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Dan. Arnold latia. Amy sabia que aquilo não ia dar em nada. Eles precisavam convencer os Holt a tira-los dali, mas ela não conseguia fazer sua voz funcionar. Tinha vontade de se encolher e se esconder. Então sentiu o chão tremer. Ouviu-se um ronco forte como o de um grande motor. Os Holt viraram na direção da rua e pareceram perplexos com o que viram. — Seus... espertinhos! — Eisenhower olhou feio para eles. — Isso foi uma emboscada, não foi? — Do que você está falando? — Dan perguntou. — Tem um caminhão bloqueando o portão! — disse Mary-Todd. — Uma betoneira. — Pai, olhe — Reagan disse, nervosa. — Eles trouxeram pás. O sensor de perigo de Amy começou a apitar. Dan olhou para ela, e ela soube que ele estava pensando a mesma coisa. — Eles vão encher o buraco de cimento — disse Dan. — Não vão? Ela fez que sim com a cabeça. — Senhor Holt! — Dan pulava como Arnold, o cão, mas não conseguia alcançar o topo do buraco. — Vamos, vocês precisam nos tirar daqui! Vamos ajudar vocês! O senhor Holt deu um bufo de desprezo. — Vocês nos arrastaram para esta cilada! Além disso, vocês, fracotes não sabem brigar. — Pai — disse Reagan. — Talvez seja melhor... — Quieta — rosnou Hamilton. — Deixa isso com a gente! — Reagan! — gritou Dan. — Vamos! Fala pra eles tirarem a gente daqui. Reagan apenas franziu as sobrancelhas e ficou olhando para o chão. Dan olhou para Amy, desesperado. — Você precisa fazer alguma coisa. Diga a eles que entende o que o livro diz! As palavras, porém, não vinham. A sensação de Amy era de que já estava coberta de cimento. Seu irmão precisava dela. Ela tinha que dizer alguma coisa. Mas apenas ficou ali paralisada, indefesa, se odiando por ser tão medrosa.

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01 - 39 clues - O labirinto dos ossos - Rick Riordanr  

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