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Boa Nova Ano 1 - Nº 1 - Junho de 2013

Jornal da Paróquia Nossa Senhora das Dores - Ingá - Arquidiocese de Niterói

CORPUS CHRISTI Tapete de Corpus Christi em Niterói

A celebração da Eucaristia é o centro de toda a vida cristã. Com efeito, os outros sacramentos, assim como todos os ministérios eclesiásticos e as obras de apostolado, estão ligados à santíssima Eucaristia e a ela se ordenam (Cf. SC 10). Na santíssima Eucaristia está contido todo o bem espiritual da Igreja, que é o próprio Cristo, nossa Páscoa. A Eucaristia é um tesouro inestimável: não só a sua celebração, mas também o permanecer diante dela fora da Missa nos permite beber na própria fonte da graça. Uma comunidade cristã, que queira contemplar melhor o rosto de Cristo, não pode deixar de desenvolver também este aspecto do culto eucarístico, no qual perduram e se

multiplicam os frutos da comunhão no corpo e no sangue do Senhor” (Cf. João Paulo II, Ecclesia de Eucharistia n.25). De fato, a celebração da Santa Missa não esgota o culto de adoração e de ação de graças, ainda que seja o centro do próprio culto. Por isso, o culto de adoração fora da missa achase intimamente relacionado com a celebração eucarística, da qual é fruto e consequência. Assim, o culto de adoração prolonga o clima eucarístico da celebração. Primordialmente a eucaristia está voltada à celebração, por isso o culto eucarístico deve levar a uma participação mais plena e profunda no Mistério Pascal, isto é, a receber com mais intensidade e freqüência a eucaristia.

Na celebração da Missa, os modos da presença de Cristo manifestamse: na própria comunidade dos fiéis, reunida em seu nome; na sua palavra, quando na igreja se lê e se explica a Escritura; na pessoa do ministro; e por fim e de modo eminente, debaixo das espécies eucarísticas. Com efeito, no Sacramento da Eucaristia está presente, de maneira absolutamente singular, Cristo todo inteiro, Deus e homem, substancialmente e sem interrupção. Esta presença de Cristo debaixo das espécies chama-se de “presença por excelência”. Como esta presença por excelência é permanente, derivou-se daí o gesto da adoração eucarística. Continua na página 2

Bote Fé agita Niterói e esquenta Jornada Mundial da Juventude A mobilização em torno da Jornada Mundial da Juventude tem crescido cada vez mais. No dia 19 de maio, a Arquidiocese de Niterói recebeu a Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora, que são os símbolos da JMJ. No Domingo de Pentecostes, cerca de 70 mil pessoas lotaram a Praia de Icaraí, em Niterói, para receber os símbolos no evento chamado de Bote Fé. Bote Fé na Praia de Icaraí

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Origem de CORPUS CHRISTI

Encerramento da procissão de Corpus Christi 2013 no Caminho Niemeyer, onde será construída a nova Catedral de Niterói.

Durante a Idade Média, o culto dirigido à presença eucarística ganhou enorme destaque. Por exemplo, no século XII, foi introduzido o rito da elevação da hóstia no momento da consagração. Em meados do século XIII, surgiram vários movimentos eucarísticos. É nesta época que aparece a solenidade de Corpus Christi. Quem muito cooperou para tal festividade foi Santa Juliana de Mont Cornillon, pois esta guardava grande veneração ao Santíssimo Sacramento. Ela desejava que se tivesse na Igreja uma festa especial em honra de Jesus Sacramentado. Santa Juliana teve uma visão, que reclamava a ausência dessa solenidade. Então, ela procura o Bispo de Liége, D. Roberto, e comunica a visão que teve, o mesmo o faz a Jacques Pantaleón, nessa época arquidiácono de Liége, e que, mais tarde, viria a ser o Papa Urbano IV.

As primeiras festas locais

Nessa época, os bispos tinham o direito de ordenar festas locais para as suas dioceses. Assim, em 1246, D. Roberto ordenou que a celebração fosse feita no ano seguinte. Porém, só mais tarde esta festa se tornaria universal.

a Sagrada Eucaristia, viu sair sangue, que não parava de derramar, até que todo o corporal ficou completamente tingido. A venerada relíquia foi levada em procissão a Orvieto, onde na época se encontrava o Papa Urbano IV.

A Proclamação da Solenidade de Corpus Christi

O Santo Padre, o Papa Urbano IV, no mesmo ano de 1264, movido pelo Milagre e a petição de vários bispos, fez com que a festa de Corpus Christi se estendesse universalmente a toda a Igreja, ficando definida a data da quinta-feira posterior à Solenidade da Santíssima Trindade. Até os dias de hoje, reverentemente levamos em procissão, pelas ruas e lugares públicos, o Santíssimo Sacramento do altar. Nisto os cristãos expressam sua gratidão e memória por tão inefável e verdadeiramente divino benefício. Pela Eucaristia, Cristo se faz novamente presente no meio de nós. E assim, a cada missa, diante deste maravilhoso Mistério repetimos: “Anunciamos Senhor a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição, vinde senhor Jesus!”

Milagres motivadores

No ano de 1264, aconteceu o chamado Milagre de Bolsena: um sacerdote que celebrava a Santa Missa teve dúvidas quanto à realidade da Consagração. No momento de partir

Boa Nova

Tapete na Amaral Peixoto

Os Tapetes de Corpus Christi

A solenidade de Corpus Christi é uma das mais tradicionais festas do Brasil. A tradição de fazer tapetes com folhas, flores, sal... vem dos portugueses. O barroco enriqueceu esta festa com suas características de pompa. Até os dias de hoje, mantemos a tradição de confeccionar os tapetes, sobre os quais passa a procissão seguida pelos fiéis que participam deste momento movidos por grande fervor.

Palco da Missa de Corpus Christi em Niterói

Em Niterói

Há cerca de 20 anos, realizamos em nossa Arquidiocese a procissão de Corpus Christi. Em Niterói, o idealizador foi o então Arcebispo Dom Carlos Alberto Navarro. Entre Paróquias e Associações Católicas, contamos com a participação de 35 comunidades, que confeccionam 100 tapetes com a ajuda de cerca de 2.000 pessoas, consumindose 30 toneladas de sal. [ Por Padre Marcelo Chelles ]

é o Jornal da Paróquia Nossa Senhora das Dores que busca democratizar a comunicação em nossa igreja e informar os católicos do Ingá sobre o que acontece em nossa comunidade.

Expediente: Coordenação Editorial: Padre Marcelo Chelles; Jornalista Responsável: Rafael Duarte (JP29212RJ); Edição e Diagramação: Rafael Duarte; Revisão: Rosa Lessa e Angela Motta; Textos: Padre Marcelo Chelles, Rosa Lessa, Angela Motta e Raphael Costa; Colaboração: Vania Viana.

Um chamado as pastorais e a toda comunidade de nossa paróquia!

Participem do nosso jornal Boa Nova. Mandem sugestões de textos, matérias e fotos. Vamos juntos construir esse veículo de comunicação e integração dos católicos e da comunidade do Ingá. Nosso endereço de contato é b o a n o v a i n g a @ g m a i l . c o m 2


Ano da Fé Todos nós católicos estamos vivendo, a convite do nosso Papa Emérito Bento XVI, o Ano da Fé que começou no dia 11 de outubro de 2012 se entendendo até o dia 24 de novembro de 2013, em plena Festa de Cristo Rei. Devemos participar desse ano com “todo o nosso coração, toda nossa alma e nosso entendimento”. Não é assim que Jesus nos mostra no evangelho de Mateus ? Mas qual o sentido do Ano da Fé ? Será que nesse mundo tão conturbado por guerras, violências urbanas, domésticas, onde parece que nunca se ouviu falar em Deus, ainda temos espaço para pensar no Ano da fé e tentar vivêlo com seriedade ? Para que serve a fé ? É chegada a hora de pensarmos seriamente nessa proposição. Viver uma fé adulta com consciência e convicção, guardando a Palavra, é tarefa tão necessária e urgente como o ar que respiramos. Não estou falando dessa fé que herdamos de nossos pais e avós, muitas vezes esquecida num canto guardado do coração e que não reflete em nada no nosso modo de viver e agir. Devemos abrir nossa mente ao encontro de Deus através da oração para que possamos obter respostas adequadas e contribuir para fortalecer a crença dos desanimados. Nós, cristãos convictos de nossa fé, não podemos, jamais, esmorecer nem sequer balançar como se fôssemos finos arbustos ao vento. O Ano da Fé é, para nós, um momento muito especial, pois como nos ensina São Paulo, “já não sou eu que vivo, mas Cristo que vive em mim”. Por isso, é chegada a hora de entrarmos em sintonia com o Deus da vida e agradecer toda essa força que nos eleva e aperfeiçoa em sua direção, guiados por Ele. A fé no Cristo Ressuscitado renova nosso compromisso de cristãos batizados e missionários. Nesta oportunidade, convido a todos os nossos irmãos na fé a começarmos, desde já, a nos preparar através de estudos e leitura dos documentos apostólicos e, ainda, do Catecismo da Igreja Católica, a fim de nos integrar e estabelecer uma postura de filhos e filhas de um mesmo Pai. Sabemos que a Igreja está preparando uma coletânea sobre o Ano da Fé com textos do Papa Bento XVI e do Papa Francisco, visando promover a publicação de documentos com custo acessível ao povo. E aí, vamos começar ? [ Por Angela Motta ]

Foto do Mês

Jovens da Paróquia Nª Sª das Dores no Bote Fé

Os Santos Juninos Chega o mês de junho e logo nos vêm à mente os chamados santos juninos: Santo Antônio (dia 13), São João (dia 24) e São Pedro (dia 29). Estes santos pertencem, de certa forma, ao folclore popular, pois observamos que mesmo aqueles que não são católicos costumam a eles recorrer para obter, por exemplo, um bom casamento ou para que lhes abram as portas do céu. Quem já não ouviu ou até cantou o refrão daquela música tão comum em nossas festas juninas: “Santo Antônio casa, São João batiza, mas para entrar no céu São Pedro é quem autoriza”? Trata-se de um devocionismo popular que tem lá o seu valor, mas é importante sabermos qual o papel exato da nossa devoção aos santos até para não cometermos exageros. Ao contrário do que dizem nossos irmãos evangélicos, nós, católicos, não adoramos os santos. No entanto, é triste ver que, realmente, muitos de nós não compreendem perfeitamente o lugar que os santos ocupam em nossa vida. Vemos, muitas vezes, pessoas que, ao entrarem em uma igreja, dirigemse diretamente ao altar de Santo Antônio ou de outro santo e rezam, beijam-lhes as mãos ou os pés, sem sequer olhar para o sacrário, onde está presente Jesus Cristo, este, sim, digno de adoração por ser o próprio Deus que se faz pão para nos alimentar. Não se quer dizer, com isso, que os santos não são importantes para a nossa vida de fé. Se foram declarados santos pela Igreja, temos certeza de que já estão ao lado de Deus, gozando de sua companhia e vendo-o face a face, situação que todos nós almejamos e buscamos com todo o empenho. Por este motivo, procurar conhecer a vida dos santos e imitá-los nos fará crescer em santidade, objetivo primordial de todo cristão. Podemos, ainda, recorrer à sua intercessão para alcançar alguma graça. É bom lembrar que os santos não fazem milagres, pois só Deus pode fazê-los. Porém, eles podem pedir a Deus por nós. Se é comum pedirmos a alguém, que ainda vive, que reze por nós, por que não podemos rogar aos santos, que já estão junto de Deus, que intercedam por nós? Por outro lado, suas imagens não existem para serem adoradas. Não adoramos imagens, como afirmam os evangélicos. As imagens dos santos, entretanto, nos fazem lembrar que, se buscamos a santidade, ali está o modelo de alguém que a conseguiu. Não é costume nosso colocarmos em porta-retrato, em nossas casas, a foto de alguém que queremos sempre ter em nossa lembrança? Eis aí o sentido. Imbuídos deste espírito, peçamos, neste mês de junho, que Santo Antônio, São João e São Pedro intercedam por nós e nos ajudem a ser melhores cristãos. [ Por Rosa Maria Lessa ] 3


Jornada Mundial da Juventude BOTE FÉ reúne mais de 70 mil pessoas na Praia de Icaraí para receber a Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora

Fique por dentro da

Programação de JUNHO da nossa paróquia! Encontro da Renovação Carismática Dias 1º e 2, o dia todo Cenáculo no interior da Igreja Movimento Sacerdotal Mariano

Sábado, 1º, de 8h às 9h

Missa de abertura do mês do Sagrado Coração de Jesus Apostolado da Oração

Segunda, 3, às 19h

Missa campal no Morro do Bumba com os símbolos da JMJ

A mobilização em torno da Jornada Mundial da Juventude tem crescido cada vez mais. No dia 19 de maio, a Arquidiocese de Niterói recebeu a Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora, que são os símbolos da JMJ. No Domingo de Pentecostes, cerca de 70 mil pessoas lotaram a Praia de Icaraí, em Niterói, para receber os símbolos no evento chamado de Bote Fé. A Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora surpreenderam todos ao chegarem de barco, pelo mar, e permaneceram, depois, expostos no palco do evento, que teve apresentação das bandas Frutos de Medjugorje e Missionário Shalom. Os símbolos da Jornada foram entregues pelo Papa João Paulo II aos jovens do mundo inteiro, para que a juventude seja cada vez mais incumbida da responsabilidade de levar a mensagem de redenção e amor de Cristo ao mundo inteiro. Na entrega da Cruz Peregrina, o Bispo de Roma ressaltou a importância do anúncio do amor. Neste momento, foi traçada uma grande missão evangelizadora para os jovens: levar a Cruz de Jesus Cristo como símbolo de seu amor pela humanidade e, ao mesmo tempo, evangelizar o mundo. Neste espírito missionário e transformador, a peregrinação dos símbolos continuou a cruzar os 14 municípios da Arquidiocese. Em Niterói, os símbolos foram levados às escolas católicas, a comunidades pobres e à Penitenciária Vieira Ferreira Neto. O Vicariato Niterói se despediu dos sinais em uma emocionante missa campal na Praça do Bumba (ver foto acima), 4

com o objetivo de recordar a tragédia que ali ocorreu há 3 anos e defender o direito à dignidade de vida que até hoje não é respeitado. Na homenagem aos desabrigados, se frisou que Deus consola os que sofrem e nos incentiva a lutar pela justiça “O Evangelho alimenta nossa esperança e nos consola, e também nos motiva a buscar a justiça e a paz na Terra. Precisamos caminhar ao lado de Cristo, que veio para que todos tenham vida em abundância. E quantos de nossos irmãos não têm o direito à vida, o direito à dignidade?” Os símbolos da JMJ se despediram da Arquidiocese de Niterói e seguiram para a Diocese de Duque de Caxias. A peregrinação antecede a realização da Jornada Mundial da Juventude, reafirmando o caráter missionário do evento e mobilizando católicos do paíssede em torno do mesmo espírito, em clima de comunhão. O objetivo dos eventos preparatórios é dar força à mensagem do lema da JMJ, que é ‘Ide e fazei discípulos entre todas as nações’. A participação na Jornada requer um corpo preparado para a peregrinação e um coração aberto para as maravilhas que Deus tem reservado para cada um. São catequeses, testemunhos, partilhas, exemplos de amor ao próximo e à Igreja, festivais de música e atividades culturais. Enfim, um encontro de corações que creem, movidos pela mesma esperança de que a fraternidade na diversidade é possível. [ Por Raphael Costa ] Participe da Pastoral da Juventude!

/PastoralDaJuventudeInga

Entrega das cestas básicas Associação de Santa Edwiges

Quarta, 5, de 8h às 14h Reunião mensal do Apostolado da Oração Sexta, 7, às 17h

Missa das Crianças com o Rito de Acolhida no Catecumenato Sábado, 8, às 17h30 Pós-encontro – EAC Domingo, 9, às 16h Baile dos Namorados - ECC Sexta, 14, às 21h Coroa de Nossa Senhora das Dores e Reunião Associação de Nª Srª das Dores

Sábado, 15

Reunião mensal da Ame Sábado, 15, às 9h Curso de noivos (30º encontro) Sábado, 15 (de 14h às 18h) e domingo, 16 (de 8h30 às 19h30) Arrecadação de alimentos Associação de Santa Edwiges

Domingo, 16, de 8h às 18h

Preparação de pais e padrinhos Pastoral do Batismo

Sexta, 21, às 20h

Batizado, domingo, 23, às 11h Pós-encontro – EAC Domingo, 30, às 16h MÊS DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS


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