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Jaú - Ano 10 | Edição 85 | Agosto 2019 Distribuição gratuita | Venda proibida

LB S ol Energia Solar Economia, segurança e sustentabilidade

GENTE FINA

Jozrael Henriques Rezende

COMPORTAMENTO

Você conhece a Geração nem nem?


Editorial

A geração da inovação x jovens nem-nem

Ano 10 – Edição 85 – Jaú, agosto de 2019 Tiragem: 10.000 exemplares Revista Energia é uma publicação da Rádio Energia FM Diretora e Jornalista responsável Maria Eugênia Marangoni mariaeugenia@radioenergiafm.com.br MTb. 71286 Diretor artístico: Márcio Rogério rogerio@radioenergiafm.com.br

As pessoas disputadas a peso de ouro no mercado de trabalho possuem muito mais do que conhecimento acadêmico, elas têm alta capacidade de inovar e assumir riscos

Edição e Revisão de textos: Heloiza Helena C. Zanzotti revisao@revistaenergiafm.com.br Criação de anúncios: Moinho Propaganda atendimento@moinhopropaganda.com.br Fotografia: Moinho Propaganda (14) 3416 7290 Diagramação Moinho Propaganda (14) 3416 7290

Social Club social@revistaenergiafm.com.br Colaboraram nesta Edição Bárbara Milani Luiza Caleffi Pereira Luiz Guilherme Romagnoli Colunistas Alexandre Garcia Aline Emanuelle Perim Evelin Sanches João Baptista Andrade José Antônio Conessa Paulo Afonso Paulo Sérgio de Almeida Gonçalves Professor Marins Renata Oseliero Ricardo Izar Comercial Milene Perez Sérgio Bianchi Silvio Monari Impressão: Grafilar (14) 3812 5700 Distribuição: Panfletos&Cia (14) 3621 1634 Revista Energia Rua Quintino Bocaiúva, 330 | 2º andar CEP: 17201-470 | Jaú - Fone: (14) 3624 1171 www.energianaweb.com.br Elogios, críticas e sugestões leitor@revistaenergiafm.com.br Quero anunciar comercial@revistaenergiafm.com.br A Revista Energia não tem responsabilidade editorial pelos conceitos emitidos nos artigos assinados, anúncios e informes publicitários.

Foto: Cláudio Bragga

Projeto gráfico: Revista Energia

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ão profissionais cujas mentes estão preparadas para criar coisas diferentes e que enxergam propósito em tudo o que fazem. No atual mercado de trabalho, a capacidade de inventar e resolver problemas de forma criativa é muito mais importante do que dominar o conhecimento. Enquanto deveríamos trabalhar a educação voltada para a inovação nas escolas e nos lares, estamos formando uma geração nem-nem – nem estuda, nem trabalha, nem procura emprego. Confira as características e o que desejam estes jovens em uma matéria exclusiva nesta edição da RE. Dentre milhares de jovens da geração nem-nem, podemos reconhecer empresas que formam e estimulam profissionais “sim-sim”, que trabalham, estudam, assumem um papel proativo no gerenciamento da sua vida pessoal e profissional, determinam prioridades e terminam tudo que começam. Esses, independentemente da idade, cada vez mais assumem cargos importantes e de liderança dentro das empresas. Podemos dizer que a equipe Energia é uma equipe de profissionais “sim-sim”, e foi essa equipe que vimos botar para quebrar na festa de 28 anos da Energia, cujo sucesso marcou mais um ano da nossa história, e que você confere nas próximas páginas da RE. Aproveito para agradecer e parabenizar cada um dos nossos colaboradores, líderes, parceiros e profissionais que acreditaram, vestiram a camisa da Energia, assumiram riscos, responsabilidades e mostraram a que vieram! O incentivo na formação de jovens da geração sim-sim não é trabalho apenas da escola e da família, as empresas também podem construir sua missão, visão e valores de forma a treinar e inspirar estes jovens para terem alto padrão de excelência, inovação e propósito. E a locomotiva Energia não para! São treinamentos em equipe, shows e eventos, ações, projetos customizados de marketing, movimentos sociais filantrópicos e vem muito mais por aí. Aguarde! E falando em projetos sociais, está no ar a promoção “Você nos 30 anos de Sandy & Júnior”, uma ação que irá arrecadar milhares de agasalhos e alimentos para instituições filantrópicas da nossa cidade, e levará uma pessoa com acompanhante para o show da dupla em São Paulo. Agora para tudo e começa a leitura da RE, que está carregada de conteúdo interessante e novidades! Ótima leitura!

Maria Eugênia


Revista Energia 5


NESTA EDIÇÃO 08 Perfil

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Gente Fina

11 Radar 12 Pense Nisso 14 Gente Fina 18 Look de Família 19 Viagem e Turismo 20 Consultoria

78 Saúde

24 Comportamento 29 Emagrecimento Inteligente 33 Modernize 35 Educação Financeira 36 Capa 41 Escolas de Jaú 42 Adote um Pet 45 Dermatologia 48 Social Club 58 Sociedade 64 Tecnologia

Nossa Capa: LB Sol Energia Solar Modelo: Ricardo Yamaguti Jaú - Ano 10 | Edição 85 | Agosto 2019 Distribuição gratuita | Venda proibida

68 Look de Artista 73 Vida Saudável 74 Varal 76 Legislação 78 Saúde 85 Boa Vida

LB SoL EnErgia SoLar Economia, segurança e sustentabilidade

GENTE FINA

Jozrael Henriques Rezende

COMPORTAMENTO

Você conhece a Geração nem nem?

88 Última Página

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Look de Artista


Acendam-se os holofotes! Passarelas, câmeras, luzes... Qual menina não sonha, em algum momento da sua infância, com a vida de modelo? Texto Heloiza Helena C Zanzotti Fotos Arquivo pessoal

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carreira de modelo não é apenas de glamour e riqueza, mas também de muito trabalho e dedicação. Ressaltando que apenas um rostinho bonito não é suficiente para construir uma carreira de sucesso. É preciso disciplina, foco e muita concentração. Além de tudo isso, é preciso ..ter persistência, vontade de aprender e estar disposto a ouvir muitos nãos antes de um sim. Nesta edição da RE, o Perfil destaca a jauense Maria Heloisa Gilioli de Souza, 11, estudante do quinto ano do ensino fundamental na escola EMEF Professor Antônio Waldomiro de Oliveira. Filha de Josean e Luciana, e irmã do Matheus,19, e do Murilo, 15, a garota mora com a família no Jardim Padre Augusto Sani e explica: “Meus pais moram aqui no bairro há 15 anos, e na mesma casa”. NÃO FOI SÓ ILUSÃO Maria Heloisa tinha 8 anos quando a mãe a levou para uma seletiva da Agência Márcia Figueiredo, com sede em Ribeirão Preto, que veio a Jaú. “A gente foi só para saber mesmo como funcionava, se era sério ou não, essas coisas a gente acha que é tudo ilusão” (risos). Acontece que ela passou na seletiva e com o apoio dos pais iniciou sua vida no mundo da moda. “Meus pais me apoiaram e apoiam muito, graças a Deus eles fazem tudo o que podem para eu seguir na carreira de modelo e atriz”, afirma. PRIMEIROS TRABALHOS Maria Heloisa aprendeu a desfilar, fez aulas de teatro, etiqueta e começou a participar de vários desfiles, fotos e gravações de comerciais, tanto em Jaú quanto em outras cidades como Araraquara, Ribeirão Preto e São Carlos. Em março deste ano, a jovem modelo participou de um mega evento da revista virtual ‘Quem foi 8 Revista Energia


que disse?’, que aconteceu nas dependências do Clube Esperia, em São Paulo. “Também já participei de vários desfiles em nossa cidade e fiz fotos para algumas lojas bastante conhecidas aqui em Jaú”, conta. DE MODELO A MISS Miss Jaú Infantil Beleza Brasileira 2019. Esse foi o título que a modelo jauense conquistou em fevereiro após vencer o concurso organizado pela agência M&M Models, da Cilmara Ortolani Terribas, aqui da cidade. “Foi muito emocionante ganhar o concurso de miss, tinha muitas candidatas merecedoras do título. Agora estou ansiosa para chegar o grande dia da final, em outubro, quando será a disputa do Miss São Paulo estadual... O título de Miss São Paulo Infantil, estou fazendo de tudo e estudando para isso, se Deus quiser! Mas se não for dessa vez, o importante é participar!” AS AVENTURAS DE POLIANA Através da Agência Trade, especializada em figuração e que atua junto a emissoras de televisão, produtoras de comerciais e cinema em São Paulo e Rio de Janeiro, Maria Heloisa conseguiu uma participação na novela Poliana, do SBT. “Minha participação na novela aconteceu através da Trade de São Paulo, que veio até Araraquara, onde fomos conhecer o agenciador que fez uma palestra e nos cadastrou. Depois de alguns meses fui chamada para fazer uma figuração em Poliana. Foi muito legal conhecer vários atores, figurantes de outras cidades, estamos aguardando pelo capítulo que ainda não foi para o ar. Uma experiência única e maravilhosa”. ENFRENTANDO DESAFIOS Como acontece com a maioria dos jovens talentos, a maior dificuldade que a jovem miss e sua família enfrentam é a falta de patrocínio. “Ainda não consegui nenhum para me ajudar com os gastos das viagens, eventos, então, meus pais têm que desembolsar tudo sozinhos. Minha mãe faz alguns bicos para ajudar nos custos, infelizmente não tenho nenhuma ajuda financeira, mas mesmo com muita dificuldade eles procuram me levar nos desfiles, workshops, eles bancam tudo para eu poder seguir minha carreira”, enfatiza. O QUE VEM PELA FRENTE No final do mês de julho, após o fechamento desta matéria, Maria Heloisa seguiria para São Paulo, onde participaria de uma convenção de atores e produtores para um teste de trabalhos. “Vamos ficar dois dias confinados em uma palestra aonde aprenderemos muitas coisas sobre a carreira de modelo, atriz e ator”, conta. Ela também está aguardando uma liberação de alvará do Juizado de Menores de São Paulo para uma participação em uma novela que vai ser regravada nos próximos meses em Campinas. “Estamos na torcida para que libere logo, se Deus quiser”. PARA O FUTURO... “Primeiro os estudos, e depois continuar na carreira de modelo e atriz. Mais para frente, pensar em alguma faculdade de artes cênicas”. Além da Trade, atualmente a jovem modelo faz parte do casting de duas agências, a Four Models, de Lajeado/RS, e a Empire Management, de Bauru/SP. “Agradeço a Deus e aos meus pais por tudo o que fazem por mim. Sempre me ensinaram a ter humildade em tudo e a nunca querer ser melhor do que ninguém, porque sem humildade não chegaremos a lugar nenhum!”, finaliza. 


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Radar Por Alexandre Garcia

ALEXANDRE GARCIA Jornalista, apresentador, comentarista de telejornais, colunista político e conferencista brasileiro. Atuou no Jornal do Brasil, no Fantástico e na extinta TV Manchete. Atualmente é comentarista político na Rede Globo de Televisão.

O estilo na missão O Presidente ganhou a eleição praticamente sozinho. Ele, seus eleitores e as redes sociais

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estilo deu certo sem gastar, sem marqueteiro, sem apoio da maioria dos meios de informação. E hoje, passados quase sete meses da posse, o Presidente parece sentir-se confortável usando as mesmas armas da campanha: falar direto, não deixar de responder às críticas, colocar em prática o que foi prometido e autorizado pelo voto de quase 58 milhões de brasileiros. Os que nele votaram deram-lhe mandato para tirar a esquerda do poder e recuperar valores. Por isso ele fala em missão – a tarefa que lhe incumbiram. Desde 1995 até o afastamento de Dilma em 2017, o Brasil teve governos de caráter socialista. Foram mais de 20 anos de mudanças nas leis penais, na economia, no estado, na segurança; de fisiologismo e anos de corrupção que levaram um presidente para a cadeia. Durante duas décadas, governo e opinião pública foram induzidos a viver um sistema que não deu certo em lugar algum do mundo e os resultados, após 20 anos, foram 12 milhões de desempregados e a maior recessão da história, um esquema institucionalizado de corrupção jamais visto, com enfraquecimento de valores como família e pátria. Direitos sobrepujaram os deveres e desequilibraram a balança da cidadania e do estado. Só um lado passou a ter voz e poder. É como se o país estivesse polarizado apenas de um lado. Tanto que não se falava em “vocês e nós”, mas em “nós e eles”. O “nós” vinha em primeiro lugar e o “eles” era uma terceira pessoa oculta. O gigante silencioso despertado pelo candidato Bolsonaro gerou a queixa de “bipolarização”; que isso iria dividir o país em dois, como se o país já não tivesse sofrido divisões. “Divide e governa!”. Ainda bem que se pode discutir agora. Ideia única é o caminho para enveredar em corrupção, desemprego e recessão, sem que a crítica ajude a corrigir rumos. O Presidente bater boca com jornalistas e ser criticado é saudável. Afinal, não se pode esquecer que ele, durante a campanha, avisou que “é bom já ir se acostumando”.  Ele acredita que precisa fazer uma faxina no “aparelhamento” plantado no estado brasileiro, não apenas nos ministérios e estatais, mas também em órgãos de ciência, cultura, educação e diplomacia. A população de menos de 35 anos nem lembra que existe outro estilo de governo além do que viu desde 1995. E não parece que o presidente vá mudar um estilo que deu certo na campanha. É da natureza dele. Agora esse estilo será julgado pelos resultados.

“O Presidente bater boca com jornalistas e ser criticado é saudável” Revista Energia 11


nisso

Pense

Por Professor Luiz Marins

LUIZ MARINS Antropólogo e escritor. Tem 26 livros publicados e seus programas de televisão estão entre os líderes de audiência em sua categoria. Veja mais em www.marins.com.br

Verdadeiros líderes se desafiam para que seu time atinja resultados Muito se discute e se escreve sobre liderança. O líder nasce feito? Nasce líder? É possível formar um líder? Como formar?

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Quais as maiores características de um verdadeiro líder?

á dezenas de textos sobre o tema. Aqui eu gostaria de comentar apenas uma característica que, como antropólogo, tenho observado nos líderes de sucesso: eles se desafiam para que seus liderados atinjam resultados. Verdadeiros líderes que conheço não desafiam apenas a sua equipe, os seus liderados. Eles, antes de mais nada, SE desafiam. E o que eles fazem para se desafiar? Em primeiro lugar, eles estudam cada um de seus liderados com método, com afinco. Eles diagnosticam cada um deles procurando descobrir seus pontos fortes e pontos frágeis; quais experiências anteriores tiveram e como se saíram; qual a sua história familiar, problemas, filhos, escolaridade; quais os seus interesses pessoais, seus hobbies, o que mais gosta de fazer; quem são as pessoas de seu relacionamento, etc. Em seguida, esses líderes de sucesso colocam para si mesmos objetivos e metas em relação a seus liderados, isto é, o que eles (líderes) querem conseguir de cada um deles de forma clara e detalhada. Depois de definir os objetivos e metas com cada um de seus

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liderados, eles estudam as estratégias que usarão para conseguir atingir esses objetivos e metas, enfim, qual a metodologia que irão utilizar para transformar cada liderado em um profissional de sucesso e de valor para sua empresa. Assim, os líderes de sucesso que conheço estudam cada um de seus liderados e para cada um deles estabelecem um projeto com objetivos, metas e estratégia definidos. Dessa forma, eles têm claro em suas mentes o que fazer para desenvolver cada um deles em suas habilidades principais e formar um time vencedor. Eles reforçam os pontos fortes de cada um e fazem com que eles se desenvolvam com prazer e alegria em direção ao sucesso pessoal e profissional. Ao entrevistar esses líderes vencedores, eles sempre afirmaram que sem um projeto individual para cada um de seus liderados é impossível ter uma liderança eficaz, com resultados. Pense nisso. Sucesso!  “Verdadeiros

líderes não desafiam apenas a sua equipe. Eles, antes de mais nada, SE desafiam”


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Gente Fina

Jozrael Henriques Rezende “A conservação dos recursos naturais é o problema fundamental. Se não o resolvermos, ficará difícil resolver todos os demais” (Teddy Roosevelt) Texto Heloiza Helena C Zanzotti

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ela frase que abre esta matéria já deu para perceber que o Gente Fina desta edição tem relação com o meio ambiente. Sem dúvida alguma, tem tudo a ver. Esse mineiro nascido em Conselheiro Lafaiete não só se preocupa, mas atua há bastante tempo procurando, de alguma forma, deixar este planeta melhor. Mais especificamente e para sorte nossa, seus trabalhos se concentram em Jaú e região. Tenho certeza que você, leitor, também vai gostar de conhecer um pouco mais sobre Jozrael Henriques Rezende, engenheiro agrônomo, docente e pesquisador da Fatec Jaú.

Onde passou sua infância e adolescência? Nasci em Conselheiro Lafaiete porque tinha hospital. Meu pai trabalhava no banco, em uma cidadezinha chamada Cristiano Otoni, que era um distrito de Conselheiro Lafaiete, mas tinha acabado de ser emancipada e ainda não tinha hospital. Morei em Cristiano Otoni até a idade de dois ou três anos, depois nos mudamos para Belo Horizonte, onde morei até os doze anos. Já a adolescência e juventude foi em São Paulo, minha família se radicou ali; meu pai já faleceu, mas minha mãe, irmãs, sobrinhos ainda moram lá. De São Paulo fui para Piracicaba, onde estudei agronomia na Esalq, USP. E como veio parar em Jaú? Em Piracicaba tinha um amigo cuja família era aqui da região, eu sempre vinha para cá e acabei vindo desenvolver um projeto em uma propriedade rural de um tio dele, Ventania, na região

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de Dois Córregos. Isso há mais de trinta anos e estou na região até hoje. Na época eu atuava como engenheiro agrônomo stricto sensu, aquele cara que era agrônomo de campo. Vim desenvolver o projeto de implementação de pastagem em uma área onde ele não queria mais cultivar a cana, e ao mesmo tempo cuidava de um cafezal e de um laranjal na propriedade. Mesmo numa época sem internet, sem celular, sem nada, fui ficando um pouco conhecido e virando um consultor aqui na região. Trabalhei muito tempo nisso, até que essas áreas foram diminuindo, a cana foi dominando a paisagem e tive que migrar de área. Ou eu saía da região ou tentava fazer outras coisas. Morei na fazenda por uns três anos, depois vim para Jaú porque era mais central para fazer os meus trabalhos de consultoria. Como foi a experiência de morar na fazenda? Muito enriquecedora. Eu era um cidadão completamente urbano, tinha vinte e quatro ou vinte e cinco anos, foi realmente um aprendizado. Tanto das coisas da natureza quanto de autoconhecimento, morava sozinho e por decisão própria. Essa fazenda não era exatamente a que eu dava consultoria, era do pai desse meu colega de turma lá da Esalq, ele morava em Campinas e eu ficava sozinho na fazenda, uma casa gostosa, mas bem rústica. Foi uma época em que eu li muito porque não tinha televisão, não existia celular nem internet, então estudei, me aprimorei, comprei muitos livros... Nos finais de semana eu vinha para Jaú, tinha o Sr José Maurício Murgel, a dona Maria Aparecida Murgel, que eram agrônomos esalqueanos também, eu me tornei amigo dos filhos deles e eles meio que me adotaram.


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O que o levou a cursar engenharia agronômica? Meu pai queria que eu fosse médico e eu falava que seria médico. Um dia fui fazer uma viagem com meus amigos do colegial para uma fazenda, me apaixonei pelo meio rural e falei “não quero fazer medicina”. Foi um drama, meu pai brigou comigo, mas resolvi fazer engenharia agronômica e foi uma decisão acertada. Eu não queria continuar morando em São Paulo, queria uma vida mais próxima da natureza, descobri que gostava disso. Fez especialização em gestão de recursos hídricos? Isso mesmo. Quando os trabalhos começaram a diminuir por causa da expansão da cana-de-açúcar, e os agrônomos das usinas e cooperativas entendiam muito mais de cana do que eu, tive que pensar em uma alternativa e pensei na área de paisagismo. Aí, da arborização urbana, áreas verdes, você começa a ir devagarzinho para a área ambiental, começa a tratar das áreas protegidas, áreas de preservação permanente, reserva legal, código florestal, então foi uma migração que aconteceu quase que naturalmente por conta desta questão profissional. Quais os maiores desafios que encontrou dentro da sua profissão? Conseguir difundir tecnologia. O meio rural hoje é diferente, o agronegócio cresceu, investe em tecnologia, mas no final dos anos 80 era um pouco difícil, as pessoas não reagiam muito bem a novas propostas. Hoje acredito que isto já esteja superado. Outra questão difícil também foi a falta de capacitação da mão de obra. Tinha gente com um conhecimento muito interessante para algumas coisas, mas faltava um preparo maior para desenvolver e aplicar essas novas tecnologias. Talvez isso tenha contribuído para o meu relativo sucesso como professor, porque eu sempre tentava ensinar os funcionários das fazendas, dedicar algumas horas a capacitá-los. Como veio parar na Fatec? Foi uma coisa do destino, um acaso, não foi nada planejado. Em um churrasco com amigos agrônomos tinha um diretor de uma usina, também agrônomo, que era professor de uma disciplina aqui na Fatec no começo dos anos 90 e estava muito atarefado, faltava muito às aulas. Por eu trabalhar com a área ambiental, estávamos conversando sobre essa coisa do uso das margens, da Hidrovia Tietê-Paraná, como é que eu me aproprio das margens de forma harmônica com o meio ambiente, e ele falou: “nossa, você tem o perfil ideal para me substituir na Fatec, eu vou te indicar”. De repente me chamaram para dar umas aulas para substituí-lo e isso foi há 24 anos! E na área da educação, quais os maiores desafios? Eu diria que motivar os alunos é a maior dificuldade. Infelizmente temos um ensino fundamental e médio de baixa qualidade, principalmente no ensino público, algumas políticas que não deram certo, apesar do esforço de alguns professores, mas a coisa não anda bem. Não anda como deveria. Como a Fatec é uma faculdade onde a maioria dos alunos é oriunda das escolas públicas, uma boa parte deles tem muita dificuldade nas coisas básicas, não domina a língua portuguesa, tem muita dificuldade também em matemática, aquela do ensino fundamental II, que é a base de tudo: regras de três, potenciação, equações de primeiro e segundo grau; isso é a base de todo cálculo. Eles chegam muito despreparados e com isso acabam desmotivados. Isso acaba impactando na vontade deles de fazer um curso diferenciado? Certamente, porque eles sentem muita dificuldade e por mais que a gente tente ajudar, eles não têm o hábito de ler, de estudar. A 16 Revista Energia

gente tenta, fazemos aulas de nivelamento, matemática zero, monitoria, mas não dá para fazer 8 anos em seis meses. Isso provoca evasão dos cursos. Quando você se sente realizado? Quando eu passo na frente do Parque Municipal do Rio Jaú e me lembro que no final de 2002 o prefeito João Sanzovo me convidou para apresentar um projeto do parque. Apresentei a proposta, ele topou e eu realizei o projeto, fui o responsável pelo acompanhamento da implementação. Passar lá em frente e ver a população usufruindo daquela área, a molecada brincando, pessoas de várias idades, é exatamente o que a gente imaginava ao construir o parque. Fico muito contente de ter feito uma obra simples, relativamente barata, mas que cumpre uma função social. Qual a sua função na Fatec? Hoje eu sou professor pesquisador, mas já tive várias funções administrativas. Atualmente ministro algumas disciplinas no curso de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, mas já ministrei aulas em vários outros cursos como Navegação, Logística, Gestão da Produção. Também desenvolvo um trabalho de pesquisa que se chama “Sustentabilidade da Paisagem Rural no Ecótono do Centro-Oeste Paulista”, que procura discutir um pouco a sustentabilidade ambiental, econômica e social das propriedades agrícolas e também propor alternativas de produção que conciliem a conservação ambiental dos recursos florestais com o incremento de geração de renda para o produtor, aumento da oferta de empregos, etc. Recebeu o título de Cidadão Jauense? Foi em 2008, uma honra ser agraciado com esse título, na minha vida o lugar onde mais morei foi Jaú. Isto veio coroar a minha estadia na cidade, hoje eu me sinto muito mais jauense que mineiro, a não ser pelo pão de queijo (risos). Também fez parte do Conselho Municipal do Meio Ambiente. Como anda o cuidado com o meio ambiente em nossa cidade? Ainda faço parte, só que agora sou suplente. Já fui, inclusive, presidente do Conselho. Acho que tem pontos positivos e negativos. Dá para fazer críticas construtivas, elogios, dá para rasgar o verbo em relação a algumas coisas. A cidade ficou quase quatro anos sem Conselho Municipal de Meio Ambiente, até hoje não entendi a razão, mas foram quatro anos onde se perdeu um fórum de debates que era ativo, que tinha o respeito da sociedade em geral, e agora isso está sendo retomado. Inclusive tem um documento para a gente analisar que é uma lei que institui o Plano Municipal de Arborização Urbana. Jaú parece que saiu dos trilhos e agora voltou. O município já foi certificado por aquele programa Verde e Azul e desistiu do programa, mas este ano, de novo, resolveu se inscrever e está fazendo ações, não sei se consegue certificar este ano, mas está buscando a certificação, o que é uma boa notícia. Sobre as podas drásticas de árvores na cidade, qual sua opinião? Poda drástica é um absurdo, é uma questão cultural e quando esta questão cultural vira uma questão institucional, que as pessoas da própria prefeitura contribuem para que ocorra, tanto a poda quanto a supressão, o problema é maior ainda. Poda drástica não deve acontecer nunca, ela diminui a vida útil da árvore, que deixa de prestar os serviços ambientais que prestaria. E é uma questão cultural, a gente percebe que boa parte da população não gosta de árvores, gosta da árvore no vizinho para ela parar na sombra, mas não quer na casa dela. É uma questão que envolve educação ambiental e o preparo do poder público, que não pode compactuar


com isso. Um fato inusitado que me relataram esta semana foi sobre problemas de pombas em uma árvore numa escola e a primeira solução era cortar a árvore! Aí você fala de educação ambiental, contra o desmatamento, e como é que você vai fazer um discurso desse numa escola? O preparo do poder público para agir de forma certeira, com fiscalização adequada, respeitando os princípios da parcialidade, porque essa coisa de cidade pequena de favorecimento é muito chato, não deveria acontecer. Como avalia a formação dos jovens atualmente? Há um desinteresse, as demandas dos nossos vestibulares estão diminuindo. A Fatec, por exemplo, é uma faculdade gratuita, com um corpo docente bem qualificado, nós temos 80% ou mais de professores com titulação no mínimo de mestrado, uma faculdade que o ano que vem faz trinta anos formando bons profissionais, e a gente tem percebido esse desinteresse dos jovens pelo estudo, pela formação profissional. Isso nos preocupa e estamos tentando estratégias para reverter. Mas tem as suas exceções, temos aqui alunos que nos surpreendem e temos avançado bastante graças a esses alunos. Este ano mesmo uma aluna conseguiu uma bolsa de iniciação tecnológica do programa institucional do CNPQ com o Centro Paula Souza, que é a primeira vez que a gente consegue aqui no Curso de Meio Ambiente. Tem coisas boas acontecendo, boas parcerias, bons alunos, mas em linhas gerais temos uma desmotivação com a questão educacional dos jovens, infelizmente. E como vê a questão da violência contra a figura do professor? Aqui, talvez por ter uma seleção, vestibular, os alunos já são adultos, sabem que isso pode levar a processos judiciais, esse problema não é tão sério quanto nas escolas de ensino fundamental e médio. Acho que um pouco é a desvalorização da escola, até mesmo do professor. Lembro que se eu fosse reclamar em casa que a professora me deu uma bronca meus pais diriam que se levei uma bronca deveria ter entendido; agora você dá uma bronca em um aluno e se bobear vem o pai ou a mãe aqui tirar satisfação, é uma visão um pouco distorcida. A educação começa em casa, é preciso impor limites aos filhos. É claro que é preciso exercitar a tolerância, mas é preciso trabalhar esta questão do limite, a sociedade impõe limites à gente e se os pais não impõem limites aos filhos vão gerar muitos problemas futuros para esses jovens.

de Recursos Hídricos. Ao mesmo tempo, faço parte de uma comissão dentro do Centro Paula Souza, que avalia o trabalho de todos os pesquisadores das Fatecs do estado, revendo algumas normas e como a gente obtém melhores resultados com as nossas pesquisas aplicadas, que promovem alguma contribuição econômica, desenvolvimento local e regional, contribuição social ou ambiental, ou mesmo para a educação, novas metodologias, e também de inovação com patentes, criação de novos produtos, processos e serviços. São dois desafios muito grandes. Além, é claro, do meu dia a dia, as aulas, orientações, iniciação, trabalho de conclusão de curso e publicações da pesquisa que realizo, de tentar propor soluções para a área rural da nossa região. Eu ando bastante preocupado com relação à economia do nosso município, é preciso buscar soluções para tirar Jaú desta situação de marasmo devido à redução do parque industrial do calçado e também desta questão da cana-de-açúcar, do monopólio, só tem uma empresa agora cuidando da cana, e tudo o mais. Precisamos encontrar caminhos para que nosso potencial vire oportunidades, mas dentro dessa visão da sustentabilidade econômica, social e ambiental. Mensagem final Espero que a gente consiga em curto e médio prazo viver numa sociedade mais justa do ponto de vista social, mais equilibrada do ponto de vista ambiental e mais equitativa do ponto de vista econômico, com oportunidades para todos, e onde a gente possa se expressar livremente, uma sociedade que seja mais tolerante com o próximo. 

É casado, tem filhos? Sou casado com a Renata Bonatto do Amaral e tenho 3 filhos: a Júlia, 25, que fez design na Unesp e atua numa multinacional; o Miguel, 19, está no segundo ano de administração pública na Unesp; e a Martina de apenas 2 anos. O que gosta de fazer no tempo livre? Gosto de nadar. Treino natação de três a cinco vezes por semana regularmente. É a minha atividade física e ao mesmo tempo de reflexão. Eu penso muito, reflito muito e é até mesmo espiritual, porque você está sozinho, no seu momento. Também gosto muito de tocar violão, sou um roqueiro; e gosto de viajar, visitar ambientes selvagens, quanto menos civilizado melhor. Quais projetos ainda deseja realizar? Sou presidente do comitê da Bacia Hidrográfica do Tietê-Jacaré, que é um conselho que envolve a questão das águas em 34 municípios da região e estamos trabalhando para melhorar a capacitação dos técnicos e dos órgãos e instituições que compõem a nossa região para tentar melhorar a qualidade dos projetos que são submetidos ao comitê, pleiteando os recursos do Fundo Estadual Revista Energia 17


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Consultoria Por Paulo Sérgio de Almeida Gonçalves

consultoria@revistaenergiafm.com.br

Paulo Sérgio de Almeida Gonçalves é administrador, contador, consultor, palestrante e professor universitário com MBA pela FGV – RJ em Gestão Estratégica de Pessoas; presidente  da AESC – Associação dos Escritórios e Profissionais da Contabilidade de Jaú e região - gestão 2004/2005; atualmente  diretor da AESC Jaú; proprietário do DinamCorp Corporação Empresarial e Contábil; proprietário da Prosol Unidade Jaú e consultor e orientador em desenvolvimento de softwares Prosol – São Carlos

A verdade vende, e as pessoas adoram comprá-la! Tem gente que venderia a própria mãe sem pestanejar, só pensando na meta que precisa alcançar e no valor que receberá no final de cada mês

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as, será que isso é bom para o negócio? Para responder esta pergunta não precisa nem ir muito longe, basta olhar um pouco a situação para ter uma noção de que isso é tão prejudicial para o negócio quanto vender produtos estragados e serviços mal prestados. Vamos ver um caso: um cliente muito simples procura uma TV SMART, aquelas que são conectadas à internet, mas nem sabe dizer a palavra SMART, então, apenas disse ao vendedor que gostaria de uma TV que passasse internet nela. É importante dizer que esta TV é um sonho dele, que à noite pretende fazer uma surpresa e presentear os filhos e a esposa, pois nunca conseguiram comprar uma TV de 49 polegadas. Juntou seu dinheiro durante muito tempo ou resolveu criar coragem e fazer um financiamento a perder de vista, o qual irá comprometer parte de sua renda durante 24 meses, ou seja, irá usar um dinheiro que não pode, mas irá realizar este sonho, por isso valerá a pena. Quando entra na loja, é recebido por um vendedor que precisa cumprir sua meta do mês a qualquer custo, uma vez que está no último dia daquele mês. Após ouvir as necessidades do cliente, mostra a ele uma TV de 49 polegadas, linda, com cores vivas, uma graça, que ficará invejável na sua sala e que sua família irá amar ao receber aquele presente; e o melhor, com uma promoção somente naquele dia, porém, ignora que ouviu sobre a parte da internet. Mas, como o vendedor precisa cumprir sua meta, pensa em vender essa mesmo, afinal, o cliente não irá perceber. Aperta a mão do pai de família e pronto, meta cumprida. O comprador, ao chegar em casa e mostrar o aparelho à família

ganha abraços, beijos e todos ficam felizes por receber aquele presente; começam os preparativos para o Gran Finale, acessar a tal da internet e descobrem depois de inúmeras tentativas que aquilo não foi feito para internet. Decepção total, ele e toda a família irão dormir frustrados nesta noite. Agora me diz: o que será que o cliente pensa? Com certeza ele quer acabar com a desgraça da loja e todos que nela trabalham, além de querer trucidar o vendedor que lhe enganou. Quantas vezes isso acontece nas empresas e é, inclusive, incentivado pelos gestores, só levando em consideração os números que precisam ser alcançados e não a satisfação plena dos clientes. Pensando tão somente no curto prazo, e não na vida que a empresa terá pela frente com a imagem que ficará na cabeça do cliente e o quanto estes mesmos clientes irão vender uma imagem negativa para todas as pessoas à sua volta. Alguns vendedores pensam somente em números e esquecem que para chegar onde a empresa chegou levou muito tempo, e tudo isso pode vir ladeira abaixo por atitudes impensadas que descartam o futuro dos negócios. Depois não adianta reclamar que os tributos estão altos, o país está em crise e que o governo não faz nada para melhorar. A receita é simples: se seus produtos não fazem o que de fato propõem, seja sincero com o cliente e explique as limitações ou pare de vendê-los; se seus serviços não atendem às expectativas do cliente, deixe para outros fazerem e especialize-se melhor no seu segmento. E sua empresa, vende verdades ou mentiras para os clientes? Que tal reunir sua equipe e fazer uma pesquisa de satisfação interna para saber o que eles pensam em relação a isso? É preciso ter coragem e repensar o que está fazendo com o seu negócio!

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Comportamento

Geração em dúvida Número de jovens que não trabalham e nem estudam segue crescendo. Fenômeno que ganhou a designação de “geração nem-nem” é alvo de estudo

Texto Luiz Guilherme Romagnoli 24 Revista Energia


Imagem: Internet Revista Energia 25


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amos começar com um exercício: imagine-se com aproximadamente 18 anos e tendo que decidir o que quer para o futuro. Você certamente já passou ou passará por isso em breve. Não é uma decisão fácil, muito pelo contrário, ao que parece tem se tornado cada vez mais difícil. De acordo com o resultado de uma pesquisa divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) no final de 2018, 23% dos jovens brasileiros nem trabalham e nem estudam. O fenômeno, que registra um dos maiores percentuais no Brasil, tem crescido em toda a América Latina, sendo que México (25%) e El Salvador (24%) são outros países com números próximos ao nosso, enquanto o Chile tem apenas 14% de jovens enquadrados nesse aspecto. Embora percentualmente possamos estar equiparados a outros países, são em números absolutos que a questão se torna alarmante. Em um universo de cerca de 49 milhões de jovens entre 15 e 29 anos, mais de 11 milhões pertencem à chamada “geração nem-nem”. Esse alto número de desempregados entre os mais jovens acaba refletindo fortemente na economia do país, e acaba por justificar os esforços feitos por governos mundo afora para reformar o sistema previdenciário, por exemplo. Com menos jovens trabalhando e com a expectativa de vida cada vez maior, a diferença entre arrecadação e pagamento previdenciário se acentua, como o que está sendo registrado aqui no Brasil. GERAÇÃO INTRIGANTE Existe algum fator que possa explicar a existência dessa “geração nem-nem”? De acordo com a psicóloga Adriana Meiado, 48,

existem vários. “É bastante intrigante o que a gente vem observando nos jovens atualmente. Eles não têm, ou não demonstram, grande interesse em estudar e trabalhar, e isso pode ser explicado pelas condições em que foram criados, pelas condições do mercado de trabalho ou até mesmo pelos exemplos que encontram nas redes sociais: de pessoas que não precisam estudar ou trabalhar oito horas por dia para ter sucesso e uma boa vida financeira”, afirma Adriana, citando ainda que isso pode levar o jovem a criar um universo ilusório. GERAÇÃO EM CRESCIMENTO É na adolescência que o indivíduo começa a questionar o seu papel no mundo, quem ele é e o que quer para o futuro. De acordo com Adriana, é importante que o jovem comece a estabelecer laços de identificação e pertencimento com determinados grupos. “Quando isso não acontece, o jovem fica sem perspectiva, sem objetivo, sem ideais. Ao invés de ser protagonista, ele fica à mercê, como espectador. Isso pode gerar uma desmotivação e levar mais tarde ao que a gente hoje chama de “nem-nem”, pontua Adriana, destacando que a falta de metas a serem alcançadas acaba atrapalhando o desenvolvimento pessoal desse adolescente. Podemos dizer que emancipação e pertencimento são dois dos principais pontos ligados a essa fase da vida. Ao mesmo tempo em que o jovem quer se sentir parte de um grupo, ele nutre um desejo de ‘quebrar correntes’ e se libertar um pouco do ambiente familiar para trilhar seu próprio caminho. “Na adolescência o jovem projeta o adulto que quer ser, e isso é muito significativo. Quando o jovem não manifesta o desejo de pertencimento, a vontade de se emancipar fica adormecida, e nós esperamos que o jovem busque autonomia”, destaca Adriana, exemplificando que em gerações passadas era perceptível que os jovens acreditavam que o estudo e uma profissão poderiam trazer sucesso e reconhecimento, podendo levá-los a alcançar algo que seus pais não conseguiram. “Hoje o jovem não acredita mais que estudar e trabalhar pode trazer felicidade. Hoje é tudo muito fugaz. Ter curtidas em uma rede social significa sucesso para eles. Os valores estão diferentes e nós temos que aprender a lidar com essa nova perspectiva que o jovem encontra”, completa. GERAÇÃO EM SOCIEDADE Se vivemos um momento com mudanças de valores e perspectivas é necessário, então, que a sociedade como um todo saiba se adaptar. “Eu procuro ver isso com bons olhos. O adolescente hoje tem um domínio muito maior das novas tecnologias e isso pode fazer com que ele venha a ser um excelente criador”, pontua Adriana, considerando que o potencial de criação das novas tecnologias é grande, mas que o jovem não pode deixar de lado a parte humana para que não haja um isolamento social. GERAÇÃO EM FAMÍLIA E falando em isolamento social, a psicóloga considera fundamental a participação da família para que isso não aconteça. “As famílias devem estar ao lado do jovem. Ao invés de isolá-lo, a tecnologia deve potencializar suas capacidades e a família é a base

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para isso. A tecnologia é a ferramenta e a família o alicerce. Tendo um bom alicerce e as ferramentas na mão, ele consegue desenvolver bem suas habilidades”, enfatiza. Quem compartilha dessa visão é a professora Maria Teresa Frari dos Santos, 45. Segundo ela, os pais precisam estar atentos ao conteúdo que os jovens têm acesso na internet. “Seu filho pode chegar e falar: ‘ah eu quero ser um youtuber’. Cabe à família ponderar e explicar sobre as dificuldades que aquele influenciador que ele assiste pode ter enfrentado. Não basta apoiar o sonho, tem que mostrar o caminho”, diz. GERAÇÃO COM OPÇÃO Se no passado as possibilidades profissionais eram mais limitadas, hoje temos uma gama muito maior de opções com o surgimento de novas profissões. Mas o que parece ser algo bom, na realidade pode acabar fazendo com que os jovens fiquem ainda mais indecisos. “A gente percebe que o jovem que tem a possibilidade de estudar está demonstrando uma dificuldade maior. Nós, pais e educadores, temos que ajudar a abrir horizontes para eles encontrarem o melhor caminho”, destaca Maria Teresa, pontuando ainda que, em sua experiência como mantenedora de colégio, busca dar apoio aos alunos por meio de acompanhamento psicológico e vocacional para que eles saibam escolher a profissão que mais os agrada. “Essa gama de profissões veio para dificultar, mas independentemente do que eles escolham, o importante é ser feliz”, enfatiza. Reportagem recente divulgada pelo Jornal da Band, na Rede Bandeirantes de Televisão, mostrou que esta geração, também conhecida por Geração Z, quer trabalhar naquilo que sente prazer em fazer, e mais, ter um salário alto não é prioridade. De acordo com a pesquisa divulgada pela mídia, o mais importante para estes novos profissionais é fazer o que gostam e ter qualidade de vida. GERAÇÃO PRESSIONADA Como já mencionamos nessa matéria, a participação da família é fundamental na hora de dar suporte, mas muitos pais acabam pressionando os filhos a escolherem logo o que querem fazer, o que para Maria Teresa acaba por piorar a situação. “Os jovens acabam tendo que decidir o que querem estudar, no que querem trabalhar cada vez mais cedo e muitos fazem isso por pressão da família. Então, é preciso focar no que realmente se quer. São muitos os exemplos de filhos que fazem algum curso por pressão da família e só depois fazem o que realmente queriam. A família deve incentivar, aconselhar, saber ouvir”, declara, dizendo ainda que não se deve achar que por ter feito determinado curso você obrigatoriamente ficará preso naquela profissão pelo resto da vida. “O mundo hoje oferece cada vez mais possibilidades”, conclui. Maria Teresa também lembra que é necessário que as famílias saibam dar o tempo necessário para o jovem decidir. “A gente precisa parar de jogar a culpa nas pessoas. Cada um deve fazer sua parte e parar de julgar as pessoas. Ninguém é igual a ninguém, cada um tem seu tempo. Trabalhar e ganhar dinheiro é ótimo, mas tudo tem seu tempo”, finaliza. 

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Emagrecimento Inteligente Por Aline Emanuelle Perim Formada em Biomedicina Estética pela UNIARA, aprimoramento em análises clínicas pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, especialista em Biologia Molecular pelo Instituto Naoum, especialista em Biomedicina Estética pelo Nepuga, Estrategista de Emagrecimento - Licenciada pelo Método de Emagrecimento Afine-se aline_perim@hotmail.com

Emagrecer de forma saudável é possível sim! Pensar em emagrecimento, muitas vezes, é um pensamento torturante

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epois de tantas tentativas frustradas, várias pessoas desistem deste sonho e passam a acreditar que é impossível emagrecer de forma saudável e sustentável. Bom, eu tenho uma boa notícia: é possível, SIM! Mas, então, por que algumas pessoas conseguem e outras não? Tentativas frustradas de emagrecimento geram pensamentos e atitudes de fracasso. Todas as vezes que você inicia algo novo, pensamentos e resíduos dessas frustrações aparecem e com isso vem a preguiça, o desânimo, o pessimismo e a vontade de desistir. Para conseguir é necessário vencer todas essas barreiras e pensamentos negativos, pois se várias pessoas conseguem você também é capaz. Algumas etapas são essenciais para acreditar novamente no seu potencial e que, dessa vez, você irá conseguir! A primeira etapa consiste em se afastar de pensamentos e pessoas que o desmotivam. Inspire-se em alguém, conviva com pessoas e frequente lugares que o motivem. Isso irá manter você focado e sempre determinado. O segundo passo diz respeito à necessidade de ter um plano de ação, ou seja, saiba onde quer chegar, em quanto tempo quer chegar, o motivo pelo qual quer atingir esse objetivo e o que precisa fazer para alcançar o resultado desejado. Por último, supere-se a cada dia. Coloque metas simples e fáceis de serem alcançadas e, todo dia, renove esses objetivos, assim você irá melhorar um pouco por dia e, no final, conseguirá transformar os seus hábitos sem que se dê conta. Não se esqueça de comemorar cada conquista. Valorizar cada melhoria é extremamente importante e irá estimulá-lo a continuar no caminho. Aqui vale até se presentear! Mas lembre-se sempre: perfeição não existe. O importante é entender que isso faz parte de um processo e que você pode errar no meio do caminho. É dessa forma que se promove um emagrecimento saudável, sustentável e consciente. Com altos e baixos, dificuldades e superações. O método Afine-se de emagrecimento foi criado com a proposta de transformar a vida de pessoas que não acreditam na possibilidade de emagrecer de forma saudável. A Clínica Revivali tem a missão de, através deste procedimento, devolver a saúde, a autoestima, a autoconfiança e o amor próprio a todos os pacientes que passam pelos seus cuidados. 

“O Afine-se, para mim, significa saúde e mudança de vida! O meu dia a dia é repleto de ensinamentos que aprendi no decorrer do programa. Sou uma nova pessoa e não foi só o número na balança que mudou. A disposição e a alegria de estar bem comigo mesma não tem preço. Orgulho de ser afinada!” (Dalva Amadeu – Finalizou o afine-se há 5 meses)

“Mudança de vida! É como eu defino o método Afine-se na minha vida. Melhorou a minha saúde, a minha autoestima e me ensinou a respeitar a mim mesma. Com 34 kg eliminados, eu sou outra pessoa não só fisicamente, mas também com outro pensamento” (Ana Zerbinato – Finalizou o programa afine-se há 1 ano e 3 meses)

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Educação Financeira Por: Paulo Afonso, economista, consultor, prof. Dr. Faculdades Integradas de Jaú, afonso@conectcor.com.br Instagram: prof.paulo_afonso

Descubra qual é o seu padrão de vida Consigo custear todos os meus compromissos financeiros ou sempre dependo de instituições financeiras para fechar o mês?

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omo foi a experiência com o Apontamento de Despesas? Você percebeu que ao computar os gastos menores a situação retratada mudou completamente? O diagnóstico financeiro é importante justamente pelo fato de revelar para onde vai cada centavo gasto do seu dinheiro. Quanto mais empenho em registrar todos os gastos, mais clara ficará sua visão quanto às suas despesas, facilitando assim os ajustes necessários para melhorar sua saúde financeira. Atenção! É importante que o Apontamento de Despesas seja feito por apenas trinta, sessenta ou até, no máximo, noventa dias, dependendo do seu tipo de rendimento, fixo ou variável. Isso porque trata-se de um diagnóstico que mostrará a verdadeira situação do seu momento financeiro, como uma espécie de fotografia desse período. Se fizer o Apontamento de Despesas de forma continuada, terá um processo e não um diagnóstico, o que não é recomendável. Portanto, não se torne escravo da anotação: faça pelo tempo que deve ser feito, e não mais do que isso. Outra ideia é que você precisa aprender a viver de acordo com o que ganha, ou seja, manter um padrão de vida sustentável, que lhe permita estar sempre na posição de poupador, e não na de devedor. Se você está atolado em dívidas, é muito provável que viva fora de seu padrão de vida. A saúde de suas finanças depende de sua disposição em assumir a própria realidade. Para tanto, você deve perguntar-se frequentemente: “Consigo custear todos os meus compromissos financeiros ou sempre dependo de instituições financeiras para fechar o mês?”; “Minha casa, meu carro, a escola dos meus filhos e meu lazer são itens que cabem no meu orçamento, ou sempre preciso fazer malabarismos para acompanhar o consumo das pessoas do meu círculo de convivência?”. Talvez você queira viver um padrão de vida que não corresponda a seus rendimentos. Para isso, é necessário que aprenda a viver dentro do padrão de vida que seus rendimentos permitem, ou seja, a partir do seu ganho mensal líquido você deve gastar, no

máximo, 90% das suas receitas, porque imprevistos acontecem. Costumo dizer que antes de pagar qualquer conta você se paga primeiro. Se eu não me pagar, ninguém me pagará. Considere a seguinte hipótese: se o seu salário líquido é de R$ 1.500,00, o ideal é que você faça uma adequação de seus gastos para algo em torno de R$ 1.350,00. Discutiremos o destino exato que deverão ter esses 10% nos próximos meses, mas posso adiantar que o primeiro passo para estabelecer seu equilíbrio financeiro é reter no mínimo 10% de seus rendimentos antes mesmo de pagar as contas. O cálculo dos rendimentos deverá ficar assim: -----------------------------------------------------------------------Total de receitas líquidas R$ 1.500,00 (-) Total de retenção (10%) R$ 150,00 = Saldo para adequação do padrão de vida R$ 1.350,00 -----------------------------------------------------------------------O importante é que você aprenda a viver com menos do que poderia. Se o seu padrão de vida hoje já é apertado, você certamente deve pensar: “Mas como vou fazer isso? Se eu me pagar primeiro não haverá dinheiro suficiente para pagar as contas. Só se eu deixar de comer”. A resposta vai depender do resultado do seu diagnóstico financeiro. Por isso é tão importante cumprir à risca a etapa de registrar diariamente todos os seus gastos no Apontamento de Despesas. O que estou propondo agora é que você reflita sobre seus hábitos, assim, quando chegar a hora, seja qual for o resultado, você estará consciente de que precisará adequar seu padrão de vida e hábitos de consumo a uma nova realidade: a de quem deseja deixar para trás um passado como devedor, para conquistar um futuro como poupador. Lembre-se: você merece reservar parte dele para si antes de começar a distribuí-lo para o cartão de crédito, lojas, etc. Pense nisso! Revista Energia 35


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ara se ter uma ideia, segundo o site especializado América do Sol, no local menos ensolarado do Brasil é possível gerar mais energia solar do que no local mais ensolarado da Alemanha, que é um dos líderes no uso da energia solar fotovoltaica. A boa notícia é que o brasileiro parece estar se dando conta disso. O setor cresceu 134% a mais no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2018 e já em 2024, segundo projeção oficial da ANEEL, serão mais de 886 mil consumidores movidos por energia própria no país. De acordo com o site de notícias socioambientais EcoDebate, entre os vários motivos para esse rápido crescimento da energia solar no Brasil destacam-se a constante inflação energética no país e a contínua queda dos preços dos sistemas fotovoltaicos, sem contar as inúmeras vantagens dos painéis solares em relação às demais tecnologias. E você, já pensou em reduzir sua conta de energia em até 95%?

MOTIVOS NÃO FALTAM O cenário é bastante positivo para quem pensa em instalar um sistema de energia solar. Além de proporcionar uma economia de até 95% na conta de energia, podendo o excedente de energia gerada ser injetado na rede distribuidora local, gerando créditos, protege seu proprietário dos constantes aumentos e, ainda, valoriza o imóvel acima do valor do investimento feito. O sistema também colabora com a sustentabilidade por ter origem em uma fonte infinita, o sol, e impede a geração de lixo devido à durabilidade dos equipamentos, que possuem vida útil acima de 25 anos. O mais atrativo, no entanto, é o retorno do investimento. Com a crescente demanda os valores dos painéis diminuíram, e o preço está cada vez mais competitivo. Vale ressaltar ainda que já estão disponíveis diversas condições facilitadas oferecidas para indústrias e pessoas físicas que querem adquirir sistemas de captação de energia solar, viabilizando linhas de crédito para a aquisição do projeto.

Comparado a outros países do mundo, o Brasil possui uma localização privilegiada para a geração de energia solar

Texto Heloiza Helena C Zanzotti Fotos Arquivo pessoal

ASSIM NASCEU A LB SOL Disponibilizando todos os serviços necessários para a realização de um projeto solar, desde a concepção inicial até a instalação e manutenção, a LB Sol nasceu de uma paixão. Seu idealizador, Ricardo Yamaguti Lima, conta como tudo começou. “Nasci em Marília e vim para Jaú ainda criança, em virtude da atividade profissional do meu pai. Iniciei a faculdade de direito em Bauru, concluindo na FMU - Faculdades Metropolitanas Unidas - já em São Paulo. O assunto me chegou meio que por acaso, ao analisar um contrato para um cliente em 2012, e então fui me apaixonando pela energia solar fotovoltaica e seus benefícios ao meio ambiente e às pessoas que consomem energia. Fiz vários cursos de capacitação, concluí uma extensão universitária na UNICAMP em energia solar fotovoltaica com o professor Marcelo Gradella Villalva, entre outros, tendo inclusive visitado países da Europa como Alemanha, Áustria, Suíça e Espanha para ampliar os conhecimentos. Atuando até então na área da consultoria e contencioso fiscal tributário, de repente me vejo abrindo uma empresa integradora de energia solar!” LB SOL, SOLUÇÃO COMPLETA A LB Sol Energia Solar foi idealizada para oferecer energia solar fotovoltaica, fonte renovável e limpa, sustentável e inesgotável, estando cada vez mais viável para pessoas e empresas. Desse modo, disponibiliza recursos e tecnologia garantindo o acesso à energia sustentável, preservando os recursos naturais do nosso planeta. Após análise de viabilidade, a LB Sol faz o design do projeto e trabalha com os melhores equipamentos disponíveis no mercado para instalação, monitoramento e assistência ao seu sistema fotovoltaico. Revista Energia 37


Gerar a própria energia tornou-se uma realidade necessária nos dias atuais, principalmente devido aos altos custos de energia elétrica, em constante ascensão. Assim, além da diminuição significativa nas contas, das facilidades de se obter financiamentos para tal fim e da imediata valorização do imóvel, ainda temos os avanços da tecnologia, que despertam cada vez mais o interesse do consumidor. Outra grande vantagem está relacionada à facilidade da instalação, que não requer grandes adaptações ou alterações na residência ou empresa. Lembrando que um sistema de geração de energia solar fotovoltaica pode ser instalado em qualquer imóvel, seja residencial, comercial ou industrial; de baixa ou alta tensão. A LB Sol realiza projetos para casas, imóveis rurais, prédios, condomínios, indústrias, comércios, shoppings, escritórios, entre outros. ​ ICRO INVERSOR SOLAR M O micro inversor é projetado para aproveitar o máximo de eficiência de cada painel individualmente, ampliando a performance em todo o sistema, tanto em geração quanto em durabilidade e segurança. Uma das vantagens é que, quando há falha em um dos painéis, ela não afeta todo o sistema. E como os painéis são independentes, é possível adicionar um ou mais, se necessário, sem que seja preciso fazer um novo projeto. Tecnologia de ponta e pioneirismo da LB Sol em Jaú.

LB SOL REVENDEDOR DAS SOLUÇÕES ECORI ENERGIA SOLAR Diego Gutierres, da Ecori Energia Solar Bauru, distribuidora de sistemas de energia solar, explica os motivos pelos quais escolheu a LBSol como revendedora em Jaú e região. “Utilizamos a tecnologia MLPE (Module Level Power Electronics), que é o nosso DNA, uma tecnologia mais eficiente, com uma vida útil maior, que traz muito mais segurança ao sistema. Estamos espalhados pelo Brasil e como sou uma das unidades da Ecori, optei pela LBSol por conta de um empenho massivo do Ricardo Yamaguti em sempre estar atualizado nas novidades da tecnologia. Outro ponto que me fez escolher a LBSol é o fato de a empresa ter uma equipe de instalação muito boa, que está sempre se capacitando, possui ferramentas de boa qualidade e se preocupa com o resultado final, tanto em geração quanto em montagem, estrutura e segurança. Desse modo, a LBSol proporciona uma garantia de qualidade na instalação e na vida útil do equipamento, porque diferente dos sistemas de string, a tecnologia MLPE propõe 38 Revista Energia

para o cliente uma durabilidade muito longa, de até 25 anos, e quando a gente oferta uma garantia de um prazo tão grande, precisamos que não só o equipamento funcione bem, mas também que a instalação seja correta para que fique lá por todo esse tempo”. De acordo com Diego, o equipamento em questão proporciona garantia cinco vezes maior do que a concorrência string e tem muito mais segurança. “Como gera por módulo e não a nível de sistema como um todo, precisa de menos potência de radiação solar para iniciar as operações no dia e também para encerrar, ou seja, começa a gerar mais cedo e para de gerar mais tarde, então você tem mais eficiência no sistema só por conta da tecnologia. Energia solar não é tudo igual”, finaliza Diego. A EXPERIÊNCIA DE QUEM JÁ USA Você, leitor, já deve ter lido na coluna Energia Solar, em nossas edições anteriores, e também em outras mídias, sobre como a energia solar fotovoltaica é uma boa opção, inclusive sendo considerada hoje mais rentável do que muitas aplicações financeiras. No entanto, nada melhor que ouvir o relato de pessoas que já implantaram para saber seu grau de satisfação.

Júlio Cesar Panelli e Ronaldo Luiz Panelli - Marmoraria São Pedro, “Começamos um estudo da necessidade da implantação da energia fotovoltaica em nossa empresa não somente por questão de sustentabilidade, mas realmente por questão de economia ou até investimento, porque a partir do momento em que a gente faz uma escolha pela implantação de um equipamento voltado a essa condição de aproveitamento da energia da luz do sol, fomos bem criteriosos para não fazer o investimento errado, pois não é um investimento baixo. Optamos pela LB Sol porque eles possuem e detêm a tecnologia que achamos mais moderna e que dificilmente vai nos ocasionar algum problema no futuro, os micro inversores, que fazem a captação através das placas e distribuem para a rede. Através do nosso estudo, observamos que essa tecnologia tem o melhor custo benefício, que proporcionará o melhor aproveitamento dessa energia solar nas placas com o melhor coeficiente de economia, uma vez que não tem as perdas do sistema antigo. Outra coisa que foi muito pontual ajudando a fazer essa escolha pela LB Sol e pela tecnologia em questão foi o atendimento. Eles sempre foram muito claros e nos trouxeram embasamentos pautados em estudos de cada item. Não foi somente a escolha por um equipamento específico, mas foi em função do profissionalismo da empresa, e independente da


nossa falta de experiência no assunto, eles souberam pautar tema por tema e orientar qual seria a melhor escolha. O Ricardo Yamaguti é muito profissional, fez todas as averiguações necessárias para chegarmos a um denominador final e concluímos pela necessidade da instalação com o menor investimento possível no enquadramento dos nossos custos. Todas as tratativas com ele, desde os orçamentos até a instalação, ocorreram do jeito que foi combinado, então, o caráter de profissionalismo da empresa foi o que nos trouxe a segurança de trabalhar com eles. Na condução de todo esse trâmite, desde os estudos como já citei, levantamento dos dados relacionados à demanda da energia, até o final, entrega, pós-venda, e principalmente no que diz respeito às homologações legais junto à companhia, eles são responsáveis e fazem tudo dentro dos parâmetros reivindicados, tanto que não houve uma objeção da companhia em nenhum momento. Estamos com o sistema rodando há uns três meses e já sentimos uma total satisfação, principalmente porque observamos que o investimento está valendo muito a pena. Já conseguimos reduzir o custo de energia elétrica da empresa a quase zero, estamos pagando somente o mínimo, e isso já no terceiro mês! Fizemos um percentual maior da adequação para poder gerar demanda desses créditos de energia até para outros imóveis que são da nossa empresa, e esses imóveis estão sendo também bonificados pela geração dessa energia solar instalada na empresa. O residencial mesmo, por exemplo, onde gastávamos em torno de trezentos a trezentos e cinquenta reais por mês, no mês passado a conta veio de somente sessenta reais. Então, tem o que eu gastava na empresa, mais o que gastava em casa e mais o que eu possa vir a guardar, ou seja, os créditos que ficam por até 5 anos para fazer uso junto a este mesmo CNPJ que está homologado na CPFL. Todos estes créditos que vão ficando acumulados são também um fator de economia para quando vier o calor e a gente fizer maior uso de energia devido especialmente ao ar condicionado. Estamos seguros que o nosso investimento foi muito bem feito, fizemos todas as contas possíveis, eu e meu irmão, e não tem um

investimento hoje, acredito, melhor que esse, principalmente para quem necessita de demanda de energia elétrica. Até porque essa tecnologia que eles detêm, dos micro inversores, é muito bem difundida não só aqui no Brasil, mas no mundo, especialmente a marca com a qual eles trabalham, a Apsystems, a melhor marca de micro inversores no que diz respeito à energia fotovoltaica no mundo. Não encontramos nada melhor. Assim, temos a certeza de ter feito a melhor escolha. A LB Sol foi a empresa que nos respaldou da melhor maneira e com certeza absoluta, não só estou indicando desde que foi instalado, mas pela própria experiência que já temos. E não estou ganhando nada com as vendas futuras dele não, estou apenas muito grato pelo que adquirimos em função da LB Sol!” Pedro Alberto Biazetti Assessor da Presidência da Associação dos Aposentados, Pensionistas e Idosos de Jaú e Região “Sobre o sistema de energia fotovoltaica adquirido através da LB Sol, este processo começou na metade do ano passado, quando a diretoria manifestou interesse em investir nessa área e buscamos algumas empresas do setor para que a gente conhecesse esse sistema de geração de energia e o que eles tinham para oferecer para a Associação nesse sentido, porque te-

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mos três prédios: a sede principal é a que consome mais energia; a hidroginástica, que tem um consumo alto também, e o espaço saúde; assim, precisaríamos entrar nesse modernismo, que é o futuro do mundo, para buscar uma economia em meio às nossas despesas. Nossa sede é muito grande, tem salão de baile, consultório dentário, cabeleireira, manicure, escritório, farmácia, enfim, o consumo de energia aqui é alto e a intenção era adquirir esse equipamento. Buscamos conhecimento e empresas que estão atuando na região e a pessoa que ficou encarregada de fazer este contato entre a diretoria e as empresas fui eu, que já fiz parte da diretoria, mas hoje exerço outra função. Como comércio é uma área na qual atuei a vida toda e que eu gosto muito, fiquei bem entusiasmado com o pedido do presidente e passei a atender as empresas e a aprender tudo sobre o assunto. Acredito que adquiri um conhecimento muito bom e ajudei a diretoria a definir aquilo que seria para a gente, naquele momento, o projeto mais viável, mais versátil e que nos daria futuramente, além de economia, a oportunidade de poder ampliar esse sistema de uma forma mais simples do que, a cada vez que a gente precisasse mudar, ter que fazer um outro projeto, com uma constituição totalmente diferente. Recebi as empresas e todas nos atenderam muito bem, todas possuem um bom conhecimento na área, mas a LB Sol foi a que ofereceu esse sistema de micro inversor, que é o dispositivo que liga a energia que entra na placa ao sistema da companhia de força e luz. Este sistema que a LB Sol ofereceu, no caso de ampliar, a gente só vai adquirir as placas, porque o micro inversor já vem acoplado na própria placa: cada quatro placas tem um micro inversor e é só conectar ao sistema que já está instalado, ou seja, quando você quiser aumentar basta adquirir a quantidade de placas necessária e dar sequência no trabalho, aumentando a capacidade de geração de energia. Apesar de ser bem novo nosso sistema, apenas quatro meses, já sentimos que acertamos em cheio no projeto que escolhemos: a Associação está contente, a diretoria também. Temos todas as informações, toda a assistência técnica necessária para que este 40 Revista Energia

sistema não pare de funcionar, porque temos um monitoramento aqui dentro; temos monitoramento no celular; em Bauru, onde é a representação desse trabalho que é feito aqui pelo Ricardo da LB Sol, e temos a empresa de São José do Rio Preto, que tem o monitoramento do nosso sistema também, quer dizer, qualquer probleminha que ocorrer em qualquer placa aqui eles já sabem o que acontece e a assistência é imediata. Com certeza indico a LB Sol, este sistema de micro inversor da Ecori para nós foi muito bom, muito versátil. Sabemos qual é a produção diariamente, mensalmente, anualmente. Hoje já fazemos uma economia bem dentro daquilo que estávamos imaginando e em um período que é de sol bem curto, estamos no inverno. Temos certeza que na próxima estação vamos ter um resultado excelente. Indico a LB Sol, o pessoal do Ricardo, que nos atendeu e mostrou uma responsabilidade muito grande, uma confiabilidade imensa. Aquele primeiro momento que você tem contato com a empresa em um negócio totalmente desconhecido, que a gente acaba ficando sempre em dúvida, com o passar do tempo acabamos percebendo que essa empresa não vendeu só um aparelho, vendeu um serviço de muita qualidade”. 

A LBSol faz questão de ter uma relação de proximidade com seus clientes e para isso mantém ativas suas redes sociais e o site, onde você pode tirar dúvidas e fazer seu orçamento online.

Fone: (14) 3622.0864 - Facebook: lbsolenergiasolar Site: www.lbsol.com.br


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ão há quem passe pela Rua Lourenço Prado, no centro de Jaú, entre as Ruas Quintino Bocaiúva e Tenente Lopes, e não se encante com o prédio desta escola centenária. Projetada pelo arquiteto João Bianchi, que havia chegado recentemente da Itália e foi contratado pela Diretoria de Obras Públicas do Estado de São Paulo para construir algumas escolas, a EE Major Prado teve sua construção iniciada em 1911, mas só foi inaugurada em 15 de setembro de 1914. Conversei com Alessandro Pedro, atual diretor da EE Major Prado, que informou que ela foi construída com a manifestação de elementos próprios da arquitetura historicista, tendência predominante nos idos de 1911. “É uma belíssima construção datada do início do século XX e tombada desde 21 de julho de 2010 pelo colegiado do CONDEPHAAT - Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo, após longo processo, por ser um patrimônio da Primeira República. Trata-se de um prédio cujo corpo central é arrematado por beirais aparentes, ladeado por duas torres encimadas por platibandas, correspondentes aos dois volumes avançados na edificação”, explica o diretor. A unidade escolar atende atualmente 350 alunos oriundos das zonas urbana e rural, nos períodos matutino e vespertino, nos anos finais do En-

Por Heloiza Helena C Zanzotti sino Fundamental e no Ensino Médio. “Esta estrutura física está instalada para atender estudantes das diversas classes sociais e culturais por meio de uma proposta pedagógica que pode ser definida como sociointeracionista, por considerar as pessoas como fontes de conhecimento e a escola como um espaço de aprendizagem propício à descoberta, à pesquisa e à construção do aprendizado, através de processos interativos e socioculturais. Nesse sentido, busca formar cidadãos social e ambientalmente conscientes, eticamente responsáveis, desenvolvendo aprendizagens e conhecimentos que permitam que o mesmo interaja de maneira efetiva no meio social no qual está inserido”, esclarece Alessandro. A EE Major Prado também oferece aulas de Espanhol, Francês e Inglês no CEL - Centro de Estudo de Línguas, nos três períodos e aos sábados, a aproximadamente 550 estudantes da rede pública, e a partir deste mês oferecerá três cursos técnicos - Desenvolvimento de Jogos Digitais, Técnica de Vendas e Prática de Gestão de Pessoas - por meio do NOVOTEC, programa da Secretaria Estadual de Educação e Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, em parceria com o Centro Paula Souza. Além disso, a instituição de ensino também é uma escola vinculadora do Centro de Ressocialização, projeto que visa à reintegração social de reeducandos do sistema prisional. 

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Dermatologia Por Dra Renata Oseliero Médica com formação em dermatologia pela Faculdade de Medicina de Valença/RJ Pós-graduação em medicina estética; pós-graduação em tricologia Estágio em dermatologia pela Universidade Federal de São Paulo

As rugas te incomodam?

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Saiba como eliminar as ruguinhas indesejadas!

toxina botulínica, como o próprio nome diz, é uma toxina produzida por uma bactéria chamada Clostridium botulinum. Ela é usada para paralisar os músculos causadores das linhas de expressão. Popularmente conhecida como botox, muitos podem pensar que os dois termos são sinônimos, mas, na realidade, Botox é o nome de uma marca que, dentre várias outras, fabrica e comercializa a toxina botulínica. Por associação, quando nos referimos a um acabamos automaticamente também nos referindo ao outro. Para que serve a toxina botulínica? Ela pode ser usada tanto para fins estéticos quanto para o tratamento de doenças dermatológicas e neurológicas. No entanto, tornou-se mais conhecida por seus efeitos anti-idade, que contribuem para reduzir as linhas de expressão que surgem naturalmente com o passar dos anos. Como ela age? A toxina botulínica age como um bloqueador neuromuscular, impedindo a transmissão de estímulos dos neurônios para os músculos. Assim, não deixa que ocorra a contração muscular. A aplicação controlada da toxina botulínica por um especialista não oferece qualquer risco ao paciente. Como funciona? O tratamento, que todos conhecemos como botox, consiste na aplicação de pequenas doses da toxina por meio de injeções e em pontos específicos da região que se deseja tratar. O número de aplicações necessárias e os pontos em que serão aplicados são definidos de acordo com os objetivos do paciente e sob as recomendações médicas. A intenção é que os resultados do tratamento sejam sempre os mais naturais possível. As injeções são superficiais, por isso, nas aplicações, é usada uma agulha bem pequena e fina, que causa pouca ou nenhuma dor

aos pacientes. Em geral, não é preciso anestesiar o local antes do procedimento e tampouco exige-se repouso ou recuperação após o tratamento. A aplicação da toxina botulínica não leva mais do que meia hora e é feita quase sempre em uma única sessão. Os efeitos já podem ser sentidos após 48 horas. Normalmente eles duram 6 meses, depois é necessário fazer uma nova aplicação. Onde posso aplicar? O botox é mais utilizado para tratar as marcas de expressão do terço superior da face, ou seja, é bastante indicado para eliminar pés de galinha, rugas que se formam entre as sobrancelhas e as linhas horizontais na testa. O procedimento relaxa a musculatura de forma a disfarçar a aparência das rugas já existentes e prevenir o surgimento de rugas mais profundas. Mas também é possível fazer a aplicação em outras regiões do rosto, como: • Nas extremidades das sobrancelhas, para deixá-las mais arqueadas; • No queixo, para reduzir rugas que aparecem no local; • No pescoço e colo, a fim de eliminar as linhas que surgem com a idade; • Nas axilas, como forma de tratamento da hiperidrose axilar; • Nas mãos e nos pés, para tratar a hiperidrose; • Para disfarçar o sorriso gengival. Para quem é indicado? Qualquer pessoa pode fazer uma aplicação de botox, mas indica-se geralmente para pessoas adultas que já estejam com marcas de expressão mais avançadas ou que desejam prevenir os sinais do tempo na pele. O botox pode ser usado para tratar aquelas ruguinhas chatas que surgem com o tempo, mas também pode ser muito útil justamente para prevenir o aparecimento de rugas e linhas de expressão.

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Foto: Gabi Manfrin Fotografia

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28 anos da Energia FM

Foto: @mariogildo_oficial

Com quase 10 horas de festa e uma programação incrível, mais de 15 artistas marcaram presença e agitaram o público nos 28 anos da Energia FM, que aconteceu no Espaço Jaú Eventos no dia 09 de julho, feriado. A praça de alimentação completa ficou por conta da Paróquia Santo Antônio, sendo a renda totalmente revertida para a construção da nova igreja! A festa mais aguardada da cidade foi mais uma vez sucesso de público e palco de grandes atrações nacionais como Naiara Azevedo, Turma do Pagode, Henrique e Diego, Day e Lara, Hugo e Thiago, entre outros. Foi marcada também por um show ao vivo da banda jauense Samba Solto, que esquentou o clima da festa!!! Agradecimento especial à diretora da Energia, Maria Eugênia Marangoni, que confiou na equipe e se empenhou para a realização de mais um evento de sucesso. E à todos os colaboradores que marcaram presença nos 28 anos da Energia! Confira algumas fotos da festa que movimenta Jaú e região.

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Colégio São Lucas Reconhecido e admirado em Jaú e região, o Colégio São Lucas realizou no dia 28 de junho uma grandiosa Festa Junina com o objetivo de manter as tradições festivas do nosso povo. O evento aconteceu nas dependências do colégio e contou com danças, comidas típicas, música, alegria e muita gente bonita. Diversão para as crianças e jovens, e orgulho para os pais e amigos.

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HVA – Hospital Veterinário Araujo O Instituto Magnus é uma entidade de assistência aos portadores de deficiência visual gerida e toda fomentada pela Magnus, produtora de uma linha de produtos e rações como a Fórmula Natural e a própria Magnus. Foca seu trabalho em incluir essas pessoas e reduzir suas situações de vulnerabilidade social. O HVA esteve presente e conheceu esse lindo projeto. Dr Giovani e Henrique visitaram as instalações com a visão social que o Hospital Veterinário Araujo sempre teve! Com uma estrutura de 15 mil m² em Salto de Pirapora, possui um centro de acolhimento específico para treinar a pessoa com deficiência, bem como a adaptação, estadia e treinamento dos futuros cães guias. Trata-se de um projeto ímpar no Brasil, levando esperança a pessoas que recebem gratuitamente a capacidade de viver em sociedade de forma independente, e com a amizade e carinho que só os cães podem transmitir. O cão-guia possui direitos constitucionais, podendo ir e vir a qualquer lugar e em qualquer estabelecimento, não podendo ser barrado em hipótese alguma, orientando e protegendo seu melhor amigo. Assim, o cão-guia é o símbolo de doação e amor entre os animais de estimação. Conheça mais sobre esse maravilhoso projeto em www.institutomagnus.org 1- Dr. Giovani Fernando Araujo e Henrique Vianna 2- Nayara Colaço Severiano - Representante de informação veterinária, Geovana Caporusso - Gerente nacional informação veterinária, Dr. Giovani, Rodrigo Sousa Bazolli - Responsável técnico corporativo/Gerente de laboratório 3- Henrique, o FAMOSO Magnus - Mascote do projeto e Dr. Giovani 5- Nayara, Geovana, Henrique e Rodrigo 6- Dr. Giovani, George Thomaz Harrison - Instrutor de cão-guia Janaina do Nascimento Teixeira - Coordenadora de relacionamento

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Jaú Shopping As férias da criançada foram muito mais divertidas no Jaú Shopping, com muitas atividades e diversão pra turma toda. Personagens, pintura facial, espaço de recreação, shows infantis, arvorismo e muitas outras atrações marcaram mais um mês recheado de muita alegria!

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Restaurante Mirante do Pouso Nos dias mais frios, nada melhor que saborear aquela comida quentinha, no melhor estilo caseiro e tradicional, como as delĂ­cias que o Restaurante Mirante do Pouso prepara para vocĂŞ, sua famĂ­lia e amigos!

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Renato Grizzo Buffet A belíssima recepção de casamento dos noivos Letícia e Ícaro contou com a presença do Renato Grizzo Buffet, que levou mais sabor e requinte para a festa, desde o buffet até toda a decoração, juntamente com a participação da Bella Decorações, transformando ainda mais o ambiente do Espaço Jaú Eventos no dia 22 de junho.

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“Quanto mais envelhecemos, mais precisamos ter o que fazer. Mais vale morrer do que arrastarmos na ociosidade uma velhice insípida. Trabalhar é viver” (Voltaire) Texto Heloiza Helena C Zanzotti Fotos: Arquivo pessoal 58 Revista Energia


PARA EXEMPLIFICAR Dona Rosa, 74, estava atravessando a rua em uma faixa de pedestres no centro de Jaú quando foi atropelada por um veículo. Ela ficou cerca de quatro meses impossibilitada de locomover-se e precisou deixar sua casa para ficar com o filho e a nora, recebendo os devidos cuidados. José de Souza Aguiar, 78, anda de circular todos os dias e conta que nos horários de pico é difícil arrumar um lugar para sentar-se. Embora alguns assentos sejam preferenciais, normalmente estão todos ocupados quando o ônibus passa pelo seu ponto. Estes dois exemplos mencionados nos levam a uma reflexão: como é ser idoso no Brasil? REFLEXÕES Enquanto aqui no Brasil discutimos a Reforma da Previdência, outros países nos dão exemplos de respeito e valorização dos seus idosos. Conversamos com Heraldo Bello da Silva Júnior, sociólogo, cientista político e filósofo, que recentemente visitou alguns países europeus e destaca: “Depois de 24 dias na Europa, passando por Itália, Espanha, Alemanha, Polônia e Áustria, tive a oportunidade de tecer algumas reflexões sobre interessantes diferenças entre o Brasil e o Velho Continente. Não diferenças econômicas, essas são evidentes, mas diferenças no comportamento moral, no respeito, na forma de pensar e tratar o seu semelhante”. A FAIXA DE PEDESTRES A primeira observação feita pelo sociólogo exemplifica como as relações pessoais na Europa passam por uma cultura de respeito completamente diferente do que observamos aqui. “Na Europa, os automóveis em geral param para os pedestres e pacientemente aguardam a travessia de um idoso ou de uma criança. Todas as faixas de pedestres que não possuem sinal são preferencialmente do pedestre, e são respeitadas. Eles nem se preocupam muito em olhar se vem carro, pois sabem que estes vão parar”, afirma. O casal Edson Aparecido Chacon, 57, e Eliana Maria Pessoto Chacon, 55, empresários jauenses que visitaram países como a Inglaterra, França e Itália, concordam com a observação. Segundo eles, praticamente 100% das pessoas atravessam as ruas nas faixas e os pedestres também obedecem o sinal. “Se o sinal está vermelho para o pedestre e não está vindo nenhum carro, eles não atravessam, esperam o sinal abrir. Isso é cultura, educação”, afirma Edson. Lembram-se da Dona Rosa? Ela estava atravessando em uma faixa para pedestres...

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ados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que em 2000 a população idosa - com mais de 60 anos - já ultrapassava os 29 milhões e a expectativa é que, até 2060, suba para 73 milhões de pessoas, o que representa um aumento de 160%. Isso significa que o Brasil está passando por um forte e rápido processo de envelhecimento populacional. A tendência é que, já em 2031, o número de idosos supere o de crianças e adolescentes de 0 a 14 anos. Mas, como anda a qualidade de vida dos nossos idosos?

TRANSPORTE PÚBLICO Com relação ao transporte público, Heraldo utilizou bastante por lá, e certamente o Sr José ficará surpreso ao saber que os idosos não possuem assentos preferenciais. “Em todas as cidades pelas quais passei, observei que os assentos são para idosos, crianças e mulheres, e é comum vermos vários assentos vazios e homens em pé. Quando entra um idoso, imediatamente várias pessoas se levantam e não se sentam mais até o destino final, como um sinal de respeito, não apenas ao idoso, mas num gesto de cumplicidade ao colega que também se levantou para ceder o seu lugar”, comenta o sociólogo. Outro ponto interessante a observar é que por lá anda-se mais de transporte público do que de carro próprio. Segundo publicação no site Diário do Transporte, do jornalista Adamo Bazani, é comum bilionários e autoridades utilizarem ônibus, trens e metrôs rotineiramente. Ele, inclusive, cita que “País rico não é aquele em que pobre anda de carro, é aquele em que rico anda de transporte público”, frase bastante conhecida entre aqueles que acompanham o tema da mobilidade urbana. Para Edson e Eliana, o transporte público funciona. “Nós andaRevista Energia 59


mos de metrô, de trem, e observamos que o respeito às normas é muito grande. De uma cidade para outra compramos um ticket de ida e volta, só que nós passamos por vários lugares e não tinha nenhum guichê, ninguém pedindo aquele ticket. Quer dizer, se a pessoa quiser agir de má fé ela pode entrar no trem e vai sem problema, só que em contrapartida, se alguém pedir o ticket e ela não tiver é punida com severidade, a lei funciona”, pontua o empresário.

O VALOR DO ESPAÇO PÚBLICO O Prêmio Europeu de Espaço Público Urbano, realizado a cada dois anos, tem o objetivo de reconhecer e divulgar obras com foco em revitalização, recuperação e melhoramento dos espaços públicos nas cidades europeias. Talvez este seja um dos inúmeros motivos pelos quais estes espaços sejam tão valorizados por lá. “Os europeus passam pouco tempo em casa, não porque trabalham mais, mas porque frequentam parques, praças, feiras, museus, teatros abertos. Presenciei em pleno inverno, com temperaturas abaixo de 0°C, os espaços públicos completamente preenchidos por famílias e turistas conversando, lendo, comendo, passeando com seu cão, etc. Isto explica o zelo e carinho que os europeus têm pelos seus espaços públicos e notei que isso é muito forte para a construção da ideia de respeito”, observa o sociólogo. DENTRO DE CASA Em contraste com o exposto acima, aqui no Brasil gostamos mesmo é de andar de carro, muitas vezes temos mais que um, e passamos mais tempo em casa assistindo a filmes pela Netflix ou a TVs por assinatura que em praças e parques. “Nós nos fechamos mais dentro de nossa própria família. Os europeus têm um sentimento público muito maior, como se a família deles fosse seu país e seus conterrâneos. As relações pessoais são mais fortes, até mesmo com estranhos. São menos egoístas, mais preocupados com o outro. Daí a ideia de respeito ser tão essencial para um europeu. Já no Brasil é como se o outro fosse uma ameaça; ameaça à minha segurança, à minha paz, a ter que dividir a minha energia ou recurso”, reflete o sociólogo. Outro obstáculo que encontramos é justamente com relação ao descuido com estas áreas, especialmente quando a população normalmente está sujeita a assaltos, lixo, mato, iluminação precária, degradação estrutural. CONCEITO DE FILA Quem é que gosta de enfrentar uma fila? Acho que ninguém, não é? No entanto, até nas filas encontramos elementos para uma reflexão. Por aqui as filas são um caos, como se não houvesse o suficiente

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dente, você insere seu ticket, vê o valor que tem que pagar, coloca o dinheiro e recebe o troco. Então, se você andou num trajeto curto paga menos, se andou mais, paga mais. E AGORA, AO TRABALHO! Iniciei esta matéria falando sobre o envelhecimento da nossa população, mas este é um fenômeno mundial e que chamou a atenção do especialista em sociologia. “É verdade que a população europeia envelheceu, mas nunca vi tantas pessoas idosas trabalhando, e com uma alegria contagiante. Onde você vai, no continente europeu, encontra um senhorzinho ou senhorazinha sorridente exercendo alguma atividade remunerada. Percebi que, mesmo após aposentar-se, eles fazem questão de continuar vivenciando a experiência do trabalho, e isso faz parte de sua autoestima. E mais, é um trabalho muito respeitado, pois muitas de minhas dúvidas eram imediatamente levadas a essas pessoas, como um sinal de que são elas que detêm o conhecimento para orientar. Uma relação entre idade, respeito e conhecimento”. Edson e Eliana concordam e completam: “Eles atendem melhor do que as pessoas mais novas. Isso você vê na maioria dos lugares. Aqui o brasileiro tem problema para arrumar emprego, tanto idoso quanto mais novo, talvez até pelos nossos encargos que são altíssimos, você paga mais para ter uma pessoa trabalhando do que o próprio salário dela, e isso dificulta mais ainda”. para todos, então, as pessoas querem cortar fila, têm pressa, reclamam, ficam impacientes. “Durante minha viagem enfrentei diversas filas, muitas demoradas, mas é diferente. As pessoas permanecem tranquilas, porque sabem que se ofereceram um produto ou evento, terá o suficiente para todos. São filas organizadas, em clima de descontração, sem o sentimento de que estamos abandonados ali, mas com a compreensão de que aquela foi a melhor forma de organizar a oferta e a procura por determinado produto”, explica Heraldo. HONESTIDADE É DEVER Assim que chegou em Berlim, o sociólogo pagou uma conta e recebeu um troco bem acima do que era devido. Ele voltou para devolver e a pessoa pegou o dinheiro, mas nem expressou a gratidão que ele esperava. Mais tarde, pensando sobre o assunto, ele concluiu: “Fiz o esperado, nada além de cumprir o meu dever, não fiz nenhum sacrifício, até porque o meu caráter vale mais que qualquer quantia em dinheiro”. Edson Chacon completa: “Ele simplesmente fez o que é certo. Tanto é que por lá tem muitos vilarejos rurais onde as pessoas colocam seus produtos para vender em uma banquinha, colocam os preços e nem ficam lá. Os fregueses pegam o que querem e deixam o dinheiro, fazem o troco. Se for fazer um negócio desse por aqui, em meia hora não fica nem a banquinha”.

A REFORMA DA PREVIDÊNCIA Esta é uma questão que divide a opinião de muita gente. Sem entrar neste debate devido à sua complexidade, alguns dados são interessantes. Na França, a reforma da previdência realizada em 2010 prevê idade mínima entre 60 e 62 anos, dependendo do ano de nascimento do contribuinte. No entanto, neste caso, o valor do benefício é parcial. Para obter o valor integral, a idade mínima passará de 65 para 67 até 2022. Na Alemanha, a idade é de 65 anos e dois meses, com um mínimo de cinco anos de contribuição. Até 2022, esse patamar será elevado para 67 anos. Já em Portugal, a idade mínima para aposentadoria é de 66 anos, com no mínimo 15 anos de contribuição, no entanto, trabalhadores com 65 anos ou mais que permanecem trabalhando têm diminuição da contribuição previdenciária, como uma maneira de incentivá-lo.

PEDÁGIO JUSTO Interessante também o sistema do pedágio no Velho Continente. E quem conta é o Edson Chacon. “É justo. Alugamos um carro em Milão e fomos a Gênova, Pisa, Cinque Terre, Florença, Pádua. A pessoa usa a autoestrada e paga proporcional à distância que ela vai percorrer. Não é como no Brasil, a cada 40 ou 50 km tem um pedágio. Lá, entrou na autoestrada você pega um ticket e quando for sair dessa autoestrada você passa na cabine, que por sinal não tem nenhum atenRevista Energia 61


ESPANHA, JAPÃO, INGLATERRA E GRÉCIA Na Espanha, o país aprovou o aumento da idade de 65 para 67 anos, com a alteração sendo feita entre 2013 e 2027. Lá, é possível aposentar-se com 35 anos de contribuição. Já no Japão, que tem expectativa de vida de 84 anos, a idade mínima, tanto para homens como para mulheres, é de 65 anos, e o tempo de contribuição é de 40 anos. Na Inglaterra não há tempo mínimo de contribuição, mas o valor do benefício leva em conta os anos de pagamento no mercado de trabalho. Atualmente, a idade mínima saltará de 65 para 67 anos entre 2024 e 2027, ao ritmo de seis meses por ano. Na Grécia, a idade para aposentar-se já é 67 anos, com tempo de contribuição de 40 anos para uma aposentadoria integral. A ITÁLIA ESTÁ MAIS JOVEM Não que a população de idosos tenha diminuído, mas segundo reportagem publicada no site G1 em dezembro de 2018, médicos italianos decidiram recalcular a idade a partir da qual uma pessoa é considerada idosa. Atualmente, um italiano só é oficialmente idoso depois dos 75 anos de idade. A Sociedade Italiana de Gerontologia e Geriatria decidiu adiar a velhice em 10 anos porque hoje uma pessoa de 65 anos de idade possui as condições físicas e cognitivas de uma de 40 ou 45, trinta anos atrás. REINO UNIDO: UM DOS MELHORES LUGARES PARA ENVELHECER Este é um país onde existe uma clara política pública de valorização da terceira idade. O assunto lá é tão sério que em janeiro de 62 Revista Energia

2018 a ex-primeira-ministra britânica Theresa May nomeou uma “secretária da solidão”, encarregada de buscar soluções para o problema de cerca de 2 milhões de pessoas com 75 anos ou mais que vivem sozinhas. Aos idosos são concedidos passes gratuitos para quase todos os transportes públicos, acesso livre a bibliotecas, museus, galerias de arte e piscinas. De acordo com Claudia Bellizzi, jornalista carioca casada com um inglês e residente em Liverpool, em publicação no seu blog sobre o estilo de vida dos ingleses, a preocupação com os idosos inclui acesso adequado às ruas, manutenção de calçadas limpas e seguras para evitar tombos e a instalação de banheiros públicos. HÁ MUITO O QUE FAZER POR AQUI Como observamos, as autoridades europeias demonstram grande atenção quanto à segurança e qualidade de vida dos idosos. Tanto que, com certeza, Dona Rosa e o Sr José desejariam desfrutar de pelo menos um pouco destas políticas públicas de valorização à terceira idade. Infelizmente o caminho é longo deste lado do oceano para atingirmos tal nível de qualidade de vida, mas pensar a respeito já é um passo, ainda que pequeno. Para o sociólogo Heraldo, os conceitos de cidadania e espaço público na Europa são completamente diferentes dos nossos aqui no Brasil. “O cuidado com o outro, a atenção com o próximo, a paciência com o tempo e a certeza de que o nós é mais importante que o eu, são lições essenciais para aprendermos com os europeus. Quem sabe nossa condição econômica possa melhorar justamente ao melhorarmos nossa condição ética e moral”, conclui. 


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Tecnologia

Por José Antônio Conessa Proprietário da Next Tecnologia da Informação Certificação em Novell Engineer, Microsoft MCP, Linux LPI

7 novidades em TI em 2019

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Quer ficar antenado com as mais recentes tecnologias? Leia este artigo que preparei para você!

s tecnologias evoluem a um passo tão acelerado que, muitas vezes, as previsões podem ficar desatualizadas antes mesmo de sua publicação. Equipamentos e sistemas sofrem constantes atualizações e modificações para melhor. E o que isso significa para a sua carreira e para a sua empresa? Que é necessário ficar atento para desenvolver novas habilidades e para tirar o melhor proveito possível das tendências tecnológicas. Continua comigo que você vai ficar por dentro de tudo. 1. Internet das Coisas (IoT) - Uma grande diversidade de “coisas” conectadas à rede já faz parte do cotidiano de muita gente, desde automação com controle remoto (remoto de verdade!), até a contratação de um motorista via aplicativo. Mas o fato é que as empresas ainda podem descobrir e lançar mão das vantagens da IoT. No âmbito corporativo, ela proporciona mais segurança e eficiência nos processos auxiliando, por exemplo, na redução de custos e aumento da rentabilidade. O que faltam são profissionais de TI qualificados para prestar a consultoria neste setor, assim, esta pode ser uma boa hora para buscar especialização neste mercado, o que pode ser um grande diferencial na sua carreira. 2. Inteligência Artificial (AI) - No caso da Inteligência Artificial, as aplicações tornam-se cada vez mais palpáveis, principalmente no campo dos negócios, sob a forma de máquinas inteligentes. Alguns exemplos de como a Inteligência Artificial colabora com soluções para negócios são assistentes virtuais, regulação médica, programação de veículos, avaliação de riscos, melhoria da eficiência energética, entre outros. Ou seja, um profissional de TI apto a aplicar os conceitos da Inteligência Artificial oferece um grande benefício para as empresas: a capacidade de poupar recursos. Por isso, ficar de olho nesta tendência que está evoluindo de conceito a realidade é imprescindível! 3. Machine Learning ou Aprendizado de Máquina - O  Machine Learning veio para alavancar a produtividade. Com ele, as máquinas dispõem de computadores que fazem mais do que executar uma rotina pré-programada. Quem seguir essa carreira precisa entender de aprendizado profundo, redes neurais e processamento de linguagem natural. Este é um campo que com certeza crescerá ao longo dos próximos anos, vale a pena ficar de olho. 4. Automação de Processos Robóticos ou RPA - Assim como as tendências que já listamos, a Automação de Processos Robóticos é mais uma tecnologia que está automatizando trabalhos. Ela conta com o emprego de

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softwares para automatizar os processos dos negócios, como, por exemplo, processar transações, enviar respostas automáticas, etc. Vale destacar que aproximadamente 45% das atividades que realizamos cotidianamente podem ser automatizadas. Com os funcionários dispondo de sistemas capazes de realizar suas tarefas de forma automática, cai a taxa de falhas e sobra muito mais tempo para investir em inovação e no desenvolvimento de soluções para os clientes. 5. Blockchain - Quando se fala em Blockchain, a relação que a maioria das pessoas conhecedoras do termo faz é criptomoeda. Na verdade, a tecnologia pode ser empregada, por exemplo, para a proteção de informações médicas ou como proteção em toda uma cadeia de suprimentos, garantindo a segurança de patrimônios como arte e imóveis. Deste modo, profissionais atuantes em vários campos das tecnologias da informação podem trabalhar nesta área como engenheiros de software, gerentes de projetos, desenvolvedores, etc. 6. Edge Computing - Conforme o volume de dados com que lidamos aumenta, destacam-se as deficiências da computação em nuvem. O Edge Computing vem para solucionar alguns dos problemas oriundos da computação em nuvem e, com a expansão do mercado de IoT, o Edge Computing também avançará. Desta maneira, o Edge Computing também oferecerá excelentes oportunidades de trabalho e especialização para profissionais da área de TI. 7. Realidade Aumentada e Realidade Virtual - Estas novas tecnologias são voltadas para a experiência do usuário. Enquanto a Realidade Virtual o envolve em um ambiente novo, a Realidade Aumentada oferece aprimoramentos ao mundo real. Aqui, as principais habilidades são em programação e criatividade, que permitem a criação de ambientes inovadores. Conhecimentos em engenharia de hardware também podem contribuir para o currículo de quem quer atuar nesta área. Como vimos, o mercado tecnológico está repleto de novidades em 2019 e acabei de mostrar várias vantagens para ingressar neste segmento e crescer ainda mais. E a sua empresa, precisa de um profissional especializado para lidar com tantas novidades? Entre em contato, marcamos uma conversa e eu vou procurar a melhorar forma para ajudar. É só enviar um e-mail para contato@nextredes.com.br 


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Modelo: Ana Luiza Boesso Parra Looks: Vestylle Megastore Produção: Jorgin Cabelo e Estética Local: Gookie Cookie Shop Mayra Ferroni 68 RevistaFotos: Energia


Tel: 14 3622 8364 Revista Av. Frederico Ozanan, 770 - Energia JaĂş/SP 69


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Por Evelin Sanches Mestrado em Administração Pública e Governo MBA em Gestão Estratégica de Negócios

31ª edição da tradicional Corrida de São João Foram mais de 1.050 participantes, 6 diferentes estados, 68 cidades de São Paulo e região, totalizando mais de 40 equipes de atletismo e atletas que

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prestigiaram mais um ano desse grande evento

o dia 7 de julho último realizamos em Bocaina a 31ª edição da tradicional Corrida de São João, que mais uma vez carrega o título “Internacional”, tendo a participação de um queniano, Kipkosgei Gilbert, e atletas de alto rendimento (Elite) como Cesidio Neto, Irmãos Sarutaiá, Marcelo Cabrini, Alexandre Ribeiro Pastorelo, Samur César, além do feminino com as líderes de índices da CBTA Karen Sabrina, Jeovana Santos (ABDA), Suzane Araújo, Tatiana Souza, Jaciane Barroso de Jesus e Evelin Passos (ABDA) e Milena Mara Andrade. O evento, além de sua tradição, entrega uma premiação em dinheiro com valores inéditos na região, atraindo grandes equipes que também disputam a 1ª colocação, que estava recheada de prêmios em dinheiro e troféus. Além das premiações em dinheiro da primeira à quinta colocação na geral, os campeões da prova também foram premiados com seguro de acidentes pessoais e um super kit. A premiação da prova contou ainda com a categoria “Geral Munícipe”, também remunerada, que tornou-se a maior atração na pequena cidade de Bocaina. As categorias obtiveram premiações em troféus do 1º ao 5º lugar, nos 5 e 10 km, sendo a prova considerada de maior premiação de todo o oeste paulista. Na somatória também contamos com as 200 crianças e adolescentes que compuseram a corrida infanto-juvenil e se dividiram em 5 faixas etárias, premiando todos com medalhas, além dos troféus aos cinco primeiros colocados, feminino e masculino, na cada categoria mirim.

Não podemos deixar de mencionar os “personagens” tradicionais das maiores provas da capital como a São Silvestre, mitos que estiveram também nas ruas de Bocaina alegrando cada corredor e atraindo as crianças e adolescentes ao esporte: “Cachoeira Speed, o Super Homem de Campinas/SP”, “Batgirl de Sorocaba - a vilã das melhores corridas de São Paulo” e o “Aranha de Agudos/SP - o super-herói mais amado da garotada”. O evento é organizado pela empresa AlvoRun há 4 anos, com realização da Prefeitura Municipal de Bocaina e Secretaria de Esportes. Toda a renda é para custear o próprio evento e o excedente é direcionado ao FUSS - Fundo Social da própria cidade, que nessa edição contou com Patrocínio Master de Raizen, São Francisco Saúde, Barracred e Mori Motors Toyota, tendo apoio total das empresas Jahuba/Tribo do Gole, Daniel Seguros, Djiri Suplementos, Bem Saudáveis e Skinão Auto Peças, além de diversas mídias como jornais e rádios, com cobertura ao vivo da TV TEM. Já prontos para a 32ª edição, contamos novamente com a participação de todos!

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Enxergando além Até que ponto enxergamos o outro em todas as suas necessidades e direitos?

Texto: Deputado Federal Ricardo Izar

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oi com essa pergunta tão simples, porém tão profunda, que há muitos anos comecei a enxergar o mundo ao meu redor sob outra ótica. Vivendo em um mundo mergulhado em avanços tecnológicos antes jamais imaginados, o contato com as vontades e opiniões do outro tornaram-se hoje, por exemplo, acessíveis ao toque de um dedo graças aos poderosos e populares equipamentos eletrônicos. Através deles conversamos, entendemos e interagimos com as suas necessidades e visões sobre o mundo, e assim passamos a enxergar a realidade sobre a vida de outra maneira. Indivíduos de todas as etnias, credos, opções políticas e culturais, limitações e habilidades circulam ao nosso lado, diariamente, fazendo-nos ver que o mundo é muito mais complexo do que imaginamos. Tal universo me fez, de certa maneira, sair de uma bolha de ignorância e entender que sabemos ainda muito pouco sobre o mundo ao nosso redor. Contudo, mesmo diante dessa infinita diversidade humana e do conhecimento a ele associado, inclusive em idiomas e culturas diferentes dos nossos, acabamos não enxergando algo igualmente complexo que nos circunda em quantidades muito mais assombrosas e constantes por toda nossa vida – da infância à velhice: a vida e o olhar dos animais não-humanos que habitam o mesmo planeta que nós. Nós, animais da espécie Homo sapiens, somos – precisamos entender isso - apenas uma espécie dentre 8 milhões de espécies catalogadas e ainda vivas habitando a mesma rocha flutuante em torno de um sol. Alguns desses animais foram alçados à categoria de membros de nossas famílias, amados por nós e depositários de um carinho que 76 Revista Energia

DEPUTADO FEDERAL RICARDO IZAR Economista, coordenador para o Sudeste da Frente Parlamentar em Defesa do Consumidor de Energia Elétrica e membro da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Federal, Presidente da Frente Parlamentar de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Animais, Membro do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados

outrora era apenas ficção. Hoje, animais convivem conosco na qualidade de amigos, companheiros, protetores, pacientes e indivíduos capazes de ver e interagir com o mundo de uma maneira peculiar e única. Amam e são amados, não há dúvida. Outros animais, contudo, foram relegados à condição de escravos e prisioneiros pelos mais diversos motivos ao longo da História. Por que? Aceitaríamos isso se fossemos nós os animais subjugados? Animais não-humanos, além de qualquer questão, sejam eles terrestres, aquáticos ou alados, com pelos ou sem pelos, com duas ou quatro patas (às vezes, nenhuma), sentem igual-


mente frio, fome, tristeza, alegria, angústia, possuem interesses, vontades, preferências, planejam seus movimentos, anseiam pelo futuro e formam fortes relações afetivas com outros indivíduos à sua volta. Algumas vezes com nossa própria espécie. Alguém teria coragem de afirmar que os animais não possuem experiências vívidas de sua interação conosco e com membros de sua própria espécie? A Ciência já mostrou isso de forma robusta um milhão de vezes. Negar é puro chauvinismo. Foi diante desse aprendizado, trazido a mim pela minha filha, por protetores de animais, por ativistas dos direitos animais, por profissionais da veterinária, biologia, direito, filosofia, ciência, entre tantos outros, que comecei a perceber quão insensíveis ou descuidados muitas vezes somos com os seus sentimentos e necessidades, com o seu habitat, com a complexidade que apresentam em suas relações de afeto familiar e social, em suma, com seus direitos mais fundamentais. Percebi que os animais não-humanos, muitas vezes subjugados e tratados de formas que jamais consideraríamos aceitável se praticadas com um ser humano, eram aos olhos da sociedade como um todo, em termos legais, considerados meras coisas, objetos descartáveis desprovidos de qualquer valor moral. Investigando o porquê disso me deparei com uma grande falha de nosso sistema – legal e ético - que precisava ser modificado há muito tempo. Assim, em meu primeiro mandato como deputado federal, protocolei o Projeto de Lei 6799/2013, conhecido popularmente pela hashtag #AnimalNãoÉCoisa , o qual busca retirar os animais da condição de meras coisas e colocá-los na categoria de indivíduos despersonalizados sui generis – isto é, uma categoria que considera os animais não mais meras coisas capazes de movimento próprio, mas sim sujeitos de direitos dotados de algumas premissas fundamentais. Afinal, um animal não pode ser equiparado a um lápis, um copo, um guarda-chuva. Animais sentem, pensam, vivem, por isso devem ser respeitados e protegidos. Agora, no mês de Agosto de 2019, o Projeto de Lei #AnimalNãoÉCoisa encontra-se na iminência de ser discutido e votado no Plenário do Senado, última instância antes de ser encaminhado à Presidência da República para sua sanção. Após intensos anos de luta e articulação na Câmara dos Deputados, desde meu primeiro mandato, com orgulho vejo o resultado de tanto esforço – meu e de muitas pessoas - dirigir-se às suas etapas derradeiras. Este projeto surgiu muito em decorrência da sensibilidade de pessoas atentas à complexidade do mundo à sua volta. Com elas aprendo todo dia a respeitar o próximo em suas demandas e interesses. Enxergar o outro é um exercício que vai muito além de enxergar os membros da família, do clube, do trabalho. O conhecimento nos faz entender que a vida é mais complexa e intrincada do que queremos achar. O processo civilizatório precisa que nos tornemos pessoas melhores, mais compassivas, mais respeitosas, mais justas, mais solidárias. Não somente com os da nossa rua, família, faculdade, empresa, país. Mas também com os das outras espécies. O planeta agradece. 

“Alguém teria coragem de afirmar que os animais não possuem experiências vívidas de sua interação conosco e com membros de sua própria espécie?”

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SaĂşde

Quando o

trabalho

vira doença

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“Você nasceu para fazer muito mais do que apenas ir trabalhar, pagar as contas e morrer” (Autor desconhecido) Texto Bárbara Milani

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m algum momento da sua vida você já deve ter se sentido cansado, como se o próprio corpo e a mente colocassem um ponto final. Um cansaço que você sabe que não é seu toma conta e suga toda a sua energia. No trabalho, a pessoa competente e atenciosa liga o piloto automático e no lugar da motivação surge a irritação, falta de concentração, desânimo e sensação de fracasso. Apesar de ser algo corriqueiro e até normal sentir-se cansado da sua atividade, isso também pode significar que você está com Síndrome de Burnout. A doença cruel e de difícil diagnóstico significa, em inglês, “queimar” e podemos relacionar o esgotamento profissional como um fogo que se alastra pela floresta.

MAS, O QUE É ESSA SÍNDROME? O psicólogo estadunidense Herbert J. Freudenberger, nascido na Alemanha, foi um dos primeiros a descobrir os sintomas de esgotamento profissional após detectar a doença em si mesmo no início da década de 70. Em 1980 ele publicou um livro sobre a Síndrome de Burnout. O livro tornou-se referência e a Associação Americana de Psicologia entregou medalha de ouro ao psicólogo por ter contribuído com a psicologia durante a sua vida. A Síndrome de Burnout está registrada no grupo 24 do CID-11 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde) como um dos fatores que influenciam a saúde ou o contato com serviços de saúde entre os problemas relacionados ao emprego e ao desemprego. A principal característica da doença é a tensão emocional e estresse crônico provocado por condições de trabalho físicas, emocionais e psicológicas desgastantes. O esgotamento profissional se manifesta, especialmente, em pessoas cuja profissão exige envolvimento interpessoal direto e intenso. Profissionais das áreas de educação, saúde, assistência social, recursos humanos, agentes penitenciários, bombeiros, policiais, jornalistas e mulheres que enfrentam dupla jornada correm risco maior de desenvolver o transtorno porque são profissões que comumente apresentam excesso de cobranças, competitividade e acúmulo de responsabilidades. BURNOUT NA EDUCAÇÃO Um dos primeiros estudos sobre esgotamento profissional foi realizado em 1999 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Foram ouvidos 52 mil professores, de 1.440 escolas nos 27 estados, revelando que 48% dos educadores de todo o país sofriam, naquele momento, de algum tipo de sintoma da Síndrome de Burnout. Em 2004, a mesma Confederação realizou estudo mais amplo sobre a realidade dos profissionais da educação. Os resultados mostraram que distúrbios vocais, estresse, dor nas costas e esgotamento mental e físico são as principais causas de afastamento de cerca de 22,6% dos professores por licenças médicas em todo o Brasil. De acordo com o professor da rede estadual e municipal de ensino e 80 Revista Energia

coordenador do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP – Subsede de Jaú), José Francisco Gonçalves de Souza, 29, a última grande pesquisa do sindicato apontava 19 mil licenças médicas diárias por motivos de saúde com traços da Síndrome de Burnout. “Os dados não são exatos, mas a subsede de Jaú abrange uma região com dezenas de cidades e com base nas nossas reuniões periódicas, mais de um terço dos professores tem características descritas como Síndrome de Burnout”, explica. ADOECIMENTO MENTAL Uma pesquisa feita pelo Conselho Regional de Enfermagem (Coren) apontou que 60% dos profissionais da área da enfermagem que responderam às perguntas - nos setores público, privado e filantrópico de Americana (178 km de Jaú) - sofrem com adoecimento mental. Na cidade foram ouvidos 103 profissionais de todos os níveis durante dez dias de abril deste ano. A reportagem é do jornal O Liberal, e a pesquisa foi realizada devido aos diversos casos de sofrimento psíquico dos profissionais. O percentual está acima do estadual. Entre os profissionais de Americana que apresentam adoecimento mental, 82% sofrem de ansiedade, 54% de depressão e 27% da Síndrome de Burnout. AGRESSIVIDADE A agressividade é um dos sintomas do esgotamento profissional. Infelizmente, acompanhando vários veículos de comunicação, diariamente vemos casos de alunos que desrespeitam e agridem seus educadores. Segundo o educador José Francisco, a falta de respeito dos alunos não é o único motivo que causa o esgotamento nos professores. “Encontramos na falta do respeito dos alunos a ‘ponta do iceberg’. Costumamos dizer que a função social do professor sofre pressão de todos os lados, seja do governo ou da família do aluno. Muitos docentes têm a Síndrome de Burnout em decorrência da falta de respaldo de gestores e, consequentemente, do próprio sistema de ensino que, muitas vezes, culpa exclusivamente o professor pelo fracasso escolar”, completa. OUTROS SINTOMAS Por conta da sensação de esgotamento físico e emocional, a Síndrome de Burnout se reflete em atitudes negativas como ausências no trabalho, isolamento, mudanças bruscas de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, lapsos de memória, ansiedade, depressão, pessimismo, baixa autoestima e a agressividade, como abordado anteriormente. Além disso, manifestações físicas como dor de cabeça, enxaqueca, cansaço, sudorese, palpitação, pressão alta, dores musculares, insônia, crises de asma e distúrbios gastrintestinais podem estar associadas à


Síndrome. O diagnóstico do esgotamento profissional é basicamente clínico e leva em conta o histórico do paciente e seu envolvimento e realização pessoal no trabalho. Mas, a Síndrome de Burnout tem cura? TRATAMENTOS O tratamento da Síndrome de Burnout inclui uso de antidepressivos, psicoterapia, atividade física regular e exercícios de relaxamento, indicados para ajudar a controlar os sintomas. De acordo com a psicóloga Joice Pereira de Almeida, 26, para que o tratamento seja eficiente é indicado passar por consulta psicológica e, em alguns casos, por consulta psiquiátrica. “A psicoterapia é essencial no tratamento de Burnout porque consiste em uma avaliação do histórico de vida do paciente a fim de compreender os agentes que contribuíram para desenvolver a síndrome e propor a iniciação de uma mudança comportamental”, esclarece. A psicoterapia ainda ajuda a lidar com certos agentes estressores, diminui a ansiedade, ajuda no restabelecimento do equilíbrio e traça estratégias para combater o estresse. Como consequência, ajuda no autoconhecimento e proporciona mais segurança no trabalho. “O psicoterapeuta e o psiquiatra podem ser procurados porque os dois podem receitar terapia cognitiva comportamental para a iniciação da avaliação, assim como a mudança de certos comportamentos do indivíduo ou outro tipo de atendimento psicológico. Não são em todos os casos, mas eventualmente medicamentos entram em cena, como o uso de antidepressivos”, afirma. BURNOUT, DEPRESSÃO E ESTRESSE Abordada pela psicologia como uma exaustão prolongada e diminuição do interesse em trabalhar, a Síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico que pode ser confundido com estresse. “O que acontece, na verdade, é que os sintomas do estresse estão presentes na Síndrome, mas esta vai além do estresse, porque está ligada intimamente ao trabalho”, explica Joice. Burnout, depressão e estresse são problemas de saúde específicos. Apesar dos sintomas serem semelhantes, as três condições são tratadas e classificadas de maneira distinta pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Para o órgão, Burnout não é uma condição médica, mas um fenômeno ligado ao trabalho; a depressão é uma doença psiquiátrica crônica e o estresse, por sua vez, é uma resposta do corpo às circunstâncias do dia a dia. Ele pode ser indício de alguma doença ou apenas uma reação pontual a condições externas, negativas ou positivas. EXAUSTÃO, CETICISMO E INEFICÁCIA Conheça agora os três elementos principais que caracterizam o Burnout e o diferenciam de outras condições. A exaustão é a sensação de que a pessoa está indo além de seus limites e desprovida de recursos físicos ou emocionais para lidar com as situações. Apesar de férias ou licenças por motivos de saúde, o aparente cansaço não é resolvido. O ceticismo é a reação constantemente negativa diante das dificuldades, a falta de interesse no trabalho ou, ainda, a falta de preocupação com os resultados. O ceticismo é uma forma de insensibilidade que pode ser agressiva, mesmo em relação a amigos e familiares. Já a ineficácia é a sensação de incompetência que ocorre quando a pessoa se sente sempre desqualificada, pouco reconhecida e improdutiva. Dois resultados da presença desses elementos são o “absenteísmo”, quando a pessoa começa a faltar demais ao trabalho, ou o “presenteísmo”, que ocorre quando o indivíduo vai trabalhar, mas está mentalmente ausente ou com o pensamento longe. PRESTE ATENÇÃO Observe as pessoas ao seu redor, principalmente aquelas que convivem com você diariamente. É possível notar se a pessoa pode estar desenvolvendo a Síndrome de Burnout quando geralmente a mesma encontra-se estressada além da conta no serviço. Se houver exagero na preocupação com o trabalho e exageros em consumir estimulantes como café, refrigerante e cigarro, também é necessário ficar em alerta. Se você leu essa matéria até aqui e acha que se enquadra nos sintomas do esgotamento profissional, não se desespere. Primeiramente, procure um psicoterapeuta. Depois, não use a falta de tempo como desculpa para não praticar exercícios físicos e não desfrutar momentos de descontração e lazer. Mudanças no estilo de vida podem ser a melhor forma de prevenir ou até de tratar a Síndrome de Burnout. Tenha a consciência de que o consumo de álcool e outras drogas para afastar as crises de ansiedade e depressão não são bons remédios para resolver o problema. Avalie se as suas condições de trabalho estão interferindo na sua qualidade de vida e prejudicando sua saúde física e mental. Avalie também a possibilidade de propor uma nova dinâmica para as atividades diárias e objetivos profissionais. E o mais importante: ouça a opinião de seus familiares, amigos e colegas! E lembre-se sempre que você não precisa passar por situações desagradáveis no trabalho e muito menos desgastar a sua saúde física e mental para construir uma carreira de sucesso. Cuide-se!  Revista Energia 81


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vida

Boa

Por João Baptista Andrade Diretor da Mentor Marketing e AMA Brasil

Comida e técnicas Cozinhar é um ato revolucionário, diz um quadrinho que eu tenho na parede lá de casa, presente da Júlia, filha da Tina. Cozinhar é a alquimia moderna, diz a minha terapeuta, Massaco Oki

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u? Eu digo que cozinhar é dominar as técnicas culinárias. Ponto final. Sim, eu sei que é gostoso fazer um prato elaborado, complexo e com uma apresentação visual incrível. Mas isso é coisa de programa de TV. No fundo, no fundo (e no raso, no raso), a gente cozinha para transformar ingredientes diversos em comida. Todo mundo precisa comer regularmente, mas culinária transforma essa nossa necessidade fisiológica em prazer. Dentre todas as espécies animais do planeta, a nossa é a única que cozinha. Como será que isso começou? Talvez um ancestral hominídeo qualquer tenha encontrado uma carcaça animal em meio aos restos de um incêndio florestal natural... Eu posso imaginar a cena: aquele perrengue todo para se alimentar no estilo de vida nômade caçador-coletor e, pimba! Lá está o animal já abatido e chamuscado pelo fogo. Na minha cabeça não deve ter sido algo bonito de ver, mas a fome era tanta que o nosso amigo imaginário resolveu arriscar e provou um pedaço. Não é que o calor transformou a carne em algo mais saboroso? E, melhor ainda, mais fácil de digerir. Será que é por isso que a maioria de nós aprecia o sabor de tostado? Uma herança gustativa afetiva datada da pré-história? Dá o que pensar, não é? Mas voltemos às técnicas. Seguir ou criar uma receita é algo relativamente simples. Ainda mais nesses tempos de hoje, onde o Google coloca toda a sabedoria do Le Cordon Bleu inteiro na tela do seu computador ou telefone celular. Mas obedecer a uma receita não faz sentido para quem não compreende a técnica subjacente à mesma. É preciso entender o que cada processo culinário provoca no ingrediente. É preciso entender o que acontece quando você assa, branqueia, frita, escalda, ferve, cozinha em banho maria, etc. Mas quem tem paciência para estudar cortes, procedimentos e reações químicas? Eu. Sim, sim, caro leitor. Eu adoro estudar tecnicamente todas as receitas que perpetro. Eu cozinho primeiro na minha cabeça.

Visualizo logo de saída o mercado e as compras. Depois, mentalmente eu monto a praça, limpando, picando e porcionando tudo o que vai para a panela. Então eu imagino como o fogo ou o calor vai modificar cada ingrediente e como a somatória dos ingredientes vai se transformar num prato. Só então é que eu vou para o fogão. Na coluna anterior fiquei devendo a receita de picanha congelada direto na brasa. Vamos às técnicas. Imaginemos que o freezer que você tenha em casa seja muito, mas muito mesmo, eficaz em termos de trocas de calor. Qual é a temperatura mais baixa que ele consegue chegar? Segundo o Google, -20º C. Então a sua peça de picanha vai parecer uma pedra gelada de aproximadamente um quilo. A temperatura interna ideal para assar a carne não pode passar dos 100º C, pois do contrário a carne vai (literalmente) ferver e ficar ressecada. Para quem prefere carne malpassada, feito eu, a temperatura não deve passar dos 60 a 70º C. Assim, em uma churrasqueira doméstica que atinge facilmente os 400º C, a sua picanha vai descongelar na parte externa em uns cinco ou seis minutos. Então, eu jogo a picanha congelada direto na grelha, espero uns minutos e depois adiciono o sal grosso. A partir daí o processo é normal e rotineiro. Mas não fica dura? Não. Não fica. Novamente, quem me ensinou o truque foi o István Wessel. Ter uma ou duas peças de picanha no congelador é um coringa e tanto, especialmente quando aparece mais gente do que o previsto para o churrasco dominical. E se você tiver um daqueles amigos São Tomé, que duvidam de tudo e mais um pouco, faça uma aposta. Asse duas picanhas. Uma delas congelada e a outra a temperatura ambiente. Depois de assados, misture os cortes numa mesma travessa e peça para que a pessoa identifique qual é qual. Quem foi para o fogo parecendo uma pedra de gelo e quem não foi. Pode apostar tranquilo que a vitória é mais que garantida. Eu duvido que algum vivente seja capaz de perceber a diferença. Bom churrasco e até a próxima. Revista Energia 85


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Última página Por Luisa Caleffi Pereira Jornalista formada pela Universidade Federal de Uberlândia

Falar é um ato de generosidade O título acima parece prefácio de livro de autoajuda, mas não é. Tampouco é um texto base discursado pelos coachings em palestras mundo afora

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mesmo soando tão clichê, devo admitir que a frase, de fato, me levou a uma verdadeira reflexão nessa busca por “solucionar problemas de cunho emocional, psicológico e desenvolvimento pessoal e profissional” – essas, sim, definições de livros de autoajuda e do objetivo no processo de coaching. Falar é mesmo um ato de generosidade – característica de quem se sacrifica em benefício de outra pessoa. A comunicação é, em sua essência, a prática da generosidade. Comunicar e se fazer entender é muito mais complexo do que, por si só, dizer. Dizem que radialistas têm o dom de transmitir, somente pela voz, a paixão durante a narração de um jogo de futebol, por exemplo. Quase todos os políticos ao longo da história utilizaram a retórica como forma de persuasão e convencimento. A generosidade ao falar vai além da arte de se expressar e prender a atenção do outro. Ela existe na preocupação em se fazer entender; existe na gentileza de pensar em uma maneira onde haja comunicação e troca; existe no cuidado e na responsabilidade de que a mensagem chegue com clareza e verdade. A generosidade está na escolha das palavras; na projeção da voz; na expressão condizente com o momento; no olhar gentil de quem, ao falar, reconhece e respeita aquele que o escuta. Quando criança, muitas vezes conseguimos algumas coisas tirando proveito do tom e da projeção da nossa voz, mesmo que inconscientemente. Um doce antes da refeição; meia hora a mais

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na cama antes de ir para a escola; um brinquedo em datas não comemorativas. É claro que a atuação conta na hora do ganho, mas a voz baixa e doce, as palavras saindo com dificuldade pela boca; a garganta embargada como quem sofre e aquele suspiro sofrido entre uma frase e outra derretem os corações de pai e mãe. Na adolescência, a assertividade é nossa melhor amiga. Falamos com firmeza sobre qualquer assunto, afinal, nossos pais e mães e qualquer pessoa que discorde de nós claramente não sabe o que está dizendo. Alguns também chamam isso de “aborrescência”, mas, ainda bem, essa fase passa. E com ela, muitas vezes se perde o posicionamento seguro e autoconfiante da juventude. A dúvida e o medo se fazem presentes na voz trêmula e hesitante de quem quer andar sozinho, mas ainda não descobriu o caminho. Ainda que o acaso faça parte do dia a dia e que o caminho se mostre, justamente, vivendo, ter a percepção da própria voz e assim se reconhecer nela são passos fundamentais na busca por “solucionar problemas de cunho emocional, psicológico e desenvolvimento pessoal e profissional” – aqueles mesmos do início do texto. Ao conhecer o potencial de tudo aquilo que você pode expressar apenas com a entonação correta ou com uma pequena mudança na emissão de um som - esse mesmo, da sua própria voz - você se fará escutado e entendido. Não importa o país, a linguagem ou qualquer outra dificuldade que, um dia, já calou sua voz. 


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REVISTA ENERGIA 85  

Com o cenário bastante positivo para quem pensa em instalar um sistema de energia solar fotovoltaica, permitindo uma economia de até 95% na...

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