Issuu on Google+


O Bebê do Chefão da Máfia Por: Bella Rose

Todos os Direitos Reservados Direitos Autorias Bella Rose, 2016


Clique aqui para se inscrever no meu boletim de notĂ­cias para uma chance de ganhar livros grĂĄtis!


Índice Capítulo Um Capítulo Dois Capítulo Três Capítulo Quatro Capítulo Cinco Capítulo Seis Capítulo Sete Capítulo Oito Capítulo Nove Capítulo Dez Capítulo Onze Capítulo Doze Capítulo Treze Capítulo Catorze Capítulo Quinze Capítulo Dezesseis OUTRA HISTÓRIA QUE VOCÊ PODE GOSTAR Pertencida pelo Chefe da Máfia


Capítulo Um A cidade de Cherporavak curvava a cabeça em um silêncio sombrio para comemorar a morte de Chava Minski. Centenas de pessoas cobriam as paredes da igreja e do quarteirão para prestar seus respeitos, mas nem todo mundo estava fazendo isso por amor. Embora o velho homem fosse muito menos violento do que o seu antecessor, ninguém poderia dizer honestamente que ele era gentil. Chava não acreditava em segundas chances. Dominic Minski enfiou as mãos nos bolsos e encarou a igreja. O funeral logo terminaria, e ele ainda precisava entrar na igreja. Um homem largo com um rabo de cavalo escuro se aproximou dele e abaixou a cabeça. "Chefe." Dominic enrijeceu ao escurar o nome. "Maksim", ele disse tenso. Como muitas coisas que Dominic tinha herdado do pai, Maksim era brando e frio. Mas ele fora leal ao seu pai, e seria leal a Dominic. "Do que precisa?" "Gostaria de um tempo privado com seu pai? Antes do enterro?" "Não." Dominic tinha um grande lugar a ocupar. Embora fosse pequena, a cidade tinha florescido sob o comando de Chava. A taxa de criminalidade era a menor em tempos, mas isso era mais porque Chava gostava de proteger seu território. Como o chefe da máfia, ele garantiu que as únicas infrações cometidas fossem as dele próprio, e ele mantinha seus homens na linha. Ele não sobrecarregar as empresas com impostos e proporcionava proteção onde fosse necessário. Os residentes o temiam, mas a grande maioria o respeitava. Todos sabiam a regra de ouro. Seja para Chava, e Chava será bom para você. Quando seu corpo foi encontrado flutuando no rio, o primeiro suspeito foi o próprio Dominic. A polícia acreditava que o filho tinha matado o filho para ficar no controle, mas a dor de Dominic estava muito exposta e crua para ele ser considerado culpado. Os investigadores o soltaram e seguiram em frente, mas Dominic já sabia quem tinha matado seu pai. Ele sabia porque viu tudo. Maksim ainda o encarava. Ele claramente estava esperando que Dominic lhe desse uma ordem. Ele puxou as mãos dos bolsos e as prendeu atrás das costas enquanto encarava seu novo empregado. "Meu pai gostava de caminhar pelas docas à noite para limpar a mente. Ele costumava me dizer que a correnteza o fazia lembrar de que enquanto ele fosse poderoso, sempre haveria algo que ele pudesse fazer. Humilhante e completamente ridículo. É quase


impossível proteger os píeres. Aberto nos três lados. Um atirador podia tê-lo acertado a qualquer minuto." "Mas não foi um atirador, chefe", Maksim disse franzindo o cenho. "Não." Dominic respirou fundo e observou enquanto os convidados curiosos do funeral olhava em sua direção. Seu pai foi assassinado com uma pistola de curto alcance de um homem que andava ao longo da costa. O atirador tinha pouca consideração por sua vida, e uma autópsia revelou mais tarde que o homem estava morrendo de câncer. Ele não tinha mais motivo para viver, exceto receber a glória de seu chefe. O líder rival, Kostya Polanski. "Você garantiu que o homem ficasse em silêncio. Tenho certeza de que a polícia vai questionar todo mundo, mas quero mais do que justiça civil. Eu quero sangue. Quero lidar com isso internamente." Ele não descansaria até fazer todo o possível para destruir a vida de Kostya, e depois, quando o homem estivesse de joelhos e implorando por misericórdia, Dominic finalmente o mataria. A multidão se afastou, e os carregadores levaram o caixão de seu pai para fora.. Enquanto encarava o caixão, ele conseguia focar apenas em sua raiva. O padre e seu coro seguiram seu pai com música e louvor, e todos curvaram a cabeça em respeito. O sol brilhava nas janelas de vidro pintado, e as flores foram carregadas em seguida. Tantas flores. Brilhantes. Coloridas. Tudo o que seu pai não era. Muitos chamariam de uma linda cerimônia, mas Dominic não conseguia se focar nos detalhes. Tudo o que ele conseguia ver era seu pai deitado morto no caixão. "A maioria dessas pessoas não sabe o que acontece no plano de fundo. Eles não têm ideia do que meu pai fazia. Eles não têm ideia do que eu preciso fazer agora", ele murmurou. Dominic tinha apenas trinta e cinco anos. Era novo demais para assumir os negócios, mas o pai tinha lhe treinado muito bem. A transição seria tranquila. Os homens de Chava eram leais a Dominic. O território de Chava também era leal. Não haveria tentativas sangrentos em um golpe. Dominic nem precisaria esperar pela papelada ficar pronta. A cidade era dele, e ele cuidaria dela com a mesma firmeza que seu pai. Quando o carro fúnebre começou a se movimentar, Dominic abotoou o casaco e foi atrás. Antes que ele se afastasse, o padre se aproximou e segurou sua mão. "Há alguma coisa que eu possa fazer por você, meu filho?" Ele era um homem de Deus. Não havia nada que ele pudesse fazer por Dominic, a não ser isso. "Reze pela alma de Kostya Polanski. Ele não tem mais muitos dias nesse mundo," Dominic murmurou com raiva enquanto passava pelo padre e se juntava a seus homens.


A dois carros atrás, um corpo familiar abriu a porta do carro e desceu. Gavril se inclinou na porta do carro e cumprimentou Dominic. "Você quer ir para o salão da recepção?" Dominic o ouviu, mas havia apenas uma coisa em sua mente enquanto ele varria a multidão com os olhos. Estava imaginando de Polanski teria coragem de ir até o funeral. Imediatamente, todo o seu corpo se tencionou. Em frente ao estacionamento, Kostya estava recostado sobre sua limousine e o observava. "Não", Dominic rugiu. "Não dou a mínima para nenhuma recepção. Junte todos que tenham informações sobre Kostya Polanski. Meu pai será enterrado hoje, e amanhã o período de luto terá acabado. Eu quero que a morte de meu pai seja vingada." Gavril era uma das poucas pessoas que podia falar livremente com Dominic. Ele era mais baixo do que os 1,83 de Dominic, e tinha um rosto suave e bonito, mas presumir que Gavril era um homem inofensivo seria um erro. Ele era uma pessoa fria e cruel, mas ele não lidava com sangue. Lidava com mentiras. Quando os dois entraram no carro, Gavril franziu o cenho. "Dominic, sei que está irritado, mas você não pode simplesmente mergulhar de cabeça nisso. Kostya tem o dobro de homens que você. Eu entendo que queira vingança, mas precisamos ser espertos a respeito isso, ou você vai se juntar ao seu pai." Com os olhos brilhando de raiva, Dominic bateu os punhos no banco. "Não dou a mínima para a quantidade de homens que ele tem," ele rosnou. "Quero ele morto, e quero ele morto agora!" Gavril ficou em silêncio, e Dominic respirou fundo até conseguir ficar mais calmo. A raiva nunca o deixaria até ele conseguir o que queria. "Sinto muito", ele murmurou. "Você está certo. Precisamos ser espertos. Não quero ele simplesmente morto. Quero que ele sofra. Quero ter poder sobre ele e observá-lo tremer de medo antes de derramar sangue." "Esse é o espírito," Gavril disse sarcasticamente. "Bom, ao menos você está disposto a diminuir um pouco o ritmo. Nós fizemos um trabalho de reconhecimento, mas é quase impossível chegar até Kostya. Ele quase não sai de casa, e quando sai, está sempre com muitos guardas. Precisamos de alguém de dentro para ter mais informações." Dominic apertou os lábios. "Você acha que alguém perto dele o trairia?" "Não. Mas acho que alguém perto dele poderia atrai-lo sem perceber," Gavril disse com um sorriso malicioso. Erguendo as sobrancelhas, Dominic virou a cabeça para encarar o amigo. "Explique." "Kostya tem uma filha afastada. Nós verificamos o histórico dela. A mulher sabe que o pai é um homem de negócios rico, mas se recusa a aceitar qualquer dinheiro dele. Aparentemente, a mãe


já está morta há bastante tempo, e quando a filha tinha dezessete anos, ela fugiu e jurou nunca mais volta. Não tenho certeza sobre o que aconteceu entre eles, mas o pai ainda tenta se comunicar com ela. Ela é a única herdeira, e sangue é importante para Kostya." Dominic franziu o cenho. "Então, você quer que eu mate uma mulher inocente?" "Cristo, não!" Gavril exclamou. "Quero que você se aproxime dela para conseguir se aproximar de Kostya. Ela não é feia, e você pode até se divertir." "Não entendo. Por que eu perderia meu tempo seduzindo a mulher se ela nem é próxima dele? Que tipo de informação eu conseguiria com ela?" Seu amigo balançou a cabeça de frustração. "Você não está escutando, Dominic. Só porque ela não é próxima dele, não significa que o pai não seja próximo dela. Quando ele souber da notícia de que você está saindo com a filha dele, Kostya vai ficar doido. Ele vai quer você morto, mas não fará nada que revele a real natureza dele para a filha. Ele ficará enfraquecido, e você terá uma oportunidade de atacar." "Perfeito," Dominic respirou. "Ele ficará tão irritado a respeito da filha que acabará cometendo um erro. Eu o terei exatamente onde quero. Gavril, você é um gênio!" "Eu sei", Gavril disse com facilidade. "Já consegui algumas informações sobre a garota." Pegando a maleta no chão, ele pegou um arquivo e entregou a Dominic. Dentro do arquivo havia diversas fotos e o perfil da filha de Kostya. "Amaliya Polanski", Dominic murmurou enquanto passava um dedo sobre a foto dela. Gavril tinha subestimado a beleza dela. Ela não era apenas bonita de se olhar. A loira era maravilhosa. Sua pele cremosa era imaculada, e seus olhos cor de chocolate eram grandes e cheios de inocência. Dominic podia imaginar passar os dedos através daqueles longos cachos louros e pressionar a boca naqueles lábios vermelhos deliciosos. Ela tinha uma cintura fina, mas quadris largos com uma bunda que um homem poderia envolver as mãos em volta. A camisa modesta mostrava apenas um pouco do decote, e Dominic se agitou ao pensar sobre o que poderia estar escondido ali embaixo. "Ela se formou há três anos em Literatura Mundial e dá aula em uma faculdade em Morava. Tenho a sensação de que o pai mexeu alguns pauzinhos para lhe conseguir o trabalho, mas acho que ela não sabe. Ela mora sozinha num pequeno apartamento fora do campus, e parece que ela não tem uma vida social muito agitada fora do trabalho. Ela não sai para beber ou dançar. Ela estava namorando um outro professor, mas parece que o relacionamento acabou", Gavril explicou. "Vai ser difícil me inserir na vida dela se ela não sai muito de casa," Dominic Gavril assentiu. "Estamos de olho nela. Se ela não apresentar uma abertura nas próximas semanas, eu sugiro que você esbarre com ela no campus. Nós teríamos que inventar uma história


para você, mas espero que não precise chegar a esse ponto." Dominic fechou o arquivo e encarou o lado de fora da janela. O plano era bom. No fundo, ele sabia que devia se sentir mal por envolver uma pessoa inocente em seu esquema de derrotar Kostya, mas a mulher tinha o sangue dele correndo nas veias. O quão inocente ela podia ser? *** Todas as cortinas estavam fechadas no pequeno apartamento de Liya, e ela tinha apenas uma lâmpada ligada. A luz azul do televisor ricocheteou na parede atrás dela. O som estava alto, mas ela não estava prestando atenção. Apesar de estar relativamente quente lá fora, ela tinha todos os cobertores amontoados ao seu redor. Uma hora antes, ela tinha começado a limpar o local, mas parara pela metade. Alguns pratos sujos ainda estavam na pia, e tinha roupa na máquina de lavar que ela estava sem a mínima vontade de colocar na secadora. O aspirador ainda estava plugado na tomada e parado no meio do quarto. Na verdade, a única coisa que ela tinha terminado de fazer era tirar o pó, e isso apenas porque ela não conseguia parar de espirrar. Liya geralmente era uma mulher meticulosamente limpa e organizada, mas as últimas duas semanas tinham sido diferentes. Seu estômago roncou e ela se lembrou de que não tinha comido o dia todo. Jogando os cobertores para o lado, ela se levantou e se alongou. Quando ela estava prestes a ir até a cozinha encontrar alguma comida, escutou uma batida na porta. Por um momento, ela só conseguiu encarar de onde vinha o barulho. E se fosse o Nick? Era esperança crescendo dentro de si? Ansiedade? Ela nem sabia. Não conseguia nem confiar em seus próprios instintos o suficiente para descobrir se queria ou não vê-lo novamente. Não que fosse possível evitá-lo. Ele ainda trabalhava na mesma faculdade que ela, e ela precisou mudar completamente seu dia para conseguir fugir dele. Pisando suavemente no chão, ela cuidadosamente se ergueu na ponta dos pés para olhar através do olho mágico. Com apenas 1,60 cm, ela era apenas um pouco mais baixa do que o buraco na porta. "Sou eu", uma voz familiar disse impacientemente. "Abra a porcaria da porta, Liya!" Halina, sua melhor amiga, estava parada do outro lado da porta com as mãos na cintura. Ela parecia zangada. Por um terrível momento, Liya pensou em mentir para sua amiga e lhe dizer que estava doente. Mas Halina certamente estava ali para reclamar por ela ter ignorado suas ligações, e isso era provavelmente o que Liya precisava. Preparando-se para o furacão de energia que era sua amiga, ela abriu a porta e tentou


fingir um sorriso. "Estava agora mesmo me preparando para almoçar." "Pode parar de palhaçada," Halina disse enquanto entrava nervosa. "Por que não está atendendo meus telefonemas? E não venha me dizer que não escutou o telefone tocar, porque venho ligando o final de semana todo, e sei que você atendeu ao telefonema do Sal." "O Sal é meu chefe", Liya disse fracamente. Halina colocou as mãos nos quadris e a encarou, Liya afundou os ombros. "Desculpe. Descobri há alguns dias que o Nick estava me traindo, e eu realmente não queria falar com ninguém nesse final de semana." A expressão de sua amiga escureceu e ela fez uma careta. "Aquele idiota estava te traindo? Vou matar ele." "Eu sei. Foi por isso que não te contei. Matar é ilegal, e sou muito tímida para te visitar na prisão," Liya disse numa voz baixa. Ela fechou a porta e se virou no exato momento em que Halina envolveu os braços ao seu redor. "Sinto muito. Não sabia," Halina sussurrou em seu ouvido. Por um momento, Liya se deixou ser reconfortada. Antes de conhecer Halina, Liya não tinha ninguém para conversar sobre seus sentimentos. Sua mãe morrera muito tempo atrás, e seu pai não era o tipo mais caloroso e legal do mundo. Quando ela finalmente encontrou sua independência, o dano foi feito. Liya estava acostumada a cuidar de si mesma. Quando começou a ensinar, ela e Halina tinham praticamente os mesmos horários, e elas frequentemente comiam juntas na sala dos professores. Elas não podiam ser mais diferentes. Na aparência, Liya tinha a pele clara, era baixinha e loira. Halina era alta, pele de chocolate e cabelos negros encaracolados. Liya era quieta. Já Halina gostava de falar alto e era tempestuosa. Liya nem tinha ideia de como as duas se tornaram amigas, mas agora não conseguia imaginar sua vida sem ela. "Eu ia surpreendê-lo com um almoço na quinta-feira de tarde no escritório dele, e o encontrei com as calças na altura dos tornozelos e o pinto numa estudante graduada", Liya murmurou quando elas finalmente pararam de se abraçar. "Podemos fazê-lo ser demitido", Halina disse instantaneamente. "A primeira coisa que saiu da boca dele não foi nem 'desculpa'. Ele disse que se eu contasse para alguém, ele ia negar," Liya disse enquanto sua boca se revirava de raiva com a memória. "Além disso, não quero ser a ex-namorada maluca que faz o namorado ser demitido por ciúmes." "Ex-namorado", Halina a lembrou. Num estalo, Liya se deu conta de que não tinha realmente terminado com ele. "Eu simplesmente fiquei parada lá como uma idiota, encarando ele. Estava tão atordoada," ela se lembrou.


"Está chateada? Sei que vocês não estavam juntos há muito tempo." "Não sei," Liya admitiu. Ela e Nick estavam juntos há apenas seis meses, mas ela não estava muito satisfeita com o relacionamento. A única razão que a fez permanecer com ele foi porque ele parecia amá-la, e também estava cansada de todo mundo perguntando por que ela estava solteira. Seu estômago roncou novamente. "Quer um queijo grelhado? Estou faminta, e ainda não tinha a chance de ir até o mercado." "Garota, estou sempre a fim de um queijo grelhado," Halina disse enquanto se sentava na mesa da cozinha. "Quem era a estudante?" "Não a reconheci," Liya disse enquanto pegava a frigideira. "Na verdade, só fiquei sabendo que ela era uma estudante porque Nick acabou soltando." Ela abaixou a panela e curvou os lábios de nojo. "Eu o deixei encher uma das minhas gavetas com as coisas dele. Eu nunca faço isso. "Queima tudo," Halina disse instantaneamente. "Ou poderíamos escrever mensagens e pendurá-las por todo o campus. Isso seria muito engraçado. Poderíamos fixar uma placa na cortiça dizendo: pertence ao idiota do professor adúltero que gosta de enfiar o pau em estudantes. Se ele quiser as coisas dele de volta, ele terá que pegá-las na frente de todo mundo!" Liya riu com a ideia e imediatamente se sentiu melhor. Ela nunca tivera muitos amigos na infância, e era legal ter alguém para dividir seus pensamentos vingativos. "Posso deixar uma mensagem no carro dele com um marcador permanente?" Ela perguntou com um sorriso torto. "Ah, isso é bom. A vingança faz bem pra alma." "Não acho que o ditado diga isso." Liya passou manteiga no pão e algumas camadas de queijo. Enquanto jogava os sanduíches na frigideira, tentou engolir sua dor. Apesar de sua falta de sentimentos por Nick, ainda doía saber que tinha sido enganada. Ela podia sentir Halina a observando. "Deixe-me levá-la para sair hoje a noite. Ficaremos bêbadas e falaremos sobre a péssima pessoa que ele é," ela finalmente disse. "Não posso. Ainda tenho que corrigir algumas provas, e nunca vou conseguir passar pelas minhas aulas da manhã com uma ressaca," Liya disse enquanto suspirava melancolicamente. Tomar um drinque parecia bom. Vários soava ainda melhor. "Droga. Tenho algumas provas para corrigir também," Halina disse franzindo o cenho. "Eu provavelmente deveria fazer isso." Liya ergueu uma sobrancelha. "Esse é o seu trabalho," ela disse com uma risada. "Sou uma péssima professora. Não sei como não fui demitida ainda," Halina disse encolhendo os ombros. "Eu deixo meus estudantes me subornarem com vodca."


"Halina", Liya disse com uma pequena bufada. "Vodca? Pelo menos me diz que é de uma marca cara." "Não, é bem barata." Havia um brilho malicioso nos olhos dela. "Isso todos nós sabemos." Liya colocou os sanduíches nos pratos e se juntou à amiga na mesa. "Acho que isso vai me ensinar a não sair com mais ninguém de dentro da faculdade." "Eu não contaria com os colegas de trabalho. Nós temos alguns bem gostosos." "Mas você já dormiu com a maioria deles. Tive sorte de pegar o Nick antes de você," Liya resmungou. "Nós precisamos fazer um pacto onde você me deixa ao menos trinta porcento dos homens bonitos que cruzarem nosso caminho." Ela mordeu o queijo grelhado e imediatamente se sentiu melhor. Companhia e comida. Agora ela só precisava terminar de limpar. "Você só precisa ser mais rápida," Halina apontou. "Você é linda, divertida e inteligente, mas é muito exigente. Para de analisar tudo e simplesmente se joga." Sua amiga não estava errada. Liya era precavida por natureza. Ela contava com sua lógica para evitar se machucar, mas cometeu um sério erro ao confiar em Nick. "Ele disse que me amava," ela disse casualmente. Halina pausou no meio da mordida. "Quando?" "No final de semana passado." "Você disse de volta?" "Não." Liya se recostou e repuxou os lábios. "Eu não o amo, e não estou disposta a dizer só por causa do ego dele. Você acha que foi por isso que ele me traiu? Porque não eu não disse de volta?" "Não," Halina disse rapidamente. "Não seja ridícula. Ele provavelmente vem te traindo esse tempo todo, e você provavelmente não se deixou envolver porque sabia. As mulheres têm esse tipo de instinto." "Acho que sim. Além disso, ele era muito chato. Tudo o que ele queria era falar sobre si mesmo, e acredite em mim, não tinha muito o que falar." Halina soltou uma gargalhada, e Liya sentiu uma pequena onda de alívio. Não tinha muito o que falar sobre sua vida amorosa. Antes de Nick, ela apenas namorada dois outros homens, mas ela simplesmente não era o tipo para se investir. Privadamente, ela achava que era muito parecida com o pai. E do que ela conseguia se lembrar da mãe, a mulher usava o coração dentro de uma luva.


Ela estava quase chorando a respeito de algo que seu pai fizera, mas Kostya era muito frio e insensível. Liya nunca o vira demonstrar nenhum tipo de emoção. Quando sua mãe morreu, ele só ficou tempo suficiente para assistir ao funeral, e Liya tinha a sensação de que ele fez isso só para manter as aparências. Quando ela finalmente foi embora, ele mandou que voltasse, mas mais uma vez, ela sabia que era só para manter as aparências. Seu pai nunca se importou com ela. Um fundo fiduciário com o dinheiro do seguro de vida de sua mãe tornou-se seu quando ela completou dezoito anos, e ela o usou para pagar a faculdade. Desde que deixara seu pai, ela nunca mais aceitou nenhum centavo dele, mas ela se sentia um pouco assustada com o quanto estava desprezando sua própria família. Ela temia que estivesse sendo tão fria e insensível quanto o pai. Então, ela tentou namorar e se sentir envolvida com outras pessoas, mas ela nunca conseguiu de verdade. Às vezes era simplesmente porque o sexo era bom, e às vezes, como no caso de Nick, era simplesmente porque os homens eram legais com ela. Mas amor? Liya nunca se apaixonara, e temia nunca se apaixonar. Elas terminaram o almoço, e Halina a fez prometer que elas sairiam na sexta-feira à noite. "Mesmo que você escolha apenas um cara para passar a noite, você precisa colocar uma divisória entre você e o Nick. Vai se sentir muito melhor depois," Halina disse com um sorriso. Uma divisória. Isso parecia bom. Se o Nick achava tão fácil encontrar mais mulheres, ela lhe mostraria que tinha a mesma facilidade para conseguir outro homem.


Capítulo Dois Liya dispensou sua última turma da semana e sentiu seu coração palpitar de excitação. Fazia muito tempo desde a última vez que ela saíra, e mais tempo ainda desde a última vez que ela saíra com a intenção de achar um homem. Nick sempre pedia para ficar em casa, mas ela tinha a sensação de que ele preferia isso porque queria impedir que ela cruzasse com alguma outra namorada dele. Babaca. "Professora Polanski?" Assustada, Liya olhou para cima para descobrir que um de seus alunos não tinha ido embora. "Sari, como posso ajudá-la? Ela perguntou enquanto tentava impedir que o aborrecimento em sua voz transparecesse. A garota estava tento dificuldades em sua aula, mas Liya sabia que ela estava tentando. "Não fui muito bem no meu último trabalho, e queria saber se você podia repassá-lo comigo? Eu preciso de um A na prova final para melhorar o C que tirei na sua aula." "Você devia ter me procurado antes," Liya disse com desaprovação. "Você é uma boa escritora, e estou vendo que está se esforçando, mas não está sendo o suficiente. Seu trabalho sobre Tolstoy apenas repete o que outros estudiosos já disseram. Estes trabalhos de pesquisa devem apoiar a sua hipótese. E ajudaria se você os entregasse na data certa." "Certo," Sari disse envergonhadamente e puxou um pedaço de papel. "Eu juntei algumas ideias para o trabalho final. Você se incomodaria de olhar?" Como uma regra, Liya tentava não levar trabalho para casa no final de semana. Ela mantinha o horário de expediente bastante rigoroso, mas sabia que se Sari não começasse o trabalho neste fim de semana, ela provavelmente ficaria ainda mais para trás. "Certo. Mando um e-mail para você dizendo o que achei," Liya disse relutantemente enquanto pegava o papel. À primeira vista, dava para ver que a menina tinha se esforçado. Levaria muito mais tempo para pesquisar essas ideias do que a menina tinha tempo. Ainda assim, era algo que as duas poderiam trabalhar juntas. Liberando a estudante, Liya embalou as notas em sua bolsa e a jogou por cima do ombro. Quando ela estava quase saindo, escutou a voz de Sair do outro lado do corredor. "Tenha um bom final de semana, professor Kavanof." Merda. Nick estava no corredor. Se ela queria evitá-lo, precisaria se esconder na sala de aula, mas seu orgulho era maior do que isso. Mas isso não significava que ela não queria estar na


sua melhor aparência. Alisando a mão sobre o cabelo, ela imediatamente desabotoou outro botão na blusa e jogou os ombros para trás. Ela não queria Nick de volta. Só queria que ele soubesse o que estava perdendo. Enquanto caminhava para fora da sala de aula, a voz dele a atingiu como unhas arranhando um quadro negro. Estremecendo ao som da voz dele, ela se perguntou como ela conseguiu o achar sedutor. "Nick. Que surpresa desagradável," ela disse friamente. "Como posso ajudá-lo?" Nick tinha uma altura média, mas um rosto bonito. Feições suaves e bonitos olhos verdes. Era fácil ver como ele fazia as mulheres o olharem. Ele facilmente fez ela virar a cabeça para olhá-lo. Empurrando um dedo através do cabelo loiro, ele lhe lançou aquele sorriso que costumava fazer seu coração palpitar. "Amaliya, estava esperando que você pudesse encontrar um tempo essa noite para a gente conversar. Eu cometi um erro e realmente queria muito fazer as pazes com você. Estou preparado para rastejar. " Amaliya. Ele sempre usava seu novo todo, e ela odiava. "Estou ocupada hoje à noite," ela disse enquanto tentava passar por ele. Ele imediatamente esticou a mão e agarrou seu braço. "Esse final de semana, então. Por favor, querida. Sinto muito." Seus ombros se tencionaram com o toque dele, e ela puxou o braço. "Não sei quais são meus planos para esse final de semana, mas realmente não vejo sobre o que temos que conversar. Não vou acreditar em nenhuma palavra que saia da sua boca, e eu certamente não tenho nada para lhe dizer." Nick tentou pegar em seu braço de novo, mas parou antes de tocá-la. Os dedos dele pararam logo abaixo da pele nua de seu braço. "Amaliya, por favor. Eu amo você, e não estou aqui para dar desculpas ou implorar seu perdão. Sei que não tenho como consertar as coisas, mas não vou descansar até conseguir. Nunca senti nada parecido com o que sinto por você, e isso me assusta. Mas me assusta ainda mais pensar que talvez eu nunca mais possa encostar em você. Ou sentir seu cheiro. Ou sentir seus braços ao meu redor." Ele deu um passo à frente e se inclinou para roçar os lábios em seu cabelo. Um tremor passou por ela, mas não tinha nada a ver com emoção. Ela estava prestes a empurrá-lo de nojo quando a voz de Halina ressoou pelo corredor. "Não se atreva a tocar nela, seu porco nojento!" Ela gritou. Nick pulou de susto, e Liya não conseguiu evitar rir. "Isso não tem nada a ver com você," Nick rosnou. Conforme Halina passava o braço no de Liya, ela não conseguiu evitar balançar a cabeça. Ela sentia pena de Nick. "Não tem nada a ver comigo, Nick. E não quero conversar sobre isso.


Você me traiu. Acabou. Eu devia ter deixado isso claro quando o encontrei com uma estudante debruçada em sua mesa." Nick imediatamente virou a cabeça para ver se alguém tinha escutado, mas Liya não se importava. Ela se virou e foi embora pelo corredor com Halina. "Minhas aulas acabaram," ela disse puxando conversa. "Vou para casa fazer um jantar antes da gente sair." "Sorte sua. Por que eu estou presa com aulas numa sexta-feira à noite?" Halina reclamou. "Também prometi para minha mãe que passaria na casa dela para pegar algumas caixas que ela quer fora da casa. Vou precisar pular o jantar, mas te pego às nove." "Manda um 'oi' para sua mãe." Elas chegaram até o final do corredor e Halina a girou. "Jura para mim que você não está pensando em aceitá-lo de volta, Liya. Sei o quanto ele pode ser sedutor, mas você precisa superar aquele rostinho bonito e ver o mingau que ele tem no lugar do cérebro." Liya apenas sorriu. "Não senti nada além de nojo por ele. Prometo que não vou aceitá-lo de volta. Hoje à noite será a respeito de ficar um pouco bêbada, me divertir e encontrar um amortecedor para colocar Nick no passado." "Essa é a minha garota!" Halina se abaixou e a abraçou. "Se você não estiver vestindo algo decotado e apertadinho quando eu for buscá-la, vou fazer você se trocar. Só para você saber." "Decotado e justinho", Liya disse com um balançar de cabeça. "Entendi. Não torture demais seus estudantes hoje à noite. Eles também precisam ir à aula." "Sim, mas eu não tenho escolha em relação aos meus horários. Se eles não tivessem se inscrito na minha aula, nenhum de nós estaria nessa posição. Então, vou torturá-los o quanto eu quiser. Eles merecem," Halina disse num tom ameaçador, e Liya balançou a cabeça. Elas se despediram e Liya assobiou enquanto caminhava de volta para o carro. O sol ainda estava brilhando, mas já estava baixo no céu. Logo iria desaparecer no horizonte, e Liya poderia se desfazer de sua timidez e abraçar a noite e tudo o que ela tinha para oferecer. Quando Halina chegou para buscá-la, Liya estava vestindo o único vestido bonito que tinha. Exatamente como sua amiga tinha mandado, encaixava-se em suas curvas perfeitamente, terminava nas coxas e tinha um grande decote. O verde escuro ficava ótimo contra seu cabelo loiro ondulado. Sua amiga soltou um longo assobio e Liya imediatamente puxou a bainha para baixo. "Isso é tudo o que tenho. Você acha que eu poderia pegar algo seu emprestado?" Halina bufou. "Qualquer coisa ali cairia nos seus joelhos. Além disso, você está maravilhosa. Todos os homens naquele clube vão querer um pedaço seu!" Liya corou. "Não preciso de todos os homens. Só preciso de um. Um amortecedor, lembra?"


"Sim, mas é bom poder escolher." Halina balançou os quadris enquanto girava. "O que você acha dessa belezinha? Comprei ontem só para usar hoje à noite." Liya olhou o tecido vermelho no qual Halina tinha conseguido entrar. "Você está muito sexy, mas não sei como está conseguindo respirar." "Respirar não é necessário hoje à noite," Halina disse com um sorriso. "Beber, dançar e se divertir são nossas prioridades. Então, para de puxar seu vestido e tente relaxar. Faz muito tempo desde a última vez que saímos juntas. O Nick se revelar um idiota pode ter sido uma bênção disfarçada." Rindo, Liya balançou a cabeça. "Essa noite será divertida," ela admitiu. "Bom. Agora, já faz um tempo, então me deixe refrescar sua memória. Se um caro estiver te incomodando, tudo o que precisa fazer é me dizer que seu drinque está azedo e nós vamos embora. Se não tiver certeza, diga que o drinque está muito doce. Se quiser ir embora com algum deles, diga que seu drinque está bom." "Eu já não te disse que usar um conto de fadas infantil para transar é esquisito? Podemos usar algo diferente de Cachinhos de Ouro?" "Sem drama hoje à noite," Halina disse balançando a cabeça. "Siga as regras, e não precisaremos nos preocupar a respeito de nenhum cara agressivo. Agora, lembre-me sobre hoje à noite." Liya ergueu os ombros e levantou o queixo. "Beber, dançar e se divertir." "Encontrar um amortecedor," Halina a lembrou com uma piscadela. "Encontrar um amortecedor." *** Dominic sentou-se na mesa de jantar e encarou o lugar vazio deixado por seu pai. Como novo chefe da máfia, Dominic deveria sentar-se no lugar do pai, mas ele simplesmente não conseguia. Ele ainda conseguia sentir o espírito do pai sentado ali. Dominic ainda não tinha merecido sentar-se ali. Sua comida estava intocada no prato e ficando fria, mas ele nem olhou para ela. Não conseguia parar de pensar em Kostya Polanski. Ruiva e ódio ferviam dentro dele. Com esse sentimento, ele isolou o prato de comida longe. A comida saiu voando pela sala de jantar, e o prato se quebrou no chão. Imediatamente, sua raiva o deixou. Um membro dos funcionários entrou para limpar a bagunça, mas ele levantou a mão e o dispensou. Não precisava de ninguém para limpar sua bagunça.


Enquanto se curvava para recolher os pedaços do prato, seu telefone tocou. "Minski," ele rosnou enquanto atendia. "Dominic. É o Gavril. Arrume-se. Vamos sair essa noite." Revirando os olhos, ele se esforçou para não deligar o telefone na cara do amigo. "Eu realmente não estou no clima para sair," ele murmurou. "Você pode não estar, mas Amaliya Polanski está. Ela e a amiga estão arrumadas e se encaminhando para sair." Dominic se levantou imediatamente. Baseado no que Gavril tinha contato, Dominic não teria outra chance como essa para seduzir a filha de seu inimigo. "Consiga uma limousine. Preciso impressioná-la." "Você não fica andando por aí em limousines," Gavril disse com um riso. "Hoje, sim. Devo me vestir de forma elegante?" "Pensando pela aparência, elas estão vestidas para dançar e levar alguém para casa. Provavelmente um clube noturno. Pego você em 15 minutos." Gavril desligou e Dominic franziu o cenho. Gavril era um de seus amigos mais antigos, e era o único deles que não trabalhava diretamente para seu pai. O que significava que ele não trabalhava diretamente para Dominic. Gavril fazia trabalho de freelancer como vigarista, e era muito bom em seu trabalho. Não havia ninguém que Dominic confiaria para trabalhar com ele essa noite, e isso significava que Gavril estava permitido a fazer o que quisesse. Ele ficou pronto em dez minutos e estava esperando impacientemente do lado de fora da mansão quando a limousine estacionou. Dominic não se incomodou em esperar o motorista abrir a porta. Deslizando para dentro, ele se virou para encarar Gavril. "Elas estão no Club Six, que fica a dez minutos daqui, então não temos muito tempo. Guarde tudo o que eu disser na memória, entendeu?" Gavril disse concisamente. "Vai." "Não há razão para acreditar que ela ficará desconfiada, mas também não sabemos dizer o que ela puxou do pai. Um bom vigarista deixa o alvo vir até ele, então, quando você a encontrar, faça contato visual, mas espere ela vir até você. Não seja impaciente ou agressivo. Por sorte, você deve ter pouca competição," Gavril disse ironicamente. "Isso já está sendo tedioso," Dominic murmurou. "Foco," Gavril o lembrou. "A maioria dos professores é atraído pela inteligência, então fale sobre alguns fatos para impressioná-la. Vai estar barulhento no clube, então ela não poderá te


fazer muitas perguntas. Toque-a com frequência para causar uma impressão, mas mantenha as mãos em áreas seguras. Braços. Ombros. Costas. Até tocar as mãos dela pode ser intimo demais, mas tente lê-la. Se você estiver a deixando desconfortável, será preciso se afastar. As mulheres vão esquecer a primeira impressão se você se corrigir rapidamente. Agora, ela está saindo para se divertir, então faça ela se divertir. Ofereça-se para pagar um drinque, mas só um. Se ela pensar que você está tentando deixá-la bêbada, ela vai se afastar. Espere ela te chamar para dançar." Dominic revirou os ombros e prestou atenção. Ele preferia seu trabalho, quando estava segurando a arma na cabeça de alguém. Seduzir mulheres era fácil, mas isso era mais do que seduzir. Ele precisava encantar uma mulher que ele sabia muito pouco a respeito. "Ainda está comigo?" Gavril perguntou. Dominic assentiu. "Bom, porque ainda não acabamos. Se ela não parecer interessada em você ou se se afastar, dê espaço a ela, mas garanta que você ficará no campo de visão da menina o tempo todo. Você deve deixar parecer que não a está perseguindo, mas é preciso estar por perto para que ela possa vê-lo e pensar em você. Se ela puder vê-lo, ela vai pensar em você. Procure uma abertura. Um homem que possa estar perturbando. Se ela beber demais, fique por perto para o caso dela tropeçar. Fique de olho na sua abertura, mas isso será preciso apenas se muito tempo tiver passado e ela não tiver feito um movimento. Isso é complicado, o tempo não está do seu lado, mas use seu melhor julgamento." "Certo," Dominic disse concisamente. "Mais alguma coisa?" "Se ela te convidar para a casa dela, leia as ações dela no carro. Se ela estiver insegura, ofereça para apenas deixá-la em casa. Se ela estiver bêbada, você precisa fingir que também está. Se ela achar que você se aproveitou dela, você nunca passará da primeira noite." Balançando a cabeça, Dominic observou a fila de pessoas do lado de fora do clube. "Chegamos. Mais alguma coisa?" "É bom você abalar o mundo dela hoje, Dominic," Gavril disse com um sorriso. "Apesar de eu ter certeza de que disso você já sabe." "Se você começar a me dar dicas sobre sexo, nossa amizade acabou," Dominic rosnou. "O que você vai fazer?" "Fique com o celular. Vou ficar de olho nas coisas e mandar mensagens com alguma dica se eu achar que vai ajudar. Mas espero que você não precise de ajuda, porque estou esperando arrumar uma mulher para mim também." Dominic lhe enviou um olhar cansado. "Você vai trabalhar hoje? Você não estará focado se fizer isso. Gavril se recostou. "Não se preocupe. Hoje será só prazer. Está me entendendo, certo?" Dominic revirou os olhos e pegou o telefone. "Minski aqui. Preciso do meu nome na lista hoje.


Estarei aí em poucos minutos," ele rosnou. "É bom conhecer pessoas em todos em posições altas," Gavril disse com um sorriso. "Se você trabalhasse só para mim, você seria alguém numa alta posição." "Trabalhar para máfia? Não, obrigado. Além disso, eu poderia entrar. Você só conseguiu uma forma mais rápida. Ele gesticulou para a porta. "Tá amarelando? Vamos!" "Dá pra relaxar?" Dominic disse enquanto enviava um olhar frio ao amigo. "Não sou um vigarista. Não persigo mulheres. Me dê um minuto. Respirando fundo, ele tentou guardar todas as dicas de Gavril. Finalmente, ele abriu a porta. A música pulsava de dentro do clube, e Dominic tentou se desfazer da tensão que estava em seus ombros quando passaram pela fila. Mulheres os chamaram, mas eles a ignoraram. Enquanto passava, ele percebeu uma linda loira usando um vestido verde. Congelando, ele se deu conta de que aquela era Amaliya. Ele estava prestes a se virar quando Gavril lhe mandou continuar. "Ela vem até você," ele sibilou baixinho. "Você precisa ser paciente." Irritado, Dominic passou por ela e foi em direção ao segurança. Após dar seu nome, o segurança os mandou entrar. Lá dentro, Gavril apontou para o local aberto próximo do bar. "Fique aqui," ele gritou sobre a música no ouvido de Dominic. "Você será a primeira pessoa que ela verá quando entrar. Não saia desse lugar. Vou olhar ao redor. Fique com o telefone por perto para que eu possa mandar mensagem." Atravessando a multidão, Dominic foi até o local no bar que Gavril tinha apontado. Antes que ele pudesse chegar lá, alguém tinha pego seu lugar. Dominic nem evitou quando pegou no braço do homem. "Saia," ele sibilou rudemente. Por sorte, o homem nem hesitou, mas lançou um olhar maligno em sua direção. "Uísque," Dominic pediu quando o bartender apareceu. Quando pegou sua bebida, ele se virou e recostou contra o bar. Ele tinha um local privilegiado para observar a porta. Dez minutos demais, as mulheres entraram. Contra desejos maiores, ele ficou parado e observou. E ela era um prazer de se observar.


Capítulo Três Liya estremeceu quando entrou no clube. O lugar estava lotado, e a música estava tão alta que ela ficou preocupada que sua orelha fosse explodir. "Tem certeza disso?" Ela gritou para Halina. "O quê?" Sua amiga gritou de volta. Afundando os ombros, Liya balançou a cabeça. Não tinha como alguém ter uma conversa tão próximo do alto-falante. Pegando o braço de Halina, ela a puxou em direção ao bar. Se ela ia se divertir, precisava tomar um drinque primeiro. Ele pegou seu olhar quando ela estava fazendo seu caminho até o bar. Recostado casualmente contra o bar, ele girou o copo e retornou seu olhar. Mesmo sob as luzes piscantes, Liya sabia que ele era lindo. Medindo bem mais de 1,80 cm, o homem tinha um cabelo cacheado que terminava na altura do pescoço. Os olhos pareciam ser uma mistura de verde com azul, e havia uma sombra de barba por fazer no rosto. Ele parecia sombrio e perigoso. Ele parecia diversão. Ele também parecia ter muito dinheiro. Passando por ele com um olhar incerto, continuou andando até encontrar dois locais vazios no bar para ela e Halina. Ela olhou ao redor nervosamente enquanto puxava o vestido para baixo. "Ele estava te encarando demais," Halina gritou em seu ouvido. "Por que passou direto por ele?" Então, ela não tinha sido a única a ter notado. "Muito sexy," Liya respondeu. "Estou procurando por um alvo mais fácil essa noite." "Garota, você é o alvo fácil. Vai lá dizer oi. Consiga uma bebida." "Preciso de uma bebida antes de ir dizer oi." Na verdade, ela provavelmente precisaria de três ou quatro bebidas antes de ir falar com aquele homem. "Vamos. Quanto mais rápido você conseguir um homem, mais rápido vai embora. E sei que você está se coçando pra ir embora." Isso era verdade. Fazendo uma careta para a amiga, ela se empurrou para fora do banco e endireitou os ombros. Ela era uma mulher bonita. Sempre lhe disseram isso, e geralmente não era difícil arrumar um homem. Seu problema é que os homens geralmente perdiam o interesse quando ela percebia que eles estavam dando em cima dela.


"Você está num vestido super justo e está maravilhosa," ela sussurrou para si mesma enquanto lentamente atravessava o bar. O homem no final do bar fixou os olhos nela de novo, sem oscilar por nenhum momento. Isso aumentou sua confiança, mas antes que pudesse chegar lá, sentiu mãos ao redor de sua cintura. "Ei, sexy. Posso lhe pagar uma bebida?" Assustada, Liya olhou para cima. O homem tinha um rosto bonito, mas estava vermelho de tanto beber. Ela quase o empurrou par longe, mas se lembrou de Halina. Sua amiga ficaria irritada se ela ignorasse um alvo tão fácil. "Adoraria," ela disse enquanto tentava lançar um olhar charmoso. Ela olhou para o local onde o outro homem sexy estava parado. Ele tinha ido embora. Fazer o quê. Ao menos ela tinha fisgado um peixe. "O que você está bebendo?" O homem gritou para ela. A mão dele se moveu de sua cintura até a bunda, e Liya tentou evitar estremecer. "Vodca e abacaxi," ela disse enquanto tentava evitar sair de perto. Ele era sexy e estava disposto, mas algo a respeito dele a deixava com repulsa. Pena ela já ter dito sim, e não queria parecer rude. Para seu espanto, o homem empurrou dois homens que estava no bar para pedir a bebida. Um deles disferiu um soco, e logo depois os três homens estavam lutando. Paralisada, ela observou horrorizada até o trio tropeçar em sua direção. Antes que eles pudessem bater nela, alguém lhe agarrou pelo braço a puxou para fora do caminho. "Ah," ela gritou enquanto caía, mas em vez de bater no chão, ela caiu recostada contra um corpo quente e duro. Erguendo a cabeça, ela olhou dentro dos lindos olhos do homem sexy que estava no bar. "Obrigada por isso." Ele a mudou de lugar para se posicionar entre ela e os homens que estavam brigando. Para sua surpresa, ele simplesmente ergueu a mão e a acenou. Dentro de minutos, três seguranças apareceram e retiraram os homens. "Você está bem?" Ele perguntou enquanto voltava a atenção para ela. "Estou, obrigada. Ele perguntou se eu queria uma bebida. Não achei que ele começaria uma briga por causa disso," ela disse enquanto tentava discretamente abaixar o vestido. No meio de toda aquela loucura, ele tinha subido alguns centímetros. "Então você nem conseguiu sua bebida?" "Não consegui." "Que pena," ele disse com um sorriso recatado.


Ela esperou que ele oferecesse, mas ele apenas ergueu uma sobrancelha. Mordeu o lábio inferior, ela finalmente riu. "Bom, eu vou pegar aquela bebida. Você te pagar uma?" O sorriso tímido se transformou num sorriso escancarado, e ela não conseguia acreditar em como ele era lindo. "Acho que o meu orgulho será ferido se você me comprar uma bebida, mas eu nunca recebi essa oferta de uma mulher antes, então vou aceitar. Sou Dominic, e estou bebendo uísque essa noite." "Liya," ela disse com uma risada. "Deixe-me ver se consigo nossas bebidas sem iniciar uma briga." Sentindo-se mal por deixar o lado dele, Liya foi até o bar. O bartender foi imediatamente atendê-la. Liya piscou de surpresa. Os bartenders nunca eram tão atenciosos quando estava lotado desse jeito. "Uma vodca de abacaxi para mim e um uísque para o cavalheiro," ela disse enquanto buscava seu cartão de crédito na bolsa. O bartender balançou a cabeça. "Sem cobranças para o Sr. Minski ou a acompanhante dele," o bartender disse enquanto colocar as bebidas à sua frente; Inclinando a cabeça, Liya franziu os lábios e encarou as bebidas. Quem era esse homem? Carregando as bebidas de volta, ela o encontrou sentado em uma das mesas do bar. "Seu orgulho está intacto," ela disse enquanto se sentava. "Não precisei pagar pelas bebidas, Sr. Minski." Uma sombra passou pelos olhos dele, e ela pensou ter visto algo obscuro neles. Mas rapidamente passou. "Sou bom amigo do sono," Dominic disse enquanto levava o uísque até os lábios. "Queria ter te conhecido antes de passar trinta minutos tentando entrar." Ela bebeu seu próprio drinque e quase não conseguiu engolir. Normalmente, ela gostava de um bom copo de uísque, mas Halina sempre lhe dissera que bebidas femininas eram mais apropriadas em primeiros encontros. Aparentemente, os homens não gostavam quando ela bebia drinques mais fortes. O abacaxi não estava lhe agradando, mas ela tentou não demonstrar. Ele a observou com cuidado. "Não gostou?" Ele perguntou finalmente. Com uma pequena risada desconfortável, ela abaixou o copo. "Está bom. Apenas não costumo beber drinques açucarados. Na verdade, eu não costumo vir a lugares como este. Sou uma pessoa reservada. Bom, não exatamente reservada. Apenas prefiro lugares mais calmos. Sou professora. Não que os professores não possam ser extrovertidos e divertidos. Minha melhor amiga é professora, e ela é louca." Consciente de que estava tagarelando, Liya fechou a boca e pegou o copo. Antes que ele pudesse dizer alguma coisa, ela tomou todo o líquido e colocou o copo na mesa. "Talvez eu devesse pegar outra bebida." Antes que ela pudesse escapar, ele esticou a mão e agarrou seu braço. Isso a reconfortou.


"Se você não gosta de lugares barulhentos, por que está aqui?" Lentamente, ela voltou a se sentar. Ele sorriu enquanto empurrava o uísque para ela. Molhando os lábios, ela balançou a cabeça. "Estou aqui para me soltar um pouco. Se eu beber o seu uísque, o que você vai beber?" "Eu bebo de graça," ele disse enquanto se inclinava para frente. Ele colocou as mãos na mesa, e ela lutou contra o desejo de tocá-las. Em vez disso, ela pegou o uísque dele e bebeu tudo. Conforme o líquido queimava sua garganta, ela franziu o rosto e tossiu. "Não sou uma garota para uísque escocês", ela bufou. Ele puxou a cadeira para que eles ficassem mais próximos. "Eu ofereceria outro, mas tenho a sensação de que você não é o tipo de mulher que bebe três drinques num espaço de dez minutos." "Está me chamando de fraca?" Ela respondeu com um sorriso. "Eu posso, mas não vou." "Para o futuro, o que você gostaria de beber?" Ele perguntou numa voz rouca. "O que te faz pensar que haverá um futuro?" Ela disse. Ela estava realmente orgulhosa de si mesma. Liya geralmente não era do tipo que flertava. "Sou um cara muito otimista," Dominic respondeu facilmente. "Estou confiante de que em algum momento nessa noite, você vai me pedir outra bebida. E eu gostaria que você a degustasse." "Então, o que você quis dizer com futuro é daqui a uma hora?" Liya perguntou com uma risada. Sentindo-se mais confortável, ela se recostou na cadeira e cruzou as pernas. Os olhos dele seguiram seu movimento, e Liya sentiu uma pequena excitação em sua espinha. "Você tem outra coisa para fazer na próxima hora que não inclua passar o tempo comigo?" "Isso depende." "Ah é?" Ela passou a mão sobre a perna nua. "Depende se você vai ou não me convidar para dançar." *** Dominic empurrou a cadeira para trás e ficou de pé. Sem chamá-la para dançar, ele esticou a mão na expectativa. Toda a noite estava rolando mais suavemente do que ele esperava, e Dominic não se surpreendeu quando ela pegou sua mão e se levantou. "Você não me convidou," Liya disse enquanto ele a puxava para perto.


"Preciso?" "Sou uma mulher de classe. Tenho algumas expectativas." Dominic não conseguiu evitar rir. De perto, ela era diferente do que ele esperara. Apesar do que o arquivo dizia, ele pensou que encontrar uma mulher festeira. Os Polanskis eram uma família muito rica, mas o vestido que ela usava dificilmente era de marca. Sem contar que ela parecia extremamente desconfortável nele. Enquanto ela continuava abaixando o vestido, ele a imaginou usando uma calça jeans e camiseta. Ou talvez apenas uma camiseta. Apesar dela ser baixinha, ela parecia ter pernas compridas. E ele odiava precisar parar de olhar. "Liya, gostaria de dançar comigo?" Ele tomou cuidado para usar o apelido que ela lhe passara. Em nenhum lugar no arquivo dizia que ela atendia por outro nome. "Eu adoraria," ela murmurou. Repentinamente, ela tropeçou. Dominic se precipitou e a pegou. "Ei, você está bem?" Liya ergueu a cabeça e sorriu fracamente. "Acho que beber o seu uísque escocês foi uma má ideia." Puxando-a para perto, ele se xingou. Ela não lhe serviria se estivesse bêbada. "Vamos. Vamos fazer uma paradinha rápida antes de ir para a pista de dança." Fazendo um caminho pela multidão, ele a levou para a área VIP. Das escadas, ele pôde ver Gavril balançando a cabeça para eles. Ele também viu a amiga de Liya indo na direção deles. Seu coração afundou. Ele podia facilmente impedir que a amiga entrasse na área VIP, mas bloqueá-la não o ajudaria a ganhar a confiança de Liya. "Deixe-a passar," Dominic rosnou das escadas. Ele levou Liya para a varanda e esperou que a amiga se juntasse a eles. "Você a drogou?" A amiga exigiu saber quando chegou perto. "Liya? Você está bem? Liya sorriu. "Halina, os drinques estavam bons." Dominic franziu o cenho. "Ok, não sei do que ela está falando, mas juro que não a droguei. Ela bebeu uma vodca e um uísque escocês rápido demais, mas não devia ter batido desse jeito." Halina o ignorou. "Tem certeza?" "Tenho certeza. Agora, pode voltar para o que estava fazendo," Liya respondeu. Halina se endireitou e sorriu. Olhando Dominic por cima, ela sorriu. "Mandou bem. Divirta-


se." Dominic observou enquanto a amiga dela se afastava. "Espero que aquilo tenha sido um código e que você não pense realmente que tem uma bebida na sua mão." Os olhos dela se arregalaram de surpresa. Erguendo as mãos, ela franziu a testa. "Você não consegue ver isso?" Ela perguntou lentamente. Ela não podia continuar a brincadeira por muito tempo, e um sorriso apareceu no rosto dela. "Desculpe. Você está me olhando como se eu fosse doida. É um código. Se eu tivesse dito que o drinque estava azedo, Halina teria me levado embora, porque ela está acostumada com lugares como este." Ela também é um pouco superprotetora." "Você nunca está segura demais em lugares como este. Está se sentindo melhor?" "Estou. Acho que a combinação de licor com a multidão causou isso. Geralmente não sou tão fraquinha." Ele roçou a mão pela pele dela. Não parecia pegajosa. Longe disso. Era quente e flexível sob seu toque. Ele deixou seu toque permanecer por um momento. Ela percebeu o movimento e sorriu. "Está gostando de bancar o herói?" "Desculpe," ele murmurou, mas não tirou a mão. "Podemos passar o resto da noite aqui, se você preferir." "A noite toda?" Ela perguntou erguendo uma sobrancelha. Balançando a cabeça timidamente, ele tirou a mão e recostou-se na cadeira. "Desculpe. Não quis insinuar nada." "Ah, não," ela disse enquanto esticava a mão para pegar o braço dele. "Não quis fazê-lo se sentir mal. Não sou muito boa com flertes;" "Flerte? É isso que estamos fazendo?" Ele perguntou enquanto olhava para baixo, onde a mão dela estava segurando seu braço. Como ele esperava, ela não tirou a mão. Liya era mais ousada do que parecia no papel. Ele estava começando a se divertir. "Liya, o que você gostaria de fazer agora?" "Vou aceitar aquele pedido para dançar. Mas preciso saber de uma coisa antes." "Não sou um péssimo dançarino, se essa for a pergunta." Dessa vez, foi ela que moveu a cadeira para ficar mais perto. Esticando o braço, ela passou a mão pela camisa dele. "Reservo-me o direito de retirar a oferta, mas eu gostaria de saber se você quer me levar para casa esta noite."


Surpreso, ele pegou no braço dela. "Isso é ousado." "Eu sei. Vim aqui para me divertir. Se isso não estava nos seus planos, gostaria de saber agora." Ela respirou fundo, e ele sabia que Liya devia ter precisado de muita coragem para lhe fazer essa pergunta. Ele suspeitava de que o uísque e a vodca tinham ajudado. "Vamos combinar o seguinte. Se você passar o resto da noite sem beber e ainda quiser que eu te leve para casa, ficarei mais do que feliz de levá-la. Desde que você não comece a mostrar tendências psicopatas," ele disse com uma risada. "Combinado." Ela ficou de pé e estendeu a mão. "Vamos nos divertir, Dominic." Ele pegou no braço dela, e Liya praticamente o arrastou pelas escadas. Assim que eles chegaram na pista de dança, ela se jogou sobre ele como se fosse uma segunda pele. Normalmente, ele mantinha o controle de si mesmo, mas enquanto ela deslizava por seu corpo, ele travou os dentes, lutando contra a vontade de agarrá-la e beijá-la. Ele deslizou as mãos pela cintura dela e se perdeu no ritmo da música. Fazia muito tempo que ele não se divertia dançando com uma linda mulher. No meio da multidão e entre corpos suados, ele se esqueceu por um momento que o pai dela tinha matado o seu. Esqueceu que seu pai estava morto. Liya se virou em seus braços e travou os dela ao redor do seu pescoço. "Você é um verdadeiro cavalheiro na pista de dança," ela sussurrou em seu ouvido. Molhando os lábios, ele moveu as mãos da cintura para a lombar de Liya. "Direção errada," ela murmurou. "Acredite em mim, é a direção certa. Se eu for mais para baixo, podemos acabar fazendo coisas inapropriadas antes de deixarmos o clube." "Eu te disse para a gente se divertir." Ela riu e ele a girou. "Achei que estivesse mentindo quando disse que era um bom dançarino." "Eu não minto," ele disse facilmente. Ele não lhe dissera nada que fosse mentira, e se fizesse as coisas direitinho, permaneceria desse jeito. Other than lying by omission. "No que mais você é bom?" Ela perguntou enquanto se mexia de forma provocante. "Descarada, hem?" Ele riu e a puxou. A música bombeava através do sistema de som e fluía através de seu sangue. Enquanto ele


a puxava para perto, ela ergueu a boca para ele. Dominic não conseguia mais se segurar. Acalmando-se, ele se abaixou para prová-la. A música ficou abafada e ela se abriu para ele. Sua língua mergulhou no calor dela, e seu corpo reagiu violentamente. Seu pau endureceu. Ele a puxou para mais perto. Saqueando a boca Liya, ele passou a mão nos cachos loiros e satisfez seu primeiro desejo. Finalmente, ele a soltou. "Nossa," ela murmurou. "De fato," ele disse enquanto descansava a testa contra a dela. "O que você quer fazer agora?" O decote dela saltava enquanto Liya respirava pesadamente. Ele podia ver as rodas da cabeça dela girando. Ela queria ir embora. Dava para perceber. Ele também queria ir, mas como Gavril dissera, tudo tinha que partir dela. "Quero dançar." Dominic não podia se sentir decepcionado. Ela ainda estava sem seus braços.


Capítulo Quatro Dominic estava observando enquanto ela abaixava o vestido nervosamente. Ele ficara surpresa quando Liya concordara em levá-lo para casa. Durante toda a noite, ela o provocara e o mantivera a um braço de distância na pista de dança. Ela estivera mais quente do que fogo em seus braços. Agora ela devia ter percebido o quão curto era o vestido que estava usando. Ela manteve as mãos no colo e mexia com os dedos nervosamente. Ele achou isso estranhamente cativante. Deslizando no assento, ele apertou o botão que separava o banco de trás do motorista. A boca de Liya se escancarou. "Chique," ela disse com uma voz aguda. Limpando a garganta, ela corou. "Você parece nervosa," ele disse enquanto estivava a mão para lhe pegar o braço. "Achei que você ficaria mais à vontade de tivéssemos um pouco mais de privacidade." Liya riu secamente. "Não, eu acho que ter privacidade é o problema. Tenho certeza de que você está pensando que a mulher com quem dançou no clube nunca ficaria constrangida, mas eu realmente não costumo fazer esse tipo de coisa." "Fazer o quê?" Ele murmurou roucamente enquanto ele esticava o dedo para acariciar a pele nua da coxa dela. Ela pulou e respirou fundo. "Levar estranhos para casa comigo," ela sussurrou. Ele podia sentir todo o corpo de Liya enrijecer enquanto ele suavemente traçava formatos na coxa dela. Dominic soube desde o momento em que vira a foto dela que a queria, mas não era nada comparado a como ele se sentia agora. O aroma de perfume de lavanda estava deixando-o doido. Os pequenos e hesitantes suspiros que escapavam dela faziam os lábios de Liya abrir. O gosto dos lábios dela ainda permanecia em sua boca, e ele estava lutando para se controlar. Se ele fosse muito agressivo, ela daria pra trás, e ele perderia sua chance. "Liya, não vou fazer nada que você não queira," ele disse enquanto parava de acariciá-la. "Se quiser que eu apenas a deixe em casa, nem vou pedir para entrar. Não quero que você sinta que está sendo forçada a fazer algo que não deseja." Por um momento, ela não disse nada. Ela apenas o encarou com aqueles olhos escuros, e apesar de estarem repletos de desejo, ele temia que seu momento tivesse passado. Ele oferecera uma saída, e ela ia aceitar. Repentinamente, ela deslizou a mão que estava debaixo da dele. Ela pegou sua mão e a pressionou no meio das pernas. Dominic sibilou profundamente quando sentiu o calor que irradiava do centro dela. Precisou de toda a sua força para não retirar o vestido dela e deslizar um dedo


ali dentro. "Preciso de um amortecedor," ela murmurou enquanto passava a mão ao redor de seu pescoço e o puxava para um beijo. Quando os lábios dela tocaram os dele, ela se abriu e arqueou ao seu toque. Com um gemido, ele envolveu as mãos ao redor das coxas de Liya e começou a acariciá-las para cima e para baixo, sempre parando antes de ir longe demais. Com cada carinho, ele mergulhava a língua dentro dela para prová-la. O carro se movia tão suavemente que ele esqueceu de onde eles estavam. Sem perceber, ele empurrou o corpo dela até ela ficar recostada contra a porta e moveu seu corpo sobre o dela. Liya soltou um suspiro enquanto abria as pernas e ele aprofundava o beijo. Repentinamente, o carro parou, e ele precisou se segurar para impedir que os dois caíssem no chão. Olhando para cima, ele viu que era um semáforo. Com uma pequena risada, ele lentamente saiu de cima dela e a ajudou a se levantar. Antes dela conseguir se endireitar, ele a puxou para cima de seu colo. "Não sei o que quiser dizer com amortecedor, mas espero que isso signifique que você vai me convidar", ele disse numa voz abafada enquanto brincava com a bainha do vestido dela. Se ele movesse as mãos um pouco mais alto, ele seria capaz de ver a calcinha dela. Ela mexeu o corpo sugestivamente sobre sua ereção, e ele sentiu seu estômago apertar. "Talvez," ela disse provocando. "Ou talvez eu só goste de assistir você se contorcer." Dominic apertou o quadril dela. "Você que está se contorcendo," ele apontou enquanto forçava o quadril dela a ficar parado. Ele não conseguiria sair do carro se ela continuasse fazendo aquilo, e ele precisava estar dentro do apartamento dela. Na cama dela. Caso contrário, ela apenas o consideraria um flerte de uma noite e ele não conseguiria dar continuidade ao seu plano. Infelizmente, Liya parecia ter outras coisas em mente. Enquanto mordia o lábio inferior, ela abriu um pouco mais as pernas para ele ver um pedaço de sua calcinha de renda preta. Fechando os olhos, ele imediatamente balançou a cabeça. "Acho que você é o diabo," ele murmurou enquanto tentava tirar a imagem de sua mente. "O que foi?" Ela disse numa voz sedutora. "Não quer me tocar?" "Você nem tem ideia," ele respirou. "Então faça isso." Ela agarrou a mão dele, e mesmo de olhos fechado, ele a deixou guiá-la para onde quisesse. A pele dela era quente e sedosa, e respondia ao seu toque. Quanto mais ela movia sua mão, mais quente Liya ficava. Quando sentiu renda debaixo de seu toque, ele imediatamente passou os dedos. Liya gritou de prazer e ele tirou a mão.


Os olhos de Dominic abriram e ele se inclinou para outro beijo quente e molhado. "Desculpe," ele sussurrou quando o contato foi quebrado. "Não quis assustá-la." Liya riu e balançou a cabeça. "Você não me assustou. Apenas não esperava reagir tão violentamente ao seu toque." Ele manteve as mãos para o alto e a estudou. "Quer parar?" Passando a mão pelas curvas do cabelo, ela o observou por um minuto antes de lentamente sair de seu colo. "Acho que é o suficiente por agora." A voz dela tremia, e ele cerrou os dentes. Eles tinham ido longe demais e ele a assustara. "Além disso, chegaremos na minha casa em poucos minutos, e acho que quero guardar o melhor para quando estivermos num lugar mais privado." Sua ansiedade imediatamente se tranquilizou, e ele sorriu para ela. "O melhor, é?" Liya corou e imediatamente virou o rosto para longe dele. Enquanto ela encarava o lado de fora da janela, ele não conseguiu evitar esticar o braço e pegar a mão dela. Dominic sabia que ela estava excitada, mas essa noite era importante demais para as coisas darem errado. Ela estava claramente insegura, e ele estava com medo de que se quebrasse o contato, Liya poderia mudar de ideia. Ela não se virou para olhá-lo, mas também não retirou a mão. *** Quando o carro estacionou, Liya quase riu para a absurdidade da situação. A última vez que uma limousine estacionara perto de sua casa foi quando seu pai estava tentando tomar o controle de sua vida novamente. Isso foi há três anos. Agora ela estava prestes a levar esse estranho para dentro de sua casa, e sabia, sem sombra de dúvidas, que esta seria uma noite que ela nunca esqueceria. Ela nunca estivera tão excitada em toda a sua vida. "Chegamos", uma voz disse subitamente, fazendo Liya pular. Com uma risada, Dominic se inclinou e apertou o botão do interfone que ficava no teto. "Obrigado. Vou ligar para o meu motorista regular para vir me buscar. Não precisa ficar esperando." "Chique." Quando percebeu que já tinha dito a palavra, Liya cobriu a boca com a mão. Ele pensaria que ela é a mulher mais idiota do mundo se não encostasse algo mais interessante para dizer. Seu humor estava mudando abruptamente.

Quando ele a tocava, ela se sentia


incrivelmente sexy, e Liya deixava seu lado selvagem brilhar, mas quando se tratava de interagir com ele de uma forma não sexual, sua língua simplesmente dava nó. Melhor ficar com seu lado selvagem para que ele não pensasse que ela é totalmente idiota. Dominic abriu a porta e saiu. Ela o seguiu e viu a mão que ele estava esticando em sua direção. O ar da noite estava frio, fazendo-a tremer. Mas ela suspeitava que isso tinha mais a ver com seus nervos do que com qualquer outra coisa. "Posso ir embora se quiser," ele disse enquanto a linda boca se curvava num sorriso. Antes de ficar mais nervosa, ela fechou a porta e pegou na mão dele. Sem dizer uma palavra, ela o levou pelas escadas até seu apartamento e deslizou a chave na fechadura. "Tenho certeza de que você deve estar acostumado a lugares muito melhores," ela disse enquanto acendia a luz. "Sou professora, então este é o melhor que posso conseguir." "O que faz você pensar que estou acostumado com lugares melhores?" "Você foi para um clube de limousine," ela apontou antes perceber que ele a estava provocando. Colocando as mãos em seus quadris, ela o encarou. "Não é legal zombar de mim." "Estou apenas tentando aliviar o clima," ele disse enquanto a puxava para perto. "Mas você fica sexy quando está nervosa." Liya inclinou a cabeça para trás e Dominic lhe cobriu a boca com a dele. Desde a primeira vez que provara dele, tudo o que ela conseguia pensar era no próximo beijo. Nada nunca tinha feito sua cabeça girar do jeito que o toque dele fazia. Seu coração batucava dentro do peito quando ela se atreveu a brincar com os botões da camisa dele. Era como se outra pessoa a estivesse controlando enquanto ela atrevidamente deslizava um botão do buraco e passava para o próximo. Tremendo, ela finalmente abriu o tecido e pressionou as palmas das mãos contra o abdômen dele. O corpo dele era nada além de pele quente e músculos rígidos. "Deus," ela murmurou enquanto se afastava e o encarava. Avidamente, ela bebeu a visão dele. O homem era perfeitamente esculpido e duro como pedra. Ele tinha uma tatuagem de um lobo em um dos lados e várias letras estrangeiras no outro. Ciente de que ele a estava encarando, ela esticou a mão e traçou as tatuagens com os dedos. "Está vendo algo que lhe agrada?" Ele perguntou suavemente. Seus olhos foram parar nos dele e ela não conseguiu evitar sorrir. "Não é possível que você seja real. Sério. Mulheres como eu não levam homens como você para casa. Você só existe nas revistas e nos meus sonhos." Quando as palavras saíram de sua boca, ela imediatamente fechou os olhos e tirou as mãos das tatuagens. De todas as coisas para dizer, ela esperou que algo mais sofisticado tivesse saído.


"Me fale mais sobre esses sonhos," ele disse numa voz rouca. Liya estremeceu quando ele lentamente a virou e pressionou o corpo contra suas costas. De onde estava, as mãos dele passearam pelo fino tecido de seu vestido. "Essa é uma conversa muito intima para se ter com alguém que acabei de conhecer," ela disse trêmula. Ela ficou muda enquanto Dominic passava o dedão pela linha de seu pescoço. "Essa é a beleza de compartilhar detalhes íntimos com um estranho." Posso fazer todas as suas fantasias se realizarem, e você não precisa se preocupar em me ver novamente." Os lábios de Dominic faziam cócegas em sua orelha, fazendo gemer e abaixar a cabeça no ombro dele. "Só essa noite," ela disse num suspiro. Ele pressionou os lábios em sua garganta e ela derreteu contra ele. Ela nem tinha tirado a roupa ainda, e ele já sabia quais eram os pontos mais sensíveis em seu corpo. Talvez tudo aquilo fosse um sonho. Ela não ligava. Liya nunca quisera tanto algo na vida, e não ia voltar atrás agora. "Apenas eu e ele," ela murmurou enquanto ele brincava com as alças de seu vestido. Tudo que ele precisava fazer era deslizá-las de seus ombros e o vestido cairia no chão. "Estou nua nos braços deles, e ele beijar cada centímetro da minha pele." "Cada centímetro? Ele pressionou outro beijo molhado em seu ombro e deslizou uma das alças. "E quais partes você gosta mais?" O ar ficou mais pesado entre eles, e ela precisou se esforçar para conseguir levantar os braços e colocá-los ao redor da cabeça dele. Passando uma das mãos através do cabelo dele, ela pegou a outra mão de Dominic e a guiou por seu corpo. "Aqui," ela murmurou e pressionou os dedos dele na cavidade de sua garganta. Respirando fundo, ele puxou a mão dele para a curva de seu seio e a segurou ali. "Aqui." Ele não se afastou, e Liya se sentiu ainda mais ousada enquanto empurrava a mão dele mais para baixo. "Aqui," ele murmurou, guiando os dedos dele para seu umbigo. De lá, ela soltou a mão dele e tentou se virar nos braços dele. Liya estava desesperada por outro beijo dele, mas ele não deixou que ela se mexesse. Ele a ancorou no lugar e ergueu a bainha de seu vestido. "E aqui?" Ele perguntou sedutoramente enquanto pressionava a mão no centro de seu calor. Imediatamente, o prazer lhe atravessou o corpo e ela não conseguiu evitar ondular os quadris contra ele. "Sim," ela gritou. Ele passou o dedo em círculos na borda externa de seu ponto de prazer. "Por que você deixou essa parte de fora?" Ele perguntou severamente em sua orelha.


Sentindo-se completamente a mercê dele, ela não conseguiu evitar pressionar as costas contra ele na esperança que ele lhe desse o que ela queria. "Desculpe," ela respondeu. "Desculpe. Por favor." Dominic tirou a mão e deslizou a outra alça do seu ombro. O vestido caiu no chão. Ela tentou novamente se virar para encará-lo, mas ele fez os dois andarem para frente até ela ficar contra a parede. "Você não respondeu," ele murmurou enquanto as mãos dele deslizavam pelas suas costas nuas. Liya tremeu e pressionou a testa contra a parede. "Deixei de fora porque fiquei com vergonha," ela finalmente disse. Ela o escutou se movendo atrás de si e subitamente sentiu os lábios dele no meio de suas costas. "Na próxima vez que eu te fizer uma pergunta, não deixe de fora nada importante," ele disse suavemente. "Entendido?" "Sim," ela disse e arfou enquanto tentava recurar o ar. Uma gargalhada se formou em sua garganta, mas ela a abafou. Era tão estranho, mas tudo o que ela queria fazer era agradá-lo. Ela não sabia nada sobre ele, mas quando ele a tocava, Liya queria dar tudo o que Dominic desejasse. "Bom." As mãos dele apertaram sua bunda e ela não conseguiu evitar empurrar o corpo mais forte contra ele. Os dedos dele a acariciaram e as mãos dele se moveram para mais perto do ápice de suas pernas. Ela ampliou sua posição e prendeu a respiração. Todos os seus nervos estavam gritando por uma liberação. Normalmente, ela se sentia muito tímida para ter um homem de joelhos atrás de si, mas com ele, ela não se sentia nada tímida. Na verdade, ela queria mais. "Vire-se," ele exigiu numa voz seca. Ela obedeceu sem hesitar. Vestindo apenas sua calcinha de renda preta e sutiã tomara que caia também preto, ela pressionou as costas contra a parede e o encarou. "Tire o sutiã." Sem dizer uma palavra, ela arqueou as costas e soltou o sutiã. O sutiã caiu no chão. Ainda de joelhos, ele se inclinou para trás e a encarou. "Acho que você é a mulher mais linda que eu já vi nua," ele sussurrou. Do jeito que ele a olhava, ela se sentiu como a mulher mais linda nua. Ainda assim, depois de sua experiência com Nick, um rosto bonito e algumas palavras floridas não iriam influenciá-la. Apesar de que, para ser justa, Nick nem chegava aos pés de Dominic. "Aposto que você diz isso para todas as mulheres bonitas," ela murmurou atrevidamente. Um pequeno sorriso se espalhou pelo rosto dele. Dominic esticou a mão e enfiou um dos


dedos em sua calcinha. Movendo-se lentamente, ele a puxou por suas pernas. Pareceu ter passado horas antes dela finalmente ficar totalmente nua. "Perfeito," ele disse enquanto encarava seu sexo. Antes que ela pudesse responder, ele pressionou a boca em sua boceta. Chocada, ela agarrou a cabeça dele e arfou. Ele nem hesitou enquanto puxava uma de suas pernas para cima do ombro de deslizava a língua dentro de Liya. "Dominic," ela gritou enquanto se arqueava contra ele. Ele não estava gentil enquanto a devorava. A tensão dentro de si aumento e ela lutou para conseguir se manter de pé. "Não consigo," ela murmurou. "Dominic, eu vou cair. Por favor." Ela não tinha forças para se afastar dele, e ele também não a soltava. Finalmente, ele deslizou a língua para fora dela e subiu. Enquanto ele devorava seu clitóris, ele chupava com força, fazendo-a desmoronar. Seu orgasmo veio com força e ela o empurrou antes de bater a cabeça contra a parede. Seu corpo todo se tencionou enquanto o orgasmo tomava o controle. Repentinamente, toda a sua força deixou seu corpo e ela começou a deslizar pela parede. "Ei," ele disse com uma risada enquanto a pegava com facilidade. "Peguei você." Ele a ergueu no colo e ela passou os braços ao redor dos ombros dele. "Dominic," ela sussurrou na orelha dele enquanto ele a carregava pelo apartamento. "Isso foi... Jesus... Acho que não restou nada para te dar." "Liya, acho que você não tem ideia do quanto é doce," ele disse com um sorriso. Como o apartamento era pequeno, ele não teve dificuldade em achar o quarto. Ele gentilmente a abaixou, observando-a derreter sobre o colchão. "Eu ainda não terminei com você." Seu corpo voltou à vida mais uma vez e gemeu de prazer enquanto o observava tirar a calça. Quando a ereção dele ficou livre, ela arregalou os olhos. Simplesmente assim, ela estava excitada e molhada de novo. Seu corpo queimava de antecipação enquanto ele se juntava à ela na cama. "De repente fiquei rejuvenescida," ela disse enquanto esticava a mão e envolvia a ereção dele. Gemendo, ele investiu lentamente contra a palma de sua mãe antes de removê-la. "Você não está mais tímida." Mordendo o lábio inferior, ela o empurrou até que Dominic ficasse debaixo dela. "Você disse para não ser tímida, e não tem como eu ser tímida tendo isso à minha disposição." Com um pequeno suspiro de prazer, ela se abaixou e lambeu o peito dele. "Fico feliz que te agrada," ele arfou enquanto envolvia as mãos em seu cabelo. "Fios de luz do sol." Ela riu. "Luz do sol? Sério?" Ele puxou gentilmente, fazendo-a olhar para cima. "Desculpe. Ninguém nunca tinha comparado meu cabelo com a luz do sol. Gostei. Agora, pare de me


interromper. Estou numa missão aqui." "Uma missão para quê?" A voz dele estava cheia de desejo e parecia até um pouco perigosa. "Beijar cada centímetro." Com uma risada, ela deixou que ele a puxasse e a virasse. Enquanto ele se estabelecia em cima dela, ela tentou franzir o cenho. "Pensei que eu tivesse dito para não me interromper." "E eu achei que eu que deveria beijar cada centímetro," ele disse enquanto se abaixava para provar dela. O beijo aumentou de intensidade e ela não sentiu mais vontade de brincar. Envolvendo as pernas ao redor da cintura dele, ela rebolou contra ele até a ereção de Dominic deslizou ao longo de sua vagina. Dominic desfez o beijo e colocou o peso do corpo nos cotovelos. Enquanto ele a encarava, ela abriu os lábios e o encarou de volta. "Chega de brincadeira. Preciso de você. Agora." Um rosnado baixo escapou da garganta dele quando ele cutucou em sua abertura e começou penetrá-la. Enfiando as unhas nas costas dele, ela arqueou os quadris e tentou receber mais dele. Algo que ela não conseguia nem explicar estava rastejando dentro dela, e Liya estava desesperada para ter ele todo dentro de si. Havia uma luta silenciosa entre eles, e ela lutou desesperadamente para se controlar Ela queria ele duro e rápido, e ele parecia determinado a ir devagar e suave. "Dominic," ela implorou. "Não," ele gemeu enquanto ele agarrava sua mão e colocar sobre sua cabeça. "Deixe que eu faço isso." "Então faça," ela rosnou entre os dentes. "Não sou frágil, Dominic. Me fode." Foi tudo o que precisou ser dito. Soltando suas mãos, ele ergueu suas pernas e a penetrou fundo. Toda a ereção dele a esticando e deslizando em seu ponto mais sensível. Curvando suas costas, ela gritou. "Mais. Deus, me dê mais." Gotas de suor apareceram na testa dele enquanto ele se movia cada ver mais rápido. Logo, a única coisa que ela podia fazer era se segurar enquanto ele fazia coisas com seu corpo que ela nunca sonhara antes. Repetidamente, ele a penetrou até que nenhum dos dois conseguisse mais falar. Arfando e gemendo, ela desesperadamente tentou abafar o grito que estava crescendo em sua garganta. Todo o seu corpo tremeu, e ela não conseguia mais aguentar. Perdendo todo o controle, ela gritou e deixou o enorme orgasmo tomar conta de si. Perdida em seu próprio prazer, ela mal o escutou quando ele rosnou seu nome. Finalmente,


após o que pareceu horas, ele caiu sobre ela. Imediatamente, ele girou o corpo para o lado e a colocou por cima dele. Liya nem conseguia erguer a cabeça para olhá-lo. Ela só conseguia se concentrar em recuperar o fôlego. Os braços de Dominic a seguraram e, por um momento, ela pensou que aquilo era o que todos buscavam. Aquilo era felicidade e segurança. Era o que ela procurara com Nick, e agora tinha encontrado nos braços de um estranho. "Só uma noite," ela sussurrou enquanto finalmente adormecia.


Capítulo Cinco Liya acordou com o pior caso de boca seca que já tivera. Franzindo o cenho, ela se esticou na cama. Sentiu todo o seu corpo doer enquanto rolava na cama. Ela se lembrou da noite passada. Os beijos deles. O toque. Ela perdera a conta de quantos orgasmos ele tinha lhe dado. E agora ela estava sozinha. Empurrando-se da cama, ela olhou ao redor "Dominic? Ela perguntou alarmada. Seu pânico encontrou o silêncio. Ele tinha ido embora. Passando as mãos no cabelo bagunçado, ela suspirou e pulou da cama. A noite passada tinha sido maravilhosa, mas agora ela se sentia um lixo. Ao sair da cama, ela olhou para a mesinha de cabeceira. Havia um copo de água e um comprimido de aspirina próximos a um bilhete. Ela esticou a mão e pegou o papel. Você disse apenas uma noite. Provavelmente fazia um tempo desde a sua última ressaca. Água, aspirina e um bom café da manhã sempre me ajudam. —Dominic. "Perfeito. Sexy. Amante maravilhoso. E escuta o que eu falo. Pena que não falei para ele ficar," ela murmurou enquanto jogava o bilhete de lado. Ela tomou duas aspirinas e beber com a água. Após pensar novamente, ela pegou o bilhete e, sentindo-se sentimental, colocou de volta na mesinha. "Liya! Amaliya" Abra a porta agora!" Se Halina continuasse gritando, ela acordaria o prédio inteiro. Pegando uma camiseta e calça, ela colocou a roupa e atravessou o apartamento. "Calma," ela resmungou enquanto abria a porta. "Eu tenho um pequeno homem dentro da minha cabeça com uma britadeira. Pode abaixar a voz?" "Eu ficaria muito mais calma se você atendesse o telefone. Fico feliz que tenha levado o cara mais sexy do clube para casa, mas após a quarta ligação não atendida, achei que estivesse morta!" Ela entrou no apartamento e olhou em todos os cantos. "Halina. O que você está fazendo?" "Estou vendo se ele ainda está aqui escondido com uma arma." Liya colocou os braços no quadril. "Ele foi embora, estou bem. Só dormi demais. Agora estou com uma ressaca enorme. Ele me deixou um bilhete fofo antes de ir embora da minha cama hoje de manhã."


"O que te faz pensar que ele não foi embora no meio da noite?" Liya pensou na última vez que Dominic a acordou e corou. "Acredite em mim. Ele ainda estava aqui no meio da noite." "Estou com inveja. Após meia-noite, só havia idiota no clube. Na verdade, tinha um cara intrigante lá, mas ele estava de olho em outra pessoa. Fui para casa sozinha, por isso fiquei atrás de você. Já que não consegui nenhuma ação ontem, queria ouvir sobre a sua." "Doida. Preciso de um café da manhã primeiro," Liya murmurou. "Juro que se você bebeu todo o leite da minha geladeira de novo, vou te matar." Indo até a cozinha, ela abriu a geladeira e ficou feliz de ver que o litro de leite ainda estava lá. Halina riu levemente. "Tem uma linda marca de mão na parte de trás da sua coxa." Liya abaixou a camisa e encarou a amiga. "Você só está com inveja, Quer cereal? Ou ovos?" "Cereal. Muito cedo para ovos," ela murmurou. "Então, o Sr. Sexy tem nome?" "Dominic. Aparentemente, ele é bom amigo do dono do clube. Ele me trouxe em casa numa limousine. Normalmente, eu pensaria que ele é um riquinho mimado dirigindo por aí numa limousine, mas não tinha nada de mimado nele." "Exceto que ele estava mimando você." "Halina!" Liya disse rindo. "O que você acha se eu te prometer levá-la para sair essa noite e arrumar um cara pra você? Você vai parar de ser tão chata comigo?" "Sim," Halina disse feliz. "Eu serei completamente não chata. Nesse meio tempo, quero alguns detalhes. Ele era bom? Tipo, muito bom? Tipo, muito, muito, muito bom?" "Tipo o melhor que já tive," Liya disse enquanto se servia com cereal. Pegando um par de colheres, ela sentou-se com Halina no sofá. "Ele me deixou um bilhete na mesinha de cabeceira com um copo de água e aspirina. De acordo com o bilhete, ele só foi embora porque sabia que eu só queria uma transa de uma noite. O que você acha sobre isso?" Halina encolheu os ombros. "Acho que você foi um sonho que virou realidade. Ele sabia que você só queria uma noite, e então podia deixar alguma coisa para você se lembrar dele sem nenhum repercussão. Ele teria ido embora mesmo se pensasse que era mais do que apenas uma noite. As pessoas não vão em clubes procurando por relacionamentos, querida." Liya afundou os ombros. "Você provavelmente está certa. Eu consegui meu amortecedor, e agora que sei o que preciso, não fico tentada à aceitar o Nick de volta. Aquele bastardo pode foder quantas estudantes ele quiser, porque nós terminamos." "Boa atitude," Halina disse, aprovando. "Esse cereal não está ajudando. Você tem algum


sorvete?" "Você e sua gula," Liya disse com uma risada enquanto se levantava para pegar um pote de sorvete do freezer. "Ele foi muito doce, mas também muito controlador. Não é uma crítica. Foi sexy." "Você conseguiu controlar alguma coisa?" Halina perguntou com um sorriso malicioso. Liya corou. "Não, mas pensei sobre isso. Fiquei muito tímida para perguntar. Acho que não tenho muito jeito para isso." "Besteira. Você só precisa explorar um pouco com alguém que você confia. Consiga mais alguns amortecedores, depois você pode começar a procurar pela pessoa que te deixe confortável para explorar um pouco mais o sexo." Mais amortecedores? Liya realmente não achava que podia lidar com outra noite igual à da noite passada. A não ser que fosse com Dominic. Deixando o pensamento de lado, ela levou o sorvete para Halina e continuou comendo seu cereal. "Ok, eu preciso me livrar dessa dor de cabeça para conseguir olhar as ideias da minha estudante para um trabalho. Depois nós saímos para arrumar um cara para você. Combinado?" "Combinado." *** Dominic entrou em sua casa com o dia amanhecendo. A exaustão estava querendo tomar conta de seu corpo, mas ele a deixou de lado. Não havia tempo para dormir. Ao entrar em seu escritório, encontrou Gavril espalhado em seu sofá de couro. Com a boca aberta, ele roncava alto. "Aproveitando que eu estava fora?" Dominic rosnou. Gavril imediatamente acordou e mostrou uma arma. Dominic nem vacilou enquanto olhava para o cano de aço. "É novidade para mim que você saiba manipular uma arma." "Você não devia acordar os outros assim," seu amigo resmungou enquanto guardava a arma. "E eu só ando com isso por causa de pessoas como você. Como foi a noite Vi que você não voltou para casa." Caminhando ao redor da mesa, Dominic bateu os dedos na madeira. "Foi como o planejado," ele murmurou. A verdade era que tinha sido melhor do que o planejado. Amaliya tinha ficado mais do que ansiosa para levá-lo para casa, e a paixão entre eles queimou mais quente do que ele podia imaginar. Foi mais difícil deixar a cama dela essa manhã do que ele havia antecipado. "Ela estava procurando alguém para distrai-la." Gavril franziu a testa enquanto se sentava e esfregava o rosto. "Ela estava procurando por


uma transa de uma noite? Isso torna as coisas um pouco mais complicadas. Tem certeza de que ela ficará feliz em vê-lo novamente?" "Por favor," Dominic resmungou. "As mulheres sempre ficam felizes em me ver novamente." "Convencido", seu amigo disse enquanto enrugava o nariz. "Você é nojento. Tudo bem, se você não precisa mais de mim, vou embora. Tenho coisas a fazer." "Essas coisas têm a ver com trabalhar para o inimigo?" Dominic perguntou com um leve interesse. Gavril lhe enviou um sorriso. "Você sabe que meu trabalho é confidencial. Se precisar me contratar para algum trabalho, só me avisar." Dominic dispensou o amigo com um aceno da mão e Gavril foi embora silenciosamente. Sozinho em seu escritório, ele se inclinou na cadeira e fechou os olhos brevemente. Memórias da noite passada passaram por sua cabeça, e seu corpo se tencionou ao pensar em seus dedos penetrando a pele nua de Liya. Uma coisa era certa. Ele ficaria mais do que feliz em vê-la novamente. Quando ele se levantou para ir dormir, escutou uma batida forte na porta. "Entre," ele murmurou; Maksim mostrou a cabeça pela abertura da porta e franziu o cenho. "É uma hora ruim?" Ele perguntou com uma voz profunda. Dominic sentiu a tensão e se levantou. "O que foi?" Ele perguntou enquanto passava as mãos no rosto. "Na verdade, antes de falar, pode me dizer o que está fazendo aqui? Está amanhecendo ainda." "Tentei te ligar," Maksim disse se desculpando. "Mas seu celular estava desligado." Franzindo a testa, Dominic tirou o celular do bolso para verificar. Deve ter acabado a bateria em algum momento da noite passada. Jogando-o no sofá, ele encolheu os ombros. "Desculpe. Qual o problema" "Escutei alguns caras falando sobre as opções se as coisas não funcionassem com você." "O que diabos isso significa?" Dominic rosnou. "Não funcionar?" "Não sou eu, chefe. E eu nem quero dizer," Maksim disse nervosamente. "Apenas diga." Seu homem respirou fundo. "Está rolando um papo que você não vai conseguir continuar com o trabalho de seu pai. Eles querem ver mais ação a respeito da vingança pela morte de seu pai. Eles querem ver mais liderança."


"Estou trabalhando nisso," Dominic soltou. "Kostya Polanski não é o tipo de homem que você simplesmente chega e atira. Além disso, essa situação garante mais do que isso. Não quero apenas vê-lo morto. Quero que ele sofra. Isso requer paciência e planejamento, e isso é o que me diferencia do meu pai. Então, da próxima vez que escutar alguém discutindo sobre a situação, você pode dizer que o próximo que achar que eu não sou bom o suficiente para o trabalho, terá uma bala enterrada no meio da cabeça." Em vez de parecer nervoso, Maksim sorriu lentamente. "Sim, senhor," ele disse balançando a cabeça. Obviamente o homem aprovava seu plano. "Se importa em me dizer qual seu plano?" "Estou mirando na filha. Seduzindo-a. Apesar dela não ser próxima dele, ela é a única filha que o homem tem. Vou usá-la para me aproximar dele, e quando o tiver, não planejo simplesmente matá-lo. Vou torturá-lo lentamente. Vou sussurrar na orelha dele como eu fiz a filha dele gemer, e quando eu tiver terminado de brincar com ele, finalmente acabarei com sua vida." "Nossa," Maksim disse suavemente. "É um bom plano." "Um plano que você não vai compartilhar com mais ninguém. Não posso deixar o pai dela descobrir antes de eu terminar; Então, quando você ouvir mais conversas sobre dissensão entre os homens, você pode deixá-los cientes de que meu plano é muito melhor do que apenas um simples assassinato", disse ele em uma voz perigosa. "Há mais alguma coisa que queira discutir?" Maksim assentiu. "Mais uma coisa, e não tenho certeza se já é uma coisa certa. Acho que alguém está traficando no clube." "E?" Dominic fez uma careta. Ele tinha vários traficantes em sua folha de pagamento, e o clube era praticamente a base de vendas. "E não é um dos nossos." Dominic franziu os lábios e bateu os dedos nas pernas. "Isso já está acontecendo há um tempo ou é algo que aconteceu depois da morte de meu pai?" A expressão de Maksim disse tudo. Com um suspiro, Dominic balançou a cabeça. "Tudo bem, investigue. Consiga nomes quando tiver algo concreto. No meio tempo, vou adicionar alguns trabalhos hoje e enviar alguns homens para coletar débitos. Isso deve deixá-los felizes por agora. "Muito felizes," Maksim concordou. Dominic balançou a mão e revirou os olhos. Às vezes seus homens ficavam um pouco impacientes quando não tinham muita coisa para fazer. Dizer seu plano em voz alta para outra pessoa fez ele perceber o quanto ele queria sua vingança. Será que seu amigo Gavril sabia o quanto Dominic precisava machuca Kostya Polanski quando desenvolveu esse plano? Ou ele tinha outra coisa em mente? Dominic odiava pensar que


Gavril talvez tivesse outros planos, mas ele era um vigarista. Dominic nunca o usaria para terminar um trabalho. Não importava. Contanto que Dominic conseguisse o que queria, ele podia lidar com Gavril depois. Agora que ele estava no comando, ele não gostava de ter seu melhor amigo trabalhando para quem pagasse mais. O rosto de Liya apareceu em sua mente e ele cerrou o maxilar. Claro, ela era linda e aparentemente inocente, mas ele tinha que se lembrar quem era o pai dela. Ele precisava se lembrar do seu plano quando ela envolvesse o corpo no seu e gemesse seu nome. Seu pau enrijeceu ao pensar nisso, e Dominic sabia que precisava se prender a isso. Precisava focar nos aspectos físicos dela e deixar todo o resto de lado. Amaliya era apenas um meio para um fim. Ela era o caminho para Kostya, e isso era tudo o que lhe importava. Empurrando-se para fora do sofá, ele passou a mão no rosto. O dia estava começando, e haviam outros assuntos que ele precisava lidar que não tinham nada a ver com Kostya. Dominic precisava de alguém que ele soubesse que lhe seria leal. Era hora de chamar um velho amigo.


Capítulo Seis O campus estava mais cheio do que o normal. Havia um orador notável dando três palestras durante o dia, e ele estava atraindo mais do que apenas os alunos para a sala de aula. Adultos de meia-idade estavam vagando pelos terrenos e salas de aula enquanto relembravam seus dias de glória. Nada disso a teria incomodado, exceto que a fila para a cafeteria estava dando a volta no prédio. E ela precisava de cafeína. Olhando para os invasores ao seu redor, ela tirou o celular da bolsa para verificar seu email. Até agora, apenas alguns alunos tinham entregue seus trabalhos, e se ela não recebesse ao menos 75% até o final do dia, poderia considerar seu trabalho um completo fracasso. "Você parece um pouco mais nervosa a luz do dia." Os olhos de Liya se arregalaram quando olhou para cima. Sua transa de uma noite do final de semana estava na sua frente, com dois copos de café quente nas mãos. Enquanto ela engolia com força, ele lhe entregou um dos copos. "Percebi que você estava na fila, e tomei a liberdade de pegar um café para você. Espero que tudo bem." Percebendo que ela provavelmente o estava encarando como um cordeiro atingido por faróis, ela tentou abrir um sorriso. "Está mais do que tudo bem. Posso até categorizá-lo como herói. Me protegendo de brigas de bar e entregando cafeína quando eu mais preciso. Você pode até pedir os direitos autorias disso," ela balbuciou enquanto pegava o café. Saindo da fila, ela tomou o primeiro gole e quase gemeu quando o líquido rente desceu por sua garganta. "Está perfeito. Obrigada." "Sei que você disse que era professora, mas não sabia que era aqui," Dominic comentou casualmente. Ele parecia diferente a luz do sol, mas não menos sexy ou perigoso. "Literatura Russa e Mundial, que é bastante lamentável. Esta não é uma escola de artes liberais. A maioria dos meus alunos não dá a mínima para a leitura, mas eles têm que tomar ao menos uma aula de literatura para cumprir um crédito necessário. A maioria simplesmente fica feliz por passar. Alguns tentam aumentar o GPA. É uma tarefa ingrata," Liya disse enquanto atravessava o prédio com ele. "Está aqui para a palestra? A palestrante motivacional está trazendo uma multidão ". "Palestrante motivacional?" Dominic ergueu as sobrancelhas enquanto olhava ao redor. "Não. Estou com um amigo. Ele precisava falar com um professor aqui no campus, então estou apenas passando o tempo. Preciso confessar que achei que não a veria novamente." Liya escolheu suas palavras com cuidado. Ela não queria parecer o tipo de mulher grudenta, mas também não queria que ele pensasse que ela fosse o tipo de mulher que gostava


de transas de uma noite só, "Acho que você deixou isso claro quando saiu de fininho antes de amanhecer." Ele lhe lançou um olhar culpado e Liya riu. "Relaxa. Nada demais. Nós dois sabíamos o que aquilo era, então não fiquei chateada. Só queria ver você sofrer um pouco." "Imagino que mereço isso," Dominic disse com uma risada. Liya ergueu o café no ar. "Bom, isso certamente compensa tudo. Café sempre faz uma pessoa voltar às minhas boas graças." "Bom saber. Então isso nos deixa quites?" Ela o estudou enquanto bebericava sua bebida quente. "Você não quer que fiquemos quites?" "Não disse isso," ele disse rapidamente enquanto lhe lançava um olhar charmoso. "Quites é bom. Mas estarmos quites não me dá uma desculpa para chamá-la para jantar." O coração de Liya acelerou, mas não aceitou de cara o convite. Ela normalmente ela não era o tipo de mulher que se fazia de recatada, mas era óbvio que Dominic estava flertando com ela. Isso não era algo que ela percebia com frequência. "Você precisa de uma desculpa para me chamar para sair?" "Liya? Está tudo bem?" A voz de Nick fez seus nervos chiarem quando ele os interrompeu, mas ela virou a cabeça e lhe deu um sorriso simpático. "Nick. Por que você pensaria que não está tudo bem?" Apesar de Nick ser um homem bonito, ele não podia competir com a aparência sexy e perigosa de Dominic. Ele pareceu perceber isso quando começou a encarar Dominic nervosamente. "Não quis tirar conclusões. Apenas não reconheci seu amigo." "E nem deveria," Liya disse friamente. Ela esperou Nick ir embora, mas quando ele não foi, ela estreitou os olhos. "Tem algo mais que eu possa fazer por você?" "Estava pensando se podíamos conversar mais tarde. Talvez um jantar hoje à noite?" "Ela tem planos para o jantar dessa noite," Dominic interrompeu suavemente. Liya o olhou e tentou não parecer surpresa. "Eu tenho," ela murmurou com um sorriso. "Dominic, você pode me buscar às sete. Agora, se me dão licença, tenho que me preparar para uma aula." Segurando a respiração, ela tentou ir embora o mais suavemente possível. Interiormente, ela estava fazendo piruetas. Além de Nick tê-la visto com Dominic, aquele homem maravilhoso tinha a chamado para sair novamente. Suas mãos praticamente tremiam de excitação enquanto ela se apressava pela calçada e colocava a mão no bolso para pegar o celular. Acabei de encontrar a transa de uma noite no campus, Liya mandou mensagem para Halina. Ele me chamou para jantar.


Demorou apenas alguns minutos para Halina responder. Transformando uma transa de uma noite em duas? Perigoso. Parando, Liya franziu o cenho. Halina não estava errada. Estender sua ligação com Dominic só poderia deixá-la exposta à mais sofrimento. Ela só saiu para encontrar um amortecedor para se distanciar de Nick e seu teatrinho. Mas ela ainda podia fazer isso funcionar. Vou manter casual. A falta de resposta de Halina dizia muito, e Liya tentou tirar isso da cabeça. Ela ainda tinha mais três aulas para dar antes de ficar ansiosa a respeito de seu jantar com Dominic. *** Dominic dispensou o motorista e dirigiu para o apartamento de Liya. Ele precisava ficar sozinho para organizar os pensamentos. As palavras de Maksim ainda ecoavam em sua cabeça, e ele não conseguia deixar de imaginar se eram verdadeiras. Será que alguém abaixo dele duvidava de suas habilidades para tomar o lugar de seu pai? Quanto antes ele resolvesse o caso do pai de Amaliya, mais cedo ele poderia se estabelecer como o novo chefe e dispensar qualquer um que duvidasse dele. Encontrar com Liya no campus não foi nenhuma coincidência. Ele memorizara os horários dela e sabia quando ela estaria na cafeteria. A interrupção do ex-namorado foi uma feliz coincidência. Apenas a fez aceitar mais rapidamente seu convite para jantar, mas também explicou o desejo dela naquela noite. Ela estava tentando superá-lo. O homem não parecia nada demais, mas ele fizera algo para aborrecê-la e lhe causar dor. Isso não pareceu bom para Dominic. Fazendo uma anotação mental para descobrir mais sobre esse ex-namorado, ele estacionou o carro e deu batidinhas com as mãos no volante. Por alguma razão estranha, ele se sentia quase nervoso ao sair do carro e passar a mão sobre a camisa. Dominic não ficava nervoso perto de mulheres, mas ele também não as levava em encontros. Sua experiência não ia muito além do quarto. Apesar daquele não ser um encontro de verdade, ele ainda precisava passar pelas emoções. A bajulação. O charme. O calor que o tinha levado do clube para a cama de Liya não lhe faria muito bem esta noite. Pelo menos, não até o final. Antes disso, ele teria que responder perguntas sobre si. Quem ele era. O que fazia. O que ele queria da vida. Responder que ele era um chefão da máfia e que queria matar o pai dela não o levaria muito longe. Exatamente as sete da noite, ele bateu na porta dela. Rapidamente, Liya abriu a porta e lhe lançou um sorriso. Ela estava vestindo algo mais conservador do que a outra noite. Uma saia lápis preta descia até os joelhos, e uma blusa soltinha e verde estava abotoada bem acima do decote. Dominic não tinha dúvidas de que ela pensara bastante no que vestiria, e obviamente escolhera algo sofisticado e profissional. Diferente da roupa sexy que ele vira no clube.


Claro, ela ainda estava absolutamente deliciosa. Envolvendo-a pela cintura, ele lhe deu um beijo na bochecha. "Você está linda," ele sussurrou em seu ouvido. Ela estremeceu sob seu toque, fazendo-o relaxar. Ela obviamente ainda o desejava. "Você também está ótimo," ela disse com um sorriso. "Se me der só um minutinho, vou pegar minha bolsa. Devemos sair antes de Halina chegar aqui." "Você tem uma colega de quarto? Este apartamento só tem um dormitório." Ele olhou ao redor e franziu o cenho. Liya desapareceu da porta enquanto pegava a bolsa. "Tenho uma melhor amiga que mora longe do campus. Às vezes ela dorme aqui quando tem longas noites e precisa acordar cedo, então talvez ela venha." "Essa seria a mesma mulher que tentou te resgatar no clube?" "Ela mesma. E não, você não pode conhecê-la. Halina o comeria vivo, e da forma positiva. Ela pega todos os melhores homens," ela brincou quando voltou carregando uma bolsa preta. "Estou pronta." Ele passou os olhos para cima e para baixo sugestivamente. "Eu podia comer você viva. E com certeza de uma forma boa. Podíamos comer a sobremesa antes do jantar. Aumentar o apetite." As bochechas de Liya coraram e ela riu nervosamente. "Na verdade, estou faminta. Desculpe." "Não se desculpe," ele disse enquanto dava um passo para trás e balançava a mão. "Eu te chamei para jantar, e é isso que você terá. Fiz reservas no Stovesky Steak House. Está bom?" "Bom?" Ela guinchou enquanto o encarava de boca aberta. "Dizem que esse lugar é maravilhoso. As pessoas esperam anos para conseguir uma mesa lá. O que exatamente você faz?" Dominic colocou a mão na lombar de Liya e a empurrou lentamente pelo corredor após ela trancar a porta. "Conheço o dono," ela disse suavemente. Ele abriu a porta do passageiro para ela e Liya lhe lançou um olhar curioso. "Você parece conhecer muita gente. E como é isso?" "Não estou preparado para revelar todos os meus segredos," ele disse misteriosamente enquanto fechava a porta. Caminhando ao redor do carro, ele respirou fundo. Era fácil ficar perto dela, mas ele ainda estava nervoso. Ele estava numa linha tênue entre seduzi-la e assustá-la para sempre. Tudo o que ela precisava fazer era pesquisar sobre ele e logo descobriria sobre sua reputação.


Focando-se no jogo, ele se forçou a parecer descontraído. Aquilo tudo era a respeito de sua vingança. Não tinha motivos para se prender aos detalhes. Ele precisava fazê-la se sentir à vontade com ele, ele precisava de toda a sua atenção nela. "Quando você disse que não era do tipo que ia em clubes, não acreditei até encontrá-la no campus. O que uma professora está fazendo seduzindo homens em bares?" Ele a provocou. "Ei," ela disse indignadamente "Professoras podem se soltar. E foi você quem me seduziu." "É assim que você se lembra?" Ele parou num semáforo e se virou para encará-la. O olhar dela estivera sobre ele durante toda a viagem de carro, e quando ele a olhou, Liya corou novamente. "É como eu me lembro porque é como aconteceu. Além disso, você que ficou me seguindo no trabalho." Ele riu e entrou com o carro no estacionamento. Antes que ela pudesse sair, ele se esticou e a pegou pelo queixo. "Você é intrigante," ele sussurrou antes de beijá-la. Os lábios dela se abriram com facilidade. Era para ser um beijo rápido, mas assim que ele entrou, foi difícil se afastar dela. Foi ela quem quebrou o beijo. "Uau," ela disse sem fôlego. "Pensei que esse tipo de beijo era para acontecer depois do encontro." "Não se preocupe," ele disse roucamente. "Há muitos outros de onde esse veio." Liya pareceu quase hesitante, como se quisesse outro beijo. Em vez disso, ela abriu a porta do carro e saiu. Dominic sentiu uma onda de alívio. Ela estava a fim dele, e isso era o que importava. A recepcionista foi recomendada a não chamá-lo pelo nome, então ela os levou até a mesa com um sorriso apertado. O garçom tinha recebido as mesmas instruções. A última coisa que Dominic queria era que os funcionários a fizessem se lembrar de seu sobrenome. "Então, por que escolheu ensinar?" Ele perguntou após eles fazerem os pedidos. "Se você não gosta, por que faz?" Liya bebericou o vinho e balançou a cabeça. "Você me entendeu mal. Eu adoro ensinar, mas há muitos alunos que não gostam do assunto. Eu tento personalizar a aula para os estudantes. Tento fazê-los entender que, independentemente do que eles estão estudando, a literatura pode ajudálos. Por exemplo, história, psicologia e sociologia. Sem mencionar leitura crítica e habilidade de escrita. Há um motivo para minha aula ser obrigatória." Dominic observou o rosto dela se iluminar de paixão enquanto falava. Havia algo tão honesto na forma com que ela falava. Ultimamente, todos ao redor dele sempre estavam mentindo. Era bom estar com alguém e não se perguntar se essa pessoa tinha alguma outra intenção escondida.


Claro, ela não podia dizer o mesmo a seu respeito. "Bom, posso dizer que as professoras não eram tão atraentes quando eu estava na escola. Se fossem, eu teria prestado mais atenção. Qual a história entre você e o homem que eu vi no campus?" "Nick?" Ela imediatamente ficou pálida. Ele esticou o braço pela mesa e pegou nas mãos dela. "Ei, se não quiser falar sobre isso, não precisa. Mas não pude deixar de perceber que a única razão para você aceitar meu convite foi porque ele estava por perto. Não estou reclamando. Aceito o que conseguir de você." "Nick é a razão para eu estar procurando por alguém no clube. Sei que parece indecente, mas ele era meu namorado e descobri que ele estava me traindo. Halina disse que eu devia arrumar um amortecedor para me ajudar a superá-lo." "Um amortecedor? Isso faz muito mais sentido." Ele acariciou o dedão na pele dela. "Não estou reclamando. Como eu disse, aceito o que você puder me dar. Acho que gosto mesmo de você, Liya." "Também gosto de você," ela sussurrou. Ele soltou a mão dela e se recostou quando a comida chegou. Mantendo a pergunta, ele observou enquanto ela falava. Ela importante que ele dominasse a conversa. Que ele fizesse todas as perguntas. Preenchesse o silêncio antes que ela pudesse lhe fazer qualquer pergunta pessoal. Ele achou difícil acreditar que alguém tão idiota quanto o ex-namorado dela se atreveria a trair uma mulher tão sensual e apaixonante quanto Liya. Mas a perda dele era ótimo para Dominic. Após o jantar, ele a acompanhou pelo corredor em direção ao apartamento e esperou que ela tomasse a iniciativa. Ele não queria pressioná-la a fazer nada. Como Gavril tinha dito, ela que tinha que guiar a situação. Mas mais do que isso, ele queria que Liya tomasse a decisão de querê-lo. "Obrigada por esta noite," ela disse suavemente. Virando-se nos braços dele, ela inclinou a cabeça para o lado e o encarou. "Me diverti muito. Fazia tempo que não saia num encontro tão agradável. Nick só falava sobre si mesmo. Foi legal ter alguém interessado em me escutar." "Você é uma mulher interessante," ele disse enquanto acariciava a bochecha dela com o dedo. "Não consigo imaginar alguém estar com você e não querer saber mais." Inclinando-se, ele a beijou gentilmente. Não foi quente o suficiente para incitar chamas, mas foi devagar e doce, e ela obviamente queria mais. Ela o agarrou pela jaqueta e o puxou para mais perto. "Dominic?"


"Hmm?" "Você quer entrar?" Rindo, ele passou as mãos pelo cabelo sedoso de Liya. "Está me oferecendo uma saideira?" "Se quiser uma. Estava pensado em algo um pouco mais íntimo," ela murmurou. Ela passou o braço ao redor de seu pescoço e pressionou os lábios nos dele. Dessa vez, não tinha nada de doce no beijo. Ele sentiu todo o desejo no toque dos lábios dela e retribuiu com fervor. Ela se afastou e estudou seu rosto. "Para o caso de você não ter entendido o significado desse beijo, eu certamente gostaria de entrar," ele disse enquanto escorregava as mãos pelas costas dela até a bunda. Ela riu e tirou as chaves da bolsa. Liya não conseguiu abrir a porta rápido o suficiente, e ele já estava levando a saia dela quando a porta finalmente abriu e eles entraram. Dominic imediatamente a puxou contra si e fechou a porta com o pé. Enquanto ele esfregava o rosto no pescoço dela, passou os braços ao redor da cintura de Liya e a levantou. A saia dela se ergueu até a altura da cintura quando Liya o envolveu com as pernas e se moveu contra sua ereção. Ele podia sentir que ela já estava molhada e pronta, mas queria que essa noite durasse ainda mais. "Tem ideia do quão desconfortável eu estive durante todo o dia? Ela arfou enquanto ele roçava os dentes sobre a pele sensível que cobria o pescoço. "Desconfortável? E por que isso?" Ele caminhou com ela até o sofá e afundou nas almofadas com ela montada em seu colo. Ao invés de lidar com os botões, ela simplesmente tirou a blusa por cima da cabeça e arqueou ao seu toque. "Estive molhada desde que vi você no campus. Não é legal deixar uma mulher esperando." Dominic sorriu e passou as mãos sobre o abdômen de Liya até chegar nos seios. Roçando os dedos sobre o tecido do sutiã, ele esperou até que os mamilos ficassem eretos. Os olhos dela se escureceram de desejo, fazendo-o ficar ainda mais duro. Conforme seu pau enrijecia contra a calça, ela continuou rebolando sobre seu colo. "Baby, estive duro desde o momento que deixei sua cama." Repentinamente, ela o empurrou e deslizou de seu colo. Ele gemeu e tentou pegá-la, mas Liya conseguiu escapar. "Foi algo que eu disse?" Ele perguntou franzindo o cenho. "Tudo o que você disse essa noite foi absolutamente perfeito," ela disse. "Só quero recompensá-lo." Recostando-se no sofá, ele inclinou a cabeça para o lado e lambeu os lábios. "E como planeja fazer isso?" Ele perguntou roucamente.


Ela soltou o sutiã e o desligou para fora dos braços. Mantendo o contato visual, ela abriu o zíper lateral da saia e lentamente o abaixou. Dominic respirou fundo quando ela se virou de costas e se abaixou completamente enquanto deslizava a saia pelas lindas pernas. Lentamente ela se abaixou ainda mais, e Dominic gemeu quando a pequena calcinha fio dental revelou sua boceta molhada. "Merda," ele sussurrou. "Eu definitivamente não pude ver tudo isso na última vez." Liya lentamente se ergueu e se virou. Havia um sorriso hesitante no rosto dela enquanto ela caminhava em sua direção e balançava os quadris. Quando ela parou entre suas pernas, começou a dançar. "Tenho permissão para tocar?" Dominic perguntou suavemente enquanto ela se debruçava sobre ele. "É encorajador," ela sussurrou, e Dominic imediatamente se inclinou para frente e lambeu o mamilo dela. O corpo dela se tencionou enquanto ele chupava, e ela eventualmente o afastou. "Talvez nem tanto." "E quanto tempo exatamente você pretende me provocar?" Ele perguntou enquanto envolvia as mãos ao redor da cintura fina de Liya. Ela virou de costas para ele e se inclinou novamente enquanto dançava. Dominic não conseguiu evitar lamber toda a extensão das costas dela. "Dominic", ela arfou, mas ele não seria recusado. Antes que ela pudesse afastá-lo, ele esticou a mão e enfiou um dedo dentro dela. "Oh meu Deus," ela gemeu enquanto se afastava. "Esse não é o plano." Virando-se, ela ficou de joelhos e buscou os botões de sua calça. "Quero provocá-lo," ela disse. Havia determinação nos olhos dela enquanto ela liberava sua ereção. Ela envolveu as pequenas mãos ao redor de sua ereção e apertou. "Liya", ele rosnou enquanto pulava ao toque dela. "Mais forte. Aperte mais forte." Ela sorriu e obedeceu. Sentindo o intenso prazer passar por seu corpo, ele jogou a cabeça para trás e fechou os olhos. Cada toque dela era hesitante e tímido, e ele sabia que tinha tempo antes de se perder completamente. Ele simplesmente queria desfrutar do que ela tinha para oferecer. Então, algo quente e sedoso deslizou sobre seu pau, fazendo-o gemer e abrir os olhos. O cabelo dela estava espalhado sobre suas coxas enquanto ela lentamente movia a boca sobre ele e dançava com a língua por sua ereção. "Merda, Liya," ele rosnou enquanto agarrava o cabelo dela com as mãos. Ele não puxou ou empurrou, mas deixou que ela se movesse no próprio ritmo. Apesar da inocência de Liya, havia algo de muito erótico em tê-la entre suas pernas, e antes que ele percebesse, estava bombeando


sua boca. Com medo de gozar na garganta dela, ele a afastou. "Fiz algo errado?" Ela perguntou com os olhos arregalados. Por um momento, ele foi completamente golpeado pelo medo dela. A necessidade dela de lhe impressionar tocou-o profundamente. "Você é perfeita," ele disse enquanto envolvia as mãos ao redor da cintura dela e a puxava para seu colo. Ela tocou seu rosco com carinho, e ele percebeu o quanto a noite tinha sido diferente de seus planos. Ele não podia se dar ao luxo de perder o controle e a puxou para um beijo doloroso e marcante. "Monte em mim," ele exigiu roucamente. "Dominic?" Ela perguntou hesitante, e ele a forçou em seu colo e empurrou para o lado o tecido da calcinha. Ele não dava a mínima que ainda estivesse vestindo todas as suas roupas. Ele queria se enterrar dentro dela e Liya se afundou sobre sua ereção. "Fode," ele sibilou. "Você está tão molhada e apertadinha." Agarrando seus ombros, ela respirou fundo e começou a montá-lo. Ela foi devagar no início, mas ele queria mais do que isso. Ele não queria nada doce dela. Ele queria controlar cada aspecto do corpo dela e lembrá-la de que apenas ele podia fazê-la se sentir desse jeito. Se movendo para conseguir uma maior penetração, ele agarrou no quadril dela e a forçou a ir mais rápido. Ela gritou e caiu para frente, deixando-o com os seios à sua frente. Enquanto passava a língua sobre os mamilos duros, ela perdeu todo o controle. "Dominic," ela gemeu. "Sim, por favor. Por favor!" O som de pele com pele batendo ecoou nas paredes, e ele tentou se lembrar por que estava fazendo isso. Ele tentou se lembrar da vingança, mas tudo o que Dominic conseguia pensar era na mulher nua em seus braços e na sensação disso. A umidade quente de Liya se agarrou a ele sem problemas, e cada curva se encaixava perfeitamente em suas mãos. Era quase como se ela tivesse sido feita para ele. A tensão dentro dele aumentou, fazendo-o esticar a mão e pegá-la pelo queixo. "Olhe para mim", ele comandou. "Olhe para mim quando gozar. Quero que você saiba o que eu posso fazer com seu corpo. Diga. Diga meu nome quando gozar. Agora. Diga agora!" A boca de Liya abriu e ela gritou seu nome enquanto tremia em seus braços. Os músculos dela se contraíram ao seu redor, fazendo-o rugir e gozar dentro dela. "Ah. Dominic. Merda," ela murmurou enquanto caia contra ele. Ele envolveu os braços ao redor dela e os reposicionou no sofá de modo que ela ficasse deitada sobre ele. Todo o corpo dela ainda tremia. Ele esticou o braço para buscar o cobertor que estava cobrindo o sofá e os cobriu com isso. Finalmente, ela colocou o queixo sobre seu peito e o encarou. Ele enrolou mechas do cabelo


dela ao redor do dedo e sorriu. "Você está bem, luz do sol?" "Estou ótima. Coberta de suor e desesperada por um banho, mas estou bem." "Banho?" Ele murmurou enquanto considerava a ideia. "Eu toparia isso." Liya riu e se levantou. Um por um, ela desabotoou os botões de sua camisa e abriu o tecido para que ela pudesse tocá-lo. "Eu achei que você precisaria de mais tempo para recarregar." "Acredite em mim. Mesmo se a água estivesse fria, eu ainda te aqueceria," ele disse com um sorriso. "Além disso, você que está tirando minha roupa." Ela mordeu o lábio inferior, e ele teve o desejo insano de roçar seus próprios dentes sobre aqueles deliciosos lábios. Em vez disso, ele focou na linguagem corporal dela. Apesar do orgasmo que ele tinha acabado de lhe proporcionar, ela ainda estava tensa. "No que você está pensando?" "Você vai passar a noite?" Ela soltou. "Quero dizer, eu sei que antes a gente não se conhecia, então tudo bem você ter ido embora no meio da noite. Mas você me chamou para um encontro, e não sei se isso quer dizer que você quer passar a noite. Ou mesmo se você quer outro encontro." "Liya," ele disse suavemente enquanto passava as mãos sobre os braços nus dela, mas ela não tinha terminado ainda. "Sinto muito. Estou tagarelando. Você já deve estar procurando por uma forma de ir embora. Por favor, esqueça que eu disse isso. Não sou aquele tipo de mulher que fica grudenta após o sexo. Só não tenho certeza sobre o que você está pensando." "Liya," ele disse um pouco mais alto. Ela arregalou os olhos e Dominic sorriu. "Eu gosto de você. E quero passar a noite com você." Enquanto ele pegava uma mecha do cabelo dela e colocava atrás da orelha, ela lhe lançou um pequeno sorriso. "Você quer?" "Quero." Liya se inclinou e o beijou profundamente. "Nesse caso, acho que você definitivamente devia se juntar a mim no chuveiro." Seu corpo enrijeceu e ele sorriu maliciosamente. "Sabia que tinha feito a escolha certa."


Capítulo Sete "Só pode estar de brincadeira," Liya murmurou enquanto encarava o e-mail. Sal queria uma cópia da prova final até o dia seguinte. Ela tinha feito apenas a metade, e tinha certeza de que mais da metade de seus alunos não passaria. Liya estava brigando consigo mesma se ia ou não mudar a prova para deixá-la um pouco mais fácil. Claro, com seu lote de estudantes, ela nem tinha certeza se isso faria diferença. Houve uma batida na porta de seu escritório e Liya esfregou os olhos. "Entre," ela gritou. Se ela estivesse com sorte, seriam seus estudantes dizendo que tinham desistido da matéria. Ela realmente não deveria ser tão dura com eles. Alguns eram realmente bons, e muitos estavam tentando. "Liya, tem um momento?" Ela ficou tensa e olhou para o visitante indesejado em seu escritório. "Este momento seria profissional ou pessoal?" Nick a encarou hesitante. "Uh, profissional?" "Mesmo? Você não tem nada a ver com o departamento de literatura, então realmente duvido que qualquer coisa que saia da sua boca seja profissional." Ela suspirou e se recostou na cadeira. "Nick, estou cansada e ocupada. Apenas diga o que você quer e vá embora." Ele entrou e fechou a porta. Se endireitando, ele passou a mão na jaqueta e assentiu. "Liya, nós nos conhecemos por já faz um tempo, e apesar das minhas indiscrições, você precisa saber que eu te amo." Liya ergueu a mão e balançou a cabeça. "Não. Não vamos fazer isso. Independentemente do quanto você rasteje, não vou aceitá-lo de volta." "Não é por isso que estou aqui. Liya, estou preocupado com você." Ela bufou com ceticismo. "Por que você estaria preocupado comigo?" "Esse novo homem com quem você está saindo parece perigoso," Nick disse. "Estou preocupado que a sua necessidade de se distanciar de mim esteja embaçando seu julgamento." Liya riu. Ah, Nicky. Minha vida amorosa não é da sua conta, e acredite em mim, quando estou com ele, não fico pensando em você. Na verdade, eu nunca penso em você até momentos como este, onde você passa pelo meu caminho." "Você não pode estar realmente jogando nosso relacionamento fora por causa de um cara que você nem conhece! Nós temos uma história," ele argumentou. "Nós temos amor."


"E em nossa história, você come todas as estudantes atraentes que passam pelo seu caminho. Você quem jogou nosso relacionamento no lixo, Nick. Não eu. Mas não se martirize por causa disso. Nós nunca daríamos certo." "O que te faz dizer isso?" Liya sorriu para ele. "Porque agora eu sei o que é ser amada por um homem de verdade." O rosto de Nick ficou vermelho de raiva. "Baixo, Liya. Esperava mais de você." Ela pegou seus arquivos e fechou o notebook. Afastando-se da mesa, ela lhe lançou um sorriso superficial. "Então acho que estamos quites, porque eu certamente esperava mais de você. Agora, dá o fora do meu escritório. Tenho trabalho a fazer." Nick encheu o peito de ar, mas ela o empurrou para fora e trancou a porta. "Preciso convencer meu departamento a me dar mais alguns dias para terminar essa prova. Estava ocupada demais a noite passada para trabalhar nisso." Ela deu uma piscadela e riu enquanto caminhava pelo corredor. Suas noites com Dominic estavam lhe deixando incrivelmente feliz. Parando em frente à porta de Sal, ela bateu impacientemente. O grande homem italiano abriu a porta e lhe lançou um largo sorriso. "Liya! O que posso fazer por você?" "Você sabe muito bem o que pode fazer por mim," ela disse enquanto segurava seu arquivo. "Você quer uma cópia da minha prova amanhã? São duas semanas de antecedência. Por que a pressa?" Sal balançou a cabeça e acenou para ela entrar. Apesar de seu dilema atual, era um prazer trabalhar para ele. Ele tinha uma verdadeira paixão pelo assunto, e ele se importava com os professores e com os estudantes. "Estou preocupado com os estudantes este ano," Sal disse franzindo o cenho. "As notas do departamento são as mais baixas que vejo em anos. Se dermos aos nossos estudantes o mesmo tipo de prova que demos ano passado, todos vão reprovar." Liya relaxou na cadeira e enrugou os lábios. "Você aumentou o nível de dificuldade da matéria este ano. Está mais desafiadora, e os estudantes não estão acompanhando. Eu realmente sugiro fazer algumas mudanças para o próximo semestre." Sal enrugou a testa. "Liya, eu não quero emburrecer a classe. Isso é literatura. É para ser desafiador." "Esta é uma escola técnica. Se fossemos uma faculdade de artes liberais, seria diferente. Esses estudantes querem ser engenheiros e mecânicos. Eles não querem ler livros." Seu chefe se mexeu na cadeira e soltou um gemido dramático. "É tão injusto."


"A vida não é justa, Sal," ela disse com uma piscadela enquanto ficava de pé. "Peça uma reunião com o departamento para a próxima semana para discutir uma nova estratégia para os exames, e não seja tão dramático." "Você é uma mulher terrível," ele murmurou. Lançando um sorriso malandro, ela deu de ombros. "Eu sei. Mas você ainda não me demitiu. Me envie um e-mail quando definir um horário para a reunião." Quando fechou a porta, ela tirou o celular do bolso e verificou se Dominic tinha ligado ou mandado mensagem. Nada, mas isso não significava que ela não podia ligar. Sentindo a excitação crescer em seu corpo, ela discou o número dele e se recostou na parede. "Luz do sol," ele atendeu com uma voz rouca. "O que posso fazer por você?" Ela mordeu o lábio inferior e olhou ao redor do corredor para garantir que estava vazio. "Posso pensar em algumas coisas que você pode fazer por mim," ela disse suavemente. Havia um gemido no fundo, mas não um gemido sexy. "Dominic? Você está bem?" Ela perguntou alarmada. "Não sou eu, querida. Apenas a televisão. Vamos voltar ao assunto. Onde você está?" "Do lado de fora do meu escritório, no corredor," ela disse com um sorriso. "Hmm," ele meditou. "Lugar estranho para você me ligar. Fico mais do que feliz em ajudar a satisfazê-la, mas não tenho certeza se você vai querer fazer isso no corredor." "Não vou fazer nada impróprio. Só quero uma provinha do que estou perdendo." Ela estava sendo muito grudenta? Talvez precisasse se afastar um pouco. "Só de ouvir sua voz faz meu pau ficar duro, Liya. E mal posso esperar para colocar minhas mãos no seu corpo e enfiar meus dedos na sua boceta molhada." "Ah, meu Deus," Liya disse com uma risada. "Ok, preciso ir. Tchau." Completamente corada e excitada, ela desligou o telefone e estremeceu. Nossa, sua vida era boa. *** Dominic desligou o telefone e ajustou a ereção em sua calça. O que ele dissera para Liya não era mentira. Ele estava sempre pronto para vê-la novamente. Virando-se, ele abaixou o telefone e encarou o homem no chão? "Quando eu estiver no telefone com minha amante, você não pode dar um piu. Está entendido?" O homem assentiu e Dominic se abaixou e tirou a fita da boca dele. O rosto do homem


estava coberto de sangue, muco e lágrimas. Endireitando-se, Dominic girou a cabeça para aliviar a tensão em seus ombros. "Diga-me o que eu quero saber e você fica livre para ir. Quem está traficando no meu clube?" "Por favor, não estou mentindo para você," o homem chorou. "Eu não conheço ele. Ele só se aproximou de mim com as drogas e disse que queria fazer um acordo." "Ele não é meu traficante, e você sabe disso. Ninguém trafica no meu clube sem passar por mim." Dominic tirou uma faca no bolso e a girou sobre o balcão. "Você não responde ao seu novo traficante. Você responde a mim." Os olhos do homem se arregalaram ao ver a faca e ele balançou a cabeça. "Ok, espera! Não sei sobre o traficante, mas posso falar sobre os clientes regulares dele. Kostonov compre dele." "Kostonov, meu bartender?" Dominic rosnou. "É melhor que você esteja certo a respeito disso, porque não gosto quando meus próprios homens agem pelas minhas costas." "Kostonov disse que seu novo cara tinha algo novo a oferecer. Algo que você não tinha. Então não era realmente uma disputa territorial. Eu estava só procurando por algo novo!" Dominic se abaixou e empurrou a faca contra a garganta do homem. "Quando você está no meu clube, não pode comprar de ninguém além de mim. E na próxima vez que eu o pegar fazendo qualquer coisa que eu não goste, coloco uma bala na sua cabeça. Sem fazer perguntas." Dominic se abaixou e cortou as cordas que amarravam o homem. "Dê o fora daqui." O homem saiu correndo e Dominic subiu as escadas para seu clube. Na área do bar, Kostonov estava cortando frutas. O bartender tinha um pouco mais de vinte anos, e pelo que Dominic se lembrava, tinha largado a faculdade no ano passado. Quando Kostonov viu o olhar no rosto de Dominic, ele agarrou a faca na mão e empalideceu. "Kostonov," Dominic disse com um sorriso. "Há quanto tempo você trabalha para mim?" "Dois anos." Kostonov se virou e manteve a grande faca entre eles. As mãos dele tremiam de medo. Batendo os dedos no balcão do bar, Dominic lentamente contornou-o. De vez em quando, ele se inclinava e endireitava um dos bancos do bar. Os olhos de Kostonov seguiam cada movimento seu. "E quando você se candidatou para trabalhar para mim, sabia aonde estava se metendo, correto?" Sem palavras, Kostonov assentiu. Dominic parou na entrada do bar e bloqueou a saída do homem. "Eu te pago bem. Você consegue boas gorjetas. Eu te dou um bom valor sobre tudo o que eu vendo aqui. Então, por que está comprando de outra pessoa?"


O bartender nem se incomodou em negar. "Era só algo novo. Ele já estava no clube quando me encontrou, e eu disse para ele não traficar aqui dentro, mas ele não escutou. Ele me ofereceu um bom desconto se eu empurrasse alguns clientes para ele. Eu ia te contar. Vende bem." "O nome dele?" Dominic perguntou suavemente. A raiva estava fervendo logo abaixo da superfície, mas ele não queria fazer nada até conseguir o que queria. "Não sei o nome dele, mas ele vem aqui toda sexta-feira por volta das dez horas. A primeira coisa que ele faz quando chega é vir até o bar pedir um vodca com tônica. Ele geralmente só pede comigo." Dominic assentiu e cruzou os braços. "Vamos fazer o seguinte, Kostonov. Você continuará trabalhando aqui até sexta-feria, quando servirá a esse novo traficante a bebida dele. Depois, você vai mostrar quem é para o segurança. Depois disso, você está demitido. Não quero nunca mais ver sua cara neste bar novamente. Eu sugiro que você não fuja, pois esta é a única oferta em que você conseguirá manter seu rostinho bonito e permanecer vivo. Estendeu?" Kostonov assentiu trêmulo. "Sim, sr." "Bom. Não fique surpreso se achar que está sendo seguido, Kostonov. Você estará." Assobiando, Dominic se virou e lentamente caminhou para fora do clube. Ele deveria se sentir completamente irritado pelo o que estava acontecendo, mas se sentia bem; E se sentiria ainda melhor quando envolvesse os braços ao redor de Liya e terminasse o que ela tinha começado.


Capítulo Oito Liya esfregou os olhos e se recostou na cadeira. Ela tinha corrigido cinco trabalhos e já estava pronta para arrancar os cabelos. A melhor frase que ela lera até o momento tinha sido: "Acho que Dostoyevsky provavelmente matou alguém. Quem mais sentiria tanta culpa?" Essa turma em particular tinha sido difícil durante todo o semestre. Obviamente sua paixão pela literatura não tinha penetrado nenhum deles. Quando ela estava prestes a voltar às correções, houve umz batida na porta. "Entre," ela disse cansada. Um de seus estudantes apareceu com um olhar de culpado no rosto. "Professora Polanski? Estava na esperança de ainda dar tempo de entregar meu trabalho." "Anton, o prazo para o seu trabalho foi há uma semana. Vou aceitá-lo, mas a nota mais alta que você pode conseguir será setenta. Você terá que conseguir ir muito bem na prova para conseguir um B na minha aula," ela disse enquanto esticava a mão para pegar o trabalho. Anton passou as mãos pelo longo cabeça e encolheu os ombros timidamente. "Alguma chance de fazer crédito extra?" "Não. Você não entregou nada no dia certo durante todo o semestre, e eu não dou crédito extra. Marque um horário na semana antes da prova que posso te passar algumas dicas de estudo e em quais assuntos se focar. Isso é o melhor que posso fazer por você." O menino assentiu com a cabeça. "Obrigado," ele murmurou antes de sair rapidamente do escritório. Liya suspirou e encarou o trabalho. A declaração da tese a fez encolher. "Você deve estar aterrorizando seus estudantes. Esse que saiu correndo do seu escritório parecia que ia chorar," Halina disse enquanto entrava na sala. "Isso porque ele não conseguiu crédito extra. Tenho a impressão de que os outros professores sempre acabam passando a mão na cabeça dele no final," Liya soltou enquanto fechava a pasta com os trabalhos. "O que está fazendo aqui? Ainda tenho outra aula antes de terminar." Sua amiga fez beicinho. "Eu sei. E você tem evitado meus telefonemas durante toda a semana. Só posso presumir que você descobriu que eu roubei sua jaqueta ou que tem passado todo o seu tempo com o cara gostoso do clube." "Não todo o meu tempo. Espera, você roubou minha jaqueta? Qual delas?" Halina balançou a mão no ar. "Não vem ao caso. Então, você tem passado mais tempo com


Dominic. Agora que ele não é mais uma transa de uma noite, podemos chamar isso de namoro. E você deveria compartilhar detalhes com as amigas. Então, solta aí. O sexo deve ser fantástico." Sem contar com a noite que ela conhecera Dominic, ele a tinha levado em mais três encontros, e todos eles terminavam com Liya nua e gritando o nome dele. Até agora ela ficou molhada só de pensar. Ele tinha descoberto mais zonas erógenas em seu corpo do que ela sabia que existia. "O sexo é enlouquecedor, mas é mais do que isso. Nossos encontros são ótimos. É tão bom estar com alguém que está interessado em mim. Ele não fala só sobre si mesmo. Ele me deixa falar sobre o meu dia, e tenta genuinamente entender meu amor pela literatura. Ele me disse que comprou um livro de poemas épicos antigos, mas que parecia estar escrito em grego. Eu dei uma olhada no livro só para garantir que realmente não estava escrito em grego," ela disse com uma risada. Halina estreitou os olhos e a estudou. "Você está apaixonada." "Estou muito apaixonada," Liya disse com um suspiro. "Ele parece tão perfeito, fico só esperando algo dar errado." "Ah, querida. Não fale assim," sua amiga disse franzindo o cenho. "Às vezes coisas boas realmente são coisas boas. E você é um partidão. Por que ele não estaria apaixonado por você também?" Liya sorriu e balançou um pouco na cadeira. Só de pensar nele fazia ela ficar tonta. "Ok. Sem preocupações. Só felicidade." "Só felicidade," Halina repetiu com um sorriso. "Agora, você tem exatamente cinco minutos para me dar o máximo de detalhes possível antes da sua próxima aula. Vai." Liya sorriu maliciosamente. "Cama. Sofá. Chuveiro. Mesa da cozinha e balcão." "Eca. Não posso tocar em nenhuma superfície do seu apartamento. Como vou dormir na sua casa agora?" Liya riu e juntou suas coisas para a próxima aula. "Você perguntou. Se não queria saber dos detalhes, não devia ter perguntado. Quer que eu te conte exatamente o que fizemos naquele sofá?" Halina estremeceu. "Não. Mudei de ideia. Também vou levar água sanitária pra sua casa na próxima vez que for lá. Ou talvez pudéssemos queimar tudo." Liya riu até chegar na sala de aula. Ela estava tendo um ótimo dia. E a razão para o seu bom-humor estava recostada em seu carro carregando flores quando ela finalmente saiu do campus. Em vez de lhe lançar um sorriso doce, Dominic estava franzindo o cenho.


"Se você vai me surpreender com flores, deveria parecer feliz," ele disse quando oferecia os lábios para um beijo. Ele lhe deu um estalinho rápido. "Com que frequência você sai tarde assim do campus?" Ele rosnou. "Está escuro e não tem nenhuma proteção nesse estacionamento. Nenhuma luz. Nenhuma câmera. Nenhum segurança." "Tem segurança no campus, e tem alguns botões de emergência espalhados por aí. Mas não acontece nenhum crime por aqui, Dominic. Você está se preocupando com nada, mas acho bonitinho." Ela pegou as flores e cheirou o perfume. "Nós temos alguma coisa planejada? Não me lembro." "Não. Infelizmente não posso ficar. Tenho alguns negócios. Mas eu queria vê-la. Estive pensando em você o dia todo," ele disse enquanto a envolvia com os braços e cheirava seu pescoço. Arrepios correram por sua espinha. Liya fechou os olhos e aproveitou o toque dele. "Também estive pensando em você, e se você tivesse mais tempo, provaria para você," ela murmurou. Dominic a puxou pela camisa e passou a mão por sua calça até espalhar os dedos em sua pele nua. Liya arfou com o contato e pressionou o corpo mais perto dele. Ainda a surpreendia o quão rápido seu corpo respondia ao toque dele. Um toque, uma palavra e seu corpo derretia. "Estou tentado a aceitar. Foder você no carro está na minha lista," ele sussurrou em sua orelha. "Você tem uma lista?" Ela perguntou com um sorriso. "O que mais tem nessa lista?" "Acredite em mim, Liya. Você vai descobrir." Beijando-a na bochecha, ele se afastou. "Infelizmente, não estava brincando sobre estar com pressa, então isso tem que servir." "Certo. Que tipo de negócio você precisa fazer? Eu nem sei no que você trabalha," ela disse enquanto abaixava a blusa. Nervosa, ela olhou ao redor para ver se alguém estava olhando. "Sou um homem rico, Liya. Tenho alguns negócios na cidade, e preciso supervisioná-los. Na verdade, estava pensando se você tem planos nesse final de semana." Dono de negócios? Liya não conseguiu evitar sentir sua felicidade ir embora. Seu pai era dono de negócios. Isso carregava um estigma que ela simplesmente não conseguia afastar. Limpando a garganta, ela usou as flores para conseguir alguns segundos para se recompor. "Esse final de semana? Tenho algumas provas para corrigir, mas nada além disso. Por quê? Os olhos dele varreram sobre o seu rosto enquanto a examinava. "Você não ficou feliz quando eu disse que sou dono de alguns negócios," ele disse suavemente. "A maioria das mulheres não têm problema com isso. Pode me dizer por que você tem?"


Droga. "Não é o que você faz. É a quantidade de dinheiro que você tem. Acho que isso me deixa um pouco desconfortável," ela disse rapidamente para tentar se justificar. Ela não ia começar uma conversa sobre todos os problemas que tinha com seu pai. "Não vou mencionar isso de novo se for um problema para você, mas pode estragar com meus planos para o final de semana." "E qual seria esse plano?" Ela perguntou curiosa. Ele lhe lançou um olhar charmoso. "Passamos muito tempo no seu apartamento, e eu adoro cada minuto lá. Mas achei que poderíamos passar o final de semana na minha casa." Liya mordeu o lábio. Passar o final de semana na casa dele parecia significar passar o final de semana com o namorado. Repentinamente pareceu que o relacionamento deles estava progredindo rápido demais para ela. Ele pareceu ler a expressão em seu rosto e esticou a mão para lhe acariciar a bochecha; "Não quero apressar nada, Liya. Foi só uma ideia". "Algumas das ideias da sua lista são na sua casa?" "Algumas." Liya respirou fundo. "Talvez pudéssemos começar na sexta-feira à noite e sábado, depois vemos nos que dá?" Dominic se inclinou e pressionou os lábios nos dela. Toda a ansiedade se diluiu, e tudo o que ela podia sentir era ele. Envolvendo as mãos ao redor do corpo dele, ela o abraçou forte. "Me liga quando estiver pronta. Vou buscá-la," ele sussurrou em sua orelha. "Ok. Obrigada." Ele pegou a chave da mão de Liya e abriu a porta do motorista para que ela pudesse entrar. Inclinando-se, Dominic tocou seu ombro. "Quando estiver escuro, tente conseguir companhia até o carro. Não gosto de imaginá-la sozinha." Quando ele fechou a porta, ela agarrou o volante e sorriu. Talvez Halina estivesse certa. Talvez ele estivesse apaixonado. *** Dominic assobiou todo o caminho até o bar. Apesar de ainda ser quinta-feira, havia uma fila virando a esquina do prédio. Ele nem precisou olhar para o segurança. A corda foi removida para ele, e ele deslizou um pedaço de papel para o homem. Nele estava escrito os nomes dos homens com quem ele encontraria naquela noite.


Dentro do clube, a música bombeava alto e as luzes de néon brilhavam. Normalmente, ele reservava alguns minutos para observar as pessoas e escolher alguém que talvez pudesse querer levar para casa, mas hoje ele nem se incomodou em olhar a multidão. Subindo os degraus dois de cada vez, ele foi até a área VIP. A seu pedido, um bar privado tinha sido montado e estava bem abastecido com todos os seus favoritos. Também, ao seu pedido, não havia nenhum garçom ou entretenimento naquele andar. Ele não queria audiência para o que ia discutir naquela noite. A conversa precisava ser privada e confidencial. "Sem strippers? Nenhuma linda mulher nos seus braços? O esquema está fazendo você perder o tato?" Dominic se virou para ver Gavril caminhando próximo dele. "Você não foi convidado para hoje," ele disse. "O que está fazendo aqui?" "Estava tomando um drinque quando vi você entrando, pensei em te dar um oi. Presumo que tenha algum tempo antes da sua reunião. Posso perguntar o que está planejando?" Dominic serviu dois drinques. "Podemos ser amigos, Gavril, mas se você for continuar trabalhando para qualquer um, posso te privar dos meus segredos. E o esquema está indo bem. Se eu tiver quaisquer perguntas para você, entro em contato." "Essa reunião não seria com Iosif, seria?" "Nada escapa de você, não é?" Dominic murmurou enquanto oferecia a bebida ao amigo. Iosif era seu parceiro quando trabalhavam para seu pai. Eles eram grudados desde a adolescência, e seu pai deixava os dois na cola dele para aprender e ensinar. Há muitos anos, Iosif e o pai de Dominic brigaram e o jovem foi embora. Dominic tentava diversas vezes encontrar seu antigo companheiro, mas parecia que ele tinha desaparecido. Até agora. "Sei que você não gosta dos meus conselhos, mas acredite em mim quando digo que Iosif não é alguém que você deve confiar." Dominic girou a bebida no copo e tomou o uísque escocês. "Com ciúmes, Gavril?" Rindo, Gavril abaixou sua bebida intocada na mesa e ficou de pé. "Obrigado, mas essa noite estou sóbrio. Aproveite sua noite, Dominic." Após Gavril ir embora, Dominic bebeu sua bebida e a de Gavril. Apesar do que seu amigo podia pensar, Dominic não se jogaria de cabeça num relacionamento com Iosif. Primeiro, havia muitas perguntas que precisavam de resposta. Alguns minutos se passaram antes de seu antigo companheiro chegar ladeado por dois guardas. Dominic se levantou e Iosif o abraçou. "Dominic! Faz muito tempo" Vejo que não trouxe


nenhum homem com você." "O bar é meu, Iosif. Tenho homens em todos os cantos. E a razão para ter se passado tanto tempo é porque nunca consegui rastreá-lo." Ele balançou a cabeça para os guardas. "Fique à vontade no bar. Também vão trazer comida, se quiser." Iosif tirou o casaco e se sentou. "Comida não será necessária. Não ficaremos muito tempo. Estou aqui apenas por curiosidade. Na verdade, eu não queria ser encontrado." Dominic encolheu os ombros. "Iosif, eu sei aonde você está já faz três anos. A Alemanha não foi o melhor lugar para se esconder. Após terminarmos aqui, você pode voltar para lá, mas queria que você soubesse que meu pai está morto. Gostaria de tê-lo de volta. "Eu fiquei sabendo sobre seu pai. Meus pêsames," Iosif disse suavemente. "Tivemos nossas diferenças, mas eu o respeitava. Sinto muito não ter vindo prestar minhas condolências." "Por que você foi embora, Iosif? O que meu pai fez para deixá-lo tão chateado?" O outro homem enrugou os lábios e respirou fundo. Por um momento, Dominic achou que Iosif contaria a verdade, mas em vez disso, o homem simplesmente sorriu. "O que está no passado está no passado, Dominic." Dominic rangeu os dentes e balançou a cabeça. "Passei um tempo viajando a negócios para meu pai, e não voltei muito antes dele morrer. Pensei que a transição seria tranquila, mas aparentemente eu não sou conhecido o suficiente. Eles estão inquietos." "A notícia não me surpreende. Desde que estou na cidade, escutei alguns rumores. Eles disseram que você mudou. Até escutei que você está deixando traidores viverem." Ele inalou bruscamente. "Eu estou no meio de algo sensível, e ter corpos aparecendo poderia me prejudicar. Está questionando a forma como lido com as coisas, Iosif?" "Você me chamou aqui para me juntar a você. Só queria esclarecer os fatos antes de tomar uma decisão." "Nada passa por você. Por isso queria você por perto. Tome o tempo que quiser. Não precisa tomar uma decisão agora." Iosif ficou de pé. "Assim como você está no meio de algumas coisas, eu também estou. Meu retorno à Alemanha é inevitável, mas vou pensar na sua proposta. Não me ligue. Eu ligo para você. Não quero que ninguém suspeite que estou pensando numa mudança." "Claro." Dominic observou cuidadosamente enquanto Iosif era ladeado pelos guardas. Eles eram treinados profissionalmente, e isso lhe dizia mais do que seus nomes ou histórico poderia dizer. Iosif pensou que Dominic o estava atraindo para uma armadilha, e tinha se planejado de


acordo. Dominic ficou muito curioso a respeito da briga entre Iosif e seu pai, e o por que de Iosif pensar que isso poderia afetar o relacionamento deles agora. Enquanto ele ponderava o mistério que cercava seu antigo companheiro, o celular tocou. Dominic foi até o canto da área VIP para escapar da música e atender à chamada. "O quê?" Ele rosnou. Maksim nunca ligaria e interromperia uma reunião, a não ser que algo importante tivesse acontecido. "Desculpe por interromper, mas temos um problema, chefe," Maksim disse nervosamente. "Tudo bem. A reunião acabou. Qual o problema?" "Estávamos indo coletar o dinheiro do Muller, mas alguém armou para a gente." "Como assim?" Dominic trovejou. "O que diabos você quer dizer com alguém armou para vocês?" "Estávamos indo encontrar indo encontrá-lo no parque como você havia dito, chefe, mas havia um grupo de caras lá. Eles estavam dando uma surra nele, e ele foram embora com o dinheiro. Tentamos alcançá-los, mas eles sabiam que estávamos chegando. Estou com uma bala no ombro." "Droga," Dominic rosnou. "Consiga um médico, Maksim. Depois quero saber detalhadamente o que aconteceu." Ele desligou o telefone e começou a andar. Muito frequentemente, os apostadores pagavam o mais rápido possível. A maioria das pessoas não arriscaria conhecer a ira da família Minski. Havia dois homens nesta noite que pagariam uma parte de suas dívidas. Com raiva, ele ligou para seu outro grupo de homens. "Chefe," seu homem disse de forma tensa. "Koch foi roubado e espancado bem na nossa frente. Alguém foi embora com o dinheiro. O que você quer que a gente faça?" "Está machucado?" "Vou sobreviver." "Leve quem estiver machucado para um hospital. Não quero que ninguém morra hoje," ela soltou enquanto desligava o telefone. Um assalto era azar. Dois assaltos já era suspeito. Alguém de dentro de sua organização vazou informações para outro grupo. Ele tinha um traidor.


Capítulo Nove Liya arrumou sua mala com roupas e se afastou para olhá-la. Ela não a usava com muita frequência. Apenas quando Halina insistia que elas precisavam de um final de semana fora, e usou algumas vezes com Nick. Na maioria das vezes, ele ficava na sua casa. Obviamente, já que ele devia receber outras mulheres na casa dele. Não havia muito ali dentro. Alguns itens de higiene pessoal e uma muda de roupas. Havia um vestido, apenas para o caso dele levá-la para jantar. E lingerie. Liya não era do tipo de garota que usava lingerie, mas ela escapara um momentinho entre as aulas do dia para ir ao shopping. Seu coração pulava quando ela pensava em Dominic a observando com o negligee preto em sua bolsa. Será que ele ia gostar? Será que ele ia rasgar do corpo dela? Ou ele pediria para ela ficar com a lingerie? Na hora marcada, Dominic bateu em sua porta. Ela abriu a porta ansiosamente, mas logo antes de envolvê-lo com os braços, viu uma sombra escura de aborrecimento no rosto dele. Afastando-se, ela franziu o cenho. "Querido? O que foi?" "Nada agora que minha luz do sol está aqui," ele disse enquanto se inclinava para beijá-la. "Ok," ela murmurou. "Não quero passar o final de semana com você se estiver distraído, mas ficarei mais do que feliz de encontrar uma forma de colocar um sorriso no seu rosto." "O final de semana?" Ele repetiu com uma sobrancelha erguida. Liya respirou fundo e se afastou. "Eu estava errada antes. Eu fico um pouco assustada no início de relacionamentos, mas me sinto segura com você. Então, me programei para o final de semana, se estiver tudo bem para você. Mas eu entendo completamente se você tiver feito outros planos para o domingo. Não tinha a intenção de jogar a notícia em cima de você no último minuto." "Liya", ele o interrompeu com um sorriso. "Eu tinha me planejado ter você comigo no domingo. Só imaginei que teria que mantê-la em algemas para conseguir isso." "Algemas?" Ela sussurrou. Imediatamente, ela corou. "Hmm," Dominic gemeu. "Acho que minha luz do sol gosta da ideia de algemas. Esse é um pensamento que deve me manter muito feliz."


Liya brincou com os botões da camisa dele. Ela não os tirou do buraco, apesar de ficar tentada a isso. "Tenho uma surpresa para você mais tarde," ela disse quietamente. "Geralmente eu não gosto de surpresas." Ela lhe lançou o que esperava ser um sorriso sedutor. "Acho que você vai gostar dessa surpresa." Afastando-se mais dele, ela pegou sua bolsa e trancou a porta do apartamento. Ela deslizou a chave para dentro da bolsa e se virou para encará-lo. "Sou toda sua." Um olhar estranho passou pelo rosto dele. "Eu gosto do som disso. Vamos embora antes que a gente dê um show para os seus vizinhos." Rindo, Liya segurou na mão dele e deixou que ele a guiasse até o carro. Como um cavalheiro, ele abriu a porta para ela. Liya deslizou para dentro do luxuoso carro de Dominic. Ela não estava mentindo completamente quando disse que o dinheiro dele a deixava desconfortável. Desde que ela se afastara da riqueza de seu pai, ela estivera feliz. Ela gostava de trabalhar para viver e comprar as coisas que agradavam ao seu próprio gosto, e não ao gosto do pai. Passando os dedos pelo assento de couro, ela respirou fundo algumas vezes. Ela estava namorando o homem, e não o dinheiro dele. Ela podia fazer isso. Ela podia desassociar Dominic de seu pai. Não havia motivos para ela sentir esse tipo de ansiedade. "Ainda tenho que resolver alguns negócios no final de semana, mas posso fazer tudo de casa. Todos foram instruídos a não me interromperem, a não ser que algo esteja pegando fogo," Dominic disse enquanto sentava atrás do volante. "Então eu sou sua única forma de entretenimento nesse final de semana? Quanta pressão," ela disse com um sorriso. "Ah, tenho certeza de que você pensará em algo." Ele esticou a mão para pegar as chaves, mas Liya não conseguiu se controlar. Inclinando-se até ele, ela puxou a cabeça de Dominic e lhe deu um beijo ardente. Ele abriu a boca e ela tomou todo o controle enquanto sua língua vasculhava a dele. "Algum motivo para isso?" Ele perguntou roucamente quando ela se afastou. Abaixando-se, ela tirou o pau dele de dentro da calça e o envolveu com as mãos. "Você pareceu estressado na porta. Só queria começar o final de semana bem." Enquanto ela envolvia a boca ao redor dele, ele gemeu e moveu o quadril. Chupando e lhe dando prazer, ela se deliciava com o controle. O corpo dele era seu no momento, e a deixava completamente excitada saber o efeito que ela tinha nele. A mão dele correu por sua bunda e se moveu mais para baixo, esfregando contra seu sexo molhado, mas devido ao decido da calça jeans, ela não estava recebendo muito contato. "Liya," ele arfou enquanto ela continuava. "Baby, se você não parar, eu vou gozar."


Ela não parou. Um desejo desesperado de fazê-lo gozar a fez continuar, e logo ele explodiu e despejou todo o líquido quente em sua boca. Liya chupou cada gota antes de se afastar. Ele se jogou contra o assento do carro e esticou a mão para tirar o cabelo de seu rosto. "Gostaria de propor uma regra," ele disse quietamente. "E qual seria?" "Chega de calças. Perto de mim, você vai usar saia. Quando eu quiser enfiar os dedos na sua boceta, eu quero total acesso. Estendeu?" Liya deslizou de volta para seu assento e exalou lentamente. Ela estava tão excitada que cada nervo seu estava gritando. "Acho que gosto dessa regra," ela murmurou. "Agora, vamos logo para sua casa para que você possa usar esses dedos mágicos." Rindo, Dominic deu partida no carro. "Será um prazer." Infelizmente, ela não pôde pular em cima dele assim que eles chegaram. Três homens estavam parados do lado de fora esperando por ele. Isso fez Liya ter flashbacks. A casa de Dominic era tão grande quanto a de sua família. Era protegida por um enorme portão de ferro e ele tinha sua própria segurança. Liya não conseguiu deixar de notar que a equipe de segurança dele não usava uniforme. Assim como os funcionários de seu pai. "Droga," Dominic rosnou. "Vou cuidar disso, luz do sol, e depois faço um tour com você pela casa." "Leve o tempo que quiser. Se eu não me acalmar, provavelmente vou gozar assim que você tocar em mim de qualquer jeito," ela disse com um sorriso malicioso. "Você é uma safada," Dominic disse roucamente enquanto os olhos dele passavam por seu corpo e escureciam de desejo. Saindo do carro, ele bateu a porta atrás de si. "Achei que tivesse sido claro." O homem mais largo deu um passo à frente e abaixou a cabeça. Os olhos dele a estudaram quando ela saiu do carro, e um pequeno sorriso apareceu em seu rosto. O braço dele estava numa tipóia. "Não quis interrompê-lo. Você tem um convidado do lado de dentro, e queria garantir que você soubesse disso antes de entrar. E ainda estamos trabalhando para resolver o problema de mais cedo." "Problema?" Liya perguntou. "Dominic, não quero atrapalhar seu trabalho." Dominic se virou e estendeu a mão. "Liya, quero que conheça Maksim. Ele é o chefe da minha segurança. Esses dois cavalheiros me ajudam a gerenciar meus negócios."


Maksim acenou com a cabeça. "É um prazer finalmente conhecê-la, Liya. Escutei muito sobre você." "Verdade?" Ela disse nervosamente. Dominic não parecia o tipo de homem que falaria sobre ela, e Liya teve a sensação de que não era isso que ele estava querendo dizer, de qualquer jeito. "O que você fez com o seu ombro?" "Ele torceu," Dominic disse rapidamente. "Maksim fazer uns trabalhos aqui na casa de vez em quando. Pequenos consertos, esse tipo de coisa. Ele também sabe onde eu estou em todos os momentos. Ele parece pensar que você ocupa muito do meu tempo." "Mas agora consigo ver que é um tempo bem gasto," Maksim disse enquanto balançava a cabeça. "Quem está esperando por mim lá dentro?" "Gavril." Liya pensou ter visto raiva nos olhos dele, mas ele apenas sorriu. "Liya, você gostaria que Maksim fizesse um tour com você pela casa enquanto eu converso com meu amigo?" "Não. Se é seu amigo, gostaria de conhecê-lo. Se isso não for possível, então fico aqui esperando por você. Quero que o tour seja com você. Principalmente se tiver algo da sua lista," ela disse significativamente. Imediatamente, os homens começaram a tossir, e Liya teve a sensação de que eles estavam cobrindo uma risada. Ela não podia culpá-los. Praticamente qualquer pessoa seria capaz de entender o que ela quis dizer. Dominic apenas sorriu e esticou a mão. "Tudo bem." Liya pegou na mão dele e virou de volta para Maksim. "Sinto muito pelo seu ombro. Espero que melhore logo." O foyer era amplo. Os tectos altos e figuras ornamentadas. Liya imaginou se a maioria das mulheres que ele levava para lá ficavam mais impressionadas. "Sua casa é linda," ela disse rapidamente. Dominic imediatamente parou. "Liya, sei que você não acha isso. Não precisa mentir na esperança de me impressionar." "Certo. Desculpe. Só imaginei que fosse isso que as outras namoradas dissessem," ela murmurou enquanto corava. "Eu não trago mulheres para cá," ele disse enquanto erguia seu queixo. Os olhos dele estudaram seu rosto, e ela não conseguiu evitar rir. Ela era a primeira.


"Estou com pouco tempo, Dominic," uma voz masculina disse de um dos cômodos. Um homem bonito e de cabelos loiros saiu de um dos cantos e parou assim que os viu. "Desculpe. Não sabia que você tinha uma convidada." "Gavril, esta é Liya." "A adorável Liya," Gavril disse se aproximando e pegando sua mão. Em vez de apertá-la, ele a ergueu e beijou. Dominic rosnou para ele. "Pode tirar a mão, Gavril." Gavril lhe lançou uma piscadela. "Nunca perco a chance de beijar uma linda mulher. Liya, você se incomoda se eu pegar o Dominic emprestado por um momento? Prometo não demorar muito. Não tenho dúvidas de que ele tem muitas coisas planejadas para você." "Claro," ela disse enquanto se afastava. Os dois homens caminharam para outro cômodo e ela se entreteve com a arte que havia no foyer. Algo parecia não encaixar. Apesar de Dominic parecer confortável na casa, ela não viu nenhum toque pessoal nas paredes. Além disso, Dominic não parecia ser o tipo de homem que ostenta sua riqueza. Liya se perguntou se ele tinha herdado a mansão. Quanto mais pensava nisso, mais se dava conta de que não sabia quase nada sobre ele. Não sabia nada sobre a família dele ou a história de sua vida. Não sabia nem que tipo de negócio ele tinha; Logo, sua caminhada acelerou de passo. Ela virou os dedos nervosamente enquanto seu coração acelerava, e não tinha nada a ver com sua libido. O que ela estava fazendo? Estava passando o final de semana com um homem só porque ele melhorara sua vida sexual? Isso não era a sua cara. "Liya, desculpe por tirar o Dominic de você. Foi um prazer conhecê-la," Gavril disse enquanto o homem se aproximava. Liya se virou e assentiu com a cabeça. "Tudo bem. Foi um prazer conhecê-lo também," ela disse com firmeza. Dominic a olhou bruscamente, e Liya tentou relaxar. "Você sabe o caminho da porta," Dominic rosnou para Gavril, mas os olhos dele nunca deixaram os seus. O amigo dele saiu em silêncio, e Dominic se aproximou dela. "Nos dois minutos que eu me afastei, a minha mulher com tesão se transformou em um pacote de ansiedade. O que aconteceu?" "Você não deixa passar nada," ela murmurou enquanto colocava o cabelo nervosamente atrás da orelha. "Estou bem, Dominic. Na verdade, não estou bem. Não sei nada sobre você. Eu olho ao redor da sua casa, e apesar de ser adorável, não tem nada a ver com você, e não tenho ideia do motivo. Você contratou alguém para decorá-la? Sua ex-mulher quem decorou? Eu nem sei


que tipo de negócio você tem. Não sei nada sobre sua família ou sua história. Você poderia ser casaco. Você é casado?" "Liya." Dominic se aproximou e pegou suas mãos. "Respira fundo." Ela respirou fundo e assentiu com a cabeça. "Desculpe. Preciso saber." "Tudo bem. Eu entendo sua preocupação, e posso te garantir que não sou e nunca fui casado. Eu cresci aqui, mas pertencia ao meu pai. Ele morreu recentemente, e eu herdei a casa. Não fiz nenhuma mudança ainda, mas estou vendo que preciso colocar isso na minha lista." As informações a acalmaram e ela balançou a cabeça. "Isso faz sentido. Desculpe. Acho que só estou um pouco nervosa." Dominic a envolveu nos braços, e ela respirou o cheiro almiscarado. Isso a acalmou, e apesar do abraço ter tido a intenção de reconfortá-la, ela não conseguiu evitar reagir a ele. "Talvez a gente possa fazer aquele tour agora," ela sussurrou. "Isso parece uma excelente ideia," ele murmurou enquanto beijava seu pescoço. Ele pegou sua mão novamente e a levou para o escritório onde ele estivera com Gavril. Era um grande escritório com uma mesa de mogno bonita no centro. As estantes estavam repletas de clássicos, mas Liya tinha a sensação de que estavam ali apenas para exibição. "Seu escritório?" Ela perguntou. "É lindo." "Do meu pai. Eu não preciso de tanto espaço, mas dá pro gasto." Ele se empurrou contra ela e colocou as mãos em seus quadris. "Se você fosse mudar alguma coisa, o que faria?" "Eu colocaria você na mesa com as pernas bem abertas", ele murmurou em sua orelha com as mãos pressionadas em sua barriga. "Não foi isso que eu quis dizer." Ela riu e deu um tapa na mão dele, afastando-se. "Sério." Dominic inclinou a cabeça para o lado e a encarou. "Debaixo da mesa sob seus joelhos?" "Você é incorrigível," Liya disse, esquivando-se das mãos dele enquanto ele tentava pegála. "Próxima parada do tour?" "Quarto," ele rosnou quando finalmente conseguiu pegá-la e a empurrou contra a parede. "Ou talvez bem aqui." As mãos dele se moveram ao redor de sua garganta, apertando gentilmente. Ela engasgou, fazendo-o parar. "Exagerei?" Ele murmurou. "Não sei. Nunca tentei isso," ela disse enquanto engolia com força. Ele não a soltou, mas


Liya também não resistiu. Em vez disso, ele se inclinou e a beijou gentilmente. Quando ele a soltou, Liya automaticamente esfregou a garganta e tentou entender como estava se sentindo. Ela não estava com medo de que ele a machucasse. Apensar de gostar, "Vamos," Dominic disse enquanto segurava a porta para ela passar. Havia um sorriso de conhecimento no rosto dele enquanto ela lentamente passava. "Gostaria de ver o quarto de jogos?" "Você tem um quarto de jogos?" Ela perguntou com uma risada. Ele a levou pelo corredor e através da sala de estar. Todos os cômodos eram tão grandes e vazios. A casa parecia muito solitária. Abrindo a porta nos fundos, ela entrou para ver uma mesa de sinuca, dardos, uma grande televisão e várias mesas. "Nossa. Você não estava brincando sobre o quarto de jogos. Parece um bar aqui." "Bom, eu sou dono de um bar. Vários, na verdade," ele explicou. Liya percebeu que ele estava lhe dando mais informações. Mais do que tudo, ela queria perguntar quais bares, mas não queria se meter. "Parece que você pode se divertir bastante aqui", ela murmurou enquanto caminhava pelo local e deslizava as mãos no mogno. Apesar de um cômodo de um solteiro, claramente tinham investido bastante dinheiro ali. O bar tinha bebidas de alta qualidade e a mesa de sinuca era elegantemente esculpida. Ela escutou o som distinto de uma porta fechando e sendo trancada. Dominic tinha um olhar familiar no rosto enquanto caminhava até ela. "Duvido que eu já tenha me divertido aqui da forma que vou me divertir agora," ela disse enquanto pegava sua calça e a abria. Liya gritou e agarrou os ombros dele quando Dominic deslizou seu jeans pelas pernas. "Nós ainda não vimos quase nada no tour," ela apontou quando ele a colocou na mesa de sinuca. A madeira era fria contra sua pele nua. "Não se preocupe. Planejo te comer em todos os cômodos dessa casa antes do final de semana acabar," ele disse enquanto empurrava sua calcinha para o lado. Não teve nenhuma preliminar quando ele se deslizou para dentro de Liya. Ela não precisava. Estava tão molhada. Seus sucos estavam escorrendo pelas coxas. "Senhor," ela murmurou enquanto ele metia com força e rápido. Não demorou muito até ela estar arqueando sob ele e tentando não gritar. Cravando as unhas na mesa de sinuca, ela arfou enquanto ele se movia repetidamente sobre seu ponto molhado. Suas pernas começaram a tremer até finalmente seu orgasmo balançar todo o seu corpo.


Dominic não lhe deu muita chance de se recuperar quando a pegou da mesa de sinuca e a colocou de volta no chão. Ele imediatamente tirou sua blusa e a jogou no canto. "Próximo cômodo?" Ele perguntou com um sorriso enquanto fechava a calça. Entrando em pânico, ela se virou e o encarou. "Estou quase nua! Não posso andar pela sua casa assim! Além disso, você não terminou." Ele lentamente desabotoou a camisa e a tirou. "Eu deixei os funcionários tirarem o final de semana de folga para que você pudesse andar por essa casa completamente nua se quiser. E eu não terminei porque não estou nem perto de terminar com você. Espero que tenha recuperado suas forças, porque a noite vai ser longa." Liya exalou lentamente. "Ah. Uau. Ok." Caminhar pela casa estranha usando apenas calcinha e sutiã era excitante, mas Dominic estava certo. A noite seria longa. E ele realmente tinha gostado de sua lingerie.


Capítulo Dez Domingo à noite, Dominic estava em pé de frente para o fogão e jogando mais manteiga no bife. As batatas fumegantes estavam caindo muito bem, apesar de sua garrafa de cerveja estar morna. Terminando-a, ele foi até a geladeira pegar outra. Quando estava voltando perto da janela, ele olhou para o lado de fora. Liya tinha implorado por um adiamento no tour e perguntou se poderia mergulhar os músculos doloridos na banheira de hidromassagem. Ele a observava sair de lá agora e não conseguia evitar ficar encarando enquanto a água escorria do corpo nu. Apesar de ele ter garantido que ela teria total privacidade, ela ainda correu para pegar uma toalha e se enrolar toda. Ela era inocente, sexy, doce e safada, tudo numa só. Ele nunca se cansaria dela porque toda hora que ele se virava, Liya o surpreendia com alguma coisa Liya deslizou pela porta e rapidamente entrou. "Frio", ela disse enquanto estremecia. Dominic esticou a mão e a puxou para perto do fogão. Ele a envolveu com os braços e a segurou perto do calor que irradiava dos queimadores. "Está cozinhando para mim?" "Estou cozinhando para mim. Estou com fome. Se quiser alguma coisa, você terá de cozinhar seu próprio jantar," ele provocou. Ela se virou e lhe deu um soquinho no estômago. "Você é horrível," ela disse com um sorriso. "Você me convida para passar o final de semana na sua casa, e não quer me alimentar?" "Acho que você precisa de suas forças para o que planejei para essa noite," ele disse com um meneio das sobrancelhas. Liya riu e se afastou dele. "Vou me vestir. Terá vinho com o jantar?" Ela apontou para a cerveja no balcão. "Não é muito meu estilo." "Tenho abacaxi e vodca", ele disse de forma inocente. Ironicamente olhando para ele, Liya virou-se e se dirigiu para a saída. Um pouco antes de desaparecer, ela deixou a toalha cair um pouco e ele teve um vislumbre de pele nua enquanto ela virava no corredor. Gemendo, ele voltou sua atenção para o fogão. Estava ficando fácil demais fazer o papel do namorado perfeito. E isso o incomodava. Ele estava perdendo o foco. Quando Liya retornou, ele tinha montado a mesa, incluindo o vinho. Ela estava vestida com uma camiseta branca e um par de calças de pijama xadrez. Descalça, ela caminhou até a mesa e sentou na cadeira, cruzando as pernas no alto. Ela parecia tão refrescante e inocente. Como um raio de luz.


"Pensei ter dito sem calças," ele disse enquanto colocava o prato na frente dela. Ela esticou o braço pela mesa e pegou a garrafa de vinho e o abridor. Depois de puxar a rolha, ela serviu dois copos. "E eu pensei que se usasse calças, conseguiria comer. Estou faminta." "Está reclamando?" Liya bufou e corou. "Dificilmente." "Bom," ela disse enquanto se sentava. A cadeira ao lado dela estava vazia, mas ele não confiava em si mesmo sentando-se tão próximo. Era óbvio que ela precisava de um descanso, mas ele estava se coçando para tocá-la novamente. Quando ela experimentou o bife, gemeu de prazer. "Isso está absolutamente maravilhoso, Dominic. Não tinha ideia de que você sabia cozinhar." "Nem sempre vivi numa casa com funcionários. Por alguns anos, fiquei tomando conta dos negócios na América. Era apenas meu parceiro e eu, e ele era péssimo cozinheiro. Tive que aprender." "Que tipo de negócio?" Ela perguntou enquanto o olhava com interesse. Dominic mastigou devagar e engoliu. Bebendo um pouco do vinho, ele limpou a garganta. "Havia alguns investidores querendo expandir seus negócios, e eu fui até lá pegar os detalhes. Não deu certo, mas fiquei por lá para explorar outras opções." "Você faz bastante isso." "Faço o quê?" Ela recostou-se e cruzou os braços. "Responde uma pergunta sem dar exatamente nenhum detalhe. Você acha que sou uma espiã?" Dominic quase engasgou com a risada. "Uma espiã? Acho que não." "Eu posso ser uma espiã," ela disse de forma indignada. "Só porque sou pequena e loira não significa que não sou esperta." Ela empurrou a cadeira para trás e caminhou ao redor da mesa. "Eu posso ser dissimulada," Liya disse suavemente enquanto parada na frente dele e lentamente deslizava as mãos sobre seu peito. Inclinando-se, ela lambeu sua orelha. Dominic fechou os olhos e aproveitou o prazer que passou por seu corpo. "E obviamente sou muito boa em distrair as pessoas," ela sussurrou em sua orelha. "Isso eu posso confirmar," ele disse com um sorriso. Antes que ela pudesse reagir, ele virou o corpo e a pegou pela cintura. Ela gritou rindo enquanto ele a puxava para o colo. "Mas você precisa aprender a nunca subestimar a marca."


Liya descansou contra seu peito e pegou sua mão. "Obrigada pelo jantar," ela disse suavemente. "E pelo final de semana. Eu devo ir para casa hoje para não perder minha primeira aula de amanhã." "Ou você pode ficar e ir embora cedinho," ele murmurou enquanto beijava o topo da cabeça de Liya. Dominic estava feliz apenas em segurá-la. Ela o olhou de baixo e viu algo mudar nos olhos dela. Ela estava completamente vulnerável e aberta. Suas entranhas se reviraram quando pensou no que estava fazendo com ela. "Dominic, eu..." Ele a cortou com um beijo. Lento e profundo, ele não a soltou até que Liya gemesse e esquecesse o que fosse dizer. Seu telefone tocou antes que ele pudesse fazer mais alguma coisa. Liya se soltou e ficou de pé. "Pode atender," ela disse enquanto o beijava na bochecha. "Vou limpar aqui e ir para a cama." "Minha cama?" Ele perguntou com uma sobrancelha erguida. "Sim," ela disse com uma piscadela e pegou o prato dele. Dominic atendeu ao telefone e caminhou até o escritório para ter privacidade. "Minski aqui", ele murmurou. "Eu disse que não queria ser interrompido nesse final de semana, então espero que isso seja muito bom." "Desculpe, chefe. Trabalhei no caso do traficante durante todo o final de semana, e tenho quase certeza de que ele está trabalhando sozinho. O que você quer que eu faça com ele?" Mate-o. As palavras estavam na ponta de sua língua, mas ele se segurou. Ele não queria arriscar a descoberta de um corpo enquanto ainda estava tentando ganhar a confiança de Liya. Senhor, ele realmente estava perdendo o jeito. "Faça-o aprender a lição e deixe claro que se eu o ver novamente, ele morre. He doesn’t have to walk out, but he does need to be alive with the possibility of staying that way.” "Tem certeza, chefe?" "Sim," ele rosnou. Frustrado, ele desligou o telefone e se recostou contra a mesa. Sua vida estava ficando cada vez mais complicada. Se ele fosse esperto, desistiria desse esquema e focaria nos negócios, mas isso significaria perder Liya. E ele não estava pronto para isso. Quando ele estava prestes a ir se juntar à Liya na cama, seu telefone tocou novamente. "Mas que merda?" Ela soltou ao atender.


"Dominic. Está tendo uma noite ruim?" Uma voz familiar perguntou. "Iosif. Está me ligando porque está considerando minha oferta?" "Posso estar; Escutei alguns rumores interessantes. Você está mesmo dormindo com a filha de Polanski?" Dominic ficou tenso. "Como ficou sabendo disso?" "Você acha que eu voltaria sem fazer uma pesquisa? É um movimento ousado, e estou bem impressionado. Presumo que isso signifique que você assumirá o território de Polanski? Você certamente precisará de um parceiro para isso." Dominic abriu a boca e depois fechou. "Não tinha pensado nisso. Presumo que todos os bens irão para Liya após a morte do pai dela." "Isso não será um problema," Iosif disse. "Se você controlar ela, controlará os bens. Ou você pode simplesmente convencê-la a passar tudo para você. Ou pode se casar com ela." "Jesus," Dominic murmurou enquanto passava a mão pelo cabelo. Ele não pensara nenhuma vez sobre as consequências da morte de Kostya. Ele simplesmente presumira que Liya se afastaria e ele teria sua vingança. Agora ele estava colocando-a em perigo. "Vou pensar nisso. Entro em contato." Dominic desligou o telefone antes de Iosif dizer mais alguma coisa. Se isso acontecesse, ele podia se casar com Liya para mantê-la segura, mas então ele teria que encarar o ódio dela todos os dias. A melhor opção seria desfazer a oferta que tinha feito para Iosif. Com o homem na Alemanha. Ele não poderia chegar perto de Liya. *** Liya lentamente flutuou para fora de sua névoa sonolenta e abriu os olhos. Estava completamente escuro no quarto. Ela tentou se esticar, mas percebeu que seus braços estavam amarrados na cabeceira. "Que diabos? Dominic? Dominic?" "Calma," ele disse suavemente na escuridão. "Estou aqui." Liya estava completamente nua. Sua virilha já estava ficando molhada, mas ela também sentia medo. "O que está fazendo?" Seus olhos se ajustaram à escuridão, e ela o viu sentado sem camisa na cama. O luar iluminava os músculos cinzelados de Dominic, e ela viu o olhar duro no rosto dele. Era


completamente frio, e Liya sentiu como se estivesse encarando um estranho. "Você estava dormindo quando cheguei, então lhe dei algumas horas para descansar. Mas agora eu preciso ter o que quero." A voz dele era baixa e perigosa. Ela fechou as pernas e esfregou os pés no lençol. Seu coração pulou uma batida e ela molhou os lábios secos. "E o que exatamente você quer?" Num instante, ele tinha forçado a abertura de suas pernas e se inclinado sobre seu corpo. Um pequeno gemido lhe escapou quando a ereção dele roçou em seu clitóris inchado. Ele sorriu. "Você a minha mercê." Seu corpo o desejava, mas havia algo nas palavras dele que a assustou. "Dominic, o que você está fazendo?" Investindo o quadril novamente, ele deslizou o pau duro sobre sua boceta molhada, e ela não conseguiu deixar de arfar um pouco. Ele esticou a mão e beliscou com força seu mamilo. Prazer e dor atravessaram seu corpo. "O que foi, Liya? Não confia em mim?" Em vez de responder, ela conseguia apenas gemer. Claro que ela confiava. No jantar, ela quase dissera que o amava. Mas esse homem sobre seu corpo era uma pessoa completamente diferente. "Eu confio em você, Dominic, mas achei que você perguntaria se eu estava confortável com..." Whack. Liya meio gemeu, meio gritou quando a palma da mão dele estapeou sua boceta nua. Sua pele ardia, mas por alguma razão, ela queria que ele fizesse novamente. "Hum, olha pra isso," ele disse enquanto abria as dobras molhadas de sua boceta e acariciava com os dedos. "Acho que você gosta." Todo o seu corpo estremeceu, e a corda ao redor de seus pulsos irritava sua pele. "Não lute, Liya," ele disse enquanto agarrava seus braços. "Você vai se machucar e deixará marcas. O que seus estudantes vão pensar amanhã se você aparecer com marcas de cordas nessa pele linda?" Ela ficou tensa e engoliu com dificuldade. "Dominic, por favor," ela gemeu. "Por que está fazendo isso?" A expressão dele suavizou. Inclinando-se, ele a beijou. "Estive sendo bonzinho porque não queria assustá-la, mas essa noite você verá o que eu realmente quero." Enquanto ele se posicionava em cima dela, os olhos dele estudaram seu rosto. Liya ainda estava aterrorizada, mas isso era claramente algo que ele precisava fazer. E ela estaria mentindo se dissesse que não estava gostando. Relaxando, ela deslizou uma perna nele. "Então faça o seu pior."


Ela escutou uma risada. "Minha querida luz do sol. Você não vai querer saber qual é o meu pior." Abaixando-se, ele afundou os dentes em seu peito e Liya arfou. Enquanto a língua dele passava por seus mamilos, ele enfiou três dedos dentro dela. "Ah, Deus," ela gemeu e instintivamente tentou encostar nele. Ela desesperadamente queria tocá-lo, mas estava impotente contra suas amarras. À mercê dele, ela só podia mexer os quadris para fazê-lo enfiar os dedos mais fundo, mas ele tirou os dedos e a deixou sozinha na cama. "Espera, aonde você vai?" Ela gritou. "Não me deixe aqui." Ele não disse nada, mas ele não saiu do lado da cama. Ela virou a cabeça e observou enquanto ele tirava a calça. Quando ele estava nu como ela, ele voltou para a cama, mas não a tocou. Em vez disso, ele se abaixou e assoprou gentilmente sobre sua pele. Enquanto ele flutuava para baixo de seu corpo, ela fechou os olhos e esperou. Sua pele queimava por ele, mas ele apenas a deixava mais excitada. "Dominic," ela murmurou. "Por favor, me ajude." Algo molhado e quente deslizou sobre seu clitóris, fazendo-a pular. Em vez de continuar, a língua dele desapareceu. Ele estava absolutamente sem palavras, e ela arqueou e se revirou contra ele, mas não estava conseguindo o que queria. "O que está esperando? Me come!" Ela sibilou enquanto puxava as cordas. Sacudindo-se, ela puxou mais forte, e de repente ela se encheu de terror. Não estava conseguindo se soltar. A cabeceira batia contra a parede e ela estava quase chorando quando, repentinamente, seus braços ficaram livres. Arfando, ela puxou os braços e viu Dominic inclinado sobre si com uma faca. Havia algo selvagem nos olhos dele. "Eu disse. Não quero que se machuque," ele disse com a voz rouca. Erguendo-se, ela envolveu os braços ao redor do pescoço dele e enterrou o rosto na curva do ombro dele. Ele passou as mãos por sua pele nua e a segurou até que parasse de tremer. Em vez de se desculpar ou admitir seu medo, ela se deitou novamente na cama, ela envolveu as pernas ao redor dele. "Me fode," ela exigiu enquanto empurrava o quadril contra ele. "Agora." Gemendo, ele se abaixou e a beijou com força nos lábios. Pegando-a, ele a girou com facilidade e a colocou de quatro. Forçando-a a abrir os joelhos, ele a penetrou por trás, e ela quase gritou com o contato. Ele ia fundo e com força enquanto a penetrava. Liya mal conseguia respirar, cravando as mãos no lençol para tentar se segurar. "Dominic. Dominic. Estou tão perto, não para. Por favor, não para." "Não quero parar," ele disse através de dentes cerrados. "Não agora. Nem nunca." Com uma última investida, todo o seu corpo se tencionou. Liya enterrou a cabeça no travesseiro para abafar o grito. Atrás dela, Dominic rugiu e a segurou com força contra ele enquanto gozava.


Quando ele a soltou, ela se deixou cair no colchão e curvou o corpo. "Desculpe," ela sussurrou. Dominic a puxou contra si e a fez deitar de barriga para cima. Gentilmente, ele desfez os nós das cordas que ainda estavam em seus pulsos, beijando cada pulso no processo. "Você não tem porque se desculpar," ele sussurrou enquanto deitava ao seu lado e a segurava. "Não achei que eu fosse gostar de ser controlada," ela sussurrou. "Entrei em pânico." "Não fale." Ele acariciou seu cabelo. "Apenas durma, baby. Apenas durma." Aquecida e confortável, seu pânico a deixou, e ela se deixou levar pelo sono.


Capítulo Onze A semana passou e eles nunca mais falaram sobre a última noite que ela passou em sua casa. Ela não sabia o que era, mas conseguia notar que Dominic estava bravo consigo mesmo por algum motivo. Ela tentou dizer a ele na manhã seguinte que tudo estava bem, que ela queria tentar de novo, mas ele apenas a silenciou com um beijo. Ele estava distante, mas passara duas noites em sua casa naquela semana. Era aquele tipo de visita que começava tarde da noite e terminava de manhã cedo. E todas as vezes, ele fazia seu corpo se sentir completamente vivo. Quando entrou em seu apartamento depois da aula, ela jogou as chaves no balcão. Ela tirou a bolsa do ombro e imediatamente foi para a cozinha fazer um café. Não era o sexo que a mantinha acordada de noite. Algo estava a incomodando, e ela não conseguia dormir até estar enrolada nos braços dele. Assim que escutou a batida rápida na porta, Liya sabia que algo ruim estava prestes a acontecer. Ela reconheceu a autoridade atrás da batida. Quase não fazia sentido. Ela não sabia explicar por que, mas não era uma batida familiar de uma amiga como Halina ou a batida insistente de um amante como Dominic. Não era hesitante como a de um entregador ou impaciente como a de um senhorio. Era calma e calculada, e, por um momento, ela pensou em não atender. O mês passado tinha sido melhor do que ela havia previsto. Mas ignorar a batida não faria tudo isso desaparecer. Com um suspiro, ela abaixou o filtro do café e caminhou em silêncio pela cozinha. Quando escutou a batida novamente, ela revirou os olhos. "Estou indo," ela sibilou. "Um pouco de paciência, por favor!" Ela abriu a porta e encarou os dois rostos familiares à sua frente. Ela não sabia o nome deles, mas a expressão compartilhada deles era sempre igual. "Não estou interessada em falar com meu pai. E vocês podem voltar e dizer isso a ele," ela soltou enquanto se afastava para fechar a porta. Um dos homens rapidamente bloqueou a porta, e outro rosto familiar contornou o corredor. Liya respirou fundo. "Pai," ela disse friamente. "Você deve estar morrendo para ter deixado sua mansão para vir me ver." "Amaliya," seu pai disse formalmente. Liya se encolheu. Ela odiava quando ele usava seu nome inteiro, mas ele sempre se recusara a lhe chamar de outra coisa. "Posso entrar?" Ela endureceu o corpo e cruzou os braços. "Diga o que tem para dizer aqui mesmo e vá embora." Enquanto encarava o pai, memórias que ela pensou estarem enterradas voltaram à superfície. Kostya Polanski governava sua casa como se ele fosse o ditador, e nunca houve um


momento calmo no lugar. Sua infância foi preenchida com ansiedade e medo, e no momento em que ela encontrou sua fuga, aproveitou. Seu pai nunca a perdoara por ter ido embora. "Amaliya, por favor, me convide para entrar. Não quero discutir nossos assuntos ao ar livre para qualquer um ouvir. Estou tentando ser educado," ele disse. Liya escutou a ameaça em sua voz. Se ela não deixasse ele entrar, ele simplesmente entraria de qualquer jeito. Ela deu um passo para o lado, e seu pai e os dois guardas entraram no apartamento. Os guardas imediatamente tomaram posição perto da janela e do lado de fora da porta. Kostya se moveu lentamente pelo apartamento enquanto inspecionava o local. Liya ignorou o nó em seu estômago e tentou deixar a ansiedade de lado. Por muito tempo, ela tentara agradar seu pai. Ele era sua única família, mas nada era bom o suficiente para ele. Quando ele estava presente, sempre reclamava de suas notas e seus amigos. Ela não tinha permissão para passar a noite na casa de ninguém, e ele sempre lhe ameaçara dizendo que Liya estudaria em casa se não se comportasse. O problema era que ela nunca foi uma criança ruim. Ela simplesmente não era boa o suficiente. Era quase uma benção que o trabalho de seu pai o levava sempre para fora da cidade. Ele era dono de diversos negócios, e embora ele sempre tivesse sido muito rico, nunca conseguiu dias livres para momentos especiais, como feriados e aniversários. E havia momentos em que a raiva dele se manifestava de forma mais física. "Você está feliz, não é? Seu trabalho na faculdade a deixa feliz? Você não toca no dinheiro que lhe dou. Tem sua própria conta separada. Eu diria que sua busca por independência foi bem-sucedida, apesar de achar que você podia ter um apartamento muito melhor do que esse," ele disse suavemente. "Sem conversinhas, pai. Apenas diga o que quer e vá embora." "Não nos falamos há anos, Amaliya. Isso não é conversinha. Quero saber de você. Você é minha única filha." Ele se sentou em seu pequeno sofá e olhou para ela com expectativa. Liya cruzou os braços e se recostou contra o balcão. "Talvez se você tivesse me tratado como uma filha quando teve a chance, nós não estaríamos aqui." Ela observou o rosto dele ficar vermelho de raiva enquanto estreitava os olhos. "Está me chamando de um pai ruim? Eu lhe dei tudo o que precisava, sua puta ingrata." Respirando fundo, ela se moveu para abrir a porta. Um dos guardas rapidamente bloqueou seu caminho. "Saia," ela disse sucintamente. "Sua visitar acabou. Pegue ele e vá embora." "Não vou embora até estar pronto para ir, Amaliya. Se você não quer aceitar suas ações do passado, então terá que responder às suas ações no presente. Por que não está mais


namorando aquele menino, Nick?" "Como é?" Ela sibilou. "O que lhe dá ao direito de bisbilhotar minha vida amorosa? Quem eu vejo ou escolho não ver mais não tem absolutamente nada a ver com você." Kostya ficou de pé tão rápido que sua cabeça começou a girar. "Tem a ver quando você começa a namorar Dominic Minski!" Boquiaberta, Liya olhou para ele. "Vá embora." "Ele não é o homem que você pensa que ele é, Amaliya. E ele não te ama. Dominic Minski está te usando para chegar até mim, e você está deixando! Você me dá nojo!" Ele explodiu. Liya recuou e agarrou o balcão para apoio. Uma onda de náusea varreu seu corpo, e ela engoliu em seco para conseguir se controlar. "Você não sabe do que está falando. Eu escolhi o Dominic. Eu o levei para casa. Ele não sabia nada sobre mim antes daquela noite, e ele certamente não te conhece!" Um sorriso cruel se espalhou pelo rosto de seu pai. "Ele me conhece, e se colocou no seu caminho direitinho. Ele me culpa pela morte do pai dele, e ele sabe a humilhação que eu iria suportar enquanto ele está seduzindo você. Corte-o da sua vida agora, ou eu farei isso para você." "Por que ele te culparia pela morte do pai dele?" Ela sussurrou numa voz aterrorizada. Seu pai caminhou em direção à porta, e o guarda a abriu. "Me responda!" Ela gritou. Ele olhou por cima dos ombros e a encarou. "Porque eu o matei." Quando eles foram embora e a porta bateu, Liya não conseguiu mais se segurar. Cedendo à náusea, ela se inclinou e vomitou. Após esvaziar o conteúdo de seu estômago, ela se deixou levar pela escuridão e desmaiou. *** Dominic estava em pé na escada e ouviu o som de grunhidos que ecoava pelas paredes do porão. Dois de seus homens estavam trabalhando em alguém que estava roubando nos cassinos. "Chega," ele finalmente disse. A surra parou, e Dominic esticou a mão para acender uma das luzes enquanto descia as escadas. Ele pegou a carteira do homem que estava na mesa. “Michael Parsons. Você é um inglês e bem longe de casa. Exatamente o que te fez pensar que podia roubar de mim e se safar?" O homem sibilou e tossiu. Escorria sangue do nariz e lábios, mas seguindo suas ordens, os homens tinham até ido devagar com ele. "Desculpe," ele gemeu. "Eu não sabia."


Um telefonema interrompeu a entrevista, e Dominic o tirou do bolso. O número era desconhecido. Franzindo o cenho, ele aceitou a ligação e silenciosamente o segurou no ouvido. "Dominic Minski. Seu pai fez algumas escolhas ruins. Espero que você não esteja seguindo os passos dele." Cada músculo de seu corpo se tencionou quando ele reconheceu a voz. “Kostya Polanski. Você certamente tem o prazer de me surpreender. Por favor, me dê um momento para terminar um negócio." Ele abaixou o telefone e se virou para seus homens. "Soltem-no. Levem para um hospital. Lembrem-no de que se eu o ver no meu cassino novamente, ele será um homem morto." Subindo lentamente as escadas, ele forçou Polanski a esperar enquanto ele ia até o escritório e fechava a porta. Milhões de coisas estavam passando por sua cabeça, mas a primeira e mais importante, ele queria saber como o homem conseguira seu número. A não ser que Liya tivesse dado para ele. Será que ela suspeitava? “Polanski. Peço desculpas por fazê-lo esperar, mas estava no meio de uma papelada urgente que precisava ser finalizada, ele disse suavemente. "Sim. Certamente ouvi papéis sendo remexidos ao fundo," Polanski disse secamente. "Estou ligando para avisar e lhe dar uma mensagem. Primeiro, gostaria de lhe estender a cortesia profissional de avisá-lo que você tem um traidor entre seus homens. Não é alguém que eu contratei, então sugiro que você coloque seus homens na linha." "Um traidor? O que te faz dizer isso?" Dominic falou com cautela. Havia um objetivo concretizado que não tinha nada a ver com cortesia profissional. "Porque eles me informaram sobre o seu relacionamento com minha filha. E agora vem a mensagem. Isso acaba agora. Se você quer a minha atenção, já tem." "Liya é sua filha? Não tinha ideia. Estava pensando em pedi-la em casamento. Ela é uma mulher maravilhosa," Dominic disse cruelmente. Ele encontrou o silêncio. "Se o faz se sentir melhor, ficarei mais do que feliz em lhe dar todos os detalhes íntimos do nosso relacionamento." "Chega," Kostya soltou. "Eu tenho mais mão de obra do que você, e meus homens são realmente leais a mim. Suas ações terão consequências, e a não ser que você queira um banho de sangue, isso termina agora. Encontre-me no pub na Fifth Street, e nós discutiremos quais ações eu tomarei. Acredite ou não, Minski, não o quero morto. Dez horas. Não se atrase, ou você não vai gostar do que farei depois." O homem mais velho desligou e Dominic sorriu. Embora seu plano não estivesse acontecendo exatamente como ele planejara, o objetivo sempre foi matar Kostya. Ele queria que o homem sofresse, e claramente tinha conseguido isso. Agora ele tinha a possibilidade de expor o assassino de seu pai.


Tudo o que ele precisava era de um atirador, e por sua sorte, Dominic conhecia o cara certo. Pegando o telefone novamente, ele discou o número que lhe foi dado em caso se emergência. "Sim," uma voz masculina disse sucintamente do outro lado da linha. Dominic tinha decorado a senha. Escutara seu pai dizer inúmeras vezes. "Você entrega? Estou com fome, mas ocupado demais para sair." "Minski está morto." "Sou o filho dele," Dominic disse rapidamente. "E tenho um problema que precisa ser resolvido." "O assassino de seu pai?" "Sim." O assassino ficou mudo por um minuto. "Considere um presente. Hora e lugar?" "Pub na Fifth Street. Dez horas dessa noite. Kostya Polanski," Dominic disse após respirando fundo. Após soltar as palavras, não tinha como voltar atrás. "Feito." O assassino desligou e Dominic abaixou o telefone lentamente. Ele devia estar empolgado, mas apenas se sentia ansioso. Era mais difícil ver a situação como vingança. O alvo não era apenas o assassino de seu pai. Ele era o pai de Liya. Quais seriam as chances dela compreender? "Não importa," ele murmurou para si mesmo. Depois de hoje, ele não precisava mais vê-la. Estaria acabado. Tentando deixar esses pensamentos de lado, ele se focou no seu outro problema. Ele precisava encontrar o espião, e agora. O traidor estava jogando com seu inimigo. *** Liya envolveu os braços ao redor de si mesma e se balançou para frente e para trás. O consultório do médico era completamente branco e estéril. Não havia nem uma foto engraçadinha na parede para reconfortá-la. O papel debaixo dela fazia barulho a cada movimento, e ela puxava a camisola do


hospital. Apesar de seu pai tê-la assustada mais cedo, não devia ter feito ela desmaiar. Algo estava muito errado. Incapaz de ficar parada por mais tempo, ela desceu da cama e começou a colocar as roupas de volta. Os exames já tinham terminado. Ela estava esperando os resultados. Talvez estivesse anêmica. Às vezes ela se esquecia de comer quando seus estudantes estavam entregando trabalhos. E certamente gastava algumas calorias quando estava com Dominic. Talvez fosse pior do que anemia. Talvez ela tivesse um tumor. Ou câncer. Se fosse isso, pelo menos ela tinha tido um ótimo mês. Terminaria no auge. "Srta. Polanski, sou o dr. Utkin. Por que não se senta?" Liya não conseguia sentar. "Apenas me diga," ela murmurou enquanto andava de um lado pro outro. "Não quero rodeios. Apenas me diga agora mesmo o que tem de errado comigo." O médico riu e sentou-se no banco. "Srta. Polanski, não há nada de errado com você. Explique o que acontece." "Eu estava discutindo com meu pai. Ele meio que traz à tona o que há de pior em mim. Me senti muito enjoada e vomitei antes de desmaiar." "A briga foi feia o suficiente para causar ansiedade?" Liya se abraçou. Feia? A briga tinha sido terrível. Ela não conseguia tirar as palavras dele de sua cabeça, e elas estavam juntas da bagunça de lembranças de Dominic. "Ele não é o homem que você pensa, Amaliya. E ele não a ama. Dominic Minski está te usando para chegar até mim, e você está deixando!" Dominic foi o primeiro homem que ela vira no clube, mas não tinha como ele saber que ela estaria lá. E se tudo tivesse sido uma armação desde o início? Ele disse que perdera o pai recentemente. Seu próprio pai admitira tê-lo matado. O que diabos estava acontecendo? Seu pai era um homem de negócios. Assim como Dominic. "Claro, talvez um pouco ansiosa. Na verdade, muito ansiosa. Doutor, o senhor é casado? Já esteve com alguém e depois, repentinamente, você não tem certeza se ele é real?" "Ele?" O médico disse com uma sobrancelha erguida. "Ou ela. Na verdade, não importa. Apenas me diga o que tem de errado comigo. Um problema de cada vez."


"Bom, ainda está um pouco cedo para você ter enjoos matinais. Acho que sua ansiedade só aumentou por causa da gravidez. Não vejo nada de errado, mas podemos fazer um ultrassom se você quiser. Eu certamente prescrevo um pouco de paz e tranquilidade por um tempo. É provável que talvez você continue tendo problemas com sua pressão sanguínea durante toda a gravidez. Você tem um obstetra te acompanhando?" Liya não ouviu muito depois da palavra gravidez. Ela apenas encarou o médico horrorizada. "O quê? O que você acabou de dizer? Grávida? Estou tomando pílula. Isso não é possível. Acho que você confundiu meus exames com o de outra pessoa." "Você não sabia," o médico disse lentamente. "Eu não devia ter dado a notícia desse jeito. Sinto muito. Vamos voltar um pouco." "Não." O mundo de Liya estava girando. "Não, não posso falar sobre isso agora. Preciso ir." Sua ansiedade a seguiu por todo o caminho até sair do consultório do médico, e foi só quando ela entrou no carro que as primeiras lágrimas começaram a descer. Grávida de um homem que ela mal conhecia. Seu pai num caminho de guerra. Ela não queria lidar com isso. Não sabia como lidar com isso. Respirando fundo algumas vezes, ela deu partida no carro e tentou permanecer o mais calma possível enquanto dirigia para casa. Ela considerou ligar para Halina, mas isso significaria tentar explicar tudo, e Liya não sabia como fazer isso. De volta no apartamento, ela pegou um caderno e o encarou. Mais do que tudo, ela queria acreditar que seu pai era um mentiroso e estava apenas irritado. Talvez Dominic fosse apenas concorrência, e seu pai estava a usando para chegar até ele. Se ela acreditasse nisso, então ela teria que acreditar que Dominic faria o mesmo. Quantas vezes ela se pegou comparando Dominic com o pai sem perceber? Rangendo os dentes, ela pegou a caneta e começou a rabiscar sobre o papel. Ela o vira quando entrara no clube, mas foi só quando ele interviu na briga que eles se conheceram. Não era possível que ele tenha orquestrado a briga do bar. Ou talvez tenha. Ele disse que era dono de alguns bares. Talvez ele fosse o dono do Club Six. Ele até a levou para casa numa limousine. Um homem que parecia que só andava de limousine quando queria impressionar alguém. Dominic queria impressioná-la. Depois ele apareceu no campus. Ele tinha uma desculpa inofensiva, mas ela não o vira com nenhum amigo. O campus era grande, e havia vários quiosques de café, mas ela só ia naquele. Se ele a estivesse seguindo, ele saberia disso.


Ela pensou que tivesse sido destino. Ela estava errada. Pulando do banquinho onde estava sentada, ela perambulou pelo cômodo e segurou a mão na barriga. Tudo parecia ter sido tão real. Como alguém consegue fingir esse tipo de emoção? Esse tipo de paixão? Liya andou até notar que o sol tinha se posto. Ela precisava tomar uma decisão. "Preciso saber," ela murmurou enquanto pegava o telefone. "Preciso saber." *** Dominic sentou em seu carro e esfregou as têmporas. A chuva caía no teto do veículo e pessoas corriam pela rua com casacos e guarda-chuvas. Elas estavam completamente alheias ao que estava prestes a acontecer. Em dez minutos, Kostya Polanski estaria morto. Assim que ele caminhasse até o pub, o assassino colocaria uma bala no cérebro do homem e tudo estaria acabado. O que Liya faria? Será que ela procuraria conforto em seus braços? Será que ele a deixaria fazer isso? Gavril tinha ficado nervoso quando descobriu que Dominic levaria Liya para passar o final de semana na mansão. Ele o tinha avisado que isso era uma exposição prolongada. Passar tempo demais com Liya podia colocá-lo em exposição. O que ele não contou a Gavril era que Dominic temia já estar envolvido demais. E ele não era o tipo de homem que conseguiria ficar com ela e continuar mentindo. Ela merecia coisa melhor. Quando tudo estiver acabado, ele terá que se afastar. O celular tocou. O nome dela piscou no aparelho. Por um momento, ele pensou em não atender. Ele estava prestes a matar o pai dela. A voz de Liya era a última coisa que ele queria escutar. Mas ele atendeu de qualquer jeito. Parecia que ele não tinha força de vontade quando se tratava dela. "Você me ama?" Ela arfou antes dele poder dizer qualquer coisa. "Você tem algum sentimento por mim?" Dominic conseguiu notar que ela não estava apenas chorando. Ela estava soluçando. Ela sabia. Alguém tinha lhe dito sobre o esquema, e ela sabia. Não importava. Era tarde demais. "Luz do sol", ele sussurrou no telefone. "Não me chame disso!" Ela gritou. "Não me chame disso se não significar alguma coisa. Apenas responda. Apenas me diga a verdade."


"A verdade é mais complicada do que uma simples resposta, Liya," ele disse com a voz rouca. Ele sentiu um punho apertando seu coração. "Seu pai matou o meu, Liya. Ele é um chefe da máfia, e ele estava querendo acabar com a competição. Você precisava saber o que ele fazia para viver. Precisa sabe quanto sangue tem nas mãos dele." "Eu não sabia. Ele era apenas... apenas meu pai, Dominic. Isso era tudo o que ele era para mim. Ele era cruel e distante, mas não era um assassino. Eu não entendo. Não sei o que pensar." Ele podia ouvi-la começando a hiperventilar. Batendo a cabeça contra a porta, ele fechou os olhos com força. "Liya, você precisa respirar. Precisa respirar, baby." "Se ele é um chefe da máfia, você também é," ela disse após conseguir respirar. "Quanto sangue tem nas suas mãos? Você vai matar o meu pai? Eu era apenas sua arma para chegar até ele?" "Liya." "Eu nem te conheço. Você é apenas um cara que eu conheci no mar, e agora estou carregando um filho seu. Eu não consigo nem começar a por sentido em tudo isso. Apenas me deixe em paz, Dominic. Deixe minha família em paz." Ela desligou antes que ele conseguisse processar as palavras. Carregando um filho seu? Liya estava grávida? "Merda," ela gritou enquanto tentava discar. Independentemente do quanto ele odiasse Kostya, ele não podia matar o avô de seu filho à sangue frio. O assassino atendeu ao telefone no segundo toque. "Mudança de planos?" Ele perguntou friamente. "Estou cancelando," Dominic soltou. "Não atire nele!" O atirado riu. "Não estou matando Kostya Polanski por você, Dominic. Isso é por mim. Isso é por muitas pessoas, e não vou deixar a chance passar. Tchauzinho, Dominic." "Não!" Senhor, ele tinha apenas minutos. Abrindo com força a porta do carro, ele começou a andar pela calçada enquanto discava para Kostya. O homem não atendeu. A adrenalina bombeava o sangue através de suas veias enquanto ele ganhava velocidade. O bar estava à vista, assim como o pai de Liya. A bala o acertou de forma tão limpa que o homem caiu como uma pedra. Dominic parou horrorizado enquanto assistia ao sangue de seu inimigo espirrar pela calçada. Estava feito. Kostya estava morto. Virando a cabeça em direção ao atirador, ele esperou. Se o assassino realmente queria fazer isso de forma limpa, ele também atiraria em Dominic. Mas a bala nunca chegou.


Talvez ele jรก soubesse o tipo de inferno no qual Dominic estava.


Capítulo Doze Liya não dormiu na noite passada. Ela queria desesperadamente ligar para Halina, mas não estava pronta para confessar seus próprios erros. Uma coisa era contar para sua amiga que o ex-namorado tinha a traído com uma menina mais nova. Outra coisa completamente diferente era admitir que seu atual namorado era um chefe da máfia que estava lhe usando para assassinar seu pai, que também era um chefe da máfia. E que ela estava grávida. Em vez de se balançar para frente e para trás e ficar encarando a parede, ela foi até a casa de sua família. Já era de madrugada, e a casa estava pesadamente guardada como sempre. Apesar dela ter sido criada ali, estava claro que os homens de seu pai não a queriam do lado de dentro novamente. "Seu pai não está aqui," um deles disse enquanto bloqueava seu caminho. "Não me importo," ela disse friamente, "Essa casa é minha, e você vai deixar eu entrar." Ele parecia triste ao vê-la. Ela podia ver a batalha dentro dele. "Se você puder ligar para o seu pai e pedir uma confirmação, eu me sentiria muito mais confortável com isso." "Olha, eu não sei seu nome, mas eu preciso entrar. Estou grávida e preciso estar num lugar onde me sinta segura. Tentei ligar para o meu pai, e ele não está atendendo, mas eu certamente sei como ele se sentiria se você mandar embora a filha grávida dele. Este é um risco que você está disposto a correr?" Ela pressionou a mão contra a barriga e os olhos do guarda seguiram seu movimento. Abaixando a cabeça em respeito, ele a deixou passar. Sua chave ainda funcionava. Em mais de uma ocasião, Liya tentou jogá-la fora, mas por alguma razão, não conseguiu. Apesar da forma como se sentia em relação ao seu pai, esse era seu passado. Era sua casa. Ela pisou no foyer e esperou sentir algo familiar. Mas não sentiu. Apesar de ter passado dezessete anos naquela casa, sempre se sentira como uma estranha. Muito parecida com a casa de Dominic, era quase grotescamente decorada. Agora que ela sabia o que o pai fazia para viver, teve a sensação de que a decoração tinha mais a ver com status do que com gosto pessoal. Para dar impressão de riqueza. Intimidar. Seguindo os passos de sua infância, ela se moveu lentamente pelas escadas até seu antigo quarto. Quando abriu a porta, ficou chocada ao ver que nada tinha mudado. Não havia poeira acumulada, então os funcionários ainda iam até lá limpar, mas tudo estava intocado. O quarto sempre lhe parecera um pouco estéril. Ela nunca pendurou qualquer cartaz ou exibiu nada pessoal por medo da ira de seu pai. Ele sempre lhe dissera para manter tudo para si. Mostrar emoção não era permitido.


As paredes brancas estavam intocadas, com exceção de uma simples pintura. Era de algum pintor famoso, mas ela nunca se importou o suficiente para tentar descobrir o que a pintura significava. Não foi ela que escolhera. Seu pai mandara pendurar no início de sua adolescência, e Liya o removia da parede todas as noites. Sempre a assustara ter aquela pintura a encarando enquanto ela estava dormindo. Ela não sentia nenhuma conexão com aquele quarto. Não sentia falta de nada ali, e o fato de que seu pai tinha mantido o cômodo como um santuário lhe disse tudo o que ela precisava saber. Kostya ainda não tinha aceitado sua rebelião. Fechando a porta atrás de si, ela foi até o quarto do pai. Parada do lado de fora, ela esticou a mão para gentilmente acariciar o grão da madeira. Ela nunca teve permissão para entrar ali. Se algo a assustasse durante a noite ou algo a deixasse animada, ela não tinha permissão para correr para o pai em busca de conforto ou para compartilhar as novidades. Em vez disso, ela procurava as babás, mas elas eram frequentemente tão frias quanto o pai. Quando parecia que um vínculo emocional estava sendo formado, seu pai demitia a babá e contratava outra. "Você se escondia de mim porque não me suportava ou porque tinha medo de me amar?" Ela sussurrou para a porta fechada. Sem se incomodar em abrir a porta, ela se virou e foi embora. O que quer que Liya estivesse procurando, não encontraria no quarto do pai. Provavelmente era tão frio e estéril quanto o seu. Sentindo-se como um fantasma, ela desceu as escadas e foi em direção ao local onde sabia que encontraria respostas. A porta do escritório de seu pai estava fechada e trancada, mas isso não a impediu. Quando ela tinha catorze anos, ela roubara a chave do pai e tinha feito uma cópia. Ele nunca soube, e ela nunca tivera coragem de usá-la. Mas nada a impediria agora, e não havia nenhuma hesitação dentro de si quando ela enfiou a chave e a virou. Mais uma vez, o escritório do pai a fazia se lembrar do de Dominic. Bela madeira esculpida e polida, livros impressionantes e caros, e outra pintura assustadora. Por um momento, ela se lembrou do tour de Dominic. As mãos dele em sua cintura e o corpo pressionado no dela. As coisas eróticas que ele sussurrara em sua orelha. Parecera tão real. Balançando a cabeça, ela respirou fundo e fechou e trancou a porta atrás de si. Arrastando os pés através do tapete, ela se sentou na cadeira de seu pai e passou a mão sobre o mogno escuro e brilhante. Era suave e fria sob seu toque. Empurrando a cadeira, Liya abriu algumas das gavetas e puxou alguns arquivos. "Certo, Kostya. Vamos ver que tipo de homem você realmente é." Os primeiros arquivos eram apenas contas de despesas de alguns negócios. Ele era dono de três clubes noturnos, quatro hotéis e dois cassinos. Pelo que parecia, os negócios estavam indo muito bem. Obviamente seu pai


era um homem de negócios bem-sucedido. Claro, ela já sabia disso. Ele usava o dinheiro como uma arma. Os próximos arquivos eram diferentes. Arquivos pessoais. Ao olhar o histórico pessoal dos homens que seu pai tinha contratado, seu estômago revirou. Esses homens não faziam parte de uma empresa de segurança. Eram mercenários com históricos sangrentos. As mãos de Liya tremiam enquanto ela olhava os crimes que eles haviam cometido, e isso era apenas o que tinham feito antes de seu pai os contratar. Tudo que haviam feito para seu pai provavelmente tinha sido varrido para debaixo do tapete. Jogando os arquivos de volta na gaveta, ela pegou outra pilha. Esses eram os homens que lhe deviam dinheiro, e seu pai não tinha poupado nenhum detalhe do histórico deles. Ele sabia sobre o trabalho, amigos próximos, família. Muitos tinham filhos. Será que seu pai ameaçava machucar os filhos deles se não pagassem? Matá-los? Pressionando a mão contra a barriga, ela abaixou a cabeça contra a mesa e descansou a testa na superfície fria. O que ele faria quando descobrisse sobre sua gravidez? Ele ameaçaria Dominic usando o neto ou neta? Liya foi dominada por um intenso medo pela segurança de seu filho. Ela mal tinha entrado no primeiro semestre e não tinha ideia do que o futuro lhe reservava, mas Liya sabia que amaria essa criança. E faria o que fosse preciso para protegê-la. Talvez isso significasse não escolher um lado. Talvez isso significasse se afastar dos dois. Não havia nada incriminador no escritório. Se seu pai sobrevivera por tanto tempo como um chefe da máfia, ele não seria tão descuidado ao ponto de deixar provas ou evidências de seus crimes em qualquer lugar. Fechando as gavetas, ela ficou de pé e saiu do escritório. Ela sabia que aquela era a última vez que entraria naquela casa, mas só havia uma coisa que queria de lá. Correndo pelas escadas, ela não pensou duas vezes ao abrir a porta do quarto do pai e olhou ao redor. Limpo. Metódico. A cama estava feita perfeitamente, e os travesseiros bem posicionados. Havia uma mesa em um dos cantos e um sofá de couro marrom no outro. Tudo parecia completamente masculino e intocado pela personalidade ou criatividade. A única coisa que se destacava era uma caixa de joias sobre a cômoda. Diferente do resto da casa, a caixa de joias era simples. Esculpido em madeira de carvalho, tinhas manchas escuras e apresentava apenas dobradiças de prata e uma frente de fecho simples. Liya a abriu e sorriu. A única joia ali dentro era o anel de casamento de sua mãe e outro com uma opala preta. Liya colocou o anel de casamento na cômoda. Ela não precisava desse, mas uma das únicas memórias que ela tinha de sua mãe era da mulher colocando-a de voltar para dormir durante uma tempestade. Liya não devia ter mais de quatro anos na época, e, embora ela não conseguisse se lembrar do rosto da mãe ou do cheiro dela, lembrava-se do anel de opala negra. Liya colocou o anel de volta na caixa e a fechou. Tinha algo gravado do lado de baixo.


Para minha Amaliya. Um dia você descobrirá o que é escolher o amor acima de tudo, e você me perdoará. Com amor, sua mãe. Sua mãe nunca lhe dera realmente a caixa de joias, mas Liya a encontrara alguns anos após a morte dela. Quando perguntou ao pai sobre a caixa, ele simplesmente a pegou e disse que não era para ela. Na época, ela não entendera o significado da inscrição. Não tinha certeza de que entendera agora, mas não iria embora da casa sem a caixa ou o anel. Enfiando-a debaixo do braço, Liya sabia que provavelmente teria que lutar com um dos guardas para levá-la. Em vez disso, ela encontrou três carros de polícia com investigadores apontando armas para os três guardas na porta. Ninguém tinha começado a atirar, mas ela podia sentir a tensão aumentando. "Que diabos está acontecendo?" Ela exigiu. "Abaixem as armas. Eles são da polícia, pelo amor de Deus!" Ele a encararam, mas abaixaram as armas. Liya lentamente abaixou a caixa de joias e ergueu as mãos. Com o coração batendo forte no peito, ela se colocou entre os guardas e a polícia. "Por que estão aqui?" "Estamos aqui para vasculhar a casa. Kostya Polanski está morto. Você é a filha dele?" Liya abaixou os braços lentamente. "Ele está morto?" "Executado por um atirado na noite passada. Estamos simplesmente investigando o assassinato dele," um dos oficiais disse. Liya se virou para os guardas. "Seu chefe está morto. Não precisa mais proteger a casa. É melhor vocês irem embora antes da polícia colocar as mãos nos arquivos pessoais de vocês," ela disse baixinho. "No caso da morte de Polanski, a autoridade é passada para o parente vivo mais próximo. Nós respondemos a você agora," o guarda disse num tom robótico. Liya arfou e colocou a mão no peito. O médico tinha avisado sobre estresse, e ela podia sentir o corpo tremendo. "Nesse caso, vocês todos estão demitidos. Deixe os investigadores fazerem o trabalho deles." Os guardas trocaram olhares antes guardarem as armas e balançarem a cabeça. Eles caminharam lentamente para seus carros e zombaram dos investigadores. Liya ficou surpresa por nenhum dos investigadores ter prendido os homens. Em vez disso, a polícia também guardou as armas e foram em direção à casa. "Srta. Polanski? Eu sou o policial investigando a morte de seu pai. Sinto muito por sua perda." O rosto dele era familiar, mas não sabia de onde. Ele estivera perto da casa antes? "Por


que não prendeu os guardas?" Ela perguntou estreitando os olhos. Ele ignorou sua pergunta. "Qualquer informação que você possa nos dar irá nos ajudar na investigação. Você sabe onde ele estava indo na noite passada? Ele estava indo encontrar com alguém?" "Seus oficiais estavam em maior número que os guardas. Você tinha cobertura, e eles não. Você podia facilmente tê-los dominado, e certamente devia tê-los prendido, mas não o fez. Em vez disso, você os deixou ir. A única razão para você fazer isso é porque queria eles por perto. Me diga, investigador, você estava esperando bajular o próximo chefe da máfia ao deixar os guardas vivos? Estou apenas aprendendo todo o tipo de coisa sobre meu pai, mas ele controlava muita gente com dinheiro. Você é uma dessas pessoas?" Ele apenas sorriu. "Se houver alguma coisa que eu puder lhe ajudar, Srta. Polanski, tudo o que precisa fazer é pedir. Você pode me achar muito útil." Ela sentiu nojo quando entendeu o que ele estava insinuando. Agora que seu pai morrera, ele esperava que a filha tomasse conta. "Vá para o inferno," ela sussurrou enquanto se virava para pegar a caixa de joias. Os olhos dele nunca deixaram os dela enquanto Liya entrava no carro e fazia o seu melhor para não parecer trêmula. Ela dirigiu rápido para longe da casa, fazendo os pneus cantarem. Alguns quilômetros depois, ela parou o carro e encarou o para-brisa. "Ah, Deus", ela sussurrou para ninguém. Dominic matou o pai dela. E agora os "negócios" de seu pai tinham caído em suas mãos. Ela era só a porcaria de uma professora de literatura. Como diabos tinha se metido nessa confusão? E como diabos sairia dela?


Capítulo Treze Toda a casa estava em desordem. Dominic ouviu os passos atrás de si, mas não se virou. Todos os livros do escritório estavam empilhados no canto. A maioria das estátuas estavam quebradas. Ele tinha tirado dos os quatros das paredes, e agora ele estava tentando descobrir uma força de tirar o lustre do teto. Uma luminária simples ficaria ótimo. Por que diabos haviam cristais pendurados no foyer? "Redecorando? Parece uma forma estranha de celebrar sua vitória," Gavril disse secamente atrás de si. "Vá embora," Dominic disse obscuramente. A última pessoa que ele queria ver era o homem que tinha orquestrado tudo aquilo. Não era culpa de Gavril. No fundo Dominic sabia disso, mas ele precisava desesperadamente culpar alguém. "Não posso fazer isso, Dominic. O que está acontecendo?" Dominic pegou a arma do coldre ao redor de sua cintura e a girou. Apontando o cano para seu velho amigo, ele aumentou a distância entre eles e relaxou os ombros. "Vá." "Então agora você vai me matar?" Gavril disse simplesmente. "Não estou entendendo. Não tem porque você ser condenado pelo assassinato de Polanski. Mas tenho a sensação de que você já sabia disso, então por que está segurando uma arma?" "O atirador não aceitou nenhum dinheiro. E quando tentei cancelar, descobri o motivo. O assassino tinha um problema pessoal com Kostya, e eu entreguei o pai de Liya numa bandeja de prata." Gavril não quebrou o contato visual. "Você quebrou a primeira regra de um vigarista, Dominic. Você se apaixonou." Dominic balançou a cabeça e passou as mãos pelo cabelo. "Eu tentei cancelar, não adiantou. O assassino queria matá-lo. Não havia nada que eu pudesse fazer." "Então por que você ligou para ele?" Gavril ainda estava calmo. "Você sabia que a amava. Diabos, até eu sabia disso. Por que você ligou?" "Polanski sabia. Alguém da minha organização disse para ele todos os detalhes. Ele sabia sobre Liya, e contou para ela. Além dele ter matado meu pai, ele também contou tudo para ela." Ela iria descobri de qualquer jeito!" Gavril disparou. "Por que você se importaria?" "Ela está grávida!" Dominic gritou. Assim que as palavras saíram de sua boca, a raiva foi embora. Ele se debruçou contra a parede e deslizou até o chão. Os olhos de Gavril se


arregalaram de surpresa. "Entendo," ele disse suavemente. "Imagino que isso mude as coisas. Destruir sua casa lhe dará alguma ideia de como você vai regularizar a situação?" "Eu odeio essa casa. Sempre odiei. Hora de uma mudança," Dominic murmurou. "Imagino que você não tenha trazido um uísque." "Não, mas você já tem muito disso aqui. Além disso, não é do álcool que você precisa." Gavril se sentou no chão próximo à escada e encarou o amigo. "Você acha que ela também te ama?" "Duvido que ainda ame," Dominic murmurou. "Acho que ela quase me disse, mas não a deixe terminar a frase. Por mais que eu quisesse escutar as palavras, não podia suportar escutá-la dizer. O quão patético isso é?" Gavril bateu suavemente a cabeça contra a parede e suspirou. "É uma situação difícil, Dominic. E é confusa. Você precisa decidir o que quer fazer." "O que quer dizer com isso?" "Em primeiro lugar, não houve amor perdido entre Amaliya e o pai. Segundo, todas as emoções residuais que ela poderia ter pelo homem provavelmente saíram voando pela janela quando ela descobriu o que ele fazia para viver. Nunca se sabe. Ela pode até lhe agradecer," Gavril disse com um sorriso irônico. Dominic revirou os olhos. "Você passa tanto tempo enganando as pessoas que não tem ideia de como elas podem reagir. A maioria das mulheres não ficaria com o homem que matou o pai delas. Mas é bom saber que você é um otimista." 'Então você vai destruir sua casa em vez de fazer alguma coisa? Tenho certeza de que há formas melhores e canalizar sua raiva," seu amigo disse com uma sobrancelha erguida. "Já coloquei meu homem de confiança para procurar o traidor." "Uma coisa é encontrar o traidor, Dominic. Você precisa começar a pensar para quem o traidor estava trabalhando. Quem sairia ganhando se você não matasse Polanski?" Dominic o encarou. "Obviamente o próprio Polanski." "Polanski tinha um problema pessoal com seu pai, mas não era nada profissional. Não há nada no seu território que Polanski pudesse querer. A organização dele é duas vezes o tamanho da sua, e ele realmente não tinha nada a ganhar ao tentar roubar a sua. Ele certamente não precisava ter medo de você. Por que ele colocaria um espião tão perto de você?" Dominic encarou Gavril. Infelizmente o homem estava certo. Seu pai queria desesperadamente expandir seu território, mas ele nunca fora à altura de Polanski. O inimigo


brincava com ele, mas o ódio entre eles era mais profundo do que uma simples disputa de negócios. Dominic nunca soubera por que os dois homens se odiavam, mas isso era pessoal. E isso significava que outra pessoa tinha plantado o espião. "Não tinha nada a ver com Polanski," Dominic disse enquanto se levantava do chão. "Tinha tudo a ver comigo. Ele não se importava se Polanski morreria ou não. Ele só queria foder comigo. Por quê? Não irritei ninguém recentemente. Mal comecei a assumir os negócios." Gavril também se levantou. "Acho que esse é ponto, Dominic. Você não fez nada para ganhar a lealdade dos seus homens, mas assassinar Polanski deixaria uma mensagem sólida. Agora que está feito, os homens o seguiram completamente. "Eles são seus." Dominic suspirou enquanto todas as peças se encaixavam. "Alguém quer pegar o meu lugar, mas não tinha ninguém nem perto do mesmo status que eu. "Não desde..." A frase parou no meio quando ele percebeu com quem ele estava lidando. "Não desde que Iosif foi embora. Aposto muito dinheiro que a razão para Iosif ter ido embora foi porque seu pai deixou claro que um dia ele trabalharia para você," Gavril disse sombriamente. "Sua vida é complicada, Dominic." Dominic fechou as mãos em punhos. "Não posso fazer nada a respeito de Liya, mas posso fazer a respeito de Iosif. Meu pai não me escolheu porque eu era filho dele. Ele me escolheu porque eu era melhor, e acho que está na hora de provar isso ao meu velho parceiro." "Bom," Gavril disse enquanto olhava ao redor, "sugiro que você cuide da casa primeiro. A próxima pessoa que entrar aqui vai achar que você foi assaltado. Ou que perdeu a cabeça." Dominic olhou a bagunça ao seu redor e sorriu. "Não sei. Me sinto um pouco mais calmo quando vejo toda essa porcaria no chão. Você realmente veio aqui para me dar os parabéns?" "Não. Eu vim aqui para dizer que Amaliya foi até a casa do pai dela hoje. Ela estava lá quando os investigadores contaram que o pai dela estava morto." O sangue de Dominic ficou frio. "Como sabe disso? Ela está planejando assumir os negócios?" "Tenho meus contatos. E acredito que o policial corrupto insinuou a mesma coisa. Ela demitiu os guardas. Mandou os oficiais irem pro inferno." Uma onda de medo passou por ele. "Ela está desmantelando a organização do pai." "Se ela vender todos os negócios, vai ganhar muita atenção." "Droga," Dominic rugiu. "Ela está colocando um alvo nas próprias costas." ***


Liya puxou a mala do armário e a colocou na cama, próximo de Halina. Numa onda emocional, Liya contou tudo à sua velha amiga. Estava claro que Halina ainda estava processando tudo aquilo. "Pelo menos ele não a traiu," ela disse finalmente. Em vez de arrumar a mala, Liya se rastejou até a cama e encarou o teto. "Eu terminei de dar notas aos trabalhos, mas alguém terá que dar a prova final. Sal pode designar alguém para passar o teste e dar as notas. Preciso que você cubra para mim. Diga a eles que fiquei mal após a morte do meu pai e preciso tirar uns dias." Sua amiga deitou-se ao seu lado e franziu o cenho. "Liya, você não pode fugir. Essa é sua casa. Sua vida." "Halina, você não entendeu. O pai da minha infância é um chefe da máfia. E agora que meu pai está morto, sou a herdeira da organização dele. Vou para algum lugar calmo e seguro, depois vou vender os negócios do meu pai, de pouco em pouco. Não para o mesmo comprador. Não vou deixar ninguém assumir a organização." "Você pode fazer isso aqui," Halina disse suavemente. "Não posso. Não sei muito a respeito dos negócios da máfia, mas sei que é perigoso. Se eu ficar aqui, alguém vai tentar me matar. Legalmente, as mãos deles estão atadas enquanto eu ainda estiver como executora das propriedades de meu pai. Se eu morrer, ninguém pode assumir." "Há dois dias, você era uma professora de literatura. Você era minha melhor amiga," Halina disse enquanto apertava sua mão. "Quero que você fique, mas quero vê-la segura. Acha que você volta algum dia?" "Talvez. Quando for seguro. E se eu souber que o Dominic não vai tentar pedir a custódia do bebê." Liya se empurrou para fora da cama e encarou seu closet. "Pelo menos não preciso me preocupar com dinheiro. Para onde você acha que eu devia ir?" Halina forçou um sorriso e inclinou a cabeça para o lado. "O mundo está nas suas mãos, Liya. Você pode fugir desse frio e ir para algum lugar quente. Escutei falar que a Califórnia é maravilhosa." Liya olhou para baixo e as lágrimas começaram a cair novamente. Ela estava tentando muito não chorar, mas a dor era muito forte. Era quase forte demais para fazê-la se desligar completamente da realidade, mas Liya tinha uma alma inocente crescendo dentro de si, e tinha a obrigação de protegê-la. Quando desse à luz, queria que fosse em algum lugar seguro, onde não precisasse se preocupar com nada. "Não importa. Não posso lhe dizer para onde estou indo, de qualquer forma," ela disse enquanto enxugava as lágrimas. "Negação plausível. Vou simplesmente escolher um lugar no aeroporto e ir de lá."


"Ok," Halina disse com um suspiro. "Você acha que Dominic planejou uma criança? Se ele queria vingança, uma criança com a filha do inimigo certamente seria alguma coisa." Horrorizada, Liya virou a cabeça para a amiga e a encarou. "Eu nem pensei nisso. Imagino que ele queira um herdeiro. Meu pai costumava me lembrar diariamente que ele desejava ter tido um menino. Claro que, até onde eu saiba, ele não saiu com mais ninguém depois da morte da minha mãe." Ela caminhou pelo quarto e pegou a caixa de joias da mãe. Virando-a, ela mostrou para Halina a inscrição que havia. "Você acha que minha mãe o amava?" Halina balançou a cabeça; "Liya, eu não conheci seus pais. Seu pai parece ter sido um monstro, mas acho que sua mãe o amava mesmo assim. Talvez ela soubesse o tipo de vida que você teria, e é por isso que está pedindo desculpas. Talvez ela tenha tido a chance de ir embora, como você agora, e não tomou uma atitude. Você acha que seu pai a amava?" Liya tentou se lembrar do passado. Sua mãe morreu quando Liya era muito nova, e não conseguia se lembrar de nenhum momento deles juntos. Nenhum beijo roubado. Nenhum abraço demorado. Nenhuma troca de sorrisos na mesa do café da manhã. "Ele nunca falava sobre ela. Nunca. Eu costumava tentar, mas ele sempre mudava de assunto. Mas ele nunca se casou novamente. Nunca vi outra mulher na casa e certamente nunca vi outra na cama dele. Talvez ele amasse. Talvez a morte dela o tenha destruído." Halina a abraçou. "Você não é seu pai ou sua mãe, Liya. Você é você, e não tem ninguém mais inteligente. Você vai descobrir uma forma de fazer isso funcionar. Você vai conseguir fazer o certo. Não tenho dúvidas a respeito disso." "Espero que esteja certa," Liya murmurou. "Agora você precisa ir. Preciso fazer as malar e ir para o aeroporto. Os trabalhos dos alunos estão no balcão da cozinha. Não esqueça de levá-los quando estiver indo." Ela estava com medo de que Halina fosse chorar, mas sua amiga apenas sussurrou um adeus e foi embora. Sozinha, Liya começou a pegar os itens essenciais de seu closet e os jogar na mala. Ela estava quase com vergonha de admitir que estava sentindo uma vontade enorme de correr para Dominic. Mesmo apesar de tudo o que ele fizera, ela queria acreditar que ele a amava. Queria acreditar que ele consertaria as coisas. Liya não queria criar uma criança sozinha. Mas além disso, ela não queria criar uma criança com um assassino de sangue frio que não a amava. Ajeitando os ombros, Liya terminou de arrumar a mala e se virou para encarar a caixa de joias. Era a única coisa que tinha de sua mãe. Sentindo uma enorme dor, ela pegou a mala e deixou a caixa de joias para trás.


Capítulo Catorze Dominic chutou a porta fervorosamente. "Liya", Ele gritou enquanto entrava no apartamento. Gavril e Maksim estavam logo atrás dele. Levou apenas alguns minutos para ele perceber que o apartamento estava vazio. Ela já tinha partido. Pegando um pedaço de papel e caneta, ele escreveu um bilhete e entregou para Maksim. "Agora," ele rugiu. Maksim assentiu e se apressou para ir embora. Gavril andou lentamente pelo apartamento. "A mala não está aqui. Alguns cabides vazios, mas nem todos. Tem alguma coisa aqui que ela não deixaria para trás?" Dominic balançou a cabeça. "Não que eu saiba. Nenhum animal de estimação. Nenhuma joia. Nenhum livro favorito ou lembrança do passado. Ela amava o trabalho como professora, mas após tudo o que aconteceu, ela o abandonaria. Eu nem me dei conta que ela podia ser tão nômade. Talvez ela soubesse. Talvez ela sempre esteve pronta para partir." "Ela deixou joias para trás," Gavril gritou do quarto. "Um anel." Dominic apareceu na porta do quarto e encarou o anel que estava na mão de Gavril. "Opala negra? Nunca vi antes. Nem essa caixa de joias." "Não passou tempo suficiente nesse quarto para memorizar cada detalhe?" Gavril perguntou com sorriso. "Vá se foder," Dominic rugiu. Ele abriu a caixa, mas estava vazia. "Talvez fosse algo de valor. Algo que ela pudesse vender." "Com a herança do pai dela, ela tem mais dinheiro que você. Ela não precisa vender joias," Gavril apontou. Ela falou a verdade. Uma retirada antes de ela sair, e teria dinheiro suficiente para fazer as coisas funcionarem. A caixa de joias estava provavelmente no closet, e Liya simplesmente a tirou de lá enquanto estava fazendo a mala. Mas Dominic não conseguia se livrar da sensação de que tinha algo importante a respeito da caixa. Pegando-a, ele a girou nas mãos e leu a inscrição no fundo. "Merda." Dominic exalou e afundou na cama. "O quê?"


"À minha Amaliya. Um dia você vai saber o que é escolher amar alguém acima de qualquer coisa, e você me perdoará. Com amor, sua mãe," Dominic leu em voz alta. "Ah," Gavril disse balançando a cabeça. "Foi isso que Liya levou da casa. Parece estranho ela ter ido na casa só para buscar a caixa e depois deixá-la para trás." Dominic engoliu com força. "Você quem sabe ler as pessoas. O que acha que significa?" "Ela não quer fazer com o filho dela, o que ela acha que a mãe fez," Gavril disse suavemente. "Ela não está apenas fugindo das pessoas que estão querendo dominar o território do pai dela. Ela está fugindo de você, Dominic." Ele esticou o braço para quebrar a caixa de joias em pedaços, mas o som da porta abrindo o interrompeu. "Encontrei ela, chefe. Ela estava do outro lado do estacionamento. Não foi muito longe." "Me solte!" Dominic imediatamente se levantou e correu até a porta. Halina lutava para se soltar de Maksim. "Halina, mão estamos aqui para machucar você," Dominic disse. "Só preciso saber onde ela está. Maksim, solte-a." "É tudo sua culpa," Halina gritou. "Provavelmente também é minha culpa. Eu insisti para que ela saísse naquela noite. Praticamente a joguei nos seus braços, e agora toda a vida dela está desmoronando." "Onde ela está?" Halina cruzou os braços e bateu os pés. "Mesmo se eu soubesse, eu não contaria onde ela está. Ela está melhor sem você." "Ela está fugindo com meu filho," Dominic disse através de dentes cerrados. A linda morena ficou parada diante dele, e Dominic queria balançá-la até que ela soltasse todos os detalhes que soubesse. Halina fez uma careta. "Ela não foi nada mais do que um peão. Você não tem direitos sobre o bebê, e ela está disposta a fazer qualquer coisa para impedi-lo de tirar a criança dela. Liya não vai deixar essa criança crescer no seu mundo." Dominic deixou a caixa de joias gentilmente no balcão da cozinha. "Presumo que sim. Olha, Halina, não é só sobre o bebê. Com o pai dela morto, ela é um alvo para qualquer um que queira tomar a organização, e ela é um alvo fácil. Liya não tem ideia de como cuidar de si mesma. Ela estará morta antes do final dessa semana." O lábio inferior de Halina tremeu e ela encarou o chão. "Não vou deixar você me manipular. Você só quer o bebê."


"Você não acredita nisso de verdade. Se acreditasse, você não teria ficado no estacionamento esperando para ver se alguém apareceria. Onde ela está, Halina?" "Eu não sei," ela disse enquanto chorava. "Realmente não sei. Ela também não sabe. Ela disse que iria para o aeroporto e escolheria um lugar aleatório e partiria de lá." "Quando? Quando ela foi embora?" Halina olhou para cima. As lágrimas faziam a maquiagem dos olhos escorrerem para as bochechas, e ela balançou a cabeça. "Há duas horas," ela sussurrou. "Talvez ela ainda esteja no aeroporto, esperando um avião." "Vamos embora. Agora." Dominic passou por ela, mas Halina o segurou pelo braço. "Não a machuque. Por favor, não a machuque. Ela amava você. Você não machucaria alguém que te amava, machucaria?" Halina implorou. "Já causei danos demais. Só quero vê-la em segurança," ele murmurou suavemente. Halina balançou a cabeça e ele deixou o apartamento. Gavril e Maksim logo atrás de Dominic. *** O terminal do aeroporto estava lotado. Liya pegou sua mala e esperou na fila enquanto mantinha os olhos no painel digital. Ainda havia alguns lugares vazios no voo para Paris, mas ela não queria ir para uma cidade romântica. Ela podia escolher Hong Kong, Kiev ou Bruxelas. A grande maço de dinheiro em seu bolso a distraia, e ela não conseguia escolher um local. A fila estava diminuindo, e Liya precisava tomar uma decisão rápido. Ela observou a televisão. Ela sabia que os alarmes tocariam se ela pegasse o voo mais rápido para fora da cidade. Ela devia escolher logo Paris. Quando chegasse no aeroporto, podia ir para qualquer lugar. Ela nem precisava sair do aeroporto e ver a cidade romântica. Havia apenas mais três pessoas na sua frente. Balançando nervosamente o corpo, ela tentou se concentrar na sua respiração. O estresse era ruim para o bebê, então ela precisava ficar o mais tranquila possível. Antes de conseguir respirar novamente, sentiu ar quente soprando em seu ouvido. "Olá, querida. Desculpe o atraso." Liya congelou ao ouvir a voz entranha, e um braço a envolveu pela cintura. "Eu tenho uma arma no casaco. Se você gritar ou tentar correr, eu vou atirar em todos no saguão," o homem disse em sua orelha. Ele se pressionou contra ela, fazendo-a sentir a dureza de algo que podia ser uma arma. Endurecendo, ela lutou desesperadamente contra a vontade de gritar. "O que você quer? Ela sussurrou.


"Apenas que você. Venha comigo. Aja naturalmente." O braço ficou mais tenso em sua cintura enquanto ele a tirava da fila. Liya tentou fazer contato visual com outras pessoas, esperando sinalizar que algo estava errado, mas infelizmente ninguém nem olhou em sua direção. Os passageiros só estavam esperando para comprar suas passagens. Eles estavam verificando as horas nos relógios ou bocejando de cansaço. Eles não estavam olhando para ela. "Continue andando", o homem rugiu enquanto eles caminhavam para as portas. Ainda havia pessoas entrando e saindo do aeroporto, então ela ficou com medo de gritar e colocá-las em perigo. Um carro estacionou perto da calçada, e a porta abriu. O homem a jogou lá dentro, e Liya quase tropeçou no assento. Braços fortes a pegaram antes dela cair. "Calma," uma voz diferente murmurou. "Não queremos que nada machuque você ou o bebê. Ainda. O homem que a pegou no aeroporto sentou-se no banco da frente e o carro deu partida. Liya imediatamente fechou os olhos. "Não vi seu rosto. Você pode me deixar ir agora e eu não terei nada para dizer sobre você. Por favor." "Você pode abrir os olhos, Amaliya Polanski. Você não é o meu alvo." "Não." Liya balançou a cabeça e se recusou a abrir os olhos. Ela lera todos os artigos sobre o que fazer em caso de sequestro. Ela já tinha falhado na regra número um, que era lutar o quanto fosse possível. "Me deixe ir embora." "Não até Dominic vir até você." Depois disso, Liya abriu os olhos. Olhando ao redor, ela encarou o homem ao seu lado. Ele não lhe era nem um pouco familiar. "Se você acha que Dominic virá me resgatar, está errado. Ele já conseguiu o que queria de mim." "Fiquei sabendo. Plano de gênio. Usar a filha para atrair o pai." Os olhos do homem a estudaram de cima a baixo. "E tenho certeza de que a sedução foi apenas um bônus extra. Me diga, Amaliya, você realmente não sabia no que seu pai trabalhava?" Liya estreitou os olhos. "Quem diabos é você?" "Meu nome é Iosif. Havia um tempo em que eu e Dominic éramos bons amigos." "Que bom para você," ela disse. "Talvez se fossem amigos agora, você saberia que ele não virá me busca." Ele riu. "Sim, você continua dizendo isso. Dominic virá pelo herdeiro dele. Mesmo que ele te deixe de lado em oito meses. Mas não tenha medo, Amaliya. Não vou deixar isso acontecer com você."


Liya agarrou no banco de couro e se empurrou para o canto do carro. "E por que isso?" "Bom, eu planejo matar Dominic e torturá-la até você passar todos os negócios de seu pai para mim. Depois disso, você está livre para ir embora. Não tenho motivos para matar uma linda mulher, e eu prefiro não precisar lidar com outro criminoso ansioso na cidade." Pela primeira vez desde que fora sequestrada, Liya sorriu. "Me desculpe desapontá-lo, mas mandei fazer um testamento assim que soube que meu pai tinha morrido. Então, se você me matar, ainda não colocará as mãos nos negócios." Os olhos de Iosif endureceram. "Posso te torturar pelo tempo necessário, até fazer você assinar os papéis que passam tudo para o me nome. Não foi como imaginei que as coisas aconteceriam, mas tenho certeza de que consigo encontrar um jeito de passar o tempo enquanto te convenço." Liya estremeceu e virou a cabeça para olhar o lado de fora da janela. Dominic nunca iria resgatá-la. Ela duvidava até que um herdeiro o faria levantar um dedo para resgatá-la. Ela teria que escolher entre sua liberdade e no seu desejo de pôr um fim na tirania de seu pai. E mesmo assim, ainda havia uma chance dele não libertá-la.


Capítulo Quinze Dominic nem chegou ao aeroporto. Ele recebeu a ligação vinte minutos depois de sair do apartamento de Liya, e ele sabia o que seu antigo parceiro diria antes mesmo de atender ao telefone. "Se você machucar um fio de cabelo dela, eu vou pessoalmente torturá-lo de agora até o final de sua vida," ele rugiu no telefone. Iosif riu. "Na última vez que nos vimos, suas boas-vindas foram muito melhores, Dominic. O que aconteceu nesse tempo?" Parando o carro, Dominic tentou resistir à vontade de quebrar o telefone em milhões de pedaços. Muito parecido com o que ele queria fazer com a cara de Iosif. "Eu te ofereci um lugar de respeito na minha organização. Eu teria lhe dado qualquer coisa que quisesse." "E ser o segundo melhor? Isso foi tudo o que fui a vida inteira," rosnou. "Não quero trabalhar para você. Você ficou mole. Você deixou um rostinho bonito virar sua cabeça. Você não serve para ficar no lugar de Chava. Esse é o meu território. E assim que eu o matar e conseguir fazer sua adorável namorada passar os bens dela para mim, ficarei por cima em mais de um jeito." Dominic fechou os olhos. Mesmo pelo telefone, ele podia escutar o ciúme e a raiva na voz de seu antigo amigo. "Pensei que estivesse confortável na Alemanha." "Não estava confortável o suficiente. E agora as coisas estão funcionando bem ao meu favor. Eu pediria para sua mulher falar com você para provar que ela está viva, mas ela não parece querer conversar. Me pergunto por que será isso." "Deixe-me falar com ela," ele disse suavemente. "Devo colocá-lo alto-falante?" Iosif disse friamente antes de rir. "Não, claro que não. Isso seria rude. Eu lhe darei alguns minutos com seu amor. Será, sem dúvidas, a última vez que você falará com ela. Escolha suas palavras com sabedoria." Após um segundo, ele escutou a voz de Amaliya. "Se você vai me dizer que estou por conta própria, pode deixar. Eu sei." "Eu amo você, Liya," Dominic disse suavemente. Gavril se mexeu no bando do passageiro e franziu o cenho, mas Dominic o ignorou. "Você está nessa posição por minha causa, e vou te tirar daí. Sinto muito pelo seu pai. Eu tentei cancelar tudo, mas parece que eu não era o único que o queria morto. Se eu não sair vivo disso, só desejo que você crie nosso filho o mais longe possível de tudo isso. Mas enquanto eu estiver vivo, você nunca estará sozinha."


Ele a escutou respirar fundo. Antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, Iosif estava de volta na linha. "Espero que tenha tido bastante tempo para dizer adeus. Estou levando ela para o Club Six. Foi onde vocês dois se conheceram, não foi? Se quiser ela viva, terá que vir buscá-la. Sozinho." A linha ficou muda. Dominic jogou o celular no painel do carro. "Iosif, imagino", Gavril disse ironicamente. "O que vamos fazer se ele ligar de volta?" "Ele não precisa," Dominic murmurou. "Ele já me disse que está levando Liya para o Club Six. Primeiro lugar em que a vi." Gavril balançou a cabeça. "Ele te disse para onde estava levando-a? Pensei que ele tentaria atormentá-lo primeiro." "Ele me odeia, mas é um profissional. Isso não é a meu respeito. É tudo sobre ele. Eu entro, ele mata a mim e a Liya e junta os dois territórios." Dominic bateu os dedos no volante e tentou pensar no melhor plano de ação. "E se eu não for, ele vai matá-la e simplesmente pegar o território dela. De qualquer forma, ela termina morta." "Seria melhor se nenhum dos dois terminasse morto, então vamos planejar melhor do que simplesmente entrar atirando." Gavril disse. Dominic balançou a cabeça. "Você não vai comigo." "Eu geralmente não uso armas no meu trabalho, mas sei usar uma. Além disso, não vou deixar você se matar. Acho que você é a única pessoa que posso me atrever a chamar de amigo. Se você morrer, não terei mais ninguém para me pagar bebidas." Sorrindo um pouco, Dominic assentiu com a cabeça. "Ok. Vamos bolar um plano." *** Liya entrou lentamente no clube vazio. Dessa vez, ninguém a estava empurrando para entrar, mas havia duas armas apontadas para si. Tudo parecia tão diferente agora que o lugar estava vazio. Nenhum corpo suado e quente se esfregando um contra o outro. O chão estava limpo e o som de seus sapatos batendo no chão ecoavam pelas paredes em vez da música alta bombeando em seu ouvido. E não havia nenhum homem sexy recostado no canto a observando. Ele disse que a amava. Pra que dizer isso agora? Ele sabia que ia morrer e só estava querendo que ela soubesse o que sentia? Ele sabia que ela ia morrer e queria limpar sua consciência? "Lembrando-se da primeira vez que viu Dominic?" Iosif perguntou com um sorriso. "Não sei o que ele te contou no telefone, mas se mencionou que tentou cancelar o assassinato, ele não


estava mentindo. O atirador me contou. Ele disse que Dominic estava desesperado." "Você mandou matar meu pai?" Liya suspirou de raiva quando olhou para cima. "Imagino que sim. Não paguei, mas eu quis. Muitas pessoas queriam. Fiquei sabendo que até o próprio assassino queria seu pai morto. Me diga, Amaliya. Que tipo de pai ele era? Caloroso e amoroso? Não, imagino que não. Se esse fosse o caso, você não teria fugido." "O que você sabe sobre minha vida?" Liya murmurou enquanto se afastava dele. "Eu não sei nada sobre você." "Tudo o que precisa fazer é perguntar," Iosif disse alegremente. Liya apertou o corrimão com força e pensou em descer as escadas para fugir dele, mas queria desesperadamente ficar perto da porta de entrada. "Seu amante e eu costumávamos ser bons amigos. Trabalhávamos juntos sob as ordens do pai dele. Eu não era tão bom quanto Dominic. Eu era melhor. E Chava Minski sempre me teve como favorito, então quando pedi para ser o herdeiro dele, você pode imaginar minha surpresa quando Chava me informou que o filho dele sempre seria o herdeiro." "O que você esperava?" Liya disse amargamente. "Eu nem sabia sobre a droga dos negócios do meu pai e herdei tudo. O que te fez pensar que Chava escolheria você em vez do próprio filho?" "Porque eu era melhor!" Iosif gritou repentinamente. "Eu era melhor em tudo! Ele era apenas um riquinho mimado, mas eu cresci nas ruas. Eu trabalhei duro para o homem, e ele não estava disposto a me dar nada em retorno. Eu ia esperar um tempo e matar Dominic assim que Chava estivesse morto, mas o velho pareceu ler minha mente. Ele me expulsou da Rússia. Tirou tudo de mim, então tudo o que estou fazendo é recuperando o que é meu. Com juros!" Liya recuou e segurou o corrimão. Ela deu passos para trás, um de cada vez, mantendo a atenção em Iosif. "Você podia ter matado o Dominic a qualquer momento. Se você realmente é melhor do que ele, tudo o que precisava fazer era atirar nele nas ruas. Podia ter pedido para o seu amigo assassino fazer isso. Por que ter todo esse trabalho?" "Para deixar claro meu ponto de vista," Iosif rosnou. "Dar a ele uma chance de lutar." "Três contra um? Isso não parece justo." "Dominic não virá aqui sozinho. Ele não é estúpido. A morte dele será através das minhas mãos. Não se preocupe com isso, minha querida. Aonde está indo?" Liya se virou e foi em direção ao bar. "Tomar um último drinque," ela murmurou. "Mulheres grávidas não bebem," Iosif disse de forma suspeita. "Tenho a impressão de que quando você terminar comigo, eu não estarei mais grávida, então imagino que não vá fazer diferença." Ela foi para atrás do bar e pegou uma garrafa de vodca. Ela despejou um shot e colocou a garrafa de volta no lugar. Durante todo o tempo, ela


estava procurando por uma arma. Havia várias facas, mas elas eram grandes demais para se esconder. E os guardas de Iosif estavam de olho nela. "Apenas faça o que eu quero e você sairá daqui sem uma marca no seu corpo," Iosif disse casualmente. "Passe tudo para o meu nome. Posso chamar um advogado aqui em vinte minutos." "E o que você fará quando tiver todo esse poder?" Ele perguntou enquanto bebia o shot de vodca. "Imagino que você não fará o seu melhor para trazer lei e ordem para a cidade. Fazer a coisa certa?" Iosif riu. "E é isso o que você está tentando fazer? Trazer ordem e lei? A maça cai a milhares de quilômetros da árvore no seu caso. Você tem ideia de quanto tempo e esforço seriam necessários para legitimar tudo? Anos. E isso se você sobrevivesse aos assassinos por tanto tempo. Você teria que olhar por cima dos ombros todos os dias de sua vida. Olhando por cima dos ombros do seu filho. Isso é algo que você está disposta a fazer?" "É por isso que eu estava fugindo e planejando vender negócio por negócio e legitimar tudo. E meu filho e eu ficaríamos seguros bem longe daqui,” Liya disse suavemente. "Você está arruinando tudo." Iosif caminhou até o bar e se inclinou no balcão. "Tudo que isso faria, minha querida, seria começar uma guerra de territórios aterrorizante. Sabe quanto sangue seria derramado? Quantas pessoas inocentes morreriam no fogo cruzado?" Ele pegou o copo de suas mãos e o inclinou para derramar a vodca. "Talvez você não tenha sangue." Liya empalideceu. As pessoas poderiam realmente ser tão cruéis a ponto de iniciar uma guerra sangrenta pelo território de seu pai? Havia tanto que ela não sabia sobre o negócio. "Ei!" O guarda de Iosif gritou. "O que diabos está fazendo aí?" Um homem que Liya reconheceu se reclinou sobre o corrimão e franziu o cenho. "Sou o gerente. Quem diabos é você?" "Atire nele," Iosif ordenou, mas antes que ele pudesse terminar a ordem, tiros começaram a ser disparados. Liya gritou e se escondeu atrás do bar. Os tiros continuaram a serem disparados pelo clube e mais de uma bala foi mirada em sua direção. Liya escutou vidro quebrando e cobriu a cabeça o máximo que conseguiu. Pegando uma garrafa, ela rastejou pelo chão e tentou espiar pelo canto do bar. Uma mão foi esticada em sua direção e empurrou seu rosto de volta. Quando os guardas viraram as armas em sua direção, ela escutou Dominic gritar seu nome. Liya nem pensou quando pegou a garrafa e a quebrou no braço do homem, depois rapidamente pegou o isqueiro e colocou fogo nele. As chamas ganharam vida na camisa dele, fazendo-o largar a arma e gritar. Liya pegou a arma dele e empurrou o homem em chamas para o lado. A arma era pesada em suas mãos, mas ela segurou com força e ficou atrás do bar.


Iosif e Dominic estavam parados no meio do clube. Os dois tinham uma arma apontada um para o outro. "Abaixe a arma," ela disse roucamente enquanto suas mãos tremiam. Ela tentou seu melhor para manter o cano apontado para Iosif, mas ela não sabia o suficiente sobre armas para ter noção se sua mira estava nele. Não havia nada além de pânico nos olhos de Dominic, mas o braço dele não vacilou. "Liya," ele disse suavemente. "Preciso que você vá embora desse clube. Tem um carro esperando por você." Liya não podia simplesmente ir embora. "Não gosto dele," ela disse enquanto balançava a cabeça. "Não posso simplesmente ir. Ele não é um bom homem." "Nem ele," Iosif disse. Mesmo após a troca de tiros, a voz dele não tinha perdido a suavidade. "Ele tem tanto sangue nas mãos quanto eu. Ele a usou exatamente como eu." As lágrimas encheram seus olhos enquanto ela ajustava a arma. "Eu sei disso. Mas essa não é a questão agora." "Liya," Dominic disse novamente. "Por favor, pare de dizer meu nome," ela murmurou enquanto balançava a cabeça. Quanto mais ele dizia seu nome, mais anuviada sua mente ficava. Ela estava tremendo de raiva e medo, e estava ficando difícil separar os sentimentos. "Você não uma assassina," Dominic disse suavemente. "Sei que você odeia ele, mas não vou deixar você sair daqui com sangue nas mãos também. Eu cuido dele. Ele nunca mais vai incomodála." Liya arfou enquanto tentava respirar. "Meu pai matou pessoas também, não foi? Talvez eu também devesse. Tal pai, tal filha." Iosif virou a cabeça para olhá-la, e foi assim que tudo acabou. Um tiro foi disparado, e Iosif caiu como uma pedra no chão. Liya começou a gritar e não conseguia parar. A arma caiu de suas mãos e Dominic correu para ela, abraçando-a. Ele não disse nada. Ele a puxou para o chão e a segurou no colo. Enquanto ele a balançava para frente e para trás, ele virou seu rosto para que ela não pudesse ver a cena sangrenta no clube. Finalmente, enquanto estava enrolada no calor dele, ela sentiu-se estranhamente segura. Seus gritos se transformaram em ecos de bala, e logo tudo parou. Sentindose flácida e exausta, ela parou de lutar e caiu nos braços dele. "Quero ver se você está machucada, Liya," ele disse suavemente". "Está? Você pode estar em choque e não sentir." Ele a puxou e ela ficou de pé, tremendo. Ele não parou de tocá-la enquanto movia as mãos para cima e para baixo em seus braços e pressionava sua barriga.


"Liya, tem sangue na sua calça." "Não é meu," ela disse automaticamente. Ela não sentia dor em lugar nenhum. Não sentia nada. Apenas dormência. Dominic se endireitou e a puxou para perto. "O bebê?" "Bem, eu acho. Nada dói, mas estresse não é bom para ele, então talvez eu deva ir ao médico," ela murmurou. Sua cabeça parecia pesar mil quilos, e ela se recostou em Dominic. "Vamos para o hospital agora. Gavril? Você está vivo?" Ele gritou. "Bala no ombro. Atravessou," uma voz rouca respondeu. "Você vai ficar me devendo muito por isso." Dominic a ajudou a subir as escadas, e Liya viu o homem que dissera ser o gerente recostado contra a parede e segurando o ombro sangrento. "Amaliya." "Gavril." Liya estreitou os olhos e olhou para Dominic. "Acho que vocês não são iguais, afinal de contas." "Como é?" Ele perguntou. "Meu pai não tinha amigos."


Capítulo Dezesseis Dominic estava sentado ao lado da cama de Gavril e descansava a cabeça nas mãos. A adrenalina do tiroteio ainda bombeava por suas veias, e ele batia o pé nervosamente no chão. "Isso é irritante. Para," Gavril murmurou enquanto abria os olhos. Dominic parou de bater o pé e se recostou na cadeira. "Achei que fosse dormir para sempre. E me deixar limpar a bagunça sozinho," ele disse com um sorriso. "Fiz de propósito. Muitos corpos para mim." "Bom vê-lo abrindo os olhos. Os analgésicos são bons?" "Os melhores," Gavril disse enquanto se endireitava na cama. "Quanto tempo preciso ficar aqui?" Dominic se inclinou para frente e descansou o antebraço nos joelhos. "Os médicos estão administrando vários antibióticos, mas ainda querem você aqui para observação durante a noite." “Club Six?” "Foi limpo e encenado para parecer que eles atiraram um no outro. Mas só para o caso, mandei alguns dos meus investigadores tomarem conta da cena e fazerem um relatório. Não deve causa problema." "E por que você está do lado da minha cama em vez de ao lado da mãe do seu filho? Ela estava em choque quando você a tirou do clube," Gavril disse meio grogue. Dominic ficou de pé e começou a andar. "Ela está bem. O bebê está bem. Eu liguei para Halina ir buscá-la e as mandei para casa com alguns guardas armados. Eu me sentiria melhor se ela estivesse na minha casa, mas não posso mais ficar na vida dela. Vou ajudá-la a legitimar o território do pai dela, mas sem ela saber, depois vou deixá-la ir. "Você podia tomar conta." Claramente as drogas que Gavril estava tomando não eram fortes o suficiente. "Eu não poderia fazer isso com ela. Acho que vou parar também." "Sério? Vai procurar alguém para assumir ou também vai legitimar os negócios?" Dominic olhou pela janela. "Ainda estou pensando." "É um grande passo. Você acha que ela voltará para você se fizer isso?"


"Não. Já fiz o suficiente com ela. Deixá-la ir é a melhor coisa pata ela." Gavril balançou a cabeça. "Você já tomou algumas decisões estúpidas na vida, Dominic, mas essa é absolutamente a pior. Em todo o tempo que te conheço, você nunca foi apaixonado por nada. Nem por sua família. Nem pelo trabalho. Você nunca esteve tão vivo durante esse tempo que passou com Liya. I honestamente pensei que fosse o trabalho. Achei que talvez você finalmente tinha sido seduzido pelo meu estilo de vida, mas não foi o trabalho. Sempre foi ela. Deixá-la ir seria um erro." "Que diabos você sabe?" Dominic rugiu. "Você está drogado." *** Liya ficou parada na porta de entrada e encarou o apartamento. "Achei que ele pareceria diferente." Halina apertou gentilmente seu braço. "Você só ficou fora por dois dias, Liya, apesar de eu ter certeza de que pareceu mais tempo." Elas entraram, e Liya respirou profundamente. Havia dois guardas armados parados do lado de fora da porta, mas eles não a seguiram. "Dominic esteve aqui. Posso sentir o cheiro dele," ela murmurou. "Você pode sentir o cheiro dele?" Halina enrugou o nariz. "Isso é assustador." Liya não conseguiu evitar rir. Quando o médico declarou que ela e o bebê estavam bem, ela finalmente saiu de seu choque. A ideia de que ela teve tanta vontade de tirar uma vida a deixava enojada. Dominic sabia como ela se sentiria depois. Por isso ele mesmo deu o tiro. "Quando Dominic virá para cá?" Halina perguntou enquanto abaixava a mala de Liya. "Ele não vem," Liya murmurou. "Ele não quer me ver. Ele disse que manteria um guarda perto de mim enquanto lidamos com os negócios do meu pai, mas que ele não ficaria por perto." "É isso o que você quer?" Halina abriu a bagagem e começou a pendurar as roupas no closet. Liya sentou na beirada da cama e olhou para a mesa. A caixa de joias de sua mãe deveria estar ali, mas não estava. "Ele pegou." Liya se levantou e passou a mão na beirada da mesa. "Ele pegou a caixa de joias. Por que será." Halina parou e a encarou. "Liya, você não respondeu a pergunta. Você sabe sem sombra de dúvidas que ele te ama. Ele arriscou a vida para te resgatar. Eu sei que ele te ama. Vai atrás dele."


"Eu amo ele. E sei que ele me ama, mas não posso criar uma criança nessa vida. Está me matando me afastar, mas tenho que pensar em outra pessoa. Eu acho que minha mãe se arrependeu por ter escolhido meu pai em vez de mim. Acho que ela se arrependeu de amá-lo depois de ter me trazido ao mundo. Ela apenas não viveu o suficiente para consertar as coisas. Mas eu posso. Eu posso fazer a coisa certa e garantir que meu filho fique seguro." Liya sentiu lágrimas correndo por sua face, e ela tentou não se focar na dor e no vazio dentro de si. "Sou uma professora." Halina sentou na cama e abraçou. "Você é mais que uma professora, Liya. E sei que pensa estar fazendo a coisa certa, mas você está subestimando o Dominic. Pelo menos, você precisa se despedir dele." "Quando tudo estiver acabado." "Não," Halina se afastou. "Não quando tudo estiver acabado. Se você realmente quer se afastar dele e nunca mais olhar para trás, precisa fazer isso agora." Liya respirou fundo e assentiu. "Você está certa. Melhor acabar logo com isso. Me sentirei melhor depois." "Não sei sobre isso," Halina disse ceticamente. "Mas será melhor para sua sanidade." "Você não deveria estar aqui. Ligo para você de manhã. Acho que voltarei ao trabalho na segunda-feira." "Não mande embora os guardas." Halina balançou o dedo no rosto de Liya. "É sério. Se eu receber outra ligação dizendo para eu ir te buscar no hospital, vou ficar muito irritada." Liya esfregou uma das mãos sobre a barriga. "Acredite em mim, não vou fazer isso. Não se preocupe." Halina e Liya saíram juntas, e os guardas a olharam em expectativa. "Quero ver o Dominic," ela disse suavemente. "Se estiver tudo bem." "Sim, madame," o guarda disse assentindo. "Estamos aqui para você." "Ok, não diga coisas desse tipo. Se vamos fazer isso funcionar, vamos ter algumas regras básicas. Eu sou Liya, não madame. Não sou sua chefe porque esse trabalho é temporário. Ok?" "Sim, madame." "Certo. Entra por um ouvido e sai pelo outro," ela murmurou. "Imagino que você tenha que me levar?" "Sim, madame." "Ótimo."


A viagem até a casa de Dominic foi silenciosa e desconfortável. Seus guardas eram duros e frios. Todas as suas tentativas de iniciar uma conversa com eles falharam, então ela finalmente ficou em silêncio. A viagem de quinze minutos pareceu durar uma hora quando eles finalmente estacionaram na mansão. Quando Liya entrou, ficou de boca aberta. "Que diabos aconteceu aqui?" Todo pedaço de decoração do foyer estava empilhado no canto. As paredes estavam completamente vazias. "Redecorando." Liya se virou para ver Dominic a olhando do topo das escadas. Ele desceu apressadamente e a encarou o tempo todo. "Algo de errado?" Ela levantou as mãos para pará-lo. "Não. Estou bem, Dominic. Só queria conversar antes de seguirmos em frente. Sei que você vai manter os olhos em mim enquanto eu tento endireitar as coisas do meu pai, mas achei que devíamos ser claros sobre nossa situação. Vai deixar as coisas mais fáceis." "Entendo. Meu escritório?" Imediatamente, a memória dela debruçada na mesa passou por sua mente. Suas bochechas coraram, fazendo-a balançar a cabeça. "Onde você gostaria de conversar, então?" Enquanto olhava ao redor para os cômodos abertos, ela percebeu que não tinha muitos lugares que não guardavam lembranças dos dois juntos. "O escritório está bom," ela finalmente disse e foi andando na direção do cômodo. Ela parou na porta de entrada quando viu que o lugar estava vazio. "Redecorando aqui também?" Ela perguntou enquanto entrava. "Sim," ele disse suavemente enquanto fechava a porta. Recostando-se contra a porta, ele cruzou os braços e esperou. Ela o observou e percebeu o quão difícil a conversa seria. "Dominic, eu amo você, mas..." "Espere," Dominic a interrompeu e ergueu a mão. "Eu sei como essa conversa termina. Você vai me dizer que me ama, mas que não consegue me perdoar pelo que fiz com você e seu pai. E você está certa. Você não deveria me perdoar mesmo. Então, você vai dizer que mesmo que conseguisse superar isso, não poderia criar uma criança nesse ambiente. Não como seu pai a criou." Liya ficou de boca aberta. "É basicamente isso. Pelo menos a segunda parte." "O que quer dizer com isso?" Dominic disse estreitando os olhos.


Ela respirou fundo. "Eu amava meu pai," ela disse calmamente. "Não era um grande amor, mas ele era meu pai, e eu respeitava isso. Mas eu percebi que o homem que tentei amar não era realmente meu pai. Ele era um homem ruim. Eu olhei os arquivos. Pude ver por que tantas pessoas o queriam morto. E entendo sua raiva e por que você pensou que podia me usar. Você se apaixonou e tentou cancelar o assassinato, e isso é muito romântico, mas..." "Estou deixando os negócios." Liya imediatamente deu um passo para trás e o encarou. "O quê?" "Não é para tê-la de volta, Liya. Não posso mais fazer isso. Não posso mais fazer isso porque me custou tudo o que era importante. Minha família." Os olhos dele suavizaram. "Meu amor. A única coisa que me retorna é dinheiro e poder. Eu tenho dinheiro, e não dou a mínima para o poder. A verdade é que Iosif estava certo. Ele era a melhor escolha. Eu era melhor no trabalho, mas ele se importava mais. Eu não me importava realmente até meu pai morrer. Sua cabeça estava rodando. "Você simplesmente vai largar tudo?" "Meu primeiro homem no comando pode assumir. Posso legitimar as empresas, mas muitas pessoas perderiam o emprego. Nós somos uma organização pequena, e sei que Maksim fará um bom trabalho. Ele não é nem de perto tão cruel quanto meu pai era. Vou manter ele sob observação só para garantir, e depois me afasto completamente." Liya engoliu com dificuldade e balançou a cabeça. "Isso muda as coisas." Ele descruzou os braços e andou na direção dela. Parando a apenas centímetros de distância dela, Dominic a estudou. "Liya, você precisa tomar muito cuidado com a decisão que você vai tomar agora. Você me consome, e se ficar comigo, não vou deixá-la ir embora," ele disse de forma sombria. "Não vou deixá-la ir embora duas vezes. Você precisa ir agora." Liya esticou a mão para acariciar o rosto dele. "Me prometa que vamos criar nosso filho de forma segura. Que você vai se afastar de tudo isso e não vai se arrepender. Que você não vai tentar voltar. Que você vai ficar comigo e nosso filho." Dominic pegou sua mão e pressionou contra os lábios antes de apertá-la e deslizar algo por seu dedo. Ela olhou para baixo e viu o anel de opala negra de sua mãe. "Vou comprar outro anel, Liya. O maior diamante que você quiser, mas queria que visse o anel em seu dedo. Queria que visse o anel e perdoasse sua mãe para que pudéssemos seguir em frente. Eu te prometo o que quiser. Nosso filho será a criança mais feliz e segura do mundo, e a mais amada. Assim como você. Case comigo." Jogando os braços ao redor dele, ela enterrou a cabeça na curva do pescoço dele. Agora, suas lágrimas eram de felicidade. Ele a levantou e a girou no cômodo vazio antes de pressionar os lábios nos seus. "Isso é um sim?" Ele finalmente perguntou enquanto Liya respirava. "Sim" ela disse com um grande sorriso. Olhando para o anel, ela percebeu que tinha o que


sua mãe nunca teve. Um amor pelo qual ela não precisava se desculpar.

FIM


Clique aqui para se inscrever ao meu boletim de noticias para ter a chance de ganhar livros grรกtis!


OUTRA HISTÓRIA QUE VOCÊ PODE GOSTAR

Pertencida pelo Chefe da Máfia Por: Bella Rose

Prévia grátis abaixo!


Pertencida pelo Chefe da Mรกfia Por: Bella Rose

Todos os Direitos Reservados. Direitos Autorais 2016 Bessa Rose,


Capítulo Um O sol já havia se posto, e a escuridão tinha chegado para cobrir as pistas dos perversos. Aleksandr Evanoff estava ladeado por Misha e Sasha, seu segundo e terceiro homem em comando. Recostando-se contra o carro, Alek estudou a pequena casa à sua frente. Não havia nenhuma pena ou remorso em relação ao que ele estava prestes a fazer, mas não conseguiu evitar imaginar por que um homem que mal conseguia pagar por aquela casinha continuaria apostando milhares de dólares. "Chefe?" Sasha chamou. "Como você quer fazer isso?" Alek revirou os ombros. "Petr recebeu incontáveis avisos e prolongamentos. Não sairemos de mãos vazias", ele disse calmamente. Ele levantou a cabeça e sorriu. "Além disso, eu devo ao velho." Mish e Sasha sacaram suas armas e foram na frente. Alek os seguiu lentamente. Furiosamente, os dois homens diante dele chutaram a porta e ergueram as armas. "Abaixem-se! "Abaixem-se, porra!" Eles gritaram enquanto entravam na sala de estar. O único ocupante, Petr Primac, de 50 anos, gritou quando caiu no chão e levantou as mãos. "Ah Deus, Alek", ele implorou. "Por favor, Por favor." Alek ergueu a mão e seus dois homens recuaram e ficaram quietos. "Já faz um tempo, Petr. Senti saudades." "Caso isso seja em relação ao dinheiro..." "Claro que é a em relação ao dinheiro. O que mais seria?" Ele caçoou. Petr ficou imediatamente em silêncio, e Alek tentou evitar sua raiva. "Tenho sido paciente, e você sabe que não sou um homem paciente. Considere-se sortudo por ter levado tanto tempo para uma retribuição. Agora, nós vamos embora calmamente se você pagar 20% da sua dívida", ele disse friamente. O corpo todo de Petr começou a tremer enquanto ele arregalava os olhos. "Por favor, não me mate. Ainda não tenho os 20%. Tenho algumas coisas das obras. Por favor. Apenas me dê mais tempo!" "Dê um tiro na perna dele", Alek disse calmamente. O barulho do tiro atravessou seus ouvidos enquanto o velho gritava e agarrava a perna. O sangue rapidamente começou a formar uma piscina no chão. "Acalme-se, Petr. Não posso recolher dinheiro de um homem morto, então você ainda terá ar em seus pulmões quando formos embora. Mas eu odiaria que você gastasse milhares de dólares em contas médicas quando você ainda me deve. Vou perguntou novamente sobre aqueles 20%."


O homem mais velho gemeu e se balançou para frente e para trás. Lágrimas começaram a descer por sua face. "Por favor. Por favor. Vou lhe dar tudo o que tenho. Por favor." "Isso seria os 20%?" Alek perguntou enquanto olhava ao redor da sala. O local inteiro era repleto de móveis que não combinavam, velhos e manchados. Ele não conseguiu ver nada que poderia valer uma fração do que o homem lhe devia. "Será alguma coisa", Petr soluçou. "Por favor." Alek balançou a cabeça em direção a Misha, que imediatamente colocou o calcanhar de sua bota no ferimento do homem e aplicou pressão. Petr desabou contra uma mesa. O uivo teria sido suficiente para causar arrepios em seus braços, mas Alek estava acostumado a ouvir os gritos dos outros. Não era nada para ele. Ele sentia um pequeno prazer em machucar os outros. Quando era mais novo, a emoção o estimulou a mover-se rapidamente através dos escalões da máfia, mas agora que ele era o chefe, estava cansado ao ponto de sentia apatia. Nada mais o afetava. Ele não sentia medo. Não ficava estressado. Ele não ficava excitado ou triste. Ele nem sentia mais raiva. Mas Petr era uma história diferente. Ele e o velho tinham história, e Alek estaria mentindo se não admitisse que estava sentindo um pequeno prazer ao ver o homem chorando no chão. Alek tinha apenas 35 anos, mas tinha bastante sangue em suas mãos. Embora ele quisesse acabar com a vida de Petr, havia algo maior em jogo ali. "Chefe, não acho que ele valha a pena o dinheiro", Misha disse enquanto olhava para cima. Dos dois irmãos, Misha era o menos sedento por sangue. Ele acreditava em outros métodos de recolher dinheiro, e foi por sua inteligência que Alek o escolheu para ficar como segundo no comando. Claro, quando Alek precisava que Misha fosse violento, ele não hesitava. Sasha, por outro lado, nem piscava para a violência. Na verdade, ele sempre se voluntariava para os trabalhos mais terríveis, e fazia isso com um sorriso no rosto. Alek sempre se perguntava se o irmão mais novo não era violento demais, mas ele nunca se rebelara contra as ordens de Alek, e no seu tipo de negócio, esse tipo de lealdade contava para alguma coisa. "Acho que você está certo, mas não sairemos daqui de mãos vazias. O Sr. Primac vai nos dar alguma coisa, ou terá uma longa noite", Alek disse enquanto piscava em direção a Sasha. O irmão mais novo deu um passo à frente, ergueu Petr e puxou o braço do homem para as costas. Houve um estalo forte e um grito agudo. "Pare! O que está acontecendo?" Alek se virou e confrontou o invasor. Parada na soleira da porta e com um olhar aterrorizado no rosto estava uma linda mulher. O cabelo sedoso, longo e escuro emoldurava sua pele cor de creme, e seus lábios grossos estavam separados enquanto ela encarava a cena diante de si. Havia pânico e desafio em seus olhos cor de avelã.


"Vá embora", Petr chiou. "Vá ficar com uma amiga. Isso não é nada. Estou bem." Bravas palavras de um homem que estava em terrível dor. Se ele não estava pedindo para a mulher ligar para a polícia, então isso significava que ele estava tentando protegê-la. E se ele estava tentando protegê-la, então ela devia ser importante. "Quem é você?" Alek perguntou calmamente. A mulher abriu a boca, mas Petr a cortou. "Não! Não responda!" Sasha puxou ainda mais o braço dele para trás, fazendo o homem uivar. "Vou chamar a polícia", a mulher disse enquanto dava um passo para trás. "Se fizer isso, ele estará morto antes de você completar essa ligação," Alek disse calmamente. "Não", Petr gemeu no chão. Alek encarou a linda mulher. "Entre. Junte-se a nós." Ele observou que as mãos dela tremiam quando ela entrou, mas não havia hesitação em seu movimento. Medo, bravura e desafio; tudo isso em apenas um delicioso pacote. Ele sentiu uma pequena agitação dentro de si. "Farei um acordo com você, minha querida. Para cada pergunta que você responder, falarei para o meu homem diminuir a pressão que está fazendo em Petr." Ela assentiu e Petr começou a choramingar. Alek o ignorou. "Seu nome?" "Natalia." Alek balançou a cabeça em direção a Misha, que diminuiu a pressão na perna machucada. "Quantos anos você tem, Natalia?" "Vinte e quatro." Houve um pequeno som de alívio quando Sasha soltou um pouco o braço de Petr. "E qual seu relacionamento com Petr Primac?" "Ele é o meu pai", ela disse suavemente. "Você está mentindo. Petr Primac não tem família. Sasha, atire na outra perna do homem." "Não, espere!" Natalia gritou. "Alek ergueu a mão para interromper os movimentos de Sasha. "Não estou mentindo. Ele é o meu pai, mas não está listado na minha certidão de nascimento porque minha mãe nunca contou para ele. Descobri sobre isso apenas há cinco anos. Não moro aqui. Apenas venho para visitar a cada poucos meses." Interesting. "Sua mãe?"


Os lábios dela tremeram. "Ela faleceu." "Entendo. Então sua mãe faleceu e você foi procurar pelo seu pai. Tenho certeza de que ficou desapontada quando encontrou Petr. Cavalheiros, por favor, soltem Petr. Gostaria de recompensá-lo por ter escondido tão bem de nós essas informações. Kudos, meu amigo." "Você não está irritado?" Sasha disse com um olhar obscuro. "Com vocês dois por não terem me passado todas as informações? Ah, estou furioso", Alek disse suavemente. "Mas essa não é a conversa que precisamos ter agora, é?" Petr grunhiu enquanto tentava erguer a cabeça e olhá-los. Natalia correu até o lado do pai e tirou o suéter. Enquanto cobria a ferida ao redor da perda de Petr e o ajudava a ficar numa posição mais confortável, Alek não conseguiu evitar admirar o ombros nus da garota e a provocante curva de seu pescoço. O top preto rendado que ela estava usando não era tão curto quanto Alek gostaria. "Se ele te deve dinheiro, posso ajudar a pagar", Natalia disse. "Mas ele nunca será capaz de pagar se precisar pagar contas médicas além de tudo", ela soltou. "Isso é selvagem." "Fique fora disso", Petr chiou. Ele olhou para Alek. "Natalia não tem nada a ver com isso." "Ah, pelo contrário, além dela ter testemunhado nossos atos selvagens, também permiti que ela o confortasse num momento de necessidade. Sinto que ela está bastante envolvida nisso." Um sorrisinho se espalhou por sua face e tomou uma decisão. "Na verdade, estou preparado para perdoar totalmente sua dívida." Petr ficou estupefato. "Sério? O q-que eu preciso fazer?" "Temo que não vai depender de você, Petr." Ele balançou a cabeça em direção à mulher. "Será decisão dela." O horror floresceu no rosto do homem. "Não. Seja o que for, não. Não deixarei que ela se envolva nisso." "O que você quer?" Natalia perguntou numa voz fria. "Companhia", Alek disse suavemente. Seus olhos pousaram no oco da garganta dela, onde o pulso havia acelerado. "Você viverá comigo, sob o meu talhado, e seguirá minhas ordens por um ano, e eu perdoarei os quase cem mil dólares que seu pai me deve." "Não", Petr gemeu. "Ela é adulta. Você pode tomar suas próprias decisões", Alex disse enquanto a encarava. "Caso eu decida não ir, imagino que você continuará atirando nele até que ele pague?" ela murmurou.


"É como normalmente consigo meu dinheiro", ele disse suavemente. Natalia estreitou os olhos. "Você geralmente troca pessoas por dívidas, ou sou um caso especial?" Alek riu. "Não precisa ser ciumenta, minha querida. Prometo te dar bastante atenção durante esse ano." Os olhos dela se ampliaram, e o sorriso de Alek aumentou, "Ah, eu não fui claro? Você vai dividir a cama comigo." Ela respirou fundo, e Alek sentiu um arrepio de excitação passar através dela. O que mais faria ela prender a respiração daquele jeito? "Eu quero escrito em um papel que, no momento em que eu pisar na sua casa, as dívidas do meu pai serão perdoadas inteiramente, e você não o machucará mais. Além disso, em exatamente doze meses, eu serei libertada e você nunca mais entrará em contato comigo ou chegará perto de mim novamente." "Não, Natalia, por favor, não", Petr disse enquanto fechava os olhos e se enroscava no chão. "Você deixa minha família em paz e eu farei isso", ela disse firmemente. Ela se curvou sobre o pai e pressionou os dedos no pulso dele. "Ele precisa ir para o hospital. Ajude-me a colocá-lo dentro do carro." Alek assentiu para Misha e Sasha. Eles pegaram o homem e o carregaram para fora. Natalia se levantou para segui-los, mas Alek agarrou seu braço. "Vou te dar duas semanas para cuidar do seu pai e deixar suas coisas em ordem", ele disse suavemente. "Você não terá a liberdade de sair para trabalhar, então será preciso se demitir. Você não precisa trazer nenhuma roupa. Você vestirá apenas o que eu lhe fornecer." Ela virou a cabeça. "Preciso trabalhar. Tenho contas para pagar." "Pagarei suas contas", ele disse suavemente. "Se você me agradar." Os lábios dela se dividiram, e ele sentiu uma urgência insana de se curvar e provar de sua boca. Foi necessário toda a sua força de vontade para não deixá-la de quatro e tomá-la ali mesmo. Ele não sentira esse tipo de reação em relação à uma mulher desde a adolescência. "Vou enviar um carro para buscá-la em exatamente duas semanas. Nessas duas semanas, você e seu pai serão monitorados de perto. Caso um de vocês tente fugir ou ir à policia, mandarei matar vocês dois. Está me entendendo?" Ela ergueu o queixo. "Não volto atrás na minha palavra. Espero que nem você na sua", ela soltou enquanto se livrava da mão dele e se apressava para levar o pai ao hospital. "Siga-os", Alek comandou enquanto Sasha o olhava. O homem assentiu e foi atrás deles.


"Chefe? Que diabos foi isso?" Misha murmurou. "Você tem noção de que mesmo com um contrato, ainda é ilegal." "Legalidades nunca tiveram limites para mim", Alek disse escolhendo os ombros. "Também não haverá nenhuma discussão sobre esse acordo. Você e seu irmão não podem soltar nenhuma palavra para ninguém. A última coisa que quero é ter pessoas me oferecendo a filha em troca de seus empréstimos." "Você acha que as pessoas fariam isso?" "Acho que as pessoas que nos devem dinheiro fariam praticamente qualquer coisa para nos manter longe", Alek disse suavemente. "Chame outro carro para nós. Preciso ver meu advogado."


Capítulo Dois Natalia deixou o hospital em choque. Após seu pai receber o cuidado que precisava, ela não conseguia encarar a realidade daquilo que havia feito. Ela tinha acabado de aceitar ser o brinquedinho de um chefe da máfia durante um ano inteiro. Que diabos ela estava pensando? As dívidas de seu pai seriam perdoaras, e ele estaria seguro. Isso era importante para ela. Agora que sua mãe havia morrido, ele era a única família que lhe restava, e após ela ter aparecido na porta dele provando quem era, ele fizera o melhor para lhe proteger e cuidar. Ele cobrira as mensalidades de sua faculdade, apesar dela ter implorado para que o pai não fizesse isso. Ele lhe comprou um carro. Também lhe arrumou um emprego. Ela não conseguia evitar se sentir responsável por ele agora. Ela devia ter percebido que ele não tinha o dinheiro. Claro que ele estivera apostando. Natalia estava quase se arrependendo de ter aparecido na porta dele. Ela não precisava e nem queria o financiamento. Apenas queria uma família. Mas estava claro que ele se sentia culpado por não ter feito nada por ela quando Natalia era criança e tentou compensar com dinheiro. Quanto tempo Alek estivera o assediando pelo dinheiro? Quanto dano havia feito? Duas semanas. Duas semanas para deixar suas coisas em ordem para depois virar uma vadia para Alek Evanoff. Seu peito apertou, e ela tropeçou na calçada. "O que eu fiz?" ela sussurrou para si mesma. Seu telefone vibrou no bolso e ela o puxou. Alguém havia lhe enviado uma mensagem de um número desconhecido. Por favor, acalme-se. Se continuar tento ataques de ansiedade, não teremos nenhuma diversão. Com um grito de alarme, ela olhou ao redor. Alek conseguira seu número de telefone e agora estava a vigiando? Inacreditável. Com raiva, ela respondeu a mensagem. Tenho duas semanas de liberdade. Fique longe de mim. Ela quase jogou o telefone na lixeira enquanto começava a ir embora, mas o aparelho vibrou novamente. Estarei na sua casa amanhã de noite para que assine o contrato. Caso não apareça, irei até o seu local de trabalho. Rangendo os dentes, ela enfiou o celular dentro do bolso. Não havia necessidade de responder. Se ele estava mesmo a observando, saberia que leu a mensagem. Ela ficou aliviada que ele concordara com o contrato. Nunca poderia ser usado no tribunal, mas lhe daria uma prova caso algo acontecesse com ela ou seu pai naquele ano. Ela garantiria que todos ficassem sabendo que tipo de homem Alek era. Apesar de que após uma pesquisa em seu celular, ela percebeu que todo mundo já conhecia Alek. Ele tinha sido acusado de vários crimes e inocentado de cada um deles. Claramente ele tinha a polícia nas mãos. Isso não era um bom agouro para ela.


No dia seguinte, ela deu seu aviso prévio no trabalho temporário. Seu supervisor nem piscou ou olhou para cima. As pessoas entravam e saiam com tanta frequência dos escritórios que ela duvidava que o chefe ao menos soubesse seu nome. Apesar de ter protestado deixar o emprego, a verdade era que ela sentia uma certa satisfação em fazer isso. Sentia-se absolutamente miserável trabalhando ali. Não havia amigos para se despedir. Avisara ao dono do apartamento ao qual alugava que ficaria fora durante um ano, e ele imediatamente avisou que aquilo era quebra de contrato. Seus ombros caíram. Ele estava certo. Ela precisava ocupar o lugar ao menos uma semana de cada mês para manter o contrato. Ele estivera tentando tirá-la de lá nos últimos anos porque Natalia tinha um acordo de aluguel controlado. Now he could charge someone else more. Lentamente, as camadas de sua vida começaram a descascar, e ela percebeu que realmente não tinha nada que a prendesse. Isso não tornava mais fácil ver Alek em sua porta. Bones, seu gato, imediatamente se enroscou debaixo do sofá para se esconder. "Vamos acabar logo com isso", ela murmurou enquanto dava um passo à trás para deixar ele entrar. Ela estava com medo. Não tinha como negar seu coração acelerado dentro do peito, mas isso não significava que ela precisava demonstrar seu medo. "Você mora aqui?" ele disse suavemente enquanto entrava. "Bom, eu não ganho milhares de dólares às custas dos pobres, então, sim", ela soltou. "É onde eu moro. Exceto que agora não será mais minha casa porque estou quebrando meu contrato para ir morar em outro lugar por um ano." Ele a olhou com surpresa, e ela suspirou. "Me dê o contrato. Você pode esperar enquanto leio cuidadosamente." "Sua situação de moradia não é problema meu", ele disse rispidamente. Ela o encarou. Claro que não era problema dele. Ele não se importava com ninguém. Era um homem violento e cruel. Ela olhou brevemente para o lado de fora da janela enquanto pegava o contrato. "Vejo que não está com seus capangas. Imagino que eu não seja uma ameaça", ela murmurou enquanto sentava no sofá para ler a papelada, Alek sentou-se próximo dela, tão perto que suas coxas quase se tocavam. "Minha querida, acho que você não percebe o quanto é perigosa." Ele esticou a mão para pegar uma mecha de cabelo dela e colocar atrás da orelha, e ela se esforçou para não se inclinar contra o toque dele. "Mas eu sou mais perigoso. Nunca se esqueça disso", ele sussurrou com os lábios roçando a orelha dela. Um arrepio a percorreu, mas não era medo. Desejo. Odiando-se, ela imediatamente pulou do sofá e o encarou. "Acredito que ainda tenho duas semana de liberdade. Até lá, mantenha


distância." Apertando o contrato nas mãos, ela marchou para a cozinha e sentou-se na mesa. Embora a tenha seguido, ele preferiu lhe dar um pouco de espaço e parou na porta. A distância não ajudou muito para acalmar sua libido, fazendo-a se remexer nervosamente. Que diabos tinha de errado com ela? Este homem quase matou seu pai, e ali estava ela, respondendo aos toque dele. Fazendo o possível para fingir que ele não estava ali sugando toda a lógica dentro de si, ela olhou para o contrato. Era bem direto, mas havia algumas coisas das quais ela não gostou. "Você pode definir que tipo de trabalho você espera que eu faça? Eu não vou mais machucar ou ameaçar." "Só alguma papelada", ele disse com um sorriso divertido. "Preencher papéis. Atender telefonemas." "Excelente. Vou poder adicionar 'secretária de um chefe da máfia' ao meu currículo", ela disse com um suspiro enquanto continuava olhando o contrato. "Quero meu pai banido dos seus cassinos", ela disse olhando para cima. "Ele já está banido." "Bom. Meu gato vem comigo." Ele franziu como se fosse arrumar problema com isso, mas finalmente deu de ombros e assentiu. Ao menos ela teria um pouco de conforto. Ela engoliu com dificuldade e esfregou as mãos. "Então, estou tomando anticoncepcional e não vou deixar de tomar." Natalia estremeceu quando Alek jogou a cabeça para trás e gargalhou. "Ah, minha querida. Fazia tempo que eu não ria assim. Não sou um homem de família. Não precisa temer nenhum tipo de apego da minha parte." "Ótimo." Ela pegou uma caneta e seu punho pousou sobre a linha. Fechando os olhos, ela precisou se lembrar de que seria apenas durante um ano. Um ano como o brinquedinho desse homem. Um ano de envolvimento com a máfia. Um ano, e seu pai estaria livre. Ela colocou a caneta no papel e assinou seu nome. Respirando fundo, levou o contrato até ele. Ele atravessou a cozinha em poucos passos e se inclinou para pressionar os lábios em seu cabelo. Natalia enrijeceu, mas não se afastou. O toque durou apenas por um breve momento antes dele pegar a caneta da mão dela. Após assinar o contrato, ele retirou uma cópia e entregou para ela. "Acredito que será um prazer fazer negócios com você", ele disse suavemente antes de se afastar. Natalia nem se virou. Escutou a porta da frente fechar, e não se levantou para trancá-la.


Pra quê? Ninguém pior do que Alek iria passar por sua porta, e ela ainda tinha a sensação de que ele protegeria seu prêmio. Estava feito. E não havia nada que ela pudesse fazer. Quando Bones finalmente saiu do esconderijo e se enroscou em seus tornozelos, ela pegou o gato preto e acariciou-lhe os pelos. Cada parte de si queria desmoronar e chorar, mas ela se recusava. Chorar não resolvia nada. Ela era mais forte do que isso. Além disso, talvez algo de bom pudesse resultado disso tudo. Ela teria um ano inteiro para descobrir como acabar com Alek e com toda a organização dele.


CLIQUE AQUI PARA LER DE GRAÇA NO KU!



05 o bebê do chefão da máfia [oficial]