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ALAGOAS ALÉM DO TURISMO: UM PROJETO ESCOLAR PARA MARAGOGI


OBS: Capa : Figura 1 :Gales de Maragogi. Fonte: https://jujunatrip.com/o-que-fazer-


Trabalho Final de Graduação 1 Orientador: Fabrício Godoi. Orientado: Rafael dos Santos Negreiros. RA: 609973

ALAGOAS ALÉM DO TURISMO: UM PROJETO ESCOLAR PARA MARAGOGI

UNIFEOB CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FUNDAÇÃO DE ENSINO OCTÁVIO BASTOS ARQUITETURA E URBANISMO

SÃO JOÃO DA BOA VISTA – SP 2018


Sumário 1. INTRODUÇÃO..............................................................................................................................7 2.

JUSTIFICATIVA.................................................................................................................8

3. ÍNDICES.................................................................................................................................................9 3.1 Índice de Desenvolvimento Humano Municipal................................................................9 3.2 Índice de Desenvolvimento de Educação Básica...............................................................9 3.3 Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira........................10 3.4 Sistemas de Avaliação da Educação Básica...................................................................10 4. ALAGOAS: ESTADO QUE MERECE ATENÇÃO.............................................................13 4.1 Municípios de alagoas com baixo índice no IDEB......................................................16 4.1.1 Município de Cacimbinhas........................................................................................17 4.1.2 Município de Maceió.................................................................................................19 4.1.3 Município de Campo Grande.....................................................................................21 4.1.4 Município de Porto Real do Colégio...........................................................................23 4.1.5 Município de Maragogi............................................................................................................25 4.2 Escolha do Município...................................................................................................27 5. MARAGOGI..........................................................................................................................................29 5.1 Síntese histórica...........................................................................................................................30 5.1.1 Ruínas do Mosteiro de São Bento............................................................................31 5.2 Infra-estrutura / Saneamento: Serviços de Água e Esgoto........................................32 5.2.1 Energia Elétrica: Consumo e Consumidores por Classe............................................33 5.2.2 Instituições bancárias/Hospedagem.........................................................................33 5.2.3 Saúde: Número de Estabelecimentos e Leitos por dependência administrativa.........34 5.2.4 Educação: População e Escolas................................................................................35 5.3 Plano diretor..................................................................................................................37 5.4 Distritos do município de Maragogi.............................................................................38 5.4.1 Ponta de Mangue e Peroba......................................................................................39 5.4.2 Barra Grande ..........................................................................................................41 5.4.3 Maragogi (centro) ...................................................................................................43 5.4.4 Distrito de São Bento ..............................................................................................46 5.5 Mapeamento de São Bento e escolha da área.............................................................49 5.5.1 Operações urbanas consorciadas..............................................................................50 5.6 Análises do terreno: Topografia...................................................................................51 5.7 Aspectos bioclimáticos: Insolação e ventilação.........................................................53 5.7 .1 Períodos de chuva .....................................................................................................54 5.7. 2 Umidade relativa...........................................................................................................56 6. MÉTODO MONTESSORI DE ENSINO............................................................................57


7.ESTUDOS DE CASO: ESCOLA INFANTIL LAAIF .................................................59 8. PROGRAMA DE NECESSIDADES ........................................................................69 8.1 Diagrama de bolhas...........................................................................................70 8.2 Plano de Massas ...............................................................................................71 9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.......................................................................72


INTRODUÇÃO

Considerando o atual cenário brasileiro relacionado à Educação, e dentre os vários Estados do Brasil que passam por dificuldades na qualidade do ensino, um deles, passa por momentos realmente preocupantes; segundo recentes pesquisas. Com auxílio de Índices relacionados ao desenvolvimento humano e Educacional; chegaremos a um Estado brasileiro, e por fim o município a ser trabalhado. A pesquisa apresentara tabelas e gráficos com dados importantes como: renda, Educação, quantitativo de estabelecimentos, dados comparativos, entre outros; que ira auxiliar na escolha local.

Esta pesquisa também aponta estudos de caso; mostrando sua relação com o entorno e como ele impacta socialmente dentro do ambiente inserido; dandonos embasamento e servindo como parâmetros para o processo projetual.

Por fim, utilizaremos algum potencial local; para que a proposta arquitetônica tenha maior visibilidade e retorno social.

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JUSTIFICATIVA

O Brasil tem um dos piores índices relacionados à educação do mundo, e dentre os diversos estados Brasileiros, Alagoas pela terceira vez consecutiva, está entre as piores do país; segundo a análise do Índice de desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). Em 2015, no entanto, os resultados apresentaram uma pequena melhora; acreditamos, portanto que Alagoas mereça uma qualidade de ensino digna e justa.

Acreditamos que um dos contribuintes para este problema, além do mau investimento, seja o espaço inapropriado para estes alunos. Estes espaços inadequados, certamente contribuem para o mau desempenho. Uma vez que se tenham espaços com iluminação e ventilação adequados; enfim uma arquitetura adaptada para a necessidade real destes alunos, conseqüentemente haverá uma melhora no desempenho em diversos aspectos.

Enfim, trazer a população uma Escola que atenda as reais necessidades do aluno, contribuindo para o aumento do desempenho educacional e formando pessoas melhores e mais capacitadas.

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ÍNDICES

Os índices são instrumentos importantes para a avaliação a qual o tema for destinado, como por exemplo: índice econômico, índice de mortalidade, de desenvolvimento humano e etc. Normalmente são feitos de maneira comparativa e mesmo que não sejam perfeitos, é um critério válido e auxilia a identificar lugares problemáticos, auxiliando a concentrar esforços onde é mais necessário. Nessa pesquisa adotaremos como base os índices IDHM e IDEB.

3.1 Índice de Desenvolvimento Humano Municipal IDHM: (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) considera as três dimensões do IDH global que são: longevidade, educação e renda. E vai além, conta a história do município e segmenta o índice, como população residente masculina e feminina, expectativa de anos de estudos, dentre outras informações pertinentes para pesquisas com esse enfoque. O índice varia de 0 a 1, quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano. (O que é o IDHM, 2018)

3.2 Índice de Desenvolvimento de Educação Básica IDEB: (Índice de Desenvolvimento de Educação Básica) trata-se de um índice para avaliar a qualidade de cada escola e de cada rede de ensino. O IDEB é calculado com base no desempenho do estudante em avaliações do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) e em taxas de aprovação. Esta avaliação é feita a cada dois anos, portanto há uma prova que é aplicada a todos os alunos de todas as escolas do Brasil e a nota dos alunos estabelecerá o nível em que a escola está. (Ideb, 2015)

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ÍNDICES

3.3 Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira INEP: (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) é um órgão federal vinculado ao MEC, tendo como objetivo principal a promoção de pesquisas, estudos e avaliações sobre o sistema educacional do Brasil. (Conheça o Inep, 2015) 3.4 Sistemas de Avaliação da Educação Básica Hoje em dia, três avaliações compõem o Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB), são elas: ANA (Avaliação Nacional da Alfabetização) é uma avaliação externa que tem como objetivo medir os níveis de alfabetização e letramento em língua portuguesa (leitura e escrita) e matemática dos estudantes do 3º ano do ensino fundamental das escolas públicas. As provas aplicadas aos alunos fornecem três resultados: desempenho em leitura, desempenho em matemática e desempenho em escrita. Além destes testes de desempenho, que medem a capacidade dos estudantes nessas áreas, a ANA apresentou em sua primeira edição as seguintes informações contextuais: o indicador de nível socioeconômico e o indicador de formação docente da escola. (Sobre a ANA, 2015)

ANEB (Avaliação Nacional da Educação Básica) Utiliza os mesmos instrumentos da Prova Brasil / Avaliação Nacional do Rendimento Escolar (ANRESC), é aplicado com a mesma periodicidade. Diferencia-se por abranger, de forma amostral, escolas e alunos das redes públicas e privadas do país que não atendem aos critérios de participação da Anresc/Prova Brasil, e que pertencem as etapas finais dos três últimos ciclos da educação básica em áreas urbanas e rurais 5º ano (4ª série) e 9º ano (8ª série) do ensino fundamental e 3ª série do ensino médio regular. (Sobre a Aneb, 2015) Os resultados das etapas e dependências administrativas avaliadas exclusivamente pela Aneb são apresentados por regiões geográficas e unidades da federação, as escolas são selecionadas por meio de sorteio, considerando os estratos de interesse da avaliação: Dependência administrativa (pública, federal, estadual e municipal e privada), unidade da federação (estados), localização (urbana e rural), Área (Capital e interior), porte da escola (pequena: 1 ou 2 turmas, grande: 3 ou mais turmas). (Sobre a Aneb, 2015)

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INDICES ÍNDICES

ANRESC (Avaliação Nacional do Rendimento Escolar), mais conhecida como Prova Brasil, é uma avaliação censitária bianual envolvendo alunos do 5º ano (4ª série) e 9º ano (8ª série) do ensino fundamental das escolas públicas que possuem, no mínimo, 20 alunos matriculados nas séries/anos avaliados, e tem como objetivo principal mensurar a qualidade do ensino ministrado nas escolas das redes públicas, elaborando informações sobre os níveis de aprendizagem em língua portuguesa (Leitura) e em matemática e fornecendo resultados para cada unidade escolar participante bem como para as redes de ensino em geral, apresentam também ainda, indicadores contextuais sobre as condições fora e dentro das escolas em que ocorre o trabalho da escola, os dados apresentados visam servir de subsídio para diagnóstico, reflexão e planejamento do trabalho pedagógico da escola, bem como para a formulação de ações e políticas públicas com vistas à melhoria da qualidade da educação básica. (Sobre a Anresc (Prova Brasil), 2015)

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Figura 2 :RegiĂŁo Nordeste. Fonte: https://jetdicas.com/wp-content/uploads/2017

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ALAGOAS: ESTADO QUE MERECE ATENÇÃO

Alagoas está situado a leste da região nordeste do Brasil, é banhado pelo oceano atlântico e faz limite com os estados do Sergipe, Pernambuco, Bahia, sua área é de 27.778,506 km². Sua população, segundo o último censo de 2010, é de 3,322 milhões habitantes, tendo como capital a cidade de Maceió.(EBBESEN, 2016)

O estado de Alagoas é marcado por uma grande mistura étnica. Na sua história foi inicialmente invadido por portugueses, franceses e posteriormente por holandeses. Essa mistura cultural e seus atrativos naturais dão a Alagoas um grande potencial turístico, atraindo anualmente milhares de turistas que buscam descanso e tranqüilidade em suas belas praias.

Porém, mesmo com grande desenvolvimento do setor de serviços, o estado carrega consigo índices muito negativos como a mais alta taxa de analfabetismo, o pior índice de mortalidade infantil e o mais baixo índice de desenvolvimento humano municipal IDHM (índice de desenvolvimento humano municipal) de todo o Brasil (Gráfico 1) e pelo terceiro ano consecutivo não atinge a meta estabelecida pelo IDEB (índice de educação básica), conforme apresentado na tabela 1.(EBBESEN, 2016)

Figura 3 :Mapa turístico de Alagoas. Fonte: https://mapasblog.blogspot.com/2011

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Gráfico1: Evolução do IDHM – Alagoas. Fonte: PNUD, Ipea e FJP

Tabela 1: Ilustra notas por estado, em verde Estados que atingiram a meta

Fonte: ideb. Inep. gov.br

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ALAGOAS: ESTADO QUE MERECE ATENÇÃO

Outro agravante que verificamos no estado de Alagoas é que apesar das crianças ingressarem e freqüentarem os ensinos fundamentais é baixa a quantidade de alunos que concluem os estudos, conforme verificamos nos gráficos 02 e 03.

Gráfico 2 : Percentual da população de 6 a 14 anos que freqüenta a escola

Fonte: Estado, Região e Brasil - IBGE/Pesquisa Nacional de Domicilios (PNAD) - 2013

Gráfico 3 : Percentual de pessoas de 16 anos com ensino fundamental concluído

Fonte: Estado, Região e Brasil - IBGE/Pesquisa Nacional de Domicilios (PNAD) - 2013

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4.1 Municípios de alagoas com baixo índice no IDEB Como o estado de alagoas não atinge a meta estabelecida pelo IDEB, muitos dos seus municípios também apresentam baixos índices, conforme apresentamos na tabela 2. Verificamos alguns casos críticos como os municípios de Cacimbinhas, Maceió, Campo Grande, Porto Real do Colégio e Maragogi que pela terceira avaliação consecutiva, de 2011, 2013 e 2015, não atingiram a meta estabelecida pelo IDEB nos anos iniciais e finais do ensino básico.

Tabela 2 : Notas por município, em verde, municípios que atingiram a meta.

Fonte: Autor desta pesquisa, com base nos dados do ideb. Inep. gov.br

OBS : Em azul, municípios que não atingiram a meta pelo 3º ano consecutivo de analise.

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ALAGOAS: ESTADO QUE MERECE ATENÇÃO

4.1.1 Município de Cacimbinhas O município se estende por 273 km² e conta com 10.195 habitantes, segundo o último censo 2010, e possui uma densidade demográfica de 37,4 habitantes por km². Apesar de uma grande evolução nas últimas décadas, conforme apresentado no gráfico 4, o município de Cacimbinhas apresentou, em 2010, um Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,531, o que coloca esse município em uma faixa de desenvolvimento humano baixo (IDHM entre 0,500 e 0,599). Apresentamos na tabela 3 os componentes que mais contribuem para o IDHM do município de Cacimbinhas, sendo longevidade, com índice de 0, 697, seguida de renda, com índice de 0, 559, e de Educação, com índice de 0, 384. (Cacimbinhas, AL, 2015)

Gráfico 4 : Ilustra o comparativo de renda longevidade e educação entre os anos de 1991, 2000 e 2010

Fonte: PNUD, Ipea e FJP

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Tabela 3: Índice de Desenvolvimento Humano Municipal e seus componentes - Município Cacimbinhas - AL

Fonte: PNUD, Ipea e FJP

Apesar da evolução já citada, o município de Cacimbinhas ocupa a 5.390ª posição entre os 5.565 municípios brasileiros em um raking que tem como mais desenvolvido o município de São Caetano do Sul, com um IDHM de 0, 862, e como menos desenvolvido o município de Melgaço, com um IDHM de 0, 418. (Cacimbinhas, AL, 2015) Apresentamos no gráfico 5 a evolução do IDHM nas últimas décadas do Brasil, de Cacimbinhas e dos municípios de São Caetano do Sul e Melgaço.

Gráfico 5: Evolução do IDHM - Cacimbinhas - AL

Fonte: PNUD, Ipea e FJP

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ALAGOAS: ESTADO QUE MERECE ATENÇÃO

4.1.2 Município de Maceió O município se estende por 503,1 km² e conta com 932. 608 habitantes segundo o último censo 2010, e possui uma densidade demográfica de 1. 853,8 habitantes por km². (Município de Maceió, 2016) No ano de 2000, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) do município de Maceió era de 0,584, o que colocava esse município em uma faixa de desenvolvimento humano baixo (IDHM entre 0,500 e 0,599) em 2010, saltou para 0,721, o que coloca esse município na faixa de Desenvolvimento Humano Alto (IDHM entre 0,700 e 0,799). Apresentamos na tabela 4 os componentes que mais contribuem para o IDHM do município de Maceió sendo, longevidade, com índice de 0, 799, seguida de Renda, com índice de 0, 739, e de Educação, com índice de 0, 635. (Maceió, AL, 2015)

Gráfico : Ilustra o comparativo de renda longevidade e educação entre os anos de 1991, 2000 e 2010

Fonte: PNUD, Ipea e FJP

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Tabela 4: Índice de Desenvolvimento Humano Municipal e seus componentes - Município Maceió - AL

Fonte: PNUD, Ipea e FJP

Conforme evolução citada, Maceió ocupa a 1266ª posição entre os 5.565 municípios brasileiros em um ranking que tem como mais desenvolvido o município de São Caetano do Sul, com um IDHM de 0, 862, e como menos desenvolvido o município de Melgaço, com um IDHM de 0, 418. (Maceió, AL, 2015)

Apresentamos no gráfico 7 a evolução do IDHM nas últimas décadas do Brasil, de Maceió e dos municípios de São Caetano do Sul e Melgaço. Gráfico 7: Evolução do IDHM - Maceió - AL

Fonte: PNUD, Ipea e FJP

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ALAGOAS: ESTADO QUE MERECE ATENÇÃO

4.1.3 Município de Campo Grande O município se estende por 167,3 km² e conta com 9. 032 habitantes segundo o último censo 2010, e possui uma densidade demográfica de 54 habitantes por km² no território do município. (Município de Campo Grande, 2016) Apesar de uma grande evolução nas últimas décadas, conforme apresentado no gráfico 8, o município de Campo Grande apresentou em 2010, um Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,524, o que coloca esse município na faixa de Desenvolvimento Humano Baixo (IDHM entre 0,500 e 0,599). Apresentamos na tabela 5 os componentes que mais contribuem para o IDHM do município de Campo Grande, sendo Longevidade, com índice de 0,739, seguida de Renda, com índice de 0,502, e de Educação, com índice de 0,387. (Campo Grande, AL, 2015)

Gráfico 8: Ilustra o comparativo de renda longevidade e educação entre os anos de 1991, 2000 e 2010

Fonte: PNUD, Ipea e FJP

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Tabela 5: Índice de Desenvolvimento Humano Municipal e seus componentes - Município Campo Grande - AL

Fonte: PNUD, Ipea e FJP

Apesar da evolução já citada, o município de Campo Grande ocupa a 5439ª posição entre os 5.565 municípios em um ranking que tem como mais desenvolvido o município de São Caetano do Sul, com um IDHM de 0, 862, e como menos desenvolvido o município de Melgaço, com um IDHM de 0, 418. (Campo Grande, AL, 2015)

Apresentamos no gráfico 9, a evolução do IDHM nas últimas décadas do Brasil, de Campo Grande e dos municípios de São Caetano do Sul e Melgaço.

Gráfico 9: Evolução do IDHM - Campo Grande - AL

Fonte: PNUD, Ipea e FJP

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ALAGOAS: ESTADO QUE MERECE ATENÇÃO

4.1.4 Município de Porto Real do Colégio O município se estende por 241,9 km² e conta com 19 314 habitantes segundo o último censo 2010, e possui uma densidade demográfica de 79,8 habitantes por km² no território do município. (Município de Porto Real do Colégio, 2016) Apesar do grande salto no desenvolvimento nas ultimas décadas, conforme apresentado no gráfico 10, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do município de Porto Real do Colégio em 2010 é de 0,551, o que coloca esse município na faixa de Desenvolvimento Humano Baixo (IDHM entre 0,500 e 0,599). Apresentamos na tabela 6 os componentes que mais contribuem para o IDHM do município de Porto Real do Colégio, sendo Longevidade, com índice de 0,758, seguida de Renda, com índice de 0,513, e de Educação, com índice de 0,431. (Porto Real do Colégio, AL, 2015)

Gráfico 10: Ilustra o comparativo de renda longevidade e educação entre os anos de 1991, 2000 e 2010

Fonte: PNUD, Ipea e FJP

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Tabela 6: Índice de Desenvolvimento Humano Municipal e seus componentes - Município Porto Real do Colégio- AL

Fonte: PNUD, Ipea e FJP

Apesar da sua grande evolução no IDHM, conforme gráfico 10, o município de Porto Real do Colégio ocupa a 5186ª posição entre os 5.565 municípios brasileiros em um ranking que tem como mais desenvolvido o município de São Caetano do Sul, com um IDHM de 0, 862, e como menos desenvolvido o município de Melgaço, com um IDHM de 0, 418. (Porto Real do Colégio, AL, 2015)

Gráfico 11: Evolução do IDHM - Porto Real do Colégio - AL

Fonte: PNUD, Ipea e FJP

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ALAGOAS: ESTADO QUE MERECE ATENÇÃO

4.1.5 Município de Maragogi O município se estende por 334 km² e conta 28. 746 habitantes segundo o último censo 2010, e possui uma densidade demográfica de 86,1 habitantes por km² no território do município. (Município de Maragogi, 2016) Ouve uma grande evolução nas ultimas décadas, conforme apresentado no gráfico 12, o município de Maragogi apresentou em 2010 um Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,574, o que coloca esse município na faixa de Desenvolvimento Humano Baixo (IDHM entre 0,500 e 0,599). Apresentamos na tabela 7 os componentes que mais contribuem para o IDHM do município de município de Maragogi, sendo Longevidade, com índice de 0,766, seguida de Renda, com índice de 0,556, e de Educação, com índice de 0,443. (Maragogi, AL, 2015)

Gráfico 12: Ilustra o comparativo de renda longevidade e educação entre os anos de 1991, 2000 e 2010

Fonte: PNUD, Ipea e FJP

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Tabela 7: Índice de Desenvolvimento Humano Municipal e seus componentes - Município Maragogi- AL

Fonte: PNUD, Ipea e FJP

O município se estende por 334 km² e conta 28. 746 habitantes segundo o último censo 2010, e possui uma densidade demográfica de 86,1 habitantes por km² no território do município. (Município de Maragogi, 2016) Ouve uma grande evolução nas ultimas décadas, conforme apresentado no gráfico 12, o município de Maragogi apresentou em 2010 um Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,574, o que coloca esse município na faixa de Desenvolvimento Humano Baixo (IDHM entre 0,500 e 0,599). Apresentamos na tabela 7 os componentes que mais contribuem para o IDHM do município de município de Maragogi, sendo Longevidade, com índice de 0,766, seguida de Renda, com índice de 0,556, e de Educação, com índice de 0,443. (Maragogi, AL, 2015) Gráfico 11: Evolução do IDHM - Maragogi - AL

Fonte: PNUD, Ipea e FJP

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4.2 Escolha do município Tabela 8: Resumo dos cinco municípios mais críticos no índice IDEB Ideb observado Município

2011

2013

2015

População

IDHM

4ª série /5º ano

3.8

4.1

4.4

932.608

0.721

8ª série/ 9º ano

2.3

n/d

3.4

4ª série /5º ano

3.0

2.9

3.2

28.746

0.574

8ª série/ 9º ano

2.4

2.3

2.4

4ª série /5º ano

3.1

3.2

3.8

19.314

0.551

8ª série/ 9º ano

2.5

2.5

2.1

4ª série /5º ano

2.5

3.0

3.6

10.195

0.531

8ª série/ 9º ano

2.2

2.4

2.6

4ª série /5º ano

2.8

3.4

3.6

9.032

0.524

8ª série/ 9º ano

2.6

n/d

2.1

Maceió

Maragogi

Porto Real do Colégio

Cacimbinhas

Cam po Grande

Fonte: Elaborada pelo autor deste trabalho.

Analisando os índices na tabela 8; considerando os cinco municípios mais críticos em relação ao índice IDEB, notamos que nos anos finais da educação básica (8ª serie/ 9º ano) as notas são piores que nos anos iniciais (4ª serei/ 5º ano). Notamos também, que nestes municípios, quanto maior a população, maior o IDHM. Considerando os índices IDEB e IDHM, que são base para esta pesquisa, concluímos que a capital Maceió possui o IDHM alto 0,721 (entre 0, 700 e 0, 799) (tabela 8) bem superior aos demais municípios. Acreditamos que, por ser a capital do estado, deva ter muito mais recursos e capacidade de investimento que as demais. Já o município de Campo Grande possui o IDHM mais baixo 0,524 (IDHM entre 0,500 e 0,599) (tabela 8) das selecionadas, porém sua população é a menor também, sendo que o intuito do futuro projeto é que tenha grande visibilidade e dessa maneira o município não se encaixa no propósito. Situação similar acontece com o município de Cacimbinhas, portanto, também não se encaixa. Já os municípios de Maragogi e Porto Real do Colégio são municípios com população maiores, e considerando o intuito do futuro projeto ter grande visibilidade e retorno social, levando em consideração o IDHM baixo, e parecidos destes dois municípios, notamos que Maragogi leva vantagem, por ser uma cidade turística, e com grande fluxo de turistas brasileiros e estrangeiros. Portanto o futuro projeto terá mais visibilidade e retorno social neste município. Concluímos então, que o município de Maragogi seja o escolhido para abrigar o trabalho projetual de uma escola. 027


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MARAGOGI

Com piscinas naturais e praias de mar calmo, Maragogi é a segunda cidade mais visitada do estado de Alagoas, perdendo somente para Maceió. Visitar a pequena cidade de Maragogi, no norte de Alagoas, é sentir-se no Caribe sem precisar deixar o Brasil. Praias paradisíacas de densos coqueirais, águas límpidas e esverdeadas, fazem jus à comparação. Maragogi é famosa por suas impressionantes piscinas naturais (Figura 4) chamadas de Galés. (MAGGI, 2017)

029 Figura 4 :Gales de Maragogi. Fonte: https://jujunatrip.com/o-que-fazer-em-maragogi/


5.1 Síntese histórica Era primitivamente uma povoação chamada Gamela, e parte do município de Porto Calvo. Contam que, para a praia que fica no atual povoado de São Bento, veio um emigrante do alto sertão, acompanhado de sua família. Fugia ele de uma epidemia que assolava aquela região. Tendo escapado das doenças, cumpriu a promessa e construiu uma igreja, sob a invocação de São Bento, que se tornou o padroeiro do município.(T. ÁVILA, 2014)

Maragogi tomou parte ativa nas lutas contra os holandeses. Foram registrados grandes combates em Barra Grande, atualmente distrito; as tropas vinham do Recife com destino a Porto Calvo. Os holandeses ao passar pelo povoado fizeram na propriedade Cachoeira, ao pé do morro, uma estrada subterrânea, com a curvatura de um arco, feito em alvenaria. No território do atual município de Maragogi, abrigaram-se os que desejavam fugir aos horrores da invasão holandesa.(T. ÁVILA, 2014)

Os refugiados aliando se aos indígenas, construíram moradias simples à beira do Atlântico nas imediações do riacho: Corre Água e do rio dos Paus. A Resolução nº 68l, de 24 de abril de 1875, criou a vila, dando-lhe o nome de Isabel, sendo desmembrada do município de Porto Calvo, passando a chamar-se Maragogi; em face da Lei nº 733, de 3 de julho de 1876, sendo instalada em 2 de dezembro do mesmo ano; e foi elevada à categoria de cidade através da Lei nº 15, de 16 de maio de 1892o. Maragogi tem este nome por causa do rio que banha a localidade. (T. ÁVILA, 2014)

030


MARAGOGI

5.1.1 Ruínas do Mosteiro de São Bento

Figura 5 :Mosteiro de São Bento. Fonte: http://www.maragoginews.com.br

Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) a muitas historias referentes ao mosteiro (Figura 3) algumas fontes dizem que foi construída pelos holandeses após invasão. Algumas fontes dizem que a igreja foi feita sobre a estrutura de um mercado cujo dono era um francês.

Mas a história que mais se ouve e de que tenha sido construído por um emigrante sertanejo após promessa em devoção a São Bento, padroeiro do município. A verdade é que não há, sequer, como definir a data de sua construção, que provavelmente tenha ocorrido no início do século XVII e por muito tempo foi símbolo de devoção religiosa da época. Porem, o abandono e a ação do tempo o fizeram em ruínas. Atualmente, ações estão sendo empreendidas para sua reconstrução, e como conseqüência a volta para o uso religioso e simbólico. (TAVARES, 2002)

031


5.2 Infraestrutura / Saneamento: Serviços de Água e Esgoto

No município existem 4.547 residências particulares permanentes, dos quais 2.720 (59,80%) possuem banheiro ou sanitário e destes, apenas 23 (0,50%) possuem banheiro e esgotamento sanitário via rede geral. Cerca de 1.866 (41,00%) são abastecidos pela rede geral de água, enquanto que 2.146 (47,20%) são abastecidos por poço ou nascente e 535 utilizam outras formas de abastecimento (11,80%). Apenas 2.098 (46,10%) domicílios são atendidos pela coleta de lixo, evidenciando a existência de uma fonte de sérios problemas ambientais e de saúde pública para a população. (MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA, 2005)

Tabela 9: Serviços de Água e Esgoto

Fonte: Sistema de Informações sobre Saneamento - SNIS

032


MARAGOGI

5.2.1 Energia Elétrica: Consumo e Consumidores por Classe Os maiores consumidores de energia, conforme mostra a Tabela 10, são os estabelecimentos comerciais, seguido dos residenciais. Tabela10: Consumo e Consumidores por Classe 2012 Classes

Consumo (Mwh)

Consumidores

11.251

471

Consumo próprio

41

2

Iluminação publica

2.811

5

Indústria

1.564

22

724

93

10.575

9.385

470

21

Serviço público

1.173

21

Total

28.610

10.020

Comercial

Poder público Residencial Rural

Fonte: Sistema de Informações sobre Saneamento - SNIS

5.2.2 Instituições bancárias e Hospedagem

Tabela 11: Instituições bancárias e Hospedagem

Fonte: Banco Central do Brasil - BACEN

Tabela 12: Hospedagem

Fonte: Ministério do turismo - Mtur/ Secretaria de Estado do Turismo - SETUR AL

033


5.2.3 Saúde: Número de Estabelecimentos e Leitos por dependência administrativa

Dos profissionais da saúde, apenas 1 dentista para atender toda população, conforme mostra a tabela 15. Tabela 13:Número de Estabelecimentos e Leitos por dependência administrativa

Fonte: Departamento de Estatística do Sistema Único de Saúde - DATASUS

Tabela 14:Número de Profissionais da saúde

Fonte: Departamento de Estatística do Sistema Único de Saúde - DATASUS

Tabela 15:Número de Profissionais da saúde

Fonte: Departamento de Estatística do Sistema Único de Saúde - DATASUS

034


MARAGOGI

5.2.4 Educação: População e Escolas Analisando o Gráfico 12, notamos que as matriculas do ensino fundamental caíram consideravelmente entre os anos de 2009 a 2015, de 7.490 matriculas para 5.510, uma diferença de 1.980. Ensino médio e pré-escola tiveram ligeira melhora entre os mesmos anos.

Gráfico 12:Comparativo de matriculas entre os anos de 2005 a 2015 em Maragogi.

Fonte: IBGE

Gráfico 13: Piramide etária

Fonte: IBGE

035


Tabela 16:População residente de crianças. Idade

Homens

Mulheres

Total

%

5 a 9 anos

1.624

1.520

3.140

88

10 a 14 anos

1.784

1.689

3.473

65

Fonte: Elaborado pelo autor desta pesquisa, com base nos dados do IBGE

Tabela 17:Numero de escolas, matricula inicial por dependência administrativa e tipos de ensino

Fonte: Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - INEP

Das 59 escolas do município, apenas 12 foram selecionadas para a avaliação do IDEB. Portanto 27 escolas não possuem a porcentagem mínima de alunos por classe para a avaliação do IDEB. Isso mostra que possivelmente apenas 12 escolas têm estrutura mínima para dar aulas. Conforme (tabela 7) crianças de 5 a 9 anos, aproximadamente 87,93% (2.763 crianças ) do total freqüentam a escola, e crianças de 10 a 14 anos 65,29% (2.257) regular seriado ou com fundamental completo; somando,temos 5.020 crianças regulares na escola segundo o ultimo censo.

036


MARAGOGI

5.3 Plano diretor O plano diretor de Maragogi, denominado, Plano Diretor de Desenvolvimento Sustentável, em seu texto coloca como primeiro objetivo geral:

Melhorar a qualidade de vida da população, particularmente no que se refere a saúde,a educação,á cultura, as condiçoes habitacionais, a infra-estrutura e aos serviços públicos,de forma a promover a inclusão social, reduzindo as desigualdades que atingem aos municipes das diferentes camadas da comunidade local

Além desses fatores, o Plano Diretor municipal refere-se a objetivos como “interesse coletivo”, “justiça social”, “respeito ás funções sociais da cidade, fortalecimento do Capital Humano e do Capital social”, “equidade, universalização da mobilidade e acessibilidade” como princípios necessários para que ocorra o desenvolvimento dentro do atual contexto do município de Maragogi. (ALMEIDA ROCHA KASPARY, 2012)

As zonas ZPU1, ZPU2 e ZPU3 estão delimitadas como sendo áreas voltadas ás Operações Urbanas Consorciadas do município para a melhoria da infraestrutura urbana, sistema viário, melhoria e ampliação, dinamização de áreas visando á geração de empregos e a implantação de equipamentos estratégicos para o desenvolvimento urbano. O Plano Diretor em muitas de suas partes busca o atendimento ás necessidades do turismo. A mesma atenção não e dada nas Zonas Especiais de Interesse social (ZEIS), para um Plano Diretor que se denomina: Plano Diretor de Desenvolvimento Sustentável, um absurdo. (ALMEIDA ROCHA KASPARY, 2012)

037


5.4 Distritos de Maragogi

Maragogi é dividido em 5 distritos (Figura 4) que se estendem pela orla num trecho aproximado de 20 km, são eles: São Bento, Maragogi (Centro), Barra Grande, Ponta do Mangue e Peroba.

Peroba e Ponta de Mangue

Barra Grande

Maragogi Centro

São Bento

Figura 6: Distritos Maragogi. Fonte: Google Earth ,adaptada pelo autor desta pesquisa

038


MARAGOGI

5.4.1 Ponta de Mangue e Peróba

Os povoados de Ponta do Mangue e Peroba ( Figura 7) estão a cerca de 12 km do centro, e os tornam os mais distantes também. Hoje predominam no lugar condomínios de alto padrão e casas de veraneio. Conforme (LINS, 2017) a presença destes empreendimentos com muros altos e sempre fechados, denotam a segregação espacial que os moradores nativos sofrem com a ocupação do lugar. Aqui estão situados o instituto federal e uma escola municipal. ( figura 6)

Figura 7: Ocupação espacial dos povoados Peroba e Ponta do Mangue. Fonte: Antônio Lins (2016)

039


A Escola Ayres Pereira da Costa (Figura 8), esta atualmente com 473 alunos matriculados (Censo, 2017) e foi uma das selecionadas para a avaliação do IDEB (Tabela 19). Ao analisarmos externamente, notamos sua arquitetura simples, parecendo uma casa adaptada para escola.

Fases de Ensino Ensino Infantil: 61 alunos Ensino Fundamental I: 219 alunos Ensino Fundamental II: 124 alunos EJA: 69 alunos

Figura 8: Escola Municipal de Educação Básica Ayres Pereira da Costa . Fonte Google Street View

Tabela 18: IDEB observado e metas projetadas da Escola Ayres Pereira da Costa, referente aos anos iniciais do ensino básico

Fonte: (Ideb,2015)

Obs. Os resultados marcados em verde referem-se ao IDEB que atingiu a meta

040


MARAGOGI

Tabela 19: IDEB observado e metas projetadas da Escola Ayres Pereira da Costa, referente aos anos finais do ensino básico

** Sem média na Prova Brasil 2015: Não participou ou não atendeu os requisitos necessários para ter o desempenho calculado.

5.4.2 Barra Grande O distrito de Barra Grande (Figura 9) esta situado aproximadamente a cerca de 3 km do centro de Maragogi, e possui uma característica bem peculiar. Segundo (LINS, 2017) a Rua da Praia como e conhecida sua avenida beira mar não fica ás margens da faixa litorânea, e sim aos fundos das casas geralmente de veraneio, que se debruçam sobre o mar no efeito popularmente chamado de “Pé na areia”. Neste formato de orla, a segregação e certa, uma vez que ela dificulta o acesso á praia, prejudicando principalmente os moradores do local e, sobretudo os antigos pescadores. (LINS, 2017) No distrito também se encontra a Escola Municipal de Educação Básica Antônio Vercosa Coelho. Atualmente reformada conta com 576 alunos matriculados, é a que detém a maior nota do município em relação ao índice IDEB.

Figura 9: Barra Grande – ocupação espacial do povoado. Fonte: Antônio Lins (2017)

041


No distrito também se encontra a Escola Municipal de Educação Básica Antônio Vercosa Coelho. Atualmente reformada conta com 576 alunos matriculados, é a que detém a maior nota do município em relação ao índice IDEB. Fases de Ensino Ensino Infantil: 61 alunos Ensino Fundamental I: 219 alunos Ensino Fundamental II: 124 alunos EJA: 69 alunos

Tabela 19: IDEB observado e metas projetadas da Escola Antônio Vercosa Coelho, referente aos anos iniciais do ensino básico

Fonte: (Ideb,2015)

Obs. Os resultados marcados em verde referem-se ao IDEB que atingiu a meta.

Tabela 20: IDEB observado e metas projetadas da Escola Antônio Vercosa Coelho, referente aos anos finais do ensino básico

Fonte: (Ideb,2015)

Em nenhum ano observado (tabela 20), os anos finais do ensino básico atingiram as metas projetadas.

042


MARAGOGI

5.4.3 Maragogi Centro Segundo (LINS, 2017) perante as dificuldades não só econômicas, mas também social, boa parte da população tradicional de Maragogi, assim como alguns dos supracitados pescadores, passou a sofrer o processo de gentrificação social, ou seja, ceder o seu território para a prática turística junto a especulação imobiliária, de modo que muitos resorts e hotéis foram instalados na localidade.

No centro esta concentrada grande parte da infraestrutura da cidade, como, bares restaurantes, agencias bancárias, a sede do corpo de bombeiros e policia militar dentre outros. Notamos também que á pavimentação parcial das vias. Aqui se concentra o maior número de escolas, num total de 5, sendo uma particular, uma de ensino médio e o restante de ensino básico. Das cinco escolas apenas a Escola Municipal de Ensino Básico Dr. Jorge de Farias Sales foi selecionada para a avaliação do IDEB.

Figura10: Maragogi Centro. Fonte: Google Earth ,adaptada pelo autor desta pesquisa

043


Segundo (LINS, 2017) perante as dificuldades não só econômicas, mas também social, boa parte da população tradicional de Maragogi, assim como alguns dos supracitados pescadores, passou a sofrer o processo de gentrificação social, ou seja, ceder o seu território para a prática turística junto a especulação imobiliária, de modo que muitos resorts e hotéis foram instalados na localidade.

No centro esta concentrada grande parte da infraestrutura da cidade, como, bares restaurantes, agencias bancárias, a sede do corpo de bombeiros e policia militar dentre outros. Notamos também que á pavimentação parcial das vias. Aqui se concentra o maior número de escolas, num total de 5, sendo uma particular, uma de ensino médio e o restante de ensino básico. Das cinco escolas apenas a Escola Municipal de Ensino Básico Dr. Jorge de Farias Sales foi selecionada para a avaliação do IDEB.

Figura11:Escola Municipal de Ensino Básico Dr. Jorge de Farias Sales. Fonte: Google Earth

Com 1.515 alunos matriculados, (Censo, 2017) trata-se de uma Escola (Figura 9) de arquitetura simples, onde notamos a presença do que aparenta ser, ar condicionado, indicando, que não foi explorado um estudo adequado de ventilação para o ambiente, onde se poderia diminuir o uso deste aparelho.

Fases de Ensino Ensino Infantil: 107 alunos Ensino Fundamental I: 423 alunos Ensino Fundamental II: 725 alunos. EJA: 260 alunos

044


MARAGOGI

Tabela 21: IDEB observado e metas projetadas da Escola DR. José Jorse de Farias Sales

Fonte: (Ideb,2015)

Nos anos iniciais do ensino básico, em nenhum ano observado, atingiram as metas projetadas.

Tabela 22: IDEB observado e metas projetadas da Escola DR. José Jorse de Farias Sales, referente aos anos iniciais do ensino básico

Fonte: (Ideb,2015)

Obs. Os resultados marcados em verde referem-se ao Ideb que atingiu a meta.

Figura12:Escola Pequenos Brilhantes. Fonte: Google Earth

A Escola Pequenos Brilhantes (Figura 12), localizada na zona periférica do centro de Maragogi, mostra a falta de estrutura para um ambiente escolar, aparentemente adaptou se uma casa para servir de escola.

045


5.4.4 Distrito de São Bento Conforme (LINS, 2017) o distrito ou povoado, esta situado no extremo sul do município na divisa com Japaratinga, São Bento é banhado pelo rio Salgado. Mesmo sendo o mais antigo, São Bento foi o que menos se transformou com o tempo, se comparado ao centro e aos povoados mais ao Norte. Segundo (LINS, 2017, p. 92): A percepção espacial que se tem ao se caminhar pelo povoado é bem diferente da experiência do litoral. Existem inúmeros terrenos desocupados á beira mar e casas rústicas de pescadores ou com arquitetura simples de duas águas e antigas. A avenida á beira-mar, como quase todas, ainda é de areia ou barro, quase não há calçamento e o asfalto existe apenas na AL-101-Norte.

Dessa forma, notamos certo descaso do poder público no que se refere à infraestrutura local. O povoado não possui rede coletora de esgotos, que correm a céu aberto (Figura 14) e contamina seu principal curso d'água, o rio Salgado. (LINS, 2017, p. 94). Do mesmo modo que as características espaciais pouco se divergiram, as atividades socioeconômicas também não passaram por mudanças severas, diferentemente do resto do município. (LINS, 2017, p. 94). Conforme afirma (LINS, 2017, p. 94) a maioria da população desta área vive da pesca, da extração de mariscos, da confecção de produtos artesanais, da fabricação de bolachas e dos famosos bolos de goma de São Bento, esta iguaria tornou-se símbolo local, tendo em sua produção mulheres como maioria.

Figura13: Maragogi Centro. Fonte: Google Earth ,adaptada pelo autor desta pesquisa

046


MARAGOGI

Figura14:Esgoto a céu aberto. Fonte: Google Street View

As margens da rodovia AL-101-Norte também são desenvolvidas atividades comerciais como, pequenos mercados, farmácias, bares e restaurantes. (LINS, 2017) No povoado encontra se a Escola Municipal De Educação Básica Dr. Edvaldo De Melo Sena, com 428 alunos matriculados, e também foi selecionada para a observação do índice IDEB (Tabela 25). Fases de Ensino Ensino Infantil: 68 alunos Ensino Fundamental I: 234 alunos EJA: 126 alunos Tabela 23: IDEB observado e metas projetadas da Escola DR. Edvaldo de Melo Sena, referente aos anos iniciais do ensino básico

Fonte: (Ideb,2015)

OBS. Os resultados marcados em verde referem-se ao IDEB que atingiu a meta. Segundo (Ideb, 2015) os anos finais da educação básica referente à escola Dr. Edvaldo De Melo Sena, não á resultados. 047


Ao analisarmos os distritos do município, notamos que na parte norte (Figura 7), á muitos condomínios, pousadas e casas de veraneio, isso significa que muitos imóveis ou a maioria, ficam desocupados a maior parte do tempo a não ser em alta temporada. A maioria dos imóveis não pertence ao povo local, mas sim a veranistas de outras regiões. Já nos distritos centrais (Maragogi centro e Barra Grande) á uma boa infraestrutura em vários aspectos, na educação, por exemplo, temos a maior concentração de escolas do município, 5 no total. Já o distrito de São Bento, apesar de ser o mais antigo, é também, o que mais necessita de cuidados principalmente na questão de infraestrutura, na coleta de esgoto, por exemplo, que corre a céu aberto (Figura 12). Deve-se também, dar utilidade para os muitos terrenos desocupados do distrito, podendo ser em prol da educação, questões culturais, fortalecendo ainda mais a cultura local. Levando em conta estes fatores, concluímos que o futuro projeto deva ser no distrito de São Bento por ser uma área menos favorecida pelo poder público.

048


MARAGOGI

5.5 Mapeamento de São Bento e escolha da área

1 2

8

4

3

9 7

5 6

Figura15: Mapeamento de São Bento. Fonte:Google Earth, adaptada pelo autor desta

Após mapeamento do distrito (Figura 15), chegamos a um numero estimado de, 4.816 habitantes, destes, 3.072 residentes, e 1.744 flutuantes, devido a residências de veranistas e pousadas. Á uma estimativa que na área tenha aproximadamente, 1.204 residências, das quais estima se que, 512 residências, 42,5 % são habitações simples, 2 residências, 0,2% habitações padrão alto, 87 residências, 7% habitações com pequenos comércios, 512 residências 42,5 % habitações e casas de veraneio e 91 residências, 8 % pousadas. Notamos que o comércio (bares, mercados, restaurantes etc.) está mais concentrado as margens da rodovia AL- 101-Norte. Notamos que as habitações simples, concentram se na porção Oeste do povoado, e quanto mais próximo a orla, maior o padrão da habitação. No distrito, á grandes, médias e pequenas áreas com plantações de coqueiros, denominadas de 1 á 9 (Figura 15), concluímos que a área 7 seja a escolhida para abrigar o futuro projeto de uma escola, devida a sua posição estratégica, pois localiza se quase ao centro do distrito.

049


5.5.1 Operações urbanas consorciadas Conforme descreve o plano diretor do município de Maragogi: o distrito de São Bento pertence á Zona de Planejamento Urbano de São Bento (ZPU1). As zonas ZPU1, ZPU2 e ZPU3 estão delimitadas como sendo áreas voltadas ás Operações Urbanas Consorciadas do município para a melhoria da infraestrutura urbana, sistema viário, melhoria e ampliação, dinamização de áreas visando á geração de empregos e a implantação de equipamentos estratégicos para o desenvolvimento urbano.

De acordo com a localização do terreno no município, serão utilizadas as Operações urbanas consorciadas, que consiste em intervenções pontuais realizadas sob a coordenação do Poder Público e envolvendo a iniciativa privada, empresas prestadoras de serviços públicos, moradores e usuários do local, buscando alcançar transformações urbanísticas estruturais, melhorias sociais e valorização ambiental. (SABOYA, 2008)

050


MARAGOGI

5.6 Analise do terreno : topograďŹ a Figura16: Foto terreno. Fonte:Google Earth

Figura17: Foto terreno. Fonte: Alexandre Rezende (2014)

Figura13: Maragogi Centro. Fonte: Google Earth ,adaptada pelo autor desta pesquisa

Figura18: Foto terreno. Fonte: Google Earth

051


O terreno possui uma área aproximada de 27.000 m², e possui inclinação de 0,08%. A parte mais elevada do terreno esta á 6 metros de altitude em relação ao nível do oceano. Atualmente é utilizado para plantação de coqueiros

Figura19: Seção A . Fonte: Autor desta pesquisa

Figura20: Topografia terreno. Fonte: Autor desta pesquisa B

158 M

A

177 m

Figura21:Seção B . Fonte: Autor desta pesquisa

052


MARAGOGI

5.7 Aspectos bioclimáticos: Insolação e ventilação

Conforme mostra a carta solar na figura 22, os períodos de maior insolação vão das 8h às 16h.

Figura 22: Insolação e ventilação. Fonte: Autor desta pesquisa

053


MARAGOGI

5.7.1 Períodos de chuva O gráfico 16, mostra os período de intensidade de chuva em seus respectivos meses. Notamos que no período de Maio á Agosto é o período de maior intensidade, variando de 414 mm á 257 mm a cada mês. Em contrapartida, no período de Setembro á Janeiro é o de menor intensidade; variando de 56 mm á 9 mm a cada mês.

Gráfico 16:Períodos de chuva

Fonte: (DADOS CLIMÁTICOS, 2016)

054


No gráfico14, podemos ver a temperatura média em todos os meses do ano. Notamos que nos meses de Março á Abril, são os períodos de temperaturas mais elevadas, na casa dos 26ºC, já nos meses de Julio á Agosto os de menor temperatura, na casa dos 23ºC.

Gráfico 14: Temperatura e zona de conforto

Fonte: (DADOS CLIMÁTICOS, 2016)

No gráfico 15, podemos ver a predominancia do vento vindo do Norte, porém a Leste, com a segunda predominancia e ventos mais fortes que variam de 2 a 6 m/s.

Gráfico 15: Rosa dos ventos

Fonte: (DADOS CLIMÁTICOS, 2016)

055


5.7.2 Umidade relativa O gráfico 17, nos mostra a umidade relativa do ar em seus respectivos meses. No período de Maio á Agosto, por ser o período mais chuvoso (Gráfico 20) é o de maior percentual, com média variando de 88 á 86%, e no período de Outubro á Janeiro, o menor percentual, com média que varia de 77 á 75 %, devido a menor intensidade de chuva neste período (Gráfico 20).

Gráfico 17:Períodos de chuva

Fonte: (DADOS CLIMÁTICOS, 2016)

056


METODOLOGÍA MONTESSORI

Figura 23: Maria montessori. Fonte: www.bergamoschools.com/montessori/m-maria/

O método foi desenvolvido entre 1870 e 1952 pela italiana Maria Montessori, formada em medicina em 10 de julho de 1896. Montessori formou se em medicina, mas não foi à primeira mulher a se formar médica na Itália; sim a terceira, isso, entretanto, não diminui em nada seu mérito. Foi à segunda mulher a exercer a profissão de médica na Itália, e durante toda a graduação sofreu a segregação típica da sociedade da época, devido à atividade ter homens como maioria. Mas logo deixa a medicina para se dedicar exclusivamente a pedagogia, curso, na qual já havia feito nesse meio tempo, e que sempre evitou quando menina; e lhe deu enorme reconhecimento. Assim se iniciou o método Montessori de ensino, e revolucionaria o tradicional método da época. (SALOMAO, 2012)

Segundo (KOWALTOWSKI, 2011, p. 24) esta pedagogia relaciona-se a normatização e consistem em harmonizar a interação de forças corporais e espirituais, corpo, inteligência e vontade, os princípios fundamentais são: a atividade, a individualidade e a liberdade, a criança não é forçada a aprender teorias, e sim estimulada a desenvolver habilidades de leitura e escrita mais cedo, portanto a criança nos anos iniciais ainda está se “descobrindo'', tanto no âmbito corporal quanto no espacial, portanto ela que determina seu tempo, o educador tem o papel apenas de auxiliar a aprendizagem da criança.

Maria Montessori produziu uma série de cinco grupos de material didático (Figura 24) que são para os exercícios da vida cotidiana, linguagem, matemática, ciências e questões sensórias, tais materiais consistem em peças sólidas de diversos tamanhos e formas. (KOWALTOWSKI, 2011, p. 25)

057


Figura 24: Material Montessori. Fonte: https://larmontessori.com/o-metodo/

Conforme (KOWALTOWSKI, 2011, p. 26) os espaços para as ''ESCOLAS NOVAS'' permitem a criança fazer, várias atividades ao mesmo tempo, assim como as da vida cotidiana, parecidos com a própria casa, com equipamentos e móveis de cozinha, muitas estantes para a organização do material didático, espaços livres para as crianças trabalharem no chão com o ''MATERIAL DOURADO'', que se baseia nas regras do sistema de numeração, inclusive para o trabalho com números múltiplos.

A pedagogia Montessori realmente revolucionou sua época, mostrando ser mais eficaz do que a convencional aplicada. Sabemos que foi um caminho longo para o desenvolvimento desta metodologia. Acreditamos que o diferencial desta metodologia seria o respeito ao tempo de aprendizado de cada indivíduo, sem condicioná-lo a seguir regras. O espaço físico também é importante, tendo que se adaptar a necessidade de cada metodologia, como nas “ESCOLAS NOVAS”, criando espaços lúdicos e interativos, como se fosse a própria casa, tornando o espaço familiar onde as crianças se sintam à vontade, potencializando seu aprendizado.

058


ESTUDO DE CASO: ESCOLA INFANTIL LAAIF

Figura 25: Burkina Faso. Fonte: Google maps

Burkina Faso é um país localizado na África Ocidental, sem saída para o mar, seu território é de 274.200 km²; pouco maior que o estado de São Paulo. (Burkina Faso, 2012)

Figura 26: Koudougou. Fonte: Google maps

Koudougou é uma cidade burquinense, capital da província de Boulkiemdé, em 2012, sua população era estimada em 91 981 habitantes População: 91.981 (2012) Província: Boulkiemdé Universidade: University of Koudougou

059


Figura 27: Koudougou. Fonte: www.archdaily.com.br

A escola de educação infantil é uma das edificações que compõem o complexo Cultural LE VILLAGE LAAFI de Koudougou, terceira maior cidade de Burkina Faso. Este projeto tem como pricípio; a ideia de juntar em um só lugar a maioria das atividades proporcionadas pela associação LAAFI (Burkina, França, Espanha) vem desnvolvendo desde o ano 2001. (Escola de Educação Infantil LAAFI / Albert Faus, 2015)

Figura 28: Sala de aula. Fonte: www.archdaily.com.br

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ESTUDO DE IMPLANTAÇÃO

Figura 30: Estudo implantação. Fonte:google maps adaptada pelo autor desta pesquisa

Hospital mais próximo fica aproximadamente a 4 km a nordeste Praticamente 98 % das ruas da cidade não são pavimentadas

61


ESTUDO DE CASO: ESCOLA INFANTIL LAAIF

Arquiteto Albert Faus

Figura 29: Albert Faus. Fonte:(ARQA, 2016)

Eu acho que profissionalmente (e em grande parte também pessoalmente), minha experiência em Burkina me fez consciente de uma busca pelo "essencial", por aquilo que é absolutamente vital. Eu tento me perguntar constantemente "o que é que precisa ser feito", em oposição ao "o que é que eu quero fazer?" ...Albert Faus

Albert Faus Madrid (Barcelona, 1972) formado também em engenharia civil, logo adquiriu seu mestrado em arquitetura pela Universidade Politécnica da Catalunha, em Barcelona. O arquiteto, sempre buscou trabalhar com projetos de baixo custo, demonstrando compromisso claro com o uso de materiais locais em um diálogo constante com sistemas construtivos contemporâneos.(ARQA, 2016) Prêmios: International FAD Opinion Award Indicações: International FAD Award

062


ESTUDO DE CASO: ESCOLA INFANTIL LAAIF

Partido Arquitetônico

O arquiteto em um de seus princípios condutores, buscou fazer disposiçoes entre salas de aula e pátios de forma que se integrassem,dando impressão de só uma edificação.

Figura 31: Croquis. Fonte: Autor desta pesquisa

Salas de aula integram com os pátios, tornando - os um só ambiente

63


Estudo de forma

Figura 32: Estudo de Forma. Fonte: Autor desta pesquisa

O projeto foi desenvolvido atravĂŠs de formas geomĂŠtricas simples como se pode ver nos desenhos acima.

064


ESTUDO DE CASO: ESCOLA INFANTIL LAAIF Circulação

Figura 33: Circulação. Fonte: Autor desta pesquisa

Iluminação, insolação e ventilação

Figura 34: Insolação e ventilação. Fonte: Autor desta pesquisa

065


Setorização

Figura 35: Setorização. Fonte: Autor desta pesquisa

Figura 36: Matriz de proximidade. Fonte: Autor desta pesquisa

066


ESTUDO DE CASO: ESCOLA INFANTIL LAAIF

Sistema construtivo

O sistema construtivo, baseia se na forma tradicional de construção do povoado. Casas típicas com a base de pedra e alvenaria, constituídas do tradicional tijolo Adobe; pois a matéria prima deste material é encontrada com abundância na região; e oferece grande proteção contra temperaturas altas e comuns na região. A maioria destas construções, são executadas pelos jovens da vizinhança, e ganham grande respeito por isto.(Escola de Educação Infantil LAAFI / Albert Faus, 2015)

Figura 37: Sistema construtivo. Fonte: (Escola

de Educação Infantil LAAFI / Albert Faus, 2015) Conclusão

A escola apesar de sua arquitetura simples, mostra em sua essência o poder das técnicas e materiais

locais, visando principalmente a questão da

sustentabilidade; de que é possível construir um projeto de qualidade com estes materiais, sem dever nada aos materiais e projetos contemporâneos.

067


TABELA 24 - Setor administrativo AMBIENTE

QUANTIDADE

AREA MINIMA

Diretoria

1

10,00m²

Sala de coordenação

1

10,00m²

Sala do pedagogo

1

10,00m²

Recepção

1

40,00m²

Secretaria

1

35,00m²

Arquivo

1

15,00m²

Amoxarifado

1

20,00m²

Sala dos profesores

1

35,00m²

Sanitario Funcionarios

2

30,00m²

Copa

1

10,00m²

Sala de reunião

1

20,00m²

Estar funcionários

1

20,00m²

Deposito material didático

1

15,00m²

Grêmio estudantil

1

20,00m²

TOTAL

290 m2

TABELA 26 - Setor de vivência QUANTIDADE

AREA MINIMA

Auditório

AMBIENTE

1

500,00 m²

Refeitório

2

300,00m²

Pátio coberto

1

700,00m²

Quadra coberta

1

700,00m²

Playground

2

200,00m²

Depósito de material esportivo

1

20,00m²

Horta

1

50,00m²

vestiário

2

50,00m²

TOTAL

2.550 m2

TABELA 25 - Setor pedagógico AMBIENTE Sala de aula (20 alunos)

AREA MINIMA

42

1.680 m²

Apoio

1

15,00m²

Sanitários

6

150,00m²

Sala de artes

2

80,00m²

Sala de musica

2

80,00m²

Laboratório de informatica

1

40,00m²

Laboratório de ciências

1

40,00m²

Biblioteca

1

150,00m²

TOTAL

068

QUANTIDADE

2.235 m2


PROGRAMA DE NECESSIDADES

A escola irá abrigar os ensinos, infantil, fundamental e médio. Do ensino infantil ao médio, será período integral, já o ensino médio será no período diurno. Portanto, uma edificação escolar, deve possuir ambientes adequados, para realizar as atividades previstas nas Diretrizes Curriculares Nacionais.

O programa de necessidades define os ambientes necessários para atender a demanda estabelecida de um projeto. Esses ambientes são separados por setor. A escola terá como princípio norteador o método de ensino Montessori, que se destaca do tradicional, pois contempla ambientes que influenciam o desenvolvimento criativo, físico e emocional das crianças e dos jovens. O prédimensionamento e a definição do programa tiveram como embasamento, o Código de Urbanismo e edificações de Maceió. A futura escola abrigará cerca de 840 alunos. TABELA 28 – Dimensionamento geral SETOR ADMINISTRATIVO

AREA 290,00m²

PEDAGÓGICO

2.235m²

VIVÊNCIA

2.550 m²

SERVIÇO/APOIO TOTAL

530,00m² 5.605m²

TABELA 27 – Setor de serviço/Apoio AMBIENTE

QUANTIDADE

AREA MINIMA

Area de serviço

1

20,00 m²

Depósito de material de limpeza

1

20,00m²

Depósito de material de jardinagem

1

20,00m²

Depósito de móveis

1

30,00m²

Vestiários

2

30,00m²

Copa

2

30,00m²

Despensa

2

40,00m²

Cozinha

2

90,00m²

Estacionamento funcinário

1

200,00m²

Bicicletário

1

50,00m²

TOTAL

530,00 m²

069


8.1 Diagrama de Bolhas No desenvolvimento do diagrama de bolhas definimos a localização Prévia para cada setor, os acessos, integração entre setores, fluxos e conexão com os ambientes externos. O estudo foi elaborado com base na analise do entorno e terreno; considerando a insolação, predominância dos ventos; vistas e intensidade do fluxo de pessoas.

Figura 38:Diagrama de Bolha e Matriz de proximidade. Fonte: Elaborada pelo autor desta pesquisa

070


PROGRAMA DE NECESSIDADES

8.2 Plano de Massas O plano de Massas foi desenvolvido com base no diagrama de bolhas, e nos mostra a proporção de cada setor do projeto em relação ao terreno e entorno. Serve também para experimentações das formas ( Figura 40), podendo ser modificado servindo de estudo.

Figura 39:Plano de Massas 1. Fonte: Elaborada pelo autor desta pesquisa

Figura 40:Plano de Massas 2. Fonte: Elaborada pelo autor desta pesquisa

071


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075


ALAGOAS ALÉM DO TURISMO: UM PROJETO ESCOLAR PARA MARAGOGI  
ALAGOAS ALÉM DO TURISMO: UM PROJETO ESCOLAR PARA MARAGOGI  
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