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Ateliê de Projeto Integrado II: Seminário Casa Boaçava

Universidade Federal de Uberlândia Professores: Juliano Oliveira, Ariel Luis Lazzarin e Simone Villa Curso: Arquitetura e Urbanismo Alunos: Rafaella Magalhães, Deboráh, Felipe Ferreira


Casa Boaçava Arquitetos: Una Arquitetos Projeto: 2009 Obra: 2011

 


O terreno apresenta um declive de 6 metros em relação ao vizinho do fundo o que permitia uma vista ampla paisagem, no entanto, esta era bloqueada pelo muro do vizinho. O projeto visou à criação de sua própria paisagem integrando os espaços e permitindo uma vista contínua do início ao fim do terreno.

O piso de madeira único que segue da garagem a piscina, o uso de portas de correr de vidro como divisórias na ala social do primeiro piso e o volume suspenso de concreto criam uma paisagem contínua e ampla. O volume e mobiliário marcados por linhas retas refletem o desejo dos clientes por um projeto moderno.


Localização: Rua dos escultores, nº 341, setor Boaçava City, São Paulo, Brasil.

Sobre os clientes: Não encontramos informações a respeito da família residente, devido a planta e por fotos encontradas no site do fotógrafo Leonardo Finotti é possível deduzir que se trata de um casal com duas filhas.


Fachada Norte:

Fachada Sul:


Fachada Leste:

Fachada Oeste:


Parâmetro: Funcional • Análise do Entorno

• Síntese: A casa esta implantada em um terreno no meio de um quarteirão, delimitada na fachada leste, oeste e sul pelos muros dos vizinhos. Está localizada em um bairro jardim, portanto, com boa arborização e encontra-se próxima de uma praça com ampla área verde.          

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•Análise de Implantação • Síntese: A construção fica mais próxima da rua, com afastamentos estreitos das laterais do lote. Possui um acesso para carro, pela fachada norte. E três acessos principais para pessoas: dois pela fachada norte (um através da garagem e o outro pela lateral esquerda do lote), além do acesso pelo quintal, na fachada sul.


•Análise da topografia

Síntese:

O terreno possui um declive de 6 metros em relação ao vizinho do fundo o que influencia na forma do edifício. A localização da casa na parte mais alta do terreno a criação de um espaço que integra exterior e interior foi o meio de usar a topografia para criar uma paisagem para o edifício.


•Análise de Circulação/ Acessos

Síntese: A composição da casa em um

bloco suspenso sustentado por um bloco longitudinal com a sala integrada com a garagem e o quintal amplia as possibilidades de circulação principalmente no primeiro nível do edifício. No segundo andar temos uma sala ampla que liga a todos os outros cômodos, exceto as suítes.


•Análise de zoneamento / setorização

Síntese:

A casa é divida em um bloco longitudinal que concentra as funções fixas, como cozinha, banheiro e serviços, além de um possível quarto de hóspedes. No primeiro piso, concentra-se a área social. No segundo andar, menos aberto, predominam as áreas íntimas com maior privacidade. Os quartos integram também um local de trabalho e todos nesse piso possuem suíte. Os solários e as salas com níveis diferentes de privacidade compõem a parte social. Os puffs no terraço criam um espaço social e de estar.


•Análise insolação •

Perspectiva com sombra às 07h. Perspectiva com sombra às 09h.

Síntese:

O bloco longitudinal é posicionado a leste de modo a proteger o vão do primeiro nível da insolação. As varandas posicionadas nas fachadas leste e oeste e uma janela em fita que percorre toda a fachada leste visam aproveitar a luz solar.

Perspectiva com sombra ao 12h. Perspectiva com sombra às 16h.


•Análise organização espacial

Síntese:

No térreo a residência se configura em uma faixa funcional (cozinha, banheiro, lavabos, área de serviço e armazenagem concentrados) enquanto as subdivisões das áreas sociais e de convívio se estabelecem apenas pelo próprio mobiliário. No pavimento superior essa relação se assemelha, com exceção dos quartos em que se preza a privacidade.


Parâmetro: Formal •

Análise geometria da forma de ocupação

Síntese:

Apesar do grande vão livre, na prática, a residência ocupa quase todo o terreno,salvando um pequeno recuo ao fundo de 6m e os recuos laterais de 2m.

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Análise volumetria

Síntese:

A volumetria se dá por formas geométricas primárias, são basicamente dois paralelepípedos que se sobrepõe havendo algumas subtrações pontuais, sobretudo no bloco superior.

 


•Análise Fachadas

Síntese:

São compostas de planos e lajes formando formas retangulares com aberturas também desta formas (varandas). Com exceção da fachada Oeste, há pelo menos umas parede que pertence aos dois pavimentos, indicando uma funcionalidade estrutural.


Parâmetro: Construtivo •

Síntese:

São utilizados típicos materiais do modernismo, predominância do concreto nos planos verticais além das aberturas de vidro com esquadrias de alumínio, e madeira para revestimento do piso.

 

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Análise lógica estrutural • Síntese: A  estrutura  é  uma  parte  muito  simbólica  do  projeto  despojando  de  um  grande vão livre. Isso se dá pelas próprias  paredes  da  residência  que  são  todas  de  concreto  algumas  fazendo  as  vezes  de  pilares  em  linha.  Além  disto,  há  a  presença  de  dois  pilares  circulares  ajudando a manter o bloco superior

       


Análise Cobertura

Síntese:

A cobertura é uma laje impermeabilizada que fecha o elemento geométrico superior acompanhado por um Deck de madeira como área de convívio. Comporta as caixas d’água da casa e possui uma chaminé.


• Análise de elementos de adequação climáticos •Síntese: Devido  ao  clima  subtropical  de  São  Paulo  há  uma  chaminé  de  lareira  na  fachada oeste.


Análise sistema de aberturas

Síntese:

O posicionamento de uma janela em fita entre outras que percorre quase toda a fachada leste visa melhor aproveitar a luz solar. As portas de correr de vidro do vão do primeiro piso tornam-se grandes aberturas. No segundo piso as aberturas se concentram nas quatro varandas, duas delas também são acessadas pelos quartos garantido a iluminação natural nestes.


Sobre o Una Arquitetos:

È uma associação de arquitetos formados pela Universidade de São Paulo. O grupo foi fundado em 1996 e é constituído por: Cristiane Muniz, Fábio Valentim, Fernanda Barbara e Fernando Viégas. Entre 1996 e 1999, o escritório também teve como sócias Ana Paula Pontes e Catherine Otondo. O Una desenvolve projetos em diversas escalas e programas, que abrangem desde residências a projetos urbanos, entre outros. O escritório já ganhou diversas premiações com destaque para o prêmio Carlos Barjas Milan, pelo projeto da Nova Estação Piqueri, prêmio principal do Instituto de Arquitetos do Brasil. Foi premiado na V Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, com o projeto para o Centro Universitário Maria Antônia (USP) e do Instituto de Arte Contemporânea, e na VII Bienal, com o projeto urbano para os bairros da Mooca e Ipiranga, em São Paulo. Em 2003 integrou a equipe do arquiteto Paulo Mendes da Rocha no projeto para candidatura de São Paulo à sede das Olimpíadas de 2012.


Outras

obras:

 Casa Bacopari, São Paulo.

Escola Estadual Telêmaco Melges , Campinas, SP

               

Casa em Carapicuíba, São Paulo .

   

           

Loja Garoa, São Paulo.


• Relação do projeto com o trabalho do Una

Ao observar os projetos novos e anteriores nota-se a preocupação do grupo em criar espaços integrados com o exterior. A transparência e a possibilidade de vista de toda a extensão do terreno através da casa são ícones marcantes. Soluções estruturais mais “limpas”, com uso de poucas colunas de sustentação para preservar a vista. Predominância de linhas retas nas formas. Respeito a topografia. Plantas com funções integradas, poucas paredes, circulação fluída e amplas áreas sociais.


Ficha Casa Boaçava - Una Arquitetos