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Número: 14

Mês: Março/Abril

Ano: 2011

25º Aniversário da rádio universidade de coimbra Os últimos meses na Rádio Universidade de Coimbra foram passados entre muito trabalho e pouco sono. Tudo para que as comemorações de mais um aniversário fossem dignas do quarto de século celebrado pela menina dos nossos olhos (aliás, ouvidos!).

“25 anos a fazer amor” foi a frase que motivou a equipa RU( a planear o programa das festas e inspirou a nova imagem da rádio.

Festival Santos da Casa 2011

De 1 a 16 de Abril, Coimbra recebe mais uma edição do Festival Santos da Casa. Integrado as comemorações do 25º aniversário da RUC, o festival é organizado pelo mais antigo programa de rádio inteiramente dedicado à divulgação da música portuguesa. Programa: Dia 1 - Cosie Cherie, 22h00, Sala Arte à Parte Dia 2 - The Carpets, 22h00, Sala Arte à Parte Dia 8 - Dear Telephone e The Astroboy, 22h30, Salão Brazil Dia 9 - Conversa com Luís Antero, 17h00, FNAC Dia 9 - Norton, 22h00, FNAC Dia 10 - Lousy Guru, 17h00, FNAC Dia 14 - One Man Hand, 19h00, Corredor da RUC Dia 15 - Salto, 19h00, Corredor da RUC Dia 15 - Cinemuerte, 23h45, States Club Dia 16 - Tó Trips, 23h45, À Capella


Palco Ruc 25 Queima das Fitas 2011 Depois do interregno de 4 anos, a Rádio Universidade de Coimbra prepara-se para a segunda edição consecutiva do Palco RUC na Queima das Fitas. A edição de 2011 vai decorrer entre os dias 6 e 9 de Maio, com uma selecção de bandas que, à semelhança do ano passado, vai demarcar o espaço como único e dar a conhecer nomes que de outra maneira não chegariam à cidade, muito menos aos estudantes. O espectro musical vai permanecer alargado, com nomes que vão desde o rock à música electronica com passagem pela pop e música do mundo. A primeira confirmação são os franceses PlaPla Pinky, para ouvir no dia 8, domingo.

25 Anos a

Fazer Amor! No dia 26 de Fevereiro, os sócios mais antigos voltaram aos corredores da rádio num encontro de gerações.

Seguiu-se a estreia só para sócios do documentário “Um Quarto no Éter”, uma exibição em primeira mão do trabalho de Rita Alcaire e Rodrigo Lacerda ao longo dos últimos dois anos. Como não podia deixar de ser, nessa noite houve jantar no Hotel D. Inês e convívio na antiga Cantina dos Snacks. Nesse sábado, mais de 200 sócios, antigos sócios e até membros do Centro Experimental de Rádio apagaram as velas à Ru(. Durante toda a semana houve emissões no exterior programas como o Alvorada,

membros da rádio há muito o Acorda Bamba, o Culturama afastados dos nossos ou o Fahrenheit 107.9 foram microfones, alguns até emitidos em Um encontro de emigrados! directo do Largo gerações, um Na sexta-feira, os D.Dinis. cruzamento de histórias, Radio Dept. subiram Na terça-feira, um recuperar de raizes ao palco do TAGV e dia 1 de Março, a para melhor encarar o os Soul Jazz Sound rádio completou, futuro. System tomaram os finalmente, os 25 luís f. luzio Jardins da AAC para anos. a after-party. A festa contou Para assinalar a data, foi ainda com DJ Sets de João inaugurada uma placa Terêncio e de Afonso Macedo. comemorativa no edifício No domingo, dia 6, a exibição da Associação Académica do documentário “Um Quarto de Coimbra, junto à sala de no Éter” no Teatro da Cerca estudo. O grupo de cordas de S. Bernardo, agora numa também cantou os parabéns à sessão aberta a todo o público, RU( num concerto, na sala de encerrou a primeira fase de convívio. comemorações. Ao longo do dia houve ainda uma emissão especial que trouxe de volta ao estúdio

U m Q uarto no É ter Um ano na Rádio Universidade de Coimbra

A propósito dos 25 anos de emissão em FM da Rádio Universidade de Coimbra (RUC), os realizadores Rita Alcaire e Rodrigo Lacerda acompanharam durante um ano o trabalho diário desta secção da Associação Académica de Coimbra: os concertos, as sessões especiais, a formação dos novos rucianos, a amizade que permite que esta rádio seja um exemplo de inovação a nível mundial.


Ângela Braga

Entrevista Antigo Sócio

Estiveste na RUC entre que anos? Cheguei à RUC em 2000, no meu segundo ano de faculdade. Mantive-me em contacto com a rádio mesmo no período em que estive a viver em Roma (ao abrigo do programa Erasmus) e só deixei de colaborar de forma constante em 2005, quando me mudei para Lisboa para trabalhar na TSF. Quais eram as tuas tarefas na rádio? O meu percurso na RUC foi mais rápido do que eu própria desejava: comecei como repórter, mas pouco depois de concluir a formação passei a editora; no meu regresso de Erasmus assumi a direcção de informação e quando passei essa pasta fiz parte da equipa do “Recortes Incisivos”, um programa de informação. Quando digo que o percurso foi demasiado rápido refiro-me ao facto de quase não ter tido tempo para crescer e me sentir confortável em determinada função; a parte boa (e que acabou claramente por compensar) foi o facto de ter sido obrigada a tomar decisões e a enfrentar novos desafios por minha conta risco. E essa lição ficou-me para a vida. Como foste parar à rádio? Era inevitável que o encontro acontecesse. Sempre tive o sonho de ser jornalista e a forma como a TSF acompanhou o processo de independência de Timor Leste fez-me perceber que o som era a minha casa e que era aquilo que eu queria fazer da minha vida. ´ Como sou natural de Coimbra, a RUC começou muito cedo a fazer parte do meu dia-a-dia, tanto que quis entrar para a radio ainda no secundário (fiz as provas no 12º ano e não entrei). Repeti os testes no arranque do meu 2º ano de faculdade e, aí, não desperdicei a oportunidade: entrei e a RUC passou a ser a minha segunda casa.

O trabalho que desenvolveste na RUC está a ajudar-te a seres melhor jornalista, actualmente, na TSF? Passar pela RUC foi fundamental, acima de tudo, para não ter desistido do sonho de ser jornalista e de fazer rádio. Foi na RUC que cometi os primeiros erros, que me aventurei a brincar com os sons, que senti pela primeira vez aquela coisa que não se explica quando se está em directo... que fiz tudo o que é suposto fazer numa verdadeira escola de rádio. Para além disso, foi também na RUC que aprendi a tomar decisões sob pressão, a ouvir e a ter em conta quem pensa de outra maneira, a valorizar o trabalho de equipa. E sem ter tido todas estas experiências, integrar uma redacção profissional teria sido muito mais difícil O que é que a RUC tem que as outras rádios não têm? Digo muitas vezes que quem faz rádio na Ruc faz rádio em qualquer lado: quem se levanta cedo para fazer um programa (não tendo obrigação de uma entidade patronal) mais facilmente cumpre horários e respeita o compromisso com o ouvinte quando entra no mercado de trabalho; quem define uma grelha ou um alinhamento de noticiário sem qualquer mecanismo de censura (e orientando-se apenas pelo seu bom senso) mais facilmente escolhe um caminho quando está em reportagem e tem de responder à pergunta “o que é notícia”; quem liga o microfone onde a regra é o improviso (onde tudo pode acontecer) mais facilmente reage ao imprevisto, ao som que falha, ao computador que encrava. E tem as pessoas, claro, e a forma como passam pela RUC. A frase que tantas vezes ouvi nos corredores (a RUC é uma escola de rádio e uma escola de vida) só faz sentido por causa das pessoas. Muitas das caras e das vozes com quem me cruzei nesses corredores estão na minha vida até hoje. E espero que continuem por muito tempo.

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Gazeta Radio Universidade de Coimbra nº14 Março/Abril 2011  

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