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Não fazia nem dois minutos que eles tinham saído da estação de metrô Denfert-Rochereau quando avistaram o tio Alistair. Era meio difícil não o ver: ele vestia um terno vermelho-cereja e uma gravata amarelo- -canário, e balançava na mão sua bengala com ponta de diamante. O velho homem veio andando alegre na direção deles, sorrindo de braços abertos. Quando ele chegou mais perto, Dan percebeu que ele tinha um olho roxo. — Minhas crianças queridas! Nellie deu uma mochilada na cabeça dele. — Ai! — tio Alistair se curvou para a frente, pondo a mão no olho que não estava roxo. — Nellie! — disse Amy. — Foi mal — Nellie resmungou. — Achei que ele fosse um dos vilões. — Ele é — concordou Dan. — Não, não. — Alistair tentou sorrir, contudo só o que conseguiu foi fazer careta e piscar. Dan imaginou que o outro olho também fosse ficar roxo agora, graças àquela mochilada. A mochila de Nellie não era nada leve. — Crianças, por favor, vocês precisam acreditar em mim, eu não sou inimigo de vocês! — Você roubou o livro de nós — disse Dan — e nos abandonou lá para morrermos! — Crianças, eu admito. Achei que vocês tinham se perdido no incêndio. Eu mesmo quase não consegui escapar. Felizmente, encontrei um trinco que abria a porta. Eu chamei por vocês, mas vocês devem ter descoberto outra saída. Eu fiquei com o Almanaque, é verdade. Não podia deixá-lo para trás. Admito que entrei em pânico quando saí da mansão. Temia que nossos inimigos ainda estivessem por perto ou que eu levasse a culpa por aquele incêndio terrível. Por isso fugi. Peço perdão. Amy abrandou um pouco a careta, só que Dan não acreditou nem um

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01 - 39 clues - O labirinto dos ossos - Rick Riordanr  

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