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Suspense ilimitado CHEGANDO À QUARTA TEMPORADA, HAVEN ENFRENTA O DESAFIO DE PRENDER A ATENÇÃO DOS FÃS QUE ADORAM MISTÉRIOS. CONVERSAMOS COM OS PROTAGONISTAS PARA DESCOBRIR COMO A SÉRIE PRETENDE SOBREVIVER NA TELEVISÃO

FOTOS: DIVULGAÇÃO

por Raquel Temistocles e Vana Medeiros

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Cadê Audrey? – O começo da quarta temporada envolve a volta repentina de Duke, após seis meses sumido, enquanto Audrey ainda permanece desaparecida. Além da busca incessante pela protagonista, uma série de mortes aterroriza a pequena cidade de Haven e ativa os “Troubles”

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Mas rostos conhecidos não bastam e os mistérios mal resolvidos precisam reaparecer para atormentar a cidadezinha de Haven (neste ano, dois personagens somem e reaparecem do nada para deixar tudo mais complicado). “O maior desafio quando acontecem eventos sobrenaturais é que há momentos em que as coisas são feitas para satisfazer a aventura e, para mim, é sempre importante ter um equilíbrio entre a necessidade de o personagem ter que fazer aquilo por causa do que está acontecendo e a necessidade de permanecer fiel a quem o personagem é emocionalmente”, explica Balfour. Apesar da dificuldade em encontrar um ponto em comum entre trama e personagem, a mistura de policial com suspense tornou Haven um escape para quem quer fugir dos dramas paranormais adolescentes que permeiam a televisão atualmente (The Vampire Diaries, The Originals, Teen Wolf, The Tomorrow People). Para a atriz Emily Rose, um dos motivos de a série continuar com um bom ritmo após tanto tempo é por ela ser atual. “Vivemos em uma era em que podemos fazer tanto com a tecnologia que isso estimula a nossa imaginação, cria um ambiente em que programas como Supernatural são escritos. Mas também acho que estamos em uma era em que as pessoas estão procurando o que está lá fora. Ainda temos essa obsessão pelo que não foi alcançado”, conta a atriz. Sim, o mistério é – e sempre foi – muito atraente para o público. O difícil depois é resolver todos os suspenses e segredos envolvendo a vida dos personagens (Lost que o diga, lembram?). Enquanto isso, a gente vai tentando desvendar os enigmas junto com o pessoal de Haven. Prontos para a próxima charada?

IDADE PEQUENA, MALDIÇÕES, EVENTOS paranormais, desaparecimentos, assassinatos e personagens corajosos lutando para salvar a todos desses eventos aparentemente inexplicáveis. Estão aí os ingredientes de uma trama de mistério. E é assim que Haven, série inicialmente baseada na obra The Colorado Kid (2005), de Stephen King, se mantém há quatro anos na televisão. Isso e um triângulo amoroso mais tenso do que qualquer assombração.

“Haven é única em relação a outras séries de ficção científica. É uma combinação perfeita de emoções do mundo real, horror, ficção científica e comédia. E no coração da série há uma história de amor”, conta o ator Eric Balfour, intérprete do problemático Duke Crocker, em entrevista à MONET. O romance, aliás, acontece entre ele, Audrey Parker (Emily Rose) e Nathan Wuornos (Lucas Bryant). Os três vêm se unindo nas últimas temporadas para descobrir os segredos que envolvem os chamados “Troubles”, fenômeno em que habilidades sobrenatuHAVEN I A PARTIR rais afetam pessoas da pequena cidade de DO DIA 2, DOMINGOS, Haven. “Adoro o fato de que não estamos 20H, SYFY, 140 mais introduzindo estes personagens nem esse mundo fantástico. Agora podemos nos aprofundar neles e nos seus relacionamentos, pois eles já estão dentro da mitologia de Haven”, comenta a atriz Emily Rose. O quarto ano da série chega com o desafio de manter o público fiel (a terceira temporada teve audiência média de 1,5 milhão de telespectadores nos EUA). Para isso, a série conta com algumas participações especiais, como as dos atores Danny Masterson (That ’70s Show) e Kandyse McClure (Battlestar Galactica).

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