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E S P EC I A L

UM DOS MAIORES CLÁSSICOS DA CULTURA POP, O HERÓI VINDO DE KRYPTON RECEBEU DIVERSAS LEITURAS NOS QUADRINHOS, NO CINEMA E NA TV DESDE A SUA CRIAÇÃO, NOS ANOS 30. A ÚLTIMA ENCARNAÇÃO DO SUPERMAN TEM O MÉRITO DE ATUALIZÁ-LO PARA A ERA DOS EFEITOS COMPUTADORIZADOS E O CINEMA EM 3D por Elaine Guerini, de Las Vegas

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QUANDO FOI CHAMADO para gritar “ação!’’ no set de filmagem do novo Superman, Zack Snyder hesitou, quase dizendo “não” à proposta da Warner Bros. Não que o cineasta fosse indiferente ao universo do herói vindo do fictício planeta Krypton e nascido nas páginas dos quadrinhos da DC Comics, em 1938. “Pelo contrário. Sou fã do SuperHomem desde moleque. Para mim, ele é o avô de todos os super-heróis que já vimos.” O diretor, mais lembrado por 300 (2006), tinha receio de não conseguir fazer justiça ao personagem nas telas e de cair em uma armadilha – como ocorreu com Bryan Singer que tentou, sem sucesso, ressuscitar a franquia com Superman – O Retorno (2006) – uma superprodução que consumiu US$ 270 milhões e arrecadou nos EUA pouco mais de US$ 200 milhões. “Se eu encarasse a empreitada seria para reapresentar o personagem, resgatar as suas origens, acrescentar algo à mitologia e, principalmente, reiniciar uma série de filmes, deixando o estúdio e o espectador pedindo mais, ansiosos por uma continuação”, contou o diretor. E foi exatamente isso que Snyder fez. Lançado em junho último, O Homem de Aço conquistou uma bilheteria mundial de mais de US$ 660 milhões – o que, obviamente, desencadeou a encomenda da sequência por parte da Warner. Snyder voltará à cadeira de diretor e seu escolhido, o ator Henry Cavill, reprisará o papel de Clark Kent/Superman. Com estreia prometida para julho de 2015 nos cinemas, essa segunda aventura do personagem criado por Joe Shuster e Jerry Siegel promoverá o encontro do Super-Homem com Batman nas telas. Inspirado no clássico moderno dos quadrinhos O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight Returns), publicado em 1986, por Frank Miller, o longa-metragem colocará em foco o conflito entre os dois super-heróis no que diz respeito às táticas radicais e antiquadas de combate ao crime. O HOMEM DE AÇO I

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Em agosto último, a Warner anunciou que Ben Affleck viverá o defensor de Gotham City em Batman vs. Superman, gerando controvérsia sobre a escolha. Por mais que Affleck tenha recuperado o prestígio aos olhos de Hollywood – principalmente como diretor de Medo da Verdade (2007), Atração Perigosa (2010) e do vencedor do Oscar Argo (2012) –, quando se trata de super-heróis, o ator/ diretor é mais lembrado pelo fiasco de Demolidor – O Homem Sem Medo (2003). Segundo Snyder, no entanto, Affleck é o ator certo para contrabalançar a performance de Henry Cavill, interpretando um Batman mais “velho, sábio e cansado” que o Super-Homem. Seu desempenho deverá incorporar “cicatrizes” de um homem que luta contra a criminalidade há muito tempo, sem perder o fascínio que o milionário Bruce Wayne exerce sobre o público. Não se sabe ainda se Affleck seguirá como Batman numa suposta nova franquia do Homem Morcego (depois da recém-finalizada trilogia assinada por Christopher Nolan). Mas é certo que o ator assinou um contrato que prevê mais filmes, partindo talvez para a direção de alguns deles. “Quando Hollywood lança um título de super-herói, todos nós sabemos que a intenção dos estúdios é sempre a de estabelecer uma série de filmes”, disse Deborah Snyder, mulher do diretor e produtora de O Homem de Aço e Batman vs. Superman. “Embora nosso objetivo com o primeiro filme tenha sido o de acertar na concepção de Super-Homem, sem necessariamente pensarmos no filme como um prelúdio para a próxima história, abraçamos o projeto contemplando seriamente essa possibilidade”, completou a produtora, que administrou um orçamento de US$ 225 milhões com a primeira aventura do herói de capa vermelha.


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Renascimento – No destaque, a capa da HQ que fez história com a primeira aparição do Superman, Action Comics #1 (de junho de 1938). Cenas de O Homem de Aço mostram a atualização do personagem por meio da superprodução de Zack Snyder, 75 anos depois

O homem por detrás dos superpoderes por Raquel Temistocles

SANDRO DI SEGNI foi o responsável

por fazer as cenas de destruição de O Homem de Aço e algumas das passagens mais marcantes de filmes cheios de magia, como Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2, Aprendiz de Feiticeiro e John Carter – Entre Dois Mundos. O diretor técnico de Efeitos Especiais, que trabalhou em empresas como a LucasFilm e a Double Negative, voltou ao Brasil após 15 anos, e contou com exclusividade como é o processo de criar efeitos especiais para o cinema, além de algumas curiosidades sobre o Super-Homem. Comocomeçaoprocessodedesenvolver osefeitosespeciais?Quaissãoasetapas?

O processo varia bastante de projeto para projeto, mas tem uma sequência normal que é começar pelo script. Normalmente, tem um supervisor de efeitos que olha esse roteiro e define o que vai ser feito, o orçamento, qual efeito é possível fazer, qual é mais complicado. Depende do orçamento. Não que você não vá fazer o efeito, mas em vez de uma cidade inteira desmoronando, você coloca uma fumacinha no resto da cidade e mostra só um prédio caindo. Ainda existe isso em produções multimilionárias também. Mesmo em um projeto como o do Super-Homem, destruir uma cidade inteira é muito caro. Existe algum filme com um superorçamento, mas que não teve bom resultado quanto a efeitos especiais?

Normalmente acho que nos filmes em que há grande orçamento, a qualidade do trabalho em geral é boa, mas a qualidade do script do filme não é. Um filme que não deu certo, no qual trabalhei, foi John Carter. Acho que teve efeitos incríveis, mas não foi para a frente, não ganhou dinheiro. Mas os melhores efeitos hoje em dia são aqueles que você nem vê. Por exemplo, O Curioso Caso de Benjamin Button. É incrível o que os caras fizeram em computação gráfica e você nem percebe. Quantas pessoas trabalharam em O Homem de Aço?

Em torno de 300 pessoas da Double Ne-

gative trabalharam. Três empresas foram envolvidas no processo de efeitos especiais. A gente pegou uma sequência, a da destruição de Metropolis, que foi na qual trabalhei. Equaisefeitosespeciaisdofilmevocêfez?

Na verdade, fiz muitas das partes de pedaços de concreto, de carro, todas as coisas que flutuavam, caíam de volta no chão, destruíam a cidade e eram puxadas pelo raio gravitacional. E a parte toda de poeira no ar e fumaça, quando a cidade está toda destruída. Foram oito meses para fazer esta sequência. Tem alguma curiosidade em relação aos efeitos especiais de O Homem de Aço?

Na maioria das cenas, o Super-Homem está sem capa. A capa foi feita em 3D. Principalmente porque ele é um personagem muito icônico, e a capa dele é um personagem. Tem que voar de um certo jeito, se apresentar de um certo jeito. Você não pode colocar um pedaço de pano ali, porque obviamente o pano não vai bater no vento como você gostaria. Claro que antigamente se fazia assim, porque não tinha essa opção. Mas, hoje em dia, a capa é praticamente 3D do começo ao fim. Dos filmes em que você trabalhou, qual foi o seu preferido?

O Homem de Aço. Ele está com uma repercussão muito legal. Foi difícil. A gente trabalhou muito, foi intenso. E a quantidade de trabalho era incrível em relação à quantidade de gente que estava no projeto, mas o resultado ficou legal.

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Foi o aspecto mais “realista, dramático e sombrio” que encorajou Zack Snyder a aceitar revigorar a imagem de Superman nesse reboot da franquia. Conhecido mais na linguagem dos computadores, o termo reboot (que significa reiniciar, quando o sistema para de funcionar) foi escolhido para ilustrar a tendência na indústria cinematográfica de recomeçar uma série de filmes com roupagem moderna. “Não deixa de ser irônico o fato de o meu filme mais calcado na realidade até agora ser a história do Super-Homem”, disse o cineasta, mais conhecido pelas visões estilizadas, pelas cores vibrantes e pela violência gráfica de títulos como Watchmen: O Filme (2009) e Sucker Punch: Mundo Surreal (2011), além do próprio 300. “Meu maior desafio aqui foi apresentar Superman como um personagem crível, fazendo a plateia ver o mundo pelos seus olhos.” O aspecto mais obscuro e realista do filme veio de Chris Nolan, roteirista e produtor de O Homem de Aço. Ele imprimiu as mesmas características da sua trilogia de Batman, impondo-a como obra séria e de arte, o que até então era raro em filmes de super-heróis. A história de Superman tem início durante uma guerra civil em Krypton, em que Jor-El (Russell Crowe) envia seu filho recém-nascido, Kal-El, à Terra, já que seu planeta está condenado. Durante sua infância e adolescência, o protagonista tenta se misturar com os humanos, mas sempre tem muito medo de ter os superpoderes descobertos. Ele só passa a entender quem é após encontrar uma nave kryptonia-

na no Ártico, onde um holograma com a memória de seu pai explica as suas origens e fala de seu papel conciliador no universo. Mas assim que o herói ativa a nave, outro alienígena, o general Zod (Michael Shannon), descobre o seu paradeiro e passa a ameaçar a Terra, querendo fazer dela a nova Krypton. Ao seu lado, Super-Homem terá o exército americano e Lois Lane (Amy Adams), a repórter do Planeta Diário. “Nossa abordagem é uma visão mais adulta do herói, que se compromete em revisitar os seus anos de formação. Muitos filmes sobre Superman, incluindo a saudosa série eternizada pelo ator Christopher Reeve [de 1978 a 1987], pularam da infância à fase nerd de Clark Kent, sem mostrar como ele chegou lá”, afirmou Snyder. No caso específico de Superman – O Retorno, estrelado pelo ator Brandon Routh, o filme fracassou, na visão do diretor, por menosprezar o elemento ação. “É inimaginável conceber uma produção sobre o herói mais poderoso de todos os tempos onde ele passa a maior parte do tempo de braços cruzados, sentindo-se angustiado. É quase um pecado não explorar, na tela grande, o que Superman nasceu para fazer – voar.” Não há como resistir à marca registrada: “É um pássaro, é um avião?” para definir o sucesso deste personagem de 75 anos de vida que nem no céu encontra limites.

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6 VEZES SUPER

KIRK ALYN L > O pioneiro estrelou matinês na virada dos anos 40 para os 50

GE GEORGE REEVES > Responsável por ser o herói na série de TV da década de 50

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CH EEVE CHRISTOPHER REEVE > Imagem eternizada por 4 filmes, entre 1978 e 1987

DEAN CAIN > Retomou o personagem nos anos 90, em série de televisão

TOM WELLING W > Sintetizou a juventude de Clark Kent em Smallville (2001-2011)

BRANDON ROUTH BRA > Teve a responsabilidade de ser o herói no longa de 2006

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Antes de Henry Cavillll (acima), outros r atores tiveram a honra nra r de viver v o herói r no cinema e na TV


Para todos os gostos PROGRAMAS E FILMES I

DISPONÍVEL NO NOW

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e engana quem acha que as produções 3D se aproveitam apenas de pirotecnia cinematográfica para viabilizar o custo de seus efeitos. A sensação de volume e profundidade é um dos pontos altos da técnica, que pode ser aplicada aos mais variados tipos de programas e filmes, atrações de moda e gastronomia, eventos esportivos e animações. Confira nas páginas a seguir o conteúdo em três dimensões no repertório do NOW.

por Filipe Oliveira e Henrique Januario

VARIEDADES JUSTIN BIEBER: NEVER SAY NEVER

SÃO PAULO FASHION WEEK NÃO SÃO SÓ ROSTOS LINDOS e corpos perfeitos desfilando. São cores, texturas e modelos que serão tendência nas próximas estações. E nada melhor do que ter mais realismo para conferir o trabalho de estilistas como Ronaldo Fraga e João Pimenta.

QUE MARRAVILHA! SE OS PRATOS do chef francês Claude Troisgros já dão água na boca, imagine então como é quando eles praticamente invadem a sala. É um programa para se comer com os olhos. Isso enquanto não surge a transmissão 4D (com odores).

IMAX DEEP SEA

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FOTOS: THINKSTOCK E DIVULGAÇÃO

11 CÂMERAS 3D foram usadas para filmar o show de Justin Bieber no Madison Square Garden, a concretização do sonho do canadense que começou a cantar ainda menino. O documentário sobre a vida e a turnê do cantor traz imagens de sua infância, cenas de bastidores, ensaios e da histeria de seu público.


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CINEMA O ÚLTIMO MESTRE DO AR COMO TREINAR SEU DRAGÃO SHREK PARA SEMPRE O BICHO VAI PEGAR MONSTER HOUSE TÁ CHOVENDO HAMBÚRGUER MEGAMENTE MONSTROS VS. ALIENÍGENAS KUNG FU PANDA 2 O HOMEM DE AÇO THOR CAPITÃO AMÉRICA: O PRIMEIRO VINGADOR

O EXPRESSO POLAR O GRANDE GATSBY AS FESTAS da aristocracia nova-iorquina dos anos 20 ganham mais glamour com o 3D na produção dirigida por Baz Luhrmann. A quarta adaptação do romance de F. Scott Fitzgerald para o cinema tem Leonardo DiCaprio, Tobey Maguire, Carey Mulligan e Joel Edgerton em seu elenco e conta a história de Nick Carraway, que, após se mudar para Long Island, fica fascinado com seu novo vizinho, o milionário Jay Gatsby. Ao começar uma amizade com ele, Nick percebe que o ricaço é apaixonado por Daisy Buchanan, mulher de Tom, outro figurão da burguesia. A aproximação entre os dois só poderá gerar consequências trágicas.

PRIMEIRO grande lançamento a entrar ao mesmo tempo em cinemas tradicionais e IMAX 3D, o longa de Robert Zemeckis utilizou também a técnica de captura de movimentos para transferir as expressões de Tom Hanks e dos outros atores para a animação.

G.I. JOE: RETALIAÇÃO A MESMA EMPRESA que fez a conversão de Titanic e Jurassic Park é a responsável por levar para o mundo tridimensional a segunda aventura baseada nos bonecos de ação tão populares na década de 1980. Mas não se preocupe com as explosões. O que certamente fará muito estrago ao “saltar” da tela são os músculos gigantescos de Dwayne “The Rock” Johnson.

JACKASS 3 A TURMA mais sem noção da TV chegou aos cinemas amparada por muita tecnologia. Câmeras Phantom de alta velocidade, combinadas com equipamentos 3D, foram usadas no filme para captar imagens em slow-motion, que em três dimensões ficaram ainda mais divertidas, como na cena em que eles atiram um vibrador que vagarosamente viaja por cenários de pontos turísticos ao redor do mundo. Com tudo isso, as loucuras de Johnny Knoxville e sua turma de malucos prometem ser ainda mais absurdas.

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CURTAS HOTHOUSE 6 – REFLEXION

DISQUE M PARA MATAR ALFRED HITCHCOCK coloca o 3D na sua filmografia ao contar a história de um marido em seu plano para assassinar a esposa infiel. Para garantir o efeito desejado, o diretor precisou adaptar os ângulos das tomadas, a posição e a proporção de objetos cenográficos. E Grace Kelly está linda, como sempre.

NÃO HÁ NADA MAIS 2D que aqueles conhecidíssimos bonecos “de palitinhos” que desenhamos nos papéis de rascunho. Esta animação canadense surpreende com impressionantes efeitos para mostrar duas criaturas presas em um vazio negro em busca de uma saída.

HOTHOUSE 6 – BLIND EVOLUTION PSICODELIA PURA. A partir da respiração de um homem, seu rosto se desconstrói e se reconstrói, lançando boca, globos oculares e uma infinidade de elementos gráficos de forma frenética em direção à tela. Mais um curta da série Hothouse, produzido pelo filmmaker Zane Kosak, que também protagoniza o filme.

CROSSING THE LINE DRUX FLUX FACING CHAMPLAIN HOTHOUSE 6 – PIEROGI PINCH TERRA

A FUGA DO PLANETA TERRA PRIMEIRO filme da Rainmaker Entertainment lançado em 3D. Nessa aventura, Scorch, um herói interplanetário famoso no planeta Babum, é enviado à Terra para uma missão, mas acaba capturado numa armadilha orquestrada por Shanker. É aí que seu irmão Gary se vê obrigado a viajar ao planeta para salvá-lo.

MOON MAN BASEADA em uma canção do músico Tom Connors, a animação, repleta de elementos fantásticos, conta a história de um pescador que viaja pela Via Láctea para fazer seu trabalho. Uma mistura folk de Yellow Submarine,dos Beatles, com Viagem à Lua, de Georges Méliès.

ESPORTE WIMBLEDON

AS AVENTURAS DE TADEO ANIMAÇÃO espanhola que se tornou a maior bilheteria do gênero em seu país. Conta a história de Tadeo, um pedreiro que desde pequeno sonhava em se aventurar em escavações arqueológicas. Quando consegue a oportunidade que tanto esperava, parte rumo ao Peru, procurando por uma mítica cidade de ouro.

DEPOIS do futebol e do automobilismo, chegou a hora do tênis ser transmitido em três dimensões. Wimbledon, o mais antigo torneio da modalidade, ganha ares de modernidade com essa transmissão especial. Com isso, os maiores tenistas do planeta vão invadir sua casa e disputar partidas emocionantes.

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É coisa da sua cabeça O efeito 3D nada mais é do que seu cérebro caindo em uma pegadinha tecnológica de uma técnica que é bem mais antiga do que você imagina. Confira abaixo meios que tornam possível obter o efeito tridimensional nos televisores e nos cinemas, a história e as curiosidades da produção de filmes e programas em três dimensões por Filipe Oliveira e Henrique Januario

1 > Anáglifo – Mais antigo e barato dos sistemas, consiste em duas lentes coloridas (uma azul e outra vermelha). As imagens projetadas em duas cores, com um pequeno distanciamento entre elas, são filtradas pelas cores dos óculos. A fusão das informações vindas de cada olho acaba gerando a sensação de profundidade.

2 > Polarizado – Duas imagens com angulações diferentes são

ILUSTRAÇÃO: VANESSA REYES FOTOS: DIVULGAÇÃO

projetadas. As lentes, que não interferem mais nas cores como no modelo anáglifo, retêm as imagens de um ângulo para cada olho, fazendo novamente o papel de filtro. A inclinação da cabeça do espectador pode interferir na qualidade do efeito e até anulá-lo.

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3 > Ativo – Aqui, as imagens não são mais sobrepostas; elas são projetadas de maneira intercalada, imperceptíveis aos olhos da plateia. Os óculos, que funcionam a bateria, acionam as lentes separadamente, inibindo a entrada da imagem que não é destinada para determinado olho. Não há perda na qualidade das cores nem na resolução do filme.

4 > Sem óculos – Presente em videogames como o Nintendo 3DS e em protótipos de TVs, este sistema consiste em uma camada sobre a tela dos aparelhos que faz o papel dos óculos, criando o efeito tridimensional sem a necessidade do acessório. No entanto, o posicionamento correto do usuário em frente ao aparelho é essencial na formação do efeito.


TRIVIAS >> Com US$ 2,782 BILHÕES, Avatar é a maior bilheteria de todos os tempos. O filme de James Cameron investiu em tecnologias que resultaram na praticidade de produção e no conforto para a plateia dos filmes 3D >> Entre tre 20 2010 010 1 e 2011, houve um aumento d dee 170% no número de produções no formato nos EUA >> Em 2010, a Rede Globo organizou um evento para transmitir a Copa do Mundo em 3D, apenas para convidados. Mas como o sinal estava aberto, os donos de um bar em São Paulo importaram dois televisores 3D e fizeram uma transmissão para seus clientes >> O erótico The Stewardesses é o filme mais rentável da história do cinema 3D. Custou cerca de US$ 530 mil (valor convertido) e arrecadou mais de US$ 30 milhões. O mais surpreendente é que ele é de 1969. >> Nos 20 anos de seu lançamento, Jurassic Park foi convertido para 3D. Na árdua tarefa, fiscalizada de perto pelo diretor Steven Spielberg, trabalharam 700 pessoas por nove meses e meio. >> 2% a 3% da população brasileira (e Johnny Depp) não consegue perceber os efeitos tridimensionais por causa da ambliopia, uma deficiência em que a visão de um olho se desenvolve mais que a do outro.

UMA ((NADA) BREVE HISTÓRIA EM TRÊS DIMENSÕES 1915 119 915 > Pla Plateia de Nova York assiste a três segme segmentos de filmes apresentados na forma de aná anáglifos 1922 > Po Power of Love é o primeiro filme exibido em 3D e o primeiro em que os famosos óculos de dua duas cores são utilizados 1952 > Bwana, Bw O Demônio é o primeiro filme colorido exibido em 3D 1954 > Disque M Para Matar foi a primeira experiência tridimensional de Alfred Hitchcock 1981 > Comin’ at Ya! é lançado e dá início ao boom do 3D na década de 80. Depois dele, foi produzida uma série de filmes neste formato, como Amityville – A Casa do Medo, SextaFeira 13 Parte 3 e Tubarão III 2007 > U2 3D foi o primeiro concerto musical exibido em três dimensões 2009 > Avatar foi o primeiro filme produzido com uma câmera 3D. Conquistou o público, alcançou números históricos de bilheteria e aqueceu a indústria das produções 3D 2010 > Exibindo o desfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, NET e TV Globo fazem a primeira transmissão em 3D ao vivo do Brasil 2010 > Pânico na TV, à época na RedeTV, é o primeiro programa do mundo a ser transmitido ao vivo em 3D na televisão aberta

AS 10 MAIORES BILHETERIAS DO CINEMA 3D (em US US$ e com arrecadação apenas em salas 3D)

2010 > Com a Fórmula Indy, NET e Band fazem a primeira transmissão de uma corrida automobilística em HD 3D do mundo

1. Avatar > 760.507.625 2. The Avengers - Os Vingadores > 623.357.910 3. ToyStory 3 > 415.004.880 3 4. Homem de Ferro 3 > 409.013.994 4 5. Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2 > 381.011.219 5 6. Meu Malvado Favorito 2 > 361.950.600 6 7. Transformers: O Lado Oculto da Lua > 352.390.543 7 8. Alice no País das Maravilhas > 334.191.110 8 9. O Hobbit: Uma Jornada Inesperada > 303.003.568 9 110. Up! Altas Aventuras > 293.004.164

2010 > Rede Globo transmite alguns jogos da Copa do Mundo de 2010 em 3D em salas de cinema 2013 > Se Puder... Dirija é a primeira produção live-action brasileira totalmente realizada em 3D. Antes disso, Brasil Animado 3D utilizou a técnica, mas mesclava animações com cenas de pessoas de “carne e osso”

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Mito repaginado monet128 novembro2013