Issuu on Google+

Revista digital

Art e Graf

Design gráfico

Elementos básicos da comunicação visual Anatomia da linguagem visual

Art e Graf

Edição DG IDEZ 1 - Novembro 2013.2

Gestalt Técnicas visuais

Uma entrevista exclusiva com o Designer e desenhista Mauricío Araújo


Editorial Caro leitor O que veremos a seguir é um verdadeiro mergulho num mundo de informações das artes gráficas. Você verá sobre os conceitos usados nas peças publicitárias e e propagandas através de fotos, ilustrações e breves explicações.

Boa leitura

Paulo Victor Estudante de design gráfico, trabalha na área à 5 anos. Ama música e seus amigos e não perde uma festa. Planeja se formar e sonha um dia trabalhar no Google. Quem não queria?


08

Elementos básicos da comunicação visual

20

Anatomia da linguagem visual

26

Gestalt

36

Técnicas visuais

48

Entrevista


Elementos Básicos Sempre que alguma coisa é projetada e feita, esboçada e pintada, desenhada, ou rabiscada, construída, esculpida ou gesticulada, a substância da obra é composta a partir de uma lista de elementos básicos visuais. Tais elementos são: O ponto, a linha, a forma, a cor, o tom, a direção, a dimensão, a textura, escala e o movimento.

08

Art e Graf | Elementos básicos


Ponto O ponto é a menor unidade da comunicação visual. Quando vistos, os pontos se ligam, sendo portanto, capazes de dirigir o olhar. Em grande númeroos pontos criam a ilusão de tom e cor, que é o fato visual em que se baseiam os meios de mecânicos para a reprodução de qualquer tom continuo.

Art e Graf | Elementos básicos

09


Linha Quando os pontos estão tão próximos entre sim que se torna impossível identifica-los individualmente, aumenta a sensação de direção, e a cadeia de pontos se transforma em outro elemento visual distinto: A LINHA.

10

Art e Graf | Elementos básicos


Forma

Existem três formas básicas. O quadrado, que representa a horizontal e a vertical; o triângulo a diagonal; o círculo, a curva. O que nos remete o senso direcional.

Art e Graf | Elementos básicos

11


Direção Cada uma das direções tem um forte significado associativo e é um valioso instrumento para a criação de mensagens visuais. Quando se trata de direção, a referencia vertical h o r i zo n t a l c o n s t i t u i a referencia primária do homem, em termos de bem estar e mentalidade. A direção diagonal tem referencia direta com a ideia de estabilidade. É a formulação oposta, a força direcional mais instável, e, consequentemente, mais provocadora. As forças direcionais curvas tem significado associados à abrangência, à repetição e à calidez.

12

Art e Graf | Elementos básicos


Tom

É a variação da própria cor, de acordo com a presença ou a ausência de luz.

Art e Graf | Elementos básicos

13


Cor

Cor é especificamente a união da matiz, da saturação e do brilho.

14

Art e Graf | Elementos básicos


Textura

Textura é qualidade e o aspecto da superfície visualmente perceptível.

Art e Graf | Elementos básicos

15


Escala

É a relação entre o tamanho real de um objeto e a sua forma apresentada. Seja um mapa ou um objeto.

16

Art e Graf | Elementos básicos


Dimensão

Dimensão é representação baseada em um conhecimento prévio do tamanho de algum objeto. A dimensão existe no mundo real. Não só podemos senti-la, mas também vê-la com o auxílio de nossa visão estereóptica.

Art e Graf | Elementos básicos

17


Movimento O elemento visual do movimento, utiliza da sensação de quem vê a imagem.

18

Art e Graf | Elementos básicos


Anatomia da linguagem Neste capítulos veremos os três tipos de anatomias da mensagem Visual. • Representação • Abstração • Simbolismo

20

Art e Graf | Anatomia da linguagem


Representacional Representação é realidade, é a experiência visual básica e predominante. A categoria geral total do pássaro é definida em termos visuais elementares.

Art e Graf | Anatomia da linguagem

21


Abstrato O processo de abstração é um processo de destilação, de redução dos fatores visuais múltiplos aos traços mais essenciais e característicos daquilo que está sendo representado.

22

Art e Graf | Anatomia da linguagem


Simbolismo A abstração voltada para o simbolismo requer uma simplificação radical, ou seja, a redução do detalhe visual a seu mínimo irredutivel. Para ser eficaz, um símbolo não deve apenas ser visto e reconhecido; deve ser lembrado, e mesmo reproduzido. Não pode, por definição conter grande quantidade de informação.

Art e Graf | Anatomia da linguagem

23


Gestalt

A Gestalt afirma o princípio de que vemos as coisas sempre dentro de um conjunto de relações. Tal fato, contribue para alterar nossa percepção das coisas. Como nos fenômenos de ilusão de óptica e, em outros exemplos, baseado em figuras geométricas. A Gestalt é dividida em leis. Unidade, segregação, unificação, fechamento, continuação, proximidade semelhança e a pregnância da forma.

26

Art e Graf | Gestalt


Unidade

É definida como um, ou mais de um, elemento que constitui um objeto. Unidades podem ser agrupamentos organizados ou parte de um todo. São percebidas, através de relações entre os elementos que as compõem.

Art e Graf | Gestalt

27


Segregação

Percepção de formação de unidade(s) por diferenças de estimulação (por contraste) no campo visual ou na configuração do objeto.

28

Art e Graf | Gestalt

Alta estimulação Alto contraste

Menos estimulação Médio contraste

Menos estimulação Médio contraste

Sem estimulação Sem contraste


Unificação Fundamentada nos princípios: - Harmonia - Ordem - Equilíbrio Visual.

Art e Graf | Gestalt

29


Fechamento

As forças de organização visual da forma dirigem-se de forma espontanea para uma ordem espacial. Obtem-se a sensação de fechamento visual pela continuidade de elementos numa ordem estrutural definida.

30

Art e Graf | Gestalt


Continuação É a impressão visual de como as partes (pontos, linhas, planos, volumes, texturas, brilhos, etc.) se sucedem através da organização perceptiva da forma. É a tendência dos elementos de acompanharem outros, de maneira que permitam a continuidade de u m “ m o v i m e nto ” n u m a direção já estabelecida, procurando alcançar a melhor forma possível, a mais estável estruturalmente.

Art e Graf | Gestalt

31


Proximidade

Elementos pr贸ximos uns dos outros tendem a ser vistos juntos e, por conseguinte, a constitu铆rem unidades.

32

Art e Graf | Gestalt


Semelhança Aigualdade desperta a tendência de se construir unidades, de se estabelecer agrupamentos de partes semelhantes. Em condições iguais os estímulos mais semelhantes entre si – por cor, peso, tamanho, forma, textura, brilho etc – terão maior tendência a constituírem unidades ou agrupamentos .

Art e Graf | Gestalt

33


Pregnância da forma

Lei Básica da Percepção : “ Qualquer padrão de estímulo tende a ser visto de tal modo que a estrutura resultante é tão simples quanto o permitam as condições dadas ”. Em outras palavras, quanto melhor for a organização visual da forma do objeto e mais rápida e fácil for a compreensão da leitura, maior será o índice de pregnância. Imposição funcional - Legibilidade - Compreensão - Máximo de Clareza possível - Alta pregnância

34

Art e Graf | Gestalt


Técnicas visuais

As técnicas oferecem ao designer uma grande variedade de meios para a expressão visual do conteúdo. Existem como polaridades de um continuum, ou como abordagens desiguais e antagônicas do significado. As técnicas visuais não devem ser pensadas em termos de opções mutuamente excludentes para construção ou a análise de tudo aquilo que vemos. Os extremos de significado podem ser transformados em graus menores de intensidade, a exemplo da gradação de tons de cinza entre o branco e o negro.

36

Art e Graf | Técnicas visuais


Equilibrio O equilíbrio é um elemento dos mais importantes das técnicas visuais. Sua importância baseia‐se no funcionamento da percepção humana e na enorme necessidade de sua presença, tanto no design quanto na reação diante de uma manifestação visual.

Art e Graf | Técnicas visuais

37


Instabilidade

A instabilidade é a ausência de equilíbrio e uma formulação visual extremamente inquietante e provocadora.

38

Art e Graf | Técnicas visuais


Simetria

Simetria é equilíbrio axial. É uma formulação visual totalmente resolvida, em que cada unidade situada de um lado de uma linha central é rigorosamente repetida do outro lado. Trata-se de uma concepção visual caracterizada pela lógica e pela simplicidade absolutas, mas que torna‐se estática e mesmo enfadonha. Art e Graf | Técnicas visuais

39


Assimetria

Assimetria é o inverso da simetria. É desigual.

40

Art e Graf | Técnicas visuais


Regularidade

A regularidade no design constitui o favorecimento da uniformidade, e o desenvolvimento de uma ordem baseada em algum princípio ou método constante e invariável.

Art e Graf | Técnicas visuais

41


Irregularidade

A irregularidade, como estratégia de design, enfatiza o inesperado e o insólito, sem ajustar‐se a nenhum plano decifrável.

42

Art e Graf | Técnicas visuais


Simplicidade

A ordem contribui enormemente para a síntese visual da simplicidade, uma técnica visual que envolve a imediatez e a uniformidade da forma elementar, livre de complicações ou elaborações secundárias.

Art e Graf | Técnicas visuais

43


Complexidade A complexidade, compreende uma complexidade visual constituída por inúmeras unidades e forças elementares, e resulta num difícil processo de organização do significado no âmbito de um determinado padrão.

44

Art e Graf | Técnicas visuais


Unidade A unidade é um equilíbrio adequado de elementos diversos em uma totalidade que se percebe visualmente. A junção de muitas unidades deve harmonizar-se de modo tão completo que passe a ser vista e considerada como uma única coisa.

Art e Graf | Técnicas visuais

45


Fragmentação

A fragmentação é a decomposição dos elementos e unidades de um design em partes separadas, que se relacionam entre si mas conservam seu caráter individual.

46

Art e Graf | Técnicas visuais


Maurício Araújo

Maurício Araújo é designer e desenhista. Atuou como professor e hoje desenvolve o trabalho de desenhista. Almejando voos maiores, sonha em trabalhar das HQ’s norte americanas.

48

Art e Graf | Entrevista


Maurício Araújo Ivan Reis, Eddy Barrows, RB Silva. O Brasil está crescendo muito e vem crescendo a quantidade de profissionais. Sendo que é mais fácil trabalhar para o mercado norte americano do que o brasileiro.

Como e quando você começou a desenvolver seu trabalho? Como e quando você começou a desenvolver seu trabalho? Durante o curso de desenho no Rascunho Studio, enquanto estudava Design Gráfico na Faculdade Estácio iDez, fui desenvolvendo meu traço. Foi lá que resolvi me aprofundar nas técnicas e fiz os cursos de colorização arte final com nanquim. Foi neste período que comecei a olhar com mais atenção os trabalhos de outros profissionais e também a fazer contato com eles. Muitos estão sempre dispostos a ajudar e passar dicas para quem desejar trabalhar. Além disto, comecei também a montar minha bi b l i o te ca . E sto u s e m p re procurando novos livros e mu i t o s s ã o i m p o r t a d o s . Consegui montar meu estúdio, qu e f i ca n a m i n h a ca s a , ondeconsigo trabalhar tanto usando técnicas tradicionais como também as digitais.

Quais suas inspirações p/ seus desenhos? Eu gosto da ilustração mais limpa e com traços mais realistas. Exemplos de artistas que me inspiram: Mike Deodato - que mora aqui em João Pessoa/PB,

Ivan Reis, Eddy Barrows, RB Silva. Durante o FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos), além de encontrar diversos profissionais, também tive a oportunidade de apresentar meu portfólio durante a Rodada de Negócios - em que diversas empresas nacionais e internacionais avaliam nossos trabalhos. Tive entrevista com a Space Goat Production e com a DC Comics. Foi excelente, pois foi a primeira vez em que participei de algo assim - antes era apenas pela Internet. Tive um ótimo resultado nesta Rodada de Negócios. A Space Goat Production ficou interessada na minha arte final e estou em contato com eles para futuros projetos. A DC Comics me orientou em relação aos passos que devo fazer caso eu tenha interesse em trabalhar com eles - foi bom pois me orientaram e me passaram muitas dicas. Mas o FIQ não foi só contatos profissionais, também aproveitei para comprar muitas revistas. Afinal, sou um grande apreciador de quadrinhos.

Tem se falado muito ultimamente, na regularização da profissão do designer. Para tentar estabelecer um teto salarial entre outras coisas. O que você pensa sobre isso?

Sou a favor da regularização da profissão. Deixar tudo livre para que cada um faça do seu jeito irá trazer muitos danos. Um exemplo é o valor do trabalho que será cobrado. Hoje vemos Designers cobrança um valor extremamente baixo enquanto outros lutam por valores justos. Além disto, uma pessoa que faz um cursinho de Photoshop em uma escola qualquer já pensa que é um Designer Gráfico. O estudo de Design requer muito estudo. Não importa se é Design Gráfico, Design de Interiores, Design de Moda ou Design de Embalagens. No mínimo a regulamentação irá dizer o que uma pessoa precisa para ser considerado uma Designer e regulamentar faixas de valores.

O que você recomendaria para quem está começando a desenvolver seus trabalhos como designer ou desenhista? Na área der Design, recomendo que faça um curso superior. As escolas de informática que oferecem curso de Design Gráfico apenas ensinam a utilizar ferramentas. Por exemplo, nenhuma delas irá ensinar sobre Tipologia, Acessibilidade, Semiótica, etc. Se deseja ser um Designer, faça um curso em uma faculdade. Já para ser um Ilustrador ou Desenhista para quadrinhos, o ideal é fazer um curso voltado para esta área. É diferente do curso de Design Gráfico. Caso não tenha um curso perto de você, procure um curso online. Além do estudo, a prática é essencial. desenhe todos os dias.

Art e Graf | Entrevista

49



Revista Paulo Victor atualizada 01 12 13