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Querido Leitor Literatura Contemporânea

O que falta para o Brasil ser um país consumidor de livros? Entrevistas

Babi A. Sette Vanessa Sueroz

Ghost Writer

Saiba mais sobre essa profissão


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Editorial A literatura segue em constante metamorfose. Os leitores também. Em tempos que consideramos remotos, havia as escolas literárias, que demoravam cerca de cem anos para serem substituídas, atualmente, temos a disponibilidade de ler várias obras de vários gêneros de uma só vez. Somos inundados diariamente por novos sucessos, novos autores, novos gêneros. Nas escolas, aprendemos o que é Realismo, Romantismo, Trovadorismo, só pra citar as mais lembradas. As editoras nos ensinaram o que é sick-lit, chick-lit, new adult, hot... Ou você acha que daria para trazer de volta as escolas literárias em novas versões? Editoras e autores têm que se virar para conquistar o leitor. Ele está cada vez mais informado e antenado. Na era das redes sociais, só fica desinformado quem quer. O leitor quer interagir com a editora e/ou autor. Ele não quer só fazer parte da gestação do livro, agora ele quer escrever. O leitor agora passou a ser um “consumidor de nicho”, ele escolhe um gênero específico e se entrega à leitura, porque ele sabe que só a história pode levá-lo a “mares nunca dantes navegados”, como imortalizou Luís de Camões. Muitos disseram que o livro ia morrer com o advento da internet, devido à facilidade em conseguir livros gratuitamente no popular formato PDF. Depois vieram os e-Books com seus aparelhos de leitura, os e-Readers e, por fim, a febre do momento: as plataformas digitais online e gratuitas. Atualmente, só não publica livro quem não quer. Será que Gutemberg, lá no século XV, quando criou a imprensa, ele tinha a mais remota noção de como seu invento mudaria a Humanidade?

Ana Paula Lima e Kamila Ferreira 3


Destaques Matéria de Capa A literatura Brasileira mudou. E ela precisa de sua ajuda para continuar crescendo! ............................................................. 6

Entrevista Babi A. Sette, autora do best-seller Entre o Amor e o Silêncio e A Promessa da Rosa ............................................................................ 8

Entrevista Vanessa Sueroz, um exemplo de autor nacional independente ............................................................. 12

Autopublicação Saiba mais sobre a forma mais fácil, barata e rápida de tirar sua obra da gaveta ............................................................. 14


Índice

Editorial .................................................................................................... 3 Literatura Brasileira e Suas Vertentes ................................................... 6 Entrevista com Babi A. Sette ................................................................. 8 Vertentes da Literatura Atual .............................................................. 10 Entrevista com Vanessa Sueroz .......................................................... 12 Autopublicação ..................................................................................... 14 Ghost-writers ........................................................................................ 15 No mundo dos blogs ............................................................................ 16 Curiosidades .......................................................................................... 17 Expediente ............................................................................................ 18


Literatura Brasileira hoje e suas vertentes Como os autores brasileiros solidificaram a literatura dentro e fora do país ao longo do tempo

Atualmente, não temos um movimento literário específico, como o Barroco ou o Romantismo. Vivemos sob a era dos “autores contemporâneos”. Porém, estamos em uma era em que todos podem escrever sobre qualquer coisa. Qualquer coisa mesmo.

Lembrando que gênero literário é diferente de gênero textual. O gênero literário é o modo como a história é contada, por exemplo, romance, suspense, drama, etc. Gênero textual é a estrutura do texto, a forma como ele é escrito, por exemplo, contos e crônicas. No Brasil, temos duas situações: o autor que é aclamado pelo público e pela mídia, vende muitos exemplares e ganha diversos prêmios. Com um pouco de sorte, consegue

algum prestígio internacional, como Lygia Fagundes Telles, autora de “As Meninas”. Do outro lado, temos o autor independente. É aquele que têm suas obras publicadas por editoras de pequeno porte, isso quando consegue contrato com alguma editora. Quando não consegue, ele imprime seus exemplares de maneira independente. Ele divulga e vende seus livros através de redes sociais e parcerias com blogs. Os brasileiros se interessaram pela leitura quando aconteceu o boom das séries como Crepúsculo, de Stephenie Meyer, e dos grandes sucessos, como o A Culpa é das Estrelas, de John Green, dois best-sellers de nível mundial

Jorge Amado foi o primeiro brasileiro a ter prestígio internacional. Seus livros foram traduzidos para 49 idiomas, além de suas inúmeras adaptações para o cinema, teatro e TV.


Paulo Coelho poderia ter sido citado, porém, ele é um caso singular. Seus livros foram publicados em diversos países – O Alquimista, seu maior sucesso, está no Livro dos Recordes por causa de suas 69 traduções. Mas os brasileiros, em sua maioria, não gostam dos livros do autor, seja por falta de revisão (o autor não permite que seus livros sejam revisados) seja por suas histórias. Sendo assim, os brasileiros não se sentem identificados com suas obras. Do outro lado, temos o autor independente. É aquele que têm suas obras publicadas por editoras de pequeno porte, isso quando consegue contrato com alguma editora. Quando não consegue, ele imprime seus exemplares de maneira independente. Ele divulga e vende seus livros através de redes sociais e parcerias com blogs.

Os brasileiros se interessaram pela leitura quando aconteceu o boom das séries como Crepúsculo, de Stephenie Meyer, e dos grandes sucessos, como o A Culpa é das Estrelas, de John Green, dois best-sellers de nível mundial. Apesar do sucesso das séries internacionais e a falta de interesse do brasileiro em demais gêneros literários, o Brasil está bem servidos de talentos nacionais. Alguns são bem conhecidos como a Paula Pimenta, autora da série “Fazendo meu Filme”, e a Thalita Rebouças, que escreve especificamente para adolescentes. Ambas têm um público fiel, têm até fã-clubes! Em contrapartida, temos FML Pepper, da trilogia “Não Pare!”, e Sérgio Pereira, autor de “Enviada”. Eles autopublicaram seus livros e agora têm contratos com editoras. O que falta para tornar o Brasil um país de leitores? Os talentos literários nós temos, só falta o incentivo, que pode vir do governo, de casa, da escola, dos amigos...

Confira os lançamentos da Editora Arqueiro!


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Entrevista com Babi A. Sette Por Ana Paula Lima

A “Querido Leitor” foi atrás do mais novo

sucesso da Editora Novo Século, Babi A. Sette. Paulistana, nasceu em 28 de novembro de 1978, é formada em Comunicação Social mas acredita que não se achou na profissão. Apaixonada por viagens, passou um periodo em diversos locais do mundo fazendo cursos, quando surgiu a ideia para seu primeiro romance. Seu livro “Entre o Amor e o Silêncio”, lançado pelo selo “Novos Talentos” esgotou em poucos meses e se tornou bestseller da Novo Século. Ela fala sobre o cenário literario atual e seu novo livro. De onde surgiu a paixão pela leitura? E quais seus gêneros favoritos? A minha paixão pela leitura passou por fases: até os treze anos eu gostava muito de ler; depois vieram àqueles livros que temos que ler por causa do vestibular; fiquei meio traumatizada (risos) e abandonei a leitura por um tempo. Nessa fase, eu só lia poesias. Apaixonei-me pela leitura outra vez há uns cinco anos quando li Harry Potter, Crepúsculo e Cinquenta tons de cinza. Hoje, não fico sem ler. O meu gênero favorito é o romance histórico. Porque você decidiu se tornar escritora? Eu estava passando por um momento muito grande de mudanças internas e de autodescoberta. O meu primeiro romance surgiu no máximo dessa fase, eu precisava escrever para tentar me entender, para tentar entender a vida e minhas emoções. Quando terminei de escrever essa história, minha família sabia o que eu estrava fazendo; eu praticamente me internei em um quarto durante quatro meses. “Como assim ela está escrevendo um livro?” (risos). O meu marido foi o primeiro a ler, eu não esperava nada disso, eu sempre escrevi para mim em primeiro lugar, e depois dele, outros amigos e parentes pediram para ler e então, todos que liam me incentivaram a publicar. Escrevi o segundo livro e depois o terceiro, “Entre o Amor e o Silêncio” (publicado pela editora Novo Século), e foi só a partir dele que me senti pronta para tornar público esse mundo imaginário. Quais suas inspirações enquanto escreve? Você ouve música, rememora algum livro lido, lembra-se de alguma história vivida (sua ou de outra pessoa)… Música em primeiro lugar e depois eu sinto que a inspiração vem de tudo; lugares, pessoas, filmes,


livros… Costumo dizer que estou sempre trabalhando. Por exemplo: vou viajar, não estou apenas conhecendo lugares, estou olhando tudo com olhos que querem ir para dentro das coisas, dos costumes, das pessoas, dos sons, dos cheiros. Monto diariamente um acervo interno feito pela observação junto com a sensibilidade e a intuição. Busco sempre ir além das aparências de tudo e assim eu acho que encontro minha inspiração. Como você faz para criar seus personagens? Inspira-se em algum famoso ou em algum amigo ou parente… Eles vêm de algum lugar que poderia existir, talvez até exista e não apenas na minha imaginação (risos). Às vezes sinto que eles estão ali, nesse lugar, esperando algum escritor que queira contar as suas histórias. Quando começo a colocar no papel, algumas vezes, junto criatividade com experiências e pessoas reais e misturo um pouco disso tudo com a intuição. E sobre as plataformas digitais gratuitas e online, como o Widbook e o Wattpad, você acha que ajuda o autor iniciante? E o autor já reconhecido, você acredita que ele é prejudicado? Acho que quanto mais, melhor. Quanto mais gente escreve, mais gente lê e vice-versa. Penso que essas plataformas de leitura gratuita fazem uma função importante na hora de apresentar novas obras. Não é todo mundo que se sente disposto a investir para conhecer novos escritores. Mas, também, acredito que existe uma hora que os escritores que se autopublicam por essas plataformas, devem parar e começar a cobrar pelos seus trabalhos. Em sua opinião, a literatura feita atualmente no Brasil é valorizada? Você acha que o autor brasileiro é bem visto em relação aos best-sellers internacionais? Acho que sim. Se falarmos em best-sellers nacionais eu não acredito que o público faça diferença. Eu penso que acontece da seguinte forma: os autores de fora que são traduzidos e publicados aqui já são reconhecidos mundialmente, então, além de já terem um nome feito, as editoras que os publicam estão dispostas a investir bastante em marketing. Na verdade, pelo que sei, uma verba de investimento em marketing faz parte do contrato das editoras brasileiras junto ao detentor dos direitos autorais de fora, como uma condição para fecharem esse contrato. Entre o Amor e o Silêncio foi lançando na Bienal do Livro de 2014 e esgotou rapidamente, em sua opinião a que se deve a isso? E quais suas expectativas para o lançamento de A Promessa da Rosa? Eu sou suspeita para falar porque eu amo esse romance. Muito mesmo. Mas, sei que isso não é a garantia do sucesso. Estou cheia de expectativa com a resposta dos leitores, é um gênero muito diferente de Entre o amor e o silêncio. Mas, acho que isso é natural. As pessoas acreditam que depois que você tem um livro que foi bem aceito e de sucesso, o autor fica tranquilo com a certeza de que só publicará outros sucessos. Bom, eu acho que nenhum autor por mais consagrado e reconhecido que seja, por mais que ele tenha 100 best-sellers publicados, fica 100% seguro sobre como será o desempenho de uma obra nova. Mas, essa expectativa faz parte e é também a magia desse processo, todo o livro é algo vivo e cada leitor terá uma experiência intransferível com ele. O que eu espero desse novo lançamento? Que a viagem literária valha a pena àqueles que se permitirem embarcar junto a ela.

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Vertentes da literatura atual A divisão por gênero sempre foi comum no universo literário. Antigamente, a divisão era feita por períodos ou escolas literárias. Hoje, com a expansão do mercado, os gostos mudaram e fica cada vez mais complicado para o leitor identificar se o livro está de acordo com suas preferências.

Volta e meia, esse tema é debatido nas redes sociais. E para facilitar um pouco o entendimento sobre eles. Vamos colocar as características das principais vertentes literárias e suas respectivas capas.

1 – Distopia: também conhecia como antiutopia. Normalmente, eles retratam uma sociedade construída no sentido oposto ao mundo considerado ideal. 2 – Chick-Lit: é o gênero moderno direcionado para o publico feminino. São enredos que acontecem em uma metrópole, suas personagens são determinadas e divertidas. 3 – Sick-Lit: considerado um dos mais novos gêneros, o sick-lit é protagonizado por criaturas mergulhadas em enfermidades sérias. 4 – Steampunk: Trata-se de obras ambientadas no passado ou em um universo fictício semelhante a uma determinada época real da história humana. 5 – Fantasia: é uma narrativa elaborada pelo imaginário, por uma dimensão supostamente inexistente na realidade convencional. 6 – New Adult: ficou mais popular entre os leitores a partir de 2009. É considerado um gênero de ficção para adultos. Em seu enredo seus personagens estão buscando um significado para ser adulto. 7 – Thriller: é uma narrativa que utiliza o suspense, tensão e excitação para deixar seus leitores envolvidos. 8 – Young Adult: definido como esse gênero os enredos com personagens com idades entre 14 e 21 anos, onde os seus protagonistas tentam se concentrar em temáticas mais adultas. 9 – Hot: são livros voltados às mulheres e que possuem passagens eróticas, ou seja, detalham o ato sexual.


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Entrevista com Vanessa Sueroz Por Kamila Ferreira

A “Querido Leitor” desta quinzena traz

com exclusividade uma entrevista com uma autora que lançou mão da autopublicação para lançar seus livros, a paulistana Vanessa Sueroz. Vanessa Sueroz nasceu em 20 de abril de 1990 e ainda criança, com apenas oito anos, começou a escrever suas primeiras narrativas. Escreveu sua primeira fanfic em 2006. Seu primeiro livro foi publicado em 2011. No mundo real, Vanessa estudou Ciência da Computação e trabalha como analista de sistemas. Ela nos conta mais sobre sua carreira. De onde surgiu a paixão pela leitura? Pergunta bem difícil, mas acho que a paixão sempre esteve em mim. Leio desde que aprendi, acho que por ver minha mãe mergulhada nos livros (risos). Qual o seu gênero literário e/ou seu (sua) autor (a) favorito(s)? Eu amo comédias românticas, então consequentemente meus autores favoritos estão nesta linha: Meg Cabot e Sophie Kinsella.

Porque você decidiu se tornar escritora?

Eu sempre quis ser escritora. Gosto de criar histórias e divertir as pessoas, escrever foi consequência.

Quais suas inspirações enquanto escreve? Você ouve música, rememora algum livro lido, lembra-se de alguma história vivida (sua ou de outra pessoa)...

Depende muito da história, em determinado momento, estou andando na rua e surge uma ideia, ou então estou vendo um filme ou lendo um livro, escutando uma música, tudo inspira a escrever.

Como você faz para criar seus personagens? Você pensa em alguém famoso ou em algum amigo ou parente...


Meus personagens surgem a partir de uma historia que já tenho na cabeça, mas algumas características eu gosto de usar de amigos e parentes, acho que fica mais pessoal.

Em relação à autopublicação, foi complicado para você? Publicar um livro de maneira independente sai muito caro? Foi. Nunca pensei que teria que apelar para a autopublicação. Fiquei anos pesquisando e entendendo o mercado literário até ver que as grandes editoras não publicam autores novos, então tive que juntar um bom dinheiro para fazer a publicação, porque é uma coisa cara e que ninguém da família apoiava, mas depois que tomei a decisão, o resto foi mais tranquilo.

E sobre as plataformas digitais gratuitas e online, como o Widbook e o Wattpad, você acha que ajuda o autor iniciante? E o autor já reconhecido, você acredita que ele é prejudicado? Acredito que essas plataformas podem ajudar, mas não é uma grande saída. Eu, por exemplo, fiquei anos escrevendo fanfic na internet. Só criei coragem para a publicação quando todos os meus mais de 20 mil leitores semanais disseram que comprariam um livro meu, mas você percebe que quando é de graça as pessoas leem mais, a partir do ponto que têm que pagar, a situação muda um pouco, é o que acontece com muitos leitores dessas plataformas.

Em sua opinião, a literatura feita atualmente no Brasil é valorizada? Você acha que o autor brasileiro é bem visto em relação aos best-sellers internacionais? Acredito que melhorou muito. Quando comecei, o autor nacional não tinha nenhuma chance. Hoje já temos editoras com selos apenas para os nacionais e estamos ganhando espaço. Acredito que em alguns anos podemos estar equilibrados com os livros best-sellers internacionais.

Você prefere ler: um livro físico, um livro no e-reader ou um livro numa plataforma online? Eu leio de qualquer jeito, mas realmente não posso negar que o livro físico é melhor, gosto de ter minha coleção em casa, de folhear e etc., mas também gosto muito do meu e-reader, ler em plataformas online é minha última opção.

Supondo que você continue com sua carreira literária, em longo prazo, como você se vê daqui a dez anos? Se eu conseguir tempo e dinheiro para investir, me vejo em uma boa editora e com leitores fieis. Caso isso não aconteça, me vejo exatamente como estou hoje, com poucos leitores, sem ganhar dinheiro, mas fazendo o que gosto.

Quais conselhos você dá para quem quer iniciar uma carreira literária?

Não ter medo de errar, ouvir criticas e encarar as mesmas, pois elas virão de todos os lados e formas. Acreditar que é possível, pois não é um caminho fácil. Escrever para você mesmo e não para os outros, pois só assim será feliz com o que faz. 13


Autopublicação Mais barato, ágil e eficaz, a autopublicação se tornou um grande meio dos autores tirarem suas obras da gaveta Amada por alguns e criticada por muitos, a autopublicação mudou radicalmente o conceito de ser escritor. Ao divulgar na internet um PDF com um design de capa simples (às vezes, feito pela própria pessoa) transforma qualquer um em autor. Ele pode usar diversas plataformas digitais como o Kindle®, da Amazon ou o Kobo®, da Livraria Cultura. Ele recebe até 70% do preço da capa. A autopublicação é preferível por aqueles que veem nos livros digitais uma forma de democratizar o mercado literário e é criticada por acharem que isso acaba banalizando o mesmo. Esse fenômeno reflete uma eliminação de seleção de vários manuscritos, edição, marketing, entre outros, que no caso seria o papel das editoras para distribuir o livro depois de finalizado. Quem pensa que essa atitude assusta as mesmas, está muito enganado, porque a autopublicação também funciona a favor das companhias.

Um grande exemplo desse fenômeno é a escritora E.L. James, autora do best-seller “Cinquenta Tons de Cinza”. O primeiro volume foi primeiramente autopublicado, e só depois a obra foi selecionada pela Random House para tornar-se um livro físico. No Brasil, isso aconteceu com Camila Moreira, autora de “O Amor Não Tem Leis” que foi contratada pelo selo Suma de Letras, da Editora Objetiva. Poucos escritores conseguem ver esse tipo de sucesso, mas quem promove seus e-books podem conseguir uma audiência de massa. O baixo valor dos exemplares é o que mais chama atenção do publico. Se os resultados pessoais são pouco efetivos, o aumento pela procura é marcante. Só em 2014, houve um aumento de 500 mil de novos títulos publicados, cerca de 17% em comparação ao ano anterior. O que nos resta saber é se, com essa procura, os escritores, de fato, terão vantagens econômicas.


Ghost Writer A salvação para quem não pode (ou não sabe) escrever

Em definição simples, ghost-writer (escritor fantasma) é aquele que é contratado para escrever um livro, mas não recebe nada pelos direitos autorais. Tampouco tem seu nome revelado. O ghost-writer pode escrever em diversas situações, como: um executivo que precisa redigir um relatório para seu chefe, um político que precisa de um discurso ou até mesmo alguém que quer escrever um livro, mas não sabe como proceder. Grandes personalidades nacionais e internacionais contam com um ghost-writer para seus discursos, pois nem sempre têm tempo, paciência ou até mesmo não dominam o português suficiente para escrever um texto

coerente. Encontrar um ghost-writer não é tarefa fácil. Como eles não se identificam nem divulgam seus trabalhos, podemos dizer que é o próprio escritor que vai atrás de seu possível cliente. Às vezes, a divulgação se faz através do consagrado “boca-a-boca”. São vários os casos em que diversos famosos lançaram mão de ghost-writers para escreverem seus textos, seja para a arte, seja para a política, tendo como exemplos a cantora Aretha Franklin, o ator Charles Chaplin, o ex-presidente Juscelino Kubitschek e até mesmo D. Pedro I.


No mundo dos blogs A palavra blog vem do termo em inglês web log, ou seja, diário da rede. O blog é um site que permite ao usuário postar textos pessoais. Com a popularização da rede, eles se tornaram profissão para muita gente. Atualmente, sete em cada dez pessoas acompanham algum blog ou vlog – a versão em vídeo do blog. Atualmente, os bloggers (blogueiros) também passaram a ser formadores de opinião. Muitas empresas entram em

Todo inicio de semestre, autores e editoras abrem vagas de parcerias, ou seja, blogueiros literários são selecionados para receber, com exclusividade, lançamentos para que os blogueiros leiam e opinem sobre as obras através de resenhas – em forma de texto, vídeo ou podcast. Conheça a opinião de alguns deles:

contato com blogueiros para negociarem espaços na página para a divulgação de seus produtos

om que seu c r e z a f arceria é mpartilhem o r p a d a i e A id m e co ara apresenta e t n e m u ambos a ocê se oferece p o outro acaba V e público. os seus leitores a algo par mesmo.” ueira há g o l o b ; o s fazend chado; 24 ano to. n a Tem Co Thati M m e N no um ano

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“A ideia d ambos a a parceria é faz u e público. mentem e com r com que p V algo par ocê se oferece artilhem o seu a p fazendo os seus leitores ara apresentar o e o outr Dani V mesmo.” o acaba ilela; 1

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Curiosidades da literaia r ó t is h a n lia está lher Francisca Ju por ser a primeira mu s” a re tura brasileir livro. A obra “Mármo m a publicar u 1895. em foi lançada car foi o n le A e d é s . Foi , de Jo “O Guarani” brasileiro a virar filme ro primeiro liv em 1911.

Ainda sobre HP, Joanne Rowling precisou trocar de nome para poder publicar a série Harry Potter. Quando foi contratada pelo selo infantil da Editora Bloombsbury, seu chefe pediu que usasse um nome neutro, pois queria evitar que meninos recusassem ler um livro escrito por uma mulher. Será que, se J.K. Rowling tivesse mantido seu nome de batismo, o sucesso seria o mesmo?

no de vene m ô n fe m tornar u ns Antes de se eterias), “Cinquenta To s h das (e de bil uma fanfic, baseada no e a de Cinza” er a saga “Crepúsculo”. D e sd personagen , a história de Anastasia a c eir pois da fanfi y foi publicada de man so re Christian G . E depois, veio o suces te independen estrondoso.

“Don Migu Quixote de to el de Cer de la Man v em 1 dos os tem antes, é o cha”, do e 6 ma-s 15. Não pos. A o livro ma spanhol h b e exem que fora á dados ra foi pu is vendido p b m ve plare ndid recisos, m licada s. os 50 0 mil as estihões de

No top 1 cinema 0 das maiores b d il presenta e todos os temp heterias do n Potter e te literário. Tra os, só há um rea t que está s Relíquias da Ma-se de “Harry US$ 1,3 na quarta posiç orte – Parte 2”, 27,655,6 ão e arre 19. cadou

O japonês Ryuho Okawa é recordista em se tratando de publicação de livros: já escreveu mais de 1800 títulos. Okawa é o líder do movimento religioso chamado “Ciência da Felicidade”, em que realiza seminários em que tenta explicar a fé através da “Consciência do Universo”.


Expediente Querido Leitor – Edição 1 Ana Paula Lima Miranda RA 6621359198 Matérias: Entrevista com Babi A. Sette; Autopublicação; No mundo dos blogs; Vertentes da Literatura Atual; Kamila Ferreira Moreira RA 5212954571 Matérias: Literatura Brasileira e suas vertentes; Entrevista com Vanessa Sueroz; Ghost-writers; Curiosidades; Disciplina: Planejamento e Produção de Revista Organização: Reginaldo de Franceschi Agradecimentos: Às autoras Babi A. Sette e Vanessa Sueroz, ao professor e orientador Reginaldo de Franceschi e aos blogueiros Giulia Ladislau, Dani Villela, Tony Lucas e Thati Machado.


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Revista Querido Leitor  

Trabalho de conclusão de 5º semestre de Jornalismo, Anhanguera Campus Marte. Produzida por Ana Paula Lima e Kamila Ferreira.

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