia atrás de mim?" "Eu ia." Seguro o seu rosto, descansando meu polegar sobre sua covinha no queixo. "Eu sempre vou até você, não importa o quê." 160


Ele me abraça apertado. "Eu estou tão feliz agora. Estava com medo de que você já tinha ido embora, e que eu nunca iria vê-la novamente. Por que você não foi?" Eu ergo um ombro. "Não é culpa de Quinn e Cassie que alguém descobriu meu disfarce. Por que puni-las, fazendo-as sair mais cedo? Se eu tivesse que ir, elas teriam insistido em vir comigo por apoio. Não há nenhuma dúvida sobre isso, e eu não queria estragar as suas férias, porque eu tinha sido descoberta por um idiota com uma câmera." "Mac." Ele balança a cabeça e um sorriso lentamente se espalha pelo seu rosto. "Você é fodidamente incrível. Sabe disso, certo?" Eu coloco minhas mãos em seu peito. Ele tenta me beijar de novo, mas eu evito sua boca. Eu queria esse beijo, e ficaria feliz em aceitá-lo, mas havia algumas coisas que tinham de ser ditas em primeiro lugar. "Espere. Ainda não. Você teve a sua vez de falar, então agora é a minha vez." "Tudo bem." Ele descansa sua testa na minha. "Se você disser algo para quebrar o pouco coração que ainda me resta, eu ainda não vou estar saindo. Eu vou fazer você me amar, mesmo que demore 50 anos." Deixo escapar uma risadinha. "Eu duvido que vá demorar muito tempo." Lambo meus lábios, observando como seus olhos se arregalam. "Deus, eu senti tanto sua falta. Faz menos de um dia, mas pareceu como um ano maldito sem você aqui. Será que foi o mesmo com você?" "Como anos e anos de desespero." Ele levanta o rosto para o teto, sorrindo largamente. "E agora eu estou na porra do céu. Nós podemos fazer isso. Vamos fazer funcionar. Eu sei que você tem que voltar para a faculdade, mas podemos fazer de longa distância. Há Skype, e-mail e mensagens—"

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"Não." Eu pressiono meus dedos na sua boca, cortando-lhe. "Nós não temos que fazer isso. Ou você e Rachel iram comigo, ou eu vou me transferir para cá." O sorriso que eu tanto amava desaparece. "Eu não posso fazer Rachel se mudar. Prometi que ela poderia se formar com seus amigos, e eu não estou quebrando mais nenhuma promessa com ela." Ele segura meu rosto, seus olhos solenes em mim. "E não posso fazer você se mudar da faculdade só por mim. Eu nunca pediria isso a você." Eu me agarro a seus antebraços. "Eu respeito isso, que você não vai me pedir para mudar toda a minha vida por você. Mas acho que você vai se tornar a coisa mais importante na minha vida, Austin. Eu posso sentir isso. Aqui." Eu o solto e levo a mão ao seu coração. Ele acelera sob o meu toque. "Que tal assim? Eu vou terminar o ano letivo em Chicago. Mas então, se ainda estivermos nos sentindo assim? Se ainda for sério entre nós? Eu vou me mudar para cá, para estar com você." Ele coloca sua mão sobre a minha, segurando-a ainda mais perto do seu peito. "Se nós nos sentimos assim, eu não tenho nenhuma dúvida que vamos, então eu concordo com o seu plano. Eu só não quero que você se apresse com essas decisões." "Eu não estou me apressando em qualquer coisa." Eu sorrio para ele. "Mas o que temos, eu sei que é real. O jeito que você me faz sentir... Eu estive cantando sobre isso há anos. Eu nunca acreditei que era real. Nunca acreditei nisso." "E agora você acredita?" Ele pergunta, inclinando meu rosto para ele. Seus lábios pairam sobre os meus, tão perto e não perto o suficiente. "É isso que você quer dizer?" "Agora eu faço, por sua causa." Ele me beija de novo, com as mãos em mim. Desejo e necessidade surgem através do meu corpo, mas era muito mais do que isso. 162


Havia uma emoção mais profunda vinculada a isso. Uma que eu suspeitava que um dia se tornasse amor. Esperava que eu nunca me acostumasse com o jeito que ele me faz sentir. Ou da maneira como ele faz todo o meu corpo formigar, como quando ele passa as mãos calejadas sobre mim. A maneira como ele rouba meu fôlego, sem sequer tentar. Isso era sobre o que eu cantava. Estas são coisas de canções, poemas e livros. Isso só pode ser amor. Ele me pressiona contra a parede, fundindo seu corpo contra o meu com um gemido. Eu podia sentir sua ereção pressionando contra mim. E todos aqueles músculos... Deus, eu precisava dele tão ruim. Ele termina o beijo, arrastando sua boca no meu pescoço. Quando ele belisca a pele na base do meu pescoço, eu estremeço e passo minhas unhas em suas costas. As mãos dele caem sobre meu shorts, abrindo-o freneticamente, e eu desabotôo sua calça. Não era necessário nem uma palavra. Nós já tínhamos as dito. Isso era tudo o que precisávamos agora. Um ao outro. Minha bermuda cai no chão, e chuto para fora dela. Ainda estava com as minhas botas, mas quem dava mínima? Tudo o que importava era ele, dentro de mim. Ele dá um passo para fora da calça e sapatos, em seguida, tira sua cueca boxer cinza. Quando ele cai de joelhos, eu engulo em uma lufada de ar. "Austin." "Você parece perfeita pra caralho." Ele diz. Ele rasga um pacote de preservativo, com os olhos em mim o tempo todo. Depois que ele termina de colocá-lo, ele corre os dedos sobre a pequena mancha de cachos acima do meu núcleo, e eu tremo. Quando ele desliza a mão debaixo da minha perna esquerda, levantando-a e colocando-a por cima do seu ombro, sabia que eu era um caso perdido. "Depressa. Por Favor." 163


Ele resmunga. "Segure-se firme, querida." "Com prazer." Eu balanço a cabeça freneticamente. "Contanto que você me queira. Para sempre." Seus olhos escurecem, e então ele estava em mim. Cavo minhas unhas em seus ombros, segurando-me enquanto ele fecha a boca sobre mim, sacudindo a língua sobre o meu clitóris. Meu corpo inteiro ganha vida, todos os nervos centrando em um ponto dentro de mim. O local que ele trouxe para a vida com cada pressão da sua língua. Jogo minha cabeça contra a parede, choramingando. Ele se aproxima ainda mais, me degustando com tal abandono que eu mal podia suportar. O prazer era estupidamente intenso que poderia me quebrar. "Eu... oh meu Deus." Eu gemo, fechando os olhos com força. "Sim." Tudo quebra dentro de mim. Meu controle. Minha contenção. Tudo. Eu desmaio contra a parede, grata pelo apoio. Se não fosse por suas mãos em mim, eu teria caído como uma poça no chão. Ele se levanta, me levando mais alto, se posiciona na minha entrada, e me beija. Com o meu gosto em sua língua, que era mais erótico do que jamais poderia ter imaginado que seria. E tão incrivelmente quente. Ele empurra para dentro, duro e profundo. Eu grito, cavando minhas unhas em suas costas, e mordo seu ombro. "Foda-se, Mac." Movendo-se dentro de mim, apoiando meu peso com as mãos debaixo da minha bunda. A parede raspava minhas costas, e eu provavelmente iria me arrepender amanhã, mas valia à pena. Ele 164


puxa para fora e, em seguida, se dirige para dentro, uma e outra vez, levantando-me ainda mais e mais alto. Quando ele me pressiona com mais força contra a parede, fechando a mão no meu seio e apertando forte, perco todo o controle. Minhas unhas passam sobre ele, em qualquer lugar que eu podia, e grito coisas que eu não entendia totalmente. Foi duro, duro, e frenético... Mas de alguma forma ainda conseguia ser estupidamente significativo que me levou às lágrimas. Mordo meu lábio, todo o meu corpo fica entorpecido quando eu venho de novo, o mundo desaparecendo. Ele geme e empurra dentro de mim mais uma vez, tremendo e soltando a cabeça contra a parede. O único som no quarto era a nossa respiração, ofegante e trabalhosa. Foi perfeito. "Foda-se." Ele murmura, levantando a cabeça e olhando para mim com uma testa franzida. "Você está bem? Eu meio que perdi o controle no final." "Foi perfeito." Eu o beijo, suave e macio. "Absolutamente perfeito. Diga-me, como é que eu vou embora depois disso?" Ele sorri, seus olhos azuis brilhando de felicidade. "Foda-se, eu sei." "É bom esse último trimestre passar rápido." Eu murmuro, segurando-o com toda a força que posso. "Eu não quero voltar para Chicago. É frio e neva lá, e não há você. Eu prefiro ficar aqui contigo." "Nós não podemos fazer isso ainda. Você precisa de tempo para limpar a cabeça. Tempo para ter certeza que é o que você realmente quer." Ele beija a ponta do meu nariz. "Você não pode pensar claramente quando estou aqui pedindo para você tentar se apaixonar por mim. Mas eu vou estar aqui esperando por você o quanto longo for, isso eu posso prometer." 165


"Eu não preciso ir para a faculdade, sabe. Só fiz isso porque precisava de algo para fazer, além da música. Eu não tinha mais nada para me concentrar." Eu esfrego meu nariz em seu ombro, inalando seu cheiro. "Eu poderia me concentrar em você. Seria muito mais divertido." Ele bufa. "Tentador, mas não. Eu não vou te fazer crescer em sua vida. Eu não sou um assunto que você pode obter uma licenciatura. Faculdade... ou nenhum Austin." "Bom, isso não é justo. Você não está indo para a faculdade." Ele dá de ombros. "Eu não ia quando nos conhecemos. Inegociável, querida. Eu vou te dar tudo o que quiser, mas não isso. Você precisa vê-lo passar. Eu não vou ser a pessoa que você para ou prende-a de volta." Ele beija-me, em seguida, afasta-se, lentamente, deixando meus pés tocarem o chão novamente. Eu estremeço. Cara, minhas pernas doíam. Sem mencionar a minha volta. "Mas—" "Sem mas." Ele se move para fora do meu alcance, me observando com esses cílios que a maioria das mulheres matariam para ter. "Eu quero te levantar, não arrastá-la para baixo. Uma vez que o ano letivo acabar, nós conversamos. Até então?" Ele cruza os braços. "Eu não vou ceder na minha postura. Agora não." "Você é mandão." Eu digo, fazendo beicinho. "Eu sei. Você gosta de mim desse jeito." Ele diz, atirando-me um sorriso arrogante. "Psh." Mas ele estava certo sobre tudo. Eu vim até aqui. Eu não podia me afastar de tudo. E, malditamente, eu gostava da sua arrogância. Era fodidamente quente. "Bem. Mas eu vou voltar muito. Tipo, tanto quanto possível." "Isso é aceitável." Ele me puxa para os seus braços. 166


"Bom." Eu digo, enterrando meu rosto em seu peito. "Eu não posso imaginar não estar com você, mesmo após este curto tempo. Isso é loucura, não é?" "Totalmente insano. Ah, e você está convidada a ir à minha casa para comer uma pizza amanhã." Ele torce os lábios. "Rachel quer conhecê-la, oficialmente." Eu sorrio, animada para conhecer a garota que eu tinha ouvido falar. "Eu adoraria ir. Ela não me odeia por arrastá-la para mídia?" "De jeito nenhum. Ela te ama demais para isso." Ele beija o topo da minha cabeça, mas seus dedos me apertam. "Só para você saber, minha casa é pequena. Como, de forma absurda. Comprei-a com o pouco dinheiro que eu conseguir juntar quando voltei, e com certeza vou estar pagando a hipoteca dela até que eu morra, mais do que provável. Nós não temos um monte de—" Beijo-o, cortando-o. Quando ele para de falar e começa a beijar, eu me afasto e seguro seu rosto. "Eu não me importo se é um barraco no meio do rio. Eu vou amar porque é seu." Seus olhos esquentam, e ele sorri. "Bom. Porque é uma parte de mim, e você está presa comigo agora, mesmo que você não goste." Levanto-me na ponta dos pés e beijo sua covinha, assim como eu queria fazer quando nos conhecemos. Tinha realmente sido apenas há uns dias atrás? Parece como se tivesse sido uma vida... bem, tipo sempre. "Mesmo quando eu sair?" "Especialmente depois." Ele me abraça tão apertado que eu perco o fôlego, e amei cada segundo disso. "Eu estarei aqui. Esperando por você. Eu sempre estarei esperando por você." "E eu vou ser sempre sua." Eu rio quando ele lambe meu pescoço, depois mordisca minha pele. Enquanto ele era meu e eu era sua, podemos fazer qualquer coisa. E sabia que, no fundo, bem no fundo da minha alma, este 167


seria o meu final feliz. Isto é o que as meninas esperam, à medida que crescem assistindo todos aqueles contos de fadas. Este era real. E eu não poderia estar mais feliz.

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Epílogo Mackenzie Três meses mais tarde Eu ajeito o meu chapéu de cowboy, observando o homem no pequeno palco. Ele estava cantando de uma forma que faz todo o meu corpo formigar e ganhar vida. Ele tem uma voz única, do tipo que fica com você para todo o sempre e nunca sai. Era como um orgasmo para os ouvidos. Ele era tão bom. E ele era todo meu. Mulheres o observavam, mas ele nem sequer olhava para elas. Seus olhos estavam fechados. Ele cantava de forma tão clara. Assim, perfeitamente. Ele dedilha seu violão, tocando os últimos acordes da música que ele tinha escrito para mim. Faço-o cantar para mim na cama de vez em quando. Era muito linda. Eu tinha escrito muitas músicas, mas nunca tive uma escrita para mim. Ele se inclina para o microfone novamente.

"Você entrou na minha vida, sem saber o que faria. Sem saber que no momento em que você aparecesse, eu me sentiria completo e inteiro. O amor não é algo que você pode comprar ou roubar. É algo que você tem que lutar para sentir... E eu nunca tive, até você chegar." Ele toca os últimos três acordes, então fica ali, com os olhos fechados por um minuto. Passo os olhos sobre ele antes de me afastar, para fora da porta. Essa era a sua última música. Sempre 169


era a sua última música. E eu tinha que sair antes que ele me visse. Ele não sabia que eu estava aqui, e eu queria manter assim. É uma surpresa. Ele estava fazendo a minha vida um conto de fadas nestes últimos meses. Flores, chocolates e presentes pequenos chegavam ao campus, pelo menos, uma vez por semana. Eu tinha enviando-lhe coisas também, e nos víamos todas as noites pelo Skype. Passávamos horas conversando sobre os nossos sonhos e esperanças. Eu até viajava para cá quase todo fim de semana para vê-lo, até as provas finais começarem. Então, a vida tinha ficado muito agitada, e eu tinha sentido falta dele como louca. Mas isso finalmente acabou. O trimestre se foi, e bem, ainda me sentia da mesma maneira que eu tinha há alguns meses atrás. Na verdade, eu sentia ainda mais. Por uma questão de fato, eu ia dizer a ele que o amava esta noite. Nós não tínhamos dito essas três pequenas palavras ainda, mas tinha certeza de que ele sentia o mesmo por mim. Pelo menos, esperava que sim. "Você está aqui mais cedo." Eu pulo, pressionando a mão no meu peito. Viro-me, sorrindo para irmãzinha de Austin, Rachel. Ela tinha estado observando-o cantar também, aparentemente. Eu senti muita falta dela. "Sim. Eu queria surpreendê-lo, então não o deixe saber. Por que você está em um bar?" "Austin, deixa-me ouvi-lo na sala de espera. Não se preocupe, eu tenho uma babá me olhando o tempo todo." Reviro os olhos. "Sra. Greer?" Rachel acena com a cabeça, sorrindo para mim. "Eu acho que vou pegar uma carona para casa com ela e dormir na Kaitlyn. Dar a vocês alguma liberdade para... bem, você sabe." 170


"Você não tem que sair." Eu protesto. "Eu quero ver você, também." "Ah, eu também te amo." Rachel sorri e me abraça. "Mas eu vou te ver muitas amanhã, depois que vocês tiverem algum tempo sozinhos." Ela aperta meu ombro. "Ele está agindo todo perturbado ultimamente, parecendo todo deprimido. Ele precisa de uma noite com você, onde não tenha que se preocupar comigo." Oh droga. Isso não soa bem. "Por que ele estava todo perturbado?" "Acho que ele sente sua falta." Rachel dá de ombros. "Não sei. Eu não falo masculino." Eu rio. "Tudo certo. Filmes amanhã?" Rachel acena com a cabeça e pega o telefone. "Claro. Podemos ver o mais recente filme do Nicholas Sparks, se quiser." "Soa bem." Nos despedimos com um abraço, então eu caminho para trás do bar. Mando uma mensagem para Austin enquanto caminho. Como foi? Bom. Casa cheia novamente. Eu sorrio. Impressionante. Não posso esperar para te ver. Eu também. Só mais uma semana, certo? Certo. Eu tinha chegado à porta, onde ele estaria saindo. Por sorte, ele não tinha me notado, mesmo quando parei para conversar com Rachel. Então, eu me encosto à parede, levantando um joelho e tentando parecer casualmente sexy. Espero que eu tenha conseguido. Meu coração dispara quando ouço um som arrastado por trás da porta de aço. Tinha sido um mês desde a última vez que vimos um 171


ao outro. Eu tinha estado ocupada estudando para as provas finais, e ele tinha estado ocupado sendo uma figura paterna para Rachel. Tinha sido um longo mês. A porta se abre, e ele sai, o habitual chapéu dos Redskins em sua cabeça. Ele tinha o seu celular em sua mão, e sua cabeça inclinada na direção dele. Ele caminha lentamente assobiando entre os dentes. É a minha música. Eu sorrio. "Ei você aí, sexy." Ele para de andar, seus olhos me procuram no beco. "Mac? É você?" "Quem mais iria chamá-lo de sexy?" Ele ri. "Eu ouvi essa palavra para me descrever algumas vezes." "Tenho certeza de que você ouviu. Eu vim mais cedo para surpreendê-lo." Empurro-me para fora da parede, caminhando em sua direção lentamente. "Tem algo que eu tenho que lhe dizer. Não posso esperar nem mais um segundo." "Tudo bem." Ele engole em seco, puxando o chapéu para mais baixo. Ele faz isso quando fica nervoso. Sabia isso a respeito dele. Eu também sabia que ele estava tendo aulas à noite na universidade local. Eu estava tão orgulhosa dele por isso, e sabia que ele estava também, embora se mantinha tratando o assunto como se não fosse grande coisa. "Eu notei que você esteve quieta ultimamente. Você mudou de ideia sobre vir para cá?" Eu vacilo. "O que faz você pensar isso? Você mudou de ideia?" "O Quê? Não." Ele puxa o chapéu de novo, então enfia as mãos nos bolsos. "Eu só sei que faz um tempo, e as coisas mudam. Pessoas mudam. Você pode ter decidido que é melhor ficar em Chicago, e está tudo bem. Entendo." "Não mudei de ideia." Balanço minha cabeça. Foi por isso que ele tinha estado perturbado ultimamente, como Rachel disse? Ele 172


pensou que eu poderia ter mudado de ideia sobre nós? Sim. Não vai acontecer. "Só uma coisa mudou entre nós." Ele acena com a cabeça. "Ok. O que é?" "Eu estou saindo em turnê em breve, e é no verão." "Eu sei." Ele inclina a cabeça. "Você me enviou sua agenda na semana passada." "Sim, mas... eu gostaria que você e Rachel viessem comigo." Eu respiro fundo e endireito as costas. "Por uma questão de fato, eu gostaria que você abrisse o show comigo, se estivesse interessado em fazer isso." Ele empalidece, mesmo na luz fraca da lua. "É muito bom para você, mas eu não—" "Você pode fazer isso totalmente, Austin." Fecho a distância entre nós, descansando minhas mãos em seu peito. "Eu sei que você pode. Pode haver alguma culpa sobre o que aconteceu quando você estava em LA, e você pode não querer estar na mira dos paparazzi, mas isso não significa que você não possa cantar. O mundo merece ouvi-lo. Conhecer você." "Mas—" Ele para e solta um som frustrado. "Eu odeio essa porra de chapéu." Ele murmura, tirando-o da minha cabeça e jogando-o para o lado. "Assim é melhor. Eu posso realmente vê-la agora." "Bem. Por favor, diga que sim?" Ele cobre minhas mãos com as suas, olhando para mim com aqueles olhos azuis que nunca deixam de me assombrar, mesmo durante o sono. Sua covinha ofuscada pelas luzes dos postes, e me inclino na ponta dos pés para beijá-lo. Seus olhos se fecham, mas seu aperto em mim não afrouxa. "Por que é tão importante para você que eu faça isso? Por que você quer tanto isso?"

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"Porque eu sei que o mundo vai te amar." Eu mordo meu lábio, em seguida, deixo escapar: "Eles vão te amar tanto quanto eu. Porque eu faço isso. Eu te amo, Austin. Eu te amo tanto que não posso nem imaginar uma vida sem você." Seus olhos se arregalam. "Graças a Deus, porra." Ele me beija, sua boca movendo-se sobre a minha enquanto ele abraça-me apertado, parecendo como se nunca quisesse me deixar ir. E eu não queria que ele deixasse. Eu nunca queria deixá-lo ir. Minha vida era muito mais brilhante com ele nela. Eu era diferente com ele. Melhor. Ele disse que eu o fazia melhor também. Não tinha certeza se isso era possível, mas parecia bom. Até o momento em que ele arrasta sua boca da minha, eu tinha meus braços em volta do seu pescoço, puxando-o para mais perto. Tento beijá-lo novamente, mas ele se move para fora do meu alcance. "Espere. É a minha vez de falar agora. Você teve sua chance." Uma risada borbulha dentro de mim. "Ei. Essas foram as minhas palavras." "Eu sei." Ele acaricia minha nuca. "E elas funcionam comigo, então devem funcionar com você também." Eu deixo escapar um suspiro e enrolo meus punhos em sua camisa. "Funciona." "Bom. Caso contrário, isso teria sido realmente estranho." Ele beija a ponta do meu nariz, em seguida, fica sério. "Você realmente me ama?" "Eu realmente te amo. Acho que sinto isso desde a primeira vez que você me beijou, mas levou tempo para eu ter certeza. Não queria apressar nada, ou apressá-lo em qualquer coisa antes que estivesse pronto." Passo um dedo sobre seu queixo, sorrindo para 174


barba rala que raspa na minha pele. "Mas, para mim, sempre foi você. Mesmo antes de te conhecer, eu estava te esperando." Ele geme e me abraça apertado, me apertando até um gritinho escapar pela minha boca. "Eu também te amo. Pra caramba. Isso assusta o inferno fora de mim, e assim como você, com toda a franqueza, mas eu te amo mais do que jamais pensei que pudesse amar alguém além de Rachel." Sorrio tanto que machuco meu rosto. Foi esse tipo de sorriso. "Graças a Deus." Deixo escapar um riso nervoso. "Eu estava com medo de que você não sentisse isso ainda." "Oh, eu estou tão lá que já tenho uma casa construída sobre essa estrada." Ele ri, alto e em bom som, e depois me gira em um círculo. Agarro-me a ele, segurando com força. "Então você está realmente se mudando para cá comigo?" "Sim, eu estou." Tiro o seu chapéu e atiro-o para o lado do meu. Se ele pode tirar o meu, então eu posso fazer o mesmo com o seu. Enterro meus dedos em seu cabelo castanho suave, sabendo que não conseguiria algo mais doce do que isso. "Eu sou todo sua, babe." Ele acaricia minha nuca. "Eu vou sair em turnê com você, e vou cantar também. Mas só se Rachel estiver bem com isso. Eu tenho que falar com ela primeiro." Vitória dispara através de mim, rápido e inebriante. "Visitar o país durante todo o verão com seus cantores favoritos no mundo? Sim. Tenho certeza que ela vai dizer não." Ele ri. Deus, eu amava a sua risada. "Muito arrogante?" "Sim. E você gosta de mim desse jeito." Ele joga o braço por cima do meu ombro, levando-nos até onde tínhamos jogado nossos chapéus. À medida em que os estabelecemos no lugar, tentando nos esconder do mundo, ele 175


sorri para mim. "Que tal pegar algumas bebidas antes de irmos para casa?" Eu descanso minha cabeça em seu braço, com o melhor que pude com o grande chapéu na minha cabeça. "Eu gosto como soa isso. Eu posso aceitar algum Sex on the Beach (sexo na praia)." "Eu posso lidar com isso, mas estamos caminhando na direção errada." Ele aponta por cima do ombro. "A praia é para lá." Eu bato no seu braço, rindo. "Você sabe o que eu quero dizer." "Eu sei." Admite. "Mas podemos sempre ter as duas versões." "A última vez que fizemos isso, as fotos estavam em todos os noticiários." Ele faz uma careta. "Aquelas poderiam ter sido as primeiras fotos à bater a notícia, mas elas certamente não serão as últimas." Ele estava certo. Nossos rostos tinham estampados em todos os noticiários nos últimos três meses. A qualquer hora que saímos, as câmeras estavam lá esperando por nós. Espero conseguir passar esta noite em privacidade. Eu tinha viajado com um nome falso. Envolvo meu braço em volta da sua cintura, segurando forte. "Quinn e Cassie me transmitem todos os artigos quando vêem. Eu juro por Deus que elas têm um alerta no Google sobre nós." "É para isso que servem os amigos." Austin diz, sorrindo. Eu rio. "Sim talvez. De qualquer forma, pelo menos estamos juntos nessa, certo?" "Certo." Ele beija minha testa. "Eu não quero nenhuma outra maneira, querida." "Sim. Nem eu." 176


E entĂŁo eu o beijo.

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Quer mais Sex on the Beach? BEYOND ME (Além de Mim) Jennifer Probst Pode uma diversão de verão se transformar em amor? Spring break em Key West com as minhas amigas era para ser diversão casual. Mas eu nunca esperava encontrá-lo. Sexo e diversão? Sim! Um relacionamento? Não. Mas seus olhos azuis quentes e sua forma confiante me atraiu. E quando ele me deixou ver o homem por trás da máscara, eu caí duro, tolamente acreditando que poderia haver um futuro para nós. Claro, eu nunca considerei que a nossa relação poderia ser baseada em mentiras... ou que sua traição poderia me balançar e me fazer questionar tudo o que eu acreditava... Será que uma vida construída em mentiras pode estragar tudo? No momento em que a vi, sabia que tinha que tê-la. Ela me fisgou com aqueles olhos frios e a atitude não-me-toque. Eu tinha tudo — dinheiro, status social, e aparência. Eu poderia conseguir qualquer garota que eu quisesse... até ela. Quando meus amigos me desafiam com uma aposta para levá-la para a cama até o final da semana, eu não poderia deixar passar. Mas o sexo não era para se transformar em amor. Não era para ela me mudar, me empurrar, e me fazer querer mais para mim. Não era para ela me destruir, em todos os sentidos. E agora, se eu não puder virar minhas mentiras em verdade, eu poderia perdê-la para sempre... 179


BEFORE YOU (Antes de Você) Jenna Bennett É tudo diversão e jogos Eu tinha um plano simples para as férias de primavera. Sol, areia, e um cara quente. Sexo na praia, sem amarras. A chance de me livrar desta virgindade de uma vez por todas. E quando eu conheci Tyler McKenna, pensei que eu iria conseguir. Até alguém se machucar Mas, em seguida, garotas começaram a chegar ao ponto de referência de Key West. Garotas que se pareciam comigo, mas com uma diferença crucial: Todos elas foram drogados e perderam suas virgindades. A virgindade eu ainda tinha. A virgindade que Ty se recusa a tomar. E agora eu começo a me perguntar se não há mais para ele do que os olhos. De repente, o sexo na praia não soava mais tão bom...

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Tradução:

Edieny Williams http://minhateca.com.br/edienywilliams

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01 entre nós série sexo na praia Jen McLaughlin