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O essencial do design editorial organização Ana Paula Ribeiro

Karoline Marques Rafaela Sassaki


O essencial do design editorial


O essencial do design editorial

organização Ana Paula Ribeiro Karoline Marques Rafaela Sassaki


Copyright © 2016 by Ubu Editora © Editora Ubu Projeto Gráfico Ana Paula Ribeito Karoline Marques Rafaela Sassaki Esta edição contempla as alterações introduzidas em nosso idioma conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa em vigor desde janeiro de 2009. Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP. Brasil) Manual do design editorial Organizado por Ana Paula Ribeiro; Karoline Marques; Rafaela Sassaki São Paulo: Ubu, 2016. Vários autores Bibliografia ISBN: 8571647003 1. Design editorial 2. Design gráfico 12-3456 CDD 123.4 Índices para catálogo sistemático: 1. Design gráfico 2. Editorial Todos os direitos dessa edição reservados à Ubu Editora Largo do Arouche, 161, SL 2 República – São Paulo/SP www.ubueditora.com.br


“você precisa conhecer as regras para poder quebrá-las.” JOHN FOSTER

Tipografia

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SUMÁRIO


APRESENTAÇÃO 9 SOBRE O LIVRO – HISTÓRIA E EVOLUÇÃO O livro

12 – 15 A forma do livro

16 – 35 ESTRUTURANDO UM LIVRO Sistema de retículas

38 – 43 Grades

44 – 47

FINALIZANDO O PROJETO

Fundamentos do design

Fechando os arquivos

48 – 59 TIPOGRAFIA – REGRAS E PRÁTICA Tipografia

62 – 68 Elementos e dispositivos estruturais

69 – 75

75 – 82 Produção

83 – 89 Fundamentos da publicação

90 – 93 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 94 REFERÊNCIAS ICONOGRÁFICAS 94 – 95


APRESENTAÇÃO

O processo de desenvolvimento de um livro é trabalhoso e exige paciência. Logo após a editora ter comprado o manuscrito do autor, é preciso adequá-lo para a leitura. Da mesma forma que um artista não é designer, um autor não é editor. É preciso um conhecimento a mais além da criatividade. É necessário planejamento e estratégia para um livro vingar e vender. Para planejar, você precisa conhecer com o que está trabalhando. Saber o que é permitido ou não na hora de reescrever, diagramar. E necessário conhecer o essencial para que, aí sim, o seu diferencial e ousadia possa ser aplicado no seu trabalho. Vamos começar!


ESTRUTURANDO UM LIVRO


Sabe montar um livro? Conhece as regras? Nesse capítulo você encontrará fundamentos iniciais para a composição de um livro.


O design do livro é uma arte. Andrew Haslam


SISTEMA de retículas Josef Müller-Brockmann

A FILOSOFIA DO DESIGN DE GRELHAS O uso de grelhas como um sistema de organização espacial é a expressão de uma postura mental – mostra que o designer concebe os seus trabalhos em termos construtivos, orientados para o futuro. É a manifestação de uma ética profissional: o trabalho do designer deve basear-se num pensamento de índole matemática, claro, transparente, prático, funcional e estético. O seu trabalho deve ser o contributo para a cultura geral, passando a fazer parte dessa própria cultura. Uma criatividade construtiva, inteligível e passível de ser analisada, pode influenciar e elevar o bom gosto da sociedade, da cultura das formas e das cores. Um design objetivo, comprometido com o bem comum, bem estruturado e refinado, constitui a base de uma cultura democrática. Um design construtivista significa converter as leis da composição em soluções práticas. O trabalho, sistemático e de acordo com os conceitos formais rigorosos, responde às exigências de clareza, transparência e da integração de todos os fatores que também são de máxima importância na vida sociopolítica da sociedade.

Sistema de retículas

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Trabalhar com sistemas de grelhas significa submeter-se a leis de validade universal. A aplicação de sistemas de grelhas significa vontade de integrar ordem e clareza; significa vontade de chegar ao essencial, de condensar; significa preferir a objetividade à subjetividade; significa querer racionalizar os processos criativos e técnico-produtivos; significa vontade de integrar os elementos formais, cromáticos e materiais; significa vontade de dominar a superfície e o espaço; significa adotar uma atitude positiva, orientada para o futuro; significa a implicação pedagógica e a influência do próprio trabalho no trabalho dos outros. Cada tarefa criativa de composição visual é a manifestação do caráter do designer, um reflexo do seu saber, da sua habilidade e da sua mentalidade.

A GRELHA TIPOGRÁFICA A grelha subdivide uma superfície bidimensional em áreas menores; ou então subdivide um espaço tridimensional em volumes menores. As áreas (ou volumes) podem ter dimensões idênticas ou diferentes. A altura de uma das áreas corresponde a um determinado número de linhas de texto corrido; a largura dos campos é idêntica à largura das colunas de texto. A altura e a largura são indicadas em medidas tipográficas: pontos e cíceros. Os campos ficam separados uns dos outros por espaços intermediários (goteiras), de tal modo que as imagens não toquem umas nas outras. As goteiras servem igualmente para preservar a legibilidade. Por outro lado, estes espaços intermediários permitem posicionar adequadamente as legendas das imagens e ilustrações. A distância vertical entre os campos mede uma, duas ou mais linhas de texto. A distância horizontal depende do corpo da letra e das ilustrações. Como este parcelamento em retículas consegue-se ordenar e posicionar melhor os elementos integrantes de um layout: os textos, as imagens, as ilustrações e as cores. Estes elementos são adaptados ao tamanho das

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retículas da grelha, encaixando perfeitamente nas suas medidas. A ilustração mais pequena corresponde à mais pequena das retículas. A grelha de uma página inteira integra um número mais alto o mais reduzido de retículas. Todas as tabelas, fotografias, ilustrações e demais elementos gráficos ocupam o espaço de uma, duas, três ou quatro retículas. Deste modo obtém-se uma determinada uniformidade na disposição da informação visual. A grelha determina as dimensões e proporções constantes do espaço disponível. Não existe nenhum limite para o número de divisões praticadas numa grelha. De um modo geral, interessa salientar que cada projeto deve ser estudado cuidadosamente para obter o sistema de grelhas específico, que melhor corresponda ás exigências do trabalho. A regra a observar é a seguinte: quanto menor for a diferença de tamanho das ilustrações grandes , mais tranquila é a impressão causada pela composição. Entendida como um sistema de controle, uma grelha ajuda a organizar racionalmente uma superfície ou um volume. Usada como sistema ordenador, uma grelha obriga a uma honestidade no uso dos elementos gráficos. Exige ao designer que se adapte ao problema que tem em mãos e que o analise. Impulsiona o pensamento analítico e proporciona uma solução do problema em bases lógicas e critérios objetivos. Se os textos e as imagens forem posicionados de modo sistemático, os elementos prioritários tornam-se mais evidentes. Uma grelha convenientemente adequada ao problema em estudo torna mais fácil:

A

Estruturar objetivamente a argumentação com os meios da comunicação visual e entender a hierarquia dos conteúdos;

B

Compor o texto corrido e posicionar o material ilustrativo de forma lógica e sistemática;

C

Dispor o texto e as ilustrações de modo compacto e rítmico;

D

Mostrar o material visual de forma que seja facilmente inteligível, transparente e estruturando de forma interessante.

Sistema de retículas

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Entre as várias razões que justificam o uso de grelhas para organizar o texto e as ilustrações estão as seguintes:

Razões econômicas: um dado problema resolve-se em menos tempo e com custos mais reduzidos; Razões racionais: os problemas, quer sejam simples ou complexos, podem ser resolvidos de forma coerente, e com um estilo característico; Razões de postura mental: a apresentação sistemática dos conteúdos, das sequências de acontecimentos e a solução de problemas deveria ser — por razões sociais e educativa – suma expressão do nosso sentido de responsabilidade e uma contribuição construtiva para a cultura da sociedade.

PARA QUE SERVE UMA GRELHA?

Título

Subtítulo

Exemplo do sistema de grelhas de um livro

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Os sistemas de grelhas são usados por tipógrafos, gráficos, fotógrafos e designers de exposições para resolver problemas de apresentações visuais, em duas ou três dimensões. O tipógrafo e o artista gráfico usam sistemas de grelhas para conceber o layout de anúncios publicitários em jornais, folhetos, catálogos, livros, periódicos, etc. O designer de exposições usa grelhas para conceber os seus planos de apresentações. Ao ordenar os espaços dentro da estrutura obtida com uma grelha, o designer poderá facilmente dispor os seus textos, diagramas e fotografias, seguindo critérios objetivos e funcionais. Os elementos textuais e/ou pictóricos são apresentados nos tamanhos predefinidos pela grelha. O tamanho dos diversos elementos é determinado segundo a sua importância no contexto do tema.


A incorporação de todos os elementos gráficos nas malhas de um sistema de grelhas cria um sentido de planificação, inteligibilidade e clareza, gerando uma ideia de ordem racional no design editorial. Esta ordem aumenta a credibilidade da informação e cria confiança. A informação hierarquizada com títulos, subtítulos, textos, ilustrações, imagens e legendas, todos eles dispostos na grelha de uma forma lógica, será não somente lida mais rápida e facilmente, mas também melhor entendida e retida na memória. Este é um facto cientificamente provado e o designer deverá tê-lo sempre em mente. Também se podem usar grelhas com sucesso para criar a identidade visual das empresas. Esta abordagem engloba todos os meios visuais de informação, desde o cartão de visita até ao stand de exposições: todos os impressos pra uso interno e externo, material de publicidade, veículos de carga e passageiros, placas com o nome e letreiros de edifícios, etc. Exemplo de hierarquia inserida no grid.

Título Subtítulo

Legenda separada do texto, em conjunto com a imagem

Texto

Imagem

Sistema de retículas

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GRADES Andrew Haslam

GRADES

OBSERVE O GRID UTILIZADO PARA COMPOR ESSE LIVRO. Apresenta assimetria, e é composto por colunas fundamentos que você irá aprender nesse capítulo.

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o formato do livro define as proporções externas da página; a grade determina suas divisões internas; o layout estabelece a posição a ser ocupada pelos elementos. O uso da grade proporciona consistência ao livro, tornando coerente toda a sua forma. Os designers que usam grades partem da premissa que tal coerência visual permite que o leitor concentre-se no conteúdo, em detrimento da forma. Cada um dos elementos da página — texto ou imagem — tem uma relação visual com todos os outros elementos: a grade fornece um mecanismo pelo qual essas relações podem ser formalizadas. Recentemente, um grupo designers passou a desafiar as convenções da grade e, em alguns casos, a questionar sua real necessidade. Argumentam que é um dispositivo desnecessário que, longe de dar sustentação ao conteúdo, se posta entre a experiência da leitura e as intenções do autor. A consistência não é uma vantagem, mas um prejuízo, limitando o layout da página a um conjunto previsível de soluções visuais. A exploração e a rejeição da grade formam os dois pólos entre os quais se erguem uma série de abordagens. Algumas delas inclinam-se no sentido do racionalismo formal e comedido; outras na direção ao expressivo e ao evocativo. O desenvolvimento das grades de livros ao longo do tempo é uma história de acréscimos, em lugar de substituições.


a

c

Atualmente certos designers estão fazendo uso de convenções medievais, enquanto outros favorecem abordagens derivadas do modernismo da década de 1920. Os sistemas básicos de grade determinam as larguras das margens; as proporções da mancha; o número, comprimento e profundidade das colunas; além da largura dos intervalos entre elas. Os sistemas de grade mais complexos definem uma grade para as linhas de base sobre a qual as letras serão assentadas e podem determinar o formato das imagens, além da posição dos títulos, números das páginas, notas de rodapé etc.

a

d d

b

c

b

Área de imagem ou texto simétrica.

a

c

a

d

c

d

SIMÉTRICO OU ASSIMÉTRICO A primeira decisão relativa à mancha de texto de uma página espelhada é perguntar-se se ela deverá ser simétrica ou assimétrica? A maioria dos livros encadernados, mas não produzidos em escala, como teses acadêmicas e outros livros artesanais, têm formato simétrico em torno da calha central. As grades simétricas, as favoritas dos escribas medievais, reforçavam a simetria natural do livro. A página esquerda do manuscrito era uma imagem espelhada da página direita do mesmo. As páginas assimétricas, como o próprio nome indica, não possuem linha de simetria em relação à área de texto.

GRADES BASEADAS NA GEOMETRIA b

b

Área assimétrica. A maioria das áreas de texto e grades assimétricas compartilha de uma primeira e uma última linha em comum, de tal modo que enquanto as margens laterais variam entre as páginas da esquerda e da direita, as margens superior e inferior são sempre as mesmas.

Muitos dos livros antigos impressos exibem sistemas de grade baseados na construção geométrica em lugar das relacionadas com uma determinada medida. Nos séculos XV e XVI, a Europa não tinha um sistema preciso de medição padronizada; as varetas de medição eram rudimentares e os tamanhos dos tipos eram inventados por cada impressor.

Sistema de retículas

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Definindo a área de texto com uma moldura simples Talvez a maneira mais simples de criar uma mancha simétrica seja definir margens iguais em torno de toda a página, formando uma moldura simples. Essa abordagem funcional é utilizada por designers como Derek Birdsall, que freqüentemente usa margens internas e externas com a mesma largura. Proporções comuns para formato e caixa de texto Uma área de texto retangular que compartilha das proporções do formato é facilmente criada pelo desenho de duas diagonais através da página e da elaboração de um novo retângulo com cantos que intersectam as diagonais. Uma página em formato retrato, desenhada dessa maneira, tem margens superior e inferior igualmente profundas e exibe margens dianteira e interna mais estreitas, combinando. Os designers que optam por esta abordagem geralmente empreendem aprimoramentos visuais transportando a caixa de texto na direção da margem interna e levantando-a no sentido da margem superior. Ao trabalhar dessa forma, são criadas quatro dimensões de margem e o designer fará uma análise visual dos comprimentos adequados.

a

Uma caixa de texto simples com margens superior, inferior, interna e externa iguais. A letra a assenta no centro de cada página. Se o livro tiver muitas páginas, a margem será puxada pelo processo de encadernação e a área de texto parecerá ter sido engolida pela calha, perturbando o equilíbrio das páginas.

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a

a

a

a

a

a

a


Desenhando uma grade com formato e caixas de texto com proporções consistentes

1. Para criar uma área de texto que compartilha das mesmas proporções do formato da página, desenhe duas linhas diagonais através de cada página.

a

a

2.

b

b

b

b

a

a

a

a

Selecione a profundidade da margem superior e desenhe uma linha paralela ao topo da página que intersecte cada uma das linhas diagonais através da página. Os lados da caixa são desenhados com linhas que saem do ponto no qual a margem superior intersecta a diagonal e corre paralela à margem da página. Duas larguras de margem distintas serão estabelecidas: a letra a representa a margem superior e a margem inferior, a letra b, as margens interna e externa.

3.

d

b

c

b

d

c

A caixa de texto pode ser transportada delicadamente para o alto da página, para distanciar-se da calha e permitir que a encadernação seja feita sem conseqüências para o design. Esse aprimoramento assegura que a caixa de texto e a página compartilhem da mesma proporção, mas estabelece quatro larguras de margem distintas. Neste exemplo, a margem externa d é menor do que a margem da calha b; a margem superior, representada pela letra a, é menor do que a margem inferior c.

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FUNDAMENTOS do design Joseph Galbreath

no entanto, todo livro é feito por pessoas criativas que se detiveram em cada aspecto de sua feitura, desde o tamanho das páginas até o design da capa à forma de encadernação e o papel. Embora a folha de rosto de um livro em geral use uma tipografia pesada e imagens para chamar atenção, as páginas internas frequentemente são delicadas e discretas, para facilitar o processo de leitura. O design do livro é uma arte. Qualquer pessoa que tente fazê-lo, até mesmo de um livro simples, descobrirá rapidamente como essa arte pode ser difícil. Se você for novato em design gráfico, faça suas primeiras tentativas do modo mais simples possível e examine atentamente outros livros, para ter inspiração. Há uma longa tradição na produção editorial, e ao projetar seu livro observando os que já foram produzidos, é mais provável que você crie um volume que pareça clássico, profissional e atraente aos leitores. O processo de design de um livro está intimamente interligado com a produção e a manufatura — como ele será construído fisicamente. Este capítulo examina os princípios básicos de sequência, design de página, tipografia e design da capa. É importante nesse processo procurar boas referências para conduzir um projeto. Você pode decidir que trabalhar com um designer profissional é a melhor via para o seu projeto, mas se você for um editor independente, você desejará se familiarizar com o processo.

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LIVRO DE TEXTO

Mancha de texto

Um romance ou algumas obras de não ficção consistem basicamente de texto, embora possam eventualmente conter ilustrações, como um frontispício na abertura, pequenos desenhos no início de cada capítulo, ou diagramas relacionados ao texto. A maioria dos livros tem uma coluna principal chamada mancha ou corpo do livro. As margens podem todas ser iguais, ou você pode criar margens internas mais largas (para distanciar o conteúdo da área da lombada), ou na borda externa (para criar espaço para as mãos do leitor). Alguns designers usam margem mais afastada do pé do livro, para dar espaço para o leitor segurá-lo deixando o texto livre para leitura.

LIVROS DE FOTOGRAFIA Neste tipo de livros, como é óbvio, há o predomínio das fotografias em relação ao texto. Faça o design da página em conta os formatos e tamanhos das fotos que você tem e o que quer dizer em relação a elas. O formato das fotografias são predominantemente verticais, horizontais ou quadradas? Você apresentará apenas imagens ou elas serão mescladas com texto?

PÁGINAS E PÁGINAS DUPLAS Texto

Texto

Normalmente as páginas de conteúdo de um livro são numeradas e reunidas em sequência. Quando você abre um livro, a primeira página e a última são as únicas que não estão lado a lado. Todas as demais, normalmente estão lado a lado — uma página à esquerda e uma à direita que estando o livro aberto são vistas juntas. Os designers tratam um livro como uma série de páginas duplas, e não como uma série de páginas separadas. Em um livro de texto, os lados esquerdo e direito se espelham com frequência. Dessa forma, a mancha de texto é aplicada de modo que respeite o espaço da página, ou seja suas linhas não ultrapassam o limite para a página seguinte. Em um livro de fotos, às vezes as imagens são aplicadas nas duas páginas (esquerda e direita, ou par ou impar) formando um todo. Quando isso acontece, o designer tem de ter atenção ao lugar onde ficará a calha da lombada, em relação à imagem. Esta calha tem uma grande presença física e visual ao longo das páginas de conteúdo, e essa circunstância tem

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que ser levada em conta ao se posicionar uma imagem e não perder detalhes importantes dela.

SUMÁRIO Este elemento crucial não só indica ao leitor o que há dentro do livro e onde encontrar, mas é uma importante ferramenta de marketing. Os livreiros on-line frequentemente apresentam o sumário, e algumas páginas de conteúdo para análise dos potenciais compradores para decidirem sobre a compra da obra — ou não.

TIPOGRAFIA Veja mais sobre o assunto tipografia no capítulo Tipografia — regras e práticas.

Escolher os tipos e distribuí-los nas páginas de seu livro são etapas essenciais para se criar um visual convidativo e apropriado para ele. Hoje os designers têm muitas opções, que incluem fontes tradicionais e contemporâneas.

ALINHAMENTO O software de edição lhe permite alinhar o texto de quatro formas básicas: justificado, centralizado, alinhado à esquerda e alinhado à direita.

Representação de texto justificado, centralizado, alinhado à esquerda e alinhado à direita respectivamente.

A maioria dos livros tem o texto justificado — blocos de texto sólidos com margens iguais em ambos os lados. Para um romance, um livro de memórias ou outros trabalhos com muito texto, justificar é a maneira mais comum e eficiente de dispor o conteúdo principal. Você precisará explorar outras formas de alinhamento para os títulos de capítulos, de páginas, a tipografia da capa e assim por diante. Poesia em geral segue alinhamento à esquerda, permitindo que cada linha quebre-se naturalmente, da forma como ela é escrita, em vez de ser centralizada ou forçada em blocos geométricos. Livros ilustrados são menos afeitos a convenções que os livros de textos; experimente o alinhamento para ver o que funciona melhor com seu conteúdo e o ponto de vista que você espera transmitir.

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Justificado

Alinhado à esquerda

Este é o formato padrão para livros com bastante texto

A disposição do texto com uma margem irregular do lado direito da coluna passou a ser comum no século XX. O texto alinhado à esquerda é considerado moderno por ser simétrico e orgânico, permitindo que o fluxo da linguagem ajude a determinar o arranjo tipográfico. O texto com nivelamento à esquerda funciona bem com colunas mais estreitas. O designer deve prestar muita atenção, no entanto, à aparência do recorte, ou da margem

(manchas grandes). O texto justificado parece organizado na página, e é altamente econômico, porque o software de edição usa hifenização e também ajusta o espaçamento entre palavras e letras a fim de incluir o número máximo de palavras em cada linha. Se o comprimento de sua linha é pequeno, a hifenização e o espaçamento serão variáveis e desiguais, como se vê em jornais, que com frequência têm grandes espaços e muitas linhas hifenizadas em um único parágrafo. Se você está produzindo seu livro com um programa de processamento de texto (como o Microsoft Word) em vez de um programa de editoração (como o InDesign), a justificação pode parecer muito ruim.

Centralizado Estático e clássico, o texto centralizado costuma ser usado para títulos de página, títulos de capítulo e dedicatórias. O caráter formal do texto centralizado também o torna adequado para convites de casamento, inscrições em túmulos e o tipo de verso que aparece dentro de cartões sociais. Ao usar o texto centralizado, o designer em geral quebra linhas de acordo com o sentido, colocando palavras ou frases importantes em linhas isoladas. Esse tipo de disposição tem frequentemente um espaçamento generoso entre as linhas.

desalinhada. O recorte deve parecer irregular e natural; não deve parecer plano ou uniforme nem assumir formatos reconhecíveis como luas, zigue-zagues ou pranchas afundando.

Alinhado à direita Nunca diga jamais, mas o alinhamento à direita raramente é usado para textos de um livro inteiro. Essa disposição pode ser muito útil para criar legendas, notas à margem, e outros recursos tipográficos com bom gosto. A margem direita regular pode ser usada para criar uma noção de afinidade ou atração magnética entre diferentes elementos da página.


TIPOGRAFIAS TRADICIONAIS PARA TEXTOS Muitos tipos foram criados especialmente para serem usados em livros, incluindo famílias tradicionais como Garamond, Caslon e Jenson, que estão disponíveis em versões digitais modernas que têm sido cuidadosamente redesenhadas para refletir suas origens históricas. Os livros também podem ser produzidos com fontes sem serifa, como a Futura e a Helvetica. Garamond Tipos inspirados nas fontes desenhadas por Claude Garamond, no século XVI.

Futura Tipos sem serifa desenhados por Paul Renner em 1927.

TIPOGRAFIAS CONTEMPORÂNEAS PARA TEXTOS Em todo o mundo, os designers gráficos estão desenvolvendo novas famílias tipográficas e as distribuindo on-line. A tipografia deste livro usa as famílias Fontin e Montserrat, mostradas abaixo. Ao escolher uma tipografia, procure uma com características orientadas para livros que você esperaria de uma fonte clássica, como versaletes e numerais não alinhados. Você pode começar a avaliar a qualidade de um tipo pela forma como ele é apresentado no site do designer. A fonte é mostrada e descrita com cuidado? Está disponível em diversos pesos e estilos?

A tipografia utilizada no texto desse livro é a Fontin, que possui estilos regular, bold, itálico e versalete, além dos numerais desalinhados (123456). Para títulos e subtítulos foi utilizada a Montserrat e Montserrat Alternates, que possui estilos que vão do Hairline ao Black.

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TIPOS DISPLAY Além dos tipos a serem usados no corpo do texto, legendas, subtítulos e outros itens, você pode desejar dar um toque especial em escalas maiores, usando um tipo adicional. Chamadas fontes Display, algumas devem ser usadas apenas como títulos, chamadas, logotipos e outras aplicações que envolvem poucas palavras.

Blenny Desenhado por Spike Spondlike pela foundry Dalton Maag, em 2004. Broadway desenhado por Morris Fuller Benton em 1928.

DESIGN DA CAPA Se você está preparando um livro para vender, a capa é um recurso essencial de marketing que funcionará como um logotipo e para divulgação. Ela deve se destacar no ponto de venda. Também precisa ter boa reprodução em imagens diminutas dos sites de venda on-line como a Amazon, Saraiva, Cultura etc.

IMAGEM DA CAPA DO NOSSO LIVRO, COM LOMBADA E QUARTA CAPA

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PROCESSO DE DESIGN 1. Defina o problema Faça uma descrição do que você quer dizer e a quem quer dizer. Qual é o assunto principal de seu livro? Que atitude você quer expressar (formal, descontraída, profissional, realista)? Quem é o seu público-alvo (amigos, inimigos, colegas, empregadores potenciais)? Tenha esses objetivos em mente quando desenvolver ideias de design. 2. Pesquisa Analise outros livros parecidos ao seu. Pense no que o atrai e note a variedade de estratégias de design. Algumas capas só contêm letras; outras contêm fotos e/ou ilustrações. Algumas são discretas. Outras são atraentes. 3. Brainstorm Anote o máximo de ideias que tiver — boas, más e ridículas. 4. Priorize Quais ideias fazem sentido para o seu livro? Quais são viáveis para você produzir? Estude os recursos disponíveis, como fotos clássicas ou ilustrações dentro do livro. 5. Experimente Se suas habilidades de design são fracas, busque ajuda com um designer, artista, ilustrador ou fotógrafo. Procure imagens e fotografias em bancos de imagem. Respeite sempre os direitos autorais e lembre-se que as fotografias devem estar em alta resolução e em grande escala para serem bem reproduzidas. 6. Teste Mostre seus designs a outras pessoas, para sentir a reação. Avalie cada design. O título é fácil de ler? As imagens chamam atenção para o título, ou se sobrepõem a ele? Há uma hierarquia clara de elementos? O design está transmitindo a mensagem e o tom de voz

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USANDO O INDESIGN A maneira mais eficiente de desenhar um livro é usar um software profissional de edição como o Adobe InDesign ou o QuarkXPress. Embora teoricamente seja possível desenhar um livro usando um programa padrão de processamento de texto como o Microsoft Word, fazer isso é frustrante e consome tempo — em geral com resultados insatisfatórios. Programas como o InDesign lhe permitem arrastar e soltar intuitivamente elementos e criar com facilidade grades/grids, números de página (fólio), refinamentos tipográficos e outros recursos. As instruções aqui oferecem uma visão breve do InDesign. A ótima ferramenta de Ajuda do software pode responder praticamente a qualquer dúvida que você tenha. Crie um novo documento ABRINDO UM DOCUMENTO File>New>Document Na nova janela de diálogo que irá aparecer depois de seguir esses comandos, você poderá definir o tamanho do documento, páginas espelhadas e sangria por exemplo.

Use o comando Facing pages (páginas espelhadas) para criar uma publicação com várias páginas desenhadas em páginas duplas. Defina o tamanho de seu documento (por exemplo, 15 x 15 cm) para que mais tarde você possa imprimi-lo com marcas de corte (crop). (Ao imprimir, selecione Printer Marks>Crop Marks no menu imprimir.) O sistema de medida do InDesign baseia-se em picas e pontos; você pode mudar isso para polegadas ou milímetros em General Preferences. Use os campos de Columns and Margins para criar uma grade/grid. Faça uma caixa de texto Todo elemento no InDesign está dentro de um frame ou caixa. Para fazer uma caixa de texto, selecione a ferramenta Type e arraste-a na posição desejada. Você também pode mudar qualquer frame para uma caixa de texto clicando nela com a ferramenta Type. Um cursor para a entrada de texto aparecerá. Use a janela Character para mudar a tipografia, tamanho, espaçamento, entrelinhas, entreletras e outros atributos. Use a janela do parágrafo para mudar o alinhamento (à esquerda, à direita, centralizado, justificado). Faça uma caixa para a imagem As imagens entram em frames ou caixas de imagens. Use a caixa de ferramentas para arrastar um frame. Vá para File>Place para incluir o link de uma ilustração. O InDesign cria um preview de sua ilustração, que lhe permite

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editar a imagem mais tarde, no Photoshop ou outro software ou substituí-la. (Em contrapartida, o Word incorpora imagens diretamente no documento, formando um arquivo digital pesado e limitando seu poder de edição.) Você também pode cortar e alterar o tamanho da imagem dentro do documento, sem afetar o arquivo original da imagem. Contornar o texto/Wrap Se uma imagem ou texto usa o comando contornar o texto/wrap, os outros elementos (textos ou imagens) serão forçados a contorná-lo, em vez de ficar acima ou atrás dele. Faça isso com Window>Text>Wrap. Novos objetos no InDesign não têm valor de wrap de texto. Hifenização

H-I-F-E-N-I-Z-A-Ç-Ã-O

Use a hifenização automática quando você está trabalhando com um texto justificado. Desative-a quando você estiver trabalhando com um texto alinhado a esquerda ou a direita, ou com chamadas de qualquer tipo. (Você pode sempre colocar hífens à mão, se necessário.) Clique na caixa Hyphenation na barra de ferramenta Paragraph. Espaçamento/Kerning

DESIGN Com espaçamento normal.

DESIGN Com espaçamento maior entre as letras “S” e “I”.

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Ajustar o espaço entre duas letras é chamado de espaçamento manual. (O tipo já possui valores de espaçamento.) Agora você está fazendo ajustes em cada um dos pontos, de acordo com o que considera necessário. Posicione o seu cursor entre as letras que deseja ajustar. Em um Mac, pressione option e seta para esquerda ou seta para direita para remover ou adicionar espaço. Raramente você precisará fazer isso se estiver trabalhando com títulos em corpos grande.


Entreletra/Tracking

SEM ESPAÇAMENTO C O M E S PA Ç A M E N TO

Ajusta o espaçamento entre letras em um texto selecionado (uma palavra, linha ou parágrafo). Ao passar uma palavra para maiúscula ou versalete, por exemplo, é aconselhável espaçar as letras, expandindo o espaço entre elas. Selecione o texto e o tipo em um Tracking no menu Character ou barra de ferramenta.

Ligando caixas de texto Você pode ligar duas ou mais caixas de texto de modo que ele flua de um para outro. Use essa característica para criar documentos com várias colunas e páginas. Selecione uma caixa de texto, e então com a ferramenta White Arrow, clique o in-port ou out-port — o quadradinho com um + [mais] ou um - [menos]. A seta se tornará um “ícone de texto carregado”. Posicione o ícone de texto carregado sobre o frame que você quer conectar. Clique no novo frame para confirmar a ligação. Ou clique em qualquer lugar da página, e o InDesign fará uma nova caixa automaticamente. Inserir, apagar e reorganizar páginas Controle as páginas na janela Pages. Selecione um ícone de página e apague-o usando o menu de opções Pages. Arraste os ícones de página para reorganizar as páginas. Página Mestra Esta ferramenta contém elementos gráficos que aparecem em toda página nova de um documento, como números de página, cabeçalhos e guias. Selecione New Master do menu na janela Pages. Nomeie a página mestra e coloque texto e outros elementos nela. A página mestra agora pode ser aplicada a qualquer página, ou a todas elas e você pode basear uma nova em uma já existente, pode ter várias mestras em um documento, e pode transformar uma página existente em uma mestra. Para mais informações, veja a ajuda on-line do InDesign. Para eliminar ou modificar os elementos de uma mestra na página de um documento, pressione (command-shift [control-shift no PC]) enquanto seleciona o elemento. Isso lhe permite editar ou apagar o item. Note que

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um item cancelado na mestra não será atualizado naquela página se você editar a página mestra. Para numerar páginas automaticamente, crie uma caixa e escolha Type>Insert Special Character>Auto Page Number. Trabalhando com réguas/sublinhado Selecione as réguas Paragraph do menu na janela Paragraph. A espessura padrão é 1 ponto, que parece bom na tela, mas parece pesado e brando quando você imprime. Para um sublinhado claro, fino, escolha 0,25 ponto. O valor Offset controla a distância entre o sublinhado e a linha de base do texto. O sublinhado aparecerá depois de todo retorno (quebra de parágrafo). Crie sublinhados dessa forma, em vez de “desenhá-los” com a ferramenta linha. Isso lhe permite controlar com precisão a colocação e o espaçamento delas. Definindo novas cores

CMYK: Ciano, magenta, amarelo e preto.

RGB: Vermelho, verde e azul.

Para ver cores predefinidas que você possa aplicar ao texto, réguas, caixas e assim por diante, abra a janela Swatches. Use o menu de opções para definir cores novas. Use CMYK para criar misturas de cian, magenta, amarelo e preto, as cores usadas na impressão padrão em quatro cores (em oposição a RGB: vermelho, verde e azul, as cores de sua tela de computador). Evite cores especiais (spot), a não ser que você esteja trabalhando com uma impressora ofsete comercial e esteja fazendo um trabalho que usará tinta especial adicionada ao padrão CMYK.

COMPARTILHANDO SEUS ARQUIVOS Faça PDFs com alta resolução Um documento do InDesign pode se tornar muito complexo, usando inúmeras fontes e links de imagem. Um PDF permite trocar um arquivo de alta resolução sem o seu impressor, cliente ou outro usuário final precisar acessar seu software original ou seus arquivos de fonte e imagem. É fácil fazer um PDF: aperte Export>PDF. Muitos designers preferem imprimir a partir de PDFs em vez dos arquivos originais de InDesign. Preflight e coleta dos arquivos/Package Use File>Preflight para verificar erros em seu arquivo. O programa Prefligth lhe mostrará, por exemplo, imagens que são RGB em vez de CMYK, além de

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outros problemas. Use File>Package para reunir todas as imagens e outros recursos usados em seu projeto. O InDesign copiará todos os elementos em uma nova pasta. Imposição/Print Booklet Se você está produzindo seu próprio livro grampeado ou cadernos costurados, o recurso File>Print Booklet reordenará as páginas em “printer spreads”, permitindo que o livro seja montado, dobrado e encadernado através do centro. O software calcula a posição correta das páginas. [Nos MACs o Print Booklet não vem instalado no sistema.]

Fundamentos do design

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Referências Bibliográficas Bantjes, Marian. (2002). Tipografia. In: D. M. Rosari, Fundamentos essenciais do design gráfico. Rosari. Brighton, Katy. (2008). Produção. In: D. Millman, Fundamentos Essenciais do Design Gráfico. Rosari. Bringhurst, Robert. (2011). Blocos e Parágrafos. In: R. Bringhurst, Elementos Do Estilo Tipográfico. Cosac & Naify. Galbreath, Joseph. (2011). Fundamentos do Design. In: M. L. Rosa, A produção de um livro independente (1 Edição ed.). Brasil: Rosari. Galleti, Luiz. Sérgio., & Soares, Rodrigo. Venturini. (07 de Julho de 2011). Características e particularidades das extensões PDF, TIFF e JPEG. Acesso em Setembro de 2016, disponível em Revista Tecnologia Grafica: http://www. revistatecnologiagrafica.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2176:caracteristicas-e-particularidades-das-extensoes-pdf-tiff-e-jpeg&catid=46:como-funciona&Itemid=183 Haslam, A. (2010). Grades. In: A. Haslam, O livro e o Designer II (S. R. Filho, Trad., 2ªed.). Rosari. Müller-Brockmann, Josef. (2012). Grelha, Grid, Grade. In: J. Müller-Brockmann, Sistemas de retículas (1ªEdição ed.). Barcelona. Manguel, Alberto. (1997). Uma história da leitura - A forma do livro. (P. M. Soares, Trad.) Companhia das Letras. McIntyre, Kelley., & Lupton, Ellen. (2008). A produção de um livro independente. In: K. McIntyre, & E. Lupton, Fundamentos da publicação. Rosari. Vienne, Véronique, Steven. Heller. (2013). O livro. In: S. H. Vienne, 100 Ideias que Mudaram o Design Gráfico (1ªEdição ed.). Rosari.

Referências Iconográficas Ban Anderson, E. (2010, novembro 09). Colman’s Mustard and Penguin Books. Retrieved novembro 2016, from Elizabeth Anderson Art Direction & Design: http://flip-design.blogspot.com.br/2010/11/colmans-mustard-and-penguin-books.html Augustin. (2015, junho 17). he alphabet – Frederic W. Goudy. Retrieved novembro 2016, from Index Grafik: http://indexgrafik.fr/the-alphabet-frederic-w-goudy/ Bases neurológicas de la guerra entre fe y el ateísmo, psicopatías y genios . (2016, abril 29). Retrieved novembro 2016, from Blogarama: http://www.blogarama.com/religion-blogs/199755-luzbel-muerto-asesinado-cuerpo-usado-dio-blog/3696077-bases-neurologicas-guerra-entre-ateismo-psicopatias-genios


Cavalcante, E. (2011, setembro 4). O livro não está em extinção, ele continua mudando. Retrieved novembro 2016, from Jornalia do Ed: http://www.jornaliadoed.com.br/2011/09/o-livro-nao-esta-em-extincao-ele.html#.WDbz0aIrKcY Futurismo Fortunato Depero, 1927. (2007, abril 24). Retrieved novembro 2016, from Flickr: https://www.flickr.com/photos/23767335@N03/2263975233 Mademoiselle_titam. (2012, março 1). Livres en forme de coeur. Retrieved novembro 2016, from PaperBlog: http://www.paperblog.fr/5353702/livres-en-forme-de-coeur/ Mesopotâmia. (2016). Retrieved novembro 2016, from Britannica Escola: http://escola.britannica.com.br/assembly/135965/ Esta-tabuleta-de-barro-tem-o-registro-das-ovelhas-e Polarisn. (2014, março 18). Livros de Horas: o imaginário da devoção privada. Retrieved novembro 2016, from Polaris: https://polarisgrupon.wordpress.com/author/polarisn/page/5/ Prentwerk. (2015, março 16). DAMIEN HIRST WANTS TO SPEND THE REST OF HIS LIFE ... Retrieved novembro 2016, from Prentwerk art & art books: http://prentwerkartbooks.blogspot.com.br/2015/03/damien-hirst.html Redação Serigrafia Sign. (2016, fevereiro 04). Você ainda não usa tinta ecológica para estampar? Saiba porque ela é melhor. Retrieved novembro 24, 2016, from Serigrafia Sign: http://serigrafiasign.com.br/blog/voce-ainda-nao-usa-tinta-ecologica-para-estampar-saiba-por-que-ela-e-melhor/ Shrope, M. (2015, Junho 01). Medicine’s Hidden Roots in an Ancient Manuscript. Retrieved novembro 2016, from New York Times: http://www.nytimes.com/2015/06/02/science/medicines-hidden-roots-in-an-ancient-manuscript.html?_r=1 Silva, C. (2008). Produção Gráfica – Novas Tecnologias. The Solomon R. Guggenheim Foundation. (2014). Words-in-freedom. Retrieved novembro 2016, from Guggenheim: http://exhibitions.guggenheim.org/futurism/words_in_freedom/ Wikipedia. (2016, setembro 2016). Ecce Homo (book). Retrieved novembro 2016, from Wikipedia: https://en.wikipedia.org/ wiki/Ecce_Homo_(book) Wikipedia. (2016, outubro 15). Hornbook. Retrieved novembro 2016, from Wikipedia: https://en.wikipedia.org/wiki/Hornbook Livre de V. Maïakovski, Pour la voix (Dlia Golossa), Berlin, 1923, 13,2 x 19,1. Collection B., Paris.


Livro produzido em novembro de 2016 pela editora Ubu. Tipografias utilizadas: Fontin e Fontin Sans desenhadas pela Exljbris em 2008 Montserrat e Montserrat Alternates desenhada pela Julieta Ulanovsky em 2014. Miolo impresso em papel CouchĂŞ 150g/m2. Capa impressa em papel CouchĂŞ 230g/m2


Ousadia é o talento de reconfigurar uma regra. Para poder ousar e surpreender primeiro é preciso conhecê-la para poder “desrespeita-las ”. Trazer a impressão que algo não pareceu planejado. O fundamental para a criação de um livro será ensinado através de textos de designers renomados, que guiará o estudante através dos fundamentos do design editorial, o tornando apto a criar um livro de qualidade.

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