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PUBLICAÇÃO COMEMORATIVA DA ASSOCIAÇÃO DOS APOSENTADOS E PENSIONISTAS DA CELESC | MARÇO 2013

ANIVERSÁRIO PARA COMEMORAR JUNTOS Associação chega aos 25 anos promovendo a qualidade de vida e a união dos aposentados da Celesc.

ANOS


Tudo o que fizemos teve como objetivo favorecer os associados que participaram no engrandecimento e desenvolvimento da Apcelesc.


A vida é para viver

A

história de uma associação é feita por pessoas. A nossa Apcelesc completa 25 anos com essa prerrogativa: valorizar quem dedicou anos de suas vidas em prol o desenvolvimento não apenas da Celesc, mas de toda Santa Catarina. E que, agora, colhem os frutos por tamanho esforço e empenho no crescimento de uma das maiores empresas do Estado. Celebrar pessoas essenciais neste trabalho é o motivo da comemoração. Em 1º de março de 1988, quando a Apcelesc iniciava sua luta por benefícios aos aposentados e pensionistas da Celesc, nosso grupo era representado por ainda poucos visionários, trabalhadores que resolveram se ) unir para buscarem benefícios aos seus companheiros. Hoje, podemos elencar dezenas de pessoas que estiveram à frente de nossa associação e garantiram benefícios como o 13º salário, o piso salarial, o plano de saúde e odontológico, o auxílio excepcional aos aposentados por invalidez e aos dependentes portadores de necessidades especiais, o auxílio funeral e o seguro

de vida, além de vários eventos sociais e a ajuda na compra de remédios, óculos e aparelhos ortopédicos aos que mais necessitaram. Para além de todas estas conquistas, vale sempre referenciar alguns dos principais responsáveis por elas. Por isso, as histórias a seguir têm como protagonistas aqueles que estiveram à frente das reivindicações. Pessoas como nossos ex-presidentes, membros de todas as diretoriais, os representantes regionais, que levaram a mensagem da Apcelesc a vários municípios catarinenses, e nossos parceiros como sindicatos e associações – os relatos de quem foram e são testemunhas dos últimos 25 anos compõem as próximas páginas. Tudo o que fizemos teve como objetivo favorecer aos associados que participaram no engrandecimento e desenvolvimento da Apcelesc. Homenagear esses líderes é nossa forma de narrar importantes vitórias, lembrar-se de como a Apcelesc esteve presente nas muitas batalhas em busca de benefícios, sempre voltada a fazer valer aquele que se tornou nosso lema: a vida é para viver.


7 INFORMATIVO ESPECIAL DA ASSOCIAÇÃO DOS APOSENTADOS E PENSIONISTAS DA CELESC MARÇO/2013 CONTATO Rua Hercílio Luz, 639 - Sala 1101 CEP: 88020-000 (48) 3224-2460 / 3244-1667 apcelesc@apcelesc.com.br www.apcelesc.com.br Diretoria Diretoria Executiva Presidente: Edalicio Cruz dos Anjos Vice-Presidente: Maria Marlene G.W. Faraco Dir. Financeiro: Valmor Scoz Dir. Financeiro Adjunto: Vilson Gonçalves Petry Dir. Administrativo: Ilka Gnewuch Romanzini Dir. Administrativo Adjunto: Aurino Ignácio dos Santos Conselho Fiscal Efetivos Alberto Kobs Lucir Geraldino Tomaselli Gilberto Pino Gomes Suplentes Arlito Saulo Erckmann Belmira Edi Lima Muller José João Gomes Conselho Consultivo Marconde Mendes da Silva João Paulo de Souza Aldemar Gabriel de Amarante Carlos Cesar Moritz Evêncio Elyas Filho João Medeiros de Santiago José Alexandre Gomes Pedro Gonçalves Hernani José Pamplona Claudio Romanzini

EXPEDIENTE Produção: Quorum Comunicação Jornalista responsável: Gastão Cassel (DRTRS/6166) Texto e reportagem: Edson Burg Projeto Gráfico: Audrey Schmitz Fotografia: Sônia Vill Impressão: Gráfica Floriprint Tiragem: 4 mil exemplares

17 21 25 31 37


Data para celebrar a história_________________ 7

Relação geral dos 126 homenageados____________________________ 10

A história viva da Apcelesc_________________ 17

As primeiras conquistas________________________________________ A Associação ganha o Estado___________________________________ Construção do patrimônio______________________________________ Participação política__________________________________________ Trajetória de valores__________________________________________

18 19 19 20 20

Um administrador à frente da Apcelesc________ 21

Aposentadoria e novos compromissos_____________________________ 23

Assistência e regionalização________________ 25

Foco no trabalho assistencial____________________________________ Apoio às regionais___________________________________________ Impulso na criação da Credelesc_________________________________ A vitória da “Marcha dos 800”__________________________________

26 26 27 28

Novos rumos à Apcelesc___________________ 31

Trabalho em conjunto_________________________________________ Proposta de modernização do Estatuto____________________________ Auxílio emergencial___________________________________________ Melhorias na apólice de seguro__________________________________ Modernização na estrutura operacional____________________________

32 33 34 34 35

Valorização do interior_____________________ 37 Integração com a Celos e os sindicatos________ 45

Participação direta na Fundação_________________________________ 46 Com os sindicatos nas reivindicações______________________________ 47


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COMEMORAÇÕES

Data para celebrar a história Missa e sessão solene marcaram oficialmente o aniversário da Apcelesc no dia 1º de março

A

tarde de 1º de março de 2013 foi de muita história na Associação Catarinense dos Engenheiros, em Florianópolis. A homenagem para dezenas de pessoas que construíram os 25 anos da Apcelesc foi um dos momentos mais importantes na história da entidade, fundada num mesmo 1º de março, em 1988, e que em mais de duas décadas foi responsável por inúmeros benefícios aos aposentados e pensionistas da Apcelesc. Pela manhã, uma missa de ação de graças na Catedral Metropolitana de Florianópolis iniciou a data de celebração. À tarde, representantes e grupos de atividades sociais, aposentados eleitos para representar a Apcelesc junto a Celos, ex-diretores, representantes regionais, conselheiros fiscais, entidades representativas, fundadores e a atual diretoria receberam suas comendas como forma de agradecimento pelo trabalho em prol à associação. Entre os presentes, o presidente da Celesc, Cleverson Siewert, e o presidente da Celos, Milton Queiroz, foram alguns dos que ressaltaram a importância da Apcelesc. No total, 126 pessoas foram homenageadas.

Associados aplaudiram de pé a chegada da bandeira, carregada pelo casal Fritz e Ruth Meinert.

Os milhares de associados foram representados pelo casal Fritz e Ruth Meinert, que carregaram a bandeira da Apcelesc enquanto cerca de 300 pessoas presentes no evento ficaram de pé e aplaudiram. Fritz dedicou boa parte de sua vida à Celesc, e, ao se aposentar, foi representante da regional de Blumenau da associação

Centenas de pessoas acompanharam a homenagem aos que fizeram parte da história da Associação. APCELESC 25 ANOS | INFORMATIVO ESPECIAL | 7


COMEMORAÇÕES

Conclamamos a todos para continuarmos com essa determinação e demonstração de que somos uma entidade unida, forte e determinada. Edalicio Cruz dos Anjos - Presidente da Apcelesc de aposentados por 17 anos. Na sequência, a mesa de autoridades foi composta pelos presidentes da Celesc e da Celos, o ex-presidente Remi Goulart, representando todos os diretores da entidade, e atual diretoria, formada pelo diretor financeiro Valmor Scoz, a diretora administrativa Ilka Gwewuch Romanzini e o presidente Edalicio Cruz dos Anjos. Em seu discurso, o presidente da Apcelesc se lembrou do contexto histórico em que foi fundada a associação, o esforço dos fundadores e a constante busca por igualdade de direitos entre aposentados, pensionistas e trabalhadores ativos. “Para finalizar, conclamamos a todos para continuarmos com essa determinação e demonstração de que somos uma entidade unida, forte e determinada”, ressaltou. Remi, que foi testemunha da fundação e crescimento da Celesc e da associação, disse que naquele momento era in- profissionais de todo o Estado e do dispensável rememorar o passado. “A Celesc foi propulsora país”, apontou. “Assim, meus amigos, do desenvolvimento do Estado, e para isso teve de recrutar nascia a família celesquiana”. O presidente da Celos, Milton Queiroz, afirmou que aquela não era hora de prestação de contas, mas de alegria. Para isso, leu um breve poema de Carlos Drummond de Andrade, “Recomeçar”, com o qual passou uma mensagem da importância de se dar uma nova chance para si mesmo e que todo dia é dia de iniciar novos desafios. “Juntos, a Apcelesc, a Celos, os sindicatos e as demais entidades, somos uma grande família”, frisou. A Celos ainda entregou uma placa ao presidente Edalicio Cruz dos Anjos, destacando a parceria entre as duas entidades. A quebra de protocolo teve a presença do diretor de seguridade da Fundação, João Paulo de Souza, eleito pelos aposentados e pensionistas.

Solenidade teve a participação de representantes da Celos e a Apcelesc e do presidente da Celesc. 8 | APCELESC 25 ANOS | INFORMATIVO ESPECIAL


Já o presidente da Celesc, Cleverson Siewert, lembrou que aquele era seu primeiro contato com a Apcelesc nos dois meses em que estava à frente da empresa. “Cada um de vocês faz parte dessa rica e bonita história. Somos a maior empresa pública do Estado”, concluiu, agradecendo pelos 25 anos de parceria. Para Edalicio, a sessão solene serviu como momento de reencontro para quem fez parte dos 25 anos da Apcelesc. “Justamente é essa é importância que a gente deu para o evento, resgatar essas pessoas. Estamos com o sentimento de dever cumprido e agradecidos pela forma como o pessoal prestigiou”, diz. O presidente ainda comemorou a presença de representantes da Celesc e da Celos na cerimônia. “É o reconhecimento de que esse povo fez a história da empresa. Isso é muito gratificante, resultado da união e do bom trabalho.” Presidente da Celesc, Cleverson Siewert ressaltou a aproximação com a associação, que entregou 126 medalhas aos homenageados.

Evento foi realizado no auditório da Associação Catarinense dos Engenheiros, em Florianópolis. APCELESC 25 ANOS | INFORMATIVO ESPECIAL | 9


RECONHECIMENTO

Relação geral dos 165 homenageados REPRESENTANTES E GRUPOS DE ATIVIDADES SOCIAIS JURANDIR OURIQUES - Coordenador do Grupo OS ATIVOS. MARIA DE LOURDES DE SANTIAGO Coordenadora do Grupo ESPAÇO LIVRE. MARILIA CELINA FELICIO FRAGOSO Fundadora e Ex Coordenadora dos Grupos Sol e Mar e Espaço Livre. PEDRO GONÇALVES - Representante da APCELESC junto a CELESC no Programa de PPTAD – Programa de Prevenção e Tratamento de Alcoolismo e Outras Dependências Químicas. ANTONIO VITOR VIEIRA - Atleta Maratonista Representante da APCELESC desde 18.06.1988. LUCI AUREA DALLA BARBA DA SILVA Colaboradora da primeira Diretoria Executiva da APCELESC em 1988. LORENY SACHETTI - Atual Colaboradora da APCELESC.

APOSENTADOS ELEITOS PARA REPRESENTAR A APCELESC JUNTO A CELOS BENHOUR DE CASTRO ROMARIZ FILHO - Atual Conselheiro Consultivo/Deliberativo da CELOS de 2012 a 2015. DIONIZIO ALBINO BADIN - Diretor de Seguridade Social da CELOS de 1991 a 1996 HERNANI JOSÉ PAMPLONA - Conselheiro Fiscal da CELOS de 2007 a 2011 JOÃO MEDEIROS DE SANTIAGO - Conselheiro Deliberativo da CELOS de 2004 a 2008 e Atual Coordenador do Grupo SOL E MAR. JOÃO PAULO DE SOUZA - Conselheiro Deliberativo da CELOS de 2008 a 2010 e Atual Diretor de Seguridade Social da CELOS de 2011 a 2015. 10 | APCELESC 25 ANOS | INFORMATIVO ESPECIAL

Receberam as honrarias os fundadores, ex-diretores, representantes e membros da atual diretoria. MARIO CESAR SILVA - Atual Conselheiro Fiscal da CELOS de 2011 a 2015. NICOMEDES PEDRO MARTINS - in memoriam - Conselheiro Consultivo/Deliberativo da CELOS de 1996 a 2000. Neste momento representado pela Sra. Virginia Martins.

ADEMAR ROGERIO ALBINO - Vice Presidente da APCELESC de 1995 a 1997 e Diretor de Seguridade Social da CELOS em 1995 AURIDIO ALVES - in memoriam - Diretor Administrativo Adjunto da APCELESC de 1995 a 1997 - Representado pela Sra. Marivone Santos Alves.

EX-DIRETORES DA APCELESC

CLARA INÊS GIRARDI BERNARDES - Diretora Administrativa Adjunto da APCELESC de 1999 a 2001 e Diretora Administrativa da APCELESC de 2001 a 2005.

ADELINA JACQUES LIPPEL - Diretora Administrativa Adjunta da APCELESC de 1989 a 1991.

CLAUDIO ROMANZINI - Diretor Administrativo da APCELESC de 2005 a 2009.


Muitos homenageados ficaram emocionados com a lembrança e o reencontro de amigos. DÍLSON DIONYSIO DE FREITAS - Vice-Presidente da APCELESC de 1988 a 1993, Diretor Financeiro da APCELESC de 1993 a 1997 e de 1999 a 2007, Diretor Financeiro Adjunto da APCELESC de 1997 a 1999 e Conselheiro Consultivo/Deliberativo da CELOS de 1989 a 1994. GENÉSIO SANTOS - Diretor Financeiro da APCELESC de 1991 a 1993, Diretor Financeiro Adjunto da APCELESC de 1995 a 1997 e Diretor Administrativo Adjunto de 1993 a 1995. ITAMAR LUDOVICO CAETANO - Diretor Financeiro Adjunto da APCELESC de 2009 a 2011, Representante Adjunto da APCELESC na Regional de Itajaí de 2002 a 2005 e Representante da APCELESC na Regional de Itajaí de 2005 a 2010. JAIRO COSTA - Vice-Presidente da APCELESC de 2003 a 2005 e Presidente da APCELESC de 2005 a 2009. JOEL GOMES MENDONÇA - Diretor Administrativo Adjunto da APCELESC de 2003 a 2005. JOSÉ ALEXANDRE GOMES - Diretor Administrativo Adjunto da APCELESC de 1997 a1999 e Conselheiro Consultivo/Deliberativo da CELOS em 1998. JOSÉ NASCIMENTO - in memoriam Vice-Presidente da APCELESC de 1993 a 1995, Diretor Financeiro da APCELESC de 1997 a 1999 e Diretor de Seguridade Social da CELOS em 1999. Representado pela Sra. Gisela Nascimento.

A medalha foi oferecida a todos os que contribuíram com a instituição durante as suas mais de duas décadas de existência e que fizeram da Apcelesc uma referência entre as associações de aposentados de toda Santa Catarina.

NAZARENO BATISTA DA SILVA SANTOS - Diretor Financeiro da APCELESC de 2005 a 2009 e Conselheiro Fiscal da CELOS em 2003. OSMAR SOARES - Diretor Administrativo Adjunto da APCELESC de 2009 a 2011, Conselho Fiscal da APCELESC de 2007 a 2009, Conselheiro Consultivo/Deliberativo da CELOS em 2001 e Atual Representante Regional da APCELESC de Blumenau. OSNI ELPIDIO TEIXEIRA - Diretor Financeiro Adjunto da APCELESC de 1999 a 2003. OSNY RICARDO SCHEIDT - in memoriam - Diretor Administrativo da APCELESC de 1993 a 1995 e Vice-Presidente da APCELESC de 1999 a 2001. Representado pela Sra. Ângela Regina Scheidt. REMI GOULART - Presidente da APCELESC de 1997 a 1999, Vice Presidente APCELESC de 2001 a 2003 e Diretor de Seguridade Social da CELOS 2003 a 2011. ROLF LASKE - in memoriam - Diretor Administrativo da APCELESC de 1991 a 1995 e de 1997 a 2001. Representado pela Sra. Lydia Martha Laske. WALTER PEREIRA - Diretor Administrativo Adjunto da APCELESC de 2007 a 2009.

REPRESENTANTES REGIONAIS ADALBERTO VIEIRA PROENÇA - Representante Adjunto da APCELESC da Regional de Lages, a partir de 2011 até a presente data. ADÃO PIONTKEWICZ - Ex-Representante Adjunto da APCELESC da Regional de São Bento do Sul de 1998 a 2012. ADEMAR FRAINER - Representante Adjunto da APCELESC da Regional de Rio dos Cedros de 2007 até a presente data. AFONSO EVALDO GAERTNER - Representante Adjunto da APCELESC da Regional de Rio do Sul de 1997 até a presente data. ALAN KOBALL - Representante Adjunto da APCELESC da Regional de Blumenau de 2011 até a presente data. ALBERTO KOBS - Representante da APCEAPCELESC 25 ANOS | INFORMATIVO ESPECIAL | 11


RECONHECIMENTO

LESC da Regional de São Bento do Sul de 1998 até a presente data e atual Conselheiro Fiscal da APCELESC. ALCEU URUPUCKNA - Representante Adjunto da APCELESC da Regional de Caçador de 1998 até a presente data. ALUIZ MULLER - Representante Adjunto da APCELESC da Regional de Joinville de 2011 até a presente data. ALVINA MARIA ROCHA CARDOSO - Ex-Representante da APCELESC da Regional de Criciúma de 1997 a 2011. ANNITO AUDELINO SANDRI - in memoriam - Ex-Representante da APCELESC da Regional de Curitibanos de 2002 a 2003. Representado pela Sra. Iris Pagliarini Sandri. ANGELO CHEROBIN - Ex-Representante da APCELESC da Regional de Videira de 1993 a 1994. ANSELMO ELESBÃO - Representante Adjunto da APCELESC da Regional de Chapecó de 2011 até a presente data. ANTONIO BENTO DE JESUS - in memoriam - Ex-Representante da APCELESC da Regional de Joaçaba de 1994 a 1999. Representado pela Sra. Tânia Margarete Rocha de Jesus. ANTONIO NELSON FERREIRA - Representante Adjunto da APCELESC da Regional

A Intersindical, a Celos e a Celesc foram homenageadas por serem instituições ligadas diretamente à Apcelesc em seus objetivos de integração e amizade. de Videira de 2010 até a presente data. ARI GOULART PINHEIRO - Ex-Representante Adjunto da APCELESC da Regional da Regional de Chapecó de 1999 a 2000. ARLINE KOCH - Ex-Representante Adjunto da APCELESC da Regional de Mafra de 2000 a 2002. ARLITO SAULO ERCKMANN - Representante da APCELESC da Regional de Rio do Sul de 1996 até a presente data e atual Conselheiro Fiscal da APCELESC.

BRUNO GURNISKI - in memoriam - Ex-Representante da APCELESC da Regional de Mafra de 1988 a 1993. Representado pela Sra. Nathalia Leal. CELSO PEREIRA DA SILVA - in memoriam Ex-Representante da APCELESC da Regional de Tubarão de 1991 a 1993. Representado pela Sra. Waldette T. B. da Silva. CENEIDE GRANDO - Representante da APCELESC da Regional de Joaçaba de 1999 até a presente data.

ARNO PESCHKE - Ex-Representante Adjunto da APCELESC da Regional de Blumenau de 1993 a 2011.

CLAUDIOMAR MELQUIADES DINIZ Ex-Representante da APCELESC da Regional de Tubarão de 2003 a 2005.

BELMIRA EDI LIMA MULLER - Representante da APCELESC da Regional de Lages de 2011 até a presente data e Atual Conselheira Fiscal da APCELESC.

CLEMENTE ROBERTO FORSTER - in memoriam - Ex-Representante Adjunto da APCELESC da Regional de Rio do Sul de 1996 a 1997. Representado pela Sra. Maria Foster.

Todos os representantes e adjuntos das 21 regionais da Apcelesc foram agraciados com a medalha por seu trabalho de divulgar a Associação pelo Estado.

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RECONHECIMENTO

nal de Canoinhas de 2009 até a presente data. EDGAR DA SILVA - Ex-Representante Adjunto da APCELESC da Regional de Tubarão de 1988 a 1996. EDER DIAS - Ex-Representante Adjunto da APCELESC Regional de Tijucas em 2008 a 2009 e atual Representante da APCELESC Regional de Tijucas até a presente data. EDEZIO JOSÉ SOARES - Ex-Representante da APCELESC da Regional de Tijucas de 1988 a 1992. ELITO MARQUES - Ex-Representante Adjunto da APCELESC da Regional de Tijucas de 1988 a 1992.

Presidente da Apcelesc, Edalicio cumprimentou os aposentados. DACILIO ZANINI - Ex-Representante Adjunto da APCELESC da Regional de Chapecó de 1992 a 1999. DOMINGOS JOSÉ CALEFFI - Representante Adjunto da APCELESC da Regional de Joaçaba de 2011 até a presente data. DORIVAL NEPOMUCENO PINTO - Representante Adjunto da APCELESC da Regio-

EMMANOEL ALFREDO MAES - Ex-Representante da APCELESC da Regional de Itajaí de 1988 a 2005 e Ex-Representante Adjunto da APCELESC da Regional de Itajaí de 2005 a 2009. EMILIANO ABRÃO SELEME FILHO - in memoriam - Ex- Representante da APCELESC da Regional de Canoinhas de 1992 a 1998. Representado pela Sra. Reciete Tamparowski. ERGINIO DA SILVA - Ex-Representante Adjunto da APCELESC Regional de Criciúma de 2003 a 2012 e atual Representante da APCELESC Regional de Criciúma. EURIDES GOMES DA SILVA - in memoriam - Ex-Representante da APCELESC da Regional de Joaçaba de 1991 a 1994. Representado pela pensionista Sra. Iva Cardoso da Silva.

IVO DRUMM - in memoriam - Ex-Representante da APCELESC da Regional de São Miguel D’Oeste de 1988 a 1994. Representado pela Sra. Istella Maria S. Drumm. IVO OTAVIO DE BORBA - Representante Adjunto da APCELESC da Regional de Itajaí de 2011 até a presente data. IVO ROGERIO DOS SANTOS - Representante da APCELESC da Regional de Caçador de 1998 até a presente data. JAIME FIDELIS DA SILVA - Representante Adjunto da APCELESC da Regional de Tubarão de 2003 a 2005 e de 2006 até a presente data. JAIR D’CAMPORA - Ex-Representante da APCELESC da Regional de Rio do Sul de 1991 a 1996. JANICE MERIZ DE SOUZA - Representante da APCELESC da Regional de Itajaí de 2011 até a presente data e Atual Conselheira Deliberativa da CELOS. JOAO CARLOS FREITAS - Ex-Representante da APCELESC da Regional de Tijucas de 1996 a 2009. JOÃO PAULO RODRIGUES - in memoriam - Ex-Representante Adjunto da APCELESC da Regional de Ibirama de 1994 a 2004. Representado pela Sra. Elena Rodrigues. JOÃO QUADROS OCHOA - Ex-Representante da APCELESC da Regional de São Miguel D’Oeste de 1994 a 2001.

EVANDRO MAAS - Representante da APCELESC da Regional de Mafra de 1997 até a presente data.

JOÃO DE SOUZA MACHADO - Representante da APCELESC da Regional de Videira de 1994 até a presente data.

GERALDO PRUS - Representante da APCELESC da Regional de Joinville a partir de 2012 ate a presente data.

JOÃO WELTER - Representante da APCELESC da Regional de Jaraguá do Sul de 1995 até a presente data.

GILSON ISAC CARVALHO - Representante Adjunto da APCELESC da Regional de Tijucas de 2009 até a presente data.

JOSÉ AVAIR DA CRUZ - Representante da APCELESC da Regional de Chapecó de 2011 até a presente data.

GUSTAVO JONI BATISTA - in memoriam - Ex-Representante Adjunto da APCELESC da Regional de Joinville de 1988 a 2010. Pensionista Sra. Alzira W. Batista – in memoriam

JOSÉ DAGUIMAR ZANCHET - Ex-Representante Adjunto da APCELESC da Regional de Chapecó de 2000 a 2011.

HAROLDO FRIEDEMANN - Ex-Representante Adjunto da APCELESC da Regional de Videira de 1994 a 2010. ILARIO POMMERENING - Representante Adjunto da APCELESC da Regional de Jaraguá do Sul de 1995 até a presente data. IOROSLAU DZUS - Ex-Representante Adjunto da APCELESC da Regional de Mafra de 1993 a 1996.

JOSÉ EDEMAR VALÉRIO - Representante Adjunto da APCELESC Regional de Mafra de 2009 até a presente data. JOSÉ MARIANO PIONTKEWICZ - Representante Adjunto da APCELESC da Regional de São Bento do Sul de 2012 até a presente data. JOSE PAULO CLAUDINO - Ex-Representante da APCELESC da Regional de Tubarão de 1988 a 1991 e de 1993 a 1996.

IRIS PAGLIARINI SANDRI - Representante Adjunto da APCELESC Regional de Curitibanos de 2007 até a presente data.

LAURINDO ADOLFO MARTINAZZO Representante Adjunto da APCELESC da Regional de São Miguel D’Oeste de 1994 a 2001 e de 2005 até a presente data.

ISIDORO JOSÉ PEROTTO - in memoriam - Ex-Representante Adjunto da APCELESC da Regional de Joaçaba de 1994 a 2012 Pensionista Sra. Gema Perotto - in memoriam.

LEOPOLDO VON PARASKI - in memoriam – Ex-Representante Adjunto da APCELESC da Regional de Ibirama de 1993 a 1994. Representado pela Sra. Hildegard Von Paraski. APCELESC 25 ANOS | INFORMATIVO ESPECIAL | 13


RECONHECIMENTO

LINDOLFO PAULO ULLIRSCH - Ex-Representante Adjunto da APCELESC da Regional de Curitibanos de 2002 a 2003. LICEU GREIN - Ex-Representante da APCELESC da Regional de Mafra de 1995 a 1997. LUCIR GERALDINO TOMASELLI - Representante da APCELESC da Regional de Rio dos Cedros de 2007 até a presente data e Atual Conselheiro Fiscal da APCELESC. LUIZ GONZAGA BERLINK - in memoriam - Ex Representante Adjunto da APCELESC Regional de Tijucas de 1988 a 1992. Representado pela Sra. Marta Furtado Berlink. MARCIA REGINA AUGUSTINHO DOS SANTOS - Representante Adjunto da APCELESC da Regional de Criciúma de 2012 até a presente data. MARIA GEDALVA DA ABREU RONCALIO - Ex-Representante Adjunto da Regional de Rio do Sul de 1993 a 1996. MARIA HILDA STURMER - Ex-Representante Adjunto da APCELESC da Regional de São Miguel D’Oeste de 2001 a 2005. MARIO CESAR SANTANA - Ex-Representante da APCELESC da Regional de Tijucas 1993 a 1995. NELSON ALBERTO CASAGRANDE - Representante Adjunto da APCELESC da Regional de Concórdia de 2006 até a presente data. NERI TEIXEIRA - Ex-Representante Adjunto da APCELESC da Regional de Tubarão 1996 a 2001. NICACIO GONÇALVES - in memoriam Ex-Representante da APCELESC de Mafra de 1993 a 1995. Representado pela Sra. Adejandira Gonçalves. NILVA TEREZINHA ROSSIN - Ex-Representante da APCELESC da Regional de Concórdia de 1988 1999. OLGA CORREA DA SILVA - Ex-Representante da APCELESC da Regional de Canoinhas de 2007 a 2009. ORLANDO DOS SANTOS VIEIRA - Ex-Representante adjunto da APCELESC da Regional de Canoinhas de 2007 a 2009. OSMAR DE SOUZA - Ex-Representante da APCELESC da Regional de Curitibanos de 2003 a 2005. OSMAR DOS SANTOS SOARES - Ex-Re-

presentante Adjunto da APCELESC da Regional de Criciúma de 1997 a 2000. PAULO FERREIRA DA SILVA - Representante Adjunto da APCELESC da Regional de Ibirama de 2004 até a presente data. PEDRO POROSKI - Ex-Representante Adjunto da APCELESC da Regional de Lages de 1996 a 2011. RAUL NEUNDORF - Ex-Representante Adjunto da APCELESC da Regional de Mafra de 1996 a 2000. RENI ORLANDO PUHL - Ex-Representante da APCELESC da Regional de Chapecó de 1992 a 1999. ROBERTO MARCANZONI - Representante da APCELESC Regional de Concórdia de 2006 até a presente data. ROSEMERY BALSINI DE CARVALHO Ex-Representante da APCELESC da Regional de Tubarão de 2000 a 2003. RUI GONÇALVES DA SILVA - Representante da APCELESC da Regional de Tubarão de 1996 a 2000 e de 2006 até a presente data. SEBASTIÃO CELESTE HACK - in memoriam - Ex-Representante Adjunto da APCELESC da Regional de Canoinhas de 1992 a 1998. Pensionista Sra. Antonia Hack - in memoriam. SIEGFRIED HERMANN CREUTZBERG Representante da APCELESC da Regional de Ibirama de 1993 ate a presente data. SONIA MARIA CHAVES - Ex-Representante Adjunto da APCELESC Regional de Mafra de 2002 a 2009. SONI BATISTA SIMÕES - Representante da APCELESC da Regional de Canoinhas de 2009 até a presente data. TARCILO JOSÉ DA SILVA - Ex-Representante da APCELESC da Regional de Concórdia de 2000 a 2006. TEREZINHA L. F. BORATO - Representante da APCELESC da Regional de Curitibanos 2007 até a presente data.

CONSELHEIROS FISCAIS DA APCELESC FRITZ MAILER - Conselheiro Fiscal da APCELESC de 1995 a 2007 e Ex-Representante da APCELESC da Regional de Blumenau de 1993 a 2011. GILBERTO PINO GOMES - Atual Conselheiro Fiscal da APCELESC 2009 a 2015 LAURO ANTUNES - in memoriam - Conselheiro Fiscal da APCELESC 1995 a 2007 e Ex-Representante da APCELESC da Regional de Lages de 1988 a 2011. Representado pela Sra. Suzana Andrade Antunes. WALMOR MICHELON - Conselheiro Fiscal da APCELESC de 2007 a 2009

ENTIDADES REPRESENTATIVAS CELESC - Centrais Elétricas de Santa Catarina S/A. CELOS - Fundação Celesc de Seguridade Social. SINERGIA - Sindicato dos Eletricitários de Florianópolis. CREDELESC - Cooperativa de Economia e Credito Mutuo dos Empregados das Centrais Elétricas de Santa Catarina. FAEC - Federação das Associações dos Empregados da CELESC. ABECELESC ADMINISTRAÇÃO CENTRAL - Associação Beneficente dos Empregados da CELESC. ABECELESC FLORIANOPOLIS - Associação Beneficente dos Empregados da CELESC. CLUBE ENERGIA INTERCEL PATRIMONIAL CONTABILIDADE

FUNDADORES

WALDEMAR DA SILVEIRA - Ex-Representante Adjunto da APCELESC da Regional de Canoinhas de 1998 a 2007.

ARIEL BOTTARO - in memoriam - Pensionista - Aurélia De Melo Bottaro - in memoriam.

WALDEMAR VARELLA DA NASCIMENTO - Ex-Representante da APCELESC da Regional de Chapecó de 2000 a 2011.

ARMIN BACHTOLD - in memoriam - Vice Presidente da APCELESC de 2009 a 2011, Representante da APCELESC da Regional de

A história da Apcelesc é a história de cada associado que participa das atividades, incentiva e batalha em conjunto pelas bandeiras de todos os aposentados. 14 | APCELESC 25 ANOS | INFORMATIVO ESPECIAL


Além dos homenagedos e familiares, dezenas de aposentados foram ao evento para agradecer os esforços daqueles que fizeram estes 25 anos de história.

Joinville de 1988 a 2012 e Conselheiro Fiscal da APCELESC de 1995 a 2007. Representado pela Sra. Pedrina Bachtold. ÉDIO VALENTIM DA SILVA - in memoriam - Representado pela Sra. Liane Vanroo.

Silva - in memoriam. MOACYR JOSÉ BONIFÁCIO - Diretor Administrativo Adjunto da APCELESC 1988 a 1989 e Diretor Administrativo da APCELESC de 1989 a 1991.

EGYDIO MEURER- in memoriam - Diretor Administrativo da APCELESC de 1988 a 1989 e Diretor Financeiro da APCELESC de 1989 a 1990. Representado pela Sra. Anilia Maria Meurer.

MANOEL DEODORO FARIAS - in memoriam - Representado pela Sra. Ivone Silveira Farias.

ERNST EICHENBERGER - Diretor Financeiro Adjunto da APCELESC de 1988 a 1989.

ONILDO GERN - in memoriam - Representado pela Sra. Laci Ferreira Gern.

HEITOR CANUTO INDALÉCIO - in memoriam - Pensionista Sra.Leony Jahn Indalécio - in memoriam.

OSMAR GONÇALVES - in memoriam - Pensionista Sra. Osmarina B. Gonçalves - in memoriam.

ISIDRO DOMIÊNCIO PINHEIRO - Presidente da APCELESC de 1988 a 2005 e Vice Presidente da APCELESC de 1997 a 1999 e de 2005 a 2007.

NELSON MOREIRA - in memoriam - Representado pela Sra. Maria Edith Moreira.

PATROCÍNIO SILVA - in memoriam - Diretor Financeiro da APCELESC de 1988 a 1989. Representado pela Sra. Rosa Cecília Silva.

JOSÉ OSNI GOULART

PEDRO MANOEL PEDRO in memoriam Diretor Financeiro Adjunto da APCELESC de 1989 a 1993. Representado pela Sra. Ondina Gonçalves Pedro.

JUVENAL FAUSTINO DA SILVA - in memoriam - Pensionista Sra. Lucília Maria A. da

VITOR SERGIO SCHMIDT

JOSÉ CARDOSO

RUBENS GOMES DA ALMEIDA

DIRETORIA ATUAL DA APCELESC EDALICIO CRUZ DOS ANJOS - Diretor Administrativo Adjunto da APCELESC de 2005 a 2007, Vice-Presidente da APCELESC de 2007 a 2009 e Atual Presidente da APCELESC. MARIA MARLENE G. W. FARACO - Ex-Representante da APCELESC Regional de Criciúma de 2000 a 2012 e Atual Vice-Presidente da APCELESC. VALMOR SCOZ - Diretor Administrativo da APCELESC de 1995 a 1997, Diretor Administrativo Adjunto da APCELESC de 2001 a 2003 e Atual Diretor Financeiro da APCELESC. VILSON GONÇALVES PETRY - Representante da APCELESC da Regional de São Miguel D’Oeste de 2001 até a presente data e Atual Diretor Financeiro Adjunto da APCELESC. ILKA GNEWUCH ROMANZINI - Atual Diretora Administrativa/Social da APCELESC AURINO IGNACIO DOS SANTOS - Atual Diretor Administrativo/Social Adjunto da APCELESC. APCELESC 25 ANOS | INFORMATIVO ESPECIAL | 15


16 | APCELESC 25 ANOS | INFORMATIVO ESPECIAL


MEMÓRIA

A história viva da Apcelesc Isidro Pinheiro foi fundador e presidente na maior parte da existência da entidade

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m 1982, a Celesc de Florianópolis perdeu um funcionário e ganhou um líder. Enquanto para muitos a aposentadoria é quase como o começo do fim, Isidro Pinheiro fez dos últimos dias de trabalho um recomeço – nem ele mesmo sabia, mas iniciava ali a história da Associação de Aposentados e Pensionistas da Celesc (Apcelesc). Vinte e cinco anos depois, morador do mesmo Ribeirão da Ilha onde durante muito tempo esteve à serviço da distribuição de energia elétrica para a região, Isidro é a história viva e personagem obrigatório nesta celebração. A história de Isidro precede até a da própria Celesc. Contratado pela Força e Luz de Florianópolis em 1956, o primeiro presidente da Associação testemunhou de perto a incorporação da empresa. Quase 30 anos depois, numa infelicidade enquanto trabalhava como eletricista encarregado, Isidro sofreu um acidente e perdeu cerca de 60% da mobilidade do braço direito. “Fiquei um ano e pouco no auxílio doença, mas fui aposentado por invalidez. Daí fui na Fundação Celos ver minha situação e depois fiquei na minha casa no Ribeirão”, lembra. Dava-se aí o início de uma nova história.

Quem enxergou o potencial de liderança no antigo funcionário foi Vitor Schmidt, então presidente do Sindicato dos Eletricitários de Florianópolis. “Num belo dia encontrei ele no Centro, quando me disse ‘Isidro, eu queria te ocupar com um cargo’”, conta. Isidro diz ter estranhado, porque ele se achava um “sujeito sem cultura”, só com a quarta série primária, como se define. “Na hora ele disse que iriam criar uma associação dos aposentados e que eu seria o presidente.” Isidro se colocou à disposição para ajudar e se comprometeu a ir na reunião, mas rejeitou a presidência. “Eu repeti que não tinha cultura para o cargo, que não iria dar conta. Até apresentei outros nomes e sugeri que poderia ser vice”, cita. Vitor insistiu, disse que ele era um funcionário de fibra e pediu para o amigo levar representantes de Joinville, Blumenau, Lages e Itajaí para a reunião. Isidro ficou de estudar. A reunião aconteceu no antigo clube do Rancho Alegre, em 1º de março de 1987. Isidro cumpriu com a promessa: fez contato e levou Onildo Gern (Blumenau), Heitor Canuto Indalécio (Joinville), Manoel Deodoro Farias (Itajaí), José Osni Goulart de Lages (Lages) como representantes, unidos às mais de 200 pessoas no local. “Quando chegou uma hora o Vitor subiu no palco e falou que iam me eleger por aclamação”, recorda. Isidro mais uma vez questionou a escolha e até sugeriu outro nome, Dilson Freitas, para a função. “Ele tinha curso superior em contabilidade, era o mais indicado.”

A história de Isidro precede a da própria Celesc. Contratado pela Força e Luz em 1956, acompanhou de perto a incorporação da empresa.

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MEMÓRIA

Mas Vitor, enfim, o convenceu. “Ele frisou uma coisa que eu refleti: só 30% dos aposentados tinham nível superior”, explica. Assim, Isidro seguiria o perfil da grande maioria dos aposentados da Celesc, além de ser um nome bastante conhecido na região pelos anos de trabalho prestados no Ribeirão da Ilha. A eleição realmente aconteceu por aclamação, com o favoritismo de Isidro, Dilson Freitas, ficando com a vice-presidência. Egídio Meurer (1º secretário), Moacir Bonifácio (2º secretário), Patrocínio Silva (1º tesoureiro) e Ernesto Eichenberger (2º tesoureiro) foram os outros nomes a compor a primeira diretoria da Apcelesc.

Durante seus mandatos, Isidro e sua equipe conquistaram uma série de benefícios aos aposentados.

As primeiras conquistas Foi no final do ano anterior, em 1987, que pela primeira vez discutiu-se a necessidade de criar uma associação para os aposentados e pensionistas da Celesc. Muitos participantes questionaram o porquê da Celos não pagar o 13º salário como abono anual, já que a Fundação havia sido criada justamente para complementar a renda paga pelo INSS, que fazia esse repasse. Como os questionamentos individuais não surtiram efeito, todos se uniram em prol desta melhoria.

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Outro ponto discutido, completa Isidro, foi a falta de um plano de saúde e odontológico. “Eu mesmo, quando me aposentei, fiquei de fora. O tratamento do meu braço eu que pagava”, lembra, mostrando como ele próprio se encaixava dentro do perfil de quem fazia as reivindicações. “Nós achamos que era a Celos quem deveria pagar, mas avisaram que a reserva não foi constituída para essa finalidade.” A liderança do primeiro presidente da Apcelesc apareceu. “Eu sou um homem sem estudo, mas fazia tudo no pensamento”, brinca. “Dei que a ideia de que o valor do 13º fosse cobrado dali pra frente, dos ativos, para que quando eles se aposentassem tivesse esse fundo. E que

Abono anual para os aposentados foi a primeira batalha, vencida em 1987. para nós, que já estávamos aposentados, utilizasse o dinheiro de um convênio”. Isidro e a diretoria não só conseguiram a aprovação do benefício como naquele mesmo 1988 os aposentados já ganharam um primeiro abono de até 50% do salário como gratificação. “Lembro que teve uma reunião em Itajaí que uma mulher contou que esse dinheiro a mais ajudou a pagar o aluguel atrasado. Ela queria me segurar no colo.” Outra conquista importante foi o estabelecimento de um piso mínimo aos que se aposentaram antes da criação da Fundação, para assim estes poderem pagar o plano de saúde.


MEMÓRIA

A Associação ganha o Estado Logo no início do mandato, além de atender as reivindicações dos aposentados e pensionistas, Isidro começou a expansão da Apcelesc. As primeiras regionais foram estabelecidas em Itajaí, Blumenau, Joinville e Lages, apenas três meses após a criação da associação. “Como não tínhamos como colocar uma sala em cada cidade, fizemos um convênio com a

Abcelesc (Associação Beneficente dos Empregados da Celesc) para fazer a reunião nas sedes deles”, lembra. Isidro diz que a ideia “pegou rápido” porque houve muito empenho na divulgação. O reforço financeiro veio com a estipulação de uma apólice de seguros, na qual a Apcelesc ganhava um percentual como pró-labore, como rege a legislação da

Superintendência de Seguros Privados (Susep). “Tivemos algumas barreiras no começo, mas conseguimos vencer”, avalia. Hoje, cada regional no interior do Estado, atendendo todas as agências da Celesc, recebem 50% da arrecadação das contribuições descontadas dos associados e têm total autonomia em sua aplicação.

Construção do patrimônio

Entre os espaços adquiridos está o amplo centro de convivência, em Florianópolis.

O auditório, integrado ao patrimônio no final dos anos 90, compõe o patrimônio.

Hoje a central da Apcelesc está instalada no Centro de Florianópolis, numa sala ampla com centro de convivência e auditório para reuniões, mas no começo não havia sequer um espaço disponível para que a primeira diretoria desse expediente. Num primeiro momento, conforme sugerido por Vitor Schmidt, a associação se instalou numa sala cedida gratuitamente pelo sindicato na rua Felipe Schmidt, no Centro da Capital. Dali, o grupo se mudou pouco depois para uma sala emprestada pela Celos no Edifício Alpha Centauri, o mesmo onde está instalada definitivamente. Antes ainda, houve um período num outro local, na rua Saldanha Marinho. O começo da aquisição do patrimônio aconteceu em julho de 1995. “Nós soubemos que um médico queria vender uma sala no mesmo prédio da Celos, mas a associação não tinha dinheiro em caixa. Tivemos que fazer um empréstimo”, relembra. A sala de número 505 foi a sede durante algum tempo, depois passou para um espaço maior no número 509. Com o fortalecimento da Apcelesc, a última mudança aconteceu no final dos anos 90, para o 11º andar, já na gestão de Remi Goulart, e aos poucos outros espaços foram sendo adquiridos para a montagem do centro de convivência, da sala de reuniões e do auditório. “Devagarzinho, rastejando, a associação foi construindo um patrimônio”, analisa Isidro. APCELESC 25 ANOS | INFORMATIVO ESPECIAL | 19


MEMÓRIA

Participação política Já estabelecida, a Apcelesc passou a integrar diferentes frentes políticas em benefício dos aposentados e pensionistas. Em 1991, a Associação conseguiu que um dos membros do Conselho de Curadores da Celos (hoje Conselho Deliberativo) fosse indicado por ela, e a partir do ano seguinte conseguiu participar da mesa de discussão do acordo salarial entre sindicato e empresa. Para Isidro uma conquista de suma importância, já que vários dos itens do acordo coletivo de trabalho beneficiam diretamente os aposentados. Por fim, em 1993, foi criado o Conselho Consultivo da Apcelesc, composto por dez associados, com o objetivo de apoiar a diretoria em decisões relevantes. Isidro ressalta que essa importância política foi conseguida aos poucos, mas desde o começo mostrou como os aposentados e pensionistas

quiseram estar à frente de reivindicações e decisões que impactam diretamente em sua realidade. “No começo, a nossa participação no Conselho Curador era com um membro apresentado pela diretoria, mas depois conseguimos que esse indicado fosse eleito pelos aposentados. E até hoje é assim”, completa. Ainda na gestão de Isidro, o diretor de seguridade da Celos passou a ser eleito pelo aposentado. O primeiro nome, Dionísio Badin, foi apresentado em comum acordo com a presidência da Celesc, mas marca para Isidro “o primeiro diretor de seguridade que representou diretamente o aposentado”. Dois anos depois, já eleito por voto, Ademar Albino assumiu a função. “Era uma força tão grande que foi candidato único. Estávamos unidos, não tinha concorrência”, conclui.

Representações nos conselhos da Celos e eleição do Diretor de Seguridade foram bandeiras levantadas pela Apcelesc.

Trajetória de valores Dos 25 anos de Apcelesc, Isidro esteve à sua frente em prio pretendia. “Era o aposentado quem exigia que eu praticamente 15 deles – o primeiro mandato foi longo, ficasse. Teve uma vez que fizeram uma assembleia sem eu de 1988 a 1997, e durou até mais tempo do que ele pró- saber, para sugerir que eu me candidatasse novamente”, diz, sem nenhuma vaidade. “Acho que, se fosse por eles, eu tava até hoje.” O tempo, contudo, passou e Isidro precisou descansar. O primeiro sucessor foi um amigo feito dentro da associação, Remi Goulart, vice-presidente no mandato entre 1995 e 1996. Foi uma troca de cargos: nos quatro anos seguintes, Remi foi o presidente, Isidro o vice. Depois, voltou ao cargo majoritário nos anos de 1999 e 2005, quando deu início ao projeto da criação da Cooperativa de Crédito dos Empregados da Celesc (Credelesc). Hoje, Isidro descansa no Ribeirão da Ilha, mesmo local onde trabalhou por tantos anos em benefício de tantas pessoas. Isidro e Remi foram parceiros de diretoria durante muitos anos. 20 | APCELESC 25 ANOS | INFORMATIVO ESPECIAL


MEMÓRIA

Um administrador à frente da Apcelesc Remi Goulart investiu no fortalecimento da entidade

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perfil do sucessor de Isidro Pinheiro é bem diferente daquele do primeiro presidente da Apcelesc: Remi Goulart é um homem de escritório, reconhecido por seu trabalho administrativo e participante ativo da implementação da Celesc em todo o Estado. Em comum, ambos têm a mesma origem humilde: enquanto Isidro veio da ilha, Remi veio do campo. Encontraram-se e fizeram da Associação uma das entidades do gênero mais forte do sul do Brasil. É o próprio Remi quem faz essa comparação de seu histórico com o de Isidro. Antes de a dupla estar à frente da Apcelesc por quase dez anos, Remi construiu uma trajetória paralela à formação da Celesc, sendo testemunha ativa do crescimento da empresa estatal em Santa Catarina. Originário da Força e Luz de Lages, onde começou a trabalhar em 1961, Remi viu a empresa ser comprada pela Celesc quatro anos depois, quando começava sua expansão pelo Estado. “Eu era contador na época, depois passei para o cargo executivo de diretor-gerente. Por isso comecei meu vínculo com a Celesc antes mesmo da incorporação”, ressalta. Remi trabalhou no processo de transição da Força e Luz à Celesc, que inicialmente se instalou na região com a compra de uma usina e de APCELESC 25 ANOS | INFORMATIVO ESPECIAL | 21


MEMÓRIA

"Comecei como diretor regional adjunto, e peguei confiança da empresa", Lembra Remi, contando do período de idas e vindas entre Lages e a Capital. Além do trabalho na Apcelesc, Remi participou da expansão da Celesc e da fundação da Celos.

linhas de transmissão e distribuição. “Eu comecei como diretor regional adjunto, e peguei confiança da empresa”, lembra Remi. Começava um período de idas e vindas entre Lages e Florianópolis, intensificado em 1967 quando foi convocado para ser diretor comercial na Capital. Remi estava próximo quando o Sindicato dos Eletricitários e a Celesc firmaram em 1969 o acordo que previu a fundação da Celos, concretizada em setembro de 1973. Em novembro daquele ano, Remi escreveu definitivamente seu nome na história ao compor a primeira diretoria da Celos como diretor financeiro. Contudo, apesar de todo o envolvimento político, Remi voltou para Lages no final do mandato e passou a trabalhar na parte jurídica da Celesc. É claro que a história não parava por aí. Luiz Gomes, o primeiro presidente da Celos, agora como diretor administrativo, pediu para Remi voltar para Florianópolis.

“Falaram que eu era um dos idealistas da causa, por isso tinha que estar trabalhando por ela”, recorda. Durante seis meses, Remi ficava na capital durante a semana e voltava para Lages às sextas-feiras, até que enfim foi convocado em definitivo e se instalou na Ilha até a aposentadoria, em 1991.

Em seu discurso, Remi ressaltou a união da "família celesquiana" formada por ativos e aposentados. 22 | APCELESC 25 ANOS | INFORMATIVO ESPECIAL


MEMÓRIA

Aposentadoria e novos compromissos Quando Remi deixou o trabalho, a Apcelesc dava os primeiros e importantes passos, mas o envolvimento entre o futuro presidente e a associação demorou um pouco mais para acontecer. “Até então eu nem sabia quem era o Isidro. Ele trabalhava no Ribeirão da Ilha e se dirigia à regional, e eu era da agência central. Como eu sempre estava assessorando a diretoria não tinha contato com a largueza da estrutura, meu trabalho era muito restrito à cúpula”, conta. Depois de um ano de descanso, Remi enfim veio conhecer a Apcelesc no final de 1992, quando se associou, e teve o primeiro contato com Isidro. “Desde então não nos largamos mais”, brinca.

Um dos primeiros serviços prestados por Remi para os aposentados foi numa ação contra o INSS, que o fez percorrer todo o Estado respondendo em nome da associação. “O Isidro ia junto e fazia aquela conversa dele. Como sempre viajávamos juntos, nós nos juntamos e demos as mãos.” A parceria seguiu pelos anos seguintes, até que Isidro o convidou para ser vice-presidente no biênio 1995/1996. Depois, inverteram os cargos até que Remi definitivamente deixou a diretoria em 2003. As conquistas daquela época, como a ampliação da estrutura, por exemplo, são conquistas conjuntas, admite Isidro. “Eu sempre dizia que um cara como o Remi nós temos que defender com unhas e dentes, porque ele vale ouro”, elogia. Juntos com José Nascimento, que neste período transitou entre a vice-presidência e a diretoria financeira, fizeram uma gestão voltada para “ajudar as pessoas”, como definem. Mas, para Remi, a parceria começou mesmo à distância, quando ambos superaram as respectivas origens para ter sucesso através do trabalho. “Meu pai era capataz de uma fazenda, e pra fazer faculdade em Passo Fundo, à distância, eu tinha que ficar um mês internado fazendo as provas.”, lembra Remi. “Quando trabalhei com o Isidro eu enxerguei o lado humanitário.” Hoje, Remi é presença constante em encontros e festas da associação – para ele, uma maneira de agradecer e referenciar aquela que ele considera como a associação de aposentados mais forte do Estado. “Nós formamos um quadripé com a Celesc, que é a patrocinadora disso tudo, a Celos e os sindicatos. Juntando essa turma, ninguém nos bate.”

Depois de um ano de aposentadoria Remi, como advogado, ajudou a Apcelesc numa ação contra o INSS.

Quando trabalhei com Isidro conheci mais o lado humanitário. Remi Goulart APCELESC 25 ANOS | INFORMATIVO ESPECIAL | 23


24 | APCELESC 25 ANOS | INFORMATIVO ESPECIAL


MEMÓRIA

Assistência e regionalização Jairo Costa fortaleceu as regionais da Apcelesc

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e motorista da diretoria à aposentadoria e a consequente presidência da Apcelesc, Jairo Costa trilhou vários setores dentro da Celesc em seus quase 30 anos dentro da empresa. Mas hoje sua rotina é bem menos corrida: divide o tempo na casa onde mora há décadas no bairro Saco dos Limões e o recanto no Ribeirão da Ilha, onde passa os finais de semana. Sempre com a sensação de missão cumprida no período em que esteve diretamente envolvido em importantes acontecimentos da história da Associação. Jairo foi contratado como motorista em 1964, função que exerceu durante cinco anos. Depois passou para a área de projetos, fazendo parte das primeiras turmas do Centro de Formação e Aperfeiçoamento (CeFa). “Na época não se tinha muitos técnicos formados, então a Celesc viu a necessidade de se criar uma escola, treinar o pessoal para que pudesse fazer esse trabalho mais técnico”, explica. Quando a empresa investiu forte na expansão por todo o Estado, já no início dos anos 70, Jairo, agora como técnico eletricitário, acompanhava o

trabalho das empreiteiras contratadas para trabalhar nessa expansão. A aposentadoria veio em dezembro de 1990, o que não significou o fim do trabalho. “Me aposentei, mas não parei de trabalhar. Eu me envolvi com outras atividades, tive uma loja de automóveis, que eu gostava”, lembra. Nenhuma atividade ligada com a empresa que o abrigou em muitos anos anteriores, mas que não significava total distanciamento de Jairo. “Desde que me aposentei eu sempre participei das reuniões da associação, tava lá todo mês”, conta. Para ele, esse contato muito próximo com a rotina da Apcelesc foi determinante para o sucesso como presidente algum tempo depois. “Sempre fui uma pessoa muito curiosa, então já fui me inteirando de tudo”, brinca. Convidado por Isidro Pinheiro para fazer parte da diretoria, Jairo assumiu a vice-presidência entre 2003 e 2005. No mesmo 2005, seguindo um processo natural dentro da Apcelesc, foi eleito presidente e cumpriu dois mandatos consecutivos. “Quando entrei como presidente eu já acompanhava todos os processos da Associação, então sentei na

Ex-motorista, Jairo foi presidente por dois mandatos.

mesa com meus dois parceiros pra definirmos o que a gente queria”, diz, fazendo referência a Cláudio Romanzini (diretor administrativo) e Nazareno Batista da Silva Santos (diretor financeiro), os companheiros de gestão. “O trabalho não foi só meu”, frisa Jairo. APCELESC 25 ANOS | INFORMATIVO ESPECIAL | 25


ATIVIDADES

Foco no trabalho assistencial Como primeira missão, Jairo e a nova diretoria trataram de rever a distribuição de recursos para o trabalho assistencial prestado pela associação para os aposentados e pensionistas. “Antes da minha gestão já existiam

essas assistências com medicamentos, mas ainda não era um trabalho normatizado”, lembra o então presidente. Jairo e sua equipe criaram uma planilha de procedimentos, com normas de todos os benefícios e formas de distribuição destes. Inicialmente foram os medicamentos. “Nós resolvemos assumir a compra de remédios, mesmo os que não são de uso contínuo. Com a apresentação da receita médica e do tíquete de farmácia a gente passou a entrar com 50%.” Já com os óculos, completa, a associação passou a ajudar com metade do valor, limitado a R$ 250,00 or cada aquisição e com uma carência mínima de dois anos. Jairo também fez parcerias com hotéis em Florianópolis para ajudar os aposentados que vinham até a capital em busca de auxílio médico. “Nós tivemos muitas pessoas que nos pediam essa ajuda. Eles vinham do interior do Estado pra cá para fazer tratamentos e exames, e não tinham onde ficar”, aponta. “A partir daí eles tiveram direito a uma ou duas diárias com acompanhante.”

Apoio às regionais Ainda dentro desse planejamento de normatizar as principais ações da Apcelesc, Jairo e a sua diretoria vol-

Sedes de três regionais foram inauguradas durante a gestão fortalecendo a entidade em SC. 26 | APCELESC 25 ANOS | INFORMATIVO ESPECIAL

taram os olhares para as regionais. “Em várias cidades havia o espaço da Abcelesc para que os aposentados fizessem as reuniões e festas, mas algumas agências não tinham nada. Então começamos a construir sedes para essas regionais em situações mais críticas”, lembra. Já no primeiro ano de mandato Jairo conseguiu inaugurar a sede da regional de Lages. No ano seguinte, os aposentados de São Bento do Sul foram beneficiados com um novo espaço para os encontros. Já para os de Jaraguá do Sul, no ter-

ceiro ano de mandato, a construção da sede aconteceu no município vizinho de Schroeder. “O pessoal alugava um clube na cidade porque a maioria dos associados morava lá. Então nós conversamos com eles e falaram que era melhor se fosse em Schroeder, para não precisarem se locomover”, explica. Para Jairo, a conquista desse patrimônio para as três regionais foi uma marca importante de sua gestão. “Isso tudo fizemos em conjunto, com participação efetiva de toda a diretoria e dos representantes”, conclui.


PARCERIA

Impulso na criação da Credelesc A Apcelesc teve participação decisiva na fundação da Credelesc, a cooperativa de crédito de ativos, aposentados e pensionistas da Celesc. Na lista dos 26 sócios fundadores, investidores que adquiriram as primeiras cotas para garantir mais esse benefício, estão o atual presidente da associação, Edalicio Cruz dos Anjos, os ex-presidentes Isidro Domenico Pinheiro e Remi Goulart, e Jairo Costa, que à época estava à frente da associação. Jairo herdou um sonho de Isidro, que já em sua gestão deu os primeiros e importantes passos para a criação da cooperativa. “Antes de deixar o cargo o seu Isidro teve a ideia de montar a cooperativa. Quando assumi, a nossa diretoria deu o impulso e a coisa foi pra frente”, argumenta Jairo. Foi, como ele define, um trabalho feito “de grão em grão”. O processo iniciado oficialmente em 2004 gerou frutos rápidos, e em menos de dois anos, em maio de 2006, a cooperativa começou a operar. “O próprio Banco Central achou que foi um recorde, ninguém tinha conseguido montar uma cooperativa em tão pouco tempo”, analisa Valmor Scoz, um dos sócios fundadores e a atual diretor financeiro da Apcelesc. Jairo recorda que a associação cedeu o espaço para a montagem da agência, no mesmo edifício onde funciona a Apcelesc e a Celos. Com o tempo e o crescimento da Credelesc, o espaço foi ficando pequeno e uma sala mais ampla foi adquirida no mesmo prédio, onde a cooperativa funciona até hoje. “Sempre fiz campanha pela cooperativa porque é algo nosso, se temos lucro quem se beneficia são os que colaboraram e compraram sua cota.” Como acionista majoritária, a associação tem respaldo dentro da direção da cooperativa com a indicação de um dos diretores e de membros do conselho fiscal.

Fundação da cooperativa de crédito foi um sonho realizado com total apoio e participação da Apcelesc.

APCELESC 25 ANOS | INFORMATIVO ESPECIAL | 27


CONQUISTAS

A vitória da “Marcha dos 800” Foi, sem dúvida, um dos momentos mais importantes nestes 25 anos de história da Apcelesc. Na manhã de 10 de março de 2005, Florianópolis foi tomada por ônibus vindo de diversas regiões do Estado, trazendo como passageiros pessoas que contribuíram diretamente para o fortalecimento e expansão da Celesc – e, por consequência, da própria população catarinense. A chamada “Marcha dos 800” se consolidou como uma das

maiores manifestações de uma classe trabalhista da história de Santa Catarina. A mobilização tinha objetivo digno: garantir a continuidade do repasse da Celesc à Celos para a manutenção do plano de saúde e do piso mínimo para os aposentados. O valor fora bloqueado pela empresa para atender uma solicitação do Tribunal de Contas, mas a Fundação manteve o benefício enquanto pode. Com a

possibilidade de perderem esse direito adquirido, inclusive pelo acordo coletivo de trabalho, centenas de aposentados e pensionistas saíram de suas casas e viajaram quilômetros até a capital para mostrarem força. Alguns meses antes, em novembro de 2004, o Acórdão 1820/2004 do Tribunal de Contas solicitava a “cessação de quaisquer repasses de recursos financeiros à Fundação, por ausência de autorização legislativa e

Aposentados, pensionistas e trabalhadores se uniram para reivindicar a manutenção de benefícios e fizeram um dos maiores protestos da história da Celesc.

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CONQUISTAS

Com o fim do piso mínimo e dos planos de saúde e odontológico, mais de 1,1 mil aposentados e pensionistas sobreviveriam só com os recursos da Previdência Social. por afrontarem o interesse público, sendo ilegítimos, e por contrariarem os princípios da legalidade, da finalidade e da impessoalidade”, além de exigir que a Celos devolvesse à Celesc os valores repassados para remuneração e encargos sociais. A informação chegou até a Apcelesc e a Intercel, entidade que agrupa os sindicatos dos eletricitários de Santa Catarina. O recado era claro: sem esse repasse da Celesc não haveria manutenção

de benefícios como plano de saúde e plano odontológico. Mais de 1,1 mil aposentados e pensionistas seriam diretamente afetados com o fim do piso mínimo da Fundação, sendo obrigados a sobreviver só com os recursos da previdência social. Durante meses, em constantes reuniões com o Tribunal de Contas, o consultor jurídico da Celos, Flávio Rodrigues Martins, acompanhado de membros do conselho deliberativo da Intercel e da Apcelesc, tentava uma solução. Com o acordo coletivo de trabalho, assinado pelo Conselho de Política Financeira do Estado e pelo próprio Governador, a Fundação notificou a Celesc extrajudicialmente, enquanto Apcelesc e Intercel buscavam soluções nas esferas administrativas e políticas. Mas os resultados só apareceram com a mobilização. Recém-empossados, o presidente da associação Jairo Conta e o vice Isidro Pinheiro acionaram sua rede de contatos. “As diretorias anteriores conseguiram uma série de benefícios que estavam ameaçados. Eu fui chamado na Celos e avisado sobre o problema do repasse, que eles não teriam como cobrir”, lembra. “Então eu chamei os representantes em Florianópolis e coloquei a mesa a necessidade de trazer o pessoal do interior.” A data marcada para o encontro foi 10 de março, algumas semanas após mais uma mal sucedida reunião no Tribunal de Contas. Aos poucos, ônibus lotados foram chegando à sede do Ministério Público do Tra-

balho, na avenida Rio Branco, sendo recepcionados pelo procurador Acir Alfredo Hack. “Nós alegamos que era um direito nosso, que só poderia ser cortado na data-base do acordo coletivo, em outubro”, explica Jairo. Conscientes de que buscam seus direitos, o grupo seguiu para a sede da Celesc e ganhou ainda mais corpo quando 600 ativos e aposentados de Florianópolis se juntaram pela mesma causa. Jairo alugou o clube Paula Ramos, no bairro Trindade, onde os militantes almoçaram. No início da tarde o destino foi o Tribunal de Contas, com tratativas com o presidente Luiz Suzin Marini e conselheiros, novamente sem sucesso. Restava pressionar o próprio governador. Eram quatro horas da tarde quando a marcha chegou até o Palácio do Governo. “Logo na chegada o responsável pela segurança veio com 12 crachás, dizendo que só 12 representantes entrariam para negociar. Ele ainda não tinha visto os ônibus”, brinca Jairo. Quando o grupo chegou em peso, foi liberada a entrada no auditório do Palácio. “Se não desse certo nós iríamos continuar ali, a associação ia arrumar hotel para todos ficarem até que nossa reivindicação fosse atendida”, completa Jairo. Não foi preciso. Como o governador Luiz Henrique da Silveira estava em viagem, foi o vice Eduardo Pinho Moreira quem garantiu: ainda naquela semana o valor seria novamente repassado para a Celos e os planos de saúde e odontológico, além do piso mínimo, estavam novamente garantidos. Vitória da mobilização e da união de aposentados, pensionistas e ativos. “Veio gente de 80, 90 anos. É uma coisa de espírito da nossa classe, e foi uma conquista muito importante porque seria o fim do plano de saúde para centenas de pessoas.” APCELESC 25 ANOS | INFORMATIVO ESPECIAL | 29


30 | APCELESC 25 ANOS | INFORMATIVO ESPECIAL


ATUAÇÃO

Novos rumos à Apcelesc Edalicio deseja a Associação mais forte e representativa

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liderança natural sempre fez parte do perfil de Edalicio Cruz dos Anjos. Presidente da Apcelesc desde março de 2009, ele foi diretor administrativo adjunto durante o primeiro mandato de Jairo Costa, de quem foi vice entre 2007 e 2009. Mas o currícu-

lo mostra como Edalicio sempre esteve à frente de ativos, aposentados e pensionistas da Celesc desde quando ingressou na empresa em julho de 1970. “Sempre tive uma relação muito próxima com o empregado, tanto que fui admitido para a área de recursos humanos”, lembra. O con-

A partir de sua aposentadoria, há 12 anos, o atual presidente participou ativamente da Associação e se envolve com as suas lutas e mobilizações.

tato próximo com as pessoas levou Edalicio a ser um dos fundadores e presidente da Abcelesc (Associação Beneficente dos Empregados da Celesc) durante dez anos consecutivos e, curiosamente, assumiu a função no final dos anos 80, paralelamente à criação da Apcelesc. “Também tive muito envolvimento com o sindicato, sendo diretor financeiro por duas gestões”, completa. Com a aposentadoria em 2001, Edalicio rapidamente ingressou na Apcelesc, muito em função dos constantes convites do então presidente Isidro Pinheiro. “Ele sempre me convidava muito para vir, desde à época em que eu estava na ativa. Então comecei minha caminha depois de me aposentar”, ressalta. Depois de compor a diretoria administrativa adjunta e a vice-presidência, foi eleito presidente em dezembro de 2008, iniciando os trabalhos em 03 de março de 2009. Um dos seus principais objetivos, frisa, era o de montar uma diretoria experiente e com o perfil adequado para modernizar a associação. “Com o meu trabalho na área de recursos humanos eu fiquei muito conheci-

Antes de se aposentar em 2001, Edalicio participou da Abcelesc e foi diretor financeiro do sindicato. APCELESC 25 ANOS | INFORMATIVO ESPECIAL | 31


ATUAÇÃO

do, e ainda mais depois de participar na Abcelesc”, argumenta. Como resultado desses anos de relacionamento e confiança, Valmor Scoz e Ilka Gnewuch Romanzini foram convidados para compor o grupo responsável pela Apcelesc. “A gente sempre teve um relacionamento próximo, há mais de 40 anos.” Até por essa parceria de longa data, Edalicio disse ter sido fácil

montar a chapa, união que prevalece até hoje nas decisões da diretoria. “Apesar de por hierarquia eu ter o comando , quando a gente se reuniu pela primeira vez eu já falei da minha proposta de que todas as decisões fossem tomadas em conjunto”, completa o presidente, que está no segundo mandato e segue ao lado dos aposentados e pensionista até março de 2015.

Decisões tomadas em conjunto são o ideal de gestão de Edalicio que quer sempre reforçar a ideia coletiva.

Trabalho em conjunto Ao seu lado, Edalicio tem a companhia e o trabalho de quem participou ativamente da história da Celesc e da própria Associação nas últimas cinco décadas. Caso do diretor financeiro Valmor Scoz: com passagens anteriores pela diretoria da Apcelesc, ele assumiu a função a convite de Edalicio principalmente por causa de sua experiência e bom relacionamento. “Ele é considerado o papa da contabilidade”, brinca o presidente. Valmor ingressou na Celesc em agosto de 1962, na área técnica, mas como estudante de finanças logo migrou para a contabilidade, onde assumiu a chefia em maio de 1972. “Houve três fatos históricos dentro do meu ciclo na Celesc, de muita relevância na área financeira”, avalia. Já no inicio dos anos 70, Valmor participou do processo de centralização da contabilidade, até então feito de maneira independente por cada uma das 15 regionais. Em 1985, atuou na formação e implementação de um novo plano de contas, e por fim, três anos depois, no desenvolvimento e implantação da estrutura de controle de custos patrimônio. “Fiquei conhecido por causa desses trâmites e tive que me envolver diretamente”, conclui Valmor, que se aposentou em 1992. Aproveitamos a oportunidade para agradecer a todos os representantes e adjuntos regionais pelo trabalho desenvolvido nas suas regionais, no atendimento a todos os programas assistenciais e sociais para nossos aposentados, programas esses, instituídos pela diretoria e os próprios representantes. Com mais de 50 anos de vida na Celesc, Valmor se destacou na área contábil da empresa. 32 | APCELESC 25 ANOS | INFORMATIVO ESPECIAL


ATUAÇÃO

Ilka foi admitida em Rio do Sul, em julho de 1971, e dois anos depois se transferiu para Florianópolis com o marido. Durante todo o tempo que esteve na empresa, trabalhou no setor de folha de pagamento, o que fez dela uma das funcionárias mais conhecidas da Celesc em Florianópolis. “Eu conheci o Edalicio nesta época, há 40 anos”, ressalta. Na associação, Ilka era secretária voluntária desde 2003, um trabalho que a fazia se sentir realizada. Hoje, como diretora administrativa, ela reencontra pessoas com quem teve muito contato em todos esses anos de trabalho. “Eu revejo hoje rescisões que fiz há muito tempo, volto a ter contato com esse pessoal. Para mim é a realização plena.” Antes secretária voluntária, Ilka assumiu a diretoria administrativa nesta gestão.

Proposta de modernização do Estatuto Focados em dar continuidade ao trabalho desenvolvido pelas gestões anteriores, mas com o propósito de incrementar importantes mudanças, Edalicio, Valmor e Ilka promoveram mudanças no Estatuto da Associação com a intenção de torná-la mais moderna e adequada aos novos tempos. “Ele já tinha sido mudado há algum tempo, mas achávamos que alguns artigos travavam outros e que seria necessária uma roupagem nova em benefício da entidade e de seus associados”, explica o presidente. A equipe convidou Cláudio Romanzini, que foi diretor administrativo da Apcelesc durante dois

mandatos, para colaborar nesse processo de mudanças. Um das alterações mais significativas se refere ao tempo de cada mandato das gestões, que passaram de dois anos com possibilidade de reeleição para quatro anos, sem possibilidade de reeleição, além do estabelecimento de um período que a diretoria, ao final de seu mandato, se torne inelegível por quatro anos. “Não éramos contra, mas isso favorecia a continuidade”, analisa Edalicio. “Nós demos uma trancada nisso, justamente para que haja renovação.” Todas as propostas de mudanças estatutárias, finaliza Edalicio, fo-

ram discutidas em conjunto e com os representantes do interior antes de serem aprovadas em assembleia. “Nós explicamos e o pessoal aceitou muito bem por sinal.”

Novo estatuto modernizou a entidade e tornou-a mais dinâmica e promotora de renovação. APCELESC 25 ANOS | INFORMATIVO ESPECIAL | 33


QUALIDADE DE VIDA

Auxílio emergencial Também previsto em artigo no novo estatuto, o fundo de reserva foi criado pela atual gestão para atender todas as regionais em caso de problemas emergenciais ocasionados por desastres naturais. “Nossa preocupação era ter algo reservado para o amanhã, porque nunca se sabe o que pode acontecer”, argumenta Edalicio. “O fundo tem a função básica de dar assistência a eventuais prejuízos de algum associado por conta de inundações, vendavais, etc. Desde que ele foi criado nós já tivemos três casos de danos em residências de famílias que pudemos socorrer”, completa o diretor financeiro, Valmor Scoz. A utilização destes recursos atende cláusulas também estabelecidas no Estatuto. “A própria diretoria executiva não pode mexer”, explica Edalicio. “Nós só podemos

utilizar o fundo num caso emergencial, para fazer atendimento a uma catástrofe com relação aos nossos associados. Mas pra isso temos que convocar o conselho de administração no prazo de 30 dias, para aprovar a mexida no fundo.” Da mesma forma, cabe à diretoria repor o valor utilizado dentro de no máximo um mês, para o fundo se manter sempre em no mínimo 10% do patrimônio líquido da associação. “Por isso o fundo foi tão bem aceito por todos, porque ele nos dá tranquilidade.”

Melhorias na apólice de seguro Uma das rendas mais importantes da Apcelesc, principalmente para os recursos destinados à parte assistencial, a apólice de seguros foi aprimorada na atual gestão. Como estipulante, de acordo com a legislação da Superintendência de Seguros Privados (Susep), a Associação tem direito a um pró-labore – este valor que chega aos cofres da Apcelesc é diretamente alocado para o pagamento de medicamentos, óculos e outras necessidades de seus associados. Por isso, a importância em se manter uma apólice saudável e que possa atender às demandas de seu estipulante. Já

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nos primeiros anos de mandato, Edalicio e sua diretoria tiveram de trocar de seguradora. “Nós perdemos uma apólice que estava conosco há mais de dez anos porque a empresa não quis mais trabalhar com ela. Avaliamos outras cinco propostas e fechamos com uma irrecusável. Foi uma grande tacada”, avalia o presidente, ressaltando a participação dos representantes regionais durante o processo. Para ele, a mudança forçada se mostrou um ótimo negócio e oxigenou a apólice. “A própria empresa reconheceu a revitalização da apólice. Hoje ela está disputada no mercado como não era há muito tempo.” Recentemente, a Associação firmou acordo com a atual seguradora, obtendo um prazo maior de repasse dos valores referente à inadimplência de segurados. Tal acordo foi firmado com o objetivo de resguardar eventuais direitos de indenizações.


INOVAÇÃO

Modernização na estrutura operacional Uma das principais ferramentas de comunicação da Apcelesc passou por uma recente modernização. O site da Associação ganhou numa nova estrutura, mais dinâmica e com mais objetividade nas informações. As novidades podem ser conhecidas na página www.apcelesc.com.br. No site, os associados poderão conhecer nossa história, ter informações sobre seus benefícios e saber da agenda de eventos da Apcelesc, além do contato com as notícias da Fundação pelo Celos Online.

A partir do site da Apcelesc é possível acessar as páginas de importantes órgãos, como a Credelesc, Receita Federal e Previdência Social.

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REGIONAIS

Valorização do interior Nas regionais está a força da Apcelesc

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utra marca da gestão de Edalicio é o resgate da participação dos aposentados do interior, que vinha enfraquecida nos últimos anos. Um reflexo desse distanciamento era a falta de membros de outras cidades nas diretorias, restrita à participação somente de pessoas da capital. “Para a diretoria efetiva realmente é complicado porque damos expediente aqui, então alguém teria de vir morar em Florianópolis. Mas também não considerávamos justos que as pessoas deixassem de participar por causa disso”, argumenta Edalicio.

Atualmente, toda a suplência é formada por integrantes das regionais da Apcelsc, numa escolha feita pelos próprios representantes e adjuntos do interior. “É algo bem democrático, no âmbito do colegiado deles”, ressalta o presidente. “Isso criou muita autoestima, o pessoal de outras cidades sente que realmente

está participando.” Além disso, as principais decisões sempre são tomadas em reuniões com todos os representantes, e cada regional aplica seus recursos de acordo com sua necessidade, sempre seguindo o manual de procedimentos. “É uma questão de dividir responsabilidades, e a coisa está caminhando muito bem.”

Diminuir a distância entre os aposentados da capital e do interior é uma preocupação permanente da gestão.

Blumenau Representante: Osmar Soares Adjunto: Alan Koball Uma das primeiras regionais da Apcelesc, Blumenau conta com pouco mais de 400 associados. “A nossa tem a característica de fazer o pessoal se divertir”, explica o representante Osmar Soares. “Nós temos jogos de baralho todas as segundas e as reuniões mensais, além de um grupo que faz dança sênior.” Outra marca é a boa participação de familiares de aposentados e pensionistas, que ajudam na manutenção do grupo. “Claro, alguns têm problemas de saúde e não podem ir aos eventos, mas sempre conseguimos uma boa participação.” APCELESC 25 ANOS | INFORMATIVO ESPECIAL | 37


REGIONAIS

Caçador Representante: Ivo Rogério dos Santos Adjunto: Alceu Urupuckna Recém-desmembrada de Videira, a regional de Caçador é uma das mais jovens da Apcelesc e conta com pouco mais de 40 associados. Ainda assim, segundo o representante Ivo Rogério dos Santos, a atividade é intensa e têm ótima participação. “São promovidas festas e reuniões todos os meses, com cerca de 70% de presença do pessoal”, explica. “É uma ideia nova, mas que mostra que está dando certo.”

Uma das principais marcas da regional é a integração entre os participantes. Chapecó Representante: José Avair da Cruz Adjunto: Anselmo Elesbão Com mais de 80 associados, a regional de Chapecó promove seus eventos a cada dois meses, com um almoço e sorteio de brindes. Além disso, mantém constante auxílio no pagamento de medicamentos e visitas para associados com problemas de saúde. “E o pessoal é bastante participativo”, avalia o representante. “Chapecó tem uma coisa diferenciada porque são associados de 15 municípios da região, e alguns ficam longe da sede.” Desta forma, completa, o trabalho de José e seu adjunto exige bastante tempo de estrada. “Dá mais trabalho, mas a coisa funciona.”

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São promovidas festas e reuniões todos os meses, com cerca de 70% de presença. Canoinhas Representante: Soni Batista Simões Adjunto: Dorival Nepomuceno Pinto Com 37 associados, a regional de Canoinhas preza pela união de seus integrantes. Com um grupo relativamente pequeno, como ressalta o representante Soni Batista Simões, uma das principais marcas da regional é a integração entre os participantes. “Nosso trabalho é mais focado no pagamento de remédios e óculos, mas também temos os eventos e as viagens. É a reunião de quem trabalhou junto durante muito tempo”, conclui.


REGIONAIS

Concórdia Representante: Roberto Marcanzoni Adjunto: Nelson Alberto Casagrande A parte social também é um dos principais focos da regional de Concórdia, que conta com cerca de 85 associados. “Todos os meses nós fazemos um jantar de confraternização, e os contatos são feitos pessoalmente ou por telefone. Assim o pessoal vai”, explica o representante Roberto Marcanzoni. Recentemente, a regional teve o auxílio de fundo de reserva para ajudar associados que tiveram parte das casas destruídas por causa de um vendaval na regional. “Nós procuramos fazer sempre o melhor para deixar todo mundo tranquilo”, conta o adjunto Nelson Alberto Casagrande, destacando o trabalho assistencial da Apcelesc.

Acho que esse é um dos nossos objetivos: resgatar esse pessoal que trabalhou tantos anos junto e depois se afastou. Criciúma

Curitibanos

Representante: Erginio da Silva Adjunto: Márcia Regina Augustinho dos Santos Com representante e adjunto empossados no final de 2012, a regional de Criciúma tem como objetivo incentivar a participação efetiva de seus quase 100 associados. “Nosso pessoal é um pouco carente, então temos essa ideia de movimentar mais o pessoal”, argumenta Erginio da Silva. O trabalho social é desenvolvido pela adjunta, Márcia Regina, que já percebe alguns avanços. “Logo no começo fizemos nossa festa de fim de ano, e veio muita gente que estava afastada há algum tempo”, avalia. “Acho que esse é um dos objetivos da associação: resgatar esse pessoal que trabalhou tantos anos junto e depois se afastou”, concorda o representante.

Representante: Ari Daniel Anderson Adjunto: Zeferino Reinaldi Muitos dos quase 40 associados da regional de Curitibanos vieram dos municípios vizinhos de Santa Cecília e São Cristóvão do Sul. Com Ari Daniel Anderson e Zeferino Reinaldi recentemente assumindo as funções que eram de Terezinha Borato e Iris Pagliarini, o objetivo dos novos representante e adjunto é dar continuidade do bom trabalho. “Queremos fazer algumas ampliações na área de assistência”, promete Ari. Para Zeferino, outra meta é trazer novamente os participantes que com os anos se afastaram das atividades. “Muitos ficam até um ano sem comparecer. Nós vamos trazer esse pessoal novamente para a família celesquiana.”

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REGIONAIS

Ibirama Representante: Siegfried Creutzberg Adjunto: Paulo Ferreira da Silva Os associados de Ibirama integravam a Apcelesc de Rio do Sul até o início dos anos 90, quando o município ganhou uma regional própria. Hoje com cerca de 30 participantes, tem como marca a assiduidade nos encontros. “Fazemos eventos todos os meses, com café e bingo, e 80% dos associados comparecem”, diz o representante Siegfried Creutzberg. Como a cidade fica a 300 quilômetros da capital, ter uma regional próxima é um grande benefício para os aposentados e pensionistas. “Para nós, idosos, seria uma viagem muito difícil. Assim facilita bastante.”

Itajaí Representante: Janice Meriz de Souza Adjunto: Ivo Otavio de Borba Uma das maiores regionais, com mais de 180 participantes, Itajaí também promove reuniões ordinárias mensais, além do atendimento nas terças e quintas-feiras para reembolso na compra de remédios e óculos. Outro serviço é prestado pela representante Janice Meriz, nas atividades relativas à Celos como atendimento ao aposentado e pensionista, nas marcações de exames e consultas médicas e empréstimos. “Esse atendimento é de suma importância, porque assim o aposentado já pode saber onde encaminhar seus pedidos e tirar dúvidas sobre a Fundação”, explica o adjunto Ivo Otavio de Borba. “E os encontros são sempre uma alegria, porque mantêm o contato e a amizade entre os funcionários que se aposentaram.”

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Os encontros são sempre uma alegria, mantêm o contato e a amizade entre os funcionários que se aposentaram. Jaraguá do Sul Representante: João Welter Adjunto: Ilário Pommerening Com aproximadamente 100 associados, a regional de Jaraguá do Sul promove bingos sempre nas primeiras quartas-feiras de cada mês. Em alguns casos, como explica o representante João Welter, os encontros começam já no período da manhã e têm a participação de associados de regionais das cidades próximas. “A gente já se conhecia do tempo de ativo, então para a gente não se esquecer desse tempo a Associação faz esse trabalho de unir as pessoas.”


REGIONAIS

Joaçaba Representante: Ceneide Grando Adjunto: Domingos José Caleffi Em Joaçaba, boa parte dos 150 participantes se encontra mensalmente para eventos sociais e de atendimento assistencial. “Nós primeiros fazemos uma reunião e depois tem almoço”, explica a representante Ceneide Grando. O grupo também já promoveu excursões para Rio de Janeiro, Foz do Iguaçu e litoral paulista, além de outras cidades praianas de Santa Catarina. “Há uma participação de cerca de 70% dos associados”, diz.

Joinville Representante: Geraldo Prus Adjunto: Aluiz Muller Representante de Joinville desde julho do ano passado, Geraldo Prus dá continuidade às atividades desenvolvidas desde o início por uma das regionais mais antigas da APCELESC, com aproximadamente 320 associados., “Fazemos muitas atividades recreativas e viagens. Temos um grupo coeso, que sempre participa com a gente, mas em eventos maiores há um contingente maior”, conta. Uma das marcas da regional é possibilitar que pessoas que trabalham juntas durante décadas tenham a chance de manterem contato. “Se você considerar, tem gente que passou mais de um terço da vida dentro da Celesc, e esse vínculo não se perdeu por causa da associação.”

Fazemos muitas atividades recreativas e viagens. Temos um grupo coeso, que sempre participa com a gente. Lages Representante: Belmira Edi Lima Muller Adjunto: Adalberto Vieira Proença A experiência de Belmira no setor de recursos humanos facilita o trabalho dela à frente da regional de Lages, com aproximadamente 290 associados. “É uma turma bastante entrosada. Nós temos contato desde quando estávamos na ativa, então nossa convivência é mais fácil”, avalia. Dando continuidade às atividades da gestão anterior, a representante e seu adjunto realizam duas viagens por ano, além de eventos, trabalhos na área social e encontros semanais para interação e jogo de bingo. “É uma forma de não cortar o cordão umbilical”, brinca.

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REGIONAIS

Temos ainda confraternização e palestras sobre temas ligados à terceira idade, desde a parte de alimentação e comportamento. Mafra Representante: Evandro Maas Adjunto: José Edemar Valério Com 90 associados, a regional de Mafra tem como principal atividade as viagens – por ano, explica o representante Evandro Maas, são feitos três ou quatro passeios, com destinos como Foz do Iguaçu, Florianópolis, Tubarão e Termas do Itá. “Temos ainda as reuniões de todo mês, com confraternização e palestras sobre temas ligados à terceira idade, desde a parte de alimentação e comportamento”, completa. O grupo ainda promove visitas nas casas dos associados doentes. “Também ligamos nos aniversários, e as pessoas ficam muito felizes de serem lembradas.”

Rio do Sul Representante: Arlito Saulo Erckmann Adjunto: Afonso Evaldo Gaertner Os mais de 120 associados de Rio do Sul se encontram mensalmente para café ou almoços, sempre com repasses de avisos da diretoria sobre novidades acerca da associação. Há ainda os torneios de canastra e dominó promovidos pelos próprios associados. “Graças ao trabalho meu e do Afonso nós temos uma participação acima do normal”, comemora o representante. “Isso é consequência do prazer com que promovemos os eventos. O pessoal mesmo pede pra gente ficar no cargo”, explica Arlito, que está há 18 anos na Apcelesc.

Rio dos Cedros Representante: Lucir Geraldino Tomaselli Adjunto: Ademar Frainer A quase 200 quilômetros de Florianópolis, a regional de Rio dos Cedros, com aproximadamente 80 associados, tem como principal atividade facilitar o atendimento de aposentados e pensionistas que não possam viajar até a capital. “Ajudamos muito em nível da Celos, até porque o preposto mais próximo fica a 50 quilômetros”, argumenta o representante Lucir Geraldino Tomaselli. A regional tem ainda um forte trabalho social e assistencial. “A participação é muito boa. Temos aqueles associados que esperam todo o fim de mês para estarem nos encontros.”

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REGIONAIS

São Bento do Sul Representante: Alberto Kobs Adjunto: José Mariano Piontkewicz Os mais de 60 associados de São Bento do Sul têm a regional como referência quando precisam de auxílio para reembolso de compra de remédios ou óculos. “De acordo com a necessidade nós ajudamos mais, temos até uma cadeira de rodas que é cedida para quando uma pessoa precisa por algum tempo”, diz o representante Alberto Kobs. Há ainda o trabalho de lazer, com os encontros mensais. “Antes de a Apcelesc ter sido montada não havia nada assim. Com o tempo fomos nos fortalecendo, hoje temos uma sala própria e conseguimos desenvolver bem essas atividades.”

São Miguel D’Oeste Representante: Vilson Gonçalves Petry Adjunto: Laurindo Martinazzo A regional de São Miguel D’Oeste se destaca pela participação constante de seus mais de 100 associados, que além dos encontros mensais promove ainda festas em datas especiais e viagens. “Já fomos até para fora do Brasil, na Argentina e na Bolívia”, conta o representante Vilson Petry. O contato mais próximo com os associados, com entregas de convites em casa, é apontado pelos representantes como um dos trunfos para a boa participação. “Acho o nosso associado do extremo oeste é um pouco diferente, o costume é diferente. É um pessoal mais pacato, que vem em grande número da área rural.”

Já fomos até para fora do Brasil, na Argentina e na Bolívia. Tijucas Representante: Eder Dias Adjunto: Gilson Isac de Carvalho Os mais de 50 associados da regional vêm dos municípios de Tijucas, Governador Celso Ramos, Canelinha, São João Batista, Major Gercino e Nova Trento. “A gente se reúne todo mês, além de eventos especiais como a confraternização de fim de ano”, explica o representante Eder Dias. “E como estamos próximos da capital, nós viemos muito nos eventos daqui também.” A regional ainda faz atendimento e tira dúvidas sobre os planos da Celos. “Eu, como representante, faço o meio de campo com a Fundação”, conclui.

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REGIONAIS

Tubarão Representante: Rui Gonçalvez da Silva Adjunto: Jaime Fidelis da Silva A regional de Tubarão atende mais de 180 associados dos municípios vizinhos como Laguna, Imbituba, Garopaba, Maruí, Jagurauna, Paulo Lopes, Orleans e Lauro Muller. “Nossas reuniões mensais mantém o pessoal sempre unido. Por isso, nas festas, a média de participação é quase que total”, diz Rui Gonçalvez da Silva. Para o representante, esse bom relacionamento se dá principalmente porque ele e seu adjunto estão em constante contato com seus associados. “Na parte assistencial nós compramos equipamentos, como cadeiras de rodas ou para banho, que depois são devolvidas e entregues para outros que precisam.”

Na parte assistencial nós compramos equipamentos, como cadeiras de rodas ou para banho, que depois são devolvidas e entregues para outros que precisam.

Videira Representante: João de Souza Machado Adjunto: Antonio Nelson Ferreira Com aproximadamente 100 associados, a regional de Videira atende quem está a pelo menos 400 quilômetros da capital e dificilmente teria como buscar atendimento na Apcelesc. “A cidade é muito distante, então temos essa vantagem de estar perto e sermos muito procurados pelos associados”, analisa o representante João de Souza Machado. A regional tem encontros mensais e auxilia na compra de remédio e óculos. “Gosto muito dessa parte social. Pra mim é como se fosse uma terapia.”

A cidade é muito distante, então temos essa vantagem de estar perto e sermos muito procurados pelos associados.

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PARCERIA

Integração com a Celos e os sindicatos Intercel é parceira fundamental da Associação

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uito da força e da legitimidade da Apcelesc foi construída através de parcerias com os sindicatos que representam os trabalhadores da Celesc e a Celos – a própria Fundação é uma das principais responsáveis pela criação da Associação no final dos anos 80, quando aposentados e pensionistas se uniram para reivindicar seus direitos. À época, a Celos era presidida por Djalma Martins, e ainda jovem buscava se consolidar como um dos mais importantes fundos de pensão de Santa Catarina. “O plano era novo e tinham coisas que precisavam ser

melhoradas. A Associação foi muito importante para o fortalecimento da Fundação”, avalia Djalma. Essa relação muito próxima entre Apcelesc, sindicatos e Celos existe desde as primeiras reuniões onde foi discutida a necessidade de se criar um grupo em defesa dos aposentados e pensionistas. Um dos responsáveis pela ideia foi Vitor Schmidt, então presidente do Sindicato dos Eletricitários de Florianópolis e Região (Sinergia). “Eu tinha recém assumido a presidência quando, numa reunião, começamos a conversar sobre a situação do aposentado”, lembra Djalma. “Disse para o Vitor que, enquanto eu

Numa via de mão dupla, a Celos colaborou diretamente para a existência da Associação como entidade representativa.

estivesse à frente da Celos, ajudaria no que fosse possível. Depois reafirmei esse compromisso com o Isidro, que foi o primeiro presidente.” A presença da Apcelesc, segundo Djalma, foi de suma importância não apenas política, mas também na própria elaboração do plano. “A associação ajudou a defender as nossas ideias e negociar com a diretoria da empresa. Uma coisa era a Celos ir até lá e fazer reivindicações, mas com uma associação bem organizada nós ganhamos força”, ressalta. Numa via de mão dupla, a Celos colaborou diretamente para o estabelecimento da Apcelesc como entidade representativa. “Nosso apoio foi muito importante, assim como o do sindicato, tanto na parte administrativa quanto na logística. Acredito que se a Celos e o sindicato não estivessem juntos a associação até poderia ser criada, mas demoraria muito mais tempo para tomar corpo”, finaliza.

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PARCERIA

Participação direta na Fundação Uma das principais conquistas nestes 25 anos de Apcelesc, a eleição direta do diretor de seguridade da Celos efetiva a participação de aposentados e pensionistas na manutenção do plano. Depois de Dionísio Badin, indicado pela associação para o cargo, Ademar Albino foi o primeiro a assumir a função sendo eleito por voto. Hoje, a diretoria de seguridade está sob responsabilidade de João Paulo de Souza, cujo mandato teve início em 2011. Como explica João Paulo, o modelo de governança da Celos contempla três segmentos: a Celesc, patrocinadora, indica o presidente, enquanto os participantes ativos

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elegem o diretor administrativo-financeiro, cargo atualmente exercido por Arno Cugnier. Já aos aposentados cabe a escolha do diretor de seguridade. “Esses espaços não são representativos apenas por sua posição, mas sim de uma filosofia previdenciária. Por isso não poderiam vir simplesmente da indicação de alguém”, analisa. “Até porque assim o escolhido tem a consciência de que tem um mandato, é mandatário de seus participantes.” Para o diretor de seguridade, a presença de membros eleitos na executiva legitima o trabalho da Celos porque atende interesses de uma base. E só uma associação forte tem

a capacidade de apresentar nomes de idoneidade e competência confirmadas. “Quanto mais organizada estiver a Apcelesc, mais qualidade haverá na escolha da representação.” Tão importante quanto a escolha do diretor de seguridade, avalia João Paulo, é a possibilidade dos participantes assistidos também definirem integrantes do conselho deliberativo e de fiscalização. Desta forma, a Apcelesc atua diretamente na administração e legislam dos recursos da Fundação. “Possivelmente, se não tivesse a associação, não teríamos representantes, porque o conceito de administração seria outro. O poder central está no participante.”


PARCERIA

Com os sindicatos nas reivindicações Criada para fortalecer a luta em defesa dos trabalhadores da Celesc, a Intercel aglutina o Sindicato dos Eletricitários do Sul de Santa Catarina (Sintresc), o Sindicato dos Eletricitários de Florianópolis e Região (Sinergia), o Sindicato dos Eletricitários de Lages e Região (Stieel), o Sindicato dos Eletricitários do Vale do Itajaí (Sintevi), o Sindicato dos Eletricitários do Norte de Santa Catarina (Sindinorte), o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica de Concórdia (Stieec) e o Sindicato dos Administradores de Santa Catarina (Saesc), que, juntos, representam sua região nas reivindicações do acordo coletivo. Mesmo sem fazer parte diretamente deste grupo, a Apcelesc é considerada como braço importante desta organização. É o que considera o presidente da Intercel, Henri Machado Claudino. Como o próprio acordo coletivo dos trabalhadores com a Celesc foi constituído já com cláusulas extensivas aos aposentados e pensionistas, como piso mínimo e plano de saúde, a presença da associação nas negociações é de suma importância. “Nós temos a sensibilidade de avaliar que estamos negociando um direito conquistado pelos aposentados, por eles, e agora tá na nossa mão defender aquilo que eles conseguiram”, pontua. Uma das missões da Intercel é justamente incutir nos trabalhadores ativos a importância de incluir em sua luta o direito dos aposentados,

até porque daqui alguns anos eles próprios serão beneficiados. Um episódio de destaque é a “Marcha dos 800”, quando ativos se uniram aos assistidos vindos de todo o Estado para questionar o fim do repasse da Celesc a Celos para manutenção do plano de saúde. “Apesar de não poderem fazer greve, os associados da Apcelesc mostraram nesse caso um exemplo de atividade integrada”, analisa. Para Henri, essa união nem é fruto apenas de coleguismo, mas

sim de uma classe trabalhista que sabe da importância em proteger quem defendeu seus direitos há alguns anos. “Se neste ano a empresa concordar com as reivindicações dos ativos e tirar os benefícios dos aposentados, no ano seguinte tirará também os direitos dos ativos”, prevê. “Por isso hoje temos a Apcelesc muito próxima da Intercel, é algo que se aprofundou muito nos últimos anos. Dá pra dizer que a Apcelesc faz sim parte da intersindical.”

A união entre a Apcelesc e os sindicatos vem desde a fundação da Associação, há 25 anos.

Parceria com a Intercel não é apenas coleguismo, mas uma necessidade de lutar pela classe trabalhadora. APCELESC 25 ANOS | INFORMATIVO ESPECIAL | 47


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Revista Apcelesc 25 anos  

PUBLICAÇÃO COMEMORATIVA DA ASSOCIAÇÃO DOS APOSENTADOS E PENSIONISTAS DA CELESC

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