Page 2

pontapé de baliza

Mas percebia-se que aquele seria um dia especial. Há hora marcada chegaram os craques. Francisco Bataglia foi o primeiro. Nitidamente queria sentir o pulsar do torneio. Aí tomou conhecimento que o triangular que estava previsto tinha dado lugar ao conhecido método “Triangular hexagonal de Paulo Paraty”. Traduzindo este enigma, foi durante um jantar entre o árbitro e a organização que o primeiro, habituado a decisões difíceis, resolveu simplificar a vida dos atletas. E transformou 3 jogos em 6, e 40 minutos em 25+20. Simples de perceber. Aos poucos a Academia ganhava vida. Uns atrás de outros iam chegando. Alguns acompanhados da família, outros por pretensos empresários que ali mesmo os tentavam vender. Carlos Manuel foi o primeiro dos três mosqueteiros. Chegou, tomou café e fumou um cigarro. Via-se que vinha com alma. Avisou que tinha intenção de cobrar a promessa de um jantar por golo. Pouco depois chegavam Dimas e Oceano. Bem dispostos garantiam que iam dar o seu melhor. A coisa prometia. O facto de Oceno e Dimas chegarem juntos não causou muita estranheza, mas não passou despercebido a ninguém a chegada em animada cavaqueira de Nelson Pereira e Paulo Pereira, dois dos conceituados treinadores. Já alguém imaginou Benitez e Mourinho chegarem juntos a um estádio? Nunca e por isso mesmo causava estranheza aquela chegada, mesmo sabendo que são irmãos. Logo ali se imaginou que podia estar montado um caldinho. E o decorrer do dia não desmentiu os rumores. José Nunes chegou e vinha preparado para mostrar o que vale pois fazia-se acompanhar do filho. Estavam quase todos os ingredientes reunidos. Quase todos menos um: os árbitros. Conhecedores de que a organização não fornece fruta nem filigrana, foram vistos no Freeport de Alcochete a fazer umas compras de última hora. Mas chegaram e cheios de força. Habituais nestas andanças sabem que não podem facilitar. Eram 10h35 quando Paulo Paraty fez soar o primeiro apito no escorregadio relvado de Alcochete. (ficou a duvida de como teria chovido tanto naquele local, conhecido por ser bem árido, e logo se especulou que tinha andado ali mão marota).

luta até ao final

As bancadas estavam bem compostas e muito animadas. Até ao final do jogo nunca se ouviu uma palavra de desagrado com o árbitro nem com alguém da sua família, nem um único lenço branco para os treinadores.

O dia amanheceu quente. Sentia-se no ar o ambiente das grandes emoções. Mesmo a Academia de Alcochete e os seus funcionários pressentiam que o dia era diferente. Percebia-se no semblante deles. E não era certamente por também serem hospedeiros da selecção nacional de râguebi. Quando a redacção do Optimus Champions chegou a abordagem foi imediata: quem seria o vencedor? Só que prognósticos não é a nossa profissão, para isso existem os professores Bambo e afins, nem somos meninos de apostar em homens ou nas suas prestações.

A água ia rodando, os sumos voavam e as sandocas mistas foram muito saudadas quando da sua aparição. Ficou por provar a teoria do doping mas que deu alento deu. Mas emoção mesmo era nas quatro linhas. 16 golos, muita emoção, 1 lesão (para a fotografia) e acima de tudo muita boa disposição. E no meio disto tudo um vencedor. Os ADSL. Foi bonita a festa pá. Para o ano há mais.

EQUIPA

PONTOS

JOGOS

VITÓRIA

EMPATES

DERROTAS

MARCADOS

SOFRIDOS

Kanguru

14

4

2

1

1

7

5

Boomerang

12

4

1

3

0

6

4

ADSL

5

4

0

2

2

3

8

Optimus Champions Alcochete 2008 - Champions Magazine 3  

Magazine nº 3 da edição 2008 do Optimus Champions, na Academia do Sporting, em Alcochete.

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you