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Recentemente tive o desprazer de encontrar esta pérola em http://clippingmp.planejamento.gov.br : > A greve remunerada dos professores universitários > Autor(es): Alberto Carlos Almeida > Época - 02/07/2012 Não leio a revista Época. Meus motivos são vários, mas este comentário é sobre a reportagem, e não sobre a revista. Historicamente o brasileiro é um povo mal informado. O paulista é a epítome disso. É um povo que não tem capacidade de associar a situação do dia-a-dia com o resultado em longo prazo. “Comentaristas”/”jornalistas” como este, como o tal Mainardi na Veja et al. se valem disso, junto com preconceitos comuns da classe média ignorante (leia-se estudante que não tem mais pensamento crítico, e o pouco que tem acaba formado por este tipo de revista), para empurrar agendas que me fazem o cérebro DOER. DÓI tanto quanto assistir à Fox News. Em 2003, Brian Eno (é, o músico) comentou sobre a forma como a mídia soviética era ruim de propaganda nos anos 80 (http://www.guardian.co.uk/politics/2003/aug/17/media.davidkelly) . Isso era, em grande parte, verdade tsobre também tentativas de propaganda política na mídia brasileira – eram tão erradas, e tão óbvias, que viravam motivo de piadas. Eu, pelo menos, sempre achei piada quando alguém dizia que levava a Semana do Presidente a sério. Mas agora, parece que o leitor não tem mais capacidade de ver além do escrito. E assim, quando um indivíduo desses escreve: > Você, leitor, provavelmente nunca teve o privilégio de parar de trabalhar e, mesmo assim, continuar recebendo o salário integral na data correta. O leitor pensa nos professores como vagabundos, esquecendo do que a professora Amanda Gurgel jogou no ventilador http://www.youtube.com/watch?v=IbXn5l2HqVE . O leitor provavelmente não soube quando, no ano passado, estudantes também entraram em greve por motivos equivalentes: http://www.rondoniagora.com/noticias/revolta-aumenta-e-estudantes-decidem-tambementrar-em-greve-na-unir-2011-09-16.htm (Estudantes. Em greve!!!!) O leitor também esquece que votou em pelo menos um vereador, um deputado estadual, um deputado federal, e um senador, que estão ganhando MUITAS, MAS MUITAS vezes mais até que um Presidente (especialmente contando o número de assistentes, muitas vezes parentes), e que na realidade nunca pararam de trabalhar e continuaram “recebendo o salário integral na data correta” porque NUNCA TRABALHARAM. Além disso, o leitor ignora também que o autor da matéria provavelmente ganha a vida escrevendo merda, a mesma merda que seu filho de 12 anos que acha o Maluf uma figura engraçada escreve na Internet, mas seu filho não ganha pra isso.


Depois, o autor ataca com um “você estudou, logo, deveria saber se sustentar sozinho”: > Os professores grevistas, em sua maioria, concluíram o doutorado, ao passo que a grande maioria dos brasileiros jamais pôs os pés num curso de graduação. Os doutores são uma minoria ínfima de nossa população adulta. A minoria mais qualificada do ponto de vista formal e, portanto, mais preparada para obter recursos com o próprio mérito. Mas não querem isso. O autor, e consequentemente o leitor, provavelmente não fizeram parte da comunidade acadêmica. A despeito do que ele diz no final do texto (“estudei em Londres, blablabla”) grandes MERDAS, pois aparentemente o estudo em Londres não deu a ele a capacidade de ver a importância da classe científica de um país e o que significa “Educação Superior”. A universidade não é só para ensino. A Universidade é uma entidade de Ensino e Pesquisa, e que no caso das Federais, tem que ser Pública e de Qualidade. Um ponto: normalmente se enfatiza “gratuita”. NADA é gratuito, a diferença é quem são os intermediários até que os fundos cheguem. Isso ficará claro a seguir. O que isso significa? 1. Ensino: Não, colocar 200 alunos numa sala universitária NÃO É MELHORIA. A despeito do que ele diz – “universidade não pode ser elitizada”. A universidade tem que crescer junto com a demanda. Mas não é o que acontece. Eu realmente espero que o cara não esteja querendo sugerir que aulas universitárias são semelhantes a cursinhos. Universidades demandam laboratórios. Experimentação. Supervisão. Equipamento. Bibliotecas. Computadores (não tralhas!!). Gente que consiga manejar uma sala de aula, uma quantidade de trabalhos que precisam ser supervisados e corrigidos, para que o aluno possa crescer e se tornar um profissional. Qualquer um – QUALQUER UM – que tenha estudado no exterior sabe a EXTREMA diferença que isso faz. Eu não tive aulas de laboratório no segundo grau. Tive na faculdade, sem as quais obviamente minha educação estaria completamente incompleta. Da mesma maneira engenheiros, arquitetos, designers Eu realmente quero saber como o ilustre autor manejaria fazer isso, digamos, ensinando 2 ou 3 matérias num único semestre para turmas de 100 alunos. Imagino que ele tenha um plano infalível que envolva algo tipo simulações tridimensionais ou hologramas e acesso infinito à Internet e scanners, legais ou não.


O autor planejando a salvação das instituições de ensino superior brasileiras. Sabe o que isso me faz achar? Isso me faz achar que o autor deve ter sido aluno numa dessas “faculdades” que chamam ensino massificado de “aula”. Você vai pra aula, dorme, escreve um monte de merda, finge que entregou o trabalho, o prof desmotivado finge que corrige, todo mundo faz seu teatro 8h/dia e no fim do dia ligava pro pai: “PORRA, APRENDI UM MONTE”. Daí lê o primeiro texto sobre Henry Ford (?????) e pensa que é um cara culto. 2. Pesquisa. Sim, o local de pesquisa tem que ser nas universidades. Onde mais? Nas empresas? Olhe o exemplo dos EUA e a briga que é todo ano pra explicar para os ignorami do Partido Republicano POR QUE infernos a National Science Foundation precisa ser fundeada pelo governo. Por um motivo muito simples: quem tem interesse em perseguir o resultado real da pesquisa, e não um que simplesmente diga “amém” para o que a empresa quer fazer? A empresa tem um objetivo no mundo: lucrar. Não é preconceito, não é denúncia, é simplesmente um fato. Empresa existe pra lucrar. Não pra atender demanda de cliente. A empresa atende a demanda do cliente porque senão o cliente pára de comprar o produto dela. Note: cliente, não cidadão. Nesse aspecto, entraria uma entidade chamada Governo. Que, ao contrário do que o autor provavelmente acredita, e assim como muitos brasileiros, deveria existir para atuar em defesa do povo. Proteger de abusos. Assegurar condições de sobrevivência para que o local governado não vire um caos. Sabe? A pesquisa apresenta o alicerce pra que estrutura seja desenvolvida e decisões decentes sejam tomadas. Mas, porque ouvimos (lemos) esse tipo de idiota e votamos em chucros, é óbvio, os resultados de pesquisas sempre são interpretados como “CHATICE” e não DADOS ÚTEIS que podem ser APLICADOS. Nenhum brasileiro em sã consciência criticaria a seriedade de um IBGE. Por que, então, acha um absurdo que universidades briguem para que pesquisas em outras áreas também sejam


3. Pública. Pelo motivo acima explicado. Uma extensão do raciocínio sobre empresas é que, com raras exceções administrativas, uma “universidade” particular existe com um objetivo: LUCRAR. Não é formar bons profissionais. É crescer. Se qualidade é um requisito para se conseguir mais clientes, então se oferece qualidade. Se o cliente não demanda qualidade, então se contrata meia dúzia de pessoas com Mestrado/Doutorado desesperadas por um emprego (porque pesquisador não é material pra empresa), pra atingir as exigências mínimas da CAPES, deixa eles lá e vamos atrás de clien...alunos. 4. De qualidade. Dã. Ou você preferia ver a POUCA FRAÇÃO de imposto que é dirigida às universidades ser aplicada diretamente no embelezamento da sala do reitor? O autor, em seguida, passa a “meodeosessedinheirovaisairdoseubolso, essescomunistasvampirosnaotemvergonhanacara, eelesestudarambemmaisqueeuevocetodosjuntos” > Preferem mais impostos. Sim, pois, caso o governo ceda às reivindicações dos grevistas remunerados, terá de aumentar os impostos, uma vez que elas resultariam em mais gastos. Parece piada: aumentar impostos para destinar mais recursos a uma minoria que tem o doutorado completo e reivindica por meio de greves remuneradas. A alternativa, altamente absurda, é que se pare de fundear obras que não vão a lugar algum e não atendem a necessidade alguma da população (Copa? Olimpíadas?) ou, pior ainda, diminuir o absurdo gasto com deputados, coitadinhos, que ganham tão mal!!!!!!!!!!!!!!! http://super.abril.com.br/cultura/quanto-custa-deputado-601265.shtml É claro que, isso, não podemos permitir!!!! Devemos fundear obras que não foram planejadas nos anos 1, 2, 3 e são executadas “do jeito que dá” maximizando custos no ano 4 porque o mandato vai acabar!!! Afinal, pesquisa? Consultoria com especialistas dentro de universidades? O que é isso? E, sério mesmo??? De novo jogando a carta de “essa minoria que tem doutorado completo devia estar procurando emprego em outro lugar” – onde? No Wal-Mart? Porque é esse o salário inicial de um cara que saiu de um doutorado até ele arrumar uma posição numa universidade para fazer o que ele serve para fazer: ENSINO SUPERIOR E PESQUISA. Agora, outras reflexões: > Fui professor da Universidade Federal Fluminense entre 1992 e 2005 e nunca fiz greve. Claramente, um indivíduo amado pelos alunos, respeitado pelos colegas de trabalho e homens da lei. (só pra evitar dupla interpretação, isso foi ironia) > Aprendi na própria universidade federal que as greves são inúteis. Não pressionam o governo, não atingem seus objetivos e apenas prejudicam os alunos. A greve é só de aulas.


Se o cara é professor universitário, vai protestar como? Jogando uma bomba mutagênica no Palácio do Governo? Explodindo o carro do deputado? Mandando tóxicos de contato pro escritório do vereador? Por que as greves de professores não dão resultados? Será que quando se paralisam alunos, professores e funcionários, e o jornal enfoca mais a UFC do que qualquer coisa, é porque não tem nada errado? Será que artigos como esse ajudam a população a entender por que esse pessoal não está trabalhando? Certo, paralisar tem consequências. Toda greve tem. Senão, como se negocia? Incrivemente, esse povo das universidades tem sistematicamente sido cauteloso quando se trata de chacoalhar a população, porque o povo deseducado vai achar que greve é vagabundagem, não problema. Então, não se fecham hospitais universitários ou concursos vestibulares, porque isso jogaria 1. população carente e 2. filhinhos de papai e cursinhos milionários contra as universidades. Que coisa, não? > Os professores não param de fazer suas pesquisas, não deixam de ir a seminários científicos - nunca recusam viagens pagas pelo contribuinte - nem deixam de enviar seus relatórios de pesquisa aos órgãos de financiamento. Se fizerem isso, podem perder a bolsa de produtividade em pesquisa, o que é equivalente ao ponto cortado. Só há um prejudicado com a greve: o estudante. <ironia> É claro. O estudante, coitadinho, essa massa cerebral amorfa, certo? Obviamente nem o governo americano se importa com eles! </ironia> É bom sempre se educar mais: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=186099&id_secao=9 (dá ctrl+f, escreve “estudante”, lê as passagens) O estudante é chave. Ele é o motivo pelo qual a greve é feita. O outro motivo é quem se beneficia do que é feito nas universidades: o povo. Quem é prejudicado com um ensino de merda, com uma universidade sem cadeiras e sem livros? O professor? O professor, como o autor já apontou, já tem seu doutorado! > Os professores doutores grevistas remunerados não impõem nenhum prejuízo ao governo federal. Pararam de dar aulas, e isso não reduz a arrecadação, não leva à queda da popularidade de Dilma nem faz cócegas em Brasília. Esse tipo de resultado não ocorre porque só tem um jeito de atingir o governo: FAZENDO O POVO PERCEBER QUE TEM ALGO ERRADO E EXIGIR QUE O GOVERNO FAÇA MELHOR. Mas com palhaços escrevendo isso em revistas destinadas à classe média, o que acontece? Dãr!!!!!! Em seguida, o autor posta uma quantidade de números que não têm relação alguma com o tom de denúncia do texto: > Entre 2005 e 2010, o orçamento das 57 universidades federais aumentou 120%, sem contar os gastos com aposentados e pensionistas.


Isso é pra ser algo BOM. Mas o autor não mencionou o número de NOVAS VAGAS E NOVAS UNIVERSIDADES que foram abertos. Ironicamente – esse número é proporcional ao 120%, mas na real não exatamente bem usado (porque a maior parte é só pra manter o SISTEMA BUROCRÁTICO e não é aplicado nas salas de aula ou laboratórios). > Elas receberam quase R$ 20 bilhões em 2010, de acordo com o Ministério da Fazenda. No mesmo período, as vagas para estudantes de graduação cresceram somente 58%, segundo o Ministério da Educação. O custo por aluno é diferente dependendo do curso e do local onde a nova universidade foi aberta. O dinheiro fundeia não só a existência do local. Deve fundear os professores, a infraestrutura (que em muitos lugares ainda tem que ser construída), a administração e a manutenção do local. Ou será que o autor acha que isto é o que uma universidade deve ser:

Na real, tem umas Federais que não estão muito longe disso. OK, agora, a respeito do número de vagas, já que o ilustre autor aparentemente não pensa como eu em relação a condições mínimas de ensino: > Os professores grevistas têm a obrigação de prestar contas a nós, contribuintes, acerca das razões do descompasso entre o aumento de 120% no orçamento e de 58% das vagas. dados do Ministério da Educação revelam que, em 2010, as federais ofereceram 938 mil vagas para graduação. Entre 2001 e 2010, as federais não conseguiram dobrar as vagas


em cursos de graduação, ao passo que as privadas saíram de 2 milhões de vagas para 4,7 milhões. Os professores das federais são contra salas de aula com 100 ou 200 alunos. defendem poucos alunos, sob o argumento elitista de que, para treinar bem, é preciso poucos estudantes em sala. Mas o Brasil precisa massificar o ensino universitário, não elitizá-lo. Estudei na London School of Economics (LSE) e frequentei salas de aula com mais de 100 alunos. A LSE forma melhor que qualquer uma de nossas federais e suas salas com poucos alunos.

O autor em seus anos doutados na LSE. Será? Será que a LSE realmente ensinou o autor a avaliar direito o custo de uma Instituição de Ensino Superior, considerando todas as omissões que o cara deixou no texto? Será que o professor na LSE corrigia todos os trabalhos pra se assegurar que os alunos estavam acompanhando (se a resposta é não, e provavelmente é, isso realmente é uma diferença cultural – o aluno universitário não recebe a informação tão bem mastigada e elaborada em lugar nenhum do mundo, salvo talvez a Argentina, e IMHO isso é uma qualidade do ensino brasileiro, que não pode disponibilizar ao aluno o acesso às quantidades infinitas de livros com que o estudante europeu pode contar em sua biblioteca local). Nas instituições americanas, o professor pode supervisionar uma turma de, digamos, uns 40 alunos. Claro, contando com uma figura misteriosa que é estranha à imaginação de universitários brasileiros, o “TA” – teaching assistant. Uma outra figura ainda mais estranha existe também – o “RA” – research assistant. Esses são estudantes de pósgraduação. Ser asssitente é o trabalho deles. Eles não recebem bolsas (scholarships), recebem salários (assistantships). MAS de onde vem esse dinheiro??? (Obs. pergunta retórica!!) E mesmo assim, as salas de aula não têm centenas de alunos. Se passa de 50, a galera olha torto. Principalmente na pós. Por quê? Corrija-me se eu estiver errada, Economia exige um conhecimento pesado de estatística e certa supervisão em trabalhos de campo (lidando com situações reais!!!!!) não seria completamente absurdo, né? Ou ter um curso de artes com material para os alunos? Ou talvez supervisionar um estágio para o futuro cientista? Mas será que não é bom que exista alguma orientação por parte de um professor doutor, ou pelo menos um pósgraduando, para avisar o cara de coisas que ele esqueceu de considerar em suas contas MARAVILHOSAS, PERFEITAS, porém INCOMPLETAS? Ou talvez pra apontar que o cara está chegando a conclusões absurdas e atirando no próprio pé? Ou será que os alunos universitários são tão espertos (tipo no Show do Milhão, assim), com educação esmerada, super cultos, que são auto-suficientes em todos esses quesitos


(se você responder SIM a qualquer uma dessas perguntas, no contexto de alunos em qualquer lugar no mundo, você precisa rever seus conceitos a respeito de “ensino” e talvez procurar uma escola primária melhor). A completa ausência de supervisão de um professor qualificado também deixa textos como o do autor terminarem assim: > O governo optou pela solução tipicamente brasileira: não entrar em conflito com os grevistas remunerados e deixar o sistema universitário privado crescer. Vai demorar um pouco, mas é inevitável: as universidades privadas passarão a atuar também em pesquisas científicas de ponta. Já tomaram o lugar das federais na formação de alunos, tomarão também na pesquisa científica. O contribuinte agradecerá. Se as universidades privadas resolverem atuar em pesquisa, será por demanda do mercado, não porque é a “coisa certa”. E o governo não vai ter como parar, porque o governo não está aí pra competir com as particulares. O governo é que deveria fazer coisas porque é a “coisa certa”, mas escolhe não fazer. Quando eu era aluna, eu tinha que pedir pelamordedeusporfavor pra biblioteca dizer que UM DIA ia encomendar um livro queu precisava. Acha que eu consegui algum? E eu estou falando de livros. Tipo “se vc não compra pra biblioteca eu vou baixar da Internet, eu sei que é ilegal, mas vc não paga nem pela minha cadeira”. Será que é bonito deixar o estudante numa situação dessas? No exterior, eu só precisava mandar um E-MAIL para a biblioteca e menos de um mês depois a cópia estava lá. Muitas vezes nem precisava, porque a biblioteca tinha um funcionário dedicado à atualização (!!!!!!!!) do acervo que já tinha contatos nas editoras pra sempre ter ao menos uma cópia das obras consideradas essenciais na área (!!!), sendo o funcionário normalmente um por área, porque isso demanda um especialista (!!!!!!!!!!!!!!!!!!). Estranhamente, os deputados nesses países ganham menos, e os professores doutores ganham o suficiente para manter um carro e uma casa, sem ter dupla ou tripla jornada de trabalho, apesar do trabalho demandar dedicação exclusiva (porque o cara precisa manter aulas, publicar pesquisa, e pedir dinheiro para projetos, ou será que é só sentar a bunda e escrever um monte de merda, artigo pronto????). > Alberto Carlos Almeida é cientista político, autor dos livros "A cabeça do brasileiro" "O dedo na ferida: menos imposto, mais consumo" A classe de “cientistas políticos” (Que tipo de experimento será que ele faz? É um experimento social, esse texto? Vou procurar o artigo depois, que claro deve ser postado no SciElo, ou semelhante, igualmente fundeado por... instituições de ensino superior) deve estar orgulhosa de compartilhar o título com esse cara. Se você lê um pouco de inglês, gostaria de sugerir mais algumas leituras que podem ajudar um ex-aluno-de-salas-de-aula-gigantes a entender o mistério da importância das instituições de ensino superior com centros de desenvolvimento crítico: http://io9.com/5834462/what-is-public-science-and-why-do-you-need-it


http://www.washingtonpost.com/opinions/who-needs-government-funded-research-on-acows-stomach-we-all-do/2011/11/03/gIQACOZFnM_story.html Ou, se por algum você está curioso/a a respeito de onde esse tipo de atitude antiuniversidade e anti-ciência vem, aqui está uma reflexão sobre nossos quase-vizinhos. PloS é a “Public Library of Science”. http://blogs.plos.org/neurotribes/2011/05/27/why-the-gop-hates-the-national-sciencefoundation/


Greve Remunerada nas Universidades