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Disp. e Tradução: Rachael Revisora Inicial: Nathy Rhage Revisora Final: Rachael Formatação: Rachael Logo/Arte: Dyllan

Pego na linha de fogo entre vingança e desejo... O mercenário secreto Trace Rivers ama a adrelina correndo quando está planejando uma missão. Primeiro irá ganhar a confiança do corrupto homem de negócios Murray Coburn, logo conseguir as evidências que necessita para acabar com as operações desse sujo homem. É um esquema perfeito – até que a filha há muito tempo desaparecida de Cobrun tem seus próprios planos de vingança. Com um sorriso como de um anjo e fogo em seus olhos, Priscila Patterson não é parace ser. Mas, nem o magnifico guarda-costas que acende todos seus sentidos. Juntando forças para que Corbun caísse, Priss e Trace tem que lutar ainda contra a inivitavel faísca entre eles. Com um movimento errado, um abraço prolongado poderá lhes expor em uma guerra com um impiedoso oponente...

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Revisoras Comentam...

Nathy: Sou uma grande fã da Lori Foster e está sendo um prazer revisar essa série ainda mais por em cada livro ela se superar. Amei a história principal nesse. Priss ao contrário do que poderia parecer no começo é uma mulher forte e determinada a conseguir a sua vingança e também Trace, sem importar todo o sofrimento que teve no passado. Já Trace é outro dos homens que fazem com que fiquemos loucas, mas confesso que em alguns momentos ele me deixou morrendo de raiva, fiquei louca mesmo para dar uns belos socos naquela carinha linda. Rachael: Adorei esse casal, achei eles tudo de bom, com uma química enorme. A Priss é muito decidida, ela vai ir até o final do plano dela, o Trace querendo ou não. E ele é um homem que se torna possessivo conforme descobre que está se encantando com ela. Achei muito fofo. A Lori é uma autora muito boa, mas eu me canso com os livros enormes. Mas vale a pena a leitura. Agora, eu estou curiosa para saber como vai ser a história da Alani e do Jackson!!!

Queridos leitores,

Estou muito feliz em lhes dar Traço de Febre, o segundo livro da minha nova série com homens mercenários alfas que são grandes, capazes, um pouco perigoso (e espero) oh-muitosexy. Se você leu o primeiro livro, Quando Você Ousa, então você sabe por que eu os chamei de homens ‘que andam a beira da honra’. A antologia dessa série O Homem da Porta ao Lado tem no seu começo a introdução de dois personagens que tem uma ligação com a heroína de Quando você Ousa. O próximo a sair é Sabor do Perigo. Para ver mais sobre os livros visite meu site em www.lorifoster.com. E fique a vontade para conversar comigo na minha página do facebook. Eu estou muito excitada por essa nova série, e espero que você esteja também!

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Capítulo 01 Com os braços cruzados e os ombros apoiados contra a parede exterior do grande escritório, Trace Rivers considerou suas opções. Estar infiltrado tornaria o trabalho rápido. Como um guarda-costas, ainda não tido a oportunidade de descobrir nenhuma merda e estava começando a ficar impaciente. Mas, se conseguisse chegar até alguém com informações, então estaria caminhando para algum lugar. Murray Coburn era sujo. Trace sabia disso. Inferno, muitas pessoas sabiam disso. Mas, não podiam ou não queriam tocar no bastardo sem uma forte evidência. O sistema legal era falho. Trace conseguiria encontrar a evidência eventualmente, então ele iria realizar sua própria forma de justiça. Até esse momento ele tinha que lidar com a variedade de vagabundos e pessoas de má reputação que trabalhavam no escritório de Murray. Também tinha que lidar com Helen Schumer, melhor conhecida como Hel – um nome que caia com perfeição nela. Ela nunca perdia a oportunidade de cair em cima dele, lhe dar ordens, para fazer o seu trabalho parecer mais do que necessário. Mas, como atual amante de Murray, Hel tinha privilégios negados aos outros. Se Murray descobrisse uma traição a mataria sem o menor remorso. Isso, no entanto, não incomodava Trace nenhum um pouco, mas Murray poderia perder a confiança nele também e isso não poderia acontecer. A repugnante ideia de usar Hel não caiu bem para Trace, porém seria conveniente, especialmente que a mulher agia como uma ninfomaníaca ao seu redor. Mesmo agora quando ela se aproximou, com a intenção obvia em seus olhos e em seus lábios pintados, Trace fez o possível para lhe ignorar.

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Por sorte ele foi salvo de seu ataque pela a tímida recepcionista, Alice, que se aproximou com uma mensagem. Usando o nome que havia lhe dado como disfarce, ela disse ‚Senhor Miller?‛ Trace manteve o olhar em Hel, mas respondeu. ‚O que foi?‛ ‚Tem uma mulher no térreo pedindo para ver o Sr. Coburn. Sua presença é requisitada para ver o que ela deseja.‛ Com uma pose teatral, Hel parou com os pés separados as mãos nos quadris, o queixo levantando de forma arrogante. ‚Uma mulher? Quem diabo é ela?‛ A recepcionista balançou a cabeça. ‚Não tenho ideia, senhora.‛ ‚Diga que mantenham a mulher com eles até eu chegar.‛ Embora pudesse ter conversado diretamente com a equipe, Trace designou a tarefa para a jovem assim a livraria da ira de Hel. A crueldade de Hel era uma das coisas que Murray parecia mais gostar, então nunca lhe permitiu que matasse o mensageiro. ‚Não quero outra mulher vendo Murray.‛ Ambiciosa e territorial. Claro, ela deveria saber que Murray perseguia qualquer coisa que tivesse saia, com ou sem seu consentimento. ‚Ele est{ fora de qualquer forma.‛ O bastardo saiu duas horas antes, e sempre estava preferindo a proteção de Trace, mas dessa vez levou outro homem junto. ‚Descubra de quem se trata e depois me conte tudo.‛ ‚Acho que não.‛ Todos nessa organização tinham medo de Hel, até mesmo mais do que Murray. Exceto por Trace, que sentia somente desprezo pelos dois. E talvez isso fosse pela a busca constante de Hel e o aparente respeito de Murray. Quando começou a ir em direção ao elevador, Hel parou em seu caminho. Com seus sapatos de salto ela ficava na altura de seus um metro e oitenta e três. Seu longo cabelo negro

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escorria por suas costas, seus lábios e unhas pintadas com uma cor vermelha. Uma camisete, esticada sobre seus seios melhorados, era de corte baixo o suficiente para não mostrar muito, apesar da abertura próxima ao umbigo e com uma saia lápis fina. Ela parecia pronta para matar e maravilhosa, como sempre. Magnífica e cruel. Ela olhou para sua virilha. ‚Que conveniente para você ser chamado.‛ Deus Trace a desprezava. ‚Sim? Como é isso?‛ Ousada como sempre, ela estendeu as mãos e segurou suas bolas através de sua calça. ‚Antecipei um momento particular com você.‛ Longe de apreciar o seu toque, Trace não confiava nela para não o danificar. Ele agarrou seu pulso fino e apertou os delicados ossos. Mesmo sabendo que a estava machucando, entreabriu os lábios e suas pálpebras ficaram pesadas. Ela lambeu os lábios e procurou seu olhar. ‚Se você estivesse nu, estaria com minhas unhas em você agora mesmo.‛ Pensando em uma boa razão para não ficar nu com ela, Trace sorriu em triunfo ‚Não dessa vez, Hel‛ Ele apertou suas mãos até que abrisse os dedos e ofegasse, então a jogou de lado. ‚Tenho trabalho para fazer.‛ ‚Trace?‛ Com um suspiro virou de novo para ela. ‚O que?‛ ‚Quero que me leve ao shopping.‛ ‚Não est{ na descrição do meu trabalho, boneca.‛ ‚É sim, se Murray mandar‛ Ela esfregou os pulsos avermelhados nos seios. ‚E Murray vai mandar qualquer coisa que eu deseje.‛ Não tendo nada a dizer sobre isso, Trace caminhou para longe dela e entrou no elevador. Quando as portas se fecharam, ele deixou um suspiro de alívio sair de seu peito.

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Desde que estava infiltrado na organização três semanas atrás, agindo como um guarda-costas, Hel tinha sido a parte mais difícil em manter seu disfarce. Eventualmente tinha que lidar com ela. Como química medicinal, ela fornecia qualquer e toda droga que Murray precisava para seus negócios com tráfico humano. Capangas capturavam a mulher e Murray, o bastardo, a para o maior comprador – depois de Hel assegurar sua cooperação através de drogas de risco. Trace olharia para frente quando o momento de lidar com ela chegasse. Priscila Patterson deu um sorriso fraco e fingiu angústia quando as duas bestas gigantescas tentaram intimidá-la em uma sala vazia do escritório. Eles não eram cavalheiros, fazendo com que seu show de indefesa fosse mais difícil de manter. Seu braço foi torcido e alguém puxou seu rabo de cavalo, fazendo com que ofegasse. E de repente, uma voz calma, mas servera falou ‚Solte-a.‛ Foi rapidamente solta. Ela virou para encontrar o rosto a qual pertencia à voz e congelou. Uou. Ao contrário dos homens das cavernas que tinham lidado com ela para seu próprio prazer, esse homem parecia mais suave, afável... Sexy. Ele caminhou para eles com um sembalhente que não dava espaço para argumentos. Caminhando tranquilamente com seus um metro e oitenta, ele era musculoso, mas não excessivamente volumoso, bem-apessoado, porém de uma forma polida como da GQ. O cabelo era lindo, reto e um pouco longo, constrastando com os olhos castanhos mais penetrantes que já tinha visto. Ele usava uma calça cáqui e obviamente uma camisa preta larga. Detectou o colete a prova de balas por baixo da camisa. Um coldre de couro preto segurava sua arma. O cinto em volta de sua cintura ainda segurava uma arma de choque e um cassetete. E sua bota preta com laços poderia ser mortal. O homem estava pronto para qualquer coisa. Mas, talvez não para ela.

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Aqueles olhos caramelos pairaram sobre ambos os casacos com desprezo. ‚Vou lidar com ela daqui.‛ Resmungando os dois se moveram para longe. Ele pegou o seu braço. ‚Venha comigo.‛ Priss tentou resistir, mas ele era mais musculoso e persuasivo – sem realmente a machucar – que qualquer outro homem que já conheceu. ‚Onde estamos indo?‛ ‚Mais longe para ter privacidade.‛ ‚Oh. Tudo bem.‛ Em seus sapatos sem saltos, correu para poder lhe acompanhar, se sentindo de repente pequena e insegura de si mesma ‚Você trabalha aqui?‛ Ele não respondeu, mas a atraiu para um canto longe dos olhares indiscretos e Priscilla assumiu que sim assim ele mantinha um olhar sobre os outros. Cauteloso e desconfiado – qualidades que apreciava. Ele lhe deu um olhar muito lento, começando em seu cabelo castanho avermelhado escuro em um alto rabo de cavalo, para a blusa azul nítida e sua saia à moda antiga abaixo do joelho, para seus saltos Mary Janes... E de volta para ela. ‚O que est{ fazendo aqui?‛ ‚Oh‛ Ela fingiu estar perturbada com seu olhar. E honestamente... Ela estava. Mas, somente um pouco. Isso era muito importante para que fizesse besteiras. Ela agarrou sua enrome bolsa no peito e disse com um tom trêmulo certo. ‚Vim para conhecer Murray Coburn.‛ ‚Por quê?‛ Ela ampliou os olhos. ‚Bem, isso na verdade é particular.‛ Ele a estudou, esperando, com o olhar direto.

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Há. Ele não reconheceu sua postura, se olhasse para baixo somente veria seu desconforto. Colocando o que esperava ser um sorriso encantador, Priscilla piscou os olhos para ele. ‚Oh, deveria me apresentar‛ Ela estendeu a mão. ‚Eu sou Priscila Patterson.‛ Ele olhou para sua mão e seus olhos agitaram. Não a tocou. ‚Sim, bem...‛ Ela colocou as mãos atr{s das costas. ‚Pode dizer ao Senhor Coburn que estou aqui?‛ ‚Não‛ E então com uma postura exasperada ele perguntou de novo, ‚Por que você quer vê-lo?‛ Quando ela começou a olhar para longe ele pegou seu queixo e levantou seu rosto. ‚Não tenho tempo para isso, então pare com essa atuação.‛ Dessa vez seus olhos ampliaram de verdade. Ele sabia que ela estava atuando? Mas, como? Balançando sua cabeça ele a soltou. ‚Tudo bem. Vou pedir para os homens colocarem para fora.‛ ‚Não, espere.‛ Ela segurou seus braços – e ficou chocada com a força que tinha. Era forte como uma rocha. Ele cruzou os braços, sacudindo sobre o seu toque. ‚Estou escutando.‛ ‚Murray é meu pai.‛ Então ele parecia como uma estátua de pedra, o homem caminhou até ela. Apenas um brilho nos seus olhos mostrou uma reação em tudo isso. ‚Você est{ brincando comigo.‛ Tudo bem, a linguagem rude não a chocou realmente, não mais, não depois de vinte e quatro anos quando sua vida tinha sido para o lado mais sórdido. Ainda assim ela ofegou. ‚Senhor, realmente‛ Abanando o rosto para evitar que o vermelho cubrisse seu rosto. Priscilla franziu o cenho. ‚Asseguro que estou falando sério.‛

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Um barulho na frente do hall prendeu sua atenção e com um olhar rápido ele amaldiçoou. Pegando seu braço, para tirar-lhe da vista ele se inclinou para perto. ‚Escute senhorita. Qualquer que seja seu plano para se aproximar de Coburn esqueça.‛ Sendo completamente honesta, ela disse. ‚Oh, mas eu não posso....‛ Ele rosnou e a sacudiu. ‚Confie em mim, você não pertence a esse lugar. Não pertence a esse prédio, muito menos perto de Coburn. Seja esperta e tire seu lindo pequeno traseiro porta a fora e fique longe do prédio.‛ Lindo pequeno traseiro? Girando ela olhou para trás. Pelo que conseguia ver, seu traseiro – lindo ou ao contrário – parecia inexistente na saia que usava. Uma escolha deliberada. Mas, porque ele parecia preocupado, ainda que certamente não fosse uma de suas funções, Priscilla encolheu os ombros. ‚Desculpe. Não vim de longe para desistir agora.‛ Passos soarem atrás dele. Sua mandíbula enrijeceu. ‚Tem uma saída pelos fundos. Desça pelo hall, vire a esquerda, vai até a....‛ Tão teimoso! ‚Com licença‛ Priss girou ao seu redor somente para encontrar um homem virando a esquina, seguindo por dois homens parecidos com os homens que a machucaram mais cedo, igualmente de má reputação. Ela tinha visto muitas fotos para saber de quem estava diante. Murray Coburn. Sombrio, habilidoso, com pescoço e costas enormes, ele parecia exatamente como imaginou, com seu cavanhaque e seu olhar calculista. ‚O que est{ acontecendo aqui?‛ Murray a avaliou, sabendo que ela não era o seu tipo, voltou para a bajulação. ‚Quem é você?‛ Novamente Priss estendeu a mão.

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‚Priscilla Patterson. Sou sua filha.‛ Trace engoliu uma maldição. Ele queria jogar a garota, com sua saia e rabo de cavalo ridiculos, sobre seu ombro e a levar para for a, longe do perigo. Ele queria simplesmente matar Murray na sua frente e depois o resto. A pequena senhorita Patterson ficaria traumatizada no resto de sua vida, mas pelo menos estaria viva. Infelizmente ele não podia fazer nenhuma maldita coisa a não ser olhar entendiado e esperar acabar. Murray virou seu olhar para ele, os olhos azuis mais gelados que abaixo de zero. ‚Que porra é essa Trace?‛ ‚Um transtorno, isso é tudo. Estava a colocando para fora.‛ Trace colocou a mão sobre seu braço. Com um movimento Murray deu um único passo para ela. Ele dispensou seus homens e depois que foram para longe, olhou para ela novamente. Suas sobrancelhas estavam abaixadas de modo feroz que colocaria medo na maioria das pessoas. Uma simulação desperdiçada para Trace. Coçando o sue cavanhaque, a boca de Murray era plana e dura. ‚Traga-a para meu escritório.‛ E ditto isso seguiu para os elevadores particulares. Foda, foda, foda. Segurando a garota, perguntou ‚Feliz agora?‛ Parecia quase orgulhosa quando afirmou: ‚Quase l{‛ Ela deu um olhar para sua mão em seu braço. Ignorando o comando silencioso, Trace levou-a para uma sala vazia no hall. ‚Hey‛ ela tentou se libertar, mas não conseguiu. O engraçado é que Trace notou que ela se movia de forma experiente, contra alguém que não tinha sua força ela conseguiria se libertar. ‚Você ir{ se machucar.‛ Ela trabalhou com algumas lágrimas, deixando brilhar em seus cílios longos escuros.

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‚Você est{ me machucando.‛ ‚Ainda não‛ Trace disse a ela, ignorando o falso show de emoção. ‚Mas, a ideia de colocá-la sobre meu joelho fica tentador a cada segundo.‛ O que a deixou de boca fechada e silenciosa, sem mais traços das lágrimas. Trace a jogou em uma sala em direção a uma mesa e cadeiras de conferência. ‚Sente-se.‛ Quando ela resolveu o desafiar, ele cruzou os braços e foi em sua direção. Ela rapidamente se sentou. ‚Por que est{ fazendo isso?‛ Com as mãos ao lado da cadeira, ela reuniu coragem e levantou o queixo. ‚Você ouviu o que o senhor Cobrun disse. Quer que me leve até sua sala.‛ ‚Sim. Mas, também ouvi o que ele não disse também.‛ Ela balançou a cabeça. ‚Do que est{ falando?‛ ‚Tenho que revistar você.‛ Horrorizada, ela disse ‚Como disse?‛ ‚Implore o quanto quiser‛ Ele estava tão irritado agora, que poderia gostar de ouvir isso. ‚Ainda vou verific{-la. Cada lugar.‛ Seus olhos abriram em alarme. Tarde demais, carinho. Trace acenou para ela triste, mas também com antecipação. ‚Cada canto e buraco, querida, dentro de cada peça de roupa.‛ Ela gaguejou e Trace notou o rubor que subia em suas bochechas. Com todo seu pequeno e apertado corpo em rebeldia, ela ofegou, ‚Você é louco.‛ Trace apoiou os ombros contra a parede. ‚Se quiser ver Coburn, tenho que ter certeza que não está escondendo uma arma, ou um transmissor, coisas desse estilo.‛ ‚Não.‛ ‚Tudo bem.‛ Perfeito na verdade. ‚Então saia. Agora.‛ Ela hesitou.

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‚Mas...‛ Novamente, Trace levou seu olhar sobre ela. Ela tentava esconder o corpo atrás das roupas ridículas, mas ele não era bobo. Apostava sua faca favorita de que essa mulher não era tão inocente. Se for filha ou não de Murray isso não sabia dizer. Não parecia ter alguma semelhança na cor dos cabelos, apesar de que era um toma ou dois mais claro do que de Murray. E quando foi conveniente, quando estava em seu salto, tinha um olhar que lembrava o homem. Trace olhou para o relógio negro. ‚Resolva isso em sua mente, mas seja r{pida. O que vai ser? Você quer ir ou quer minha mão em todas suas partes?‛ O novo brilho de suas lágrimas não parecia falso, mas seu queixo não tremeu. ‚Não estou indo embora.‛ Trace se afastou da parede. ‚Sua vontade, então‛ Ele pegou seu cotovelo e a colocou de pé. O topo de sua cabeça mal alcançava seu queixo. Ela tinha uma estrutura delicada, mas claramente era forte. Ele a girou. ‚Coloque suas mãos sobre a mesa e separe as pernas.‛ Por quase cinco segundos ela não se moveu. Seus ombros estavam rígidos, com o pescoço tenso. O rabo de cavalo vermelho escuro chegava quase na metade de suas costas. Solto seu cabelo deveria bater na altura do traseiro. Ele alisou ao longo de suas costas com as mãos queimando. Como em câmera lenta ela largou sua bolsa pesada sobre a mesa. Primeiro a mão esquerda, depois à direita, pousando sobre a mesa, os dedos abertos. Trace gentilmente chutou seus pés e então disse ‚Abra carinho.‛ Suas costas estreitas expandiram com um longo suspiro de coragem. Ela ergueu o pé direito e o deixou cair alguns centímetros de distância.

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Trace teve um grande prazer em dizer suavemente, ‚Mais amplo.‛ Quando ela mal se moveu, ele se aproximou por trás. Segurando sua cintura cutucou os pés para mais longe, tanto quanto a saia permitia. Os músculos de suas pernas tensos. A saia esticou em torno deles. Seus ombros mais duros do que nunca. Estavam na posição de amantes, por isso não era admirar que conseguisse sentir seu cheiro delicioso. Macia como um bebê e um doce de mulher. Suas narinas queimaram e se obrigou a se afastar. ‚Fique assim‛ Saindo de trás dela, Trace despejou o conteúdo da bolsa na mesa. Fotos, pen drive, notebook, maquiagem, blush, pente, espelho, calculadora, doces, panos, livro... ‚Jesus, tudo menos a pia da cozinha.‛ ‚Bastardo‛ ela suspirou. Ele resmungou. ‚Agora é assim que ensinam as meninas a falarem?‛ ‚Sou uma mulher adulta.‛ ‚Sim? Quantos anos?‛ Quase podia ouvir o rangindo de dentes quando ela disse ‚Vinte e quatro.‛ Trace abriu sua carteira e checou sua cartera de motorista. ‚Vinte e quatro‛, ele concordou. ‚Mas, se veste como uma menina de colegial.‛ Com nada mais que um olhar memorizou seu endereço. Parecia estranho que vivesse no mesmo estado que Murray e nunca se encontraram. Quanto antes pudesse iria checar seu endereço. Mas, no caso de Murray ter o mesmo pensamento... Trace a olhou, mas teve seu olhar desviado, então enfiou a licença em seu bolso. Ele vasculhou o resto de sua bolsa, procurando no interior por bolsos escondidos. ‚Por falar em suas roupas...‛ Ele a olhou. ‚Não sou idiota, então pode se poupar da encenação.‛

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Ela levantou o olhar para lhe queimar. O rabo de cavalo apertado enfatizava suas maças do rosto salientes, a linha reta de seu nariz. ‚O que você est{ sugerindo exatamente?‛ Trace examinou uma foto dela mais nova com uma mulher que era muito parecida. Talvez sua mãe. Mesmo quando hovem, ela ainda parecia briguenta, como se estivesse preparada para dominar o mundo. A foto o deixou instável. ‚Você est{ tramando algo coisa e não gosto disso.‛ ‚Isso não é da sua conta.‛ Ele continuou a examiná-la e disse casualmente ‚Quem quer ser morto ao meu redor é da minha conta.‛ Teve uma pausa, mas não medo realmente. ‚Você pensa que meu único pai iria me matar?‛ Trace a examinou. Ela era mais sútil, mas não tinha dúvidas que poderia ser tão letal quanto Hel. O limite do perigo estava nos olhos verdes, em sua voz calma. Em outras circunstâncias, ela seria um incrível biscoito. Teria que se lembrar disso. Enquanto ela o observava, Trace deu a volta ficando em suas costas. ‚Olhos para frente.‛ ‚Não confio em você.‛ ‚Bem você não deveria.‛ Ele colocou as mãos em sua garganta. Como seda. Seda, quente e elegante. Lentamente arrastou seus dedos até os ombros, em seguida, para baixo em cada braço. Tão magra e tão malditamente jovem. Mais algumas batidas poderia ter terminado seria rápido. Mas, não dessa vez. Se fosse para tirá-la daqui então cruzaria a linha. Priscilla Patterson podia ser um enigma com segundas intenções, mas não queria vê-la derrubada. E se brincasse com Coburn isso aconteceria.

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‚Calma agora‛ Ele colocou as mãos sobre seus seios e percebeu que ela estremeceu. Arqueando uma sobrancelha perguntou ‚Escondendo alguma coisa?‛ Balançando a cabeça, ela sussurrou ‚Eu sou modesta.‛ ‚Uh-uh‛ Ele desceu de suas costelas para sua barriga, sobre as ondas exuberantes de seus quadris, o comprimento de suas coxas e costas sob sua saia. Ela empurrou. Com a voz baixa e rouca Trace disse ‚Fique quieta.‛ Mantendo uma mão em suas pequenas costas, ele estndeu a outra entre suas pernas. A calcinha muito pequena... E nada mais. Bem calor. Muito calor. Ele trouxe sua palma para a carne macia de sua coxa, o monte sobre sua virilha onde podia sentir os cachos sob o material de seda da roupa interior e... ‚Você pode dizer que não estou escondendo nada.‛ ‚Certamente est{ escondendo alguma coisa.‛ Relutante Trace tirou a mão, mas os dedos e a palma continuavam a formigar. Por um momento, ele apertou seus quadris, apenas a abraçando assim, trazendo sob seu controle. Quando ela começou a se endireitar, ele disse: ‚Ainda não.‛ Sua testa atingiu a mesa e ela gemeu. Suas pernas estavam retas, deixando-a empinada, na posição perfeita para o sexo. Dessa forma um homem iria tão profundamente. Como se conhecesse seus pensamentos, ela cerrou as mãos sobre a cabeça e deu um rosnado baixo, trazendo um sorriso relutante em sua boca. Mantendo uma mão em suas pequenas costas, ele estendeu a mão entre suas pernas. Para uma calcinha muito pequena. Ela não se intimidava fácil e já tinha se atormentado o suficiente. ‚Endireite-se para que possa desabotoar sua blusa.‛ ‚Por quê?‛ ‚Preciso abaixo na sua estrutura.‛

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Ela começou a tremer. Trace tinha a sensação de que era de raiva reprimida, não de nervosismo. Mas, ela endireitou os braços, levantando o peito e longe da mesa. Quando começou com os pequenos botões, ela perguntou: ‚O que meu pai vai dizer quando contar o que fez comigo.‛ ‚Por que não conta e descobre? Mas, fique sabendo que isso é o que ele esperava que fizesse.‛ Ela deu um olhar por cima do ombro. ‚Est{ falando sério?‛ ‚Ele é um homem de negócios de alto nível com muitos inimigos. Protegê-lo é meu trabalho. Ninguém aqui sabia que ele tinha uma filha, então porque devemos simplesmente acreditar no que diz?‛ Todos os botões estavam abertos agora, então Trace a virou em sua direção. Um elástico largo circulava a parte superior de seu corpo. Poderia ser um cinto ou algo assim, definitivamente não foi feito para o peito de uma mulher. Estava tão apertado, não via como ela podia esconder os seios sob aquilo, nem outra coisa. Mas, então parou procurando por uma arma letal de verdade. Esse exercício era para fazê-la repensar sobre seu plano. ‚Você pode respirar com essa proteção?‛ ‚Respiro muito bem‛ Ele encontrou seu olhar. ‚Abaixe.‛ Seus braços pendiam soltos na sua lateral, sua postura relaxada e Trace sabia o que estava planejando. Viu em seus olhos. Sorrindo novamente, dessa vez em antecipação, ele sussurrou. ‚Tente.‛ Ela lhe olhou assustada. ‚O que?‛ ‚Você quer atacar, carinho. Vejo isso‛ Ele olhou para sua boca. ‚Se sua modéstia vale passar para os planos que têm, vá em frente.‛

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Seus dentes rangeram. Ela parecia estar considerando. ‚Mas, saiba‛ Trace disse a ela chegando um pouco mais perto, ‚você não pode me vencer. O que acha que sabe, qualquer que seja a capacidade que acredita possuir, não é o suficiente. Nem de perto.‛ O tempo passou lentamente, enquanto se olhavam. Sua respiração aprofundou, seus olhos se estreitaram. ‚É agora ou nunca‛ Trace disse e sabia que por alguma razão perversa, queria que ela reagisse. Cada detalhe, cada centelha de seus espessos cílios, o fascinava. Nunca tinha conhecido uma mulher assim. Ela tinha que ser desviada como Murray para se envolver de alguma forma, mas ainda assim o intrigava. Lentamente, seus olhar ainda preso nos dele, ela levantou as mãos, pegando nos dedos a parte superior da liga elástica e começou a puxar para baixo. Trace continuou a observar seu rosto, viu seus lábios soltando uma respiração mais longa e pura. Ela tinha que estar mais confortável agora, mas por que esconder suas curvas em primeiro lugar? Virando paras suas costas, ele retirou uma faca e clicou para abrir. O olhar de Priscilla finalmente deixou o seu, mas olhou para lâmina com curiosidade. Ela inclinou a cabeça, logo, voltou sua atenção para ele. ‚Canivete autom{tico, cabo ergonómico, l}mina de nove centímetros.‛ ‚Você conhece sobre facas.‛ ‚Conheço armas‛ Ela ainda parecia mais desafiadora do que assustada. ‚O que pretende fazer com isso?‛ ‚Não se mova‛ Trace tentou não olhar para seus seios, agora avermelhados profundos saindo do aperto do maldito elástico. Seus mamilos estavam rosa escuro, macios e saborosos. Pegando o topo da liga, ele a estendeu, longe de seu corpo e colocou a ponta da lâmina dentro. Como feita em manteiga, o elástico separou quando passou a faca para baixo. Deixando longe de seu corpo.

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Olhando-a Trace colocou a faca no bolso de trás. Seus olhos se concentraram em seus seios. ‚Você realmente torturou essas pobres belezas.‛ Ela não fez nenhum som. ‚Pode me dizer o porquê?‛ Seu queixo se levantou. ‚Seios é uma distração.‛ ‚Esse normalmente é o objetivo certo?‛ Em vez de responder, ela levantou as palmas das mãos. ‚Você se importa?‛ Seu abdômen rígido. Tentando não parecer afetado, Trace gesticulou com o queixo. ‚Divirta-se‛ Por favor, v{ | ferente, ele pensou. Toque-se. Com um leve gemido, a cabeça inclinada para trás, colocou as mãos em seus seios em uma massagem lenta e profunda. Seus olhos se fecharam e ela soltou outro suspiro profundo. Definitivamente afetado, Trace notou que suas mãos eram pequenas e seus seios... Não. Era uma pecaminosa sedução, observando-a a acalmar a pele irritada ao fazer sons suaves de puro prazer. Fez um contraste, suas mãos sem adornos femininos, com as unhas curtas e limpas, esfregando nos pálidos e voluptuosos seios, trabalhando como se para evitar uma dor. Trace colocou as mãos sobre as dela e seus olhos abriram. Através dos dentes, disse: ‚Isso é o suficiente.‛ A ponta da língua saiu para umedecer os lábios. ‚Afetando você?‛ ‚Confie em mim, não quer saber‛ Suas mãos eram o dobro do tamanho da dela, de modo que seus polegares e cada dedo afundavam em sua carne flexível e macia. Em plena consciência assim como ela, Trace disse: ‚Vai embora agora?‛ Suas narinas pequenas dilataram rapidamente. ‚Nem em sonho.‛

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Furioso, Trace foi longe dela, mas manteve o tom calmo e indiferente. ‚Abotoe a blusa e guarde de volta.‛ Ela fez isso com pressa, provando que não tinha estado confortável com sua nudez parcial e exibição provocante como queria que acreditasse. ‚Não vai caber agora.‛ Indo para o lado, Trace guardou seus pertences de volta na bolsa, contente de que tivesse mantindo sua licença. Quando a merda fosse para o sul, como era obrigado a fazer, queria uma forma de identificá-la. Dada toda sua experiência com computador e recursos do governo e dos militares, seguí-la seria muito fácil. ‚Pronta?‛ Ela alisou o cabelo e assentiu. ‚Posso ver meu pai agora?‛ Ele estava irritado o suficiente para não responder. Somente entregou a bolsa e a pegou pelo braço e começou a sair pela porta. Instintos lhe diziam que as coisas tinham acabado de ficar terrivelmente complicadas. E ele poderia colocar a culpa em uma senhorita Priscilla Patterson muito orgulhosa.

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Capítulo 02 Priss entrou no elevador particular, como se tivesse todo o direito, como se seu coração não estivesse batendo com força contra as costelas, como se seus nervos não estivessem em frangalhos. Manter a calma tinha sido um verdadeiro esforço, mas bom Deus, de todos os cenários que tinha planejado esperado e deduzido, estar sendo intimamente apalpada por um homem como ele, diferente de todos os outros da empresa, nunca tinha passado por sua mente. No elevador, ele ficou em silêncio, mas o pegou olhando duas vezes para sua blusa. Podia sentir seu olhar, maldição, profundamente dentro de si. E sabia o que estava olhando. Sem a liga, seus seios eram muito perceptíveis. Os malditos botões abertos e o matrial tenso. ‚Est{ se divertindo?‛ ela perguntou com uma forte dose de sarcasmo. Se qualquer coisa essa brincadeira somente fez intensificar sua observação. Ele ficou ali, a personificação da negligência, com as mãos cruzadas atrás das costas, sua postura casual e descontraída. ‚Posso ver o contorno de seus mamilos.‛ Ela quase se engasgou em sua fúria. ‚V{ para o inferno.‛ ‚O que est{ usando? Um C? Ou até talvez um D?‛ Oh, Deus, ela não queria ficar aqui sozinha com ele, em um espaço tão pequeno com seu calor e seu maravilhoso cheiro invandindo seus pulmões. ‚Não é da sua maldita conta.‛ Ele ergueu a mão na frente, para não tocá-la, mas para imaginar cobrindo seu seio direito. Seu rosto tenso enquanto fingia o peso dela.

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‚Diria que é um completo C.‛ Um pequeno tremor começou em seu pescoço e desceu por sua espinha. Ela precisava ficar composta para enfrentar Murray Coburn, mas por alguma razão, esse homem queria acabar com seu controle. ‚V{ se matar.‛ Ele esboçou um sorriso. E o sorriso que deu... Não podia negar que ele era devastadoramente bonito. Provavelmente um vilão cruel, mas ainda assim lindo. Aquele cabelo desgrenhado e os olhos intensos estranhamente coloridos... Ela estremeceu. Ele levantou uma sobrancelha. ‚Frio?‛ ‚Não.‛ Ela tinha distraí-lo. ‚Então não lembro seu nome.‛ ‚Ninguém lhe disse meu nome.‛ ‚É um segredo então?‛ Ela tentou curvar os ombros para fazer seu peito menos perceptível. ‚Que estranho.‛ ‚Isso não importa‛ ele disse em sua postura. ‚E se est{ realmente interessada?‛ Estendeu a mão. ‚Trace Miller.‛ Ela evitou tocá-lo novamente. ‚É seu nome verdadeiro ou um apelido?‛ Com um sorriso, ele retirou sua mão estendida. ‚O que acha?‛ ‚Acho que pegou minha carteira de motorista.‛ Ele ficou surpreso por um instante, dando-lhe uma pequena satisfação. Levantando as mãos em um ‘Uou’, ela entoou: ‚Sei de tudo, vi tudo.‛ Então apertou os l{bios. ‚Sem contar que é péssimo com discrição.‛ O elevador parou e as portas abriram com um silencioso assobio. Trace tomou seu cotovelo para impedi-la de sair. Inclinando em sua orelha, ele disse em um simples som ‚na

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verdade, sou expert em discrição, o que me diz que você foi treinada para pensar o contrário. Então agora estou me perguntando, o que uma mulher treinada e ilusória está fazendo aqui, dizendo ser a filha de um dos empresários mais poderosos e temíveis na área?‛ Droga. Não deveria ter caído em sua armadilha. Ele era bom, e é claro que sabia disso, o egoísta. Quando tentou se livrar, ele facilmente a conteve. E então outra voz de intrometeu. ‚Bem, bem. Que porra é essa?‛ Priss olhou para mulher e então a olhou mais ainda. Bom Deus, uma amazona. Uma verdadeira e maldosa amazona com toda a aparência de assassina como se estivesse pronta para fazer. Colocando seu doce e inocente rosto, Priss disse: ‚Ol{. Estou aqui para ver Murray Coburn.‛ E de repente Trace estava em sua frente. Ela percebeu o porquê quando a Amazona tentou chegar mais perto, sem dúvida, para intimidá-la com sua aparência. Uau. Priss preparou-se atrás dele, tentando ver o que estava acontecendo. Seus ombros largos moveram, flexionando suas mãos e então andou mais um pouco – sem fazer nenhum som. A Amazona foi forçada a voltar alguns metros, ereta e furiosa. Oh, certamente ele era bom. Muito bom. Ela odiava ficar impressionada, mas simplesmente não podia se controlar. Soando menos encantador, Trace disse: ‚Agora, agora guarde suas garras Hel. Murray quer vê-la.‛ Um suspiro venenoso a impediu de dar uma resposta sarc{stica. ‚Ele pediu que estivesse inteira?‛ Priss enrijeceu. A mulher queria atacá-la sem motivo? ‚Não, ele não o fez, mas até que diga o contr{rio, ela vai permanecer assim.‛ Idignada, ela gritou alto ‚Maldito seja, Trace.‛

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Ele não se moveu e Priss teve que admitir que fizesse um ótimo bloqueio. Sua proteção era motivada apenas pela sua posição de empregado? Ela não achava que sim. Indo na ponta dos pés para ver sobre o ombro novamente, Priss percebeu que ele era uma rocha sólida, sem nenhuma grama em seus músculos. Huh. Ela apertou um pouco, fascinada apesar de tudo. Quando foi a última vez que laguém tinha tido o seu interesse? Sem contar Murray já que seu interesse por ele não era sexual. A Amazona chamou sua atenção com um sorriso lento e desprezível. ‚Um dia desses Trace, definitivamente mais cedo do que imagina, vou acertar as coisas com você. Pode contar com isso‛ E com isso girou sobre seus saltos agulhas muito altos e foi para longe. ‚Sua amiga?‛ Priss perguntou. Ele se virou tão rápido que teve que dar um pulo para trás. ‚Não parece muito feliz‛ observou Priss. O que era um eufemismo. ‚Foi somente uma pergunta. Não insinuei qualquer coisa, ok?‛ Ele se irritou em silêncio e até mesmo sob sua raiva, ele parecia possesso. ‚Sob nenhuma circust}ncia você ir{ provocar aquela mulher. Entendeu?‛ Intrigada com o aviso, Priss tentou ver ao seu redor para onde a mulher tinha saído. Ele não permitiria. Sua grande mão apertou seu rosto, não muito gentilmente. ‚Ela ir{ cortar sua garganta e sorrir enquanto faz. E ninguém irá detê-la. Entendeu?‛ ‚Uh....‛ Não era fácil falar pela aneira como ele apertava suas bochechas, mas se sentiu obrigada ressaltar: ‚Você impediu.‛ ‚Dessa vez‛ Ele se inclinou para baixo, perto o suficiente para beij{-la, mas seus olhos diziam que sua mente estava longe de gestos afetuosos. ‚Não vou estar sempre por perto.‛

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‚Devidamente anotado. Agora pode parar de apertar meu rosto‛ Ele a soltou e ela movimentou sua mandíbula. ‚Idiota. Fico marcada f{cil.‛ Seu olho fez aquela coisa interessante novamente antes de agarrar seu cotovelo e empurrá-la para frente. Os arredores eram decadentes. Arte autêntica nas paredes. Doze metros de teto. O piso de mármore polido. E janelas coloridas em todas as partes. Quando ela parou, tentando absorver tudo, Trace deixou, mas a arrastou. ‚Por aqui.‛ ‚Então o querido papai é rico, hein?‛ ‚Você estaria servindo melhor se notasse seu poder, não sua situação financeira.‛ ‚Ele tem alguma influência não é?‛ Que ela deixou cair a fachada da Sra. Pequena e inocente não o intimidava. ‚Mais do que poderia imaginar ou não estaria aqui.‛ Eles passaram por uma mesa onde uma mulher intimidada mantinha a cabeça baixa e os ombros curvados. Patético. Com ela Trace falou suavemente, como se estivesse se dirigindo a uma criança. ‚Ele est{ nos esperando, querida. Diga que estamos aqui.‛ ‚Sim, senhor‛ Usando o interfone, anunciou: ‚Sr. Coburn, o Sr. Miller est{ aqui com uma jovem.‛ ‚Mande entrar e Trace também. Quero ele sobre isso.‛ Priss começou avançar, mas Trace não permitiu, então parou por um momento. ‚Bem?‛ Ela deu um empurrão em seu ombro. ‚Por que a demora agora?‛ Ele mordeu o lábio superior e podia jurar que estava agoniado. Depois de uma longa hesitação, ele puxou para longe da mesa e apertou seu braço. ‚Escute e escute bem. Não lhe dê nenhuma informação pessoal que possa tornar mais fácil dele te rastrear. Proteja sua privacidade tanto o quanto puder. Vou atrasar quanto puder.

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Quando sair não vá para um lugar familiar.‛ O polegar esfregou em seu braço. ‚Tem dinheiro com você?‛ Ansiosa, Priss olhou para ele. ‚Você est{ realmente tentando me proteger?‛ Ser{ que tinha entendido mal o seu papel nisso? Em um ritmo preciso e irritado, ele perguntou de novo: ‚Você... Tem... Dinheiro? Com você?‛ ‚Dentro do meu sapato.‛ Ele se endireitou sua expressão impressionada. ‚Boa menina.‛ Se não parasse de se referir a ela como uma criança, poderia lhe dar danos cerebrais. E então ocorreu para Priss. ‚Por isso que você roubou minha carteira de motorista?‛ Uma risada lhe deixou nervosa, era mais algo como gratidão que escapou. ‚Você pegou para que ele não pudesse?‛ ‚Vamos.‛ Ele começou o caminho de novo. ‚Nunca é uma boa ideia deixar Murray esperando.‛ Com as enormes portas duplas, Trace girou a maçaneta deu um rápido olhar para dentro e apontou para que entrasse. A Amazona esperava. Um pouco mais contida agora, ela se sentava no canto da mesa maciça de Murray Coburn. A luz do sol filtrado através da janela atrás dela, dando-lhe um banho com o brilho, destacando o azul de seu cabelo preto. Seu olhar estreito lhe dizia que estava rastreando cada um dos movimentos de Priss. Apesar de tudo, Priss saiu um pouco mais de perto de seu autonomeado protetor. ‚Priscilla Patterson‛ disse Trace, como se apresentações formais fossem apenas alguma coisa da situação. Ele apontou para seu pai. ‚Murray Coburn. E a ador{vel senhorita com ele é Helene Schumer.‛ Adorável senhorita? Priss reprimiu um sorriso.

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Atrás de sua mesa, Murray a inspecionou. ‚Você chegou até aqui, menina, não comece se encolher agora.‛ Havia se encolhido? Bem, inferno. Essa era a impressão que queria dar, mas dessa vez, não era fingida. Sentiu como se estivesse entrando em um ninho de víboras ‚Onde você a quer?‛ perguntou Trace, tomando a responsabilidade pessoa de assentála. O olhar de Murray passou por ela, persistindo em seus seios. Queria espancar Trace por isso. ‚A cadeira ir{ servir‛ disse Murray, indicando um assento acolchoado em frente de sua mesa, muito perto do bico pontudo dos sapatos da Amazona. Priss olhou para a mulher. Do que Trace a tinha chamado? Hel – diminutivo de Helene. Sim, lhe convinha. Afundando de volta em sua pose tímida, Priss deu um sorriso trêmulo. ‚Muito obrigada por concordar em me receber. Sei que isso é um choque, que eu sou um choque. E não o culpo se não me aceitar.‛ Sem mudar de postura, Murray disse: ‚Sente-se.‛ Essa palavra contundente, dita como um sucinto comdando, deixou-a irritada. Priss tirou toda sua hostilidade e avançou. Cautelosamente, ela sentou na borda da cadeira, pronta para fugir se a Amazona mirasse em sua cabeça. Trace estava atrás dela. Para Murray ele provavelmente parecia estar posicionado para contê-la se fosse necessário. Priss não o conhecia, mas era boa em julgar caráter e apesar de qualquer que fosse o papel de Trace Miller na empresa malvada de seu pai, sabia que não iria machucá-la. Para fazer a bola rolar, Priss abriu a boca, mas Murray se antecipou. ‚Nunca comi uma mulher de cabelos vermelhos.‛

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‚Ah‛ Sua franqueza a inquietou. Então não tinha a pretensão de ser um empresário bom, somente ser um bruto tirano? Tinha bastante e poder para não ter que se preocupar em esconder sua verdadeira natureza na santidade de seu escritório? Ou será que ele já sabia que ela nunca daria a oportunidade de compartilhar o que aprendeu? Se pudesse corar com a sugestão, Priss pensou, mas esse pequeno truque lhe escapou. Em vez disso, tocou o longo rabo de cavalo. ‚Minha cor de cabelo é da minha avó. Minha mãe tinha os cabelos escuros.‛ Ela apontou para a mulher em sua mesa. ‚Bonito, muito parecido com o dela.‛ Hel se inclinou para ela, seu corpo vibrando com ameaça. Com um toque sutil de lado, Murray alertou a Amazona para ficar para trás. Ela recuou, mas não estava feliz com isso. Lentamente, sue pai saiu de seu assento. Priss o olhou com cautela. Será que tinha a intenção pura e simples de matá-la, como Trace suspeitou? Quando Murray apoiou um quadril contra a frente de sua mesa, Priss quase derreteu em alívio. Até que seus grandes pés colidiram contra os dela. De nenhuma forma ele desconhecia o contato. Priss lutou contra a necessidade de ir para longe de seu toque. Seu instinto lhe dizia que seu movimento discreto não tinha nada de paterno. Um teste? Ou um aviso? Qualquer que fosse a real intenção de Murray, ela não conhecia. Somente sabia que embrulhava seu estômago. Dado que confiava em seus instintos, também sabia ficar em guarda. Murray apontou para o peito, seu olhar aquecido, com a boca um pouco aberta. ‚Sem sutiã?‛ Com o rosto quente. ‚Eu....‛ Trace se moveu.

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‚Ela tinha algum tipo de liga como sutiã apertado. Mas, uma vez que poderia ter escondido uma arma, tirei dela.‛ Ele não estava brincando sobre o que contou a Murray! Priss esperou para ver como reagiria. Não era o que esperava. ‚Vejo‛ O olhar de Murray foi ao seu. ‚Sua mãe era peituda?‛ Bom Deus, o cretino não tinha ainda perguntado o nome de sua mãe, mas queria o tamanho de seu sutiã? Era mais nojento do que imaginava. No intimo, Priss se agitou com fúria, mas por fora, ela gaguejou como uma virgem. ‚Ela era sim.‛ Tardiamente, partes de seu ensaiado discurso veio em sua mente. ‚Depois que a deixou, nunca quis outro homem. Então fez o melhor para esconder sua imagem....‛ ‚Como você fez com o que Trace removeu?‛ ‚Sim.‛ Ela puxou o material da blusa, tentando chegar à frente para poder fechar. ‚Não estou confortável com isso.‛ ‚O que você tem é uma vantagem. Deveria estar orgulhosa.‛ Oh, isso não soava como uma conversa pai e filha. ‚Senhor, quero que saiba....‛ ‚Dê-me o nome de sua mãe.‛ Bem, já não era sem tempo! Respirar fundo não havia aliviado a tensão em seu peito. ‚Patricia Patterson.‛ Priss esperou, mas não houve reconhecimento, e previsivelmente, nenhum verdadeiro interesse. Ela continou. ‚Tenho vinte e quatro anos, por isso teria sido perto de vinte e cinco anos atrás quando a conheceu.‛ ‚Eu teria trinta e dois‛ Ele esfregou seu cavanhaque com saudade do passado, então se conteve. ‚Ela est{ morta?‛ Priss abaixou a cabeça, tanto de tristeza quanto para esconder a raiva crescente que sentiu quando pensou na forma como sua mãe havia sofrido antes de encontrar a graça da morte. ‚Sim. Três meses atr{s.‛ ‚Como?‛ Murray perguntou.

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‚Teve um derrame. Não a levou imediatamente....‛ Enquanto Priss respondia, Murray se virou para Hel e pediu uma bebida. Até sorriu para descontentamento de Hel e lhe deu um beijo intimo tirando o brilho vermelho de sua boca para a dele. Seu desinteresse em sua luta não poderia ter sido mais simples. Quando Hel escorregou da mesa e foi para o outro lado da sala para derramar a bebida, Murray puxou um lenço e limpou a boca. Priss contou tudo sobre a drenagem emocional, a horrível história da provação de sua mãe. Quando bolou esse plano artificial esperava um monstro insensível. Estava preparada para um pilantra vil. Mas, essa... Essa falta de decoro... O homem era um psicopata. Não poderia possuir uma grama verdadeira de emoção. Em algum lugar ao longo do caminho para a construção de seu império de corrupção, ele se tornou tão confortável com seu poder e influência que não se preocupava em esconder a sua natureza essencialmente depravada. Tinha uma rede de conspiradores que iria mentir por ele, lhe dar cobertura e capacitá-lo. Involuntariamente, as mãos se enrolaram em punhos. Enquanto, Hel entregava a bebida para Murray, Trace deu uma cotovelada quase imperceptível em seu ombro. Não lhe olhou e manteve sua postura alerta, de plantão como estava, mas ela pegou seu alerta. Ele poderia ser mortal se lhe mostrasse suas mãos cedo demais no jogo. Com cubos de gelo tilintando, Murray bebeu um gole de bebida e então perguntou: ‚Então, ela sofreu?‛ Com a mandíbula apertada Priss assentiu. ‚Imensuravelmente sim.‛ Ele tomou outro gole. ‚Não me lembro dela.‛

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É claro que não o fazia. O que tinham tido não foi um verdadeiro relacionamento em nenhuma parte. Tinha usado sua mãe para um gancho financeiro e somente com uma virada do destino sua mãe tinha fugido com sua vida intacta. Deliberadamente, Priss relaxou os músculos. ‚Eu entendo. Foi muito tempo atr{s.‛ ‚Não vou dar nenhum centavo, você sabe‛ Ele girou a bebida, os cubos de gelo tinindo de novo, enquanto sorria para ela. ‚Se est{ aqui por dinheiro, saiba que est{ perdendo seu tempo.‛ Como se fosse aceitar alguma coisa dele que não fosse seu coração negro. ‚Por favor, você não entendeu. Não quero ou espero nada de você. É que como minha mãe se foi estou sozinha agora.‛ Os olhos de Murray brilharam e voaram sobre ela novamente. ‚Sem outros parentes? Nenhum marido ou pelo menos um namorado?‛ ‚Não, senhor. É por isso que quis conhece-lo. E...‛ Ela tentou ser tímida. ‚Ou seja, se você estivesse interessado pensei que poderíamos chegar a conhecer um ao outro.‛ Ela correu para acrescentar. ‚Não que exista uma obrigação, eu juro. É só que... Você é a única família que me resta agoora.‛ Esse pedido enviou Hel ao limite. ‚Não seja patética.‛ Movendo para ficar de frente de Priss, colocou as mãos nos quadris e empurrou os seios para cima. ‚Por que Murray acreditaria que é da família? Como poderia estar relacionado com uma cadela simples como você?‛ Trace bufou e Murray riu. ‚O que?‛ depois de um olhar malvado para Trace, Hel se virou para encarar Murray. Seus braços ficaram rígidos na sua lateral, com as mãos atadas. ‚Você vê alguma semelhança?‛ ‚Nenhuma. Mas, apesar da roupa absurda, ela est{ longe de ser simples.‛ Ele deu um olhar de homem para homem para Trace. ‚O que me diz, Trace?‛ ‚Sexy.‛

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Sorrindo Murray levantou a bebida como se fosse um brinde. ‚H{. Você viu Hel?‛ Ela pegou um peso de papel da mesa de Murray. ‚Ela não ser{ tão sexy quando acabar com ela.‛ Jesus, Priss pensou, atoradoada com a intenção violenta. Agora era o momento em que seria executada? Mas, não, mais uma vez Trace entrou em sua frente. Ainda conseguiu pegar a arma quando Hel soltou um grito e atirou. Não afrontado com sua explosão, Murray riu alto e então girou Hel para lhe encarar. ‚Você é uma puta ciumenta Helene e sempre me diverte‛ Sua risada morreu e seu olhar endureceu. ‚Mas, não agora.‛ Tomando esse aviso a sério Hel recuou. Em um tom mais suave agora, Murray disse: ‚Isso é um negócio‛ Ele beliscou seu queixo. ‚E deveria saber melhor do que ninguém que nunca deve interferir em meus negócios.‛ Por alguma razão Hel se acalmou. Deu até um sorriso preguiçoso. ‚Eu vejo.‛ ‚Negócio?‛ Priss perguntou. Poderia ser realmente tão f{cil entrar em seu círculo íntimo? Estendendo a mão para ela, Murray estalou os dedos, mas Priss não compreendeu. Trace pegou sua bolsa e entregou para o homem grande. Despejou o conteúdo sobre a mesa de mogno grosso, pegou sua carteira e procurou por ela. Franzindo a testa, ele perguntou: ‚Sem identidade?‛ Trace estava certo sobre sua carteira de motorista. Sua ousadia foi para longe. ‚Eu, uh, me mudei recentemente para cá. Da Carolina do Norte, quero dizer. Onde eu e minha mãe vivíamos.‛ ‚Se não dirigisse então como chegou aqui?‛ ‚Ônibus?‛ ‚Você est{ me perguntando?‛ Priss percebeu como tinha dito isso e reformulou sua resposta.

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‚Não sei se quis dizer aqui, em seu escritório ou aqui, Ohio. De qualquer maneira, peguei o ônibus.‛ Murray estreitou os olhos. ‚Onde ir{ ficar?‛ Seu cérebro procurou, mas com o aviso de Trace em mente respondeu com uma mentira. ‚Em um hotel.‛ Ela deu o nome do local, que era uns bons cinco quilômetros de onde tinha alugado seu apartamento. Hel pegou uma foto. ‚Sua mãe?‛ ‚Sim.‛ Ela sorriu. ‚Vejo porque Murray a deixou.‛ Ah, em breve, Priss pensou. Muito em breve ela iria fazer Hel pagar por esse insulto. ‚Minha mãe nunca o culpou. Disse que sabia que era um caso breve e não esperava mais nada.‛ Transferindo sua atenção para Murray a tempo de vê-lo estudando suas panturrilhas, Priss disse: ‚É por isso que ela nunca entrou em contato com você sobre mim. Sabia que não tinha estado envolvido o suficiente para querer a responsabilidade para uma criança.‛ Ele riu. ‚Isso o que ela disse?‛ ‚Sim. Que era um homem poderoso e realizada e que não poderia lhe obrigar sabendo de suas preferências.‛ ‚Ela era protetora com você.‛ ‚Sim‛ ‚E estava certa.‛ Ele cruzou os braços sobre o peito. Priss viu que os dele era o dobro do tamanho dos braços de Trace, coincidindo com o pescoço grosso e suas costas. Mas, se colocasse a prova, Priss apostaria em Trace. Tinha uma

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vantagem tranquila, mas era letal tendo confiança em suas habilidades. Não podia ser selvagem como Murray, mas era eficaz. Provavelmente por isso que Murray o tinha contratado. Atrás de seu cavanhaque os lábios de Murray de curvaram em um sorriso. ‚Nunca quis uma criança, mas você est{ aqui agora não é?‛ Priss tomou isso como uma pergunta retórica e manteve a boca fechada. Segurando seu braço, Murray a levantou da cadeira não suavemente, mas sem hostilidade aberta. Não lhe dando muita escolha, ele a girou, inspecionando de todos os ângulos. ‚Fiz a minha mente.‛ ‚Sobre?‛ ela perguntou esperançosa. ‚Sobre nos conhecer durante o almoço.‛ Surpresa com essa volta, Priss disse: ‛Oh! Sim. Almoço seria ótimo.‛ Eu poderia lhe matar durante o almoço. Provavelmente não levaria tempo. ‚Mas, não ainda.‛ Confusa Priss disse: ‚O que?‛ Murray a analisou com um olhar crítico e desprezo por sua pessoa. ‚Você não é exatamente uma menina da moda, agora, certo? Se vou ser visto com você em público, precisamos de alguns ajustes....‛ ‚Ajustes?‛ ‚Certamente, você percebe que roupas mais lisonjeira são necess{rias, juntamente com uma espécie de reforma.‛ Antes que ela pudesse protestar, Murray continuou: ‚Por minha conta é claro.‛ E então, com um sorriso bajulador prosseguiu: ‚É o mínimo que posso fazer.‛ Soando entediado Trace perguntou: ‚Quer que eu cuide disso?‛ Murray concordou. ‚Sim, isso vai funcionar. Leve-a para comprar um novo guardaroupa e depois uma passagem no salão. Uma mudança total Trace. Cabelo, maquiagem, depilação...‛ Ele deu um sorriso lascivo. ‚Tudo o que ela precisar.‛

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Priss tentou não parecer chocada como se sentia. Trace continuou parecendo entediado. ‚Não tem problema.‛ Em jeito de despedida Murray disse: ‚No caminho para fora, pare na mesa de Alice e escolha um horário para o almoço no meu calendário.‛ ‚Você tem uma data especifica em mente?‛ O braço ainda segurando Priss e lhe dando uma avaliação nada paterna, Murray deu de ombros. ‚Sempre estou livre depois de ter o trabalho feito.‛ ‚Entendi.‛ Priss ficou de boca aberta com a gestão autocrática de sua vida. Ninguém havia sequer se preocupado em lhe consultar. ‚Compras?‛ Ela tentou soar sensibilizada. ‚Isso é tão... Generoso da sua parte, mas realmente não precisa.‛ Hel apareceu perto de novo. ‚Você percebe que Murray é um homem importante? Percebe sua estatura na sociedade? Não pode ser visto com você quando est{ nesse estado...‛ ela procurou uma palavra a estabeleceu um não tão insultante ‚Comum.‛ ‚Ah, mas...‛ Priss realmente queria pegar Helene. Apenas um bom soco no nariz, forte o suficiente para deixá-la com uma contusão sangrenta, mas não forte o suficiente para levar a cartilagem em seu cérebro. Priss forçou um sorriso nervoso. ‚É só que não queria me impor.‛ Hel fez um som rude. Ela pegou o conteúdo da bolsa de Priss e despejou em seus braços. ‚Você se impôs no momento em que apareceu reivindicando um relacionamento. Aceite a generosidade de Murray. Irá precisar.‛ ‚Calma, Helene. Isso não é necess{rio.‛ Rindo em troca, embora não fosse no mínimo engraçado, Murray perguntou: ‚Não é verdade Priscilla?‛ ‚Bem, é claro... Quero dizer...‛ Ela lutou para conseguir colocar tudo de volta na bolsa. ‚Se tem realmente certeza de que quer fazer isso‛

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Ele rejeitou suas divagações. ‚Leve-a para casa Trace. Certifique-se de que está segura.‛ Ele deu um olhar. ‚Onde quer que vá ficar.‛ ‚Verificarei isso.‛ E de novo Trace pegou o braço dela para levá-la da sala. Atrás dela, Priss ouviu Hel murmurando alguma coisa indistinta e então Murray rindo mais um pouco, enquanto a incitava. Depois de fechar as portas por trás deles, Trace lhe deu um empurrão a tirando se seus pensamentos. ‚Vamos l{, então.‛ Teimosa Priss se arrastou a cada passo. Somente foi tão longe até a mesa da pobre recepcionista. ‚Ei, querida. É possível verificar o calend{rio de Murray para mim? Ele quer que marque um almoço prolongado.‛ ‚Claro Trace‛ Depois de colocar o cabelo curto atr{s da orelha, Alice começou a digitar. Seus dedos finos voavam no teclado. Enquanto, fazia isso, Priss novamente estudou Trace. Ele falou tão gentilmente com Alice, um tom que não tinha usado com Hel, ou com ela. Realmente parecia ser... Gentil. Completamente. Então, Trace tinha algo acontecendo com a secretária? Priss considerou e balançou a cabeça. Não, não era provável. Alice olhou para Trace com os grandes olhos castanhos. ‚Ele est{ disponível amanhã por algumas horas livres.‛ Não, não, não. Ela não estava pronta ainda. Trace franziu a testa e para alívio de Priss disse: ‚Isso não é tempo suficiente para lhe preparar.‛ Alice olhou com simpatia para Priss. ‚Ah. Entendo.‛ Oh, o que? O que ela entendia? Priss perguntou. Vendo que Trace a ignoraria completamente começou a ir até uma cadeira de couro para se sentar, mas sem tirar os olhos de Alice, Trace pegou seu pulso e manteve junto a ele.

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‚No início da semana seguinte, ele tem três hor{rios livres. Isso lhe daria um final de semana para... Terminar.‛ ‚Pode ser. Escolha um lugar chique e reserve. Onde Murray mais gosta ok? Conseguirei os detalhes com você mais tarde.‛ Priss bateu o pé com impaciência. Não podia cruzar os braços, não com Trace segurando tão forte, então seus pés era a única maneira de expressar seu aborrecimento. Mas, então, o pé de Trace desceu sob o seu, não forte, mas com uma mensagem clara. Ele nem sequer a olhou, enquanto lhe dava uma ordem sutil. Um empurrão. ‚Entendi‛ disse Alice ‚Obrigado, querida‛ Ele se endireitou e depois de retirar seu pé, voltou um olhar perigoso para Priss. ‚Vamos.‛ Sem uma palavra de reclamação, ela o seguiu para o elevador. Estava mais do que pronta para respirar um pouco de ar fresco sem corrupção e o mal. Dessa vez o elevador foi para o caminho até o subsolo em um estacionamento privado. ‚Eu estacionei fora.‛ Trace empurrou-a mais perto, tornando como se parecesse que tinha tropeçado, quando não tinha. Quando a ajudou a se endireitar, respirou perto de sua orelha. ‚Monitorado.‛ ‚Ah‛ Ela sabia melhor que começaria a olhar ao redor, mas a ideia de ser vigiada fez sua pele arrepiar. Murray estava olhando para ela agora mesmo? Lutou contra um arrepio de pavor. Quando Trace parou em uma Mercedes brilhante preto com vidros escuros, Priss levantou as sobrancelhas. ‚Uau.‛ Ele abriu a porta do passageiro e ela mais do que de boa vontade entrou. ‚Aperte o cinto‛ Ele fechou a porta, circulou o capô e dobrou seu grande corpo atr{s do volante. Com as portas fechadas, respirou fundo várias vezes, em seguida, ele apoiou as mãos

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no volante, apertando forte até que as pontas dos dedos ficassem brancas e os músculos de seus braços inchassem. Impressionante. Sabendo que ninguém poderia vê-la através das jenales escuras, Priss levantou as sobrancelhas. ‚É seguro aqui?‛ Em forma de resposta, ele virou a cabeça mostrando sua raiva quente. ‚Eu deveria me poupar de um monte de problemas e apenas matar você agora, antes que Murray o faça.‛ Oh, merda. Priss alcançou a maçaneta da porta, mas as trancas clicaram no lugar, e ela sabia que não podia ir a nenhum lugar, a não ser que Trace quisesse. Possibilidades e prováveis cenários passaram em sua mente. Ela tinha que lutar agora ou esperar até que estivessem na rua? Como deveria atacar? Enfrentar primeiro ou a virilha era o melhor? Ela olhou por cima de Trace e sabia que não importasse o que fosse tentar ele estaria pronto. Bem, maldição.

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Capítulo 03 Ciente de Priscilla fervendo ao seu lado Trace colocou o carro em marcha e se dirigiu para a rampa de saída. ‚Como é o seu carro e onde estacionou?‛ ‚Umm....‛ Ele sentiu sua retenção ao seu lado, provavelmente à espera da luz solar acertar o carro para se lançar sobre ele. Tal tolice, mas corajosa. Ele balançou a cabeça. ‚Nunca bati em uma mulher.‛ Ele olhou para Priss. ‚Primeiro.‛ Confusão suavizou sua borda hostil. ‚O que?‛ ‚Sugiro que você não me teste Priscilla. Estou seriamente aborrecido o suficiente para lhe dar uns tapas que merece.‛ Compreendendo o que ele acabou de falar, soltou os ombros. Ainda zombou. ‚Palmatória? Não seja idiota‛ Ela deixou sua bolsa cair no chão na frente de seu banco e colocou a cabeça para tr{s. Quase como um adendo, ela disse, ‚Nunca iria permitir isso.‛ Ela honestamente pensava que poderia impedi-lo se ele estivesse inclinado a lhe dar um pouco de disciplina? Era uma piada. Mas, estava certa em relaxar. Ele não tinha a intenção de machucá-la de nenhuma maneira. Até onde sabia, ela tinha sido machucado o suficiente para um dia. ‚Eu estacionei dois quarteirões de dist}ncia, apenas no caso, sabe? É um Honda Civic Coupe azul escuro.‛ ‚Vou mandar alguém buscar.‛ ‚Somente isso, hein?‛ Ela se esticou e bocejou. ‚Não precisa das minhas chaves?‛ ‚Não.‛

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Quando tirou seus pés dos sapatos, mexeu nos dedos e soltou um suspiro, o temperamento de Trace subiu mais um nível. ‚Sente-se melhor agora?‛ ‚Bem, sim‛ Ela virou a cabeça para lhe observar e até sorriu um pouco. ‚Saber que você não está realmente pensando em me matar é um alívio.‛ ‚Não fiquei muito confort{vel. Não est{ fora de perigo ainda.‛ Ela se voltou para ele. ‚Sim, entendo isso. Então o que est{ acontecendo aqui? O que tem com esse absurdo de guarda-roupa?‛ ‚Você precisa de uma nova aparência para mostrar seus encantos duvidosos.‛ ‚Meus...‛ Sua mandíbula caiu até que voltou ao lugar. ‚Aquele filho da puta! Eu disse que sou sua filha.‛ ‚Acha que Murray se preocupa com uma garota que nunca conheceu? Caia na real.‛ Tarce não podia acreditar em sua ingenuidade. ‚De jeito nenhum ir{ permitir que alguém leve o crédito por seu império. Ter uma relação torna tudo uma ameaça maior, não cativante.‛ ‚Mas... As pessoas me viram com ele. Um prédio inteiro de pessoas.‛ ‚As pessoas trabalham para ele‛ E isso dizia tudo – ou deveria. ‚E eles fazem tudo o que ele diz, quando ele diz?‛ ‚Tudo sobre ele‛ Aqueles que não seriam cúmplices em seu ardil negócio legítimos ou um álibi na estrutura rachada, poderia ser suscetível em prejudicar Priscilla. ‚Então o que ir{ fazer me vender pelo maior preço?‛ Quando Trace fez uma careta e não confirmou ou negou, ela perguntou ‚Fora do país ou apenas um lugar isolado? Aposto que tem contatos na Califórnia e no Arizona, certo?‛ Trace fez uma nova careta. O que a Sra. Priscilla Patterson sabia sobre isso? Murray Coburn não tinha conseguido sua fama por cometer erros ou deixar vazar informações. ‚Começou de novo?‛

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‚Oh, desista Trace‛ Em vez de olhar com medo ou mesmo preocupada pela realidade da maldade de Murray, ela parecia especulativa. ‚Nós dois sabemos como Murray fez sua fortuna certo?‛ Perigosa. ‚Por que não me esclarece?‛ Ela se virou de modo que seus ombros estavam no canto do banco e de certa forma o enfrentou. ‚Você precisa que eu comece? Isso é algum tipo de teste? Tudo bem. Não tem problema.‛ Ela se inclinou em sua direção. ‚Tr{fico humano.‛ Trace tentou não demonstrar qualquer reação. ‚Assumi que o bastardo doentio iria ficar com os imigrantes. Quero dizer, eu sei dos fins lucrativos em agências, já que podem ser apenas uma fachada para a verdadeira máquina de fazer dinheiro.‛ Ela olhou para fora da janela para a paisagem passando – sem perguntar onde estava levando. ‚Mas, se Murray descobriu sobre os lucros em manter as mulheres, acho que poderia estar expandindo seus empreendimentos comerciais.‛ De forma alguma iria corroborar com qualquer traço de sua suposição, tinha que ser somente uma suposição. De jeito nenhum poderia ter conseguido esses fatos, porque eram poucos e muito bem escondidos, quase impossível de descobrir. Trace não confiava nla, de uma forma ou de outra. Mas, sua teoria trouxe algumas questões importantes. ‚O que você sabe sobre tr{fico humano?‛ Em um murmúro quase inaudível, ela disse ‚Mais do que gostaria.‛ Um de seus alarmes correu pela a espinha de Trace. ‚O que quer dizer?‛ Ela deu um suspiro alto. ‚Olha, não sou idiota, ok? Antes de vir aqui, estudei muito sobre o assunto. Sei como tantos imigrantes pobres são abusados, com a promessa de bons empregos somente para serem recrutadas para prostituição e coisas piores. Li que mulheres brancas estão em maior demanda, porque não são tão facilmente comercializadas como os imigrantes.‛ Trace deixou as pontas dos dedos um pouco mais brancas.

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‚Se é isso que pensa, então que merda est{ fazendo aqui?‛ Ela balançou a cabeça, fazendo com que seu longo rabo de cavalo avermelhado balançasse. ‚Sem mais perguntas.‛ Seus dentes trincaram. ‚Oh não, não agora Priscilla. Recuar é uma opção que você não tem. Se você quer viver com isso, o que dúvido por sinal, tem que me contar tudo.‛ Ela suspirou. ‚É um nome horrível, não?‛ Confuso, ele a olhou. ‚O que? Priscilla?‛ ‚Sim. Minha mãe encurtou para Priss, desse modo que as pessoas me chamam, pelo menos as pessoas que me conhecem. Mas, não é muito melhor.‛ Ela esfregou os olhos cansados. ‚Isso me faz soar arrogante, como uma perfeita criança. Pensei que finalmente por uma vez na minha vida, meu nome valeria a pena.‛ ‚Porque queria que Murray acreditasse que era uma menina inocente?‛ ‚Sim.‛ Ela lhe olhou. ‚Você acha que ele não acreditou?‛ Trace bufou. ‚Ele não é idiota. Não acho que ele caiu completamente na sua, definitivamente está desconfiado.‛ ‚Mas, você acredita em mim?‛ ‚Sei que é uma fraude, Priscilla. Sei que tem algo planejado, algo que pode nos matar. E sei que está fora do seu alcance.‛ Ela parecia sonolenta. ‚Tudo isso heim?‛ Enquanto, ela estava sendo agrad{vel, Trace pressionou sua sorte. ‚Ele é realmente seu pai?‛ ‚O que você acha?‛ ‚Acho que distorcidas vinganças pessoais são do tipo mais perigoso.‛ E de alguma forma essa era pessoal para ela. Por causa de sua mãe? Provável.

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Especialmente se não tinha nenhuma outra família. ‚Vinganças pessoais sempre são um bom motivo para se envolver.‛ Ela o estudou. ‚Então por que est{ aqui?‛ Trace manteve seu olhar na estrada. ‚É um trabalho.‛ ‚Besteira‛ Ela riu e o som era agrad{vel, apesar da tensão. ‚Ok, então você é bom em decifrar situações. Eu também. Quer saber o que acho?‛ Trace inclinou a cabeça em direção a uma estrutura de tijolo com um toldo púrpuro na frente. ‚Tem uma loja onde você pode comprar.‛ Ela não aceitou a mudança de assunto. ‚Acho que você é mais do que capaz de matar, mas não inocentes. Mata as pessoas que merecem. Você é bom, o que significa que é algum profissional. Agente do governo, talvez?‛ Quando ele continuou sentado, impassível, ela encolheu os ombros. ‚Ok, talvez não. Suponho que você poderia ser um contratante independente. Realmente é um ajuste melhor, porque parece ser do tipo independente, mais do que um homem que recebe ordens.‛ Bom Deus. Ele não lhe olhou. Ela sorriu. ‚A forma como eu vejo, todos sabem que Murray é a escória, mas tem amigos em lugares altos. Ele passa um tempo contribuindo para campanhas politicas que lhe compra imunidade suficiente. Para segurança tem alguns senadores cuidadosamente dobrados em seu bolso.‛ Se isso era tudo, as autoridades poderiam eventualmente o derrubar e esse não seria um caso de Trace. Ele estacionou em uma vaga na rua em frente | loja. ‚Chegamos.‛ Priscilla pegou seu braço.

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‚Extorquir mulheres de outros países é muito perigoso. Mas, quando começa a mexer com cidadãs legais, alguém é obrigado a ficar motivado. Quem quer que seja ele contratou para encerrar as operações de Murray.‛ Interessante suposição. Só que ninguém o havia contratado. Ninguém precisava. ‚Essa é uma grande imaginação que tem Priss.‛ Trace se livrou de seu toque enervante. Ela era boa, isso admitiria. Mas, tinha perdido completamente a verdadeira motivação. Tráfico de humanos tinha batido em um nível muito pessoal, então fez de sua missão destruir qualquer um e todos os envolvidos, começando com as maiores e óbvias organizações. Graças ao seu melhor amigo, Dare Macintosh, já tinham feito grandes progressos. E agora queria Murray Coburn. Trace saiu do carro, alterando o medidor e deu a volta até a porta de Priss. Ela tinha acabado de sair quando seu telefone tocou. Mais uma vez não confiando em deixá-la menos de um pé de distância dele, Trace segurou seu braço, enquanto respondia. ‚Miller.‛ ‚Acabou de me ocorrer‛ disse Murray. ‚Eu deveria saber se ela é realmente a minha filha, certo?‛ Trace viu como a luz do sol brilhou sobre os cabelos de Priss, e sim, o nome Priss combinava com ela, percebendo ou não. O dia brilhante ampilou o vermelho em seu longo rabo de cavalo, mostrando uma dpuzia de tons diferentes de marrom e castanho. Ela não parecia em nada com Murray. Era uma coisa boa. ‚Isso é com você.‛ ‚Preciso testar seu DNA. Discretamente. Helene disse que seria melhor obter alguns de seus cabelos, mas tem que ter a raiz em anexo, de modo que tem que ser bom, puxado, não cortado. Entendeu?‛ Agora ele teria a oportunidade de inclinar as coisas da forma que gostaria, no entanto, Trace ponderou a situação. O que seria mais vantajoso para seu plano, se Priss era ou não a filha de Murray? Ela deu de ombros. Nesse ponto, estava tudo no ar, então ele somente tinha que tocar em seu ouvido.

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‚Não é um problema.‛ Murray deu algumas instruções sobre o tipo de roupa que gostaria de vê-la dentro. ‚Fale com ela, ver o que consegue descobrir, certo? Mas, seja discreto. Não a quero fugindo. Ainda não.‛ Enquanto, Trace escutava, Priss levantou a mão para proteger os olhos e observou ao redor. Seu nariz enrugou um pouco e a boca franziu. E maldição, ela se moveu. Sem querer, usou o polegar para acariciar a pele macia de seu braço direito acima do cotovelo. Ela lhe deu um olhar interrogativo, logo, um olhar mais aguçado para sua mão, com as sobrancelhas levantadas. Trace soltou. ‚Vou providenciar isso mais tarde,‛ disse Murray, em seguida, fechou o telefone e guardou no bolso. Quando Priss seguiu para a loja de roupas, ele pegou seu braço e a fez girar até que caminhava para o lado oposto. Trace a levou para uma loja de telefone pequena no quarteirão. ‚O que estamos fazendo?‛ ‚Comprando um telefone.‛ Ele tinha um monte de coisas para fazer essa noite. Pressionando o cérebro, tentando garantir que não fosse se esquecer de nada. ‚Para mim?‛ ‚Para mim.‛ ‚Mas, você j{ tem um telefone‛ ressaltou. ‚Fique quieta‛ Ele entrou, levando Priss junto, comprou dois telefones pré-pagos com um número limitado de minutos neles. Desde que estava sempre se movendo, era uma boa ideia agarrar quando podia. É claro que pagou em dinheiro. Na saída da loja ele perguntou: ‚Onde est{ ficando de verdade?‛ ‚Você não acreditou no hotel?‛

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‚Não‛ Mas, felizmente parecia que Murray sim. ‚Vou descobrir como manter cobertura para você, mas estou feliz que seguiu meu conselho quando lhe disse para manter em particular o máximo que pudesse.‛ ‚Mas, não de você?‛ ‚Não de mim‛ ele concordou. Ele parou em frente | loja de roupas. ‚Murray é dono da maior parte desse lugar. Não diga nada dentro, entendeu?‛ ‚Nada, como sendo muda? Ou nada como de importante?‛ Ela não conseguia encontrar o ponto sério nessa situação. ‚Pode estar grampeado e Twyla faz parte de seu círculo íntimo. Somente porque ela age calma e leviana, não deixe que te engane. Ela é afiada como uma tachinha e cruel como eles.‛ Pegando seu queixo Trace virou seu rosto. ‚Onde ir{ ficar?‛ Prisse cedeu sem hesitação. ‚Tenho um lugar a poucos quarteirões de dist}ncia do hotel. Um lugar suspeito, mas não fizeram muitas perguntas quando quis alugar por uma semana e paguei em dinheiro.‛ Esperta. E evasiva. Trace colocou a mão na maçaneta da porta. ‚Não seja uma cadela sobre as roupas que experimentar. Fique vermelha o quanto quiser.‛ ‚O que faz pensar que irei ficar vermelha...?‛ ‚Se não o fizer, não ir{ fazê-los acreditar‛ Seus olhos se abriram um pouco mais e Trace quase sorriu. ‚Não vamos sair sem uma variedade de roupas. Amanhã, depois que Twyla obtiver uma correção de seu tamanho, posso voltar e pegar mais.‛ ‚Somente quantas coisas estou esperando levar?‛ Ele deu de ombros. ‚Quatro, talvez cinco coisas. Mas, não importa o que, não se esqueça de seu papel.‛ ‚Um rato tímido?‛ Ela agitou os cílios de forma dram{tica.

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‚É um exagero, eu sei. Mas, você começou, de modo que tem que manter‛ Trace abriu a porta, determinado a não sorrir de suas palhaçadas. Na verdade, gostaria de flertar com ela longe. Era arriscado, em mais de uma maneira. Assim que eles entraram, Twyla estava lá. Tinha que ter uns sessenta e cinco anos, mas insistia em se vestir como uma artista de palco, com uma abundância de maquiagem berrante. Desenhou duas sobrancelhas negras com um grande arco, tinha um olhar de choque sobre ela, sobre tudo. ‚Trace, que encantador ver você!‛ Ela flutou em sua direção, sua longa túnica ficou para trás, enquanto seu perfume se espalhava. ‚Twyla.‛ Ele permitiu que ela o beijasse na bochecha e esmagasse seus seios envelhecidos contra seu peito. Ao remover o batom escuro de Twyla de seu maxilar, Trace cutucou Priss para frente. ‚Precisamos de uma reforma no guarda-roupa. Estava esperando que você pudesse nos ajudar com uma ou duas coisas hoje, e assim que você souber seu tamanho, mais outras. Um pouco r{pido, para que possamos olhar para eles amanhã.‛ ‚Hmm.‛ Twyla correu um olhar profissional sobre Priss. ‚Vire-se.‛ Cautelosa, Priss fez uma volta lenta e incerta. ‚Continue.‛ Quando encarou Twyla novamente, suas bochechas estavam quentes. Interessante. Será que estava corando por estar sendo avaliada ou era muito boa em manter seu papel? Em pouco tempo iria descobrir. ‚Sapatos? Roupa íntima? Jóias?‛ ‚Por que não?‛ Trace deu uma carranca de aviso para Priss. ‚Leve-a para começar enquanto faço uma ligação. Mas, quero vê-la em cada roupa.‛ ‚É claro‛ Twyla segurou o braço de Priss. Suas unhas pintadas parecendo obscena contra a pele pálida de Priss. Trace viu quando Twyla a puxou para frente como se puxasse uma mula teimosa. Olhando para tr{s sobre o ombro, Priss disse: ‚Trace?‛

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Aqula voz baixa, acompanhada pelo olhar de medo em seu rosto, quase o atingiu. Ela era uma contradição de tantas maneiras que o deixava fora de controle. ‚Vai estar em boas mãos, Priss. Será apenas por um momento.‛ Recusando-se a ser controlado por ela, saiu para a luz do sol, usando o telefone prépágo, discou o número de seu amigo Dare. ‚Macintosh.‛ Com a mão livre Trace esfregou seu pescoço, tentando resolver a crescente tensão. ‚É Trace, tenho um pequeno problema.‛ ‚Como posso ajudar?‛ ‚Vou precisar de reforços.‛ ‚Para você?‛ ‚Não, para Priscilla Patterson.‛ ‚Huh‛ Dare fez um som divertido. ‚Soa como um enigma interessante.‛ ‚Ela est{ alegando ser uma filha perdida de Coburne e apareceu dizendo que esperava conhecê-lo.‛ ‚Merda.‛ ‚É. Mas, fica ainda melhor.‛ Enquanto, falava Trace inspecionou a área ao redor e avistou um carro escuro estacionado a meia quadra de distância. Seguiu seu olhar para direita para que ninguém soubesse que havia notado isso. ‚Estou sendo vigiado, então tenho que fazer rápido. Ela deixou um Honda Civic azul escuro duas quadras do escritório de Coburn. Preciso que mova para um lugar seguro antes que ele ou seus capangas encontre. Não custa mudar as placas também em todo o caso.‛ ‚Não tem problema. Vou enviar Jackson para cuidar disso e então pode ficar de reforço, e qualquer outra coisa que precise que ele faça.‛ Trace assentiu. ‚Sim, isso vai funcionar‛ Jackson era um novo recruta para as operações, mas convincente até o extremo. ‚Vou chamar mais tarde essa noite.‛

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‚Considere feito.‛ Tendo Dare Macintosh envolvido realmente ajudava a aliviar a carga. ‚Obrigado.‛ ‚Trace?‛ Dare hesitou apenas um segundo. ‚Cuide de suas costas.‛ ‚Pode deixar‛ Ele desligou e entrou novamente na loja. Depois de acompanhar Hel aqui em uma de suas expedições por roupas extravagantes, Trace já conhecia a rotina. Ele passou pela frente do estabelecimento, além de uma espessa cortina de veludo e nas salas dos provadores. Tudo era ornamentado e sofisticado, com tecidos luxuosos e espelhos por todas as partes. Tomando um assento almofadado e apoiando os pés para cima em uma pequena mesa, Trace inspecionou os vários provadores. Sob a cama da cortina viu pés pequenos e estreitos. Priss. Os pés não se moveram por um tempo, de modo que Trace limpou a garganta. ‚Venha para que possa ver Priss.‛ Ele ouviu um gemido alto e depois em um sussurro: ‚É indecente.‛ Ele sabia que seria e ainda assim seu pulso acelerou. Resistindo a vontade de pigarrear, Trace disse: ‚Deixe que eu julgue isso. Agora pare de se esconder.‛ As cortinas se separaram, ela espiou para fora olhando ao redor, mas não viu Twyla e com o rosto retorcido em desgosto, deu um passo para fora. Mesmo sem perceber, Trace abaixou os pés de volta no chão e sentou-se ereto. Ele queimava debaixo de sua pele. Os músculos contraíram apertados. ‚Vire-se‛ Girando os olhos, Priss deu uma volta, mas rápido demais para um exame completo. E foi suficiente. Deus Todo-Poderoso, a mulher tinha curvas voluptuosas e uma sensualidade flagrante. Não haveria falhas para esconder, em absolutamente nada. Não tinha nenhuma. Ela era... A perfeição.

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Sua boca ficou seca. ‚Mais uma vez, mais lento dessa vez para que possa realmente vêla.‛ Ela deixou o queixo cair, mas fez o que ele mandou. O desenho em ziguezague do vestido de malha pura deixou os lugares certos expostos, como as coxas, sua barriga e um abundante decote. Atrevessava os seios, mas escondendo os mamilos com a duplicação do tecido. O mesmo entalhe nas coxas e a fenda de sua arredonda parte de trás. Somente um idiota iria interpretar erradas as intenções de Murray em ter esse vestido tão provocante e Priss não era uma idiota. Era por isso que queria ir adiante? Twyla voltou com um par de saltos pretos. ‚Legal.‛ Ela inclinou a cabeça para trás estudando Priss no vestido alucinante. Com as sobrancelhas baixas, ela deu uma arrancada no material, reduzindo o decote, deixando a bainha um pouco maior. ‚Com esse arranjo, não precisará de uma calça estreita. Mas, tente com esses sapatos.‛ Priss parecia agoniada. ‚Não posso andar com isso.‛ ‚Acho que ter{ que aprender, não ir{?‛ Twyla entregou os saltos incrivelmente altos para ela. Quando Priss deslizou para colocar, Trace sabia que um dos seios iria sair livre da restrição escassa da malha. Prendeu a respiração, esperando, mas não, ela ficou no lugar. Droga. Priss se endireitou novamente e viu que tinha pernas maravilhosas. Realmente lindas. Longas, firmes e elegantes. Maldição. Tarce passou a mão sobre sua boca. Murray enlouqueceria ao vê-la desse jeito, sendo sua filha ou não. Ele respirou fundo e crumpreiu seu papel. ‚Ela precisa do cabelo solto.‛

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Priss lhe lançou um olhar mortal, mas não discutiu quando Twyla começou a trabalhar para tirar a faixa de borracha sem a preocupação que todos os fios fossem libertos. ‚Vou lev{-la.‛ Twyla lhe deu um olhar interrogativo, mas entregou a faixa de borracha, agora entrelaçada com vários cabelos longos. Trace enfiou no bolso. Tomou conta de uma tarefa, coletando uma amostra para o teste. Os cabelos longos de Priss caíram espessos, brilhantes, pousando sobre os ombros, ao redor de seus seios e como suspeitava no topo de seu traseiro. ‚Vamos lev{-lo,‛ Trace disse porque se tivesse dito qualquer outra coisa, Twyla estaria em cima dele. ‚Não deveríamos saber o preço?‛ perguntou Priss, enquanto passava a mão pelo material, tentando se cobrir. Ela puxou a bainha e Twyla bateu na parte de trás de sua mão. Trace interrompeu antes que qualquer hostilidade real começasse, não tinha ideia o quanto Priss poderia aguentar sem perder sua compostura. ‚Faça o seguinte, algo mais reservado para o uso di{rio. Talvez um jeans apertado e alguns tops.‛ Tentando parecer mais incerta do que furiosa Priss disse: ‚E talvez alguns sapatos mais práticos?‛ Twyla olhou analisando. Ele deu de ombros. ‚Nós não queremos que ela caia com o rosto no chão. Obtenha algo mais espesso no calcanhar.‛ ‚Botinas devem funcionar‛ Twyla anunciou. ‚Com essas pernas, ir{ atrair grandes olhares.‛ Então Twyla adicionou a Priss, ‚Com esse vestido roupas íntimas estão fora.‛ Priss resmungou. ‚Tenho que estar nua por baixo?‛ Twyla ignorou, Trace não podia. ‚Você quer parecer em seu melhor Priss. Confie em Twyla. Ela sabe o que está fazendo.‛

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‚De fato‛ Twyla acenou em direção a uma pilha de roupas sobre uma mesa ornamentada. ‚Suponho que você quer vê-la na seleção que escolher? Com sua coloração, acho que é melhor se ater a preto e vermelho.‛ ‚Sim‛ Trace franziu a testa para o azedo em sua voz e firmou seu tom. ‚Vou vê-los nela.‛ Era de se esperar, disse a si mesmo. O que Murray acharia se ele se esquivasse do dever? Twyla diria a ele sem dúvida. Depois disso, racionalizando um pouco, Trace se sentou novamente. Ciente de Priss lhe olhando com os olhos arregalados, ele evitou seu olhar e disse: ‚Vamos r{pido. Tenho muito coisa para fazer ainda hoje.‛ ‚Ela pode mostrar a roupa para você, enquanto vou pegar alguns jeans e tops.‛ Assim que Twyla saiu da sala, seu olhar saltou para o rosto furioso de Priss. Ela parecia irritada, as bochechas estavam quentes, a ira acendendo em seus olhos verdes. Ele não tinha um pingo de simpatia por ela. Ainda não. Muito suavemente, quase incitando, ele perguntou: ‚Arrependimentos?‛ Aqueles olhos verdes estreitaram queimando. Ela pegou um punhado de roupas íntimas e sem um único tripeço sobre os saltos agulha, seguiu atrás das cortinas. Em um suspense agonizante, Trace obervava os movimentos de seus pés. Ela tirou os saltos, maldição. Ele viu em seu caminho um pedacinho da renda preta e seus pulmões apertaram. Alguns segundos depois, ela saiu. Dessa vez, ele não saiu do lugar. Não tinha certeza de que podia. Seus olhos ardiam e seu pênis contraiu. O olhar preso ao dela, disse: ‚Você sabe o que fazer.‛ Suspirando em sua reação palpável, Priss se virou – oh tão lentamente. A calcinha não era mais do que um fio dental, deixando todo seu lindo traseiro desnudo. Para uma mulher tão pequena, tinha ombros largos que reduziam para uma cintura minúscula, e depois larga novamente nos incríveis quadris.

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Não era magra em nenhuma parte, mas sua cintura era lisa e somente havia uma pequena curva sobre sua barriga. O sutiã levantava os seios até que pareciam estar a ponto de sair pelo material destinado a contê-los. Mais uma vez seus mamilos estavam mal cobertos. ‚Então?‛ Dando um olhar tímido, Priss jogou o cabelo sobre o ombro. ‚O que acha?‛ Ele penseou que queria transar com ela, forte, mesmo sabendo que estava fora de seus limites. Apoiando os antebraços sobre os joelhos, com as mãos soltas, Trace olhou mais uma vez. Inferno, não conseguia parar de olhar seu corpo. Não tinha tatuagens, piercings que estragassem sua linda pele. E com aquelas calcinhas minúsculas deixando bem pouco a imaginação, não precisava de óculos raios-X para ver que nunca tinha de depilado. A Srta. Priss gostava de manter natural. O porquê de isso tê-lo excitado, não saberia dizer. ‚O gato comeu sua língua?‛ ela ronronou. Trace forçou um olhar fora de seu monte até seu rosto. ‚Adequado.‛ ‚Hm... Talvez os outros fiquem melhores.‛ Ela levantou os seios com as mãos, reorganizando o el{stico da calcinha, basicamente o torturando. ‚Fique sentado, ok? Volto logo.‛ Bruxa. Sabia que estava ótima e não se importava de zombar dele agora que Twyla não estava por perto. Nunca em sua vida tinha conhecido uma mulher tão ousada, sexy e autoconfiante que conseguia ao mesmo tempo ser... Pura. Puro apelo sensual. Pura inocência. Chamando-se de masoquista, Trace se recostou na cadeira e esperou que ela revelasse o próximo. Ignorando a vibração de seu estômago e como seu pulso acelerou de nervosismo, Priss puxou a curta calcinha vermelha com babados e o ridículo sutiã para combinar. Esse conjunto

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cobria mais sua pele, mas era curto o suficiente para que se Trace chegasse perto seria capaz de ver através dele. E sabia que ele iria olhar de perto. Ele a queimava com sua intensidade. Como uma mulher modesta, que pouco se importava em atrair a atenção masculina, todo esse cenário era torturante. Descobriu que poderia ser torturando para Trace também. Priss respirou fundo, escorada em sua audácia e abriu a porta da cortina. Deus todo Poderoso. Trace agarrou os braços da cadeira e deu um nó em seu estômago. Ele procurou algo em sua mente para responder, até que finalmente disse: ‚Bonito.‛ Tão bonito que se ela não se trocasse mais rápido, ele estaria sobre ela e para o inferno seu disfarce. ‚Apresse com isso, certo? Estamos correndo contra o tempo.‛ Satisfeito com a perceptível decepção, Priss voltou para a pequena sala e trocou para um conjunto de coração. O fio dental tinha um coração vermelho na frente que mal cobria os seus triângulos de pelos e o sutiã de renda tinha corações vermelhos, quase como pastéis, apenas grandes o suficiente para esconder os mamilos. Não estava familiarizada com lingerie exótica, nunca tinha usado antes disso. Quando colocou a calcinha, estava mais confortável. Seu embaraço continuava e seus pés doíam por causa do sapato. Mas, respirou fundo e perguntou com doçura. ‚Trace você est{ pronto?‛ Não. Ele não estava pronto. De alguma forma, ele tinha que retomar o controle da situação. Agora que ela estava no controle era insustentável. Com o plano perfeito em mente, Trace balançou a cabeça, mas respondeu com completa indiferença. ‚Pare de enrolar.‛ E então pegou seu telefone. Dessa vez, ela estava nua de tudo. O pouco material que cobria era mera decoração, como a cereja no topo de um doce bolo, um que não se importaria em comer, lentamente, dos dedos dos pés até o resto. Priss parou com as mãos nos quadris generosos, seus pés afastados e os ombros para trás.

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Como uma mulher tão pequena embalava curvas tão perfeitas ele não sabia. Mas, Priss conseguia com muito talento. Maldição, ela sempre fazia. ‚Bom o suficiente.‛ Quando ela sorriu para ele, levantou o celular e usou para tirar uma foto. Gritando Priss saltou atr{s da cortina e seu rosto ficou em chamas. ‚O que pensa que est{ fazendo?‛ ‚De repente tímida?‛ Contente com seu tom chocado e seu rosto vermelho, Trace olhou para o telefone. Ah, sim, isso funcionaria. Ele pressionou alguns botões, logo colocou o telefone distante. ‚Não se preocupe querida. Estou tirando para mim mesmo.‛ Seu sorriso parecia como um olhar malicioso. ‚Ninguém mais ir{ ver.‛ Insaciada com sua promessa, ela lhe olhou. ‚Você!‛ ‚Agora, Priss. Modéstia a essa altura é mais do que supeita. Queria a minha aprovação‛ Ele deu de ombros e se esforçou para manter sua atenção em seu rosto, fora de suas curvas que apareciam sob a cortina, ela empinou o queixo. ‚Tem a minha admiração também.‛ Antes que qualquer um deles pudesse dizer algo, Twyla voltou. Rapidamente, Priss saiu da cortina, mas agora ela parecia miserável de verdade, à beira de um ataque. Trace sorriu. Ela merecia se contorcer por tentá-lo antes. Twyla olhou para Priss, estudando em detalhes e disse: ‚Ela precisa de uma depilação estilo brasileira.‛ Priss estrangulou um suspiro. ‚Quer que a minha menina cuide disso?‛ Com as mãos na cintura Twyla disse: ‚Ela sempre faz um bom trabalho.‛ Trace lutou contra a ânsisa. Na idade dela, Twyla ainda... Não, ele não queria essa imagem presa em sua mente. ‚Eu não sei‛ Fingindo pensar sobre isso, Trace olhou para Priss. Ela tinha assassinato em seus olhos, então sim provavelmente descobriu que Murray não tinha a intenção de ser um pai, mas toda a intenção de usá-la ao seu favor. ‚H{ certo apelo sensual deixando ao natural.‛

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‚Você não pode estar falando sério.‛ ‚Vou pensar nisso, talvez discuta com Murray.‛ Priss engasgou ganhando uma carranca de Twyla. ‚E, em seguida, volto para você.‛ Dando de ombros Twyla disse: ‚Faça como quiser‛ Ela entregou a Priss uma pilha de roupas. ‚Jeans e três tops.‛ Priss colocou na frente de seu corpo e disse: ‚Graças a Deus.‛ ‚Priscilla‛ Trace advertiu. Ele obteve a aprovação de Twyla por seu tom severo. ‚Tente cada um dos tops com os jeans e depois teremos terminado por hoje.‛ Priss fechou os olhos por um momento, mas não ajudou nem um pouco. Trace tinha terminado com ela, ótimo. Exibindo seu corpo, enquanto ele parecia desconfortável da mesma forma que se sentia, tinha sido duro o bastante. Mas, com seus olhares lhe acariciando e tirando sua maldita foto, fazia com que tivesse vontade de se encolher no chão de vergonha. E então ele teve a coragem de discutir coisas muito particulares com ela como se não tivessem nenhuma importância, como se não fosse uma pessoa. Será que realmente ia mencionar isso para Murray? Oh, Deus, ela o mataria antes. E, no momento, com ele parecendo tão maldito satisfeito consigo mesmo, matar era uma possibilidade verdadeira. Ok, ela entendeu. Murray jogava por suas próprias regras e conseguiu sair impune. Tinha mais poder do que imaginava. Não iria virar as costas e correr, mesmo que Murray permitisse o que duvidava. Mas, de nenhum jeito iria deixar que passassem cera nela. Apenas o pensamento a deixava tremendo. Sempre foi uma pessoa muito reservada, desde os cinco anos havia sido independente para tomar seu banho. Nem mesmo sua mãe havia penetrado em sua higiene pessoal. Qualquer um que viesse com a intenção de despí-la, colocá-la, deixando-a sem pelos acabaria mutilado. Se ele fizesse desse um confronto pessoal, ela iria ganhar e pronto.

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Quanto a essa foto... Priss fervia, logo, decidiu que de uma forma ou de outra iria pegar o telefone dele e apagar tudo. Se perdesse informações importantes, bem, problema dele. Não era mais do que merecia depois desse comportamento desagradável. Com essa decisão, mesmo sabendo que Trace já tinha enviado a foto para si mesmo, Priss foi capaz de relaxar um pouco novamente. Acenando para a caixa sob o braço de Twyla, Priss perguntou esperançosamente, ‚São essas as botas?‛ Se tivesse que usar aqueles saltos grandes mais um minuto, ela choraria. Em seu dia-a-dia, não se incomodaria em vestir, não se incomodaria em tentar impressionar o sexo oposto. Ela usava seus velhos e fiéis jeans com tops casuais e mais frequentemente seu tênis. Com o canto dos olhos, ela olhou para Trace. Dada sua resposta em vê-la, não teria que trabalhar duro para conseguir sua atenção. Ela já sabia que no futuro, se ela queria alguma coisa, tudo que tinha que fazer era se despir. Como a maioria dos homens, ele se tornava mole diante de uma mulher nua. Não era uma situação idela, mas para alcançar seus objetivos finais, poderia lidar com isso. Twyla entregou as botas e elas eram diferentes de quaisquer que Priss já tinha visto. Pinos decoravam as botas de couro preto com abertura nos dedos. Pelo menos não tinham uma espessura calcanhar. ‚Ah, que fofo‛ Priss soltou, mesmo que pensassem que eram absurdas. ‚Vou apenas ir experimentar isso.‛ Ela inclinou a cabeça e olhou para Trace. ‚Você quer ver essas roupas, também?‛ Ele esfregou uma mão em seu rosto e sem dizer uma palavra indicou para ela começasse a se mexer. Foi tudo o que Priss podia fazer para não tripudiar. Especialmente desde que Twyla estava perto, forçando Trace a endossar sua artimanha. O grande falso. Mesmo quando ela puxou os jeans apertados, Priss perguntou se Trace era tão mortal como assumia. Não que ela duvidasse que ele pudesse matar, mas iria? Recentemente?

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Levou apenas alguns segundos para puxar as botas e vestir o top. O primeiro, feito como um cosert de seda cabia como uma luva. Trace aprovou com um aceno de cabeça concordando. A segunda, feita de renda elástica, semelhante a uma camisola, era a mais confortável. Ele mal a olhou, mas Twyla deu seu selo de aprovação. O último, vermelho com bolinhas brancas, era o favorito de Priss pela simples razão de esconder mais. Trace pareceu concordar. ‚Ela ir{ usar isso agora. Separe mais desses jeans, em cores diferentes, e uns vestidos para coktail. Virei pegar tudo amanhã.‛ Twyla começou a pegar os itens. ‚Isso vai | conta de Murray?‛ ‚Sim, obrigado.‛ Trace manteve o olhar longe de Priss, deixando-a irritada. Não iria deixá-lo fugir com isso por muito tempo. Na verdade, tão logo que estivessem sozinhos de novo, pretendia conversar sobre algumas coisas. E então o faria pagar por colocá-la nessa interpretação de exibicionismo.

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Capítulo 04 No segundo que se afastaram da loja, Trace a venceu com alguns empurrões. ‚Nem uma palavra, Priss. Estou falando sério.‛ Ela abriu a boca, mas depois de pretsar atenção em seu cenho fechado, recuou. ‚O que foi? O que est{ errado?‛ Ele lhe deu um olhar incrédulo. Priss soltou um suspiro. ‚Sim. Essa pergunta é absurda até para mim. Pelo amor de Deus, acabei de ser forçada a provar as roupas mais reveladoras para sua diversão, e para apreciação eventual de Murray, então um monte de coisas estão erradas.‛ ‚É fodido de três maneiras diferentes, concordo.‛ Ela fez uma careta, e novamente começou a falar, somente para ter Trace interrompendo. Olhando pelo retrovisor, ele disse ‚Estamos sendo seguidos.‛ Ela não olhou. Obviamente sabia melhor do que isso, mas a curiosidade aguçou mais sobre ela. Lentamente, ela inclinou-se para a janela usando o retrovisor lateral. ‚Quem imagina que é?‛ ‚Não faço ideia, então não tente me irritar por alguns minutos.‛ Ele procurou em seu telefone e discou o numero de Murray. A maioria das pessoas tinha que passar por Alice, mas Trce tinha sua linha direta. Isso significava que tinha o direito de interromper Murray durante seu trabalho, e fazer... Outras coisas. Esse era um desses momentos. ‚É melhor que seja importante‛, reclamou Murray, grunhindo um pouco, parecendo sem ar.

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Trace ficou gelado com desgosto, somente por saber o que Murray estava fazendo. ‚Desculpe interromper.‛ ‚Helene ir{ resolver isso com você mais tarde, tenho certeza.‛ Ele riu e, no fundo, Trace ouviu os gemidos profundos de Helene. Cristo. ‚Vou direto ao ponto‛ Agora, Murray estava tentando manter a calma de Helene o suficiente para não fatiar alguém. Tinha uma margem de ciúmes e Priss tinha pressionado alguns botões. Uma boa transa ajudaria a gastar um pouco da energia e da tensão. ‚Estou sendo seguido.‛ Murray disse com calma: ‚O que est{ falando?‛ ‚Se quer grudar em mim, não tem problema. Sei que é cauteloso e posso aceitar isso. Vou deixar que me seguisse como um bom funcionário. Mas, se não o faz, vou me perder ou matá-los. Sua escolha.‛ Houve um momento de silêncio, e depois as gargalhadas de Murray quase acabaram com os ouvidos de Trace. Ciente de Priss observando-o Trace virou em outra esquina, indo para lugar nenhum em particular. ‚O que vai ser Murray?‛ ‚Saia da vista, e se não conseguir, sinta-se livre para matá-los com a minha benção. Não merece menos por ser um perseguidor de merda.‛ ‚Entendido.‛ Mais do que ciente de que Murray não tinha negado ou confirmado colocado um homem atr{s dele, em seguida, Trace cortou a ligação. ‚Segure firme, Priss. Se não despistar o bastardo, terei que matá-los.‛ ‚Sensível em derramar um pouco de sangue, não?‛ ‚Nenhum um pouco.‛ E, obviamente, ela também não. ‚Então qual é o problema?‛

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‚Não tem um realmente.‛ Nesse momento, havia meia dúzia de pessoas envolvidas nas operações de Murray que tinha grande prazer em aniquilar. ‚Mas, nós temos coisas mais importantes para fazer agora.‛ Com isso dito, ele pegou uma curva acentuada e acelerou. Quando atingiu cem quilômetros por hora, Priss disse calmamente: ‚Ok, talvez isso não....‛ ‚Segure firme.‛ Ele tomou outro rumo, pegando a via expressa, com uma saída a dois metros de distância. Passou por uma antiga e em ruínas sala de cinema em outro quilômetro distante da saída. Levando a Mercedes por trás da tela caindo aos pedaços, estacionou, pegou sua arma e esperou. Ao lado dele, Priss continuava imóvel, a respiração presa. Somente a pressa do tráfego podia ser ouvido na estrada principal. Com a arma quilibrada em seu joelho, Trace virou para ela. ‚Respire.‛ Ela respirou fundo, quase engasgando. ‚Você os perdeu?‛ ‚Acho que sim, mas vamos esperar um minuto para ter certeza.‛ Ainda de olhos arregalados, ela olhou ao redor. ‚Você est{ familiarizado com essa {rea?‛ ‚Não.‛ Trace observou o delineado rosto, o nariz arrebitado, a boca exuberante, o olho arregalado, os cílios escuros e os olhos verdes ansiosos. ‚Pelo menos, não tão familiar quanto você está com o degaste de fetiche.‛ Seu olhar foi para o dele. As sobrancelhas arqueadas comprimiam quase para baixo. ‚Do que est{ falando?‛ ‚Você.‛ Usando a arma, ele apontou para seu corpo. ‚Nessa coisa que inspira tesão chamada roupas íntimas. Estava mais do que confortável com isso. Inferno, uma menina inocente não saberia nem como usar, muito menos conseguir provocar.‛ Seus lábios se curvaram.

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‚Oh, pobre Trace. Você se sentiu provocado?‛ ‚Sim‛ Ele olhava para sua boca. ‚Eu senti.‛ Ocorreu-lhe que não tinha visto nenhuma sarda sobre ela. Nem em seu rosto ou em seu corpo. Curioso, dada à cor de seu cabelo. Ele bateu a arma contra sua perna, chamando a atenção de Priss para si. Seria bom se ela mostrasse um mínimo de incerteza. Não que não gostasse de sua cooperação nesse caso, agora confusa, mas ainda assim... ‚Então, me diga, Priscilla Patterson. O que você fez antes de decidir me atormentar?‛ Priss ponderou a ideia de mentir. Novamente. ‚Não se incomode.‛ Porra, ele era esperto. Então, que merda? Ela colocou o queixo para cima. ‚Eu sou dona de uma loja para adultos.‛ O barulho irritante da arma parou. Seus olhos se estreitaram, e então ele deu de ombros, em uma negligência dram{tica. ‚De alguma forma, em relação a você, isso faz sentido.‛ ‚Não tenho certeza se gosto que pense assim.‛ Ele estava tentando classific{-la? Idiota. ‚E sabe, é realmente vaidoso que pensem que estou aqui por sua causa.‛ Trace prensou o ombro contra a porta, ficando confortável. ‚É mesmo?‛ ‚Sim.‛ Priss estendeu a mão e acariciou sua bochecha. ‚Você é apenas um privilegio inesperado.‛ Ela apoiou as mãos em suas coxas, ciente de Trace olhando firme para seus seios. ‚Estou aqui por Murray.‛ ‚Por que ele é seu pai?‛ ‚Sim‛ Ela lhe jogou um olhar. ‚E porque vou matá-lo.‛ Por longos segundos, Trace nada disso. Guardou a arma, deslocando para trás de seu banco e colocando o carro em movimento. ‚Você não vai matar ninguém, Priss, mas gostaria de ouvir mais sobre essa sua loja pervertida.‛

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‚Vou mat{-lo assim que puder.‛ E no mesmo tom indiferente, ela disse, ‚A loja é grande, mas não é pervertida. É bem gerenciada – por mim -....‛ ‚Quão grande?‛ ‚Não tão grande como o escritório de Murray. A maioria das coisas do negócio são DVDs e livros, junto com certo item que funciona a bateria.‛ Ela levantou as sobrancelhas para ele. ‚A roupa íntima bem... temos algumas coisas malucas, como calcinhas crotchless e sutiãs de escravidão, mas na maior parte é somente para exibição. Quando as pessoas querem outras coisas, encomendam de um catálogo, temos uma porcentagem de venda.‛ Trace observou e não havia nenhum sinal de seu perseguidor. ‚Continue.‛ ‚O que mais quer saber?‛ Seu olhar continuou se movendo ao redor da área, alerta e cauteloso. Sua pergunta soou quase como uma reflexão tardia. ‚Você j{ usou alguma mercadoria antes?‛ ‚Não. Sou do tipo algodão confort{vel.‛ Ele balançou a cabeça, em seguida, soltou. ‚Como sua mãe morreu?‛ Falando em mudança suave, Priss se perguntou se Trace esperava pegá-la desprevenida, ou era apenas um caminho? Mesmo quando a questionou e ouviu suas respostas, manteve uma vigilância constante na área. Quando estavam na estrada principal de novo, pegou algums ruas em vez de voltar para estrada. ‚Mamãe teve um derrame.‛ ‚Então o que disse para Murray era verdade?‛ Ela assentiu com a cabeça. Trace dirigia com uma mão e, com a outra, estendeu para seu joelho. ‚Sinto muito.‛

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Priss queria muito cobrir a mão dele com a sua, mas antes que pudesse pensar sobre isso, ele retirou. ‚Você não tem sido exatamente agradável comigo, Trace, então por que deveria acreditar que se importa?‛ Ele deu de ombros. ‚Estamos presos em nossos papéis, sabe disso.‛ Ele olhou para ela, em seguida, de novo. ‚Perdi meus pais, ambos, h{ muito tempo. Independente de tudo o que está em jogo, sei como é passar por isso.‛ Priss aceitou sua explicação. ‚Obrigado.‛ ‚Foi difícil?‛ ‚Sim‛ Era um eufemismo. ‚Mamãe sofreu muito antes de morrer. Ela estava... Incapacitada. Incapaz de cuidar de si mesma. Pouco a pouco, ela desistiu e, no final, sua morte foi uma benção.‛ Colocando a mão em seu joelho, trace expressou algum conforto. ‚Você mesma cuidou dela?‛ ‚O melhor que pude.‛ Seu peito doía, lembrando-se de como tinha sido inadequada. ‚Não havia mais ninguém. Mas, eu ainda tinha que trabalhar e tinhamos nos escondido por muito tempo.‛ ‚Ficando fora do radar de Murray?‛ ‚Por que mais? Minha mãe não achava que Murray teria um interesse real em mim, não como pai de qualquer maneira. Não confiava nele com razão. E sim, é por isso que temos uma sex shop. Mamãe disse que Murray nunca teria pensando em nos procurar ali.‛ ‚Ele teria assumido que ela voltou para sua educação de classe média?‛ Priss assentiu. ‚Então, ela se escondeu onde sabia que ele não iria procurar. Mas, por causa do nosso estilo de vida, nunca estávamos seguras ou muito dinheiro guardado.‛

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Ficaram em silêncio por um tempo e Priss pensou que curiosidade de Trace foi aplacada, então fechou os olhos. Tinha sido um longo dia, muito tumultuado. E ainda não tinha terminado. Depois de dez minutos ou mais, Trace perguntou: ‚Est{ dormindo?‛ ‚Não.‛ Tinha sido muito tempo desde que tinha dormido de verdade, j{ havia se esquecido de como era. ‚Quem est{ cuidando da loja, enquanto est{ aqui?‛ ‚Meu companheiro, Gary Deaton.‛ Priss odiava pensar sobre isso, porque não tinha maneira de Gary manter as coisas do jeito que gostava. ‚Companheiro nos negócios ou pessoal?‛ ‚Pessoal? Credo. Dificilmente.‛ Esse pensamento repugnante a fazia estremecer. ‚Somente nos negócios, muito obrigada. E ele não é mesmo um parceiro. Mais como um emprego. Somente o chamo de parceiro, porque ele trabalha tantas horas como eu, ás vezes até mais. Agora, enquanto estou aqui, com certeza mais.‛ ‚Alguma outra pessoa na jogada?‛ ‚Não, o que te importa afinal?‛ ‚Apenas para saber se mais alguém est{ envolvido nesse seu plano genioso.‛ Ele virou outra esquina e acabaram em uma estrada familiar para ela. ‚Ou se tem alguém para quando voltar para casa que estará procurando logo por você, se não aparecer.‛ Priss não estava mesmo preocupada, mas não confiaria em Trace, de jeito nenhum. ‚Pensando em me matar de novo?‛ Ele deu uma risada curta. ‚Matar você, não.‛ Então o que estava pensando em fazer com ela? Não se atreveu a perguntar. Manter Trace Miller, ou qualquer que seja seu nome verdadeiro, por perto era uma necessidade extrema. ‚A vida em fuga não ajuda para envolvimentos rom}nticos.‛

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O seu polegar esfregou sobre o joelho, e Priss perguntou se estava ciente do que estava fazendo, se era de próposito, para excitá-la, ou se era uma extensão dos seus pensamentos que brilhavam em seu rosto. ‚Trace....‛ ‚Ocorreu-me que não vi uma única sarda em você. Nem em seu rosto.‛ Ele lhe deu um olhar r{pido e elevado. ‚E nem em seu corpo.‛ ‚Sim, e daí?‛ ‚É uma curiosidade não acha, dada | cor de seu cabelo?‛ Priss levantou a mão e deixou cair perto dele. ‚Tudo bem, em primeiro lugar, guarde suas mãos. Entendido?‛ Ele não disse nada, mas ela viu o canto da boca inclinar em um sorriso. ‚Em segundo lugar, percebeu que minhas sobrancelhas e cílios são marrons mais escuros sem uma pitada de vermelho?‛ ‚Significa?‛ ‚Significa que não sou como algumas ruivas...‛ Seu rosto aqueceu. ‚Vermelha em tudo.‛ ‚Sim?‛ Ele olhou para ela de forma significativa. ‚Continue.‛ Priss deu um soco em seu ombro. ‚Não gosto do que está pensando.‛ ‚Não sabe o que estou pensando.‛ E com outro sorriso provocador. ‚Você?‛ Como iria dizer isso em voz alta? De jeito nenhum. Priss cruzou os braços. ‚Se você estiver insinuando que acredita que pinte os cabelos, não sei. Tudo em mim é natural.‛ ‚Veremos.‛ ‚Não, nós não veremos nada!‛ Sob sua respiração, Trace disse: ‚Quase vi hoje. Se tivesse movido um centímetro mais perto, conseguiria ver melhor.‛

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‚Pare com isso!‛ Priss sentiu o calor em seu rosto e odiava isso. ‚Isso me lembra. Quero que você apague essa maldita imagem.‛ ‚Não ir{ acontecer. Vê-la naqueles trajes foi um troféu.‛ Ele levou o carro para um estacionamento e olhou em volta. Antecipando sua raiva, ele disse ‚Você não estava brincando. Esse lugar é realmente suspeito.‛ Bem, maldição. Ainda não tinha notado que estava de volta ao apartamento degradado. É a irritava que ele a distraísse o suficiente para ficar inconsciente de seu local. Isso poderia ser mortal. Mais cedo ou mais tarde, ela o pegaria de surpresa, e então pegaria seu telefone e o esmagaria. Se tivesse enviado a foto para si mesmo, bem, pelo menos teria algum retorno. Até então... ‚E agora?‛ ‚Agora vamos pegar algumas de suas coisas e fazer com que pareça que est{ hospedada no hotel... Se alguém for verificar e não estiver perto, pode sempre alegar que estava fazendo compras ou algo assim.‛ ‚Fazer comprar não funciona com meu disfarce.‛ Sua mandíbula apertou. ‚Pensarei em algo. Mas, de agora em diante, est{ em modo de sobrevivência. Entendeu?‛ ‚Não.‛ Nada e nem ninguém iria impedi-la de fazer o que precisava. Priss tentou abrir a porta, mas não se moveu. ‚Desbloqueie.‛ Em vez disso, ele a girou para que lhe encarasse. Começou a explodir com ela, mas algo estranho aconteceu. Em vez de seu ato de motim, ele olhou em seus olhos, depois para sua boca. Seu comportamento mudando. Parecia tenso, mas agora por razões diferentes, mais quentes. Ele ainda olhava fixamente para sua boca quando Priss ouviu o bloqueio com um clique abrir. Ela olhou para baixo e viu que Trace tinha atingido o botão, sem quebrar o perturbador e eletrizante contato visual com ela.

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Ela encontrou seu olhar de novo e suavizou. Porra, resistir a Trace não era fácil, ainda mais se ficasse lhe olhando. ‚Você vai entrar também?‛ ‚Sim.‛ De repente, quase violentamente, ele se afastou e saiu do carro. Ainda um cavalheiro, ele caminhou ao redor para seu lado e abriu a porta. ‚Vamos terminar logo com isso.‛ Bem. Isso soou como um insulto. Priss teria sido deixada de lado, mas ela tinha que tirar a chave de um bolso escondido de sua bolsa. ‚Tudo bem.‛ Ela saiu do carro para ficar ao seu lado. ‚Mas, quando chegarmos, observe onde pisa.‛ ‚Por quê?‛ Segurando-lhe o braço, começou a entrar, novamente fazendo um levantamento da {rea. ‚Tem minas terrestres escondidas?‛ Priss ignorou. ‚Por aqui‛ Ela assumiu a liderança, levando-o pela a entrada lateral. Sirenes de polícia soaram nas proximidades, concorrendo com a música do bar ao lado. ‚Estou no segundo andar.‛ Eles passaram por uma prostituta acariciando um homem contra a parede do prédio. Priss pisou em cima e em torno de uma garrafa quebrada. Pneus cantaram e alguém gritou palavrões. Desgosto deixou uma expressão amarga no rosto de Trace. ‚Esse prédio precisa ser condenado.‛ ‚Talvez, mas é sombrio o suficiente para que ninguém perguntasse algo quando arrumei um quarto.‛ ‚Também é sombrio o suficiente para que possa ser assaltadas, estuprada ou assassinada no maldito quarto e ninguém notará.‛ Priss balançou a cabeça.

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‚Não estou preocupada com isso.‛ Eles subiram as escadas de metal, precariamente ligadas à estrutura. Depois de resmungar um som rude, Trace disse: ‚H{ muito coisa que deve se preocupar, mas não o faz.‛ Não tinha razão para discutir com ele. Suas opções sobre o que se preocupar e o que ignorar, tinha uma grande limitação. ‚Por aqui.‛ A casa antiga tinha sido restaurada em algo melhor para acomodar quatro inquilinos separados. Estava no canto de trás, de frente para o bar. Trace observou o estabelecimento turbulento. ‚O incêndio começou cedo.‛ ‚Meu entendimento é que começa no almoço e fica mais forte no jantar. Não vai me incomodar. Estou acostumada com esse ruído.‛ Trace lhe deu um longo olhar, mas Priss se recusou a lhe olhar. Usando a chave, abriu o ferrolho e então a fechadura da porta. ‚Cuidado agora.‛ ‚Cuidado com o que?‛ perguntou Trace. Eles entraram na cena e, antes que pudesse acender uma luz, um rosnado baixo soou. Atras dela Trace congelou. Mas, não por muito tempo. De alguma forma, antes mesmo que ela soubesse, Priss se viu atrás de Trace, pressionada contra a parede. Quando percebeu que havia puxado sua arma, ela bateu em seu ombro. ‚Não se atreva a atirar no meu gato!‛ Sua confusão era palpável. ‚Gato?‛

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‚Sim, como um animal de estimação.‛ Priss se afastou dele e encontrou uma l}mpada. Se tivesse verificado antes de se encontrar com Murray, ainda assim não estaria acostumada com o espaço. Atrapalhou-se por um momento antes da luz entrar. Liger, seu gato enorme, se aproximou dela e coçou a cabeça contra sua caneca. Priss ajoelhou-se para abraçá-la, ao longo de suas costas largas. Ela deu um ronronar em resposta. A arma agora mole ao seu lado Trace olhou para ela. ‚Você tem que estar brincando comigo.‛ ‚Guarde sua arma, Trace‛ Ela caiu de bunda no chão e Liger rastejou para seu colo. Por que estava com dez quilos de amor sólido, transbordava em todas as direções. Priss riu, enquanto corria a borda de seus dentes ao longo de seu joelho, então rolando à sua volta. ‚Bom Deus. Isso é um gato doméstico? Realmente? Nunca vi um tão grande.‛ ‚Ele é um Maine Coon1. São naturalmente grandes.‛ ‚Est{ me dizendo que esse é seu tamanho normal?‛ ‚Para os machos, sim. Encontrei-o em um abrigo h{ alguns anos. Não é lindo?‛ ‚Realmente...‛ Trace guardou a arma e se agachou ao seu lado. ‚Sim. Ele é lindo.‛ Por alguma razão isso a surpreendeu. ‚Gosta de animais?‛ ‚Claro.‛ Ele estendeu a mão para Linger. ‚É amig{vel?‛ Priss esfregou o nariz contra o pescoço do gato. ‚Muito. Também é inteligente. Ele é um grande amigo, você não é Liger?‛ O gato observou Trace, logo, colocou uma pata gigante em sua coxa. Ele soltou outro grunhido, fazendo Trace se movimentar. ‚Essa é apenas sua maneira de verificar. Ele não morde.‛ Priss assegurou. ‚Quero dizer, ele pode, mas não a menos que esteja fazendo algo que não deveria.‛

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‚Ele tem suas garras?‛ Priss olhou. ‚É claro que sim. Declawing2 é cruel.‛ Trace não prestou atenção a sua afronta. Ele acariciou o gato e Liger fechou os olhos em êxtase. ‚Ele tem a cauda como um guaxinim.‛ ‚Eu sei.‛ ‚Como o chamou?‛ ‚Liger‛ Ela abraçou o gato novamente. ‚Por causa da sua juba e suas listras.‛ ‚Ele tem uma cor errada.‛ Verdade. Sendo principalmente preto com listras cinza e brancas, Liger não se assemelhava a um leão ou um tigre. ‚Estava falando por causa de seu tamanho e do grande rugido.‛ O gato abandonado rastejou para o colo de Trace, depois se estendeu para cheirar seu rosto. Trace sorriu, acariciando Liger e esfregando sob o queixo. ‚Ele é muito legal, não é?‛ ‚Ele é maravilhoso. Maine Coons são como grandes cachorros afetuosos. Gostam de atenção e tem, na maior parte do tempo, natureza muito gentil.‛ ‚Na maior parte?‛ ‚Detesta erros e pode ficar muito cruel com isso.‛ Trace riu com a imagem mental, mas depois ficou sério. ‚Odeio dizer isso, mas ele vai ser um grande problema.‛ Priss congelou. ‚Do que est{ falando?‛ ‚Desculpe, querida, mas ele tem que ir.‛

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É a remoção das garras dos gatos utilizando-se de técnica cirúrgica. A remoção do mecanismo que a faz ser retrátil. Ou seja, a grosso modo, uma parte dos dedos do gato é CORTADA.

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Capítulo 05 Arrebatando o norme gato para longe dele, Priss o abraçou protetoramente. Com o queixo enfiado no pelo mais longo em seu peito, Liger continuou ronronando. Priss olhou igualmente assustada, furiosa e defensiva. ‚Escute...‛ disse Trace. ‚Não, você escuta‛ Foi o tom mais sombrio e frio que j{ a tinha ouvido falar. ‚Se tocar um dedo em meu gato, eu....‛ Ela não terminou a ameaça, incapaz de pensar que qualquer coisa terrível pudesse acontecer. Rolando seus olhos, Trace levantou e examinou o apartamento. Era limpo, mas desorganizado, espaçoso além da medida, e de nenhuma maneira seguro. ‚Estou tentando ter certeza de que o gato ficar{ em segurança. Algo ou alguém que possa ser usado contra você está em perigo. É por isso que perguntei se estava envolvida com outra pessoa de qualquer maneira.‛ ‚Oh.‛ Ele passou seu olhar para ela. ‚O que você acha? Que estava dando em cima de você?‛ Seu ombro direito levantou. ‚Você me tinha visto praticamente nua.‛ Deus, ele não precisava que ela o lembrasse, a imagem ficaria para sempre gravada em sua mente. ‚Você que exibiu sua quase nudez, mas aqui est{ uma notícia para você, Priss. Não é a primeira mulher nua que vi.‛ ‚E provavelmente não a melhor de se olhar, eu sei‛ Levantando o grande felino em seus braços, Priss levantou e foi para um sofá mal revestido. Ela caiu sobre ele. Olhou para Trace através de seus olhos sonolentos e uma pontada de curiosidade. ‚Mas, você parecia estar gostando do show.‛

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Que merda ela queria? Uma confissão de que havia o afetado profundamente? Bem, não iria conseguir. ‚Eu estou vivo, então é claro que gostei‛ O apartamento não era nada mais do que dois espaços, viver, comer e dormir, tudo em um único espaço e um pequeno banheiro com pia e vaso sanitário manchado, com azulejos rachados no chuveiro. Não havia barreiras, sem rotas de fuga altenativas que não fossem a janela do banheiro e uma atrás do sofá. O que não funcionaria. Quase distraidamente, ele disse ‚Você est{ amontoada, Priscilla Patterson. Isso é um problema também.‛ ‚Também?‛ ‚O gato?‛ Com os punhos em seus quadris, Trace virou-se para ela e viu desolação em seus olhos grandes verdes. Tão suscetível ás lágrimas reais como qualquer outro homem, ele suavizou o tom. ‚Priss. Você precisa mover Liger para um lugar seguro.‛ Ela balançou a cabeça e abraçou o gato mais apertado. ‚Não tem um lugar. Sou tudo o que ele tem.‛ E ele era tudo o que ela tinha? Parecia. Trace franziu o cenho, enquanto considerava as coisas, então ele pegou o telefone pré-pago e discou novamente para Trace. Seu amigo atendeu no segundo toque. ‚O que foi?‛ ‚Preciso de um favor.‛ Com um encolher de ombros ao seu tom, Dare disse, ‚Diga.‛ ‚A complicação que te falei? Tem um gato.‛ ‚Isso é um eufemismo ou est{ falando de um animal de estimação?‛ Trace sorriu. ‚De estimação. Um grande animal de estimação.‛ Ele abaixou o telefone para falar com Priss. ‚Quanto esse monstro pesa?‛ ‚Não é um monstro, mas ele pesa dez quilos‛ Ela olhou para ele com grave desconfiança. ‚E o que exatamente est{ fazendo agora?‛

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Voltando ao telefone, Trace disse: ‚Ele é um gato de dez quilos, se consegue acreditar nisso. A coisa é ele é um amor e também leal. E sei que seria uma arma poderosa contra ela.‛ ‚Sim‛ Dare foi atencioso, mas apenas por um momento. ‚Você quer mantê-lo fora do caminho do mal? Inferno, minhas meninas iriam adorar. Gostam de todas as coisas peludas. Desde que não estou em missão agora, vou estar por perto para ter certeza que vão se der bem.‛ Aliviado por Dare ter oferecido, Trace soltou um suspiro. ‚Se tem certeza, poderia levar Priss e seu gato amanhã. Ela precisa de uma maldita reforma mesmo. Coburn que mandou.‛ ‚Droga. Isso não est{ soando bem.‛ ‚Não.‛ Mas, Trace, não queria entrar nos motivos de Murray ainda. Se ele fizesse, iria querer matar o bastardo agora, em vez de se manter com o plano. ‚Talvez possa providenciar uma esteticista ou o que for esteja lá, para ajudar a encobrir a viagem. Se Priss voltar com seu cabelo mudado, e as unhas feitas, ninguém pensaria nada disso. E Jackson poderia garantir que saíssemos da cidade sem sermos seguidos.‛ ‚Sim, acho que podemos controlar isso. Tenho certeza de que Chris tem um amigo que é cabeleireiro.‛ Divertido, Trace balançou a cabeça. A esposa de Dare, Molly, apesar de muito bonita, não passava longas horas em um salão. Mas, o bom amigo e empregado de Dare, Chris, tinha uma variedade de conhecidos que iam de hogadores de futebol para rainhas da beleza, todos os homens. ‚A menos que algo aconteceça, poderia tê-la logo no final da manhã.‛ ‚Podem almoçar aqui.‛ ‚Obrigado‛ A menção da comida maravilhosa feita por Trace, quando havia sido a última vez que Priss tinha comido? Agora que estava largada confortavelmente no sofá, mostrava sua exaustão. Ele franziu a testa. ‚Ligarei quando estivermos a caminho.‛ Depois de desligar com Dare, Trace foi para as cortinas e olhou para fora. O estacionamento adjacente ao bar do lado, uma rua dando volta sobre outra. Não gostou do

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estilo, ou no tamanho do ruído, ou a falta de segurança. Mesmo o mais ferrado conjunto deveria ter alguma segurança. Esse lugar não tinha nenhum. ‚Você fez arranjos para Liger?‛ Ele acenou com a cabeça. ‚Isso ser{ somente até que tudo esteja bem, Priss. Isso é tudo.‛ ‚Mas, não sabemos quanto tempo poderia ser.‛ ‚Não.‛ Trace esfregou o rosto. ‚J{ comeu?‛ ‚Um pouco no café-da-manhã.‛ E j{ tinha passado da hora do jantar. ‚Tudo bem. Vamos pegar suas coisas juntos.‛ ‚Quanto devo juntar?‛ ‚Tudo que realmente precisar. Se puder ajudar, não ir{ passar suas noites aqui.‛ ‚É uma vergonha‛ Ela olhou ao redor melancólica. ‚J{ estava resolvida.‛ Não iria discutir com ela. Estava se mudando por um tempo. ‚Bem vamos ir para um hotel, mas não o que mencionou. Não quero em qualquer lugar onde Murray saiba onde procurar.‛ ‚Isso não irá fazê-lo suspeitar?‛ ‚Pensarei em alguma coisa.‛ Ele a observou levantar do sof{. ‚Depois que comermos alguma coisa.‛ Ela hesitou. ‚E Liger?‛ ‚Ficar{ com você essa noite. Então amanhã vamos lev{-lo para ficar com meu amigo.‛ Trace olhou e a viu se preparar com algum argumento, com base em sua preocupação e medo. ‚Não me olhe assim. Dare ser{ muito bom para ele, prometo. Ele tem duas cachorras que gostam de outros animais. Entre eles, irá fazê-lo se sentir em casa.‛ Trace sabia que ela não queria. Tinha aquele olhar de maquinação teimoso vindo, podia ver praticamente a variedade de planos alternativos esvoçando através de seus pensamentos.

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Ele usou a dura realidade para convencê-la. ‚Você prefere um dos capangas de Murray o encontrando? Confie em mim, Priss, eles são mais do que capazes de usar o gato para te machucar. Seria... Feio.‛ Dado o olhar em seu rosto sabia exatamente o que ele queria dizer. Sua respiração estremecendo e os lábios trêmulos deixaram o medo em sua alma. Não chore. Por favor. Priss tinha um corpo para o pecado e a disposição de um ouriço, mas vendo o seu amor por aquele gato grande e gordo... Bem, bateu em algo dentro dele. Muito suavemente, Trace disse: ‚Você est{ bem?‛ Recuperando sua autoconfiança, apertou os l{bios e assentiu. ‚Obrigado por pensar nisso.‛ E então com uma voz menos intensa. ‚eu morreria se algo acontecesse com ele.‛ O que signiticava que Trace faria cada coisa no seu poder para que nunca chegasse a isso. ‚Dessa forma ele estar{ seguro.‛ Agora, se fosse assim tão fácil garantir a segurança de Priss. ‚Vamos indo. Teremos um longo dia amanhã.‛ ‚Tudo bem‛ Ela deixou o gato no sof{ e foi até o banheiro. Durante a noite, ela já tinha embalado tudo. De trás do sofá-cama, ela pegou uma mochila grande. ‚Fora isso, preciso pegar a caixa de Liger e comida.‛ Ela levantou a coleira do gato e o cinto largo na maçaneta da porta. Espantado, Trace olhou para seus pertences insignificantes. ‚Não tinha desempacotado ainda?‛ ‚Não tinha planejado ficar por muito tempo. E não quero ter que deixar nada para trás caso fosse pega no meio desse negócio.‛ ‚O negócio para... Matar Murray?‛ ‚Isso mesmo‛ O sorriso de Priss era como um alarme. ‚Pode pensar que sou uma menina agindo por impulso, mas tinha um plano, Trace. Um bom plano. E se não tivesse aparecido, estaria muito perto de livrar o mundo de uma alma podre. Agora eu sei que ver meu gato novamente depende do meu sucesso... Bem, vamos apenas dizer que estou duplamente motivada para acabar com isso.‛

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Trce viu o brilho do sucesso em seus olhos e a inclinação arrogante de antecipação em sua boca sexy. Para uma mulher, magra bem torneada com cara de inocente, era uma maldita sanguinária. Contradições. Nada mais que constantes contradições. Então, porque diabo estava começando a achar tão excitante? Priss se esticou acordando no mais limpo e melhor quarto de hotel. Os lençóis eram suaves e macios. Tinha espaço suficiente para mover sem esbarrar em nada. A luz do sol penetrou em torno das cortinas fechadas. Seria mais um lindo dia de junho. Hora de levantar, exceto que não podia mover as pernas, não com Liger estendido através dela. Tinha o cobertor preso para apenas cobrir sua cintura. O ar-condicionado, algo indisponível em seu apartamento, mantinha o quarto gelado. Com um bocejo, Priss rastejou debaixo de Liger e sentou na lateral da cama. Seu longo cabelo caia em seu rosto e agora a camiseta amarrotada que usava cobria apenas o topo de suas coxas. Mas, pelo menos, nessa manhã em especial, estava segura. Tantas mudanças em pouco tempo. A morte de sua mãe tinha sido uma perda devastadora e uma benção. Não passava um dia sem que sentisse sua falta, mas pelo menos agora não sofria. Isso tinha sido o pior para Priss, ver sua mãe na miséria, desaparecendo em sua dor. Deixar sua casa deve ter sido uma revolução, mas com a motivação a guiando, Priss tinha empacotado tudo, conduzido até a nova cidade. Conforto ficou em segundo plano até alcançar seus objetivos. Ela se instalou, encontrou a localização de Murray e finalmente o encontrou. Tinha estado no caminho certo. E depois que conheceu Trace... Qualquer que fosse seu último nome. Não estava acreditando no nome que lhe deu. Trace tinha muitos segredos, talvez mais do que ela. Gostava de brigar com ele verbalmente, conhecendo seu físico atraente e ficou intrigada com sua atitude arrogante. De longe, era o homem mais tentador que já tinha conhecido.

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Porque não sabia de verdade o suficiente sobre ele para estar tão cativada, suas reações a ele era uma coisa meio... Bem, doentio. Claro, seus instintos eram bons, e seu instinto dizia a ela que Trace era feito de heroísmo. Apesar da falta de fatos, ela já decidiu que ele era um dos homens bons, um macho alfa que iria entrar em perigo para proteger os outros, assim como até agora a tinha protegido. E seu gato. Ele era completamente o oposto de Murray Coburn. Então, porque ele estava trabalhando para aquele bastardo? Ou ele era. Liger esticou com preguiça, bocejando amplamente suficiente para mostrar seus abundantes dentes afiados. Abriu seus olhos marrons e piscou para Priss, logo, deu o mais longo miau que soou pequeno e feminino em comparação com seu corpo opulento. Priss sorriu. ‚Eu sei. Essa foi uma longa noite. Não estamos acostumados com isso, não é? E agora você quer café-da-manhã.‛ Ela coçou sua cabeça, seu ponto favorito sob seu queixo, logo, ao longo de suas costas. ‚Eu também, amigo. Mas, algumas coisas primeiras.‛ No seu caminho para o banheiro, que era o dobro do tamanho que tinha usado no dia anterior, Priss olhou para a porta de conexão. No quarto ao lado, Trace dormia. Seu coração batia forte, que era a maior mudança de todas. Para todos os propósitos, ela via os homens com meros clientes, facialmente coagidos a comprar o pornô mais recente e mais caro. Ela brincava com os homens, e os dispensava. Ao contrário de sua mãe, Priss se sentia à vintade em companhia masculina. Mas, o coração disparado? Não. Nunca tinha encontrado um homem que a tivesse afetado dessa maneira. Antes de deixar o banheiro Priss jogou água no rosto e escovou os dentes. Um olhar no espelho mostrou um olhar muito pior que o desgaste. Não que mudaria seu estado.

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Usando as duas mãos, empurrou o cabelo para trás de seu rosto e se examinou. Antes de se encontrar com Trace, sempre aceitou a si mesma como uma mulher assexuada, apática na maioria das situações, seperada dos interesses habituais de menina jovens, metódicas em sua abordagem. Sim, tinha amado sua mãe. Muito. Mas, além disso, nenhuma pessoa a tinha tocado com afeição genuína. Tinha sido uma mulher corrindo erros, sem emoções disponíveis. Mas, perto de Trace sentia sua cabeça nadando no meio de sensações. Tinha ido dormir pensando nele e, percebia que tinha despertado com ele em sua mente. Totalmente patético. Ela tinha acabado de dar a comida para Liger quando um toque soou na porta de conexão. Priss ficou com o coração saltando. Com emoção. Não com medo, ou aborrecimento, ou mesmo indiferença. Com pura estimulação. De repente, estava acordada. Colocando seu sorriso autom{tico, Priss se apoiou na porta. ‚Sim?‛ ‚Abra‛ Ainda lutando pelo sorriso, Priss tentou soar descontente quando perguntou: ‚Por quê?‛ Algo bateu na porta, talvez sua cabeça e Trace disse: ‚Ouvi você se movendo, Priss. Tenho café pronto, mas se não quiser.‛ Sendo uma verdadeira viciada em café abriu a porta. ‚Oh Deus te abençoe.‛ Pegou um copo da mão de Trace, bebendo profundamente e suspirando quando o calor penetrou no espesso sentimento. ‚Ahhh. Nirvana3. Obrigada.‛ Somente depois de ingerir cafeína que percebeu que Trace usava apenas um jeans e nada mais. Seus olhos queimaram e seu queixo caiu. Minha nossa. 3

Marca de café

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‚Esse era o meu copo‛ disse Trace a ela. Mas, Priss somente podia lhe olhar. Apesar do delicioso café que havia acabado de tomar, a boca ficou seca. Quando continuou a olhar para ele, o peito e abdômen, seu olhar sobre Trace seguiu a linha de cabelos castanhos que desaparecia em seu jeans, Trace cruzou os braços. Seu olhar saltou para seu rosto e o encontrou a olhando igualmente fascinado. Um pouco perdido quanto ao motivo de lhe olhar, Priss perguntou confusa, ‚O que?‛ Com um sorriso enigm{tico, ele balançou a cabeça. ‚Não importa. Pode ficar vou buscar outro.‛ Oh, merda, ela pegou seu copo. ‚Sinto muito.‛ Ele levantou uma mão dispensando e foi para a máquina de café peto de sua cômoda. Seus jeans caíram abaixo em seus quadris. O sol escurecendo sua pele, dando um contraste com o cabelo curto. A outra bebida estava pronta e mais um suspiro de felicidade. Na esperança de recuperar a sua inteligência, Priss disse: ‚Deus, nada no mundo tem um gosto melhor do que o primeiro gole de café.‛ Trace olhou por cima do ombro, sua atenção em sua boca, então no peito até suas pernas nuas. ‚Ah, não sei sobre isso.‛ Sensualmente tocada por aquele olhar quente e o timbre baixo de suas palavras sugestivas, Priss o seguiu. Assim como Liger. Agora alimentado o felino passou por ela e pulou na cama de Trace, amassando os lençóis que Trace já havia arrumado. Liger escolheu se esticar nos travesseiros perto da cabeceira. Ele tocou o algodão macio, um momento, depois mostrou suas garras e bocejou relaxado. Trace gesticulou em direção à pequena mesa redonda com duas cadeiras. ‚Sente-se, Priss.‛

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Ontem à noite, depois de mudar para o hotel, ela e Trace tinham comido o jantar na mesa. Ele tinha sido... Agradável. Uma revelação. Tinham compartilhado uma conversa tranquila, falando sobre tudo sem que nenhum deles desse nada pessoal ou importante. Puro bate-papo. Uma maneira de passar o tempo. Para Trace, parecia banal, uma ocorrência casual ao qual se entregava muitas vezes. Para Priss, era uma coisa profunda se sentar em frente de um homem e realmente desfrutar de sua companhia, de sua aparência, seu senso de humor e sagacidade, sua inteligência e sua atenção. Mesmo, enquanto comia um cheeseburguer, ele estava alerta para todos os sons na entrada e estacionamento, e em cada movimento que fazia, não importava se era grande ou pequeno. Tendo todo seu interesse, protegida por sua competência, tinha sido realmente legal. ‚Não quero ficar sentada.‛ Mas, primeiro... Priss terminou seu café e olhou para o pote. ‚Tudo bem se eu recarregar?‛ ‚Sirva-se‛ Quando Priss se moveu em direção à maquina ao invés de lhe dar espaço, Trace recostou-se na borda da cômoda e observou. Ela podia detectar o cheiro dele de manhã cedo, o apelo almiscarado da pele masculina e palpável. Deliciosa. Será que ele cheirava ao pecado tão de perto, se colocasse o nariz em seu pescoço, ou perto do seu peito sólido? Ou talvez... Mais embaixo? Ela olhou seu corpo lindo e levantou uma sobrancelha. ‚Fazendo um pouco de alarde de si mesmo essa manhã, não?‛ ‚Em consideração | sua sensibilidade delicada, coloquei o jeans. Não é o bastante?‛ O suficiente para acabar com sua paz de espírito? Sim. Estar perto de Trace, e especialmente desse jeito, seminu, deixava seu coração acelerado como um corredor de maratona.

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‚Talvez fosse‛ Priss admitiu, ‚se você não parecesse tão bom.‛ O elogio fez com que levantasse sua sobrancelha direita. ‚Ah, vamos, Trace. Você sabe como se parece‛ Ela o devorou novamente, mais descaradamente dessa vez, e notou um aumento em sua calça jeans. Por ela? Bem. Lisonjeiro. ‚Tenho certeza que j{ teve sua fila de adoração.‛ Ele se recuperou com um olhar de zombaria. ‚Tenho trinta anos, menina, assim pode supor que já tenho visto algumas adorações e também sofrido crises de rejeição.‛ ‚Rejeição? De verdade?‛ Ela descobriu que era dificil de entender. ‚Ou você conheceu algumas mulheres estúpidas ou há um lado seu que ainda não presenciei.‛ ‚É seguro dizer que você viu apenas o lado que escolhi mostrar.‛ ‚Hm‛ Era difícil absorver as palabvras provocadoras de Trace, dado que seu corpo a fascinava. O cabelo espalhado sobre o peito indo para baixo em seu abdômen. Mesmo o cabelo de seus braços, cobrindo músculos e ossos, de alguma forma parecia muito sexy. Era de tons mais escuros do que o cabelo de sua cabeça, mas, logo seus cílios e sobrancelhas eram escuros, também. E essa barba por fzer interessante.... Incapaz de se conter, Priss estendeu a mão e acariciou ao longo de sua amndíbula. ‚Gosto desse lado de começo de manhã. Você parece... Não sei. Muito viril e vivo.‛ Além do estreitamento dos olhos, Trace permanecia parado. Voltando, Priss soltou sua mão e foi para a mesa. ‚Acho que não podemos pedir o café da manhã?‛ Por longos momentos ele continuou a estudá-la. ‚Prefiro que se arrume e vamos embora. Tudo o que pode ser verificado, como serviço de quarto para dois, deve ser evitado.‛ ‚Para manter nossos disfarces?‛ Não que Priss esperava sua confirmação. Era suficiente que tinha a colocado em um quarto próximo ao seu, perto do piso térreo, com acesso a escadas e saídas, que desaparecia em estradas movimentadas.

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‚Para mantê-la segura‛ Trace se juntou a ela na mesa. ‚Se Murray suspeitar de você não ser o que diz....‛ ‚Eu sei, eu sei. Sou comida de peixe.‛ Ela fez uma careta. ‚Precisamos falar de outra coisa, pelo menos até que esteja acordada suficiente para mostrar o meu desprezo pelo bom e velho Murray.‛ ‚Que tal me contar por que quer mat{-lo?‛ Ela se perguntou quando ele retornaria a isso. ‚Com o estômago vazio? Não.‛ ‚Contar{ mais tarde?‛ ‚Claro‛ mentiu, ‚se mudar para um assunto melhor agora.‛ ‚Tudo bem‛ Trace bebeu um gole do café com mais moderação do que ela era capaz de mostrar. ‚Como você dormiu?‛ ‚Como uma morta, obrigada.‛ Ele deu estremecimento teatral. ‚Péssima analogia, considerando os fatos.‛ Porque Murray poderia querê-la morta. Fez uma careta também. ‚Sinto muito.‛ Um olhar para a janela serviu de inspiração para uma conversa, como a luz solar se infiltrou mesmo com as cortinas fechadas. ‚Parece que vai ser um dia lindo.‛ ‚Você e eu manteremos as janelas cobertas e sempre que estivermos fora dos quartos, a porta de ligação tem que ser travada.‛ ‚Olhares curiosos?‛ ‚Tudo é possível. Meu palpite é que Murray me tem em vigilância, por isso que fomos seguidos. Lógico que agora você é adicionada na equação, a vigilância será dobrada.‛ Era verdade, tudo, mas dado ao impacto de Trace sem camisa, sendo um tiopo de distração, nem mesmo as ameaças | sua vida não ajudava se concentrar. ‚Pensei em um assunto mais interessante do que tempo e ameaças.‛ Ele levantou o copo. ‚V{ em frente.‛

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Na expectativa de sua resposta Priss lambeu os l{bios. ‚Quantas mulheres você j{ dormiu?‛ Trace demorou um segundo, mas apenas um, antes de dizer: ‚Uma questão muito estranha para o café da manhã, e não é da sua conta.‛ Priss fez um hábito de ser brutalmente honesta consigo mesmo, então tinha que admitir que quisesse que fosse da sua conta. E o quanto doeria, enquanto Murray não os encontrasse? Se seus planos fossem como esperado, não teria tempo suficiente para se envolver na vida de Trace. Por que não encontrar um pouco de apreciação existente? Quem sabe quando ela poderia encontrar outro homem que a fizesse se sentir macia, animada e segura? Em seus vinte e quatro anos Trace foi o primeiro. Podia ser o último. E se seus planos para Murray desse errado? Bem, podia acabar morta. De alguma forma, morrer virgem parecia um insulto final. Mas, então talvez isso fosse apenas o seu senso de humor mórbido tentando ajudá-la a manter seu medo escondido. Descansando um antebraço na mesa, Priss se inclinou um pouco mais perto de Trace. ‚Muitas para contar, hein? Então... Alguma era virgem?‛ Com sua xícara de café em sua boca, Trace fez uma pausa. Seu olhar aguçou, e seus ombros, de repente ficando tenso. ‚Por que est{ perguntando?‛ Um pouco de calor subiu pelo pescoço de Priss. Sua vida particular era dela e somente dela, pelo menos até que Trace concordasse com um pouco de atividade por fora. Se ele concordasse... Bem, então ele teria a resposta que queria. ‚Isso é trapaça, responder uma pergunta com outra pergunta.‛ Trace sentou, ua expressão fosca. ‚Não.‛ Ele balançou a cabeça incrédula, até um pouco chateada. ‚Sem chance de você está tentando afirmar....‛

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O zumbido de seu celular o cortou. Estava praticamente incandescente com ardente frustração. Ah, sim o celular. Precisava pegar quando a oportunidade surgisse. Provavelmente ela conseguiria acessar seu e-mail e excluir a foto de suas mensagens, e da memória. Sem se abalar com sua atitude, Priss tomou um gole de café: ‚Acha que é Murray?‛ O telefone soou duas vezes mais antes de Trace pegar. ‚Mais do que prov{vel, por isso não diga uma palavra.‛ Depois que ela concordou com um encolher de ombros, Trace foi até o telefone e atendeu. Sabendo que seria Murray, Trace atendeu frio e distante para impressionar seu atual chefe. ‚Miller.‛ ‚Bom dia‛ a voz jovial de Murray chegou ao seu ouvido. ‚Acredito que esteja acordado e pronto?‛ Bem, inferno. Alguma coisa tinha melhorado o humor de Murray, e Trace já tinha percebido que isso era um mau presságio para os que estavam ao seu redor. Murray era mais feliz quando atormentava aos outros. ‚Absolutamente.‚ Trace enviou um olhar de aviso a Priss. Ela silenciosamente voltou sua boca, zombando, provocando ainda mais. ‚Fiquei pensando toda a noite na minha querida filha‛ Murray não ria mais. ‚Não confio nela.‛ ‚Nem eu.‛ Trace sabia muito bem que Priss estava com a vingança até o pescoço. De alguma forma, tinha que manter o jogo, e impedi=la de fazer qualquer coisa estúpida. Como a tentativa de matar Murray. Se fizesse, não acabaria morta, mas extremamente usada e abusada. Somente de pensar nisso Trace gelou. De jeito nenhum poderia ser virgem. ‚Você mudou suas vestimentas?‛ Murray quis saber.

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‚Na maior parte sim. Twyla fez um ótimo trabalho. De acordo com suas escolhas.‛ ‚Então ela é como parece?‛ ‚Enfeitada, sim ela é.‛ Trace verificou o relógio no criado-mudo. ‚Tenho que parar l{ novamente para pegar mais algumas coisas que Twyla separou. Tem o suficiente para uma semana, incluindo para uma noite.‛ ‚Ótimo. Pegue Priscilla quando sair. A partir de agora, quero que fique perto, ver o que está fazendo, mantendo o olho.‛ ‚Posso fazer isso.‛ Na verdade, isso funcionou muito bem para Trace. Se Priss continuasse perto, poderia garantir sua segurança. Sempre que estivesse fora da sua vista, teria Jackson grudado. Se necessário, estragaria seus disfarces para manter um inocente vivo, mas isso iria irritá-lo demais se Priss arruinasse seu grande plano, colocando-se em uma posição perigosa. Ele queria Murray, mas também seus contatos. Queria a quadrilha inteira, cada um dos bastardos corruptos, desde o menor servo até o maior. Qualquer um que tivesse vendido trocado, anunciado, transportado ou manipulado mulheres cativas que estivesse no radar de Trace. Ele os teria também de uma forma ou de outra. Com um tom de voz sedosa Murray disse: ‚Fico feliz que a ache atraente, Trace, porque me ocorreu que a melhor maneira de avaliar a verdade sobre sua inocência é a levando para um passeio.‛ Trace congelou. Teve uma reação igual de raiva e... Interesse carnal. Procurou se concentrar em Priss. Ela olhou para cima, atenta a sua expressão e julgando pela amenira como seus olhos arregalaram, entendia seu conflito. ‚Um passeio?‛ Trace repetiu. ‚Essa é a maneira mais fácil de ver o quanto é experiente ou inexperiente. E desde que Helene não está interessada em me deixar fazer parte dessa equação....‛

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O estômago de Trace ficou revirado com a doença de Murray, então disse: ‚Porque ela é sua filha.‛ Eke rezou para que fosse esse o motivo, mas tinha suas dúvidas. Que acabaram sendo confirmadas. ‚Não, não‛ Murray deu uma risada profunda. ‚Helene não aceita a relação, e mesmo se o fizesse, duvido que leve em conta as conexões familiares. Uma das qualidades mais atraentes nela é sua total falta de respeito pelos tabus sociais.‛ Sim, havia notado. Trace se concentrou em não apertar o telefone forte o suficiente para quebrá-lo. ‚Entendo.‛ ‚Entende? Então vamos dizer que ser{ mais simples se você fizer as honras.‛ Murray fez uma pausa antes de continuar com uma pitada de ameaça. ‚Não se opõe a esse plano, certo?‛ Soltando em uma voz tediosa, Trace perguntou: ‚Estamos falando de sedução ou estupro?‛ Priss se agitou ainda mais com isso. Seus olhos verdes se dirigiam a ele com indignação. Mas, Trace também viu um indício de medo que tomou um pouco de seu rosto. Não tinha se movido muito agora, o que teria sido dessa vez? A ideia de ser estuprada? Sem coragem se perguntou se Priss tinha conhecimento em primeira mão disso. Queria abraçá-la, para tranquilizá-la... Mas, inferno se o fizesse. Um pouco de medo era exatamente o que Priss precisava para acordar e perceber a loucura de seu plano. Murray riu da questão de Trace. ‚Desde que estou fazendo seu trabalho, tem alguma preferência?‛ Fechando os olhos contra a expressão de Priss, Trace deu de ombros. ‚Não sou um estuprador nato, mas esse é seu show, quem decide.‛ Sua obediência encantando Murray. ‚Gosto de sua atitude Trace, realmente o faço. Tem grande convicção de seu dever. Estou feliz de tê-lo contratado.‛ Sua risada se desvaneceu.

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‚Vamos com sedução antes. Depois de tudo Helen me garantiu que para você sedução deve ser muito fácil.‛ Trace bufou. ‚Ela est{ tentando fazer com que seja morto?‛ O que tinha lhe dado para discutir com Murray assim? Ele riu de novo. ‚Agora Trace sabe que não sou do tipo ciumento. E não tenho nenhuma razão para estar certo?‛ ‚Nenhuma razão.‛ ‚Gosto de ceder aos desejos de Helene sempre que possível.‛ O que significava isso... O que? Helene poderia tê-lo? Com o jogo sobre ele, Trace esfregou a ponta de seu nariz. ‚Você é generoso com ela.‛ ‚Não me importo com seus olhares lhe admirando. Muitas vezes é valioso para mim. Basta lembrar que minha generosidade tem limites.‛ ‚Sempre.‛ ‚Então... Posso supor que essa nova missão não lhe será nenhum problema, sendo Priscilla inocente ou não.‛ ‚Sem problemas.‛ ‚Excelente‛ As palavras de Murray cheiravam arrog}ncia. ‚Mantenha-me informado.‛ ‚Claro‛ Mesmo depois de Trace desligar o telefone, ouvia o riso sem graça de Murray e isso o deixou no limite. O bastardo doente estava tramando algo, mas o que? E quanto dano iria fazer em Priss?

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Capítulo 06 Não foi nenhuma surpresa para Trace quando Priss saltou para confrontá-lo. ‚O que foi aquilo?‛ O modo a tinha deixado p{lida e irritada. ‚Por que est{ falando de estupro? O que est{ planejando? O que ele est{ planejando?‛ Trace estudou seu rosto. Sem maquiagem, com o cabelo preso e alguns fios soltos, ela parecia tão sexy que teve que lutar para impedir seu corpo de reagir. Novamente. Ele queria protege-la, acalmá-la e estar dentro dela. Agora. Através da enorme camisa que tinha usado como camisola, podia ver a generosa curva de seus seios e até mesmo o contorno suave de seus mamilos. Desde que se sobressaia sobre sua estrutura, à camisa caía sobre uma bariga lisa e coxas bem torneadas. Tinha uma estutura pequena, pensou Trace, seus pulsos e tornozoles frágeis e femininos. ‚Trace‛ alertou como se tivesse alguma coisa contra ele. ‚Diga-me o que está acontecendo.‛ ‚Tudo bem‛ Ele fechou o espaço pequeno entre eles. ‚Parece que você e seu pai têm alguma coisa em comum.‛ Ela respirava r{pido, muito r{pida. ‚Do que est{ falando? Não tenho nada em comum com aquele porco.‛ Trace levantou a mão e alisou com as costas dos desos suas bochechas macias. E mesmo, com um simples toque, ficou desperto, sua temperatura e sua voz diminuiriam. ‚Murray acha que devo transar com você.‛ Dando um passo para trás, Priss piscou para ele. ‚O que?‛

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Nunca uma mulher parecia tão chocada ou tão sexy. ‚E para isso que nossa conversa essa manhã estava indo, certo? Estava me comendo com os olhos, falando sobre sexo e virgem, deliberadamente incitando minha curiosidade.‛ Ele abriu a mão para próximo a sua mandíbula. ‚Bem, sabe que, Priss? Estou começando a pensar que você é alguma coisa. Talvez seja esse curso natural que estamos tomando.‛ Sua língua deslizou sobre seu l{bio superior. ‚Sexo?‛ Porra será que ela tinha soar com tanto medo e esperança? ‚O que você acha?‛ Sua expressão mudou, a respiração ficando mais funda. Ela balançou a caneca, mas Trace ignorou. ‚Venha aqui, Priss‛ E com isso, puxou seu corpo suave contra o seu mais duro. Ela era dócil, mas não tinha certeza. Tão quente e volumosa nos lugares certos. Ele levantou seu queixo e colocou sua boca na dela. Em um instante e já estava perdido. Murray recostou-se na cadeira, com os pés no parapeito da janela para que pudesse olhar a vista. Essa hora do dia, o sol da manhã parecia brilhante. Apenas algumas nuvens se rastejavam no céu. Seus pensamentos se revoltaram. Trace faria o que tinha dito? Quanto tempo seria antes que tivesse ela nua, debaixo dele? O que será que Priscilla acharia disso? Será que tentaria correr? Estava aterrorizada? Era a sua filha? ‚Não acredito em você, porra!‛ O tom de Helene estridente quebrou suas reflexões. Virando a cabeça para encontrá-la na porta, Murray fez uma careta apenas o suficiente para mostrar seu descontentamento. ‚Deveria ter batido.‛ ‚Desde quando?‛

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‚Desde que você sentiu que tinha o direito de me xingar.‛ Ele virou a cadeira, inclinando a cabeça para estudá-la. Em seguida bateu em seu colo. ‚Vem.‛ Como um bom cachorrinho, ela obedeceu, mas a contragosto. Uma vez que sentou em suas coxas, Murray segurou seu peito firme e generoso. O melhor que o dinheiro podia comprar, ele pensou. Mas, os seios de Priscilla pareciam verdadeiros. Ele apertou; ‚Agora, o que você tem a dizer?‛ Erguendo o queixo em desafio, ela olhou para ele. Helene não era uma mulher passiva, algo que achava tão atraente. Não importava a aspereza de seu humor, a sexualidade não a assustava. Helene não tinha medo. Ainda. Ela sacudiu o cabelo para trás por muito tempo assim seus seios se exibiram mais. ‚Pediu para Trace foder aquela menina?‛ ‚Por que isso é seu assunto?‛ Através do tecido fino da blusa, Murray sentiu o mamilo endurecer. Ele sorriu. ‚Nunca fez isso antes. Quando interessado, você usa as mulheres e depois as vende.‛ ‚Verdade‛ E porque ela aceitava seus atos como parte de um negócio, sufocava seu ciúme. Mas, com Priscilla sabia que era diferente. Então afirmou a razão número um. ‚Nenhuma outra afirmou ser a minha filha.‛ Fúria trouxe cor ao seu rosto. Antecipando a reação dela Murray disse: ‚Não espera que lhe dê o benefício da dúvida?‛ Helene teve o bom sesno de não pressioná-lo. ‚Duvido que seja sua filha, mas até que saiba, porque não somente salvá-la?‛ ‚Com inveja da atenção que est{ ganhando?‛ Os olhos de Helene acenderam.

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Soltando seu peito, Murray foi para debaixo de sua saia. Observou seus olhos, enquanto segurava sua mão, não muito gentilmente, sobre o sexo aquecido. ‚Você tem um interesse incomum em Trace Miller, não?‛ Sua confiança diminuiu. Ela lambeu os lábios e Murray viu o momento em que decidiu desafiá-lo com a verdade. ‚Sim, eu faço.‛ A admissão foi acompanhada por uma onda de umidade contra a palma da mão. Porra, nunca sua sexualidade tinha reagido ao provocá-lo. ‚Você quer para si?‛ Mais uma vez ela mediu sua resposta e escolheu ser audaciosa. ‚Tenho uma nova droga que gostaria de testar com ele.‛ Uma nova droga? Fascinante. Desde que se juntou a ele, Helene tinha vindo com os mais variados afrodisíacos e alucinógenos, que alternadamente, fazia as mulheres complacentes, cegamente despertas e ocasionalmente em coma. Apenas em raras vezes suas misturas tinha causado morte. ‚Funciona em homens?‛ ‚Acredito que sim.‛ Ela rapidamente acrescentou: ‚Seria apenas uma experiência com Trace, e somente com sua autorização.‛ Murray trabalhou os dedos grossos por baixo da minúscula calcinha de randa. ‚Você sabe seu lugar, Helene‛ disse com aprovação. ‚Ao seu lado. Ou em você. Ou sobre você.‛ Ela abafou um gemido agudo. ‚Onde quer que você me queira Murray. Sabe disso.‛ ‚Sim, onde quiser.‛ Sua submissão ao seu desejo lhe dava prioridade sobre os outros, não havia nada que Helene não fizesse por ele. Esse tipo de lealdade cobria um terreno sexualmente... Ou não. ‚Murray‛ ela sussurrou, os olhos pesados, seu rosto suave ruborizando de desejo. Murray considerou as coisas. Não tinha chegado onde estava tomando decisões precipitadas. ‚Você sabe, Helene poderia deixar que tivesse seu tempo brincando com Trace.

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Poderia.‛ enfatizou quando os l{bios de Helene se separaram em um ansioso gemido. Agora, Trace havia se mostrando um empregado leal, afiado, inteligente, extremamente capaz de muitas coisas. E ainda era novo. Era tão bom que ás vezes frustrava Murray, se perguntando por que um homem com os atrativos de Trace iria se incomodar a trabalhar para alguém. Tinha jeito de ser independente, mas vivia em hotéis e se fazia acessível dia e noite. De muitas formas, Murray sentia que Trace deveria ser um adversário não empregado. Se Trace provasse não ser confiável, se falhasse de alguma forma, Murray poderia aprovar Helene ter seu caminho com ele. ‘Seu caminho’ raramente era confort{vel para os outros. ‚Mas, por agora amor, quero você de joelhos. Você mexeu comigo com seu atrevimento, mas meu tempo é limitado. Faça gozar, depois pode cuidar de si mesma quando tiver ido embora.‛ Em uma respiração quebrada, Helene deslizou em suas coxas e seus joelhos caíram sobre o tapete grosso. Excitação iluminou seu olhar gelado quando abriu a fivela do cinto e deslizou o zíper. Ao sentir sua boca quente sobre seu pênis, Murray fechou os olhos e colocou a cabeça para trás. Sim, gostava de Helene. Por agora. Toda boa vadia tinha seus usos. E, tanto quanto ele sabia, todas as vadias tinham. Priss tinha o gosto de uma mulher quente. Mas, beijava como uma colegial. Inictado inexplicavelmente pelo laço da inexperiência Trace provocou os lábios com a língua. Tinha a boca mais incrível, tão macia, suave e sexy. Em um suspiro, ela abriu os lábios e ele mergulhou a língua dentro.

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Priss estava pronta e na ponta dos pés, respirando rápido e forte pelo nariz. Incapaz de se controlar, Trace segurou a cabeça com as duas mãos e se preparou com maior segurança, aprofundando o beijo, gentilmente tomando a doce boca. Ela gemeu, excitada e aceitando, mas não estava realmente... Participando. Tinha a suspeita de que não sabia como. Seria possível? Trace recucou para lhe olhar. Seus olhos estavam fechados, suas narinas, o corpo inclinado corado e excitado. Durante um beijo. Lentamente, a espessura de seus cílios revelaram os olhos dilatados. ‚Trace?‛ Filha da puta. Ele conhecia as mulheres e enquanto suspeitava de Priss sendo desonesto o suficiente para ser vencedora do Emmy, quando servia ao seu próposito, nesse momento não achava que estivesse fingindo. A mulher cheirava a pureza sexual, de curiosidade carnal e um desejo desconhecido. Por que ele? Por que tinha que ser o único a ganhar sua atenção? Não que gostasse muito de que alguém a iniciasse – Jesus, ainda ia de acordo com as ideias antigas – especialmente com o fodido Murray. Priss olhou para sua boca com claro desejo. Cada respiração profunda fazendo seus seios forçarem contra a camiseta de algodão macio, repetidamente, chamando sua atenção. Sua língua tocou seu l{bio superior depois recuou. ‚O que h{ de errado?‛ Trace queria implodir. Segundos atrás, ela chegou próxima ao pânico com a menção de estupro, agora parecia tão ansiosa como ele se sentia. Mas, ele não se atrevia a seguir todo o caminho pelo que queria. Ainda não. Não com tanto em jogo. ‚V{ se vestir.‛ Tomando um passo para longe dela e depois outro, Trace colocou uma boa distância. Podia ver o seu pequeno, mas exuberante corpo estremecendo. Seus mamilos duros contra a camisa, pedindo o toque de seus dedos. Ou sua boca.

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Um rubor delicado aqueceu sua pele. Ele preparou-se contra isso. ‚Verei você daqui dez minutos.‛ Confusão e vergonha tomaram a expressão de Priss antes que seu queixo teimoso levantasse. ‚Estamos com pressa de sair?‛ ‚Temos muita coisa para fazer‛ Incapaz de suportar a visível magoa em seu olhar, Trace virou de costas. Seu pulso batia e suas entranhas se apertaram. ‚Use suas roupas normais, algo confortável para uma longa viagem.‛ Deus, gostaria de lev{-la para um longo passeio, com os dois nus, seu esforço em... ‚Para onde vamos?‛ Levado ao limite Trace ignorou a questão, conversar com ela não faria nada para esfriar o seu desejo. Precisava dela. Precisava dela completamente vestida. Quando ele reuniu sua própria roupa e o kit de barbear, ele disse: ‚Dez minutos, Priss.‛ Priss passou atrás dele, tão perto que sentiu sua proximidade como uma estática violenta de uma tempestade. Ele estremeceu ao longo de suas terminações nervosas, enviando uma vribração pelo sangue. ‚Você é tão maldito misterioso‛ queixou e depois para Liger, ‚Vamos, bebê. Não queremos tomar banho com ele de qualquer maneira.‛ Quando a segunda porta fechou, Trace caiu para tráz contra uma parede, fechou os olhos e gemeu baixo. Tomar um banho com ela? Inferno, sim, ele adoraria. A ideia de correr o sabão em suas mãos por todas as suas curvas sensuais era o suficiente para deixá-lo com joelhos moles. Ele se lembrava de como ela ficava de sutiã e calcinha, não era apenas o seu corpo, mas o desafio, seu orgulho. Poucas mulheres poderiam ter lidado com essa situação com total controle de suas emoções. Sabia que um banho frio era uma ordem. Iria ajudar com sua excitação, mas não com o resto de seu tormento, porque com ela, era mais do que os atributos físicos que o atraíam. Muito mais.

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Merda. Por razões além do óbvio, que ele precisava evitar o envolvimento crescente com Priscilla Patterson. Não era apenas o trabalho que tinha que proteger, mas seu coração. E quando no inferno ele tinha conseguido um coração? Além das pessoas pela a qual morreria sua irmã e seus melhores amigos, todo mundo era um meio para um fim, um caminho para sua missão. Muitas peças do quebra-cabeça eram necessárias para uma imagem clara. Pronto. Mantinha os espectadores tão seguros quanto podia, mas não se importava com ele. Não dessa forma. Não desse jeito. Trace saiu da parede e caminhou para o banheiro. Ligou o jato de água e tirou seus jeans. Seria uma mudança de ritmo para ele, mas precisava repelir Priss, fazer com que não o quisesse. Lutar para combatê-la seria também impossível. O que fosse preciso precisava que Priss o visse como um dos bandidos. Dado ao seu papel nessa farsa e nas coisas abomináveis que Murray exigia, não deveria ser muito difícil. Tinha que agir desse jeito e no final ela o desprezaria da mesma forma que fazia com Murray. E com essa decisão tomada, Trace entrou na água gelada e rezou por uma mente limpa e que esse tormento sexual parasse. Priss estufou em sua raiva, queimando, mesmo quando tomava banho, quando colocou o vestido longo e escovou os cabelos. Memso quando escovou Liger, falando com ele e cantando, enquanto esperava esconder suas verdadeiras emoções. Por que Trace a beijou, apenas para rejeitá-la? Um jogo? Um teste? Teve que deixar seu desejo por ele de lado para conseguir seu telefone e apagar aquela foto horrível de suas mensagens, antes que guardasse em outro lugar. E tinha agradá-lo, fazer com que revelasse o seu real motivo com Murray. Quando Tarce bateu em sua porta, deu um pulo.

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‚Você est{ pronta?‛ Sua mandíbula apertou. Empurrando para cima e longe da cama onde estava sentada com Liger, Priss limpou a garganta. ‚Sim, estou pronta.‛ Ele abriu a porta. Seu olhar se moveu sobre o dela, de seu cabelo amarrado em um rabo de cavalo alto, com a camisa larga e seus jeans. ‚Você é como um camaleão.‛ ‚Você disse roupas confort{veis.‛ Uma mão se preparou no umbral da porta e a outra na direita, Trace assentiu. ‚Est{ tudo bem.‛ De repente parecia resignado. Entrou no quarto e seus olhos se estreitaram. Estendeu a mão. Havia algo em seus olhos, algo escuro e perigoso na qual não confiava, apenas não entendia. Mas, mantinha a mão de modo que aceitou. Ele a puxou para frente. Será que iria beijá-la de novo? Sue coração bateu em um ritmo frenético. Será que pediria desculpas e explicaria? Será que ele... Trace virou para a cômoda, de costas para seu peito. Suas mãos deslizaram para baixo nos braços até o pulso. Colocou as mãos espalmadas sobre a cômoda. ‚Você sabe o que fazer.‛ O que fazer? Seus olhos se arregalaram para seu reflexo no espelho da cômoda. Ele não ousaria. Com um pé, Trace cutucou para uma posição mais larga. ‚Apenas relaxe. Serei r{pido e então poderemos sair daqui.‛ ‚Como inferno eu irei‛ Mas, quando começou a se virar, ele a abraçou, seus braços como aço, sua inflexível determinação. ‚Maldito seja, Trace, você me conhece.‛ ‚O que?‛ Sua boca estava muito perto de seu ouvido, seu h{lito quente e macio. ‚Que é uma menina meiga a procura do pai?‛

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Priss manteve a boca fechada, nunca tinha sido ‘doce’ para alguém. A excitação tão próxima que seu corpo tocou ao longo de suas costas. ‚E não tem um plano secreto que pode comprometer um monte de coisas?‛ ‚Como seu plano?‛ Ele não mordeu a isca. As pontas dos dedos, firmes, quentes e ásperos, acariciando o interior de seus pulsos. ‚Vou aceitar que você é exatamente quem diz Priss, uma mulher sem segredos?‛ Seu sarcasmo, embora falado com calma, quase sedutora, deixou seus pulmões doloridos de raiva. ‚Seu filho da puta.‛ ‚Você tem esse direito‛ Suas mãos giraram sobre a dela, seu olhar encontrou no espelho. ‚Agora estou aqui seja boa menina e me deixe fazer meu trabalho.‛ De jeito nenhum lhe daria permissão. E não podia realmente lutar contra ele, sem conseguir se afastar. Como sabia que uma luta não levaria a lugar algum, simplesmente lhe olhou pelo espelho e desafiou a acabar com isso. Sua boca se curvou. ‚Você tem coragem, mel, admito.‛ Poderia ter sido um elogio, exceto que suas mãos começaram a explorar, os braços, suas axilas, suas costelas e seus quadris. Seus dedos espetando, afagando e acariciando. ‚Não sou seu mel‛ Sua respiração era difícil, não iria deix{-lo ouvir seus tremores, nem ansiedade ou tremor. Quando as palmas das mãos cravaram no interior de suas coxas, mais e mais, até ao ponto doce, Trace se aproximou e sussurrou em seu ouvido, ‚Aposto que você tem um gosto de mel, certo?‛ Oh, Deus. Isso não era uma revista. Era uma maldita sedução. Não podia suportar olhar seu reflexo, somente para ver como a afeta quando estava zombando dela. Virando o rosto do espelho, Priss murmurou, ‚Pare com isso.‛

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E ele o fez, pelo menos, por um momento. Mais metódico agora, menos excitante, Trace verificava sua cintura, sob os seios e depois puxou o decote de sua camisa para olhar dentro. Priss se afastou e, com as mãos em punhos, virou-se para encará-lo. ‚Satisfeito?‛ O estranho sorriso peculiar veio de novo. ‚Você tem que estar brincando.‛ Bem ali, na sua frente, como se não fosse uma coisa pessoal de se fazer, ele ajustou os jeans. Sua boca abriu. Meu Deus ele tinha uma ereção! E somente então ela notou que ele estava arrumado com sua arma defensiva de novo, reforçado pelo colete sob sua pólo escura, seu cinto de utilidades, mais uma vez carregado com uma faca, os socos, bastão de choque, Glock... Ele pegou sua bolsa e vasculhou. Desde que tinha visto tirar as chaves de um bolso escondido, verificou cada ponto. Quando não encontrou nada inconveniente, entregou de volta. Tentando ser realista sobre tudo que tinha acontecido, como sua aparência armada, Priss cruzou os braços sob os seios. ‚Esperando por uma guerra nessa manhã?‛ ‚Toda manhã, tarde e noite, na verdade‛ Ele acenou com a cabeça em direção a Liger. ‚Pegue-o e vamos embora.‛ Então agora ele iria agir como se não a tivesse desejado? Pegou o enorme gato, que se esparramou em seus braços como um bebê, soltando um miado de prazer. ‚Você é um verdadeiro idiota, Trace, sabe disso?‛ Ele abriu a porta, olhou para fora, em seguida, ergueu o saco de suprimentos do gato. Já no modo alerta, disse distraidamente, ‚Sim, sei disso.‛ E então, não houve mais conversas, enquanto colocava Liger e suas coisas no carro de Trace. Trabalhando em seu favor, com uma pequena diversão, Priss lhe deu o tratamento do silêncio. Ele não sabia que ela seria tão mulher sobre essas coisas. Até agora, nada com ela tinha

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sido comum ou esperado. Mas, ao menos fazia perguntas, mesmo que respondia com mentiras sobre tudo. Quando passou pelo drive-thru de sanduiches, não perguntou sua preferência e ela não lhe deu sugestão. Porque tinha bebidas muito especificas em mente, não pediu qualquer suco ou café para acompanhar. Apesar de seu naruz contrair ao cheiro delicioso, não disse uma palavra quando ele colocou o saco de lanches e biscoitos no chão perto de seus pés. Perfeito. Infelizmente isso não iria durar. Algumas coisas ele precisava saber, então minutos depois, Trace estacionou quase escondido, em uma garagem particular, ele disse: ‚J{ chega Priss. Preciso de sua atenção assim que pare de fazer beicinho.‛ Os músculos de sua mandíbula flexionaram, mas parecia muito agradável quando disse ‚V{ para o inferno.‛ Ele ignorou isso. Tinha que estar curiosa para saber onde estavam e por quê. Na parte inferior de uma unidade inclinada que os levava para baixo, Trace abaixou a janela e digitou um código no teclado do portão que protegia a garagem. Uma grande cerca levantou, enviando-os para dentro. ‚Tenho certeza de que não fomos seguidos, agora se precisar vir aqui tem que fazer a mesma coisa.‛ Seus olhos verdes pareciam misteriosos, e oh, tão alerta na penumbra da garagem. ‚Por que viria aqui?‛ Trace fingiu surpresa. ‚Uma pergunta? Sério? O bom senso prevalece | teimosia hein? Ótimo.‛ Sua mão direita fechou em um pequeno punho. ‚Repito, Trace Miller, v{ para o inferno.‛ Trace não podia deixar de rir. Por alguma razão, ele quase teve orgulho de que reconhecesse seu sobrenome fictício, embora ninguém tivesse pensado nisso. Ele lhe deu um olhar e disse. ‚Estou supondo que possa precisar da garagem, porque está definitivamente tramando alguma coisa, sombria e absurda, e não é preciso ser um cientista

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para saber o que está sobre sua cabeça. Mais cedo ou mais tarde vou descobrir e somente espero que seja a tempo de refazer sua estratégia e ter um abrigo. No caso de não estar por perto para salvar seu delicioso traseiro, queria que soubesse sobre a garagem.‛ Ela inclinou a cabeça, em seguida, disse com um rosto sério desprovido de humor, ‚Você acha que meu traseiro é delicioso?‛ Ele lutou contra outro sorriso e encolheu os ombros. ‚Mesmo para um homem com as mãos do meu tamanho é grande o suficiente para uma porção. Mas, não é desproporcional, com uma igualdade notável.‛ Não devia ser sobre isso que a doce Priss gostaria de falar dada a sua expressão sombria. Ambas as mãos fecharam. ‚Porco.‛ ‚Você perguntou‛ Trace estacionou ao lado de um Chevy 72. O corpo {spero do caminhão era principalmente verde, mas com um painel na lateral do motorista em cor bege. ‚Essa é uma garagem particular e protegida. Se est{ em perigo, na pressa, e sabendo do que seu carro foi reconhecido, estacione aqui e troque por outro.‛ O que a surpreendia. Mais atenta agora, ela se sentou amis alta e olhou em volta. ‚Hey. Esse é o meu carro.‛ Ela apontou para o Honda azul. ‚Sim. Tinha que movê-lo‛ Ele olhava para ela. ‚E mudar as placas também.‛ O que fez seus olhos arregalarem. ‚Muitos desses carros são seus?‛ ‚Cinco‛ Eles variavam de m{ reputação para carros elegantes e caros. Para o que precisava o carro servia. Quando não estivessem mais nessa área, seriam trocados por carros diferentes, armazenados em uma garagem diferente no local apropriado. Trace afagou a coxa de maneira desapaixonada, que não chegava nem perto de representar o que sentis. ‚Pegue Liger, irei pegar suas coisas e nossa comida.‛

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‚Portanto, não tem comida para mim‛ ela brincou. ‚Porque, sabe me prometeu um café da manhã.‛ ‚Ser{ que fiz?‛ Ele puxou para fora os pertences do enorme gato, duas garrafas de {gua e o saco de café da manhã. ‚Sim e estou morrendo de fome.‛ Com os braços transbordando do gato, Priss abriu a porta do passageiro do caminhão. Olhou para o exterior, oxidação incomparável, o resíduo de sujeira no banco do caminhão, os adesivos caipiras em v{rios est{gios de desgaste. ‚Vamos nisso?‛ ‚Estou sendo cauteloso‛ Ele abriu a porta e guardou as coisas de Liger atrás de seu banco. ‚Suba e coloque o cinto de segurança.‛ ‚Os cintos funcionam?‛ Ela parecia duvidosa. ‚Sim, espertinha. Segurança em primeiro lugar sabe.‛ Ele pegou seu gato fazendo com que Liger soltasse um ronronar profundo e estrondoso. Que o gato gostasse dele era quase um elogio. Após Priss ter se acomodado, Trace deu algum golpe em Liger logo o entregou para ela. ‚Ele vai ir | em seu colo?‛ ‚Não vou coloc{-lo em uma transportadora, se é isso que está sugerindo. Irá reclamar todo o caminho.‛ A transportadora teria sido mais conveniente para seus planos, mas poderia improvisar. Trace deu a volta em seu próprio lado do caminhão. ‚Vamos pegar a comida juntos antes de pegar a estrada.‛ Fez questão em lhe dar o primeiro biscoito. Queria garantir que iria comer, já que seria um longo dia e não teria outra chance antes de chegarem ao seu destino. ‚Então, preciso do código para entrar na garagem?‛ Ele compartilhou a senha. ‚Puxe, pressione o Enter e a porta do elevador ir{ ceder. Em seu caminho para fora, ele abre automaticamente ao seu comando.‛

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O que Priss não sabia era que o portão tinha duas etapas. Uma senha secundária que abria o login. Se alguém acessasse a garagem, sem os números, um alerta seria enviado, notificando-o da invasão. Querendo ou não Trace saberia caso Priss estivesse escondida na garagem. E saberia se havia compartilhado a senha com alguém. ‚Não ir{ esquecer?‛ ‚Não‛ Priss parecia despreocupada com a configuração simples das letras. ‚Deve ser fácil de lembrar. Então gostaria de me dizer quais são as precauções necess{rias?‛ ‚Você não saber a resposta para isso somente mostra como é ingênua.‛ ‚Se você diz.‛ ‚Eu faço‛ Somente depois que Priss tinha dado grandes mordidas em seu sanduíche Trace pegou a garrafa de {gua abriu e entregou. ‚Aqui est{‛ Desgosto passou em seus lábios quando aceitou a água. ‚Isso é tudo o que temos?‛ ‚Sim. Beba. Você precisa se manter hidratada.‛ E ele precisava lev{-la para a casa de Dare segura, sem arriscar a identidade de seu amigo ou localização. Como se a água fosse algo censurável, ela franziu o nariz e bebeu. Apesar de Trace observar com pesar e atenção, ela não pareceu notar. Em um instante terminou metade da garrafa, mais do que o suficiente. Pequeno como era não deveria demorar muito agora. Priss olhou em sua direção. ‚Não vai comer?‛ ‚Em um minuto‛ Colocando os ombros para tr{s contra a porta, Trace manteve seu olhar nela, disposto a quebrar a última pequena conexão. ‚V{ em frente.‛ Ela lhe deu um olhar engraçado, mas depois até mesmo para seus próprios ouvidos soava suave e com pesar.

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‚Faça como quiser‛ Priss terminou o sanduíche e então terminou a {gua. Depois reuniu a embalagem e o saco vazio, deixou o gato no chão do caminhão, em um cobertor que tinha colocado. Quando se endireitou novamente, bocejou e se espreguiçou. ‚Confortavel?‛ Esperando o vestígio do que aconteceria cada nervo tremeu com antecipação. ‚Estou bem‛ Priss franziu o cenho. ‚Você sabe que uma vez que estamos sentados aqui nesse penetrante pré....‛ Quando parou para bocejar novamente, Trace encorajou perguntou: ‚O que foi?‛ Por um momento, ela brincou o cinto de segurança, mas depois encontrou seu olhar. ‚Não sei o que o pensar.‛ Inferno, ela o colocou em queda livre e não sabia o que pensar também. ‚Sobre o que exatamente?‛ Priss lambeu o lábio superior, um hábito que já tinha reconhecido como um sinal de incerteza. Queria perguntar sobre o beijo, sobre o porquê tinha parado. Ele apostava sua vida nisso. Mas, em vez disso perguntou: ‚Aonde vamos?‛ ‚Ir{ descobrir quando chegarmos.‛ Ela soltou um suspiro longo e exagerado. ‚Então, apenas devo ir junto cegamente e ver onde irei ficar?‛ Depois de beber a água não tinha muita escolha. Seu estômago deu um nó com a terrível realidade. ‚A confiança tem que começar em algum lugar, mel, e terá que começar a confiar em mim.‛ Isso não ficaria bem com ela. ‚Por que você não confia em mim, suponho?‛ Trace viu seus olhos ficando vago e disse baixinho: ‚Nem um pouco.‛ Ela lutou contra o naufr{gio sonolento. ‚Então porque me beijou?‛

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Poderia fazer mal essa pequena admissão? Ele não sabia e nem se importava. Ele olhou em seus olhos sonolentos e disse: ‚Tive que provar.‛ Seus braços soltos, as mãos relaxadas no banco em ambos os lados de seus quadris. Ela deixou a cabeça contra o banco. ‚Não entendo.‛ Qual parte Trace se perguntava isso ou o beijo? Observando-a sumir, quase se odiava. Estava feito, Trace disse a si mesmo. Necessário, mas infeliz. Não havia nenhum ponto em adivinhar as coisas, entregando-se a autorecriminação. Ele pegou seu pulso a confundindo. ‚Est{ tudo bem querida.‛ ‚O que?‛ Ela meio que riu, então franziu o cenho e levantou uma mão mole para a cabeça. ‚Do que est{ falando?‛ Ao olhar para ela, desejando, Trace disse: ‚Não lute contra isso.‛ Se ela fizesse, o mataria. Alarme varreu seus belos olhos verdes, mas não podia reunir força suficiente para reagir, como provavelmente gostaria. ‚E?‛ Então olhou para garrafa de {gua. ‚Oh, não.‛ ‚A droga não ir{ machuc{-la não se preocupe com isso. Somente irá dormir.‛ ‚Não quero dormir‛ Ela lutou para ficar acordada, sua expressão de profunda dor e medo terrível. Droga, droga, droga. Não podia aguentar isso. ‚Venha aqui, Priss‛ Ele a puxou mais perto quando ele se inclinou em sua direção e colocou a boca na sua. Suavemente. Com calma. Um beijo cuidadoso, detalhista e ainda reservado. Quando ele a soltou, seus olhos estavam fechados, mas ainda assim ela sussurrou ‚Por que... por que me beijar de novo?‛ No mesmo instante, ela caiu contra ele, mole, retida apenas pelo cinto de segurança. Apesar de Trace saber que não iria escutá-lo, colocou o rosto em seu pescoço e disse em um sussurro ‚Porque com você, Priss, uma vez não era o suficiente.‛

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Capítulo 07 Tinha feito um monte de coisas horríveis em sua vida. Tinha mutilado homens, matado mais do que tudo, tudo sem o menor remorso. As coisas que fazia eram parte do seu trabalho, o seu dever com a sociedade. Removia a escória ou os levava a autoridade sem um piscar de olhos. Ao longo do caminho, ocasionalmente manipulava um inocente, sempre sem perigo de verdade. Mas, dessa vez, com Priss... Uma agitação insuportável de remorso culpa e raiva o deixou tenso e irritado. O que tinha em Priscilla Patterson que o transformava de dentro para fora desse jeito? Mais do que a maioria, ele entendia a necessidade de uma mente limpa, para uma dedicação descomprometida de ver seu trabalho realizado. Murray e sua turma, seus associados e admiradores, eram um desperdício de humanidade na melhor das hipóteses, uma ameaça para as pessoas desprotegidas na pior das hipóteses. Depois do que havia acontecido com sua irmã, de jeito nenhum poderia deixar que algum deles seguisse em frente. Veria-os no inferno antes de largar tudo. Mas, com Priss em seus braços, seu maldito gato o olhando com os olhos arregalados, Trace queria se enfurecer com seu destino. Por que ela tinha entrado em sua vida nesse momento em particular? Drogar Priss era necessário, não podia colocar Dare ou sua mulher em risco. Será que Priss entenderia? Será que lhe perdoaria?

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‚Merda‛ Depois de esfregar a mão sobre o rosto, depois passou suavemente sobre o cabelo sedoso de Priss. Ela usava um rabo de cavalo novamente, o que era uma pena. Ele gostava de seu cabelo longo e solto. Tão sexy. Fora a autopreservação, ele a levou para longe e matou sua sede. Drogada, ela parecia enganosamente doce e recatada. A mulher não tinha nada de recatado em seu pequeno e delicioso corpo, ela sintetizava engano. Então, por que deveria se importar se o perdoava ou não? Eles não tinham nada em comum. Não era como se estivessem em um relacionamento – além de estarem juntos para destruir Murray Coburn. Sim, ele acreditava que era esse o motivo. Por que ela queria destruir Murray, tinha que descobrir. Uma vez que tivesse todos os fatos, poderia decidir o quão longe ela iria, quanto sacrificaria para atingir seus objetivos. Usando apenas a ponta do dedo, Trace suavizou sua testa, sua bochecha e garganta pálida, parando onde sua pulsação batia constantemente. Balançando a cabeça, aceitou que era mais patético que um nerd em seu primeiro encontro. O zumbido de seu celular o tirou de sua absurda mentalidade de arrependimento. Liger continuou o olhando com recriminação. ‚Você não sabe nada sobre isso‛ disse Trace para o gato quando procurou o telefone e o abriu respondendo sucintamente. ‚Miller.‛ ‚Onde você est{?‛ Murray. Somente faltava isso. Brando e airritação constante em sua voz Trace respondeu: ‚Nesse exato momento ou no geral?‛ ‚Não importa. Não ligo | mínima. Preciso saber se pode voltar aqui por volta das sete essa noite.‛ A mente de Trace girou com as possibilidades, mas soou automático quando retrucou: ‚Para o escritório?‛

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‚Sim. Seria um problema?‛ ‚Você me quer então estarei l{‛ Trace olhou o relógio. Sim, teria tempo o suficiente para fazer a viagem, colocaria Priss em segurança e voltaria. Seu olhar foi para ela, odiava ter a drogado sem motivo. ‚O que foi?‛ ‚Quero que me acompanhe em alguns negócios hoje | noite.‛ Uma troca? O bastrdo doente queria que tomasse parte no tráfico de mulheres? Tanto fúria quanto antecipação apertaram o coração de Trace e todos os músculos de seu corpo. Essa era a primeira vez que era convidado para testemunhar um negócio que poderia ser justamente o que procurava. Observando Priss dormindo ao seu lado, sabendo que poderia ser o próximo jogo mortal de Murray, Trace quase rosnou ao telefone. ‚Entendo.‛ Houve uma pausa e então Murray pediu suavemente: ‚Estou sentindo uma animosidade aqui?‛ ‚Não‛ Ele manteve sua resposta curta para minimizar as chances de Murray perceber sua animosidade de ‘vou ter o prazer do caralho de acabar com você’. ‚Sete horas no escritório.‛ ‚Ótimo. Então me diga, est{ tudo indo bem com Priscilla?‛ Dada | mudança imediata de assunto, Trace esfregou o pescoço e disse: ‚Ela é uma caipira, Murray.‛ ‚Est{ se referindo a algo específico?‛ Almadiçoando silenciosamente Trace olhou para longe de Priss, mesmo desmaiada, não podia suportar vê-la, enquanto traía sua privacidade dessa maneira. Sua esperança de que pudesse preservar sua modéstia, ganhar o interesse de Murray em sua singularidade... Caiu por terra. Com certeza era diferente das mulheres ricas que cercavam Murray. Como seguidoras regulares dos melhores spas de beleza, aquelas mulheres mimadas consideravam uma depilação brasileira uma moda necessária.

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Em contraste com sua beleza saudável e não artificial Priss poderia ser considerada uma novidade. ‚Sem tatuagens e piercings‛ Trace beslicou a ponta do nariz e disse: ‚E ela nunca foi... Aparada.‛ ‚Como disse?‛ Franqueza não parecia ser o melhor quando Priss era a mulher em questão. Trace procurou palavras menos brutas e palavras insultosas. ‚Ela é natural.‛ Prazer intensificado, quase elétrico veio através do telefone quando Murray perguntou em um tom abafado alegre, ‚Quer dizer...?‛ Ele deveria contar tudo? ‚Entre as pernas‛ Trace flexionou a mão livre, tentando aliviar a tensão crescente. Instinto básico e territorial tornou quase impossível para ele discutir sobre a intimidade de Priss. ‚Caso contr{rio, estaria tão preparado quanto qualquer outra mulher.‛ ‚Mas, nossa Priscilla é muito particular para tirar a roupa para uma obra bem sucedida hein?‛ Ele riu. ‚Que curioso.‛ Nesse caso, Trace poderia falar a verdade. ‚Para seu estilo de vida, um corte puro pode não ser obrigatório.‛ ‚Ser da classe média, quer dizer?‛ Ele disse com um sorriso, como se a falta de dinheiro refletisse em sua personalidade. Trace olhou ao longo da garagem mal iluminada. ‚Tenho a impressão de que vive com o orçamento apertado.‛ A voz de Murray soou indiferente. ‚Ocorreu-me que esse relatório significa que a viu nua.‛ ‚Não‛ Ainda não. Mas, se Murray tinha isso em seu caminho... ‚Não?‛ Ele pareceu surpreso e aborrecido. ‚Então como sabe?‛

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A imagem de Priss em roupas reveladoras novamente veio em primeiro plano na mente de Trace. Não que tinha escolhido ir muito longe. Desde a primeira vez que a viu seminua, tinha ficado mais consciente de seu corpo e do dela. ‚Foi difícil não ver pela calcinha que Twyla escolheu.‛ ‚Ah. Não diga.‛ Definitivamente consico. Trace continuou falando como se não tivesse interesse em outra coisa que não fosse |s tarefas lhe atribuídas. ‚Não estava confort{vel com aquelas roupas.‛ ‚Timída?‛ ‚Principalmente modesta, eu acho‛ E uma fúria verdadeira o atingiu. ‚Diria que esta sendo verdadeira. Inocente, quero dizer. Como disse uma caipira.‛ Podia ouvir a respiração de Murray, o bastardo não disse nada. Apenas esperou. Finalmente ele disse: ‚Tem certo charme na falta de sofisticação, não acha?‛ Sim. Muito charme. Trace forçou a se concentrar. ‚Isso foi que disse para Twyla.‛ ‚O que exatamente?‛ ‚Que essa era a sua decisão, não minha‛ Respeito por Murray não era f{cil para Trace, mas conseguiu manter. ‚Sei que disse que era para arrum{-la da cabeça aos pés, mas se gostou da ideia dela ser tão natural, não quis mudar as coisas. Sempre pode ser encerrada, mas o inverso não é verdadeiro.‛ Tesnão cresceu, enviando pensamentos para Trace de colocar Priss em segurança – então Murray riu. ‚Ah, você sempre pensa no futuro não é mesmo Trace? Sempre colocando meus interesses em primeiro lugar.‛ Sempre considerando maneiras de matar você. Trace empurrou um suspiro irritado. ‚Não me paga para tomar decisões por você, Murray.‛

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‚Não, mas tenho a sensação de que se fizesse seria superado também. Você tem um dom incrível no conhecimento da mente humana. Tem um espaço definitivamente na minha organização para um homem com suas habilidades únicas para avançar até o topo.‛ Com os dentes travados Trace disse: ‚Obrigado.‛ Terminando com a conversa frívola Murray voltou aos negócios. ‚Estou ansioso pelo almoço com Priscilla. Naturalmente quero que esteja presente.‛ Graças a Deus. Enquanto estivesse perto poderia garantir sua segurança. ‚Tudo bem‛ Mais uma vez Trace não disse mais nada. Conversa afiada não era um traço que Murray admirava. ‚Hoje | noite posso ter algumas novas funções para você.‛ ‚Alguma coisa que precise saber antes?‛ Se envolvia participar em encurralar mulheres como gado, Trace sabia que teria que avançar seus planos contra Murray. Mataria e seria condenado antes de ele prejudicar mais alguma mulher já traumatizada. ‚Nosso comprador pode precisar de um pouco... Educação na maneira correta de como lidar com um acordo‛ Divertindo-se com as possibilidades Murray gargalhou. ‚O merda ignorante está tentando negociar novamente o preço de uma mercadoria, depois que já tínhamos acertado os detalhes.‛ Trace permaneceu em silêncio. Seu estômago revirava que Murray realmente pensava que os seres humanos não eram nada mais que um produto para o progresso de sua risqueza. Mas, ao mesmo tempo um alívio o tomou de que poderia realizar a tarefa sem culpa, isso fez a tensão de seus músculos diminuírem. Inferno teria prazer em destruir qualquer pessoa envolvida nos negócios de Murray. ‚Pode lidar com isso, não é Trace?‛ ‚Sim, posso lidar com isso‛ Mas, ele precisava de um lugar seguro para esconder Priss, apenas no caso de ser uma distração. Murray continuou com clara intenção. ‚E se eu precisar disparar para impressionar os outros compradores?‛

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Trace encolheu os ombros. ‚Irei mat{-lo‛ então acrescentou, ‚Mas, posso impressionar os outros sem chegar nesse ponto, se desejar.‛ ‚Bom homem‛ Como sempre com a confirmação da violência iminente, Murray voltou para seu bom humor. ‚Irei vê-lo {s sete horas então‛ com isso desligou o telefone. No silêncio que se seguiu Trace ouvia a respiração profunda de Priss. Não queria lhe olhar, reconhecer o que havia feito, mas não podia. Enquanto estava falando com Murray, ela tinha se movido um pouco e agora caía com a cabeça em sua direção em uma posição desconfortável. Ignorando o olhar misterioso de Liger, Trace se aproximou de Priss passando e tirando o cinto de segurança. Quando ela caiu em sua direção, aliviou sua cabeça para descansar contra sua coxa. Seu longo rabo de cavalo agrupado em seu colo e Trace alisou. Na escuridão da garagem, não podia ver as luzes vermelhas em seu incrível cabelo, apenas o marrom profundo. Examinando seu visual Trace notou que sua pele suave e macia parecia muito pálida, seus longos cílios fazendo sombra em seu rosto e os lábios estavam entreabertos. Assim como seus joelhos. Durante muito tempo, Trace apenas a observou. Pela primeira vez, em vez de estar em guarda, sua expressão parecia serena e em paz. Ao dormir. Drogada. Não conseguia manter suas mãos longe dela, longe da carne quente de seus braços, de seus cabelos de seda. Para ele, o rabo de cavalo parecia torturante puxado em seu couro cabeludo. Sentindo-se como um bastardo, Trace tirou sua faca levantou o cabelo e usando a ponta da lâmina cortou o elástico. Priss não se moveu.

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Depois de massagear o couro cabeludo para aliviar qualquer desconforto concebido, ele estendeu os longos cabelos, arrastando-os em seu colo, sentindo a frieza, o peso de seu cabelo. Jesus, ela estava morta para o mundo, então por que estava atormentando a si mesmo com isso? Não iria se aproveitar dela agora, então seria esperto em afivelar o cinto e seguir a viagem. O gato pulou para o banco para observá-lo mais de perto. Cautelosamente, dado a profundidade seu olhar, Trace estendeu a mão para esfregar o ouvido de Liger e recebeu um miado de volta. ‚Não vou machuc{-la‛ Mas, sabia que j{ o tinha feito. Talvez na aceitação de sua afirmação ou por preguiça felina, Liger enrolou contra o lado de Priss e começou ronronar. Ele arranhou o banco, mas não parecia se importar. Somente queria ficar próximo de Priss. Pelo menos o gato confiava nele, Trace decidiu. Era um começo. Tomando um tempo para ajeitar a mulher e o gato, Trace girou Priss de volta para seu lugar e deixou Liger ficar confortável perto. Começou a colocar o caminhão em marcha e saiu da garagem. Com Priss tão macia, quente e sexy ao seu lado, seria uma longa viagem. Com pensamentos irregulares em sua mente, Priss percebeu que a música no rádio de repente parou e já não estava mais em movimento. O silêncio fechado em torno dela. Confusão passou pelo contentamento e espiou com um olho Trace ao volante no que parecia um painel velho de caminhão. A janela estava aberta e falava fora do veículo, no que parecia ser um interfone. Priss ficou em silêncio e ouviu. ‚Ninguém nos seguiu. Mas, poderia precisar de um minuto ou dois para trazê-la.‛

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Outra voz profuda e carinhosa soou através de um intercomunicador, mas Priss não conseguiu entender o que foi dito. ‚Sim‛ respondeu Trace. ‚Ela esteve fora por muito tempo‛ Fora? Tentou pensar, mas doía a cabeça. O caminhou avançou devegar e parou embaixo de alguma sombra. Pouco a pouco quando o nevoeiro desmanchou as memórias voltaram. Estar na garagem. Comendo. Conversando com Trace, sendo beijada por ele... Bebendo a água. Oh, Deus. Tudo voltou lento em sua mente. Trace a tinha drogado. Quanto tempo tinha estado fora? O que tinha feito com ela? Tentou fazer um inventário de seu corpo, mas fora a lentidão, nada parecia errado. O súbito bater de seu coração a reanimou mais do que qualquer coisa poderia ter feito. Tinha que se esforçar muito em esconder sua consciência para não pular em cima de Trace e descer toda a sua raiva. Onde estava e o que tinha planejado? Sentiu Trace se aproximar. Respirou seu cheiro e ouviu dizer: ‚Bom menino, tudo bem. Aposto que está pronto para uma pausa, não? Mesmo que tenha dormido a maior parte do caminho.‛ Falava com Liger. Ela sentiu sua cauda peluda bater nela e o pânico a tomou. Não deixaria Trace ou qualquer outra pessoa machucar seu gato. Isso não fazia muito sentido em vista de que Trace queria proteger Liger. Mas, como poderia confiar em qualquer coisa depois que a enganou com á agua cheia de drogas? ‚Bom Deus‛ veio outra voz fora do caminhão. ‚Tem certeza que é um gato doméstico?‛ ‚Sim, meu amigo‛ O caminhão moveu quando a porta do motorista abriu. ‚Não seja um viado, Chris. Ele é tão gentil como um cordeiro.‛ Um homem riu. ‚Entregue. Vamos ver o que as meninas de Dare pensam.‛

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O banco afundou nela. ‚Basta ter cuidado. Não sei o que as meninas vão pensar e não quero assustá-lo.‛ ‚Porra você é um menino grande não?‛ Liger deu sua resposta um miado pouco doce que fez o homem rir de novo. ‚Não se preocupe Trace. Cuidarei bem dele.‛ Reconhecia o nome Dare do telefonema de Trace. Mas, Chris? Suas meninas? Apenas onde Trace a tinha levado e por quê? Pelo menos sabia que significava que nenhum dano seria feito em seu gato. Mesmo agora, podia ouvir Chris conversando com Liger, acalmando-o, mimando com palavras suaves. E ele parecia sincero i suficiente quando disse a Trace que cuidaria bem de Liger. Então o gato estava seguro, mas e ela? Sutilmente quanto possível, considerou seus membros que ainda pesavam como chumbo e a cabeça cheia de nuvens, Priss deslizou a mão para trás e abriu o cinto de segurança. Ele fez um tranquilo, mas distinto ‘tilintar’ e o cinto soltou. Consciente do olhar de Trace sobre ela, de se aproximando, manteve os olhos fechados, relaxados e seu corpo mole. Sua mão tocou seu rosto, movendo por sua mandíbula, então sob o queixo. ‚Priss?‛ Seus dedos estavam quentes e estranhamente suaves. ‚Vamos mel. Esteve fora por um tempo.‛ Mel? Como se atrevia? Lembrando de todo o treinamento que havia feito, Priss reagiu sem aviso. Seu punho foi rápido e forte. Apontou para o nariz de Trace onde o dano seria maior. Mas, no último segundo, ele se virou e se viu acertando seu olho esquerdo. Mesmo na pequena cabine do caminhão, teve algum impulso no soco. Trace voltou com uma maldição. Balançando os pés para cima e puxando os joelhos contra o peito, Priss o chutou no tórax.

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Ele resmungou quando foi jogado para trás através da porta do motorista aberta do caminhão. Em um flash, ela abriu a porta do passageiro, mas suas pernas estavam fracas, caindo de um jeito deselegante. Não iria ficar por baixo. De jeito nenhum. Embora sua cabeça latejasse, ficou de pé e depois de uma rápida olhada em Trace, bateu em algo sólido. Cambaleou mais do que nunca para trás. Braços de aços ficaram ao seu redor, apertado e incitando puro terror. Como uma mulher selvagem sua vida dependia de fugir, Priss tinha que lutar. Utilizou todos os métodos de fuga que tinha aprendido, mas, infelizmente, não ganhou nem um cnetimetro de libertação. E então Trace estava de pé. ‚Solte-a Dare.‛ Sem uma palavra, os braços de aço se abriram e acabou sendo esmagada próximo ao peito de Trace. ‚Tudo bem, mel.‛ Sua voz era baixa, melódica. Tranquila. ‚Acalme-se agora. Ninguém irá machucá-la.‛ O frenético bombear de seu coração diminuiu. Por razões que a levariam a loucura, se sentia... Segura. Era de Trace que tinha de escapar, dele que tinha colocado algo em sua água. E ainda assim estava ali, com seu tom, na maneira que balançava seu lado. Remorso. Cuidadoso. Lutando contra as lágrimas nervosas, Priss o empurrou. Não fora de seus braços, porque ainda precisava de seu apoio, mas volta o suficiente para que pudesse olhar seu rosto. Seu olho esquerdo já tomando um roxo. Isso lhe deu uma satisfação cruel. ‚Você me drogou.‛

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‚Eu sei‛ Ele passou a mão sobre seu cabelo. ‚Sinto muito por isso. Não tive escolha de verdade.‛ Ocorreu-lhe que o cabelo caía solro ao redor de seus ombros. Onde tinha ido parar seu elástico? ‚Sem escolha?‛ Ela zombou dela e o sentimento de raiva voltou, bateu as mãos longe dela. ‚É claro que tinha uma escolha.‛ Por trás dela o homem disse: ‚Não, não tinha.‛ Priss deu a volta e quase caiu de novo. Um homem, grande, ficou menos de dois metros dela. Seu tamanho não a assustou, não quando já estava acostumada com o tamanho de Trace. Esse ficava alguns centímetros a menos que Trace, mas não parecia menos imponente. Foi a maneira como que ele se elevou sobre sua pequena postura que a alarmou. Trinta e poucos anos, cabelos castanhos e olhos azuis. Perigoso. Assim como Trace. Sua garganta apertou e recuou contra Trace. Casualmente, como se não esperasse menos dela, enrolou em seus braços e cruzou as mãos em sua cintura. ‚Priss esse é o meu bom amigo Dare.‛ Dare assentiu. ‚Trace não seria capaz de entregar a minha localização assim como não daria a dele. Você é uma mulher desconhecida e porque aqui não arriscamos.‛ Por aqui, o que significava isso? A localização ou o negócio? Dare não era exatamente hostil, mas era perto o suficiente para irritar Priss. E com os braços de Trace ao seu redor, bem, não estava mais com medo. Nervosa sim, mas o medo estava em espera temporária. ‚Sou conhecida o suficiente para que ele me visse nua.‛ Dare levantou o seu olhar, claramente para encontrar o de Trace. Ela ouviu o suspiro de Trace e sentiu seu encolher de ombros. ‚Ordens de Murray.‛ Dare balançou a cabeça em compreensão.

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Compreensão! Como no mundo poderia entende isso? Grande idiota. ‚Sou conhecida o suficiente para ele tirar uma foto minha, quase nua também.‛ Priss franciu o cenho ferozmente. ‚Com seu estúpido telefone. E ainda a guarda.‛ Dare levantou a sobrancelha direita, mas não disse nada. Trace endureceu atr{s dela. ‚Droga, Priss....‛ Sentindo mais corajosa, ela novamente deixou os braços de Trace para enfrentar Dare. ‚E sou conhecida o suficiente para o seu bom amigo tocar-me duas vezes.‛ A sobrancelha esquerda levantou para se juntar a direita. Dare encolheu os ombros. ‚Se isso é verdade!‛ ‚Sim!‛ ‚Então tenho certeza de que Trace tinha suas razões‛ Ele olhou para ver a confirmação. Claramente irritado com ela, não se importasse, Trace rosnou: ‚Na maior parte.‛ E maldição se o rosto de pedra de Dare não lhe deu um sorriso malicioso – e então tinha ido embora. Suas mãos fechadas e o pescoço endurecido. ‚Por que, você....‛ Uma voz feminina de repente de intrometeu. ‚O que no mundo est{ acontecendo aqui?‛ Trace murmurou ‚Merda‛ sob sua respiração. Ao mesmo tempo em que Dare dizia em um aviso sombrio ‚Molly.‛ Priss olhou para cima para ver uma mulher de aparência mediana de estatura, com o cabelo castanho médio e um olhar de indignação excepcional destinado aos homens. Ela uma camisa rosa e jeans leves. Seu tipo de mulher. Sentindo uma aliada, Priss deu dois passos em dsua direção, mas Trace a puxou agarrando seu braço.

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‚Não, você não vai‛ ele disse a ela não importando quão forte Priss tentava soltar seu braço não conseguia se libertar. ‚Acalme-se, você ir{?‛ Trace disse perto de sua orelha. ‚Não está ajudando nas coisas.‛ A expressão da mulher endureceu mais ainda. Dare começou a ir a sua direção calma. ‚Dentro de casa Molly‛ ele disse soando mais persuasivo do que como comando. ‚Explicarei em particular.‛ Como, inferno! Priss não queria perder qualquer oportunidade passar, gritou mais alto: ‚Molly me ajude. Trace me drogou para me trazer aqui e seguem me maltratando quando tentava escapar.‛ E antes que Trace pudesse amordaça-la, se é que era essa sua intenção, acrescentou: ‚E o outro homem roubou meu gato.‛ A boca da mulher abriu então fechou de novo. Com uma mão levantada interrompeu o discurso de Dare. Que abaixou a cabeça e soltou um gemido. Molly olhou ao redor e então apontou para direita. ‚Ali. Chris est{ com seu gato, ele é um bom homem não tem que se preocupar com isso.‛ Priss olhou e com certeza um homem estava sentado debaixo de uma sombra de árvore de grande porte, não muito longe do caminhão de Trace com Liger em seu colo. Dois lindos labradores estavam pertos, seus ruídos altos e batiam suas caudas. Como um rei Liger entretinha a corte, aceitando a atenção do homem e dos cães. Dare disse: ‚Essas são as minhas meninas, Tai e Sargie. São muito gentis, por isso não se preocupe com seu gato isso se podemos chamar esse monstro de gato.‛ ‚Ele não é um monstro‛ ela disse em defesa, quase esquecendo sua situação. ‚Liger é um doce.‛ ‚Declawed?‛ ‚Claro que não‛ Nunca faria isso em Liger. ‚Mas, ele apenas arranha quando necessário.‛ Trace manteve seu domínio no braço de Priss.

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Parecendo bem como um vagabundo de praia que tinha acabado de acordar, Chris usava uma camisa surrada. Mas, ao contrário de Molly, com as pernas peludas descobertas deixando a bermuda amarrotada e estava descalço. Priss não queria, mas sabia que tinha que retomar o controle. ‚Suponho que Chris é uma boa pessoa para cuidar de Liger?‛ Dare disse, ‚Chris cuida de tudo praticamente por aqui.‛ ‚Ele é bom com animais, Priss‛ Os polegares de Trace esfregaram para cima e para baixo nas costas de seus braços, quase fazendo se arrepiar. ‚Não tem nenhuma razão para estar histérica.‛ Oh, sua raiva voltou no topo de ebulição. Ela lhe deu um olhar que poderia lhe matar. ‚Histérica?‛ Antes que pudesse dizer mais e Trace pudesse responder, Molly estava perto. ‚Inferno. Eu sou Molly. Acho que escutei Trace lhe chamando de Priss?‛ Ela lhe olhou. ‚Sim.‛ Molly apenas sorriu. ‚Por que não entra comigo? Posso pegar alguma coisa para beber....‛ ‚Você { amiga de Trace?‛ ‚Sim‛ E ela esperava que fosse aceitar uma bebida? ‚Tenho estúpida marcada na minha testa?‛ Confusa Molly balançou a cabeça. ‚Eu não....‛ ‚Eu lhe disse. Ele me drogou.‛ Molly olhou para Trace. Dare disse novamente ‚Molly....‛ Ela acenou. ‚Eu sei. É tudo um grande segredo porque Trace é honroso, por isso tudo o que aconteceu tem um motivo. Eu entendo.‛

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Priss encarou a todos. ‚Pois eu não.‛ ‚Vamos entrar e ter uma conversa de garotas isso é tudo‛ Molly prometeu olhando Dare. ‚Não vou forçar e nem divulgar nada.‛ ‚Qualquer coisa como o que?‛ Priss perguntou. Molly continuava sorrindo e aquele sorriso a fazia parecer muito bonita. ‚Qualquer coisa que eles...‛ indicou Dare Trace com a cabeça ‚considerem um risco.‛ Pensando bem Molly seria mais fácil de quebrar do Trace ou Dare, então Priss perguntou: ‚Como?‛ ‚Nomes completos que estão sempre fora dos limites.‛ ‚Então seu nome não é Trace Miller?‛ Molly não hesitou ‚Claro que é.‛ Claro que não era, ou Trace ou Dare a teriam impedido de responder, com o rosto sério. ‚Mais alguma coisa?‛ ‚Localização, tem que ser mantida em particular, pelo menos que saberem que podem confiar em você, que garanto que somente significa depois de se casar com um deles.‛ Por alguma razão Priss ficou com o rosto vermelho. ‚Isso é o que você fez?‛ Molly sorriu mais largo. ‚Sim. Dare é meu marido.‛ Dare disse novamente. ‚Molly‛, dessa vez exasperada. ‚Oh, realmente Dare.‛ Molly bateu em sua mão. ‚O que acha que poderia fazer com essa informação?‛ ‚Isso depende com quem est{ conectada, do que sabe e o que está fazendo.‛ Enquanto marido e mulher discutia, Priss olhou ao redor e via terra e mais terra, toda protegida por cercas, portões, alto nível de segurança. ‚Uau. Esse lugar é uma fortaleza.‛

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‚Claro‛, Molly voltou sua atenção para Priss. ‚Os homens também não me querem discutindo seja lá o que estejam fazendo, não que já não saiba no que pode estar pensando não perca seu tempo comigo. Como de costume estou tanto no escuro como você.‛ ‚Não estou no escuro‛ Priss insistiu. E, na verdade, a cada minuto aparecia algum novo aspecto de Trace revelado. ‚Eu sei que Trace trabalha infiltrado para Murray.‛ Dare permaneceu parado, mas Trace esfrgeou o rosto. ‚A próposito, Murray é um merda de traficante de mulheres, somente para você saber.‛ E de repente Dare estava ao lado de Molly, seu braço ao seu redor protetoramente. Por sua parte, Moly tentou esconder e quase conseguiu. Mas, Molly conseguiu ver o flahs de... Algo sombrio e escuro em seus olhos. Uma péssima lembrança? Interessante. Então Molly de alguma forma estava envolvida. Era o suficiente de motivação para Trace ir atrás de Murray? Talvez, Priss não achava que era tudo. Não era tudo sobre ela. ‚Também sei que est{ trabalhando com Trace e Dare.‛ Ninguém confirmou ou negou a sugestão. ‚E eu sei que dado o custo de um lugar como esse que têm sua própria empresa de sucesso para arcar com tudo isso de segurança. Lógico que para ser bem sucedido, têm que serem bons no que fazem. E isso, é claro coincidiria com o abrsudo sigilo. Quer dizer, me drogar? Que estranho não?‛ ‚Talvez tenha sido um pouco exagerado‛ Molly franziu a testa para as mãos de Trace nos braços de Priss, até que ele abriu os dedos e recuou a soltando. ‚Obrigado‛ disse a Trace. Acariciou a mão de Dare, deixando saber sem palavras que estava bem. Ele deu um pequeno aceno e se afastou. Com a postura retomada Molly colocou um braço ao redor dos ombros magros de Priss e a virou para bem... Uma casa incrível. Priss ficou parada.

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Como ela não tinha visto uma casa tão grande? O lugar estava além de qualquer coisa que já tivesse visto. Era o tipode casa que sempre imaginou que Murray teria, grande, luxuosa, imponente e protegida. Priss sussurrou, ‚Totó, tenho a impressão de que não estamos mais no Kansas4.‛ Moly riu. ‚Na grande figura não importa muito onde está. Vamos. Apenas deixá-la confortável e deixar os homens trabalharem com o resto, tudo bem?‛ De repente Priss não estava certa de que queria sair com essa mulher. Molly aceitava muito bem as coisas. Mas, quando olhou para trás, tanto Trace quanto Dare estavam ali, de braços cruzados sobre o peito, olhares dominadores a observando. Ela os tinha perturbado com seu pensamento dedutivo? Ela ergueu o queixo. ‚Isso soa muito agrad{vel, Molly. Obrigada.‛ E mesmo que se sentisse um pouco mal do estômago, muito confusa, com raiva de ser manipulada e... Bem, uma eséecie de inquitação por estar longe de Trace deixou Molly levá-la para dentro. Mas, ao longo do caminho tomou nota de tudo, incluindo as câmeras de seguranças e formas de uma possível fuga.

4

Frase do Mágico de Oz.

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Capítulo 08 No minuto que Molly desapareceu dentro com Priss, Trace amaldiçoou. Ele queria bater em alguma coisa, mas a árvore iria quebrar seus dedos, não queria outro amassado no caminhão e Dare iria revidar. Chris Chapey, melhor amigo de longa data e assistente pessoal, aproximou-se com o enorme gato caído sobre um ombro para que pudesse manter um olhar sobre os cães a sua direita. A metade inferior de Liger caia de seus braços e a longa cauda pendia na barra da bermurda. Sem nem mesmo pensar sobre isso, Trace começou a acariciar o gato. Depois de algumas horas no caminhão, ele e Liger tiveram uma espécie de compreensão. Dare o observou, mas apenas disse: ‚Esse gato é uma besta.‛ ‚Ele é enorme isso é certo‛ Chris levantou um pouco mais alto e acabou soltando um miado doce em troca. Ambos os cães latiram em emoção, mas acalmou quando Liger lhes deu olhar igual. Chris riu. ‚Você quer que mantenha um olhar nessa coisa?‛ ‚É por isso que lhe pago uma quantia absurda, correto?‛ Dare olhou para casa. ‚Você pode dizer para a mulher do Trace....‛ ‚Ela não é minha.‛ Tanto Chris quanto Dare lhe deram uma olhar dominador, um olhar que entendia toda a sua merda e que iria deixá-lo escapar por agora. Ok, então ela era sua responsabilidade, pelo menos nesse momento. Sentindo que um alerta poderia estar chegando, Trace disse: ‚Tente não ser sarcasmo Chris, tudo bem?‛

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‚Est{ brincando?‛ Chris bufou. ‚Ouvi cada palavra trocada aqui e tenho a sensação de que ela poderia fazer picadinho de mim, se pensasse que estou no caminho. Ela colocou como inferno vocês dois em seus lugares.‛ O que apenas deixava Trace mais preocupado, porque na maior parte isso era verdade. Inferno, tudo tinha sido verdade desde o minuto que conheceu Priss. ‚Basta estar em alerta. Conheço Priss e pode acreditar que as coisas podem piorar antes de ficarem melhores.‛ ‚Talvez a mudança a ajude relaxar.‛ Obviamente Chris não tinha entendido bem Priss. ‚Sem chance. Vai ser um fodido agrupamento se prepare.‛ ‚Ela não aceitando muito bem a ideia, est{?‛ Trace balançou a cabeça. ‚Especialmente desde que sabe por que Murray quer que isso seja feito‛ E isso disparou seu sangue de novo. ‚Falando de Murray, tenho que estar de volta antes do que imaginava. Quer que esteja no escritório ás sete horas.‛ Embora Chris fosse de confiança de ambos, raramente se envolvia em seus negócios. ‚Matt estar{ aqui em breve. Mande-o entrar quando chegar e então eu irei...‛ ele levantou as sobrancelhas .‛.. Acomodar sua namorada.‛ ‚Ela não é minha...‛ Porra, Chris j{ estava indo embora deixando sozinho com seus inúteis protestos. Depois de respirar fundo, Trace redirecionou seus pensamentos. ‚Não gosto dela sozinha com Molly.‛ Dare bateu em seu ombro. ‚Não se preocupe com isso Molly se vira bem.‛ Esquecendo-se da audição excelente de Cris, Trace disse: ‚Então ela é a única mulher que conheço capaz.‛

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Chris, agora v{rios metros de dist}ncia acenou com a mão. ‚Não acredito nunca contarei para sua mulher que disse isso. Algumas mulheres gostam de matar o mensageiro‛ Levando o gato e seguido pelos cães, Chris subiu e passou pela a porta da frente. ‚Você confia no amigo dele?‛ ‚Sim. Chris e Matt são amigos desde sempre e Matt j{ ficou aqui antes. Est{ tudo bem‛ Dare recostou-se contra um tronco de {rvore grosso. ‚Acho que Priss tem você amarrado?‛ Não tinha sentido me negar. Talvez admitir as coisas para Dare fossem ajudar a ficar sobre controle. ‚Eu a quero.‛ ‚Diga algo que não sei.‛ Trace sempre confiou em Dare, como um bom amigo, parceiro de negócios e como um homem de honra. Sabia que Dare tinha instintos misteriosos e mortais. Mas, achava que tinha encobrido sua reação a Priss. ‚Droga‛ Trace passou as mãos pelo cabelo. ‚Você acha que Molly e Chris também perceberam?‛ Depois de um curto som que poderia ser uma risada Dare disse: ‚Eles não são cegos, surdos ou estúpidos. Então... Sim. Estou apostando que notaram.‛ Trace franziu a testa. Com um aceno de cabeça Dare acalamou sua preocupação. ‚Não é grande coisa Trace. Não se preocupe.‛ A reação divertida com a situação surpreendeu Trace. ‚Ela est{ fora dos limites.‛ ‚Você acha?‛ Dare olhou para o sol através dos galhos de {rvore e depois para Trace. ‚Por quê?‛ ‚O que quer dizer com por quê? Droga, Dare eu mal conheço a mulher.‛ ‚Você conhecia o suficiente para tirar uma foto.‛ Se Dare estivesse sorrindo iria socá-lo. Forte.

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‚Est{ de alguma forma envolvida com Murray, além de ser sua filha que est{ tramando... Algo. Do que posso dizer ela está escondendo mais do que compartilhando.‛ ‚Hmm‛ Dare virou a cabeça estudando Trace. ‚Você sabe, ela parece muito com você, exceto que está fingindo ser o guarda-costas de Murray. Talvez Priss tenha suas razões iguais a você.‛ Deus, assim Trace esperava. Ele queria que fosse... Honesta. ‚Até saber quais são essas razões tenho que deix{-la de fora.‛ Não tinha nehuma risada disfarçada na voz de Dare. ‚Boa sorte com isso.‛ Trace virou para enfrentar seu amigo de longa data. ‚Você não entende, maldição. Murray quer fodê-la. O bastardo me disse isso. Ele ainda me fez um pedido.‛ A expressão de Dare ficou tensa. ‚Disse o motivo?‛ ‚Conhece o estilo de Murray. É provavelmente duplo. Ele diz que quer saber se Priss é tão inocente quanto aparenta.‛ ‚Inocente? Ser{ que estamos falando da mesma garota?‛ ‚Mulher‛ Trace corrigiu, porque apesar de Priss ser jovem, ter apenas vinte e quatro anos, não podia aguentar coloca-la na categoria de uma criança, não quando seus pensamentos estavam cheios de luxúria. ‚Mas, sim a mesma pessoa.‛ Descrença fez Dare balançar a cabeça. ‚Diria corajosa, orgulhosa, mesmo conivente. Definitivamente contraditória. Mas, inocente?‛ Ele parecia mais que duvidoso. ‚De que?‛ Trace fez um gesto. Acreditava que Priss era sexualmente inocente ou inexperiente. Em sua defesa Trace disse: ‚Deveria como age com Murray. Ela é muito convincente.‛ ‚Não o convenceu.‛ ‚Não‛ Se tivesse acredita, não a teria ‘sentido’ como Priss apontou. E com certeza não tiraria uma foto. Mas, o que lhe faltava em experiência sexual tinha em astúcia perspicaz.

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Dare o chamou de volta para a conversa. ‚Então h{ a possibilidade que não tenha convencido Murray também.‛ ‚Sou melhor que ele.‛ ‚Sem dúvida. Mas, é um risco‛ Considerando as coisas, Dare se afastou da {vore ‚Quer que verifique seu plano?‛ Ele queria, mas... ‚Qualquer coisa que encontre ser{ direcionado diretamente para você, ninguém mais.‛ Trace assentiu. ‚Eu sei. Tenho sua carteira de motorista, por isso sei que é v{lida, deve ser fácil pesquisar sobre ela.‛ E então Trace saberia se qualquer coisa que lhe disse era verdade. ‚Podemos começar agora. Usar o computador da casa de Chris.‛ ‚Pode acessar os departamentos de l{?‛ ‚Est{ brincando? Computador de Chris é o mais equipado de todos.‛ Apontando um dedo Dare disse ‚Enquanto isso não dê um passo em falso até descobrir tudo.‛ Em outras palavras, não fique muito apegado até que descobrisse tudo do passado de Priss, mais do que saberia sobre si mesma. ‚Você usou essa regra quando estava atr{s de Molly?‛ Dare sorriu. ‚Não.‛ ‚Pensei assim.‛ O sorriso desapareceu e Dare olhou para longe. ‚No minuto que encontrei Molly naquele maldito trailer, drogada e maltratada, sabia que era diferente das outras mulheres que seriam vendidas e fiquei perdido.‛ Uma vez que ‘perdido’ era exatamente como se sentia em relação a Priss, ele assentiu. Nenhum deles conseguia se lembrar de horrível tempo que passaram na estrada. Foi por causa de sua irmã, Alani que Dare foi ao México. Os bastardos conheciam o rosto de Trace, seu estilo e por sua causa que Alani havia sido levada. Uma vez que pudessem identificar Trace fazia mais sentido Dare ir. Mas, não foi fácil.

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Essa sensação de impotência era algo que sempre consumia Trace, queria desesperadamente ir atrás de sua irmã. Dare trouxe Alani, assim como sabia que o faria. Mas, também trouxe Molly. E em algum lugar ao longo do caminho se apaixonou por ela. Agora, ele e Drae compartilhavam um interesse efetivo e muito pessoal em destruír cada traficante de mulheres que pudessem localizar. Parecia estranho que Ohio tinha se tornado o centro do trafico, tanto na escravidão sexual, na servidão por divida e nos empréstimos pagos com trabalho escravo e submissão. Sem uma lei estadual para tornar isso um crime e com alguns oficiais terniados para reconhecer um criminoso, muitos conseguiram se instalar no estado. Molly havia sido levada em frente de seu apartamento localizado em uma pequena cidade tranquila. Felizmente no dela tinha sido um caso isolado. Dare disse: ‚Na maioria das vezes ela age como se tivesse esquecido‛ Ele parecia quase torturado. ‚Acho que faz isso por mim.‛ Parecia compreensível para Trace. Ela era uma mulher forte e apesar da estrutura de Dare, ela parecia muitas vezes tão protetora quanto ele. ‚Molly est{ bem Dare. Tudo o que sofreu, est{ bem agora, feliz mesmo de modo que fique tranquilo.‛ Deliberadamente Dare respirou fundo e se acalmou. ‚Qual é a outra razão para Murray forç[a-lo para Priss?‛ Feliz com a mudança de assunto Trace explicou ‚Um doentio fetiche talvez. Mas, também acho que está tentando me testar, ver até onde consegue pressionar.‛ ‚E?‛ Trace encontrou seu olhar. ‚E o que?‛ Quando o som de um carro se aproximou, Dare protegeu os olhos do sol e olhou para estrada.

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‚Até onde ir{ Trace? Isso é algo que precisa decidir e r{pido.‛ Ele deu a Trace um olhar r{pido. ‚Antes que a mulher decida por você.‛ E com isso se afastou para a caixa de controle. Ninguém entrava ou saia de sua propriedade sem que soubesse. Presumivelmente o carro no portão era Matt, o homem que iria trabalhar em Priss da cabeça aos pés. Mesmo à distância, Matt parecia um exibicionista com seus cabelos loiros em um tom mais escuro no seu conversível roxo. Era razoável e fazia sentido, mas porque estaria trabalhando em Priss fazia com que não gostasse dele à primeira vista. Priss se sentia mal e confusa sobre o que havia sido feito nela. Apenas quando começava a confiar em Trace e pensar que estavam ligados de alguma forma... Fechou os olhos quando uma dor intensa passou por ela, o que tornava difícil de interagir, mesmo que realmente gostasse de todos. Chris era autêntico e hilariamente espirituoso. Matt era todo sério em seu trabalho apesar de sua aparência muito monótona. E Molly, bem parecia chateada e tentou colocá-la à vontade para deixá-la mais confortável. Mas, a verdade era que Trace a tinha beijado, tocado e então drogado. Seu remorso não significava nada, quando no ato de se desculpar a deixou com estranhos e saiu. Onde inferno estava? Mesmo em sua agitação Priss se concentrou em não cruzar os braços ou mexer muito os pés. Não queria bater com suas mãos em alguma coisa e talvez arruinar as unhas pintadas com francesinhas ou estragar o vermelho de seus pés. Sentia-se muito estranha toda enfeitada desse jeito, se não fosse por sua necessidade de chegar mais perto de Murray, nunca teria feito isso. Mas, Murray tinha encomendado e se recusasse ela o afastaria e provavelmente perderia sua oportunidade de destruí-lo. O que não faria.

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Estar mudando na sala de estar de Dare com uma pequena plateia ainda duplamente estranho. A sala estava ligada na cozinha e isso significava que Trace e Dare poderiam observálos a qualquer momento. Mas, não fizeram. A casa de Dare era enorme, linda e masculina. Molly disse que não tinha mudado as coisas depois que se mudou, a não ser seus pertences e transformou um dos quartos para sue próprio uso. Chris Chapey, assistente pessoal de Dare e seu amigo muito próximo fizeram um ótimo trabalho em manter tudo organizado. Chris era um homem engraçado com uma aparência pecaminosa, um corpo grande, um senso de humor e sarcasmo. Mantinha a casa de Drae funcionando perfeitamente. Mas pessoalmente, seus gostos tendiam para o chique um pouco grunge. Era desleixado, despenteado e meio vestido, mas de alguma forma funcionava nele. Embora não fosse muito obvio, Priss percebeu que era gay. Isso a ajudou a aliviar seu desconforto com ele. E também com Matt. E Molly, bem ela era tão alegre, tão receptiva nessas circunstâncias estranhas de Trace mostrando uma mulher drogada, que Priss não poderia deixar de se perguntar sobre ela. O que tinha acontecido para fazer tudo parecer comum? Molly veio da cozinha com uma bandeja com latas de Coca-Cola e dois copos com gelo. ‚Priss gostaria de uma Coca? Ou algo para comer?‛ Assim alguém poderia drogá-la de novo? Será que pensavam que era idiota? Ela deu um olhar incrédulo para Molly. ‚J{ passamos por isso.‛ Molly corou. ‚Mas, as Cocas não estão abertas ainda.‛ Tirando os óculos, que Priss acreditava que fosse de mulheres, Chris pegou uma lata para si mesmo. ‚Nem a {gua antes de beber.‛

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Matt disse, ‚Priss precisava ficar sentada até que termine e suas unhas tenham secado.‛ Quando chegou Matt montou um salão improvisado, descarregando tudo que precisava, incluindo uma cobertura no chão, uma cadeira com uma bandeja na frente, com um espelho grande em tempo recorde. Movendo-se em ritmo frenético e esperava que acompanhasse. ‚Mas, irei tomar uma bebida com gelo. Obrigado.‛ Olhando através do espelho, Priss disse: ‚Se quisesse uma bebida, teria tomado. Mas, acho que estaria segura com coisas que eu mesma comprei ou preparei.‛ Molly estremeceu. ‚Poderia provar antes se quiser.‛ Chris rolou os olhos pela oferta dramática e Matt fingiu não ouvir. Até esse momento percebeu que Matt era bom no jogo de cego, surdo e mudo quando necessário. ‚Não, obrigada‛ E de verdade ainda estava muito furiosa para estar com fome ou com sede. Onde estava Trace? O que estava fazendo? Como se atrevia a fazer isso com ela? Claro ele a apresentou a todos, inclusive Matt, mas depois ao sair disse para que se comportasse, no mesmo tom que usaria com um menino rebelde. E quase a fez corar com sua resposta ‘Morda-me’. Trace não tinha dito mais nada quando acabou saindo. Isso foi há algum tempo. No começo, não tinha pensado sobre isso, não com Matt dando ordens à esquerda e direita, brincando com seus pés e mãos. Depois de tudo sabia que Trace estava cumprindo ordens de Murray e ao mesmo tempo a proteger. Mas, agora que tinha que sentar dessa forma, seus pensamentos se revoltaram sobre Trace, sobre as coisas que tinha feito e suas possíveis razões. Sendo honesta consigo mesma, Priss sabia que estava chateada com a forma como a tocou e depois parou, como abusou do começo frágil de sua confiança para modificar sua bebida.

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Queria acreditar que, qualquer que fosse seu papel com Murray, tinha uma boa razão para drogá-la. Não a machucou e agora os efeitos residuais da droga haviam sumido. Estava bem acordada e alerta e queria vê-lo. Se tivesse que passar por isso o mínimo era estar acessível. Com os pedidos de bebidas atendidos, Molly voltou para sala sentando em uma cadeira observando fascinada como Priss se transformada. Embora Chris estivesse perto, Molly percebeu que era uma planta, garantindo que ninguém falasse o que não deveria. Brincou principalmente com os animais que estavam todos animados. A grande sala tinha uma varanda no lado de fora para um belo lago Pensando que tinha escutado algo na voz de Molly tentou virar para lhe olhar, mas Matt manteve o domínio sobre seus cabelos. ‚Parada‛ ‚V{ ao inferno‛ Ela esforçou seus olhos, mas não viu nada além de ar livre. Onde tinha ido Trace e o que estava fazendo de tão importante para lhe ignorar? Chris riu chamando sua atenção. Que tinha um tom de deboche por baixo e isso fez priss fazer uma carranca. ‚Do que est{ rindo agora?‛ ‚Você é muito engraçada Priss, isso é tudo.‛ Molly disse em advertência ‚Chris‛ Ele tomou um longo gole de sua Coca-Cola e depois sorriu para Priss. ‚Você est{ resmungando o suficiente, mas não est{ enganando ninguém‛ Seus olhos estreitaram. ‚O que significa isso?‛ Chris a saudou com sua lata de refrigerante. ‚Est{ passando por um tempo ruim e isso está bem visível.‛ Medo de que ele pudesse estar certo sobre o palpite, Priss olhou para longe. ‚Não tenho ideia do que est{ falando‛ Ela mexeu os pés descalços irritada com o algodão entre os dedos. Fingiu admirar o vermelho.

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Matt torturou outro pedaço de cabelo, puxando, pintando de branco e então envolvendo no alumínio. Ela agora parcia um alienígena do espaço. Matt afirmou que os procedimentos daria uma profundidade no cabelo, seja lá o que significasse. ‚Chris est{ certo, você sabe‛ Ele fisicamente reposicionou a cabeça para que lhe encarasse. Não era gentil. ‚Você est{ tão apaixonada que é quase embaraçoso de testemunhar.‛ Molly franziu a testa para ambos. ‚Deixe-a em paz vocês. J{ não teve o bastante?‛ Nenhum deles sabia pelo que havia passado? Mesmo Trace não sabia, então não poderia ter compartilhado, exceto pelo ‘noucate’ que tinha lhe dado, o que tinha feito de propósito, que todo mundo parecia ter levado na esportiva. Além disso, a última coisa que queria era a piedade de alguém. Poderia lidar com qualquer coisa menos isso. ‚Sabe estava pensando que Matt realmente me lembra Meat Cleaver.‛ Chris empinou o queixo. ‚Quem?‛ Ela acenou com a mão tomando cuidado para não estragar as unhas. ‚Ele é um homem poular nos vídeos pornográficos. Um dos mais vendidos na verdade.‛ Chris engasgou com a Coca-Cola. As mãos de Matt rápidas, apenas por um momento ficaram suspensas sobre sua cabeça. Altamente ofendido olhou para ela. ‚O que você disse?‛ Esse tom era engraçado. ‚Sim, sério você parece. Ele usa o cabelo como o seu. Acho que fez o que... Ah, não sei, talvez uma dúzia de filmes pornôs agora. É uma verdadeira estrela.‛ Ela piscou para ele. ‚Popular com homens e mulheres.‛ Matt pareceu horrorizado. ‚Eu lhe asseguro que nunca...‛

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‚Eu disse que se parece com você, não que seja. Aliás, nenhuma das estrelas pornôs masculinas tem uma construção como a sua. Definitivamente não os homens heteros.‛ ‚Uh... Obrigado?‛ Priss riu. ‚É o machismo em seu melhor. Todas as mulheres com seios enormes e os homens são peitudos.‛ Chris sentou ereto mais interessado nisso que estava em suas unhas. ‚O que sabe sobre pornografia?‛ ‚Sei que é lucrativa porque tenho minha própria loja de adultos.‛ Todos lhe olharam. Molly sentou de frente também. ‚Você?‛ ‚Sim. Os filmes são nossas maiores vendas. E através de nossas vendas de catalogo, os brinquedos saem bastante também.‛ ‚Brinquedos?‛ ‚Molly‛ Chris interrompeu. ‚Não deveria estar trabalhando no seu livro ou algo assim?‛ Molly recusou a sugestão. ‚Estou fazendo anotações mentais‛ Ela levantou as sobrancelhas. ‚Acredite em mim.‛ ‚Você é escritora?‛ Priss perguntou. Por que ninguém lhe disse? ‚Sim e estou pensando em uma história com um produtor de filmes pornôs daria um ótimo livro. Poderia ser um vilão. As engrenagens já estão girando.‛ Chris gemeu. Por alguns minutos discutiram sobre livros Priss ficou surpresa pelo sucesso de Molly como romancista. Não que era estranho. Depois de tudo Trace e Dare eram homens excepcionais. Por que não se associariam com mulheres excepcionais? E pensar que em comparação com sua mente quase a deprimia. Não devria se importar com o que, em uma útima análise, Trace pensava dela, mas o fazia.

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Para se livrar desse pensamento perguntou: ‚Então seu mais recente livro ir{ virar um filme?‛ ‚Sim é muito emocionante‛ Molly se moveu para borda do banco. ‚Mas, prefiro ouvir sobre seu negócio.‛ ‚Não‛ disse Matt e retomou o trabalho no cabelo de Priss com um pouco mais de força que necess{rio. ‚Esse não é assunto para um público misto.‛ ‚Hipócrita‛ Priss acusou. E então para Molly ‚Herdei o lugar quando minha mãe morreu.‛ ‚Oh‛ Molly empalideceu. ‚Sinto muito.‛ ‚Estou me ajustando, mas obrigada‛ De jeito nenhuma ela queria entrar uma conversa deprimente sobre sua mãe. ‚Então...‛ Molly limpou a garganta. ‚Você o carrega sozinho?‛ ‚Tenho um empregado/companheiro‛ Priss deu de ombros. ‚Est{ cuidando de tudo quando estou fora.‛ ‚Hum‛ Molly inclinou a cabeça. ‚O Trace sabe sobre sua loja e companheiro?‛ ‚Contei a ele‛ Priss se sentiu irritada de novo. ‚Honestamente, não parecia interessado.‛ Chris assobiou baixo e reclinou para trás no chão apoiado em seus cotovelos. ‚O que foi esse assobio?‛ Matt respondeu por Chris. ‚Esta claro que tem um tesão por Trace.‛ ‚Somente conheço h{ alguns dias.‛ Impacavel Matt continou dizendo: ‚Mas se você não ajustar sua atitude se prepare para decepção.‛ ‚Minha atitude?‛ Parecia que eles tinham de alguam forma feito um círculo de fofoca. ‚Minha atitude est{ bem‛ Eles lhe deram um olhar de pena.

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Priss rolou os olhos. ‚Tudo bem, não estou comprando nada disso, mas... O que sugere?‛ Ela disse com sarcasmo o suficiente para impressionar Chris, mas realmente precisava de uma visão masculina sobre isso. Homens gays, mas ainda assim. Chris deixou Liger de lado. O grande gato foi para janela se inclinar na luz do sol. ‚Pare de jogar duro. É ridículo e não é muito acredit{vel.‛ Ridiculo? Calor inundou seu rosto. ‚Não estou jogando nada‛ ‚Sim, claro‛ Ele terminou sua Coca e esmagou a lata. ‚Estava l{ quando pulou do caminhão com sangue nos olhos, lembra?‛ Bom Deus, ela tinha tentado fugir não dar um show. Segurou os braços da cadeira e tentou moderar seu tom. ‚Então deve se lembrar de que tinha uma boa razão para...‛ Ela olhou para Matt pensando se sabia sobre a empresa de Dare e Trace. Voltou seu olhar para Chris. ‚Bom sabe por que reagi assim‛ ‚Talvez. Em parte‛ Chris balançou a cabeça. ‚Em parte? Você est{ louco!‛ Ser{ que nenhum aceitaria como insulto o que Trace lhe fez? ‚Olha Priss se estava com medo de Trace ou mesmo brava, não estaria obecada agora‛ Seu pescoço endureceu com indignação. ‚Não estou obcecada‛ Ela estava? Bem, talvez um pouco. Onde estava? Molly se inclinou para frente, atenta e interessada. ‚Você e Trace... Sabe. Estão envolvidos?‛ ‚Não‛ Firme Priss balançou a cabeça. ‚Não estamos‛ Não que não tivesse tentado, mas agora, na sua maior parte tinha estado resistente. ‚Nada além de uns beijos.‛ Molly se iluminou. ‚Ele te beijou?‛

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‚Algumas vezes‛ Se Moly contasse tudo isso para Trace? Ou como Trace a tocou sob o pretexto de revistá-la? Talvez não, não com Matt ouvindo. Seria apenas mais explicações que teria que dar. ‚Não estou surpreso‛ Matt lhe disse. ‚Você j{ é atraente. Tem bons ossos para se trabalhar.‛ ‚Ossos?‛ ‚Mas, quando terminar estar{ impressionante. Fisicamente irresistível. Então deve usar o seu apelo feminino em vez de toda essa atitude para conseguir atenção de Trace.‛ Impressionante? Irresistível? De alguma forma Priss duvidava. Ela se olhou no espelho e... Sim. Não era grande coisa, nada especial com uma folha no cabelo. Ela ignorou o insulto de Matt para sua atitude se concentrando em suas possibilidades. ‚Usar como?‛ ‚A raiva é apenas outra forma de carinho. Se não se importa por que fica brava?‛ Uh, porque ele a drogou. Inferno! Mas, para seu próprio bem, Priss sabia que deveria manter para si mesma. Suspirou. ‚Não seja disponível emocionalmente ou fisicamente.‛ ‚Não exagerar em ambos‛, Chris concordou. Matt colocou as mãos em seus ombros e lhe deu um apertão. ‚Em vez de trabalhar tão duro, vamos fazer Trace trabalhar um pouco.‛ Hmm... Será que o faria trabalhar um pouco? Será que ela queria isso? Sim, queria. ‚Bobagem‛ Molly olhou para os dois homens. ‚Isos é um péssimo conselho então não os escute, Priss.‛ ‚Não?‛ Molly balançou a cabeça. ‚Nunca joguei assim com Dare. Sempre disse o que estava pensando e sentindo. Bem, uma vez que confiei nele. E praticamente não tinha escolha a não ser confiar e partir disso consegui.‛

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Fascinada Priss abriu a boca para perguntar sobre a situação pessoal de Molly, mas a mesma interrompeu. ‚E agora estamos casados.‛ Interessante. Mas, se nunca tivesse confiança em Trace? E nunca confiasse nela? Chris bufou, ‚Maçãs e laranjas Molly. Trace Dare são dois homens muito diferentes.‛ Priss queria expor isso. Eles eram diferentes, mas também partilhavam semelhanças em algumas coisas. Cada um deles era cauteloso, firme, perigoso e nervoso. Ficaram altamente sintonizados em seu entorno e nas suas costas. Se compartilhasse o que notado, Priss pensou que poderia ser capaz de conseguir uma ótima conversa e talvez Molly e Chris caíssem em seus truques e revelassem algumas coisas. Trace queria Murray. Mas, mesmo se Molly e Chris não entendessem a necessidade de manter segredo, ela o fazia e Matt ainda era alguém de fora. Encontrando seu olhar no espelho Priss lhe perguntou: ‚Quanto da verdade você sabe?‛ Ele disse rapidamente: ‚Não sei de nada‛ Usando um pente fino, ele separou outra seção de seu cabelo, mantendo a concentração na tarefa. ‚Não é grande coisa. E gosto de manter assim. Deus me live se esses dois pensarem que não sou seguro.‛ Sua reação intrigou Priss. ‚Porque eles iriam fazer... O que exatamente?‛ Chris bufou. ‚Nada‛ E depois para Matt. ‚Não fale estupidez.‛ ‚Sim‛ reclamou Molly ‚Ir{ dar impressão errada para Priss.‛ ‚Pior do que minha impressão inicial com nossa viagem no sono aqui? Não é prov{vel‛ Dado o que Matt tinha dito Priss sabia que estava consciente de algo.

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Talvez não de toda a empresa de Dare e Trace, os trabalhos, mas sabia o suficiente para não querer se envolver. Homem inteligente. Antes que pudesse perguntar de verdade, Matt anunciou, ‚O cabelo est{ pronto. Agora, somente faremos a depilação antes da maquiagem....‛ Sua carne estremeceu e seu estômago deu um nó. ‚Não‛ .‛.. Porque não quero fazer sua maquiagem até que seu cabelo esteja completo, por isso....‛ ‚Não. Sem depilação.‛ Priss sacudiu as folhs em sua cabeça. Por isso não podia ceder. ‚Esqueça.‛ ‚E...‛ Matt disse enfatizando as palavras dramaticamente. ‚Como sei que Trace tem pouco tempo do previsto não devemos perder tempo.‛ ‚Eu disse não!‛ Matt descartou seus protestos. ‚Molly existe uma sala particular que podemos usar?‛ Endireitando na cadeira acolhedora Molly olhou de Matt para Priss. ‚Hum... Acho que a....‛ ‚Cabeleireiro‛ Priss falou entredentes, deliberadamente insultando, seu temporãmente elevado e em um tom alto. ‚Você me ouviu não ir{ ter depilação.‛ Os cães que dormiam levantaram a cabeça alertos com a nova tensão. Liger lhe deu um olhar arregalado. Molly limpou a garganta, mas não se moveu. Com os olhos semicerrados e as sobrancelhas levantadas Chris deslizou através da sala e saiu pela porta de trás. Fechando silenciosamente atrás. Priss somemte sabia que estava indo procurar Trace após sua recusa, mas o que tinha? Sim, entendeu que isso era parte do jogo para Murray lhe testar e sabia que não ficaria satisfeito, que poderia ele mesmo brincar com ela se desobedecesse a um simples comando. Mas, nisso não se importava.

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Olhando fixamente a porta fechada murmurou ‚Então Chris sabe onde está e não me disse? Um completo teimoso.‛ Matt manteve sua posição. ‚No mínimo temos que fazer suas sobrancelhas, pernas e axilas.‛ Incredula que ele ainda não esquecia, Priss girou ao redor para enfrentar Matt. ‚Posso muito bem depilar a mim mesma.‛ Rolando os olhos, Matt pôs as mãos nos quadris. ‚Não quer ser uma menina refinada. E não quero deixar o trabalho pela metade. Não faz sentido ser bonita e polida em partes, mas continuar assim... Natural de outras formas.‛ Mortificação apertou seu peito. ‚Venha na minha direção com cera quente‛ Priss olhou bem dentro de seus olhos, sua voz suave e mortal. ‚Eu desafio. Realmente faço. Experiemente e veremos o que acontece.‛ Sua expressão parecia quase cômica. ‚Est{ me ameaçando?‛ ‚Estou dizendo que estarei usando a cera quente se não esquecer isso.‛ Ele ergueu os braços. ‚Tudo bem. Que seja. Seja como um troglodita, como um... Um macaco. Veja se me importo.‛ ‚Obrigada‛ Troglodita? Idiota. Com isso resolvido a tensão de Priss relaxou o suficiente para que pudesse respirar livre novamente. Ela se levantou e verificou suas unhas das mãos e dos pes, que j{ estavam secas. ‚Parece bom‛ ela disse enquanto admirava. ‚Pelo menos tenho algo concluído.‛ Matt resmungou. Priss se esticou. ‚Molly você tem alguma música? Parece meio morto isso aqui‛ E não queria que Trace a encontrasse fora do controle. Os homens tinham fito o menos obvio que deveria fazer. Molly levantou apressada para um pequeno painel na parede, sem dúvida aliviada de ter algo para fazer. ‚Posso jogar umas músicas favoritas de forma aleatória. Em todos os cantos. Deprimente não?‛

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Com um olhar para Priss, Matt disse: ‚Nada menos que o melhor para Dare‛ Ele jogou um beijo para Molly ‚Isso lhe inclui querida.‛ Priss riu do insulto. ‚Podia muito bem dizer que estou na categoria das piores. Mas, tudo bem está perdoado por isso.‛ Matt fez uma careta. ‚Oh, uau obrigado por sua bondade.‛ A música começou e Priss ficou leve. ‚Quanto tempo até esse material ficar no meu cabelo?‛ ‚Depende. Olho daqui vinte minutos.‛ Menos de um metro e oitenta com os cabelos esbranqueados Matt a olhou ‚Desafiando a mim?‛ ‚Por que não? Nunca tive muita oportunidade de dança, então tenho certeza que você é melhor. Mas sinto que irá perder um pouco e como temos vinte minutos com esse lixo. O que acha?‛ Por sua parte Molly já tinha pegado sua bebida ‚Estou dentro!‛ Assim como os cães. Eles esperavam ansiosamente em sua direção, pronto para saltar em qualquer um que ficasse interessado no jogo. Priss pegou o queixo de Matt e lhe deu um aperto. ‚Vamos cabeleireiro. Tire essa expressão azeda. Não combina com você.‛ ‚Não‛ ele ainda parecia irritado. ‚Não combina.‛ ‚Olhe por esse lado‛ ela estendeu a mão ‚você ainda pode me polir com algumas lições‛ ‚Você nunca dançou mesmo?‛ Havia muita coisa que não tinha feito, mas uma vez que cuidasse de Murray isso iria mudar. ‚Somente na privacidade do meu quarto e mesmo assim sou muito ruim.‛ Sua boca se contraiu antes de se espalhar em um sorriso.

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‚Ah, tudo bem. Mas, quando terminar com você é melhor eu ver algum apreço sincero na transformação.‛ ‚Fechado‛ Especialmente se ele a deixasse impressionante como havia prometido. Não podia esperar para ver a reação de Trace para isso.

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Capítulo 09 Trace seguia atrás de Chris enquanto conduzia o caminho para fora de sua pequena casa perto do lado, era até mesmo mais larga que a casa de Dare. Eles trabalharam um pouco, mas agora sabia que a identidade de Priss era verdadeira e que morava em Ohio. ‚Ela estava seriamente pronta para explodir, Trace. Sei quando alguém est{ aborrecido e ela estava demais. Um grande aborrecimento.‛ Dare apertou a boca, mas não conseguiu ficar em silêncio. ‚Você disse que Matt queria lhe depilar?‛ ‚Sim‛ Chris olhou para eles. ‚Acho que pensou que era... Você sabe... Depilar em todos os lugares.‛ Trace rangeu os dentes. Não queria essa discussão de novo. Não com seus amigos. ‚Não a culpo por protestar.‛ Dare franziu a testa para Trace. ‚Uma maldita coisa para se pedir que a menina faça, especialmente em uma casa ao invés de um salão de beleza.‛ Trace parou no caminho farto de ser pressionado até os limites. ‚Ela não é uma menina. É uma mulher adulta que se colocou nessa situação por conspirar contra Murray.‛ Dare e Chris pararam também, logo virando para lhe encarar. Ambos cruzaram os braços esperando. ‚Mutt e Jett5‛ Trace murmurou para seus amigos que tinham expressões acusadoras. ‚Como vocês dois podem agir tão parecidos, não entendo.‛ Chris foi o primeiro a deixar seus braços caírem. ‚Não agimos‛ e acrescentou, ‚De que merda est{ falando?‛ ‚Ele est{ mudando o assunto‛ Dare disse a Chris não mudando nenhum um pouco sua posição. ‚A culpa é uma filha da puta e ele tem de sobra.‛ 5

É uma dupla de personagens dos quadrinhos no estilo de “O gordo e o Magro.”

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Chris levantou uma sobrancelha. ‚Por que ele iria querer que se depilasse?‛ ‚Inferno, não quero isso.‛ Chris deu um meio sorriso. ‚Entendi.‛ ‚Est{ se sentindo culpado porque foi sem dúvida ideia de Murray colocar Priss nisso e Trace concordou, mesmo sabendo como ela iria se sentir sobre isso.‛ ‚Não, eu não fiz‛ Trace lhe disse tão tenso que o pescoço doía. ‚J{ disse que Murray...‛ Merda, não queria contar o que disse para convencer Murray. Dare olhou com nojo. ‚Isso deve ser bom.‛ ‚Bem, não é‛ Na verdade era uma merda. ‚Vamos apenas dizer que lidei com isso.‛ Dare continuou lhe olhando. ‚Sem depilação?‛ ‚Sem.‛ Chris perguntou: ‚Ser{ que Priss sabe como lidou com isso?‛ ‚Não.‛ ‚Então talvez tenha que contar antes que mate Matt.‛ Trace retomou seu caminho dessa vez liderando. ‚Ela tem um metro e sessenta e pensa menos de cinquenta e quatro quilos. Matt saberá se cuidar.‛ ‚Diz o homem com o olho roxo.‛ Em vez de Chris acelerar Trace alongou o passo. Embora precisasse de um tempo para averiguar tudo sobre Priss, provavelmente não deveria tê-la deixado sozinha com os outros. E tivesse os machucado? Tinha exposto sua identidade secreta para Matt? Não, ela não faria isso. E Trace percebia que pelo menos um pouco confiava em Priss. Não iria denunciá-lo, mas não significava que não fosse cavar até conseguir informações. Maldição, tinha trabalhado mais de uma hora com eles. Enquanto isso, tinha

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usado a desculpa de verificar sua ideintidade e a localização de Jackson para recuperar seu controle. Mesmo depois de toda mudada ele ainda esperava por sua reação, logo ouviu música alta. E risada. Chris limpou a garganta. ‚Hm. Acho que Matt falou com até o limite.‛ Dare disse com calma: ‚Cala a boca Chris.‛ Trace ficou atento quando invadiu a porta de vidro e abriu. Enquanto Molly estava de lado rindo com os cães saltando ao seu redor, Priss estava aconchegada contra Matt que rodou a tirando do chão. Ela colocou a cabeça para trás e riu alto. Suas mãos agarradas nos ombros de Matt. Sua virilha encaixada contra a dele. Os longos fios do cabelo envoltos em folhas de prata preso em sua cabeça. Ela usava uma capa e tinha algodão enrolado em torno de seus dedos. Para uma mulher que planejava a morte de seu pai parecia muito feliz. Liger foi o único a notar sua entrada. O grande gato pulou e começou seu caminho para Chris e Dare parados atrás de Trace. Trace ainda estava parado com a porta aberta, congelado no lugar, com emoção revolta. Sim, Matt era mais do que capaz de lidar com Priss. O filho da puta tinha acabado de tirá-la do chão. De novo. E novamente Priss se agarrou nele. Perto de sua orelha Chris disse: ‚Sim, esse pode ser um bom momento para lembrar que Matt é gay.‛ ‚Que seja‛ Trace disse, ‚isso não est{ importando muito agora.‛ Dare disse: ‚Você nunca sabe quando parar Chris?‛ Quando Matt girou em torno dela, Priss riu sem reservas e Trace queria acabar com ele tão forte que não podia ver direito.

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Somente quando Liger se agachou em sua frente que tirou os olhos de Priss. O traseiro pesado do gato contraiu e se deslocou para a direita e esquerda quando se preparava para saltar nos braços de Trace, querendo ele abraçá-lo ou não. Mas, ele queria. Precisava de um agora mesmo. Trace abriu os braços. Chris e Dare recuaram. Com um salto ágil, o gato subiu no peito de Trace o que finalmente chamou a atenção de Priss. Ofegando de seu esforço, com o rosto corado e expressão feliz ela olhou para a porta e ficou imóvel. Dare empurrou Trace e foi até o aparelho desligar a música. No silêncio Chris perguntou: ‚Todo mundo se divertindo?‛ ‚Deus Chris‛ Dare disse. ‚Trace vai te matar se não calar a boca.‛ ‚Sério?‛ Priss fez uma pose de aborrecimento, um quadril inclinado, cruzou so braços com o queixo elevado. ‚E aqui estava Molly, Chris e Matt assegurando que não era do tipo de causar dano corporal.‛ ‚Deveriam estar brincando‛ Trace estava acostumado com o senso humor distorcido de Chris então não estava em perigo. Mas, Matt... Trace não o conhecia. Em um tom mais letal do que tranquilo perguntou: ‚O que est{ fazendo?‛ ‚Dançando inofensivamente?‛ Matt respondeu com uma pergunta um pouco nervoso, sem saber qual era a resposta certa. Priss de repente entrou na frente de Matt o deixando confuso. ‚Não seja sarcástico com ele, Trace. Pedi que dançasse comigo. Estava a ponto de nos matar um pouco antes e estava esperando para tirar esse negócio do meu cabelo. Você estava longe de ser encontrado.‛ Matt foi de lado ganhando um novo brilho de Trace. Rapidamente ergueu as mãos com as palmas para fora, provando que não estava tocando. ‚Falando de tempo podemos lavar seu cabelo agora, se todos nos derem licença.‛

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‚Preciso de um minuto antes com Priss‛ Trace olhou sua postura militar e teve que lutar contra um sorriso. Tinha uma coragem de aço. Gostava disso. ‚Sozinho.‛ ‚Somente um minuto‛ advertiu Matt. ‚Qualquer coisa mais e seu cabelo pode ficar arruinado.‛ Trace olhou em torno do quarto para sua plateia. ‚Tudo bem‛ Chris abriu a porta atr{s de si. ‚Bastante privacidade. Divirta-se.‛ A paciência em pessoa Trace observou Priss enquanto tentava pensar em alguma razão para recusar. No final, ela passou por ele, com os cachorros em seus calcanhares. Com uma saudação aos outros ele pegou o gato e fechou a porta atrás deles. Os cachorros continuaram por toda aldeira todo o caminho para o lado. Tai entrou e girou na água. Sargie se esparramou na grama tomando sol e observando. Com os braços cruzados, frustração brilhando sob a luz do sol, Priss olhou atrás deles. O silêncio reinou por meio minuto, então disse: ‚Que inferno de olho roxo que você tem.‛ Mais uma vez sua boca se curvou em um sorriso. ‚Ir{ parecer muito pior em algumas horas‛ Mais uma coisa sobre Priss era sempre divertida. ‚Você me pegou de surpresa e acertou em cheio.‛ Subjugada ela abaixou a cabeça. ‚Pura reação ao perceber que estava drogada. Sinto muito.‛ Pura reação? Significa que tinha sido treinada o suficiente para reagir por instinto? Cada hora aprendia algo novo. Se tivesse sido treinada era algo bom. Não que poderia ter instrução suficiente para desviar dos golpes de Murray. ‚Estou bem Priss. Não se preocupe com isso.‛ ‚Não estou‛ Ela deu alguns passos e olhou para longe do lago. ‚É lindo aqui.‛ ‚Você deveria ver no começo da manhã‛ Trace colocou Liger no chão e foi atrás de Priss. Queria lhe tocar. Inferno, queria possuí-la. ‚A nevóa se levanta longe do lago, o farfalhar das folhas, os peixes saltando e os pássaros cantando. Você vê o sol nascendo em toa a superfície do lago. É algo real.‛

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‚Alguém nada?‛ ‚Todo mundo‛ Sem pensar ele acrescentou ‚Posso te trazer de volta um dia quando não estiver tão pressionado...‛ Trace se conteve antes de terminar esse pensmento. Pressionado pelo tempo ou não as chances de retornar aqui com Priss eram quase nulas. Com olhar cínico Priss olhou para ele por cima do ombro. ‚Sim, certo. Talvez vamos fazer isso‛ Ela se virou para lhe encarar. ‚Ás vezes quando não estivermos em desacordo, quando não estivermos lidando com um louco que gosta de vender mulheres, quando você não me drogar o início do dia?‛ Trace esfregou seu pescoço. ‚Quando passarmos por cima disso.‛ ‚Você sabe algo me ocorreu‛ Ela olhou seu olho roxo antes de balançar a cabeça ‚Vamos ir embora daqui em breve.‛ ‚Sim‛ Quanto mais cedo melhor. Não se atrevia a encontrar Murray tarde. E antes disso, tinha que garantir a segurança de Priss. Jackson poderia manter as coisas em ordem, mas porra, ele odiava relegar essa responsabilidade. Não que alguém, muito menos Priss, esperasse que assumisse essa tarefa. Mas, queria. Ele insistia nisso. ‚Você planeja me drogar na viagem de volta também? Por que tenho que lhe dizer de jeito nenhum irei ingerir algo que você ou seus amigos me derem.‛ Ele tinha se perguntado sobre isso. ‚Espero que não seja necess{rio.‛ Sua resposta era um pouco agressiva e cautelosa. ‚Então me diga quais são minhas alternativas?‛ Ele estendeu a mão e depois de uma breve hesitação Priss aceitou. Seus dedos pareciam pequenos e suaves, frio ao toque apesar do calor. Não eram mãos de uma assassina. Eram, no entanto, as mãos de uma mulher que sentia muita raiva.

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Trace a levou para o banco estreito onde Liger descansava com esplendor. Espremido entre gato e mulher, Trace sentou ao seu lado mantendo o seu domínio sobre a mão dela. Matt abriu a porta. ‚Nós precisamos seriamente concluir o processo de seus cabelos.‛ ‚Mais dois minutos‛ Trace disse. Matt reclamou pela demora, mas finalmente disse: ‚Ótimo. Dois minutos e nada mais‛ Ele voltou para dentro. ‚Oh, uou‛ Priss brincou. ‚Ele tem mesmo medo de você não?‛ Trace sorriu. ‚Foi nobre da sua parte tentar protegê-lo mais cedo.‛ ‚Sim, eu acho‛ Ela soltou um suspiro e olhou ara as mãos entrelaçadas. ‚Você estava em ponto de ataque e não tinha certeza se poderia fazer.‛ ‚E descobriu que podia, você pode me parar mesmo se outro homem não pudesse?‛ Seu olhar prendeu ao seu, ‚Realmente percebi que era culpada então por que Matt deveria aguentar seu temperamento?‛ Não. Seu estilo. Mais e mais Priss apelava para ele, não apenas fisicamente e Deus sabia se já não era o suficiente para enfraquecer seus joelhos. Mas, ela era protetora e corajosa. Doce. Algumas vezes. ‚Matt sabia que não iria machuc{-lo‛ Trace viu sua expressão. ‚Não sem uma boa razão.‛ ‚Estou morrendo de vontade ouvir o que você considera um bom motivo, mas primeiro...‛Ela puxou a mão livro, se acomodou e cruzou as pernas. ‚Qual é o plano? Era melhor que fosse bom porque não conseguirá me enganar de novo. Se quiser me tirar daqui e planeja bater na minha cabeça garanto que não vou tornar nada fácil para você....‛ Trace se manteve distraído com a filha brilhando. Ele apontou para sua cabeça. ‚É difícil pensar com essa sua aparência.‛ ‚Experimente usar. Agora fale.‛ Sempre divertida. Seu humor era quase igual de Chris quando queria dizer algo.

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‚Fiz a verificação de seus antecedentes usando sua caretira de motorista.‛ Sua mandíbula soltou e seu rosto ficou branco em surpresa. Em seguida, se sentou ereta. ‚Oh meu Deus‛ bateu na própria testa. ‚Como posso ter esquecido que você ainda estava com ela?‛ ‚Outras coisas em mente?‛ Trace envolheu os ombros sem arrpendimentos. ‚Agora sei que pelo menos parte do que disse é verdade.‛ Cautelosa Priss o observou. ‚Qual parte?‛ ‚Você é de Ohio.‛ Seus olhos escureceram. ‚O que mais?‛ ‚Verifiquei sua idade.‛ ‚E?‛ Não estava pronto para dizer tudo que tinha aprendido ‚Você tem sua própria loja de adultos. Ganha o suficiente para se sustentar, mas nunca estará financeiramente confortável....‛ ‚Minha ideia de conforto provavelmente é diferente da sua.‛ ‚Seu empregado Gary Deaton tem seus quarenta e poucos anos. Ele tem um pequeno histórico criminoso e está um bom tempo com você.‛ Seus olhos ficaram maiores. ‚Você assumiu o lugar oficialmente cerca de seis meses atrás. Três meses atrás tornouse seu.‛ Por que sua mãe tinha morrido. Trace balançou a cabeça. Ele não queria em uma grande discussão sobre sua mãe ainda. ‚Isso é tudo.‛ Alívio passou por ela. ‚Isso é tudo? Meu Deus não é suficiente?‛ Nem de longe. Ele suavizou seu tom. ‚O que achou que fosse encontrar?‛

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‚Muitas coisas para falar agora. Matt está retornando. E não quero meu cabelo arruinado somente porque escolheu a hora errada para discussões profundas‛ ´Priss não podia estar mais ansiosa. ‚Somente mais uma coisa.‛ Trace também ficou de pé. ‚O que?‛ Matt abriu a porta e bateu o pé. ‚Não dou a mínima para o que Murray pensa sobre isso. Ninguém ir{ me ver nua, por qualquer motivo.‛ Trace tocou seu queixo alisando com o polegar. ‚Nem mesmo eu?‛ ‚Não tem cera quente com você.‛ Priss encontrou seu olhar sem vacilar. ‚Caso contrário... Poderia estar com boa vontade.‛ Ele tentou escondeu a surpresa e o prazer. ‚É mesmo?‛ Ela encolheu os ombros. ‚Vamos apenas dizer que entendo o que te motiva, então posso talvez superar isso.‛ Não beijá-la se tornou impossível. Era complicado, mas Trace conseguiu se aproximar sem deixar de olhar para as bordas das folhas de prata. Roçou a boca sobre a dela, sentiu o hálito quente, a suavidade de seus lábios e teve que ter forças para se afastar. ‚Não se preocupe com isso. Eu...‛ Droga. Ele balançou a cabeça. ‚Convenci Murray que não era o seu tipo.‛ ‚Não era meu tipo?‛ ‚Acredito que usei o termo caipira. Disse que você era natural e ele concordou em deixar tudo assim. Pode me agradecer agora.‛ Priss suspirou. ‚É humilhante saber que discitiu isso com Matt e provavelmente com seus maigos Chris e Dare também.‛ Ele colocou as mãos em volta do pescoço. ‚Eu sei e sinto muito. Mas certamente era a melhor alternativa do que...‛

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Ela colocou a mão sobre sua boca. ‚Teria apressado meus planos de matar Murray antes de deixar qualquer um invadir minha privacidade dessa maneira.‛ ‚Você não vai matar ninguém‛ Independentemente das motivações sólidas. ‚Isso não é para você decidir.‛ Ele tinha, mas ela não aceitou ainda. Trace pegou seu pulso, beijou a palma da mão e baixou. ‚Dare e eu concordamos que pode sair daqui consciente. Somente até ter tudo resolvido....‛ ‚Tudo, o que isso significa?‛ Ele ignorou a interrupção. ‚... Estarei observando. Esqueça privacidade, Priss porque não terá nenhuma. Até que estiver convencido que não irá atrapalhar meus planos, você terá segurança vinte e quatro horas por dia.‛ Por razãoes que Trace não conseguia entender ela sorriu. ‚Tudo bem por mim‛ Ela bateu em seu peito. ‚Somente não conte em estar satisfeito em breve.‛ Ela deu a volta pegando seu gato, abriu a porta e disse para a sala ‚Cabeleireiro, estou pronto. Vamos acabar com isso.‛ Duas horas pareceram como dez enquanto Trace caminhava pela cozinha, à espera da inauguaração de Priss. Chris e Dare estavam com ele, mas Molly tinha ido junto com Priss e Matt. Ele olhou para o relógio novamente. ‚Não pode apressar Matt?‛ Ocupado em seu computador Chris fez uma careta. ‚Pela enésima vez não. Est{ criando arte ou é isso que diz. Deixe-o em paz.‛ ‚Vou me atrasar.‛ ‚Tem tempo de sobra‛ Dare disse a Trace quando terminou de fazer sanduíches. ‚Mesmo se pegar tr}nsito, o que não deve acontecer, conseguir{ chegar com tempo de sobra....‛ ‚Tenho que ter Priss segura antes de sair.‛ ‚Jackson est{ em espera. Estar{ pronto quando quiser.‛

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Da entrada Priss perguntou: ‚Quem é Jackson?‛ Todos os três homens olharam para cima. Como se em câmera lenta Dare deixou de lado a faca que estava usando para cortar o sanduíche de frango em quatro partes. Chris empurrou o computador para trás e soltou um assobio. Trace olhou. Droga, sabia que ela era linda, nenhum disfarce poderia esconder. Mas, não tinha percebido... Matt sorriu. ‚Impressionante, certo?‛ ‚Bem, o que dizem pessoal‛ Molly deslizou em torno dos dois e veio para frente sorrindo. Carregava uma bolsa de produtos que Priss usaria para recriar a aparência atual. ‚Não est{ fant{stica?‛ ‚Sim, est{‛ Dare puxou Molly e a beijou sussurrando algo em seu ouvido. Ela olhou para Trace e riu. Chris saudou seu amigo. ‚Excelente trabalho‛ e então Priss. ‚Você pode fazer igual?‛ ‚Não sou uma idiota. É um pouco de maquiagem e alguns produtos de cabelo. Muito fácil.‛ Trace mal entendia a conversa. Os cabelos longos de Priss tinham sido cortados e moldados de modo que agora, de alguma forma caía em torno de seu rosto, fazendo com que parecesse que tinha acabado de chegar de uma atividade no quarto. A coloração vermelha agora parecia mais sutil e sexy. Os olhos verdes que sempre eram diretos agora pareciam sensuais e sugestivos, mesmo enquanto ela aguardava o veredicto do resultado. Os cílios mais longos, seus lábios mais exuberantes nada além do óbvio. Ela parecia boa o suficiente para tentar um santo e ocorreu a Trace que Murray estava longe da santidade também. Furioso com a situação, com o conflito primordial que tinha que fazer contra o que mais desejava, Trace respirou fundo. ‚Sim. Fant{stica.‛

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Apoiando as mãos nos quadris, sua atitude sem alterar a beleza, Priss olhou. ‚Então por que parece tão desgostoso?‛ Dare puxou Molly mais perto. ‚Você est{ muito bonita Priss. É que Trace não é um homem que gosta de compartilhar, mas não está na posição de negar aos outros.‛ Trace continou a olhar para ela e viu seu entendimento. Ela deu uma olhada para trás para Matt, consciente de que era um amigo confiável, mas não parte do círculo interno. Inferno, Priss não sabia como era protegido o círculo interno e que fazia parte. ‚Entendi. Bem, não é um problema de Trace. Talvez devesse se lembrar disso‛ Ela se virou para olhar o relógio na parede. ‚ Não deveríamos estar na estrada?‛ A mulher parecia viver, respirar sexo, mas falava como uma empresária. Trace odiava tudo isso. Dare indicou os alimentos. ‚Fiz o almoço. Tem que estar com fome.‛ Matt foi direto para a cozinha, mas Priss rejeitou. ‚Não obrigada.‛ Trace fez uma careta. ‚J{ chega. Você precisa comer.‛ Inferno, ela não tinha feito nada, nem mesmo tomado um copo de água, uma vez que comeu somente seu sanduíche no café-da-manhã. A maquiagem e o cabelo despenteado lhe dava um ar totalmente novo para sua expressão de sarcasmo. ‚Não sou nada mais que uma ótima aprendiz.‛ Confuso, Dare pegou um sanduíche, deu uma mordida e então ofereceu o resto. ‚Seguro o suficiente?‛ ‚Vocês são maldosos, por isso passo.‛ ‚Pleo amor de...‛ Trace tinha que desligar seus sentimentos. Vê-la tão quente, tão sexy tinha sido o suficiente para destruir sua calma. ‚Não me pressione, Priss.‛ ‚Ou vai fazer o que? Me dopar?‛ Matt olhou para cima então deliberadamente longe assobiando baixo.

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Trace deu um passo para ela quando seu celular tocou. Carranudo pegou do bolso olhou o número e depois para Matt. ‚Fora.‛ Matt pegou dois sanduíches mais e sua bebida e saiu para a sala de estar. Chris segurou o braço de Molly tirando do seu lugar. ‚V{ com ele.‛ Girando os olhos Molly foi junto, mas disse a Dare ‚Vou esperar uma atualização‛ Ele apenas acenou com a cabeça. A dinâmica de seu relacionamento espantou Trace. Aparentemente Dare confiava tudo em sua esposa. Deveria ser bom estar seguro com uma mulher. Ele olhou para Priss, que ainda estava na sua frente, de forma alguma iria considerar possível uma privacidade. Trace atendeu o telefone. ‚Miller‛ ‚Como vai Trace? Priss est{ cooperando com o esteticista?‛ ‚Est{ tudo bem. E sim ela est{‛ E de verdade tinha feito de tudo provocando Matt, mas com ele não era tão fácil. ‚Tem um relatório dos resultados? Tenho que admitir que estou me sentindo como uma criança no Natal, à espera de desembrulhar um presente.‛ Sim, Trace sabia exatamente como a mente de Murray trabalhava. ‚Parece estar bem. Vai ficar satisfeito.‛ Murray perguntou jovialmente. ‚Ela est{ ai?‛ Talvez tivesse superestimado o nível de confiança de Murray. Não que Murray confiasse em alguém. Estava sempre tentando pegar Trace em alguma mentira, mas ele permaneceu cuidadoso com que dizia, e quando, para evitar um cenário em particular. Sem emoção Trace disse: ‚Ela est{.‛ ‚Ótimo. Coloque-a na linha. Quero conversar‛ Sem dúvida para verificar o paradeiro com Priss.

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Puro gelo passou nas veias de Trace. Murray poderia ter uma agenda em mente, para intimidar Priss, envergonhá-la ou tentar com que corresse. Uma batalha interna se intensificou, mas no final disse: ‚Aqui.‛ Ele passou o telefone sem dizer uma palavra. Seus olhos se arregalaram. Como rímel e sombra o efeito foi exagerado. ‚Quem é?‛ murmurou. ‚Murray quer falar com você.‛ Rapidamente Dare foi avisar aos outros para ficarem em silêncio. Trace colocou um dedo em sua boca, alertando Priss antes de apertar o botão do viva-voz do telefone. Ela mordeu o brilho labial de seu lábio inferior, respirou fundo e pegou o telefone. ‚Murray! Oi. Como est{?‛ Trace ficou o mais perto que podia. Murray disse, ‚Se divertindo querida?‛ ‚É incrível. Não tinha ideia de que um profissional pudesse fazer uma grande diferença em meus cabelos. Quer dizer, eu sei me cuidar, mas isso é.... Bem, maravilhoso. Nem se parece comigo.‛ Ela se animou como qualquer mulher jovem negligenciada quando era introduzida em mimos ilimitados. Trace sorriu sentindo-se inexplicavelmente orgulhoso de quão rápido ela se adaptou para apaziguar Murray. ‚Estou ansioso para ver os resultados por mim mesmo.‛ ‚É claro sempre que for conveniente para você. E Murray muito obrigada. Não era necessário já tinha lhe dito e disse sério. Mas isso é apenas,... Bem divertido mais do que imaginava.‛ ‚Estou feliz que esteja se divertindo‛ Um momento de silêncio e então ‚Eu entendo que trocou de hotel?‛

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Choque percorreu Trace. Como no inferno Murray já sabia disso? O filho da puta planejava fazer um dano amsi cedo? Trace já tinha uma história em mente sobre seus movimentos assim que o visse, mas não tinha pensando em preparar Priss. Imperturbável ela colocou a mão no peito para tranquilizá-lo. ‚Foi uma coisa estranha‛ ela disse para Murray soando exatamente como uma mulher inocente que se dizia ser. ‚Trace tinha certeza que alguém estava nos observando e não achava seguro ficar onde estava. Insistiu que você iria querer me mudar para um local mais seguro.‛ Murray não esperava uma resposta rápida. Fez uma pausa e limpou a garganta. ‚Trace est{ certo é claro‛ e então com suspeita: ‚você disse que ele pegou alguém observando vocês?‛ ‚Não sei exatamente quem. Apenas disse que sentia que alguém estava observando. Ele olhou em volta e então disse que deveríamos ir. Ia te ligar e contar, mas ele me prometeu que cuidaria de tudo quando o visse novamente. Não-não estou certa, mas acho que talvez não queria me dar seu telefone.‛ ‚Realmente? Como bobo da parte dele.‛ Mas, Murray não lhe deu seu número. Não queria conexão direta com Priss e todo mundo sabia o motivo. Se, talvez, quando ela se ferisse ou fosse morta não poderia haver trilhas que levassem de volta a ele. ‚Estou feliz que ele tenha te movido, Priscilla‛ com tom sedoso perguntou: ‚Onde ir{ ficar agora?‛ Priss olhou para Trace e ele rezou para que se lembrasse de dar seu antigo endereço, o primeiro que ela mentiu para Murray. Tinha deixado o suficiente de seus pertences lá para enganar Murray ou se alguém passasse para verificar se tinha alguma residência. Sem perder o ritmo, Priss deu sua antiga localização para Murray, mas ela foi mais longe e não podia lhe parar. Conversar demais durante uma mentira nunca dava crédito, fazia exatamente o oposto. Priss tratou como se fosse veterana. Deu sua localização e depois para conversar sobre roupas, sua maquiagem e unhas pintadas.

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Em nenhum momento Murray cortou seu entusiasmo desmedido para pedir para falar com Trace de novo. Deus amado Priss tinha feito um excelente trabalho convencendo Murray de sua artimanha. Mesmo Dare parecia surpreso com sua especialização. Ele e Dare trocaram um olhar, Priss era uma mentirosa nata. Não era uma qualidade excelente em uma jovem. Trace pegou o telefone. ‚Mais alguma coisa Murray?‛ ‚Sim.‛ Ele mordeu a palavra. ‚Você sabia que estava sendo observado?‛ ‚Claro. Mas, novamente não sei se foi você ou outra pessoa. Disse para garantir sua segurança de modo que foi o que fiz.‛ Com uma vantagem letal em seu tom de voz Murray perguntou: ‚Quem mais você acha que poderia ser?‛ ‚Um antigo namorado, um amigo, um parente. Sei que ela alegou não ter nenhum parente, mas como podemos ter certeza? Você não disse nada sobre rejeitá-la, mas sabia que tinha que manter os olhos nela.‛ ‚Você não lhe disse que era prov{vel que fosse eu?‛ ‚Não. Quando me perguntou por que alguém estaria nos olhando, disse que você era um homem poderoso e um monte de pessoas tinham inveja.‛ ‚Boa cobertura‛ sua voz baixou. ‚É estranho, Trace esse seu sexto sentido.‛ Trace não disse anda. A verdade era que deveria saber que Murray iria imediatamente verificar sua história, mas não havia pensado nisso e o irritou. Tinha que parar de ser tão distraído por causa de Priss. ‚Então me diga‛ Antecipação na voz de Murray. ‚Esteve com ela?‛ Trace fechou os olhos desejando como inferno que tivesse desligado o viva-voz do telefone. Priss não precisava ouvir isso, mas era tarde demais para fazer algo sobre isso. Podia sentir seu olhar sobre ele, não tanto com acusação, mas incerteza e curiosidade.

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Dare não disse nada e nem fez. Trace sabia que não queria embaraçar Priss mais. Abrindo os olhos novamente, Trace bloqueou seu olhar. ‚Não tive tempo para trabalhar nisso.‛ ‚Seu preguiçoso‛ Murray riu. ‚Helene me disse que daria conta disso. Acho que ela esperava que assim que a ordem foi dada iria estuprar a menina. Está o dia inteiro furiosa.‛ ‚Furiosa?‛ Deus, Helene seria a morte dele. ‚Isso é certo‛ disse Murray. ‚Se não conhecwsse melhor diria que estava com ciúmes.‛ Priss lhe deu um olhar de nojo e virou a cabeça. ‚Mas, você conhece melhor‛ Trace pegou seu cotovelo antes que pudesse se mover para muito longe dele. ‚Por que sabe que não sou um idiota.‛ ‚Sim. Mas, ultimamente não estou certo sobre Hel.‛ Cristo, será que Murray iria se virar contra sua amante? Ou pior deixá-la para outro? Tudo parecia possível. ‚De qualquer forma tenho outras coisas para fazer agora. Aja com Priss assim que puder. Não quero me atrasar essa noite.‛ ‚Estarei l{.‛ ‚Até mais tarde.‛ Depois que Murray desligou a raiva que o fez querer jogar fora o telefone foi quase impossível de ignorar. Em vez disso empurrou de volta no bolso e olhou para Dare. Seu amigo não era um idiota e se juntou aos outros na sala. Trace se aproximou de Priss. ‚Você est{ bem?‛ Ela jogou o cabelo para tr{s. ‚Por que não estaria?‛ A maneira como seu cabelo caía como seda em suas mãos. Ele levantou um pedaço esperando que estivesse duro com spray de cabelo. Mas, Matt era ainda melhor do que imaginava. Seu cabelo era macio, sedoso e excitante. ‚Murray te colocou na cena. Isso poderia ter abalado alguém.‛ ‚Não sou tão delicada quanto pensa.‛

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‚Talvez não‛ Ele segurou seu rosto com as duas mãos. ‚Mas, você é suave, pequena e ás vezes, muito doce.‛ Ela fez um som rude. ‚Doce, hein? Você é tão demente como Helene.‛ ‚Não quero ter nada a ver com essa vadia.‛ Com uma risada sem graça Priss disse: ‚Não acho que tenha escolha. Assim como Murray irá me sacrificar para testá-lo, ele irá te sacrificar para testá-la. Tudo é sobre testes. E eu sinto que poucas pessoas passaram por seus testes.‛ Ela estava certa, é claro. E astuta. ‚Quando vive a vida da forma como Murray faz confiança é algo muito difícil de encontrar.‛ ‚E a vida que você vive?‛ Recusando-se a entrar em detalhes com ela, Trace balançou a cabeça. Podia contar nos dedos o número de pessoas que confiava e até agora, ela não era um deles. ‚Você pensa r{pido com pressão. Essa foi uma história muito boa que contou.‛ Ela encolheu os ombros, mas uma triste verdade passou em seus olhos. Tinha sua vida envolvido um monte de mentiras? Pelo que sabia depois do cheque sem fundo, não tinha estudado em escolas públicas ou teve outro emprego fora da loja. Tinha suas suspeitas e a maioria delas centrada na relação que sua mãe tinha tido com Murray. Eventualmente Priss poderia contar tudo. Enquanto isso, ele deixaria que se atrevesse em suas descobertas. ‚Você ser{ capaz de se lembrar da história para manter tudo verdade?‛ Os longos cílios levantaram e ela lhe olhou. ‚O que acha?‛ Ele pensou que sua capacidade de manipulação era além de suspeita e ainda naquele momento não importava. Trace chegou mais perto, tão perto que sentiu o calor do seu pequeno corpo e tremeu em antecipação. ‚Eu vou te beijar, Priss.‛ Lentamente ela assentiu

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‚Sabe o que?‛ Sua atenção caiu para sua vou. ‚Eu vou deixar.‛

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Capítulo 10 O beijo demorou até Trace lembrar que tinha que parar com isso ou então encontrar um quarto. Se fizesse isso se atrasaria para voltar paa Murray, porque uma rapidinha com Priss nunca iria satisfazê-lo. Claro, seria até o limite, mas o que ele queria era realmente ficar com ela, passar um tempo até saciar ambos. Logo, disse a si mesmo. Quando fosse o momento certo. Responsabilidade nunca foi tão pesada. ‚Você, Priscilla Patterson é uma distração poderosa.‛ ‚Nunca fui antes‛ Ela colocou a testa em seu peito. ‚Mas, estou feliz que sou agora. A verdade é que preciso de uma distração quanto você aparentemente faz.‛ ‚Preocupada?‛ Ele alisou o cabelo novamente. Não podia esperar para sentir sua pele nua. Estavam se movendo na velocidade da luz e as circunstâncias não eram exatamente propícias à sedução, mas isso não pareceu importar. A química estava presente, tomando o controle, levando ambos e ele a sentiu indefesa contra si. Contra ela. ‚Basta saber uma coisa‛ Ela levantou de novo. ‚Murray não rastreou a ligação?‛ Levando-a para um banco no bar Trace balançou a cabeça. ‚Tenho um roteador no telefone. Ele não pode.‛ ‚Ah. Inteligente.‛ Ela estudou. ‚Então você e Dare executam uma operação de alta tecnologia como suspeitava. Não posso ver vocês correndo para um depósito de segurança local e pegando um desses roteadores. Então é o mesmo tipo de dispositivo que um funcionário do governo pode usar?‛ Evitando as perguntas, Trace pegou o prato de sanduíches. ‚Precisa comer.‛

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Ela não conseguiu esconder seu desapontamento. ‚Preciso parar de confiar tanto em você, pelo menos até que comece a retribuir um pouco.‛ ‚Você confiou em mim?‛ Ele lhe deu um longo olhar. ‚Poderia ter me enganado.‛ Inferno, parecia que lutava contra ele em cada oportunidade. Apoiando o queixo sobre o punho Priss suspirou. ‚Como eu disse, precisa ser retribuído. E até então não estou aceitando qualquer alimento ou bebida sua ou de seus amigos.‛ ‚São amigos não uma legião.‛ ‚Até Dare? E o que sobre essa outra pessoa Jackson?‛ Trace estava prestestes a censurá-la por estar sempre tentando se intrometer, mas todos estavam de volta na cozinha. Matt disse, ‚Preciso ir. Tenho outros compromissos hoje.‛ Sem uma hesitação, ele segurou os ombros de Priss, puxou para cima, e lhe deu um beijo estalado direto em seus lábios entreabertos. Com esse movimento não sabia dizer quem estava mais surpreso Priss ou Trace. Priss piscou rapidamente, Trace rosnou e Chris riu para os dois. ‚Gostei de trabalhar com você, Priss. Você é mais do que divertida e uma fonte de informações sobre coisas pervertidas.‛ Trace estreitou os olhos. Matt estava tentando irritá-lo? Coisas pervertidas? Extamente sobre o que tinham discutido? ‚O que significa isso Matt?‛ ‚Ela sabe sobre o mercardo pornogr{fico. Muito informativa.‛ Depois de um olhar significarivo para Trace se virou de novo para Priss. ‚Espero vê-la de novo.‛ Ela ainda estava sem saber o que dizer. Trace ficou em silêncio. ‚Você marca para mim ou pago agora?‛ ‚Quase odeio cobrar foi tão fascinante.‛ Trace rosnou. ‚Mas você vai‛

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Sorrindo Matt disse: ‚Sim‛ Quando se virou acrescentou ‚Vou receber através da conta de Dare. Pode passá-la para você. Certamente ele confia em você.‛ A ênfase de Matt significava que Priss não, mas não precisava ser lembrado disso. Chris saiu com Matt e Molly novamente tentou fazer Priss comer. ‚Por que todo mundo est{ agindo como minha bab{? Não é como se fosse magra ou desmaiasse de fome.‛ Ela recusou a comida. ‚Obrigada de qualquer forma Molly, mas não vou morrer de fome.‛ Irritado Trace saiu. Priss virou em seu banco. ‚Onde vai?‛ E então com um toque em alerta. ‚Vai sair sem mim?‛ Ele parou, abriu e fechou as mãos algumas vezes e girou de volta para ela. ‚Não vou deix{-la aqui.‛ ‚Não?‛ Ela limpou a garganta e perguntou com esperança. ‚Ser{ que vai me drogar de novo?‛ Seus dentes rangeram de frustração, mas não mentiu. ‚Se necess{rio.‛ Sua reserva despareceu e Priss levantou as mãos. ‚Idiota!‛ Trace tocou seu queixo, mas ela se afastou. ‚Estou indo para fora pegar os pertences de Liger. Assim que tiver acabado vamos embora‛ Ele hesitou, parecendo vacilar, então se inclinou para sua boca de novo. Beijou-a antes que ela sequer percebesse que faria isso, mas de jeito nenhum queria que o beijo de Matt permanecesse fresco. ‚Juntos.‛ Por um momento apenas Priss parecia atordoada, então deu um olhar envergonhado para Dare e Molly. Depois de recobrar sua postura, ela inclinou os cotovelos de volta no bar e deu de ombros. ‚Estarei aqui, esperando por você. Não é como se tivesse muito para fazer.‛ ‚Seja boa Priss.‛ Ela se virou. ‚Isso significa que não quer que brigue com alguém?‛

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‚Exatamente‛ E antes que perdesse mais tempo brincando com ela saiu do local. Estaria ocupado grande parte da noite com Murray, mas no dia seguinte... Talvez no dia seguinte tivesse que avançar mais um pouco as coisas. Até que ele tirasse Priss do seu sistema, sabia que não estaria bem cem por cento. No entanto, para lidar com Murray, precisava de toda sua inteligência entre outras coisas. Priss acenou após Trace recuar então girou para Molly. ‚Boa viagem. Pode acreditar nisso? O homem desliza droga na minha bebida e depois espera que aja como se nada tivesse acontecido.‛ ‚Essa seria a minha sugestão‛ Com um aceno para as mulheres Dare saiu atr{s de Trace. Molly se surpreendeu por Priss rir. Ela levantou o refrigerante em brinde. ‚Você realmente deixou Trace confuso. Quando o conheci era tão legal e sozinho que me assustava....‛ Apesar da advertência sucinta de Trace, Priss não perderia a oportunidade de conseguir informações. ‚Sim, quando foi isso extamente?‛ Molly não mordeu a isca. Tomou um gole de seu refrigerante antes de colocar a lata de lado. ‚Ele é amigável com alguns, mas leva suas responsabilidades muito a sério, o que significa que costuma ser um homem sombrio. É bom vê-lo perseguindo o próprio rabo uma vez.‛ Tentando a sutileza, Priss perguntou: ‚Responsabilidades?‛ Molly riu. ‚J{ disse qual ator foi escolhido para fazer o papel principal masculino no filme?‛ A mudança de assunto foi o suficiente para ela fe as perguntas apropriadas, enquanto ouvia as explicações de Molly e antes que percebesse, Trace, Dare e Chris estavam de volta. Quando entraram na cozinha, cada um deles, fortes e grandes, capazes em muitos nivéis, Priss não podia deixar de admirá-los.

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‚Que homens‛ Molly engasgou com outra risada. ‚Sim.‛ Com os homens perto o suficiente para ouvir, ela perguntou a Molly. ‚Ser{ que eles correm juntos? Como os lobos, quero dizer.‛ Facilmente divertida Molly entrou na brincadeira. ‚Eles devem. Espere até ver Jackson. Ele se encaixa muito bem‛ Ela jogou um beijo para o marido quando lhe deu um olhar sombrio. ‚Um verdadeiro Romeu.‛ Chris bufou. ‚Não segundo Alani.‛ Ouvindo de novo esse nome perguntou ‚Quem é Alani?‛ E todos ficaram em silêncio. Um ar derpimido caiu sobre a camaradagem anterior. Ela franziu o cenho, perguntando sobre a misteriosa Alani e o destemido Jackson. ‚Desculpe‛ disse Chris suavemente falando para todos na sala. E sem perder tempo acrescentou ‚Vou cuidar muito bem do seu gato Priss, não se preocupe. Por enquanto, ficar{ na minha casa à noite para impedir que as meninas de Dare furem o nariz em sua caixa de gato. Mas, quando vi aqui vou trazê-lo comigo.‛ ‚Você não fica aqui?‛ Ele balançou a cabeça. ‚Viu uma pequena casa perto do lago?‛ ‚Sim‛ Ela percebeu isso quando estava do lado de fora com Trace, mas não tinha prestado muita atenção por causa de sua conversa. ‚Essa é a minha casa. Gosto de privacidade.‛ Priss girou os olhos. ‚Não posso imaginar qualquer lugar ficando particular nesse local.‛ ‚É verdade. Mas com os dois,‛ ele acenou para Dare e molly que j{ estava sendo abraçada do outro lado do bar. ‚é bom passar um tempo fora do alcance auditivo cada noite.‛ Dare estendeu a mão para bater na parte de trás da cabeça de Chris, mas ele se esquivou a tempo. Trace disse: ‚Lua de mel nunca sair{ de moda para esses dois.‛

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Isso soou agradável para Priss. Com a instabilidade mental de sua mãe, logo logo desmoronando e a atmosfera nada amigável de seu local de trabalho, nunca tinha estado perto de famílias tradicionais e casais felizes. Molly e Dare pareciam muito felizes. Priss soltou um suspiro melancólico. Chris mudou para algo completamente diferente. ‚Enquanto movemos isso para minha casa quer dizer adeus para Liger?‛ E com isso seu humor escureceu. ‚Eu amo esse grande gato, Chris.‛ Brincadeiras a parte, disse: ‚Isso est{ bem claro.‛ ‚Então é melhor mim{-lo muito.‛ ‚Garantido.‛ Molly alcançou através do bar para tocar seu braço. ‚Vamos lhe dar muita atenção e amor, prometo. Por favor, não se preocupe com isso.‛ Eles pareciam amantes de animais, as meninas de Dare certamente eram mimadas. Eram membros da família o que tornava ainda mais especial. Priss levou sue tempo falando calmamente com Liger, esperando que entendesse sua ausência e não se sentisse abandonado. Tocou seu nariz no dela, deu-lhe um de seus doces miados e depois foi brincar com Tai e Sargie. Era quase como se quisessem dizer que ele ficaria bem. Teve que engolir um nó de emoção e piscou para conter as lágrimas quentes. No momento que ela e Trace estavam de volta ao velho caminhão, pronta para ir embora, Priss se sentiu melhor sobre deixar Liger. ‚Pelo menos estar{ seguro‛ disse ela tanto para si mesmo como para qualquer outra pessoa. Trace colocou a mão em seu joelho. ‚Isso é mais do que posso lhe dizer.‛ Dare se inclinou na janela. ‚Seja inteligente Priss e escute Trace.‛ Priss fez uma careta para ele. ‚Por que ele não tem que me ouvir?‛ Depois de um longo olhar Dare se dirigiu para Trace e impassível disse: ‚Escute Priss‛

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Trace sorriu. ‚Tentarei.‛ Priss levantou o queixo. ‚Não faço promessas, mas estou sempre disposta a tentar.‛ Dare lhe alcançou e bagunçou o perfeito cabelo, muito parecido com o que tinha visto nos seus cães. Trace não gostou disso, o que divertiu Priss. Suas tendências territoriais era uma novidade. Claro seu empregado Gary se tornou possessivo, mas a ideia era tão ridícula que a irritou mais que elogiou. Quando Trace ligou, Priss acenou para a turma na garagem. Incluía Chris, Dare e Molly com os cachorros e Liger no sol. Foi a coisa mais estranha, mas parecia que estava deixando sua... Família. Não uma família disfuncional como ela e sua mãe tinham sido, mas uma de verdade. Pressionando um punho em seu peito para tentar conter a dor em seu coração, Priss aceitou a triste verdade: Depois que recuperasse Liger, as chances de nunca mais ver essas pessoas novamente eram quase nula e estaria fora da cidade. Eles não eram nada para ela assim como não era nada para eles. Pela primeira vez, ela sentia de verdade uma perda. ‚Você est{ bem Priss?‛ Deus, lhe assombrava como Trace conseguia entender seu humor. Tinha feito isso desde o começo, que tanto era letal quanto perceptivo, ou... Um verdadeiro homem maravilhoso. Descasando a cabeça contra o assento ela lhe olhou. Tinha um lindo perfil. Ela brincou com Molly sobre eles serem muito lindos, mas para ela Trace era de longe o mais incrível. Mesmo sem conhecer o Jackson que Molly havia mencionado não poderia chegar perto de Trace tinha certeza disso. ‚Estou bem.‛ Ele balançou a cabeça para que soubesse que não iria comprar, mas também não presisonaria.

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Durante muito tempo eles dirigiram em silêncio sociável ao longo das estradas de cascalho que se voltaram para pavimentada e eventualmente deu lugar para ruas mais movimentadas em rampas de rodovias. Enquanto, Trace repetidamente lhe dava olhares, Priss tomava conhecimento da bela paisagem. Havia bastante verde, lagos naturais e fazendas com muitos cavalos. ‚Kentucky‛ ela finalmente adivinhou. ‚Sim‛ Trace ligou o r{dio, mas não alto em uma estação de música. ‚Não muito longe de casa. Atravessaremos a ponte para Ohio em algumas horas.‛ Era uma concessão legal, tendo Trace lhe dando algo do óbvio, ela sentiu que lhe devia uma verdade ‚Sabe se isso te faz sentir melhor meu senso de direção é uma merda. Duvido que seria capaz de encontrar o meu caminho de volta, mesmo se tivesse um GPS.‛ Trace sorriu. ‚Dare não estava preocupado‛ Ele arruinou do que isso poderia ter sido um belo elogio, acrescentou: ‚Não havia nada que sugerisse que seria uma ameaça.‛ ‚Hm‛ Priss olhou pela janela um campo de vacas. ‚Vamos esperar que Murray veja dessa maneira também.‛ A menção de Murray azedou o humor de Trace. ‚Não posso imaginar como se você parece...‛ E não parecia feliz com isso. Curiosa Priss o observou. ‚Então como estou?‛ ‚Quente‛ Sua boca se apertou, mas disse, ‚Fodidamente atraente.‛ Assustada ela sentiu o calor tingir suas bochechas. ‚Que fala suave a sua.‛ ‚Esqueça a suavidade‛ Ele apertou o volante. ‚Estou preocupado em como Murray ir{ reagir assim que te ver.‛ Sua preocupação começou a passar por cima dela também.‛Sou sua filha, lembra?‛ Trace amaldiçoou baixo. ‚Murray não vai se importar com qualquer suposta relação.‛

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Suposta? Ainda assim ele não acreditava nela? Bem de verdade também não acreditaria cem por cento nela. A melhor estimativa de sua mãe foi colocar Murray como chefe de família e isso era tudo que importava para Priss. ‚O que pensa que ele ir{ fazer?‛ Trace deu um olhar demorado então voltou sua atenção para estrada. ‚Dada a forma como você parece...‛ ‚Fodidamente atraente?‛ ‚Sim. E como a melhor parte de uma propriedade a ser vendida.‛ ‚Ah.‛ Isso não de grande ajuda, mas tinha seu motivo. Murray estava nos negócios de tráfico humano. Se pensava que poderia ganhar dinheiro com ela... ‚Não ficaria surpreso se tentasse us{-la para consolidar um negócio, tipo como a cereja no topo do bolo e ao mesmo tempo poderia estar removendo a ameaça ao seu império.‛ Sua pele começou a arrepiar. ‚Acha que ele me vê como uma ameaça?‛ ‚Para chegar onde est{ nesse momento Murray foi astuto desde o começo. Mas, nesses dias seu desejo por poder deforma tudo, agora não é apenas paranoico é um louco doente que vê a tudo e todos como uma ameaça.‛ Sim, tinha tido essa impressão. ‚De jeito nenhum ir{ deixar alguém chegar perto, denitivamente não uma filha. Um filho ousado talvez. Murray poderia lida com isso. Mas, com uma jovem cheia de moral? Não nessa vida.‛ Então ela estava errada desde o começo. Se tivesse feito sua lição de casa teria sabido disso tudo. Mas, não, tinha chegado no topo de sua necessidade de vingança e tinha ido embora carregada de justiça. ‚Droga.‛ ‚Sim‛ Trace ergueu os ombros. ‚Olhe dessa forma, o que est{ mostrando e da forma que está fazendo isso é a antítese do que Murray deseja em sua vida.‛

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Agora que sua perspectiva era diferente, Priss sabia que ele provavelmente estava certo. ‚Entendo seu ponto‛ Isso adoecia Priss até mesmo por considerar isso, mas tinha que fazer de qualquer maneira. ‚Talvez deveria ter tentado... Você sabe, ir até ele?‛ Ela lutou contra uma ânsia. ‚Inferno, não!‛ Trace lhe enviou um olhar furioso. ‚Ele teria lhe usado, então compartilharia e em seguida te venderia.‛ Seu temperamento desmascarado sem aviso. ‚Então o que deveria ter feito?‛ O sentimento de mágoa passou por Priss, estimulada por memórias de medo de sua mãe e os danos irreversíveis que tinham causado nela. Sua mãe tinha vivido um inferno, nunca capaz de escapar de seu passado ou do terror constante de ser capturada novamente. Via coisas onde não existiam, corria de homens que somente queria conversar, e por proteção e propósitos manteve Priss escondida. Tinha sido uma prisioneira. Para seu próprio bem. Era isso que sua mãe sempre dizia. Sua vida tinha sido construída em cima de cautela, avisos, acessos de choro, pânico e miserável apego. Priss disse novamente, mas dessa vez mais calma. ‚O que deveria ter feito?‛ Se não fizesse Murray pagar, tudo teria sido para nada – o sofrimento de sua mãe, sua educação de merda, todas as coisas. Sua vida já tinha pouco significado. Sem essa direção, ela teria... Nada. Quando Priss ficou quieta incomodou demais Trace. Sabia exatamente para onde seus pensamentos tinham seguidos. Não queria pressioná-la, mas quanto mais cedo eles deixassem tudo em aberto mais cedo poderiam lidar com isso. Ela estava sentada ao seu lado caída, a cabeça encostada contra o banco, uma mão na lateral e a outra apoiada contra a porta perto da janela.

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Sua pose casual não o enganava, podia sentir sua tensão e a dor que tentava ao máximo esconder. Trace pegou sua mão e lhe deu um aperto. Calmamente perguntou: ‚Quer falar sobre sua mãe?‛ Sem olhar para ele, mesmo sem um pingo de interesse, Priss disse: ‚Não, por quê? Quer conversar sobre o que você e Dare fazem?‛ Exasperado Trace disse: ‚O que uma coisa tem a ver com a outra?‛ ‚Fui criada para não confiar em nenhum homem.‛ Sem pressa ela virou a cabeça para encará-lo. ‚Isso inclui você. Especialmente você.‛ Eles precisavam de uma pausa e ela precisava comer. Pensando que se alimentar poderia melhorar sua disposição, entrou em um posto de gasolina com uma pequena loja junto. ‚Vamos. Escolha algumas coisas e em seguida, irei contar o que puder.‛ Ela imediatamente se animou. ‚De verdade? Est{ falando sério?‛ ‚Tão faminta?‛ Ele sorriu com animação repentina. Priss balançou a cabeça. ‚Tão curiosa.‛ No segundo que parou o caminhão ela abriu a porta e saiu. Trace teve que correr para alcançá-la. Ele agarrou seu braço antes que pudesse entrar na loja. ‚Você tem que mostrar um pouco mais de cuidado.‛ Em um ritmo mais calmo, eles entraram e Priss pegou um burrito, batatas fritas, um refrigerante e donuts pré-embalados. Trace comprou sua própria bebida, mas teve o cuidado em não tocar o alimento de Priss. Tinha medo que se fizesse ela iria encontrar um motivo para recusar a comida. Quando voltaram ao caminhão ele examinou a área e encontrou limpa. Enquanto Priss preparava sua comida, ele telefonou para Jackson. Priss fingiu despreocupação, mas sabia que estava ouvindo cada palavra. Jackson atendeu ao primeiro toque, mas não disse nada. ‚Preciso que fique de plantão essa noite.‛

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Reconhecendo a voz de Trace, respondeu: ‚Sim? Fazendo o que?‛ Havia algo em Jackson que muitas vezes puxava Trace para o caminho errado. Talvez fosse o modo como Jackson e sua irmã Alani sempre brigavam. Ou talvez era por causa das mulheres que o cobiçavam sem parar. Sentindo-se um pouco irritado com a ideia de Jackson mantendo um olho em Priss, ele rosnou: ‚Isso importa?‛ ‚Não.‛ ‚Então qual é o problema?‛ Como um pai falando com uma criança, Jackson disse: ‚Preciso de algum tipo de direção aqui, Trace. Não sou vidente. Então o que quer que faça?‛ Merda. Trace esfregou o nariz. ‚Pensei que Dare tinha lhe dito.‛ ‚Não. Nada específico de qualquer maneira.‛ Ele soltou um suspiro que não fazia muito para proteger sua possessividade. ‚Murray quer que lhe acompanhe essa noite.‛ O assobio de surpresa de Jackson quase foi abafado pelo engasgou de Priss com a bebida.Trace estendeu a mão e esfregou entre os dedos, enquanto ela inclinava para frente tossindo. ‚Então ele finalmente mordeu‛ Jackson parecia devidamente impressionado com o progresso. ‚J{ não era sem tempo, maldição.‛ Era cedo demais, na verdade, por isso Trace assumia que poderia ser uma armadilha. ‚Enquanto estiver fora eu quero seus olhos em Priss. Todo o tempo.‛ ‚Entendi.‛ ‚Preciso que esteja preparado para intervir caso necess{rio.‛ E mais uma vez Trace desprezou o fato de ter que dar essa responsabilidade para outra pessoa. O que tinha acontecido com sua irmã ainda machucava. Não queria deixar Priss aos cuidados de ninguém. Confiava na capacidade de Jackson para lidar com as coisas ou não estaria trabalhando com ele, mas... Não estava pronto.

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‚Ela vai ficar no seu hotel?‛ ‚Não‛ Trace lhe deu o endereço do lugar original que Priss havia reservado. ‚Murray j{ a questionou, então estou supondo que terá alguém indo verificá-la.‛ ‚Então precisa estar presente. Est{ esperando que essa visita seja amig{vel ou hostil?‛ ‚Tenho que assumir que seja amig{vel, mas no caso de estiver errado, é por isso que estará vigiando. Pode me notificar se alguma merda sair errada depois de ter cuidado de sua segurança. E se souber de alguma coisa que me faça pensar que pode não ser amigável, enviarei um código por mensagem de texto.‛ Dentro da organização, Trace, Dare e Jackson compartilhavam de códigos que identificavam todas as probabilidades podendo ser simples e rapidamente enviados sem ninguém saber o que significava. Agora depois do que havia passado Alani também conhecia os códigos. Fazia com que Trace se sentisse melhor saber que estava se aproximando do normal de novo, retomando sua vida. ‚Quando terminar com Murray, ficarei observando Priss.‛ ‚Vai ficar com ela?‛ Ele balançou a cabeça mesmo sabendo que Jackson não pudesse vê-los. ‚Se pensasse que poderia escapar sem ser notado eu o faria, mas se alguém estiver observando....‛ ‚Sim, provavelmente muito arriscado‛ Trace não precisou terminar o pensando, pois Jackson tinha entendido. ‚Passarei agora para fazer um resconhecimento melhor da {rea, encontrar a melhor saída, se necessário. Diga que não poderá me ver, mas estarei nas proximidades.‛ Priss de perto conseguia ver cada movimento e a mandíbula de Trace apertada: ‚Obrigado.‛ ‚Então...‛ Jackson limpou a garganta. ‚Sua irmã est{ sozinha agora?‛ Com a raiva aumentando ainda mais, Trace perguntou tentando manter a calma: ‚Por que est{ perguntando?‛

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‚Você normalmente est{ com ela... Ou seja, está sempre aparecendo sobre ela. Quando não pode fazer isso pede que Dare o faça.‛ ‚O que faz você pensar que não é o caso agora?‛ Alani jurou que estava bem, que poderia continuar sem supervisão. Era verdade que estava mais cautelosa agora e Trace duvidava que fosse ter alguma falha na segurança. Mas, não era somente por ela que Trace continuava atento. Dava um pouco de paz também. ‚Nós nos encontramos para conversar sobre minha casa. Se qualquer um de vocês tivessem ido, teria ficado sabendo.‛ ‚Ela se encontrou com você atendendo um pedido seu, suponho?‛ Distraído Trace observou Priss comer mais. Ela deveria estar com fome e era o único responsável por isso. Estendeu a mão e pegou um pedaço de cebola que estava caindo do burrito. Ela murmurou baixo ‚Obrigada.‛ Mais uma vez Jackson limpou a garganta. ‚Sim, meu pedido‛ Então com desgosto ‚Mas, duvido que v{ acontecer. Você sabe que sua irmã e eu somos como óleo e {gua. Como ela consegue manter seu negócio com aquela atitude ranzinza nunca vou entender.‛ ‚No entanto, você mostrou a ideia para ela?‛ Jackson soou defensivo. ‚Não me importaria de ter um toque profissional na minha nova casa. Sendo a sua irmã conhecida de todos me senti obrigado a conversar com ela primeiro.‛ ‚Uh-uh‛ Trace observou que com outra grande mordida Priss acabou com a comida. ‚Deixe minha irmã em paz Jackson, entendeu?‛ Lentamente Priss virou a cabeça para lhe olhar. ‚Então tem uma irmã?‛ Merda. Ele disse mais do que deveria. ‚Tenho que ir.‛ ‚Sim, deve ir mesmo‛ Jackson parecia estar tão mordaz como Trace. ‚E não se preocupe com Priss ou Alani. Tenho tudo sob controle.‛ Trace abriu a boca, mas Jackson tinha desligado. Ele rangeu os dentes. ‚Filho de uma....‛

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‚Uma irmã hein? A misteriosa Alani acredito?‛ Priss recolheu o lixo e colocou na sacola. ‚Sabe Trace poderia me contar tudo, senão vou ficar fazendo suposições.‛ Inferno, ela já sabia demais. Ele colocou o caminhão em movimento. ‚Tais como?‛ Inclinando mais perto colocando a mão sobre sua coxa em um gesto de simpatia, Priss disse baixinho: ‚Sua irmã foi vítima do tr{fico de mulheres.‛ Trace agarrou o volante mas não disse nada. ‚Isso explicaria por que est{ envolvido com Murray agora, e por isso todos ficaram em silêncio quando Chris acidentalmente disse seu nome. Não se preocupe que entendo.‛ Ela esfregou sua coxa. ‚Seu segredo est{ seguro comigo.‛

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Capítulo 11 Trace se concentrou no tráfego, sobre a área e não respondeu a astuta suposição de Priss. Depois de um minuto de silêncio, ela recuou de volta para seu próprio banco. Depois parou de tocá-lo também, ele sentiu sua retirada tanto física quanto emocional e odiou isso. A tensão construída dentro dele. ‚Priss?‛ Sem interesse ela disse: ‚Hum?‛ Droga. Por que se sentia tão atraído por ela, tão concetado, Trace não sabia dizer. Mas, não queria nenhuma barreira entre eles, não nesse momento. ‚Tenho uma irmã.‛ ‚Eu sei‛ Ela parecia ainda mais distante. ‚Ouvi quando disse isso.‛ Com a lealdade dividida Trace buscou uma resposta que a acalmasse. ‚A vida de Alani... Seus problemas... São particulares. Ela deve compartilhar não eu.‛ Pelo menos tinha sua atenção de novo. Priss o observava, reservada, mas também complacente. Finalmente ela suspirou. ‚Posso entender isso‛ Ela virou a cabeça para olhar fora da janela para a paisagem. ‚É exatamente como me sinto sobre minha vida e os meus problemas.‛ Trace foi r{pido em dizer: ‚Não é a mesma coisa.‛ ‚Com nenhum dos dois compartilhando qualquer detalhe verdadeiro, nunca saberemos se é ou não a mesma coisa, certo? Mas, quero dizer que eu entendo porque não quer falar sobre o negócio e a vida pessoal de sua irmã.‛ Ela parecia muito sincera, mas Trace não estava satisfeito. ‚Você est{ aqui comigo Priss. No meio de tudo. Preciso de detalhes sobre você.‛ Além dos detalhes que tinha recolhido em sua verificação de antecendentes sobre ela.

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‚Sim. No meio de tudo.‛ Ela entrelaçou os dedos sobre seu estômago e relaxou no banco. ‚Agoar que comi me sinto melhor.‛ ‚Estava se sentindo mal?‛ Ela encolheu os ombros. ‚Talvez melancolia. De qualquer forma, descreva Jackson então saberei quem é a minha babá.‛ ‚Duvido que Jackson gostaria de ser chamado de bab{‛ Não que se importasse com o que Jackson gostava. ‚Não‛ Priss levantou as sobrancelhas. ‚Como um executor mortal? Guarda-costas? Do que deveria de chamá-lo?‛ Seu desprendimento contínuo cansava Trace. ‚As probabilidades são que não ir{ precisar se referir a ele em nada. Mas, para que possa reconhecê-lo se for necessário, ele tem cabelos loiros escuro e olhos verdes. Quase da minha altura, mas mais volumoso.‛ ‚Como mais musculoso?‛ Ele fez uma careta. ‚Sim.‛ ‚Hm‛ Ela levantou uma sobrancelha. ‚Difícil imaginar de verdade.‛ ‚O que?‛ ‚Qualquer um ser mais musculoso. Quero dizer, você é muito forte.‛ Trace se moveu. Ficou lisonjeado, mas também preocupado. Priss estava com um humor estranho e não era um bom sinal. ‚Como disse ele é mais volumoso.‛ ‚Hm‛ Inclinando a cabeça, Priss estudou seus ombros e peitoral. Balançou a cabeça como se limpasse a mente. ‚Então é bonito?‛ Que maldita diferença fazia? Trace franziu a testa em questionamento. ‚Maldição, não sei. Minha irmã diz que ele parece um rato de praia.‛ Isso fez com que sorrisse. ‚Sério? Muito intrigante. A maioria dos ratos de praia estão em forma e são sarados.‛

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Sim, isso soava como Jackson, se adicionasse reflexos rápidos e competência inquestion{vel. ‚Estar{ segura com ele.‛ ‚Pelo que ouvi fico me perguntando se sua irmã e Jackson tem alguma coisa acontecendo.‛ ‚Não‛ Trace balançou a cabeça, certo de que não faziam nada. Ou ser{ que sim? Ele rangeu os dentes e seguiu para informações mais pertinentes. No restante da longa viagem ele instruiu Priss sobre as prováveis rotas de fuga do seu apartamento. Sendo um especialista se lembrava de cada saída e aonde levava. ‚Jackson estar{ vigiando e suponho que se for necessário entrará pela janela do banheiro. Ela fez uma pausa. ‚Você acha que ele ir{ caber?‛ ‚A janela é menos prov{vel de ser notada e sim vocês cabem‛ Jackson sabia como se espremer e sair de lugares apertados. E Priss se estava indo nisso iria aprender. Indo para mais detalhes sobre segurança, Trace lhe disse para não abrir a porta para ninguém e não sair por qualquer motivo. Seria melhor manter as janelas trancadas, mas deixar a cortina da sala de estar separada o suficiente para qualquer um dos homens de Murray pudesse vê-la. Se soubessem que estava no local podiam não se sentir obrigados em confirmar sua presença. ‚Qual for para cama não seria ruim colocar uma barra na porta‛ Murray era tão imprevisível que nunca era demais tomar precauções. Priss brincou com uma mecha do cabelo que estava caindo sobre o ombro. ‚Então... Se terminar r{pido com Murray acha que poderia vir me ver?‛ Ela obviamente não tinha entendido quando Jackson tinha perguntado a mesma coisa. ‚Não. Poderia ficar vigiando, mas de uma distância segura.‛ ‚Oh.‛ Trace viu seu desapontamento. Desejou que pudesse voltar para ela, mas estaria pressionando a sua sorte.

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As próximas duas horas passaram de forma agradável. Eles conversaram, mas não sobre qualquer coisa controversa. Depois de colocar o caminhão na garagem e recuperar a Mercedes, pararam para pegar o resto das roupas de Priss com Twyla. Bem no momento da loja fechar. Trace verificou seu relógio, mas ainda tinha tempo para encontrar Murray. Twyla queria falar sobre as melhoras de Priss até mesmo a repreendeu por não usar roupas mais provocantes. ‚Estou guardando para Murray‛ Priss disse a ela com vergonha apropriada de uma colegial. ‚Depois de tudo ele que comprou as roupas.‛ Twyla aprovou. ‚E não se esqueça disso.‛ Eles saíram da loja com Twyla em seus calcanhares tentando continuar a conversa. Mas, o dia já tinha sido longo para continuar com polidez desnecessária. Trace ajudou Priss entrar no carro e fechou a porta. Enquanto Priss se despedia feliz de Twyla, Trace ignorou e foi para o lado do motorista. ‚Você foi rude.‛ ‚Ela est{ sob comando de Murray então confie em mim, ela est{ acostumada com o pior.‛ Feliz por estar fora do local, Trace acrescentou: ‚Ela é consciente de cada sistema, por isso não comece a sentir pena.‛ ‚Não estava.‛ ‚Você acenou como se fosse sua melhor amiga.‛ ‚Cumprindo meu papel de menina inocente.‛ Priss se moveu no banco. ‚Além disso, conheço um monte de mulheres como Twyla, espinhosa e mandona. Mas, isso não significava que est{ a favor de um maníaco.‛ ‚Mas, essa está.‛ ‚Você parece tão certo‛ Priss mordeu o l{bio. ‚Mas, como sabe disso?‛ ‚Murray me obrigou a acompanhar Hel em suas viagens ao shopping‛ Ele lhe deu olhar penetrante. ‚Acredite ouvi muito.‛

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Até que Priss relaxou, ele não tinha percebido como estava tensa. ‚Então, você nunca....‛ ‚O que?‛ Priss pressionou os lábios, mas não se conteve.‛Você não tomou nenhuma mulher para ser confi{vel? Você não... Foi parte de seu abuso?‛ ‚Não‛ Seus ombros ficaram tensos. Maldição, não. Mesmo antes da provação de sua irmã nunca apoiou ou ficou vendo alguém maltratar uma mulher e nunca o faria. Era um conflito muito grande para si. Fazendo um teste contra sua moral e consciência, como poderia lidar com as coisas? Queria que Murray, colaboradores e associados, mas sabia que teria que traçar uma linha. ‚Nunca assim Priss.‛ Com um pequeno sorriso aliviado ela respondeu: ‚Bom saber.‛ A poucos quilômetros de seu apartamento, eles entraram em um mercadinho para comprar alguns suprimentos para Priss. Enquanto, carregava o carrinho com comida e algumas coisas básicas, Trace pegava outras coisas da qual poderia precisar, como produtos de higiene pessoal e algumas revistas que podiam dar credibilidade de que estava no local. De volta ao carro, Priss olhou uma revista e depois colocou de volta na bolsa. ‚Vai estar mais vazia agora, sem Liger presente.‛ ‚Sinto muito‛ Trace sabia como qualquer ser vivo que essas criaturas podiam oferecer conforto quando as sombras começavam a chegar, suspeitava que Priss tinha um monte de sombras em sua vida. ‚Talvez possa assistir televisão ou algo que ajude a passar o tempo.‛ ‚Talvez.‛ Minutos depois ele parou na vaga e sem ser óbvio analisou a área. Nada parecia fora do lugar, mas para ter certeza, disse para Priss: ‚Estamos de volta em nossos papéis, ok?‛ ‚Sim, eu entendo‛ Ela abriu a porta e saiu levantando v{rios pacotes em seus braços.

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No segundo que começaram a andar, um sedan preto entrou no estacionamento, notado por ambos. Priss endireitou e seguiu o carro quando ele passou e parou no fundo do estacionamento, longe da rua. Com o olhar suspeito Trace observava o veículo, distraidamente entregou as outras sacolas para Priss. ‚Entre em seu apartamento e tranque a porta.‛ Ela endureceu com alarme. ‚O que ir{ fazer?‛ Ele lhe deu um pequeno empurrão, enquanto se dirigia para o carro. ‚Faça o que digo, Priss.‛ Três homens grandes saíram do carro. O motorista deu um sorriso bajulador para Trace. Jackson já deveria estar na área. Trace esperava que tivesse o bom senso de ficar parado porque não precisava de sua ajuda, mas Priss poderia precisar. Ela chegou ao topo dos degraus desgastados e correu para a porta do apartamento. Embora analisasse a área, cada canto e recanto que dava acesso ao apartamento, não havia ninguém no patamar e nem perto da escada. No momento se sentia segura. Não era uma boneca, mas também não iria dar chances desnecessárias que dividissem a concentração de Trace. Não com um contra três homens. Impressionante como Trace poderia mandar essas chances ao inferno. Depois que abriu a porta da fete e atirou os sacos pesados no sofá, disparou para o parapeito para observar o confronto. Os três que saíram para enfrentar Trace pareciam idiotas profissionais. Camisetas pretas, calças pretas e óculos escuros. Poderiam ser mais clichês?

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Oh, Deus, oh, Deus. Tentando ler a linguagem corporal de Trace, ela agarrou o corrimão e prendeu a respiração. Os homens aguardavam sua abordagem como se tivessem vindo especificamente por ele. Homens de Murray? Outro teste ou algo mais? Trace parecia... Bem, parecia relaxado. Talvez até mesmo se divertindo. Com pose casual ele continou a avançar sobre os homens sem uma única preocupação. Outras pessoas estavam no estacionamento, no bar ao lado, dirigindo pela rua, mas ninguém prestava atenção neles. Com menos de quatro metros os separando Trace parou. Sua voz era firme e clara, atingindo Priss, onde esperava estar fora do alcance de danos. ‚Quem é você?‛ O homem que estava mascando cuspiu algo preto perto dos sapatos de Trace. ‚Não é da sua maldita conta.‛ ‚Não vou perguntar de novo.‛ O home riu e pegou... Uma arma! Priss engasgou ao mesmo tempo que o homem dizia ‚Foda-se.‛ Sua resposta acabou quando Trace colocou a bota na mandíbula do idiota. Os óculos quebrados saíram voando e a cabeça do homem girou. Ele cambaleou batendo na lateral do carro. A arma escorregando se sua mãos. Trace chutou novamente e deslizou completamente em uma pilha no chão. Tudo aconteceu tão rápido que Priss ficou com a boca aberta e os olhos arregalados. Por um tempo muito breve os outros dois homens tiveram a mesma reação. Segundos depois sacudiram a surpresa. Um deles puxou outra arma, enquanto o terceiro atacou Trace. Embora ela não fosse uma garota assustada que nunca presenciou essa cena, Priss mal conseguia conter um grito. Começou a correr os degraus, determinada de alguma maneira ajudar, mas em segundos viu a mão de Trace. Novamente.

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Estupefata, ela viu a batalha se desdobrar e observou Trace dominar tudo. Ah, ele foi atingido. Várias vezes, na verdade. Mas, nada parecia machucá-lo ou retardá-lo. Depois de levar um golpe no queixo que mal percebeu, ele revidou com uma joelhada na virilha de seu combatente, fazendo o homem cair. Um soco acabou com ele e seus óculos também caíram no chão. Duas armas e dois pares de óculos de sol agora espalhavam no chão. O homem se lançou nas costas de Trace tentando sufocá-lo. Ele encontrou-se virado de costas e sua cabeça fez contato com o chão. Para espanto de Priss, Trace não tinha terminado. Ele ficou sob um joelho, pegou o homem pela camisa e, depois de lançar os óculos de sol longe, bateu no rosto com os punhos fechados. Quando Trace terminou, o idiota estava sangrando, machucado e fora da realidade. A brutalidade não a intimidou. Dada sua hostilidade inicial – tanto no tom quanto nas maneiras – tinha entendido qual era a intenção desses homens, assim como entendia porque Trace reagiu dessa forma. Foi a forma fácil como Trace lidou com todos que a assustou. Os grandões tiveram suas bundas chutadas e outras partes. Apenas caídos e gemendo seus corpos pareciam mais do que poderia ter sido uma séria ameaça. Sistemático Trace passou de homem para homem, incapacitando e os desarmando. Quando terminou se afastou para analisar sua obra. Como se tivesse acabado de se lembrar de Priss olhou para trás e a encontrou de pé na entrada. Ela colocou sua culpa para baixo por desobedecer uma ordem e lhe deu um sinal de polegar para cima por seu sucesso. Agora parecia ainda mais furioso. Ele apontou um dedo para ela. ‚Dentro.‛ Senhor tenha piedade.

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Em um gemido, Priss assentiu e caminhou fingindo fazer como ordenou. Quando Trace voltou sua atenção para os homens, se moveu de volta para seu ponto de vista no parapeito e viu quando ele abriu a porta traseira do sedan. Não mostrando sinais de tensão, ergueu o primeiro bandido e empurrou para o banco traseiro, sem e preocupar com qualquer prejuízo adicional que pudesse causar. O segundo grandão foi empilhado em cima. Trace fechou a porta sobre eles. Voltando ao primeiro homem que desmaiou, Trace chutou algumas vezes, não forte o suficiente para causar mais danos, mas o suficiente para trazê-lo de volta e chamar sua atenção. Sacudindo o homem tentou ficar em pé, mas se dobrou no que deveria ter sido sua perna ruim. Trace sorriu, enquanto o ajudava ficar de pé. Inclinando-se, disse algo baixo que Priss não conseguiu ouvir, mas que deixou o homem em pânico. Foi quando Priss pegou o brilho da faca de Trace. Oh, nossa. Ela apertou mais forte o corrimão, recusando a piscar. Quando o homem tentou se afastar, uma breve luta ocorreu, terminando com um alto grito de dor. Trace retirou a faca e empurrou o homem que xingava atrás do volante do carro. Ele bateu a porta e esperou. Finalmente depois de alguns tropeços, o homem ligou o carro e saiu voando do estacionamento. Chegou na estrada com os pneus cantando. Depois que o carro estava completamente fora da vista, Trace recolheu as armas dos bandidos foi para seu carro e as trancou no porta-malas. Sua atitude confundiu Priss. Ele se comportou como se nada fora do normal tivesse acontecido. Ela correu de volta para as escadas e para ele. ‚Uau‛ Quando olhou para ela com uma careta, continuou ‚Somente... Uau. Isso foi incrível.‛ Seu olho esquerdo vacilou. ‚Disse para ficar dentro.‛

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Priss desenvolveu com uma calma mortal e um tom estranhamente suave. ‚Sim, você fez‛ Ela tentou soar razo{vel. ‚Mas, se não tivesse lidado com as coisas tão habilmente, precisava estar onde pudesse chamar os outros, ou correr para eles, ou....‛ Trace segurou seu braço. ‚Você e eu precisamos conversar.‛ Ela não gostava desse humor excessivamente controlador. ‚Então... Você tem tempo para conversar? Quero dizer, não precisa ir?‛ ‚Para de arrastar os pés.‛ Ela não estava... Ou estava? Endireitando sua coluna Priss assumiu a liderança. Ou pelo menos tentou. Mas, Trace se mantinha ao seu lado, sem uma palavra, sem sequer prestar muita atenção nela. Apenas um pouco ofegante disse: ‚Você est{ sendo um valentão‛ No topo da escada ele parou e olhou para a porta aberta. ‚Fodidamente inacredit{vel.‛ ‚Não tinha ninguém por perto‛ Agora ela parecia defensiva. Sim, ela sabia que não deveria ter corrido e deixado a porta aberta. ‚Tem que admitir Trace tive uma razão para me distrair.‛ Ele tomou a liderança novamente. ‚Deixando de lado seus próprios equipamentos ir{ acabar morta.‛ ‚Isso não é verdade‛ Não tinha sobrevivido vinte e quatro anos com um louco imprevisível sendo seu pai? ‚Sou uma sobrevivente.‛ Ele a puxou para o apartamento, fechou a porta e trancou. Priss engoliu em seco. Sim, estava tudo bem, mas agora o nervosismo tomava conta. Não era um medo de verdade, porque tinha certeza que Trace não iria machucá-la. Mas, ele era tão... Perigoso. Em todos os sentidos da palavra. Seu temperamento, sua habilidade, sua velocidade e força, tudo combinado para aniquilar três grandes bandidos. Bandidos que foram enviados para lhe atacar ou talvez a ela. Em vez disso, eles foram para longe, com o rabo entre as pernas e suas armas confiscadas. Se Trace não estivesse sendo tão imprevisível, quase poderia rir disso.

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Mas, acom ele ali olhando para ela com uma raiva fulminante, fazia com que se contorcesse inquieta. ‚Você mostrou a eles, não?‛ Seus olhos apertaram. Ela apertou os lábios. Deus, soava como uma molenga. Tentando uma atitude cavalheiresca Priss recostou contra a porta ‚E agora?‛ ‚Isso‛ Lentamente ele se aproximou dela. Sua mão direita espalmada na porta ao lado de sua cabeça. De olho na mão, ela viu os dedos machucados e inabalável. Ela respirou fundo ofegante. ‚Isso?‛ Ele traçou a sua mandíbula com a ponta dos dedos de sua mão esquerda, até sua testa e depois na porta do outro lado de sua cabeça. Sua virilha pressionando na dela e Priss não podia perder a tensão que surgiu através dele. Oh. Isso. Consciência daquilo deixou seus olhos pesados, seu batimento cardíaco rápido. Ela tentou se concentrar em sua mandíbula machucada ou no sue olho roxo. Mas, toda sua atenção se concentrava em sua boca. ‚Você vai me beijar?‛ J{ não era sem tempo ‚E outras coisas.‛ Oh, Deus, outras coisas. ‚Como?‛ Sua boca roçou ao lado de sua garganta, abrindo e sugando sua pele com os dentes. Os dedos de seus pés enrolaram e seu estômago esfriou. ‚Trace....‛ Sem pressa, ele trabalhou seu caminho até seus lábios quentes, a boca aberta para beijos molhados. Cada centímetro de seu atormentado progresso. Todo o tempo manteve seu corpo contra o dela. O fato de não usar as mãos apenas amplificava seu toque.

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Ao final sua boca encontrou com a dela, estava tão preparada, tão faminta por ele, que gemeu em voz alta. O que pareceu quebrá-lo. A próxima coisa que Priss percebeu, ele a estava levantando e ajudando a envolver as pernas ao redor de sua cintura, uma de suas mãos estava na parte de trás de sua calça jeans e a outra sob a camiseta no peito direito.

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Capítulo 12 ‚Quero falar com ela eu mesmo.‛ Murray passou a mão no cabelo de Helene e puxou. ‚De quem estamos falando, carinho?‛ Ela estremeceu, mas não lutou contra ele. Seu l{bio apertou. ‚Priscilla.‛ ‚Ah‛Murray amava como Helene sempre ficava em ponto de ebulição, não importando as circunstâncias, não importando seu estado de espirito ou se era duro ou suave. ‚Muito ciúmes?‛ Calor queimou em seus olhos azuis. ‚Ciúmes, nenhum um pouco.‛ ‚Você é uma mentirosa. Posso ver isso‛ Ele segurou seu peito firme. ‚Est{ vibrando com ódio.‛ Seus lábios se separaram quando encontrou seu mamilo. ‚Ódio sim. Ela est{ tentando us{-lo. Não confio nela.‛ Muito suavemente ele perguntou: ‚Não confia em mim?‛ Ele aplicou mais pressão em seu mamilo e puxou. ‚Ah, Deus, sim Murray. É claro que faço‛ Ela ofegou. ‚Sempre.‛ ‚Então confie em mim para saber o que fazer com a pequena Priscilla Patterson.‛ Soltando, Murray empurrou para trás e trabalhou em sua calça. Submissão sempre disparava seu sangue. Adorava isso. Submentendo ao seu poder. ‚Não diz respeito a você.‛ Parecendo consternada por apenas um momento Helene olhou para sua virilha, então começou a trabalhar na barra de sua saia apertada. Ela tinha muitas vezes renunciado a seu próprio prazer em favor a fazê-lo gozar. Essa atitude lhe rendeu muitas recompensas.

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Murray parou antes que ela caísse de joelhos. ‚Levante mais sua saia. Exponha-se.‛ Confusão passou em suas feições antes de lamber os lábios e fazer o que dizia. Um pedaço de renda preta cobria seu sexo. Com uma mão Murray esfregou e com a outra espalhou sua blusa, expondo os magníficos seios. Sim, essa aparência lhe convinha. Era necess{ria somente mais uma alteração... ‚Abaixe sua calcinha.‛ Helene sacudiu seu longo cabelo preto brilhante. ‚Como quiser‛ escorregando seus polegares abaixo da cintura, ela passou o material por seus notáveis quadris e para baixo em suas coxas. Ela teria se livrado disso, mas Murray negou com a cabeça. ‚Deixe-os ali, em torno de seus tornozelos.‛ Entrando no jogo, ela perguntou: ‚Você gosta disso?‛ Sim, ele gostava. Ele se acariciou mais rápido e mais forte. ‚Incline-se sobre minha mesa.‛ Sua extraordinária estrutura expandiu quando ela respirou fundo. Exultação marcando em suas bochechas. ‚Bem? Não fique parada. Vamos logo com isso‛ Ele manteve seu olhar sobre seu sexo, j{ úmido de desejo por ele. ‚Tenho outras coisas para fazer antes de Trace chegar.‛ E nenhuma maneira faria isso com tesão. Não quando Hel estava ao seu lado para esse fim. Ela soltou um gemido, estremecendo e correu em obedecer. Fazendo seu show, ela espalmou as mãos sobre a mesa e deslizou lentamente para frente até o queixo quase descansar na superfície. Arqueando as costas, ela abriu as pernas tão largas que podia ver o material marcando seu tornozelo. Ofegante ela perguntou: ‚Gostou?‛ ‚Isso ir{ servir‛ Agora que ela se posicionou, Murray ficou para trás lhe olhando. Podia vê-la ficando úmida e incitada em sua luxúria. ‚Então, quer falar com Priscilla?‛

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Ela continuou assim e logo começou a ofegar. ‚Sim‛ Sua carne brilhava de excitação. ‚Poderia fazer com que me contasse a verdade.‛ ‚Com suas drogas?‛ Helene gostava de testar os efeitos de diferentes misturas de narcóticos sobre as mulheres rebeldes que ousavam lutar contra seu destino. E tinha que admitir era algo mais eficaz do bater ou matá-las. ‚Sim‛ ela gemeu. Suas mãos enroladas na mesa e as coxas apertadas. Agora se contorcendo sussurrou: ‚Tenho a fórmula perfeita para ela. Seria flexível, patética e agradável....‛ Murray riu. Helene gostava de tudo o que fazia com ela, se podia ser cruel com alguém no negócio era o suficiente para fazê-la ter um orgasmo. ‚Ás vezes me pergunto Helene.‛ De olhos fechados ela se concentrou em respirar. ‚Sobre o que?‛ ‚Que tipo de educação deformada e abusiva deve ter tido.‛ ‚O que?‛ Surpresa ela virou para vê-lo, sua luxúria temporariamente diminuiu. ‚Eu?‛ ‚Não se mova.‛ Ela ficou parada, seu corpo irradiando calor. ‚Não, não era assim Murray. Meus pais me adoravam. Todo mundo me adorava.‛ E então seus pais morreram, deixando-a sozinha, estragada deixando à sua própria sorte em encontrar uma maneira de permanecer mimada. Talvez isso explicasse um pouco sobre ela. Não que desse alguma merda. Suas doenças eram somente dela e completava a dele. ‚Você é uma merda de princesa, certo?‛ Ele acariciou contra seu traseiro, provocando ambos. ‚Sim‛ ela sussurrou ofegante. ‚Uma princesa.‛ Implorando por ele, ela moveu o traseiro e Murray entrou. Apertando seu quadris com um movimento duro a penetrou. Ambos gemeram asperamente e depois de apenas meia dúzia de movimentos, sentia-se fervendo em direção a libertação.

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Helene não percebeu, mas boa parte de sua cobiça resultou por saber diversas coisas. Coisas sobre Trace, sobre Priscilla. Tinha uma certa de fazer tudo, uma forma garantida que lhe daria as perspectivas que precisava para julgar lealdades. Helene iria descobrir seus verdadeiros métodos em breve, mas por agora, ela servia somente para isso. Não se importava com seu prazer, nunca o fez e nem o faria. Mas, quando gritou, seus músculos internos apertando em torno dele, foi em direção ao precipício de controle. Bateu uma última vez. Os objetos derrubados e Helene gemeu com dor nos quadris quando bateu na borda mesa. Ambos ficaram tranquilos no momento que acabou o orgasmo. Ele caiu sobre ela, suado, mole, saciado. Acabou com ela. Então sua mente se moveu para outras coisas. Com as calças caídas e seu pau agora mole, cambaleou para trás e sentou em sua cadeira. Girou de forma que pudesse olhar para fora da janela, soltou um longo suspiro preguiçoso. Helene entendeu a dispensa. Tão silenciosamente quanto podia, ajeitou sua roupa e vacilante em seus saltos saiu da sala. Ele não a viu se estava satisfeita, regozijando acabou sorrindo, e não se importava de qualquer maneira. Em sua mente Helene não representava nenhuma ameaça real. Não para ele. E ninguém mais importava. Adrenalina continuava passando pelo seu sangue apagando todo o bom senso e raciocício lógico. Esquecendo sua consciência. Passando a mão no seu seio, Trace encontrou seu mamilo com o polegar e sabia que que prová-la. Agora.

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Tirando a camisa e puxando seu sutiã para baixo, ele se inclinou e cobriu o mamilo rígido com sua boca. Com um gemido suave, Priss afundou as mãos em seus cabelos, tentando chegar mais perto. Não foi o suficiente. Mas, o quanto seria? No segundo que viram os homens no sedan sabia quem eram e o que queriam. O adorno não importava sempre identificava problemas. Anos fugindo dos elementos mais crueis da sociedade tinha afiado seus instintos a ponto que reconhecia uma ameaça mesmo antes de chegar no meio tempo. Ainda assim tinha dado aos homens uma oportunidade de expor seus nomes, seus negócios, sem nenhum derramento de sangue. Puxar uma arma significava que tinham acabado as brincadeiras e isso lhe deu muitos motivos pra acabar um pouco com sua frustração. Ele assumiu que Murray os tinha enviado, ou mais um teste para Trace ou porque já tinha encurtado seus planos para Priss. Mas, mesmo batendo nos seus capangas não tinha gastado energia suficiente para aliviar a tensão crescente. Priss era a fonte dessa tensão e somente ela poderia liberá-lo. Ele a queria. Insanamente. Mais do que se lembrava de querer uma mulher. Desafiava a lógica. ‚Trace...‛ ela sussurrou. Necessitada. Pronta. Esperando, e oh, tão úmida. ‚Não sei o bastante sobre você.‛ Ele resmungou tanto para si mesmo quanto para ela quando se moveu para outro seio. Ele a ergueu com uma mão, circulou o mamilo com a língua e sugando profundamente. ‚Você...‛ Ela suspirou com o corpo arqueado. ‚Sabe mais do que eu sobre você.‛ Verdade. Tudo isso. Por necessidade tinha que enganá-la. Tinha que usá-la.

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Então que merda estava fazendo ficando íntimo dela? Amaldiçoando Trace empurrou-se e deixou seus pés atingirem o chão. Ele se virou para recuperar o fôlego e correu ambas as mãos pelo cabelo, colocando uma distância segura entre eles antes de enfrentá-la novamente. Isso foi um erro. A visão dela, mole contra a porta, camisa e pernas separadas, quase o derrubou. As taças do sutiã estavam sob os seios, levantando-os quase como uma oferenda. Seus mamilos estavam apertados e molhados por sua boca, seus olhos vidrados e os lábios entreabertos. Ele ficou mexido quando normalmente era uma rocha. Se envolver com ela seria um erro, mas dado ao alto nível do seu desejo, como o afetava, não podia ver nenhuma maneira de contornar a situação. Tomando a decisão para ajudá-lo. ‚Logo que possível, Priss.‛ Ela soltou uma respiração ofegante. ‚O que?‛ ‚Preciso estar dentro de você‛ Ele flexionou os dedos, soltando os punhos, retomando o controle. ‚O mais cedo possível.‛ ‚Ah, tudo bem‛ Ela lambeu os l{bios e assentiu. ‚Quando?‛ Incrível. Seria divertido, exceto que ele se sentia como se sofresse mil torturas, ‚Não sei. Tenho que ver como as coisas vão hoje | noite com Murray.‛ Alguns dos torpores saíram dos seus olhos. Ela engoliu duas vezes. ‚Murray‛ disse seu nome com desprezo. ‚O que ir{ acontecer hoje? Ficar{ bem?‛ ‚Não tenho certeza‛ Por isso que tinha que esperar. E se tomasse Priss agora contra uma maldita porta, com os dedos machucados e adrenalina para em seguida Murray o matar? Inferno, talvez já tinha isso planejado por isso que mandou seus capangas. Com Murray nada era certo ou claro, exceto ódio que sentia pelo homem. Organizando seus pensamento ele deu um passo cauteloso perto de Priss. Ia ajudar muito se ela cobrisse os seios e talvez, parasse de parecer tão sexy e voraz, tão inocentemente aberta.

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Seria bom se não fosse a mulher mais atraente que já conheceu. ‚No caso das coisas não saírem bem nessa noite....‛ ‚Não! Não diga isso!‛ Pegando-o desprevinido Priss foi para longe da porta e se atirou contra ele. Seu braços fechando em torno de seu pescoço, apertando seu corpo contra o dele. Pelo menos a camisa caiu para cobrir os seios. Contra seu ombro disse: ‚Eu... Não quero assustá-lo, Trace.‛ Ele tentou ergue-la mas ela se segurou. ‚Assustar-me?‛ ‚Quero dizer, não quero assustá-lo muito‛ Ela chegou mais perto. ‚Acho que nada o assusta realmente. Não depois de ver a forma como luta, mas....‛ ‚Priss‛ Segurando seus ombros – uma área mais segura – a abaixando de novo. ‚O que foi?‛ Incerta ficou em silêncio por um instante antes que deixasse escapar. ‚Gosto de você. Demais.‛ Ele era um bastardo insensível, um assassino quando necessário. E ainda assim amoleceu. ‚Não se atreva a rir.‛ Atando as mãos na frente de sua camisa, tentou se afastar. ‚Gosto de você mais do que pensei jamais gostar de alguém. Não estou pedindo nada. Bem, não muito. Sexo. E acho que proteção. E se quiser me ajudar a matar Murray.‛ Suas veis esfriaran e foi impossível sorrir. ‚Você não ir{ fazer nada com Murray, porra!‛ Ela hesitou e Trace viu o momento que decicidiu apaziguar. ‚Sexo e proteção, então?‛ Mil maldições correram através sua mente. Ninguém poderia ser tão transparente. Tinha que ter um final, mas porra, não sabia que poderia fazer isso. ‚De jeito nenhum est{ falando sério.‛ ‚Pode apostar que estou‛ Mostrando seu próprio aborrecimento, Priss ficou na ponta dos pés. ‚Até hoje, nunca tinha dançado com ninguém.‛

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O que a dança tinha a ver com alguma coisa? Ele balançou a cabeça. ‚Não entendo você.‛ E isso era incomum porque sempre descobria motivos e personalidades. Mais do que podia contar ele entendia as pessoas mais do que elas mesmas. ‚É muito f{cil. Você vê, coisas como dança estão de fora quando não se frequenta a escola ou por todos os meios bem sequer existe.‛ Ele se sentia doente. ‚Priss....‛ Ela enfiou um dedo em seu peito. ‚A interação com as outras crianças, especialmente com os meninos, foi um enorme não.‛ Dando um passo para tr{s olhou além dele. Sua voz era baixa virando-se pensativa. ‚Não é possível chamar a atenção de alguém, não podia ser notada de qualquer forma. Escondida. Todo o tempo escondida.‛ A maneira como cruzava os braços em torno de si a fazia parecer muito pequena e sozinha. ‚Tudo era sobre cautela e medo, sobre como evitar outras pessoas, porque ninguém era confiável e tudo era um risco. Mesmo quando minha mãe se sentiu obrigada a dar uma chance, apenas por razões de sobrevivência, não me deixou.‛ ‚Ela te mantinha trancada?‛ Priss fechou os olhos por um momento. ‚As coisas mais bobas eram mais visíveis.‛ ‚Como o que?‛ Trace queria ouvir tudo. Cada detalhe horrível. Gentilmente a incentivou. ‚Conte.‛ ‚Como... Uma brisa fresca‛ Tão triste ela lhe olhou. ‚Onde quer que vivêssemos, as portas e janelas eram bloqueadas. Brincava dentro. Sozinha.‛ Isso não era jeito de se criar uma filha e Trace ficou triste por ela. ‚Você saiu alguma vez?‛ Ela encolheu os ombros. ‚Para fazer compras, mas sempre em silêncio. Nós sempre and{vamos em silêncio, porque minha mãe estava sempre procurando, sempre esperando que o bicho-papão fosse

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paarecer. Empregos normais, como... Não sei, caixa ou garçonete a deixavam muito exposta. É o que Murray teria esperado, ela dizia. E assim teve o sex shop, um lugar que Murray nunca iria procurar por ela e... e....‛ Sua garganta se fechou quando engasgou. Ele estendeu a mão, mas ela não aceitou. ‚Não, não me ofereça conforto como se importasse. Não importa. Nada ir{ importar, enquanto Murray estiver livre para estragar mais vidas‛ Seu punho bateu contra o peito. ‚Ele arruinou minha vida, maldição.‛ ‚Não‛ Trace teve que negar porque acreditar nisso doía demais. ‚Uma mulher arruinada não seria tão estupidamente corajosa, engraçada ou tão inteligente.‛ ‚Corajosa?‛ Isso fez com que Priss desse risada, mas não tinha nenhum humor. Ela se virou sombria e mais séria. ‚Você pode me ajudar a par{-lo.‛ Tantas emoções corriam desenfreadas, decolando em um surto, que Trace mau a reconheceu. Um trovão rugiu em seus ouvidos e seu coração disparou. Agarrando seus ombros ele a sacudiu. ‚Porra, não ir{ fazer nada com Murray! Entendeu? Vai evitá-lo o quanto puder e quando não puder, somente irá lidar com as coisas.‛ Priss o empurrou de volta. ‚Tudo bem. É claro como se sente sobre isso‛ Parecendo teimosa ela tomou uma posição. ‚Portanto, esqueça a... Proteção.‛ Ele estendeu a mão para uma calma que não existia. Não ao seu redor. Não com ela. ‚Priscilla.‛ ‚Você faz meu nome soar como um grunhido.‛ Ela respirou fundo. ‚Ainda quero o sexo.‛ Essa declaração deixou escapar quase derrubou seu coração do peito. ‚Ah, vamos Trace‛ Relutante ela admtiu: ‚Você sabe que se não dancei, definitivamente não fiz... Isso. Mas, eu quero. Com você.‛ As palavras não ditas antes que fosse tarde demais pairava no ar entre eles.

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Em poucas vezes em sua vida Trace ficou total e completamente perdido. Priss o deixava frenético, quando isso era contra as fibras de sua estrutura. Ela lhe roubou seu comportamento natural, um controle calmo e preciso. Ela virou de ponta cabeça e Deus o ajudasse, mas estava começando a gostar. Tomando cuidado em não tocá-la de novo, Trace deu a volta e se dirgiu para porta. ‚Tranque atr{s de mim. Irei quando puder.‛ ‚Fugindo?‛ ‚Recuando estratégicamente‛ Ele parou na porta. O fato de ser muito perigoso se mantinha. Não podia ir assim, não sem deixá-la saber que sua poroteção ia muito além de sua própria presença fisíca ou influência. Abriu a porta e saiu. Após analisar a área e não encontrar nada, ele olhou para ela. ‚Não importa o que acontecer comigo, não estar{ sozinha Priss. Lembre-se disso.‛ Trace fechou a porta em sua expressão de devastação. Porque admitia que não poderia viver com isso? Talvez. Mas, ela poderia realmente se importar tanto assim, tão rápido? Por que não? Ele sabia que o fazia. Ele podia voltar a tranquilizá-la de que não tinha nenhuma intenção de obetr outro resultado que a morte de Murray, de seus colaborados e associados. Mas, isso a levaria falar com ele, tocá-lo e não conseguiria resistir. Para obter esses resultados tinha que manter seus planos. Trace esperou no corredor até ouvir o clique da fechadura. Quando finalmente escutou se obrigou a sair. As escadas de metal se agitavam como se passasse correndo um time de futebol. Embora, soubesse que Jackson estava próximo, escondido da vista, mas acessível, ele continuou sua vigilância na área. Murray não estaria muito feliz que tinha desarmado três de seus homens, mas iria respeitar as habilidades que tornaram isso possível. Agora, se ele pudesse controlar Helene,

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enquanto cercava Murray e seus associados em um canto... Bem, somente conseguiria acabar esse enredo com Priss se tudo desse certo. Então poderia tê-la. Esse era incentivo suficiente para o manter atento. Priss foi até a janela olhar para fora. Observou quando Trace foi embora e cada segundo que passava se sentia mais nervoso, ruim e sozinha. Deixou a cortina cair e se afastou da janela. E se Trace não voltasse para ela? Ela apertou as mãos contra os olhos, mas ainda assim viu o rosto assombrado de sua mãe, o medo implacável que afastava sua paz de espírito e sanidade. Claro, Trace tinha habilidades impresisonantes. Ninguém podia negar isso. Mas, não podia se esquivar de um franco atirador, ou defender-se de um ataque surpresa e Murray era capaz de qualquer coisa. Cada super vilão que tinha visto nos filmes voltou em sua mente. Embora tentasse bloquear os pensamentos e imagens, elas piscavam com vivacidade, com muitas formas de torturas, acabar com um corpo, assassinato, mutilações e enfermidades. O medo não era por si, mas por Trace. Em vez de Jackson ficar de babá deveria usá-lo como reforço. Se soubesse onde Jackson se escondia, iria até onde estava e exigiria que fosse ser reforço. Mas, não conhecia o homem e ser loiro descrevia metade dos bêbados dentro e fora do bar. Com nada mais para fazer Priss foi para o sofá e deixou cair de costas. Cobriu os olhos com um braço e se concentrou em como Trace a tinha beijado e como a tocava. Tinha sido tão incrivelmente... Intenso. E íntimo. Mias íntimo do que qualquer coisa que já tivesse conhecido. Ela o queria. Muito. Não sabia sequer que isso existia, mas agora depois de conhecer Trace e do que tinha feito, maculando sua mente ou despertando sua sexualidade... Ou qualquer outra coisa.

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Ela queria mais. Muito mais. Com Trace. Tinha que voltar. Tinha que fazê-lo. Mas, se não fizesse, ainda chegari até Murray de um jeito ou do outro. ‚Como conseguiu esse olho roxo?‛ Trace fechou a porta do escritório atrás de si e caminhou até ficar ao lado da janela enorme. Nuvens pesadas de chuvas passavam, trazendo a escuridão da noite mais cedo que costume. O clima combinava com seu humor. Ele olhou para Murray em seu banco. Ódio passando por seu coração, mas amnteve sua expressão neutra. ‚Três homens apareceram no apartamento de Priscilla.‛ Uma das sobrancelhas de Murray subiu. Rapidamente escondeu sua surpresa. ‚Três homens você disse? E tudo o que conseguiu foi um soco no olho?‛ Trace balançou a cabeça. ‚Não. Priscilla fez isso antes.‛ Murray perdeu a postura relaxa. ‚Que merda est{ dizendo?‛ ‚Somente uma discord}ncia‛ Ele queria resolver a questão dos bandidos, não falar sobre Priss e sua tendência como talento para violência. ‚Não é grande coisa‛ Levantando a mão, Murray acabou com os esforços de Trace em falar dos bandidos. ‚Você a golpeou de volta?‛ Bastardo. Não conseguia manter a irritação no rosto. ‚Não.‛ ‚Por que não?‛ ‚Ela é sua filha.‛ Os olhos de Murray estreitaram enquanto estudava Trace. ‚Acho que est{ certo.‛ ‚E uma batida lhe faria um dano de verdade. Talvez até mat{-la.‛

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‚Você é um homem controlado‛ Murray balançou a cabeça. ‚Pode disciplinar sem machucar. E a verdade é que uma mulher rebelde pode se beneficiar de um tapa de vez em quando. Se não, somente danifica seu orgulho o suficiente para mantê-la na linha.‛ Manter sua pose relaxada era impossível. Trace caminhou até a frente da mesa e redirecionou a malícia de Murray. ‚Seus três palhaços mal me tocaram, eles não serão muito bem aproveitados em um futuro próximo.‛ Irritação colocou uma contração muscular na mandíbula de Murray. ‚Não os matou?‛ ‚Não sem uma ordem sua‛ Ele esperou que Murray negasse ter os enviado, mas não o fez. ‚Você quer vê-los mortos? É por isso que os enviou atr{s de mim?‛ Em vez de repsonder Murray perguntou: ‚Quão ruim estão?‛ ‚Alguns ossos quebrados, provavelmente concussões. Coloquei-os no carro e na última vez que os vi estavam mancando para o hospital.‛ Murray recostou na cadeira e cruzou as pernas. Por alguns segundos ele parecia atordoado antes que a indignação tomasse conta. Batendo as mãos sobre a mesa, amaldiçoou. ‚Você não ir{ mat{-los, mas não acha que deveria me ligar antes de os tornarem inutéis?‛ Agora que Murray tinha perdido a calma, Trace recuperou a sua. Inferno, gostava de ver Murray irritado. ‚Estou dizendo agora. Sem saber ao certo se os tinha mandado, ou porque fui deixado a minha própria sorte. Se quer que o incomode com cada detalhe que surgir pode dizer‛ Ele deu de ombros. ‚Mas, tinha impressão de que você queria que eu lidasse com essa merda.‛ O rosto de Murray ficou vermelho de irritação. ‚Eu faço, maldição..‛ ‚Eles eram umas merdas‛ Trace explicou. ‚Foram controlados.‛

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Por um minuto Murray esbravejou em silêncio, enquanto Trace esperava, quase esperando que o bastardo fosse atacá-lo para que pudesse finalmente acabar com essa farsa maldita. Em vez disso, Murray balançou para trás em sua cadeira e deu uma gargalhada. ‚Estou condenado.‛ As mudanças de humor não eram uma coisa boa. Eles tornavam Murray mais imprevisível e perigoso, porque não poderia analisar sua reação. ‚Então devo assumir que esse não era mais que um dos seus testes?‛ Sorrindo novamente, evitando uma resposta direta, Murray apontou para o rosto de Trace. ‚Você disse que Priscilla atingiu seu olho, hein?‛ Trace tocou as pontas dos dedos na contusão. Não podia dizr a Murray o que tinha acontecido de verdade ou quão adepta Priss tinha sido quase escapando. ‚Ela se ofendeu.‛ ‚Ao que parece.‛ ‚Ela jogou um maldito livro em mim‛ Um livro se acertasse da maneira correta poderia ter feito esse estrago e era mais do que a verdade. Sorrindo muito Murray brincou ‚Veio um pouco forte, não?‛ ‚Algo assim.‛ Murray rugiu. ‚Deus, amo isso‛ Ele apertou o interfone. ‚Alice traga Helene aqui. Tenho algo para compartilhar com ela.‛ Maldição duas vezes. O dia tinha sido todo fodido. Tudo o que não precisava era de Hel e sua participação psicótica. Um minuto depois, Helene caminhou parecendo como uma mulher em uma missão. Seus olhos frios, agora estavam... Em algo completamente diferente. Ela o olhou com ódio. Helene tinha começado a mergulhar em suas experiência farmacêuticas? Perigoso. Mas, isso poderia explicar algumas coisas.

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A saia justa abraçava suas coxas, enfatizada pela altura de seus saltos. Por baixo e sua blusa, Trace pdoeria ver facilmente seus mamilos duros. Excitada? Com o que? ‚Entre, meu amor‛ Murray fez um sinal. ‚Tenho algo para compartilhar com você.‛ Jogando seu longo cabelo apoiou o exuberante quadril na esquina da mesa de Murray e olhou para Trace. ‚O que aconteceu com você?‛ ‚Você vai amar isso‛ Murray lhe disse. Com grande alarde, ele anunciou: ‚Priscilla o atacou.‛ ‚Não atacou‛ Trace corrigiu ciente da atenção redobrada de Hel. ‚Mais uma perda de controle.‛ Com a mão em sua coxa, Murray se inclinou para Hel como se contasse um segredo. ‚Jogou um livro nele.‛ Como uma cobra se preparando para o bote, Hel se apertou, animada em sua antecipada crueldade. Até quando passou a língua nos lábios para umedecer parecia com de uma serpente. Sem fôlego com malicioso desejo, ela sussurrou: ‚Poderia disciplin{-la.‛ A oferta deu repulsa em Trace. Murray tinha uma reação totalmente oposta. Estudou com interesse renovado. ‚Vou pensar nisso.‛ Como uma criança que recebe um presente de Natal, ela se alegrou ‚Você está falando sério?‛ Saindo da mesa ela contornou Murray e se inclinou para beijá-lo. ‚Apenas me dê a ordem e lidarei com isso. Sei exatamente o que fazer.‛ ‚Chega‛ Ele colocou um dedo sobre os l{bios. Procurando por Trace ele riu. ‚Ela ama seu trabalho não?‛ Trace trabalhou em sua mandíbula, as palavras indo além dele. ‚Oh-oh‛ Murray empurrou Helene de volta e ficou alegre. ‚O que é isso Trace? Não que Helene perto de sua protegida?‛

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Helene virou para olhar Trace. ‚O que importa para você? Ela não é nada. Menos do que nada!‛ ‚Ela é minha filha‛ Murray lembrou Helene. ‚E é por isso que Trace se preocupa. Não é verdade?‛ Com o corpo rigido Helene admitiu a possibiulidade, mas ainda assim provocou Trace. ‚Nada para você é pessoal.‛ ‚Estou encarregado de protegê-la.‛ Helene se inclinou para ele, seus olhos dilatados reluzentes, o hálito doce. ‚Não é da sua conta.‛ Ciente de que Murray estava aceitando tudo isso, Trace apertou-lhe um braço e a tirou de sua linha de visão. ‚Não me entenda mal, Murray. Tudo o que fizer com Priscilla é seu assunto. É o coração distorcido de Helene que embrulha meu estômago.‛ E então para Helene. ‚É uma coisa patética, do jeito que você se diverte, não acha?‛ Ela o atacou. ‚Bastardo.‛ Trace pegou seu pulso antes de sua palma acertar o rosto. Na frente de Murray, indiferente, ele a arrancou da cadeira não muito delicadamente. Suas mãos apertando os pulsos, segurando. ‚Nunca‛ avisou através dos dentes ‚tente me bater. Não ir{ gostar das consequências.‛ Helene engasgou, em partes iguais furiosa e excitada. Cadela doentia. Trace se afastou dela e se virou para Murray, pronto para se explicar, se fosse necesário, apenas para encontrá-lo sorrindo como o gato Cheshire.6 Para Helene disse, ‚Trace est{ certo‛ Ele tirou o paletó do gancho em uma parede. ‚Irei repreendê-la mais tarde por essa pequena rebeldia.‛

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Gato de Alice no País das Maravilhas

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Merda. Trace não queria se sentir culpado por Helene. Olhou para ela, mas a aemaça de punição somente a tinha excitado mais. Um rubor manchou sua pele e seus olhos estavam pesados e brilhando com desejo. ‚Est{ pronto?‛ Trace perguntou a Murray. Precisava de um pouco de ar fresco com toda essa coisa ruim. ‚Estou‛ Em seu caminho para porta, Murray fez uma paisa para Helene. ‚E você....‛ Trêmula de emoção e medo, ela voltou a sua cadeira. ‚Sim?‛ Murray pegou seu rosto. ‚Acho que deveria ir ver Priscilla. Leve alguns de seus medicamentos, aqueles que ajudam a dizer a verdade. Desmascarar seus sentimentos... Sobre mim, sobre Trace, sobre sua sexualidade. Não a machuque, mas de qualquer forma... Divirta-se. Entrarei em contato com você quando terminar meu negócio nessa noite.‛ Suas pernas de repente pesaram, seu coração parou um segundo, Trace estava ali imbolizado. Murray não confiava nele, não confiava em ninguém e desse jeito suas suspeitas intermináveis nunca ficariam satisfeitas. Os instintos de Trace gritavam para que matasse os dois agora, antes que pudessem tocar em Priss. O que fazer? Helene gritou como uma colegial excitada. Pulando de seu banco, ela se jogou contra Murray para um longo e íntimo beijo de língua. Escutando seu próprio coração nos ouvidos, Trace enfiou a mão no bolso. Se pudesse usar o telefone sem Murray perceber, poderia alertar Jackson do problema. Mas, Murray lançou Helene de volta e ansioso para seguir seu caminho bateu nas costas de Trace. ‚Vamos. Pode dirigir. Não me sinto na necessidade de uma comitiva essa noite.‛ Pense, Trace. Fique firme. Forçando um pensamento, ele disse ‚Você não quer reforços?‛ ‚Você é o meu reforço‛ Ele olhou para Trace. ‚Pensa que pode lidar com isso?‛

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‚Se não formos emboscados por um exército, sim, posso lidar com isso.‛ ‚É com isso que estou contando. Não quero alertar qualquer pessoa com um maldito desfile de pessoas e carros. E quero mostrar para esse desgraçado que não preciso de muitos homens para destruí-lo.‛ ‚Tudo bem‛ Era arriscado. Trace sabia que Murray também pensava assim. Contava que o comprador viesse sozinho ou com alguns homens. Mas, então Murray, tinha chegado na sua posição de jogo, levando as linhas de frente. Não era um covarde, não era mais que umk idiota, sempre pronto para uma crueldade, especialmente quando ele mesmot inha que fazer. Talvez fosse assim que alimentava sua doença, participando de vez em quando. Eles deixaram o escritório com Helene correndo atrás deles. No seu caminho indo para seu próprio escritório, sem dúvida, reunindo as ferramentas de seu trabalho, jogou um beijo para Murray e um olhar de satisfação para Trace. Iria acabar com Priss. A definição de Murray em não machucá-la era de nenhum osso quebrado ou cicatrizes. Qualquer outra coisa era justa. Helen abusaria dela, agrediria sexualmente e deixaria mais destruída do que Priss jamais pode imaginar. Priss tinha seus pontos fortes, mas não era par para Helene. Não podia deixar isso acontecer. Jackson estava no local e podia lidar com as coisas, Trace tinha certeza. Mas, não iria contar com a sorte. Se necessário mataria Murray. Hoje à noite. Enquanto Murray pensava no que conseguira das mulheres, Trace calculava quanto tempo tinha. Jackson estava na área e tinha o dossiê sobre todos, incluindo Helene. Reconheceria caso a visse. Eles ainda estavam na garagem quando Helene chegou e entrou em seu próprio BMW conversivel. Do banco do passageiro Murray olhou sorrindo com satisfação, esfregando a coxa calculista. Trace ligou o carro. ‚Você pode não ter uma filha quando Helene terminar com ela.‛ ‚Ela sabe melhor‛ Murray murmurou. ‚Helene é algo mais. Pena que seja tão instável.‛

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O que merda significava isso? Helene passou na frente deles em alta velocidade, os pneus cantando, seu cabelo longo agitado para cima e para baixo. Não foi até quase chegarem ao seu destino que Murray atendeu um telefonema, distraindo-o o suficiente para que Trace enviasse o código para Jackson. Rezava que fosse a tempo e quando chegou um zumbido de resposta em seu telefone sabia que Jackson estava atento. Murray estava tão envolvido em um acalorado debate com alguém que não prestou atenção em nada, fosse Trace fazendo uso do telefone no bolso ou do único som e quase imperceptível de reposta. Mas, Trace era um grande multi-tarefas. Não somente tinha mandado a mensagem para Jackson como tinha entendido cada palavra da conversa de Murray. A venda de mulheres seria muito em breve. Doze delas, jovens e todas americanas. Os detalhes eram vagos, mas Trace sabia que poderiam estar na faixa em qualquer lugar de dezesseis até trinta anos de idade. Eram atraentes e agora estariam com medo fora do comun. Priss estava segura, mas com essa nova informação, a tensão no peito de Trace não acalmou. Tinha que descobrir quando a troca seria realizada. Tinha que saber. Uma vez que as mulheres estivessem dispersas econtrá-las novamente seria quase impossível. Mas, por enquanto, ele tinha que ser o que Murray esperava. Se estragasse tudo, não somente ele, mas Dare e Jackson, Priss e as outras mulheres seriam vendidas. Em uma parte quase deserta da cidade, onde apenas vagabundos e viciados ficavam, Murray foi para o estacionamento de um prédio que afirmava ser uma agência de emprego. O prédio era de tijolo em ruínas, cercados por arames altos, estava reduzido a escombros em seções somente com a parte central ainda estruturada. Janelas opacas, barras na porta da frente e câmeras de segurança em todos os lugares, não deixava dúvida de que era monitorado por... Alguém.

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Uma segunda cerca mais substancial estava coberta de arame farpado, virado para dentro. Qualquer pessoa com olho bom se pergunataria por que uma agência de empregos queria manter os candidatos, em vez de impedir a entrada de elementos criminosos. Trace já sabia a razão. A agência era uma operação criminosa para imigrantes e menores de ambos os sexos. Ás vezes, as vítimas eram fugitivos e adolescentes negligenciados, descartáveis e infelizmente marcados, embora nunca pudesse pensar neles dessa forma. Crianças com sua cota de má sorte se tornava presa fácil. Os músculos de Trace se apertaram. Ele tinha visto muito para ser imune à situação daqueles escravizados por outros. Tinha visto hotéis onde trabalhadores reprimidos não olhavam nos olhos, onde outros que não falavam em inglês, lançando dúvidas sobre como era o trabalho, o que esperavam qaudno chegaram primeiro no país. Tinha visto as cozinhas de restaurantes que escondia a exploração de trabalho. E tinha sua própria irmã arrebatada como punição contra ele porque se preocupava com as vítimas envolvidas no tráfico humano. Inferno, se preocupava com todas as vítimas. Preocupava-se especialmente com Priss. O novo lote de mulheres eram provavelmente de baixa classe, sem família ou amigos próximos para notar seu desaparecimento. Não tinham ninguém, mas tinham a ele. E não iria deixá-las sozinhas. Pouco a pouco a lei se aproximaria com o crescente problema do tráfico humano. Muitas cidades já tinham programas de formação de trabalhadores sociais, grupos religiosos de apoio, educadores e defensores de comunidade latina. Eles aprenderam como identificar e onde denunciar os sinais de tráfico. Mas, não era o suficiente. Somente para livrar o mundo com agentes que não faziam nada. ‚Fodido idiota‛ Murray fechou seu telefone e jogou no painel. ‚Problema?‛ perguntou Trace.

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‚Perdi parte da minha carga.‛ O alivio fechando ao redor do coração de Trace. ‚Isso de novo?‛ Murray respirou por um momento antes de pegar o telefone e guardar no bolso. ‚O idiota esqueceu de ventilar o trailer‛ Ele olhou para Trace. ‚Uma das vadias morreu.‛ Então falhou antes que tivesse tido a chance de agir. ‚Vou ter que elevar o preço pelo resto‛ Murray abriu a porta do passageiro. ‚O comprador não irá gostar, então além de ensiná-lo a não negociar um acordo já fechado, pode ter que colocar a importância de ser um bom jogador.‛ ‚Sem problemas‛ Trace poderia forçar as coisas nesse ponto. Alegremente. E quando chegasse a hora de matar Murray, somente poderia levar seu tempo e se divertir.

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Capítulo 13 Embora ficasse alerta e pronto para qualquer coisa que pudesse acontecer, Jackson parecia relaxado quando se apoiou em uma parede. Ele usava seu pequeno chapéu de cowboy, tinha as botas cruzadas nos tornozelos com uma mochila descansando ao seu lado e estava tomando a mesma cerveja – sendo um adereço – por mais de uma hora. Alguns homens se cansavam de ficar vigiando. Mas, não Jackson. Vivia para essa merda. Adorava. Aguçar seus instintos não tinha levado tanto tempo como para outras pessoas. Ao ser forçado a entrar no local certo, no momento certo, aprendeu que tinha nascido para chutar traseiros e proteger. Para trabalhar fora da lei. Sim, essa era a melhor parte. Dare e Trace tinham conexões que faria o presidente dos EUA morrer de inveja. Senadores, empresários ricos, personalidades estrangeiras, inferno, provavelmente conheciam o presidente. Esses tipos de conexões forneciam autorização para fazer o que era preciso quando os meios legais eram sufocados no processo. Eram bons homens, andando na beira da honra, nunca oscilando muito longe para o lado sombrio, mas fazendo o que os outros não podiam. E eram parte dela. Jackson riu e fingiu tomar outro grande gole devagar. A vida era impressionante. Quando parou, uma mulher quente aproximou-se e tentou chamar sua atenção. Jackson piscou para ela, dando-lhe um interesse como se estivesse embriagado, mas de verdade, não era seu tipo e mesmo se fosse ele estava de serviço. ‚Alguma outra hora, querida.‛ Ela fez um beicinho, mas ele desviou o olhar para observar a área. De repente, do nada, sentiu algo... Errado. Em calma. Carregado.

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Fora do lugar. Os instintos poderiam ser uma maldição, mas nunca lhes ignorava. ‚Desculpe-me‛ disse sem nenhum carinho quando pegou sua bolsa e se afastou da parede cambaleando alguns metros, observando o apartamento de um ângulo diferente. Tudo parecia como deveria, não importava as aparências. Nunca importavam. Ele encontrou um corrimão para se inclinar, acabou com a cerveja e jogou na direção de uma lata de lixo. Ele errou. De propósito. Estreitando os olhos, observava a janela iluminada onde estava escondida Priscilla Patterson. Jackson tinha estudado minunciosamente seu processo. Linda mulher. Seios grandes. Traseiro nada mau. Não precisava ser um gênio para saber que Trace tinha uma queda por ela. Pensar em Trace fez seus sentidos aguçarem, principalmente porque esses pensamentos se direcionavam para sua irmã. E sua irmã... Alani atormentava seu traseiro mais frequentemente do que qualquer outro. Sim, tinha passado por um inferno e mais outros. Felizmente era uma lutadora não a flor delicada que seu irmão imaginava. Se ela gostasse um pouco dele, Jackson tinha a sensação de que poderia de verdade colocar os lençóis em chamas. Poderia fazê-la esquecer de tudo e de todos de seu passado. Andando novamente moveu-se para o lado para ver a outra janela do apartamento. Ninguém prestava atenção nele, mas não o impediu de brincar de bêbado. Deliberadamente, ele tropeçou em seus próprios pés e quase caiu de cara no chão de carvalho. Duas mulheres riaram com ele, uma era uma gracinha a outra era mais velha desesperadamente querendo parecer mais nova. Ele sorriu para as duas. Alani nunca seria pega nesse tipo de bar barato. Tudo sobre a garota gritava privilégio e sofisticação. Seu cabelo longo, liso e os garndes olhos castanho-dourados eram uma combinação que faria a maioria dos homens notar. Adicione a isso um corpo maravilhoso e um sorriso que

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poderia levantar os paus mais flácidos... Bem, ela certamente tinha sua atenção. Mais frequentemente, somente tinha que pensar nela e conseguia ficar de pé. Ela recentemente completou vinte e três anos. Muito jovem. Muito pura. E madura. Graças a riqueza infinita de Trace e sua influência, a juventude de Alani não tinha chegado quando decidiu que queria seu negócio. Daria os créditos que merecia, Jackson admitia que ela tinha conseguido um ótimo negócio. Os cabelos de sua nuca de repente arrepiou, um envio alarmante em sua espinha. Sem virar para olhar ele aguçou seus sentidos. Sim, alguma coisa não estava certa. Ele ouviu o guincho de pneus ao mesmo tempo que seu telefone soou no bolso. Retirou e viu o código de Trace e acabou facilmente em seu papel de bêbado. Em seu caminho para a lateral do prédio de Priscilla, ele vigiava para garantir que ninguém o notasse. Então, escondido nas profundas sombras e fora da vista de olhares curiosos, Jackson retirou seu chapéu de cowboy e colocou uma máscara escura. Se alguém o viesse não seria capaz de reconhecer mais tarde. Ajustou o chapéu sobre a máscara e olhou de volta para o estacionamento. Ninguém menos que Helene Schumer estacionava seu elegante BMW. As longas pernas, com os cabelos soltos e uma atitude fodona, ela saiu e se dirigiu para o somente para parar. Ela olhou de volta para seu carro, percebeu que com a parte superior abaixada não poderia deter os ladrões, então voltou e a desceu. Essa era a chance que Jackson precisava. Ele apertou o passo rapidamente, empurrado pela a urgência e os arrepios em sua pele. Chegaria em Priscilla primeiro e Deus o ajudasse a menina não iria revelar ser um problema. Priss inclinou o rosto para trás, deixando a água correr sobre seu corpo nu, mas tomando cuidado para manter o cabelo empilhado em cima de sua cabeça sem molhar.

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Não queria estragar o novo penteado. O chuveiro quente ajudou a acalmá-la, mas não o suficiente. Graça a Trace, estava bastante irritada e inquieta. Desistindo, desligou o chuveiro e ouviu algo, um ruído, fraco que não pertencia ao apartamento tranquilo. Seu coração foi para garganta quase a sufocando. Oh, meu Deus. Alguém estava no banheiro com ela e seus sentidos lhe diziam que não era Trace. Não podia ver através da cortina opca do chuveiro, então puxou as abas. Quando não ouviu mais nada sua ansiedade aumentou. Quem tinha invadido era bom. Muito bom. Lentamente, de modo a não se entregar estendeu a mão para o frasco de shampoo e prendeu nas mãos. Com muito medo para respirar se preparou. Ela puxo a cortina do chuveiro rapidamente e antes que pensasse ficou de frente com uma pessoa mascarada. Surpreendentemente os olhos verdes brilhavam através da máscara e seu olhar mergulhava sobre seu corpo com o que parecia ser apreciação. Engolindo de volta o terror, Priss apertou a dura garrafa e pulvezirou nos olhos curiosos. Quando ele reagiu com um silêncio perturbador sem vacilar, usou a garrafa como um bastão, batendo-o em sua cabeça, voltando para o queixo e levantando para mais um golpe com a intenção de quebrar seu nariz. Ele não fez nenhum som, mas se dobrou para jogá-la no ombro rígido. Suas mãos pousaram em seu traseiro molhado. Quando começou a gritou, ele deu um rápido tapa o suficiente para queimar o oxigêncio em seus pulmões. Bateu-a contra parede fazendo com que sua respiração ficasse ainda mais presa. Seus olhos irritados com o shampoo, o vermelho agora tomava toda a cor para si. Mesmo assim, lhe deu um olhar duro, enquanto tampava sua boca. Cara a cara com ela, começou a dizer algma coisa, mas em uma descarga de adrenalina Priss levou o joelho para sua virilha. Seu olhar ficou vazio antes de sussurrar baixinho ‚Sou Jackson....‛ e, em seguida, caiu contra ela em um gemido abafado.

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Oh, Deus. Oh, Deus. Oh, Deus. Em um sussurro igualmente macio, Priss disse: ‚O que foi?‛ Através dos dentes afirmou ‚Companhia.‛ ‚Oh, Deus‛ Seu grande e sólido salvador, graças a ela estava fraco e com dor. Tentando empurrar em torno dele, Priss alcançou a porta para que pudesse recuperar as roupas, mas Jackson já havia se recuperado o suficiente para agarrá-la de novo. Empurrou uma toalha para ela. Ainda em uma voz quase inaudível ele disse ‚Não h{ tempo.‛ ‚Mas...‛ Ela estava nua. Tenso, irritado e vibrando com urgência deu uma rápida olhada por seu corpo e depois para o teto. ‚Saia pela janela. R{pido‛ A janela? Em uma toalha? Uma batida soou na porta da frente. Priss congelou, mas Jakcson depois de passar a toalha nos olhos para remover a maior parte do shampoo, inclinou-se para oferecer suas mãos em concha, como um impulso. ‚Desculpe, carinho. Não h{ tempo para modéstia. Temos que ir agora, a menos que queria que mate alguém na sua frente e que possa colocar Trace em mãos lençóis.‛ ‚Ah... Cale-se!‛ De nenhum jeito a toalha iria permanecer no local em sua subida pela pequena janela. E realmente não tinha outra escolha. Apressada, Priss jogou a toalha na parte inferior da janela. Colocou os dedos sobre a borda e pisou nas mãos de Jackson. Sua barriga – e outras partes femininas – estavam no nível de seu rosto. Podia sentir sua pele queimando, especialmente quando ela impulsionou deixando o traseiro no ar por alguns segundos antes de conseguir apoiar seu quadril no parapeito da janela. Passou as penas completamente e depois de ver se não havia ninguém do lado de fora para testemunhar sua humilhação, estava pronta para pular. A porta da frente rangeu quando foi aberta.

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Sem perder mais tempo, Priss pulou tão silenciosamente quanto podia para cair sobre metal. Quando se afastou, colocou a toalha em volta de si e no final não fazia muito tem modéstia nesse momento. Muito mais rápido do que ela tinha conseguido, e com muito mais graça, apesar de seu tamanho, Jackson caiu ao seu lado. ‚Vou atirar você no chão. Vamos tem que pular os poucos metros.‛ Priss assentiu e ele imediatamente pegou em seus braços. Como se não pesasse nada, ele a jogou na grade. Tinha perdido a maldita toalha. Com um grande olhando para ela. Jackson nunca mudou a expressão. ‚Pronta?‛ Isso era muito insuport{vel. ‚Faça logo maldição.‛ Ele a soltou e Priss caiu com força, primeiro em seus pés, logo de joelhos, por fim em seu traseiro descoberto. ‚Ai.‛ Ela ainda estava agachada, tentando avaliar se havia se machucado ou não, quando Jackson pousou ao seu lado. Tirou sua camisa e lhe entregou, olhando para a janela do banheiro. Priss olhou para cima, também, e viu que ele tinha a intenção de fechá-la. Ela puxou a camisa para baixo o mais rápido que pode. Sentia o cheiro dele, agradável, quente, masculino. Mas, não era Trace e não se importava o quão masculino poderia ser. Estava tão mortificada que não sabia se iria se recuperar. ‚Por aqui‛ Pegando seu cotovelo, ele a obrigou ficar de pé novamente e se dirigiu para a parte de trás do prédio, mas ele recuou, quando viu os destroços em desordem no chão. Garrafas de cerveja, latas enferrujadas, cacos e outros itens não identificáveis iria acabar com seus pés descalços.

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Ele olhou para ela. Priss sacudiu a cabeça e começou a recuar, mas ele disse ‚Desculpa‛ em seguida a jogou sobre o ombro novamente. Ele correu para seu carro, balançando-a todo o caminho fazedo seus seios repetidamente baterem contra seu ombro. Uma grande mão e quente manteve em suas coxas e a outra logo acima. Quando a jogou no banco da frente de um carro estacionado nas sombras, estava tão grata que sentia vontade de chorar. Mas, não o fez. Em vez disso, levantou um pouco no banco do passageiro e reajustou a maldita camisa. Ele estava no volante em um piscar de olhos, sem ligar os faróis, saiu com o carro lentamente, seu olhar indo e voltando pelo espelho retrovisor, sem dúvida olhando para o intruso e no caminho pela frente. ‚Ponha seu cinto de segurança.‛ Priss soltou uma respiração profunda. Não conseguia pensar em nada além de que esse homem havia acabado de vê-la nua de forma que nunca tinha imaginado, em várias poses, tudo porque alguém havia arrombado seu apartamento com a intenção de machucá-la ou... Ou outra coisa. Ela colocou o cinto. Depois de tirar o chapéu ridículo, tirou a máscara escura e deixou no banco entre eles. ‚Quem era?‛ Priss sentiu seu olhar, mas não podia suportar lhe olhar ainda. Com os braços em torno de si, os joelhos pressionados firmemente juntos, ela manteve seu olhar para frente pelo pára-brisa. ‚Helene.‛ ‚Mas... A porta estava trancada. Como entra?‛ ‚Você est{ brincando? A mulher tem um saco de truques que ia deixar Houdini com vergonha. Ela ia entrar com ou sem um convite.‛ Sobrecarregada com a ideia do que Helene provavelmente tinha planejado, Priss cobriu o rosto.

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Soando mais curioso do que interessado Jackson perguntou: ‚Você vai chorar?‛ ‚Não‛ Ela balançou a cabeça. ‚Não, não vou.‛ ‚Então o que est{ de errado?‛ Ele não podia ser tão discreto. ‚Est{ brincando certo?‛ ‚Ah, entendi. A questão da modéstia, hein?‛ Ele parecia de alguma forma relaxado. ‚Olha, seu traseiro não foi o primeiro que vi, ok?‛ Fúria roubou a respiração de Priss. Ela reagiu sem pensar e bateu com força em seu ombro. ‚Ai!‛ Ele agarrou seu pulso e jogou de volta. ‚Estava tentando consolar você, mulher.‛ ‚Conforto!‛ Ele não podia estar falando sério. Nenhum homem podia ser tão relaxado. ‚Você é um... Um homem das cavernas.‛ ‚Não sou.‛ Encolhida por sua atitude negligente, Priss lhe olhou incrédula. Era um homem lindo, mas ainda assim um idiota. O cabelo loiro escuro desgrenhado, mais despenteado que de Trace, penetrantes olhos verdes, uma mandíbula forte e... Ela observou seu peito desnudo... Forte. Seu queixo levantou. ‚Onde no mundo eles encontraram você?‛ Tinha que ser em uma rocha. Ou no fundo de uma caverna. Ele olhou para ela. ‚Eles quem?‛ ‚Trace e Dare.‛ Dando-lhe um olhar cauteloso, Jackson esfregou um olho vermelho com cuidado. ‚Isso é segredo.‛ ‚Isso é segredo‛ ela murmurou tirrando sarro dele, atacando em seu embaraço. Ele ficou rígido com afronta. ‚Porra, mulher, você me cegou, socou, e chutou quase me matando. Agora tem que me ridicularizar também?‛

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Ele ousava reclamar dela? ‚Você entrou silenciosamente no meu banheiro. Você me viu nua!‛ ‚Sim‛ Sua boca se contraiu. Ele acenou um pouco com a cabeça. ‚Sim, eu fiz.‛ Quando ligou os faróis e seguiu para a rua, disse com calma, ‚Desculpe por isso.‛ Ele não parecia que sentia muito. ‚Não quis olhar.‛ Ele tinha olhado? Deveria matá-lo. De verdade deveria. Mas... Podia precisar de sua proteção. E Trace provavelmente não gostaria que machucasse um de seus agentes. ‚Mulher nua e tudo mais‛ Jackson fez um gesto sem jeito. ‚É o instinto sabe? Homens vão olhar.‛ Priss tentou se acalmar, mas não era fácil. Molly não tinha exagerado: Jackson era lindo de morrer, agora sem camisa, e escandalosamente arrogante e sincero. Na esperança de enterrar o assunto de sua nudez, perguntou: ‚Onde vamos?‛ ‚Minha casa, eu acho‛ Ele pressioou a palma da mão na braguilha e estremeceu. ‚Preciso de um pouco de gelo.‛ Ainda se sentindo exposta, usava apenas a camiseta escura do homem Priss olhou ao redor do carro. ‚Não acho que tenha uma jaqueta?‛ ‚Com esse calor?‛ Ele balançou a cabeça, mas ofereceu seu chapéu desfiado. ‚Isso ajuda?‛ Ela pegou e deixou cair no colo. ‚Por favor, me diga que você mora em um lugar isolado.‛ ‚Não‛ Ele olhou para ela, seu olhar mergulhando em seu peito antes de voltar para o rosto. ‚Acima de um bar, na verdade.‛ Gemendo, Priss caiu para trás no banco. Ficava cada vez pior. ‚Onde aprendeu a lutar?‛ Antes que pudesse responder, ele perguntou: ‚Ser{ que Trace sabe sobre suas tendências violentas?‛

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Um clarão passou rapidamente. As luzes iluminando o interior, logo, desaparecendo. Começando a chover. Priss engoliu seco sua vergonha e encolheu os ombros. ‚Machuquei seu olho.‛ ‚Aquele filho da puta‛ Jackson riu. ‚Poderia ter me avisado.‛ ‚Como é que vou entrar na sua casa vestida assim?‛ ‚Quer que te carregue de novo?‛ Priss recuou, pronta para bater nele, mas foi dominada pelo sorriso encantador. ‚Calma menina. Estava apenas brincando.‛ ‚Menina?‛ Mat{-lo parecia uma ideia atraente a cada segundo. No mínimo, seria algo por fazê-la se sentir exposta e vulnerável. ‚Agora não dar uma de mulher depois de tudo‛ Ele diminiu a velocidade para virar em uma esquina. ‚Você tem o que? Um e cinquenta e sete?‛ ‚Um e sessenta e dois.‛ ‚Com uns trinta quilos?‛ Seus dentes trincaram. ‚Mais do que isso.‛ ‚Não parece.‛ Mais uma vez ela recuou para lhe bater, mas ele apenas riu, roubando qualquer raiva. Ela acabou golpeando seu ombro que nem pareceu sentir. ‚Não brigue comigo, querida. Quaisquer que sejam as medidas exatas, tem que admitir que é pequena.‛ Petite7 seria um termo mais educado, não que quisesse discutir com ele. ‚Não sou uma menina.‛ ‚Uma mulher crescida, então?‛ Seu olhar sensual brilhou sobre ela, deixando-a inquieta. ‚Tudo bem. Vou aceitar sua palavra sobre isso.‛ 7

Delicada em francês

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‚Como se ainda tivesse dúvida.‛ O homem tinha visto cada cada de seu corpo, de todos os ângulos. Ela cobriu o rosto de novo. ‚Sim‛ ele brincou. ‚Consegui um ponto de vista sobre isso, não foi?‛ ‚Cale-se.‛ Ele virou para uma rua diferente. ‚Posso te levar de volta. Mais tarde, essa noite, Trace provavelmente ir{ passar para lhe ver.‛ ‚Você acha?‛ Trace tinha dito que não era seguro vê-la novamente essa noite. ‚Claro. Qualquer que fossem seus planos não contava com isso‛ Jackson levantou uma sobrancelha e deu um sorriso torto. ‚Não posso dizer que ficar{ feliz em saber que te tirei do chuveiro, mas não irei contar.‛ Então Trace sentia que podia reclamar? Funcionava para ela. ‚Você gosta de irirt{-lo?‛ ‚Sim. É justo‛ Ele entrou com o carro no estacionamento de um bar movimentado, com uma multidão ao redor alegre. ‚Isso me lembra o local em que estava.‛ ‚Sim, só que sou um homem e você não é... Esse não é um lugar adequado para você.‛ Estacinou o carro, saiu e veio para a porta brincando de ser cavalheiro. ‚Vamos.‛ Priss notou v{rios casais ao redor. ‚Na frente deles?‛ ‚Bêbados e prostitutas. Não se preocupe com isso.‛ Estreitando os olhos levantou o queixo: ‚Prostitutas?‛ Rolando os olhos ele a pegou pelo braço e tirou do carro. ‚Não v{ ficar ofendida em nome da população feminina. A maioria das mulheres que frequentam esse lugar tem caído em cima de mim, de forma agressiva, sem saber de nada, e pelço menos metade desses homens são casados. Então, sim, não são exatamente o paradigma da sociedade.‛

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Ainda ofendida Priss se reteve. ‚O que acha dos homens que se comportam da mesma maneira?‛ ‚Nomes que penso queimariam suas lindas orelhas pequenas‛ Ele seguiu em frente. ‚Agora vamos.‛ Ele passou direto pelas pessoas e Priss fez seu melhor para não fazer contato visual com ninguém. Uma mulher de alisar o homem com quem estava e olhou para Jackson. Cheia de desprezo, ela apoiou as mãos nos quadris e disse alto o suficiente para o estacionamento ouvir. ‚Pensei que tinha dito que sexo era contra sua religião?‛ Ele baixou um chapéu faz de conta para ela. ‚Sim, mas veja, ela me converteu.‛ Priss queria lhe matar. Ela segurou seu grande chapéu de vaqueiro na frente de suas coxas até que tivesse passado por todo mundo, então segurou atrás. ‚Não tenho certeza se o chapéu é grande o suficiente para isso.‛ Vapor saindo de suas orelhas. ‚Você....‛ ‚Somente dizendo que você tem curvas, querida‛ Jackson riu enquanto se movia colocando-a na sua frente. ‚Que tal eu ser sua coberta?‛ Ele já tinha visto cada parte, então Priss concordou com a solução. Mas, dane-se se iria agradecê-lo. Ele parou em uma porta para destravar, entrou ligou as luzes, olhou ao redor e então a colocou para dentro. ‚Sente-se‛ Ele trancou tudo de novo. ‚Vou pegar umn cobertor ou algo assim.‛ Para isos ela agredeceu. Observando-o ir embora, ela notou suas longas pernas, a amplitude de seus ombros, o estreito quadril. Seu cabelo loiro era atraente até demais, tomado pelo sol e vento, e...

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Será que a irmã de Trace estava cativada por ele? Dado ao que tinha ouvido, Priss tinha que pensar que sim. Ele voltou com uma camisa de flanela, um short e um par de boxers de algodão. ‚Não é exatamente de alta costura, mas lhe deixar{ mais coberta agora. Esse short tem a braguilha aberta, mas somente aperte o botão que ele levanta.‛ Priss pegou as roupas e quando ele ficou parado, empurrou seu peito. ‚V{ embora.‛ Divertido mais uma vez, ele tocou um hematoma em sua testa. ‚Sim, senhora.‛ Em seu caminho para cozinha, perguntou ‚Alguma coisa para beber ou comer?‛ A maneira como ele agia, isso poderia ser um encontro de rotina social. Era mais arrogante que Trace, definitivamente muito mais. Ela suspirou. ‚Ambos‛ Comer lhe daria algo para fazer. ‚Saindo agora mesmo.‛ Priss colocou a boxers primeiro. Ficavam soltas em sua cintura, mas confortável no traseiro. ‚Então me diga qual é do chapéu de cowboy? Ouvi dizer que era como um rato de praia ou algo assim.‛ Ele endureceu, em seguida, olhou por cima do ombro. ‚As roupas são de disfarces‛ Quando ela gritou, ele levantou uma mão pedindo desculpas. "Desculpe. É, uh, difícil não olhar.‛ ‚Você é um porco!‛ ‛Não. É só que admirto a beleza feminina.‛ ‚Essa é a coisa mais machista que j{ ouvi!‛ Ele poderia ter vindo de uma linha de filmes pornôs baratos. ‚Você sabe que sou sincero e tenho muita obra em minha casa que prova isso.‛ ‚Cartazes de mulheres nuas?‛ Priss adivinhou.

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‚Não espertinha. Verdadeira arte.‛ Ele ficou de costas para ela, mas ficou atenta com seu sorriso. ‚Mas, sim, nus.‛ ‚Imaginei‛ Ela puxou a camisa e envolveu o cobertor de flanela em torno de si mesma. Não estava com frio, mas sua pele estava arrepiada. Provavelmente os nervos. Tinha acabado de escapar de... Algo. ‚Vou te dizer, carinho, uma foto sua do chuveiro seria muito legal.‛ Priss bufou. ‚Se é uma foto que quer, deve pedir para Trace‛ Ela ainda estava irritada com isso. ‚Ele tem uma minha.‛ ‚Não brinca?‛ Jackson virou um pouco. Agora que tinha vestido as roupas que tinha lhe dado, não se importava com sua atenção. Disfarçado, você disse? Como um cowboy de Ohio?‛ ‚Que seja. Estava funcionando muito bem‛ Ele voltou para a geladeira. ‚Quem disse que pareço um rato de praia?‛ Ele parecia irritada, mas o que tinha? Seu humor interminável estava começando a ir pelo caminho errado. ‚Molly.‛ ‚Ah. Garota legal.‛ Ela olhou para os ombros bronzeados e passando por sua coluna para baixo de suas costas. ‚Tem que admitir você tem um bronzeado disso.‛ ‚A maior parte é cor natural. Todos na minha família são morenos.‛ Ele passou a mão sobre sua cabeça. ‚Apesar de eu ser loiro.‛ ‚Então não é um banhista?‛ ‚Nunca disse isso‛ Ele limpou a garganta. ‚Você conhece Alani?‛ ‚Sei que você estão encantados um pelo outro.‛

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‚O que?‛ Mais uma vez ele virou para ela e quase deixou cair um pacote de carne. ‚Onde ouviu isso?‛ Ela se sentou no banco e colocou o cobertor em volta dela. Lá fora a chuva começava a ficar séria. Se tivesse chegado alguns minutos antes, poderia ter sido poupada da plateia durante sua chegada. É claro agora estaria molhada e miserável, então... ‚Pare de sonhar acordada.‛ ‚Ah‛ Ela olhou para fora. ‚Estava com Trace no carro e ouvi seu lado da conversa com você. Soou claro o suficiente para mim.‛ ‚Aparentemente não, porque não estou encantado com ela. Que tipo de idiota seria? Gosto dela, com certeza, mesmo que não seja uma mulher fácil de estar ao redor.‛ ‚Não?‛ Jackson parecia não escutá-la. Ele continuou tirando comida da geladeira e empilhando em cima do balcão. ‚Ela tem suas razões para ser espinhosa, sei disso.‛ ‚Quais são essas razões?‛ ‚Não tem um homem vivo que não gostaria dela. É a coisa mais sexy que j{ vi‛ Ele balançou a cabeça. ‚Mas, não estou encantado nada disso‛ Ele zombou. ‚Isso soa como uma merda adolescente ou algo assim.‛ ‚Tem um vocabul{rio muito limitado.‛ ‚Minhas bolas estão machucadas. Está afetando minha mente.‛ ‚Sua mente est{ localizada um pouco para baixo, não?‛ Ele fez uma pausa e depois riu. Sacudindo um pedaço de pão para ela, disse ‚Essa foi boa. Tentarei me lembrar de sua inteligência afiada.‛ ‚Se quer humor afiado precisa conhecer Chris.‛ ‚J{ conheci. Gosto dele.‛ Ele enfiou a cabeça de novo na geladeira e saiu com queijo. ‚É sim ele também é muito engraçado.‛

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‚Então que alimento exatamente pretende fazer?‛ Ele j{ tinha dois ou três tipos de carne e dois queijos colocados, juntamente com uma variedade de condimentos, picles, alface e metade de um tomate. ‚Sou um homem de muitos talentos, querida‛ Ele deu um sorriso. ‚Então estou nos preparando um jantar. Não sei quanto a você, mas escapar do perigo sempre me deixa com fome.‛ Priss pensou sobre isso, então saiu do banco. ‚Estou com fome também. Isso foi bastante perigoso não?‛ ‚Sim‛ Ele lhe sorriu mais uma vez. ‚Est{ lidando com isso muito bem.‛ Lá dentro ela ficou horrivelemnte balançada. Mas, viveu sua vida se escondendo dos outros, para que não estivesse suas emoções desnudas para alguém que mal conhecia. ‚Deveria estar chorando?‛ ‚Prefiro que não o fizesse‛ Ele colocou uma fatia de queijo na boca. ‚Mulheres chorando me deixa com tesão.‛ Rolando os olhos se encostou no balcão da cozinha. ‚Por que, pelo amor de Deus?‛ ‚Acho que gosto de jogar de macho‛ Jackson voltou para o balcão. ‚E, por falar nisso, de volta a sua casa, essa foi bem perto, mas não deixaria ninguém te machucar.‛ Ela acreditou nele. ‚Suponho que teria lidado com as coisas se necessário.‛ ‚Pode apostar que sim.‛ ‚Isso acredito que seja o porque est{ trabalhando com Dare e Trace‛ Ela pegou o pão dele. ‚Quanto mais aprendo dessa organização de elite...‛ uma organização que podia resgatar ou matar dependendo da necessidade. ‚... mais eu gosto.‛ ‚Isso é bom‛ Jackson pegou uma faca para cortar o tomate. ‚Porque tenho a sensação de que você irá entrar.‛

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Capítulo 14 Enquanto eles iam para a lateral entrando em um corredor úmido, escuro do prédio, um mau cheiro chegou no nariz de Trace. Cheirava a idade, mofo e... Medo. ‚Acho que esse não é o lugar onde as pessoas se candidatam a um emprego.‛ Murray riu. ‚Temos que ter certeza de não entrar pela porta da frente.‛ Ele apertou muito perto de Trace. ‚A maioria acha que esse lado está condenado. Ninguém vem aqui.‛ ‚Posso ver o motivo‛ Como uma antiga f{brica, o tijolo nas paredes conduzia através de uma entrada após outra, estreita, tudo sujo, em ruínas e escuro. Depois de algumas manobras chegaram emm uma grande sala, máquinas paradas, sem uso, junto com um monte de metal retorcido. Mais da metade das lâmpadas estavam desaparecidas nas luminárias do teto e algumas quebradas nas janelas enviando sombras em movimento e dança, estendendo-se sobre o chão de concreto. Trace parou para ouvir. ‚Não gosto disso‛ Murray reclamou. ‚Talvez precisasse de mais gente afinal.‛ ‚Não precisa de ninguém além de mim.‛ ‚Maldito seja, est{ muito convencido‛ Seu olhar correu ao redor da sala. ‚Gosto disso.‛ Vigiando qualquer coisa que se movesse, respirasse ou parecesse fora do lugar, Trace deu um passo na frente de Murray. ‚Fique aqui um minuto.‛ Poucos ousavam dar ordens para Murray, mas ele disse: ‚Sentindo uma armadilha?‛ ‚Somente inquietação com a movimentação. Está muito escuro e tem poucas saídas.‛ ‚Tem sua arma?‛

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‚Não sou um idiota‛ Trace continuou com seu caminhar f{cil ao longo do perímetro da sala. Soando irritado, Murray disse: ‚Acho que você deve tir{-lo e pronto?‛ ‚Tudo pronto. Estou pronto‛ E por falar em uma distração. ‚Espere aqui‛ Ele ouviu um clique e olhou para trás para ver que Murray não apenas tinha sua arma, mas também estava pronto. Iria atirar em Trace pelas costas? Duvidoso. A ameaça Trace sentia que não vinha de Murray. Não agora. No outro extremo da sala, atrás de prateleiras de metal enferrujado, o olhar afiado de Trace detectou uma sombra desconhecida. Uma sombra de um homem. Muito manejável. ‚Chega dessa merda. Estou te vendo e não tenho paciência para jogos.‛ Um enorme homem de cabeça raspada, armado emergiu das sombras. ‚Não é um jogo‛ Como Trace, ele deixou sua arma no coldre. ‚Somente garantindo a segurança da reunião.‛ Trace deu um rápido olhar no gigante, observando sua maneira tensa, ele manteve os músculos e os olhos em movimento nervosos. Dispensou-o. ‚Você não é o homem que estamos aqui para conversar. Onde ele est{?‛ ‚Sr. Belford tinha a suspeita de que poderia estar em perigo ao negociar o preço.‛ ‚O preço est{ definido e não h{ negociações. Um empres{rio inteligente deveria saber disso.‛ ‚Pode garantir que ele est{ a salvo?‛ Trace deixou seu sorriso vir lentamente. ‚Não.‛ Assustado, o homem grande pegou sua arma, mas Trace não lhe deu chance de fazer algo. Em um movimento rápido a faca deixou a bainha voando de sua mão e entrando no corpo do guarda-costas de Belford. O bandido ficou pálido e deixou cair a arma, segundos depois

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Trace o tinha ao redor de seu braço, apertando ao redor do pescoço grosso e o punho no cabo da faca. Ele torceu o suficiente para arrancar outro uivo do seu alvo. ‚Onde est{ seu chefe?‛ Quando o homem hesitou, Trace aplicou pressão na faca. ‚Ah, chega! Ok, ok. Ele est{ escondido em segurança em outra sala.‛ Maldito covarde, mas com muito interesse. ‚Qual o caminho?‛ ‚Corredor sul. Quatro salas para baixo.‛ Na escuridão com tantos quartos separados para escolher, Belford poderia ter saído por uma das muitas janelas quebradas antes que o encontrassem. O quintal era tão incoerente quanto o interior, com váris vias de escape. ‚Como faria para alertá-lo?‛ De jeito nenhum usaria telefone nas entradas das fábricas. ‚Walkie-talkie, no meu cinto.‛ Trace olhou para Murray. Ele guardou a arma e agora estava com os braços cruzados, a expressão estudiosa. ‚Chame-o.‛ Balançando a cabeça, Trace apertou seu braço mais próximo ao redor da garganta do homem. ‚Diga que est{ tudo limpo. Traga-o aqui.‛ Quando o grandão começou a se mover, Trace advertiu: ‚Devagar.‛ Com cuidado apropriado, o homem retirou o walkie-talkie e apertou um botão. ‚Tudo seguro, Chefe.‛ Através do receptor arranhado, Belford disse: ‚O acordo est{ feito?‛ ‚Sim, sim‛ Mostrando muita ansiedade o homem disse. ‚Est{ tudo bem.‛ ‚Est{ dizendo que eles concordaram com o preço?‛ Perto da orelha do homem, Trace sussurrou ‚Diga que estamos querendo falar sobre isso‛ Alegar que os termos foram aceitas sem uma nova negociação seria um absurdo e uma clara dica de que as coisas não estavam bem.

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Depois de uma discussão os arranjos foram feitos. Com Belford em seu caminho, Trace disse para o homem: ‚Hora de dormir.‛ Alarme acumulou no grande homem antes de Trace apertar o seu braço até que o mesmo ficasse mole. Era carga pesada, e uma vez que desmaiou, Trace o deixou cair sem muita preocupação pela forma que caiu no concreto. Quando ele desceu, Trace agarrou a faca. Saiu fácil como se saísse da manteiga. Limpou na camisa do homem. Sangue escorria do ferimento de modo a formar um poça no chão. Trace não perdeu tempo prendeu os pés de sua vítima e os braços nas costas com nylon. Empurrou o corpo de olta, garantindo que Belford não iria vê-lo quando entrasse na sala. Murray se juntou a Trace. ‚Bom trabalho.‛ Trace voltou a ficar de pé e olhou para o corredor sul. ‚Ele poderia sangrar até morrer‛ Murray disse. ‚Você se importa? Por que eu não.‛ ‚Nenhum um pouco. Pode matar os dois.‛ Murray cuspiu no abatido e depois olhou ao redor da sala e fez um som de desgosto. ‚Difícil de acreditar que o bastardo mantém as mulheres nesse inferno de buraco.‛ Trace não conseguia parar de mostrar uma expressão de incredulidade. Murray tinha acabado de soltar informações valiosas. Mas, o mais surpreendente foi a ideia de que se importava como a forma que as mulheres eram tratadas. Imaginando-as, assustadas, maltratadas, sendo mantidas no frio, o quarto nojento fez Trace sentir um enjoo e trouxe imagens mais perturbadoras, sua irmã em perigo em uma situação similiar. Seus punhos apertaram o suficiente para machucar os dedos. Um calafrio emanava dos pisos de concreto e dos tijolos ásperos do cimento rachado, teias de aranha e coisas piores. As janelas foram ou enegrecidas com fumaça, ou com armadilhas mortais de vidros quebrados.

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Indo para um tom de imparcialidade Trace disse: ‚Acho que é tão bom quanto qualquer outra prisão.‛ ‚Talvez. Mas, qual é o ponto de lhe dar uma mercadoria de qualidade se somente vai danificar nesse lugar? Um homem de negócios inteligente iria se assegurar que tivessem acomodações mais limpas e seguras.‛ Que Murray se referisse ás mulheres como artigos de comércio sempre irritava Trace. Mas, ele concordou com a questão da segurança. Acenou com a cabeça em direção à janela. ‚Teria que ter vigil}ncia vinte e quatro horas para impedir que alguém fugisse.‛ ‚Ele não é tão burro. Armazena no porão sem janelas. Esse quarto é uma creche em comparação.‛ Outra informação Trace escondeu a raiva sob curiosidade. ‚Você viu o porão?‛ Murray levantou um ombro. ‚Nos últimos anos, usei algumas vezes eu mesmo. Mas, desde que não tenho... Favorecido meu negócio.‛ Um frio de algo escuro e sinistro deslizou pela espinha de Trace. Tinha a mãe de Priss sido mantida aqui? Será que tinha sido uma das primeira vítimas de Murray? Quando possível iria verificar para ver quando a fábrica tinha sido delsigada. ‚Ai vem ele‛ Trace apontou para o corredor vazio. ‚Não vejo ninguém.‛ ‚Espere.‛ Segundos depois uma sombra longa se transformou na forma de um homem . Trace assumiu a liderança, passando na frente de Murray e perguntando: ‚Sr. Belford?‛ ‚Sim‛ Os olhos correram ao redor da sala. ‚Onde est{ Dugo?‛ Supondo que Dugo estava desmaiado no chão, fora da vista, Trace deu mais alguns passos para frente.

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‚Não se preocupe com isso agora‛ Ele pegou no seu braço. ‚Tenho certeza que entende o que é usar algumas precauções na segurança.‛ Belford tentou dar um passo apressado para tr{s. ‚O que quer dizer?‛ ‚Somente uma r{pida verificaçlão‛ Trace manteve a pressão firme. ‚Tenho que ter certeza de que não está armado.‛ ‚Oh.‛ Seu olhar moveu de Trace para Murray. ‚Entendo. Claro.‛ Trace começou os movimentos, mas Belford não tinha mais que um celular e o wlakietalkie junto. Para continuar assustar o idiota, Trace alivou e o empurrou fora do alcance. Murray sorriu. ‚Vem, Bleford. Junte-se a nós.‛ Mais nervoso pelo momento, Belford adiantou e viu o sangramento de Dugo no chão. ‚Querido Deus, você o matou!‛ ‚Ele est{ vivo‛ Trace disse a ele. E então, porque ele tinha que saber, perguntou: ‚Qualquer outra pessoa no prédio?‛ ‚Não‛ Belford balançou a cabeça em constenação. ‚Ninguém.‛ ‚Tenha certeza absoluta que est{ me dizendo a verdade. Porque se eu descobrir de outro jeito.‛ ‚Eu acredito‛ disse Murray ‚que o meu homem quer saber se j{ tem todas as mulheres ocupando o porão.‛ Belford balançou a cabeça de novo. ‚Não. É... Bem, est{ planejado para carga vir a partir de você. Ou seja, ainda temos um acordo?‛ ‚Nós fazemos‛ Murray disse a ele. ‚No preço original feito.‛ ‚Ah, mas eu pensei...‛ Engolindo em seco olhou para Dugo. ‚Sim, isso é bom.‛ Quando Dugo se moveu, Trace encerrou as esperanças de Belford dizendo: ‚Ele não ir{ te salvar, pode esquecer.‛

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‚Certo.‛ Passando a mão sobre a cabeça, em seguida, sobre seu estômago, Belford pigarreou. ‚Bem, se estiver tudo resolvido, então....‛ Trace viu o brilho nos olhos de Murray. Belford não podia entender, mas Trace sabia o que significava: Derramamente de sangue, abuso, devastação. Pela primeira vez não se importava. Se alguém de um pouco de devastação era Belford. Casulamente Trace moveu para a posição atrás dele. Um homem como Murray não merecia um cara a cara. Quando Murray concordou Bleford tentou fugir. Trace o deteve com um soco devastador em seus rins e Bleford, depois de se curvar para frente, enrolado em si mesmo para se juntar ao homem no chão. Sem tirar os olhos de Belford, perguntou para Murray: ‚Quão ruim você quer?‛ ‚Direi quando parar‛ Com a cara ainda torcida de dor, Trace levantou Belford pela frente da camisa, tirando vários botões no processo e começou a trabalhar. Usou os punhos, cotovelos, os joelhos e os pés. A cada golpe, pensou que esse homem tinha conspirado para fazer coisas contra as mulheres. O que não deixava Trace se deter. A vez de Murray viria, mas nesse momento, ele poderia repartir entre seus jogadores. Não era a solução perfeita, mas o faria por agora. Enquanto trabalhava em Beolford, Murray falava com ele, insultando de vez em quando, transmitindo os pequenos detalhes de seu arranjo. Trace faiza nota mental de cada palavra, enquanto novamente fingia ser uma robô no piloto automático para cumprir o pedido de Murray. Cinco minutos mais tarde, com Trace sequer respirando com dificuldade e alguns dentes de Belford no chão misturado com sangue e pelo menos um osso quebrado, Murray levantou a mão para parar. Trace recuou e Belford, quase inconsciente, caiu de bunda no chão frio, pendurando a cabeça machucada e sangrando.

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Murray se moveu para ficar em cima dele. ‚Entenda, por favor, isso foi uma lição de honra. Nós fizemos um acordo e, para mim, uma vez que está definido, não tem negociação.‛ Belford conseguiu um aceno fraco de entendimento. ‚Achei que fosse concordar. Agora‛ Murray riu e deu um tapa nas costas de Trace. ‚Bom trabalho.‛ Flexionando os dedos, bile queimou na garganta, Trace pensou em Priss. Pensou em suas piadas, seu cheiro e seu jeito teimoso, sendo recompensado com um sopro de limpeza de ar fresco. Precisava dela mais do que nunca, embora estava começando que precisava dela por um longo tempo, especificamente. ‚Acabamos por aqui?‛ ‚Não‛ Murray apontou para Dugo. ‚Mate-o.‛ Isso não fazia parte do plano, mas Trace não hesitava em tirar um participante do tráfico de humanos. No final mataria todos. Ele retirou a arma e mirou. Murray tocou seu pulso. ‚Pensando bem, Belford pode precisar dele para chegar em casa. Você o deixou pior do que com Dugo.‛ Trace deixou a mão cair que segurava arma. Seu temperamento saiu. ‚Outra porra de teste?‛ Murray riu. ‚E como sempre passou com entusiasmo‛ Ele cutucou Belford com a ponta do sapato customizado. ‚Você pode pegar as mulheres, todas, no preço negociado e, no final, quando fizer seu luvro irá perceber o quão importante tem sido.‛ Belford fez um som de acordo. Agachando-se nele, Murray disse: ‚Infelzimente, tenho uma pequena menina fora do acordo. Considere como uma troca por me fazer vir aqui e tudo mais. Entendeu?‛

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Novamente Belford lutou para dar a resposta. ‚Ótimo. Apareça com o dinheiro, nunca teste minha paciência de novo, e podemos colocar esse desentendimento de lado.‛ E com isso, Murray ficou de pé e começou a sair. Trace recuou atrás dele, os homens estavam caídos, mas não eram totalmente incapacitados, não poderia arriscar. Lá fora Murray se esticou. ‚Isso foi divertido. Duas lutas na mesma noite, contra quantos homens agora?‛ ‚Quatro‛ Ele abriu a porta de Murray. ‚Não estou contando Belford.‛ Isso fez com que Murray risse, e no caminho de volta para o escritório, se envolveu em uma pequena conversa, quase como se a violência da última hora não tivesse acontecido. Era outra indicação de sua doença. Outra razão para acabar com ele. Chuva começou a cair, deixando as ruas quentes no final do dia, quando Trace escoltou Murray para o escrit´roio. Passaram alguns guardas noturnos e a maioria não apenas acenou para Murray, mas cumprimentou Trace como um sargento. Idiotas, todos eles. A maioria sabia o que eles faziam, o que protegiam, mas alguns eram da ideia de ‘não ver nada, não ouvir nada, não repetir nada’. Quase para si mesmo Murray disse: ‚Você é melhor que todos eles juntos.‛ Ele era, mas o humor de Murray era estranho, muito introspectivo, e não queria encontrar os guardas mortos de manhã. ‚Eles têm suas utilidades.‛ ‚É verdade‛ Murray caminhou em seu escritório direto para o bar. ‚Bebida?‛ ‚Não obrigado‛ Não estava querendo confundir seus sentidos com o {lcool, além disso, não confiava em Murray ou em Hel para aceitar alguma bebida. Claro que esse pensamento o levou para Priss e cheio de culpa implacável. Murray esparramou em sua cadeira.

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‚Tenho uma grande quantidade de funcion{rios em diferentes níveis que executam diferentes tarefas. Mas, para o negócio que estou e a segurança que necessito, você é muito mais valioso para mim do que o resto.‛ Trace lhe olhou. Não sabia se Murray queria lhe promover, confiar ou transar. ‚Vai precisar de mim mais essa noite?‛ Durante muito tempo, Murray o estudou em seguida riu e balançou a cabeça. ‚Não. Você é livre para ir embora.‛ ‚Tem certeza?‛ Se Murray queria despejar as coisas Trace queria ouvir. ‚Durma um pouco.‛ Murray sugeriu. ‚Certamente est{ cansado após a brutalidade do dia.‛ ‚Não‛ Divertido Murray inclinou a cabeça. ‚Não ir{ dormir ou não est{ cansado?‛ Trace encolheu os ombros. ‚Ambos, eu acho.‛ Ele olhou para o relógio. ‚Acha que Helene terminou com Priscilla?‛ ‚Duvido.‛ Balançando-se na cadeira grande do escritório, Murray embalou o copo de uísque e colocou os pés na mesa. ‚Para hoje | noite não se preocupe com ela.‛ ‚Ótimo‛ Graças a Deus Jackson iria manter Helene longe. ‚Então acho que vou pear o jantar, talvez ir em um clube.‛ ‚Sem tempo social ultimamente?‛ Trace pensou em como responder e decidiu dizer: ‚Tudo por causa de uma briga é como um relaxante.‛ ‚Se pode chamar de briga o que fez‛ Murray bufou. ‚Você é tão r{pido e eficaz, não teve luta real para eles.‛ ‚Você quer o contr{rio?‛ Balançando a cabeça Murray disse: ‚Não, isso não foi uma reclamação apenas uma observação. Mas, entendo a adrenalina, buscar um pouco de alívio, mas permaneça atento caso aconteça algo.‛

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‚Sempre.‛ ‚E Trace?‛ Com a mão na porta ele olhou para trás. ‚Decidi mudar meu almoço com Priss. Estou ansiodo para vê-la agora que esta reformada.‛ Um golpe atr{s do outro. Cautelosamente, Trace se virou para lhe encarar. ‚Tudo bem‛ Ele queria perguntar porque a mudança, mas não se atreveu a pressionar. ‚Tenho que admitir que estou curioso sobre o efeito de Helene nela também‛ Murray o observava. "Pensa que estar{ histérica ou receptiva?‛ Olhando-o nos olhos, Trace disse apenas: ‚É difícil dizer.‛ ‚As mulheres são todas diferentes‛ Murray pensou concordando. ‚E, no entanto, são todas fracas.‛ Trace ficou quieto. ‚Mantenha a reunião em sigilo, mas quero que esteja presente, apenas por segurança, caso as coisas saiam do controle.‛ Ou seja, se Priss não aceitar os planos distorcidos de Murray? ‚Posso cuidar dela.‛ ‚Não farei sozinho os arranjos com Alice‛ Murray sorriu. ‚Vou deix{-lo saber dos detalhes.‛ Na medida que tudo foi conluído, não era nada sutil. Trace assentiu e saiu. Apesar do que ele disse a Murray não tinha interesse em clube ou em outras mulheres. O sexo... Sim, isso soou bem. Mas, somente com Priss. Deus, precisava dela. Ansioso para fazer um telefone particular para Jackson verificando o bem-estar de Priss, Trace foi direto para seu apartamento. Houve transito o suficiente para torná-lo difícil de detectar, mas notou um conjunto de faróis muito perto. Quando entrou no estacionamento ao lado do apartamento, o carro passou. Trace esperou, mas não voltou a vê-lo. Além disso, com Priss em outro lugar a ameaça era mínima.

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Apenas no caso, ele esperou mais um minuto, logo, saiu do estacionamento para o apartamento. Se o caminho estivesse livre e se não fosse Jackson, teria derramamente de sangue e logo iria para ela. Mal podia esperar para chegar perto, tocar, saborear... Levar com ele. Se o destino tinha lhe dado uma mão vencedora seria essa noite. Com o sangue bombeando rápido e quente Helene esperou no interior das portas de entrada do hotel de Trace. Depois de encontrar o de Priss vazio, decidiu que não iria perder a noite. Pensaram que não era inteligente, mas tinha a subestimado. Mesmo com a chuva, tinha uma visão clara do estacionamento. Trace, sempre tão cauteloso, verificando tudo e todos, não conseguiu vê-la, tinha certeza disso. Enquanto esperava, ele deixou o carro, pegou o casaco, ignorando a chuva puxou o telefone para fazer uma ligação. Quando ele entrou, ela abaixou do lado da entrada, parcialmente atrás de uma falsa planta, não se escondendo, mas não se fazendo visível. Esperava que Trace tivesse com Priss, por isso trouxe mais do que uma f´romula especial com ela, o suficiente para apagar mabos, o sufuiciente para que finalmente que faria o que poderia e o que devesse. Infelizmente, Trace entrou socinho, falando atentamente no telefone. Com Murray? Não conseguia ouvir o que dizia, mas achava que não. A forma reservada como falar com Murray não estava evidente. Na verdade, quase, mas não completamente, parecia sorrir. Não, falava com outra pessoa, alguém mais amigável que Murray. De seus cabelos curtos até os ombros largos, descendo por suas poderosas coxas, o olhar de Helene o seguiu. Estremecendo. Tendo Trace indefeso contra ela, mesmo dependente, seria melhor, muito melhor do que brincar com Priss.

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Quase como se sentisse seu quente interesse Trace de repente parou e lentamente se virou para lhe encarar. Seus olhares se chocaram. Algo perigoso, algo mortal brilhou em seus hipnotizantes olhos castanhos. Ela respirava com força, seu aperto no estômago, seu sexo ficando úmido. Ela o queria desde o primeiro dia, mas sempre a tratou com desprezo. Hoje à noite, iria fazer o que queria. Não teria escolha. ‚Ol{, Trace.‛ Ele abaixou a mão segurança o telefone, mantendo solto ao seu lado. ‚Helene. O que est{ fazendo aqui? Onde est{ Priscila?‛ Deslizando até ele, sentindo os mamilos tensos e o desejo queimando, ela sorriu. ‚Diga você.‛ ‚Você deveria estar com ela‛ Suas sobrancelhas muito mais escuras do que os cabelos loiros, quase se tocando, mas sua voz se manteve neutra. ‚Você é uma louca. Sei que não terminou com ela tão r{pido, então o que fez? Matou?‛ Estranho, mas ele não parecia alarmado com a essa possibilidade. Mas, então, talvez ele soubesse Priss não estaria l{ quando ela chegou. ‚Nunca sequer cheguei a vê-la. Seu apartamento estava vazio.‛ ‚Onde ela est{?‛ Dando de ombros, Helene arrastou uma unha no seu peito úmido. ‚Acho que foi para longe.‛ Pegando o pulso dela com algumas contusões, Trace jogou longe. ‚Mantenha sua história correta. Eu estava com Murray.‛ ‚Então onde est{ hein?‛ ‚Não faço ideia, mas sei onde estou indo‛ Ele deixou o celular cair no bolso e virou de costas e caminhou para longe. Apresando em acompanhá-lo Hel perguntou: ‚Para cama? Isso é perfeito para mim.‛

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‚V{ se foder‛ Ele continuou andando. ‚Essa é a única maneira de chegar nele, porque tenho certeza que não vou tocar em você.‛ Ninguém deveria subestimar esse homem. Ele era cauteloso, mais escorregadio, e talvez até mesmo mais cruel do que Murray. Seus reflexos eram impressionantes e seu corpo combinava com sua confiança, deixando louca para experimentá-lo. Ela manteve uma distância segura. Sem olhar para ela, disse: ‚V{ embora, Helene.‛ ‚Quando cheguei somente para lhe ver? Sem chance.‛ Por cima do ombro ele a imobilizou com um olhar feroz. ‚Como sabia onde estava hospedado?‛ ‚Murray não guarda segredos de mim.‛ Isso o fez rir. ‚Se você diz.‛ Quando Trace pegou sua chave e destrancou a porta, ela lentamente retirou duas seringas do bolso. Uma significava para Priss e outra para Trace, mas com Trace sozinho seria ainda melhor. Ee as duas seringas iriam trabalhar ao seu favor, dada a sua cautela. Removeu as tampas. Com cuidado colocou uma na cintura trás de sua saia, mas a outra deixou visível. Não parecia estar prestando atenção nela mesmo. ‚Não vai ser capaz de me ignorar por muito tempo‛ Tão r{pida quanto podia, enquanto ainda podia ser furtiva, Helene estendeu a mão para ele com a seringa, com a intenção de espetar no ombro. Trace virou rápido demais para ela se esquivar. Uma mão na garganta, outra presa em seu braço, ele a bateu contra a parede. Seu pulso acelerou.

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Olhando em seus olhos, tão controlado, tão furioso, ele apertou seu braço até que estremeceu e a agulha caiu. ‚Sua vadia‛ Ele esmagou sob o calcanhar a seringa, deixando uma mancha úmida no tapete. ‚Ia me drogar?‛ ‚Sim‛ Olhando para sua boca, Hel lambeu os l{bios e se inclinou em sua direção. ‚Tenho uma droga somente para você, Trace.‛ Repulsa endureceu sua expressão ainda mais e ele colocou um espaço entre os dois. ‚Uma droga especial?‛ Depois de flexionar a mão para trazer a circulação de volta no braço, Hel apoiou as duas mãos para trás. Numa pose inocente e inofensiva. ‚Murray queria uma mistura, um afordisíaco que faria a mulher mais flexível, mais... Agradável para o lado sexual das coisas.‛ ‚Por que uma mulher inconsciente não serve?‛ ‚Não pode. Mas, Murray queria que as mulheres ficassem acordadas e ansiosas para conhecerem seus destinos. Excitante, não acha?‛ ‚Acho que est{ superestimando‛ Seu olhar se estreitou. ‚Algo como isso não existe.‛ ‚Definitivamente faz agora‛ Não era sempre que podia se gabar de suas drogas. ‚Meu soro faz com que seu sangue corra e coloque seu corpo em chamas. E quase por acidente, achei que funcionaria particularmente nos homens‛ Ela se moveu contra ele. ‚ Uma dose e vocês ficam duros, palpitantes, ficam implorando por socorro. Então, que tal entrarmos e começar?‛ ‚Não vai acontecer‛ Ele empurrou longe dela como se fosse uma coisa nojenta. ‚V{ para casa. Vá para Murray.‛ ‚Não posso‛ De verdade preferia sua resistência. Se concedesse aos seus desejos, não seria tão desejável. Ela tinha sido perseguida e dominada. Ás vezes, porém, preferia ser a que perseguia e dominante. ‚Eu quero você, Trace.‛ ‚Diria que sinto muito, mas não. Fique longe de mim‛ Claramente com repulsa ele se virou para a porta.

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Rápida quanto podia, Hel libertou a seringa em um movimento em seu braço, caindo firme contra suas costas. Tanto por reflexo como em ofensa, Trace a jogou. O golpe a mandou para o chão, com as pernas em exibição deselegante e o rosto ardendo. Ela sentiu gosto de sangue em seu lábio e se excitou. Indignado, ele a olhou incompreensivo. ‚O que fez?‛ Ela lambeu o lábio sangrando. ‚Selando o seu destino.‛ Ele empurrou a seringa, olhando para ela até que escorregou de sua mão. A voz já ficando mole. ‚O que no inferno você fez?‛ Helene forçou em ficar de pé. Ajeitou a saia e alisou sua blusa. Tinha sio atingida antes é claro, mas nunca desse jeito, Murray nunca quis machucar seu rosto. Trace era o homem mais poderoso que já tinha encontrado. Ela levantou o queixo e fez uma careta. Não estava quebrado, mas teria uma bela contusão amanhã e provavelmente um lábio inchado também. Seria difícil explicar para Murray, mas descobriria um jeito. E assim que possível faria Trace pagar pelo inconveniente. Ela sorriu. ‚Vamos l{ garotão. Para dentro, antes que caía de forma que alguém chame a polícia. Nenhum de nós quer isso.‛ Porque seus pensamentos já estavam atrapalhados, ele não lutou contra ela quando o levou para o quarto, mas soltou ‚Vou te matar por isso.‛ Gemendo para ele Helene disse: ‚Sei que vai tentar‛ Ela fechou e trancou a porta. ‚Mas, não antes que tenha prazer em cada centímetro desse seu delicioso corpo.‛ Ele caiu contra a parede e deslizou lentamente no chão.

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‚Não se preocupe, querido‛ Observando-o Helene tirou seu casaco e jogou na cadeira. ‚Vai estar bem acordado e muito consciente de tudo que faço para você, cada beijo, toque, cada lambida, chupada, tudo. É somente por meia hora ou assim que será indefeso, preciso aproveitar meu tempo para que tudo esteja garantido e próximo.‛ Ela passou por cima dele. Trace fez uma útlima tentativa fraca para recuperar o celular do seu bolso. Ela riu. ‚Agora quem ir{ chamar?‛ De forma mais sucinta do que ela esperava, ele disse: ‚Ninguém‛ E fechou o telefone. Sorrindo, sentindo-se indulgente por sua contínua recusa em aceitar seu destino – o que Hel tinha lhe dado – pegou o telefone e colocou fora de alcance. ‚Oh, Trace‛ Ela tocou seu queixo. ‚Isso vai ser tão divertido. Para mim.‛

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Capítulo 15 O horror do que tinham acabado de ouvir deixou Jackson e Priss olhando um para o outro. Foi Priss reagiu primeiro. ‚Por que est{ parado?‛ Ela empurrou Jackson forte. ‚Ouviu tudo. Aquela vadia vai molestá-lo.‛ Parecendo um pouco doente, Jackson sussurou. ‚Sim‛ Ele desviou o olhar. ‚Ou pior.‛ Seu estômago apertou e os olhos queimaram. Ela cobriu a boca. ‚Somente Deusa sabe do que ela é capaz.‛ ‚Não deveria ter dito isso‛ Jackson fechou o telefone e agora passando os dedos frios nos cabelos. ‚Não deveria ter o colocado no viva-voz.‛ ‚Não teria dado o telefone para você de qualquer forma‛ Trace tinha ligada com instruções para Jackson verificar uma antiga fábrica. Queria o projeto do prédio, e queria saber quanto tempo tinha estado fora de operação e o que possuía agora. Pelo que tinha ouvido, Jackson iria deixar muito da pesquisa para Dare, que provavelmente deixaria com Chris. Pouco a pouco, estava aprendendo a cadeia de comanda, e como trabalhavam juntos como uma pequena unidade em realizar tudo. Após as discussões de negócios, Trace também tinha perguntado sobre ela, e quando descobriu que estava bem – sem Jackson mencionar o seu tratamento no chuveiro – queria falar com ela. Priss estava esperando que fosse para ela, para que pudesse continuar de onde havia parado. Mas, antes de falar muito alguém se juntou a ele. A conversa estava abafada, mas quando Priss percebeu estava falando com Helene e sabia que algo estava errado. Perguntou a Jackson como colocar no viva-voz para que pudesse ouvir também.

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Jackson parece quase cômico perdido por isso Priss o empurrou de novo. ‚Tem que ir ajud{-lo.‛ Balançando a cabeça negativamente Jackson disse: ‚Se quisesse ajuda teria dito‛ ‚Ele não pode‛ ‚Bobagem. Trace é cauteloso. Teria mandando uma mensagem, mas desligou o telefone. Você o ouviu, Priss. Ela perguntou quem estava falando e ele disse que ninguém. Essa era a mensagem.‛ ‚Não sabe disso‛ ‚Sei que ele quer você por cima‛ ‚Idiota‛ Ela não era a única em apuros. Ele franziu o cenho para ela. ‚Sabe o que quero dizer. No sentido figurado. Se Trace me quiesse lá, poderia ter dito alguma coisa... Mas, não o fez.‛ Ele não estava indo para descobrir? ‚Perdeu a cabeça?‛ ‚Ele não fez, Priss‛ Jackson ia para longe, parecendo quase torturado quanto ela se sentia. ‚Jesus. Conheço Trace. Ele é esperto. Se pensasse que não podeira lidar com isso...‛ Lidar com Helene o estuprando? Ah, claro, ele talvez pudesse lidar com isso. Mas, ela não podia. E, além disso, até onde Helene iria traçar a linha? Ela poderia acabar com Trace com sua ideia distorcida de luxúria. E pensar que quase a fez gritar. Sem esperar que os sentidos de Jackson voltasse, ela girou nos calcanhares e se dirigiu para a porta. ‚Estou indo por ele.‛ ‚O que? Não espere‛ Ele a pegou antes que tivesse dado dois passos. ‚Não tem um carro.‛ ‚Posso pegar um táxi.‛ Incrédulo ele sacudiu. ‚Você não tem nenhum dinheiro.‛ ‚Então me dê algum dinheiro!‛

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Ele fechou os olhos. Estremecendo em reação verdadeira ‚Helene‛ ele sussurrou: ‚Não gostaria que fosse o destino de qualquer homem. Bem, você sabe, alguns homens estão na merda com essas coisas, mas Trace... De jeito nenhum. Ele queria vomitar. Lavar a pele com água sanitária. Ele....‛ Priss lhe deu um tapa. A cabeça de Jackson girou com força do golpe, mas voltou lentamente, seus olhos estreitaram quando disse ‚Maldita seja, mulher....‛ Ela pegou um punhado de pelos do peito e puxou até seu rosto descer. ‚Ai!‛ Priss não tinha nenhuma simpatia por ele. ‚Vamos. Vamos.‛ Com os dentes cerrado, com a primeira raiva que tinha visto de Jackson, ordenou ‚Me solte. Agora!‛ Com os nervos contraindo, Priss abriu os dedos e Jackson recuou, esfregando seu peito. Olhou para ela. ‚Seja razo{vel‛ disse ela tentando um tom mais bajulador. ‚Ele precisa de nós‛ ‚Tudo bem. Acho que eu deveria – Espera... O que foi que disse? Quer vir comigo?‛ Fazia soar como se fosse a coisa mais absurda de todas. Priss tentou ser mais clara. ‚Não vou ficar aqui. Se você não for, eu irei. Se tentar ir sem mim, encontrarei uma forma de chegar por conta própria.‛ Quando caminho para seu quarto ele disse: ‚Est{ pedindo o impossível.‛ ‚Não questine. Aceite o fato‛ Ele voltou passando uma camisa por cima da cabeça. ‚Estou indo. Com ou sem você. Agora como vai ser?‛ Ele olhou para ela. ‚Tudo bem.‛ ‚De verdade?‛ Ela ficou surpresa com sua r{pido aceitação.

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‚Mas, somente se prometer que ficar{ em silêncio e fazer exatamente o que digo, sem perguntar e sem argumentos.‛ Não ia prometer nada. ‚Estamos perdendo tempo.‛ ‚Prometa-me ou juro que irei trancá-la e nenhum dos dois irá.‛ Sua boca abriu. ‚O que quer dizer, me manteria aqui?‛ ‚Não é idiota Priss. Sabe o que quero dizer‛ Inclinando-se nariz contra nariz, ele anunciou: ‚Por força. Inferno, mulher, iria sentar com você se fosse preciso.‛ Apenas um pouco mais baixo ele murmurou ‚Meio que gostaria de fazer isso de qualquer jeito.‛ Ela recuou, mas ele pegou seu punho: ‚Prometa agora que ir{ se comportar.‛ Ela se comportaria tudo bem. Se comportaria da maldita maneira que quisesse. ‚Claro. Eu prometo.‛ Repulsa mostrava em seu lindo rosto. ‚Essa é a promessa ais sincera que j{ ouvi.‛ Ele reorganizou seu poder para tomar-lhe a mão. ‚Vamos l{. Vamos.‛ Ela ainda estava descalça e mal vestida, mas dessa vez não dava a mínima importância para seu público. Ela se preocupava apenas em chegar em Trace. Por sua vez, Jackson era tão cauteloso como sempre e sabendo que era necessário, a deixou doida quando desacelerou. Em sua mente, estava imaginando as coisas que Hel podia estar fazendo com Trace e como ele poderia reagir. Jackson estava certo, ele não iria gostar. Pelo que o conehcia. Mas, se Helene realmente o tivesse drogado iria tornar mais agradável... Não, não pensaia nisso agora. Não podia. Não muito atrás, ela deixou sua casa, confiando seu negócio para o desagradável velho Gary Deaton para que pudesse prosseguir em sua necessidade de vingança. Esperava chegar contra o perigo, rejeição e abuso.

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Mas, nunca, nem uma vez, tinha considerado tudo o que acontecido até agora. La definitivamente não tinha considerado cair de amores na velocidade da luz por um homem ia contra seus planos; No entanto... Ela tinha. Ela mordeu o anzol, no limite e afundando, irrevogavelmente, de cabeça para baixo, loucamente, incrivelmente apaixonada. ‚Dirija r{pido‛ ela mandou Jackson e depois ignorou sua resposta resmungada. A questão era, tinha aceitado a verdade o que deveria fazer? Ou será que não teria a chance de não fazer nada? Amarrado com os braços atrás das costas, com as calças baixas até o joelho, as pernas separadas, Trace recuperou o uso de seus membros. Infelizmente Hel tinha assegurado com força em mantê-lo no lugar. Apoiando um pé contra uma parte da parede, Hel usou um tubo para proteger seus pulsos. Ficou em uma posição sentada estranha. Tentou mover seus braços, mas percebeu que ela o tinha prendido com uma algema. Usando as mesmas retsrições de nylon que o ajudou, talvez tirada de sua própria bagagem, ela prendeu os tornozelos em cada pé da mobília do quarto, uma na cama e outra no criado mudo da parede. Quando tentou girar, percebeu que tinha uma furiosa ereção. Trace olhou para si mesmo, em seguida abaixou a cabeça para trás em aversão. Deus, estava dolorido. A dor profunda sexual. Como se tivesse na hora do espetáculo das preliminares, todos seu corpo pulsava com a necessidade de ejacular. Helene passou por cima dele, passando um pé por cada um de seus joelhos. Ela desabotoou a blusa para expor seus seios e teve que subir a saia até o topo de suas coxas. A postura obscena mostrava sua falta de calcinha e suas longas pernas. ‚Finalmente recuperou a consciência. Achei mesmo que um homem do seu tamanho fosse se recuperar logo e assim você fez.‛

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Trace olhou para ela com ódio palpável. ‚O que no inferno pensa que est{ fazendo?‛ Ele engasgou quando ela se inclinou e provocou com um dedo seu longo comprimento. Suas costas se curvaram, sua respiração falhando. ‚Lindo. Muito, muito bom‛ Posicionando de joelhos entre suas coxas, Helene lambeu os lábios e se inclinou para roçar seu rosto ao longo de seu pau. ‚Pare com isso‛ Trace tentou se rebelar, rejeit{-la, mas não podia se mexer mais do que alguns centímetros. ‚Você me enoja, Helene.‛ ‚E, no entanto‛ ela o segurou a mão quente. ‚est{ tão duro para mim.‛ ‚Depois de tudo você tinha uma seringa. Não para você. Nunca para você.‛ Ela sorriu e continuou o segurando em sua mão, acariciou-he com as unhas sobre seu peito nu. ‚Tenho uma coisa por peitos cabeludos. Como sabia?‛ ‚Pare com isso‛ Esperava estar mais calmo do que sentia. Mesmo que ela somente o segurava, com os dedos não muito apertado, sentia a beira da explosão. ‚Helene, escute-me....‛ ‚Não posso esperar para te provar Trace. Todo você. Quero que goze na minha boca. O que acha disso?‛ Sucinto e perigoso ele disse: ‚Vou matar você.‛ Sorrindo Hel acariciou ao longo do interior do joelho. ‚Murray não ir{ gostar disso.‛ ‚Não vai gostar também de você chupando meu pau.‛ ‚Então talvez não devêssemos falar sobre isso.‛ Ela se inclinou e lambeu o interior de sua coxa. Com o toque de sua língua quente, úmida, Trace quase gozou. Ele fechou os olhos, cerrou os dentes e pensou em Priss. Helene terminou de lamber um pouco abaixo de seus testículos. ‚Voc}e sabe, se Murray descobrir sobre isso ir{ punir nós dois‛ Usando o dedo, ela brincava com a cabeça de seu pênis.

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Era de enloquecer e Trace sabia que se não parasse iria gozar. Então ouviu um som fraco, mas distinto. Alguém tinha acabado de entrar na sala de conexão. Droga, droga, droga. Jackson tinha deixado Priss sozinha? Isso era exatamente o que Helene queria? Talvez tivesse alguém seguindo Jackson e sabia que Priss estaria vulnerável. Helene ergueu a cabeça ‚Ouviu alguma coisa?‛ Trace ficou aliaviado ao vê-la parecendo genuinamente surpresa com a possível invasão. ‚Sim, ouvi. Estou me queixando‛ Ele falou alto o suficiente para cobrir qualquer outro barulho no quarto. ‚Pare e pense Helene. Se fizer isso Murray irá te matar.‛ ‚Shhh‛ Colocando um dedo em seus l{bios, ela inclinou a cabeça para ouvir. ‚Fique quieto‛ Ela se levantou e foi até a mesa por sua arma. Não. ‚Primeiro acha que pode me estuprar e agora pretende atirar em alguém?‛ Com a atenção dividida por suas necessidades corporais e sua compulsão em manter os outros seguros, a voz de Trace soou firme como de costume. ‚Você mesmo disse que não queria a polícia envolvida. Mas, com uma arma de fogo de jeito nenhum irá mantê-los longe.‛ ‚É verdade‛ Ela virou pensativa e depois levantou seu bastão de choque ao invés, tentando seu peso. Trace amaldiçoou baixo. Não era fácil se concentrar com o sangue queimando nas veias, sua pele em chamas e seu pau cheio de tensão, mas tentou. ‚Isso não é muito melhor Helene. Ainda podia matar com isso, se deixar uma vítima para trás.‛ ‚Quer dizer que não é uma?‛ Levantando o queixo Trace assentiu.

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‚Sim, além de mim. Murray não vai aceitar facilmente uma bagunça que ele ter{ que limpar.‛ ‚Talvez‛ Ela voltou a se agachar sobre ele. Apesar da proximidade que deixou seu bastão, não lhe olhou. Não daria a satisfação de ver sua inquietação. ‚Contarei a ele sobre isso‛ ‚Duvido disso‛ Seu polegar foi no botão em uma ameaça, ela passou o bastão sobre seu corpo. ‚O quarto de ligação parecia estranho para mim. Quem est{ ali, Trace?‛ ‚Como diabo vou saber?‛ ‚Ah, acho que sabe‛ Ela moveu o bastão para suas pernas. ‚É muito cauteloso para estar em um quarto conectado ao lado de alguém sem fazer uma verificação antes.‛ É verdade, mas não lhe diria nada. Ela abraçou seu bastão e então suspirou se levantando. ‚Faça um som e mudo para arma e ser{ um inferno de consequência.‛ Pegando mais firme, ela se moveu para a porta de ligação e ficou de lado. Segundos passaram e então um minuto completo. Pelo menos Jackson seria inteligente, pensou Trace. Estava levando seu tempo e não apressando as coisas ou entrando como num cavalo branco. Claro que não esperava menos dele. Se Jackson tinha sido do tipo imprudente ele e Dare nunca o teriam contratado. Infelizmente, Hlene mostrou incrível paciência. Manteve seu olhar fora do corpo, para que não fosse distraída, dando a Trace uma porunidade de buscar fugas. Não encontrou muitas. As algemas estavam apertadas que seus braços ficaram dormentes. Mas, tinha deixado seu relógio de pulso, ele balançou ao redor até que foi capaz de se apossar do mesmo. Não foi fácil desse ângulo, amarrado como estava, mas conseguiu remover o pequeno pino escondido na lateral. Passou a trabalhar pegando a fechadura das lagemas. Se pudesse deixar as mãos livres....

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Ele viu a faca em cima da mesa com sua arma. A faca era tudo que precisava. Mas, poderia alcançar com as pernas amarradas? Seu olhar foi de volta para a porta quando o botão muito lentamente começou se virar. Mal tinha aberto dois centímetros quando Helene enfiou o bastão através e apertou o botão de disparo. O som de eletricidade arqueando misturado com os gemidos de Jackson. Quando Helene finalmente abriu seu corpo caiu na sala. Muito rápido, Helene estava sobre ele, cobrindo suas costas para pegar seus pulsos. Quando Jackson se agitou o suficiente para reagir, ela o eletrocutou de novo. ‚Helene pare com isso!‛ ‚Tudo bem‛ Ela sorriu e passou a mão na bunda de Jackson. Jesus, o que Jackson ainda estava aqui? Trace não lhe pediu que viesse. Até fechou o maldito telefone. Não tinha? Nesse ponto, após a droga, as coisas estavam embaralhadas. Com uma voz mais impotente Trace disse: ‚Deixe ele em paz.‛ ‚Não até que esteja incapacitado‛ Helen jogou o bastão de choque para o lado e passou o nylon ao redor de seus tornozelos também. Mas, fez sobre sua calça jeans o que pelo menos dava um pouco de espaço para manobra. Com isso completo, ela se afastou dele. ‚Bem, bem. É como se tivesse chegado a manhã de Natal‛ Respirando com dificuldade ela olhou para cima de Jackson e sorriu. Jackson resmungou algo que soou vagamente como um ‘Foda-se’. Rolou para ficar de costas. Helene chutou seu tornozelo. ‚Alguém mais no quarto?‛ Trace olhou para o outro quarto, mas não viu mais ninguém.

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Com caretas de dor Jackson reposicionou as pernas, dobrando os joelhos e apoiando os calcanhares no chão. Para um observador casual, parecia que somente queria aliviar seu desconforto. Trace conhecia melhor. Embora os braços de Jackson estivessem apertados para trás, poderia ser mortal com as pernas. ‚Veja por si mesma.‛ Para isso teria que chegar perto de Jackson novamente. Teria que ficar no meio termo. ‚AH, não‛ Helene cruzou os braços e riu. ‚Nem é metade tão bom quanto Trace....‛ ‚Quem é Trace?‛ Ele olhou por cima, escondendo o queixo ao ver a excitação descoberta de Trace e disse com simparia: ‚Porra cara, ela realmente o levantou, não?‛ Helene colocou as mãos nos quaris. ‚Não vou compr{-lo poupe seu fôlego.‛ ‚Comprar o que?‛ ‚Vocês dois se conhecem e isso significa que se chegar perto de alguma maneira... Irá fazer algo comigo.‛ ‚Não, carinho. Não sei o que esse homem fez para te chatear, mas sou inofensivo. Prometo.‛ ‚De alguma forma duvido disso‛ Ela mordeu o l{bio inchado. ‚V{ para longe da porta.‛ Com um encolher de ombros Jackson fez o que pediu. ‚E agora.‛ Rodando com cautela. ‚Agora me diga quem é você.‛ ‚Um inocente espectador?‛ Embora seu sorriso não vacilasse, seus olhos estreitaram um pouco. ‚Acha que é realmente inteligente?‛ ‚Obviamente não o suficiente‛ Ele se moveu um pouco mais, até que foi capaz de se sentar contra a parede: ‚Droga, mulher. Pode me dizer sobre o que é tudo isso?‛

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Um jogo incocente Trace imaginou. Não que Helene fosse acreditar. Mas, pelo menos mantinha ocupado, ele tinha quase o bloqueio livre.... Com pensamentos profundos, Helene deslizou a mão livre ao longo de seu corpo, lentamente indo e voltando. ‚Você é grande não?‛ Sua atenção foi para o colo de Jackson, seu abdômen e depois voltando para seu rosto ‚Hm... Agora o que deveria fazer com você?‛ Sorrindo para ela, ele disse: ‚Ouvi uma discussão sobre algum golpe?‛ Ela inclinou-se tempo suficiente para bater na cara dele, depois recuar rapidamente para longe. Trace nunca se sentiu tão impotente. Quem estava com Priss? Como esse cenário teria um fim se Jackson tinha errado no caminho para isso? E pior, qual seria a reação de Murray nisso? Jackson flexionou sua mandíbula e continuou com humor calmo. ‚Talvez tenha entendido mal. Poderia jurar que ouvi mencionar....‛ ‚Cale a boca‛ Ela voltou para sua bolsa, de costas para os homens, brincava com alguma coisa. Jackson estava prestes a ficar de pé quando ela voltou, com uma mão atrás das costas. Ele a olhou com cautela. ‚Não quer mudar de ideia, carinho?‛ ‚Possivelmente‛ Abaixando-se perto dele, mas não muito Helene disse: ‚Mas, não até que esteja sedado‛ ela separou os joelhos, dando a Jackson uma boa olhada e parecendo uma idiota. ‚Quando terminar com você, não vai estar tão lindo.‛ ‚Bem, ele tem que ser melhorado. Sendo essa uma boa aparência uma verdadeira maldição. As mulheres não me deixam em paz‛ Ele sorriu para ela. ‚Um completo caos.‛ Ela mostrou a seringa. Jackson fez uma careta. ‚Não precisa disso.‛

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Tocando a seringa ela deixou uma gota vazar na ponta, ‚Vou tornar agradável e fácil de conviver. Melhor ainda, vou te calar um pouco.‛ Sorrindo Helene assentiu com a cabeça em direção de Trace. ‚O que acha de tê-lo amarrado?‛ ‚Pensei que talvez ele estivesse de boa vontade.‛ ‚Não‛ Ela sorriu. ‚Mas, não se preocupe. Isso não irá te machucar. Não é tão ruim. E não existem efeitos secundários graves.‛ ‚Não tenho certeza se acredito nisso.‛ ‚Oh, pare de ser um bebê. Realmente acha que quero corpos espalhados? Bem, não.‛ Jackson posicionou seus pés novamente. ‚Senhora, não está me honrado muito com isso.‛ ‚Oh, acredito que estou‛ Ela segurou como um punhal, erguido, pronta para esfaquear sempre que podia. E Priss apareceu do nada. Sem fazer barulho, entrou no quarto, mergulhou no bastão de choque e jogou um fluxo constante de energia em Helene. Trace sentiu o bloqueio soltar. Rápido quanto podia começou a liberar as mãos. Priss segurou firme o bastão, o rosto contorcido de raiva, seu corpo rígido. A agulha caiu da mão de Helene, e Jackson foi rápido em usar os calcanhares para trazer mais perto dele. As algemas presas na tubulação frustrava Trace. Jackson ficou de pé, então se apoiou contra a parede, prejudicado por suas restrições dos tornozelos. ‚Bem na hora, querida.‛ Querido Deus. A cada segundo que passava, corriam o risco de Priss ser descoberta. Trace iria chutar o rabo de Jackson por isso mais tarde, mas por agora, queria garantir a segurança de Priss.

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Dadas as circunstâncias outra mulher estaria histérica. Mas, não Priss. Ela estava lúcida o suficiente para no tempo certo fazer sua entrada, passar desapercebida, recuperar e usar o bastão de choque com efeito devastador, possivelmenete mortal se não tivesse parado. Sua mandíbula apertou quando ela cerrou os dentes e continuou o combate. Trace não tinha escolha que assumir o controle. Calmamente com uma voz baixa e até mesmo estranha para ele ‚Ela desmaiou, querida. Preciso de você para soltar isso agora.‛ Priss parecia não escutá-lo. Parecia estar determinada a causar mais danos. Helene caiu de costas, seu corpo estremecendo e sacudindo. Seus olhos rolaram para trás e saliva formou pelos cantos de sua boca. ‚Chega‛ Embora ela provavelmente sentia ser justificado, Trace sabia que a última coisa que precisava era de uma morte em sua consciência. ‚Disse que é o suficiente.‛ Quase como em uma luta, Priss conseguiu soltar o gatilho. Arfava, seus braços duros, pronto para ir para Helene de novo se ela se movesse. ‚Isso‛ Trace tentou ser reconfortante. ‚Bom trabalho.‛ ‚Droga‛ Priss emitiu uma queixa, enquanto olhava para sua mão. ‚Ela me fez quebrar uma unha.‛ Jackson deixou escapar uma risada rápida. Quando Hel se contorceu e gemeu, virou e caiu em cima dela, seus joelhos segurando os quadris, com os braços imobilizados, seu corpo bloqueando a visão do resto da sala. ‚Tenho isso.‛ ‚Antes tarde do que nunca‛ Finalmente Trace conseguiu soltar as alegmas do metal de tubulação. Meio que se levantou, inclinando-se para a metade de cima da cama. Até que libertou as pernas, sua amplitude e impulso seiram limitados. ‚Dê a minha faca.‛ Olhando longe de Helene, Priss se virou para ele e ficou em choque. ‚AH.‛ Ela olhou seu corpo desnudo e disse novamente ‚Oh.‛ ‚A faca‛

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Beliscando o rosto com indignação, Priss olhou novamente para Helene. ‚Ela estava indo para....‛ ‚Sei o que ia fazer.‛ Qualquer um podia ver que Priss considerava fazer mais danos em Helene. Trace disse com firmeza: ‚Não faça isso.‛ Jackson olhou por cima do ombro depois de engolir uma risada. ‚Vê com o que tenho lidado? Não é normal.‛ Muito furioso e pronto para falar, Trace puxou as calças para cima, mas não se incomodou em fechar sobre sua ereção dolorida. E Jackson ousasse fazer um único comentário sobre sua condição iria matá-lo. Ele disse novamente. ‚A faca‛ Como um comando final chegando até Priss ela se moveu com entusiasmo tardio. ‚Sinto muito‛ Ela pegou a faca e veio até ele. Trace estendeu as mãos, mas em vez de dar a ela, Priss passou a trabalhar nas restrições, empunhando a faca desajeitada, serrando até o úlimo nylon resistente. ‚Ela fez isso com tanta força.‛ ‚Não fale‛ Tomando a faca dela, Trace foi até Jackson e soltou suas mãos. Deu-lhe as algemas e com essas questões resolvidas, voltou-se para Priss. ‚Quero você fora daqui.‛ Naquele instante Helene começou a se virar. Jackson virou de estômago e colocou as algemas em seus pulsos. Ela gemeu e Jackson disse: ‚Desculpe querida‛ antes de lhe dar um soco na mandíbula. Ela apagou novamente. Ele se sentou contra a parede, com as pernas sobre Helene, usando-a como um banquinho e franziu o cenho para Trace. ‚Posso explicar.‛ Trace lhe deu um olhar duro e direto. ‚Cale a boca.‛

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‚Certo‛ Ficando em silêncio Jacksons e concentrou em libertar os tornozelos. ‚Não fique bravo com ele‛ Priss interrompeu. ‚Insisti....‛ Com o corpo de Priss transformado, Trace foi em sua direção na sala conectada. ‚Nem mais uma palavra sua e não se atreva a se mexer até que volte.‛ ‚Trace....‛ ‚Agora.‛ Ela saltou em seu tom duro, furioso, mas porra, não poderia moderar seu temperamento. Quando ela começou a falar de novo lhe deu um olhar mortal. Tinha passado um dia de inferno, encontrá-la no meio da bagunça era o suficiente para levá-lo além do limite. Controlar? Uma merda. Com alguma sorte, Helene não saberia quem a tinha surpreendido e Trace poderia manter dessa maneira. Ela não poderia saber de Priss escondida na sala ou que estava com Jackson. Somente podia esperar. Mas, de qualquer forma, não queria Priss perto de onde estava Helene. Ela lhe deu um olhra magoado e partiu para o quarto ao lado. ‚O que vamos fazer?‛ perguntou Jackson. Ele cutucou Helene com os pés. Trace virou as costas para Jackson sem responder. Foi até a bolsa de Helene e despejou. Dentro encontrou dois frascos de soro. Aparentemente, ela tinha planejado uma festa de louco. Jackson já estava de pé quando Trace jogou o frasco para ele. ‚Despeje nela essa merda. Use a agulha que caiu, mas lhe dê uma dose dupla.‛ ‚Não ir{ mat{-la?‛ ‚Não tenho ideia‛ E no momento não se importava. Uma dose teria sua memória nublada, tão esperançoso que iria deixá-la completamente sem saber o que havia acontecido. ‚Quando terminar despeje em outro lugar. Uma dose em cerca de meia hora estaria agindo como um gato selvagem de novo. Dois pode dar mais tempo.‛

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‚Entendi‛ Depois de pegar a agulha caída Jackson olhou o corpo mole de Helene. ‚É uma pena que seja uma porca. Se tivesse um pingo de sanidade ou compaixão, teria sido bem sexy.‛ Trace não via isso. Para ele, sua furiosa psicose negava qualquer recurso físico que Helene pudesse ter. ‚Melhor se ela não vê-lo de novo.‛ ‚Isso que pensei também‛ Jackson ajeitou a agulha, liberando uma bolha de ar, logo, puxando a saia para trás de Helene. Fez um som de desgosto e colocou em sua nádega direita. Helene nunca se mexeu. Trace começou a ir... Mas, tinha que saber. Agarrou o braço de Jackson e puxou para o outro lado da sala, longe da Helene, longe que Priss pudesse ouvir.

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Capítulo 16 Com uma visão clara de Helene fria, Trace perguntou para Jackson: ‚Por que inferno est{ aqui?‛ Jackson parecia muito desconfortável para a paz de espírito de Trace. ‚Sei que não me queria aqui. Tive a mensagem alta e clara quando cortou a ligação. Coisa é que sua mocinha é insistente quando quer fazer alguma coisa.‛ ‚Como ficar atordoada e amarrada?‛ ‚Tenta planejar isso com um gato soltando fogo em seu ouvido, fazendo exigências, cutucando.‛ ‚Priss?‛ ‚Ela é um terror. Não combina com esse nome.‛ Bem então Priss estava preocupada. Não tinha razão, tinha que explicar isso mais tarde, mas não conseguiu entender isso de Jackson. ‚Por que não a deixou sozinha?‛ ‚Não tem raciocínio com ela. Estava cheia de manha em sair pela porta com ou sem mim‛ Ele conhecia ira de Trace para saber que estava no limite. ‚Minha única opção era vir com ela ou nocauteá-la como fiz com Helene.‛ A ideia de alguém colocando a mão em Priss que não fosse Trace aumentava sua raiva, ‚Nem pensar.‛ Jackson sorriu. ‚Certo. Achei que não ia gostar muito dessa ideia‛ Ele olhou para Hel e a viu toda mole e disse a Trace ‚estava esperando um melhor momento para dizer isso, mas desde que tem estado ocupado hoje... Priss estava irritada muito antes do telefonema.‛ ‚Irritada?‛

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Ele deu de ombros mostrando desconforto. ‚Ao longo do resgate algo caiu.‛ ‚Do que est{ falando?‛ Mil cen{rios passaram por sua mente. ‚Você a machucou?‛ ‚Ah... Não. Foi ao contr{rio‛ Jackson cruzou os braços. ‚Você sabe, poderia ter me avisado se suas tendências violentas.‛ Sim deveria ter feito isso. Mas, já tinha dito a Priss que ele poderia ir... ‚Não entendo‛ ‚Sua modéstia est{ machucada, isso é tudo‛ Mais suave Jackson acrescentou ‚Consegui passar pela janela e colocar no meu carro com apenas um hematoma.‛ ‚Então porque est{ rindo?‛ Jackson mordeu os lábios por um segundo, depois tossiu. ‚Ela estava... Bem, ela estava no chuveiro quando cheguei. Nua. Você sabe...‛ Ele acenou com a cabeça. ‚Molhada entre outras coisas.‛ O coração de Trace parou. ‚O que?‛ Então com ameaça fria perguntou: ‚Você a viu nua?‛ ‚Traseiro para o ar. Sim.‛ Lutando contra a raiva de acabar com seu confiável amigo, Trace falou entre os dentes. ‚Você olhou?‛ ‚Ol{! Um pouco difícil não Trace? Ela estava nua‛ Ele passou a mão no queixo. ‚Helene estava literalmente na porta, para que eu, uh.... Levantei Priss e passei fora da janela.‛ Imaginando Trace ficou pálido, entorpecido. ‚Não tinha tempo a perder sabe? Dei-lhe uma toalhas, mas... Sim. Ela deixou cair‛ Rapidamente Jackson acrescentou: ‚Uma vez que estava fora lhe dei minha camisa para vestir.‛ Uma vez que estava do lado de fora. Significava.... Ele não tinha visto um flash dela nua. Não. Era muito mais do que isso. Trace não tinha nada a dizer. Nada. A ideia de Jackson vendo o que ele não tinha, por qualquer motivo, o deixava doente com uma fúria e raiva possessiva. Jackson limpou a garganta.

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‚Bem... Deveria cuidar de Hel, certo? Estacionei meu caminhão na saída e apenas vou envolvê-la em um cobertor. Uma vez que estiver fora e não puder começar a agitação, as probabilidades de avisar ninguém‛ Ele piscou um olho, espiou para baixo no colo de Trace e fez uma careta. ‚Você est{ bem, cara? Quero dizer, parece muito desconfortável.‛ Trace olhou para Jackson, em seguida se virou e saiu. Tudo bem? Inferno não, não estava bem. Tinha sido drogado com alguma substância estranha, mas poderosa que o deixava sensível e dolorosamente duro, fazendo a pele cantar. E logo para descobrir o que Priss tinha passado, a situação vivida com Jackson.... Vendo Priss sentada na beira da cama, vestida com as roupas de Michael Jackson fez puco para ajudar sua coerência. Especialmente quando o olhar de Priss caiu para a braguilha aberta. Droga. Ela praticamente devorava com os olhos e ele gostou. Adorava. Ele precisava. Mas, agora não era o momento, maldição. Com cuidado Trace fechou a calça o melhor que podia. ‚Vamos.‛ ‚Onde?‛ Ela precia preocupada, ou estava curiosa e um pouco irritada? Ele soltou um suspiro. ‚Preciso lhe colocar em um local seguro antes que outra coisa aconteça.‛ Priss acenou com a cabeça, mas ainda assim se sentou ali, com o olhar brilhante, o rosto vermelho com a raiva. ‚Est{ realmente bem?‛ ‚Ficarei‛ Se ela queria um pedido de desculpas podia esquecer, estaria fadada a decepção. Não deveria estar ali, em primeiro lugar, e não deveria perturbar Jackson. Ele estendeu a mão. ‚Vamos.‛ Ela respirou fundo e logo saiu da cama apertando os braços ao seu redor com força. Seu corpo encostado no dele, tocando, movendo, perdeu todo o frágil controle.

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Passando a mão em seu cabelo, Trace colocou o rosto para trás e tomou a boca em um longo e demorado beijo. Não era o suficiente. Queria marcá-la, reclamá-la, fazê-la sua de todas as maneiras imagináveis. E não lutaria contra ele. Não, não quando estava tão perto. Em vez disso Priss foi para cima dele aceitando e ansiosa. Trace deixou as mãos cair nas costas levantando e deixando contra ele. Apertou firme, alheio a tudo, exceto seu gosto, seu calor e sua ereção. Quando ele deixou a boca para provar sua garganta, ela sussurrou ‚Trace?‛ Com confusão e necessidade. ‚Sinto muito‛ Houve seu maldito pedido de desculpas depois de tudo, mas não era para amansar. ‚Helene me drogou‛ Ele ergueu para poder tomar o seio em sua boca. ‚Eu sei‛ Suas mãos apoiadas contra seu ombro, tentando encontrar equilibrio. ‚Estava com tanto medo....‛ Prensando na parede, ele pegou suas coxas e levantou para os lados de seus quadris. Oh, Deus, perfeito. A sensação dela, o cheiro girando ao seu redor.... Ele desvatou sua pele macia, perfumada em sua garganta, enquanto se movia contra a junção em suas coxas. Alguns segundo mais e estaria gozando. Ele gemeu com a necessidade desenfreada que fervia cada mais perto da superfície. Um leve toque soou na porta e Jackson limpou a garganta. ‚Bem... Isso é estranho.‛ Deus Todo-Poderoso iria matá-lo. A mão de Priss alisou o cabelo de Trace e ele ouviu-a dizer: ‚Não agora Jackson. Feche a porta. Em alguns minutos vamos vê-lo.‛ ‚Em alguns minutos, heim?‛ Jackson zombou. ‚Sim, com certeza. Mas, uh... Você est{ bem, querida?‛ Antes que Trace decidisse se mataria ou não Jackson, Priss o abraçou mais perto.

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‚Estou bem, juro‛ Sua mão continuava a mover ao longo de Trace, suave incitando cada terminação nervosa. ‚Agora v{ embora.‛ Trace ouviu a porta fechar e se sentiu como um filho da puta molestador, como um idiota fraco sem moral e sem coragem. Drogas eram as verdadeiras filhas da puta. Priss tinha passado por seu próprio inferno. Merecia sua atenção ou seu conforto. Mas, ainda assim não tinha controle. Inferno, agora mesmo, sabendo que estava fora de controle não conseguia afastá-la. Sua mão deslizou por cima do ombro para baixo. ‚Trace‛ Ela beijou sua orelha. ‚Isso pode ser mais f{cil na cama.‛ Ele gemeu de novo, seu corpo tenso, atormentado com a necessidade. Sentindo seu sorriso na testa ouviu-a sussurrar: ‚Ou não.‛ E então ela se moveu, deslizando contra seu pênis, até mesmo através da camada de roupa, era o suficiente para devastá-lo. ‚Espere‛ A única palavra soou como lixa. Trace lutou para respirar, em seguida, mais uma vez. Mas, não queria gozar em suas calças como um menino inexperiente. ‚Não posso... Não vou fazer isso.‛ ‚Não?‛ Ele queria que ela entendesse, mas foi curto em suas palavras por causa de sua imensa necessidade. ‚Não com você.‛ Ela ficou congelada e Trace voltou a si preparado para uma variedade de reações. Então, ela se moveu e a deixou livre, mesmo que quase o matasse. Quando seus pés tocaram o chão novamente, ela não se afastou. Em vez disso, baixou as mãos para sua ereção. Ele soltou uma respiração. ‚Priscilla... Querida, isso é errado‛ mesmo que fosse tão bom. ‚Tudo o que passou....‛

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‚Estou bem Trace de verdade‛ Sua mão o circulou, ela o olhou suavamente e até com um pouco de temor. ‚Mas, você não.‛ Nunca iria compreendê-la. ‚Tudo o que aconteceu hoje... Não est{ abalada?‛ ‚Não mais, agora que sei que est{ a salvo de Helene‛ Priss deu de ombros inclinando a cabeça. ‚Considerando que você parece firme como uma rocha.‛ ‚Estou pegando fogo‛ Suas mãos tremiam quando segurou seu rosto. ‚Jesus, não sei o que ela me deu, mas....‛ ‚Lidou com as coisas como precisava.‛ Orgulho exigia que explicasse as coisas para ela. ‚Estava quase livre quando vocês dois apareceram. Teria ficado longe dela.‛ Suas mãos continuaram a se mover sobre ele. ‚Acredito em você.‛ ‚Teria lidado com as coisas. Não precisava ter se envolvido.‛ Toda a sua atenção estava em seu pênis. ‚Agora, estou muito feliz de que me envolvi.‛ Ela parecia intimidada e excitada. ‚Isso não est{ ajudando muito Priss.‛ Qualquer que fosse a mistura das drogas, tinha uma força potente que não parava de aumentar. ‚E você precisa gozar?‛ Ele olhou para ela. ‚Não est{ agindo de forma muito virginal.‛ ‚Caia na real‛ Ela bufou. ‚Trabalho em uma loja de pornografia.‛ Um fato que nunca esqueceria. ‚Sim, preciso gozar‛ Mesmo dizendo isso o colocou perigosamente em um ponto que não tinha volta. ‚Depois, talvez possa clarear a minha mente.‛ ‚Gostaria de ajudar com isso.‛ As coisas que ela dizia, o que fazia.... ‚Sua primeira vez não deve ser assim.‛

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‚Est{ certo‛ Enquanto o olhava, Priss lambeu o l{bio inferior. ‚A coisa é... Eu quero... provar você.‛ Seus pulmões apertaram. Ouvi-la dizer isso quase o deixou de joelhos. Ele deslizou seus dedos em seu cabelo, segurando sua cabeça e imaginando tudo com um efeito devastador. Sabia que deveria levá-la para baixo, mas não conseguia pronunciar as palavras. ‚Posso aceitar seu silêncio como um sim?‛ Trace fechou os olhos fortes, disse a si mesmo para recusar antes que fosse tarde demais... ‚Sim.‛ ‚Ah, ótimo. Mas, tenho uma pergunta antes.‛ Nunca sobreviveria a isso. ‚O que?‛ ‚Essa vadia colocou a boca em você?‛ ‚Não‛ Ele a beijou com força e queria continuar beijando. Seus l{bios eram macios, suaves, quente e doce. Um dia, muito perto ele levaria seu tempo com ela. Essa noite não era isso. ‚Não, ela não fez. Esse era seu plano, mas então você e Jackson chegaram....‛ ‚Estou muito feliz‛ Priss começou a escorregar de joelhos e Trace sabia que não iria durar. Nem um minuto. Talvez nada além do primeiro toque de sua doce boca. Ele tentou ir com calma, não apertando os dedos em seus cabelos, mas no segundo que sentiu sua respiração era um caso perdido. Sua língua tocou timidamente, explorando, e ele sofreu com cada onda de calor. ‚Não provoque, Priss. Não posso aguentar.‛ Ela disse: ‚Hmm.‛ E sua boca abriu sobre a cabeça, deslizando sobre ele, colocando-o em um calor úmido. Ele endureceu todo o caminho até os dedos dos pés. Segurando-o firme, Priss teve mais dele, quase até a base e então se perdeu. Ela poderia ser novata, mas sua inocência era mais excitante do que qualquer experiência que pudesse ter. Sabia que seria sua primeira vez de muitas maneiras, mas essa, essa tinha sido reservado para as fantasias.

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Com as mãos em seu cabelo, Trace apertou, guiou, mostrando como precisava que se movesse. Um toque soou em seus ouvidos, seus membros tremiam, o prazer explodindo e gozou com um gemido de satisfação profunda. Apenas vagamente consciente de tudo ela tomou tudo, engolindo, gemendo em sua própria excitação, Trace a soltou. Quando Priss relutamente o largou, ele caiu para se sentar ao seu lado, com as costas contra a parede, seus pensamentos abençoadamente apagados e seu corpo não mais em chamas. Ele respirou fundo e tentou pensar. Quase ronronando, Priss se aconchegoucontra ele como um pequeno gato. ‚Isso foi muito legal.‛ Mais que legal. Deus, não conseguia suportar. Colocando um braço em volta dela, Trace juntou o bom senso. ‚Temos que sair daqui‛ Ele lhe apertou em um breve abraço. ‚Juro que não somente irei agradecer adequadamente, vou retribuir....‛ ‚Retribuir‛ Ela se excitou com a ideia e então corou. ‚Você quer dizer...?‛ Ele mal podia esperar. ‚Sim, mas isso tem que ser mais tarde. Agora, preciso que troque para suas roupas. Tem alguma coisa aqui no quarto, não?‛ Franzindo a testa, confusa e talvez um pouco magoada, ela balançou a cabeça. ‚Sim.‛ ‚Ótimo. Depois que estiver vestida junte tudo. Não deixe nenhum grampo para tr{s.‛ ‚Não uso grampos.‛ Seu descontentamento o fez sorrir. Ela era tão incrivelmente doce e única, sensual e independente. E muito ousada. Ele tocou no canto de sua boca e então teve que beijá-la. ‚Vou estar de volta em poucos minutos, depois vamos sair daqui.‛ Ela pegou sua mão quando ele se levantou para sair. ‚Trace?‛ Maldição, ela era linda. Ele a puxou para ficar de pé e a beijou de novo, rápido e forte.

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‚Preciso de você, Priss. Não é apenas uma rapidinha para aliviar, embora, eu juro que o que aconteceu jamais irei esquecer.‛ ‚De verdade?‛ Como no mundo ela poderia parecer tão inocente? ‚De verdade. Mas, as drogas não desapareceram e estou longe de terminar, e você é a única mulher que quero.‛ Sua expressão iluminou mais ainda. ‚A única mulher?‛ Trace riu. Depois da noite que teve, essa era a reação mais absurda, mas ainda asism, riu de novo. ‚Precisamos de privacidade, querida. E uma cama. E preciso de você nua‛ Ele segurou uma mão na sua bochecha. ‚Deixe-me ajudar Jackson e depois poderemos sair daqui.‛ Ela se virou para o armário. ‚Estarei pronta quando você estiver.‛ Nunca em sua vida Trace tinha esperado encontrar uma mulher tão... Acolhedora. De muitas maneiras, ela o compreendia quando não pensava ser possível. Até conhecer Priss, ele se maravilhava com a facildiade que Dare tinha se estabelecido com casamento, porque parecia um sonho tão inating[ivel para ele. Mas, agora.... Não tinha certeza se a vida inteira com Priss seria suficiente. Ela o fazia rir, quando o verdadeiro riso tinha desaparecido por muito tempo de sua vida. Drogado ou não, ela o transformou de dentro para fora, desejando-a. Mesmo se mantivesse inocentes para acertar os danos colaterais, nunca teria sentido por qualquer um a mesma mistura poderosa de emoções que Priss lhe dava. Mesmo quando ajudava Jackson a colocar Helene no porta-malas de seu carro, Trace continuou a se maravilhar com Priss e suas reações.

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Ela aceitou a violência e o perigo inerente no que ele fazia, mesmo tendo passado por momentos de incertezas e estresses, ela não se conteve em ficar de joelhos e ir para ele, parecendo satisfeita com tudo. Jackson fechou o porta-malas com Helene dentro. Através da chuva caindo, analisou a área. ‚Acho que estamos limpos.‛ ‚Sim‛ Mas, não relaxaria completamente até que descobrisse como agir com Murray sobre isso. Voltando para as sombras debaixo de uma saliência, Trace disse: ‚Ligue quando tiver lidado com ela.‛ ‚Claro‛ Depois de alguns segundos, com apenas o som da chuva e do vento Jackson perguntou: ‚Vocês dois vão ficar bem?‛ ‚Sim.‛ Ele coçou o queixo ou lutando contra outro sorriso ou naõ aceitando a resposta de Trace. ‚A coisa é... Priss é uma mulher... Bem, ela não é como as outras.‛ Lentamente Trace virou para lhe olhar. ‚Por que est{ dizendo isso? Não é da sua conta qualquer interesse pessoal ou qualquer outra merda‛ A chuva escorria pela testa de Jackson. ‚Olha, somente quis dizer....‛ ‚O que?‛ Trace tentou conter a raiva absurda, mas não conseguiu. Mesmo a chuva não afetava o calor de sua possessividade. ‚O que você quer dizer?‛ ‚Foda se sei‛ Jackson fez um som de desgosto. ‚Esqueça que disse qualquer coisa.‛ Percebendo que estava sendo um idiota Trace impediu de ir embora. ‚Espere um minuto.‛ Com óbvia impaciência Jackson levantou as sobrancelhas e esperou.

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Doía, mas ainda assim Trace disse: ‚Obrigado por cuidar bem dela‛ Ele acenou desajeitadamente. ‚Com tudo, quero dizer.‛ ‚Claro. Não tem problema‛ Jackson fez uma suadação. ‚É o que fazemo certo?‛ Não, tomar mulheres nuas do chuveiro definitivamente não era parte do trabalho. Trace balançou a cabeça. ‚Aprecio toda a sua preocupação com ela. Realmente faço.‛ Isso era ridículo. ‚É só que....‛ ‚Entendo‛ Jackson bateu em seu ombro. ‚Eu sou um homem, lembra? Basta ficar calmo porque tenho a sensação de que irá ficar imaginando.‛ Não brinca. ‚Acho que você não pode....‛ ‚Apagar da memória a visão dela nua no chuveiro?‛ Ele piscou e saiu do alcance. ‚Estaria mentindo em dizer que sim, mas não acreditaria em mim.‛ Era mais do que qualquer homem poderia suportar. ‚Não é o que eu ia dizer.‛ ‚Então não irei decepcioná-lo.‛ Trace apontando para o carro com mandíbula cerrada. ‚Sabe o que ir{ fazer com ela?‛ Esperava que Jackson tivesse um plano diferente do que despejar no rio, porque Trace estava sem ideias. ‚Sim, eu imaginei quando ela começasse a voltar, lev{-la para um bar e deixá-la ali. Ela irá parecer embriagada quando entrar e uma vez que o efeito da droga tenha passado, bem, os bêbados serão sua misercórdia.‛ ‚Funciona para mim.‛ ‚Então deixe eu ir antes que ela comece a voltar‛ Jackson bateu em seu ombro novamente. ‚Diga a Priss que disse adeus‛ Sorrindo ele entrou no carro e circulou o estacionamento antes de ir embora. Das sombras da parte de trás do hotel, Trace vigiava até que Jackson estivesse fora da vista. Sem precisar dizer, sabia que Jackson iria para o bar disfarçado para que ninguém jamais

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fosse capaz de rastrear Helene de volta neles. Poderia contar qualquer história que quisesse, mas não teria nenhuma prova. E tudo o que disesse somente iria incriminá-la quando Murray descobrisse o que tinha feito. Por mais alguns minutos, Trace esperou do lado de fora. Não houve ruídos, sombras, sem pessoas ou veículos suspeitos. Agora poderia levar Priss para outro lugar em segurança e ter seu tempo sozinho com ela. E finalmente poderia lhe ter. Não precisava de nenhuma dorga em sua corrente sanguínea para ficar excitado com essa perspectiva. Duas horas depois, com poucas ligações, Trace tinha tudo arranjado. Tinha escutado Jackson afirmar que Helene não era mais um problema e lhe disse que tinha se estabelecido em segurança em um hotel diferente, na periferia da cidade. Esse hotel era de alto nível e os tinha registrado como um casal. Trace parecia em casa e apesar de Priss se sentir um pouco fora do lugar, ainda estava feliz. Claro, as circunstâncias eram terrivelmente distorcidas e em pouco tempo não teria consequências graves pelos acontecimentos da noite. Mas, Trace tinha sido atencioso para que ela não tivesse nenhum arrependimento. Bem, talvez com exceção de Jackson a vendo nua. Que iria deixá-la com o rosto vermelho por muito tempo. Mas, além disso, passou por tudo ilesa, assim como Trace. SE alguma coisa, ela conseguiu uma proximidade especial com ele agora. A chuva golpeava as janelas do quarto e as nuvens da tempestade deixava a noite como um breu. ‚Eu sei que ele disse que as coisas estavam resolvidas com, mas o que Jackson fez com Helene?‛

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Trace olhou para cima, quando descarregou a mais variedade de armas na mesa da cabeceira. ‚Além dos solavancos que lhe deu, ela est{ bem. Não se preocupe com isso.‛ Ela ainda naõ confiava, Priss soltou um suspiro, mas aceitou a resposta. Quando mais conhecia Trace, mas entendia sua necessidade de confidencialidade. ‚Sabe estou até que feliz que... Você sabe... Não a mataram.‛ Ele ficou parado um momento antes de continuar. ‚Não tinha razão para mat{-la. Fazer isso somente complicaria as coisas com Murray.‛ Ele tirou a camisa molhada e jogou sobre a cadeira, em seguida se sentou na cama para tirar os sapatos. Ficando nervosa, uma onda faminta a atingiu de novo. Trace era o homem mais atraente que já tinha visto.Que ele também era forte e heroico era o suficiente para derreter seus ossos. ‚Não tinha razões para complicar mais as coisas‛ Priss notou que suas mãos tremiam novamente. Sem dúvida, os efeitos da droga, que parecia vir em ondas. Ele olhou para ela. ‚Mas, mataria se fosse necess{rio, Priss. Entende isso?‛ ‚Sim‛ Ela não iria perder o sono por isso também. Mas, por agora, essa noite, uma vez que ela esperava e assumisse o que iria acontecer, era um alívio que ninguém tivesse morrido. Trace tirou suas meias. ‚A sua camisa est{ molhada, Priss‛ Ele a olhou com total controle. ‚Tire.‛ Sua respiração ficou presa quando lhe olhou. Ele parecia enigmático, enquanto se voltava para cama. Vestindo apenas as calças aberta novamente, parecia incrível. E ela o queria. Sem a urgência necessária de mais cedo o nervosismo tomou conta. Não nervosismo de medo ou de incerteza. Confiava em Trace e o queria. Mas, isso era tudo tão novo. Fazia como se sentisse uma aberração.

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Deixando a camisa por um momento, ela se sentou em uma cadeira e tirou as sandálias. ‚Ser{ que Helene disse o que te deu?‛ ‚Somente algo que desenvolveu para as vítimas.‛ Ele estava de costas para ela, mas suas mãos estavam apertadas. ‚Para ser mais f{cil de lidar.‛ Vadia. Talvez deveriam tê-la matado. ‚Ela é tão ruim quanto Murray, não?‛ ‚Sim, ela é. Doente e cruel‛ Ele se virou para encar{-la. ‚Graças a Deus Jackson chegou antes que ela.‛ ‚Deveria ter me deixando machuc{-la‛ Ao invés de pensar em como Jackson havia a encontrado, Priss levantou-se, decidida a não hesitar e puxou a blusa. ‚Ela merecia isso.‛ ‚É verdade‛ Trace aproximou-se e segurou as mãos, quando ela começou a abrir sua calça jeans. ‚Mas, você não merecia ser parte disso.‛ Priss decidiu que conversaria sobre isso mais tarde. Helene tinha insultado o suficiente a sua mãe para que merecesse muito mais. Quando Trace simplesmente estendeu as mãos para os lado e olhou para ela, Priss perguntou: ‚Ser{ que vamos ter sexo agora?‛ Sua boca se apertou e seu olhar aqueceu, mas ele parecia muito sério quando disse: ‚Sim, acho que vamos‛ Ele desviou sua atenção de sua barriga para o rosto. ‚Tudo bem com você?‛ ‚Sim‛ Mais do que bem. Ela lambeu os l{bios. ‚Vai me beijar?‛ ‚Absolutamente.‛ Antes que pudesse fazer isso, o que certamente iria distraí-la, Priss perguntou rapidamente, ‚Você me quer principalmente por causa das drogas?‛ Com muita concentração, ele tirou os longos fios molhados de seu cabelo longe dos ombros. ‚E isso que você acha? Que as drogas fazem com que seja atraente?‛

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‚Não sei‛ Sua mente estava em queda livre desde que ouviu a voz de Helene no telefone, sabendo que estava com Trace e ouvindo o que pretendia fazer. Então, encontrá-lo assim, pronto, sofrendo, precisando de alívio... ‚Pareceu que estava bem resistindo toda a química sexual até... Bem, até que as drogas tornaram impossível.‛ ‚Tolinha, Priss‛ Trace segurou o rosto dela e a beijou. Foi um longo beijo, a língua entrelançando até que ambos respirasse com dificuldade. ‚Se tudo o que queria era alívio, teria conseguido isso sozinho.‛ Seus olhos queimaram. Ele estava dizendo... Admitindo.... ‚Eu acho‛ Por que ela estava corando? Ele era o único que havia dito. E não parecia envergonhado. Parecia prático na verdade. ‚Isso, uh, não seria tanto... Divertido. Certo?‛ Deu um sorriso torto. Seus polegares roçaram nas bochechas, nos cantos de sua boca. ‚Também poderia encontrar uma mulher disposta com muita facilidade.‛ ‚Estou disposta.‛ Seu sorriso se alargou, antes que tivesse tudo sob controle. ‚Quis dizer uma mulher que não fosse você.‛ Seu temperamento emergiu. ‚Não sei se gosto de onde isso vai dar.‛ ‚De fato Priscilla as drogas ainda estão comigo. Não posso negar isso. E sim, estava tentando me envolver com você. Tem tantas segredos que faz minha mente girar.‛ Completamente. ‚Tenho segredos?‛ Ela empurrou seu peito. ‚E quanto a você.‛ Quase rindo, ele segurou suas mãos e puxou mais perto. ‚Sinceramente, quero você. Com ou sem drogas.‛ Ele aproximou e deu outro beijo suave em seus l{bios. ‚Mas, se estiver com dúvidas, se não tiver certeza sobre isso, posso ir para o chuveiro cuidar dese assunto e logo teremos uma boa noite de sono.‛ Cuidar do assunto? Mesmo que corasse de novo, Priss disse: ‚Não me importaria de ver isso.‛

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‚Não.‛ Hmm. ‚Talvez outra hora então‛ Ela inclinou a cabeça para tr{s e sorriu para ele. ‚Não tenho dúvidas Trace. Juro. Quero você. Agora.‛ Alívio apareceu em seus olhos castanhos. ‚Ótimo‛ Ele deslizou os dedos pela alça do sutiã e colocou para baixo. Seu olhar era tão intenso que a fazia se sentir quente. Durante muito tempo ele apenas a olhou. ‚Trace?‛ ‚Maldição, você é linda‛ E então ele se inclinou e puxou o mamilo esquerda em sua boca. Foi maravilhoso. Incrível. Sentia o golpe de sua língua, sua boca puxando, por todo seu corpo. Ele parecia não ter pressa em seguir em frente. Na verdade, levou seu tempo, mudando de um mamilo para o outro e brincando com os dentes até que seus joelhos ficaram instáveis. Mesmo quando se sentia muito poderoso, muito concentrado para suportar, fechou os braços ao redor dela lhe impedindo de se afastar. Ela podia sentir sua ereção de novo, tão grande e dura como antes. Na esperança de incentivá-lo a se apressar, Priss se moveu, pressionando e acariciando. Ele a soltou com um gemido baixo. No segundo seguinte a tinha levantado e levado para cama. Ele a deitou e começou a trabalhar em seus jeans. ‚Tem proteção?‛ Priss perguntou quando seu jeans foi empurrado até os joelhos e depois nos tornozelos, deixando-a com o sutiã deslocado e a calcinha. ‚Sim‛ Ele a beijou em torno do umbigo. Uau. ‚Imaginei que iríamos ficar juntos mais cedo ou mais tarde, não quis arriscar.‛ ‚Homens respons{veis são tão sexy.‛ Ele riu e dado que sua boca estava contra ela, fez cócegas. Priss torceu para tirar o sutiã e arremessar longe. ‚Tire suas calças.‛

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‚Ainda não‛ ele disse rapidamente olhando para seus seios. Ele ofegava. ‚Se fizer isso perderei o controle e essa é sua vez.‛ ‚Minha vez?‛ Não era idiota, então tinha uma ideia do que ele queria dizer, como se sentia sobre isso. Seu estômago revirou e os mamilos doíam. Trace enfiou a grande mão na parte da frente de sua calcinha, tocando e buscando. Seus olhos se fecharam, enquanto seus dedos a separavam. ‚Eu quero que seu clímax seja uma evidência, porque quando entrar em você, Priss, não vou aguentar muito.‛ ‚Não vai?‛ Isso soou intrigante, não que poderia ter algum pensamento racional, enquanto ele brincava com ela. ‚Apenas relaxe e eu vou cuidar de tudo.‛

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Capítulo 17 Trace se forçou a se acalmar. Priss o olhando com os grandes olhos cheia de curiosidade, seu corpo brilhando com empolgação. Lembrando-se que essa era sua primeira vez, que tinha passado por um inferno nessa noite e que tinha um monte de bagagem emocional, ele se controlou o máximo que podia. Deslizou os dedos pela sua calcinha minúscula, então disse: ‚Vamos nos livrar disso, ok?‛ Ele puxou ao longo de suas pernas. Depois de deixá-los cair fora ao lado da cama, ele lentamente puxou a mão de seu tornozelo para o joelho, em seguida, no interior de sua coxa até que cobrisse seus cachos com a palma da mão. Ela mordeu o lábio, mas não disse nada. Trace sentou ao lado da cama, olhando para ela, sentindo seu cheiro, pensando em tudo que queria fazer com ela. ‚Eu me sinto exposta.‛ Seu olhar levantou para ela. ‚Você est{ exposta‛ Franzindo a testa, ele perguntou: ‚Não est{ preocupada?‛ ‚Não‛ Ela soltou algumas repsirações r{pidas. ‚É essa forma que est{ me olhando... Como você está me examinando ou algo assim.‛ ‚Não quero perder nada‛ Ele se inclinou e beijou seu umbigo. ‚Você é linda, Priss.‛ ‚Matt fez um bom trabalho.‛ Ele sorriu. ‚Concordo, mas Matt não tem nada a ver com isso.‛ Ele a beijou de novo. ‚Ou isso‛ Esticando ao seu lado, ele beijou os seios. ‚Ou isso‛ Ele moveu os dedos entre as pernas, abrindo, observando seu rosto, passando um dedo dentro.

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Seus quadris se levantaram. ‚Não‛ Ela parecia um pouco estridente. ‚Matt não tem nada a ver com isso.‛ ‚Fico feliz‛ Gentilmente Trace colocou os dedos nela. Quando suspirou, inclinou-se para sua boca e a beijou, devagar, devorando os beijos que somente faziam quer ela ainda mais. Ter Priscilla Patterson nua em uma cama em um quarto, seus olhos verdes quentes, seu longo cabelo avermelhado em desordem no travesseiro, suas longas pernas abertas e a respiração rápida... Era perto do paraíso, como se já tivesse chegado. E naquele momento, pensou que o maldito mundo poderia esperar. Precisava disso. Precisava dela. Ela agarrou seus ombros e unhas, recentemente cuidadas, afundando em sua pele. Adorava isso também. Droga, não tinha nada em Priss que não amasse. Mesmo sua teimosia excitava. ‚Oh Deus‛ de repente ela sussurrou colocando a cabeça para tr{s, seu corpo enrijecendo e tremendo. Trace percebeu que ela estava perto e não se asustou que isso desencadeasse seu próprio prazer. Estava todo sobre ela, provocando os mamilos com os dentes e língua, mantendo o dedo dentro dela, seu polegar movendo sobre o clitóris. Ela apertou, segurando firme, o seu corpo ficando mais quente e mais úmido. Ele mal podia esperar para prová-la, mas por agora, isso serviria. Ele retirou seu dedo e colocou dois apertado. Malditamente apertada. Dobrando uma perna, Priss se contorceu, gritou e então gozou, seus quadris movendo contra sua mão com o calor escorrendo por seu corpo. Trace tomou sua boca, engolindo seus baixos gemidos e saboreando cada som e cada movimento. Mesmo depois que ela se acalmou, ele manteve a mão entre suas pernas, os braços agora cruzados, mas sem soltá-la. ‚Oh, Deus‛ ela disse novamente dessa vez preguiçosa. Trace sabia que ela precisava de um pouco de tempo, mas não poderia se acalmar. Ainda não. Não essa noite.

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Ele retirou a mão e olhando seu belo rosto levou os dedos à boca. Através de sua respiração ofegante disse: ‚Trace?‛ Ele beijou os lábios entreabertos calmo e suave. Em seguida o queixo. Ele abriu a boca em sua garganta. Em seus seios. Queria consumi-la. Estabelecendo a mão em seu cabelo, ela disse: ‚Acho que preciso de um minuto.‛ ‚Desculpa‛ um trovão rugiu em seus ouvindos, esperar um segundo era tão impossível como não querê-la. Ele brincava com seu umbigo, dando uma mordida calma em sua cintura e mergulhando mais para baixo. ‚Trace.‛ Esfregando nela, ele inalou a fragância picante. Oprimido por ela e o que fazia sentir, empurrou as coxas mais amplamente, separando com os polegares e passando a língua dentro dela. Seu recente clímax a tinha deixado molhada e adorou isso, mas não era o suficiente. Ele acariciou novamente, ainda segurando quando seus quadris levantaram da cama e ela gemeu. Não era um menino inexperiente. Com certeza no inferno não era virgem. Teve sua quantidade de experiência sexual que ia do mais estranho ao normal. Mas, isso tudo era tão novo, porque com Priss era diferente. Quando ele lambeu seu clitóris, ela gritou, suas coxas fechando em torno dele, seus dedos apertando em seu cabelo. Eram reações tão honestas e quentes. Ele a puxou, sugando novamente, trabalhando com a língua e em poucos minutos ela estava gozando de novo. Os longos e fortes gemidos lhe diziam o quanto ela gostava disso. Ele pressionou os quadris apertados no colchão e se concentrou em não perder o controle. Não foi fácil, não com ela tão selvagem. Foi assim até que ela deu um suspiro suave. ‚Trace, chega‛ Ela respirou trêmula. ‚Não posso.‛ Virando o rosto Trace beijou a carne macia da parte interna da coxa, mordendo levemente de novo.

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Ela gemeu. ‚Não vai ficar nu?‛ Sim, ele o faria. Empurrando para e saindo da cama, Trace tirou as calças e sua cueca deixando no chão. Sentindo os olhos aturdidose curiosos de Priss, pegou sua carteira e encontrou o camisinha. ‚Apenas uma, maldição.‛ ‚Tenho mais‛ Ele olhou para ela com espanto, em seguida, balançou a cabeça e rolou o preservativo. ‚Não vou perguntar.‛ Ela deu devolveu suas palavras para ele. ‚Imaginei que iríamos ficar juntos mais cedo ou mais tarde e não quis me arriscar.‛ Indo além, Trace roubou sua fala: ‚Mulheres respons{veis são tão sexy.‛ Espantava-lhe que eles ainda podiam pensar o suficiente para brincar. Quando voltou para cama, ela abriu os braços e ele se perdeu. ‚Muito sexy.‛ Ele não achava mais que eram os efeitos da droga. Agora era tudo sobre Priss, tudo sobre ela, que o fazia se descontrola em necessidade. Enquanto ele se movia em cima dela, Priss naturalmente abriu as pernas. Ele se encaixavam perfeitamente, as coxas enroladas em seus quadris, seus seios amortecidos em seu peito e boca sobre ele. ‚É assim?‛ Priss entrelaçou os braços ao redor do pescoço, travando os tornozelos em suas costas. ‚Sim‛ Fechando os olhos, Trace tentou ir devagar, facilitando para ela. Mas, estava tão molhada, tão quente, levantando contra ele e pedindo por mais. ‚Sim.‛ Ele disse de novo pressionando parcialmente. Ela prendeu a respiração e ficou tensar. Ele lhe olhou, mas seus olhos brilhavam de desejo e não de dor. Colocando a mão em suas costas a ergueu mais. Contra sua boca, ele disse: ‚Diga se te machucar.‛

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Ela engoliu em seco e concordou. ‚Só vai machucar se você parar.‛ ‚Não vai‛ Inferno, ele não podia. Com cada centímetro ele afundou dentro dela, perdendo mais o controle. Seus músculos estavam vacilando, apertando, ordenhando e o deixando louco. ‚Não vou quebrar Trace. Prometo.‛ Ele gemeu e empurrou dentro dela. Espremido em seu aperto, ele se retirou e empurrou de novo. E mais uma vez. Segurando-o Priss soltou baixos som de prazer, entãos mais profundos de emoção. ‚Você é... Maior do que eu esperava.‛ ‚Deus, Priss...‛ Ele quase riu. ‚Não sabe o suficiente sobre os homens para julgar o meu tamanho.‛ ‚J{ vi muitos filmes, lembra?‛ Trace colocou o rosto em seu pescoço. ‚Podemos falar disso mais tarde?‛ Ela apertou em torno dele. ‚Sim‛ e depois de mais alguns segundos. ‚Sim.‛ Terceira vez? Ele se levantou para lhe olhar e viu um rubor tomando seu rosto, quando seus dentes afundaram em seu lábio inferior, o prazer em seus olhos verdes. Incrível. ‚Deixe ir‛ Trace mandou suavemente. Como se as palavras a libertassem, Priss suavizou com um gemido. Seus pés pressionando nas costas, as coxas abraçando, seu corpo arqueado e ela o levou junto. O prazer foi alucinante, drenando-o em necessidade, deixando tenso. Em algum lugar no fundo de sua mente sabia que Priss não tinha terminado ainda, então conseguiu ficar com ela até que suas pernas se afastaram e ela ficou completamente mole embaixo dele. Lutaram para respirar juntos, seus corpos úmidos e os aromas combinados.

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Um cavalheiro teria se afastado dela, mas Trace não podia. Não tinha força e, além disso, gostava de tê-la assim. Poderia ter sido apenas alguns dias, mas parecia que tinha esperado a vida inteira para tê-la com ele. Ela provou que se sentia da mesma forma quando se moveu o suficiente para beijar o ombro suado, então caiu para trás, os braços e pernas esparramados como uma estrela do mar. Ela olhou desconfiada próxima de dormir. Trace sorriu com ternura, quando pensou que não tinha energia para isso. Não beijá-la era impossível, então levantou seu rosto e roçou sua boca sobre a dela. Seus olhos não abriram, mas ela disse: ‚Se est{ pensando em fazer mais alguma coisa, juro que preciso de um cochilo antes.‛ A exaustão trouxe de volta as lembranças de todo o problema que esperava por eles. Murray ficaria fora de controle quando descobrisse a traição de Helene... E tinha o palpite de que ninguém seria poupado de sua raiva. Como que isso iria afetar Priss... Simplesmente não sabia. Mas, não queria correr nenhum risco de qualquer coisa acontecendo com ela. De agora em diante, estava fora de cogitação. Trace não ligava para qual fosse a conclusão de Murray, mas Priss não iria vê-lo de novo. Com Priss fora do caminho poderia lidar com Murray. Podia lidar com Helene também. Inferno, ele poderia lidar com qualquer coisa... Exceto perdê-la. Priss acordou lentamente. Dores desconhecidas a lembrou de onde estava, o que tinha feito e a perna cabeluda prendendo no lugar. Trace. Ela sorriu sem abrir os olhos. Através da longa noite, Trace tinha despertado mais duas vezes. Ele foi para o lado, com as mãos segurando os seios, a boca em seu ombro, enquanto ia tão fundo que se sentia selvagem. Mais tarde, ele deitado de costas, como se fosse para montá-lo, observava atentamente enquanto ela gozava. Era ao mesmo tempo inquietante, íntimo e emocionante.

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Segundos depois ela foi para cima dele, Trace a segurando com força e ganhando sua própria liberação. Agora estava dolorida em lugares que nunca tinha notado ou pensado. Também estava contente que era difícil se lembrar de que tinha um plano, um dever e uma vingança para cumprir. Quando mais cedo ela terminasse seu negócio com Murray mais cedo poderia se concentrar em Trace. Pensando sobre isso, o que o futuro poderia reservar, virou a cabeça para encontrar Trace a observando. Ele parecia tão sério que a assustou ‚Não est{ dormindo?‛ ‚Não‛ Quando seus dedos se moveram, ela percebeu que tinha sua grande mão em concha sobre o seio. Seu olhar indo para sua boca. ‚Como se sente?‛ Oh, ela conhecia muito bem esse olhar. Por mais que ela quisesse pular em cima dele de novo a realidade assumiu. ‚Dolorida. Precisando de café.‛ Ela estremeceu odiando decepcion{-lo. ‚Tenho que fazer xixi.‛ O calor diminuíu de seus incrivéis olhos cor de avelã substituído por humor. ‚Deveria ter percebido‛ Depois de lhe beijar o ombro disse ‚V{ em frente. Deixarei o café pronto.‛ ‚Onrigada‛ Mas, ela hesitou. Estava nua. Ele estava nu. E agora com a luz do sol inclinada através das cortinas, bem... Era diferemte. Ele levantou uma sobrancelha e ficou sobre o cotovelo. ‚Sentindo-se tímida?‛ ‚Talvez um pouco.‛ Seu sorriso advertiu antes que puzesse as cobertas para fora. Ela bateu nele, somente para receber outro beijo.

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‚Vamos l{‛ Ele saiu da cama e puxou ao seu encontro. ‚Faça o que tiver que fazer, em seguida, vamos voltar para cama. Beber nosso café.‛ ‚Acho que preciso de um banho‛ Os excessos da noite tinha deixado um pouco suada. Trace hesitou e depois assentiu. ‚Tudo bem.‛ Ela não entendeu o seu acordo rápido até que estava no chuveiro, a água quente aliviando as dores de seu corpo. A cortina foi puxada para trás e Trace, ainda nu, lhe entregou uma xícara de café. Ela tocou todo o seu corpo, gostava demais dele, porém, vê-lo assim de novo sem uma dose de café, deixava tensa com o interessse renovado. Pegou a xícara de café, bebeu metade e depois recuou. ‚Quer se juntar a mim?‛ J{ dentro, ele disse ‚J{ ia insistir‛ Ele pegou o copo dela e colocou de fora do chuveiro, fechando a cortina e estendendo a mão para o sabão. ‚O que vai fazer?‛ ‚Dar banho em você‛ Ele a virou de costas para seu peito, a {gua j{ jorrando sobre seus seios. ‚Você nunca tinha dançado e nem feito amor. Estou supondo que ninguém jamais mimou você também.‛ A sensação de suas mãos lisas deslizando por seu corpo deixou seus olhos pesados e a respiração ofegante. ‚Não.‛ ‚Ótimo‛ Sua ereção cutucou seu traseiro, enquanto ele sussurrava: ‚Então, posso ser o primeiro nisso também.‛ Mais de uma hora depois quando a energia deles tinha acabado, Priss enrolou contra Trace na cama. Ela amava quão familiar parecia estar assim, com a cabeça em seu ombro a mão sobre seu quadril. Ficar assim para... Oh, semmpre... Seria celestial. Mas, ambos sabiam que teriam que enfrentar a realidade em breve.

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Priss detestava estragar o momento, mas não era de sua natureza ficar em silêncio. E depois da proximidade que tinham compartilhado nas útlimas 24 horas... Bem, sentia que merecia algumas respostas. A mão em seu peito, a perna por cima da dela, se inclinou para ver o rosto de Trace. ‚O que realmente est{ fazendo com Murray?‛ Embora seu olhar estivesse no dela ele ficou em silêncio. Depois de toda a ternura, intimidade, a sua falta de confiança era quase palpável. Considerando que ainda podia sentir seu gosto, seu coração começou a bater rápido, o que deveria ser um insulto. Mas por alguma razão não foi. Trace era aquele que precisava estar no comando para manter todos em segurança, para resgatá-los de situações péssimas. Ela queria agora mais do que nunca. ‚Você precisa que eu fale primeiro?‛ Sua mão acariciando seu cabelo do peito, Priss disse: ‚Posso entender isso.‛ Ao lidar com Murray e sua turma a confiança era uma coisa difícil. Ela respirou fundo e se enterrou próxima ao calor de Trace. A confissão que precisava fazer a deixou com a garganta fechada e o peito apertado. Mas, tinha que ser dito. Ela sentiu a tensão de Trace, talvez até um pouco de medo. Ele queria saber seus segredos, mas somente sabia intuitivamente que a verdade era feia. ‚Murray não somente abusou da minha mãe, passou ela para seus amigos e os deixou abusar também. O que durou cerca de duas semanas antes que encontrasse uma oportunidade de fugir.‛ Tensão agarrou em Trace. Seu braço ao redor dela apertando. Os segundos passavam quando as implicações do que ela disse armazenaram. ‚Não sabe se ele é ou não seu pai, certo?‛ Priss balançou a cabeça. Anos atrás tinha vergonha do que sua mãe tinha sofrido e como a tinha deixado sem saber quem era seu pai.

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Mais tarde, ela estava machucada por saber que alguém não se importava a potno de ser tão cruel. E finalmente, quando sua mãe começou a desaparecer pelo seu AVC, se consumiu em raiva. A raiva tinha a salvado do desespero, deixando-a com um único propósito para se concentrar. Até que conheceu Trace. Ela ainda queria matar Murray, mas também queria de alguma forma proteger essa relação provisória com Trace. Duvidava que era possível fazer as duas coisas. ‚Minha mãe nunca soube‛ Ela colocou o rosto em seu pescoço. ‚Não quis saber.Na maior parte da minha vida, ela estav com medo de qualquer homem que tentasse chegar perto. Quando soube que estava morrendo, teve um enorme esforço para me disser que meu pai era um monstro. Disse que queria que tivesse cuidado, para sempre estar atenta, mas não queria que eu fosse morar com seus amigos.‛ Calmamente Trace perguntou: ‚Quando ela contou sobre Murray?‛ ‚Quando tinha quatorze anos. Eu era egoísta e reclamava sobre querer ir para uma escola pública, ter encontros e amigos.‛ ‚Isos não soa egoísta. Parece normal.‛ ‚Para uma criança normal, talvez teria sido. Mas, não comigo. Por causa do que Murray fez com minha mãe, nunca poderia ser normal.‛ Trace virou de lado em sua direção e Priss acabou de costas. Ele alisou seu cabelo, traçando uma de sua sobrancelhas com o polegar. ‚Você não é normal, Priscilla Patterson. Você é única‛ Ele a beijou muito suave e doce. ‚Extraordin{ria‛ Outro beijo dessa vez firme. ‚E excepcionalmente quente.‛ Priss sorriu. ‚A única pessoa que me disse isso é Gary Deaton e somente queria entrar nas minhas calças.‛ ‚Eu j{ cheguei em suas calças, por isso pode acreditar no que digo.‛

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‚Talvez.‛ Um pouco triste Trace ficou sobre ela. ‚Então deixe-me entender isso. Quando era criança em seus quatroze anos impressionantes, sua mãe lhe disse que tinha sido mantida em cativeiro por um louco e passou a ter relações sexuais com seus amigos?‛ Parecia horrível mesmo para ela. ‚Tinha que me contar, fazer entender por que não poderia passar despercebida nos jogos de futebol. E tinha que saber se alguém olhou para mim por muito tempo ou se tirou alguma foto. Precisava que entendesse o risco, o que poderia acontecer se alguém descobrisse sobre mim, que poderia ser filha de Murray, quero dizer.‛ Embora não parecesse convencido, Trace beijou o topo de sua cabeça. ‚Vou mat{-lo para você.‛ Ele parecia tão sincero, aceitando sua infância disfuncional, que uma alegria floresceu no coração de Priss. ‚Obrigada‛ Ela puxou-o para um longo beijo, que aceitou de bom grado. ‚É gentil de sua parte, mas não.‛ Seu olhos estreitaram. ‚Gentil? Eu ofereço de matar um homem e você acha gentil?‛ ‚Você queria mat{-lo de qualquer maneira. E eu também‛ O cabelo no peito a fascinava, por isso se concentrou nele. ‚Nunca veio a público e nem disse que sim, mas conheço um tempo e sei que é um bom homem, Trace.‛ Ele lhe deu um olhar cauteloso. ‚Não tenho certeza de que me descreve com precisão.‛ ‚É claro que sim. Desde o começo você estava fazendo movimentos para me proteger. Quando pegou minha carteira, assim Murray não conseguiu fazer uma verificação sobre mim, e isso foi antes de sabe quem era ou o que queria. Tudo o que já fez, desde então, tem sido um ato de equilíbrio de cumprir o que Murray espera de você e ao mesmo tempo me manter longe disso.‛

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‚A partir desse momento não est{ envolvida de qualquer maneira.‛ Se isso fosse verdade. Para alguns, seria tão fácil dar um passo atrás e deixar Trace fazer suas coisas. Especialmente desde que fazia isso para o bem. Ele mataria Murray, sabia disso. Mas, não podia delegar essa responsabilidade. Ela nunca seria capaz de viver com isso. ‚Desculpe, Trace, mas estou envolvida até o fim. Nada vai mudar isso.‛ Sentou-se de repente. ‚Errado. Isso mudou.‛ Preocupação pasou por sua espinha. ‚O que você quer dizer?‛ ‚Eu quero dizer que vai ficar longe dele‛ Ele pegou o relógio da mesa e amarrou em torno do pulso. ‚Vou dizer a Murray que você fugiu, que não sei para onde foi. Não ser{ capaz de encontrá-la e depois de enviar Helene atrás de você é uma mentira que irá acreditar.‛ ‚Não.‛ Não iria deixá-lo ser tão autoritário. Não deixaria que decidisse seu destino. Ele caminhou até a cadeira para pegar sua calça. ‚Jackson ir{ lev{-la para ficar com Dare até que tenha tudo resolvido por aqui.‛ Ou seja, depois de ter matado Murray e seus companheiros. O pânico apertou ao redor dela. Não queria se separar dele e não queria que lhe roubasse sua vingança legítima. ‚Não.‛ Ele vestiu a camisa agora amassada. ‚Não tem palavra nisso, querida. Sinto muito.‛ O aperto no peito tornou difícil respirar. Nua, irritada, ela saiu da cama para confrontálo. ‚Você não é o meu dono. Não pode tomar essas decisões.‛ ‚J{ foram feitas.‛ Ele não tirou os olhos dela. Algo brilhando em seus olhos, algo perigoso e indefeso. Sua voz ficou rouca. ‚Não quero que se machuque Priss.‛ Ela engoliu a emoção. ‚Machuca que queira me excluir disso.‛

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A vulnerabilidade substituiu outra coisa. ‚Vai superar isso.‛ Desesperada em alcançá-lo Priss disse: ‚Sinto da mesma maneira com você, Trace‛ Quando ele parou, continuou ‚Que se machuque quero dizer.‛ Ele deu a volta nela para conseguir seus sapatos. ‚Você deve perceber agora que posso cuidar de mim mesma.‛ Ele ficou silencioso novamente, sem responder, nem piscar. Oh, Deus, dessa vez seu silêncio acabou com ela. ‚Não, maldição‛ Ela balançou a cabeça com força. ‚Não pode ditar as coisas sem nem me dizer uma única verdade‛ Ele queria asumir sua vida sem nada em troca. Ele pegou seus braços e moveu seu corpo para sentar na beira da cama. Ficando de joelho na sua frente disse: ‚Quer as verdades? Tudo bem. Estava em uma antiga fábrica de Murray.‛ Na medida a informação era vaga, ‚Por que?‛ ‚Para acabar com algum merda de comprador que se atreveu a renegociar o preço com ele.‛ ‚Oh‛ Seu coração batia o dobro, parte por finalmente estar revelando algo, confiando nela, mas também com medo do que ouviria. Havia algo no humor de Trace, algo mais sombrio e ousado que o nromal. Ela sabia que o que ele iria contar não seria f{cil de aceitar. ‚Um homem que iria comprar... As mulheres?‛ ‚Sim.‛ ‚Você o venceu?‛ ‚Sim.‛ ‚Ótimo.‛ Qualquer pessoa envolvida com Murray merecia isso e muito mais. ‚V{ em frente.‛

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‚Depois que Murray vende as mulheres...‛ Trace apertou suas mãos. ‚O comprador armazena na fábrica. É usado, em parte, como um lugar para as operações, e para manter as vítimas trancadas até que ele possa levar para ser vendida individualmente.‛ Se ela não tivesse sentado os joelhos teriam falhado. Sua visão nublou. ‚Você deixou as mulheres?‛ ‚Não‛ Sua frustração estalou no ar ao seu redor. ‚Não, eu não...‛ Ele deixou sair. ‚A coisa é que Murray disse que mantinha as mulheres há muito tempo.‛ Nenhum ar poderia passar por sua garganta. ‚H{ muito tempo.‛ ‚De volta quando estava começando nessa estrada de tr{fico humano.‛ Tempo que sua mãe era uma jovem menina inocente. Seu olhar focado, enquanto se lembrava do terror de sua mãe, um terror tão forte que se tornou uma fobia. Pelo que Priss conseguia lembrar sua mãe vivia em constante medo de ser presa. ‚Vou verificar, Priss, para ver quanto tempo faz que a f{brica est{ fechada.‛ ‚Eu me lembro de você falando com Jackson.‛ Trace levantou e caminhou para longe. ‚Você é inteligente, Priss. Sabe onde isso vai dar.‛ Ela assentiu, mas desde que Trace estava de costas não viu. ‚Sim. Est{ dizendo que é possível que minha mãe foi mantida ali. Esse lugar onde deixou que seus amigos a tivessem. Pode ser que a forçou... Compartilhar a si mesma.‛ ‚Ela disse para você?‛ Ele manteve dist}ncia, mas se virou para encar{-la de novo. ‚Ser{ que deu mais detalhes?‛ Antes que pudesse responder, Trace disse: ‚Entenda Priss, estou esperando que não tenha feito. Estou esperando como no inferno que permitisse que tivesse algo da sua inocência, algo de sua infância. Esses detalhes... Não são algo que uma menina precise ouvir.‛ ‚Eu sei‛ Quando estremeceu Priss tardiamente percebeu sua nudez. Puxou o lençol ao seu redor.

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‚Priss?‛ Ela olhou para suas mãos. Não, sua mãe não a tinha poupado. Ela considerou tudo importante. ‚Eu-eu me lembro dela dizendo uma vez que foi mantida em um quarto sem janelas, úmidos.. Com tijolos na parede.‛ Com as mãos nos quadris, Trace abaixou a cabeça. ‚Merda.‛ Ela olhou para ele. ‚Você acha que esse é o lugar?‛ Se fosse assim ela iria ver. Explodiria aquele lugar. Nem um único tijolo ficaria de pé. ‚Priss, em escute. Não ir{ fazer nada. Entendeu?‛ Ele tinha lido sua mente? Não podia estar falando sério! ‚Então por que est{ me dizendo?‛ ‚Murray tem um negócio l{ embaixo. Ir{ entregar as mulheres no local e serão trancadas dentro‛ Ele voltou a se vestir, com seu colete, sua arma, faca e bastão. ‚Não consigo me concentrar em libertá-las sabendo que tem uma única possibilidade de que possa se machucar.‛ Bobabgem. Não tinha dúvida de que Trace podia fazer muitas coisas, um multitarefas. ‚Quando?‛ Sua expressão endureceu como uma nuvem de tempestade. ‚Não importa, porra!‛ Seu queixo levantou. ‚Para mim sim.‛ ‚Priss, eu quero...‛ Ele pasou a mão no cabelo, em seguida, esfregou o pescoço antes de apelar. "Preciso saber que estará fora de perigo.‛ Implacável ela saiu da cama. ‚O que você faz?‛ Ele ergueu as mãos.

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‚Pego os homens maus.‛ Tal afirmação simples teve um efeito incrível. Pensando em Helene, Priss perguntou: ‚E com as mulheres ruins?‛ ‚Isso j{ aconteceu.‛ Se tivesse ido disfarçado para conseguir uma mulher? Quão longe iria para conseguir? ‚Você... Você sabe, nunca se envolveu... Sexualmente?‛ Seu tom de voz e sua expressão suavizou. ‚Tenho trinta anos, Priss. Tive relacionamentos. Sabe disso.‛ ‚Não foi isso que quis dizer‛ Ninguém jamais confundiria Trace com um monge. O que queria saber era se era de alguma forma especial, mas não sabia como perguntar. Ele a olhou por um momento e como de costume decifrou seu significado. ‚Como regra geral fico separado emocionalmente de alguém ligado ao caso. A emoção pode acabar com tudo de uma vez. Rouba um homem da vantagem necessária para fazer o que tem que ser feito e quando.‛ Como puxando um gatilho. Ela assentiu e suas esperanças frustradas. ‚Entendo.‛ ‚Entende?‛ Ele alisou os cabelos emaranhados. ‚Eu tentei, Priss, realmente fiz. Mas, não podia ficar longe de você.‛ ‚Não podia?‛ Ele balançou a cabeça ‚Esse é o problema.‛ Então ele a via como um problema. Não que esperasse muito mais, dada sua posição paisana, e como essa aparência causava tanto rebuliço em Murray. ‚Mas, não podia ficar perto também.‛ Ele esboçou um sorriso. ‚Eu fiz. E estou feliz‛ Colocando a palma da mão no queixo, curvou os longos dedos em torno da cabeça em seus cabelos. ‚Agora, por favor, vai trabalhar comigo ao invés de contra?‛

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‚Sim.‛ Ela com certeza gostaria de trabalhar com ele, mas provavelmente não da amneira que estava esperando. Priss deslizou os braços oa seu redor e ele parecia tão forte e grande, que fazia se sentir segura tanto que mal conseguia pronunciar as palavras. ‚Você pode ir, Trace. Prometo ficar fora do seu caminho.‛ Enredando a mão em seu cabelo, ele gentilmente puxou a cabeça para trás e pôs a boca na dela em um beijo de alívio. ‚Jackson deve estar aqui em breve‛ Ele beijou sua testa e ela sentiu um sorriso quando disse. ‚Se puder se vestir seria ótimo. Não quero que tão cedo a veja nua.‛ Priss golpeou em seu estômago por isso e mesmo que grunhisse ele riu. ‚Não é engraçado‛ Seu rosto ficou vermelho quando se lembrou de como Jackson a tinha visto. ‚Acredite em mim, eu sei‛ Ficando sombrio, Trace abriu o lençol e olhou para seu corpo. ‚Teria sido mais feliz se nenhum outro homem tivesse te visto assim.‛ Seu coração começou a bater forte. ‚Por que?‛ ‚Porque você é minha.‛ Ele se afastou dela. ‚E estou começando a perceber que sou um bastardo territorial.‛ No mesmo instante saiu pela porta. Deixando-a com Jackson, indo lidar sozinho com Murray.... Confiando que ela faria o que lhe pediu. Pobre Trace. Ela o amava, de verdade o fazia. Mas, não era uma pessoa de entregar a responsabilidade e ficar tranquila, enquanto outros estavam em risco ou recebendo ordens de alguém. Mesmo que o homem significasse o mundo para ela.

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Capítulo 18 Depois de combinar de encontrar com Murray no escritório, Trace ligou para Dare. Ele respondeu com um ‚O que foi?‛ ‚Estou encurtando as coisas. Murray tem que ir. Quanto mais cedo, melhor.‛ ‚Ok‛ Dare se acalmou por um segundo. ‚Por que a mudança de planos?‛ ‚Sei para onde as mulheres são levadas. O negócio está para acontecer a qualquer momento. Não tem razão para esperar. Posso pegar os principais jogadores e então quando falarem, podemos pegar o resto.‛ ‚Se falarem.‛ ‚Eles vão.‛ Ele faria isso. ‚E essa reviravolta súbita não tem nada a ver com Priss?‛ Trace apertou o volante. ‚Na verdade tem tudo a ver com ela.‛ ‚Imaginei.‛ Ele devia a verdade para Dare. ‚Dormi com ela.‛ ‚Então você tem que correr‛ Dare parecia despreocupado. ‚Isso acontece‛ ‚Não apenas uma vez, Dare. Toda a noite‛ E tinha sido incrível, tão incrível que sabia que não poderia desistir. Não podia desistir dela. ‚Eu me conheço muito bem e sei que vou dormir com ela de novo.‛ ‚É assim, né?‛ Como de costume, Dare manteve a calma em qualquer situação. ‚Então, entendo que precisa tirá-la do caminho?‛ Fora do caminho do mal. ‚Absolutamente.‛ Sem hesitar Dare disse: ‚Se conseguir convencê-la, pode ficar aqui.‛

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‚Obrigado‛ Ele sabia que Dare iria oferecer, mas tê-lo confirmando o deixava a vontade. ‚J{ conversei com Priss. Jackson pode levá-la hoje. Quero completamente fora da área.‛ ‚Hoje?‛ Dare hesitou. ‚Tem certeza que sabe o que est{ fazendo Trace? Como via explicar seu repentino desaparecimento para Murray? Sempre é desconfiado, então não ira aceitar que a filha se apresentou em um dia somente para desaparecer no próximo.‛ Essa era a primeira coisa que Trace tinha pensando. ‚Ele ir{ acreditar que fugiu depois que Helene foi atrás dela.‛ ‚Hm‛ Dare considerou a teoria. ‚Sim, esse pode ser um bom motivo. Deus sabe que Hel é o suficiente para assustar as pessoas mais normais.‛ ‚Tem que funcionar, porque não vou deixá-la dentro de uma centena de quilômetros de Murray. Nunca mais.‛ ‚Acha que Priss concordou com essa decisão?‛ Não realmente, mas ela não era irresponsável, então tinha que acreditar que ela concordaria. ‚Ela ficar{ bem. Estou cuidando disso.‛ Dare não pressionou no problema. ‚Chris pode deixar o quarto pronto. Se precisar de mais alguma coisa, me avise.‛ Meia hora mais tarde Trace chegou no escritório. Tentou ignorar o formigamento de mal-estar que se infiltrou em todos os seus poros, mas seus instintos nunca o deixava. Algo não estava certo, sentia no ar que entrava em seus pulmões. Murray estava indo para ele? Estava indo para uma armadilha? Um guarda na porta da garagem o cumprimentou. ‚O chefe est{ esperando por você.‛ Trace lhe deu um olhar gelado. ‚Desde quando preciso que você me diga isso?‛ O novato fraquejou. ‚Eu-eu não sei. Somente avisei.‛

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‚Você acha que não sei tudo o que Murray faz?‛ ‚Acho que sim.‛ Decidindo que o comentário tinha sido improvisado, e não um aviso, Trace retrucou ‚Da próxima vez tente manter a boca fechada.‛ ‚Sim, senhor.‛ Idiota. Ali estava ele descontando seu mau humor em alguém, que em seus conhecimentos, ele estava indefeso. Desgostoso, Trace tomou o elevador para o andar de Murray. Não sabendo como Murray poderia reagir com a traição de Hel, estava ansioso para o confronto. Pela primeira vez foi bom não ter Helene o atingindo. Claro, provavelmente ainda estava se recuperando, não deveria estar cem por cento ainda. Assumia que estava em casa. Como um gato Helene Schumer sempre pousava em seus pés. Alice estava sentada em sua mesa quando Trace entrou, era estranho como ela sempre estava ali, dia e noite, toda semana e finais de semana. Se Murray aparecesse nos escritórios, Alice também estaria. Ela manteve a cabeça baixa digitando no computador. Carrancudo Trace se aproximou dela. ‚Alice.‛ Ela olhou para cima e longe, mas sorriu. ‚Sr. Coburn est{ esperando por você.‛ ‚Obrigado.‛ Trace parou ao lado de sua mesa. ‚Você est{ bem?‛ Alarme brilhou em seus grandes olhos castanhos antes que desviasse o olhar. Novamente. ‚Sim, claro.‛ Ela parecia cansada. ‚Quando é seu dia de folga?‛ Confundindo seu interesse, ela olhou o monitor e suas mãos começaram a tremer. ‚Sr. Miller....‛ ‚Trace.‛

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Ela engasgou e assentiu. ‚Trace‛ Sua boca se abriu mais duas vezes antes de dizer: ‚Sr. Cobrun não aprova qualquer... Relação pessoal entre seus funcionários.‛ Isso não era exatamente verdade, mas entendeu seu aviso. ‚Não estava dando em cima de você, Alice.‛ Seu rosto ficou em chamas. ‚Oh, eu sei disso. Quis dizer... Bem, eu não posso....‛ Algo cínico e irritado apareceu, o mais gentil possível Trace perguntou: ‚Você não pode o que?‛ Enrolando as mãos em punhos, Alice respirou fundo, então sorriu, com os olhos feridos, mas determinado. ‚Perdoe-me. Não sei o que estou dizendo. Você está certo. Confundi seu interesse. Sinto muito.‛ Trace endireitou. Ele conseguia reconhecer os sinais de medo e intimidação em qualquer lugar. Como deixou isso escapar com Alice? Murray contratava muita gente, pessoas que mantinha desligado do verdadeiro lado de sua profissão. Aparentemente, Alice não era um deles. ‚Sou o único que sente muito, Alice‛ Ele acenou para ela e foi para o escritório de Murray. Tantas razões para matar Murray. Em breve. Trace bateu duas vezes na porta e entrou. Murray estava sentado atrás de sua mesa de frente para janela e falando ao telefone. Ele olhou para trás, quando Trace entrou, acenou e então voltou para sue telefonema. ‚Não, maldição‛ Ele fez uma pausa antes de rosnar. ‚Porque o produto chegar{ cedo.‛ Apenas dentro, Trace esperava com a cabeça baixa para que Murray não percebesse que escutava atentamente. Talvez isso seria mais rápido do que esperava. ‚Chega‛ Murray girou sua cadeira para ficar de pé em sua mesa. ‚Isso não est{ em discussão. Consiga o dinheiro e pronto‛ Ele acabou batendo com o telefone na mesa. Levantando uma sobrancelha para o show de humor, Trace perguntou: ‚Devo voltar?‛

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‚Não.‛ Murray esfregou as mãos no rosto em frustração. Depois de um segundo, pegou o telefone de novo e com mais cuidado colocou no local. ‚Vamos, preciso de uma bebida. Quer uma?‛ Como de costume Trace recusou. ‚Acabei de terminar com um pote de café.‛ ‚Longa manhã?‛ ‚Muito‛ ‚Talvez fosse a lua cheia ontem | noite ou algo assim‛ Ele colocou uma porção generosa de uísque em um copo. ‚Helene também está atrasada hoje.‛ Estava? ‚Então est{ aqui agora?‛ Murray tomou sua bebida e pegou outra antes de se colocar atrás da mesa. ‚Ela telefonou dizendo que tem algo importante para compartilhar comigo‛ Ele estudou Trace. ‚Sabe algo sobre isso?‛ Trace tomou um posição ameaçadora ao lado da mesa de Murray. ‚Não tenho dúvidas de que Helene ir{ compartilhar toda a verdade, mas eu queria falar com você.‛ ‚Sobre Helene?‛ ‚Em parte.‛ ‚Hm‛ Murray cruzou as mãos sobre o estômago. ‚Você me deixa curioso.‛ ‚Na noite passada ela ultrapassou os limites.‛ Murray acenou dispensando. ‚Dei-lhe permissão para brincar com Priscilla.‛ Trace trincou os dentes. ‚Eu sei, estava aqui‛ E faria o filho da puta pagar por isso. ‚Mas, não quero dizer com sua filha‛ Ele manteve contato visual com Murray. ‚Ela ultrapassou comigo.‛ ‚Você?‛ Ele resmungou. ‚Como assim?‛ ‚Helene estava no meu hotel quando voltei ontem | noite após nosso negócio.‛

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A carranca aumentou levando as sobrancelhas espessas de Murray para baixo. ‚Mas, e o que aconteceu com Priscilla?‛ ‚Não tenho ideia. Tentei encontrá-la ontem à noite e, logo, novamente essa manhã. Sem sorte..‛ Ele sentou para frente com os braços sobre a mesa. ‚Est{ dizendo que Priscilla est{ desaparecida?‛ ‚Parece que sim.‛ Ele procurou o rosto de Trace. ‚E você acha que Helene fez alguma coisa com ela?‛ ‚Isso ou a assustou.‛ ‚Acho que é possível. Helene pode ser muito exuberante... Ás vezes.‛ Esfregando o cavanhaque, Murray pensou sobre isso. Seu olhar escorregou para Trace com suspeita. ‚O que disse para Helene quando a encontrou?‛ ‚Disse para sumir.‛ Repreendendo Murray disse: ‚Trace. Tsk, tsk. Isso foi muito cruel.‛ ‚J{ sabia dos meus planos e não incluem sua isca de segunda mão.‛ ‚Oh-oh! Se Helene ouvisse iria castrá-lo.‛ Sem dúvida poderia tentar. ‚Queria um banho r{pido, um par de bebidas e uma mulher.‛ ‚Fora a minha Helene.‛ Trace encolheu os ombros.. ‚Como você disse, ela é sua e não compartilho.‛ ‚Um homem segundo meu coração‛ Ele colocou as mãos para baixo sobre a mesa. ‚Então. Depois que a rejeitou, o que aconteceu?‛ Lembrança trouxe uma nova tensão que invadiu os músculos de Trace. ‚A vadia me drogou.‛ Murray perdeu sua postura relaxada. ‚O que disse?‛

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‚Ela me esfaqueou na bunda com uma agulha. Fosse o que fosse, me deixou tonto o suficiente para ela....‛ Sentado em expectativa, franzindo a testa Murray perguntou: ‚Não me mantenha em suspense, maldição. Para ela fazer o que?‛ ‚Ela me amarrou. Estava indo para me pegar, independenetemente do que eu tinha a dizer sobre isso.‛ Murray ferveu... E depois soltou uma gargalhada. ‚Por Deus, Trace, você soa como uma daquelas virgens que trouxe para leilão!‛ Ele bateu com as mãos sobre a mesa novamente. ‚Preocupado com sua virtude?‛ Não tinha como comparar, um homem crescido e capaz, com uma menina indefesa, assustada e frágil. Mas, sim, tinha tido um pouco do gosto de como as meninas se sentiam. A diferença era que sabia que ia se soltar e sabia que lhe faria pagar. As mulheres cujas vidas Murray tinha arruinado nunca teriam essa satisfação. Franzindo a testa e irritado, Trace disse: ‚Você gosta de controle, Murray. Gosto do controle. Qualquer outra coisa está fora de questão.‛ ‚Verdade, verdade.‛ Não era exatamente correto, mas era o suficiente. Trace disse suavemente ‚Se não fosse sua teria matado Helene pelo que tentou fazer.‛ Murray continuava achando engraçado. ‚Ah, então suponho que você se soltou antes que pudesse corrompê-lo...?‛ ‚Estava muito chateado para lidar com ela, então lhe dei uma dose de seu próprio remédio. Literalmente.‛ ‚Não me diga?‛ Suas sobrancelhas subiram. ‚Você a dopou?‛ Trace deu um aceno de cabeça. ‚E então saí. Quando voltei mais tarde naquela noite, ela tinha ido embora.‛

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‚E ainda assim ela não mencionou nada disso‛ Deixando escapar um suspiro pensativo Murray estufou. ‚Tenho a sensação de que tudo que tinha para discutir comigo não tinha nada a ver com você.‛ ‚Eu disse a ela que não iria gostar. Disse que iria lhe informar‛ Trace encolheu os ombros. ‚Acho que não acreditou em mim.‛ ‚Tenho que dizer que estou surpreso que não tentou encobrir‛ Ele inclinou a cabeça estudando Trace. ‚Não estava preocupado que poderia sentir sua falta?‛ ‚Não, mas isso não importa de qualquer maneira. Não iria manter algo importante de você.‛ ‚Você considera isso importante?‛ Trace não gostava de jogar. ‚Você mesmo disse que Helene é inst{vel. Pode melhor julgar quão inst{vel é com os relatos que faz.‛ ‚Você est{ certo.‛ ‚Estou surpreso que j{ não soubesse‛ Ele nunca fazia mal mexer com o ego de Murray – e se mostrar. ‚Você tinha tantos testes ultimamente, não sei se deveria ser insultado em sua falta de confiança ou lisonjeado que está preocupado o suficiente para manter os cachorros em cima de mim.‛ ‚Siga meu conselho. Lisonjeado.‛ Ele empurrou o interfone. ‚Alice, diga para Helene entrar aqui.‛ Então Murray não perderia tempo em lidar com ela. ‚Quer que eu fique?‛ Trace esperava. Mais desagradável que achasse a dinâmica relação de Murray e Helene, queria ficar a par de sua situação. ‚Conhecendo Helene, poderia precisar de sua proteção.‛ Murray sorriu quando disse isso.

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Dado a mudança de humor de Murray, não sabia se o louco mataria Helene ou aplaudiria sua audácia. Helene invadiu o local minutos depois com um papel na mão. Habitualmente com a imagem perfeita desde do cabelo até seus sapatos, ela parecia menos composta hoje. Além de seu cabelo liso e os olhos escuros de cansaço, ela estava sem mangas, sobre a blusa tinha algumas rugas e a saia estava torta e os sapatos não combinavam muito bem com o conjunto. Ela parecia.... Mais do que a média, uma mulher normal, em vez de um fetiche vivo com más intenções. Quando descobriu Trace ali nas janelas fez uma pausa. Seu olhar preocupado foi para Murray e sabia que tinha acabado. Helene não era idiota, simplesmente insana. ‚Sim, Helene‛ Murray disse com uma forte dose de apatia. ‚Você est{ em apuros.‛ Tentando acetar seu caminho ela acenou um papel. ‚Tenho algo importante para compartilhar com vocês.‛ ‚Realmente?‛ Ele virou para Trace. ‚Parece que est{ ansiosa para compartilhar. Acho que podemos esperar pela nossa pequena audiência disciplinar, não podemos?‛ Escondendo sua frustração, Trace disse: ‚Sua decisão, como sempre.‛ Murray deixou sua cadeira e circulou até a frente da mesa. Ele se inclinou para trás, os braços cruzados sobre o peito espesso. ‚Tudo bem Helene. Vamos ouvir. E é melhor que seja bom.‛ Triunfante estendeu o papel. ‚Os resultados da paternidade. Aquela pequena fraude não é sua filha.‛ Tão atordoado que Trace não sabia como reagir. Murray parecia ainda mais chocado, provando que tinha acreditado que Priss era sua filha. Nenhum deles estendeu a mão para o papel. ‚É verdade‛ declarou Helene. ‚Eu juro.‛ Suavamente Murray disse: ‚Maldição. Comprei totalmente seu ato.‛

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‚Mas, foi um ato‛ Jogando o papel na mesa de Murray, Helene apresentou uma falsa simpatia.‛Ela estava tentando us{-lo Murray.‛ Ela acariciou seu cavanhaque até a parte de tr{s de sua cabeça. ‚Queria se aproveitar de você, tomando seu dinheiro e seus bens. As evidências não mentem. Não está relacionada com você de nenhuma maneira.‛ Franzindo a testa em distração Murray se virou e olhou Trace. ‚O que acha?‛ Helene se irritou. ‚Por que est{ perguntando para ele? Tenho a prova! Quem se importa com que pensa?‛ ‚Eu faço, obviamente.‛ Ele colocou dist}ncia e deu sua atenção a Trace. ‚Qual é o ponto?‛ ‚Poderia ser mais um mal-entendido do que uma artimanha deliberada‛ Ele jogou um olhar sobre Hel. ‚E eu checaria os resultados antes de tomar somente a palavra dela.‛ ‚Bastardo!‛ Hel se lançou contra ele, mas Trace facilmente pegou seu braço e prendeu fortemente nas costas. Perto de seu ouvido, sem se importar com a presença de Murray, ele sussurrou: ‚Não estou drogado agora Helene, por isso nem sequer pensava nisso‛ Enquanto ela lutava inutilmente, ofegando de dor, Trace conferiu com Murray. ‚Pense sobre isso. Helene mostrouse indigna de confiança. Em vez de ir para Priscilla como foi sua permissão, veio até mim. Priscilla est{ desaparecida e de repente Helene tem esses resultados?‛ Murray coçou o queixo, puxou seu cavanhaque e pensou, ‚Parece muito conveniente não?‛ Helene engasgou novamente e ficou imóvel. ‚Não!‛ Seria possível que Murray realmente queria que Priss fosse sua filha? Mais provavelmente estava tomado de surpresa para ter planos, e que esses planos poderiam ser frustrados por uma fraude. Priss foi capaz de tanta falsidade? Helene lutou de novo. ‚Ele est{ mentindo.‛

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Indiferente se iria machucá-la Trace apertou seus braços. ‚Você não gostaria de ter certeza?‛ Estreitando os olhos Murray se aproximou mais deles. ‚Sabe, eu acredito que esteja certo Trace.‛ Havia uma finalidade no tom de voz de Murray, Trace podia adivinhar qual seria seu futuro agora. Ele a soltou e deu um passo atrás. Balbuciando, implorando, ela se jogou contra Murray. ‚Você não pode acreditar nele, Murray. Não pode!‛ Ela beijou seu rosto, seu gorod pescoço. ‚Querido, você sabe que nunca mentiria para você.‛ Gentilmente Murray pegou seu rosto. ‚Ah, acho que você é mais do que capaz de muitas coisas. Muito capaz. Acredito que, como Trace sugeriu, vou remarcar os resultados. Mas, não se preocupe, no entanto, você será mantida em... Segurança.‛ Ela choramingou no primeiro sinal de medo que Trace nunca tinha visto. Os olhos arregalados, pulso disparado, ela sussurrou ‚Murray....‛ Ele sorriu para Trace. ‚Chaema a segurança‛ Ele empurrou Helene em uma cadeira. ‚Tudo bem‛ Trace deu um olhar r{pido, com pena de Helene, mas sabia que não deveria interferir. Ele deu um passo fora da porta. ‚Alice?‛ Assustada, ela se levantou da mesa e empurrou para lhe encarar. Trace franziu a testa. Seu rosto estava pálido, com uma expressão de preocupação. Sempre foi inibida, mas nunca a tinha visto tão estressada. Sentia-se muito protetor em relação a ela. ‚Poderia chamar a segurança aqui?‛ ‚Segurança... Além de você?‛ ‚Segurança do prédio‛ ele esclareceu. Tentou um sorriso que não teve nenhum efeito nela, então desistiu e voltou a ação dizendo: ‚Obrigado.‛

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‚Oh.‛ Correu para cumprir a ordem. ‚Sim é claro. Vou fazer isso imediatamente.‛ Quando ela saltou atrás da sua mesa Trace fechou a porta. ‚No caminho.‛ ‚Excelente.‛ Em uma das cadeiras acolchoadas, Helene estava em um enorme silêncio, seu olhar perdido, olhando para nenhum lugar em particular. Trae não podia deixar de perguntar o que tinha aconteceido com ela na noite passada depois que Jackson a deixou. ‚Precisamos encontr{-la‛ disse Murray ‚Ela?‛ ‚Priscilla‛ Ele fez uma careta para Trace. ‚Acompanhe.‛ Em um alívio antes de censurar Murray, o celular de Trace tocou. Jackson somente iria usar o celular, não telefonaria, deixaria o código. Enquanto, Murray esperava ansiosamente, Trace não tinha escolha a não ser puxar o telefone para desligar. ‚Sinto muito.‛ Murray fez um gesto magn}nimo. ‚V{ em frente.‛ Em seus ossos, Trace sabia que atender a chamada não seria uma boa ideia. ‚Seja o que for ter{ que esperar.‛ ‚Bobagem. Poderia ser Priscilla.‛ Murray fez um gesto. ‚Responda j{.‛ Com nenhuma outra escolha ele aceitou. ‚Tudo bem‛ Não sabia se era um novo jogo de Murray, então colocou o telefone no ouvido. ‚Trace Miller.‛ ‚Hey, Trace.‛ Priscilla. Meu Deus, o que ela estava pensando? Tinha se esforçado para manter sua expressão neutra. ‚O que é isso?‛ ‚Péssima hora? Desculpe por isso. Nada tr{gico ou errado, então não se preocupe. Apenas queria que soubesse que estou aqui.‛ Ciente da atenção implac{vel de Murray, ele perguntou: ‚Aqui... Onde?‛ ‚Aqui fora. Em um telefone público.‛

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Fodidamente incrível. Priss soava ao contrário toda alegre e ele queria estrangulá-la. Com a mandíbula apertada perguntou: ‚Como?‛ ‚T{xi. Pulei fora antes que Jackson chegasse, por isso, se ele ligar não entre em pânico, fique tranquilo.‛ Trace olhou para Murray. ‚Estou em uma reunião importante.‛ ‚Oh, com Murray? Estranho! Apenas queria que soubesse que estou chegando.‛ De jeito nenhum. Ele segurou o telefone forte. ‚Negativo.‛ ‚Positivo‛ ela respondeu, sem preocupação com a ordem direta que tinha acabado de lhe dar. ‚Oops. Especialmente uma vez que o anzol foi lançado.‛ Por que nunca pensou em ser razo{vel? ‚Diga-me onde está e vou te buscar.‛ As sobrancelhas de Murray levantou. ‚Tarde demais para isso. Alguns gorilas estão vindo no meu caminho. Acho que não vou conseguir despitar, estou supondo que estão me levando rapidamente. Você conversou com Murray? Sobre Helene, quero dizer.‛ ‚Sim.‛ ‚Oh. Bem, somente posso igualar nossas histórias. Opa. Tenho que ir, Trace. Vejo vocês em breve‛ Quando como em uma reflexão tardia, acrescentou. ‚Beijos.‛ O telefone morreu. Beijos? Ela estava louca? Estar em torno de Murray e Helene mexeu com sua inteligência? Com uma dormência rastejando sobre ele, Trace fechou o telefone e jogou no bolso. ‚Quem era?‛ Não valia a pena mentir sobre isso. ‚Priscilla.‛ Helene disse: ‚Priscilla?‛ Quase ao mesmo tempo Murray disse: ‚Não me diga? Pensei que estava muito longe.‛

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‚Aparentemente não‛ Ele tomou sua posição ao lado da porta. ‚Eu me ofereci para ir buscá-la, mas disse que estava por perto e que os gorilas estavam atrás dela. Seus gorilas, eu espero.‛ Murray o examinou. ‚Mais prov{vel. Disse aos homens que examinassem o prédio ou qualquer lugar perto, e queria que trouxessem ela.‛ ‚Ela mentiu para você‛ Helene insistiu novamente. Ignorando-a Trace disse: ‚Então suponho que est{ entrando.‛ ‚Esplêndido.‛ Ela deixou cair as mãos e outra vez se sentou atr{s de sua mesa. ‚Mal posso esperar para... Cumprimentá-la.‛ E então para Helene. ‚Nem uma palavra sua. Entendeu?‛ Ela hesitou, mas depois acenou com a cabeça. Poucos minutos depois, Alice entrou no escritório. ‚Sr. Cobrun, alguns de seus guardas trouxeram Priscilla Patterson para lhe ver.‛ Murray rolou os olhos. ‚Não seja tola, Alice. Traga-os.‛ ‚Sim, senhor.‛ Foi a primeira vez que o viu falando com Alice sem ser profissional. Mas, não tinha tempo para lidar com isso, não quando os mesmos homens que tinha confrontado no estacionamento de Priss entraram na sala, arrastando Priss pelo braço e reclamando. Um homem de cada lado agarrava seus braços e outro seguia atrás. Pelo resto dos hematomas e um pouco de esfarrapado, eles sorriram para Trace. Priss tentou esconder sua careta, mas eles estavam machucando e Trace não toleraria isso. Olhando para os homens, mas falando com Murray, retrucou ‚Precisa dizer para que a maltratassem?‛ Divertido Murray disse: ‚Na verdade... Não.‛ E então em advertência. ‚Mas, esse é meu escritório Trace, por isso não quebre nada.‛

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‚Somente alguns ossos‛ Forte e duro, o punho disparou e conectou no nariz do homem mais próximo a ele com o impacto da cartilagem. Atordoado, o idiota rapidamente voltou Priss e cambaleou para trás com um murmúrio, ‚Ah...‛ ‚Sem sangue no meu tapete‛ Murray ordenou a todos quando se sentou para apreciar o show. Ocupado em colocar suas mãos ao redor de seu nariz jorrando e tentando não desmaiar, o homem não podia lutar. Saiu da sala e tropeçou em Alice. Priss se arremessou para fora da briga e longe dos dois homens. Com o canto do olho Trace viu que chegava mais perto de Murray. Ela disse em um pouco de aprovação ‚Trace é muito eficiente nisso.‛ ‚De fato.‛ Por que ele se sentia desconfortável com ela tão perto de Murray, Trace terminou rapidamente com o segundo homem. Um pequeno chute no joelho enfaixado e o homem stava completamente fora da luta e tinha a vantagem de ser livre de sangue. Tudo que podia fazer era rolar no tapede, lamentando. Um soco atrás de seu estômago e, em seguida, em suas costelas colocou o terceiro homem para baixo também. Ele arqueou no ar, perto de vomitar, mas segurando-o para trás com medo de sujar o tapete de Murray. ‚Excelente trabalho, Trace‛ Quando ele novamente deixou sua mesa, Murray acenou para Trace ir para trás e então se dirigiu ao seus homens. ‚Vocês continuam me decepcionando. Agora saiam.‛ Nervosa Alice segurava a porta larga. Depois que os homens tinham desaparecido, perguntou a Murray em voz baixa ‚Precisa de mais alguma coisa?‛ Murray perguntou a Priss: ‚Café? Soda?‛ Ela balançou a cabeça. ‚Não. Estou bem. Não quero me impor ainda mais.‛

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Helene estava consciente o suficiente para zombar, mas por outro lado permaneceu quieta como foi mandado. Trace pegou a maçaneta. ‚Isso é tudo, Alice. Obrigado.‛ Ela observou a sala, acenou com a cabeça e saiu. Trace fechou a porta. Preparando-se para qualquer coisa, Trace se alinhou mais perto de Priss. Se fosse necessário, atiraria em Murray e lidaria com as consequências. Murray sorriu para Priss com a mesma atenção que dava aos seus relatórios financeiros. ‚Não necessita ficar sobre ela, Trace. Ela ficar{ bem‛ Ele levantou uma sobrancelha. ‚Não é certo, Priscilla?‛ Ela fez um ruído evasivo. ‚Não vou ficar chorosa por mais um pouco de violência, especialmente, uma vez que estou aqui.‛ ‚Priscilla‛ Trace avisou. Queria amordaçá-la. Queria levar para longe e esquecer o resto do mundo. Ele queria... Talvez, mantê-la. Entretido Murray sorriu para ela. ‚Não se preocupe, Trace. Ficar{ bem. Não vai?‛ Mais do que um pouco de teimosia, Priss cruzou os braços. ‚Se, bem, quer dizer que não ir{ prestar queixa contra os capangas... Não sei.‛ Murray deu uma gargalhada. ‚Excelente.‛ Trace tinha que saber quando o bom humor de Murray ia evaporar. ‚Por necessidade, Murray tem que ser muito cauteloso‛ Ele olhou para ela, esperando transmitir a mensagem. ‚Não pressione.‛ Observando, Murray disse: ‚Ela pode me pressionar um pouco. Não me importo.‛ Então seu olhar vagou sobre sua calça jeans e as camisetas soltas. ‚Em nome de Deus, o que est{ vestindo?‛

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Priss alisou sua camisa e trocou nos pés. ‚Não gosta das minhas roupas?‛ ‚Não, não gosto‛ Apoiando o quadril em sua mesa e atando as mãos Murray balançou a cabeça. ‚Gastei comprando roupas especificamente para você para que não tivesse que ver esses trapos... Desclassificados.‛ Seu rosto era cômico. A pequena farsante. Trace não comprou nada. O que inferno estava fazendo? ‚Estou tão, tão triste. De verdade. Queria usar.‛ Com o rosto desanimado, Priss mordeu o lábio inferior, logo, deu uma guinada para frente mais perto dele de forma teatral. ‚Oh, Murray, odeio dizer isso, mas alguém entrou no meu apartamento ontem à noite e destruiu tudo.‛ Trace olhou com fascinação. Deus ela era uma mentirosa fabulosa. ‚Destruido?‛ Murray parecia surpreso. ‚Sim. Eu tinha saído.‛ Atento a isso Murray perguntou: ‚Para onde?‛ Sem perder o rtimo disse, ‚Para uma lavanderia. Precisava lavar meu pijama, calça jeans e outras coisas.‛ Injetando uma quatidade perfeita de drama, ela gemeu. ‚É uma coisa boa, já que todo o resto se foi.‛ ‚Foi para onde?‛ ‚Isso que estou dizendo. Enquanto estava fora, alguém arrombou!‛ Murray olhava de Trace para Helene e de volta para Priss. ‚Você tem certeza?‛ Assentindo rapidamente colocando os lindos cabelos sobre os ombros, distraindo Murray. ‚Cheguei em casa e todas as minhas novas maravilhosas roupas rasgadas, arruinadas além do reparo.‛ Ela sacudiu como se estivesse angustiada além da medida. ‚Oh, Murray, não sabia o que fazer.‛ Murray olhou para ela. ‚Então o que fez?‛

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‚Tentei ligar para Trace‛ Ela lhe lançou um olhar preocupado. ‚Mas, ele não respondeu.‛ Levantando Murray se virou para Trace. ‚Trace?‛ Ele deu de ombros, tantando se manter com Priss. ‚Deve ter sido depois de que Helene apareceu. Não recebi qualquer ligação que conheça, mas durante nossa. Briga, ela pegou meu telefone e desligou.‛ Helene começou a dizer algo, mas Murray deu-lhe um olhar estreito o que a acalmou imediatamente. Priss olhou para eles com confusão quase genuína e preocupação. ‚Não tenho seu número, Murray. Então... Sai. Tinha medo de ficar. Sinto muito.‛ ‚Hmm. Então onde ficou?‛ ‚Andei pelos restaurante a noite toda. Isso foi meio assustador, também, mas pelo menos me sentia segura.‛ Ela correu. ‚Adorei as roupas. De verdade amei. E sei que custaram muito. Eu acho, acho que poderia trabalhar para recompensá-lo. Infelizmente não tenho dinheiro o suficiente guardado, ou teria entregado a você agora mesmo.‛ Murray finalmente relaxou. ‚Bobagem. As roupas podem ser substituídas. É com sua segurança que estou preocupada agora‛ Ele olhou para Trace. ‚Alguma ideia de quem poderia fazer isso?‛ Que piada. Não tinha dúvida e Trace quase odiou incriminar ainda mais Helene, ela estava com problemas suficiente. Mas, desde que Priss tinha começado o jogo, ele não tinha escolha a não ser jogar junto. Quando ele deu um olhar aguçado para Helene, Murray desviou seu olhar e suspirou. ‚Sim, acho que faz sentido.‛ A expressão de Helene comprimiu, mas ela se calou. Como se ela precisasse de conforto, Priss olhou termorosa para Helene e deslizou mais perto de Murray. Em um sussurro, ela perguntou: ‚O que h{ de errado com ela?‛

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Trace teve que lutar contra a vontade de acabar com Murray, quando ele passou seu braço em torno de Priss. ‚Ela percebeu que suas ações tenham revogado a nossa associação além do reparo.‛ Fingindo inocência Priss balbuciou: ‚Eu... Não sei o que isso significa.‛ ‚Significa que ela não esta mais sob minha proteção e que, minha jovem, esse é um lugar muito ruim para se estar.‛ Quase com carinho Murray abraçou Priss de lado. ‚Pode querer se lembrar disso.‛ Sem esperar qualquer resposta da parte de Priss, Alice enfiou a cabeça dentro. ‚A segurança est{ aqui.‛ ‚Na hora certa.‛ Priss engasgou. ‚Os homens que me agarraram?‛ Ela rastejou metade atr{s de Murray, usando-o como escudo. ‚Não‛ Murray parecia afetado por seu aparente medo e inocência. ‚Segurança do prédio não os meus guardas‛ Ele acariciou sua bochecha. ‚Estão aqui para Helene, não para você.‛ Em pânico Helene tentou fugir. Trace já havia se movido para bloquear a porta, quando Murray a pegou pelos cabelos, torcendo ferozmente para dominá-la. Ofegante, realmente consternada, Priss recuou fora do caminho. E Trace estava ali indefeso, odiando que Priss testemunhasse a brutalidade. Ela já tinha visto muita coisa em sua vida. Queria protegê-la, mas agora, não podia fazer nada. ‚Abra a porta‛ disse Murray e então para Priss ‚Não v{ para nenhum lugar, mocinha. Volto logo.‛ Com os olhos arregalados, Priss assentiu. Trace ficou de lado, enquanto via Murray arrastar Helene para fora. Ela era uma pessoa difícil, mas também tinha seus limites, e Trace descobriu que não era imune a sua dor e medo.

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Pela porta aberta podiam ver Murray falando baixo com os homens, mas não conseguia ouvir o que dizia. Alice, por outro lado, estava perto o suficiente para ir ficando pálida e logo, assustada. Por um momento, Trace pensou que fosse desmaiar. Ele queria protegê-la também, mas tinha que enfrentar Priss. E então Alice endureceu e sabia que ficaria bem. Por enquanto. Os guardas, por sua vez, não pareciam apreciar o novo dever. Quando Murray empurrou Helene em direção a eles, pegaram sem jeito e ela rompeu em soluços. ‚Jesus‛ sussurrou Priss. Com os dentes apertados e o temperamento em chamas, Trace disse: ‚Nenhuma palavra.‛ Ela olhou para ele e deu um tapinha no braço dele. ‚Ok.‛ Agora ela estava assustada? Com nenhuma outra escolha que lhe restava, Trace enfiou a mão no bolso e enviou o código de Jackson antes de dizer a Priss: ‚Se você tivesse mostrado bom senso até agora.‛ Ela manteve seu olhar sobre Murray na porta. ‚Desculpa, mas não pode me tirar dessa.‛ Deus os ajudasse. Voltando ao papel lhe atribuído, Trace se virou e agarrou seu braço. Ele a colocou no local que Helene tinha desocupado, dizendo baixo: ‚Precisa confiar em mim agora.‛ ‚Eu faço‛ Priss engoliu duro, os olhos brilhantes e determinados. ‚Agora é sua vez de mostrar um pouco de confiança em troca.‛

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Capítulo 19 Por mais horrível que Helene poderia ser, não era fácil vê-la sendo arrastada. E com Trace tão furioso, era ainda mais difícil de manter sua pretensão, especialmente quando Murray caminhou de volta como se não tivesse acabado físico e emocionalmente com sua amante. Medo seria a reação adequada, por isso Priss lhe deu. Com a mão na boca, ela olhou de Trace para Murray. ‚O que no mundo ela fez?‛ ‚Destruiu suas novas roupas.‛ ‚Oh, mas...‛ Certamente Murray não iria fingir que essa foi sua única ofensa? ‚Se é assim por que? Por que faria uma coisa dessas?‛ ‚Ciúmes, sem dúvidas‛ Murray acabou com a bebida e foi para o arm{rio pegar mais. ‚Oh‛ O que no inferno poderia dizer agora? ‚Duvido de verdade disso.‛ Rindo Murray enviou um brinde a Trace. ‚Bem, qualquer que seja a razão, não quero vê-la ferida....‛ ‚Não se preocupe, querida. Agora o assunto dela é com as autoridades.‛ Sim, claro. ‚Você chamou a polícia?‛ ‚É claro‛ Ele sorriu para ela. ‚O que achou que eu faria?‛ Torturá-la? Matá-la? O que fosse melhor ou talvez passa-la para seus amigos todos sorridentes? Não dizendo isso em voz alta, Priss balançou a cabeça. ‚Não sei. Você já disse que é um homem poderoso e tantas coisas estranhas tem acontecido desde que cheguei. Não sei mais o que pensar.‛ ‚É compreensível‛ Ele bebeu tudo e despejou mais. Ele estava ficando bêbado? Seria conveniente. Quase para si mesmo, Murray disse: ‚Você tem visto coisas demais.‛

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Uau, não era uma ameaça sutil. Priss saiu da cadeira. ‚Talvez devesse voltar em outra hora.‛ ‚Não‛ A maneira como ele mostrou os dentes em um sorriso, certamente, não era para tranquilizá-la. Indo em torno dela, ele disse a Trace. ‚O acordo est{ acontecendo hoje. Preciso que você venha.‛ O negócio. Priss esperava e rezava para que ele tenha dito o que ela achava, porque queria muito terminar com tudo isso. Trace parecia longe de estar aliviado. ‚E sobre ela?‛ Ele acenou com a cabeça em direção a Priss. ‚Com pessoas ruins a perseguindo em todos os cantos não podemos deixá-la desprotegida agora, certo?‛ Com o rosto frio Trace não disse nada. Murray bateu em seu ombro. ‚Acredito que vamos levá-la junto.‛ Com medo do que veria Priss não olhou para Trace. Sabia que ele estaria de mau humor, mas confiava nele, mas não confiava que fosse manter seu temperamento controle de forma que pudesse terminar isso corretamente, de preferência acabando de uma vez com Murray. Em uma pretensão de excitação ela bateu palmas ‚Para uma reunião de negócios? Est{ falando sério?‛ Inexpressivo ele olhou para Trace, em seguida, voltou para Priss. ‚Sempre falo sério.‛ ‚Oh, Murray, adoraria ver o que faz e como. Mas...‛ Ela olhou para si mesma. ‚Quase não estou vestida adequadamente.‛ ‚Vou dizer Twyla para enviar mais alguma coisa. Deve ter seu tamanho gravado.‛ Priss engasgou com admiração. ‚Você pode fazer isso?‛

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Como resposta, ele bateu o botão para chamar Alice. Quando a pobre mulher entrou, arrastando os pés, Murray disse: ‚Priscilla ir{ se juntar a mim na minha reunião de negócios hoje.‛ Alice lançou um olhar compassivo em sua direção. ‚Peça para Twyla enviar algo bom para que vista. Diga que preciso dentro de uma hora.‛ ‚Sim senhor‛ Alice esperou para ser dispensada. Estudando-a, Murray bateu nos dedos na mesa. ‚Sabe, Alice, seria bom se você se vestisse um pouco mais apropriadamente, também. Não tem que parecer triste todo o tempo.‛ Parecia que ela tinha acabado de ser atingida. Ainda mais humildemente, ela disse: ‚Sim, senhor.‛ ‚Nós vamos sair em duas horas‛ Seu olhar amargurado passou por todos. ‚Limpe minha agenda para o resto do dia depois disso.‛ Quando ela ainda hesitou, ele disse: ‚Isso é tudo.‛ Depois que ela saiu da sala, Trace franziu a testa. ‚Alice vai junto também?‛ ‚Sempre. Ela mantém a contagem.‛ Whoa. Isso era algo que Priss não tinha considerado. Certzamente Alice não era um participante de boa vontade. Não que fosse uma boa juiz para essas coisas, mas Helene ela podia entender muito bem. Murray, obviamente. Mas, não Alice. Quando ela olhou para Trace, não expressava nada. Mas, já o conhecia o suficiente para ver sua tensão. ‚Tenho algumas coisas para fazer‛ Murray se moveu em torno deles, falando com Trace como se ela não existisse. ‚Leve-a para a sala de conferência. Alice irá trazer as roupas assim que chegar. Supervisione quando ela trocar. Não quero nenhuma surpresa.‛ ‚Vou conseguir algo para que beba nesse tempo.‛ ‚Sim‛ Ele olhou para Priss sem muito interesse. ‚Deixe-a confortável.‛ Ele saiu pela porta com uma expressão de preocupação.

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Quando passou pela mesa de Alice, ela saltou para segui-lo... Quase como um animal de estimação, ansiosos para agradar ou com medo de decepcionar. Quando a barra ficou limpa Priss disse: ‚Uau, isso foi....‛ Trace pegou seu pulso silenciando-a. Ela olhou para ele e balançou a cabeça. ‚Grampeado?‛ ela murmurou Ele deu de ombros, deixando que ela soubesse que não tinha certeza. Mas, ele olhou para o sistema de intercomunicação que Murray usou, e ela percebeu que poderia facilmente ir em ambos os sentidos. ‚Vamos l{‛ Ainda segurando seu pulso, ele a levou para fora da sala, por uma entrada em outra, para uma sala ainda maior emoldurada por janela do chão até ao teto em duas partes. Sentindo exposta Priss colocou os braços em volta de si. ‚Vou esperar e me trocar aqui?‛ Trace parecia duro, furioso e determinado. ‚Você deve fazer o que Murray mandar.‛ ‚Sim, eu sei. Mas...‛ Ela mordeu o l{bio e assentiu. ‚Você disse algo sobre uma bebida?‛ Seu olho esquerdo contraiu antes que se virasse e fosse para um bar. Da barra ele pegou uma Coca-Cola. Jogou gelo no copo e despejou. ‚J{ comeu?‛ ‚Não muito.‛ Isso pareceu irritá-lo mais ainda. ‚Não posso deix{-la para conseguir comida de verdade, assim que suas são amendoins, pretzels ou bolachas de queijo.‛ Ele a tratava como um estranho e mesmo que soubesse que era uma precaução no caso de Murray ouvissse, mas ainda magoava. Ela queria dizer que ficaria bem, que tinha um plano, mas falar sobre isso seria muito arriscado. Puxando uma cadeira na longa mesa de conferência ela se sentou. ‚Biscoitos de queijo, obrigada‛ Ela levantou a corrente no pescoço e brincou com ela. Trace não pareceu notar.

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Ele não tinha ido em sua bolsa nesse momento. Ainda podia fazer isso ainda, mas será que iria reconhecer o chaveiro em forma de coração? Uma vez que ela tirou a tampa do coração era uma arma afiada. E o que dizer de seu celular rosa? Parecia bastante inocente, mas era mais de 950 volts disfarçada. Trace provavelmente não tinha como saber que não era um celular, mas iria reconhecer a proteção que oferecia? De uma forma ou de outra iria sufocar o pescoço gordo de Murray com seu colar, ou cortá-lo com seu chaveiro ou iria fritar com a arma de choque. Mas, iria fazer, da mesma maneira que tinha prejudicado sua mãe e por associação ela também. Trace colocou o refrigerante e o pacote de bolacha na sua frente. Ele lhe olhou por um momento, até que ela começou a comer, então caminhou até a janela para olhar para fora. Priss notou que ele tinha uma mão no bolso. Enviando um código para Jackson? Ela esperava que sim. Eles provavelmente poderiam usar toda ajuda que conseguisse. Quando ficava nervosa comia muito quando Alice chegou carregando a sacola de roupa, já havia terminado o pacote. Trace ficou no meio da sala, mas Priss deu a volta nele. ‚Alice?‛ Ela fez uma pausa, seu comportamento reservado e preocupado. Priss estendeu a mão para pegar na sua. ‚Obrigada.‛ Alice engoliu engoliu a expressão de dor e acenou com a cabeça. ‚De nada‛ Ela fez uma retirada rápida da sala, fechando a porta silenciosamente atrás de si. Incomodava Priss o quão oprimida era Alice. ‚Ela esta mais assustada que o normal.‛ ‚Deve ter mais bom senso que você.‛ Priss olhou pata Trace, mas não desistiu de sua atitude. Tudo bem. Deixe-o suar. ‚Onde posso me trocar?‛ Ele levantou a mão para indicar toda a sala aberta. ‚Em qualquer lugar que quiser, estarei observando.‛

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Era sua vez de franzir o cenho. Claro, ele a tinha visto nua. Mas, isso era... Diferente. ‚Isso é ridículo.‛ ‚Você ouviu o que Murray disse‛ Seus olhos castanhos brilhava de forma estranha, como raiva. Quando ela tentou sair, esperando que ele virasse de costas, balançou a cabeça. ‚Você somente est{ tornando mais difícil para si.‛ Priss apertou a boca. ‚Não gosto muito de você agora.‛ ‚Você diz como se eu ligasse.‛ Ohhh. Idiota. Ok, então sabia que tinha que desempenhar sue papel, mas tinha que parecer tão sincero e convincente fazendo isso? Ela despejou a sacola com a roupa na mesa. Um vestido, calcinhas minúsculas e saltos torturantes. Ótimo. Apenas ótimo. Mudar era algo que não contava. Segurando o vestido preto para examinar, Priss viu que era um tamanho muito pequeno e seria bem apertado. E tinha umas rendas ao longo das laterais, ou seja, sua pele estaria muito visível. E era curto para que não fosse capaz de se mover sem mexer a calcinha. ‚Legal‛ ela disse a Trace deliberadamente provocando. Priss ignorou quando olhou para a calcinha próxima. Ela queria gemer. Cor de carne, pequena e seria com certeza desconfortável. ‚Nada disso é apropriado para uma reunião com meu pai.‛ ‚Pare de atrasar‛ Ele tocou em sue braço. ‚Quero que termine antes que Murray entre.‛ Oh, inferno. E se estava no meio da troca quando aparecesse? Se estivesse ouvindo agora, iria aparecer no pior momento de propósito? Possivelmente. Apressada de costas para Trace, Priss tirou a camisa e o sutiã, e furtivamente quanto podia puxou o vestido. Ela olhou para Trace e viu sorrindo engenhosamente. ‚Tire o jeans também.‛

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‚Eu vou‛ Ela mexeu e se contorceu, sem mostrar muito puxando o vestido para baixo quando tirou o vestido e a roupa íntima. Ele estendeu a mão ao redor dela, a calcinha pendurada em seu dedo mindinho. ‚Aqui est{ Priscilla.‛ Colocando para longe dele, Priss começou a a se abaixar para colocar, mas podia sentir Trace bem atrás dela. Tão perto. Se ela se curvasse certamente iria encontra-lo. Incerta de seu propósito, ela disse: ‚Você est{ me incomodando.‛ ‚Achei que estaria acostumada a isso.‛ Era para benefício de Murray ou não? Somente não sabia. ‚Você é um idiota.‛ ‚Somente fazendo meu trabalho.‛ Definitivamente para benefício de Murray. Suspirando, Priss levantou um pé e sentiu suas mãos movendo sobre seus quadris com a pretensão de segurá-la. Ele estava tão quente, suas mãos com certeza, o seu conforto inegável independemente dos jogos que etsavam sendo forçados a jogar. Esconder a emoção tornou mais difícil. ‚Trace....‛ A porta se abriu e Murray entrou dizendo: ‚Tudo pronto?‛ Deus abençoasse Trace, ele se virou, e Priss foi capaz de usar seu grande corpo como um escudo para colocar rapidamente a calcinha. Quando se endireitou, Trace se afastou e os seus movimentos não teriam sido mais coreografados se rtivessem ensaiado. Vendo-a adequadamente vestida, Murray não conseguia esconder sua irritação. ‚Onde estão os sapatos?‛ ‚Bem aqui‛ Priss ficou olhando para os homens e deslizou sob os estreitos sapatos de salto alto de bico fino. O conjunto absurdo não era uma forma apresentável para qualquer eventp de tarde, à exceção talvez de Strip-tease ou... Ser vendida. Com a voz tensa, Murray disse: ‚Vamos dar uma olhada em você.‛

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Puxando o decote do vestido Priss levantou de novo. Sem nenhuma ajuda para isso, sentindo-se autossuficiente, ela se exibiu para os homens. ‚O vestido é muito apertado.‛ ‚Sem sentido‛ Murray lambeu os l{bios, seu olhar persistiu em seus seios e depois nas pernas. ‚Parece bastante agrad{vel.‛ Seu sorriso magoado. ‚Obrigada‛ Ela se ocupou em dobrar suas roupas e empilhar. Alice falou da porta. ‚Tudo est{ pronto.‛ ‚Bom, muito bom‛ Murray pegou a mão de Priss. ‚Vamos, então?‛ Não queria tocá-lo, mas não estragaria a oportunidade também. Deixando suas roupas sensatas para tr{s, ela balançou a cabeça. ‚Tudo certo.‛ Seus dedos gordos, úmidos seguravam os dela com força, e seu polegar continuava roçando na pele de forma sugestiva. O estômago de Priss revirou e teve que manter toda a concentração para não reagir a sua maliciosa atenção. No passeio até o elevador, Trace estava com as mãos em suas costas, Alice olhou para seus pés, e Murray brincou com ela até que quisesse gritar e chutá-lo. Pervertido. Nojento, abusivo e cruel. O mundo não sentiria falta dele quando partisse. Uma vez na garagem, Murray finalmente a soltou, mas seu tormento não acabou. Por sua insistência, Trace dirigiu e Alice foi no passageiro. Ela e Murray foram no banco traseiro. Por duas vezes ele deixou seu toque na coxa dela, e quando ela se afastou, colocou a mão em seu joelho. Priss fez questão de mostrar nervosismo, assim como qualquer mulher, ele finalmente entendeu. Mas, nada do que ela fizesse poderia dissuadi-lo de deslizar seu olhar desprezível sobre seu decote. Ela se sentiu violada e a fez imaginar como sua mãe havia sentido ao lidar com muito mais, com mais do que qualquer mulher poderia suportar.

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Aniosa para que seu tiro o machucasse, Priss manteve a bolsa ao seu lado, longe de Murray e seus olhos curiosos. Se necessário, ela poderia pegar suas armas rapidamente, mas não queria fazer isso até que tivesse libertado as últimas vítimas de Murray. E Alice. De alguma forma, por mais difícil que poderia ser dessa perspectiva, queria ajudá-la também. Murray começou uma conversa sobre seu poder e conexões que soava mais como uma ameaça velada do que qualquer outra coisa. Priss fingiu ouvir, mas em vez disso continuou roubando olhares de Trace. Porque ele parecia alerta e tenso, mas não realmente preocupado, priss decidiu que não preocuparia também. Ele constantemente observava a área. Murray provavelmente pensou que na maior parte era vigilância normal de Trace, mas Priss se perguntou se tinha visto alguma coisa específica. Talvez Jackson. Ou a polícia. ‚Planejando atirar em alguém?‛ Trace perguntou de repente. Priss não entendia, até que percebeu que Murray tinha puxado uma arma e descansava no joelho, bem visível. Sua respiração parou na garganta. Com seu habitual sorriso bajulador, Murray deu de ombros. ‚Somente se for necessário.‛ Trace deixou seus instintos comandarem. Manteve as coisas tranquilas até a viagem na fábrica. Cumprindo seu papel, Priss ficou boquiaberta com a arma. ‚Oh, meu Deus. Essa viagem é perigosa?‛ Como se comprasse sua atuação, Murray riu.‛Sim filha‛ E então, com conotações sinistras. ‚Mais perigosa para uns do que outros.‛ ‚Então estou muito feliz que esteja preparado.‛ ‚É mesmo?‛ Murray riu. ‚E você, Trace? Est{ feliz?‛

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Talvez Murray estivesse por cima dele, ou talvez quisesse se livrar de Priss. De qualquer forma, Trace não tornaria mais f{cil para ele. ‚Desnecess{rio, porque posso lidar com as coisas, mas entendo seu cuidado.‛ Provando que não via Priss como uma ameaça, Murray olhou pela janela. ‚Sim. Achei que pudesse.‛ Trace considerou as coisas e decidiu que Murray não ia atirar em Priss em seu próprio carro. Muitas complicações esperava no caminho: provas de DNA, registro falso do carro, até mesmo limpeza.‛ Não, se Murray realmente se sentisse suscetíveis e escolheu atirar em alguém, seria em Trace primeiro. E sabendo, aceitando que pelo menos por agora, Priss estaria segura o suficiente, tornava possível para ele manter as aparências. Ao lado dele, Alice fechou os olhos e cruzou as mãos. Parecia prestes a desmaiar a qualquer momento. Murray tinha a incomodado por tempo demais, deixando frágil e drenada emocionalmente. Trace quis tranquiliza-la, mas não podia. Ainda não. Ele olhou para Priss e, embora sorrisse, viu a expressão tensa no rosto. Sem medo ou pânico nela. Quando a maioria seria distante, Priss reagia como ele, com raiva fria. Droga, ele não queria estar admirado. Foi treinado e ela não. Mas, nessa situação, o medo e pânico poderia fazer ela ficar com raiva, por outro lado, somente podia vê-la através disso, contando que pudesse manter sua inteligência. O dinheiro estava em Priss. Com alguma sorte, seguiria sua liderança e sairiam dessa ileso. ‚Devemos chegar em poucos minutos‛ Trace olhou ao redor da área novamente. Jackson tinha confirmado o código e estaria dentro do alcance, mas não estava visível. Era uma coisa boa. Ohio carecia de uma força-tarefa para o tráfico humano, mas para acabar com um ponto do crime, a polícia estaria trabalhando com a agência federal aplicando a lei, do estado e a

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polícia local, ainda com diversas organizações sociais. Através dos contatos políticos, Trace teve contato com um executivo da região. Isso significava que quando Jackson coordenassse tudo, as pessoas certas deveriam aparecer no momento certo para encerrar a operação de Murray e as partes envolvidas, Jackson e Trace ficariam limpos. Não havia ninguém na rua e muito pouco tráfego quando chegaram à fábrica, poucos minutos depois. Dessa vez, vários carros estavam estacionados em um local seguro e, para o lado do cais tinha um velho caminhão parado. Trace sabia o que significa isso e a julgar pelo rosto de Alice, também sabia. Priss ainda não tinha notado e Trace rezou para que não o fizesse. ‚Você primeiro Trace. Leve Alice com você. Priscilla e eu seguiremos.‛ Enquanto via a armadilha, Trace soltou o cinto de segurança. Tocou o braço de Alice para colocá-la em movimento. ‚Pronta?‛ Lágrimas inundaram seus olhos, mas ela balançou a cabeça e saiu do carro. Perto do capô, Trace se moveu em sua frente apenas no caso de alguém decidisse dar um tiro. Eles esperaram por Murray e Priss se juntar a eles. Embora não estivesse aberto sobre isso, Murray manteve a arma em Priss assim que saiu pela porta. Priss segurava algo em suas mãos. Parecia um celular rosa, mas Trace conhecia melhor. Porra, se ela tentasse alguma coisa, seria precipitado e tornari tudo um caos. Enquanot, Murray a abraçava e dizia algo baixo em seu ouvido, Trace chamou sua atenção e sacudiu um pouco a cabeça para avisá-la. Ela piscou em troca. Tendo testemunhando a troca, Alice murmurou ‚Oh, Deus.‛ ‚Silêncio‛ Trace se moveu para frente, ansioso para colocar Murray longe de Priss. ‚Por que não vou primeiro, apenas no caso de ser uma armadilha?‛ Alice agarrou seu braço em um sinal de protesto.

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Murray disse com risinhos: ‚Não penso assim. Ir{ ficar onde possa vê-lo‛ Ele lançou um olhar para Priss. ‚Para a segurança de todos.‛ Priss finalmente notou o grande caminhão em marcha lenta, e seus olhos verdes acenderam em chamas. Por um segundo, ela parecia pronta para autocombustão. Mas, sacudiu a emoção. ‚Se é realmente perigoso, então acho que est{ certo. Prefiro Trace por perto. Ele é o seu guarda-costas, certo?‛ Murray sorriu para ela. ‚Exatamente‛ Ele fez um gesto com a arma em direção a porta. Quando Trace liderou o caminho, admirou que Murray – que normalmente era astuto – acreditava que Priss era tão vazia. ‚Ainda não sente necessidade de sua arma?‛ Murray perguntou a ele. ‚Não, ainda não‛ Ele olhou para Murray. ‚Sou r{pido. Se precisar atirar, farei isso.‛ ‚Tão maldito confiante.‛ Ele riu e cutucou Priss para frente. ‚Já conheceu alguém tão arrogante?‛ Priss deu uma risadinha. ‚Estou supondo que você seja tão seguro de si mesmo.‛ ‚Verdae. Com uma boa razão.‛ Trace foi para porta quando Dugo, com a testa e o ombro enfaixado, apareceu. Ele não viu mais ninguém. Alice e Priss vieram atrás dele, mas Trace não se moveu. Ainda não. ‚Como est{ o ombro, Dugo? Espero que tenha dado uma olhada.‛ Dugo apontou um dedo para ele. ‚Você cale a boca.‛ Trace olhou além dele quando Sr. Belford apareceu. Mal ficava em pé, ainda com dor. Balançando a cabeça, Trace disse: ‚Jesus homem, parece que deveria estar na cama.‛ ‚Estava‛ reclamou Belford. ‚Mas, os planos mudaram.‛ Ah, o telefonema que Trace ouviu. Ele assentiu.‛E você escolheu sabiamente o homem e arrastou sua bunda aqui?‛

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Descontente com os insultos, mas sem vontade de pressionar, Belford deu um pequeno encolher de ombros. ‚Algo parecido com isso.‛ Murray forçou seu caminho, empurrando Priss e Alice de lado. ‚O caminhão estava chegando. Não tinha escolha.‛ Mandanco Belford se moveu para se apoiar na parede. Seu rosto estava golpeado tão forte que estava irreconhecível. Priss ainda no jogo, perguntou: ‚O que aconteceu com você? Estava em um acidente de carro?‛ Alice gemeu. Ela ficou perto de Trace, sem dúvida, senenti que ele poderia e iria protegê-la de Murray. Ou pelo menos, ela achava que fosse menos ameaçador. Murray riu. Ele olhou para Priss, e riu mais um pouco quase chegando ao hilário. Franzindo a testa, Priss colocou as mãos nos quadris ‚O que é tão engraçado?‛ Ainda divertido Murray enxugou os olhos. ‚Eu diria que você é inestim{vel, mas não seria totalmente preciso, não?‛ Seu olhar voltou para Belford. ‚O que acha?‛ Aquele desgraçado se ajeitou com uma nova percepção, seus olhos inchados voltados para Priss. Com esse vestido, seu cabelo vermelho longo solto, parecia um sonho realizado. Trace não tinha dúvidas de que Belford estaria interessado. Com a habilidade de um homem velho, Belford se afastou da parede e se aproximou dela com o olhar malicioso. ‚Um bônus?‛ ‚Ah não. Nunca isso‛ Murray agarrou o braço nu de Priss. ‚Mas, tenho certeza que podemos trabalhar por fora.‛ Priss reagiu como qualquer jovem faria quando sentia o perigo iminente. Os olhos arregalaram e o corpo enrijeceu, ela se afastou de Murray tanto quanto podia. Sua voz soava adequadamente elevada quando perguntou: ‚Do que est{ falando? O que quer dizer com isso?‛ Murray a puxou mais perto, novamente, quase a tirando de seus sapatos. ‚Decidi, Priscilla, que você deveria ver a... Extensão do meu negócio.‛

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‚Não entendo. O que isso tem a ver com ele?‛ Ela apontou para Belford. Trace observava e mesmo que espantada, sabia que ela não estava com medo de verdade. Mais uma vez admiração o atingiu. Inacreditável. Quando Murray a levou para o cais e para trás do caminhão, Belford os seguia, babando em si mesmo quando olhou para a bunda de Priss no vestido apertado. O idiota não sabia o que lhe reservava o futuro. ‚Mexam-se‛ disse Dugo. Com um sorriso lento Trace acenou e disse ‚Você primeiro.‛ Poderia dizer que Dugo não queria, mas Trace não lhe daria outra escolha. Até que os patrões dissessem ao contrário, Dugo não correria nenhum risco de briga. Ele travou a mandíbula e seguiu. Trace seguiu atrás de todos. Jackson estava em posição? Porra, esperava que sim. Na parte de trás do caminhão fechado, Murray fez uma pausa. ‚Priscilla, querida, dei algum pensamento nisso, e antes de continuar a nossa relação decidi que seria prudente fazer um teste de DNA para me assegurar que é realmente minha filha.‛ Ouvindo isso Belford parou em descrença. Dugo quase se chocou nele. ‚Filha?‛ Eles perguntaram em uníssono. Seus olhares passaram de Priss para Murray e de volta nela. Priss assentiu com medo. ‚Entendo. Claro, ficaria feliz em fazer o que é preciso.‛ ‚Amada Priscilla‛ Murray segurou seu rosto, alisando o cabelo para tr{s. ‚Certamente não preciso de sua cooperação, mas agradeço mesmo assim. A coisa é que tenha a confirmação, preciso de você... Contida.‛ Ela tremeu. ‚Contida?‛ ‚Mantida a salvo‛ esclareceu ele, quando ela sabia que segurança era a última coisa em sua mente.

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‚Oh, mas...‛ Ela olhou ao redor, paratodos rostos masculinos, incluindo o de Trace. ‚Mas,... Não entendo.‛ ‚Não posso ter você fofocando sobre mim. Não posso arriscar que fale com as pessoas erradas.‛ ‚Não faria isso!‛ ‚Minha paciência est{ se esgotando. Faça o que digo.‛ Murray prendeu as mãos no cabelo dela e girou. Ele chamou o motorista do caminhão, dizendo: ‚Vamos abrir o caminhão.‛ Nada aconteceu. Irritada, Murray ordenou: ‚Abra o maldito caminhão.‛ Sabendo o que veria, Trace foi para a beira do cais e olhou ao redor. Ele assobiou e abaixou a cabeça. ‚Não acho que o motorista possa fazer isso.‛ ‚Por que não?‛ Murray puxou Priss para frente pelos cabelos. Ela vacilou, mas não perdeu a calma. ‚Dada a curva em seu pescoço, o meu paplpite é que esteja morto.‛ Murray expandiu em fúria. Com os dentes cerrados ele acenou com a arma para Dugo. ‚Que porra você fez?‛ ‚Não fizemos nada‛ O rosto de Belford estava vermelho de raiva. ‚Chegamos aqui um pouco antes de vocês.‛ Dugo fez um giro rápido, olhando ao redor deles. Quando não viu outra ameaça dirigiu sua raiva para Murray. ‚É o seu homem que est{ morto. O que fez?‛ O olhar de Murray contraiu. Em uma voz mais temível que a tranquilidade, ele ordenou para Dugo ‚Abra.‛ Com o olhar atento Dugo avançou para o caminhão. Usando o braço ileso, trabalhou no trinco pesado e abriu a primeira porta. Com pressa se retirou novamente. Dentro do escuro caminhão corpos se agitaram.

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Enquanto Priss termia de raiva mal contida, e os olhos parados de Alice, quinze mulheres hesitantes olhavam para fora. Estremecendo com a pouco luz, magras, sujas, feridas e desorientadas, se levantaram no caminhão. Duas mulheres jovens, talvez até mesmo menores de idade, agarrou-se as outras que tentavam protegê-las. Fúria incontrolável expandiu no coração de Trace. Deus, nenhuma delas deveria ter sofrido assim... De repente, com o canto do olho, ele viu Dugo puxar sua arma. Trace tinha tudo sob controle, ele estava pronto e teria derrubado Dugo antes que pudesse puxar o gatilho. Mas, pela primeira vez Priss estava em pânico. Ela tremeu: ‚Não!‛ E ao mesmo tempo empurrou o cotovelo com força na grande barriga de Murray. Que inferno? Já em movimento, Trace se perguntou se Priss pensava que poderia acabar com esse idiota. Ela conseguiu se libertar de Murray, mas também ganhou atenção de Dugo. ‚Puta estúpida!‛ Murray xingou quando ele se escondeu atrás das estantes vazias e escombros, pegando a arma para proteger o próprio rabo, ele começou a disparar. Trace somente pensava em proteger Priss. Ele a colocou no chão e rolou contra a parede esperando que estivesse fora de alcance. Mesmo com sua resistência, manteve seu corpo escondendo o dela, enquanto disparava dois tiros, um em Murray para manter o bastardo encolhido e em seguida em Dugo. Voou para ele, dando um tiro para matar. Antes que Dugo pudesse procurar de novo, uma bala bateu em seu peito. A força do tiro o mandou cambaleando de volta para a parede. Ele olhou para o sangue escorrendo de seu peito, logo para Trace. Ele gaguejou e caiu. As mulheres recém-libertadas gritaram e agacharam por trás do caminhão. Para um homem ferido, Belford se movia muito rápido. Ele agarrou uma das mulheres e usou como escudo. Ela gritou até que a arma foi levada em seu queixo. ‚Cale a boca.‛

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‚Péssimo plano‛ disse Trace pare ele. ‚Deixe-a ir.‛ Em vez disso Belford rugiu para Murray. ‚Que porra é essa?‛ Escondido da vista Murray disse: ‚Obviamente fui traído seu idiota‛ E depois para Belford. ‚Mate-os! Ambos‛ Com surpresa, Belford moveu apenas o suficiente. Trace atirou no joelho e depois no ombro. Com um rugido de dor, ele deixou a arma cair. Ele também deslizou pelo chão. Soluçando perto da histeria a mulher foi na direção das outras. Murray, o louco, riu alto assim quando seus passos de retirada ecoaram pela sala escura. Droga, Trace sentou-se mas manteve Priss atrás dele, enquanto avaliava o local. Contra suas costas, ela perguntou: ‚Foi Jackson quem atirou no Dugo?‛ ‚Sim‛ ‚Você vai mat{-lo?‛ ela perguntou sobre Belford. ‚Não‛ A batida quase tinha feito, mas os dois tiros somente iria imobiliz{-lo para baixo. ‚Morto, ele é inútil. Vivo, pode ajudar a trazer o resto dos ratos.‛ Não muito chateada com o derramento de sangue Priss disse: ‚Oh.‛ ‚Fique aqui‛ Ele pegou o queixo dela, a expressão séria. ‚Estou falando sério.‛ ‚Não vou ceder nenhum centímetro.‛ Ele procurou seu rosto e decidiu que ela falando a verdade. Mas, em todo caso, ele acrescentou: ‚Se ousar se mover, não ir{ gostar das consequências.‛ Ela descartou a ameaça sem preocupação. ‚V{. Estou bem.‛ Sim, mas somente porque Jackson era um inferno de franco-atirador e tinha uma boa chance através da janela. A cabeça de Trace ainda doía sobre a facilidade com que Priss poderia ter sido ferida. Não tinha dito mil vezes que era mais do que capaz de lidar com as coisas? E ainda assim ela tinha se jogado no caminho do perigo.

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Empuurando o pensamento de lado, Trace pensou como proteger rapidamente a cena. Ele algemou o corpo inconsciente de Belfor no engate do caminhão e coletou tudo o que pudesse ser usado como uma arma. Em torno dele, as mulheres se cnolhiam. Ficaram fora de seu caminho, enquanto o observavam com cautela. Se tivesse tempo de explicar as coisas para elas faria isso. Menos de um minuto se passou até que voltou para Priss pressionando a arma de Belford em sua mão. ‚Sabe como usar isso?‛ ‚Sim‛ Distraída, ele olhou para as mulheres e seu coração foi direto aos olhos. Segurando a arma em uma mão e oferecendo um sorriso trêmulo, disse as mulheres ‚Tudo ficará bem. Estamos aqui para ajudar.‛ Deus a abençoasse. Trace sabia que deveria estar se movendo, mas não podia afastar os olhos dela. Seu cabelo lindo emaranhado ao redor do rosto. Quando ela se firmou nos saltos altos, um fio vermelho se mostrou em sua bochecha, provavelmente de quando a tinha levado para o chão. Graças a fábrica imunda, ela tinha poeira em seus cabelos e teias de aranha agarradas no vestido. No entanto, estava pronta para assumir o controle. ‚Trace‛ ela sussurrou pelos cantos da boca. ‚Não vai se mover?‛ ‚Certo‛ Depois de uma an{lise r{pida, ele disse a ela. ‚Tire-as por aqui. Não deixe que se dispersem, ok?‛ Trace indicou uma porta. ‚Jackson está lá fora, assim que será seguro o suficiente.‛ ‚Entendi‛ Feliz pela instrução, Priss começou a caminhar, mas voltou com uma careta. ‚Onde est{ Alice?‛ Droga. De alguma forma, ele a perdeu de seu controle. Trace olhou para o corpo de Dugo e percebeu que no colete de armas não tinha nada.

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‚Você é uma maldita distração, sabia disso?‛ Ele tinha que se mover agora. ‚Ouça-me Priss. Tire-as daqui, longe do prédio, e não confie em ninguém, exceto em Jackson. Entendeu?‛ ‚Sim‛ ‚Atire se precisar‛ Ele a agarrou pelo pescoço e lhe deu um beijo r{pido. ‚Vou estar de volta assim que puder.‛ ‚Tenha cuidado Trace. Por favor.‛ Ele teria dito a ela que sempre era cuidadoso, mas não estava com vontade de perder Murray. Com a arma em mãos foi em sua perseguição. Pela primeira vez, teve que colocar Priss completamente fora de sua mente.

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Capítulo 20 O coração de Priss bateu com medo de que as coisas tivessem se complicado. Apesar de seu medo palpável, ela se forçou a ficar calma quando passou cada mulher para o quintal claro. ‚Por favor, confie em mim‛ ela disse para elas. ‚Preciso que vocês fiquem juntas e preciso movê-las para uma distância segura do prédio.‛ Nessas circunstâncias não podiam estar dipersas no meio do tiroteio e Priss não queria que nenhuma das mulheres fossem pegas no meio do caminho. Não viu Jackson em qualquer lugar, mas não tinha dúvidas que ele as manteria salvas de qualquer ameaça. O único problema era que, se Jackson as vigiava, não poderia manter Trace seguro. E Trace precisava dele mais do que elas. Estava sozinho com um louco, tentando manobrar através dos corredors escuros e estreitos em uma fábrica desativada. Murray conseguiria se esconder em qualquer canto e, logo, iria atacar quando Trace aparecesse. Não, não, não. Poucos homens poderiam se orgulhar das habilidades de Trace e tinha que se lembrar delas. Mas, podia ser tão frio e cruel como Murray? Seus olhos ardiam, mas não podia ceder a sua preocupação. Trace tinha se encarregado de uma tarefa e iria fazer o emlhor que podia. Agora, as mulheres estavam em pânico e tão emocionalmente danificada que deixou o coração e Priss aos pedaços. Elas tinham idades variadas, com diferentes reações, algumas parecendo mais corajosas do que outras, algumas com raiva, algumas chorando. Mas, nenhuam realmente sabia o que pensar sobre seu resgate.

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Com todas a salvo, Priss colocou a mão nos olhos e examinou a área. À distância podia ouvir as sirenes da polícia. Graças a Deus. Uma mulher parou. Ela olhou para a arma de Priss. ‚Estamos sendo soltas?‛ ‚Oh‛ As lágrimas queimaram amis quente forçando-a a piscar com força. Num impulso, Priss estendeu a mão para tocar o braço, certificando de manter a arma nas costas. A mulher era dura, não muito receptiva, mas não fugiu. ‚Sim, estão. Lamento que não fomos capaz de explicar tudo o que estava acontecendo e os tiros....‛ A mulher acenou com a cabeça cansada. ‚Os homens que foram baleados, eram os respons{veis por estar nos... Levando?‛ ‚Acredito que fossem compradors.‛ ‚Um escapou.‛ Priss mediu sua resposta; ‚Sim Murray Cobrun, o maior responsável. Mas, alguém foi atr{s dele.‛ Seu estômago apertou de novo pensando no que poderia acontecer. ‚Não se preocupe. Não vamos deixá-lo escapar. Estão seguras agora. Prometo.‛ ‚Obrigado‛ Com uma mão trêmula a mulher empurrou o cabelo castanho sujo para longe do rosto. ‚E agora?‛ ‚Tem um prédio do outro lado da rua. Parece abandonado‛ Tudo na {rea estava deserto por isso era uma ótima localização para o tr{fico. ‚Você podia ficar l{ até que as autoridades cheguem.‛ E então estaria livre para ir atrás de Trace. ‚Todas juntas.‛ Antes que a mulher fosse embora, Priss teve que acalmá-la. ‚Somente para saber, alguém estará cuidando de você. Um dos mocinhos, eu juro. Não vai deixar ninguém te machucar.‛ ‚O atirador.‛ ‚Sim‛ Jackson tinha sido bastante eficaz em seu objetivo. ‚Estar{ por perto até a polícia chegar e tomar conta de tudo.‛

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Trace nunca tinha explicado, mas Priss assumiu que ele e Jackson queriam ficar anônimos. Sendo atraído para um local e sendo exposto. Qual era a eficácia de ser um herói disfarçado se todo mundo os conhecia? Provavelmente, Trace plenejada sumir antes que a polícia chegasse ao local. Embora não tivesse nada como garantia esperava que a levasse junto. Não gostaria de explicar seu papel nisso tudo ou contar a história de sua mãe ou explicar porque tinha armas escondida com ela. E realmente tinha corpos deixados para trás, mas somente os que mereciam morrer. Como prova alguém começou a chorar baixinho. Outra mulher cantava para ela. Ferida, por ter passado pela mesma experiência. Nunca em sua vida Priss tinha testemunhando tanta miséria. A dor tinha sido grande, mas moderada pelo tempo. Essa dor, tão fresca e crua, era quase insuportável. ‚Eles vão pagar‛ Priss sussurrou quase engasgando de emoção. E essas maçditas l{grimas que queimavam em suas bochechas. ‚Juro que vão.‛ As mulheres não pareciam escutar. Com um pé sujo uma mulher foi para a outra e a abraçou. Ela começou a lhes levar para o outro lado da rua para um insuficiente segurança. Irada Priss esfregou o rosto enxugando as lágrimas. Mais tarde, ela sem dúvida deixaria tudo sair. Mas, agora tinha que ser o reforço de Trace e tinha que encontrar a pobre Alice. Refazendo seus passos através da fábrica foi mais difícil pelos saltos altos e o vestido apertado. Ela se dirigiu na direção que Murray e Trace tinham seguido, mas, somente percorria um monte de tijolos em ruínas e máquinas quebradas. Os caminhos escuros pareciam durar para sempre. No começo, não se preocupou em fazer barulho. Mas, quando ouviu alguma coisa, um som fraco, se acalmou. Com as duas mãos ela segurava a arma. Suor se reuniu em sua nunca, seus pulmões trabalhando rápido, o ar empoeirado quente. Em um ritmo constantemente rápido, seu batimento cardíaco soou em seus ouvidos. Nunca atirou em ninguém antes, mas ficaria feliz em fazer de Murray seu primeiro.

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Ouvindo outro som, um baque indistinguível, Priss rastejou mais ao longo do caminho. Deu para uma sala cheia de prateleiras sujas e caixas vazias. Pouca luz penetrava pelas janelas escurecidas, deixando tudo estranhamente escuro e sombrio, Com os olhos arregalados, Priss parou ao lado da porta e escutou novamente. O próximo som foi definitivamente um grunhido. Ela se moveu através das sombras para o lado mais distante do quarto e encontrou Trace e Murray lutando. Murray era mais grosso em todos os sentidos. Também estava sangrando pelo nariz, na parte do canto de sua boca e um corte na testa. A arma de Murray havia sido levada para o chão e quando fez um movimento em sua direção, o pé de Trace acertou seu rosto, fazendo-o cambalear para trás. Ele afundou vazio, caindo sobre uma madeira lascada. Desabou ao redor causando um barulho ensurdecedor. Com a própria arma na mão Trace começou avançar. Iria matar Murray agora. Bile queimou em sua garganta. Suas mãos estavam úmidas quando ela levantou a arma e deu um passo adiante. ‚Afaste-se dele Trace.‛ Trace congelou, amaldiçoando baixo e ficou onde estava. ‚Saia daqui, Priss.‛ ‚Não posso.‛ Sem olhar para ela disse: ‚Não vou deixar você fazer isso.‛ Priss entendia sua situação. Ele não se atreveu a tirar a atenção de Murray, mas estava em cena agora, arruinando seus planos. Muito ruim. Eles eram seus planos muito antes de ter conhecido Murray. ‚Mova-se‛ Ela devia engolir duro, fazendo seu melhor para lutar contra a náusea. ‚Estou falando sério, Trace. Posso não ser a boa e não quero te machucar acidentalmente.‛ Ele ampliou sua postura. Com o tom frio e imponente, ele disse: ‚Largue a arma e v{ embora.‛

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‚Desculpe... Não‛ Seus joelhos começaram a tremer. A fraqueza peculiar ultrapassando e fazendo tremer inteira. Esparramado no chão Murray estudou tudo e riu. ‚Oh, Deus isso é demais.‛ ‚Cale a boca‛ Ela deu mais um passo para frente e... Tropeçou. Ele se atreveu a sorrir para ela. ‚Ora, Priscilla?‛ Ela balançou a cabeça e Trace, maldição, não se movia. As palmas das mãos estavam escorregadias pelo suor. Um arrepio se arrastou pelas costas. A arma estava começando a ficar pesada. Precisava acabar com isso! Mas, não podia atirar em Murray com Trace parado. Nunca iria arriscar. ‚Trace‛ ela implorou. ‚Esclareça para mim‛ Murray insistiu. Ele meio que se sentou, inclinando um braço. ‚Quero dizer, sei porque iria querer me livrar de Trace. Ele sabe demais sobre mim para que pudesse deixa-lo ir, mas um homem como ele nunca iria se contentar em seu empregado. Eventualmente iria me desafiar.‛ ‚Não‛ Trace moveu ligeiramente. ‚Não tem nada que eu deseje, Murray. Desde o dia que te conheci minha única intenção era destruí-lo.‛ ‚Não me diga?‛ Ele limpou o sangue da boca. ‚Sempre disse que era bom. Mas, por que vir atr{s de mim?‛ ‚Minha irmã foi levada pelo tr{fico.‛ Priss conhecia a verdade e ainda assim ficou surpresa. Por que estava compartilhando isso agora? Por que não podia simplesmente sair do caminho? ‚Hm?‛ Com as costas da mão Murray limpou o sangue de seu olho esquerdo. ‚Eu tinha algo a ver com isso?‛ ‚Não. Os envolvidos com sequestro estão todos mortos.‛ Como Trace poderia estar tão calmo. ‚Então por que estamos aqui?‛ perguntou Murray.

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Priss gritou: ‚Você é um monstro.‛ Despreocupado com sua falta de controle, Murray bufou: ‚Poderia ser mais específica?‛ Ela queria gritar novamente, mas as palavras espremeram em torno de um nó na garganta, fazendo sair como um sussurro. "Você... Você matou minha mãe." Seu desdém não poderia ser mais óbvio. "Matei um monte de gente", ele retrucou. "Para ficar mais claro, preciso que seja ainda mais específica." Quando Priss engasgou de dor e começou a apertar o gatilho, Trace entrou na frente de Murray bloqueando. Ela gritou de frustração. ‚Trace.‛ ‚Não vou deix{-la lhe matar, querida.‛ ‚Querida? Isso significa que vocês dois estão juntos?‛ Murray se inclinou para olhar para Trace. ‚Priscilla você fodeu com meu guarda-costas?‛ A bota de Trace acertou o queixo de Murray novamente. Sua cabeça foi para trás e ele caiu no chão, furioso e xingando quando cuspiu o sangue. ‚Filho da puta‛ ele disse quase com admiração. ‚Você é muito rápido. Não vi chegando.‛ ‚Sugiro que mantenha a boca fechada.‛ ‚Ou o que? Vai me matar?‛ Ele zombou de ambos. ‚Ela planeja fazer isso de qualquer maneira.‛ Priss não queria chorar, não queria dar a Murray a satisfação de ver como a afetava. Mas, a dor profunda dentro dela, rasgando-a em duas. Ele tinha feito esses danos, destruído tantas vidas, e ainda assim permanecia calmo com isso tudo. A arma ficou mais pesada, os braços mais fracos, o coração pesado como chumbo. ‚Acho que quebrou meu maxilar.‛ Murray lutou para se sentar novamente. ‚Então Priscilla, sua mãe foi a minha primeira vez?‛ Priss balançou a cabeça. ‚Não sei e não me importo. Você tem que morrer.‛ ‚Vamos ver. Até então est{ dizendo que sou seu pai.‛

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Ela conseguiu encolher os ombros. ‚Não sei e não me importo.‛ ‚Então Helene estava certa? Em vez de esperar deveria ter te matado antes de sair do escritório.‛ O choque estava deixando Priss imóvel. ‚Acho difícil identificar um doador de esperma com tantos participando.‛ Priss mordeu o lábio inferior mantendo imóvel com essa notícia, Helene não era muto melhor que Murray e teve o que mereceu. Então por que ouvir isso causava tanto sofrimento? Pronta para acabar com ele, Priss levantou a arma, mas quando se moveu, Trace também o fez e Murray deixou sair novos palavrões. Priss não sabia mais o quanto podia aguentar. ‚Trace, por favor, saia do caminho.‛ ‚Não vai acontecer‛ Sem lhe olhar, ele hesitou e disse: ‚Não é para você fazer isso, querida.‛ ‚Nem para você.‛ ‚Não‛ Alice saiu das sombras. ‚Mat{-lo ser{ meu privilégio.‛ Ao contr{rio de Priss ela não vacilou. Não parecia fraca ou abalada emocionalmente. Ela segurava a arma reta, o dedo no gatilho, o rosto normal, duro como pedra. ‚Isso est{ ficando uma merda‛ Murray resmungou. Trace amaldiçoou e começou a recuar na direção de Priss. ‚Alice, não quer fazer isso.‛ ‚Não sou ela, Trace. Não pode ficar falando ao meu redor. Estive esperando por essa oportunidade há muito tempo. Estive esperando por alguém como você, alguém que não era totalmente corrupto. Essa é a primeira oportunidade que tive e ninguém irá me parar.‛ Hipnotizada, Priss observou Alice sorrir, um genuíno de antecipação. Trace retrocedeu até que Priss teve que ficar na ponta dos pés para ver por cima do ombro.

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‚Escuta as sirenes, Alice? A polícia est{ a caminho. Acabou para Murray. Por que não me da a arma e então poderemos sair daqui?‛ ‚Não‛ ‚Porra, polícia Trace?‛ zombou Murray. ‚De verdade?‛ Ele provavelmente percebeu que não seria capaz de segurá-lo. Não com suas conexões e com a influência de longo alcance. De alguma forma o verme se livraria das acusações, não seria uma questão técnica, outros levariam a culpa por ele, ou alguém pagaria um advogado desprezível. Priss apertou mais a arma. Não ia deixar isso acontecer. Terminava hoje para Murray, aqui e agora. ‚Não vai estar vendo a polícia Murray‛ Trace girou ao seu redor, longe de Murray e Alice. ‚Vai estar morto antes deles chegarem aqui.‛ ‚Você vai me deixar mat{-lo?‛ perguntou Priss. ‚Não‛ Seus ombros ficaram rígidos. ‚Vou cuidar disso.‛ O olhar de Murray percorreu ao redor da sala, de Priss para Trace e finalmente, talvez por que estivesse silenciosa agora, ficou em Alice. ‚Que tal concordar que ninguém vai me matar?‛ Várias coisas aconteceram ao mesmo tempo. Trace virou rápido e pegou a arma da mão de Priss. Antes que pudesse protestar Murray ficou de pé. E Alice, sem hesitar, atirou no meio do peito. Uma, duas, três vezes. Cada golpe fazendo-o ir para trás. Quando as explosões ecoaram, o quarto ficou escuro e frio, Murray totalmente imóvel. Os olhos cegos e a boca aberta, ele vacilou em seus pés e, logo, dobrou para trás de forma estranha. Morto.

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Enquanto o sangue aparecia ao longo de sua camisa cara e espalhava em uma poça debaixo de seu corpo, o sorriso desaparecendo do rosto de Alice. Priss olhou em choque com a carnificina. Era demais e não tinha nada a ver com isso. Isso teria sido devastador além da medida, só que Alice caiu de joelhos e seus súbitos soluços dilacerava até o mais frio dos corações. A mão de Trace estava no braço de Priss tenso com a emoção. ‚Alice....‛ ‚Não. Não, não, não!‛ Alice bateu com o punho na coxa. ‚Ele não importa. Não mais‛ E com isso, ela começou a virar a arma contra si mesma. Priss engasgou e Trace começou a ir em sua direção, mas não chegaria a tempo. Priss pegou sua mão, ao mesmo tempo que dizia: ‚Obrigada, Alice. Tudo vai ficar bem agora.‛ Alice mantinha a arma em sua cabeça. Ela engoliu em seco, soluçando em lágrimas. ‚Do que você est{ falando? Nada nunca ir{ ficar bem de novo.‛ ‚Ir{‛ Priss deu o mesmo olhar confiante. ‚Trace ir{ ajudar. O que aconteceu....‛ ‚Ele me roubou‛ Alice olhou para ela com olhos vazios. ‚Ele me tirou da minha casa, da minha família...‛ Ela engasgou com as palvras, os olhos molhados com as lágrimas que caiam mais e mais como uma trilha pelo rosto. ‚Ele me disse que se tentasse deixá-lo iria roubar a minha irmã também e então abusaria de mim. Ele disse que não queria. Mesmo quando me fez ficar nua ao seu redor, disse que eu repulsiva, mas que iria de qualquer maneira se lhe caussasse problemas.‛ Bastardo! Priss não iria olhar para o corpo de Murray. Sua morte tinha sido muito fácil, mas estava morto e isso era o que importava. ‚Ele era um monstro, Alice, não mais. Graças a você, nunca mais vai fazer mal para alguém.‛ Priss avançou em sua direção. Trace não queria deixa-la ir. Estava preocupado e entendia isso, mas era algo que precisava fazer. ‚Sua família deve estar nervosa. Sei que gostariam de vê-la de novo.‛

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‚J{ faz mais de um ano. Um ano que não sabem de mim. Um ano trancada, obrigada a participar desse negócio. Forçado ao silêncio, vivendo no medo e...‛ ela engoliu de forma audível. ‚Nada mais é a mesma coisa. Não sou a mesma.‛ ‚Tudo bem, Alice‛ Priss continuou se movendo em sua direção, passo a passo. ‚Você ainda os ama e eles também. Vão estão aliviados por tê-la de volta.‛ Alice fechou os olhos. ‚Não depois do que fiz, o que deixei acontecer com aquelas pobres mulheres....‛ ‚O que foi forçada a fazer.‛ Ela assentiu com a cabeça. ‚Nunca tive uma chance, nem uma vez. Não consegui parar as coisas. Se somente tivesse acabado com minha vida....‛ O que? Ela estaria morta sem se importar? Talvez. ‚Mas, abuso sexual? Ser vendida?‛ Alice estremeceu. ‚O que ele ameaçou, o que fez com os outros, seria pior que a morte.‛ Trace a alcançou em dois passos grandes delicados, e com cautela, arrancou a arma da mão de Alice. Sem lutar com ele. Trace virou para Priss. ‚Precisamos sair daqui.‛ Balançando a cabeça, Priss ajoelhou ao lado de Alice, seus ombros tensos. ‚Ele abusou da minha mãe e compartilhou com seus amigos. Ela fugiu, mas nunca mais se recuperou. Costumava pensar que tinha arruinado minha vida também.‛ Observando Alice engoliu duro e balançou a cabeça em compreensão. ‚Mas, ele não fez‛ Ela pegou a mão de Alice. ‚Não pode me machucar e não pode ferir a menos que deixe. Ele fez de você uma vítima, Alice, mas não se torne uma vítima. E graças a você, nenhuma outra mulher terá que ser.‛ Com a voz fraca de medo ela sussurrou: ‚Não sei o que fazer.‛ Trace disse: ‚Você vem comigo. Agora.‛

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Com controle, sua certeza parecia reviver Alice. Ela respirou fundo, tomando controle. ‚Sempre confiei em você, Trace. Sabia que era diferente.‛ Embora a emoção de Pris pesasse, ela sorriu. ‚Eu também‛ Ela ficou ao lado de Trace colocando a mão em seu ombro. ‚Murray era o único idiota para acreditar que Trace era igual a ele.‛ Trace estendeu a mão para Alice. Depois de respirar fundo, secou o rosto dela, deu uma última olhada no corpo de Murray e aceitou a ajuda. Bem longe da cena Trace colocou Alice em um táxi. Ele se inclinou na porta, falando bem perto de sua orelha. ‚V{ direto ao endereço que lhe dei, Alice entendeu? Tenho alguém esperando por você. Se precisar de alguma coisa, tem meu número.‛ Ela assentiu com a cabeça. Não estava satisfeito. Precisava saber que ficaria bem. ‚Diga-me que entende.‛ ‚Entendo.‛ Mas, ela ainda parecia distante e Trace ficou incomodado. ‚Alice?‛ Com os olhos grandes e tristes, mas não totalmente livres do medo, ela olhou para ele. Trace tocou seu rosto e sorriu. ‚Sempre soube que você era diferente, também.‛ A admissão fez quebrar a distância e ela jogou os braços ao redor dele, apertando firme, como se não quisesse soltar. Trace desajeitado bateu em suas costas até que ela recuperou o controle. Ele ergueu o queixo. ‚Sinto muito, querida, mas Priss e eu temos que ir.‛ ‚Eu sei.‛ Ela enxugou o rosto e colocou um sorriso trêmulo. ‚Obrigada. Por tudo.‛ Ele odiava deixá-la assim. ‚Você vai procurar sua família?‛ ‚Primeira coisa, prometo.‛ Ele não tinha mais nada a dizer, Então fechou a porta e deu um passo atrás.

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Antes que o táxi pudesse colocar distância, Priss colocou a mão sobre o vidro da janela. Alice respirou fundo... E colocou a mão no vidro também. As duas mulheres pareciam à beira das lágrimas e Trace não tinha certeza se poderia suportar. Ele não parava de pensar sobre o que Priss queria fazer com Murray, como tinha meio voado no prédio. Ele continuou lembrando dela em pé com a arma na mão pronta para matar Murray. Nunca deveria estar lá e nenhum jeito merecia a morte de Murray em suas costas. No momento, em partes iguais de raiva, urgência e compaixão disputavam sobre seu controle. Mas, dane-se ele era um profissional. Tinha coisas para fazer e essas tinham uma ordem. Ser desviado por seus sentimentos não estava nos planos. Ele pegou o braço de Priss e a puxou de volta. O taxista foi embora. Colocando a mão em suas costas, Trace a cutucou para o carro. Tiveram que se livrar desse, pegar outro e sair da cidade. Mais tarde, lidaria com as emoções. Agora, tinha que se concentrar em detalhes e na esperança de que tudo iria passar.

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Capítulo 21 Assim que Trace se afastou da área, uma emoção forte caiu sobre Priss. Estava concluído e sombrio, mais assustador do que enfrentar Murray na deserta fábrica. Agora que Murray estava morto o que faria? Ela olhou para Trace. O que eles fariam? Mesmo que tivesse cuidado de Alice, podia ver que Trace estava em um humor estranho, silencioso e distante. Provavelmente se ressentia de seu envolvimento, porque a via como uma interferência. Dado a tudo que tinha acontecido entendia sua reação. Ele tinha um plano muito tempo e ela tinha jogado fora todo seu trabalho. Pobre Trace. Era tão metódico, fazia tudo de modo detalhado, reagia tão rápido em cada situação, que ter alguém como ela seu redor deve ter sido difícil. O que fazer? Quando Priss levantou a mão para tirar o cabelo do rosto, percebeu que a adrenalina estava passando e tremia como um gato molhado. Também percebeu o quanto seus pés doíam estupidamente. Lutando contra as inúteis lágrimas se curvou e tirou os sapatos. Trace lhe olhou, seus pés nus e depois as pernas. Seu olhar estava estreito. Já chega. Girando uma perna, Priss virou-se para enfrentá-lo no banco. A nova posição subiu o vestido ainda mais, porém não se importava. ‚O que vamos fazer agora?‛ Com exceção de uma ligeira mudança de músculos, ele não se mexeu. Olhava direto para a estrada. ‚Nós não fazemos nada. Tenho trabalho para seguir...‛

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‚Que tipo de trabalho para seguir?‛ ‚Twyla, Helene, todo o escritório...‛ Suas mãos apertaram o volante. ‚E você vai ficar longe disso.‛ Homem arrogante. ‚Não tinha pensando nisso. Tudo que queria era Murray.‛ Sua mandíbula apertou visivelmente. Priss rolou os olhos. ‚Não foi isso que quis dizer‛ Sua boca estava seca então ela lambeu os l{bios. ‚Quero dizer nós... Como eu e você.‛ Seus antebraços ficaram tensos e os nós dos dedos ficaram brancos. Não era muito encorajador. Se esticasse mais ia acabar quebrando algo. ‚Porque como...‛Priss pigarreou. Nenhum ponto de decisão. ‚Realmente preciso ver Liger. Esqueci completamente. Sei que seus amigos estão cauidando dele, mas não é a mesma coisa. E preciso voltar para loja também. Preciso verificar as coisas‛ Ela levantou os ombros. ‚Minha vida... Minha verdadeira vida... Est{ esperando por mim.‛ Brecando no meio da estrada, Trace se virou para olhar ela. Seu cabelo loiro estava despenteado e a camisa suja. Ele olhou para ela com seus olhos castanhos brilhantes, que parecia ainda mais iluminado. Sua mandíbula travada. E, maldição, ela simplesmente não se importava. Não queria que isso acabasse. ‚Quero vê-lo de novo.‛ Ele ficou branco. ‚O que?‛ Por que o surpreendia? ‚Você sabe‛ Ela fez um gesto com a mão. ‚Vê-lo.‛ Ela podia realmente usar de algum conforto agora, mas ele não parecia receptivo na ideia. ‚Como... um encontro? Nunca namorei, lembra?‛ Com as sobrancelhas para baixo em outra carranca, soltando um pouco o ar, Trace continuava lhe olhando. Sua atitude estava começando a irritar.

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‚Olha, eu sei que é um exagero, você e eu juntos em um relacionamento, mas não tem que agir como....‛ Tão rápido que ela soltou um pequeno grito, Trace estendeu a mão e pegou seu pescoço. Quando se inclinou a puxou pelo banco assim fechou a boca sobre a dela. Seus lábios se separaram em surpresa e sua língua se moveu, completa, definitivamente quente e possessiva. Uau. Não era exatamente um conforto, mas iria funcionar, Suavemente, aceitando cm um gemido, Priss deslizou as mãos até seu peito e ao redor de seu pescoço. Ninguém mais poderia ser tão sólido, seguro, sexy e.. Perfeito. Ele a apertou no banco com seu beijo a consumindo. A buzina soou. Relutante Trace recuou alguns centímetros. Tinha uma mão no volante e outra em seu pescoço. Seu olhar se movendo em seu rosto e então balançou a cabeça. ‚Vai me deixar louco, Priscilla.‛ Ele se endireitou e olhou para frente de novo. Perplexa, Priss se acomodou em seu lugar. A maneira como seu humor mudava iria fritar sua mente. ‚Então... Aquele beijo. Ser{ que isso significa que quer continuar me vendo também?‛ ‚Sim.‛ Ele não parecia feliz com isso. Depois de alguns minutos de silêncio, ela disse ‚Ainda tenho que pegar Liger e ir até a loja ver as coisas.‛ ‚Quando?‛ Ela realmente não queria ir em nenhum lugar sem o Trace, mas como o perigo acabou, não podia suportar ficar mais longe de Liger. E a loja precisava de sua atenção. Seu primeiro e único empregado, Gary, estava lidando muito sozinho. Abatida Priss admitiu ‚Quanto mais cedo, melhor.‛ Ele acenou com a cabeça.

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‚Vou organizar tudo, concorda em deixar que Jackson a leve para Dare até que possa encerrar tudo por aqui? Não posso ir com você na loja.‛ Ele queria acompanhá-la? Priss não tinha certeza do que fazer com isso. ‚Quanto tempo ir{ levar?‛ ‚Alguns dias‛ Ele olhou para ela. ‚Tudo j{ est{ em andamento por isso não vai demorar muito.‛ Seu temperamento surgiu quando olhou pela janela na paisagem que passava. ‚Tudo bem.‛ ‚Est{ falando sério dessa vez? Gostaria de confiar em você, Priss.‛ Ela gostaria disso também. ‚Prometo que não vou engan{-lo de novo.‛ ‚É um começo.‛ Um começo para o que? Felicidade? Ela queria ser feliz, mas Murray tinha interrompido tantas vidas que não conseguia pensar muito agora. ‚Realmente acha que Alice ir{ ficar bem?‛ ‚Sim‛ Trace apertou a boca e assentiu. ‚Tenho que acreditar ou iria ficar louco pelo que minha irmã passou.‛ Seu coração deu um pulo. ‚Sua irmã?‛ ‚Confiança é nos dois sentidos, querida.‛ ‚O que isso significa?‛ Visivelmente preparando-se Trace disse: ‚Meu sobrenome é Rivers não Miller.‛ Seus olhos se arregalaram. ‚Oh, meu Deus, estava certa sobre seu nome.‛ ‚Estava certa sobre um monte de coisas‛ Ela sussurrou seu nome, ‚Trace Rivers.‛ Legal. ‚Assim soa melhor.‛ Trace não parou. ‚Minha irmã Alani foi levada. Não por Murray, mas outros como ele.‛

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Não havia como negar a gravidade do assunto para ele, e Priss, embora já tivesse ouvido isso com Murray, reconheceu que ele tinha acabado de tomar um passo gigante na confiança por ela. Era uma coisa tão frágil, tão incrivel, que queria se atirar contra ele. ‚E est{ determinado a acabar com os traficantes desde então?‛ ‚Algo assim.‛ Tendo isso perto de sua casa, provavelmente o tinha estimulado, mas sabia que nunca iria fechar os olhos à injustiça ou crueldade. Mantendo seu tom de voz suave, ela perguntou: ‚Quanto tempo ficaram com ela?‛ ‚Apenas alguns dias. Mas, a levevaram através da fronteira sul em Tijuana.‛ Trace flexionou as mãos sobre o volante. ‚Não podia ir atrás dela. Foi sequestrada por pessoa que me conheciam.‛ Adivinhando quão devastador teria sido para Trace, ela cobriu a boca. ‚Então se você tivesse ido teria a colocado mais em risco?‛ Inquieto, ele segurou o volante como se quisesse quebrá-lo em dois. ‚É ainda fico mal quando penso sobre isso.‛ Porque ele era um homem que controlava tudo, mas quando a única pessoa com a qual se preocupava e precisava, tinha sido forçado a sentar-se e confiar que outros fossem resgatá-la. ‚Como chegou nela?‛ ‚Dare quem foi, e eu...‛ Ele respirou fundo com raiva. ‚Esperei por notícias.‛ Ela colocou a mão sobre sua coxa. ‚Tenho certeza que Dare é... Competente?‛ Isso fez Trace rir, mas não tinha nenhum humor. ‚Sim, ele é competente.‛ ‚Ótimo.‛ Trace lhe deu um olhar e logo balançou a cabeça. ‚Dare matou todos os bastardos, soltou as mulheres e voltou para casa não somente com Alani, mas com uma surpresa adicional.‛ ‚O que quer dizer?‛ Um sorriso genuíno saiu em seu rosto. ‚Foi quando ele conheceu Molly.‛

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Priss tirou a mão e a boca ficou aberta. ‚Você quer dizer...?‛ ‚Ele a encontrou em Tijuana quando salvou minha irmã. Molly tinha sido levada também e ele trouxe para o outro lado da fronteira.‛ Fazia sentido agora que sabia. Lembrou-se de como os homens tinham protegido Molly, a preocupação quando Priss tinha mencionado Murray. ‚Achei que havia algo sobre Molly....‛ ‚Ela é uma mulher forte.‛ ‚E a sua irmã?‛ Ela tocou de novo sue braço, então seu ombro e queria toc{-lo por todos os lugares. ‚Ela é forte também?‛ ‚Deus, espero que sim. Parece estar lidando com tudo isso muito bem.‛ Priss não pressionou, logo, Trace tirou seu celular. ‚Isso me lembra que tenho que telefonar para Jackson agora que estamos seguros. Ser{ apenas um segundo, certo?‛ Balançando a cabeça, Priss recuou para seu próprio lado do carro. Soltou um suspito e esticou as pernas. Um bocejo a pegou de surpresa. ‚Leve o tempo que precisar. Não me importo.‛ Trace estava maravilhado com a serenidade que se instalou sobre Priss. Ela aguentou mais do que qualquer mulher, mas logo Priss era diferente de qualquer mulher que já tinha conhecido. Jackson atendeu no segundo toque. ‚O que est{ acontecendo?‛ ‚Somente checando as coisas‛ Trace observou a estrada, mas também jogou alguns olhares nela. Sua postura relaxada e até mesmo a respiração desmentia qualquer estresse que tinha passado. Incrível. ‚As autoridades lidaram com as coisas?‛ ‚Como profissionais. Podem não ter a força-tarefa adequada, mas sabem o que estão fazendo. Est{ tudo bem.‛

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Trace não esperava menos, mas queria ouvir de Jackson. ‚Como assim?‛ ‚Várias oficiais estavam no local. Trouxeram uma van sem marca ao invés do camburão, com alimentos, cobertores e bebidas... Foi melhor do que podia esperar.‛ Trace ficou aliviado que o departamento soube mostrar alguma sensibilidade. ‚E os escritórios?‛ ‚Fecharam na mesma hora. Pegando todos‛ Em um adendo apressado Jackson perguntou: ‚Você sabia que Murray tinha Helene amarrada, amordaçada e dopada com uma de suas próprias drogas? Disseram que ela estava totalmente fora.‛ Ele sabia que Murray planeja matá-la, mas não conhecia os detalhes.‛Ela ficar{ bem?‛ ‚Se a vida atr{s das grades é sua definição de bem‛ Jackson fez um som de impaciência. ‚Então. Se é isso que você queria....‛ Trace franziu o cenho. ‘Existe um problema?‛ ‚Não... Sem problemas.‛ Essa resposta curta não tranquilizou em nada Trace. ‚Então por que est{ me apressando?‛ ‚Quer mais alguma coisa?‛ ‚Não, maldição.‛ Priss olhou para ele com as sobrancelhas levantadas, então Trace moderou seu tom. ‚Mas, se não tem nenhum outro lugar para estar....‛ Jackson soltou um suspiro de desgosto, logo admitiu: ‚Estou com a sua irmã na linha.‛ De toda a... ‚Alani?‛ ‚Você tem outra irmã que não conheço?‛ Da próxima vez que visse Jackson iria acabar com ele. ‚Por que está falando com Alani?‛ ‚Lembra que disse que queria contrat{-la para reformar minha casa.‛ Lembrou-se e não tinha gostado. ‚Você disse que não estava acontecendo nada.‛ ‚Eu sei, mas senti que deixamos as coisas mal.‛

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‚As coisas?‛ ‚Sim, as coisas‛ Aborrecimento penetrou na voz de Jackson. ‚E para sua informação Trace, isso não é da sua maldita conta.‛ Trace rosnou, começou a emitir um aviso para Jackson, mas no último segundo, olhou para Priss e mudou de ideia. Mais calmo, perguntou: ‚Você est{ dando em cima da minha irmã?‛ ‚Possivelmente.‛ Que Deus o ajudasse. ‚E para ela est{ tudo bem?‛ ‚Não est{ fugindo de mim se quer dizer‛ Um pouco mais frustrado ele acrescentou: ‚Não posso acreditar que você est{ brigando comigo depois de deix{-la se envolver com aquele idiota financeiro.‛ Não tinha gostado dele também. ‚Decoração é o trabalho dela, Jackson.‛ ‚Sim, mas pode acreditar que ele deu em cima dela ‚ E então com uma ponta de raiva acrescentou: ‚Felizmente para ele, Alani recusou.‛ Trace não podia acreditar no nersovismo de Jackson. ‚Como sabe disso tudo?‛ Depois de uma longa hesitação: ‚Tenho mantido tudo sob controle, certo?‛ Inacreditável. ‚Ser{ que Alani sabe que a est{ espionando?‛ ‚Não e não seja tão dram{tico.‛ ‚Não sou dram{tico.‛ Trace ouviu o suspiro de Priss e lançou um olhar, mas ela fingiu assobiar. ‚Olha, estou mantendo um olhar nela para seu próprio bem. Nós dois sabemos que ela é arisca demais e está mais que determinada a ficar sozinha.‛ Soava para Trace que Jackson tinha um grande interesse em sua irmã. ‚Você est{ tentando parecer nobre‛ Trace acusou. ‚Admita que você a quer.‛

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‚Droga. Não sou cego.‛ Inacredit{vel. Trace se endireitou. ‚Jackson.‛ Jackson riu dele. ‚Olha, Trace, entendo sua coisa de irmão mais velho, realmente entendo. Mas, sabe que não sou um idiota. Estou bem ciente do que Alani passou e não a pressionaria.‛ ‚Você tem ela na espera? Agora?‛ ‚Sim.‛ ‚Ela est{ esperando para falar com você?‛ ‚Se não quiser pode delisgar, não?‛ Interessante. Pelo que Trace sabia ela não olhava para qualquer homem, mas estava encantanda com Jackson? A contragosto disse: ‚Tudo bem. Mas, Jackson se ela falar para você pular fora....‛ ‚Recuarei. Agora me dê um descanso? Não gosto de manter uma mulher esperando.‛ Com isso desligou. Não sabia ao certo como se sentia sobre tudo isso, Trace entrou deixou o celular cair entre eles. Olhou para frente com seus pensamentos desordenados. ‚Então Jackson e sua irmã, hein?‛ Ele podia ouvir o sorriso no tom de Priss mesmo antes de lhe olhar. Como podia sorrir nesse momento não tinha ideia. Ele deu de ombros. ‚Talvez.‛ ‚Eu te disse não?‛ Zombando também? Trace pegou sua mão e encontrou os dedos congelados. O dia estava quente, por isso sabia que não estava tão indiferente como tentava fingir. Decidiu desviar com ela. ‚O que você faz com seus brinquedos?‛ ‚Brinquedos?‛ Ele acenou com a cabeça em direção a sua bolsa. ‚Esse celular é uma arma de choque e o chaveiro uma faca.‛

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‚Oh, isso‛ Ela deu um olhar neles. ‚Achei que não fosse deixar se enganar.‛ ‚Você os manteve?‛ Ela colocou a cabeça para tr{s contra o banco. ‚Desde que não usei... Sim.‛ ‚Vou tirar de suas mãos.‛ ‚Por quê?‛ Porque não queria que ela tivesse lembranças do dia. E não queria que brincasse com armas perigosas. Se precisasse de proteção, ele faria isso. Mas, não era hora de despejar isso nela. ‚É melhor tê-los destruídos do que correr o risco de alguém encontrar mais tarde e talvez juntar as coisas.‛ Sua mão apertou a dele e disse baixinho: ‚ E as mortes.‛ Trace beijou seus dedos. ‚Exatamente.‛ Ela assentiu com a cabeça. ‚Então... Alani.‛ Ela se virou de novo. ‚Vocês dois são próximos?‛ ‚Muito. Sempre fomos, especialmente depois que nossos pais morreram. Ela é oito anos mais nova então tive que ser uma espécia de pai, ao mesmo tempo um irmão.‛ ‚Oito anos mais jovem, de modo que faz com que ela...?‛ ‚Recentemente fez seus vinte e três anos.‛ Muito jovem para Jackson. A menos que... A menos que Jackson fosse o que queria. ‚Eu sei o que est{ pensando‛ Priss lhe disse. ‚Mas, não é muito mais jovem do que eu. Definitivamente não é uma criança.‛ ‚Não‛ Perder seus dois pais o tinha obrigado crescer r{pido demais. ‚Ela est{ se jogando no trabalho. Depois do aconteceu, com o rapto, queria que levasse algum tempo fora, mas ela disse que precisava se manter ocupada.‛ ‚Isso que eu faria.‛ Não. Priss iria atrás de um dos responsáveis. Trace tinha que dar graças que Alani tivera o bom senso de deixar a destruição dos bandidos em suas mãos.

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‚Ela é uma decoradora de interiores ou algo assim, certo?‛ ‚Sim‛ Trace roçou o polegar sobre os dedos dela. Além de Dare não tinha falado com ninguém sobre Alani. Mas, conversar com ela parecia certo. ‚Eu a apoiei financeiramente e ajudei se manter, de modo que agora possui seu próprio negócio de design. Pode escolher seus horários, mas em vez de pegar leve, preenche toda a semana com mais de cinquenta horas.‛ Priss se divertia. ‚Então mesmo que seja rico, e mesmo que tenha feito de tudo para mim{-la, ela ainda tem uma grande ética de trabalho.‛ Orgulho o encheu. ‚Tentei dar todas as vantagens. Mas, ela se recusou.‛ Ainda muito doce e intocada. Como Priss. Ela nunca tinha tido alguém para estragá-la, mas isso iria mudar agora. O medo de sua mãe tinha prejudicado sua educação, privando de muito. Trace tinha os meios para lhe dar um gostinho de tudo o que tinha perdido e muito mais. Ele ficaria um tempo fora. A menos que Dare ou Jackson precisasse dele, estaria livre para se dedicar a Priss. Essa era uma decisão tanto sua como dela. Mesmo no meio do caos, ele a queria. Talvez com um tempo sozinhos fosse finalmente ser capaz de amenizar essa intensa necessidade. Mas, provavelmente não. A verdade era que estava começando a gostar do jeito que ela o fazia sentir. Depois de deixá-la ‘visitando’ Molly e Dare mais cedo naquele dia, Trace foi embora. Não disse onde estava indo ou quando voltaria, mas já tinha ido embora por horas. Dera estava trabalhando no quintal e Molly falando no celular com seu agente, assim Priss decidiu nadar no lado. Chris e Matt estavam lá embaixo, e os animais, incluindo Liger e juntou a eles. Com o sol brilhando e o ceu tão azul, um mergulho poderia esfriar seus ânimos. Não que precisasse da atenção constante de Trace, mas se ressentia do sigilo em torno da sua ausência hoje.

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Durante os dois meses eles passaram a maior parte do dia juntos. Trace a acordando com beijos, segurando enquanto dormia, e nesse meio tempo alternadamente fazia amor e mostrava uma aventura atrás da outra. Estava feliz. Mais feliz do que já pensou ser possível, e a cada minuto o amava mais. Normalmente estaria preocupada com a loja por estar tanto tempo longe. Mas, ela e Trace tinha estado duas vezes lá para verificar as coisas e surpreendentemente Gary tinha executado um ótimo trabalho. Uma vez que a responsabilidade ficou sobre ele, provou ser mais atento aos detalhes do que Priss. Durante cada visita, ela encontrava a loja organizada, o estoque em ordem, o computador mantido atualizado e nem mesmo uma poeira estragava a aparência. Era bom não ter que pensar na loja. Na verdade, ela não pensava em muita coisa. Talvez esse fosse o problema. Estava tão acostumada a se concentrar em como iria conhecer Murray, como o faria pagar e agora... Se sentia no paraíso. Maldição. Onde tinha ido Trace e por que ainda não confiava nela? Quando Priss caminhou para o cais aquecido pelo sol, os cães lhe olharam, e Liger ficou agitado. Ele tendia a arrastar os cães onde quer que fossem, mas desenhou uma linha quanto a entrar na água. Ia ao longo da costa da rocha onde os peixes lhe fascinava. Mas, na maioria ele ficava somente exposto ao sol. Agora, com Priss sorrindo para ele, levantou ao vento e se enrolou em suas pernas nuas. ‚Você tem sido ainda mais mimado do que eu, não?‛ Liger passou os dentes acim de seu joelho, dando um de seus miados doces, logo, voltou a se estender e fechar os olhos. Matt aparecey sobre a extremidade do cais. ‚Ele realmente parece gostar do lugar.‛ ‚Posso ver isso‛ Liger chamava a atenção de todos, sentava onde queria, dormia quando queria e gostava de brincar com Sargie e Tai. Enquanto, ela e Trace viajavam, Chris

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insistiu em ficar com o gato, Liger não necessitava de atenção constante, mas Chris tinha se aproximado muito dele e vice-versa. Com Liger agora descansando, Priss tirou a roupa. Matt assobiou. ‚Lindo traje.‛ Ela olhou para si mesma. O traje era muito básico; bege sem adorno, não muito pequeno, mas não excessivamente modesto também. Era quase da mesma cor da sua pele, por isso não escondia muito, mas o material era grosso o suficiente para esconder o necessário. ‚É o primeiro que uso. Est{ bom?‛ Chris nadou para o cais também. Cruzando os braços a examinou. ‚Trace não viu ainda?‛ Ela balançou a cabeça e tentou não parecer amarga quando disse: ‚Ele est{ em algum lugar.‛ Ela bateu a mão. ‚Não sei onde e não sei quando volta.‛ Matt mergulhou a cabeça, em seguida, veio à tona para respirar. Seu cabelo descolorido ficou molhado, bagunçado, mas ainda parecia muito bom. ‚Estou surpreso que alguém foi capaz de separar vocês dois‛ Ele jogou {gua em seu rosto. ‚Foi o que? Alguns meses juntos já? Um grude sem parar.‛ Soltando a tolha e cobrindo a cadeira Priss fingiu estar irritada. ‚Por que est{ aqui de novo?‛ Ele agiu de forma dram{tica. ‚Molly gostou tanto do que fiz em seu cabelo que quer que faça igual no dela. Dare ainda fez um seção regular no porão para mim. Faz com que seja mais fácil de travalhar e salvou Molly de sofrer com as multidões e incompetência da cidade.‛ Priss apostava que Dare apreciar saber que Molly estava segura. Eles confiavam em Matt na medida que se conheciam e ele fazia um trabalho fabuloso. Chris ainda pendurado fora da extremidade do cais parecendo muito sério. ‚Então‛ Ele espirrou {gua em Priss com uma mão em concha. ‚O que exatamente você est{ fazendo aqui?‛ ‚Preparando para nadar com vocês.‛

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‚Não, quis dizer com Trace‛ Ele olhou para ela até em direção a casa, então voltando. ‚Se isso é para lev{-lo ao limite, estou supondo que isso funcionará.‛ Priss duvidava que alguém ou alguma coisa pudesse pressionar Trace qualquer fosse a intenção que tivesse. ‚Precisava de um traje, assim consegui um.‛ Ela sentou na extremidade do cais ao lado de Chris deixando os pés na {gua. ‚E por que você atribui ridículas emoções infantis para tudo o que faço?‛ Ele balançou a cabeça. ‚Somente me perguntando por que ainda não disse para Trace como se sente.‛ ‚Como sabe que não fiz?‛ Matt riu. ‚Suas expressões de descontentamento.‛ Chris apenas olhou para ela esperando. Bem, por que não ser honesta? ‚Não sei como ele se sente somente por isso.‛ ‚Isso é tão ridículo‛ Chris espirrou de novo, mais forte dessa vez, para que a água batesse no rosto. ‚Quem diz que o homem que tem que ter coragem de dizer primeiro?‛ Sua sereniedade balançou. ‚Tenho muito mais coragem que ele! Confiei nele sobre minha mãe muito antes que ele falasse alguma coisa. Sabe quanto levou para admitir....‛ Matt disse ‚Bla, bla, bla...‛ e sabiamente mergulhou a cabeça na {gua de novo. ‛..Que estava disfarçado?‛ ‚Você sabe por quê‛ Chris disse a ela. Incomodava Priss que tinha esquecido de ser cautelosa. Obviamente Matt era um amigo bem-vindo, de confiança, mas não estava nos negócios e sabia que não devia falar nada sobre isso. ‚No começo sim.‛ ‚E agora?‛ ‚Agora não preciso que me diga‛ Ela olhou para {gua. ‚Percebi tudo por fora.‛ ´‛Então qual é o problema?‛

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‚Ele saiu de novo hoje, todo secreto, e ainda não confia em mim o suficiente para dizer onde estava indo.‛ Matt surgiu. ‚Sinto muito‛ Ele engasgou por ar. ‚Não é possível prender a respiração por tanto tempo.‛ ‚Não tem problema‛ Priss disse a ele. Talvez falasse com Chris mais tarde, porém por agora iria mostrar discrição. ‚Conversa é longa. Estou pronta para nadar.‛ Chris inclinou a cabeça para estudá-la. ‚Você est{ ficando vermelha.‛ ‚Não estou envergonhada com nada disso.‛ Ele rolou os olhos. ‚Quis dizer do sol. Precisa de protetor solar se ficar por aqui. A água reflete tudo e sua pele é clara.‛ ‚Ah.‛ Ela olhou para os ombros sem interesse. Na verdade j{ estavam ficando rosa. Matt nadou até a escada e saiu. Assim como Sargie e Tai fariam, ele sacudiu o excesso de água jogando em Priss. ‚Eu faço.‛ Ela lhe olhou. ‚O que?‛ ‚Colocar protetor solar.‛ Ele jogou {gua ao seu lado quando estendeu a mão. ‚Para cima.‛ Depois que segurou sua mão, ele a puxou de pé. Pegando o grande tubo, Matt passou na mão.Enquanto espalhava sobre os ombros e cotas, disse ‚Voce sabe, brincadeiras | parte, gosto de você, Priss. É uma boa pessoa.‛ ‚Idem‛ De onde tinha vindo isso? ‚Não gosto de vê-la infeliz.‛ Antes que pudesse protestar, ele disse: ‚Eu sei. Você e Trace estão curtindo. Já aproveitaram cada momento. Está muito feliz.‛ Ela franziu a testa. ‚Nunca seria tão dram{tica‛ Mas, a descrição parecia quase certa.

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Ele segurou os ombros e sorriu. Era um olhar fraternal e Priss gostou. Não itnha pensado em ficar amiga de ninguém, mas agora sabia que se as coisas não dessem certo entre Trace e ela, manteria contato com essas pessoas. Gostava demais deles. Especialmente Matt. Até que ele disse: ‚É hora de confessar, querida. Diga a Trace o quanto se importa. Ir{ se sentir melhor quando fizer.‛ Subindo a escada Chris disse: ‚Melhor mais cedo que tarde‛ Ele acenou com a cabeça para o lado atr{s deles ‚Por que aqui vem Trace e não parece feliz.‛ Ambos, Priss e Matt se viraram, ela com antecipação e Matt com grande medo. Vestindo calca jeans e uma camiseta branca, Trace os seguiu até o cais. Priss protegeu os olhos para vê-lo melhor. Quando saiu, tinha se guardado em sua missão, ela se perguntou se voltaria antes do jantar. Trace usava óculos de sol reflexivos, para que não pudesse ver seus olhos, mas observava todo o seu passo firme, os ombros rígidos, e o queixo apertado em aborrecimento. Assim que chegou perto o suficiente, Priss perguntou: ‚O que h{ de errado?‛ Sem responder a ela, Trace continuou sua marcha. Não parou até que ficasse bem na frente de... Matt. Ficando na beira do cais, Matt disse: ‚Uh... Ol{?‛ Trace não disse nada apenas empurrou Matt na água. Com os braços e pernas agitando, Matt atingiu a superfície de modo estranho. Atordoada, Priss empurrou seu ombro. ‚Que merda Trace. Por que fez isso?‛ Trace tirou os óculos escuros e olhou para ela, inteira, desde do seu cabelo, por seu corpo, até os dedos dos pés descalços. Depois de trincar a mandíbula por um segundo, ele disse: ‚Se você quiser protetor solar, peça.‛ Sua boca abriu. Nervosa! Ele ia com Dare, saiu sem dizer uma maldita coisa, em seguida, teve audácia de reclamar quando um amigo tentava impedir de ficar queimada. ‚Talvez teria pedido se estivesse aqui.‛

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‚Estou agora.‛ Emoções fora de controle. ‚Então você est{‛ Com um sorriso lento, Priss colocou as duas mãos sobre seu peito. A camisa estava molhada de suor, o algodão tão suave que podia sentir cada musculo. ‚E você parece um pouco... Quente.‛ Os belos olhos de Trace escureceu e estendeu as mãos para ela. ‚Talvez um mergulho ajude‛ Priss empurrou tão forte quanto podia. Tomado de surpresa, todo vestido, Trace debateu para trás para fora do cais. Priss vislumbrou a expressão de descrença no rosto de Trace antes de voltar na água. Entusiasmado com a atividade os cães saltaram atrás dele. Liger levantou-se o suficiente para sair da linha de respingos. Chris subiu a escada. ‚Então esse é o novo jogo, heim?‛ Ele riu quando pegou Priss nos braços. ‚Chris‛ Ela tentou agarrar seus ombros. ‚Ponha-me no chão.‛ ‚Acredito que não, querida‛ Assim quando Trace apareceu, Chris saltou com ela. Eles caíram entre os cães. Cuspindo, com o cabelo em seu rosto e a pele ardendo pelo choque de água fria, Priss amaldiçoou. Trace já tinha nadado todo o caminho até a parte mais rasa para fora da doca. Seu cabelo loiro liso em sua cabeça e a camisa presa em seu corpo. ‚Espere!‛ Priss gritou para ele. Ainda estava na cintura quando se virou para lhe olhar. Chutando e espirrando Priss foi até ele, agarrando pelos ombros e envolvendo as pernas ao redor de sua cintura. ‚Oh, não, você não vai!‛ Ausstado, Trace pegou seu traseiro nas mãos e se esforçou para manter o equilíbrio no fundo da lama mole. ‚Que merda?‛ E então mais baixo, ‚Você est{ nua nesses trajes.‛ Matt e Chris caíram na risada. Priss olhou para o belo rosto de Trace, o homem que amava e então beijou ele. Forte.

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Por apenas um segundo, ele ficou surpreso com o ataque sensual. Ainda a beijou de volta. Então a afastou ‚Você arruinou minha roupa, maldição.‛ ‚Somente porque estava sendo um idiota ciumento.‛ Sua expressão escureceu e olhou para Matt. Chris começou a cantarolar, mas o pobre Matt disse ‚Sim‛ e encolheu os ombros. ‚Se pensar sobre isso irá concordar que sabemos que não tem nenhuma razão para isso.‛ Trace começou a percorrer em direção a Matt, ainda com Priscilla ao seu redor e então ela desabafou: ‚Eu te amo, Trace.‛ O que definitivamente o levou em um impasse. Suas mãos grudaram em seu traseiro. ‚O que?‛ ‚Eu te amo‛ Então apontou por onde Chris e Matt tinham desaparecido. ‚Dissem para confessar, por isso estou fazendo, e se rejeitar juro que afogo os dois.‛ Muito lentamente a expressão de Trace alterou de raiva para um tipo diferente de calor. ‚Diga isso de novo.‛ ‚Por quê?‛ Ela franziu o cenho em desafio. ‚Por que não diz alguma coisa pela primeira vez?‛ ‚Tudo bem‛ Deslizando as mãos por suas costas, nos ombros e no cabelo molhado, ele a beijou. ‚Você me deixa louco, Priscilla.‛ Ele virou a cabeça e a beijou de novo um pouco mais demorado dessa vez. ‚Você me deixa quente como o inferno, também.‛ ‚Eu te amo‛ Priss lembrou, esperando que pudesse fazê-lo se declarar. Seu próximo beijo durou tempo o suficiente para relaxar fora da água, e Priss estava tão envolvida em seu gosto que esqueceu do que queria escutar. Chris não. Do banco disse: ‚Se estiver a mantendo esperando assim, alguém tem que terminar de colocar protetor solar nela.‛ Trace se moveu rápido, tentando agarrar o tornozelo de Chris, mas ele pulou fora de seu alcance.

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Priss se sentiu muito afetada por esse beijo, acariciou o pescoço de Trace e seus ombros. Ele cheirava tão bem e parecia ainda melhor. ‚Pare de ser um voyeur Chris e v{ embora.‛ Tendo Chris aparecido na doca, Matt perguntou: ‚Ser{ que isso significa que poss ficar?‛ Trace cambaleou para frente de novo e Matt pulou para trás tão rápido que bateu na borda. ‚Eu vou, eu vou!‛ Para chamar a atenção de Trace de volta Priss o mordeu. Não uma mordida forte, mas deixou a marca de seus dentes em um ponto sensível, onde o pescoço encontrava seu ombro. Trace estremeceu. ‚Também te amo.‛ Ela lambeu a marca da mordida. ‚Estou tão feliz.‛ Ele a egueu e foi para parede de rocha construída ao longo da costa. Ele sentou Priss em uma pedra lisa, olhando para seu maiô e balançou a cabeça. ‚Dveria ser ilegal uma mulher parecer tão boa quanto você.‛ ‚De verdade?‛ Ela olhou para si mesma outra vez, mas não viu nada espetacular. ‚Estou feliz que goste.‛ ‚Eu amo isso. Eu te amo‛ Ele enfiou a mão no bolso. ‚Quando sai hoje, foi por isso.‛ Assustada, Priss viu quando ele abriu a caixa de uma joalheria, agora molhada. No interior, protegido e alinhado em veludo, estava um lindo anel de noivado de diamante. Seu coração quase parou. ‚Queria que fosse uma surpresa.‛ Não tinha palavras. Seus olhos de repente queimaram e a garganta ficou apertada. Trace pegou sua mão e colocou o anel. O ajuste era perfeito, mas não tinha nada que ele não fizesse certo.

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‚Priss?‛ Usando a ponta do punho ele ergueu seu queixo. ‚Fomos em filmes, peças de teatro, para pequenos restaurantes e outros chiques. Levei você para dançar, caminhar, no parque de diversões e ao zoológico.‛ Soando como um sapo engasgado Priss disse: ‚Todas as coisas que nunca cheguei a fazer quando crescia.‛ ‚Mas, tem muito mais, querida‛ Ele tirou algumas mechas úmidas de seu rosto e do ombro. ‚Estava tentando lhe dar tempo para desfrutar tudo.‛ ‚Não!‛ Priss não queria que ele adivinhasse sua intenção. ‚Não preciso de mais tempo. Não preciso.‛ Ambos ainda prestado atenção, Matt e Chris riram. Trace apenas sorriu. Fechando a mão em um ponto ela segurou o anel forte. ‚Tudo que preciso e tudo que quero é você.‛ ‚Fico feliz em ouvir isso, porque não sou um homem muito paciente. Inferno, acho que sabia que você era a pessoa certa para mim no dia que apareceu no escritório de Murray‛ Ele beijou a ponta do nariz, os lábios e o queixo. ‚Você é tão ousada, agressiva, que me assustou até a morte.‛ ‚Você me colocou para cima‛ Priss lembrou. ‚Essa tinha sido a minha primeira vez, também.‛ ‚Eu lembro muito bem‛ Ele deu um beijo mais profundo e terminou com um gemido. ‚Todos os dias desde então, eu a queria mais. Mesmo quando me deixava preocupado, ou mentia, ou me deixava louco, admirava por isso.‛ Priss assentiu. ‚Certo.‛ Dessa vez Trace caiu na risada. ‚Vamos l{‛ disse Matt. ‚Pare de ser tão f{cil, Priss. Deixe-o fazer isso direito.‛ Priss fez uma careta para ele, mas Trace puxou seu rosto de volta. ‚Meu trabalho não vai mudar, carinho e Matt não precisa fugir.‛ Matt que já estava quase saindo agora vacilou.

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‚Se tem certeza.‛ ‚Priss sabe do que estou falando‛ E com isso ignorou Matt.. ‚As vezes, vou precisar ir embora e as vezes vai ter medo de mim.‛ ‚Oh Trace‛ Ela piscou rapidamente, grata que estivessem em um lago, e estivesse na maior parte molhada, assim poderia esconder as l{grimas. ‚Eu vou sentir isso estando juntos ou não.‛ Ele colocou a testa na dela. ‚Gosto da minha casa, Priss. O local é seguro, então prefiro não me mudar.‛ Ela riu em torno da emoção. A casa de Trace estava meia hora longe da de Dare, bem semelhante, mas em um estilo diferente e também com um lago de fundo. Priss tinha a sensação de que eles usavam o lago como uma barreira natural aos curiosos. ‚Liger vai precisar de algumas coisas‛ alertou pensando na caixa de areia do gato. ‚E ele pode ser meio louco no verão.‛ Trace olhou para o grande gato. Estendendo de costas, com as pernas abertas, descansava ao lado de Tai. Mesmo ela pingando água do lago, Liger olhava com atenção. Quando percebeu que tinha atenção de Trace, levantou a cabeça e ‚Merroowwww....‛ em sua doce voz, fazendo Trace rir. ‚Você dois são um pacote e Liger é meu amigo. Sou tão fã de animais como Dare por isso não se preocupe.‛ ‚Ótimo. Porque eu gosto da sua casa também, pelo que consegui ver‛ Eles somente tinham estado uma vez. E a maior parte do dia tinha sido no quarto, na enorme cama de Trace. Na manhã seguinte, tinha a levado para Nova York e de l{ para Las Vegas. ‚Amei os lugares que estive com você e toda a diversão, mas não me importaria de estabelecer também.‛ Estar em um lugar com Trace, ter uma rotina, fazer uma vida, na sua visão funcionava muito bem. ‚E a sua loja?‛ E antes que respondesse ele continuou: ‚Não estou interessado em você longe de mim, Priss, e não tem nada a ver com o estilo da sua loja.‛

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‚Mentiroso.‛ Ela entendia o desconforto de Trace depois que tinha mostrado tudo me sua loja com Gary os perseguindo. Tentou esconder através dos elogios da nova gestão, mas sabia que Trace odiava a ideia de seu trabalho. ‚Tem mais a ver com ficar longe e não é uma {rea segura.‛ ‚Gary pode comprar. Ele quer fazer isso de qualquer maneira.‛ Trace parou no meio da frase. ‚Você esta bem com isso?’ ‚Com não possuir uma sex shop?‛ Ela encolheu os ombros. Estava mais do que bem com isso. ‚Não tem qualquer valor sentimental, acredite. Sempre foi um meio para um fim.‛ Ele acariciou sua bochecha com o polegar. ‚Era sua independência.‛ E um caminho para se esconder de Murray e conseguir sua vingança. Priss balançou a cabeça. ‚Ainda quero minha independência, então vou conseguir um emprego‛ Ela estava esperando encontrar alguma forma de ajudar Trace em seu trabalho. Não para acompanhá-lo porque sabia que não deixaria. Mas, talvez pudesse fazer algum tipo de triagem no computador, olhando fatos e histórias. Agora que tinha um pequeno gosto em ajudar as pessoas, queria mais. Ela queria fazer a diferença, da mesma forma que Trace. Mas, abordaria o assunto mais tarde. ‚Não sou uma pessoa que fica bem com tempo ocioso.‛ ‚Sério? Nunca teria imaginado.‛ Sua provocação não a incomodou, especialmente quando olhou o anel de novo. Pequenos diamantes cercavam a impressionante pedra principal, tornando brilhante à luz do sol. ‚É tão perfeito.‛ ‚Se não for podemos trocar.‛ Ela pegou o anel e levou no peito. ‚Nunca.‛

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Trace deu um sorriso lento e sexy. ‚Então, Priscilla Patterson uma vez que aprova meu trabalho, minha casa, meus amigos e meu anel, você tenta outra experiência e casa comigo?‛ Alegria borbulhava, mas não queria gritar ainda. ‚Quando você sair a ‚ ela olhou para Matt. ‚ Trabalho, pode pelo menos me dizer o que est{ acontecendo?‛ ‚Sim. Tanto quanto puder.‛ ‚Vai ser honesto quanto o perigo envolvido?‛ ‚Vou ser honesto com tudo para você.‛ ‚Tudo bem‛ Ela olhou e fez uma certa de medo. ‚Você quer um grande casamento?‛ Trace franziu o cenho para sua linha de questionamento. ‚Eu quero o que você desejar.‛ O que quase a fez chorar também. ‚Outra novidade‛ ela sussurrou porque até agora não tinha dado importância. Ela ficou alisando as mão sobre seu peito, como sempre atraída por seu físico. ‚Deveria participar de um concurso de camisa molhada. Com certeza ia ganhar.‛ Chris riu e Matt concordou. Priss ignorou. ‚Se tem certeza que não importa para você, não estou interessada na ideia de algo extravagante.‛ Trace a tirou da pedra e puxou para seu braços. ‚Pequeno funciona para mim. Apenas a família e os amigos?‛ ‚Tudo bem‛ Ela olhou para Matt. ‚Vou convid{-lo. Todo mundo vai vir do seu lado.‛ ‚Eu?‛ a voz de Matt embargou. ‚Quer dizer, ficaria honrado, mas...‛ Com o sorriso torto Trace o deixou à vontade. ‚Bem, estou lisonjeado.‛ Matt colocou a mão no coração. ‚Obrigado, Priscilla.‛ Ela sorriu para ele. ‚Vou precisar que faça meu cabelo de todo jeito.‛

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Chris ficou de pé de sua posição sentada. Como se fosse o flautista de Hamelin, os cães e gato foram ao seu redor. ‚Acho que vou falar para Dare fazer algo agrad{vel para o jantar. Ou seja, se quiserem celebrar com os amigos?‛ Amigos. Graças a Trace ela tinha agora. ‚Vai convidar a irmã de Trace para que possa conhecê-la?‛ ‚Ela arranca minha pele se não fizer.‛ Chris lhe disse. ‚E Jackson?‛ perguntou Priss. ‚Por que não?‛ Trace lhe due um beijo provocante e então disse em uma voz mais baixa somente para Priss ‚Vai ser bom ver os dois juntos para que possa analisar a situação por mim mesmo.‛ Ele era tão maravilhoso que ela se sentia tonta. ‚Quando tomei treinamento de autodefesa, quando passei noites pensando em como iria enfrentá-lo, nunca consegui, nenhuma vez, pensar que iria encontrar alguém como você.‛ ‚Alguém que você ama.‛ ‚Sim.‛ Ele esperou até que Chris e Matt estivessem longe suficiente. ‚Você acha que pode redirecionar toda essa energia agora que ele se foi?‛ ‚Para amar você? Para ser feliz?‛ Ela se inclinou para um biejo. ‚Absolutamente.‛ Com os olhos em chamas Trace a levantou e se dirigiu mais profundamente na água. A calça jeans e camisa arrastando presa ao seu corpo. Confusa Priss perguntou: ‚O que est{ fazendo?‛ Ele se moveu sob o cais, atrás da escada. Com a voz mais profunda agora, ele disse, ‚Fazer amor na {gua.‛ Ela engasgou. ‚Á luz do dia?‛

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‚Eles gostam de provocar, e Deus sabe que podem me irritar, especialmente Matt, mas prometo que ninguém vai estar assistindo.‛ Ele a apertou contra a escada. ‚E agora que concordou em casar comigo, preciso de você.‛ Priss olhou para as tábuas de madeira por cima da cabeça, com algumas tiras para o sol. O ar estava quente e a água fria. Ela seniu as pernas de jeans de Trace contra ela, suas mãos deslizando na parte de trás de seu maiô. E viu o amor em seus olhos. ‚Ok, então‛ Depois de uma vida antecipando a morte de Murray, temia que fosse se perder na sede de vingança. Em vez, disso ela ganhou muito mais. ‚Outra novidade para mim, e graças a você, estão ficando cada vez melhor e melhor.‛ ‚Para o resto de nossas vidas.‛ Agora, aqui com Trace a ideia parecia uma promessa de felicidade. Sua mãe nunca tinha encontrado paz, mas Priss conseguiu. Somente queria que todos pudessem encontrar a mesma felicidade.

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Epílogo Jackson ficou em silêncio quando Alani entrou na casa. Ao contrário das outras mulheres ela não usava um maiõ. Vergonha. Ele adoraria vê-la em um. Todos tinham celebrado devidamente o noivado de Trace, e Alani parecia gostar Priss, mas então quem não gostaria? Priss era engraçada, inteligente, bonita e felizmente tinha prendido Trace. Inconsciente de Jackson, ela parou de olhar para as portas do pátio. Parecia... Melancólica. Como talvez quisesse participar, mas não conseguia. Em muitas maneiras, apesar de ter sido sequestradas por traficantes de humanos, ou talvez por causa disso, ela ainda era inocente. Nos seus recentes vinte e três anos, ela atuava como mais velha. Como uma solteirona virgem. Todas as noites, em seus sonhos, eles queimavam os lençóis. Aqui, na realidade ela evitava. Evitava um envolvimento. Mas, ele conseguiria isso. De algum modo. De repente, Priss entrou, os cabelos molhados e elegante em suas costas, a água entre os seios. Ela viu Jackson e logo depois sorriu para Alani, pedindo a ambos: ‚Por que vocês não vão nadar?‛ Alani jogou um olhar para Jackson com os olhos arregalados. Seu sorriso torto lhe dizia que estava na sua mira. ‚Estava prestes a perguntar isso para Alani.‛ Priss riu. ‚Você ainda est{ vestido.‛ ‚Posso me despir r{pido o suficiente‛ Ele olhou para Alani. ‚E você?‛ Seus l{bios se separaram. ‚Não, eu... Não trouxe um traje.‛ ‚Piedade. Talvez a gente possa ir até a enseada e se diverti sozinhos?‛

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Apontando um dedo Priss disse: ‚Comporte-se, pare com isso!‛ E então para Alani, ‚Cuidado com esse.‛ Ainda observando Alani assentiu. Priss pôs as mãos nos quadris e considerou a situação. ‚Molly pode ter um maiô reserva. Oferecia emprestar um meu, mas esse é o único que tenho.‛ ‚Ah. Trace não gosta.‛ ‚Por que parece nua‛ Jackson disse. Priss ficou três tons vermelho. Seus olhos estreitaram. ‚Se mencionar isso de novo vou jogá-lo no lago e afogá-lo.‛ Ele fingiu apertar os lábios, mas não conseguia parar de sorrir para ela. Ficando calada, Priss olhou para os dois e então balançou a cabeça: ‚Bem, estou descendo. Vou dizer aos outros que irão se juntar em breve‛ Com um aceno descuidado, ela saiu pela porta. Jackson se aproximou de Alani. Ela recuou. Então ele parou. ‚O que h{ de errado?‛ ‚Por que Priss corou?‛ Suas sobrancelhas desceu. ‚O que est{ acontecendo entre vocês dois?‛ ‚Nada‛ Ele não gostou de sua acusação sutil. ‚Acha que eu desrespeito a reivindicação de seu irmão?‛ ‚Sua reivindicação?‛ ‚Não v{ ficar toda irritada. Sabe o que quero dizer.‛ Jackson tentou sair do buraco soltando um bocejo. ‚Ele e Priss estão juntos. Entendo isso. Não faria nada inapropriado com ela. Não que ela quisesse de qualquer maneira.‛ ‚Então j{ tentou?‛ ‚Não.‛ ‚Então por que ela ficou vermelha?‛

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Ele esfregou a parte detr{s do pescoço. ‚Ela esta envergonhada porque eu a vi em uma situação...‛ Alani cruzou os braços. Para o inferno com isso. Jackson se aproximou e se ela não gostasse, uma pena. Mas, dessa vez ela não recuou. Apenas olhou com algo semelhante a desafio. ‚Olha, Priss ainda fica com o rosto vermelho, porque eu tive que tir{-la do chuveiro e passar em uma janela estreita.‛ A boca de Alani abriu. ‚Ela estava nua, e pode acreditar em mim, foi difícil para nós dois.‛ Ele pensou sobre isso e não pode deixar de sorrir. ‚Provavelmente mais para ela, mas não era o que estava esperando também.‛ Alani continuava lhe olhando com surpresa. ‚Inacredit{vel.‛ ‚Nem me fale.‛ Trace ainda pareia irritado cada vez que falava com Jackson. ‚É provavelmente vai levar um tempo para seu irmão superar isso. Quer dizer, eu vi as coisas que ele nem sequer tinha visto ainda. Quero dizer, com Priss. Você sabe, porque não se conheciam há tanto tempo. Tenho certeza que enventualmente....‛ Sua mandíbula fechou. ‚Deus, você é tão bruto!‛ Como no inferno ela sabia disso? ‚Estava tentando ser honesto com você‛ Empurrando para fora do seu caminho ALani disse ‚Bem a partir de agora não se preocupe.‛ Droga. Jackson observou quando ela desapareceu pela porta. Frustação tomou toda ação. Em passou largos ele a seguiu. Alani não tinha ido para longe ainda e ele chegou até ela facilmente. ‚Espere.‛ Ela congelou no caminho e depois se virou lentamente para lhe olhar.

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Trace, sempre consciente de cada maldita coisa que acontecia no que dizia respeito de sua irmã, olhou para cima a partir do cais. A medida que Jackson sabia, a proteção excessiva de Trace não fazia bem a Alani. ‚O que?‛ Maldição, ela era linda. Uma breve brisa brincou com seus cabelos loiros, os olhos castanhos-dourados brilhavam ao sol, tendo uma pequena sombra dos cílios. Não tinha a mesma forma exuberante como Molly e Priss, mas era esbelta, as curvas delicadas pressionavam todos os botões certos dele. ‚Estou fora.‛ Seu olhar procurou o dele e um pouco sem fôlego ela perguntou: ‚Fora?‛ ‚Sim‛ Ele chegou mais perto. A qualquer momento Trace iria se intrometar. ‚A coisa é Alani, não posso ficar perto de você sem querer você. Muito. De verdade muito.‛ ‚Oh.‛ ‚Se isso é bom, então dane-se sou um bruto. Sei que teremos um grande tempo na cama, mas desde que não está pronta ainda para isso, bem... Prometi a Trace que não iria pressionar.‛ Seu pescoço ficou rígido. ‚Querido Deus. Você discutiu isso com meu irmão?‛ ‚Não!‛ Ele cortou a mão no ar e sua voz foi baixa. ‚Quando... Se... Eu tirar sua calcinha, acredite, será uma coisa particular entre nós. De forma alguma irei discutir com alguém.‛ Seu rosto ficou tão vermelho como de Priss. ‚Trace e eu conversamos sobre você talvez decorar minha casa, isso é tudo.‛ ‚Oh‛ seu rosto ficou mais quente ‚Eu....‛ ‚Sim, esqueça. Isso est{ acabado. Como disse, fico acabado por ansiar você e não est{ me dando uma alternativa. Então é isso.‛ Ela piscou rapidamente. ‚Mas, se mudar de ideia, tudo que você tem que fazer é me deixar saber.‛ Ele estendeu a mão e tocou seu rosto. Sua pele era macia e quente, e queria sentir tudo.

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Tudo sobre ele. Nua. Faminto. Úmido... Droga, ele tinha isso ruim. ‚Posso prometer-lhe, se vier comigo não irá se arrepender.‛ Ela engoliu duro, lambeu os lábios e dane-se se seus olhos não estavam cheios de calor. Ela o queria também. Tinha que acreditar nisso. Mas, Trace estava começando a se aproximar, e os outros estavam olhando e a última coisa que queria era deixar Alani desconfortável. ‚Diga a todo mundo que disse adeus. Invente a desculpa que quiser.‛ E com isso deixou Alani ali, observando enquanto ele se afastava. Se Deus ajudasse ela entraria em contato com ele em breve. Ele não tinha certeza se poderia suportar se não fizesse.

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02 traço de febre