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Publicação do Conselho Regional g de Corretores de Imóveis do Estado de Goiás

CRECI-GO CONSELHO REGIONAL DE CORRETORES DE IMÓVEIS 5ª REGIÃO / GO

EDIÇÃO 7 - GOIÂNIA, JANEIRO DE 2012

Palácio dos Colibris Em grande estilo, Creci de Goiás inaugura nova sede

Novo de novo Retrofit: saiba mais sobre a técnica que está ganhando mercado no país Casa, condomínio fechado ou apartamento? Pesquisa revela as preferências do comprador de imóveis Premiação Conheça as histórias e os ganhadores do concurso cultural Você Faz Parte da História

Benefícios – Convênios oferecem vantagens aos corretores de imóveis


hugo@oscarhugo.com.br

OSCAR HUGO MONTEIRO GUIMARÃES - presidente do Creci de Goiás

Palavra do Presidente

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A nossa casa O corretor de imóveis é um profissional liberal que vem atuando no mercado imobiliário brasileiro há mais de 70 anos. Mas só em 1962, com o advento da Lei 4.116, trabalhada pelo então deputado Ulisses Guimarães e promulgada pelo Congresso Nacional, em razão do presidente João Goulart não querer sancioná-la, a nossa profissão foi regulamentada. Nasceu, assim, o Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci) e os Conselhos Regionais de Corretores de Imóveis. Posteriormente, em 1978, pelas mãos do então ministro do Trabalho Arnaldo Prieto, foi sancionada pelo presidente da República Ernesto Geisel a Lei 6.530, que está em vigor. De lá, homens dedicados procuraram fazer da profissão um motivo de orgulho e se empenharam em servir a sociedade na aquisição da casa própria e do seu bem imóvel para investimento certo e seguro. Mas nós, corretores de imóveis, que sempre realizamos os sonhos das pessoas, ainda não tínhamos uma casa ampla, confortável e que representasse a grandeza de nossa profissão. A diretoria e conselheiros passaram, então, a visualizar e a trabalhar para que o sonho de ter a nossa casa própria fosse realizado. O tempo passou, adquirimos dois lotes no Jardim Goiás e iniciamos os estudos para construir a nova sede, a qual deveria ser um presente para todos nós e para a sociedade. Iniciamos as obras em 28 de agosto de 2009, usando sempre material de primeira, visando a qualidade e, finalmente, no dia 8 novembro de 2011, a inauguramos. A obra, com 3.150 m², foi construída e equipada (móveis, auditórios, ar-condicionado, luminárias, computadores, etc.) por R$ 1.700,00 o m². Isto sem empréstimo de agente financeiro ou doações. A obra se tornou realidade apenas com as anuidades dos profissionais e das imobiliárias, mostrando, assim, que nós, além de sabermos negociar, sabemos poupar e construir com qualidade e a preços acessíveis. Enfim, realizamos o nosso sonho. Temos hoje uma das maiores e melhores sedes do País. Temos a satisfação de dizer, que com a ajuda de Deus, o qual sempre esteve nos apoiando, o Creci de Goiás entrega ao mercado imobiliário, aos corretores de imóveis, às imobiliárias e à sociedade o Palácio dos Colibris (ave símbolo da nossa profissão), feito com muito amor, muito zelo e com muita seriedade.

A casa é nossa! Venham visitá-la!

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EXPEDIENTE Em contato com o setor de comunicação do Creci-GO : imprensa@crecigo.org.br

CRECI-GO CONSELHO REGIONAL DE CORRETORES DE IMÓVEIS 5ª REGIÃO / GO

O Conselho Regional de Corretores de Imóveis da 5ª Região-GO é uma autarquia federal de disciplina e fiscalização da profissão de corretor de imóveis. Regulamentada pela Lei Federal 6.530/1978 Endereço: Rua 56, Qd. B-14, Lts. 7/8, Palácio dos colibris, goiânia-GO - CEP: 74810-240 - Fone/ fax: 62 3236-7350 - Homepage: www.crecigo.org.br E-mail: crecigo@crecigo.org.br Diretoria: Oscar Hugo Monteiro Guimarães, Rafael Nascimento Aguirre, Maria Aparecida Moreira, Juscemar Antônio de Oliveira, Jair Reis de Melo, Walter São Felipe. Conselheiros: Adão Luiz de Andrade, Antônio Alves de Carvalho, Antônio Rosa de Mesquita, Antônio Spinetti Alves, Celso Monteiro Barbugiani, Eduardo Coelho Seixo de Brito, Elmo Monteiro Clement Aguirre, Geraldo Dias Filho, Geraldo Pereira Braga Jackson Jean Silva, Jair Reis de Melo, João Benicio Gomes, João Pedro Vieira, José Machado Resende, Juscemar Antônio de Oliveira, Leandro Daher da Costa, Luiz Roberto de Carvalho, Marcio Antonio Ferreira Belo, Maria Aparecida Moreira, Maria Francisca Alves Carvalho, Omar Ataídes de Castro, Oscar Hugo Monteiro Guimarães, Rafael Nascimento Aguirre, Ricardo Alves Vieira, Sérgio Teodoro da Cruz, Walter São Felipe e Wildes Marcos Faustino. Suplentes: Ademir Silva, Ana Mônica Barbosa da Cunha, André Luis Nogueira do Carmo, André Luiz França de Melo, Carlos César Lemos do Prado, César Feliciano de Oliveira, Claudio Gonçalves de Araújo, Domingos Alves de Castro Filho, Evaldo Euler Duarte de Almeida, Francisco Carlos Lobo, Francisco Ludovico Martins, Helder José Ferreira Paiva, João Soares da Silva, José Humberto Martins Vieira Carvalho, José Severino de Lima, José Virgílio Ferreira Filho, Luis Clemente Barbosa, Marcelo Alves Simon, Marco Antonio de Oliveira, Murilo Sousa de Andrade, Pedro Antônio Cotecheski Bobroff, Rodrigo Paullus Barreto Machado, Ronaldo Odorico Veiga Saul Pereira da Costa, Valgmar Domingos Tavares, Valoni Adriano Procópio e Veronde Antônio de Oliveira.

A Revista Painel é uma publicação do CRECI-GO ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO: Thaysa Mazzarelo FERNANDO PEREIRA Diagramação: Neide Ataíde - GO 2690 JD COLABORAÇÃO: RAQUEL PINHO Revisão jurídica: Eduardo Felipe Silva - OAB 25566 Tiragem: 13.000 exemplares Fotolito e impressão: Flex gráfica

w w w. c r e c i g o . o r g . b r

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Sumário Entrevista

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O que acontece por aí

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Desafios e perspectivas – prefeito Paula Garcia

De olho na lei

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Na minha opinião

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Transporte público, trânsito e os russos – José Carlos Campos

Parceiros

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Enquete

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Especial

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Bem vindos ao Palácio dos Colibris!

Tendências

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Retrofit: modernizar, valorizar e sustentar

Direto do Creci-Go

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Números e projeções

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Mercado

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Interior

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Artigo

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Contando nossa história

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Creci 49 anos

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Convênios

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Cultura & Lazer

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Social

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Creci na mídia Para refletir

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O que pensa o comprador de imóveis? Lotes em condomínios valorizaram 33,6% na capital

Salário para corretor de imóveis

Novos desafios para a centenária das águas quentes

Procuração em causa própria – Dr. Petrus Mendonça

A voz da experiência

Os donos da história

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PAULO GARCIA – prefeito de Goiânia

entrevista especial

Desafios e

perspectivas “O mercado imobiliário em Goiânia vive a melhor fase de sua história.” Esta é uma verdade que qualquer um que ande pelas ruas da capital nota com facilidade e que o prefeito Paulo Garcia faz questão de reconhecer. Em entrevista especial à revista Painel Imobiliário, o prefeito, falou sobre o mercado imobiliário da cidade, como a prefeitura tem trabalhado para fomentar ainda mais o setor e também sobre a importância do corretor de imóveis para a sociedade Por FERNANDO PEREIRA Paulo Garcia nasceu em 13 de maio de 1959, em Goiânia. É formado em medicina, na especialidade de neurocirurgião, pela Universidade Federal de Goiás. No ensino médio se interessou pelo movimento estudantil. Na faculdade foi presidente do Colegiado do curso de Medicina. Foi presidente da Unimed-Goiânia. Teve seu trabalho reconhecido e foi incentivado a disputar o mandato de vereador em 2000, elegendo-se como suplente. Em 2002, foi eleito deputado estadual. Em 2008, foi eleito vice-prefeito de Goiânia, assumindo o cargo de prefeito em abril de 2010. Como o senhor enxerga a participação do mercado imobiliário na economia da capital? O mercado imobiliário

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em Goiânia vive a melhor fase de sua história. A estabilidade da economia e os incentivos concedidos pelo Governo Lula à construção de moradias alavancaram o setor de tal forma que eu acredito que não há outra capital no Brasil com um mercado imobiliário tão aquecido quanto o nosso. O que a prefeitura vem fazendo para incentivar o crescimento deste mercado? A prefeitura é parceira do setor imobiliário e de todos os setores que geram emprego, renda e qualidade de vida para a população. A criação de novos espaços de convivência, como os parques ambientais, é uma forma de incen-

tivo que deu certo. Também trabalhamos muito para diminuir a burocracia e agilizar processos e a concessão de alvarás, além de dotar a cidade de uma boa infraestrutura para alicerçar o surgimento de novos empreendimentos imobiliários. O senhor falou em dotar a cidade de uma boa infraestrutura. Como a atual gestão vem trabalhando para garantir isso à população? A prefeitura de Goiânia tem feito sua parte para garantir infraestrutura básica a todos os moradores da cidade. Praticamente toda a cidade é dotada de asfalto e outros benefícios públicos de responsabilidade do município, como pra-


Edilson Pelikano

ças, escolas, coleta de lixo, limpeza urbana, transporte e outros. Quando surgem novos empreendimentos imobiliários, procuramos levar o mais rápido possível a esses locais a estrutura básica e os serviços da administração municipal. Que tipos de dificuldades ainda precisam ser superadas para que o setor imobiliário de G o i â n i a fique ainda melhor? Acredito que nosso principal desafio é desenvolver o setor imobiliário de for-

ma sustentável em todos os aspectos da gestão municipal, como transporte, trânsito, meio ambiente, segurança, saúde, lazer e outros. Temos mantido um bom canal de conversação

com o setor imobiliário e a sociedade, e tenho certeza de que estamos no caminho certo para superar essas dificuldades, elaborando propostas conjuntas para o reordenamento do

“É fundamental que as pessoas recorram aos serviços de um corretor quando forem fazer negócios imobiliários, pois só assim terão segurança e tranquilidade.”

espaço urbano da capital de forma sustentável, contribuindo para uma melhor qualidade de vida da população Como o senhor observa a importância do corretor de imóveis para a sociedade já que existem por aí pessoas que comercializam imóveis sem estarem habilitadas para tal (contraventores)? O corretor de imóveis é hoje um profissional muito importante, no qual as famílias depositam economias de toda uma vida

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para realizar o sonho de adquirir a casa própria. O corretor de imóveis é um profissional que é preparado para atender as necessidades do cliente e evitar problemas na aquisição de um patrimônio. É fundamental que as pessoas recorram aos serviços de um corretor quando forem fazer negócios imobiliários, pois só assim terão segurança e tranquilidade. O senhor sancionou na sede do Creci, em setembro do ano passado, a lei que reduz a alíquota do ISTI (Imposto Sobre Transferência de Imóveis Inter Vivus) de 3,5% para 2%. A redução foi provisória e vigorou até o final de dezembro. O senhor acredita que ela pode ser

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estendida por um prazo maior ou mesmo ser mantida? Sancionamos em setembro a lei provisória que reduz o ISTI. E fizemos isto para avaliar o impacto que este benefício irá provocar nas receitas financeiras do município. Essa era uma reivindicação antiga do setor e eu fiz questão de atender. Meu desejo é de que essa redução continue e se torne definitiva. Po-

rém, com a responsabilidade que o cargo de prefeito de Goiânia exige, preciso aguardar os estudos feitos pela Secretaria de Finanças para definir se a Lei poderá se tornar definitiva ou não. Espero que os estudos demonstrem que é viável manter o ISTI em 2% sem prejudicar a cidade. [Até a data de fechamento da revista não houve parecer da Prefeitura em relação a Lei.]

“Penso muito na Goiânia que teremos no futuro (...) Pra mim, daqui a 10 anos teremos mais orgulho ainda de viver na melhor metrópole do Brasil, sem exagero nenhum.”

Apesar de jovem (78 anos), em relação às outras capitais do País, Goiânia tem vivenciado um crescimento muito grande nos últimos anos. Nesse ritmo, como o senhor imagina Goiânia nos próximos dez anos? Eu penso muito na Goiânia que teremos no futuro. Até porque, muitas das nossas ações são executadas pensando exatamente no impacto que terão para a cidade daqui a 10 ou mais anos. E nessas “viagens” que faço ao futuro, vejo uma Goiânia ainda mais bonita, mais verde, uma cidade com uma qualidade de vida invejável. Para mim, daqui a 10 anos teremos mais orgulho ainda de viver na melhor metrópole do Brasil, sem exagero nenhum.


thaysa@crecigo.org.br

Thaysa Mazzarelo - publicitária

O que acontece por aí

Dinâmico, o mercado imobiliário está sempre desenvolvendo novidades. O difícil é manter-se sempre atualizado a cerca do que acontece nos quatro cantos do mundo. ‘O que acontece por aí’, deu um giro pelas principais notícias e trouxe para você as últimas inovações do setor: Divulgação

›› Novas formas Entre os arranha-céus Em Nova York um novo edifício de apartamentos chama a atenção de turistas e conterrâneos e já é considerado o mais elegante da cidade. Desenhado pelo renomado arquiteto Frank Gehry, o imóvel possui uma fachada enrugada que dá a ele um aspecto de ondulação. O projeto foi inspirado nos artistas renascentistas, principalmente nas obras do pintor italiano Gian Lorenzo Bernini. Fonte: UOL Estilo — Casa e Imóveis

Divulgação

Arte aliada à arquitetura

›› Moradias alternativas Casa no barco Além da alta densidade populacional, Hong Kong tem um mercado imobiliário pouco acessível financeiramente. Diante dos preços nas alturas dos imóveis à venda e para aluguel, muitos chineses estão optando por morar em barcos. Mais espaçosas e tranquilas, as casas flutuantes são seguras uma vez que estão ancoradas em portos exclusivos da cidade. Fonte: UOL Estilo — Casa e Imóveis

Thaysa Mazzarelo é assessora de comunicação do Creci-GO. Envie sua sugestão de matéria para thaysa@crecigo.org.br

Com 35 metros de comprimento, a obra de arte “O vento” foi incorporada à fachada de um prédio em São Paulo, mesclando de forma moderna arquitetura e arte. Obra do artista plástico Paulo Solaris, a escultura proporciona fluidez ao imóvel e estará exposta permanentemente. A ideia pioneira foi proposta pelo construtor do empreendimento. Fonte: UOL Estilo — Casa e Imóveis

Do tamanho de uma caixa Desenvolvidas pelo arquiteto Mart de Jong, as casas em cubo, denominadas Spacebox, têm preço proporcional ao seu tamanho. Foram criadas para atender a demanda de jovens universitários por pequenas e baratas residências, por isto podem ser encontradas em maior número nas proximidades dos campi universitários da Holanda. As Spacebox são desmontáveis e de fácil transporte, medem em torno de 18 a 23 m² e possuem cozinha, quarto e sala geminados e banheiros. O modelo está sendo estudado para virar projeto de moradia fixa. Fonte: O Globo

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›› Lindo e 100% sustentável

›› Soluções inusitadas

Elevador de carros Tem mais carros que garagens disponíveis? Isto não é problema para a empresa britânica Cardok, que criou um sistema de garagem inteligente. A sofisticada tecnologia, que custa em média R$ 53 mil, funciona como um elevador de carros: um automóvel é estacionado e, pelo sistema hidráulico, é abaixado até o subsolo, abrindo espaço para outro automóvel ser estacionado em cima. Sofisticada, a aparelhagem conta com geradores que previnem a falta de energia e pode ser customizada a gosto do cliente para compor o cenário de um jardim ou se camuflar no piso da garagem. Fonte: Cardok

Tijolo de cinzas vulcânicas A argentina Maria Irma Mansilla levou a sério a máxima ‘se a vida lhe der um limão, faça uma limonada’. Moradora da Villa La Angostura no Chile, ela resolveu transformar as cinzas do vulcão Puyehue, que atingiu o país em junho do ano passado, em tijolos para construção. Caso sejam aprovadas pelo governo, as três amostras enviadas pela argentina para estudo, serão produzidas em escala para a construção de casas populares.

Em Joinville (SC), o Residencial Bonelli, da Rôgga Construtora e Incorporadora, foi o primeiro do Brasil a receber o Selo Azul da Caixa Econômica Federal (CEF). O selo criado em junho de 2010 foi desenvolvido para incentivar as construções sustentáveis que proporcionem o uso racional dos recursos naturais, a conscientização ambiental e a redução de custos para a construção. O residencial certificado atendeu 32 dos 53 critérios de avaliação da Caixa e conquistou a condecoração nível ouro. Entre seus diferenciais estão: a integração com áreas de lazer e áreas verdes; a gestão de resíduos da construção; sua localização, no centro urbano, perto de comércios e serviços; e o programa de educação ambiental que será oferecido para os colaboradores e os moradores lidarem com os atributos sustentáveis do imóvel. Fonte: Planeta Sustentável

Casa autossuficiente Divulgação

Divulgação

Ouro no Selo Azul da CEF

Fonte: BBC Brasil

Resort em ilhas Dubai é mundialmente conhecida por sua pujança financeira e a modernidade de sua arquitetura. As Ilhas das Palmeiras, localizadas no Golfo Pérsico dos Emirados Árabes, são o reforço desta imagem. Construídas artificialmente e em forma de folhas de palmeiras, as três ilhas comportam 2 mil vilas, 40 hotéis de luxo, shopping center e cinemas. Segundo alguns dizem, o formato em palmeira das ilhas é visível até mesmo do espaço. E as novidades de Dubai não param por aí. A próxima atração, ainda em construção, será formada por 300 ilhas que, juntas, constituem o desenho do mapa mundi, denominadas Ilhas Mundiais ou Mundo. Para tanto, espera-se um investimento de 25 a 30 milhões de dólares para a estruturação de cada ilha.

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Divulgação

›› Construções suntuosas

Dois quartos, lounge, cozinha, escritório, uma grande área externa com piscina e deck, a melhor vista do Oceano Pacífico e totalmente sustentável. Este é o projeto do arquiteto Juan Robles localizado na Península de Osa, na Costa Rica, e que se encontra na primeira etapa da construção. A 30 km da cidade, a casa conta com uma arquitetura que privilegia a iluminação e a ventilação natural, uma vez que não conta com fornecimento de água e nem energia elétrica. Cada ambiente do imóvel foi desenvolvido para garantir a máxima utilização e reutilização dos recursos naturais, como a nascente natural, que através de geradores elétricos, provém a energia e que ao mesmo tempo é armazenada em tanque para consumo. Fonte: UOL Estilo — Casa e Imóveis


Registro de Incorporação: é ‘a certidão de nascimento do condomínio’ de olho na lei

Fernando Pereira A incorporação imobiliária é uma atividade realizada visando promover e construir, para alienação (transferência de propriedade) total ou parcial, edificações ou conjunto de edificações formado por unidades autônomas. Estamos falando do condomínio. Para que seja possível a comercialização de imóveis incorporados — apartamentos de um edifício, por exemplo — que ainda estejam “na planta” ou em fase de construção, o primeiro fator ao qual o responsável pelo empreendimento deve se atentar é o Registro de Incorporação (o RI). Como o promotor de Justiça José Maurício Nardini, da promotoria de Urbanismo do Ministério Público, explica, o RI é o primeiro documento que um condomínio precisará para existir. “Ele é a certidão de nascimento deste condomínio e fará com que o adquirente do imóvel tenha certeza daquilo que está comprando. Isso porque, até a finalização da obra, muita coisa pode acontecer”, explica. Normalmente, o projeto da incorporação é encaminhado à prefeitura. Esta, por sua vez, precisa, muita das vezes, realizar as modificações necessárias. Como lembra o promotor, ciente de que o projeto pode sofrer alterações, o incorporador não pode comercializar o condomínio antes do registro. “Se eu compro um apartamento com tantos

metros quadrados, com a promessa de que terei garagem, área de lazer, enfim, e depois o responsável pela obra vai registrar a incorporação e vê que o projeto não é possível de ser realizado, como é que fica o cliente?”, indaga. Isso significa que é este registro que será a prova legal de todas as informações divulgadas em anúncios de propaganda ou mesmo as que o próprio corretor de imóveis descreveu ao cliente. Se alguma coisa mudar, tudo o que foi descrito antes do registro será considerado informação falsa. “Evita-se que o sujeito compre gato por lebre. O Registro de Incorporação ‘cristaliza’ o imóvel, ou seja, você compra aquilo que está registrado, não é mais nem menos. Ele dará uma certeza jurídica ao cliente”, ressalta Nardini. Tanta importância não é por acaso. Sendo assim, promover a incorporação imobiliária,

nestas condições, é prática proibida e quem o faz está cometendo um crime previsto na Lei Federal nº 4.591/64. Conforme o artigo 65 desta lei, “é crime contra a economia popular promover incorporação, fazendo, em proposta, contratos, prospectos ou comunicação ao público ou aos interessados, afirmação falsa sobre a construção do condomínio, alienação das frações ideais do terreno ou sobre a construção das edificações.” A pena é reclusão de um a quatro anos mais multa de cinco a cinquenta ve-

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zes maior que o salário-mínimo legal vigente no País. E todas as partes envolvidas na comercialização do imóvel incorporado são responsabilizadas criminalmente — seja o incorporador, a construtora ou até mesmo o corretor de imóveis, como ressalta o assessor jurídico do Creci de Goiás, Eduardo Felipe Silva. Ele explica que o corretor corre um grande risco ao promover anúncios de empreendimentos sem o Registro de Incorporação. “É proibido independente dos meios, seja por folders, cartões, internet, enfim. Este risco se deve em razão da proibição constante na Lei 6.530/78 (que regulamenta a profissão), bem como o Código de Ética Profissional, mas principalmente em virtude do disposto no §1 do art. 65 da Lei 4.591/64, que prevê expressamente a aplicação da pena de reclusão para o corre-

tor que contribuir com o incorporador”, explica. E como a aquisição de um imóvel envolve contrato, há aí também uma relação de consumo. Desta forma, como explica Maurício Nardini, o comprador também está resguardado pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). Para ele, a máxima continua valendo: “Melhor prevenir que remediar!” Com isso, ressalta que o processo de registro é um pouco trabalhoso, sim, pois são exigidos vários documentos e o prazo para ficar pronto é de, no mínimo, 15 dias. “Entretanto, dá menos dor de cabeça registrar a incorporação do que enfrentar processos civis e criminais se der algum problema. Então, uma atitude preventiva nesse sentido vai dar bem menos trabalho do que aguentar as consequências disso com procedimentos bem custosos e demorados”, alerta.

Imóvel ocupado: o que fazer? Para evitar dor de cabeça, antes de o corretor concluir a venda de um determinado imóvel, ele deve analisar em que condição este se encontra. Há casos em que o imóvel pode estar ocupado por alguém. Pode ser o vendedor, um locatário, um usufrutuário, um comodatário, um herdeiro ou mesmo um terceiro que o esteja ocupando de forma indevida. Como explica o assessor jurídico do Creci de Goiás, Eduardo Felipe Silva, saber disso antes de o cliente assinar o contrato é de extrema importância. Em casos assim, tanto o cliente quanto o corretor devem analisar a segurança do negócio e as formas de tomar posse do imóvel. “Caso esteja ocupado pelo vendedor, basta estipular um prazo no contrato, bem como uma multa diária por descumprimento. No caso de locatário, deverá ser observado o direito de preferência e o contrato de locação, se existe cláusula de inalienabilidade e se o mesmo está averbado na matrícula do imóvel. Caso não tenha, o prazo para desocupação é de 90 (noventa) dias, conforme a lei 8.245/91”, explica Eduardo Felipe. Ele lembra que nos demais casos, deve ser verificado se a posse é ilegal. Se for, a Justiça deve ser acionada para promover ação de imissão na posse.

Projeto de lei da Prefeitura de Goiânia aprovado recentemente pela Câmara Municipal que prevê a possibilidade de venda de áreas públicas possui, segundo o deputado estadual Francisco Júnior (PSD), um grave problema. “Independentemente se as áreas públicas vão ser vendidas ou não, está aberta a oportunidade de se verticalizar na região do Park Lozandes, sem que exista estrutura para isto”, afirma o ex-secretário de planejamento da capital. Para Francisco Júnior as intervenções desconsideram o planejamento estabelecido para os arredores do Paço Municipal. “O Plano Diretor fez

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Para Francisco Júnior o Projeto de Lei desconsidera o planejamento

um estudo que identificou a capacidade do trânsito, saneamento, fornecimento de energia, escolas, creches, de todo o equipamento urbano daquela

Arquivo pessoal

Nova lei permite verticalização em região sem estrutura

região e calculou a quantidade de pessoas que podem morar lá. Pouco tempo depois essa alteração é feita sem discussão, e agora se pode colocar vinte a

trinta vezes mais pessoas morando ali”, diz o deputado. Mestre em Planejamento e Desenvolvimento Territorial, Francisco Júnior afirma que os problemas de mobilidade devem ser os que se tornarão ainda mais graves, principalmente pelas condições do trânsito na região. “Existe um problema físico muito grave que é atravessar a BR-153. Criar soluções para o trânsito nas imediações não será algo que será feito rapidamente e na região existem também uma série de condomínios horizontais que ainda não foram implantados mas já estão previstos”, diz o deputado.


cacam@persogo.com.br

JOSÉ CARLOS CAMPOS - corretor de imóveis

Na minha opinião Raquel Pinho

José Carlos Campos é corretor de imóveis e engenheiro Creci/GO 13822 cacam@persogo.com.br

Transporte público, trânsito e os russos A história é velha e conhecida: quando da Copa de 58, o técnico Feola deu instruções ao Garrincha de como ele passaria pelos adversários e recebeu como resposta: “o Sr. já combinou isto com os russos?” Assim, no nosso transporte público e trânsito, nós também temos os nossos russos, e sem combinar com eles, não teremos muita chance de resolver nossos problemas nessa área. São eles: Concessionárias: independente de quem é o governante, elas são as mesmas há mais de 30 anos. A conclusão a que se chega é de que o transporte público é feito à imagem e semelhança dessas concessionárias. Elas fazem uma maquiagem aqui, outra acolá e vão empurrando o problema com a barriga, salvando sempre o seu santo lucro. Assim, a melhor coisa que se pode fazer é subsidiar o transporte público, determinando-se o pagamento às concessionárias por quilômetro rodado,com horário a ser cumprido, quantidades dos veículos e as rotas pré-determinadas. A lucratividade é determinada por auditoria independente internacional, obedecidas as margens operacionais aceitas como razoáveis. Haverá padrões a ser seguidos, tais como idade da frota, acessibilidade, estações de embarque/desembarque, etc. Rush: este é inevitável, mas há certas medidas que podem ser tomadas. Por exemplo, há mais de 40 anos fez o Rio na Av. Beira-Mar: nos horários de pico faz-se as mudanças de mão de direção, isto é, pega-se uma avenida e adota-se uma direção única nas duas mãos. Aqui em Goiânia há no mínimo cerca de cinco avenidas em que isso poderia ser implantado.

Moto: esta veio pra ficar. Como é frágil, tem de ser protegida. Há de haver faixa exclusiva para elas nos corredores de trânsito. Pode ser também na faixa dos ônibus. De outro lado há de haver disciplina. Os pardais preciam detectar as motocicletas infratoras, para isto, que tal mudar o tamanho da placa das motos? Origem/destino: isso é elementar — faz-se planos diretores, políticas de transporte, e outros tais, mas até hoje não se fez uma pesquisa de mobilidade das pessoas em Goiânia com toda a intensidade e nos seus mais variados aspectos. Onde moram e onde trabalham, onde compram, onde estão os serviços públicos, onde estudam. Como o comércio é abastecido. Este é o mais importante passo para se ter políticas públicas sobre transporte e trânsito em Goiânia; só assim é possível determinar o fluxo de pessoas e veículos em sua real dimensão. Horários: se os shoppings têm horários das 10 às 22 horas, por que o comércio em geral não tem o mesmo horário? Todos os serviços públicos deveriam ser contínuos das 7 as 19h em dois turnos e assim simplificaria muito o fluxo de pessoas e automóveis. Caminhões têm que ter horários para carga e descarga por regiões da cidade. E uma política pública de se fazer o máximo possível para obter documentos ou pagamentos, via internet, evitando-se deslocamentos. AMT: há mais de 40 anos que a cidade de SãoPaulo criou a CET-Cia. de Engenharia de Tráfego: tráfego é

fluxo e educação. Temos que adotar o mesmo critério. Para administrar fluxos, não será com polícias civis e militares que se chega lá. Há de haver instrumentos modernos de engenharia, com equipamentos adequados (centrais de monitoramento, ligadas às câmeras de vídeo nas principais intersecções das vias públicas), estatísticas dos principais locais de acidentes, com atitudes de como evitá-los, desembaraço de sinistros com atendimento rápido para solucioná-los, programas sistemáticos de educação de trânsito em todas as escolas públicas e particulares. Qualquer obra, em determinada região ou via que interfira no trânsito precisa ter licença prévia, como dia e hora para ser feita. Detran: essa autarquia é mera arrecadadora de impostos, com baixa contrapartida de serviços prestados. Como o que arrecada é um valor muito alto, deveria ser destinado desse montante 30% para subsidiar o transporte público. Estacionamento em via pública: há medidas simples para serem implantadas nas vias importantes para o tráfego. Vias de mão dupla, estacionamento proibido nos dois lados; mão única, em um só lado; salvo as tidas como prioritárias para o trânsito, aí o estacionamento é proibido mesmo. Assim, resolvido o relacionamento com os nossos “russos”, poderiam ser adotados os instrumentos que usualmente utilizam-se para administrar o transporte e o trânsito na nossa cidade.

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PARCEIROS Confira ABAIXO o que foi e é notícia nas demais entidades que atuam no setor imobiliário GOIANO

SECOVI Feirão do Imóvel SecoviGoiás

O último Feirão do Imóvel Secovi de 2011, um dos maiores eventos do mercado imobiliário goiano, contribuiu para movimentar ainda mais o setor no final do ano passado. O evento foi realizado no período de 01 a 04 de dezembro, no pavilhão SecoviGoiás, localizado na Avenida Mutirão com Avenida 85, Setor Bueno, e reuniu mais de 30 empresas do segmento. “Mais uma vez o SecoviGoiás cumpriu o seu papel de fomentar o mercado imobiliário e oferecer à população variadas e acessíveis opções de aquisição da casa própria, contribuindo para o desenvolvimento de Goiás”, avalia Marcelo Baiocchi Carneiro, presidente do Sindicato.

SINDUSCON-GO Nova ferramenta do Banco de Empregos do Sinduscon-GO O Sindicato da Indústria da Construção no Estado de Goiás fechou contrato com a ‘Curriculum’ para o cadastramento online de candidatos a uma vaga no setor da construção. O serviço encontra-se hospedado no site do Sinduscon-GO e está disponível aos interessados gratuitamente, como informa o coordenador de Desenvolvimento Humano, Fabiano Santiago Costa. Ele explica que as informações armazenadas serão cruzadas com a demanda de oportunidades oferecidas pelas empresas construtoras que procuram profissionais através do Banco de Empregos do Sindicato. Acesse o portal www.sinduscongoias.com.br e confira no ícone Trabalhe Conosco.

SINDIMÓVEIS Presente para a categoria: Sindimóveis-Goiás contará com nova sede A partir de janeiro deste ano, os corretores de imóveis sindicalizados contarão com uma nova casa. Entre as proposituras da atual diretoria do SINDIMÓVEIS-GO, presidida pelo corretor de imóveis Antônio Rosa de Mesquita, estava a aquisição de uma sede digna para o corretor de imóveis sindicalizado. No dia 30 maio foi concretizado o sonho: a compra do imóvel com 500 m2, localizado no Ed. Palácio do Comércio, 5º andar. “Esse foi um presente para a categoria e para o Sindicato, que completará 65 anos no dia 25 de junho”, ressalta Antônio Mesquita. A nova sede contará com uma infraestrutura que atenderá a necessidade da classe, como auditório para realização de cursos através da universidade corporativa do SINDIMÓVEIS-GO, sala do corretor de imóveis com equipamentos de informática, fax, telefone, internet, departamento jurídico e departamento de convênios.

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O site www.cartaecredito.com.br vem oferecer, para você corretor, a possibilidade de ganhar comissões intermediando crédito imobiliário através de cartas contempladas. Oferecemos crédito, sem avalista e com parcelas até 30% menores que as encontradas no mercado financeiro, pode ser utilizado em imóveis novos, usados, urbanos, rurais, terrenos e até mesmo construção e reforma. Nossa taxa é a menor do mercado: 0,35% a.m + INCC, pode comparar com qualquer instituição financeira. Todo e qualquer tipo de pagamento só será efetuado após a apresentação da carta de crédito contemplada, não pedimos nenhum tipo de adiantamento.

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O cliente paga o ágio da carta e a transfere para o seu nome

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Faça-nos uma visita ou envie um email, teremos o maior prazer em apresentar a nossa forma de trabalho e nosso modelo de comissão para corretores de imóveis. CONDIÇÕES OBRIGATÓRIAS O comprador ter disponível , em dinheiro, 50% do valor da carta que pretende adquirir; O imóvel a ser adquirido deve estar com a documentação perfeita, sem vícios, penhores, hipotecas, garantias ou dívidas; A documentação do vendedor será avaliada com o objetivo de verificar possíveis pendências que possam inviabilizar a venda do imóvel em seu nome; Não é valido para imóveis na planta . A Administradora do consórcio exigirá comprovação de renda de no mínimo 3 vezes o valor da parcela a ser paga; O Site www.cartaecredito.com.br precisará de um prazo variável para viabilizar o negócio. Este prazo dependerá do valor do crédito desejado e será apresentado ao cliente na proposta comercial.

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Enquete

Como você avalia seus negócios em 2011? Foi bom ou esperava mais?

O que você espera para 2012?

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Feliz Ano Novo! Adeus, Ano Velho! Grande oferta de crédito, maior valorização de produtos, novos projetos e lançamentos. Em 2011, o mercado imobiliário passou por momento extraordinário. e para este ano, o que é esPErado? Confira a expectativa de quem está no mercado: “2011 foi ótimo de negócios e superação de expectativas. Apesar de algumas previsões das mais pessimistas no início do ano, de estagnação e até mesmo de queda no crescimento, o mercado imobiliário como um todo continuou experimentando o sucesso decorrente do franco crescimento no setor, iniciado em meados de 2008, fomentado principalmente pela realidade político-econômica nacional quanto à liberação de crédito para financiamento imobiliário. Para 2012, a expectativa não se difere. Segundo a maioria de especialistas e economistas, o PIB nacional ainda comporta consideráveis incentivos financeiros para a aquisição de imóveis. (Wildes Faustino – diretor administrativo da Alfa Center Imóveis)

“2011 foi muito bom para o mercado imobiliário como um todo, de grandes conquistas e com muitos empreendimentos para serem comercializados. O goiano está mudando a cultura de passar a vida toda em um imóvel. A tendência agora é o mercado aumentar e melhorar ainda mais nos próximos anos. Esta profissão é como uma peça de teatro na qual podemos mudar a qualquer momento o roteiro e isso me motiva a cada dia. Por essa razão, buscarei sempre novas ideias que possam trazer resultados positivos. Para 2012, espero o mercado ainda mais aquecido, com empreendimentos cada vez mais modernos e que atendam às necessidades dos goianienses.” (Jobsom José Bispo - corretor de imóveis da URBS)

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Arquivo pessoal

“2011 foi um ano excelente devido ao grande número de novas parcerias e vendas voltadas à área de loteamento. Sentimos que o poder aquisitivo da população aumentou, facilitando, assim, a aquisição do primeiro imóvel e também investimentos. Conseguimos dobrar as vendas em relação a 2009 e aumentar em 20% as de 2010. Superamos nossas expectativas. Para 2012, já fechamos novas parcerias e acredito que todos nossos produtos farão com que possamos superar também o ano de 2011.” (Obivaldo Peres — sócio-proprietário da Versátil Imóveis)

“2011 foi de muito trabalho e de muitas transições. Investimos muito no aperfeiçoamento e qualificação de nossos profissionais, visando continuar fortes no mercado de imóveis. Ano passado foi bom para o segmento de imóveis econômicos ligados ao programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal. Acredito que 2012 estará bastante aquecido em função de novos lançamentos. Assim, estou muito otimista, e creio que este novo ano trará muito crescimento profissional, econômico e pessoal.” (Alex Delano — diretor administrativo da Delano Imóveis)

“Em 2011 o mercado cresceu e houve uma valorização na área de imóveis devido à procura e às facilidades oferecidas pelos bancos e incorporadores. Em 2012, tudo indica que será melhor, pois a economia deve ganhar um aquecimento e, como consequência disto, vai gerar mais emprego e renda para a população brasileira, aumentando, assim, a procura do imóvel para morar ou investir. Mais emprego, renda e crédito aos consumidores sustentam o avanço do setor imobiliário.” (Jusciene Schabbach – gerente da Provenda Imobiliária)

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“2011 trouxe bons resultados e vários objetivos foram alcançados. Poderia ter sido melhor se algumas notícias do mercado econômico fossem divulgadas de maneira mais objetiva e com menos sensacionalismo. Para 2012, temos muitas expectativas e projetos que com certeza serão positivos e de grandes resultados. Espero que o mercado imobiliário continue aquecido, o que permitirá a todos nós um ano de muito sucesso.” (Brasil Cintra - diretor administrativo da Ponto Com Imóveis)

Com Reportagem de Fernando Pereira

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“A nova sede ficou muito bonita. Agora está muito mais prático para a gente estacionar. Um espaço bastante agradável. Ótima localização e um prédio muito bonito.”

Bem-vindos ao Palácio dos Colibris! Em clima de confraternização, o Creci de Goiás abre as portas de sua nova sede. A noite foi marcada por homenagens e premiações Fotos: Valéria Fleury

Vanesca Santos, estagiária, Goiânia

ESPECIAL

“Esta sede simboliza a grandeza, a capacidade e a gestão do corretor de imóveis na nossa cidade, no Estado de Goiás. Cabe a nós corretores de imóveis fazermos de forma simbólica que aqui não seja apenas a nossa casa, como também o nosso lar.” Agenor Mariano, corretor de imóveis e vereador

“Nem no melhor dos sonhos, nós corretores de imóveis poderíamos imaginar que teríamos uma casa dessa envergadura.” Cida Moreira, corretora de imóveis e conselheira do Creci

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Autoridades políticas e do setor imobiliário cortaram a faixa inaugural do novo prédio do Creci de Goiás Thaysa Mazzarelo Mais de três mil metros quadrados voltados para atender as necessidades dos profissionais do mercado imobiliário e da sociedade. Assim é a nova sede do Creci de Goiás, intitulada de Palácios dos Colibris em homenagem à categoria, que foi inaugurada no dia 08 de novembro, com a presença de expoentes nacionais do mercado imobiliário e de autoridades goianas. Na noite comemorativa, o presidente do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci), João Teodoro da Silva, reverenciou a grandeza da obra. “Hoje, o Oscar Hugo – presidente do

Creci de Goiás – está entregando juntamente com os seus diretores, conselheiros e colaboradores do Creci uma das melhores sedes, senão a melhor sede de Conselho Regional que temos no Brasil”, declarou. Acompanhado da diretoria do Cofeci e dos presidentes dos Crecis de outros estados – trazidos pelo Conselho Federal – João Teodoro se disse orgulhoso por testemunhar este momento de realização da categoria e pontuou a gestão visionária da diretoria da autarquia goiana. “Oscar Hugo realmente exagerou... Exagerou na qualidade, no tamanho e na beleza. Ele teve dificuldades, mas teve criatividade suficiente

para chegar a este momento tão magnífico que vivemos”, complementou. Homenageado por sua atuação em prol do mercado imobiliário, João Teodoro ainda participou da condecoração das comissões do Conselho, formada pelos conselheiros da Casa, e de personalidades que fizeram a história destes 49 anos de Creci de Goiás. Entre eles o ativo participante da fundação do Conselho, o corretor de imóveis Cleomar Rizzo Esselin, e o ex-presidente da autarquia, José Virgílio. Outros homenageados na solenidade foram os corretores de imóveis ganhadores do Concurso Cultural “Você Faz Parte da História”.


Além de troféus, os profissionais que tiveram as histórias mais votadas pelos internautas foram agraciados com os prêmios relativos à suas classificações. Presente no evento, o ex-prefeito de Goiânia, Iris Rezende, relacionou a qualidade da obra ao profissional do mercado imobiliário. “A suntuosidade, a riqueza desta construção sintetiza o orgulho que o corretor de imóveis tem da profissão que exerce. Eu me orgulho de vocês, me orgulho da figura do corretor”, afirmou. Para o vereador Anselmo Pereira, a inauguração da nova sede é um divisor de águas do mercado imobiliário, uma vez que o prédio servirá de guarida para o setor. “A obra é definitivamente um marco para os negócios imobiliários do município de Goiânia e no Estado de Goiás”, disse. Endossando as palavras do vereador, o presidente do Sindimóveis Goiás, Antônio Rosa de Mesquita, resumiu a importância da obra para a categoria. “O mais importante é que o corretor de imóveis se sinta em casa. Em uma casa de amplo conforto e comodidade”. Outra autoridade que marcou presença na inauguração foi o presidente do Secovi Goiás, Marcelo Baioc-

Oscar Hugo recebeu homenagem do presidente do Sindimóveis-GO

“Estrutura muito boa. Bem ampla! Mesmo distante dos outros órgãos, como o Sindimóveis, só o conforto já compensa. A facilidade de estacionar, por exemplo, já vale a pena.” Mariana Karla Rodrigues, estagiária, Trindade

Durante o coquetel, o saguão da nova sede ficou lotado de convidados chi, que em seu discurso reconheceu Oscar Hugo como uma liderança do mercado imobiliário e ressaltou o fato da nova sede ter sido construída por completo somente com as verbas de arrecadação dos tributos. “Poder entregar uma sede como esta, à altura da categoria, construída sem nenhum recurso de banco, de financiamento, não é para qualquer entidade. É para uma entidade bem administrada, séria, que preocupa com o seu patrimônio e que pode

dar o exemplo da qualidade desta obra”, enfatizou Marcelo Baiocchi. Após a cerimônia solene, as autoridades cortaram a faixa inaugural do Palácio dos Colibris, fizeram o descerramento do salmo bíblico e da galeria dos presidentes, e conheceram a infraestrutura do prédio, ao percorrerem os departamentos na companhia do presidente do Creci de Goiás. Oscar Hugo considera a nova sede como a realização do sonho da casa própria

“Ficou bem mais fácil agora chegar até o Creci, até porque eu trabalho aqui do lado. Sendo aqui no Jardim Goiás, até mesmo pela quantidade de empreendimentos em venda, o Creci ficou mais perto do corretor. O prédio em si ficou muito bonito. E não apenas eu, mas todos com quem falo acharam muito bom também. Sobre o atendimento, os funcionáriosmostraram mais boa vontade, mais disposição para atender. Além de serem eficientes e rápidos.” Wellington Ribeiro, corretor de imóveis, Goiânia

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Elisângela Araújo, corretora de imóveis, Goiânia

dos corretores de imóveis e das imobiliárias, realizado pela categoria e pelos envolvidos em sua construção – a construtora e a comissão de obra do Conselho – que tanto zelaram pelos recursos nela empregados. “Entregamos à categoria e à sociedade esta obra construída sob os critérios do menor preço e a melhor qualidade. Conseguimos finaliza-la a R$ 1.700 o metro quadrado mobiliado, o que para o mercado é uma raridade”, comentou o presidente do Creci de Goiás. a noite de inauguração Foi em clima de confraternização que os convida-

“Ficou maravilhosa! Um prédio espaçoso, muito confortável. Agora está bem mais fácil estacionar. Gostei muito mesmo.” Sandra Carvalho, corretora de imóveis, Goiânia

“Bem legal, mesmo. Sede bonita, imponente. Moderna, bem alinhada com o tempo. A localização para mim é perfeita. Só o fato de ter saído do Centro já foi legal demais. Agora você tem onde estacionar. Só posso dizer que ficou show. Agora me sinto mais em casa e terei maior oportunidade de participar mais dos eventos do Conselho.” Durben Alves Damaceno, corretor de imóveis, Goiânia

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Fotos: Valéria Fleury

“Com o conforto que esta nova sede oferece, a credibilidadedoConselho aumenta. O mercado imobiliário cresceu e está crescendo muito e nós, corretores,precisávamos de uma casa assim.”

O pintor Di Magalhães expôs suas obras na noite de inauguração dos brindaram a inauguração da nova casa dos corretores de imóveis. Além de desfrutarem de coquetel volante ao som do Quarteto de Cordas, as autoridades e os empresários do setor puderam conferir a mostra do pintor goiano Di Magalhães, que retratou em suas obras o desenvolvimento da capital e do Estado promo-

vido pelas mãos dos agentes do mercado imobiliário. Também prestigiaram o evento: o secretário-chefe da Casa Civil, Vilmar Rocha; os deputados estaduais, Francisco Junior e Bruno Peixoto; o vereador Agenor Mariano e os vices-presidentes da Ademi e Fenaci Goiás, Renato de Souza e Eduardo Brito.


Conheça a nova sede do Creci-GO Construído em setor privilegiado da capital, no Jardim Goiás, o Palácio dos Colibris fica a 100 metros do Parque Flamboyant e a poucos quilômetros dos principais setores da capital, como o Centro e o Setor Oeste. O prédio é constituído de auditório de dois andares, com

4° andar: Sala da presidência, Superintendência, Assessorias Jurídica e de Comunicação

Mezanino: Sala de treinamento, platéia superior do Auditório Ninho dos Colibris e Auditório Jardim dos Colibris

Térreo: Salão para exposições culturais, Auditório Ninho dos Colibris e Agência do Sicoob SecoviCred

capacidade para 400 pessoas sentadas, salão para exposições culturais e espaços planejados para os colaboradores. Para facilitar a rotina dos corretores de imóveis e dos con-

sumidores que buscam os serviços do Creci de Goiás, a sede possui estacionamento próprio para 40 veículos e agência bancária do Sicoob Secovicred. O Palácio dos Colibris

também possui diferenciais socioambientais. Além de oferecer maior acessibilidade aos portadores de necessidades especiais, através de rampas e elevadores exclusivos, o prédio também possui calçada ecológica, cuja permeabilidade auxilia no escoamento da água de chuva.

5° andar: Terraço panorâmico e espaço de eventos para o colaborador 3° andar: Departamento Financeiro, Fiscalização e Gerência de TI

2° andar: Protocolo, Procuradoria, Arquivo e Almoxarifado

Subsolo: Garagem com capacidade para 40 veículos

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TENDÊNCIAS

Retrofit: modernizar, valorizar e sustentar Além de dar uma ‘cara’ moderna ao imóvel, o retrofit poupa gastos com obras, valoriza o prédio e, de quebra, ajuda a proteger o meio ambiente

Por que construir de novo se você pode simplesmente “retrofitar”? Em tempos de escassez financeira e preocupação a cada dia mais intensa com a preservação ambiental, o jeito é recorrer a soluções alternativas, como é o caso do retrofit, uma prática nem tão nova assim, porém ainda desconhecida por muitos no Brasil. Desconhecida, mas que aos poucos vem crescendo e ganhando adeptos no mercado imobiliário nacional. Retrofit não é reforma nem tampouco restauração. A palavra é uma junção do latim retro, “para trás”, com o termo inglês fit, “adaptação”. Juntando uma coisa com a outra temos renovação, uma modernização do que era antigo. Uma prática que não se aplica apenas na área de imóveis, mas também em setores como o da aviação, o automobilístico, entre outros. Bastante comum em países da Europa e também nos Estados Unidos, a técnica visa dar uma vida, e uma cara, totalmente nova a edifícios antigos. Com isso, sua vida útil aumenta com a inserção de novas tecnologias e materiais mais modernos. Iara Galvão, arquiteta da Lins Galvão Arquitetos, conta que, apesar

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Fernando Pereira

Fernando Pereira

COMO É disso, muita coisa do imóvel antigo ainda é preservada. “Normalmente, são revistos os materiais de acabamento, que são atualizados aos mais contemporâneos do mercado, caso o existente não seja uma característica do estilo arquitetônico. É revista também a funcionalidade do edifício,

sendo melhorada e adaptada a novos usos”, explica. Além disso, e mais importante, o custo-benefício é sempre decisivo na escolha de quem decide “retrofitar”. Isso porque o processo possibilita, além de outras vantagens, que a obra no imóvel antigo seja rápida e com um

investimento bem menor em relação à compra de um prédio novo pronto, ainda mais se levantado do zero. Construído em 1985, o Residencial Ângelo Roncalli, situado na Avenida 136, no Setor Marista, em Goiânia, foi adquirido no início de 2011 para ser a nova sede da imobiliária


Ilustração

Roncalli al Ângelo ci en id es Nome: R 2 : 2.900 m Tamanho anos Idade: 26 il R$ 500 m : cerca de em g ta fi o tr apenas re te 8 meses Custo com imadamen x ro p a r: ta ra retrofi Tempo pa 100% : mais de % Economia 80 a 100 ma-se de ti es r: za i valori Quanto va

COMO DEVE FICAR Investt Imóveis. Ele está pronto para receber um banho de “modernização”. Os diretores Juliano Maia e Marcelo Machado contam que, num primeiro momento, nem se cogitou a ideia de “retrofitar” o edifício, mas diante da necessidade de dar uma nova “cara” ao imóvel adquirido, essa foi a melhor

opção. “Sabíamos que o novo prédio precisaria ser modernizado. Isso porque é um prédio residencial que será transformado em comercial”, explica Marcelo. “O prédio voltará a ser ‘novo’, terá um visual totalmente novo, igual ao de um prédio que foi construído agora”, completa.

Sobre quanto irão gastar com processo, os diretores contam que, por conta de o projeto de renovação ainda estar sendo finalizado, ainda não há como calcular os custos totais que terão quando tudo estiver terminado, mas eles garantem que o investimento não será tão alto.

“No nosso caso, se fôssemos levantar um prédio do zero nessa região, seria inviável. O valor que investimos aqui é três vezes menor, pois pegamos algo já pronto e simplesmente reformulamos. Além disso, comprar um prédio pronto com as características que buscávamos nessa região também sairia mais caro. Só para se ter uma ideia, o custo apenas com o terreno por aqui seria equivalente ao que gastamos com a aquisição deste prédio. Somem-se a isso os custos com a construção e ficará fácil notar a inviabilidade. Seria, no mínimo, o dobro do valor investido”, explica Marcelo. RETROFIT VERDE Como a ideia do retrofit também é aproveitar a estrutura já existente do imóvel, o meio ambiente agradece. Com a técnica, menos produtos, que são retirados da natureza, como areia, cimento e aço, são utilizados. A redução do uso de recursos naturais é bem representativa, uma vez que o setor da construção civil é responsável, sozinho, por 20% de tudo que é eliminado no meio ambiente e por 30% do consumo de energia elétrica e emissão de gases nocivos à camada de ozônio. Sem falar na quantidade de água que é utilizada nessas construções. Além disso, o retrofit também envolve a utilização de novas tecnologias sustentáveis. A arquiteta Iara Galvão lembra que já existem no mercado materiais de baixo impacto ambiental. “Há, por exemplo, o paver para pisos, que absorve 95% de água, fora as tecnologias para reuso de água e energia solar que podem ser utilizadas no novo projeto”, lembra.

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DIRETO DO CRECI-GO

II Jornada de Conciliação Em sua segunda edição, a iniciativa do Creci, em parceria com a 8ª Corte de Conciliação e Arbitragem, superou o número de acordos alcançados em 2010

Os corretores de imóveis com pendências financeiras com o Creci de Goiás puderam quitar seus débitos na II Jornada de Conciliação Profissional realizada em Goiânia entre os dias 23 de agosto e 02 de setembro do ano passado. Assim como a primeira edição, a Jornada realizada em 2011 foi exitosa.A iniciativa alcançou a marca de 2.719 acordos financeiros firmados, sendo que, destes, 1.061 ocorreram antes mesmo do início oficial da iniciativa. Segundo levantamento, das 736 audiências realizadas na Jornada, 92,39% resultaram em conciliação com acordo financeiro. E somente 56 audiências foram finalizadas sem acordo de conciliação, gerando 49 instaurações de processo administrativo

Thaysa Mazzarelo

Thaysa Mazzarelo

Os corretores de imóveis com pendências aproveitaram a II Jornada para ficar em dia com o Creci-GO de remissão, suspensão ou cancelamento de inscrição. O presidente do Creci de Goiás, Oscar Hugo, explica que o intuito da iniciativa é oferecer uma solução de

regularização aos profissionais do mercado imobiliário. “Com planejamento e um cronograma, é possível colocar as contas em dia de alguma forma, e é isto que nos propomos a

realizar”, comenta. Em vista dos números favoráveis, a Jornada contará com uma nova edição para este ano, ainda sem data prevista para acontecer.

>>Creci fiscaliza Minha Casa Minha Vida O Creci de Goiás já colocou em prática o Acordo de Cooperação Operacional celebrado entre o Conselho Federal de Corretores de Imóveis e a Presidência Nacional da Caixa Econômica Federal para fiscalizar em conjunto os empreendimentos com benefício do Programa Minha Casa Minha Vida. O primeiro passo foi um treinamento realizado pelo CEF para os fiscais, delegados, conselheiros e membros da Comissão de Ética do Conselho para repassar todas as normas de MCMV que norteiam o trabalho da fiscalização. Na ocasião, a superintendente regional sul da CEF, Marize Fernandes, revelou os motivos da parceria e falou um pouco sobre os objetivos do MCMV. “O programa visa fornecer moradia para as famílias, renda para os trabalhadores e desenvolver o País”, definiu. Em seguida, o Creci de Goiás abriu um canal direto em seu site para consumidores e profissionais realizarem denúncias de irregularidades que tenham presenciado no Programa Habitacional.

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>>Creci visita imobiliárias

Thaysa Mazzarelo

Aproximar os corretores de imóveis e o Conselho. Este é o objetivo principal do Programa Creci nas Empresas que nestes cinco anos de atuação vem visitando imobiliárias da capital e do interior levando mais informação e conhecimento aos profissionais. As visitas da comitiva do Creci são cheias de descontração e de troca de ideias. Nelas, os profissionais podem tirar suas dúvidas sobre a profissão e o mercado imobiliário, além de conhecerem um pouco mais sobre as atividades desenvolvidas pelo Conselho através da equipe de fiscalização e do corpo jurídico da autarquia. Nos encontros, o presidente do Creci de Goiás, Oscar Hugo, ministra palestras sobre temáticas variadas e ainda lidera a comitiva. “Esta interatividade é um convite para que os profissionais e empresas sejam mais participativas no Conselho”, comenta o presidente. As imobiliárias JVirgílio e Lopes foram algumas das empresas a receberem a visita do Creci de Goiás. A próxima pode ser a sua, agenda a visita do Creci de Goiás em sua empresa, pelo (62) 3236-7350, com Francisco.

Anápolis, Aparecida de Goiânia, Caldas Novas e Goiânia foram os municípios que receberam em junho de 2011 o Grupo Especial de Fiscalização Federal (GEAF). Formado por fiscais dos Crecis de todo o País e comandado pelo coordenador nacional de fiscalização, Claudemir Neves, o grupo criado pelo Cofeci percorre os estados onde realiza blitze de fiscalização, a convite dos presidentes das regionais. “O trabalho realizado pelo GEAF é muito elogiado. O diferencial está na composição do grupo que é a elite da fiscalização do País, principalmente em produtividade”, comenta Claudemir Neves. Em sua quarta edição em Goiás, a ação do GEAF apresentou bons resultados. Do período de 30 de maio a 06 de junho, foram lavrados 1.520 documentos, sendo 953 autos de constatação, 461 autos de infração e 106 notificações. A maior parte das infrações foi por inadimplência em relação aos débitos de 2011 e de facilitação do exercício ilegal da profissão. Depois da fiscalização, os casos de contravenção foram encaminhados para as delegacias regionais de polícia e os corretores de imóveis inscritos no Conselho tiveram seus processos julgados. “Cerca de 60% dos autuados por exercício ilegal foram regularizados e mais de 40% dos inadimplentes negociaram e quitaram suas pendências”, conta o coordenador.

Thaysa Mazzarelo

>>Fiscalização federal em Goiás

>>Regulamentação após a fiscalização

Arquivo Pessoal

Foi uma denúncia realizada por um corretor de imóveis de Jussara que levou a equipe de fiscais do Conselho a lacrar uma imobiliária que atuava clandestinamente vendendo loteamentos. A empresa, denominada Água Viva, apesar de ter CNPJ, não possuía registro no Creci assim como os seus proprietários. Autuados por exercício ilegal da profissão, os donos da imobiliária logo procuraram se regularizar. Um deles já retirou sua carteira de estagiário e começará a atuar com a supervisão de um responsável técnico. Sobre o retorno do funcionamento da imobiliária, o coordenador de fiscalização do Creci-GO, Marcos Aurélio Oliveira ressalta: “Primeiramente, os proprietários devem tirar o Creci definitivo e somente depois disto podem fazer a inscrição jurídica. Até lá, a imobiliária permanecerá fechada.”

>>Levantaram a taça Os colaboradores do Creci de Goiás surpreenderam na IX edição do Campeonato de Futebol Society promovido pelo Sindicato dos Servidores em Conselhos, Ordens de Fiscalização Profissional, Entidades Coligadas e Afins do Estado de Goiás (Sindecof-GO). A equipe, que participou pela quarta vez da competição, conquistou o vice-campeonato, após a disputa da final com o Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego). Além do troféu, Eduardo Felipe, advogado do Creci e capitão do time, conta que o grupo alcançou o maior prêmio do torneio: a união entre os jogadores. “Foi muito bom participar. A competição gerou maior interação entre os funcionários e fortificou o grupo”, diz. Quanto à próxima edição, Eduardo ressalta que a meta é conquistar a taça, mantendo a boa reputação que obtiveram nesta competição, em que foram elogiados pelos juízes por não sofrerem expulsões. Além disso, o time do Creci ainda teve o jogador Diego como artilheiro do torneio. “Ano que vem é campeão. É rumo ao título”, avisa Eduardo Felipe.

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NÚMEROS E PROJEÇÕES

O que pensa o comprador de imóveis? Fotos: Thaysa Mazzarelo

Levantamento do Creci de Goiás traça preferências e o perfil dos consumidores, além da avaliação da sociedade em relação ao corretor de imóveis

Roberta e Ricardo Buratinne: fidadelidade ao bairro onde vivem há três anos Thaysa Mazzarelo Roberta Buratinne é engenheira civil e trabalha em uma empresa de construção de estradas. Luciana de Oliveira Costa é empresária e atua no ramo de decoração. O que elas têm em comum? Ambas compraram recentemente um imóvel para morar.

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Qual tipo de imóvel foi escolhido por elas? São empreendimentos novos ou de revenda? As preferências destas e de outros consumidores de imóveis foram objeto de pesquisa do Departamento de Prospecção e Análise do Creci de Goiás (Depami), divulgada em agosto deste ano.


O estudo, que abrangeu os moradores da capital de faixa etária de 18 a 82 anos, revelou que os goianienses estão satisfeitos com as suas residências: 70,82% dos entrevistados disseram não ter planos de mudar de imóvel. Somente 29,18% disseram estar insatisfeitos com a sua atual moradia. Destes, 53,85% gostariam de se mudar para condomínios verticais; 35,04% preferem condomínios horizontais; 10,26% optam por casa em setor convencional e apenas 0,85% por flat. Entre as principais motivações para a mudança de moradia, estão a busca por maior segurança, citada por 61 dos entrevistados como fator crucial, e a procura por maior conforto, mencionado por 30 pessoas. Foi a junção destes dois fatores que levou Luciana de Oliveira a procurar uma casa em condomínio fechado. Depois de morar em apartamento nos primeiros anos de casada, ela optou pelo condomínio após o nascimento dos filhos. “No condomínio meu filho brinca de bicicleta, a minha filha tem amiguinha na porta de casa, e eu tenho a praticidade e a facilidade de estar dentro de casa, vendo o que eles estão fazendo na porta de casa ou no quintal. Eu tenho a segurança aliada à liberdade dos meus filhos”, comenta. A identificação da empresária com este tipo de imóvel foi tanta, que depois de morar por cerca de três anos em um condomínio de casas localizado no bairro Santa Inês, ela acaba de adquirir um sobrado em condomínio horizontal no Jardim Goiás, setor que ela considera de

Para Luciana, a proximidade da casa ao trabalho pesou na escolha do imóvel mais fácil acesso. “Busquei um imóvel em uma localização melhor para mim, mais próxima do meu trabalho. Meus filhos estudam aqui perto. Você acaba ganhando qualidade de vida morando mais próximo ao trabalho”, diz. Assim como Luciana, 16,21% dos entrevistados da pesquisa, que possuem a intenção de se mudar, ao procurar um imóvel, buscam um empreendimento mais perto do trabalho. Contudo, a segurança ainda é a justificativa majoritária para a mudança de moradia, citada em 52,14% das respostas dos consumidores. Outro dado interessante revelado pela pesquisa é a fidelidade dos consumidores ao bairro em que já residem. Metade (50,62%) dos entrevistados que almejam se mudar dizem querer comprar um imóvel no mesmo bairro em que já moram. Casos como o da engenheira Roberta Buratinne

e do seu marido, Ricardo Buratinne, que há pouco trocaram o apartamento em que moravam de aluguel pelo 14º andar de um empreendimen-

to duas ruas abaixo da antiga residência. “Gostamos do bairro, por ter uma localização próxima a shoppings, à avenida T-9, por ter hipermercado do lado de casa, além de ter tudo que precisamos de acesso local, como padarias e farmácias”, ressalta. Roberta também endossa os números obtidos na pesquisa em relação ao estágio de vida do imóvel a ser comprado. Como os 57,61% dos entrevistados que dizem preferir um empreendimento em lançamento, a engenheira optou por um imóvel recém-construído em detrimento às demais ofertas de revenda disponíveis no setor. “Além das facilidades de financiamento bancário, maiores para imóveis em lançamento, buscamos o apartamento do nosso gosto, sem necessidade de reformas”, justifica.

Outros dados da pesquisa O estudo do Creci de Goiás ainda pesquisou a preferência dos compradores de imóveis em relação aos bairros e setores melhores para morar. Entre os bairros mais requisitados estão: o Setor Bueno, com 48 citações, em seguida o Jardim América, preferido por 24 entrevistados; logo depois o Setor Marista, com 23. O Centro foi o bairro de menor preferência entre os consumidores, obteve somente 10 menções. No ranking das regiões, 43,14% dos entrevistados disseram preferir a região Sul, seguida das regiões Sudoeste, com 17,46% de preferência, e Campinas/Centro, com 15,71%. O último lugar no ranking ficou por conta da região Oeste, com somente 2,99% de preferência. O estudo do Creci de Goiás, em parceria com a Empresa de Pesquisa e Opinião (EPOM), ouviu 401 moradores da capital e traçou o perfil dos compradores de imóveis. Em grande parte mulheres, 237 entrevistadas, de 18 a 34 anos (61,35% da amostra), casadas (188 entrevistados) ou solteiras (186 pessoas), residentes em imóvel próprio (275 entrevistados).

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77% de aprovação pelo consumidor Qual o nível de satisfação da sociedade em relação ao trabalho desenvolvido pelos corretores de imóveis? Em busca da resposta para esta pergunta que o Creci de Goiás, por meio do Departamento de Prospecção e Análise (Depami), perguntou aos consumidores de imóveis como eles avaliam o atendimento do profissional do mercado imobiliário. O resultado foi positivo. Segundo dados da pesquisa, dos entrevistados que já foram atendidos por um corretor de imóveis, 77% aprovam o trabalho desenvolvido pelo profissional.

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Luciana de Oliveira faz parte dos 165 consumidores que realizaram transações imobiliárias com o auxilío de um profissional e que avaliam positivamente o atendimento. Como nas duas experiências de compra em que teve com corretores de imóveis, a empresária foi bem instruída e auxiliada, ela considera indispensável a participação deste profissional na transação. “Isto é um fator muito importante na escolha de um imóvel; você ter um corretor qualificado para te dar as indicações corretas. Em minha última compra, fui muito bem

assessorada pelo corretor. É uma praticidade muito grande você ter um profissional para te auxiliar”, comenta. Segundo o estudo, o profissional do mercado imobiliário já é visto pelo consumidor como um consultor de negócios que, além de auxiliar na pesquisa por um imóvel, é capaz de sugerir o empreendimento que mais se ajusta à realidade do comprador. Dos entrevistados, 35,15% consideram que o papel do corretor é ajudar a escolher o melhor tipo de moradia, 32,73% dizem que o profissional auxilia na pesquisa de

ofertas, 22,42% afirmam que o trabalho do profissional é pesquisar a documentação do imóvel e somente 9,70% dizem que é dispensável a figura do corretor de imóveis em uma negociação. Apesar dos números positivos, o atendimento dos profissionais do mercado imobiliário ainda pode melhorar muito, de acordo com os entrevistados, principalmente em relação a não forçar vendas, fator citado por 68 dos consumidores como ponto a ser melhorado, e na busca por um maior conhecimento das opções de investimento.


Lotes em condomínios valorizam 33,6% na capital

Thaysa Mazzarelo Em dezembro, o Departamento de Prospecção e Análise do Creci de Goiás (Depami) divulgou o balanço anual do preço do metro quadrado de condomínios horizontais em Goiânia, Aparecida de Goiânia e de outros municípios do Estado. No comparativo entre os preços apresentados em outubro de 2010 e em outubro deste ano, os lotes em condomínio ganharam destaque. No período de um ano, o preço do metro quadrado deste tipo de empreendimento subiu de R$ R$ 316,32 para R$ 422,60. Uma valorização de 33,6%, superior aos principais índices de preço (IGMP, INCC e CUB-GO) e da poupança. Segundo dados do estudo, os lotes de maior valor de metro quadrado concentram-se na região Leste da capital, a uma média de R$ 489,33 o metro quadrado, e os de menor valor na região Sudoeste, a uma média de R$ 230. Para o presidente do Creci de Goiás, Oscar Hugo Monteiro Guimarães, os números da pesquisa referente a condomínios do tipo lote são reflexo da preferência do

Divulgação

Pesquisa do Creci de Goiás apresentou o crescimento do segmento de condomínios horizontais consumidor. “Estes empreendimentos são uma alternativa para aqueles que preferem uma moradia ao seu estilo, fora do padrão já utilizado pelas construtoras”, comenta. Em relação à valorização, os condomínios horizontais do tipo casa pronta também não ficaram para trás. No período de um ano, o segmento alcançou um porcentual de valorização superior aos índices de preço, de 11,26%, ficando a uma média de R$ 2.366,86 o metro quadrado. Sendo o preço dos empreendimentos de sobrado os mais caros, a R$ 2.727,67 o metro quadrado, contra os R$ 2.286,67 da média dos imóveis de casa térrea. Com menor volume de unidades disponíveis, somente 1% (30 unidades), as casas de quatro quartos são as mais baratas da amostra, a um valor de R$ 2.150,36. Enquanto isto, no quesito volume, o maior porcentual ficou por conta dos empreendimentos de dois quartos, 54% da amostra, a R$ 2.252,99 o m2, média inferior somente à das casas de três quartos, a R$ 2.480,06, que representaram 45% das unidades disponíveis da pesquisa.

A pesquisa ainda elaborou um ranking das regiões de maior valor de metro quadrado do tipo casa pronta. O primeiro lugar foi ocupado pela região Sul, a uma média de R$ 3.089,54, seguida das regiões Leste, Sudoeste e Oeste, respectivamente a R$ 2.797,11; R$ 2.256,58 e R$ 2.245,61 o metro quadrado. Segundo os dados, a região com o metro quadrado mais barato em Goiânia é a Noroeste, a uma média de R$ 1.735,64. Conforme o presidente Oscar Hugo, a significante valorização dos condomínios horizontais, é justificada pela escassez de áreas disponíveis na capital para implantação de novos lançamentos de imóveis cercados por muro e com portaria de acesso. Com isso, segundo ele, os preços devem subir mais ainda. “Pela falta de terrenos em Goiânia, daqui em diante vamos ver novos empreendimentos em Senador Canedo, Trindade e saída para Nerópolis”, explica o presidente. Outros municípios O estudo do Creci de Goiás também abrangeu os municípios de Aparecida de

Goiânia, Senador Canedo e Trindade. Em Aparecida, após uma queda no valor do metro quadrado entre outubro de 2010 e abril de 2011, o período de doze meses foi fechado com uma valorização de 6,27%, passando de R$ 2.027,95 o metro quadrado no ano passado, para R$ 2.155,02 em 2011. Ainda no município, a pesquisa destacou o aumento das unidades disponíveis à venda, um acréscimo de 223, 91% nas ofertas. Fato que se deve ao maior número de imóveis de três quartos, que representam 61,50% do total da amostra e que são no estudo, os empreendimentos de maior valor de metro quadrado, R$ 2.191,71 a média. Com menor representatividade, os empreendimentos de quatro quartos totalizaram 38,50% das unidades, a R$ 2.100 o metro quadrado. Já em Senador Canedo e Trindade, a pesquisa constatou somente condomínios horizontais do tipo lote. No primeiro município, um empreendimento de 758 unidades, com 81,93% de unidades comercializadas, e no segundo somente um empreendimento com 185, sendo 57,84% já vendidas. Caso queira acessar esta e outras pesquisas de preço de imóveis na Grande Goiânia, ela estão disponíveis para visualização e download na sessão Depami, no site do Creci de Goiás. O endereço é www.crecigo.org.br

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MERCADO

Salário para corretor de imóveis Além de pagar as comissões, imobiliária remunera mensalmente seus profissionais. A iniciativa reforça vínculos e produtividade aumenta Fernando Pereira Que corretor de imóveis sobrevive da renda tirada das comissões, todo mundo já sabe. Se não vender, não tem dinheiro. Fato. Mas o que pouca gente sabia é que essa realidade começa a mudar no mercado imobiliário. Atualmente, já existem algumas imobiliárias que, desejando estreitar o vínculo com os corretores de imóveis, passaram a assinar a carteira de trabalho desses profissionais, com direito a todos os benefícios de um trabalhador comum. Sem falar no salário fixo que é pago a eles todo mês. Uma das empresas que passou a apostar nisso foi a BSB Tellus, com esse nome desde o mês de junho do ano passado depois da fusão entre a Tellus e a BSB Brooker, que atua no mercado financeiro. O diretor comercial da imobiliária, André Luiz França de Melo, lembra que, em 2009, antes da atual fusão, a Tellus já havia testado o modelo. E deu certo. “A gente já testou, viu que funcionou e isso já faz parte desta nossa nova estrutura”, afirma André Luiz. O diretor explica que, a cada dia, os profissionais responsáveis pela comercialização de imóveis estão ficando mais capacitados para

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atuarem na área. Apesar disso, segundo ele, percebeu-se que estava ficando maior a vulnerabilidade na relação entre o corretor de imóveis e as empresas do setor. “À medida que essa qualificação ia aumentando, a gente percebia que, inversamente, a relação entre imobiliária e corretor ia ficando cada vez mais distante”, explica André. Ele ressalta também que, com essa relação frágil, o corretor de imóveis não se sente motivado para investir em uma carreira dentro da empresa. “Por outro lado, a imobiliária não investe no corretor porque acredita que não vai ter retorno. Então fica esse dilema que nunca se resolve. A gente, ciente dessa realidade, entendeu que criar uma relação mais estreita resolveria essa questão”, completa. O presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Estado de Goiás (Sindimóveis-GO), Antônio Rosa de Mesquita, não apenas concorda como acha louvável o fato de empresas do ramo imobiliário criarem essa relação mais próxima com os corretores de imóveis. “O corretor será fiel à própria empresa, terá um compromisso no trabalho, até por conta de um documento que foi assinado, que é a carteira profissional. Isso faz com que o corretor não fique pulando de galho em galho”, afirma. Antônio Mesquita lem-


Fernando Pereira

“É uma operação que se paga e dá resultado. Isso se reverte em produção.”

André Luiz França, diretor comercial da BSB Tellus

ALÉM DO SALÁRIO André Luiz conta que, na empresa dele, além do salário, o corretor de imóveis — que ele prefere chamar de executivo comercial — recebe todos os benefícios garantidos por lei como 13º e férias remuneradas. Sem falar nas ajudas de custo com combustível, celular cedido

pela própria empresa, subsídio para compra de notebook, entre outros. Mesmo assim, o executivo comercial, segundo ele, recebe as comissões normalmente. “Trabalhamos com um comissionamento um pouco diferente. Ele é vinculado a um plano de metas, as comissões são proporcionais à produção, é por mérito. Se o corretor produz mais, ele ganha mais, se produz menos, ganha o mínimo legal.” Quem está feliz da vida com esse negócio é o “executivo comercial” Luiz Magno Lima, 31 anos, na empresa desde junho. Ele faz parte dos 20 corretores de imóveis da BSB Tellus, selecionados através de um processo seletivo rigoroso e que envolveu mais de 600 candidatos. Luiz está bem mais motivado para trabalhar. “É diferente quando você fala com os clientes e lida com os demais colegas. Isso porque você sabe que

O chefe concorda com ele e diz mais. “É uma operação que se paga e dá resultado. Isso se reverte em produção, pois tudo o que se planeja estrategicamente dentro da empresa você consegue colocar em prática. Cria-se um grau de comprometimento maior, e a produção não se perde”, explica André Luiz França.

Fernando Pereira

bra que essa já é uma prática adotada em outros estados do Brasil. No Rio de Janeiro, por exemplo, foi sancionado o piso salarial de R$ 865. “Sindicatos de outros estados já criaram um salário referencial para a categoria. Nós aqui em Goiás já estamos realizando um trabalho de base. Já nos reunimos com o governador do Estado, Marconi Perillo, que nos indicou um deputado que comprou essa bandeira, o que permitirá que façamos nosso salário referencial para Goiás”, lembra.

está sendo valorizado, que seu potencial está sendo bem aproveitado, que tem alguém que briga por você, que arca com muita coisa que sozinho você teria muitas dificuldades para arcar. Mais que isso: tem alguém que se importa contigo. Isso é muito importante, dá motivação para sairmos à rua e fazermos um bom trabalho”, afirma Luiz. Seguro de que receberá o salário todo mês, Luiz Lima nega se sentir acomodado com isso. “Pelo contrário, isso faz com que você queira sempre ser o ponta, queira sempre bater suas metas. Sinto que tenho, sim, uma responsabilidade maior, além daquelas que um corretor convencional tem. Mas o que tenho aqui me leva a querer estar bem mais preparado, com vontade de tratar meu cliente ainda melhor”, diz.

“Isso faz com que você queira sempre ser o ponta, queira sempre bater suas metas.” Luiz Magno, ‘executivo comercial’

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interior

Novos desafios para a centenária das águas quentes Divulgação

Quem completa 100 anos de existência acumula muita história e experiência a compartilhar. Mas há sempre os novos desafios. Assim é Caldas Novas, cidade que chegou ao centenário em outubro de 2011, com muitas conquistas e, ao mesmo tempo, com barreiras a transpor

Caldas Novas, que chegou ao centenário em 2011, ainda tem muito a evoluir. A infraestrutura do município é um dos principais desafios Raquel Pinho Conta a lenda que Caldas Novas foi descoberta “acidentalmente” pelos bandeirantes. Em 1777, Martinho Coelho Siqueira, em uma de suas costumeiras caçadas, viu um de seus cachorros se jogar num rio. O animal uivou alto quando foi escaldado pelas águas quentes. Assim, foi descoberta aquela que se tornaria mais tarde a Lagoa Quente de Pirapitinga e onde,

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no ano seguinte, foi construída a Fazenda de Caldas. Mais tarde, com a morte de Martinho Coelho, o filho dele, Antônio, assumiu a fazenda. Em 1818, recebeu em visita do então governador do Estado, capitão general Fernando Delgado Leite de Castilho, que, após se banhar na lagoa, se curou de paralisia e reumatismo. Com isso, começou a história da ocupação da cidade, que atraiu muita gente em busca da banhoterapia.

Foi por este motivo que o seo Enhoque Correia chegou à cidade, em março de 1954. Saiu de Pernambuco na esperança de que as águas termais fizessem bem para a saúde da mulher e de lá não saiu mais. Aos 92 anos, ele é uma testemunha viva da evolução de Caldas Novas. Recorda-se o tempo em que a água quente jorrava da terra, não havia necessidade de energia elétrica para aquecer os chuveiros em casa

e os moradores iam para o balneário para desfrutar do banho quente por imersão. Também viu o progresso chegar, primeiro as casas, depois os prédios, os clubes e os turistas invadirem a cidade. Chegou a ser envolvido em uma negociação com uma empresária da cidade, que lhe comprou um metro quadrado de seu quintal para instalação de um poço de água quente. “Eu apoio o progresso, mas nem tudo que


Raquel Pinho

cadastradas pela Centrais Elétricas de Goiás (Celg) na cidade, de 23.395 para 44.763. Profissionais do setor imobiliário estimam que haja cerca de 140 mil leitos na cidade. Tanto desenvolvimento esbarra, contudo, em desafios. O primeiro deles é o número grande de leitos vazios nos períodos de baixa temporada, afastando os investidores em imóveis que buscam o retorno com a locação. Há quatro anos, Leila Maria da Silva tornou-se corretora de imóveis para trabalhar junto do marido, que já se dedica ao mercado imobiliário desde 1990. Na última temporada de julho, contam ter trabalhado todos os dias, das 8 às 21 horas, mas não gostaram do resultado das vendas. “De cem clientes abordados, um compra. Caldas Novas já chegou a seu ápice”, dizem. Com poucos turistas em tempo de baixa temporada, é comum ser abordado na cidade por vendedores que oferecem locações mais baixas em um mesmo condomínio-clube ou hotel, em nome de seus clientes proprietários de unidades dentro do empreendimento que não colocam a locação no pool oficial. “Nosso desafio é trazer maturidade para o setor turístico e imobiliário de Caldas Novas”, argumenta Cláudio Araújo, corretor de imóveis, gestor imobiliário e administrador de empresas que atua Raquel Pinho

se intitula como progresso parece ser bom”, diz o sapateiro, vendedor de título, servidor público e escritor cadastrado na Academia de Letras de Caldas Novas, em uma faísca de lucidez. Paulatinamente, Caldas Novas foi se consolidando como uma cidade turística e chegou, em seu centenário, com a certeza de ser o principal endereço turístico do Estado. A fama dos benefícios terapêuticos e o prazer das águas quentes começaram a atrair os turistas e, no ano de 1964, surgiu a Estância Thermas do Rio Quente, que antes pertencia ao município de Caldas, como o primeiro grande empreendimento do setor turístico. O balneário da prefeitura já não era suficiente para abrigar tantos interessados. O primeiro clube, propriamente dito da cidade é o CTC — Caldas Thermas Clube —, fundando em 23 de junho de 1965. Este foi o ponto de partida para o desenvolvimento do mercado imobiliário. “Começamos vendendo títulos dos clubes. Depois vimos que o turista queria mais e passamos a ofertar o lote, o apartamento, os condomínios-clubes e os condohotéis. Hoje, só no Bairro do Turista, são mais de seis mil apartamentos vendidos e entregues”, conta Eduardo Alves Moura, empresário imobiliário com mais de 30 anos de dedicação a Caldas Novas. Atualmente, a cidade tem a população de 70 mil habitantes, segundo o Censo de 2010 do IBGE. Em época de alta temporada, essa população sobe para cerca de 150 mil – meses de julho, janeiro, fevereiro e feriados. De 2000 a 2010, quase dobrou o número de contas de energia

Seo Enhoque: testemunha ocular do desenvolvimento da cidade e estuda o setor imobiliário da cidade. “Nossa profissão tem de ser menos comercial e mais social”, ressalta. Os corretores de imóveis na cidade ocupam papel de relevância nas esferas públicas por sua performance num do principais endereços turísticos do Estado de Goiás. Além de sua contribuição por ofício, a categoria conta com o crédito da população para representá-la nas esferas públicas. Dos dez vereadores do município, seis são corretores de imóveis. Além disso, desde 2003, uma lei municipal instituiu que, anualmente, cada vereador escolha um corretor de imóveis para ser homenageado no mês de agosto. E detalhe: a lei foi proposta por um vereador que não era corretor de imóveis. “Desconheço uma força de vendas tão grande quanto a do corretor de imóveis. É o seu argumento que traz o investidor para a cidade”, diz o empresário Eduardo, justificando o destaque da categoria. Os desajustes por quais passa o mercado imo-

biliário não o desanimam. Ao contrário, ele tem à vista a Copa do Mundo de 2014, as novas oportunidades de negócios com a exploração turística do Lago de Corumbá I e o potencial hidrotermal da cidade que, em sua visão, deveria ser mais bem conduzido pelo poder público. “Nós temos a maior vazão de água quente do mundo. No passado, isso aqui parecia tábua de pirulito”, compara fazendo alusão às minas termais que brotavam do chão. Ele avalia que o grande problema da cidade, em termos turísticos, é a falta de voos comerciais regulares. O aeroporto foi inaugurado em 2001, teve pista ampliada em 2009, mas, até agosto, só contava com quatro voos regulares por dia. “Caldas Novas ainda não faz parte do roteiro turístico nacional, falta divulgação, mais voos e traslados”, avalia. Em sua avaliação, a cidade só atinge o público que está num raio de 600 quilômetros. “A internet nos ajudou muito nos últimos cinco anos, mas o aeroporto é a solução”, diz. A boa notícia é a inclusão do destino das águas termais na rota da Azul Linhas Áreas em dezembro. Leila e o marido atuam como corretores de imóveis: dedicação exclusiva

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O pouco investimento turístico não é o único desafio de Caldas Novas, que possui deficiências em sua infraestrutura. O mais evidente e atual é o esgoto, que anda jorrando a céu aberto em alguns pontos da cidade. Desde o início de 2009, por decisão do Judiciário, a prefeitura está proibida de expedir o “habite-se” — autorização para que os imóveis sejam ocupados — para prédios prontos e em construção às margens do Córrego de Caldas até que seja ampliado o emissário de esgoto da cidade. O recurso federal para realizar esta obra já estava disponibilizado, mas foi utilizado para ampliar a rede de esgoto de novos bairros, o que sobrecarregou ainda mais o emissário que já estava sobrecarregado. Na avaliação do engenheiro Luiz Otávio Dias de Abreu, que foi o coordenador do primeiro plano diretor da Caldas, a cidade cresceu de forma totalmente desordenada, por isso chegou a este ponto. “Durante muitos anos, Caldas Novas desenvolveu-se à revelia de critérios técnicos”, observou. Nos anos 90, as águas

Raquel Pinho

Caldas Novas: em busca do desenvolvimento

Corretor de imóveis e estudioso do mercado, Cláudio Araújo. Ao fundo, a encenação do início de Caldas Novas quentes precisaram da interferência do Departamento Nacional de Prospecção Mineral (DNPM) que limitou sua extração porque o lençol freático estava com nível muito baixo em razão do uso indiscriminado. “Lavajato usava água quente, clube lavava chão com água quente. Ninguém se preocupava”, conta Cláudio Araújo. Os empreendimentos passaram a ter hidrômetro e a concessão é limitada. Além disso, não foram autorizadas

novas perfurações de poços, que atualmente são 163. Foi nesta época que água quente termal foi proibida no uso doméstico. “O município é rico em água e temos potencial para crescer, desde que de forma ordenada”, disse o engenheiro. Homologado em 2003, o primeiro plano diretor foi outra iniciativa para promover o desenvolvimento sustentável com a implantação de

critérios para o ordenamento urbano e a definição de prioridades para se resolver. Hoje, o Conselho de Desenvolvimento Urbano, formado por entidades do setor imobiliário, entre as quais está o Creci-GO, juntamente com representantes poder público já trabalham a releitura do plano diretor, batizada como “100 + 100”. “Queremos pensar na cidade que desejamos para o próximo século”, almeja Luiz Otávio.

Bom exemplo Por ora, fica o exemplo da vizinha Rio Quente, onde está instalado o mais antigo balneário da região, o Rio Quente Resorts. Na contramão do momento delicado que passa a maioria dos resorts no Brasil, que enfrentam a concorrência dos cruzeiros marítimos e a queda do dólar que leva muitos brasileiros ao turismo no exterior, o Rio Quente Resorts fecha 2010 com 82% de taxa de ocupação e R$ 250 milhões em faturamento. O complexo investe em inovações nas atrações e não

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economiza em ações de publicidade, marketing e divulgação, especialmente junto às agências de turismo. Com uma das taxas de hospedagem mais caras da região, cujo valor compete com destinos do litoral nordestino, o empreendimento possui movimentação constante, inclusive em baixa temporada. No aeroporto de Caldas Novas, pousam diariamente voos fretados para o resort e suas diárias estão entre as mais caras do País. Prova de que água quente, assim como o ouro, não perde valor. Mas é preciso saber como lapidar esta preciosidade.


Dr. Petrus Mendonça Advogado e corretor de imóveis – PE petrus@arrecifes.com.br

Artigo Arquivo pessoal

Dr. Petrus Mendonça Advogado, Corretor de Imóveis – PE petrus@arrecifes.com.br

Procuração em causa própria, rapidez e segurança nas transações imobiliárias A procuração em causa própria é um valioso instrumento jurídico, bastante usual no âmbito do direito imobiliário, onde o mandante constitui como seu procurador o próprio comprador do imóvel, outorgando-lhe os necessários poderes de representação perante o cartório de notas, objetivando a posterior lavratura da escritura pública de compra e venda. Ressalta-se que a procuração em causa própria possui características inerentes de um contrato de promessa de compra e venda ou de promessa de cessão de direitos, porém com forma especial, através de instrumento público. Neste caso, deverá a procuração conter os requisitos específicos de doação (transferência do bem) ou da compra e venda (coisa, preço e consentimento), com quitação integral do preço ajustado. Diferentemente dos demais tipos de mandato, a procuração em causa própria dá mais segurança ao negócio jurídico, jamais podendo ser revogada. Se isso ocorrer, nulo será o ato, não por exceção, mas por ter implicado transferência de direitos. Salienta-se, contudo, que não se extinguirá pelos meios convencionais do mandato, nem mesmo com a morte de qualquer das partes contratantes, já que seus efeitos são transmitidos aos herdeiros, exceto pela conclusão do negócio ou do ato nela tratado; nem se exigirá pres-

tação de contas, já que existe a transmissão do domínio do imóvel, com efeito de escritura definitiva de compra e venda ou de cessão de direitos; podendo, ainda, sua eficácia ser tanto em bens móveis, quanto imóveis, desde que definido como objeto do mandato, de acordo com os preceitos previstos em lei.

“Diferentemente dos demais tipos de mandato, a procuração em causa própria dá mais segurança ao negócio jurídico, jamais podendo ser revogada. Se isso ocorrer, nulo será o ato, não por exceção, mas por ter implicado transferência de direitos”. Por conseguinte, prevê nosso Código Civil de 2002, em seu art. 685, que “Conferido o mandato com a cláusula em causa própria, a sua revogação não terá eficácia, nem se extinguirá pela morte de qualquer das partes, ficando o mandatário dispensado de prestar contas, e podendo transferir para si os bens

móveis ou imóveis objeto do mandato, obedecidas as formalidades legais.” Contudo, sua principal razão de existência, além da segurança jurídica, é a urgência da finalização de uma transação de compra e venda, com pagamento integral do preço do imóvel, por impossibilidade temporal do comprador/mandatário em aguardar a lavratura da escritura definitiva, ou por falta de recursos financeiros para arcar com as despesas desta escritura, evitando pagamento do laudêmio, taxas etc. Assim, a qualquer tempo, poderá o comprador, querendo, celebrar consigo mesmo a escritura definitiva. Por segurança, recomenda-se que procuração em causa própria deva ser averbada no cartório de serviços registrais competente, tornando seu efeito “erga omnes”, após o pagamento do imposto de transmissão de bens imóveis (I.T.B.I.) sobre o valor da transação, devendo este ato constar na própria procuração. Frisa-se, entretanto, que a falta de pagamento do imposto de transmissão e da sua apresentação no cartório registral, deixa-a apenas com características de mandato irrevogável, não lhe dando precedência se outro mandato, ou se outra escritura posterior, vier a ser averbada primeiro, apenas assegurando ao comprador/ mandatário direito às ações penais e indenizatórias contra o vendedor.

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CONTANDO NOSSA HISTÓRIA

A voz da experiência Mesmo com 72 anos de idade, o corretor de imóveis Osmar Machado segue trabalhando ativamente na área imobiliária Fernando Pereira O mercado imobiliário absorve todos os dias gente oriunda de outras profissões. Hoje há psicólogo, professor, advogado que decidiu se tornar corretor de imóveis, alguns até largaram a antiga carreira. Com Osmar Elias Machado não foi diferente. Contador por formação, ele revela que foi trabalhando em uma incorporadora que teve o primeiro contato com a corretagem. “Vi na empresa que o departamento de vendas não era assim tão ativo, não produzia resultados satisfatórios. Então decidi montar com amigos uma corretora fora da incorporadora e ser um vendedor.” Como ele conta, isso ocorreu em 1966 e, desde então, não deixou mais de trabalhar com venda de imóveis. Isso pouco tempo após ter se formado contador atuário. “Deixei a condição de contador para me dedicar exclusivamente à corretagem”, lembra. “Para se ter uma ideia, hoje nem minha própria declaração de imposto de renda eu faço”, brinca. Goiano de Piracanjuba, município localizado na Região Sul de Goiás, Osmar Machado tem hoje 72 anos de idade. Ele, que trabalha sozinho em seu escritório,

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localizado na Rua 134, no Setor Sul, lembra que veio para a capital em 1958, com 19 anos, em busca de melhores colégios onde pudesse estudar. Perguntado o porquê de continuar trabalhando, apesar da idade, Osmar ressalta

que ainda deseja participar do crescimento do mercado imobiliário de Goiânia o qual, segundo ele, tem muito a evoluir. Apesar de ter passado por três cirurgias no coração, e ainda estar se preparando

para outra, Osmar Machado afirma que só a morte é capaz de tirá-lo da ativa. “Depois de passar por tudo isso, tenho certeza de que Deus me quer aqui ainda. Parar por quê? A gente tem de viver cada dia como se fosse o último.” Fernando Pereira

Osmar Machado mostra o Mapa Oficial de Goiânia, uma de suas realizações à frente do Secovi-GO


Osmar se lembra como era o mercado imobiliário na época em que começou. Segundo ele, muitos empreendimentos verticais foram sendo construídos. O advento da construção civil ocorreu mesmo com a chegada de empresas “forasteiras” (de outros Estados) em Goiânia. Elas ingressaram no mercado e trouxeram consigo o progresso. Mercado crescendo, mercado mudando. Dessa forma, criou-se uma necessidade de se formar um corpo de corretores de imóveis daqui. Com isso, também foi preciso especializar este pro-

fissional para que pudesse lidar com as novidades que o mercado trazia. “Não adiantava pegar qualquer pessoa, entregar-lhe uma pasta e pedir pra sair vendendo. O corretor precisava estar preparado. Eu mesmo fui para o Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte para fazer cursos técnicos”, explica. Em toda sua trajetória profissional, Osmar Machado também teve participação ativa em órgãos importantes do setor imobiliário. Após a saída de Elias Bufáiçal da presidência do Sindicato da Habitação do Estado de Goiás (Secovi-GO), em 1989, Osmar, que já era empresário do ramo à época, assumiu a gestão do Sindicato através de processo eletivo. Reeleito, ficou no cargo até 1995, sendo o segundo presidente da história do Secovi. Após isso, ainda continuou na diretoria do órgão até o início de 2011. “Minha principal realização na gestão do Sindicato foi alterar o Estatuto Social para que houvesse alternância de poder. Creio que o poder concentrado na mão de uma pessoa apenas estagna as coisas. Algo pode ser perdido, até porque as pessoas têm visões, ideias diferentes. Do contrário, não se permite agregar elementos novos”, comenta. Além de mudar o Estatuto do Sindicato, sua gestão também foi responsável pela elaboração do primeiro Guia dos Condomínios SecoviGoiás, no qual todos os prédios de Goiânia — cerca de 1.700 na época — foram cadastrados. “Com isso, pudemos conhecer de perto quem era o síndico, fazendo reuniões e também qual era a demanda do segmento: con-

“Depois de passar por tudo isso, tenho certeza de que Deus me quer aqui ainda. Parar por quê? A gente tem de viver cada dia como se fosse o último.” trole de água, energia, a vida junto a esses fornecedores de serviços prestados aos condomínios”, lembra. Osmar Machado ainda foi conselheiro do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-GO), de 1978 a 2006; diretor no Sindicato de Corretores de Imóveis (Sindimóveis), na década de 1980. Além disso, foi membro da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Goiás (Acieg), entre 1988 e 1999; do Sebrae Goiás, na década de 1990; e também da Federação do Comércio de Goiás (Fecomércio), onde continua até hoje. Com toda essa bagagem adquirida ao longo de 40 anos atuando no mercado imobiliário, Osmar, é claro, tem muitas orientações para quem está ingressando na profissão agora. Segundo ele, a mais valiosa delas é a

honestidade. “O que observo hoje no mercado é que, principalmente os corretores mais jovens, apesar de boa formação técnica, têm uma vontade louca de ficarem ricos. Isso muitas vezes chega a ser prejudicial, porque ele pode começar a passar os outros para trás”, comenta. Osmar ressalta que a honestidade é essencial para qualquer pessoa. “O desonesto não tem vida longa. O honesto ser�� sempre respeitado e lembrado”, comenta. Osmar deixa outro conselho aos novos profissionais: “Quanto mais se qualificar, melhor é para o mercado”. Para ele, adquirir conhecimento e uma cultura de técnica de vendas é essencial para o corretor poder trabalhar. É apenas através da qualificação e dedicação total que o corretor conseguirá se destacar no mercado.

Toque feminino Algo que Osmar faz questão de enaltecer na história da corretagem de imóveis em Goiás é o ingresso da mulher na profissão, o que ocorreu com mais força por volta da década de 1980. Para ele, isso foi algo que agregou muito ao mercado. Ao contrário do que muitos pensam, a aceitação pelos profissionais homens, segundo ele, foi tranquila. “A mulher é bem-vinda em qualquer participação societária de trabalho. Até porque ela é mais dinâmica no aspecto de controle. Além disso, quando vai fazer a demonstração de um imóvel ao cliente, ela passa uma maior atenção e carinho. Isso foi muito positivo para o mercado”, ressalta.

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CRECI 49 ANOS

Os donos da

HISTÓRIA

Creci-Go

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anos

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Eles participaram do Concurso Cultural ‘Você Faz Parte da História’ inscrevendo suas histórias sobre o mercado imobiliário e tiveram os relatos mais votados pelos internautas no site comemorativo de 49 anos do Creci de Goiás. Mostraram seus rostos, ganharam prêmios, homenagens e gravaram de vez seus nomes na memória do Conselho


1º LUGAR: História de Alderlei Ferreira Barbosa

Depois do acidente, a carreira imobiliária Em 2008 eu sofri um acidente automobilístico. Tive politrauma nos membros inferiores, fiquei hospitalizado por dois meses e só voltei a andar depois de seis meses. Depois do acidente fiquei com algumas sequelas e soube que deveria fazer um período longo de fisioterapia para que pudesse, posteriormente, passar por outros procedimentos cirúrgicos; fazer um transplante de tendão e para colocar uma prótese no joelho. Quando meu médico me deu essas notícias tive de procurar uma profissão que me desse ao mesmo tempo, flexibilidade para que eu pudesse conciliar com meu tratamento e rentabilidade para que eu pudesse arcar financeiramente todo o tratamento. Aí então me veio à mente a profissão de corretor de imóveis que satisfaz a todas essas necessidades.

Alderlei Ferreira Barbosa Idade: 30 anos Onde mora: Jataí Tempo de carreira imobiliária: 2 anos

gar ão: 1° lu ç a c ifi s .289 Clas otos: 3 v e d o Númer o: recebid da Prêmio cimento e r e f o ok – notebo is WImóve

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Valéria Fleury

2º LUGAR: História de Waldivino Alves Santana

Waldivino Alves Santana Idade: 42 anos Onde mora: Aparecida de Goiânia Tempo de carreira imobiliária: 15 anos

gar ão: 2° lu ç a c ifi s .157 Clas votos: 3 e d o r Núme : final ecebido r io m ê eito a Pr com dir a n a m ada de se na Pous e t n a h n acompa Monjolo

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Depois das dificuldades, as alegrias da profissão Com 17 anos, entrei para trabalhar na Provenda como office-boy, depois saí de lá para trabalhar como auxiliar de escritório na Imobiliária Nações Imóveis, na Rua 15 do centro de Goiânia. Quando estava completando um mês na empresa, a gerente administrativa Iuza ligou para mim e disse que a Provenda assinaria minha carteira de trabalho com um salário melhor, então decidi me transferir para mesma. Nesta imobiliária trabalhei por sete anos, sempre pensando em ser bancário. Quando finalmente consegui entrar no Banco Comercial Brasileiro (BCB), na área de contabilidade. Casado, prestes a ter o segundo filho, aí veio golpe praticamente fatal na minha carreira de bancário: fui despedido depois de seis anos de serviços prestados para o banco. O que fazer quando você é demitido e tem à sua frente a realização de um parto do seu segundo filho? Depois de um mês sem emprego, em dezembro resolvi reatar alguns contatos da época em que tra-

balhei nas imobiliárias. Encontrei-me então com a corretora Maria Regina, que na época trabalhava comigo na Provenda. Foi quando ela me chamou para trabalhar com ela na empresa que estava abrindo, a MR Imóveis. Lá comecei a trabalhar e vi a necessidade de ter o registro no Creci. Então, me inscrevi e comecei a estudar e a fazer as provas. Já trabalhando como estagiário, tive muitas dificuldades devido ao fato de ter o segundo filho em dezembro. Muitas necessidades até mesmo de comida e dinheiro para pagar as mensalidades do curso para tirar o tão sonhado Creci. Lembro-me até mesmo de um dia em que fui proibido de fazer uma prova, pelo fato de não ter pago a mensalidade do curso. Nesta época até mesmo dinheiro para ônibus faltava, tinha alguns dias, outros não. Mas Deus me deu a perseverança para conseguir sair das dificuldades e conseguir chegar onde estou agora. Hoje tenho a minha própria empresa, a W. E Imóveis, em Apa-

recida de Goiania. Algumas pessoas, quando veem o que já consegui pensam que é tudo uma maravilha, ser corretor de imóveis, que é uma profissão linda, mas tem que ter muita força de vontade, integridade e caráter para ser um bom profissional. E isto não se conquista da noite para o dia não, tem de trabalhar muito para ser reconhecido. O próprio Creci me deu a oportunidade de ser o delegado da região de Aparecida de Goiania, cargo de muita responsabilidade, pois precisa ter de olhar os contraventores e ter capacidade para dialogar com os mesmo e colocá-los na direção certa, ou seja, se inscreverem no Conselho Regional de Corretores de Imóveis/5ª Região. O que tenho para falar é que a nossa profissão é uma profissão que tem o dom de realizar sonho, ou seja, o de fazer as pessoas felizes por terem a sua casa própria, realizarem seu sonho de vida. No meu ponto de vista, acho que ser corretor de imóveis é uma das melhores profissões do mercado.


Valéria Fleury

3º LUGAR: História de Fued Elias Junior

Fued Elias Júnior Idade: 59 anos Onde mora: Catalão Tempo de carreira imobiliária: 19 anos

r 3° luga cação: ifi s s la C : 374 e votos d o r e ntar a Núm bido: ja e c e r rante Prêmio Restau o r ’o d A dois no

Perdi o Campeonato, mas fechei minha primeira venda Quando comecei a trabalhar como corretor de imóveis, em 1992, ainda não tinha noção do tamanho da profissão que tinha escolhido. Ao fazer a minha primeira captação, uma fazenda, acreditava que logo estaria ganhando rios de dinheiro, mas depois de ter visitado a fazenda com mais de dez possíveis clientes interessados, comecei a ficar desanimado. Apesar de a fazenda ser bem abastecida com água, com uma sede confortável, energia elétrica e ainda ser banhada em uma grande extensão pelo Rio Veríssimo, sempre tinha alguém para achar um defeito e desistir do negócio. Lembro como se fosse hoje: era um domingo depois do almoço, aguardava ansioso o horário do jogo da decisão do Campeonato Carioca entre o meu Flamengo e o Vasco da Gama, quando tocou a campainha da minha casa. Era um cliente desejando ver a fazenda. Logo agora? O jogo começa dentro de alguns instantes e

esse cara aparece de repente? “Seria mais uma visita infrutífera e eu teria de abdicar do jogo”, pensava eu com os meus botões. Mas... Quando chegamos à fazenda — a essas alturas o jogo já tinha ido para o beleléu — para minha surpresa o caseiro não se encontrava. O que fazer? O cliente queria conhecer a fazenda montado a cavalo. Foi quando ele me disse que não era para me preocupar com os arreios, pois ele tinha alguns que estavam no porta-malas do seu carro. “Sempre que saio de Uberlândia para olhar terras, fico prevenido”, disse ele. Pensei: “Esse cara gosta mesmo é de, no final de semana, sair a passear.” Depois de campearmos — que sofrimento é correr atrás de cavalos! —, ele e sua esposa saíram para conhecer a fazenda. Desanimado fiquei ali na sede jurando que nunca mais voltaria àquele lugar. Chega! Foi a última vez. Para o meu consolo, enquanto esperava, fui confortado pelo

canto dos pássaros que comiam as frutas no pomar. No nosso retorno o cliente ainda fez questão de jogar uma linha de pescar no Rio Veríssimo. Ao chegarmos a Catalão por volta das 20 horas, vi muitos vascaínos comemorando. Nem precisei imaginar o que tinha acontecido com o meu Flamengo. Depois de reafirmar o valor exato da fazenda ao cliente, ele fez uma contraproposta que foi aceita no outro dia pelo vendedor. Enfim, fechei o meu primeiro negócio! A lição que ficou dessa transação é o que me incentivou a continuar na profissão de corretor. Compreendi que todo imóvel tem seu comprador. Aprendi ainda a virtude da paciência e da perseverança – sempre lembro do João-de-Barro construindo sua morada numa árvore da fazenda. Outro ensinamento que tive foi nunca subestimar um cliente. Aliado a esse aprendizado, exerço a minha profissão com ética e honestidade, afinal, nós corretores somos um elo entre um sonho e uma realidade!

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Convênios

Parcerias garantem benefícios para os corretores de imóveis Confira os acordos realizados pelo Creci de Goiás que oferecem vantagens aos profissionais do mercado imobiliário

Para a hora do almoço Um saboroso almoço de massas, e o melhor, com 10% de desconto. É o que garante um convênio firmado entre o Creci de Goiás e o restaurante Atelier da Massa. A parceria concede o desconto aos corretores de imóveis que apresentarem suas carteiras na hora do almoço, no buffet de massas do restaurante, bem como na compra de produtos da rotisseria do Atelier, que produz massas secas, massas recheadas, molhos, pratos de massa (frescos ou congelados) para levar para casa.

SERVIÇO Atelier da Massa End: Rua 15, nº 1.982, Setor Marista Fone/Fax: (62) 3093-5616 Rotisseria do Atelier da Massa End: Av. República do Líbano, nº 2.360, Setor Oeste Fone/Fax: (62) 3215-3789 / 3093-5616 Site: www.atelierdamassa.net

Divulgação

Desconto nos estudos O Creci de Goiás e o Colégio Ateneu Dom Bosco vão equilibrar suas finanças do final do mês. O convênio firmado entre as instituições garante desconto de 15% na mensalidade de filhos de corretores de imóveis matriculados no ano letivo de 2012. Para ter direito ao desconto, basta apresentar a carteira profissional no ato da matrícula.

SERVIÇO Colégio Ateneu Dom Bosco End: Alameda dos Buritis, n° 485, Setor Oeste Fone/Fax: (62) 3093-3545 Site: www.ateneusalesiano.com.br

Conectado a oportunidades Comece 2012 anunciando gratuitamente no site corretor eletrônico. Parceria do grupo Arkade com o Creci de Goiás oferece três meses grátis de acesso no portal de anúncios exclusivo para corretores de imóveis – pessoas físicas. Tenha uma página pessoal para divulgar seus imóveis e manter relacionamento com os seus clientes.

SERVIÇO Corretor Eletrônico E-mail: comercial@corretoreletronico.com.br Fone: (62) 8171-1135/8584-1010 Site: www.corretoreletronico.com.br

Conheça outros convênios firmados entre o Creci de Goiás e empresas de diversos setores no site www.crecigo.org.br e aproveite!

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“A nossa dica cultural para um final de semana é desfrutar da bucólica Pirenópolis, com suas belezas naturais, culturais e cachoeiras.”

Nielton Santos

Mande sua sugestão para: imprensa.crecigo@gmail.com

Cultura & Lazer

Cultura & lazer é um espaço para você, corretor de imóveis, relatar o que faz de melhor nos momentos de folga, partilhando com os colegas de profissão por meio de dicas de locais e atividades para a descontração

Leandro José de Oliveira, corretor de imóveis “Para programa em família, depois de uma semana de muita correria, dou a dica da Feira do Cerrado. Um local de comidas típicas da nossa região, apresentação artística regional, artesanato, e um lugar lindo, limpo e com um aroma maravilhoso. Enfim, vale a pena conferir.”

“Recomendo que venham a Anápolis conhecer a recém-inaugurada Praça do Ipiranga. Local onde durante a semana é uma movimentada área de cooper e que nos fins de semana abriga a agitada vida noturna da cidade, com os melhores bares, restaurantes, choperias e pizzarias da cidade.”

Caroline Assunção Mesquita, corretora de imóveis

Francisco Carlos Lobo, corretor de imóveis

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Social

Madrinha ilustre Os 400 novos corretores de imóveis de Goiânia, Caldas Novas e do Entorno do Distrito Federal tiveram uma personalidade muito ilustre como madrinha de turma. A senadora Lúcia Vânia fez questão de prestigiar o evento, em novembro, e receber os novos profissionais do mercado imobiliário. Com discurso bastante motivador sobre a importância do profissional e da qualificação, Lúcia Vânia passou aos corretores suas credenciais nesta que foi a primeira cerimônia de entrega de carteiras profissionais no Palácio dos Colibris.

Café da manhã em primeira mão

Em novembro, para não mudar o que já é regra, os jornalistas, que sempre estão à frente da notícia, foram os primeiros a conhecer a nova casa do Creci de Goiás. Para apresentar o Palácio dos Colibris aos profissionais da imprensa, nada como um bom café da manhã. As irmãs Rosângela Motta (jornalista) e Ângela Motta (fotógrafa), da Revista Zelo, além da jornalista Raquel Pinho e a produtora da TV Casa, Cecília, foram umas das que marcaram presença.

Entrega de carteiras prestigiada

Os mais novos corretores de imóveis tiveram a honra de ter como padrinho de turma, formada em agosto, ninguém menos que o vicegovernador do Estado, José Eliton Júnior. Ele, que passou a carteira profissional à mão dos 300 novos corretores, não deixou de ressaltar em discurso na Câmara Municipal de Goiânia, o peso que a habilitação recebida tem, sem deixar de falar também sobre o crescimento do mercado e a responsabilidade social deste profissional.

Parabéns, Creci!

No ano em que se comemorou os 49 anos do Creci de Goiás, uma noite toda especial, na Câmara Municipal de Goiânia, foi preparada para celebrar o aniversário do Conselho. Autoridades do mercado imobiliário e profissionais que fizeram a diferença nestes 49 anos foram homenageados pelo vereador Anselmo Pereira e também pelo presidente da Casa, e anfitrião da cerimônia, vereador Iram Saraiva. Foi a própria Casa que instituiu 31 de maio como o Dia do Creci de Goiás.

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Creci na mídia

No final de setembro, o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), esteve na sede do Conselho para formalizar a redução da alíquota do ISTI. Várias autoridades políticas e do mercado imobiliário estiveram presentes. Para a divulgação do evento, veículos de comunicação como a TV Record, Jornal O Popular, Rádio CBN, entre outros, compareceram em peso.

O jornal Diário da Manhã fez uma reportagem especial sobre o crescimento do mercado imobiliário em Goiânia. Na matéria de página inteira, a repórter Janda Nayara, da editoria de Economia, mostrou como a capital está se tornando uma cidade verticalizada a partir do número crescente de lançamentos que recebe.

Em 2011, o Creci de Goiás pautou e foi notícia na maioria dos veículos de comunicação do Estado. Confira os dados levantados de maio a dezembro:

A inauguração da nova casa do Creci de Goiás, o Palácio dos Colibris, também recebeu os profissionais da imprensa. A festa foi destaque no Diário da Manhã e no Programa Auto Motor.

76 espaços de mídia espontânea, sendo: 13 exibições em telejor-

nais;

15 em rádios; 27 em jornais impressos; 20 em sites; 01 em revistas; Os principais assuntos abordados durante o ano foram as pesquisas de mercado imobiliário realizadas pelo departamento de pesquisa do Conselho, a assinatura da redução da alíquota do ISTI pelo prefeito, os eventos do Conselho e o crescimento do mercado.

Mais uma vez as pesquisas realizadas pelo Departamento de Prospecção e Análise do Mercado Imobiliário (Depami) pautaram os meios de comunicação. O impresso diário O Hoje é um deles, inclusive em sua página na internet.

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Para refletir

Receita de ano novo (Carlos Drummond de Andrande)

Para você ganhar um belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido) para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champagne ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?)

Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumidas nem parvamente acreditar que por decreto de esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.

Um próspero 2012!

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Corretor, no momento da venda ofereça para o seu cliente mais do que o imóvel: ofereça o recurso mais barato para a sua aquisição. Aumente suas chances de efetuar o negócio e ainda obtenha comissão extra!

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7ª Revista Painel Imobiliário