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Ele fez isso. E foi fácil. Um segundo depois estavam ambos na mesa de conferência, olhando a imagem que ainda oscilava na tela: um ícone branco de alvo pairando sobre um ponto específico em Paris. O endereço brilhava em letras vermelhas: rua des Jardins, 23. Dan apontou para uma faixa azul ao redor do ponto. — Isso é água. O que significa que essa pequena mancha onde está o alvo deve ser uma ilha. — A ilha de Saint-Louis — disse Amy. — Fica no rio Sena, bem no meio de Paris. Você consegue decorar esse endereço? — Já decorei. — Então Dan notou outra coisa, uma foto que estava em cima dos arquivos de Irina. Ele pegou a foto e sentiu um enjoo no estômago. — É ele. — Dan mostrou a foto a Amy. Era um homem mais velho de cabelo grisalho e terno preto, atravessando a rua. A foto estava borrada, mas devia ter sido tirada em Paris. Dan percebeu isso por causa dos prédios de pedra amarela e das placas em francês. — O homem de preto está aqui. — Mas por que... — Amy ficou pálida. Eles ouviram uma voz de algum lugar no corredor: — ... J'entends des mouvements. Fouillez le bâtiment. Dan não precisava entender francês para saber que aquilo significava encrenca. Ele e Amy correram na direção oposta à voz, seguindo por outro corredor. — Arrêtez! — um homem gritou atrás dele. Imediatamente, dispararam vários alarmes. — Ah, que ótimo! — disse Amy. — Por aqui! — Dan virou num corredor. Não teve coragem de olhar para trás. Ouvia os perseguidores chegando mais perto, botas que batiam com força no chão de mármore. — Barras! — avisou Amy. As defesas automáticas do prédio deviam ter sido ativadas. Bem na frente deles, várias barras de metal estavam descendo do teto, bloqueando o corredor. — Escorrega! — gritou Dan. — O quê? — Amy perguntou, olhando de relance para os guardas.

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01 - 39 clues - O labirinto dos ossos - Rick Riordanr  

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