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GRIM BASTARDS MC

Emily Minton & Shelley Springfield


A Lanรงar


Ela é uma pobre menina rica. Com uma mãe rancorosa e um cunhado obcecado, tudo o que Adyson Sloan quer é um pouco de liberdade para ela e sua irmã. Ela sonha em ter um pouco de espaço para respirar e fazer suas próprias escolhas. Mas quando ela é raptada pelos Grim Bastards MC, a liberdade tem um preço muito mais elevado. Aterrorizada, mas determinada a voltar para sua irmã, os planos de Addy são arruinados quando ela se apaixona por um bastardo rancoroso. Ele é um bastardo sem coração. O Sargento de Armas Brew Decker joga por suas próprias regras. Para ele, nada é sagrado, além da fraternidade. Ele vive e morre pelo clube e faria qualquer coisa por eles, mesmo sequestrar uma mulher inocente. Afinal de contas, ela é apenas um peão no jogo maior. Mas tudo muda quando ele conhece Addy. De repente, ele faria qualquer coisa por sua cativa. Pode o amor entre uma menina rica e um bastardo

sobreviver sem alguém perder tudo?

o


o Prólogo Um

O som das minhas botas batendo no chão de ladrilhos parece estranho para meus ouvidos. Depois de anos vestindo chinelos de plástico, os couros das minhas botas estavam causando dor aos meus pés. Mesmo a sensação dos jeans contra as minhas pernas é tão estranha que cada passo me levava a fazer uma careta. Após sete anos vestindo nada mais do que o laranja da prisão, as roupas de verdade agora fazem eu me sentir um pouco estranho. Ainda assim, é bom estar vestido com roupas de verdade, era bom pra caralho ser uma pessoa normal novamente. Depois de finalmente chegar ao guarda da estação, eu passo os próximos minutos assinando meus formulários de libertação. Assim que termino, eu pego o meu saco do guarda. Levanto meu queixo para ele e caminho em direção à porta. Meus pés estão apenas a alguns passos da liberdade, quando um grito atrás de mim me faz olhar para trás. O diretor está de pé, perto do guarda com um olhar de resignação em seu rosto.


—Posso falar com você alguns minutos, Isaac?— Ele pergunta, gesticulando em direção ao seu escritório. A única coisa em minha mente agora era ter a minha primeira lufada de ar livre, mas eu tenho que esperar e dar a este homem o que ele quer. Ele tem feito muito por mim ao longo dos anos. O diretor é um bom homem, um homem melhor do que eu. Ele estava aqui quando eu fui transferido do reformatório. Ao contrário dos bastardos de lá, ele sentou-se e ouviu a minha história. Depois que eu disse a ele sobre minha irmã, sobre ela ser estuprada, e a minha necessidade de defendê-la, ele disse que eu era um bom homem. Ele foi a primeira pessoa a me dizer isso. Inferno, ele era a última pessoa que eu pensei que iria proferir essas palavras. Depois de olhar para a porta mais uma vez, eu me viro e aceno. —Eu posso dar-lhe alguns minutos, Warden Michaels—. —É tudo o que vai precisar, ele responde, apontando para seu escritório novamente. Sigo atrás dele, nenhum de nós diz uma palavra até que entro no escritório. Ele me indica uma cadeira e se senta em sua mesa. Sento-me na cadeira com o saco no meu colo e ele pergunta. —Quais são os seus planos, Isaac?— Eu estive me perguntando a mesma coisa pelos últimos três meses, desde que o conselho de liberdade condicional concedeu a minha libertação antecipada. Não é como se eu tivesse um monte de opções. Eu ganhei o meu GED1 enquanto ainda estava no reformatório. Desde a transferência para a prisão do estado, eu me tornei um Abreviação de general educational development. É uma prova, que é necessária para aqueles que por algum motivo não tem ensino médio, possam ingressar na faculdade. 1


soldador certificado. Ainda assim, muitas pessoas não vão estar muito felizes em contratar um ex-presidiário. —Acho que vou voltar para casa e decidir a partir daí—, eu digo, deixando escapar um suspiro frustrado. —Eu realmente não tenho outra escolha.— Não seria a minha primeira escolha, quer dizer, a minha família não me dará as boas vindas, não depois do que eu fiz. Seus olhos caem para sua mesa, e ele deixa escapar seu próprio suspiro frustrado. —Eu odeio dizer isso, filho, mas isso não vai acontecer—. —O que você quer dizer?— Eu pergunto, embora eu já tenha quase certeza de qual será a sua resposta. Meu pai virou as costas para mim no dia que eu fui atrás do violador de Trina. Não importa para ele que o homem de quarenta anos de idade, tenha se forçado em minha irmã de quinze anos. As contusões da sua filha nem pareciam perturbá-lo. Não, o meu pai estava mais preocupado em tentar não perder o negócio no qual ele tinha trabalhado tão duro em obter com a Sampson Indústrias. Você pensaria que, depois de todo esse tempo, ele começaria a tirar a sua cabeça para fora da bunda, e perceberia que ele tinha que ter sido homem suficiente para ter feito aquilo por si mesmo. Warden Michaels se inclina para frente e corre as mãos pelos ralos cabelos grisalhos. —Eu não sei como te dizer isso, mas...— Ele fica em silêncio por um segundo, como se as palavras que ele precisa dizer fossem me cortar ao meio. Encaro-o por alguns segundos, temendo o que está vindo, em seguida, grito: —Basta dizer isso—.


—Sua irmã se casou com James Sampson—, diz ele, finalmente, levantando os olhos para olhar nos meus. — Seus pais acham que você indo para casa vai causar atritos na família.— Estou instantaneamente em meus pés, com as suas palavras saltando em torno da minha cabeça. —Você está errado. Trina não se casaria com aquele bastardo—. Os pensamentos do corpo da minha irmã todo sangrando e machucado saltam pela minha mente. Ela chorando em meus braços enquanto explicava-me o que o homem havia feito com ela, estavam se repetindo em minha mente, uma e outra vez. A imagem muda de repente, comigo sendo apenas um menino, não exatamente o meu eu com dezessete anos, apunhalando James Sampson uma e outra vez. —Sinto muito, Isaac, mas eles estão casados há quatro anos. Eles até mesmo têm dois filhos—, diz ele, com a voz um pouco mais que um sussurro. Meus olhos empurram para ele, minha mente ainda incapaz de acreditar que ele estava me dizendo à verdade. —Por que diabos, eu só descobri isso agora?— Durante os sete anos que eu estive lá dentro, tanto no reformatório quanto na prisão estadual, eu estive recebendo depósitos mensais em minha conta comissária2, que só poderia ter vindo dos meus pais. Duas vezes ao ano, uma no meu aniversário e outra no Natal, eu recebia um cartão assinado —A família Decker—. Fora isso, a minha família não fez nenhuma tentativa de entrar em contato comigo. A minha irmã Conta aberta pelo estado para os presos, onde a família pode fazer depósitos, para que eles possam comprar uma série de artigos, como comida, material de higiene, etc. 2


nem mesmo teve tempo para me escrever uma nota rápida. Agora eu acho que sei o porquê. — O advogado do seu pai me contatou após o casamento acontecer. Foi-me dito que era minha responsabilidade retransmitir a notícia para você, diz o diretor, a raiva lançada através de sua voz. — Eu decidi que não havia necessidade de falar sobre isso. —Por que diabos você está me dizendo isso agora?— Eu pergunto em outro grito, incapaz de controlar a raiva através de mim. Ele balança a cabeça antes de responder. —Está na hora. Você precisava saber. Eu não quero que você saia daqui despreparado—. Com essas palavras, ele lentamente se levanta e puxa um envelope do bolso de trás. Caminhando ao redor da mesa, ele o entrega para mim. —Isso é seu. É algo para ajudá-lo a se manter por uns tempos—. A partir do peso do envelope, eu posso dizer que é mais do que um pouco de dinheiro aqui. —O que diabos é isso? Você não pode dar dinheiro aos prisioneiros—. —Eu não dei—, diz ele, caminhando de volta em torno da mesa. —É de seu pai. Ele diz que é o suficiente para começar a sua vida de novo—. Abrindo o envelope, eu começo a contar o dinheiro que está dentro. Com cada centena, meu estômago cai ainda mais. Quando eu chego aos vinte mil, eu o fecho e o enfio no bolso. —Esta é uma recompensa para ficar fora de suas vidas?— Ele pisca para a minha pergunta, mas acena com a cabeça. —Eu acredito que sim. Ele disse que deve ser o


suficiente para que você possa se instalar em algum lugar. Depois disso, você deve entrar em contato com um advogado que vai retomar o seu subsídio mensal—. —Foda-se,— eu rosno, levantando-me e puxando o envelope do bolso. —Eu não preciso de merda nenhuma desse homem—. Antes que eu possa colocá-lo em sua mesa, Warden Michaels agarra a minha mão. —Pegue o dinheiro, meu filho. Tome cada centavo que ele lhe dá. Você merece isso, e o seu pai merece pagar por seus pecados—. Quando James Sampson estuprou Trina, eu perdi todo o respeito que eu tinha pelo o meu pai. O amor que eu tinha pela a minha mãe também murchou e morreu. Aconteceu durante as férias de Natal. Trina e eu estávamos em casa para as férias da escola, e a casa estava cheia de amigos dos meus pais. Bem, acho que uma palavra melhor para eles seria parceiros de negócios. Assim que James Sampson entrou em casa, seus olhos estavam grudados em Trina. Eu disse isso a meu pai, lhe disse o quão errado era. Inferno, eu até disse isso para mamãe. Nenhum dos dois parecia se importar, varrendo a minha preocupação para longe dizendo que eu estava sendo super protetor com a minha irmã. A opinião deles não mudou nem sequer quando o filho da puta estuprou sua filha. Nenhum deles se levantou por Trina, tanto que se recusaram a chamar a polícia. Inferno, eles ainda se recusaram a pedir ao homem para deixar a sua casa. Em vez disso, a minha mãe limpou Trina e cobriu as suas contusões com um pouco de maquiagem. Em seguida,


eles a forçaram a comer na mesma mesa que seu estuprador. Durante dois dias, eu espreitava cada movimento que o bastardo fazia. Em vez de colocá-lo no canto, ele parecia achar tudo bem divertido. Esse fato só fez a minha raiva crescer ainda mais. Ele não achou tão engraçado na noite seguinte, quando eu o encontrei entrando sorrateiramente no quarto da minha irmã ás duas horas da manhã. Ou quando a minha faca deslizou por suas costas, em linha reta em seu pulmão, ele não encontrou absolutamente nada de engraçado nisso. Enquanto os meus pais esconderam o crime do monstro, eles gritaram o meu dos telhados. Eles permaneceram firmes ao lado de James Sampson, enquanto eu estava sendo condenado a dez anos por agressão com arma mortal. O diretor solta minha mão e diz: —Isaac, eu quero que você pegue esse dinheiro e que fique o mais longe possível da sua família. Comece uma nova vida e deixe o passado no passado—. Me estendendo no banco, eu largo o envelope no meu colo e corro minhas mãos pelo meu cabelo. —Para onde diabos eu devo ir?— —Eu pensei sobre isso por um longo tempo—, Warden Michaels diz com um encolher de ombros. — O mundo inteiro está aberto para você, mas vai ser um caminho difícil, não importa para onde você optar por ir. Silêncio enche a sala, e eu sei que ele tem algo mais que ele quer dizer. Finalmente, eu lato para fora, —apenas me diga o que você está pensando—. —Você se lembra de Carter Roundtree? Ele finalmente pergunta, parecendo desconfortável.


—Claro que sim.— Ele foi meu companheiro de cela durante os dois primeiros anos em que estive aqui. Sem ele, não há como dizer o que teria acontecido comigo. Eu me sentei e assisti as emoções conflitantes cruzar o rosto do diretor enquanto eu me perguntava para onde ele estava indo com tudo isso. —Eu normalmente não tolero ninguém comprometendo a sua liberdade condicional através da socialização com outros ex-presidiários, mas Carter e sua equipe são diferentes. Eu acho que eles poderiam vir a ser a melhor família que você já teve. Eu sei de algumas coisas em que seu clube se envolve, mesmo que tudo isso possa ser um pouco antiético. Eu também sei que você é inteligente o suficiente para ser capaz de dizer quando algo não está certo, e usar o bom senso—. Ele me diz isso enquanto ele se senta atrás de sua mesa e começa a escrever algo em um bloco de notas. —Sim senhor. Eu aprendi a confiar no meu instinto, e eu sou um bom juiz de caráter. Embora as coisas que tenho feito possam demostrar o contrário, eu acho que estava fazendo a coisa certa—, eu digo, enquanto eu tento olhar sobre a mesa para ver o que ele está escrevendo. —Eu não mudaria nada do que eu fiz, mesmo que isso significasse mais vinte anos aqui—. —Eu vou fingir que não ouvi isso.— Ele está de volta e, depois que ele dá a volta á mesa, me dá um pedaço de papel e diz: —Aqui é o endereço onde você encontrará Carter. Você pode até não gostar de lá, mas este clube pode mudar sua vida—. Eu pego o pedaço de papel e, depois de olhar sobre isso, eu não posso deixar de perguntar: —Se você sabe que


eles fazem merdas antiéticas, porque que você está me enviando para lá?— —O clube mudou de presidente recentemente depois que o seu antigo líder foi morto. Já ouvi algumas coisas boas sobre o que ele tem feito pela cidade, não coisas legais, mas boas mesmo assim. Acho que Tate e o resto dos seus homens realmente se beneficiariam em ter um homem como você lá—, explica ele, dando de ombros, em seguida, acrescenta:— Eu vi muitos homens saírem daqui, então, voltarem para cá novamente depois de alguns anos. Eu não quero isso para você. Se este clube pode dar-lhe a família que você precisa, vale a pena uma tentativa—. Eu aceno com a cabeça para ele e digo: —Ok, eu não tenho muita escolha. Vou fazer uma tentativa. Você acha que eu deveria falar com esse cara Tate ou ir diretamente para Roundtree?— Ele ri e diz: —Eu não iria lá pedir a Tate. Todos o chamam de Boz. Eu iria até Carter. Fale com alguém que você conhece. Espero que isso realmente dê certo para você.— Levanto-me e coloco o pedaço de papel no meu bolso, junto com o envelope de dinheiro. Finalmente, eu aperto a mão do diretor. —Obrigado por toda sua ajuda—. —Você é bem-vindo, Isaac. Desejo-lhe a melhor sorte—, ele responde, dando as nossas mãos um abanão. Quando ele aperta a minha mão, eu me afasto. Depois de pegar a minha bolsa, eu ando para fora do seu escritório. Passando pela estação do guarda, eu levanto o meu queixo para o homem por trás do vidro. Ele faz o mesmo de volta e sai para abrir a porta para mim.


Ele clama: —Boa sorte—, mas não se incomoda em me dar um olhar. Pisando fora, eu finalmente tomo a minha primeira lufada de ar livre em sete anos, puxando-o profundamente em meus pulmões. Eu tomo um segundo e o aprecio antes de subir para o ônibus e ir em direção do endereço que o diretor me deu. Espero como o inferno não estar cometendo o maior erro da minha vida.


o Prólogo Dois

A mamãe beija o ar ao lado do rosto de minha irmã mais velha antes de pisar para trás e sorrir para ela. —Você faz uma bela noiva, querida. Alex tenta sorrir de volta, mas se trata mais de uma careta. — Obrigado, mãe. — Alexandria, eu não entendo o que está errado com você hoje. Este deveria ser o dia mais feliz da sua vida, e você não fez mais nada além de se lamentar desde que você se levantou esta manhã, mamãe diz com um aceno de desaprovação com a sua cabeça. Eu começo a dizer algo em defesa da minha irmã, qualquer coisa que faça com que a minha mãe a deixe sozinha por alguns minutos, mas Alex me corta com um movimento rápido de sua cabeça. Eu mordo meu lábio inferior para não falar, o fazendo até que o gosto de cobre


encha a minha boca. Quando eu finalmente o libero, eu tento segurar a minha paciência um pouco mais. —Você deveria ir verificar se o florista colocou tudo no lugar correto, eu digo a minha mãe, na esperança de levá-la para fora do quarto. —Eu acho que os vi colocar as rosas brancas perto da porta da reitoria. Você não os queria mais perto do altar?— Ela acena para mim e responde: —Tente colocar algum sentido na cabeça de sua irmã enquanto eu estiver fora. Isto é tudo culpa sua, para começar—. Mamãe está forçando a minha irmã a se casar com o novo parceiro do consultório médico do meu pai. Ele não começou dessa forma. A princípio, Alex adorava Blake. Ela se apaixonou por ele na primeira vez que ele enviou suas rosas. Depois do seu primeiro beijo, ela estava toda em cima dele, e dizendo o quão grande ele era. A primeira vez que fizeram sexo, você poderia jurar que o pau do cara era feito de ouro. Ele foi o primeiro namorado sério de Alex. Considerando que ela passou a maior parte de sua vida em uma cama de hospital ou se recuperando em casa, ela não teve uma vida social, assim que encontrar Blake foi à resposta para todas as suas orações. Tudo isso mudou ontem, no entanto, quando ele veio com tudo para cima de mim. Isso eu estou colocando levemente. O homem quase me estuprou, mas Alex entrou na sala antes e o puxou de cima de mim. Eles tiveram uma das maiores discussões de todas, enquanto o meu pai limpava todos os meus arranhões e o sangue do meu rosto. Mesmo no meio de tudo isso, quando a minha mãe chegou do salão de beleza, o mundo desabou.


De maneira nenhuma que a minha mãe iria deixar uma pessoa como Blake fugir. Para não mencionar as fofocas que isso causaria quando ela desistisse do casamento um dia antes da cerimônia. Ela não podia se constranger assim, não importa o que o homem tenha feito. Eu devo ter feito alguma coisa, para ele pensar que poderia fazer um avanço. Espero até que a porta se feche, corro para Alex e digo: — De o fora daqui. Faça agora, e ninguém vai saber até que seja tarde demais—. —Eu não posso, Addy—, diz ela com um aceno triste de sua cabeça. Agarrando seus braços, eu lhe dou uma pequena sacudida. —Não há nada que possa a impedir. Você é uma mulher adulta, então faça o que você tem que fazer para se proteger—. Blake podia não tê-la machucado, ainda. Mas ele iria em breve. Ele tentou estuprar a sua própria irmã, na sua casa, eu não iria deixar a minha irmã passar por isso. Antes que ela saiba, ele iria tentar com ela também. Ela vai ficar sozinha, então, eu não vou poder estar ao seu lado para protegê-la. Com a sua saúde, ela não pode viver com ele. —Você não entende—, ela sussurra com lágrimas em seus olhos. —Faça-me entender, então,— eu digo quase gritando, perdendo todo o controle. —Diga-me porque você está disposta a se casar com um homem que tentou estuprar sua irmã. Eu não tenho certeza que você possa conseguir me fazer entender, Alex—.


Ela se empurra para longe de mim e caminha até a janela. —Se eu não casar com ele, a mãe se recusa a pagar pela minha cirurgia—. Minha irmã nasceu com um leve sopro no coração. Os médicos disseram aos meus pais que não havia nada para se preocupar, e por um tempo, eles estavam certos. Dois dias depois do seu aniversário de onze anos, Alex teve um pequeno ataque cardíaco. Desde então, ela fez três cirurgias cardíacas. Conforme ela podia lidar com elas, ela fazia uma e a seguir as outras. Esperamos que esta seja a sua última cirurgia. —O quê? Eu pergunto, sem acreditar meus ouvidos. — Você não pode estar falando sério—. Nossa mãe sempre foi uma cadela. Para ela, Alex e eu somos nada mais do que enfeites para ser trazido para fora para mostrar, em seguida, guardados a uma distância segura até que sejamos necessárias novamente. Todo mundo sempre pensou que eu tinha a vida perfeita, até mesmo a minha melhor amiga, Trix, parecia pensar que a minha família é de ouro. Nós não somos apesar de tudo. Uma vez que as portas estão fechadas, as verdadeiras cores da minha mãe são reveladas. —Você tem que estar brincando comigo? Eu digo num sussurro aquecido. —Eu não posso acreditar que ela faça essa merda—. —É verdade, então eu não tenho escolha, a não ser que eu me torne a Sra. Blake Franklin hoje—, diz Alex, deixando escapar um soluço quebrado. Minha mente corre em círculos, mas continua voltando para a mesma coisa. —Você tem seguro de saúde, então


eu não vejo como a mamãe pagando ou não realmente importe—. —Eu acho que esse era o seu plano, para que eles possam provavelmente se livrar de mim se quiserem. Ainda assim, eu vou fazer vinte e seis anos, no final do mês. Eu vou perder esse seguro, em seguida, de qualquer maneira.— Diz ela, ainda com lágrimas em seus olhos. — Se eu casar com Blake, eu vou estar novamente colocada automaticamente em seu seguro—. Lágrimas começam a formigar em meus próprios olhos enquanto eu tento encontrar alguma maneira para contornar esta situação. —Eu vou sair da escola e conseguir um emprego. Eu vou pagar por ele eu mesma— . Ela gira ao redor e marcha para mim. —Não, você termine a escola e dê o fora dessa cidade. Fique o mais longe possível da mãe—. —Eu não vou deixar você fazer isso,— eu digo a ela, balançando a cabeça. —De jeito nenhum, maldição, que você vai se casar com aquele monstro. Eu vou encontrar uma maneira de ajudá-la—. Ela agarra meus braços e me dá uma sacudida brutal. — Ouça-me, Addy. Eu preciso de você para fazer isso—. —O que você precisa que eu faça? Eu pergunto a ela, um calafrio de advertência se espalha até a minha espinha. —Que diabos está acontecendo? —Eu preciso de você para viver a vida que eu nunca consegui. Se não, eu não tenho nenhuma razão para viver em tudo—, Alex diz quase gritando.


Eu olho nos olhos da minha irmã e pergunto: —O que você está falando? Você terá sua cirurgia e você vai ficar bem—. —Esse não é o ponto.— Ela me deixa ir e dá um passo para trás. —Eu quero que você fique longe da mamãe. Ela vai arruinar a sua vida se você não sair dessa cidade. Ela vai controlar todos os aspectos da sua vida, como fez com a minha—. Em vez de ir para a faculdade, Alex ficou em casa comigo. Ela disse que não queria me deixar para trás. Mesmo quando eu me afastei para Knoxville, ela ficou com nossos pais. Se alguma vez ela mencionasse sair, a minha mãe jogaria os seus acessos de raiva contra Alex, a fazendo recuar. Na época, eu pensei que minha irmã era fraca. Agora, eu tenho que saber se a minha mãe havia usado essa ameaça das outras vezes. —Eu não sou você, querida. Ela não pode me controlar—, eu digo a ela, honestamente, fazendo o meu melhor para deixar a raiva fora de minhas palavras. —Eu não estou nem pensando em voltar para casa neste verão. Eu vou ficar no clube do pai de Trix até as férias acabarem—. Alex solta uma risada maníaca e diz: — Ela não vai deixar você fazer isso. Ela vai ter a polícia na porta do Satanás Vingador na primeira noite que você ficar lá. —Eu sou uma mulher adulta; não há nada que ela possa fazer—. Minha voz não é tão forte desta vez quando a dúvida se arrasta em minha mente. Ela dá uma sacudida de cabeça e pergunta: —Eu sei que o pai de Trix te ama, mas você acha que ele vai deixar você ficar lá se a polícia estiver na porta do seu clube todos os dias?—


O pai da minha melhor amiga é o presidente do moto clube local. Ele é um homem bom, gentil como um ursinho de pelúcia como Trix e eu o chamávamos, mas eu sei que ele e seu clube estavam metidos em alguma merda ilegal. Ele não vai ficar feliz com a polícia aparecendo no clube. Ele pode não me expulsar, mas ele irá mover minha bunda para outro lugar. Encolho os ombros e tento agir como se tudo estivesse bem. —Eu irei para outro lugar. Talvez Trix e eu possamos conseguir um apartamento ou algo assim—. —Não, eu tenho um plano—, diz ela, pegando a minha mão na dela. —Assim que você se formar, eu vou pedir o divórcio. Vamos fugir e vamos conseguir um lugar juntas, onde ninguém poderá nos encontrar. Por esse tempo, eu já terei feito a minha cirurgia e tudo estará bem—. Antes que eu possa responder, dizer a ela o quão estúpida a ideia dela é, meu pai abre a porta. —É hora, meninas—. Eu olho para ele, o desgosto me enchendo. Eu enrolo o meu lábio e pergunto: —Você sabe o que a mãe está fazendo para Alex? Sabe que ela está ameaçando não pagar por sua cirurgia cardíaca? Você vai ficar para trás e assistir a sua filha morrer, papai?— Meu pai não é um homem mau, apenas ganancioso. Ele se casou com a minha mãe, enquanto ele ainda estava na escola de medicina. O dinheiro da sua família apoiou-os até que ele teve a sua prática em funcionamento. Ele ainda complementava a sua renda um pouco. Os mantendo morando em uma casa extravagante, dirigindo carros de luxo, e cobrindo o clube que o meu pai frequentava. Por causa disso, ele está com muito medo de balançar o barco e ir contra a minha mãe em qualquer


coisa. Ele prefere ter o dinheiro a fazer o que é certo para suas filhas. —Por favor, não, Addy,— minha irmã diz me dando um aperto de mão firme. —Eu não posso lutar mais hoje—. —Mas, isso é...— Eu começo, mas ela me corta com um aceno de cabeça. —Você só vai piorar o meu estado em longo prazo—, diz ela, soltando minha mão e fazendo sinal para eu ir para fora da sala. Eu quero dizer mais, mas eu sei que não há nada a fazer. Uma vez que a mente de Alex é feita, pronto. Nada vai mudar isso, especialmente não agora. Aproximo-me e coloco um beijo rápido na sua bochecha, e saio pela porta. Quando eu passo pelo o meu pai, eu murmuro: —Eu espero que você esteja orgulhoso de si mesmo, seu bastardo—. Fazendo meu caminho pelo corredor, vejo Blake se preparando para andar pela capela. Correndo para frente, eu agarro o seu braço e o puxo para longe da porta. Eu olho em seus olhos mal segurando o tremor de repulsa. —O que você quer Little Bit?3, Ele pergunta, olhando para cima e para baixo do meu corpo. Eu dou um passo para longe dele, odiando ouvir o nome de animal de estimação que ele me deu. —É melhor não ferir a minha irmã. Se fizer isso, eu vou encontrar uma maneira de fazer você pagar—.

3

Pequeno pedaço


Ele dá um passo para frente, se inclina e sussurra em meu ouvido: —Eu não vou machucá-la, desde que você me dê o que eu quero—. Empurrando para longe, eu tento absorver suas palavras. —Que diabos você está falando?— Ele sorri, agarrando o meu braço e cavando os dedos grossos nele, em minha carne. —Alex e eu vamos estar de volta da nossa lua em duas semanas. Assim que voltarmos, vou fazer uma viagem a Knoxville para uma convenção médica. Quando eu chegar lá, pense em passar alguns dias da semana em minha cama—. —Você não pode estar falando sério!— Eu digo, tentando puxar fora de seu alcance. —Não há maneira de eu estar intencionalmente perto de você—. —Sim, você vai—, diz ele com calma, finalmente soltando meu braço. —Se não, eu vou ter certeza de que a sua irmã nunca faça a cirurgia. Ela vai morrer e vai ser tudo culpa sua—. A imagem da minha irmã bonita em um caixão enche minha mente. Mais uma vez, tento pensar em algum plano, para manter este homem fora da vida da minha irmã. Não há nada, porém. Nada que eu possa dizer vai mudar a mente da minha mãe ou fazer o meu pai levantar-se para ela. Eu tenho que fazer isso, tenho que fazer isso pela a única pessoa na minha família que já me mostrou um pingo de amor. Engolindo a bile na minha garganta, eu concordo com um aceno de cabeça. —Se eu descobrir que Alex é um pouco infeliz, eu vou te matar—.


Ele sorri, colocando uma mão no meu rosto. —Oh, minha esposa vai ser muito feliz, enquanto você me mantiver da mesma maneira—.


o Capítulo 1

Acendendo um cigarro, eu dou uma tragada profunda e olho ao redor procurando. Meu irmão era para estar aqui há cerca de 30 minutos atrás, para que eu pudesse arrastar a sua bunda para o local de retirada. Nosso clube está dependendo dessa remessa de armas para finalmente saímos do escuro. Se algo der errado, todos nós vamos estar fodidos. Eu tinha essa sensação na boca do meu estômago, desde que Pres me disse que Crank estava liderando essa coleta. O irmão tinha ido a dezenas de corridas e nunca tinha fodido comigo, mas havia uma enorme diferença entre ir para um passeio e levar a embalagem. Eu até tentei dizer a Boz que Crank não estava pronto, mas ele disse que não tinha muita escolha. Ele me queria em outras coisas, então ele teve que treinar outro irmão para lidar com a coleta. Correndo a mão pelo o meu cabelo, deixo escapar um gemido frustrado e olho para o meu telefone pela


centésima vez. Decidindo não esperar mais, eu quebrou o protocolo, pela primeira vez desde a obtenção do meu patch e mandou uma mensagem rápida. Check-in. Eu inalo a fumaça profundamente em meus pulmões e tento decidir o que fazer. Dando um olhar rápido para o relógio no painel, vejo que é 09h10min. A coleta deveria ter acontecido há dez minutos. Meus olhos vão para o meu telefone novamente quando as entranhas do meu estômago dão um nó. Crank deveria estar aqui há quarenta e cinco minutos. Que diabos está acontecendo? Não vendo uma resposta, eu mando outro texto. Localização? Mais cinco minutos passam antes do meu telefone finalmente tocar. Abro a mensagem, leio e solto um — Foda-se— murmurado. Não está aqui. Ao clicar no nome de Crank, ele toca quatro vezes antes de ir para o correio de voz. Eu tento mais duas vezes antes de jogar o meu telefone no assento e inclinar a cabeça para trás. Batendo meu punho no volante, eu xingo o mundo e todos nele, em seguida, pego o meu telefone para enviar um texto que eu temia enviar durante a última hora. Transferência não está no local. Apenas alguns segundos se passam antes de eu receber uma resposta do meu Pres.4 Obtenha seu traseiro de volta aqui agora. 4

Presidente do clube.


Colocando o caminhão em andamento, eu respondo. Cinco minutos aí. Eu volto na metade do tempo, estaciono no quintal, assim como Smoke, o VP5 dos Bastards Grim, montado em sua moto. Eu saio do caminhão, a raiva correndo pelo meu corpo. Depois de bater com a porta, eu ando até a entrada do clube e espero que o meu irmão se junte a mim. Smoke parece tão irritado quanto eu quando ele caminha até mim. —Será que Boz vai nos dizer o que diabos está acontecendo?— —Não—, eu digo com um aceno de cabeça. —Eu apenas recebi a porra de uma mensagem de texto de Crank—. —Boz ficará louco como o inferno. É melhor Crank manter seu traseiro escondido por um tempo. Smoke responde enquanto as suas mãos se formam em punhos. —Você já falou com o Pres?— Eu questiono, perguntando-me como diabos Smoke descobriu sobre essa merda tão malditamente rápido. —Não, Crank me ligou—, ele responde enquanto anda através da porta. Por que diabos Crank iria ligar para ele e não para mim? Esta merda não faz sentido nenhum, a não ser que o filho da puta esteja escondendo alguma coisa. Então, novamente, ele sabe que eu teria a sua bunda no mesmo momento em que ouvisse a sua voz.

5

Vice-presidente do clube.


—Não demorou muito para ele responder á minha mensagem,— eu digo enquanto a minha raiva cresce. — Quando o seu rabo chegar aqui, eu vou colocar o filho da puta para fora—. —Você não será o único—, ele rosna enquanto nós andamos em direção ao escritório do Pres. À medida que entramos, o cão de Boz passa por nós e corre para o lado de seu mestre. Assim que Smoke fecha a porta, eu olho para Boz e digo: —Ele se foi, irmão—. Eu posso ver quão chateado ele está do outro lado da sala. Em todos os anos que o conheço, eu nunca vi tanta raiva em seu rosto. Eu tenho que saber se ele está com raiva de Crank ou de si mesmo, por ter colocado o idiota numa posição, que ele poderia foder com tudo regiamente. —Que porra é essa que você quer dizer, ele foi embora?— Ele rosna da sua cadeira. —Eu não tenho certeza, Boz. Crank apenas mandou uma mensagem e disse que não estava lá. Mandei uma mensagem para você, logo que ele entrou em contato comigo—, eu explico enquanto eu ando em direção à geladeira e puxo uma cerveja. Eu gostaria de poder dar-lhe as respostas que procurava, mas não há nada mais a dizer. Bem, eu poderia dizer a ele 'eu avisei', mas isso não iria cair bem no meu Pres. Ainda assim, eu tenho que morder a língua para manter as palavras antes que elas voem da minha boca. —Você deveria estar em sua bunda,— Boz ruge, batendo com o punho sobre a mesa.


Pres está mais louco do que o inferno, e ele está deixando a sua ira assumir o controle. Eu estive lá antes, mas ele está vomitando a sua raiva na pessoa errada. Espero que ele perceba essa merda rapidamente. Se não, nós vamos ter que ter um homem á homem. Eu nunca vou mostrar a ele qualquer desrespeito, mas vou ter a certeza que ele saiba que essa merda não é minha culpa. Olhando para ele, coloco para fora. —Eu estava, irmão, mas depois Crank nunca apareceu. Eu esperei no ponto de encontro até que eu mandei uma mensagem para você. Crank desapareceu porra, e não havia nada além de um rádio silencioso. Eu nem sequer tinha o local da coleta—. —O valor das armas, dessa remessa era de meio milhão de dólares. E se ele foi embora, nós vamos perder uma tonelada de dinheiro. Para não mencionar, nós vamos ter de lidar com os homens do norte, e isso não vai ser bonito—, diz Boz, pondo a mão espalmada sobre a mesa. —O que é que Crank disse?— —Ele ligou há alguns minutos atrás, disse que falou com você—, responde Smoke enquanto se inclina contra a mesa de Boz. —Eu não falei com a sua bunda durante todo o dia,— Boz responde, o seu corpo vibrando com fúria. O fato de não ter falado com ele antes de por tudo em marcha surpreendeu a merda fora de mim. Nós sempre nos falamos antes de uma corrida. É uma regra quebrável, mas ainda era uma regra da mesma forma. Poderia sempre haver uma mudança de última hora. Mesmo que não houvesse, Pres precisa estar sempre informado.


—O filho da puta disse que ele falou com você,— Smoke diz, antes de se virar para olhar para mim. —Ele ligou para você?— Balanço a cabeça, me perguntando o que diabos está acontecendo. —Não, Irmão. Só tenho uma mensagem de texto—. —Filho da puta estúpido— murmura Smoke, tomando um assento na frente da mesa de Boz. —Crank disse que ele foi jogado para fora da estrada por um furgão preto. Ele não tem certeza, mas ele acha que um dos caras do Revenge estava ao volante—. A implicação de suas palavras me bate direto no peito. Satanás Revenge MC é dirigido por Hoss Slade, um bom homem, mas um filho da puta. Nossos clubes estavam em guerra não muito tempo atrás, uma guerra que terminou com a morte do pai de Boz. Eu não estava por perto no momento, mas eu já ouvi o suficiente para saber que é algo que o nosso clube não é forte o suficiente para repetir. Ele esteve próximo o suficiente de nos destruir. E desta vez ele poderia mesmo acabar conosco. Continuamos a falar um pouco mais, saltando em torno de ideias. Depois de tudo dito e feito, nós não estamos mais perto da verdade do que estávamos quando entrei pela porta. Uma coisa é clara, embora; Crank estava fodido, muito fodido. Agora, o clube vai acabar pagando por seu erro estúpido. Diferente da verdade, eu acho que estamos todos confusos pra caralho. Eu só espero que a confusão não leve Boz a tomar qualquer decisão errada. Pres nos sorri antes de dizer, —chame a missa. É hora de pensar em um plano para cuidar dos negócios e obter nossas armas de volta—.


Eu não posso manter o sorriso fora do meu rosto enquanto eu me pergunto o que ele está planejando. — Você entendeu Pres—. Smoke não pensou nisso. Em vez disso, ele pergunta: — Você tem um plano?— Boz encolhe os ombros e responde: —Ainda não, mas vou ter um no momento em que você tenha todos os caras aqui—. Quando saímos da sala, eu paro Smoke, antes de ele entrar na sala comum. —Há algo acontecendo com Crank. Precisamos manter os olhos em cima desse filho da puta—. —Já estava planejando fazer isso—, o vice-presidente diz, com um elevar de seu queixo. —Se ele está jogando conosco, ele ficará a seis pés abaixo do chão—. Balançando a cabeça, eu respondo: —Eu vou ser o único a colocá-lo lá—.


o Capítulo 2

Caminho pelo quarto de hotel, para ver o meu cunhado deitado na cama, completamente nu. Deixo escapar um suspiro de alívio quando eu vejo que o seu pau já está duro. É um alívio saber que isso vai ser uma transa rápida e nada mais. Ele desliza a mão para cima e para baixo ao longo de seu comprimento lentamente, enquanto ele corre os olhos para cima e para baixo em meu corpo. Se fosse qualquer outro homem, alguém além deste bastardo, seria uma visão sexy. Com Blake, é quase o suficiente para me fazer vomitar. —Olá, Little Bit—, diz ele, ainda deslizando as mãos sobre seu pênis. Não há nenhuma razão para dizer Olá, para o filho da puta desprezível. Ele não veio aqui para falar comigo, e eu tenho certeza que eu não quero falar com ele. Eu quero acabar com isso o mais rápido possível, por isso eu faço o meu caminho para o final da cama e começo a me despir. Eu chuto meus sapatos e rapidamente tiro as


minhas meias. Em seguida, eu agarro a parte inferior da minha camisa. Quando eu a passo por cima da minha cabeça, ele me chama. —Lentamente, Adyson. Você sabe que eu gosto de assistir o meu presente ser desembrulhado—. Eu me forço para pensar em minha irmã e no filho que cresce dentro dela, em seguida, continuo a puxar meu jeans largo lentamente. Quando Alex me disse que estava grávida oito meses atrás, ela chorou por mais de uma hora. Ela sempre tomou seu controle de natalidade, jurou que nunca tinha perdido uma pílula. Ela simplesmente não entendia como isso poderia ter acontecido. Minha irmã disse que ela gostaria de ter um filho, mas não com Blake. Ela diz que, agora não sabe como ficar longe dele. Eu não tenho certeza se o coração dela pode até mesmo lidar com o nascimento de uma criança. Ela ainda não tinha sido capaz de fazer sua cirurgia. Ela descobriu que estava grávida quando o médico fez seus exames préoperatórios. O médico tentou convencê-la a fazer um aborto, disse que seria a coisa mais segura para ela. Ela disse que preferia morrer do que matar o bebê. Assim, por quase um ano agora, tenho me submetido às demandas de Blake. Uma vez por semana, eu o encontro no hotel e abro as minhas pernas para dar-lhe o que ele quer. Tudo isso por minha irmã, para mantê-la segura e saudável. Eu sei que ele não hesitaria em obter um divórcio, apenas para que ela não tivesse o seguro para cobrir a cirurgia, se eu não fizer o que ele ordena. Eu não tentei ser sedutora, mas não corri, enquanto tirava o meu sutiã em seguida, deslizo a calcinha pelas


minhas pernas. Uma vez que todas as minhas roupas estão no chão, eu ando até a cama, e subo ao lado dele, e me viro de costas. Não foi preciso nem mais um segundo para ele se virar para mim. —Eu gostaria que sua irmã tivesse o seu rabo apertado,— diz ele enquanto me puxa para seus braços e passa as mãos pelo meu corpo. —Ela está ficando tão gorda. Eu mal posso ficar deitado na mesma cama que ela. Ela é tão nojenta. Ela faz meu estômago revirar—. Quero lembrar-lhe que ela está carregando o seu filho, mas mantenho a minha boca fechada. Não falei uma palavra com ele desde o dia em que se casou com minha irmã, e eu não planejo mudar isso hoje. Todas as nossas reuniões são planejadas através de textos, o que eu sempre respondo com três palavras. Eu estarei lá. Ele continua a roçar o meu corpo com as mãos enquanto seus lábios colocam beijos suaves no meu ombro. Trazendo uma mão na minha cabeça, ele força o meu rosto para ele. Sua língua furta os meus lábios enquanto ele rola seu corpo entre minhas pernas. Eu viro meu rosto, não querendo saboreá-lo mais um segundo. Sua dureza provoca a minha entrada, e eu luto contra o desejo de me afastar. Como sempre, eu me seguro e o deixo fazer o que ele quer. —Eu não sei por que você finge que não gosta—, ele murmura contra a minha bochecha, antes da sua boca deslizar para baixo para o meu pescoço para mordiscar meu pulso. —Sua deliciosa buceta sempre conta uma história diferente a cada vez que eu a toco—. Ele está certo e isso me faz odiá-lo ainda mais. Eu sempre tenho um orgasmo; nunca falha. Não era assim no começo, mas quando ele aprendeu sobre o meu corpo,


ele aprendeu a dar-lhe o que ele precisa para chegar ao ponto de não retorno. Ele faz isso todo o maldito tempo, apesar de eu lutar contra isso a cada passo. No final, eu sempre perco a batalha. —Eu amo a quão molhada você fica para mim—, ele sussurra com uma risada. A primeira vez que isso aconteceu, eu fiquei doente por uma semana. Eu não sabia se seria capaz de sair da cama novamente. Finalmente, eu escapei para fora do quarto do dormitório, certificando-me que Trix não soubesse onde eu estava indo, e fui ver um conselheiro de estupro. Eu tinha medo de contar-lhe tudo, por isso fiz uma história e perguntei-lhe sobre o meu orgasmo. Ela disse que era uma reação perfeitamente normal para uma vítima de estupro ter, e ela diz que não é algo que deva me causar vergonha. Meu corpo reage aos estímulos, mesmo que eu não queira o que está acontecendo. Eu ainda odiava tudo isso. —Adoro ver quando você goza, Little Bit—, diz ele, deslizando uma das mãos entre nossos corpos. —Amo sentir a sua boceta apertar meu pau—. Seus dedos encontraram o meu clitóris, dando-lhe um aperto rápido, antes de ele deslizar dois dedos dentro de mim. Ele começa fazendo movimentos de vai e vem para depois voltar a prestar atenção ao meu clitóris novamente. Mesmo eu rezando para que não aconteça de novo, eu posso me sentir ficando úmida. Quanto mais ele brinca, me provocando, eu sinto meu corpo me traindo. Meu cunhado deixa uma risada dura escapar quando ele continua a manipular meu corpo para fazer o que ele quer. —Essa é a minha menina—.


Blake acrescenta mais pressão em meu clitóris, forçando um suspiro estrangulado dos meus lábios. Ele aproveita a oportunidade para deslizar a língua na minha boca, tentando obter um beijo de mim. Assim como todas as outra vezes, eu o empurro para longe, selando a minha boca fechada. Seus lábios, em seguida, viajam por todo o meu rosto para sugar delicadamente minha orelha em sua boca. Ele acaricia minhas dobras por um momento mais, antes de substituir seus dedos pelo seu pau. Ele desliza facilmente em minha abertura úmida, movendo seus quadris contra mim. Sua boca se move lentamente pelo meu pescoço, até que ele atinge o meu ponto certo. Me mordendo, ele continua se movendo contra mim, soltando um suspiro. —Sua vagina me leva ao céu, Adyson—, ele elogia, acariciando por dentro e por fora. —Não é nada como a boceta seca de sua irmã—. Eu odeio que ele fale sobre ela assim, mas não há nada que eu possa fazer para impedi-lo. De acordo com Alex, Blake não é mau com ela de qualquer maneira. Na verdade, ela diz que ele, da sua maneira, a faz feliz. Ainda assim, eu posso vê-la morrendo pouco a pouco, cada vez que eu coloco os meus olhos nela. Ela iria abandoná-lo completamente se soubesse o que eu estou sendo forçada a fazer para ele a tratar bem. Mesmo o bebê que ela está carregando não iria a impedir de cair aos pedaços. —Sua pele é como seda—, diz ele, enquanto seus dedos correm para cima e para baixo no meu braço. Sua mão se move para cima para o meu peito, encontrando o meu mamilo ereto e dando-lhe um beliscão. Claro, que atrai outro suspiro de mim, assim


como ele sabe que iria. Ele continua se movendo dentro e fora, me levando cada vez mais perto de um ponto que eu nunca iria querer ir novamente. Finalmente os seus dedos dão um aperto brutal no meu mamilo e as minhas paredes começam a convulsionar em torno dele. Mordendo duro no meu lábio inferior até que o sangue encha a minha boca, eu deixo minhas lágrimas caírem. —Sim, Adyson, venha para mim—, ele geme, deslizando dentro e para fora a uma velocidade feroz. —Mostre-me o quanto você me ama—. Blake continua por mais um minuto, grunhindo com cada curso descendente. Em seguida, ele enterra a cabeça no meu pescoço e geme a sua libertação. Ele continua deitado em cima de mim por mais alguns minutos. Sua respiração quente era como ácido contra a minha pele. Finalmente, ele solta um suspiro e rola para fora. Claro, ele tenta me puxar para o seu corpo, querendo me abraçar. De jeito nenhum isso iria acontecer. Em vez disso, eu me afasto dele e imediatamente salto da cama. Agarrando minhas roupas, eu ando para o outro lado da sala. Eu me visto tão rapidamente quanto possível, sem me preocupar com o meu sutiã ou calcinha. Em vez disso, eu simplesmente os empurro no meu bolso. Então, eu deslizo os meus pés em meus sapatos e pego as minhas meias. Finalmente, pronta para sair, eu corro em direção à porta do quarto. Pouco antes de eu entrar no corredor, eu posso ouvir a sua voz cheia de humor enquanto ele me chama pelo nome de um animal de estimação. —Little—. Eu me forço a parar, puxo uma respiração profunda e rezo para que ele me deixe ir logo. Se não, eu vou vomitar


aqui mesmo no chão. Tê-lo rindo de mim é quase tão ruim quanto estar na cama com ele. Não é bem assim, mas perto. Sabendo que não posso adiar isto por muito mais tempo, eu me viro e olho para ele, o vendo ainda deitado no mesmo local com um sorriso no rosto. Ele levanta uma mão e dá-me um aceno. —Vejo você na próxima semana—. Eu bato a porta e dou três passos antes de vomitar diretamente no tapete.


o Capítulo 3

Após Boz entrar na sala, leva apenas alguns segundos para ele colocar a missa em ordem. —Vamos fazer essa merda começar—. Sentado na minha cadeira, á direita do Pres, eu me pergunto que porra que vai acontecer aqui. Normalmente, nós três, estamos na mesma página, antes de entrar na igreja. Nunca houve um momento em que o nosso Pres, não falou comigo ou com o seu VP. Desta vez, Boz está mantendo tudo quieto, e eu não gosto nem um pouco dessa merda. Eu não sou do tipo que gosta de ser mantido no escuro. Gosto de saber no que estou me metendo para que eu possa estar preparado. Parece que isso não vai acontecer desta vez. Quando ele finalmente começa a falar, diz, —As armas que estamos transportando trouxeram mais dinheiro para o clube do que temos visto nos últimos anos. Precisamos do dinheiro do transporte para manter tudo o que temos.— Ele olha ao redor da sala. —Sem isso, estaremos fodidos novamente—.


Eu ouço as vozes de todos os nossos irmãos. Boz está dizendo tudo o que aconteceu nas últimas horas: a remessa roubada, as armas perdidas, e um irmão sendo detido, supostamente por membros da tripulação do Satanás Revenge. —Por que Hoss faria isso?— Um irmão faz a pergunta, me fazendo questionar a mesma coisa. —Eu não posso responder isso agora, mas essa é a única vantagem que temos no momento. Eu não tenho certeza de quem mais teria coragem de foder com a gente.— Responde Boz, correndo os olhos pela sala. Todo mundo está tenso, se perguntando o que isso significa para o clube. Os irmãos sabem que algo como isto não pode ser deixado passar, não se quisermos manter nosso status na comunidade. Se deixarmos outro clube levar a nossa merda, nos sentarmos e não fazermos nada, eles vão nos olhar como um bando de maricas. Então, vamos ter todos os clubes dos dois lados do estado tentando assumir o nosso clube. Nós todos temos trabalhado duro para chegar onde estamos e não iremos dar a eles essa maldita oportunidade. Todos os irmãos estavam chateados, assim como nós, sobre tudo o que estava acontecendo. Ainda assim, eu posso ver que alguns estão cansados de ir para a guerra, mas eles também entendem que não têm escolha. Eu não quero uma guerra também, mas não há nada que eu possa fazer para impedi-la. Eu vou lutar ao lado dos meus irmãos sem hesitação. O meu único problema é com quem devemos estar em guerra, e eu tenho que me perguntar se um dos meus irmãos tinha começado essa guerra.


Eu não tenho certeza o que ele fez, mas sei que tudo sobre essa merda tem o cheiro de Crank. Nada do que ele disse faz sentido. Não vejo Hoss fazendo as coisas que Crank diz que ele fez. Não temos problemas com Hoss e não temos por algum tempo. Não vejo qualquer razão pelo qual ele mudaria isso logo agora. Crank era um irmão muito antes de eu entrar em cena. Inferno, ele teve o seu patch,6 enquanto eu ainda estava na prisão. Como filho de um dos oficiais do pai de Boz, ele deveria estar sentado no meu lugar. Em vez disso, ele nunca conseguiu passar do status de irmão e nunca irá. Ele não é homem o suficiente para ser mais que apenas soldado da base. Depois de perder o carregamento e colocar essa merda na nossa porta, eu estou começando a me perguntar se ele é bom o suficiente para isso. —Se for Hoss e sua tripulação, o que vamos fazer para obter nossas coisas de volta? Não podemos perder essas armas—, diz Stone, o pai de Crank, expressando algo que todos nós já sabemos. Esta é a pergunta que todos estavam á espera da resposta. Mesmo Smoke e eu não temos uma maldita ideia do que Boz tem planejado. Se ele não fosse um maldito teimoso, ele apenas podia se segurar e ir atrás de um pouco de informação antes de saltar e pegar sua arma. Meu presidente, no entanto, não é conhecido por sua paciência. Ele fica irritado e reage sem pensar. Essa reação nem sempre leva à melhor decisão, mas sempre mantém os outros clubes longe do nosso pedaço de terra. —Nós vamos bater nele onde mais dói. Eu vou levar a única coisa que significa mais do que tudo para ele, sua pequena princesa, Trix. Nós queremos pegar as armas de 6

Emblema com a identificação do clube.


volta, ou dinheiro para substituí-las. Até que ele entregue o carregamento ou prove que ele não o tem, vamos mantê-la aqui conosco—, Boz diz a todos, antes de lançar seus olhos em mim e depois em Smoke. Nós dois levantamos nossos queixos para ele, embora eu saiba que Smoke está pensando a mesma coisa que eu. Quando suas palavras, finalmente, fazem o seu caminho em meu cérebro, meu estômago dá uma volta. Já fiz algumas coisas fodidas desde que ganhei meu patch, mas ferir uma mulher não é uma delas. Eu conhecia Boz melhor que qualquer um. Antes que pudesse dizer alguma coisa a Boz sobre seu plano, ele se levanta e aponta para Crank. Sua voz está cheia de fúria quando ele pergunta: —Eu sei que você está ferido, irmão, mas você se sente bem em ajudar a pegar Trix?— Um meio-sorriso cobre seu rosto fodido quando ele diz, — Eu posso fazer isso.— Smoke solta um grunhido, e eu empurro os meus olhos para ele. Ele balança a cabeça para a estupidez de Crank, move sua boca e diz: —Vamos ter que manter o olho nesse idiota—. Balançando a cabeça, eu movo de volta, —Sim, nós temos—. Boz solta um grunhido e diz: —Eu não tenho certeza se você pode irmão. É por isso que você está levando Brew com você. Ele vai deixar-me saber se você foder qualquer coisa. Se fizer isso, você vai pagar—. Levantando meu queixo para Smoke. Eu me levanto e digo: —Nós temos isso, Pres.— Eu tenho a fodida certeza que não quero ter que lidar com Crank, mas esta é uma boa maneira de manter um olho sobre ele e tentar fazê-lo falar. Meus olhos então cortam na direção de Crank.


Estou prestes a lançar-me em sua direção e lhe dizer para não foder com isso também, mas as palavras de Boz me param. —Vai ser fácil. Mantenham tudo limpo, não a machuquem—. Eu não tenho certeza se Crank sabe como manter tudo limpo. Meu estômago se vira quando eu olho para ele e vejo-o sorrindo. Ficar com ele em qualquer lugar, não está na lista de coisas que eu quero fazer hoje. Por alguma razão fodida, Boz quer que ele seja parte disto. Eu estou supondo que é só para ver se ele perde os parafusos de novo, mas eu tenho que saber se ele está tomando a decisão certa. Não é minha escolha, no entanto. Meu lugar é apenas ver se a sua bunda está fazendo tudo como planejado. Eu espero até que a porta se feche atrás de Boz antes de pegar Crank em torno da sua garganta. —Não foda isto, irmão. Se você fizer eu vou te enterrar seis palmos abaixo do chão—. Os olhos de Crank movem-se para seu pai, que ainda está sentado na mesa. Eu vejo quando um olhar de resignação cruza seu rosto antes de ele olhar para mim. —Eu não vou. Vou seguir a sua liderança—. —Se você não fizer isso, você é um homem morto—, eu digo, virando-lhe as costas e saindo da sala. Aceno para ele me seguir, e vamos direto para o escritório de Boz. Nós passamos três horas tentando encontrar o máximo de informações possíveis da filha de Hoss. Ao contrário de todos os outros estudantes universitários, ela não tem uma conta no Facebook ou Twitter. Eu cavo e cavo, mas não consigo encontrar um caralho de imagem dela. Crank já a viu, mas tinha sido há alguns anos. Eu consigo descobrir onde ela frequenta a


faculdade, o dormitório que ela vive, e até mesmo a marca e modelo do seu carro. Isso vai ser suficiente por agora. Depois disso, Crank e eu saímos. Assim que alcançamos a van, eu olho e tento descobrir a melhor maneira de jogar com ele. Esse negócio de sequestro, apenas parece errado. Eu não acho que vá nos trazer nada, a não ser mais problemas. Isso é tudo o que não precisamos na sede do clube, uma mulher que terá de ser vigiada e observada vinte e quatro horas da porra do dia. Antes que eu possa sequer pensar sobre essa merda, minha primeira prioridade é conseguir voltar para cá com uma única pessoa, sem testemunhas. Depois de pensar por alguns minutos, eu começo a emitir ordens. —Eu quero que você vá dirigindo, para que eu possa ser livre para saltar para fora da van em um instante—, eu digo, me certificando de que ele está me ouvindo. — Iremos para Knoxville, começaremos em seu dormitório, e descobriremos aonde ir a partir daí—. —Não há nenhuma razão para estar tão tenso—, ele diz com um encolher de ombros. —Não é como se a cadela fosse difícil de pegar—. É em momentos como estes, que eu fico feliz por não ter nascido um motociclista. Se eu fosse, Crank estaria comendo a minha arma. Em vez disso, eu puxo uma respiração profunda e tento controlar a minha raiva. Quando eu finalmente olho para trás e vejo o seu sorriso, considero o alimentar com a minha arma de qualquer maneira. —Agarrá-la vai ser fácil, mas fazer isso sem que alguém veja é outra história.— Eu tento explicar de uma maneira que seu cérebro fodido possa entender. —Testemunhas


quer dizer policiais e policiais significam prisão. Eu não tenho certeza sobre você, mas eu passei bastante tempo atrás das grades para durar uma vida inteira—. Um flash de medo cruza os seus olhos e ele responde: — Não homem, não precisamos de nenhum policial envolvido. Precisamos manter isto limpo, para que possamos fazer Hoss pagar por aquilo que ele fez—. Algo sobre suas palavras soava falso, como se ele tivesse que escolher cuidadosamente cada palavra que ele diz. Fazendo sinal para ele entrar na van, eu ando para o lado do passageiro e decido que eu vou passar a viagem tentando tirar dele o máximo de informações possíveis. Se eu estiver com sorte, ele pode mudar sua história antes mesmo de chegar à Knoxville. Se assim for, talvez eu possa acabar com essa merda antes que piore.


o Capítulo 4

Observo enquanto o caixa soa com as compras de Trix, eu sorrio

quando ela enfia um par novo de high top7 na sacola. Olhando por cima do meu ombro para os sapatos em exibição, me pergunto se tenho tempo para pegar uns para mim. Sabendo que precisamos levar as nossas bundas de volta para o dormitório, deixo escapar um suspiro de frustração e empurro o pensamento de sapatos novos para o fundo da minha mente. Viro-me para a minha melhor amiga, e sorrio. —Você tem que me deixar usá-los com a minha nova camiseta da Five Finger Death Punch8. Ela vira os seus olhos para mim depois de entregar ao funcionário seu cartão de débito, e balança a cabeça. —Claro que não, você ainda não devolveu os brincos que te emprestei há duas semanas, ah, e não vamos esquecer o meu vestido vermelho que você usou para a festa de Natal no PI Beta Kapa. Ele ainda não está pendurado no meu armário. 7 8

Tênis de Cano alto Banda de Metal


Atiro-lhe com um sorriso, e respondo: —Você sabe onde está tudo. Nós compartilhamos um dormitório, então você pode apenas agarrá-los quando quiser—. —Que seja— ela murmura enquanto ela pega sua bolsa e começa a se afastar. —Eu não deveria ter que cavar através de sua merda para conseguir minhas coisas de volta—. Trix tem estado irritada desde que ela apareceu no shopping. Eu sei que ela planejava estudar para as provas finais durante todo o dia, mas eu precisava dela comigo. Depois de passar a última hora com Blake, eu precisava da minha melhor amiga comigo. Eu poderia ter ido de volta para o nosso quarto no dormitório, mas o shopping parecia ser uma ideia melhor para mim. Eu também precisava de um pouco de terapia de compras. Não que isso me ajude a esquecer, mas eu só precisava de um tempo longe da minha vida. Levou um monte de súplica da minha parte, mas ela finalmente cedeu e veio ás compras comigo. —Você usa as minhas coisas todo o maldito tempo—, eu indico, apontando para os sapatos que ela tem em seus pés neste momento. —Sim, mas eu os coloco de volta em seu armário quando eu termino—, diz ela, sem se preocupar em olhar para mim. Enquanto eu sigo atrás de Trix, meu telefone toca. Um arrepio de medo corre pela minha espinha enquanto eu o retiro e vejo que eu tenho uma mensagem de Blake. Sabendo que eu não tenho escolha, eu abro e leio o que o filho da puta tem a dizer neste momento. Mesmo lugar, na mesma hora. Semana que vem.


Flashes de suas mãos no meu corpo enchem a minha mente, e eu tenho que puxar uma respiração profunda para não vomitar novamente. Leva tudo de mim para não mandar uma mensagem de volta e dizer-lhe para se foder, mas o pensamento das lágrimas da minha irmã me impede de fazê-lo. Como sempre, eu respondo. Eu estarei lá. Meu telefone toca novamente, mas eu o ignoro perdida em meus pensamentos. Como diabos fomos acabar aqui? Alex vive com um monstro, e está carregando seu filho. Eu, bem, eu tenho me transformado na prostituta do mesmo monstro. Toda vez que vou a ele, eu perco um pouco mais de mim. Neste momento, sinto-me como uma concha da garota que eu costumava ser, uma casca inútil. —O que diabos está errado com você?— Trix pergunta me tirando das memórias escuras. —Quem mandou uma mensagem para você?— Balanço a cabeça e enfio o meu telefone de volta no bolso. —Não é nada—. Minha melhor amiga agarra meu braço, forçando-me a olhar para ela. —Addy, eu sei que alguma coisa está acontecendo. Você tem sido diferente ultimamente, e eu quero saber o porquê—. —Nada está acontecendo comigo, não realmente.— Eu minto para minha melhor amiga, fazendo meus olhos correram por todos os lados, menos em seus olhos. —Eu só tenho um monte de merda na minha mente. Estou estressada sobre as provas finais na próxima semana e me preparando para a formatura—.


Ela olha para mim por um segundo antes de soltar o meu braço. —Você está mentindo para mim, Addy. Você tem agido estranha durante todo o ano, desde que você voltou do casamento da sua irmã. Você pula toda vez que recebe uma mensagem e continua desaparecendo sem uma palavra—. —Não é nada, Trix,— eu continuo a mentir enquanto o meu coração bate a toda a velocidade. —Só um monte de merda na minha mente, nada mais—. Tão rápida como relâmpago, ela estende a mão e tenta puxar o meu telefone do meu bolso. Ela só leva um segundo para pegá-lo, mas não há nenhuma maneira de merda que eu vou deixá-la olhar para as minhas mensagens. Eu agarro o braço dela e o torço, usando todos os truques que ela já me ensinou. Eu luto por um minuto, antes de finalmente recuperá-lo e enfiá-lo no bolso. —Isso é o suficiente—, eu grito quando eu dou um passo para trás e dou um tapa na sua mão. —O que diabos está errado com você, Trix?— —Eu quero saber quem está mandando mensagens de texto para você e deixando o seu traseiro em pânico—, ela explica quando ela cruza os braços sobre o peito. —Eu sou a sua melhor amiga, e observar você desmoronar está me matando. Eu quero saber por que isso está acontecendo. Eu mereço saber—. Sei que tenho que vir com algo rapidamente antes que a minha melhor amiga me derrube no chão somente para conseguir o que quer, e eu minto, caramba. —É a minha mãe. Ela me quer em casa após a graduação, e ela não vai ficar fora da minha bunda sobre isso—.


Os ombros de Trix relaxam e ela diz: —Bem, muito ruim para ela. Sua bunda está se movendo comigo. Nós já havíamos planejado isso desde sempre, então ela apenas vai ter que superar isso—. —Droga sem demora, querida.— Eu colo um sorriso no meu rosto e minto. —Assim que chegar os nossos diplomas, estamos procurando o nosso próprio lugar—. Trix não sabe sobre os meus planos de fugir com a Alex e o bebê, e ela não vai saber até o dia que irmos. É muito perigoso para ela saber qualquer coisa agora. Eu tenho medo de sequer mencionar a ela. Se eu disser alguma coisa sobre Blake ou sobre os planos de Alex para sair, eu posso acabar deixando escapar toda a verdade feia. Se ela descobrir sobre o que Blake tem feito e o que eu tenho feito para ele, ela vai ficar louca, porra. Assim, embora eu odeie mentir para a minha melhor amiga, eu vou continuar fazendo isso durante o tempo que tiver que fazer. —Você sabe disso.— Ela sorri de volta, em seguida, voltase para a porta. —Meu pai disse que encontrou um lugar não muito longe da casa do clube. Ele está querendo comprá-lo por um tempo, então ele disse que o aluguel será tostões em comparação com o que pagaríamos em outro lugar—. Nós duas caminhamos em silêncio por alguns minutos, minha mente voltando para a última vez que vi Alex. Ela estava magra, muito magra. Bem, em todos os lugares, exceto o estômago. A barriga estava enorme, fazendo-a gingar com cada passo que ela dava. Seus olhos já não tinham o brilho que ela sempre costumava ter. Agora, eles são opacos, como se cada batida de vida tivesse sido sugada para fora


dela. Ainda assim, ela não tinha qualquer tipo de contusão. Eu não vi uma sobre ela desde o dia que eu me encontrei com Blake no hotel. Ele prometeu que não iria colocar uma mão sobre ela outra vez, e, tanto quanto eu sei, ele não tinha. Eu ainda estou pensando na minha irmã quando Trix e eu saímos para o estacionamento, tentando descobrir como fazer para não sermos pegas. Eu também estou pensando sobre o bebê, estive pensando muito nele. Como no inferno vamos manter Blake longe de seu próprio filho? Assim que os nossos pés batem no pavimento, Trix olha para mim e grita: —Depressa, Adyson. Você sabe que eu tenho que estudar—. Eu odeio quando ela me chama pelo meu nome completo, e eu estou a ponto de lembrá-la desse pequeno detalhe, quando eu noto uma grande van preta sendo conduzida lentamente pelo estacionamento do shopping. Quando ela rasteja acima da linha ao nosso lado, eu juro que posso ver um homem no banco do motorista, olhando diretamente para Trix e eu. Uma sensação de advertência enche o meu corpo quando eu observo que as luzes estão apagadas. Algo sobre ele me alerta. Sabendo que eu estou apenas fazendo algo parecer estranho, eu olho fixamente para Trix. —Não me chame de Adyson. Você sabe que eu odeio quando você faz isso. Eu não sei por que você está com tanta pressa. Eu te conheço, você não precisa estudar mais do que eu.— Trix olha para mim e balança a cabeça. —Você sabe como meu pai é. Se eu não passar esta fase final com honras, ele vai ter um ajuste de merda—.


Eu rolo os olhos para suas palavras e a idiotice por trás delas. Ao contrário da minha mãe e meu pai, Hoss adora Trix não importa o que. Ela pode passar o resto de sua vida como uma senhora do almoço na escola primária local, e ele ainda estaria sorrindo. Enquanto ela estiver feliz, ela poderia fazer qualquer maldita coisa que ela quiser. A única coisa que ele quer para a sua filha é que ela tenha uma boa vida, uma onde ela possa encontrar a felicidade que ela merece. Eu desejo como o inferno que os meus pudessem ser assim. —O que ele vai fazer? Você sabe que tudo que você tem a fazer é sorrir para o seu pai e ele cede—, eu digo com um encolher de ombros, sabendo que ela não terá nenhuma resposta real. Continuamos a discutir, mais por hábito do que por raiva, quando a van preta começa a avançar sobre n��s.


o Capítulo 5

Crank nos desloca através do estacionamento. —É ela—. Meus olhos pousam em uma loira e uma ruiva, saindo lado a lado do shopping. Ambas estão carregando sacolas enquanto estão falando uma com a outra. Elas continuam batendo uma na outra e rindo, deixando-me saber que elas estão perto como irmãs. Mas, elas não podem ser, são muito diferentes. Ambas são bonitas á sua maneira, mas ainda diferentes como a porra. —A loira, certo?— Eu pergunto, tenho quase certeza que ele disse que ela era loira. —Sim, onde cada irmão do estado do Texas quer enfiar o pau—, Crank diz, sorrindo para suas próprias palavras. —Eu sei que eu não me importaria de conseguir um pedaço dela. Inferno, eu transaria com ela com tanta força, que ela estaria me sentindo entre as pernas dela por semanas—. Trix, a filha de Hoss, é tão gostosa quanto eu já ouvi. Mas ela não conseguiria competir com a ruiva. A garota não teria mais do que 1.60 de altura, com um corpo bem


arredondado. Seu cabelo vermelho escuro parece quase preto nas luzes fracas do estacionamento, pendurado em ondas suaves pelas costas. Ela está vestindo uma confortável, camiseta cor de laranja com Universidade de Tennessee escrito através dos seus seios deliciosos. Tem que ser, pelo menos, dois tamanhos menor, fazendo a vista ficar ainda mais atrativa. Sua bunda está coberta por uns shorts jeans apertados, mostrando todas as suas curvas. O balanço dos seus quadris, da esquerda para a direita, me deixa hipnotizado. Juro que a visão dela deixou meu pau de pé em atenção. —Sim, temos que segui-la. Nós podemos forçá-la a encostar assim que ficarmos longe de todos esses olhos— , digo-lhe, tentando obter o controle do meu corpo. — Talvez ela vá ficar sozinha, então. Mesmo que ela não esteja, pelo menos, não haverá testemunhas—. —Isso pode levar uma eternidade. Você sabe como cadelas gostam de falar.— Crank solta uma respiração profunda e balança a cabeça. —Foda-se. Estamos fazendo isso agora—. Ele não me deu tempo de dizer uma coisa maldita, acelera, empurrando a van atrás delas. Os pneus cantando quando ele para e balança sua porta aberta. Um sorriso se espalha por seu rosto enquanto ele se vira para mim e diz: —Vamos nos divertir um pouco—. —Que porra você está fazendo?— Eu pergunto, pulando fora da van. —Crank, seu filho da puta estúpido, eu vou te matar—. Ele não responde a minha ameaça, apenas corre atrás da filha de Hoss. Eu assisto por um segundo, me perguntando o que diabos aconteceu. —Estamos no meio de um parque de estacionamento, porra—.


Ele me ignora, puxando Trix em seus braços. Eu vejo ainda tão fodidamente chocado, quando ela começa a lutar com ele. Em seguida, um grito me chama a atenção para a ruiva. Eu olho ao redor, notando algumas pessoas andando para fora do shopping. Algumas estão vindo em nossa direção. Foda-se, é tempo da limpeza. Dois passos, e eu estou puxando a ruiva em meus braços. —Cale a boca—. Ela se transforma em uma gata selvagem, chutando e mordendo qualquer coisa que ela pode. Quando os dentes afundam no meu braço, eu a puxo, a segurando em meus braços. —Mantenha sua bunda quieta, e eu não vou ter que te machucar—. Claro, ela não escutou. Sua mão sai do meu aperto, e ela arrasta as suas unhas por todo o lado do meu rosto. Eu posso sentir a carne rasgar quando ela vai para outro golpe. Eu pego a mão dela, dando-lhe um aperto brutal no seu pulso, arrancando um grito da sua garganta. —Eu não quero feri-la, por isso não me obrigue—, eu digo a ela, raiva enchendo minha voz. —Tire suas mãos dela!— Trix grita para mim, enquanto ela continua a lutar contra Crank. —Por favor, deixe-nos ir—, sussurra a ruiva enquanto ela cede em meus braços. Olho para o rosto dela, e o ar corre para fora do meu corpo. Nunca vi alguém ou alguma coisa tão fodidamente linda. Sua pele é como a porcelana cara que cobre os balcões na casa dos meus pais, branco pálido, com sardas levemente espalhadas por todo o nariz. Seus olhos me lembram da terra recém-lavrada, com dúzias de diferentes tons de marrom em torno deles. Cílios longos


os cercando, fazendo com que as esferas escuras se destaquem ainda mais. Os lábios, seus malditos lábios, parecem que foram criados apenas para estarem enrolados no meu pau. —Eu não posso deixar você ir, querida, mas eu vou mantê-la segura, se você parar de lutar contra mim—, eu prometo a ela, olhando profundamente em seus olhos. Trix grita alguma coisa, chamando minha atenção para ela e Crank. Ele diz alguma coisa pra ela, algo que não consigo ouvir. Ela levanta as mãos para bater nele, mas ele puxa o punho para trás e a acerta diretamente em sua têmpora antes que ela possa se esquivar. Um segundo depois, ela está desmaiada no chão. Os olhos de Crank se movem para mim, e ele diz: —É assim que se lida com uma cadela—. Ouço os gemidos da ruiva, enquanto grito para Crank. — Pegue ela e a coloque na porra da van—. Eu carrego o meu fardo e vejo o irmão com quem eu cresci, e vim a odiar, jogar Trix dentro da van. Eu espero até que ele recue, e avanço —Pegue suas malditas sacolas e as coloque aqui, em seguida, obtenha a sua bunda no banco do passageiro—. Eu espero até que ele faça o que eu digo, em seguida, coloco a ruiva dentro e sussurro, —Basta ficar quieta, ok. Tudo vai ficar bem—. Ela solta um pequeno gemido enquanto rasteja para a amiga. Eu fecho a porta assim que ela retira o cabelo do rosto de Trix. Eu faço o meu melhor para engolir minha raiva enquanto eu faço o meu caminho para o lado do motorista. Assim que eu deslizo para o banco, eu parto.


—Que porra você estava pensando?— Eu pergunto, tentando manter o meu nível de voz. Ele dá de ombros, inclinando-se contra a porta. —Apenas fazendo o que o Pres me disse para fazer—. —Ele disse fácil, homem—, dou um rosnado, deixando minha raiva aparecer. —Será que fazê-la desmaiar facilita as coisas para você?— —Ela não iria calar a boca—, diz ele, com outro fodido encolher de ombros. Minhas mãos apertam no volante enquanto eu murmuro, —Você será um homem morto quando Boz descobrir o que você fez—. —Ah, foda-se, irmão—, ele rosna para fora, cruzando os braços. —Dá um tempo. Fizemos essa merda e ninguém saiu ferido—. Minha raiva está fora de controle, enquanto eu empurro a van para uma parada, bem no meio da porra da estrada. Nem mesmo espero que as rodas parem, eu agarro a frente da camisa de Crank e envio o meu punho em seu rosto. Eu ouço a cadela soltar um gemido quando os meus dedos se conectam com seu rosto já batido. Olhando diretamente em seus olhos, eu rosno: —Você bateu na filha do Hoss, filho da puta. Como diabos você pode dizer que ninguém se machucou?— —Ela vai acordar, homem—, diz ele, seu corpo tremendo de medo. —Você também quebrou o protocolo e foi buscá-la no meio do estacionamento de um shopping?— Pergunto, o sacudindo.


—Ela estava lá, presa fácil—, ele exatamente encontrando meus olhos.

responde,

não

—Nós podíamos ter esperado até que ela estivesse na estrada. Então, não teria tido a chance de qualquer testemunha ver o que estava acontecendo naquele momento—, eu grito, querendo que ele entendesse o quão fodido ele está. —Para não mencionar, temos duas reféns em nossas mãos agora, e nós só deveríamos ter uma. Inferno, nós nem sequer sabemos quem a ruiva é—. —Sinto muito, irmão,— Crank diz, tentando erguer as minhas mãos para longe do seu patch. —Teria sido melhor se nós esperássemos até que ela estivesse sozinha—. Eu dou-lhe outra sacudida, certificando-me de que ele está escutando. —Boz vai colocar a sua merda para fora quando ele souber o que você fez e ninguém vai estar do seu lado—. —Você está certo, Brew—, diz ele, ainda tentando sair do meu aperto. —Eu fiz sem pensar. Eu estraguei tudo, mas isso não vai acontecer novamente. Vou explicar tudo ao Pres, certificar-me que ele saiba que essa porra fui eu quem fez e não você—. Empurro-o, puxo um cigarro e acendo. Demora algumas tragadas antes de eu me sentir calmo o suficiente para abrir a boca. Viro-me para olhar para ele, encolhido contra a porta como um gatinho. Apenas a visão dele me faz mal ao estômago. Ele não foi feito para ser um Grim Bastard, ele é uma vergonha para o clube. Inalando profundamente, eu deixo o fumo sair por entre meus lábios e digo: —Você pode ser meu irmão, mas esta


era sua última chance e você estragou tudo. Eu vou acabar com isso—.


o Capítulo 6

Eu achei que nada poderia ser pior do que ser forçada a ser prostituta de Blake, mas ser sequestrada podia ser um pouquinho mais assustador. O cara que tinha lidado comigo não parecia assim tão assustador, mas o que lidou com Trix parecia sádico. Eu juro, o seu pinto estava duro como uma rocha quando ele atirou-a para a van. Isso só me levou para a beira da histeria. O carro era assustador como o inferno, e depois fomos puxadas para um escritório. Um homem grande olhou para Trix como se ela fosse um pedaço de carne. Ver isso me deu um medo do caralho. Quando ela olha para ele com o mesmo desejo, eu solto um suspiro aliviado. Eu tenho sido amiga de Trix, desde que estávamos na escola primária. Eu estive no clube do pai de Trix mais vezes do que eu posso contar, mas eu não me chamaria de garota motociclista. Eu sou apenas uma amiga que tem permissão para sair de vez em quando. Ainda assim, eu sei o suficiente para saber que a minha amiga não estaria olhando para esse cara dessa forma, se ele fosse uma ameaça para ela ou para mim.


Quando ela diz seu nome, Boz, eu não posso parar o sorriso que se espalha por todo o meu rosto. Este é o seu homem, o homem que ela se apaixonou. Ela falava sobre ele o tempo todo quando éramos crianças. Ela ainda fala quando tomava algumas bebidas a mais. Ela sempre me diz que nunca vai ser capaz de encontrar alguém como ele. Eu finalmente deixo uma parte da tensão sair do meu corpo e solto uma respiração profunda. Eu não estou feliz por ter sido sequestrada, ainda estou com medo. Mas pelo menos, agora, eu não preciso me preocupar com qualquer uma de nós morrendo em suas mãos ou nas mãos de seu clube. Pelo menos, eu espero como o inferno que não. Trix e Boz brigam pelo passado publicamente, minha melhor amiga não mostra um pingo de medo. Eu tremo quando ela rosna para ele, e recuo quando ele a coloca em seu lugar. Ainda assim, solto outro suspiro aliviado quando ele não a machuca. Ele nem sequer levanta a mão para ela, me permitindo pensar que estamos seguras. —Eu disse que você ia ficar bem—, o homem que me agarrou sussurra. —Fique calma, e você vai estar em casa antes de conhecê-lo—. Eu olho para ele, finalmente, tomando tempo para realmente olhar para seu rosto. Estou surpresa de ver como ele é bonito. O homem com quem Trix está discutindo é quente, sem dúvida, mas ele é rude e duro. Este homem, ele é classicamente bonito. Seu cabelo é da cor de Bourbon envelhecido, uma mistura de marrom e ouro. Ele tem cabelo volumoso, enrolando na parte de trás do seu pescoço e perto de


seus ouvidos. Algumas ondas dispersas pendem em sua testa, quase bloqueando minha visão de seus belos olhos castanhos. A cor é quente, a perfeita mistura de verde e marrom, com pedaços de ouro espumante em suas profundezas. Seus cílios não são longos, mas não são curtos. Eles são apenas o suficiente para acentuar seus olhos e me atrair em suas profundezas. Seu nariz só pode ser descrito como masculino, com um inchaço quase imperceptível no cume. Suas maçãs do rosto são altas e afiadas, fazendo-me perguntar se ele tem um pouco de sangue nativo americano correndo em suas veias. Elas estariam perfeitas se não fosse pelas marcas das minhas unhas que podem ser vistas do lado do seu rosto. O queixo é forte, com apenas uma ondulação pequena sob sua boca. Ele não tem uma barba cheia, mas é mais do que apenas um bigode. Agora, os seus lábios são absolutamente surpreendentes. Eles são do tom mais profundo de vermelho, o que toda mulher deseja. Ambos são cheios, com o lábio inferior um pouco maior. A parte superior, porém, ostenta um anel que circula em sua boca. Eu tenho que lutar contra o desejo de usar a minha língua e traçar seu caminho. Meus olhos finalmente se deslocam do seu rosto para o seu corpo. Ele é alto, especialmente para minha estrutura pequena. Meu palpite seria que ele tem pelo menos 1,95m de altura, minha cabeça mal chega ao seu peito. Diferente da sua altura, ele não é um homem grande. Ele não é magro, mas não volumoso, só com músculos apenas o suficiente para tirar a minha atenção. Ele me lembra dos heróis dos livros de romance que eu lia quando era adolescente. Ele pode ser descrito como alto e magro, mas eu diria que uma descrição melhor


seria sexy como o inferno. Quando meus olhos finalmente se encontram com os seus, um pequeno sorriso está brincando em seus lábios. Ele pisca para mim e diz: — Ficou satisfeita com o que viu?— Estou mortificada por ter sido pega olhando o seu corpo. Eu posso sentir o calor subindo nas minhas bochechas, então eu chicoteio a minha cabeça de volta para Trix e Boz. Os dois ainda estão discutindo, mas posso dizer que Trix está começando a recuar. Eu já vi isso dezenas de vezes com o pai dela. Ela vai lutar até que ela perceba que ela está apenas perdendo o fôlego. Então, ela vai concordar com o que ele está dizendo e ir atrás das coisas que ela quer, por trás das suas costas. O homem atrás de mim me puxa contra seu peito e sussurra: —Você pode olhar para mim tanto quanto você quiser, contanto que você deixe-me fazer o mesmo. Eu poderia passar horas olhando o seu traseiro gostoso, e eu nunca ficaria satisfeito—. Meu coração pula uma batida, e eu tenho que lutar contra a vontade de sorrir. Outra hora, em outro lugar, eu estaria flertando de volta. Agora, porém, não é o lugar. Eu tenho que me esforçar para me lembrar de que este homem me sequestrou. Ele não é meu amigo; ele é meu carcereiro. Boz olha para o homem que eu estava comendo com os olhos e diz: —Brew, leve-as para o cofre. Eu quero que elas estejam longe dos visitantes—. Brew? Que nome é esse. Eu olho para trás para ele, e de alguma forma o nome se encaixa. Com um movimento os meus olhos vão para seu patch, lá está o seu nome, Sargento de Armas, também está escrito lá, provando que


ele não é apenas um motociclista. Não, ele é um oficial e destina-se a ser respeitado. Ele coloca a mão nas minhas costas e diz: —Vamos lá, querida—. Quando ele leva Trix e eu através do clube, eu vejo todos os homens olhando para nós. Alguns são jovens, alguns velhos. Alguns são quentes como o inferno, mas outros, bem, eles já viram dias melhores. A única coisa que todos têm em comum é o patch que estão vestindo, levando a insígnia dos Bastards Grim. Quando eu olho mais perto, a luxúria em seus olhos envia outra onda de medo por mim, mas a mão de Brew nas minhas costas me impede de entrar em pânico. Em vez disso, apenas olho para frente, tentando evitar os seus olhares. Enquanto caminhamos, eu começo a me preocupar sobre quanto tempo eles vão nos manter aqui. Se eu não estiver de volta para encontrar Blake na próxima semana, não há como dizer o que ele vai fazer com a minha irmã. Eu não posso deixá-lo machucá-la. Não posso deixar que nada a machuque. Nada pode irritá-lo agora, especialmente quando Alex e eu estamos tão perto de sermos livres. O bebê vai estar aqui em breve, e ela vai fazer a sua cirurgia. Então, poderemos pegar a estrada. Não posso me preocupar com isso agora, no entanto. Não há nada que eu possa fazer sobre isso. Minha irmã vai ter que descobrir uma maneira de lidar com Blake enquanto estou aqui. Assim como eu vou ter que encontrar uma maneira de lidar com o fato de que eu fui sequestrada e estou sendo mantida prisioneira em um clube de motociclistas.


Nós não fomos muito longe quando ele para em frente a uma porta fechada. Brew remove sua mão das minhas costas, e eu imediatamente sinto a perda de seu toque. Ele pega um conjunto de chaves, destrancando a porta, e a empurra aberta. Ele enfia a cabeça para dentro e olha em volta antes de se virar para olhar para nós. Brew dá um passo atrás da porta. Ele nos dá algum espaço, em seguida, nos manda entrar. Ela entra primeiro, comigo logo atrás. Ela vai direto para a cama, enquanto eu permaneço ao lado da porta, olhando em volta. Em vez de algum tipo de cela, é apenas um quarto normal. Nada de especial, de qualquer modo, mas pelo menos parece estar limpo. Brew dá um passo e agarra a maçaneta, para que ele possa trancar a porta quando sair. Em vez de fazer isso, ele olha para mim e um meio sorriso aparece em seu rosto. Ele procura o meu rosto por um momento antes de olhar para Trix. Quando seus olhos finalmente voltam para mim, eles estão cheios de perguntas. —Venha aqui—, ele diz, apontando para eu ir para frente. —Eu quero que você me escute com cuidado, querida—. —Meu nome é Addy, não querida,— digo a ele, realmente não sei o porquê. Por alguma razão, nós dois estamos sussurrando. É como se nós estivéssemos sozinhos no quarto e essa conversa fosse destinada apenas para os nossos ouvidos. De alguma forma, parece que Trix ouvindo, seria uma intrusão. Um lento sorriso cruza seu rosto. —Eu gosto desse nome. Se ajusta em você. Você vai ficar bem?—, ele pergunta, soando como se realmente se importasse.


Eu dou de ombros, não tendo certeza de como responder a isso. —Eu vou lidar—. Em seguida, ele alcança meu braço e o segura, baixando os lábios até a minha orelha. —Não tenha medo, Addy. Eu não vou deixar ninguém te machucar. Você não tem nada para se preocupar. Basta ouvir o que eu digo e fique perto de mim quando você não estiver nesta sala, e eu vou cuidar de você—. Ele não tem ideia do que eu tenho que me preocupar, sendo que ele não é o homem que continua me machucando uma e outra vez, por isso dou um pequeno aceno de cabeça. —Vou tentar—.


o Capítulo 7

Enquanto eu ando pelo corredor, o riso de Addy atinge meus ouvidos e meu peito aperta. Já se passaram dois dias desde que a peguei e Trix, e esses dois dias com ela mudaram a minha vida. Ela mudou cada momento da porra. Mesmo olhar para as prostitutas do clube, transforma meu estômago em algo desagradável. Eu ainda amo o meu clube, respeito à fraternidade, apenas odeio ter que ficar parado esperando algo mais. Inferno, eu costumava apenas me preocupar em procurar minha próxima bebida ou a próxima boceta a ser comida. Com Addy, eu quero algo mais. Eu quero viver livre e limpo. De maneira nenhuma que eu iria deixar o clube, mas eu posso me ver em uma casa novamente. Um lugar para criar uma família, uma família que vai amar a fraternidade da mesma forma que eu faço. Para fazer isso, eu preciso encontrar uma mulher que mereça mais do que apenas uma cama suja em um quarto ainda mais desagradável na sede do clube. Quem sabe, talvez Addy possa ser essa mulher. Eu trabalhei duro para poupar dinheiro, para ser capaz de ter uma casa própria. Após estes últimos quatro anos,


eu tenho o suficiente agora. Estou apenas esperando por uma razão para usá-lo. Não há nenhum motivo para eu comprar uma casa para viver sozinho. Empurrando a porta aberta, eu a encontro sentada no chão lutando com o cachorro de Boz, Grim. Seu grande corpo está quase escondendo o dela, enquanto seus dentes beliscam delicadamente o seu lado. Ela solta outra risada e continua a agarrar os pelos das suas costelas. Eu não posso segurar a minha risada enquanto eu jogo as roupas na cama e ando para puxar Grim de cima dela. —Vá em frente, companheiro—, eu digo, dando um tapinha áspero em sua cabeça e o espantando para fora da sala. —Vá encontrar o Pres e a Trix—. —Você não tem que fazê-lo sair—, Addy diz, empurrandose do chão com um meio sorriso ainda no se rosto bonito. —Ele tem sido minha única companhia durante todo o dia. Ele fica só sentado aqui perto de mim todo o maldito tempo—. Boz manteve Trix ao seu lado, desde o minuto que eu trouxe as meninas para o clube. É claro que todos sabem que ela não vai embora quando isso acabar. O nosso Pres tem uma old ladie, ele simplesmente não a reivindicou ainda. Eu não tenho certeza de como essa merda vai acabar, sendo que Hoss e Boz são de clubes rivais. Ainda assim, eu sei que vai acontecer de uma forma ou de outra. Eu atiro-lhe um sorriso e me jogo na cama, cruzando os pés calçados com botas na altura do tornozelo. —Eu estou aqui para lhe fazer companhia agora—.


Seus olhos param nas minhas pernas então lentamente fazem o seu caminho até o meu corpo. —Você não é tão bonito quanto Grim—. Erguendo uma sobrancelha, eu pergunto: —Eu não sou?— —Não há absolutamente nada sobre você que é bonito—, diz ela, seus olhos castanhos presos nos meus. —Quente, sim. Bonito, inferno não—. Deixando escapar outra risada, eu escolho as minhas palavras com cuidado. —Quente, hein? Bem, podemos apenas descobrir se você gosta de se queimar—. —Eu sempre gostei de fogo.— Uma coloração vermelha cobre as suas bochechas. —Eu gosto de um pouco de tempero em minha vida—. Meu sorriso cresce amplo enquanto eu aprecio a vista em frente a mim. Ela está vestindo a mesma coisa que ela usava quando a levei para longe do shopping. A manga da sua camiseta tem um grande rasgo na costura, e uma mancha marrom escura cobre a frente da mesma. Mesmo a partir daqui, eu posso dizer que é o óleo da parte de trás da van. Seus shorts estão sujos, com manchas de lama cobrindo-os. Apesar de tudo, ela está uma bagunça. Uma bela bagunça, mas uma confusão da mesma forma. Eu me levanto e passo na frente dela. Quando eu chego perto, ela toma um passo para trás. —Não há nenhuma razão para ser tímida agora, Addy. Você já sabe que eu não vou te machucar—. —Você me machucando não é o que me assusta. É o oposto, na verdade—, ela responde enquanto recua até onde ela possa ir, até que sua bunda esbarra na cômoda.


Eu paro na frente dela, e coloco minha mão em seu rosto. —Como posso me sentir bem te assustando?— Eu olho em seus olhos, enquanto esfrego a bochecha dela, ela olha para baixo e diz: —Essa é uma conversa que eu espero nunca ter, especialmente com você. Só sei que a minha vida é uma merda, então qualquer coisa que você me der vai me assustar—. —Você nunca vai saber a menos que tente. Meu tipo de bom pode valer a pena o seu medo—, eu digo, quando eu dou um passo para trás. Eu não vou empurrá-la. Eu quero que ela me queira não que tenha medo de mim. —Talvez—, ela diz com um encolher de ombros. —Você precisa de algo?— —Eu pensei que você gostaria de se mudar.— Balançando a cabeça para baixo para as roupas que eu trouxe, eu espero que ela olhe para elas. —Meu Deus. Você me pegou algumas roupas—, ela grita quando ela anda para mais perto, e as pega e corre a mão sobre cada peça. —Eu pensei que com certeza eu iria usar estes trapos até sair daqui. A roupa nova que eu comprei no shopping está suja, também, então eu estava ficando sem opções—. Eu dou de ombros e respondo: —Não é muito. Eu só tenho algumas coisas da irmã do Smoke. E realmente não é grande coisa—. Ela anda para mais perto e coloca a mão no meu peito e, enquanto olha para mim, ela diz, —pode não ser grande coisa para você, afinal você não tem estado vestindo roupas sujas—.


Estou um pouco chocado por um minuto. Seu toque, mesmo que não seja muito, poderia ter me deixado de joelhos. —Eu não sou nenhum estranho à roupa suja. Tente usar um macacão de prisão por anos. Depois disso, até as roupas sujas são ótimas—. Ela dá um passo para trás antes de perguntar: —Você esteve na prisão? Porque quê?— Droga. Por que diabos eu disse isso? Eu com certeza não quero assustá-la, então eu apenas digo: —Eu sou um motociclista, lembra? Não é nada importante. Podemos falar sobre isso em outro momento—. Ela me dá um meio sorriso antes de virar para caminhar até o banheiro. Pouco antes de ela atingir a porta, ela se vira e diz: —Ok, Brew, mesmo que você seja boa companhia, você vai ter que voltar mais tarde. Estou tomando banho—. Levantando-me, eu ando até ela e coloco a mão na sua bochecha. —Eu quero que você me escute pela primeira vez. Você precisa ficar longe de Crank—. —Esse é o bastardo que agarrou Trix, certo?— Ela pergunta não se afastando de meu toque. —O que colocou suas mãos sobre ela?— Meu polegar desliza através de seu queixo quando eu aceno. —Sim, ele mesmo. Eu não confio nele e você também não deveria—. —Eu não sou estúpida—, diz ela, dando um passo para trás. —Não é preciso ser um gênio para descobrir que o homem é uma má notícia—. Ela está certa, isso é verdade. Um idiota saberia que Crank estava fodido da cabeça. Há algo escuro em Crank,


algo que vai prejudicar o clube. Ainda assim, não há absolutamente nada que eu possa fazer a não ser sentar e esperar. Até Boz dizer algo contrário, Crank é um irmão e tem de ser tratado como um. Isso não significa que eu tenha que gostar do pedaço de merda, apesar de tudo. Forçando-a olhar para mim, eu tento o meu melhor para fazê-la entender o quão fodidamente ruim ele é. —Sim, ele é. Ele vai te machucar. Não há nenhuma dúvida em minha mente sobre isso, então você precisa ficar bem longe dele. Se ele vier aqui, você grita. Não dê ao filho da puta a chance de dizer uma palavra. Você começa a gritar. Você entende?— —Se ele é tão malditamente ruim, porque ele é seu amigo?— Sua pergunta é tão inocente que traz um sorriso ao meu rosto. —Você nunca ouviu falar, mantenha seus amigos perto, e seus inimigos mais perto9?— Eu pergunto, olhando em seus olhos cor de uísque. Seus lábios sobem de um lado e algo atinge os seus olhos. —Se ligue a pessoas boas, pois é melhor estar sozinho do que mal acompanhado10.— —Melhor o diabo que você conhece sorrindo para ela.

11,

eu respondo,

Ela ergue a cabeça para o lado e diz: —Cuidado com o ambiente que você escolhe, por que isso irá moldar você; tenha cuidado com os amigos que você escolhe, pois você irá se tornar como eles12.

Trecho do filme O Poderoso Chefão Citação de George Washington 11 Ditado popular, de origem irlandesa, do século 16. 12 Citação de W. Clement Stone 9

10


—Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, você não precisa temer o resultado de cem batalhas—, cito Sun Tzu, fazendo com que seu sorriso cresça. Ela abre a boca novamente, mas a fecha e balança a cabeça, em seguida, solta um riso. —Está bem, está bem. Desisto. Eu entendi o seu ponto. Você tem que lidar com ele, apenas cuide de suas costas. Se ele vier a me machucar eu duvido que ele hesite em machucar você também—. —Eu vou ter cuidado,— eu digo a ela, antes de colocar um beijo na sua testa voltando-me para sair do quarto. Antes que eu possa alcançar a porta, ela chama meu nome e pergunta: —Você não é apenas o motociclista médio não é, Brew?—. Sorrindo para ela, eu respondo, —Não há nada médio sobre mim, querida—.


o Capítulo 8

Brew me leva de volta ao meu quarto depois que deixamos a sala comum. Quando chegamos lá, ele pisa na minha frente para abrir a porta. Tem sido um bom dia. Ele teve a certeza disso. É difícil acreditar que ter sido sequestrada foi uma das coisas mais libertadoras que já aconteceu comigo, mas foi. Nós só estamos aqui há três dias, mas foram bons dias. Eu não tenho que me preocupar com ninguém ou com qualquer coisa, incluindo minha irmã. Depois que eu entro no quarto, ele me para dizendo: — Assim que eu terminar de fazer algumas ligações vou voltar para você e levá-la para a cozinha para pegar algo para comer—. —Não é um problema, contanto que você não se esqueça de mim e me deixe sentada aqui morrendo de fome—, digo a ele e dou um pequeno sorriso para que ele saiba que estou brincando. Ele ri antes de me dar uma piscadela. —Como você acha que eu poderia me esquecer de você?—


—Você ficaria surpreso—, murmuro, mas obviamente não o suficiente. Brew dá uns passos para mais perto de mim, coloca o dedo sob o meu queixo, o levanta, e somente me olha por um minuto. —Eu voltarei em breve. Eu prometo, eu nunca quebro uma promessa. Dê-me uma chance para provar isso antes de foder com tudo—. Eu dou-lhe um aceno de cabeça, o máximo que posso com o dedo dele debaixo do meu queixo. —Ok, eu posso fazer isso—. Ele se inclina e me dá um pequeno beijo na testa, solta o meu queixo e se vira para sair do quarto. Depois que a porta se fecha atrás dele, deito-me na cama e fecho os olhos. Não há muito mais para fazer aqui, a não ser dormir. Se eu tiver sorte, isso é o que eu vou fazer. —Eles poderiam pelo menos colocar uma TV se eles vão nos manter trancadas—, eu digo, embora não haja ninguém aqui para ouvir. Minha mente começa a derivar em direção a minha irmã, quando Trix é trazida para o quarto por Boz. Posso dizer imediatamente que algo não está certo. Eu me sento e assisto quando ele levanta o queixo e sai pela porta sem dizer uma palavra. Trix olha para a porta por um segundo antes de se virar para olhar para mim. Depois de um segundo de hesitação, ela pergunta: —Eu pensei que você estivesse hospedada com Brew?— Eu posso dizer pelo olhar em seu rosto, que ela está confusa como o inferno sobre alguma coisa, e eu estou apostando que é algo que envolve o quente, como o inferno, Presidente motociclista. Ele a quer, e ele não tem nenhum problema em deixá-la saber disso. Trix também


o quer, mas ela está se esforçando para conseguir se manter afastada. Acho que é um jogo que ele não está disposto a perder. Se eu conheço minha amiga, sua confusão vai se transformar em raiva em breve. —Ele disse que tinha algo a fazer, então eu estou de volta à prisão—, eu digo com um encolher de ombros enquanto eu me levanto e vou para o banheiro, antes que a raiva venha. —Oh,— Trix diz, não encontrando meus olhos. —Boz me fez um sanduíche. Nós conversamos e coisas assim, então ele entrou aqui e me deixou, sem uma palavra—. Um sorriso atravessa meu rosto quando abro a porta do banheiro. —Os homens são estranhos. Nós duas já sabíamos disso. Você pode me contar tudo sobre isso quando eu terminar de tomar um banho—. Fecho a porta atrás de mim enquanto engulo meu riso, sabendo como minha amiga ficaria louca se ela o ouvisse. Trix vai ficar louca como o inferno quando ela perceber que Boz não está disposto a jogar o mesmo jogo que ela. Eu prefiro estar no chuveiro quando essa percepção bater nela. Dispo-me e deixo minhas roupas no balcão. Eu não tenho roupas limpas. Ao contrário de Trix, eu só comprei uma camisa nova e um par de brincos no shopping. Eu sou forçada a vestir os meus shorts nojentos todos os dias e alternar camisas depois de enxaguá-las na parte de fora da banheira. Eu vou ter que pedir a Brew que me deixe usar uma máquina de lavar e secar roupa, talvez ele me empreste um par de shorts, enquanto os meus shorts e calcinhas estão lavando. Há um monte de coisas à que eu posso me adaptar, mas vestir roupas sujas não é uma delas. Brew me trouxe algumas das roupas da


irmã do Smoke. Depois de descobrir que ela é a exmulher de Boz e que agora é uma das putas do clube, eu prefiro não colocar suas roupas. Talvez eu não goste de roupas sujas, mas as roupas de uma prostituta são ainda piores. Eu dou risada enquanto ligo a água para deixá-la aquecer, pensando na reação da minha mãe se ela pudesse me ver agora. Lavando as minhas roupas em uma banheira, vestindo shorts que estão cobertos de manchas, e dormindo em um clube de motoqueiros desagradáveis. Minha mãe teria uma coronária* se ela tivesse que usar qualquer coisa que não fosse lavada. Merda, ela teria um derrame se ela tivesse que usar qualquer coisa que não tivesse um rótulo de grife. Entrando no chuveiro, eu deixo meu corpo relaxar sob a água quente. Enquanto lavo o cabelo, penso em Brew. Ele é diferente de qualquer homem que eu já conheci. Crescendo com Trix como minha melhor amiga, eu estive ao redor de um número justo de motoqueiros. Sendo a filha de Timothy e Lydia Sloan, conheci muitos homens bem educados. Brew é uma mistura perfeita dos dois. Se minha vida não fosse tão fodida, eu poderia pensar que ele foi feito apenas para mim. Enquanto eu enxáguo meu cabelo, minha mente vai para minha irmã. Eu fiz o meu melhor para não pensar nela nos últimos dias. Como sempre, porém, a saúde de Alex é uma preocupação constante. Tanto quanto eu estou ansiosa para ter um sobrinho, a sua gravidez só aumenta essa preocupação. Agora, que não posso manter o foco de Blake longe dela, essa preocupação só cresce. Sacudindo minhas preocupações, eu lavo e enxáguo o meu corpo. Depois de desligar a água, saio da banheira e


rapidamente me seco. Depois de colocar minha roupa suja de volta, eu olho no balcão procurando a escova que Brew me emprestou. Percebendo que eu a esqueci na cômoda, eu pego a maçaneta da porta. É hora de enfrentar Trix e a ouvir sendo uma cadela, sobre Boz não estar fazendo o que ela pensou que ele faria. Eu só espero que eu possa manter uma cara séria enquanto escuto seu discurso. Quando eu saio para pegar minha escova, eu percebo imediatamente que algo não está certo. A porta está bem aberta. Ela não fica assim aberta desde o dia que nós chegamos aqui. Eu rapidamente varro o quarto. Trix não está aqui. Boz pode ter voltado para ela, mas eu acho que ela não sairia daqui sem me avisar antes. Mesmo se o fizesse, Boz não deixaria a porta destrancada, para não mencionar aberta. *Doença dos principais vasos sanguíneos do coração. Enquanto eu continuo a olhar ao redor da sala, meus olhos param em um de seus sapatos deitados no meio do quarto. Um segundo mais tarde, eles pousam em um salpico de gotas no chão. Aproximando-me, olho para baixo e meu coração salta uma batida. Seu sangue, o sangue da minha melhor amiga. Sem pensar duas vezes, passo pela porta e saio correndo pelo corredor. Eu mal consigo fazer alguns metros, antes de um par de braços fortes estarem enrolados ao meu redor. Eu luto contra a sua posse, nem mesmo percebendo de quem são os braços.


—Onde diabos você acha que está indo?— Boz rosna para fora, me dando um abanão. —Como foi que você saiu do seu quarto?— O medo pela a minha melhor amiga me faz gritar, enquanto eu tento me libertar. —Me deixar ir!! Eu tenho que encontrar Trix!— —Que porra você quer dizer, com encontrar Trix?— Ele pergunta seus braços apertando ao redor de mim. Meu cérebro está saturado, fazendo tudo parecer quase surreal. Mesmo que eu queira responder a suas perguntas, eu simplesmente não consigo fazer meus lábios se mexerem. Em vez disso, sinto que as lágrimas começam a fluir pelo meu rosto enquanto meu coração pulsa violentamente dentro do meu peito. —Brew!— Boz grita enquanto olha para mim. —Onde está Trix?— Finalmente, eu sou capaz de falar, mas sai soando mais como um canto. —Ela se foi, ela se foi, ela se foi—. Alguns segundos depois estou nos braços de Brew e ele sussurra —O que está acontecendo?—. —Trix se foi—, eu digo a ele, finalmente controlando minha boca. Seus olhos empurram para Boz então de volta para mim. —Por que ela não está com você, e como você saiu do quarto?— —Eu estava no banho. Quando eu saí, ela tinha ido. Há sangue no chão, e um de seus sapatos estava no meio da sala—. Eu digo a ele o pouco que eu sei.


Como se minhas palavras lhe dissessem tudo o que ele precisa saber, Boz começa a correr para baixo no corredor. Brew me puxa para trás enquanto ele o segue. Ele sai correndo para o único outro quarto no final do corredor, e Brew e eu saímos atrás dele. Pouco antes de chegarmos ao quarto no final do corredor, o grito de Trix enche o ar. Entrando no quarto, eu vejo Boz enviando seu punho no rosto de Crank, então eu noto minha melhor amiga deitada na cama com lágrimas em seus olhos. Antes que eu possa ir a ela, Brew tem-me em seus braços e está enterrando minha cabeça em seu peito. Boz e Trix começam a falar enquanto Brew me leva para fora do quarto. Ele me puxa pelo corredor e volta para o quarto que eu chamo de lar. Afastando-me dele, pergunto: —Trix vai ficar bem?— —Ela vai ficar bem, Addy. Boz vai cuidar dela, e nós dois lidaremos com Crank—, ele me diz enquanto ele empurra a porta fechada e agarra meu queixo, forçando-me a olhar para seus olhos. —Você vai ficar bem, Addy?— —Não foi eu que Crank machucou.— Eu digo algo que ele já sabe. —Eu sei disso, mas você estava com medo. Eu odeio vê-la com medo—, ele diz, e eu posso ver que ele quis dizer cada uma daquelas palavras. Brew solta meu queixo e move sua mão para a parte de trás do meu pescoço. Ele se inclina e coloca seus lábios nos meus. Eu nunca soube que um beijo poderia ser tão doce, tão gentil. Eu já sabia devido aos seus pequenos beijos na minha testa, ou quando ele me abraça quando estou


chateada, que ele era um gigante gentil. Ainda assim, eu nunca esperei nada perfeito assim. Com sua mão no meu pescoço me puxa para mais perto. Assim que meu peito encosta no dele, um suspiro escapa dos meus lábios. O prazer deste beijo, e meu corpo tocando o dele, é demais para segurar. Meu gemido da a ele incentivo suficiente para aprofundar o beijo, deslizando sua língua sobre a minha. Assim que nossas línguas fazem contato, eu gemo com o intenso prazer. Sua mão se move do meu pescoço para o meu cabelo. Ele envolve meus fios ao redor de seu punho enquanto rosna em minha boca. Minhas mãos correm até seu peito, e quando eu chego á sua garganta, eu as envolvo em torno de sua nuca. Eu não consigo parar de mover minhas mãos em seu cabelo e de me agarrar a ele. Eu tento puxá-lo para mais perto, mesmo que não seja possível. À medida que nossas línguas penetram na boca um do outro, competindo pelo domínio, Brew solta outro rosnado e sua mão livre se move em direção ao meu traseiro. Ele rebola o seu pau duro em meu estômago, e a realização disso me traz à realidade. Eu me puxo para fora dos seus braços na tentativa de acalmar a minha respiração. —Você é um homem perigoso, Brew—. Ele inspira profundamente e caminha até a porta. Pouco antes de sair, ele diz: —Isso nos torna um bom par.—.


o Capítulo 9

Eu entro no quarto de Addy e a encontro adormecido na cama. Mesmo não devendo, embora eu não tenha direito, eu sei que eu preciso dela em meus braços esta noite. Deslizando meu patch, eu fecho a porta e atiro meu couro na cômoda. Depois de tirar as minhas botas, esvazio meus bolsos e puxo minha blusa sobre minha cabeça. Então, deslizo ao lado dela e a puxo em meus braços. —Brew,— ela sussurra em uma voz sonolenta. —Por que você cheira a fumaça?— De jeito nenhum, vou responder. Diga a ela que acabei de queimar todas as provas do que aconteceu com Crank ontem à noite. Ela não precisa saber que tipo de merda eu tenho que fazer para o clube. Ela nunca saberá, se eu puder manter isso longe dela. Em vez de ser honesto, eu deixo a mentira sair. — Estávamos sentados lá fora, tínhamos uma fogueira—.


—Você cuidou de Crank?— Ela pergunta, acariciando meu lado como se fosse natural para ela. —Sim, nós fizemos,— eu respondo, colocando um beijo em sua cabeça. —Ele se foi, querida. Ele nunca mais vai incomodá-la—. Jogando uma perna sobre a minha, ela diz: —Ele nunca me tocou, só Trix. Temos sorte por ele não ter feito mal a ela—. Meus braços apertam em torno dela, quando as visões do corpo maltratado de Trix enchem a minha mente. —Ele nunca colocará sua fodida mão sobre ela ou qualquer outra pessoa novamente—. —Você tem certeza?— Ela pergunta, olhando para mim através de olhos encobertos. —Sim, Little Red, eu tenho—, eu respondo, passando minha mão sobre suas costas. Ela puxa para trás um pouco e pisca para mim. —Eu gosto quando você me chama assim.— Addy parece quase tímida agora, um rubor cobrindo suas bochechas sardentas. Seus profundos olhos castanhos estão cheios de perguntas enquanto continua: —Você sabe que eu quero você, Brew. Não é?— Meu coração salta uma batida com suas palavras. Eu não estou muito certo de como responder, então decido apenas colocar isso fora para ela. —Eu quero você, também, Addy, mais do que eu quero qualquer coisa em um maldito tempo. Mas, eu não vim aqui para isso. Ainda assim, estou mais do que disposto a aceitá-la—. Seu corpo treme enquanto ela se move o suficiente para colocar seus lábios nos meus. O menor toque envia uma


faísca até o meu pau. Que fica pressionando contra o meu zíper, querendo estar mais perto dela. Bem, estou mais do que pronto para aceitar tudo. Enquanto minha mão escorrega por seu corpo, ela agarra e diz: —Não tão rápido, por favor. Preciso que você vá devagar comigo—. Pela primeira vez desde que a conheci me lembro de quem ela é. Mais importante, ela está me deixando saber quem ela não é. Addy não é uma puta de merda do clube, e ela não merece ser tratada como uma. —Nós não vamos fazer nada que você não queira Red—, eu prometo a ela, antes de abaixar meus lábios para os dela mais uma vez. —Não é que eu não queira. Eu já disse que sim. É só que eu nunca...— Ela para na metade da frase, olhando nos meus olhos. —Bem, não assim de qualquer maneira—. Porra eu preciso me afastar. Ela merece um homem melhor. Eu deveria a deixaria encontrar outra pessoa, alguém que lhe desse uma casa com uma cerca de piquete. Mas eu sou um bastardo até os ossos, e meus únicos pensamentos são de estar profundamente em sua buceta e reivindicá-la como minha. Assim que o pensamento atravessa minha mente, eu a deixo ir e me puxo para trás. Choque enche-me quando eu considero onde minha mente está me levando. Quero reivindicá-la. Eu quero fazer de Addy minha old ladie. Como diabos isso aconteceu? Como o sequestro de alguém se transformou nisso? —Mas eu quero você,— ela diz, tirando-me dos meus pensamentos.


Olhando para baixo em seu rosto bonito, eu balanço a cabeça. —Quer o que eu posso te dar, ou você me quer?— Um sorriso se espalha por seus lábios cheios, pouco antes dela se aproximar de mim novamente e colocar a mão em meu peito. —Não, Brew, posso conseguir o que você está disposto a me dar a qualquer momento, mas eu só quero de você—. Meu coração salta uma batida quando eu entendo seu significado. Ela não está apenas falando sobre mim a levando para a cama. Não, ela está se abrindo para mim, sem besteiras. Se eu a quero, ela é minha para tomar. Bem, minha mãe não criou nenhum tolo. Uma mão está em seu cabelo em um flash. Em seguida, meus lábios estão sobre os dela novamente. Deslizando minha outra mão por seu corpo, eu aperto o fundo de sua camisa a puxando para cima. Eu puxo para trás apenas o suficiente para puxá-la do seu corpo. Então, eu estou provando ela novamente enquanto os meus dedos trabalham no fecho do seu sutiã. Assim que isso esta feito, eu puxo para longe e atiro a tira de rendas para o chão. Se eu ainda estivesse em pé, eu tenho a certeza de que esta primeira visão do seu peito nu, me teria de joelhos. Ao contrário das putas do clube, as únicas bucetas que conheci desde que saí da prisão, os seios de Addy são lindos. Eles não são falsos, nem flácidos, nem cobertos de tatuagens ou piercings. Eles não são enormes, mas não pequenos apenas um pouco mais do que um punhado. Para mim, eles são simplesmente perfeitos.


Meus dedos roçam um mamilo ereto, logo antes dos meus lábios o rodiarem. Seu suspiro traz um sorriso ao meu rosto, enquanto seus dedos passam pelo meu cabelo. Ela força meu rosto para seu peito, silenciosamente me implorando por mais. Estou mais do que feliz em oferecer, correndo minha língua sobre um mamilo, enquanto minha mão cobre seu outro peito. Addy solta um gemido antes de sussurrar: —Isso é tão bom—. Puxando minha boca dela, eu deslizo até o fim da cama e levanto-me para tirar as minhas calças e meias. Assim que eu estou apenas com as minhas roupas de baixo, eu puxo os jeans de seu corpo. Apenas suas calcinhas amarelas brilhantes me separam do que eu mais quero. Deitando-me sobre ela, eu passo uma mão sobre seu belo cabelo vermelho. Coloco outro beijo em seus lábios antes de trabalhar meu caminho por seu corpo. Paro apenas para chupar cada mamilo, então corro a minha língua abaixo de seu estômago, e coloco beijos de boca aberta contra sua pele. Quando eu chego á sua calcinha, eu inalo o seu cheiro, o que faz com que meu pau salte em antecipação. Deslizando meus dedos em sua calcinha, eu a puxo pelas pernas, mostrando sua buceta aos meus olhos. Ela é perfeita, fodidamente perfeita. Ao contrário da maioria das cadelas do clube, ela não é completamente raspada. Em vez disso, ela tem uma pequena tira de cabelo vermelho profundo levando-me para onde meu pau tão desesperadamente deseja estar. Passando a ponta dos dedos sobre sua boceta molhada, dou-lhe uma pequena mordida antes de afundar dois dedos profundamente dentro dela. Incapaz de esperar


abaixo a cabeça e pego meu primeiro gosto real dela. Ela é doce, mas salgada, até mesmo um pouco picante, tão fodidamente bom. Eu poderia passar todos os dias da minha vida não fazendo nada além de comer sua buceta e ainda morreria um homem feliz. Meus lábios cercam seu clitóris, sugando-o profundamente em minha boca. Sua bunda sai da cama enquanto ela agarra a parte de trás da minha cabeça. — Preciso de mais, por favor—. Eu sei o que ela está pedindo, e eu estou mais do que disposto a dar a ela. Ela podia ter o meu pau, mas não ainda. Eu não faço isto há muito tempo, pelo menos desde que eu estava no liceu13. Como eu só tinha as putas do clube na minha cama, não havia nenhuma fodida maneira que a minha boca estava ficando em qualquer lugar perto das suas bocetas desgastadas. Experimentá-la é como estar no céu, e eu não vou parar tão cedo. Deslizo os meus dedos dentro e fora de sua buceta, e continuo a prestar atenção a seu clitóris. Eu lentamente puxo os meus dedos do seu calor e trilho para mais baixo ainda, mergulhando um apenas dentro de sua bunda. Ao mesmo tempo, minha língua se move do clitóris para mergulhar dentro de seu corpo. Movendo minha mão para trás, meu polegar se junta a minha língua. Eu trabalho dentro e fora dela ao mesmo tempo. Em segundos, suas paredes começam a apertar. Sabendo o que ela precisa, eu movo meus lábios de volta para seu clitóris e deslizo meus dentes sobre a carne sensível. —Foda-se,— ela geme fora, quando a sua buceta aperta e pulsa em torno de meu polegar. 13

Estabelecimento no qual é ministrado o ensino médio e/ou profissionalizante.


O mais rápido possível, eu volto para cima do seu corpo e vejo a luxúria em seus profundos olhos castanhos. Dando á sua buceta um tapinha gentil, eu coloco um beijo em seus lábios então me estico para agarrar um preservativo das minhas calças. Usando meus dentes para abri-lo, eu atiro um sorriso arrogante. —Você gostou disso, Little Red?— O olhar de prazer que ela usa desaparece, e seus olhos se enchem de lágrimas. —Mais do que você pode imaginar— . —Que merda?— Eu pergunto não querendo me mover um centímetro. —O que está errado?— Suas mãos envolvem meu bíceps, puxando-me de volta para ela. —Nada está errado. Tudo está fodidamente perfeito—. Eu posso ouvir a dor em sua voz, mas eu também posso ouvir o fim para ela. O que quer que esteja acontecendo com ela, ela não quer falar sobre isso. —Eu só quero que você se sinta bem—. —Nunca me senti melhor—, diz ela, colocando um beijo em meu queixo enquanto sua mão serpenteia entre nossos corpos. Assim que o seu pequeno punho circula o meu pau, alguém começa a bater na porta. Um segundo depois, a voz de Smoke se infiltra no quarto. —Brew, levante seu traseiro. Boz precisa de você—. A ira me enche quando eu grito: —Me dê um fodido minuto—.


Espero que seus passos desapareçam antes de colocar meus lábios de volta em Addy e sussurrar, —desculpe Red—. Ela sorri, mas não alcança seus olhos coloridos. Ela passa uma mão sobre o meu cabelo e responde: —Vá cuidar dos negócios—.


o Capítulo 10

O som de botas batendo no chão com pressa prende a minha atenção. Eu coloco o livro que Brew me deu em cima da cama e deslizo para fora dela, fazendo o meu caminho em direção ao som. Abrindo a porta apenas uma polegada, eu assisto enquanto os irmãos correm em ambas as direções. Boz atravessa com um sangrento Grim em seus braços e Trix seguindo atrás dele. O rosto da minha melhor amiga está treinado nas costas de Boz, não me dando uma visão clara. Ainda assim, posso ver o sangue espalhado por toda a sua roupa. —O que diabos aconteceu?— Eu grito para eles, empurrando a porta aberta e saindo para o corredor lotado. Brew corre para mim, um olhar devastado em seu rosto, empurrando-me para trás. —Coloque seu traseiro no quarto e tranque a porta—. —O que está errado? O que aconteceu com Grim? Ele está sangrando—, eu falo, dizendo algo que ele obviamente já sabia.


Brew pisca antes de tomar uma respiração profunda. — Sim, ele está machucado, mas eu não sei o quão mal ainda. Voltarei e avisarei quando souber—. Pego sua mão, não querendo que ele me deixe sozinha. — Deixe-me ir com você, por favor. Eu prometo não ficar no caminho—. —Red, há um monte de merda indo abaixo agora—, ele diz, claramente querendo que eu mantenha minha bunda, atrás de uma porta trancada. Eu não sei o que está acontecendo, mas eu sei que é ruim. A julgar pelo olhar no rosto de Boz quando ele passou, e o olhar de Brew agora, é realmente malditamente ruim. A última coisa que quero fazer é ficar presa em um quarto, apenas esperando que esse mal venha até mim. Aperto delicadamente a sua mão, estendo a mão e passo sobre suas mechas castanhas. —Estou com medo agora, Brew. Eu sei que se estiver com você, nada pode acontecer comigo. Por favor, deixe-me ficar com você—. Ele toma outra respiração profunda e diz, —fique na minha bunda, Addy. Não mova uma puta polegada de mim. Você entendeu?— Balançando a cabeça, concordo. —Eu prometo—. Ele me leva pelo corredor, pela sala comum e pela cozinha. À medida que nos aproximamos, posso ouvir Boz e Trix falando, mas não consigo entender exatamente o que estão dizendo. Eu posso ouvir a dor e o medo em sua voz, fazendo com que meus pés se movam mais rápido. Enviando uma oração rápida para a minha amiga, eu olho ao redor de Brew quando nós entramos na cozinha.


O grito de Boz enche o ar, enviando uma onda de urgência junto com ele. —Chame Doc! Coloque seu traseiro aqui agora mesmo—. —Já está feito, irmão. Eu pensei que você iria querer que ele olhasse Trix, então eu fiz a chamada assim que entrei.— Responde Brew, segurando a porta da cozinha. Nesse momento, vejo o corpo sangrento de Grim deitado na mesa da cozinha. Seu sangue está pingando para o chão enquanto ele puxa respirações difíceis. Lágrimas enchem meus olhos enquanto olho para Trix. Ela tem sangue escorrendo de seus lábios e uma enorme mancha em seu rosto. Um suspiro escapa dos meus lábios enquanto eu sussurro, —Oh meu Deus—. —Chame-o de volta e diga a ele para chegar aqui fodidamente agora—, Boz ordena, enquanto Trix e eu olhamos uma para a outra. Ela diz as palavras, eu estou bem, antes que os braços de Brew me parem. —Oh, porra. Vou tê-lo aqui em cinco,— Brew diz a Boz, pouco antes de me tirar da cozinha e voltar pelo corredor. Assim que entramos no meu quarto, ele tem o telefone em sua mão. Um segundo mais tarde, ele está dando ordens a alguém que eu só posso supor que é o médico que Boz estava pedindo. —Você tem cinco minutos para chegar com a sua bunda aqui, ou você vai responder para mim—. Quando seu telefone está de volta no bolso, ele vira os olhos para mim. —Eu preciso que você fique aqui por


mim. Eu sei que você está com medo, Red, mas eu preciso que você faça isso por mim—. —Você pode pelo menos me dizer o que aconteceu?— Eu pergunto, colocando minha mão em seus braços. —Quem machucou Trix e Grim?— Ele fecha os olhos por um segundo antes de finalmente responder à minha pergunta. —Crank voltou, mas agora acabou então não há nada para você se preocupar—. Eu posso dizer que ele está mentindo, ou pelo menos apenas me dando metade da verdade, mas eu não o pressiono. Em vez disso, eu me ergo em meus pés e coloco um beijo em sua boca. É gentil, apenas um leve toque dos meus lábios contra os dele. Ainda assim, é tudo o que tenho para lhe dar agora. —Por favor, tenha cuidado—, digo a ele antes de me afastar. —Eu não poderia lidar com isso, se algo acontecer com você, também—. Ele olha para mim um segundo, sem se incomodar em responder, antes de sair do meu quarto. Ele me dá um dos seus acenos com o queixo e ordena, —Trave a porra da porta—. Um segundo depois, ele se foi, e eu bloqueio a porta como foi recomendado. Então, coloco minhas costas contra a porta e escorrego até o chão. Assim que minha bunda bate no concreto frio, eu deixo as lágrimas caírem. Não acredito nessa merda. O que mais vai acontecer enquanto estamos presas aqui? Parece que se não é uma coisa, é outra. Não me interpretem mal. Não foi tudo ruim. Há momentos em que eu realmente gostei. Agora, porém, está começando a parecer que o mal está superando o bem.


Pensei que Crank nunca voltaria, e espero que eles tenham matado a sua bunda dessa vez. Nunca pensei que diria isso sobre outro ser humano, nem mesmo Blake. Mas, Trix teve o bastante para tratar, desse homem. Ela com certeza não precisa de mais. Eu odeio estar presa nesta sala quando Trix está ferida. Não há nada que eu possa fazer além de consolá-la, de qualquer maneira. Às vezes, porém, isso é suficiente. Eu sei que ela tem Boz com ela, então ela vai ficar bem. Ele vai fazer o seu melhor para ajudá-la através deste momento, e ela vai fazer o mesmo por ele. O desejo de correr para fora e verificar todos me bate, mas eu me seguro. Brew estará de volta para mim, então eu só tenho que esperar. Ele não mentiu para mim ainda, e eu não acho que hoje é o dia que ele vai começar. Pensar sobre ele me fez questionar sobre o que está acontecendo em meu coração. Eu me importo com ele, muito mais do que deveria. Isto é muito mais do que eu tenho que pensar inferno. Eu neste momento deveria estar chegando em casa e cuidando da minha irmã, não aqui do lado do homem com quem eu poderia passar o resto da minha vida. Fico aqui sentada chorando por mais alguns minutos, antes de me levantar e entrar no banheiro para lavar o rosto. Talvez a água fria pare as lágrimas que fluem. No momento em que eu coloco a toalha fria contra o meu rosto, ouço a porta se abrir. Estou muito assustada para sair do banheiro para ver quem é. Parece que foi uma eternidade desde que Brew saiu, e poderia ser qualquer pessoa entrando.


Eu atiro a toalha na pia e estou prestes a espreitar para fora da porta do banheiro, quando Brew vem correndo ao virar da esquina. Ele olha nos meus olhos um segundo antes de me embrulhar em seus braços. Ele está me segurando tão apertado que é difícil para eu respirar. —Brew, não tão apertado,— eu murmuro surpresa que ele possa realmente entender as palavras que mal estavam saindo da minha boca. Seus braços se soltam um pouco antes de dizer: —Sinto muito, Red. Quando entrei e não a vi, me assustou muito—. —Está tudo bem, eu simplesmente não podia respirar,— eu digo, dando-lhe uma pequena risada. Ele coloca um beijo em minha cabeça e diz: —Bem, eu não queria que isso acontecesse. É o meu objetivo de vida mantê-la respirando o máximo de tempo possível—. —Você não precisava se preocupar. Fechei a porta e fiquei no meu quarto.— Eu lhe digo enquanto me inclino para trás e olho em seus olhos. —Trix está bem? Como está Grim?— Eu posso dizer pelo olhar em seu rosto que eu não vou gostar do que ele tem a dizer. Um segundo depois, descubro como estou certa. —Trix vai ficar bem. Ela tem alguns arranhões e contusões, mas ela está bem.— Ele para e olha para mim um momento antes de continuar. —No entanto, não posso dizer o mesmo sobre Grim. Eu odeio ter que lhe dizer, mas Boz saiu para enterrar seu cão—. —O quê?— Eu suspiro enquanto as lágrimas enchem meus olhos.


—Doc fez tudo para salvá-lo. Não havia nada que alguém pudesse fazer—, diz ele, passando a mão sobre o meu cabelo. —O que aconteceu? O que aconteceu com eles?— Eu pergunto, chegando à histeria. —Quem os feriu, Brew? Quem diabos faria isso?— —Eu não posso te dizer isso, Little Red—, ele responde, lamentando com os seus olhos castanhos. Sabendo que ele tem razão, deito minha cabeça contra o seu peito e deixo minha angústia sair. O homem por quem eu estou apaixonada me prende e esfrega minhas costas até que eu não tenha mais lágrimas para derramar.


o Capítulo 11

Eu ouço Stone pedir ao Pres para acabar com ele, então assisto quando Boz levanta a pistola para a têmpora de um homem que eu um dia estive orgulhoso de chamar de irmão. Um segundo depois, ele puxa o gatilho e a vida de Stone acaba. Suas mentiras, traições e trapaças chegam ao fim. Um estremecimento de repulsa corre através do meu corpo enquanto olho a piscina de sangue do Stone sob seus pés. O arrependimento me enche, mas não me arrependo pelo fodido morto que está sangrando, a vida dele está acabada. Não, meu arrependimento é por não descobrir essa merda mais cedo e fazer algo para acabar com ele, antes que ele causasse uma tempestade de merda no meu clube. Boz inclina a cabeça, passando a mão sobre o cabelo. Posso dizer que ele está sofrendo. Eu sei que ele está sentindo essa merda todo o caminho até sua alma. Como presidente, é seu trabalho saber tudo sobre todos que tem algo a ver com o clube. Ele deve estar pensando que isso é culpa dele, mas não é. A responsabilidade é partilhada entre todos nós. Todos nós devíamos saber.


—Desculpe irmãos—, digo a Boz e Smoke, enquanto passo pelo corpo e caminho até a prateleira na parede para pegar um rolo de plástico pesado. —Eu deveria ter visto essa merda vindo há muito tempo atrás, deveria ter sabido que era o seu traseiro atrás disto tudo. Em vez disso, eu nem sequer tive uma ideia do que estava acontecendo ao meu redor—. —Como diabos você teria sabido, quando Boz e eu não vimos essa merda também?— Smoke pergunta, enquanto agarra a mangueira da parede e puxa-a para limpar o sangue. —Eu conhecia esse filho da puta louco toda a minha vida. Inferno, ele provavelmente me colocou nos joelhos quando eu ainda usava fraldas, e eu nunca vi nada além de lealdade nele—. Smoke está certo sobre isso. O homem que acabou de morrer parecia sempre um irmão sólido. Inferno, ele era até um oficial quando o pai de Boz segurava o martelo. Ele era alguém de quem todos nós podíamos depender para resolver nossas merdas. Nem uma vez, nem num maldito tempo eu questionei a sua lealdade aos Grim Bastards. Nem mesmo quando seu próprio filho virou traidor contra o clube, eu nunca pensei que Stone pudesse estar metido nesta merda. —Com a merda com Crank, eu deveria ter sabido,— eu murmuro, quando eu rolo para fora o plástico. —Inferno, alguém tinha que ter feito de Crank o pedaço de merda que ele era. Ninguém nasce com aquele maldito mal. Essa merda tem que ser criada neles—. Eu sabia que Crank era uma merda estúpida, para ninguém além de si mesmo. Eu devia ter sabido que não havia nenhuma maneira que ele pudesse pensar num plano como este para derrubar o clube por si mesmo,


então eu deveria ter sabido que alguém estava atrás dele fugindo de toda a merda. Ainda assim, eu nunca poderia ter adivinhado que era Stone, jogando os mestres como fantoches. Foi, porém, e isso é algo que todos nós teremos que aprender a conviver. Mesmo depois que ele for enterrado, vai demorar um bom tempo para qualquer um aceitar essa verdade. Para os irmãos que não ouviram dos próprios lábios de Stone, isso vai ser ainda mais difícil. Tomando uma respiração profunda, eu olho para o meu presidente e amigo e ofereço a única coisa que eu mantenho acima de todos os outros. —Como sargento de armas, é meu trabalho cuidar de suas costas. Eu fodidamente falhei. Se você quiser meu patch, eu vou entender—. —Foda-se, irmão—, Boz rosna, apontando um dedo em meu rosto. —Se eu ouvir essa merda sair de sua boca novamente, vou fazer mais do que pegar o seu patch—. Em seguida, dirige-se para o corpo de Stone e ordena: — Limpe essa merda e tire seu maldito traseiro do meu clube. Enterre-o na parte de trás, á direita ao longo da linha das árvores. Ele não terá um fodido indicador, nada nos lembrando dele. Basta colocá-lo no chão—. Com essas palavras, Pres sai do quarto e sobe as escadas. Espero até que seus passos desapareçam, antes de soltar as correntes nos braços de Stone e puxá-lo para o plástico. Uma vez feito, eu rolo em torno dele, em seguida, empurro o seu corpo para o canto e pego a água sanitária. Smoke caminha até a torneira que temos no canto do porão, e quando ele liga a água, ele diz: —Nós vamos ter que ir ver a old ladie de Stone. Eu sei que ele disse para


não lhe dizer nada, e eu concordo com isso. Ainda assim, precisamos descobrir se ela sabe de alguma coisa. Ele pode ter morrido com segredos que assombrariam o clube durante anos—. —Você está certo. Temos que descobrir o que ela sabe.— Concordo com a cabeça. Eu espero como o inferno que falar com ela acabe com as coisas mais limpas do que foi falar com Stone. Vou fazer o que tenho que fazer pelo meu clube, pela irmandade. Inferno, eu faria qualquer coisa que Boz ou Smoke me pedissem para fazer. Ainda assim, vai ser duro como o inferno torturar uma mulher. Apenas assustar a merda fora da Cherry, tinha sido quase demais para mim. —Você já a conheceu?— Eu questiono, me perguntando que tipo de mulher poderia possivelmente dar à luz um monstro como Crank. —Vi-a uma vez, quando ele a trouxe pela primeira vez,— ele diz com um olhar de nojo em seu rosto. —Ela era tão malditamente jovem, apenas olhar para ela não parecia ser de acordo com a lei. Ela não parecia tão feliz de estar ao seu lado, e acho que ela estava com medo de Crank—. —O quê?— Eu pergunto, tentando dar sentido às suas palavras. —Pensei que Stone fosse casado com a mãe de Crank. Inferno, ele falava sobre ela o tempo todo—. —Nah, ela correu cerca de sete anos atrás. Ele nunca conseguiu superá-la deixando-o com uma criança. Acho que às vezes ele gostava de fingir que ela ainda estava em casa esperando por ele. A nova mulher apareceu alguns meses mais tarde.— Seus olhos cortam para mim quando ele acrescenta: —Você não estava por aqui quando isso aconteceu. Acho que você estava preso—.


—Sim, eu estava—, respondo, encolhendo os ombros. — Acho que vamos descobrir o que ela sabe quando falarmos com ela. Pode ter sido uma razão para ela não parecer tão feliz com Stone—. —Quer ir atrás disso depois de limparmos?— Ele pergunta, passando a mão pela barba. Balançando a cabeça, murmuro: —Não, cara. Amanhã ou até mesmo este fim de semana é logo o suficiente para questioná-la—. Ele acena com a cabeça e acrescenta: —Falaremos disso amanhã.—. —Vamos começar a limpar esta merda, logo. Quero tomar um banho de merda, limpar o fedor do filho da puta do meu corpo, e depois subir na cama com a minha mulher—, digo, sem pensar nas palavras que saem da minha boca. Os olhos de Smoke se lançam para mim, e um sorriso se espalha pelo seu rosto. —Sua mulher, hein? Você está reivindicando Red?— Todos os pensamentos de sangue e retribuição desaparecem quando a minha mente se enche com Addy. —Eu gostaria, mas eu estou pensando que ela não vai deixar isso acontecer—. Tanto quanto eu quero torná-la minha, pelo menos tentar fazer essa merda acontecer, sei que não é possível. Ela tem algo pesando em suas costas, mas eu não tenho certeza do que é. Pode ser o clube, sua família, ou até mesmo a escola. Inferno poderia mesmo ser outro homem. Com o tempo, eu provavelmente poderia descobrir o que é, e trabalhar em torno dele.


Agora, porém, sabemos a verdade sobre o clube de Hoss, e as meninas vão ser livres em breve. Estou apostando que Trix ficará com Boz. Para mim, porém, meu tempo acabou. —Aquela mulher quer você, irmão. Você teria que ser cego para não ver isso.— Smoke diz, enquanto ele começa a pulverizar o chão. —Se eu tivesse uma chance com algo tão doce, eu estaria agarrando com ambas as mãos e nunca deixaria ir—. Suas palavras ricochetearam pelo meu cérebro, fazendome querer o que eu não posso ter ainda mais. É preciso cada pouco de força de vontade que eu ainda tenho, para não fazer o que ele diz e esquecer todas as minhas responsabilidades. Em vez disso, eu abro a água sanitária e começo a limpeza. —Eu não posso fazer isso, Smoke. Ela precisa viver uma vida sem toda essa merda nela—, respondo, esperando que ele entenda o que quero dizer. —Você já pensou que essa merda pode valer a pena, se você tiver alguém para ir para casa no final da noite, alguém que se importe se você veio para casa ou não?— Ele acena com a cabeça para o sangue e olha para o corpo de Stone. —Claro—, respondo, jogando a água sanitária no chão. — É tudo que eu penso desde que eu agarrei sua bunda naquele estacionamento—. —Bem, irmão.— Seus olhos cortam para mim, quando um sorriso se espalha em seus lábios. —Você já pensou que ela poderia sentir o mesmo?— Não, eu tenho a certeza do inferno, que não. Agora, é tudo o que eu vou ser capaz de pensar.


o Capítulo 12

Sentada à mesa de piquenique, eu olho ao redor do quintal para todos se divertindo. Este é meu último dia no Grim Bastards MC, meu último dia de liberdade. Amanhã, vou para casa. Volto para a escola, de volta à desaprovação dos meus pais, de volta às lágrimas da minha irmã. Amanhã, volto a ser prisioneira do meu cunhado. Quem teria pensado que ser sequestrada me permitiria ser livre. Pela primeira vez na minha vida eu fui capaz de comer o que eu quero sem me preocupar com a minha mãe fazer um comentário sobre a minha bunda gorda. Eu era capaz de ir dormir sem me preocupar em saber se a minha irmã precisava de mim. Consegui sair da cama de manhã sem temer uma mensagem de Blake. Em vez disso, eu vivi livre e selvagem. Festejei, bebi, comi. Inferno, eu mesmo fumei maconha pela primeira vez. Tenho rido até chorar, dormi pela metade do dia, até passei o dia inteiro descansando na cama um tempo ou dois. Todas as coisas que eu nunca tinha feito antes. Ninguém xingou, reclamou, ou agiu como se fosse fora do comum. Inferno, eles me deixaram fazer o que eu queria,


além de estar fora do meu quarto sem Brew, mas eu estava bem com isso. Ele não era uma má companhia. Ele realmente me faz sentir viva. Depois do primeiro dia, depois que percebi que esses caras não iam me machucar, eu tinha uma porra de uma sorte. Amanhã tudo mudaria. —Você precisa comer, Red—, diz Brew, tirando-me de meus pensamentos tristes. Eu colo um sorriso e respondo: —Eu vou conseguir alguma coisa em poucos minutos—. Colocando um prato na minha frente, ele se senta ao meu lado na mesa de piquenique. —Bem, agora você não precisa se levantar.— Olho para o prato de papel, empilhado com comida. — Você espera que eu coma tudo isso?— Seus olhos castanhos se iluminam quando ele sorri para mim. —Se não, eu vou ter que ajudar—. Com essas palavras, ele pega um pedaço de frango do meu prato e dá uma mordida. Um sorriso se forma em meu rosto, e ele sorri em torno do frango, em seguida, toma outra mordida. Aproveito a oportunidade para olhar para Brew, realmente olhar para o seu rosto. Não é como se eu não tivesse olhado para ele antes, olhei muitas vezes na verdade. Desta vez, porém, eu quero queimá-lo na minha memória, então eu nunca mais vou esquecê-lo. Seu cabelo é a primeira coisa que agarra minha atenção. Parece tão suave. É difícil manter minhas mãos longe dele, e eu sei de primeira mão que é tão suave quanto parece. Durante os beijos que compartilhamos, eu não


consegui me impedir de agarrar um punhado. Mais de uma vez, eu tive que refrear a vontade de estender a mão e passar por entre os seus fios. Seus olhos castanhos eram rodeados por um verde sólido. Houve um momento, que eu os vi virar castanhos escuros, quando ele estava com raiva. Felizmente, eles nunca foram dirigidos a mim até momento. Quando vi Brew pela primeira vez, ele me assustou. Ter um homem de mais de 1,80m correndo em sua direção, usando um colete de couro, assustava a merda de alguém. Agora, eu só me sinto segura quando estou ao seu lado. Fiquei pensando no fato de eu partir amanhã. Não há nada que eu possa fazer para mudar o fato de que esta noite é a ultima para mim e Brew. Eu poderia muito bem aproveitar esta noite que eu tenho aqui e aproveitar o tempo que tenho com ele. Eu olho de volta para Brew e digo: —Eu acho que se nós vamos fazer essa festa acontecer, precisamos de tequila— . Brew acena com a cabeça, ri, e diz, —Tudo bem, Red, vamos pegar um pouco de tequila—. Fazemos uma rápida viagem de volta para o clube, agarrando sal e fatias de limão fora da cozinha, antes de ir para o bar e agarrar uma garrafa de José*. Nós voltamos para fora, e eu olho ao redor à procura de Trix. Não é divertido beber em uma festa sem a minha melhor amiga. Eu a vejo parada ao lado conversando com a mãe de Boz, Letty. Eu odeio ter que as interromper, mas eu estou pronta para uma bebida. —Oi, Letty—, eu digo depois que nós fazemos o nosso caminho para ela e Trix.


Ela me diz oi, antes de nos acenar e sair. Dirijo Trix para o grill onde Boz está então podemos ver se ele está pronto para parar de cozinhar e beber com a gente. Assim que nós caminhamos até ele, ele envolve seus braços em torno de Trix e pergunta: —Você está se divertindo, querida?— —Ainda não—, respondo, levantando a garrafa de José. Eu então aceno com a cabeça para Brew e digo, —Ele tem limão e sal—. —Shots—, Trix diz, soando tão animada quanto eu estou sobre isso. —Você se junta a nós?— Ele olha para a grelha e balança a cabeça. —Dê-me alguns minutos, e eu estarei lá—. Brew levanta o queixo para Boz, antes de levar Trix e eu para as mesas de piquenique. Ele encontra uma vazia, em seguida, toma um assento, puxando-me para baixo ao lado dele. Assim que Trix se senta em frente a nós, eu abro a garrafa de tequila fazendo a festa começar. —Estou pronta para me divertir um pouco—, eu digo com um sorriso se espalhando pelo meu rosto. Tomo uma bebida e empurro a garrafa para Trix. Enquanto ela toma seu shot, eu pego um dos limões e chupo o suco azedo na minha boca. Pegando o sal, eu me preparo para o meu próximo shot. Trix engole o líquido ardente. —Essa merda é boa—. —É claro—, respondo, tirando o sal da minha boca. Brew ri das nossas brincadeiras antes de escovar suas ondas de luz marrom fora de seu rosto e tomar seu primeiro shot. Então, ele me puxa para ele e lambe o


suco de limão dos meus lábios. Sua língua desliza passando pelos meus lábios, me dando um gosto dele misturado com tequila. A mistura faz com que minha buceta se aperte em antecipação. Puxando para trás, ele sorri. —Agora, isso é muito bom— . Um rubor cobre minhas bochechas enquanto eu degusto o sabor na minha língua. Eu não posso manter o sorriso fora de meu rosto enquanto eu empurro os meus olhos para Trix. Levanto uma sobrancelha para ela, meu sorriso crescendo incrivelmente mais largo. Ela solta uma gargalhada antes de pegar a tequila de Brew e tomar outro shot. Quando eu vou tomar o meu próximo shot, o som de motos puxando para o quintal atinge meus ouvidos. Todos nós olhamos em sua direção e vemos que Satanás Revenge está aqui. Posso dizer que, nunca estive mais feliz do que estou neste exato momento. Não passa muito tempo antes que o som de I Love Rock 'N Roll de Joan Jett e The Blackhearts atinge meus ouvidos. Um sorriso se espalha pelo meu rosto enquanto eu salto e busco no quintal pela a minha melhor amiga. Um segundo depois ela corre em minha direção. Assim que ela para a centímetros de mim, eu grito a primeira linha de letras. Ela se junta a mim, de braços dados, nós cantamos nossa música favorita juntas, a canção que sua mãe costumava cantar enquanto flutuava pelo clube. Assim que o último acorde é feito, nós duas rimos e nos juntamos a Brew na mesa de piquenique. Eu alcanço a garrafa de Tequila e derramo mais um shot. Trix me


segue de perto, fazendo a mesma coisa. Mais um shot, e minha mente se enche de pensamentos de Brew e sua língua em meus lábios. Eu sei que hoje é o último dia que vou estar com ele, e eu tenho que arriscar. Sabendo que é agora ou nunca, eu engulo a bebida e me viro para ele. Sem esperar por sua aprovação, aplico meus lábios nos dele. Sua boca se abre, permitindo que minha língua escorregue para dentro. O sabor dele envia um arrepio até os meus mamilos. Quando sua mão agarra a parte traseira de minha cabeça e aprofunda o beijo, uma onda de puro prazer corre através de meu corpo. Quando ele finalmente puxa para trás, eu estou ofegando por ar. Leva apenas um segundo para perceber que eu só cometi o maior erro da minha vida. Eu sabia melhor. Demorou muito para superar o primeiro beijo que compartilhamos. Desta vez, será ainda pior. Na verdade, eu tenho a sensação de que vou passar o resto da minha vida o recriando. A dor atinge meu peito quando olho em seus belos olhos cor de avelã. Posso dizer que ele quer mais, e que mais inclui coisas que acontecem dentro e fora da cama. Eu desejo porra, desejo muito poder dar isso a ele. Mas isso não vai acontecer. Ele merece alguém melhor do que eu. Ele merece alguém que é limpo, alguém que não é imundo todo o caminho até seu núcleo. Não querendo pensar no negativo, hoje não, salto do meu assento e corro em volta da mesa. Puxo Trix para cima. Passamos os próximos minutos rindo e cantando junto com AC / DC. Assim quando tocam os últimos acordes de Back in Black, Boz caminha até nós e puxa Trix para longe.


Eu sorrio quando a minha melhor amiga cai nos braços do seu homem. Ver como ele a faz feliz envolve uma onda de desejo por mim. Eu quero aquilo. Eu quero isso com Brew. Olhando para o homem que eu quero reivindicar como meu, eu tento proteger meus pensamentos. —Você vai levantar sua bunda e dançar comigo—. —Acho que posso fazer isso.— Ele levanta o queixo antes de engolir uma dose de tequila. Ele se levanta e vem até mim, envolvendo seus braços ao meu redor, assim que Pacient do Guns N’ Roses enche o ar. Ele me puxa em seu peito, balançando-me de um lado para o outro. —Você acha que ele vai levá-la para casa?— Eu pergunto, esperando como o inferno que ele não faça isso. —Ele vai tentar, mas Boz não vai deixá-lo fazer isso—, Brew responde, tomando outro drinque. Olho para minha melhor amiga enquanto ela fala com seu pai. Alguém poderia dizer, olhando para os dois que a conversa não está indo bem. Por uma fração de segundos, começo a me preocupar. Quando minha amiga olha para Boz e sorri, eu solto um suspiro aliviado. —Estar aqui a faz feliz. É onde ela pertence—, digo. Brew agarra meu queixo e me faz olhar para ele. —O que te faz feliz, Red14?— —Eu não sei como responder a isso—, eu respondo enquanto ele nos balança. Colocando a minha cabeça contra seu peito, ele se inclina o suficiente para colocar

14

Red significa vermelho. Ele a chama assim se referindo ao seu tom de cabelo.


seu queixo no topo da minha cabeça e assobia junto com Axl Rose. Incapaz de impedir que as palavras escorreguem dos meus lábios, eu lhe digo o que está em minha mente. — Eu vou sentir sua falta, Brew—. Ele dá um passo para trás e empurra uma onda marrom dourada perdida de seus olhos. —Deixe-me dar-lhe uma razão para voltar.—


o Capítulo 13

Não quero esperar mais um minuto, pego a mão de Addy e a puxo para o clube. —Vamos, Little Red—. —Onde você está me levando?— Ela pergunta, puxando minha mão. Atiro-lhe um rápido sorriso enquanto abro a porta do clube. —Nós vamos para o meu quarto, e eu vou fazer o que eu venho querendo fazer desde que eu vi você andando pelo estacionamento do shopping—. Não há mais nada para explicar. Ela sabe que essa merda estava chegando. Inferno! É onde nós estamos indo desde o dia que eu a raptei. No minuto em que eu a toquei, eu soube que ela iria acabar na minha cama. Estou surpreso que não tenha acontecido antes. Meu orgulho lutou contra essa merda, tentou deixá-la ir para alguém melhor do que eu. Bem, minha mente mudou no momento em que ela tomou a iniciativa de me beijar. —Eu não acho que isso seja uma boa ideia—, ela diz, tentando tirar a mão dela da minha.


Meu passo não vacila enquanto eu continuo a levá-la através da sala comum. —Eu acho que é uma grande ideia—. —Espere um minuto, por favor.— Ela olha para mim com os olhos cheios de tristeza. —Não tenho certeza disso, Brew—. —Você sabe para onde estávamos conduzindo, todo esse tempo—, digo a ela, algo que eu tenho certeza que ela já está ciente. —Inferno, minha boca já esteve entre suas pernas, então eu estou pensando que isso não é tão grande como este salto—. Um sorriso lento, mas sensual se espalha pelo seu rosto, e ela deixa de lutar contra mim. —Eu acho que você tem razão sobre isso—. Não falamos mais nenhuma palavra enquanto nós fazemos o nosso caminho através da multidão pelo corredor. Quando finalmente chegarmos ao meu quarto, eu abro a porta e passo para dentro, em seguida, puxo-a contra o meu peito. Depois de correr minhas mãos através de seu cabelo castanho-avermelhado, eu colo meus lábios nos dela e chuto a porta fechada. Meus lábios devoram os dela, provocando um ofego dela. Assim que seus lábios se abrem, minha língua escorrega para dentro. Seu sabor combinado com o sabor da tequila me assalta fazendo meu pau endurecer como aço. Meus lábios deixam os dela e seguem seu queixo até o ouvido, e sussurram: —Eu não posso esperar para estar dentro de você—. Ela puxa para trás, procurando meu rosto com os olhos. —Eu quero você também—.


—Bom—, eu digo simplesmente, pronto para ter outro gosto dela. Meus lábios voltam para os dela, mas ela puxa para trás e balança a cabeça. —Você precisa saber algo antes de fazer isso—. Algo sobre suas palavras faz com que meu coração aumente a velocidade. —O que eu preciso saber?— —Eu quero você, Brew, mas você precisa entender que será apenas esta noite para nós—, ela diz, me olhando diretamente nos olhos. —Eu não posso te dar mais—. Minha sobrancelha puxa quando eu pergunto: —O que você quer dizer?—. Ela toma meu rosto com lágrimas nos olhos. —Eu só posso te dar isso, agora mesmo. Depois desta noite, eu tenho que ir para casa, de volta à minha vida real—. Algo em mim se encaixa, fazendo-me falar sem pensar. — Então, o pau de um motoqueiro é aprovado para uma noite, mas não é bom o suficiente para nada mais?— Porra, eu soo como uma maldita buceta. Nunca pedi nada, mas é isso que estou fazendo agora. Sem as palavras, eu estou implorando a ela para me dar mais do que apenas uma foda rápida. Eu me tornei as putas do clube que imploram para serem reivindicadas como old ladies. Em vez disso, eu estou querendo implorar para ela ficar e ser minha. Bem, isso tem que acabar agora. Addy se vira me dando as costas. —Não é isso. Eu não sou boa o suficiente para você, Brew. Você merece mais do que eu—. —Merda,— eu resmungo, dando um passo para longe. Conheço um fora quando é verbalizado. Contudo, isso


nunca aconteceu comigo antes, mas eu os dei muitas vezes. —Você não entende,— ela diz com um soluço quebrado. —Eu só não posso te prometer mais do que esta noite juntos—. Mais uma vez, minha raiva ferve quando eu tiro o meu patch. —Se você quer foder, vamos foder—. Jogando meu patch na cama, eu a puxo para meus braços e agarro a parte de trás da cabeça dela. Meus lábios encontram os dela, e eu a obrigo a me permitir entrar. Devorando sua boca, eu a passo para trás e a empurro para a cama. Desço sobre ela, meus lábios vão diretamente para seu pescoço. —Eu vou te dar o que você quer—, eu sussurro, puxando para afastar sua camisa sobre sua cabeça. —Eu vou te mostrar o que significa ser fodida por um motociclista—. Ela não está usando um sutiã, então suas belas mamas estão nuas para mim. Meus lábios circulam um mamilo o aproximando para chupá-lo com a minha boca. Corro a mão pela parte interna da coxa, apertando o botão do shorts. Assim que ele se desfaz, eu me sento e puxo-o pelas pernas. Sua calcinha se junta a ele no chão, então minha mão viaja acima da sua coxa até que meus dedos se encontram com o seu calor húmido. Seu calor úmido. Um gemido deixa os lábios de Addy e ela sussurra, — Mais—. Meus lábios voltam para os dela. Em vez de um beijo profundo, o tipo que eu quero dar a ela, não é nada mais do que chocar de línguas e dentes raspando. Eu empurro


dois dedos profundamente dentro de sua vagina, enquanto eu continuo a assaltar sua boca. Meus dedos batem nela, enquanto meu polegar trabalha seu clitóris. Sentindo-a umedecer ainda mais, eu tenho que lutar contra o desejo de prová-la, mas eu não posso fazer isso. —Você quer minha boca em você, Red?— —Sim,— ela geme, levantando seus quadris no tempo com meus dedos. Quero ser cruel, machucá-la do jeito que ela me machucou, eu deixo minha raiva sair. —Você quer ser fodida como uma prostituta, eu nunca teria minha boca perto da vagina de uma prostituta—. Sua respiração vacila em meus ouvidos, mas eu a ignoro. Em vez disso, eu alcanço meu bolso traseiro e retiro minha carteira. Alguns segundos mais tarde, meus jeans estão desfeitos e eu estou rolando um preservativo sobre meu pênis dolorido. Levanto-me, e puxo seu traseiro até a borda da cama. Levantando as pernas, eu entro nela. O poder de meus impulsos faz com que seu corpo inteiro trema. Olhando para ela, fico surpreso com sua beleza. Ela é tão perfeita, tudo o que eu sempre quis na minha vida. Porra! Eu a tenho, a tenho onde eu quero, e eu estou fodendo ela como uma prostituta. Sabendo que não posso fazer isto eu começo a me afastar. Sua mão serpenteia e pega meu braço. —Por favor, não pare—. Meu corpo cobre o dela enquanto eu sussurro, —Eu não posso simplesmente te foder, Addy. Você significa muito para mim—. Antes que ela possa responder, eu pego um de seus mamilos na minha boca. O sugando com profundidade e suavemente, eu passo minha língua sobre ele antes de


me mover para o outro, dando-lhe a mesma atenção. Todo o tempo, eu me movo dentro e fora dela lentamente. Indo tão profundo quanto possível, sua vagina abraça meu comprimento, enviando ondas de prazer através de meu corpo. Seus gemidos ficam mais altos quando ela começa a apertar em torno de mim. Eu posso dizer que ela está na borda, e eu quero ir sobre ele com ela. Acelerando, eu empurro para dentro e para fora o mais rapidamente possível. O som da nossa pele batendo juntas enche o quarto, e nossos perfumes combinados batem meu nariz. —Sim, Brew, assim. Por favor, mais—, ela sussurra, antes de morder o lábio inferior e fechar os olhos. Serpenteio minha mão entre nossos corpos, meu polegar encontra seu clitóris. Eu esfrego círculos pequenos sobre ele, enquanto continuo a deslizar em sua profundidade. Seus quadris estão se movendo no tempo com o meu, quando ela alcança e agarra meu cabelo. Forçando minha cabeça para baixo, ela me beija profundamente. Seu corpo inteiro está tremendo quando ela se aproxima de se liberar. Movendo minha boca para seu pescoço, eu mordo a pele sensível abaixo da sua orelha. Seus gritos enchem o quarto enquanto a sua buceta se convulsiona em torno do meu pau. A base da minha coluna começa a formigar quando eu enterro as minhas bolas profundamente dentro dela. Meus lábios capturam os dela de novo enquanto eu corro minhas mãos através de seu cabelo vermelho escuro. — Você é incrível—.


Suas mãos se movem para minhas bochechas enquanto ela coloca um beijo gentil em meus lábios. —Então é você. Você é o homem mais maravilhoso que já conheci—. Então, ela se move, me forçando a rolar para fora dela. Sem dizer uma palavra, ela rasteja da cama e agarra suas roupas. Ela puxa sua camisa e calcinha o mais rápido possível. Sem sequer se preocupar em abotoar seus shorts, ela caminha até a porta e a abre. Pouco antes de ela sair, ela se vira e olha para mim com ela aqueles belos olhos castanhos. —Obrigado, Brew. Obrigado por me dar uma linda memória—.


o Capítulo 14

Visitar a minha irmã era a primeira coisa que eu queria fazer assim que saí do clube. Blake, no entanto, tinha outras ideias. Ele me fez esperar dois dias. Passei cada minuto desses dois dias pensando em Brew. Eu ainda sinto falta dele como uma louca, mas é hora de seguir em frente com minha vida. Tenho muitas responsabilidades para me deter no que não posso ter. Quando eu apareci na casa de Alex esta manhã, ela começou a gritar. Quase uma hora depois, ela ainda estava. —Eu não posso acreditar que você seria tão estúpida, Addy—. Minha cabeça está toda desarrumada, e meu coração está quebrando em dois. Entre pensar em Brew e desejar que as coisas fossem diferentes, eu nem sei qual dos caminhos é o certo. Se eu pudesse apenas dizer a ela o que está em minha mente, talvez ela fosse se afastar, mas eu não posso fazer isso. Eu não posso fazer uma maldita coisa, a não ser por um sorriso em meu rosto.


Claro, ela não tem ideia do que realmente aconteceu. Não havia maneira de eu dizer a Alex a verdade. Se ela soubesse que Brew e seus irmãos sequestraram Trix e eu, ela iria enlouquecer completamente. Para não mencionar, que eu dei a Boz minha palavra que eu manteria minha boca fechada. Ainda assim, é difícil como o inferno ver o desapontamento em seus olhos. Eu quero gritar, dizer a ela que eu não escolhi ser sequestrada. Isso não é um argumento válido, no entanto. Considerando que eu faria isso novamente, tudo de novo, se eu pudesse. Eu não levaria de volta um minuto do tempo que passei com Brew, nem um maldito minuto. Eu passaria por toda a dor, medo e raiva por mais um minuto com ele. Embora não haja futuro para nós, eu adoraria fingir novamente. Eu adoraria me sentir normal de novo, e apenas Brew pode me fazer sentir assim. Eu tenho perdido aquele normal em minha vida. Depois dessa breve pausa, agora, tudo que eu voltei a ser, nada mais do que a prostituta do meu cunhado. —Eu não posso acreditar que você me deixou aqui. Você prometeu me ajudar durante esta gravidez, e você saiu correndo sem uma palavra. Você não tem ideia de como as coisas estão ruins com Blake. Sem você, eu não tinha ninguém, nem uma única pessoa para conversar—, ela me diz enquanto suas lágrimas fluem pelo seu rosto. Vê-la assim me rasga, não consigo a ver assim. —Sinto muito, Alex. Eu não pensei sobre como as coisas seriam ruins para você. Foi apenas uma semana, e eu pensei com certeza que você ficaria bem por esse tempo—. Ela levanta a cabeça, enxugando as lágrimas do seu rosto antes de dizer: —Eu não sei por que Blake ficou tão mau.


Assim que ele ouviu que você saiu da cidade, ele se transformou em um monstro—. Meu estômago rola pensando no que ele poderia ter feito com ela enquanto eu estive fora. —Ele te machucou?— Em vez de me responder, ela encolhe os ombros. —Eu não podia esperar para ele sair para o trabalho todos os dias, apenas para que eu pudesse ter uma pausa dos seus acessos de raiva. Ele estava agindo como um menino de dois anos que teve seu brinquedo favorito roubado—. —Sinto muito.— Eu repito minhas desculpas, quando eu faço meu melhor para evitar tremer. Eu sou um brinquedo, o brinquedo de Blake. Ele é dono de mim e vou ser dele, até que Alex finalmente o deixe. Eu sabia desde a primeira vez que eu o conheci que ele iria machucar Alex. Ela deveria ser a minha prioridade, não Brew, um homem que eu não posso ter. Sacudindo a cabeça, tentando me defender dos meus pensamentos, eu sorrio para ela. —Bem, eu estou de volta agora. O bebê estará aqui em breve, e então você pode ter sua cirurgia. Depois disso, você nunca mais terá que se preocupar com sua bunda novamente. Nós estaremos vivendo a boa vida—. Ela sorri para mim. —Você está certa.— —Você será livre para sair. Nós vamos criar o bebê juntas, assim como nós estamos planejando. Blake nem mamãe terão qualquer controle sobre qualquer uma de nós—, digo, sabendo que minhas palavras não são verdadeiras. Agora que minha irmã está carregando o bebê do idiota, ele será sempre uma parte de nossas vidas.


—Você não pode me deixar de novo, Addy. Eu preciso de você—, ela diz, voltando a me castigar. Olhando para minha irmã, eu tremo cada vez que uma lágrima rola por sua bochecha. —Por favor, não chore, Alex. Eu sinto Muito. Não vai acontecer de novo—. —Você acabou de sair. Você não ligou, deixou uma nota ou qualquer coisa—, ela chora enquanto se empurra da cadeira, alisando sua camisa sobre sua barriga pesadamente grávida. —Por que você pensou nisso? Será que você pensou que estava tudo bem em correr para o Alabama com Trix e não nos dizer nada?— Tomando uma respiração profunda, repito minha mentira. —Eu já te disse. Estávamos apenas pensando em ir para o fim de semana. Trix nem pegou seu telefone, e eu deixei o meu cair e quebrou. Meu novo foi entregue ao meu dormitório, e eu não o consegui até eu voltar. Teríamos voltado mais cedo depois do desastre, mas foi tão tranquila a nossa estadia que aproveitamos pra ficar em casa por mais uns dias. Eu sei que não deveria ter feito isso. Eu deveria ter pensado que você estava presa aqui com Blake, mas eu não pensei. Eu sinto muito. Eu vou compensar você, eu prometo—. —Você poderia ter usado um telefone público—, diz ela, estreitando os olhos para mim. Soltei um riso forçado. —Eu não tenho certeza se você está ciente disto, mas telefones públicos são poucos e distantes hoje em dia—. Outra lágrima desliza pelo seu rosto enquanto coloca as mãos nos quadris. —Você poderia ter encontrado um telefone. Não tente puxar essa porcaria para mim—.


Alex ainda não parou de gritar comigo. Ela me chamou de ingrata, egoísta e infantil. Ela até me disse que estava envergonhada de mim, fazendo com que meu coração rompesse em dois. A pior parte foi ela dizendo que Blake era um monstro para ela durante o tempo que eu estive fora. Dou uma respiração profunda e peço desculpas novamente. —Sinto muito, Alex. Só não pensei—. —Você nunca faz—, ela diz em um grito próximo, mostrando seu temperamento. —Você sempre foi assim. Você age primeiro, pensa depois—. Minha irmã já tinha ficado com raiva de mim muitas vezes em minha vida, mas nunca como ela está agora. Sabendo que sua raiva está vindo de uma mistura de hormônios do medo e da gravidez, eu faço o meu melhor para manter o meu próprio temperamento em cheque. Ainda assim, eu não sei se serei capaz de controlar o meu temperamento perante suas acusações. Eu olho em seus olhos, a deixando ver que estou alcançando meu limite. —Eu disse que estou arrependida, mais de uma vez. Não sei o que mais você espera que eu diga. Acabou e acabou, e não há nada que eu possa fazer para mudar o que fiz. O que você quer que eu faça?— Alex retrocede em seu assento, enxugando uma lágrima perdida em seus olhos. —Eu sei Addy. Eu sei que você não quis me assustar. Só não faça isso de novo, por favor—. Ouvindo o cansaço em sua voz, eu colo em um sorriso. — Eu não vou. Eu prometo—.


Ela abre a boca para dizer algo mais, mas ela a fecha quando Blake entra no quarto. Um tremor trabalha por toda a minha coluna, quando ele passa por mim para colocar um beijo no rosto de Alex. Seu arrepio faz com que ele sorria, mas ele não diz nada. Em vez disso, ele se vira para olhar para mim. Seu sorriso se espalha enquanto diz: —Adyson, preciso falar com você em particular—. —O que você precisa para falar com Addy?— Alex pergunta, colocando uma mão protetora sobre a criança descansando em sua barriga. Os olhos de Blake viram-se para ela, estreitando-se com raiva. —Se eu quisesse que você soubesse, você não acha que eu teria dito isso aqui na sua frente?— Vendo a confusão e até mesmo um pouco de medo nos olhos da minha irmã, eu falo. —Você sabe que ás vezes as mamães precisam ser surpreendidas né?— —Suponho que sim.— Um pequeno sorriso joga em seus lábios, mesmo que ela não pareça convencida. Erguendo-me, caminho até ela e dou-lhe um abraço antes de me inclinar para colocar um beijo em sua barriga. —Te ligo mais tarde—. —Ok, mana. Amo você—, ela me diz, um verdadeiro sorriso em seu rosto. —Amo você também, Alex—, eu respondo, antes de seguir Blake para fora da sala. Ele me leva direto para o escritório dele e fecha a porta assim que eu entro. Rapidamente agarrando meu braço, ele me dá um safanão não tão suave. —Onde diabos você esteve?—


Eu tenho que lutar contra o desejo de me afastar dele quando eu respondo. —Eu estava no Alabama com Trix. Precisávamos de uma pausa—. Ele me deixa ir e solta uma risada. —Você nunca foi muito boa mentirosa, Little Bit, mas eu esperava uma tentativa melhor do que isso—. —Eu não estou mentindo. Nós duas precisávamos de algum tempo longe da escola—, eu digo, esperando que ele deixe essa ir. Blake se inclina e sussurra em meu ouvido, enquanto desliza um cartão-chave em minha mão. —Encontre-me no Hyatt da Westmorland Avenue em três horas. Quarto 412—. Não me incomodando em responder, eu enfio a chave no bolso. Fazendo o meu melhor para engolir a bile subindo pela minha garganta, saio do seu escritório, direto para o meu carro. Estou quase no carro quando o jantar da noite volta.


o Capítulo 15

Jogando outro shot pela minha garganta, eu me inclino sobre o bar e pego outra garrafa de Jack15. Assim que o topo está aberto, eu derramo-me outra rodada e coloco a garrafa na frente do meu rosto. Antes que eu possa colocar o copo em meus lábios, Trix se senta ao meu lado e estreita seus olhos para mim. Ela puxa o vidro da minha mão e o joga de volta. —Olá para você também, Trix—, eu digo sarcasticamente, agarrando a garrafa e tomando um drinque, sem me preocupar em pegar outro copo. —Bem, olá, Brew.— Deixando escapar um longo suspiro, ela bate o copo no bar e pega a garrafa da minha mão para servir-se de outro shot. —O que você está fazendo sentando aqui ficando bêbado, quando você deveria estar em Knoxville à procura de Addy?— —Não vai acontecer—, eu digo, balançando a cabeça. Eu sei onde ela está indo com essa merda, e eu não estou interessado em sua petulância hoje. De jeito nenhum. Eu 15

Jack Daniel’s - Whisky


me expus e a deixei ir, Addy sabia que eu a queria. Então, ela se transformou em uma puta cadela e saiu. Não vou correr atrás dela, não depois disso. De jeito nenhum. Que tipo de tolo Trix pensa que eu sou? Ela toma outro shot antes de dizer. —Ela precisa de você—. —Não comece comigo, Trix—, respondo, pegando a garrafa e tomando um drinque diretamente da fonte. Seus olhos se estreitam de novo quando ela pega a garrafa da minha mão e enche o copo. —Eu não estou começando nada, Brew. Tenho certeza de que você começou, olhando para a minha melhor amiga como se ela fosse água e você fosse o homem mais sedento andando pela terra—. Porra! Eu sei que ela está certa. Assim que eu coloquei os olhos em Addy, eu estava lembrando de tudo que eu perdi, lembrei da vida que eu deveria viver. Não que eu trocaria a irmandade por qualquer coisa, mas há algumas coisas que eu sinto falta. Quando eu era jovem, eu sabia que me casaria com alguém como Addy. Eu gastaria o resto da minha vida quebrando minhas costas para fazê-la feliz, e ela faria o mesmo por mim. Pensei que aquele sonho estivesse esquecido, até que eu a vi. Balançando a cabeça, coloco minhas mãos na barra e digo: —Eu tentei, Trix, mas ela saiu de qualquer maneira. Inferno, ela não poderia sair daqui rápido o suficiente—. —Bem, então levante sua bunda e vá buscá-la de volta—, ela me diz, com um pequeno sorriso nos lábios. —Traga a minha melhor amiga para casa—. —Quantas vezes você acha que eu deveria agir como uma buceta e tentar estar com ela? Eu fiz mais de uma


tentativa enquanto ela estava aqui, e foi por nada—, eu digo em um grito próximo, começando a perder a paciência com a mulher de Boz. —Não soou como nada na noite da festa—, ela responde com um sorriso afetado. —Eu ouvi você pegar o que era seu, daqui da sala comum—. —Ela queria foder, então eu dei a ela o que ela precisava—, eu digo, odiando os sons das palavras deixando minha boca. —Não vale a pena uma segunda chance?— Trix pergunta, olhando-me diretamente nos olhos. —Minha amiga não merece um homem que estaria disposto a andar pelo fogo por ela?— —Ela teria que estar disposta a me encontrar no outro lado, Trix. Eu não acho que Addy está pronta para isso—, respondo, esperando que ela entenda o que quero dizer. —Eu nunca a vi feliz, não até que a vi com você—. Ela balança a cabeça e sussurra, —Addy costumava se cortar, só para sentir a dor. Ainda assim, a dor persistia em seus olhos toda vez que eu olhava para ela. Aquela dor desapareceu enquanto ela esteve com você—. —Por que você está me dizendo esta merda?— Eu pergunto, não querendo que ela veja que suas palavras estão tendo o efeito desejado em mim. Trix chega mais perto e dá um aperto rápido, mas apertado, em meu ombro. —Dê uma chance, Brew. Aposto que ela estaria disposta a levar o calor para você—. Tomo outra bebida antes de dizer: —Eu acho que você está errada—.


—Você não vai pelo menos tentar?— Trix pergunta se aproximando de mim. Balançando a cabeça novamente, respondo honestamente: —Eu não vou fazer meio caminho através do estado apenas para ser rejeitado por ela novamente. Só há um tanto de rejeição que um homem pode ter, e eu não vou colocar minha bunda na reta apenas para ela ir embora—. —Eu honestamente não sei o que diabos está acontecendo com ela. Ela está tão diferente do que ela costumava ser. Até este ano, conversávamos o tempo todo. Não havia nada que não pudéssemos falar uma com a outra. Não é o mesmo agora—, diz ela, parecendo que seu coração está quebrando. —Às vezes, me parece que eu não sei nada sobre ela, ou o que está acontecendo em sua vida. Eu sinto falta dela. Ela era diferente com você. Você a mudou de volta para a Addy, que eu me lembro—. —Eu odeio isso, Trix, mas não é mais problema meu—, digo a ela, enquanto o álcool começa a nublar meu cérebro. —Inferno, nunca foi—. —Você não vai tentar trazer a minha melhor amiga de volta?— Ela pergunta com lágrimas começando a encher seus olhos. Desta vez, deixei minha própria raiva e dor falarem por mim. —Eu não posso ajudar Addy porque ela não quer. Não tem nada a ver comigo. Se ela não fala com você, é problema seu. Não é problema meu—. —Mas, Brew—, ela começa, mas eu a corto. —Se a cadela não quer te dizer as suas merdas, não há qualquer coisa que eu possa fazer sobre isso. Você mesmo resolva seus problemas. Melhor ainda, vá para


Boz. Talvez ele possa a sequestrar de novo, forçá-la a brincar com a sua amiga por um pouco mais de tempo—, eu digo, nem mesmo considerando o quanto minhas palavras vão prejudicar a mulher que eu tenho vindo a respeitar. Trix olha para mim, seus olhos piscando com algo que eu não entendo muito bem. Eu não posso dizer se minhas palavras a machucam, ou se ela está chateada como a merda. De qualquer maneira, eu sei que minha bunda vai pagar quando Boz descobrir que eu vomitei minha raiva em sua mulher. Minha pergunta é respondida quando ela se levanta e grita comigo, —Eu não pedi para você consertar meus problemas! Tudo que eu pedi era que você fosse até ela, talvez falar com ela. Você poderia ter mostrado a ela que há alguém que se importa com o que ela sente. Você poderia tê-la deixado saber que você estará lá para ela quando ela estiver pronta—. Ela pode ter começado gritando comigo, mas no final, ela tem lágrimas descendo pelo rosto. Cada lágrima que cai me faz sentir mais baixo do que a sujeira. Neste momento, eu faria qualquer coisa para tirar sua dor. Mas não posso. Não, eu tenho que me manter até que ela se sentisse tão mal quanto eu. Eu sei que não há nada que eu possa dizer para recuperar minhas palavras ou a dor que causaram, mas eu digo a única coisa que eu posso. —Sinto muito, Trix—. Sua raiva é suficiente para chamar a atenção de Boz, e não demora muito para ele fazer o seu caminho até nós. Seus olhos vão diretamente para seu rosto enquanto ele a puxa em seus braços. Ela enterra a cabeça em seu peito


e continua chorando. Boz corre a mão pelas suas costas, tentando tirar a dor dela. Finalmente, seus olhos vêm a mim e ele pergunta: —Que merda está acontecendo, irmão?— —Eu fodi tudo, deixei o álcool falar por mim—, respondo honestamente. —Eu devia ter mais cuidado com minha maldita boca e me lembrar com quem eu estava falando— . —Não foi ele,— Trix diz, puxando o rosto de seu peito. — É Addy. Ela não respondeu ao telefone e estou preocupada com ela—. Boz balança a cabeça antes de dizer: —Você não está me contando tudo, querida. Há uma razão pela qual você estava gritando antes que as lágrimas começassem a cair—. Ela vira a cabeça apenas o suficiente para olhar para mim, então fica deitada. —Eu queria que ele fosse vê-la, mas ele disse que já tinha bebido demais para ir esta noite—. Porra! Trix é uma cadela perversamente inteligente. Ela está me colocando na posição de fazer exatamente o que ela quer. Se eu não fosse, eu vou ter que admitir para o meu Pres que eu conversei com sua mulher como se ela não fosse melhor do que uma puta do clube. Ele aperta sua mão sobre ela, antes de dizer: —Eu não gosto de ver minha mulher chorar, seja qual for à razão, então eu estou sugerindo que você faça o que ela pediu—. —Ele precisa ficar sóbrio primeiro,— Trix acrescenta, com um sorriso de triunfo em seu rosto.


Boz começa a levar Trix para longe do bar, enquanto me emite ordens. —É melhor você estar na estrada quando o sol sair, irmão—. Depois de levantar o queixo, pego a garrafa e tomo outra bebida. Não sei o que Trix espera que eu faça. Mesmo que Addy fale comigo, o que diabos isso faria? Eu poderia esperar por ela para sempre, fazer a ela um milhão de promessas, e isso não mudaria nada. Eu podia dizer pelo olhar em seu rosto na noite antes de ela sair, ela queria aquilo. Addy queria sair. Ninguém a fez fazer isso. Ela fez sua escolha. E não fui eu. A pior parte é que eu sinto falta dela. Eu sinto falta dela mais do que eu pensava. Inferno, ela só esteve aqui por uma semana, e ela já me tinha amarrado em nós. Vê-la novamente só vai piorar as coisas. Agora, não tenho certeza se posso lidar com isso. Eu vi um monte de merda na minha vida, um monte de pessoas quebradas. Eu sou muito bom em ser capaz de dizer quando alguém está no final da sua corda. Eu podia ver isso em seus olhos. Red definitivamente tem alguma merda acontecendo e nada disso é bom. Até que ela esteja pronta para me deixar ajudá-la, ou pelo menos falar comigo sobre isso, não há uma nenhuma merda que eu possa fazer. Mas sei o que posso fazer. Eu posso beber até o esquecimento e tentar o meu melhor para esquecer a pequena cabeça vermelha, que virou a minha obsessão.


o Capítulo 16

Meu cunhado se libera dentro de mim, trazendo para fora um grito cheio de dor com cada golpe brutal para baixo. Seus dedos apertam em volta da minha garganta enquanto ele solta outro gemido. Lágrimas escorrem pelas minhas bochechas, e não há nada que eu possa fazer para impedi-las de cair. Meu corpo inteiro está em agonia enquanto ele continua seu ataque violento em meu corpo. Ele começou assim que eu entrei no quarto. Blake quase arrancou os botões da minha camisa quando ele tentou me despir o mais rápido possível. Ele nunca teve tanta pressa como desta vez. Sempre preferindo que eu me mostrasse para ele. Ele está me punindo por não estar disponível para ele na semana passada. A punição é diferente de tudo o que eu esperava ou imaginava nos meus piores pesadelos. É doloroso, humilhante e completamente devastador. —Você é minha, Little Bit. Eu possuo cada polegada de você—, ele geme enquanto ele circula seus quadris. — Ninguém pode ter você além de mim, ninguém—.


Quero gritar, dizer-lhe que não lhe pertenço. Mas não posso. Eu tenho que manter minha boca fechada e deixálo fazer isso. Eu tenho que deixá-lo tirar do seu sistema, antes que ele vá para casa para minha irmã. Agora, tenho que me perguntar se é por isso que Alex veio para casa completamente quebrada após a lua-de-mel. Se assim for, eu não tenho certeza como seu coração aguentou. Blake solta um grunhido final antes de finalmente soltar minha garganta. Ele puxa para fora, desliza sua mão sobre seu pau uma vez, em seguida, duas vezes, antes de vir sobre toda a minha coxa e estômago. Então, ele deixa todo o seu peso em mim e deixa marcas de mordidas no meu pescoço. Quando ele termina de fazer o dano, ele solta um gemido como se acabasse de executar uma porra de maratona. Eu seguro meu soluço enquanto espero que ele role para fora de mim. Assim que ele está fora, eu me sento e pego minha camisa do final da cama. Nem sequer me preocupo em agarrar meu sutiã do chão, eu deslizo a camisa e cuidadosamente balanço as minhas pernas da cama. Meus dedos tremem enquanto eu tento abotoá-la, fazendo o meu melhor para mantê-lo longe de meus seios macios. Eu não acho que poderia ter conseguido por o sutiã se eu quisesse. Mesmo através do linho branco, eu posso ver contusões começando a formar. Meus olhos se fecham para um borrão vermelho na manga, lembrandome dos arranhões sangrentos no meu braço. Blake sempre foi gentil à sua maneira, quase amante. Desta vez, no entanto, ele era tudo menos gentil. Qualquer vestígio de gentil tinha ido, quando ele me levou brutalmente. Antes, eu sempre sentia culpa pelo


prazer que ele me forçava. Pela primeira vez, estou saindo da sua cama sentindo nada além de dor física. Meu corpo está tão dolorido, nem consigo me deter no fato de que minha irmã está em casa, esperando que Blake vá até ela. Nem consigo pensar no fato de ter deixado Brew para trás. Nada, nada está em minha mente, exceto agonia e a vontade de chegar em casa para lavar a sua sujeira fora de mim. —Agora, você pode me dizer onde você esteve na semana passada e o que esteve fazendo enquanto você estava fora—, ele ordena com uma voz áspera, deitado na cama com um sorriso cruel brincando em seus lábios. —Eu espero a verdade desta vez, não outra das tuas patéticas mentiras que nem os teus pais idiotas acreditariam—. Mesmo que eu tenha prometido não contar nada, eu sei que desta vez eu vou ter que quebrar meu voto. Se não, ele poderia me machucar pior. Com dor já correndo pelo meu corpo, eu não tenho certeza se eu poderia sair daqui sozinha se ele colocar outra mão em mim. Na verdade, minha mente provavelmente se desligaria se o fizesse. —Eu não sei por que você acha que eu estou mentindo—, eu digo enquanto me levanto, estremeço com cada mudança do meu corpo, e atravesso a sala para meus jeans descartados. —Eu já te disse. Trix e eu estávamos no Alabama. Precisávamos de uma pausa da escola—. —Oh, Adyson. Estou tão desapontado com você.— Ele solta uma risada, soando quase louco. —Eu já lhe disse que era uma mentira. Eu chequei seus cartões de crédito e sua conta poupança. Eles não foram usados o tempo todo que você esteve afastada, não houve nenhuma retirada, e seu telefone estava em Trenton, Tennessee o tempo inteiro—.


Meu coração salta uma batida quando eu tomo em suas palavras. Ele me rastreou, rastreou todos os movimentos que fiz. —Eu não usei meus cartões de crédito, só o dinheiro que eu tinha comigo. Trix pagou por tudo mais, e nós duas deixamos nossos telefones em seu carro—. —Eu verifiquei seu carro enquanto você estava visitando Alex, e você não dirigiu para o Alabama. Se você tivesse, haveria mais milhas nele—, ele grita furiosamente, sentando-se na cama. —Agora, me diga a verdade. Você vai me dizer para onde você fugiu, ou eu vou para casa e dou a sua irmã doce o mesmo castigo que eu lhe dei—. Meu ritmo cardíaco chuta e suor aparece na minha testa, quando eu percebo que Alex e eu nunca vamos ficar longe dele. O medo me enche, me fazendo esquecer minha dor. A verdade está na ponta da minha língua, mas eu a empurro de volta. Não há nenhuma maneira que eu estou lhe dizendo sobre Brew ou o clube, nenhum maldito caminho eu estou trazendo-os para esta confusão. —Ok, tudo bem—, eu digo, fazendo o meu melhor para inventar uma mentira que ele vai acreditar. —Nós fomos para Vegas, mas o pai de Trix a mataria se ele descobrisse então nós deixamos tudo para trás e pegamos um dos carros das putas do clube—. Sua sobrancelha sobe, deixando-me saber que ele não está caindo na minha história. Minha mente começa a correr, tentando pensar no que dizer em seguida. Só uma coisa me vem à mente, a verdade. Bem, uma dica da verdade. Eu espero que o inferno seja suficiente para tirá-lo da minha bunda por um tempo. —Eu tive que fugir por um tempo—, eu digo, respirando fundo. —Minha vida não foi como planejado


ultimamente, então eu precisava de uma pausa. Eu sei que não foi à coisa certa a fazer. Não era justo para a minha família, os deixar preocupados como eu fiz. Ainda assim, eu precisava ir embora—. —Estou decepcionado com você, Little Bit.— Blake olha para mim e dá um ligeiro tremor em sua cabeça. —Eu vou te dar até a próxima semana, mas vou ter a verdade de uma forma ou de outra, mesmo que isso signifique fazer a sua irmã pagar por seus pecados—. Ignorando sua ameaça, eu pego meu jeans e começo a puxá-los, nem mesmo me preocupo com a calcinha que estou deixando para trás. Eu não posso segurar o gemido de dor enquanto eu os puxo para cima minhas coxas machucadas e ensanguentadas. É preciso toda minha força de vontade para não correr para o banheiro e lavar seu sêmen de mim neste momento. Blake nunca foi tão duro assim. Desta vez, se ele não estava apertando e agarrando partes do meu corpo, ele estava agarrando minha pele até tirar sangue. É como se ele quisesse que eu tivesse um lembrete a partir deste dia, como se o fato de estar com ele em tudo não é ruim o suficiente. Eu sei que haverá contusões em meus peitos e coxas, e eu tenho certeza que vou ter marcas de dedo no meu pescoço. Ele tinha a mão tão apertada ao redor da minha garganta que, em um ponto, eu quase desmaiei. Eu finalmente tenho minhas calças puxadas para cima e abotoadas, então eu deslizo em meus sapatos e me viro para olhar para ele. Eu tento colar um sorriso no meu rosto enquanto eu balanço a cabeça. Quando seus olhos se estreitam, eu penduro minha cabeça e tento pensar nas palavras que ele quer ouvir.


—Eu não estou mentindo, digo, ainda tentando soar crível. —Você acha que eu iria mentir para você, depois do que você acabou de fazer? Seus olhos se estreitam perigosamente em mim quando ele diz, —Eu acho que você mente cada vez que você abre essa sua boca bonita—. Às vezes, eu juro que ele sabe cada coisa maldita que passa pela a minha cabeça. Ele nunca saiu e disse que sabe o que eu e Alex planejamos, mas algo dentro de mim pensa que ele sabe. Esse algo me assusta demais. Afastando-me dele, caminho para a porta. Sem dizer uma palavra, eu a abro e começo a sair, esperando que eu possa me segurar até que eu estou longe dele. A voz de Blake me faz olhar de volta para a cama. —Certifique-se de cobrir suas contusões para a formatura. Se não, sua irmã vai se preocupar—, diz ele, deslizando a mão para cima e para baixo em seu pau mole. —Eu ainda vejo você na próxima semana, com contusões ou não, e eu vou esperar a verdade ou vai ficar muito pior para você. Não tolerarei mentiras—. Eu corro fora de lá tão rápido quanto as feridas em minhas pernas permitem. Eu já posso dizer que esta dor vai ser pior amanhã, se isso é possível. Mantenho os olhos no chão enquanto corro pelo corredor e entro no elevador. Não há como parar as lágrimas que estão correndo pelas minhas bochechas. Quando as portas do elevador abrem, eu dirijo-me para a porta da frente o mais rápido possível, na esperança de sair do hotel com a dignidade que me resta.


o Capítulo 17

Após a minha conversa com Trix, eu tenho que dar mais uma chance a Addy. Ela merece e eu também, mas não é tão fácil como eu pensei que seria. Ela não está respondendo ao telefone dela, e ela não está no dormitório. Em vez disso, eu passo por ela enquanto ela está estacionando na frente de um hotel. O pensamento do que ela está fazendo lá quase me faz chocar minha maldita moto. Eu circulo ao redor, puxando para o estacionamento, enquanto ela caminha para dentro. Ela nem sequer olha para trás, não tem a mínima ideia de que estarei esperando quando ela sair. Mesmo depois de ser sequestrada, ela ainda não presta atenção. Vamos ter uma pequena conversa sobre estar ciente do seu ambiente. Eu posso odiar seu traseiro neste momento, mas eu não quero machucá-la. É preciso todo o controle que eu tenho para ficar sentado na minha moto em vez de entrar no hotel e perguntar o que diabos está acontecendo. Em vez disso, eu puxo um cigarro e pego o meu isqueiro. Quando a nicotina faz o seu caminho em meu sistema, eu tento descobrir como


diabos eu vou deixá-la ir. Depois disso, depois que ela vai da minha cama diretamente para outra pessoa, eu não tenho escolha a não ser dizer adeus. Então um pensamento aparece em minha mente. E se eu estiver errado? E se eu estou saltando para conclusões como uma das old ladies, que lança um palpite cada vez que seu homem fica no clube depois de tomar algumas cervejas a mais? Mais de uma vez, eu vi isso acontecer a um dos meus irmãos. As old ladies se apressam na manhã seguinte, lançando insultos e acusações nele, não dando a seu homem nem mesmo o tempo para se defender ou mesmo se explicar. O que começou com um irmão muito bêbado para dirigir, muitas vezes se transforma no fim de um casamento. Eu poderia estar fazendo a mesma coisa? Empurro minha moto para uma vaga de estacionamento, abaixo o suporte e espero por ela. Quero segui-la para dentro, mas também não quero que ela saiba que eu estou sendo um perseguidor. Se ela ficar muito longe de mim, eu não terei ideia de onde ela está indo de qualquer maneira. Um homem inteligente iria embora, mas por alguma razão quando se trata de Addy, eu ajo no impulso ao invés de pensar nas coisas. Eu me sinto como um maldito louco seguindo ela assim, e ela terá um ajuste de merda se ela souber o que eu estou fazendo. Eu tentei ficar longe, mas eu simplesmente não posso. Eu tive que vê-la novamente. Pego outro arrasto do meu cigarro, tentando resolver a merda no meu cérebro. Ficar aqui sentado é besteira. Eu deveria ter seguido sua bunda e descoberto o que estava acontecendo por mim mesmo. Em vez disso, estou preso aqui esperando por ela para responder às minhas


perguntas. Se eu conheço a minha Little Red como eu penso que conheço, as respostas não estão próximas. Sete cigarros e uma hora depois, Addy finalmente sai. Mesmo de longe, e as luzes escuras do estacionamento, eu posso ver que algo está errado. Ela está andando como uma mulher que passou a noite recebendo um pau duramente, tendo que forçar cada passo. Suas costas estão curvadas, enquanto ela olha para o chão. Seus braços estão embrulhados firmemente em torno de seu corpo, como se ela estivesse fazendo o seu melhor para manter-se junto. Quando ela finalmente olha para cima, a luz capta seu rosto, permitindo-me ver as lágrimas escorrendo por suas bochechas vermelhas. Eu salto da minha moto e faço uma linha de abelha em direção a Addy, sabendo que eu vou descobrir naquele momento, o que diabos está acontecendo, mesmo que eu tenha que forçá-la a me dizer. Então, vou fazer alguém pagar por machucar a minha mulher. Quando eu a alcanço, seus olhos crescem enquanto ela dá um rápido passo para trás e estremece de dor. — Brew, o que está fazendo aqui?— —Que diabos aconteceu, Addy? Você está bem?— Eu pergunto, agarrando seus braços. Não lhe dando uma chance de responder, eu acrescento. —Quem te machucou, Little Red?— Ela não responde. Em vez disso, ela me empurra e corre para os arbustos ao lado do hotel. Eu corro atrás dela e seguro os seus cabelos enquanto ela vomita tudo o que estava em seu estômago. Seu corpo continua a abrir e fechar muito tempo depois que o conteúdo de seu estômago se foi. Quando ela finalmente termina, ela cai


de joelhos e soluça. O som rasga meu coração em pedaços. —Addy, querida, você está bem?— Eu pergunto enquanto eu me ajoelho ao lado dela. Ela não responde então eu esfrego círculos lentos sobre suas costas e seguro o uivo de dor tentando forçar o seu caminho até minha garganta. Finalmente, ela levanta a cabeça e passa o dorso da mão sobre a boca. Então, ela se empurra para longe de mim e empurra-se para fora do chão. —Brew, por que você está aqui?— Ela pergunta quando finalmente decide olhar para mim com seus enormes olhos castanhos. —Você não deveria estar aqui—. Assim que ela para de falar, ela deixa cair os olhos para seus pés. Eu fico lá silenciosamente por um minuto, esperando que ela me olhe de novo, mas ela não o faz. Seus olhos permanecem firmemente trancados no chão. Bem, isso não vai funcionar para mim. Eu estendo a mão, levantando o queixo dela com a minha mão, a deixando saber que ela não vai se esconder de mim. —Eu quero seus olhos, Little Red—. Ela faz o que eu peço, dando-me os olhos, mas também me dá uma ordem própria. —Você precisa me dizer o que está fazendo aqui—. —Eu poderia perguntar a mesma coisa, Red. O que diabos você está fazendo aqui, e com quem diabos você estava naquele hotel?— Eu pergunto quase gritando, esquecendo momentaneamente a dor óbvia que ela está. —Você estava encontrando seu homem aqui?—


O brilho de dor que eu vejo em seus olhos faz com que uma onda de vergonha e choque passe através de mim. —Sei que não é da minha conta, mas porra se eu não sinto que eu mereço uma resposta de qualquer maneira. —Não foi ninguém. Eu estava sozinha—, ela mente, com lágrimas ainda nos olhos, nem mesmo tentando chegar a algo crível. Eu não suporto vê-la chorar, então eu solto seu queixo, a embrulho em meus braços e a seguro contra o meu peito. Seu corpo quase convulsiona com os soluços quando ela deixa sua angústia derramar por todo o meu patch. Com cada lágrima, eu juro que posso sentir algo quebrando no fundo de mim. Ouvindo seu choro, tantas coisas estão correndo pelo meu cérebro. Ela estava ferida? Alguém a forçou a fazer algo que ela não queria? Então outra vez, ela veio ao hotel com os próprios meios, assim que esta merda era planejada? Será que foi longe demais para seu conforto? Se sim, o merda não parou quando ela disse não? Eu tenho que saber porra. —O que está acontecendo, Little Red? O que aconteceu com você naquele hotel? Alguém te forçou a fazer algo que você não queria?—, Pergunto em um sussurro, passando minha mão sobre suas ondas vermelhas. —Ninguém fez nada comigo que eu não dei permissão para fazer—, ela diz enquanto puxa para fora dos meus braços. —Somente vá para casa. Volte para o seu clube e seja feliz. Esqueça que você já me conheceu—. Com isso, ela se vira e começa a se afastar. Eu estou tão fodidamente chocado que eu a deixo chegar à metade do estacionamento antes de eu gritar seu nome. —Addy!—


Ela não para, então eu começo a gritar. —Você não é uma pessoa fácil de esquecer—. Mais uma vez, ela não responde, apenas sobe no carro e liga o motor. Eu estou na porta dela antes que ela possa até colocá-lo em marcha. —Abra a porra da porta!— Ela sacode a cabeça, não, então o coloca no sentido inverso e começa a dar marcha ré. Pouco antes de se afastar, ela diz as palavras: —Desculpe—. Eu só fico lá como um idiota de merda assistindo a mulher que eu estou caindo no amor saindo com velocidade para fora do estacionamento. Meus pés estão congelados no chão muito tempo depois que seu carro se foi. Leva uma vida para fazê-los trabalhar novamente. Quando eu me viro, vejo um homem de terno saindo do hotel com um sorriso mal-humorado no rosto. Algo sobre ele envia um pico de desconforto através de mim. Ele olha para mim, olhando para o meu patch com um sorriso sarcástico em seu rosto. —Você está com o clube Satanás Revenge MC?— —Não, eu não estou.— Estou chocado como o merda de terno está falando comigo e ainda mais chocado deste merda conhecer Hoss e seus meninos. —Tem certeza?— Ele pergunta seus lábios em uma linha apertada. Coloco a mão no meu peito e aperto meu patch. —Você não consegue ler?— —Hmmm,— ele murmura, antes de se virar e caminhar em direção a um Lexus azul escuro. Pouco antes de ele subir, ele volta e pergunta: —Você conhece Patrícia Slade? Acredito que ela seja conhecida como Trix—.


Eu não conheço esse filho da puta, então eu não vou lhe dizer qualquer merda. —Não sei por que você acha que eu sei quem trata com os seus negócios—. —Ponto tomado,— ele diz enquanto ele sobe no carro e se afasta. Enquanto eu vejo seu carro puxar para a rodovia, eu tenho que me perguntar se ele é o filho da puta com quem Addy estava se encontrando.


o Capítulo 18

Eu dirijo de volta ao meu quarto de dormitório e encontro um lugar no estacionamento. Assim que desligo o motor, coloco a cabeça no volante e deixo as lágrimas caírem. Só eu tenho culpa pela maneira como minha vida é. Ninguém me forçou a fazer as escolhas que fiz. Mesmo que eu odeie o que eu sou forçada a fazer, eu não mudaria nada. Eu tenho que proteger Alex, e esta é a única maneira que eu sei. Um grupo de estudantes rindo chama a minha atenção. Vendo-os caminhando em minha direção, eu salto para fora do carro e corro para o meu quarto no dormitório. Uma vez dentro, tranco a porta e vou direto para o banheiro, onde eu começo a derramar minhas roupas. Assim que minha calcinha bate no chão, eu passo para dentro do chuveiro e ligo a água. A água escaldante me cobre enquanto esfolo Blake da minha pele. Quando chego ao vão entre as minhas pernas, um soluço faz o seu caminho até minha garganta. Eu deixo-o sair enquanto eu caio para o azulejo frio e choro.


Ver Brew fez o meu dia que já era uma merda ainda pior. O olhar de compaixão em seu rosto me encheu de vergonha, não que eu não esteja acostumada a esse sentimento. Na verdade, parece que é tudo o que mais eu sinto. Qualquer momento fugaz de felicidade ou emoção é sempre sombreado por ele, sempre roubado pela vergonha que preenche pela a forma como o meu corpo é usado. Eu odiei ver Brew, odiei isso. Não o fato de vê-lo em geral. Ter uma visão curta do seu rosto, quase fez o meu coração saltar do meu peito. Eu realmente odeio que ele me viu depois de eu estar com Blake. As lágrimas que ele viu em meus olhos eram ruins o suficiente, mas era ainda pior que eu quase vomitei em cima dele. Tornou-se terrível quando ele teve que me ver perder meu jantar nos arbustos, eu estava envergonhada, uma nova combinação para mim. Correndo minhas mãos sobre minhas pernas nuas, eu lavo o sangue e o sêmen grudados nas minhas coxas. Pela primeira vez, eu noto as marcas de mordida espalhadas pelo meu corpo. Marcas dos seus dentes ainda podem ser vistos nas minhas costelas. As contusões do tamanho de um dedo já estão se mostrando em meus quadris e braços, e eu tenho certeza que elas estão no meu pescoço, também. Eu penso sobre a forma como Brew olhou para mim e me pergunto se ele viu como eu estava danificada, como eu estava quebrada tanto por dentro como por fora. A maneira como ele me olhou, me faz pensar que ele estava disposto a levar toda a minha dor á distância, lutar contra o mundo, se necessário. Por um segundo, eu queria contar tudo a ele. Deixá-lo consertar isso para mim, mas eu não posso fazer isso. Eu não posso puxar


Brew para esta confusão. Ele fez o suficiente para mim, me dando um gosto de liberdade. Não há como eu arrastá-lo para esta sujeira comigo. Ele merece coisa melhor. Brew merece encontrar alguém digno de sua devoção. Também não há nenhuma maneira no inferno que eu posso dizer-lhe o que aconteceu naquele quarto de hotel, de jeito nenhum eu posso dizer a ele o que tem acontecido durante o ano que passou. Eu não quero ver o desgosto em seus olhos. Eu tive o suficiente esta noite quando ele pensou que eu estava me reunindo com um amante no hotel. Só posso imaginar como ele me olharia se soubesse que eu era a puta do meu cunhado. Meu telefone tocando me tira dos meus pensamentos, lembrando-me que eu estive no chuveiro muito maldito tempo. Desligo a água, estou saindo do chuveiro quando minha campainha fica em silêncio. Quando eu enrolo uma toalha em torno do meu corpo, ela começa novamente. Eu procuro por toda a minha mala. Depois de puxar meu telefone, o nome de Alex pisca na tela. Eu luto contra a minha náusea enquanto eu respondo. — Ei.— —Oi,— ela diz, sua voz cheia de tristeza. Meu coração começa a bater em um ritmo frenético quando eu pergunto: —O que há de errado?— —Nada—, ela responde, bufando no telefone. —Eu só queria te dizer como estou arrependida. Eu não deveria ter caído sobre você com tanta força. Você é uma mulher crescida agora, e você merece viver sua vida de qualquer maneira que você quiser. É só que esta gravidez tem meus hormônios todos fora de controle—.


Esta era a minha irmã. Ela grita e ameaça quando está zangada. Quando essa raiva passa, ela sempre diz que está arrependida, mesmo se ela estivesse em primeiro lugar. Na realidade, ela não tinha o direito de ficar com raiva, mas ela não sabe disso. Ela pensou que eu fugi sem pensar nela. Ela tem todo o direito de ficar chateada comigo. —Está tudo bem, mana—, digo a ela, respirando fundo. —Eu deveria ter encontrado uma maneira de entrar em contato com você—. —Sim, você deveria ter—, ela diz com uma gargalhada antes de continuar. —Mas, está tudo bem. Eu sei que você precisava de uma pausa—. —Só um pouquinho mais e nós estaremos fora daqui.— Eu a lembro de algo que ela já sabe. —Então, seremos livres—. Mesmo depois de eu dizer as palavras em voz alta, penso nas mentiras que estou dizendo à minha irmã. Estou prometendo algo que pode nunca acontecer. Vou tentar fazer isso acontecer, tentar tirá-la de Blake, mas duvido que dure muito. Ele nos encontrará, e nos forçará a voltar para a sua rede. Ainda assim, eu tenho que pelo menos fazer uma tentativa por Alex e o bebê. Por mim também. Eu tenho que ficar longe dele enquanto ainda há um traço da Addy que eu me lembro. Ela solta um suspiro e responde: —Adoro o som dessa palavra, Addy. Liberdade. Isso não vai ser incrível?— —Você escolheu aonde você quer ir?— Eu pergunto um questionamento que eu lhe fiz um milhão de vezes durante o último ano.


—Alabama—, ela sussurra, finalmente me dando uma resposta. —Eu quero que você me mostre para onde você e Trix fugiram. Se você amou tanto que você se esqueceu de me ligar, deve ser um lugar incrível—. Claro, ela não está completamente satisfeita e ela teve que me lembrar uma última vez. —Ok, Alex. Vamos mudar para o Alabama. Nós vamos viver perto da costa e ser vagabundas de praia para o resto de nossas vidas. O bebê vai aprender a nadar antes de ter seu primeiro aniversário—. —Sim, ele vai. Vamos comprar um biquíni amarelo e algumas boias de água rosa quente—, ela diz, lembrandome que ela quer uma menina, mesmo que a ultrassonografia prove que ela estava carregando um menino há meses. Conversamos por mais alguns minutos antes de desligar. Então, eu volto para o banheiro e atiro minhas roupas no lixo. Não há nenhuma maneira que eu vá usá-las novamente. Eu sempre me certifico de usar roupas que Blake vai odiar, e depois as jogo fora. Quando termino, vou até a pia e escovo os dentes. Quando eu noto uma marca vermelha no meu pescoço. A princípio, acho que são marcas de seus dedos, mas depois me bate. Ele mordeu-me lá, também. Não é uma marca de mordida, mas Blake queria deixar algo para trás. A visão disso faz o meu estômago se agitar novamente. Espero que tenha estado escuro o suficiente para que Brew não percebesse. Se o fez, sua opinião sobre mim seria ainda pior. Através das minhas lágrimas, lembro-me que o bebê estará aqui em breve. Então, minha irmã pode ter sua cirurgia e ela pode finalmente deixar esse pedaço de merda para trás. Ela não terá mais necessidade de ficar


com ele, e eu nunca terei que permitir que ele me toque novamente. Ainda assim, eu não tenho certeza se eu posso remover o seu toque de mim. Eu fecho meus olhos e tento substituir a imagem de Blake por Brew, tentando achar um pedaço de paz. Eu não posso, embora. Nem sequer posso associar Brew ao bastardo. Minha mente gira, perguntando o que vai acontecer comigo quando tudo isso acabar. Será que algum dia poderei seguir em frente, colocar isso atrás de mim? Eu duvido. Eu sei que nunca poderei esquecer o jeito que Blake me usou. De repente, tudo vem derrubando em mim, toda a vergonha, dor e raiva e milhões de outras emoções que eu não posso descrever. Eu sei que a minha vida nunca mais será a mesma. Eu nunca vou ser capaz de viver com a vergonha que me enche. Percebendo isso, eu atiro a minha raiva no espelho na minha frente. Eu não o quebro, por isso continuo a batê-lo até que rachaduras aparecem. O vidro cai ao meu redor, cobrindo a pia e caindo no chão. Eu olho para a minha mão e vejo o sangue escorrer para a pia branca brilhante, deixando raias rosa todo o caminho até o chão. O sangue me lembra de uma época em que me magoar me traria alívio da minha mãe e de todas as suas exigências. Eu aperto o armário de remédios e pego uma dessas lâminas amarelas frágeis. Eu não fiz isso em anos, não desde que Trix descobriu que eu gostava de me cortar e quase me matar. Mas ela não está aqui agora. Não, ela está feliz com um homem que ela ama. Mesmo que ela estivesse eu não tenho certeza se a minha melhor amiga poderia me parar desta vez. Eu preciso do alívio que isso trará tão malditamente ruim que nada menos que a morte poderia me parar desta vez.


Eu uso o meu punho para quebrar o invólucro de plástico, fazendo com que minha pele rasgue na minha palma direita e puxo a lâmina. Dou um passo para trás e coloco um pé na borda da banheira. Minhas mãos tremem incontrolavelmente enquanto eu coloco a lamina contra a minha coxa direita. Cortando uma e outra vez, tenho cuidado para não cortar profundamente quando o sangue finalmente começa a cair no chão, solto um suspiro e rezo para que minha dor flua com o sangue.


o Capítulo 19

Sentado no sofá de couro na sala comum, meu pau está sendo sugado por uma puta do clube, enquanto eu estou fazendo o meu melhor para esquecer Addy, mas não está funcionando. Eu fodidamente desejo que eu pudesse esquecer tudo o que aconteceu nas últimas semanas, esquecer que eu a conheci. Mas essa merda não está acontecendo. Ela enche meus sonhos. Porra, ela preenche minha mente durante cada momento de vigília, também. Mesmo álcool e mulheres não fazem nada para ajudar minhas memórias a desaparecem. Meus olhos se abrem lentamente para a puta do clube entre minhas pernas. Seus lábios estão enrolados em torno do meu pau enquanto uma mão massageia as minhas bolas. Ela está dando tudo dela, mas eu não estou nem perto de vir. Seu cabelo loiro curto está me jogando fora. Está quase fazendo com que meu pau se suavize, só sabendo que eu prefiro que sejam longas ondas de vermelho. Seus olhos vêm para os meus enquanto ela afasta seus lábios. —Você gosta disso, querido? Você gosta de ter meus lábios em torno de seu pau?—


É duro como o inferno manter o desprezo fora de minha cara quando eu respondo a sua pergunta estúpida do caralho. —Não fale, boca em meu pau—. Fazendo como eu disse, ela volta ao trabalho. Sua mão livre se move para a base do meu pau, retorcendo-se com cada golpe descendente de sua cabeça. Enquanto engole minha ponta, uma onda de prazer me atravessa. Minhas mãos encontram seu cabelo, e eu trabalho sua cabeça para cima e para baixo mais rápido. Assim quando sinto que minhas bolas começam a apertar, uma porta bate, chamando minha atenção. O Pres entra na sala comum, Trix ao seu lado. Seus olhos vêm a mim, a raiva em seu rosto facilmente legível. Fechando os olhos, eu empurro a fúria de Trix para o fundo da minha mente e me concentro na libertação de que preciso. Movendo a cabeça da puta do clube mais rápido, eu deslizo até onde eu posso ir e deixo me levar onde eu preciso estar. Meu ritmo acelera, forçando-a a pegar ainda mais do meu pau. Bloqueando tudo o mais, me concentro na sensação de lábios macios e da boca morna enrolada em torno do meu pau dolorido. Só demora mais um minuto antes de eu lhe atirar na garganta. No momento, os cabelos vermelhos e olhos castanhos penetraram em minha mente, tirando qualquer prazer que eu sinto. Depois de puxar para fora da sua boca, eu me afasto e bato em seu ombro. —Vá me buscar uma cerveja. E fique ao redor—. —Tem certeza de que não quer voltar para o seu quarto?— Ela pergunta, fazendo o possível para parecer sexy com baba colando no queixo dela.


—Não tenho tempo.— respondo, tentando não olhá-la nos olhos. —Apenas me pegue a cerveja, bebê. Nada mais agora—. Ela sorri para mim enquanto se empurra para cima do chão. —OK—. Ela não fica mais do que alguns metros de distância quando Trix arrasta para baixo ao meu lado e diz: — Então, você está de volta às putas do clube novamente?— —Sim, estou—, admito, deixando escapar um longo suspiro. —Addy não me quer, Trix, e eu não vou perseguir o inalcançável—. —Isso não é verdade.— Trix olha para mim por um momento antes que seus olhos se suavizem. —Ela quer você, Brew. Eu sei que sim—. Posso dizer que ela quer dizer mais, mas eu a corto. —É verdade. Ela não me quer. Eu fodidamente tentei. Tomei seu conselho e fui atrás dela, fiz todo o caminho para Knoxville. Ela deixou claro que não queria ter nada a ver comigo—. —Algo aconteceu com ela—, ela diz, colocando uma mão em meu braço. —Não tenho certeza do que aconteceu, mas foi ruim—. Um arrepio trabalha por toda a minha espinha quando eu penso sobre o seu corpo doente saindo do hotel. —Que diabos você está falando?— Nós dois estamos quietos quando a puta do clube anda até mim para me entregar minha cerveja. Ela olha entre Trix e eu com um sorriso apertado em seu rosto. —Posso pegar algo para você beber—?


Trix balança a cabeça, fingindo seu próprio sorriso. —Não agora, mas obrigada—. Conhecendo seu lugar, a prostituta me lança um sorriso antes de se virar e andar pela sala. Um segundo depois, ela está no colo de outro irmão. Sua mão está abaixo de suas calças enquanto corre beijos através do seu queixo. Ela já me esqueceu completamente. Espero que eu possa esquecer o que fiz com ela com tanta rapidez. —Termine o que você começou.— Empurrando meus olhos para Trix, eu lato. —Diga-me o que diabos está acontecendo com Addy que tem você trabalhando tanto— —Eu não sei. Realmente, eu não sei—, responde Trix, mastigando o lábio inferior. —Aconteceu há cerca de um ano, na época em que sua irmã se casou. Eu não estava lá. Foi na mesma época em que papai teve seu apêndice retirado. Eu não queria deixá-lo, nem o suficiente para ir para o casamento de Alex. Eu gostaria de ter, entretanto, e então talvez eu soubesse o que diabos aconteceu com a minha melhor amiga—. —Diga-me o que você sabe.— Meus olhos a perfuram, a deixando saber que eu quero respostas e eu as quero fodidamente agora. Ela fecha os olhos por um segundo antes de responder. —Eu tirei alguns dias para ficar com meu pai, então eu não voltei para o dormitório até o meio da próxima semana. Ainda assim, eu podia ver hematomas em seus braços. Ela alegou que tomou uma queda pelas escadas, mas elas eram impressões digitais, grandes. Tinha que ser uma mão de homem sobre ela—. Posso provar a bile fazendo o seu caminho até minha garganta quando as suas palavras repetem no meu


cérebro. O rosto da minha irmã aparece em minha mente, as lágrimas em seus olhos quando eu perguntei a ela de onde as contusões em seus braços vieram. Suas mentiras, as desculpas, toda a merda que ela tentou fazer para esconder a verdade do que aquele filho da puta estava tentando fazer com ela. Toda a história não saiu completamente, até que eu a encontrei quebrada e sangrenta em sua cama. De repente, o cabelo da minha irmã é vermelho e seus olhos cor de avelã são um marrom escuro. É Addy deitada ali em uma poça de seu próprio sangue. —Será que Addy já te disse a verdade?— Eu pergunto, embora eu já saiba que ela não fez. —Disse alguma coisa?— Trix sacode a cabeça, olhando para baixo. —Eu tentei fazê-la falar comigo, mas ela não fez. Se eu ao menos mencionar, ela se fecha completamente—. Meu coração pula dolorosamente enquanto ela continua. —Depois disso, ela começou a receber textos, e ela ficava completamente passada. Então, ela simplesmente desapareceria por algumas horas. Inventava histórias, contou-me que ia à biblioteca ou visitava a irmã. Mas estava mentindo. Eu sei que ela estava—. —Que porra você está tentando dizer?— Eu murmuro, pulando do meu assento. —Eu não entendo o que você está tentando me dizer—. Depois do que aconteceu com Trina, descobri que o estupro era mais do que uma coisa física. Para minha irmã, suas contusões nem sequer pareciam perturbá-la. Sua mente, por outro lado, foi completamente devastada, então eu entendo como isso pode quebrar uma mulher. Eu entendo que ela pode querer esconder isso, mas eu


não entendo sobre esses textos de merda e os constantes desaparecimentos de Addy. —Quando ela voltava para o dormitório, ela tomava banho por horas. Eu juro às vezes ela esfregava sua pele crua.— Ela dá a meu braço um aperto suave quando ela acrescenta, —há apenas uma razão que conheço para uma menina tentar esfregar sua pele fora, Brew—. Eu me lembro de Trina fazendo a mesma coisa depois que ela foi estuprada. Sentei-me no chão, fora da porta do banheiro, enquanto ela chorava no chuveiro. Quando ela saiu, sua pele tinha sido esfregada tão forte que pontos de sangue cobriam sua pele. O pensamento da minha Addy fazendo a mesma coisa quase me deixa de joelhos. —Merda!— Eu murmuro para fora, de pé e jogando minha cerveja através da sala. —Que diabos aconteceu com ela, Trix?— —Eu não sei, mas acho que ela está sendo estuprada repetidamente, ainda.— Ela balança a cabeça, lágrimas brilhando em seus olhos. —Se você descobrir que eu estou certa, não me diga. Apenas mate o bastardo que está machucando minha amiga—. Eu não me incomodo em responder, apenas levanto meu queixo para ela e piso para fora do clube.


o Capítulo 20

Andando através da multidão, eu expiro centenas de abraços para meus companheiros de classe. Felizes sorrisos estão em todos os rostos, mas a única coisa que eu posso pensar é agradecer. Graduação está finalmente aqui. Quatro anos aqui pareceu uma vida inteira. Bem, isso não é exatamente verdade. Os três primeiros anos voaram, com Trix e eu começando nosso primeiro gosto de liberdade. O último ano, no entanto, rastejou pelo ritmo de um caracol. O final está aqui agora. Eu só tenho que passar hoje e pela festa dos meus pais planejada para esta noite. Então, só mais algumas semanas e Alex terá o bebê. De acordo com seu médico, ela pode ter a cirurgia tão cedo quanto uma semana depois. Eu rezo para que ele esteja certo. Depois disso, nenhuma de nós terá que lidar com nossos pais ou Blake novamente. Eu não tenho ideia de onde vamos viver ou o que vamos fazer uma vez que o dinheiro que temos acabar. Eu não sou estúpida o suficiente para pensar que meu grau significa um trabalho


automaticamente. Eu vou descobrir alguma coisa embora, mesmo que eu tenha que trabalhar na casa dos waffles. Qualquer coisa é melhor do que continuar a vida da maneira que a minha foi o ano passado. Enquanto eu continuo a caminhar através da multidão, bloqueada em meus próprios pensamentos, eu ouço meu nome, que está sendo chamado, —Addy. Ei, Addy!— A voz de Trix me faz parar no meu caminho e a procuro pela a multidão. Eu não tinha ideia de que ela estava chegando, já que ela decidiu não voltar para a escola depois do sequestro. Ela só estava fazendo isto para aprender mais sobre finanças para que pudesse ajudar no clube do seu pai. Agora, ela vai estar no clube de Boz fazendo o mesmo, então ela não precisa de um diploma de fantasia para fazer isso. Quando ela me disse que ela não estava voltando para a escola para fazer os exames finais, eu não lhe enviei um convite para a formatura ou mesmo lhe liguei avisando a data. Eu sabia que se eu fizesse, ela iria aparecer, e eu não queria que ela sentisse o que está prestes para vir. Eu não queria que ela tivesse um segundo pensamento sobre sua decisão. Para ser honesta, eu não conversei com ela. Sempre que alguém ligava, além de Alex, eu não atendia ao telefone. Quando meus olhos finalmente pousam em Trix, ela está correndo em minha direção com Boz seguindo de perto atrás dela. Um enorme sorriso se espalha pelos meus lábios quando eu percebo que eu tenho mentido para mim mesmo. Eu a queria aqui, precisava dela aqui. Este é o último dia da minha velha vida, e não seria completo sem a minha melhor amiga ao meu lado.


Ela finalmente me alcança e envolve seus braços em volta de mim para me dar um abraço. —Estou muito orgulhosa de você, Addy—. —Obrigado, Trix,— eu murmuro, dando-lhe um aperto. —Você está linda—, ela diz, depois de finalmente me deixar ir. Em um instante, a realidade da situação me atinge. Meus pais, assim como minha irmã e Blake, vão estar aqui hoje. Trix nunca esteve em torno de Blake e eu juntos. Certifiquei-me de que ela estivesse o mais longe possível, sempre que Blake estivesse por perto. Minha melhor amiga me conhece muito bem, e ela saberá que algo está errado. —O que vocês estão fazendo aqui?— Eu pergunto, dando um pequeno passo para trás e colando um sorriso. —Não havia razão para você vir—. —Que diabos você quer dizer? Você realmente pensou que eu não iria vir vê-la caminhar por aquele palco por uma última vez? Eu sei como você trabalhou duro para isso, Addy. Eu não iria perder isso por nada deste mundo. — diz ela, com Boz a alguns passos ao lado dela. Ele estende a mão, colocando uma mão em meu ombro. —Estamos orgulhosos de você, Red—. Ver o orgulho em seus olhos traz lágrimas aos meus olhos. —Obrigado, a ambos. Significa muito para mim que vocês estejam aqui—. Quando meus olhos lacrimejantes se esclarecem, finalmente percebo que Trix e Boz não vieram sozinhos. Brew e Smoke também estão aqui, e ambos estão olhando diretamente para mim. Os olhos de Brew estão


cheios de raiva, mas também de perguntas enquanto ele me olha fixamente. Não o vejo desde que o deixei no hotel. Aquela noite tomou os últimos pedaços de minha autoestima. Meus olhos se afastam incapazes de me manter olhando para ele. Não há nenhuma maneira que eu possa lidar com o nojo em seu rosto. Eu sei que ele tem que pensar mal de mim. Por que ele não iria? Eu fiz sexo com ele, a coisa mais dolorosamente linda que já fiz, e alguns dias depois ele me acha saindo de um hotel. Ele pode não ter certeza do que aconteceu, ou saber que eu odiava, mas isso não muda a maneira como ele olhou para mim. Se eu estivesse na sua situação, eu pensaria o pior. —Estou feliz que você esteja aqui—, digo enquanto continuo a ignorá-lo. —Significa muito para mim, que meus amigos estão compartilhando este dia comigo—. Trix sorri, agarrando-me para outro abraço. —Não estaria em qualquer outro lugar—. Sorrindo um sorriso real, eu digo a ela, —É quase tempo para começar, então eu tenho que entrar na fila—. Eu me viro para ir embora quando Trix grita: —Ok, vamos encontrá-la quando acabar—. Balançando a cabeça para ela, deixo a minha melhor amiga e o homem que eu tenho certeza que eu amo para trás e faço o meu caminho para o meu assento. Quando eu ando através dos meus colegas de classe, Brew preenche minha mente. Seu gosto, seu toque, até mesmo o som de sua voz domina meus pensamentos. Mas quando eu me sento, meu cérebro volta para a meta acabar com essa merda e começar a minha vida.


Quando a música finalmente começa a tocar, a garota sentada ao meu lado agarra minha mão. Eu não a conheço. Ela é apenas outro rosto sem nome que eu passei no corredor um milhão de vezes. Ainda assim, eu posso sentir a energia nervosa fluindo através dela. Doulhe um aperto na mão e escuto os discursos. Quando os formandos se levantam, espero pacientemente que meu nome seja chamado. Enquanto eu ando no palco, minhas pernas se sentem como geleia. O decano entrega-me o meu diploma e se vira para olhar para a multidão, a foto perfeita. Meus olhos vão para a multidão, passando pelos meus pais e Blake, para pousar em minha irmã. Eu atiro o meu melhor sorriso e permito-a ter tempo suficiente para tirar uma foto. Então, eu olho para Trix e os meninos. Eu faço o mesmo, só fazendo o meu melhor para não olhar para Brew. Depois que os chapéus estão no ar e as alegrias morrem, eu faço o meu caminho através da multidão. É claro que a primeira pessoa que vejo é minha mãe. Ela está usando um vestido que provavelmente custa mais do que o pagamento do meu carro, e ela tem o seu olhar doce preso em seu rosto. Ela vem direto para mim, parando um pé na minha frente, e beija o ar perto da minha bochecha. —Seu pai e eu estamos tão orgulhosos de você, Adyson. Sabíamos que você poderia fazê-lo, se você só se concentrasse no que era importante—. Com isso, ela vai mais longe e acrescenta: —No entanto, vamos precisar discutir suas férias improvisadas antes de receber seu presente de formatura—. Meu estômago cai sobre a implicação. Alex e eu estávamos esperando o cheque de dez mil dólares que eu


iria receber ao me formar para ajudar a financiar a nossa fuga. Mesmo que meus pais afirmem que é um presente, ambos sabemos que é parte da nossa herança dos nossos avós. Sem ele, teremos que depender do que ela pode tirar da conta compartilhada dela e do Blake e do que está em minha poupança. Isso não será suficiente para vivermos mais do que alguns meses. Tanto quanto eu quero gritar com ela, implorar pelo dinheiro, eu simplesmente aceno com a cabeça. —Claro, mãe. Falaremos sobre isso mais tarde—. —É a minha vez de abraçar a pós-graduada—, diz Alex, enquanto ela se mexe até mim, seu enorme estômago fazendo seus movimentos parecerem desajeitados. Ela me dá o maior abraço que ela pode, com seu estômago entrando no caminho. —Você estava tão linda lá fora. Estou tão orgulhosa de você, mana—, ela sussurra para mim, me dando um aperto final antes de sair. Papai não se move para mim, apenas acena com a cabeça e sorri, o que esta perfeitamente bom para mim. Eu não quero um abraço de qualquer jeito dele. Ele pode não ser tão cruel como minha mãe, mas ele é tão frio. Ele nunca interviu quando a mãe estava puxando a merda dela com Alex ou comigo. No meu livro, isso o torna tão ruim quanto ela. Sem aviso, Blake dá um passo à frente e envolve seus braços ao meu redor. Ele aperta firmemente, certificandose de colocar pressão extra sobre as costelas que ele socou vezes sem conta, há apenas uma semana. Fico imóvel como uma estátua, engolindo meu suspiro de dor. Mantendo meus braços em meus lados, não há nenhuma maneira no inferno que eu estou lhe dando um abraço


voluntariamente. Ele finalmente deixa ir quando ele percebe que é unilateral. —Parabéns, Little Bit—, diz ele. Um sorriso desprezível brincando em seus lábios. —Agora, é hora de começar a sua vida. Tenho que me perguntar o que você planejou—. Deixo passar a sensação de que ele está me provocando e respondo: —Vou começar minha carreira o mais rápido possível, é claro—. Seu sorriso está firmemente no lugar quando ele retrocede. Olhando além dele, vejo Trix e os caras entrarem em nossa multidão disfuncional. Claro, a minha melhor amiga está olhando entre Blake e eu, como se ela pudesse ver a tensão entre nós dois. Seus olhos empurram para mim e estreita perigosamente. —Trix,— minha irmã diz em um grito próximo, dando-lhe um abraço armado. —Eu não vejo você faz muito tempo— . —Eu senti sua falta, Alex.— Trix retorna o abraço, colocando uma mão sobre o estômago redondo de minha irmã. —Eu tenho um presente para o bebê. Lembre-me de dar a você esta noite—. O nervosismo me enche enquanto aprecio o significado de suas palavras. —Você está vindo para a festa de formatura dos meus pais?— —Não,— Trix diz, se movendo em minha direção. —Estou indo para sua festa de formatura, Addy. Você é a formada, lembra?— —Sim, você está certa—, eu murmuro, vendo Brew pisar atrás de Trix e olhar para mim. —Você é mais que bem-


vindo, mas duvido que seja o tipo de festa que você está acostumado—. —Adyson,— minha mãe diz, em um tom que ela reserva para minha irmã e eu só. —Claro, seus amigos são bemvindos para vir. No entanto, eles precisam entender que haverá um código de vestimenta firme no lugar. Apenas gravata preta—. —Senhora Sloan, é bom ver você de novo—, Trix diz, com a mentira facilmente de ler em seu rosto. —Espero que você esteja bem—. Blake caminha para frente, estendendo a mão para fora para Trix. —Você deve ser a notória Sra. Slade de quem eu ouvi falar—. Trix afasta-se, olhando a mão com desgosto. —Sim eu sou. Estou assumindo que é o seu marido Alex, Blake. Certo?— Ela sabe muito bem quem é. Ela viu suas fotos de casamento, até ouviu a lua de Alex sobre ele antes de descobrirmos quem ele realmente era. Trix está apenas mostrando seu lado vaca agora, certificando-se de que ele saiba que ela não gosta dele. Por que exatamente, eu só posso adivinhar. —Sim, Patrícia, este é o marido de Alex, Blake—, responde mamãe, usando o nome que ela sabe que Trix odeia, irritando propositadamente minha amiga. Ela então olha para Boz e leva em seu patch, com um sorriso malicioso em seu rosto. —Estou assumindo que este é seu pequeno namorado—.


Pela primeira vez, Boz dá uns passos adiante e acrescenta à conversa. —Não sou há muito um menino, mulher. Sou o homem dela—. —Ok, todos vocês. Eu preciso me trocar para a festa.— Eu salto, esperando parar a briga verbal que eu estou vendo acontecer. —Podemos deixar as apresentações pra quando chegarmos lá—. Enquanto me afasto, olho para Brew e minha cabeça gira. Ele está olhando para trás e para frente entre mim e Blake, e qualquer pitada de verde desapareceu de seus olhos castanhos. O olhar de horror em seu rosto faz com que meu estômago faça cambalhotas. Ele sabe. Brew sabe sobre Blake e eu. O olhar em seu rosto me diz, que ele de alguma forma descobriu o que estava se passando, e está com nojo tanto quanto eu estou. Quando uma lágrima escorre pelo meu rosto, eu me viro e fujo dos meus amigos e família.


o Capítulo 21

Após fazermos check-in no hotel, eu olho para trás na direção de Boz e Smoke que estão indo na direção do bar. Ambos levantam o queixo antes de seguir para lá. Preciso de uma bebida depois do dia que tive. Quando a noite terminar, provavelmente vou precisar de dez. Sentado em um estande, eu movimento para a garçonete. —Traga-me três de qualquer cerveja doméstica que você tem na torneira, e uma garrafa de Jack. Preciso de três copos junto com isso—. —Qualquer outra coisa?— Ela pergunta, deslizando ao meu lado. —Não essa noite. Na verdade, a menos que nossas cervejas estejam vazias, eu vou precisar que você fique longe do estande até nós sairmos.— digo-lhe claramente, sem ter tempo para lidar com essa merda hoje à noite. Em vez de ficar chateada, ela apenas sorri e volta para o bar. Olho ao redor da sala, certificando-me de que não há ninguém perto, antes de me inclinar para trás e fechar os olhos. Gasto alguns segundos tentando colocar tudo que acabei de aprender em ordem, querendo ter certeza de


que eu não estava apenas fazendo essa merda na minha cabeça. Mas não, eu não estou. Não havia como perder a maneira como Addy congelou quando seu cunhado tocou nela. Também não há como negar sendo que ele era o homem que eu vi saindo do hotel. A garçonete está de volta com as nossas bebidas pelo tempo que Smoke desliza para o estande. —Trix foi se trocar para seu vestido de festa—. Boz a acompanhou até seu quarto, mas ele disse que voltará logo depois que ele a trazer para baixo. Antes de sairmos do estacionamento da Universidade do Tennessee, Boz deixou claro que íamos para a festa usando nossos patchs. Ele quer ver a cadela da mãe de Addy tentar nos jogar para fora. Provando que ela nasceu e foi criada para ser uma old ladie, Trix concordou completamente. Ela também prometeu que seu vestido faria seu velho orgulhoso. Eu usei a minha parte justa de gravatas na minha vida, até mesmo usei um terno mais de uma vez. Ainda assim, eles nunca me caíram bem. Meu patch, porém, parece que foi feito apenas para mim. Aquela vadia idiota que Addy chama de mãe não vai me forçar a sair se for o caso. É a festa de Red, e se ela não se importa com o meu patch, então a mãe dela pode ir se foder. —O que está te deixando tão chateado?— Ele pergunta quando ele derrama um shot de Jack e joga de volta. — Você está ligado desde que saímos da cerimônia—. —Tudo hoje me irritou—, respondo, tomando um gole da minha cerveja. —Você viu como Red nem sequer olhou para mim?—


—Oh, ela olhou. Ela apenas se certificou que você não a visse enquanto ela estava fazendo isso—, Smoke responde me derrubando um shot. —Mas, havia algo com ela. Ela estava diferente, não a garota que conhecemos no clube—. —Você não ouviu nada que sua mãe disse para Trix? Você poderia imaginar aquela cadela aceitando a garota que todos nós conhecemos?— Eu pergunto, mas não lhe dou tempo suficiente para responder. —Eu não suporto seus pais. Sua mãe pode ser uma puta cadela, mas seu pai é pior. Ele ficou no fundo e deixou sua mulher andar por cima de Addy sem abrir a maldita boca—. —Isso é verdade, cara—, diz Smoke enquanto toma um gole de cerveja. —Eu não tenho certeza de como esses dois fizeram algo tão doce e perspicaz como Addy—. —Para não mencionar o cunhado maldito de merda dela,— eu adiciono, direto antes que eu abaixo um tiro e me derrame outro. —Eu tenho uma história para contar sobre ele, quando Boz chegar aqui—. Boz aparece no meu outro lado e toma um assento. — Estou aqui agora, então comece a contar.— Em vez de fazer como meu presidente diz, eu bebo meu tiro e agarro a garrafa novamente. Boz pega minha mão e diz, —você pode querer contar sua história agora, antes que você fique muito chapado para eu entender o que você está tentando dizer—. Smoke derrama para Boz um tiro, movendo a garrafa longe de mim. —Ele está chateado porque Red não olhou para ele, ela tem pais de merda, e um cunhado perspicaz—.


Eu olho para ele e digo: —Eu nunca disse nada sobre ele ser perspicaz—. Pensei, mas não disse. Faz-me perguntar se Smoke tem as mesmas suspeitas sobre aquele filho da puta. —Eu disse que ele era desprezível—. —Você disse desprezível. Eu disse perspicaz. Para mim, é praticamente a mesma coisa, especialmente quando se trata de alguém como ele. Não é preciso um gênio para descobrir que ele é ambos—, Smoke responde antes de derramar, em seguida, a sua bebida e colocar o topo na garrafa. —Não é preciso uma educação universitária para ver que ele quer colocar as mãos em Red—. —Claro que não—, Boz diz, logo antes de derrubar o seu tiro e empurrar seu copo á distância. —Também está claro que Addy não quer uma porra de coisa a ver com ele—. Eu sento lá pensando por um segundo, tentando pensar em como dizer o que eu preciso. Finalmente, eu decido dar-lhes diretamente. —Eu fui ver Addy na semana passada. Peguei-a puxando para um parque de estacionamento do colégio até o hotel. Esperei por aí, e conversamos um pouco quando ela saiu.— Ambos os meus irmãos ouvem enquanto falo, sem fazer uma única pergunta. As palavras são como lâminas de barbear fazendo o seu caminho até minha garganta. Quando eu termino de lhes dizer sobre ela ir embora, eu pego minha cerveja e tomo uma bebida, na esperança de lavar o gosto amargo da minha garganta. —Odeio saber como isso é difícil para você, Brew—, diz Boz, me dando tapinhas nas costas. —Eu sei que é difícil se colocar lá fora e começar com a merda—.


Meus olhos se agitam e eu balanço a cabeça. —Só isso que você vai dizer?— —Não,— Boz responde com um movimento de cabeça. — Antes de eu dizer qualquer outra coisa, eu queria ter certeza de que não saiu totalmente da dela. Especialmente considerando que uma puta de clube teve seu pau em sua boca no próximo maldito dia—. Passando a mão pelo meu cabelo, eu olho por cima do ombro dele. —Vamos chamar isso de uma falta momentânea de julgamento, que sua mulher clareou rapidamente—. —O que a Trix tem a ver com isso, além de enviá-lo após Addy sair em primeiro lugar?— Ele pergunta enquanto se inclina para trás na cabine. —Trix me disse que algo aconteceu com Red. Ela não sabe ao certo o que aconteceu, mas sabe que é ruim. Addy não vai falar sobre isso.— Eu falo a ambos sobre minha conversa com Trix, não deixando uma maldita coisa fora. —Santa merda.—, Boz diz quando Smoke puxa a garrafa de Jack de volta e tira o topo. Depois que ele derrama-nos outro tiro, ele pergunta: — Essa merda está acontecendo há um ano?— —Sim, sobre isso.— Eu faço uma pausa em minha história o tempo suficiente para outra bebida antes de continuar. —A merda que Trix disse me lembrou tanto da minha irmã. Inferno, irmãos, era como se eu estivesse vivendo aquela merda com Trina tudo de novo—. —O que isso tem a ver com seu cunhado?— Smoke pergunta, novamente provando para mim que ele tem as mesmas vibrações do filho da puta que eu tenho.


—Depois que a Addy saiu do hotel naquela noite,— eu começo, olhando para os dois para ter certeza de que eles entendem de que noite eu estou falando, —alguns minutos depois, aquele filho da puta saiu pela porta. No minuto em que eu coloquei os olhos nele, eu sabia que algo estava fora. Ele teve a coragem de falar comigo, me perguntou se eu fazia parte da equipe de Hoss. Então, perguntou se eu conhecia Trix—. Boz bate no copo e grita: —Que merda ele estava pensando ao fazer perguntas sobre minha old ladie?— —Eu não sei—, respondo com um encolher de ombros. — Olhando para trás, acho que ele estava pescando, tentando descobrir se eu tinha alguma ligação com Addy—. —Você deveria ter tirado o rabo dele no local—, Boz diz, lembrando-me que eu falhei com minha mulher mais uma vez. —Se eu tivesse colocado dois e dois juntos naquele tempo, eu teria matado o filho da puta—, digo honestamente. —Se eu tivesse, a Red não teria mais medo de sua própria sombra—. —Droga,— Smoke murmura, antes de despejar o que resta da garrafa. —Se você sabe que este é o homem que está fazendo merda a ela, por que merda nós estamos sentados aqui em vez de cuidar desse filho da puta?— Estou prestes a respondê-lo quando Trix caminha até o estande e diz: —Eu espero que diabos vocês não tenham bebido demais, porque precisamos ir—. Boz a puxa para seu colo e pergunta: —Vamos para onde? Se é para ficar em torno daquela família fodida da Red, eu prefiro sentar aqui e beber, pelo menos até a


festa acabar. Depois disso, podemos ir ver a nossa amiga—. —Nós não vamos à festa—, diz ela, enquanto empurra-se para fora do colo dele e se levanta. —Vamos subir e nos esconder no quarto—. —Isso parece uma boa ideia para mim—, diz Boz, lançando-lhe uma piscadela. —Irmão, eu acho que precisamos decisões primeiro, não é?—

tomar

algumas

Lembro-me da conversa que estávamos tendo. —Eu poderia tirar o filho da puta por conta própria, mas eu gostaria de descobrir o quando e onde com o meu Presidente e vice-presidente—. Ele perde o sorriso e balança a cabeça. Antes que ele possa responder, Trix começa a falar novamente. — Vamos lá rapazes. Preciso lhes dizer o que ouvi, e precisamos entrar no quarto antes que alguém nos veja— . Eu me levanto do meu assento. —Dizer-nos o quê? Que diabos você ouviu?— Ela sacode a cabeça e coloca um dedo sobre seus lábios. Então, ela nos leva para o elevador. Uma vez que entramos, ela empurra o botão para o segundo andar e espera a porta se fechar. Assim que ele faz, ela se vira para olhar para o seu homem. —Quando eu estava saindo do nosso quarto, vi os pais de Addy andando pelo corredor. Eu não queria falar com eles, então eu empurrei a porta quase fechada. A deixando aberta o suficiente para ouvi-los falar.— Ela respira fundo antes de continuar. —Seu pai estava


dizendo que ele não achava que era certo o que eles estavam fazendo com Addy—. —O que não estava certo?— Eu pergunto, enquanto o elevador entra e a porta se abre. Ela não diz outra palavra até que ela vê o corredor limpo. —Eu não tenho certeza, mas ele também disse que não gosta de Blake, e como pai de Addy, ele deve protegê-la, não colocá-la em perigo. Ele mencionou algo sobre isso acontecendo por tempo suficiente, e é hora para que pare—. —Porra! Eu sabia que era ele, sabia disso. Eu devia ter cuidado de sua bunda antes—, eu rosnei, passando uma mão pelo meu cabelo. —Eu ainda não entendo por que vamos nos esconder no quarto—, Smoke diz, olhando para Trix. —Eu tenho que te dizer, eu não sou a favor em esconder a qualquer momento.— —Acho que devemos ficar escondidos, depois, descer e assistir para ver o que está acontecendo—, diz ela, encolhendo os ombros. —Graças a Deus, você está aqui—, grita a irmã de Addy, chamando toda nossa atenção para sua vinda em nossa direção. —Que merda?— Boz murmura enquanto esperamos que ela nos alcance. Ela está gritando enquanto se move tão rápido quanto ela pode. —Eu preciso de ajuda. Não, Addy precisa. Ela precisa de ajuda—.


—Do que você está falando, Alex?— Trix pergunta, agarrando sua mão quando ela se aproxima. —Onde está a Addy?— —Eu acho que ela ainda está na festa, mas ela vai estar aqui em breve.— Ela aponta para um quarto, apenas algumas portas para baixo de Boz e Trix. Trix leva-nos ao seu quarto, levando Alex dentro. —Você precisa me dizer do que está falando, querida. Agora, você não está fazendo todo o sentido—. —Blake disse que eu estava muito cansada depois da formatura de Addy para participar da festa. Ele disse que eu tinha que ficar no quarto—, Alex explica, mastigando seu lábio inferior. —Eu não poderia fazê-lo, no entanto. Eu só tinha que ver Addy vestida, então eu fui às escondidas lá embaixo para dar uma olhada nela.— Seus olhos percorrem o quarto, tomando conta de mim e de meus irmãos, antes de olhar para Trix. —Quando fiquei o tempo que me atrevi, percebi que tinha esquecido a chave do quarto. Eu não poderia ir para Blake, então eu fui para a recepção em vez disso. Foi quando descobri que ele tem dois quartos. O nosso e o quarto número 231. Não demorou muito para descobrir o que ele havia planejado—. —Foda-se!— Eu grito, enviando um punho na parede. — Eu vou matá-lo—. Eu posso ver o medo em seus olhos enquanto ela me olha. —Por favor, ajude minha irmã. Ele tentou violá-la antes, mas eu o detive. Eu não sei se eu poderei pará-lo desta vez—. Olhando para seus olhos quebrados, eu percebo que ela é uma vítima, também. Eu também percebo que ela não


sabe que sua irmã tem sido estuprada repetidamente por mais de um ano. Vendo o estado frágil em que ela está, espero que ela nunca descubra. Trix chama minha atenção para longe de Alex, dizendo: —Acho que ela deveria voltar para o quarto dela. Ela não está em condições de estar aqui—. —Eu posso dizer pelo olhar em seu rosto que ela não vai ouvir,— Smoke diz, finalmente entrando na conversa. — De qualquer forma, ela provavelmente está mais segura aqui—. Estou prestes a concordar, quando ouço um grito.


o Capítulo 22

Permaneço no canto na sala em formato de bola que a minha mãe alugou para a ocasião, não posso acreditar como este lugar é caro. Há peônias cor-de-rosa por todo o lugar, flores favoritas da mamã, fazendo a sala inteira cheirar a uma loja de flores. Por toda parte que eu olho, há fotos da minha família, todas com a minha mãe na frente e ao centro. Não demora muito para eu perceber que nenhum dos meus amigos está aqui. Isto não é uma festa para mim, nem pensar. É apenas mais uma desculpa para meus pais socializarem com a elite de Knoxville. Desde que me formei, pode ser sua última chance, então a mãe quer ter certeza de que ela faz certo. —Por que você está se escondendo no canto sozinha, Little Bit?— Pergunta meu cunhado, vindo para ficar ao meu lado. Tanto quanto eu quero ignorar Blake, para dizer-lhe para ir se foder, eu tenho medo. Alex e eu estamos tão perto de sermos livres. Eu não quero fazer nada que possa


arruinar. Irritá-lo neste momento não seria uma boa ideia. —Eu não conheço nenhuma dessas pessoas—, digo honestamente. Ele ergue uma sobrancelha e olha ao redor da sala por alguns segundos. —Eu pensei que sua amiga Patrícia e seus amigos estavam planejando vir para a festa. É rude dela não aparecer, quando ela claramente disse que ela estaria aqui—. Tenho certeza que ela estará aqui em breve, mas eu não lhe digo isso. —Ela provavelmente foi levada para cima—. —Sua irmã sente muito que ela não possa descer—, ele diz com um ligeiro encolher de ombros. —Quando eu vi o quão duro à cerimônia de graduação estava sobre ela, eu tive que insistir que ela ficasse no quarto esta noite—. Alguém mais, alguém que não conhecia Blake pelo monstro que era, pensaria que realmente amava sua esposa. Eu, por outro lado, percebo que há uma razão para ele a fazer ficar no quarto. Seja qual for a razão, tenho certeza de que não é boa. —Ela e o bebê são o foco—, respondo, dizendo a ele algo que ele já devia saber. —Encontre-me no quarto 231 em cinco minutos.— Blake inclina-se para sussurrar em meu ouvido, enquanto passa uma mão sobre minha bunda. Meus olhos se movem para ele quando eu me afasto. —O que?— Eu faço a pergunta, mesmo sabendo que o ouvi corretamente. Ainda assim, não poderia significar o que eu penso. Depois da noite antes do casamento dele e de


Alex, ele nunca tentou nada com meus pais de novo. Na verdade, quando estão perto, ele é sempre o marido e cunhado perfeito. —Eu disse a você que estaríamos nos reunindo neste fim de semana—, ele explica com um sorriso. —Você não pensou que eu esqueceria, não é?— Minha mente gira selvagem, tentando vir acima com uma desculpa que ele aceitará. —Eu não posso. Mamãe vai ter um ataque se eu simplesmente desaparecer—. Ele sacode a cabeça, seu sorriso crescendo incrivelmente mais largo. —Eu já falei para ambos os seus pais. Eu expliquei que eu tinha um presente especial que eu queria te dar em particular. Eu também disse que não seria possível adiar mais. Eles concordaram em dar suas desculpas, se alguém perguntar por você—. De repente, tudo clica em minha cabeça, e eu empurro meus olhos para minha mãe e meu pai. Ambos estão olhando para nós. Minha mãe tem o seu rosto de rainha de gelo normal, mas meu pai parece que está com dor. Eles sabem. Ambos sabem o que Blake planejou, e nenhum deles vai nem mesmo tentar impedilo. Na verdade, eles abriram o caminho para ele. Minha raiva anula minha autopreservação quando eu digo: —Por que devemos esperar cinco minutos? Vamos acabar com essa merda—. Não querendo esperar por ele para responder, eu piso para fora do salão de baile e vou direto para o elevador. Blake segue de perto atrás de mim quando eu dou um passo para dentro. Seus olhos estão cheios de risada quando ele empurra o botão para o piso número dois e se inclina contra a parede. Nós dois estamos tranquilos


quando o elevador sobe, e quando nós fazemos o caminho até ao quarto. Blake retira o cartão-chave, abre a porta e me introduz no interior. —Senhoras primeiro. Mesmo quando a mulher em questão não é muita de uma senhora—. Eu piso dentro e me viro para ele, com a raiva ainda controlando minha língua. —Você quer que eu tire, ou você prefere arrancar minhas roupas como você fez a última vez?— —Addy, eu assistiria à sua boca. Se não, você pode encontrar-se com mais do que apenas algumas contusões desta vez—, ele late, obviamente, perdendo o controle. Eu deveria estar com medo, deveria estar tremendo em meus calcanhares, mas eu não estou. Eu estou com muita raiva de estar assustada. Correndo para frente, eu o ataco no rosto. Então, eu rasgo minhas unhas abaixo das suas bochechas em seguida atentamente dou uma joelhada em suas bolas. —Você já fez tudo o que pode fazer comigo. Você bateu em mim, me estuprou, roubou meu respeito próprio—, eu grito, entrando em outro chute. Ele dá uns passos para o lado, agarrando minhas mãos enquanto ele faz isso. Sua mão livre estende a mão e me bate com força o suficiente para fazer os meus ouvidos chocarem. Ele abaixa e agarra a frente do meu vestido. Um segundo depois, ele puxa para baixo, rasgando-o em dois. Então, ele está me encaminhando para trás em direção à cama. —Você não deveria ter feito isso, Adyson. Você deveria ter se mantido fingindo ser uma mulher obediente, então isso teria sido mais fácil para você—.


Um segundo depois ele está comigo, me segurando com uma mão e tirando minha calcinha com a outra. Ao contrário de todas as outras vezes, eu luto, arranhando, mordendo, qualquer coisa que eu posso fazer para mantê-lo de conseguir o que quer. Eu solto um grito ensanguentado, quando ele coloca uma mão entre as minhas pernas. Assim quando ele alcança seu zíper, outro grito enche o ar. Levo um segundo para perceber que esse não é meu. Blake e eu congelamos enquanto os soluços da minha irmã enchem o ar. Ele está tão surpreso que eu sou capaz de rolar fora da cama, sem ele me parar. Enquanto eu corro para Alex, vendo Trix de pé atrás dela. Brew está olhando para mim, seus olhos uma sombra irritada de marrom. Boz e Smoke também estão de pé na entrada. Cada homem tem uma pistola na mão, apontando para Blake. Eu não tenho ideia de como ou por que eles estão aqui. Agora mesmo, eu realmente não me importo com nada ou alguém, além da minha irmã. Eu ignoro todos eles enquanto eu vou direto para Alex. — Desculpe-me, então, desculpe—. De repente, a sala enche-se com os sons do riso de Blake. —Você não se arrependeu quando você estava saindo, com meu pau enterrado profundamente dentro de você—. Todo o meu corpo vibra de vergonha quando eu puxo Alex para os meus braços. —Tentei mantê-la a salvo. Eu estava disposta a fazer qualquer coisa para mantê-lo segura—. —Mas, eu queria mantê-la segura.— Minha irmã me olha nos olhos enquanto as lágrimas escorrem pelo seu rosto. —Tudo o que fiz foi ter a certeza de que você tinha um futuro—.


As palavras mal deixam sua boca, antes que ela solte outro grito. Este é preenchido com dor de uma variedade diferente. Ela agarra o estômago e solta um gemido. Ao mesmo tempo, um jorro de água atinge o chão. —O bebê—, ela grita, soltando outro gemido cheio de dor. —É muito cedo para isso. Ela não pode vir ainda, não agora. Temos de ir primeiro—. —Não, não, não—, eu canto, tentando envolver minha cabeça em torno de tudo o que está acontecendo. —Você tem duas semanas para ir. Tínhamos tudo planejado—. —Trix e eu vamos levá-la para o hospital—, diz Boz enquanto põe sua arma e pega a minha irmã, segurandoa como uma criança. —Smoke, você tenha a certeza de que esse filho da puta não nos siga—. —Eu posso lidar com isso—, Smoke diz, caminhando em direção à cama. Boz então se vira para Brew e ordena: —Tire sua merda, irmão. Então cuide da sua mulher—. Como se as palavras de Boz fossem o que Brew precisava, ele corre para frente e me puxa para seus braços. —Oh bebê. Por que você não me disse?— Olho para ele e me perco em seus lindos olhos castanhos por apenas um momento. —Eu não queria que você me odiasse, do jeito que eu me odeio—. Ele pisca para mim, então enterra a cabeça no meu cabelo. —Eu não poderia te odiar, Little Red. Ainda não descobriu? Estou apaixonado por você—.


o Capítulo 23

Addy está dormindo em meus braços por horas. Poucos minutos depois de chegarmos do hospital, Trix deu-lhe um valium, algo que eu nem sabia que minha mulher tomava em uma base regular. Em poucos minutos, ela estava fora, e ela está dormindo contra meu peito desde então. Espero que seja algo que ela vai fazer em uma base regular a partir de agora. Assim que esse pensamento atravessa minha mente, Smoke entra na sala de espera. Seus olhos se fecham nos meus, e ele se dirige para o corredor. Tanto quanto eu odeio deixá-la ir, eu sei que eu tenho que descobrir o que aconteceu com o filho da puta que machucou a ela e á sua irmã. Espero que haja o suficiente para que eu consiga um pedaço. Eu cuidadosamente me levanto e a levo para o sofá em que Boz e Trix estão sentados. Depois de colocar Addy para baixo, eu olho para a mulher que estou orgulhoso de chamar de minha amiga e pergunto: —Você pode olhar ela para mim, por favor?—. —Eu tenho cuidado dela desde que nós éramos crianças—, diz ela, erguendo os olhos cheios de lágrimas.


—Obviamente, eu não tenho feito um trabalho muito bom—. A dor na voz de Trix é tão clara que quase me atravessa como uma faca. Gostaria de saber se eu soava o mesmo para todos os outros. Pergunto-me se a minha dor é tão facilmente ouvida, e todos eles sabem o quanto eu fodidamente lamento ter deixado Addy sair do clube. —Querida, não leve essa merda—, diz Boz, puxando-a para mais perto dele. —Se eu sei alguma coisa sobre Red, ela odiaria saber que você está sofrendo agora—. —Ele está certo,— eu digo a ela, esperando que ela realmente escute. —Ela irá chutar sua bunda se ela vir você chorando sobre esta merda—. Trix não responde, apenas enterra a cabeça no peito de Boz e continua a chorar. Ele me pede para ir para Smoke, em seguida, coloca um beijo no topo de sua cabeça. Eu me viro, assim que ele começa a sussurrar para ela. Estou fora da porta antes de ouvir uma palavra do que ele tem a dizer. Quando entro no corredor, encontro Smoke apoiado na parede. Seus olhos vêm para os meus, e ele balança a cabeça. Ele empurra a parede e começa a caminhar pelo corredor. Um segundo depois, ele está me levando pela porta e puxando dois cigarros para fora, um para mim e outro para ele. —Você não o matou, não é?— Eu pergunto, querendo ter certeza do que está vindo.


—Não, mas ele provavelmente deseja estar morto.— Smoke responde, colocando um cigarro entre seus lábios. —Estou imaginando que uma ambulância vai levá-lo á qualquer minuto. Ele está sofrendo, mas ele vai viver até que você possa colocar as mãos sobre ele—. —Ele vai falar?— Eu tenho que perguntar, mesmo que eu saiba que meu irmão não deixa nada fora. —Não, nós limpamos essa merda rápido na verdade—, ele responde me entregando uma luz. —Se ele fizer, ele sabe que será um homem morto. Por sorte nossa, ele não percebe que ele já é—. Eu acendo meu cigarro e digo, —Sim, ele é—. Depois de acender o seu, ele olha para mim. —Esse filho da puta está confuso, irmão. Quero dizer, ele é totalmente e fodidamente maluco—. —Acho que já percebemos essa merda—, eu rosno, acendendo meu próprio cigarro. —Eu sabia no momento em que eu coloquei os olhos no vagabundo—. Smoke sacode a cabeça, tomando outra tragada. —Não, Irmão. Ele está podre todo o caminho até o núcleo. Inferno, eu acho que ele faria Crank e Stone parecerem santos—. Suas palavras enviam uma onda de trepidação pelo meu corpo. —Apenas me diga o que você tem a dizer e pare com essa merda enigmática—. Meu irmão olha para longe, balançando a cabeça. —Se eu entendo toda a merda que ele estava me dizendo, essa merda está acontecendo há quase um ano—. Fecho os olhos e tento respirar calmamente. Eu sei que o que ele está dizendo é verdade. Já adivinhei apenas pelo


que Trix me disse. Ainda assim, conhecê-lo de fato é diferente. Eu não posso imaginar o que Addy tem atravessado. —Isso não é o pior, Brew—, Smoke diz, chamando minha atenção de volta para ele. O que diabos poderia ser pior do que ser estuprada por um ano inteiro? Não importa o que a minha imaginação faz em minha cabeça, eu não consigo pensar em uma maldita coisa. Incapaz de dizer qualquer coisa, eu simplesmente levanto meu queixo para ele continuar. —Ele a tocou, jogou com Addy e sua irmã.— Ele puxa para fora outro cigarro e acende puxando para fora o que ele ainda está fumando. Trocando-os para fora, olha-me outra vez. —A irmã realmente conseguiu a parte mais fácil. Ele a manteve em casa, deixando-a apenas ver seus pais e Addy. Fora isso, ele a ignorou. Bem, ele a ignorou depois que ele bateu seu traseiro—. Eu não entendo que tipo de poder o fodido teve sobre Alex. Eu entendo que Addy estava tentando salvar a irmã dela. Eu realmente não entendo os porquês e como, mas eu entendo o porquê dela estar fazendo isso por Alex, por outro lado, eu simplesmente não entendo por que ela não se divorciou da sua bunda e acabou. Essa é uma pergunta para mais tarde, no entanto. Tomando outro trago do meu cigarro, pergunto: —E a Addy—? O que esse filho da puta fez com ela, irmão? Eu já sei o que ele fez, todos nós sabemos. Ainda assim, eu preciso saber tudo. Vou me certificar de que o bastardo pague por cada coisa que ele fez a minha mulher. Eu também vou ter certeza que ele pague de uma forma que significa que ele não está mais


respirando. —Addy teve o pior. Ele a usou, homem. Ele a forçou a fazer o que queria ou prometeu que a sua irmã pagaria—, Smoke explica, sem me encontrar com os olhos. —Ele até se convenceu de que ela gostava, e eu acho que ele deve tê-la convencido disso também—. Meus olhos se movem para ele quando eu pergunto: —Do que diabos você está falando?— —Uma vez que eu comecei a bater nele, ele não calou a boca, então eu tive que tentar decifrar qual era o seu significado. Se eu entendi bem, ele aprendeu sobre o seu corpo. Então, ele se assegurou de usar essa informação contra ela—, diz ele, tirando outro cigarro. —Ele disse que ela chorava a cada maldito tempo deixe-me dizer-lhe, irmão, que ele gostava de cada lágrima que ela derramou—. Estou tão chocado com o que ele disse que eu arrebentei a primeira coisa que aparece na minha mente. —Você está me dizendo que ela gozou com aquele filho da puta?— —Sim, é exatamente isso que ele está dizendo—, diz Addy enquanto ela sai pela porta, com Boz e Trix na bunda. Ela vem direto para mim e empurra seu cabelo vermelho escuro de seus olhos. —Eu gozei quase toda vez que ele me tocou. Eu orei e rezei para que não o fizesse, mas minhas orações nunca foram respondidas—. Antes que eu possa dizer qualquer coisa, Smoke agarra seus braços e a revira para olhar para ele. —Você não fez uma maldita coisa errada. Você era uma garota inocente, e aquele idiota te forçou a entrar na cama dele—. —Eu não era uma garota—. Addy grita com um balançar de cabeça. —Eu era uma mulher adulta, com uma mente


própria. Mas ele ainda me fez vir quase todas as vezes que ele me levou para sua cama. Que tipo de pessoa faz isso? Como estou fodida?— —Ele fez essa merda, Red. Você não. Era tudo para ele—, Smoke diz, dando-lhe um pequeno abanão. —Ele fodeu com sua cabeça até que você não tivesse controle sobre seu próprio corpo—. Eu posso ouvir Trix chorando atrás de mim, os carros dirigindo pela rua, até mesmo as pessoas entrando e saindo do hospital. Ainda assim, nada é tão alto quanto o som do meu próprio coração batendo neste momento. É como se todo o mundo tivesse parado, quando eu tento fazer sentido do que eu aprendi. Então, a voz de Addy alcança minhas orelhas e torna-se desobstruída como um sino. —Não, eu não queria ele perto de mim. Fiquei doente toda vez que ele me tocava. Um pequeno pedaço de mim morreu toda vez que ele colocou as mãos em mim—. Eu a puxo para mim e digo: —Toda vez que eu te tocar, vou trazer de volta uma daquelas peças perdidas—. Depois dessas palavras, eu a puxo em meus braços e a beijo. É longo e profundo, indo e vindo. Eu coloco tudo o que tenho nela, beijando-a de uma maneira que eu espero que ela possa ver que nenhuma dessa merda significa nada para mim. Não muda a maneira que eu me sinto sobre ela ou quanto eu a amo, porque eu a amo. Eu amo Addy mais do que eu já amei alguém ou qualquer coisa na minha vida, e isso nunca vai mudar. Isso aconteceu rápido? Isso aí. Ainda assim, o sentimento é real e profundo.


Quando eu finalmente me afasto, seus belos olhos castanhos estão cheios de dor. —Eu não sou boa o suficiente para você, Brew. Quem me dera, mas não sou. Eu quero que você encontre uma mulher que mereça você. Você precisa de alguém que esteja limpo, e isso é algo que eu nunca serei novamente—. —Você está limpa, Addy. Não há uma coisa sobre você que seja suja.— Depois de puxar seu rosto para o meu peito, eu coloco meu queixo em cima de sua cabeça. — Mas você precisa saber que você poderia estar suja, e eu ainda quereria você—.


o Capítulo 24

Olhando para baixo para o meu sobrinho, eu encontro meu primeiro sorriso verdadeiro do dia. —Ele é bonito, Alex. O garotinho mais perfeito que já vi—. Ela pede que eu o devolva. —Ele é absolutamente lindo—. Enquanto o coloco em seus braços, Brew e Trix atravessam a porta. Meus olhos pegam o local onde Boz e Smoke, estavam de guarda na porta. Tanto quanto eu odeio que todos eles conhecem meus segredos mais escuros, eu estou tão contente por estarem aqui. Eu não tenho certeza o que eu teria feito sem eles. Sem pensar, caminho até Brew, envolvo meus braços em torno de sua cintura e encosto minha cabeça contra seu peito. —Estou feliz por você ter voltado—. Seus braços se enrolam ao redor de mim enquanto ele beija o topo da minha cabeça. —Eu disse a você, eu só fui pegar algo para você comer—. Antes que eu possa dizer qualquer coisa, Trix empurra uma mochila para mim. —Eu sou melhor do que ele. Trouxe-lhe roupas limpas—.


Quase grito de prazer enquanto agarro o saco e corro para o banheiro. Blake destruiu meu vestido ontem à noite, deixando-me com nada mais do que um pano que não cobria o meu corpo. Antes mesmo de Brew me tirar do quarto, ele tirou a sua blusa e a puxou sobre o meu corpo. Mesmo que estivesse até os joelhos, ainda me sentia nua. Depois de puxar um par de calcinhas limpas, eu empurro minhas pernas em um par de calças de Trix. Eu hesito antes de tirar a camisa de Brew, não querendo perder seu cheiro. Eu, no entanto, coloco a camisa que a minha melhor amiga me trouxe. Depois de passar uma escova no meu cabelo, eu o puxo para dentro de um rabo de cavalo alto e volto para o quarto. Quando entro no quarto, a vibração mudou completamente. Minha irmã e Trix têm um olhar tenso, e Brew se foi. —O que está acontecendo?— —Mamãe e papai estão aqui—, Alex responde sua voz plana enquanto ela balança Cameron gentilmente em seus braços. Meus olhos vão para Trix por um segundo, antes de eu correr para a porta. Minha melhor amiga me para, pouco antes de eu puxar a porta aberta. —Não vá lá, Addy. Os caras estão cuidando disso—. Eu empurro minha cabeça em direção a ela e estreito meus olhos. —Não, já é hora de começar a cuidar da minha merda—. —Você tem feito isso há um ano. Por favor, deixe-os lidar com isso—, ela implora, dando á meu braço um aperto. Ela está me tratando como vidro desde que acordei ontem à noite. Ela também disse que estava arrependida um


milhão de vezes, tendo tudo isso sobre seus ombros, mesmo que nada disto é culpa dela. Neste ponto, eu estaria disposta a dar-lhe qualquer coisa para tirar o olhar de angústia de seus olhos. Eu não posso dar isso a ela, no entanto. Eu tenho que fazer isso, tenho que lidar com meus pais uma última vez. —Trix, eu preciso fazer isso—, eu digo, afastando o suficiente para agarrar sua mão. —Se eu não enfrentálos, eles vão encher meus pesadelos para o resto da minha vida—. —Eu entendo por que você tem que fazer isso.— Ela acena com a cabeça então solta minha mão, só para segurar minha mandíbula. —Apenas tenha cuidado, ok?— —Eu prometo— digo, virando-me e saindo pela porta. Assim que eu faço, Smoke está olhando para mim com fogo em seus olhos. —Que porra você está fazendo aqui, Red?— Eu vou para a ponta dos pés, para que eu possa pelo menos pegar seu peito e dizer: —Eu vou lá vencer alguns monstros que têm feito da minha vida um inferno—. Ele ergue uma sobrancelha enquanto um sorriso se espalha por seus lábios. —Tem certeza de que está preparada para isso? Eu não acho que Brew pode lidar com você quebrando novamente—. Quero dizer-lhe que sim, dizer-lhe que sou mais forte do que ele pensa, mas me recuso a mentir para Smoke. Houve muitas mentiras na minha vida ultimamente, e eu quero colocar isso para um fim agora. Em vez disso, eu tomo um segundo para escolher minhas palavras com cuidado.


—Eu não tenho certeza, mas eu sei que isso tem que ser feito—, eu digo, honestamente. —Se eu quebrar, e isso pode acontecer, será duro para Brew. Mas não há dúvida em minha mente que ele trabalhará para voltar a colocar a minha mente junta novamente—. Smoke imediatamente se afasta e diz: —Vá matar alguns demônios, Red—. Depois de respirar fundo, olho para o corredor e vejo Brew e minha mãe nariz a nariz. Boz está de pé na frente do meu pai, com um sorriso no rosto. Nenhum deles está permitindo que meus pais cheguem perto do quarto de Alex. Eu me apresso e pergunto: —O que eles estão fazendo aqui?— Brew chicoteia a cabeça e ordena —Volte para o quarto, agora—. —Não posso fazer isso.— respondo, aproximando-me da minha mãe. —Preciso falar com eles—. Seus olhos vêm a mim, e a raiva neles quase me faz recuar. Em vez disso, eu empurro meus ombros para cima e tomo uma respiração dando um passo mais perto. Meus olhos nunca saem dela enquanto eu continuo até parar um pé na frente dela. Claro, Brew agarra-me e puxa-me para o seu lado. Seus olhos estão de um perigoso tom de marrom enquanto sacode a cabeça. —Você nunca vai ser uma old ladie que faz o que mandamos, vai?— —O quê?— Eu resmungo com certeza eu não ouvi direito dele. —O que você disse?—


Não há como insinuar que eu era a sua old ladie, não é? Isso leva tempo e um inferno de um monte de compromisso, algo que não tivemos. Então, eu me lembro de que Trix foi reivindicada em um período muito mais curto de tempo. Talvez eu o tenha ouvido direito, depois de tudo. Em vez de responder, ele coloca um beijo no topo da minha cabeça. —Está bem. Eu sempre quis que a minha mulher tivesse um pouco de fogo nela. Acho que tenho que levar o bem com o mal—. —Eu quero ver minha filha e meu neto—, diz minha mãe, trazendo minha atenção de volta para a tarefa em mãos. —Esses homens parecem pensar que têm o direito de me dizer que não—. —Eles têm, considerando que sua filha pediu ao hospital para impedir que você e papai entrem em seu quarto—, eu digo a ela, desfrutando do flash de surpresa que vejo em seus olhos. —Alex não pode fazer isso com seu pai e eu—, diz mamãe, esquadrando seus ombros. —Considerando o que você fez com ela, acho que ela tem todo o direito de barrar as suas entradas em seu quarto— , eu digo, lembrando á minha mãe de seus pecados. Em vez de responder a mim, ela olha para o meu pai. — Você precisa colocar um fim nessa bagunça, agora mesmo, Timóteo. Se não, vou ficar muito chateada—. —Você realmente deixa sua mulher falar assim com você?— Boz solta um bufo, mostrando seu desgosto. — Ela tomou suas bolas quando você disse —eu aceito—?—


Claro, meu pai não responde a ele. Em vez disso, ele se vira e caminha até a estação da enfermeira. Ele vai fazer o que ela disse, provando que Boz está certo. Papai perdeu as bolas no dia em que se casou com minha mãe. Ele as entregou diretamente sobre um prato de prata. —Vamos ver o que acontece agora,— mamãe diz, com um de seus sorrisos superiores no rosto. Por um segundo, deixo o medo assumir. Ele desaparece rapidamente quando vejo como Brew parece relaxado. Se ele estivesse preocupado que meus pais tivessem uma chance de entrar no quarto de Alex, ele estaria com raiva. Percebendo isso, soltei um suspiro aliviado e olho para mamãe. —Eu quero você e papai longe de mim e de Alex. Nenhuma de nós quer ter nada haver com vocês—, eu digo a ela, esperando que ela ouça a força em minha voz. —Desde o momento em que eu descobri que você sabia o que Blake estava fazendo, você está morta para mim. Assim que eu disse a Alex, você a perdeu e seu filho também—. Eu não me importo de dizer a ela que eles nos perderam há muito tempo, no dia em que ela fez Alex casar com Blake, porque ela não entenderia o quanto sua traição machucou Alex e eu. Se o fizesse, não se importaria. Se ela não pode nos controlar, não valemos nada para ela ou para o pai. Mamãe não responde, apenas fica quieta esperando por papai. Quando ele volta, o olhar em seu rosto é quase cômico. Seu medo é facilmente visto, e o fato de que ele está com medo da minha mãe é triste. Olho fixamente para ele por alguns segundos, perguntando-me por que ele permite que ela tenha o controle. Não demora muito


para eu perceber que não há uma resposta para a minha pergunta. —Lydia, precisamos sair—, diz ele, implorando-lhe com os olhos para não começar uma briga. Claro, ela faz de qualquer maneira. —O que quer dizer com sair? Não vou a lugar algum até ver meu neto e Alex—. Ele caminha para seu lado e sussurra: —Se não sairmos nos próximos três minutos, a segurança será levantada para nos remover—. —Eles não podem fazer isso—, grita mamãe, perdendo seu lendário controle. —Por favor, abaixe sua voz,— papai diz, tentando acalmá-la. —Não gostaríamos que nossos amigos soubessem desse mal-entendido—. —Claro que não. Vamos embora, Timothy.— Em um piscar de olhos, ela está de volta para a mãe que eu aprendi a conhecer. —Mas isso não acabou—. Sua ameaça flui sobre mim, não causando o efeito desejado. —Adeus, mãe—. Enquanto eles se afastam, Brew diz: —Seus pais são loucos como a merda, Red—. —Eles eram— digo, inclinando-me para ele. —Mas eles não são mais meus pais—.


o Capítulo 25

Deixando as mulheres todas em cima do bebê, eu saio do quarto do hospital de Alex e vejo Boz e Smoke de pé guardando o quarto. Exceto por algumas saídas rápidas para trocar de roupa ou pegar comida, eles estão aqui o tempo todo. Eu disse a ambos para ir para casa, disse que eu poderia lidar com essa merda por conta própria, mas eles se recusaram a sair. Levantando meu queixo para eles, eu pergunto: —Eu preciso de um cigarro. Querem se juntar a mim?— Na verdade, o que eu preciso era de uma bebida, mas um cigarro terá que chegar por agora. Addy e Alex têm discutido toda a manhã sobre o nome do bebê. Alex queria nomeá-lo Cameron, mas Addy odeia o nome. Ela queria que seu sobrinho fosse nomeado em homenagem à sua mãe, mas Alex não gosta da ideia. Elas estavam sendo umas cadelas uma com a outra até que eu estive pronto para jogar Addy sobre o meu ombro e levá-la para fora do quarto. Mais de uma vez, eu disse à minha mulher que o menino era filho de Alex, então ela deveria ser capaz de escolher o


nome dele. Addy me silenciou e continuou discutindo. Eu juro ver as duas era como obter um vislumbre do meu futuro. Red é como um cão com um osso quando ela quer alguma coisa. Em outras palavras, estou totalmente fodido. —Ela cedeu?— Smoke pergunta enquanto ele dispara uma piscadela para uma enfermeira que passa. Um sorriso se espalha pelo meu rosto quando eu respondo. —Sim, o nome dele é Cameron Alexander—. —Precisamos ter uma conversa, irmão—, diz Boz enquanto me segue até o átrio, a apenas algumas portas do quarto de Alex. Porra! Eu sabia que isso estava vindo. Os pais de Addy têm dinheiro, assim como aquele fodido Blake. Eles poderiam trazer uma tempestade de merda para as portas do clube, e isso é algo que não precisamos agora. O clube tem passado por muita coisa ultimamente para enfrentar outra guerra, mesmo que essa guerra seja com civis. Quando entramos no átrio, retiro um cigarro e acendo-o. —Eu vou lidar com essa merda por conta própria. Eu não espero que o clube intervenha—. —Que merda?— Smoke murmura, tirando um trago de seu próprio cigarro. —Você é nosso irmão. Nós sempre teremos suas costas—. Antes que eu possa dizer qualquer coisa, Boz me corta. — Isto não é apenas sobre Addy e sua irmã. Sua mãe foi a Hoss para uma visita esta manhã—.


Meus olhos vão para Boz, não acreditando no que está saindo desta boca. —Você tem que estar me fodendo, certo?— —Não, irmão, eu não estou—, Boz responde com um movimento de cabeça. —Ela queria que ele nos passasse uma mensagem. Se Alex não voltar para aquele idiota quando ela sair do hospital, eles vão juntar forças e levar o garotinho dela—. —De jeito nenhum, isso não pode acontecer—, eu rosno, passando uma mão pelo meu cabelo. —Não só quebraria o coração de Red, eu não posso suportar a ideia de aquele filho da puta chegar a qualquer lugar perto desse garoto. Para não mencionar, ele precisa ser protegido da mãe da Addy, também. Se ela deixou a sua filha ser estuprada, imagine o que ela faria a um neto—. —É verdade— diz Smoke, com raiva em sua voz. —Esse garoto é inocente. Eu gostaria de vê-lo ficar assim por tanto tempo quanto puder—. Um milhão de pensamentos estão correndo pela minha cabeça de uma vez, e nenhum deles está me dando a resposta que procuro. Eu não posso deixar Addy novamente, mas como posso impedir que isso aconteça? Não é fácil manter um homem longe do seu filho, mesmo que esse homem seja um bom filho da puta. —Temos outro problema, Brew—, diz Boz, ficando cada vez mais agitado com cada palavra que ele diz. —Aquela vadia tem olhado dentro do clube—. —Que diabos?— Murmurei em descrença. —O que você quer dizer?— —Ela deu a Hoss uma lista de irmãos que tiveram um tempo dentro das celas. Também lhe deu uma lista de


correspondências do seu clube—, Boz explica, olhando entre Smoke e eu. —Ela também deu a ele um relatório de crédito para cada membro remendado, dos dois clubes—. —Como diabos ela descobriu essa informação?— Smoke pergunta, e continua: —Mesmo que Red falasse com ela sobre o clube, o que eu acho que não aconteceu, não há como ela saber quem são metade dos irmãos. Ela certamente não saberia nossos nomes reais—. Isto é aonde minha infância vem a calhar. Sendo um garoto rico, de uma família próspera, eu vi merdas assim toda a minha vida. Ao contrário dos meus irmãos, sei o que está acontecendo e eu sei como corrigi-lo. O único problema é deixá-los ir sem armas. —O dinheiro pode comprar praticamente qualquer coisa—, eu digo com um encolher de ombros. —A cadela viu nossos patchs na graduação e colocou seus cães cavando para obter informações imediatamente. Ela provavelmente tinha a informação do clube de Hoss no primeiro dia que Addy lhe disse que Trix era sua amiga—. —Isso não faz sentido,— Boz diz, enquanto Smoke balança a cabeça de acordo. Tentando quebrá-lo de uma maneira que eles possam entender, eu os trago de volta para o mundo que eles conhecem. —Quando alguém fode com o clube, o que é a primeira coisa que fazemos?— —Foda-se— responde Smoke, tirando outro cigarro. Boz balança a cabeça e responde: —Nós descobrimos tudo o que podemos sobre eles—.


Meu irmão está entendendo. Apenas como eu disse a Addy, mantenha seus amigos próximos e seu inimigos mais perto. O que você não sabe pode machucá-lo, então precisamos descobrir todos os segredos dos pais de Addy e daquele fodido, então usar isso para derrubá-los. —Para a cadela da mãe da Addy, nós estávamos fodendo com seus planos bem definidos. Ela não quer nenhum de nós perto de sua filha. Ela sabia que se ela empurrasse demais, Addy se rebelaria—, eu explico, tirando uma tragada do meu cigarro. —Em vez disso, ela obteve as informações que ela precisava. Então, a cadela se sentou nelas até que ela precisasse—. —Nós lutamos fogo com fogo—, Boz diz com um aceno decisivo da cabeça. —Vamos abrir o armário da cadela e ver que esqueletos ela está escondendo—. —Eu digo para simplesmente abatermos os filhos da puta—. Smoke adiciona com um encolher de ombros. — Poderíamos fazer parecer um acidente, tirá-los todos de uma vez—. Um sorriso se espalha pelo meu rosto com a sinceridade no rosto do meu irmão. —Eu gostaria que pudéssemos cara. Diabos, eu já tinha planejado isso, mas não pode acontecer agora. O que ela mostrou a Hoss não é brincadeira. Não há dúvida em minha mente que ela tem um inferno de muito mais do que ela está mostrando. Precisamos descobrir o que é antes de terminar com isso—. —Puta cadela,— Smoke rosna para fora, suas mãos apertando em punhos.


Depois de concordar com a cabeça, eu olho para Boz e digo: —Precisamos chamar Hack da estrada, levá-lo a investigar suas finanças—. Hack é o tesoureiro do clube, um bom amigo e um grande irmão. Ele também é um dos melhores hackers nos Estados Unidos, se não do mundo. Quando ele tinha vinte e três anos, ele foi pego invadindo a base de dados da FCC16. Ele passou quatro anos preso. Enquanto estava lá, ele conheceu um dos irmãos. Quando ele saiu, ele queria um patch. Não demorou muito para ganhá-lo. Sua old ladie foi golpeada lateralmente por uma grande plataforma há cerca de dezoito meses. Ela passou duas semanas em coma antes de finalmente desistir de lutar. Depois disso, Hack saiu dos trilhos. Todos os dias, tínhamos de vê-lo morrer um pouco mais. Finalmente, três meses atrás, Boz disse-lhe para ir para a estrada e ficar lá até que ele descubra se ele ainda tem uma razão para viver. —Você acha que ele está pronto para isso?— Smoke pergunta, jogando seu cigarro no chão. —Eu acho,— Boz responde, olhando entre nós. —Já o chamei. Deverá estar no clube amanhã à noite—. —Bom—, murmuro, pensando em tudo o que precisa ser feito. —Quero minha mulher segura—. A primeira coisa a se fazer, é ter uma longa conversa com Addy. Ela vai ter que me contar como essa merda começou, desde o início até o fim. Eu faço parte dela. É difícil saber o que ela teve que fazer, mas eu entendo que 16

* Órgão regulador da área de telecomunicações e radiodifusão dos Estados Unidos.


ela sentiu que não tinha escolha. O que eu não entendo é como ele chegou a esse ponto em primeiro lugar. —Eu não vou fazer isso por Addy. Eu faria, mas não posso. Até que você a reivindique, ela não obtém a proteção do clube—. Pres diz, em seguida, olha para mim e acrescenta: —Isso é pelo clube, porque essa puta pensou que ela pode mexer comigo e meus irmãos. O bônus é que, Addy e sua irmã também se protegem—. Eu aceno, deixando-o saber que eu entendo. —Ela será reclamada, e isso vai acontecer em breve—.


o Capítulo 26

Brew coloca o berço na van, a mesma van que ele usou quando me sequestrou, e bate a porta. —Você acha que o pequeno homem vai precisar de mais alguma coisa?— Alex e Cameron estão chegando em casa hoje. Como eles não têm mais lar, Brew insistiu que voltássemos para o clube com ele. Mesmo Boz concordou que é a melhor opção por agora. Não tenho certeza de que levar um recém-nascido para o clube é uma ótima ideia, mas o pensamento de estar lá novamente enche-me com emoção e felicidade. Antes de sair do hospital, porém, precisávamos pegar algumas coisas para eles. Desde que tudo o que Alex possui e tudo o que compramos para Cameron está na casa de Blake, Brew me trouxe ás compras para conseguir o que eles precisavam. Tenho a certeza que ele exagerou. Considerando tudo o que ele comprou para o meu sobrinho, é duvidoso. —Eu não penso assim, mas se ele precisar, nós obteremos mais tarde—.


—Parece um plano para mim—, diz Brew, pegando minha mão e me puxando para o outro lado da rua. —Vamos pegar algo para comer—. —Precisamos voltar ao hospital.— Eu respondo, dando a mão um puxão. —Alex ficará preocupada se demorarmos muito tempo—. Mesmo que Trix e os caras estejam lá com ela, eu ainda estou preocupada. O parto foi duro para o seu coração. Ela conseguiu passar por isso, mas o médico disse que mais um toque ela morreria. Isso me assustou demais. Eu duvido que vá esquecer esse medo até que ela tenha sua cirurgia cardíaca. Eu só espero que Blake não deixe cair o seguro de Alex antes que ela possa tê-la. Abri o meu coração para Brew, contei-lhe tudo. Ele agora sabe tudo sobre Blake, tudo o que aconteceu, e quanto tempo durou. Ele também entende que a situação de Alex foi tão ruim quanto a minha. Em vez de me repreender, culpando Alex ou eu, ele prometeu que sua cirurgia seria coberta. Eu percebo que ele provavelmente não entende o quão caro ela será, mas sua promessa ainda era um bálsamo para minha alma. Ignorando-me, ele dirige-se para uma loja de sanduíches. —Você não comeu nada durante todo o dia e nem eu, então eu acho que temos tempo para agarrar uma mordida— Percebendo que ele está certo, eu sigo. Ambos fazemos os nossos pedidos, e em poucos minutos, a nossa comida está em nossas mãos. Em vez de sentar em uma mesa no restaurante, Brew leva-me de volta através da rua. No início, eu acho que ele planeja comer enquanto ele dirige. Em vez disso, ele passa a van e dirige para um parque nas proximidades. Encontrando um banco, ele me puxa


para baixo ao lado dele e começa a desembrulhar seu sanduíche. Puxando um guardanapo para fora da bolsa, coloco-o em meu colo e pego meu sanduíche. —Tem certeza que haverá espaço para todos nós no clube? Olhe para quanta coisa pegamos hoje. Cameron pode ser pequeno, mas ele tem mais merda do que dez adultos—. —Por um tempo—, diz ele, depois de engolir uma mordida. —Vai ser, até que possamos entrar em casa—. Minha cabeça se aproxima dele. —Que casa?— —Eu comprei um lugar não muito tempo atrás. Está apenas a alguns quarteirões do clube—, diz ele, com um encolher de ombros quase imperceptíveis. —O lugar precisa de trabalho, mas tem ossos bons. Eu já enviei alguns dos prospectos lá para começar—. Meu coração está batendo tão alto que eu posso ouvi-lo em meus ouvidos. —Você tem uma casa para nós nos mudarmos? Alex, Cameron e eu?— —Não se esqueça de mim, Little Red—. Ele acrescenta, ainda comendo seu sanduíche como se ele não tivesse apenas balançado meu maldito mundo. Brew quer que vivamos juntos? Quando ele tomou essa decisão? Como diabos isso aconteceu, e por que diabos estou tão animada com isso? Não é muito cedo? Não deveria estar com medo? Não deveria estar enlouquecendo? Respirando através do meu nariz, eu tento acalmar meu coração acelerado. —Vamos nos mudar juntos? É isso que você está dizendo?—


—O que você acha que estamos fazendo aqui, Red?— Ele pergunta, empurrando seu sanduíche de volta à bolsa e colocando-a ao lado dele no banco. Eu olho para ele, tentando descobrir o que ele está perguntando. —Eu não sei o que você quer dizer—. Ele estende a mão e sacode o sanduíche da minha mão. Depois o coloca no saco dele, me puxa em seu colo e enterra seu rosto em meu cabelo. —Droga, Addy. Eu quero que você seja minha mulher. Algum dia, eu quero o meu anel em seu dedo e minha tinta em sua pele. Quando eu disse que eu comprei uma casa, eu deveria ter dito que eu comprei quando eu finalmente conheci a mulher que me fez querer não estar mais sozinho. Eu não tinha nenhuma razão para comprar uma até que você entrou em minha vida—. —Mas...— Eu começo, tropeçando em minhas palavras, e dizer a primeira coisa que vem à minha mente. —Eu não sou boa o suficiente para você—. Sua cabeça empurra para trás, fazendo com que suas ondas marrons peguem o vento, e ele olha nos meus olhos. Ele está calado por alguns minutos, ainda olhando nos meus olhos. Finalmente, ele levanta a mão e abaixa os lábios para os meus. Seu beijo é suave, nada mais do que um escovar de seus lábios, mas é doce mesmo assim. Quando ele finalmente puxa para trás, seus olhos castanhos são uma tempestade de marrom e verde. —Eu fui para a prisão por tentar matar um homem quando eu tinha apenas dezessete anos de idade.— Eu estou tão chocada que eu não pronuncio uma palavra quando ele continua. —Ele violou minha irmã de quinze anos, Trina. O homem tinha quase quarenta anos de idade, e ele era um convidado em nossa casa na época. Depois que isso


aconteceu, nossos pais se recusaram a chamar a polícia ou mesmo forçá-lo a sair da casa. Estavam mais preocupados com a aparência dos amigos do que com a filha—. A dor dispara através do meu peito quando percebo quão semelhantes são as nossas duas histórias. A dela é pior, porém. Ela era apenas uma menina, uma criança que deveria ter sido protegida. Um mal desse tipo nunca deve tocar em alguém tão inocente. —Oh meu Deus,— eu murmuro, agarrando a frente de sua camisa. —Sua irmã está bem?— —Ela era apenas uma menina. Ela estava coberta de hematomas e sangue. Ele a machucou. Brew responde, enquanto olha além de meu ombro. —Trina gritou e chorou. Eu juro, eu achava que suas lágrimas nunca iriam parar—. Em minha mente, tudo que eu posso ver é uma menina sendo brutalizada por um homem crescido. Tudo o que Blake fez comigo, transferido para ela. Eu juro, posso sentir sua dor, seu medo e, acima de tudo, sua confusão. Se eu pudesse, eu teria tomado seu lugar. —Você já ouviu falar de Decker Creameries?— Ele pergunta, trazendo seus olhos de volta para os meus. Meus olhos piscam para sua rápida mudança de assunto. Decker Creameries é uma das maiores redes de sorvetes do mundo.


Inferno, passamos por dois deles enquanto comprava coisas para Alex e Cameron. Eles fazem o melhor chunky monkey17 que eu já provei. —Claro, eu conheço., respondo, sem entender por que ele perguntou. —Meu nome é Isaac Decker—, ele diz, com um sorriso triste no rosto. —Meu bisavô fundou a empresa quando tinha apenas vinte e seis anos. Ele passou para o meu avô, que faleceu catorze anos atrás. Meu pai é o CEO desde então—. Bom Deus, Brew é rico. Não, isso não é exatamente verdade. Ele é milionário ou, pelo menos, sua família é. A riqueza dos meus pais não seria uma penitência em comparação com a fortuna da família Decker. Como eu não soube disso antes? —Por que você não me disse?— Eu questiono, me perguntando que outros segredos ele está escondendo. Assim que o pensamento atravessa minha mente, eu percebo como soa ridículo. Eu tenho mantido minha parte justa de segredos, também. Ainda estaria, se todo mundo não tivesse entrado enquanto Blake estava me atacando. —Isso importa? Isso muda o que você sente por mim?— Ele pergunta, seus olhos ainda trancados nos meus. Minha resposta é instantânea. —Claro que não—. —Isso não é mais quem eu sou, não desde o dia em que meus pais se recusaram a fazer o violador da minha irmã pagar por seu crime—, ele disse, então começa a me contar sobre como ele acabou na prisão. 17

Marca de sorvete


Depois que ele termina, eu pergunto: —Como está sua irmã agora?— Ele me olha de novo, a tristeza enchendo seus olhos. — Ela é casada com ele, casada com o bastardo que a estuprou—. Eu não posso manter o suspiro de escorregar fora dos meus lábios. —Não, você está errado—. Ele continua a contar-me o que descobriu no dia em que saiu da prisão. Sua irmã compartilha agora crianças com seu violador. Então, ele fala sobre uma viagem secreta que ele fez para vê-la, uma viagem que nem mesmo seus irmãos conhecem. —Ela me disse para ficar longe dela,— Brew diz com a sua voz cheia de dor. —Trina estava envergonhada de mim. Ela disse que não queria que ninguém a visse falando comigo—. Incapaz de pensar nas palavras certas para dizer, eu simplesmente envolvo meus braços ao redor dele e deito minha cabeça contra seu peito. Nós dois ficamos quietos por alguns minutos, apenas segurando um ao outro. Finalmente, ele me empurra de volta para olhar para mim novamente. —Você acha que não é boa o suficiente para mim, acha que está suja e quebrada—, ele sussurra, enquanto coloca as mãos em minhas bochechas. —Para mim, você é linda e forte. Você fez o que tinha que fazer para proteger sua irmã, assim como eu—. —Estou me apaixonando por você, Brew—, eu digo, nem mesmo tendo um segundo para pensar sobre minhas palavras.


Seus olhos cor de avelã mudam para verde enquanto ele responde, —Igualmente—

o Capítulo 27

Tomou uma fodida eternidade para colocar Alex e Cameron dentro da van. Primeiro, o médico precisava entrar e dar instruções. Então, outro médico entrou para falar sobre sua próxima cirurgia cardíaca. Depois disso, havia um milhão de papéis para assinar. Claro que, quando estávamos prestes a fazer as malas, Little Man 18decidiu que ele estava com fome, e ele não estava disposto a esperar para ser alimentado. Quando era finalmente hora de sair, Addy tratou a irmã dela como vidro, preocupada que cada movimento que ela fizesse pudesse desencadear um ataque cardíaco. Depois de ouvir o médico conversar com Alex, eu tenho que admitir que estivesse um pouco preocupado. Quando ele estava discutindo os danos adicionais que o parto fez em seu coração, eu fiquei mais e mais puto com seus pais.

18

Significa: Pequeno Homem. Nome que Brew usa com o filho de Alex.


Dirijo a van enquanto os meus irmãos me seguem em suas motos. Round, o pai do Smoke, trouxe a van para nós ontem, e levou minha moto de volta para o clube. Depois que nós começamos a carregar tudo para fora do hospital, todos estávamos prontos para ir, então nós dirigimos em direção ao clube. Boz tentou convencer Trix a voltar para o hotel uma ou duas vezes, mas ela se recusou. Eu nunca mencionei isso para Addy. Eu sabia melhor. Às três horas em que estávamos conduzindo se passaram arrastando, tanto que Addy e Alex adormeceram. Os únicos sons na van são os gemidos ocasionais do bebê e um silêncio quase mortal da van. Com a estrada chegando ao fim, eu vejo nossa casa chegando. Red fez um milhão de perguntas sobre a casa, mas não havia muito que eu pudesse dizer a ela. Eu queria pelo menos tê-la preparado antes que ela visse, mas ela está tão excitada que eu tenho que dar a ela pelo menos uma pequena olhada. Abaixando a janela, eu coloco a mão para fora e movimento para os meus irmãos irem dar uma volta. Quando eles o fazem, eu puxo para estacionar enquanto dou um pequeno abanão em Addy. Seus olhos piscam algumas vezes antes de virem para mim. —É isso, Red—, eu digo, acenando com a cabeça para a casa. Quando ela finalmente se vira para olhar para ela, um suspiro deixa sua boca. —Oh, Brew, é linda—. Ela está errada. Não é, mas será um dia. A casa foi originalmente construída nos anos vinte, uma enorme monstruosidade de três andares. Ela ainda tem o revestimento de madeira original, que agora está coberta de pintura branca descascando. Ela tem uma enorme


varanda que envolve toda a casa, com sacada na frente e atrás. —O interior não é tão ruim quanto o lado fora, mas é perto. Os meninos estão terminando, antes de começar a trabalhar nas varandas e na pintura—. Eu digo a ela, enquanto aceno para um prédio no quintal. —Essa é uma casa de hóspedes. Está ainda pior que a casa principal. Mais tarde, porém, vamos consertá-la, e Alex pode ter seu próprio espaço se ela quiser. Se não, ela pode ficar conosco—. Alex se inclina para frente, colocando sua parte superior do corpo entre Addy e eu. —Você não tem que fazer isso por mim, Brew. Vou encontrar um lugar para mim e para o bebê, assim que puder. Meus pais e Blake podem achar que sou inútil, mas não sou. Após a cirurgia, vou arranjar um emprego e cuidar de Cameron e de mim mesma—. Considerando o que o médico disse, vai demorar um bom tempo antes que essa merda aconteça se assim for. Definitivamente não é algo que ela precisa se preocupar agora. Ainda assim, eu entendo sua necessidade de dizer o que ela tinha a dizer, e eu a respeito ainda mais por isso. Addy começa a dizer algo, mas eu a corto. —Você pode fazer o que quiser Alex. Mas você precisa saber, você e Cameron são bem-vindos para viver o resto de suas vidas conosco. Agora você é da minha família também—. Com essas palavras, saio da garagem e dirijo-me para o clube. Assim que nós puxamos para dentro, alguns caras vêm em linha reta à caminhonete e começam descarregar, antes que eu possa mesmo dar a ordem.


Acho que meus irmãos ficaram com essa merda ordenada assim que chegamos. —Pres tem alguns meninos movendo suas coisas para um quarto no segundo andar. Ele quer que ela seja colocada em seu antigo quarto—, diz um prospecto, acenando com a cabeça para Alex. —Seus quartos estarão bem ao lado um do outro. Boz achou que você iria querer desse jeito. Disse se você não quisesse para deixa-lo saber—. —Sim, ele está certo,— eu respondo, pensando no que meu Pres fez por mim. Boz está nos dando os quartos da sua família. É um pouco separado do resto dos quartos, permitindo que o Pres e sua família tenham um pouco de privacidade. Disseram-me que o pai de Boz ficou lá até o dia em que ele morreu. Boz ficou no quarto até que sua mãe se mudou. Então, ele se moveu para baixo com o resto dos irmãos. Agora, ele está me entregando. Porra, meu irmão é um bom homem. —Vamos levá-los para dentro—, eu digo enquanto pego o assento de carro de Cameron, com ele ainda dormindo dentro dele, fora da van. —Eu quero que ajude pessoalmente as mulheres levando essas merdas para cima. Você vai precisar das suas ferramentas. O berço e o balanço têm de ser montados—. O prospecto assente e diz, — Boz disse para assim que você chegasse aqui era para lhe dizer que ele quer te ver em seu escritório—. A mão de Addy vem ao meu braço e dá um aperto. —Eu cuido disso. Vá fazer o que você tem que fazer—.


Coloco um beijo rápido em seus lábios enquanto passo o bebê para ela. —Volto assim que puder—. Deixando-a com os prospectos, eu dirijo-me para o clube. Enquanto ando pela sala comum, vejo Trix saindo e solto um suspiro aliviado. Confio nos meninos com Addy, mas ela precisa de alguém ao seu lado que ela conheça. Eu entro no escritório de Boz e o vejo sentado atrás de sua mesa. Smoke está na cadeira em frente a ele, bebendo uma cerveja. Seu pai, Round, está encostado na borda da mesa de Boz, fumando um cigarro. Eu sabia que todos estariam aqui esperando para ter minhas costas. Quando meus olhos pousam em outro homem, sentado em uma mesa trabalhando em um laptop, um sorriso se espalha pelo meu rosto. —Bem-vindo a casa, irmão—, digo, caminhando em sua direção. Hack olha por cima do ombro, um sorriso no rosto também. —É bom estar de volta—. Olhando em seus olhos, posso dizer que suas palavras são verdadeiras. As sombras que vêm vivendo lá, desde que sua old ladie morreu, desapareceram. Elas não foram embora, mas há apenas um traço delas deixadas para trás. Movendo-me em direção ao laptop, pergunto: —Você já encontrou alguma coisa?— —Eu puxei todos os registros públicos sobre os pais da sua mulher e o cabeça de pau que vai morrer em breve—, diz ele, voltando para seu laptop. —Cavando um pouco mais, descobri que seus pais têm quase uma dúzia de contas bancárias espalhadas pelo estado. Só isso não me


disse muito, mas a forma como eles transferem o dinheiro de um lado para outro entre elas me faz saber que algo está acontecendo—. —Não há razão para ir mais longe, Hack— digo, sabendo que é hora de contar a eles o meu plano. —Eu cresci em torno de pessoas como eles. Eu sei como acabar com essa merda, sem gastar mais tempo escavando a porra da sujeira deles—. —Quer compartilhar?— Perguntou Round, caminhando em minha direção. —Você pode configurar as contas para Addy e Alex?— Eu pergunto, dirigindo a minha pergunta para Hack. Ele nem sequer olha para cima enquanto acena com a cabeça. —Claro que posso—. Depois disso, passo os próximos minutos a dizer-lhes o meu plano para bater os pais de Addy onde vai doer mais, as suas contas bancárias. Quando termino, eu pergunto: —Vocês querem dar uma volta, esta noite?— —Estou dentro,— Smoke diz, balançando a cabeça. —Tem certeza de que é isso que você quer irmão?— Boz pergunta, levantando-se de sua mesa. —Se alguém fizesse essa merda sobre minha mulher, eu iria querer que eles morressem—. Eu penso sobre minha resposta por um segundo, querendo me certificar que compreendam a raiva que eu estou sentindo. —A morte seria muito fácil para eles. Eu os quero machucados. Não ter seu dinheiro vai machucálos mais do que qualquer outra coisa—. —Eu concordo com você—, diz Hack, finalmente fechando o laptop e virando-se para olhar para mim. —


Desta forma, podemos ficar de olho neles. Se eles começarem a reconstruir sua fortuna, podemos foder com eles novamente. A diversão nunca acaba—. Um sorriso maligno se espalha pelo rosto dele, provocando uma risada dentro de mim. Eu espero como o inferno nunca ver o lado mau de Hack. Não há como dizer que tipo de dano ele poderia fazer. Ele é um gênio maldito. —Agora, para o filho da puta que tocou minha mulher. Fui até ele antes de sairmos do hospital. Ele ainda está se recuperando do açoite que Smoke lhe deu. Eu quero esperar, deixá-lo pensar que ele está seguro e dar-lhe tempo para fazer o primeiro movimento. Então, acabamos com o seu traseiro—.


o Capítulo 28

Depois de finalmente ter todas as coisas do bebê juntas, os prospectos deixaram o quarto. Poucos minutos depois, Trix aparece com o jantar para Alex e para mim. Conversamos enquanto ela come, fazendo planos para o futuro. As coisas podem não ter sido da maneira que planejamos, mas estamos seguras e juntas e isso é tudo o que importa. Isso é tudo o que eu sempre quis de qualquer maneira, estar longe de nossos pais e do monstro com quem ela foi forçada a casar. Com eles estando tão perto, estou preocupada que eles venham e tentem tirar Cameron de nós. Surpreendentemente, Alex não está. Ela me disse para colocar minha fé em Brew. Ele diz que vai nos proteger se deixarmos, então não há motivo para se preocupar. Ela está certa, mas eu simplesmente não consigo afastar o medo de que algo ruim vai acontecer. —Ele é um bom homem,— Alex diz enquanto coloca Cam no berço. —Estou tão feliz que vocês dois se encontraram—.


Forçando um sorriso aos meus lábios, eu lhe digo algo que ela provavelmente já sabe. —Acho que estou apaixonada por ele—. —Não, você não acha isso. Você sabe—, ela diz, enquanto se muda para uma das camisolas que eu comprei. — Aposto que você se apaixonou por ele no dia em que vocês se conheceram—. Uma risada escapa da minha boca quando penso no dia em que Brew e eu nos encontramos. De jeito nenhum minha irmã estaria dizendo isso se ela soubesse sobre o sequestro. Ela nunca vai saber, no entanto. Mesmo que já esteja feito e já tenha terminado, ela ainda vai ficar furiosa se ela descobrir como o meu relacionamento com Brew realmente começou. Depois de lhe dar um rápido abraço, eu digo: —Falo com você pela manhã—. Quando eu estou indo para a porta, ela diz o meu nome. —Amo você, Addy. Você é a melhor irmã que uma mulher poderia ter—. —Amo você também, mana—, eu digo enquanto olho por cima do meu ombro. —Mas, você está errada. Eu deveria ser, porque eu tenho a melhor irmã do mundo—. Com isso, saio do seu quarto e caminho para o meu. Um banho é a única coisa em minha mente agora. Tomar banho no hospital com os seus sabonetes, é como se não tivesse tomado banho, por isso esta era a minha prioridade. Depois disso, vou subir na cama e dormir um pouco. Aquela cadeira em que dormi no hospital me deixou completamente quebrada. Enquanto caminho pelo corredor, os sons do clube atingem meus ouvidos. Os meninos estão em festa, como


sempre. É bom estar aqui no clube novamente. Espero que eu possa desfrutar plenamente desta vez. Da última vez, aquele sentimento de que eu tinha que voltar para Blake, não me deixou aproveitar. Agora, nada me impede de ser completamente livre. Pegando uma das blusas de Brew, entro no banheiro e giro a água para que possa aquecer. Em poucos segundos, o banheiro está coberto de vapor. No hospital, o melhor que eu consegui era água morna. Esperançosamente, a água em nossa casa nova não será a mesma. Porra parece estranho dizer 'nossa casa'. Acho que ainda estou chocada por Brew querer que eu e ele nos mudemos juntos. Depois de rapidamente lavar a sujeira do hospital, eu me seco e coloco a blusa de Brew. Agarro a escova e a executo rapidamente através do meu cabelo, em seguida, saio rapidamente do banheiro. Meus olhos são automaticamente atraídos para Brew, que está deitado na cama. Ele ainda está completamente vestido, mas a imagem que ele representa, deitado na cama, é sexy como o inferno. O que detém meus olhos é o nó visível em sua calça jeans. —Eu pensei que você já estaria dormindo,— Brew diz enquanto usa seus antebraços para levantar da cama. —Eu não queria ir dormir sozinha—, eu digo ainda parada na porta. —Eu sei que você vai manter os pesadelos longe—. Ele não se move, apenas fica ali olhando para mim. — Seus pesadelos acabaram, Red. Os meninos e eu estamos indo fazer uma visita aos seus pais esta noite. Eles não vão mais incomodá-la ou Alex—.


Meu coração salta uma batida em suas palavras. —Você não os conhece como eu. Você não pode ir até sua casa. Você tem que ter cuidado—. —Eu posso não conhecê-los, mas eu conheço muitos idiotas fodidos como eles. Dinheiro significa tudo para eles, e eles não vão deixar que nada fique entre eles e seu dinheiro, nem mesmo os seus filhos.—, ele diz, então toma em uma respiração profunda. —Quando eles souberem que o dinheiro está em risco, eles vão recuar e ficar longe—. Quero discutir com ele e dizer que ele está errado. Eu não vou, porém, porque ele provavelmente não está. Em vez disso, meus olhos voltam para sua protuberância. —Você poderia ter vindo para o banho comigo, assim eu poderia ter cuidado desse problema—. Sua mão vai direto para sua virilha apertando o seu pau duro. —É tudo você, Little Red. Eu estou sempre duro quando você está ao redor—. Afastando-me da parede, eu digo: —Eu estava no banheiro. Eu não estava perto de você—. Brew se levanta da cama, caminha até mim e diz: —Você não precisa estar. O pensamento de você nua e molhada é o bastante para me fazer ficar duro como uma rocha—. Ficando nas pontas dos pés, eu coloco um beijo em seus lábios e sussurro. —Bem, eu estou pensando que devemos fazer algo sobre isso—. Em vez de pegar a minha oferta, ele se afasta e caminha ao meu redor. —Eu vou pular no chuveiro realmente rápido, e então podemos finalmente conseguir um bom sono—.


Então ele está no chuveiro, com a porta fechada, antes que eu possa piscar. Algo sobre a rapidez da sua recusa me diz que algo está errado. É quase como se ele não quisesse que eu o tocasse. De repente, tudo vem esmagando sobre mim. As mãos de Blake no meu corpo, seu dedo e outras coisas dentro de mim, e finalmente Brew vendo Blake em cima de mim. Porra, ele não me quer mais. Sem pensar sobre o que estou fazendo, eu começo a empurrar as minhas coisas de volta em sacos, os mesmos sacos que os prospectos apenas tinham desempacotado. Eu não tenho ideia de onde estou indo ou o que vou fazer quando eu chegar lá. Não importa, entretanto. Eu só tenho que sair daqui agora. Estou indo em direção à porta quando Brew sai do banheiro, ainda completamente vestido. —Para onde diabos você vai?— Ele pergunta seus olhos se estreitando perigosamente. —Eu estou saindo,— eu murmuro, tentando manipular a bolsa para que eu possa abrir a porta. —Você não me quer mais, então não há motivo para ficar—. Antes que eu possa puxá-la aberta, Brew está puxando os sacos de meus braços e lançando-os através do quarto. —Do que você está falando, Red?— —Você não podia fugir mais rápido de mim, enquanto eu te beijava.—, eu grito, tentando afastá-lo de mim. Brew solta um grunhido e me agarra pela cintura. Ele nos marcha em direção à cama e me joga nela. Um segundo depois, suas mãos estão em torno de meus tornozelos enquanto ele me puxa para a borda da cama. Ele fica entre minhas pernas, respirando fundo. Quando


seus olhos finalmente vêm a mim, eles são marrom escuro e cheios de raiva. —Eu não queria assustá-la,— ele rosna, nunca quebrando o contato visual. —Depois que Trina foi estuprada, ela se assustava se alguém chegasse perto dela—. Minha raiva se desvanece com a vergonha que me enche por deixar minha mente saltar para conclusões que meu coração sabia que estava errada. —Sinto muito, Brew. Minha mente estava brincando comigo—. —Eu sempre te quero, fodidamente sempre.— Ele se inclina, pairando apenas alguns centímetros na frente do meu rosto. —Então, eu não quero mais nada além de estar enterrado profundamente em seu corpo, e eu não quero que você se sinta desconfortável. Eu queria dar-lhe tempo para superar o que esse fodido fez com você—. Estendendo a mão, eu acaricio suas bochechas. —Eu estava o deixando para trás no minuto que você me disse que eu era sua—. Seus lábios descem sobre os meus, provando sua necessidade. —Estou tão fodidamente louco por você agora, não tenho certeza se posso fazer amor com você—. Demora um segundo para suas palavras fazerem sentido para mim. Quando o fazem, um sorriso se espalha pelos meus lábios. —Então me foda em vez disso—. Tão rápido quanto o relâmpago, ele está me levantando e me jogando sobre meu estomago. —Você pode lidar com uma foda suja?—


Empurrando para cima em meus joelhos, eu puxo minha camisa sobre a minha cabeça. —Desde que seja com você, eu posso lidar com qualquer coisa—. Eu posso ouvi-lo trabalhando seu zíper e os sons dele abrindo um preservativo. Meus olhos vão para ele, admirando a beleza do meu homem. A visão de seu pênis arranca um gemido de dentro de mim. Ele é longo e grosso, coberto com as veias que eu amaria poder lamber. Passando minha língua sobre meus lábios, eu digo: — Venha aqui—. —Não desta vez, Red.— Um sorriso se espalha em seu rosto enquanto seus olhos castanhos brilham em um verde brilhante. Então, ele empurra minha calcinha para o lado e afunda dois dedos profundamente dentro. Seus dedos deslizam dentro e fora de mim enquanto seu polegar brinca com o meu clitóris. Seus dedos ganham, massageando-me profundamente, fazendo um gemido sair pelos meus lábios. Eu sinto a libertação se construindo dentro de mim. Antes de eu fazer, ele puxa os dedos e bate no meu traseiro com força suficiente para fazer todo o meu corpo tremer. —Isso é por não saber o quanto eu preciso de você—, ele diz, dando outra palmada punitiva. —Nunca pergunte o que sinto por você de novo—. Seus dedos estão de volta dentro de mim antes que eu possa me mover. Ele desliza-os dentro e fora por um segundo antes de puxá-los novamente. Então, ele volta para minha bunda.


Em vez de espancá-la novamente, ele massageia minha carne. Então, seus dedos vão para o local que nenhum homem já conheceu, nem mesmo Blake. Ele toca por apenas um minuto antes de dizer: —Isso vai ser duro e rápido, Red—. Agarrando meus quadris, ele se alinha com minha buceta. Então, ele me enche até á raiz em um golpe quase brutal. O suspiro que sai de meus lábios é uma mistura de dor e prazer enquanto minha profundidade se estica para acomodar seu grande pênis. Minha buceta se convulsiona em torno dele, provando que o prazer ganhou. Ele bate em mim, uma e outra vez, não há um traço gentil nos movimentos que Brew faz dentro de mim. Puxando para fora até a ponta, ele desliza para dentro de mim e solta um gemido estrangulado. Uma mão deixa meu quadril para pegar meu cabelo, forçando minha cabeça para trás. —Nunca duvide de quanto te quero Addy—. —Nunca,— eu murmuro, quando eu vou ao encontro de cada impulso. Brew trabalha seus quadris mais rapidamente, batendo na profundidade do meu interior. Ao mesmo tempo, seu polegar move-se para rasgar meu clitóris. Meu orgasmo começa a se construir, crescendo cada vez maior com cada impulso. Finalmente, a barragem quebra, e eu atiro minha cabeça para trás e grito, quando o meu corpo inteiro treme com prazer. Ele bate em mim uma última vez e encontra sua própria libertação. Vindo para baixo na cama ao meu lado, e com o seu pau ainda enterrado em minhas profundezas, ele diz, —você vai duvidar de mim de novo, Red?—


Eu puxo uma respiração tão necessária e respondo, — Nunca—.

o Capítulo 29

Fazendo o nosso caminho até as escadas, eu levo os meninos para a terceira porta à direita. Eu silenciosamente giro a maçaneta e ando em direção à cama. Enquanto eu olho para baixo para a cama onde os pais de Addy estão dormindo, eu levanto meu punho no ar avisando que é hora de começar. Um segundo depois, Smoke acende a luz e grita —Vamos fazer essa merda—. Claro, a mãe de Addy é a primeira a acordar. Ela sobe na cama, puxando o lençol para cobrir os seios nus. — O que você está fazendo aqui?— —Foda-se, irmão, Boz diz, batendo em mim no ombro. —Ela pode ser uma cadela, mas se Addy sustentar metade do que ela tem você vai ser um homem feliz—.


Todo o seu corpo começa a vibrar de medo quando ela põe a mão sobre o marido e lhe dá um aperto brusco. — Acorde, Timothy—. Não há nenhuma razão para ela emitir a ordem. O homem já está bem acordado com os olhos treinados em mim. —O que você quer?— Um sorriso se espalha pelo meu rosto. —Então, Sloan você fala?— —Por favor, basta nos dizer o que você quer e nos deixe em paz—, diz ele, sentando-se na cama. Olhando para ele, não posso deixar de sentir um pouco de piedade. Ele tem o mesmo olhar quebrado em seus olhos que eu vejo cada vez que eu olho para sua filha. É como se o mundo, melhor ainda, sua mulher o tivesse comido e o cuspido para fora. Ainda assim, meu ódio supera qualquer piedade que sinto. —Queremos falar com você sobre algumas informações que sua esposa compartilhou com Hoss—, diz Boz, chamando a atenção do pai de Addy. Os olhos do homem empurram para sua esposa, e ele pergunta, —O que você tem feito Lydia?— —O que você não fez, Timothy—, ela responde, dizendo seu nome como se fosse um palavrão. —Como sempre, eu tenho que fazer o que é necessário para proteger a nossa família—. Como se estivesse assistindo a uma ruptura de barragem, ele está completamente desolado. Ele torce seu corpo em direção a sua esposa, agarra seu braço, e puxa seu rosto para seu peito. Sacudindo-a violentamente, seus dedos cortam seu braço com um aperto viscoso. Os


meninos e eu estamos ao redor e vemos o homem pegar de volta suas bolas, cada um de nós com um sorriso no rosto. — Eu disse a você que esses homens não são os homens que você fode ao redor do nosso clube, ele diz, pontuando cada palavra com outro aperto. — Eu disse que eles iriam nos machucar se você não parasse. Mas você não ouve, porque você nunca ouve. —Eles não vão me deixar ver meu neto!— Ela grita, tentando puxar para fora do seu aperto. —Eles nem sequer me permitem ver minhas próprias filhas—. Seu rosto está quase roxo de raiva enquanto ele grita: — O que você espera? Você forçou uma de nossas filhas a se casar com um monstro, e você deu a outra em um prato de prata—. Essa é a minha sugestão para intervir. —Você fez a mesma coisa. Você traiu as duas meninas, e você é o pai delas. Era seu dever protegê-las—. —Você está certo.— ele murmura, deixando sua esposa ir e balançando as pernas sobre a borda da cama. —Eu vendi minha alma ao diabo há vinte e oito anos. Eu estive caindo mais e mais fundo nas profundezas do inferno desde então—. Com essas palavras, ele se levanta e segura os braços ao seu lado. —Vá em frente e me mate. Ponha-me fora da minha miséria—. Smoke solta um assobio baixo antes de vir para ficar ao meu lado. —A família da sua mulher está fodida, irmão— . Antes que eu possa responder, a mãe de Addy está pulando da cama e agarrando sua veste da cadeira no


canto. Assim que ela está coberta, ela se vira e olha para nós. —Se você não sair imediatamente, vou mandar prender todos vocês—. —Eu não faria isso se eu fosse você—, diz Hack, enquanto entra na sala, carregando um laptop. Assim como planejamos, ele começa a ler os números de suas contas. —03225864865877, 05668758425483, 0879896253157.— —O que você está fazendo?—, Pergunta a mãe de Addy, parecendo mais perplexa do que assustada. Em vez de responder, Hack continua com o plano. — 0544862131548, 0715404883246, 0691139...— —Ele está lendo as nossas informações das contas bancárias.— O pai de Addy o interrompe, respondendo à pergunta da esposa. —Como eu disse, Lydia, estes não são seus inimigos comuns—. —Por quê?— Ela chia, olhando para seu marido com medo real em seus olhos. —Como eles poderiam obter essa informação?— Em vez de responder à sua pergunta, tenho uma das minhas. —Por que você tem onze contas bancárias diferentes, com oito bancos diferentes—? Você não estaria escondendo dinheiro, não é? —Eles não têm mais onze—, diz Hack com uma risada. — Agora são seis.— Demora alguns segundos para as palavras se encaixarem em sua cabeça. Assim que elas fazem, a mãe de Addy fica completamente para fora. Seus olhos crescem tão grandes como dólares de prata quando ela coloca uma mão sobre seu coração. Um segundo depois, ela solta um


grito que pode quebrar vidro, e começa a correr em direção a Hack. Smoke a para antes que ela possa alcançá-lo. —Não vai acontecer, mulher—. Boz ergue o queixo e grita: —Hack, por que não mostra aos pais de Red o que está fazendo com o seu tempo?— Um sorriso afetado cobre o rosto de Hack, enquanto ele vira o laptop para a mãe e o pai de Addy. —Levei cerca de uma hora para ter acesso a todas as suas contas. Até agora, mudei todo o dinheiro que você tinha nos bancos em Nashville. Imagino que será suficiente para cobrir as contas de hospital da sua filha—. A mãe de Addy solta outro grito, mas Smoke cobre sua boca antes que ela consiga dizer qualquer palavra. Como de costume, o pai de Addy fica parado ali com as mãos ao seu lado. Ele observa tudo sem dizer uma única sílaba. Considerando que sua esposa estava nua em sua cama, eu estou supondo que o homem ainda tem suas bolas, mas não tenho certeza. Hack empurra outro botão e diz, —Lá se foi as contas em Chattanooga. Isso deve ajudar suas filhas a começar a vida corretamente—. Quando ele vai pressionar outro botão, o pai de Addy finalmente fala. —É o bastante. Vamos recuar, nunca mais vamos entrar em contato com Alexandria ou Adyson novamente—. Posso saborear a bile enquanto o vejo trocar suas filhas por dinheiro. Eu esperava isso. Addy me avisou que ele faria isso. Ainda, é fodidamente doentio ver de perto e pessoalmente. O fato de que uma dessas filhas é a minha mulher torna ainda pior.


—Faça isso, irmão—, eu ordeno á Hack, lutando contra o desejo de puxar a minha arma e explodir um buraco na cabeça do homem. Fazendo como ordenado, Hack empurra outro botão. —A conta em Memphis deve cobrir a educação universitária do seu neto—. —Brew—, Boz chama, me dando um olhar que me faz saber que é hora de esta merda terminar. Ele tem razão. Precisamos de algo para segurá-los. Se tomarmos tudo, eles não terão nada a perder se não seguirem as ordens. Agora, essa é a coisa mais importante. Minha vingança virá mais tarde, quando eu colocar uma bala no cérebro de Blake. Será um inferno de muito mais doce do que apenas tomar seu dinheiro. Levanto o queixo e digo: —Não só você vai ficar longe das suas filhas e neto, você também vai cessar todo o contato com Blake Franklin. Se chegarmos a traçar um texto entre vocês e o desgraçado filho da puta, perderão cada centavo.— Quando ambos os pais de Addy acenam com a cabeça, eu me aproximo da sua mãe. Olhando a cadela no olho, eu rosno, —e você vai esquecer-se de cavar para obter informações sobre os Grim Bastards ou qualquer um dos nossos membros. Você vai esquecer que nós já existimos. Se você não fizer isso, sua bunda estará indo viver em uma caixa de cartão—. Toda sua bravata tinha ido embora quando ela acena com a cabeça. —Tudo o que disser—. Incapaz de olhar para as duas pessoas que apenas jogaram seus filhos fora naquele momento, eu piso para fora da sala e volto para minha mulher.


o Capítulo 30

Acordei com o som de Cam chorando. O desejo de correr para ele é forte, mas Alex já me lembrou mais de uma vez que ela é forte o suficiente para tomar conta dele. Ela sabe que precisa de nossa ajuda, mas diz que alimentar e trocá-lo é algo que ela pode fazer sozinha. Forçando-me a não levantar, olho para o relógio. São quase três da manhã e Brew ainda está fora. Uma parte de mim tem medo de morrer, meus pais vão tirar o melhor dele, e meu homem vai acabar na prisão. Estou preocupada que ele os tenha subestimado. Estou com medo de que eles encontrem um meio de arruinar isso para Alex e para mim, como fizeram tudo ao longo da minha vida. Se eu perder Brew agora, não tenho certeza se poderia continuar respirando. Então, novamente, eu sei que meus pais vão subestimar Brew. Eles vão vê-lo como um motociclista com falta de educação que não tem cérebro para vencê-los. Será o erro deles. Meu homem é esperto, um gênio fodido. Ele sabe como são meus pais, o que eles consideram importante, porque seus pais são iguais. Esperançosamente, esse conhecimento o ajudará a derrubá-los. Quando ele fizer,


eu espero como o inferno que eles fiquem fora de nossas vidas para sempre. O choro de Cam continua, rasgando minhas entranhas. Ainda assim, eu fico deitada e espero que Alex o pegue. Quando os minutos continuam passando, eu não consigo me parar de sair da cama. Ela pode querer fazer isso por conta própria, mas se ela está dormindo através de seus gritos, ela obviamente precisa da minha ajuda. Eu visto nada menos que a blusa de Brew, então eu deslizo sobre um par de jeans e coloco a cabeça para fora do nosso quarto. Enquanto abro a porta do quarto de Alex, um arrepio percorre minha espinha. Algo está errado. Olho ao redor, vendo minha irmã ainda adormecida na cama. O luar está brilhando pelas janelas, dando-lhe uma aparência angelical. Movendo meus olhos dela para o berço, eu caminho para Cameron. —Shhh, Litttle Man. Temos que ficar quietos. Sua mãe está dormindo,— eu sussurro enquanto eu o pego e o suporto gentilmente contra meu peito. Enquanto corro círculos lentos sobre suas costas, eu tento me livrar do sentimento que senti quando abri a porta do quarto. Meus olhos procuram o espaço, cada canto escuro. Não há nada, não há Blake, não há pais. Somos apenas nós, e estamos a salvo. Ainda assim, eu não posso parar de me preocupar com o que aconteceria se eles estivessem aqui. Cam começa a chorar novamente, me lembrando de que tenho coisas mais importantes para fazer do que me preocupar com o que pode acontecer. Eu invado o mini frigorífico que o prospecto trouxe aqui para acima, agarro uma mamadeira pré feita, e dirijo-me


para o micro-ondas. Adicionar um forno de micro-ondas, frigobar, e uma pequena mesa foi ideia de Trix's. Ela não queria que Alex tivesse que correr pelas escadas toda vez que Cameron estivesse com fome. Sabendo que isso aconteceria todos os dias tarde da noite, fico feliz pelo fácil acesso. Por causa da próxima cirurgia, o médico recomendou que ela usasse mamadeira para alimentar Cam. Após a cirurgia, Alex estará tomando tantas medicações para a dor que ela seria incapaz de amamentá-lo. Ele estava preocupado que a mudança pudesse abalar o estômago do meu sobrinho. Não ser capaz de amamentar seu filho quebrou o coração de Alex, mas ela fez como ele recomendou. Depois de aquecer a fórmula e verificar a temperatura, me sento na cadeira de balanço e o alimento. —Você estava com fome, não é, Little Man?— Seus olhos buscam sem rumo enquanto suga sua fórmula. Não leva muito tempo para ele terminar de comer. Ele está dormindo no momento em que eu começo balançá-lo. Ele fica desse jeito enquanto eu troco sua fralda e o carrego para o berço. Através de tudo isso, minha irmã dorme como se estivesse morta para o mundo. Colocando uma mão no pequeno peito de Cam, eu sussurro: —Boa noite, querido—. Assim que estou a ponto de sair pela porta, paro e olho para minha irmã. Percebo que uma de suas pernas está descoberta. Lembranças de quando ela me aconchegava na cama, mesmo que ela não fosse muito mais velha do que eu enchem a minha mente. Essa lembrança trás um


sorriso ao meu rosto. É hora de pagar o favor. Um pequeno sorriso brinca em meus lábios enquanto eu ando e a cubro. Quando eu dou um passo para trás, meus olhos varem por todo o seu corpo. A pele dela está completamente translucida. Medo aquece todo o seu caminho até o meu coração enquanto eu olho para ela. Pela primeira vez, percebo que ela não está dormindo. Seus olhos não estão fechados, como eu pensava. Em vez disso, eles estão abertos, olhando fixamente para o teto. Um choro tristonho funciona até minha garganta enquanto agarro seu braço gelado. Um arrepio passa por mim junto com um gemido de desespero que se arrasta por toda a minha alma. Por um segundo, estou congelada. É como se meu cérebro não pudesse lidar com o que estava acontecendo, e fechou para me proteger da dor que estou prestes a experimentar. Minha mente se inunda com memórias, memórias da irmã que eu amo mais do que a própria vida. Primeiro, somos crianças brincando de escondeesconde, adolescentes rindo sobre nossos esmagamentos e, finalmente, adultas compartilhando nossos mais profundos segredos. Como se eu estivesse sendo esbofeteada de volta à realidade, seus olhos mortos piscam em minha mente. —Alex, acorde—, eu grito, dando-lhe um abanão brutal. —Por favor, mana. Por favor, acorde. Não faça isso. Não morra—. Seu corpo se move, mas apenas pela força do meu tremor. Fora isso, ela está completamente quieta. Seus olhos ainda estão olhando para o teto, sem mostrar nenhum sinal de vida. Não, de jeito nenhum... Isso não pode estar acontecendo agora. Não quando ela está


finalmente livre, quando finalmente estamos livres. Ela finalmente tem seu filho e uma chance de felicidade. Ela não pode desistir agora. As lágrimas estão fluindo pelo meu rosto enquanto continuo a sacudi-la. —Não, você não pode morrer. Não agora, não quando finalmente conseguimos fugir.— Subindo na cama, eu agarro ambos os braços e dou-lhe um tremor violento. —Alex! Não faça isso, droga. Por favor, acorde!— Ela não demonstra nenhuma reação. Lágrimas se acumulam em meus olhos enquanto eu olho para seu belo rosto. Minha irmã se foi, desapareceu para sempre. Balançando a cabeça, eu simplesmente não posso deixar isso acontecer. Eu não posso deixá-la ir. Aprendi RCP* há muito tempo, uma exigência do acampamento 4H. *Reanimação Cardio Pulmonar Minha mente gira, tentando se lembrar de tudo que eu fui ensinada tantos malditos anos atrás. Em algum lugar dentro de mim, eu sei que não vai funcionar, mas eu tenho que tentar salvar a minha irmã. Inclinando a cabeça, coloco a mão em sua testa e agarro seu queixo. Colocando meus lábios nos dela, eu forço duas respirações em seu corpo. Recolando, tranco meus dedos e os cocho sobre o peito, e começo as compressões. Contando-os fora, um por um, eu trabalho o mais rapidamente possível. Então, coloco a cabeça no peito dela, querendo ouvir até o menor sinal de vida. Nada, não uma maldita coisa. Meus lábios voltam para os dela. Mais duas respirações, então estou de volta tentando reanimar seu coração. Eu faço isso mais e mais, com nenhuma resposta dela.


Quando estou sem fôlego, Cameron está chorando de novo. Meus gritos devem tê-lo acordado, e agora ele precisa ser acalmado para dormir. Eu não posso ir para ele, no entanto. Não posso deixar minha irmã. Eu volto a Alex, fazendo tudo que posso para trazê-la de volta à vida. Minutos sem um sinal de vida. Não querendo deixar seu corpo mais. Eu deslizo para fora dela e vou para o chão ao seu lado. Agarrando-lhe a mão, coloco a bochecha na cama e rezo para que Deus me devolva a minha irmã. —Por que você a levou?— Eu pergunto enquanto continuo orando. —Ela não estava pronta para ir ainda. Eu não estava pronta para deixá-la ir—. Eu não sei quanto tempo eu tenho orado quando o luar bate em meu rosto. Algo sobre isso chama a minha atenção, tirando-me do meu pesar momentaneamente. O corpo da minha irmã é iluminado com a luz, assim como estava quando eu entrei no quarto. Ela parece exatamente com o anjo que ela é agora. De alguma forma, é como se ela estivesse dizendo adeus a mim. —Não...— Eu balanço a cabeça, não querendo deixá-la ir. —Eu preciso de você. Cameron precisa de você. O que vamos fazer sem você ao nosso lado, Alex?— Claro, ela não responde. O pensamento de que ela nunca vai me responder novamente me atinge bem no peito, causando uma dor diferente de qualquer uma que eu já senti. Um segundo depois, a raiva me enche e eu não consigo parar de trabalhar o seu caminho através do meu corpo. Isso não precisava acontecer. Alex não precisava morrer. Isso é culpa da mamãe e do papai, e de Blake também. Mataram a minha irmã. Sua ganância e luxúria a mataram. Agora, eles têm que pagar pelo que fizeram.


Quando faço meu voto, ele sai em um sussurro rouco. — Eu vou fazê-los pagar, fazer cada um deles pagar pelo que eles fizeram com você—. Assim que as palavras saem de minha boca, enterro minha cabeça em minhas mãos e começo a chorar.


o Capítulo 31

Andando pelas escadas, eu posso ouvir o bebê chorando. Quando me aproximo, também posso ouvir outra coisa. Quando eu chego à porta do quarto de Alex, eu finalmente entendo, Addy está chorando. Nem mesmo hesitando, abro a porta para ver minha mulher no chão junto à cama, segurando a mão de sua irmã. Leva apenas um segundo para perceber o que aconteceu. Estou imediatamente em guarda, e minha mão vai diretamente para a minha arma. Quando eu vou puxá-la para fora, minha raiva dispara. Meu primeiro pensamento é que o filho da puta deve ter aparecido. Meus olhos examinam o quarto, mas não encontram nada fora do lugar. Alex está na cama, coberta pelo luar. Cameron está em seu berço, provando que ele nasceu com um forte conjunto de pulmões. Finalmente, eu percebo o que aconteceu. Saindo para o corredor, meus olhos nunca deixam minha mulher. Eu solto um assobio alto e espero por um prospecto para apressar-se acima das escadas. —Vá buscar Trix. Diga a Boz para vir também—.


Pondo minha arma de lado, eu ando direto para Addy. Fico de joelhos, e a puxo para meus braços e gentilmente a balanço. Ela tenta se afastar do meu abraço, lutando contra mim com tudo que ela tem. Eu não a deixo ir, mesmo quando suas unhas cortam a minha pele. —Afaste suas mãos de mim! Deixar-me ir! Alex precisa de mim—, ela grita, indo para os meus olhos. Enterro minha cabeça em seu pescoço, impedindo-a de arrancar meus olhos. —Ela morreu, Little Red. Não há nada que você possa fazer para ajudá-la agora. Você tem que deixá-la ir—. —Não— ela grita, ainda lutando contra mim. —Eu não posso deixá-la ir—. —Addy, querida, você precisa se acalmar—, eu sussurro contra seu pescoço. —Por favor, acalme-se—. Seu corpo estremece quando a luta a deixa, fazendo seu corpo tremer com soluços implacáveis. Ela enterra sua cabeça em minha camisa e deixa um grito de congelar o sangue escapar. O som dela rasga meu coração em pedaços. Eu não chorei em anos, não desde que eu encontrei minha irmã machucada e sangrenta, mas eu posso sentir as lágrimas se acumulando em meus olhos. As lágrimas não são para a mulher que eu gostaria de ter tido a chance de conhecer melhor. Não, eles são para a mulher que estou segurando em meus braços. —Por favor, Brew. Por favor, ajude minha irmã— ela implora entre soluços. Meu coração quebra em dois com o seu apelo. —Eu gostaria Addy. Eu faria qualquer coisa por você, mas não há nada que eu possa fazer para ajudá-la—.


Ela solta outro soluço e implora, —Por favor—. —Red, se houvesse algo que eu pudesse fazer, eu faria—, eu digo a ela enquanto continuo balançando em meus braços. —Eu não hesitaria em ajudar Alex. Você sabe que eu faria qualquer coisa que você me pedisse, mas não há nada a ser feito—. Ficamos em silêncio por mais um minuto, antes de Trix e Boz correrem para o quarto. Os olhos de Trix vêm para os meus, e eu simplesmente abano a cabeça. Mesmo na escuridão, eu posso ver as lágrimas em seus olhos. Esperando evitar que ela se quebre, também, eu me movo em direção ao berço. Ela acena com a cabeça e vai direto para Cam, tomando-o em seus braços. —Shhh, querida— ,eu murmuro, tentando acalmar Addy. —Seu choro está rasgando meu coração em pedaços, Red—. —Sinto muito, Brew—, ela diz enquanto choraminga outro soluço. —Desculpa? O que diabos você tem que pedir desculpas, Red? Você não fez nada de errado—, respondo, passando a mão pelas costas dela. Ela se afasta e olha para mim. —Lamento que meu choro o incomode—. A completa devastação em seus olhos me faz respirar fundo. —Oh, Little Red, eu não estou chateado por causa das suas lágrimas. Você tem todo o direito de chorar. Eu só odeio que você tenha uma razão para chorar, e não há nada que eu possa fazer para tirar essa dor de você—. —Eu disse à minha irmã que eu estava me apaixonando por você—, sussurra Addy, olhando para a sua irmã.


—Você disse?— Eu pergunto, me perguntando onde diabos ela está indo com isso. —Alex disse que eu estava errada, me disse que eu já estava apaixonada por você. Ela disse que eu provavelmente me apaixonei pela primeira vez que eu coloquei os olhos em você—, ela diz as lágrimas ainda fluindo pelo seu rosto. —Ela estava certa, como sempre— . —Foda-se—, eu rosnei, apertando meus braços em volta dela. —Eu também te amo, Addy—. Seus olhos se movem para o outro lado da sala, onde Trix ainda está de pé com Cameron em seus braços. Boz está atrás dela, um braço ao redor de seu ombro. As duas amigas olham uma para a outra por um momento, antes de Addy colocar uma mão em seu coração e dizer alguma coisa silenciosamente. Trix retorna o gesto enquanto suas lágrimas começam a cair mais rápido. —E Cam?— Ela pergunta, olhando de volta para ele. —Você tem que ser forte para ele. Você é tudo que ele tem—, respondo honestamente. —Você tem razão, Brew. Meu sobrinho precisa de mim. Por ele, eu posso ser forte. Mas você também está errado.— Ela faz uma pausa, estendendo a mão até a minha mandíbula. —Ele tem você, também—. Eu lentamente fecho meus olhos, fazendo o meu melhor para manter as lágrimas longe de cair. —Ele também me pegou—. De repente, seu corpo fica tenso. —E o Blake? Ele vai vir buscar Cameron?—


Meus olhos se abrem quando o pensamento atinge minha mente. Não posso deixar que o filho da puta coloque as mãos sobre o bebê. De jeito nenhum. Blake estará morto antes que ele coloque uma mão em Cam. Minha mente entra em descarga, tentando chegar a algo a dizer. —Não deixe que esse pensamento se enraíze, Addy— Boz diz, balançando a cabeça. —Vamos nos certificar de que isso não aconteça—. Levanto meu queixo para ele, deixando que ele saiba que eu farei suas palavras verdadeiras assim que eu puder. —Ele nunca vai tocar Cameron. Eu prometo a você isso— . Addy desenha uma respiração quebrada e acena com a cabeça. —Precisamos pegar Cam e ir para o nosso quarto. Não quero que ele fique aqui mais um minuto—. Assentindo, eu levanto, puxando-a junto comigo. —Você vai com Trix. Vou fazer uma ligação—. —Não chame meus pais—, diz Addy, indo para Trix e puxando o bebê de seus braços. —Eu quero ser a única a dizer-lhes que sua ganância matou sua filha—. —Eu não vou—, eu prometo enquanto a conduzo pelo corredor. Correndo de volta para o outro quarto, eu pego uma mamadeira para fora do mini frigorífico e agarro o saco de fraldas. Depois de entregar tudo para Addy, desço as escadas e vejo todos os irmãos sentados na sala comum. —Hack, faça uma varredura. Todas as armas sem licença ficam trancadas no porão— grito, desejando que ainda estivesse segurando Red em meus braços. —Já está feito, irmão,— ele diz com um aceno de cabeça.


Olho ao redor da sala, fazendo contato visual com cada irmão. —Vamos ter paramédicos, o médico legista, e provavelmente alguns policiais aqui em apenas alguns minutos. Todas as drogas precisam ser colocadas no porão. Se você estiver drogado, vá para a estrada e fique lá até amanhã á noite—. —Já tratamos disso— , Smoke diz, cruzando os braços sobre o peito. —Você cuide da sua mulher. Vamos lidar com essa merda—. Eu quero ir, porra, não quero ter que fazer mais nada, mas há muito que fazer. —Eu tenho que fazer umas ligações—. —Nós temos isso coberto—, Round diz, andando para ficar perto de seu filho. —Boz nos deixou saber o que estava acontecendo. O clube está limpo, e os paramédicos estão a caminho—. Sabendo que um obrigado não é necessário ou esperado, eu apresso-me para voltar lá em cima e sigo em frente para o nosso quarto. Quando entro, fico surpresa ao ver Trix sentada na cama com Cam nos braços. Addy não está à vista. —Onde está Red?— Eu pergunto, ainda varrendo o quarto. Trix limpa uma lágrima de seus olhos. —Ela quis dizer adeus a Alex, antes que o médico legista chegue aqui para levá-la embora—. Sem uma palavra, me viro e ando pelo corredor. Quando abro a porta, ouço a voz de Addy e a vejo sentada ao lado do corpo de sua irmã. O que ela está dizendo quase me leva aos meus joelhos. Eu aperto meus braços contra a


moldura da porta e escuto, embora eu saiba que eu deveria dar-lhe um pouco de privacidade com a sua irmã. —Ele disse que me ama, mana, e eu acredito nele. Eu não duvido que ele amará Cameron, também. Vamos dar a seu filho a família que você queria que ele tivesse.— Ela está sussurrando, mas cada palavra soa como um grito em minha mente. —Não se preocupe com Cam. Nós vamos cuidar dele, me certificarei de que ele saiba que ele é amado todos os dias.— Ela solta um gemido antes que ela continue. —Eu irei dizer lhe todos os dias o quanto o amava. Eu nunca vou deixá-lo esquecer de quem você é— Sabendo que este é um momento particular, começo a me afastar, mas os olhos de Addy viram na minha direção. Ela não diz uma palavra, apenas levanta a sua mão para mim. Vou direto para ela e a agarro. Ela olha para mim por um minuto antes de voltar para sua irmã. Ela coloca um beijo no rosto de sua irmã e diz: —Eu te amo, mana—. Então, ela se levanta e me leva do quarto. Assim que entramos no corredor, ela enterra a cabeça no meu peito e começa a chorar de novo. Eu faço a única coisa que posso, seguro-a e sussurro o quanto eu a amo em seu ouvido.


o Capítulo 32

O pregador olha para meus pais, depois para mim e, finalmente, para o caixão da minha irmã. —Vamos inclinar nossas cabeças e orar—. Faço como ele instrui, enviando uma oração para que a minha irmã finalmente encontre paz e felicidade. Ao mesmo tempo, coloco um beijo gentil no topo da cabeça de Cam e rezo para que ele viva uma vida cheia de ambos. As lágrimas deslizam pelas minhas bochechas quando a finalidade do momento me atinge. —E a paz de Deus, que transcende todo entendimento, guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus, Amém.— O pregador termina a oração antes de fazer sinal para que minha irmã seja abaixada no chão. —Amém,— eu sussurro, enquanto Cam se aconchega em meu peito. Eu continuo a assistir seu caixão quando ele é lentamente abaixado. Meus olhos nunca o deixam até que ele desaparece no chão. Quando ele se foi, eu fecho


meus olhos e respiro fundo. Meu único pensamento é como diabos eu deveria continuar sem ela? Finalmente, passo para frente e atiro uma rosa para ela. —Vou sentir sua falta, Alex, sinto sua falta mais do que você pode até mesmo imaginar—. Sabendo que não há nada mais a dizer, me viro e volto para Brew, sem nunca olhar para meus pais. Surpreendentemente, eles não disseram uma palavra para mim desde que apareceram, pouco antes do serviço fúnebre começar. Eles nem sequer apareceram no funeral. Eu não tenho certeza se estou aliviada ou chateada com esse fato. Eu sei que eles ficaram longe por causa de Brew. Eu ainda não sei o que aconteceu quando ele e os meninos lhes fizeram uma visita. Eu nem perguntei. Seja o que for, basta fazê-los ficar longe de Cameron e de mim. Meus olhos examinam a multidão novamente, procurando por Blake. Eu realmente pensei que ele estaria aqui. Mesmo que ele não se importasse sobre Alex, eu imaginei que ele viria para tirar Cam de mim. Trix me disse que Smoke ficou para trás, depois de irmos ao hospital, e ensinou a Blake uma lição. Deve ter sido um inferno de uma mensagem, uma vez que ele nem sequer tentou contatar-me sobre ver o seu filho. Com isto, eu não tenho fundamentos legais, para manter Blake longe de Cam. Eu vou ser condenada, no entanto, mas ele nunca vai colocar as suas mãos no meu sobrinho. Vou fugir se for preciso. Vou levar Cam tão longe que ninguém nunca vai ser capaz de nos encontrar. Brew prometeu que eu não terei que fazer isso, mas farei isso, se significar que vou manter Cam longe daquele monstro.


—Vamos, Red,— Brew diz, segurando meu braço e me movendo através da multidão. —Vamos levar Little Man de volta ao clube—. Eu estou prestes a concordar, quando eu vejo meus pais andando para o carro deles. Os olhos da mamãe são treinados em mim, cheios de ódio total. Papai, como sempre, parece perdido em um mundo próprio. É como se ele estivesse apenas fazendo os movimentos da vida, sem nunca realmente viver. Olhando para eles pela primeira vez desde que minha irmã morreu, eu sei que não posso simplesmente ir embora. Eu tenho que deixá-los saber o que eles fizeram. Eu tenho que dizer-lhes o que sua completa falta de amor tinha causado. Tenho que cumprir minha promessa a Alex e fazê-los pagar. Bem aqui, agora mesmo, na frente de todos os seus amigos, é a melhor oportunidade que eu terei. Pego o braço de Brew, puxando-o para uma parada. —Eu preciso falar com meus pais. Preciso que eles saibam o que fizeram e o que causaram—. —Eu acho que eles já sabem Addy,— ele diz em uma voz suave. Dou um aperto no braço dele. —Eu preciso lembrá-los—. Ele olha para mim por alguns segundos, antes de finalmente balançar a cabeça. —Vamos levar Cam para Trix primeiro—. Eu faço como ele diz e ando direto para Trix e Boz, onde eles estão em pé com quase todos os membros do Grim Bastards MC. Nós entregamos o bebê então vamos em direção aos meus pais. Eu os pego, no momento em que os seus amigos se reúnem para expressar sua simpatia.


Um sorriso forçado se espalha pelo meu rosto enquanto passo entre eles e as pessoas que tentam impressionar com tanta garra. —Você está triste, mãe? A morte de Alex deixa um buraco na sua alma? Você já perdeu seu sorriso?— Eu pergunto, inclinando minha cabeça para o lado para olhar para o meu pai. —E você, papai? O seu coração está quebrado pela filha que você perdeu? Suas entranhas estão torcendo-se em nós, sabendo que nunca mais a ouvirá rir de novo?— Nenhum deles responde á minha pergunta. Em vez disso, eles olham para Brew com medo em seus olhos. Obviamente, eles têm mais medo dele do que de mim. Normalmente, eles teriam razão em temer o meu homem sobre mim. Hoje, eles não poderiam estar mais errados. Volto-me para olhar para todos os seus amigos. —Quero contar a todos uma história, uma história sobre uma linda garota que foi assassinada por seus pais viciosos e seu marido sádico—. A mão de mamãe pousa em meu braço, mas eu mal sinto isso antes que Brew a esteja derrubando. —Não toque nela—. Ignoro-os e continuo com a minha história. —Veja, a bela garota, minha maravilhosa irmã, precisava de uma cirurgia em seu coração, mas seus pais se recusaram a pagar por ela, a menos que ela se casasse com o homem que tentou violar a irmã dela. Eles estavam mais preocupados com o que todos pensariam se o casamento fosse cancelado do que com a saúde de sua filha—. Alguns suspiros enchem o ar, quando o meu pai diz. — Lydia, precisamos sair—.


Meus olhos o prendem. —Fuja papai. Isso é o que você faz de melhor. É o que você tem feito desde o dia em que nasci—. Olhando para os amigos dos meus pais, minha história continua. Não deixo nada para fora, nem uma merda. Nenhuma das lágrimas de Alex, nenhum dos estupros de Blake, nem o fato de que meus pais sabiam do que estava acontecendo. Essas pessoas precisam saber que tipo de pessoas Timothy e Lydia Sloan são. Eles precisam saber que tipo de pessoas chamam de amigos. As pessoas começam a se afastar dos meus pais enquanto eu lhes falo sobre a noite de minha formatura. —Eles sabiam o que ele tinha planejado, concordaram em cobri-lo, enquanto ele me levava para seu quarto. Eles sabiam que sua filha estava sendo estuprada, e não apenas a ignoraram, mas aprovaram o que o bastardo estava fazendo. O que ele fazia comigo há quase um ano—. Eu lhes digo como minha irmã nos descobriu como ela encontrou seu marido tentando me violar mais uma vez. —Ela entrou em trabalho de parto lá no quarto—. Eu descrevo como ela estava feliz em segurar seu filho em seus braços. Depois, conto-lhes o gosto da liberdade da minha irmã, a felicidade que ela sentiu, e termino dizendo-lhes que a encontramos morta naquele mesmo dia. Conto-lhes a angústia que senti quando a encontrei. Eu digo a eles a tentativa de revivê-la, de como chorei sobre seu corpo morto. —Ela teve um dia de liberdade em vinte e seis anos—, eu digo em um grito próximo. —Um maldito dia antes de sua curta vida chegar ao fim.


O braço de Brew me envolve. —Calma, Little Red—. Eu sacudo a cabeça para ele, em seguida, movimento para os meus pais. —Essas pessoas maravilhosas, o homem e a mulher que todos vocês chamam de amigos, mataram sua filha. Eles a mataram por se recusar a pagar por sua cirurgia, mesmo sabendo que era a única coisa entre ela e a morte. Eles sabiam que ela iria morrer, mas suas opiniões significavam mais para eles do que a vida dela—. Voltando para meus pais, deixo minhas lágrimas caírem livremente. —Você matou minha irmã. Sua negligencia, sua falta de amor, sua preocupação com a sua imagem a matou. Espero que a morte de Alex assombre seus dois corações frios até o dia em que morreram—. Com isso, eu me empurro através da multidão. Estou a poucos metros de distância quando percebo que Brew não está comigo. Virando-me, meus olhos pousam nele a tempo de vê-lo agarrar meu pai pelo pescoço. Ele sussurra algo, então o empurra para longe. Papai apenas balança a cabeça antes de olhar para o chão e agarrar o braço da mamãe. Então, eles vão embora, com apenas um rápido olhar para trás em minha direção. Ambos parecem derrotados, e eu não poderia estar mais feliz. Brew vem até mim depois de um segundo e diz, —Essa é a última vez que você fala com qualquer um desses filhos da puta—. —Sim, é.— Eu aceno com a cabeça em total acordo.


o Capítulo 33

Addy tinha acabado de cair no sono, quando alguém bate na porta. Ela está tão fora, que nem sequer se mexe. Deslizando cuidadosamente da cama, caminho até a porta e puxo-a para ver Smoke do outro lado com seus lábios em uma linha apertada. —Irmão, é melhor que seja importante— digo, ainda segurando a porta. —É—, diz ele, virando-se para longe de mim. —Encontreme no porão em cinco.— Eu vejo quando ele se afasta, com a raiva me enchendo. Eu amo o meu clube, porra, amo os meus irmãos, mas agora não é o momento para esta merda. Sabendo que não tenho escolha, volto para a cama e coloco um beijo na testa de Addy. —Eu volto assim que eu puder—, eu sussurro, mesmo que ela não possa ouvir uma palavra que eu estou dizendo.


Subindo as escadas, vou direto para a sala comum e procuro Trix. Ela está sentada no sofá, conversando com a mãe de Boz, enquanto ela alimenta o bebê. —Eu preciso que você vá se sentar com Addy,— eu digo a ela, curvando-me para correr meu dedo sobre a bochecha de Cam. —Ela está dormindo, mas eu não quero que ela acorde sozinha—. —Posso fazer isso— Trix diz, levantando-se, acomodando o bebê em seus braços e indo em direção às escadas. Então, eu dirijo para o porão para ver Smoke de pé junto à porta fechada. Quando seus olhos se encontram com os meus, eu vejo a raiva neles e me pergunto o que diabos está acontecendo. Seja o que for, precisamos lidar com isso rapidamente para que eu possa voltar para a minha mulher. —Que diabos aconteceu agora?— pergunto, tirando um cigarro, trazendo-o aos meus lábios, e acendendo-o. Ele abre a porta e diz, —Eu não sou muito de um tipo de mandar flores. Imaginei que eu enviaria minhas condolências de uma maneira diferente—. Meus olhos imediatamente bloqueiam sobre Blake, acorrentado ao teto, com as mãos acima da cabeça. Ele foi despojado de suas roupas, e ele tem uma liga em torno de sua boca. Quando seus olhos batem nos meus, ele começa a lutar contra as correntes enquanto sua urina escorre para o chão. De repente, eu não estou com tanta pressa. —Tenho certeza de que Addy apreciará o gesto—. —Essa é a terceira vez que o filho da puta está se mijando desde que nós o amarramos—, diz Boz com uma


risada, trazendo minha atenção para ele e Hack de pé ao lado da parede. —Estou pensando que ele pode ter um problema—, acrescenta Hack, enquanto ele me entrega uma garrafa de Jack. Eu olho para meus três irmãos, meus três melhores amigos, e a dor dos últimos dias desaparecem. Addy pode ter perdido sua irmã, mas ela ganhou três irmãos. Esses três irmãos a protegeriam com suas próprias vidas, se necessário. Com esse pensamento, um sorriso se espalha pelo meu rosto. Jogando meu cigarro no chão e usando minha bota para apagar, passo a garrafa para Boz. —Vamos começar a festa.— Ele a agarra e eu me movimento em direção a Blake. —É todo seu, irmão—. Não tem que dizer duas vezes, eu ando até ele e envio meu punho voando diretamente em seu rosto. O som de ossos quebrando envia uma adrenalina fora do normal para o meu sangue, forçando-me a bater nele de novo e de novo. Quando termino, seu rosto parece carne de hambúrguer. —Não estou tentando lhe dizer como jogar isso—, diz Hack, enquanto ele põe a mão no meu ombro. —Se você quer que ele esteja acordado, para sentir o resto, é melhor esfriar a cabeça—. —Seria uma pena se o filho da puta não sentisse o toque do maçarico.— Smoke acrescenta, antes de passar a garrafa para Boz.


Um sorriso se espalha através dos lábios do Pres enquanto ele acrescenta: —Estou pensando que devemos ir para a rota de corte de arame. Ele usou seu pau para causar dor, então precisamos ter certeza de que seu pau é o que sente a dor—. Eu passo para trás, sabendo que eles estão bem. Esse idiota precisa sentir todas as coisas que eu faço com ele. Olho ao redor da sala, tentando decidir o que usar primeiro, e os meus olhos pousam na serra manual. Tem estado aqui durante muito tempo, compramos para cortar alguns membros que estavam ficando fora da linha. Está fodidamente enferrujada e maçante como uma faca de manteiga. Pegando-a, volto para Blake e sorrio. —Eu acho que vou começar com os dedos dos pés e depois ir para os dedos. Seu pau mole será o último. Eu quero que ele pense nisso o tempo todo. Sinta a tocha pronta. Eu vou cortar pedaço por pedaço. Eu não quero que o filho da puta sangre até morrer antes que eu termine de me divertir—. O buceta começa a se debater, mas as correntes só permitem que ele se mova alguns centímetros de qualquer maneira. Eu acabo levando quase metade de cada pé antes de voltar e deixar Smoke selar os cortes. Quando eu tiver acabado, Blake estará morto. Ele não está saindo disso tão fácil. Agarro a mangueira da parede, eu a ligo encharcando o fodido. —Pelo menos, agora, eu não estarei andando em seu mijo—. Boz sacode a cabeça e solta uma risada. —Como eu disse, três vezes, irmão. Se eu fosse você, eu pegaria seu pau primeiro, então não temos uma repetição—.


Eu fico com o meu plano, levando os dedos em seguida. Assim como os pés, metade da mão vai. Novamente, Smoke faz sua coisa e o filho da puta passa para fora. Desta vez, eu o deixo dormir. Querendo uma pausa antes de continuar, tomo um gole de Jack. —Eu não acho que ele vai levar muito mais—, diz Hack, tirando um cigarro. —Seu coração fodido vai parar com a dor—. Meus olhos cortam para ele. —Parece um retorno justo para mim, considerando que é exatamente o que aconteceu com sua esposa há alguns dias atrás—. —Concordo,— Smoke murmura, pegando a garrafa de mim. Levantando meu queixo para ele, eu volto para a mangueira e pulverizo o fodido novamente. Quando seus olhos se abrem, eu o olho para baixo, querendo que ele dê uma boa olhada no homem que está terminando sua vida. Desta vez, ele não luta. Ele não move um músculo. —Acho que o pau será o próximo a ir—, eu digo, forçando um sorriso no meu rosto. —Você quer dizer adeus?— Estendendo a mão, eu puxo a mordaça de sua boca e pergunto: —Você quer dizer ao seu pau que nunca vai machucar outra mulher fodendo novamente—. Seus olhos crescem e ele implora, —Por favor, não—. Ele continua a mendigar quando eu agarro o seu pau e começo a serrar. Assim que eu termino, atiro o pedaço inútil de pele no chão e me movo para Smoke. Desta vez, o filho da puta não desmaia. Ele apenas grita até que eu ache que meus tambores auriculares vão quebrar. Estou


tentado a colocar a mordaça de volta, mas eu tenho uma pergunta que quero que ele responda primeiro. Agarrando a sua mandíbula, eu o obrigo a olhar diretamente para mim. —Por que diabos você magoou Addy?— Eu provavelmente deveria estar perguntando sobre Alex, perguntando por que ele se casou com ela quando ele obviamente não queria nada com ela, mas não pergunto. Eu preciso saber por que ele machucou minha mulher. Eu tenho que fodidamente saber por que ele a estuprou repetidamente. Ele não responde rápido o suficiente, então eu pego uma de suas mãos mutiladas e dou um aperto brutal. — Responda-me, seu filho da puta. Por que você feriu Addy?— —Eu a queria—, ele diz com um gemido estrangulado. — Mas, ela nunca me quis. Ela nunca olhou em minha direção—. Sua resposta me surpreende. Não sobre ele a querer. Ele teria que estar morto para não querer Addy. O que surpreende o inferno para fora de mim é que não há nada mais por trás disso. Não há nenhuma razão escondida, nenhum grande plano. Ele fez toda essa merda só porque queria uma mulher que não o queria? Ele pode não ter matado Alex, mas ele a ajudou a encontrar o seu criador antes da hora. Ele quase destruiu a vida da Addy. Tenho certeza que vou reparar as peças que ele quebrou para o resto de nossas vidas. Ele fez tudo, cada coisa vil, só porque queria uma mulher que não dedicava uma hora do seu dia a ele.


—Você se casou com uma mulher que você não queria, apenas para conseguir uma que você queria?— Eu pergunto, balançando a cabeça para ele e como sua mente funciona. —Como você é estúpido!— —Eu também queria Alex, mas não tanto quanto queria a Addy—. Ele diz, ofegando por ar. —Eu queria as duas, e era a única maneira que eu poderia obtê-las—. Sabendo que não importa o que ele diga, eu nunca vou entender sua mente fodida, eu tiro minha arma e colocoa direito sobre seu coração. —Eu deveria fazer você sofrer mais, mas eu tenho uma mulher lá em cima esperando por mim e ela esperou o suficiente—. Num piscar de olhos, eu puxo o gatilho e assisto enquanto a morte o leva. Ele não é o primeiro homem que eu matei desde que ganhei meu patch. Duvido que ele seja o último, mas ele sempre será o que eu mais lembrarei. Cada uma dessas memórias será cheia de felicidade, sabendo que esse filho da puta nunca mais machucará outra pessoa. Boz põe a mão no meu ombro e diz: —Volte para Addy. Vamos limpar isso—. Eu me viro para olhar para ele e balanço a cabeça. — Foda-se não. Estou nisso até o fim.—


o Capítulo 34

Meus olhos movem-se para a porta quando Brew entra e vai direto para o banheiro. Ele me dá um rápido sorriso, bem antes de fechar a porta atrás dele. Esse segundo de atraso foi o suficiente para eu notar o sangue em suas roupas, muito e muito sangue. É preciso cada pedaço de força de vontade que eu não tenho para não correr atrás dele e ter certeza que ele não está machucado, mas eu sei que ele não está. O sangue não é dele. Eu sei que não é. A minha única pergunta é: de quem é o sangue? Meus dentes encontram meu lábio inferior enquanto contemplo a resposta. Três nomes passam pela minha cabeça: Mãe, Pai e Blake. Meu melhor palpite seria Blake, mas ele estava realmente chateado com meus pais depois do funeral de Alex, então poderia ser qualquer um deles. Se eu tiver sorte, talvez todos os três. Eu continuo me preocupando, me perguntando o que aconteceu, até que ele finalmente sai do banheiro depois de ter acabado de tomar banho. Ele anda completamente nu para a cômoda e puxa um par de boxers. Eu vejo


quando ele os desliza, vendo em tudo o que é meu homem. Suas pernas longas, seu abdômen rasgado e braços poderosos. Seu cabelo molhado é a cor de café rico, a umidade escondendo todos os detalhes dourados que tanto amo. Quando seus olhos se voltam para mim, eles são quase completamente verdes. —Você deveria estar dormindo—. —Estou dormindo desde que voltamos do funeral— digo a ele, correndo para o lado esquerdo da cama, para que haja espaço para ele deitar comigo. Ele dirige-se para a luz, a desligando, depois se junta a mim na cama. —Onde está Little Man?— —Trix me disse que você queria que ela mantivesse o bebê esta noite, para que eu pudesse dormir uma noite inteira—, digo a ele, percebendo que a minha melhor amiga mentiu para mim. —Ela leu minha mente,— ele diz, puxando-me em seus braços e colocando um beijo no topo da minha cabeça. — Você precisa dormir um pouco, e você não vai conseguir se tiver que se levantar durante toda a noite—. Nós começamos uma rotina, Cam e eu, ele só está acordando uma vez à noite para ser alimentado, mas eu acordo mais vezes do que isso para verificar se ele está bem. Mesmo que Brew negue, eu o vi saindo da cama mais de uma vez para verificar Cam. Mesmo que eles não compartilhem nenhum sangue, Brew se encaixa no papel de papai perfeitamente. Considerando quem é o seu verdadeiro pai, Cam é um pequeno garoto sortudo. —Nossa casa deve estar pronta para a outra semana. Não estará tudo pronto, mas vai ser habitável.— Brew diz, esfregando círculos sobre minha parte inferior das


costas. —Há um quarto ao lado do máster que eu acho que pode ser um berçário—. Não sei como vou lidar com isso, Cam estar longe de mim. Desde a noite em que Alex morreu, ele dormiu no mesmo quarto conosco. Tê-lo perto é um conforto para mim, não é algo que eu tenha certeza que eu sou capaz de desistir ainda. Apenas pensar nisso envia uma onda de desejo por mim. Rolando para longe de Brew, eu atiro minhas pernas sobre a borda da cama. —Eu volto já—. Estou fora da cama antes que ele possa me parar. Assim que eu estendo a mão e começo a girar a maçaneta, Brew põe sua mão sobre a minha. —Para onde acha que vai?— —Eu só quero verificar e ter certeza que ele está bem—, eu respondo, enquanto ele me torce para olhar para ele. —Red, Cam está bem. Você sabe, se ele não estivesse Trix estaria botando nossa porta abaixo—, ele diz, puxandome em seus braços. —Você tem que dormir um pouco, mais do que as poucas horas que você tem recebido. Você não vai ficar bem se você acabar no hospital por exaustão—. —Eu só vou espreitar ele. Então, voltarei para a cama—, eu sussurro, tentando me impedir de puxar para fora de seus braços e correr para baixo para verificar meu sobrinho. Brew diz, enquanto toma meu rosto em suas mãos, — Apenas uma noite, e ele estará de volta aqui conosco—. Eu posso ver a preocupação em seus olhos. Mesmo na luz da lua escura é fácil de ver. —Você está certo. Eu


deveria estar usando esta noite enquanto temos uma babá para nossa vantagem—. —Vamos dormir um pouco, querida—, ele diz, com um sorriso se espalhando pelo rosto. Eu estendo a mão e passo minha mão através de suas mechas escuras e digo, —Eu não estava falando de dormir—. Minhas mãos cobrem seu rosto enquanto ele traz seus lábios aos meus. No início, ele é gentil, apenas roçando seus lábios sobre os meus. Depois de apenas alguns segundos, ele aprofunda o beijo. É ainda tão gentil, mas há uma sensação de reivindicação agora, como se ele estivesse provando para mim que eu pertenço a ele. Eu sigo seu beijo, querendo que ele saiba que ele pertence a mim também. Puxando para trás do beijo, ele me levanta em seus braços e me leva de volta para a cama. —Tem certeza disso, Red?— —Eu preciso de você, Brew—, eu digo honestamente. — Preciso que você me lembre de que há mais na vida do que a dor que eu tenho sentido nos últimos dois dias—. Ele me deita na cama, depois desce sobre mim, e traz seus lábios de volta para os meus. Ele segura seu peso em seus cotovelos enquanto se deita entre minhas pernas espalhadas. Eu posso sentir seu pênis já duro pressionando contra onde eu o quero mais. Minhas pernas instintivamente envolvem seus quadris enquanto eu rebolo contra ele. Os lábios de Brew deslizam em minha bochecha, focalizando em meu pescoço. Sua língua gentilmente move-se sobre a cavidade na base do meu pescoço. Eu


arqueio um pouco mais, querendo mais do seu toque intoxicante. Brew tira proveito do acesso fácil e corre a língua sobre o meu pulso antes de morder levemente. —Eu amo o gosto que você tem Red,— Brew rosna, nunca perdendo o contato com minha pele. Enquanto sua boca está ocupada mordiscando meu pescoço, suas mãos escorregam para dentro do meu top até que seus dedos colhem meu peito. Ele esfrega os polegares em meus mamilos já endurecidos. Quase silenciosos gemidos saem de minha boca, e eu não consigo evitar que meus quadris se ergam, precisando do seu contato para ajudar a dor que já está se construindo dentro de mim. Minhas mãos agarram seus ombros enquanto ele aperta meu mamilo entre seu polegar e indicador. Ele remove os lábios do meu pescoço, apenas para movê-los para o meu peito coberto pela camisa. Ele morde um dos meus mamilos, em seguida, o outro, e eu posso sentir essa sensação indo todo o caminho até á minha buceta. —Por favor, Brew—, imploro enquanto minhas pernas se apertam ainda mais. Ele levanta a boca, só o tempo suficiente para tirar a camisa. Depois de jogá-la pelo quarto, sua boca encontra meu mamilo bicudo outra vez. Ele derrama sua língua sobre um mamilo antes de se mover para o outro, mostrando uma atenção igual. Ele só para por um segundo para dizer, —Eu vou gastar todo o tempo que eu tenho para mostrar o quanto você significa para mim—. Soltando meu peito, ele levanta um pouco, enquanto corre as mãos pelos meus lados para agarrar minha


calcinha. Puxando-a para baixo pelas minhas pernas, ele rapidamente a junta á roupa no chão. Ele olha para o meu corpo nu, olha para mim do topo da minha cabeça para as pontas dos meus dedos. A expressão de necessidade em seu rosto faz minha buceta pulsar com desejo. Eu não consigo parar o gemido que escapa da minha boca enquanto eu tento me moer contra seu corpo novamente. Sua mão encontra o meu mamilo, mais uma vez, enquanto ele faz um caminho lento do meu peito para o meu estômago. A respiração aquecida de Brew envia outra onda de prazer através do meu corpo. Ele coloca um beijo apenas sobre o meu osso pélvico antes de enterrar sua cabeça entre minhas pernas. Sua língua circula um par de vezes o meu clitóris, enquanto um dedo desliza em minha profundidade. Eu não consigo parar de me agarrar em seu cabelo e de me mover contra o seu rosto. Usando seu cabelo, eu dirijo-o exatamente onde eu quero. Ele faz o que eu preciso, correndo sua língua por todo o comprimento da minha buceta, antes de voltar e se concentrar no meu clitóris. Dentro de segundos, estou à beira de um dos melhores orgasmos da minha vida. —Sim, bem ai—, gemo, movendo meus quadris em ritmo com o seu dedo. Ele levanta e balança a cabeça. —Não há nenhuma maneira no inferno de eu estar deixando você vir sem senti-la em torno do meu pau—. De joelhos, ele se aproxima e mesa de cabeceira. Antes que estou tirando de sua mão. Eu com a outra agarro o seu pau

tira um preservativo da ele possa abri-lo, eu o o abro com uma mão e duro. Ao dar-lhe alguns


golpes duros, eu rasgo aberto o preservativo com meus dentes. Ele tira de mim e desliza-o. Sua boca chega á minha quando ele corre seu pau para cima e para baixo sobre a minha boceta, provocando meu clitóris com cada passagem. Finalmente, ele afunda a ponta. Nós gememos na boca um do outro enquanto ele empurra para dentro de mim, polegada por polegada gloriosa. Ele está quase todo o caminho quando ele puxa para fora novamente. Ele faz isso algumas vezes, provocando-me com o que ele sabe que eu quero mais do que tudo. —Por favor, preciso sentir você todo—, eu imploro, levantando meu quadril para forçá-lo apenas um pouco mais profundo. Brew ergue a cabeça e diz, —Paciência, Little Red. Eu prometo, quando você vier, toda esta espera valerá a pena—. Ele se inclina sobre os cotovelos enquanto ele continua me dando apenas um gostinho do que eu quero. Quando eu tenho certeza que ele nunca vai parar de brincar comigo, ele bate em mim tão fundo quanto ele pode ir. Ele ainda fica por um momento, e quando olhamos nos olhos, ele finalmente começa a se mover. Seus impulsos são lentos, mas poderosos, fazendo com que a cabeceira bata contra a parede. Eu posso sentir meu estômago apertando quando o meu orgasmo rapidamente se aproxima. Brew levanta seu peito do meu se colocando de lado, enquanto usa o polegar da outra mão para esfregar círculos em meu clitóris inchado. Leva apenas um par de cursos de seu polegar antes que minha vagina esteja apertando em torno do seu pau.


—Brew!— Eu grito seu nome quando um orgasmo rasga meu corpo. —Porra, Addy. Eu amo a sensação de sua pequena buceta apertando meu pau—, ele diz enquanto continua a deslizar para dentro e para fora. Seus esforços crescem irregular, cada um indo mais profundo do que o anterior. Finalmente, ele enterra-se até á raiz e se segura. Eu posso senti-lo inchar dentro de mim, antes do seu pau sacudir com a sua libertação. Ele desmorona em cima de mim, apenas segurando-se o suficiente para que ele não me esmague com o seu peso. Sua respiração está saindo com força quando ele diz: — Estou tão feliz por você ser minha—. Eu fecho meus olhos contra todas as emoções rolando dentro de mim. —Não tão contente quanto eu estou de você ser meu—.


o Epílogo Um

Andando através da porta, os sinos tocam e meu coração começa a correr. Eu não estive em uma Decker's Creamery em fodidos anos, não desde antes de eu ter sido preso. Se eu fizesse do meu jeito, eu nunca estaria em uma novamente. Tudo o que isso faz é trazer de volta as memórias que eu queria poder esquecer. —O que eu posso te pegar? Pergunta um garoto com cara de espinha do seu lugar atrás do balcão. —Você pode provar qualquer coisa que você gosta. —Eu não quero uma maldita coisa, resmungo enquanto Addy se empurra na minha frente. —Três copos de Chunky Monkey, ela diz, estreitando seus olhos em mim. —Eu lhe disse quando você me arrastou para cá, eu não quero uma maldita coisa deste lugar, eu digo a ela, cruzando meus braços sobre meu peito.


—Eu vou comer o seu,— ela diz com um encolher de ombros. —Você vai ter que, porque essa merda não está chegando perto de mim—. Neste momento, eu estou muito irritado para me importar se eu soei como um fodido idiota. Empurrando Cam em meus braços, ela pede para eu pegar uma mesa. —Apenas vá sentar-se antes de assustar o atendente até a morte—. Não me incomodo em responder, pego uma cadeira alta e vou a uma mesa. —Sua tia Addy está mijando em mim, Little Man—. —Papai mijoooo.— Ele tenta me imitar, tirando a palavra para enfatizar. O garoto parece ter um sexto sentido, pegando a única palavra que eu não quero que ele repita. Addy está sempre na minha bunda, dizendo-me para ver a minha boca. Eu percebo, mas o garoto gasta metade do seu tempo em um clube de motociclistas. Palavrões são a menor das minhas preocupações. —Shhh, rapaz. Você não pode ficar dizendo isso—, eu digo a ele com um abano da minha cabeça. Eu só estou ficando amarrado, quando Addy coloca nossas tigelas na mesa. —Eu espero que você esteja com um humor melhor agora—. —Você não deveria ter me feito vir aqui se você me queria de bom humor—, eu resmungo enquanto empurro a taça e me sento. Ela solta um suspiro frustrado e diz, —Eu não posso obrigar você a fazer nada, Brew. Você poderia ter dito não se não quisesse vir—.


—Eu fiz Addy. Você sabe que eu fiz.— Eu rosno, olhando diretamente nos olhos dela. —Eu disse não por cerca de um milhão de vezes, mas você não deixava isso ir. Você pediu e pediu, até que você conseguiu o seu maldito caminho—. Red é uma boa mulher, uma ótima esposa e uma porra de incrível old ladie. O que ela não é, é razoável. Quando ela fica com uma ideia em sua cabeça, nada que eu possa fazer ou dizer vai detê-la. Ela decidiu que nós tínhamos que vir até Decker's Creamery, para deixar Cam provar o sabor Chunky Monkey. Não importa quantas vezes eu disse não, quantas vezes eu disse a ela para levar uma das old ladies, ela não iria deixá-lo ir. Ela olha para mim e abre um sorriso. —Eles têm o melhor Chunky Monkey do mundo. Pensei que quando você mordesse deixaria de ficar irritado—. Sua resposta é tão desleixada, faz com que a raiva dispare através de mim. —Bem, você pensou errado. Eu não estou ficando menos irritado a qualquer momento em breve—. A mão de Addy dispara e agarra a minha, dando-lhe um leve aperto. —Durante o último ano, você fez tudo o que pôde para me fazer esquecer as más lembranças e lembrar as boas. Eu quero fazer o mesmo por você—. Fecho meus olhos e respiro fundo, esperando manter a raiva fora das minhas palavras. —Red, este lugar não tem nada além de más lembranças para mim. Trazer-me aqui não faz nada, além de trazer toda essa merda de volta—. —Isso não é verdade—, diz ela, apontando para a parede. —Eu vejo boas lembranças ali. Se você olhar, eu aposto que você vai, também—.


Meus olhos seguem seus dedos, aterrissado sobre as imagens na parede. As fotos, todas as fotos do caralho. Como eu poderia esquecer? Todas as lojas em todo o EUA as tem. Eles desarrumam a parede, pintando uma imagem da nossa família que é uma mentira completa. Eles voltam todo o caminho para o meu bisavô, mostrando a nossa família e como nós crescemos. Ele começou a tradição em sua primeira loja, e durou todos os anos, mesmo depois de Decker Creameries se tornar uma cadeia. A maioria são fotos normais, tirada em reuniões de família ou festas de aniversário. Há mesmo alguns de nós em férias, na praia e nas montanhas. Em cada um, estamos todos sorrindo, fazendo-nos parecer como a família americana perfeita. Bastou vê-los para me cortar em dois. Estou prestes a levantar-me, e dizer a Addy que o sorvete dela vai ter que esperar outro dia, quando eu pouso numa foto minha e de Trina. Éramos jovens. Foi tirada em sua festa de aniversário. Ela está segurando minha mão enquanto ela me mostra a nova boneca que nossa avó comprou. Em um instante, tudo volta. Toda merda que eu tinha perdido quando deixei minha raiva forçar minha irmã da minha mente. O riso, a amizade, o amor: está tudo bem lá em minha mente novamente. Pegando Cam, ele começa a gritar: —Sorvete, papai—. Com quase dois anos, ele aprendeu como jogar um inferno de ataque, mas também aprendi a ignorá-los. Não demora muito para se acalmar. Apenas algumas palavras quentes e ele coloca a cabeça contra o meu peito. Levo-o para a parede e aponto para a foto.


—Essa é a irmã do papai.— Eu falo a ele sobre aquele dia, a diversão que tivemos. —Seu nome é Christina Leeann Decker, mas eu sempre a chamei de Trina.— Ele se acalma enquanto passo para o próximo. —Esse é o meu avô. Ele me ensinou a pescar quando eu não era muito mais velho do que você é agora.— Addy se junta a nós enquanto continuo, apontando de uma foto para a outra. —Esse é o meu pai—. Se não me engano, isso foi tirado logo antes de conhecer a mamãe, então ele provavelmente tinha vinte e três anos na época. —Quem é o cara ao lado dele?— Ela pergunta, olhando atentamente para a foto. —Meu tio Michael. Ele era um pouco eremita, a bola estranha da família. Ele nunca entrou no negócio da família ou no dinheiro, decidiu ser um mineiro em vez disso—, eu digo a ela, um sorriso se espalhando pelo meu rosto. —Este é provavelmente um dos únicos retratos que há dos dois juntos como adultos. Eles não se deram ao longo de um pedaço de merda. Papai o odiava, mas ele era meu tio favorito. Ele me ensinou como pegar uma bola, como atirar com uma arma, todo esse tipo de merda—. —Você entrou em contato com ele desde que você saiu?— Ela pergunta seus olhos se aproximando. —Não, eu não fiz,— eu respondo, me perguntando por que diabos não. —Eu posso fazer isso algum dia—. Abaixando na parede, eu continuo a apontar de uma foto para outra. —Esse é o dia do casamento dos meus pais. Ambos parecem tão malditamente felizes—.


Addy sorri, alcançando e tocando meu rosto. —Eu sempre quis saber de onde você tem esses belos olhos. Agora eu sei que eles são um presente da sua mãe—. Levanto meu queixo para ela e atiro-lhe uma piscadela, depois volto às fotos. Paro quando vejo uma foto de Trina e eu, na noite da festa. A noite que mudou minha vida. Eu me preparo, esperando que a dor me acerte. Em vez disso, não sinto nada além de uma dor maçante por todos os anos que perdi com raiva e arrependimento. Estendendo a mão, eu me empurro da parede e volto para a mesa. Depois de sentar Cam de volta em seu assento eu espero que ele pare de cavar em seu sorvete. Coloco o quadro sobre a mesa e fico olhando para ele. — Esta foi tirada na noite em que Trina foi estuprada. Na verdade, essa foto foi tirada talvez duas horas antes de eu encontrá-la—. Addy agarra minha mão, dando-lhe outro aperto. —Eu sinto muito. Não devíamos ter vindo aqui. Foi uma má ideia—. —Não, não foi—, eu digo com um aperto de cabeça. — Olhe para nós. Olhe como estávamos felizes—. Ela faz como solicitado, passando a mão sobre o vidro. — Ela é absolutamente deslumbrante. Eu deveria saber, já que seu irmão é o homem mais sexy que eu já vi—. —Eu esqueci o quanto estávamos felizes, antes de toda a merda acontecer—, eu digo perdido na imagem diante de mim e as lembranças que ela invoca —Há muitas más lembranças no meu passado, coisas que eu prefiro esquecer, mas há também mais do que algumas boas—.


Olhando para cima, eu me inclino através da mesa e doulhe um beijo rápido. —Obrigado por me lembrar delas—.


o Epílogo Dois

Os sons de motocicletas puxando para a entrada da garagem enchem a casa, deixando-me saber que meu homem está em casa. Os meninos estiveram em Kentucky nos últimos três dias, visitando outro clube. Claro, Trix e eu não temos ideia do que está acontecendo. Mesmo depois de estar com Brew por quatro anos, ele não me diz nada sobre os negócios do clube. Eu costumava perguntar, e isso sempre levaria a uma briga. Depois de falar com Trix sobre isso, eu aprendi que as lutas foram tudo minha culpa. Um sorriso se espalha pelo meu rosto quando coloco uma cesta de rolos sobre a mesa e olho por cima do meu ombro para Trix. —Eles voltaram. —Não era sem tempo, ela diz, enquanto coloca o purê de batatas ao lado dos rolos e coloca uma mão sobre a sua barriga quase pronta a explodir. —Eu odeio quando Boz sai. —Maddy grita Cam, correndo tão rápido quanto suas curtas pernas o levam. —Papai está em casa.


Com quase quatro anos, ele é uma bola de energia. Ele também é à sombra de Brew. Cameron começou a chamar Brew de pai assim que aprendeu a conversar. Ele tentou me chamar de Mamãe, uma ou duas vezes, mas eu não podia deixá-lo fazer isso. Minha irmã pode ter ido embora, mas ela era sua mãe, e esse é um privilégio que precisava ser reservado para ela. Demorou algum tempo, mas ele finalmente apareceu com um nome para mim. Maddy - Mama e Addy se misturaram. É perfeito, absolutamente perfeito. Enquanto ele passa, eu emito uma ordem que ele ouviu vezes sem conta. —Fique dentro até que todas as motos estejam estacionadas—. Ele não para de correr enquanto responde: —Eu já sei disso—. Com os dois pais de Blake mortos e sem irmãos, não havia ninguém por perto para lutar contra mim pela custódia de Cam. Era tão simples como mandar um advogado elaborar alguns papéis e esperar que o juiz os aprovasse. Levou alguns meses, mas aconteceu, e ele tem sido legalmente meu filho desde que ele tinha quatro meses de idade. Um ano depois, Brew o adotou e deu a Cam seu sobrenome. Mesmo que eu já estivesse profundamente apaixonada por Brew, eu me apaixonei ainda mais por ele naquele dia. Trix estava preocupada que meus pais tentassem parar a adoção. Uma coisa era eu ganhar a custódia de Cam, mas era completamente diferente um motociclista que eles odeiam adotá-lo. Eu não me preocupei. Eu sabia que eles iriam manter a boca fechada e os narizes fora do nosso negócio.


Depois que Brew e os meninos pagaram uma visita aos meus pais, nem mamãe nem papai tentaram entrar em contato comigo novamente, nem mesmo para ver Cam. Eles podiam ocasionalmente correr para nos ver quando Trix e eu voltamos para visitar seu pai, eu não os vi de todo. Mesmo assim, não foi nada mais do que apenas passar por eles em um restaurante ou loja. Aqueles tempos foram poucos e distantes entre si. Assim como eu disse a Brew naquele dia no hospital, eles não são mais meus pais. Trix sacode a cabeça enquanto volta para a cozinha. — Espero que este bebê seja um pouco mais calmo do que Cam. Se não, eu vou perder a porra da minha cabeça—. —Ouvi isso, tia Trix—, grita Cam quando abre a porta e pisa na varanda. Trix e eu rimos quando entramos na cozinha e pegamos o resto da comida. Um par de outras old ladies estão aqui, ajudando-nos a obter tudo junto. Estamos apenas terminando de colocá-la sobre a mesa quando Brew entra transportando Cam em seus ombros. Ele vem direto para mim, puxando Cam fora dele enquanto ele se inclina para baixo e coloca um beijo meus lábios. —Senti sua falta, Red.— Suas mãos vão diretamente para o meu estômago, me lembrando de por que convidamos todos aqui esta noite. É hora de contar a eles nossas novidades, contar-lhes sobre o bebê que temos mantido em segredo. Esta é a minha segunda gravidez desde que Brew deslizou seu anel no meu dedo há mais de três anos. O primeiro terminou com um aborto que quase me matou tanto no corpo como na mente. Levou meses para meu corpo se recuperar o suficiente para tentarmos novamente. Mesmo


assim, Brew se recusou. Ele disse que eu precisava de tempo para o meu coração curar. Com a ajuda dele e de Cam, não demorou muito. Na verdade, tudo que precisava era Cam me chamando de Maddy pela primeira vez. Foi nesse momento, naquele segundo, que percebi que minha irmã me deu um filho para amar e amar como meu próprio. Eu também percebi que eu tinha dado a mesma coisa. Minha linda Alex agora tem uma criança para amar e apreciar como seu próprio. Não há dúvida em minha mente que ela está no céu, segurando o meu pequeno anjo em seus braços. Quando Brew e eu começamos a tentar novamente, isso não aconteceu quase tão rápido quanto na primeira vez. Na verdade, tentamos por quase sete meses antes de vermos um sinal de mais novamente. Brew quis dizer a todo mundo logo que descobrimos, mas eu queria mantêlo nosso segredo por apenas um pouco de tempo. Se esta gravidez terminar da mesma maneira que a primeira, eu não seria capaz de suportar o olhar de piedade em seus olhos. Mas há apenas dois dias, passamos o marco do primeiro trimestre, algo que nunca aconteceu na última vez. Eu sorrio, acenando com a cabeça em concordância. —Vá em frente e diga a eles—. Ele se vira e observa enquanto seus irmãos e suas mulheres se sentam à mesa. —Vamos ter um bebê—. Um coro de gritos soa da mesa, enquanto Cam puxa minha saia e pergunta: —Você tem um bebê na barriga, como a tia Trix?— Ele pergunta e Brew fica no nível dos olhos de Cam e responde á pergunta para mim. —Ela tem com certeza. Você vai ser um irmão mais velho. Acha que


pode lidar com isso? Você terá que ensinar o bebê tudo que você sabe e terá que protegê-lo—. —Eu vou ser o melhor irmão mais velho do mundo.— Cam esquadra seus ombros e levanta o queixo, assim como ele viu Brew fazer um milhão de vezes. Depois de alguns abraços em mim e algumas bofetadas de volta para Brew, todos nós cavamos na refeição. Enquanto ele come, Smoke continua olhando para sua mulher e sorrindo. Seu sorriso correspondente me diz que Trix e eu não somos as únicas grávidas, mas eu mantenho minha boca fechada. Eles nos dirão quando estiverem prontos para compartilhar. Todo mundo fica por perto para conversar por um tempo depois que a comida se foi. Mais do que algumas cervejas são bebidas, e a mulher de Hack quase termina uma garrafa inteira de vinho por si mesma. Até o momento todo mundo está pronto para sair, a maioria deles estão andando as poucas quadras até ao clube. Quando Cam está finalmente escondido na cama, eu volto para a sala de jantar para limpar a comida sobrando. Minha mente é rapidamente desviada para coisas mais agradáveis quando meu marido entra na sala. —Onde você acha que vai?—, Pergunta Brew, de pé na parte inferior da escada. —Eu pensei que você ia assistir ao jogo comigo?— Eu gravei um jogo estúpido para ele enquanto ele estava fora, como ele me pediu para fazer. Assim que todos saíram, ele disse que estava pegando uma cerveja e indo vê-lo. Concordei em assistir com ele, mas mudei de ideia quando o vi saindo da cozinha.


Em algum momento enquanto eu estava colocando Cam na cama, Brew tinha tirado sua camisa. Agora, ele está parado ali em nada além de suas calças jeans. Até seus pés estão nus. Sua tatuagem dos Grim Bastard cobre seu peito, enquanto os músculos sob ele ondulam com cada respiração que ele toma. O nome de Cam está escrito numa pia batismal intrincada, apenas ao longo de sua omoplata. Não muito longe disso, um querubim está desenhado, mostrando o amor do meu homem pela criança que nós perdemos. Se ele se virasse, eu seria capaz de ver meu nome nas suas costas. Quando minhas roupas estiverem fora, ele poderá ver seu nome orgulhosamente exibido nas minhas. —Estou indo para a cama—, eu digo, chegando sob minha saia para tirar a calcinha. —O que você está fazendo, Little Red?— Seus olhos estão colados à minha mão enquanto eu saio da minha calcinha. —Eu lhe disse, vou para a cama.— Enviando-as para ele, eu respondo: —Se você se juntar a mim, eu não vou precisar delas esta noite—. Com essas palavras, eu me viro e apresso para o nosso quarto, Brew perseguindo de perto atrás de mim. Assim que eu atravesso a porta, ele agarra-me por trás e puxa meu rosto de volta com seu peito. Eu posso ouvi-lo chutar a porta fechada quando ele alcança o meu peito. Seus lábios tocam meu ombro, colocando beijos suaves até o meu ouvido. —Você sabe que eu te amo, Little Red,— ele sussurra, enviando uma onda de excitação pelo meu corpo. —Mais do que tudo neste maldito mundo—.


Eu viro em seus braços, colocando minhas mãos em suas bochechas. —E você sabe que eu te amo, Brew—. Com um sorriso no rosto, ele me leva até a cama e diz: — Porra, eu sei—.


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