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Disp. e Tradução: Rachael Revisora Inicial: Tina e Rachel Revisora Final: Rachael Formatação: Rachael Logo/Arte: Dyllan

A única mulher que não podia ter era a única mulher que ele desejava... Ela podia ser reservada e mais bonita do que linda, mas Alani Rivers era o tipo de mulher que um mercenário de sangue quente não poderia esquecer, não importa o quanto tentasse. Então, quando Jackson Savor acorda ao lado de uma nua bela adormecida, sem lembrar o que aconteceu, ele percebe que foi drogado... mesmo que Alani não saiba. Depois que foi sequestrada, Alani jurou que nunca confiaria em outro homem novamente. Ainda assim, algo sobre este herói forte, sexy com toque suave a faz querer acreditar nele. E quanto Jackson vai à caça de um intruso misterioso, ele jura que vai mover céus e terra para manter Alani segura. Mas o que realmente aconteceu naquela noite? E será que a verdade os deixará mais próximos do que jamais imaginou ser possível ou colocaria Alani diretamente no caminho do perigo outra vez?

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Caro leitor, Tenho o prazer de dar-lhe Saborear o Perigo, o terceiro livro da minha nova série de pedaços uber-alfa apresentando mercenários privados que são grandes, capazes, um pouco perigoso e (espero) oh tão sexy. Se você leu os dois primeiros livros, Quando Você Ousa e Rastro de Febre, então você já sabe por que eu os chamo meus homens que “andam à beira de honra. “ Por favor, perceba que cada um dos três livros é independente, para que eles não precisem ser lidos em ordem. Você vai encontrar personagens dos livros anteriores, mas as relações são brevemente explicadas para que os livros possam ser lidos aleatoriamente. No meu romance na antologia The Guy In Next Door foi onde as coisas começaram, introduzindo os personagens relacionadas com os protagonistas de Quando você ousa. Para saber mais sobre os livros, incluindo como eles estão relacionados e muito mais sobre os personagens, visite o meu site em www.LoriFoster.com e sinta-se livre para conversar comigo em minha fã page www.facebook.com/pages/Lori-Foster/233405457965 no Facebook. Estou muito animada sobre esses livros, então eu espero que gostem!. Meu e-mail está no meu site.

AGRADECIMENTOS

Para a Fundação Adoção Animal, um “não-matar” abrigo de animais em Hamilton, Ohio. Continuo grata ao abrigo pelo notável trabalho que faz pelos animais. Gremlin (irmão de Liger, destaque em Traço de febre) é um dos filhotes de gato que adotei de vocês. Gremlin tem uma personalidade peculiar, miado de um fumante e um ronronar que vai derreter seu coração. Obrigado por “resgatar” a ele para que pudéssemos fazer-lhe uma parte da nossa família. 3


A AAF será sempre um dos meus “projetos de estimação” sempre que fizer captação de recursos. Para saber mais, acesse www.AAFPETS.com

Revisoras Comentam...

Rachel: Em primeiro lugar, Obrigada, meninas pela oportunidade de revisar pela primeira vez um livro em caráter "oficial". A experiência foi muito boa e gratificante! Sobre o livro: Ele tem todas as características de um romance da Lori, ação, suspense, cenas de luta, fuga e sexo, tudo na medida certa. No começo dá um pouco de raiva da Alani com toda aquela coisa de incerteza, mas depois de tudo que ela passou e o jeito como o Jackson (tadinho) fala com ela usando meias palavras até dá pra entender. Já o Jackson é um pouco inábil em falar sobre sentimentos e pensamento, por isso ele demonstra tudo o que sente com ações... e então é incendiário!!!! Ele é engraçado de uma forma irônica e sarcástica e ela é tão compreensiva e amorosa que chega a doer, e os dois são perfeitos juntos. Agora é esperar a história da Arizona e do Spencer. Rachael: Cara Xará, é um prazer fazer parte do teu primeiro livro. Adorei revisar contigo a Alani e o Jackson. Estava esperando eles há um tempo. Quando conheci a Alani nas histórias anteriores imaginei que ela seria a pobre vítima nesse livro, mas conforme comecei a revisar percebi que essa era a visão do Dare e o Trace, mas ela não era a vítima. Ela era uma sobrevivente e muito corajosa. A Alani deseja o Jackson desde o princípio, mas é insegura, afinal de contas, o passado pesa um pouco, porém quando ela resolve conquistá-lo não existe nada, nem ninguém que a impedirá do que deseja. Porém, o passado volta a sua porta... mas é o seu passado ou o do Jackson??? Enquanto tentam entender esse enigma as chamas queimam entre eles... Aproveitem a história, pois ela é muito boa e podem esperar que logo a Arizone e o Spencer estão chegando com muita química entre eles com certeza...

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Capítulo Um AO DESPERTAR a dor em seu cérebro aumentou intensamente. Ele tentou engolir, mas o deserto ao meio-dia não poderia ser tão seco como sua boca. Que diabos estava acontecendo? Desorientado, em agonia, Jackson Savor abriu um olho. A fonte de sua dor mais afiada era um raio ofuscante de sol da manhã de Kentucky ultrapassando suas cortinas do quarto . Suas cortinas. Então, ele estava em seu próprio apartamento. Com uma pergunta respondida, fechou os olhos novamente e se esforçou para fazer o inventário. Se tivesse sido capturado? Torturado? Lentamente, muito lentamente, moveu a mão direita. Seu braço parecia de chumbo, mas se mexeu. Devagar, um pouco fraco, mas não estava preso, graças a Deus . Tentou mover sua mão esquerda e percebeu que algo quente e macio o mantinha preso no lugar. Ele inalou... e reconheceu o sedutor perfume , inegável de mulher. Oh, merda. Continuando imóvel para evitar alertar a alguém que tinha acordado, Jackson abriu a mão e... sentiu. Não precisava ter sua cabeça clara ou a sua visão para saber que espalmou uma muito doce parte traseira de mulher. Huh. 5


O corpo ao lado dele se mexeu. A perna lisa e magra se aproximou dele, deslizando para cima e sobre sua virilha. Por dentro, ele se sacudiu, mas por fora ficou perfeitamente imóvel. Uma mulher ronronou. “Você está acordado?” Ambos os olhos se abriram com o reconhecimento. Ele virou a cabeça tão rápido que a dor o deixou quase cego. O joelho que descansava sobre seu pau se mexeu quando a mulher se reajustou para vê-lo melhor. “Tem alguma coisa errada?” Merda, merda, merda. Cuidadosamente, as suas pálpebras raspando como lixas, Jackson olhou para o lado dele e encontrou nada menos que Alani Rivers. Sonolenta, quente e macia. Ela o olhou como se tivesse saciada, olhos castanhos dourados, os cabelos claros espalhados ao redor dela “ sobre seus travesseiros. Ela tinha o olhar inconfundível de uma mulher que havia passado uma noite satisfatória entregue à luxúria. Com ele? Embora nenhuma palavra saísse de sua garganta seca, a mão na bunda dela contraiu. Sim, seu cérebro poderia não estar trabalhando “ mas seus instintos estavam muito bem e excitados. Corando, Alani abaixou seu rosto e levantou apoiando nos cotovelos. O lençol estava puxado até a cintura, dando-lhe uma visão de perto e íntima de seus belos seios e mamilos rosados. Seus pensamentos apertaram. Assim como suas bolas. “Tão calmo, esta manhã,” ela murmurou quando se curvou para beijá-lo na boca. “Especialmente depois de ontem à noite.” Significava... o quê? Tinha sido barulhento? Tinha sido tagarela? Ela mordeu o lábio inferior. “Você está se sentindo tão tímido como eu estou sobre as coisas que nós fizemos?” Tímido? Nunca. Que diabos eles tinham feito? Ele tentou resolver o problema mas, além da dor e da confusão, havia o fato incompreensível que Alani Rivers estava em sua cama. 6


Nua. Carinhosa. Saciada. E não sabia como nada disso tinha acontecido. Ácido subiu por suas entranhas e se concentrou em sua garganta, fazendo seu estômago revirar. Gemendo, jogou as cobertas de lado. Não importava se a cabeça dele explodisse, não iria vomitar na frente dela. Em apenas alguns passos largos, chegou ao banheiro, onde caiu de joelhos na frente do vaso sanitário, bem em cima da hora. Ele se sentiu miserável. Pior do que isso mesmo. O que diabos aconteceu? “Jackson?” Ele olhou para cima para ver Alani na porta. Nua. Ele gemeu de novo. “Vá embora.” ”Mas... eu posso te...” “Fora!” Ele chutou a porta. Bateu com tanta força que saltou aberta novamente. Viu o choque e a mágoa em seu rosto, mas porra, nenhuma maneira no inferno que queria que ela o visse assim. Felizmente para os dois, ela se virou e se afastou. Quando a náusea finalmente cedeu, ele levantou, sentindo-se mais fraco do que um recémnascido, usando a borda da pia para firmar seus pés. Suas pernas tremiam. Sua cabeça trovejava. Ligou a água fria, lavou o rosto, lavou sua boca, e depois de alguns segundos de busca em sua mente, que voltou em branco, ele se virou e cambaleou para fora. Alani estava lá mais uma vez. Ainda nua. 7


Jackson balançou. Tentou, mas não conseguiu deixar de olhá-la. Por um inferno de longo tempo, ele a queria. Agora estava aqui, mas... como? Por quê? Seu olhar ardente focou em seu triângulo de pelos pubianos dourados. Outra pergunta respondida “ mas não tinha nada a ver com a sua situação atual. Ela cruzou os braços sob os seios, o que teve o efeito de obter a sua atenção para cima em seu corpo. Ah, porra, tão bonita. Será que tinha tocado em seus seios? Beijado seus mamilos? Tontura o atingiu. A possibilidade de desmaiar ou vomitar voltou com força. Mas Deus Todo-Poderoso, ela parecia bem. Melhor do que bem. Ela parecia perfeita para ele. Rosto vermelho, com a voz alta, ela retrucou: “Muito legal, Jackson.” Pegando na aspereza, ele conseguiu encontrar o seu olhar através de uma névoa de emoções. Uh “ oh. Ela parecia machucada e chateada. Seus lábios apertaram. Ela deu um olhar fugaz em seu corpo, mas quando ele permaneceu calado, seus olhos estreitaram e ela sacudiu a cabeça, balançando seu cabelo longo. Os fios caindo em cascatas sobre a pele lisa, principalmente atrás de seus ombros, embora um longo fio arrastou sobre seu peito. Hipnotizado, ele levou um momento para perceber que ela estava falando com ele. “Eu disse que isso não era uma boa ideia,” disse ela. “Disse que nunca iria funcionar.” Para ele parecia como se tivesse trabalhado muito bem. Mas, para ter certeza de que estávamos falando da mesma coisa, ele murmurou. “É?” Apoiando uma das mãos na moldura da porta, a outra apertando a ponte de seu nariz, ele começou em uma grande admissão. “A coisa é, não me lembro”“ “De ter falado sobre isso?” Qualquer coisa. “Uh...” 8


“Grande surpresa lá, certo?” Sua atenção rastreou sobre ele, em seguida, pulou de volta para seu rosto. “Você estava muito ocupado ficando nu, para me ouvir ou a razão.” Soou como ele, teve que admitir. “Estava com tanta presa para chegar a cama,” ela reclamou, “para sequer pensar em minhas preocupações, sobre o que eu disse.” As palavras ressoaram mais e mais. Ele havia obtido ela nua e na sua cama. E depois? Nada racional veio a sua mente girando, então Jackson apenas balançou a cabeça enquanto novamente olhava para seu corpo. Se não fosse por estar apoiando na estrutura da porta, estaria com o rosto no chão, mas ele não podia deixar de olhá-la. Ferida, enojada, Alani girou nos calcanhares e caminhou de volta para sua cama. Vendo seu traseiro arredondado balançar lhe deu um novo motivo para desejar que sua visão não estivesse tão borrada. “Alani...” Sem ideia do que dizer, Jackson começou a segui-la. Um passo foi o suficiente para avisá-lo para não deixar os arredores do banheiro. Seu estômago estava fazendo polichinelos. Em cima da hora ele caiu de volta na frente do vaso sanitário de novo . Desta vez, quando terminou, os músculos do estômago doíam, mas suas entranhas sentiam-se um pouco mais calmas, como se tivesse expulsado algum veneno de seu sistema. Infelizmente, Alani estava agora totalmente vestida e marchando em direção à porta da frente. Sentindo-se como um fraco filhote, ele tropeçou para trás. “Espere.” Fazendo uma pausa, ela olhou para ele “ e em cima dele. De repente, ocorreu a Jackson que ele estava completamente nu, também. Ele segurou a parede e queria que sua cabeça parasse de pulsar. “Vamos... falar.” 9


“Assim, você pode ficar doente de novo com... arrependimento? Não, obrigado.” Arrependimento? Havia mais a lamentar, além do fato de que ele não conseguia se lembrar de nada? Ela empurrou a porta da frente aberta, mas não avançou. De costas para ele, com voz trêmula, ela disse : “Não se preocupe com isso, Jackson. Sou ingênua, sei, mas não sou burra. Entendo o que aconteceu.” “O quê?” “Não vou dizer uma palavra a ninguém e já que isso nunca vai acontecer de novo, você pode simplesmente esquecer tudo sobre isso.” A batida da porta quase o fez ficar de joelhos. Lentamente, sentou-se no chão frio de madeira em seu corredor. Seus olhos fecharam, mas ele ainda podia ver Alani nua. Ele não queria esquecer nada. Queria lembrar. ALANI permaneceu ocupada enquanto pode. Fez compras, limpou o carro, tomou um rápido café da manhã, foi ao cinema assistir um filme bem cedo... mas nenhuma quantidade de distração a tinha ajudado. Seu peito ainda doía com o peso da emoção. Humilhação disputava com pesar. Por que ela acreditou nele? Por que se permitiu ser tão facilmente seduzida? Louca! O que poderia ter sido a noite mais incrível de sua vida agora parecia a mais degradante. Não que podia culpar Jackson por tudo. Estava tão encantada com ele por tanto tempo, que tinha exigido muito pouco dele para conquistá-la. Algumas pequenas palavras e... O gemido vibrou fora, sincero, triste e com raiva.

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Ela tinha feito coisas com Jackson que nunca antes tinha considerado. Ele a encorajou a falar o que pensava, para ser totalmente aberta e honesta sobre o que queria, o que gostava e o que tinha feito. Com ele, se deliciou com sua sexualidade. E então, com a luz da manhã, ele tinha dado uma olhada para ela e corrido para o banheiro para vomitar. Seu rosto inflamou. Tudo junto, desde o primeiro dia que conheceu Jackson Savor, sabia que ele era um problema. Uma e outra vez resistiu porque um envolvimento com um homem que trabalhava com seu irmão, especialmente um homem muito parecido com seu irmão, parecia impossível. Seu celular tocou, e ela olhou para o identificador de chamadas. Falando no diabo... Seu irmão já havia chamado várias vezes, mas ela não estava indo falar com ele. Ela esperou até que o toque parou, depois olhou para o correio de voz. Escutou a mensagem: “Onde está você, Alani? Chamei três vezes agora. Eu queria falar com você. Me ligue de volta.” Sabia que Trace estava totalmente esperado que ela fizesse o que ele disse, mas não podia falar com ele agora. Se tentasse, iria se emocionar, e ficar toda chorosa. Deus sabia que Trace sempre foi protetor, mas desde seu sequestro a mais de um ano atrás, tinha estado louco com cautela. Se soubesse que ela estava chateada, estaria em pé de guerra em minutos. Ela não tinha intenção de lhe contar sobre sua breve ligação “ e obviamente equivocada “ com Jackson, então não haveria nenhum ponto em tê-lo preso em seu drama pessoal. Por necessidade, dadas as responsabilidades inerentes ao seu trabalho, Trace era autocrático, por natureza, às vezes era muito chato e sempre muito confiante. Jackson era o mesmo. Na verdade, assim era o amigo de Trace, Dare, que havia trabalhado com Trace desde o início do negócio.

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Eles tinham personalidades típicas para serem mercenários letais, que outra forma eles poderiam permanecer tão bem sucedido em seus esforços para ajudar os outros? Claro, Trace, Dare e Jackson eram os únicos mercenários que ela conhecia. E, embora cada um deles era diferente, também eram, em formas mais básicas, iguais. Eram homens que sorriam enquanto confrontavam o perigo, homens que não se alteravam quando eram posto a prova, homens capazes de proteger a outros com sua própria vida sem vacilar um instante. Eles eram bons homens. Eram homens assustadores. A maioria das pessoas, mesmo sem saber do tipo de trabalho de seu irmão, o temiam e com razão; Trace emanava perigo e eficiência. Para conhecê-lo era preciso ter muito cuidado, e assim namorar nunca tinha sido fácil para ela. Os caras davam uma olhada em seu irmão e decidiam que era mais seguro se manter a distância. Mas... Jackson não era como a maioria dos caras. Porque estava em pé de igualdade com Trace, quase nada o intimidava. Na verdade, sentia-se à vontade brincando com Trace, mesmo insultando-o de vez em quando e ainda mantinha o seu bom humor. Sabendo que Trace e Dare contavam com ele nas situações mais perigosas, Jackson havia prometido a ela que seu trabalho não seria afetado por sua aventura amorosa. Mas então, ele também havia prometido que não serias estranhos depois. Agora ela estava sozinha, e estava tão terrivelmente humilhada que seu rosto continuava a queimar. Infelizmente, Trace chamou mais uma vez enquanto ela estacionava na garagem. O telefone tocou quatro vezes e, em seguida, foi para o correio de voz. Alani sabia que Trace iria aparecer em sua porta, se ela não ligasse de volta. Odiava mentir, mas sentia que não tinha escolha, enviou uma mensagem de texto dizendo apenas: “Estou no cinema. Vou ligar para você em breve.” 12


Em seguida, ela desligou o telefone. Depois de recolher as bolsas de roupas do banco ao lado, caminhou pela calçada do lado de sua casa, indo diretamente para a porta da frente. Parou abruptamente com a visão de Jackson esparramado em seus degraus da varanda, um chapéu de vaqueiro na cabeça, óculos de sol espelhado escondendo seus olhos. Ele não se moveu, e nem ela. Por meio minuto ela ficou lá congelada, sem saber o que dizer, o que fazer. Tinha um olhar totalmente relaxado sobre ele, mas depois, Jackson tinha aperfeiçoado uma pose enganosamente indolente que escondia reflexos afiados e velocidade fenomenal. Ontem à noite, toda a noite, ele esteve longe de ser indolente. Respirando rapidamente, Alani o estudou. Seu silêncio continuou sugerindo que estava com sono. Mesmo quando ela trocou as bolsas e se aproximou, ele não se mexeu. O carvalho alto em frente ao quintal dela oferecia muita sombra, mas Jackson não tinha removido o chapéu ou óculos de sol. Ele estava agora barbeado. A camisa branca como a neve se esticava sobre seu largo peito e seus ombros e se esticava em seus tensos abdominais. Desgastada calça jeans, desbotada em alguns lugares, como na altura dos joelhos, as bainhas e onde cobria seu sexo. Mesmo agora, tão tranquilo, ele parecia... impressionante. O bombardeio das lembranças endureceu joelhos. Memórias de tocar seu corpo, saborear sua carne quente, enviou uma onda de sensações através de suas veias. Lembrou-se de envolver a mão em torno de sua ereção, enquanto ele gemia, todas as coisas insanamente sexuais profundas e difíceis que ele sussurrou para ela como sugestões e encorajamento, quando ele cobriu a mão dela com a sua, mostrando-lhe como quão duro devia ser o aperto, quão rápido deveria ser o bombeamento... Sua total falta de inibição a tinha deixado livre para ser menos inibida. 13


Ela engoliu em seco “ e olhou um pouco mais. Sentado com suas longas pernas soltas, com um pé apoiado em um degrau, o outro estendido, os cotovelos para trás, sua respiração profunda e regular. Alani lambeu os lábios e começou lentamente, a sair do silêncio. “Não me faça persegui-la, querida.” Choque estalou os ombros para trás. Grande farsante! Ele estava olhando para ela... Ohhhhh. “Pensei que você estava dormindo!” “Então você descobriu que poderia me estuprar com seus lindos olhos? Ou você vai negar isso?” Se ela tivesse uma pedra perto, iria jogar nele. Dentes apertados, Alani perguntou: “O que você está fazendo aqui?” “O que era preciso.” Preguiçosamente, ele sentou-se. Músculos flexionaram. Sua camisa estava bem apertada. Com o polegar, ele inclinou para trás seu chapéu. O suor umedeceu as têmporas, deixando as extremidades escuras de seu encaracolado cabelo loiro. “Onde você estava, afinal? Estive assando aqui fora por horas.” Algo em seu tom soou... estranho. Ele foi tão exasperante como sempre, mas a borda arrogante tinha diminuído, quase como se estivesse doente ou preocupado, ou ambos. Ela não se importava. “Não é da sua conta, Jackson.” A ondulação quase imperceptível de sua boca a alarmou. “Temperamental, esta tarde, não é?” Determinada a ter seu caminho, Alani colocou os ombros para trás e andou para frente. “Estou desgostosa.” Sua boca firmou. “Pelo o que nós fizemos...?”

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Incerteza não combinava com ele em tudo. “De mim, na verdade.” Respiração prendeu, ela deu a volta em Jackson, mas ele não a tocou. Na porta da frente, ela colocou as bolsas em um braço e, com as mãos desajeitadas, pescou as chaves de sua bolsa. “Eu deveria ter pensado melhor antes de”“ Sua boca descansou na parte de trás do seu pescoço. Baixo, sensual, ele sugeriu: “Vamos falar sobre o que nós fizemos.” O fogo correu por sua espinha, e suas pernas ficaram como macarrão. Em um instante, a mente de Alani a levou de volta para sua cama, onde ele a beijou na nuca, assim como agora, enquanto ele lentamente a levava no estilo cachorrinho “ foi assim como ele chamou isso “ enterrando-se profundamente, com os braços ao redor dela, suas mãos segurando os seios... “Pare com isso!” Ela empurrou a porta e tentou bater novamente fechada. Isso bateu no ombro de Jackson. Ela correu para dentro. É claro que ele a seguiu. Fazendo um caminho mais curto para sua cozinha, ela disse com tanto veneno quanto conseguiu dada a vibração de seu estômago. “Saia.” Não mais do que dois passos atrás dela, as botas dele soaram em seu piso. Seus pacotes foram mantidos na frente dela como um escudo, Alani se virou para encarálo. Ela parecia muito em pânico quando gritou, “quero dizer isso, Jackson!” Ele parou e olhou para ela. A tensão crepitava entre eles. Por alguns segundos, Jackson olhou como se pudesse saltar sobre ela, mas em vez disso, ele mordeu o lábio inferior, depois recuou um passo, movendo-se como para não assustá-la. Bajulando, ele disse: “Acalme-se, ok?” Dada a profusão de emoções clamando dentro dela, tomando mais fácil não era uma opção. “Não me diga para me acalmar!” 15


Sem uma palavra, ele colocou o chapéu sobre o balcão e inclinou a cabeça. Colocando as mãos em seus quadris magros, com expressão enigmática, ele estudou, tudo nela. De repente, seu casual, vestido confortável sentiu-se transparente. Perto de Jackson, ela precisava de uma armadura. O escrutínio concentrado a deixou inquieta, muito quente e vulnerável. Em um sussurro áspero, ele disse, “a verdade de Deus, querida, não quero passar por cima de seus sentimentos, mas preciso te ver de novo.” E antes que ela pudesse reagir à fome em seu tom, ele acrescentou: “Não acho que poderíamos colocar este pequeno confronto em espera por tempo suficiente para apaziguar a minha curiosidade?” Curiosidade? Ele já a tinha visto em grande detalhe por toda a longa noite. Ele não tinha sido tímido sobre olhar, tampouco. Onde Trace e Dare a tratavam com luvas de pelica, Jackson só a tratava como uma mulher que ele queria. Era uma espécie agradável em pequenas doses... quando ele não exagerava. Com tudo o que havia acontecido, sua sugestão foi ultrajante. Alani jogou as sacolas de roupas para ele. Os pacotes pousaram em seu peito e, em seguida, bateram no chão. Ele mal se encolheu com o golpe. “Tomo isso como um não?” Não. Ele arqueou uma sobrancelha em sua explosão e, em seguida, pegou-a enquanto ela tentava empurrar ao seu redor. Ele era tão grande e tão solidamente musculoso, revelou-se muito fácil para ele envolvê-la em seus braços e prendê-la depois, com as costas contra seu peito, os braços sob os seios. “Shh, querida. Não faça isso.” Essas lembranças sensuais, junto com seu calor e cheiro e sex appeal, a envolveu, tão certo como o corpo dele fez. Desesperada, quase em pânico, Alani pediu. “Deixe-me ir.” Sentiu-o estremecer, envolto apertado ao redor dela. “Desculpa, amor. Não posso.” 16


Amor. Ele se atreveria a usar essa palavra agora? Sua garganta apertou em pânico. “Jackson”“ A respiração dele passou por sua orelha quando ele sussurrou: “Dê-me apenas um segundo, está bem?” Ela ouviu a dor em suas palavras, o que acalmou sua luta. “Melhor,” ele respirou e relaxou seu aperto. Preocupação ultrapassou a indignação, e ela tentou torcer para vê-lo. “O que há de errado?” A tensão se intensificou, e então ele disse: “Eu não me lembro de uma coisa maldita.” “Sobre o quê?” Ele balançou um pouco, e sua voz baixou ainda mais. “Tudo. Estou... em branco.” Ela não entendia, mas pegou a sua agonia, então parou de se esticar para longe dele. “Que história é essa?” “Não sei o que aconteceu, querida. Com nós, com qualquer coisa.” Ele a abraçou, com o queixo no topo de sua cabeça. “Ontem apenas... se foi.” Incrédula, Alani empurrou ao redor para vê-lo. De pé no círculo de seus braços, com as mãos sobre o peito, ela tinha a ponta da cabeça virada para ver seu rosto. “O que quer dizer, foi?” Pouco à vontade, ele deu de ombros. “Tudo o que lembro é de acordar com uma baita enxaqueca, confuso...” Ele mudou de posição, puxando-a mais perto de seu corpo. Sua voz ficou rouca. “E lá estava você, deitada nua ao meu lado.” Seu coração quase parou. “Mas...” Ela empurrou-o de volta em tom acusador. “Você me disse que não tinha bebido.” “Falei isso?” Ele passou a mão pelo seu cabelo loiro escuro, então tirou os óculos de sol. “Porque não me lembro disso, de nada. Inferno, nem me lembro de falar com você.”

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Alani engatou uma respiração. “Oh meu Deus, Jackson.” Nunca tinha visto olhos tão vermelhos. Simpatia brotou dentro dela. “Você parece”“ “Como merda, eu sei. Sinto-me assim, também, acredite em mim.” Ele beliscou a ponte de seu nariz, fechou os olhos um segundo, depois estalou-os abertos novamente. “Nós tivemos sexo?” Bom Deus, ela não pensava em outra coisa desde ontem à noite. Estremeceu quando pegou em sua expressão. Os brancos de seus olhos pareciam vermelho-sangue, fazendo com que o verde parecesse mais vivo. Mas mesmo miserável, seu olhar direto conseguiu mantê-la presa. “Você honestamente espera que eu acredite que não se lembra?” Uma mão grande e quente enganchou em sua nuca, levantando-a na ponta dos pés para que ele pudesse beijá-la uma vez, forte e rápido. “Acordei com a minha visão distorcida, meu cérebro em chamas e minhas entranhas em plena luta. Então vi você, na cama, ao meu lado.” Ele foi rude com a excitação. “Você parecia tão incrível, é uma maravilha que não me enviou diretamente para a borda.” “Mas é isso, lembra?” Ela ficou cara a cara com ele enquanto perguntava: “Você vomitou.” Ao invés de puxar, ele se mexeu mais perto até que a rodeava com o seu tamanho e sua determinação. “Mulher, não há nenhuma maneira que você ache que foi a causa disso.” Ela deveria ter colocado espaço entre eles, mas era tão bom estar perto dele novamente. Parecia que a noite passada a tinha deixado viciada; durante toda a manhã, seu corpo tinha lamentado a perda de seu cheiro, o calor do seu toque. Com menos convicção do que pretendia, ela perguntou: “Não?” “Claro que não.” Acariciou suas costas. “Você parecia tão quente, gostaria de ter tirado uma foto. Gostaria de ter você pintada no teto. Olhar para você com a bunda para cima me excitou e me deixará com um pau duro para sempre e não me repugnaria”“ Confusa por sua linguagem, Alani esmagou os dedos sobre sua boca. “Somente pare.” 18


Sentiu seu sorriso de alívio. E logo sua língua. Rapidamente, ela enfiou a mão atrás dela. Quando seus dedos fortes enrolaram em torno de seu pulso, mantendo-a nessa posição vulnerável, ela percebeu seu erro. “Vamos fazer a prova.” Ele se inclinou, seu hálito quente roçando-lhe o rosto, a parte superior de seu ombro. “Vamos tirá-la fora desse pequeno vestido e vamos ver como eu reajo.” “Oh, pelo amor de”“ “Juro, querida, eu poderia implodir...” Sua boca abriu em seu ombro em uma mordida de amor. “Mas não vou ficar doente. Nem perto disso.” “Jackson, por favor.” Ela tentou recuar dois passos, e ele relutantemente a soltou. “Não entendo nada disso. Você precisa me dar tempo para pensar.” “Talvez você pense melhor nua.” Ele tocou a bainha de seu vestido e murmurou mais para si mesmo do que para ela. “Seria muito fácil para você sair deste”“ Enfurecida, ela bateu com a mão e olhou para ele. “Ok, ok.” Franzindo a testa, ele fez um gesto em acordo moderado. “Pense.” Como poderia ele não lembrar de nada? O que ele disse, o que fez... Todas as coisas que ela tinha dito e feito, as coisas que meio se arrependia agora. “Como isso é possível?” “Eu não sei.” “Então, só assim,” ela perguntou com ceticismo, “você perde os detalhes de ontem à noite?” “Mais ou menos.” Seguia sentindo-se humilhada, mas saber que Jackson não se lembrava de nada, aliviou grande parte do arrependimento. Ela o olhou. “Isto é meio conveniente.”

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Ele balançou a cabeça. “Ouço o tom de desconfiada, querida, mas não estou a todo vapor hoje, então você vai ter que soletrar para mim. De jeito nenhum que nada disso parece conveniente para mim.” Será que ele poderia estar dizendo a verdade, em vez de se esquivar da responsabilidade por suas ações de ontem à noite? Talvez. Afinal, ela o deixou sem compromisso, e prometeu não contar a ninguém. Ele não tinha nenhuma razão real para fingir que tinha esquecido tudo. Pensando em voz alta, ela disse: “É que é tão irreal.” O que poderia explicar uma coisa dessas? “Conte-me como foi.” Olhando quente e muito intenso, ele dobrou os joelhos para ficar cara a cara. “Será que estive dentro de você, querida? Estou morrendo de vontade de saber.” De olhos arregalados, Alani voltou-se para dar-lhe as costas. Jackson surtia tal efeito sobre ela que, apesar das muitas dúvidas que tinha, estava desejando voltar a meter-se na cama com ele e fazê-lo tudo outra vez. Mas isso seria uma tolice. Se voltassem a deitar, primeiro queria ter tempo de falar com ele e esclarecer a situação. Além disso, naquele momento Jackson não parecia capaz de voltar a fazer todas aquelas coisas incríveis. Assim que pensou, entretanto, ele se aproximou e ela notou uma potente ereção apertada contra seu traseiro. “Jackson!” Nunca em sua vida tinha estado assim. “O que você pensa que está fazendo?” “Sofrendo. Você tem que me dizer alguma coisa aqui, Alani. Por favor” Frustrada, ela retrucou: “Não é possível você desligá-lo por apenas um minuto? Nós precisamos conversar.” “Você está brincando, certo?” Olhos vermelhos e um pouco trêmulo, ele ainda soava e parecia doente. “Desde o dia em que coloquei os olhos em você, queria tirar sua calcinha. Você sabe disso, porque não escondi isso.” “Certamente que não.” Ele tinha sido esmagadoramente óbvio. 20


“E agora parece que finalmente consegui, mas caramba, não me lembro. Antes que você possa esperar que me concentre em qualquer outra coisa, tem que me tirar dessa agonia.” Sua boca apertou; ela se forçou a encará-lo novamente. “Ok, talvez você não se lembre, mas ainda assim você sabe.” Ele não era um idiota. Acordar com ela nua, enrolada em volta dele, sorrindo como uma seiva satisfeito, tinha que ser um bom indício. Seu olhar acariciou seu rosto. “Estou assumindo.” Seu interesse estabeleceu em sua boca. “Estou esperando. Mas preciso de detalhes.” Ele acariciou seus ombros. “Porra, mulher, preciso dos detalhes.” Sim, até certo ponto, ele provavelmente fazia. Isso era justo. Mas ela seria criteriosa. Diria apenas o básico. Todo o resto, seus gemidos exagerados e mendicância, as coisas que ele tinha feito com ela, as coisas que ela amava fazer... de jeito nenhum que iria lhe contar nada disso. Sem estar olhando para ele ajudou, mas só um pouco. Ela engoliu em seco e sussurrou: “Você... nós...” “Sexo?” Foi muito mais que sexo, mas ela balançou a cabeça e respirou fundo. “Sim.” Braços musculosos vieram ao seu redor, mais uma vez, abraçando-a, seu domínio de alguma forma era de satisfeito e possessivo. “Foi bom?” Poderia Jackson Savor estar inseguro quanto a sua performance? Na verdade, isso faria sentido para quem não conseguia se lembrar. Ela assentiu. Ele rosnou baixo, “Você gozou?” Ela tentou empurrar para longe, mas em vez disso se viu virada para ele, os seios contra o peito dele, seu batimento cardíaco no mesmo ritmo do dela. Como se ele já soubesse a resposta “ e gostou “ tinha aquele olhar sedutor, preguiçoso sobre ele. “Gozou?” 21


Ela balançou a cabeça. “Eu... sim.” A boca apertou um pouco, ele sussurrou: “Um orgasmo fracote, ou um quente orgasmo gritando realmente alto?” Memórias a golpearam, e sua boca ficou seca. Ao invés de admitir demais, ela acabou dizendo: “Hum... não foi fracote.” Ele expandiu em uma respiração profunda. “Será que eu comi sua boceta?” Oh, senhor. Sentia-se tudo de novo, que espiral insana de prazer, crescendo mais e mais, o toque de sua barba e queixo duro para o interior de suas coxas, sua língua de veludo, a mordida suave de seus dentes. O puxão de sua boca enquanto chupava sua carne mais sensível. Sua respiração estava ofegante, e... ela concordou. Os músculos de Jackson apertaram junto com suas narinas. Sua voz ficou mais grossa e quente, ele perguntou: “Você gozou em seguida, também, querida? Com a minha boca em você?” Seu orgasmo foi tão incrível, que ela chorou. Mas não teve coragem de ser tão explícita. Ela lambeu os lábios e, em um simples sopro de som, admitiu: “Sim.” Beijando a testa dela, Jackson gemeu como um homem em agonia. Alani tocou-lhe o peito. Calor, força, segurança. Ele era tudo isso e muito mais. Mas por que ele não podia se lembrar? “Você estava doente, Jackson? É por isso que você não se lembra?” Olhando a manhã de uma maneira nova, ela percebeu que ele tinha estado gravemente doente. E ela partiu. Corou com vergonha, ela segurou a mão ao redor de seu pescoço. “Você está bem agora?” “Tudo bem? Claro que não. Estou me torturando por que não me lembro.” Ele cobriu a mão dela com a sua, ergueu-a à boca para beijar a palma da mão. “Depois de todo esse tempo de te querer tão mal, e você não me dar uma chance, como diabos finalmente consegui conquistá-la?”

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Capítulo Dois NÃO FOI fácil para Alani aceitar que ele realmente não se lembrava de um único detalhe. Angustiou-se tanto sobre sua ingenuidade, sobre o seu comportamento que, para todos os efeitos, não importava mais. Só que ela queria fazê-lo novamente. Recusando-se a expor seu coração, ela balançou a cabeça. “Eu não sei.” “Vamos lá, querida. Algo influenciou você.” Ele tentou um meio sorriso tenso. “Ajude-me aqui. “ Porque Jackson parecia tão angustiado, ela tentou ser a mais verdadeira possível. “Isso não importa mais, mas foi as coisas que você disse, tanto quanto qualquer coisa que fez.” “Sim?” Ele levantou o queixo, deixando-a sem escolha a não ser olhar em seus olhos verdes profundos. “Como o quê?” Ele continuou tocando-a com uma intimidade implícita, esfregando, acariciando. Ela tinha acabado de passar horas se confrontando com a ideia de que sucumbiu a um caso de uma noite, mas ele agiu como se tivessem acabado de começar um longo namoro. Ela deletou tudo o que ele havia dito na noite passada, mas ainda assim... ele queria mais? Se assim for, quanto mais? Ele arrastou seus dedos sobre sua bochecha, em volta do pescoço, sobre o ombro nu. Ela estremeceu. Jackson podia estar doente do que quer que tinha levado a sua memória, mas ainda era o homem primitivo por excelência. Sempre. Pelo menos... é assim que ele sempre era com ela.

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Seria assim com todas as mulheres? Provavelmente. Mesmo as esposas de Dare e Trace se encaixavam no físico e no atrativo sexual de Jackson. Sacudindo a cabeça, Alani se recusou a pensar nisso. “Foi apenas... as coisas que você disse. Isso é tudo.” As coisas que ele tinha prometido, os compromissos que tinha insinuado. “Acho que são as coisas que os caras dizem para as mulheres quando querem convencê-las a ir para a cama.” Isso o fez franzir a testa. “Como o quê? Elogios? Grande coisa. Quando já não elogiei você?” Claro, Jackson fez um monte elogios. “Não, isso era diferente.” Isto tinha se sentido mais genuíno, falado de emoção e não apenas luxúria. “Como?” Sua atenção desviou para o peito. “Aposto que eu lhe disse como maldita sexy você é.” Resistir a um revirar de olhos não foi fácil. Sim, havia dito que era sexy, mas naquele momento eles já estavam na cama e fazendo amor e ela se sentiu sexy. Ela não tinha certeza se poderia identificar o momento em que soube que iria dormir com ele, mas naquele dia ele tinha estado diferente. Não mais intenso, porque isso não era possível. Jackson sempre foi intenso. Mas a partir do segundo que ela entrou pela porta, ele olhou para ela, tocou-lhe e falou com ela de forma diferente. Ele tinha falado com seu coração, ou assim ela pensou. Constrangimento renovado a fez ficar na defensiva. “Na verdade, você disse que eu sou bonita.” E isso era tanto mais doce e comovente do que reclamá-la como “quente” ou “sexy.” Isso era o que haviam dito os homens que a tinham sequestrado, os homens que a tinham maltratado, que a tinham atacado e tocado e que pensavam “

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“Hei.” Como se sentisse a direção de seus pensamentos, Jackson deu um beijo carinhoso na testa, na ponte de seu nariz. Soando mais como estava na noite passada, ele disse: “Você é bonita, Alani. Tão maldita bonita.” Sua boca roçou a orelha. “Tudo acabou.” Ela sacudiu os restos das velhas emoções, medo e desolação de seu sequestro, o desconforto de sua ingenuidade na noite passada. “Obrigada.” Dare tinha matado seus sequestradores, e seu irmão agora focava em destruir todos os traficantes de seres humanos. Ela não estava com aqueles homens mais. Estava com Jackson, e ele era tudo o que poderia lidar agora. “Você também disse que eu era doce.” Jackson jogou seu olhar ardente entre suas coxas. “Deus, aposto que você é.” Seus joelhos ficaram instáveis, então ela empurrou para trás dele. Esperando ter alguns momentos de calma para pensar, ela disse: “Nós temos que descobrir isso, Jackson, assim se acalme.” Seu queixo subiu quando ele olhou para ela. “Mulher, você pede o impossível.” “Faça-o de qualquer maneira!” Suspirando, levantando as mãos dela como se estivesse se rendendo, ele recuou. “Isso está me tentando.” Embora a situação não poderia ser mais distorcida, ele manteve-se forte e capaz. Ela invejava isso. “O que você acha que aconteceu? Você bebeu?” “Duvido.” Ele balançou a cabeça. “Não me lembro, mas não sou muito de beber.” Então, com um encolher de ombros: “Nunca fui.” Ela sabia isso a respeito dele. Era uma coisa de controle. Seu irmão e Dare... eles desdenhavam o álcool porque poderia jogar fora seus reflexos ou percepção, e eram todos sobre estar em controle de si mesmos e dos outros. Se Jackson bebesse muito, eles não confiariam nele.

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Ela não sabia de toda a história de como Jackson veio a integrar a sua equipe, mas não muito tempo depois que tinha sido recuperada de Tijuana, eles o trouxeram a bordo. Obviamente, confiavam nele, o que significava que Alani podia confiar nele, também, pelo menos sobre isso. Com nada mais pessoal, como um relacionamento romântico, ela só não sabia. Ele observava cada movimento seu. “Vasculhei meu apartamento, até mesmo o lixo, mas não vi nenhum garrafa vazia. Nenhum sinal de uma bebedeira.” Alani começou a suspeitar algo, mas no momento preferiu deixar de lado. “Você talvez caiu e bateu a cabeça?” Isso o insultou. “Não.” Ele bufou. “Claro que não.” “Mas você não se lembra, não é? Então, como sabe?” Despenteou seu próprio cabelo, quando disse: “Está vendo? Não há hematomas, sem nenhum machucado.” Mexeu-se novamente. “Na verdade, diferente de alguns arranhões que espero que seja seu, não tenho quaisquer marcas “ sem hematomas ou cortes ou qualquer coisa.” “Arranhões?” Sua boca curvou sensualmente. “Em meus ombros. Pequenas meias luas, onde uma mulher geralmente mantém-se firme quando estᔓ “Então.” Interromper parecia o caminho mais seguro. “Você provavelmente não estava envolvido em uma briga, então.” Ele balançou a cabeça. “Vamos falar sobre o que poderia ter acontecido... depois.” “Depois do que?” Ele apontou o dedo para ela. “Talvez você não entenda como é para mim, como seria para qualquer pessoa, mas especialmente para mim, desde que estive quente por você um grande tempo agora.” As coisas que ele disse, e como disse que eram tanto um insulto e de alguma forma... lisonjeiro. “Jackson...” 26


“Para se certificar de que não exista quaisquer mal-entendidos, deixe-me te dar uma dica? Estou caído muito ruim por você.” “Química sexual. Eu sei. Você me disse.” Na noite passada, ele tinha se sentido como mais, mas ontem à noite não existia para ele. “Chame-lhe o que quiser, não importa para mim.” Infelizmente, o que chamavam isso importava muito para ela. “Eu vejo.” “Não vá torcer minhas palavras, ok?” Jackson estendeu seu queixo. “O caso é preciso saber o que nós fizemos. Tudo o que fizemos.” “Eu já disse a você.” “Fizemos sexo, sim. Entendi. Mas isso pode significar uma série de coisas. Preciso dos detalhes, como se foi agradável e lento, ou rápido e furioso.” Oh. Ela espiou para ele. “Ambos?” Ele ainda a olhava quando agarrou a cabeça e gemeu novamente. Em um coaxar, ele perguntou: “O bom e velho missionário, ou nós fizemos algo mais? Quarto ou sala de estar?” A primeira vez tinha sido em sua cama. Então no chuveiro. E no final do corredor, contra a parede. “Todos os itens acima.” Suas narinas apertaram. “Quantas vezes eu tive você, afinal?” Ela mordeu os lábios, em seguida, se aventurou... “Durante toda a noite?” Empurrando para longe, ele caminhou três passos, em seguida, correu de volta para ela. “Luzes acessas ou apagadas?” “Acessas.” Ele insistiu, mas naquele momento, ela não se importava. Tinha gostado da forma concentrada que ele olhava para ela, e ela queria vê-lo, também. Não só tinha esquecido alguma timidez sobre sua nudez, ela também tinha esquecido sobre o passado, sobre os homens que a tinha tomado e olhado para ela, a manuseado como propriedade. Com Jackson, tinha superado um monte de traumas. 27


Sua expressão um misto de súplica e demanda, ele agarrou seus ombros. “Droga, Baby, eu preciso vê-la novamente. Toda você. Preciso saber como você soa quando está excitada, e quando você goza.” Seus dedos foram até a alça de seu vestido de verão, tocando quase preguiçosamente, brincando com isso como se isso o tentasse muito. “Preciso te provar, cheirar vocꔓ Atordoada, confusa e um pouco excitada, Alani agarrou seu pulso. Ela odiava decepcionálo “ e a si mesma, mas não via outra escolha. Só não agora. “Jackson,” disse ela suavemente, “você não pode seriamente esperar que eu deixe tudo de lado do que aconteceu e só...” “Voltemos de onde paramos? Sim.” Ele procurou seu olhar. “Deus, sim.” “Não vai acontecer.” Mas ele parecia muito cativante em sua necessidade. Ninguém nunca a desejou como Jackson Savor fazia. Ele também parecia prestes a entrar em colapso. Preocupada por ele, tocou seu queixo e forçou sua mente para assuntos mais imediatos. “Você já comeu?” Ele fez uma careta. “Não. A merda com isso.” Ele endireitou-se. “Você acha que eu poderia acordar com você nua, suave e sorridente em um minuto, e chateada e fugindo na próximo, sem nenhuma pista por que ou como, tinha acontecido tudo?” Sim, bem, isso soava absurdo. “Desculpe!” “Depois que você saiu, eu sofri com uma ducha fria, engoli três aspirina e rezei para ter até mesmo um lampejo de memória. Não lembrei de nada. Nada.” E, no entanto, quando ele deveria estar descansando em sua cama, tudo o que queria era... ela. Seu coração amoleceu mais, e suas reservas diminuíram. “Por que acha que esqueceu tudo?” Frustração apertou a mandíbula. Sua cabeça caiu para trás em seus ombros, os olhos fechados. “Você não vai deixar isso pra lá, não é?” Como ela poderia, especialmente quando ele parecia tão doente? “Claro que não!” 28


Seus olhos estreitaram, e isso, também, parecia doloroso, levando-a a mudar de tática. “Isso é ridículo. Você precisa sentar-se.” Ela pegou a mão dele e levou-o de volta para sua sala de estar. No sofá, ela parou e apertou contra o peito. “Sente-se.” Jackson duvidou um momento. Logo se deixou cair sobre as almofadas e relaxou. Parecia destroçado. Alani começou a preocupar-se de verdade. Até homens mais fortes tinham momentos de debilidade. Mas Jackson sempre parecia tão indomável, tão seguro de si mesmo... Nesse momento, entretanto, a necessitava. E não em um só sentido. Sentou-se a seu lado e tocou sua frente. Ele ficou muito quieto, como se lhe surpreendesse seu gesto. “Sem febre.” Ela segurou seu queixo, e o sentiu firme sob seus dedos. “Embora você esteja quente. “ Cautelosamente, Jackson observou. Ela alisou o cabelo loiro rebelde. Tinha-o um pouco comprido e descolorido pelo sol. Suave e sedoso. Contrastava tanto com sua fortaleza interior, com a dureza que aparentava... Alani tomou uma decisão. “Nós definitivamente vamos falar sobre isso, Jackson, você pode acreditar nisso. Mas primeiro vou pegar algo para beber, e, em seguida, algo para comer. Quando você tomou a aspirina?” Um olho se contorceu em rebelião. “Não comece a parecer como minha mãe, Alani. Isso não é o que quero de você.” Ela sorriu para o seu tom grosseiro. “Considere preocupação como algo de amigos, ok?” “Chame-lhe o que quiser, mas prefiro que você levante o vestido, e tire as calcinhas e escarranche meu colo.” Sua audácia roubou seu fôlego e sua desenvoltura. “Esqueça essa ideia.” 29


“De não tocar você? Não é provável.” “Não é o toque que está fazendo isso.” Brincalhona, esperando para provocá-lo em um modo menos agressivo sexualmente, ela o cutucou com o ombro. “É toda essa conversa provocativa que está fazendo.” Lentamente, ele balançou a cabeça. “É você, querida. Conversando com você, pensando em você.” Seus olhos se fecharam por apenas um momento, enquanto ele sussurrava. “Lembrando de você nua.” Ele descansou a mão grande e quente em sua coxa, logo abaixo da bainha de seu vestido. “Você precisa se concentrar, Jackson.” “Estou focado, acredite em mim.” Rapaz, ele estava. “Em outra coisa que não o sexo.” “Estou focado em você, e pensamentos de sexo segue automaticamente.” Ele a puxou para mais perto. “Mas você sabe, eu poderia ser muito mais cooperativo se me ajudasse a acalmar um pouco.” E exatamente como ele pensava em fazer isso? Sua mão deslizou mais alta, enquanto sua voz ia mais baixa. “Deixe-me tocar vocꔓ Ela agarrou seu pulso. Assim, grosso, de modo sólido. Ondas perigosas de desejo enfraqueceram sua resistência. “Nós não podemos fazer isso.” “Nós com certeza podemos.” E então, “nós já fizemos. Certo?” Enervada pela forma como se sentiu tentada, Alani balançou a cabeça. “Não posso fazer isso, não agora. Então me diga, quando você tomou a aspirina?” Ele olhou fixamente para sua boca, e seus dedos contraíram. “Antes de vir aqui, umas três horas atrás.” Aliviada que ele finalmente desistiu, ela soltou um suspiro firme. “Certo. Vou pegar mais duas. Você quer tirar suas botas?” 30


Lentamente, ele acenou com a cabeça. “E a minha camisa.” Seu olhar subiu para apanhar o dela. “Talvez as minhas calças, também.” Essa era a sua oferta mais tentadora até agora. Ela não tinha chegado a tempo suficiente para olhar para ele ontem à noite e hoje de manhã... bem, ele tinha sido vago, doente, e isso a tinha insultado... Lembrando-se, ela disse: “Esqueça, Jackson. Você não está pronto para isso.” “Errado.” Sua mão deslizou em torno atrás de seu joelho. e atirou de sua perna para passála por cima de sua coxa. “Confie em mim, estou pronto.” Não olhe, não olhe. “ Inacreditável. A ereção completa tencionava no tecido desgastado de sua calça jeans. “Jackson.” Antes que as coisas pudessem ficar completamente fora de controle, Alani empurrou para cima e longe dele. “Volto em seguida.” Ela ouviu Jackson gemer quando ela meio que fugiu da sala. Quando voltou minutos depois com a aspirina, uma Coca-Cola e um sanduíche, Jackson parecia estar dormindo novamente. Ele tinha a cabeça para trás, um braço sobre os olhos, com o corpo relaxado. Ela não se deixou enganar; ele ainda tinha uma ereção, então sabia que estava bem acordado. “Aqui está.” Abaixando o braço, ele acompanhou cada movimento dela quando colocou o prato de comida na mesa de café e sentou-se ao lado dele para entregar a aspirina. Ele olhou para o copo de gelo e a espuma de Coca-Cola. “Você abriu uma lata nova?” “Sim.” Ele não aceitou a aspirina. Mostrando os dentes ele deu um meio sorriso, quando disse: “Vamos fazer um acordo.”

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Dado o olhar em seus olhos, Alani já tinha uma ideia do que diria. Ela tentou usar o seu tempo na cozinha para se recompor. Um olhar para Jackson, e ela estava perdida novamente. “Que tipo de negócio?” Ele pegou o pulso dela e puxou-a para si. “Beije-me, e vou tomar a aspirina.” Ela queria tanto. “Apenas um beijo?” Ela perguntou em dúvida. “Por enquanto.” Ela hesitou. Ele não o fez. Tomando-lhe a falta de negação como acordo, a puxou para mais perto, dizendo: “Vamos lá, você pode pelo menos me dar isso.” “Eu”“ Era mesmo possível resistir-lhe? Ela não pensava assim. “Tudo bem.” Ela mal tinha começado a sair as palavras antes de sua boca cobrir a dela em um beijo que foi suave, quente. Profundo. Antes que percebesse, ele a tinha de costas no sofá. Ele ainda segurava seu pulso enquanto se acomodava entre as pernas dela, prendendo-a com seu corpo grande. Ele virou a cabeça para um ajuste mais completo, sua língua passando por seus dentes, brincando com a dela. Alani rapidamente perdeu a luta, já o querendo, precisando dele e ele libertou sua boca. Equilibrado em cima dela, ele respirou fundo. “Estou indo muito rápido.” “Sim.” Mas ela realmente gostou. Ele serrou os dentes. “Só para você saber, querida. Pode confiar em mim. Não significa não para mim. Se você diz isso”“ “Eu vou.” Ofegante, ele empurrou-se nos braços enrijecidos e disse: “Dê-me a aspirina maldita.” Mas ele não esperou por ela. Tirou da sua mão, e os jogou para trás e pegou a bebida. Depois de tomar

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metade do líquido, o colocou de volta para a mesa de café e olhou para ela. “Nós vamos para a segunda rodada?” “Segunda rodada?” Ele deu um aceno de cabeça. “Você quer que eu coma, você tem que me beijar de novo.” Esqueça as pechinchas. Sua necessidade óbvia fez tudo o mais importante. Já chegando para ele, ela disse: “Tudo bem.” Seus olhos brilhavam. Ele abaixou-se para ela. Ouve uma batida na porta da frente. Alani ficou dura com apreensão. Jackson amaldiçoou em voz baixa. A batida soou novamente, mais urgente neste momento, e, em seguida, ela ouviu o som inconfundível de uma chave na fechadura. Oh meu Deus. Isso tinha que ser seu irmão; ninguém mais tinha a chave para o seu lugar. Ela empurrou freneticamente nos ombros de Jackson. “Jackson, vamos!” Com um gemido áspero, ele começou a fazer exatamente isso, e a porta se abriu. Ambos viraram suas cabeças. Não só seu irmão estava ali, mas Dare, também. Ambos os homens congelaram. O coração de Alani atirou em sua garganta. Ela estava tentando pensar no que dizer, como aliviar o constrangimento, quando Jackson sentou-se e puxou-a para seu lado. Como se situações embaraçosas fossem normais para ele, disse, “Atiraria em você por seu sincronismo tão ruim e inoportuno, mas acho que nós tínhamos que esclarecer isso mais cedo ou mais tarde.” Seu rosto mudou a partir de sua surpresa, seus olhos estreitaram e seu comportamento dizia tudo, Trace bateu a porta. “Sim,” disse ele, e começou a avançar. “Vamos fazer isso agora.”

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JACKSON era mais do que um pouco surpreso quando, antes mesmo que pudesse decidir se queria enfrentar Trace ou não, Alani pulou para ficar na frente dele. Ela abriu os braços magros abertos e apoiou os pés afastados. “Pare com isso, Trace. Agora.” Furioso, Trace parou. “Eu sabia que você estava mentindo quando me disse que estava no cinema.” “Desculpe por isso.” Alani se contorceu em culpa. “Eu só... precisava de um tempo.” “Eu vejo.” Dare inclinou-se em torno de Trace para ver Jackson. “Ela está protegendo você?” Sofrendo sua própria surpresa, Jackson se acomodou no sofá. “Acho que sim.” Com sua primeira boa olhada em Jackson, Dare recuou. “Jesus, homem. Você parece”“ “Merda! Eu sei.” Ele pegou a cintura de Alani e arremessou-a para baixo... diretamente em seu colo. Sua espinha dorsal ficou dura, provavelmente a partir do choque com sua ousadia. Para seu irmão, ele disse. “Controle-se, Trace. Nós precisamos conversar.” Trace trancou sua mandíbula. “Não é preciso explicação.” “'Receio que sim.” Endurecendo ainda mais, Alani ofegou e empurrou para encará-lo. “Não se atreva.” Seu tom chocado quadruplicou a curiosidade de Dare e de Trace. Então Trace perguntou: “Não ouse fazer o quê?” Jackson não queria envergonhá-la, por isso foi com muito pesar que disse razoavelmente, “Eles têm que saber, querida.” “Jackson...” ela advertiu. “E melhor um de vocês cuspir isso,” Dare disse. “Minha imaginação está a mil por hora.” “Acho que alguém me drogou.” Dare e Trace puxaram de volta. “Bem, o inferno,” Dare disse. “Isso eu não esperava.” 34


Alani tentou levantar-se, mas Jackson a segurou e, como não queria armar uma cena, ficou ali sentada. Trace, que se dava conta de tudo, olhou-a com aborrecimento. Dare se sentou na ponta de uma cadeira. Parecia a paciência personificada. “Tudo bem, vamos ouvi-lo.” Alani lutou de novo, e isso incitou a ira de Trace. Em um sussurro mortal, ele ordenou: “Deixe-a ir. “ Seus sussurros mortais não faziam nada a Jackson. “Não vai acontecer.” Trace começou a avançar. E, assim rapidamente, Alani parou de lutar contra ele e em vez disso voltou para defendêlo. “Pare aí, Trace! Eu quero dizer isso.” Trace parou abruptamente, seu olho esquerdo tremia. Era absurdo prolongar aquilo, decidiu Jackson. “Acordei esta manhã com”“ “Jackson!” ““Alani na cama comigo.” A suspensão da respiração coletiva ocorreu. Inferno, ele quase podia ouvir os batimentos cardíacos, ficou tão maldito calmo. Jackson olhou para Dare e, em seguida, Trace. Dando a Alani um ligeiro abraço, ele disse: “A coisa é, não tenho nenhuma lembrança de ter estado lá.” Dare e Trace não reagiram. Seguiram com a boca aberta. Jackson se encolheu de ombros. “Por algumas horas, esta manhã eu estive doente como o inferno, vendo em dobro, tonto, fraco.”

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Alani parecia culpada, provavelmente porque fugiu dele. Mas Jackson entendia sua reação. Sempre que tinha pensado em deitar-se com ela, imaginou-se a si mesmo tratando-a como muita delicadeza, com muita ternura, por respeito a sua inexperiência e ao trauma de seu passado. Mas tinha sido terno com ela? Deus, esperava que sim, porque o “dia depois” tinha sido um idiota. Memorável, sim, mas por quão horroroso tinha sido. Abraçou-a outra vez. Dare e Trace, notaram. “Tudo o que posso pensar é que alguém me drogou, mas não sei quem faria isso, ou como ou por quê. Tanto quanto me lembro, passei o dia trabalhando em minha casa.” Sua casa estava habitável mas ainda não estava acabada, por isso preferia seguir no apartamento que tinha alugado. No dia anterior tinha previsto pedir ajuda a Alani, que era decoradora profissional. Não sabia se iria aceitar ou não, mas sabia desde o começo que entre eles havia atração física e que passar algum tempo juntos, a sós, jogaria a seu favor. Mas agora... o inferno, ele poderia talvez usar o plano para suaviza-la depois de tudo o que havia acontecido ontem. “Você viu alguém enquanto estava trabalhando?” Jackson balançou a cabeça. “Não que eu me lembro.” O silêncio reinou. Desde que Alani parecia envergonhada e Trace parecia letal, Dare assumiu. “Se você foi drogado, isso poderia ter sido Rohypnol. Fácil o suficiente para sumir em uma bebida. É um sedativo, para que pudesse fazê-lo doente, e pode causar esse efeito de amnesia.” O cérebro de Jackson pulsou ainda mais. “A droga do estupro? Sério?” Alani ficou em pânico. “Precisamos levá-lo para o hospital!” “Não.” Jackson a segurou quando ela começou a se levantar. Ele não tinha a intenção de ficar no radar de ninguém. Quando descobrisse quem tinha feito isso, iria lidar com isso sozinho, sem a interferência das autoridades locais. 36


“Não seja um idiota,” Alani disse com veneno. “Tarde demais,” disse Trace. Jackson ignorou o insulto. Ele ficou onde estava vindo de Trace. O irmão de Alani não gostava de ser pego de surpresa com a ideia que sua irmãzinha estava em um relacionamento sexual. Compreensível. Jackson só desejava que ele pudesse lembrar da relação sexual. Mais uma vez, Dare intercedeu. “Eu não tenho certeza que o hospital lhe faria muito bem, querida. Exames de urina não identificam o Rohypnol. Um exame de sangue seria melhor, mas geralmente os laboratórios hospitalares não têm o equipamento para esse tipo de exame, por isso teriam que mandar a coleta para fora, para que analisassem.” “E, então, vou ficar bem,” Jackson disse a ela. Ele passou as mãos para cima e para baixo dos braços, esperando tranquilizá-la. “Eu já estou me sentindo melhor, na verdade.” Muito melhor, dada a forma como ela o beijou, a rapidez com que tinha derretido uma vez que ele teve a boca na dela. Assim que ele pudesse se livrar de Dare e Trace, iria mostrar-lhe o quão grande ele se sentia. Claro, precisava fazer sexo com ela. Ele absolutamente não poderia continuar a busca incessante todo excitado. Alani poderia tomá-lo como uma falta de respeito, talvez achasse que ele só queria uma coisa dela, quando na verdade, ele não tinha certeza de quanto queria. Sexo, definitivamente. Conversa, com certeza. Ele queria protegê-la, e queria que ela confiasse nele. O que tudo isso significava, ele não podia dizer. Recusava-se a saltar em algo emocional. Uma vez que a tivesse, seria capaz de se reagrupar e se tornar um cavalheiro novamente. Talvez. Com a forma como ela empurrava todos os seus botões, ele não podia ter certeza, Alani preocupada disse. “Eu não sei...” 37


“Se nós estamos supondo que foi dado um sedativo, então ele pode expulsá-lo,” Dare disse a ela. “Bem...” Ela olhou para Jackson de novo, cheio de preocupação suave e talvez até mesmo carinho. “Ok.” Trace balançou a cabeça em desgosto. “Não era realmente você que deveria decidir, Alani.” Não, não era. Nunca Jackson iria deixar uma mulher ditar algo para ele. Não estava em sua natureza. Mas, para amenizar essa realidade, ele disse: “Confie em mim, Alani, eu estou bem.” Seu olhar varreu o quarto. “Como se algum de vocês iria admitir que precisava de ajuda.” Dare tomou isso como sua concordância. “Ótimo, então isso está resolvido. Agora sobre o resto.” Ele deu a Alani um olhar aguçado. “Você passou a noite com ele?” Seu queixo subiu. “Sim.” “A que horas você chegou ao seu lugar?” A seriedade com que Dare fez a pergunta tranquilizou um pouco ao Alani. “Em torno do jantar.” “Ele estava bem quando você chegou?” “Ele estava...” Ela olhou para Jackson, levantou um ombro. “Suponho que sim. Ou seja, ele parecia um pouco fora, mas ainda”“ Trace perdeu de repente a paciência e disse com incredulidade: “Jackson, Alani? Sério.” Ela gritou de volta: “Sim, sério.” “Sem um único encontro? Sem uma pista maldita? Ou isso é algo que você tenha escondido de mim?” “Não.” Em seguida, ela corou e lançou um olhar assediado em Jackson. “Isso é...”

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“Ele sabe o que é, querida. Seu irmão o entende perfeitamente, carinho.” Jackson, não estava disposto a permitir que Trace a pressionasse para que cortasse com ele antes de que lhe desse tempo a decidir o que queria, enrugou o cenho. “Acostume-se, Trace.” Dare levantou a mão. “Você acha que poderia mantê-lo público para que possamos descobrir o que aconteceu?” Jackson deu de ombros. “Por mim tudo bem.” Apesar de que certamente o tinham drogado, de que ainda lhe doía a cabeça e não tinha recuperado todas as forças, notava vivamente o quente peso de Alani sentada em seu colo. Cada vez que respirava inalava o perfume único de seu corpo. Pela primeira vez em sua vida conseguiu acariciar seu cabelo comprido e loiro. Podia tocar sua pele, beijá-la... Levou sua mão delicada à boca e beijou seus nódulos. Alani estremeceu, mas procurou fingir que aquele beijo significava algo absolutamente. Parecia que Trace estava a ponto de lhe dar um ataque, mas que demônios? Jackson não podia remediá-lo. Trace tinha sorte de que não o tivesse jogado fora para que Alani e ele pudessem voltar a ficar a sós. Em qualquer outra circunstância se sentiria ofendido por que uma mulher fosse em sua defesa. Ele podia confrontar qualquer problema sem ajuda de ninguém. O fez por toda sua vida. Não necessitava que ninguém o protegesse. Mas Alani não era qualquer mulher. Era especial. Assim, Jackson decidiu desfrutar daquela novidade. Dare disse a Trace: “Bem?” “Ótimo. Mas vamos em frente.” “Pare de correr dele. Ele já passou o suficiente.”

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Jackson escondeu o sorriso. Quando ele conheceu Alani, sabia que ela não era a flor delicada que seu irmão fez para parecer. Claro, ela era uma coisinha delicada, especialmente em comparação com a sua altura e físico. Mas tinha a mesma força de caráter, a mesma convicção, teimosia e independência que Trace. Perder seus pais jovem tinha que ter sido difícil. Mas Trace havia compensado. Ele tinha protegido Alani mais do que ela precisava, mimado além da razão. Então ela tinha sido sequestrada por traficantes de seres humanos, e... Jackson a rodeou com os braços e apertou o rosto contra seu pescoço. Naquele tempo ainda não a conhecia, mas cada vez que se lembrava daquilo lhe dava vontade de matar seus sequestradores, apesar de que estavam todos mortos. Confundindo sua reação para algo completamente diferente, Alani tocou seu cabelo com uma mão suave. “Jackson, você está bem? Você se sente doente de novo? Podemos adiar a inquisição até mais tarde, se precisa de mais tempo.” Trace rosnou em aborrecimento. “Ele está bem, Alani.” Dare deu a Jackson um olhar aguçado, até que se endireitou novamente. “Mas logo deixará de estar se não começar a nos explicar o que passou.” “Não é possível.” Jackson encolheu os ombros. “Tudo o que lembro foi encontrar Alani na minha cama. Estava perdido, ela saiu irritada, e isso é tudo que eu sei. Você vai ter que perguntar a ela essa questão.” E talvez, ia descobrir algumas coisas, também. Alani lhe soltou uma cotovelada nas costelas. Acabou a sua preocupação. O rosto de Trace ficou vermelho. Jackson sabia que ele queria amaldiçoar, mas se esforçou para conter sua língua em torno de sua irmã. “Então, cabe a você, querida,” Dare disse a Alani. “Você notou algo fora, algo de diferente, quando foi para a sua casa?” 40


Alani lambeu os lábios. “Na verdade, eu fiz.” Ela lançou um olhar furtivo para Jackson. “Ele agia diferente? Drogado?” Perguntou Trace. “E você ainda dormiu com ele?” Ela olhou para o irmão. “Não. Isto é, de alguma forma parecia... mais sincero”“ “Alguma vez não fui sincero?” Jackson perguntou a ela. “Vocês todos vão parar de interromper?” Dare a encorajou, dizendo: “Vá em frente, Alani.” Com esforço, ela reuniu-se. “Jackson em sua maioria parecia o mesmo de sempre. Arrogante, flertando, usando seu charme para entrar dentro das calças de cada mulher.” Trace disse: “Eu não preciso ouvir isso.” “Eu não refiro.” Mas, em seguida, ela acrescentou, um pouco envergonhada: “Bem, a mim também, eu acho.” Jackson deu outro aperto. “Mas me referia a sua vizinha.” Todos falaram ao mesmo tempo, quando Dare perguntou: “Vizinha? Uma mulher?” Trace disse: “Você o viu flertar com ela e ainda ficou?” Jackson anunciou: “Eu não flerto com meus vizinhos.” Ainda em seu colo, Alani levantou a mão para acalmar a todos e, em seguida, girou para enfrentar Jackson. “Eu ia falar sobre isso, mas queria que você comesse primeiro.” “Ele não precisa de ser mimado,” resmungou Trace. “Você fique quieto!” Trace parecia que ia explodir, mas ficou em silêncio. Confiando em acalmá-la e em ganhar pontos com ela atuando como contraponto de seu irmão, Jackson acrescentou: “Estou bem, querida. Continuo dizendo que estou bem.” Ela virou para Jackson. “Você estava muito doente.”

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“Sim.” Ele a puxou para mais perto para sussurrar. “Caso contrário, ainda estaria na cama agora.” Embora ele não poderia ter ouvido, Dare disse. “Pare com isso, Jackson. Você está perdendo um tempo precioso.” Jackson ficou sério e disse: “A única vizinha fêmea que falo muito é a Sra. Guthrie, mas ela tem que ter sessenta anos.” Alani balançou a cabeça. “Eu achava que ela era uma vizinha porque estava descalça.” Todos os homens compartilharam uma olhada. Se estava com os pés descalços, talvez tenha sido para não fazer barulho. “Mas não a vi sair,” explicou Alani, “então não sei para onde ela foi depois que saiu de sua porta. Talvez ela não fosse um vizinha. Talvez fosse um... um encontro.” Incapaz de pensar em qualquer mulher que teria convidado para o apartamento, Jackson disse: “Descreva-a.” Alani encolheu os ombros. “Diria que está em seus trinta e poucos anos.” “Não pode ser.” Ela franziu o cenho. “Se tiver mais de trinta anos está fora de seu radar?” Desde que conheceu Alani não tinha ficado excessivamente envolvido com ninguém. Ele cuidava dos negócios e terminava lá. Juro! Ele não convidou nenhuma mulher a sua casa. De jeito nenhum iria admitir isso a Alani, muito menos na frente de Trace e Dare. “Eu só estou dizendo que eu não estou vendo nenhuma mulher na casa dos trinta.” “Cabelo castanho curto.” “Como curto?” Seu rosto apertou com aborrecimento. “Muito curto.”

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Ele balançou a cabeça e levantou uma longa mecha de cabelo loiro sedoso de Alani para admirá-la. Era reto e mais pálida e muito mais suave do que o seu próprio. “Não.” Alani se recusou a ser desviada. “Vestida como uma prostituta?” “Em seus trinta anos? Não.” Seria aquela que... Não. Isso foi há séculos e não poderia mesmo ser chamado de um caso de uma noite. Talvez de uma hora... Ele bufou. “Não toca nenhum sino.” “E suponho que você conhece cada mulher que vive perto o suficiente para entrar em seu apartamento?” “Não digo isso.” Mas, como qualquer outro macho de sangue vermelho, ele observava as mulheres mais atraentes. “Claro que, se alguma das minhas vizinhas fossem tão bonita, não estaria gastando toda a minha energia perseguindo você.” Dare assentiu. “Muito próximo para o conforto.” “Exatamente.” Alani franziu o cenho. “Eu não entendo.” “Complicações,” explicou Trace enquanto andava. Alani estreitou os olhos. “Que tipo de complicações?” “O tipo onde, após o sexo terminar e o interesse se vai, você está preso com uma mulher irritada nas proximidades de onde você mora.” Alani se girou lentamente para o Jackson, enrugando o cenho. Ele disse: “Uh...” Trace não estava errado, mas não tinha que soletrar assim para ela. “Não importa agora.” Trace cortou com sua mão através do ar. “Será que ela soa como alguém que você ficou?” Jackson balançou a cabeça. “Não.” Para Alani, Trace perguntou: “Você falou com ela?” 43


“Bem... sim.” Com renovado aborrecimento, Alani olhou para Jackson novamente. “Ela atendeu a porta para você.” As sobrancelhas de Jackson disparou. “Onde diabos eu estava?” “No sofá.” Ela cutucou-o no peito. “Você estava recostado, confortável, os pés em cima da mesa de café. Eu estava pronta para sair desde que você apareceu de alguma forma envolvido, mas depois você se levantou quando viu que era eu na porta, e a mulher disse que tinha que ir de qualquer maneira, e...” “Jesus, Alani.” “Não use esse tom comigo.” Ela virou a carraca em seu irmão novamente. “Será que Jackson fez algo que você não tenha feito?” “Ele estava com outra mulher!” Ela começou a fugir do colo de Jackson, mas quando ele a agarrou a seus quadris, ela parou, muito ansiosa para lutar contra seu irmão. “Então? Nós não temos qualquer tipo de relacionamento.” “Nós fazemos agora,” Jackson anunciou, apenas no caso dela ter perdido esse fato importante. “E ele disse que estava emocionado ao ver-me.” Uau. Jackson odiou ter usado essa expressão. “Emocionado?” Claro, ele poderia ter estado feliz, mas será que ele realmente tinha sido tão óbvio? Dare sorriu, balançou a cabeça e repetiu: “Emocionado,” com zombaria clara. “E isso é tudo?” Perguntou Trace. Ela estrangulou uma inspiração profunda. “Você está me chamando de fácil?” Não. Agora Trace parecia chocado. “Não coloque palavras na minha boca.” “Sinceridade de Jackson foi o suficiente para eu ficar. E depois... bem...” Todos eles esperavam. 44


“Oh, esqueça!” E desta vez ela ficou longe de Jackson. “Foi o que aconteceu, ok? Supere isso, para que possamos nos concentrar no fato de que ele estava drogado.” “Ninguém está se esquecendo disso, querida.” Ela olhou para Dare. “Precisamos saber quem ela é.” “E se ela trabalhava sozinha,” disse Jackson. “Parece pouco provável.” Silenciosamente fumegante, Trace foi mais perto de Alani. “E o seu noivo?” Oh, inferno. Jackson tinha esquecido tudo sobre Marc Tobin. Sentado em frente, ele declarou: “Isso terminou.” Ou pelo menos era melhor que tivesse. Ao mesmo tempo, Alani disse: “Eu terminei tudo com ele.” Tensão deixou os ombros de Jackson, deixando-o com um certo tipo de satisfação. A dor persistente em seus templos parou. Trace olhou de Alani para Jackson e de volta. “Desde quando?” “Um pouco mais de uma semana atrás.” Uma semana inteira? E ela não tinha ido a ele de imediato? Maldição, ela tinha estado sofrendo com a separação? “Será que você deu a ele uma razão?” Dare queria saber. “Nenhum de seu negócio.” Trace trouxe o queixo dela para cima. “Desculpe, querida. Talvez você não saiba como isso funciona, mas, dadas as circunstâncias, é preciso ouvir tudo. É a única maneira que nós podemos realmente analisar o perigo em potencial.” “Você realmente acha que Marc poderia estar envolvido?” “Ele tem razão para estar furioso com Jackson ou com você.” Surpresa a deixou em silêncio por um instante antes que ela zombou. “Você acha que eu estou em perigo? Isso é um absurdo. Jackson é o único que foi drogado.” 45


Incapaz de esconder seu sorriso, Trace disse: “A única maneira de proteger Jackson e conhecendo todos os fatos.” Oh, agora, isso queimou sua bunda. “Eu não preciso”“ Antes que Jackson pudesse terminar de protestar, Alani vacilou. “Mas... Marc não teria nada a ver com”“ “Jackson ser drogado? Provavelmente não, por isso não se assuste. Mas quero que você me conte tudo de qualquer maneira.” Jackson notou tantas coisas, a forma como os seus lábios tremiam, a nova tensão em seus ombros, sua palidez e respirações rasas. “Trace,” disse ele baixo. “Pare com isso.” Claro, ela precisava ser protegida, mas a assustando não iria conseguir nada. Trace estreitou os olhos e segurou o ombro de Alani. “Nada vai acontecer com você, querida. Isto é apenas uma precaução.” Ela engoliu em seco e desviou o olhar de todos. “Disse a ele que estava pensando em ver... outra pessoa.” Dare colocou os cotovelos sobre os joelhos. “Você mencionou Jackson para ele?” “Não, claro que não.” Ela balançou a cabeça. “Isso teria sido desnecessariamente rude.” Desde Alani foi o epítome da graça, Trace aceitou essa explicação. “Alguém sabia que você estava vindo para ver Jackson ontem?” “Jackson sabia.” Jackson a olhou confuso e perguntou: “Eu sabia?” “Liguei para você.” Seu sorriso triste ia e vinha. “Mas acho que você esqueceu isso também. Eu te liguei antes de sair do trabalho.” “Qualquer um ouviu a chamada?” Dare perguntou.

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“Eu estava em meu escritório, então duvido.” E, em seguida, com a cabeça erguida e ombros para trás, ela virou-se para sair da sala. “Vou fazer café.” “Alani...” Jackson fez ameaça de levantar-se, consciente de que a possibilidade de estar em perigo a tinha afetado. “Não.” Ela parou, levantando uma mão imperiosa. Apontou o dedo para a comida que trouxe e deu uma ordem sucinta. “Coma.” Ninguém lhe dava ordens. Jackson considerou. Ela deixou seu rico namorado na poeira. Ela o defendeu livremente do seu irmão. Tinha dormido com ele, e ele não se lembrava. No geral, ele estava muito muito feliz com ela, então lhe deu essa satisfação. “Sim, querida. Tudo o que você diz.”

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Capítulo Três Na cozinha, Alani ligou o rádio. Alto. Queria deixar que falassem tranquilos? Ou preferia não ouvi-los? Dava igual. Jackson sentou-se para frente. “Para que saibam, sim conheci esse idiota.” Dare levantou uma sobrancelha. “Seu namorado?” “Seu ex-namorado. E sim. Ele me conhece, conhece meu rosto e nome.” “Como diabos isso aconteceu?” Jackson sinalizado uma mão. “Eu estava atrás dela, nada de novo nisso.” Trace rosnou. “E você o conheceu?” “Sim. E a menos que ele é mais burro do que penso, sentiu a química entre eu e Alani.” Olhou a Trace com expressão desafiante. “Ele estava lá e você sabe disso.” Trace cruzou os braços sobre o peito, virou-se para Dare. “Jackson ficou muito tempo atrás dela.” Dare olhou entre eles. “Você sabia disso?” “Sim.” Deixando escapar um suspiro, Trace esfregou a parte de trás do seu pescoço. “Eu sabia.” “Não era um segredo,” disse Jackson. “Eu disse a ele. Mas merda agora é diferente.” Inexpressivo, Dare perguntou: “Você acha?” Todo mundo manteve sua voz baixa.

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“O inferno, eu só estava esperando levá-la a decorar o meu lugar para mim para que pudesse chegar mais perto dela.” Jackson ignorou Dare que levantou as sobrancelhas e a irritação de Trace. “Mas isso não deu certo, e percebi que estava de volta à estaca zero, e agora”“ Trace o interrompeu. “Jackson estava mantendo um controle sobre ela, também.” Isso soou ruim, então Jackson explicou. “Com o que ela passou, não queria que o noivo fizesse qualquer coisa para fazê-la desconfortável.” “Como persegui-la?” Dare perguntou. A provocação colocou Jackson na borda. “Como pressioná-la. E você pode apostar que ele fez.” Poderia o noivo ter pressionado mais do que Jackson tinha apenas alguns minutos atrás? Merda. “Por que você assumiu isso?” Dare perguntou. “Olhe para ela!” Desta vez Jackson enfiou a mão para a cozinha, onde, esperava que Alani não estivesse os ouvindo. “Ela é tão quente, que a maioria dos caras não seria capaz de ajudar a si mesmos.” Dare sufocou. “Ela é a versão menor, mais feminina de Trace.” Que pensamento terrível. “Nem de perto,” Jackson negou. “Você a vê como uma irmã mais nova, o mesmo que faz Trace.” Claro, elas tinham a mesma coloração do cabelo e brilhante olhos castanhos claros. Essa combinação podia ser notada em Trace, mas em Alani era abertamente marcante, fascinante. “Eu a vejo de forma diferente.” Trace revirou os olhos. “Mas ainda assim você foi nobre o suficiente para dar-lhe espaço?” “Uh...” Ele pensou assim. Ao ver que Alani preferia manter-se afastada dele, tinha decidido deixá-la em paz em lugar de atormentar a si mesmo. E, entretanto essa manhã despertou com ela nua na sua cama. Trace e Dare esperaram. Enojado consigo mesmo, Jackson respondeu: 49


“Cai fora, dane-se.” “Eu deveria te matar agora e acabar com isso,” resmungou Trace. Jackson passou a mão sobre o rosto. “Sim, talvez.” Dare tossiu na admissão. “Você confia nele, Trace, e você sabe disso.” “Com a minha vida,” retrucou Trace. “Não com a minha irmã.” Balançando a cabeça para os dois, Dare disse: “Diga-me sobre o encontro que teve com o noivo.” “O nome dele é Marc Tobin,” disse Trace. Jackson franziu os lábios. Mesmo o nome do cara irritava. “Fui até a casa de Alani, ela deveria ter um encontro com o idiota, e eu não sai a tempo.” “Provavelmente, de propósito,” Trace acusou. Jackson deu de ombros. Então ele ficou. Então o que? “Ele chegou, e você sabe como Alani é sempre tão educada.” Dare sufocou. “Ela apresentou vocês dois?” Jackson assentiu com a cabeça. “Sim.” “Será que você agiu como um idiota?” Perguntou Trace. “Você quer dizer que eu tentei matá-lo? Não.” Mas ele queria. “Tive a certeza de assustá-lo um pouco. Ele é tão... liso, foi difícil, você sabe?” Surpreendeu Jackson quando Trace concordou. “Liso, e muito rico.” “Você é rico,” Jackson lembrou. Dare estendeu a mão para seu ombro. “Algo para te consolar, não é?” Ele havia planejado levar Alani de novo e de novo. Mas agora... ela precisa de tempo? Muito espaço? Deus, ele esperava que não.

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Ele olhou para a cozinha e a viu empilhando canecas em uma bandeja. Suas entranhas torceram. Sim, ele tinha isso ruim. Nenhuma outra mulher jamais o fez se sentir dessa maneira. Ele não gostou. Tendo ela, seria a única cura. Ou melhor... tê-la novamente para que pudesse preencher com experiência a sua memória. “E agora?” Jackson acrescentou: “Ela não pode ficar sozinha.” “Concordo.” Dare esfregou o queixo. “Você fez uma verificação de antecedentes sobre Tobin?” “Desde o começo.” Trace inclinou-se contra a parede. “Parece um tipo bastante decente. Rico e privilegiado, claro, mas sem antecedentes além de umas quantas multas por excesso de velocidade.” Jackson não gostou dessa avaliação. “Todo investimento que faz vira ouro. Eu não confio nele.” “Ela o deixou,” Dare lembrou a Jackson. E, em seguida: “Mas se ele assume que foi por sua causa, então, isso poderia ser motivo suficiente para cavarmos um pouco mais.” “Faz tanto sentido quanto qualquer coisa.” Além disso, com mais nada, Jackson queria Tobin para ser responsável. Seria uma solução rápida e fácil, e iria remover permanentemente ele da competição. “Você acha que ele mandou uma mulher para o lugar de Jackson, o drogando... por que razão? Para pegá-lo na cama e Alani fosse embora?” Trace deu a Jackson um chute verbal, dizendo: “O inferno, Jackson sempre se atirou em cima de tudo que balança, e ainda assim ela foi até ele.” Jackson se ofendeu. “Errado.” Ele não era mais ativo do que qualquer outro adulto saudável. E desde que conheceu Alani... bem, ele não tinha sido todo saudável, não importa o quão bonita uma mulher olhasse ou como disposta poderia estar. 51


Ele queria Alani. “Você sabe como é isso, Trace.” Dare ignorou a negação de Jackson. “Isso só o torna mais atraente para algumas mulheres.” Talvez. Trace deu a Jackson um sorriso maligno. “Mas não Alani.” Sabendo que Trace poderia estar certo, Jackson pegou o sanduíche e deu uma boa mordida. Ela queria que ele comesse, então ele comeu. Trace começou a caminhar novamente pela sala. “Não importa agora de qualquer maneira. Quem o drogou provavelmente viu Alani em seu lugar.” “Então ela está no meio disso,” Dare concordou, “não importa a forma como olhamos para isso.” Após mais uma mordida, Jackson disse: “Eu não quero assustá-la, especialmente porque as probabilidades são de que ela esteja em perigo.” Ele engoliu em seco, um plano se formou em sua mente. “Se ela me deixar ficar perto, então não há razão para a sua vida ser ainda mais interrompida do que já foi.” “Você pode vigiar de perto,” Dare disse, “enquanto Trace e eu começamos a investigar as coisas do lado de fora.” “E sendo esse o caso, você deveria ter nos chamado de imediato.” O temperamento de Trace disparou novamente. “Cristo, ela foi deixada sozinha em qualquer momento hoje?” Jackson fez uma careta. “Durante toda a manhã.” Sozinha, triste “ e vulnerável. Realmente não foi uma boa desculpa para deslizar, não com a segurança de Alani. “Graças as drogas, eu não estava pensando claramente em primeiro lugar. Tudo o que sabia era que tinha perdido”“ ele olhou para o rosto de Trace e censurou suas palavras, “algumas coisas importantes. Logo que pude, estava pronto e vim aqui. Quando minha cabeça clareou o suficiente para eu perceber todas as implicações, ela voltou.” “E ainda assim você não ligou para nós?” 52


“Sim, sobre isso...” Jackson titubeou um pouco. “Estava indo chamá-los assim que suavizasse as coisas com Alani.” Isso chamou a atenção de Trace de novo. “O que há para suavizar?” Outra espiada na cozinha mostrou Alani em pé na frente da pia, com os braços ao redor de sua cintura quando olhou para fora da janela. Como se ela sentisse o seu olhar, olhou por cima do ombro. Seus olhares se encontraram, e para ele, parecia como uma conexão física. Mesmo à distância, viu sua respiração aprofundar, as bochechas corarem, abrir ligeiramente seus lábios exuberantes, talvez por isso, sentia o mesmo por ela. Os olhos de Jackson estreitaram “ Alani virou-se para buscar a jarra de café agora cheia. A respiração profunda realmente não ajudou. “Tudo bem, olha.” Jackson olhou os dois homens. “Em circunstâncias normais, eu nunca iria discutir isso com ninguém, nem mesmo vocês dois.” Discutir com eles agora não se sentia bem, também, mas com a segurança de Alani potencialmente em risco, eles tinham que saber tudo. Trace estava certo sobre isso. “Eu te disse que acordei com uma dor de cabeça, que passei a primeira hora no banheiro vomitando minhas tripas.” Eles esperaram. “Sim, bem...” Nunca, nem mesmo se vivesse até os cem anos, Jackson iria esquecer aquele momento incrível quando a encontrou enrolada confortavelmente na cama ao lado dele, assim como nunca iria esquecer a devastação no rosto dela antes que saísse. “Você sabe tão bem quanto eu que Alani foi muito protegida. Não sei o que ela estava esperando, mas não foi o que ela teve. Ela... meio que entendeu tudo errado.” Dare franziu o cenho, confuso. “Você explicou-lhe o que aconteceu?” 53


“Nesse momento, não. Inferno, não sabia o que tinha acontecido.” Dando-se um segundo para organizar seus pensamentos, Jackson tomou um grande gole do refrigerante. Ele poderia usar o pontapé da cafeína. “A coisa é, minha cabeça parecia que ia explodir, e Alani estava ali, nua.” Encheu os pulmões de novo, mas o aperto no peito permaneceu. “Essas duas coisas juntas me jogou muito difícil. Não sabia o que tinha acontecido, mas não precisava do meu cérebro intacto para saber que provavelmente tinha dormido com ela. Eu simplesmente não sabia o que fazer sobre isso.” Trace olhou para o teto. “Pare com isso, você vai?” Dare empurrou. “Ela é uma mulher adulta.” Jackson concordou. Alani era jovem, mas madura. A perfeita combinação de ingenuidade e sensualidade madura. Independente e ao mesmo tempo tão incrivelmente doce... O problema era, Trace estava jogando de protetor por muito longo tempo. Sua atenção se concentrou em Jackson. “Eu não sei se quero você a vigiando.” Em um aviso claro, Jackson disse: “Fique fora disso, Trace.” De jeito nenhum iria deixá-lo entrar em seu caminho sobre isso. Trace tomou uma posição e sorriu suavemente. “Ou o quê?” “Ou você vai lidar comigo.” Alani marchou de volta para a sala com uma bandeja de café que colocou sobre a mesa. Ela pareceu firme e muito controlada. Jackson começou a se levantar, mas com uma mão em seu peito, Alani empurrou-o de volta ao seu lugar. Surpresa o impediu de reagir. Mãos nos quadris, ela enfrentou seu irmão. “Eu vou vê-lo se eu quiser.” Jackson conhecia o olhar furioso de Trace e encolheu os ombros. Acho que isso foi resolvido. Desse modo seria muito mais fácil protegê-la, e ele teria muitas mais oportunidades de esclarecer seus sentimentos. Dare sacudiu a cabeça. “Pare de olhar tão satisfeito, Jackson, ou ele só vai matá-lo.” 54


“Não,” disse Alani quando se sentou ao lado de Jackson. “Ele não vai.” Embora o olho esquerdo de Trace se contraiu de novo, não se lançou para o Jackson. Tinha muito domínio sobre si mesmo. Se queria atacar Jackson, faria-o com a velocidade de um raio, sem nenhum aviso. Mas Jackson não se preocupava com isso. Trace podia vociferar, mas queria o melhor para Alani, e nesse momento o melhor para ela era que alguém tão capaz como ele a vigiasse vinte e quatro horas ao dia, até que averiguassem o que tinha acontecido. Disso não podia se encarregar, nem Trace nem Dare. Não só estavam os dois casados, mas sim sua presença constante só conseguiria alarmá-la ainda mais. Não haveria forma de explicarlhe sem dizer quão perigosa podia ser a situação. Assim teria que encarregar-se ele, e isso lhe convinha muito bem. Trace passou uma mão pelo cabelo. “Alani, a sério... Você tem certeza disso?” Ela olhou muito séria a seu irmão e a Dare. “Gostaria que vocês dois bebessem o seu café e, em seguida, fossem embora para que Jackson e eu possamos falar.” Seu anúncio atingiu a cada um de uma maneira diferente. Trace que não pensava em ir embora, bufou. Dare apenas disse: “Nem pensar, querida.” E Jackson colocou o braço em volta dela. “Temos que fazer planos em primeiro lugar.” “Eu tenho um plano.” Coluna reta, ombros rígidos, separou-se dele. “Vou terminar de discutir isso com você, então você vai partir para que eu possa tomar um longo banho e ir para a cama mais cedo.” Jackson abriu a boca, e ela disse, com ênfase. “Sozinha.”

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Maldição. Ela parecia fria e distante. Tinha ouvido eles falarem? Eles mantiveram suas vozes baixas, mas em sua pequena casa, mesmo com o rádio ligado na cozinha, ela poderia ter pego uma ou duas palavras. Bem, ela só teria que lidar com isso. Mas para ter certeza, Jackson perguntou: “O que há de errado?” Não só Alani deu-lhe um olhar incrédulo, assim fez Dare e Trace. Jackson no seu limite, se levantou e pegou a mão dela. “Voltamos em seguida.” Ele começou a puxar Alani para a cozinha. Ela o segurou. “Jackson.” Na borda irregular, ele se inclinou para quase tocar o nariz dela. “Aqui ou em privado, mulher. Faça a sua escolha.” Trace deu um passo adiante e ela decidiu. Ela disse a seu irmão e Dare. “Bebam seu café! Não vai demorar muito.” Então Alani liderou o caminho. Uma vez na cozinha, Jackson se separou da porta e se pegou à parede para ter um pouco de intimidade. Encurralou a Alani apoiando os braços na parede, em ambos os lados de sua cabeça. Ela o olhou fixamente. Parecia muito pequena, muito frágil e muito atrativa. Tinha que saboreá-la. Murmurou: “Senti sua falta,” e beijou primeiro seu lábio inferior e logo o superior. Finalmente, suas bocas se uniram em um beijo suave, mas profundo. Seus seios pressionaram para suas costelas, as mãos achatando no peito antes de deslizar até os ombros. Com um pequeno som de fome, ela fechou os dedos, agarrando-se a ele. Sim, ele gostava disso. Muito Ele sentiu a respiração correndo, seu tremor...

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“Deus, mulher.” Com esforço, ele libertou a boca, mas teve que retornar para dar vários beijos mais suaves, e rápidos. “Não quero te pressionar.” Ela baixou a testa em seu peito com uma pequena risada duvidosa. “Engraçado, porque tudo que você faz é me apressar.” “Sim, eu sei. Sinto muito.” Ele cutucou-lhe o rosto. “O que há de errado? Além de toda essa confusão de hoje de manhã, eu quero dizer. Você foi para a cozinha de um jeito e voltou de outro. O que você pensou aqui?” “Tudo.” Isso não soou promissor. “Comece com uma coisa, e nós vamos chegar as outras.” “Ok.” Ela passou a mão sobre o peito, sem querer incitar a luxúria; quando Alani o tocou, ele sentiu isso em todos os lugares. “Quer que as coisas sigam como se ontem não tivesse acontecido.” Nenhuma mulher o tinha deixado tão confuso. E com tesão. “Ontem aconteceu.” “Mas você não se lembra.” Seus olhos cheios de súplica com uma ponta de incerteza, ela olhou para ele. “Eu quero ser honesta com você.” “Honestidade é bom.” Porque sabia que honestamente ela queria isso dele também. “É perturbador que não consigo pensar em outra coisa, mas você não consegue nem se lembrar disso.” Ela olhou em volta, e sua voz caiu para um sussurro rouco. “Eu ainda sinto você, Jackson.” Um bombardeio de emoções tomou seu fôlego. “Sim?” “Estou dolorida em lugares que nunca tinha notado antes.” Ah, inferno. Ao ouvir isso o agitou de novo. Ele acariciou seu ouvido. “Como onde?” “Você sabe onde.” Seus músculos apertaram. Em um próximo rosnado, ele insistiu: “Diga-me de qualquer maneira.” 57


Ela hesitou, depois assentiu. “Minhas coxas estão trêmulas.” “Eu fui áspero com você?” “Não. Você... você foi exuberante.” Calor subiu dentro dele. “Onde mais?” Voz baixa, cheia de timidez, ela admitiu: “Meus seios ainda se sentem cheios, e meus...” Inclinou-se para ver seu rosto. “Mamilos?” Apenas de falar com ela era mais excitante do que sexo com outras mulheres. Ele queria muito cobrir os seios com as mãos, para tocá-la, trazê-los para a boca e testar o quão suave que poderia ser. Com suas respirações aceleradas, a carne nos seios dela brilhavam. Lentamente, com a intenção quente, ele afastou a mão aberta sobre a frente do vestido, segurou seu seio direito e gentilmente circulou o mamilo tenso com o polegar. Ela engasgou; suas mãos agarraram a ele. Seu olhar procurou o dela. “Eles estão sensíveis?” Longos cílios vibraram enquanto ela fechava os olhos e respirava estremecendo com os lábios entreabertos. “Muito.” Seria tão fácil tomá-la. Inferno, mesmo com seu irmão e Dare no outro quarto, ela se derreteu por ele. Ele podia colocar a mão para cima da saia de seu vestido, dentro de sua calcinha. Podia acariciar seu sexo quente e molhado e ela gozaria em questão de minutos. Lutou por refrear-se. Alani confiava nele. E já tinha sofrido o bastante. Entretanto, não conseguiu conter-se: tomou seu mamilo e deu um pequeno puxão. Alani estremeceu e mordeu o lábio. “Jackson...” “Eu sei.” Ele passou os braços em volta dela, puxando-a mais perto, de modo que a cabeça ficou em seu ombro e pressionou os seios contra o peito. Ele estava tão excitado que seu pau ameaçou rasgar o zíper da calça jeans. “Melhor?” 58


O som que ela fez o afetou como uma lambida quente. “Eu nunca fui assim. A noite passada foi uma revelação para mim.” Suas mãos seguravam em sua camisa. “E você não sabe mesmo o que aconteceu.” “Sei que vou ter você de novo. Sei que vou estar dentro de você, sentindo-lhe toda agradável e molhada, escorregadia e quente, e vai se segurar em mim enquanto você go”“ Para silenciá-lo, ela tocou em sua boca, em seguida, levou alguns segundos para se recompor. “Para você, o que fizemos, o que aconteceu entre nós, pode até não ser real.” Oh, era real tudo bem. Ele tomou-lhe o pulso, beijou a palma da mão e levou a mão de volta para seu peito. “Você não pode negar o que temos entre nós.” “Não, eu não vou. Mas nós dois sabemos que às vezes o sexo não significa nada.” Ela empurrou para trás para olhar para ele. “Os homens dizem coisas no momento, apenas porque querem dormir com uma mulher.” Ficou esperando por sua resposta a essa afirmação era uma armadilha mortal. O que diabos ele tinha dito a ela na noite passada? Ele mastigou o lado de sua boca, mas deu um encolher de ombros. “Às vezes, sim, talvez.” Ela olhou para suas mãos. “Quando eles acham que o sexo é de extrema importância.” “Isso cobre cada minuto que estou perto de você, porque quando vejo você, quero estar dentro de você.” “Jackson...” “Estou obcecado,” admitiu com sinceridade. Se ele só queria sexo, ele poderia tê-lo. Não faltava atenção feminina desde sua adolescência. Inferno, se queria uma orgia, poderia tê-lo. Mas ele queria Alani. “Você não vê?” Não dando a ele a chance de estragar com mais drama, ela continuou. “Talvez se você soubesse as coisas que disse, se... lembrasse tudo o que tinha feito, nem sequer se preocuparia com...” 59


“Ter você de novo?” Colocou os dedos entre seu cabelo fino como o de um Baby e lhe fez levantar o rosto para olhá-la aos olhos. “Nem em sonhos, querida. Ter você uma dúzia de vezes não iria saciaria meu apetite. Não você. “ Os cantos de sua boca tremeram em um show incerto de diversões. “Bem, você soa confiante o suficiente sobre isso, mas eu não estou.” Ela lambeu o sorriso longe de seus lábios. “Então... acho que devemos começar de novo.” O gemido estava lá, lutando para sair, mas Jackson engoliu-o de volta e tentou não olhar predatório. “Começar de novo... por onde?” Se ela queira dizer todo o caminho de volta à estaca zero, ele ficaria sozinho com ela o mais rápido possível e iria mostrar-lhe que uma vez não foi suficiente, não para qualquer um deles, e para o inferno que o seu irmão e Dare pensariam sobre isso. Ela brincou com a frente de sua camisa, alisando e acariciando de novo. Seus músculos se contraíram. Assim fez seu pênis. Seu coração seguiu o exemplo, quando ela olhou para ele com seus grandes olhos dourados. “Eu sinto muito, Jackson, mas eu não posso pular de volta para a cama com você.” Que fez isso. Ele gemeu. “Eu não posso.” Em uma corrida, ela explicou: “Não, quando você não se lembra como chegamos lá.” Mas ele queria saber. Queria a lembrança de como ela parecia, os sons que fazia em cada pequena rendição, queria vê-la ficar mais quente e mais quente até que ela se perdesse, até que gritasse num clímax. Então... “Nós temos que ir lá de novo? Isso é o que você está dizendo?” “Sim.”

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Hum. Bem, isso pode ser divertido. Ele adorava um desafio, e sabendo que já tinha a vencido, se tornaria mais fácil. Enquanto ela dava-lhe uma oportunidade, enquanto Tobin permanecia fora do quadro, não se importava de a paquerar de novo. Mas, para assegurar-se, fez-lhe levantar o rosto para ele e perguntou: “Preciso te recompensar por um dia? Não pelo últimos meses, certo?” Balançando a cabeça, ela olhou para sua garganta, seu queixo, e sua outra mão levantou para tocá-lo, também. “Eu acordei esta manhã já querendo você, e não parei de querer desde então.” Jackson teve uma ereção imediata e lhe custou seguir falando. Trocou de postura, tentando aliviar a pressão de suas calças, mas nada servia, exceto tocá-la. Inclinou-se para ela para que notasse sua ereção. Beijou sua garganta e grunhiu em voz baixa: “Eu posso trabalhar com isso.” “Não é pedir muito?” “Não...” Para permanecer no curso, ele teria que se concentrar e se aliviar, uma vez que não tinha intenção de deixá-la de lado. “Esteja avisada, mulher, vou gostar de te seduzir novamente.” Do outro quarto, Trace disse: “Jackson, eu vou te matar.” Alani corou. “Oh meu Deus.” Disse em um sussurro em pânico. “Será que ele estava ouvindo a gente?” Até o momento, Jackson se sentia feliz, então não podia deixar de sorrir, especialmente com Alani ficando corada. “Ele não pode ouvir qualquer coisa.” Ele alisou o cabelo, tocou seu rosto quente. “Ele está apenas adivinhando o que está acontecendo.” Ela gemeu. “Isso é pior.”

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Talvez. Desde que Trace conhecia Jackson, ele provavelmente tinha uma boa ideia das coisas. Um pouco mais alto, de modo que tinha certeza de Trace ouvir, ele disse: “Não é da sua maldita conta.” Ela surpreendeu Jackson, sufocando uma risada. “Certamente você não acha que vai impedi-lo?” “Provavelmente não.” Ele sabia o que estava por vir. Entretanto, o que ela não parecia saber era que seu irmão jamais se conformaria vendo sua irmã com um homem que não fora seu igual. E apesar de todo o barulho, Trace não era cego; sabia que Alani era uma mulher adulta, capaz de tomar suas próprias decisões. Agora ela estava mais segura com Jackson do que sem ele. “Agora que nós temos esclarecido isso, o que mais?” Ela mordeu o lábio, e balançou a cabeça. “Você disse que havia outras coisas incomodando.” “Eu sei.” Ela colocou os braços em volta dele em um breve abraço. “Mas nós estamos aqui por muito tempo já. Vamos falar sobre o resto mais tarde, quando não tivermos um público interessado esperando por nós.” Como se na sugestão, Trace disse: “Vou contar até dez.” Aproveitando o contato de seus batimentos cardíacos, Jackson disse: “Ignore-o.” “Você não está preocupado com a sua reação a tudo isso?” Ele bufou. “Não. Por que eu estaria?” Depois de dar-lhe um aperto, ela se afastou com um sorriso. “Deus, Jackson. O que vou fazer com você?” “Essa é a parte divertida, querida. Contanto que você não esteja me empurrando para longe, você pode fazer o que quiser.” 62


Capítulo Quatro Caminhar de volta para enfrentar seu irmão e Dare foi quase doloroso. Eles não estavam exatamente condenando-a, mas Dare a observava com um escrutínio silencioso que estava agora com a curiosidade aguçada, também. Teria Dare a visto como algo sexual? Provavelmente não. Ela ainda não tinha visto a si mesma dessa forma, especialmente desde o sequestro de Tijuana. Isso, mais do que qualquer outra razão, tinha contabilizado seus problemas com Marc. Ele queria o que ela não poderia dar... ou melhor, o que não poderia dar até Jackson, até ontem à noite, até que descobriu a sua própria natureza carnal. O seu irmão... bem, em qualquer outra circunstância, iria achar o comportamento de Trace divertido. Não era sempre que ela o chegou a vê-lo desconcertado. Mesmo antes dos seus pais morrerem, ele tinha sido um macho alfa em todos os sentidos, cuidando de tudo e de todos, sempre suave, sempre uma pedra. Mas agora, com a percepção de que seu pesadelo poderia começar tudo de novo, o humor manteve-se bem fora do alcance de Alani. Quanto Jackson sentou-se, a trouxe com ele, garantindo que ela ficasse perto de seu lado. Seu domínio era reconfortante, mas também intrinsecamente possessivo. Será que isso significava alguma coisa? Dando-lhe uma cutucada sutil com o cotovelo, queixou-se do aperto: “Prefiro um pouco mais de discrição, por favor.” Ele beijou sua orelha. “Desculpe!” Ele afrouxou o abraço, mas não a deixou ir completamente. 63


E ela estava feliz. Dare e Trace assistiam a todos os seus movimentos. Nunca tinha imaginado que sua vida privada estaria tão pública. Jackson não parecia se importar, mas ela não podia suportar. “Isso é ridículo.” Ela queria que eles a deixassem para que pudesse estar com Jackson de volta para a cama e dormir. Ele precisava se recuperar depois de sua provação, e ela queria ser a única a cuidar dele. Normalmente ele era tão capaz, tão forte. Esta poderia ser sua única chance, sua única desculpa para mantê-lo perto. Mas estando ali com os três, não conseguia dominar suas emoções. Por um lado desejava ardentemente Jackson, e por outro sentia um medo atroz ao perigo. Ela tentou um olhar direto que saiu fraco na melhor das hipóteses. “Se vocês dois tiverem terminado o seu café...?” Dare meio sorriu na dica óbvia e ergueu o copo para mais um gole. Trace não se incomodou com café. Ele cruzou os braços sobre o peito. “Você está expulsando a todos nós, ou apenas Dare e eu?” Tinha que admitir que queria tirar proveito da situação de Jackson, o que poderia fazer além de protestar? “Você está ultrapassando os limites, Trace.” “Não é a primeira vez.” Ela olhou para seu irmão, e ele cedeu o suficiente para dizer: “Até que resolvamos isso, não acho que é uma boa ideia você ficar sozinha.” Jackson passou os dedos por sua coluna. “Tranquilize seu irmão, querida. Diga-lhe que posso ficar aqui para a noite.” Para a noite? Oh, pelo amor de Deus. Claro, se deu conta de que ela poderia ter tropeçado em algumas coisas, mas eles estavam passando do limite. Ao invés de admitir que queria que Jackson ficasse, ela disse: “Prometo que vou ser mais cuidadosa.” “Não é bom o suficiente.” Dare colocou de lado o café. “Você não tem as competências adequadas para reconhecer um possível problema.” 64


Seu sorriso murchou. “Acredite em mim, ser sequestrada deixou isso bem claro para mim.” Pelo seu tom humilde, cada um deles congelou com a incerteza. Era quase divertido, dado o quão grandes, habilidosos e perigosos poderiam ser. Alani, que sabia como pensavam, acrescentou: “Não faz sentido alguém querer me machucar. Jackson foi o drogado.” Ela levantou uma mão. “Mas sim, percebo isso, se essa mulher tivesse alguma coisa a ver com ele ser drogado, então ela viu meu rosto e ouviu Jackson me chamando pelo nome.” “É um tiro no escuro,” Jackson disse a ela. “Mas por que arriscar?” Trace se moveu para ficar em cima dela. “Também é possível que alguém sabia que você estaria em seu lugar, e é por isso que Jackson foi drogada em primeiro lugar.” Meu Deus. Ela ainda não tinha pensado nisso. Se ele tivesse sido drogado para que alguém pudesse chegar até ela? Teria inadvertidamente colocado Jackson em perigo? Pensando em voz alta, ela disse: “Liguei para ele do meu celular”“ Trace perguntou: “Não foi do seu telefone do escritório?” “Não.” Dare levantou. “Onde ele está?” “Na minha bolsa.” Ela assentiu com a cabeça em direção à cozinha. “Lá.” Dare deixou a sala para buscá-la. Jackson tinha estado muito tranquilo. Ela olhou para ele, e ficou preso em seu olhar atento. Excessivamente gentil, ele estendeu a mão para colocar seu cabelo atrás da orelha. “Eu não quero que você se preocupe, Alani. Ninguém vai te machucar.” Porque as pessoas já a tinha machucado, um punho invisível apertou seus pulmões. Precisou de muito pouco para alarmá-la.

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Nada realmente de novo nisso. Desde que escapou de Tijuana, ela realmente não tinha parado de ter medo. Às vezes, escondeu-o bem, e às vezes... às vezes acordava no meio da noite, um grito queimando a garganta, o rosto molhado de lágrimas. Engolindo a vergonha da covardia, ela balançou a cabeça. “Eu sei.” Logo acrescentou com firmeza. “E agora?” Trace e Jackson trocaram um olhar. Jackson pegou a mão dela. “Por razões de cerca de uma dúzia ou mais, estou esperando que você deixe-me ficar por aqui. Se Trace não tivesse as pernas acorrentadas”“ “Pernas acorrentadas?” Alani soltou uma risada que soou forçada. “Priss iria levá-lo ao chão por isso.” Jackson mostrou os dentes em um sorriso perverso. “Sim, ela provavelmente tentaria.” Ele rapidamente levantou a mão em direção a seu irmão. “Não me bata, Trace. Não estou cem por cento bom, por isso não seria justo. Além disso, você sabe, Priss está vendo ainda se gosta de mim ou não.” Trace serrou os dentes. “Cale a boca.” Na maioria das situações, seu irmão era a personificação da calma glacial. Quando era sobre a sua esposa, Priscilla... nem tanto. Mas, tendo em conta que Jackson, ao a resgatar de intrusos, tinha levado Priss nua no chuveiro, Alani entendia perfeitamente o aborrecimento de seu irmão. Depois de um silêncio tenso, seu irmão refreou sua ira se dirigindo a ela. “Você tem compromissos que precisa cancelar?” Evitando uma resposta direta, ela disse: “Costumo trabalhar todos os dias.” Ela não podia deixar de resistir a ideia de ter sua vida virada de cabeça para baixo novamente. Jackson a virou para si. “Você ainda pode manter seus compromissos, mas que tal se eu for junto? Assim como uma precaução extra.” 66


“Mas...” Ok, ela precisava ser vigiada. Mas será que isso nunca iria acabar? Dare caminhou de volta, ainda segurando o telefone de Alani. “Você precisa anotar qualquer um dos seus números gravados antes de desligá-lo?” “Por que vocꔓ “Os celulares podem ser rastreados. Por enquanto, Jackson pode conseguir um pré-pago. Use-o se você tem que fazer uma chamada. Caso contrário, basta usar seu telefone fixo.” “Por enquanto,” reiterou Trace. “Só até que descartemos algumas coisas.” Alani murchou. Certamente eles estavam exagerando. Mas a última coisa que queria era que qualquer um deles soubessem como covarde se sentia sobre tudo. “Sei todos os números que chamo muitas vezes, e os números dos clientes estão em meus arquivos.” Trace andou até ficar na frente dela, em seguida, estendeu a mão. “Minha vez.” Jackson pegou em seu braço para detê-la. “Sua vez de quê?” Bom Deus, Jackson parecia disposto a enfrentar a Trace. Talvez não lhe preocupasse o mau gênio de seu irmão, e Alani confiava que pudesse se defender sozinho, mas seria horrível que brigassem. Separou-se dele e se deteve junto a seu irmão. “Volto já,” ela começou a dizer, mas Trace já estava puxando-a para longe. Conduziu-a até a porta de atrás e a fez sair ao pátio. Através da janela da cozinha, Alani viu que Jackson estirava o pescoço para olhá-los com expressão sombria. Acreditava acaso que Trace iria levá-la às escondidas? De sua própria casa? Era tão protetor como seu irmão, estava claro, e como não sabia se gostava disso ou não, Alani suspirou. “Eu acho que vou vomitar,” disse Trace. Alani esmurrou o braço de Trace e no ombro e provavelmente machucou a mão dela muito mais do que o machucou. “Você gosta de Jackson, assim pare com isso.”

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“Eu gosto de seu trabalho. Não gosto desta situação, e eu com certeza não gosto de vê-lo tão apaixonado.” Seus joelhos bloquearam. “Apaixonado?” Trace olhou para ela, em seguida, virou antes de enfrentar ela novamente. “Você está apaixonada por ele, não é?” Ela umedeceu os lábios secos. “Eu nunca disse”“ “Você não precisa. Eu conheço você, Alani. Posso ver isso.” Sua expressão suavizou. “Dare provavelmente vê isso, também.” Esse pensamento a horrorizou. “Você acha que”“ “Jackson sabe disso?” Ele balançou a cabeça. “Não, a menos que você diga a ele. As mulheres sempre estragam a intuição de um cara. Você tem ele girando em sua bunda agora. Se ele não tivesse sido drogado, talvez eu realmente achasse engraçado.” “Não sei do que você está falando.” Jackson parecia mais em controle do que nunca. “Confie em mim, descobrir o que as mulheres pensam é um desafio maior que enfrentar um assassino lunático.” Ótimo. Com falsa doçura, Alani perguntou: “Suponho que irmãs estão excluídos dessa analogia?” “Não, é a mesma coisa.” Ele colocou a mão sobre seu ombro e só hesitou um segundo antes de ficar sério. “Não vai ser fácil, você sabe.” Ela deu um longo suspiro. “Eu sei.” “Jackson é...” “Gosta muito de você?” Na sua surpresa, Alani balançou a cabeça. “E Dare, também. Mas quero dizer que da maneira mais agradável possível.” Ele deu um sorriso fugaz antes de despentear seu cabelo. “Pirralha.” Ele rapidamente ficou sério. “Nossa linha de trabalho complica relacionamentos de uma grande forma.” 68


“Sei disso.” “Ele pode ir embora por longos períodos de tempo quando está em um caso.” Assim Jackson tinha razão: Trace estava mais disposto do que ela acreditava em aceitar sua relação. “Eu sei.” “Você sabe que vai se preocupar.” Ela assentiu. “Mas você é meu irmão, Trace, então eu já estou acostumada com isso.” Houve momentos em que Trace desaparecia por semanas, mas durante esses tempos, ele deixou Dare disponível para ela para emergências. E sempre, Alani sabia que ele desistiria de uma missão se ela precisasse dele. “Vai ser diferente, querida. Acredite em mim.” “Provavelmente.” Ela sempre quis saber como Priss e Molly lidavam com isso. Era duro o suficiente para se preocupar com um irmão, mas a intimidade adicional de um relacionamento romântica poderia aguçar tudo. Isso é... “Ainda nem sei se isso vai ser um problema.” Porque ela não sabia como Jackson realmente se sentia por ela. “Tudo está muito no ar agora.” As confissões que ele tinha feito na noite passada já não contava. “Você vai dar a ele a chance de esclarecer os problemas?” “Se você quer dizer que vou deixá-lo ficar por aqui, sim.” Ela queria fazer isso de qualquer maneira, e isso era tão bom como uma desculpa qualquer. Trace observou seu semblante com preocupação. “Você sabe o que está fazendo?” “Na verdade, não.” Ela lançou-lhe um sorriso. “Você achava que Priss sabia?” À menção de sua esposa, fez Trace fazer uma careta e esfregou a orelha. “Provavelmente.” Ele baixou a mão e riu. “Pelo menos, mais do que eu, porque ela parecia estar sempre a um passo à minha frente.” 69


Alani certamente conhecia a versão censurada de sua história, mas sabia que tinham trabalhado como agentes infiltrados, os dois ao mesmo tempo, em busca da mesma pessoa, e que cada um deles tinha seus próprios fins, que nem sempre concordavam. Ao longo do caminho, Priss havia tirado o controle do seu irmão, aquele que era um controlador nato. Tirando o controle de seu irmão? Sim, isso apropriadamente a descreveu. “E quanto a Molly?” Seu humor desapareceu. “Não. Depois de tudo que ela passou, Molly estava gravemente traumatizada. Ela era sempre prática, mas nesse momento não sabia como retornar à sua vida.” Alani se lembrava muito bem: Molly e a ela tinham sido sequestradas pelas mesmas pessoas. Tinham compartilhado o mesmo recinto pequeno e lotado com outras mulheres. Ar abafado, correntes, sujeira, medo e desolação... Ela tinha estado tão aterrorizada que apenas se atrevia a respirar. Molly, em troca, sempre tinha se mostrado corajosa, discutia com seus carcereiros e os desafiava a cada passo. Alani estremecia ainda ao pensá-lo. “Ela era muito corajosa.” Trace a puxou para um abraço apertado. “Molly tratou isso de forma diferente de você, isso é tudo. E Dare sempre soube o que estava fazendo, então ele a ajudou a trabalhar com isso.” Alani não queria pensar no horrível sequestro nem no novo perigo que lhe apresentava, de modo que se concentrou em Jackson. “Eu não sei onde as coisas vão a partir daqui, mas não sou burra.” Não mais. Ontem à noite... foi insanidade temporária? Essa desculpa trabalhou para ela. “Não quero que você se preocupe comigo. Jackson nunca iria me machucar fisicamente, e sou a única responsável pelas minhas emoções.” Trace beijou o topo de sua cabeça. “Certo. Mas, se em algum momento você quiser que eu bata nele, me avise.” 70


Ele disse isso, com prazer, ajudando a aliviar o seu humor. “Ele não é um fracote, você sabe. Ele pode surpreendê-lo.” “Não. Eu já sei que Jackson pode lidar com isso. Se não, ele não estaria trabalhando com Dare e eu, de nenhuma maneira no inferno que eu iria contar com ele para mantê-la segura.” Ela pulou a questão da sua segurança e disse: “Então você admite que ele é muito parecido com você?” Atirando um braço em volta dos ombros, Trace disse: “Por que você acha que estou tão preocupado?” Sem dar-lhe uma chance de responder, ele a levou de volta para a sala. Alani esperava que as discussões terminassem agora para que ela pudesse cuidar de Jackson.

ENQUANTO Alani e Trace estavam fora, Dare se dedicou a observar fixamente a Jackson até que seu amigo deixou de olhar a Alani e grunhiu: “O que?” Dare acenou para sua virilha. “Realmente, você deveria conseguir estar sob controle.” Jackson olhou para baixo, viu que ainda tinha uma ereção óbvia, e amaldiçoou. “É uma situação única.” Alani era uma mulher única. Ele deixou cair uma almofada sobre seu colo. “Não é possível arrastar Trace fora daqui?” “Duvidoso, mas não estou indo tentar. Pelo menos, não até que tenhamos as coisas acertadas.” Através de seus dentes, Jackson disse: “Vocês estão fazendo-a mais nervosa do que precisa estar. Eu posso lidar com isso.” Dare lhe deu um olhar longo e sóbrio. “Por que duvido que você está pensando com claridade?” 71


“Meu cérebro não está no meu pau, porra.” Claro, a luxúria o deixou tenso. Mas a segurança de Alani sempre seria sua prioridade número um. “Não deixaria que nada acontecesse com ela.” Imperturbável, Dare encolheu os ombros. “Trace é seu irmão. Eu sou como um irmão adotivo. Até que saibamos o que está acontecendo, ninguém se mexe.” Então, quando Trace e Alani voltaram, Dare se levantou também. “Tudo pronto?” Alani disse: “Sim,” e começou a se sentar junto de Jackson novamente. Estava quase chegando quando Dare pegou o seu cotovelo. “Ótimo. Agora é a minha vez.” Frustração empurrou Jackson sobre a borda. Ele levantou. “Mas que imbecilidade é esta?” Ele não queria que Dare e Trace enchessem a cabeça dela com motivos para correr dele. “Vamos parar com isso.” Na sua voz elevada, os músculos de Trace amontoaram. “Cuidado com a boca na frente da minha irmã.” “Ela não é uma boneca de porcelana maldita.” Alani começou a falar, mas Trace não lhe deu uma chance. “Você vai tratá-la com respeito.” Jackson ficou tenso. Ele não ia se explicar para o irmão. O que havia entre eles era privado, maldição. Mas não pensava seguir suportando a hostilidade de Trace. “Você acha que não a trato?” Dare arrastou ao longo de Alani. “Vamos deixá-los, querida, tudo bem?” Alani teve pouca escolha no assunto, mais uma vez foi embora. “Isso é loucura.” Jackson caiu de volta no sofá e olhou para Trace. “Vocês dois vão confundi-la com tudo isso.” “Você vai sobreviver.”

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Jackson não tinha certeza sobre isso. Se eles falassem para Alani se manter distante dele, ele iria detonar. Tentando esconder sua tensão, Jackson disse com mais calma: “O que diabos você disse a ela, afinal? E por que não pode dizê-lo aqui, no conforto da sua sala de estar?” Pensativo, silencioso, Trace encostou-se à parede. Jackson seguiu ruminando até que não pode segurar mais. “Que diabos Dare tem a ver com alguma coisa? Ele não é nem mesmo seu irmão, maldição.” Estreitando os olhos, Trace ficou em silêncio. Com nada mais a fazer, e Trace o fuzilando, Jackson serviu-se de outra xícara de café. Ele tinha acabado de tomar um gole quando Trace disse: “Suponho que você não contou tudo a ela.” O que diabos poderia dizer a ela quando não se lembrava mesmo de sua noite de amor? “Sobre o que?” Afastando-se da parede, Trace estava ao lado da cadeira que Dare tinha desocupado. “Há coisas sobre você, Jackson, responsabilidades que de Alani desconhece. Ou você já disse a ela sobre o Arizona?” “Ah, isso!” Merda. “Não, ainda não.” “Sabia.” Como sempre quando falava de Arizona, o calor se arrastou até o pescoço. Em voz baixa, Jackson disse: “Realmente não tenho tido muita chance para falar, não com vocês por aí, fazendo-a pensar que o mundo está chegando ao fim.” E, além disso, que mulher iria entender sobre Arizona? Ele com certeza não queria atirar no próprio pé tão cedo. “Se esse é o seu jeito de dizer que estou exagerando, Alani já sabe quão protetor eu sou. Ela ficaria preocupada que algo mais estaria errado, se eu agisse de outra maneira.” Talvez ele tivesse razão. “Se você disser que sim.” “Diga a ela sobre o Arizona, ou eu vou.” 73


Esse desafio não poderia ficar sem resposta. Jackson colocou o copo para baixo com um barulho. “É o meu negócio, Trace.” E, além disso, Trace poderia pensar que ele sabia tudo sobre ele, mas não o fazia. Nem um pouco. “Quando você começou a dormir com a minha irmã, isso se tornou o meu negócio.” Jackson rangeu seus dentes, mas nunca tinha tomado bem a ultimatos. “Arizona não tem nada a ver com ela.” “Se você se preocupa com ela, então Arizona tem muito a ver com ela.” Trace cruzou os braços sobre o peito e ampliou sua postura. “E se você não se importa, estou dizendo a você agora, deixe-a em paz.”

OUVINDO vozes levantadas na sala Alani ficou inquieta. Ela tentou correr de volta, mas Dare não a deixou. Ele pegou uma de suas mãos entre as suas. “Relaxe, querida. Eles estão bem.” Não soou muito bem para ela. Ela mordeu o lábio inferior. “Acho que eles estão discutindo.” Dare encolheu os ombros. “Então? Ambos são bastante razoáveis. Eles não começarão uma luta.” Se ao menos ela tivesse a sua confiança. Sabia que quando veio para ela, Trace poderia ser mais do que razoável. “Tudo bem, mas vamos fazer isso rápido.” Ela tentou dar a Dare a sua atenção, quando na verdade, se esforçou para ouvir o que seu irmão e Jackson estavam dizendo. “Você sabe que penso em você como uma irmã mais nova.” “Sim.” E ela pensava nele como um irmão. Dare e Trace se conheciam há muito tempo. Após a morte de seus pais, Dare tinha estado lá, ajudando-os a lidar. Ele tinha estado lá por todas as etapas mais importantes em suas vidas. Ela se encolheu em uma maldição particularmente alta de Jackson. 74


Insistente em obter a atenção dela, Dare trouxe seu rosto em torno do dele. “Eu sinto muito fazer isso, mas Jackson está meio louco, e Trace não reponde a seus ato, por isso parece que cabe a mim.” Dada a gravidade do seu tom de voz, Alani quase gemeu. “Realmente quero ouvir isso?” “Eu trouxe você aqui fora, porque não queria envergonhá-la.” “Tarde demais para isso, não é?” Dormir com um homem drogado inconsciente de suas próprias ações, tinha sido transmitido para as pessoas mais próximas a ela. “Todas as coisas importante foram faladas, não sei como poderia estar mais envergonhada.” Dare perguntou: “Será que vocês usaram proteção?” Alani ficou tão surpreendida que deu um passo atrás. Obviamente, ainda podia sentir muita mais vergonha. Proteção. Ela queria gemer. “Eu...” Eles tiveram? Na primeira vez, sim. Seu rosto aqueceu enquanto se lembrava de assistir Jackson atentamente rolar um preservativo. Mas depois disso? Descartando a cabeça para frente, Dare murmurou para si mesmo. “Não me diga. Não é do meu maldito negócio. Mas com Jackson drogado, ele pode não ter estado pensando direito.” Seu olhar a sondou. “Para isso servem certas drogas, você sabe. Completa falta de inibição.” “Eu vejo.” Colocando a mão sobre a boca, Alani vasculhou seu cérebro. Mesmo depois da primeira vez, Jackson tinha permanecido insaciável, e eles estavam frenéticos... Ela não conseguia se lembrar especificamente do uso de preservativos. “Eu não suponho que você está tomando a pílula?” Ela balançou a cabeça. “Não havia necessidade.” E então ela bateu com a mão sobre a boca, mas era tarde demais. Dare já tinha absorvido qualquer confissão. “Ok, então.” Dare esfregou seu ombro. “Sem pedir detalhes, estou supondo “sob as circunstâncias “ que você pode ter sido um pouco inexperiente demais para prestar atenção. Certo.” 75


“Que circunstâncias?” Ele esfregou o ombro um pouco mais. “Se deixar levar e tudo isso.” Suas bochechas queimaram. Como ele poderia discutir tão facilmente as coisas de modo particular? Muito mais disto e ela estaria permanentemente queimando. “As coisas aconteceram mais ou menos... rápido.” A boca de Dare curvou. “Não é algo que Jackson iria querer que você compartilhasse, querida.” “Eu não quero dizer...!” Mais calor inundou seu rosto, quase fazendo explodir. “Ou seja, a decisão de... e mais uma vez... eu meio que esqueci...” “Entendo.” Dare lutou contra um sorriso. “Mas no caso, é algo que vocês dois devem discutir, você não acha?” Ela cobriu o rosto com as duas mãos. “Isso só continua indo de mal a pior.” “Não se preocupe, certo? As probabilidades são que Jackson cuidasse disso, e ele não o fez, pode não ser um problema.” Ela esperava que não, porque depois da primeira vez, simplesmente aceitou tudo e qualquer coisa que ele queria fazer, sem perguntas. “Mas, para referência futura...” Dare disse. “Suponho que você não tem quaisquer preservativos aqui?” Por que ela teria? Claro, recentemente fez vinte e quatro anos, e a maioria das mulheres dessa idade eram sexualmente ativas. Mas depois de seu sequestro... Não. Ela não tinha nenhum interesse real. Até Jackson. “Não. Não, eu não tenho.” Mesmo se ela queria pular de volta na cama com Jackson, isso não parecia plausível. O que ela poderia fazer? Sugerir fazer uma corrida a drogaria em primeiro

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lugar? Ela já sabia que ele não ia ceder do seu lado, e definitivamente não estava fazendo compras com ele. Colocando os ombros para trás, ela enfrentou Dare. “É isso, então?” Ela não tinha certeza se podia lidar com mais nada. Ele estudou seu rosto. “Jackson sabe sobre você ter sido sequestrada.” Era uma afirmação, não uma pergunta. “Sim.” Ela o conheceu quando ambos Trace e Dare estavam ocupados, e eles colocaram Jackson para a tarefa de a vigiar, uma precaução desnecessária que nenhum deles parecia disposto a deixar ir tão cedo. Mas então, eles vigiavam todos com quem se preocupavam. “Será que ele sabe dos detalhes? Porque ocorre-me que poderia ser o caminho certo para que você possa começar a confiar.” Apenas o pensamento de detalhar sua prisão... não. Ela não podia. Isso a deixou enjoada do estômago e sua respiração superficial, seu coração tropeçou e sua pele ficou fria. Mais do que tudo, ela rezou para esquecer isso. Envolvendo seus braços ao redor de si mesma, Alani procurou abafar a reação dela. Ela tamborilou um sorriso patético. “É uma notícia velha, Dare. Não há razão para refazê-la.” “Sabe, querida, Molly me contou tudo.” Ele inclinou-se para encontrar seus olhos que o evitavam. “É importante falar sobre isso. Sei que você está indo bem agora, e sei que você já seguiu em frente. Trace e eu estamos orgulhosos de você.” Absurdo. Ela não tinha dado a nenhum dos dois motivos para se orgulhar. “Mas essas coisas ficam aqui.” Com um dedo, ele tocou o centro do peito acima dos seios. “E aqui.” Ele passou esse mesmo dedo à têmpora. “Até que você compartilhe.” “Eu tenho compartilhado,” ela tentou dizer com uma cara séria. “Com você e Trace.”

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Muito astuto para seu próprio bem, Dare sacudiu a cabeça. “Eu tirei você de lá. Entendo por que falar comigo seria demais. E com o modo que Trace reagiu, sei que você nunca quis sobrecarregá-lo mais.” E teria sido um fardo. De certa forma, embora ele escondeu bem, seu rapto tinha sido mais difícil para Trace do que para ela. “Ele estava tão angustiado que você teve que ir me buscar.” “Ele teria tido um inferno de um tempo me mantendo longe.” Dare segurou a parte de trás do pescoço dela, balançando a cabeça de um modo familiar, amigável. “Mas sei o que você quer dizer. Ele queria ser o único a lidar com as coisas, e se os bastardos que te pegaram já não o conhecessem, ele teria ido.” Mas desde que eles haviam conhecido Trace, as chances de alcançá-la tinham sido diminuídas. Enviar Dare tinha elevado suas chances de ser resgatada, mas tinha sido oh “ muito mais perigoso “ para Dare. Alani ingeriu. “Se eu estivesse prestando mais atenção naquele dia na praia”“ “Então você poderia não ter sido sequestrada. E só Deus sabe o que teria acontecido com Molly.” Ela ergueu a cabeça para olhar para ele. Solene, sério, olhar direto, Dare olhou para ela. “Eu não tinha pensado nisso dessa forma.” Ele deu um pequeno aceno de cabeça. “De jeito nenhum que eu queria que você passasse por tudo isso, querida. Você sabe disso. Mas às vezes as coisas acontecem por uma razão. Gosto de pensar que eu estava lá para você para que pudesse levar Molly fora, também.” Seus olhos queimaram. Ela jogou os braços ao redor de Dare e apertou-o com força. “Obrigado, Dare.” Em sua forma simples, atenciosa, ele tinha acabado de deixar seu fardo mais leve. Abraçando e a tirando fora de seus pés, Dare beijou o topo de sua cabeça e disse: “A qualquer momento, querida.” Ele alavancou suas costas, sorriu de repente e depois riu. 78


Um pouco ofendida, Alani franziu o cenho para ele. “O que é engraçado?” “O olhar no rosto de Jackson.” Oh! Ela virou-se e lá estava Jackson, com os olhos avermelhados queimando com um excesso de emoção, seus ombros agrupados, com a mandíbula tensa. Trace estava atrás dele, com a boca torcida com ironia. “Eu disse a ele para ficar parado, mas ele não quis ouvir.”

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Capítulo Cinco O CIÚMES era uma coisa chata. Especialmente não gostava agora, com Alani revirando os olhos para ele, e Dare e Trace se divertindo às suas custas. Vê-la nos braços de Dare o tinha feito ficar com ciúmes, mesmo sabendo que eram quase como irmãos. Ao lado de Dare parecia tão pequena e delicada... E além disso podia se ver em seus olhos dourados quanto confiava em Dare. Jackson não duvidava de suas próprias capacidades, mas e Alani? Ao lado de Dare e Trace, destacou-se como diferente. Seus amigos se metiam com ele frequentemente por sua aparência, diziam que era como um vagabundo e faziam brincadeiras sobre sua predileção pela comodidade, mais que pelo estilo. Dare usava um pulôver caro e uns jeans impecável. Trace, tinha um estilo mais clássico, vestia camisa de botão e calça caqui. Essa manhã, Jackson tinha se vestido com toda pressa, ansioso por ver Alani. Mas, mesmo se não tivesse estado com pressa, teria colocado os jeans velhos que levava anos usando e moldava perfeitamente a seu corpo. As botas gastas lhe ajudavam a esconder a faca. E suas sortidas camisetas, algumas de uma só cor e outras com dizeres atrevidos, sempre lhe resultaram mais cômodas que qualquer outro objeto. Mas desmerecia ao lado dos homens que Alani admirava? Ela era muito clássica, sempre ia bem vestida, da cabeça aos pés. Inclusive nesse momento, enquanto o sol da tarde esquentava sua pele, tinha um aspecto fresco e doce. Uma brisa agitou o ar úmido e lhe levou seu aroma único. Jackson respirou fundo, enchendo os pulmões com seu perfume de mulher. Sua mulher. 80


Queria estreitá-la entre seus braços, fazer entender a todo mundo que era dele. E Dare e Trace sabiam e pareciam provocá-lo com sua presença. Jackson engoliu em seco, tentou soltar-se, e perguntou: “Todo mundo falou tudo que precisava? Bom vou mostrar-lhes a porta.” Não se deixando enganar, Dare bufou. “Nós ainda precisamos trabalhar num plano.” Movendo-se para o lado de Jackson, Alani assumiu o comando. “Você deveria estar sentado.” Ela colocou o braço em volta dele como se para apoio. Ignorando o fato de que ele superava ela por mais de cem quilos e era muito mais alto, ela tentou pressioná-lo de volta para o sofá. Ele endureceu. “Não preciso de você para”“ Trace passou por eles. “Se ele não pode andar sozinho, vamos ajudá-lo.” “Quer segurar minha mão?” Dare perguntou. “Ignore-os,” Alani disse a Jackson. “Eu pretendo.” Provocado além da razão, Jackson esfregou a parte de trás do seu pescoço. “Você está bem?” Ela segurou delicadamente o lado de seu rosto. “Sua cabeça dói?” Esta tendência maternal dela o fez muito desconfortável. Ele não tinha corado desde sua adolescência, mas dane-se se não sentia as orelhas ficando quente. “Você está quente,” ela se mexeu. “Você acha que tem febre?” “Coitadinho,” Dare murmurou, então bufou. Controle de Jackson quebrou. Ele queria cuidar dela, e não o contrário. Para provar a ela que estava perfeitamente bem de alguma forma, Jackson pegou-a em seus braços. “Jackson!” Ele beijou-a com força, e quando ela teria se afastado, ele continuou a beijá-la, abraçandoa, inclinando a cabeça para um ajuste melhor. Beijou-a até que ela parou de lutar contra ele.

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Contra seus lábios, ele disse: “A menos que você queira mais uma prova de que estou bem, pare de me mimar.” E, em seguida, dirigiu-se para dentro. Dare bufou de novo, mas fechou a porta atrás deles. De volta à sala de estar, Jackson a abaixou. “Agora, precisamos... Aí.” Seu cotovelo pontudo pousou com precisão infalível. Ele não se preparou para isso, porque não esperava isso. Depois de estar tão doente naquela manhã, suas entranhas ainda sentia dor, e ela atacou-lhe bem lá. Levando uma mão à barriga, ergueu-se e ficou olhando-a. Alani tinha uma expressão angelical. Não parecia sentir nenhum remorso. Quando ele olhou para ela, incrédulo, ela sorriu como uma pecadora. “A menos que queira mais provas de que não gosto que me tratem como a um saco de batatas, deixa de me chatear.” O cenho de Jackson se converteu pouco a pouco em um sorriso. “De modo que quer jogar, carinho. Adoro jogar. Mas que saiba que a vingança será terrível. Ela abriu os olhos de par em par. “Mas foi você quem começou”“ “Meninos, por favor.” Disse Trace. “O recreio terminou.” Jackson, queria que se fossem, anunciou sem preâmbulos: “Vou a levar a minha casa. “ Dare rechaçou a ideia: “Em sua casa foi onde começou tudo isto.” “Não, foi meu apartamento. Não a minha casa.” Acrescentou dirigindo-se a Alani: “Não está acabada ainda, mas está habitável. Assim poderá pensar na decoração e todo o resto. Há água corrente e o sistema de segurança já está instalado.” 82


Alani sacudiu a cabeça. “Está dando muitas coisas por supostas.” Jackson não lhe fez caso e acrescentou olhando a Dare e Trace: “Além disso, é bastante afastada. Não teremos que nos preocupar com os vizinhos, ou visitantes.” Dare ficou pensando. “Você usou um nome diferente ao contratar os construtores?” “Identidade alternativa sem rastreamento.” Explicou a Alani. “Sempre uso um pseudônimo. Mais seguro assim.” “Caia na real, Jackson. Trace é o meu irmão, então já estou ciente da necessidade de sigilo.” “Ah, é? É por isso que você não deu ao velho Marc meu sobrenome no dia que o conheci?” “Claro!” “As mulheres com cérebros são tão sexy.” Enquanto ela cuspia sobre isso, ele disse a Dare. “Tudo foi pago em dinheiro. Ninguém pode rastrear a localização até mim.” Trace mastigou a ideia. “A que distância está? Uma hora mais ou menos de onde eu moro?” “Mais ou menos.” Perto o suficiente para apaziguar Trace, mas longe o suficiente que ele teria bastante tempo sozinho com Alani. Estariam os dois, sol, água, natureza... uma combinação perfeita para o romance. Alani balançou a cabeça novamente. “Não.” “É bastante isolado,” Dare disse. “Você tem um barco?” Jackson colocou a mão na parte de baixo das costas de Alani. Ele a queria ciente das necessidades, mas também queria que ela confiasse nele para cuidar de tudo. “Óbvio, e está escondido.” 83


“Eu não vou.” Alani cruzou os braços. Jackson a abraçou, convencido de que de um modo ou outro a levaria a sua casa. “Tudo vai ficar bem, querida, você vai ver. Esta é apenas uma medida preventiva, por isso não se irrite sobre isso, ok?” “Eu não estou irritada.” “Ótimo. Apenas me dê mais um minuto aqui, e então vou ajudá-la a fazer as malas.” Ele se dirigiu a Trace novamente. “Ninguém pode entrar na propriedade sem eu saber. Nós podemos sair enquanto vocês dois fazem um pouco de averiguação.” “Eu não vou”“ “Eu já tenho o básico sobre Tobin,” Trace meditou em voz alta, falando sobre as tentativas de protestos de Alani. “Deve ser fácil o suficiente para ver o que ele está fazendo ultimamente. Se tiver alguma coisa a ver com te drogar, vou sabê-lo até o final da semana.” Alani engasgou. “Você estava espionando?” Jackson lhe deu um olhar de “duh.” “Você pensou que Trace não faria?” Ela pensou que ele não o faria? Lentamente sua ira aumentou. “Você tem espionado cada cara que eu namorei?” Trace e Jackson disseram juntos, quase como um. “Quem mais você namorou?” Ela olhou para os dois, então acalmou. “Nenhum.” Redirecionando a atenção de todos novamente, Dare disse. “Vou no seu apartamento para ver se consigo descobrir algo. Sei que você disse que fez isso, mas não pode machucar ter novos olhos verificando.” “Especialmente porque meu cérebro estava anestesiado,” Jackson concordou. Sob a mão que ele tinha na cintura de Alani, seus músculos tencionaram. Ele gostava da sensação dela, a força flexível, a ondulação de sua cintura e o ligeiro toque de seu quadril, o calor de seu corpo pequeno doce. 84


A visão dela nua estaria para sempre estampada em seu cérebro, mas queria vê-la novamente. Queria explorar seu visual para guardar em seu coração. “Quer que lhe tragamos algo, enquanto estamos lá?” Perguntou Trace. “Enviarei para você uma mensagem com uma lista se penso em alguma coisa.” Jackson não queria que ficassem mais do necessário. Alani estava cada vez mais tensa. Quanto antes se livrasse dos meninos, antes poderiam relaxar. “Molly é mais razoável do que Priss, talvez por isso Dare possa falar com as mulheres solteiras no complexo de apartamentos e ver se alguma delas sabe de algo.” “Todas as mulheres solteiras ou alguma em particular?” Jackson deu de ombros. “Qualquer uma que seja atrativa, eu acho. Pode começar com a descrição dada por Alani, mas não a limitaria a isso. Talvez checar com Brigit ao lado. Ela é a única, que suas amigas vem a ver.” Dare disse: “Entendi,” enquanto Alani virou lentamente a cabeça para olhar para ele. “E talvez Carly. Ela se ofereceu para me ajudar em todo o lugar. Uma vez entrou em casa, assim sabe como é o apartamento. E possivelmente”“ Alani empurrou Jackson. Forte. Ao invés de arrastá-la para fora do equilíbrio com ele, ele a soltou antes de tropeçar um passo para trás. Seu empurrão tinha sido duro o suficiente para que ela provavelmente tivesse a esperança de derrubá-lo em sua bunda. Mulher boba. Na continuação de demonstração de violência, todos os três olharam para ela. Jackson falou primeiro. “Que diabos foi isso?” “Linguagem,” Trace lembrou-lhe de novo. A posição de Alani era de frustração. “São os três insuportáveis. Ouçam, não vou a lugar nenhum hoje à noite!” 85


“Acalme-se,” Dare disse. “Não, você se acalme.” Ela olhou para Dare até que ele levantou as mãos em sinal de rendição. “Olha, entendo que vocês querem me proteger. Ótimo! Obrigado. Aprecio.” “Então qual é o problema?” Jackson perguntou a ela. Ela virou-se para empurrá-lo novamente. Ele pegou suas mãos e puxou-a para perto de modo que caiu contra seu peito. Olhando diretamente em seus olhos, ele disse: “Acalme-se antes que se machuque.” Ficando contra ele, ela declarou: “Não vou ser tratada como uma idiota.” Mais uma vez, todos ficaram mudos. Jackson queria que ela fosse a sua responsabilidade, não de qualquer outra pessoa, por isso foi o primeiro a falar. “Ninguém pensa que você é uma idiota. Isso é apenas estúpido.” Sua expressão tornou-se incrédula. “Deus nos ajude,” murmurou Trace. Com a esperança de acalmar as coisas, Jackson perguntou: “Você não pode tomar os dias livres do trabalho?” “Não tem nada a ver com o trabalho.” “Então você está livre?” Ela deu-lhe uma carranca de morte. “Não estou envolvida atualmente com quaisquer coisas. Limpei meu calendário para trabalhar em sua casa, como você pediu.” Hum “É por isso que você veio me ver ontem?” Satisfação afundou em seus ossos. Talvez. Ela olhou para Trace e Dare, e afastou-se Jackson. “Em parte.” Então, talvez a outra parte tinha sido interesse íntimo? Diabos, sim. “Então, isso é perfeito. Acho que você vai gostar da minha casa.” “Sim, bem...” Alisando seu vestido, ela disse. “Estou supondo que é melhor do que o seu apartamento. Mas isso não é o”“ 86


“Você não gosta do meu apartamento?” O olhou de esguelha com expressão de aborrecimento extremo. “Há mulheres nuas em todos os lugares.” Imaginando a reação dela à sua decoração, Jackson sorriu. “Sim.” Ele acrescentou com um encolher de ombros. “Os corpos das mulheres são bonitos.” Ela novamente olhou para Dare e Trace. “Você já viram”“ “É divertido,” Dare disse a ela. Trace sorriu. “Bem, acho que é um absurdo! Cada imagem, cada foto, mesmo algumas estátuas, elas são todas de mulheres nuas.” “Sou um perito no tema,” Jackson disse a ela. “Você é um...” Ela deteve-se, recordando provavelmente que se deitou com ele a noite anterior e que todos os pressente sabiam. Cruzou os braços, zangada. “Se decorar para você, não vai haver nada disso.” “Você é a designer.” Considerando resolvido, ele voltou para Trace e Dare. “Assim, está tudo pronto?” Trace assentiu. “Você pode estar fora daqui antes do jantar?” “Não há problema pela minha parte.” Tentando ser um cavalheiro, perguntou a Alani, “Você precisa de mais tempo do que isso para se preparar?” “Não.” Ela sorriu. “Porque eu não vou a lugar nenhum hoje.” Teimosa. Mas ele ia conquistá-la. “Tanto Dare e Trace acabam de terminar uma missão.” “Ah?” Ela não escondeu sua confusão. Jackson concordou. “Não importa o quão pequena a ameaça possa ser, você realmente quer eles distraídos com preocupações para você, em vez de apreciar o seu tempo livre?” A confusão se transformou em ressentimento. “Jogando sujo, Jackson.” 87


Ele deu de ombros. Sempre que necessário, ele lutava sujo. “Nós somos os especialistas, não é?” “Sim.” “E nós preferimos que você não esteja sozinha, até obtermos uma pista do que está acontecendo, então faça uma escolha.” “Que escolha?” “Eu.” Ele acenou com a cabeça em direção a Dare e Trace. “Ou eles.” Seus olhos estreitaram. Finalmente, ela murmurou: “Então acho que é... você.” Concessão relutante. Satisfeito com ela, Jackson alisou o polegar sobre sua bochecha. “Prometo que não serei difícil.” Ele não podia tocá-la sem a nitidez de consciência, tanto carnal e emocional. Quando eles olharam um para o outro, a ira de Alani derreteu, substituída por um calor e ficou sem fôlego. Dare deu uma tosse teatral. Trace disse: “Pelo amor de Deus, se segure Jackson. Precisamos tomar algumas decisões aqui.” Jackson sorriu e inclinou-se e beijou-a antes que ela pudesse se virar. Com o braço pendurado ao redor de seus ombros, ele se virou para os dois homens. Satisfazia-lhe que seus amigos se mantivessem de fora e tivessem deixado que a convencesse. A não ser que estivessem esperando que fracassasse para intervir. Franziu o cenho ao pensá-lo. “Eu só gostaria de apontar”“ Alani abrangeu todos eles em seu olhar arrebatador, “nenhum de vocês está pensando com clareza.” Em vez de se ofender, Jackson disse: “Tudo está bem.” Ele pontuou, com um abraço confortante. 88


“Oh, por favor. Só um idiota não estaria preocupado neste momento.” Seu olhar aguçado foi em Jackson como uma farpa. “Então, agora não sou só um covarde, mas um idiota, também?” “Nunca disse que era um covarde.” “Você acha que preciso de alguém pairando sobre mim, como se eu não pudesse cuidar de mim mesmo.” “Bem, me perdoe pelo carinho.” Jackson entrou em estado de alerta. “Você se importa?” O que ela quis dizer com isso? Será que ele quer que ela cuidasse dele? Bem, além do lado sexual, porque ele definitivamente queria que ela se preocupasse em ter sexo com ele novamente. Uma e outra vez” “Oh, pelo amor de...” Sem saber o que fazer, Alani colocou as mãos nos quadris. “Você é o único que foi drogado, então se alguém não pode ficar sozinho, seria você.” Trace assobiou baixo. Dare olhou para o teto. Alani olhou para os dois. “Oh, pare com isso. Se ele pode criticar, ele pode aguentar também.” Jackson cerrou os molares. “Eu nunca critico.” Ela acenou com a mão, descartando sua indignação com insignificância. “Se eu não estivesse envolvida, se não fosse parte do caso, o que vocês três teriam planejando?” “Não sei, porque você é uma parte disso.” Jackson iria se lembrar disso, mesmo que ela não fizesse. Perdendo todo o senso de discrição, ele levantou seu queixo. “Estou dizendo a você agora, de uma forma ou de outra, não vamos permitir que você corra o menor perigo.” Seu suspiro indignado quase a sufocou. “Você está me ameaçando?”

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“Para protegê-la?” Ele deu um aceno de cabeça. “Maldita de certa, querida. O que for preciso. E não te incomode em olhar a seu irmão com essa cara de indignação porque ele pensa o mesmo.” Trace encolheu de ombros. “Disse que não seria fácil.” Droga! Ele já sabia que Trace tentaria convencê-la a ficar longe dele, mas agora tinha provas. “Vai ser fácil o suficiente, se você não lutar contra mim.” Alani deu um passo atrás, mas não com medo. Parecia mais como se preparasse para o ataque. “Vocês todos estão sendo... idiotas!” Jackson a olhou, cruzou os braços e suspirou. “Acho que eu tinha que ver o seu lado não tão doce, mais cedo ou mais tarde, não é?” Ela se irritou e ficou em silêncio por um momento. “Se algum de vocês parasse para pensar, iria perceber que Jackson precisa voltar para seu apartamento assim quem o está drogando, pode encontrá-lo novamente.” Astuta, bem como teimosa. Jackson mastigou o lado de sua boca. Ele colocou as mãos nos quadris e olhou para ela. “Você sabe que estou certa.” Ele abriu a boca para lhe esclarecer as coisas e disse: “Talvez.” Com ele concordando roubou um pouco de sua indignação. “Obviamente você vai ter mais cuidado com o que você bebe agora. E... bem...” Seu olhar evitou o seu. “Você provavelmente não deve dormir com qualquer mulher desde que, neste momento, não sabe em quem confiar.” Ah, um pouco de ciúme. Ele sorriu. “Eu sei que posso confiar em você.”

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Voltando a Trace, com a voz um pouco alta, um pouco estridente, ela disse: “Se ele se esconde comigo, então quem é o responsável pode simplesmente desaparecer e nós nunca saberemos quem estava por trás disso, ou o que ele queria.” Jackson olhou para Dare e Trace. Eles olharam para trás. Jackson viu a mesma surpresa em seus rostos que ele sentia. Alani tinha acertado em cheio. Retire-a da equação, e ele definitivamente teria se colocado como um alvo para puxar para fora o filho da puta. “Você sabe que é verdade,” disse Alani. “E mesmo que Jackson esteja bem com o não saber, me recuso a viver dessa maneira.” “Desculpe!” Trace cruzou os braços sobre o peito. “O fato é, você está no meio disso, então vamos ter que ajustar.” Alani se separou do Jackson e pôs uma mão sobre o braço de seu irmão. “Prefiro saber do que ficar na ignorância. Além disso, você sabe que quanto mais cedo descobrir o que está acontecendo, mais seguro vou estar.” Jackson odiava admitir que ela estava certa, mas... “Tenho uma sugestão,” Dare disse, “Alani poderia trabalhar com a gente um pouco sobre esse caso.” “Como assim?” “Vamos jogar Jackson como cão de guarda para a noite. Isso significa que vocês dois ficam aqui até Trace e eu possamos ir ao seu lugar. Se estiver tudo bem, então podem ir para a casa amanhã ou no dia seguinte.” Jackson a estudou. Assim que possível, eles iriam discutir algumas coisas, como iria funcionar essa relação... se eles tinham um relacionamento. Ele ainda não tinha certeza sobre isso. “Alani pode ser razoável.” Alani ergueu o queixo. “Certamente, que posso. Mas isso não quer dizer”“ 91


“Sim, é verdade.” Ele não cederia nesse ponto. Dare continuou como se a interrupção não tivesse acontecido. “Quanto a isso, se as pessoas veem vocês dois juntos e sabem que Alani não está sozinha, é muito possível que não se atrevam a lhe fazer nada.” “Ou fazer dela um alvo,” disse Jackson, triste com a perspectiva. Trace balançou a cabeça. “Ninguém pode passar por vocꔓ Jackson apreciou a confiança, uma vez que Alani parecia não compartilhá-lo. ““e, desde que não queremos alertar qualquer um sobre nós, estando atrás deles, um relacionamento entre vocês dois vai funcionar tão bem quanto qualquer outra coisa.” Alani lambeu os lábios. “Qualquer pessoa prestando atenção vai pensar que Jackson está grudado em mim, porque estamos envolvidos, não porque ele é um protetor.” “Exatamente.” “Quando a gente voltar para o seu lugar, você vai ter certeza de que ele está a salvo?” Alani queria saber. Jackson disse: “Mulher...” Seu tom não a intimidou. “Você vai ser o único sob ataque, se nada disso der certo.” “Seremos duas babás esplêndidas, não o perderemos de vista,” Trace prometeu a ela, cortando a réplica de Jackson. Jackson sabia que eles estariam brincando com ele por um ano, dada a preocupação equivocada de Alani. “Posso cuidar de mim mesmo, porra.” Dare sorriu. “Acho que ela está mais preocupada com uma mulher se aproximando de você, do que qualquer outra coisa.” Alani parecia que poderia estrangular Dare, mas ele apenas riu para ela. Bem, agora, isso era diferente.

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“Isso é verdade, carinho?” Jackson se fixou no brilho de ciúmes de seus olhos. “Está se sentindo possessiva?” Desta vez, ele estava pronto para ela quando empurrou passando por ele em seu caminho até a porta. Ele não se mexeu um único centímetro. “Agora que isso está resolvido.” Alani agarrou a maçaneta da porta e olhou para trás na expectativa para Dare e Trace irem embora. “Então?” Trace virou-se para Dare, que deixou escapar um longo suspiro. “Sim, claro, por que não? Vou ser a distração.” Dare foi para Alani enquanto Trace foi para Jackson. Alani tentou protestar, mas Dare ainda conseguiu pegá-la batendo as mãos. “Vamos dar uma lufada de ar fresco. Você olha como poderia precisá-lo.” Jackson assistiu quando Dare praticamente a levou fora. Por alguma razão, ela olhou para Jackson como se ele fosse de alguma forma responsável. Expressão dura, Trace inclinou-se perto de Jackson. “Nada de visitas.” “Eu sei.” Seu coração batia com antecipação. Muito em breve ele a teria sozinha. “Vou jogar de porteiro no caso de alguém vir vê-la.” “Sem telefonemas não monitorados, qualquer um.” “Eu sei.” Parecia que ele tinha sofrido um combustível de coquetel de emoções durante todo o dia de luxúria, necessidade, curiosidade e ternura... “Vou cuidar de qualquer um e todas as chamadas.” “Se vocês dois decidem ir para qualquer lugar, certifique-se”“ “Droga, cara.” Jackson mudou sua postura. “Você acha que esta é a minha primeira missão?” “Com a minha irmã, é.” A expressão de Trace endureceu. “E até você se dá conta que está distraído.” É verdade, não que isso importasse. “Eu morreria por ela, se precisasse.” 93


“Então ela seria deixada sem proteção.” Trace colocou um dedo no peito de Jackson. “Portanto, sem morrer.” Jackson deu um sorriso sóbrio da ordem direta. “Certo. Entendi. Não seria a minha primeira escolha de qualquer maneira.” Bateu Trace no ombro. “Qualquer coisa que aconteça, vou estar em contato.” “Você está armado?” “Sim.” Ele tinha uma Glock em um coldre em volta da cintura, uma faca em sua bota, e a habilidade e imaginação para fazer uma arma de cerca de uma dúzia de coisas em sua cozinha. Dare enfiou a cabeça dentro. “Nós estamos bem?” “Sim.” Trace olhou para Jackson novamente. Ele baixou a voz ainda mais. “Não posso acreditar que estou dizendo isso, mas... durma perto dela, ok? Não deixe que te mande para o sofá. Não posso dizer o que é, mas alguma coisa sobre isso não parece certa para mim.” “Dormirei diante de sua porta, se for necessário.” Em sua linha de trabalho, instintos nunca eram ignorados. Mas onde ele dormiria seria Alani a decidir, não Trace. “Vou ser capaz de ouvir sua respiração. Você tem a minha palavra.” Trace estudou-o um segundo, então assentiu. “Tudo bem, então.” Quando Trace se afastou, Dare se aproximou. Jackson colocou os punhos nos quadris. “Deus, o que agora?” “Não iria machucá-lo deixar mimá-lo um pouco.” Ele resmungou. “Sim, como você faria?” “Se isso a mantivesse ocupada o suficiente para que não estivesse com medo, sim. Maldito de certo, que eu o faria.” Hum. Ele não tinha pensado nisso. “Além disso,” Dare disse. “Você pode acabar gostando. Às vezes, o toque de uma mulher é apenas o que você precisa.” 94


“Agora, isso é algo que eu já sabia.” Jackson sorriu para a reação de Dare. Sim, ele via Alani como uma irmã mais nova, também. Por sua parte, Alani permaneceu perto da porta, agora mais esgotada do que nunca. Jackson se manteve afastado, impaciente, enquanto Dare e Trace se despediam dela. Abraçaram a Alani e os dois lhe deram instruções de última hora. Todas as coisas que ele já sabia e das que pensava ocupar-se, mas entendia sua preocupação. Os dois eram muito dominantes por natureza, e lhes custava delegar, embora fosse alguém em quem confiavam. Quando os dois foram embora, Alani fechou e trancou a porta. Jackson se preparou para a corrida de sentimentos agora que estavam finalmente em paz. Quando ela continuou a ficar ali na porta, de costas para ele, Jackson sorriu com determinação. Sim, Alani assegurou que não podia voltar a meter-se na cama com ele de qualquer jeito... mas desejava fazê-lo. A química sexual chispava entre eles como um cabo descascado e carregado de eletricidade. Mas Jackson queria que soubesse que podia confiar nele. Ela dizia que queria mais tempo, assim o daria... embora fosse um grande esforço. Para os dois.

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Capítulo Seis Suavemente, Jackson disse: “Alani.” Por apenas um momento, ela baixou a cabeça e, em seguida, resoluta, ela virou-se para encará-lo. Suas mãos estavam atrás dela na maçaneta da porta, seu olhar atento, a pose propositalmente relaxada. Então, muitas reações esvoaçavam sobre o rosto dela, Jackson teve um tempo difícil para decifrá-los. Mas entendeu o que ele sentia, em primeiro lugar. A necessidade de colocá-la à vontade, para tirar o nervosismo. Sua respiração aprofundou. Estendeu a mão. “Vem cá, meu bem.” Ela deu um passo hesitante e parou novamente. Ela esfregou as palmas das mãos contra as coxas. “Por que?” “Está esperando que eu pule em você?” Ele arqueou um sorriso. “Você acha que estou indo ir todo quente e pesado em você?” “Sim, mais ou menos.” Então sendo honesto disse. “Odeio desapontá-la, mas não vou, prometo. Pelo menos ainda não.” Ele continuou a segurar sua mão. “Você disse que queria um tempo, então estou dando-lhe tempo. Por enquanto só quero falar.” “Falar?” Sua língua deslizou sobre seus lábios. “Sobre o quê.” O homem, não podia esperar para sentir a pequena língua macia em seu corpo. “Você disse esta manhã que eu tinha ignorado tudo o que tinha a dizer, certo?” “Você se lembra disso?” Lembrava-se de cada segundo de vê-la nua, vendo sua raiva, estar chateada. 96


Quando ele involuntariamente feriu seus sentimentos ternos. “Eu me lembro. Você disse que tinha um monte de argumentos sobre por que não deveria ter estado entre os lençóis comigo. Eu estava drogado, mas agora não estou, por isso esta será a sua chance e a minha oportunidade de te convencer do contrário.” “Eu...” Hesitante, deu um passo tímido, ela fechou o espaço entre eles. Jackson tomou sua mão. Ela tinha os dedos frios, o qual delatava seu medo. Jackson sentiu de repente o impulso de protegê-la, de reconfortá-la. “Vou cuidar muito bem de você.” Na cama, e fora dela. Ela entreabriu os lábios. Entrelaçou os dedos com os seus. “O que dissemos não importa agora.” Entrou precipitadamente na cozinha, levando-a com ele. “Nós já dormimos juntos.” Uma vez na cozinha, Jackson a fez voltar-se e a rodeou com seus braços. “Mas você quer que eu comece de novo, de modo que é o que vou fazer.” Com ela dizendo-lhe o que aconteceu, como ele poderia perder? Ela seria seu guia. “Sei que você me quer, querida. Sei que desfrutou disso.” Ele esperou, e ela balançou a cabeça. Contentamento caiu sobre ele. “Então, qual é o problema? “ Perguntou, satisfeito. “Quais são essas razões?” Alani hesitou. Olhou para seus pacotes, agora empilhados sobre a mesa, a jarra de café meio vazia, olhou em toda parte, exceto nele. “Não posso fazer isso no meio da cozinha.” A imaginação de Jackson disparou imediatamente, e a atraiu para si. “Fale. Sobre essas coisas.” Ela olhou para a mesa da cozinha. “Não é isso. Não é o que você está pensando.” Ela sabia o que ele pensava? Por que estava pensando isso? Se tivessem feito uso da mesa em seu lugar? Divertido. 97


“Oh, eu não sei.” Ele curvou para beijar seu pescoço. “Acho que você iria fazer uma saborosa sobremesa.” Ela fugiu para longe dele. “Eu preciso de uma bebida.” Jackson apoiou um ombro contra a parede. “Você acha que é uma boa ideia?” Será que o álcool iria soltá-la? Deus o ajude. “Quero dizer algo frio.” Ela abriu a geladeira. “Chá ou algo assim.” “Nada do que foi já aberto.” Ele não iria arriscar a possibilidade sombria de quem quer que tivesse drogado sua bebida, conseguisse mexer com qualquer coisa em seu lugar, também. Franzindo a testa, ela deu um passo para trás da geladeira, se mexeu para sua pia e pegou um recipiente vazio. “Dare deve ter despejado tudo.” Claro que ele tinha. “Por que você não bebe uma Coca-Cola? Ou melhor ainda, sente-se e eu vou misturar uma nova jarra de chá para você.” Ele puxou uma cadeira da mesa. “Ah.” Virou para ele com a jarra vazia na mão. Ela ignorou a cadeira. “É por isso que você perguntou sobre a lata de Coca-Cola?” “Tenho que ser cuidadoso.” Lentamente, ela colocou o recipiente na pia. Respirou fundo, então procurou seu rosto. “Você acha que alguém poderia ter estado em minha casa.” Foi uma afirmação, não uma pergunta. “Duvido.” Seria complicado, manter-se alerta enquanto minimizava o possível perigo. “Mas você sabe como é. Por que dar uma chance?” Como regra geral, nunca o fez. Com Alani, ele usaria um cuidado extra. Algo passou por suas feições, algo que ela se esforçou para esconder. Ela assentiu. “Você é tão cauteloso.” Em sua linha de trabalho, tinham que ser. “Eu tenho uma ideia. Em vez de você tomar banho e se acomodar para a noite, por que não vamos pegar alguma coisa para jantar, talvez

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alugar um filme.” Ele lhe daria a chance de sacudir a inquietação, e ele teria uma chance de aliviar a tensão sexual. Seus olhos queimaram. “Mas eu pensei que...” Que estariam juntos na cama em poucos minutos? Querendo saber se ela disse isso, Jackson esperou, seu sorriso aparecendo, sua luxúria em fúria. Colocando seu cabelo atrás da orelha, ela encolheu os ombros. “Certo.” Ela lavou o jarro com força desnecessária. “Se você não se importa, talvez eu pudesse parar no escritório, também.” Jackson se aproximou dela e perguntou: “Por quê?” Sem virar-se para ele, ela secou as mãos num pano de prato. “Se eu não posso receber chamadas no meu celular, preciso configurar o telefone para encaminhar as chamadas para o meu telefone fixo.” “Claro, nós podemos fazer isso.” Encostando as costas contra seu peito, ele descansou as mãos cruzadas sobre o ventre. “Nós podemos fazer qualquer coisa que você quiser, desde que não tente ir para fora em qualquer lugar sem mim.” Por apenas um momento, ela descansou a cabeça em seu ombro e colocou as mãos sobre a dele. “Você não se importa?” “Você não é uma prisioneira, querida. Na verdade, por que não pensa em mim como uma escolta contratada? Você dá as ordens.” “Ideia interessante.” Virando em seus braços, ela sorriu como uma impertinente. “Será que vai dilacerar o seu ego masculino se está preparado para algo assim?” “Estou preparadíssimo.” Sua boca contorceu. “Você sabe, eu poderia tirar proveito de toda essa vontade.” “Um cara pode aguentar.” Ela riu suavemente. “Tudo bem, se você tem certeza que se sente bem agora.” “Gostaria de sair.” 99


“Então deixe-me ir me arrumar e podemos sair.” Quando ela começou a se afastar, Jackson a seguiu. Ela parou no corredor. “O que você está fazendo?” “Qual é o seu quarto?” “A última porta à esquerda. Por quê?” Jackson mexeu-se para o lado e saiu à frente dela da sala. Deteve-se junto a porta e olhou o quarto parecia limpo, organizado, suave e fresco. Muito fêmea. Mas não muito perfeito. Flores estavam em uma cômoda, e de uma gaveta uma calcinha azul aparecia. Jackson sorriu. Alani soltou um grito e entrou rapidamente na habitação. “O que você está fazendo?” Perguntou enquanto percorria o quarto ajeitando-o tudo, fechando gavetas e guardando o que estava fora de lugar. “Queria conhecer o desenho da casa.” Perturbada pelo seu fervor, ele abriu o armário e deu uma olhada, foi até a janela e verificou a fechadura. “Fora daqui.” “Sinto muito, não.” Ele abriu a porta de conexão de seu banheiro. Um sutiã furtivo que não poderia fazer mais do que decorar pairava sobre a haste do chuveiro. Ao lado da pia, uma escova de dentes estava em um copo e um dispensador de sabonete perfumado. Sua banheira era grande o suficiente para duas pessoas. “Jackson...” ela advertiu. Um tapete oval de franjas, cor creme e azul claro decorava o chão e combinava com a cortina do chuveiro e janela. Ele tocou o material fino da cortina. “Bonito.” Enquanto ela ainda reclamava mais, ele verificou a fechadura da janela do banheiro, também. Fazendo nota de sua raiva com o rosto vermelho, Jackson começou a sair do quarto. “Vá em frente e faça o que tem que fazer enquanto verifico os outros quartos.” 100


Ele deu um passo para fora da porta do quarto, repensado a sua saída apenas em cima da hora. Sua mão segurou a impedindo de bater. “Entenda, Alani. Se você me trancar para fora, e eu precisar voltar, a porta vai sofrer as consequências.” Ao ver sua cara de descontentamento disse. “Vamos querida. Trabalhe comigo aqui.” “Você está intimidando novamente.” Jackson pensou. “Ok.” Ele colocou as mãos, palmas para fora, nos bolsos de trás e assumiu uma postura confortável. “Aqui está o negócio. Preciso verificar os outros quartos. Preciso saber que as janelas estão bloqueadas. Tenho que estar familiarizado com cada saída, todos os telefones e computadores. Preciso do layout da casa e de cada quarto. E não, não é porque espero que algo aconteça. Faria a mesma, mesmo se não tivesse sido drogado na noite passada.” Seus olhos dourados o procuraram, e sua raiva dissipou. “Sério que você vive desse jeito?” “Cauteloso? Sim.” Sempre, mas sobretudo com a sua segurança em risco. “Se te incomoda tanto assim eu verificando seu lugar, então sinto muito. Você pode vir comigo se quiser. Não me importo em ter sua companhia. Mas de qualquer forma, estou olhando ao redor.” Alani caiu para trás contra a porta. “Há um quarto de hóspedes, banheiro de hóspedes e meu escritório.” Ela acenou com a mão. “Sinta-se livre. Mas, por favor, não fique bisbilhotando.” “Você acha que eu faria?” “Ha!” Ela revirou os olhos para ele. “Sei que você faria.” Jackson sorriu. “Sim, talvez.” Se ele tivesse um motivo ou pensou que ia encontrar algo interessante. “Mas vou respeitar a sua privacidade, tanto quanto posso.” Expressão dúbia, ela advertiu: “Não vá bagunçar através dos registros na minha mesa. Deixe bem organizado.” “Bagunçar? Não tem muito boa opinião de minhas capacidades, verdade?” Com isso ele arrastou-a para um beijo. “É um milagre que eu tenha sobrevivido tanto tempo sem você.” 101


Boquiaberta, Alani assistiu quando Jackson serpenteou pelo corredor e desapareceu em seu escritório. Seu passo seguro e suas largas pernas fizeram que lhe acelerasse o coração. Mas lhe desacelerou quando pensou que ia bisbilhotar entre suas coisas. Ela estalou a boca fechada. Sua última réplica tinha sido uma crítica irônica, ou uma afirmação sincera, um reflexo do que tinham compartilhado, do vínculo que tinham forjado a noite anterior? Um vínculo que só ela recordava. Grunhindo, passou as mãos pelo rosto e retornou ao seu quarto. Fechou a porta em silêncio e apoiou contra ela. Se fosse sincera consigo mesma, tinha que reconhecer que no fundo tinha esperado que Jackson tentasse dormir com ela em seguida. Desejava isso, de novo, que o havia dito com toda claridade. Mas em lugar de fazê-lo tinha preferido render-se aos seus desejos, ao seu desejo de que fossem mais responsáveis. Mais razoáveis. Ia ser uma noite muito larga. Tomando seu tempo, Alani refrescou, arrumou o cabelo, escovou os dentes e se maquiou um pouco. Depois foi em busca de Jackson. Ao abrir a porta de seu dormitório, o encontrou no corredor, apoiado tranquilamente contra a parede, esperando-a. Antes de que lhe desse tempo de desculpar-se por havê-lo feito esperar, ele se separou da parede e perguntou: “Pronta?” “Sim.” Ela saiu, e sua mão quente curvou na parte baixa de suas costas. Alani sentiu o toque em todos os lugares. Mas então, mesmo se ele não tivesse a tocado, teria estado muito consciente dele ao seu lado. Quando Jackson estava em um quarto, ocupava tudo, o espaço, o ar, a atenção daqueles que o cercavam. 102


Sabendo que eles estavam sozinhos, acelerou sua respiração. “Estacionei virando a esquina.” Surpresa desacelerou seus passos, mas desde que Jackson continuou andando, ela o fez também. Não se tinha dado conta de que não tinha visto seu carro. Se tivesse estado estacionado frente a sua casa ou no caminho de entrada, o teria visto o chegar. E possivelmente tivesse evitado sua presença. “Você não queria que eu soubesse que estava aqui?” “Não queria que ninguém soubesse.” Sua mão deslizou para seu quadril e puxou um pouco mais perto dele. “No caso que fui seguido, de jeito nenhum queria trazer alguém para você.” Outro lembrete do perigo. “Bem, você deve trazer o seu carro até a minha casa agora.” “Talvez mais tarde.” Ele parou na entrada de sua pequena sala de estar, onde tanto drama já tinha acontecido. “Por enquanto, que tal levar o seu carro?” “Tudo bem.” Ela não se importava. Com tudo o que ele tinha passado, provavelmente seria melhor se não estivesse dirigindo. Claro, ele tinha que ser macho e jurar que não sentia nenhum efeito colateral de ser drogado, mas como poderia ser isso? Se ela tomava remédio para resfriado, apagava, e a ele tinha sido dada uma droga tão pesada que tinha apagado sua memória. Na cozinha, encontrou a bolsa, chaves e o chapéu de Jackson. Ela voltou para o hall de entrada. Ele pegou o chapéu dela, deslizou sobre a cabeça e, em seguida, estendeu a mão. Alani o olhou inquisitivamente com uma sobrancelha levantada. “Chaves?” Ele solicitou. Ela deslizou a alça da bolsa por cima do ombro. “Tudo bem. Eu dirijo.” Uma expressão de valor inestimável caiu sobre seu rosto.

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“Oh, por favor!” Alani teve que rir. “Não é como seu eu pedisse para carregar a sua arma.” Ele inclinou para trás seu chapéu e zombou. “Eu diria não a isso, também.” Ele examinoua. “Mas você sabe como atirar, não é?” “Eu sei o suficiente. Trace insistiu.” E depois de seu sequestro, ela tinha feito muito em praticar para garantir que pudesse lidar com uma arma. Ele pegou sua bolsa. “Você está armada?” “Não.” Alani arrebatou a bolsa a distância. “Claro que não.” Considerando o que ela disse, Jackson declarou: “Você tem que conseguir uma arma. Você não deve andar sem uma.” Ele deu um olhar de desagrado a sua bolsa de designer pequena. “Você vai precisar ter uma um pouco maior, no entanto.” Ela não queria estar armada. “Você está aqui, então por que preciso de uma arma? Você não é proteção suficiente?” Ele ficou ainda mais quieto, o que quase a fez rir novamente. Até que ele disse: “Você está sugerindo que eu deva ficar em torno de você 24/7?” “O que?” Uma onda de calor atingiu seu rosto. “Não, é claro que eu não estava.” Jackson lhe sustentou o olhar um momento. Logo, por fim, sorriu. “Sim, sou proteção suficiente. Acho que o tempo que você está comigo, não precisa de mais nada.” Ele pegou as chaves de sua mão frouxa. “Vamos! Vamos sair daqui.” Alani não conseguiu responder. Jackson a fez deter-se enquanto abria a porta e inspecionava a zona com um olhar afiado, se não tivesse estado familiarizada com os costumes de Trace, poderia haver passado desapercebido. Decidiu que não havia perigo e saíram. O sol radiante estava um pouco baixo e projetava as largas sombras das árvores sobre a calçada, mas não sobre seu carro. 104


“Você não estaciona em sua garagem?” “Normalmente, sim. O carro estaria pegando fogo, depois de passar tanto tempo ao sol. Mas desde que eu não tinha planejado ficar em casa por muito tempo, não parecia valer a pena.” Ele abriu a porta do passageiro para ela. “Você veio para casa só para entrar e sair novo?” Tentando ficar ocupada para que não pensasse nele. Não que ele precisava saber disso. “Eu só queria mudar minhas sandálias, isso é tudo.” Carrancudo, ele fechou a porta e caminhou ao redor do capô para o lado do motorista. Ele ligou o motor, mas depois descansou as mãos no volante e hesitou. Alani meio que virou em seu assento. “Jackson?” Ele estava se sentindo doente de novo? Deus sabia, ela não devia perguntar, ele era tão sensível a respeito. Ele a olhou com expressão sombria. Logo disse em voz baixa, muito sério: “Está meio que me comendo, saber que te machuquei.” Oh. Então aquele olhar sombrio era preocupação por ela? Algum estranho contentamento penetrante iluminou seu humor. “Isso é tão doce.” Sua expressão tornou-se definitivamente volátil. Sorrindo, Alani tocou seu ombro. “Mas você não fez.” Ela estava ferida, sim, mas tinha valido a pena. “Eu disse a você, você foi...” “Glutão?” “Incansável,” ela corrigiu. “Sim. Mas gostei.” Jackson a agarrou de repente pela nuca e a atraiu para si para beijá-la com ardor. Alani ficou sem folego. Ele inclinou a cabeça, moldou sua boca à dela e lambeu seu lábio inferior até que ela o abriu. Depois começou a acariciar o interior de sua boca com a língua. Quando se afastou, passou o polegar pela sua boca. “Obrigado. Fico feliz em ouvir isso. Mas estava falando sobre seus sentimentos.” “Meus sentimentos?” 105


“Você ficou fora hoje porque fiz você se sentir mal.” Seu olhar procurou o dela. “Você não é o tipo de ficar em casa e chorar, então se manteve ocupada. Certo?” Ela não pensava em despir sua alma diante dele. “Está tudo bem, Jackson. Agora eu entendo.” “Não, não está tudo bem.” Ele a beijou de novo, suave e rápido, sobre os lábios, o queixo, em seguida, deu uma mordida de amor no lado de seu pescoço. “Vou fazer isso melhor para você, querida.” Com os olhos fechados e a respiração engatando, Alani inclinou a cabeça para trás para tornar mais fácil para ele. “Tudo bem.” “Quero a memória desta manhã muito longe.” Ele arrastou beijos quentes e úmidos ao longo de sua pele, do pescoço para baixo para o oco de seu ombro. Todo lugar que sua boca tocava, ela vibrava; sua promessa teve seu estômago saltando e dando cambalhotas. “Sim.” “Vou dar-lhe as melhores memórias, Alani.” Seus dentes tocaram sua pele. Sem perceber, ela afundou os dedos em seus cabelos, batendo de lado o chapéu, segurando-o para mais perto. “Calma agora.” Beijou seu queixo, a ponta de seu nariz e, por último, com ternura, sua fronte. “Não fique nervosa, mas poderíamos ter companhia. “ As palavras não foram registradas. Ela tentou encontrar sua boca novamente. Sorrindo, Jackson murmurou: “Querida, você é muito doce.” Ele inclinou o rosto e esperou até que seus olhos pesados abrissem e se concentrassem nos dele. “O fato é que estamos em seu carro na garagem, em plena luz do dia, e acho que pode ter alguma vigilância acontecendo.” Alani caiu para o aqui e agora com um baque retumbante. Sacudida, ela começou a olhar em volta, mas suas mãos continuaram a segurá-la. 106


“Não, não olhe. Não há perigo agora. Mas eu acho que nós devemos ir.” Onde? ela perguntou em um sussurro nervoso. “Quero dizer, onde estão as pessoas nos assistindo?” “Ninguém pode ouvi-la, querida.” Mas, então, para responder a sua pergunta, ele disse: “Na próxima rua transversal, para baixo a partir do canto. Sedan prata elegante. Vidros escurecidos. Eles pararam, e não se moveram o tempo que estive aqui.” Alani assentiu. Afastando-se dele, ela colocou o cabelo atrás da orelha, e, oh, tão casualmente olhou para o carro e para fora novamente. Mãos nas coxas, músculos tensos, ela se esforçou para parecer tão despreocupada como Jackson. “E se eles nos seguir quando sairmos?” Jackson colocou o seu chapéu de volta na cabeça. “Então nós vamos despistá-los.” Ele colocou o carro em marcha e saiu. “Só isso?” “Sim.” “Você não vai anotar o número da placa?” “Claro que vou. E rastrear ou pedir a Dare para verificar. Mas pode não ser nada.” “Você não acredita nisso.” Já sentia que podia lê-lo, e enquanto ele podia agir todo indiferente, estava em estado de alerta. “Acredita?” “Acredito que está tudo sob controle.” Depois de puxar para a rua, ele olhou no retrovisor e seguiu dirigindo. “Agora, sobre você e eu e a manhã péssima depois.” Ele não podia estar falando sério. “Eles estão seguindo?” “Não se preocupe com isso.” Olhou para trás, consternada, e não se surpreendeu ao ver que, em efeito, os seguiam. “Quantas vezes fiz sexo com você?” Ela o olhou como se não acreditasse que ele estava falando disso. “Não sei.” 107


Ele gemeu. “Não me ofenda, mulher. Está dizendo que lhe impressionei tão pouco que não conseguiu contar?” Ponto para ele, Alani rosnou. “Cinco vezes.” “Cinco! Não me diga?” Ele sorriu. “Isso é um recorde pessoal para mim.” Ele poderia ser tão ultrajante. “Disse a você que estava muito entusiasmado.” “Acho que é mais você sendo tão irresistível.” “Não é provável.” Enquanto ela o observava, Jackson olhou no espelho retrovisor várias vezes. “Ninguém jamais pensou assim antes, mas pelo que entendi, você sempre foi insaciável em questão de sexo.” “Não. Quem te falou, afinal?” Ele fez um som e repetiu. “Insaciável,” como se tal coisa não existisse em relação à satisfação sexual. “Aposto que você sempre foi uma pequena quente, mas com olhos de águia de Trace, todos os caras interessados estiveram, provavelmente com medo dele.” Pequena quente? “Você me faz soar como um carro de corrida.” Quando Jackson virou a esquina, ela olhou para o retrovisor lateral e viu o carro continuar em frente. Seu alívio foi tão grande, que caiu em seu assento. “Eles não estão seguindo mais.” “Não.” Jackson tirou o chapéu e jogou para o banco de trás. Ela notou que ele parecia não menos alerta, no entanto. “Vamos voltar para a sua gostosura em um minuto.” Ela não iria segurar a respiração. Pegando o celular do bolso, Jackson empurrou um botão e colocou em seu ouvido. Depois de mais um olhar para ela, ele disse: “Apenas verifique um sedan BMW prata. Pomposo. Quatro portas. Vidros escuros. Matrícula Eco-Lima-quatro-seis Delta-Bravo.” Ele ouviu um segundo, olhou para Alani novamente e disse: “Duvido.” Ele assentiu com a cabeça. “É isso aí.” Depois de fechar o telefone, colocou de volta no bolso. “Trace?” 108


“Sim.” Ele continuou a verificar os espelhos, a estrada, a área ao seu redor. “O que é duvidoso?” “Que qualquer cara que você encontre não te queira. Mesmo se ele não lhe dissesse isso, acredite em mim, se ele é hetero, está pensando sobre obter você nua.” O que ele disse era tão distante do que ela tinha perguntado, Alani que ficou estupefata. “Isso 锓 “Você tem um corpo realmente bonito. Eu disse-lhe isso na noite passada?” Não exatamente, mas deu-lhe elogios comparáveis a noite toda. Ela não entendeu mais agora do que tinha então. “Não sou realmente cheio de curvas.” Ela olhou para seu próprio peito medíocre. “E em comparação com Priss e Molly”“ “Não, ei, ei, não vá lá.” Desconforto lhe tinha deslocando os ombros. “Priss e Molly são casadas com meus amigos e discutir seus peitos está fora do limite. Não posso fazer isso.” Ele parecia tão horrorizado que Alani riu. “Isso faz você se sentir desconfortável, não é?” “Falta de respeito, isso é tudo.” Ele se virou na estrada que o levaria para a área comercial nas proximidades. “Vamos apenas dizer que vocês três são espetaculares, mas de maneiras diferentes, ok?” “Você tem que admitir que elas são bem dotadas.” “Eu acho.” Ele deu de ombros. “Não importa, porém, porque elas não são você.” Ahhh... O coração dela se apaixonou mais. Essa foi a coisa mais legal sobre qualquer homem que nunca tinha dito a ela. Ela estendeu a mão sobre o assento e colocou a mão sobre sua coxa. “Você é tão curioso sobre o que você fez para mim...” Isso acalmou a consciência sensual. “Sim?” Seus dedos estavam provocando a coxa apertada. “Você não quer saber o que eu fiz para você?”

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“O que você...?” Em um respirar fundo, ele lançou lhe um olhar e o sedan prata BMW apareceu novamente, desta vez vindo em direção a eles. “Como eles”“ “Segure.” O BMW se saltou a toda velocidade um semáforo em vermelho, trocou de sulco e avançou velozmente para eles. Alani engasgou. Pneus guincharam. Outros motoristas tocavam suas buzinas. Para evitar uma colisão frontal, Jackson fez algumas manobras rápidas, levando-os para cima e sobre a calçada, passando por um triz por um poste de telefone e um carro parado. Ele voltou para a rua novamente apenas para quase colidir com uma van. Ao lado da estrada, ele pisou no freio. Deixando o carro em ponto morto, abriu a porta de repente e saiu para olhar ao carro que se afastava. Ao olhar para trás, Alani viu que o BMW derrapava e desaparecia dobrando uma esquina. O condutor de um caminhão se aproximou correndo. “Ei, vocês estão bem? Alguém se machucou?” Dois homens mais jovens, amaldiçoando, ofereceram uma ajuda similar. Um deles disse a Jackson: “Que diabos foi isso? Você viu que passou o farol vermelho?” Seu amigo acrescentou: “Eu pensei que ele ia os acertar em cheio.” Alani ouviu Jackson responder, seu tom de voz correspondente aos dos outros homens, aquecido, furioso. Ele era um bom ator; não havia nada imperfeito acerca de Jackson. Enquanto ela o observava, chegou para trás e puxou para baixo a bainha de sua camiseta para cobrir uma arma. Ela não deveria ter ficado surpresa. É claro que ele estava armado. Como Trace e Dare, ele provavelmente não saia sem uma arma ou duas.

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O disparo de seu coração começou a desacelerar. Por que ela não tinha notado o bojo antes? Talvez porque ela estava tão interessado no resto do seu corpo. Ela tinha que aprender a prestar mais atenção. Não tinha seu sequestro lhe ensinado alguma coisa? Jackson enfiou a cabeça na porta. “Você está bem, querida?” Atrás dele, os outros homens espiaram-na também. Ela percebeu que tinha um aperto de morte na maçaneta da porta e deliberadamente soltou seu agarre. Uma respiração, duas... Ela deu um sorriso. “Estou bem.” Seu olhar parecia diamante brilhante e cheio de determinação, mas seu tom de voz manteve essa qualidade “típico do sexo masculino.” “Tem certeza?” “Só abalada, isso é tudo.” Ela abriu a porta e saiu. Ninguém tinha se machucado, graças a Deus. O ar quente soprou contra o rosto dela. A luz solar refletia no concreto. O tráfego começou a se mover novamente. Olhando ao redor da área, viu tantos carros estacionados, postes, luzes e pessoas, que lhe pareceu um milagre que não tivessem batido. Porque essa era a intenção dos ocupantes do BMW, não ficava nenhuma dúvida. Alguém queria lhes fazer mal. Era ela seu objetivo, ou era Jackson? Pouco importava. Nenhuma das duas coisas era aceitável. .”.. Não pude ver o motorista,” o homem mais velho estava dizendo. “Não com aquelas janelas escuras.” “Tenho parte do número da placa,” um dos homens mais jovens, disse. “Eu escrevi no verso de um recibo.” Ansioso para ajudar, ele entregou a Jackson. “Esse cara poderia ter matado alguém.” 111


Cara. O pressuposto é que qualquer pessoa dirigindo tão agressivamente era provavelmente masculino. Jackson disse: “Obrigado.” Ele enfiou o recibo esfarrapado em um bolso de trás. Levantando uma mão, Alani protegeu os olhos do sol poente. “Bem, espero que o motorista chegue em casa sem colocar em perigo qualquer outra pessoa.” Jackson estudou. “Deveríamos estar indo,” ela disse a ele. Ele precisava fazer... tudo o que foi que ele fez durante os tempos de emergência. Para apressar as coisas, ela disse aos transeuntes: “Obrigada por parar.” “Queria ter certeza de que vocês estavam bem.” O motorista do caminhão tirou o boné e colocou novamente, fixando-o exatamente da mesma maneira. “Essa foi uma condução alucinante que você fez lá. É uma maravilha que você não falhou.” Verdade. Da próxima vez, eles teriam a mesma sorte?

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Capítulo Sete Sem saber o que pensar do humor de Alani, Jackson apertou as mãos no volante. “Você tem certeza que está bem?” “Sim.” Ela manteve o rosto virado para a janela. Querendo confortá-la, ou acalmá-la, ou fazer... o que ela pode precisava dele, Jackson a pressionou. “Não está um pouco assustada?” Ela olhou para ele. “E você?” Ele bufou. “Não.” Ele não se abalou. “Claro que não.” Alani assentiu com a cabeça e voltou a desviar o olhar. “Nem eu.” Maldição! Não queria que Alani pensasse que esperava que reagisse igual a ele. Ele era um profissional, e aquilo não era o mais perigoso que lhe tinha passado, nem de perto. “Você parecia assustada logo depois que aconteceu.” Seu ombro levantou. “Pensei que nós iríamos bater.” Com os dedos nervosos, ela colocou o cabelo atrás da orelha. “Mas não fizemos.” “Você sabe que eu não vou deixar nada acontecer com você?” Um sorriso triste, confuso, entrou e saiu tão rápido que quase o perdeu. “Você não é invencível, Jackson.” Ele repetiu, com mais força. “Não vou deixar nada acontecer com você.” Quase como se para confortá-lo, olhou seu caminho, e disse baixinho: “Tudo bem.”

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Jackson chegou à conclusão de que teria que demonstrar-lhe e seguiu conduzindo em silêncio até que chegaram ao estacionamento da zona comercial. Ao apartar-se da estrada principal, Alani fixou seus grandes olhos dourados nele. “O que você está fazendo?” “Estamos indo jantar e um filme, certo?” “Estamos?” Confusa, ela olhou ao redor do monte. “Quero dizer, ainda? Mesmo depois do que passamos?” “Não foi para tanto.” Ele estacionou o carro e caminhou ao redor do capô para abrir a porta. Alani deu-lhe um olhar duro. “O que estamos fazendo realmente?” Ele estendeu a mão. “Nós estamos realmente indo pegar alguns mantimentos para o jantar e alugar um filme. Mas nada de comédias românticas, no entanto. Qualquer coisa, menos isso.” Alani não tomou sua mão. “Tudo bem, tudo bem, menos comédias românticas. Eu posso sofrer com os outros se importa tanto assim para você.” Seu longo suspiro expressava sarcasmo, aborrecimento e uma recusa em ceder. “Não há nenhuma maneira que vai me convencer de que não te importa que tenhamos sofrido um ataque direto, porque isso é o que foi. Esse carro queria que nós batessemos. Estou segura de que tem uma teoria e quero saber qual é.” Jackson havia dito a Trace que ela não era uma boneca de porcelana. E tampouco era tola. Percorreu o estacionamento com o olhar, mas não sentiu que estivessem vigiando. “Lembra-se o que você disse sobre manter nossa rotina, para atraí-los para fora?” Agora que ele tinha começado, ela aceitou sua mão e saiu. “Sim.” “Isso é o que estamos fazendo.” Ele colocou seu braço ao redor dela e se dirigiu para o aluguel de vídeo em primeiro lugar. “Não acredito que agora mesmo nos estejam vigiando, mas 114


em caso de que não seja assim, pensarão que acreditamos que o que aconteceu foi devido a um condutor irresponsável.” “Porque você não quer que eles saibam?” “É melhor manter os bastardos cozinhando.” “Obrigado por me dizer.” Eles entraram na loja de vídeo com ar condicionado. Deixando sua preferência conhecida, Jackson guiou ao redor para os filmes de ação. “Não quero te assustar. É por isso que não lhe disse.” Solene, ela perguntou: “Você espera que eu surte?” Ele pensou sobre isso, estudou seu rosto sério e balançou a cabeça. “Na verdade não. Você é uma coisinha, e não há esse ar de inocência ao seu redor.” Ele se inclinou para falar mais perto de seu ouvido. “É sexy como o inferno, deixe-me dizer-lhe.” Às suas palavras sussurradas, ela chegou a uma parada no corredor. Jackson se endireitou e ela se moveu novamente. “Mas acho que você tem um inferno de muito mais coragem do que deixava transparecer.” Desta vez, o seu “obrigada,” foi muito mais real. “Trace terá minha bunda, mas se você realmente quer saber os planos, então vou dar a você.” “Então você não contou... tintim por tintim?” “Não...” Parando em frente à sua seção de cinema favorita, ele escolheu um novo lançamento com Bruce Willis. “Olha, este está à venda. Podemos comprá-lo, em vez de alugar.” Ela pegou o filme dele. “Então, o que mais você tem escondido de mim?” Oh. oh. Ela parecia chateada novamente. Jackson esfregou sua orelha. “Você sabe quando o carro parou de seguir a gente?” “Tomou outra rua diferente e eu pensei que era o fim de tudo.” 115


“Sim, eu sei que você fez.” Ele nunca, nunca, queria que ela perdesse a sua inocência. “A coisa é, eu sabia que estariam de volta.” Alani começou a compreender. “Quando você estava falando com Trace, você disse que havia algo duvidoso.” Do seu lado, duas mulheres olharam para ele por cima de uma prateleira de filmes. Jackson as ignorou. Ele e Alani falaram baixo o suficiente para que ninguém pudesse ouvi-los, e as mulheres, além de olhar o cobiçando, não eram uma ameaça de qualquer forma. “Ele perguntou se eu tinha os perdido. Mas percebi que o carro estava tentando dar a volta à frente de nós para nos cortar.” “Como você pode saber disso?” “Instinto.” Jackson segurou seu rosto, e ele não dava a mínima que vissem ele beijá-la. Ele manteve o contato breve, mas por vezes, em torno de Alani, não beijá-la não era uma opção. “Ele também me disse para mantê-la longe do perigo, e disse que faria.” Alani olhou para ele através de vários segundos antes que ela olhasse para as mulheres intrometidas. Ela olhou para elas. “Essas mulheres estão olhando para você.” Ele deu de ombros. “Não estou olhando para trás, agora, estou?” Com um dedo sob o queixo, ele trouxe seu rosto ao redor. “Finja que não estão lá.” “Você já estava cientes delas.” “Estou ciente de tudo, querida. Incluindo o seu ciúme.” “Meu...? Ha!” Irritada, pegou a escolha do filme na mão, e dirigiu-se para o caixa. Ele manteve o ritmo com ela. “Whoa. Espere, sim?” Mais algumas pessoas olharam no seu caminho, mas a maioria estava ocupada fazendo suas próprias escolhas de filmes. “Qual é o problema agora?”

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Alani parecia furiosa, tinha o semblante tenso e a cara fechada. Jackson acreditou que ia negar que estivesse ciumenta, mas ela disse: “Você sabia que o carro iria voltar de novo e não me disse.” “Suspeitava,” esclareceu. “E você está fazendo uma cena, indo para a guerra.” Sua expressão fechou ainda mais. Ele teve que morder de volta um sorriso. Ela estava tão enervantemente bonita quando irritada. Ele começou a dobrar seu cabelo atrás da orelha, mas ela virou a cabeça para o lado, e ele tirou a mão. “Se não se acalmar um pouco, vai inteirar todo mundo que uns desconhecidos com muito más intenções nos estão seguindo e estamos sabendo disso. E me permita te dizer que isso nos causará certos problemas com a polícia local.” Milagrosamente, enquanto Jackson assistiu, suas feições suavizaram. Embora seus olhos ainda brilhassem com aborrecimento, ela riu, deu um tapa nele, então foi na ponta dos pés para beijá-lo direito na boca. Parecia que eles tiveram uma briga e em seguida, fizeram as pazes. Deixando uma mão em seu peito, ela voltou em seus próprios pés e perguntou inocentemente. “Melhor?” “Oh, sim.” Sua agilidade em manipulação e manter a cobertura o excitou. A mulher tinha habilidades inexploradas. “Se você quiser, pode me beijar de novo para confirmar.” Em vez disso, sorrindo para ele, ela arrastou um dedo no peito todo o caminho até a fivela do cinto. Ela olhou para a mulher que ainda estava olhando para ele e baixou a mão com um sorriso satisfeito. “Vamos!” Sim, Jackson pensava. Vamos. Ele não podia esperar para ficar sozinho com ela para que pudessem realmente falar. E para que ele pudesse realmente beijá-la. E talvez conseguir a mão de volta em seu cinto. 117


Mas quinze minutos mais tarde, depois de comprar o filme, eles estavam no meio da compras de supermercado, quando ele percebeu que ela estava mais chateada que ele pensava. Por rotina, ela deixou cair itens no carrinho de supermercado, ficando a alguns passos à frente dele, sempre mantendo-o em suas costas. Dando-lhe o ombro frio. Ela tinha se afastado dele. De novo. . . Ele não gostou. Ele preferia muito mais sua provocação ou mesmo sua raiva, porque pelo menos, em seguida, ela se abria para ele. Mas isso, o tratamento do silêncio, irritava. Ele esperou até que eles estavam na frente do produto, longe da maioria dos ouvidos indiscretos, antes de perguntar: “Então o que você fez para mim?” A rigidez quase imperceptível de ombros deu-a para longe. Ela permaneceu em silêncio enquanto ela colocou um tomate com os outros mantimentos. Destemido, Jackson se inclinou sobre o carrinho de compras com os braços cruzados. “Lembre-se, você disse que eu deveria parar de perguntar o que eu fiz para você, e em vez disso perguntar o que você fez para mim. Então, eu estou perguntando. E minha imaginação está correndo selvagem.” Ela não o reconheceu quando colocou um saco de cinco quilos de batatas no carrinho. Isso significava que ela esperava alimentá-lo mais de uma vez ou ela sempre comprava cinco quilos? “Vamos, Alani,” ele a levou, na esperança de atraí-la para fora de seu estado de espírito. “Se eu tenho um hummer, eu realmente gostaria de saber —” Ela bateu um saco de cenouras no carrinho, tão perto dele que ele pulou para trás. Fascinado com seu temperamento, ele esperou, observando-a de perto, antecipando o que ela poderia fazer. Ela parou, respirou. Seus olhos se estreitaram mesquinhamente. “Sim.” A onda de calor estalou coluna reta de Jackson. “Sim, o quê?” 118


“Sim.” Ela sorriu com satisfação presunçosa. “Você teve um... um Hummer. “ Dizendo que trouxe um blush para sua pele clara, mas não a impediu de olhar corajosamente em direção a sua virilha. “E enquanto eu não sou realmente perita, você definitivamente gostei.” Oh, inferno. Ela sabia como lutar sujo também. Quando ela passou por ele, segura de que ele entedeu seu ponto, ele virou o carro e correu para alcançá-la. “Então...” Todos os tipos de imagens atravessaram sua mente, algumas delas dolorosamente doces, a maioria delas escaldantes, algumas até atrevidas. Estrangulando em seu desejo sexual, ele limpou a garganta. “Será que eu... você sabe, forcei você a fazer isso?” Ele odiava esse pensamento, tanto quanto ele amava o outro pensamento que ela queria sentir o gosto dele, que ela talvez iniciado essa forma particular de prazer íntimo amado por todos os homens. “Ou será que você,” ele procurou a palavra certa “foi voluntária?” Por cima do ombro, ela disse: “Eu não posso ser coagida.” E ela sorriu aquele sorriso provocando novamente. “Eu estava curiosa. Você me deixou confortável.” Ela encolheu os ombros como se isso explicasse tudo. Sim, ele poderia apenas imaginar como ele tinha sido complacente. Ele não se importaria de deixa-la confortável novamente, em breve. Jackson mudou-se ao lado dela. Não foi fácil, já que ele teve que empurrar o carrinho pelos corredores lotados. “Então...” Porra, mas ele nunca foi hesitante com conversa sobre sexo antes. Ele teve de limpar a garganta novamente. “Você gostou?” “Claro. “Ela nem sequer ter um segundo para pensar sobre isso. “Na verdade, eu adorei.” Seus joelhos ficaram fracos. Seus batimentos cardíacos a galope. De jeito nenhum ele poderia abalar o visual da boca de Alani sobre ele, sua língua movendo-se sobre ele, seu rosto encovado como ela... Meu Deus! Em um coaxar, ele perguntou: “Interessada em fazer isso de novo?” 119


“Isso depende.” Oh, não. Não, não, não. Ele não iria negociar com ela. Ele não deixaria qualquer mulher, nem mesmo Alani, manipulá-lo com o sexo. Mãos apertadas na alça do carrinho, seu abdômen em nós, ele perguntou: “Depende do que?” “Como o nosso relacionamento progride, é claro.” Desta vez, sua risada era legítimo quando ela parou e se virou para ele. “Você espera que eu negocie? Ofereça favores em troca de... o quê? Menos de capa e espada? Mais abertura?” “Eu não sei.” Ele nunca iria entendê-la, mas por Deus, ele iria continuar tentando. Talvez. Gentilmente, como se explica a uma criança, ela disse: “Você faz o que faz, Jackson. Dentro de sua área especializada de conhecimentos, quero dizer.” Ela bateu a mão. “Se você estiver em qualquer lugar próximo tão bom quanto o meu irmão ou Dare, então quase tudo que você faz tem um motivo, eu tenho certeza. Nem sempre posso gostar do método, mas eu entendo a intenção.” Seus molares cerrados. “Eu sou tão bom quanto eles, dane-se.” “E tão incrivelmente modesto, também.” Voltando sua atenção para as prateleiras, ela examinou algumas especiarias. “Mas nada disso tem nada a ver com o nosso relacionamento privado, agora, não é? E eu tenho medo que os dois estão indo para o embate.” Ele pegou alguns grãos de pimenta e jogou-os com os bifes. “Embate como?” “Eu não estou em seu trabalho, lembra-se? Eu não prospero quando estou em perigo. Eu acho que em termos de metas e ameaças e contramedidas, sou apenas a sua média e nada incomum designer de interiores. “ Ele deixou sua deriva olhar sobre ela. “Nada sobre você é comum, mulher.” Por apenas um segundo, ela pareceu movida pelo elogio, antes de erguer sua resistência novamente. “A menos que você explique seus motivos de vez em quando, como eu vou decifrar quando estou sendo mantida no escuro para o meu próprio bem, versus quando você simplesmente não quer compartilhar algo comigo?” 120


Ele esfregou sua orelha. “Eu não sei.” “Eu não sei, também, mas torna impossível para mim avaliar as coisas.” Ela tocou-lhe o queixo. “E isso é um enigma.” Uma mulher passou raspando por seu carrinho. Embora ela tinha o que parecia ser uma criança de dois anos de idade com ela, deu-lhe uma olhada e sorriu. Como se quisesse protegê-lo com seu corpo, Alani entrou na frente dele e olhou com raiva para as pobres compras. “Olhar assassino.” “Eu suponho que você adora toda a atenção, não é?” “Eu...” “Esqueça isso, Jackson. “Recusando-se a deixá-lo responder de um jeito ou de outro, ela indicou os seus mantimentos coletados, os bifes grossos, ingredientes para salada e batatas. “Temos tudo?” “Parece.” “Ótimo. Vamos sair daqui.” Ela passou à frente, esperando que ele seguisse. “Sim, querida,” disse ele, mais para si mesmo, porque ele não queria que ela discutisse sobre algo tão bobo como a atenção não solicitada. Ele assistiu o balanço de seus quadris enquanto a seguiu para a frente da loja. “Eu suponho que você não pode evitá-lo.” Sua atenção levantada para o ombro frio, e ele perguntou, com falsa doçura: “Você está falando comigo?” “Sim. Ela poupou-lhe um olhar.” Eu estou sendo injusto e eu sei disso. “E depois ainda mais a contragosto, “Desculpa.” “Está tudo bem.” Na verdade, era uma algo de bom vê-la com ciúmes. Depois de toda a sua indiferença, isso se sentia como um bálsamo para seu orgulho. 121


Uma mão na testa, ela murmurou, “Você não pode ajudar-se que você é tão bonito.” Ela olhou para ele de novo. “E alto.” Jackson deu de ombros. “E... sexy.” O sorriso veio lento e fácil, mas sua mente permaneceu em tumulto. “Já que você está falando comigo de novo, eu posso pedir esclarecimentos?” “Por quê?” “Essa coisa toda de enigma que você mencionou.” Para continuar fazendo progressos com ela, ele precisava entender. “Você está dizendo que quando for melhor que você não saiba algo, devo dizer-lhe que há algo que eu não estou dizendo?” Ele balançou a cabeça. Droga, ele mesmo se confundiu. Mas ela concordou. “Se eu sei que você está sendo evasivo para me proteger eu não acharei que você só está me afastando.” “Não faria isso de qualquer maneira.” Inferno, ele queria estar mais perto dela. Pelo menos por agora. Até que ele derramou a necessidade afiada para ela. E isso deve levar... oh, uma dúzia encontros sexuais no mínimo. Oh, [por favor]! Ele se esgueirou na fila atrás de um casal de idosos. Baixando a voz, Alani perguntou: “Então, você está disposto a abrir-se e dizer-me qualquer coisa que eu gostaria de saber?” Cauteloso agora, com medo de uma armadilha, Jackson disse: “Sim?” “Você não sabe se é sim ou não?” “Na verdade, eu não sei você está empurrando na parede.” “Não empurrnado. Eu só estou tentando estabelecer os parâmetros da nossa... associação.” “Relação, maldição.” 122


A senhora “cinquenta-e-tantoa-anos” à frente de Alani olhou para trás, em seguida, fez uma dupla tomada, e desta vez ela não desviou o olhar. Jackson baixou a voz mais. “Nós dormimos juntos, e vamos dormir juntos de novo,” pelo menos ele esperava que sim “então estamos em um relacionamento. “Até que ponto as coisas iriam... ele não sabia ainda. Mas ele não iria deixá-la negar o que eles tinham, só porque ele não se lembrava dela. Merda. Alani sorriu. “Vamos testar esta teoria.” Ainda mais cauteloso, Jackson se preparou. “Ok.” E então, “Como?” “Eu tenho tantas perguntas sobre você.” Deus, ele odiava o antigo material introspecção. Se ela fosse qualquer outra mulher, ele teria acabado de provocá-la, acalma-la novamente e, em seguida, colocar um monte de espaço entre ele e sua curiosidade. Mas ele não podia fazer isso agora. Não só ele precisava ficar perto de Alani para mantê-la segura, mas ele a queria. Uma e outra vez. “Talvez pudéssemos deixar isso de lado um pouco?” Acanhada, Alani disse: “Claro, Jackson. Não há nada que eu realmente preciso saber.” “Droga, eu não disse isso.” “No entanto, você está se esquivando.” Ele deu um olhar aguçado para a mulher mais velha, cujo marido mais ou menos a arrastou fora, e o jovem caixa que guardava sorrateiramente espreita para ele. “Evitando bisbilhoteiros, na verdade.” Ela seguiu seu olhar e fez uma careta. “Inacreditável.” Era a sua vez no caixa, e enquanto Alani alternadamente bateu as suas compras para a esteira, ele examinou o estacionamento através das janelas dianteiras maciças de loja. Carros-se

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reorganizado em uma maré mudando continuamente, alguns de partida, alguns lugares de estacionamento, com os pedestres vagando. Ele não viu o sedan prata, mas, em seguida, alguém teria de ser um tipo especial de estúpido, ou incrivelmente arrogante, para continuar usando o mesmo carro, especialmente com ele sendo tão identificável. Não muitos podiam pagar um veículo de cem mil dólares. Ostentação. Quem os seguia tinha uma necessidade de ostentar sua riqueza. Ou então o carro foi roubado e seria abandonado logo em favor de um veículo diferente. Quando Alani começou a abrir a bolsa para pagar o funcionário, ele pegou seu pulso e franziu o cenho para ela. “Nem pense nisso.” Enquanto o jovem caixa estourado chiclete e olhou entre eles, Jackson puxou um cartão de crédito de sua própria carteira. Alani se inclinou sobre as mãos para ler o nome no cartão, e sua sobrancelha direita levantada. Confiando nela para não questionar o nome em seus documentos, ele correu o cartão, pegou o recibo e levantou os sacos no carrinho. Em voz baixa, disse: “Fique à minha esquerda e um pouco atrás de mim.” “Você está esperando problemas?” “Nah. Mas eu sempre me preparo para isso de qualquer maneira.” Felizmente, eles chegaram até o carro sem problemas e sem a sensação de estar sendo observados. Ondas de calor nebuloso emanava do asfalto. Ele sentiu sua camiseta colar na sua espinha e notou o brilho no rosto de Alani novamente. “Vá em frente e se instale enquanto eu carrego as sacolas na parte de trás.” Ela foi mais longe e abriu a porta do motorista para deixar sair um pouco do calor acumulado. “Obrigado,” Depois de ligar o ar-condicionado, ele tirou o carro da vaga e continuou a varrer a área, mesmo enquanto dirigia para fora do estacionamento. 124


Alani o observava. “Você precisa de mim para ficar quieta e assim você pode se concentrar?” Que gracinha! E pensativa. “Não, está tudo bem, mas obrigado.” Ele olhou para ela o tempo suficiente para sorrir para a sinceridade em seu rosto. “Você tem certeza? Eu não quero ser a causa de distraí-lo.” “Eu posso ser multitarefa.” E era coisa boa, uma vez que ela estava distraindo-o a partir do dia em que a conheceu. Houve momentos em que ele quase não conseguia pensar em mais nada. “Felizmente, os meus instintos assumem quando necessário.” “Então eu posso perguntar uma coisa?” Tarde demais, Jackson percebeu que ele poderia ter evitado a inquisição se ele a deixasse acreditar que ele tinha que se concentrar. Cautelosamente, ele disse, “Uh... com certeza,” como ele puxou de volta para a estrada principal. Passando pelo mesmo caminho pelo qual vieram, ele observou as marcas de pneus onde, graças à BMW prata, outros tinham sido forçados a frear forte para evitar a colisão. Ele viu a marca na área gramada, deixada por seus pneus quando ele tinha ido para fora da estrada. Ele viu cascalho espalhado em todos os lugares em toda a estrada. Em nenhum momento se sentiu fora de controle com o carro, mas o irritou que alguém tinha colocado Alani no caminho do perigo. Quando ele descobrisse o responsável, haveria um inferno para pagar. “Como você se conectou com Dare e Trace?” Oh- oh. Não é exatamente o tipo de pergunta que ele esperava. Para comprar a si mesmo um momento para pensar, Jackson parou atrás de uma luz vermelha e disse: “O que é isso?” Seu olhar disse que reconheceu o seu estratagema. “Eu sei que o Trace não recruta. Isso iria exigir publicidade, e naturalmente, como um mercenário muito particular para alugar, ele não

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pode fazer isso. Vocês tinham que atender de alguma forma, mas eu nunca ouvi falar como ele surgiu. Então diga-me” “Você engoliu?” Eles olharam um para o outro, Jackson com um estremecimento interior, Alani com incompreensão de onde tinha vindo a questão. Ele tinha ficado desesperado para inviabilizar sua linha de questionamento, mas ele não tinha a intenção de atirar a pergunta assim. Claro, era algo mais alto em sua mente, comendo-o, tornando-se difícil manter o desejo para baixo. O único problema, ela não parecia entender. Ela balançou a cabeça em confusão. “Engoli o quê?” Então, ele tinha que soletrar? Bem, pelo menos ele a tinha em outro tópico. Ele limpou a garganta. “Você sabe... eu.” Suas sobrancelhas subiram, os lábios entreabertos. O semáforo ficou verde. Jackson dividiu sua atenção entre a condução, o levantamento da área e estudando a compreensão chegar a Alani. Sua respiração se aprofundou. Sua voz engrossar. “Você fez isso?” Ela lambeu os lábios. “Você não me deu uma chance.” Ele pegou a mão dela e levou-a para sua coxa, mantendo-a com a sua. O contraste o enlouquecia, como pequena e delicada sua mão se sentia sob a sua, como isso afetou-lhe por ela tocá-lo, mesmo em cima da coxa através de seu jeans. “Diga-me como isso tudo aconteceu, sim?” Seus dedos se enroscaram, mordendo seu músculo. “Eu estava... beijar você. Ali.” Ela assentiu com a cabeça em seu colo. E maldito, mas ele sentiu. “Com você até agora.” “Você... você tinha uma mão no meu...” Para mostrar a ele, ela estendeu a mão com a mão livre para a parte de trás de seu pescoço. “Você estava meio que me guiando, eu acho.” 126


“Sim?” Seu pau se contorceu com o visual. “Gostou?” Ele estendeu a mão para sua nuca, fechando a mão grande em torno dela, amassando-a, seus dedos se enredaram em seu cabelo sedoso. “Sim.” “Estávamos na cama?” “Não. Ou seja, você estava. Você sentou-se ao lado do colchão, mas eu estava... no chão. Na sua frente.” Diabos, sim. Semi-ereto agora, ele não conseguia parar de atormentar a si mesmo. “De joelhos?” Balançando a cabeça, ela lambeu os lábios novamente. “Você estava fazendo esses sons sensuais ásperos, como... eu não sei. Gemidos baixos. Quase como se estivesse com dor, mas gostando.” “Sim.” Uma deliciosa dor. Ele estava lá novamente, sofrendo por ela. Sua mão em sua coxa deslizou mais elevado, a borda de seus dedos empurrando contra seus testículos. Ele não tinha gozado em suas calças desde o ensino médio, mas se ele não esfriasse as coisas, poderia ser uma possibilidade. Liberando seu pescoço, Jackson fechou os dedos finos na mão dele e moveu para o terreno seguro entre os assentos. Com uma mão na direção, ele virou uma esquina, e não foi diretamente para a casa de Alani, mas sim para onde tinha deixado o carro em uma garagem privada. Ela não percebeu. Ele sabia que ela queria ir ao seu local de trabalho, também, mas ele não achava que ele poderia lidar com isso. Agora nao. Não com a forma como ela torceu-o de dentro para fora. “Vá em frente.” ele solicitado.

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“De repente, você meio que... quebrou.” Ela correu suas palavras entre as respirações se apressou, como se a recontar a afetava tanto como ele fez ele. “Você me afastou e caiu no chão comigo e então...” “Então?” “Você estava dentro de mim e era duro e selvagem e...” Ela soltou um suspiro. “maravilhoso.”

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Capítulo Oito Ok, hora de reorientar. Jackson ajustou a calça jeans e se mexeu no assento. Sabendo que Alani assistia todos os seus movimentos, sua expressão ansiosa, ele novamente pegou a mão dela e levou-a à boca. Contra a sua pele macia, ele rosnou: “Eu vou adorar ficar dentro de você de novo.” Se Deus quiser, isso seria hoje. Ou melhor ainda, antes do jantar. “Mas para não envergonhar a mim mesmo, temos que mudar de assunto, logo.” Ela apertou a mão dele, até que ele entrou na garagem privada. “O que você está fazendo?” “Buscando outro meio de transporte.” Ele abriu a janela e empurrou em um código de segurança na entrada. Um portão subiu, e ele levou para a garagem escura. Olhando ao redor, surpreso, Alani perceberam que não era exatamente “para baixo ao virar da esquina,” como ele alegou. Seu olhar acusador virou de volta para o seu. “Ok, Jackson Davidson, então agora seria um bom momento para você começar a explicar.” Ela deliberadamente enfatizou seu nome fictício, por isso, ele se dirigiu a esse primeiro. “Acalmem-se, mulher. Você sabia que eu usei um pseudônimo.” Durante toda a sua sensualidade suave, aquecida de um minuto antes de se fundiram em temperamento. “Jackson Davidson,” ela repetiu com escárnio. “Como é que você veio com isso?” “O que é que isso importa?”

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“É importante porque agora eu estou me perguntando se eu sequer sei o seu nome real.” Ela sentou-se na cadeira, braços cruzados, expressão gritante. “Agora eu estou me perguntando se eu sei alguma coisa sobre você que é real.” Seu próprio humor negro tomou conta “Você sabe que eu quero você.” Ele se inclinou em sua raiva. “E você sabe que eu vou te proteger. Isso não conta para alguma coisa?” “Há uma mulher que você não quer?” Ela cutucou o peito. “E quanto à proteção, Dare ou o meu próprio irmão poderiam lidar com isso.” Ela só tinha que manter empurrando-o, enfurecendo-o com estranhos sentimentos como possessividade. Sua voz baixou para coincidir com a sua frustração. “Droga, mulher, eu não queria mais ninguém desde que conheci você.” As duras palavras ecoaram na garagem cavernoso. Alani piscou grandes olhos para ele. “Verdade?” Deus o ajudasse, ela o fez duro. “Dare e Trace não precisam pairar sobre você, porque eu estou nisso. Eu e só eu. Acostume-se.” E com esse comando forte, beijou-a mais duro do que ele queria e ficou surpreso quando ela o beijou de volta. Nada poderia tê-lo suavizado mais rápido, sufocado com mais emoção, do que um lembrete do quanto ela o queria também. Com um suave som de aceitação, ela deu a ele, e Jackson novamente teve que lutar e se recompor. “Calma, amor.” Ele beijou o lábio inferior, no canto de sua boca. “Vamos chegar à sua casa e então nós podemos continuar a partir daqui.” Travada entre alívio que Jackson não tinha notado a falta de um preservativo em sua releitura de sua vida amorosa, e aborrecimento que ele mentiu para ela abertamente sobre onde ele tinha estacionado, Alani não tinha sido preparada para o impacto de seu beijo. Mas ele tinha um efeito surpreendente sobre ela. Gostasse ou não, ela tinha que aceitar que onde Jackson Savor estava em causa, ela não tinha força de vontade. 130


Ele disse que não queria mais ninguém desde que se conheceram. Ela empurrou o cabelo do rosto e respirou fundo. “O seu sobrenome é realmente Savor? Ou isso é um engano, também?” Surpreso, ele olhou para ela, irado, ligado, talvez até um pouco perdido. Não, o que ela estava pensando? Um homem do calibre de Jackson, um mercenário com o seu conjunto de habilidades, não se sentia perdido em conflitos amorosos. “Sim, esse é o meu nome. Não espalhe por aí, ok?” Em uma onda de irritação, ele pegou o chapéu do banco de trás, abriu a porta do carro e saiu. Depois de bater o chapéu em sua cabeça, ele fez um show em ajustar a sua calça jeans, o que tornou impossível para ela não notar sua ereção. Ele se inclinou para dentro do carro na parte de trás. Olhos verdes escuros direto, a voz afiada, ele disse: “Para sua informação, essa era uma dessas medidas de precaução que, na época, eu achei que você não precisava saber.” “E agora?” “O inferno, mulher, do jeito que você me manteve torcido, a localização do meu carro não estava em primeiro lugar em minha mente.” Alani considerou que poderia compreer. “Ok.” Ele começou a relaxar. “Você vai me dizer como você e Trace de conheceram?” Ele nem sequer tentou esconder o seu gemido. Ele ainda conseguiu um olhar de sofrimento. Ela não precisava ser atingida na cabeça. “Esqueça que eu perguntei. Deus me livre eu desenterrar um segredo de Estado, ou empurrá-lo fora de sua zona de conforto sobre algo tão...” “Bem!” Uma mão no teto do carro, um na porta aberta, ele baixou a cabeça para a frente em um hangdog representar. “Eu vou te dizer quando chegar à sua casa, ok?” Ele a fez sentir-se culpada, e ela não gostou. “Não é necessário.” 131


“Sim, eu acho que é.” Seu olhar procurou o dela. “Eu não vou pedir desculpas por ser definido em meus caminhos. Eu sempre fui privado, e trabalhar com o seu irmão tem me feito mais.” “Eu não te pedi para se desculpar.” Ela queria honestidade, não contrição. “A coisa é, o como e o porquê do caminho que nos encontramos não é algo sobre o qual eu gostaria de falar. Mas você pode muito bem ouvir isso de mim, em vez de seu irmão. Ele provavelmente vai distorcer tudo só para me fazer ficar mal.” Voltar à estaca zero. “Se você realmente não quer —” “Não importa. “Ele balançou a cabeça. “Isso estava prestes a chegar, mais cedo ou mais tarde.” Mais cedo ou mais tarde, ou seja, ele pretendia se envolver com ela além do futuro imediato? Ela só não sabia. “Ok.” “Ótimo. Então afunde sua bundinha sexy aqui atrás do volante, para que possamos começar a nos mexer.” Agarrando a bolsa, Alani optou por não afundar em favor de sair e caminhar ao redor do carro. A garagem não era tão grande, e ela contou doze carros dentro. “Que lugar é esse?” “Parque de estacionamento privado. Nós fazemos uso deles em áreas que visitamos com frequência. Assim que você configurar casa, Trace garantiu este lugar.” Ela deslizou para trás do volante. “Quem estaciona aqui?” “Nós fazemos.” Ele passou cerca de fixação o cinto de segurança para ela. Ela ficou intrigado o suficiente para que ela o deixasse. “Mas a quem os carros pertencem?” “Por que?” Ele examinou a matriz colorida de veículos em várias faixas de preço, de novo em folha à lata velha. “Um deles agrada a você?” Não era isso. Ela nunca foi louca por carros. Ela queria um transporte de confiança. 132


“Desde que você não tem uma preferência, eu acho que vou pegar esse SUV preto. Parece que ele tem um pouco de músculo.” Sabendo que ela estava prestes a aprender mais um segredo, Alani perguntou: “O que você quer dizer, você vai agarrá-lo? Certamente você não rouba carros como um hábito regular.” “Claro que não. Estes são todos nossos, ficam aqui no caso de precisarmos despistar alguém que esteja nos seguindo.” Ele fechou a porta e, em seguida, bateu no teto do carro. “Direto para casa. Eu não estou esperando nenhum problema, mas eu estarei bem atrás de você.” Com a boca aberta de surpresa, Alani assistiu-o ir para um caminhão e abrir a porta do passageiro. Ele levantou a duas mochilas e mais alguma coisa a partir de porta-luvas. Ele fechou e trancou o carro e foi para o novo e brilhante SUV, abriu a porta e ficou lá dentro. Através da janela da porta, ele acenou. Incrível. Aparentemente, havia muito mais sobre a empresa de seu irmão do que ela jamais imaginou. Tinha a sensação de que havia mais a Jackson Savor também. Tudo nele a encantava. Ela não podia esperar para aprender ainda mais.

ENQUANTO JACKSON preparava os bifes, Alani colocou as batatas no micro-ondas e preparou a salada. Por acordo silencioso, eles escolheram ter o alimento pronto antes de começar o que seria com certeza uma longa conversa. Jackson tinha deixado suas mochilas apenas dentro da porta da frente. Alani percebeu que ele ainda não queria guardá-los no quarto de hóspedes, na esperança de que ele poderia compartilhar seu quarto. Ela meio que esperava isso também.

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Em seu pátio, o grill já estava aquecido. Eles planejaram comer fora, então ela já tinha carregado uma bandeja com talheres e guardanapos. Embora ambos estivessem ocupados, ela não conseguia parar de roubar olhares para Jackson. Mesmo olhando para ele lavando as mãos na pia, o escorregar de seus longos dedos, agora lisos de sabão, deixou-a fascinada. Ela adorava suas mãos. Eles eram grandes e capazes, o dobro do tamanho das dela. Elas tinham a tocado gentilmente, e quando ela queria mais, não tão gentilmente. De alguma forma, ele sabia como tocá-la, onde e quando, para obter o máximo efeito. O chapéu de cowboy, agora desaparecido, tinha amarrotado ainda mais o seu cabelo. Alani teve uma lembrança vívida de sua cabeça entre as pernas, com a mão em seu cabelo manchado de sol como sua mandíbula com barba áspera brincava com ela concurso coxas em contraste direto com o jogo suave de sua língua sobre ela, dentro dela. Soltando um suspiro trêmulo, ela chamou sua atenção. Mantendo as costas para ela enquanto ele estava no balcão com os bifes, ele olhou para ela, depois voltou por um tempo mais, sabendo leitura. Seu olhar vagou sobre ela, seus seios, sua barriga. “Você está bem, querida?” “Sim.” Aqui na cozinha, sozinha com Jackson enquanto preparava o jantar juntos, ela se sentia melhor do que ela teve desde seu sequestro. O canto da boca levantada. Ele virou-se com os bifes em um prato. “Um centavo por seus pensamentos.” Nunca antes ela havia tomado parte em brincadeiras sexuais, mas se ele queria jogar, ela daria o seu melhor tiro. “Eu estava pensando o quanto eu gosto do seu corpo.” Mas isso não chegou a cobri-lo, então ela balançou a cabeça. “Não apenas o quão forte você é, mas todo o resto, também.” Ele recostou-se no balcão. “Como?”

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“Suas mãos. Seus pés. A forma como seus ombros se movem sob a sua camiseta. O deslizar do seu pomo de Adão quando você engole. Mesmo suas orelhas são agradáveis.” Ele fez um som que era metade humor, meio desgosto. “Eu acho que você e eu temos negócios inacabados e está nublando seu cérebro.” Gesticulando com um aceno de cabeça, ele disse: “Vamos. Faça-me companhia aqui fora, enquanto eu grelho estes meninos maus.” “Ok.” Ela enfiou a salada na geladeira, tirou as batatas do forno em um prato, e seguiu-o para fora. “Pelo menos a varanda é sombreada esta hora do dia.” “Você tem um lugar agradável. Eu gosto.” O chiado de carne flutuava no ar quando ele colocou os bifes na grelha quente. Depois de tirar as batatas dela, ele disse: “Sente-se. Fale comigo.” “Sobre o quê?” Ela alisou a saia de seu vestido e sentou-se no banco para a mesa de piquenique. As flores plantadas e em torno de seu jardim atrairam as abelhas. Pássaros chickadees esvoaçavam dentro e fora. Uma leve brisa manteve o ar quente em movimento abafado. “No carro, quando a BMW nos correu para fora da estrada...” Ele temperado os bifes com sal e pimenta moída. “Você foi abalado por apenas alguns segundos.” A noite tinha virado sensual e ultra confortável. Alani não se importava de fazer admissões de sua fraqueza, não para Jackson. Ela colocou seus pés em suas sandálias e mexeu os dedos do pé. “Na verdade, ele quase parou meu coração.” “Sem chance!” Deixando bifes chiarem, ele deu um passo para o lado e cruzou os braços sobre o peito. “Você parecia fria como um pepino.” As coisas que ele dizia vacilavam entre ultrajante e hilariante. “Eu não.” Franzindo o nariz, ela confessou: “Eu sou uma terrível covarde.” Ele apontou um grande garfo para ela. “Se você tivesse lidado com um covarde real, você saberia melhor.”

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“Eu suponho que você lidou?” Ela tinha imaginado ele indo contra os vilões mais cruéis, enfrentando criminosos, trocando socos com assassinos e indo embora triunfante. Mas ela nunca tinha pensado nele envolvido com um covarde. “Muitos deles. No fundo, a maioria das pessoas que encontro no meu trabalho são covarde. Eles gostam de intimidar e de abuso, porque os faz sentir-se mais poderosos. Mas quando eles sabem que estão presos, eles recorrem a implorar bem rápido.” “Isso torna-os covardes?” “O pior tipo. E eu posso te dizer, você não se encaixa em um. Você manteve sua cabeça clara e a nossa cobertura hoje. Após a maneira louca que o carro veio atrás de nós, um monte de mulheres teriam ficado abaladas e chorosas.” Rolou um ombro. “Alguns homens também. Mas você escondeu sua reação e sorriu para mim.” “Eu não quero que os outros me vejam chateada.” Ele balançou a cabeça. “Aposto que eles estavam tão impressionados quanto eu.” Quando ele se virou para a grelha para verificar os bifes, Alani pensou sobre o que Dare lhe dissera. Deveria confiar em Jackson? Ela não queria que ele tivesse uma falsa impressão dela. Ela tinha feito a sua parte justa de choramingar. Às vezes, quando a escuridão se fechava em torno dela, ela ainda chorava. “Eu... eu, por vezes, entro em modo de pânico.” Alerta para como ela mudou o tom e a gravidade do que ela disse, Jackson largou o garfo, dando-lhe a atenção. “Você quer dizer, depois do sequestro?” Ela assentiu. “Durante muito tempo, a minha vida parecia encantada. Nada de ruim poderia acontecer comigo.” Ela tinha sido tão ingênua. Então, idiota. “Você perdeu seus pais.” Jackson parecia muito solene. “Não há nada de encantado nisso.” 136


“Eu sei.” Seu sorriso caiu por terra, mas ela ainda lamentava a perda de sua mãe e pai, e falar sobre eles sempre a deixou melancólica parecendo que nunca poderia se recuperar. “Depois que eles morreram, Trace parecia determinado a me isolar de qualquer coisa negativa. Não apenas sentimentos de tristeza, mas... a vida em geral. Ele nunca quis que eu fosse sombria ou insultada ou desapontada com nada.” “Eu sei que ele é protetor.” “De alguma forma, essa palavra não chega a cobri-lo.” Este sorriso foi mais genuíno. “Trace sempre me observava tão de perto, provavelmente mais do que os nossos pais teriam.” “Porque ele estava com medo de perder você, também.” Alani assentiu. “Isso tinha que ser duro com uma jovem mulher. “ Ele brincava com ela, dizendo: “Como você pode se soltar com olho de águia de Trace em você?” “Exatamente.” Para ela, não tinha havido nenhuma aventura, sem sair solta. Não até que ela tinha ido para a praia e, em seguida, ela foi tomada... Ela fechou os olhos. “Hey.” Jackson colocou os bifes em um prato e fechou a grade. Ocupando a bancada ao lado dela, ele a segurou em seus braços. Suavemente, Alani disse: “Eu deixei Trace assumir a responsabilidade por mim. Foi muito mais fácil que ser responsável por mim mesmo.” “E porque ele era tudo o que você tinha, também.” “Eu não queria decepcioná-lo.” Usando apenas um dedo, ele afastou alguns fios de cabelo longe de seu rosto. “Eu não acho que você poderia.” Ela meio que riu. Ela não havia decepcionado Trace, ela a si mesma. “Mas você conhece Trace. Você sabe que ele é excelente em tudo que faz. Durante muito tempo, ele foi o maior, mais forte, mais inteligente, mais capaz cara que conheci.” 137


“Um super-herói regular, né?” Jackson olhou para baixo, em seguida, de volta para os olhos. “Eu acho que nenhum outro cara se comparava?” “Eles pareciam fracotes em comparação e simplesmente desinteressante.” “Merda!” Restringindo seu sorriso, Alani se apoiou nele. Sentia-se bem, e cheirava ainda melhor com a forma como a umidade tinha aquecido sua pele e cabelo. Ela adorava a suavidade de sua camiseta de algodão sobre firme, músculos pronunciadas. “Mas então eu fui levada... “ “E recuperada.” Ele beijou sua testa. “E então eu conheci você.” Sua mão se moveu sobre suas costas, acariciando, acariciando. “Então, eu me comparava a ele?” Ansioso para um tom mais claro, Alani se levantou. “Eu vou deixar você sabe depois que eu provar o meu bife. “

JACKSON esperou até que com os olhos fechados de prazer ela fez um som de ronronar de contentamento. Maldição. Ela ainda era sexy comendo. “Bom?” “Delicioso.” Que ela não fosse um, coelho-comedor-de-folhas era um bônus enorme para ele. “É a pimenta moída.” Ele devorava sua própria mordida grande do suculento bife. “Poderia ser a companhia, também.” Suas pestanas levantado, e ela deu-lhe o olhar quente de uma mulher romanticamente envolvidos. Deveria ter sido um sinal de alarme, mas em vez disso, Jackson se deliciava em sua aceitação. “Então, eu passei no teste?” Ela fez uma pausa com uma mordida grande de salada de meio caminho de sua boca. “Eu diria que você se destacar.” 138


“Em mais do que grelhar?” Ela baixou o garfo. “Sim.” Ela suspirou. “Na noite passada... você foi incrível.” Ele seria incrível de novo, assim que ela estivesse pronta. “Antes do sequestro, eu nunca namorei muito. Com Trace de guarda e a maioria dos caras naturalmente desconfiados dele, namoro sempre me pareceu muito trabalho.” Ele queria saber tudo sobre ela, o bom, o mau e a merda que nunca deveria ter acontecido. “Depois do sequestro?” “Eu estava com medo.” Ela disse em um tom de improviso, com um encolher de ombros. “Medo de homens?” Jackson esperou, e depois de mais algumas mordidas, ela olhou para ele novamente. “Medo de tudo, realmente. Caras me convidavam para sair, e eu ficava imaginando se tudo que eles queriam era um encontro, ou se eles estavam atraindo-me para longe de novo.” Atraindo-a para longe... Ele lidou com vítimas suficientes para obter um visual completo, e Deus, o conhecimento de que ela tinha passado por isso o comeu por dentro. “Foi o que aconteceu na praia?” Introspectiva, ela pegou sua batata com garfo e faca. “Eu pensei que eu estava sendo tão ousada.” Sua risada soou auto-depreciativo. “Eu tinha vinte e dois anos, e, finalmente, em minhas primeiras férias de verdade, por mim mesma para uma mudança. Eu tinha amigas lá comigo, mas elas já estavam envolvidos e seus namorados estavam lá e me senti estranha, sendo a única mulher solteira.” Nessa idade, especialmente com sua vida protegida, ela tinha sido uma menina, em vez de uma mulher. Mas muito mudou desde então. “Homens flertaram com você.” “Alguns.” “Você em um biquíni?” Ele deu outra mordida para incentivá-la a fazer o mesmo. “Vamos lá, Alani. Aposto que todos eles flertaram.” 139


Modéstia manteve seu sorriso na baía. “Foi muito divertido, com essa atenção, brincando de volta.” Ela espiou para ele. “Mesmo esgueirando alguns beijos aqui e ali.” Ciúme injustificado queimado em suas veias, mas ele manteve seu tom suave, querendo que ela confiasse nele. “E algo mais?” “Não. Não... não, então.” Desgostosa, ela largou a utensílios e deixou cair o rosto dela em suas mãos. O primeiro som que ela fez como sinal de alarme. Chorando? Geralmente, uma mulher chorosa trouxe todos os seus instintos machistas. Ele considerava que as lágrimas eram o apelo de uma mulher, o que o fez sentir-se indulgente, como um grande protetor. Enquanto mimava uma mulher, muitas vezes ele ficava... ligado. Mas com Alani, seu estômago afundou e seu peito se contraiu. Ele pegou a mão dela. “Baby, o que é?” Ela fez o som de novo, uma risada seca que lhe machucava tanto quanto lágrimas teriam. “Pense nisso, Jackson.”Ela baixou as mãos. “Quando Trace está por perto, ele vê tudo.” “E ele estava sempre por perto.” “Eu quase não fui convidada para sair, raramente fui beijada. Eu não tive muito sucesso em qualquer outra coisa.” “Então... “ Ela tinha sido uma virgem antes de ser raptado? “Aposto que sou ainda mais ingênua do que você imaginou, né?” Um torno invisível apertou ao redor de seu coração. “Eles tiveram você à força?” “Não. “ Ela balançou a cabeça. “Eles não me estupraram. Não... como você quer dizer.” Fúria roubou sua voz. Ele olhou para ela. “Eles... bem, eles foram me salvar. “ Ela apertou os lábios; sua respiração tremeu. “Eu estava com muito medo de entender muito do que eles disseram, mas eles têm o seu ponto de vista do mesmo jeito.” 140


Ele não podia se mover. Inferno, ele mal podia respirar. “Sinto muito!” Ela revirou os olhos. “Aqui estou eu, estragando o nosso jantar.” Precisando de tocá-la, Jackson pegou suas mãos. “Quanto tempo eles ficaram com você, querida?” Como se a represa quebrasse, ela começou a falar rápido. “O tempo é incerto e se arrasta quando você está aterrorizado. Eu não poderia diferenciar o dia da noite. Pareciam semanas, mas eu sei que não foram. Eu não dormi, e eu não queria comer, mas eles insistiram. Eu estava tão suja, que eu não podia nem sentir o meu cheiro.” Ela apertou seus dedos, segurando forte. “Estávamos todos sujos. O quarto era tão quente e não havia nenhum ar fresco, e eles realmente não nos deram os meios para nos limpar.” Ele sabia de falar com outras vítimas como a perda da dignidade machuca tanto quanto o abuso físico. “Eles fazem isso de propósito. Para quebrá-la.” Jackson não tinha certeza de que ela o ouviu. “Mas você não deixou.” “Eu me senti tão cansada de tudo o que eles tinham me dado. Quando eles chegaram perto de mim de novo, eu faria isso arfando seca terrível, e eles riram sobre isso. Eu estava tão envergonhada. Especialmente com a forma como eles tratavam Molly.” Molly, agora esposa de Dare, tinha estado em uma situação completamente diferente. Eles não haviam planejado vende-la. “Ela falou para você?” Alani assentiu. “Um dos homens ficou me beliscando. Não duro o suficiente para deixar uma marca, apenas o suficiente para me histérica de novo.” Ela mordeu o lábio inferior. “Molly iria gritar com eles, chamar-lhes nomes.” Seus olhos se afundou fechada, e ela sussurrou: “Eles não estavam tão preocupados com contusões nela.” Jackson engoliu em seco. Ele sabia Dare ainda sofria o seu próprio tormento sobre o que Molly tinha atravessado. 141


“Eu queria pedir-lhe para ficar quieta.” Alani olhou fixamente para ele, com uma expressão de desespero. “Mas eu estava com medo de dizer alguma coisa.” Ele trouxe sua mão à boca e beijou-lhe os nós dos dedos brancos. “Estou feliz que Dare os matou.” “Sim.” Lentamente, ela se recompôs. Ela olhou para seu prato meio vazio antes de procurar seu rosto. “Você teria os matado, também?” “Com prazer.” “Você... matou pessoas?” Jackson refletiu, imaginando o que ela precisava ouvir, o quanto ele deveria dizer a ela. Ele tentou pesar a feiúra da verdade contra a moralidade da justiça. O sorriso de Alani ia e vinha. “Está tudo bem. Eu sei que não pode dizer muito.” Ela começou a puxar as mãos dela. Ele não a deixou. “Quando é necessário, eu não tenho nenhum problema em tudo colocar alguém fora da jogada.” “Significa...” Ela teve um problema com a palavra, dizendo timidamente, “Morto?” Ele não tinha problemas. “Definitivamente morto.” Não se incomodando com a sua resposta, ela perguntou: “Você já salvou outras mulheres de traficantes de seres humanos?” Ela correu a explicar. “Eu não estou sendo intrometida. Bem, quero dizer, eu acho que eu estou. Mas eu sei que a maioria do que Trace e Dare fazem nos dias de hoje gira em torno disso.” “Sim.” Vendo que ela estava se fechando de novo, ele deixou as mãos irem e empurrou o prato na direção dela. “Que tal você terminar de comer enquanto falamos?” Ele esperou por ela dizer que não estava com fome. Ele esperou que ela cederia às memórias antigas, para talvez ter perdido o apetite. Em vez disso, ela concordou e cortou em seu bife de novo. 142


Em muitas maneiras, ela agradava. “Pelo que eu entendo, Dare e Trace começaram a fazer tudo e qualquer coisa que eles consideravam justo. Como salvar o filho sequestrado de um senador, resgatando um empresário refém em outro país” ele levantou uma sobrancelha “ou revelando uma conspiração do governo. Esse tipo de coisa.” “Sério? Nossa. Eu sabia que ele fazia um trabalho perigoso. E eu sabia que ele tinha alguns dos principais contatos. Mas eu não tinha percebido...” “Ele está blindado você.” Jackson não poderia culpar Trace por isso. “Algumas das merdas que lidei com não são boas para compartilhar com uma irmãzinha.” “Como você sabe? Você tem uma irmã?” “Não. Nem irmãos, também.” Agora não era o momento para falar sobre o Arizona, e ele realmente não queria entrar em comparações familiares. “Eles esbarraram muitas vezes com traficantes de seres humanos, às vezes fora do país, às vezes dentro. Então você foram tomadas, e isso se tornou mais pessoal para Trace.” “Mas não é pessoal para você?” Desde de que a conheceu, ele tinha ficado realmente pessoal, mas ele apenas deu de ombros. “Eu sou bom no que faço. Ele me serve melhor que qualquer outra coisa poderia.” Ela terminou o chá gelado e empurrou seu prato quase vazio. “Você realmente é confiante, não é?” “Se você está preocupada se posso mantê-la segura, não fique.” Não é isso. Parecendo doce e tímida sobre ele, ela abaixou seu rosto. “Depois que esses homens me levaram, eu não conseguia ficar muito interessada em qualquer homem. Eu tentei, no entanto.” “Com Marc Tobin.” Dizer o nome do bastardo deixou um gosto ruim na boca. “É isso mesmo. A razão pela qual nos separamos, eu quero dizer. Eu queria gostar dele. Eu gostava dele como pessoa.” Ela encolheu os ombros. “Não tanto como um homem.” 143


Ela estava dizendo que ele esperava que ela estava dizendo? “Você não dormiu com ele?” Hesitação a abraçou, e ela balançou a cabeça. “Não.” Maldição. Apostaria que queimou a bunda de Tobin. Jackson sabia em primeira mão como era vê-la, mas não tê-la. Aventurando-se um palpite, ele disse: “Você se cansou dele pressionando a questão?” “Sim.” Os últimos raios do sol poente brilhou no céu em tons de vermelho de fogo, lançando sombras misteriosas sobre o rosto de Alani. “Mas você dormiu comigo?” Sua respiração profunda chamou sua atenção para os seios. “Você. “ Ela tomou mais duas respirações. “E só você.” Seu olhar saltou para a dela. Ele resmungou: “Você era virgem?” E ele perdeu? Não que ele alguma vez considerou a virgindade de uma mulher sendo um artigo valioso, mas com Alani... sim. Ele adorou a ideia de que ninguém havia tocado. “E você foi incrível.” Ela inclinou a cabeça, tímido, mas determinado. “Eu tenho pensado sobre isso desde então, e se você não se importa de me mostrar tudo o que há, tudo que eu perdi —” “Claro que sim,” ele se apressou a dizer. Mas ela não tinha terminado. “Se você não se importa com um tipo de relacionamento sem amarras...” Ela deixou que a isso penetrasse no entendimento dele, algo gritante em sua expressão ao vê-lo, esperando. Mas que diabos é isso? Ele cutucou em afronta, sem saber o que dizer sobre isso. Suavemente suspirando, ela apoiou os cotovelos e olhou para ele. “Bem, então, eu gostaria de... você sabe.”

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Droga, que o comentário “sem amarras” incomodava. Ele não estava pronto para dissecar seus próprios sentimentos, mas isso o fez sentir alguma coisa. Muitas coisas, na verdade, nem todas elas físicas. Queimou a bunda dele que ela poderia não estar tão envolvida quanto ele. “Você quer experimentar comigo? É isso que você está dizendo?” Ele fez soar como um sorriso, esperando que ela o corrigisse, esperando que ela diria que ela queria mais, a partir dele e com ele. Em vez disso, ela balançou a cabeça. “Sim.” E quase como uma reflexão tardia, “por favor.” Deus, ela queria usá-lo. Para o prazer sexual. Seu prazer. Ela tinha acabado de admitir. Sentia-se como um rato de laboratório um muito, muito ligado, rato do laboratório. Antecipando tudo o que ela poderia querer experimentar, as explorações vieram à mente o tinham respirando com necessidade. Jackson empurrou tudo para o lado da mesa e estendeu a mão para ela. Ele sempre soube que ele tinha um ponto-de-quebra e Alani, abençoe seu pequeno coração inocente, só o encontrou.

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Capítulo Nove EM UM MINUTO JACKSON teve sua metade em cima da mesa, com as mãos presas em seus braços enquanto devorava sua boca com intensidade suficiente para pressionar a cabeça para trás, deixando-a indefesa em seu abraço. No instante seguinte, ele estava em seu lado da mesa de piquenique, estacionado em frente a ela como se para protegê-la com seu corpo que agora ficou tenso. Mas de quê? Na mão direita, ele segurava uma faca de carne. Ela reconheceu a forma letal que ele agarrou-a de demonstrações dadas a ela por seu irmão. Alani tentou ajustar à nova circunstância. Ela nem sabia como tinha chegado ao seu lado da mesa tão rapidamente. Ela definitivamente não sabia por que ele empunhava uma faca. “O que —” “Vá para dentro.” O comando duro não admitia argumentos, mas ela não conseguia se mover sem saber por que ele queria que ela se foi. Ela tentou ver por cima do ombro, mas teve um vislumbre de apenas seu quintal - sem ameaças. “Jackson, o que no mundo é —” Seu ex-namorado, Marc Tobin, enfiou a cabeça em torno do lado da casa. Ao vê-los, ele deu uma respiração curta, assustado.

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Eles olharam um para o outro. O olhar de Marc passou de Alani para Jackson, e de nenhuma maneira que ele poderia perder o humor agressivo de Jackson. “Marc.” Alani tinha que falar por trás Jackson, já que ele não iria deixá-la mover-se na frente dele. “O que faz aqui?” Desde que lhe disse indiscutivelmente, que tinham terminado ela não ouviu uma palavra de Marc. Seu relacionamento não tinha terminado bem, não que tivesse sido muito de um relacionamento para começar. Mas ela não podia ver Marc como perigoso. Chato, sim, mas ele não iria machucá-la. “Eu bati.” Seus olhos escuros passou de Jackson para o pouco que pode ver de Alani na ponta dos pés olhando sobre o ombro de Jackson, e de volta. Jackson tinha relaxado sua posição, lançando a faca em torno de modo que em vez de ser agarrado como uma arma, mas que tinha como um utensílio. Mas a outra mão continuou a manter Alani em suas costas. Indignado e em desaprovação, Marc deu mais um passo em direção a eles. “O que está acontecendo aqui? Alani, você está bem?” Ela espiou novamente e viu que Marc parecia pronto para saltar em sua defesa se necessário. Se ela deixasse isso acontecer, Jackson iria aniquilá-lo. Ela não tinha uma única dúvida. “Eu estou bem.” Ela beliscou Jackson duro na garupa e disse com insistência: “Desculpeme,” como ela deu a volta dele. Jackson, que estava voltado para Marc com olhos em chamas, pulou. “Ai, mulher.” Cegamente ele pegou e encontrou seu pulso para mantê-la ao seu lado. Para Marc, ele disse, “Você está interrompendo o nosso jantar.” A grosseria chocou-a. Mais uma vez, Alani fez uso de seu cotovelo; desta vez, ele não teve nenhum efeito perceptível sobre Jackson. Ele ficou ali, um grande objeto imóvel, com o olhar de um laser de antipatia que visava Marc. 147


“Oh, pelo amor de —” Ela não queria causar mais de uma cena, então ela colou um sorriso. “Marc, me desculpe, mas, obviamente, você me pegou em um momento ruim.” “Foi um grande momento,” Jackson demorou, “até que ele apareceu.” “Eu vejo agora.” Marc colocou as mãos em seus quadris, sua agressão pulsando dele em ondas. “Você me deixou por ele.” “Eu nunca estive com você,” Alani lembrou. “Nós namoramos algumas vezes, isso é tudo.” “Eu queria mais.” Sim, ele queria sexo. Quando ele não aceitou um não como resposta, ela terminou as coisas. “Isso nunca iria acontecer, e você sabe disso.” “Porque você estava transando com ele, é isso?” O insulto bruto atordoado ela. “Você está pisando fora da linha.” Jackson permaneceu em silêncio, não era nada menos que um milagre. Mas então, talvez ele não se importava em deixar Marc fazer figura de parvo. Vestido com um paletó e calças pretas que mostrou sua construção muscular, Marc parecia tão impecável como sempre. Ele também parecia petulante. De alguma forma, ele passou a mão sobre o seu estiloso cabelo escuro, sem bagunça-lo em tudo. “Eu preciso falar com você, querida. Sozinhos.” Jackson disse: “Não vai acontecer,” e quando Alani tentou dar um passo para a frente, ele emendou que a: “Ela não tem nada a dizer a você, amigo. Rompimentos são difíceis, mas isso é o que acontece.” Deus, ela iria matar Jackson. Se entenderiam depois. Olhando para ele, ela disse: “Deixeme ir.” Seus olhos se estreitaram, mas seu encolher de ombros parecia casual o suficiente quando ele abriu a mão e soltou.

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Apologética, Alani deu alguns passos em direção a Marc. “Você se lembra de Jackson Davidson?” “Nós nos conhecemos,” Marc concordou, sem olhar para longe dela. Ele tinha uma expressão deliberadamente torturada. “Não poderíamos encontrar um pouco de privacidade?” Sabendo que não iria acontecer, não com Marc sendo um suspeito em potencial, não importando o quão ridícula ela se sentia, Alani fez suas desculpas. Voz baixa, disse: “Marc, está tudo acabado entre nós. Não há nada mais a dizer.” Ele respirava com mais força. “Então, eu estava certo. Você está com ele agora.” Ele sacudiu a cabeça em direção a Jackson. Para seu alívio, Jackson novamente não disse nada. Quando ela olhou para ele, Alani o encontrou pesquisando na área distante além de seu quintal. Ela franziu o cenho e se voltou para Marc. “Estamos namorando,” ela mentiu, porque soava melhor do que dizer que eles estavam em luxúria. “Se é o mesmo tipo de namoro que fizemos, isso significa que você não dormiu com ele?” Já chega. Alani colocou de volta de seus ombros. “Isso não é da sua conta. Eu quis dizer isso quando eu disse que tinha acabado.” Marc deu um passo rápido, forte em direção a ela. Alani se encolheu, esperando por Jackson para atacar. Ela olhou de volta a tempo de vê-lo sentar-se à mesa, com uma expressão entediada. Estranho. E quase um insulto. “Eu quero que seja o meu negócio.” Marc não deu à Jackson um pensamento. “É sobre isso que eu preciso falar com você. Eu sei que eu... Eu estraguei tudo.” Ela não queria ter essa conversa na frente de Jackson. “Isso realmente não tinha nada a ver com você, Marc.” Ele não era Jackson, então não importava o que ele fez ou deixou de fazer, nunca teria funcionado. 149


Marc negou, com um aceno de cabeça. “Eu apressei você, e eu sinto muito por isso. Eu deveria ter mostrado mais paciência.” Jackson estalou os dedos e bocejou alto. Sabendo Jackson a ser imprevisível, Alani se concentrou em terminar a conversa, e rápido. Ela pegou as mãos de Marc. “Não teria importado, Marc. Sinto muito, mas ele simplesmente não estava lá para mim.” “Eu não acredito nisso.” Ele puxou-a mais perto, sua voz agora íntima. “Nós nos divertimos. Você estava se aquecendo para mim, você só precisava de mais tempo.” Jackson fez um som de impaciência. Em seu tom generoso, superior, Marc acrescentou: “Eu não percebi na hora que você tinha problemas sexuais.” Os olhos de Alani queimado ao ouvir Marc dizer uma coisa dessas. “Mas nós vamos trabalhar em torno disso. “Ele baixou a voz, soando mais íntimo. “Eu tenho algumas ideias.” “Tobin,” disse Jackson com descrença, “você está seriamente sendo uma pateta, você sabia disso?” Sendo um pateta? Essa foi a sua reação? Confusa, Alani olhou para Jackson. Ele deu de ombros. “Bem, ele é. “ E então, com insistência: “Você não tem esses grilos.” É verdade. Com Jackson, ela não tinha inibições sexuais, ou de outra forma. A boca de Marc tocou seu pescoço. “Dê-me outra chance, Alani.” Uma onda de repulsa conseguiu seu firmemente de volta no aqui e agora. “Não.” Ele resistiu seus esforços para colocar espaço entre eles. “Se você me der outra chance, eu posso ajudá-la.” Ajudá-la? “Você é um pateta!” Oh Deus, agora ela soava como Jackson.

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“Quando você quiser que eu intervenha,” Jackson disse-lhe preguiçosamente, “só me deixe saber.” “Foda-se!” Marc disse. Jackson levantou uma sobrancelha. “O que você acha, querida? Eu não poderia bagunçá-lo só um pouquinho?” Alani gemeu. Por alguma razão que lhe convinha, Jackson tinha lhe permitiu lidar com esta situação quando ela sabia que ia contra a natureza dele fazê-lo. Como Trace e Dare, ele era um homem que iria intervir para qualquer mulher diante de um pretendente agressivo, mas para uma mulher sob sua proteção, tinha que ser duplamente difícil para ele ficar de lado. Marc, sendo um homem astuto, deveria ter percebido a sua posição precária. Aparentemente, ele não o fez. Tempo para assumir o comando. “Eu não preciso —” “Vamos ir devagar, querida, eu prometo. “Ele colocou a boca para seu templo, mesmo enquanto ela se esforçava para longe dele. “Eu vou facilitar-lhe as coisas. Você vai adorar.” “Você vai calar a boca.” Ela engasgou. “Agora.” Seu rosto queimado. Seu estômago sacudiu-de desgosto. Marc nunca tinha tido um apelo para ela sexualmente. Nenhum homem tinha até Jackson. “Eu não tenho problemas.” “Ela não tem,” confirmou Jackson. “E,” disse Alani em voz alta, antes de Marc poderia reagir ao cometário de Jackson: “Eu não preciso de sua ajuda.” Ele acariciou seus braços. “Mas você era tão melindrosa sobre tudo.” Se ser totalmente desinteressada contava como melindre. Ela bateu as mãos. “O que está errado com você? Como se atreve a falar sobre isso aqui, agora?” “Como ela disse:” Jackson ofereceu amavelmente. “Grosseiro, cara. Realmente grosseiro.” “Você não está ajudando, Jackson.” Deus lhe salve da espécie masculina. 151


“Você não vai me deixar ajudar...” “Você não pode ir para dentro?” Ele bufou. “Eu posso levá-lo à parte, isso é o que eu posso fazer. “ Em seu divertimento, Jackson se desenrolou da mesa e ficou de pé, alto, de ombros largos, oh tão imponente, na frente deles. Com uma expressão suplicante hilária, ele implorou: “Vamos, Alani. Deixe-me feri-lo. Ele está pedindo por isso.” Marc se amotinou como um cão raivoso. Ele rosnou e veio para seu lado. “Por que não tenta?” Alani sentiu que tinha de ser rápida. Ela deu um passo à frente de Marc. “Só para você saber, ele vai destruí-lo. E dada a forma como você está se comportando, eu poderia deixá-lo.” “Eu não sou um maricas.” Ele flexionou suas mãos. “Eu posso cuidar de mim mesmo.” “Eu nunca disse que você não podia. Mas não deixe que a atitude descontraída de Jackson o engane. Ele adoraria lutar agora, e você realmente não seria um desafio.” Não era de forma alguma. “Você deve confiar em mim.” “Desmancha-prazeres,” Jackson murmurou. E isso irritou Marc novo. Nas pontas dos seus pés, ele saltou para o lado dela, em seguida, para a esquerda, depois a direita. Jackson dobrado em seu queixo. “Mas que merda!?” Marc avançou com um balanço selvagem. Jackson riu quando facilmente se esquivou o punho. Enfurecido, Marc balançou novamente... e novamente ele perdeu. Sorrindo, Jackson disse: “Existe uma piada sobre isso?” Quando Marc cobrado para a frente, Jackson conseguiu um curto, fácil soco no queixo. Olhos enrolando, Marc ficou duro, então caiu para trás, as pernas fraquejaram sem jeito, os braços ao lado do corpo. 152


Alani engasgou. “Jackson!” “O que?” Impenitente, ele olhou para baixo, para Marc. “Ele começou a fazer saltos loucos e merda. Foi só reflexo.” “Você não tinha que derrubá-lo.” “O que você quer que eu faça? Abraçá-lo?” Ele fez uma careta. “Eu mal soquei ele. Como eu ia saber que ele tinha um queixo de vidro?” Caindo de joelhos, deu um tapinha no rosto de Marc. A última coisa que ela precisava agora era um tolo nocauteado em seu quintal. “Marc?” Com os olhos turvos, Marc olhou para ela, confuso. Um hematoma púrpura inchava sua mandíbula. “Eu não bati em você tão difícil, você bichano.” Jackson cutucou com a bota. “Levante-se, pelo amor de Deus.” Ele gemeu. “O que aconteceu?” “Você foi nocauteado, isso é o que aconteceu!” Sentando, Alani criticou-o aborrecida. “Eu lhe disse para não perturbá-lo, não foi? Eu disse que isso iria acontecer.” Mãos nos joelhos, Jackson olhou para baixo, Marc. “Ela lhe disse.” Marc olhou para além dela, contemplado Jackson, que agora sorria maldosamente, e encontrou seu olhar novamente. Ele meio que se sentou com um estremecimento. “Eu não quero que você sofra.” “Não vou.” Ela teve pena dele. “As coisas estão melhores assim entre nós, Marc. Para o bem.” Ele trabalhou sua mandíbula e estremeceu um pouco mais. “Por causa dele.” “Oh, pelo amor de...” Ela empurrou de volta a seus pés. “Ele não tem nada a ver com isso. Por que não admitir que você nunca se envolveu, em primeiro lugar? Não, você não tem que dizer nada, Marc. Eu não sou estúpida. Eu sei que feriu seu ego masculino, e eu sinto muito por isso. 153


Realmente, eu sinto. Mas eu não era nada mais do que um desafio para você. Você não me quer, não realmente.” Jackson bufou. “Se isso for verdade, ele é um idiota total de, além de ser um covarde falastrão.” Ela virou para confrontá-lo, e ele ergueu as duas mãos na concessão. Silenciosamente desafiando-o a fazer outro som, Alani esperou, mas a não ser uma ligeira inclinação de sua boca, ele não fez nada mais. Ela deu um aceno de satisfação. Senhor. Durante muito tempo ela não tinha saído com ninguém, e ninguém parecia se importar muito com isso. Caras não iam atrás dela. Caras definitivamente não lutavam por ela. Agora ela tinha dois deles sendo possessivos. “Você deve ir, Marc.” Sentia que o dia nunca terminaria. Lançando um olhar cauteloso em Jackson, ele arrastou a seus pés. “Eu não quero deixá-la a sós com ele. Ele é violento.” Isso tinha ela revirando os olhos. “Na verdade, ele mostrou grande contenção.” Em seu sexy sotaque, Jackson disse: “Obrigado, querida.” Ela não olhava para ele de novo. “Agora, sem mais drama, Marc. Eu quero que você saia.” Marc hesitou, então imprudentemente puxou-a para um grande abraço. Em sua orelha, ele sussurrou: “Se você precisar de mim, para qualquer coisa, chame. De alguma forma, eu vou descobrir isso. Ok?” Eu sei. O que ele poderia fazer? Jackson tinha o colocado para baixo com um toque negligente. Não, ela estava muito mais segura perto de Jackson, mas dizer isso para Marc não teria qualquer utilidade. “Claro, obrigado.” Ela não estaria chamando ele. Jackson agitou-se atrás dela. “Ele tem dois segundos, Alani, antes de ele se encontrar em sua bunda novamente, e eu não me importo com o que você pensa sobre isso.”

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Alani mexeu para fora do abraço de Marc. Ela mostrou os dentes no que esperava mais parecia um sorriso de antecipação de estrangular Jackson. “Adeus.” Suas mãos em punhos, seu modo de andar um pouco instável, Marc finalmente se virou e saiu. Quando Alani começou a falar, Jackson ergueu um dedo. Nos últimos cinco minutos, ele tinha mais humor do que uma mulher na menopausa. Primeiro defensivo, então territorial, entediado, agressivo e agora em estado de alerta. Se ela deixasse, ele a faria tonta com sua disposição em constante mudança. No modo reservado, Jackson pegou a mão dela para puxá-la para dentro da casa. Pressentindo que algo tinha ele na borda, ela foi junto de bom grado. Ele a levou até a casa para a janela da frente, onde, com um dedo, ele levantou uma cortina para espiar. Estando para trás, Alani cruzou os braços. “O que, exatamente, você está fazendo?” “Certificando de que o bastardo vai embora.” Ela sabia que ele queria dizer Marc. “Por que?” “Por que não teria ele ligado para dizer que ele estava vindo por aqui?” O perfil de Jackson foi tenso em tudo o que ele viu, através da janela. “Por que ele teria se arrastado até os fundos da casa?” Antes que ela pudesse questionar isso, ele disse: “Ele foi sorrateiro, querida. Senão, eu o teria ouvido chegando mais cedo.” Então... ao contrário dela, Jackson não tinha sido tão envolvido nesse beijo devastador que ele tinha perdido a noção do tempo e lugar? Ótimo! Ela tinha sido inteligente para pedir um caso sem compromisso. Não havia razão para anunciar-lhe que ela já estava meio apaixonada.

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Ela queria ele, não havia dúvidas sobre isso. Mas ela tinha seu orgulho. Não saber o que Jackson sentia a impedia de ser óbvia sobre seus próprios sentimentos. “Ele esteve aqui antes, Jackson. Ele não tinha motivos para ser subserviente.” “Yeah? Então por que ele estacionou na rua tão longe de sua casa?” De jeito nenhum! Alani se espremeu na frente do peito largo de Jackson para olhar por si mesma. Com o nariz em seus cabelos, ele disse: “Esse é o seu carro, certo? Mescedes cinza metálico?” “Sim,” Alani murmurou, “é o carro dele.” Jackson se aninhou contra seu pescoço. “Não é tão rico como o BMW, mas ainda muito caro.” Com certeza, Marc tinha estacionado várias casas para baixo, quando normalmente ele teria estacionado na garagem. O que ele estava fazendo? “Talvez ele tenha visto o seu carro e... Eu não sei. Ele adivinhou que eu estava com outro cara assim que ele queria só... dar uma olhada?” Isso soou coxo mesmo para ela. “Você acha que ele queria espiá-la?” Deslizando um braço ao redor dela, Jackson abriu a mão sobre sua barriga. “Eu posso comprar isso.” Agora que Marc estava em seu carro pronto para sair, ela deu um passo para trás da cortina. “O que você realmente acha que ele estava fazendo?” “Além de ser um idiota?” Ela não podia defender Marc; ele se comportou horrivelmente. “Ele não era geralmente assim.” “Eu não me importo com o que ele era, ele ainda tinha as mãos em você.” Jackson pegou os pulsos dela e virou-a para que ela estivesse de costas para a parede ao lado da janela da frente. Com a intenção de segurar e um voleio sensual de seus quadris, ele a prendeu lá. “E ele a insultou. 156


Mesmo que o merda não tenha feito qualquer progresso real, eu tenho o desejo de remover todos os pensamentos dele de sua memória.” Não é necessario. Com Jackson ao redor, como poderia pensar em outro homem? Mas ela tinha a sensação de que ela apreciaria seus esforços de qualquer forma. Suas brincadeiras durante todo o dia, todos os beijos e toques, e, sobretudo, o desejo sincero de Jackson, haviam trabalhado contra ela. Vivo com a necessidade, Alani se contorcia sob seu domínio. “O que você sugere?” Seu olhar se iluminou. Inclinou-se para beijá-la, mas o beijo não durou muito. “Em breve, querida.” Em breve? Mas seu cérebro e seu corpo já tinham saltado à frente para o que eles fariam. Agora. Mesmo. O sol poente enviava estrias cor de rosa, roxo e laranja no céu grisalho. A temperatura tinha esfriado, mas não o suficiente. Mosquitos festejaram implacavelmente. Assim, Jackson tinha uma nova namorada? Hum... Ou talvez, já que a maioria das mulheres não durou mais tempo do que levou para esfriar a cama dele, esta era a sua primeira namorada. A loirinha frágil não só tinha ele na casa dela, ela tinha-lhe virado para fora com outro cara. Interessante. Os binóculos são um grande investimento. Eles fizem com que seja fácil de ver tudo, mesmo a partir de uma boa distância. Era uma coisa nova ver Jackson brincando de casinha, sentar-se para uma mesa de piquenique para comer. Claro, isso não durou muito tempo antes que ele tivesse a pobre mulher metade arrastada sobre a mesa para que ele pudesse ter sua boca. Jackson Savor não tinha senso de moderação.

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Felizmente o outro cara tinha aparecido, interrompendo as coisas exatamente quando elas se tronaram nauseantes. Não escutou a conversa mas não é preciso ser um gênio para ler a linguagem corporal. Embora ele tentou escondê-lo, Jackson não gostava do outro cara conversando com ela, ou tocando-a. Ele não estava apenas protegendo a mulher. Não, ele tinha feito uma reivindicação, guardando-a como um bem valioso. Ele estava apaixonado? O amor pode ser usado contra uma pessoa. O amor era a arma mais poderosa. Uma abundância de problemas seriam dirigidos ao caminho de Jackson. Logo, todos saberiam o quanto ele era equipado para lidar com isso.

NADA, era mais difícil que virar as costas para Alani, especialmente com o seu olhar tão... pronto. Finalmente. Se a demra houvesse acontecido com qualquer outra pessoa, ele encontraria a situação hilária. Não é tão engraçado quando ele era o único que sofria uma ereção perpétua. Mas tanto quanto ele queria resolver as coisas entre os dois, ele sentiu uma ameaça em Tobin, talvez, mas talvez não. E dane-se, ele não deixaria ao acaso sua segurança. Ele cavou seu telefone celular. Sem fôlego, toda aquecida, Alani perguntou: “Quem você está chamando?” Ele teve que fechar os olhos contra o desejo de adiar a responsasta. “O seu irmão.” Ela ergueu as mãos. “Ótimo. É claro que sim. Mantenha Trace informado. Eu só vou arrumar nossa bagunça do jantar.” 158


Jackson balançou em torno dela, beijou-a com força e disse contra sua boca: “Não há nada que eu queira mais do que a ficar ocupado com você. Você tem que saber disso.” Ele procurou seu olhar, desejando que ela entendesse. Quando ela assentiu, ele a beijou novamente. “Eu vou fazer com que valha a pena esperar, eu prometo.” Ela fechou os dedos ao longo da frente de seu cinto e deu um pequeno puxão. “Eu vou te prender a isso.” Ele ficou lá, com um tesão infernal enquanto ela se afastava. Quando ela passou pela porta de trás, ele se sacudiu e caminhou atrás dela. Até que ele descobrisse o que estava acontecendo, ele não iria deixá-la fora de sua vista. Com o apertar de um botão, ele chamou Trace. Seu irmão respondeu ao primeiro toque. “Sim?” Alani carregava uma bandeja cheia de volta para casa, e ele seguiu. “Você foi ao meu apartamento?” “Sim.” Trace parecia distraído. “Não encontramos muito, no entanto.” Maldição. “Eu tinha medo disso, mas valia a pena ter certeza.” “Foi por isso que você ligou?” “Não.” Ele seguiu os movimentos de Alani quando ela começou enxaguar pratos e colocálos na máquina de lavar. “Eu sei que você tem suas mãos cheias, por isso, há alguma chance de Chris poder olhar para o paradeiro de Tobin?” Como amigo e assistente de Dare, Chris tinha acesso a todos os tipos de informações. “Já foi feito. Supostamente ele está fora em uma licença. Sua equipe pensa que ele está fora do país, e de acordo com eles, ele está desaparecido desde que Alani terminou o namoro. Acho que é difícil acreditar que ele está tomando o rompimento tão difícil, mas quem sabe? Eu posso cavar um pouco mais, mas —” Jackson finalmente encontrou sua voz. “Ele estava aqui.” 159


Uma pausa, e então, “Interessante.” “Sim.” Jackson viu Alani sorrir, um tímido, curioso, sorriso de antecipação. Calor irradiou por ele, e ele disse distraidamente: “Eu bateu para fora.” “Você quer me dizer por quê?” “Sim, ele —” Alani se aproximou dele, então Jackson disse: “Espere um segundo.” Ele cobriu o telefone. Ela cruzou as mãos e limpou a garganta. “Eu vou tomar um banho. “ Ele começou a oferecer para tomar banho com ela, mas ela o interrompeu. “E eu vou trancar a porta.” Ela tentou parecer severo, mas em vez disso ela estava corada e talvez um pouco nervosa. “Um homem inteligente saberia não se intrometer.” Um visual explícito explodiu em seu cérebro: Alani nua, molhada, ensaboada... Ele engoliu em seco e conseguiu um aceno de cabeça. “Se você ficar muito tempo, eu sou um caso perdido. Só para você saber.” Rubor coloriu suas bochechas e ela tinha os lábios entreabertos. “Quando eu terminar, vamos limpar o ar.” Limpar o ar como? Da tensão sexual? Isso funcionava para ele. “Você quer dizer...?” “Nós vamos conversar. Ou seja, se você ainda não se importartar de responder a algumas perguntas?” Ele conseguia pensar em uma dúzia de coisas diferentes que ele preferia fazer, e todos elas envolviam Alani nua, mas ele encolheu os ombros. “Com certeza, se é isso que é preciso.” Seu olhar foi para a sua boca; sua mão tocou o peito dele. “E então você prometeu me ajudar a recuperar o tempo perdido.” “Ah, sim.” Essa promessa que ele iria manter, e então alguns. “Depois de seu chuveiro, não se incomode em se vestir. “ “Jackson,” ela avisou: “Eu quero falar em primeiro lugar.” 160


“E nós o faremos. Na cama. Nus.” Ele segurou seu rosto. “De acordo.” Excitação escureceu o ouro de seus olhos e os fez olhar sonolento-da mesma forma que ele imaginou que ela ficaria logo após um clímax. Ela respirou fundo duas vezes, em seguida, balançou a cabeça e saiu correndo. Jackson assistiu o balanço suave de seus quadris, como seu longo cabelo loiro brilhava pelas costas. Droga, ele precisava desligar o telefone, e rápido. Ele colocou o celular de volta ao seu ouvido e correu pelo resto de suas explicações. “Tobin esteve aqui. Ele estava sendo um idiota, insutou-a e até mesmo me desafiou.” “Sem chance!” “Sim.” Jackson ainda não podia creditar como o idiota tentou socá-lo. Ele balançou a cabeça. “Eu deixei ele tentar dois socos antes de derrubá-lo. O grande Baby caiu duro e quando voltou a si, Alani o mandou sair.” Trace riu. “Figuras. Então o que ele realmente quer?” “Eu não sei. Ainda.” Jackson passou a explicar sobre como Marc tinha estacionado na rua. “Ele estava muito longe para eu ver o número da placa, mas eu a tinha da primeira vez que eu o encontrei.” “Eu já tenho isso.” Jackson tinha certeza que sim. “Eu vou cuidar de desvendar Tobin. Mas você já disse Alani sobre Arizona?” Inferno, não havia muita oportunidade para a divulgação completa. Embora ele não quisesse admitir, até para si mesmo, ele temia que a conversa particular. Poderia ser um motivo para um rompimento do recente acordo que tinham, e ele não queria arriscar. Ainda não. Jackson olhou para onde Alani tinha ido. “Eu vou chegar a isso.” “É melhor, porque a escola lhe enviou algumas correspondências.” 161


Merda. Ele não tinha dado Trace uma chave para a sua caixa de correio, mas isso não teria parado Trace. Sabendo muito bem que ele já tinha lido, Jackson perguntou: “Tudo bem, vamos ouvi-lo.” “Eles foram discretos. A carta informa sobre a necessidade de se encontrar.” Essa geralmente era a mensagem. O que aconteceu agora? Jackson deixou escapar um longo suspiro. “Vou ver sobre isso.” Depois que ele visse Alani. Mas, por enquanto, ele estava mais do que pronto para deixar cair o tema do Arizona. “Mantenha-me informado se vocês dois não encontrarem nada.” “O mesmo.” Trace desligou o telefone. Jackson olhou ao redor da casa. Ele podia ouvir o chuveiro ligado, então ele achou que tinha alguns minutos ainda. Ele passou pela casa, travando, tomando algumas medidas extras de segurança para que ele pudesse ver melhor a Alani, sem a preocupação de que os invasores poderiam passar despercebidos. Claro, ele ainda estaria ciente de tudo o que acontecesse, mas ele poderia relaxar um pouco. Ele ouviu o chuveiro desligar, e seu abdômen parecia apertado. Ele já estava ficando duro só de pensar nela. Antes que ela saisse ele foi até sua mochila e tirou uma caixa de camisinhas. Entrando em seu quarto, ele se deitou na cama, colocou as camisinhas na mesinha ao lado da cama e fez um espaço para suas armas. Envolvida em uma toalha, com o cabelo torcido no alto da cabeça, Alani entrou. Ela congelou na porta quando o viu. Deus Todo-Poderoso, ela positivamente era a maior tentação que ele já tinha visto. A toalha mal cobria dos seios à parte superior das coxas. Ela apertou os joelhos juntos, os pés descalços tocando-se.

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Segurando a toalha por tudo o que valeu a pena, ela lambeu os lábios. “Você estava esperando por mim?” “Preparando-me.” Ele tirou a camisa e jogou-a para uma cadeira. Em seguida, ele se sentou na cama e desamarrou os cadarços. Enquanto tirava as botas e as meias, ele disse: “Eu vou tomar um banho rápido, também. Você vai ficar aqui na cama até que termine?” Ela assentiu. “Sim.” Mas ela não se moveu. Jackson sorriu e levantou-se. Mantendo o olhar fixo no dela, ele soltou o cinto grosso, pesado. Seus olhos queimavam de luxúria. Alcançando a parte de baixo das costas, ele segurou o coldre e colocou o cinto de couro preto dos laços no seu jeans. Ele pegou a Beretta do coldre para que ele pudesse mantê-la com ele, mas colocou o coldre e cinto, juntamente com a faca de sua bota, em sua mesa de cabeceira. Seu olhar viajou por todo o corpo, mas ela perguntou, “O que você vai fazer com a arma?” “Nada, eu espero. Mas onde eu vou, a arma vai.” Sem camisa e descalço, ele fechou o espaço entre eles. Estando próximo a ela, ele podia sentir o cheiro da loção que ela usou, e o mais sutil aroma, mais sexy de sua pele e cabelo, e sua excitação crescente. Ele deixou o olhar vagar sobre ela, a partir de seus suaves, ombros estreitos, sobre sua parte superior do tórax, ainda úmida do chuveiro, até seu decote, reforçado por seu aperto na toalha. Ele tinha um monte de desejos em sua vida, alguns básicos, alguns frívolos, muitos carnais. Mas nada comparado a como ele a queria. Mantendo a arma afastada dela, ele estendeu a mão com a mão livre e, com as costas dos seus dedos, limpou alguas mechas de cabelo longe de sua têmpora. Sua mão tremia. Com o cabelo para cima, ele podia ver a tamborilar selvagem de seu pulso em sua garganta. Com um dedo, ele tocou em seus dedos. “Você está bem, querida? Parece que você pode desmaiar em mim.” Ele arrastou o toque provocando com o dedo para cima e sobre as ondas 163


expostas de seus seios. “Prefiro que você esteja bem desperta e participando, sabe? Talvez me dando um bom gemido ou dois.” “Eu estava apenas... eu esqueci de trazer um roupão comigo até o banheiro, então eu não vesti...” Pouco a pouco, ele arrancou os dedos soltos. Ele imaginou os dedos suaves, graciosos circulando ao redor de seu pênis, segurando-o com força, e seu estômago teve uma queda livre, enquanto seus músculos contraíam. Reunindo seu controle de ferro, ele ergueu a mão à boca e beijou-lhe os dedos. “Vamos tirar a toalha, ok?” Ele colocou a mão em seu braço e, indo devagar, desembrulhou a toalha, segurando-a em seus lados, absorvendo a visão de sua nudez. “Porra, mulher, você me faz salivar.” Ela balançou em direção a ele, mas ele deu um passo para trás, mantendo espaço suficiente entre eles para que ele pudesse olhar o seu corpo. “Ainda não.” Ela queria proteger seu coração contra ele, ela queria “sem amarras.” Tudo bem. Ele podia gerenciar. De algum modo. Mas não seria fácil, quando ele teve o impulso irresistível de puxá-la mais perto e prometer coisas insanas. Luxúria corria em suas veias, mas não estava na à frente do que ele sentia. Em vez disso, uma mistura de sensações ameaçou derrubá-lo. Ela estremeceu, então ele perguntou: “Está com frio?” Parecendo abatida, ela balançou a cabeça. “Seus mamilos estão apertados.” Queria senti-los contra o peito; ele queria que eles estivessem em sua boca para que ele pudesse endurece-los, puxando e sugando... Ele deixou cair a toalha e colocou as duas mãos em seus seios, fechando os olhos por um momento como ele absorveu a sensação sedosa dela, a resposta dela estremecendo e a sua própria.

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Ele espalmou os mamilos franzidos, levemente pressionado-os entre o indicador e o polegar, gentilmente puxou-e ouviu seu suspiro. Segurando-a assim, com os mamilos pinçados, ele murmurou, “Ainda dolorida?” Mais uma vez ela balançou a cabeça e virou o rosto para mais longe. Ele forçou sua atenção para cima de seus seios em seu rosto o evitado. “Alani?” Seus dedos apertaram seus bíceps. Ela não disse nada. Jackson apalpou os seios mais uma vez e largou-os. Isso a levou a ofegar, também, e mais uma vez ela balançou. Da maneira mais fácil ela poderia queimá-lo vivo. Usando a ponta de seu punho, ele levantou o rosto para que ela não tivesse outra que olhar nos seu olhos, deixá-lo ver seus pensamentos e suas reservas. Seus olhos estavam aveludados, pesados. “Eu preciso saber, querida. São más lembranças, ou você está apenas se sentindo tímida?” “Não são más recordações. É só que eu não estou...” Sua língua deslizou sobre seu lábio superior e ela tomou várias respirações. “Eu não estou acostumada a ficar nua na frente de ninguém.” “Então, tímida, mas não desconfortável?” “Não.” “Bom.” Ele sorriu com determinação. “Você vai se acostumar comigo olhando para você, porque você está indo para ficar nua na minha frente muitas vezes.” E porque ele se sentia amargo sobre sua estipulação que manter as coisas impessoais, acrescentou: “É parte de experimentar.” Ela pareceu angustiada por apenas um segundo. “Eu vou empurrá-la.” Inferno, ele colocou-se com esta tortura sensual insana. “Mas eu vou ter certeza de que você vai amar cada segundo, e essa é uma promessa que eu posso manter.”

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Balançando a cabeça em aceitação, pressionou-se contra ele, os braços indo ao redor suas costas nuas, os mamilos endurecidos provocando. Sabendo que ela não podia vê-lo, ou sua reação por estar segurando-a assim, Jackson fechou os olhos e cruzou os braços protetoramente ao redor dela. Possessividade montou duro. Ele não podia ver o futuro, ele não sabia como ela iria lidar com o Arizona, uma vez que cheguasse a dizer-lhe, mas por enquanto, por este momento, ela era dele e só dele. “Se em algum momento você não tiver certeza sobre as coisas, eu quero que você me diga.” Depois do que ela tinha passado, depois de viver um pesadelo, maus sentimentos e as memórias ruins eram obrigados a vir à tona, desencadeadas por Deus sabia o quê. “Isto é para o prazer. Seu prazer, Alani. Entendido?” “Sim.” Ela beijou o peito. “Mas você é tão diferente dos outros homens que quando eu estou com você eu não penso neles.” Ele deixou cair as mãos para a bunda dela, acariciou-lhe, ergueu-a a ponta dos pés, enquanto pressionava o rosto em cima de sua cabeça. Claro, ele queria transar com ela. Ele não estava morto. Mas ele queria estimá-la, também, para fazer amor com ela rápido e duro. Lento e doce. Ele queria que as coisas atrevidas, e ele queria as coisas especiais. Porque ela era especial. Separar o carnal do emocional não foi fácil, mas ela tinha posto as regras do jogo, por isso, ele apertou suas costas e forçou um sorriso. “Espere por mim na cama.” Ela olhou para seu peito, descendo por seu abdômen. Sua respiração se acelerou, e ela balançou a cabeça.

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Pensando nela entre os lençóis, nua e ansiosa, seria mais incentivo do que ele precisava para apressar o chuveiro. “Volto logo.” Ele saiu antes que mudasse de ideia e acabasse ficando. Ela precisava falar, e ele precisava um entendimento sobre as coisas. Isso significava obter um entendimento sobre si mesmo, em primeiro lugar. Não importa o custasse, ele faria isso bom para ela.

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Capítulo Dez Se aconchegando debaixo da colcha, com as costas apoiadas contra um travesseiro na cabeceira da cama, Alani sentiu sua antecipação expandir-se com cada segundo que passava. Como Jackson se mostrou para ela, olhou para ela e tocou-lhe, com tanta fome, deixou seus pensamentos e seus sentimentos em tumulto. Ontem à noite, tudo tinha se desdobrado naturalmente, decorrente de suas alegações de desejá-la, precisar dela. Hoje, ele era tão diferente, como se fosse outro homem. Mas ele ainda era inegavelmente sexy. Incapaz de ajudar a si mesma, ela ouviu cada som que ele fez. Ela estava tão familiarizada com sua casa, com a vida sozinha, que ela podia acompanhar todos os seus movimentos somente através do som. Água correndo, água desligando, o silêncio enquanto ele se secou, a abertura da porta do banheiro, passos no corredor que leva ao quarto dela... Seu coração ameaçava explodir com urgência, necessidade, e incerteza. Que ele estivesse tão diferente intensificava tudo; seria quase como fazer amor pela primeira vez. Como seria, agora que Jackson estava de volta ao normal? Na noite passada, ele havia sido repleto de palavras de amor, carinho, compromisso. Hoje, ele aceitou sua oferta para manter as coisas evasivas. Seus pensamentos se dispersaram quando ele passou pela porta. Nu. Já ereto. Ela não conseguia engolir, mal podia respirar. Ela se recusou a desviar o olhar.

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Ele tinha o corpo mais incrível que já tinha visto, com a atitude e capacidade para ir junto com ele. “Relaxe, querida.” Ele caminhou até a mesa de cabeceira, um homem que não se importava com sua nudez, sem um pingo de modéstia, não que ele precisasse. Ela sofreu por suas inseguranças. Mas por um bom motivo, ele não o fez. “Todas as coisas consideradas,” ela sussurrou, “relaxar não é fácil.” Sua boca se curvou. Ele colocou a Beretta preto na mesa de cabeceira com essa faca impressionantemente letal, cinto e coldre. “Você queria falar, certo? Então, vamos conversar.” O que no mundo ela estava pensando? Ela olhou para ele, perguntando se ela poderia esperar, se ela poderia priorizar da forma como ela sabia que deveria. Ele plantou os pés. “Você quer que eu fique aqui mais um pouco? Eu não me importo que você olhe, você sabe. Inferno, eu gosto.” Será que ela queria que ele ficasse? Ela poderia passar o dia todo olhando, mas só olhar não seria suficiente. “Antes de fazer a sua mente, você deve saber que o seu o olhar fascinado com os olhos arregalados me deixa nervoso, então quanto mais fizermos isso, mais curta a nossa conversa vai ser.” Ela ainda não disse nada. Como ele poderia tagarelar com tanta besteira quando ela mal conseguia piscar? “O gato comeu sua língua? Eu acho que é melhor eu tomar o controle das coisas, né?” Ele levantou a colcha e deslizou na cama ao lado dela, de frente para ela apoiado em um braço. “A primeira coisa que precisamos fazer...” Ele puxou a colcha de suas mãos punhos e puxou-a para baixo abaixo dos seios. “Isso é melhor.” Pelo que pareceu um longo tempo, ele estudou, seu olhar ardente, seu tique mandíbula.

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Ela não sabia onde colocar as mãos, o que fazer, o que dizer. Na noite passada, ele varreua com romance. Hoje, ele queimou-a com a sua fome sexual crua. Foi uma disputa acirrada do que ela gostava mais. “Primeira pergunta, mulher.” Corpo relaxado, a voz mais ainda, Jackson disse: “Eu estou fazendo o meu melhor, mas isso não é fácil para mim. Então, faça isso rápido antes que meu controle se rompa e eu pule em você.” Seu olhar deslizou sobre as armas e voltou a ele novamente. Boca seca, o estômago tenso, ela reuniu-se. “A maneira como você lidou com as coisas com Marc, como foi fácil para você livrar-se dele...” “Isso não foi nada. Ele é um maricas.” Sim, claro. Talvez para Jackson, mas para o homem médio, Marc estava apto, capaz e arrogante o suficiente para intimidar. Sua riqueza o fez poderoso, mas Jackson o havia tratado como nada mais do que um valentão no parquinho. “Você vai me dizer sobre si mesmo?” “O que você precisa saber?” Estranho, que ele ia colocar dessa maneira: o que ela precisava saber, contra o que ela queria saber. Era assim que ele a via? Ele via suas perguntas como um requisito que ele tinha que cumprir? Será que ele diria a ela apenas o suficiente para aplacar sua curiosidade? Ele era tão privado como seu irmão e Dare, e Deus sabia, aqueles dois evitavam até mesmo as questões mais mundanas. “Eu não quero empurrar —” “Está tudo bem.” Suas pernas se mexeram e uma coxa cabeluda deslizou sobre seu joelho, prendendo sua perna. “Eu tenho algumas perguntas para você, também.” Ele tinha? Bem, então... “Eu quero saber tudo sobre o seu passado. Sua vida.” Com ele olhando tão fixamente para seus seios, seus mamilos doíam. “Eu quero saber o que influenciou na sua vida e transformou você no tipo de pessoa que pode fazer o que você faz.” 170


“O que isto quer dizer?” “Você enfrenta o perigo como se fosse uma piada. Em um grupo de Alphas, se você assumisse o comando e ninguém iria questionar. Você pode ser mortal, mas você está tão descontraído que muitas pessoas podem ser achar que não é.” Ele deu de ombros, e com a colcha só até a cintura, ela teve uma visão de perto de qualquer movimento em todos os músculos flexionando sobre os ombros e peito. “Eu estive por minha própria conta há muito tempo, isso é tudo. Ou eu que assumia o comando ou ficaria para trás.” Sua mão se estabeleceu em sua barriga, abaixo dos seios, sobre a colcha, mas ainda está lá, enviando suas terminações nervosas à loucura. “Eu não sou do tipo que gosta de seguir os outros.” Porque a maioria não era tão capaz quanto ele. Mas ele trabalhava muito bem com Dare e Trace, e ele tinha o respeito deles. “Eu quero saber o que esculpiu essa personalidade. Você disse que você não tem irmãos ou irmãs, certo? Mas o que dizer de seus pais? Eles são favoráveis? Será que eles aprovam o que você faz? Você os vê com frequência?” Ele pensou sobre isso, ainda que ele nem parecesse estar respirando. “Jackson?” “Isso foi uma merda de uma tonelada de perguntas.” Ela franziu o cenho. “Então, demore o quanto quiser para responder.” Como se isso não importa, ele encolheu os ombros novamente. “Nenhum irmão, graças a Deus. Eu tinha um bêbado como pai, ele minha mãe se separaram quando eu era adolescente, por foi é melhor que não houvessem outras crianças para prendê-la na teia.” Simpatia apertou seu coração. Ele disse isso desapaixonadamente, mas ele não poderia enganá-la . “O que quer dizer, ela os deixou?”

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“Ela tinha um namorado, vários namorados, na verdade. Ela odiava como meu pai bebia, e ela odiava estar presa comigo. Então, ela foi embora.” Ele abaixou a colcha mais para que pudesse tocar sua pele nua. Alani puxou uma respiração profunda e cobriu a mão dele com a sua. “Isso deve ter sido horrível. “ “Acho que sim. Eu nunca realmente pareci com o meu pai, então eu sempre me perguntei se a mãe havia sido fiel quando ela ficou grávida de mim.” Seu olhar se levantou para ela. “Meu pai sempre me perguntava o mesmo.” A raiva substituiu um pouco de sua pena. “Ele realmente disse isso?” Em uma risada sem humor, ele disse: “Muitas vezes. Não que isso importe muito. Não havia nenhum amor entre nós, acredite em mim.” Como é triste. “Ele foi o único pai que você conheceu?” “Sim.” Jackson se inclinou sobre ela e beijou sua barriga. “Porra, mulher, você cheira bem.” Seu coração se partiu para o menino que ele tinha sido uma vez. Ela colocou a mão em seu cabelo úmido, entendendo sua necessidade de amenisar a conversa. Muitas vezes ela fez o mesmo ao falar sobre seu sequestro. “Ele ainda está vivo?” “Não. Ele chegou em casa bêbado uma noite, desmaiou na calçada e deve ter batido com a cabeça. Ele ficou lá fora, na chuva a noite toda.” A boca de Jackson enrolado com desdém. “Depois que ele morreu, eu não estava ansioso para ir encontrar outro pai, sabe? Se ele não tivesse sido meu pai, oh bem. Eu estava melhor sem pais.” Tal história dolorosa e feia. Ela acariciou seu cabelo, amolecendo a voz. “E a sua mãe? Você já teve algum contato com ela?”

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“Não. Eu nunca tive um desejo ardente de procurá-la, também.” Ele passou um braço em torno de seu quadril e olhou para ela, sua atenção oscilando entre os seios e rosto. “Isso é o suficiente?” Dare tinha dito a ela que seria bom para ela falar, por isso mesmo não seria para Jackson? Se ele nunca disse a ninguém a história toda? Provavelmente Trace e Dare sabiam, porque não trabalhariam com ele sem ter todos os detalhes. Mas isso não seria o mesmo que ter um ouvinte simpático. “Você nunca procurou por ela?” Ele baixou a cabeça para a frente com uma risada. “Por que eu deveria? Há muito tempo atrás eu decidi que iria ser diferente deles, e então eu fechei a porta.” “Diferente como?” Ele lhe deu um longo sorriso, mas o cinismo estreitou os olhos. “Não beber, nenhuma lamentação e nenhum casamento infeliz.” Ele meio que a abraçou. “Seus critérios de ficar livre de ataques de compromisso comigo acertaram o alvo.” Mas ela nunca quis dizer isso, e ela odiou que ele tivesse tomado seus comentários assim. “E se você se apaixonar?” Sua expressão disse alto e claro que ele não considerou provável. “Sabe, meu pai alegava que ele bebia porque a mãe nunca o amou. E durante as discussões, minha mãe lhe disse que ela o enganava porque ele nunca a amou.” Ele balançou a cabeça. “Nenhum dos dois parecia muito capaz de amar, se você me perguntar. Mas de qualquer forma, suas desculpas foram sempre vazias. Um bêbado é um bêbado porque ele não tem força de vontade, e ele chafurda em sua própria fraqueza. Uma trapaceira engana porque ela não tem moral e se preocupa mais com ela mesma que com qualquer outra pessoa.” Tal maneira terrível de ver o erro humano. “Quantos anos você tinha quando sua mãe foi embora?” 173


“Eu não sei. Quatorze, quinze, talvez.” Preso entre ser um menino e um homem. “Deve ter sido muito difícil para enfrentar.” “Eu dormi em torno de um monte.” Ele arrastou a colcha um pouco mais e tentou beijá-la novamente, desta vez em seu osso do quadril. A mão de Alani apertou em seu cabelo. “Ai, caramba!” Ela soltou e deu-lhe uma carícia de desculpas. “O que quer dizer, você dormiu em torno um monte?” Rindo, ele inclinou-se para morder levemente sua cintura e, em seguida, empurrou a colcha completamente fora dela. Sendo subitamente exposta enrolou os dedos dos pés, especialmente com a forma apreciativa como ele sentou para estudar o seu corpo. “Eu aprendi cedo que sexo bom torna tudo mais fácil. E só assim podemos acabar com isto, deixe-me dizer-lhe a versão condensada do resto.” Ele prendeu a mão entre suas pernas, colocando-a sobre seu sexo. Seus dedos ainda estavam, firme contra ela, e isso a deixou sem fôlego. Jackson olhou em seus olhos quando ele terminou a narração. “Eu rejeitei a ideia de faculdade. O ambiente escolar não é para mim e eu queria ficar com a minha vida. Então, eu consegui um emprego trabalhando para uma empresa de concretagem.” Alani queria perguntar a ele sobre isso, mas perguntas coerentes não vieram fáceis, e não com a mão lá, possessivo, apenas segurando. “Eu fiz o trabalho mais pesado, e adorei. Eu realmente passei a me sentir forte, mais apto.” “Um homem, em vez de uma criança.” “Sim. Gostei bastante do trabalho físico e fiz algum treinamento, para ficar mais forte, mais rápido, para lutar melhor, não que eu quisesse lutar profissionalmente ou nada. Eu apenas 174


gostei. E eu tenho um talento especial para isso, também.” Ele sorriu para ela. “Eu sou um lutador natural.” Isso a intrigou o suficiente para que ela conseguisse perguntar: “Mas não é isso que você queria fazer?” Ele balançou a cabeça. “Eu sempre imaginei que um dia eu ia abrir minha própria empresa de construção.” Ela acreditava que ele teria, se é isso o que ele quisesse. Jackson era um homem que iria fazer as coisas acontecerem. “Em vez disso eu trabalho com Trace e Dare.” “Como —” Ao observá-la, ele mudou sua mão, e seu dedo médio pesquisado, cutucou, afundou-se nela. Seu corpo todo enrijeceu; ela sentiu-se ficar mais úmida e não sabia se ela deveria estar envergonhada ou não. Ela pegou o seu pulso; seus olhares se chocaram. “Como é que você os conheceu?” Mais uma vez seus olhos se estreitaram, desta vez com satisfação. “Foi uma noite escura. Chovia como um louco. Meu caminhão quebrou, então eu tive que caminhar os últimos quilômetros até um posto de gasolina.” Alani o viu olhar para fora para nada em particular, como se lembrando de algo desagradável. Ela estava ciente de muitas coisas: sua impressionante nudez; a tensão no ar e nos ombros; a sensação de seu dedo pressionado em seu interior, imóvel, grande, íntimo. Seus pulmões trabalhavam para respirar, e ela teve que se esforçar para se concentrar em vez de afundar sob o feitiço da sensualidade. Por mais duro que ela tentasse, ela não conseguia parar de apertar os músculos em torno de seu dedo. Jackson, condenado, parecia inalterado. 175


“No meu caminho de volta para o meu caminhão, eu tinha que atravessar uma ponte, e havia três caras lá, tentando jogar alguma coisa no rio.” Meu Deus! Instintivamente, Alani sabia que havia algo. “Uma mulher?” ela sussurrou. “Uma garota de dezoito anos de idade, embora eu não percebi isso na época. Eu só sabia que algo estava errado, e eu reagi.” Como Dare e Traço sempre faziam. “O que aconteceu?” “Eles não me notaram quando eu rastejei em cima deles. Seu carro estava em marcha lenta, fazendo um pouco de barulho. Quando lançaram seu pacote, eu ouvi um grito, e então... Eu sabia.” A respiração profunda expandiu seu peito, apertou sua mandíbula. “Eu acho que eu bati, mas de uma forma fria. Não entrei em pânico. Eu tinha lutado antes, muitas vezes. Mas nunca assim. Nunca com uma vida em jogo.” “Você sabia que você tinha que derrubá-los para que você pudesse chegar até ela.” “Foi isso. Então eu bati neles.” “Todos os três?” Imaginou-o em sua mente. “Não tive escolha. Eu não fiz uma exatamente luta justa. Eu pensei: e eles morrerem? nenhuma merda. Em menos de... Eu não sei, talvez um minuto, dois deles estavam desmaiados e o terceiro estava ferido. Então eu mergulhei atrás da menina.” Awe, respeito, carinho e gratidão... tudo inundando Alani, fazendo sua voz áspera. “Em uma tempestade, de uma ponte?” “Sim, o inferno de uma situação, né? Eles haviam amarrado suas mãos, para que as chances de ela sobreviver fossem nulas se eu não chegasse até ela, e rápido. Felizmente, ela estava chutando como uma louca, só conseguindo manter a cabeça acima da água, e eu podia ouvir os salpicos. Eu a peguei e ela lutou como uma gata selvagem.” Ele sorriu, deu uma risada curta e macia. “Eu fiquei com mais machucados dela do que a partir dos palhaços na ponte.” Horrorizada, Alani cobriu a boca. “Ela deve ter estado tão em pânico.” 176


“Você sabe, ela estava, mas não como você esperaria. Ela não estava histérica, não estava chorando. Mesmo com as mãos amarradas em seus pulsos, ela lutou. Depois arrastei-a até a costa, eu tive uma cadela de um tempo prendendo as pernas para que eu pudesse explicar que eu queria ajudar. E mesmo assim, ela não acreditou em mim. Eu tinha a minha faca para cortar as mãos livres e, em seguida, pulei longe dela para que se sentisse encurralada. Nós meio que olhamos um para o outro por muito tempo.” “Quão mal ela estava machucada?” “Machucada.” Ele abriu a boca para dizer mais, depois sacudiu a cabeça com força e apertou o dedo mais fundo dentro dela. “Dare e Trace estavam no local. Foi este grande grupo fodido, comigo não sabendo em quem confiar, ela apavorada e ambos calmos. Eles assumiram, disseram que eles se livrariam dos homens e do carro.” Se Alani fosse uma pessoa diferente, se ela não tivesse experimentado o seu próprio trauma, ela não poderia ter compreendido. “Então, você tinha os matado?” “Eu nunca perguntei. Eles faziam parte de um cartel que se envolveu em tráfico de seres humanos. Eles vendiam meninas, às vezes trocavam por drogas ou armas, e se alguém ousasse tentar escapar...” “Eles jogavam de uma ponte.” “Depois de ter sido abusada...” Ele parecia ter dificuldade para obter as palavras. “Se eles não estavam mortos quando eu terminei com eles, Dare ou Trace teriam cuidado disso.” “Bom.” Ele olhou para ela. “Quando os caras apareceram, ela ficou do meu lado. Eu acho que ela já sabia que eu a puxei do rio, mas ela não sabia o que ia fazer.” “Ela sentiu que você iria protegê-la, com a sua vida, se necessário.” Sua boca se contorceu. “Sim, eu teria, mas eu duvido que qualquer um de nós estava pensando em nada tão dramático. Eu percebi que eu poderia levá-los se eu precissasse, e ela teria a 177


chance de fugir. Acabou que eu não tive necessidade de combatê-los e, provavelmente, não teria me saído tão bem como eu pensei que eu iria de qualquer maneira.” “Você não encontra muitos homens como eles. Como você.” “É verdade” com Ele pressionou o dedo mais fundo novamente e sorriu suave som de crescente excitação. “Mais tarde, quando Trace me disse que queria que eu trabalhasse com eles, ele disse que o meu caminho com as mulheres era tão valioso quanto minhas outras habilidades.” “Sim.” Seus olhos se fecharam; sua força de vontade diminuiu. Jackson virou a mão, trabalhou com o dedo em tão profundo como pôde. “Eu não acho que você quis dizer o mesmo que Trace quando ele disse isso.” Alani sabia que ele estava sendo evasivo sobre os detalhes de como ele começou a trabalhar com Trace, deixando de fora, tanto quanto ele disse, mas com a forma como ele a tocou, ela o deixou deslizar. Suas costas arqueadas um pouco. “Provavelmente não.” “E agora,” ele sussurrou: “Eu sou feito de falar sobre o passado, porque eu quero meconcentrar no aqui e agora. Em você. Nisto.” Gemendo, Alani fechou os olhos e assentiu. Não que Jackson lhe proporcionou muita escolha no assunto. Sua boca cobriu a dela, e a conversa terminou oficialmente. Falando sobre o passado, agitado por sentimentos que quando misturados com a necessidade bombardeando Jackson agora, conspiraram para fazer ele calar. Ele odiava recontar sua história familiar; o que o deixou quase tão irritado como pensar naquela noite terrível, quando ele tinha visto uma jovem ser jogada em um frio e caudaloso rio, com as mãos amarradas, com o rosto e o corpo machucados... Como o contraponto perfeito para o seu humor negro, os dedos de Alani afundaram em seu cabelo. Ela curvou sua magra coxa para cima e sobre seu pulso, prendendo a mão lá.

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Ela o beijou profundamente enquanto seus músculos internos apertaram em torno de seu dedo. Tão molhada. Tão quente. Sua boca, seu sexo. Ele não podia ter ar suficiente, e ele não conseguia o suficiente dela. Mas ele queria ir devagar, para fazê-lo durar. Para atormentá-la das mais aquecidas formas sexuais possíveis. No chuveiro, ele tinha gozado, sabendo que tinha que neutralizar tudo o que ele sentiria quando a tocasse, olhasse para ela. Provasse seu corpo. “Eu preciso de mais,” ele sussurrou, levando a mão dela, colocando o dedo na boca para sugar sua excitação. Ela gemeu em resposta, o som dolorosamente real e honesto. Movendo-se para cima e sobre ela, Jackson montou suas coxas e olhou para seu corpo, tão delicado e tão danado sexy. Ele segurou ambas as mamas. “Você é a coisa mais bonita que eu já vi,” disse ele, circulando as auréoloas coradas, enrijeceu os mamilos antes de se inclinar para colocar um em sua boca. Ela arqueou novamente, a cabeça para trás, com as mãos massageando suas coxas. Ele beijou seu caminho para o outro seio, pegou aquele mamilo com os dentes, puxou, lambeu. Sugado duro. “Jackson,” ela sussurrou. Ele adorava ouvi-la dizer o nome dele. Ele adorava ouvir seus gemidos, também. Ele continuou desenhando sobre ela por um longo tempo, mudando de um mamilo ao outro, ocasionalmente apenas beliscando, quase mal tocando, então levá-la em sua boca novamente. Ela balançou os quadris contra ele, buscando um toque diferente agora.

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“Calma.” Sentando-se, Jackson passou os polegares sobre os mamilos molhados enquanto assistia suas expressões. Ela torceu, virando o rosto para o lado, mas ele não se importou. Ela não seria capaz de se esconder dele por muito tempo. Ele tomou seu tempo, puxando, rolando, brincando com ela até que ela tremeu toda, e ainda não foi o suficiente. Ele não sabia se ele um dia teria o suficiente. Não dela. Disso. De sentir a maneira como ela o fez sentir, coisas que ele nunca tinha imaginado antes. Ele afastou-se dela, colocou as mãos sobre as coxas macias, pálidas e abriu as pernas. Ela mordeu o lábio inferior, à espera, tensa com antecipação. Já podia ver a umidade, o cheiro do seu perfume aquecido. Antes de terminar, ela estaria tão viciada como ele se sentia. “Deixe-me olhar para você, Alani.” Ele aliviou a perna para cima, dobrando o joelho, e sentou-se entre as coxas abertas. Seus batimentos cardíacos martelavam em seu peito. Sua voz tornou-se um timbre grave. “Porra, tão bonita.” “Eu não estou acostumado a isso, Jackson.” “Eu sei.” Com um dedo, ele traçou os lábios inchados, rosa e brilhantes, espalhando ainda mais sua umidade, mas evitando o clitóris distendido. Ela deu um gemido cantarolando. Em um rosnado, observando atentamente, ele afundou dois dedos dentro dela. O ajuste foi confortável o suficiente para roubar-lhe a compostura. Deus, se ela apertava os dedos, então como ela se sentiria em seu pênis? Como se sentiria com ele enchendo-a? Ele pressionou, puxou de volta girando a mão, e deslizou lentamente para trás novamente. Profundamente desta vez, empurrando para dentro dela, puxando quase todo o caminho para fora novamente. 180


Mais e mais. Alani se retorceu contra ele, seu enrijecer as coxas, seu pequeno clitóris lá, precisando de seu toque. Ele poderia colocá-la sobre a borda e ele sabia disso. Mas ainda não. Respirando com mais força, determinado a provar alguma coisa para ela, para ele, ele continuou a construir as sensações. Sem mais modéstia, suas pernas se abriram mais, seus quadris levantaram para ele, cada respiração sua era um gemido irregular. Com a outra mão, ele segurou cada um dos seus seios, por sua vez. “Eu gosto que você é pequena. Isso torna mais fácil para mim chegar em você toda ao mesmo tempo.” Ela fez alguma resposta incoerente que soou como uma súplica. “Você quer gozar, Alani?” “Sim. “Na minha mão?” Ele pressionou mais profundo novamente. “Ou a minha boca?” Seus olhos espremidos apertados se detiveram nele por um longo momento antes que ela disse ofegante: “Sua boca.” “Sim, isso é o que eu estava pensando, também.” Ele a empurrou de volta na cama, descansando em seu estômago entre as coxas finas pálidos. Intoxicado, ele inalou o cheiro dela, tão bom que doía. “Coloque suas pernas sobre meus ombros.” Meio sem jeito, dificultada pela excitação, ela fez o que disse. Mmmm, agradável. Ele gostava de ter as coxas quentes contra sua mandíbula. Ele segurou seus quadris e aconchegou-a um pouco mais perto. Ele soprou suavemente sobre ela, fazendo-a estremecer. Com as pontas dos dedos ele separou a separou, então se inclinou para traçar com a língua. “Jackson...”

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Lambendo profundo, ele esfaqueou dentro dela com a língua até que com as mãos atadas em seu cabelo ela tentou dirigi-lo. Sorrindo contra ela, ele jogou sua carne mais sensível com a ponta de sua língua, e ela estava malditamente perto. Gemendo, levantando seus quadris para fora da cama, arrastou-o para perto de novo. “Oh, por favor... Jackson, não mais.” “Você queria experimentar.” Mesmo quando ele disse isso, ele sabia que estava feito. Ele não podia brincar por mais tempo. Se ele tentasse envergonharia a si mesmo. Masturbando no chuveiro não tinha sequer chegado perto de aliviar sua necessidade. “Não,” ela chorou. “Eu quero você. Isso é tudo.” E mais uma vez ela disse: “Por favor.” “Shh.” Ele pressionou o rosto contra ela, lambendo, buscando seu clitóris, e, finalmente, sugando para dentro Seu gemido áspero era alto e irrestrito, ainda mais emocionante para ele. Ela resistiu contra ele, seu ritmo frenético. Não foi fácil, mas Jackson teve dois dedos dentro dela de novo e ela gritou, áspero, profundo, todo o seu corpo se curvou tenso quando seu orgasmo caiu através dela. Ele adorou. Ele amava... Huh-uh. Nãããoo. Ele não ia lá. De jeito nenhum! Não agora. Assim que o tremor selvagem deixou, ele sacudiu até a mesa de cabeceira para pegar uma camisinha. Nenhum dos dois disse nada. Alani não parecia capaz. Ela ficou lá, com as pernas esparramadas, os seios arfando, os olhos fechados e os lábios entreabertos. Lágrimas umedeciam as têmporas, rasgando seu coração. Sua respiração se manteve desigual, tensa. Ele se estabeleceu entre suas pernas, beijou os lábios inchados. “Baby, olhe para mim.” Levou três respirações para obter os olhos abertos. Jackson segurou o rosto dela, seus batimentos cardíacos compassados e ele empurrou para dentro dela. Sua cabeça foi para trás. 182


A cabeça dele caiu para a frente. Ela gemeu de novo. Ele trancou seus dentes. “Porra, você está apertada.” Ele balançou para dentro dela, cada curso facilitando mais do que o anterior. “Ah, meu Deus, apertada pra caralho.” Seus braços foram ao redor de seu pescoço, os dedos em seu cabelo. “Envolva suas pernas bonitas ao meu redor. Me abraça.” Ela olhou para ele, seus olhos atordoados com uma expressão de espanto. Lentamente, ela enganchou uma perna em volta da cintura, depois a outra, e ele deslisou mais profundo. “Eu não vou durar,” admitiu ele por entre os dentes, e ele sabia que tinha tanto a ver com a forma como ela olhou para ele como qualquer outra coisa. Alani inspirou. Ela puxou-o para um beijo e sussurrou: “Então, mais duro, por favor.” Ele quebrou. Ele se ergueu nos braços enrijecidos e martelou enquanto a pressão construía de forma quase insuportável. Em segundos ele sentiu o apertando e ouviu seu grito de vibração no gozo e deixou-se ir. Foi perfeito. Foi alucinante. Porque era Alani. Ele não sabia se ele queria deixá-la ir. Ele gostava de sua companhia. Ele adorava fazer sexo com ela. Ela deixou-o de uma maneira que ele não sabia que era possível. Isso era o suficiente? Ele lembrou que ele não teria que decidir nada agora. Ele teria um tempo para descobrir o que ele queria a longo prazo e se Alani coubesse nesse plano, ele iria encontrar uma maneira de mantê-la em sua vida.

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Por agora, ele só precisava mantê-la em sua cama. E dada a forma como ela se agarrou a ele com tanta força, não seria muito difícil.

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Capítulo Onze Ele deveria estar dormindo. Ele deveria estar morto para o mundo. Em vez disso, Jackson estava deitado de costas, com um braço atrás da cabeça, o outro mantendo Alani enrolada perto do seu lado. Ele olhou para as sombras da lua mudando no teto, seu corpo drenado da tensão, mas seus pensamentos corriam. Alani tinha uma coxa sobre seu colo, uma mão descansando frouxa sobre seu abdômen, o nariz pressionado para suas costelas. Ele podia sentir suas profundas respirações, sentir o cheiro sensual de sua pele e cabelo. Eles haviam destruído a cama. Ela destruiu a sua paz de espírito. Se Marc Tobin foi quem o tinha drogado, Trace teria ele, e logo. A ameaça teria ido. Alani não precisaria dele para a proteção. E depois? Ele tinha tempo, mas quanto? Dias? Semanas? Quanto tempo seria o suficiente? Sem pensar, ele apertou seus braços em Alani. Ela se mexeu, então ele beijou o topo de sua cabeça e acalmou até que ela se estabeleceu novamente. Os ponteiros constantemente mudando no relógio de cabeceira zombavam dele quando registraram pouco depois das duas da manhã. Ele precisava dormir um pouco, mas sua mente não descansaria. Irritado consigo mesmo, Jackson fechou os olhos e tentou clarear sua mente. Ele estava prestes a desistir dessa luta sem sentido, quando de repente a casa ficou imóvel. Onde antes que ele podia ouvir o tamborilar dos aparelhos de ar condicionado e cozinha, agora num negrume fechado, e ele não ouviu nada. 185


A falta completa, absoluta de som era mais ensurdecedora do que uma bala. Automaticamente Jackson ouviu, sabendo que algo estava errado. Ele não ouviu nada além do silêncio. Deslizando seu braço debaixo de Alani, ele disse em uma lufada de som, “Baby, acorda.” “Mmm?” Ela aconchegou mais perto. “O que foi?” “Shh.” Ele colocou um dedo em sua boca. “Alguém está aqui. Provavelmente, ainda do lado de fora, porque eu não o ouvi dentro. Eu tenho que ir dar uma olhada.” E talvez matar alguém. Ela teve o bom senso de falar em quase silêncio. “Espere.” Ela o agarrou enquanto alavancando-se na cama, lutando para orientar-se. “A eletricidade está fora?” “Sim.” “Talvez seja só —” “Não é. “A ameaça era real; ele sentiu a intrusão. Erguendo as mãos soltas, ele disse: “Fique aí,” e com cada fibra do seu ser, ele acreditava que ela faria o que lhe foi dito. Ela não disse mais nada, e ele apreciava isso. Agarrando a arma e a faca, Jackson saiu do quarto sem fazer barulho. No corredor, ele parou para ouvir novamente. Deixando seus sentidos assumirem, ele absorveu cada sombra, o ranger da casa e da brisa do lado de fora. Ele espiou os outros quartos, mas seu instinto lhe disse que eles estavam vazios e seguros, então ele foi para o corredor à sala de estar. No caminho, ele olhou em todos os lugares, através de cada janela, cada canto e recanto, para a cozinha, ele afastou-se novamente por um segundo, mais cauteloso, olhou para aquele cômodo. Através da janela da cozinha, viu uma sombra que não encaixava. Como ele sabia que não encaixava foi um dos mistérios dos instintos. Ele sempre confiou em seus instintos. Seu peito inchou. Seus músculos relaxaram.

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Em segundos, escondendo-se melhor, ele removeu as barreiras para as portas de correr, escorregou para fora da casa e do outro lado da varanda dos fundos. Jackson teve o bom senso de ficar nas sombras, mas graças à lua brilhante, ele viu o intruso se movendo para cima perto da casa, perto da janela do quarto de Alani. O cara usava uma máscara de malha e roupas escuras. Jackson, por outro lado, estava com a bunda de fora. Ele sorriu. À espreita, mais do que pronto para se envolver fisicamente, ele se esgueirou mais perto. Quando ele passava pela caixa do medidor, ele viu que ele estava desligado, daí a falta de eletricidade. Alguns dos canteiros de Alani foram pisoteados para que o bastardo pudesse cortar o lacre e remover o anel de retenção para desligar o medidor elétrico. Não realmente discreto. Segurando, estudou a forma de novo, e reconheceu Tobin pela maneira como ele se movia, seu tipo de corpo. Filho da puta Movimento corajoso, idiota. Jackson virou a faca em torno de sua mão para que ele a segurou o cabo de forma perfeita para evisceração alguém. Ele podia lidar com Tobin com uma mão amarrada nas costas, ou conforme o caso parecia ser, nu como um bebê. Não havia razão para disparar uma arma e avisar a vizinhança. Mudou-se tão perto de Tobin que ele pudesse tocá-lo e o idiota obtuso nem sequer sabia disso. Quando Tobin ficou na ponta dos pés para olhar na janela do quarto de Alani, Jackson bateu-lhe no ombro. Tobin gritou. Em voz alta. Aves que estavam dormindo levantaram voo na brusca comoção, somando-se o impacto do momento. 187


Quando Tobin continuou a gritar, Jackson silenciou da forma mais conveniente batendo o seu rosto nos tijolos. Tobin caiu, mas Jackson o manteve na posição vertical com um braço travado impiedosamente apertado em torno de seu pescoço e seu peito empurrado para os ombros do homem mais curto. A faca apertada debaixo de seu queixo. “Perturbe-a ainda mais,” Jackson rosnou, “e eu vou matar você agora.” Até onde Jackson estava em causa, Alani tinha sido perturbada o suficiente. Ela não precisava de Tobin assediando-a agora, também. “Jackson?” Tobin caiu ainda mais no que parecia ser alívio. “Fique longe de mim!” “Cala a boca.” Usando sua mão com arma, Jackson puxou a máscara de esqui, então esmagado rosto nu de Tobin para os tijolos novamente. Ele se inclinou para ele mais, tornando-se difícil para Tobin para respirar. “O que diabos você está fazendo?” “Nada.” “Pelo amor de...” Besteira. Como incentivo para falar, Jackson bateu o rosto em tijolos novamente. “Vamos ouvi-lo.” A luta de Tobin causou um corte fino na pele de sua garganta. “Mantenha empurrando ao redor,” disse Jackson. “ e você vai cortar sua própria garganta maldita e salvar-me do trabalho.” Percebendo que ele não poderia fugir, Tobin congelou novamente. “Eu estava apenas...” “Apenas o que?” Sem bolsos, Jackson não tinha lugar para colocar a arma. Ele colocou-o debaixo do braço e deu uns tapinhas para baixo em Tobin, verificando se tinha armas. Curiosamente, a menos que a estupidez pudessse ser uma arma, ele não tinha nenhuma. Nem mesmo um canivete. Jackson girou em torno dele e, com uma mão no ombro de Tobin, bateu-o contra a parede novamente. Ele segurou a faca nas costelas. “Fale.”

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Depois de olhar descontroladamente em volta do lugar, os olhos de Tobin fixaram em Jackson e se arregalaram. “Meu Deus. Você está nu! “ “Você espera que eu durma em um terno?” Sua boca bateu aberta, fechada, em seguida, esmagado. “Então você está dormindo com ela? Eu estava certo sobre isso?” “O fato de que eu estou armado e chateado, deveria lhe preocupar muito mais do que onde eu dormia.” Respirando com dificuldade, mais uma vez em busca do quintal, Tobin balançou a cabeça. “Você é louco.” “Diz o cara esgueirando no escuro em uma máscara de esqui em meados de julho.” Jackson deu um passo para trás e levantou a faca. “Eu tenho coisas melhores para fazer, Tobin, então pare de esticar a minha paciência.” “Certo.” Com os olhos apertados, Tobin virou o rosto. Tão patético. Jackson levou o punho no estômago de Tobin. Ele se dobrou, arquejando, em busca de apoio contra a parede. “Da próxima vez vou quebrar o seu nariz.” Tobin suspirou, “Eu queria impressioná-la, isso é tudo.” “Sim, esmagando suas flores deve fazê-lo.” Estupidamente, Tobin olhou para o canteiro esmagado. “Eu vou comprar novas flores.” “O inferno que você vai” De jeito nenhum Jackson ia deixar Marc Tobin perto Alani. Ele agarrou o cabelo de Tobin e puxou o rosto para dar ênfase. “Você nunca vai vê-la novamente, idiota. Você vai estar apodrecendo na cadeia.” “Eu só queria assustá-la, tudo bem? Isso é tudo.” Jackson lançou-o com um empurrão. “Não, não está tudo bem.” Marc esfregou o rosto, olhando para Jackson com cautela. “Devo matá-lo agora, ou bater as respostas fora de você?” 189


Ele deve ter soado convincente, porque Tobin se apressou em dizer: “Eu desativei o medidor, e então eu estava indo para atirar uma pedra através da janela. Eu percebi que você estava na cama, mas eu estava olhando para ter certeza. Eu achei que se você estivesse dormindo, e com a casa escura, iria levar alguns minutos para pensar em verificar o medidor.” E com a acusação, “Por que diabos você não verificou a caixa de fusíveis em primeiro lugar?” “Porque eu não sou um imbecil como você. “ Jackson estudou. “Como é que isso ia ajudálo de qualquer modo?” Como um rato, o olhar de Tobin procurou em todos os lugares. “Não deveríamos falar lá dentro?” Os finos cabelos da nuca de Jackson formigavam. Problemas. Problema além dos que Tobin trouxe. De jeito nenhum ele iria trazer perigo para a casa de Alani. Agarrando Tobin pelo ombro, Jackson virou de modo que as costas de Tobin enfrentaram a escuridão além do quintal, e protegeu seu corpo. Isso lhe proporcionou um pouco de proteção, e uma oportunidade para grelhar Tobin. Alarmado, Tobin disse: “Eu sei o que aconteceu com Alani.” Jackson não disse nada; ele achou muito difícil acreditar que Alani poderia ter confiado nele. Tobin assentiu freneticamente. “Ela me disse. Eu sei que é por isso que ela não queria nada físico comigo. Mas eu pensei que se tivesse merda de você, ela se cansaria de você e suas maneiras de camponês e voltaria para mim, onde é mais seguro.” Uma névoa vermelha encheu a visão de Jackson. Alani tinha sido perturbada o suficiente. “Então, você estava indo para fazer mais dessa merda?” Dolorido, se contorcendo em nervosismo, Tobin concordou. “Sim, com certeza. Esse era o plano, sim.” 190


Lentamente, Jackson colocou a arma de volta na mão, o dedo no gatilho. Em voz muito baixa ele perguntou: “Isso é o melhor que você poderia planejar?” “O que?” “Não estou comprando você, Tobin.” “É verdade!” “Parte disso, talvez.” Havia uma pedra no chão, aos pés de Tobin, e ele não tinha armas com ele. Mas ele era rico o suficiente para que se quisesse aterrorizar Alani ele teria contratado um qualquer para fazer isso por ele. Jackson pressionou a ponta da faca para traqueia de Tobin e se inclinou para rosnar diretamente em seu rosto, “Eu deveria ter feito mais para você mais cedo hoje. Eu deveria ter quebrado seu nariz maldito, no mínimo.” “Não.” Tobin se encolheu para trás, pronto para ser executado, se ele veio para isso, embora nem mesmo ele sabia que ele não iria longe. “O que você vai fazer?” Sabendo que precisava de mais respostas, Jackson afundou sua raiva. “Estou indeciso.” Ele serrou os dentes. “O mínimo que merece é eu bater a merda fora de você. “ Tobin acelerou com dignidade reconquistada. “Uma luta, mano a mano? Sem polícia, e sem a faca ou...” Ele desviou o olhar para a Beretta. “A arma?” “Vamos ver.” Um tiro Marc, apenas uma vez, se sentiria muito bem. Claro, usar os punhos nele seria bom também. “Eu vou aceitar uma luta.” Rapidamente, Tobin endireitou em toda sua altura, que estava a poucos centímetros abaixo de Jackson. “Você vai fazer o que eu disser. “ Jackson reduzido a faca. “Primeiro, conecte o medidor de volta” Ele precisava do pátio iluminado, para ajudar a afastar qualquer outra ameaça. Tobin tentou colocar distância entre ele e Jackson, mas ele não foi bem sucedida. Jackson o manteve perto, dividindo sua atenção entre Tobin e do quintal escancarado. 191


“Isto é em parte culpa sua.” Aniquilando mais flores, Tobin pisou sobre a caixa do medidor, sua atitude desafiadora, mas cautelosa. “Ela se preocupa comigo, você sabe. Se não fosse por você, ela não teria me deixado.” “Sim, sim, o que for.” Jackson se arrepiou sob a crescente sensação de ameaça. Não de Tobin, mas quem? Saia, seu bastardo covarde, Jackson pensava. Saia e mostre-se. “Foi só por causa do que ela passou, o sequestro e tudo, que ela não quer levar a cabo o nosso relacionamento.” “Você é história, fim da história.” Marc encravado no medidor. “Você é provavelmente a razão pela qual ela foi sequestrada.” Enquanto a casa cantarolava volta à vida, Tobin continuou a tagarelar e virou-se para Jackson. “Qualquer um pode ver que você é perigoso. Olhe para as suas armas! Você ainda tem autorizações para —” De repente desviado, Tobin foi mudo e congelou. Pronto para deter qualquer ameaça, Jackson seguiu linha de visão de Tobin e viu Alani pé nas barras abertas. Sua boca ficou seca. Ao invés de ficar no quarto – cama como ele ordenou, ela vestiu uma camisola branca sem mangas e seguiu-o. Ela também acendeu o interruptor de teto da cozinha, deixando ver sua fina, bem torneada forma iluminada, através do vestido quase transparente. Alani, ignorando por que ele olhava disse: “Jackson!” Escandalizada, ela deu um passo para fora. “O que no mundo está acontecendo? Você está nu, pelo amor de Deus.” Seu olhar foi para Marc. “O que faz aqui?” Não só estava Alani agora a céu aberto – na linha de perigo, mas Marc estava vendo-a no vestido transparente. Jackson bateu Tobin na cabeça com o punho. “Vire-se, maldito!”

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Seu grito era alto o suficiente para sacudir as folhas nas árvores, mas chamou a atenção de Marc fora de Alani. Sua expressão aturdida, os lábios entreabertos, Tobin tropeçou quando ele empurrou ao redor. “Leve-a para dentro,” Tobin sussurrou. Jackson sentiu seu medo, maldito. “Você!” Ele apontou a faca para Alani. “Volte para dentro. Agora.” Em vez de obedecer, ela olhou ao redor. Com a boca comprimida, ela deu mais um passo em direção a ele. “Fique quieto, antes de alertar os vizinhos.” Desde que ela se mudou para longe da luz, ela parecia um pouco mais decente, mas isso não fez nada para a segurança dela. Jackson passou um braço em volta do pescoço de Tobin em um estrangulamento inquebrável e, arrastando-o ao longo de trás, se aproximou de Alani. Ele colocou-a para dentro, se necessário, e lidaria com as consequências mais tarde. Tobin lutou com ele, não que ele lhe tenha feito algum. No momento, Jackson estava tão furioso que ele poderia ter quebrado o pescoço de Tobin com facilidade. Ele pisou até Alani. Através de seus dentes, ele disse: “Entre na casa. Agora.” Eriçada e indignada ela inclinou-se em sua ira. “Você não é meu chefe. “ Ele pegou o braço dela, mais do que pronto para forçar a questão. Um projétil fechado pelo ar e atingiu a casa com força suficiente para rachar um pedaço de tijolo. Confusa, Alani se virou para olhar, mas Jackson conhecia o som e reagiu sem pensar. Empurrou Marc longe dele e no mesmo movimento levou Alani baixo. Eles bateram no chão, juntos e com força. Mantendo a cabeça coberta, Jackson rolou e a trouxe com ele para a varanda, perto da mesa de piquenique. Ele inverteu-a para que ela a protegesse. “O que no —” “Bala.” Arma na mão, em estado de alerta, Jackson esperou, mas tudo o que podia ouvir era a alta respiração trovejante de Tobin. Merda, merda, merda. “Vamos lá.” 193


Mantendo-a protegida com seu corpo, ele meio agachado, correu com Alani para a segurança duvidosa de sua casa. Ele colocou-a em um canto longe das janelas e bateu o interruptor de luz, enviando a cozinha na escuridão novamente. “Jackson?” “Eu estou bem aqui, querida.” Raramente ele tinha que se envolver em uma conversa educada nessas situações. “Abaixem-se, ok? Alguém está atirando em nós.” “Eu não ouvi nada!” Seu tom de pânico puxou seu olhar como um ímã. “Está tudo bem. Mas você vai ficar parada, entendeu?” Balançando a cabeça, ela trouxe as pernas até o peito. “Tem certeza que foi um tiro?” “Shush.” Dedo no gatilho da Beretta, Jackson estava sentado perto das portas do pátio, de costas para a parede, e esperou. Ele manteve seu olhar sobre a abertura da porta, suas orelhas formigando. Nada. E então, perto demais para conforto, ele ouviu outro tiro, um presente sem o benefício de um silenciador. A ressonância “pop pop” de tiros ecoaram pela noite tranquila, seguido por uma maldição antes que tudo ficou em silêncio novamente. Soltando costas contra a parede, Jackson trabalhou sua mandíbula. Talvez Tobin não tivesse fugido depois de tudo, mas o que ele tem a ver com alguma coisa? “Ele passou por cima,” disse Jackson em voz alta, tanto para si próprio como para Alani. Tobin tinha medo. De que? Quem? “Ou o atirador é uma porcaria, ou alguém interferiu com o seu objetivo.” “Interferiu?” ela sussurrou. “Eu não entendo.” Não, ele não entendia também. Ainda. Jackson mastigou seus pensamentos. Por que usar um silenciador uma vez e na próxima não? “Duas armas,” concluiu. “Duas pessoas?” 194


“Você não está fazendo nenhum sentido.” “Eu sei.” Ele se levantou, mas permaneceu agachado. “Mulher, não se atreva a se mover, você me entende?” Com os olhos arregalados na escuridão, seu rosto pálido refletindo o luar através da janela sobre a pia, Alani assentiu. “Eu entendo. Você não tem que me colocar para baixo.” Espinhosa até o amargo fim. Incapaz de apreciar a sua audácia, naquele momento particular, disse Jackson só, “Bom. Sobre o maldito tempo.” Ele pulou para o outro lado das portas do pátio e empurrou-as fechadas, em seguida travou-as. Encontrando as faixas para as persianas verticais, ele fechou-as. Se ninguém podia vêlos, então eles não seriam alvos tão fáceis. Ele se lançou sobre a Alani. “Vamos.” Ela pegou a mão dele e, seguindo o seu exemplo, apressou-se em torno da porta da cozinha e no corredor. Uma vez lá, longe das janelas, ele a levou para o corredor em direção aos quartos, mas mais uma vez parou. “Fique aqui enquanto eu verifico as coisas.” “Ok.” Sua mão apertou a dele. “Tenha cuidado.” “Sim.” Ela soltou-o, e ele entrou em cada quarto, mas não encontrou nada. Após agarrando sua calça jeans e vestindo, ele agarrou as meias e as botas e voltou para ela com um cobertor. “Fique à vontade.” “Aqui no corredor?” “Merda acontece de verdade, querida, então sim, por enquanto você espera no corredor.” Quando seus ombros caíram, Jackson colocou uma mão em sua nuca e puxou-a para seu lado. Ela estremeceu, tanto de nervosa como qualquer coisa, ele sabia. Segurando-a perto, dando-lhe o seu calor, ele a ajudou a embrulhar no cobertor. “Melhor?” “Sim, muito obrigada.”

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Sentindo a adrenalina, ele beijou sua boca, rápido, mas completamente. “Confie em mim, ok?” Ele cavou seu celular e apertou um botão. Trace atendeu no primeiro toque. “Estamos bem,” Jackson disse-lhe sem rodeios “mas alguém, duas pessoas na verdade, atiraram na casa. Um silenciador, não. Tobin estava aqui, de alguma forma está envolvido —” Ele ouviu Alani suspiro. “Arisco como o inferno, e quando os tiros vieram, ele fugiu daqui. Estamos seguros por agora, mas eu queria que você soubesse.” “Fique aí,” disse Trace. “Eu estarei lá.” “Não é necessário.” Jackson esfregou o ombro de Alani. “Vou levá-la para fora daqui.” “Não se mova com a minha irmã, Jackson.” Impaciência mordeu ele. “Esperando por você só vai nos segurar.” E ele queria Alani escondida em algum lugar seguro. “Eu sei como evacuar. Eu sei como assistir para —” “Sim, você sabe. E se fosse qualquer um que não Alani, eu estaria bem em deixá-lo com você. Mas ela é minha irmã e eu já estou no meu caminho.” Jackson respirou, olhou para Alani de rosto erguido, a incerteza nos olhos arregalados, e assentiu. Ela não precisava assistir a um concurso de mijadas entre ele e seu irmão agressivo. “Sim, tudo bem. Mas faça isso rápido.” Ele desligou o telefone e o colocou de volta no bolso. Envolvendo os braços em torno dela, ele a abraçou em seu peito. Com o queixo no topo de sua cabeça, sentindo-se muito protetor macho, ele perguntou: “Você está bem, querida?” Segundos se passaram, e ela o empurrou. “Você nunca mais fale comigo daquele jeito de novo.”

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Confuso, Jackson olhou para ela. “Mas que merda!?” Se esta era a sua ideia de histeria, não fazia sentido. “Tudo que fiz foi perguntar se você está bem. Você está tremendo toda e seu rosto está mais branco do que a minha bunda, e você —” Ela ergueu as mãos. “Você gritou comigo na frente de Marc. Você me mandou para a casa. Você —” “Podíamos ver através de sua camisola.” “Você foi desagradável e-quê?” “Podíamos vê-la.” Jackson se inclinou mais perto, seu lábio enrolado como ele tocou o material fino da camisola. “Tudo,” frisou. “Este, vestido de fetiche inspirado em sacrifício virginal condenado não esconde um único detalhe.” “Sacrifício Virginal? Fetiche inspirado?” “Poderia muito bem ser.” Ele deu de ombros. “Eu sei que é onde minha mente foi.” Ela abriu a boca duas vezes, mas ela não disse nada. Ela olhou para si mesma. “É opaco.” “Sim, bem, não tanto quando você tem a luz atrás de você.” Ele levantou o queixo. “Eu tinha minhas mãos detendo seu namorado. Eu não precisava de você exibindo-se além de todo o resto.” “Ele não é meu namorado,” ela retrucou. “E você estava nu! Direito lá no quintal!” Jackson deu de ombros novamente. “Eu não dou a mínima para quem me vê.” “Isso era óbvio!” “Mas eu não quero que ninguém cobiçando você.” Irritação trouxe cor de volta em seu rosto, e ela empurrou-lhe o queixo. “Eu não me importo.” “Quem?” Foi uma espécie de alívio que ela tinha esquecido o seu medo em favor de reclamar com ele. Ele a levaria irritada a qualquer hora ao invés de apavorada. “Quaisquer que sejam as circunstâncias, eu não quero que você use esse tom comigo.” 197


“Eu já tinha percebido alguém estava à espreita lá fora, além de Tobin.” Ele colocou as mãos sobre ela e, consciente da ameaça remanescente, saboreou a estreiteza de sua cintura contraste com a chama suave de seus quadris. Tão sexy. “Meu tom era para levá-la para a segurança.” Ela virou para trás a queda de seu cabelo sedoso. “Ele falhou, agora não é?” “Sim.” Ele puxou seus quadris para mais perto dele. “Então, da próxima vez que alguém cortar sua eletricidade e alguém estiver atirando em nós, vou tentar educadamente pedir-lhe para manter o seu traseiro pequeno e doce dentro de casa, como eu bem instruí antes de eu sair do quarto de modo que a minha atenção não vai ser estilhaçada.” Todo o seu rosto apertou... e, de repente, ela sorriu. Mais histeria? Desconfiado agora, ele disse, “Alani?” Ela caiu para ele, com o rosto contra seu peito. “Você estava nu, Jackson.” Ela parecia ter desligado. “As roupas não eram uma prioridade naquele momento.” Protegê-la seria sempre sua consideração superior. “E se você tivesse que lutar Marc?” Sua voz soava alta e rápido. “Com as suas... as suas...” “Joias da família?” Ela engasgou. .”..Expostas, e seu...” Ela apontou para seu colo. “Pau?” Sua alegria se expandiu até que ela engasgou com o humor. “Sim, isso. Foi apenas uma espécie de...lá fora.” Ela riu. “Vulnerável.” “Sim.” Ele apertou-a contra seu corpo quente e macio. “Não é a minha forma preferida de lutar, mas eu não iria deixar isso me atrasar.” “Graças a Deus eu não tenho vizinhos que vivem perto.” Seus ombros tremeram quando ela lutou contra risadinhas mais nervosas.

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Ele não se importava. Porque seu cabelo o fascinava mesmo no pior dos tempos, ele alisou-o de volta, enredou os dedos nele e sorriu. “Esse maldito Tobin quase mijou quando eu peguei ele. Você sabe como escolhê-los, não é?” Isso apagou seu humor rápido. Suspeita, ela perguntou: “O que você fez com ele?” “Não o suficiente. E agora ele se foi, mesmo que ele de alguma forma tenha um papel em toda essa merda tempestade esta noite.” “Sua linguagem está se deteriorando.” Ela colocou os braços ao redor dele e descansou o rosto em seu peito nu. “No futuro, vou tentar a admitir a sua experiência e fazer o que você pedir, mas só se você pedir. Não há mais ordens.” “Eu vou fazer o meu melhor com isso.” Ele não podia fazer nenhuma promessa. “Não me crucifique se eu escorregar de vez em quando, no calor do momento, ok?” Ela assentiu. “Na verdade, se eu não tivesse ouvido Marc, eu teria ficado escondida. Eu não sou estúpida. Mas eu dei uma espiada e vocês dois estavam conversando tão... amigavelmente, eu pensei que era tudo um grande mal entendido ou algo assim.” “Nada amigável sobre isso.” Aparentemente, ela não tinha visto ele socar Tobin. “O filho da mãe disse que ele tinha algum plano meia-boca para assustá-la para voltar para ele, mas eu não vou comprá-lo.” Jackson relatou a conversa com ela, então disse: “Você realmente disse a ele o que aconteceu com você?” “Não. Não tudo. Só que eu tinha sido brevemente sequestrada. Ele acha que foi pelo dinheiro do meu irmão, não para que eu pudesse ser —” Jackson não precisava dela para dizer que ela teria sido vendida para o sexo. “Ele sabe sobre Trace?” “Marc nunca o conheceu, mas desde que Trace me apoiou quando eu comecei o meu negócio de design, mas todo mundo sabe que eu tenho um irmão rico. Trace cai em em meu escritório, por vezes, e saímos para almoçar juntos um monte.” Seus dedos se moviam para cima e 199


sobre os músculos peitorais. “É claro que ele não sabe o que Trace faz para viver, ou qualquer coisa assim. Quando ele continuou pressionando para ficarmos mais perto... —” “Quando ele queria entrar em suas calças.” “—Eu senti que tinha que dizer-lhe alguma coisa, então eu disse que tinha sido sequestrada por resgate.” Jackson ponderou que acabou. “E ele pensa Trace pagou?” “Sim.” Seus olhos se fecharam e ela o beijou, logo acima de seu mamilo direito. A pincelada doslábios em sua pele o levou a distração. “Nada disso, mulher. Estou a trabalhando.” “Eu sei. Sinto muito.” Ela alisou seu peito. “Você é tão... comestível.” Deus! Ele segurou sua nuca e virou o rosto. “Trace está a caminho. Temos que sair daqui hoje à noite, logo que ele chegar aqui.” “Achei que você insistiu em estar comigo, porque não era para preocupar meu irmão.” “Desnecessariamente.” Sua segurança era muito necessário. “Você vai ser capaz de pegar algumas coisas, mas não muito, então começar a pensar sobre o que você vai precisar.” Ela assentiu com a cabeça, lambeu o lábio inferior, em seguida, mordeu. “Para onde vou?” Jackson tinha uma resposta fácil para isso, e apesar das circunstâncias, ela o encheu de satisfação. Ele a beijou, rápido e direto ao ponto. “Você vai comigo.” Se não para sempre, pelo menos por agora.

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Capítulo Doze Que tinha tomado não mais do que um pontapé perfeitamente destinado para jogar fora o objetivo do atirador, mandando o tiro longe do alvo. Disparando uma bala perto de sua cabeça lhe impediu de tentar retaliação. Esse tiro tinha perdido de propósito; quem queria lidar com cérebros salpicados e longas justificativas? Seria difícil ficar anônimo se não houvessem corpos para explicar. O atirador foi embora. Mas por quanto tempo? A luz escassa de estrelas e a lua não foram suficientes para o uso de binóculos. Jackson tinha sabiamente apagado as luzes da casa e quintal, e os vizinhos estavam longe o suficiente para suas luzes não alcançarem. A única atividade visível foi a chegada dos faróis de um carro. Assim, Jackson tinha backup. Imaginava. Não havia nenhuma razão para ficar fora na noite úmida. Antes de ir embora, limpou o local para que pouco dissesse do que havia acontecido. Só alguém fosse altamente treinado seria capaz de detectar qualquer evidência de vigilância e Jackson era mais do que qualificado, além de altamente treinado. Será que ele juntou as peças do quebra-cabeça? Ainda não. Não completamente. Mas ele saberia que ele tinha alguém em sua cola. Hora de ir. Por enquanto. Quando fosse a hora certa... eles iriam começar tudo de novo.

TRACE chegou sem DARE, que era uma pequena benção. Quando os três se reuniram, seu machismo era suficiente para sufocar um corpo.

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Lidar com Jackson sozinho era suficiente para perder seu juízo. Ela não precisava de testosterona triplicada. Trace veio porque ele a amava, ela sabia disso. No entanto, quando ele chegou, ele era todo negócios e quase não poupou-lhe um olhar, uma vez que a viu ilesa. Ao contrário de Jackson, que mantinha uma arma em um coldre na parte baixa das costas, Trace usava um arnês sobre a sua camiseta. Ele dividia seu corpo e enfetizava os músculos pronunciados. Em torno de sua cintura, ele usava um cinto de utilidades com... coisas – algemas de nylon, uma faca mortal, um bastão de choque, munição extra... Ela nunca antes o viu assim. Isso irritou-a um pouco. Jackson entrou no ritmo, como se tivesse visto Trace tão fortemente armado centenas de vezes. “Nós vamos chegar a Tobin,” disse Trace para Jackson. “Eu já tenho alguém sobre ele.” “Não Dare?” Trace balançou a cabeça. “Ele estava dirigindo para casa direto para Molly depois de deixar o seu apartamento.” Fascinada, Alani disse: “Então, vocês tem outras pessoas que trabalham com você?” Os dois homens olharam para ela como se ela tivesse crescido uma cabeça extra. Trace tinha um olhar preso em seu rosto. Alani pensou que ele poderia estar pesando as probabilidades de lhe dizer a verdade contra encobrir com uma mentira. Mas Jackson tomou sua pergunta no tranco. “Quanto menos você souber, melhor.” “Outra dessas situações, né?” “'Receio que sim.” Jackson rolou um ombro. “Só sei que o seu irmão tem contatos em todos os lugares. Quando necessário, ele pode pedir um favor ou dois.” Assumindo que o favor não fosse ilegal? Ou será que um pedido de Trace seria levado em consideração independente da natureza? Alani sabia que ele havia cultivado associações em todas as facetas da aplicação da lei e muitas dentro da arena política. 202


Em muitas maneiras, seu irmão era o homem mais surpreendente. “Mas você não ouviu isso,” disse Trace. Ele fez uma careta para Jackson pela divulgação, em seguida, entrou na cozinha. Com a casa ainda às escuras, ele foi para a janela da cozinha. Botas plantadas à parte, ele inclinou-se para olhar para o quintal. “Você poderia localizar o atirador?” “Sim.” Jackson mantinha atrás dele. “Vozes vieram através dali, assim levando isso em conta, eu diria que cerca de cem metros.” Ele acenou para o mais afastado vizinho na parte de trás. “Em algum lugar atrás daquela casa.” “Ela está a venda,” Alani disse a eles. “Tem estado vazia por alguns meses.” “Lugar perfeito para um atirador se esconder.” Trace se dirigiu para a porta. “Tenha Alani fazendo as malas. Eu estarei de volta.” Ele saiu pela porta em um arranque. Sobre o ombro de Jackson, ela assistiu Trace misturar-se nas sombras mais espessas. “Ele vai ficar seguro lá fora sozinho?” Jackson resmungou. “Você poderia se preocupar com qualquer um, não com o Trace.” Sua mão agarrou no cós da calça jeans. “Os atiradores?” “Shh. Relaxa, parceira. Eles estão muito longe.” Cansada, ela se inclinou contra Jackson. Sua vida tinha sido muito mais simples antes de todo o drama de capa e espada. “Então, qual é o ponto?” “Ele vai verificar a área em torno dessa casa, ver se ele pode pegar alguma pista, isso é tudo. É o que eu teria feito se...” Sua voz sumiu, e ele calou-se. A culpa pesava sobre ela. Sua simples vida mundana estava tão em desacordo com o que Jackson fazia para viver. “Isso é o que você teria feito se não tivesse sido minha babá, certo?” Mantendo a atenção para fora da janela, Jackson chegou para um abraço. “Se não houvesse um inocente a ser protegido.” “Você queria que estar lá fora, agora, não é?”

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Seu tom sombrio trouxe-o para longe da janela. Sondando sua expressão, ele passou as costas dos seus dedos ao longo de sua bochecha. “Eu estou exatamente onde eu quero estar.” “Encalhado nos bastidores comigo?” Tentando ser realista, Alani aceitou que os contrastes de suas vidas poderia ser um impedimento para uma relação duradoura. “Tenho certeza que você ama isso.” Sua grande mão em concha em volta da cabeça. “Sua segurança é de particular interesse para mim, querida, não há dúvidas sobre isso. Então, sim, eu amo estar aqui com você.” Essa palavra “A” a deixou atordoada e com a língua presa. “Mas a verdade é,” continuou ele, “eu não teria deixado ninguém para trás sem proteção.” Então... ela era especial para ele ou não? Ela não poderia dizer. Para aliviar o clima, ela perguntou: “Até mesmo Marc?” Ele bufou. “Sim, certo. Que o maldito pode cuidar de si mesmo.” Desde que ele caiu fora no segundo em que tiroteio começou, ela concordava. Ainda surpresa com a ideia de que ela poderia ser realmente especial para ele, Alani disse: “Trace queria que eu começasse a fazer as malas.” “Sim? Nós vamos chegar a isso em um segundo.” Lá na cozinha sombria, parecendo muito introspectivo, Jackson se inclinou para beijá-la, persistente, doce, atencioso e tão gentil. “Você está segurando bem?” “Eu estou bem.” Seu meio sorriso fez coisas engraçadas para seu estômago. “Pode apostar que você está.” Seu olhar deslizou para baixo de seu corpo. “Melhor do que bem.” Todas as coisas consideradas, ela se sentia bem. Um pouco abalada, exausta, mas não realmente com medo. “Eu não posso acreditar que Marc faz parte disso.” “Ele faz parte de algo.” Jackson voltou-se para a janela. “Mas eu não sei o quê.” Ele se endireitou. “Aí vem Trace.” 204


Alani olhou por cima do ombro e não viu nada, mas segundos depois, Trace entrou pela porta. Incrível. Deixando de lado o perigo, ela gostava de ver os homens no trabalho. Com expressão cruel e parecendo maior que a vida, Trace olhou para ela. “Você não fez a mala ainda?” Ela não se incomodou em dizer que Jackson tinha ficado vigiando suas costas. “Eu só vou precisar de um minuto.” “Vista-se também, ok?” Ambos assistiram-na novamente, suas expressões quase idênticas. Ela revirou os olhos. “Você poderia simplesmente dizer isso.” “Sim,” Jackson disse a Trace. “Ela está sendo muito razoável sobre escolher o que está vestindo.” Mas a determinação de Trace não se alterou. “Sinta-se livre para acender a luz no seu quarto agora. Eu vou ajudá-la a separar suas coisas em um minuto.” “E com essa demissão...” Alani saiu da cozinha, mas antes que ela tivesse chegado muito longe ao fundo do corredor, ouviu Trace e Jackson falando em voz baixa, de modo que, sem remorso, ela fez uma pausa para ouvir. Afinal de contas, esta questão era muito do interesse dela, e não importava o quão impotente eles pensavam que ela era, ela queria necessariamente estar informada. “Haviam dois atiradores,” confirmou Trace. “Um na frente, do lado esquerdo da casa, e um na parte de trás, perto do pátio. Eu diria que houve uma briga lá atrás também, mas alguém tentou encobri-la.” “Huh. Então, um atirador entrou após o outro? Isso explica porque um tinha um silenciador, e outro não.” “Sim? E ninguém sabe por que ambos estavam fora espreitando a casa de Alani.” 205


“A concorrência talvez. Existe uma recompensa por minha cabeça que eu não sei?” “Quem sabe? Riscos da nossa vida parecem gravitar em torno. Tudo que me importa é eliminá-los, fatalmente, se necessário.” “Esse plano funciona para mim.” Alani ficou ali congelada, sua mente girando, seu coração se acelerando. Ouvi-los falar sobre “fatalmente eliminar” as pessoas tornou tudo real para caramba. Não que ela perderia um momento sentindo-se mal por qualquer pessoa envolvida em tráfico de seres humanos. Ela sabia em primeira mão o quão traumático poderia ser. Quando os homens se calaram, ela correu para o seu quarto e começou a jogar juntos seus itens mais necessários. Ela não queria correr muito, porque ela não queria que Jackson a pensasse que ela estava se movendo sobre ele. A mudança temporária era apenas parte necessária para manter ela e Jackson seguros. Nada mais. Mesmo depois que os homens se juntaram a ela no quarto, ela continuou a pensar sobre o que ela ouviu. Suas suposições incomodavam-na, até que finalmente ela não aguentava mais. Com sua mala, ela encontrou uma muda de roupa, mas fez uma pausa antes de entrar em seu banheiro. Trace olhava fixamente a caixa de preservativos na sua mesa de cabeceira. Desafiadoramente, Jackson recolheu a caixa e deixou cair na mala. Os dois homens olharam para ela, Jackson com calor moderado, Trace com desconforto irascível. Awwwwk-ala. Determinada a obter os seus pensamentos em algo menos pessoal, Alani anunciou: “Eu escutei sua conversa.” As sobrancelhas de Trace subiram. Jackson perguntou: “Para quê?” 206


“Vocês dois conversando. Sobre os atiradores, quero dizer.” Os homens trocaram um olhar. Pelo menos eles pareciam ter esquecido os preservativos. “Dois atiradores, certo? E você assume que ambos estavam fora para caçar Jackson. Ou eu. Seja qual for.” Ela bateu a mão. “Mas eu estava pensando... E se um deles estava tentando ajudar?” “Então, por estar à espreita no escuro, em primeiro lugar?” Perguntou Jackson. Trace concordou. Mas Alani não foi intimidada. Ela abraçou a roupa para o peito, olhou para cada um deles, por sua vez, e declarou o óbvio. “Vocês às vezes se escondem no escuro, mas você não iriam ferir uma pessoa inocente. Pensem sobre isso, ok?” E em despedida, com ambos os seus rostos registrando surpresa, ela foi para o banheiro para se trocar. Caindo no banco do passageiro ao lado de Jackson, Alani dormia no carro para sua casa. Isso lhe convinha, porque deu-lhe tempo para pensar. Para refletir sobre o que ela tinha feito para ele. Ele costumava ser um cara descontraído. Ele sabia o que ele queria, ele ia atrás disso, ele tinha um monte de diversão. Ele tinha um monte de sexo. Ele tinha muitas mulheres. Agora... ele olhou em sua direção. Como sempre, os cabelos claros, caindo para a frente para esconder metade do rosto, o fez ter pensamentos sexuais. Gostava de como ela se sentia em suas mãos, em seu ombro. Como ele se sentiria em seu abdômen, coxas. Ela estava vestida com jeans finos e uma camista ocasional solta. Antes de adormecer, ela tirou suas sandálias. Sua mão, a palma para cima, descansava ao lado do bumbum pequeno e doce no assento. Ela parecia aberta, confiante. Deleitável. 207


Mesmo dormindo, sua respiração constante e profunda, ela transformou-o como nenhuma outra mulher poderia. Ele mudou de posição, o olhar constantemente analisando o horizonte. Eles finalmente deixaram a zona suburbana mais congestionada e foram para as estradas mais ásperas que levavam à sua propriedade. Não tinha havido nenhum problema, nenhum sinal do caro BMW prata. Ninguém os seguia. Mas ele não relaxaria, não até que elee estivessem a salvo em sua casa. De muitas maneiras, a terra que ele tinha comprado era semelhante à de Dare. Arborizada, perto de um lago, privado e integrada com a natureza. Ele estava tão isolada, que ele poderia tomar o seu café totalmente nu lá fora e ninguém iria vê-lo. Mais uma vez ele olhou para Alani. Talvez ele pudesse convencê-la a fazer isso. Ele adoraria vê-la nua sob o sol da manhã. Ele gostava de vê-la nua, ponto. Na verdade, mais do que gostava. Ele olhou para ela, e foi além de luxúria. Além da mera atração. Além de qualquer coisa familiar. Além de confortável. Nas últimas 24 horas, ele viveu uma gama de emoções, desde atormentado e furioso, a quente e possessivo, ao demonstrativo e... necessitado. Merda. Incerteza queimava sobre ele, e ele não gostou. Ele flexionou as mãos no volante e tentou concentrar-se no sol nascente. O sol banhou a terra em uma grande maré vermelha, isso tirava o fôlego e ele queria que Alani visse, também. Ele pegou a mão dela, entrelaçando seus dedos. “Ei, querida.” Ela mexeu, estremecendo com o que parecia ser uma torção no pescoço. “Vamos, dorminhoca. Abra seus olhos hipnotizantes para mim.” Piscando, ela bocejou, esticou as costas e virou os olhos pesados sobre ele. “Jackson.” 208


Ela soava e parecia uma mulher fresca de um orgasmo. “Sim, ainda eu.” Como ele poderia permanecer assim excitado, ele não sabia. Ele sempre teve resistência e um forte impulso sexual, mas isso estava ficando ridículo. “Oi, você.” Ele sorriu, levantou a mão e beijou a palma da mão, antes de voltar as duas mãos ao volante. “Você tem um sono pesado.” Ela esfregou os olhos. “Eu acho.” Ela bocejou novamente. “Deus, eu preciso de café.” “Nós vamos estar na minha casa em mais alguns minutos. Mas eu queria que você visse o nascer do sol.” Ela sentou-se para olhar, e a luz do sol refletiu em seus olhos, polidos como ouro, mostrando seus longos cílios, a perfeição de sua pele. Deus, ele tinha que estar mal quando começou a declamar em como um poeta embriagado. “É lindo, Jackson. Obrigada por me acordar.” A reverência na voz dela combinava com seu humor. “Da minha varanda de trás, vejo isso todas as manhãs.” E cada vez que ele tinha visto, ele encontrou-se perguntando se Alani gostaria do ponto de vista, também. “Quando está sobre o lago, é ainda mais impressionante porque as cores parecem brincar na superfície da água.” “Parece incrível.” Ela enfiou uma perna debaixo dela. “Eu vi o pôr do sol na casa de Dare, mas não o nascer do sol.” “Você gosta de estar perto da água?” “Eu amo aquele lugar. Tudo cheira melhor, e há essa paz que cai sobre tudo e todos.” Era exatamente como ele se sentia. “Talvez possamos fazer um passeio de barco mais tarde. Um lado das pontas do lago é uma subida íngreme, mas há algumas casas para baixo em

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direção à enseada sul. Principalmente terras agrícolas. No início da manhã, você pode ver as vacas ao longo da costa.” “Definitivamente faremos um passeio de barco.” Ela alisou o cabelo e encostou a cabeça no banco. “Me desculpe, eu dormi.” “Você precisava de descanso.” E ele gostava de vê-la, bastava estar perto dela, sabendo que, finalmente, ela era dele. “Você também.” Ela meio que se virou para ele e colocou a mão em seu bíceps. O toque carinhoso e interessado em igual medida. “Com tudo o que você passou, você tem que estar funcionando em suas forças de reserva.” Ela o fez soar como um covarde. “Eu estou bem.” Mais do que qualquer outra coisa, ele a queria de novo. Quando será que ele não a queria? Um sorriso deslizou sobre o rosto. “Você não tem que ser macho para mim, você sabe.” Isso queimou sua bunda. “Eu não sou.” Que ela pensou que ele poderia estar se fazendo de cara durão soou ainda mais ofensivo. “Eu sou apenas... eu.” “Você está fingindo que nada aconteceu.” Ele bufou. Nada grava tinha acontecido, pelo menos não para ele. “As drogas já se desgastaram do meu sistema. Essa bala não me atingiu. Nós dois estamos seguros. O que você quer que eu faça? Chorar? Enrolar no banco de trás, enquanto você dirige?” “Talvez apenas admitir que está cansado.” “Estou com tesão,” ele disse a ela com honestidade sucinto. “Se você estivesse para isso, eu iria levá-la direto para a cama por mais alguns rounds.” “Nossa!!!!!” Ela respirou fundo. “A forma como isso soa...” Sabendo que ele tinha derrubado sua compostura, ele riu. “Eu preciso de comida, e dormir e um chuveiro. E eu quero ver a sua casa, sua terra.” 210


Sua luxúria esvaziou. “Eu deveria ter te deixado sozinha até que as coisas se resolvessem.” “Não.” Ela bateu em seu braço. “Eu queria você, também, lembra? Mas eu não estou acostumada a tanto sexo.” E mesmo que ele não se lembrasse de sua primeira vez juntos, ela disse que tinha sido excessivo. Adicionado ao que ele se lembrava, é claro que ela queria recuar um pouco. Ele olhou para ela, e as memórias voltaram. “Você é tão pequena.” Seu abdômen em nós. “Eu vou ter que ter mais cuidado com você.” Falar de sexo sempre a deixava nervosa. “Eu não quero que você faça uma única coisa de forma diferente.” Ela abaixou seu rosto. “Basta lembrar que enquanto você pode ser invencível, eu estou feliz em admitir que sou muito humana.” Ele soltou um suspiro e lembrou-se de ser paciente. Como ele disse a ela, sua casa era habitável, mas mobiliada escassamente. Havia apenas uma cama, então se pensasse em colocar muito espaço entre eles, ela só teria que pensar novamente. Para cada noite juntos, ele planejava dormir com ela, se eles tivessem sexo ou não. “Ok, então ainda é cedo. Uma vez que estivermos na minha casa, vamos recuperar o atraso em nossos sonos. Quando você estiver sentindo mais descansada, você pode mergulhar na banheira de hidromassagem. Isso deve ajudar a revitalizar você.” Através cílios meio baixos, ela estudou-o, em seguida, perguntou timidamente: “Você pretende ir para a cama comigo?” “Sim.” Rolou um ombro. “Eu não me importaria de dormir. Pelo menos até que alguém encontre o perseguidor-idiota.” “Você quer dizer Marc?” “Não há muitos outros.” 211


Ela ficou em silêncio por um longo tempo, então perguntou em voz baixa: “E depois que eles o localizarem?” Numa onda de determinação flexionou suas mãos no volante. “Eu quero falar com ele.” Para o benefício de Alani, ele manteve vazio o tom de ameaça na sua voz. “Ele sabe alguma coisa. Vou descobrir o quê.” “Não era ele na BMW prata.” “Você não sabe disso, mas e daí? Caras como ele tem parceiros que fazem a maior parte do seu trabalho sujo.” “Um parceiro que tem um carro que custa mais de cem mil?” Sim, está bem, de modo que parecia ilógico de muitas maneiras. “Eu não sei, querida. Mas eu vou descobrir.” Ele puxou para baixo no caminho de cascalho para sua casa. Alani endireitou-se. “É isso?” Ele gostava de sua excitação. “Sim? Eu estou muito bem escondido por árvores, mas toda esta área é monitorada.” Carvalhos, olmos e plátanos cresciam tão densos em ambos os lados da estrada que, com os galhos espalhados, eles formaram uma espécie de dossel. Era como se eles estivessem dirigindo através de uma caverna verde, mas com a luz solar infiltrando por toda parte. Jackson diminuiu para evitar um coelho que olhou para o carro, contraiu os bigodes e, finalmente, pulou fora. Mais adiante, ele apontou alguns cervos para ela. Aves voavam dentro e ao redor das árvores, ocasionalmente, fazer um mergulho suicida na frente de seu carro. Alani engasgou cada vez, embora as aves evitassem a colisão com o seu pára-brisa ou pneus. Finalmente, os portões da frente ficaram à vista e, além deles, a casa. Ciente do silêncio de Alani ao lado dele, Jackson tirou os óculos escuros para digitar o código no portão. “Como em Dare, é administrado por um teclado, mas você pode usar um

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controle remoto quando deixar a propriedade. Há um dispositivo de intercomunicação e sensor, de modo que eu sempre sei quando alguém se aproxima.” Ela assentiu com a cabeça, olhando para além do portão de sua casa. Inquieto, Jackson esperou que os portões abrissem e em seguida, dirigiu ao longo estrada pavimentada para a casa. “É um rancho, mas configurado com quartos separados porém conectados. Eu gostei da arquitetura dela.” “É incrível.” Seu olhar passou por toda a casa, da garagem anexa por uma sala de serviço, para a entrada principal e para a suíte master que se projetava. “Não muito foi feito ainda, mas, eventualmente, o porão será terminado. Haverá um outro quarto lá em baixo, sala de ginástica e sala de recreação.” Ele puxou para uma das três garagens em anexo e desligou o carro. Alani imediatamente calçou as sandálias, abriu a porta e deu um passo para trás para fora da garagem e olhou ao redor. Protegendo os olhos, ela olhou para as árvores mais altas com admiração. “Eu deliberadamente construí em torno das árvores,” disse Jackson enquanto ele se juntou a ela. “Eu estou contente. É perfeito.” Ela se dirigiu até a passagem para a enorme porta da frente. “Poderíamos ter ido pela garagem.” “Eu quero ver o exterior primeiro.” Ela circulou em torno ao lado da casa, escolhendo o seu caminho ao longo das flores silvestres e ervas daninhas. “Eu nem sequer toquei no quintal ainda.” Ele desejou que ela abrandasse e dissesse alguma coisa, talvez seus pensamentos. Ela não sabia, mas através do processo de escolha dos planos de casa, o local, ele foi pensando nela. Considerando a reação dela. Ela parou na varanda de trás e olhou para o lago. Patos nadavam ali. Ao longe, um peixe pulou. 213


Alani afastou uma mosca, em seguida, jogou a cabeça para trás e respirou fundo. Ele gostava de vê-la aqui, assim. Em sua propriedade. “Vai ser um dia muito quente hoje.” Mas a manhã de julho não tinha nada a ver com seu calor interno. “Em algumas horas, a umidade vai fazer você suar assim que sair.” “Eu não me importo com um pouco de suor.” Não, ela não se importaria. Deslizando suas mãos ao redor dela, Jackson puxou de lado o cabelo, acariciou o lado de seu pescoço e beijou a parte mais macia de seu pescoço. “Quando você concordar,” disse ele sugestivamente, “Eu gostaria de colocar aqui fora um cobertor e fazer você gritar de prazer.” Ela acelerou. “A céu aberto?” “Sim.” Ele levantou uma mão para descansar um pouco em seu peito, e sentiu seu batimento cardíaco. “É privado o suficiente. Mas eu seria capaz de ver cada centímetro de você.” Suas mãos se estabeleceram sobre a dele. “Você já viu.” Sua voz tremia. “Antes, quero dizer.” “Mas não foi o suficiente.” Ele estava começando a se sentir como um masoquista. “Até então...” Ele deu um passo para trás, lutou e conquistou seu controle. “Qual é o primeiro? Um passeio, café ou dormir?” Ela se virou para encará-lo. “Se eu beber café, eu não vou ser capaz de dormir.” “Então, vamos voltar para a cama agora.” A palma da mão caiu sobre seu peito. “Não vai ser difícil para você...?” “Sim.” Ele sorriu torto. “Mas seria mais difícil saber que você estava sozinha em minha cama, toda sonolenta e quente e doce.” Ele pegou sua mão e levou-a de volta para a frente. “Eu vou te mostrar a suíte master, e você pode se instalar, enquanto eu descarrego nossas coisas.”

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Quando ela olhou em todos os lugares, ele a levou pela garagem, através da cozinha abobadada e porta de entrada, e por um corredor que ligava para o quarto. Uma vez lá, ele virou-a e segurou-lhe o rosto. “Eu ainda estou trabalhando em coisas, por isso este é um dos poucos quartos acabado e a única cama.” Ela entendeu? Ela olhou para o quarto espaçoso e a cama grande, feita com alguns travesseiros, lençóis e uma colcha. “É grande o suficiente para uma família inteira.” Ela disse, timidamente, quase como uma pergunta. O pensamento o pegou. Claro, a casa era espaçosa, com salas suficientes para acomodar a maioria da famílias. Mas como regra uma família nunca foi uma de suas considerações. Ele não achava que os seus pais eram uma família – uma vez que nunca tinham sido realmente uma família estereotipada, e embora ele tivesse desfrutado das mulheres com quem tinha estado, ele com certeza não olhou para elas como o início de um futuro. O sexo era apenas alívio, e ele teve o cuidado quando se tratava de proteção, para que as crianças nunca tivessem sido uma preocupação. Em resumo, ele pensou em Arizona, mas não. Ele não queria ir por esse caminho agora. Ele disse à Alani o que ela precisava saber, e o restante iria esperar. Inferno, ele tinha acabado de admitir a ela que havia algo entre eles. Por enquanto, ele queria aproveitar ela e só ela. Culpa cutucou, mas ele ainda brincou: “Seu irmão não tem interesse em estar aqui, querida.” Algo brilhou em seus olhos, algo indescritível e feminino e cauteloso. Em seu sorriso fugaz faltava calor genuíno. “Talvez para uma visita.” Aliviado que ela não o empurrou, Jackson concordou. Talvez. Muito, muito mais tarde, se ele tivesse seu caminho. “Por enquanto, há apenas nós dois, e nós vamos estar dormindo perto.”

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Ele não se importaria de tê-la cima dele, ou melhor ainda, acordando com ele. Ele beijou-a na boca. “Tudo bem por você?” Ela estendeu a mão para correr a ponta dos dedos sobre o queixo e para baixo em sua garganta. “Toda minha vida eu dormi sozinha, mas eu não teria que se eu soubesse como é bom dormir com alguém.” “Comigo,” esclareceu ele, no caso de ela ter pensamentos de tentá-lo com mais alguém. “Sim. Tocou-lhe o lábio inferior. “Eu gosto de dormir com você, Jackson.” “Bom.” Ela poderia facilmente torcer-lo em nós. Quando ela tocou-o, mesmo que de forma tão doce, talvez especialmente de uma maneira doce, ele queria ficar dentro dela. “Eu preciso proteger a casa, fazer uma verificação rápida das coisas.” E isso lhe daria uma chance para abrandar o o fogo um pouco. “Eu já volto.” “Leve o seu tempo.” Como o inferno. Ele queria abraçá-la quando ela adormecesse. Era importante para ele que ela se acostumasse a estar com ele em todos os sentidos, que ela gostasse tanto quanto ele gostava. Em menos de quinze minutos ele passou por uma verificação dos alarmes, travas e monitores. Quando ele voltou para o quarto encontrou Alani em nada mais do que a camiseta e calcinha, olhando para as portas do pátio privado do seu quarto para a parte de trás da casa. Ele sabia que ela podia ver o lago, as montanhas, natureza e privacidade. Sua atenção se estreitou sobre ela, em suas belas pernas e a maneira como seu fino cabelo loiro caía em suas costas, como a camiseta que mal cobria sua bunda. Ele conhecia mulheres mais bonitas. Ele conhecia mulhere mulheres mais sexuais. Ele conhecia mulheres que se concentraram em fazê-lo selvagem na cama. Mas nenhum delas era Alani.

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Perdida em seus pensamentos, ela parecia muito reflexiva e um pouco distante. Será que ela se ressentia por estar presa aqui com ele? Ela estava preocupada com aquele bundão do Tobin, ou com medo da ameaça? Ela já estava desejando poder voltar para seu emprego, sua casa, sua rotina? Jackson percebeu que ele estava se preocupando, duvidando de si mesmo, coisa que o irritava. Ele tinha estado cara a cara com assassinos, esteve em tiroteios com traficantes de seres humanos, viajou além das fronteiras para recuperar sequestrados e levar à justiça os que tinham tomado a liberdade deles, tudo isso sem se preocupar. Ele sabia o que fazer, ele faria isso, fim da história. Frustrado, ele deixou cair a mala e sua mochila. Alani olhou para cima. Mesmo enquanto observavam o outro, sua incerteza, o nervosismo bateu para ele em ondas... até que um bocejo a ultrapassou. Cheia de desculpas murmuradas, ela cobriu a boca com uma mão. Jackson relaxou novamente. Enquanto ela estivesse aqui, ele cuidaria dela, a mimaria; ele era bom em fazer as mulheres se sentirem especiais. Normalmente na cama, mas e daí? Ele lidaria com as coisas “sair da cama” também. Depois de virar as cobertas, ele deu um tapinha no colchão. “Vamos, dorminhoca.” Descalça, ela deslizou sobre o tapete grosso e subiu na cama “Me desculpe, eu estou tão cansada. Eu não dormi muito na noite passada, ou na noite anterior.” “Por minha causa.” Ele não queria que ela ficasse desgastada, mas gostava de saber que ele era o responsável por sua exaustão. “Por causa de nós.” “Verdade.” Gostando de ouvir isso ainda mais, ele cerrou as cortinas para fechar grande parte da luz da manhã. Sombras cinzentas encheram a sala. “Eu não posso acreditar que você não está mais cansado. Depois de estar tão doente e tendo menos sono que eu.” 217


“Mas eu sou um homem.” “E isso faz você se impermeável à fraqueza?” Não, mas como um homem ele a queria o suficiente para que mal notasse outros desconfortos. Ela provavelmente não gostaria de ouvir isso, então em vez disso, ele disse, “Eu já fiquei sem dormir muitas vezes. Acho que eu já estou acostumado com isso.” Com Alani observando cada movimento seu, ele se sentou na ponta da cama para tirar as botas e as meias, então tirou sua camiseta. Ele se levantou e desarmou-se, colocando as armas no criado-mudo ao seu lado da cama. “É estranho, você sabe.” Num segundo ela parecia sonolento, um pouco misterioso. “Você trata armas com o mesmo conforto que as chaves do carro.” Ele olhou para ela. “Em uma palavra, eu prefiro ter a minha arma que minhas chaves em qualquer dia.” Virando de lado e colocando a mão sob a bochecha, ela olhou para seu peito. “Eu não me arrependo, você sabe.” “O que é isso, querida?” Ele aliviou o zíper para baixo sobre sua ereção, e saiu de seus jeans, mas deixou sua cueca. Melhor não tentar seu controle neste momento. Agora que ele tinha tido sexo com Alani, ele a queria ainda mais. Sabendo que ela estava aqui, em sua casa, onde ele tantas vezes a imaginou, só aumentava cada sentimento. “Ficar sem dormir para estar com você.” Ele ouviu além das simples palavras. Alani olhou para seu corpo. “Antes disso, antes de você, quando fiquei sem dormir, foi quando os traficantes me levaram.” Ah, o inferno. Seu coração na garganta, Jackson sentou-se na cama por ela e colocou a mão em seu quadril.

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Ela voltou a olhar para ele. “Eu estava com muito medo de dormir, então, também com medo até de fechar os olhos. Eu não sabia o que eles fariam para mim. Não que eu poderia tê-los impedido apenas por ficar acordada. Mas eu, pelo menos, poderia ver o que estava chegando.” Deitou-se ao lado dela e puxou-a em seus braços. Ele sempre se vangloriou de ter uma libido hiperativa. Muitas vezes, ele tinha ficado sem dormir em favor de uma maratona sexual. Agora, Alani precisava de coisas diferentes. Ele não estaria andando longe dela amanhã ou mesmo no dia seguinte, então ele não tinha que correr contra o tempo. “Você pode dormir agora. Eu não vou deixar ninguém te machucar.” Seu tom de voz suave, com a voz baixa, ela sussurrou: “Mas eu odeio perder o nosso tempo juntos. É tão bom ver você assim, à vontade, sendo você mesmo, deixando-me ver você por quem você realmente é. Eu prefiro estar acordada.” Ela lambeu seu lábio inferior. “Eu prefiro estar vivendo novas experiências.” “Calma.” Surpreendia-lhe como ela poderia levar o seu humor sombrio e perigoso e transformá-lo em com ternura e humor. “Agora que temos um acordo, vou tentar equilibrar as coisas, ok? Dormir e sexo.” Ela sorriu. “E a comida, e passeios e muito mais de falar?” “Claro, se é isso que você quer.” Com um braço em torno dela, Jackson segurou seu quadril, mantendo-a perto. A outra mão ele passou por cima do ombro. Em contraste com ele, ela era pequena, seus traços finos e femininos. “Comida, então o sexo. Passeios, então o sexo.” Ela riu. “Conversar e então sexo?” Não era uma combinação que normalmente gostava, mas o que no inferno? “Contanto que você fuja de mim, eu acho que pode caber tudo isso dentro.” “Eu realmente não posso ir a qualquer lugar, agora eu posso?” Ele refletiu sobre esse sentimento, ressentido, querendo que ela quisesse ficar. “Você não deve se sentir como uma prisioneira.” 219


Enrolado no seu lado, ela murmurou, “Acredite em mim, eu sei a diferença.” Merda. “Eu sou um idiota. Eu não quis dizer isso.” “Eu sei.” Ela ficou em silêncio por um momento, então disse, “Nós conversamos sobre isso na primeira vez, você sabe.” “A primeira vez que fizemos sexo?” O tempo que ele não conseguia se lembrar. Quando ela acenou com a cabeça, ele perguntou: “Sobre o quê?” “Quanto tempo isso iria durar.” Seu coração gaguejou. Que diabo tinha ele disse a ela? Foi malditamente estranho não saber. Ela alavancou em um cotovelo para olhar para ele. Por apenas um flash de um segundo, ele pensou ter visto a culpabilidade em seus grandes olhos inocentes, e se admirou com isso. “Alani?” “Nós concordamos que enquanto fosse divertido e emocionante, e nós dois estivéssemos nos divertindo, sexualmente, quero dizer, nós continuaríamos... experimentando.” Mas que diabos foi isso? Ele teria realmente colocado tudo para fora assim sem rodeios? Claro, às vezes ele fazia isso com outras mulheres, porque ele não queria que elas tivessem ideias. Ele queria que elas soubessem de antemão para não criarem expectativas. Mas isso foi com as outras mulheres. Ele teria sido tão insensível com Alani, também? Ele não tinha certeza se queria saber, então ao invés disso ele disse: “Por que não seria divertido?” “Eu não sei.” Ela não chegou a encontrar seu olhar. “Você me prometeu muito sexo, e você tem mais do que cumprido. Mas nenhum de nós queria ficar preso.”

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“Nós não, né?” Isso não soava como ela. Ele sabia melhor do que a maioria que Alani nunca tinha dormido ao redor. Ela era uma espécie de mulher ou tudo ou nada – ou assim ele sempre assumiu. Mas sua vida protegida a impedia de semear qualquer aveia selvagem. Ele era sua aveia maldita? Grande sexo, era o que ela queria, o que ela esperava? Quanta pressão era isso? Claro, ele tinha toda a intenção de cumprir, mas todos os caras precisavam de folga de vez em quando. Se ele não a deixasse mole e sorrindo, isso significava que ela sair com um cara diferente com sensualidade recém-descoberta e confiança? Sobre o seu cadáver. Antes de deixar que isso aconteça, ele m... “Jackson?” As pontas de dedos suave tocaram sua testa. “Você está franzindo a testa.” Porque ela virou sua cabeça. Ele estava descontente o suficiente para murmurar sombriamente, “Você já está esperando que eu não cumpra!” Ela arregalou os olhos... e então sua boca se contraiu. “Na verdade não.” “Mas se eu fizer isso, você vai usar isso como uma desculpa para cair fora, não vai?” “Nós já concordamos que eu não poderia fugir, lembra?” Essa provocação trouxe um rugido feroz do fundo de sua garganta. Sua atitude o deixou intrigado. “Você espera ser um mau amante?” Não. Então... “Você não deve usar isso como uma desculpa para abreviar as coisas.” Olhando seriamente, ela mordeu o lábio inferior e se aventurou com cautela, “Por quanto tempo você espera que isso dure?” “Uh...” Droga. Ele não era o tipo inseguro, mas ele realmente não queria bagunçar tudo com uma confissão de seus sentimentos indecisos, sem saber exatamente como ela se sentia em primeiro lugar. 221


E um plano veio à mente. Ela deixo claro que ela só esperava sexo alucinante. Tudo bem. Ele explodiria sua mente. Grande momento. Ele ainda tinha de encontrar uma mulher que não acabasse jorrando seus sentimentos durante o orgasmo. Votos de afeto andavam de mãos dadas com orgasmos. Dê-lhe um grande orgasmo você as teria todas melosas em troca. Na maioria das vezes ele era indulgente sobre as confissões de amor, simpáticos à atitude se não ao significado real. “Nós temos que decidir neste exato segundo?” Uma vez que ele a tivesse cegamente gemendo seus segredos mais sombrios, então ele iria descobrir o que ele queria, e quanto. Enquanto seus ombros caíram um pouco, Alani soltou um suspiro. “Não, claro que não. Eu não estava lhe pressionando.” E então, defensivamente, “Você foi a pessoa que o trouxe o assunto.” Jackson sabia que ele tinha tanto a confundido quando envergonhado. Ele abraçou mais perto. “Por que não falamos sobre tudo isso mais tarde?” Muito, muito mais tarde. Ele beijou sua testa. “Por enquanto, vamos dormir um pouco.” Seus olhos sonolentos estudaram-o, mas no final, ela deu de ombros e recostou-se novamente. Ela ficou confortável com a coxa sobre a dele, sua mão descansando sobre seu coração. “Mais uma coisa, Jackson.” Ele engoliu um gemido e esperou. “Eu posso não ter muito para comparar com, mas eu tenho certeza que você tem, então você tem que saber que o sexo, pelo menos para mim, tem sido nada menos que incrível.” Um começo justo. “Você pode me agradecer mais tarde, quando estiver mais descansada.” Com Alani, ele queria ser mais que incrível. Agora, amanhã... e para o futuro próximo, ele queria ser o único.

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Capítulo Treze MARC TOBIN tinha um olho aberto. O outro olho... ele não sabia. Ele estava tão mal, em lugares que nunca tinha pensado, nos músculos que nunca tinha usado. Ele provou sangue velho na boca, cheirava sangue novo em suas roupas. Alfinetadas de dor correram para cima e para baixo nos braços. Eles estavam amarrados atrás dele pelo que pareciam dias, mas ele realmente não tinha noção do tempo que tinha passado. Tudo o que sabia com certeza era que ele tinha que ir embora, ou eles o matariam. Ele disse-lhes tudo o que sabia, mas nunca era suficiente. Jesus, quando isso aconteceu, ele não conhecia Alani muito bem, e ele mal conhecia Jackson em tudo. Seus algozes não se convenceram, ou então eles não se importavam. Ele queria ter sua velha vida volta, a segurança do dinheiro, conexões sociais, o poder do prestígio e respeito de seus pares. Pensou nos punhos que tinham batido nele. Luvas de couro preto. Cruéis olhos espreitando através de uma máscara. Perguntas guturais e mais perguntas, rapidamente viriam quer ele tivesse respostas ou não. Ele encontrou Alani em uma base casual. Ele encontrou Jackson por duas vezes, sem contar a última vez em que tiros foram disparados, quando ele pensou em fugir, quando alguém lhe tinha batido na parte de trás da cabeça e depois despertou-o com um soco no estômago. Doía para respirar, mas ele tinha que fazer. Se ele queria ir embora, essa poderia ser sua única chance. Uma vez, quando eles abriram a porta de sua pequena cela, ele tinha visto árvores. Céu. Ar livre. 223


Ele não estava em uma sala em um prédio maior, mas sim uma estrutura isolada, pequena. Talvez um galpão. Ou uma garagem. Sem janelas, mas a luz solar filtrada rastejou em torno de uma fenda entre a parede e o chão, por baixo da porta velha e de uma abertura no teto. Ele não podia travar o maxilar quebrado, mas ele fez o máximo para sufocar grunhidos da miséria enquanto ele lutava para puxar seus braços livres. Sangue e suor molhavam as cordas em torno de seus pulsos, agora soltos de seu empurrão involuntário de dor durante o último “questionamento.” Por enquanto, a sala estava vazia. Trevas. Com cheiro de seu medo e dor. Agonia o rasgou, mas ele puxou sua mão direita, inclinando-se para a frente, rezando para não fazer mais danos ao seu corpo abusado e finalmente sua mão se soltou. Marc ficou tão surpreso que caiu para a frente por um segundo, ofegante, lutando contra a escuridão ao seu redor antes que finalmente percebesse o que tinha acontecido. Ele estudou sua mão. Sangue cobria sua pele, escorrendo e em torno de seus dedos inchados. Ele tinha certeza que alguns estavam quebrados, dado que variavam em tons de preto e azul e estranhamente dobrados. Seu estômago se encolheu. Vomitar só iria machucar mais, e definitivamente atrasá-lo, então ele engoliu em seco, até a náusea diminuir. Ele era um homem forte, capaz de lutar por aquilo que queria, insistindo quando necessário. Ele enfrentou mais de um confronto, lutou mais de um conflito. Ele estava em forma, atlético, mais apto que a maioria. Mas ele nunca tinha passado por nada assim. Nem perto disso. Dado o abuso que ele sofreu, ele levou longos e angustiantes minutos para liberar a outra mão e seus pés. Quando ele ficou de pé, o joelho direito queria vascilar. Mas por Deus, ele rastejaria se fosse preciso. Usando a cadeira, ele se firmou. 224


Ele estava saindo aqui. Agora. Mesmo. Rezando para encontrar a porta aberta, ele mancou até lá, virou a maçaneta e respirou de alívio quando ela se abriu. Ele espiou fora, mas ele não viu um guarda de pé. A garoa, chuva miserável de verão encharcado tudo à vista, deixando o chão lamacento encharcado, o céu cinza escuro. Ao longe, através de bosques esparsos, estava um velho edifício de pedra. Parecia ruínas e abandonado. Mas então ele ouviu... sons. Sons horrível. Gemidos, gritos. Implorando. Meu Deus! Desvairado para fugir, ele olhou em volta, mas em todos os lugares viu apenas bosques e mais floresta. Ele não sabia para onde ir, então ele começou a ir embora daquela casa de pedra, do galpão que o havia aprisionado. Orando mais, ele colocou a maior distância que podia entre ele e o sofrimento. Enquanto fez o seu caminho ao longo, ele se lembrou de suas interações. Logo no início ele tentou negociar, mas eles não se preocupavam com suas ofertas financeiras. Quando ele ameaçou repercussões legais, eles riram. Pare de lutar contra isso. Não há nada que você possa fazer. Não existe nenhum outro lugar onde você pode ir. Ninguém para ajudá-lo. Mesmo se você fizer isso daqui e avisar a polícia, eles nunca irão nos encontrar. Mas nós te encontraremos. Nunca duvide disso. E ele não o duvidava. Oh, ele iria para a polícia. Finalmente. Mas se Deus quisesse, se ele saísse do bosque vivo, ele iria encontrar um hospital em primeiro lugar, e, em seguida, que ligaria para única pessoa que podia pensar que poderia realmente ser capaz de mantê-lo seguro. Ele chama esse louco filho da puta do Jackson. Choveu por três dias. Todos os seus planos para levar Alani no lago, para nadar nu com ela, para explorar a sua propriedade juntos, foram deixados de lado... para o sexo sem fim. 225


De acordo com seu plano, ele tinha aproveitado os limites estreitos. Só que de manhã ele despertou com os trovões que abalaram sua casa. Ele estava com tesão. Mas então, como estava parecendo, um vento forte poderia deixá-lo em urgente luxúria quando tinha Alani ao seu alcance. Quando um raio dividiu o céu escuro, ele beijou Alani acordada, em seguida continuou a beijá-la em todos os lugares, até que ela gritou em uma onda de prazer. Então depois ela insistiu que rolasse um preservativo e deslizasse dentro dela. Ela gemeu com vontade, se agarrou a ele, mordeu seu ombro. Mas além de que dizer que ela não conseguia o suficiente, de louvá-lo e fazer uma prece sexual orando-Oh Deus, oh Deus, ela não confessou nada. Isso foi há horas. Meio-dia, os raios de sol finalmente cortaram os céus cinzentos. Seu terceiro dia com ela. E no entanto nada havia mudado. Ou ele não tinha mudado o suficiente. Vestindo apenas jeans, o peito e os pés descalços, Jackson estava no pátio coberto e deixou a brisa úmida soprar sobre seu corpo. Graças à chuva, o ar estava fresco, mas denso. Ele encheu os pulmões e viu as ondas na praia. Ele deveria estar se sentido em paz. Desde que chegou em sua casa, tinha se saciado no corpo de Alani, absorvendo seus sorrisos, seus suspiros, e no auge do prazer, seus gemidos luxuriosos de gozo. Ele amava os sons reais que ela fazia, sua naturalidade durante o sexo. Fisicamente, ela nunca negou nada a ele. Ela deu a ele seu corpo. Mas o seu coração? Sua mente? Droga, ele não sabia. Como um homem astuto em todas as coisas e, sobretudo, um homem que conhecia bem as mulheres, Jackson poderia dizer quando alguma coisa não estava cem por cento certa. 226


Alem de fazer amor com Alani, ele manteve seu cronograma usual. E ele fez uso de sua academia para queimar o excesso de energia quando Alani adormeceu em cima dele. Ele trabalhou em sua casa sempre que ela queria um tempo em seu computador para procurar projetos de interiores, geralmente para decorar um de seus quartos. Ele adorou que ela tivesse interessada e até agora as suas sugestões tinham sido perfeitas. Logo que pudesse ele a levaria para uma loja. Juntos eles escolheriam mais móveis para ele. Eles se revezaram cozinhando, com ela principalmente fazendo café da manhã, e ele grelhando o jantar na varanda de trás sob o beiral. Eles muitas vezes relaxaram na banheira de hidromassagem juntos, e a cada noite eles dormiram entrelaçados. Mas não foi o suficiente. Jackson tinha a necessidade de mais. Muito mais. Como de costume, ele sentiu a presença de Alani no momento em que ela se juntou a ele. Ele virou-se para encontrá-la nas portas do pátio, com o rosto limpo de maquiagem, o cabelo em uma trança solta. Ela usava um biquíni e, como ele, seus pés estavam descalços. “Deus Todo-Poderoso, mulher.” Sua boca ficou seca. “Isso é uma cereja em cima do bolo sexy.” “Estou contente por ter pensado em incluí-lo quando eu fiz a mala.” Seu sorriso tímido não enganou-o; ela sabia o efeito que teria. O material branco furtivo, cercado por renda preta, agarrou-se a seu corpo. Ele mostrou o contorno de seus mamilos e cada costura gorda de seu sexo. Jackson estendeu a mão para ela, mas ela correu de volta e segurou uma toalha de praia na frente de seu corpo. “Eu estou indo nadar.” “Não, você não está.” Ele já estava duro e ficando mais duro a cada segundo. 227


Como se ele não tivesse falado, ela disse: “Se você quiser se juntar a mim, isso seria ótimo. Mas este é o primeiro dia claro tivemos —” “Não está claro.” Ele encaminhou-se para ela, e ela apoiou-se, circulando longe das portas. “Mais nuvens estão chegando.” Rindo como uma colegial, ela ficou apenas fora do alcance. E ele continuou a persegui-la. “Então é melhor eu me apressar.” Ela deu a volta e saiu para o pátio. “Cuidado.” O terreno inclinado suavemente até o lago, e a grama molhada poderiam ser traiçoeiras para os pés descalços. Ela levantou uma mão, com a palma para fora, ainda provocando. “Eu quero nadar, Jackson.” “Nós vamos nadar depois.” “Você mesmo disse, o sol pode não durar.” “Se você realmente queria nadar,” ele disse a ela, mantendo-a em sua mira quando ela deu um passo para trás “então você não deve ter colocado esse traje inspirador de tesão.” Ele finalmente chegou perto o suficiente, e aturdiu Alani colocando a mão sobre ela, amassando-o, acariciando um pouco. Seus olhos fechados, a respiração acelerada. “Que tal,” brincou ela, “se contarmos a natação como preliminares?” “Eu não vou durar.” “Tivemos relações sexuais, esta manhã.” E daí? Ele pegou seu pulso e segurou-lhe a mão no lugar enquanto ele tirou a toalha longe dela. Cara, ela era uma festa para os olhos. Olhando para sua barriga, ele murmurou, “Em torno de você, eu fico duro e pronto.” “Eu percebi e estou lisonjeada.”

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Lisonjeada? Seu olhar disparou de volta para ela. “O que diabos isso significa?” Lisonjeada. Ele bufou. Ela era uma maldita visão além de lisonjeada. “O que você acha? Que todos os homens são máquinas sexuais? Porque eu posso te dizer, eles não são.” “Máquina Sexual... sim, isso descreve você.” Ela riu, mas rapidamente ficou sério. “Você sabe que você sempre fica rebelde quando está excitado?” Suas sobrancelhas se ergueram. Rebelde? É isso o que ela pensava? Mais como ele estava desesperado, perdido, faminto com a necessidade. “Um insulto após o outro.” Ele queimava por ela, e cada dia parecia pior do que no dia anterior. E, no entanto, ela queria nadar. “Eu deveria me segurar com você.” O sorriso brincou sobre sua boca. “Talvez você devesse.” E então, de brincadeira implorando: “Pelo menos até depois que eu tenha um mergulho?” Jackson mediu o humor dela e balançou a cabeça lentamente. “Eu vou fazer um acordo.” “Eu estou ouvindo.” “Vamos nadar, mas você tira o biquini.” “Tirar...” Ela piscou rapidamente. “Mas eu pensei que você tinha gostado.” Observando-a, mantendo o olhar fixo no dela, ele enfiou a mão dentro de seu sutiã, sobre o peito, raspando o mamilo com a palma da mão. “Sim. É um tesão.” Seus lábios se separaram e seus olhos ficaram pesados. “Mas você nua é melhor. Sempre.” Indecisa, ela virou-se para olhar para o lago. “Ninguém vai vê-la. Há uma razão pela qual eu escolhi construir aqui. A enseada é privada. Mas, mesmo se alguém passar por aqui, você vai estar na água. Invisível.” Ele brincou com o polegar sobre ela. “Para todo mundo, menos eu.” Cheia de determinação, o seu olhar voltou ao seu. “Tudo bem!”

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Cara. Ele começou a rosnar algumas sugestões alternativas para a natação, mas ela não lhe deu ouvidos. “Você tem que ficar nu, também.” “Não é um problema.” Ele sorriu para ela. “Eu nem sequer tenho calções.” “Voc�� não...” irritada, ela deslizou para longe dele. “Pelo amor de Deus, Jackson. Assim, você sempre nada nu com as mulheres?” “Acalme-se, ok?” Ele a pegou pelo braço e levou ambos para baixo do morro. “Eu não trouxe quaisquer outras mulheres aqui.” E para ter certeza que ela tinha entendido, juntou, “Só você.” Abelhas sobrevoavam os trevos na frente deles, e Jackson guiou por outro caminho. Eventualmente, ele iria colocar em uma passagem de pedra, mas não estava no topo de sua lista de prioridades. “Então.” Alani saiu com ele para o cais, em seguida, fechou os dedos sobre as placas aquecidas pelo sol. “Eu sei que eu estou aqui por causa de uma ameaça.” “Não é isso.” Consciente de uma ereção completa, ele abriu o zíper de seu jeans. “E se uma outra mulher for ameaçada?” “Eu faço o que eu posso.” Ele empurrou para baixo sua calça jeans e saiu delas. Nu, o sol quente em suas costas, ele estava diante dela. “Mas eu não iria trazê-la aqui.” Sua atenção se lançou de seu corpo, até a entrada da enseada e de volta. Fazendo-o mais do que um pouco maluco, ela lambeu o lábio inferior e focando em seu pau. Oh homem, oh homem. “Território perigoso, querida, se você sabe o que quero dizer.” Ela balançou a cabeça. “Você é incrível.” Ele sufocou uma risada. “Se continuar olhando fixamente, eu tenho certeza que vou ficar mais incrível a cada segundo.” Jackson virou-a. Seus dedos sobre a banda segurando a trança, disse ele, casualmente, como ele poderia, “Esta é a minha casa, querida. Minha fuga.” A banda 230


deslizou livre de seu cabelo sedoso, e alisou-lo, correndo os dedos através das ondulações deixadas para trás, antes de empurrá-lo sobre seu ombro. Ele arrastou os dedos para baixo sua coluna vertebral. “Seu irmão e Dare podem vir aqui. Suas mulheres são bem-vindas.” “Você é um homem das cavernas,” ela murmurou, mas um arrepio subiu no rastro do seu toque. “Elas são suas esposas.” “E suas mulheres.” Ele sabia melhor do que Alani quão possessivo um homem apaixonado poderia ser. Bloqueando esse pensamento perturbador, ele pegou seus quadris. “O ponto é, eu nunca iria trazer o meu trabalho aqui. Isso iria contra o objetivo de ter um lugar privado.” Ela entendeu que, para ele, ela era mais que um trabalho? Mais do que sexo. Mais do que... ele não sabia. Mais do que qualquer coisa que ele teve antes, ou jamais esperou ter. Abraçando-a contra ele, beijou o lado de sua garganta, abriu a boca sobre o ponto sensível, onde o pescoço encontrava o ombro. Inclinando a cabeça para o lado, ela sussurrou: “Eu me sinto em exibição.” “Sim.” Ele encontrou o laço do sutiã e levemente puxou, o desfazendo. As taças soltas o suficiente para ele colocar as mãos por baixo. “Se eu pudesse, eu te deitaria aqui mesmo no banco.” Ofegante, ela sussurrou, “Eu não poderia,” quase como se estivesse pensando. Ele brincava com seus mamilos, fazendo-os duros. “Vamos ver.” Rapidamente, pegando-a de surpresa, ele abriu o laço em torno do pescoço e parte superior caiu no deck. Ficando em um dos joelhos atrás dela, Jackson puxou para baixo sua parte inferior. Seus joelhos endureceram e em segundo ela se cobriu com uma mão. Colocando a mão sobre a dela, ele apertou os dedos, ligado com a ideia de vê-la se tocando. 231


Beijou a parte inferior da coluna e mais para baixo, sobre uma bochecha e ela pulou. Olhando para ele de olhos arregalados, ela abriu a boca, não disse nada, então virou-se e em dois passos rápidos chegou ao fim da doca. Ela mergulhou no lago Ficando sentado lá segurando ar, levou a Jackson um segundo antes que sorrisse e levantasse para segui-la. Assim como ela tinha feito, ele mergulhou, esfriando sua luxúria na água gelada. Ele surgiu bem na frente dela. Água pingando dos seus cílios; o cabelo penteado para trás parecia mais escuro, as maçãs do rosto mais pronunciadas, os lábios úmidos. Eles flutuaram na água juntos. “Você percebe que o frio tem um efeito negativo sobre os homens?” “Verdade?” Com uma mão em seu ombro para ajudar se manter à tona, ela segurou o olhar dele, e com a outra mão sob a água, ela o encontrou, envolvendo seus pequenos dedos em torno de seu eixo, apertando. “Eu não penso assim.” “Eu criei um monstro.” Sendo um bom nadador, Jackson facilmente os levou para a escada. Ele segurou com uma das mãos, e ela se agarrou a ele com ambas. “Você quer tentar algum jogo da água, é isso?” “Sim.” E em seguida: “Será possível?” Ele não tinha uma camisinha com ele, mas isso não significava que ela teria que esperar. “Eu vou te mostrar.” Enquanto beijava, ele passou uma mão sobre a cintura, para baixo sobre seu quadril, costas e sobre sua bunda arredondada. “Abra-se para mim, Alani. Coloque as suas pernas em volta de mim.” Estimulada pela água, ela fez isso com facilidade, e caramba, me sentiu bem o contraste de seu calor com a água fria. Por trás ele explorou-a, fazendo-a ofegar, de modo que ela se arqueou mais perto, mas não podia recuar de seu toque. Ele abriu-a, pressionou um dedo dentro. Dois dedos. 232


Ele estava devastando sua boca, pressionando-a na a escada, trabalhando-a com os dedos, quando ouviu a intrusão. Já sabendo o que tinha acontecido, ele levantou a cabeça, murmurou, “Maldição,” e tentava descobrir a melhor forma de lidar com a situação. “Jackson?” Ele gemeu, o rosto contra o pescoço de Alani. Uma interrupção não era bem-vinda. Ainda atolada em necessidade, Alani sussurrou: “O que é isso?” Contorcendo-se contra ele, tocou os lábios de sua mandíbula, seu ouvido. Sentiu-a apertar em torno de seus dedos e disse: “Desculpe, querida.” “Pelo que? O que foi?” Nenhuma maneira fácil de dizer a ela. “Seu irmão está aqui.” “Meu irmão... o quê?” Frenética, fazendo salpicos, ela tentou olhar em volta, mas Jackson a tinha praticamente presa no lugar. Onde? E então, em algum lugar no meio do caminho para baixo do morro entre a casa e a doca, Trace gritou: “Jackson?” “Oh meu Deus.” Seu rosto coloriu calorosamente, os olhos queimavam e Alani congelou. “De novo, não.” “Ele tem um maldito tempo podre.” Jackson moveu os dedos dentro dela, e ela enlouqueceu. “Fora!” Empurrou-o, quase fazendo-o soltar a escada. “Saia de mim. Agora. Mesmo. Depressa!” “Shh. “Ele não podia deixar de gemer como ele aliviou seus dedos longe dela. “Acalme-se. Eu vou lidar com isso.” “Jackson?” Trace parecia mais perto. Alani chiou. 233


Ele beijou sua testa. “Basta ficar parada.” Estridente, ela perguntou: “Como é que ele entrou? Eu pensei que o sua casa era segura!” “Do Trace?” Ele bufou. “Caia na real. Se ele quiser, ele entra. Mas na verdade ele tem os códigos para a entrada, assim como eu tenho para a sua casa e a de Dare.” Movendo Alani ao lado da escada, Jackson tomou duas respirações profundas e se levantou para a beira do cais. Ele olhou para baixo, viu Alani olhando para o seu pau e bolas, agora ao nível dos seus olhos e queria gemer novamente. Ao vê-lo, Trace fez uma pausa, mas não por muito tempo. “Por que você não responde?” Seus passos abalaram o deck. “Eu não estava na casa, Trace.” Olhando para o de Jackson, Trace parou, então amaldiçoou. “Sim, eu sei.” Com a expressão apertada em aborrecimento, Trace disse: “Onde está Alani?” “Ela está aqui.” Respirando no meu pau. “Volte para a casa. Estaremos lá em um minuto.” Trace notou maiô de Alani no cais e um som feroz veio de sua garganta. Ele baixou a cabeça, fez a volta, depois parou e apontou para Jackson. “Três minutos, me entendeu? Três malditos minutos.” “Sim, com certeza.” O que Trace pensou? Que ele iria tentar terminar primeiro? Será que ele não conhecia Alani nada melhor do que isso? Ela estava quase pronto para afogar-se já. O clima tinha fugido no momento em que ela ouviu seu irmão chamar. Quando Trace marchou longe, Jackson caiu de volta na água para submergir sua cabeça. Ele veio à tona a tempo de ver Alani na metade da escada, espreitando sobre a borda do cais. Um corpo com curvas discretas mas tão sexy que a água deveria estar evaporando ao redor dele.

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Melhor ainda, sua bunda macia e adorável estava bem ali, na frente dele. Ele hesitou, mas o que o inferno? Ele se levantou e beijou a bochecha dela, fazendo-a gritar e cair de volta para ele. Ele afundou novamente, desta vez com Alani sobre ele, batendo tão forte que ela quase o afogou. Pegando-a para ele, Jackson a manteve imóvel e à tona, com falta de ar. Ela cuspiu em seu rosto, então ele esperou que ela recuperasse o fôlego também. “Tudo bem?” “Não.” Ela empurrou o cabelo do rosto. “Eu não acredito nisso.” “Não diga...” Deixando para trás o momento, Jackson levou-a para a escada mais uma vez. “Mas Trace está aqui por alguma razão, por isso temos que começar a nos mexer.” Ela olhou para ele. “Você acha que algo está errado?” “Eu sei que está.” Trace tinha aquele olhar assassino sobre ele, e apenas parte dele tinha sido devido a encontrar sua irmã fazendo folia no lago. “Para cima e para fora.” Colocando em seu queixo, Alani disse: “Ha! Não em sua vida.” Ela fez um gesto para que ele a precedesse. “Seja meu convidado.” “Você quer o espiar o show, né?” “Mais do que você imagina.” “Desmancha prazeres.” Levando-se para fora, Jackson tentou não pensar sobre o que ela viu, ou o que ele poderia ter visto se ela tivesse ido à frente dele. Ele virou-se e ofereceu-lhe uma mão. “Mexa-se.” “Alcance a minha toalha primeiro.” Agora que sua modéstia havia retornado com vigor, foi uma provação tirá-la do lago. Ele segurou a toalha para ela enquanto ela pegou sua calcinhas, mas ela não se preocupou com a parte superior, preferindo embrulhar a toalha.

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Quando se aproximaram, Trace saiu para o pátio para assistir. Jackson o conhecia bem o suficiente para ler os sinais de raiva selvagem. Na maioria das vezes, Trace era o homem mais cortês, sofisticado que você poderia encontar. Quando necessário, ele tinha os reflexos ardilosos e mortais inatas de um animal selvagem. Este era um desses momentos. Na porta, na frente de Trace, Jackson deu Alani um beijo rápido. “Eu vou entreter o seu irmão, enquanto você vai se secar.” Trace ficou na beira do pátio, uma pasta de arquivo mantinha-se vagamente em uma das mãos, com o olhar focado no lago. Jackson não se deixou enganar. Trace nunca ficava sem palavras. Depois de Alani colocar o queixo em desafio e caminhar para dentro, Jackson foi sentar-se na poltrona. “Ok, vamos ouvi-lo. Faça isso rápido, embora, porque eu posso garantir que sua irmã não vai esconder por muito tempo.” “Não é da sua natureza,” Traço concordou, ainda olhando para o lago. Em seguida, mais baixo, talvez até com um pouco de humor: “Eu não posso acreditar que ela ia nadar nua.” Não a ponto de comentar sobre isso, Jackson sentou inclinado para frente, os braços sobre os joelhos, e esperou. Trace o surpreendeu, dizendo: “Você é bom para ela.” Ele se virou para olhar para Jackson. “Os animais que a tomaram causaram danos, mas não a quebraram. Ela está sendo ela mesma com você, mais do que nunca.” Jackson não sabia o que dizer sobre isso, então ele não disse nada. Alani era ótima. Ela estava bem. Apesar de sua personalidade naturalmente reservada e modos circunspectos, ela era mais forte do que seu irmão imaginava. 236


“Eu espero que você perceba a situação que você está entrando.” Claro que ele fez, mas ainda Jackson disse: “Como assim?” Trace encolheu os ombros. “Se você fizer qualquer coisa para machucá-la, não vai acabar bem. Com Dare ou comigo.” “Sim.” Jackson olhou para suas mãos frouxas. “A coisa é, eu não podia ficar longe dela.” “Eu sei. A voz de Trace era de aço novamente. “Marc Tobin sabia, também, assim como mais alguém. E é por isso que estou aqui.” Tendo suas piores suspeitas confirmadas, Jackson fechou os olhos. “Merda.” “Você vai ter que lidar com Alani.” Isso teve seus olhos abertos novamente. “O que diabos isso quer dizer?” “Isso significa que ela vai estar no meio desta —” “Sem chance!” “E parece que você é o único que terá que garantir que ela faz o que se pede.” “Você está brincando, certo?” “Você começou isso, Jackson. Você mudou a dinâmica do relacionamento. Mais cedo ou mais tarde, ela terá que aceitar o que você faz e como faz.” Como se machucsse dizer isso, Trace cuspiu as palavras. “Você é a pessoa que ela vai ouvir agora, não eu. Então, cabe a você ter certeza que ela se mantenha na linha e que ela permanece segura.” Jackson tinha um sentimento muito ruim. “Foda-se, ponha para fora.” “Você vai em uma missão de merda.” “Para ver Tobin?” Trace assentiu. “E Alani tem que ir com você.”

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Capítulo Quatorze Atordoada, Alani parou na porta. Recusando-se a ser deixada no escuro, ela apressadamente vestiu uma camiseta extragrande sobre a calcinha do biquini. Seu cabelo molhado estava pendurado em emaranhados pelas costas. Grama grudada em seus pés ainda úmidos. Ela correu de volta para fora, pronta para forçar seu caminho na conversa. Mas o que era isso sobre ela ir para uma missão? Sem realmente pensar muito, ela decidiu ouvir novamente. Mas não deu certo. Enrolado com a tensão, Jackson olhou para onde ela se escondeu. “Vamos lá para fora, Alani.” Trace concordou dizendo: “Trata-se de você também, querida.” Sabendo que seu rosto refletia culpa, Alani entrou na luz do sol brilhante. “Trace.” Quando tudo mais falhava, ela recorria à maneiras impecáveis. “Nós não estávamos esperando por você.” Ao contrário de Jackson, Trace escondeu a irritação em um sorriso torto. “Obviamente.” Ele acenou com a cabeça em direção a Jackson. “Sente-se, ok?” “Posso pegar algo para beber primeiro?” “Não.” Ele caminhou até ela e a pegou pelo braço, pedindo que ela sentasse. Ao lado de Jackson. Ela podia sentir a urgência no ar, a carga de hostilidade. Não era dirigido a ela, mas a deixou desconfortável da mesma forma. 238


Batendo uma pasta de arquivo grande contra sua coxa, Trace disse: “Eu queria falar com vocês dois sobre isso.” Jackson não estava tocando nela, e ela sentiu a perda de sua atenção como uma queimadura de gelo. Ela olhou para o perfil de Jackson de volta no rosto de Trace. “O que está acontecendo?” “Muitas coisas, na verdade.” Trace puxou uma cadeira na frente deles. “Tobin chamou você, mas ele me pegou em sua casa.” “O filho da mãe ligou para ela?” Frio, impessoal, Jackson disse baixinho: “Eu disse a ele para ficar bem longe dela.” “E se ele não estivesse tão desesperado, ele poderia ter dado ouvidos ao seu aviso.” “Desesperado?” Alani não sabia o que pensar. “Aquelas pessoas que dispararam contra Jackson? Eles estavam apontando para Marc? Será que ele foi ferido? Tiro?” “Neste momento, é uma incógnita quem era o alvo naquela noite. Tobin diz que alguém o quer morto. Querem vocês dois mortos, também.” Trace observava. “Eu fui vê-lo, mas ele só vai falar com o Jackson.” Sua pulsação batia em suas têmporas e a compressão no seu peito dificultava a respiração. Trace inspirou. “E só se você for lá, também.” “Foda-se.” Com fúria vívida, Jackson estava sentado para frente. “Eu vou fazê-lo falar.” “Desculpe, mas alguém já tentou isso.” Alani cobriu a boca com uma mão. “Você?” “Não. Ele já estava no hospital quando eu o vi. Mas alguém o machucou. Malditamente perto de o matar, na verdade.” Trace a estudou. “Ele está em um mau caminho.” “Jesus,” Jackson murmurou, mais de desgosto do que por simpatia. Trace entregou um relatório hospitalar. “Dado ao que ele sobreviveu, eu diria que ele é mais duro do que eu pensava.” 239


Depois de ler atentamente, Jackson fechou o arquivo sem uma palavra. Ele trabalhou sua mandíbula. Trace não parecia muito feliz, também. “De alguma forma, ele conseguiu fugir, e ele está guardando todos os detalhes para você.” ���Eu não entendo isso,” disse Alani. “Por que Jackson?” Jackson respondeu ela. “Ele sabe que posso protegê-lo.” “Isso é certo,” concordou Trace. “Ele quer Alani lá, porque ele acha que ela pode mantê-lo a salvo de outra agressão, pelo menos de uma vindo de você.” Enquanto Alani lutava para resolver o enigma, Jackson balançou a cabeça em compreensão. “Ele quer proteção, as garantias que eu posso dar-lhe, mas ele não confia em mim para não terminar o que alguém começou.” Trace pegou a mão de Alani. “Sinto muito, querida, mas ele não vai confiar em você. E por mais que eu odeie isso, precisamos descobrir o que pudermos com ele.” Antes de Alani poder assimilar isso, Jackson empurrou de seu assento. “Ele ainda está em um hospital?” “E estará por mais alguns dias, pelo menos.” Andando pelo comprimento do vestíbulo, Jackson disse: “Ele quer que a gente vá lá?” “Sim.” “Poderia ser uma armadilha.” “Eu sei.” O rápido discurso fez girar a cabeça de Alani. “Whoa. Você está fazendo planos sobre mim!” “Planos necessários,” Jackson disse a ela. E então a Trace: “Você e Dare irão nos cobrir?” “Eu dentro, Dare fora.” “Quando?” 240


“Quanto mais cedo melhor. Há uma chance de que, quando ele fugiu, se ele realmente escapou, eles não foram capazes de o seguir e ainda não o localizaram.” Nada disso fazia sentido para ela. “O que quer dizer, se ele escapou?” Trace encolheu os ombros. “É possível que alguém tenha deixado ele escapar supondo que ele entraria em contato com Jackson.” “Na esperança de atrair-nos para fora,” disse Jackson. A armadilha que ele mencionou. Sentindo-se um pouco enjoada, ela colocou a mão sobre o estômago. Finalmente Jackson olhou para ela. “Vá se vestir.” A ordem concisa empurrou além dela limite. Ela lentamente levantou-se a seus pés. “Eu... me desculpe?” Trace recolheu os arquivos e virou para as portas do pátio. “Eu vou estar lá dentro.” Que seu irmão tivesse saindo agora lhe disse muito. Ele também queria que ela se preparasse. “Se você não quiser ir,” Jackson disse a ela, praticamente pulando sobre a possibilidade, mas com raiva “ é só dizer. Eu vou descobrir algo mais.” “Trace disse que eu precisava.” “Foda-se isso. Foda-se ele.” Ele agarrou seus braços. “Eu posso trabalhar de outra maneira.” Ele estava preocupado com ela, mas Alani não iria deixá-lo mandar nela. “Como?” “Eu não sei ainda. Não é para você se preocupar com isso.” Como poderia deixar de se preocupar? Com suas exigências, Marc a colocou bem no meio do perigo. Mas para ser honesta consigo mesma, ela preferia ficar com Jackson. A ideia de ele ser ferido a assustava mais do que tudo.

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Ela sabia que ela estava apaixonada por ele, e mantendo as palavras para si mesma nos últimos dias não tinha sido fácil. Mas se ela não podia dizer isso, ela poderia pelo menos mostrar isso. Ela aproximou-se e olhou para ele. “Eu vou me vestir.” Seu lábio inferior tremeu, e ela engoliu em seco. “Eu vou fazer o que precisa ser feito. Mas eu não vou —” Ele beijou-a com força, roubando sua respiração, chocando-a. Sua língua entrou em sua boca quando ele a ergueu a ponta dos pés, forçando a cabeça para trás, devorando-a. Ela fez um som de alarme, e ele ergueu afastou a boca. Respirando com dificuldade ele disse: “Não é assim que funciona, querida. Agora não.” Alani achatou as mãos contra o peito dele, mas ele estava tão imóvel quanto aço frio. Ele deixou que se apoiasse nele, deixou-a sentir sua própria impotência, então disse: “Você quer brincar comigo? Tudo bem. Mas você vai ter que deixar de lado o que há entre nós. Eu vou ter que colocá-lo de lado.” Ela queria perguntar o que havia entre eles, porque ele nunca disse, mas ela não o perguntou. Agora definitivamente não era o momento de pressioná-lo sobre os seus sentimentos. “Você faz o que eu digo, quando eu digo. Você respira quando eu dizer-lhe para respirar.” Ele inalou. “E você corre quando eu lhe digo para corre. Não importa o que, sem perguntas.” “Você está cruzando uma linha, Jackson.” “Ela já foi ultrapassada.” Ele a soltou para esfregar a parte de trás do seu pescoço. “Tem sido atravessada desde o dia em que te conheci.” Seu coração quebrou um pouco. “Eu não sei o que isso significa.” Colocando seu rosto, ele olhou para ela. “Isso significa que você precisa ficar longe do perigo, não cercado por ele.” Colocar-se em perigo? “Você poderia usar isso como uma desculpa para... para...”

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“Não.” Ele puxou-a para frente para outro beijo, desta vez mais suave, quase um pedido de desculpas. “Isso significa que eu me importo o suficiente para que eu não possa tolerar o pensamento de você se machucar.” Alívio quase a pôs de joelhos. Não era exatamente uma declaração de amor, e ela sabia que Jackson se importava com um monte de pessoas; ele não poderia fazer o seu trabalho, se ele não se importasse. Mas pelo menos ele não estava empurrando-a para longe. “Eu não gosto da ideia de você machucado também.” Sua expressão endureceu. “Isso é o que eu estou falando. Você não pode pensar dessa forma.” Ele era louco? “Você não vai, em hipótese alguma, duvidar de uma ordem minha.” “Não, eu não vou.” Ela exalou uma respiração profunda, e depois outra, antes de encontrar sua voz. “Mas nós já discutimos isso, se você vai se lembrar. Ordens desagradáveis não são necessárias. Posso seguir as instruções muito bem.” Sua sobrancelha subiu. “E no entanto, ainda não foi trocar de roupa.” Ela ignorou o comentário. “Eu posso estar pronta em quinze minutos, se você e Trace quiserem finalizar seus planos.” Sua boca achatada, até que ela ficou nas pontas dos pés para beijá-lo. “Eu confio em você, Jackson. Tudo vai ficar bem.” E com essa despedida, ela se afastou dele. No interior, ela balançou com medo. Para Jackson a ser tão malditamente ultrajante em sua atitude, a situação tinha que ser traiçoeira. Mas ela queria, precisava, que ele soubesse que ela poderia lidar com isso. Ela poderia lidar com ele e o que ele fazia para viver. Molly, a espose de Dare era forte. A esposa de Trace, Priss, era ainda mais. 243


Ela precisava crescer se quisesse dar a ela e Jackson a chance de um futuro juntos. Mas ela o amava, por isso, desistir não era uma opção. Isso significava que ela tinha que fazer este trabalho, e de uma forma ou de outra, ela o faria. A viagem para o hospital, feita em silêncio concioa, deixou Alani tensa. Ela desejava que Jackson a tranquilizasse, mas em completo modo defesa, ele passou seu tempo olhando a paisagem... e pensando. Ela não queria interromper seus pensamentos, mas o silêncio a deixou tão nervosa que ela não conseguia relaxar. “Dare já está no hospital?” “Estacionado em algum lugar fora de vista, para garantir nossa entrada e saída seguras. Ele não viu nada nem ninguém ainda, ou ele teria me dito.” O silêncio zumbiu novamente. Alani pigarreou. “E Trace está dentro?” “Fazendo a vigilância sobre a área, cobrindo o espaço e tendo certeza de que Tobin não está sendo observado por ninguém além dele.” Jackson olhou para ela. “Faça o que eu digo e você vai ficar bem.” “Eu não estou preocupada,” ela mentiu. “Só... curiosa.” “Se você diz isso.” Ele flexionou as mãos no volante. “Nós estaremos lá em poucos minutos. À medida que entrarmos, fique à minha esquerda, um passo atrás de mim. Não olhe ao redor. Não fique longe demais.” “Você vai estar armado?” “Sim, mas não da maneira que você pensa. Não se preocupe com isso.” Sua insistência de que ela estava preocupada irritava. “Eu nunca fiz isso antes. Eu quero saber o que esperar.” “Você não precisa saber. Basta fazer —” 244


“Como você diz. Eu sei.” Ela sentou-se no banco querendo fazer mais perguntas, mas decidir contra isso. A última coisa que ele precisava era que ela o distraísse. “Estou indo para o quarto com você, ou esperando no corredor?” “Para o quarto.” Ele empurrou o arquivo em sua direção. “E agora que você mencionou, você deve dar uma olhada nas fotos de Tobin de antemão. Ele é uma bagunça, e eu não quero que você fique... surpresa.” Ela olhou para o arquivo com curiosidade inquieta. Ela não era de desmaiar ao ver sangue, mas ela nunca tinha visto alguém realmente machucado, especialmente alguém com quem ela costumava se preocupar. “A foto está presa na pasta com um clipe de papel. Bem ali na frente.” Desde que ela hesitou, Jackson abriu-se. “Eu posso dizer por experiência que isso sempre parece pior do que é, especialmente com ferimentos na cabeça.” Meu Deus. Entre notas e impressões, o instantâneo de Marc saltou para ela. Se Jackson não tivesse dito a ela que era Marc, ela nunca o teria reconhecido. Um olho estava inchado, preto e roxo e vermelho. O outro tinha um curativo sobre ele. Todo o seu rosto exibia hematomas e pontos, com o nariz, mandíbula e queixo grotescamente deformados. No seu silêncio horrorizado, Jackson pegou a mão dela, deu-lhe um aperto, em seguida, liberou-a novamente. “Trace diz que ele pode falar, mas não é fácil com uma mandíbula e nariz quebrados. Seu olho está enfaixado por que um órbita ocular foi fraturada. Nada que não vai curar, se ele puder ficar fora de mais problemas.” “E é aí que você entra?” “Esse é o plano.” “Qual é o seu plano?”

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“Depende do que ele tem para me dizer.” O tom de Jackson não admitia discussão, quando disse: “Se ele planejou isso, se ele tiver alguma coisa a ver com o seu sequestro, ele é um homem morto.” Esse pensamento ainda não tinha ocorrido a ela! “E se ele estava apenas atrás de você?” Ele deu-lhe um olhar de soslaio. “Não há como dizer como ele está envolvido, então não vamos imaginar problemas.” “Ou antecipar assassinatos?” “Estou preparado para qualquer coisa. Acostume-se com isso.” Outra ordem? Ele entrou no estacionamento do hospital e estacionou a uma boa distância da entrada principal. Ela começou a olhar em volta, mas ele pegou seu queixo. “Não faça isso. Se alguém está olhando, eu não quero mostrar nossas cartas.” A ideia de que alguém pudesse vê-los agora fez sua pele arrepiar. Como ele faz esse trabalho? “Você quer que eles pensam que você é inconsciente do perigo possível?” Escárnio se mostrou em um sorriso torto. “Eu não quero que eles pensem que eu sou estúpido.” Ele abriu o cinto de segurança e depois dela. “Mas pensando que eu sou arrogante, que eu confio em Tobin, isso seria melhor. Me daria uma mão superior.” Ele abriu a porta. “Fique aí até que dê a volta” Com óculos de sol reflexivos no lugar, Jackson circulou o capô capa para abrir a porta. Alani saiu e mudou-se para a esquerda como ele instruiu. Ela queria garantir que ela não iria retardar, impedir ou de qualquer outra forma interferir com o seu trabalho. Ele provavelmente esperava que ela fosse uma obrigação, mais uma pessoa que tinha que proteger, mas ela queria muito para provar que ele estava errado. Ela queria sua atenção apenas como mulher, não como uma vítima em potencial.

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Estacionando tão longe, eles tiveram que passar por canteiros desgrenhados, carros de má reputação e alguns vagabundos. A cada passo o pânico tentou ganhar vida dentro dela e ela fez o possível para escondê-lo com bravatas; se Jackson não estava preocupado, por que ela deveria estar? “Respire fundo, querida. Lembre-se, ninguém vai levar você de novo.” Porque Jackson não iria deixá-los. “Claro que não!” Seu sorriso caiu. “Eu tenho certeza que está tudo bem.” Ele deu-lhe um olhar revelador, mas não disse nada. Desejando que ela pudesse ver Dare ou Trace em vez de apenas confiar em que eles estavam onde deveriam estar, ela caminhou rápido para manter-se com as passadas longas de Jackson. Eles tinham quase alcançado uma passarela que circulava em torno do hospital quando algo mexeu nos arbustos. Um rouco rosnando gutural surgiu. Ela pulou, mas Jackson não. “Está tudo bem. Apenas um animal.” “Aqui?” Parecia improvável para dada a área congestionada. Cenho franzido, Jackson olhou um momento, e depois aproximou-se dos arbustos e caiu sobre um joelho. O desejo de digitalizar a área quase esmagava Alani. “Jackson.” Ela tentou remover a nota estridente de sua voz. “O que você está fazendo?” “Espere.” Ele fez um som, suave e persuasivo e um gato com a cara peluda enfiou a sua cabeça. Olhos verde-esmeralda gigante brilharam através do longo pelo cinza e creme. “Ohhhhh.” O coração de Alani caiu. O pobrezinho parecia morto de fome, arisco e um pouco ferido com o seu pelo longo todo confuso e emaranhado. “Um gatinho.”

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“Ele está totalmente crescido,” disse Jackson, “apenas magro.” Ele continuou a segurar-lhe a mão, e o gato chegou perto o suficiente para farejá-lo antes de precipitadamente voltar para o esconderijo. “Eu aposto que ele está com fome.” Alani nunca poderia suportar ver qualquer animal em necessidade. Uma de suas instituições de caridade favoritas foi um abrigo animal local perto de sua casa. Quando podia, se oferecia para passear com os cães e escovar os gatos. “Eu sei que este é um mau momento, mas eu odeio a ideia de deixá-lo aqui.” “É importante para você?” Jackson não parecia julgar, só um tanto quanto curioso. Mais uma vez, ela olhou ao redor da área, mas fora alguns carros procurando lugar no de estacionamento, ela não viu nada. Ainda assim, seria melhor não arrastar essa conversa. “Eu sei que no esquema das coisas, com as vidas humanas na linha, um gato de rua não parece ser um grande negócio.” “É um grande negócio para mim.” Voltou-se para assistir o gato. “Eu não gosto de ver nada sofrer.” Tal homem incrível. Alani colocou a mão em seu ombro. “Talvez uma vez que estivermos na estrada e for seguro, nós poderíamos fazer uma chamada para um abrigo ou algo assim.” Jackson voltou para seus pés e pegou a mão dela novamente. Enquanto caminhavam, ele disse: “Vamos ver o que podemos descobrir quando voltarmos. Talvez eu possa pegá-lo ou algo assim.” “Você está falando sério?” Rolou um ombro. “Por que não? Se ele ainda estará por aí mais tarde, então ele não fará mal tentar.” Ele ergueu a mão e beijou-lhe os dedos em desculpas. “Mas agora, eu não posso.” Alani olhou para trás por cima do ombro e viu o gato olhando para, seus grandes olhos verdes com esperança, mas cautelosos.

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Assim Jackson mataria Marc, mas ele queria persuadir um gato sarnento para cuidar dele? “Adorável.” Abraçou-se ao seu braço. “Espero que ele continue em torno.” “Eu também.” Ele a levou junto a uma entrada de serviço, provavelmente usada para entregas. Ela esperava que um alarme disparasse quando ele abriu a porta ao lado de uma doca de carregamento, e quando isso não aconteceu, seu coração se acomodou em um ritmo normal. Agora que eles estavam lá dentro, ela se sentiu mais segura e até mesmo soltou um suspiro. “Graças a Deus que —” No segundo seguinte, Jackson parou e colocou-a atrás dele. “Passos vindo rápido.” O que o colocou em modo de combate? Eles estavam em um hospital, depois de tudo. Um lugar deserto do hospital, mas ainda assim... Ela espreitou e viu um corredor longo e vazio com inúmeros armários. Combinando o tom ao seu, ela sussurrou: “Poderia ser um segurança, talvez?” Bem diante dos seus olhos, ele parecia ficar maior, mais forte. “Eu não penso assim. Ele abriu uma das portas do armário e apertou-a para dentro. “Parede de trás. E nem uma palavra.” Em seguida, ele entrou na sala, também, mas ficou perto da porta aberta. Ficando entorpecida com o medo, Alani olhou em volta e viu caixas de suprimentos empilhadas juntamente com alguns baldes de esfregão, frascos de produtos de limpeza, vassouras de vários tamanho e aspiradores. Passando por cima e ao redor da desordem, ela recuou até que os ombros tocaram a parede do fundo, assim como Jackson tinha pedido. Com cada pisada que soou mais perto, sua traqueia parecia contrair e seu batimento cardíaco acelerar. Ela não sabia o que esperar, mas no fundo de sua mente, ela ainda achava que era provavelmente um monte de preocupação para nada. Certamente era apenas alguém visitando um paciente. Ou um médico. Ou enfermeiro.

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Ela quase pensou em respirar normalmente de novo, e então de repente Jackson e outro homem estavam envolvidos fisicamente. Aconteceu tão rápido que ela teve que bater a mão sobre sua boca para abafar um grito. Jackson se afastou do armário ao mesmo tempo que um grande homem negro atacou em direção ao seu rosto com uma faca. Nas pontas dos seus pés, suas pernas soltas, sua expressão antecipatória, Jackson abaixou a lâmina letal, então, mostrando reflexos velozes, socou o homem na garganta. Ele seguiu com uma cotovelada na cabeça do homem, e um joelho no seu abdomem. Ah, Nossa. A faca caiu no chão de linóleo, e o homem, dobrou, agarrando sua garganta. Já se tornando azul, seus olhos se arregalaram quando ele engasgou e sufocou. O som terrível que ele fez se assemelhava ao grasnar de um ganso antes de Jackson o empurar em cima de um outro homem que tentou sacar uma arma. Jogado fora de equilíbrio, o segundo cara tropeçou, e Jackson moveu seu punho que pousou no queixo do homem com uma força infalível. Com a cabeça estalando de volta, o homem cambaleou, e quando ele se endireitou, Alani não tinha dúvida de que ele tinha a mandíbula quebrada ou deslocada. O desalinhamento grotesco dos lábios e dentes a fez sentir uma reviravolta em seu estômago. Não dando ao homem a oportunidade de recuperar-se do primeiro golpe, Jackson bateulhe novamente, quebrando seu nariz e enviou sangue para pulverizar toda a sua camisa. Mais um soco e com cara amassada, desajeitadamente uma perna torceu debaixo dele, o tornozelo virado de forma não natural. “Oh, meu Deus.” Alani sabia que Jackson, Dare e seu irmão eram capazes, mas ela nunca tinha visto, nunca esperou... Depois de pegar a arma e faca, Jackson pegou o pulso dela. “Fora.” 250


“Oh, meu Deus,” disse ela novamente como ela começou a pegar seu caminho sobre a desordem, seus pensamentos tumultuados, seus membros tremendo. “Mexa-se, querida. Eles não vão ficar ali para sempre.” “Sinto muito!” Lembrando da sua determinação em ser um trunfo, não um peso, ela bloqueou a visão horrível de corpos caídos e apressou o passo. Além disso, ela não queria que eles regissem enquanto ela permanecia na vizinhança. Uma vez fora do caminho, ela olhou para os homens demolidos. Jackson tinha os derrubado com muito pouco esforço. Ele nem estava respirando com dificuldade. “Inacreditável.” “Tão pouca fé nas minhas habilidades?” Com facilidade praticada, Jackson colocou o primeiro homem que havia desmaiado por falta de ar de bruços. Usando restrições de nylon, amarrou suas mãos atrás das costas, e, em seguida, seus pés. Ele arrastou-o para dentro do armário e voltou a fazer o mesmo com o segundo homem. O cara começou a reviver e de forma casual, Jackson esmurrou-o novamente, colocando-o para fora mais uma vez. Alani olhou para os seus grandes punhos, a forma como ele os usava de forma eficaz e, ao mesmo tempo, ela não podia deixar de pensar em como ele poderia ser tão gentil quando a tocava Jackson não era um homem comum com motivações simples e moral. As contradições surpreendentes a deixavam fascinada. Com pressa eficiente, amarrou os dois homens, e em seguida, usando a grande faca, ele cortou tiras de suas camisas para amordaçá-los. Eles ficaram tão desconfortavelmente presos que Alani quase sentiu pena deles. Quase. Por último Jackson anexou as suas restrições de pé e restrições mão juntas. Se eles acordassem e Alani não tinha ideia se eles acordariam, eles não seriam capazes de fazer mais do que se debater como peixes fora da água.

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Sentindo-se muito inútil, ela estava em uma agonia de suspense, certa de que alguém viria pelo longo corredor e os pegariam fazendo coisas assim... ilegais e assustadoras e loucas. Mas com ambos os homens presos, Jackson soltou um suspiro, sorriu e usou as duas mãos para pentear o cabelo para trás. “Pronta?” Ela estava lá, incapaz de falar divida entre sua demonstração de capacidade e descaso pelo que tinha acontecido. Ele disse, “Mexa-se, mulher. Eu preciso de você comigo cem por cento.” “Claro!” Ela assentiu com a cabeça, engoliu em seco e finalmente encontrou sua língua. “O que você precisa que eu faça?” Ele soltou uma risada, mas não disse mais nada, enquanto tirava telefone celular do bolso de sua calça jeans e, usando o polegar, chamava Dare. Depois de uma breve hesitação, ele disse, “Duas pessoas com mobilidade condicionada, mas tem que haver um... você pegou já? Ótimo! Sim, eu vou avisar Trace.” Alani disse: “Havia um terceiro?” Ele desligou o telefone e acenou com a cabeça. “Yeah. Alguém tinha que dizer-lhes de onde estávamos vindo, certo?” Oh. Ela ainda não tinha pensado nisso. Eles haviam entrado, e os bandidos estavam apenas... ali. “Eles queriam nos matar?” Ele deu de ombros. “Não se preocupe, no entanto. Estes dois estão completamente fora, e Dare cuidou do outro cara.” Ela não tinha ideia de como Dare tinha tomado conta dele, e não perguntou. Usando o telefone novamente, Jackson bateu em algumas teclas, esperou e o telefone tocou de volta. A complexidade do seu trabalho a surpreendeu. “Código?”

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“Sim. Deixando Trace saber o que aconteceu.” Ele colocou o telefone longe e olhou para ela em expectativa. Alani balançou a cabeça. “Você é assustador.” “Sim? Assustador, mas com habilidades loucas, né?” Ele sorriu e passou um braço em volta dos ombros por um breve abraço. “Porra, mas eu precisava disso.” “Você...” Ela não podia creditar sua maneira. “Por que, em nome de Deus, você precisaria desta violência sangrenta?” “Uma frustração sexual?” Pensando em sua movimentação excessiva, sua mandíbula solta. “Eu deixei você frustrado?” “Claro que não. Mas continuamos sendo interrompidos.” “Pouco tempo?” Ela não podia acreditar que estava tendo essa conversa agora. “É verdade.” Ele virou um olhar quente em sua direção. “Eu só tive você por três dias sozinhos.” E eles fizeram amor várias vezes por dia, sol a sol, e algumas vezes ele até mesmo despertou no meio da noite. “Você está louco?” “Sobre sexo? Com você?” Ele deu-lhe um olhar preguiçoso. “Provavelmente.” Ele mudou de direção novamente. “Eu duvido que haja mais deles aqui agora, mas nós vamos descobrir em breve. Vamos lá.” Ela não disse mais nada enquanto eles fizeram o seu caminho através do hospital. Assim que eles chegaram ao elevador, eles podiam ver as pessoas no lobby, o que na opinião de Alani, diminuiu um pouco o perigo. Mas ainda assim ela não conseguia relaxar. “Hey.” Jackson a puxou para seu lado. “Respire fundo.”

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Ela tentou, mas não ajudou. E isso frustrou-a também. Ele estava tão relaxado que seu nervosismo parecia amplificado em comparação. Jackson olhou para ela. “Você fez bem.” Se apenas... mas ela sabia a verdade. “Eu não fiz nada.” “Você não ficou no meu caminho. Você não gritou.” Ele brincou com uma mecha de seu cabelo. “Você não desmaiou. Ou vomitou.” Verdade. Ela colocou as mãos atrás dela, não querendo que ele soubesse como ela tremia. “Não há nenhuma dúvida de que eles eram maus?” “Definitivamente maus. Você viu a faca e arma, certo?” Ela apontou o óbvio. “Eu vi a sua antes, também.” Ele bufou. “Não é a mesma coisa e você sabe disso.” As portas do elevador se abriram, e Jackson puxou-a para dentro com ele. “Eles não estavam vendendo biscoitos, querida.” Parecia estranho, considerando o que tinha acontecido, mas Jackson já não estava tão tenso. “Você parece mais relaxado agora.” “Sim, bem, eu sabia que estavam chegando, mas não sabia quando e eu estava um pouco desconfiado...” Ela gostou dessa palavra e assentiu. “Sobre como você reagiria sobre isso, quero dizer. Eu não queria aborrecê-la.” Essa tinha sido a sua preocupação principal? “Mas como eu disse, você fez bem. Realmente profissional.” Ela só tinha se encolhido no armário como instruído. “Você gosta de como eu sigo ordens, não é?” “É isso o que você estava fazendo?” Ele inclinou-se e tomou sua boca em um beijo quente. “Talvez eu devesse tentar algumas ordens na cama. O que você acha?” Ele surpreendeu Alani, mas ela meio que gostou da ideia. Talvez.

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Seus olhos arderam e em seguida, ele a beijou novamente. “Mente suja, mulher. Você está me dando um pau duro quando eu não posso fazer nada sobre isso.” Alani começou a olhar para ver se isso era verdade, mas ele a abraçou mais perto. “Não, não olhe. Vai piorar a situação.” Quando ela riu, ele sorriu para ela. Incrível, divertido e macho Jackson. Certamente nenhum outro homem poderia ser como ele. No segundo em que as portas do elevador se abriram no andar certo, ele pegou a mão dela e saiu. “Vamos manter as aparências enquanto vemos o seu ex, e então eu posso te tirar daqui e talvez encontrar algum lugar mais privado.” Agora, sabendo que Marc havia desempenhado um papel nas recentes tribulações, ela não gostou da provocação. “Você não tem que se referir a ele dessa forma.” “Por que não? Você namorou o estúpido, lembra?” E esse era o seu ponto? Fazê-la se lembrar? Ela queria dar uma cotovelada nele, mas decidiu contra isso quando ele parou diante de uma porta. “Pronta?” Nervosismo tomou conta dela. Ela pensou nas fotos que ele tinha mostrado a ela, a forma como Marc a tinha traído. Não, ela não estava pronta na verdade, mas ela balançou a cabeça de qualquer maneira. Jackson não se deixou enganar. Ele colocou as duas mãos em volta do pescoço sob a queda de seu cabelo. “Você é uma grande corajosa, Alani. Você vai se sair muito bem, confie em mim.” Grande corajosa. Vindo de alguém do calibre de Jackson, foi o melhor elogio que ela ouviu em muito tempo. “Tudo bem, então. Vamos acabar logo com isso.” Ela abriu a porta, entrou e engasgou com a visão do homem espancado, irreconhecivelmente ensanguentado que descansava na cama do hospital. Agora ela poderia desmaiar. 255


Capítulo Quinze JACKSON não deu a Alani uma oportunidade de vacilar. Que ela tentasse parecer tão valente era admirável o suficiente. Ele apreciou o esforço, mas queria que ela soubesse que não era necessário. Ele colocou um braço em volta dela, tanto para firmá-la como para reforçar seu pedido procurar não se apavorar com a visão de Tobin. Parecendo um pouco como uma polpa de fruta, Tobin olhou em direção a eles com um olho preto e roxo tão inchado que era um milagre que ele pudesse enxergar. Uma atadura branca cobria o outro olho. Hematomas escuros desciam sobre a ponte de seu nariz disforme. Com as orelhas, lábios partidos e várias outras lesões e que estavam apenas em seu rosto, ele era um espetáculo lamentável. Não que Jackson planejasse lhe mostrar qualquer piedade. Claro que não. “Como está passando, Tobin?” Quando o filho da puta gemeu, Alani despertou. “Marc, oh Deus, você está bem?” “Eu vou sobreviver,” ele sussurrou em um grasnado de dor. “Eu sinto muito... uma bebida. Por favor.” Jackson puxou Alani de volta. “Eu vou fazer isso.” Ele não queria que Alani qualquer lugar perto do idiota. Ela era tão generosa que estaria perdoando antes mesmo de saber o quanto Tobin tinha comprometido a sua segurança. Circulando para o outro lado da cama, Jackson levantou o copo de papel com o canudo e o colocou nos lábios rachados de Tobin. Alani olhou para ele com espanto, como se tivesse a surpreendido novamente. Ela tinha feito isso muito hoje. 256


Depois de vários goles, Jackson colocou o copo de volta na mesa-de-cabeceira com rodinhas. Ele puxou uma cadeira para Alani, certificando-se que ela mantivesse uma distância segura, e depois cruzou os braços e olhou para Tobin. “Então você tem apanhado mais, né?” “Sim.” Recusando-se a segurar o seu desdém, Jackson resmungou. “Não mais do que você provavelmente merecia.” Tobin o surpreendeu ao concordar. “Eu estraguei tudo.” “Não me diga? E você é inteligente o suficiente para perceber isso?” “Você pensou que eu fiquei rico por acaso?” Ele mudou de posição, com o rosto congelado em dor por alguns segundos enquando ele prendia a respiração. Finalmente, movendo-se mais lento, ele se colocou em uma posição mais ereta. “Eu não sou um idiota.” “Não é possível provar isso para mim.” Mesmo com um só olho, Tobin conseguiu uma careta azeda. “Eu tomei um comprimido para dor alguns minutos atrás.” Com uma mão enfaixada, cobriu as costelas. “Se Deus quiser, ele vai fazer efeitor em breve.” Jackson se surpreendeu que Alani mantivesse o silêncio durante exibição de dor. Com a expectativa de lhe ver quase chorando, ele olhou para ela, mas em vez disso, ela tinha a testa franzida em atenção e as mãos unidas no colo. Chateada, mas não caindo aos pedaços. Orgulhoso dela, ele virou-se para Tobin. “Os medicamentos irão colocá-lo para dormir?” “Não. Não há descanso. Sem dormir. Eu não me atrevo. Não até que eu saiba...” “Que sua bunda está segura?” Jackson se encostou na cama. “Eu entendo.” “Na verdade, eu não sou o vilão que você quer que eu seja.” Ele olhou além de Jackson para Alani. “Eu sei que você não pode me perdoar. Eu não posso me perdoar. Mas quando você 257


me deixou...” Ele trabalhou para o ar, respiração ofegante, lutando para suprimir a tosse. “Isso matou o meu ego, como você disse.” As sobrancelhas de Jackson dispararam com a admissão. “Não o seu coração, não é?” “Ninguém me rejeitou em um longo tempo.” Ele ergueu a mão e baixou de volta cuidadosamente para a cama. “As vantagens do poder e prestígio.” Alani assentiu, mas não se aproximou Tobin. Ao contrário, ela se esgueirou para o lado de Jackson. “O que você fez, Marc?” “Depois que eu deixei sua casa na primeira vez, algumas pessoas se aproximaram de mim. Eles disseram que ele era perigoso para você. Eles disseram que eram caçadores de recompensa e ele era procurado, de que haveria uma recompensa. Eles disseram...” Auto-aversão encheu sua confissão quebrado. “Eles disseram um monte de merda, e depois da maneira como ele me bateu, eu queria acreditar.” Isso funcionou para apaziguar Alani? Jackson franziu os lábios. “Você quer que eu pense que você agiu assim para protegê-la?” “Não foi assim, não. Mas agora... Eu sei que você quer manter Alani segura. Percebo agora que é o que você estava fazendo. Eu não sei... nunca suspeitei que as pessoas seriam tão...” Ele ficou em silêncio. “Foi isso que você passou? Quando foi sequestrada?” Jackson trabalhou sua mandíbula. Para impedir Alani de responder sobre o que havia e dar Tobin muita informação, ele disse: “Vamos falar sobre você, Tobin, ok?” Cansado, o homem acenou com a cabeça. “Sim, vamos. Aqui está o negócio: você garante minha segurança em primeiro lugar, e então eu vou te dizer o que eu puder para que você possa manter Alani fora de seu alcance.” Uma névoa vermelha nublou a visão de Jackson. “Sim, você é um filho da puta altruísta, não é?”

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“Você não pode me fazer sentir pior do que eu já faço, e isso não muda nada. Eu quero viver.” “O que faz você pensar que eu posso garantir isso?” “Porque mesmo que eles usassem máscaras, eu vi os seus olhos.” Tobin encontrou seu olhar com firmeza. “E você tem o mesmo olhar.” “Foda-se.” A mão de Alani movia para cima e para baixo em seu braço. Ela se inclinou para ele, e isso era tudo o que ele precisava para recuperar a compostura. “Eu não quero dizer... que você é cruel.” Tobin engoliu, encolhendo-se em mais dor. “Quero dizer que é capaz. Você circula por este meio. Você os entende.” Era verdade. Jackson estreitou os olhos enquanto considerava as coisas. “Diga-me o que aconteceu sem rodeios. Fatos exatos, isso é tudo que eu quero. Tudo. Comece pelo começo.” Tobin concordou. “Quando eu desliguei a eletricidade... era para assustá-la.” Ele parou por dois batimentos cardíacos. “Eu queria machucá-lo e eu queria machucá-la. Eu só nunca suspeitei...” Alani mudou. “Que você estava lidando com monstros?” Tremendo, ela deu um passo para a frente. “Eles poderiam ser as mesmas pessoas que me sequestraram. As pessoas que teriam me vendido.” Jackson assistiu Tobin e não viu nenhuma reação a essa divulgação. Assim, ele já tinha conhecimento de que eles eram traficantes de seres humanos? “Eles poderiam ter matado Jackson.” “Ou você,” disse Tobin. “Mas eu não sabia. Pensei que iriam levá-lo. Eu pensei que eles tivessem alguma pendência pessoal com ele. Ele estaria fora de circulação, e eu seria o único lá com você.” “E depois?” Alani exigiu. “Nunca houve nada de substancial entre nós.” 259


“Inferno, eu não sei. Eu achei que você ficaria chateado, precisaria de um ombro...” Ele engoliu em seco. “Eu admito que é o movimento mais estúpido que já fiz.” Tentando ser sutil, Jackson puxou Alani para ele novamente. Ele não queria fazer um grande negócio de sua indignação, especialmente com ela tentando esconder. Ele declarou o óbvio. “Você sabe que ela foi levada por traficantes de humanos.” “Eu sei agora.” Triste, apologético, ele olhou para ela. “Eu estava preso em uma pequena estrutura. Como um galpão talvez. Quando fiquei livre, vi que havia um velho edifício de pedra nas proximidades, também. Eu podia ouvir...” Ele parou, lutando para respirar. “Merda!” Jackson colocou Alani em costas enquanto ele se adiantou. “Seu filho da puta. Você deixou as mulheres para trás, não é?” Tobin concordou. “Eu não podia ajudar ninguém. Eu mal podia me tirar de lá. Mas eu ouvi... o sofrimento.” Mais uma vez ele olhou para Alani. “Várias mulheres.” Jackson já tinha o telefone na mão. “Diga-me onde, e diga rápido.” “Você vai impedi-los de me matar?” “Se eu não matá-lo eu mesmo.” De alguma forma, seus lábios inchados, quebrados trabalharam na forma de um sorriso. “Por isso é que ela está aqui.” Mas ele não perdeu mais tempo. “Eu estava fora da estrada, cerca de uma milha dentro da floresta.” Ele disse o que podia, então esperou, seu olhar fixo em Alani, enquanto Jackson transmitiu a mensagem a Trace. Não foi fácil manter a calma, especialmente com Tobin olhando Alani assim. Jackson entrou na frente dele para bloquear sua visão. Segurando o telefone longe, ele perguntou: “Quando isso aconteceu? Quanto tempo desde que você foi embora?” Tobin olhou para o relógio, então se encolheu. “Cerca de doze horas.” “Tanto tempo,” Alani preocupado em voz alta. “Eles podem já ter fugido.”

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“Provavelmente sim,” disse Jackson, mas ele informou Trace antes de finalizar a chamada. Ele se virou para Alani com um ar de não-me-interprete-mal: quanto menos Tobin soubesse, melhor. Ela balançou a cabeça em compreensão. Será que ela também enteu que ele faria tudo o que pudesse para encontrar as mulheres, e assim fariam seu irmão e Dare? Afastando-se, ela deu um passo para trás, até que a parte de trás de seus joelhos encontraram a cadeira. Ela deixou-se cair nela de novo. Jackson caminhou entre ela e Tobin. “Como você escapou? De jeito nenhum você caminhou pelas 40 milhas até este hospital. E há um outro hospital que está mais perto de qualquer maneira. Como veio parar aqui?” “Dois hospitais estão mais próximos, mas era muito arriscado. Eu percebi que iriam me procurar lá primeiro. Depois que um caminhoneiro me pegou, eu fiquei com ele durante o tempo que pude, até que... até que eu pensei que iria morrer se não deitasse. Então ele me deixou na entrada de emergência, e aqui estou.” Nada mal... Pelo menos Tobin tinha tentado pensar e agir com um pouco mais de esperteza. “Teria sido melhor ignorar quaisquer hospital, mas então, eu acho que você não tem um médico que sabe como manter a boca fechada?” “Nunca foi necessário antes.” “Pense nisso para o futuro, porque já te encontraram aqui. Eu cuidei de alguns capangas no meu caminho para cá.” Pânico fez Tobin levantar, apesar de sua dor. “Onde?? Quantos? Por que você não me disse?”

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“Shh. Está tudo bem.” De repente Alani estava lá novamente, oferecendo a Tobin outro gole de água. Enquanto ele tomava, ela disse: “Eles não podem te machucar agora. Jackson não vai deixá-los.” Jackson levantou uma sobrancelha, mas caramba, ela estava certa. “Eles não estavam mortos quando os deixei, então quem sabe quanto tempo temos? Se você tem informações que valem a sua vida, é melhor você começar a compartilhar.” Alani colocou a água de lado. “O caminhoneiro não chamou a polícia?” “Não.” Gemendo, Tobin se acomodou novamente. O pouco de cor havia aparecido em seu rosto sumiu mais uma vez, graças às dores. “Eu dei-lhe o meu relógio para manter a boca fechada.” Jackson zombou. “Você está me dizendo que não ficaram com o seu relógio?” “Acredite em mim, eu ofereci a eles. Eles riram e me bateram um pouco mais.” Uma mão se curvou, mas não com força; da forma como seus dedos estavam inchados, seus algozes tinham quebrado alguns deles. “Eles disseram que eu poderia muito bem entender que tudo que eles queriam eram respostas.” “Quais foram as perguntas?” Perguntou Alani. Jackson franziu os lábios. “Aparentemente, nada que com que pudesse ajudá-los, ou ele estaria morto agora.” “Exatamente. Tenho vergonha de admitir isso...” Cruzando os braços, Jackson disse: “Sim, sim, você está sofrendo com a vergonha. Nós entendemos.” .”..mas eu lhes disse o que eu sabia.” “O que era nada.” E graças a Deus, porque se Tobin tivesse levado os cretinos até Alani, Jackson iria acabar com ele naquele momento. “Eu lhes disse seu nome, onde trabalha Alani, seus horários de trabalho.” 262


“Oh, Marc.” A beira do pânico, Alani cobriu a boca. “Meus funcionários, meu escritório...” “Eles vão ficar bem,” Jackson assegurou. “Já cuidei de tudo.” Sem questionar como, provando a confiança que tinha nele, Alani relaxou. “Graças a Deus.” “Eu estou tão arrependido.” Tobin engoliu em seco e virou o rosto. “Eles queriam saber para onde Jackson levou você, mas eu não tinha ideia. Tentei dizer-lhes qualquer coisa que eu pudesse pensar, mas não foi o suficiente.” “E assim eles continuaram a forçar você.” Alani respirou lentamente e endireitou seus ombros. “Você não está acostumado a esse tipo de pessoa. Eu entendo. Poucos se seguram em face da dor deliberada.” Às cegas, ela pegou a mão de Jackson. Surpreso, ele foi um pouco adiante, puxando-a para ele, envolvendo seus braços ao redor dela por trás. Em torno dela, tanto quanto podia. Ele precisava que ela soubesse que ele nunca, em nenhuma circunstância, a trairia. Ele alegremente morreria primeiro. Como se ela entendesse, recostou-se contra ele e cruzou as mãos sobre a dele. “Se você quiser fazer corrigir alguma coisa, Marc, você pode responder a perguntas de Jackson agora.” “Claro!” Seu único olho lacrimejou. “Eu sou grato que você esteja com Jackson, e que você não esteja magoada com o que eu fiz.” “Seja grato que Jackson não foi ferido, tampouco, ou minha atitude seria completamente diferente.” Hum. Bom sentimento. Depois que Jackson lhe deu um pequeno aperto de agradecimento, ele recuperou o controle da conversa. “Na outra noite, quem era o segundo atirador?” Tobin olhou para ele em confusão.

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Desgostoso, Jackson balançou a cabeça. “Não fique cauteloso agora. Pisando em ovos e toda essa merda. Você pode muito bem medizer.” Ele olhou para Jackson. “Eu não entendo.” “Uma pessoa atirou em nós,” explicou Alani. “Mas mais alguém estava lá, também. Um segundo atirador.” “Eu só sei sobre um atirador. O mesmo que me pegou quando eu sai correndo. O mesmo que tinha me dito que era para machucar Alani.” Inexpressivo, Jackson disse: “Parece que você não é muito mais ajuda para nós do que você foi para eles.” “Mas... eu juro. Eu não sei...” O toque estridente do telefone do hospital fez Alani dar um salto e teve um breve grito de Tobin. Todos olharam para o telefone na mesa de cabeceira. Horror encheu o olhar de Tobin como ele disse, “Você disse a alguém que estava aqui? Para quem contou?” Voz exaltada, em pânico, “Que diabos você fez?” “Nem uma maldita coisa.” Jackson foi até o telefone e o pegou. Ele colocou-o ao ouvido e, sem dizer qualquer coisa, esperou. A voz digital o cumprimentou. “Seu filho da puta, você derrubou dois dos meus melhores homens.” Jackson concentrou-se no interlocutor. “Três, na verdade.” Um silencia surpreso o saudou. “Acho que você simplesmente não consegue muita mão de obra eficiente nos dias de hoje, não é? Mas então, você já deve saber que o crime não compensa.” “E você é um espertalhão, também.” Uma risada demoníaca veio pela linha. “Eu deveria ter percebido.”

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Jackson retirou seu celular e digitou um que código. Não havia muito Trace pudesse fazer sobre uma chamada de um telefone fixo, mas que precisava saber tudo, cada passo do caminho. “Nada a dizer sobre isso, eu presumo?” “Você estava esperando a confirmação?” Jackson falsificou um bocejo. “Eu não sabia.” “Bem, entenda isso, você presunçoso bastardo, estou chegando para você.” “Sim?” Ele recebeou o código de volta de Trace. Ninguém suspeito ou evidente na área, dentro ou fora do hospital. Mas o interlocutor sabia dos homens que ele tinha deixado inconscientes em um armário. Isso significava que eles tinham alguém infiltrado no hospital? “Quando eu deveria esperar você?” “Em breve o suficiente.” Ele foi direto ao assunto. “Como você sabia que deveria chamar aqui?” Outra risada do mal. “Eu poderia mentir e disser que eu encontrei por acaso, mas a verdade é que eu tenho um informante em cada hospital da área, até um finalmente ligou sobre um quarto com Marc Tobin.” Crível, mas ele não iria engolir isso ainda. “E os capangas eu massacrei?” “Eu despachei alguns para cada hospital, apenas por precaução.” “Não me diga? Você é sempre tão cuidadoso?” E, obviamente, parte de uma grande operação. “Sempre. Demais. Você pode querer se lembrar disso.” Como ele iria esquecer? “Então, como você sabia o que eu fiz com eles?” Tentando pescar uma resposta, Jackson perguntou: “Um deles conseguiu se soltar?” Outro momento de silêncio. “Você quer dizer... que você não os matou?” Jackson entendeu então: “Espere, eu entendo. Você sabe que eles são fora do jogo porque eu atendi o telefone, certo? Se eles tivessem sido bem sucedidos...” “Você estaria no caminho para mim agora, em vez de estar no quarto daquele tolo.” 265


Não morto? Interessante. “Você sabe, uma vez que estamos tendo esse pouco agradável bate-papo, por que você não me diz o que é que você quer?” “Inicialmente... só você.” Alívio corria por seu sangue. Então Alani era apenas uma espectadora nisso tudo? Preferível. Mas antes que ele pudesse relaxar, o interlocutor disse: “Agora, desde que você me colocou em tantos problemas, eu acho que eu vou levar a menina, também.” Jackson suprimiu a raiva angustiante para manter seu tom indiferente. “Sim?” Recusandose a olhar para Alani, ele perguntou: “Que menina é essa?” Uma risada enferrujada. Outra e outra construindo prazer e antecipação. “Talvez,” a voz sussurrou com malícia abrupta: “Eu só vou levar os dois.” A chamada foi encerrada. Jackson queria ficar calmo. Ele queria ser mais preciso e metódico. No passado, não haveria problema. Seu distanciamento frio a partir de uma luta foi uma das suas características que ganhou elogios de Dare e Trace. Mas isso foi antes de Alani. Agora, parecia que ele compartilhava uma conexão ativa com ela que impactava todas as nuances de seu ser. Às vezes, até mesmo o seu batimento cardíaco caia em sincronia com os dela, fazendo-o ciente de todas as mudanças em seu comportamento, suas emoções, suas preocupações. E agora, sua angústia. Ela mudou-se tão perto dele que ele podia sentir seu calor e respirar o doce aroma dela. Sua presença fez a sua vida melhor e mais difícil. Ele levou um segundo para se recompor, para limpar a cabeça e abrir a mente para outras coisas além da possibilidade dela ser sequestrada por um traficante capaz de bater em um idiota como Marc Tobin quase até a morte. 266


Ele a tiraria daqui, ele a manteria segura. Ninguém iria levá-la dele. Mas uma coisa de cada vez. Agindo com indiferença, ele voltou para o quarto. “Onde estávamos?” “Bem,” disse Alani pacientemente, seu olhar atento: “Eu estou perto de hiperventilar e Marc desmaiou.” Confuso, Jackson fez uma careta para baixo para o outro homem e viu que era verdade. “Oh, pelo amor de...” Ele caminhou até Tobin e bateu palmas sobre sua cabeça. Alto. Tobin acordou com um grito. “Nós vamos levá-lo hoje.” Olhar ao redor em todo seu medo implacável, Tobin perguntou: “Para onde?” “É melhor se você não souber disso ainda.” Ele foi até a janela para olhar para fora, em seguida, para a porta para verificar o corredor. Ele voltou para a cabeceira para bater campainha da enfermeira. “Vigie, e mantenha uma enfermeira aqui com você, se você puder. Diga-lhe que algo está doendo. Não deve ser demorar muito, certo?” “Quanto tempo?” “Uma hora mais ou menos. Isso está sendo providenciado.” Jackson apontou o dedo para ele. “Enquanto isso, não fale com ninguém. Não entre em contato com ninguém. Não comece a ficar louco entrar em contato com o seu escritório ou avisar a família que você está bem. Nada disto. Você me pegou?” “Sim.” Ele tentou virar-se na cama e fez uma careta. “Fique aí. As pessoas estão nisso. Você não vai me ver de novo por um tempo, mas você vai ficar bem.”

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Em uma respiração profunda, lenta e cuidadosa, Tobin pediu desesperadamente: “Você tem certeza disso?” “Positivo.” Parecendo sentir um grande alívio, ele fechou o olho sem curativos e afundou na cama. “Obrigado.” “Eu não estou fazendo isso por você.” “Jackson.” Reprovando, Alani balançou a cabeça para ele antes de abordar Tobin. “Ele está mal-humorado, mas ele não mentiria. Se ele diz que você vai ficar bem, então você vai estar.” Tobin deu um aceno de cabeça. “Eu sei...” Já era ruim o suficiente que Tobin tenha sido uma parte dessa farsa e que Jackson teria que garantir a sua segurança. Ele mantê-lo vivo. Ele não precisava de Alani mimando o cara também. Jackson pegou a mão dela. “Vamos! Você e eu precisamos ter uma pequena conversa, mais cedo ou mais tarde.” Alani prendeu a uma mão com as suas. “Sobre o quê?” Quando saíram do quarto eles passaram pela enfermeira. Ela fez uma dupla checagem, sorriu e observou enquanto ele continuou andando. Alani fez uma careta para ela, mas ele recuperou a atenção dela, dizendo: “Eu estive adiando isso, mas já passou da hora agora, então eu tenho que dizer-lhe sobre o Arizona.” “Arizona?” O salão estava vazio, exceto para a azáfama de enfermeiros e médicos lendo gráficos. Ele tinha muito a fazer para encerrar o dia, e ele queria chegar a isso. “A garota que eu te disse que eu salvei naquela ponte?” “Ah.” Cheio de compreensão e simpatia, ela trotou ao lado dele. Quanto tempo isso duraria? Ele se perguntou. “Você acha que tem algo a ver com Marc e as pessoas que o sequestraram?” 268


“Provavelmente.” No elevador, ele segurou a porta para um casal de idosos. A mulher, na casa dos oitenta, empurrou para dentro uma cadeira de rodas onde um senhor igualmente idoso estava sentado. Ela lutou com a cadeira, então Jackson disse: “Deixe-me.” Ciente de Alani sorrindo para ele, ele ajudou-os dentro do elevador, e então, porque era necessário, ele também reorganizou a carga do homem mais velho: flores, um saco de noite e papelada. “Obrigada,” disse a mulher. “Milton ganhou peso, esta é a verdade. Faz com que empurrar sua cadeira fique um pouco mais difícil.” Jackson duvidava velho Milton poderia pesar mais de cinquenta quilos, mas ele apenas acenou com a cabeça para a mulher. Olhando para eles os com olhos azuis desbotados, Milton resmungou. “Eu lhe disse que era demais para ela.” Ele deu um tapinha no joelho pontudo e disse à sua esposa: “Você deve vir no meu colo dois podemos andar juntos.” “Milton!” Ela golpeou o ombro para calá-lo. “Ele é sempre escandaloso quando tem que visitar o hospital.” “Uh-huh,” disse Jackson. “Eu estou apostando que ele é escandaloso o tempo todo, e que você o ama.” Milton sorriu. “Você tem esse direito.” “Oh, você.” A velha deu um tapa em Milton mais uma vez. “Comporte-se.” Quando Milton estendeu a mão e cobriu a mão dela com a sua, Jackson teve a sensação mais estranha, quase como... melancolia. Ele olhou para aqueles idosos com mãos entrelaçadas às de Alani, mas ela estava olhando para o casal, sua expressão marcada com ternura. “Se você não se importa que eu pergunte,” disse Alani, “há quanto tempo vocês estão casados?”

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“Cinquenta e sete anos,” o homem disse a ela. “Todo dia tem sido melhor que o dia anterior.” A mulher suspirou seu acordo. “Nós somos abençoados.” Jackson não aguentava; ele tinha que chegar perto e pegar a mão de Alani. Ela apertou seus dedos em entendimento. Na área do átrio, ele disse a ela: “Fique bem perto de mim” e ajudou o homem e a mulher até as portas da frente, onde um manobrista assumiu. Cada um deles agradeceu. Jackson acenou-os, dizendo: “Tenham um bom dia.” Ele ainda estava sorrindo quando ele se virou. “Que um casal incrível,” Alani sussurrou. Esse seu tom especial fez seu coração pular uma batida. Ela era uma pessoa tão gentil, e apesar de estar impressionado com o quão bem ela reagiu enquanto enfrentava Tobin, ele queria que ela nunca perdesse sua suavidade. Que alguém tivesse acabado de ameaçá-la o impregnou de determinação e senso de proteção. Ele colocou a mão na parte baixa das costas, mas ao invés de se dirigir para as portas por onde tinham entrado, ele desviou para o lounge. Depois de cavar algumas moedas do bolso, ele carregou-o em uma máquina de venda automática. “O que você está fazendo?” Perguntou Alani. E com descrença: “Você está... com fome” Jackson balançou a cabeça. “Você queria que eu pegasse aquele gato, certo? Se eu pegar algo para ele comer, vai ser mais fácil.” “O gato!” Ela meio que riu, meio gemeu, e seus olhos dourados ficaram enevoados. “Eu não posso acreditar que eu esqueci daquela pobre coisinha.”

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“Você esqueceu, querida.” Algumas pessoas na sala deram-lhe olhares de simpatia. Eles provavelmente assumiram que um parente doente fosse a causa do seu desânimo. Ela tinha ido de sorrir para os idosos para quase chorando sobre um gato de rua. Jackson a puxou para que os outros não pudessem vê-la. Seus braços em volta dela, ele falou perto de seu ouvido. “Você está bem?” “Sim, é claro que eu estou. Eu só...” Ela se inclinou para ele com um longo suspiro. “Ver Marc assim foi terrível, especialmente sabendo que as mesmas pessoas que fizeram isso com ele estão na verdade atrás de nós. E então, você foi tão gentil com aquele casal, e eles eram tão adoráveis.” Ela esperava que ele fosse cruel? “Isso é uma daquelas reações femininas confusas diante do stress?” Ela riu, mas continuou a inclinar-se para ele. “Foi como um passeio de montanha-russa.” Para ele, também. Agora que ele sabia que Alani também era um alvo, determinação renovada correu em suas veias. “Eu nunca iria deixar ninguém te machucar.” Ela virou o rosto para ele. “Por favor, não diga isso.” Sua mão pequena gelada tocou sua mandíbula. “Eu não quero ser machucada, você sabe disso. Mas, independentemente do seu machismo e das ordens em contrário, iria me devastar se você se machucasse por minha causa.” Sentindo-se pequeno, Jackson fez uma careta para ela. Ele começou a falar, mas não conseguiu articular as palavras, finalmente, enganchou seu braço para acompanhá-la de volta para o corredor. O que seria necessário para fazê-la entender a sua capacidade? Além disso, o que aquela maldita declaração significava? Ela não queria machucá-lo? Inferno, ela não queria machucar Tobin, também. Mas, ele disse a si mesmo que ela não tinha olhado para Tobin com seus belos olhos cheios de...quem sabe? 271


Medo? Luxúria? Amor? Ele rosnou sua frustração. “Juro por Deus, mulher...” Apressando-se ao lado dele, deu-lhe um rápido olhar duas vezes. “Você está chateado?” “Eu não estou chateado, porra.” Não, o que Alani fez com ele foi muito mais intenso que essa palavra piegas. Muito quente e profundo e perturbador. Ele puxou-a em torno do canto longe de olhares indiscretos, pronto para dar-lhe um sermão. Mas, então, ela franziu a testa para ele, e apenas com isso ele rapidamente se perdeu.

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Capítulo Dezesseis Colocando sua boca sobre a dela, Jackson cutucou lábios fechados de Alani com a língua até que ela abriu, e então ele afundou nela, saboreando-a, explorando as texturas de sua boca e dentes, beijando-a sem fôlego. Lá no corredor, com o perigo à sua volta, seu irmão e Dare de plantão vigiando, um gato desgrenhado à espera de ser resgatado, ele apoiou uma mão na parede atrás dela e beijou-a como um homem faminto. Como um homem que já havia perdido a luta, mas não queria admitir. Ele gemeu. Alani não lutou contra ele. Na verdade, ela o beijou de volta com entusiasmo sincero. Quando ele recobrou o juízo e se afastou, percebeu que sua mão estava agarrando a frente de sua camisa. Ele manteve seu rosto perto, seus olhos hipnotizantes olhando para os seus. “Juro por Deus, Jackson.” Mesmo sabendo que ela imitou-o, que ela zombava dele, teve que lutar contra um sorriso. “E agora?” Usando o punho em sua camisa para bater no seu peito uma vez, ela disse: “Você me confunde.” Em seguida, ela lambeu os lábios. “Mas aquele beijo era exatamente o que eu precisava para obter minha mente fora outras coisas.” Deus, ela era preciosa para ele. Ele segurou seu rosto e correu o polegar sobre o lábio inferior. “Ainda bem que pude ajudar.” Ela inclinou a cabeça para estudá-lo. “Quer me dizer do que se tratava?” 273


“O beijo?” Ele deu de ombros. Como ele poderia explicar todas as formas com que ela mexia com ele, seu corpo, sua mente, até mesmo sua alma maldita? Mais e mais, ele se sentia obcecado em provar alguma coisa para ela, ou talvez para si mesmo. No momento, eles não tinham tempo a perder, então ele se contentou em dizer: “Você é gostosa.” Ela revirou os olhos. “Jackson Savor, isso não é uma resposta.” Oh, o tom de severa advertência o divertiu. Cedendo ao sorriso, ele desengatou os dedos de sua camisa e tomou-lhe a mão. Já era tempo de seguir seu caminho mais uma vez. “Você se importa comigo.” Se ela se atrevesse a negá-lo, ele iria beijá-la novamente. “Isso é novidade para você?” Ele levou um segundo antes de dizer, como improviso quanto podia, “Não deveria ser?” Ele rolou os olhos outra vez. “Será que eu dormiria com você, se eu não me importasse?” “Eu não sei.” Ele tinha dormido apenas com as mulheres que ele gostava, mas ele não poderia dizer que ele se preocupava com elas para além do momento. Elas não atormentavam seus sonhos ou o mantinham em uma febre de luxúria. Ele não pensava sobre elas depois de terem ido... e todas elas saíram, porque ele não permitiu que elas ficassem. Ele não queria que elas continuassem ao redor da forma como ele queria que Alani ficasse. “Você faria isso?” “Não.” Um sorriso revelador sorriso em seu rosto, mas ele não deu a mínima. Era um começo e melhor do que pensar que ela só o queria pelo o sexo. Apesar de ter sido danado doce, também. “Bom saber.” Em exasperação flagrante, ela ergueu as mãos. Ele a ouviu murmurar: “É bom saber,” em zombaria insultante. Pronto para sair deste assunto particularmente desconfortável, Jackson fez uma pausa por um armário, olhou ao redor para garantir que ninguém os viu, e abriu-o. Braços cruzados, expressão indignada, Alani perguntou: “Agora, o que estamos fazendo?” 274


Pouco a pouco, o nervosismo tinha desaparecido enquanto ela se ajustou às circunstâncias. “Eu preciso de uma caixa.” “Para o gato?” “É.” Ele empurrou algumas coisas fora do seu caminho. “Vigie para mim.” “Ah.” Assustada, ela esqueceu suas queixas e prestou atenção. “Ok, com certeza.” Tomando a tarefa muito a sério, ela esquadrinhou o corredor várias vezes. Balançando a cabeça e sorrindo de novo, Jackson encontrou uma caixa que era do tamanho certo, mas estava cheia de toalhas de papel. “Isso vai funcionar.” Dando um soco no topo da caixa para dividir a fita e ele a abriu e despejou o conteúdo em uma prateleira. “Ótimo. Vamos.” Alani pegou a mão dele e puxou. “Eu não sirvo para vigilância. Isso me deixa muito nervosa.” “Você não parece nervosa. Você parece mandona.” Segurando a caixa, ele a deixou levá-lo junto até que ela desacelerou pelo armário onde tinham guardado os capangas. Um pouco enjoada, ela apertou sua mão. “Você acha que eles ainda estão lá dentro?” “Se não estiverem nós saberíamos.” Ele a manteve perto e sua voz baixa. “Ou eles teriam saído por trás, onde Dare teria visto, ou pela frante e Trace teria visto. Está tudo sob controle, querida, então apenas continue andando.” “Acredite em mim, eu não estava indo dar uma olhadela.” Tremendo com o pensamento, ela impulsionou para a frente novamente. Quando chegaram às portas de saída, Jackson puxou. “Espere um segundo.” Ele examinou o pátio ao mesmo tempo em que fazia uma chamada para Dare. “Tudo claro?” Dare disse: “Eu teria lhe avisado se não estivesse.” Eu sei. Alani fazia com que ele estivesse tentando adivinhar as coias agora. “Estamos no nosso caminho. Só para você saber, eu vou capturar um gato.” “Aquele que dispersou você quando estavam entrando?” 275


“Sim. Se ele ainda estiver nos arbustos...” “É. Eu juro, eu acho que ele estava olhando para você.” “Esperto.” “A maioria dos gatos são. Tenha cuidado com ele, no entanto. Ele não parece feroz, mas ele ainda está nervoso.” “Vou fazer isso. Até mais tarde.” Alani levantou uma sobrancelha. “O que foi aquilo?” “Dare disse que o gato ainda está lá.” “Só isso?” Ela caiu para trás contra a parede. “Ele não perguntou por que você estaria pegando um gato perdido?” A título de explicação, Jackson disse: “Ele é um amante dos animais, também.” Quando ele abriu as portas, examinou a área. “Dare disse que está tudo bem para ir.” “Mas você ainda está vigilante.” “Puro hábito.” Dois pares de olhos eram sempre melhor que um. Uma vez fora, ele fez uma pausa para procurar o gato. Ele não tinha muito tempo, não com a ameaça de duas mulheres, mas se ele pudesse agarrar o gato rapidamente, em seguida, ele o faria. Como se realmente estivesse esperando por ele, o gato saiu dos arbustos, deu uma volta e depois sentou-se para olhar para ele em expectativa. “Você é um menino bonito, não é?” Alani concordou. “Ele realmente é. E uma vez que ele esteja limpo e escovado, ele vai ficar ainda mais bonito.” Desta vez, quando Jackson se agachou com um pouco de carne do sanduíche da máquina, o gato se aproximou. Ele já tinha começado um ronronar gutural que soou como um motor quebrado tentando dar a partida.

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Com voz suave, mas bem humora, Alani disse: “O coitado está com fome.” Ela ajoelhou-se ao lado de Jackson. “Sim.” Ele era apenas capaz de tocar a cabeça do gato com a ponta de um dedo. Ele acariciou delicadamente. “Vamos deixá-lo comer um pouco antes de pegá-lo.” Após um minuto mais ou menos o gato deixou Alani acariciar sua cabeça também, e esfregou-se contra ela. “Talvez a gente não precisa prendê-lo. Tente baixar a caixa com mais carne dentro dela.” Jackson considerou isso e decidiu que ela poderia estar certa. “Ele vai precisar de uma cama também, para a longa viagem de volta.” De pé, Jackson tirou a camisa e colocou-a no fundo da caixa em seguida arrumou a carne dentro ao lado dela. Olhando para ele, os lábios entreabertos de surpresa, Alani inalou. “Você pretende ir para casa assim?” “Por que não?”Agachou-se ao lado da caixa e incentivou o gato. “Nós só queremos ajudar, Buddy. Vamos. Você vai achar aconchegante, eu prometo.” O gato investigou, cheirou a camisa, deu um miado profundo e saltou para dentro para comer o resto da comida. “Huh.” Espantado de que poderia ser assim tão fácil, Jackson lentamente fechou as abas da caixa. Por um segundo ou dois, o gato entrou em pânico, rosnando e tentando se libertar. Jackson segurou a caixa fechada e murmurou para o animal enquanto Alani parecia chateada. “Ele está com medo.” “Ele vai se acalmar.” Jackson levou meio minuto mais para falar com o gato, sussurrando calmante. Finalmente funcionou. “É isso. Calma agora.” Ele levantou a caixa com cuidado. Alani sussurrou: “Você sabe, Jackson, há facetas de sua personalidade que eu nunca percebi antes de hoje.” “Como?” Ele manteve o caixa fechada sobre o gato e tentou não sacudi-lo demais. 277


“É incrível como você leva tudo na esportiva. Derrubando dois homens, conversando com demônios venais, auxiliando os idosos e resgatando um gato perdido. Você age como se isso significasse pouco ou nada.” O gato começou a mexer novamente, mas ele apenas murmurou para ele enquanto se dirigiam para o carro. Alani apressou o passo para abrir a porta de trás. “O que vamos fazer com ele?” Ele já tinha pensado sobre isso, então ele esperava que Alani aprovasse. “Precisamos ir para Dare qualquer maneira. Ele tem um veterinário em que ele confia, de modo que é o primeiro da lista.” Seu queixo dobrado dentro “Nós estamos indo para a casa de Dare?” “Faremos uma parada lá, sim.” Ele ainda não diria a ela que planejava deixá-la lá, enquanto ele cuidava de outros negócios. Ela estaria segura com Dare, e isso é o que mais importava para ele. Usando um cinto de segurança para garantir que a caixa não abriria, ele ajeitou o gato no banco de trás. “Os planos mudam. Este apenas fez isso em grande estilo. Tudo o que você pode fazer é ir com ele.” “Eu vou,” ela murmurou, parecendo confusa com isso e depois o resto do que ele disse fez sentido “Mas espere! Se você quer que veterinário de Dare olhe o gato... isso quer dizer que você vai ficar com ele?” “Claro, por que não? Ele precisa de um bom lar. Eu tenho uma casa.” Ele abriu a porta. “E talvez você possa me ajudar com ele quando eu estiver longe?” Surpresa roubou sua voz. “Você não gosta dessa ideia?” “Na verdade... eu adoraria.” Mas ela parecia incerta sobre isso.

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O que ela estava pensando? Decifrar o humor de Alani poderia mantê-lo ocupado por toda a vida. Essa ideia parecia muito boa, mas será que ele teria a chance? Sabendo que seu tempo acabou, Jackson deu a volta, senou-se ao volante e ligou o carro. Atolado em suas próprias ilusões, ele apertou o volante. “E agora vamos falar” Provando que ela não tinha esquecido, Alani disse: “Sobre a menina na ponte?” “Sim.” Pavor frio corria em suas veias cada vez que ele pensou nela machucada novamente. Ela não tinha chamado, então ele tinha que confiar que ela estava bem. Ainda assim, ele queria ver como ela estava e logo. Mas ele também precisava saber que Alani estava longe do perigo. Como sempre que Alani achava que ele precisava de conforto, ela tocou-lhe, como o ombro. Ela fez isso de novo, enrolando seus dedos ao redor de seus bíceps. “Você disse que tudo isso aconteceu no Arizona?” “Não.” Com seus pensamentos pulando à frente para o que tinha de ser feito, como Alani poderia reagir quando ouvisse toda a verdade, Jackson colocou para fora . “Arizona é o nome dela. E ela pode estar em mais problemas do que nós estamos.”

Recostando em seu assento, com as pernas para fora na frente dela, ela meio que assistiu a luta que se desenrola no meio da pista do bar entre duas garçonetes. Era divertido, principalmente porque as mulheres não tinham ideia de como realmente brigar. Elas só gritaram e puxaram os cabelos. Absurdo. Com uma expressão casual, ela poderia estudar cada cliente no estabelecimento desprezível sem que ninguém percebesse. Até agora, ela não tinha encontrado o que ela queria, mas ela o faria. Mais cedo ou mais tarde, ela o faria. 279


Em sintonia com tudo e todos ao seu redor, ela notou o segundo em que o homem se aproximou. Ela fingiu que não percebeu. Ela fingiu não se importar. Sobre qualquer coisa. Se apenas isso fosse verdade. Ele sentou-se à mesa ao lado dela. “Então, o que está acontecendo aqui?” Sem olhar para ele, mantendo sua atenção na briga, Arizona se inclinou para o lado e disse: “Loira começou a mijar no bom humor de Vermelha. Vermelha não gostou e empurrou-a para sua bunda. Loira não gostou, então ela deu um tapa e a chamou de puta.” Arizona deu de ombros. “Agora elas estão lutando como meninas o que de certa forma significa roupas rasgadas, peitos em exibição e muitos puxões de cabelo.” O cara ficou um segundo. “Você tem uma boca em você, menina.” “Sim.” Isso tinha sido dito a ela antes, muitas vezes, por muitos homens. “Cérebro também. Basicamente tenho toda a mesma merda que você tem, sem bolas ou o pau.” Ele bufou. “Desagradável, também.” Lentamente, ela se virou para ele e ficou assombrada pela incrível boa aparência. Ele era grande. Realmente grande. Como um metro e noventa e seis centímetros, grande. Ombros largos, bíceps protuberantes, sem gordura e um rosto de morrer. Seu cabelo castanho sedoso era quase tão escuro quanto seus olhos. Sem pensar, ela respirou, “Sim, quando eu preciso ser.” Fazendo o seu próprio quinhão de “olhos arregalados” o cara disse: “O que significa isso?” “Desagradável.” “Ah, certo.” Seus olhos ainda a examinavam com intensidade. “Então você pode ser, não é?” 280


Arizona deu de ombros. Sua definição de desagradável era provavelmente, diferente da dele. Ela nunca tinha visto um cara tão lindo, o que só queria dizer que ele estava acostumado a conseguir o que queria com as mulheres. E quando não o conseguisse, o que ele faria? Recorreria à força? À brutalidade? Será que ele, como tantos outros, tentaria usar seu tamanho e força contra ela? Ela meio que esperava que sim. Então ela o aniquilaria. E então ela o esqueceria. Mas, por enquanto, ela continuou a olhar, repassando suas maçãs do rosto salientes e nariz que havia sido quebrado alguma vez, até os ombros sólidos realçados pela camiseta escura, abdomem plano e as mais longas pernas cobertas pelo jeans ajustado. Ele usava a camiseta fora das calças. Para cobrir uma arma? Sua sobrancelha direita erguida. “Gosta do que você vê?” Pretensioso idiota. Ela enrolou o lábio. “Você não parece se encaixar neste lugar.” “Não? Como deveria ser isso?” “Sujo. Pobre.” Ela inclinou-se para fora do caminho de um cotovelo, quando um bêbado cambaleante passou por ela. “Grosseiro.” “Então você não se encaixaria aqui também, certo?” Um grito soou, e ambos olharam para trás para as mulheres brigando. Arizona se recostou na cadeira e cruzou os braços. “Meu dinheiro estánam Loira.” “Uma aposta real ou uma figura de linguagem?” Ela considerou, então pensou, que diabos. “Cinquenta dólares?” Lentamente, ele balançou a cabeça. “Eu não penso assim.” Seu olhar foi para a sua boca. “Que tal um drinque em vez disso?” “Eu não bebo.” 281


Ele olhou a garrafa de Coca-Cola quase vazia. “Eu vou substituir isso. Mas o que eu quis dizer foi uma metáfora com bebidas de qualquer maneira.” “Esqueça isso. Não estou interessada.” “Mentirosa.” Ela nunca deixaria alguém provocá-la assim, mas porra, ela girou para encará-lo. Aborrecimento não diminuiu seu impacto sobre seus sentidos. E ele não se desviou de seu olhar direto. “Então.” Apoiando os cotovelos sobre a mesa, Arizona estudou. “O que você realmente está fazendo aqui?” Levantando um daqueles ombros impressionantes, ele sorriu, sem qualquer pretensão de mentir. “Procurando companhia.” “Besteira. O que você está escondendo?” Tanto ousado quanto satisfeito, ele estendeu um dedo para uma longa mecha de seu cabelo. “Você usa essa linguagem como uma defesa? Diga-me, menina, o que você está escondendo?” Alarme bateu em Arizona. Ela deu um tapa na mão dele e balançou a seus pés. Não sendo nenhuma tola, ela decidiu colocar um monte de distância entre ela e um cara como ele. Ela estava do outro lado do bar lotado, antes de perceber que ele a tinha seguido, que ele estava de fato, colado em seus calcanhares. Ela olhou para trás e encontrou-o olhando para aa bunda dela. Ótimo! Apenas paranoica. Em vez de sair como ela pretendia, ela desviou para o segurança. Ele descansava no final do bar, enormes braços tatuados cruzados, cabeça careca brilhante de suor, enormes pés plantados afastados. Ele tinha o ar de um burro apenas ansioso por um pouco de violência.

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Ela conhecia aquele tipo. A maioria dos pequenos bares decadentes tinha um valentão como ele. Mal-humorado, pavio curto. Lutadores sujos que gostavam de pensar que suas atitudes de fodão impressionavam os outros. Idiotas. O cara atrás dela disse alguma coisa, mas ela não se abrandou para descobrir o que. Ela marchou até a o leão de chácara. Ele notou sua chegada e endireitou os ombros. Nada de novo para Arizona. A maioria dos rapazes olhavam para ela com luxúria. Ela aprendeu a viver com isso. Apenas um homem a tinha tratado de maneira diferente, mas ele não estava aqui agora. Se Deus quisesse, ele nunca mais teria que estar lá para ela. O segurança começou a falar. Arizona o interrompeu quando se virou para apontar para o homem que a seguia. “Ele está me incomodando.” Alto e de boa aparência soltou um suspiro. Atarracado e musculoso estalou os dedos. O plano era envolvê-los em uma briga real, então ela faria sua fuga. Infelizmente, isso não chegou a ir por esse caminho. O segurança soltou o punho, perdeu, e alto e de boa aparência bateu com vontade, um soco direto no queixo. Arizona observou o segurança ir para baixo, os punhos ainda levantados, os olhos girando e caiu duro para trás. Seu peso substancial sacudiu o chão sob seus pés. Alguém pulou para fora do caminho, e no processo uma mesa virou. Bebidas derramaram. Homens amaldiçoaram. Cadeiras empurraram para trás. Caos explodiu. Balançando a cabeça, ela lentamente olhou de volta para seu perseguidor e foi pego naqueles olhos escuros. 283


Sem parecer particularmente chateado ou até mesmo irritado, ele estendeu a mão para ela. Bem, merda. Então ela teria que fazer isso sozinha. Não seria a primeira vez, provavelmente não seria a última. Fingindo um sorriso doce, ela tomou sua mão, e assumiu a liderança. Arrastando-o para fora da porta da frente, ela resolveu resolver as coisas rapidamente. Descendo as escadas da frente ela marchou através do lote de cascalho, e se dirigiu para a seção vazia onde as luzes de segurança não chegavam a iluminar. Sincronizando com ele, Arizona esperou exatamente a oportunidade certa, então ela empurrou ao redor, o joelho apontando para sua virilha.

SPENCER seguiu junto atrás da garota. Ela era alta e magra, com cabelos negros, pele cor de mel e os olhos azuis mais pálidos que ele já tinha visto. Exótica. Sexy. Inquieta. Partes iguais de preocupação, curiosidade e interesse despertaram dentro dele. Primeira vez em um longo tempo. Hora errada. Muito mau tempo, na verdade. O ar da noite úmida trazia seu perfume para ele, afastando a lembrança do cheiro de álcool, suor velho e desespero. Detestava bares. Mas ele adorava a informação que vinha com eles. Ela não carregava uma bolsa, mas em seu bolso de trás viu o contorno de uma carteira fina e no outro bolso, talvez um telefone celular. Se ela pensava que ele iria falar primeiro, ela ficaria surpresa. Ele descobriu que teria mais das pessoas com o silêncio que através do questionamento. Seus dedos engoliam sua mão pequena e esguia. De ossos pequenos, ela parecia delicada, mas falava como uma prostituta experiente, com uma voz rouca e profunda que hipnotizava quase tão rápido quanto seus olhos. 284


Não era ruim que ela tivesse uma bunda impressionante também. Doeu nele que ela parecesse incrivelmente jovem, muito jovem para estar afundada no lugar de onde tinham acabado de sair. Mesmo que seu olhar arrojado gritasse experiência, uma aura de vulnerabilidade a cercava. Uma vez que eles entraram nas sombras ele sentiu a diferença em sua intenções. Antecipação correu por sua espinha, preparado seus músculos e aguçando seus sentidos. O que ela faria? Ele mal podia esperar para descobrir. Quando ela se virou, ele estava pronto para ela, e em vez de seu joelho esmagar suas bolas, ele pousou em sua coxa e ela desembarcou em seus braços. Cuidando para não machucá-la, ele abraçou-a apertado. O choque a deixou muda e rígida, completamente imóvel. Ele quase podia sentir o seu pensamento, pesando suas opções, não que ela tivesse alguma. Por que ela o atacou, afinal? Mantendo-a na ponta dos pés para assegurar a vantagem, ele prendeu os braços para os lados. Seus quadris esmagados contra suas coxas, e sua cabeça só atingiu seu peito, então ela não poderia chutar a bunda dele. Mas ela ainda poderia morder, por isso ele disse em voz baixa, com muita naturalidade: “Coloque os dentes para mim e eu vou colocá-la sobre os meus joelhos.” Desafiadoramente, ela inclinou a cabeça para trás e olhou para ele. “E agora?” Fazia muito tempo que ele tinha sido tão consciente de uma mulher em seus braços, a suavidade de sua pele e cabelos, as formas de suas curva, o aroma e o calor do seu corpo. A necessidade de acabar com seu longo tempo de celibato aumentou sua ousadia, mas ele não estava aqui para isso, e ela não parecia realmente receptiva de qualquer maneira. “Vamos começar com o seu nome.” 285


Sua boca formou um sorriso incrível. “Arizona. O seu?” Agora ela queria ser cordial? Não havia razão para não jogar junto, especialmente se isso significava que ele iria continuar a segurando por mais tempo. “Spencer.” “Prazer em conhecê-lo, Spence.” “Spencer,” ele corrigiu. Mas o sorriso puxou sua boca. Ele tinha que perguntar. “Quantos anos você tem?” “Velha o suficiente.” Ela relaxou em seus braços, indiferente, arrogante. “Você?” “Velho demais.” Pelo menos para ela. Pelo menos... ele achava que sim. Ele não relaxou seu controle para combinar com sua postura mais casual; que era um dos mais antigos truques no livro. “Defina velha o suficiente.” “Vinte, na verdade,” Ela deixou um segundo passar e então, “Defina velho demais.” Nem mesmo maior de idade ainda, então o que ela estava fazendo no bar? “Trinta e dois.” “Ah, sim, isso é velho.” Ela mudou de posição, inclinando a cabeça para o lado. “Portanto, Spence...” “Spencer.” “Qualquer coisa que você queira saber sobre mim?” Ele queria saber todos os tipos de coisas. “Arizona é o seu nome verdadeiro? É incomum.” “Sim, eu sei. Jackson deu para mim.” “Jackson?” Um marido? Um parceiro? Um cafetão? Ele não gostava de nenhuma dessas possibilidades. “Este cara cavaleiro na armadura branca que eu conheci. O nome foi não poderia mais ser usado, então... ele veio com Arizona.” “Não poderia se usado?” Com apenas vinte anos, como poderia ser isso? Mas ele entendia, e o deixou tanto enojado quanto triste. Ela torceu o nariz, olhou para seu peito. “Esqueça isso.” 286


Ele balançou a cabeça. “Eu sei o que significa, Arizona.” O desejo de abrir as mãos sobre as costas, a acariciá-la, confortá-la, o deixou inquieto. “Então você está se escondendo?” Ele colocou o nariz mais perto de sua têmpora e sentiu o cheiro dela. “De que?” Ela calou. Spencer repassou tudo o que ela tinha dito, e dane-se, ele acreditava nela ela, embora a maior parte daquilo não fizesse qualquer sentido. Havia algo sobre ela, algum senso de desafio que sugeria grandes dificuldades. “Ok, esqueça a coisa do nome.” Ele trabalharia nisso mais tarde, quando ela não estivesse em seus braços. “Defina cavaleiro de armadura branca para mim.” “Você sabe, um benfeitor. Tentando salvar um mundo que não pode ser salvo.” “Não pode?” Muitas vezes ele sentiu o mesmo, mas ouvir aquela aceitação sombria em sua voz cortava sua alma. Ninguém tão jovem deveria ser tão cínico. “O melhor que você pode esperar é diminuir...” Ela parou, respirou fundo. “Olha, Spence, eu estou um pouco cansada de ficar pendurada aqui. Agora que eu respondi suas perguntas, você quer me soltar um pouco?” “Na verdade, não.” Mas ele sabia que tinha que soltar, ou ele estaria cruzando a linha... mais do que ele já tinha. Ele girou em torno dela para que ela estivesse de costas para o seu peito. Ela tinha uma bunda gostosa, firme e arredondada apenas do tamanho certo. Ela se mexeu para desamortecer os braços, fazendo com que ele voltasse aos seus sentidos. “Mas eu vou.” Ele a soltou tão rápido, ela tropeçou. Quando ela se virou, ele já estava fora de seu alcance. “Com medo de mim?” ela provocou. “Eu gosto das joias da família assim como elas estão, sem que sejam reorganizadas por seu joelho.” Desprezo levou seu olhar para longe dele. “Não deu certo de qualquer maneira.” “Não significa que você perderia numa segunda vez.” Não faria mal a atirar-lhe um osso. “Você quase me pegou. É que sou...” ele encolheu os ombros “rápido.” 287


“E forte,” ela concordou. “Você sabe, eu esperava que você e o bruto fanfarrão tivessem alguma luta.” Gentilmente, ele disse a ela: “Não.” “Sim, eu percebo isso agora.” Ela moveu-se para se inclinar contra um poste. “Então, o que você está fazendo aqui?” Por que não dizer a ela? Ela parecia tão curiosa sobre ele quanto ele estava sobre ela. “Esmiuçando informações, na verdade.” Ele deu um passo mais perto, não relaxando a guarda, mas esperando que ela fizess. “Você?” “Até que você interferiu, eu estava fazendo o mesmo.” Seu sangue gelou. A maneira indiferente que ela disse isso, como se fosse normal para uma garota de vinte anos de idade impressionantemente linda bisbilhotar em um bar vagabundo cheio de elementos criminosos o deixou com medo por ela. “Não.” “Por que não?” Desdém escorria em suas palavras. “Você acha que é mais capaz que eu?” Sim. Respirando rápido, ele andou na direção dela. “Eu sei que eu sou.” Em um sussurro, ela disse: “Desculpe, Spence, mas você está... oh, tão errado.” Com nenhum outro aviso, ela se lançou para frente, fechando as mãos e balançando os punhos para cima para socá-lo no queixo. Para uma garota tão delicada, ela sabia como embalar um soco. Como ele não tinha visto isto vindo, ele não se preparou. Sua foi cabeça para trás, jogandoo fora de equilíbrio. Seus pés deslizaram sobre o cascalho antes de encontrar o equilíbrio novamente e se endireitou. Cegamente ele estendeu a mão; as pontas dos dedos roçaram as extremidades de seus longos cabelos quando ela correu para longe. Maldição! Ele tentou alcançá-la – o porquê ele não sabia - mas escuridão a engoliu. Ele parou para ouvir e não o surpreendeu que ela fezesse muito pouco ruído. 288


Ela tinha habilidades o que, tanto quanto todo o resto, o deixou pulsando com curiosidade. Ele virou-se ao som de uma abertura de porta de carro e de fechar novamente. Faróis vieram, iluminando além do estacionamento. Um motor de carro deu partida. Cascalho voou enquanto ela ligou o motor e então fugiu. Respirando com dificuldade, furioso consigo mesmo, Spencer viu seus faróis traseiros desaparecerem. Ele estava pensando em correr atrás dela quando ele foi desviado pela voz familiar de um homem saindo do bar. O homem falava rapidamente em um telefone celular; um grupo o acompanhava acompanhou com ele. Grato que Arizona o tinha levado para as sombras, Spencer olhou para os homens com ódio ardente. Ele sentiu o peso da arma na parte baixa das costas, a imprensão do canivete em sua bota. Seus músculos contraíram, e as suas mãos flexionaram. Portas abriram, destacando as características odiadas por um instante quando os homens entraram em uma BMW prata. Já a caminho de sua caminhonete, Spencer manteve os olhos na BMW, uma vez que derrapou sobre o monte de cascalho em uma saída precipitada. Foi por acaso que eles correram para fora logo após Arizona? Se alguém os tivessem notificado sobre sua partida? Se fosse assim, então isso significava que alguém estava observando-os. O pensamento mal havia se formado antes que fosse atacado. Reagindo somente por sozinho, Spencer pegou o impulso do corpo que se lançou sobre ele e caiu de costas. Usando seus pés, ele jogou o homem acima de sua cabeça, em seguida pulou em cima dele, ganhando a vantagem. Ele desembarcou dois golpes afiados antes de tomar um em seu próprio maxilar. O punho ostentava soqueiras e por um instante ele viu estrelas. 289


Antes que o segundo soco pudesse pousar ele rolou de novo e chegou a seus pés, com a faca na mão. Ele sorriu para o outro homem, pronto, até mesmo ansioso. “Vamos lá então. Eu não tenho a noite toda.” Em seguida, o verdadeiro derramamento de sangue começou. Um minuto depois, com os sentidos aguçados e raiva mortal, Spencer foi embora com a intenção de perseguir a BMW. Por um minuto ele se sentiu mal sobre como as coisas tinham ido com Arizona. Mas a briga com ela havia lhe dado a oportunidade de roubar sua carteira. Tudo o que ele precisava era de uma razão, qualquer razão que fosse, para localizá-la. Era o que ele faria. E isso era melhor que bom. Graças à BMW prata, ele tinha todo o motivo que ele precisava. Ele iria vê-la novamente. Por mais estranho que parecesse, e apesar da busca pessoal de justiça, ele estava olhando para a frente.

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Capítulo Dezessete PREOCUPADA, ALANI esperou enquanto Jackson novamente fez uma chamada. Ele tinha feito isso várias vezes, sem muito sucesso. “Ainda não há resposta?” Ele balançou a cabeça. “Nós estaremos na casa de Dare em mais alguns minutos. Eu ter você e o gato acomodados e depois tentar descobrir alguma coisa.” Com os óculos de sol espelhados protegendo os olhos, ela não poderia avaliar sua intenção, mas ela não gostava do som disso. Desde que contou a ela sobre Arizona, ele tinha ficado distante. E doeu. “O que exatamente você quer dizer, com nos acomodar?” Evasivo, ele apertou a boca e olhou para seus espelhos. Mesmo sabendo que Dare e Trace os seguiam, ele tinha sido especialmente vigilante. “Jackson?” “Você tem que estar com fome.” Ele estendeu a mão e acariciou-lhe a coxa. Tentando acalmá-la? Ela estudou seu perfil bonito, viu a tensão em seus ombros e optou por não pressioná-lo. “Eu poderia comer.” “E o gato precisa de uma caixa.” Alani olhou para o assento. O gato se acalmou e, atualmente, parecia tudo bem com o passeio. Ele trabalhou ao redor até que ele teve sua cabeça cutucando fora da caixa, e agora, com exceção do miado rouco ocasional, ele olhava para fora da janela, como se hipnotizado. “Ele está indo bem.” Ela estendeu a mão para trás e coçou sob o queixo.

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Jackson olhou para o relógio. “Graças ao tráfego, esta viagem levou mais tempo do que deveria.” “Só um pouco.” Sua preocupação com Arizona o deixou frio e distraído. Alani sabia que ele tinha um plano, ela apenas não achava que fosse gostar. Agora que a menina tinha um nome, Alani queria saber mais sobre ela. Mas ele se tornou evasivo, defensivo e cada vez mais distante. “Você tem que estar com fome, também.” “Talvez.” Ele não olhou para ela. “Mas eu tenho outras coisas para cuidar primeiro.” Significava Arizona? Será que ele achava que ela não entenderia? Mais do que a maioria, ela sabia o quão difícil pode ser para uma mulher superar o trauma de tal experiência. Ela queria falar com ele sobre isso, mas duvidava que em seu estado de espírito atual, que ele fosse receptivo. “Existe um número de trabalho onde você pode chamá-la?” Ele hesitou, sua frustração clara, então balançou a cabeça. “Eu tentei a escola já.” “A escola?” “Sim, é...” furioso consigo mesmo, ele esfregou a parte de trás do pescoço. “Esqueça isso.” Não era provável. Como ela continuou a olhar para ele, ele olhou para ela e apertou a boca como se ela tivesse acabado de coagi-lo a fazer uma grande admissão. “Eu tinha matriculado ela na escola, certo? Mas juro por Deus, que a menina corre mais do que ela permanece parada. Parece que a cada dois meses, a escola tem que entrar em contato comigo. Eu pensei que era o que tinha acontecido de novo, mas agora...” Frustrada, Alani perguntou: “Quantos anos ela tem?” Mais uma vez ele olhou para ela, depois à distância. “Ela só tem vinte anos.” Vinte era uma mulher, não uma menina. A contragosto, ele acrescentou: “Ela precisava de alguma educação.” Hum. Okay. Virando para ele, Alani perguntou: “Uma faculdade?” 292


“Yeaaaah.” Ele arrastou a palavra. “Bem, como uma espécie de escola de garotas.” Alerta para o que ele não disse, Alani se apoiou no canto do assento. “Uma escola só de meninas, você diz?” “Sim.” Esfregou novamente seu pescoço. “Mais como... uma pequena faculdade de mulheres. Você sabe, quando você começa uma educação e também aprender toda essa baboseira sobre as funções e material da sociedade.” Sem perceber, ela sentou-se para a frente novamente. Certamente, ele não quis dizer escola de acabamento. “Você está brincando, certo?” “Ela queria ir!” Cor subiu o pescoço. “Ou pelo menos, eu pensei que ela quisesse.” Fascinada, Alani percebeu os sinais de seu desconforto. Por que tudo isso o incomodava tanto, e se ele o incomodava, então por que ele fez isso? “As escolas exclusivas como esta custam uma fortuna.” Ele bufou. “Sim, eu sei.” Mas então, se era tão caro... Ocorreu-lhe que ela realmente sabia pouco sobre a situação financeira de Jackson. “Você pode pagar por isso?” “É um absurdo o que eu ganho trabalhando com Dare e Trace. Eu pensei que eu tivesse um bom emprego na construção civil, mas isso?” Ele balançou a cabeça. “Eu tenho uma casa, terreno, um carro decente. Em que mais eu vou gastar?” Alani não conseguia assimilar. Distraidamente, comprando-se um pouco de tempo para pensar, ela virou para trás para acariciar o gato. “Então, você resgatou esta jovem mulher e depois... o quê? Você se sentiu obrigado a ajudá-la a consertar a sua vida? Eu posso entender isso.” Mais ou menos. Mas o financiar a faculdade ampliou muito a definição de generoso, especialmente um colégio caro, exclusivo, não importava o quão lucrativo fosse o trabalho com seu irmão. Mas além da contrapartida monetária, tal generosidade sugeria um relacionamento mais íntimo com Arizona. 293


“Ela é uma boa menina,” disse Jackson, mas ele parecia incomodado. “Mmm-hmm.” Algo não estava certo. “Então, você está pagando para ela ter uma educação especializada, com o objetivo final de ser...?” “Você não tem que fazer isso soar tão estranho.” “Será que eu não tenho?” Sobrancelhas elevaram em seu tom brusco, ela ponderou seu humor. Apenas quanto Arizona significava para ele, e de que maneira? “Ela é bonita?” “Muito.” Ele fez uma pausa, balançou a cabeça. “Não, isso não é exato. Arizona é mais do que bonita. Ela é linda de morrer. Uma bomba exótica. Belo rosto e o corpo como um... “Ele mudou de posição, respirou e alterado. “Ela tem um corpo legal.” Voltando a enrijecer, Alani olhou para ele. Mesmo que ela sentisse compaixão por Arizona, ela não podia deixar de ficar irritada por sua descrição. “Não diga.” “Agora não fale assim. Ela é uma criança.” “Você disse que ela tem vinte.” Cauteloso, ele roubou um rápido olhar para ela. “Certo.” Seu olhar não se alterou. “Tenho vinte e quatro anos.” “Eu sei quantos anos você tem, querida.” Ele flexionou os dedos como se estivesse tentando aliviar a tensão. “Podem ser apenas quatro anos, mas acredite, há muita diferença entre Arizona aos vinte anos, e você aos vinte e quatro anos.” Algo o mantinha no limite. “Verdade?” “Um mundo de diferença.” Se ele não estava preocupado em discutir o apelo físico de Arizona, então por que ele ainda parecia tão... suspeito? “Que tipo de diferenças?” “Você é sofisticada. E madura.” Algo escuro, algo de lobo, encheu seu olhar. “E você me faz louco de tesão.”

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E Arizona...não? Mordendo o lábio, Alani pensou sobre isso, sabia que ela não deveria pressionar, mas não conseguiu segurar. “Então, você e Arizona nunca...?” “Não.” Ele dirigia a longa viagem para a propriedade de Dare. “Deus, não. Nada disso.” Será que ele tinha que fazer a ideia soar tão absurda? “Se ela é tão atraente —” “Você tem que entender, querida. Quando eu conheci o Arizona, ela estava tão ferida, de tantas maneiras, que de jeito nenhum eu poderia pensar coisas assim. Ela não queria confiar em mim, mas ela não tinha opção, não tinha ninguém.” Ouvi-lo dizer isso partiu o coração de Alani. Pelo que Jackson tinha dito a ela, Arizona tinha sido mantida em cativeiro por muito mais tempo que ela. E depois que Dare a resgatou, ela foi encapsulada em amor, cercada por entendimento. Dare e Trace tinham tido certeza disso. Mas Arizona não tinha ninguém. “Isso é indescritivelmente triste.” Sacudido, ele olhou para ela e balançou a cabeça. “Sim.” Será que ele esperava que ela reagisse mal? Que fizesse grandes suposições apesar do que ele lhe disse? Ou estava apenas incerto sobre fazer uma coisa maravilhosa para alguém em necessidade? Em sua contemplação contínua, Jackson mastigou o lado de sua boca. “As mesmas pessoas que sequestraram Arizona também mataram os pais dela. Mas mesmo antes disso, ela teve uma vida de merda.” Culpa fez Alani afundar um pouco no assento. Tinha passado muito pouco tempo com os traficantes e ainda tinha pesadelos. Como deveria ser para Arizona? “Eu estou feliz que ela tem você, então.” E talvez, se as coisas corressem bem ela poderia conhecer Arizona, também. Ela adoraria ter uma oportunidade de falar com ela.

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Jackson não parecia ouvi-la. “Ela era estava tão malditamente aterrorizada e agressiva e desconfiada, mesmo depois que eu disse a ela que os bastardos tinham ido embora. Ela não queria dizer seu nome ou qualquer parte de seu passado.” Deixe para Jackson mostrar tanta paciência para conquistá-la. “Estou feliz que você tenha sido capaz de convencê-la a ficar por perto.” Ele bufou. “Não é provável. Decidimos que ela precisava de um novo nome de qualquer maneira. Você sabe, para uma nova vida. E desde que eu a encontrei no Arizona...” Ele encolheu os ombros. Meu Deus. Seus pensamentos voaram. “Você nomeou-a?” “Novas identificações falsas, a coisa toda. Para o mundo, ela é oficialmente Arizona Storm.” Porque ele a tinha encontrado em uma tempestade? Isso beirava ao risível se não fossem as circunstâncias trágicas. “Ela atende por um apelido?” “Sim? Na escola pensaram que nós éramos irmãos.” Ele sorriu um pouco pela memória. “Não que alguém jamais pensaria que somos parentes.” “Você deu a eles um nome diferente para si mesmo?” “Claro.” Curiosidade a corroía. “Você tem uma foto de Arizona?” Ele balançou a cabeça. “É muito perigoso. Se alguma coisa acontecesse comigo, eu não queria que ninguém fosse capaz de localizá-la. Ela e eu temos um plano de emergência. Se ela estiver com problemas, então eu espero como o inferno que ela se lembre dele.” Virando a cabeça, Alani disse, “Ok, vamos voltar um passo. Faculdade para mulheres?” “Com um pouco de ajuda, ela teve seu GED. Eu sabia que ela queria continuar a sua educação, mas ela não queria que eu gastasse meu próprio dinheiro e ela não tinha nenhum recurso próprio. Insisti para que ela tivesse um carro e uma arma...” 296


“Querido Deus.” .”..mas quando ela foi para a escola, disse que era tão socialmente inepta que se destacaria como um peru entre galinhas, ou algo estúpido assim. Ela é geralmente...” Ele olhou para ela de novo, limpou a garganta. “Ela é corajosa. Mas eu sei que ela também é insegura sobre algumas coisas. Coisas que a maioria teria como algo garantido. Como comer em um restaurante, mesmo um que não seja requintado.” Alani tentou imaginar uma jovem tão ferida, e como ela poderia ter se sentido à sombra de Jackson. Ela tinha crescido com Trace e conhecia Dare desde sempre, e sua confiança em-cargatotal ainda poderia intimidá-la. “Graças ao trabalho com o seu irmão e Dare mais de uma pessoa influente me devia, então eu puxei algumas cordas e arranjei para ela frequentar a escola exclusiva. É esta pequena faculdade de luxo na costa leste. Pelo preço certo, eles saem do seu caminho para fazê-la se sentir como uma rainha. E estar ali a manteve segura, ocupada e pensei, por um tempo de qualquer maneira, que ela estivesse finalmente feliz.” Não importa quão bem intencionado, esse tipo de atmosfera seria assustadora para qualquer um. “Acho que ela não estava?” “Eu não sei.” Ele se aproximou do o monitor de segurança da casa de Dare. Ele sentou-se ali por um momento. Por fim, tirou os óculos e olhou para Alani. “A coisa é, eu não sei mais o que fazer com ela. Não era seguro para ela ficar sozinha, mas mantê-la na mesma casa comigo não era... certo.” Isso a atingiu como um tsunami. “Ela queria muito mais com você, não queria?” Como se esperasse recriminações, deixou cair a cabeça para trás. “Eu nunca falei com ninguém sobre isso.” Alani aproximou. “Por que não?”

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“É... pessoal. Para ela, quero dizer. Bem, para mim também.” Ele olhou-a. “Muitas pessoas não entenderiam.” Oh, certo, ela entendia tudo. Era injusto que um homem pudesse ser tão incrivelmente lindo, tão sexy e tão generosos também. Ela simpatizava com Arizona porque realmente, quem poderia resistir a ele? Ela não podia. “Eu estou contente que você estesja me contando.” Ela queria sua confiança, tanto quanto ele queria a dela. “Você sabe, eu entendo seus sentimentos. Você é gentil, e não é exatamente um ogro.” Ele havia roubado seu coração tão facilmente. “Não é culpa sua que Arizona procurava por algo mais.” Beliscando a ponte de seu nariz, Jackson disse: “Deus, foi estranho.” Ele virou a cabeça para encará-la. “Ninguém nunca tinha feito nada por ela, e fez com que ficasse confusa com os meus motivos de ajudá-la. Ou talvez ela quisesse fazer alguma coisa para retribuir.” Ele esfregou as mãos sobre o rosto, e sua voz caiu baixa. “Arizona nem sempre é fácil de entender.” Ele disse isso como se fosse um grande eufemismo. “Ela quebrou meu coração. Eu queria protegê-la e fazê-la feliz, sabe? Mas essa ideia era tão estranha para ela que ela não poderia aceitá-lo simplesmente.” Alani não poderia imaginar um homem mais sexual do que Jackson. E por sua própria admissão, Arizona era uma beleza. No entanto, ele não havia se aproveitado dela. Soava como se ele não tivesse sido nem mesmo tentado. Ela percebeu algo muito importante então: Jackson não tinha pena dela. Ele não a via estritamente como uma vítima, porque se fosse assim, ele a trataria da mesma forma que ele tratou Arizona.

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Mas Jackson a queria. Muitas vezes. Ele era tão aberto sobre sua sexualidade que ela sabia que enquanto ele sentia empatia com o que ela passou, ele realmente aceitava que ela sobreviveu intacta. Ele confiava em sua força o que o fez quase irresistível demais para as palavras. Abrindo o cinto de segurança, Alani rastejou sobre o console central para ele. Suas sobrancelhas subiram, mas ele rapidamente abriu o cinto, também. Quando ela escarranchou seu colo ele ajudou, mas perguntou: “O que estamos fazendo aqui, querida?” “Você está sendo maravilhoso, e eu estou mostrando como você é incrível.” “Incrível?” Ele não levou o elogio bem. “Que diabos trouxe isso em?” Tocando seu rosto, Alani sorriu para ele, então suspirou. “Você fez muito.” “Não.” Suas sobrancelhas baixaram e franziu a boca achatada. “Claro que não.” Ele tentou alavancá-la, mas ela o segurou, e com o volante e o console em seu caminho, ele não poderia erguê-la solta. “Droga, Alani, não me transforme em um santo, pelo amor de Cristo. Não foi assim.” “Foi exatamente assim.” Apesar da terrível educação que ele teve, ou talvez por causa dela, Jackson mostrava tanta empatia com os outros. Ele colocava-se lá fora para ajudar a todos, de mulheres vítimas de abuso a idosos e gatos de rua. Mais do que o seu apelo sexual, mais do que o seu encanto sedutor, que roubou seu coração e selou seu destino. “Ainda é assim.” “Não, eu só...” Para calá-lo ela o beijou. Um beijo profundo e completo que se ele percebesse isso, mostrou o amor que ela sentia por ele. Foi a primeira vez que ela tinha iniciado as coisas, e isso a fazia sentir-se poderosa. Ela estava querendo aquele beijo desde que eles capturaram o gato.

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Agora, com o coração cheio e seus olhos enevoados, parecia ser um momento tão bom quanto qualquer outro. Ele alimentou sua alma e esperou que ajudasse a aliviar a tensão de Jackson. Ele continuou a resistir a ela, até que ela lambeu seu lábio inferior. Com um gemido com fome, ele puxou-a mais perto e virou-a um pouco para que ele pudesse assumir o beijo. Uma grande mão afundou em seu cabelo para manter sua cabeça e a outra desceu por trás para que ele pudesse tê-la confortável apertada contra seu corpo. Ele comeu em sua boca, consumindo-a, machucando os lábios e elevantando a temperatura... Até que alguém bateu na janela. Tão rápido que Alani não teve chance de protestar, ele a tinha em seu lugar e sua arma na mão. Fora da janela, com os braços no ar em sinal de rendição cômica, Chris zombou ele. “Se você atirar em mim, Dare não vai gostar.” Hoje Chris usava shorts cáqui esfarrapados com uma camiseta desbotada ostentando um logotipo musical que pareciam como se tivessem sido usados para nadar no lago. E eles provavelmente tinham. Magro e atlético, Chris era lindo em seu próprio estilo. Seus pés estavam nus, o cabelo preto despenteado pelo vento e pela água, os olhos azuis tão irreverentes como sempre. Ao lado dele, os cães de Dare – Sargie e Tai – abanavam os rabos de emoção pelo encontro. Com a mão sobre seu coração, Alani gemeu, mas o som se transformou em uma risadinha envergonhada. Tanta aflição, pobre Chris. Ele não só os encontrou aos amassos no portão, mas Jackson ainda tinha a arma apontada para ele. Ao contrário de Dare, Chris não cozinhava, e ele não tinha senso de moda além do confortável desleixado, mas era um bom amigo, assistente pessoal, gerente, gênio em computador 300


e administrador da casa de Dare, Chris não costumava ficar nervoso com armas e homens Alpha. Na maioria dos casos, a sua inteligência afiada combinava com a de Dare. Quando Chris inclinou-se para vê-la melhor, Alani murmurou: “Desculpe,” para ele e recebeu uma piscadela em troca. Ignorando a arma, ele disse: “Há um quarto vazio lá dentro se vocês quiserem mudar esta pequena festa-do-amor para a casa.” Ela esperou que Jackson fizesse alguma réplica, mas ele ficou lá, decepcionado, confuso, comicamente hostil, quando Chris se afastou. “Eu nem sequer ouvi o portão abrir.” “É mantido bem oleado.” O olhar de valor inestimável que permaneceu em seu rosto tinha Alani sufocando uma risada. “Está tudo bem, Jackson. Vou dizer a Chris que foi tudo culpa minha.” “O inferno que você vai.” O gato saiu da caixa para ficar com suas patas dianteiras contra o assento de Jackson. Seu olhar esmeralda ia e voltava entre eles, e, depois de um miado grave profundo, ele saltou para cima e sobre o colo de Jackson. Um carro buzinou e Alani se virou para ver que Dare tinha parado atrás. Trace não estaria muito longe. Ainda respirando com dificuldade, Jackson guardou a arma, dando-lhe um olhar carrancudo que prometia vingança. Como se ele lidasse com seu um animal de estimação favorito mais antigo, ele puxou o gato até o peito e ignorando Chris, atravessou o portão. O silêncio durou alguns segundos a mais antes de dizer: “Eu espero que você pretenda terminar o que começou.” “Absolutamente.” Ela mal podia esperar. Agora que tinha decidido o que queria, ela pretendia ir atrás disso com força total. 301


“Sexo,” afirmou. “Sem toda essa merda mole envolvida.” “Merda mole?” “Sim.” Ele fez uma careta para ela. “Essa bobagem sobre eu ser maravilhoso.” Na sua primeira noite juntos, Jackson tinha dito que a amava. Ela sabia agora que provavelmente tinham sido as drogas falando, as mesmas drogas que atrapalharam tanto seus que ele não tinha pensado em usar proteção. A realidade era que ela poderia estar grávida. Se fosse esse o caso, ela queria que Jackson retribuísse o seu amor antes que ela lhe contasse. Ela queria Jackson. Agora e sempre. Se ele não sentisse o mesmo, então a gravidez não iria mudar isso. Mas ele era honrado o suficiente para provavelmente quer se casar com ela. Ela não queria que ele se sentisse preso. Ela queria que ele quisesse. Queria ouvi-lo fazer uma outra declaração de amor, mas desta vez, sem a influência de drogas. Cuidando para não bloquear a entrada que Dare usaria, ele estacionou fora da garagem. Ela sabia que ele estava esperando que ela discutisse com ele mas ela não tinha intenção de fazê-lo. “Isso vai ter que ser uma rapidinha.” “Ok.” Alani sorriu para ele. Ele franziu o cenho um pouco mais. “Não é que eu não queira fazer isso durar, mas eu vou ter que voltar o mais cedo possível.” Ele estaria indo embora mas ela não? “Voltar para onde?” “Quando eu voltar,” ele disse a ela: “Eu prometo que será mais completo.” Ele deixou o carro sem responder à sua pergunta. Não dando a ele uma chance de abrir a porta, Alani se apressou a segui-lo. Ela queria que Jackson soubesse que ela compreendia o trabalho que ele fazia e era forte o suficiente para lidar com isso. Ela não ficaria em seu caminho mas iria partilhá-lo com ele. 302


Se ele não aceitasse isso eles não poderiam partilhar um futuro juntos. O que ele fazia era uma parte muito grande dele para que ficasse entre ele e seu trabalho. “Você está indo atrás de Arizona, não é?” Ele deu um aceno brusco, enquanto acariciava o gato em seu caminho através da garagem. “Muita coisa aconteceu, e agora ela não atende o telefone. Eu tenho que saber que ela está bem.” “Eu entendo.” Os outros iriam se juntar a eles em breve, por isso ela não perdeu tempo. “Vai ser perigoso?” “Eu não penso assim. Se ela se lembra do plano de emergência – e ela é espontânea, mas não tola, por isso ela deve lembrar – então eu estarei de volta até amanhã na hora do jantar.” Ele virou os aquecidos olhos verdes para ela. “Isso é algo que tenho que fazer.” Para piorar algo em se estômago de repente vibrou, Alani respirou fundo. “Claro que é.” E para o bem do seu futuro, ela faria o que ela tinha que fazer também. Uma hora mais tarde, todos estavam reunidos na casa de Dare. Alani ainda não tinha tido a oportunidade de “terminar o que tinha começado” com Jackson, porque ela mal o viu uma vez que eles estavam todos na casa. Perguntou-se sobre a sua falta de atenção. Tendo que esconder Marc em outro lugar e sendo incapaz de encontrar Arizona, ele tinha as mãos cheias, ela entendia isso. Mas ele sempre tinha as mãos cheias e ainda assim ele perseguiu-a e foi tão incrivelmente atento... que ela se sentia mimada. A última coisa que Jackson precisava agora era uma mulher grudenta. Ela seria solidária com ele e quando o tempo o permitisse eles conversariam em particular. Os homens estavam há muito tempo na cozinha. “Conversa de rapazes” Priss explicou com um ar de satisfação. Ela e Molly, gentis como sempre, ficaram com Alani enquanto ela arrumava o quarto de hóspedes e colocaram a conversa em dia. Eles estavam muito curiosas sobre seu recente relacionamento com Jackson. 303


Contando o máximo que poderia sem revelar suas inseguranças, Alani compartilhou o que havia acontecido. “Se ele for qualquer coisa parecido com o seu irmão,” disse Priss “Estou surpresa que ele a deixou sair da cama.” Isso a fez corar e Molly deu risada. “Às vezes,” Molly confidenciou, “Dare não. Deixa sair da cama, quero dizer. Felizmente Chris torna-se invisível nesses dias, ou eu seria eternamente envergonhada.” Elas riram. As duas mulheres eram muito diferentes e muito divertidas. Alani gostava muito delas. “Antes de Jackson,” Alani admitiu: “Eu não estava muito interessada. Agora... bem, graças a ele, eu tenho dificuldade em pensar em outra coisa.” Molly sorriu para ela. “Bom dia, tarde e noite, eu sei.” Priss concordou. “E os caras são tão machos, eles são às vezes até três vezes por dia.” “E, ocasionalmente, quatro vezes,” disse Alani. Ela riu-se, até que se deu conta do tanto que as mulheres estavam olhando para ela. “O que?” “Isso foi uma piada, certo?” Priss levantou as sobrancelhas. “Quatro vezes?” “Uh... não.” Isso era tão incomum? Alani sentiu seu rosto ficando quente. Jackson tinha reivindicado ser uma máquina de sexo. Se ele testava falando sério? “Não é brincadeira.” “Isso realmente aconteceu?” Molly olhou boquiaberta. “Sério?” “Mais do que uma ou duas vezes?” Priss esclareceu. Desde que tinha acontecido um pouco com Jackson e que de fato parecia ser a norma, quando as circunstâncias permitiam, ela limpou sua garganta. “Muitas vezes.” Priss caiu para trás com os olhos arregalados. “Ele é de aço “ “Espere.” Molly levantou uma sobrancelha com desconfiança. “Isto foi quando ele estava drogado?”

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“A primeira vez, sim.” Vendo-as como grandes confidentes, Alani sacudiu sua timidez e se inclinou por “Mas, desde então, também, ele tem sido... insaciável.” Priss e Molly se sentaram silêncio por um momento e então começaram a rir. “Esse cara,” disse uma, e “é um hedonista,” disse a outra. Alani se viu sorrindo, também. “É muito maravilhoso, eu tenho que dizer.” Molly a abraçou. “Fico feliz em ouvir isso.” “Toda essa conversa sobre sexo me fez querer ver Trace.” Priss falou. “Vamos encontrar os caras.” “Sim,” disse Molly. “Eu preciso deixar Dare saber que ele tem sido um preguiçoso.” Eles caíram em um ataque de riso novamente. Alani balançou a cabeça para elas, mas ela continuou sorrindo, também. Esperançosa de que ela e Jackson pudessem terminar a conversa, ela decidiu ficar para trás. “Vocês vão indo. Eu estarei lá em breve.” Ficando no quarto, ela esperou por Jackson pelo que parecia uma eternidade. Quando ele finalmente veio a ela foi apenas para lhe dizer que todos a tinham convocado para a sala para uma conversa e comida casual. Ele levou o gato, dando-lhe mais atenção do que a ela. Desapontada, mas não desesperada o suficiente para mantê-lo sozinho com ela no quarto quando ele não demonstrava interesse real e todo mundo esperava por eles, Alani foi junto para se unir aos outros. Dare sentou em uma cadeira grande com Molly em seu colo. Ele deu a Alani um longo olhar quando ela entrou, até que Molly lhe deu uma cotovelada. Seu irmão e Priss ficaram ao lado da lareira. Priss segurou seu rosto e sussurrou algo em seu ouvido. Ele recuou, sacudiu a cabeça. Ela deu um sorriso lento e murmurou algo novo. 305


Ele virou uma carranca escura para Jackson, mas quando Priss começou a rir, ele desistiu e apertou-a. Enquanto Alani lutava para não corara, Jackson olhou para cada expressão variável. Por fim, ele disse: “O quê?” “Exibicionista,” Dare disse. “Mas agora eu me sinto desafiado.” Molly fingiu desmaiar, fazendo Dare rir de novo. Ainda confuso, Jackson olhou para Trace, mas ele disse: “Esqueça. Se você quer saber, fale com a minha irmã.” Então ele transferiu seu olhar perplexo para Alani. Ela limpou a garganta e deu de ombros. “Vamos discutir isso mais tarde,” disse ela em um tom severo. E todo mundo rachou de novo, até mesmo seu irmão. Apesar de sua vergonha, um sentimento de contentamento caiu sobre Alani. Dare e Trace tinham encontrado alguém muito especial para eles. Jackson merecia alguém especial também. Ela queria ser essa pessoa. Se seu irmão e Dare podiam fazer isso funcionar apesar dos perigos de seus empregos, então certamente ela poderia, também.

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Capítulo Dezoito MUITO em sintonia com seu estado de espírito atual, Alani continuou a assistir Jackson. Quando sua expressão permaneceu impassível e de alguma forma distante, ela desistiu. Por mais que ela o amavasse, ela não iria correr atrás dele. Mas na primeira oportunidade, ela exigiria que ele explicasse seu mau humor. Depois que ela se sentou – sozinha – na cadeira restante, Jackson sentou em uma extremidade do sofá. Se alguém notou o significado disso eles mantiveram para si. Com Molly enrolada contra seu peito, Dare disse: “Chris pode querer manter o gato depois do veterinário dar-lhe um atestado de saúde.” Ambos cães de Dare, Sargie e Tai, estavam sentados perto dos pés de Jackson, muito atentos a um novo animal de estimação em casa. Mas Liger, o enorme gato de Priss, que sempre vinha com ela quando ela visitava, foi direto para Trace. Embora Liger pesasse quase 11 quilos, ele deu um salto ágil para os braços de Trace. Trace segurou o gato de um lado e Priss do outro. “Uma vez que o veterinário limpe-o, vamos apresentá-lo para os outros animais.” “Eu odeio deixá-lo.” Jackson acariciou sob o queixo do gato. “Ele não tem as garras dianteiras, mas se tivesse, elas estariam furando minha pele agora.” Ele era tão gentil com o gato que Alani se perguntou como ele seria com um bebê. Seu coração inchou. Jackson havia se esquivado de falar de família ou compromisso, mas se ela estivesse grávida, o que ele pensaria? Como ele se sentiria?

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“Ele vai se ajustar bem. Meus meninos não vão machucá-lo.” Enquanto Dare falava acariciava com as pontas dos dedos para cima e para baixo o braço nu de Molly. “Eles adoram tudo e todos.” “Você sabe como vai chamá-lo?” Perguntou Priss. Jackson olhou para Alani. “O que você acha?” Que ele mesmo contrariado a incluísse na decisão a deixou ainda mais confusa. “Eu não sei.” Ela estudou o gato. Graças à disposição do pelo comprido em sua cara, ele parecia usar uma carranca perpétua. “Ele parece muito triste, contudo.” Um sorriso fugaz passou pela boca de Jackson. “E ele meio que parece um gremlin, não é?” Inclinou-se ao redor para ver enormes olhos do gato. “Grim por enquanto, então. Eu gostei. O que você acha?” Todo mundo adorou o nome. Enquanto Jackson continuou a falar com o gato, Chris trouxe uma bandeja de café, refrigerantes e sanduíches. Ele colocou tudo sobre a mesa de café e sentou ao lado de Jackson. Ele coçou a orelha do gato. “Quer que eu o leve enquanto você come?” A hesitação de Jackson fez mais alguns pontos no coração de Alani. Em tão pouco tempo ele já tinha se ligado ao gato e como parecia ser habitual para ele, já se sentia protetor. Mais que um pouco faminta, ela levantou-se para pegar um pouco de comida, esperando isso fizesse Jackson fazer o mesmo. Ele havia trabalhado durante todo o dia, sem se alimentar. “Você sabe que Chris é bom com os animais.” Molly disse: “Chris é bom em tudo.” Dare bufou mas não discordou. Ele e Chris tinham sido o melhores amigos a vida toda e agora Chris administrava a casa para ele. Ele fazia de tudo, desde a organização dos jardins e reparadoros até as compras de supermercado e lavanderia, além de trabalhos do computação e recados. Dare confiava nele completamente, e felizmente, Chris e Molly se davam muito bem. 308


“Eu acho.” Relutantemente, Jackson transferiu Grim para braços de Chris. Despreocupado com pelos de gato ou de um possível arranhão, Chris chamou o gato para perto e começou a acariciá-lo. Em vez de comer, Jackson caminhou até as portas do pátio para olhar para fora no lago. Chris se recostou com Grim e em poucos segundos ele estava ronronando alto. “Já liguei para o veterinário, por sinal. Ele estará aqui em breve para examiná-lo. Depois de um check-up, ele pode recomendar os cuidados ele pode precisar. Para hoje à noite, eu fiz-lhe uma cama e caixa de areia na minha lavanderia. Amanhã, depois de certificar-me que todos os animais se dão bem, eu posso ir até a cidade para comprar uma colar e tudo mais que ele precisa.” “Você vê?,” disse Molly. “Ele não é maravilhoso?” “Sim.” Voltando-se para a sala, Jackson disse: “Eu preciso de um Chris.” Porque Chris era gay, Dare sufocou e Trace riu. Chris, ergueu uma sobrancelha escura e disse: “É... não.” “Eu não quis dizer desssa forma.” Seguro de sua masculinidade, Jackson não se ofendeu com as risadas quando se virou para olhar a sala. “Eu quero dizer que agora que eu tenho uma casa, eu preciso também alguém em quem possa confiar para mantê-la funcionando.” Alani fez questão de não olhar para ele, mas seu coração acelerou. Ela tentou parecer relaxada mas sentia a atenção de Jackson sobre ela. “Quando eu precisar ficar afastado por uma semana ou mais, seria bom saber que alguém está cuidando das coisas.” Isso foi uma dica? Uma sugestão? Ou apenas uma observação com base na maneira com que Dare e Trace administravam suas próprias casas? “É difícil ter plantas ou animais de estimação... em alguém por perto diariamente.” Molly concordou. “Eu sou um um tipo único.” Chris disse-lhes. “Eles quebraram o molde depois de mim.” 309


Dare bufou. “Graças a Deus.” Trace deu a Jackson um olhar revelador. “Priss mantém nossa casa funcionando bem e ela mantém a minha vida malditamente bem organizada, também.” “Ele concordou com a minha ajuda sob coação,” Priss disse a eles. “Na verdade não.” Trace beijou sua testa. “Eu apenas não quero você envolvida em algo perigoso...” “Vivas, vivas!” Dare disse, levantando o refrigerante em um brinde e ganhando um abraço de Molly. .”..mas você é ótima com o computador e em rastrear registros. E você tem uma mente diabólica quando se trata de decifrar os motivos e as probabilidades dos maníacos.” “Isso significa que eu sou uma boa colaboradora.” Priss sorriu. Muito chocado com esta revelação, Jackson disse: “Você fala com ela sobre...” Ele percebeu o olhar desafiador de Priss e repensou suas palavras. “Você sabe... o negócio?” “Às vezes, com certeza.” Trace encolheu os ombros. “Eu confio nela, e ela é boa em me ajudar a encaixar as peças do quebra-cabeça.” “Mas você sabe que ainda há muita coisa que você não me conta.” “Vou me defender com a quinta emenda sobre isso.” Trace a beijou antes que ela pudesse protestar. “Eu tenho que ser cuidadoso com o que eu digo,” Dare menciou. Molly sorriu. “Ele se preocupa que eu vou pegar emprestado segredos de trabalho para um dos meus livros de suspense.” Ela bateu em seu ombro. “Mas é claro que eu não faria.” Todos riram. Começando a ficar impaciente sob o olhar implacável de Jackson, Alani olhou para cima. Ela sentiu o toque de seu olhar claro dentro da sua alma. Ela tentou um sorriso, mas ele estava tão contido que não retornou o gesto. 310


Determinada a ser pró-ativa, pegou um sanduíche e um refrigerante e se juntou a ele no outro extremo da sala. Mesmo cheia de dúvidas ela segurou seu olhar e seu sorriso. “Você deveria comer.” Ela ofereceu-lhe um sanduíche. Ele tomou tudo dela e colocou sobre a mesa atrás dele. Levantando uma longa mecha de cabelo dela, ele a trouxe até o seu rosto, os olhos fechados em uma expressão de dor. “Você tem o cabelo mais incrível. Tão malditamente macio.” “Jackson?” Ele puxou-a em seus braços, o nariz em sua têmpora, sua mão deslizando em seu cabelo, em torno de seu crânio. “É quase tão bonito quanto seus olhos.” Ele parecia um pouco... desolado. “O que foi?” ela sussurrou. Os outros estavam falando, fingindo não lhes dar nenhuma atenção. Ela e Jackson sabiam melhor; nada passava por Trace e Dare. Ele apertou um beijo demorado em sua testa, em seguida, beijou a ponta do nariz, a maçã do rosto. “Não me tome por algo que não sou, ok?” “Você está me preocupando, Jackson.” “Mmm.” Ele virou-a de forma que encostasse contra a porta do pátio, e a protegesse dos olhares dos outros com seu corpo. “Isso é algo que eu nunca quero fazer.” Ela exalou com força. “Cuidado e preocupação andam de mãos dadas. Mesmo que você não tivesse um trabalho tão perigoso, haveriam momentos de preocupação.” Ela descansou a mão sobre o forte batimento cardíaco dele. “Eu não posso fazer nada. Eu sou mulher.” “Muito mulher,” ele murmurou. Agora isso soava mais como Jackson. “Então você está finalmente a percebendo isso?” “Alguma vez eu deixei de perceber?” Não lhe dando uma oportunidade para responder, ele disse: “Há muita coisa para decidir, muito a ser feito.” 311


Ela não gostava do som disso, nem um pouco. “Como o quê?” Ele olhou para sua boca e depois para cima em seus olhos...e seu celular tocou. Por um segundo, ele congelou. Todos se voltaram para eles. Alani viu a mudança em seu comportamento e postura, como passou a duro e decidido, escuro e perigoso em um nanossegundo. Ele se afastou dela para tirar o telefone do bolso do jeans. Ele olhou para o identificador de chamadas, e seu sorriso de satisfação lhe deu calafrios na espinha. “É Arizona.” Dare e Trace prestaram atenção. Suas esposas também. Alani estendeu a mão para tocar Jackson, mas quando ele abriu o telefone para atender, saiu de seu alcance e, em seguida, para sua descrença, ele virou as costas para ela.

INSTINTIVAMENTE PRECISANDO afastar Alani de qualquer ameaça possível, Jackson separou-se dela antes de atender o telefone. Ela já tinha alguma confusa percepção distorcida dele, pensando que ele tudo sobre nobreza e honra. Ele não era um maldito santo. Longe disso, e não queria que a preocupação dele com Arizona se somasse à sua confusão. Sua aceitação rápida das coisas o tinha deixado cambaleando. Não era o que ele esperava. Ciúme, sim. Irritação, talvez. Ele deliberadamente tinha escondido coisas dela... ainda escondia coisas dela, mas ela aceitou tudo com facilidade. Ela era tão malditamente compreensiva que fazia seu cérebro rodar. Será que ela tão facilmente aceitaria que Arizona era uma parte de sua vida agora? Ele não poderia abandoná-la. Mas ele não iria desistir de Alani, também.

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Cansado de especulr, Jackson colocou o telefone no ouvido e seguindo o protocolo, não disse nada. Ele apenas esperou. “É Arizona.” Alívio endureceu sua espinha ainda mais. Ele foi direto ao ponto: “Você está bem?” “Sim, com certeza.” Ele não estava comprando isso, não até que ele visse por si mesmo. “Onde está você?” “Beeeeemmm... Essa é a coisa. Eu estou em uma espécie de... estrada.” Ele andou longe da porta, desejando que tivesse uma verdadeira privacidade ou mais ao ponto, que as mulheres não estavivessem na sala. Mas malditos fossem Dare e Trace, nenhum deles fez um movimento para que isso acontecesse e ele sentiu a intrusão das esposas, de Alani, como uma imposição. “Eu liguei.” “Você ligou?” Ela parecia surpresa, mas sem pedir desculpas, disse: “Não foi possível responder.” “Por que não? “Em seguida, ocorreu-lhe que se ela não estava retornando suas ligações anteriores, ela tinha que ter um motivo. “O que há de errado?” “A coisa é, eu não quero você em pânico.” Insultado, ele caminhou até a janela para olhar para baixo no lago. “Eu não me assustei.” “Sim, certo. Bem, então, eu não quero que você saia em uma fúria assassina. Como é isso?” Determinado a descobrir a verdade, ele perguntou em voz baixa: “Por que eu iria querer fazer isso?” Sua atitude sarcástica sempre escondeu o medo. Tão inatingível quanto ela permaneceu, ele conhecia muito sobre ela. “Diga-me o que está acontecendo, Arizona. Agora.” Ela deu um suspiro longo e dramático. “Ok, tudo bem, não fique todo irritado.” “Arizona.” “Eu perdi o celular. Ou seja, eu perdi o celular que você provavelmente estava chamando. Eu ainda tenho um comigo.” 313


Assim como ele, Dare e Trace tinham dois celulares, ele tinha dado Arizona dois, uma para emergências reais e um apenas para conversas. “Como?” “Um cara que conheci em um bar.” “Onde está você?” Ela tinha usado o telefone para ligar para ele, então algo tinha que estar seriamente errado. Pronto para ir atrás dela, ele deu alguns passos, mas não sabia para onde ir, o que o deixou furioso. “ Eu estou bem, Jackson. Honestamente. Nossa, respire um pouco, ok?” Ele seria condenado. “Você tem certeza de que está bem?” “Eu estou ótima, eu juro. Não estou ligando por ajuda. Agora, se você me deixar terminar...” “Você disse que estava em um bar?” Ele não sabia que bare de renome iriam servir de bom grado uma garota menor de idade. Mas ele sabia muita coisa que deixariam acontecer com uma menina que se parecia com Arizona. Ela riu. “Sim, você já ouviu falar deles. Um buraco onde se vai para beber? Um lugar onde se procura encontros de uma noite para transar?” “Deus me ajude,” ele murmurou mais para si mesmo, e em seguida, “Um bar? Quando? Onde exatamente você está agora?” “Não importa em que bar porque eu estou longe de lá agora. Aconteceu ontem à noite e eu tenho estado na estrada desde então. Quanto a onde estou agora, eu só estou atravessando de Ohio para Kentucky.” “Na auto-estrada?” “Sim.” Então por enquanto ela deveria estar segura. Havia bastante tráfego nas principais estradas e seria difícil para qualquer um chegar até ela sem ficar exposto.

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“E sobre o cara no bar?” Ele estudou o céu. Não anoiteceria até bem mais tarde então ele tinha muito tempo ainda para chegar até ela. Ele queria estar em movimento mas ele precisava de fatos em primeiro lugar. E obter fatos de Arizona era o suficiente para fazê-lo ranger os dentes. “Bem, não exploda uma junta, mas eu meio que briguei com esse grande cara que estava lá para... Veja, no começo eu fiquei confusa com o que ele queria. Mas, eu não sei, talvez ele estivesse ali apenas para pegar os canalhas, tal como eu.” Seu cabelo se arrepiou. Pegar os canalhas? Brigou. Voltando para a sala, em voz baixa, ele disse: “Foi brincar de vigilante de novo?” “Chame como quiser. A coisa é, eu não sei por que ele estava investigando a ralé, mas achei que ele fosse diferente, sabe? Bem, não tão diferente.” Um punho em seu quadril, telefone na orelha, Jackson baixou a cabeça para a frente e gemeu. “O que aconteceu?” “Ele me queria, eu o derrubei, fim da história.” Claro que ele a queria. Arizona tinha esse efeito sobre a maioria dos caras, provavelmente foi por isso que ela esperava que ele também quisesse. “Se foi o fim da história por que você está chamando?” “Essa é a coisa... ele me seguiu. E deve ter afanado minha carteira também, quando nós... bem...” Apertando os olhos fechados, Jackson forneceu a sua palavra para ela. “Lutaram?” “Sim? Isso foi provavelmente, quando eu perdi o telefone, também.” Um sorriso soou em seu tom. “Mas eu posso lidar com ele, de modo que não é por isso que eu liguei.” Ela fez uma pausa, a sua antecipação aumentou, e então ela disse: “É o BMW prata.” Indo rígida, Jackson rosnou, “BMW prata?” Isso fez Dare e Trace ficarem atentos também. 315


“Sim, o mesmo que tentou tirá-lo da estrada. Mas com placas diferentes agora, no entanto.” “O mesmo...” Como diabos ela sabia sobre isso? “Pelo amor de Deus, você vai continuar repetindo o que eu digo, ou você pode me deixar terminar?” Irritado, mas sem escolha, Jackson olhou para Dare e Trace. Eles olharam para trás. Sim, eles não poderiam ajudá-lo. Inferno, quando se tratava de Arizona, ele não podia ajudar a si mesmo. Ele evitou olhar para Alani e balançou a cabeça. “Será que o BMW seguiu você?” “Não mais. Perdi-os cerca de uma hora atrás.” Dedos de alarme apertaram em torno de seu coração. “Mas ele estava seguindo você? Você tem certeza?” Outra pausa, e então, “Na verdade, sabe o que? Seria melhor se nós falamos sobre tudo isso pessoalmente.” Finalmente. “O inferno de uma ideia. Diga-me onde você está e eu vou buscá-la.” “Não há necessidade. Eu vou encontrar você.” “Arizona...” Ele não poderia dar a ela o endereço de Dare. Os problemas de confiança iam em ambos os sentidos. “Vai ser melhor se nós nos encontramos.” “Sim, eu sei. Eu não estava planejando vê-lo esta noite. Eu quis dizer que eu vou descobrir um bom lugar para nos encontrarmos mais perto de onde você está. Mas amanhã, ok? Estou cansada.” Deus, mas ele queria ir busca-la. Agora. Mesmo. Neste instante. Quando ela insistia em fazer sua própria coisa, correndo selvagem e à procura de problemas, ele tinha certeza que ela encontraria.

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De jeito nenhum ele iria deixar ela voltar para casa, onde poderia pôr em perigo Molly, ou qualquer pessoa na casa de Dare. “Hoje à noite funciona melhor para mim.” “Sim, porque você está em pânico Super-Homem. Eu lembro. Mas como você fica me dizendo, eu sou apenas uma garota e eu preciso de descanso.” Ela deu um bocejo eficazmente alto. “Tem sido um longo dia.” Tensão apertava seus músculos. “Ouça-me, Arizona. Quem está na BMW significa problemas. Há muita coisa acontecendo. Muita coisa que você não sabe...” “Eu aposto que você ficaria surpreso com o que eu sei. Como... dois atiradores?” Ele ficou mudo. Não. De jeito nenhum. Mas... provavelmente. Cerrando os dentes, ele disse: “Foi você?” “Tenho que cuidar do meu cara número um, certo?” Ela fez um som beijando no telefone. “Não.” Ela ignorou sua negação e sussurrou. “Mas, ei, não se preocupe com nada disso agora. Eu posso explicar tudo melhor na parte da manhã, depois de ter uma noite de sono. Por esta noite, eu só vou encontrar um canto para dormir.” Jackson ouviu suas despedidas e urgência o invadiu. “Não se atreva a desligar!” “Eu vou estar em contato em algum momento amanhã de manhã.” “Maldição, Arizona, eu quero dizer isso.” Com uma voz muito suave, ela sussurrou: “Se eu precisar de você, Jackson, eu realmente vou chamar. Graças a você, eu me acostumei a viver.” Ele ouviu o sorriso e a verdade que ela raramente admitia. “Eu meio que de gosto.” Ela terminou a chamada.

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Paralisado, sua visão nublada com uma névoa vermelha, levou tudo que Jackson tinha para não esmagar o telefone na mão. Mas se ele quebrasse a maldita coisa como é que ela iria encontra-lo se precisasse dele? E ele sabia que ela precisaria. Ela estava jogando um jogo perigoso. Um jogo que apesar de seus desejos em contrário, não se adequava a ela. Todo mundo olhava, esperando, e foi demais. “Ela desligou na minha cara.” “Ela está bem?” Perguntou Trace. “Ela disse que está.” Mas Jackson não estava acreditando. Na verdade levou tudo que tinha que parecer calmo, para manter uma postura de controle. “Eu não sei onde ela está. Não está na escola.” Ele balançou a cabeça. “Na estrada, ela disse. Entrando em Kentucky.” Alani estava logo atrás dele. “Ela queria encontrá-lo?” “Amanhã. Ela disse que vai chamar de volta e arranjar algum lugar depois que tiver um pouco de sono.” Dare sentou-se para frente. “O BMW prata?” “Ele a estava seguindo.” Ele ouviu Alani suspirar. “Ela disse que o despistou.” “Você acredita?” Ele não sabia no que acreditar. “O segundo atirador na casa? Bem, Alani estava certa.” “Eu estava?” “Partimos do pressuposto de que eram dois inimigos, mas Arizona afirma que era ela.” O silêncio soou mais alto que uma explosão, agredindo os ouvidos. Havia tanta coisa que ele nunca disse a eles sobre Arizona. “Ela estava na minha casa,” Alani disse, “mas ela não tinha como saber de mim ou onde eu morava.” Ela tocou em seu braço. “Portanto, a questão agora é saber se ela seguiu você até lá, ou ela seguiu o atirador?”

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“Sim.” Qualquer que fosse o caso, o fato é que ela estava armada. Se apenas o seguiu, ela fez isso como proteção? Mas por que? O que ela sabia e ele não, para fazê-la pensar que precisava de proteção? A mulher na sua casa, aquela que o tinha drogado... Não. Ele sentiu-se mal por pensar isso. Alani havia descrito a mulher para ele, em meados dos trinta anos, com cabelo curto, ela não parecia nada com Arizona. Mas então, quem? Tantas perguntas sem resposta. Cada músculo em seu corpo estava tenso com a necessidade de esforço. Ele queria correr. Ou nadar. Ou foder. Ele olhou para Alani. Como se ela o lesse como um livro, seus olhos castanhos dourados escureceram. “Você deve comer,” disse ela em voz baixa. “Você vai precisar de suas forças.” Uma promessa? Seu coração começou a tropeçar. Com Grim em seus braços, Chris se levantou e caminhou para um monitor na parede. “O veterinário está aqui.” Ele olhou nos olhos primeiro Jackson, em seguida, Alani. “Sim, por que não eu não cuido disso?” Jackson trabalhou sua mandíbula, tentou encontrar algo lógico para dizer, mas ele não podia. Alani falou. “Obrigada, Chris.” Priss e Molly alternavam seus olhares entre eles. Ele não sabia o que as mulheres procuravam tão atormentadas, e ele não tinha certeza se queria saber. Ele se recompôs, mas não foi fácil. “Eu posso fazer isso.”

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Dare disse: “Não.” Ele pegou a mão de sua mulher e puxou-a da cadeira. “Vamos Chris e as senhoras cuidarão disso. E sim, Alani, isso inclui você.” Alani começou a protestar, mas dare a calou. “É sempre melhor passar por cima de tudo enquanto está fresco na cabeça para obter outra perspectiva.” Sabendo que Dare estava certo, que ele precisava olhar para isso logicamente mesmo que a lógica estivesse fora do alcance, Jackson concordou. “Eu posso ter perdido alguma coisa.” Com a mãos nos quadris, Alani se virou para ele. Ele esperava que ela estivesse magoada. Talvez com raiva. Claro, ela sempre o surpreendia. Dando um passo à frente, ela colocou os braços em volta dele para um grande abraço. Quando ele resistiu, ela o abraçou com mais força, até que seu calor o envolveu e seu perfume encheu sua cabeça. Finalmente ela alavancado para trás e sorriu para ele. “De alguma forma, tudo vai ficar bem.” E com isso, ela saiu. Aturdido, ele ficou ali um minuto antes de perceber que Trace o dissecava com um olhar analítico e Dare parecia impaciente para ir em frente. Dare disse: “Não é uma competição, você sabe.” “O que?” Trace fez um som. “Você está sempre se exibindo. Mas com a minha irmã?” Jackson olhou para eles. Seus músculos se apertaram e mesmo sabendo que ele estava na defensiva sem motivo, ele rosnou: “O que diabos isso significa? Pare de ser tão enigmático.” “Quatro vezes em um dia?” Ele balançou a cabeça. “Sexo,” Dare esclareceu. “Parece que as mulheres têm feito fofoca.”

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“Ah.” Ele tentou organizar as ideias e em seguida, ficou claro para ele o que significava. “Ah.” Alani tinha falado com Priss e Molly? Sobre eles, na cama? Se fosse qualquer outra pessoa, sob quaisquer outras circunstâncias, ele sorriria, se gabaria um pouco, até mesmo aumentaria alguns pontos. Mas não agora, não com Trace usando uma carranca como rosto. Jackson deu de ombros. O que mais ele poderia fazer? “Eu vou ter uma conversa com ela.” Sorrindo, Dare empurrou Trace. “Desde que Alani não estava reclamando, você poderia se acostumar com isso.” Sabendo como as coisas eram novas para ela, Jackson não se importava que Alani falasse com as meninas, exceto que ele queria ser mais para ela do que uma boa foda. Um inferno de muito mais. “Eu acho que sim.” Não tão sério agora, Trace balançou a cabeça. “Bastardo exagerado.” “Sim, bem...” Jackson sabia que ele tinha sido excessivo, mas então, ele não sabia quanto tempo duraria com Alani, o que o levou a tomar o máximo que pudesse, durante o tempo que pudesse. “Esta é uma conversa malditamente estranha.” Trace foi para uma cola. “Espero que não haja mais delas no futuro.” “Eu também.” Ele esperava. Rachando um sorriso, ele disse: “Ela me mantém nas pontas dos dedos.” “Todos elas fazem isso.” Dare disse e ele concordou. “Mais ou menos bom, não é?” Jackson não se incomodou em fingir confusão. “É assustador como a merda, na verdade.” Trace cedeu o suficiente para dizer: “Vai ficar melhor.” Não tendo certeza de que queria comer, Jackson pegou a seu sanduíche e deu uma mordida grande, depois ele disse: “Há coisas que eu realmente não contei a vocês sobre Arizona.” Cruzando os braços sobre o peito, Dare disse: “Agora seria um bom momento, então, você não acha?” 321


“Sim.” Ele bebeu um gole de refrigerante. Não parecia que teria muitas alternativas neste momento. Eles precisavam saber. Melhor tirá-lo do caminho, enquanto as mulheres estavam ocupadas. “Vocês podem querer se sentar.”

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Capítulo Dezenove Quando os homens permaneceram de pé e impacientes, Jackson foi direto ao ponto. “Arizona tem habilidades.” “Isso pode significar um monte de coisas diferentes.” Tomando sua bebida, Trace voltou para sua posição contra a lareira novamente. “Do que estamos falando aqui?” “Quando ela foi pega pelos traficantes... Foi porque eles a flagaram os vigiando.” Sanduíche na mão, ele fez um gesto entre eles. “Assim como nós fazemos. Ela os descobriu, fez algumas chamadas e quando as coisas não aconteceram do jeito que ela queria, ela assumiu a responsabilidade em suas próprias mãos.” Descrença derrubou a postura casual de Trace. Consternado e indignado, ele deu dois passos para a frente. “Ela caça traficantes?” “Algo como isso.” A história era tão triste que Jackson odiava repeti-la. E ele não o faria, não toda ela. Não era sua história para contar. Mas ele poderia compartilhar o esqueleto. “Quando ela tinha dezessete anos, seu pai trocou-a em uma transação de drogas. Quando a mãe dela tentou impedi-lo eles a mataram.” “Jesus.” Dare inalou bruscamente. “Eles provavelmente mataram o pai também, então.” “Sim.” Trace não disse uma palavra; ele estava muito furioso para falar. “Eles a tinham por alguns meses antes que ela escapasse.” Todos sabiam que sob essas condições, um mês se sentiria como uma vida no inferno. “Ela diz que levou um ano para perceber que ela precisava de vingança. A partir de então, até que ela foi capturada de novo e eu a

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encontrei, ela os estava seguindo. Ela sabe o que procurar, como reconhecer os sinais. Ela é um inferno de uma motorista, boa com armas e um ladra mais do que eficiente.” “Ainda?” “Eu não sei.” Ele terminou seu sanduíche. “Eu dei-lhe dinheiro, mas ela odeia isso. Ela prefere roubar de um traficante ou ganhá-lo no jogo que me deixar ajudá-la. Tem sido uma batalha difícil até o fim com essa garota.” “Você confia nela?” “Completamente. Pelo menos, os seus motivos...” Embora ele falasse com calma, por dentro Jackson se enfureceu. “Seus métodos... eu não tenho nenhuma porra de ideia o que ela fez ou o que ela está fazendo agora.” Ele não queria trair a confiança de Arizona dizendo aos outros que ela o chamava de seu cara número um. Ele sabia que ela dizia isso como uma brincadeira carinhosa, que de alguma maneira irracional se sentia em dívida com ele. Assim como ele sabia que ela se ressentia por fazer coisas que não deveria. “Ela acha que salvá-la foi um erro.” “Ela queria...” Não conseguindo terminar, Dare sacudiu a cabeça. “Morrer? Não. Pelo menos, eu não penso assim.” Ele não poderia jurar. Ela gostava de viver agora, ela mesma havia dito isso. “Ela queria ser a única a matar todos eles.” Trace apertou sua mandíbula. “Será que ela tem o que é preciso para fazer isso? Ela é capaz de segui-los?” “Ela diz que é.” Num segundo Jackson ficou mais tenso. Mais um minuto e ele iria implodir. Ele precisava de lançamento físico. Ele precisava de Alani. “Tudo o que ela me diz é que precisa fazer isso.” E o jeito como ela olhava quando dizia isso.... “Ela odeia os traficantes o suficiente. Ela poderia puxar o gatilho? Será que ela puxaria o gatilho? Não tenho a porra de uma ideia.” 324


Trace veio e sentou-se. “Para isso que servia a escola?” “Sim.” Jackson teve que rir de si mesmo. “Ela me disse que tudo o que ela sabia fazer era caçar vermes e se defender. A ideia de todo o trabalho legal, segundo ela, lhe dava arrepios. Mas agora... Você sabe, eu acho que ela aceitou a ideia de ir para a escola porque ela poderia sair do meu radar.” Dare assentiu. “Ela sabia que você reprovaria.” Ele não esperava que soasse duro como um julgamento. “Qualquer homem sensato desaprovaria que uma menina de vinte anos de idade querendo brincar de vingadora sanguinária contra maníacos criminoso.” Com a fome saciada, Jackson esparramou no sofá e se concentrou em esfriar suas emoções ardentes. “Você sabe que a parte é realmente estranha? Ela foi rápida para obter o seu GED. E mesmo estando fora na escola por longos períodos, os instrutores não tinham nada além de coisas boas a dizer sobre ela. De alguma forma, em torno de toda a porcaria que ela viveu, ainda estava no páreo com seus créditos de pós-graduação. Ela ainda conseguiu uma pontuação de 3.7.” “Inteligente e bonita é uma combinação perigosa.” Jackson bufou. “Desde que isso descreve Priss...” “Não,” alertou Trace. Ele empurrou para fora do seu assento novamente e caminhou para longe. Jackson sabia Trace ainda sofria alguns momentos de pânico sempre que ele lembrava de quão perto Priss tinha chegado de realmente se machucar. Ele era especialmente espinhoso sobre a relação dela com Jackson, já que ele tinha visto “os bens,” antes de Trace quando ele ajudou Priss sair do banho, tudo com motivos altruístas. “Se eu não tivesse deixado ela se envolver com o trabalho,” disse Trace de costas para eles, “só Deus sabe no que ela teria se metido por conta própria.”

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“Ela é como um viciado em adrenalina,” Dare disse. “Você tem que admitir, é viciante.” Ele entendia. “Ou seja, foi viciante até que eu encontrei uma maneira melhor de gastar minha energia.” Isso trouxe de Trace de volta e ele até sorriu. “Esposas vêm a calhar para trabalhar fora a tensão, não é?” Levando em conta que ele queria trabalhar fora de alguma tensão com Alani, Jackson concordou. Mas desde Alani não era sua esposa, ele sabiamente manteve sua boca fechada. Ainda assim, a discussão tinha lhe dado algumas ideias. Ele poderia trazer Arizona para trabalhar com eles, dando-lhe um papel menor para fazer? Ela estaria contribuindo, estaria envolvida, mas somente até o ponto em que ele pudesse manter o controle de todas as situações. Era algo em que pensar. “Até que Arizona me chame na parte da manhã, não há muito que eu possa fazer.” “Você vai ficar aqui esta noite?” Dare perguntou. Ele assentiu com a cabeça. “Eu não quero Alani sozinha quando eu for encontrar com Arizona, por isso vai ser melhor se ela ficar aqui.” Dare deu um olhar que ele não entendia. “Encontrar com ela onde?” “Meu palpite é que ela virá para um local previamente combinado. É o que planejamos em caso de emergência.” Mas Arizona era tão imprevisível que ele não poderia prometer nada, o que o deixava ainda mais nervoso. “O local é próximo ao seu apartamento?” “Menos de dez minutos.” Trace ponderou. “Agora que você sabe que há um problema, você consegue deixar sua casa suficientemente segura?” “Para me proteger?” Ele não gostava dessa insinuação. “É seguro.” “Na verdade eu estava pensando em Alani.” 326


Jackson deu uma olhada. “No meu apartamento?” Pesaroso, Trace balançou a cabeça de forma piedosa. “Você percebe que ela não vai ficar para trás de boa vontade?” Jackson não estava preocupado com isso. “Ela tem sido razoável sobre tudo.” Além disso, ele faria o que fosse necessário para mantê-la segura. “Isso foi antes que você estivesse indo ao encontro de outra mulher.” Dare ficou em pé também. “Uma palavra de aviso: se você não lidar com isso direito, Alani vai ficar chateada, magoada, ou as duas coisas.” Jackson se perguntou se ele estaria recebendo conselhos não solicitados de Dare e Trace a partir de agora. Ele não se importaria muito, se isso significasse Alani ficasse com ele um pouco mais. Claro, nada ainda garantia que ele estaria envolvido com ela depois de saciar sua curiosidade. Ele sabia muito sobre como manter uma mulher feliz na cama. Fora da cama? Ele nunca tinha experimentado antes. Sendo que Dare e Trace estavam em relacionamentos de longo prazo, talvez receber algumas dicas deles não fosse uma coisa ruim. “Então, qual é a sua ideia para lidar com ela?” O olhar que compartilhavam gritou conspiração, e Jackson não nada. “O que?” Sob o microscópio, ele arrepiou. “Se você tem algo a dizer, vamos ouvi-lo. Sou todo ouvidos. “ Dare tinha tomado uma decisão mas esperou um aceno de aprovação de Trace. “Esta pode ser a oportunidade perfeita.” “Para quê?” “É arriscado,” concordou Trace. “Mas, se estivermos todos lá...” “Todo quem?” Jackson não gostou da súbita tensão na sala, como se ambos esperassem problemas. “Se você quer dizer Alani, esqueça.”

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“Olhe isto deste modo,” Trace disse a ele. “Se todos nós vamos, não podemos deixá-la para trás.” “Nós quem?” “Nós três...” Dare disse. “E Alani.” Nada disso fazia sentido para Jackson. “Por que diabos ela iria?” “Porque precisamos descobrir quem está por trás disso. E quem está seguindo Arizona já sabe sobre Alani, e agora eles a querem também.” Seu estômago afundou e em seguida queimava com ácido. “Você quer usar as mulheres como uma isca.” Trace deu um passo agressivo em direção a ele. “Mesmo você não pode ser tão estúpido.” Dare se colocou no caminho de Trace. “Você não está pensando sobre isso, Jackson. Deixe de lado a sua... associação com Arizona e Alani. Tenha um olhar imparcial sobre as coisas. Uma perspectiva fria.” Ele não queria. Ele não podia. Associação? Que palavra desapaixonada e branda. Isso é o que eles pensavam que ele tinha com Alani? Será que ela pensava assim, também? Com certeza ele sentia mais que isso. Muito mais. De jeito nenhum ele poderia ser frio sobre qualquer coisa que se relacionasse a ela. Mas ele racionalizou de qualquer maneira e sabia que eles estavam certos. Deixando o temperamento de lado, Jackson aceitou a verdade e concluiu o óbvio. “Esta pode ser a nossa melhor chance de prender os bastardos.” Dare assentiu. “Quem está seguindo Arizona não vai machucá-la porque eles precisam dela para levá-los até você, e para Alani.” Trace concluiu a explicação. “Infelizmente, se eles souberem que Alani não está com você...” 328


“Então Arizona poderia tornar-se um dano colateral.” Merda, merda, merda. “Mas, graças à sua chamada, sabemos sobre eles,” disse Trace “o que nos dá uma vantagem maior. Nós três estaremos olhando por ela, mas a partir de diferentes pontos de vista.” “O que significa que podemos manter as duas mulheres a salvo.” Dare apertou o ombro de Jackson. “Mas Alani não pode saber.” “E nem Arizona.” Traçar freou sua raiva. “Elas serão ser mais fáceis de controlar se não suspeitarem do perigo.” “As mulheres tendem a ficar superprotetoras.” Atrevo tomou uma respiração lenta. “Complica a merda das coisas.” Esse era um grande segredo para manter-se de Alani. Ela não iria gostar. E ele não estava convencido de que era necessário. Era histórico que Trace e Dare a tratavam como uma criança cega, mas Alani era uma mulher inteligente, responsável, com bons instintos. No hospital, ela colocou seus próprios nervos de lado para lidar com a situação com inteligência, habilidade e dignidade. “Eu não sei.” Ele preferiria levar Alani para sua casa e mantê-la lá até que ele desvendasse o mistério de quem o tinha drogado e que estava atrás deles. Trace retrucou: “E eu não gosto que alguns idiotas querem chegar até a minha irmã. Eu quero essa merda resolvida, e se eu o tiver nas costas, podemos resolvê-lo.” “Em um ambiente controlado,” Dare fundamentou. “Este é o nosso melhor cenário e você sabe disso.” “Não se preocupe,” disse Trace, cutucando sua raiva. “Ela é minha irmã. Eu terei certeza que ela não vai se machucar.” Dare gemia naquela explicação bem colocada. Mas Jackson não mordeu a isca; ele estava muito ocupado resolvendo todos os cenários em sua mente. “Você sabe que eu não vou deixar nada acontecer com ela.” 329


“É mesmo?” E era. Se fosse qualquer um além de Alani, ele não teria que pensar sobre isso, mas com ela, tudo era diferente. Sabendo que ele realmente não tinha escolha, que no final, isso seria no melhor interesse de Alani, Jackson concordou com um aceno curto. “Tudo bem, eu vou fazer isso.” Dare fez um som rude. “Havia alguma dúvida sobre isso?” “Não.” Ele franziu o cenho. “Então, qual é o plano?” Juntos, eles estudaram todas as possíveis circunstâncias, como elas poderiam mudar, como os homens poderiam ser afetados e o que fazer no caso de eles fossem. Parecia um bom plano para Jackson, mas ele sabia que Alani ficaria puta. A confiança era importante para ela, e ela ganharia sua confiança. “Assim que Arizona te chamar,” disse Trace, “deixe-nos saber. Nesse meio tempo, você pode querer certificar-se de minha irmã está a bordo para outra viagem, mas que não desconfie de...” o celular de Trace tocou, cortando o resto do que ele teria dito. Depois de olhar para o identificador de chamadas, abriu-o sem preocupação. “O tem feito?” Jackson e Dare tanto ouviram quanto viram a satisfação de Trace e relaxaram. “Ótimo. Fique de olho nele. Se ele lembrar de mais alguma coisa, deixe-me saber, mas caso contrário, eu não quero que ele entre em contato com qualquer um por qualquer motivo. Eu sei. Inferno, tranque-o em um armário se ele lhe der problemas.” Trace sorriu. “Sim, eu vou lidar com isso mais tarde. Obrigado.” Depois que ele desligou o telefone, Trace o guardou. “Marc Tobin está instalado. Deixei dois homens para tomar conta dele.” “Ele está fazendo as coisas difíceis?” Dare perguntou.

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“Na verdade não. Eles disseram que ele está principalmente mancando ao redor da sala, inquieto, impaciente.” Trace deu de ombros relutante. “Ele quer estar lúcido no caso de lembrar de qualquer coisa que possa ajudar, por isso ele se recusa a tomar os analgésicos.” “Ele ainda é um idiota, mas pelo menos sabe que está com problemas.” Tomando uma decisão, Jackson pegou mais um sanduíche devorando em uma única mordida. “Acho que eu poderia muito bem ir enfrentar o outro.” Trace cruzou os braços sobre o peito. “Você está dizendo que minha irmã é um problema?” “O maior que eu já enfrentei.” Ele deu um tapa no ombro de Trace antes de sair da sala. “Mas não se preocupe com isso. Não é nada com que eu não possa lidar.” Sentada sob uma árvore na frente, Alani soltou Grim para fazer o seu negócio, mantendo um olhar atento sobre ele. O veterinário tinha feito alguns testes superficiais e em geral tinha dado ao gato um atestado de saúde. Mas ele precisava ser escovado, coisa que ela faria a seguir e ele precisava ser trazido para mais vacinas uma vez que os testes fossem concluídos. Chris tinha prometido levá-lo, já que ninguém queria que ela saísse. O perigo a espreitava. Parecia tão surreal. Antes de ser sequestrada, sua vida tinha sido tão segura, tão feliz e tão... superficial. Claro, ela tinha amado – seu irmão, Dare, seus pais. E ela gostava de seus estudos, seu trabalho, seus amigos. Mas tudo o que ela sentia agora era reforçado pelo conhecimento de como facilmente poderia perder o que tinha. O medo aperfeiçoou seus sentidos. Alegrias simples, como planejar a decoração da casa de Jackson, significavam muito mais para ela. Amá-lo significava tudo.

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Ela queria dizer-lhe como se sentia, mas tinha tanta coisa acontecendo agora, como ela poderia adicionar outra carga? E se ele não sentisse o mesmo? Jackson se julgava invencível, mas ela sabia a verdade. Num piscar de olhos, tudo poderia mudar. Ela não queria perder um único segundo de seu tempo com ele. Mas também não queria ser uma distração. Grim voltou para ela, deu um longo miado enferrujado, roçou sua mão com a cabeça e começou a ronronar. Em seu atual estado sentimental, tal gesto simples de confiança a deixou pronta para chorar. “Você gosta de ser mimado, né?” Ela puxou-o em seu colo e começou a escovar novamente. Logo bolas de pelo gigantes rolavam pelo gramado. Muitos dos emaranhados tiveram que ser cortado, então ele tinha alguns lugares irregulares, mas caso contrário, ele parecia muito bonito. Estranho, mas oh tão precioso. Ela o aconchegou até seu rosto e abraçou-o. Uma sombra caiu sobre ela. Pensando que fosse Chris voltando com um saco para a limpeza, ela jogou a cabeça para trás, mas em vez disso era Jackson. Ele olhou para ela, a expressão enigmática exceto para os olhos. Fogo brilhava com necessidade sensual, que a deixaram arrasada. Presa em sua própria analogia perturbadora, Alani sussurrou: “Oi.” “Hey.” Ele se ajoelhou ao lado dela. “O que o veterinário disse?” “Até agora, tudo bem. Amanhã Chris vai levá-lo ao seu consultório para obter os resultados de alguns exames de sangue, e se tudo estiver eão bom quanto ele suspeita, ele vai tomar algumas vacinar. Mas ele está livre de parasitas, orelhas limpas, olhos claros. Tudo o que ele precisa é de muito amor.” 332


“Parece que você está dando isso a ele.” O gato a abandonou – passo ágil, costas arqueadas, cauda levantada, e foi para Jackson. Ele esfregou dentro e ao redor das pernas de Jackson, ronronando alto com aquela voz rouca dele. Sorrindo, Jackson pegou-o. “Oh meu homem, você está parecendo realmente mais liso.” Ele passou a mão ao longo das costas do gato, encontrado um nó de pelos e pegou a tesoura. Então gentilmente, ele cortou o emaranhado sem uma única queixa de Grim. O sol brilhava no rosto de Jackson, em seus brilhantes olhos verdes, dourando o cabelo loiro e enfatizando com clareza suas surpreendente boa aparência. Jackson era um homem que podia fazer as mulheres derreterem. Juntamente com seu senso de proteção e natureza generosa, ele devastava seus sentidos. Colocando o seu rosto de lado, Alani chamou-o para ela para um beijo. Pensou em tudo o que ele tinha feito com ela, como ele fez queimar seu corpo e ela queria muito retribuir. “Mmm.” Tocando com o nariz, ele perguntou: “O que foi isso?” “Eu quero você.” Ela suspirou. “Eu quero você, desde a sedução abortada no carro.” As palavras saíram de sua boca, e ela riu. “Isso é uma mentira. Eu queria que você muito antes disso. De fato, está ficando cada vez mais difícil lembrar quando eu não queria você.” Preso, ele olhou em seus olhos por um momento, depois olhou em volta, provavelmente tentando descobrir como eles poderiam fazer isso. Ela sorriu. “Desculpe. Chris vai estar de volta em um minuto. Ele vai me ajudar a limpar a bagunça de pelos.” “Aqui.” Jackson colocou o gato no colo e começou a recolher o pelo. Saber que eles compartilhavam a mesma necessidade física deixou Alani em um humor iluminado. “Com pressa?” “Depois do que você disse? Daquele beijo?” Ele perseguiu uma bola de pelo macio. “Malditamente certa.” 333


Segundos depois, Chris apareceu. Jackson pegou a bolsa dele e empurrou tudo dentro. Ao vê-lo, Chris disse: “Deixe-me adivinhar... você está com pressa?” “Algo como isso.” “Jackson.” Com ele sendo tão descarado sobre as coisas, Alani não poderia manter o calor fora de suas bochechas. “Eu estava indo ajudar Chris a acomodar o gato.” “Ele pode fazer isso.” Com uma expressão de quem implorava, Jackson apelou para Chris. “Você pode fazer isso, certo?” Revirando os olhos, Chris disse: “Sim, claro. Quem sou eu para ficar no caminho do verdadeiro amor?” Tanto Jackson quanto Alani congelaram. Jackson falou primeiro. “Você é o homem, Chris. Obrigado.” “Eu praticamente já tenho tudo pronto, de qualquer maneira. O veterinário sugeriu mantêlo separado dos outros, mas as meninas estão morrendo de vontade de dizer oi, então talvez eu possa levá-lo para minha casa agora.” Alani olhou para a porta da frente e viu Tai e Sargie olhando para fora, grandes olhos castanhos esperançosos, o nariz colado na tela. Ela riu. “Eles são tão grandes, bolinhos doces.” “Liger está mais cauteloso.” Chris sorriu para os cães. “Mas então, o gato gordo não se mexe para muitas pessoas, por que ele se preocuparia com um outro animal?” “Se Priss ouve chamá-lo de gordo, ela vai esfolar você.” Chris riu. “Na verdade, Trace agora é mais defensor dele do que ela.” “Sim, isso é ótimo. Bom para Liger.” Impaciente, Jackson pegou o gato, acariciou-o algumas vezes, sussurrou em seu ouvido, em seguida, entregou-o para Chris. “Obrigado.” Fingindo grande aflição, Chris levou a mão à cabeça. “Primeiro você me quer, agora você está me dando a o fora.” 334


Jackson deu-lhe um empurrão leve. “Eu disse que eu precisava de alguém como você. “ Ele estendeu a mão para Alani. “Além do mais, Dare nunca desistiria de você.” “Claro que ele não o faria. Estou muito valioso.” Alani hesitou. “Você vai me avisar se Grim tiver algum problema?” “Eu vou, mas não se preocupe. Ele ficará bem.” Ele deu a Jackson um olhar do tipo dehomem-para-homem. “Não faça nada que eu não faria.” E com isso, ele se afastou. Jackson ficou ali por um segundo. “O que ele não faria?” Puxando-o para a casa, Alani disse: “Conhecendo Chris, tudo é um jogo justo. E agora, isso funciona muito bem para mim.” “Continue falando assim,” Jackson murmurou atrás dela “e eu não vou durar muito.” “Nós temosa noite toda.” Os cães haviam deixado a porta da frente para acompanhar Chris, de modo que quendo ela levou Jackson através da casa eles não encontraram ninguém. Ela o levou para o quarto que usaria. “Eu estou interessada em saber mais sobre essa rapidinha que você mencionou, mas...” A boca dele pousou sobre a dela. Ela encontrou-se apoiada na a porta fechada, seus quadris pressionado os dela, com as mãos em seus seios. Oh que coisa. Ele realmente estava impaciente. Alani passou as mãos sobre a suas costas largas e dura, sua coluna e seu traseiro musculoso. Ele pulou como se o tivesse beliscado. Afastando-se para vê-la, o olhar quente, ele sussurrou: “Você é um pouco provocadora.” Será que o toque dela realmente causava tamanha reação? Imbuída de confiança, Alani sorriu. “Eu gostaria de ser.” Ainda com as mãos sobre os seios, os polegares provocando seus mamilos, ele perguntou: “Por quê?” 335


“Ser o agressor...” Enquanto olharam um para o outro, sentiu o aumento de sua ereção e do calor do seu corpo. Quando ele não disse nada, ela empurrou para longe da porta. “Vamos trocar de posições.” “Sim, está bem.” Mas agora ele parecia desajeitado. Olhos semicerrados com intenção sensual, ele a observava. “Mulher, o que você pretende fazer?” “Nada que você não tenha feito para mim.” Ele prendeu a respiração irregular. “Sim.” “Nada que eu não tenha feito, exceto que você não se lembra.” Ela olhou para ele. “E você não me deixou terminar.” Outra respiração. “Tudo bem. Claro. Se é isso que você quer.” “Eu quero você, Jackson.” Ela abriu a fivela do cinto. Em uma corrida, ele mudou, chegando de volta para o coldre enquanto deslizava o cinto livre. Alani estendeu a mão, e ele a surpreendeu ao colocar a arma no coldre em sua palma. Era pesado, mas quente de seu corpo. Ela colocou-o com o cinto, em uma cadeira ao lado da cama. Evitando o olhar de Jackson, sabendo que ele tinha o poder fazer com que esquecesse dos seus planos com nada mais que um olhar, ela se concentrou em seu jeans. O botão abriu facilmente. “Cuidado agora,” ele disse a ela. E ele prendeu a respiração quando ela deslizou o zíper para baixo sobre uma ereção sólida. Deslizando a mão dentro das calças de brim abertas, ela acariciou. A sensação dele através das boxers de algodão a animou. Ela queria mais. 336


Ela caiu de joelhos. Jackson respondeu asperamente: “Deus, mulher.” Sua grande mão estabeleceu-se em seu cabelo. “Tenho que dizer, você parece bem aí em baixo.” “Isso é o que você disse da primeira vez.” Ela sorriu. “Vamos tirar suas botas para que eu possa tê-lo nu.” Ele não respondeu, e quando ela olhou para cima, seus longos dedos trabalhavam por seu cabelo. Seu peito arfava e cor rosa em suas maçãs do rosto altas. “Você vai pular em mim, querida?” Esse era o plano, mas ela não esperava que ele pedisse sem rodeios. “Vamos tocar de ouvido.” Ele massageava seu couro cabeludo. “Vamos jogar pela língua.” Tão sugestivo. E desde quando uma mão sobre sua a cabeça poderia fazê-la louca de desejo? Desde Jackson, obviamente. Ela voltou sua atenção para as botas, desamarrou-as e quando ele levantou o pé, as removeu. Ela tirou suas meias. Até seus pés grandes eram sexy, ela pensou, especialmente com a forma como ele os posicionou na expectativa do que viria. Alani olhou para o comprimento do seu corpo alto e voltou para seus pés. “Você está me matando aqui.” “Um cara grande, forte como você pode aguentar.” Levantando a bainha de sua camisa, ela desenhou o seu torso. Sua pele era quente, e à excepção de um punhado de pelos no peito, suave e elegante sobre os músculos de ferro e ossos longos. Inclinando-se para frente, Alani beijou o peito, levemente mordeu um músculo peitoral, brincou com a língua sobre um mamilo plano. Sua cabeça foi para trás. “Se eu gozar na minha calça, vai ser culpa sua.” 337


Ela parou. “Existe essa possibilidade?” Com os olhos fechados, o rosto corado, ele sorriu. “Nah. Pelo menos, eu espero que não.” “Bom.” Ela levantou mais a camisa até mais, e então o deixou tirá-la sobre sua cabeça. Espalhando as duas mãos sobre o peito, ela disse: “Porque eu quero provar que você neste momento.” Enquanto ele sugou o ar, ela voltou a ajoelhar e puxou para baixo os jeans. Quando o brim agrupou na parte inferior de suas coxas, ela inclinou-se e beijou-o através de suas boxers. “Você tem um cheiro muito bom, Jackson.” Com as mãos nos quadris, ela abriu a boca sobre ele, ao longo de seu comprimento brincou com os dentes. Ela se aninhou mais abaixo, onde o cheiro dele era mais forte, e seu estômago deu uma cambalhota. “Sabe o que, querida?” Ele se mexeu, inquieto. “Isso ficaria ainda melhor se nós dois estivéssemos nus.” Sabendo que ele tiraria vantagem se ela se despisse Alani balançou a cabeça. “Só você.” Ela puxou o jeans para baixo o resto do caminho, e quando ele saiu livre, empurrou-os de lado. “Agora as boxers.” “Claro que sim.” Sem um osso modesto em seu corpo, Jackson as tirou. Ele acariciou sua cabeça. “Você quer vir aqui e me beijar?” “Não, eu acho que eu vou dar o meu beijo daqui em baixo.” Ele pulsava com vida, quando ela colocou seu punho em torno dele. “Jackson?” Tenso de seus dedos dos pés até as sobrancelhas, disse ele, “Hmm?” “Diga-me se eu fizer alguma coisa errada.” E com isso, ela se inclinou para lamber uma gota salgada de líquido na cabeça. “Sim, cla...” Abreviada por um suspiro, sua resposta terminou com um gemido. Gostando dessa reação, Alani lambeu-o novamente, indo ao redor e para baixo em direção à base. 338


Respirando com dificuldade, ele segurou sua cabeça com as duas mãos e trouxe-a mais perto. “Abra, Alani. Deixe-me sentir sua boca.” Mesmo agora, quando ela esperava derrubar seu controle, ele conseguiu seduzi-la facilmente usando nada mais do que a sua necessidade honesta. “Gosta?” Ela abriu os lábios em torno dele, deixando-o entrar “Ah... foda...sim.” Amassando o cabelo dela, ele ainda a segurou ao deslizar mais para dentro de sua boca. Ela a excitou insuportavelmente, apenas ouvindo seus gemidos ofegantes, sentindo a crescente tensão em seus músculos, respirando seu calor e o cheiro que era puramente Jackson. Ele colocou uma mão sobre a dela, onde ela o segurava e em uma voz rouca, instruiu: “Aperte-me. Assim.” Mostrou-lhe como mover a mão em contraponto à sua boca. Seu polegar deslizou sobre o rosto. “Chupe-me. Deixe-me sentir suas bochechas sugando.” E quando o fez, ele elogiou-a com, “Deus. Muito bom.” Ele gemeu. “Porra, eu não posso esperar.” Ela deslizou-o livre, lambeu de novo, puxou novamente para dentro. Seus joelhos travaram. “Isso é o suficiente, Alani. Basta.” Ele tentou empurra-la para longe, mas ela não queria parar. Desta vez, ela queria tudo dele. “Alani... Baby, é agora ou nunca.” Outro gemido cru, quebrado, e: “Tarde demais.” Colocando as mãos em volta de seu pescoço, ele a puxou para perto e rosnou um comunicado forte que sacudiu seu corpo grande. Alani ficou com ele enquanto ele continuava a gemer e tremer, e então ele soltou-a com uma risada quebrada sem fôlego. “Sim,” ele murmurou, “isso ajudou.” De joelhos olhando para ele, Alani perguntou: “Ajudou com o quê?” 339


“Com tudo que está me incomodando.” Ele colocou a cabeça contra a porta, tomou várias respirações soprou lentamente. “Agora.” Todo o seu corpo vibrava com um doce, ampliando doer. “E agora?” “Agora você.” Ele a pegou por baixo dos braços e levantou-a. “Espero que os sanduíches tenham alimentado você, porque eu tenho a sensação de que vamos pular o jantar.” No limite com a necessidade, Alani disse a verdade: “Isso funciona muito bem para mim.”

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Capítulo Vinte Horas depois, a julgar pela forma mole ela descansou ao lado dele e a profundidade de sua respiração, Jackson assumiu que ela dormia. Todo o seu corpo ainda tonto com a sensação. Ele conhecia o sexo. Ele conhecia o prazer. Deus-Todo-Poderoso, o que ele tinha com Alani era outra coisa. Ele queria dormir também, mas ele não conseguiu acalmar a turbulência de seus pensamentos, pois saltou entre Arizona e Alani, entre o agora e o futuro, o perigo e... amor. Durante a maior parte de sua vida, ele fez questão de não querer qualquer coisa se não tivesse a certeza que poderia ter. Mas agora, ele queria muito. E não havia uma única certeza de que conseguiria. Quando os dedos suaves da Alani se moveram sobre seu peito, Jackson percebeu que ela só estava ressonando. Ele pegou a mão dela quando começou a vagar por seu corpo. “Não é para inflar seu ego, querida, mas eu estou gasto. Mesmo para mim, isso foi...” Profundo? Não, ele não poderia dizer isso a ela. “Exaustivo.” “Mmm.” Ela enrolou nele. “Para mim, também.” Como ele poderia fazê-la entender que as últimas horas com ela só fizeram com que a quisesse mais? Mais que tudo. Ele beijou sua testa. “Dormir.” “Eu não sei se eu posso. Ainda não.” Ela se arrastou até a metade sobre o peito. “O que vamos fazer?”

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Eles não tinham acendido as luzes e como o sol se pôs, a escuridão encheu todos os cantos. Com as cortinas fechadas, nem mesmo o luar infiltrava no quarto. Mas ele sabia como ela estava. Ele sabia que seus seios pequenos e rechonchudos estavam contra o seu peito, seus mamilos cor de rosa agora macios, seu cabelo pálido caindo em desordem sexy e sua boca inchada de muitos beijos. A beleza dela, de tê-la assim com ele, deixou o seu coração cheio. A incerteza do futuro martelando em seu cérebro. “Nós?” ele perguntou enquanto arrastava uma mão pela coluna. “Sobre o quê?” Dois segundos de silêncio antes que ela disse, “Arizona.” E em uma corrida: “Nós temos que descobrir como ajudá-la.” Seu sangue gelou. “Não há nenhum nós.” Ele se virou, colocando-a sob ele. “Você não tem nada a ver com isso.” Com voz suave, um pouco ferida, ela disse: “Não?” “Não.” Mas, percebendo como isso poderia parecer, ele esclareceu: “Eu gostaria que você a conhecesse. Eu espero que você goste dela. Mas ela está em envolvida em alguma coisa.” “Como você sabe?” Porque ela estava sempre envolvida em alguma coisa. Ele balançou a cabeça. “Se Arizona precisar de ajuda eu vou ajudá-la. Mas você vai manter seu pequeno nariz de fora.” “Então eu não tenho nenhuma parte nisto?” “Não nisto.” Não em nada perigoso. “Então no quê?” Desafio encheu seu tom. “Sexo?” “Definitivamente.” Ele estava sexualmente satisfeito ao ponto da exaustão, de modo que ambos sabiam pelo jeito que ele separou suas coxas e se estabeleceu entre elas que nada além de assumir uma posição dominante. Não que isso lhe tenha feito muito bem. 342


“Você quase não precisa de minha participação para isso.” “Eu preciso de sua participação.” Ele se inclinou e beijou-a antes que ela pudesse evitá-lo. “E eu quero que você me ajude a decorar minha casa, e a cuidar de Grim.” “Esses trabalhos tão importantes.” Isso sacudiu seu cérebro. “Eu gosto da sua companhia. Eu gosto de conversar com você.” “Bem, eu quero mais.” Alani empurrou contra seu peito. “Eu quero ajudar.” Jackson capturou e segurou suas mãos. Baixando o rosto para ela, ele disse: “Você pode ajudar não ficando no meu caminho.” Isso a machucou. Embora ela continuasse presa sob ele, ele sentiu o afastamento na mesma hora. “Eu entendo.” Ele se esforçou para respirar um pouco e colocou a testa na dela. “Não, querida, você não entende.” “Saia.” “Já saimos. Quantas vezes?” Brincadeiras não iriam conquistá-la, mas lhe daria um tempo para pensar. “Será que você manteve a contagem desta rodada?” “Sim, mas isso não importa. Então você é um dínamo sexual ou algo assim? E daí?” Ela empurrou contra ele e quase escapou. Ele rapidamente a prendeu novamente. “Eu não me importo!” “Sim, eu acho que você se importa.” Ela até se vangloriou disso. Quando ele começou esta campanha erótica para entorpece-la com tanta satisfação física que ela não seria capaz de segurar, ele esperava alguns excessos, mas ele surpreendeu até a si mesmo. “Caso contrário, você não teria mencionado para suas amigas.” Ela ainda respirava com dificuldade. “Eu não sabia que era incomum.”

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Imaginando como Priss e Molly teriam recebido suas revalações, ele teve que rir. Ele não tinha dúvidas de que Dare e Trace eram homens carnais, mas sim... ele era uma espécie de fora de série recentemente. “Deus, mulher, você acaba com a minha compostura.” “Oh, pobre de você.” Empurrou-o novamente. “Agora saia de cima de mim.” Em vez disso, Jackson levantou mãos e lentamente, suavemente, abraçou-a mais perto. Ele rolou para colocá-la em cima dele. “Você realmente quer ajudar, Baby?” Como se sentisse uma armadilha, ela ficou imóvel. Ele sentiu sua respiração, sua incerteza. Ele sentiu seu corpo no dele, as batidas do seu coração, o deslocamento de suas coxas. “Sim.” Deslizando suas mãos até sua bunda adoravelmente arredondada, ele e a aconchegou melhor.” Então não me afaste.” Sua pele era tão suave, tão sedosa e quente. Ele fechou os olhos contra todas as formas como ela o afetava. “Eu não consigo dormir. Eu deveria estar morto para o mundo, mas o meu cérebro não vai parar de funcionar.” Seus dedos se moveram pelo seu ombro em seguida, para o lado o seu pescoço. “Jackson...” “Fale comigo.” Com a voz suave com compreensão, ela perguntou: “Sobre o quê?” Tudo. Inferno, ele a levou ao clímax uma e outra vez, e tanto quanto ele amava o jeito sexy como ela gemia enquanto apertava ao seu redor, ela não tinha feito uma única confissão de seus sentimentos. “Que tal...” Se vai ou não me quer para mais do que sexo? Isso soou coxo até mesmo para ele. “O que?” Transbordando com empatia, ela acariciou sua mandíbula. “Você pode falar comigo, Jackson, você sabe disso.” “Ok.” Parecia uma boa ideia começar de novo. “Eu estava pensando, se tudo acabasse amanhã...” Ela endureceu. “Nós.”

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Não. Jesus, por que ela iria pensar uma coisa dessas? “Eu estou falando sobre o perigo. Uma vez que nós tivermos tudo resolvido... e depois?” O silêncio tornou-se ensurdecedor até que sentiu seus batimentos cardíacos em seus ouvidos e seu peito começou a doer. “Eu acho...” Deixando esse pensamento inacabado, ela fugiu para o lado dele e sentou-se. Ele ouviu seu suspiro, sentiu sua vulnerabilidade. “Eu acho que eu não precisaria mais da sua proteção, precisaria?” Ela sempre precisaria, se ela quisesse ou não. Sentando-se atrás dela, ele passou os braços em volta, rodeando-a com a sua determinação. “Você ficaria de qualquer maneira?” “Você quer dizer aqui?” Ela virou para vê-lo. “Na casa de Dare?” “Não.” Droga, mas isso era difícil. Ele não estava acostumado a analisar as suas palavras, a pensar sobre as ramificações para as coisas que ele poderia dizer. Determinado a se livrar de tudo, ele a puxou de volta para a cama e se ergueu sobre ela. “Comigo.” Choque e confusão fizeram sua respiração mais rápida. “Na sua casa?” “Sim.” “Você quer isso?” Agora, neste momento particular, ele queria que mais do que qualquer coisa. Podendo dormir com Alani a cada noite, acordando com ela quente e aconchegante ao seu lado todas as manhãs e fazendo amor com ela em todas as oportunidades... o que havia para não gostar? Fazendo-se perfeitamente claro, Jackson disse: “More comigo.” “Ah.” Perto de hiperventilar, ela disse novamente, com mais significado, “Oh.” Oh, o que? Foi o choque pela revelação ou falta de entusiasmo? Ele não sabia, e no momento, ele não se importava. “More comigo,” disse ele de novo, com mais insistência. “Por que?”

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A questão o surpreendeu. Ele agarrou seus ombros e deu-lhe um aperto suave. “O que quer dizer, por quê?” Pragmática, ela disse, “Você me pediu para morar com você. Eu quero saber o porquê.” Ele não esperava por uma inquisição, mas talvez ele devesse ter. Nada com Alani jamais seria simples. As palavras certas para a convencer queimavam em sua garganta, mas elas soriam como uma porcaria melodramática e ele ainda não estava pronto para dizer isso. Ele se inclinou e beijou-a com força. “Eu quero ter um tempo com você. Um tempo sem toda a interferência, sem ameaças e o indo constantemente de um lugar para outro. Eu quero ficar sozinho com você, sem tropeçar em seu irmão condenado ou Dare.” Ela encolheu os ombros. “Onde eu vou, eles costumam aparecer.” Sim, ele sabia disso, mas em sua casa eles teriam muito mais privacidade. “Se você estiver lá comigo, você pode me ajudar a terminar a minha casa. Você tem bom gosto.” “Não haverá mais estátuas de senhoras nuas como forma de arte?” Ele sentiu seu enfraquecimento e sorriu. “Não a menos que seja uma foto sua.” “Não nesta vida!” “Desmancha-prazeres.” Ele beijou-a. “Nós poderíamos nadar, andar de barco. Decorar, cozinhar. E podemos aclimatar Grim em seu novo lar.” “Você está dizendo que poderíamos nos... divertir?” “Sim.” Diversão praticamente descrevia como se sentia todo o tempo com Alani. Depois se pensavar sobre isso, ela levantou-se para beijá-lo docemente em seu lábio inferior. “E se nós estivermos sob o mesmo teto, poderíamos ter relações sexuais sempre que quisermos.”

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Ele trancou sua mandíbula e disse, “De sol a sol.” Não que ele pudesse ser indiferente sobre sexo sem restrições com Alani. Mas isso significava mais do que sexo para ele, então ele queria que significasse mais para ela, também. “Eu nunca pensei em mim como o tipo de mulher-amante.” Ela deu um arrepio delicado. “Parece bastante lascivo, não é?” A frase insultou o inferno fora de Jackson. Ela via isso apenas como uma oportunidade para experimentar mais? “Eu não a chamaria disso.” “Então o quê?” Ela estava incitando-o? Ele não poderia dizer. “Eu quero que nós moremos juntos. Você não tem que chamá-lo de qualquer outra coisa.” “Eu gosto da ideia.” “Mas?” Ela tocou-lhe o queixo. “Com o meu trabalho, meu irmão e as nossas responsabilidades individuais, como é que isso funcionaria, exatamente?” Jackson concentrou-se nos problemas mais simples. “Minha casa não é tão longe de seu escritório, certo? Quando eu não estiver fora em um caso, poderíamos saltar para trás e para a frente, talvez ficar na sua casa dois dias por semana para que você possa estar mais perto.” “Acho que eu poderia trabalhar pelo computador o resto da semana, ordenar e organizar.” “Então, você vê? Problema resolvido.” Na esperança de selar o acordo, ele a beijou novamente. “E seu irmão poderia muito bem se acostumar com isso, certo?” Ele olhou fixamente através da escuridão, desejando que pudesse ver seu rosto. “O que você diz?” “Bem...” Conforme o tempo passou sem que ela respondesse, ele se sentiu rasgar de dentro para fora. Ele nunca antes pediu a uma mulher para morar com ele. Ele nunca pediu a uma mulher para ficar mais, de qualquer maneira. 347


Por fim, ele não poderia aguentar mais; seu temperamento explodiu. Ele esticou os braços enrijecidos e olhou para ela. “Jesus, mulher, você está fazendo matemática? Foi um convite simples o suficiente —” “Sim.” Seu coração caiu e depois explodiu em um batimento frenético. “Sim?” Ela deslizou os braços ao redor de seu pescoço e ele ouviu o sorriso em sua voz. “Sim, eu vou morar com você. “ Alívio substituiu sua exaustão. Alani beijou seu ombro, deslocou as pernas sob as dele e tão louco quanto parecia, ele se sentiu ficando duro novamente. Ele pegou sua boca com a dele e começou a devorá-la. Amanhã ele contaria a ela sobre o plano de voltar para seu apartamento. E antes de saírem da casa de Dare ele explica que Arizona seria sempre uma parte de sua vida. Ele enfrentaria o perigo e seu irmão. Amanhã. De uma forma ou de outra, ele resolveria tudo para que Alani continuasse sendo dele.

ARIZONA decidiu chamar Jackson às quatro da manhã. Como a maioria das pessoas normais, ele provavelmente estaria esperando que a chamada viesse em uma hora mais razoável. E agora que ele tinha uma nova namorada, ela poderia apostar que ele estava todo aconchegado sob lençóis com ela neste momento. Normalmente, ela lhe daria um pouco mais de tempo. Mas não poderia ser. Depois de algumas horas de sono ela tinha saído à caça de novo. Rodando em torno das paradas de caminhão, ela tinha feito muitas perguntas e deliberadamente despertou suspeitas. Finalmente ela conseguiu uma pista. Ela não fazia ideia se um dos seus planos de fuga deteriam os criminosos na BMW prata. Mas talvez. Até que ela os matasse, até o último deles, ela não iria se sentir completa. Ela 348


continuaria sendo apenas metade de uma pessoa. Um cérebro, um coração, mas sem alma. Nenhuma alma real. Esse pensamento a fez rir. Não ter nenhuma alma significava que ela não poderia ser ferida. Quando foi a última vez que ela sentiu como uma pessoa normal? Uma vida atrás. Não admira que ela não conseguia se lembrar muito sobre isso. Mesmo com Jackson se esforçando para ajudá-la a se ajustar, a verdade prevaleceu: ela havia mudado para sempre por suas experiências. O passado tinha ajudado a transformá-la em uma força de vingança. Jackson tinha matado os que homens que a feriram, tirando das mãos dela a vingança que desesperadamente queria. Mas se não fosse por ele, ela teria morrido. Então ela seguiu em frente, ajudando outras pessoas que seriam abusadas por traficantes. De alguma forma, em algum lugar, tinha que fazer a diferença. Para alguém. Passando devagar em frente a outro bar, à vista dos transeuntes, ela parou o carro no estacionamento. Com as janelas fechadas e portas trancadas, ela sentou e repassou seu plano. Jackson gostaria de ajudá-la, mas com isso ele não poderia. Não desta vez. Ela precisava de um lugar seguro para se esconder. Não tendo nenhuma casa dela mesma, ela teria que se contentar com a de outra pessoa. Da namorada de Jackson? Isso poderia funcionar. Mas ela estava mais familiarizada com o apartamento de Jackson. Se ela tivesse que fugir de lá, então ela teria o caminho livra. Culpa pesava em sua decisão, mas ela empurrou-a de lado com determinação implacável. Ela ligou para Jackson. 349


Não a surpreendeu que seu celular tocou apenas uma vez. Jackson poderia estar dormindo, mas mesmo assim, ele permaneceria em estado de alerta. Ele era o homem mais incrível que já havia conhecido. “Ei, docinho. Sou eu.” Como se ele não tivesse dormido nada, ele disse em voz nítida e clara: “Onde você está?” Observando cada carro que passava, todo homem que olhou para ela, Arizona riu. “Você parece um disco quebrado, você sabe disso?” “Eu quero ver você.” Um sussurro no fundo interrompeu esse comando. Ela ouviu Jackson calar uma mulher com voz sonolenta. Seu novo “pote-de-mel.” Arizona franziu os lábios. “Estou interrompendo?” “Não. Onde você está?” Implacável. “Na verdade, espinhoso, eu estou dirigindo para encontrá-lo.” Sem prestar atenção ao apelido, ele perguntou: “Agora?” Arizona quase podia imaginá-lo olhando para o relógio. “Não há melhor tempo que o presente, certo? Ao contrário de algumas pessoas, eu não tenho um corpo quente ao meu lado para me manter preguiçosa na cama.” Ele ignorou isso também. “Onde?” Um carro passou lentamente e mesmo que Arizona não conseguisse ver através das janelas, ela acompanhou-o até que ele saiu de vista. Seus sentidos arrepiaram. Déjà vu? Ela não reconheceu o carro, mas ela reconheceu alguma coisa. Distraída, ela disse a Jackson: “Eu estava pensando seriamente no nosso plano alternativo.” “Quanto tempo?”

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Mesmo com o carro fora de vista, seus sentidos continuaram a formigar de forma alarmante e que não parecia ter nada a ver com o perigo. “Quando você se tornou um homem de poucas palavras? Ou será que a sua pequena está escutando?” “Quanto tempo, querida?” Ah, como essa voz fazia com que ela sentisse que Jackson era o único homem que ela conheceu que a tratava como uma irmã caçula muito especial. Nem mesmo seu pai havia lhe mostrado uma aceitação tão simples. Mas, em seguida, seu pai tinha sido um fraco, tolo doente. Ele não merecia sua mãe. Ele não a merecia. Jackson não era fraco. E ao contrário da maioria dos homens que conhecia, ele não a queria como mulher. Ele só a queria como uma... responsabilidade. Às vezes uma amiga. Mas nunca houve nada sexual. Ele confundiu o inferno fora dela. Ele também a fez querer mostrar todo o carinho que tinha para dar. Para Jackson. Ele não entendeu. Ele não iria tirar proveito de sua fraqueza. Pressionando um punho em seu peito, ela amaldiçoou baixo. “Arizona?” Ela balançou a cabeça para limpá-la da merda sentimental. “Digamos que em duas horas, com uma margem de mais ou menos 15 minutos, ok?” Ela estava a menos de meia hora do seu apartamento, mas teve a súbita vontade de causar um pouco de caos. Violência sempre limpava o remorso. Ela flexionou os dedos, apertou um punho e continuou: “Até mais tarde, Baby.” Ele tentou protestar, mas ela fechou o telefone e ignorou quando ele ligou de volta. O que ela era? Uma criança que precisava de supervisão constante?

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Se ele soubesse o que ela havia planejado ele teria um acesso de raiva, o que iria arruinar metade de sua diversão. Parando quando abriu a porta do bar, ela olhou além da fumaça e da escuridão e viu os mesmos locais deprimentes de sempre. Homens caíam em mesas redondas sujas. Outros pairavam sobre o bar segurando suas bebidas como salva-vidas. Alguns cambaleavam um pouco e alguns sequer pareciam sóbrios. Mas não iria durar. Ela não precisava fazer nada mais do que entrar, e um dos bastardos sujos mostraia um desejo egoísta por ela. Ele nunca falhava. Ansiosa para se aliviar com violência gratuita, ela começou a entrar quando um ruído à sua direita chamou sua atenção. Algo se moveu, um leve roçar de pés, metal arranhou, papel foi amassado. Curiosa, ela dirigiu-se para um beco escuro que passava entre o bar e uma loja de bugigangas fechada. Do nada, um homem apareceu ao lado de uma lata de lixo. Alto, forte. Ombro encostado a parede de tijolos, cabeça erguida. Ali perto havia um corpo jogado. Bem. O que aconteceu aqui? Arizona baixou seu queixo e estudou a cena. Graças a um poste com defeito, ela não podia ver o rosto do homem, não podia ler sua expressão. Mas isso não importava. De forma instintiva ela o reconheceu. Com uma postura afetada, braços cruzados, quadris inclinados, Arizona sorriu. “Você roubou minha carteira.” “Sim, eu roubei.” Spencer enfiou a mão no bolso, retirou a carteira fina e segurou-a na frente dele e se dirigiu para ela.

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Uma feroz vontade de fugir atingiu Arizona. Seu coração disparou e as palmas das mãos ficaram úmidos. Mas o orgulho fez com que ela se mantivesse firme. Ela acenou para o corpo caído. “Será que está morto?” “Ele a estava seguindo. Euo derrubei.” Seu grande ombro levantou. “Eu o machuquei bastante, mas acho que ele vai sobreviver.” “Ah.” Ele estava cada vez mais perto. “Por que você fez isso?” “Nocauteá-lo?” “Sim.” Ela franziu os lábios. “O que ele fez para você?” “O inferno se eu sei. Na hora pareceu uma boa ideia.” Ele continuou chegando mais perto. “Você não estava bancando o herói, não é?” Um herói em sua vida era o suficiente; ela não poderia tolerar dois benfeitores. “Deus me livre,” disse ele com zombando bom humor. Ele parecia tão grande, tão imponente. Quando ele estava a menos de dez metros de distância, ela retrucou: “Isso é o suficiente.” Com as mãos para os lados, ele parou. “Acalme-se, tudo bem?” Não, não estava bem. Mas ela precisava de sua carteira de volta. O telefone dela também, se ele ainda o tivesse. “Por que você apenas não...” Ele jogou a carteira. Estupidamente, ela automaticamente a pegou e ele estava em cima dela. Ela engoliu um grito de surpresa quando ele segurou-a contra ele com o mesmo maldito aperto que ele tinha usado antes. De costas para o peito, as pontas dos dedos dos pés do chão, seus braços fortes ao seu redor. Desamparada. Ela apertou os dentes mas não disse nada. Droga, ela deveria ter antecipado isso. O que havia nele que a mantinha no limite?

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“Assim é melhor, não é?” Ele não esperou que ela respondesse; ele os levou mais para sombras e finalmente parou perto da entrada do beco. “Agora eu tenho algumas perguntas para você.” “Vá se foder.” Ele estalou. “Você beija sua mãe com essa boca suja, menina?” A brincadeira a atingiu. “Ela está morta, de modo que seria bastante nojento, não seria?” A mágoa fechou sua garganta, fazendo seus olhos arderem. Não foi fácil, mas ela conseguiu não ofegar. Silêncio vibrava entre eles, até que ele disse em voz baixa: “Eu sinto muito.” Oh, Deus, ele parecia arrependido. A vontade de lutar quase a dominou, mas ela sabia que não lhe faria nenhum bem. Ela teria que esperar por uma oportunidade. Em respirações constantes e regulares, seu peito expandia contra suas costas, embalandoa... consolando-a. Roubando sua vontade. Enquanto seus braços musculosos se cruzavam sobre seu corpo, ele a apertou mais um pouquinho, quase como um abraço. Ela não sentia um abraço há tanto maldito tempo... Ela odiava isso. Ela o odiava. Ela esperaria sua chance. Ele cometeria um erro. Todos eles cometiam. Soando acusatório, ele sussurrou: “Você realmente não deveria estar aqui.” Contra seu traseiro, ela sentiu a ascensão de sua excitação. Sentiu uma pequena emoção que certamente parecia com confiança. “Pervertido.” Hálito quente roçou sua têmpora. “Você tem razão.” Com a voz rouca, soando culpado, ele disse: “Eu sinto muito por isso, também.” Seu nariz tocou seu cabelo, ele inalou... 354


Aproveitando-se rapidamente do momento, Arizona deu-lhe uma cabeçada brutal que fez com que seus braços afrouxassem. Desta vez, ela virou mais rapidamente e seu joelho pousou com precisão. Boca aberta, expressão vazia por um segundo, ele disse: “Isso foi...” Gemendo, ele caiu de joelhos e murmurou, “desnecessário.” “Você não deveria estar aqui.” Mãos em punhos, o corpo tremendo com sensações desenfreadas e conflitantes, Arizona criticou. “Por que você está aqui? O que você está fazendo?” Ele continuava gemendo. Ela não sabia o que ele queria dela, mas ela não era idiota. Ele era muito grande, muito habilidoso e forte para vencê-lo. A qualquer momento, ele recuperaria o fôlego. E depois dela ter esmagado suas bolas, imaginou que sua boa vontade estaria muito longe. Fazendo uma retirada estratégica, ela pegou sua carteira e correu de volta para seu carro. Em segundos, ela estava trancada dentro dele. Momentos depois, com sorriso triste no rosto, ela deu partida no motor. Spencer bateu na janela da porta do passageiro com uma maldição furiosa, mas ela colocou o carro em marcha e pisou no acelerador. Pelo espelho retrovisor, o viu saltar longe do carro para não ser atropelado. Seus pneus cantaram. Borracha queimou. Ela não podia ficar longe o suficiente, rápido o suficiente. Ele não era como os outros e ela não queria fazer parte disso. Mas há muito, muito tempo não se sentia tão... desperta. A dormência de dor, traição e ódio que geralmente permeava a sua alma e que a manteve de pé apesar da exaustão física e mental, agora diminuiu sob um calor pulsante estranho. Seus braços formigavam. Seu estômago vibrou. Ah, meu Deus. Isto não é bom. 355


De jeito nenhum ela iria encontrar Jackson no local combinado, não quando o problema estava logo atrás dela. Ele a levaria uma hora para chegar. Ele não estava na cidade, ela sabia disso. Em vez de ir para o armazém abandonado como previamente combinado, ela iria para seu apartamento. Ela ficaria escondida lá até que soubesse com certeza que ela tinha despistado qualquer um que poderia a estar seguindo. E se ela não pudesse ter certeza, bem, ela iria chamá-lo. Jackson saberia o que fazer. Ao contrário dela, ele nunca fodia as coisas. Ao contrário dela, ele era realmente alguma coisa. Alguma coisa boa. Engraçado e nobre e possuidor de uma honra inata que ela nunca teria. Ela faria o seu melhor para ajudar a mantê-lo dessa maneira.

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Capítulo Vinte e Um SENDO furtivo, Jackson verificou o telefone. O código mostrou chamadas de Dare e Trace, confirmando que nem uma alma os tinha seguido entre a casa de Dare e o apartamento dele. Ele percorreu a área de estacionamento e viu os carros na sua maioria familiares. Às seis da manhã, poucas pessoas estavam ao redor. “Quando você estará indo encontar Arizona?” “Eu não sei.” Ele lutou com sua consciência. Alani queria que ele confiasse nela. Ela não tinha a menor ideia de que ele, Dare e Trace estavam deliberadamente mantendo-a no escuro. Ele não se sentia bem com isso. Claro, ela sabia que Arizona tinha chamado. Ela sabia que ele tentaria ajudá-la. Ela não sabia que ela tinha um papel involuntário em uma armadilha. Ele se virou para olhar para ela. “Ela vai ligar de novo.” “E então você vai encontrá-la em um lugar secreto?” Ele não sabia o que responder. Ele não queria mentir para ela. “Sozinho?” Ele pegou a mão dela. “Vamos entrar, então vamos conversar.” Ela segurou. “Isso soa ameaçador.” “Tudo está bem. Tenho algumas explicações a dar, isso é tudo.” Ele não queria trair Trace ou Dare, mas mais do que isso, ele não quer trair a confiança de Alani. Esta manhã, ela estava vestida com outra de suas roupas elegantes. Havia algo sobre ela ser tão sexy em um estilo discreto o ele agitava instintivamente. Ele sabia como ela era sob aquele vestido recatado. 357


Ele sabia como ela queimava por ele. Vigiando enquanto passavam a porta da frente de seu apartamento no primeiro andar, Jackson ouviu o clique de seus saltos baixos no chão, o gemido distante de uma sirene, a conversa dos pássaros nas árvores. Em algum lugar lá fora, Trace e Dare estavam vigiando, Trace na frente, Dare trás. Ela estaria segura. “Aqui.” Ele entregou-lhe a chave da porta da frente, enquanto se virava para estudar a área ao redor. Ele conhecia o lugar de cor, todos os possíveis pontos de vista, cada lugar para se esconder. Só um idiota iria viver em algum lugar sem conhece-lo e ele não era um idiota. Grandes árvores com sombra no condomínio, ofereciam esconderijos. Ele examinou todos e cada um. Sacudindo a cabeça para ele, Alani destrancou a porta. Jackson a impediu de entrar, passando ao redor dela para acender a luz. Este era o lugar onde ele primeiro fez amor com ela. Sensações o bombardearam e a julgar pela expressão de Alani, com ela não foi diferente. “Vamos.” Com a mão na parte baixa das costas, ele a trouxe para dentro, em seguida, trancou a porta. “Espere aqui.” Fazendo uma rápida verificação, superficial do local, ele garantiu sua privacidade. Ele sabia Dare e Trace tinha passado um pente fino ali, mas eles não tinham mexido em suas coisas. Ninguém notaria que tinham estado lá. Jackson viu os sinais sutis. Pena que eles não haviam encontrado nada que ajudasse a descobrir a identidade da mulher que o tinha drogado. Quando ele voltou para a sala encontrou Alani de pé ao lado da porta, o rosto corado, seu olhar aquecido com expectativa. “Lembranças?” 358


Ela assentiu com a cabeça e olhou para além dele para o corredor que levava para o quarto. Ao invés de se aproximar dela, ele apoiou um ombro na parede. “Ruins?” “Nem um pouco.” Sacudindo-se, ela olhou em volta. “Seu apartamento me diverte, Jackson.” Ele examinou a decoração que consistia principalmente em formas femininas nuas. Ele agora sabia que nenhum delas chegava aos pés de Alani. “Você não achou divertido antes.” “Eu estava com ciúmes, então.” Seu olhar se concentrou em ela. “Das obras de arte?” “Do seu interesse em outras mulheres. De sua experiência.” “Mesmo?” Ele esfregou a parte de trás do seu pescoço e deu de ombros. Ele não poderia negar que durante a maior parte de sua vida tinha sido um glutão. “Eu lhe disse. Sexo fazia as coisas serem mais fáceis de lidar.” “Era um mecanismo de fuga. Eu sei.” Ela deixou cair sua bolsa sobre uma mesa e veio para, deslizando as mãos até seu peito e no pescoço. “Agora eu tenho que admitir que eu aprecio a sua experiência.” “Sem brincadeira?” Ele enrolou suas mãos na sua cintura estreita. “Claro!” Seu sorriso mostrava uma nova auto-confiança. “Depois de tudo, eu tenho sido a beneficiária de tudo que você aprendeu.” “Tudo o que eu aprendi? Ainda não.” Ele a puxou mais perto. “Mas eu ficaria feliz em mostrar-lhe...” O telefone fez um sinal sonoro tranquilo. Merda. Mantendo-a perto, ele disse: “Espere um pouco” e tirou o celular para ver o código. Visitantes. 359


A esta hora da manhã? Ele pegou o braço de Alani e puxou-a para longe da sala e para a cozinha. “Fique aí.” “Mas.” Apertando-a contra a parede, ele beijou-a com força. “Alguém está chegando. Não se mexa. Prometa-me.” Ele viu nos olhos dela: queria fazer um milhão de perguntas. Mas em vez disso, ela balançou a cabeça. “Tudo bem.” Incrível, sensível, compreensiva Alani. Ela hesitou. Ela quase o distraiu com aquela confissão provocante, mas ele teria que ser honesto com ela em breve, especialmente agora que ela sabia que ele recebido um aviso. “Nós vamos chegar a essa conversa em apenas um minuto, ok?” Ela assentiu. “Tenha cuidado.” Jackson virou-se para voltar para a sala, apagando as luzes quando saiu. Com o sol nascendo um intruso não precisaria de luzes para enxergar, mas pelo menos o apartamento estaria na penumbra. Ele tinha acabado de chegar à porta, quando ouviu um leve som de raspagem. Suas sobrancelhas se ergueram. Alguém estava tentando destrancar sua porta! Portanto, não um visitante, afinal. Mas então... por que Dare ou Trace não avisaram a ele? O bloqueio clicou e seja lá quem fosse, tinha boas habilidades. Movendo-se ao lado da porta, esperou – relaxado, pronto, até mesmo ansioso, e quando a maçaneta virou, ele abriu a porta e puxou o “visitante” para dentro. Claro, ele viu de imediato que era Arizona. Mas ela não viu que era ele. Ele se esquivou de um soco, um chute, uma cotovelada. Maldição! Ele não queria machucá-la. “Arizona!” 360


Ela fez uma pausa em meio ao balanço do joelho que iria atingir sua virilha. Jackson olhou para ela. Em seguida, explodiu. “Você está fora de sua mente maldita?” E se estivesse mais escuro, ou seus reflexos fossem tão bons? E se ele não tivesse percebido que era ela? Ele poderia ter revidado e ela era malditamente pequena que um soco dele a teria colocado fora de órbita, talvez para sempre. Ela respirava com dificuldade. Lentamente a surpresa deixou seu rosto, substituída por um sorriso deslumbrante. Ele a viu intenção e pensou Oh, inferno, segundos antes dela se lançar em seus braços com um grito, “Jackson!” Ela não apenas o abraçou. Não, não Arizona. Ela jogou as pernas em torno de sua cintura, com os braços ao redor do pescoço e sufocou seu rosto em seus seios enquanto o abraçava com toda sua força. Seus reflexos malditos o tinham pegando-a pela bunda para que ela não caísse. “Eu não sabia que você estava aqui.” Ela beijou-o por toda parte. “Arizona...” Ciente de Alani, silenciosa e vigilante nos fundos, ele tentou soltar-se. “O que faz aqui?” Ela permitiu que ele a coloasse de volta em seus pés. Mãos nos quadris, ela virou para trás seus longos cabelos escuros...e seu sorriso escorregou. “Eu não sabia que você estava aqui, Jackson.” E então, com crescente acusação: “Por que diabos você está sempre trocando de carro?” Ela parecia exausta e com um pouco de medo, quando nada a assustava. “Você sabe por quê.” Descontente, ela cruzou os braços. “Bem, isso torna muito difícil saber quando você está à espreita.” “À espreita no meu apartamento?” “Eu pensei que nos encontraríamos no armazém!” 361


Um pouco irritado, ele se inclinou em seu espaço. “Mas você veio aqui em vez disso e agora todos os meus planos estão ferrados.” Oh – oh. Ele ainda não tinha a intenção de dizer que só então. Ele olhou para cima e encontrou Alani olhando para ele com surpresa, diversão, e se ele não estivesse errado em seu palpite, ternura. O que diabos estava lá para sentir ternura? Arizona seguiu seu olhar, e seu queixo caiu. “Você tem que estar brincando comigo.” Ele fez uma rápida e desnecessária apresentação, então advertiu, “Seja agradável, Arizona. Eu quero dizer isso.” “Certo. Entendi. Ótimo.” Ela assentiu com a cabeça em direção a Alani. “Então você está aqui em vez de lá, porque Deus me livre namorada ficar em algum lugar perto do fogo?” Jackson se inclinou para ela e explodiu em sua ira. “Faria o mesmo por você, se você alguma vez me ouvisse!” Ela fungou. “Você não deveria estar aqui.” “Então por que você veio aqui?” “Eu queria ficar sozinha.” E assim, sua raiva, sua atitude e seu coração suavizaram. Rudemente, ele cuspiu: “Você não ficará sozinha. Não mais.” “Sim, eu sei. Eu entendo isso.” Quase como uma reflexão tardia, ela acrescentou: “Obrigado.” Os olhos de Jackson se estreitaram. “Mas a coisa é...” Depois de olhar para Alani, ela bufou exasperada. “Eu acho que um cara poderia ter me seguido até aqui.” As costas de Jackson tensionaram. Impossivel. Nem Dare nem Trace tinham visto algém a seguindo, ou já teriam avisado.

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Quase ao mesmo tempo, o telefone fez um som, e ele sabia, ele sabia o que a mensagem diria. Ele olhou para o celular e queria gemer. Outro intruso, chegando a partir da lateral do prédio. “Entre na cozinha com Alani.” Ele encaminhou-se para a porta. “É... não está acontecendo.” Não. Não, não, não. Educação reduzida por sua teimosia, ele lentamente virou-se para encará-la. “Arizona,” alertou em um rugido forte. A presença dela aqui em seu apartamento não tinha sido parte do plano global. Ele teria que reconfigurar com Dare e Trace e quanto mais ele lutasse com sua exagerada pretensa valentia, menos controle que ele teria. “Eu não queria trazer problemas para a sua porta!” Arizona insistiu. “Mas eu pensei que você estivesse em outro lugar e que iria direto para o armazém. Eu pensei que eu teria tempo para limpar essa bagunça sozinha. Eu ainda posso...” Recusando-se a perder mais tempo, Jackson a levantou pelos braços, ignorando seus protestos enquanto a levava para frente e a jogou de costas na cozinha ao lado de uma Alani muito silenciosa e com os olhos arregalados. “Fique.” “Jackson,” Alani protestou. Realmente? Quando ele se virou, Arizona o puxou pelas costas de sua camisa. “Espere, porra!” Ele não tinha tempo para isso. “Está tudo bem, Arizona. Fique quieta.” E então para Alani, “Mantenha-a aqui.” “Ha!” Fez Arizona dando a Alani um olhar sujo. Alani perguntou: “Como exatamente você espera que eu faça isso?” Mulheres. Ele suspirou, revirou os olhos e ordenou: “Fiquem na cozinha. As duas.” Ele apontou para o Arizona. “Eu quero dizer isso. Dê um passo fora daqui e eu vou...” “O que?” ela desafiou. “O que você vai fazer? Enviar-me para a faculdade?” De todos os... 363


Alani pigarreou. “Eu não sou uma lutadora, Arizona, por isso, na verdade, eu agradeceria se você ficasse aqui comigo.” Balançando para trás para olhar para ela, Arizona disse: “Isso é uma piada?” “Não.” Ela chegou mais perto de Arizona. “Eu vou me sentir muito mais segura se eu não estiver sozinha.” Deus ele a amava. Jackson sorriu para Alani, deu um aceno de aprovação pela sua sua persuasão inteligente e foi até a porta. Atrás dele, ouviu os resmungos Arizona. Mas ela não o seguiu. Espiando para fora da porta do apartamento, não viu ninguém e então saiu. Ele preferia ter um confronto longe das mulheres, para que eles fossem atraídas para a violência. Ele deu um passo para o lado de sua porta e quase bateu em um homem. Ambos tomaram uma postura agressiva. Jackson permaneceu perto da porta da frente, mesmo sabendo que as mulheres poderiam vê-los, mas ele não tirou os olhos do homem. Se isso tinha que acontecer na frente delas, bem, ele confiava Alani para controlar Arizona. De algum modo. “Agora é só ficar calmo,” disse o rapaz, com as mãos para fora, mas sua suspeita e óbvia cautela. Jackson sorriu e o outro cara, interpretando corretamente seu olhar, puxou uma arma. Arizona disse: “Não!” E Alani disse: “Confie nele.” Sim, confiança era uma coisa importante, e era uma via de mão dupla. Ele acenou para o cara. “Você realmente acha que você vai ter a chance de usar isso?” O outro homem, que estava próximo dum raio de seis metros e meio, olhou ao redor da área, em seguida, levantou as sobrancelhas em surpresa. “Ajuda?” Jackson não se incomodou em responder a isso. 364


“Merda!” Manobrando para o lado de Jackson, o cara olhou para a porta. “Ela está lá dentro?” Ela quem? Alani ou Arizona? “Foda-se.” Sabendo que Dare, Trace ou ambos iriam incapacitar o homem antes que ela pudesse sair um tiro, Jackson esperou por ele. “Arizona,” o rapaz chamou. “Você está bem?” Isso parou Jackson. Eles se conheciam? Isso não relaxou sua postura, mas ele o fez reavaliar. Arizona pisou até a porta, com Alani não muito longe atrás dela. “Voltem para dentro,” Jackson ordenou. Ignorando-o, Arizona olhou para o homem armado. “O que você está fazendo aqui, Spence?” perguntou ela. “Spencer,” ele corrigiu. Incrível. Jackson não tirou sua atenção do homem, mas sua saudação confirmou que eles se conheciam. Isso não explicava por que o cara estava armado na porta ou tão notavelmente presente durante uma cilada. “Você ainda está sendo seguida.” E então, com o olhar fixo em Jackson, Spencer perguntou: “Você o conhece?” Arizona assentiu. “Sim, e se você está achando que vai atirar nele, eu acho melhor pensar duas vezes.” “Por que?” “Por que isso iria irritá-lo.” O cara hesitou, depois sacudiu a cabeça e baixou a arma. “Essa sua boca.” Sentindo-se como um joguete em uma armadilha, Jackson chutou para fora, acertando o cara no peito. O grande homem cambaleou, mas não caiu e ele não deixou cair a arma. 365


“Jackson,” Arizona lamentou. Sem perder tempo, Jackson pulou em cima dele, pronto para acabar com a farsa, mas... não foi tão fácil quanto ele esperava. Spencer batia tão bem quanto ele. Enquantos eles batiam um no outro no chão, trocando golpes, Alani arquejou. Arizona gritou: “Chega! Pelo amor de Deus, Spencer, apenas deixe-o ficar com sua arma, ok?” Por incrível que pareça, Spencer parou de lutar, o que permitiu Jackson que acerasse um soco realmente duro em sua mandíbula. Ele amaldiçoou, mas não lutou quando Jackson pegou sua arma, um bastão de choque e um canivete realmente desagradável. “Eu não estou aqui para machucá-la.” “Então, por quê?” Jackson colocou a lâmina da faca na garganta de Spencer. “O que você quer?” “Para coletar algumas recompensas, uma em particular.” Ignorando a faca, cuspiu sangue para o lado, em seguida, deixou cair a cabeça para trás. “O distintivo está no meu bolso de trás.” Olhando para ele com desconfiança, Jackson sentou-se sobre as coxas de Spencer, mantendo-o imóvel. “Entregue isso.” À vontade, Spencer levantou um quadril e cavou o distintivo. Ele ergueu-o para Jackson. Hum. Spencer Lark. Parecia legítimo o suficiente. “Então você é um caçador de recompensas. O que isso tem a ver comigo?” “Nem uma coisa maldita.” Spencer se levantou em um cotovelo e olhou para o Arizona. “Mas como uma a porra do Flautista de Hamelin, ela tem uma série de bandidos perseguindo seus calcanhares. Eu quero pegá-los.” Ele deu a Jackson um sorriso esperto. “E eles estão aqui.” “Ainda não eles não estão.” “Você tem certeza disso?” 366


Muito certo. Trace ou Dare o teria alertado. “Se você está dizendo que vão aparecer...,” o que Jackson esperava que fosse o caso para que ele pudesse resolver as coisas .”..então” No segundo seguinte, Spencer empurrou-o para trás, enquanto saltava sobre seus pés. Um pouco impressionado, Jackson disse: “Você é rápido.” Massageando o queixo machucado, Spencer disse: “Não rápido o suficiente, aparentemente.” Sabendo que ele estava desarmado, Jackson deu-lhe a oportunidade de explicar. “Vamos ouvi-lo, mas diga a versão curta.” “Eu estou seguindo um traficante há meses.” Ofegante, Arizona disse: “Eu também,” os dois homens cerraram suas mandíbulas. “Eu conheci Arizona em um bar onde ela não deveria ter estado. Os mesmos canalhas que eu perseguindo agora estavam lá naquela noite. Graças a ela, eu os perdi.” “Você está me culpando por isso?” Arizona exigiu. “Se não fosse por você, eu os teria pego!” Desdenhando sua interrupção, Spencer continuou. “Não demorou muito tempo para perceber que ela usa a si mesma como isca.” Ameaçadoramente cruel, ele olhou para Arizona. “Ela sabe que eles a estavam seguindo, e não o contrário.” Quando ambos a olharam com reprovação, Arizona deu de ombros negligentemente. “Essa é a minha única forma de encurralar alguém.” Jackson queria puxar seu cabelo. Ele sentiu-se mal. Derrotado. Há quanto tempo Arizona estava fazendo essa jogada? E como diabos ela tinha sobrevivido tanto tempo? Todo esse tempo, enquanto ele pensava que ele estava segura, ela foi colocando-se no caminho da destruição. Lendo corretamente a expressão de Jackson, Spencer assentiu. “Você vê o meu dilema. Eu quero a recompensa...” “Mas não com ela como uma vítima do processo.” 367


“É isso aí.” “Espere um pouco.” Mantendo Spencer em sua mira, Jackson retirou seu celular e fez uma ligação. Trace atendeu. “Acho que ele é alguém que você conhece?” “Não eu, Arizona. Ele diz que é um caçador de recompensas, talvez seguindo as mesmas pessoas que queremos.” Sem perder tempo, Trace perguntou: “Qual é o nome dele?” “Spencer Lark.” “Dê-me dez minutos.” “Obrigado,” Jackson desligou o telefone. Lacônico, Spencer perguntou: “Esta é uma operação?” “Algo como isso.” “Grande.” Mais uma vez ele olhou ao redor da área antes de fixar em Jackson. “Assim, podemos continuar com o concurso de mijadas ou podemos entrar e fazer alguns planos.” Nem por um segundo Jackson confiaria nele. Ele não sabia como, mas sentia que toda essa farsa estava chegando a um ponto crítico. “Já tenho um plano.” “Sim, bem, eu espero que incluía trancar Arizona em um armário. Aparentemente, isso é o que é preciso para mantê-la longe de problemas.” Essa provocação foi demais e chocando Jackson, Arizona lançou-se contra o grande homem. Em vez de esquivar dela, Spencer pareceu antecipar o movimento. Ele a pegou para ele, virou-a, e acabou jogando Arizona por cima do ombro. Quando Spencer a manteve ali, Jackson ameaçou reagir, mas vendo o quão cuidadoso ele estava com ela e sem ouvir queixas de Arizona, ele parou. Para Alani, o cara disse: “Desculpe-me,” e carregou Arizona para o apartamento. 368


Chocado com tudo, Alani encontrou o olhar e de Jackson abriu um sorriso. “Oh, meu Deus.” “Era só o que faltava.” Nunca confiando em que as coisas fossem o que pareciam, ele levou Alani de volta para o apartamento também. O telefone fez um som, e ele olhou para ver uma mensagem de Dare. Três letras simples. WTF? Ele balançou a cabeça. Sério? Que diabos estava acontecendo? Ele não podia esperar para descobrir.

SPENCER PAROU na sala de estar e derrubou Arizona no sofá. Rapidamente, ele se afastou dela. Alani conseguia entender o porquê. A mulher mais jovem parecia mais que furiosa. E não precisava ser um gênio para saber que ela tinha um pavio muito curto e muita audácia para fazer companhia. Jackson parou perto da porta da frente. Ele fechou-a e em seguida, recostou-se nela. “Por que diabos vocês não ficaram na cozinha?” Embora o rumo dos acontecimentos tivessem sido mais do que fascinantes, Alani voltouse para Jackson. Ele tinha muito a explicar. “Arizona não queria ficar.” Ele resmungou. “Se você começar a seguir Arizona, você vai encontrar-se lidando com um monte de problemas.” Tanto carinho frustrado preenchia suas palavras que Alani sorriu e se inclinou para ele. Perplexo, Jackson disse: “Eu nunca vou entender. “ “Eu sei...”Ela soltou um suspiro. “Jackson, por que você não me contou que tudo isso era parte de um grande plano?” Ele a surpreendeu, dizendo: “Eu deveria ter contado. Sinto muito.” 369


Desde que Arizona tinha aparecido, tinha sido pega em um turbilhão de emoções. A maneira como Jackson e Arizona interagiram como irmãos adicionou uma nova visão de sua personalidade, enfatizando seu grande coração. Ele tinha a tinha acolhido, uma menina abusada e ferido, e fez dela sua família. Como ela poderia não amá-lo? Arizona certamente o amava. Alani olhou para ela novamente. Ela era, de longe, a mais linda e exótica mulher que ela tinha visto. Longos cachos escuros desciam pelas costas. A pele suave cor de caramelo contrastava fortemente com os olhos azuis claros, cercados por cílios longos exuberantes. Alto e magro mas com curvas da boneca Barbie, Arizona iria virar cabeças onde quer que fosse. Ou seja, se sua atitude “caia morto” não afastasse as pessoas. Não tinha afastado Jackson e com certeza não iria afastar Spencer, também. No momento, ele e Arizona estavam envolvidos em um furioso debate sussurrado. Seus olhares estavam quentes o suficiente para colocar o apartamento em chamas. Ela balançou a cabeça. “Esta é uma uma responsabilidade muito grande.” “Você tem que lidar com os socos. Mas sim, eu não vi a surpresa chegando.” Ocorreu-lhe que Jackson poderia não ser o culpado desta vez. “Foram Dare e Trace, não foram? Eles me queriam no escuro?” “Eles se preocupam com você.” Ele segurou o lado do rosto em que a proposta, forma atenta dele. “Não importa agora de qualquer maneira. Arizona em jogado uma torção em obras. Assim que termine sua verificação peculiar com nosso recém-chegado, nós vamos ter que reavaliar tudo.” Então, agora era a chance de Jackson ser honesto com ela. Não era? “E “tudo” seria...?” Spencer se afastou de Arizona. “Estou interessado em ouvir isso também.”

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Como se medindo a reação de Spencer, Jackson disse: “Eu sabia que alguém estava nos seguindo, mas eu não sei quem, e eu não sabia nem por onde começar. Então Arizona me disse que mesma BMW prata que tentou nos tirar da estrada estava seguindo ela.” Spencer assentiu. “Os bastardos arrogantes tornaram mais fácil para mim identificá-los no carro chamativo.” Arizona se iluminou. “Então, você ia me usar para atraí-los?” “Não.” Jackson fez uma careta feroz. “Eu nunca faria nada para pôr você em perigo.” Ela murchou. Vendo a expressão de Arizona, Alani disse: “Jackson a ama. Claro que ele não iria colocálo em risco.” Spencer arqueou uma sobrancelha enquanto Arizona e Jackson olharam para ela. Apoiando-se em Jackson novamente, Alani disse: “Você nunca disse a ela que você a ama?” Arizona parecia tão à vontade que Alani estava pronta para orientar Jackson se ele não desse a resposta certa. “Isso nunca aconteceu, mas é claro que eu amo.” Ele passou um braço em torno de Alani. “Como uma irmã mais nova.” Arizona revirou os olhos, mas uma rosa escuro corou sua pele. De má vontade, ela admitiu: “Eu também te amo.” Alani notou a falta de uma comparação da parte Arizona. Será que ela estava apaixonada por Jackson? Ou o amor era tão estranho para ela que ela não poderia separar um tipo de amor do outro? “Ótimo.” Spencer relaxou novamente. “Portanto, se o drama acabou, podemos voltar à ação?”

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Balançando a cabeça, Jackson pegou a mão de Alani e levou-a para o sofá com Arizona. Sentou-se ao lado dela. “Eu não iria ser seguida, mas já que você disse que eles estavam seguindo você de qualquer maneira, me daria uma oportunidade de prendê-los.” Então Alani entedeu tudo. “A melhor maneira de manter a todos seguros era acabar com a ameaça de uma vez por todas.” “Sempre olhando por cima do ombro, esquivando-se nas sombras. Isso não é maneira de viver.” “Tem funcionado para mim até agora,” Arizona reclamou. “Mas, que seja assim. Por que não posso simplesmente ir lá fora agora e quando eles vierem para mim, você pode agarrá-los?” “Não.” Spencer disse: “Claro que não.” Como se a balançar Jackson, Arizona disse: “Eu tenho a minha arma.” Ela levantou uma das pernas da calça jeans para mostrar um coldre de tornozelo de nylon preto preso com velcro em torno de sua perna. Ela acariciou-a com amor. “Eu vou ficar bem.” Lívido, Jackson estendeu a mão. “Dê-me.” “O quê? De jeito nenhum.” Quando Spencer rosnou com a resposta, Arizona partiu como uma canhão para cima dele. “Você pode apenas ficar quieto! Você não tem nada a ver com isso.” Rápido demais para Arizona para reagir, Jackson abriu o velcro e pegou a arma e o coldre dela. Ele entregou-o para Alani. Com dois dedos, ela segurou-o longe de seu corpo. “Um...” Apesar de Trace lhe ter ensinado a atirar, ela ainda ficava desconfortável lidando com uma arma. “O que eu deveria fazer com isso?” “Só segure-a por um minuto.” “Ah.” Ela olhou ao redor, mas não viu nenhum lugar seguro para colocá-la. “Ok...”

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Tomando como certo seu acatamento, Jackson novamente pegou os ombros de Arizona. “Eu tenho tudo sob controle.” Na esperança de ajudá-lo a convencer Arizona, Alani disse: “Eu tenho certeza que ele tem. Ele é muito bom nesse tipo de coisa.” Sendo a única pessoa reticente sobre uma arma, Alani teve um monte de atenção dos outros três. Dando um sorriso coxo, ela se levantou para colocar a arma, coldre e tudo, em sua bolsa. Com a possibilidade de Arizona decidir pegar a arma de volta, ela não queria parecer uma boba. Quando o telefone de Jackson tocou, ele saiu do meio das mulheres no sofá e se afastou para atendê-lo. Todo mundo olhava, ansiosos por notícias, mas Alani também olhava para Arizona. E Arizona estava ocupada olhando Spencer com uma espécie de incerteza desafiadora em seu comportamento. Aquele olhar especial disse tudo para Alani. Embora não houvesse muita diferença de idade, Jackson estava certo... um mundo inteiro de diferenças as separava. “Seu nome está limpo,” Jackson disse para Spencer. Muito inquieto para se sentar, Spencer rondava em torno da sala de estar. “Deve ser um inferno de uma operação para que você já saiba.” “Eu sobrevivo.” “Você não é um policial.” Jackson sorriu e sem se preocupar em responder, aproximou-se para discutir a situação com Spencer. Enquanto conversavam, Alani tentou pensar em uma maneira de ajudar Arizona. Irritação e tensão irradiavam dela em ondas, ganhando força a cada segundo que passava. O terrível fardo 373


de sua dor a mantinha distante. Alani entendia que era um mecanismo de defesa natural, assim as pessoas não poderiam decepcioná-la se ela não se importasse o suficiente. Insolência, bravatas e antagonismo escondiam muita dor. Mas graças a Jackson, Alani finalmente seguiu em frente. Nem uma vez tinha tido um pesadelo com Jackson ao seu lado. Ele preencheu o seu mundo tão completamente que era impossível debruçar-se sobre a negatividade ou medo. Ele a salvou. Agora talvez ela pudesse ajudá-lo a salvar Arizona.

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Capítulo Vinte e Dois Eles esperaram o dia todo e nada aconteceu. Jackson sabia que Dare e Trace estavam mais do que acostumados com longas vigilâncias, mas com o sol começando a afundar no céu, sua inquietação cresceu. Através de códigos, eles permaneceram em contato, mas mantiveram as conversas telefônicas reais ao mínimo. Alani tinha há muito tempo cozinhado todos, e ela continuava recargando as xícares dele e de Spencer com café. Mas Arizona não comeu. Ela não falou. O que mais incomodou Jackson foi como ela ficou mais desafiante a cada hora que passava. Ele tinha visto isso antes, como a tensão aumentava até que poderia quebrar uma pessoa. Ficar esperando que o destino foda com você nunca foi fácil. A maioria das pessoas preferia enfrentar o problema de frente. Para alguém como Arizona, uma mulher levada a confrontar seus demônios, seria no mínimo algum tipo de inferno. Ele queria ajudá-la de alguma foma, mas ela se recusou a conversar com todos, inclusive Alani. Isso não tinha dissuadido Alani, no entanto. Ela continuou conversando com Arizona o tempo todo, como se não estivesse sendo rejeitada. Ele admirou seu otimismo, compaixão e tenacidade. Ela olhou para cima, o pegou observando-a e atirou-lhe um beijo. Alani era surpreendente.

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Ela não tinha mostrado um único sinal de ciúmes por Arizona. Não, ela entendia. Realmente entendia. Entendia tudo, incluindo as feridas emocionais de Arizona. Jackson sabia, sem sombra de dúvida, que ele a amava. E ele sabia com ainda mais certeza que ele não queria ficar sem ela. Ele precisava dela em sua vida de um milhão de maneiras diferentes. Ela queria experimentar e explorar sua sexualidade recém-descoberta, e ele não iria pressioná-la. Mas assim que eles resolvessem essa embrulhada, ele mostraria a ela quão boa uma vida juntos teriam. Arizona foi para uma janela para olhar para fora. “Por quanto tempo vamos fazer isso?” A calma personificada, Jackson disse: “Pelo tempo necessário. Se isso está ficando difícil para você, por que você não tira um cochilo? Eu sei que você não dormiu muito.” “Caia na real.” Sim, ele não podia ver Arizona caindo fora para descansar. “Então coloque um filme, ou leia uma revista ou algo assim. Poderia muito bem ficar confortável.” Como se fosse de algum modo culpa de Spencer, ela lhe lançou um olhar maligno e caminhou pelo corredor em busca de material de leitura. Passou mais uma hora antes que a chamada finalmente chegasse. Dare, desta vez, não Trace e ele não perdeu tempo compartilhando sua notícia. “Nós temos eles.” Lentamente, Jackson ficou de pé. “Detalhes?” “Dois carros cheios. Sete homens. Carregando armas suficientes para equipar um pequeno exército.” Eles vêm preparados. “Algum problema?” Dare ignorou e disse: “Trace está convencendo um deles a falar.” 376


Sim, Jackson sabia como Trace poderia ser convincente. “O cara cabeça diz que você era o alvo principal, mas eles queriam Arizona quase tanto quanto e Alani também, se isso fosse machucar você. Eles tinham um rifle de longo alcance. Caso você saísse de novo.” “Ou se você não estivesse estado vigiando.” De uma forma ou de outra, eles queriam vê-lo morto. Pena que ele não planejasse contentá-los. “Os idiotas estavam a cerca de quarenta metros de nós. Trace abateu os atiradores primeiro, então eu ataquei sua cobetura.” Jackson tinha pressa quando um plano se formou. “Divirtiu-se?” “Na verdade, sim, eu me diverti.” Jackson olhou para Spencer. O caçador de recompensas ficou em alerta, disposto a renunciar à recompensa se necessário, mas esperando o veredicto. Jackson perguntou a Dare, “Todo mundo ainda está vivo?” “Mais ou menos.” “Perfeito.” Jackson cobriu o telefone. “Você está bem, Spencer?” Parecendo ainda maior que os seus 1,98m, o olhar mortal de Spencer encontrou o de Jackson. Sua boca mal se moveu quando disse: “Eu tenho razões muito pessoais para ter certeza que eles paguem.” “Yeah? Eu não suponho que você queira me contar sobre isso?” “Não.” Porque isso queria dizer que ele poderia voltar a amar Alani mais rápido, Jackson aceitou isso. Falando ao telefone de novo, ele disse: “Com um pouco de ajuda para garantir que ninguém fique fora do nosso alcance, poderíamos deixar o caçador de recompensas tirá-los de nossas mãos.” O que iria os deixaria livres para descobrir outros detalhes.

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Se Dare tivesse alguma coisa a dizer sobre isso, Jackson não iria compartilhar com seu público. Ele encontrou o olhar de Alani, olhou nos olhos dela e soube que ela seria um problema. “Vamos garantir que ele os siga de perto.” Dare disse: “É melhor você estar certo sobre isso.” Sabendo que era um grande juiz de caráter, Jackson disse: “Eu estou.” Com os outros ouvindo, ele acrescentou: “Eu vou enviar Spencer em seu caminho, para encontrar com vocês.” Os ombros de Arizona cairam. Será que ela realmente pensou que ele iria abandoná-la? Ele olhou para Alani por ajuda. Como se estivesse esperando por isso, ela sorriu, depois inclinou-se para falar calmamente com o Arizona. “Há mais uma coisa,” Dare disse. E agora? “Eu estou ouvindo.” “Tobin chamou Trace para compartilhar um pouco de interessantes informações.” Jackson ficou tenso. Demorou a Dare apenas algums minutos para informá-lo sobre a chamada de Tobin, e responder às dúvidas de Jackson. “Entendi.” Desde que Jackson já sabia onde Trace e Dare estavam estacionados, ele disse: “Eu vou lhe enviar o caçador de recompensas, por isso tente certificar-se de que há alguém vivo para ele a recolher, ok?” Dare riu e desligou o telefone. Sabendo que com os outros não seria tão fácil, Jackson caminhou até Alani primeiro. “Parece que está tudo resolvido.” Tremendo de raiva, chateada, ou ambos, Arizona invadiu a cozinha. “Isso tem sido muito duro para ela,” disse Alani como se estivesse defendendo Arizona. “Dê-me um minuto para falar com ela, ok?” Fascinado, especialmente desde que Arizona o deixava agoniado mais frequentemente do que não, Jackson perguntou: “O que você vai dizer?”

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“Que ela deveria confiar em você, é claro.” Ela ficou na ponta dos pés para dar-lhe um beijo rápido antes de correr atrás de Arizona. Sobecarregado com a fé que ela tinha nele, Jackson ficou ali um momento antes de perceber como Spencer ficou olhando Arizona. Como um homem inseguro de que objetivo deveria perseguir, ele parecia muito indeciso. “Faça sua escolha rápido.” Jackson lhe daria de volta a arma assim que estivessem prestes a se separar. “Eu posso lidar com isso muito bem sem o seu envolvimento.” Pensativo, Spencer disse: “Se eu não os entregar vivos, eu não recebo o pagamento.” De alguma forma, Jackson sabia que dinheiro não era o fator para o envolvimento de Spencer. “Isso preocupa você?” Finalmente Spencer afastou sua atenção de Arizona. “Na verdade, não.” Inflexível, ele estudou Jackson. “Você?” “Vivos ou mortos, eu quero que eles se vão.” Olhando para trás em Arizona uma última vez, Spencer assentiu. “Bom o suficiente.” “Vá com calma.” Jackson cruzou os braços sobre o peito. “Ela passou por um inferno pior do que você pode imaginar.” “Você ficaria surpreso com o que eu posso imaginar.” Algo na voz de Spencer falava sobre um segredo profundo, escuro. Aparentemente desprovido de emoção, ele se dirigiu para a porta. “Eu vou esperar lá na frente.” Só então, Jackson ouviu a discussão entrar em erupção e foi investigar. Arizona continuava insistindo em sair e Alani insistia que não tanto quanto ela. “Você vai com a gente,” Jackson disse a ela, colocando um fim a isso. Ele não teria seus planos atrapalhados na última hora. Desafiadora até o amargo fim, Arizona ficou na defensiva com ele. “Eu tenho meu próprio carro.” 379


“Eu vou pedir que alguém venha buscá-lo.” Seu pequeno corpo vibrou com a tensão. “Eu tenho coisas na minha mala que eu preciso.” “Então nós vamos pegá-las primeiro,” Alani disse a ela. Isso não iria convencê-la. “Eu preciso da minha arma de volta.” Para manter o controle, Jackson recusou. Por enquanto. Mais tarde, ele provavelmente se sentiria melhor sabendo que ela estava armada. Levou um monte de persuasão e uma enorme quantidade de paciência de sua parte para finalmente arrastar Arizona para o estacionamento. Quando ela andou frente dele, Jackson pegou seu braço e puxou-a de volta. Vendo Alani como a mais comportada das duas, ele sussurrou para ela: “Fique atrás de mim.” Ela lhe deu um olhar assustado e fez o que ele pediu, insistindo com Arizona para fazer o mesmo. E maravilha das maravilhas, Arizona obedeceu. Mesmo no meio de um plano cuidadosamente forjado, Jackson não poderia deixar de perceber a importância disso. Arizona poderia fingir que Alani não teve qualquer impacto sobre ela, mas como ele, ela já estava encantada. Alani tinha esse efeito sobre todos. Com as mulheres cooperando, Jackson soltou um suspiro, mas ele não estaria completamente à vontade, até que tivesse as duas na casa dele. Um olhar para Spencer e ele sabia que ele sentia o mesmo. “Devolva a minha arma.” Eles estavam em campo aberto, mas a escuridão tinha caído. Seu condomínio tinha uma boa segurança, e luzes mantinham as imediações bem iluminada. Só que fazia deles um alvo para

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qualquer um se escondendo além das sombras. Era uma área tranquila, longe o suficiente do edifício central para deixá-lo desconfortável. À medida em que as mulheres entraram no carro, Jackson entregou a semi-automática para Spencer. “Você não quer saber onde recolher sua recompensa?” Puxando o pente parcialmente para trás, ele viu uma bala na câmara, a arma ainda estava carregada. Satisfeito, ele olhou ao redor da área. “Algo não está certo.” Perceptivo. Mas Jackson já tinha percebido isso. “Venha com a gente.” Estreitando os olhos, Spencer disse: “Tudo bem.” Quando Spencer entrou no banco de trás com ela, Arizona perguntou. “O que está acontecendo? O que foi?” “Marc Tobin ligou.” Nem Spencer nem Arizona pediram detalhes, mas Jackson forneceulhes de qualquer maneira, mantendo a explicação da relação de Tobin com Alani breve e direto ao ponto para não envergonhá-la. “Lembrou-se de que uma das pessoas que o sequestraram era uma mulher.” No banco da frente ao lado dele, Alani franziu o cenho. “Uma mulher? Poderia ter sido a mulher que eu vi no seu apartamento?” “A pessoa que me drogou.” Jackson odiava coincidências. “Ele tinha os olhos vendados, então ele não podia vê-la, mas ela estava lá enquanto eles trabalhavam sobre ele. Ele diz que poderia jurar que era uma mulher por causa da sua risada.” Respirando um pouco mais rápido, Arizona caiu para trás em seu assento. “Sua risada,” ela repetiu em um sussurro quase imperceptível. E, em seguida, a voz mais forte, “Como ela se parece?” Jackson olhou para Alani. Algo incomodava Arizona, algo além da ideia de que ele poderia ter se machucado. “Trinta e poucos anos. Cabelo castanho.”

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“E olhos castanhos.” Sentando para a frente em sem assento novamente, Arizona lutava para respirar. Spencer começou a chegar até ela, mas ela já tinha aberto a porta. Ela cambaleou para fora do carro e andou vários metros. Merda. “Eu vou buscá-la,” disse Jackson à Alani, em seguida, abriu a porta e saiu. Ele não se aproximou Arizona, mas nem precisava. Ela só se distanciou um pouco antes de virar e atacar de volta. “Diga-me o que está errado.” Seus lábios tremeram e então fiaram duros. Parando perto dele, ela endureceu sua espinha e se esticou o queixo. “Ela era a minha altura?” Alani tinha saído do carro também, mas ficou perto da porta. Ela falou com Arizona por cima da capota. “Eu sinto muito, mas eu realmente não me lembro. Eu estava... chocada ao encontrar Jackson com uma mulher.” Jackson nunca deviou o olhar de Arizona. “Você sabe quem poderia ter sido?” Assim que Arizona fechou os olhos, Spencer saiu do carro. “Eu sei.” Ele se inclinou sobre o carro ao lado da porta aberta. “Chandra Silverman.” “Não.” Arizona balançou a cabeça. “Ela está morta. Diga a ele, Jackson. Eles estão todos mortos!” Em circunstâncias normais, Arizona nunca trairia qualquer aspecto de seu trabalho, ele sabia disso. O que ele implicava não era algo tolerado pelo sistema jurídico. Mas estas não eram circunstâncias normais e Arizona estava à beira da histeria. Quando ele não respondeu, ela agarrou sua camisa. Quase implorando, ela sussurrou: “Ela está morta, não é?” Sua grande mão enrolou em seu frágil punho e com o polegar ele acariciou sua pele gelada. “Eu sei sobre três homens, Arizona. Isso é tudo.” Ela tentou se livrar dele. “A cadela que dirigia o show?”

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“Além de você, eu não vi nenhuma mulher naquele dia.” Jackson tinha uma sensação horrível sobre as coisas. “Mas...” Arizona procurou seu rosto. “Ela estava lá. Ela sempre estava lá.” “Provavelmente, se divertindo.” Spencer passou a mão sobre a sua cabeça. “Ela é muito pior que qualquer homem que eu já conheci. E eu sei com certeza que Chandra está viva e bem, porque é principalmente ela que tenho acompanhado.” Lentamente Arizona foi relaxando. “Todo esse tempo...” “Você pensou que ela tinha morrido?” Perguntou Spencer. “Então, quem diabos você vem acompanhando?” “Seus lacaios. Seus associados. Qualquer um que já participou de seus jogos doentes.” Envolvendo seus braços ao redor de si mesma, Arizona riu. “Deus, que isso é um notícia... não é?” Spencer a puxou em torno dele. “Tudo o que ela fez com você, Arizona, ela vai pagar.” Arizona riu ainda mais. “Eu pensei que ela estivesse morta, e isso não foi pagamento suficiente.” Ela tentou empurrar para longe dele, mas ele a apertou seus braços. Alani caminhou para o seu lado do carro. Ela inclinou-se para Jackson. “Eu sinto muito.” Arizona olhou para ela. “Precisamos sair daqui.” Impiedosamente, Jackson colocou Alani atrás dele. “Tarde demais.” Uma BMW prata com os faróis apagados, se aproximou bloqueando a saída deles. “Oh meu Deus.”Alani agarrou a bolsa contra o peito. “É o carro.” Não poder confortar Alani foi uma das coisas mais difíceis que Jackson teve que fazer, mas ele precisava se concentrar no carro. “Todos vocês, fiquem atrás de mim.” Arizona bufou. “Spencer certamente fará isso.” Perfeito. “Ele sabe o que ele está fazendo.” Pelo menos, Jackson esperava que não tivesse julgado mal o cara antes. “Tenha um pouco de fé.” “Eu poderia...” 383


Alani a interrompeu, dizendo: “Vamos fazer exatamente o que Jackson nos disse para fazer!” Quando o carro parou, Jackson recuou, forçando as mulheres por trás do carro. “Alani?” “O que?” Terror fez sua voz alta e fina e isso o torturou. “Eu estou pedindo gentilmente.” “Para fazer o quê?” “Para que você confie em mim agora.” Ouviu-a respirar fundo, e depois outra vez e finalmente, ela passou a mão em suas costas. “Eu confio.” Um dia, ela estaria dizendo isso na frente de um pregador. “Obrigado, querida.” Sorrindo com satisfação, Jackson avançou, mais do que pronto para colocar o show na estrada. Tomando a mão de Arizona, Alani agachou atrás do carro. Seu coração batia tão rápido que ela pensou que poderia desmaiar. Foi Arizona que sussurrou: “Respire. Eu sou forte, mas eu não tenho certeza se posso carregá-la se precisarmos correr.” Em circunstâncias menos terríveis, Alani poderia ter rido. “Eu não vou desmaiar, eu prometo.” “Fico feliz em ouvir isso.” Deus, ela soava como Jackson. De certa forma, eles eram tão parecidos que fazia todo o sentido eles serem pseudo irmãos. Alani estava muito feliz por eler terem um ao outro. Ela espiou em volta para ver o que estava acontecendo. Quando as portas da BMW abriram e as pessoas saíram, Jackson estava ao lado da porta do motorista, o epítome da confiança. Três homens... e uma mulher. Poucas chances, mas em se tratando de lidar com situações ruins, ela apostaria seu dinheiro e seu coração, em Jackson. Por favor, por favor, por favor, não deixe que ele se machuque. 384


A mulher segurava uma arma displicentemente em sua mão, o braço para baixo ao seu lado. E ela sorria. “É ela,” Alani sussurrou para Arizona. “Essa é a mulher que drogou Jackson.” “Chandra.” Arizona olhou para ela como um feixe de laser de ódio em brasa. “Se alguma vez uma pessoa mereceu morrer, esta é ela.” Presunçososamente, a mulher chamada Chandra foi em direção a Jackson. “Eu não sugiro que você tente qualquer coisa.” Atrás dela, os homens com os musculosos braços cruzados, esperavam. “Não?” Como se estivesse entediado, Jackson se afastou do perigo movendo para o carro. “Por que não?” “Sua ajuda não virá. Eles acham que já resolveram.” Ela encolheu os ombros. “Claro, isso era apenas uma parte do meu plano.” “Sim?” Ele deu mais um passo de distância. “O plano é esse?” “O plano de mantê-los ocupados com os outros. O plano de reunir todos vocês.” Seus olhos brilhavam. “O plano de me vingar, é claro.” “Huh.” Com a falta de preocupação, Jackson disse: “Eu estou surpreso que você tenha vindo sozinha. Mesmo uma completa psicopata tem de perceber que é uma jogada arriscada. Ou é apenas porque você não tem mais nenhum capanga?” “Eu queria ver você morrer!” Ela gritou em uma explosão perturbada, mas rapidamente se recompôs. E então, com uma risada mansa que enviou arrepios pela espinha de Alani, ela ronronou, “Você não me reconhece, não é?” “Claro que eu reconheço. Você é Chandra Silverman.” Sua expressão endureceu. “Elas eram boas drogas, mas eles não fizeram meu cérebro parar de funcionar. Você deveria saber que eu descobriria tudo.” 385


“Descobrir tudo? Duvido.” Chandra aproximou-se dele, enquanto os homens seguravam as armas e assistiam. “Eu sempre gostei de uma... vingança elaborada.” “Quão elaborado?” O sorriso sinistro alargou. “Para começar, eu tinha decidido que teria você. Você sabia disso?” “Porra, senhora, que isso seria uma punição cruel e incomum.” “Cale a boca!” Mais uma vez, ela se recompôs. Respirando fundo, ela olhou para ele, então inclinou o quadril. “Gostaria de ter tido você, e então jogado fora. Para um homem como você essa seria a melhor vingança.” Silenciosamente, Jackson disse: “Mesmo drogado, isso nunca teria acontecido.” “Ha! Você não teria uma escolha. Acredite em mim, isso teria sido um negócio feito se essa vadia certinha não aparecesse.” Olhando para além Jackson, ela murmurou: “Mas ela apareceu, não foi? Ela me colocou fora dos meus planos, então agora ela terá que pagar também.” Ouvir uma ameaça tão direta fez a garganta de Alani apertar. Sem dizer uma palavra, Arizona se inclinou para ela, lhe dando força. Chandra continuou a sorrir. “Diga a ela para sair de trás do carro.” Sucinto, Jackson disse: “Em seus sonhos.” “Não há lugar para ela ir. Você percebe isso, certo?” “Eu percebo um monte de coisas. Agora você deveria perceber o quão ruim a sua capacidade de planejamento é.” Chandra abanou a cabeça em uma risada. “Eu sou excelente no que faço.” “Mesmo?” Jackson moveu-se ligeiramente mais perto dela. “É por isso que Marc Tobin está seguro? É por isso que eu coloquei seus homens fora de combate com tanta facilidade? É por isso que você quase ficou presa no primeiro dia no meu apartamento?” Ele bufou. “Não soa como um bom planejamento para mim.” 386


Por um segundo, Chandra mostrou sua raiva, mas, em seguida, ela apenas riu novamente. “Traga ela aqui ou eu vou atirar em você.” Como se ele tivesse todo o controle do mundo, Jackson disse: “Por que você não me diz primeiro o que é isso tudo? Por que eu?” “Você roubou de mim.” Ela encolheu os ombros. “Uma das minhas meninas favoritas.” Todo o comportamento de Jackson mudou. Com a voz cheia de ameaça mortal, ele disse: “Você a jogou fora.” O prazer de ter uma reção dele fez Chandra sorrir. “Não, eu tentei matá-la. Essas são duas coisas muito diferentes.” Ela acenou com o cano da arma para ele. “Você roubou a minha satisfação e você bateu em meus homens.” “Eu já bati em muitos de seus homens. Então o que? Eles me irritavam de qualquer maneira.” Os caras assistindo reagiram a isso e estenderam a mão para suas armas. Chandra levantou a mão. “Ainda não,” disse ela. Ela olhou além de Jackson, e fez contato visual breve com Alani. “Ela está lá com a sua namorada, não é? Eu a segui até aqui, por isso não se preocupe em negar.” “Ela não é da sua conta.” “Aí é onde você está errado. Eu sou uma psicopata. Você mesmo disse, se você se lembra. Eu destruo os que atravessam meu caminho. E isso significa que eu pegar as duas e você vai ver como elas morrem.” Mantendo a arma apontada para Jackson, ela falou para o carro. “Agora, meninas, por que vocês não vêm para cá antes que eu deixe meus homens matá-lo?” Sabendo que ela iria, Alani agarrou o braço de Arizona. “Não.” Indecisa, Arizona mordeu o lábio inferior. “Eu tenho que ir. “ Pânico acelerou o coração de Alani. “Absolutamente não.” Chandra ouviu sua conversa e riu. “Saiam ou ele será morto. A escolha é sua.” 387


Engolindo um gemido, Alani agarrou o Arizona, o que só fez com que fosse meio arrastada quando Arizona fez o que ela mandou. “Sinto muito,” disse Alani para Jackson. “Está tudo bem, boneca. Nenhum problema.” Ele se manteve de costas para ela, sua postura relaxada apesar de estar enfrentando uma lunátia armada, o que ajudou Alani a ser corajosa também. “Coisinha leal, não é?” Chandra disse para Arizona. Arizona sorriu. “Estou surpresa que você pode até mesmo dizer essa palavra. Normalmente mulheres mortas não pode falar. E você está morta se entendeu isso ou não.” Oh Deus, oh Deus. Alani tentou pensar no que fazer. “Ainda a tagarela de sempre, eu vejo.” Chandra inclinou a cabeça. “Braços abertos para fora.” Olhando diretamente para Chandra, Arizona levantou os braços. Chandra estalou em decepção fingida. “Desarmada? Você está vacilando. E os meus homens estavam tão ansiosos para desarmar você.” “Eles não vão tocar nela.” Jackson prometeu. “Eles terão sua oportunidade.” Chandra rebateu. “Não.” E ele se aproximou de Chandra. Atordoada pela jogada ousada, ela ordenou: “Pare aí mesmo.” “Eu não penso assim.” Sua mandíbula apertou e ela virou-se para apontar a arma para Alani. Com o coração falhando uma batida, Alani recuou até que Jackson se colocou na a linha de fogo. Isso a assustou ainda mais. Mas ele parou antes que Chandra o impedisse e agora ele estava, oh, muito mais perto dela.

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Alani olhava fixamente para a arma. Ela odiava armas, todas elas, mas vendo uma apontada para Jackson piorava tudo dez vezes mais. “Vamos ter tudo isso esclarecido, senhora. Por que você me drogou em primeiro lugar?” “Por um lado, eu precisava revisar a sua casa.” Ela ergueu um ombro delgado. “Achei que você poderia ter uma pista em algum lugar que me dissesse onde encontrar minha propriedade. Sim, eu sabia que você a tinha levado. Você não me viu naquela noite na ponte. Você nunca suspeitou que uma mulher pudesse estar envolvida, não é?” Ele riu. “Conheço muitas mulheres doentes. Não há nada especial sobre você.” “Repense isso.” Ela deu um passo para ele, a arma firme em sua mão. Jackson apenas olhou para ela, insolente, impassível, sem mostrar um pingo de medo. “A maioria das pessoas teria ido atrás de sua propriedade e deixaria por isso mesmo. Mas eu não. Eu o segui naquela noite e você foi meu projeto desde então. Eu detalhei planos para você.” “Funciona para mim, porque eu odeio negócios inacabados.” Ouvindo Jackson insultar uma louca, Alani teve que enfiar um punho contra a boca para ficar quieta. “Eu também,” disse Arizona. “E já que o negócio é mais entre nós, por que não os deixar de fora?” Pálido, fria, de alguma forma mortal, Arizona começou a avançar. “Não se atreva,” Alani disse a ela. Quando Chandra e seus homens olharam para ela com diferentes graus de surpresa, Alani encolheu e se forçou a parar. Uma risada quase histérica quase escapou, mas ela conseguiu sufocá-la. Na esperança de infundir alguma confiança em seu tom de voz, ela disse para Arizona, “Ele tem tudo sob controle. Você não consegue ver isso?” Arizona vacilou... e segurou. Jackson recuperou a atenção de Chandra, perguntando: “Como você entrou, afinal? Eu odeio pensar que eu deixaria entrar cada louco que aparece na minha porta.”

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Chandra arrastou os dedos da mão que segurava a arma para a virilha de Jackson. “Ainda não se lembra? Meu, aquelas eram boas drogas.” Ela o acariciou e Alani e queria avançar nela. Ela se surpreendeu com sua possevidade feroz. Mas isso ajudou a lembrar que ela tinha a arma de Arizona em sua bolsa. Oh. Será que ela se atreveria? Ela seria capaz de tirá-la sem que ninguém percebesse? Prendendo a respiração, ela enfiou a mão na bolsa e facilmente localizou a arma pesada. Os homens tinham toda a sua atenção em Jackson, quase como se o temessem. Mas eles não a viam como uma ameaça. Alani sentiu os joelhos fraquejarem e seu estômago revirou. Chandra continuou falando. “Eu bati e quando você respondeu eu comecei a chorar. Foi uma atuação digna de um prêmio, devo dizer.” Arizona zombou. “Os homens são tão estúpidos sobre essas coisas.” Chandra ignorou. “Eu lhe disse que tinha sofrido um acidente e que não me sentia bem e eu tinha perdido meu celular. Você foi tão doce, tão galante.” “Estou vomitando,” disse Arizona. Com a expressão inalterada, Chandra disse aos seus homens: “Se ela falar de novo, matem-a.” Travada no lugar, Arizona fingiu trancar os lábios e jogar a chave fora. Alani a admirou, especialmente sabendo como Arizona sentia sobre Chandra. Ela foi a única a notar a palidez da pele do Arizona? Abraçando a bolsa, Alani passou o dedo no gatilho. Mantendo a arma escondida, ela olhou para e engoliu em seco. Atirar em um alvo era uma coisa. Atirar em em um ser humano, mesmo uma pessoa verdadeiramente vil, era algo completamente diferente. 390


“Você foi buscar uma bebida,” disse Chandra, “mas deixou um refrigerante ali em cima de uma mesa na frente da televisão, então coloquei nela a droga.” Ela encolheu os ombros. “Mais fácil do que eu jamais esperei, dada a forma como você desfiou meus homens naquela noite na ponte. Eu estava assistindo à uma uma distância segura, você sabe. Mesmo lhe detestando por interferir, eu admirei sua capacidade.” Novamente, ela apalpou a virilha. Em um segundo a ideia de atirar nela lhe pareceu menos repulsiva. “Depois de alguns goles, você suspeitou que algo não estava certo, mas...” Chandra sorriu “já era tarde demais para você.” “Não acredito.” Jackson balançou a cabeça. “Dois goles não teriam me derrubado.” “Não, mas você ficou tonto o suficiente para que eu pudesse dar outra dose com uma agulha hipodérmica.” “Ah! Agora eu acredito.” Ele inclinou a cabeça para estudá-la. “Então você chefia uma grande operação?” “Grande o suficiente.” Ela fez mais carícias e em seguida, fez um som de prazer. “Mais ou menos como você.” Arizona estalou. “Oh meu Deus, isso é estupidamente patético, sua cadela lasciva! Como você pode apenas chegar perto de um homem e estuprá-lo com uma arma?” Tudo pareceu acontecer ao mesmo tempo. Chandra gritou: “Atirem nela!” Em um movimento incrivelmente rápido, Jackson atirou no ar para ir cravar no ombro de um guarda-costas e quase ao mesmo tempo, ele segurou Chandra na frente dele, sua própria arma agora apontando para o outro guarda-costas, o dedo cobrindo o gatilho. Tarde demais para recuar, Alani sacou a arma.

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Vários tiros soaram tão alto que a fizeram gritar e quase pararam seu coração. Uma janela da BMW quebrou. Seu tiro. Chandra caiu nos braços de Jackson, e foi não o seu tiro. Mesmo com a faca em seu ombro, o guarda em pânico pegou sua arma, mas não chegou a usá-la. Ele gritou quando algo bateu em sua mão, jorrando sangue e fazendo a arma cair. O outro capanga levou um tiro no ombro, outro na coxa. E assim, o confronto tenso terminou. Os dois capangas e Chandra já não eram uma ameaça para ninguém. Com o coração ainda martelando, Alani se esforçou para entender o que tinha acontecido. Jackson estava tão ereto, tão forte e confiante como sempre. Arizona, mesmo tonta e ofegante, aparecia ilesa. O que havia acontecido? Arma na mão, Spencer se materializou de trás da BMW. Então, ele tinha circulado por aí e estava atrás deles o tempo todo? Alani soube pela sua expressão feroz e mandíbula apertada que ele foi a pessoa que havia atirado em Chandra. Ele fez uma parada para remover as armas dos capangas caídos, então caminhou diretamente por Jackson em direção à Arizona. Tremendo tanto que mal conseguia ficar de pé, Alani olhou com espanto aliviado. Corpos caídos. Havia sangue respingado. Vidro quebrado. Ela tremeu... e seu olhar foi direto para Jackson. Ele não havia se machucado, graças a Deus. Ele nem sequer parecia chateado. A explosão de tiros não o tinha perturbado. Olhando fixo em Alani ele baixou Chandra para o chão. E em seguida, seu irmão estava lá, inclinando-se sobre Chandra, procurando por outras armas, verificando o pulso e finalmente, fazendo uma chamada em seu celular. 392


Em dois grandes passos, Jackson a alcançou, pegou-a e levou-a para o carro para sentá-la no porta-malas. “Alani?” Sua voz era firme, no controle, insistente. Com uma mão suave, ele segurou o rosto dela. “Baby, você está bem?” Ela olhou para ele, seu estômago se encolheu, e ela empurrou a bolsa para ele. Ela agora tinha um buraco negro gigante. “Você está louco?” Um lento sorriso limpou a preocupação em seu rosto. “Eu não penso assim, não “ Ela não viu nada de engraçado em qualquer coisa. “Você provocou ela! Você estava tentando levar um tiro?” “Dare, Trace e Spencer tinham nossas costas cobertas.” “Eles não poderiam a ter impedido de...” Ela não podia dizer isso. Se Chandra tivesse puxado o gatilho poderia ser Jackson no chão agora, sangrando. Lágrimas brotaram nos olhos dela e sua garganta fechou, mas ela piscou rapidamente e respirou fundo duas vezes. “Isso foi incrivelmente perigoso.” “Ela não tinha o dedo no gatilho. Ela queria brincar conosco mais do que qualquer outra coisa.” “Você não pode saber disso.” E a verdade do que ele tinha feito a sacudiu. “Você a queria em você para que ela não focasse em Arizona ou eu.” “Você acha que me conhece muito bem, né?” Ele continuou tocando seu rosto. “Bem, você está certa e eu não vou pedir desculpas por isso, por isso não me diga para pedir. Além disso, as chances de ela realmente atirar aqui, no estacionamento de um complexo de apartamentos, eram muito, muito pequenas.” Mas, graças a seus nervos, Alani tinha atirado. Oh, uau, ela tinha furado os seus planos? “Sim,” disse Jackson, lendo sua expressão. “Nós achamos que o primeiro grupo que Dare e Trace prendeu era apenas uma armadilha. Foi muito fácil. E quando Chandra teve a ousadia de 393


aparecer na BMW, eu sabia que ela se sentia segura, como se ela tivesse todas as suas bases cobertas. Ela queria jogar, mas ela teria nos colocado no carro e levado para um local mais privado antes de executar qualquer um.” Horrível, mulher horrível. “Ela está... morta?” “Ainda não, mas eu não sei se ela vai continuar assim.” Ele deu-lhe um olhar severo. “Não é para você se preocupar com ela.” Era verdade. Alani assentiu. “Eu odeio toda essa porcaria secreta.” Sorrindo para ela, Jackson alisou o cabelo de uma forma agora familiar. “Deus, eu nunca esqueço detalhes, mas eu juro, eu esqueci sobre você com essa arma. Provavelmente porque nunca, nem em um milhão de anos, eu esperasse que você a usaria.” “Eu esqueci que você tinha a faca de Spencer,” ela admitiu. “Quero dizer, eu sabia que a sua estava em sua bota, mas eu não via como você poderia pegá-la e com a sua arma no seu colo e aquela mulher louca com o objetivo de...” “Eu sei.” Ele colocou a cabeça em seu ombro, mas ela podia sentir seu sorriso quando ele beijou sua têmpora. Ela apertou suas costelas. “Como no mundo você pode estar rindo?” “Você está viva e bem. Arizona está bem.” Ele a abraçou. “E os homens de Dare já sabem onde encontrar o resto da operação de Chandra.” Ela empurrou para trás para ver seu rosto. “Então nós vamos ser capazes de libertar a todos?” “Não, nada de nós, querida, mas sim, algumas pessoas já estão a caminho. Todo mundo vai ser cuidado, eu prometo.” Ele a beijou, mas o beijo terminou com uma risada. Insultada, Alani franziu o cenho para ele. “O que é engraçado?” Ainda sorrindo, ele balançou a cabeça. “Quase me caguei quando a BMW apareceu antes que pudéssemos sair daqui. Eu não estava esperando isso. Eu estava improvisando, fazendo 394


planos conforme as coisas aconteciam e aí você apareceu com aquela maldita arma e eu não tinha a mínima ideia do que tinha acontecido.” “Você não pareceu surpreso.” Ela o abraçou, tranquilizada por seu grande corpo quente, seu abraço seguro. “Você foi tão rápido.” Trace veio para eles, mas ele falou com Jackson, perguntando: “Ela está bem?” Alani ficou encostada contra ele. “Ela está bem.” E então a Trace, “Onde você estava?” “Nós estávamos vigiando.” Ele puxou uma mecha de seu cabelo. “Dare tinha os outros capangas na mira, mas ele tinha uma linha de tiro limpa, se necessário. Eu estava mais perto. Ninguém teria os deixado machucar você.” “Eu estava mais preocupada com o Jackson.” Trace deu um sorriso torto, e cutucou Jackson. “Eu não teria deixado ele se machucar, também.” Jackson se concentrou em Arizona. Ela e Spencer estavam envolvidos em uma discussão tranquila. Arizona parecia... bem, quebrada. Seus olhos estavam vermelhos, seu rosto duro. “Trace, faça-me um favor e certifique-se que ela não fuja, ok?” “E com isso que você está preocupado?” “Mais ou menos.” “Eu tenho isso. Mas você sabe, nós realmente deveríamos alertar o caçador de recompensas, você não acha?” Ele assentiu com a cabeça. “Policiais chegarão aqui a qualquer momento e está começando a juntar gente.” Alani endireitou-se. “Vá.” Sabendo ele que tinha que coordenar histórias, ela enxotou-o. “Faça o que tem que fazer.” Com um aceno de cabeça, Trace caminhou em direção Arizona. Parecendo acolhedor e intimista, Jackson tocou seu rosto. “Nós temos muito para falar.” 395


Um gemido borbulhou para fora. Depois de todos os seus esforços para evitar discussões profundas isso parecia muito sério. Ela tinha algumas coisas a dizer a ele também, mas definitivamente precisava se recompor em primeiro lugar. “Nada mais de drama, por favor. Eu não posso aguentar isso agora.” Ele sorriu. “Não, nada disso.” Sirenes soaram. Ele olhou para sua boca, deu-lhe outro beijo rápido, e endireitou as costas. “Espera por mim no carro?” “Tudo bem.” Alani obrigou suas pernas trêmulas a andar, mas desabou no banco traseiro. Segundos depois, Trace trazia Arizona para dentro do carro, também. Em um instante e já tinha ido. Jackson e Spencer conversavam mas ambos mantiveram seus olhos no carro, vigilantes, protetores. Realmente os mocinhos. Arizona parecia distante, mas Alani não podia simplesmente ignorá-la. “Você está bem?” “Deveria ter sido eu.” Sacudindo a cabeça, Alani disse: “O que você quer dizer?” “Eu deveria ter atirado em Chandra. Eu deveria tê-la matado. Era o meu direito, não o dele.” Com olhar desprovido de sentimento, ela olhou para fora da janela. “Spencer me privou da minha vingança e eu nunca vou perdoá-lo por isso.” Partiu o coração de Alani pensar no que Arizona guardava dentro dela, o ódio e a necessidade de vingança. Demoraria muito para que alguém pudesse realmente chegar até ela. “Algum dia,” Alani sussurrou: “você poderá sentir de forma diferente.” Arizona surpreendeu, dizendo: “Talvez.” Ela descansou a testa contra o vidro frio. “Mas não hoje à noite.”

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Capítulo Vinte e Três COM O GATO GRIM esparramado no colo, ronronando em sua voz enferrujada, Jackson recostou na grande poltrona reclinável que Alani tinha escolhido só para ele. Isso junto com seus outros móveis novos, fez com que sua casa parecesse com um verdadeiro lar e isso estava muito bom para ele. Não conseguia se lembrar de alguma vez ter estado tão confortável. Claro que tinha tanto a ver com o fato de que Alani ainda estava com ele, quanto com qualquer dos móveis. Com o perigo no passado, ele e Alani gastaram todos os seus dias juntos. Grim havia se acostumado com eles, e Arizona... bem, ela estava se acostumando com as coisas. Três semanas se passaram desde que Chandra Silverman tinha morrido no hospital. Spencer havia capturado o resto dos cretinos e eles estavam atualmente presos sob uma lista de acusações de um quilômetro de comprimento. O melhor advogado do mundo não lhes ajudaria, especialmente com Trace cobrando alguns favores para garantir que ninguém os ajudaria de qualquer forma. Ao estourar a quadrilha de traficantes haviam libertado uma dúzia de mulheres de várias idades e nacionalidades. E finalmente, Alani e Arizona estavam seguras. A vida era boa. Trace admirava um prato decorativo em um lado da mesa, outra coisa Alani tinha escolhido. “Então Arizona está se ajustando ao seu novo emprego?” Deus, ele esperava que sim. “Parece.” Jackson havia lhe dado uma série de tarefas que ela abraçou com entusiasmo. Ela precisava sair algumas vezes, mas usando o computador para seu 397


trabalho, ela ainda poderia viver por conta própria. Atirou-se em pesquisas sobre os antecedentes dos traficantes de baixo calibre de nível local. Jackson não a queria envolvida com grandes organizações. Aquelas eram para ele, Dare e Trace de lidarem. “A casa parece ótima.” Dare disse. “Mesmo? Alani fez um trabalho fantástico, não é?” Ele poderia dizer que eles estavam vivendo juntos, apesar de Alani ter mantido sua própria residência e só tivesse trazido para sua casa as coisas que ela precisaria em uma base regular. Mas ele estava trabalhando nisso. Sem empurar muito, eles teriam que falar a sério. Sobre exclusividade. Ele diria a ela o quão preciosa era para ele e deixaria claro que ele não queria que as coisas terminassem tão cedo. Uma vez que ele finalmente a ganhasse, diria que ele queria que ela ficasse com ele para sempre. Ele diria a ela o quanto ele se importava. Ele faria... “Quando é que você vai se casar com ela?” Uau. A pergunta de Trace o pegou de surpresa. Um segundo eles estavam elogiando sua casa, e então bam... soltou a bomba. Mas a verdade era que Jackson vinha pensando muito nisso. Todos os dias, de fato. Era o que ele queria, então Jackson começou a dizer que ele iria se casar com ela assim que ele pudesse a fazer concordar, mas em seguida, ele notou que Dare e Trace tinham olhares idênticos de desafio. De jeito nenhum ele iria os deixaria pensar que o tinham obrigado a casar. De uma forma ou de outra ele se casaria com Alani, mas apenas porque ele queria passar a vida com ela. Não por qualquer outra razão.

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Definitivamente não seria porque Dare e Trace achavam que deveria. Alani queria tempo para brincar, experimentar, e ele sabia que co certeza ela estava aproveitando o tempo juntos. Ela merecia sua paciência, não importava como isso o matava. “E então?” Dare lhe deu um olhar superior. “Estamos esperando.” Eles realmente esperavam que ele se desculpasse? Pfft. Será que ele parecia estúpido? “Não é da sua conta.” “É da minha conta,” disse Trace. “'Não mesmo.” Jackson relaxou em sua cadeira enquanto Grim cutucava sua camisa. “E você sabe que sua irmã não gostaria que você metesse o nariz.” “Eu não entendo você, Jackson.” Dare sacudiu a cabeça. “Eu pensei que você se importava com ela.” “Eu a amo.” Ambos piscaram duas vez e então olharam para ela por um tempo muito longo. “O que?” “Você a ama?” Dare perguntou com um sorriso lento. “Porra, nenhum de vocês a vê como uma mulher, não é? Não fiquem tão chocados. Eu não sou um burro. Alani é bonita e inteligente e sexy e... é claro que eu a amo.” Que homem não amaria? Trace disse: “Bem, aleluia.” Antes eles ficassem muito exaltados, Jackson disse: “E para sua informação, eu vou casar com ela, mas só se ela me amar também.” Dare abriu a boca, fechou-a, em seguida bufou. Trace revirou os olhos. “Você está inseguro? Por isso a demora?” “Eu não disse isso.” Mas sim, com ela, sobre isso, ele meio que estava. “Então, você disse a ela que a ama?” 399


Não exatamente, mas ela tinha que saber. Não é? De todas as maneira, mesmo não dizendo as palavras, ele tinha mostrado a ela o quanto ele se importava. Feito com esta conversa, Jackson disse: “Eu não quero apressá-la, isso é tudo. Ela me disse antes como ela queria que as coisas fossem, por isso estou aguardando o meu tempo e a deixando ter o espaço que precisa. Quando ela estiver pronta para se estabelecer...” “Eu estou pronta.” Os três giraram a cabeça ao redor para ver Alani em pé na porta. Ela usava um vestido matador que o fazia querer violentá-la. Mas então, não importa o que ela usasse, ele queria violentá-la. Normalmente, ela queria que ele fizesse isso. Essa foi uma das vantagens de tê-la à mão 24/7. Tomado de surpresa, sem saber o que tinha ouvido ou o que ela pensava sobre isso, Jackson disse cautelosamente, “Hey.” Ela lambeu os lábios. Nervosismo? Seu irmão a tinha pressionado também? Jackson sentou-se para frente para colocar Grim no chão. “Eu pensei que você estava com as meninas e Chris lá fora.” Seus olhos pareciam enormes enquanto o observava. Grim foi até ela e enrolou ao redor de suas pernas. “Eu estava, mas estamos prontos para começar a grelhar... Eu vim para lhe chamar.” Distraída, ela pegou o gato e começou a acariciá-lo. Seus grandes olhos cor de esmeralda fecharam em êxtase. Jackson fez uma careta. “Você ouviu.” E agora ela parecia paralisada. Ela assentiu com a cabeça e sem olhar para ele, com o rosto enfiado no pescoço perto de Grim, ela repetiu: “Eu estou pronta.” Com medo que ele tinha entendido mal, Jackson disse: “Para grelhar?” Ela balançou a cabeça. “Para me estabelecer.” 400


Lentamente, Jackson saiu de seu assento. Ele queria que ela soletrasse. “Comigo? Aqui?” Um sorriso contraiu seus lábios. “Eu também te amo, você sabe.” Ela encontrou seu olhar. “E eu estou pronta.” Droga, mas ouvi-la dizer isso fez o seu sangue ferver e seu pulso acelerar. Cego para tudo e todos, Jackson andou em direção a ela. Ela levantou uma mão. Seus batimentos cardíacos pararam. Agora o que? Depois de respirar fundo, ela sussurrou: “Eu posso estar grávida.” Jackson tropeçou em seus próprios pés. “O que?” Não teria imaginado isso. Ainda não havia considerado isso, já que ele tinha sido tão cuidadoso. Houve um baque, e quando ele olhou para trás, viu Trace esparramado na poltrona que ele tinha desocupado. Dare estava sobre ele, um sorriso largo no rosto. Ignorando seu irmão e sua mão estendida, Jackson fechou a distância entre eles. Seu coração se parecia tão inflado que o peito doía. Mal conseguindo respirar, muito menos falar, ele sussurrou: “Você está grávida?” “Eu acho que sim.” Falando rápido, Alani, explicou: “Na primeira noite, você não...” O olhar dela passou correndo dele para seu irmão e Dare. Impaciência cantarolava nas veias de Jackson. Ele precisava ficar sozinho com ela. Ele precisava ouvir tudo. Grávida. Um bebê. Seu filho e de Alani... Seus joelhos tremiam. Virou-se rapidamente. “Fora.” Assentido, Dare arrastou Trace para fora da poltrona. Os dois usando contidos mas satisfeitos sorrisos se esgueiraram para fora da sala.

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Jackson novamente colocou Grim no chão, em seguida, segurou o rosto de Alani com as mãos trêmulas. Ele procurou seus olhos. “Eu não usei proteção?” “Não.” Seu sorriso vacilou com a incerteza. “Eu sinto muito, mas eu nem sequer pensei em não... até Dare mencionar a possibilidade para mim.” Sua cabeça girava. “Dare mencionou?” “Naquele primeiro dia. Você havia sido drogado, então ele disse que seria possível que você não tivesse pensado nisso, e então eu não conseguia me lembrar se você tinha todas as vezes...” Pouco a pouco, esse dia voltou a Jackson. Ele tinha estado frenético para chegar até ela, remoendo o fato de que ele não lembrava o que tinha acontecido, mais do que ansioso para ficar sozinho com ela novamente para que pudesse descobrir tudo. “Dare levou você para a cozinha.” Ela assentiu. “Minha menstruação está atrasada. Mas eu não posso saber com certeza sem um teste. E com tudo que estava acontecendo, bem, eu estava aqui e estamos nos divertindo muito...” “Você suspeitava todo esse tempo, mas não disse nada para mim?” Sentia-se... bem, meio traído. Mas também exultante. Ela o amava. Ela poderia estar carregando um filho dele. Um golpe duplo. Ficando todo dura e ofendida, Alani disse: “Bem, me desculpe, mas tínhamos assassinos na nossa cola e estávamos correndo de um lado para o outro e...” E ela teve três semanas desde então, mas provavelmente, não tinha certeza de qual seria sua reação. Para deixá-la saber exatamente como ele se sentia sobre isso, Jackson a puxou para um longo beijo. Quando ele levantou a boca, ela se apoiou nele. 402


“Eu sinto muito, Jackson. Eu não tinha certeza de como você se sentiria sobre isso...” “Eu te amo.” Ele levantou seu queixo. “Eu não sabia que faltava alguma coisa até que eu conheci você. Eu não sabia que eu poderia ser assim... satisfeito.” “Sexualmente?” ela sussurrou, parecendo escandalizada. Ele teve que sorrir. “Isso, com certeza. Mas eu quis dizer com a vida. A cada maldito dia.” Ele a levantou do chão e girou no ar. “Porra, mulher, mas você me faz mais feliz do que eu imaginei que fosse possível.” Ela sorriu agora, também. “E se eu estiver grávida?” “Eu espero que você esteja.” Quando ele disse isso, ele sabia que era verdade. Alani, um bebê... sua própria família. Ele acariciou seu pescoço, mas quando Grim reclamou, ele se inclinou para levantá-lo novamente. “Se você não estiver, bem, hey, eu estou disposto a trabalhar nisso. O que você quiser, querida.” Rindo, ela colocou os braços ao redor dele. “Sabe o que eu quero agora?” “Eu posso imaginar.” Ela cutucou nas costelas. “Eu quero que a gente vá ficar com a nossa família e amigos.” Sim, graças a Alani, eles eram como uma família para ele. A ideia de que nunca mais teria uma família não importava antes. Mas agora? Ele quase gostava de Dare e da intromissão superprotetora de Trace. “Eu tenho que dizer ao seu irmão que vamos nos casar, ok?” Ele franziu o cenho. “Isso é... você vai se casar comigo, certo?” “Desde que você me prometeu fazer o que eu quiser, eu vou aceitar isso.” Grim olhou entre eles, deu um miado estridente e começou a ronronar. Jackson a abraçou novamente. “Eu me pergunto se nós vamos ser capazes convencer Arizona de assistir o casamento?” Se Arizona admitisse ou não, ela também era uma parte de sua família agora. Alani não aceitaria de nenhuma outra maneira. “Se nós convidarmos Spencer,” disse Alani, “eu aposto que ela vai estar lá.” 403


Usando o programa especializado, altamente seguro que Jackson lhe tinha dado acesso, Arizona terminou seu relatório. Com uma impressão na frente dela, ela inclinou a cadeira para trás e percorreu os detalhes. As palavras eram quase um borrão na frente dela. Uma história triste. Mas isso era a realidade dela. Ela tinha terminado todo o trabalho que Jackson lhe dera e mais alguns. Uma gande quantidade de vermes cairia. Muitas mulheres estariam mais seguras por isso. Ela não tinha nenhuma razão para se sentir culpada por sua investigação extracurricular, especialmente quando tinha examinado com tanta atenção Spencer Lark. Ainda a enfurecia que ele a tivesse privado de sua vingança. Ela trabalhou por tanto tempo e tão duro para encontrar todos os associados de Chandra, todos que poderiam ter desempenhado um papel na agressão que sofreu. Não, ela não sabia Chandra ainda estava viva, mas uma vez que ela descobriu, era seu direito, seu dever, cuidar dela. Claro que com o que ela tinha acabado de descobrir, ela soube que Spencer tinha suas próprias razões para vingança. Eles tinham algumas coisas em comum. Em breve, ela descobriria se seria o suficiente para formar uma aliança. Ela precisava de alguém como ele. Ela precisava de alguém com a sua capacidade. Ele devia a ela. E uma maneira ou de outra, ela cobraria.

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3 saboreie o perigo