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— Ele escondeu alguma coisa ali embaixo. O silêncio foi tanto que Dan conseguiu ouvir baratas andando dentro do armário. — Então — disse Nellie —, temos que entrar num labirinto subterrâneo cheio de ossos e encontrar... alguma coisa. Amy confirmou com a cabeça. — Só que as Catacumbas são enormes. Não sabemos nem onde começar a procurar. A única coisa que eu consigo pensar é que... tem uma única entrada pública. Aqui diz que fica em frente à estação de metrô DenfertRochereau. — Mas se essa é a única entrada pública — Dan disse —, então as outras equipes também vão para lá. Estão todos roubando o Almanaque uns dos outros. Eles vão acabar descobrindo o que é o Labirinto dos Ossos, isso se já não descobriram. — Por mim tudo bem. — Nellie limpou da camisa as migalhas de chocolate e pão. — Vamos lá encontrar sua família. A mochila de Dan estava muito mais leve hoje, mas, antes de sair, ele conferiu se a foto de seus pais ainda estava em segurança no bolso lateral. A mãe e o pai estavam bem onde ele os deixara: na folha plástica do álbum de fotos, sorrindo no topo da montanha, como se não tivessem se importado nem um pouco em dividir o espaço com uma pilha de Franklin e uma granada. Dan se perguntou se os pais ficariam orgulhosos por ele ter saído daquele buraco ontem à noite ou se ficariam superprotetores como Amy: Você quase morreu, blá-blá-blá. Chegou à conclusão de que eles não teriam encanado tanto. Provavelmente os dois tinham enfrentado um monte de aventuras perigosas. Quem sabe a casa em que viviam também tinha um arsenal, antes de ser destruída pelo incêndio. — Dan! — Amy chamou. — Saia do banheiro agora. Vamos! — Estou indo! — ele gritou. Dan olhou mais uma vez para os pais. — Valeu pela anotação sobre o Labirinto dos Ossos, mãe. Não vou decepcionar você! Ele pôs a foto de volta na mochila e foi para junto de Amy e Nellie.

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01 - 39 clues - O labirinto dos ossos - Rick Riordanr  

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