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Pulo na de Escola: de Leitura Manual apoioProjeto ao educador | Deu Pulo zebrado noGato ABC

TEXTO E ILUSTRAÇÃO

FERNANDO VILELA

Conversas com o(a) educador(a) sobre o livro Deu zebra no ABC.

Relação entre Categoria | Temas | Gênero Literário Categoria 3 – Pré-escola Este livro é adequado para crianças em idade pré-escolar por estimular descobertas; expressão das próprias ideias; desenvolvimento das linguagens oral e escrita.

Temas • O mundo natural e social: descoberta da diversidade de elementos da natureza (animais) em suas manifestações e particularidades; construção de conhecimentos pela observação, comparação, classificação e levantamento de outras hipóteses. • Diversão e aventura: estímulo da imaginação por meio de brincadeiras visual e verbal; relação entre a ordem das letras do alfabeto para identificar a sequência dos animais; aprendizagem de novo vocabulário.

Gênero Literário: Livro de imagem O livro de imagens é aquele constituído por ilustrações que se apresentam com uma organização própria, de modo a comporem um todo com significado. No caso, é por meio da linguagem visual (que implica relações entre tamanho, formas, cor, texturas e composição) que uma história é contada ou determinado tema é trabalhado.

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Sobre este livro Neste divertido “abichodário”, os animais interagem das maneiras mais inusitadas. A lista passa pelas 26 letras do alfabeto e por bichos de diferentes espécies e tamanhos: o camelo come a couve do dromedário, o ornitorrinco fica de olho nos ovos da pata, o urso urra assustando a vaca... Após a última letra, os animais que ficaram de fora do livro protestam com o autor, o que provoca um desfecho inesperado e o convite a uma nova leitura. De forma criativa, o leitor participa do jogo de adivinhação para descobrir qual é o bicho que dará sequência à ordem alfabética. Parte do corpo desse animal é apresentado como desafio a ser confirmado na virada de página. A letra inicial do nome do animal também orienta sua ação: a anta agarra, o burro beija, o camelo come...

Sobre o autor Fernando Vilela nasceu em São Paulo, em 1973, onde vive e trabalha. Além de escritor e ilustrador premiado no Brasil e exterior, é artista, designer e professor. Já ilustrou mais de 90 livros, dentre os quais 20 são de sua autoria. Possui obras em importantes coleções, como a do Museum of Modern Art (MoMA) de Nova York, do Museu de Arte Contemporânea (MAC) de São Paulo, da Pinacoteca do Estado de São Paulo, entre outros. Seu trabalho pode ser visto no site fernandovilela.com.br. Fernando Vilela fala sobre Deu Zebra no ABC: A ideia deste livro nasceu da brincadeira de desenhar um bicho emendado no outro, na sequência do alfabeto, num jogo em que a ação do bicho e seu nome têm a mesma letra (a anta agarrou, o burro beijou, o camelo comeu etc.). Virar a página é sempre uma surpresa, você não sabe que animal encontrará. Pesquisei muitos e muitos bichos – uns mais conhecidos e outros menos – e resolvi colocá-los nesta história, mas não couberam todos. Você já tinha ouvido falar no Wombat e no Kiwi? Desenhei a maioria dos animais com grafite e lápis; depois, para montar as ilustrações e aplicar a cor, usei o computador. Apenas um bicho não foi desenhado com lápis – utilizei carimbos para fazê-lo: Ele é grande e está vestido com um manto cheio de estrelas. Adivinhe qual é?

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Orientações sobre o livro para fundamentar a leitura do(a) educador(a) Como os temas foram explorados na narrativa? O “Era uma vez...” que inicia o texto contribui para o bom humor da narrativa, pois cria uma expectativa de um conto tradicional que será quebrada com o desenrolar da entrada de diversos animais ordenados pelas letras do alfabeto. O humor também está presente nas caracterizações dos bichos e na intervenção do autor ao final da narrativa. Desde o primeiro contato, a diversidade do mundo animal é apresentada ao leitor, estimulando-o a conhecer e pesquisar sobre essas e outras espécies que não foram contempladas na obra.

Sobre a narrativa e a linguagem. A estrutura narrativa se baseia na sequência da ordem alfabética e esta, por sua vez, orienta a ação praticada pelo bicho que entra em cena. Essa regularidade ajuda a criar previsibilidade e um ritmo dinâmico junto ao leitor. Não há personagens principais, todos contribuem para construir um jogo lúdico de palavras e imagens. O aparecimento do autor, ao final do primeiro ciclo de alfabeto, convida o leitor a pensar no processo de autoria. Após a biografia do autor, quando se espera que nada mais aconteça, o livro ganha um desfecho inesperado: animais que não apareceram na história mostram seu desagrado por meio da expressão zangada.

Vamos falar sobre as ilustrações? As ilustrações em técnica mista de lápis, grafite, coloridas digitalmente com cores primárias acrescentam humor à pesquisa realizada pelo autor sobre a anatomia dos animais. O texto está alinhado como um “assoalho” móvel sobre o qual os bichos interferem na disposição das palavras. O fundo branco estimula o olhar estético do leitor para a diversidade de formas e traços. Alguns animais reproduzem expressões humanas de espanto, indignação, atordoamento, assim como nas fábulas.

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Relações entre texto, imagem e projeto gráfico. Como estes três elementos dialogam?

Os nomes dos animais aparecem destacados pela cor, dirigindo o olhar do leitor para as palavras e imagens mais importantes das páginas. A sequência dos animais, sempre com um protagonista para cada página, orienta o projeto do livro. A disposição do texto, abaixo das cenas em que os bichos interagem, dá unidade ao livro, como uma espécie de corrente de frases. Além disso, o arranjo das palavras pela página, por vezes, dialoga com a narração. Por exemplo, a frase “Wombat, que mergulhou no lago.” é disposta como se tivesse mergulhado no lago ilustrado. A capa e as páginas de abertura também contribuem para o jogo de descobertas sobre os nomes de animais iniciados com a mesma letra durante a leitura do livro.

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Sugestões de atividades com os leitores 1. Quem acha primeiro? A última página do livro e o verso da quarta-capa apresentam as figuras reduzidas e os nomes de todos os animais que aparecem na história e que não tiveram seus nomes identificados. Auxilie seus alunos a encontrarem todos esses animais no livro. Você pode ler o nome do bicho e pedir a eles que o localize na página correspondente à letra inicial. Por exemplo: Arara começa com a letra A, em qual página ela deve estar?

2. Quem conhece o bicho com a letra... Deu zebra no ABC utiliza a sequência das letras do alfabeto para chamar o próximo bicho que vai entrar na história. Essa brincadeira proposta pelo autor pode chegar ao final e começar de novo com outros animais de nomes iniciados pelas mesmas letras. Proponha uma conversa coletiva para estimular as crianças a se lembrarem de outros animais iniciados pelas letras A, B, C, D etc. Registre em folhas de sulfite o nome dos animais organizados pelas letras iniciais. Algumas letras não oferecem muitas opções, nesse caso, auxilie os alunos na pesquisa desses nomes. Na sequência, cada criança escolhe um animal para representá-lo. Disponibilize folhas de papel sulfite, giz de cera, lápis coloridos ou guache. Depois, reúna todos os desenhos e organize um mural ou um álbum intitulado ABICHODÁRIO.

3. Jogo de memória de bichos e letras. Construir um jogo de memória com os animais que aparecem no livro e as letras iniciais de cada nome pode ser muito divertido. Providencie para cada criança dois quadradinhos de cartolina. Em um deles, ela desenha a figura de um animal. No outro quadradinho, você pode ajudá-la a escrever a letra que inicia o nome do bicho. Se tiver na

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sala de aula, utilize carimbos de letras ou recorte-as de revistas, folhetos e jornais para dar mais diversidade aos tipos das letras. Depois de tudo pronto, os alunos poderão brincar com o jogo de memória. Ganha quem conseguir o maior número de pares que relacionam o animal à sua letra inicial.

4. Sabe tudo. A leitura de um livro faz a imaginação viajar. Em Deu zebra no ABC, você pode sugerir aos alunos que pesquisem informações sobre como são e onde vivem os animais. Veja algumas sugestões de perguntas: • Quantos animais que aparecem no livro são nadadores? • Quantos animais botam ovos? • Quantos animais vivem em florestas? • Quantos rastejam? • Quais deles são mamíferos? Têm pelos ou penas? • Há animais domésticos no livro? • Tem animal que voa? • Como esses animais se alimentam? Essa conversa/pesquisa sobre animais e suas características pode preparar as crianças para um jogo divertido: • Uma criança imagina um bicho, mas não conta para ninguém. Os outros alunos da sala precisam adivinhar que bicho é esse fazendo perguntas como as que foram sugeridas acima.

5. Virando bicho. Cada animal é de um jeito. Gato tem orelhas triangulares e bigodes, zebras são listradas, vacas podem ser malhadas, ursos são muito peludos. Cada criança tem seu animal favorito de acordo com suas habilidades e predileções. Pergunte aos alunos qual bicho cada um gostaria de ser. Em seguida, proponha-lhes que criem, com cartolina e giz de cera, máscaras com os “rostos” dos seus bichos escolhidos. Recortar, furar e prender com elástico faz parte da brincadeira. Depois, com as máscaras, as crianças podem inventar juntas novas histórias.

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6. Cantigas de bichos. Os animais também aparecem nas nossas cantigas, como “O sapo não lava o pé”; Dona Baratinha”; “Peixe vivo”; entre outras. Faça uma roda para recordar cantigas que brincam com animais. Depois da roda de cantigas, com todos já aquecidos, aproveite para brincar de “Corre Cotia”.

7. Abecedário de gente. Na sala de aula, temos vários nomes de alunos diferentes: Ana é com A, Beatriz e Bernardo com B, Carlos com C, Débora e Dênis com D... e assim por diante. Prepare uma roda, posicionando as crianças em ordem alfabética, e convide-as a pensar outros nomes que completem o abecedário formado por eles. Outra brincadeira divertida para fazer com nomes é o jogo de peteca. Mas para ficar mais difícil, a regra do jogo será a de um aluno jogar a peteca para um colega dizendo bem alto a primeira letra do nome dele. O jogo recomeça com o aluno que pegou a peteca.

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Manual - Deu zebra no ABC  
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