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Bella Jewel #1 Amore Série Amore

Revisão Inicial: Sil Revisão Final: Bia B. Leitura Final: Nai Data: 11/2016

Amore Copyright © 2016 Bella Jewel ~2~


SINOPSE 'Não é o amor que nos define, Julietta. É o amor que nos destrói'. Eu sou uma garota normal. Você poderia pensar. Eu nunca pensei em mim como algo diferente. Até que eu o conheci. Ele não acha que eu sou normal. Ele acha que eu sou especial. Especial o suficiente para estar em sua vida. Especial o suficiente para entrar em seu mundo. Especial o suficiente para sua estar em sua cama. Rafael Lencioni. Perigoso. Bonito. Aterrorizante. Minha história eu nunca contei. Eu não sou a filha. Eu não sou a esposa. Eu não sou a amante proibida. Eu não sou uma irmã ou uma mãe. Eu não sou quem você pensa que eu sou. Então, para eu me encaixar em seu mundo, eu tenho que fazer algo que eu nunca quis na minha vida. Algo que eu teria desaprovado até conhecê-lo. Eu tenho que mudar quem eu sou. Eu tenho que desligar o meu coração. Tenho que aceitar o meu lugar. Meu corpo pertence a ele. Meu coração não é permitido. Essas são suas regras. ~3~


Mas regras foram feitas para ser quebradas... certo?

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A SÉRIE Série Amore – Bella Jewel

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Prólogo Eu olho em seus olhos. Rafael Lencioni é desumano, perfeito, com olhos castanhos. Esses são o tipo de olhos que nunca se esquece. Nem por um único segundo de sua vida. Seus dedos estão enrolados em volta do meu braço, a boca a milímetros da minha, e sua respiração está batendo em minha bochecha em frases curtas e duras. Faz dias que eu fugi dele, e se eu não o conhecesse melhor, eu diria que o conforto que eu sinto de pé aqui na sua frente é real. Mas nós dois sabemos que não é. Suas mentiras estão quebrando meu coração. Ele está rasgando-o em mil pedaços minúsculos porque eu tenho que fazer algo que eu acreditava honestamente que eu nunca teria que fazer. Havia uma regra que eu não deveria ter quebrado, que ele nunca significasse nada para mim. Meus próprios olhos castanhos não desligam dos dele. Em vez disso, basta olhar um para o outro, que o que passa entre nós, principalmente, é um sentimento de desespero. Um desespero para mudar de vida. — Por que, Julietta? — Ele rosna, em voz baixa, profunda e rouca. Adoro a maneira como ele diz meu nome, como se parecesse, que poderia ser o único nome que ele fosse murmurar pelo o resto de sua vida. — Responda-me — ele exige cuidadosamente, como uma ordem que você não pode escapar, mesmo que ele não esteja levantando a voz. A mão suavemente se move do meu braço até meu pescoço, e lá ele segura meu queixo, trazendo o meu rosto mais perto, como se ele fosse me beijar. Mas ele não faz nada disso. Ele não vai me beijar. Não

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aqui. Não em público. Isso iria quebrar todas as regras, e Rafael não quebra as regras. Esse é o problema. Esse sempre foi o problema. — Deixe-me ir, Raf, — eu respiro, tentando me afastar desses intensos olhos castanhos. — Não até que você me diga o porquê. Por que eu estou aqui. Por que eu fugi com ele. Por que eu tenho evitado ele. Porque eu tinha que fazer. Eu tinha. Eu não aguento mais. As mentiras, mas principalmente, a dor. A intensa dor desesperada. A agonia de precisar de alguém que você não pode ter. Deixa-me apenas uma escolha. Eu vou fazer a única coisa que eu sei que vai fazer com que ele vire as costas para mim. A única coisa que eu sei que vai fazê-lo correr na direção oposta. A única coisa que estou certa que irá garantir que ele não volte. O pensamento de nunca mais tocá-lo novamente, beija-lo, rir com ele faz meu coração se contorcer e meu estômago se revirar, mas eu tenho que fazê-lo. Eu tenho. Por ele. Por mim. Por nós. Então, eu separo meus lábios e digo as palavras que vai levá-lo do meu mundo para sempre. — Eu estou apaixonada por você. Eu percebo antes que as minhas palavras deixem os meus lábios. Eu vejo a maneira como seus olhos piscam. Eu vejo a maneira como seu corpo enrijece e ele se endireita, parecendo quebrado, parecendo confuso, parecendo furioso. Sua mão cai da minha mandíbula e tudo dentro de mim grita para alcançá-lo e agarrá-lo de volta, mas eu não faço nada. Eu o deixo se afastar, levando meu coração junto com ele. Ele dá um passo para trás, e eu vejo seus olhos se fechando junto com seu corpo. Eu o vejo empurrar as minhas palavras para um lugar que ele não se deixa acessar. Ele se afasta, ficando de costas para mim, me deixando saber que as minhas palavras conseguiram o que eu desejava. Antes de sair, ele olha para trás por cima do ombro e me dá um olhar que eu provavelmente nunca ver novamente. Eu tento capturar seu rosto em minha memória, tento me lembrar de cada curva e cada linha. Tento me lembrar de quão rica sua risada é, e como ele faz meu coração bater.

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Seus olhos castanhos se conectam com os meus, e com uma voz baixa e rouca, ele murmura: — Eu lhe disse para não fazer isso.

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Nota para os meus leitores Caros leitores, Eu preciso dizer um pouco sobre este livro antes de continuar, então talvez você vá entender por que eu saí da minha zona de conforto para escrevê-lo. Eu estava lendo um livro recentemente sobre a máfia. Eu amo livros da máfia. Eu li uma boa parte deles. Sobre o líder da máfia e sua amante, sua chama proibida, a mulher que ele comprou, a filha de seu inimigo. Eu li. Você sabe o que eu não li? O que você está prestes a ler. Voltando para o livro que eu estava lendo. Havia menção de um líder da máfia que tinha uma esposa, uma bela esposa, uma boa esposa, uma esposa leal, uma mulher que ele amava. Mas ele tinha outra coisa. Ele tinha uma amante. Uma mulher ao lado. Supostamente pelo status. Uma mulher para fazê-lo parecer forte e superior. Na verdade, isso era importante, se ele não tivesse uma amante, seria visto como fraco. Minha atenção foi despertada. Fiz uma pesquisa. Acontece que é verdade muitas dessas situações. Nem todos elas, mas com algumas. E eu disse a mim mesma. Como é a sua vida? A da outra mulher? A usada como um símbolo de status? O que ela faz com seu tempo livre? Quem é ela? Por que ela faz o que faz? Como é que ela se encaixa em seu mundo? Como ela se sente por ser o que ela é? Será que dói? Ela está feliz? Como é que ninguém contou a sua história? Então. Eu vou contar a sua história. Eu espero que vocês a amem tanto quanto eu amei escrevê-la. Bella xx

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Capítulo um — Julietta, você está deslumbrante, — minha mãe diz, inclinando-se e beijando minhas duas faces, ela traz seu perfume aos meus sentidos e lembrando-me de me certificar de colocar o meu antes de eu sair hoje à noite. — Obrigada, mãe. — Eu sorrio, abraçando-a e, em seguida, volto atrás. Enfiando um longo fio de cabelo perfeitamente reto atrás da orelha, ela pergunta: — Você vai sair com Celia? Eu aceno, sabendo o que está vindo antes mesmo de eu responder a ela. — Sim, nós vamos para o novo clube na cidade. O rosto da minha mãe se contorce, e quando ela faz isso, se parece comigo. Tanto ela e meu pai são italianos, mas seu pai tinha um fundo inglês, e minha mãe não é toda italiana. Eu sou uma boa mistura de ambos, com dicas de herança da minha mãe, o que mostra no meu cabelo, que é castanho claro, não sendo normal para um italiano. Eu tenho pele morena clara e olhos castanhos com cílios grossos, do meu pai. Eu também tenho sardas espalhadas no meu nariz, que, Mama me diz, são dela. Que eu desejaria não ter. — Eu não sei sobre esse clube. — Ela mantém a testa franzida e, em seguida, inclina-se para mais perto, os olhos arregalados, e sussurra: — Você sabe quem dirige aquilo, não é? Eu rolo meus olhos. — Mamãe, eu sei... mas todo mundo vai para lá. Não é perigoso. É apenas um clube. — Ele é administrado por membros da máfia — ela sussurra, seus olhos queimam com um ar dramático.

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Eu sorrio para ela, tentando abafar meu riso. Quando ela fica assim, isso pode ficar bastante hilário. Ela tem um queda para o drama. — E? — E você sabe como eles são nesta cidade. — Mama — eu zombo. — Eles não se incomodam se não mexermos com o seu negócio. Há piores pessoas lá fora. Celia já foi, e ela disse que é incrível. Além disso, eu tenho vinte e quatro anos; Eu realmente não preciso de permissão. Ela ergue os braços e então ondula seu dedo no meu rosto, uma característica que ela herdou da mãe do meu pai, Francesca. Aquela mulher expressa tudo com as mãos. Se ela está falando, ou rindo, ou gritando, ela tem as mãos se movendo em um ritmo rápido. — Não fale comigo assim, mocinha, — Mama diz, com os olhos sérios. — Você ainda é minha filha. — A filha que vive sozinha, tem uma carreira, e não é estúpida — eu indico, também acenando meu dedo. Só um pouco. — Não importa. — Ela franze a testa, deixando cair as mãos e cruzando-as sobre o peito. — Esse clube não é o lugar para uma garota como você. Eu levanto minhas sobrancelhas. — Uma garota como eu? — Linda, doce, inteligente... Você não precisa estar no espaço de qualquer pessoa envolvida com a família Lencioni. — Eu vou para beber e dançar. É isso aí. Eu não estarei no espaço de ninguém. Vai ficar tudo bem. Agora eu tenho que ir. Celia está esperando por mim. Mama balança a cabeça e cruza os braços sobre o peito. — Seu pai não vai gostar disso. — Ele vai ficar bem, — Eu zombo. — Ele não precisa nem mesmo descobrir. Ela me olha horrorizada com o pensamento de manter um segredo dele. — Ele sabe tudo o que acontece nesta cidade, Julie. Ele vai descobrir. Eu levanto minhas sobrancelhas e atiro de volta — Ele pensa que sabe tudo nesta cidade, mas confie em mim, ele não é tão importante quanto acredita.

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Meu pai é um empresário e dirige uma empresa de saneamento local. Ele conhece um monte de gente. Ele também acha que é o rei de Chicago. Ele provavelmente teria um acesso de raiva se soubesse que eu estava indo em qualquer lugar perto dos Lencioni, mas é apenas uma noite de diversão. Ele não tem nada para se preocupar. — Você não puxou essa insolência de mim — ela zomba quando eu beijo sua bochecha. — Absolutamente. Até mais tarde Mama! Viro-me e saio correndo antes que ela possa falar outra palavra. Eu só apareci porque eu deixei meus sapatos aqui. Da próxima vez eu vou usar um par diferente. Eu adoro os meus pais, mas eles podem ser um pouco controladores. Eu acho que é porque eu sou filha única e por causa disso, eles tendem a me envolver em algodão. Eles não acreditam que eu possa fazer qualquer coisa sozinha sem o seu olhar atento. Isso é bom para mim, mas eu sempre fui um espírito livre. E eu não pretendo mudar isso.

***

— Oh. Meu. Deus — eu grito, batendo palmas e saltando para cima e para baixo. — Este clube é incrível! Celia toma conta do meu braço, com um enorme sorriso no seu rosto bonito. — É incrível, não é? — Absolutamente. — Eu suspiro, olhando atentamente para o belo espaço. É elegante, moderno e enorme. Existem vários andares repletos de pessoas. Na parte superior, eles estão inclinando-se sobre o balcão, conversando e observando os frequentadores abaixo. O interior elegante é decorado em azul e preto. O piso é preto, os bares e cabines são azuis, e há luzes piscando penduradas no teto que mudam rapidamente para pulsar a cada poucos segundos. Há uma enorme pista de dança no meio da ambiente e está lotada. De tirar o fôlego.

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— Vamos, vamos ver se podemos conseguir uma bebida — Celia diz, puxando-me no meio da multidão. Os homens em torno de nós fazem uma linha para que possamos percorrer com facilidade. Isso não é surpreendente. Celia é alta, de cabelos escuros e deslumbrante. Ela está usando um vestido vermelho justo e saltos que assustam até mesmo a mim, eles são tão altos. Ela caminha nos saltos altos com facilidade, como se nascesse para se mover neles. Meu cabelo está solto, enrolado, e flui em torno das minhas costas. Meu vestido é tão apertado quanto o dela e preto, agarrado ao o meu quadril na parte de trás. Meus saltos são pretos, de tiras, mas não tão altos quanto os dela. Um grupo de homens de terno sorri para nós quando passamos por eles, e eu abro meu melhor sorriso. Eu sou boa em flertar. Celia me diz que eu deveria ter sido macho, mas é apenas como eu sou. Eu não economizo no charme, mas eu amo dar aos caras algo para falar, e flertar um pouco não faz mal a ninguém. — Senhoras — sorri um dos homens bem vestidos. Nós duas acenamos com a cabeça e continuamos nossa jornada até o bar. Demora cerca de 10 minutos para conseguirmos uma bebida, mas finalmente estamos bebendo. Nos viramos para trás para o enxame de pessoas para tentar encontrar uma cabine. Não há nenhuma livre, então optamos por ficar perto da pista de dança, balançando nossos quadris com a música enquanto bebemos no meio da multidão e em meio as pessoas que estão dançando, bebendo, e curtindo. — Então, você está impressionada? — Celia pergunta se inclinando e gritando no meu ouvido. Concordo com a cabeça e ergo o polegar, deixando meus olhos percorrerem o espaço novamente. Eu vejo que no canto superior direito há uma enorme sala que parece ser feita inteiramente de vidro. Parece que ela está pendurada sobre o clube por uma razão; ela é fechada, comprida, tomando mais de um quarto do andar do clube. Meu palpite é que as pessoas que possuem este lugar estejam sentadas lá agora, observando a multidão. Nós não podemos ver, mas eu não tenho nenhuma dúvida de que eles podem ver quem está do lado de fora. — Você acha que eles estão nos assistindo agora? — Celia pergunta, olhando para cima seguindo minha visão. Eu dou de ombros, em seguida, sorrio quando uma ideia engraçada me bate. Além de flertar, eu também sou uma agitadora de

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merda. — Eu não sei. Devemos totalmente fazer alguma coisa e ver se podemos conseguir sua atenção. Celia ri. — Oh meu Deus, isso seria engraçado. — Isso realmente seria. — Eu sorrio, ainda olhando para a sala de vidro. — Vamos fazer caretas para ele. — Oh cara, de jeito nenhum. — Ela ri. — Vamos lá, vai ser engraçado. Ela balança a cabeça. — É a máfia lá dentro; eles poderiam atirar em nós. Eu zombo. — Eles não vão atirar em nós. As pessoas provavelmente mexem com eles o tempo todo. Ela pensa por um provavelmente está certa.

segundo,

depois

assente.

Você

— Vamos, vamos ter um pouco de diversão. Não me faça te desafiar, eu sei que você não pode dizer não a um desafio. Ela finge choque. — Você não faria isso. Eu sorrio. Ela sorri. Ela está dentro. Eu coloco meus polegares próximos aos meus ouvidos e mexo os dedos, enfiando a língua de fora. Celia salta no meu lado e começamos fazer cara de loucas. Pessoas ao nosso redor riem em voz alta, e alguns deles nos chamam de infantis, mas... bem... nós não nos importávamos, então esse é o ponto. Inferno, eu tenho certeza que eles não estão nos vendo de qualquer maneira.

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Capítulo dois RAFAEL — Você está vendo isso, Raf? — Meu irmão Vincent diz, com as mãos no vidro olhando para as duas meninas olhando diretamente para o escritório, fazendo caretas. — Eu estou vendo isso — murmuro, minha voz baixa, mas rouca, com foco nas meninas. Meus olhos se fixam sobre aquela que começou tudo. A partir deste momento, é difícil ver como ela se parece com clareza, mas o que eu posso ver é que ela tem um cabelo que a faz parecer deliciosa e extremamente feminina, pernas longas e um corpo assassino. Obviamente, ela tem insolência, também. Minha boca se contrai assim que eu a vejo e sua amiga, que agora estão colocando o dedo no nariz e puxando para fazer uma careta de porco. Vin está sorrindo. — Elas não sabem a quem pertence este clube? — É evidente que elas não se importam— eu digo, recostando na cadeira e cruzando os braços. — Atrevidas — ele murmura, seus olhos fixos na outra menina de vestido vermelho que mal pode ser chamado de vestido, aquele pedaço de pano. — Mmmmmm, — eu digo, observando um grupo de homens ao seu redor que lentamente se moveram para mais perto, de olhos no prêmio. As meninas parecem querer chamar a atenção, mas principalmente, as meninas agem como sensualidade e são lindas. Elas estão alheias, porque estão rindo muito. — Você vê aqueles homens em torno delas? Vin olha novamente para baixo. — Sim, há um monte deles. Muitos. Você deseja intervir?

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Eu fico olhando para os cabelos da menina bonita tímida, que agora está rindo, com a cabeça jogada para trás, sua bebida na mão espirrando de seu copo de coquetel. Bonita e sexy. Ela não teria chance, uma vez que o grupo chegasse nela. — Sim, eu acho que eu poderia. Eu endireito o meu paletó antes de me virar em direção à porta. — Irmão tenha cuidado. Eu sorrio. — Eu sempre tenho.

***

JULIETTA Muitos homens nos rodeiam. Ótimo, não estávamos exatamente sendo sutis e isso atraiu metade do clube de caras loucos. O grupo de homens se aproximando – todos sorrindo, todos encantadores, mas todos completamente pirados, loucos como o inferno. Eles se parecem com predadores, o tipo de homens que encurralam mulheres e levam o que querem. Eles têm esse ar sobre eles. Crepitando, algo que preenche o espaço em torno do grupo. Celia olha para mim, e nós rapidamente damos um passo para trás, parando o que estamos fazendo e nos voltamos uma para outra, fingindo que não estávamos vendo-os. Começamos uma conversa despretensiosa, mas isso não parece detê-los. Um dos homens dá passos para frente e coloca uma mão no meu quadril, inclinando-se perto. — Você gosta de chamar a atenção, eu vejo. Admiro isso em uma mulher. Eu tremo e tento me afastar, mas seu aperto aumenta, um aviso silencioso que eu não gosto. — Me solta. Nós só estávamos nos divertindo. — Belas garotas se divertindo, eu gosto disso, — Parece que ele gosta de um monte de coisas que eu não gosto. — Qual o seu nome, querida? Eu olho para Celia, que está tendo que conversar com um dos homens, enquanto os outros casualmente sorriem para nós como se

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estivessem à espera de sua sobremesa. Isso não é confortável. Nem um pouco. — Candice, — eu minto. — É um nome bonito, Candy. Ugh. Que tipo de homem ele é? Tento me afastar novamente, mas ele não me deixar ir. — Vamos dançar. — Eu prefiro não dançar — murmuro, tentando me mover novamente, mas seu aperto não afrouxa. — Vamos lá, só uma dança. Eu não mordo. Ele me puxa para a pista de dança e eu me contorço, tentando me soltar das mãos em meu quadril, mas elas só apertam. As pessoas quase não notam, apenas parece que ele é um homem tentando controlar sua difícil namorada. Estou bastante certa de que eu comecei a gritar, eles ainda não estão preocupados. Ele é treinado, disso eu tenho certeza; ele me manobra de uma forma que é quase impossível me afastar, e ele está fazendo isso com habilidade. Isso é assustador. — Me solte, — eu digo, mas ele finge que não pode me ouvir. Ele só abre um sorriso encantador para a multidão, que se movimenta de lado para deixá-lo passar. Seu cabelo, que eu posso ver claramente agora, é loiro e praticamente brilha sob as luzes piscando. Este homem é um boneco Ken da vida real, e ele sabe disso. Eu faço mais uma tentativa inútil de conseguir que ele me solte, mas ele não me libera. Seu aperto aumenta e ele me puxa para mais perto, esmagandome contra seu corpo. Ele prensa sua ereção contra minha barriga e eu entro em pânico. Tento novamente. — Me solta. — Eu acredito que a senhora pediu para soltá-la. O som vem de trás, um som suave como seda, sexy que faz minha pele se arrepiar e sentir uma pontada de medo ao mesmo tempo. Ele tem uma autoridade que não pode ser negada ou ignorada. Tanto que o homem que está me segurando, me solta e eu me viro para ver quem é, e sem dúvida, é o mais devastadoramente belo homem que eu já vi na minha vida.

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Um italiano musculoso de mais de um metro e oitenta está sob as luzes piscando. Ele tem o cabelo espesso e escuro que se enrola em torno do pescoço, no seu terno preto elegante e olhos tão castanhos que quase parecem pretos. Ele tem uma barba por fazer de pelo menos três dias no queixo, e seu cheiro é incrível. — Rafael — o homem que está me segurando diz, instantaneamente me liberando e dando um passo atrás. — Eu não estava causando nenhum problema; Eu só estava dançando com esta bela moça. — Ela não quer dançar — diz Rafael, a voz firme, precisa, aterradora, embora ele não precise elevá-la. Este é o tipo de homem que partiria outro ao meio com o clique de seus dedos. Isso irradia dele. Meu coração bate. — Cc-certo, é claro, — o homem gagueja. — Eu vou sair. Ele se vira e me solta, desaparecendo na multidão tão rapidamente que eu estou confusa. Eu me volto para o homem de pé em frente a mim e me pergunto que tipo de poder mágico ele detém para fazer alguém desaparecer tão rapidamente. Provavelmente é da Máfia. Isso faz com que o medo rasteje pela minha espinha. Eu decido dar-lhe um sorriso, apenas no caso. Eu certamente não quero irritá-lo. — Obrigada. Ele estuda meu rosto, os olhos castanhos profundos movendo-se sobre a minha aparência, e um lento sorriso se espalha em seu rosto. — O prazer é meu, Cara. Meus joelhos tremem. Sua voz é o tipo de voz que se deseja ouvir quando ele está entre seus pés, fodendo tão forte que você não pode respirar. Eu estudo seu rosto enquanto sutilmente respiro seu cheiro mais uma vez. Deus, seu perfume é bom. Ele parece tão incrível. Um garanhão italiano, sem dúvida. Este é o tipo de homem que você pagaria para montar toda a noite, sem hesitação. Eu me perco no pensamento e me viro, olhando para as minhas mãos, sem saber o que eu deveria dizer. — Qual é seu nome? — Ele pergunta sedutoramente, mergulhando mais para baixo para que eu possa ouvi-lo. Sua respiração faz cócegas na minha bochecha, e eu estou bastante certa de que eu gemi.

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— Julietta. — Bonito — ele respira. Deus, quem é esse homem, e quando eu posso levá-lo para casa? — Ah... — Eu me viro nervosamente. — Obrigada. — Cuide-se, Julietta — ele ronrona, olhando em volta do clube. — Existem pessoas ruins lá fora. — Eu vou — eu digo, encontrando seus olhos. — Obrigada pela ajuda. Deus, Julie, pare de dizer obrigada. Ele me pisca um sorriso de parar o coração antes de se virar e desaparecer no meio da multidão que se move para deixá-lo passar. Uau. Isso foi intenso. Eu quero mais.

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Capítulo três JULIETTA Célia e eu dançamos até que o suor brilhasse em nossa pele Então nós dançamos um pouco mais. Eu bebi alguns Cosmos, mas eu ainda não estou bêbada. Eu acho que dançar tanto, fez com que o álcool não fosse absorvido pelo meu sistema. Além disso, estou me divertindo muito. Este clube é incrível e quanto mais tempo eu fico aqui, mais eu gosto. Celia dança ao meu lado com um cara bonito, que parece como se tivesse saído de um filme country, com toda aquela pele bronzeada, cabelos loiros, e botas de cowboy. Eu só estou dançando livremente, sem me preocupar em me juntar a ninguém. Passa da meia-noite, mas este clube permanece aberto até cinco horas e eu penso em ficar por muito tempo. A necessidade me chama no meio da próxima música, e eu aceno para Celia, deixando-a saber que eu estou indo ao banheiro. A fila é enorme quando eu chego lá, e eu quero gemer em voz alta. Olho para os banheiros masculinos e vejo que não tem fila. Não, eu não posso. Eu fico na fila, me contorcendo quando a pressão aumenta e minha bexiga parece que vai explodir. Meus olhos vão para os banheiros masculinos novamente. Se eu não estivesse embriagada, eu não consideraria isso, mas eu estou e eu preciso fazer xixi. Eu corro como uma louca para os banheiros derrapando até a primeira cabine. Não há homens na aqui no momento, então eu rapidamente fecho a porta e faço xixi, suspirando de alívio. Quando eu acabo, eu espreito para fora e vejo que ninguém está por perto ainda. Os homens ainda fazem xixi? Quero dizer, honestamente, como o banheiro masculino pode estar tão vazio e o nosso tão cheio?

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Corro para fora do meu cubículo e até as torneiras. Eu olho no espelho checando minha aparência enquanto eu lavo minhas mãos. Eu ainda pareço muito bem, considerando o tanto que eu já dancei. Meu cabelo não está tão perfeito como estava no início da noite, mas a minha máscara de cílios ainda está intacta. É isso aí. Eu termino de lavar as mãos, as seco e, em seguida, corro para a porta. Eu empurro abrindo e saio, para bater em um peito duro. Eu olho para cima assustada e meus olhos se arregalam quando vejo Rafael olhando para mim, com as mãos enroladas em torno dos meus braços para evitar que eu caia para trás. Ele tem um sorriso no rosto que me diz que sabe exatamente o que estou fazendo e que ele acha totalmente divertido. — Você está confusa sobre qual banheiro deveria usar, Julietta? Eu aceno e sorrio timidamente. — Quando se trata de uma garota ter que fazer xixi e está apertada... Seu sorriso se torna maior e eu vejo através de sua barba. Ele tem covinhas. Quente. — Eu gosto de garotas que vivem perigosamente. Venha, tome uma bebida comigo. Ele está falando sério? Eu quero fazer uma dancinha feliz e dar um gritinho. Quer dizer, eu sou uma menina e eu sou solteira. Este é o tipo de homem que você quer ter um caso de uma noite. Eu assumo que não faço isso frequentemente, mas hoje eu estou disposta a abrir uma exceção. Eu aceno para ele com um sorriso. Ele enrola um braço em volta do meu quadril e me leva para o corredor. As meninas na fila do banheiro ficam de boca aberta, e eu sei que não é porque eu fiz xixi antes delas. À medida que caminhamos, as pessoas se voltam para olhar para mim, uma mistura de choque e confusão em seus rostos. O que? Eu tenho um rasgo no meu vestido ou algo assim? Olho para o meu vestido e não vejo nada. Eu esfrego os dentes com meu dedo, apenas para ter certeza. Então eu continuo com Rafael, imperturbável. Ele me leva para uma porta, e eu não estou prestando atenção, porque a minha música favorita começa e o desejo de dançar é forte. Nós passamos pela porta e eu estou feliz balançando em seus braços, mas paro quando percebo onde estamos. O escritório de vidro grande. Eu posso ver todo o clube abaixo de mim, e de repente eu penso com total clareza. Celia disse... Me viro devagar e olho para Rafael.

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Oh. Meu. Deus. Ele é da máfia? Eu estava certa? — Este é o seu escritório? — Eu pergunto, tentando não ranger os dentes ou fazer um som de medo. — Não, — ele diz calmamente, como se sentisse meu pânico. — É um de um amigo; Eu estou no clube essa noite. Quer uma bebida? Ele não é da máfia, mas isso significa que seu amigo é. Eu exalo com alívio, mas só um pouco. — Seu amigo é dono desse clube? Rafael claramente sente nervosismo na minha voz e caminha para mim, e agora ele se parece mais com um predador do que um homem sexy-como-inferno. — Sim, Cara, ele é. Eu pisco e depois sorrio sem jeito. Ele sorri. — Parece que você já ouviu rumores sobre este clube. Eu engulo. — Eu, ah, eu acho que todo mundo já ouviu, certo? Talvez eu devesse sair. Ele dá um passo para frente e segura meu queixo em sua mão grande. — Eu te assusto, querida? Suas palavras fazem meus joelhos a tremerem. — Não, é só... — Estou prejudicando você? Ele certamente não está. Por que ele tem que ser tão atraente? — Não mas... — Então, tome uma bebida comigo, e pare de se preocupar com algo que não envolve você. Não é uma opção, eu posso dizer por seu tom de voz suave, mas firme. Concordo com a cabeça e caminho ao longo da borda do vidro, olhando para fora. Eu tranquilizo minha respiração e me acalmo. Estamos apenas tomando emprestado o escritório do cara da máfia. Quem se importa? Ele não está aqui. Este homem-quente-como-opecado, está. E eu estive pensando qual seria a sensação de estar em seus braços toda a noite. Eu expiro em voz alta e decido apreciar o fato de que estou prestes a ter a minha chance com este cara lindo.

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Eu sinto sua presença atrás de mim e meu corpo treme com o calor que emana dele e agita todos os meus sentidos. — É uma visão bastante ampla, não é? — Diz ele, chegando perto de mim para colocar uma bebida em minha mão. É um Cosmo. Ele está prestando atenção. Eu acho que minha calcinha ficou molhada. Isso simplesmente fica cada vez melhor. — Você ficou sentado aqui assistindo? — Eu pergunto, tentando não gaguejar enquanto ele chega mais perto de mim, com sua mão delicadamente passando pelo meu quadril. Este homem é intenso, tão intenso. É um pouco assustador, mas e uma maneira que você não consegue se virar. Como a parte do filme de terror que você sabe que vai ser horrível, mas seus olhos permanecem colados na tela. — Na maioria das vezes. — Na maioria das vezes? — Sim, principalmente. Oh cara. — Então você me viu... — Eu engulo, — ...fazendo caretas? Seu polegar desliza em meu quadril, e eu tremo. — Sim. Você é uma mulher intrigante. Eu trago meu Cosmo aos meus lábios e engulo um gole grande. — E você me viu entrar no banheiro? Ele ri, baixo e rouco. — Sim eu vi. — Estou aqui para ser punida? — Isso depende — diz ele, deslizando a mão para cima, na pele exposta na minha coluna. — Você quer ser punida? — De preferência, não, — eu chio. — Eu nunca fui fã de ser espancada. Ele tem um tom divertido quando diz: — Então eu não vou punila, e eu não vou bater em você. Hoje à noite, de qualquer maneira. Jesus. Engulo em seco. — Por que estou aqui? — Eu disse a você — ele murmura, enredando o meu cabelo em torno de seu dedo. — Você me intriga.

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— Isso acontece muitas vezes? — Nunca. Oh. Merda. Dou um passo ainda mais perto do vidro até que minha respiração projeta um pouco de vapor na superfície. — Eles não podem nos ver aqui — eu respiro, observando as pessoas que se misturam lá embaixo. É fascinante, bem como assistir a uma colmeia em ação. A interação entre os sexos é hipnotizante. Ele dá um passo mais perto, até que seu corpo firme está pressionado contra minhas costas tão plenamente que posso sentir cada polegada dele. Cada. Polegada. — Não. Muito emocionante, não é? — Sim — eu admito, colocando minha mão no vidro. Rafael segura meu quadril e gentilmente me gira, assim eu estou de frente para ele. — Você está impressionada com o clube? — Diz ele, estudando meu rosto. — Sim, é muito impressionante. Ele sorri e me solta, dando um passo para trás. Eu quero suspirar de alívio, só que eu meio que sinto falta de seu toque e isso é insano. Eu bebi demais. Espere, não, eu não bebi. Ele é como uma droga. Tudo sobre ele é da mesma forma intoxicante. — Venha — diz ele, sentando em um sofá de couro. — Sente. Fale-me sobre você. Eu ando até ele e cuidadosamente me sento, cruzando as pernas. Seus olhos caiem para elas, e eu rapidamente descruzo, me mexendo nervosamente. — O que você quer saber? — Pergunto olhando longe do seu olhar. — Dá-me seus olhos, Cara — ele murmura e um formigamento dispara pela minha espinha. Eu dou-lhe os meus olhos. — Você trabalha? Eu concordo. — Sim, eu sou enfermeira. — Uma enfermeira. — Ele sorri. Jesus, eu gostaria que ele fosse feio. — Muito impressionante. Eu dou de ombros. — É o que eu queria fazer. — Admirável. Você tem família na cidade? ~ 24 ~


— Minha mãe e meu pai moram aqui, eu sou filha única. Seus olhos brilham. — Lamento ouvir isso. Eu rio, e as sobrancelhas dele se atiram para cima. — Você acha isso engraçado? — Ele pergunta. — Você está se desculpando por eu não ter irmãos? Seu rosto fica sério. — A família é tudo, Julietta. Todos devem ter irmãos. Oh cara. — E você? — Eu digo, engolindo mais do meu Cosmo. — Você tem irmãos? — Dois irmãos. — Isso é bom. Seus pais? Ele se inclina para trás em sua cadeira, sorvendo o líquido âmbar do seu copo. O gelo faz um som tinindo. — Meu pai morreu há um ano. Minha mãe ainda está viva. — Sinto muito por ouvir isso — eu digo sinceramente. Ele me estuda. — Obrigado. — Então, ah, eu provavelmente deveria ir e... — Você está com alguém atualmente? — Ele pergunta e eu me viro, olhando para ele com uma expressão chocada. Eu não deveria estar chocada. Eu vim aqui sabendo o que ele queria. Eu não sou idiota. Eu li os sinais. Eu quero isso tanto quanto ele. Este belo estranho perigoso está fazendo coisas comigo que eu gosto, muito. — Perdoe-me? — É isso. Você está em um relacionamento? Eu balanço minha cabeça. — Não. — Você quer estar? Ele não me pediu para ser sua namorada, não é? Oh Deus, ele bateu a cabeça? Talvez eu devesse correr. Eu pensei que era apenas uma noite de diversão cheia de vapor, e aqui ele está ultrapassando a linha do namoro. Eu e relacionamentos não funcionamos; nunca. Eu

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tive apenas um namorado e no minuto que ele me pediu para casar com ele, eu corri gritando. Celia chama de ‘compromissofobia’. A ideia de me casar e perder o meu espírito livre me assusta, então eu tenho evitado relacionamentos como a peste. Como eu disse, eu tenho certeza que eu estava destinada a ser um macho. — Não, — eu digo, minha com a voz grossa. — Eu não sou o tipo de relacionamentos. — Perfeito — ele murmura, colocando o copo na mesa e se virando para mim. Meu coração acelera; este homem é hipócrita de um jeito excitante. Se eu não estivesse bebendo, eu provavelmente já teria saído daqui. Rafael é tão tentador, tão bonito. Deus, eu quero apenas um gosto. Especialmente quando ele está se inclinando mais perto... — Você vai me beijar? — Eu pergunto, surpreendendo-me. Seus lábios se abrem e ele murmura: — Sim, Cara. E então eu vou te foder. Meus olhos se arregalam, mas antes que eu possa protestar, ele estende a mão, enrolando os dedos em torno do meu pescoço, me puxando para frente. Eu coloco meu copo na mesa de centro antecipando seu próximo movimento. Em seguida, seus lábios estão nos meus, de maneira suave no início, persuadindo. Quando eu me derreto, aquele beijo se torna mais profundo. Eu deveria fugir, mas não posso. Ele tem um gosto tão incrível quanto eu pensei que teria, e Deus, beija-lo é o céu. Sua boca é exigente, seu corpo é firme, e ele está no controle completo. Nossas línguas dançam juntas, e minha cabeça não está nada feliz quando eu me mudo para mais perto dele, querendo ainda mais. Ele não vai se lembrar do meu nome na parte da manhã, então eu deveria apenas viver o momento. Certo? Claro que sim.

***

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Nós nos beijamos por mais de uma hora. Retardando a dolorosa tortura da melhor forma. Ele não se apressa; ele me beija como se a minha boca fosse o único lugar que ele quisesse estar. Eventualmente, ele move os lábios dos meus, deixando os meus lábios inchados e satisfeitos, e move-os para meu pescoço, gentilmente beliscando minha pele enquanto suas mãos correm até meus lados, levando meu vestido com elas. Eu me viro, e deixo deslizar o vestido para cima e sobre a cabeça, e depois me viro de volta para perto dele. Ele suga a respiração quando seus olhos caiem para meus seios, e um calor emana de seus olhos. — Linda — ele rosna, correndo o dedo ao longo da curva do meu peito debaixo do meu sutiã preto. — Tire isto. Eu passo os dedos trêmulos na costas e puxo o meu sutiã fora. Talvez eu devesse reconsiderar. Eu estou cedendo muito fácil, mas o crédito tem que ir para quem o merece, beijá-lo tem o mesmo efeito de uma droga, então eu realmente não estou pensando direito. — Talvez a gente não deva, ah... — Eu sussurro, mas ele me corta com outro beijo profundo, intenso. — Não se preocupe — diz ele, quando ele se afasta. — Nós estamos apenas nos divertindo. — Somente nos divertindo? — Eu respiro, tentando segurar o meu gemido quando ele deixa cair a boca no meu mamilo, que está duro e pronto para ele. — Sim, Cara. Diversão. Eu quero protestar, realmente eu quero, mas ele está chupando meu mamilo, sacudindo sua língua contra ele, e de repente eu não me importo que eu esteja sendo um pouco vagabunda, suja por dormir com um homem que eu não conheço. Seus dedos quentes viajam pelos meus lados, pelos meus quadris, e minha calcinha. Ele puxa de repente e ela sai com um rasgo alto. Eu o empurro, mas ele continua chupando meu mamilo, não se afastando, e eu não posso me preocupar com a minha calcinha por um segundo mais. Eu gemo e arqueio contra ele, deixando o álcool dirigir minhas ações. Ele encolhe os ombros e tira o paletó, então desabotoa o primeiro botão de sua camisa, tudo ao mesmo tempo sugando os meus seios.

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Ele se afasta um pouco e eu estou ofegante, olhando para ele do meu lugar no sofá. Ele se parece com um deus quando tira a camisa e a joga de lado. A luz ilumina seu corpo incrível, e eu vejo que ele não tem uma única tatuagem em sua pele impecável. Eu gosto de tatuagens, mas ver um homem tão poderoso como ele sem elas é tão quente. Ele pega as calças e desfaz o botão de cima, e a minha boca fica seca. Ele sorri e solta, colocando a mão no meu peito e me empurrando para trás de modo que as minhas costas estejam apoiadas contra o sofá. Em seguida, ele agarra meus quadris e me puxa para baixo, e antes que eu saiba o que está fazendo, ele puxa meus quadris para cima e leva minha boceta à boca. Em seguida, ele lambe. Longas e profundas lambidas, de cima para baixo e de volta novamente. Eu suspiro e depois grito enquanto ele suga e lambe, suas habilidades orais são tão dominantes quanto o próprio homem. Meus dedos ondulam, e os meus saltos pressionam em suas costas enquanto ele me devora. — Oh Deus — eu grito, me erguendo, nunca tive algo parecido, tão incrível em toda a minha vida. Eu só dormi com poucos homens e nenhum deles, Deus, nenhum, tomou meu corpo assim. Eu gozo em questão de minutos, e não há nada que eu possa fazer para me segurar. Eu me arqueio para cima, minhas pernas o apertam, e meu corpo explode no orgasmo mais intenso que eu já tive. Eu vejo estrelas, e todo meu mundo fica preto por um segundo. Eu vagamente ouço o som de uma embalagem de preservativo sendo rasgada, e, em seguida, Rafael está posicionado em cima de mim, colocando as minhas pernas em torno de seus quadris. Ele traz o seu pau para minha entrada e desliza, em um movimento preciso e rápido. Eu suspiro, ele resmunga, e então ele começa a me foder. Ele me fode como o macho viril que é. Rápido, golpes fortes que vão apenas profundo o suficiente para pressionar contra os meus nervos já sensíveis. Ele não bate, ele não desliza, ele só fode com perfeita precisão. Meus dedos encontram suas costas e eu deslizo as mãos para baixo dos seus músculos, admirando a força dele. Tão fodidamente perfeito. — Sim — eu respiro, me arqueando, e pressionando meus seios contra o seu peito quente.

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Ele traz uma mão para baixo, agarrando minha coxa usando-a para inclinar meus quadris e conduzir seus impulsos. — Foda-se — ele resmunga, pegando o ritmo. — Pra cima. Sem aviso prévio, ele puxa para fora de mim, e eu pego um vislumbre de um belo pau antes que ele me gire e pressione o meu tronco sobre as costas do sofá. Em seguida, ele está de volta dentro de mim, mais profundo desta vez. Uma mão encontra o meu quadril e a outra emaranha no meu cabelo, e então ele realmente deixa claro a que veio. Ele me fode tão duro que eu grito. Eu não posso voltar atrás. É uma sensação tão incrível, tão suja, tão erótica, que eu não quero nem tentar. Seu pênis leva meu corpo e faz com que eu seja sua escrava. Cada parte de mim pertence a este homem neste momento. Seus sons de prazer fazem minha boceta apertar em torno dele e cada vez que isso acontece, ele faz um som gutural profundo em sua garganta. — Linda — ele resmunga, e me fode mais forte. — Tão fodidamente bela. — Sim — eu choramingo quando meu corpo se contrai mais e mais. — Oh Deus, sim. Ele estende a mão, e seu polegar encontra o meu clitóris, onde ele gentilmente esfrega. Eu não consigo me conter, eu gozo. Eu nunca gozei dessa forma antes, e é incrível. Ele começa como um pulso baixo, quente no fundo da minha barriga e rapidamente se expande de forma latejante, intensa, que explode dentro de mim. Eu grito seu nome e agarro o sofá tão forte, que meus dedos ficam brancos, mas Deus, vale a pena cada segundo. Ele vem logo atrás de mim com um grunhido irregular e um último impulso de seus quadris. Então ele exala alto e envolve um braço em volta da minha barriga, fazendo-me me erguer e ficar pressionada contra o peito dele. Seus músculos contraídos são bastante incríveis. Ele deixa cair a cabeça no meu pescoço e inala o meu cabelo. Deus. Tão intenso. Depois de alguns momentos, ele finalmente puxa para fora de mim e nos apoia no sofá. Ele desaparece em um banheiro e eu fico lá parada, nua, exceto meus sapatos, me perguntando o que diabos eu fiz? Quem se importa? Foi fantástico.

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Capítulo quatro JULIETTA Rafael retorna três minutos depois e então eu já puxei meu vestido de volta, sem calcinha. Sento-me no sofá, olhando para ele, quando ele se move como um leão para mim. Ele tem as calças de volta e nada mais. Meus olhos percorrem o comprimento dele, movendo-se sobre seus peitorais bem torneados, e seu abdômen tanquinho, até o V em seus quadris. Tão quente. Ele limpa a garganta e meus olhos empurram de volta até encontrar um sorriso divertido no rosto. — Apreciando a vista, Julietta? — Pergunta ele, pegando a camisa e deslizando-a de volta, lentamente, abotoando. — Julie, — eu respiro. — Você pode me chamar de Julie. Seus olhos encontram os meus. — Eu prefiro Julietta. Oh cara. — Ah, bem, eu deveria ir — digo, de pé. — Obrigada por... Minha voz falha quando uma batida forte soa na porta. Os olhos de Rafael piscam para ela, então ele encolhe os ombros em sua jaqueta antes de caminhar. — Sente-se, Cara. Isso não vai demorar muito. Eu me contorço desconfortavelmente, mas fico sentada. Rafael abre a porta e dois homens, ambos vestindo ternos pretos, entram. Seus olhos caem sobre mim, e meu rosto fica vermelho. Oh Deus. Ele simplesmente os deixou entrar, quando minha calcinha está rasgada e, provavelmente, jogada sobre uma cadeira em algum lugar? O mais alto dos dois homens se parece com Rafael, com seu longo cabelo escuro e olhos castanhos penetrantes. É aquele que olha para mim por mais tempo.

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— Desculpe pela interrupção, Chefe — ele finalmente disse, virando-se para Rafael. — Nós temos um problema. Chefe? Chefe? Meu coração bate quando os meus olhos encontram os de Rafael. Ele está olhando para mim, sua expressão é ilegível. Eu estou com as pernas trêmulas. — Ah, eu, hum... — Eu começo, mas Rafael coloca a mão para cima. — Julietta, este é meu irmão Vincent Lencioni e meu bom amigo, Benito. Meu corpo inteiro fica rígido. O que ele acabou de dizer? Eu conheço o sobrenome. Todo mundo conhece. Se este é o seu irmão, isso o faz... oh Deus. Chefe. Eles o chamaram de Chefe. Meus joelhos começam a tremer quando a ficha cai. Eu apenas fodi com o Chefe da máfia italiana. Eu acho que vou vomitar. Isso não pode estar acontecendo. — Eu vou sair — eu digo, sentindo a cor drenar do meu rosto. — Não — Rafael diz, com os olhos intensos. A maneira como ele fala, faz meu peito apertar. Dormir com ele significa que eu estou amarrada a ele? Devo-lhe alguma coisa? Será que ele vai me seguir? Querer me manter? A bile queima na minha garganta, e eu freneticamente olho em direção a minha bolsa. — Eu preciso ir, — eu digo, me virando para correr para a porta, que está livre agora. — Julietta — Rafael chama, mas eu corro para fora tão rápido quanto minhas pernas trêmulas conseguem me levar. Eu não paro de correr até que eu esteja fora desse clube e no metrô para casa. O que diabos eu fiz?

***

RAFAEL ~ 31 ~


Eu vejo quando ela corre para fora da porta, seu cabelo fluindo atrás dela, tropeçando em seus próprios pés. Eu suspiro e passo a mão pelo meu cabelo, antes de virar meus olhos para Vicente e Benito. Os dois homens mais próximos a mim. Os mais confiáveis. Vincent levanta as sobrancelhas e murmura: — Outra, Raf? Eu resmungo e encontro o copo que coloquei em algum lugar, em algum momento durante a minha sedução da doce, jovem, e atrevida Julietta. — Não é da sua conta, irmão. — Você precisa escolher uma e ficar com ela. Eu olho para ele. — Eu vou fazer o que eu quiser. Ele ergue as mãos. — Não há problema aqui, Chefe. Eu só estou pensando em sua reputação. Já para não falar de Maria. Maria. Minha esposa. Quando meu pai ficou doente há quatro anos e eu estava na fila para me tornar líder, eu não tive escolha a não ser tomar uma esposa. Meu pai e seu melhor amigo e parceiro ao longo da vida Riccardo, que vinha de uma das linhagens italianas mais antigas e mais poderosas, pensaram que sua filha seria adequada para essa posição. Foi dada a ela a chance de ir para a faculdade quando tinha dezoito anos, mas ela decidiu ficar com seu pai, compreendendo plenamente sua responsabilidade com a máfia, Maria permaneceu. Eu acho que é a única vida que ela conhecia e por isso ela estava feliz em tomar seu lugar. Ela tem um histórico forte e conhece a vida. A esposa perfeita para me dar filhos. Duas linhagens italianas que fariam um inferno de uma conexão quando se juntassem. Maria e eu não amamos um ao outro, mas respeitamos o nosso relacionamento. Eu me importo com ela, mas ela não faz nada para acalmar a paixão furiosa eu sempre carreguei comigo. Ela, no entanto, compreende a minha posição e o fato de eu ficar com outras mulheres. Não é certo, mas é parte da minha vida. Em nosso mundo, não é traição. Na verdade, um líder sem uma amante pode ser mal interpretado parecendo fraco e impotente. Nós nos casamos apenas para produzir filhos, para ampliar ainda mais as nossas linhagens fortes, e para assumir nosso lugar quando não estivermos mais aqui. Se eu não tiver um filho, Riccardo, se ainda estiver vivo, será o próximo a assumir se algo vier a acontecer comigo. ~ 32 ~


Minha esposa está bem ciente que eu tive amantes, três delas, para ser exato. Nenhum delas permanente. Depois de algumas semanas, eu as achei chatas e pouco atraentes. Eu quero uma amante que produza faíscas em meu estômago, uma mulher que eu possa manter ao meu lado permanentemente. Uma mulher como Julietta. Nenhuma mulher em minha vida me fez querer do jeito que eu a quis. Atrevida, bonita e um espírito livre, ela é o tipo de mulher que eu poderia ter na minha vida, sem pensar duas vezes. Lembrar as unhas dela deslizando pelas minhas costas, e aqueles saltos estimulam meu pau a endurecer mais uma vez. Eu não deveria ter mentido para ela quando ela perguntou quem eu era, mas eu vi a cautela em seus olhos e soube que ela teria corrido se soubesse. Como ela fez agora. — Minha reputação não afeta Maria — murmuro, finalmente, a minha atenção de volta em Vincent. — Não, eu imagino que não. — diz Vincent, seus olhos fixos nos meus. — Por que você está aqui? Eu o enviei para um trabalho; você está de volta cedo demais. Então, me explique exatamente o que aconteceu. — Encontramos um problema — diz ele, seus olhos se voltando para Benito. Eu me viro, meus ombros enrijecem. Essa palavra não é algo que eu goste de ouvir. — Um problema? — Sim. Deixamos passar o carregamento, mas quando chegamos lá, ele tinha desaparecido. Meus olhos se estreitam, e a raiva borbulha no meu peito. — Desapareceu? Eu tinha três homens lá esperando. Como diabos ele poderia ter desaparecido? — Essa é a coisa, Chefe. Aconteceu. Desapareceu. E não deixou rastro. — E meus homens? — eu ranjo os dentes. — Igualmente sumidos.

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Foda-se. Ao que parece esta não é a minha noite.

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Capítulo cinco JULIETTA Lágrimas correm pelo meu rosto enquanto eu olho para Celia, que está olhando para mim com olhos grandes e a boca aberta. — Eu sinto muito, por favor, repita. Eu coloco minha cabeça contra as mãos e soluço. — Eu dormi com Rafael Lencioni. Ela faz um som estrangulado, antes de gritar: — Porra, você enlouqueceu? — Eu não sabia! — Eu grito, olhando para ela. Ela começa a agitar as mãos ao redor, como se isso fosse deixar as coisas melhor. — Como você não sabia? — Eu te chamei para vir me ajudar a descobrir o que fazer, não grite comigo. E, ele me disse que seu nome era Rafael, mas eu não sabia que esse era o nome do Chefe da máfia. Ele não me disse seu sobrenome e quando fomos para o escritório, ele disse que estava ali no clube por empréstimo de um amigo. Eu não sabia! Seu rosto se contorce. — Como você descobriu? — Seu irmão entrou e chamou Rafael de Chefe, e, em seguida, Rafael apresentou o seu irmão e disse seu último nome, e aí eu me toquei. — Oh garota — diz ela, esfregando as mãos sobre o rosto. — Isto é ruim. — Eu corri para fora, e ele não me seguiu, mas eu deixei a minha bolsa, Celia. Isso significa que ele vai saber o meu nome e endereço completo. — Isso é ruim — diz ela novamente.

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— Você acha que eu lhe devo alguma coisa? — Eu digo, sentindo minha pele formigar. — Oh Deus, o que diabos eu fiz? Eu sei demais? Será que ele vai atirar em mim ou algo assim? — Você está exagerando. Acalme-se — diz ela, mas ela parece preocupada comigo. Eu posso ver isso em seus olhos. — Eles fazem essas coisas o tempo todo. Muitas meninas provavelmente vão até lá e acabam em sua cama. Você precisa respirar, acalmar-se, e esperar para ver o que acontece. — Eu não posso acreditar que fui tão estúpida — eu sussurro, deixando cair a cabeça em minhas mãos. — Ei — diz ela, deslizando sobre minha cama e envolvendo o braço em volta do meu ombro. — Você não sabia. — Eu sou uma prostituta. Ela ri baixinho. — Não, você não é. Eu o vi quando ele a salvou daquele homem. Qualquer mulher teria ficado caída por ele e... aberto as pernas para ele. — Você tem que ser tão grossa sobre isso? — Eu pergunto, dando-lhe um olhar mortal. Ela encolhe os ombros. — Fatos são fatos. — Ele sabe onde eu vivo — eu sussurro. — Eu nunca ouvi falar de membros da máfia rastrear meninas que dormiam com eles e para cortar em mil pedaços minúsculos ou forçá-las a se tornarem escravas sexuais. Tenho certeza de que você está segura. Eu olho feio para ela. — Estou falando sério. Ela aperta meu ombro. — Assim como eu. Você quer que eu fique essa noite? Eu balanço a cabeça, sabendo que preciso de tempo para limpar meus pensamentos. — Não. — eu sussurro. — Eu só vou para a cama para dormir até passar. Ela fica de pé, sorrindo para mim calorosamente. — Vai ficar tudo bem, querida. Ele provavelmente vai mandar alguém largar sua bolsa aqui e você nunca irá vê-lo novamente. Eu aceno, mantendo uma cara brava.

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Ela me abraça e depois vai embora. Como é que uma noite com esse homem, se transforma em uma bagunça dessa?

***

Meus pés doem quando eu me apresso pelos corredores do hospital local, onde eu estive empregada nos últimos dois anos. Eu amo meu trabalho, mas às vezes os horários são exaustivos. Eu estou trabalhando no turno da noite, e isso sempre exige o máximo de mim. Eu estou trabalhando há cinco horas, mas o tempo têm literalmente voado. Tivemos tantas pessoas na emergência, esta noite, mais do que o habitual, por isso tem sido agitado. — Julie! Eu paro, meus sapatos rangendo quando me viro para ver o Dr. Mathews acenando para mim quando ele corre, com o seu jaleco branco esvoaçando. Eu suspiro. Eu gosto de Jacob Mathews. Eu até já tive uma grande paixão por ele, mas ele brincava com as enfermeiras como se fôssemos descartáveis, e eu instantaneamente me desliguei dele. Isso, é claro, só o fez me querer mais e no último mês, ele tem sido encantador como o inferno querendo desesperadamente me conquistar. — Dr. Mathews, — Saúdo, sorrindo porque eu tenho, não porque eu estou com vontade. — O que posso fazer por você? Ele franze a testa, e eu não posso negar que ele tem um belo rosto. Cabelo confuso e escuro, olhos castanhos, e uma mandíbula super masculina. Ele é lindo, como um modelo. Ele também é alto e bem construído, um bônus. — Me chame de Jacob, e você parece exausta. Ele percebeu. Agora estou um pouco embaraçada, ele está me vendo no meu pior momento. — Noite agitada. — eu digo, esfregando meus pulsos, que estão doloridos. Isso acontece às vezes. — As coisas abrandaram agora; você deve fazer uma pausa. — Eu tenho que dar essas compressas para Olivia primeiro. Ele estende a mão. — Deixe-me levá-las. Vá e se sente na sala de descanso, e irei encontrá-la em um momento. ~ 37 ~


Eu quero protestar, mas estou tão exausta que decido que uma pausa vale a pena, mesmo com esse bate papo indesejado. — OK, claro. Eu entrego a compressa e ele sorri, mostrando as covinhas. Doulhe um sorriso e por sua vez, corro em direção à sala de descanso. Quando eu entro, eu vou direto para a máquina de café, antes de recuar para um sofá no canto. Eu deslizo nele com um suspiro. Meus pés estão pesados, e um peso gigante foi tirado deles, e em protesto eles reclamam, mas de alívio. Eu olho em volta ansiosamente, sem saber o que fazer com as mãos. Isso é porque o meu celular está na minha bolsa, que ainda está nas garras de Rafael. Faz mais de vinte e quatro horas desde que eu corri de seu escritório, e até agora eu não ouvi ou vi nada. Eu pensei que ele viria mais cedo, ou enviaria alguém para devolver minhas coisas, mas ele não apareceu. Talvez ele não saiba que a minha bolsa está lá. Eu suspiro. Estou tentando evitar pensar sobre ele a qualquer custo, mas ele consome minha mente. A maneira como ele me fodeu faz cada célula do meu corpo voltar à vida cada vez que eu penso sobre isso. Eu nunca tive alguém me levando tão fundo. Foi incrível. Uma parte de mim deseja que ele não fosse afiliado com a máfia, então eu poderia ter mais. Mas ele é. O que significa que eu preciso esquecê-lo, e seguir em frente. — Julie. Eu recuo e olho para cima para ver Jacob em pé acima de mim, olhando para baixo com um sorriso no rosto. — Você estava fora do ar, em seu próprio mundinho. — Desculpe, Jacob. Eu estou tão cansada, eu praticamente não estou funcionando. — Quando seu turno acaba? Eu olho para o meu relógio. — Em algumas horas. — Deixe-me levá-la para casa; você não deveria dirigir no seu estado. Eu empurro a cabeça para cima e encontro seus olhos. Ele parece genuíno, mas eu não acredito por um segundo. — Eu não sei...

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— Eu só estou me oferecendo para te levar para casa, Julie. — Ele sorri. — Eu não vou morder. — E o meu carro? — Eu a trago amanhã, e você pode simplesmente pegar seu carro. Parece um monte de trabalho, mas considerando que eu estive quase sem dormir nas últimas noites, eu estou considerando isso seriamente. — O que você diz? — Ele pergunta. — Isso seria ótimo, obrigada. — Perfeito — diz ele. — É melhor eu voltar. Vou encontrá-la aqui depois de seu turno. — Obrigada, Jacob. — A qualquer hora, querida. Querida. Oh droga.

***

Jacob desacelera na frente do meu prédio, e eu levanto meu rosto para o vidro Eu estava inclinada, exausta e me viro para ele quando ele para. Abro a boca para falar, mas ele olha por mim com uma expressão tensa em seu rosto. Eu me viro e olho para o que ele está olhando, e minha respiração derrapa até parar completamente. Sentado nos degraus da frente do meu prédio, as mãos nos joelhos, a cabeça inclinada para cima e olhos voltados para o carro, está Rafael Lencioni. Eu quero vomitar. — Quem é esse? — Jacob pergunta, com a voz tensa. — Ah, hum, eu não tenho certeza. — Deus, eu sou uma mentirosa. — Eu não gosto do olhar dele. Talvez eu devesse acompanhá-la.

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— Não, — eu digo rapidamente, muito rapidamente. — Está tudo bem. Temos segurança neste prédio. Jacob franze a testa, os olhos, finalmente, passam para os meus. — Você tem certeza? — Eu estou bem, Jacob. Muito obrigada pela carona. Eu ligo esta tarde quando eu acordar para você me ajudar com o carro. Ele acena com firmeza e se inclina, beijando minha bochecha. — Tudo bem, Julie. Boa noite, ou devo dizer, bom dia. Eu sorrio e abro a porta, deslizando para fora. Me sinto mal do estômago enquanto meus olhos caem sobre Rafael, que agora está de pé, em seus mais de um metro e oitenta. Ele está vestindo um terno liso, como na outra noite, e ele parece terrível quando seus olhos passam sobre o meu corpo. Eu espero até ouvir Jacob dar partida no carro e se afastar antes de dar um passo em frente. Minha voz está presa na minha garganta, e meu peito está apertado quando eu paro na frente de Rafael. — Julietta — diz ele, com a voz baixa. Deus, eu amo a maneira como ele diz o meu nome, e eu não deveria. Eu realmente, realmente não deveria. — Ah, Rafael, — Eu chio. Falho. — Você deixou sua bolsa na outra noite — diz ele, segurando a bolsa que eu nem percebi que ele tinha em suas mãos. — Sim, eu sei — eu respiro, olhando para seus intensos olhos castanhos. — Eu vim devolver para você. E agora você me deve alguma coisa. Eu estou esperando para que ele venha com essa. Esperando que ele me diga o erro que foi dormir com um membro da máfia. Ele não faz nada disso. Em vez disso, as sobrancelhas sulcam quando me estuda com uma ligeira careta. — Você está exausta. Eu pisco e o olho de volta, confusa. — Como?

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— Você — ele diz, se aproximando e tomando uma mecha do meu cabelo e colocando-o de volta atrás da minha orelha. Eu tremo e fecho os olhos. — Você está exausta. Este homem é tão intenso, que é alarmante, mas não posso fazer meus pés se moverem para empurrá-lo para longe. — Eu estive no turno da noite — eu finalmente murmuro, olhando para os meus sapatos. Ele segura meu queixo e gentilmente traz meu rosto para perto. — Você não deveria trabalhar tanto. Isso está ficando estranho para mim. — Obrigada por devolver a minha bolsa — eu digo, dando um passo para trás e pegando de suas mãos sem permissão. — Eu realmente preciso descansar um pouco. — Você correu de mim — diz ele, sua mandíbula tensa de frustração. — Você me assustou — eu admito, olhando para cima. — Me desculpe por isso. — Você me disse que o seu amigo era dono do clube — eu digo, estudando seu rosto perfeito. — Então eu descobri... — Sim, eu sou o dono — ele termina por mim. — Sinto muito sobre isso, mas você estava apavorada quando fomos ao escritório. Eu não queria assustá-la. — Me assustar? — Eu digo em um tom exasperado. — Você quer dizer, por você ser um membro do grupo... Ele coloca uma mão em mim, e eu efetivamente me derreto. Seus olhos são severos quando ele diz baixo, — é o suficiente. Ele está chateado comigo. É claro que está. Eu estava prestes a gritar para o mundo sobre sua ligação com o submundo. Embora eu tenha certeza que eles já sabem. Eu largo minha cabeça. — Merda, desculpe. Ele fica quieto por um segundo antes de suspirar e tomar o meu queixo novamente. — Eu não gosto de pessoas correndo de mim, Cara, mas neste caso, eu entendo. Podemos ir até seu apartamento para conversar?

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— Sobre o quê? — Eu praticamente grito. — Você entregou minha bolsa, nos divertimos, estou certa de que é onde termina. — Então você pode estar errada. Oh Deus, eu estava certa. Ele vai pedir alguma coisa a mim. Vou ter que dar a ele ou algo terrível vai acontecer. Meu coração bate fortemente em meu peito, e minhas mãos começam a tremer. — Julietta — diz ele, com a voz calma. — Eu não vou fazer você fazer algo que você não queira fazer. Você não precisa ter medo de mim. — Eu estou tendo um momento difícil, acredite, — Eu sufoco. — Eu juro — diz ele. — Agora vem. Você precisa descansar seus pés. Ele me puxa para o meu prédio antes que eu possa protestar. Entramos pela porta da frente e eu aceno para o meu porteiro, que olha para Rafael com uma expressão desconfiada. Eu relaxo meus ombros, caminhando com mais facilidade, não querendo assustá-lo para que ele não chame a polícia. Que realmente não cairia bem. Rafael, provavelmente, ia matá-los e me fazer ajudar com o corpo. Ok, agora eu só estou sendo dramática. Acalme-se, Julie. Quando estamos no elevador, Rafael se vira para mim. À luz do dia, ele parece um pouco menos intimidante, mas igualmente sexy. Eu estudo as linhas esculpidas de seu rosto, tão perfeito, mas uma completa contradição com a ondulação do cabelo em torno da base do pescoço, confuso e um pouco presunçoso. — Qual andar é o seu? — Ele pergunta. Com a mão trêmula, eu pressiono o botão e nós subimos lentamente. Eu olho para o homem na minha frente e me pergunto como diabos eu vou sair dessa.

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Capítulo seis JULIETTA — Você tem um lindo apartamento — Rafael diz, andando em volta do meu apartamento quando entramos. Ele está mentindo. É horrível, mas é tudo o que eu posso pagar. Eu não sou boa com dinheiro, e ainda pago empréstimos estudantis, que combinado com a vida em geral não me deixa muito pra gastar. Meu carro tem tantos problemas, que é alarmante, e não há nenhuma maneira que eu possa juntar o dinheiro extra para consertá-lo, por isso está ficando cada vez pior. Eu uso o ônibus ou o trem, para permitir que o pobre automóvel tenha uma pausa. — Olha — eu digo, dando um passo ao lado do meu balcão da cozinha de madeira desbotada colocando minhas coisas em cima. — Tenho certeza que você é um bom homem, mas o que você quer discutir, eu asseguro que eu não quero. Eu não sabia quem você era; se eu soubesse, eu não teria feito o que fiz. — Nós dois sabemos que isso é mentira — diz ele, sem olhar para mim, mas, de pé e olhando para fora da janela. — Não, — eu digo. — Não é. Ele finalmente se vira e vem em direção a mim, seu grande corpo movendo-se com demasiada graça. — Eu não gosto de mentirosos. Eu estremeço, mas ele tem um ponto. — Ok, eu teria fodido com você porque você é quente e você fode como um animal maldito, mas isso é onde termina, ok? Seus lábios se contorcem. Idiota. — Eu tenho uma proposta para você.

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— Não estou interessada — murmuro, girando e deslizando em torno na minha cozinha para que ele fique longe. Boa. Agora há um balcão entre nós. Suas sobrancelhas sobem com a minha manobra. — Você não ouviu o que eu estou oferecendo. — Eu não preciso. Eu não preciso de mais complicações na minha vida. Eu tenho o suficiente para lidar. Tenho certeza de que a sua proposta é muito boa, mas as pessoas como eu e pessoas como você não devem se misturar. — Você tem medo de se machucar? Viro-me e olho para ele novamente. Ele está com os braços cruzados, me estudando. — Quer dizer me machucar de uma forma violenta, ou me machucar por um desgosto? Seus lábios se contraem novamente. — Da maneira violenta, Cara. — Então, sim, eu tenho medo disso. Não tenho a pretensão de entender o seu mundo, mas eu sei quem você é, e eu posso ter um bom palpite sobre a merda que pode acontecer. Isso me assusta. — Você poderia não sofrer nenhum dano. Meus olhos se arregalam. — Eu... Veja... — Apenas me ouça — diz ele, dando um passo até o balcão e colocando as mãos sobre ele, inclinando-se. Meu coração pula na minha garganta. — Se você não gostar do que eu tenho para oferecer, então eu vou sair e você não vai ouvir nada de mim outra vez. — Você pode me prometer? — Eu sussurro. — Eu juro. Você não vai ser incomodada por ninguém do meu mundo, Julietta. Você não fez nada para mim, exceto fundir a minha mente. Você está completamente segura. Eu fundi sua mente? Eu tremo. — Ok, então, o que é que você tem a oferecer?

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Eu estou olhando para ele, com a boca aberta. Ele não disse o que eu pensei que ele acabou de dizer. De jeito nenhum no mundo. Meus joelhos começam a tremer, e eu sou obrigada a me sentar no meu sofá para me impedir de cair. As informações que ele me deu, rodopiam ao redor em meu cérebro, e eu não consigo parar o tempo suficiente para processá-la. Devo ter ouvido coisas, porque não há nenhuma maneira que ele me ofereceu o que ofereceu. — Você está louco? — Eu finalmente sufoco, olhando para ele. Ele cerra os olhos, como se minhas palavras o tivessem ofendido. — Não. O que eu lhe ofereci é muito comum no meu mundo. Eu pisco. Comum? Ele deve estar tirando onda comigo. — É comum trair? Ele trava sua mandíbula. — É sexo. Eu dou uma risada sem graça. — Sem ofensa, amigo, mas isso conta como traição. Ele rosna e cai no sofá ao longo de mim, colocando as mãos sobre os joelhos e inclinando-se para frente. — A menos que você entenda a minha vida, você não pode possivelmente achar normal o que eu estou pedindo a você. Compreendo perfeitamente que seja traição, mas a minha esposa também está plenamente consciente disso. — Você está me pedindo para ser sua amante? — Eu grito. — Para te foder, enquanto sua esposa está em casa, dormindo na sua cama! Ele olha para mim. Eu deixo cair a minha cabeça em minhas mãos. — Minha esposa está ciente, como eu disse, — ele diz, o seu tom de voz é calmo demais para o meu gosto. É como se ele estivesse me dizendo sobre a previsão do tempo. — E ela não se importa? — Eu grito, ficando pé começando a caminhar pela sala. — Sente-se, Julietta — ele ordena.

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Eu não me sento. — Sente-se! — Ele sibila, e mesmo que ele não tenha gritado, eu vacilo como se ele tivesse. Eu me viro para ele. — Não me diga o que fazer na minha própria casa! Seus olhos se arregalaram, e eu seguro a minha boca fechada, percebendo que eu estava gritando. Leva um momento para nós nos recompormos, mas finalmente ele fala, mais calmo desta vez. — Eu estou casado com Maria com o único propósito de ter filhos. Foi um casamento arranjado que ela aceitou seu papel. Eu sou um líder, e ter uma amante é esperado de mim, às vezes mais que uma. Chame de símbolo de status se você quiser. Meu casamento é diferente de o que você tem como referência. Ela sabia desde o início que eu iria buscar a minha paixão em outras mulheres. Minha boca se abre, fecha, e então finalmente eu me acalmo o suficiente para falar. — Mas essa pobre mulher só tem mentiras ao redor dela, vive uma vida deprimente, enquanto você está aqui fora desfrutando? Sua mandíbula se aperta. — Em primeiro lugar, ela tem tudo o que qualquer mulher poderia querer. — Exceto amor — eu o interrompo. Seus olhos brilham. — Para você, esta vida parece horrível. Para Maria, é tudo que ela já conheceu, e ela aceita plenamente a sua posição. — Eu só não entendo — eu sussurro. — Ela merece amor e compaixão... — Talvez, mas é assim que funciona e é algo que ela escolheu entrar. Agora, colocando isso de lado, você vai considerar minha oferta? — Para ser o seu brinquedo sexual? Ele suspira, como se estivesse realmente tentando manter a calma. — Não, Cara, para ser minha amante. Mesma coisa. — Sim — eu digo novamente. — O seu brinquedo sexual.

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Ele passa a mão pelo cabelo com impaciência. — Há muito mais do que isso. Eu bufo. Ele olha para mim. — Olha, eu tenho certeza que existem muitas mulheres que ficariam felizes nessa posição e disponíveis para foder, mas eu não sou uma delas. — E o dinheiro? Os luxos que eu ofereço? E essas coisas? — Em outras palavras, você está me pagando por sexo? — Eu estalo, cruzando os braços. — Eu seria sua puta? Isso o irrita. Seus olhos brilham, e em um tom gelado, ele diz, — Prostitutas não recebem respeito, compaixão, ou suporte. Eu ofereço todas essas coisas. Eu não espero que você simplesmente se sente espere por mim para vir te foder. Eu desejo para você uma vida. Quero dar-lhe coisas agradáveis. Eu vou cuidar de você, Julietta. De maneira nenhuma você é uma prostituta. Eu moo meus dentes juntos, porque ele tem bons argumentos. Prostitutas não recebem o tipo de tratamento que ele está oferecendo. E eu estou mentindo para mim mesma se eu disser que o dinheiro que ele ofereceu e as coisas que ele apresentou não mudariam meu mundo para sempre. Eu estou lutando. Eu mal posso me dar ao luxo de comer. A sua oferta mudaria minha vida, mas ser sua amante, ser paga para dar-lhe sexo... parece apenas errado. — Você está me oferecendo coisas materiais para que eu fique presa nisso. Seus olhos piscam com carinho e compreensão. — Você não ficará presa. Você pode trabalhar, sair com seus amigos, fazer o que quiser. Existem apenas duas regras, Julietta. — E quais são? — Eu digo, olhando para ele. — Não se apaixonar por mim e nunca, em circunstância, mencionar quem eu sou ou o que eu faço. — Só isso? — Eu digo cética.

~ 47 ~

qualquer


— E, obviamente, eu peço que você não se comunique com minha esposa, por respeito. Eu franzo a testa. — A mulher que está em casa, deprimida porque ninguém a ama? Rafael se levanta e começa a andar pela sala, murmurando — Insana, intensa, mulher louca e difícil! Eu processo a oferta enquanto ele anda, murmurando sobre mim. Ele está se oferecendo para assumir o aluguel do meu apartamento, se eu não quiser me mudar para um mais perto dele, e ele também está oferecendo assumir todas as despesas médicas, bem como me dar um carro. Ele está basicamente me oferecendo uma vida com ele, só que ele não pode garantir quanto vamos realmente estar juntos. E isso seria de... Longo prazo. Ele não quer apenas um caso, ele quer alguém disposta a aquecer sua cama por um longo tempo, anos, décadas mesmo. Ele jurou que não iria me impedir se eu quisesse deixá-lo, que eu não estaria presa a um contrato, mas durante o tempo que ele me quiser, eu vou estar em sua vida, e ele deixou claro que será por um bom tempo se tudo entre nós correr bem. — E se eu me apaixonar? — De repente, deixo escapar quando o pensamento entra em minha mente. — Não por você, mas por outra pessoa? Ele para de andar e se vira, olhando para mim. — Então eu lhe permito me deixar. Eu dou-lhe um olhar cético. — Sem amarras? — Sim, Julietta, sem amarras. Eu não estou pedindo para você dar o resto de sua vida para mim quando eu não posso dar-lhe as coisas que você quer. Se você decidir que é demais, por qualquer motivo, seja amor ou a necessidade de ter filhos, por exemplo, então você pode me deixar sem nenhum problema. — Posso namorar? Ele recua. — Se você quiser. Como eu disse, eu não vou segurar você. — Você vai pegar o carro e as coisas de volta se eu te deixar?

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Seus olhos seguram os meus. — Se você não puder pagar o aluguel do apartamento que você estiver morando, então eu vou pegá-lo de volta sim, mas todo o resto terá sido presente, por isso não. — Isso parece muito fácil. Seus olhos castanhos continuam segurando os meus. — Eu não estou te pedindo em casamento, eu estou pedindo uma companheira, alguém que eu possa vir, passar tempo, e foder. Se durar um longo tempo, e nós dois estivermos felizes, então que assim seja. Se isso não acontecer, eu aceito plenamente, também. — Você diz companheira e passar o tempo juntos. O que você quer dizer? — Significa que eu posso vir até você e passar dias e se eu precisar de um tempo fora, ou se eu precisar de alguém para conversar. Não é apenas sexo. Deus. Isso é demais. Ele está, literalmente, me pedindo para ser sua namorada, mas sem qualquer compromisso. — Mas nós nunca seremos visto em público juntos? — Não. — E você nunca vai me envolver no seu mundo? — Absolutamente não. — Perdoe-me, mas parece muito fácil, — eu respiro. Seus olhos seguram os meus. — Isso é porque é. Balanço a cabeça e novamente entro na minha cozinha. Eu preciso de uma bebida forte. Ou nove. — Por que eu? — Eu pergunto, olhando para ele quando eu desenrosco a tampa de uma garrafa de vodka. Ele olha para a garrafa, sorri, e em seguida, olha para mim. — Porque você é a primeira pessoa que eu conheci em um longo tempo que me intriga. Você é linda, você é atrevida, e te foder foi incrível. — Eu posso ser uma verdadeira encrenca — eu indico, bebendo a vodka. — Estou ciente.

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— Eu posso ser mal-humorada e temperamental, e eu não gosto que me digam o que fazer. Ele sorri. Eu balanço minha cabeça. Isso é claramente por que ele me escolheu. O bastardo doente gosta de todas essas coisas. Eu estou na merda.

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Capítulo sete JULIETTA — Quanto tempo eu tenho para decidir? — Pergunto uma hora mais tarde, depois de fazer um milhão de perguntas. Eu nem sei por que estou perguntando isso, porque eu estou louca de querer me tornar amante de um líder da máfia. Ou de qualquer membro da máfia para esse assunto. É perigoso, arriscado, e... Rafael chega mais perto, me arrancando dos meus pensamentos. Ele coloca um braço em volta da minha cintura e me puxa para frente, fazendo-me ofegar. — Você decide agora. Eu não espero. Sim ou não, Cara. Não. Não. Não. Diga, Julie, apenas diga não e ele vai embora. Mas Deus, ele está acariciando a pele que aparente pela barra da minha blusa, e esfrega perto do meu quadril e é incrível. Ele acende um fogo na minha barriga que nunca foi aceso antes. Ele dá um passo mais perto, trazendo meu corpo contra o dele e eu posso sentir sua excitação contra a minha barriga. Tão grande. Tão poderoso. Tão, fodidamente bonito. Eu sou insana. Eu estou louca. Eu preciso lhe dizer para ir embora. Isso não é justo. Ele abaixa a boca e os lábios suavemente roçam os meus. Meus joelhos tremem, e eu me firmo enrolando meus dedos em seu paletó. Ele faz um som de prazer em sua garganta, e então ele aprofunda o beijo, trazendo suavemente a língua nos meus lábios e deslizando-a sobre eles antes de mergulhar em minha boca. Eu suspiro, ele rosna, e

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então eu não luto contra nada mais. Eu me estico, enrolo meus dedos em seus cabelos e o beijo com tudo que tenho. Ele me permite. Ele aceita. Ele me possui. Calor explode em minha barriga e viaja até ao meu núcleo, onde eu pulso desesperadamente por ele. Seus dedos apertam meus quadris, e eu choramingo com a dor que atira pela minha espinha. Um tipo agradável de dor. Eu quero jogar minhas pernas em volta de sua cintura e deixar que ele me foda novamente. Meu corpo está gritando por outro gostinho. Ele puxa seus lábios dos meus e os leva para o meu pescoço, onde ele rosna, — Sim ou não, Cara. Não. Não. Não. Você não quer isso. Ele morde meu pescoço, e eu gemo. — Sim — ele pergunta, — ou não? Oh Deus. Não. Diga não. Seus dedos trilham pelas minhas costas e deslizam sobre a minha pele, aquecendo minhas costas. — Responda-me, Julietta — ele ordena contra o meu pescoço. Apenas uma palavra. Diga, Julie. Ele capta meus quadris e me pressiona contra seu pênis, e eu perco o controle. — Agora — ele rosna. — Sim — eu grito, agarrando-o, trazendo meu corpo mais perto. Ele para de se mover e dá passos para trás, olhando para mim, seus olhos intensos. — Boa menina. Ah Merda. O que diabos eu fiz?

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Ele não me fode depois de forçar minha admissão. Ok, ele não me forçou, mas ainda assim. Em vez disso, ele me solta, pega a minha mão e me caminha pelo corredor até o meu banheiro. Ele se inclina sobre a banheira, liga, antes de se virar para mim e sacudindo os dedos em minha direção. — Tire a roupa. Você precisa disso, e então você precisa dormir. — Você não vai... — Eu olho para baixo. Ele dá um passo para frente e enrola os dedos em torno do meu pescoço. — Não, querida. Vou deixar você descansar, mas não entre em pânico. Eu volto para transar com você quando você estiver descansada. Eu tremo. Ele está me mostrando que não é tudo sobre sexo. Isso me aquece. — Ok. — Ok — ele murmura, com seus olhos avidamente viajando em mim. Eu me dispo sob os atentos olhos luxuriosos. Ele não se move enquanto eu deslizo para dentro da banheira, mas eu posso ver sua excitação em suas calças se esforçando para sair do confinamento. Quando a água quente toca o meu corpo, eu gemo. Rafael passa à frente e se inclina para baixo, apoiando as mãos na borda da banheira e trazendo sua boca até a minha para um beijo rápido e aquecido. Então ele se levanta. — Eu tenho negócios para cuidar. Meu número está em seu telefone. Não me ligue. Só mensagem de texto. Se for uma emergência, você pode ligar, mas caso contrário, por favor, não. Eu concordo. — Considere que eu lhe dê um apartamento. Eu não gosto deste aqui, mas não vou fazer você deixá-lo, se você não quiser. Eu olho para a velha banheira apertada onde eu estou, e suspiro. — Estou perto do trabalho aqui, mas... não é o meu lugar favorito. — Eu posso ver alguma coisa para você perto do hospital também. — E se isso não der certo? Talvez devêssemos esperar alguns meses... Ele me estuda. — Se isso é o que você quer, por mim tudo bem. ~ 53 ~


É a opção mais inteligente. — Por enquanto, vamos ficar desta forma. — Ok, Cara. Ele se vira e caminha em direção à porta. Um pensamento passa pela minha cabeça quando eu o vejo sair, e eu me pergunto por que diabos ele confia em mim o suficiente para fazer isso. Eu poderia ser qualquer um. Eu poderia ir e delatá-lo no momento em que ele saísse do meu apartamento. — Como você sabe que eu sou confiável? — Eu chamo. Ele para e se vira, olhando para mim. — Eu coloquei alguém de olho em você. Minha boca cai aberta. Ele sorri, e depois sai. Intenso.

***

Eu me enrolo na minha cama, olhando para o meu telefone e me perguntando o que diabos eu estou fazendo. Vou ser a amante do líder da máfia. Que porra há de errado comigo? Eu fecho meus olhos, tentando me convencer a ligar para ele e dizer que eu cometi um erro, mas eu não posso. Eu quero, mas não posso. Ele já me capturou. Eu quero ser o que ele está pedindo. Eu quero tê-lo em minha vida, e isso me assusta pra caralho. Eu não estou autorizada a amá-lo. Isso é bom, eu não poderia me apaixonar por um homem como ele. Eu não estou autorizada a falar de sua vida. Isso também é muito bom, já que eu não quero participar disso. Então, basicamente eu terei o melhor dele, sem compromisso, sem contratos, e com a vantagem adicional de ser cuidada como se ele fosse meu marido. Só que ele não é. Ele nunca vai me levar em um encontro. Ele nunca vai me apresentar a seus pais. Nós nunca vamos nos abraçar e expressar afeto. Não ter essas coisas deveria me incomodar, mas isso não acontece. Eu não quero um relacionamento

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neste momento da minha vida. Gosto de ser eu e mais do que isso, eu gosto de liberdade. Talvez esta seja a minha financeiramente estável. Certo?

chance

de

ser

mais

livre

e

Depois, há a culpa. Eu passei as últimas três horas no Google lendo tanto quanto eu pude sobre a máfia, e parece que é muito comum para eles para ter uma amante. Parece tão normal em seu mundo. Não é segredo; a maioria das mulheres está plenamente conscientes do outro lado do seu marido, mas aproveitam sua posição como esposa do Chefe, suficiente para não se preocupar com nada. Isso pode ser o caso, mas eu me preocupo com isso. Estou pensando sobre isso. Estou me sentindo culpada por estar nessa situação. Quero dizer, sua esposa. E ele vai me foder, e ela, às vezes. Eu não sei se estou bem com isso. Eu não sei se eu posso lidar com a ideia de que eu serei um estepe. Como mulher, eu nunca conseguiria entender essa partilha. Eu nunca poderia fazer isso, mas parece que eu não entendo o seu mundo. O que eu entendo é o meu. Eu não sei quanto tempo eu poderia continuar com isso. Rafael mexe comigo, de um jeito que eu nunca senti em toda a minha vida, mas estar com ele também é um risco. O meu telefone vibra no meu lado, e eu olho para baixo. Meu coração acelera quando eu vejo o nome na minha tela. Eu voo até meu telefone com a mesma rapidez que abro a mensagem, coração batendo forte. Eu queria que meu corpo não reagisse dessa maneira, porque então eu poderia me afastar muito mais fácil, mas eu não posso. Eu não quero, e isso me assusta. Rafael - Você está dormindo como eu pedi? Mandão. Eu gosto disso. Deus, eu odeio gostar disso. Julie - Não, eu estou deitada na cama me perguntando o que diabos eu estou fazendo. Rafael - Durma, e depois de acordar, eu vou te mostrar. Meu núcleo aquece. Julie - Quando você coloca assim...

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Rafael - pare de se questionar e apenas durma. Vejo vocĂŞ em breve. Eu coloco o meu telefone para baixo e olho para o teto. Estou brincando com fogo, eu vou me queimar, mas dane-se se eu posso parar a qualquer momento. Eu nem sei se eu mesmo quero.

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Capítulo oito JULIETTA Celia se joga na minha cama, me tirando do meu sono. Eu gemo e rolo, meu corpo dolorido, minha cabeça atordoada. Eu não dormi o suficiente; Estou certa disso. Eu sei que é Celia, porque ela ama a lançar-se sobre minha cama e me acordar dessa maneira, e é a única pessoa com a chave do meu apartamento. Abro os olhos e olho para a minha amiga, que sorri para mim. — Acorde, tenho notícias. — Que horas são? — Eu murmuro, esfregando os olhos. — É hora do almoço. — Ugh, eu preciso de mais horas de sono— eu digo, puxando as cobertas, mas ela não move o seu rabo, assim eu sou forçada a olhar para ela. Ela sorri para mim. Como o inferno ela está tão animada na parte da manhã e, pior, por que ela está tão malditamente bonita? — Você não quer saber a minha notícia? — Ela pergunta, praticamente pulando na minha cama. Eu gemo um pouco, em meio a suspiros e murmuro, — Fale. — Eu estou indo a um encontro! Eu pisco para ela. Celia é como eu, ela não é grande fã de namoro, por isso esta é uma notícia surpreendente. Eu acho que nunca a vi ir a uma encontro. Dormir com os homens, com certeza. Ela tem uma queda por relacionamentos casuais, mas encontros... esta é definitivamente uma grande notícia. — Você vai a um encontro? — Eu repeti. — Sim, amanhã à noite. Eu pisco. — Por quê? ~ 57 ~


Ela ri. — Eu sei. Eu me surpreendi também, mas apenas aconteceu... Eu sento, me espreguiçando. — Apenas aconteceu? Como isso aconteceu? — Acredite ou não, ele meio que me salvou. Eu corro minhas mãos pelo meu cabelo. — Ele te salvou? — Sim, ele me salvou. Eu tropecei quando eu estava indo para o meu carro e quase caí. Ele mergulhou do nada e me pegou. Deus, Julie, ele é tão bonito. Eu rio. — Então ele te salvou de se tornar uma panqueca e agora você está saindo com ele? Ela balança a cabeça, mordendo o lábio inferior e fazendo um som animado. Eu rio. — Bem, bom para você. Qual o nome dele? — Mick. Eu sorrio. — Viril. Ela ri. — Então, o assustador cara máfia veio devolver sua bolsa? Meu rosto esquenta e eu engulo o caroço na minha garganta. — Hum, sim. Eu sei que eu não estou autorizada a dizer para Celia sobre o meu pequeno acordo com Rafael, porque isso seria muita informação. Isso é péssimo, porque eu realmente gostaria de falar com ela sobre isso agora. Estou louca para ouvir alguém me dizer o quão estúpida eu estou sendo, porque estou sendo estúpida. Eu preciso parar com isso; Eu preciso ligar para Rafael e dizer que acabou. Hoje. Hoje eu vou fazer isso. — Oh meu Deus, o que aconteceu? — Pergunta ela, com os olhos arregalados. Eu dou de ombros. — Ele devolveu, me impressionando, e me assegurou que eu não iria vê-lo novamente. Mentirosa, mentirosa.

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Ela parece um pouco decepcionada com isso. — Então ele não exigiu que você fosse mãe dos seus filhos e sua escrava? Eu rio, mas soa terrivelmente nervoso. — Não. Ela resmunga. — Eu te disse! Agora, levante-se. Precisamos de café e bolo. Eu gemo. — Estou tão cansada. Nós podemos fazer o jantar em vez disso? Ela bufa. — Oh pufff. Tudo bem, só porque eu sinto pena de você. — Obrigada. — Eu sorrio. — Você trabalhou mais tempo na noite passada? Isso, e eu tive companhia. — Sim — eu apenas respondo com uma meia verdade. Odeio mentir para ela; ela sabe tudo sobre mim, e se ela descobrir o que eu estou escondendo, ela provavelmente ficará arrasada por eu não confiei nela. — Bem, descanse um pouco mais e me ligue mais tarde. Nós vamos de pizza e vinho. — Perfeito. Ela me abraça e quando se vai, eu rolo e pego meu telefone. Ainda não existem mensagens de Rafael. Bom. Preciso de tempo para me preparar para quando ele vier. Eu preciso terminar com ele. Eu preciso lhe dizer que cometi um erro. Porque eu cometi. Considerando que isso está fora de controle. Eu não sou puta de nenhum homem. Só que ele não está lhe pedindo para ser sua puta, ele está tomando conta de você. Balanço a cabeça e jogo as cobertas longe. Hora de enfrentar o dia.

***

Eu estou saindo do banho quando uma batida pesada na porta me assusta. Meu coração dá uma guinada na minha garganta, e eu rapidamente visto um vestido de algodão que amarra em volta do meu

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pescoço. Corro os dedos pelo meu cabelo porque eu não tenho tempo para escová-lo. Corro para fora e quando eu chego à porta da frente, eu respiro fundo e abro. De pé na minha porta está Rafael, parecendo tão lindo que faz meu coração doer. — Julietta — ele murmura, seus olhos caindo para as gotas de água pingando do meu cabelo e escorrendo pelo meu peito. Oh. Deus. Ele fala firme. Ele não chega em silêncio, ele faz isso com um estrondo. — Rafael — eu sussurro, encontrando seus olhos quando encontram os meus novamente. Seu rosto está cheio de luxúria. — Você vai me convidar para entrar? Eu engulo e me afasto. Ele dá um passo para dentro do apartamento, e eu fecho a porta atrás dele. As borboletas estão travando uma guerra no meu estômago e eu sei que é agora ou nunca. Eu tenho que acabar com isso; é o melhor. Eu não estou apta para este tipo de coisa. Eu mal consigo pagar minhas contas em dia, muito menos ser amante de uma cara tão importante na máfia. — Escute, Rafael... Ele gira ao e me trava com aqueles olhos intensos. Ele não me deixe terminar. Ele dá um passo para frente e me captura em torno da cintura, puxando-me contra ele. Sua boca se abaixa, e ele lambe uma gota de água do meu ombro. Eu tremo e tento me convencer de que eu posso dormir com ele só uma vez mais e tudo vai ficar bem. — O que é que você quer dizer? — Ele murmura, pressionando meus quadris contra os seus, onde eu posso sentir sua ereção. — Eu... ah... Eu... — Fale, Julietta. Eu não brinco. Deus. Ele é tão bom. — Eu só, eu não tenho certeza de que isso vá funcionar.

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Ele me faz andar pra trás, contra o balcão da cozinha e me pressiona contra ele. — Que tal eu te foder primeiro, e, depois, você decide o que você vai fazer? Abro a boca para balbuciar uma resposta, mas ele me beija com tanta intensidade que meus pensamentos desaparecem. Meu cérebro se transforma em uma confusão nebulosa e antes de eu saber o que está acontecendo, minha bunda está no balcão, ele está de pé entre as minhas pernas, e nós estamos nos beijando com tal ferocidade que eu sei que meus lábios vão sentir mais tarde. Meus dedos viajam até seu cabelo e eu enrolo uma mecha, puxando e fazendo-o gemer. Ele empurra o meu vestido para cima e os dedos encontrar minha calcinha úmida. Ele me acaricia com os dedos antes de deslizá-la de lado e mergulhar em minha carne molhada. Eu suspiro e meus mamilos endurecem, enquanto seus dedos deslizam para cima e para baixo antes de afundar em mim. Eu me estico em torno dele com prazer, e minha cabeça cai para trás. Ele me fode com o dedo com habilidade e precisão enquanto sua boca desliza até meu pescoço. — A sua boceta é perfeita, porra —, ele rosna. — Oh Deus, — Eu suspiro. — Sim. Seus dedos deslizam para dentro e para fora, lenta e deliberadamente. Eu me arqueio, espalhando as minhas pernas, descuidadamente e sem vergonha. Ele estimula os nervos entre minhas coxas até que eu explodo em torno dele, gritando seu nome e agarrando-o. Ele desliza os dedos das minhas profundezas e os leva aos lábios, separando lentamente deslizando em sua boca. Eu tremo, e meu núcleo pulsa quando eu o vejo fazer isso. — Tão doce — ele rosna. — Tão, fodidamente doce. Eu abro meus lábios e suspiro quando ele estende a mão e corre o polegar ao longo do meu lábio inferior, sacudindo-o suavemente. Então ele está deslizando minha calcinha pelas minhas pernas e puxando o seu cinto. Eu assisto fascinada enquanto ele abaixa as calças e liberta seu belo pau. Meus olhos acompanham quando ele o acaricia com a mão grande. Lindo pra caralho. Ele puxa um preservativo para fora do paletó e rasga o pacote com os dentes antes de rolar pelo seu comprimento. Ele dá um passo em frente, leva meu quadril em uma mão e enrola a outra no meu cabelo, então ele me abaixa apenas o suficiente para que ele possa empurrar para cima, enchendo-me lentamente. Eu

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gemo satisfeita quando ele afunda mais, me alongando, tomando meu corpo e possuindo-o com esse único movimento. Meus dedos se curvam em torno de seus braços e eu o aperto, inclinando meus quadris para cima para levá-lo mais profundo. Em seguida, ele me fode contra o balcão, profundo e duro, lento e suave, todas as coisas que eu poderia desejar e precisar multiplicado por dez. Meu corpo se debate contra o balcão, minha boceta pulsa ao redor dele, seu pau incha dentro de mim. Assim, Deus, é tão bom. Eu gozo primeiro, as minhas pernas em torno de seus quadris, meus dedos arranhando seu couro cabeludo, gritando seu nome. Ele segue logo atrás de profundamente em meu corpo.

mim,

grunhindo

sua

libertação

— Eu não vou usar preservativos para sempre — ele murmura contra mim. — Amanhã você vai começar a tomar a pílula e vamos foder da forma como tem que ser. Eu estou limpo. No momento em que você estiver com seus exames em dia, não haverá nada entre nós. — Ah... — Eu engulo. — OK. Nós dois nos calamos. Encontro-me incapaz de me lembrar do meu argumento de mais cedo. Eu me esforço para lembrar por que eu decidi que não precisava disso. Sentindo-o em mim, dentro de mim, enchendo-me de todas as maneiras, eu percebo que eu quero o que ele está oferecendo. Certo ou errado, eu quero e preciso dele. Eu não consigo encontrar nada em mim para afastá-lo. E ele sabe disso.

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Capítulo nove RAFAEL Julietta tem sido minha amante durante uma semana inteira, e quando estamos fodendo é alucinante. Eu fodo com ela na maioria dos dias, porque não ter o corpo dela durante vinte e quatro horas parece ser pura tortura. Ela se abre para mim, me deixa entrar, nunca se queixa, e leva tudo o que eu quero dar. Não só isso, mas ela é atrevida e bonita como o inferno. Seus olhos, seu cabelo, sua mente, seu corpo, tudo sobre ela é pura perfeição. A amante perfeita. A distração perfeita. Deus sabe que eu preciso de uma distração com a merda do meu mundo agora. Enquanto eu ando através dos azulejos escuros da minha casa, eu sinto uma picada de amargura no meu peito. Eu costumava encontrar conforto na minha casa, mas ultimamente ela parece austera e vazia. Eu estou com o dedo na arma em minhas calças quando eu avanço para as escadas em busca de minha esposa. Eu a encontro no nosso quarto, sentada à janela lendo em seu Kindle. Eu olho para ela e realmente tenho que admitir. Ela realmente é muito bonita com seu cabelo longo e olhos castanho chocolate. — Maria — eu digo, parando na porta. Ela olha para mim e sorri, um sorriso genuíno. Eu sorrio de volta. — Boa noite, Rafael. Como foi o seu dia? — Foi bom, e o seu? Ela se levanta e coloca seu Kindle de lado antes de caminhar até mim. Ela se inclina para cima e dá um beijo na minha bochecha. Não há calor no meu coração para Maria. Eu me importo com ela, daria a minha vida para salvar a dela, mas eu nunca poderia me apaixonar por

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ela. Ela é calma e suave como uma esposa da máfia deve ser, mas eu sou um homem apaixonado, cheio de fogo, e eu preciso de um desafio. — Não foi tão ruim. Você vai me acompanhar no jantar com Mama hoje à noite? Ela balança a cabeça. — Claro. Minha mãe está sozinha desde a morte de meu pai, e mesmo que ela esteja cercada pela família, tem dias em que eu acho que ela acredita que não pode lidar. Meu pai adorava a minha mãe. Ele foi um dos poucos líderes que não teve uma amante. Ele teve, no início, mas uma vez que seu coração começou a pertencer à Mama, ele não teve mais nenhuma. Eu acredito que a amante que ele teve, era só por aparência, mas ele nunca teve coragem de assumir. Eram duas pessoas em nosso mundo que conseguiram fazer tudo funcionar, não importa quão duro foi, meu pai e minha mãe eram apaixonados. É raro, mas não impossível. Eu nunca poderia fazer isso. O amor não é para um homem como eu. — Eu só vou me refrescar e, em seguida, podemos ir. Minha mãe não é a maior fã de Maria, mas ela a tolera por respeito. Eu não estou inteiramente certo do que ela não gosta nela, mas ela me disse mais de uma vez que ela não é a mulher certa para mim. Ela tem um ponto, mas Maria é respeitosa, doce, e cuida das coisas do jeito que deveria, e melhor, ela conhece o nosso mundo. Eu não posso culpá-la por isso. — Eu vou passar outra camisa, — Maria diz, desaparecendo antes que eu possa dizer mais nada. Eu a vejo sair, então eu expiro em voz alta e dou continuidade aos negócios.

***

— Então você ainda não tem notícias? — Riccardo diz mais tarde naquela noite, depois que terminamos de jantar com a minha mãe. Ele parou para discutir negócios e ver Maria.

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— Você poderia dizer isso. — Eu resmungo, me sentando no sofá em meu escritório. — Eu ainda não sei o que aconteceu com o carregamento que desapareceu. Eu tive olhos e ouvidos em todos os lugares, e quem fez isso sabe esconder as coisas. Ele tem suspeitas; algo não está fodidamente certo. Com um brilho no olhar, Riccardo balança a cabeça, esfregando os dedos sobre o queixo. — É estranho, isso é certo. Você já olhou no cartel? Eu dou de ombros. — Eu não acho que nós temos quaisquer problemas com o cartel. Ele se mexe. — Não é essa a questão, mas seu pai não era o maior fã deles. Eu não sei ao certo, mas eu suspeito que algo aconteceu com eles há alguns anos atrás. Concordo com a cabeça, esfregando o queixo pensando no passado, nas disputas territoriais. — Sim, ele fez, mas não foi o suficiente para irritá-los o para fazer isso, para começar uma guerra, além disso, eles teriam declarado muito antes de roubar um carregamento. — Quais são as suas suspeitas, Chefe? — Alguém poderoso, alguém que sabia que ia acontecer. Eu só não sei quem. Eu estou no controle de qualquer aumento das vendas de drogas, também. Quem pegou essa remessa, queria o conteúdo, para que eu não sei. — Nós vamos encontrá-los, Chefe. Eu encontro seus olhos. — Sim nós vamos. Nós sempre encontramos.

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Capítulo dez JULIETTA Rafael está na minha porta, o cabelo ligeiramente úmido, com as roupas perfeitamente adequadas e olhos vigorosos. Eu engulo e mantenho seu olhar enquanto ele percorre a porta, forçando-me a dar um passo atrás. Sua mão aparece e captura minha bochecha, acariciando-a suavemente. Estamos no meio da segunda semana juntos, e eu não estive com ele nos últimos quatro dias, porque ele esteve ausente. Foi uma coisa boa, considerando que eu estava fora dos limites por causa da minha visitante mensal, mas agora ele está de volta e eu preciso dele. Eu odeio precisar dele. Eu realmente odeio. — Você está de volta — murmuro, virando meu rosto para que meus lábios toquem a palma da mão dele. E eu a beijo. — Eu estou de volta — diz ele, com a voz baixa e grossa. — Você sentiu falta de mim, Cara? Eu sorrio para ele. — Claro. Ele gentilmente me empurra para trás e quando os meus joelhos batem no sofá, e eu deixo meu corpo cair. Rafael vem para cima de mim, com seu peito largo e duro. Ele se posiciona com as mãos em ambos os lados da minha cabeça e gentilmente abaixa a cabeça, passando seus lábios sobre a minha mandíbula. Eu tremo e minhas mãos parecem ter vontade própria, viajando até os braços e encontrando a parte superior de seu paletó. Eu o quero. Eu não quero nada entre nós. — Paciência — ele murmura, colocando gentilmente meus braços para baixo ao meu lado. — As melhores coisas na vida levam tempo, Julietta.

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— Por favor, — Eu choramingo, me arqueando enquanto ele gentilmente balança os quadris contra os meus, empurrando seu pênis contra o meu núcleo. Eu imediatamente me aqueço para ele e um ligeiro miado de prazer vem do fundo da minha garganta. — Em breve. Ele beija o caminho até meu queixo, meu pescoço, e sobre a minha clavícula. Seus dedos deslizam até meus lados, em seguida, passam sob minha roupa até encontrar a minha pele nua. Pequenos solavancos rompem sobre a superfície e ele olha para mim, sorrindo, satisfeito consigo mesmo. Meus lábios se abrem, mas eu rapidamente esqueço quando ele continua a sua lenta, agonizante tortura, enquanto ele passeia com seus dedos sobre a curva dos meus seios. — Você está pronta para mim — diz ele, dando-me um olhar intenso quando ele descobre que eu não estou vestindo um sutiã. — Sim —, eu respiro. — Essa é minha boa menina. Eu odeio gostar de ouvir isso. Eu adoro quando ele me elogia. Eu sou tão fodida. Ele cobre meus seios com as mãos grandes e ásperas que não correspondem a sua perfeição e gentilmente aperta. Eu arqueio, empurrando meus mamilos em suas palmas, precisando de mais. O desespero toma conta, e eu jogo uma perna em torno de seu quadril e uso o meu calcanhar para empurrar seu traseiro, fazendo com que ele esfregue seu pau onde eu preciso. Ele ri, baixo e vigoroso, e dá um tapa na minha coxa, fazendo-me deixá-la cair. — Aprenda ater um pouco de paciência, Cara — ele rosna. — Você está tornando isso impossível — eu indico, inclinando meus quadris para cima. Seus lábios encontram os meus e ele me beija me fazendo me submeter a ele, sua barba por fazer de dois dias arranha meu rosto naquele jeito que eu gosto tanto. Eu deixo a língua dele dominar a minha, me levando a um frenesi que faz a minha pele tremer. Estou voando tão alto que eu não ouço o bater na minha porta. Eu não ouço até que Rafael puxa a boca da minha e levanta seu corpo rapidamente. Eu pisco em confusão. Então ouço claramente, e eu percebo que alguém está na minha porta.

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— Julietta! É o meu pai. Oh. Merda. Os olhos de Rafael passam para os meus e ele ordena: — Ignoreo. Minha boca se abre e fecha. — Como? — Ignore. Ele. Acho que não. Meu pai nunca me visita e se ele está aqui agora, ele tem uma boa razão para isso. Eu não vou simplesmente ignorá-lo. Tenho certeza que ele não vai fazer perguntas sobre Rafael; Eu só vou abrir a porta e ver o que está acontecendo. Eu tento me levantar, mas o braço de Rafael me puxa e seus dedos se curvam ao redor do meu pulso, me parando. — Eu disse que não, Julietta. Solto a minha mão da sua. — Sem ofensa, mas esta é a minha casa, e ele é o meu pai. — Você escolhe — diz ele e sua voz está gélida. — Você atende a essa porta, eu saio, e o nosso contrato termina. — Você está falando sério? — Eu assobio. — Você está me ameaçando? — Não, eu estou dizendo-lhe como é. Você decide o que é mais importante agora. Seu pai não sabe sobre mim, então se você abrir a porta, nós estamos terminados. Meu sangue ferve, e cruzo os braços. — É apenas o meu pai. Qual é o problema? — Você conhece as condições. Esta relação é privada. — Eu entendo, — eu estalo. — Mas você não pode simplesmente ir para o quarto e se esconder por alguns minutos? Seu rosto endurece. — Não me insulte. Eu não sou o tipo de homem... — ele se inclina — ...que se esconde. — Jesus. — Julietta? — Meu pai chama novamente.

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Eu fico onde estou, mas meus olhos ardem em Rafael. Ficamos assim até eu ouvirmos os passos do meu pai se afastando, e então o toque do elevador. Eu me viro e caminho em direção ao meu quarto. — Você pode sair agora. Eu não estou no clima para você hoje. — Não se afaste de mim, Julie. Ele nunca me chamou Julie antes. Eu amo isso. Eu odeio isso. Eu vou para o meu quarto e bato a porta, trancando-a. Ele sai. Eu o odeio ainda mais porque é apenas mais uma prova de que eu sou apenas um brinquedo e ele não tem interesse em meus sentimentos. Estúpida, garota estúpida. Dane-se.

***

RAFAEL Mulher teimosa, porra. Ela saiu correndo e, por alguns minutos, Eu considero ir atrás dela. Porra, ela sabe o que eu queria, mas ela precisa aprender qual é o seu lugar e eu preciso me lembrar do meu, então eu vou embora. Agora eu estou sentado no escritório, no clube, encarando as pessoas dançando lá embaixo. Ela me dá nos nervos, e ainda assim eu constantemente anseio por ela. Eu chuto a cadeira, que rola na frente do sofá e ela desliza por toda a sala, colidindo com a parede. Eu resmungo. Isso não me acalma. — Yooo, irmão. Eu olho para cima para ver Vincent de pé na porta, sorrindo para mim. — Do que você está rindo? — Eu estalo, engolindo mais uísque. Ele ri. — Você está assim desde esta manhã.

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Eu resmungo e olho para o meu copo. — Você ainda está vendo aquela mulher? Eu empurro minha cabeça com um aceno, não que eu tenha que dizer-lhe nada. O que eu faço não é da sua conta, mas ele é meu irmão, então eu compartilho mais com ele do que com qualquer outra pessoa. Ele sabe sobre Julietta. Ele não deu uma opinião sobre ela, exceto quando ele descobriu. Então, ele tinha muito a dizer. Ele não aliviou desde então. — Ela já sabe? — Pergunta ele, estreitando os olhos e esperando por uma reação. Eu estremeço, mas mantenho a compostura. — Ela não precisa saber. Seus olhos incendeiam. — Ela pensa que é uma estranha qualquer que você pegou... — Ela era — eu indico. Ele balança a cabeça. — Até que você descobriu o contrário. Você não acha que ela gostaria de saber? Eu dou-lhe um olhar de advertência. Ele está patinando em gelo fino. — O que acontece entre mim e ela não é da porra da sua conta. Agora diga-me quais as informações que você tem para mim. Vin suspira e caminha, tomando a cadeira de escritório e sentado nela, inclinando-se para trás e cruzando as pernas. — É um trabalho interno, Chefe. Tem que ser. Tinha que haver uma porrada de informações alimentado quem pegou esse carregamento, e até mesmo ser capaz de encontrá-lo. Alguém está nos enganando. — Foda-se. — Isso não é bom. — Mais alguma pista? — Por enquanto, ainda não, mas nós estamos de olho. — E sobre a remessa que vai sair amanhã? É seguro? — É, e nós temos mantido a vigilância por toda a noite para garantir que isso não se repita. Eu fecho os olhos e respiro fundo. Eu não sei se quem roubou o meu primeiro carregamento, mas se o fizerem novamente, nós estaremos prontos. Estamos sempre prontos. ~ 70 ~


Eu olho para fora no clube de novo, e minha mente viaja de volta para Julietta. Vou dar-lhe um dia para refrescar a cabeça, então eu vou dar-lhe uma escolha. Ela pode aceitar as coisas como são, ou não pode. O que ela não vai fazer é me trancar para fora de sua casa novamente. Eu não gosto de portas sendo batidas na minha cara, e eu realmente não gosto dela ignorando minhas mensagens. Vinte e quatro horas. Então Julietta vai ter que me encarar.

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Capítulo onze JULIETTA — Então, está tudo bem? — Pergunto ao meu pai, enrolando uma mecha de cabelo em volta do meu dedo enquanto eu pressiono o telefone no meu ouvido.

— Sim, querida, está tudo bem — diz ele, com seu sotaque grosso e forte. Eu amo meu pai, ele é o melhor pai que existe, um pouco machista, mas amoroso, forte, mas suave. Eu não gostaria de estar do seu lado ruim, mas quando você está em seu lado bom, A vida é aveludada. — Você não costuma aparecer em meu apartamento. — Você não respondeu minhas chamadas. Eu estava passando no meu caminho do trabalho, não posso me preocupar com a minha filha? Eu mastigo meu lábio inferior um segundo antes de responder: — Claro. É apenas incomum. Mesmo se meu pai tivesse outras razões, ele não quis me dizer o que era. Eu me pergunto se ele suspeita que eu esteja saindo com alguém, ou talvez ele tenha ficado sabendo que Rafael está na minha vida. Embora eu tenha certeza que se ele suspeitasse, ele tentaria pôr fim na coisa toda. Ele não aceitaria de bom grado, disso eu tenho certeza. Ele tem um grande problema com a máfia, mais do que a maioria das pessoas em Chicago, eu só não sei o porque. Talvez ele esteja apenas preocupado. — Venha e jante com sua mãe e eu na próxima semana. — Eu vou. — Eu sorrio, deslizando minha bunda em cima do balcão da cozinha. — Comporte-se e fique segura, Julie.

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— Eu vou, pai. — Eu sorrio ao telefone. — Eu tenho que ir, Celia está chegando. Nós vamos sair. — Tudo bem, pode me ligar na próxima semana. Boa noite. — Noite. Eu desligo o telefone, quando minha porta arremessa aberta e Celia vem me cobrando. Ela sorri, girando em um vestido vermelho brilhante. — Você está pronta? — Ela choraminga, fazendo uma pirueta. — Você tem energia demais. — Eu rio, deslizando para fora do balcão e endireitando o meu vestido. — O que você acha? — Eu abro meus braços para fora e faço uma pirueta. — Super gostosa! — Então, vamos começar a festa. Celia e eu estamos indo para um clube com alguns de nossos amigos em comum para algumas bebidas. É uma coisa boa, também. Eu preciso tirar a minha mente do fato de que eu chutei o cabeça da máfia italiana para fora da minha casa mais cedo, e desde então ignoro todas as suas chamadas. Meu coração dói com a necessidade de atender essas chamadas e dizer-lhe que sinto muito. Eu nunca fui capaz de lidar com a culpa também. Sabendo que ele está com raiva de mim, está me comendo por dentro, mas eu precisava mostrar meu ponto de vista. Eu entendo suas regras, mas ele não me possui. Tenho a sensação de que ele não se sente da mesma maneira.

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Eu tropeço até a minha porta da frente. Esses saltos altos estúpidos não são os sapatos mais fáceis de andar depois de alguns Cosmos. Eu me atrapalho com minhas chaves até conseguir abrir a porta. Eu dou um tapa na parede para acender a luz, e em seguida, chuto a porta fechando atrás de mim. É quase meia-noite, e eu não queria continuar bebendo com Celia e nossos amigos, considerando que eu tenho que trabalhar amanhã, então eu vim para casa mais cedo.

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— É quase meia-noite. Eu grito e giro, perdendo o equilíbrio caindo de joelhos. Eu sacudo minha cabeça e vejo Rafael sentado no escuro, na minha cadeira no canto da sala. Que filme de máfia, porra. Eu não posso ver seu rosto porque as sombras caem sobre ele, mas eu quase posso apostar que sua expressão é severa. Eu engulo e fico em minhas mãos e joelhos, sem saber o que fazer. — Como você entrou no meu apartamento? — Sua segurança não é exatamente de alta tecnologia. Certo. E ele é da máfia. É claro que ele pode fazer uma pausa, e entrar rápida e facilmente. Ele deve ter copiado uma chave. — Por que você está sentado no escuro? — Eu chio. — Eu gosto do escuro. Isso me ajuda a pensar. — Sim, bem, é assustador — eu digo, me virando para me sentar no chão, pernas enroladas para o lado. — Onde você esteve? Eu hesito por um momento, em seguida, digo em um tom petulante, — Eu saí com uns amigos. Por que você está aqui, Rafael? Ele fica em silêncio por um minuto, antes de dizer: — Você não respondeu minhas chamadas. — Porque você quis mandar em mim, e eu pensei que tínhamos um acordo. Mais silêncio. — Você sabe que sua família não pode saber quem eu sou, Julietta — diz ele, com a voz baixa e profunda. — Sinto muito que você não goste disso, mas eu deixei a minha posição clara. — Era o meu pai. Eu te pedi para se esconder por alguns segundos, porque eu estava preocupada sobre por que ele estava na minha porta. Eu não lhe pediria para se esconder sem uma boa razão. — Homens como eu não se escondem — diz ele, com a voz entrecortada. Claro que não. — Ok, bastante justo, mas era o meu pai.

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— Sim — ele se encaixa — e eu sou o seu amante. Temos regras. Se você deseja apresentar um homem para sua família, então talvez nós precisemos considerar que não sou esse cara e que isso não vai funcionar. Meu coração me surpreende por balançar forte no meu peito. Eu tenho uma súbita percepção de que eu não quero que isso acabe. Eu não quero que ele vá. Ele está falando como se estivesse aqui para acabar com as coisas entre nós, e esse pensamento faz o meu estômago torcer e meu coração apertar em desespero. Deus, o que eu estava pensando? Quem se importa se eu não podia ver meu pai por um momento. Rafael estava comigo. Era a sua vez. Tempo que eu teria que dedicar a ele. Eu sou tão estúpida. Eu tenho que corrigir isso. Eu fico de quatro novamente e lentamente rastejo pelo chão até onde ele está sentado. Ele me olha, pelo menos eu acho que ele olha, e não diz uma palavra quando eu chego cada vez mais perto. Quando eu chego a seus pés, eu olho para cima e posso finalmente ver sua sombra no escuro, rosto esculpido olhando para mim, mais suave do que eu pensava. Levanto-me e coloco minhas mãos sobre os joelhos dele, então eu me movo lentamente até que eu esteja em seu colo, aninhada lá. Ele não se move para me tocar. Deus, eu realmente o irritei. Eu me inclino para frente e meus lábios passam por sua mandíbula. Ele salta debaixo da minha boca e eu continuo beijando uma pequena trilha até a orelha, onde eu sussurro, — Sinto muito, Rafael. Você está certo; Eu não deveria ter feito isso. Eu sei as regras. Eu as respeito. Eu quero isso, e isso não vai acontecer novamente. Ele não diz nada; Acho que ele está gostando. — Eu não estou pronta para que isso acabe — eu digo, usando a outra mão para deslizar em seu cabelo espesso. Argumento com cuidado, levando-o a me dar alguma coisa. Qualquer coisa. Ele vira o rosto lentamente até que nossos olhos estão bloqueados. — Eu sou um homem poderoso, Julietta. Eu sei o que é bom e o que não é. Só tenho algumas regras e uma delas é que a nossa relação continue a ser da maneira que eu pedi. — Eu entendo — eu sussurro, olhando para seus lábios.

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— Eu não gosto de portas sendo batidas no meu rosto e as minhas mensagens ignoradas, também. Eu engulo. — Não, eu imagino que você não goste. — Agora você vai fazer as pazes comigo. Meus lábios se curvam. — Eu vou? — Sim — diz ele, finalmente, colocando as mãos sobre meus quadris. — Você vai. Isso está completamente bem para mim. Eu sei exatamente como eu posso fazer as pazes com ele. Eu me inclino para frente e passo meus lábios sobre a mandíbula novamente. Ele fica perfeitamente sentado ainda, perfeitamente controlado, e me deixa deslizar minha boca sobre sua pele, movendo para baixo sobre seu pescoço e parando quando seu terno toca minha boca. Eu passo o meu corpo fora dele e me ajoelho na sua frente, os nossos olhos se encontram. Há uma enorme quantidade de intensidade entre nós, e não há nada no mundo que eu poderia imaginar que seria mais bonito. Eu pego seu cinto e gentilmente o puxo antes de desabotoar as calças. Ele levanta os quadris, com olhos pesados e vigorosos, e deixame deslizar para baixo. Então eu estendo minha mão para sua cueca e libero seu pau. Bonito. Duro. Poderoso. É tudo o que ele é, e ele sabe exatamente como usá-lo. Uma antecipação incha em minha barriga e eu me inclino para frente, correndo minha língua em torno da ponta. Rafael geme, baixo e profundo, e isso me impulsiona. Eu abro meus lábios e lentamente deslizo a cabeça de seu pênis na minha boca. Fazendo um círculo fechado em torno dele, eu começo a chupar, lentamente no início, e depois cada vez mais rápido. Minha mão encontra a base e eu enrolo meus dedos em torno dele, lentamente bombeando até que ele sussurra meu nome, e seus dedos se enroscaram no meu cabelo. Eu continuo a chupar e bombear até que seus quadris empurram e ele está gritando meu nome. Então ele goza na parte de trás da minha garganta e eu engulo com prazer, feliz. Tão incrível. Estes momentos com ele são absolutamente de tirar o fôlego. Ele lentamente começo a me afastar, suas mãos agora acariciando meu cabelo bagunçado. Deixo-o deslizar da minha boca e olho para ele, os meus lábios formigam. Nossos olhos se encontram, e seus lábios se enrolam em um sorriso sexy, satisfeito. ~ 76 ~


— Eu fiz as pazes com você? — Eu sussurro. Ele chega para frente, acariciando seu polegar sobre meu lábio inferior e pega um pouco de sua liberação. Ele desliza esse polegar em minha boca e eu fecho meus lábios sobre ele, sugando-o. — Você certamente fez — ele rosna. Meus lábios se curvam. — Bem, então, eu estou perdoada? Seu dedo se move da minha boca e desliza para baixo até que ele segura minha mandíbula. Ele inclina a cabeça para cima e se inclina para baixo, pressionando os lábios contra minha têmpora. — Sempre, Cara. Deus este homem. Sempre o melhor.

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Capítulo doze JULIETTA Eu jogo minha cabeça para trás e rio, a pizza na minha mão balança enquanto eu tento segurá-la. Rafael olha para mim, com o rosto divertido, a luz dos seus olhos mostra que o estresse está longe dele, o que é raro. Mais frequentemente do que não, ele está estressado e acabado. Hoje à noite ele está relaxado e sorridente, me mostrando um lado dele que eu não vi antes. Isso me faz gostar mais dele, mas eu tento ignorar. — Então você está me dizendo que na escola, você era o nerd magrelo? — Eu rio. Ele cruza os braços sobre o peito e acena. — Sim, é isso. Eu olho para ele e para baixo. — Eu não posso acreditar. Eu só... Não posso. Seus olhos piscam com humor. — Foi antes de eu me importar com os negócios, quando eu tinha certeza que eu ia tomar outro caminho. — Você nem sempre soube onde isso ia acabar? — Pergunto, colocando meu prato na mesa e me sentando no sofá de frente para ele. Ele roda o uísque em torno de seu copo, olhando para ele por um longo tempo antes de responder. — Honestamente? Não. Eu sabia que meu pai queria isso para mim, mas por um longo tempo da minha vida eu tinha certeza que eu ia seguir em uma direção diferente. — Eu não sabia que você realmente tinha uma escolha. Ele olha para mim. — Eu não tinha. Eu rio. — Que rebelde.

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— Eu ia para a faculdade. Foda-se a máfia. Foda-se meu pai. Claro que isso não teria funcionado, mas eu era jovem e acreditava que se eu fugisse, ele não iria tentar me encontrar com tanto afinco. — Não foi o seu melhor plano eu presumo? Ele sorri. Deus, ele é lindo. — Não, mas, no final, meu pai me deu uma escolha. Ele disse que se a vida fora da máfia era o que eu queria, então eu poderia tentar. Eu pego o meu vinho e tomo um longo gole. — Então, por que não você tentou? Ele me estuda, seus olhos castanhos escuros causando arrepios sobre a minha pele. — Porque meu irmão foi morto, e eu queria vingança. Algo dentro de mim mudou, e eu sabia que esse tipo de coisa voltaria a acontecer, eu precisava tomar o meu lugar. Eu precisava estar no controle. Meu olhar é de compaixão — Sinto muito sobre o seu irmão. Ele me pisca um sorriso, mas não alcançou seus olhos. — O passado é o passado, Cara. Eu seguro seu olhar um pouco, e o momento intenso é interrompido por seu telefone tocando. Ele puxa-o para fora do paletó e segura, o copo ainda na mão. Eu olho para ele com curiosidade enquanto ele vira as costas para mim e atende. — Sim? Ele ouve um pouco, e seus ombros endurecem. — Eu estarei lá, dez minutos. Ele remove o telefone da orelha e empurra no bolso antes de se virar caminhando até mim. Ele coloca o copo sobre a minha mesa de café e se inclina para baixo, pressionando seus lábios nos meus. — Eu tenho que ir. — Está tudo bem? — Eu pergunto. — Está tudo bem, Cara. Boa noite. Ele se endireita, e eu o vejo caminhando até a porta, sem me dar a oportunidade de responder. — Boa noite — eu sussurro para mim mesma quando a porta se fecha suavemente atrás dele. Isso não foi como planejado.

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E, pela primeira vez desde que eu estive com ele, eu estou assustada e preocupada com sua segurança. Estou ficando muito envolvida. Eu preciso recuar.

***

— Você está vendo alguém, não é? — Celia exige dois dias depois, enquanto faz uma tempestade na minha sala de estar. Eu estou na minha cozinha, tomando café e olhando para ela. — O que te faz dizer isso? — Eu pergunto, esperando que minha voz pareça casual. — Você está sempre ocupada, você mudou suas fechaduras, e você está sempre olhando para o seu telefone com um sorriso bobo em seu rosto. Eu estou? Merda. Tento manter meu rosto branco enquanto eu digo: — E se eu estiver? Ela para de andar, se vira, e dá gritos de prazer enquanto vem até mim. — Você está? Oh meu Deus, por que você não me disse? Quem é? Qual o nome dele? O que ele faz? Ela está divagando em um milhão de milhas por hora, então eu coloco minhas mãos em seus ombros e tento acalmá-la. Ela está praticamente pulando na ponta dos pés, com os olhos brilhantes de antecipação. — Eu não posso dizer muito, porque queremos manter as coisas em segredo por um tempo. Ela me dá um olhar de desgosto. — Oh meu Deus, ele não é casado, não é? Eu empalideço. O próprio pensamento de responder a essa pergunta me faz sentir mal. Se Celia soubesse o que eu estou fazendo, ela não entenderia. Ela me diria para correr para longe. Ela me diria que eu estou moralmente errada. ~ 80 ~


Claro, ela estaria certa. Não importa o quanto eu ame estar com Rafael, a própria ideia de que ele está em casa com outra mulher quebra meu coração. Tanto por ela quanto por mim. — Oh. Merda. Eu pisco e percebo que não respondi a sua pergunta, estou de pé e olhando fixamente para ela. — Celia... — Eu começo, mas ela joga uma mão para cima. — Eu sou sua melhor amiga; Eu conheço suas expressões. Eu sei quando você está mentindo e quando você não está. Então me olhe nos olhos e me diga que esse homem não é casado. Eu mordo meu lábio inferior, e seus olhos ficam grandes. — Não, oh Deus, não. Julie, no que você se meteu? Despreparada e com sentimento de culpa, eu aperto meus olhos fechados por um momento enquanto eu sinto lágrimas queimarem as costas das minhas pálpebras. Eu não deveria dizer a Celia qualquer coisa, mas eu preciso. Eu preciso dizer a alguém. Ela vai manter este segredo até o dia em que ela morrer, eu sei, assim, eu nem sequer tento me conter quando eu começo a divagar. — É Rafael. Oh Deus, Celia. Estou enroscada com o Chefe da máfia. Seu corpo inteiro trava. Seus olhos se alargam e sua se boca abre. — Não olhe para mim assim, — Eu continuo, não dando a ela a oportunidade de falar. — Eu não queria que isso acontecesse. Bem, eu não tinha a intenção de qualquer maneira. Ele veio até mim, veio devolver a minha bolsa, e ele me pediu para ser sua amante. Ele explicou como tudo funciona e então ele me prometeu todas estas coisas... então ele me beijou. Oh Deus, Celia, eu gosto dele. Eu realmente gosto. Ele está sob minha pele e... — Você é amante do membro mais graduado da máfia italiana? Minhas mãos começam a tremer, porque quando ela coloca assim, é assustador. Eu deixo cair a minha cabeça e sussurro, — Sim. — Oh Senhor — diz ela, dando um passo para trás deixando-se cair no sofá. Ela coloca a cabeça entre as mãos e permanece assim por um longo, longo tempo. Eu me sento ao lado dela, sem saber o que dizer ou fazer.

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— Ele é bom para mim, Celia. Ele disse que se eu quiser seguir em frente, ele vai me deixar ir. Não é apenas sexo; ele passa o tempo comigo e... — Você está ouvindo o que está dizendo? — Sussurra Celia, levantando a cabeça e olhando para mim. — Não é nem mesmo sobre o fato de que ele é casado. Eu sei como esse tipo de homem trabalha, eles têm uma amante do lado, eu entendo isso. É a sua posição e o perigo que você poderia se meter é que é o problema. Que diabos você estava pensando? — Ele... Eu não sei... tornou impossível dizer não. Ela balança a cabeça tristemente. — Isso é perigoso, Julie. Você poderia ser morta, ou pior, ele poderia mudar de ideia e decidir que você nunca poderá ir embora. — Ele não faria isso — eu sussurro, implorando com os meus olhos, rezando para que ela entenda. — Você tem certeza disso? — Ela questiona. Eu olho para longe. — É apenas um pouco de diversão. — Então por que diabos você parece um cachorro perdido, triste à espera de um tapinha? Eu recuo. — É. Somente. Diversão. — Você está apaixonada por ele. Balanço a cabeça e dou as costas. — Não, eu estou me divertindo com ele. Há uma diferença. — Eu acho que você está brincando com fogo, e porque eu amo você, eu vou te dizer que eu acho que você deve parar. Dirijo-me para trás e olho para ela. — Eu tentei. Ela estuda meu rosto por um longo tempo, seus olhos vagando sobre ele, então ela suspira. — Deus, Julie... — Eu sei, mas você é a única pessoa a quem eu posso dizer, e eu preciso falar com alguém. Por favor, Celia. Eu sei que você não concorda com isso, mas por favor... Ela estende a mão e pega a minha mão. — Eu estou com você, mas eu acho que você deve terminar quando puder. Eu não posso te

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obrigar, e eu vou estar aqui para você se você não fizer isso, mas é assim que eu penso. Eu concordo. Ela sorri. Mas nós duas sabemos que eu não vou terminar qualquer coisa. Eu estou profundamente envolvida já.

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Capítulo treze RAFAEL O telefone tocando ao meu lado me tira dos meus pensamentos profundos. Eu estou perdido em meu próprio mundo, à espera de ouvir a notícia de que este carregamento saiu com segurança. Vejo número de Vincent na tela e meu peito aperta. Eu o pego rapidamente, pressionando no meu ouvido, dizendo: — Vincent. Fale. — Chefe — diz ele, mas sua voz é grossa, cheia de emoção. Eu empurro minha cadeira voando para trás. — Vincent, — eu exijo. — Todos mortos. Eles não tiveram chance. Meus dedos tremem enquanto eu luto contra o desejo de esmagar o telefone em mil pedaços minúsculos. Mandei oito homens para garantir que o carregamento saísse de forma segura. Oito. — Como? — Eu rujo, tentando parar a dor crescente em meu coração. — Eles estavam esperando, eu não sei quem, eu não sei como. Os homens saíram do carro com o carregamento, e os outros caras abriram fogo. Apenas atiraram como cães em um campo. O vomito sobe na minha garganta. — Reunião. Agora. Chame todos. — Já feito. Estamos a caminho. — Nós temos que acabar com isso, Vin. Ele fica em silêncio por um momento antes de concordar, — Eu sei. Eu desligo o telefone e, em seguida, saio voando pela sala. Um baixo grunhido agonizante rasga da minha garganta. A porta do meu ~ 84 ~


escritório se abre e Maria vem, os olhos arregalados em pânico. — Rafael, está tudo bem? Eu giro para ela e tento controlar minhas emoções, mas é quase impossível. — Eu perdi oito homens esta noite. Eu convoquei uma reunião. Você vai preparar a sala para mim? Seu rosto cai. — Eu sinto muito. Vou preparar a sala agora. Concordo com a cabeça e dou um aperto em seu ombro quando eu passo por ela. Preciso de ar fresco. Não posso respirar. Eu praticamente jogo a porta da frente aberta, inalando mais e mais enquanto eu tento dar sentido à situação. Alguém está fodendo com a gente, mas quem quer que seja, eles são espertos. Eles têm detalhes. Eles sabem como trabalhamos. Ninguém poderia configurar um ataque como esse sem ter informação privilegiada. Isso significa que eu tenho um rato. Alguém em quem confio, seja dentro do meu círculo ou de fora, me traiu. Porra. — Raf? Eu empurrar a cabeça para cima para ver Vincent andando até o caminho da frente, seguido por Benito, e Riccardo. Meus homens mais confiáveis. Meus olhos digitalizam os seus rostos, e todos eles têm um olhar solene, quebrado. Eu empurro minha cabeça em um aceno, me viro e vou para a casa. Minha garganta está apertada e as palavras me escapam. A sala está preparada, com a mesa redonda limpa com alimentos e whisky. Maria sabe como trabalhamos. Ela ainda deixou uma bebida pronta esperando por mim. Todos nós nos sentamos, e eu enrolo meus dedos em volta do meu copo de whisky, tomando um longo gole antes de colocá-lo para baixo. Então eu volto para Vincent e sopro, — O que aconteceu? Ele toma uma dose de whisky e foca em meus olhos. — Você está certo, Chefe. Trabalho interno. Tem que ser. Quem derrubou aqueles homens sabia locais e horários precisos. Eles sabiam quando íamos chegar, quanto tempo seria necessário para embarcar o carregamento, e a pequena quantidade de tempo que eles tinham antes de sair. Eles tinham fotos nítidas. — Quem diabos está fazendo isso é inteligente — Benito diz, com seu forte sotaque de emoção.

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— É de dentro — eu digo, minha voz firme e calma. — Da mesma forma que a primeira suspeita. — Por quê? — Rosna Vin. — Por que eles querem nosso carregamento e estão matando os nossos homens? Eu rodo o whisky em torno do meu copo. — Eu não sei. Poderia ser para mexer com a gente; poderia ser para vender para um comprador superior; poderia ser por um número de razões. O que eu quero saber é quem diabos está dando as ordens. Se nós descobrirmos isso, descobriremos o porquê. — O qual é sua sugestão? — Pergunta Riccardo. — Reunir uma lista de pessoas que lidam com nossas transações, o que inclui terceiros. Em qualquer altura, fazemos uma transferência, e descobrimos quem está envolvido. Vou fazer a todos com uma visita. Os olhos de Vin brilham com antecipação. Benito acena com a aprovação e Riccardo apenas olha. — Eu prometo a vocês — eu digo, de pé. — Nós vamos descobrir quem está fazendo isso, e quando conseguirmos, eles terão uma morte dolorosa e fria. Com isso, eu me viro e saio. Eu preciso de um alívio, e eu sei exatamente onde conseguir.

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JULIETTA Estou prestes a trancar a porta para ir para cama quando eu ouço um som firme, mas não demasiado alto tocando nela. Franzindo a testa, eu olho para o meu top e shorts na esperança de não ser meu jovem vizinho, obsessivo novamente. Ele me visitou três vezes nos últimos três dias com desculpas esfarrapadas, precisando de leite e me perguntando se eu ouvi quaisquer ruídos — estranho — Eu sei melhor que ninguém que ele está apenas tentando puxar conversa. Agora é tarde, porém. Eu não estou no clima.

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Vou até a porta e na ponta dos pés, olho para fora. Vejo Rafael ali de pé, com as mãos na porta, sua cabeça baixa. Meu coração cambaleia, e eu abro a porta tão rapidamente que ele perde o equilíbrio e é forçado dar um passo firmando para evitar a queda. Seus olhos piscam para o meu, e eu vejo a dor por trás deles. Muita dor. — Rafael? — Eu sussurro, preocupada. — Eu perdi oito homens esta noite. Amigos. Família. Meu coração se rompe por ele e eu passo para frente, pegando sua mão. — Querido, — eu digo suavemente, observando enquanto ele perde a compostura. Os ombros fortes do homem poderoso caem, e eu envolvo meus braços em torno de seu corpo enquanto ele me dá um pouco de seu peso. Ele enterra o rosto no meu cabelo e enrola o braço em volta da minha cintura, puxando-me tão perto e me segurando com tanta força que eu mal posso respirar. Eu deixo. Eu o trago tão perto de mim quanto eu posso, segurando até que ele esteja pronto para se levantar. Ele está derrotado e quebrado. Eu não o vi assim antes. É assustador e preocupante que esta vida possa fazer isso com ele. — Vamos entrar e fechar a porta, — eu sugiro e ele gentilmente me libera, me deixando fechar a porta. Eu tranco a porta e me viro para vê-lo perto da janela, apenas olhando para fora. Seus ombros ainda estão caídos, e ele não está em seu comportamento habitual. Meu coração dói por ele quando eu chego ainda mais perto, colocando a mão em suas costas e gentilmente movendo para cima e para baixo. — O que eu posso fazer? Ele se vira e me fixa com aqueles olhos castanhos de dor. — Façame esquecer, Cara. Faça-me esquecer. — Como? — Eu respiro. Ele chega para frente e corre o polegar sobre meu lábio inferior e eu sei que não tenho dizer o que ele precisa, e eu estou mais do que disposta a dar-lhe. Eu passo em frente e vou para cima na ponta dos pés, enrolando meus dedos em seu cabelo e trazendo meus lábios nos dele. Eu o beijo suavemente. Eu nunca o beijei com tanta emoção antes, e isso me assusta pra cacete, porque isso parece tão certo. Nossos lábios se movem juntos, devagar, sem pressa. No fundo, a música que estava tocando suavemente muda e uma canção lenta, profunda começa. Rafael se afasta, seus olhos segurando os meus, e ele ~ 87 ~


me puxa para seus braços e antes de eu perceber, nós estamos dançando. É lento, intenso, e isso fode mais ainda meu coração. Nossos olhos se mantém conectados enquanto nossos quadris balançam, e nos movemos em volta da minha sala de estar. Eu sei em meu coração, que este momento ficará para sempre congelado no tempo, embutido na minha mente para os dias quando toda a esperança parecer perdida entre nós. Quando a música finalmente começa a desvanecer-se, meu coração está batendo forte. Está batendo forte porque ele está tentando tão desesperadamente informar meu cérebro de algo que eu já sei... Eu poderia me apaixonar por este homem. Eu não posso. É contra todas as regras, mas quando eu estou aqui em seus braços, quebrar as regras parece ser a coisa certa a fazer. Tudo dentro de mim está gritando por mais, mas meu cérebro conhece as regras. Eu não posso querer isso com ele, e eu tenho que me segurar, colocar um bloco sobre o meu coração. Meus pensamentos são lavados quando Rafael mergulha a cabeça e me beija, suave e profundo. Meus braços ondulam em torno dele mais apertado e eu o beijo de volta. Eu o deixo tirar de mim o que ele precisa. Deixo que ele me abaixe até o chão e retire todas as minhas roupas. Eu deixo sua boca devorar cada parte do meu corpo. Então eu abro minha alma ao mesmo tempo em que eu abro o meu corpo, e eu o deixo entrar. E ali, no chão sob o luar, com ele profundamente dentro do meu corpo, me fodendo lenta e profundamente, eu deixo minhas paredes desabarem. Combater é inútil. Eu acho que estou me apaixonando por Rafael Lencioni.

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Capítulo catorze RAFAEL O aço frio da minha arma pressiona na têmpora do homem e ele se contorce, com os olhos esbugalhados, o suor escorrendo por sua pele e sobre a minha mão que está envolvida em torno de sua garganta. Eu não costumo fazer o trabalho sujo, mas alguém está mexendo com a minha família e os meus embarques. Alguém levou as vidas daqueles que eu considero mais próximos de mim. Estou mais do que pronto para sujar as mãos. — Eu não sei de nada. — Ele engasga e seu rosto fica um tom escuro de roxo. — Todo mundo sabe alguma coisa — rosno. — Você só não me disse o que você sabe. — Eu juro — ele arqueja. — Eu não sei de nada. — Então você não é de nenhuma utilidade para mim. Eu começo a colocar pressão sobre o gatilho quando ele desiste, sua voz com um tremor quebrado. — Olha, eu não tenho nomes, mas alguém pagou outra pessoa de fora pela informação sobre a transferência, porque eles poderiam vendê-lo por mais. Eu não sei quem e eu não sei por quê. — Alguém, significa uma pessoa que eu confiei em algum momento — eu digo, minha voz calma mortal e gelada. — Acredito que um trabalho interno. — O homem sufoca. — Alguém que sabia todas as informações de dentro, ou tinha uma maneira de conseguir. — Há pelo menos vinte pessoas que sabem. — Eu não sei — ele chora. — Deus caramba, eu não sei. Tudo o que sei é que alguém deu a informação. ~ 89 ~


— Como você descobriu isso? — EU... Eu ouvi falar. — Nomes — eu lato. — Eu não... Eu bato a coronha da arma na sua cabeça e silvo, — Nomes. — Eu estava no escritório do centro, eles estavam cochichando sobre ele. Escritório do centro. Onde o pai de Julietta trabalha. — O que mais? — É isso — ele arqueja. — Eu juro. — E você não pensou em vir a mim com esta informação no minuto em que você entendeu do que se tratava? Eu poderia ter salvado meus homens. — Eu — ele gagueja. — EU... Eu não fiz... — O sangue deles está em suas mãos, e agora o seu sangue está na minha. Eu puxo o gatilho. Eu não tenho tempo para pessoas como ele.

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JULIETTA — Sr. Walters, se você não ficar parado, eu não conseguirei mudar seu curativo — eu digo, colocando o braço sobre o ombro ossudo do velho se contorcendo, tentando acalmá-lo o suficiente para eu cuidar dele. — Não, — ele late. — Não, não se aproxime, demônio. Eu mencionei que ele levou uma surra?

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— Meu nome é Julietta, e eu só estou tentando ajudar você, senhor. Se você ficar parado, podemos ser rápidos. Pare de se contorcer; nós não queremos que você abra seus pontos. Ele pega um copo de água e o empurra para mim, como se eu fosse explodir instantaneamente em chamas. — Se afaste, demônio! — Ele grita. Não vai dar certo. Eu bipo Jacob; ele precisa cuidar deste homem. Cinco minutos depois, Jacob entra sorrindo para mim. Por que ele está sempre sorrindo? Honestamente, deve haver algo de muito errado com ele. Ninguém é feliz o tempo todo. — O que posso fazer por você, Julie? — Estou tendo problemas para trocar o curativo do Sr. Walters. Ele está convencido de que eu sou Satanás e que estou tentando levá-lo para o inferno. Jacob ri. — Permita-me. Ele esteve aqui antes. Ele dá um passo para dentro do espaço e olha para o Sr. Walters. — Eu vou mudar seu curativo agora, Sr. Walters — diz ele calmamente. Sr. Walters olha pra mim e eu suspiro, saindo enquanto Jacob começa o trabalho. Dez minutos depois, ele sai do quarto e sorri para mim. — Parece que ele tem um problema com as mulheres. — Ele dá um passo mais perto. — Eu não sei por que, considerando que você é tão bonita. Eu aceno e dou um passo para trás. — Ah, obrigada. — Escute, eu estou para te convidar para sair desde que te levei para casa um tempo atrás. Você consideraria ir a um encontro comigo? Abro a boca, e fecho. — Olha, Jacob, eu estou com alguém... Um olhar que me incomoda pisca através de seus olhos, mas ele força um sorriso. — Claro. Bem, se isso der errado, talvez você considere sair comigo? — Não é contra a política do hospital? Ele sorri. — Eu faço as regras; Eu posso quebrá-las. Eu franzo a testa. — Tenho certeza que não. Ele perde o seu sorriso e dá um passo para frente. — Eu gosto de você, Julie. Eu quebraria todas as regras para ter uma chance de nós estarmos juntos. ~ 91 ~


Algo sobre a maneira como ele diz me arrepia, então eu passo para trás novamente e dou um sorriso falso. — Certo, obrigada. É melhor eu voltar para ele. — Considere a minha oferta, Julie — diz ele, estudando meus lábios. Eca. — Julie — outra enfermeira me chama quando ele passa com pressa. — Temos um paciente sangrando e precisamos estancar, você quer resolver isso? — Claro — eu digo, passando por Jacob, mas parando de repente quando vejo Rafael de pé na sala de espera da emergência, com duas mulheres. Oh. Meu. Deus. Ele olha para Jacob, e me pergunto se ele estava ouvindo a nossa conversa? Eu não posso me concentrar nele, porque ao lado dele está uma mulher mais velha, de excepcional beleza que eu estou supondo que seja sua mãe e de seu outro lado, uma bela mulher que eu sei, eu sei, que é sua esposa. Meu estômago dá uma guinada, e eu quero vomitar. Isso não pode estar acontecendo. — Julie — Rafael diz, com a voz baixa e grossa. — Eu não estava ciente de que você estava a trabalhando esta noite. Eu engulo o caroço se formando na minha garganta e coloco os meus olhos em sua esposa, Maria. Ela tem o cabelo escuro longo que está trançado e jogado por cima do ombro. Ela não é alta, mas é esguia, e com curvas. Ela é linda. Deus, o que diabos eu estou fazendo? Eu não posso fazer isso. Eu não posso suturar a sua mãe, que obviamente, se machucou, porque ela está segurando a mão coberta por uma toalha grossa. Eu olho em volta rapidamente, mas todos estão ocupados. Eu fecho meus olhos e foco. Eu tenho que fazer o meu trabalho. — Ah — eu digo, minha voz trêmula. — Sim eu estou. O que posso fazer por você? Seus olhos seguram os meus por um momento antes de passar rapidamente à sua mãe. — Minha mãe cortou a mão preparando o jantar. É bastante ruim.

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Eu aceno e evito os olhos de Rafael, quando eu passo em frente e forço um sorriso no meu rosto. — Oi, Senhora...? — Eu finjo que não sei o nome dela, quando eu sei. Deus, eu sei. — Me chame de Alessandra. Seu sotaque é grosso, mas ela fala gentilmente. Eu gosto dela imediatamente. Eu sorrio, agora com naturalidade. — É um nome bonito. Sentese, eu vou dar uma olhada em sua mão. Ela balança a cabeça e eu aceno com a mão para uma cama livre na área de pequenos procedimentos. Todos eles entram e eu puxo as cortinas para nos dar um pouco de privacidade. De repente, o espaço parece pequeno e eu não mal consigo respirar. Maria está ao lado de Rafael, mas ela não o toca; ela só parece pensativa. Seus olhos ainda estão em mim, e isso não está ajudando em nada. Me concentro no meu trabalho e na mão de Alessandra. É um corte feio, e sem dúvida, precisa de pontos. — Como você fez isso? — Eu pergunto, cuidadosamente o corte com as mãos enluvadas.

estudando

— Eu estava cozinhando e me atrapalhei com a faca — diz ela, om cum tom de dor em sua voz. — O que você estava cozinhando? — Eu pergunto, tentando distraí-la. — Minha especialidade, massas — ela me diz, com a voz cheia de orgulho. — Eu amo massas — eu digo, fazendo a limpeza da pele em torno da ferida. — Pessoalmente, eu realmente amo acrescentar salame aos meus pratos de massas. Eu sinto que isso dá realmente um toque... — Picante — ela acaba por mim. — Eu acho que faz com que o prato fique mais ousado. Eu olho para cima e sorrio. — Sim, é exatamente isso. — Uma menina que sabe cozinhar. Você tem sangue italiano em seu sangue? Eu concordo. — Eu sei que pode não parecer, mas meu pai é italiano. Sua mãe costumava me ensinar a cozinhar o tempo todo.

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— Uma menina que cozinha é uma guardiã de receitas. — Ela sorri. Eu me encolho e olho para cima para ver Rafael me estudando, seu olhar é intenso. Maria está olhando para os sapatos, não parecendo nada incomodada com o que está acontecendo. Se bobear, ela parece entediada. Eu coloco a mão de Alessandra suavemente em seu colo. — Eu vou chamar o médico para suturar o seu corte. Não vai demorar muito. Eu saio pelas cortinas e respiro profundamente. Eu encontro Jacob e explico que tenho uma paciente que pode precisar de pontos. Com um sorriso adocicado, ele me segue de volta. Quando entra, Rafael atira um olhar para Jacob, e eu posso ver o reconhecimento nos olhos de Jacob imediatamente. Ele estende a mão, e Rafael cumprimenta. — Meu nome é Jacob. Eu sou o médico de plantão esta noite. Rafael deve ter apertado mito, porque o rosto de Jacob fica vermelho e seus lábios ficam apertados. — Rafael Lencioni. Eu sei que Jacob reconhece o nome, porque seus olhos ficam maiores. — Ccc-certo, então, vamos consertar isso, Senhora Lencioni? Ele puxa a mão da mão de Rafael e se vira para Alessandra, flexionando os dedos. Eu mostro a lesão e Jacob verifica antes de me dar o sinal verde para suturá-la, antes de correr de lá como um morcego fugindo do inferno. Eu pego tudo o que preciso e, em seguida, começo a trabalhar na mão de Alessandra. — Menina bonita você não é solteira, é? — Ela me pergunta, e eu endureço. — Ah — eu digo, lançando meus olhos para Rafael, que está me observando. — Sim. Sua mandíbula flexiona, mas ele não diz nada. É claro que ele não vai me corrigir. — Você precisa encontrar um homem bom, sólido — ela me aconselha. — Para cuidar de você. Eu sorrio. — Algum dia eu tenho certeza que eu irei. Os punhos de Rafael se cerram.

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— Esse bom médico gosta de você. Rafael faz um som de grunhido e diz: — Maria, você pode ir nos buscar um pouco de café, por favor? Maria ainda parece aborrecida, mas ela sorri e acena com a cabeça. — Claro. Em seguida, ela se vai. Nenhum protesto. Nada. Ela só faz o que ele pediu. — O médico? — Alessandra insiste, olhando para mim. — Oh não, ele não é meu tipo. — Bonito demais? Eu rio, não fui capaz de esconder o riso. — Sim, muito bonito. Ela sorri. — Eu não gosto de meninos bonitos também. Ela me mantém rindo o tempo todo. Eu estou trabalhando em sua mão, e enquanto ela conversa, eu acabo de suturar e lavo as mãos. — Você está pronta. Acalme-se com as facas. Ela fica de pé. — Seria até agradável saber que se eu tiver outro acidente, eu poderia vir aqui e ver você, menina doce. — Mama... — Rafael diz, com um tom de aviso. — Oh, rapaz, eu estou apenas sendo gentil. Eu dou passo a frente e coloco a mão em seu ombro. — Você pode vir me visitar no hospital a qualquer momento. Ela sorri, dando um olhar a Rafael. — Eu vou fazer isso. Eu gostaria de ter a sua receita de massa. — Claro, eu ficaria feliz em compartilhar com você. — Aqui está o meu número de telefone — diz ela, enfiando a mão na bolsa e tirando um pedaço de papel. — Me ligue e podemos nos encontrar e trocar receitas. Eu pego o papel e sorrio para ela. Então eu olho para Rafael. O olhar que ele me dá deixa o meu corpo em alerta máximo. Ele está mega irritado. Merda. Eu sou uma idiota. Eu não podia interagir com sua família. É uma regra. Eu quebrei, dizendo a sua mãe que ela podia vir e que podíamos trocar receitas.

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Meu bipe toca, e eu nunca estive tão grata por isso na minha vida. — De qualquer forma, — eu digo. — Essa é a minha deixa. Se comporte. Eu corro para fora antes que possa dizer qualquer outra coisa. Estou com problemas.

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Capítulo quinze JULIETTA Eu evito ir pra casa por tanto tempo quanto possível depois do meu turno, porque eu sei que Rafael vai estar puto. Eu cometi o erro final e eu deveria saber, mas sua mãe foi tão agradável. Eu não podia rejeitá-la; ela não teria entendido por que de eu ser rude. Deus, eu estou brincando? No fundo, eu acho que parte de mim queria irritá-lo e provocar uma reação. Até o momento de eu chegar ao meu apartamento, ele ligou três vezes e mandou mensagem duas vezes. Eu ignorei tudo. Eu não estou pronta para enfrentar sua ira. Abro a porta da frente e entro, e eu sei que ele está aqui no segundo que a porta se fecha atrás de mim. Homens como Rafael irradiam uma vibração terrível quando estão em um ambiente. Eles são dominadores. Eles possuem. Você sabe que eles estão lá muito antes de fazer sua presença conhecida. — Eu não queria — eu digo, acendendo a luz antes que ele possa falar. Ele está sentado no sofá perto da janela, parece ser o seu lugar favorito. Não tenho dúvidas de que ele sabe a posição exata em cada ambiente para ser intimidante. Ele está as mãos sobre os joelhos de novo, sua marca registrada. Eu me viro nervosamente quando ele não diz nada. Ele poderia gritar comigo e não seria mais assustador do que quando ele não diz absolutamente nada. Quando Rafael Lencioni não diz nada, você sabe que está para vir. — Eu não estava pensando, — Eu continuo, estudando-o. Ele está me observando, sua expressão desprovida de qualquer emoção. — Por favor, não fique com raiva de mim. Eu estava cansada e... — Você quebrou as minhas regras. — Sua voz é como um chicote.

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— Eu sei e... — O que eu disse que aconteceria se você quebrasse as minhas regras? Meu coração bate em minha garganta, me surpreendendo. Uma dor diferente de tudo que eu já senti, arrepia meu peito, agarrando o meu coração e apertando até que eu me sinta sufocada. É desgosto? Desespero? O medo de perdê-lo? Eu sabia que estava desenvolvendo sentimentos por Rafael, mas nunca, nem por um segundo, pensei que eles eram tão fortes. Eu não tinha percebido até o momento em que ele disse essas palavras, e a ideia de perdê-lo estava plantada firmemente no meu cérebro. — Raf — eu digo, encurtando o seu nome pela primeira vez. — Eu sinto Muito. Foi um erro, honestamente. — Você é uma mentirosa — diz ele, de pé. — Você sabia exatamente o que estava fazendo, Julie. Eu recuo. — Por favor. Isso não vai acontecer novamente. Eu não quero que você vá embora. Eu sinto muito. Quando eu fiquei tão patética? Tenha amor próprio, Julie. Ele caminha até mim, em seguida, para um pouco abaixo de mim. Seu rosto suaviza um pouco. — Eu não estou pronto para terminar com você ainda, Cara. Mas você vai ser punida por suas ações. Meu peito se esvazia. Eu espero que ele não tenha percebido. — Punida? — Eu digo com uma voz suave. Ele me alcança e olha para baixo, o rosto cada vez mais vigoroso do que com raiva, mas a raiva ainda está lá, bem na superfície. Isso vai beneficiar mais a ele do que a mim, eu tenho certeza disso. — Vire-se. Eu pisco. — Como? — Eu chio. — Agora, Julietta. — Por quê? — Eu digo, dando um passo para trás. — Porque, eu vou puni-la por me desobedecer. Eu balanço minha cabeça. — Mas...

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— Quanto mais você argumentar — diz ele, em voz baixa, — mais punição você vai ter. Eu tremo. — Raf... — Vire-se. — Raf... — Agora — ele diz, sua voz não deixando mais espaço para discussão. Eu engulo, secretamente amando o que ele está oferecendo, e me viro. Ele dá um passo mais perto de mim e me leva até eu cair no encosto do sofá. Lá, ele coloca a mão no meio dos meus ombros e me empurra para baixo até que eu esteja dobrada sobre o encosto do meu velho sofá. Ele levanta a minha blusa, agarrando o cós da minha calça, empurrando para baixo, expondo minha bunda. — Rafael — eu digo, com a minha voz em um gemido vigoroso. — Não fale — ele ordena, mantendo minha blusa agrupada em uma das mãos, enquanto a outra empurra minhas calças para baixo até que elas estejam em torno dos meus joelhos. — Isso vai doer? Eu não posso ver seu sorriso, mas eu posso ouvi-lo. — Ah sim. Eu faço um som de assustada e ao mesmo tempo curiosa. Ele pressiona em minha parte traseira, seu pau duro empurrando contra o meu núcleo úmido. Droga. Eu não deveria estar com tanto tesão, mas eu estou. Oh, eu estou. Ele não libera a minha blusa; em vez disso, ele a mantém envolta em um punho fechado enquanto se esfrega contra mim, trazendo-me mais perto de um orgasmo embaraçoso. Ele mal está me tocando, mas Deus, ele sabe como tratar uma mulher. Palmada. Sua mão desce na minha bunda, e me choca completamente. Abro a boca, mas não sai nada. Palmada.

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Mais uma vez, ele traz a sua mão sobre meu traseiro. A sensação de queimação dolorosa irradia da minha bunda, através do meu núcleo, e algo dentro de mim... Aperta? Oh. Isso está me deixa com mais tesão do que deveria. — Dez — ele rosna, me batendo novamente. — Da próxima vez, vai ser o dobro. É ruim que eu queira que haja uma próxima vez? E talvez outra depois? Eu choramingo quando a quarta batida vem. Deus, isso é melhor do que deveria ser. Assim. Muito. Melhor. Ele solta seu punho de ferro na minha blusa e eu ouço a fivela do seu cinto ser desfeita, e depois ele está apertando minha blusa novamente. Ele bombeia o pau contra meu sexo, e quando ele me bate pela quinta vez, ele me conduz por um caminho sem volta. Jogo minha cabeça para trás e grito de prazer e dor, quando ele me fode de todas as formas que eu preciso ser fodida. Ambos gozamos em um emaranhado de membros e corpos, e uma bunda ferida (para mim, pelo menos). Rafael se inclina com seu grande corpo sobre mim por alguns minutos antes de me ajudar me estabilizar e, lentamente, puxa as minhas calças para cima. Então ele endireita minha blusa e me vira, olhando para mim. Ele corre o polegar sobre meu lábio inferior e eu abro a boca um pouco, deixando que ele deslizar. Eu o chupo por alguns segundos, antes dele deslizar para fora e se inclinar para baixo, capturando minha boca em um beijo quente. Em seguida, ele arruma suas calças e me dá m olhar severo, mas com uma expressão quase amorosa. — Não me desobedeça novamente, Cara. Com isso, ele se vira e sai do meu apartamento. Acontece que eu nem sabia que eu precisava ser fodida assim. Maldito seja ele. Ele é bom.

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RAFAEL

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— Desculpe dizer isso, Chefe... — Benito diz, inclinando-se para trás na cadeira e cruzando os tornozelos. — Mas eu estou começando a acreditar que seu pai tem algo a ver com tudo isso. Seu irmão ser morto, os carregamentos... Minhas costas se endireitam. — Eu não quero acreditar, mas tudo aponta em sua direção, — Eu rosno, passando a mão frustrada pelo meu cabelo. — Eu também não, mas ele estava em comunicação com Ross antes de ser morto, e ele passou a trabalhar nos mesmos escritórios que estamos sendo levados. É demais para ser uma coincidência. — Você olhou os nossos registros bancários, contabilidade, nada? — Pergunto a Vin, que apenas acendeu um cigarro. — Ainda olhando. Nada até agora. — Se for ele, ele é bom. No entanto, ele está conseguindo abafar isso, ele é fodidamente bom — eu digo, levantando meu copo de uísque e virando de uma vez. Se Julie descobrisse que eu estou de olho em seu pai, que eu suspeito que ele está mexendo com a minha família... isso iria destruíla. Se eu estiver certo, eu tenho acabar com ele. Não me importa que ele seja seu pai. Se ele está brincando com a gente, vamos cuidar disso. Eu rezo para estar fodidamente errado, mas o fato da questão é que todas as setas estão apontando para ele. Droga. Porra. — Você disse a ela? — Vin pergunta, olhando para mim. Ele pode me ler como um livro de merda. — Por que eu iria dizer a ela? — Eu estalo. — Porque você está transando com ela, e ela tem o direito de saber que parte da razão de você estar em torno dela, é para que você consiga informações. Eu recuo. Eu não fiz a ela uma única pergunta sobre seu pai. — Eu não fiz uma única pergunta a ela sobre seu pai, absolutamente nada — eu digo, abaixando o tom da minha voz.

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— Talvez não, mas nós dois sabemos que você irá, porque nós dois sabemos que parte da razão de você ficar com ela por tanto tempo é porque ela é útil. Ele está errado. Não está? Porra. — O que eu quero saber, — Ben diz, mudando a conversa, — é o motivo do seu pai querer tirar um dos nossos membros, e, então, nossos carregamentos serem roubados e nossos homens mortos. Como isso pode beneficiá-lo? — Eu não descobri isso ainda. — Eu suspiro, esfregando minhas têmporas. As marteladas na minha cabeça são quase ensurdecedoras. — Não faz muito sentido— diz Vin. — Eu tenho que admitir. — Talvez ele esteja sendo pago por alguém, — Ben sugere. — Eu duvido, — murmuro. — Poucos iriam mexer com os nossos carregamentos. — Não temos nenhuma outra explicação. Eu resmungo. — Continue investigando. Vou manter meus olhos abertos. Nós ainda vamos em frente com o baile de máscara amanhã à noite? — Sim, tudo organizado. Você vai trazer Julie? Eu dou de ombros. — Ela vai vir, mas Maria, obviamente, será minha companheira. Todos eles olham para mim. Eu os mato só com um olhar. Eu decidi fazer um baile de máscaras no meu clube amanhã à noite. É uma boa maneira de levantar dinheiro e conseguir um bom representante na cidade, mas na maior parte, é um pouco um chamariz para ver quem sai para jogar. Eu tenho um forte sentimento de que quem está brincando com a gente vai mandar alguém para obter informações. Vou ter homens em todos os lugares. Vou ter homens que nem sequer sabem que são meus homens. Eu vou descobrir quem está fazendo isso. E quando eu descobrir, eu vou matá-los.

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Capítulo dezesseis JULIETTA Eu me movo pela pista de dança, minha bela máscara preta de penas cobre o meu rosto. O vestido que eu escolhi é um azul marinho de seda que cai quase perfeitamente sobre meu corpo, agarrando-se onde ele precisa agarrar e fluindo onde não. Meu cabelo está solto e enrolado em ondas grossas. Eu admito me sentir tão bonita quanto eu realmente estou. Rafael me convidou para esse baile, e muito honestamente, eu não tinha certeza se eu viria. Eu não tenho inteiramente certeza de qual é o meu propósito aqui, porque até onde eu sei, toda a sua família está aqui para recepcionar os convidados, bem como todos os que trabalham para ele. Considerando que eu não tenho permissão para interagir com um membro da família, eu estou querendo saber para que finalidade ele me trouxe. Quando eu olho ao redor da sala opulenta, noto seus irmãos em pé à esquerda do bar, sem máscara. Seus olhos caem sobre mim e eu posso sentir seus olhares penetrantes, como se eu estivesse parada lá, pelada, vestindo nada além dessa máscara maldita. Está ficando quente de repente. Eu olho para longe rapidamente e percebo que eu estou bem no meio da pista de dança. Minhas bochechas ficam mais quentes quando casais bailam ao meu lado, desfrutando da companhia um do outro. Uma mão ondula ao redor do meu quadril e um hálito quente faz cócegas no meu pescoço. — Você está linda, Cara. Aquela voz. Ele. Tudo.

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Eu suspiro e fecho os olhos enquanto seus dedos passam sobre meu quadril, minha espinha, enrolando até que fecha em torno de meu braço e ele me gira para encará-lo. Ele me pega em seus braços, seu corpo grande engolindo meu. Estou em Casa. Eu olho em seus olhos. Ele não está vestindo uma máscara; ele não precisa. Ele já é requintado o suficiente por conta própria. Ele domina o ambiente sem sequer tentar. As pessoas se movem para fora do nosso espaço quando ele começa nos balançar no ritmo da música. Aqui mesmo, em público. Meu coração incha, e uma esperança que eu sei que eu não deveria ter explode no meu peito. Nós nos movemos lentamente na pista de dança, sem quebrar o contato visual. Se eu não soubesse, eu diria Rafael Lencioni se importa comigo. Mas eu sei que eu estaria errada ao supor isso. Esta é apenas a maneira como ele é. Ele sabe como tratar alguém corretamente, e isso é exatamente o que ele está fazendo. Certo? Deus, eu desejo que meu coração não se enchesse de esperança. Eu sei que a esperança é perigosa e irreal. Mas eu não posso impedi-lo. Eu sou tola. Eu sei disso. Eu me inclino para frente e pressiono meus lábios no seu pescoço, eu não consigo parar. Eu sei que não deveria, mas ele cheira tão incrível. Ele faz um som profundo, gutural e me puxa para trás, apenas um pouco, me colocando de volta no meu lugar. Meu coração incha, mas não com felicidade, de dor. Eu tento não demonstrar. Não é como se ele não tivesse me avisado como a minha vida seria. Continuamos a nos mover com a música, as mãos nos meus quadris, me balançando com perícia. Quando a música termina, ele se afasta e olha para mim. Eu quero enrolar meus braços em volta do pescoço dele. Eu quero beijá-lo. Eu quero algo. Em vez disso, eu tenho que sorrir como se eu fosse apenas qualquer outra mulher. Eu acho que, no grande esquema das coisas, isso é exatamente o que eu sou. — Eu te vejo mais tarde, Cara — ele murmura, seus olhos caindo para meus lábios antes que ele me solte e desapareça na multidão. Eu fico com as pernas bambas por alguns minutos, então eu vou para o bar e peço uma bebida. É a minha deixa para ir, ou eu queria ficar e esperar por ele para me levar para casa? Eu me sento e saboreio o meu Cosmo, pensando que este é o melhor lugar agora. Eu escuto

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quando seu irmão, Vincent, comemora com o grupo sobre a obra de caridade que esta festa está levantando fundos. Meus olhos passam pelo salão para encontrar Rafael e meu coração cai quando eu o vejo de pé, com Maria em seu lado. Naquele momento, me sinto uma otária. Claro, eu sei que ele é casado, e eu sei o que eu sou, mas eu tenho ficado oculta até este momento. No hospital, ele mal a reconheceu e agora aqui está ele, o braço dobrado em torno dela, rindo com um grupo de pessoas. Sua cabeça é jogada para trás, e ela está rindo também. Ela parece tão bonita. Ela é tão bonita. O que eu estou fazendo? O que diabos está errado comigo? Eu escorrego para fora da banqueta e corro até as escadas em direção ao toalete feminino. Eu faço uma curva errada, mas continuo a fugir pelo longo corredor, parando quando ouço vozes no final do espaço escuro. Eu derrapo a uma parada quando eu ouço o que eles estão falando. — Movimento elegante da parte de Rafael, exibindo sua amante daquela maneira, quando todos aqui sabem quem ela é. Meu sangue corre frio. — Então sua esposa chega apenas alguns minutos mais tarde, perfeitamente cronometrado. Não é culpa do homem. Ele tem tudo sob controle. Explode uma dor em meu peito. Uma magoa irracional. — Uma bela jovem ele tem lá. Aposto que ela é selvagem na cama. Rafael ostentou algumas de suas amantes, mas nenhuma tão bela quanto ela. Ostentou suas amantes. Meus joelhos tremem. — Ele nunca as mantém, quanto tempo foi a última? Jackie? Alguns meses. Ela foi a que mais durou. O homem é muito exigente. Poucos meses. Vou passar mal. Viro-me e corro de volta para o corredor. Dane-se o banheiro, eu preciso sair daqui. Passo através da multidão de pessoas e corro para fora pelas portas da frente. O ar me atinge como um balde de água fria no rosto, e as lágrimas queimam sob minhas pálpebras. É minha culpa.

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O que eu esperava? É claro que ele só me trouxe aqui esta noite para mostrar sua reputação. Eu sou uma idiota. Eu ligo para Celia quando aceno para um táxi. — Ei, querida, já acabou? — Posso te encontrar? — Eu soluço ao telefone. — Claro. Eu estou em casa. Você está bem? — Na verdade não. Estou a caminho. Eu dou ao taxista o endereço dela e deixo as lágrimas correrem da maneira que elas precisam. Elas rolam pelo meu rosto, e forma-se um nó na minha garganta. Até o momento que eu chego na casa de Celia, eu estou perto de hiperventilar. Eu fui humilhada, mas principalmente, sinto-me estúpida. Estúpida por ter me deixando acreditar que eu era algo além de um brinquedo para Rafael. Eu pago o motorista de táxi, que me dá um olhar simpático, então eu saio do carro. Celia já está correndo pelos degraus da escada. No segundo que eu a alcanço ela joga os braços em volta de mim. Eu caio nos braços dela, e nós nos abraçamos nos degraus da varanda, eu soluçando, ela me apoiando como sempre fez. Ela não diz nada; ela apenas me mantém lá enquanto eu tagarelo sobre o que aconteceu. Quando eu acabo, e meu choro diminuiu, ela se afasta e me ajuda a levantar. — Vamos tomar um chá e conversar. Concordo com a cabeça e deixo que ela me arraste para dentro. Ela não diz nada, enquanto prepara um chá, e eu saio para lavar meu rosto. Ele está manchado e vermelho. Meu telefone está tocando na minha bolsa. Eu conheço o toque, é ele. Eu não me importo. Qual é a pior coisa que ele pode fazer? Não me ver mais? Talvez isso seja melhor. Com esse mesmo pensamento, outro soluço sobe na minha garganta. Deus, estou presa a ele. Estúpida, garota estúpida. Eu volto para Celia, e ela me entrega uma xícara de chá quente. Nós sentamos no sofá e ela finalmente fala. — Eu não vou deixar isso pior para você, com o 'eu avisei', por que você já sabe disso. Mas querida, você merece mais do que isso. Eu sei que você pensa que não, mas você merece.

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— Eu me apaixonei por ele, — eu choro, balançando a cabeça em frustração, com raiva. — O quão estúpida sou eu? Para ele, eu sou apenas mais um fodido buraco em seu cinto, e aqui estou eu, estúpida, garota estúpida, dando-lhe meu coração. Ele não merecia isso. Ele me avisou, mas eu não ouvi. Isso é sobre mim. Quando eu fiquei tão incrivelmente estúpida? Eu sou uma daquelas garotas patéticas que pensa que talvez pudesse ser diferente. Eu não sou diferente. Tudo o que eu sou é ingênua. Eu não posso voltar atrás agora. Dei-lhe aquele maldito pedaço de mim e agora eu não posso voltar atrás. — Ei, — ela diz suavemente, pegando a minha mão. — Você está sendo muito dura consigo mesmo. — Eu estou? — Eu choro. — Porque, honestamente, eu acho que eu só queria acreditar que era algo mais, e isso me faz ainda mais estúpida porque ele me avisou. O triste é que ele nunca mentiu para mim. Ele tem sido cem por cento honesto o tempo todo. — Sim — ela concorda. — Mas ainda assim, o que ele fez esta noite? Ele poderia tê-la avisado, dado atenção. Não foi justo o alarde sem que você soubesse por que ele estava fazendo isso. — Eu sou uma tola — eu gemo para mim mesma. — Olha, eu não vou mentir. Você é uma tola. Este tipo de situação termina em decepção mais do que funciona. Mas você sabe disso. Você pode aceitar o que você é, ou você não pode. Pessoalmente, eu não poderia aceitar, mas se é algo que você quer, então você precisa aprender o seu lugar e ficar bem com ele. Eu olho para as minhas mãos. Posso fazer isso? Eu posso realmente aceitar a minha posição sem querer estar mais envolvida ou estou apenas me preparando para o desastre? No fundo, eu sei a resposta para isso, mas a minha parte egoísta, ou seja, meu coração, já decidiu que não está pronto para deixar Rafael, e por causa disso, eu sei que não vou embora mesmo que seja realmente o que eu preciso fazer. — Eu acho que tenho que ficar bem com isso. Celia não diz nada, mas eu sei que por dentro ela está gritando para mim, provavelmente mentalmente me batendo, e eu não posso culpá-la. Se fosse ela, nesta situação, eu provavelmente estaria pensando e sentindo as mesmas coisas. Mas o coração quer o que o coração quer, e nada vai convencer um coração determinado, nada vai

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mudar a sua mente. Isso vai me machucar, eu sei disso, então por que diabos eu fui fraca para ir embora? — Eu sei que não posso fazê-la mudar de ideia, mas por favor, Julie, tenha cuidado. Se você está muito investida, caia fora, antes que ele pode deixá-la. Eu sei que vai doer, mas acredite em mim, vai doer mais quando ele decidir deixar você. Pelo menos se dê a chance de sair com a sua dignidade intacta. — Eu prometo — eu sussurro. Mas eu não sei se tenho forças para me afastar dele, se eu tenho essa dignidade ou não. Eu já estou muito envolvida. Deus me ajude.

***

RAFAEL — Por que ela foi embora? — Eu digo para Vincent, entrando no meu escritório. — Como diabos eu deveria saber? Talvez ela tenha visto Maria e ficou com ciúmes. Eu balanço minha cabeça. — É mais do que isso. — Escute, Raf, você tem que acabar com esta merda. Você está muito envolvido com essa mulher, e ela ainda não sabe que tudo isso é a porra de uma mentira. Eu olho para ele. — Não faça isso. — Eu só estou apontando a verdade. Você precisa se lembrar do seu lugar, e você precisa se lembrar do dela. Estamos aqui para falar com as pessoas; não estamos aqui para nos preocupar com o sua amante. Eu recuo. Droga. Ele tem razão.

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Eu preciso colocar minha cabeça no lugar. — Certo, — eu digo, endireitando a minha gravata. — Tragam-no. Dois dos meus homens entram com um homem careca de meiaidade. Seus olhos correm em torno do escritório, e eu o vejo engolir em seco. Definitivamente alguém que foi enviado para sondar. Ele está nervoso, e claramente inexperiente, o que me faz pensar que isso é apenas uma encenação. Até agora, eles mostraram experiência, então por que agora enviaram alguém como ele? Algo não está certo. Eu me levanto e caminho em direção ao homem desastrado. Ele olha para mim, os olhos arregalados, como se ele nunca tivesse tido contato com homens como eu em sua vida. Algo definitivamente não está se encaixando. Eu estendo a mão e cuidadosamente puxo um pedaço do colarinho dele. Ele quase mija nas calças. — Quem te mandou aqui? — Eu pergunto calmamente. Ele abre a boca e gagueja, — Eeeeu não sei. Eu avanço, agarrando o colarinho dele e o trago perto do meu rosto. — Você sabe quem eu sou? — Sim, sim, senhor — ele balbucia, seu rosto ficando vermelho. — Então você sabe que se não responder a porra da minha pergunta, eu vou ser forçado a colocar uma bala aqui. — Eu toco sua testa. Ele grita como um porco. — Por favor. Eles apenas me disseram para vir aqui e ficar de olho. Eu não sei quem eles eram. Eles ameaçaram a minha esposa. Por favor. Eu estou te implorando, eu era apenas uma distra... Um estrondo rasga através do clube. O chão treme, e o homem que eu estou segurando voa pelo chão. Eu estendo a mão, equilibrandome na porta quando outro grande estrondo acontece. Desta vez, as janelas do meu escritório explodem, e há vidro quebrado por toda parte entre Vicente e eu. — Porra, — Vincent grita enquanto um espessa fumaça rastreia as paredes e preenche o espaço. Gritos podem ser ouvidos no andar de baixo, histéricos gritos de terror. — Saia daqui, agora! — Eu rujo. ~ 109 ~


Eu não penso duas vezes sobre o homem que está aos soluços chão, rastejando em direção à porta. Saio atrás de Vincent, correndo pelo corredor para a saída dos fundos onde nós temos uma porta de segurança. Nós irrompemos, mas eu paro de repente. Maria. Eu giro ao redor, empurrando para dentro. — Raf! — Chama Vincent. — Maria, — Eu lato. — Ela estava lá dentro. Eu entro no corredor, meu coração batendo forte, para ver Benito vindo em nossa direção com Maria sangrando dobrada em seu lado. — Eu estou com ela, Chefe. Estávamos a meio caminho de seu escritório quando a explosão aconteceu. Eu corro para frente, pegando a minha mulher em meus braços e correndo de volta para fora através da saída de emergência. Eu a coloco para baixo quando estamos do lado de fora. Eu não posso ouvir o zumbido do nos meus ouvidos e as sirenes ligadas. Os gritos podem ser ouvidos, no entanto. Viro-me e encaro Maria, que está tremendo, com lágrimas escorrendo pelo rosto. Eu seguro seu rosto entre as minhas mãos e pergunto: — Você está ferida? — Não, eu acho que não. O sangue escorre de um arranhão na testa, e seu vestido está rasgado e um pouco ensanguentado. Olho em volta, analisando as feridas. Não há sangramento profundo. É tudo superficial, graças a Deus. — Benito, arranje alguém para levar Maria para o hospital para se certificar de que ela está bem. Eu preciso descobrir o que diabos aconteceu. Benito balança a cabeça, levando Maria e correndo para a escuridão. Viro-me para Vincent. — Os policiais vão ficar em cima dos nossos negócio por isso. — Foda-se — ele rosna, passando a mão pelo cabelo. — Temos que chegar até a área principal e avaliar isso. Eu corro uma mão trêmula através do meu próprio cabelo. — Sim, nós temos. Nós nos movemos para frente do prédio, onde chamas e fumaça ainda estão ondulando. Eu fecho meus olhos, respirando para me acalmar. Vidas foram perdidas, dez, vinte, possivelmente centenas. Como diabos eu não previ isso? Como. Eu. Não. Previ? Eu passo através das pessoas gritando, alguns sangrando, outros queimados. ~ 110 ~


Isto é ruim. Isto é tão fodidamente ruim. — Rafael — Riccardo chama, correndo em minha direção, coberto de sangue, que eu espero que não seja seu. — O que aconteceu? — Eu exijo. — Eu não sei — diz ele, com os olhos frenéticos. — Dois homens foram até as portas da frente, então eles só... explodiram. Homens-bomba. Isso não é algo que eu já tratado. Minha mente gira. — Será que você os reconheceu? Ele balança a cabeça. — Não, eu estava na varanda. Eu os vi, eles estavam olhando em volta, pareciam um pouco fora do lugar. Em seguida, eles simplesmente explodiram. Meu coração bate em minha garganta e o estresse endurece meus ombros enquanto eu me volto para Vincent. — Aquele homem que você trouxe ao meu escritório era uma manobra. Eles sabiam que ele seria uma isca. Eles sabiam que eu estaria procurando o óbvio. Foi uma atitude para nos distrair. — Isso está ficando perigoso, Chefe. Eu concordo. — Precisamos de uma reunião. Agora. Ele balança a cabeça. Olho para o meu prédio em chamas. É seguro dizer que, agora, estamos em guerra. Eu só não sei contra quem estamos guerreando.

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Capítulo dezessete JULIETTA — Querida, acorde. Eu pisco, confusa por um momento. Meu corpo é abalado. — Julie. Eu pisco novamente e vejo Celia inclinada sobre mim. Eu levo alguns segundos para perceber que estou em seu sofá. Adormeci aqui. Merda. Sento-me. — Está tudo bem? Eu estudo o rosto usando a luz do corredor que agora enche o quarto, e meu coração pula na minha garganta. — O que é? — Eu digo, rapidamente. — É Mama? Papai? — Querida, o clube de Rafael explodiu esta noite. Leva-me um momento para registrar essas palavras. — O quê? — Eu respiro. — Ele explodiu. Literalmente. Eu pulo para fora do sofá, tropeçando para frente quando o meu corpo cansado rejeita o movimento rápido. O pânico toma meu peito e por alguns momentos sinto agonia, eu não acho que tenho uma respiração sólida em meus pulmões. — Ei — diz Celia. — Acalme-se. — Ele está bem? — Eu grito, tentando encontrar meu telefone. — Eu não sei; eles não falam. — Eu preciso ligar para ele. Oh Deus. Por favor, que ele esteja bem. Lágrimas se forma sob minhas pálpebras, e eu freneticamente disco o número dele. Chama. ~ 112 ~


Ele não está respondendo. Oh Deus. Ele não está respondendo. Meus joelhos tremem, e eu sou forçada a me sentar. Eu digito uma mensagem de texto. Julie - Por favor, me diga que você está bem. Sento-me, olhando para o meu telefone. Ele não responde. Eu salto para cima. Todo o meu corpo treme e ainda assim eu não sinto nada. — Eu vou lá. — Eu não sei se isso é uma boa ideia — diz Celia. — Eu não me importo. Eu preciso saber que ele está bem. Oh, Deus, Celia, e se ele foi ferido? — Ei — diz ela, agarrando meus ombros. — Você precisa manter a calma. Eu vou contigo. Ela pega as chaves, e nós corremos para o carro dela. Eu me lanço no lado do passageiro. A dor em meu peito, o nó na garganta, e a sensação de dor no estômago são quase o suficientes para me fazer quebrar e gritar. Eu fecho meus olhos quando Celia começa a dirigir. Por favor, oh por favor, que ele esteja bem. Chegamos ao clube e há carros de polícia, tráfego e pessoas em toda parte. No segundo que eu coloco meus olhos na bagunça que resta, meu coração se lança em minha garganta e um soluço rasga da minha boca. Fumaça exala de paredes agora abertas. Não há chamas, mas metade do prédio ruiu. Eu praticamente me jogo para fora do carro e corro para a massa de pessoas. Celia chama meu nome, mas eu não paro. Meus olhos digitalizam a multidão. Há pessoas feridas que estão sentadas na calçada e paramédicos em todos os lugares, mas não posso vê-lo. Lágrimas correm pelo meu rosto enquanto eu empurro freneticamente perguntando às pessoas se elas viram Rafael. Ninguém me responde. Meus joelhos tremem quando eu estou em um local vazio, meus olhos esquadrinhando as pessoas. — Baby. Meus joelhos se dobram, e um braço gira em torno da minha cintura, me impedindo de cair no chão. Eu sou puxada para trás em um peito duro, muito vivo. Eu giro ao redor, olhando nos olhos do homem que eu tão estupidamente me apaixonei. Ele está coberto de cinzas, mas ele não está machucado. Dou um passo instável para frente e minha cabeça cai em seu peito. Seus braços me abraçam apertado, e ~ 113 ~


por um segundo, eu não acho que até que ele não se importa de estarmos em público. — Você está vivo — eu coaxo, inalando o cheiro de fumaça que irradia de seu paletó. — Eu estou vivo. — Graças a Deus — eu sussurro, agarrando-o tão apertado que eu estou com medo que ele vá quebrar. Ou eu. — Não é seguro aqui, Cara. Você precisa ir para casa. Eu irei até você quando eu tiver tudo bob controle. Ele pega meus ombros, me empurrando para trás apenas o suficiente para que ele possa examinar o meu rosto. Ele parece preocupado, estressado e exausto. Eu me estico, colocando mão na sua bochecha. — O que aconteceu? — É uma longa história. Vá para casa. Isso vai me fazer feliz. Qualquer coisa para fazê-lo feliz agora. Eu concordo. — OK. Você precisa de alguma coisa? Ele chega perto acariciando o polegar sobre meu lábio inferior. — Espere por mim. Vou precisar de você. Deus. — Sempre, — eu sussurro. Estúpida, garota estúpida.

***

JULIETTA Leva uma semana inteira para Rafael lidar com o que aconteceu no clube. Ele não me disse muito, mas eu vi no noticiário que havia uma dupla suspeita de explodir as bombas. Isso me assusta porque se eu estiver certa, isso significa que alguém quer Rafael e sua família morta e não se importa de matar pessoas inocentes para isso. O próprio pensamento da perda de vidas e perdê-lo, me aterroriza. Deus, isso me assusta mais do que qualquer coisa.

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Ele vem a mim todas as noites, tomando o que ele precisa para conforto e sexo. Eu dou a ele de bom grado, qualquer coisa para sentir seu corpo no meu e seus lábios contra a minha pele, para ouvir a sua voz no meu ouvido. Estou ferrada. — Você parece cansada hoje. Eu estremeço ao ouvir o som da voz de Jacob e me viro para vê-lo de pé no final da cama. Seus olhos caem para os meus lábios, e eu finjo não notar, mas ugh, agora constantemente ele aparece e faz a minha pele arrepiar. — Jacob — eu digo. — Você descansa depois de seus turnos? — Claro. Tem sido uma semana agitada. — Sim, é verdade. Ouça, você gostaria de ter a sua pausa agora e vir jantar comigo? Você parece com fome. — Eu comeria — eu digo rapidamente, muito rapidamente. — Mas eu realmente deveria estar acabando meu plantão. — Em meia hora. Eu adoraria levá-la para sair. Eu o estudo. Será que ele não entendeu a dica? — Jacob, eu já te disse que estou com alguém. Ele provavelmente não gostaria de me ver jantar com outro homem. — Tipo, isso não parece muito comprometido para mim. É só um jantar. — Eu não posso. Eu realmente sinto muito. Eu passo por ele, mas a mão dele enrola em volta do meu pulso. Ele me puxa em direção a ele, não de forma agressiva, mas faz minha pele arrepiar e meu corpo fica em alerta. — Estou muito preocupado com você. Sua boca está muito perto da minha. Eu puxo o meu braço. — Eu aprecio sua preocupação, mas realmente, eu estou bem. Eu saio antes que ele tenha a chance de dizer qualquer outra coisa. Eu trabalho até que o vejo voltar do seu horário de folga, então eu finalmente começo o meu. Eu puxo o meu telefone do bolso e vejo uma mensagem de Rafael. Rafael - Não me diga que é seu aniversário amanhã. ~ 115 ~


Droga. Eu estava esperando escapar disso. Julie - Você sabe demais. É assustador. Rafael - É o meu trabalho. Vou levá-la para jantar. Eu pisco e releio a mensagem. Ele vai me levar para jantar? Rafael Lencioni vai me levar para jantar? Em público? Meu coração dá uma cambalhota de felicidade e eu tento não ficar animada e esperançosa. Julie - Você vai? Rafael - Sim. Eu vou. Esteja pronta às 7h00. Eu vou buscá-la. Julie - O que devo vestir? Rafael - Você é linda, não importa o que você vista. Deus. Ele é assim excentricamente perfeito.

***

RAFAEL Eu verifico o meu relógio. São seis horas e eu devia pegar Julie às sete. Eu faço um grunhido gutural baixo e me viro para Vincent. — Onde está esse filho da puta? — Não sei, Chefe — diz ele, entrando no meu escritório. — Benito disse que estava trazendo-o há uma hora. — Eu tenho compromisso. Ligue para ele novamente. Vin balança a cabeça e liga para Benito mais uma vez. Nenhuma resposta. Ele tenta mais uma vez, ainda sem resposta. Porra. — Alguma ideia do que diabos está acontecendo? — Eu pergunto, bebendo mais wisky.

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— Eu não tenho um bom sentimento sobre isso, Chefe. Eu realmente não sei. — Dê a ele meia hora mais. Se ele não vier, nós iremos encontrálo. — Você acha que esse cara que ele foi pegar é questionável? Meus ombros ficam tensos. Vai dar merda bem na frente dos meus olhos, e parece que eu estou fodidamente impotente para deter qualquer um. — Eu fodidamente espero que não. Após o clube, eu não sei quanto mais merda eu posso aguentar. — Você esteve mais perto de descobrir quem eram aqueles dois homens e se eles estão ligados ao resto desta merda? — Eu pedi para Riccardo rastrear o homem que foi contratado para nos distrair; Eu espero que ele possa dar mais algumas dicas. No entanto, se ele começar a chorar como naquela confusão patética como na outra noite, eu duvido que consigamos tirar muito dele. — Você ainda está de olho no pai de Julietta? Eu endureço novamente esfregando a parte de trás do meu pescoço. — Sim, algo está errado. Eu não sei o quê, mas está. Vin suspira. — Nós vamos resolver isso. Vou ligar para Ben novamente. Ele disca o número, e eu olho para o meu telefone. 6h10. Porra. A porta do meu escritório se abre e Benito tropeça para dentro. O sangue está em sua camisa e nos dedos. Eu estou fora de minha cadeira antes que ele mesmo dê um passo. Eu quase o atropelo, agarrando seus ombros. — Porra. O que aconteceu? — Tiro. Não vi quem. Porra. — Foda-se, — Vin rosna, apoiando Ben do outro lado. — Nós temos que levá-lo para o hospital. — Acho que é apenas um arranhão — Ben diz irritado entre os dentes cerrados. — Não importa — eu digo, me movendo em direção ao meu telefone. — Você viu algo? — Alguém está atrás de nós, Chefe — geme Benito. — Está ficando ruim. ~ 117 ~


Sim. Porra. Eu mando uma mensagem rĂĄpida para Julie. Rafael - NĂŁo posso te encontrar. Desculpa. Eu sou um idiota. A porra de imbecil gigante. Mas eu tenho um trabalho a fazer.

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Capítulo dezoito JULIETTA — Caralho, — Celia diz, empurrando a garrafa de vodka de volta para mim. — Idiota — eu murmuro, tomando um gole que queima a minha garganta. — Devemos jogar ovos na casa dele. Eu rio. — Provavelmente. Isso iria dar-lhe uma lição. — Onde você acha que ele vive? — Não sei. Não importa. Eles têm outro clube no lado sul. É pior do que o outro, mas eles já abriram, enquanto o outro é reconstruído. Ele provavelmente está lá. Ele está sempre ocupado com a porra do seu trabalho. — Devemos ir. Eu balanço a minha cabeça. — De jeito nenhum. Ele não merece esse tipo de reação. — Eu soluço. Há uma batida na porta. Celia e eu olhamos uma para a outra. — Você acha que é ele? — Sussurra ela. Meus olhos ficam grandes. — Oh meu Deus, e se for ele? — Deixe-me ver. Ela se levanta e começa a correr para a porta, mas eu agarro as pernas dela fazendo com que ela caia em uma posição não muito favorável no chão. Ela tenta se levantar. Eu jogo o meu corpo contra o dela. — Não, — eu choro quando ela ainda tenta rastejar em direção à porta. — Você não deveria saber sobre ele.

~ 119 ~


— Dane-se. Eu vou arrancar suas bolas e empurrá-las na sua bunda. Nós nos movemos lentamente para a porta.

como

caracóis

pelo

chão,

rastejando

A batida soa novamente. — Entrega! — Alguém chama. Eu paro de lutar contra ela. Huh? — Entrega? — Sussurra. — Atenda! Eu me levanto e corro para a porta, abrindo-a. Há um homem de pé jovem, parecendo entediado. Ele tem um buquê de flores na mão. — Julietta? Eu concordo. — Estas são para você. Ele empurra as flores para mim, e desaparece no corredor. Eu fecho a porta e olho para baixo para o belo buquê de rosas. Eu retiro o cartão e leio. — ‘Julie, desculpe eu não poder jantar com você. Eu vou te compensar. R’. — Ah não. Ele não fez isso, — Celia choraminga depois de puxar o cartão da minha mão. — Ele não enviou joias, ou veio a sua porta cantando uma maldita canção de arrependimento, o filho da puta enviou flores! Eu abro a boca, e em seguida fecho, e a raiva borbulha no meu peito. — Ele merece pelo menos que você apareça para foder seus miolos — ela chora. — Esse filho da puta — eu respiro. — Esse filho da puta. — Celia — eu digo, me virando para ela. — Vista-se. Vamos dançar. Seus olhos se arregalaram e ela grita. — Sim! Uma hora mais tarde e mais duas doses de vodka depois, e estamos entrando no outro clube de propriedade da família de Rafael.

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Eu não sei se ele vai estar aqui, mas considerando que é um sábado à noite sombrio e que é tarde, eu estou suponho que ele poderia estar. Alguém vai estar, de qualquer maneira. Quando alcançamos o segurança, eu olho para ele e digo: — Você pode me dizer se Rafael está hoje à noite? Seus olhos se estreitam, e ele imediatamente parece suspeito, o que me diz Rafael está realmente aqui. Bom. — Quem é você? — Ninguém. Eu sou apenas uma fã de seus clubes e estava esperando poder dar uma olhada nele. — Ele não está aqui — ele murmura, carimbando nossas mãos. — E essas flores, são pra quem? — É o aniversário de uma amiga, — eu digo inocentemente. — Vou precisar verificá-las. Eu estendo as flores para ele, e ele olha antes de entregá-las de volta e nos deixar passar. Eu olho para trás e o vejo falar no rádio, olhos ainda em mim. — Ele está aqui. — Sorri Celia. Meu coração bate acelerado enquanto nos movemos para o clube que é semelhante ao mais recente que explodiu. Ele é mais antigo, mas é limpo. É provavelmente apenas metade do tamanho, mas é badalado. Celia e eu passamos para o meio da pista e à esquerda eu vejo um escritório com as persianas fechadas. Eu apostaria cem dólares que ele está lá. Estou certa. A porta abre e ele sai, seguido por Vin. Seus olhos digitalizam a multidão, sem dúvida, procurando a garota com flores suspeitas. — Agora é o seu momento — Celia diz, empurrando-me para eles. Eu tomo uma respiração profunda, e então eu marcho em direção Rafael. Ele me percebe a meio caminho, e seus olhos se arregalam. Ele ergue a mão para dizer algo ou para me parar, eu não sei. Eu o alcanço, levanto as flores, e esfrego na sua cara. Então eu as empurro em seu peito, deixando cair pequenas pétalas de rosas amassadas pelo chão. — Eu merecia pelo menos joias, filho da puta.

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Então, eu dou um passo para trás, me viro e saio como uma tempestade pela pista, não antes de eu ouvir Vincent dizer: — Foda-se, eu gosto dela. Celia já está distraída por um homem bonito, então eu passo direto por ela e saio pela porta da frente. Mando uma mensagem para ela dizendo que eu fui embora. No mesmo instante começa uma chuva torrencial, Deus, caramba. Eu não paro. Eu corro pela calçada, passando pela fila para entrar no clube sob beiral do edifício e para a fila de táxis à espera para levar as pessoas para casa. Eu estou encharcada em questão de minutos. Pouco antes de eu chegar aos táxis uma mão passa ao redor do meu braço e eu sou empurrada para trás em um beco. Eu grito, mas paro rapidamente quando meu corpo é batido contra uma parede de tijolos e Rafael está pressionando contra mim com uma expressão irritada no rosto. — Que diabos foi isso? — Eu pensei que ter sido bastante clara: — Eu rosno. Ele está encharcado, o cabelo preso à sua testa. Por que ele tem que ser tão fodidamente atraente? A sério? É rude e não ajuda a minha raiva. — Você vem no meu clube, joga flores em mim, e em seguida sai correndo, e você acha que está tudo bem? — Dane-se. Seus olhos incendeiam. — Suavize a atitude, Julietta. — Ou o quê? — Eu rosno em seu rosto. — Você me convidou para sair, e então você me enviou a porra de flores. Que barato vindo de você. Ele rosna. Eu adoro ferrar com ele. — Último aviso. Eu rosno em seu rosto. — Eu acho que é hora de você encontrar outro brinquedo para brincar, Raf. Eu não gosto de imbecis gigantes. Ele chega perto, enredando a mão no meu cabelo. Ele empurra-o para trás, expondo meu pescoço. Sua boca se fecha em torno dele, mordendo com força. Eu grito, mas dane-se se ele não me excita.

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— Eu acho que você gosta de imbecis gigantes — ele rosna, encontrando meus lábios e me beijando tão forte que dói. Eu mordo a sua língua. Com um silvo, ele puxa para trás. — Você vai pagar por isso. — Que tal — Eu me inclino até que nossos lábios estejam quase tocando— você ir se foder? Ele se move rapidamente, em seguida, puxa o meu vestido para cima e agarrando minha perna, trazendo-a ao redor de seu quadril. Eu tento dar um tapa nele, mas ele pega a minha mão e prende em cima da minha cabeça. Eu estou com tanto tesão que posso sentir o calor da minha excitação na minha calcinha molhada, mas eu não pretendo deixá-lo saber isso. Eu estalo os dentes enquanto ele rasga, quero dizer, literalmente, minha calcinha e a joga no chão. Com a mão livre, ele libera seu pênis. — Eu vou te ensinar a manter essa pequena e bonita boca fechada. Ele posiciona seu pênis na minha entrada e me penetra. Eu grito, ele resmunga, e então ele me fode contra a parede, dura e fria, os tijolos ásperos arranham a minha pele. A chuva cai sobre nós, encharcando nossos corpos, mergulhando profundamente em nossa pele, mas isso não o impede. Ele me fode com uma ferocidade que deveria me assustar, mas em vez disso, me faz querer ainda mais. — Idiota — eu gemo. — Cala a boca, ou vai ser pior. — Vai se foder. Ele puxa o pênis para fora na mesma hora que eu estou prestes a gozar e um gemido agonizante sai da minha boca. — Fique de joelhos. Eu faço o que ele pede, porque eu realmente, realmente quero. Ele pega seu pênis e empurra entre meus lábios. Eu posso provar-me sobre ele, e eu não vou mentir, me excita. — Lamba tudo. Eu gemo, lambendo-me dele quando eu desço meus dedos e pressiono entre as minhas pernas. ~ 123 ~


— Deixe seus dedos fora daí — ele ordena. Eu o ignoro. — Agora — ele late. Com um gemido, eu puxo os dedos de minha boceta e o chupo o mais duro e profundo que eu posso. Ele geme, com as mãos entrelaçadas no meu cabelo, e bombeia mais profundo, que se estende até minha garganta. Com um silvo áspero, ele goza no fundo da minha garganta, e eu engulo até a última gota. Só quando ele desliza da minha boca que eu olho para ele pairando sobre mim, tão poderoso, tão mortal. — Levante-se. O que? — E quanto a mim? — Eu reclamo, de pé. Ele emaranha seus dedos no meu cabelo, me trazendo para mais perto e me beijando, mergulhando sua língua em minha boca. Eu gemo e me contorço, me pressionando contra ele. Ele dá um passo para trás, quebrando o beijo. Ele arruma suas calças, endireita-se, em seguida, olha para mim com aqueles olhos castanhos penetrantes. — Boa noite, Julietta. — Ele se vira e sai do beco. — Você está falando sério? — Eu grito, meu corpo com tanto tesão que estou a ponto de explodir. Ele continua andando. Argh. Idiota. Inteligente, bonito, idiota.

***

RAFAEL — Eu gosto dela, — Vincent diz, acendendo um cigarro e inclinando-se para trás em minha cadeira de escritório. — Quando você ~ 124 ~


terminar com ela, passe-a adiante. Eu preciso de algumas insolentes como ela na minha vida. Eu olho para ele, e ele me lança um sorriso. — Ela não é para compartilhar. — Você não as mantém por muito tempo — ressalta. — Não sei com o que você está preocupado. — Ela é minha, Vincent. Não toque. Não olhe. Ele joga os pés em cima da minha mesa, o que ele sabe que eu odeio. — Se eu não soubesse, eu diria que você está na dela muito mais do que você está deixando transparecer. Eu nunca vi qualquer mulher te dar um tapa com um buquê de flores. E depois fugir. Eu resmungo. — Ela não fugiu. Agora tire a porra dos seus pés da minha mesa antes que eu atire em você. Ele coloca seus pés para baixo com um sorriso. — Riccardo encontrou o homem do clube. Vou interrogá-lo, ver o que posso descobrir. — Boa. Me informe quando acabar. — Claro — Ele termina sua bebida e sai do meu escritório. Eu me inclino para baixo em minha cadeira e suspiro, passando a mão pelo meu cabelo. Eu estou fodidamente cansado; faz semanas desde que eu tive um sono decente. Entre perder meu clube, tentar descobrir quem quer foder comigo, e lidar com Julietta, eu mal tive cinco minutos para mim. Não que lidar com ela tenha sido difícil. Deus, ela chega a mim de uma forma que ninguém mais faz. Eu empurro esse pensamento de lado e saio do meu escritório para a cozinha, onde Maria está preparando o jantar. — É ela, não é? — Sua voz é suave, mas há uma dica de cautela sob seu tom. Como se ela estivesse se perguntando se ela deveria fazer esta pergunta. — Quem? — Pergunto, parando no balcão e colocando as mãos sobre ele. — A enfermeira. A menina que foi o clube na outra noite. É ela.

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Como ela sabia sobre o clube? — Você não estava no clube. Como é que você sabe sobre isso? Ela não responde. — Ela é a mais recente. Eu estreito meus olhos. — Eu não acho que você tenha problema com a forma como isso funciona. Você sabe que isso faz parte da vida. Ela encolhe os ombros. — Oh eu sei. Eu geralmente não sei quem elas são. — Como você sabe dessa vez? Ela evita a pergunta novamente atendendo o telefone quando ele toca. Maria não costuma se envolver muito na minha vida, por isso é surpreendente que ela saiba sobre Julietta ter ido ao clube. Será que um dos meus homens disse a ela? Será que ela tem um amigo lá? Eu balanço minha cabeça. Não importa. Eu tenho outras coisas para me preocupar. Eu saio da cozinha, dando um beijo na têmpora dela antes de voltar para o meu escritório e ligar para Julietta. Ela atende ao segundo toque, e ela parece ofegante. — Eu prefiro pensar que você está ofegante, porque correu para o telefone — eu digo em voz baixa, sedutora. — Na verdade — diz ela, — Eu estava tendo sexo selvagem com meu vizinho. Eu estou lhe dizendo, o homem é um animal na cama. Eu rosno. — Eu não acho isso engraçado. — Exatamente — ela silva. — É por isso que eu estou fazendo isso. — Isso é uma vingança? — Oh, você quer dizer por me levar a beira do orgasmo e, em seguida, levar o seu traseiro para bem longe, enquanto eu fui deixada na vontade? Absolutamente. Eu sorrio. — Se você não parar com essa atitude, eu vou ter que dobrar meus esforços na próxima vez. — Experimente, bonito. Você não é o único com habilidades impressionantes. Eu ronco uma risada. — Você vai ser a minha morte. Estou chegando. ~ 126 ~


— Talvez eu esteja ocupada. — Ocupada demais para terminar aquele orgasmo que eu comecei? Ela faz um som de satisfação. Foda-se isso é lindo. — Isso é o que eu pensava. Esteja nua quando eu chegar. — Eu desligo o telefone com um sorriso. Esta menina está sob a minha pele. Não é bom. Mas eu não posso evitar.

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Capítulo dezenove JULIETTA Mais de um mês de felicidade passa e nada mais importante acontece. Rafael me vê diariamente, me liga frequentemente, e é atencioso e perfeito. Tenho tido alguns turnos extras no trabalho, então as coisas foram um pouco loucas. Eu não ouvi mais nada sobre a explosão clube, e Raf se recusa a falar sobre isso comigo, compreensivelmente. Essas são as regras. Hoje à noite, há uma reunião de trabalho seguida de bebidas em um bar local. Eu particularmente não quero ir, mas considerando que é um convite do hospital, eu sinto que é uma função de trabalho não oficial e não posso dizer não. Então, depois do meu turno, eu e alguns outros da minha equipe, vamos à reunião e, em seguida, ao bar. Deixei Raf saber para onde estou indo, mas ele está atualmente ocupado com negócios de modo que ele não se importa. Não que ele tivesse algo a dizer sobre isso. Ok, quem estou enganando? Ele totalmente tem. Jacob está sendo mais assustador essa noite, sentado ao meu lado, me comprando mais bebidas do que eu estou pedindo, parece uma praga. Eu tento evitá-lo conversando com as outras enfermeiras, mas onde quer que eu vire, ele está bem ali, olhando para mim. Estou bastante certa que eu o vi algumas vezes lambendo os lábios, o que é simplesmente estranho. Peço licença depois da quarta bebida, me sentindo um pouco tonta. Eu preciso de ar fresco, e ligar para Raf. Eu saio, suspirando quando o ar frio atinge meu rosto. Eu pressiono as costas contra a parede de tijolos e fecho os olhos por um momento, apenas deixando o vento bater em mim. Então eu pego meu telefone e ligo para Rafael. Ele responde ao segundo toque. Eu não costumo ligar, mas ele me disse que eu poderia esta noite, então eu agarro a oportunidade com as duas mãos.

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— Ei, — eu digo suavemente. — Cara. Como está a sua noite? Eu suspiro. — Jacob está pegajoso, as enfermeiras estão flertando, e, francamente, é como ter uma conversa com um bando de gansos. Ele ri. — Parece emocionante. Você quer que eu te dê uma carona? — Eu vou sair em breve. Eu só vim pegar um pouco de ar fresco. Sua voz me alerta. — Seja cuidadosa. — Eu sou sempre cuidadosa. Evitar Jacob não é fácil, mas eu estou conseguindo. — Eu não gosto desse homem. Ele está te incomodando? — Bem, — eu digo, secretamente querendo uma reação — ele lambeu os lábios quando estava olhando para mim, o que foi um pouco estranho. — Você diga para Josh manter a porra da língua na boca. Eu rio. — Jacob. — Não me importo. Você quer que eu dê o recado por você? — Não. Eu vou tomar mais uma bebida, e em seguida, pegar um táxi para casa. Estou tão cansada. — Ligue-me se precisar de mim, entendeu? — Eu vou. Tchau, bonito. Eu desligo e guardo o meu telefone na bolsa novamente. Estou prestes a desencostar da parede quando Jacob aparece. — Ah, aí está você. Eu estava preocupado. Não. Canalha. — Eu estava prestes a entrar. — Está bom aqui fora — diz ele, aproximando-se até estar na minha frente, me impedindo de dar um passo.

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— Sim, está — eu digo, me virando— Eu preciso realmente de um pouco de água. Dica, dica. — Você está gostando do seu trabalho? Homem louco. — É bom — eu digo, tentando passar por ele. Ele agarra meu braço. — Eu não vou morder você, Julie. Estou apenas conversando. Seus dedos apertam um pouco, e eu juro que é em advertência. Não provoque o urso. Dê conversa, isso significa que ele vai deixar você ir e você pode dar o fora daqui. — Desculpe, eu apenas não estou me sentindo bem, — eu minto. — Você está doente? — Pergunta ele, soltando meu braço e olhando para mim com preocupação. Eca. — Eu acho que é apenas excesso de cansaço e bebida demais. — Você precisa de uma carona para casa? — Não, obrigada. — Foi bom o hospital fazer isso por nós — diz ele, seus olhos caindo para meus lábios. Ugh. Tire-me daqui. — Sim, foi. — Eu realmente gosto de você, Julie. Eu sei que eu já te chamei para sair, mas eu realmente amaria ter a chance de mostrar que eu posso ser bom para você. Coloque-o no lugar dele, Julie. — Olha, Jacob, você é um grande cara. De verdade. — Não. — Mas eu estou saindo com alguém e está ficando sério. — Sério? Porque você nunca fala sobre ele a não ser para dizer que você está ‘vendo alguém’ e isso está me fazendo perguntar se você está apenas dizendo isso para me enrolar. — Seu tom de voz está aumentando. Recuo. — Eu acho que é hora daquela garrafa de água. Ele agarra meu braço novamente, me empurrando para trás apenas um pouco para voltar a bater na parede. — O que eu fiz a você

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para merecer que você diga que está em uma relação falsa? Não é como se eu estivesse te forçando. — Jacob, me solta — , eu digo, tentando me esquivar. — Eu só te chamei para um encontro. — Jacob, — Eu advirto. — O que? Então você é boa demais para mim agora? O medo começa subir na minha espinha quando ele chega mais perto, seu aperto aumenta. — Eu não disse isso — eu digo, tentando a descobrir a melhor maneira de sair dessa. — Eu sugiro que você tire a porra das mãos dela, agora. Eu expiro em alívio ao ouvir o som da voz de Rafael. Jacob olha por cima do ombro e ambos vemos Rafael caminhando em nossa direção com um propósito. Jacob me solta instantaneamente e passa para trás. — Esta é uma conversa privada. Rafael para ao meu lado, acariciando o polegar pela minha bochecha. — Você está bem? Eu concordo. A boca de Jacob cai aberta enquanto ele junta as peças. — Mafia... você é... Rafael se vira, dando um passo em direção a Jacob que tropeça para trás. — É isso mesmo, e se eu te pegar assediando-a, tocando-a, ou mesmo olhando em sua direção de novo, eu vou colocar uma bala bem entre os seus olhos. Estamos entendidos? Jacob gagueja, então balança a cabeça freneticamente. — Saia daqui antes que eu mude de ideia e acabe com você agora. Jacob se vira e sai correndo tropeçando. Rafael olha para ele, então se vira para mim. — Você tem certeza que está bem? — O que você está fazendo aqui? — Eu sussurro, tão terrivelmente apaixonada por este homem. — Eu tive um mau pressentimento. Eu tinha razão.

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— Você me salvou. Seus olhos amolecem um pouco. — Eu te protegi. Dou um passo em direção a ele e seus lábios encontram a minha testa. — Obrigada. — Sempre, Cara. Espero que sim.

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RAFAEL — Tiro no escuro — Vin diz, polindo sua arma. — Mas eu acho que nós temos um traidor mais perto de casa do que pensamos em primeiro lugar. Meu olhos se fixam aos dele. — Por quê? — A informação que estamos perseguindo está 'magicamente' desaparecendo, e cada vez que chegamos perto de descobrir o que diabos está acontecendo, algo acontece para nos atrapalhar e ficamos sem nada. — É um grande apelo dizer que um dos meus homens de confiança está me fodendo de novo. — Eu sei, Chefe, mas a questão é, tem sido um mês desde os homens bomba e não temos fodidamente nada. Perdemos carregamentos, não podemos encontrar quem está por trás disso, e das bombas. — Você ainda está de olho no pai de Julie? Vin assente. — Pegue Benito e o siga. Acho que ele está metido em algo, eu só não sei o que. O homem é inteligente. — Foda-se, se tudo isso nos levar a ele... — Sim — Vin diz, acendendo um cigarro e colocando a arma para baixo. — Você está fodido. Eu exalo. — Porra.

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— Você precisa falar com a menina, Chefe. Fazer-lhe perguntas. Ela pode ser capaz de nos dar respostas importantes. — Ela é minha amante e nada mais. Eu disse a ela que meu mundo não vai respingar nela, e eu pretendo cumprir com isso. — É o pai dela. Ela pode nos dar informações. — Ele não teria dito a ela nenhuma maldita coisa — eu indico. — Mas se ele soubesse que você está envolvido com ela, ele poderia mostrar suas verdadeiras cores. Meus olhos se fixam em Vin. — Você é um génio do mal. — Tudo poderia ser casual, você ajudando-a a entrar em um carro, ou tocando-a com ternura. Ele não precisa saber o que ela é para você, mas se ele souber que você está de alguma forma envolvido com ela, ele vai perder a merda e talvez foder com o esquema. Ele tem um ponto. Não é o melhor plano, mas é melhor do que qualquer coisa que nós temos agora. — Ela pode falar, também — ele continua. — Se ele se incomodar, quem sabe. — Vale a pena uma tentativa. — Faça acontecer. Enquanto isso, eu vou continuar a cavar informações — ele murmura. Concordo com a cabeça, olhando para fora da janela. Eu gostaria de não ter de envolvê-la, mas está começando a parecer como se eu simplesmente não tivesse uma escolha do caralho. Droga.

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Capítulo vinte JULIETTA — O que você anda conversando com Rafael Lencioni? Eu pisco para o meu pai que, no meio da preparação do molho de espaguete, joga essa bomba em mim. Eu tento não gaguejar. Tento não mostrar-lhe qualquer coisa. O que ele viu? O que ele ouviu? — Perdão? — Eu digo, minha voz muito mais frágil do que eu gostaria. — Eu não gaguejei, Julietta. O que você está fazendo conversando com o líder da máfia italiana? — Eu não tenho certeza do que você está falando, — eu solto, decidindo que não falar é a melhor opção. — Eu vi você falando com ele do lado de fora de um café na Taylor Street. Eu acho que se eu repensar o meu dia, e eu sei exatamente o que ele está falando. Rafael estava do lado de fora do café que eu frequento habitualmente. Ele parou e conversou comigo lá fora. — Eu o conheci no clube uma noite. Ele só estava dizendo olá. — Deus, isso é uma mentira patética. — Por que ele enfiou uma mecha de cabelo sua atrás da sua orelha? — Ele exige. Não é? Merda. — Eu não sei. — Eu dou de ombros, agindo casualmente. — Ele é um cara que gosta de encantar as mulheres; ele provavelmente estava tentando me seduzir.

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Meu pai faz um som de chiado. — Eu espero que você esteja me dizendo a verdade, Julie. Eu olho para ele, e ele me estuda com uma expressão dura. — Papai, nada está acontecendo. Eu o encontrei uma vez. — Ele é muito perigoso, Julietta. Mais do que você jamais vai ser capaz de entender. Eu não quero você perto dele, você pode acabar morta ou coisa pior. Esse homem é a escória da terra e não pode ser confiável. Eu sei que meu pai não gosta da Máfia, mas ele está falando como se tivesse lidado com Rafael antes. — Eu não sabia que você tinha intimidade com eles — atrevo-me a dizer. Seus olhos brilham. — Eu não sou idiota. Eu sei sobre a reputação dele. Não é preciso ser um gênio para descobrir isso. — Isso é crítico, papai. Se você nunca teve nada a ver com eles, você não acha que estereótipos são um pouco rudes? Ele bufa, um bufo irado. Ah, sim, meu pai já lidou com eles antes, tudo bem. Tenho mil perguntas correndo pela minha cabeça. — Apenas faça o que eu pedi. Fique bem longe de Rafael Lencioni. Concordo com a cabeça, não querendo enfurecê-lo ainda mais, mas você pode ter certeza que vou perguntar a Rafael como ele conhece o meu pai. Mama salva o dia através da sua entrada na cozinha com um pedaço de pão fresco em suas mãos. — Eu trouxe o pão para servir com jantar. Julie, comece a misturar o alho na manteiga. Eu aceno e me afasto do meu pai. Eu posso sentir seu olhar queimando na parte de trás da minha cabeça. Ele está chateado. — Eu acho que papai faz isso melhor — eu digo, começando picar o alho. — Absurdo. Minha Julie tem as melhores habilidades culinárias aqui — Mama diz com orgulho. — Você está sendo tendenciosa. — Eu rio. Ela beija minha bochecha. — Claro. E Celia? Será que ela vem? Eu concordo. — Sim, depois do trabalho. E ela está bem.

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— Criança selvagem, ela, — murmura papai. — Então é uma coisa boa ela ser minha amiga, sendo eu o anjo calmo que eu sou. Eu acho que nos equilibramos Ele abre um sorriso. Eu exalo com alívio. Graças a Deus.

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JULIETTA — Ei, — eu digo a Rafael mais tarde naquela noite. Ele está sentado no meu sofá, que ele reivindicou como o seu, e está trabalhando em seu laptop. Ele se vira de lado para me deixar deslizar no seu colo. — Ei. — Posso te perguntar uma coisa? Ele balança a cabeça, deslocando meu queixo e trazendo seus lábios para o meu pescoço. Distração. — Qualquer coisa — ele murmura contra a minha pele. — Meu pai nos viu no café na Taylor hoje. — Mmmm — ele continua. — Algum um problema? — Ele me disse para ficar longe de você. Ele ficou muito chateado. Você e o meu pai têm algum problema? Ele para de beijar o meu pescoço e puxa a cabeça para trás, olhando nos meus olhos. — Por que eu teria um problema com o seu pai? Eu dou de ombros. — Ele parecia muito chateado, e continuou me alertando para ficar longe de você. Ele normalmente não é nem tão passional ou zangado. Ele afirma que não tem nada a ver com você, mas o nível que ele estava chateado, me dizia o contrário.

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— Se ele vive nesta cidade há um longo tempo, ele provavelmente já ouviu rumores, Julie. Ele provavelmente só está preocupado. O que você disse a ele? Eu me aconchego. — Nada. Eu disse que conheci você no clube e você que estava apenas sendo galanteador. — Ele disse alguma coisa? — Pergunta ele. Eu encontro seus olhos. — Não, por que ele diria? — Eu não sei. — Ele dá de ombros. — Você disse que ele estava muito chateado. — Sim. Bem. Talvez ele esteja apenas sendo pai. — Talvez. — Nós vamos ficar aqui a noite toda ou você vai me levar para a cama já? — Eu digo segurando seu queixo e trazendo seus lábios para baixo contra os meus. — Oh — diz ele, ficando de pé e pegando-me em seus braços. — Nós vamos para a cama. — E o que você planeja fazer comigo lá? Ele sorri para mim. — Tudo, Cara. Cada-maldita-coisa. Pode vir.

***

RAFAEL — Eu recebi um telefonema do pai de Julietta hoje — Riccardo diz, entrando no meu escritório no antigo clube. Eu olho para cima dos papéis que eu estava folheando e estreito os olhos. — O que exatamente Antonio quer? — Ele queria saber por que você estava falando com Julietta. Ele reagiu. Droga. — O que você disse a ele?

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— Eu lhe disse que não sabia do que ele estava falando e que talvez ele devesse resolver o assunto com você. Sabe o que ele disse, então? Eu balanço minha cabeça. — Ele disse para mantê-la fora deste negócio. Eu estreito meus olhos. — Não o seu negócio, não o nosso negócio, este negócio. Riccardo assente. — Eu também ouvi sobre um registro em papéis que pode levar a ele, e que ele pode saber quem está por trás do roubo das cargas. Porra. Porra. Porra. — Deixe comigo — eu digo, esfregando minhas têmporas. — Não vamos interrogá-lo? — Riccardo diz. Eu atiro-lhe um olhar. — Se eu correr até lá agora e interrogá-lo, eu farei isso sem qualquer evidência sólida. Eu vou aparecer quando for a hora certa. O rosto de Riccardo fica tenso. — Eu tenho que discordar de você, Rafael. Eu acho que ele precisa ser derrubado agora. — E eu acho que você está errado. — Mas... — Minhas regras, Riccardo. Eu respeito você, mas sou eu quem dá as cartas e você sabe disso. Seu rosto se contorce, seus lábios se contraem, mas ele balança a cabeça e diz: — Muito bem. Ainda vamos continuar verificando? — Sim. Quero olhos lá dentro, câmeras se necessário. Eu quero saber quem diabos está roubando as minhas cargas. Ele balança a cabeça. — Vou organizar tudo. Eu não digo nada. Eu só olho para meus papéis, dispensando-o de forma eficaz.

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Ele hesita por um momento, então sai. Eu sei que é difícil para Riccardo seguir as minhas ordens, considerando que ele é mais velho do que eu e provavelmente ainda mais respeitado, mas o papel é meu, e ele escolheu aceitar isso. Se ele achava que não poderia lidar com isso, ele teve a chance de ir embora quando meu pai morreu. Ele decidiu ficar. Ele agora me deve o respeito. Mesmo que ele fodidamente não concorde comigo.

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Capítulo vinte e um JULIETTA — Julietta, há alguém aqui que quer te ver. Eu olho por cima do prontuário do meu paciente e vejo Jacob em pé na porta, olhando para qualquer lugar, menos para mim. Ele tem sido assim desde que Rafael o impediu de ser um pervertido a outra noite. Ele está com medo, eu posso ver, e ele está fazendo tudo o que puder para me evitar. — Quem é? — Eu pergunto, colocando a caneta no bolso e colocando o prontuário para baixo. — Ela não disse o nome, mas era a mulher que estava aqui no mês passado com... Ele. Ele seria Rafael. Sua mãe aqui? Porcaria. — Obrigada, vou vê-la. Eu vou para a área de espera, examinando a multidão, à procura de sua mãe. Eu não a vejo. Então meus olhos caem sobre Maria, e eu recuo. Não era sua mãe e sim... a esposa dele. Só pode ser brincadeira. Ele disse que nada disso ia me tocar, então por que diabos ela está aqui? Ele disse a ela sobre mim? Deus. Eu engulo, plantando um sorriso no meu rosto e caminhando em direção a ela. — Oi. Ela olha para cima da revista que estava lendo e sorri para mim. — Oi. Lamento incomodá-la no trabalho. Eu só estava me perguntando se poderíamos ter uma palavra. Deus. Deus. Deus. — Claro. Algo errado? ~ 140 ~


Ela olha em volta, e então seus olhos encontram os meus novamente. Por que ela é tão bonita? — Não fique tão preocupada — diz ela, sorrindo ligeiramente. — Eu não estou aqui para te atacar. Sei que você é amante de Rafael; você não precisa se preocupar com isso, não é um problema para mim. Eu sei muito bem o que eu sou para Rafael, e, francamente, meus sentimentos por ele são quase tão profundos quanto os seus são por mim. Eu vim por outra coisa... Eu pisco. Ela está me confundindo. — De mulher para mulher, você realmente não tem um único problema com ele estar com outras mulheres? Ela balança a cabeça. — Se você soubesse mais sobre o meu papel, e o nosso mundo, você iria entender. — Mas... você não quer ser feliz? — Eu deixo escapar. Ela sorri. — Eu estou feliz. — E no amor? Ela encolhe os ombros. — Há mais vida além de estar amarrada pelo amor. De qualquer forma, não é por isso que estou aqui. Certo. Eu estou agindo como uma louca. — Desculpa. Como posso ajudá-la, então? Ela olha para as mãos por um segundo, depois olha de volta para mim. — Eu não conheço você, eu normalmente não me importo muito com as outras mulheres que ele dorme, mas depois de conhecê-la no hospital naquela noite, e descobrir quem você era, eu percebi que você é uma pessoa. Uma pessoa como eu. Eu balanço minha cabeça, confusa. — Eu não estou fazendo muito sentido. Escute, eu não conheço ou mesmo sei de suas amantes por isso para mim, elas são apenas... bem... Coisas. Eu te encontrei. Eu vi que você é uma garota legal. Então, eu vim aqui para avisá-la. Aqui está. Fique longe do meu marido. — Ok — eu digo, minha voz mais forte do que eu esperava que seria, neste momento. — Ele está mentindo para você. ~ 141 ~


Eu recuo. Não é o que eu esperava. — Como? — Eu não posso dizer-lhe o porque sem me arriscar, mas só sei que ele não está sendo honesto e você não está na vida dele pelas razões que você pensa que está. Sim, ele claramente gosta de você, mas não é por isso que ele escolheu você. Isso faz com que meu coração vá parar na boca do estômago. — Ele é um homem inteligente, calculista e confiante. Rafael Lencioni não faz nada sem motivo. Se você fosse apenas outra amante, teria sido dispensada semanas atrás. Ele não as mantêm por muito tempo. Ele é muito inquieto; ele fica entediado facilmente. Eu não sei o que está acontecendo, ele mantém o seu negócio firmemente sob controle, mas eu sei que ele não está sendo honesto com você. — Eu... — Deus. Eu não tenho nada. — Eu não estou fazendo isso para te machucar — diz ela rapidamente. — Eu só acho que você tem o direito de saber. Você merece mais. Você é uma garota legal. E não está acostumada com nosso mundo. Com isso, ela se vira e vai embora, deixando-me ali de pé, completamente dormente. Ela disse essas coisas para se livrar de mim, agindo como se fosse sua melhor intenção? Ou ela estava dizendo a verdade? Eu não sei qual é pior.

***

Eu não atendo as chamadas de Raf. Eu não vou para casa. Eu vou para casa dos meus pais. Eu preciso limpar a minha cabeça. Algo sobre as palavras de Maria me bateu bem onde dói, porque, e se ela estiver sendo honesta comigo? E se ela estiver certa, e Rafael estiver me usando para mais do que apenas uma amante? O que poderia Rafael querer comigo? O que eu poderia fazer para beneficiar os seus negócios? Isso simplesmente não faz qualquer sentido. Eu deveria confrontá-lo sobre isso, mas a resposta me aterroriza. ~ 142 ~


Eu não sei a quem recorrer, ou o que fazer. Eu acho que você poderia dizer que eu mereço isso. Quero dizer, afinal, eu sabia no que estava me metendo quando comecei com tudo isso. Meu peito dói. Meu celular toca novamente. E de novo. Em seguida, uma mensagem de texto aparece na tela. Rafael - Não me ignore, Julietta. Eu vou arrombar porta dos seus pais. Nós dois sabemos que não vai ser nada bom. Deus. Ele sabe onde eu estou. Claro que ele sabe onde eu estou. Eu digito uma mensagem rápida. Julie - Eu preciso de espaço. Rafael – Encontre-me lá fora em dez minutos ou eu vou bater na porta. Deus o amaldiçoe. Julie - Ótimo. Eu puxo um roupão e desço as escadas, me escondendo dos meus pais que estão assistindo televisão na sala de estar. Abro a porta silenciosamente e na ponta dos pés vou para a varanda da frente. Eu não sei o que eu vou dizer a Rafael. Se eu disser que sua mulher veio até mim, ele irá culpá-la? Eu não sei o que fazer ou o que pensar. Eu esfrego meu rosto cansado enquanto eu percorro o caminho da entrada e encontro um pedaço de grama sob um poste de luz para me sentar. Ele chega dez minutos depois, exatamente. Levanto-me, agarrando meu roupão mais apertado em volta de mim, como se ele fosse me proteger. — O que está acontecendo, Julietta? — Pergunta ele, parando na minha frente, seus olhos castanhos procurando o meu rosto. — Nada. Eu só tive uma semana longa. — Eu minto. — Você sabe como me sinto sobre mentirosos — diz ele, com a voz baixa.

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— Provavelmente, da mesma maneira como eu me sinto, — eu estalo. Lamentando instantaneamente. — O que isso deveria significar? — Nada — eu digo, olhando para os meus pés. Ele leva meu queixo em sua mão, inclinando a minha cabeça para trás. — Fala, Cara. Agora mesmo. — Você está me usando? Ele recua. — Perdão? — Você está me usando para mais do que sexo? Ele balança a cabeça, confuso. — Claro. Eu estou usando você para a companhia, amizade e distração. Você sabe de tudo isso. Deus. Ao ouvi-lo listar como se isso não fosse mais do que um contrato, faz meu coração apertar. Todas as vezes que ele disse coisas boas para mim, ou me segurou como se eu importasse, tudo foi apenas uma mentira maldita. Tudo nele é uma mentira. A pior parte é que eu deveria saber. Ele me disse desde o início do que se tratava. Quando eu me iludi? — Não é isso que eu quis dizer — eu digo, minha voz mais fraca do que eu gostaria. — Você está me mantendo por perto por causa de algo que a ver com os seus negócios? Seu corpo enrijece, apenas um pouco, mas eu noto. — Por que você perguntaria algo assim? — Apenas uma observação. Ele não acredita em mim. Eu posso ver isso. — Com quem você esteve falando? — Então é verdade — eu digo, empurrando o queixo fora de suas mãos. — Eu não disse isso. Perguntei com quem você conversou. Responda-me, Julietta. — Você sabe o que? Foda-se. Você não tem o direito de me dar ordens. Seus olhos brilham. — Agora não é o momento para jogar.

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Eu dou uma risada sem graça. — Tudo o que fazemos é jogar. Você deve estar acostumado com isso. Ele segura meus braços e se inclina. — Responda a minha pergunta. Com quem você falou? — Você sabe o que? Tire suas mãos de mim. — Julietta... — Você está ou não está me usando para mais do que suas necessidades pessoais? — Eu grito. Seus olhos estreitam. — Não. — diz ele, em voz baixa. Droga. Sua voz parece verdadeira. — Então por que você está tão chateado com isso? — Porque eu quero saber de onde você tirou esse tipo de ideia e quem as colocou na sua cabeça. Eu passo para trás. — Foi uma observação que fiz sozinha. Um sentimento, você poderia chamar assim. — Não minta para mim — ele adverte. — Eu não estou mentindo — eu digo, segurando os olhos, sem pestanejar. Ele dá volta em mim. Dois tolos teimosos que se recusam a recuar. — Se você tem um problema — diz ele, com a voz tensa, — você fala comigo. Você não me ignore. — Ou o que, Raf? Você vai se livrar de mim? Continue. Agora eu quero dar um tapa seu lindo rosto com tanta força que queima! De onde veio isso? Ele dá um passo para frente. Eu, um passo para trás. — Cuidado, Cara. Eu estou com pouca paciência esta noite. — Você sabe o quê? — Eu digo, dando mais um passo para trás. — Eu também. Ele balança a cabeça. — Quando você estiver pronta para falar como uma adulta madura, sabe onde me encontrar.

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Ele se vira, passeando pela calçada como se nossa conversa tivesse terminado com brincadeiras. — Você não pode simplesmente ir embora! — Eu grito atrás dele. Ele não para. É claro que ele começa a se afastar. Ele é Rafael Lencioni. Ele faz tudo o que diabos ele quer.

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Capítulo vinte e dois JULIETTA Eu o ignoro por uma semana. Ele me permite. Cada dia que passa, eu fico mais desesperada. Em que momento eu dei tanto de mim para ele? Eu nem sei mais quem eu sou. Tudo o que sei é que a própria ideia de perder Rafael é demais para suportar. Eu não estou preparada. Ainda não. Deus. Eu sou tão patética. Eu deveria estar correndo na direção oposta, mas tudo o que posso pensar é se estamos ou não mais juntos. Esta é sua maneira de dizer que é hora de seguir em frente? Será que ele pelo menos me diria se fosse? Eu sei que eu preciso falar com ele. Não, eu sei que eu quero falar com ele. O que eu preciso fazer é correr na direção oposta, conseguir alguma autoestima de volta, e seguir em frente, mas eu não posso. Eu não sei se eu mesmo quero, e isso me assusta. Quando foi que eu fiquei tão apegada? Quando eu deixei um homem controlar o que eu sentia e como eu agia? Oh, isso é certo, eu tão estupidamente abri meu coração para ele. Esse não é o meu melhor momento. Ele é teimoso, é forte, e ele detém o poder. Ele sabe também, e isso significa que se eu o quiser, eu vou ter que engolir o meu orgulho e ir até ele. O que só vai me fazer parecer patética e desesperada. Bem, até mais. Em seguida, uma ideia se lança na minha cabeça. Ele me pune quando eu sou má, mas desta vez, ele era quem estava errado. Eu sorrio. Pergunto-me se Rafael Lencioni vai gostar de experimentar seu próprio método? Eu não posso tirar o sorriso do mal do meu rosto quando eu me visto com o meu vestido mais sexy. É uma noite de sábado, então eu sei

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que ele vai ficar no clube, no lado sul. Ele está sempre lá nos fins de semana desde a explosão. Corro para fora de casa e aceno para um táxi, dando-lhe o endereço. Normalmente estou nervosa, mas hoje eu estou mais do que pronta para deixar Rafael saber o tipo de garota ele está brincando. Ele disse que eu era diferente; Vou mostrar-lhe quão diferente eu posso ser. Quando eu chego ao clube, eu vou para a fila e pego minha entrada, então eu faço o meu caminho para dentro. Eu vou para o bar e peço uma dose de vodca antes de me virar e olhar para a porta do escritório de Rafael. Está fechada, e seu irmão Vincent está do lado de fora no telefone. Há uma boa chance de que ele vá me mandar embora, mas eu espero que não. Vou até Vincent, e ele sorri quando presta atenção no meu vestido e nos meus sapatos. Ele desliga o telefone e olha para mim quando eu paro na frente dele. — Eu acho que nós não nos conhecemos oficialmente— eu digo, estendendo minha mão. — Sou Julietta. Ele pega a minha mão, sorrindo. — Adorável conhecer você, querida. Encantador. Assim como seu irmão. — Rafael está lá? — Pergunto, apontando para a porta. — Ele está. Eu vou dar um palpite e dizer que você é a razão de seu mau humor durante toda a semana? Eu sorrio. — Eu estou a ponto de torná-la pior. Você está bem com isso? — Eu digo, com meu sorriso largo. Ele ri. — Qualquer coisa para ver meu irmão em maus lençóis. Vá em frente. — Obrigada. — Eu giro a maçaneta de bronze e empurro a porta. Meus olhos se fixam em Rafael imediatamente, sentado em sua cadeira de escritório no telefone. No segundo que ele me vê, ele desliga sem sequer um adeus. — Julietta — diz ele, seus olhos caindo para o meu vestido. — Eu vejo que você veio para pedir desculpas. Não digo nada.

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Porque será ele quem pedirá desculpas. Vou até ele, lenta e sedutora, e ele empurra a cadeira para trás, com os olhos luxuriosos. Ele sentiu minha falta; Eu posso ver isso na cara dele. Isso me faz sentir bem, confiante, mesmo. A música do clube suavemente se infiltra na sala silenciosa, e eu começo devagar balançando meus quadris para ele. Ele acha que ganhou; o sorriso de satisfação no rosto dele me diz que ele pensa que está em seu dia de sorte hoje. Ele está muito errado. Eu alcanço sua cadeira e me inclino, colocando minhas mãos em cada lado dele e jogando minha perna sobre seu colo, montando ele. — Você sentiu minha falta? — Eu ronrono. — Você não tem ideia do caralho — ele rosna, levando meus quadris em suas mãos e me esfregando contra o seu pau duro latejante. — Diga-me — murmuro, descendo entre nós e desabotoando as calças dele. — Porra! Muito, baby. Eu adoro quando ele me chama assim. Concentre-se, Julie. Eu libero o seu pau e me mexo apenas um pouco, deslizando minha calcinha para o lado. Sem preliminares, eu preciso dele dentro de mim agora. Eu enrolo meu punho em torno de seu pênis e guio à minha entrada, e então eu lentamente afundo. Ele rosna, eu suspiro, e então eu começo cavalgar nele. Eu transo com ele lentamente, girando meus quadris, trazendo-o para mais perto e mais perto do orgasmo. Isso é bom. Tão, bom. Mas eu tenho que seguir com o meu plano. — Será que isso faz você se sentir bem? — Eu respiro, mordendo seu pescoço. — Porra. Sim — ele resmunga. Eu o monto um pouco mais forte, enredando os dedos em seus cabelos. Ele geme, baixo e rouco. — Eu estou perto de gozar — ele murmura. Fecho os olhos, respiro fundo, e depois deslizo para fora seu pênis.

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Ele leva um segundo para registrar o que aconteceu e, em seguida, olha para si mesmo, confuso. A dor que em seu rosto quando ele olha para mim é exatamente o que eu queria. Ele parece como se fosse matar alguém. Eu tirei seu prazer, da mesma forma que ele fez com o meu. — Que diabos? — Diz ele, com a voz tensa. — Eu não vou pedir desculpas, Raf — eu digo, deslizando minha calcinha na posição original e endireitando o meu vestido. — Eu estou punindo você por ser um idiota. Da mesma forma que você me puniu. — Meus olhos caem para o seu pau. Ela me olha com raiva. Ops. — Aproveite, bonito. Então eu me viro e saio da sala.

***

RAFAEL Porra, meu pau está latejando. Eu fico olhando para a porta, em choque completo. Minha menina me superou. Ela me colocou no meu lugar. Eu pensei que gostava dela antes, Eu fodidamente a adoro agora. Mas caramba, meu pau está pegando fogo, duro e latejante. Eu consegui empurrá-lo de volta em minhas calças, mas não foi de bom grado. Meu gozo estava na metade do meu eixo quando ela deslizou para fora, e ele simplesmente desapareceu. Eu nunca senti tanto desespero em toda a minha vida. Inteligente, bonita, uma mulher um pouco mal-intencionada. Vincent está rindo na porta. Eu não tenho nenhuma dúvida de que filho da puta sabe exatamente o que aconteceu. — Cale a boca, — Eu lato. A porta se abre e ele entra em cena, o rosto vermelho, lágrimas escorrendo pelo seu rosto. — Eu entendi por que você a escolheu, eu fodidamente amo essa mulher. — Vá se foder, — Eu rosno.

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— Ela tem um conjunto de bolas entre as belas pernas ou o quê? Porque porra, algumas pessoas têm, para fazer o que ela acabou de fazer. — Três segundos para fechar a boca antes de eu fechá-la para você. Ele ri mais forte. — Eu teria apostado dinheiro para ver o olhar em seu rosto. — Vincent — eu advirto com a minha voz firme. — Você diga a ela que eu gostei dela n próxima vez que você a vir. Que quando ela não quiser mais ver você, minha porta estará sempre aberta. — Três segundos, Vin, e eu atiro em você. Ele resmunga entre o riso. — A menina tem força de caráter, fazendo isso com o Chefe da máfia e se impondo como se ela tivesse uma maldita posição. Você deveria ter se casado com ela; Eu só posso imaginar a cadela com uma arma. — Saia. — Precisando cuidar de si mesmo, Chefe? — Ele arqueja. — Vai. Se. Foder. Ele fecha a porta, ainda rindo alto. Eu pressiono a palma da mão no meu pau, tentando aliviar a dor da minha excitação, mas não há nenhum ponto. Estou com raiva, e eu preciso de liberação. Eu poderia fazê-lo com a mão, mas a minha menina quer brincar... Eu vou brincar. Eu me levanto pegando as minhas chaves. Este jogo ainda não acabou.

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Capítulo vinte e três JULIETTA Eu não posso tirar o sorriso do meu rosto. Eu praticamente pulo de alegria no meu apartamento. Tome isso, mafioso idiota. Eu estou tão orgulhosa de mim mesma. Eu não posso acreditar no que eu fiz. Deus sabe que ele estava com um tesão do caralho, eu quase não parei, mas o olhar em seu rosto valeu cada segundo e muito mais. Ele estava com dor física, confuso e uma ligeira admiração por mim. Eu me pergunto quanto tempo vai levar para ele reagir. Dou-lhe meia hora antes que ele esteja colocando a minha porta abaixo. Eu tiro a roupa, e entro no chuveiro. Eu abro a água quente e deixo correr em cima de mim. Esse foi, sem dúvida, o melhor momento da minha vida. Vendo a confusão em seu rosto fez totalmente valer a pena. Ele poderia pensar duas vezes antes de ser um idiota da próxima vez. Eu coloco minhas mãos na parede do chuveiro e solto minha cabeça, ainda sorrindo. Sim. Épico. Eu fecho meus olhos, afogando meus pensamentos na água, imaginando como ele vai reagir. Ele vai ficar puto, isso é certo, mas como ele vai retaliar é uma incógnita. Eu rio de mim mesma. Um corpo rígido bate contra minhas costas, e eu grito. Ele me pega completamente de surpresa. Eu não ouvi porra nenhuma. Uma mão vai sobre minha boca, e eu sou pressionada contra a parede do chuveiro sem ter como me mover. Meu corpo reage imediatamente a partir da familiaridade do homem atrás de mim. Um pau muito duro pressiona contra a minha bunda. — Inteligente, atrevida, menina má. — Rafael rosna em meu ouvido. — Eu não gosto de ser deixado na mão.

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Eu me contorço, mas ele é muito grande e está tão bom seu corpo pressionando contra o meu. — Você achou que eu ficaria com raiva? — Ele murmura, beliscando minha orelha. — Você acha que eu iria retaliar com raiva? Não, eu vou retaliar de uma forma que vai fazer você desejar nunca ter entrado no meu escritório naquele vestido sexy e ter me fodido até que eu estivesse à beira de um orgasmo e, depois sair sem olhar para trás. Eu tento dizer algo, mas sua mão aperta sobre a minha boca. — Há mais de uma maneira de esfolar um gato — ele ronrona em meu ouvido. — Eu castiguei você não deixando você chegar ao orgasmo. Agora, eu vou puni-la, dando-lhe tantos, até você não aguentar mais. Meus joelhos oscilam. — Eu vou lamber essa pequena boceta até que você esteja ofegando meu nome e me implorando para parar. Eu suspiro. — Então eu vou foder com meus dedos até que sua boceta se aperte em torno de mim uma e outra vez. Meus mamilos endurecem. — Então eu vou te foder tão forte e tão rápido que você vai me sentir cada vez que você sentar na próxima semana. Oh. Cara. Ele me gira ao redor e seus olhos são selvagens, ferozes, quentes. Eu lambo meu lábio inferior e vejo quando ele desliza para baixo do meu corpo, segurando minhas pernas e me levantando para que minhas pernas se apoiem sobre seus ombros e minha boceta esteja contra a sua boca. Então ele começa a lamber. Ele faz isso com ferocidade, e eu estou tão excitada que eu gozo embaraçosamente rápido. Ele não para. Ele me lambe mais forte, mais profundo, mais rápido, até que eu estou gozando novamente. Ele ainda não para. Meu corpo está contraído e dolorido.

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Ele continua. Ele introduz os dedos, e depois, eventualmente, o seu pau. Ele tem razão. Eu não vou andar depois disso. Bastardo inteligente.

***

— Bom dia, — Rafael diz, rolando e prendendo-me com o seu grande corpo. Estou toda dolorida. Vai ser um longo e doloroso dia de trabalho. — Bom dia, — eu digo, minha voz cansada. — Como você está se sentindo? — Eu juro, se você sorrir, eu vou dar um tapa bem na sua cara. Seus olhos encontram os meus, e ele sorri, um grande e belo sorriso. Idiota. — Aproveite a sua vitória — murmuro, olhando para os seus lábios inchados. Eles deveriam mesmo estar inchados após o amor que me deu toda a noite. Espero que eles estejam machucados. — Isso não vai durar muito. Eu sou vingativa. Eu vou pensar em algo melhor. — Ou — diz ele, deixando cair a cabeça e beijando meu pescoço — você pode dizer que estamos quites e seguir em frente. Eu finjo um suspiro. — Não existe essa possibilidade. Ele ri e suga em um ponto sensível no meu pescoço. — Eu espero que você tenha boa maquiagem. Eu deixei marcas. — Eu aposto que sim. Sádico. Ele encontra os meus lábios, beijando-os suavemente. Mesmo dolorido. Ele me beijou muito na noite passada. Deus. Sim. Ele certamente fez. — Isso vai ensiná-la a não mexer comigo. — No final, — eu aponto, — Eu acho que a minha vingança de longe superou a sua.

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— Você não brinca, porra. Isso me matou. Dou-lhe um sorriso de comedor de merda. — Então eu vou morrer uma mulher feliz. Ele rola de cima de mim com um sorriso. — Ainda não. Eu quero te levar comigo amanhã à noite. Eu pisco. — Você quer? Ele balança a cabeça, puxando as calças. Ele tem marcas de arranhões pelas costas. Quente. — Sim. — Por quê? — Eu chio. Sua olhos se fixam nos meus. — Eu tenho que ir para Los Angeles a negócios, mas eu quero levá-la comigo. — Eu pensei que você não misturava amantes e trabalho. — Estou quebrando as regras — ele murmura, verificando seu telefone. — Dentro ou fora? —Hum, totalmente dentro. Ele caminha, inclinando-se e beijando minha testa. — Esteja pronta amanhã de manhã, sete em ponto. — Ok. Ele sorri. — Ok. Ele deixa meu apartamento e quando ouço a porta fechar, eu rolo na cama e pego meu telefone para ligar para Celia. — Eu estou tentando não ficar animada — eu digo no segundo que ela atende. — Mas ele vai me levar com ele! — O quê? — Ela suspira. — Dê-me todos os detalhes. — Ele apareceu na minha casa, dormiu, me perguntou se eu queria viajar e ficar com ele por uma noite. Eu disse que achava que era contra as regras, e ele disse que sim, mas que irá quebrá-las. — Oh meu Deus! — Ela grita. — Aonde ele vai levar você? — Para Los Angeles. Eu deveria estar animada? — Hum, sim! — O que eu levo? Oh Deus, o que eu vou vestir? ~ 155 ~


— Eu estou saindo agora para ajudá-la. Não faça nada. — Ok — eu respondo feliz. Ela desliga o telefone e vou para o meu armário, puxando a minha mala. Eu não me sentia tão leve e esperançosa em tanto tempo. A parte lógica do meu cérebro me avisa para não levantar minhas esperanças e não ficar animada, mas a outra parte de mim está dizendo ‘se joga’, ele está fazendo um esforço, isto tem que significar algo. Eu não me importo o que significa. Estou tão feliz que nada pode me derrubar.

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Capítulo vinte e quatro RAFAEL — Oh meu Deus, — Julietta grita, lançando-se sobre a cama. — Este é o quarto mais bonito que eu já estive. Eu ando mais perto, pegando-a pela cintura. — Então você não viveu, querida. Ela olha para mim com aqueles grandes e belos olhos, e foda-se, meu coração salta uma batida. Estou também investido nisso, eu sei, mas eu não consigo parar de vê-la. Eu sei que em breve eu vou ter que me separa dela, porque eu não posso me deixar me preocupar com ela mais do que já me preocupo, mas eu não estou pronto para fazer esse movimento. Ainda. — Bem, claro. Assim, considerando que este é um período de férias para mim, você vai me levar para jantar ou algo assim? Eu sorrio para ela. — Algo assim. Ela levanta as sobrancelhas. — Não vai dar mais dicas? — Não. — Idiota. Eu pressiono um beijo em sua testa. — Eu tenho negócios durante o dia, por isso veja o que você vai fazer nesse tempo. Eu estarei de volta em torno das três horas, e vamos sair. Esteja pronta. — Eu posso ir onde eu quiser? — Diz ela, entusiasmada. — Sim. Basta ficar segura. Uma centelha de esperança pisca através de seus olhos, e eu sei, porra, eu sei... Eu tenho que terminar isso em breve.

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— Ok. — Ela sorri, pulando da cama. — Divirta-se no trabalho. Divirta-se no trabalho. Às vezes me pergunto se ela esquece quem eu sou. Eu olho para ela mais uma vez antes de deixar o quarto de hotel e ir até o saguão, onde Vicente e Benito estão esperando. — Pensei que, com certeza você precisaria de mais que cinco minutos. — Sorri Vin. — Em primeiro lugar, estamos aqui pelos negócios, — eu estalo. — E em segundo lugar, não me insulte dizendo que eu preciso de cinco minutos. Benito bufa. Eu atiro-lhe um olhar. — Você tem o contato desse homem que eu quero falar? — Pergunto. — Sim, tenho o endereço dele. Vamos. Nós dirigimos para o endereço onde eu deveria falar com o homem que estava no clube na noite em que ele explodiu. Conseguimos localizá-lo. Acontece que ele saiu da cidade com sua esposa depois do que aconteceu. Não posso culpá-lo, mas ele é o único que tem alguma ideia do que se passou naquela noite. Todo o resto nos levou a um beco sem saída. A casa é pequena e elegante. Se ele recebeu para isso, assim como eu sei que ele fez, então ele certamente vive abaixo de seus meios. Provavelmente tentando ficar fora dos holofotes. Eu caminho até a porta da frente com Benito e Vincent na minha cola. Leva cinco minutos, mas, eventualmente, ele abre a porta, e há um cara de pé ali sem camisa com uma cerveja na mão. Seus olhos se arregalaram quando ele me reconhece, e a porta bate em meu rosto. — Vá pelo outro lado, — Eu ordeno. — Ele vai tentar fugir. Os dois homens se separam, e circulam a casa, indo para parte de trás. Eu? Eu chuto a porta da frente. Eu entro. E, porra, fede aqui dentro. Tampando o meu nariz, eu ando até a cozinha. Um tiro ressoa, e uma dor rasga meu braço. Olho para baixo, vendo o tecido rasgado do meu paletó. O sangue escorre para fora. O filho da puta atirou em mim. Eu retiro minha própria arma e aponto para ele antes que ele tenha a chance de disparar outra vez. Ele está tremendo.

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— Eu tenho boa pontaria, — eu estalo. — Claramente você não, o que é uma sorte para você, porque se a bala tivesse penetrado em vez de pegar de raspão, o seu cérebro estaria naquela parede atrás de você. Agora abaixe a arma. Você está em desvantagem, e agora eu estou chateado. Você quer falar, ou eu vou fazer você falar? O que vai ser? Suas mãos tremem. — Eu não fiz nada. — Então você não tem nada para se preocupar. Eu só quero conversar. Se você não cooperar, eu tenho uma vala agradável pronta para você, a algumas milhas fora da cidade, com cerca de seis pés de profundidade com seu nome nela. Tenho certeza de que ninguém vai sentir sua falta, a julgar pelo estado em que você está vivendo. Ele recua. — Por favor. Eles me ameaçaram. — Eu só quero respostas, e considerando que você é a única pessoa a ver com os caras que estão tentando destruir o meu clube, eu acho que você pode fazer exatamente isso. Ele abaixa a arma. Homem inteligente. Benito e Vincent mantém suas armas apontadas nele e eu abaixo a minha dando um passo à frente. — Diga-me quem te contratou. — El-el-el-eles nunca me deram seus nomes. Eles me disseram que tinham ordens de outra pessoa no comando, e que eu tinha que ir e parecer suspeito. Eu era apenas uma isca. Eles estavam com a minha esposa. — Diga-me — eu digo, olhando ao redor. — Onde está sua esposa? — Ela me deixou. — Ele estremece. — Triste. — Eu esfrego meu queixo. — Estes homens que contrataram você, como eles se parecem? — Italiano, como você. Jovem. Talvez vinte e poucos anos. Realmente bem vestido. — Parece ser de Chicago. Você pode me dar algo mais? — Um deles mencionou um nome. Eu aceno com uma mão, pedindo-lhe para continuar. — E qual foi? — Antonio.

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Não. Porra.

***

JULIETTA Rafael chega depois das três, e ele tem sangue em seu braço. Eu pulo da cama onde eu estava sentada e esperando, e corro até ele. Ele esconde rapidamente seu braço para trás. — Não é nada, Julietta. Ele está com raiva. — Você está ferido, — eu digo suavemente. — É apenas um arranhão. — De que? Seus olhos encontram os meus, e encolhe os ombros no paletó. — Uma arma. — Uma arma? — Eu grito freneticamente, pressionando uma mão no meu peito. — Estou bem. Deixe-me tomar banho, e nós vamos. — Não parece bem— eu insisto. — Você esta bravo. — Tem sido um longo dia de merda — ele late. — Agora eu vou tomar banho e nós vamos. Abro a boca, fecho. — Ok, — eu digo suavemente. — Eu te disse, meu negócio é coisa minha. Fique de fora e apenas faça o que você tem que fazer. Eu recuo. Ele desaparece no banheiro. No segundo que ele desaparece, eu pego a minha bolsa e saio correndo, sem olhar para trás. Foda-se ele. Eu não mereço ser tratada assim. Eu não fiz nada de errado, e se ele acha que eu vou levar

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desaforo, ele está redondamente enganado. Eu aceno para um táxi. Nenhum para imediatamente. Frustrada, eu aceno mais forte. — Posso te dar uma carona? A voz suave italiana faz com que eu me vire. Um homem mais velho está na calçada ao meu lado, olhando nos meus olhos marejados. Ele parece familiar de alguma forma. Eu não consigo me lembrar. — Não, obrigada — eu digo, me virando. — Eu não vou morder, Julietta. Eu recuo e o encaro mais uma vez. — Como você sabe meu nome? — Todo mundo conhece os casos de Rafael. Eu estremeço novamente. Quem é este homem? — Sinto muito, eu não te conheço. Por favor, me deixe em paz. — Meu coração está batendo mil vezes por minuto, e eu não posso respirar. — É uma coisa tão linda. Eu diria a você para fugir, mas ouvi dizer que ele é bom de cama, então você provavelmente vai me ignorar. Isso é uma ameaça? Não digo nada. — Você realmente deve se proteger. Homens como ele, são maus. Essa é a segunda pessoa a me avisar. Talvez eu devesse ouvir. Não. Foco. — Você é jovem, Julietta. Consegue coisa melhor. Se eu fosse você, eu sairia disso enquanto ainda tem chance. Rafael está mentindo para você; ele está mantendo segredos. Tenho certeza que você pode encontrar um homem mais... Decente... para ficar com você. Eu olho para ele novamente. — Por favor, me deixe só. Ele dá de ombros. — Não diga que eu não avisei. Certifique-se de dizer ao seu pai para ter cuidado. Rafael está de olho nele. Eu não gostaria que nada de ruim acontecesse com você ou sua família. Minha coluna endireita e eu sussurro, — O que você disse? — O que? Você não sabia que a única razão pela qual ele está mantendo você por perto, é porque ele pensa que seu pai está passando a perna nele?

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— Meu pai não tem nada a ver com ele! — Eu grito. — Oh, pobre, ingênua Julie. Seu pai está mentindo para você também. Que triste. Mais uma razão para se separar dele. Ele passa por mim, e um táxi para imediatamente. — Tenha uma noite maravilhosa. Então ele entra e desaparece. Eu estou na calçada, dormente, confusa e ferida. Ele está mentindo. Ele tem que estar. Certo?

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Capítulo vinte e cinco JULIETTA Eu não posso enfrentá-lo, porque eu já sei que ele vai mentir ou me dizer para ficar fora de seus negócios. O que deixa tudo isso muito pior. A própria ideia de que Rafael está me usando para conseguir de alguma forma chegar ao meu pai, me dá arrepios. Meu pai está envolvido com a máfia? É por isso que ele ficou tão chateado quando me viu falando com Rafael? Pior ainda, o que a minha mãe sabe? É muito para processar. Eu preciso chegar em casa. Meu telefone toca sem parar. Eu preciso sair daqui. Ficar longe dele. Eu não peguei qualquer das minhas coisas quando saí do hotel, mas felizmente eu tenho a minha bolsa. Preciso falar com meu pai. Eu preciso chegar em casa. Eu preciso de respostas, e eu não vou conseguir nada de Rafael. Eu pego um táxi para o aeroporto e compro uma passagem para Chicago. Tenho sorte, de um voo sair em pouco menos de duas horas. Eu encontro um local tranquilo no terminal e olho para baixo em meu telefone. Rafael - Onde você está? Rafael - Julietta, eu não estou brincando. Onde está você? Rafael - Ligue para mim. Agora. Eu desligo o meu telefone. Eu não ligo para ele. Eu não vou conversar com ele. Se o que aquele homem me disse era verdade, isso tem sido uma mentira desde o início. A vergonha toma conta de mim. Eu deveria saber. Honestamente, o que eu realmente esperava? Eu sabia exatamente que tipo de homem Rafael Lencioni era, mas estúpida eu fui em seguir em frente e esperar o que exatamente? Que ele fosse se

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apaixonar loucamente por mim, e que eu me tornasse importante para ele? As outras amantes eram apenas sexo. Eu sou sexo e negócios. Nada mais. Lágrimas quentes queimam sob minhas pálpebras, e eu tento acalmar meu coração que está batendo descontroladamente. Eu não vou me desfazer num portão do aeroporto. Eu não serei tão clichê. Eu engulo minhas lágrimas de volta, tomo uma respiração profunda, e espero o meu voo ser chamado. É uma longa viagem para casa, e na hora que descemos, eu ainda estou anestesiada. Eu não posso sentir nada. Eu preciso falar com meu pai. Então eu preciso de Celia. Eu pego um táxi para a casa dos meus pais, me perguntando como diabos eu vou começar o assunto com meu pai. Eu só pergunto a ele diretamente? Posso fingir que alguém disse algo para mim? Posso apenas dizer-lhe a verdade? Eu honestamente não sei como abordá-lo, mas eu preciso saber, para obter as minhas respostas sobre se ele está envolvido de alguma forma com a máfia ou não. Se ele estiver, eu não vou precisar das mentiras de Rafael. Vou ter todas as verdades que eu preciso. Minha mãe está do lado de fora quando eu chego, graças a Deus. Meu pai está em casa em seu dia de folga e está confortavelmente instalado no sofá assistindo futebol. Ele olha para cima quando a porta se abre e um sorriso se estende por todo o seu rosto, até que ele dá uma boa olhada no meu. Ele coloca a cerveja para baixo e fica de pé, caminhando até mim, a preocupação gravada em suas feições. — Julie, o que está errado? — Papai, eu ouvi uma coisa — eu sussurro. — Eu fui... no clube, na parte alta da cidade que é dirigido pela família de Rafael. Ouvi alguém falando de você, dizendo que você está envolvido com a máfia. Eu preciso saber a verdade. Sua expressão me dá toda a resposta que eu preciso. Eu o peguei de surpresa e ele não tem a chance de mentir para mim.

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Meu coração parece que está sendo arrancado do meu peito. — Julietta, eu avisei sobre chegar perto dessa família. — Você não está respondendo à minha pergunta — eu digo com a minha voz tremendo. — E eu não estou, porque não é da sua conta, e não é algo que você precise se envolver. — Ele tem o rosto severo agora. Ele não vai ceder, eu sei disso. — Apenas me diga a verdade — eu peço. — Será que Mama sabe? — Julietta, não vou dizer mais uma vez. Esquece isso. Isso não é da sua conta, e você precisa parar de meter o nariz nos meus negócios. — Por quê? — Eu grito. — Porque que está família é perigosa, e eu não vou deixar você ficar em apuros porque você sai por aí fazendo perguntas. Eu tomo um passo para trás. — E você? E se alguma coisa acontecer com você? Ele balança a cabeça. — Eu estou seguro. Eu não vou perguntar de novo. Fique na sua, Julietta. Sua voz não deixa mais espaço para conversa ou discussão. Meu lábio inferior treme. — Eu tenho que ir. — Julie — ele tenta, mas eu já estou meio caminho para a porta da frente. Eu paro e olho para trás, decepcionada pela primeira vez na minha vida com meu pai. Principalmente, estou decepcionada comigo mesma. Por ser tão malditamente idiota.

***

RAFAEL Onde diabos ela está?

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Esperei três horas antes de chegar à conclusão de que ela não vai voltar. Eu continuo a ligar e mandar mensagens para ela. Nada. Algo está errado. Eu ligo no aeroporto e usando meus contatos, descubro que ela comprou uma passagem de volta. Meu mau humor não consideraria isso. Não, não mais. Porra. Por que eu me importo tanto? Ela é apenas uma amante. Ela não importa para mim. Porra. Certo?

***

JULIETTA — Oh, querida, — Celia me acalma, esfregando minhas costas. — Eu sinto muito. — Não, você não sente, — Eu soluço em seu travesseiro. — Você sabia que isso ia acontecer. — Isso não significa que eu gosto de vê-la assim. — Eu deveria ter escutado. Um frustração borbulha no meu peito. Quando eu fiquei tão malditamente idiota? Honestamente? Meu estômago se torce com raiva, e eu luto para engolir a bile que sobe na minha garganta. Meu peito está pesado de vergonha. Eu me sinto tão absolutamente ridícula. Me apaixonei por um homem que estava apenas me usando. Pior, eu realmente me deixei acreditar que ele se importava comigo também. Que tipo de idiota eu sou? — Não vai doer para sempre — ela me consola, beijando o topo da minha cabeça. — Eu prometo a você que não vai doer para sempre. — Parece que vai, — Eu lamento. — Não vai. Um dia você vai olhar para trás e rir.

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Eu soluço. — Eu duvido disso. — Vai ficar tudo bem — diz ela, sua voz cada vez mais suave. — Nós vamos passar por isso. — Ele não vai aceitar um não como resposta — eu digo, de repente, entrando em pânico. — Ele vai exigir uma explicação; ele não vai parar até que tenha uma resposta. Celia, o que eu vou fazer? — Eu me sento, esfregando as lágrimas dos meus olhos. Seus olhos encontram os meus. — Você sabe que há apenas uma maneira de fazê-lo desistir. — Como? — Eu sussurro. Ela chega mais perto apertando meu ombro. — Querida, você tem que quebrar as regras. Droga. Ela está certa. Eu tenho que quebrar as regras novamente, e desta vez o meu coração ao mesmo tempo.

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Capítulo vinte e seis JULIETTA Eu olho em seus olhos. Os olhos castanhos de Rafael Lencioni estão perfeitamente desanimados Eles são o tipo de olhos que nunca se esquece. Nem por um único segundo de sua vida. Seus dedos estão enrolados em volta do meu braço, a boca a centímetros da minha, e sua respiração está batendo minha bochecha em frases curtas e duras. Faz dias desde que eu fugi dele, e se eu não soubesse, eu diria que o conforto que sinto aqui, de pé, na frente dele é real. Mas nós dois sabemos que não é. Suas mentiras estão quebrando meu coração. Ele está rasgado em mil pedaços minúsculos, porque eu tenho que fazer algo que eu acreditava honestamente que eu nunca teria que fazer. Havia uma regra que eu não deveria ter quebrado, ele não era para significar nada para mim. Meus próprios olhos castanhos não desligam dos dele. Em vez disso, basta olhar um para o outro, que você percebe que o que se passa entre nós é um sentimento de desespero. Um desespero que muda uma vida em um segundo. — Por que, Julietta? — Ele rosna, em voz baixa, profunda e rouca. Eu adoro a maneira como ele diz meu nome como se isso significasse que esse poderia ser único nome que ele já murmurou o resto de sua vida. — Responda-me — ele exige, com cuidado, precisamente, com uma firmeza que você não pode fugir, mesmo que ele não esteja levantando a voz. ~ 168 ~


A mão suavemente se move do meu braço até meu pescoço e lá ele segura meu queixo, trazendo o meu rosto para mais perto dele, como se ele fosse me beijar. Mas ele não beija. Ele não vai. Não aqui. Não em público. Isso iria quebrar todas as regras e Rafael não quebra as regras. Esse é o problema. Esse sempre foi o problema. — Deixe-me ir, Raf, — eu respiro, tentando afastar esses intensos olhos castanhos. — Não até que você me diga o porquê. Por que eu estou aqui. Por que eu fugi dele. Por que eu tenho evitado ele. Porque eu tinha que fazer. Eu tenho. Eu não aguento mais. As mentiras, sim, mas principalmente, a dor. Uma dor intensa, dor desesperada. A agonia de precisar de alguém que você não pode ter. Deixa-me apenas uma escolha. Eu vou fazer a única coisa que eu sei que vai fazê-lo virar as costas para mim. A única coisa que eu sei que vai fazê-lo correr na direção oposta. A única coisa que estou certa que irá garantir que ele não volte. O pensamento de nunca mais tocá-lo novamente, beijá-lo, rir com ele, faz meu coração quase parar, e meu estômago colapsar, mas eu tenho que fazê-lo. Eu tenho. Por ele. Por mim. Por nós. Então, eu separo meus lábios e digo as palavras que irão levá-lo do meu mundo para sempre. — Eu estou apaixonada por você. Eu percebo antes das minhas palavras deixarem meus lábios. Eu vejo a maneira como seu olho pisca. Eu vejo a maneira como seu corpo enrijece e ele se endireita, parecendo quebrado, parecendo confuso, parecendo furioso. Sua mão cai da minha mandíbula e tudo dentro de mim grita para alcançar sua mão e agarrá-la de volta, mas eu não me mexo. Eu a deixo cair, levando meu coração junto com ele. Ele dá um passo para trás, e seus olhos se fecham, juntamente com seu corpo. Eu o vejo empurrar as minhas palavras em um lugar que ele não se deixa acessar. Ele lentamente se afasta, ficando de costas para mim, deixandome saber que as minhas palavras conseguiram o que eu desejava. Antes

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que ele se saísse, ele olha para trás por cima do ombro e me dá um olhar que eu provavelmente nunca verei novamente. Eu tento capturar seu rosto em minha memória, tento me lembrar de cada curva e cada linha. Tento me lembrar o quão intensa é sua risada, e como ele faz meu coração bater acelerado. Seus olhos castanhos se conectam com os meus, e com uma voz baixa e rouca, ele murmura: — Eu lhe disse para não fazer isso. Meus joelhos tremem, e eu me abaixo ali mesmo na calçada. Eu acho que nunca vou superar isso.

***

JULIETTA Têm sido as piores duas semanas da minha vida. Na maioria dos dias, eu quase não saio da cama. Pedi dispensa do trabalho, dizendo que precisava de umas férias. Mentirosa. Eu mal deixo meu quarto. Não era para doer machucar tanto assim. Não era. Mas eu não posso evitar a dor silenciosa que irradia do meu peito. Todos os dias eu acordo e só dói muito mais. Eu não consigo pensar. Eu não posso respirar sem dor. Eu não consigo comer. Eu mal bebo. O banho é uma façanha. Eu sou uma confusão patética. Rafael não tentou nem uma vez entrar em contato comigo. Eu acho que isso mostra exatamente o quão pouco eu significava para ele. Eu fui tão ingênua. Tão. Malditamente. Ingênua. — Certo. Eu olho para cima do meu travesseiro para ver Celia entrando através do meu quarto, sacudindo as cortinas abertas. — Levante-se.

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Eu lamento e aceno uma mão, rolando e empurrando meu rosto de volta no meu travesseiro. Ela o puxa de cima de mim. — Levante. Agora. Você já chafurdou na lama por muito tempo. Além disso, seu cartão de crédito não vai pagar estas férias tristes por muito mais tempo. — Não. — eu gemo, tentando pegar o travesseiro de volta. O sol queima meus olhos. — Você mal se moveu desta cama — ela me encara. — Você viu o seu cabelo ultimamente? Eu corro uma mão sobre o emaranhado. Oops. — Levante-se, entre no chuveiro, lave o seu cabelo. Nós vamos sair para um café da manhã. Por minha conta. Só pensamento de ir lá fora e encarar o mundo... Não. Apenas não. — Eu não quero sair. — Se você não fizer o que eu peço, eu vou contar para seus pais o que você fez. Meus olhos se arregalam. — Você não faria isso. — Oh, eu faria. — Você é horrível — eu jogo minhas pernas da cama — Terrível — eu continuo indo para o banheiro — Uma péssima amiga. — Ora, muito obrigada! — ela agradece. Eu tomo banho e lavo meu cabelo, duas vezes. Com uma dor aguda, um vazio no meu coração, eu me movo para o armário e escolho as roupas mais básicas que eu consigo encontrar, um par de shorts e uma regata. Eu escovo meu cabelo e faço um rabo de cavalo bagunçado. — Lá está ela, menos zumbi. — Celia sorri quando eu entro na cozinha. — Só para você saber, eu não estou feliz com isso — murmuro. — Deixe isso para trás. Vamos. Nós vamos apenas ir ao café a dois quarteirões. Eu não vou exigir muito de você em sua primeira excursão.

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— Que gentileza a sua — eu murmuro, agarrando minha bolsa, mas deixando meu telefone. Eu nem gosto de olhar para ele esses dias. Ele traz muita dor. Simplesmente porque não importa quantas vezes eu verifique todos os dias, nunca há uma nova mensagem ou chamada não atendida. É a morte. Deixamos meu apartamento, e tudo em meu corpo dói. Celia conversa, mas eu estou fora do ar, em meu próprio mundinho. — Eu só tenho que parar aqui e pegar alguns absorventes. Meu companheiro ‘fluxo mensal’ está na cidade — diz ela, apontando para uma loja. Eu paro de repente. Eu pisco algumas vezes. Eu começo freneticamente a calcular. Eu não tive um período menstrual em mais de cinco semanas. Viro-me para Celia, meu sangue corre frio. — Celia — eu sussurro. — O que há de errado? — Ela pergunta, se aproximando. — Estou atrasada. Seus olhos se alargam. — O que? — Eu estou... atrasada. — OK. OK. Não entre em pânico. É provavelmente estresse. Não se preocupe. Você está tomando a pílula, certo? Eu concordo. — Vai ficar tudo bem. Vamos lá, vamos fazer um teste aqui. Minha mente começa a girar. Eu estou tomando pílula. Não é possível. Certo? Não. Claro que não é. É estresse. Tem que ser. Celia corre para dentro, mas eu fico ali. Entorpecida. Isso não está acontecendo. Não, não pode. O mundo não seria tão cruel.

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Cinco minutos depois, Celia reaparece com um saco em sua mão. — Vamos lá, vamos lá fazer isso. Isso vai aliviar sua cabeça. Ou arruinar a minha vida.

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Capítulo vinte e sete RAFAEL — Ninguém veio — Vincent disse, olhando para mim. Eu não olho para ele. Eu mantenho meus olhos focados na janela Eu estou olhando para fora. Meu carregamento fictício foi um fracasso. Alguém sabia que era um teste e não apareceu, o que significa que estamos certos, alguém perto de mim está agindo pelas minhas costas. — Alguém está nos traindo — eu digo, minha voz desprovida de emoção. — Sim, alguém está nos traindo. Agora, eu acho que nós precisamos manter nossos planos, entre os mais próximos de nós. Não podemos confiar em ninguém até descobrirmos o que está acontecendo aqui. Eu concordo. — Raf, você é meu Chefe, mas além disso, você é meu irmão, e eu não gosto de ver você assim. Eu recuo. — Como assim? — Como um cão de merda miserável. Você a deixou ultrapassar os limites, não é? Meus ombros se contraem. — Eu tenho trabalho a fazer, Vin. Saia do meu escritório. — Não há nada de errado nisso — ele diz, sua voz sai baixa. — Eu sou casado. Era uma porra de uma diversão rápida. Agora, saia do meu escritório. Ele suspira e se vira para sair.

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Eu ouço o clique da porta fechada, deixando-me sozinho com meus pensamentos. Eu fico olhando pela janela, completamente dormente. Não importa se eu a deixei ultrapassar os limites ou não. É assim que tem que ser. Não importa o quanto isso doa.

***

JULIETTA Não. Por favor. Tem que estar errado. Tem que estar errado. Não. Oh Deus. Não. Eu estou grávida do filho do líder da máfia italiana. Não. Oh, por favor. Não.

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Capítulo vinte e oito JULIETTA Eu ando rapidamente pela rua, com um saco de compras na minha mão. Está cheio de comida para a minha viagem. Minha viagem para fora da cidade. Estou indo embora. Eu tenho que ir. Eu não posso ficar aqui. Não agora que eu sei que estou grávida de Rafael Lencioni. Ele nunca vai deixar isso ficar bem. Ele nunca vai me deixar seguir em frente com minha vida. Ele nunca iria desistir de uma criança que leva o seu sangue. Ele vai querer que a criança seja parte de seu mundo, especialmente se for um menino. Não. Eu tenho que sair. É a minha única escolha. — Julietta. Eu estremeço ao som suave da voz de Maria. O que ela está fazendo nesta parte da cidade? Ando devagar e a vejo de pé na calçada, olhando para mim. Eu tomo uma respiração profunda, trêmula, e forço um sorriso. — Maria. — Eu vi você andando pela rua; Eu pensei em ver como você está. Eu sei que você não está vendo Rafael mais. Estou feliz que você aceitou o meu conselho. Eu não aceitei o seu conselho. Eu deveria ter aceitado o seu conselho quando ela me deu. Em vez disso, eu escutei as mentiras desprezíveis daquele nefasto. Droga. Eu quis dizer isso. Eu deveria, mas eu não disse. — Sim, eu também — eu digo com minha voz firme. ~ 176 ~


— Eu estava indo para uma pequena boutique aqui na rua. Eu desejo que você estivesse indo embora. — Bem, aproveite. Foi bom ver você — eu digo, tentando evitá-la. — Senhoras. Nós duas nos viramos para ver três homens se aproximando. Eles estão vestidos em ternos pretos, e eu não reconheço nenhum deles. Maria chega mais perto de mim, obviamente sentindo que algo está errado. Um dos homens abre o casaco para o lado, mostrando uma arma. — Não gritem. Não corram. Basta entrar no carro e vocês não vão se machucar. O quê? Eu balanço minha cabeça, confusa. — Eu não conheço... O homem que lidera o grupo passa para frente e sorri. — Deve ser o nosso dia de sorte. Nós estávamos esperando Maria, mas olha para isso? Sua amante também está aqui. Perfeito. O quê? — Eu não sou amante de ninguém, — eu choro. — Eu só estava... — Cale a boca e entre no carro. Minhas mãos tremem, e eu e Maria vemos um SUV preto na calçada. A porta se abre e nós entramos. — Meninas inteligentes. Ninguém quer ver cérebros sendo espalhados na calçada. — O homem ri, subindo ao lado de nós. No momento em que as portas estão fechadas, ele puxa a arma e aponta em nós. — Se vocês tentarem correr, eu irei matá-las sem hesitação. Oh Deus. Eu vou passar mal. — O que você quer com a gente? — Pergunta Maria. — Oh pare com isso, Maria. Você já sabe a resposta. — Rafael — ela sussurra. — De fato. Temos ordens do nosso Chefe que é hora de tirá-lo de circulação. Você vê, nós não gostamos de como tudo está sendo conduzido e descobrimos que é hora de alguém tomar as rédeas.

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Minha mente gira. — Quem? — Pergunta Maria. — Não podemos responder a isso agora, podemos? Isso seria contar o segredo, e nós não confiamos em você com segredos. Maria olha para mim, e eu dou de ombros, nervosa. — Se vocês fizerem o que for dito, vocês sairão vivas. Eu particularmente não gosto de matar mulheres, mas eu se eu tiver que matar, não será problema. — Seus olhos chegam em mim. Eles são castanhos, quase pretos. Seu cabelo é longo, fluindo para baixo em torno de seus ombros. — Eu posso ver por que ele escolheu você. Coisinha bonita, não é? Eu aperto minha boca fechada. Ele ri. — Menina esperta. Eu engulo a bile subindo na minha garganta. Rafael tinha dito que o seu mundo não iria me tocar. Ele mentiu. Mais uma vez.

***

Chegamos a um armazém em um parque industrial nos subúrbios ao anoitecer. Há cinco caminhões estacionados na frente, e uns dez homens esperando ao redor. Um dos homens no carro com a gente, sacode a arma e murmura: — Saiam. A porta se abre, e nós saímos. Minhas pernas tremem, e o medo finca meu coração com suas garras quando eu saio com Maria para o armazém. É enorme, bem cuidado e totalmente isolado. Isso não traz nada de bom para nós. A menos que alguém sabia o que está procurando, não saberia nos encontrar aqui. Minha garganta se aperta. Fomos forçadas a deixar a nossas bolsas no carro, para que não tenhamos acesso aos nossos telefones.

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— Vai ficar tudo bem, — eu digo a Maria quando ela calmamente chora ao meu lado. Eu não sei por que estou consolando-a, mas parece ser a coisa certa a fazer, considerando as circunstâncias. Somos levadas para dentro do armazém, para dentro um quarto nos fundos. As janelas são bloqueadas e a porta tem fechadura do lado de fora. Uma prisão. Meu coração dispara quando o homem que nos acompanhou, fica perto da porta, atentamente estudando os olhares de pânico em nossos rostos. — Não tentem escapar. Mesmo se vocês passarem por esta porta, irão morrer no momento em que saírem. Nós vamos ter certeza disso. Mantenham as suas bocas fechadas, e façam o que mandarmos, e vocês podem sair daqui vivas. Podem. Sento-me no velho sofá, áspero, porque meus joelhos parecem como se eles estivessem prestes a ceder. Respire. Você está bem. Isso vai ficar bem. Basta fazer o que eles pedem. Faça o que eles pedem, e tudo vai dar certo. Maria se senta ao meu lado, e nós duas permanecemos em silêncio enquanto estamos trancadas neste quarto minúsculo e sujo. Eu não sei o que dizer a ela. Eu não sei como conversar ou se eu mesmo deveria. Estamos as duas aqui. Nós duas estamos com medo. Nós duas somos só a isca. Um pensamento aparece em minha mente e eu quero esmagá-lo imediatamente. Se Rafael tivesse que fazer uma escolha, quem ele escolheria? É claro que seria ela. Claro. Eu não sou nada para ele. — Você sabe exatamente por que estamos aqui? — Eu finalmente pergunto a Maria. Ela olha para mim e balança a cabeça. — Não. — Você acha que Rafael está em apuros? Ela encolhe os ombros. — Eu tento ficar fora dos seus negócios, e Rafael não me envolve, então eu honestamente não sei. — Seu olhar se afasta nervosamente, e por uma fração de segundo, eu me pergunto se ela está mentindo. Ela faria algo para sabotar seu marido?

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Eu empurro esse pensamento para longe e me concentro em ficar calma. Isso pode ser a única coisa que me deixaria sair daqui viva.

***

RAFAEL — O que você quer dizer com alguém pegou minha esposa e Julietta? — Eu rujo desligando o telefone. — Nós estávamos seguindo Maria, assim como você pediu. Nos a perdemos por uns minutos. No momento em que a encontramos de novo, um bando de caras estava enfiando Maria e Julietta em um carro. Eles foram embora antes que pudéssemos chegar lá. — Você está brincando, porra? — Eu pergunto. — O que Julietta estava fazendo com Maria? — Eu não sei, Chefe. — Quem as pegou? — Eu não reconheci nenhum deles. — Foda-se, — eu rujo. — Veja se você pode rastrear qualquer um dos seus telefones. Eles vão fazer exigências, eu tenho essa maldita certeza. Reúna todos. Diga-lhes para estar em meu escritório em meia hora. — Claro, Chefe. Eu bato o telefone. Porra. Isto vai de mal a pior. Esses filhos da puta pegaram as minhas garotas.

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Capítulo vinte e nove JULIETTA Faz doze horas. O enjoo matinal me atacou novamente, como tem feito nos últimos dias. Eu não posso parar a náusea que gira no meu estômago enquanto Maria dorme no sofá, enrolada. Preciso de ar fresco. Ou água. Ou alguma coisa. Aperto meu estômago e gemo tentando ficar calma, mas honestamente, é praticamente impossível. — Você está doente? Eu estremeço ao som da voz de sono de Maria. Olho para ela. — Eu só não estou me sentindo bem. Medo, eu acho. Ela me estuda. — Talvez possamos pedir um pouco de água? — Eu tenho minhas dúvidas se eles são o tipo que se preocupam. — Eu gemo, apertando o meu estômago. Droga. — Foi algo que você comeu? — Ela pergunta. — Não, isso acontece sempre... — Eu pressiono a minha boca fechada antes que eu possa terminar o resto da frase, é tarde demais. Seu rosto cai e seus olhos se arregalam. — Você está... você está grávida. Merda. — Maria, não... Ela se lança para fora do sofá. — Você planejou isso? Espere. O que? — Não. — eu digo, balançando a cabeça freneticamente. — Eu não planejei.

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— Mentirosa! — Ela grita. Puta merda. — Maria... — Isso não deveria acontecer, você grávida. — ela grita. — Eu tenho tentado há anos. Isso é algum tipo de armadilha para fazer com que ele me deixe? Porque ele não vai. Sua vida é minha. Sua vida é minha? O que? — Maria, você está exagerando — eu digo tão cuidadosamente quanto eu posso. — Exagerando? — Ela grita. — Eu tenho tentado engravidar e você chega, uma prostituta, e engravida. Eu sou a única que deveria dar filhos a Rafael Lencioni, não você. — Eu sinto muito. — Eu baixo a minha cabeça. O que mais posso dizer? Eu sou uma vagabunda suja que estava dormindo com seu marido? Eu nem sequer penso em interrompê-la. — Que diabos está acontecendo aqui? — O homem que nos levou entra com uma arma na mão, os olhos irritados. Ele olha para mim, depois para Maria. Ela corre em direção a ele. — Eu preciso ir. Por favor, deixe-me sair daqui. — Sente-se — ele ordena. — Meu marido não virá. Ele não vai. Deixe-me sair. — Agora, ou eu vou atirar em você — ele late. Eu peço. — Maria, por favor, sente-se. Nós podemos resolver isso. Por favor. Ela se vira para mim. — Cale a boca, sua estúpida, garota estúpida. Você está arruinando todos os nossos planos. Nossos planos? Dela e de Rafael, ou dela e de outra pessoa? — Sente-se. Agora— o homem ruge, agitando a arma para ela. Meu estômago se revira. — Maria, por favor — eu imploro. — Deixe-me ir — ela pede. — Eu vou dar-lhe o que quiser, qualquer informação que você precisa, deixe-me ir. — Último aviso. — ele rosna em seu rosto, tomando-lhe o braço e empurrando-a para trás.

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Ela se firma tentando rastejar até ele. Ele aponta a arma e dispara. Sangue vai a toda parte. Seus gritos param. Os meus começam. Até que ele aponta a arma para mim. — Você quer ser a próxima? Meus gritos se transformam em gemidos quando eu olho para o corpo ensanguentado morto de Maria. Eu acabei de matar a esposa de Rafael. Se ela não descobrisse sobre o meu bebê, ela não teria se apavorado. Eu matei. A. Esposa. Dele Eu desmaio.

***

Eu acordo com o som de um tiros. Eu me levanto. Uma luz escorre através da janela gradeada. Meus olhos se fixam no chão. O corpo de Maria ainda está lá. O sangue vermelho escuro está espalhado no chão. Lágrimas escorrem pelo meu rosto e eu começo a entrar em pânico, saltando para cima e puxando o cobertor da cama para que eu possa cobri-la. Eu não quero ver. Eu não quero ver nada disso. Meus dedos tremem enquanto eu ando pelo quarto. É minha culpa ela estar morta. A esposa de Rafael está morta por minha causa. Minha e do meu filho bastardo. Outra bala é disparada me lembrando que essa é a razão pela qual eu acordei tão de repente. Corro até a janela, olhando para fora. Eu não posso ver nada através do vidro. Mais tiros são disparados e eu me agacho, cobrindo a cabeça, o medo correndo pela minha espinha. Eu fecho os olhos e começo a rezar, certeza de que é a última coisa que me resta. A porta se abre.

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Alguém grita: — Não se mova. Não olhe para cima. Eu não me movo. Eu não olho para cima. Um saco de pano é empurrado sobre a minha cabeça. Alguém está gritando... de dor. É Rafael? Talvez alguém da família de Maria? Uma arma é empurrada na minha têmpora, e eu sou obrigada a ficar de pé. Eu não posso respirar debaixo este saco. Alguém me ajude. Por favor.

***

RAFAEL — Não. — eu rujo, caindo de joelhos sobre o cadáver de Maria. — Oh merda, — Vincent diz, com a voz trêmula. — Ah não. — Não há mais ninguém aqui... oh foda. — A voz de Benito rompe o meu tormento. Eu olho para a minha esposa. Seu rosto sem vida olha de volta para mim. Eu abaixo de novo. Eu deveria estar aqui para garantir que isso nunca acontecesse com ela. Droga. Quem fez isto? Julietta. Eu salto para os meus pés e giro ao redor. — Onde ela está? — Quem, Chefe? — Pergunta Vincent. — Julietta. Onde ela está? — Não há mais ninguém aqui. Isso significa que ela ainda está viva?

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Meus joelhos parecem que vão ceder. — Leve seu corpo, — Eu falo com minha voz quebrada de emoção. — Eu preciso encontrar Julietta. — Chefe — diz Vincent. — Você precisa entender que ela provavelmente está morta também. A ideia de Julie estar morta rasga algo dentro do meu peito. Eu estimo minha esposa, mas eu sou... ai, porra... Eu estou apaixonado por Julie. Eu não posso perder duas pessoas em um dia. — Eu tenho que ir — eu digo, olhando para a minha esposa mais uma vez. Sinto muito, Maria. — Patrão... — Tenta Benito. — Faça o que eu pedi! — Eu lato. Eles fazem o que eu pedi. Eu vou encontrar quem fez isto. E eu vou fazê-los desejar nunca ter nascido.

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Capítulo trinta JULIETTA O saco de pano é rasgado da minha cabeça, e eu estou de frente com o mesmo homem que eu vi na calçada em Los Angeles. Ele é um homem mais velho, talvez da mesma idade que o meu pai. Seus olhos estão vermelhos, vítreos, e ele parece que está com dor. Ele tem uma arma em sua mão, e caminha pela sala como um gato no piso quente. Quem é ele? E por que ele me quer? — O que você quer? — Eu coaxo, minha voz cheia de emoção e falta de água. — Quem fez isso com a minha Maria? Sua Maria. Sua... Maria? — Maria é a sua... — Filha — ele termina, com a voz tensa. — Quem fez isso? Pobre homem. — Eu não sei quem eles eram. Eles nos pegaram na calçada e nos levaram. Eles estavam tentando atrair Rafael... — Eu vou matá-lo. Isso tudo é a porra da culpa dele. Eu deveria ter feito quando tive a chance. Espere. Este homem estava tentando matar o próprio marido de Maria? Quem é ele? Balanço a cabeça em confusão. Ele me estuda. — Você se parece com sua mãe. Uma rápida mudança de assunto. Eu recuo. — O quê? — Eu respiro. —Sua mãe. Você é exatamente como ela.

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— O que você quer comigo? — Eu pergunto, recuando um pouco. Este homem está começando a me assustar. Ele ri amargamente. — Eu nunca quis nada com você, Julietta. Você só atravessou meu plano quando tão estupidamente começou a foder com Rafael. Eu nunca perdi uma boa oportunidade de usar uma pessoa quando ela me é apresentada em uma bandeja de prata. Eu balanço a cabeça, cruzando os braços sobre o peito. — Eu não entendo. Ele joga a cabeça para trás e ri, mas é forçado. — Não. Você não entende nada disso. Você vive uma mentira, Julietta. Uma grande, fodida mentira. Eu pisco as lágrimas. — Eu não... Eu não... — Pare de chorar. Posso dizer claramente você foi criada por sua mãe. Sem coragem. Eu me irrito. — Como você conhece a minha mãe? Ele me estuda e depois dá um passo mais perto, estendendo a mão e cobrindo meu rosto. — Eu sei tudo sobre você e sua mãe. Estou tão confusa. E com medo. Eu quero ir para casa. Eu empurro a cabeça de sua mão, e ele ri. — Ah, esse espírito. — Me solta. Eu não sei nada, não posso te dar o que você quer. — Mas você vai. Meus olhos lacrimejarem. — Quem é você? Ele olha para mim, sorrindo. — Para encurtar a história... — diz ele, andando pela sala. — Seu pai foi meu melhor amigo uma vez, ele também era o melhor amigo do pai de Rafael. Nós três éramos inseparáveis. Seu pai não queria essa vida; não concordava com ela e não queria participar. Por um tempo, fez por necessidade, lavando dinheiro, coisas assim, mas, eventualmente, ele se recusou a nos ajudar e se separou. Ele rapidamente se tornou um inimigo. Quando o pai de Rafael morreu, era só eu. Imaginem como eu me senti. Eu recuo. — Era para ser eu o novo líder. Em vez disso, Rafael se impôs. Ele nunca foi bom o suficiente. Eu sabia. Mas eu mal podia lutar contra isso. Eu estaria morto no segundo que eu o desafiasse. Eu me ~ 187 ~


perguntava quão eu poderia convencê-lo a trabalhar em meu favor — ele cospe, olhando para mim. — Então você entrou em cena. Eu não a via por tanto tempo, mas eu sabia quem você era no segundo que você entrou nesse clube. Eu sabia que podia voltar às minhas raízes. Eu sabia que podia usar o seu pai para conseguir o que eu queria. Papai. Não. — Então, eu arranjei para que tudo apontasse para ele. O lote inteiro. Eu fiz parecer para Rafael, que era culpa do seu pai. Ele caiu na armadinha. Na verdade, ele está tão convencido de que seu pai é o culpado, que ele vai esfaqueá-lo nas costas e provavelmente vai matá-lo sem perguntar antes. — Seu monstro! — Eu grito. Ele ri. — Eu nunca disse que não era. Rafael vai atirar no homem errado, e que vai começar uma guerra. Seu pai é um homem muito respeitado, e no segundo que ele for morto, a reputação de Rafael vai começar a diminuir e as pessoas vão começar a interrogá-lo, especialmente quando as coisas continuarem a correr mal. Ele vai enfraquecer. Eu estarei lá, continuando a guiá-lo para o caminho errado, arruinando sua reputação até que alguém finalmente declare seu declínio. Então, lá estarei eu, pronto para tomar o meu lugar. — Por que você simplesmente não o mata? — Eu assobio. — Menina boba. Alguém iria descobrir que fui eu, e eu estaria morto antes que eu pudesse pisar em seu lugar. Rafael precisa falhar, e ele precisa fazer isso publicamente. Você e seu pai só chegaram para deixar meus planos mais perfeitos; Eu não estava pensando em usar qualquer um de vocês, mas também, não posso deixar passar a oportunidade. Você e Rafael vieram no momento exato. Eu diria que é o destino, mas seria arrogante da minha parte. Você não acha? — Meu pai largou essa vida. Ele não tem nada a ver com isso. Por que você faria isso? Ele tem uma família! — Minhas mãos estão tremendo. O homem, cujo nome eu ainda não sei, dá um passo frente. — Seu pai tomou uma coisa de mim. Estou simplesmente devolvendo o favor. — Eu não consigo entender o que ele poderia ter te tomado.

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Ele enfia a mão no bolso de trás e puxa a carteira. Ele passa rapidamente através de um par de coisas e vem com uma foto. Ele a empurra para mim. Eu olho para baixo e meu sangue corre frio. Na foto é uma versão muito mais jovem da minha mãe em pé com este homem. — Isso mesmo — diz ele. — Ela foi minha primeira. Ele chegou e levou o que me pertencia. Então eu pensei, por que não fazê-lo pagar? — Não — eu sussurro. — Fica cada vez melhor. — Ele sorri, estendendo a mão para mim. Eu jogo a carteira para ele e dou um passo para trás. — Eu não quero feri-la, Julietta, mas eu vou. — Faça — eu grito. — Seu pedaço de merda. Ele agarra meu braço e pressiona a arma em mim. — Venha comigo. — Me solta! Ele me arrasta para fora do quarto em que estávamos e para diante do quintal da frente de mais um armazém velho. Está chovendo, e no segundo que eu passo para fora, a água escorre pelo meu rosto, molhando minha pele até os ossos. Eu começo a tremer. Ele vai me matar. Oh Deus. — Por favor, não me mate — eu soluço. — Por favor. Ele se inclina enrolando uma mão em meu braço. — Eu poderia ser um monstro vil, mas não sou vil o suficiente para matar a minha filha. Meus joelhos tremem. Meu mundo começa a girar. O que ele acabou de dizer? Filha. Não. — Não — eu soluço. — Ah, sim — ele sorri. — Sua mãe tem muito a responder, mas agora, isso não importa. Tudo o que importa é que você vai me ajudar. ~ 189 ~


— Eu não posso. Eu não sei nada — eu coaxo. Meu pai. Meu corpo está tremendo ainda sobre o impacto da notícia. Seus olhos encontram os meus. — Você está grávida de Rafael Lencioni. Eu recuo. O vômito sobe no meu estômago. — Não — eu sussurro. — Por favor. — Isso não era como eu esperava que as coisas acontecessem, eu admito, mas não podia ter corrido melhor à meu favor. Eu estou te dando uma escolha. Se você desejar proteger seu pai e seu bebê, então você vai me ajudar a acabar com Rafael. Ajudar meu amante ser morto para proteger meu pai e filho. Meus joelhos tremem. — Tem que haver outra maneira — eu sussurro no frio da chuva. — Essa é a sua opção. Se você optar por não ajudar, eu vou me certificar de que seu pai tenha uma morte lenta e dolorosa. Eu posso fazer isso ir embora, Julietta. Eu posso desviar os olhos de Rafael de sua suspeita com seu pai, posso proteger você e seu filho, tudo que você tem a fazer é me ajudar. — Ajudá-lo a matar o pai do meu filho. Minha voz é áspera. Fria. Quebrada. — O pai do seu filho mentiu para você, e não só isso, mas ele teria prazer em matar seu pai, se suspeitasse de alguma coisa, sem pensar em você ou nos seus sentimentos. Eu recuo. — Ele é um monstro. Quanto mais cedo você perceber isso, melhor. Agora, quanto você deseja proteger esse bebê? Eu coloco a mão na minha barriga e esfrego suavemente. Eu não sei como ele sabe sobre o bebê. Eu não sei nada ao que parece. Mas o que eu sei é que esta pequena vida crescendo dentro de mim é tudo. Meu pai. Minha família. Tudo. Vou fazer o que eu tiver que fazer para

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protegê-los. Rafael Lencioni quebrou meu coração, ele mentiu para mim e me traiu. Existe apenas uma resposta. — Eu vou fazer o que for preciso para proteger a minha família e meu filho. Ele sorri. — Muito bem. Desapareça, Julietta. Tenha esse bebê em outro lugar. Fique o mais longe que você puder. Não deixe-o saber. Eu me encontrarei com você quando for a hora certa. Não tente se esconder. Eu irei encontrá-la e se eu não conseguir, você pode ter certeza que eu vou fazer a sua mãe e seu pai sofrer com a minha ira. Eu fico olhando para ele. Então eu pisco. — O que você está esperando? — Ele sussurra, inclinando-se para perto. — Suma. Então eu me viro, e corro. Mas eu sei que não posso correr para muito longe. Eu sei que eu não posso me esconder. Ele me encontrará.

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Continua... Meus leitores queridos, por favor, não entrem em pânico. Eu sei, eu sei. Eu nunca deixo finais inacabados, mas este livro, esses personagens, eles precisavam. Vocês ficarão satisfeitos de conhecer a parte dois, que já está escrita e editada. E vocês a terão em questão de semanas. Eu juro que vocês não terão que esperar muito tempo. Abraços, Bella. Xx

Obs.: Nós do Pepper também juramos que vocês lerão a parte 2 daqui a poucas semanas!

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#1 amore bella jewel pg (Revisado)