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Seminário

ENERGIA CONHECIMENTO, SUSTENTABILIDADE e INTEGRAÇÃO

Relatório das palestras Informe de las conferencias

ORGANIZAÇÃO: Fátima Martins, Mauro Passos, Paula Scheidt e Ricardo Rüther PRODUÇÃO: Quorum Comunicação Coordenação: Gastão Cassel Reportagem e texto: Galeno Lima Revisão do português: Giovanni Secco Tradução: Pedra Rosetta Fotografia: Sônia Vill Projeto Gráfico: Audrey Schmitz Schveitzer

IMPRESSÃO: Alternativa Gráfica Tiragem: 1.500 exemplares 2012


SUMÁRIO - rESUMEN Abertura / Apertura................................................................................................................ 4 Políticas alemãs e europeias para a promoção de energias renováveis / Políticas alemanas y europeas para la promoción de energías renovables........................................ 6 Harald Neitzel – Ministério do Meio Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear da Alemanha Güssing, Áustria – a cidade ícone da revolução verde / Güssing, Austria – la ciudad símbolo de la revolución verde.............................................................................................. 8 Christian Keglovits – Centro Europeu de Energias Renováveis de Güssing, Áustria Perspectivas para investimentos em energias renováveis em um mundo póssubsídios / Perspectivas para inversiones en energías renovables en un mundo post-subsidios...................................................................................................................... 10 Salim Morsy – Blooomberg New Energy Finance Redes inteligentes: As experiências da CEMIG em Sete Lagoas e da Neoenergia em Fernando de Noronha / Redes Inteligentes: Las experiencias de CEMIG en Sete Lagoas y de Neoenergia en Fernando de Noronha............................................... 12 Márcio Eli Moreira de Souza – CEMIG, Ana Mascarenhas – Grupo Neoenergia Mobilidade com energia mais limpa: Ônibus elétrico / Movilidad con energía más limpia: Autobús eléctrico.............................................................................................. 16 Rogério Ferraz – WEG Novos caminhos para a energia solar no Brasil / Nuevos caminos para la energía solar en Brasil........................................................................................................ 18 Alexandre Zucarato – CCEE, Fábio Stacke – ANEEL, Mauro Passos – Instituto Ideal, Paula Scheidt – GIZ / Instituto Ideal & Ricardo Rüther – UFSC Empresas investindo em eletricidade solar / Empresas invirtiendo en electricidad solar........26 Nilson Silva – GM, Carlos Gothe – Tractebel, Eduardo Lana de Paula – Light Esco Conectando o consumidor com a questão da energia alternativa / Conectando al consumidor con la cuestión de la energía alternativa......................................................... 30 Fabián Echegaray – Market Analysis Empresas investindo em energia eólica / Empresas invirtiendo en energía eólica....... 32 João Ramis – Eletrosul, José Luis Menghini – IMPSA O modelo energético mundial e os desafios do século / El modelo energético mundial y los desafíos del siglo........................................................................................... 34 Miguel Rosseto – Petrobras Biocombustíveis Premiação Eco_lógicas 2011 e lançamento Edição 2012 / Premios de Eco_lógicas 2011 y lanzamiento de la Edición 2012........................................................................................ 36 Instituto Ideal Registro fotográfico / Registro fotográfico........................................................................ 38 Confira os slides das palestras em www.institutoideal.org Vea las diapositivas de las conversaciones en www.institutoideal.org


ABERTURA Desde 1995 o ONU realiza a Conferência das Partes (COP) para avaliar o andamento das questões e políticas relativas à mudança climática. Em 2010, logo após a COP-15, considerada um fracasso por não avançar na ratificação de um novo acordo climático, o Instituto Ideal organizou a primeira edição de seu seminário, intitulado Mercosul Pós-Copenhague e que repercutiu o debate global na cidade de Florianópolis. A segunda edição, Seminário Energia Limpa, ocorreu em 2011, poucas semanas após o desastre nuclear de Fukushima, momento muito propício para mais uma vez apresentar propostas de uso de fontes de energia renováveis. Em 2012, duas décadas depois da Eco-92, o Brasil sedia a Rio+20 - Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável. Na terceira edição do seu seminário, o Instituto Ideal decidiu apresentar boas práticas do setor empresarial e acadêmico que pudessem contribuir com o debate ocorrido no Rio de Janeiro em junho. O Seminário Energia + Limpa - Conhecimento, Sustentabilidade e Integração, foi realizado nos dias 24 e 25 de abril, no Centro de Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A programação foi composta por apresentações de cases empresariais e dos trabalhos acadêmicos dos vencedores do Concurso Eco_Lógicas 2011. Também estiveram presentes o presidente da Petrobras Biocombustíveis, Miguel Rosseto, e o vice-diretor de Relações Internacionais e Energias Renováveis do Ministério de Meio Ambiente da Alemanha, Harald Neitzel.

Mauro Passos, Presidente do Instituto Ideal / Presidente del Instituto Ideal.

O destaque foi o lançamento do Selo Solar, iniciativa inédita no país, desenvolvida pelo Instituto Ideal e pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) para incentivar as empresas e instituições públicas a consumirem ou desenvolverem projetos de geração de eletricidade solar. Durante o seminário também foi realizada a premiação do Concurso Eco_ Lógicas 2011 e lançada a edição 2012 do prêmio acadêmico de monografias.

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Apertura Desde 1995 la ONU realiza la Conferencia de las Partes (COP), para evaluar el avance de las cuestiones y políticas relativas a los cambios climáticos. En 2010, inmediatamente después de la COP-15, considerada un fracaso por no avanzar en la ratificación de un nuevo acuerdo climático, Instituto Ideal organizó la primera edición de su seminario, denominado Mercosur Post Copenhague y que repercutió el debate global en la ciudad de Florianópolis. La segunda edición, Seminario Energía Limpia, ocurrió en 2011, pocas semanas después de la catástrofe nuclear de Fukushima, momento muy propicio para presentar, otra vez, propuestas de uso de fuentes de energía renovables. En 2012, dos décadas después de la Eco-92, Brasil sedia Rio+20 Conferencia de las Naciones Unidas sobre el Desarrollo Sostenible. En la tercera edición de su seminario, el Instituto Ideal decidió presentar buenas prácticas del sector empresarial y académico que pudieran contribuir con el debate que ocurrió en Río de Janeiro en junio.

El Seminario Energía + Limpia Conocimiento, Sostenibilidad e Integración se realizó durante los días 24 y 25 de abril, en el Centro de Eventos de la Universidad Federal de Santa Catarina (UFSC). La programación estuvo compuesta por presentaciones de casos empresariales y de los trabajos académicos de los vencedores del Concurso Eco_Lógicas 2011. También estuvieron presentes el presidente de Petrobras Biocombustíveis, Miguel Rosseto, y el vicedirector de Relaciones Internacionales y Energías Renovables del Ministerio de Medio Ambiente de Alemania, Harald Neitzel. El destaque fue el lanzamiento del Sello Solar, iniciativa inédita en el país, desarrollada por el Instituto Ideal y por la Cámara de Comercialización de Energía Eléctrica (CCEE) para incentivar a las empresas e instituciones públicas a consumir o desarrollar proyectos de producción de electricidad solar. Durante el seminario también ocurrió la entrega de premios del Concurso Eco_Lógicas 2011 y se lanzó la edición 2012 del premio académico de monografías.

Mesa de abertura / Mesa de apertura: Antonio Vituri (Eletrosul), Carlos Alberto Justo da Silva (UFSC), Mauro Passos (Instituto Ideal), Alícia Torres (CEFIR) & Octavio Antonio Valsechi (AUGM).

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Políticas Alemãs e Europeias para a promoção de Energias Renováveis Harald Neitzel – Ministério do Meio Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear da Alemanha Abrindo o seminário, na manhã do dia 24, o vice-diretor de Relações Internacionais e Energias Renováveis do Ministério de Meio Ambiente da Alemanha, Harald Neitzel, falou sobre as atuais políticas alemãs e europeias quanto às energias renováveis. Após o desastre de Fukushima, a Alemanha adotou, em junho de 2011, um plano de longo prazo de reestruturação energética até 2050, que deve eliminar paulatinamente a energia nuclear de sua matriz. No fim de 2011, a União Europeia (UE) publicou o Energy Roadmap 2050 com quatro diferentes alternativas para a descarbonização do setor energético. A intenção é ter 20% da matriz energética do bloco vinda de fontes

renováveis em 2020 e 30% em 2030; embora as metas sejam diferentes para cada país. Na Alemanha, pelo menos 35% da energia elétrica virá de fontes renováveis até 2020 (hoje essa taxa é de 20%). O planejado é chegar a 80% até 2050. Em 2011, as maiores participações na matriz elétrica alemã baseada em renováveis foram da energia eólica (38,1%), solar (15,6%), hidroelétrica (16%) e biogás (14,4%). O país ampliou gradativamente a utilização de fontes de energia renovável através do Ato de Energias Renováveis (EEG, na sigla original), aprovado no ano 2000, cuja legislação serviu de referência para outros países. O EEG estabelece – além de prioridade na transmissão, distribuição e acesso à rede – tarifas de energia fixadas pelo período de 20 anos, que vão decaindo anualmente para novas usinas instaladas para compensar os avanços tecnológicos. Atualmente, o EEG prioriza a energia solar e a energia eólica off-shore (torres eólicas construídas no mar).

Harald Neitzel

A popularização dos sistemas fotovoltaicos, por exemplo, fez com que o custo dessas instalações caísse cerca de 50% nos últimos quatro anos. Consequentemente, a tarifa paga por este tipo de energia foi reduzida, variando de acordo com o tamanho da usina.

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Harald Neitzel – Ministerio del Medio Ambiente, Protección de la Naturaleza y Seguridad Nuclear de Alemania

Foto: arquivo/archivo Harald Neitzel

Políticas Alemanas y Europeas para la promoción de Energías Renovables Abriendo el seminario, a la mañana del día 24, el vicedirector de Relaciones Internacionales y Energías Renovables del Ministerio de Medio Ambiente de Alemania, Harald Neitzel, habló sobre las actuales políticas alemanas y europeas en lo que se refiere a las energías renovables. Después de la catástrofe de Fukushima, Alemania adoptó, en Junio de 2011, un plan a largo plazo de reestructuración energética hasta 2050, que debe eliminar paulatinamente la energía nuclear de su matriz. A fines del 2011, la Unión Europea (UE) publicó Energy Roadmap 2050 con cuatro alternativas diferentes para la descarbonización del sector energético. Hasta 2005 sólo el 8% de la matriz energética de la UE estaba constituida por energías renovables. La intención es aumentar el porcentaje al 20% en 2020 y 30% en 2030; aunque las metas sean diferentes para cada país. En Alemania por lo menos el 35% de la energía eléctrica vendrá de fuentes renovables hasta el 2020 (hoy ese porcentaje es del 20%). La planificación es llegar al 80% hasta el 2050. En 2011, las mayores participaciones en la matriz eléctrica alemana con base en renovables fueron de energía eólica (38,1%), solar (15,6%), hidroeléctrica (16%) e biogás (14,4%). La energía solar fue responsable del 60% de los costos totales. El país amplió gradualmente el uso de otras fuentes de energía renovable en su matriz, especialmente después del Acto de Energías Renovables (EEG, en la sigla

O custo dos sistemas fotovoltaicos caiu cerca de 50% nos últimos quatro anos / El costo de los sistemas fotovoltaicos cayó cerca del 50% en los últimos cuatro años

original), aprobado en la década del 2000, cuya legislación sirvió de referencia para otros países. El EEG establece la prioridad en la transmisión, distribución y acceso a la red, y también fija tarifas de energía por el periodo de 20 años, que van cayendo anualmente para nuevas usinas para compensar el avance tecnológico. Actualmente, el EEG da prioridad a la energía solar y a la energía eólica off-shore (torres eólicas construidas en el mar). La popularización de los sistemas fotovoltaicos hizo caer el costo de esas instalaciones cerca del 50% en los últimos cuatro años. En consecuencia, la tarifa paga por este tipo de energía se redujo, variando de acuerdo con el tamaño de la usina.

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Güssing, Áustria – a cidade ícone da revolução verde Christian Keglovits – Centro Europeu de Energias Renováveis de Güssing, Áustria Até o final da década de 80, a pequena cidade austríaca de Güssing não possuía indústria, tinha alta taxa de desemprego e migração, agricultura pouco estruturada e má infraestrutura viária. Até que, no inicio dos anos 90, a administração local decidiu apostar em um novo modelo de desenvolvimento, baseado no aproveitamento energético de recursos renováveis disponíveis na região. Depois de 20 anos, mais de 50 empresas se instalaram na região, gerando uma cadeia produtiva de empregos, e a cidade se tornou independente dos combustíveis fósseis importados. “Foi mais uma abordagem econômica do que uma abordagem ecológica”, explica o gerente de projeto do Centro Europeu de Energia Renovável (EEE, na sigla em alemão) de Güssing, Christian Keglovits .

Uma das maiores usinas da região, que abastece o sistema desde 2001, é de biomassa. A cidade transforma 44 mil toneladas de madeira em 2MW de eletricidade e 4,5MW de calor ao ano, além de gás natural e combustíveis líquidos sintéticos. Por conta de iniciativas de sucesso como essa, o governo da Áustria criou o KlimaFonds, um fundo climático para patrocinar iniciativas no setor. Hoje já são 66 microrregiões-modelo em todo o país. O sucesso de Güssing foi tão grande que a microrregião da cidade, que abrange também outros 14 distritos, foi batizada de “terra da energia ecológica” (ökoEnergieland, em alemão). A ökoEnergieland deve atingir a autossuficiência energética em 2015; já o estado de Burgenland, em 2020; e a Áustria inteira apenas em 2050. Foto: © EEE GmbH

O distrito de Güssing tem 485 km² e população de 26.507 habitantes. Localiza-se no estado de Burgenland, região sudeste da Áustria, perto da fronteira com a Hungria. As mudanças começaram em 1996, quando o sistema de aquecimento de edificações começou a ser abastecido com energias renováveis. Hoje, ele possui 35 km de extensão e atinge aproximadamente 85% de todas as casas da região. A taxa de emissão de CO2 passou de 37.000 toneladas em 1996 para 22.500 toneladas em 2009 e a produção local de energia atende atualmente 71% da demanda total no distrito. Usina de biomassa em Güssing / Usina de biomasa en Güssing

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Güssing, Austria – la ciudad símbolo de la revolución verde Christian Keglovits – Centro Europeo de Energías Renovables de Güssing, Austria Hasta el final de la década del 80, la pequeña ciudad austríaca de Güssing no tenía industria, tenía un alto índice de desempleo y migración, agricultura poco estructurada y mala infraestructura de tránsito. Hasta que, a principios de los años 90, la administración local decidió apostar en un nuevo modelo de desarrollo, basado en el aprovechamiento energético de recursos renovables disponibles en la región. Después de 20 años, más de 50 empresas se instalaron en la región, generando una cadena productiva de empleos, y la ciudad se independizó de los combustibles fósiles importados. “Fue más una metodología económica que una metodología ecológica”, explica el gerente de proyecto del Centro Europeo de Energía Renovable (EEE, en la sigla en alemán) de Güssing, Christian Keglovits . El distrito de Güssing tiene 485 km² y una población de 26.507 habitantes. Se encuentra en el estado de Burgenland, región sudeste de Austria, cerca de la frontera con Hungría Los cambios comenzaron en 1996, cuando se comenzó a abastecer el sistema de calefacción de edificaciones con energías renovables. Hoy, el mismo tiene 35 km de extensión y llega aproximadamente al 85% de todas las casas de la región. El índice de emisión de CO2 disminuyó de 37.000 toneladas en 1996 a 22.500 toneladas en 2009 y la producción local de energía actualmente atiende el 71% de la demanda total del distrito.

Christian Keglovits

Una de las mayores usinas de la región, que abastece al sistema desde el 2001, es de biomasa. La ciudad transforma 44 mil toneladas de madera en 2MW de electricidad y 4,5MW de calor al año, además de gas natural y combustibles líquidos sintéticos En virtud de iniciativas de éxito como ésta, el gobierno de Austria creó KlimaFonds, un fondo climático para patrocinar iniciativas en el sector. Hoy ya son 66 microrregiones modelo en todo el país. El éxito de Güssing fue tan grande que la microrregión de la ciudad, que abarca también otros 14 distritos, fue bautizada como “tierra de la energía ecológica” (ökoEnergieland, en alemán). La ökoEnergieland debe alcanzar la autosuficiencia energética en el 2015; el estado de Burgenland en el 2020; y toda Austria sólo en el 2050.

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Perspectivas para investimentos em energias renováveis em um mundo pós-subsídios Salim Morsy – Blooomberg New Energy Finance A crise econômica tem levado a um enfraquecimento das políticas públicas de incentivo a renováveis em alguns países (EUA, Inglaterra, Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália e Grécia), porém isso não tem significado uma redução nos investimentos mundiais em renováveis, conforme mostram dados da Bloomberg New Energy Finance apresentados pelo analista chefe de bioenergia na América Latina, Salim Morsy. Em um número maior de países ocorre um movimento contrário. As políticas públicas para renováveis vêm sendo fortalecidas em 10 nações : México, Chile, Uruguai, Ucrânia, Quênia, África do Sul, Índia, China, Japão e Indonésia. Os gráficos apresentados por Morsy mostram ainda que, de 2004 até hoje, os maiores volumes de novos investimentos em renováveis foram feitos no último trimestre de 2010 (US$52,9 bilhões) e no terceiro trimestre de 2011 (US$52,3 bilhões). O Brasil investiu US$6,9 bilhões em 2010 e aumentou os investimentos em 2011 para US$8 bilhões. Apesar disso, caiu da 7ª para a 9ª posição no ranking mundial dos países que mais investem em energias renováveis no mundo. Os EUA, que ocupavam a segunda posição em 2010, com investimentos de US$33,7 bilhões, passaram a investir US$48,1 bilhões em 2011, ganhando a primeira posição da China, cujos

Salim Morsy

investimentos cresceram de US$45 bilhões para US$45,5 bilhões. A Alemanha continua na terceira posição, mas seus investimentos caíram de US$32,1 bilhões para US$30,6 bilhões.

América Latina Em 2011 a capacidade instalada de fontes renováveis na América Latina era de 302 GW, sendo o Brasil responsável por 116 GW desse total. O setor de biocombustíveis, que recebia mais investimentos na América Latina, ficou em segundo lugar nos últimos dois anos, atrás da energia eólica. A previsão é de um crescimento de 138% no mercado eólico para 2012 com relação à 2011. Quanto ao mercado fotovoltaico, a estimativa é de que a capacidade instalada cresça até 10 vezes nos próximos quatro anos, com o México na liderança, seguido pelo Brasil.

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Perspectivas para inversiones en energías renovables en un mundo post-subsidios Salim Morsy – Blooomberg New Energy Finance La crisis económica ha llevado a una disminución de las políticas públicas de incentivo a las energías renovables en algunos países (EEUU, Inglaterra, Portugal, España, Francia, Alemania, Italia y Grecia), pero eso no ha significado una reducción en las inversiones mundiales en energías renovables, según muestran los datos de Bloomberg New Energy Finance presentados por el analista jefe de bioenergía en Latinoamérica, Salim Morsy. En una cantidad mayor de países ocurre un movimiento contrario. Las políticas públicas para energías renovables están siendo fortalecidas en 10 naciones: México, Chile, Uruguay, Ucrania, Kenia, Sudáfrica, India, China, Japón e Indonesia. Los gráficos presentados por Morsy muestran todavía que, desde 2004 hasta hoy, los mayores volúmenes de nuevas inversiones en renovables fueron

Público

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hechos en el último trimestre de 2010 (US$52.900 millones) y el tercer trimestre de 2011 (US$52.300 millones). Brasil invirtió US$6.900 millones en 2010 y en 2011 aumentó las inversiones hasta US$8 mil millones. A pesar de eso, bajó de la 7ª a la 9ª posición en el ranking mundial de los países que más invierten en energías renovables en el mundo. EEUU, que ocupaba la segunda posición en 2010, con inversiones de US$33.700 millones, invirtió US$48.100 millones en 2011, ganando la primera posición delante de China, cuyas inversiones crecieron de US$45 mil millones hasta US$45.500 millones. Alemania continúa en la tercera posición, pero sus inversiones cayeron de US$32.100 millones para US$30.600 millones.

Latinoamérica Según los datos de Bloomberg, en el 2011, Latinoamérica tenía 302 GW, y Brasil era responsable de 116 GW de ese total. El sector de biocombustibles, que recibía más inversiones en Latinoamérica, quedó en segundo lugar en los últimos dos años, después de la energía eólica. Se calcula un crecimiento del 138% no mercado eólico para 2012 con respecto al 2011. Con respecto al mercado fotovoltaico, el cálculo es que la capacidad instalada crezca hasta 10 veces en los próximos cuatro años, con México en el primer lugar, seguido por Brasil.

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Redes inteligentes: as experiências da CEMIG em Sete Lagoas e da Neoenergia em Fernando de Noronha Márcio Eli Moreira de Souza – Cemig, Ana Mascarenhas – Grupo Neoenergia

Em todo o Brasil existem 13 projetos de Redes Inteligentes em andamento, um deles executado pela Cemig e outro em andamento na ilha de Fernando de Noronha, executado pelo grupo Neoenergia. O projeto Cidades do Futuro, cujo piloto é a cidade de Sete Lagoas, vai servir de base para a implementação dessa tecnologia em toda a área atendida pela Cemig. Em Fernando de Noronha, a instalação de Redes Inteligentes tem orçamento de R$16,4 milhões e prazo de execução de 36 meses. Foto: arquivo/archivo CEMIG

A geração de energia elétrica da ilha – que possui 3.500 habitantes e 800 visitantes diários - é feita através da Usina Tubarão, que em 2010 consumiu 3,8 milhões de litros de óleo Sete Lagoas: testes em ambiente controlado / Sete Lagoas: pruebas en ambiente controlado

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diesel, ao custo de R$7,3 milhões. Já a cidade de Sete Lagoas, com população de 290 mil habitantes, foi escolhida por possuir consumidores de todas as categorias e abrigar a universidade corporativa da Cemig. A cidade localiza-se a 62km de Belo Horizonte e possui 75 mil consumidores. As redes inteligentes pressupõem uma troca de informações nos dois sentidos e, para isso, os atuais medidores de energia precisarão ser trocados por medidores inteligentes, que forneçam esse feedback à rede. Com essa integração, as concessionárias serão informadas imediatamente em caso de falhas na rede e, por terem informações mais específicas, poderão isolar rapidamente os trechos defeituosos, sanando os problemas com maior eficiência. Já as empresas e residências vão poder, por exemplo, consultar seu consumo em tempo real, ou saber os períodos em que há maior gasto de energia, o que pode permitir uma tarifação diferenciada. Além


disso, é esse tipo de medidor que vai permitir a integração adequada à rede de sistemas residenciais fotovoltaicos.

Também está previsto o desenvolvimento de um sistema supervisor de controle da operação do sistema elétrico em lugares isolados utilizando predominantemente fontes alternativas de energia, a um custo de R$1,69 milhão, com prazo de 26 meses. Por fim, há um orçamento de R$1 milhão para a melhoria da eficiência energética em prédios públicos e o aquecimento solar de água nas 17 pousadas da ilha. Todas as lâmpadas (incandescentes, fluorescentes e refletores) em áreas públicas estão sendo substituídas por lâmpadas de LED, que consomem menos energia.

Márcio Eli Moreira de Souza

nicações e sistemas computacionais, conhecida como infraestrutura de medição avançada (AMI, na sigla em inglês). Para essa implantação, será necessária a regulação de políticas públicas e o aperfeiçoamento da estrutura tarifária. Além disso, por mais que os desafios tecnológicos venham sendo superados, será preciso conscientizar os consumidores. Esses desafios no relacionamento com os consumidores certamente vão exigir também uma transformação empresarial. Residências vão poder consultar seu consumo em tempo real / Viviendas podrán consultar su consumo en tiempo real

Foto: arquivo/archivo CEMIG

Em Fernando de Noronha será instalada uma usina solar fotovoltaica em uma área de 7 km² da aeronáutica. Com capacidade de 400 kWp, deve custar R$5,2 milhões e levar 24 meses para ficar pronta. O projeto tem o apoio técnico do governo alemão, por meio do GIZ, e do governo americano, por meio da USAID. O objetivo é diminuir em até 80% o consumo da Aeronáutica na ilha, o que reduziria o consumo de biodiesel em 200 mil litros, gerando uma economia de R$570 mil/ ano (combustível e transporte).

As projeções da Cemig indicam que até 2030 o país terá entre 52% (cenário conservador) e 75,3% (cenário acelerado) de medidores inteligentes. Além de medidores, é necessária a construção de uma plataforma de telecomu-

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Redes Inteligentes: Las experiencias de CEMIG en Sete Lagoas y de Neoenergia en Fernando de Noronha Márcio Eli Moreira de Souza – CEMIG, Ana Mascarenhas – Grupo Neoenergia

En todo Brasil existen 13 proyectos de Redes Inteligentes en funcionamiento, uno de ellos ejecutado por Cemig, otro en funcionamiento en la isla de Fernando de Noronha, ejecutado por el grupo Neoenergia. El proyecto Ciudades del Futuro, cuyo piloto es la ciudad de Sete Lagoas, servirá de base para la implementación de esta tecnología en toda la región atendida por Cemig. En Fernando de Noronha, la instalación de Redes Inteligentes también incluye energías alternativas y tiene un presupuesto de R$16,4 millones y plazo de ejecución de 36 meses. Actualmente, la producción de energía eléctrica de la isla, que tiene 3.500 habitantes y 800 visitantes diarios, se realiza a través de la Usina Tubarão, que en 2010 consumió 3,8 millones de litros de diesel, a un costo de R$ 7,3 millones.

La ciudad de Sete Lagoas, con población de 290 mil habitantes, fue elegida por tener consumidores de todas las categorías y albergar la universidad corporativa de Cemig. La ciudad se encuentra a 62km de Belo Horizonte y tiene 75 mil consumidores. Las redes inteligentes implican un intercambio de información en los dos sentidos y para eso los actuales medidores de energía se deben cambiar por medidores inteligentes, que ofrezcan ese feedback (esa respuesta) a la red. Con esta integración, se informará inmediatamente a las empresas de electricidad en caso de fallas en la red y, por tener información más específica, podrán aislar rápidamente los trechos defectuosos, solucionando los problemas con más eficiencia. Las empresas y viviendas podrán, por ejemplo, consultar su consumo

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Fotos: arquivo/archivo Ana Mascarenhas

Energia solar na pousada Paraíso do Atlântico - Fernando de Noronha / Energía solar en la posada Paraíso do Atlântico - Fernando de Noronha


en tiempo real, o saber los periodos en los que hay más gasto de energía, lo que puede permitir una tarifa diferente. Además, ese tipo de medidor es el que permitirá la adecuada integración con la red de sistemas residenciales fotovoltaicos. En Fernando de Noronha se instalará una usina solar fotovoltaica en una superficie de 7 km² de la aeronáutica. Con capacidad de 400 kWp, debe costar R$5,2 millones y tardar 24 meses para estar lista. El proyecto tiene el apoyo técnico del gobierno alemán, por medio del GIZ, y del gobierno norteamericano, por medio de la USAID. El objetivo es reducir hasta el 80% del consumo de la Aeronáutica en la isla, lo que reduciría el consumo de biodiesel en 200 mil litros, generando una economía de R$570 mil/año (combustible y transporte).

También está previsto el desarrollo de un sistema supervisor de control de la operación del sistema eléctrico en lugares aislados utilizando principalmente fuentes alternativas de energía, a un costo de R$1,69 millón, con plazo de 26 meses. Finalmente, hay un presupuesto de R$1 millón para mejorar la eficiencia energética en edificios públicos y calentar el agua con energía solar en las 17 posadas de la isla. Se están sustituyendo todas las lámparas (incandescentes, fluorescentes y reflectores) de las áreas públicas por lámparas de LED, que consumen menos energía.

Foto da ilha/Foto de la isla: Fred Schinke

Usina Tubarão e a ilha de Fernando de Noronha / Usina Tubarão y la isla de Fernando de Noronha

Los cálculos de Cemig indican que hasta el 2030 el país tendrá entre un 52% (escenario conservador) y un 75,3% (escenario acelerado) de medidores inteligentes. Además de medidores, se necesita construir una plataforma de telecomunicaciones y sistemas de computación, conocida como infraestructura de medición avanzada (AMI, en la sigla en inglés). Para esta implantación, será necesaria la reglamentación de políticas públicas y el perfeccionamiento de la estructura tarifaria. Además, aunque los desafíos tecnológicos están siendo superados, será necesario concientizar a los consumidores. Estos desafíos en la relación con los consumidores seguramente exigirán también una transformación empresarial.

Ana Mascarenhas

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Mobilidade com energia mais limpa: Ônibus Elétrico Rogério Ferraz – WEG Na área de transportes, além do uso de combustíveis renováveis, outras duas soluções de menor impacto ambiental no país são os veículos elétricos e a hidrogênio, ambas tecnologias já desenvolvidas por uma empresa brasileira. Em São Paulo, mais de 100 ônibus com motores de tração elétrica da WEG já estão em circulação.

No Brasil, contudo, eles ainda necessitam de baterias para operar, pois não é possível conectá-los a rede elétrica. Ferraz cita o caso de Auckland, na Nova Zelândia, onde as baterias são usadas apenas ao passar nos túneis, por 10 minutos, e fala do Japão, onde já estão em operação trólebus que se carregam nas paradas de passageiros.

Além do benefício ambiental, Rogério Ferraz, da WEG, explica que eles têm um custo de manutenção 25% menor em comparação com os ônibus a diesel, por não necessitarem de câmbio nem de motor de arranque. Sem câmbio, também são mais suaves e silenciosos e têm vida útil mínima de 25 anos, enquanto a dos ônibus a diesel é de no máximo 10.

A WEG também foi empresa parceira no desenvolvimento do ônibus a hidrogênio, lançado há dois anos pela Coppe/UFRJ, que circula no Rio de Janeiro e tem a mesma autonomia de um ônibus convencional. A desvantagem é o custo elevado da célula de combustível, “equivalente a três ou quatro ônibus comuns”. Para o transporte urbano, a empresa também fabrica motores híbridos com etanol, refrigerados a água.

Rogério Ferraz

Além disso, produz sistemas de propulsão diesel-elétrica para navios de apoio a plataforma (PSV), com potências instaladas para geração de até 4,6 MW por navio, que já equipam uma frota de mais de 50 embarcações. Fundada em 1961, a WEG tem presença própria em mais de 25 países, cerca de 25 mil funcionários, e obteve um faturamento de mais de R$ 5,2 bilhões em 2010.

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Movilidad con energía más limpia: Autobús eléctrico Rogério Ferraz – WEG

Además del beneficio ambiental Rogério Ônibus a hidrogênio / Autobús a hidrógeno Ferraz, de WEG, expliWEG también fue empresa aliada ca que ellos tienen costo de mantenien el desarrollo del autobús a hidrógemiento un 25% menor en comparación no, lanzado hace dos años por Coppe/ con los autobuses a diesel, por no neUFRJ, que circula en Rio de Janeiro y cesitar cambios ni motor de arranque. tiene la misma autonomía de un autobús convencional. La desventaja es el costo alto de la célula de combustible, de la célula de combustible, “equivalente a tres o cuatro autobuses comunes”. Para el transporte urbano, la empresa también fabrica motores híbridos con etanol, refrigerados a agua.

Ônibus elétrico / Autobús eléctrico

Sin cambios, también son más suaves y silenciosos y tienen vida útil mínima de 25 años, mientras la de los autobuses a diesel es de 10 como máximo. Seminario ENERGÍA

Foto: COPPE

Foto: arquivo/archivo Rogério Ferraz

En el sector de transportes, además del uso de combustibles renovables, otras dos soluciones de menor impacto ambiental en el país son los vehículos eléctricos y de hidrógeno, ambas tecnologías ya desarrolladas por una empresa brasileña. En Sao Paulo, más de 100 autobuses con motores de tracción eléctrica de WEG, ya están en circulación.

Además, produce sistemas de propulsión diesel/eléctrica para navíos de apoyo a la plataforma (PSV), con potencias instaladas para producción de hasta 4,6 MW por navío, que ya equipan más de 50 embarcaciones. Fundada en 1961, WEG tiene presencia propia en más de 25 países, alrededor de 25 mil empleados, y obtuvo una facturación de más de R$ 5.200 millones en el 2010.

+ LIMPIA CONOCIMIENTO, SUSTENTABILIDAD E INTEGRACIÓN _ 17


Novos caminhos para a Energia Solar no Brasil Alexandre Zucarato – CCEE, Fábio Stacke – ANEEL, Mauro Passos – Instituto Ideal, Paula Scheidt – GIZ / Instituto Ideal & Ricardo Rüther – UFSC Primeiro veio a ideia de solarizar os estádios para despertar a atenção para a geração solar fotovoltaica (FV) no embalo da Copa 2014, depois a aprovação de 18 projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) pela ANEEL focados em geração FV, seguido pela publicação de uma regulação para geração distribuída, criando um incentivo para a instalação de miniusinas. Para dar ainda mais um empurrão ao desenvolvimento da energia FV no Brasil, o Instituto Ideal e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) lançaram, no encerramento do primeiro dia do evento, o Selo Solar. “Estamos assistindo ao nascimento da onda solar no Brasil. Assim como vimos no passado recente um grande boom eólico, acredito que nos próximos anos vamos ficar muito surpresos com o crescimento da utilização da energia fotovoltaica”, previu o gerente de inteligência de mercado da CCEE, Alexandre Zucarato. Voltado para ações publicitárias, o Selo foi inspirado em iniciativas de sucesso na Alemanha - o Grüner Strom

Label, que hoje certifica cerca de 120 produtos de energia limpa. “Enquanto o Ideal é o responsável pela concessão do Selo e cumprimento das regras básicas, a CCEE verificará a autenticidade dos contratos de compra da energia solar”, explica a gerente de projetos da GIZ, Paula Scheidt. Todo o processo de criação e desenvolvimento das diretrizes teve o apoio da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento, por meio da GIZ e KfW. A CCEE administra o Ambiente de Contratação Regulada (ACR), de Contratação Livre (ACL) e o Mercado de Curto Prazo (MCP). Até o início de abril de 2012 havia 1.852 agentes registrados. Em fevereiro foram registrados 14.624 contratos, com um volume de 79.268 MW médios. No ACR participam apenas distribuidoras e os contratos podem ter entre 2 anos (leilões de ajuste) até 30 anos (alguns leilões de Energia Nova ou de Fontes Alternativas).No ACL , o consumidor pode ser “especial” ou “livre”. Para ser um consumidor especial é preciso consumir exclusivamente energia de fontes renováveis e ter uma demanda de 500 kW

18 _ Seminário ENERGIA + LIMPA CONHECIMENTO, SUSTENTABILIDADE E INTEGRAÇÃO


apresentou os 18 projetos aprovados, que somam investimentos de mais de R$ 395 milhões.

a 3MW. Os consumidores livres são aqueles com demanda acima de 3MW. Da carga total no Sistema Interligado Nacional, cerca de 25% corresponde ao ACL. Uma pesquisa de mercado realizada pelo Instituto Ideal com gestores de empresas sobre o selo mostrou que a maioria deles acredita que a adoção pioneira de energias alternativas equivale a mais reputação no mercado em médio e longo prazo. Além disso, 62% acreditam que sua empresa estaria disposta a pagar mais caro pela energia FV.

Com os projetos, a ANEEL espera ajudar a desenvolver a cadeia produtiva da energia solar, estimular a concorrência, reduzir custos e proporcionar a capacitação de instituições de pesqui-

Ilustrações: Carol Rivello

Paula Scheidt

Cada um inclui uma usina FV com uma potência entre 0,5 MWp e 3,0 MWp e todos devem ser executados em 36 meses. Ao todo são 96 empresas, 62 instituições e 584 profissionais diretamente envolvidos. Juntos, os projetos somam 24.578 kWp de capacidade instalada, que será conectada à rede brasileira.

Projetos de P&D em geração FV e nova regulação da ANEEL Para estimular a concorrência, reduzir custos e proporcionar a capacitação de instituições de pesquisa, empresas e profissionais, a ANEEL lançou uma chamada pública (n°13) de projetos P&D estratégicos específica sobre a energia FV. Fábio Stacke, da ANEEL,

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sa, empresas e profissionais, além de transferência de tecnologia. Posteriormente, também serão fundamentais no aprimoramento regulatório e tributário. No dia 17 de abril, a ANEEL publicou uma nova resolução criando o Sistema de Compensação de Energia, o qual permite ao consumidor instalar pequenos geradores e injetar na rede o excedente, recebendo créditos para serem abatidos do consumo nos meses seguintes. Outros países já possuem esquemas similares, como a Austrália. Segundo

Q

Fábio Stacke

Ricardo Rüther, cofundador do Instituto Ideal e coordenador do Grupo Fotovoltaica – UFSC, a adoção foi tamanha por lá que houve até noticias negativas publicadas nos jornais sobre, por exemplo, painéis solares “inundando” a rede elétrica e prejudicando a qualidade da energia da rede. Para evitar problemas com instalações mal feitas, que podem ameaçar o sucesso de micro e mini usinas no Brasil, Rüther chamou a atenção para a importância da capacitação de recursos humanos, alertando para a perspectiva de falta de mão de obra na área. Ele citou o programa Ciência Sem Fronteiras, do governo federal, como uma das possibilidades de especialização.Também falou sobre a construção do edifício do “Centro Integrado Multiusuário de Capacitação de Recursos Humanos e Desenvolvimento de Energia Solar Fotovoltaica – Unidade Sul”, que abrigará a sede do Grupo Fotovoltaica – UFSC.

20 _ Seminário ENERGIA + LIMPA CONHECIMENTO, SUSTENTABILIDADE E INTEGRAÇÃO


Obtenção do Selo Solar O Selo Solar será concedido para empresas ou instituições públicas e privadas que consumirem um valor mínimo anual de eletricidade solar, que varia conforme a quantidade total de energia consumida. Esta divisão seguiu os subgrupos tarifários estabelecidos pela ANEEL

na Resolução Normativa 414/2010, realizada com base na tensão de conexão à rede de cada unidade consumidora. Desse modo, o principal passo para uma instituição poder solicitar o uso do selo solar é verificar se seu consumo está adequado para o seu porte como consumidor.

Veja a tabela a seguir:

A1

Consumo mínimo anual em MWh 1.000

A2

500

Subgrupo tarifário

A3

200

A3a

100

A4 – AS

50

B1 – B2 – B3 (*)

50

(*) Nota: Restrito a consumidor integrante do grupo B que seja autoprodutor.

Os solicitantes consumidores livres ou especiais deverão possuir um contrato de compra de eletricidade solar de no mínimo cinco anos e, após aprovação do Instituto Ideal e CCEE, estarão autorizados a utilizar o Selo Solar pelo período da vigência do contrato de compra de eletricidade solar. Já os autoprodutores de energia solar, como indústrias que instalarem o sistema para uso próprio de energia, poderão utilizar o selo solar pelo período de funcionamento comprovado do sistema gerador. Na medida em que a energia solar for evoluindo no país, os requisitos para o selo também vão sofrer modificações, a exemplo do que ocorre hoje com o Procel. Seminário ENERGIA

Por que devo saber a origem da energia usada pelas empresas? Se você está preocupado com o impacto ambiental das atividades das empresas das quais compra produtos ou serviços, você precisa estar atento à origem da energia que elas consomem. A energia elétrica pode ser obtida a partir de diferentes fontes energéticas, algumas com maior impacto ambiental e outras com menor.

Mais informações podem ser obtidas no site: http://selosolar.com.br + LIMPA CONHECIMENTO, SUSTENTABILIDADE E INTEGRAÇÃO _ 21


Nuevos caminos para la Energía Solar en Brasil Alexandre Zucarato – CCEE, Fábio Stacke – ANEEL, Mauro Passos – Instituto Ideal, Paula Scheidt – GIZ / Instituto Ideal & Ricardo Rüther – UFSC Primero vino la idea de transformar los estadios para aprovechar la energía solar para despertar la atención hacia la producción solar fotovoltaica (FV) aprovechando el Mundial de 2014, después la aprobación de 18 proyectos de Investigación y Desarrollo (P&D) por parte de ANEEL centrados en la producción FV, seguida por la publicación de una reglamentación para producción distribuida, creando un incentivo para la instalación de mini usinas. Para dar también otro empujón al desarrollo de energía FV en Brasil, el Instituto Ideal y la Cámara de Comercialización de Energía Eléctrica (CCEE) lanzaron, al final del primer día del evento, el Sello Solar. Alexandre Zucarato

“Estamos presenciando el nacimiento de la onda solar en Brasil. Así como vimos en el pasado reciente un gran boom eólico, creo que en los próximos años nos vamos a sorprender mucho con el crecimiento del uso de la energía fotovoltaica”, dijo el gerente de inteligencia de mercado de la CCEE, Alexandre Zucarato. Focalizado en acciones publicitarias, el Sello se inspiró en iniciativas de éxito en Alemania, como el Grüner Strom Label, que hoy certifica alrededor de 120 productos de energía limpia. “Mientras el Ideal es el responsable de la concesión del Sello y el cumplimiento de las reglas básicas, la CCEE verificará la autenticidad de los contratos de compra de energía solar”, explica la gerente de proyectos de GIZ, Paula Scheidt. Todo el proceso de creación y desarrollo de las directrices tuvo el apoyo de la Cooperación Alemana para el Desarrollo, por medio de GIZ y KfW. La CCEE administra el Entorno de Contratación Regulada (ECR), de Contratación Libre (ECL) y el Mercado de Corto Plazo (MCP). Hasta principios de abril de 2012 había 1.852 agentes registrados. En febrero se registraron 14.624 contratos, con un volumen de 79.268 MW promedio. En el ECR participan sólo distribuidoras y los contratos pueden ser de 2 años (remates de ajuste) a 30 años (algunos remates de Energía Nueva o de Fuentes Alternativas). En el ECL, el consumidor puede ser “especial” o “libre”. Para ser un consumidor especial es necesario consumir exclusiva-

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mente energía de fuentes renovables y tener una demanda de 500 kW a 3MW. Los consumidores libres son aquellos con demanda mayor que 3MW. De la carga total en el Sistema Interconectado Nacional, alrededor del 25% corresponde al ECL.

todos se deben ejecutar en 36 meses. En total son 96 empresas, 62 instituciones y 584 profesionales directamente involucrados. Juntos, los proyectos suman 24.578 kWp de capacidad instalada que será conectada a la red brasileña.

Un estudio de mercado realizado por el Instituto Ideal con gestores de empresas sobre el sello mostró que la mayoría de ellos cree que la adopción pionera de energías alternativas equivale a más reputación en el mercado, en el mediano y largo plazos. Además, el 62% cree que su empresa estaría dispuesta a pagar más caro por la energía FV.

Con los proyectos la ANEEL espera ayudar a desarrollar la cadena productiva de la energía solar, estimular la competición, reducir costos y proporcionar la capacitación de instituciones de investigación, empresas y profesionales, además de transferencia de tecnología. Posteriormente, también serán fundamentales para perfeccionar los sectores legal e impositivo.

Para estimular la competición, reducir costos y proporcionar la capacitación de instituciones de investigación, empresas y profesionales, la ANEEL lanzó una convocación pública (n°13) de proyectos de P&D estratégicos específicamente sobre la energía FV. Fábio Stacke, de la ANEEL, presentó los 18 proyectos aprobados, que suman inversiones de más de R$395 millones. Cada uno incluye una usina FV con una potencia de 0,5 MWp a 3,0 MWp y

El día 17 de abril, la ANEEL publicó una nueva resolución creando el Sistema de Compensación de Energía, que permite que el consumidor instale pequeños generadores e inyecte el excedente en la red, recibienIlustraciones: Carol Rivello

Proyectos de Investigación y Desarrollo (P&D) en producción FV y nueva reglamentación de la ANEEL

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do créditos para ser descontados del consumo en los meses siguientes. Otros países ya tienen procedimientos similares, como Australia. Según Ricardo Rüther, cofundador del Instituto Ideal y coordinador del Grupo Fotovoltaica – UFSC, la adopción allí fue tan grande que inclusive hubo noticias negativas publicadas en los diarios sobre el asunto, por ejemplo, paneles solares “inundando” la red eléctrica y perjudicando la calidad de la energía de la red. Para evitar problemas de instalaciones mal hechas, que pueden amenazar el éxito de micro y mini usinas en Brasil, Rüther destacó la importancia de la capacitación de recursos humanos, alertando sobre la perspectiva de falta de mano de obra en el sector.

Ricardo Rüther

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Él citó el programa Ciencia Sin Fronteras, del gobierno federal, como una de las posibilidades de especialización. También habló sobre la construcción del edificio del “Centro Integrado Multiusuario de Capacitación de Recursos Humanos y Desarrollo de Energía Solar Fotovoltaica – Unidad Sur”, que será la sede del Grupo Fotovoltaica – UFSC.


Obtención del Sello Solar El Sello Solar será otorgado a empresas o instituciones públicas y privadas que consuman un valor mínimo anual de electricidad solar, que varía de acuerdo a la cantidad total de energía consumida. Esta división siguió los subgrupos de tarifas establecidos por la ANEEL

en la Resolución Normativa 414/2010, realizada con base en la tensión de conexión a la red de cada unidad consumidora. De esta manera, el principal paso para que una institución pueda solicitar el uso del sello solar es verificar si su consumo es adecuado para su tamaño como consumidor.

Vea la siguiente tabla: Subgrupo de tarifas A1

Consumo mínimo anual en MWh 1.000

A2

500

A3

200

A3a

100

A4 – AS

50

B1 – B2 – B3 (*)

50

(*) Nota: Restricto a consumidor integrante del grupo B que sea auto productor.

Los solicitantes consumidores libres o especiales deberán tener un contrato de compra de electricidad solar de cinco años como mínimo y, después de la aprobación del Instituto Ideal y CCEE, estarán autorizados a utilizar el Sello Solar por el periodo de vigencia del contrato de compra de electricidad solar. Los auto productores de energía solar, como industrias que instalen el sistema para uso propio de energía, podrán utilizar el sello solar por el periodo de funcionamiento comprobado del sistema generador. A medida que la energía solar vaya evolucionando en el país, los requisitos para el sello también tendrán modificaciones, como ocurre hoy con el Procel.

Seminario ENERGÍA

¿Por qué debo saber el origen de la energía usada por las empresas? Si usted está preocupado con el impacto ambiental de las actividades de las empresas de las cuales compra productos o servicios, usted debe estar atento al origen de la energía que ellas consumen. La energía eléctrica se puede obtener a partir de diferentes fuentes energéticas, algunas con mayor impacto ambiental que otras.

Para obtener más información visite el website: http://selosolar.com.br + LIMPIA CONOCIMIENTO, SUSTENTABILIDAD E INTEGRACIÓN _ 25


Empresas investindo em eletricidade solar Nilson Silva – GM, Carlos Gothe – Tractebel, Eduardo Lana de Paula – Light Esco O mapa da radiação solar no país mostra um grande potencial para a exploração da energia solar, especialmente na faixa que se estende do Piauí, passando pela Bahia, Goiás, Minas e chegando à São Paulo e ao Mato Grosso do Sul. Para efeito de comparação, a irradiação solar diária no Brasil fica entre 4,1 e 6,5 kWh/m², enquanto o maior valor na Alemanha chega apenas a 3,4 kWh/m². O mercado fotovoltaico cresce rápido, especialmente na Europa, devido ao forte incentivo governamental. Em 2005, a capacidade global instalada era de apenas 5 GW; já em 2010 esse número passou pra 40 GW. A Alemanha possui 43% da capacidade instalada. É na Alemanha que se localizam dois dos sete sistemas fotovoltaicos da companhia General Motors. A empresa também tem instalações na Espanha e nos EUA. Somados, esses sistemas têm potência de 30MW. Além de diminuir o impacto ambiental, o uso de energia solar na empresa diminuiu a dependência energética das fábricas. A GM também utiliza o programa de racionalização de energia que batizou de “Geração Virtual Equivalente”. Com isso, a empresa reduziu em 51% o consumo por veículo fabricado no período entre 2003 e 2011. Em 2011, venceu o prêmio Green Car of the Year por conta de seu veículo elétrico híbrido, o Chevrolet Volt.

Carlos Gothe

Apesar do engenheiro sênior da GM Nilson Silva não ter dado muitos detalhes do projeto durante sua palestra, a empresa anunciou, alguns dias após o evento, que até o final do ano pretende inaugurar a primeira fábrica de automóveis do Brasil com sistema de geração solar fotovoltaico próprio, na nova unidade do grupo em Joinville (SC).

Parcerias com a UFSC Já a Tractebel está investindo em projeto de P&D da ANEEL específi-

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O LabSolar da UFSC, em parceria com o Instituto Ideal, também foi responsável pelo estudo “Estádios Solares”, que avaliou o potencial fotovoltaico dos 12 estádios que participarão da Copa 2014. Em 2010, a concessionária Light assinou um protocolo de intenções com o governo do Rio de Janeiro e a EDF para encampar o projeto de criação do Maracanã Solar, que também tem o apoio da GIZ. O primeiro projeto, orçado em R$13,4 milhões, ocuparia uma área de 15.480 m². Isso se o estádio não tivesse se deteriorado tanto a ponto de inviabilizar a instalação. “Dava pra romper a estrutura metálica com as mãos”, explica Eduardo Lana de Paula, da Light.

Maracanã que está sendo erguido. A área útil para aplicação dos módulos fotovoltaicos ficou restrita ao anel de compressão que sustentará a cobertura de lona tensionada. Com isso, a área útil passou para 2.380 m² e a potência para 400kWp. Assim que o estádio estiver concluído, a produção anual de energia será de 528.595 kWh, o que representa o consumo de 240 casas. O objetivo é expandir o pólo solar do Maracanã para as construções do entorno, como o ginásio do Maracanazinho, o parque aquático Júlio de La Mare, o estádio de atletismo Célio de Barros, entre outros.

Projeto de energia solar no Maracanã - Rio de Janeiro/RJ / Proyecto de energia solar en el Maracanã - Rio de Janeiro/RJ

Foto: arquivo/archivo Nilson Silva

A Tractebel opera 7% da capacidade instalada no país, o que a torna a maior geradora privada de energia do Brasil. Para se manter na liderança, afirma o gerente de desenvolvimento de negócios Carlos Goethe, a empresa investe em um portfólio diversificado de geração, por isso o interesse em entrar na área solar.

GM - Zaragoza - Espanha (2007)

Foto: arquivo/archivo Eduardo Lana de Paula

co sobre o tema. Orçado em R$56,3 milhões, ele é realizado em parceria com o LabSolar da UFSC e consiste na implantação de uma usina fotovoltaica de 3MWp e na instalação de oito módulos de avaliação em diferentes cidades. O objetivo será identificar os locais mais adequados à implantação de usinas. Nesses módulos, sete tecnologias diferentes serão testadas.

Nessa situação, um estudo de emergência precisou ser feito, levando em conta o projeto do novo

Seminário ENERGIA

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Empresas invirtiendo en electricidad solar Foto: arquivo/archivo Nilson Silva

Nilson Silva – GM, Carlos Gothe – Tractebel, Eduardo Lana de Paula – Light Esco

Foto: arquivo/archivo Eduardo Lana de Paula

GM - Rancho Cucamonga - California - USA (2006)

Projeto de energia solar no Maracanã - Rio de Janeiro/RJ / Proyecto de energia solar en el Maracanã - Rio de Janeiro/RJ

El mapa de la radiación solar en el país muestra un gran potencial para la explotación de ese tipo de energía, especialmente en la zona que se extiende desde Piauí, pasando por Bahia, Goiás, Minas y llegando a São Paulo y a Mato Grosso do Sul. Para efectos de comparación, la irradiación solar diaria en Brasil está entre 4,1 y 6,5 kWh/m²,

mientras el mayor valor en Alemania llega sólo a 3,4 kWh/m². El mercado fotovoltaico crece rápido, especialmente en Europa, debido al fuerte incentivo gubernamental. En 2005 la capacidad global instalada era de sólo 5 GW, y en 2010 ese número subió a 40 GW. Alemania tiene el 43% de la capacidad instalada. En Alemania se encuentran dos de los siete sistemas fotovoltaicos de la empresa General Motors. La empresa también tiene instalaciones en España y en EEUU. Sumados, esos sistemas tienen una potencia de 30MW. Además de disminuir el impacto ambiental, el uso de energía solar en la empresa disminuyó la dependencia energética de las fábricas. GM también utiliza el programa de racionalización de energía que bautizó como “Producción Virtual Equivalente”. Con eso, la empresa redujo en el 51% el consumo por vehículo fabricado en el periodo entre 2003 y 2011. En 2011, ganó el premio Green Car of the Year por su vehículo eléctrico híbrido, Chevrolet Volt. A pesar de que el ingeniero sénior de GM, Nilson Silva, no dio muchos detalles del proyecto durante su conferencia, algunos días después del evento, la empresa anunció que hasta fin de año pretende inaugurar la primera fábrica de automóviles de Brasil con sistema de producción solar fotovoltaico propio, en la nueva unidad del grupo de Joinville (SC).

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Alianzas con la UFSC Por otro lado, Tractebel está invirtiendo en un proyecto de P&D de ANEEL específico sobre el tema. Con presupuesto de R$56,3 millones, se realiza en alianza con LabSolar de la UFSC y consiste en la implantación de una usina fotovoltaica de 3MWp y en la instalación de ocho módulos de evaluación en diferentes ciudades. El objetivo es identificar los lugares más adecuados para la implantación de usinas. En esos módulos, se probarán siete tecnologías diferentes. Tractebel opera el 7% de la capacidad instalada en el país, lo que la convierte en la mayor productora privada de energía de Brasil. Para mantenerse como líder – dice el gerente

de desarrollo de negocios de Tractebel Energia, Carlos Goethe- invierte en un portafolio diversificado de producción, por lo tanto, la necesidad de entrar en el campo solar. LabSolar de la UFSC, en conjunto con el Instituto Ideal, también fue responsable del estudio “Estadios Solares” que evaluó el potencial fotovoltaico de los 12 estadios que participarán del Mundial 2014. En 2010 la concesionaria Light firmó un protocolo de intenciones con el gobierno de Rio de Janeiro y el EDF para adoptar el proyecto de creación del Maracanã Solar, que también cuenta con el apoyo de la GIZ. El primer proyecto, con presupuesto de R$13,4 millones, ocuparía una superficie de 15.480 m². Eso si el estadio no se hubiera deteriorado tanto como para imposibilitar la instalación. “Podría romperse la estructura metálica con las manos”, explica Eduardo Lana de Paula, de Light. En esa situación, fue necesario realizar un estudio de emergencia, considerando el proyecto del nuevo Maracanã que está en construcción. La superficie útil para aplicar los módulos fotovoltaicos quedó limitada al anillo de compresión que sostendrá el techo de lona tensada. Con eso, la superficie útil quedó en 2.380 m² y la potencia pasó a 400kWp. Cuando el estadio esté terminado, la producción anual de energía será de 528.595 kWh, lo que representa el consumo de 240 casas. El objetivo es ampliar el polo solar del Maracanã a las construcciones del entorno, como el gimnasio del Maracanazinho, el parque acuático Julio de La Mare, el estadio de atletismo Célio de Barros, entre otros.

Eduardo Lana de Paula

Seminario ENERGÍA

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Conectando o consumidor com a questão da energia alternativa Fabián Echegaray – Market Analysis “O que sabemos sobre a relação entre os consumidores e as energias renováveis?”, pergunta à plateia o diretor da Market Analysis, Fabián Echegaray. Quanto mais informações disponíveis, maior o interesse e a cobrança do consumidor e o momento é bastante propício, diz ele. A declaração está embasada em estudos feitos pela empresa, que realiza pesquisas de opinião pública desde 1997. Uma análise do jornal Folha de S. Paulo no período entre 1994 e 2011, por exemplo, mostrou que as menções a energias alternativas na mídia cresceram cerca de 1250%. Apesar disso, ainda há pouca informação disponibilizada pelas empresas sobre suas ações nessa área e elas não são vistas como prioritárias pelo público em geral. Por outro lado, Echegaray explica que houve uma mudança de prioridades nas preocupações dos consumidores no tema energias renováveis. No período de 1998 a 2011, o público passou a se preocupar menos com uma eventual falta de energia e aumento de preços e passou a ficar mais apreensivo com os impactos da produção industrial, o uso de combustíveis fósseis, e os riscos da

Fabián Echegaray

energia nuclear. Nesse mesmo período, ampliou-se em muito a cobertura da mídia sobre o tema “energias renováveis” e as “preocupações ambientais” passaram a se tornar prioritárias em relação as “preocupações materiais”, tendência que cresce ano a ano. Contudo, Echegaray alertou para a forma como as empresas divulgam seus investimentos na área, exibindo os resultados da análises feitas com consumidores sobre três propagandas televisivas. As mais criativas e que conseguiram transmitir de forma clara o que são as fontes de energia em questão (solar e eólica) tiveram uma receptividade muito superior às propagandas sobre energia em geral.

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Conectando al consumidor con la cuestión de la energía alternativa Fabián Echegaray – Market Analysis ¿Qué sabemos sobre la relación entre los consumidores y las energías renovables?, pregunta a los presentes el director de Market Analysis, Fabián Echegaray. Cuanta más información disponible, mayor es el interés y la exigencia do consumidor y el momento es bastante propicio, dice él. La declaración se basa en estudios hechos por la empresa, que realiza encuestas de opinión pública desde 1997.Un análisis del diario Folha de S. Paulo en el periodo entre 1994 y 2011, por ejemplo, mostró que las alusiones a energías alternativas en los medios crecieron cerca de 1250%. A pesar de eso, todavía las empresas ofrecen poca información sobre sus acciones en esta área y el público en general no las considera prioritarias. Por otro lado Echegaray explica que hubo un cambio de prioridades en las preocupaciones de los consumidores en el tema energías renovables. En el periodo de 1998 a 2011,

el público empezó a preocuparse menos con una posible falta de energía y aumento de precios y se empezó a preocupar más con los impactos de la producción industrial, el uso de combustibles fósiles y los riesgos de la energía nuclear. En ese mismo periodo, aumentó mucho la cobertura de los medios sobre el tema “energías renovables” y las “preocupaciones ambientales” se volvieron prioritarias en lo que se refiere a “preocupaciones materiales”, tendencia que crece todos los años. Pero Echegaray avisó sobre cómo las empresas divulgan sus inversiones en el área, mostrando los resultados de los análisis hechos con consumidores sobre 3 propagandas televisivas. Las más creativas y que consiguieron transmitir de manera clara qué son las fuentes de energía en cuestión (solar y eólica) tuvieron una receptividad muy superior a las propagandas sobre energía en general.

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Empresas investindo em energia eólica João Ramis – Cerro Chato – Eletrosul, José Luis Menghini – IMPSA Devido às ótimas condições de muitas partes do território latino-americano, a geração eólica deve seguir atraindo investimentos por toda a região nos próximos anos. A estimativa é que o mercado de aerogeradores movimente mais de US$ 2,5 bilhões na América Latina nesse ano, e o Brasil deve responder por mais da metade deste montante, segundo o vice-presidente da IMPSA no Brasil, José Menghini. O México pretende passar dos atuais 0,1% para 4% de participação de energia eólica em sua matriz até 2013.

que somam 90 MW e já estão em operação. Agora, as usinas construídas com a IMPSA somarão mais 78 MW: Cerro Chato IV, V, VI, Cerro dos Trindade e Ibirupuitã. Essas usinas devem entrar em operação no início de 2013. A energia eólica teve início no país com o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), regulamentado em 2004. “O Proinfa não foi um programa de excelência; os projetos foram escolhidos principalmente de acordo com o tempo de licença ambiental, não tanto pela parte técnica”, opina o presidente da usina Cerro Chato, João Ramis. Até 2011, a potencia eólica instalada no país totalizava apenas 1.391,1 MW, concentrados principalmente em quatro estados: 37,3% no Ceará, 22% no Rio Grande do Sul, 15,9% no Rio Grande do Norte e 14,8% em Santa Catarina. A energia total contratada nos leilões realizados do fim de 2009 até o fim de 2011 soma 6.747 MW.

José Luis Menghini

Multinacional argentina especializada em projetos hidráulicos e eólicos, a IMPSA possui 45 mil MW de energia renovável instalada em 30 diferentes países do mundo. No Brasil, atua em parceira com a Eletrosul na construção das novas usinas do Complexo de Cerro Chato, no município de Sant’Ana do Livramento (RS).A Eletrosul teve três projetos aprovados no primeiro leilão de energia eólica no país, ocorrido no fim de 2009: os parques eólicos de Cerro Chato I, II e III,

Segundo o Atlas do Potencial Eólico Brasileiro, o país tem um potencial de produção eólica estimado em 143,47 GW, divididos da seguinte forma: 52,3% no Nordeste, 20,7% no Sudeste, 15,9% no Sul, 8,9% no Norte e 2,1% no Centro-Oeste. O Rio Grande do Sul, sozinho, concentra 11,1% do potencial do país, grande parte localizado na costa ao longo da Lagoa dos Patos e no litoral sul – onde serão construídas pela Eletrosul, em parceria com a Rio Bravo, as usinas eólicas de Chuí e Santa Vitória do Palmar, a serem inauguradas em 2014.

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Empresas invirtiendo en energía eólica Debido a las excelentes condiciones de muchas partes del territorio latinoamericano, la producción eólica debe seguir atrayendo inversiones por toda la región en los próximos años. Se estima que el mercado de aerogeneradores en Latinoamérica debe mover más de US$2.500 millones este año y Brasil debe ser responsable de más de la mitad de esta cantidad, según el vicepresidente de IMPSA en Brasil, José Menghini. México pretende aumentar del 0,1% actual al 4% de participación de energía eólica en su matriz hasta el 2013. Multinacional argentina especializada en proyectos hidráulicos y eólicos, la IMPSA tiene 45 mil MW de energía renovable instalada en 30 países del mundo. En Brasil, actúa en conjunto con Eletrosul en la construcción de las nuevas usinas del Complejo de Cerro Chato, en el municipio de Sant’Ana do Livramento (RS). Tres proyectos de Eletrosul fueron aprobados en la primera subasta de energía eólica en el país, que ocurrió a fines del 2009: Los parques eólicos de Cerro Chato I, II y III, que suman 90 MW y ya están funcionando. Ahora, las usinas construidas con IMPSA sumarán otros 78 MW: Cerro Chato IV, V, VI, Cerro dos Trindade e Ibirupuitã. Esas usinas deben comenzar a operar a principios de 2013. La energía eólica comenzó en el país con el Programa de Incentivo de las Fuentes Alternativas de Energía Eléctrica (Proinfa), reglamentado en 2004. “Proinfa no fue un programa de excelencia; los proyectos fueron elegidos principalmente de acuerdo con el tiempo de licencia ambiental, no tanto Seminario ENERGÍA

Usina eólica Cerro Chato III

por la parte técnica”, opina el presidente de la usina Cerro Chato, João Ramis. Hasta el 2011, la potencia eólica instalada en el país sumaba sólo 1.391,1 MW, concentrados principalmente en cuatro estados: 37,3% en Ceará, 22% en Rio Grande do Sul, 15,9% en Rio Grande do Norte y 14,8% en Santa Catarina. La energía total contratada en las subastas realizadas desde fines del 2009 hasta fines del 2011 suma 6.747 MW.

Foto: arquivo/archivo João Ramis

João Ramis – Cerro Chato – Eletrosul, José Luis Menghini – IMPSA

Según el Atlas del Potencial Eólico Brasileño, el país tiene un potencial de producción eólica calculado en 143,47 GW, divididos de la siguiente manera: El 52,3% en el nordeste, el 20,7% en el sudeste, el 15,9% en el sur, el 8,9% en el norte y el 2,1% en el centro oeste. Solamente Rio Grande do Sul concentra el 11,1% del potencial del país, gran parte ubicado en la costa a lo largo de la Lagoa dos Patos y en el litoral sur, en donde se construirán por la Eletrosul, en conjunto con la Rio Bravo, las usinas eólicas de Chuí y Santa Vitória do Palmar, a inaugurar en el 2014.

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O modelo energético mundial e os desafios do século Miguel Rosseto – Petrobras Biocombustíveis “O padrão de desenvolvimento da humanidade sempre esteve ligado a uma maior utilização de energia”, afirmou o presidente da Petrobras Biocombustíveis, Miguel Rosseto, ao iniciar sua palestra no segundo dia do evento. Ele lembrou a todos sobre os excessos que a humanidade vem cometendo atualmente, já que 80% da matriz energética do mundo provém de combustíveis fósseis. Apesar disso, as desigualdades são tantas que estima-se que 1,5 bilhão de pessoas ainda vivam sem energia elétrica em casa e outros 2,5 bilhões ainda dependam de biomassa básica (lenha) pra sobreviver. Os grandes investimentos em energias renováveis na China são insuficientes, por exemplo, quando se nota que o carvão ainda é responsável por cerca de 70% de sua matriz energética. Outros países onde o inverno é mais frio alegam não poderem diminuir seu consumo, sob pena de prejudicar seus cidadãos. O resultado disso é o aumento da concentração de gases do efeito estufa na atmosfera, que especialistas vêm apontando exauridamente como os vilões do aquecimento global. Estima-se que uma proporção superior a 450 ppm de CO2 na atmosfera possa causar um desequilíbrio climático catastrófico. “Atualmente, estamos entrando nos 400 ppm”, afirma Rosseto. “Ou seja, não devemos só parar, devemos retroceder.” Acredita-se que seriam necessários de 3 a 5 planetas

Miguel Rosseto

para que todos tivessem acesso ao mesmo padrão de consumo dos EUA. “O século XXI deverá ser de transição energética, isso porque esses padrões são impossíveis de serem mantidos”, acredita Rosseto. Nessa transição, dois caminhos paralelos precisam ser seguidos: a mitigação dos efeitos negativos da matriz suja e a ampliação do uso de energias alternativas. O Brasil, como nação emergente, não foge à regra internacional. O crescimento energético do país vem sendo superior ao do PIB nos últimos anos, ficando em torno de 5% ao ano. Assim, os desafios energéticos para manter a matriz limpa são grandes, isso sem contar que em breve teremos o petróleo do pré-sal estimado em 50 bilhões de barris. . A vantagem em relação a outras nações, contudo, está na sua riqueza em fontes alternativas.”O Brasil tem um outro pré-sal nas energias renováveis”, ressalta Rosseto.

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El modelo energético mundial y los desafíos del siglo Miguel Rosseto – Petrobras Biocombustíveis

Las grandes inversiones en energías renovables en China son insuficientes, por ejemplo, cuando se nota que el carbón todavía es responsable de alrededor del 70% de su matriz energética. Otros países en los que el invierno es más frío alegan no poder disminuir su consumo para no perjudicar a sus ciudadanos. El resultado de esto es el aumento de la concentración de gases de efecto invernadero en la atmosfera, que los especialistas vienen señalando permanentemente como los villanos del calentamiento global.

parar, debemos retroceder.” Se cree que serían necesarios de 3 a 5 planetas para que todos tuvieran acceso al mismo nivel de consumo de los EEUU. “El siglo XXI deberá ser el siglo de transición energética, porque es imposible mantener esos niveles hasta el siglo siguiente”, cree Rosseto. En esa transición energética dos caminos paralelos deben ser seguidos: La mitigación de los efectos y la ampliación del uso de energías alternativas. El crecimiento energético del país actualmente es superior al del PBI en los últimos años, ubicándose alrededor del 5% al año. Así, los desafíos energéticos para mantener la matriz limpia son grandes, además de que en breve tendremos también el petróleo del Presal calculado en 50 mil millones de barriles. No obstante, la ventaja con respecto a otras naciones está en su riqueza de fuentes alternativas. “Brasil tiene otro Presal en las energías renovables”, señala Rosseto. Usina de biodiesel em Montes Claros (MG) / Usina de biodiésel en Montes Claros (MG)

Se calcula que una proporción superior a 450 ppm de CO2 en la atmósfera puede causar un desequilibrio ambiental catastrófico. “Actualmente, estamos llegando a los 400 ppm”, afirma Rosseto. “O sea, no sólo debemos Seminario ENERGÍA

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Foto: Agência Petrobras

“El modelo de desarrollo de la humanidad siempre estuvo relacionado con un mayor uso de energía”, afirmó el presidente de Petrobras Biocombustíveis, Miguel Rosseto, al comenzar su conferencia el segundo día del evento. Les recordó a todos los excesos que la humanidad está cometiendo actualmente, ya que el 80% de la matriz energética del mundo proviene de combustibles fósiles. A pesar de eso, las desigualdades son tantas que se calcula que 1.500 millones de personas todavía viven sin energía eléctrica en sus casas y otros 2.500 millones todavía dependen de biomasa básica (leña) para sobrevivir.


Premiação Eco_lógicas 2011 e lançamento da Edição 2012 Instituto Ideal Durante o seminário, os vencedores do Concurso Eco_Lógicas 2011 receberam suas premiações e foram convidados a expor seus trabalhos. No primeiro dia, os quatro trabalhos vencedores da graduação. No segun-

do dia, foi a vez dos três trabalhos selecionados na pós-graduação. Na tarde do segundo dia, foram entregue os certificados de premiação aos vencedores e também lançada a edição de 2012. Na oportunidade, o presidente do Instituto Ideal, Mauro Passos, anunciou que a quarta edição do concurso não deve mais contar com a categoria “graduação”. Outra novidade da próxima edição será a premiação do melhor projeto do Mercosul, ao invés de um premiado em cada país. O prêmio será no valor de US$ 20 mil para o aluno vencedor e US$ 10 mil para o professor. As inscrições podem ser feitas até o dia 5 de outubro. Até 2015 o concurso deverá crescer e abranger toda a América Latina.

O regulamento já está disponível no site do Instituto Ideal em http:// institutoideal.org

Os vencedores do Concurso Eco_Lógicas 2011 receberam seus prêmios

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Los vencedores del Concurso Eco_Lógicas 2011 recibieron sus premios

Premios de Eco_lógicas 2011 y lanzamiento de la Edición 2012 Instituto Ideal Durante el seminario los vencedores del Concurso Eco_Lógicas 2011 recibieron sus premios y recibieron la invitación para exponer sus trabajos. El primer día, los cuatro trabajos ganadores de grado. El segundo día, fue el turno de los tres trabajos seleccionados en el post grado.

Otra novedad de la próxima edición será el premio al mejor proyecto del Mercosur, en lugar de un premiado de cada país. El premio será por el valor de USD$ 20 mil para el alumno y USD$ 10 mil para el profesor y las inscripciones se pueden realizar hasta el día 5 de octubre.

A la tarde del segundo día, se entregaron los certificados de premios a los vencedores y también se lanzó la edición de 2012. En la oportunidad, el presidente del Instituto Ideal, Mauro Passos, anunció que la cuarta edición del concurso ya no deberá contar con la categoría “grado”.

El reglamento ya está disponible en el sitio del Instituto Ideal: http://institutoideal.org

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Hasta el 2015 el concurso deberá crecer y abarcar toda Latinoamérica.

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Registro Fotográfico O público lotou o auditório nos dois dias de evento / El público llenó el auditorio en el evento de dos días

Ignacio Vieitez Osorio

Nilson Costa Silva

Fátima Martins, Cláudia Santos, Marta Bertelli & Paula Scheidt Rodrigo Barichello

Octavio Antonio Valsechi e os vencedores do Eco_Lógicas 2011 (graduação) / Octavio Antonio Valsechi y los ganadores del Concurso Eco_Lógicas 2011 (graduación).


Ricardo R端ther

Equipe de apoio / Equipo de Apoyo

J端rgen Kern & Harald Neitzel

Jo達o Ramis

Mauro Passos


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Conhecimento, Sustentabiliadde e integração.

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