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Professor Sávio Gontijo Apostila Discursiva de História Geral Colégio Castro Alves


Questão 1. Ufpr/2007 "Embora a questão do início histórico da filosofia e da ciência teórica ainda contenha pontos controversos e continue um 'problema em aberto' - na dependência inclusive de novas descobertas arqueológicas -, a grande maioria dos historiadores tende hoje a admitir que somente com os gregos começa a audácia e a aventura expressas numa teoria. Às conquistas esparsas e as sistemáticas da ciência empírica e pragmática dos orientais, os gregos do século VI a.C. contrapõem a busca de uma unidade de compreensão racional, que organiza, integra e dinamiza os conhecimentos." (PESSANHA, José Américo Motta. "Os pré-socráticos: vida e obra". São Paulo: Nova Cultural [Os pensadores], 1989, p. VIII.)

Caracterize a concepção de mundo existente na Grécia que foi superada pelo esforço intelectual dos filósofos gregos da antiguidade. Resposta: Ao apresentarem explicações fundamentadas em princípios para o comportamento da natureza, os filósofos gregos e em particular os pré-socráticos, chegaram ao que pode ser considerado uma importante diferença em relação ao pensamento mítico. Nas explicações míticas, o explicador é tão desconhecido quanto a coisa explicada. As explicações por princípios definidos e observáveis por todos os que têm razão (e não apenas por sacerdotes, como ocorre no pensamento mítico), tais como as apresentadas pelos pré-socráticos, permitem que apresentemos explicadores que de fato aumentam a compreensão sobre aquilo que é explicado. Talvez seja na diferença em relação ao pensamento mítico que vejamos como a filosofia de origem européia, na sua meta de buscar explicadores menos misteriosos do que as coisas explicadas, tenha levado ao desenvolvimento da ciência contemporânea. Questão 2. Unicamp/2007 As figuras escavadas em pedra nos mármores de Elgin, que circundavam o Parthenon, encorajavam as esperanças dos atenienses. Assim batizadas em honra do nobre inglês que as levou para Roma no século XIX, elas podem ser apreciadas hoje no Museu Britânico. Nos mármores estão esculpidas cenas em honra da fundação de Atenas e aos seus deuses. Celebrava-se o triunfo da civilização sobre o barbarismo. (Adaptado de Richard Sennett, "A pedra e a carne. O Corpo e a Cidade na Civilização Ocidental". Rio de Janeiro: Record. 2003, p. 37.)

a) O que significava "bárbaro" na Atenas Clássica? b) Segundo o texto, o que o Parthenon e seus mármores significavam? c) Explique por que a apropriação desses mármores pelos ingleses se dá no século XIX. Resposta: a) Para os atenienses, "bárbaro" era todo aquele que não fosse grego ou aquele que não possuísse a cultura grega. De modo pejorativo, o termo designava a inferioridade cultural dos que pertencessem a outros povos, quando comparados com o termo "helênico" (grego). b) De acordo com o texto, o Parthenon e seus mármores simbolizavam a superioridade da cultura helênica em relação aos demais povos, considerados pelos gregos como bárbaros.


c) Durante a fase imperialista das potências industriais no século XIX, as principais potências, em particular Inglaterra e França, devido ao poder e à pretensa superioridade cultural em relação aos demais povos, se apropriaram dos tesouros arqueológicos e artísticos dos países considerados mais fracos, sobretudo onde se desenvolveram grandes civilizações na antiguidade. Questão 3. Fuvest/2007 Tendo em vista a economia, a sociedade, a política e a religião, os manuais de História Antiga agrupam, de um lado, as civilizações do Egito e da Mesopotâmia, e, de outro, as da Grécia e de Roma. Indique e descreva dois aspectos comuns aos pares indicados, isto é, às civilizações a) egípcia e mesopotâmica. b) grega e romana. Resposta: a) As civilizações egípcia e mesopotâmica constituíram-se como sociedades do modo de produção asiático, característico das civilizações designadas como impérios de regadio ou sociedades hidráulicas. A produção baseava-se na servidão coletiva e na propriedade das terras pelo Estado. A monarquia teocrática era a forma de governo predominante nas duas civilizações. b) As civilizações grega e romana constituíram-se como sociedades do modo de produção escravista, ou seja, toda a produção era realizada basicamente por escravos. Outro elemento comum às duas civilizações era a cultura antropocêntrica, que considera homem o centro de tudo. Questão 4. Unicamp/2006 A característica mais notável da Grécia antiga, a razão profunda de todas as suas grandezas e de todas as suas fraquezas, é ter sido repartida numa infinidade de cidades que formavam um número correspondente de Estados. As condições geográficas da Grécia contribuíram fortemente para dar-lhe sua feição histórica. Recortada pelo embate entre a montanha e o mar, há uma fragmentação física e política das diferentes sociedades. (Adaptado de Gustave Glotz, "A cidade grega". São Paulo: Difel, 1980, p. 1.)

a) Segundo o texto, qual a organização política mais relevante da Grécia antiga? Indique suas principais características. b) Relacione a economia da Grécia antiga com as condições geográficas indicadas no texto. Resposta: a) A pólis ou cidade-Estado, cujas principais características eram a soberania, a autonomia e participação direta dos cidadãos nas questões políticas. b) O relevo montanhoso e o clima árido no continente inibiu a prática da agricultura, restrita aos poucos vales férteis. Porém, nas áreas litorâneas, a facilidade de comunicação com as inúmeras ilhas e com outras regiões do Mediterrâneo, favoreceu o comércio marítimo. Questão 5. Unicamp/2007


Em Roma, no século XV, destruíram-se muitos e belos monumentos, sem que as autoridades ou os mecenas se lembrassem de os restaurar. No melhor período desse "regresso ao antigo", ocorrido durante o Renascimento italiano, não se restaura nenhuma ruína, e toda a gente continua a explorar templos, teatros e anfiteatros, como se fossem pedreiras. (Adaptado de Jacques Heers. "Idade Média: uma impostura". Porto: Edições Asa. 1994, p. 111.)

a) Segundo o texto, quais foram as duas atitudes em relação à cidade de Roma no Renascimento? b) Explique a importância da cidade de Roma na Antigüidade. c) Por que o Renascimento italiano valorizou as cidades? Resposta: a) A destruição de monumentos romanos ainda existentes e a não preocupação de restaurar outros que já se encontravam deteriorados. b) Foi a capital do mais importante império na Antiguidade, sendo um poderoso centro político e administrativo e centro de difusão, irradiação e consolidação dos valores da civilização clássica (grecoromana). c) Por que as cidades italianas à época do Renascimento eram, além de importantes centro econômicos, verdadeiros Estados dotados de soberania, onde os governantes ou a burguesia em busca de projeção, estimulavam as artes. Também, os valores da Renascença representavam uma contraposição aos valores do mundo feudal, essencialmente rural. Questão 6. Unifesp/2007 Em Roma antiga, e no Brasil colonial e monárquico, os escravos eram numerosos e empregados nas mais diversas atividades. Compare a escravidão nessas duas sociedades, mostrando suas a) semelhanças. b) diferenças. Resposta: a) Semelhanças: Nessas duas sociedades, a escravidão constituiu a base das relações de produção e das relações sociais. Os escravos eram concebidos por seus proprietários como instrumentos e mercadoria, sendo-lhes provido o mínimo necessário à sobrevivência. Eram submetidos a extenuantes jornadas de trabalho, a castigos físicos e a humilhações de todo o tipo que associados às diferentes formas de resistência, reduziam a expectativa de vida. Com raríssimas exceções, alguns escravos, geralmente por astúcia e fidelidade, recebiam tratamento que os aproximava de seus senhores e diminuíam a precariedade de suas vidas. b) Diferenças: Na Roma antiga, os povos submetidos nas guerras de conquistas, eram escravizados independentemente de sua origem étnica e o escravismo constituia-se como modo de produção. No Brasil, a maioria dos escravos eram negros africanos, em razão da pretensa inferioridade a eles atribuída pelos europeus e, sobretudo, da adequação da escravidão ao modo de produção capitalista,


uma vez que o tráfico negreiro era uma negócio altamente lucrativo para governos e mercadores na metrópole e na colônia. Questão 7. Ufc/2007 O conflito entre dois setores importantes da sociedade romana, plebeus e patrícios, caracterizou a história da República romana desde os primórdios até o estabelecimento do Império. A partir dessa informação e de seus conhecimentos, responda às questões propostas. a) Apresente três motivos de disputa entre esses dois grupos. b) Diga se, e de que modo, as desigualdades políticas e sociais entre eles foram resolvidas total ou parcialmente. Resposta: a) Os principais motivos de disputa entre patrícios e plebeus, eram: - Econômico-sociais, pois a plebe geralmente não possuía terras, trabalhando na cidade - no comércio ou em trabalhos manuais, como mão-de-obra (mas somente uma minoria dos plebeus conseguiu enriquecer com o grande comércio). Na área rural, a plebe era composta por camponeses livres jornaleiros ou pequenos proprietários de terra na agricultura de subsistência. Nas guerras, recebiam quantias ínfimas dos espólios; as terras conquistadas iam quase todas para os patrícios. - Políticos, devido a estrutura da república romana, baseada no censo (ligado à riqueza agrícola), os patrícios tinham um poder de voto maior e também direitos maiores; podiam também ser eleitos para todos os cargos, diferentemente dos plebeus. b) A situação melhorou gradualmente após séculos de lutas em que os plebeus utilizaram como forma de protesto a secessão (afastamento temporário da cidade de Roma), conseguindo, no final do século III, um maior equilíbrio no poder político, chegando a poder ocupar todos os maiores cargos jurídicos e políticos (embora o senado permanecesse sobretudo nas mãos dos patrícios). As várias tentativas de solucionar o problema da redistribuição da terra pública para os plebeus com uma ampla reforma agrária (como as dos Gracos) fracassaram. Essa questão só foi solucionada, parcialmente, pela chegada ao poder do plebeu Mário, que no final do século II permitiu o alistamento militar à maioria da plebe, os proletários, que receberiam um salário e participação consistente no espólio das novas terras conquistadas, criando os pressupostos para que aumentasse o poder político dos líderes militares em Roma - graças ao apoio popular de seus soldados - e associando cada vez mais a reforma agrária ao processo de expansão territorial às custas dos povos conquistados. Questão 8. Ufpr/2006 Os dois trechos a seguir referem-se a momentos distintos de expansão e imperialismo: o primeiro diz respeito à Antigüidade Clássica, quando Roma havia conquistado uma grande quantidade de territórios, e o segundo se refere ao domínio que a Europa exerceu sobre o mundo no final do século XIX. Compare essas duas formas distintas de imperialismo. "Os conquistados recebiam um tratamento muito diversificado, segundo sua posição em relação ao poder romano. Os que se aliassem, recebiam direitos totais ou parciais de cidadania, enquanto os derrotados que não cedessem eram subjugados, muitos vendidos como escravos, outros eram submetidos a tratados muito desiguais e que davam ao Estado romano grandes rendas na forma de impostos e tributos. Roma, surgida de uma união de povos, sabia conviver com as diferenças (...)."


(FUNARI, Pedro Paulo. "Grécia e Roma". São Paulo: Contexto, 2001, p. 86.)

"A dominação política e industrial que a Europa exerceu sobre o mundo no final do século XIX e a teoria do progresso foram a reivindicação dos europeus como portadores de um direito moral para liderar outros ramos da humanidade. Muitos vitorianos tardios influentes reivindicaram que sua sociedade estava no auge do desenvolvimento social, com todos os estágios 'anteriores' da humanidade colocados em uma progressão linear em direção a este estado ideal." (HINGLEY, Richard. Concepções de Roma - uma perspectiva inglesa. In: FUNARI, Pedro Paulo. "Repensando o mundo antigo". Textos didáticos n. 47, IFCH/Unicamp, 2002.)

Resposta: O imperialismo romano se deu através de guerras de conquistas, sendo os povos subjugados submetidos a um processo de romanização, fosse pela aceitação das instituições romanas ou dos valores culturais romanos. Os territórios conquistados eram incorporados como províncias do império sendo dada aos nativos que não oferecessem resistência, a cidadania romana. Aqueles que resistiam, eram submetidos à condição de cativo (escravo), passando a constituir a massa de escravos, considerada a base de sustentação do império. No século XIX , o imperialismo europeu sobre a África e a Ásia, também definido como neocolonialismo, se deu através da ocupação territorial, política, econômica e cultural dos continentes, motivada pelos efeitos da Segunda Revolução Industrial, sobretudo a demanda por mercados e fontes de matériasprimas. Para justificar moralmente a ocupação da África e da Ásia, os europeus se fundamentaram em teorias que estabeleciam uma pretensa superioridade da raça branca, e em nome dela, estariam levando "progresso e civilização aos povos atrasados". Nesse processo, os nativos africanos e asiáticos não foram submetidos à condição de cativos, mas tiverem desestruturadas suas formas de produção e organização, submetendo-se à intensa exploração como mão-de-obra, bem como aos padrões culturais europeus. Questão 9. Ufes/2006 O oficial romano Orestes, tendo tomado o comando do exército, partiu de Roma ao encontro dos inimigos e chegou a Ravena, onde parou para fazer imperador seu filho, Rômulo Augusto. [...] Porém, pouco depois de Rômulo Augusto ter sido estabelecido imperador em Ravena por seu pai, Odoacro, rei dos turcilingos, tendo consigo ciros, hérulos e auxiliares de diversas tribos, ocupou a Itália. Orestes foi morto e seu filho, Rômulo Augusto, expulso do reino e condenado à pena de exílio no Castelo Luculano, na Campânia. Assim, o Império do Ocidente do povo romano, que o primeiro dos augustos - Otaviano Augusto - tinha começado a dirigir no ano 709 da fundação da cidade de Roma, pereceu com Rômulo Augusto no ano 522 do reinado dos seus antecessores imperadores. Desde aí, Roma e a Itália foram governadas pelos reis dos godos. (Jordanes, in: PEDRERO-SÁNCHEZ, M. G. "História da Idade Média". São Paulo: Editora Unesp, 2000, p. 39-40. Adaptado.)

O texto anterior, escrito por Jordanes, um autor do século VI d.C., nos informa sobre os acontecimentos políticos que marcaram o início e o fim do Império Romano do Ocidente: a ascensão de Otávio Augusto ao poder e a deposição de Rômulo Augusto por Odoacro, no contexto das invasões bárbaras. Tendo em vista essas considerações, explique


a) a importância da atuação política de Otávio Augusto para a criação do Império Romano. b) dois fatores que contribuíram para a desagregação do Império Romano do Ocidente. Resposta: a) Otávio assume o poder num contexto de acirramento da crise republicana. Júlio César, nomeado ditador vitalício, representava uma séria ameaça ao controle do Senado sobre a República, desencadeando assim uma violenta reação por parte da facção da elite senatorial liderada por Bruto e Cássio que resultou no assassinato do ditador e na retomada da guerra civil. Inicialmente, Otávio assume o poder ao lado de Marco Antônio e Lépido mediante um consórcio conhecido como Segundo Triunvirato, conseguindo sobrepujar a facção senatorial que sustentou o golpe contra César. Em seguida, ocorre a polarização entre Otávio e Marco Antônio. A nova guerra civil que se instaura teve como desfecho a vitória do Otávio em 31 a.C., na batalha de Ácio, sobre as forças lideradas por Marco Antônio. Em 30 a.C., o Egito, cuja soberana, Cleópatra, havia sustentado a causa de Marco Antônio, é ocupado pelos romanos. A partir desse momento, Otávio se torna o líder supremo da República com a missão de restabelecer a concórdia entre os cidadãos e garantir o controle romano sobre os territórios conquistados. Em reconhecimento pelos serviços prestados em prol da pátria, o Senado confere a Otávio, em 27 a.C., o título de Augusto, fato que a historiografia considera como o marco de fundação da monarquia romana. Doravante, todos os antigos poderes republicanos exercidos pelos magistrados, pelas assembléias e pelo próprio Senado, incluindo o supremo comando sobre todos os efetivos militares, passarão a ser prerrogativa de Augusto. Essa concentração, nas mãos de um indivíduo, de um amplo feixe de poderes outrora repartidos entre as diversas instâncias que compunham o "populus" romano será o principal fundamento político-institucional da atuação do imperador, recebendo mais tarde a chancela jurídica por meio da Lei de Império de Vespasiano. b) A desagregação do Império Romano do Ocidente, que culminou na instauração dos reinos bárbaros sobre o território das antigas províncias romanas, foi produzida por um conjunto de fatores, sem que tenhamos condições de indicar uma hierarquia precisa entre eles. Dentre esses fatores, teríamos, por exemplo, a crise do modo-de-produção escravista, resultado das dificuldades de abastecimento de mãode-obra escrava e da resistência à inovação tecnológica própria da mentalidade do homem antigo. Em virtude da crise do escravismo, observa-se um decréscimo significativo do nível de relações comerciais, o que dá ensejo ao êxodo urbano e à ruralização. Outro elemento significativo dentro do processo de desagregação foi, sem dúvida, a expansão dos efetivos empregados na administração civil e no exército, o que exigiu dos imperadores a adoção de um conjunto de medidas com a finalidade de garantir a extração de tributos necessários à manutenção de uma máquina estatal complexa como era a do Baixo Império. Esse fenômeno, conhecido como fiscalismo, atingiu de modo muito intenso a ordem dos decuriões, ou seja, a elite local responsável pela administração das cidades, que tenta por todos os meios se eximir dos encargos municipais, cada vez mais onerosos. Uma das soluções encontradas pelos decuriões foi se colocar sob a proteção dos patronos, grandes proprietários rurais que faziam parte da elite senatorial. Mediante o patronato exercido por membros dessa elite, amplos segmentos da população rural são postos ao abrigo das exigências do poder imperial, configurando-se entre os patronos e os seus subordinados uma relação direta, sem a intermediação do Estado, que enfraquece ainda mais as possibilidades de atuação deste último. Por fim, não podemos ignorar a intensificação dos conflitos do Império com os povos limítrofes. De fato, no Baixo Império, Roma é confrontada no "limes" renodanubiano por uma pressão cada vez maior de tribos bárbaras e, no Oriente, pela restauração da Pérsia como uma grande potência, o que exige do poder imperial uma ação simultânea em duas frentes com a finalidade de manter a integridade do Império, tarefa que, no Ocidente, não logrou êxito. Questão 10. Uff/2007


Nos últimos anos, historiadores latino-americanos têm procurado discutir um dos mais arraigados mitos sobre alguns países do continente: a pouca importância da etnia negra na formação da sociedade e da cultura destes países. Para deslegitimar tal mito, os pesquisadores têm ressaltado a importância da escravidão nos quadros da formação da sociedade latino-americana. Com base nesta afirmativa: a) indique a política econômica desenvolvida pelos países ibéricos no contexto da expansão européia do século XVI; b) analise a presença de comerciantes portugueses nos territórios coloniais espanhóis em relação à mão de obra nos séculos XVI e XVII. Resposta: a) Mercantilismo ou política mercantil. b) Destacar que a presença comercial de portugueses nos territórios coloniais espanhóis efetuou-se preferencialmente através dos rios e caminhos do Rio do Prata, imprimindo um intenso comércio na Região de Buenos Aires. A principal mercadoria que seguia por todos os diversos caminhos desta expansão eram os escravos. Questão 11. Unifesp/2009

Essa oposição entre o alto e o baixo expressa na construção dos castelos fortificados e das catedrais é muito importante na Idade Média. Corresponde, evidentemente, à oposição entre o céu e a terra, entre "lá em cima" e "aqui em baixo". É daí que vem a importância dada a elementos como a muralha e a torre. As igrejas medievais possuem, geralmente, torres extraordinárias. As casas dos habitantes ricos das aldeias também tinham torres (...). (Jacques Le Goff. "A Idade Média explicada aos meus filhos". Rio de Janeiro: Agir, 2007.)

A partir da imagem e do texto, indique: a) Um estilo arquitetônico medieval que corresponda à descrição.


b) A relação entre poder político e religioso na Idade Média. Resposta: a) A imagem corresponde ao estilo gótico, estilo arquitetónico que se desenvolveu entre os séculos XII e XV, na Idade Média, caracterizado pela leveza estrutural na iluminação das naves do interior do edifício, em contraposição à massividade e à deficiente iluminação interior das igrejas românicas, pela assimetria de algumas catedrais, pela ulitização de rosáceas e do arco ogival.nos portais e vitrais. Desenvolveu-se fundamentalmente na arquitetura eclesiástica (catedrais, monastérios e igrejas). b) Durante a Idade Média, a Igreja Católica influenciava o modo de pensar, a educação e as formas de comportamento. Também tinha grande poder econômico, pois possuía consideráveis extensões de terras. Em decorrência desses poderes, exercia também o poder político, verificado na submissão de reis e nobres à autoridade do Papa. Questão 12. Ufc/2008 Nos séculos XIV e XV, o Ocidente cristão passou por crises que levaram ao declínio do modelo social, econômico e político então vigente. Sobre esse período, responda as questões a seguir. a) A que modelo se refere o enunciado acima? b) Cite quatro características do modelo acima referido.. Resposta: Nos séculos XIV e XV, a Europa medieval foi atingida por sérias crises políticas, econômicas e sociais, dentre as quais se destacam a peste negra, a crise agrícola e as revoltas camponesas, que findaram por levar a um lento declínio do feudalismo, que era o modelo social, político e econômico que organizava a sociedade da época, abrindo caminho para um novo modelo de sociedade que irá se organizar ao longo a Idade Moderna. O feudalismo, ou modelo feudal, tinha como características principais: a descentralização política, as relações de suserania e vassalagem, uma intensa hierarquização social, a servidão, a economia baseada na agricultura, o feudo como unidade básica da economia e a hegemonia do pensamento católico. Questão 13. Unicamp/2008 "Em 1348 a peste negra invadiu a França e, dali para a frente, nada mais seria como antes. Uma terrível mortalidade atingiu o reino. A escassez de mão-de-obra desorganizou as relações sociais e de trabalho. Os trabalhadores que restaram aumentaram suas exigências. Um rogo foi dirigido a Deus, e também aos homens incumbidos de preservar Sua ordem na Terra. Mas foi preciso entender que nem a Igreja nem o rei podiam fazer coisa alguma. Não era isso uma prova de que nada valiam? De que o pecado dos governantes recaía sobre a população? Quando o historiador começa a encontrar tantas maldições contra os príncipes, novas formas de devoção e tantos feiticeiros sendo perseguidos, é porque de repente começou a se estender o império da dúvida e do desvio." Adaptado de Georges Duby, "A Idade Média na França (987-1460): de Hugo Capeto a Joana D'arc". Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1992, p. 256-258.)

a) A partir do texto, identifique de que maneira a peste negra repercutiu na sociedade da Europa medieval, em seus aspectos econômico e religioso.


b) Indique características da organização social da Europa medieval que refletiam a ordem de Deus na Terra. Resposta: a) A peste negra insere-se no contexto da crise do século XIV e é considerada uma manifestação do esgotamento do sistema feudal. Quanto ao aspecto econômico, as altas taxas de mortalidade ocasionaram a escassez de mão-de-obra, levando à superexploração dos servos pelos senhores feudais e às conseqüentes revoltas camponesas, destacando-se as "jacqueries", além de mudanças nas relações de trabalho. Tais eventos acabaram por gerar a crise do trabalho servil. Outro efeito da mortalidade foi a redução do mercado em um contexto de retomada do comércio que, juntamente à paralisação das rotas terrestres, em decorrência particularmente da Guerra dos Cem Anos, estimularam a Expansão Marítima e Comercial Européia. Quanto ao aspecto religioso, a peste serviu de argumento para perseguições aos grupos considerados heréticos, culpados de atrair a ira divina, em razão de as interpretações sobre a peste estarem inseridas à mentalidade medieval marcada pelo cristianismo. b) A concepção de sociedade, na Europa medieval, era determinada pela Igreja e fundamentada no teocentrismo. Assim sendo, a sociedade era estratificada, composta de três ordens: o clero, os que rezam; a nobreza, os que combatem; e os camponeses, os que trabalham. Questão 14. Ufpr/2007 "Grandes são as alegrias - que acontecem no lugar Quando Cid conquista Valença - e entra na cidade. Os que foram a pé - cavaleiros se fazem; E as outras riquezas - quem as poderia contar? Todos eram ricos - quantos os que ali estavam. Meu Cid don Rodrigo - a quinta mandou tomar, Do lucro do saque - ele tinha trinta mil marcos; E de outras riquezas - quem poderia contar?" (VILAR, Pierre. "Ouro e Moeda na História: 1450-1920". Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980, p. 46.)

"O Cantar del mio Cid", escrito no ano de 1110, constitui-se em um exemplo significativo da épica medieval. O texto narra as aventuras e adversidades do nobre castelhano Rodrigo Diaz de Vivar na grande mobilização dos reinos cristãos da Península Ibérica para a retomada das regiões mantidas pelos mouros. Tendo em vista que a reconquista de Granada pelos castelhanos se realiza em 1492, apresente dois exemplos que caracterizam a influência que a reconquista de Granada exerceu sobre a conquista da América. Resposta:


O caráter predatório das conquistas, evidenciado na retratação da pilhagem das riquezas dos inimigos presente na narrativa sobre a conquista de Granada, pode ser observado na conquista da América pelos espanhóis, sobretudo quando da conquista dos impérios Asteca e Inca. O espírito cruzadista para a expansão da fé cristã, esteve presente não só nas iniciativas de Colombo, quando da capitação de recursos e pessoas para o seu empreendimento, como também no processo de conquista da América, diferenciando-se porém no contexto das Reformas Religiosas, orientado para a catequese dos nativos, por não se tratar de uma guerra contra infiéis, mas de cooptar fiéis para o catolicismo, diante do avanço do protestantismo na Europa. Questão 15. Unicamp/2007 Podemos ver nas heresias dos séculos XII e XIII uma tentativa de apontar os erros e os desvios da Igreja, como sua intervenção no poder secular à custa de sua missão espiritual. A natureza da sociedade feudal cristã conduzia à visão da heresia como quebra da ordem divina e social. A heresia era uma falta grave, equivalente, no plano religioso, à quebra de um juramento entre um vassalo e seu senhor, de tal modo que infidelidade religiosa e social se confundem. (Adaptado de Nachman Falbel, "Heresias medievais". São Paulo: Perspectiva. 1977, p. 13-15.)

a) Identifique no texto duas características das heresias dos séculos XII e XIII. b) Como a Igreja reprimia as heresias na Idade Média? c) Como as reformas religiosas do século XVI contestaram a autoridade da Igreja? Resposta: a) Negação da autoridade papal e condenação da vida mundana do clero secular. b) Através dos Tribunais de Inquisição e recorrendo à excomunhão. c) Não reconhecendo o Papa como representante de Deus na Terra e contestando a interferência da Igreja em questões políticas dos Estados nacionais. Questão 16. Ufscar/2007 Conforme lembrou Marc Bloch, o recurso à "maquinaria" era apenas um meio de os monges se conservarem disponíveis para o mais importante, o essencial, quer dizer, o Opus Dei, a oração, a vida contemplativa. Longe de ser uma instalação corrente, o moinho era uma raridade, uma curiosidade, e a sua construção por monges passava, aos olhos contemporâneos, mais como prova de saber quase sobrenatural, quase traumatúrgico dos monges, do que como exemplo de sua habilidade técnica. (...) Este trabalho monástico tem, sobretudo, aspecto penitencial. É porque o trabalho manual se liga à queda, à maldição divina e à penitência, que os monges, penitentes profissionais, penitentes de vocação, penitentes por excelência, devem dar esse exemplo de mortificação. (Jacques Le Goff. "Para um novo conceito de Idade Média", 1993.)

a) Quem exercia o trabalho manual na Europa na Idade Média? Quais valores predominavam em relação ao trabalho manual? b) Cite um exemplo de valorização do trabalho manual na Idade Média européia.


Resposta: a) Na Europa Medieval, o trabalho manual na era exercido, sobretudo, pelos camponeses submetidos, em sua maioria, à condição de servos. A Igreja determinava os papéis sociais e se utilizava de preceitos bíblicos como, "vais comer o fruto do vosso suor", para justificar o trabalho manual como destinado à "terceira ordem" por determinação divina. b) Pode-se mencionar que em decorrência do Renascimento Comercial e Urbano no final da Idade Média, o trabalho artesanal ganhou impulso e sua valorização pode ser verificada com o surgimento das Corporações de Ofício, das quais participavam mestres, oficiais e aprendizes ligados à produção artesanal. Tais corporações, visavam o controle da produção e seu comércio nas localidades onde se estabeleciam. Questão 17. Fuvest/2007 Na Europa Ocidental, durante a Idade Média, o auge do feudalismo (século X ao XIII) coincide com o auge da servidão. Explique a) no que consistia a servidão. b) por que a servidão entrou em crise e deixou de ser dominante a partir do século XIV. Resposta: a) Na servidão característica do feudalismo, os camponeses fixavam-se a uma propriedade territorial sob a dependência e proteção de um senhor, devendo ao proprietário (senhor feudal) obrigações costumeiras em gêneros ou em trabalho. b) No séulo XVI, as altas taxas de mortalidade, em decorrência da Peste Negra, que reduziam a oferta de mão-de-obra, aliadas às revoltas camponesas decorrentes da superexploração dos servos, contribuíram para que o trabalho servil fosse substituído por novas relações de trabalho. O arrendamento das terras aos camponeses passou a ser em troca de rendas em dinheiro e não mais em obrigações e em algumas terras, empregava-se o trabalho assalariado. Acrescenta-se ainda que no entorno das cidades que começavam a ressurgir ou crescer, expandiram-se as terras comunais, nas quais os trabalhadores eram livres. Questão 18. Unifesp/2007 Ao longo da Baixa Idade Média, a Igreja (com o papa à frente) e o Estado (com o imperador ou rei à frente) mantiveram relações conflituosas como, por exemplo, durante a chamada "Querela das Investiduras", nos séculos XI e XII, e a transferência do papado para Avignon, no sul da França, no século XIV. Sobre essa disputa, indique a) os motivos. b) os resultantes e sua importância ou significação histórica. Resposta: a) A disputa pela hegemonia política entre a Igreja e o Estado durante a Idade Média na Europa Feudal, refletia o conflito entre o poder temporal do Estado, representado pelo rei, e o espiritual, representado pelo Papa. O último porém, por exercer um poder supranacional em decorrência da influência da Igreja na


vida social e cultural por toda a Europa Ocidental, se sobrepunha aos reis assumindo também o poder temporal. b) A partir da fomação nas Monarquias Nacionais durante a Baixa Idade Média, houve o declínio do poder papal frente ao poder real. Nesse mesmo contexto, as transformações econômicas, sociais e culturais pelas quais passava a Europa Ocidental fragilizaram a hegemonia cultural da Igreja, contribuindo para o enfraquecimento do poder papal. Questão 19. Ufc/2007 Filho de comerciantes italianos da cidade de Assis, ele mudou não só o conceito de santidade e devoção, mas a atitude da Igreja e dos leigos diante do sagrado, na virada do século XII para o século XIII. Uma das figuras religiosas mais cultuadas do Ocidente, ele é considerado por muitos o santo mais moderno da Igreja, servindo de inspiração para os movimentos sociais da atualidade. Tomando como ponto de partida o texto anterior, responda às questões propostas. a) A quem o texto se refere? b) Apresente uma característica da economia e uma da religião no período em que ele difundiu suas idéias. c) Por que muitas pessoas consideram que as idéias desse santo podem servir como inspiração para movimentos sociais do mundo atual? Resposta: a) A Francisco de Assis que desempenhou um papel decisivo no impulso das novas ordens mendicantes, difundindo um apostolado voltado para a nova sociedade cristã durante a Baixa Idade Média. b) A Baixa Idade Média, foi um período de grandes transformações, de expansão econômica e de ampliação do comércio em várias partes da Europa. Do ponto de vista religioso, este período caracterizou-se pelas críticas à riqueza da Igreja e ao comportamento do clero e pelo surgimento de doutrinas heréticas contrárias aos dogmas da Igreja, que passou a perseguir-las e para recuperar sua imagem, estimulou as ordens mendicantes, como a dos franciscanos. c) São Francisco é considerado por muitos um "ecologista", por seu cuidado com a natureza; um "anticonsumista", por sua opção pela simplicidade; um "feminista", pela relação que estabeleceu com Santa Clara e a ordem das clarissas. É considerado também "pacifista", pela sua defesa da não-violência. Também criticou os ricos e defendeu os humildes. Questão 20. Ufpr/2006 A vida era tão violenta e tão variada que consentia a mistura do cheiro de sangue com o de rosas. Os homens dessa época oscilavam sempre entre o medo do Inferno e do Céu e a mais ingênua satisfação, entre a crueldade e a ternura, entre o ascetismo áspero e o insensato apego às delícias do mundo, entre o ódio e a bondade, indo sempre de um extremo ao outro. (HUIZINGA, Johan. "O declínio da Idade Média". Lisboa: Editora Ulisseia, s.d., p. 26.)

O texto remete ao período de transição do feudalismo para a Modernidade, tanto no que se refere às mentalidades quanto às visões de mundo. Discorra sobre as características da Modernidade decorrente dessa transição.


Resposta: O contexto retratado, situa-se entre o final da Baixa Idade Média e o início da Idade Moderna, marcado pela ascensão social e econômica da burguesia, a formação dos Estados Modernos, a Expansão Marítima e Comercial Européia, o Renascimento Cultural e as Reformas Religioas do século XVI. A produção cultural da Renascença sintetiza as mudanças nas concepções de mundo, representando a afirmação dos valores burgueses sobre os da nobreza feudal e da Igreja que influenciaram o pensamento medieval. O Humanismo, pensamento que norteou a Renascença, fundamentado nos valores da tradição grecoromana, postava-se como oposição ao teocentrismo medieval, apesar da representação de temas bíblicos em boa parte da produção cultural. Questão 21. Unifesp/2008 Desde a Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra no último quartel do século XVIII, o capitalismo passou ao longo dos séculos XIX e XX por grandes transformações no seu funcionamento. Indique a) uma dessas grandes transformações. b) os motivos que levaram a essa transformação ou ao seu esgotamento. Resposta: a) Pode-se mencionar a superação do capitalismo livre concorrencial, pelo capitalismo monopolista. b) A partir da Segunda Revolução Industial, no século XIX, novos processos de produção que permitiram a redução dos custos, favoreceram o surgimento de grandes grupos empresariais, limitando a concorrência a esses grupos que passaram a constituir-se como autênticos oligopólios. Questão 22. Unifesp/2007 O capitalismo, no século XX, passou por duas situações - uma na década de 1930, a outra, na década de 1990 - opostas entre si e que se expressaram pelas contrastantes políticas econômicas adotadas visando assegurá-lo. Explique por que: a) nos anos trinta, o capitalismo viveu acuado e os capitalistas receptivos à idéia de que fora do Estado não há salvação. b) nos anos noventa, viveu triunfante e bradando que fora do mercado não há salvação. Resposta: a) Nos anos 30, em decorrência da crise de superprodução dos E.U.A., desfez-se a crença no modelo liberal capitalista. Para superar as dificuldades econômicas e sociais geradas pela crise, os capitalistas recorrem ao intervencionismo keynesiano, adotado nos Estados Unidos, ou ao intervencionismo totalitário, adotado pelos governos nazi-fascistas. b) A partir de meados da década de 80, tanto o modelo intervencionista, fundado nas concepções keynesianas de capitalismo, como o modelo estatal soviético mostraram-se ineficientes.


Nesse contexto, as premissas liberais voltaram a ser defendidas por economistas e políticos ao redor do mundo. Eles, não raras vezes, apontavam o colapso da U.R.S.S. como exemplo cabal da ineficiência de qualquer política intervencionista. Trata-se do chamado neoliberalismo. Questão 23. Ufg/2007 Observe a imagem e o texto a seguir.

"Tempos modernos", filme de 1936, cuja temática ultrapassa a tragédia da existência individual e coloca em cena o conflito entre o homem e o taylorismo. BODY-GENDROT, Sophie. Uma vida privada francesa segundo o modelo americano. In: DUBY, Georges; ARIES, Philippe. "História da vida privada". V.3, p. 535. [Adaptado].

Considerando a imagem e o fragmento, a) indique duas características do taylorismo; b) explique o novo tipo de conflito sugerido no texto. Serão consideradas duas dentre essas características: Resposta: a) Frederick Taylor (1856-1915) concebeu o que se denominaria o "taylorismo", que se caracteriza por: - aplicação de métodos científicos para obter uniformidade na produção e reduzir custos; - planejamento das etapas de trabalho (metodologia para o trabalho), visando ao aumento da produção; - treinamento de trabalhadores para produzir mais e com mais qualidade; - especialização do trabalho (o trabalho deve ser realizado tendo em vista uma seqüência e um tempo pré-determinados para que não haja desperdício operacional); - inserção de supervisão funcional e do planejamento de cargos e tarefas (todas as fases do trabalho devem ser acompanhadas, o que aumenta o controle sobre a atividade e o tempo de trabalho do operário); - o fordismo (anos 20) é expressão prática da concepção taylorista.


b) a presença das máquinas e a necessidade do trabalhador de acompanhar seu ritmo para que se alcance o maior índice de produtividade provoca uma sujeição do homem à máquina, sujeição marcada pela repetição reflexa dos movimentos e pelo aparecimento de novas enfermidades ligadas ao espaço de trabalho. As seqüências do filme "Tempos Modernos" explicitam a crítica no que diz respeito à adequação corporal do trabalhador a esse novo mundo da produção, dominado pelas máquinas. Questão 24. Uerj/2007

Por volta de 1860/70, a economia capitalista ganha ritmo acelerado, contribuindo para a superação do chamado capitalismo livre-concorrencial. Apesar do progresso, as grandes cidades européias não estavam isentas de sérios problemas sociais. As cités (vilas), amontoados de barracos, eram as únicas moradias acessíveis para muitos trabalhadores parisienses. Essa situação influiu no significativo aumento da imigração européia. Aponte um elemento característico das transformações verificadas nas economias capitalistas durante a segunda metade do século XIX e explique como esse processo influenciou o aumento da imigração européia para a América em finais desse século. Resposta: Um dentre os elementos: - aumento da produção industrial - acentuado progresso técnico-científico - aparecimento do capitalismo monopolista - acirramento da corrida colonialista - imperialismo - crescente concentração da produção e do capital - revolução dos meios de comunicação e transporte - adoção de medidas protecionistas por vários países - significativo crescimento da indústria de equipamentos - ampliação da divisão do mundo entre potências centrais capitalistas e economias periféricas dependentes


A modernização da tecnologia aplicada à produção agrícola e industrial ampliou o êxodo rural e ao mesmo tempo não garantiu emprego para os antigos camponeses nos centros urbanos, forçando-os à imigração. Questão 25. Fuvest/2006 Há consenso, entre os estudiosos, de que o período, compreendido entre os últimos anos da década de 1940 e os primeiros da década de 1970 foi, para a economia capitalista, sobretudo para a dos países mais avançados, uma verdadeira "era de ouro". Caracterize essa fase do capitalismo em termos a) do chamado Estado de Bem-Estar ("Welfare State"). b) da chamada Guerra Fria. Resposta: a) Na Europa Ocidental do pós-II Guerra Mundial, o temor pelo avanço do socialismo levou países capitalistas avançados a adotarem programas de caráter assistencialista, estranhos ao fundamentos do liberalismo, voltados para a melhoria das condições de vida das populações de baixa renda, sendo garantidos a educação, saúde, moradia e direitos trabalhistas, além do poder aquisitivo dos salários. Tal política, caracteriza o "Welfare State" (Estado do Bem-Estar Social). b) No contexto da "Guerra-Fria", a bipolarização do mundo entre Estados Unidos e URSS, estimulou nos países do "Primeiro Mundo", o aumento de investimentos em tecnologia e a expansão de capitais em países do Terceiro Mundo, através de investimentos diretos no setor produtivo (instalação de empresas transnacionais) e da concessão de empréstimos.


Aula Discursiva - Professor Sávio Gontijo