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JULES BIANCHI: A morte de um dos melhores de sua geração

MORTE DOS GPS TRADICIONAIS Circuitos lendários estão fora por falta de retorno financeiro BRASILEIROS EM BUSCA DA F1 Jovens talentosos nas categorias de acesso à Fórmula 1

FELIPE MASSA

A SAÍDA DA FERRARI PARECIA O FIM DA CARREIRA, MAS ELE DEU A VOLTA POR CIMA E VIVE NOVO BOM MOMENTO NA WILLIAMS

Nº 17 | ANO 4 |SETEMBRO 2015 | R$ 8,90

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SUMÁRIO

CARTA DO EDITOR

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morte de Justin Wilson, atingido no capacete por um pedaço de um outro carro durante etapa da Indy nos EUA, reacendeu a discussão sobre a adoção de cockpits fechados nos monopostos. A Federação Internacional de Automobilismo, apesar de não ter gerência sobre a categoria norte-americana, se pronunciou a respeito de uma possível solução para proteger melhor os pilotos da Fórmula 1. O diretor técnico da FIA, Charlie Whiting, afirmou que essa proteção “um dia vai acontecer”. Segundo ele, desde 2009, quando houve o acidente de Massa e a morte de Henry Surtees na F2, os estudos para essa finalidade foram intensificados. Whiting disse que estão trabalhando com duas possibilidades: uma apresentada pela Mercedes e que você vê na nossa matéria a partir da página 44; e uma estrutura “em várias lâminas, de diferentes alturas, colocadas à frente do piloto em diversos ângulos que as tornam quase invisíveis para ele.” Se a FIA e Bernie Ecclestone querem fazer a audiência da F1 voltar aos altos números, eles precisam encontrar um solução para isso o mais rápido possível. É o desejo de todos os fãs do esporte a motor do mundo ver disputas, velocidade e, até certo ponto, riscos. Mas ninguém quer isso se a falta de segurança para os pilotos for um efeito colateral. Convido vocês também a analisarem conosco a questão do fornecimento dos pneus para a F1, outro ponto que pode alavancar o número de espectadores nas corridas nos circuitos e na frente da tv. Recentemente, a associação de pilotos GPDA promoveu uma pesquisa para verificar o perfil e a opinião dos fãs da Fórmula 1. Na questão Michelin x Pirelli, o resultado foi o esperado: insatisfação com a empresa italiana e o fim da exclusividade por um único provedor. Analisamos a proposta da Michelin e também entendemos ser a solução mais saudável para a categoria. E vocês, o que acham? Opinem através de nossas redes sociais e sua mensagem poderá aparecer na próxima edição.

Boa leitura!

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FELIPE MASSA

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SEBASTIAN VETTEL

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PERFIL JULES BIANCHI

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MICHELIN OU PIRELLI

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MATÉRIAS 12 14 18 22 26 34 44 46 48 52 58

FIA: Largada manual Vettel: Desafiando a Mercedes Verstappen: O prodígio rebelde da F1 A morte dos tradicionais GPs da F1 Massa: Dando a volta por cima Perfil de Jules Bianchi FIA testará cobertura nos cockpits Mirando a Fórmula 1 Michelin ou Pirelli? Eis a questão A incógnita da Renault Classificação da F1

Race Revista

O MELHOR CONTEÚDO AUTOMOBILÍSTICO

Diretor Executivo Jaderson Santos Editor Chefe Mário Victor Tavares Direção de arte e diagramação Fabiano Oliveira Revisão Equipe F1team Redatores Gilberto Caetano José Vicktor Tigre Paulo Feijó Williams Daniel

Publicidade comercial@revistarace.com.br Redação Rua Jacobina, 83, Graças, Recife, Pernambuco, Brasil, CEP 52011-180, (81) 3334-3357 redacao@f1team.com.br www.revistarace.com.br facebook/revistaracef1


WEC IN FOCO

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WEC Media

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WEC Media

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11 Getty Images/Red Bull Content Pool


Divulgação/Williams

FIA | Largada manual

NOVA REGRA NA LARGADA DIVIDE OPINIÕES FIA adotou mudanças, onde pilotos não terão auxílio de suas equipes no início das provas

por Williams Daniel

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Fórmula 1 não é mais a mesma. Imprevisibilidade, emoção, embates marcantes e motores com roncos assustadores... Nada disso faz mais parte do esporte. Quem acompanha sabe: é preciso mudanças significativas para tornar a maior categoria do automobilismo do mundo mais emocionante e atrativa. E o primeiro passo foi dado pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) na busca pelo resgate destas características. Divulgada em julho, a novidade para a continuidade da segunda parte

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da temporada 2015 é a nova largada ‘manual’, adotada a partir do GP da Bélgica - primeira prova após o intervalo de verão previsto no calendário. Agora, os pilotos devem gerir seus respectivos carros antes do início de cada prova sem o auxílio dos engenheiros, uma postura que pode mudar o rumo dos fatos no esporte. Além da largada, a FIA ainda restringiu a comunicação entre os pilotos e suas equipes. As exceções são em relação a entrada nos boxes ou por motivo de segurança, onde é liberado oferecer informação sobre bandeiras

amarelas ou vermelhas, pista molhada, detritos em algumas partes e afins. Cientes das modificações, pilotos dividiram ideias ao opinar sobre a mudança. Uns reprovaram e ficaram na bronca com a atitude tomada pela entidade máxima do automobilismo. É o caso de Pastor Maldonado, piloto da Lotus. “Os carros não foram projetados para essa alteração repentina. Pode até significar algum perigo para nós (pilotos)”, reclamou o venezuelano. O companheiro de equipe de Maldonando na


SEBASTIAN VETTEL | Novos recordes

VETTEL: O HOMEM QUE DESAFIA A SUPREMACIA DA MERCEDES

Mesmo sem grandes chances de conquistar o título, as duas vitórias do tetracampeão não só aumentaram o ibope da F1, como também o fez igualar o recorde de vitórias do eterno Ayrton Senna por Vicktor Tigre • fotos Divulgação/Ferrari

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em dúvidas, a temporada de 2015 tinha tudo para ser mais um ano entediante na Fórmula 1. Durante a pré-temporada, todos acreditavam que o domínio da Mercedes continuaria soberano no campeonato. O desempenho apresentado pelo W06 Hybrid do time de Brackley nos testes já comprova-

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vam isso. A máquina alemã conseguiu ter a maior quilometragem antes de o campeonato começar. Tudo estava se encaminhando para uma temporada cujo foco estaria, novamente, centralizado na briga interna entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg. Tudo indo na mesma direção,

até encontrar uma Ferrari no meio do caminho. Mais precisamente no GP da Malásia. A vitória de Sebastian Vettel expandiu os holofotes e passou a incluir o tetracampeão entre pilotos com chance de vencer. O primeiro impacto foi na audiência. A temporada de 2014 ficou marcada pela queda de


VERSTAPPEN | Garoto prodígio

MAX VERSTAPPEN: O PRODÍGIO REBELDE DA F1 Piloto de apenas 17 anos tem causado polêmica durante a temporada 2015 de Fórmula 1

por Williams Daniel • fotos Divulgação Williams

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hegar à Fórmula 1 aos 17 anos é, sem dúvidas, uma missão quase impossível. Quase. As exceções existem. Que o diga Max Verstappen, garoto prodígio da categoria. Com apenas 17 anos, o jovem tornou-se o condutor mais novo a disputar uma prova na maior categoria do automobilismo mundial. Como “Fillho de peixe, peixinho é”, Max não poderia ter outra profissão. Além de ter seu pai, Jos Verstappen, que competiu na F1 por oito temporadas, rodando por diversas equipes, ele também carrega no DNA a competitividade da mãe, ex-corredora de kart. De nacionalidade holandesa, apesar de ter nascido na Bélgica, Max teve ascensão meteórica nas categorias inferiores do automobilismo. Foram três anos intensos e de evolução assustadora. No Kart, com apenas 14 anos, tornou-se um dos melhores competidores da modalidade. Sua promoção para os monopostos aconteceu em 2013, onde pilotou um carro da Manor Motorsport no circuito de Pembrey (Inglaterra), completando 160 voltas. Também protagonizou testes com um Dallara F311 da Motopark Academy, no circuito de Jerez. Um ano depois, em janeiro de 2014, fechou parceria com a Florida Winter Series. Pouco depois, assinou contrato com a Van Amersfoor Racing para disputar a Fórmula 3. Em julho, correu o Masters de Fórmula 3 pela Motopark. Este vasto currículo chamou a atenção da Red Bull Racing (RBR), SETEMBRO 2015

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Revista edição 17