Issuu on Google+

Educação a distância na formação de professores

Página 1 de 6

P GM 4 - T u t or i a em E AD T ex t o 2 - A t u t or ia - u m a im por t an t e f u n ção n a im plem en t ação de pr oj et os de qu al idade em E AD 1 Ros ângela Lopes L ima * 1. I ntr odução O ens ino e apr endizagem ocor r em em qualquer contex to educacional na modalidade pr es encial ou a dis tância, quando ex is te a r eal comunicação entr e aluno e docente. I ndependentemente da modalidade, é neces s ár io que s ej a cr iado um ambiente de apr endizagem. É fundamental par a is s o que todos os per s onagens envolvidos no pr oces s o de ens ino e de apr endiz agem es tej am motivados e compr ometidos com os obj etivos do pr oj eto didático- pedagógico. Na educação a dis tância cr iar es s e ambiente de apr endiz agem é uma tar efa bem mais complex a do que a cr iação de um ambiente inter ativo pr es encial entr e alunos e o pr ofes s or . O aluno es tá dis tante fis icamente do pr ofes s or , e é pr ecis o cr iar uma infr a- es tr utur a que per mita a máx ima inter ação pos s ível entr e os per s onagens r es pons áveis dir etamente pelo pr oces s o de ens ino e de apr endiz agem. Nes te contex to o tutor as s ume uma pos ição de des taque. É ele que atua j unto ao aluno com a r es pons abilidade de or ientá- lo e acompanhá- lo no des envolvimento dos s eus es tudos , aux iliando- o no s entido da aquis ição de es tr atégias de apr endiz agem, aj udando- o a adquir ir autonomia de es tudo e pr áticas auto- avaliativas . 2. O S is tema de T utor ia do CE DE RJ O S is tema de T utor ia do CE DE RJ foi es tr utur ado como um s is tema or gânico entr e as Univer s idades Cons or ciadas e os Pólos Regionais e concebido com bas e nos pr es s upos tos de que o pr oces s o de ens ino e de apr endiz agem a dis tância r equer um eficiente acompanhamento dos alunos , que nem s empr e dis põem de uma s is temática de es tudo par a o apr endiz ado a dis tância e que o s is tema de comunicação entr e alunos e a ins tituição não pode pr es cindir do us o efetivo das novas tecnologias de infor mação e comunicação. As s im, foi cr iado um s is tema que cons is te de uma infr a- es tr utur a de comunicação, es paços fís icos e tecnológicos que s er vem de s upor te par a a or ganiz ação de uma r ede acadêmica cons tituída de pr ofes s or es e alunos atuando nas univer s idades cons or ciadas e de pr ofis s ionais de nível s uper ior nos pólos r egionais . O obj etivo des ta or ganiz ação é tr abalhar par a que os alunos s ej am acompanhados e or ientados no des envolvimento dos s eus cur s os por pr ofis s ionais pr epar ados par a motivá- los nos s eus es tudos , aux iliando- os no pr oces s o de aquis ição de autonomia par a a cons tr ução de s ua pr ópr ia apr endiz agem. 3. Concepção e Componentes do S is tema O S is tema de T utor ia do CE DE RJ s e cons titui pela integr ação da tutor ia pr es encial que é r ealizada nos Pólos Regionais e da tutor ia a dis tância r ealiz ada nas Univer s idades Cons or ciadas . A coor denação de todo o pr oces s o de acompanhamento do aluno, s ej a pr es encial ou a dis tância, é de r es pons abilidade das Univer s idades que ofer ecem os cur s os . O es quema abaix o apr es entado na Figur a 2 r epr es enta o r elacionamento entr e as ins tâncias acadêmicas da es tr utur a de tutor ia do CE DE RJ.

http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2002/ead/eadtxt4b.htm

02/05/05


Educação a distância na formação de professores

Página 2 de 6

4. T utor ia Pr es encial nos Pólos Regionais Obj et ivo A T utor ia pr es encial nos pólos r egionais tem como obj etivo a cr iação de ambientes de tr abalho que per mitam o atendimento individualiz ado dos alunos , que pos s ibilitem a or ganiz ação des s es alunos em gr upos pr omovendo o tr abalho cooper ativo e colabor ativo e es timulem o aluno a ex por s uas dúvidas r elacionadas tanto s obr e s eu entendimento s obr e conteúdo da matér ia, quanto a dificuldades de outr a or dem que es tej am dificultando o s eu des envolvimento no cur s o. E s t r ut ur a A tutor ia pr es encial é r ealizada nos Pólos Regionais por uma equipe de tutor es que é cons tituída por pr ofis s ionais com nível s uper ior e é or ganiz ada por ár ea de conhecimento. A cada ár ea cor r es ponde uma equipe de tutor es que des envolve os s eus tr abalhos , por dis ciplina, s ob a or ientação do tutor - coor denador da ár ea r es pectiva. O es paço em que s e dá a tutor ia pr es encial cons is te de toda infr a- es tr utur a adminis tr ativa e acadêmica neces s ár ia par a o des envolvimento dos tr abalhos dos tutor es : s alas de aula, s alas de es tudo, bibliotecas , labor atór ios neces s ár ios à par te pr ática das dis ciplinas e s alas par a s eminár ios . Atr ibuições da equipe de tutor ia nos Pólos At r ibu i ções do t u t or coor den ador ν

Acompanhar e avaliar todo o pr oces s o de tutor ia da ár ea no Pólo r egional;

http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2002/ead/eadtxt4b.htm

02/05/05


Educação a distância na formação de professores

Página 3 de 6

ν

Or ientar a equipe de tutor es da ár ea;

ν

Aux iliar os coor denador es de dis ciplina na or ientação e acompanhamento da vida acadêmica dos alunos ;

ν

Par ticipar de r euniões per iódicas com as coor denações do cur s o e de dis ciplinas ;

ν

Or ganiz ar , em conj unto com a dir eção do Pólo, o funcionamento da es tr utur a de atendimento aos alunos ;

ν

Res pons abiliz ar - s e pelo atendimento aos alunos quando às dúvidas r elacionadas com a es tr utur a e o funcionamento do cur s o como um todo;

ν

Realiz ar a tutor ia de uma dis ciplina da ár ea;

At r ibu i ções do t u t or ν

Conhecer o pr oj eto didático- pedagógico do cur s o e o mater ial didático das dis ciplinas s ob s ua r es pons abilidade, demons tr ando domínio do conteúdo es pecífico da ár ea.

ν

Or ientar o aluno par a o es tudo a dis tância, bus cando mos tr ar a neces s idade de s e adquir ir autonomia de apr endiz agem.

ν

Or ientar o aluno, individualmente ou em gr upo, vis ando a or ientá- lo par a a cons tr ução de uma metodologia pr ópr ia de es tudo.

ν

I ndicar ao aluno a neces s idade de pes quis ar a bibliogr afia s uger ida no mater ial didático, no s entido do apr ofundamento dos conteúdos das dis ciplinas .

ν

Or ientar os alunos nas aulas de labor atór io, aulas pr áticas ou tr abalhos em gr upo es tabelecidos pela coor denação da dis ciplina.

ν

Par ticipar de encontr os , atividades cultur ais , videoconfer ências e s eminár ios pr es enciais pr ogr amados pela coor denação do cur s o, des de que pr ogr amadas com antecedência.

ν

Emitir r elatór io s emanal par a o tutor - coor denador de ár ea com o r egis tr o da par ticipação do aluno, s uas pr incipais dúvidas e r es pectivas or ientações e encaminhamentos e r egis tr o de infor mações s obr e os tipos e os níveis de dificuldades que os alunos apr es entam em r elação a tópicos das dis ciplinas e r es pectivo mater ial didático.

ν

Par ticipar da aplicação de avaliações pr es enciais de acor do com pr ogr amação a s er or ganiz ada pelo tutor - coor denador .

ν

Cumpr ir com pontualidade os hor ár ios de atendimento de acor do com o es tabelecido pela coor denação de tutor ia do CE DE RJ.

ν

Recolher , ao final de cada dis ciplina, a avaliação que o aluno faz do

http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2002/ead/eadtxt4b.htm

02/05/05


Educação a distância na formação de professores

Página 4 de 6

mater ial didático, da modalidade de ens ino a dis tância e dos tutor es que o or ientar am pr es encialmente e a dis tância. 5. T utor ia a Dis tância nas Univer s idades Cons or ciadas Obj et ivo A T utor ia a dis tância tem como obj etivo or ientar os alunos em s uas dúvidas , de for ma r ápida e obj etiva, por meio de comunicação individual, fax , telefone e pela utiliz ação de fer r amentas do ambiente on- line tais como: cor r eio eletr ônico, tir a dúvidas , fór um e chats , es timulando- os a cr iar gr upos de es tudo par a o tr abalho cooper ativo e colabor ativo. E s t r ut ur a A tutor ia a dis tância é r ealizada nas Univer s idades Cons or ciadas por meio do atendimento a dis tância, por dis ciplina. A equipe de tutor ia poder á s e cons tituir , de acor do com pr ocedimentos definidos pela coor denação do cur s o, de alunos de pós - gr aduação, gr aduação; de pr ofes s or es das univer s idades cons or ciadas e de pr ofis s ionais gr aduados na ár ea com ou s em vínculo nas univer s idades cons or ciadas . E s ta equipe é coor denada por um pr ofes s or da univer s idade que ofer ece a dis ciplina denominado de Coor denador da Dis ciplina que é r es pons ável pelos tr abalhos de tutor ia pr es encial e a dis tância da r es pectiva dis ciplina. De acor do com o aumento do númer o de alunos por tutor , o coor denador da dis ciplina indicar á a neces s idade de incluir pr ofes s or es tutor es par a r es ponder pelo acompanhamento dos tr abalhos dos tutor es da dis ciplina. Atr ibuições dos tutor es a dis tância ν

Conhecer o pr oj eto didático- pedagógico do cur s o e o mater ial didático das dis ciplinas s ob s ua r es pons abilidade, demons tr ando domínio do conteúdo es pecífico da ár ea.

ν

Or ientar o aluno par a o es tudo a dis tância, bus cando mos tr ar a neces s idade de s e adquir ir autonomia de apr endiz agem.

ν

Or ientar o aluno, individualmente ou em gr upo, vis ando a or ientá- lo par a a cons tr ução de uma metodologia pr ópr ia de es tudo.

ν

I ndicar ao aluno a neces s idade de pes quis ar a bibliogr afia s uger ida no mater ial didático, no s entido do apr ofundamento dos conteúdos das dis ciplinas .

ν

Par ticipar de encontr os , atividades cultur ais , videoconfer ências e s eminár ios pr es enciais pr ogr amados pela coor denação do cur s o, des de que pr ogr amadas com antecedência.

ν

Emitir r elatór io s emanal par a o pr ofes s or tutor da dis ciplina, com o r egis tr o da par ticipação do aluno, s uas pr incipais dúvidas e r es pectivas or ientações e encaminhamentos e r egis tr o de infor mações s obr e os tipos e os níveis de dificuldades que os alunos apr es entam em r elação a tópicos das dis ciplinas e r es pectivo mater ial didático.

http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2002/ead/eadtxt4b.htm

02/05/05


Educação a distância na formação de professores

ν

Página 5 de 6

Cumpr ir com pontualidade os hor ár ios de atendimento aos alunos de acor do com o es tabelecido pela coor denação de tutor ia do CE DE RJ.

Atr ibuições do pr ofes s or - tutor : ν

Or ientar a equipe de tutor es da dis ciplina nos tr abalhos da tutor ia a dis tância.

ν

Acompanhar o pr oces s o de tutor ia r elativo à dis ciplina ou conj unto de dis ciplinas s ob s ua r es pons abilidade, es tabelecendo uma tabela de atendimento a dis tância dos alunos .

ν

Or ganiz ar , em conj unto com o pr ofes s or coor denador da dis ciplina, o s eu pr oces s o de avaliação.

ν

Cor r igir e r evis ar pr ovas , tr abalhos e outr as atividades a dis tância, que compõem o s is tema de avaliação da apr endiz agem, s ob a coor denação do pr ofes s or coor denador da dis ciplina.

ν

Definir j unto ao coor denador da dis ciplina hor ár ios de atendimento dos tutor es de acor do com a pr ogr amação da coor denação do cur s o.

At r ibu i ções do pr of es s or coor den ador da dis cipli n a ν

Coor denar os tr abalhos da tutor ia pr es encial e a dis tância r elativa à dis ciplina s ob s ua or ientação.

ν

Par ticipar do pr oces s o de s eleção de tutor es pr es enciais e a dis tância da ár ea or ganiz ando a capacitação dos tutor es no conteúdo da dis ciplina, com bas e no mater ial didático.

ν

Or ganiz ar em conj unto com a coor denação do cur s o pales tr as , s eminár ios nos pólos des tinados a alunos e tutor es .

ν

Realiz ar vis itas per iódicas aos pólos par a r euniões de acompanhamento e avaliação com tutor es nos pólos .

ν

Coor denar equipes de pr ofes s or es tutor es da univer s idade na elabor ação do conteúdo das pr ovas e pr ogr amação de tr abalhos e atividades pr es enciais e a dis tância que compõem o s is tema de avaliação da apr endiz agem definido pela coor denação do cur s o.

ν

Coor denar equipes de pr ofes s or es tutor es da univer s idade na cor r eção e r evis ão de pr ovas , tr abalhos e outr as atividades pr es enciais e a dis tância que compõem o s is tema de avaliação da apr endiz agem definido pela coor denação do cur s o.

ν

Es tar em per manente contato com o tutor coor denador do Pólo par a acompanhamento e or ientação s obr e as atividades da tutor ia r elativas às dis ciplinas s ob s ua r es pons abilidade.

6. Pr oces s o S eletivo

http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2002/ead/eadtxt4b.htm

02/05/05


Educação a distância na formação de professores

Página 6 de 6

O pr oces s o de s eleção dos tutor es dos cur s os do CE DE RJ foi planej ado de modo cr iter ios o par a que s ej am s elecionados pr ofis s ionais capaz es de des envolver j unto aos alunos uma tutor ia r es pons ável que s ej a adequada à for mação de pr ofis s ionais qualificados . Nas univer s idades a s eleção dos tutor es e pr ofes s or es tutor es s e r ealiza a par tir de uma ampla divulgação, anális e de cur r ículo e entr evis ta, cuj os cr itér ios s ão definidos de acor do com a coor denação de cur s o e coor denações de dis ciplina. Os tutor es que atuam nos pólos r egionais pas s am por um pr oces s o s eletivo que ocor r e per iodicamente par a todos os pólos . É or ganiz ado pela coor denação de tutor ia do CE DE RJ e cons is te de duas etapas , a pr imeir a contendo duas fas es , a)uma pr ova es cr ita e b) entr evis ta e anális e de cur r ículo e a s egunda etapa que cons is te de uma capacitação que s e divide em capacitação inicial em conteúdo e em E AD. 7. Cons ider ações Finais O modelo de tutor ia des cr ito es tá s endo implementado e cons tantemente avaliado par a que s ej a uma es tr utur a capaz de pr opiciar a inter ação e inter atividade neces s ár ia par a o cumpr imento dos obj etivos educacionais dos pr oj etos didáticos - pedagógicos dos cur s os . A s eleção cr iter ios a dos tutor es e a s ua capacitação s ão cons ider adas fator es decis ivos par a a implementação dos cur s os . Os tutor es s ão r es pons áveis pela adoção de es tr atégias que aux iliam o aluno a r efletir s obr e o s eu apr endiz ado, a as s umir par a ele pr ópr io a r es pons abilidade pelo s eu des envolvimento no cur s o e a adquir ir autonomia de es tudo. O pr ofis s ional par a atuar como tutor deve es tar pr epar ado par a as s umir diver s as tar efas que s e r es umem em um conj unto de ações que motivem os alunos na continuidade e na finaliz ação de s eus es tudos . N OT AS : * Pr ofes s or a da Univer s idade Feder al Fluminens e/ Coor denador a de T utor ia do CE DE RJ. 1. Es te tex to foi pr oduz ido com bas e no modelo definido a par tir das r euniões per iódicas da E quipe de T utor ia do CE DE RJ que é compos ta de pr ofes s or es r epr es entantes das Univer s idades Cons or ciadas cuj os cur s os es tão s endo pr oduz idos e implementados pelo Cons ór cio.

http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2002/ead/eadtxt4b.htm

02/05/05


Tutoria em EAD