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J aneiro/ F ev ereiro 2 0 1 2 nº 5 3 A no X

www.revistahospitaisbrasil.com.br

P A N O R A M A P A R R E S E F IC C O M

C E R IA S U L TA M E M IÊ N C IA P R O V A D A

A desigualdade na distribuição de médicos no Brasil

Tratamento da S í ndrome de Transf usã o F eto-F etal a laser

R E D E W I R E L E S S F A C I L I TA A C O M U N IC A Ç Ã O D E P A C I E N TE S I N TE R N A D O S

REGULAMENTAÇÃO DA EC 29 capas.indd 1

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Editorial A migo leitor, Esta edição traz como destaque, em “ P anorama” , a 2ª parte da maté ria sobre PPP e OSS, desta vez apresentando cases com a participação dos ospitais rio-Li an s, Al ert Einstein e anta atarina, ue trans erem seu con ecimento uanto s mel ores pr ticas assistenciais, manutenção e gestão dos ospitais p licos, sempre com muito sucesso. raz ainda a e peri ncia do ospital do u r io, em alvador, como a primeira PPP em sa de do rasil, com administração, operação e aparel amento so o comando de uma empresa privada, vencedora da licitação para concessão administrativa. E por alar em investimentos, a regulamentação da E 2 , sancionada em aneiro pela Presid ncia da ep lica com 1 vetos, oi considerada um avanço nfimo em relação s e pectativas dos profissionais, população e representantes de instituições de saúde, que vinham lutando por mais recursos. Conheça a opinião das principais entidades do segmento em “ o ca” . Outra maté ria importante aborda a pesquisa desenvolvida pelo onsel o ederal de Medicina e o onsel o egional de Medicina do Estado de ão Paulo, ue aponta al a na distriuição de m dicos em todo o Pa s, marcando a desigualdade no acesso assist ncia pela população. A pes uisa revela, entre outras causas, a aus ncia de pol ticas p licas e o ai o ndice de investimentos como respons veis pela m distri uição desses profissionais e pela vinculação, cada vez maior, aos planos de sa de, e menor, aos serviços prestados ao . Leia em “ P esq uisa” . Assuntos como a utilização de porcelanas no preparo dos alimentos ( C oz inha) , a implantação de uma TV ex clusiva para salas de espera de ospitais e cl nicas englo ando sa de e entretenimento ( A tualidade , at o uso de c lulas-tronco em cirurgias card acas en ro ir rgico) e uma nova té cnica que pode do rar o n mero de transplantes de pulmão no Pa s ( Transplantes) são apresentados nesta edição e merecem a atenção de nossos leitores. Para finalizar, sugerimos a leitura, em “E v entos” , da maté ria ue mostra a ascensão da ind stria rasileira de e uipamentos m dico- ospitalares e odontol gicos no mercado internacional, atrav s da parceria da A imo com a APE - rasil, desta vez com a presença na Ara ealt , eira ue acontece anualmente na cidade de D ubai, nos Emirados Á rabes. ma tima leitura a todos

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Investimentos em ireless permitem comunicação a partir de qualquer computador portátil

P A N O R A M A

Hospitais apresentam exemplos práticos em PPP e OSS que deram bons resultados

P E S Q U IS A

A população médica brasileira permane mal distribuída pelo território nacional

P O L ÍT IC A

P R O C E DI M E N T O

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D E S TA Q U E S 6 4

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EC 29: Impede desvio de recursos, mas não enfrenta o desfinanciamento do SUS Inédito no Sul, o tratamento da Síndrome de Transfusão Feto-Fetal a laser é realizado em Curitiba

T E C N O L O G I A DA IN F O R M A Ç Ã O

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A C O N T E C E N DO

Notas sobre eventos realizados pelo setor

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A T U A L I DA DE

Uma nova T com conteúdo leve e informativo para salas de espera de hospitais e clínicas

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C A P A C IT A Ç Ã O

Senai-SP oferece o único curso técnico em manutenção e reparação de equipamentos biomédicos do Brasil

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C E N T R O C IR Ú R G IC O

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C O Z IN H A

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Comprovada a eficácia da terapia com célulastronco para pacientes com angina refratária As vantagens da utilização de porcelanas, tanto no preparo como para servir os alimentos

C U R S O S

2 1

Profissionais da saúde buscam ferramentas de gestão de negócios

DE S I N F E C Ç Ã O

Centros de esterilização garantem segurança e reaproveitamento de materiais

DI A G N Ó S T I C O

Em artigo, ucy err fala dos riscos da radiação natural e a diagnóstica

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E V E N T O

O desempenho da indústria brasileira na Arab Health, em Dubai

H O S P I T A I S DO B R A S I L

Em novo prédio de 10 andares, Maternidade Santa Joana amplia seu atendimento mulher, gestante e bebê Com investimentos de R 1 milhão, Hospital Márcio Cunha adapta sua estrutura s necessidades do mercado Mais uma unidade de Estratégia de Saúde da Família na região extremo sul de Porto Alegre

H U M A N IZ A Ç Ã O

Hospice: cuidados paliativos prevenindo e aliviando o sofrimento

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Janeiro/ Fevereiro RHB 3

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J U R Í DI C O

Documentação médica que vai além das anotaçõ es no prontuário

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Ações socialmente responsáveis promovidas por empresas e entidades do setor

N A P R Á T IC A

So ware monitora no-breaks, central das caldeiras, além de osmose reversa para hemodiálise

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N A W E B

ink para assuntos relevantes hospedados no site da revista

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N O V I DA DE

O uso de containers com características de salas limpas se intensificando na área da Saúde

O P IN IÃ O

uta judicial pelo nãorecolhimento de Pis e Cofins sobre medicamentos

P A R C E I R O S DA S A Ú DE

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Q U A L I DA DE

Programa de compromisso com a qualidade hospitalar mantido pela APM e Cremesp

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R E C U R S O S H U M A N O S

Artigo do Prof. Fabrizio Rosso destaca a excelência na relação médico-paciente

S A Ú DE P Ú B L I C A

Anvisa regulamenta a colocação do balão intragástrico em pessoas com IMC acima de 27

T E N DÊ N C I A

ugar de paciente nem sempre é no hospital

T R A N S P L A N T E S

Técnica inovadora de recuperação de pulmõ es viabiliza órgãos para aproveitamento

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U T I N E O N A T A L

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O sono influenciando na recuperação de pequenos pacientes

N E G Ó C IO S 9 4

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E S P A Ç O E M P R E S A R IA L

Prosperity Biosensor Fleximed

IN O V A Ç Ã O

Agaplastic comemora 1 anos e obtém licenciamento Disney para Tic-Tong

N E G O C IO S .C O M / E M P R E S A S

Conteúdo e funcionalidade dos portais empresariais do setor

N E G O C IO S .C O M / H O S P IT A IS

Endereços eletrônicos e descritivos de serviços online

3 3 ,8 2 ,8 3 ,8 4 E 8 5 P R O DU T O S & S E R V IÇ O S

Novidades em equipamentos e serviços hospitalares RHB | JAN/FEV 11

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Panorama

P arcerias na saú de: efici ncia co rovada Em nossa última edição abordamos as vantagens das parcerias entre os hospitais públicos e o terceiro setor ou entidades privadas, apresentando projetos de diferentes estados e a opinião de renomados representantes do setor envolvidos com o assunto. Desta vez, demos espaço aos exemplos que mostram esta realidade.

AMAs, que passaram a encampar as pequenas urgências como gripes e viroses, por exemplo. eros do ri eiro ano de arceria en re Cirurgias

e

Abr 0

Abr 0

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e oria co e a Internações 142 230 O Hospital Sírio- ibanês (HS ), de São Paulo, SP, começou uma ação filantrópica em 200 com o Hospital Municipal Infantil MeAmbulatório 4 36 464 nino Jesus (HMIMJ) para recuperar o seu prédio, muito antigo Emergência 636 46 e deteriorado, além de possibilitar uma incorporação tecnológica. Esta parceria possibilitou a construção de uma nova torre de circulação com dois elevadores e uma escada de emergência, a construção de um centro cirúrgico completamente equipado e ampliado (de quatro para seis salas cirúrgicas) e um Centro de Materiais e de Esterilização. Também possibilitou a instalação de um Hospital Dia com 11 leitos e, consequentemente, o crescimento do número de cirurgias realizadas diariamente. Foi construído um novo pronto-socorro, com entrada independente, facilitando o fluxo e proporcionando mais conforto e segurança para pacientes, acompanhantes e funcionários. Além disto, criou-se um confortável refeitório e uma nova caixa d água com capacidade de 100.000 litros foi instalada. Esse foi um projeto de doação da área de filantropia no valor de R 32 milhões, como explica o Dr. Sérgio Fernando ane a, Diretor de Filantropia da Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio- ibanês e Diretor do Instituto de Responsabilidade Social Sírio- ibanês (IRSS ). Em outubro de 200 , o Menino Jesus passou a ser administrado pelo IRSS dentro do modelo das Organizações Sociais de Saúde (OSS), balizado por um contrato de gestão. Atualmente, todas as áreas do hospital, administrativas e assistenciais, estão sob a gestão do IRSS , que o administra com verba da Prefeitura dentro do princípio de realizar mais com os mesmos recursos, mas ainda contando com doações do HS . Além das melhorias na estrutura sica e atualização tecnológica dos equipamentos, o Hospital Menino Jesus vem progressivamente sendo informatizado com a implantação do programa Tasy. “Na área assistencial, os bene cios também se têm mostrado sólidos. Hoje, algumas equipes médicas trabalham integradas com s do HS como, por exemplo, na área das doenças do gado e de transplantes hepáticos. O Hospital Menino Jesus realiza mais cirurgias e sua performance melhora como um todo”, salienta o profissional. ine e arani da ssocia o ongrega o de an a a arina O quadro a seguir mostra que o primeiro ano de parceCom uma gestão eficiente é possível garantir maior acesso, ou seja, mais ria apresentou queda nos atendimentos de urgência e pessoas são atendidas, sem perder a qualidade emergência devido, principalmente, instauração das 12

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Crédito: Maurilo Clareto

Para a população, a primeira grande vantagem da parceria é a agilidade dos mecanismos de gestão de pessoas, de materiais e manutenção da tecnologia, que possibilitam garantir um maior atendimento em número de consultas, procedimentos, cirurgias e internações com melhor qualidade, num hospital com atendimento 100% SUS. Questionado sobre as vantagens do modelo para o Sírio- ibanês, Dr. ane a conta que a parceria com o público e o contrato de gestão atendem ao compromisso de responsabilidade social do HS em conson ncia com sua missão. “O objetivo do IRSS é contribuir para a melhoria da assistência e do SUS e, por decorrência, da saúde da população do Estado de São Paulo. É uma forma de devolvermos e partilharmos com a sociedade o que construímos nesses 0 anos de existência”, expõe. Quanto s metas com o projeto, o Diretor explica que elas são balizadas pela Secretaria Municipal de Saúde e fazem parte do contrato de gestão. A regra básica é maior produção, com qualidade, com os mesmos recursos. Isso vale para número de internações, de cirurgias e de consultas ambulatoriais e de prontosocorro. “Também temos metas qualitativas, como desempenho de nossa ouvidoria, qualidade dos nossos prontuários e da informação.” Recentemente, o IRSS também passou a ser responsável pela gestão do Hospital eral do rajaú e do AME Interlagos, ambos na zona sul de São Paulo. Com contrato para os próximos cinco anos, o Sírio deverá receber mais de R 600 milhões da Secretaria para administrá-los. Para 2012 o orçamento do Hospital do rajaú cresceu 16,7%, passando de R milhões para R 103, milhões. O AME teve seu orçamento reajustado em 11, %, passando de R 10,4 milhões para R 11,6 milhões. r rgio ernando ane a do os i a rio i an s No Hospital eral do rajaú, referência em maternidade As parcerias têm sido um instrumento eficaz para assistência social e de alto risco e de atendimento de média complexidade, o saúde, como mostrado pelas Santas Casas e outras instituições contrato prevê 14.4 6 internações e 2 mil atendimentos de urgência no primeiro ano. Além disso, a OSS deve garantir a realização de pelo menos 1.200 exames de ultras- de São Paulo, Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim sonografia ainda em 2012. Os contratos são flexíveis e ajustados (CEJAM) e o Hospital Israelita Albert Einstein. Sua construção conforme a demanda. O hospital tem atualmente 246 leitos ope- teve como objetivo dar suporte e fortalecer a rede básica de saúde na região do M Boi Mirim ( ona Sul de São Paulo), comracionais e 1.24 funcionários. Já no AME Interlagos, o contrato prevê a realização de 102. 60 posta pelos bairros do Jardim ngela e Jardim São uiz, que atendimentos ambulatoriais por ano entre as 20 especialidades juntos somam cerca de 600 mil habitantes. Referência para médicas que a unidade oferece, 0.0 atendimentos não médi- 43 unidades de saúde (31 UBSs, AMAs, 2 AMAs de especos, 1.620 cirurgias ambulatoriais e 6. 76 diagnósticos em radio- cialidades e 1 ambulatório de especialidades), o hospital tem como foco o atendimento de urgências, emergências e parto, logia, endoscopia e especialidades. A expectativa é que, durante a vigência do contrato de gestão, a contando com pronto-socorro adulto, pediátrico e obstétrico, Secretaria amplie o número de cirurgias realizadas pelo AME e clínicas médica, cirúrgica e pediátrica, maternidade, psiquiapromova a implantação de um hospital dia. Em relação ao Hospi- tria e UTI adulto e pediátrica. tal eral do rajaú, a prioridade é rever os fluxos do pronto-so- “O Einstein gerencia o dia a dia da unidade, transferindo conhecorro e a estrutura sica para melhor atender aos pacientes, em cimento das suas melhores práticas assistenciais com base nos parceria e integração com os demais serviços de saúde existentes princípios de qualidade que o tornaram referência em saúde na na região. radativamente a unidade deverá se tornar referência América atina. O CEJAM, com ampla experiência na administraem atendimentos especializados em neurotraumas, incluindo a ção de programas de saúde, acompanha a gestão financeira e é responsável pela contratação dos Recursos Humanos. Einstein e realização de neurocirurgias. Além destes, o Sírio- ibanês também faz a gestão das AMAs ila CEJAM compõem junto comunidade o Comitê Técnico estor, Piauí e Jardim Peri-Peri, além da AMA Especialidades Santa Ce- que dá as diretrizes para a condução operacional do hospital”, cília, todas na cidade de São Paulo, bem como administra nove explica Claudio uiz o enberg, Presidente do Hospital Israelita equipes de Estratégia de Saúde da Família (ESF) na região central Albert Einstein. Foram gastos R milhões na construção do hospital, 1 mido município. lhões em equipamentos e 3 milhões em adequações. Desde sua inauguração, já realizou mais de 6 0 mil atendimentos, 4 mil ins a socia Já a gestão do Hospital Municipal Dr. Moysés Deutsch é reali- ternações, 11 mil cirurgias, 13 mil partos e quase dois milhões de zada por uma parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde exames laboratoriais e de imagem. Além de suas responsabilidaRHB | JAN/FEV panorama.indd 13

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ara e ainda e d vidas an o aos ene cios das arcerias ico rivadas es do do anco ndia e co aro o dese en o de os i ais icos os ro e os acien es de nidades geridas or ins i i es rivadas er anece enos e o in ernados a c s o ro orciona e enor e co a a de or a idade ase in erior a des ina o ais e ade ada ara o din eiro ico na rea da sa de Claudio uiz o enberg, Presidente do Hospital Israelita Albert Einstein Hospital Municipal Dr. Moysés Deutsch - M Boi Mirim, SP

des como hospital secundário, promove iniciativas em bene cio da comunidade do M Boi Mirim. Em 200 , foi lançado o serviço de hospital dia, que oferece cirurgias eletivas para atender s demandas das Unidades de Saúde da região. Já o Programa de Assistência Domiciliar (PROHDOM) teve início em agosto de 200 com o objetivo de otimizar a utilização dos leitos hospitalares, reduzir o tempo de permanência e internação dos pacientes, ampliar a resolutividade dos tratamentos e acompanhar o período crítico do paciente logo após a alta hospitalar com atendimento de qualidade, individualizado e humanizado. Esse programa conta com uma equipe multiprofissional composta por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, nutricionistas e assistentes sociais, atuando em parceria com as Unidades Básicas de Saúde, Ambulatório de Especialidades AME e SAMU (Serviço Médico de Urgência). Além disso, oferece 30 vagas na modalidade de internação domiciliar, 200 vagas para atendimento domiciliar e atende pacientes de todas as idades que são moradores da região do M Boi Mirim. Em fevereiro de 2010, o Programa ampliou sua atuação para a área de neonatologia (recém-nascidos), realizando o acompanhamento e tratamento dos bebês prematuros, evitando as complicações e reinternações precoces. Desde sua inauguração, atendeu 1.3 pacientes e realizou .4 0 visitas na modalidade de atendimento domiciliar (ambulatorial) e .722 visitas na internação domiciliar. Também em 2010, o hospital otimizou as práticas administrativas por meio da metodologia Balanced Score Card (BSC) com a construção de sete salas de treinamento destinadas a cursos profissionalizantes gratuitos para a comunidade e inauguração da nova brinquedoteca da Pediatria. De sua inauguração até setembro de 2011, o hospital realizou 670.736 atendimentos, 2. 30 internações, 11.144 cirurgias (exceto cesáreas), 13.106 partos, 2 6.22 Raios- , 44.262 tomografias, 46.76 US , 1.447. 61 exames de laboratório. 14

“ O Hospital Municipal Dr. Moysés Deutsch, desde a sua criação, tem como principal meta a busca do aprimoramento da assistência com foco em resultados satisfatórios para os pacientes. Para cumprir com esse compromisso, conta com um plano de estão da Qualidade (P Q), um conjunto de princípios, métodos e recursos utilizados para garantir um processo de melhoria em nossos serviços”, explica o Dr. ottenberg, acrescentando: “Até 201 seremos reconhecidos como o melhor hospital público de São Paulo pelo setor de saúde, pela população da nossa área de atuação e por todos que trabalham nessa casa”. A respeito das vantagens deste modelo para o Einstein, o Presidente da instituição garante que este foi o caminho escolhido para multiplicar sua medicina de excelência e disseminá-la além dos próprios muros, chegando s populações mais carentes. Acredito que assumimos, dentro da perspectiva judaica, o compromisso com o maior bem do ser humano, que é a vida, e que faz da saúde seu grande vetor. Para nós, a ampliação das atividades da parte mais visível da nossa sociedade beneficente, que é o Hospital Israelita Albert Einstein, tem sido sempre feita em conjunto com o alargamento de nossas ações sociais. E fazemos isto com compromisso e seriedade, pois acreditamos que é papel de cada cidadão perseguir a assim chamada justiça social . Não somos a resposta para tudo, mas certamente estamos fazendo a nossa parte ao executar e dar o exemplo”, ressalta. cro socia Por sua vez, a Associação Congregação de Santa Catarina (ACSC) assumiu recentemente a gestão como OSS do Hospital Regional de Cáceres Dr. Antônio Fontes, no Estado do Mato rosso. O Hospital possui 100% de atendimento ao SUS nas especialidades de Clínica Médica, Cirúrgica eral, Cirúrgica Ortopédica e Traumatológica, Pediátrica e Hospital Dia. Com 10 leitos distribuídos em enfermaria, UTI adulto, UTI pediátrica e observação, conta com cinco salas

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ri eira

e sa de do rasi

O Hospital do Subúrbio (HS) é um hospital geral, público de gestão privada, com perfil de urgência e emergência para pacientes adultos e pediátricos. Está localizado no Subúrbio Ferroviário do município de Salvador, BA, em uma área de atuação que abrange cerca de um milhão de pessoas. Inaugurado em 13 de setembro de 2010, iniciou suas atividades em 14 de setembro do mesmo ano, devidamente estruturado para atender a pacientes portadores de patologias de média e alta complexidade. Primeira unidade hospitalar pública do Brasil a funcionar por meio de Parceria Público-Privada (PPP), o HS tem sua gestão, operação e aparelhamento sob o comando da empresa Prodal Saúde S.A, vencedora da licitação para concessão administrativa, na modalidade de concorrência, através de leilão. Com duração de 10 anos, a concessão pode ser prorrogada por prazo igual ou inferior, havendo, ao final, a reversão ao overno do Estado da Bahia de todos os bens que integram a estrutura do hospital. A unidade conta com 1.117 funcionários, dentre enfermeiros, técnicos de enfermagem, profissionais de apoio técnico, serviços gerais, administração e corpo diretor. Conta ainda com 363 médicos das mais diversas especialidades e fisioterapeutas, assistindo pacientes nas unidades intensivas e enfermarias. Além disso, o HS apresenta um moderno parque de medicina diagnóstica com bioimagem (radiologia digital, tomografia, ultrassonogra-

fia, ecocardiografia, endoscopia digestiva e respiratória, resson ncia magnética) e laboratório de análises clínicas. Também possui um centro cirúrgico com excelentes instalações e um ambulatório destinado ao atendimento de pacientes egressos. O HS registra, desde a sua inauguração, mais de 164 mil atendimentos, apenas na emergência. Ao longo desse período, houve mais de 14 mil internações nas áreas de cirurgia, clínica geral, pediatria e UTI. A unidade de saúde tem uma média de 12 mil pacientes mês e 660 cirurgias mês.

cirúrgicas, além do atendimento de urgência e emergência. “A expectativa é levar a filosofia de trabalho baseada no atendimento humanizado e de qualidade, característico de todas as gestões da Associação, que já administra o Hospital São uiz, também da região de Cáceres”, pontua Alline Cezarani, Diretora de OSS da ACSC. Aliás, o projeto foi inteiramente montado com equipes internas de diversos hospitais da entidade, em conjunto com a equipe do Hospital São uiz, que conhece bem as necessidades desses locais. Alline acredita que a região ainda é carente no que tange assistência hospitalar, por isso a entidade participou da concorrência para a gestão do Hospital de Cáceres. A partir de agora, é responsabilidade da Associação cumprir as metas assistenciais do governo e garantir a eficiência do hospital, bem como o acesso saúde pública de qualidade. A Secretaria de Saúde do Estado do Mato rosso será responsável por investir mensalmente os recursos para manutenção e gestão do hospital, ou seja, folha de pagamento, aquisição de insumos, medicamentos, projetos de melhorias da eficiência, etc. Os recursos utilizados para a gestão são públicos. A única diferença é que a Associação entrará como parceira do governo do estado para auxiliar na gestão do hospital. A ACSC possui Organizações Sociais de Saúde no Rio de Janeiro e em São Paulo. Por exemplo, hoje, o Hospital de Trauma-Ortopedia Dona indu, do Rio de Janeiro, gerido pela

ACSC, realiza em torno de 2 0 cirurgias por mês de média e alta complexidade, atendendo a todo o estado do Rio de Janeiro. Por mês, são realizados cerca de 2.400 atendimentos ambulatoriais e 10.000 exames, com equipamentos de alta tecnologia. Em São Paulo, a Associação foi responsável pela gestão do SEDI 1 (Serviço Estadual de Diagnóstico por Imagem) que visa reduzir a fila de espera por exames no SUS. Desde sua inauguração oficial, em outubro de 200 , a evolução do serviço apresenta resultados efetivos e tendências favoráveis qualidade e segurança do processo. Durante o ano de 2010, , % dos laudos médicos eram entregues em até quatro horas após o recebimento do exame. Isso comprova a eficiência da gestão. Há 114 anos no Brasil, a entidade possui uma operação estruturada para gerar “lucro social”, ou seja, recursos que garantem autonomia da Associação para a manutenção da estrutura e qualidade de serviços oferecidos população mais carente. Atualmente, a ACSC é responsável pela gestão de oito hospitais, 12 Organizações Sociais de Saúde, 10 escolas e creches e quatro casas de assistência social. São mais de 1 mil colaboradores distribuídos em 34 obras sociais, que efetuam cerca de milhões de atendimentos anuais, mantendo sempre alto padrão de qualidade e resolutividade independente da condição social das pessoas atendidas. RHB | JAN/FEV

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Hospitais do Brasil

H ospital e M aternidade S anta J oana tem nov o complex o com 1 0 andares O Hospital e Maternidade Santa Joana, de São Paulo, SP, ampliou suas dependências com um novo prédio de 10 andares integrado ao já existente, tornando a instituição uma das maiores especializadas na saúde da mulher, gestante e bebê do mundo. São 20.000 m2 de área construída que consumiram cerca de R $ 100 milhõ es em investimentos. Um dos diferenciais é o novo projeto arquitetônico, concebido com espaços amplos, aproveitamento de luz natural e incorporação de inovação e alta tecnologia. Os centros cirúrgico e obstétrico, totalmente informatizados e integrados, possuem três salas inteligentes, projetadas para a realização de procedimentos de alssima complexidade e com configuração idêntica de salas de transplantes, além de recurso para transmissão por vídeo, monitores com braços flexíveis para videocirurgias e radiologia digital PACS (Picture Archiving and Communication System). Todas as 16 salas do centro cirúrgico são equipadas com fluxo laminar sistema de ventilação condicionada que limita ao máximo a entrada de focos de risco e com sistema ultravioleta. Na iluminação, o uso da tecnologia L ED garante qualidade de luminosidade e proporciona a ausência total de sombra, garantindo a eficácia e agilidade durante todos os procedimentos cirúrgicos.

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Uma central de esterilização de instrumentos alocada no mesmo setor diminui o risco de contaminação e proporciona maior agilidade entre as cirurgias. O mesmo ocorre com a ala de recuperação pósanestésica, composta por 24 leitos totalmente informatizados e dispostos em semicírculos, facilitando a observação do médico e a mobilidade dos demais profissionais. Já a Unidade de Terapia Semi-Intensiva foi ampliada para o controle de doenças gestacionais com equipamentos de monitorização, que conectam cada quarto com o posto de enfermagem exclusivo do local. Estes aparelhos multiparamétricos

possuem conexão RFID (transmitem os dados por radiofrequência) e monitoram diversos sinais da paciente internada em tempo real. O Santa Joana também terá em seu novo prédio três salas ultramodernas para aplicação do conceito DR ( abor and Delivery Room) em partos normais. Ao todo, são 5 4 amplos apartamentos divididos em três andares de internação, totalizando 180 leitos no complexo. Dando continuidade superação do processo de humanização, a instituição equipou seis das oito salas do centro obstétrico com visor plasmático para integrar os pacientes com os familiares na hora do parto. O Espaço Família possui um vidro especial localizado estrategicamente, que permite que o médico o torne transparente no momento oportuno para que os familiares acompanhem o nascimento do bebê. Além disso, integrado ao novo complexo, foi inaugurado um Fitness Center preparado para atender cerca de cinco mil médicos que constituem o corpo clínico da maternidade. O local é dedicado para atividade sica e bem estar dos profissionais. Com 1.630 m2, o espaço foi estrategicamente estruturado em frente Maternidade para facilitar o deslocamento e incentivar a atividade sica. Piscina com raia semiolímpica, quadra de tênis e academia com modernos equipamentos fazem parte da estrutura.

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H ospital M á rcio C unha inv este em nov as tecnologias Nos últimos meses, mais de R 1 milhão foram investidos em tecnologia e equipamentos no Hospital Márcio Cunha (HMC), localizado em Ipatinga M , com o objetivo de adequar a infraestrutura do hospital s necessidades do mercado e oferecer atendimento com elevados níveis de segurança e qualidade aos clientes. Parte dos equipamentos foi destinada UTI Neonatal Pediátrica e já está em uso, como incubadoras, berços aquecidos, monitores de pressão arterial, monitores de sinal vital, oxímetros de pulso, carros transportadores de medicamentos e respiradores. Outros equipamentos como aparelho de Raios- móvel, aparelho de ultrasom com doppler colorido, cadeiras de rodas, macas para transporte adulto, aparelhos eletrocardiógrafos e carros para transporte de materiais e medicamentos foram destinados Unidade de Medicina Diagnóstica e ao Pronto-Socorro do hospital. Atualmente, a Fundação São Francisco avier (FSF ) iniciou a cotação de novos equipamentos. Os próximos investimentos, programados para até junho, somam R 3, milhões. entiladores mec nicos, materiais para cirurgia cardiovascular minimamente invasiva, mesas para cirurgia, aparelhos de R aios-X para radiologia geral e resson ncia magnética, entre outros, serão adquiridos neste período e destinados ao Centro Cirúrgico, Unidade de Diagnóstico por Imagem e Hemodin mica e Central de Materiais e Esterelização (CME). “Temos realizado constantes atualizações tecnológicas junto execução do Plano Diretor de Obras. Nosso principal objetivo é o atendimento aos nossos clientes com níveis de segurança e qualidade cada vez mais elevados”, destacou o diretor-executivo da Fundação São Francisco avier e Usisaúde, uís Márcio Araújo Ramos. Outra novidade é que o Hospital Márcio Cunha está pronto para atender s novas

exigências do SUS. Por determinação do Ministério da Saúde, a partir de janeiro passou a ser obrigatório que o paciente apresente o Cartão Nacional da Saúde para ser atendido nas unidades do Sistema Ú nico de Saúde. Para os atendimentos particulares, convênios ou planos de saúde, a medida passa a valer a partir de março. O hospital está preparado para receber o número do cartão que é disponibilizado pela Prefeitura e inseri-lo em seu próprio cadastro. “Ao chegar ao hospital ou em qualquer unidade de saúde com o cartão em mãos, o paciente ganha tempo e é atendido com maior agilidade”, explica a gerente de Recepção, Internação, Arquivo e Social, Clidemar R odrigues Teixeira Porto. O cartão permitirá que, por meio de um único número, os gestores e profissionais de saúde acessem o cadastro de atendimento dos pacientes, bem como, seu histórico de exames e cirurgias.

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re ei o de or o egre os or na e o erin enden e ec H M V , D r. J oã o P olancz y k , na cerimô nia de inauguraç ã o

vo do

Crédito: Ricardo Giusti/Prefeitura Municipal Porto Alegre

A Prefeitura Municipal de Porto Alegre - R S, através da Secretaria da Saúde e o Hospital Moinhos de V ento, entregou, no último mês de novembro, mais uma unidade de Estratégia de Saúde da Família na região extremo sul da capital: a Unidade Chapéu do Sol. A unidade é parte integrante do projeto que o Hospital Moinhos de V ento desenvolve em parceria com o Ministério da Saúde e a prefeitura local. O aumento da cobertura de saúde da família amplia o componente que ordenará todo o sistema e a partir do qual se organiza a rede. O Hospital da Restinga e Extremo Sul, em construção, é parte desta rede que engloba os três níveis de atenção: primária (equipes de Saúde da Família), especializada e hospitalar. O complexo de saúde foi projetado para responder demanda de atenção saúde nas regiões, contando também com uma escola que proporciona oportunidades de qualificação aos moradores, gerando emprego e renda. O projeto Restinga e Extremo Sul está sendo desenvolvido em parceria com o Ministério da Saúde e a Prefeitura de Porto Alegre. A nova estrutura, que fará parte da rede municipal do SUS de Porto Alegre, possui 188 m² de área construída e nela atuarão diversos colaboradores do HM , alguns deles moradores da própria região. As atividades desenvolvidas priorizam a assistência integral s famílias, com ações na própria unidade e também nos domicílios. Por meio de convênio com a Secretaria Municipal da Saúde, o Hospital Moinhos de ento já atua na região através da Unidade de Estratégia de Saúde da Família Paulo iaro e também com a Unidade de Pronto-Atendimento Restinga. Além disso, também faz parte deste projeto a unidade Núcleo Esperança, com inauguração prevista para breve.

Crédito: Cristiano Sant’anna

H ospital M oinhos de V ento inaugura U nidade de S aú de da F amí lia C hapéu do S ol

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Novidade

on ainers co carac er s cas de salas limpas O uso de containers e módulos habitacionais está se intensificando na área da Saúde. A NHJ do Brasil – empresa especializada neste setor - está desenvolvendo dentro de containers de 20 pés unidades do tipo “salas limpas”, com ambiente controlado com relação temperatura, pressão, umidade e imune contaminação por par culas, que podem ser usados como laboratórios, salas de isolamento, laboratórios de biotecnologia, salas de cultura, entre outros. Os containers especiais podem ser utilizados como apoio de áreas fixas ou como unidades operacionais móveis, em veículos ou alocados em carretas, caminhões, helicópteros, aviões ou navios. Podem servir para fins de saúde ou permitir que o ambiente classificado se torne acessível. Os containers atendem a altos padrões de normatização, utilizando tecnologia de ponta para ar condicionado, hidráulica, elétrica, comunicação, iluminação, entre outros itens. Durante o desenvolvimento do projeto, a empresa reuniu consultores com ampla experiência na realização de projetos especiais nas áreas de engenharia, arquitetura e microbiologia. “Atualmente, há pouca disponibilidade de soluções alternativas para projetos emergenciais em ambientes classificados e especiais, pois possuem altos padrões de exigências em razão de normatizações, devido aos processos ou produtos gerados nestes ambientes”, explica o Diretor da NHJ, André M. Oliveira. O resultado é uma unidade fixa ou móvel que atende a todas as exigências de um ambiente classificado, com normas de seguranças compatíveis, e com total resistência a condições climáticas extremas, unindo ainda mobilidade, armazenabilidade e a durabilidade de um container. A tecnologia aplicada permite também o uso do produto embarcado, com total resistência a intempéries do ambiente em questão, podendo trabalhar com inclinação de até 4 . Como são projetados e construídos para fins específicos, a estrutura resistente permite ser içada e deslocada com facilidade, podendo ser transportado por via terrestre, marítima ou aérea. Os containers especiais podem, também, conceber áreas que atendam os ambientes classificados como:

L ab orató rios de seguranç a microb ioló gica: Concebidos para trabalhar com agentes patogênicos perigosos (SARS, gripe aviária, AIDS, etc.), protegendo o operador e o meio ambiente, ou ambientes estanques e despressurizados equipados com uma instalação de tratamento do ar com alto nível de filtração. S alas L impas: Projetadas quando o objetivo principal é proteger o produto, estudo ou o paciente do contato com o meio ambiente. São ambientes controlados (temperatura, pressão, umidade e contaminação por par culas), com toda a preocupação na escolha de materiais assépticos e níveis de filtragem. L ab orató rios de ex ames especializ ados: Em hospitais e centros cirúrgicos, na pesquisa médica e laboratórios de exames, em estudos acadêmicos em laboratórios e na simulação de ambientes, em laboratórios de manipulação, em Biotecnologia, como nas indústrias farmacêuticas e cosméticas, além das indústrias alimentícias, veterinárias e de informática e componentes eletrônicos. Na área externa, os containers possuem painel de comando, inversores de frequência dos sistemas de insuflamento e exaustão, portas com visores em vidro especial prova de choque e sistema de intertravamento, controladores de filtros de ar e de saturação de filtros, além de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA). Internamente possuem divisórias e portas especiais, sistema de H AC contemplando filtragem com utilização de filtros HEPA (High Efficiency Particulate Air), piso em manta vínilica sem porosidade, antiderrapante, especial para salas limpas, além de sistemas de isolamento total de fendas com silicone asséptico e de combate a incêndio. Disponibilizam ainda lavatórios personalizados com ativação automática sem contato das mãos, iluminação de emergência, suportes para equipamentos médicos e iluminação do paciente. w w w . nhj dob rasil. com. b r RHB | JAN/FEV

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Evento

I ndú stria da saú de b rasileira mov imenta U S $ 1 , 1 milhã o no O riente M édio No mês de janeiro, o Oriente Médio foi o mercado-alvo das açõ es do projeto Brazilian Health Devices, realizado pela Abimo – Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de aboratórios em parceria com a Apex-Brasil Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos, que amplia a participação do setor da saúde no mercado internacional. A indústria da saúde brasileira participou da Arab Health, maior feira do setor na região e a segunda maior do mundo, que aconteceu entre os dias 23 e 26 de janeiro e contou com a participação de 44 empresas, das quais cinco participaram pela primeira vez do evento. Na ocasião, foram realizados mais de três mil contatos, gerando negócios da ordem de US 1,1 milhão. Para os próximos 12 meses, a expectativa é de US 14 milhões em negócios fechados. Os resultados da feira deste ano superaram os do ano passado, já que em relação última edição, os contatos aumentaram 27% e, em termos de negócios concretizados, o avanço foi de 11%. “O mercado do Oriente Médio está se tornando cada vez mais 24

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do custo bene cio, a qualidade e o preço competitivo. Com o trabalho da marca Brazilian Health Devices, é nítido o aumento da confiança dos estrangeiros nos produtos nacionais. O crescimento das exportaçõ es do Brasil nesse setor vem acontecendo de forma sustentável, fruto da maturidade da indústria que, para competir com os importados, investiu em inovação e tecnologia”, afirma Borges. Em 2011, a Abimo realizou uma missão de prospecção na Arábia Saudita, e, por conta do cenário positivo, a associação pretende realizar uma missão comercial ainda este ano, com cerca de dez empresas brasileiras interessadas em realizar reuniões com empresas sauditas.

importante para as empresas de nosso setor, e os resultados da Arab Health deste ano exemplificam a import ncia desta região. O Brasil se destacou na movimentação de visitantes e na procura pelos nossos produtos. Outro fato positivo foi nossa localização no principal pavilhão da feira, ao lado de grandes players do setor”, diz Paula Portugal, erente de Projetos Internacionais da Abimo. O presidente da Apex-Brasil, Maurício Borges, participou pela primeira vez da feira e pôde constatar o crescimento internacional de nossa indústria no mercado do Oriente Médio. “Na Arab Health vimos de perto que alguns dos diferenciais dos equipamentos médico-hospitalares e odontológicos exportados pelo Brasil em relação aos países concorrentes são o reconhecimento

E x positores b rasileiros: Airsys, Baumer, Bioclin, Biomec nica, Bioteck, Carci, Casex, Cmos Drake, Deltronix, Dentoflex, Diagnostek, Driller, Fami, inner, Fanem, Hi Technologies, Hospimetal, HP Bio, IBF, Ibramed, Impol, Indrel, Inpromed, Instramed, IO , D , M Farma, oktal, Macrotec, Magnamed, MDT, Medpej, Metabio, Neoortho, NS, Olidef, Ortosíntese, PA MED, Samtronic, Schioppa, Silimed, Sismatec, ama e EM. RHB | JAN/FEV 25 evento_2.indd 25

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Política

R egulamentaç ã o da E C 2 9 n o sa s a ória ara o se or Finalmente a Emenda Constitucional 2 foi regulamentada, mas para os profissionais, a população e os representantes de entidades de saúde, que vêm lutando por mais recursos para o setor, o avanço foi ínfimo em relação expectativa. A sistemática atual de definição orçamentária foi mantida, com os estados tendo de investir 12% em saúde, os municípios 1 % e a União tudo o que foi empenhado no ano anterior mais a variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB). Se por um lado o texto impede desvios de recursos da saúde, prática ainda comum em alguns estados, do outro não enfrenta o maior problema do Sistema nico de Saúde (SUS), que é o desfinanciamento. “Esperávamos que a União se comprometesse com os 10% da receita para a Saúde. Se fosse como prevíamos, a área poderia receber quase o dobro de investimentos nos próximos exercícios, chegando a R 1 0 bilhões. Entretanto, se o país tiver um crescimento zero ou negativo, a Saúde sairá prejudicada”, comenta a presidente da Femama - Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio Saúde da Mama, a médica mastologista Maira Cale . Mais direto, o presidente do Simesp - Sindicato dos Médicos de São Paulo, Dr. Cid Carvalhaes, revela que o sentimento é de insatisfação. “Há falta de vontade política do Estado brasileiro como um todo, pois a Saúde não é considerada prioridade para o direcionamento orçamentário. É preciso votar em políticos que têm responsabilidade com o setor”, declara. Para o presidente da Frente Parlamentar da Saúde, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), o texto aprovado traz apenas dois avanços: o primeiro, a derrubada do dispositivo que retirava as verbas do Fundeb Fundo de alorização dos Profissionais de Educação da base de cálculo a ser aplicada pelos estados. Com isso, R 7 bilhões não serão

retirados anualmente do gasto do SUS. O segundo, a definição do que são ações e serviços de saúde, para impedir que alguns estados invistam os recursos do SUS em saneamento, hospitais militares, institutos de previdência, restaurantes populares e pagamento de aposentados, por exemplo. “Dinheiro da saúde é para parto, vacina, programa de Saúde da Família, medicamento, cirurgia cardíaca e UTI”, ressalta Perondi. A grande vantagem na definição dos investimentos é que governadores e prefeitos terão mesmo de investir esse percentual do orçamento em Saúde. Anteriormente, alguns acabavam usando parte dos recursos em outras esferas, como saneamento básico ou planos de saúde, lembra Maira, da Femama. Com a regulamentação da Emenda 2 , os recursos só poderão ser utilizados em ações e serviços de “acesso universal” que sejam “compa veis com os planos de saúde de cada ente da federação” e de “responsabilidade específica do setor saúde, não se aplicando a despesas relacionadas a outras políticas públicas que atuam sobre determinantes sociais e econômicos, ainda que incidentes sobre as condições de saúde da população”. Perondi destaca que de todos os estados brasileiros, 1 destinam corretamente 12% saúde dos nove restantes, sete já estão gastando acima de 10, %, no mínimo, e dois estão abaixo disso. Rio rande do Sul e Minas erais são os casos mais gritantes, pois investem apenas 6%. Com a impossibilidade dessas “maquiagens”, espera-se a destinação de mais R 4 bilhões pelos estados saúde por ano. “Muito pouco, se levarmos em conta o que disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, de que a necessidade é de R 4 bilhões por ano”, lembra. A verdade, para o deputado, é que a União vem deixando a responsabilidade para as prefeituras, que gastam, em média, 1 , % de suas receitas na saúde. Em 1 0, a esfera federal respondia por 7 % dos gastos

crédito: Tom Dinarte

Dr. Cid Carvalhaes, do Simesp

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Dra. Maira Cale , da Femama

Deputado Darcísio Perondi

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com saúde. Hoje, responde com menos de 40%, cerca de 1,7 % do PIB. No Brasil, se gasta com saúde o equivalente a R 1, 2 por habitante dia. Os gastos públicos com o setor, nas três esferas de poder, mal chegam a 3,6% do PIB. Para o Brasil responder universalidade, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), precisaria gastar pelo menos 6%. V etos A presidente Dilma Rousse sancionou a lei que regulamenta a Emenda Constitucional 2 no dia 16 de janeiro de 2012, mas fez 1 vetos. Entre eles, o artigo que obrigava os estados que não destinaram a verba correta saúde a cumprirem o valor em quatro anos. O trecho foi considerado inócuo porque este prazo terminaria em 2011. Para Darcisio, o correto seria atualizar a data para 201 , o que faria sentido dentro da realidade. “Como a alteração não foi feita, os estados foram anistiados ”.

ren e aciona or ais ec rsos ara a a de se o i i a

A A ssociação M é dica B rasileira ( A M B ) , a Ordem dos A dvogados do B rasil ( OA B ) , a A cademia N acional de M edicina, a A ssociação Paulista de Medicina APM e v rias outras entidades da sociedade civil lançaram oficialmente em evereiro a rente N acional por M ais R ecursos na Saúde, que pleitea a revisão imediata da egulamentação da Emenda onstitucional 2 . ma das reivindicações a de ue a ederação passe a investir imediatamente no setor 10 da eceita orrente ruta. estrat gia da rente sensi ilizar autoridades e pol ticos a aprovar urgentemente uma lei ue aporte novos investimentos para a sa de, resolvendo a uestão do su financiamento no . “A sa de do rasil necessita de mais investimentos e esta uma luta da ual não a rimos mão, inclusive em respeito aos nossos pacientes”, afirma lorentino ardoso, presidente da AM . a ocasião, oi lançado um pro eto de lei complementar ue altera dispositivos da Lei omplementar n 1 1, de 1 de aneiro de 2012, não s no ue diz respeito ao su financiamento do , mas tam m propondo ue os recursos se am aplicados em conta vinculada, mantida em instituição financeira oficial, so responsa ilidade do gestor de sa de. Para ue a mo ilização camin e, a rente deve agora coletar cerca de 1, mil ão de assinaturas e apresentar esse material âmara dos eputados. epois o pro eto de iniciativa popular seguir a tramitação normal no ongresso. poss vel ai ar o pro eto e o ormul rio para assinar no site da AM ( .am .org. r . As assinaturas podem ser encamin adas pr pria associação, entre outras entidades participantes.

Florisval Meinão, Presidente da APM iovanni Cerri, Secretário de Saúde do Estado de São Paulo Eleuses Paiva, Deputado Federal e ice-presidente da Frente Parlamentar da Saúde da C mara Florentino Cardoso, Presidente da AMB e Ophir Cavalcante Júnior, Presidente da OAB Nacional

eg a en a o da Aspectos Positivos Define o que são ações e serviços de saúde e fecha as brechas para desvios de recursos da saúde, principalmente dos estados Acaba com a possibilidade de que verbas do Fundeb sejam retiradas da base de cálculo dos estados

enda ons ciona Aspectos Negativos Não acrescenta nenhum centavo federal na saúde

A correção orçamentária pela variação nominal do PIB não permite a recuperação de perdas do setor A responsabilidade pela saúde está excessivamente nas mãos das prefeituras, que já estão gastando mais do que podem, 1 , %, em média O gasto privado em saúde é maior que Aperfeiçoa os sistemas de fiscalização o público: 2,1% contra 47, % asto público em saúde chega a 3,6% da aplicação dos recursos na saúde. do PIB. Segundo a OMS, são necessários pelo menos 6% para se manter um sistema universal asto público por habitante dia é de apenas R 1, 2 Remuneração do SUS é insuficiente. De cada R 100 gastos pelos hospitais e entidades filantrópicas em serviços, apenas R 60 são efetivamente pagos. Fonte: deputado Darcísio Perondi, Presidente da Frente Parlamentar da Saúde

Foi vetada, também, a correção trimestral do orçamento de acordo com o aumento do PIB, pois, segundo a presidente, a necessidade de constante alteração nos valores a serem destinados saúde pela União poderia gerar instabilidade na gestão fiscal e orçamentária. “O governo federal tem uma bondade celestial com um seleto grupo de empresas internacionais quando empresta dinheiro com juros de 6% ao ano e tem um rigor bíblico com a saúde do cidadão”, comenta o deputado. Entre os vetos na lei, cinco fazem referências CSS Contribuição Social Saúde. A justificativa é que como o imposto foi retirado no Congresso tais trechos carecem “de qualquer efeito prático”. Para Darcisio, o veto mais importante e mortal para a saúde foi o político, quando o governo derrotou a proposta defendida pelos representantes de entidades de saúde. “Os vetos simbolizam que o governo federal não quer colocar dinheiro no SUS, e nós temos que fazer algo para retomar a luta pelos 10% amos organizar uma grande mobilização”, já anuncia o deputado.

r a en o ara sa de cresce

e

Minist rio da a de assegurou orçamento de 1, il ões para 2012, o ue representa o maior aumento nominal para o setor, desde a aprovação da Emenda 2 , em 2000. A variação de 1 ,2 il ões corresponde a apro imadamente 1 acima do montante li erado em 2011 , il ões . c lculo definido pela regulamentação da Emenda onstitucional 2 garantiria apro imadamente 6 il ões a mais este ano em relação a 2011. s recursos serão usados no atendimento população, compra de medicamentos, e pansão da rede p lica e desenvolvimento tecnol gico em sa de. A ase de variação para os gastos do governo ederal com a sa de a soma do ue oi investido no ano anterior em Ações e erviços P licos de a de acrescido da variação nominal do P . c lculo deve retirar despesas com inativos e pagamento de uros. RHB | JAN/FEV 31

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Jurídico

A importâ ncia da documentaç ã o médica Atualmente, o conceito de documentação médica é muito mais abrangente, pois inclui uma série de documentos que vão além das anotaçõ es no prontuário. O médico começa a se resguardar ainda durante a consulta, onde no caso de procedimento eletivo, deverá passar para o paciente todos os riscos do tratamento, bem como os cuidados que deverá tomar para que tudo possa correr bem. Além disso, e principalmente, o médico deverá atenuar as expectativas do paciente, para que o mesmo não fantasie quanto a um resultado que dificilmente terá com o procedimento escolhido. Para isso é necessário colocar a termo, de forma clara, precisa e objetiva, todos os avisos e ressalvas feitos durante a consulta. E isso é feito através de um termo de consentimento esclarecido, que é o documento no qual ficam registrados todos os avisos e cuidados que o paciente deverá ter, assegurando o direito de escolha (caso de procedimentos eletivos), visto que terá todas as informaçõ es necessárias para ponderar o risco do procedimento que deseja realizar. Para evitar problemas, o médico deverá ter sempre em seu poder o prontuário ou ficha clínica do paciente, onde deve realizar anotações que permitam uma possível utilização no eventual caso de uma demanda judicial. Dessa forma, temos dois documentos importantes: prontuário ou ficha clínica do paciente e termo de anamnese. Mas isso não é tudo! A procura de tratamentos estéticos, por exemplo, fez com o que o Brasil esteja posicionado como o segundo país do mundo em número de cirurgias plásticas realizadas, perdendo apenas para os Estados Unidos. Porém, nesse caso, o médico deve entender que as pessoas que buscam o tratamento estético possuem uma característica especial, que o diferenciam dos demais: a expectativa de resultado. Muitos desses pacientes esquecem de como “eram” e passam a fazer uma imagem de como “querem” ser, o que é muito diferente daquilo que “podem” ser. Ou seja, em um procedimento estético existem sempre três possíveis resultados: aquele que o paciente imagina; aquele que o médico imagina; o resultado de fato. Para piorar, todo procedimento que resulte em uma situação diferente daquilo que o paciente imaginou, corre o risco de ser considerado um erro médico e, certamente, fará com que a questão vá parar na Justiça, ou ainda, numa série de outras tentativas, por parte do médico, em alcançar o desejo do paciente. Para que o médico possa se certificar de que o paciente entendeu todos os cuidados que deverá ter antes e depois do procedimento, ele deverá solicitar que assine um termo de compromisso, onde, dentre várias questõ es, se comprometerá a comparecer s consultas de revisão e avaliações periódicas, permitindo que o médico o acompanhe e possa corrigir quaisquer eventualidades. Dessa forma, teremos uma documentação médica que se com32

põe de: Termo de Consentimento Esclarecido, ficha médica e ou prontuário médico, fotos do paciente (pré e pós) e termo de compromisso com o tratamento. Passamos então para a próxima indagação: Por quanto tempo o médico deve guardar estes documentos? Segundo recente parecer do Conselho Federal de Medicina, o médico deverá guardar estes documentos pelo período de 20 anos, apesar da prescrição de dois anos para ingresso de ação pelo Código Civil e de cinco anos nos processos de danos pelo Código de Defesa do Consumidor. Os riscos do exercício da Medicina, somados pressão exercida pela imprensa e à mudança da mentalidade dos pacientes, formam um campo fértil para a proliferação de demandas judiciais que envolvem os profissionais de Saúde. Portanto, a melhor ação ainda é a prevenção, tendo em mãos documentos que comprovem que foram tomados os cuidados necessários e realizada a boa prática médica, a fim de evitar indenizações e condenações que cada vez mais assolam a comunidade médica. r ar a aro Advogado Especializado em Direito Médico, Professor de Responsabilidade Civil Médica no MBA estão de Serviços de Saúde UFF - L ATEC (www.latec.u .br), Professor de Responsabilidade Civil pela Escola Superior de Advocacia e pela Fundação etúlio argas.

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Produtos e Serviços

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Humanização

a fi osofia de a endi en o e va ori a o ser ano Segundo a Organização Mundial de Saúde, “cuidados paliativos” são ações voltadas para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes e familiares que enfrentam problemas associados s doenças que ameaçam a vida, prevenindo e aliviando o sofrimento por meio da identificação precoce, avaliação correta e controle da dor e outros sintomas, suporte psíquico-espiritual e social, que devem estar presentes desde o diagnóstico até o fim da vida. A prática dos cuidados paliativos deriva do modelo de assistência inglesa que se desenvolvia nos antigos hospices medievais, instituições que assistiam e hospedavam os monges e peregrinos. Portanto, a palavra “hospice” é sinônimo de hospedagem e significa uma filosofia que reconhece e cuida com respeito dos sofrimentos do corpo, da mente e do espírito. A última pesquisa divulgada pelo IB E Instituto Brasileiro de eografia e Esta stica sobre a expectativa de vida revelou que o brasileiro está vivendo mais: 73 anos em média. Há 10 anos este número estava na casa dos 6 anos. Há 100 anos, a expectativa de vida era de apenas 30 anos. O aumento significativo destes números mostra o desenvolvimento do país em quesitos como educação, habitação e saúde. Os avanços da medicina formação dos profissionais, evolução dos fármacos e dos equipamentos contribuíram significativamente para o “prolongamento da vida”. Dois fatores devem ser observados neste sentido. O ser humano vive mais e, consequentemente, desenvolve mais doenças crônico-degenerativas, e o exercício da medicina tornou-se essencialmente técnico. “Muitos médicos se especializaram a tal ponto que deixaram de cuidar do paciente como um todo. É preciso olhá-lo sob a tríade do ser humano, ou seja: corpo, mente e espírito”, explica o médico Ademir Torres Abrão, Diretor da Clínica Sainte-Marie Hospice e Cuidados 34

Paliativos e da unidade São Paulo do Instituto Paulista de Cancerologia (IPC). Esta explicação tem relação direta com o esforço médico atual em prolongar a vida a qualquer custo. Esta prática tornou-se uma obsessão cien fica. Dr. Abrão comenta que “é preciso muito cuidado em determinar quando o paciente pode ser encaminhado a uma equipe de cuidados paliativos. Quando todos os recursos terapêuticos estiverem esgotados, é momento de controlar os sintomas e promover o alívio da dor.” O hospice é o ambiente ideal para a prática de cuidados paliativos em um momento específico do desenvolvimento de doenças crônico-degenerativas. O conceito de atendimento chegou ao Brasil há pouco mais de uma década. Para se ter uma ideia de sua amplitude, existem mais de .000 hospices nos Estados Unidos. Hospice não é apenas um local de atendimento. É uma filosofia que valoriza o ser humano em situações em que não é possível promover a cura. Neste ambiente, o paciente tem todos os cuidados necessários, sem a necessidade de uma internação hospitalar.

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“A equipe de atendimento deve ser composta por médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e farmacêuticos”, conclui o Dr. Abrão. A relação de cada integrante da equipe é de fundamental import ncia na identificação das necessidades do paciente e em seu bemestar e visam proporcionar suporte emocional (ouvir o paciente, sua família, atender suas dores, anseios e angústias) assistência espiritual (oferecer um serviço de capelania, se assim o paciente solicitar) suporte social (abranger toda a adequação do ambiente da família e do cuidador) suporte sico (realizar o controle dos sintomas, como a dor e os quadros de agitação, náuseas e vômitos) respeito autonomia do indivíduo (atender aos desejos do paciente e adequar a assistência s suas necessidades). era Anita Bifulco, Coordenadora do setor de psicologia do IPC São Paulo e da Clínica Sainte-Marie, enfatiza que “esta equipe trata integralmente de todos os aspectos que norteiam o paciente, sejam eles de caráter sico, social, emocional e espiritual. É importante lembrar que paciente e família representam uma mesma unidade de atendimento”. Outro aspecto que deve ser observado é o custo do paciente crônico para o sistema de saúde público e privado. “Um paciente neurológico fora de possibilidades de cura mantido em um leito hospitalar representa um custo al ssimo para as operadoras de saúde, por exemplo. O hospice oferece bene cios ao paciente a um custo significativamente menor”, finaliza uilherme Mendes Filho, Diretor do rupo IPC. idados a ia vos no con e o in ernaciona Em suas origens, “palio” deriva da palavra latina pallium, que significava cobertura e designava o manto utilizado para aquecer e proteger os viajantes das intempéries. A associação entre os hospices e o cuidado a pessoas que iriam morrer em consequência de sua doença ocorreu em 1 42, por Madame Jeanne arnier, em yons, na França, quando diversos hospices foram fundados. O desenvolvimento de instituições que prestam cuidados paliativos ao longo de nosso tempo foi interpretado como o Movimento dos Hospices Modernos, considerando-se que o movimento está dividido em duas fases: hospice medieval e hospice moderno. Dentre os hospices modernos destacou-se o St. Christopher s Hospice fundado em 1 67 por Cicely Saunders, que divulgou ao mundo a import ncia de continuar o tratamento dos pacientes incuráveis dentro de uma filosofia humanitária. Ela desenvolveu um processo de cuidar articulando internação domiciliar, tecnologia e pesquisa e constituiu o St. Christopher s Hospice como centro modelar dos cuidados paliativos, revestindo os pacientes incuráveis de um novo valor do ponto de vista ético, técnico, cien fico e humano.

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Pesquisa

E studo aponta desigualdade na distrib uiç ã o de médicos em todo o P aí s O Brasil é um país marcado pela desigualdade no que se refere ao acesso à assistência médica. Uma conjunção de fatores, como a ausência de políticas públicas efetivas nas áreas de ensino e trabalho, assim como poucos investimentos, tem contribuído para que a população médica brasileira, apesar de apresentar uma curva constante de crescimento, permaneça mal distribuída pelo território nacional, com vinculação cada vez maior aos serviços prestados por planos de saúde, pouco afeita ao trabalho na rede do Sistema Ú nico de Saúde (SUS). Estas são algumas das conclusõ es da pesquisa Demografia Médica no Brasil: dados gerais e descriçõ es de desigualdades, desenvolvida em parceria entre Conselho Federal de Medicina (CFM) e Conselho R egional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). “Numa nação onde são anunciados avanços econômicos e o combate à pobreza toma ares de programa de governo, torna-se imperioso que a saúde ocupe o centro da cena. Para tanto, temos reiterado a necessidade de mais recursos e o estabelecimento de políticas públicas justas para com o médico e com todos os profissionais da área”, ressalta o presidente do CFM, R oberto L uiz d’ Avila, confiante em que o trabalho subsidie a elaboração de políticas públicas nos campos do trabalho e do ensino médicos. O estudo mostra que, em outubro de 2011, os conselhos de Medicina registravam a existência de 371.788 médicos em atividade no Brasil. O número confirma uma tendência que perdura há 40 anos, cujo percentual (5 30%) é mais de cinco vezes maior que o do crescimento da população, que em cinco décadas aumentou 104,8%. O crescimento expressivo do número de médicos resulta de uma conjugação de fatores. Entre eles estão as crescentes necessidades em saúde, as mudanças no perfil de morbidade e mortalidade, as garantias de direitos sociais, a incorporação de tecnologias médicas e o envelhecimento R oberto L da população. Também não podem ser ignorados fatores como a expansão do sistema de saúde e a oferta de mais postos de trabalho médico, entre outros. A perspectiva atual é de manutenção dessa curva ascendente. Com a abertura de escolas médicas e as vagas já existente, a estimativa é de que cerca de 16.800 novos profissionais desembarcarão anualmente no mercado de trabalho a partir de 2011. A razão médico/ habitante aumentou 72,5 % entre 19802011. Em 1980, havia 1,13 médico para cada grupo de 1.000 residentes no país e, em 2011, esse índice chegou a 1,95 . Na 40

uiz d’ Avila, Presidente do Conselho Federal de Medicina

comparação das duas populaçõ es (a geral e a dos médicos), se constata que nos últimos 30 anos a dos profissionais é sempre superior. Outro ponto que chama a atenção é a tendência à maior presença de mulheres. O ano de 2009 foi um marco histórico no processo de feminilização da Medicina, quando pela primeira vez entraram no mercado mais mulheres que homens. Este crescimento confirma uma tendência mundial que se

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observa ao longo das últimas décadas e que se acentuou nos últimos anos, já que a proporção de mulheres médicas em 30 países estudados cresceu 30% entre 1990 e 2005 . Uma das principais razõ es para o salto no número de médicos é a abertura desenfreada de escolas médicas. O país tinha, em 2009, um total de 185 escolas médicas, com uma oferta de 16.876 vagas. Dados de 2011 indicam que 45 % dos cursos estão no Sudeste. Do total de vagas disponíveis, 5 8,7% são oferecidas por instituiçõ es privadas e 41,3% por escolas públicas. A concentração de médicos flutua nas diferentes regiõ es do País. O Sudeste, com 2,61 médicos por 1.000 habitantes, tem concentração 2,6 vezes maior que o Norte (0,98). O resultado do Sul (2,03) fica bem próximo do alcançado pelo Centro Oeste (1,99). Ambos têm quase o dobro da concentração de médicos por habitantes do Nordeste (1,19). Quando se olha por unidade da federação, no topo do ranking ficam Distrito Federal, R io de Janeiro, São Paulo e R io Grande do Sul. Esses três estados, mais Espírito Santo e Minas Gerias, estão acima da média nacional (1,95 ). Na outra ponta, estão estados do Norte (Amapá e Pará) e do Nordeste (Maranhão), com menos de um médico por 1.000 habitantes. A concentração tende a ser maior nos polos econômicos, nos grandes centros populacionais e onde se concentram estabelecimentos de ensino, maior quantidade de serviços de saúde e, consequentemente, maior oferta de trabalho. R egiõ es menos desenvolvidas, mais pobres e interiores de estados com grandes territórios e zonas rurais extensas têm, sabidamente, maior dificuldade para fixar e atrair profissionais médicos. É nas cidades de maior porte, especialmente nas capitais, que se concentram a maioria dos médicos brasileiros. Essa situação reflete a tendência do profissional se fixar e trabalhar na cidade ou região onde fez sua graduação e residência. A presença predominante dos médicos nas capitais aumenta a desigualdade no acesso ao atendimento médico. Em média, o conjunto desses municípios apresenta uma razão de médicos registrados por 1.000 habitantes de 4,22. Esse índice é mais que duas vezes superior à média nacional (1,95 ). A cidade de São Paulo, por exemplo, tem 4,33 médicos registrados por 1.000 habitantes, enquanto o estado tem 2,5 8. Três capitais de porte médio do Sudeste e do Sul (V itória, Belo Horizonte e Florianópolis) chamam a atenção pela elevada proporção de médicos registrados por habitantes, especialmente quando se compara com os números dos seus próprios estados. O levantamento adiciona outro parâmetro: o “posto de trabalho médico ocupado”, como complemento do critério “médico registrado”. O número de postos ocupados por médicos em estabelecimentos de saúde no Brasil chega a 636.017, enquanto o país tem 371.788 profissionais registrados nos CR Ms. Assim, o número de postos ocupados por médico é de 3,33 por 1.000 habitantes. Este dado permite que o médico deixe de ser contado como um único profissional, como é feito quando se usa o indicador “médico registrado”. Um mesmo médico, se atender em dois locais, ou tiver dois diferentes vínculos, será contado como “dois postos de trabalho médico ocupados”. R essaltadas suas particularidades metodológicas, esse critério reforça as desigualdades regionais colocando novamente o Sudeste e o Sul no extremo oposto das regiõ es Norte e Nordeste.

A pesquisa indica também que os usuários do SUS contam com quatro vezes menos médicos que os usuários do setor privado. Quando se considera a dimensão da população que depende exclusivamente do SUS (3,25 vezes maior que a dos planos), constata-se que a clientela da saúde privada conta com 3,9 vezes mais postos de trabalho médico disponíveis que os usuários da rede pública. No conjunto do país, são 46.634.678 usuários de planos de saúde, segundo dados de 2011 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O levantamento indica a existência de 35 4.5 36 postos de trabalhos médicos em estabelecimentos privados que, em tese, prestam serviços às operadoras de planos de saúde. Isso significa que para cada 1.000 usuários de planos, há 7,60 postos de trabalho médico ocupados. Esse índice salta de 3,17 no Amazonas – o pior colocado entre os estados – , para, em unidades como Sergipe, Piauí, Acre, Distrito Federal e Bahia, entre 12 e 15 postos ocupados por 1.000 usuários privados. Esse índice cai para 1,95 quando se faz a razão entre postos ocupados nos estabelecimentos públicos – que são 281.481 – , e a população que depende exclusivamente do SUS, que soma 144.098.016 pessoas. O quadro de penúria e desigualdade é ainda maior em estados como Maranhão e Pará, que contam com menos de um posto de trabalho médico ocupado por 1.000 habitantes/ SUS. Mesmo em estados onde a taxa de cobertura dos planos de saúde é elevada, como São Paulo, onde 44,5 % da população tem plano de saúde, é grande a diferença entre médicos entre os sistemas público e privado. A população paulista usuária de planos de saúde conta com 6,23 postos de trabalho médico ocupados por 1.000 habitantes clientes. Já os usuários do SUS no estado têm menos da metade: 3,04 postos ocupados por 1.000 habitantes. A desigualdade na distribuição dos postos de trabalho entre os setores público e privado se acirra nas capitais, onde a razão de posto de trabalho médico ocupado em estabelecimentos privados é de 7,81 por 1.000 habitantes usuários de planos, mais que duas vezes o índice encontrado entre médicos e usuários do SUS (4,30 médicos por 1.000 habitantes). O Espírito Santo é a unidade da federação com maior desigualdade entre capital e o resto do estado. Enquanto no estado o índice de médicos por usuários do SUS é de 2,5 4 por 1.000, ele chega a 7,67 entre beneficiários de planos. Em V itória, esses números sobem para 25 ,5 2 e 15 ,72, respectivamente. O IDPP ajuda a visualizar o nível de disparidade entre o Brasil da assistência médica privada e o Brasil do usuário que depende exclusivamente do SUS. No país como um todo, o IDPP é de 3,90, indicando um alto índice de desigualdade tanto entre as regiõ es quanto entre as capitais. O levantamento indica que o setor privado oferta cada vez mais postos de trabalho para a população médica brasileira. Entre 2002 e 2009, o número de médicos em geral cresceu 14,8%: foi de 305 .934 médicos, em 2002, para 330.381, em 2005 , e 35 9.25 4, em 2009. Mas ao se analisar, nos mesmos anos, o crescimento dos postos de trabalho médico ocupados, observa-se uma evolução diferenciada nos setores público (72.15 6 postos a mais) e privado (98.35 0 postos). A diferença a favor do privado é potencialmente maior considerando-se o tamanho das populaçõ es cobertas pelos SUS e pelos planos privados. RHB | JAN/FEV 41

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Tendência

M enos internaç ã o/ mais f amí lia gerando q ualidade em saú de L ugar de paciente nem sempre é no hospital. Quem defende esta ideia é Claudio L uiz o enberg, Presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo. Segundo ele, ao longo de décadas, o brasileiro foi doutrinado a entender que a saúde se fortalece com a construção de mais e mais hospitais. “Já está na hora de deixar claro que não é somente a entrega de obras que beneficia o cidadão, e a internação vista como único recurso de assistência médica é um erro. A desospitalização é um dos caminhos para fazer a saúde brasileira dar certo”, defende. Desospitalizar significa diminuir o tempo de internação do paciente ao mínimo possível, por meio de um atendimento mais eficiente e de processos assistenciais mais estruturados, com uso de recursos como protocolos operacionais. o enberg explica que o objetivo desse movimento é diminuir a média de permanência de internação que hoje ainda ultrapassa os cinco dias no Brasil. Agir na assistência clínica

P rograma M elhor em C asa presta atendimento domiciliar pelo S U S

O programa M elhor em Casa, que leva tratamento coberto pelo SU S para a residência do paciente, já habilitou 152 equipes que prestam atendimento domiciliar. Presente em seis estados e 16 municípios, o programa envolve E uipes Multiprofissionais de Atenção omiciliar EMA e E uipes Multiprofissionais de apoio EMAP . este total, estão inclu das tam m as 20 e uipes ederais do nstituto acional do âncer A , do nstituto acional de raumatologia e rtopedia e do rupo ospitalar onceição . “ Com esse programa, os pacientes recebem tratamento no melhor local ue podem ser tratados, ou se a, em casa, unto com a am lia, envolvendo todos na recuperação da sa de”, afirmou o Ministro da a de, Ale andre Padil a. Minist rio da a de investir , por m s, , mil por e uipe principal e 6 mil por e uipe de apoio, como incentivo de custeio. At 201 , o investimento total de 1 il ão, para implantação de mil e uipes de Atenção omiciliar e outras 00 e uipes de apoio. A meta para este ano c egar a 2 0 e uipes credenciadas. “ s apoiadores t cnicos da atenção domiciliar estão intensificando a mo ilização unto aos gestores estaduais e municipais para ue possamos ultrapassar a meta de 2012. Para ue isso aconteça, vamos pu licar os cadernos de atenção domiciliar e o ertar cursos de educação a distância, em parceria com a niversidade A erta do A ”, en atiza o oordenador do Programa Mel or em asa, Aristides de liveira. programa Mel or em asa tam m a uda a reduzir as filas nos ospitais de emerg ncia, ue a assist ncia, uando a indicação m dica, passa a ser eita na pr pria resid ncia do paciente, desde ue a a o consentimento da am lia. At 201 , serão implantadas em todas as regiões do país. 42

básica, agilizar diagnósticos e tratamentos, promover programas preventivos e outras medidas são fundamentais nesta nova lógica de prestação de serviços. Esse conceito já vem sendo utilizado por hospitais brasileiros, como o próprio Albert Einstein. “Seus recentes investimentos em infraestrutura foram planejados para encurtar a permanência do paciente em ambiente hospitalar, sempre garantindo um atendimento de qualidade”, afirma

o Presidente da instituição. O que deve ser observado, segundo ele, é como essa base precisa ser otimizada para gerar bons resultados, medidos por índices adequados, como a taxa de mortalidade por enfermidades passíveis de prevenção. “Está comprovado que é possível fazer mais com os mesmos recursos públicos hoje disponíveis”, declara.

E m casa A partir deste conceito cresce no país outro tipo de serviço: o home care, para pacientes que podem ser tratados em casa. “Antes visto como concorrentes da internação hospitalar, os serviços de cuidados com a saúde em ambiente domiciliar passaram a ser aliados dos hospitais, uma vez que liberam leitos para pacientes que realmente necessitam de internação para cirurgias ou outros procedimentos passíveis de serem realizados somente em ambiente hospitalar”, afirma a Dra. Ana Elisa A. C. de Siqueira, Diretora do rupo Hospitalar Santa Celina, com sede em São Paulo, filiais no Rio de Janeiro, interior de São Paulo, Baixada Santista e ale do Paraíba, que oferece programas de Atenção e Internação Domiciliar (Home Care) e de Promoção da Saúde e Prevenção de Doenças. A desospitalização ocorre com pessoas em diferentes níveis de complexidade assistencial, como por exemplo pacientes que não precisam de uma internação hospitalar para receber medicação intravenosa, podendo receber esse cuidado em casa. Há ainda os pacientes crônicos com patologias mais severas, que se encontram acamados e dependentes de ventilação mec nica e que precisam de todo o suporte necessário para manutenção da assistência com qualidade. “Estes pacientes são acompanhados por profissionais de saúde treinados e capacitados para esse tipo de assistência. Estima-se que alguns pacientes quando encaminhados para atenção e ou internação domiciliar passam a representar uma economia de até 5 0% para as operadoras”, declara a Dra. Ana Elisa A. C. de Siqueira, do rupo Hospitalar Santa Celina Dra. Ana Elisa.

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Desinfecção

E steriliz aç ã o garante seguranç a e reaprov eitamento de materiais

Em um hospital, a limpeza dos ambientes e dos materiais médicos, como cateteres, próteses e aventais, é essencial para evitar contaminaçõ es, como infecções de sítio cirúrgico, na qual o paciente fica mais exposto. Inclusive, no estado de São Paulo, para impedir que os jalecos sirvam de fonte e veículo de transmissão de microorganismos, os médicos estão proibidos de usá-los fora do ambiente de trabalho. Para cumprir com as exigências de limpeza determinadas pela Anvisa, os hospitais recorrem a centros de esterilização, também submetidos s normas do órgão regulador. “Os produtos industriais são colocados dentro dos pacientes, o que torna necessário que estejam estéreis para não causarem infecções. No caso das roupas cirúrgicas, usadas pelos médicos para operar os pacientes, elas precisam estar totalmente estéreis para não correr o risco de expor o indivíduo a alguma infecção”, ressalta Diego Pinto, erente Comercial da Bioxxi, empresa especializada em reaproveitamento de utensílios médicos. Após passarem por diversos tratamentos, os produtos retornam para os hospitais para serem reaproveitados. Nessas situaçõ es, o tempo de esterilização é primordial para garantir a eficácia do processo. Depois da identificação, os produtos médicos passam por processos de lavagem, secagem e embalagem. Após serem embalados, eles vão, enfim, para a esterilização com óxido de etileno. Para cada ciclo do processo, é emitido um laudo de liberação pelo Controle de Qualidade, o que atesta a segurança e a esterilidade dos produtos. Todas essas fases duram em torno de quatro dias. “Além de evitar as infecçõ es causadas pela má esterilização dos equipamentos médicos, a reutilização de produtos torna o hospital ambientalmente correto, já que evita que esses utensílios sejam joga-

N ov a resoluç ã o para limpez a de lenç ó is e outras roupas

A A nvisa acaba de publicar resolução que estabelece regras para limpez a de lençóis, aventais e outras roupas usadas em hospitais e serviços de saúde. A té agora, estava em uso apenas um manual de instruções, editado pela própria agência, cujo cumprimento não era obrigatório. A resolução també m obriga o controle de todas as etapas, como o transporte de roupas sujas e limpas e as formas de processamento, ue a partir de agora terão de ser documentados. A norma permite que a higieniz ação seja feita tanto pelo hospital como por empresas terceiriz adas, que deverão ter licença emitida pela vigilância sanit ria local.

dos no lixo”, explica a Infectologista Patrícia Ivone, da Bioxxi. Ao considerar uma autoclave de 300 a 5 00 litros, o tempo necessário para a esterilização a vapor saturado é de 60 minutos; já o tratamento a pré-vácuo leva em média 15 minutos; o aquecimento demora 10 minutos, a esterilização leva 15 minutos e a secagem demora 20 minutos. “O tempo total de esterilização por óxido de etileno é de oito horas, se for realizado em c maras de quatro metros cúbicos”, explica Diego. Todas as etapas de esterilização são importantes, assim como a aplicação do processo correto aos diferentes tipos de artigos, como catéteres de hemodin mica, macronebulizadores, micronebulizadores, circuitos, bisturis elétricos e caixas cirúrgicas. isela Bruns, Coordenadora Técnica de Centrais de Esterilização da Bioxxi, explica que a forma mais comum de esterilização é pelo valor saturado sob pressão. Os outros processos conhecidos são plasma de peróxido, vapor a baixa temperatura e formaldeído, óxido de etileno, raios gama, cobalto 60, esterilização por feixe de elétrons e ozônio. “Todos esses processos, se utilizados da maneira correta, não agridem o ambiente”, ressalta a profissional. As mais recentes tecnologias utilizadas nos processos de esterilização são por feixe de elétrons e ozônio. Com relação diferença entre esterilização e reesterilização, isela explica que a primeira é o processo no qual os microorganismos são mortos a tal ponto que não se possa detectá-los no meio de cultura padrão em que previamente os agentes haviam proliferado. É a destruição das formas de vida com capacidade de desenvolvimento durante os estágios de conservação e utilização do produto. Já reesterilização é o processo de esterilização de produtos já esterilizados, mas que não foram utilizados em razão de eventos ocorridos dentro do prazo de validade do produto e que comprometeram os resultados da esterilização inicial. Por mês, a Bioxxi esteriliza cerca de 20.000 materiais hospitalares. Todos os produtos passam por variados testes e processos antes e após a esterilização, com indicadores biológicos, integradores químicos, teste de esterilidade, entre outros. w w w . b iox x i. com. b r RHB | JAN/FEV

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Diagnóstico

radia o na ra e a diagnós ca inimigos mortais inv isí v eis É impressionante o quanto as pessoas subestimam os efeitos deletérios da radiação ionizante. Talvez isso ocorra porque o Brasil jamais passou por um acidente nuclear grave. A situação mais dramática no país foi o descarte inadequado de produtos nucleares em Goiânia, que culminou com a morte das crianças contaminadas agudamente. Mas essa ignorância precisa ser revertida, já que utilizamos radiação para fins diagnósticos - grave e acumulativa no organismo - mesmo em doses baixas. Usar máscaras ou se esconder em casa não protege da radiação. Ela atravessa muros e atinge nosso patrimônio genético sem pedir licença. É um inimigo silencioso e letal. Estamos continuamente expostos à radiação nuclear em nossa vida. A luz solar é uma fonte natural radioativa, motivo pelo qual quanto mais nos expomos ao sol, maior o risco de desenvolvermos câncer de pele. Está na areia monazítica das praias, nos alimentos, na televisão ligada e nos exames que usam radiação ionizante como as radiografias, mamografias, cintilografias ou da medicina nuclear, como a tomografia computadorizada. E é especialmente sobre estes que faço um alerta a médicos e pacientes. Acreditamos que os efeitos da radiação atingem apenas vítimas de acidentes nucleares. Esquecemos das consequências da radiação provocadas por exames de diagnóstico por imagens, perigosas para a saúde. O alerta de outubro de 2009 do Food and Drug Administration-EUA, apontou problemas da superexposição à radiação após a realização de tomografia computadorizada do cérebro. Foram investigados casos durante a perfusão cerebral realizada para auxiliar no diagnóstico e tratamento do AV C. A agência reiterou que os benefícios da tomografia computadorizada - necessária para fins médicos - compensam os riscos da radiação, mas aconselhou os serviços radiológicos a reverem os seus protocolos de TC para estarem cientes dos índices de radioatividade exibidos no painel de controle que indicam o quanto de radiação o paciente recebeu. É urgente, portanto, reduzir a necessidade de exames radiológicos para evitar danos irreversíveis à nossa saúde e degenerarmos nossa raça pela transmissão das mutaçõ es deletérias aos nossos filhos. Esta notícia vem reforçar o relatório do Conselho Nacional de Proteção contra R adiaçõ es e Mediçõ es de Bethesda, de março de 2009, que constatou crescimento de mais do que sete vezes na dose de radiação ionizante na população dos EUA, dos anos 80 até 2006. Parte desse aumento é atribuída à carga radioativa dos procedimentos médicos (75 %) - principalmente ao crescimento espetacular na utilização da tomografia. Desse debate resultou 44

um consenso: priorizar o uso de métodos de imagem sem radiação, principalmente a ultrassonografia, sempre que for dispensável o uso dos métodos radiológicos, especialmente a tomografia computadorizada. A US não acarreta qualquer efeito prejudicial. Não precisamos prejudicar nosso organismo enquanto detectamos doenças ou realizamos check-ups. O mesmo problema se dá quanto à mamografia. A baixa dose de radiação recebida durante os exames anuais de mamografia pode aumentar o risco de câncer de mama nas mulheres com predisposição genética à doença. Estas conclusõ es foram apresentadas durante o Congresso Anual da Sociedade de R adiologia dos EUA, de 2011. E o risco da mamografia é ainda maior para mulheres jovens com predisposição genética à doença, pois precisam começar os exa-

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mes preventivos antes, por desenvolverem o câncer mais cedo do que as mulheres com risco padrão. R ecomenda-se, então, que utilizem métodos diagnósticos alternativos à mamografia para prevenção, porque o risco potencial do câncer - induzido pela radiação do próprio exame - é maior do que o benefício da detecção precoce do câncer nesse grupo. Os exames alternativos à mamografia são a ultrassonografia e a ressonância magnética que, apesar de inócuos, vêm sendo utilizados de forma a complementar a mamografia. O estudo sugere que sejam utilizados apenas esses exames. Sem associaçõ es. Os pesquisadores chegaram à conclusão que o exame de mamografia preventiva eleva o risco do câncer de mama em mulheres com alto risco da doença depois de analisar 47 estudos publicados em revistas científicas revisadas por outros pesquisadores. Em decorrência desses e outros trabalhos submetidos à revisão científica, um grupo independente de especialistas dos Estados Unidos recomendou em novembro de 2009 que as mulheres façam mamografias periodicamente a partir dos 5 0 anos e não a partir dos 40. O relatório também diz que as mulheres entre 5 0 e 74 anos devem fazer mamografias a cada dois anos, em vez de anualmente. As novas recomendaçõ es foram anunciadas pela Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos, cujo objetivo é reduzir a quantidade de tratamento excessivo (biópsias, cirurgias, radioterapia e quimioterapia sem necessidade, e seus efeitos colaterais). Uma notícia divulgada no W orld News R eport relatou que a ultrassonografia está progressivamente substituindo os exames de tomografia computadorizada para eliminar os riscos da radiação, além de reduzir os custos. Tanto os planos de saúde quanto os pacientes estão preferindo esta substituição em várias situaçõ es, pois estão preocupados em reduzir a exposição à radiação. Esta é uma tendência de procedimento em que todos saem satisfeitos: é benéfica à saúde do corpo e à do bolso. L ucy K err - Médica, especialista em Ultrassom por entidades nacionais e internacionais, Diretora da Sonimage, empresa de diagnóstico médico, e Diretora do Instituto err, ON de ensino, pesquisa e atendimento popular

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Capacitação

P arceria entre G E e S enai capacita técnicos em eq uipamentos b iomédicos Para estimular o desenvolvimento de mão de obra técnica na área de equipamentos biomédicos, a E Healthcare e o SenaiSP formaram uma parceria que envolve dois grandes projetos. Um é a fundação do primeiro centro de treinamento técnico da América atina para esta finalidade, localizado na unidade do Senai da ila eopoldina, e outro é o programa enext, específico para contratação e formação de profissionais. Os projetos beneficiarão técnicos e engenheiros da E, alunos e professores do Senai-SP, além da comunidade interessada em ingressar nesse segmento profissional. O Senai-SP oferece o único curso técnico em Manutenção e Reparação de Equipamentos Biomédicos do Brasil. Por isso, a E investiu aproximadamente R 4 mialter onçalves, Diretor Regional do Senai-SP uiz erzegnassi, Diretor de Serviços E Healthcare para lhões em renovação e modernização do Núcleo Odonto-Médico-Hospitalar, da Es- A Paulo Skaf, Presidente do Senai-SP Mike Hanley, ice-Presidente Mundial de Recursos Humanos da E Healthcare Rogerio Patrus, Presidente E Healthcare para A Ruy Baumer, Coordenador Titular do Comitê cola Senai Mariano Ferraz, instalando 6 da Cadeia Produtiva da Saúde - Comsaúde da Fiesp equipamentos hospitalares como ultrassons, monitores de sinais vitais e uma ampla gama de aparelhos forço para captar e reter talentos”, diz o Presidente e CEO da E voltados ao suporte vida como respiradores de UTI, incubado- Healthcare para a América atina, Rogerio Patrus. ras, aparelhos de anestesia, entre outros. Segundo ele, a parceria se deu em razão de o Senai-SP ser uma A área, que possui 1.200 m2 e foi projetada com seis laborató- entidade educacional estruturada para desenvolver ampla gama rios, uma oficina de prática profissional e miniauditório, recebeu de programas de formação profissional, buscando atender as cao apoio da Abimo - Associação Brasileira da Indústria de Artigos rências da mão de obra industrial brasileira, sempre em função e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de a- das peculiaridades de cada região do País. Mike Hanley, viceboratórios e do Sinaemo - Sindicato das indústrias de Artigos e presidente lobal de Recursos Humanos da E Healthcare, resEquipamentos Odontológicos, Médicos e Hospitalares do Estado salta que a América atina é uma região muito importante para de São Paulo. a companhia. Ricardo Terra, Diretor Técnico do Senai-SP, explica que a parceria Já para Paulo Skaf, Presidente da Fiesp e do Senai-SP, a assinatura envolve a oferta de cursos diretamente para o quadro da E e do acordo será um divisor de águas no relacionamento entre a outros de curta duração para a comunidade, utilizando as mesE e a entidade, aproximando ambas em prol da formação promas tecnologias. “A partir disso, será possível capacitar em nosso fissional de qualidade. país, técnicos e engenheiros da E do Brasil, Argentina, Chile e enezuela.” ais inves en os O projeto já inicia com a geração de empregos, tendo a E A E criou em 200 uma iniciativa chamada Healthymagination, Healthcare contratado, por meio do programa enext, 13 talen- que hoje é a estratégia global do negócio na E Healthcare, com tos do Senai-SP que durante seis meses passarão por um pro- o compromisso de investir até 201 US 6 bilhões no desenvolvigrama específico de desenvolvimento e capacitação técnica em mento de novas tecnologias, parcerias e soluções voltadas s três equipamentos médicos. As aulas do projeto iniciaram no último principais necessidades de saúde observadas em todo o mundo: dia de janeiro, com expectativa de formatura da primeira turma Qualidade, Acesso e Custo. Por isso, ano a ano é investido US em junho. De janeiro a dezembro, a previsão é de 120 horas por 1 bilhão em pesquisa e desenvolvimento em saúde. No fim do mês para o treinamento de colaboradores E. Para o ano que ano passado, a companhia investiu especificamente na área de vem, serão 200 horas mensais. “Dessa forma, a empresa contri- Oncologia, valores que deverão ser divididos em cinco anos de bui para a empregabilidade desses alunos e mostra o nosso es- pesquisas. 50

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O site da Hospimetal, também disponível em inglês e espanhol, apresenta na página principal fotos variadas de seus produtos, que podem ser visualizados com detalhes através do sistema de zoom via mouse. Todos os modelos contêm informaçõ es completas. Em R epresentantes, estão listadas as autorizadas da marca espalhadas por todos os estados brasileiros. hospimetal. com. b r

Os produtos da R ST Inox aparecem em imagens rotatórias na home do site, sendo possível ampliar as fotos, solicitar mais informaçõ es e orçamento mediante preenchimento de cadastro. Mas se o interesse é manutenção, reforma revitalização ou alteração, basta entrar em Serviços. Já na aba Saiba Mais estão textos sobre higiene. rs orneiras co r

Também disponível em inglês, espanhol e russo, o site da Instramed possui link para acesso s últimas novidades da empresa. Em Assistência Técnica é possível baixar manuais do usuário, solicitar atendimento por meio do preenchimento de um cadastro detalhado e enviar dúvidas. Já os Contatos estão separados por estado, com dados completos dos representantes. instramed. com. b r

Os destaques em produtos oferecidos pela Inpromed estão na home do site. Na lateral, o menu leva às abas Empresa, Produtos, R epresentantes, Orçamento, Feiras e Eventos, Downloads, Financiamentos e Fale Conosco. Em Downloads, o internauta pode baixar os catálogos e os certificados de conformidades da empresa. Já em Financiamento, encontra as vantagens obtidas através do Cartão BNDES. inpromeddob rasil. com. b r Selecionando uma especialidade no site da DrillerMed, o internauta obtém informaçõ es sobre todos os produtos oferecidos pela empresa. Pode, ainda, fazer o download dos catálogos e conferir, em Assistência Técnica, as autorizadas da marca. O site conta com área restrita, fale conosco e vídeos dos equipamentos no momento da utilização. drillermed. com. b r

Na lateral esquerda do site da Daltech estão as últimas novidades da empresa. Os produtos são separados por modelos, com fotos e especificações, podendo ser encontrados a partir da ferramenta de busca. Catálogos explicativos em pdf também estão disponíveis, e é possível cadastrar e-mails para recebimento da newsle er. daltech. com. b r RHB | JAN/FEV

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Tecnologia da Informação

A Telemedicina f acilitando a av aliaç ã o radioló gica

R ede W ireless oferece facilidade de comunicação aos pacientes internados O Complexo Hospitalar Santa Genoveva, em Uberlândia – MG, investe na instituição a fim de oferecer aos pacientes, acompanhantes e colaboradores mais conforto e qualidade de vida. Nessas três décadas, o hospital acompanhou os avanços da medicina, inclusive no campo tecnológico. Modernizou-se em nível operacional, com a aquisição de aparelhos de alta tecnologia. Além de aquisição de equipamentos e reformas, o mais novo investimento foi a implantação da R ede W ireless. O padrão W i-Fi opera em faixas de frequências que não necessitam de licença para instalação e/ ou operação. No entanto, em nosso País, é necessária licença da Anatel para uso comercial. Para ter acesso à internet através de rede W i-Fi é necessário encontrar-se na área de abrangência de um ponto de acesso (normalmente conhecido por hotspot) ou local público onde opere rede sem fios e usar dispositivo móvel, como computador portátil, Tablet PC ou PDA com capacidade de comunicação sem fio, deixando o usuário 52

do W i-Fi à vontade em usá-lo em lugares de “não acesso” à internet. O hotspot W i-Fi existe para estabelecer ponto de acesso para conexão internet. O ponto de acesso transmite o sinal sem fios numa pequena distância, geralmente de até 100 metros, mas se a rede for do padrão IEEE 802.11n a distância pode chegar até 300 metros. Quando um periférico que permite W i-Fi, como um Pocket PC, encontra um hotspot, o periférico pode na mesma hora conectar-se à rede sem fio. Muitos hotspots estão localizados em lugares que são acessíveis ao público, como aeroportos, hospitais, cafés, hotéis e livrarias. Enquanto alguns hotspots são gratuitos, a maioria das redes públicas é suportada por provedores de serviços de Internet (Internet Service Provider - ISPs) que cobram uma taxa dos usuários para se conectarem. Atualmente, praticamente todos os computadores portáteis vêm de fábrica com dispositivos para rede sem fio no padrão W i-Fi (802.11b, a, g ou n). O que antes era um acessório, está se tornando item obrigatório, principalmente devido ao fato da redução do custo de fabricação.

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Agora, no Hospital Santa Genoveva, a cobertura W ireless permitirá que os pacientes que precisarem ficar internados se comuniquem a partir de qualquer computador portátil ou dispositivo compa vel. O acesso a internet via celular, iPad, iPhone, notebook ou netbook, também trará facilidades aos médicos, que poderão ter acesso a ficha médica do paciente e a outras informaçõ es importantes. O gerente da área de TI do complexo hospitalar, Murilo Santos, explica que para a implantação do dispositivo dentro do hospital, foi necessário colocar Access Point em locais estratégicos. “L evamos três meses para colocar tudo em funcionamento. Qualquer paciente pode ter acesso à rede sem nenhum valor adicional Murilo Santos, Gerente de TI do complexo hospitalar pelo serviço prestado. Para que seja disponibilizada a senha, os pacientes internados deverão fazer um cadastro do serviço junto à recepção do hospital e utilizar seu equipamento portátil”, esclarece Murilo. A inovação na área de informática sempre ganhou espaço no hospital. Há pouco mais de um ano, a instituição Diferente dos pacientes e familiares, os colaboradores vão criou uma intranet. Nela os 430 funcionários têm acesso e utilizar tablets e notebooks pessoais, em horários específipodem expor seus perfis, fotos, divulgar data de aniversário cos. Atualmente já existe a liberação a sites de pesquisa com e tecer comentários. O sistema ainda tem informaçõ es de acesso livre das 11h30 às 13h30 e com a rede W i-Fi também interesse dos funcionários, como holerite e outros benefí- haverá um controle de acesso”, conclui Murilo. cios. “Essa é uma ferramenta de interação interna, voltada A instituição de saúde atende atualmente, em média, cinco para agilizar a comunicação, principalmente quando há ne- mil pacientes no pronto atendimento e realiza cerca de 820 cessidade de resolver atividades laborais entre os setores. internaçõ es por mês.

os i a an a a arina D e acordo com G lá ucio Silva, G erente de D esenvolvimento de N egócios em Pequenas e M é dias Empresas da D -L ink , os hospitais e o setor de saúde como um todo dependem, largamente, da agilidade e qualidade do acesso à s informações. A cessar ex ames, prontuá rios e prescrições de forma segura, de forma á gil e segura, otimiz a o trabalho de funcioná rios e é de ex trema importâ ncia para que o staff mé dico possa tomar decisões críticas, reduz indo a possibilidade de erros e melhorando o atendimento aos pacientes. Oferecer conectividade em todos os pontos do hospital torna a rede mais homogênea e inteligente, facilitando a comunicação dos colaboradores, alé m de oferecer comodidade a pacientes e visitantes, que podem se conectar à internet. O Hospital Santa Catarina – B lumenau - SC, por ex emplo, escol eu a empresa para iniciar um pro eto com o o etivo de modernizar seu sistema de vigilância e a troca do seu antigo core de rede. os ltimos Câmera de segurança dois anos, o banco de dados do HSC cresceu em mé dia 97% ao ano e o número de conex ões simultâ neas passou de 250 para mais

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de 6 0 dia. Este cen rio de crescimento vertiginoso oi analisado, estudado e fundamentou a necessidade de troca dos v rios ativos de rede do lumenau. “ A tecnologia da informação disponibiliz a acessos rá pidos a vá rios pontos do sistema de gestão, que por sua vez , quando bem gerido, resulta em in ormações importan ssimas para a prestação do cuidado ao paciente” , afirma Marcelo ouza, E do Hospital Santa Catarina. A s mudanças implementadas troux eram boas surpresas para a instituição. ospital gan ou mais agilidade, produtividade e capacidade de atendimento. “ A té o momento, tudo está funcionando conforme o previsto. É normal que uma mudança tão grande de sistemas causasse algum tipo de pro lema, mas n s não tivemos nen um”, afirma o e ecutivo. E uando uestionado sobre o cumprimento de suas e pectativas, a resposta simples: “ Sim, 100%” . Switch core de rede

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Qualidade

a de co ro e da com o b om atendimento Não é apenas de corredores lotados, equipamentos quebrados, falta de macas e leitos e insuficiência de vagas que vive a rede hospitalar brasileira. O país conta com unidades médicas credenciadas pelo Programa de Compromisso com a Qualidade Hospitalar (CQH), mantido pela Associação Paulista de Medicina (APM) e pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). O programa avalia as condições de estrutura hospitalar, a capacitação e técnica dos profissionais e os resultados do atendimento. Os hospitais das redes pública e privada que se encaixam nos parâmetros estabelecidos pelo CQH, são contemplados com o Selo de Conformidade. Durante a avaliação, são recolhidos dados que compõem o mais complexo e longo banco de dados hospitalar brasileiro. “Temos indicadores de clientes, enfermagem, farmácia, hotelaria hospitalar, hospitais pediátricos, nutrição e infecção hospitalar”, explica o médico Haino Burmester, Coordenador do Núcleo Técnico do Programa CQH. “Esses dados servem para checar a evolução e também como comparativo entre os hospitais.” Alguns dos itens avaliados são: relação de enfermeiro leito, taxa de ocupação hospitalar, média de permanência, taxa de mortalidade institucional, taxa de mortalidade neonatal por peso, índice de infecção hospitalar, número de cesáreas, entre outros. Segundo os últimos números, a relação enfermeiro leito apresentou acentuado crescimento. O número de profissional por paciente saltou de 0,2 em 1 4 para 0,43 em 200 , nos hospitais selados, enquanto nos hospitais gerais o registro saiu de 0,06 para 0,33. No mesmo documento, é possível observar uma redução na média de permanência clínica cirúrgica. Nos hospitais selados, o número foi de 3 dias em 1 4 para 2,3 em 200 . Nos hospitais gerais a permanência saiu de 3,2 para 2, dias. “O Programa CQH incentiva a participação voluntária dos serviços de Saúde, interpretando a busca da melhoria da qualidade como manifestação de responsabilidade pública e de cidadania”, ressalta Burmester. O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCFMRP-USP), por exemplo, acreditado com o Selo de Conformidade em 2010, adotou 26 indicadores que englobam os quatro pilares do CQH: atenção saúde, ensino 54

e pesquisa, gestão hospitalar e comunidade e humanização. Segundo Maria Eulália essa do alle Dallora, Assessora Técnica do hospital, o Programa CQH permite a realização de um diagnóstico, de forma objetiva, com a identificação de pontos fortes e fracos, além de oportunidades de melhorias que primam por padrões superiores de qualidade. “O CQH é mais que um selo de qualidade, é um modelo de gestão a ser seguido com vistas garantia da qualidade hospitalar, proporcionando oportunidade de aprendizado e validação do que é realizado na instituição”, reforça Dallora. Já o Hospital era Cruz, em Campinas-SP, contemplado com Selo de Conformidade desde 2006, atualmente apresenta 7% de satisfação dos clientes, além de se manter no primeiro lugar do ranking da lista TOP of Mind nos últimos 11 anos e de alcançar a pontuação máxima de 25 0 pontos estabelecida pelo Programa de Compromisso com a Qualidade Hospitalar. Hospital era Cruz - Campinas-SP Para o médico Nyder Rodriguez Otero, Diretor de Qualidade do hospital, a participação no CQH permite a minimização de problemas, correção de rumos e tomada de ações com pró-atividade, sempre visando a satisfação dos clientes e dos profissionais. “Ao longo desses 20 anos, participamos, apoiamos e procuramos aplicar, cada dia de forma mais abrangente, a metodologia, os princípios e os conceitos propostos pelo CQH por ter a convicção que a missão do Programa é coerente e pertinente missão e aos valores do era Cruz”, destaca. Além do acesso ao banco de dados, os hospitais credenciados ao programa podem usufruir de um Núcleo de Apoio ao Controle da Infecção Hospitalar, um Núcleo de Apoio estão Hospitalar (NA EH), educação continuada, cursos, publicações, eventos, benchmark ing com hospitais de todo o país, pesquisas com usuários, além de sua metodologia específica desenvolvida em prol da melhoria con nua da qualidade do atendimento nos serviços de saúde. O CQH, braço da saúde da Fundação Nacional de Qualidade, incentiva a utilização dos indicadores como suporte ao processo decisório e gestão hospitalar. Com 20 anos, o Programa, inspirado num modelo de gestão dos Estados Unidos, busca contribuir para a melhoria contínua da qualidade do atendimento nos serviços de saúde mediante metodoloHospital da USP de Ribeirão Preto-SP gia específica.

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Cozinha

D etalhes q ue aj udam a ev itar possí v eis inf ecç õ es A limpeza e a higiene são regras básicas em qualquer unidade de saúde. Muitas pesquisas e estudos apontam que quando realizadas adequadamente, elas favorecem o sucesso do atendimento e tratamento, proporcionando ao paciente bem estar e conforto. Mas, muito além disso, estes cuidados reduzem e até mesmo evitam possíveis infecçõ es hospitalares, causadas por inúmeros motivos, dentre eles, a sujeira. O pó nos móveis, resíduos de produtos hospitalares e até mesmo de alimentos nos pratos utilizados para servir as refeições aos pacientes são considerados verdadeiros centros de proliferação de bactérias. Mas, como evitar tudo isso? As medidas são simples. Programas de separação de lixo, limpeza constante e a utilização de produtos de qualidade já bastam para manter o ambiente sempre limpo, longe dos perigos da contaminação. Na cozinha dos hospitais, por exemplo, onde o risco de contaminação é considerado elevado, muitos estabelecimentos já encontraram a solução: a utilização de porcelanas, tanto para preparar os alimentos, como para servi-los. Muitos não sabem, mas os pratos fabricados com outras matérias-primas que não são nobres como as da porcelana, apresentam alto índice de porosidade e, por isso, acumulam água e resíduos que, mais tarde, podem causar sérios riscos à saúde do paciente. A empresa paranaense Germer Porcelanas Finas – no mercado há mais de 30 anos – tem em seu mix de produtos diferentes opções de produtos indicados para utilização em hospitais. A inha Iguaçu e a Bar Hotel, por exemplo, são algumas das opçõ es fabricadas com a mais alta tecnologia do mercado. As peças são queimadas a uma temperatura próxima de 1.370

graus pelo forno mais moderno da América atina, o que garante aos produtos alta resistência e durabilidade. Devido à alta temperatura de queima, os produtos apresentam um nível de absorção de umidade próximo a zero e, por isso, as porcelanas são consideradas atóxicas e indicadas para serem utilizadas em estabelecimentos onde rigorosas condiçõ es de higiene são exigidas, de acordo com os critérios e legislaçõ es da Anvisa. A empresa está localizada em Campo argo (PR) – conhecida como a cidade das louças – e seu mix de produtos conta com mais de 400 itens entre linha branca, decorada e chef gourmet. As peças são divididas em linhas e, cada uma delas, apresenta um conceito e funcionalidade diferente. Além disso, a empresa ainda oferece o serviço de personalização dos produtos, permitindo ao cliente decorar a porcelana com a logomarca da empresa, utilizando o processo de alta resistência. Neste caso, as tintas utilizadas na decoração ficam embaixo da camada de esmalte da porcelana, o que garante ainda mais durabilidade, resistência e segurança ao produto. w w w . germerporcelanas. com. b r w w w . germer. com. b r/ b log RHB | JAN/FEV

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UTI Neonatal

sono in enciando no desenvo vi en o de e enos acien es A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital R egional V ale do R ibeira (HR V R / CONSAÚ DE), localizado na cidade de Pariquera-Açu, SP, acaba de implantar a chamada “Hora do Soninho”, que nada mais é que um momento de descanso para os bebês recém-nascidos (R ns) em situação de risco, internados na unidade. Este momento ou hora de descanso ocorre todos os dias, entre 14 e 15 horas, ou pelo menos uma hora por dia, desde que não haja períodos de intervalo. Para garantir um ambiente adequado, foi colocada uma vedação nas janelas, que permite penumbra. Mesmo durante a “Hora do Soninho”, a monitoração persiste, porém, os funcionários permanecem no local em silêncio e tiram o telefone do gancho, visando uma melhor ambientação e o conforto das crianças. As visitas continuam sendo realizadas normalmente, desde que sejam respeitados os procedimentos e rotinas da UTI, principalmente neste momento destinado ao descanso. Segundo a Pediatra e Médica-chefe do setor, Cristina Marli, a implantação do serviço, além de ser um desejo antigo da equipe, influencia diretamente no desenvolvimento dos pequenos pacientes. “É mais um passo na humanização da UTI em relação ao conforto e qualidade de atendimento dado aos pacientes. É sabido que a interferência no ciclo de vigília do sono causa stress, além de uma série de problemas na vida emocional, distúrbios afetivos, entre outros que podem aparecer nos demais períodos da vida.” Para os leigos, a iniciativa talvez possa passar despercebida, porém, a possibilidade de mais horas de descanso causa impacto positivo na vida e na saúde dos recém-nascidos que passaram pela UTI Neonatal, já que os procedimentos que oferecem hábitos de normalidade podem salvar vidas. Desde que a “Hora do Soninho” foi implantada, os bebês

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ficaram mais tranquilos e é visível a melhoria na progressão das dietas previamente estabelecidas pela equipe. Desta forma, o equilíbrio e a melhor qualificação das horas de sono dos R Ns refletem diretamente em seu padrão fisiológico, encaminhando-o cada vez mais para a normalidade. “Atualmente, nossa grande preocupação é com a movimentação dos bebês, já que necessitamos manipulá-los para tratá-los com remédios, colocar eletrodos, etc. Isso não da paz ao neném. Nós, adultos, temos nosso sistema nervoso central formado. Já esses pequenos não o têm totalmente formado, tanto na parte cognitiva como na emocional. Com o descanso, a fisiologia cerebral torna-se mais tranquila, como acontece na barriga da mãe, onde ele pode dormir de forma despreocupada”, acrescenta a médica. A equipe da UTI Neo conta diariamente com seis profissionais, sendo três técnicos de enfermagem, uma enfermeira e dois médicos – todos devidamente habilitados.

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Saúde Pública

N ov idades mov imentam o tratamento da ob esidade A última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2008-2009) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostrou que, no Brasil, 20% da população entre 10 e 19 anos, 48% das mulheres e 5 0,1% dos homens acima de 20 anos estão acima do peso. Esses números são consequência do aumento do sedentarismo, que faz crescer a quantidade de pessoas com sobrepeso e obesas. Por isso, o setor vem ganhando mais atenção, com ampliação de tratamentos e benefícios. B alã o intragá stico A Anvisa publicou regulamentação que amplia a colocação do balão intragástrico em pessoas com IMC acima de 27. Antes, o procedimento só era permitido em quem tivesse IMC acima de 30, classificado como obeso. “O balão é colocado por método semelhante ao exame de endoscopia e é uma opção menos invasiva para quem já tentou perder peso por outros meios e não teve sucesso. Com o balão, a pessoa come menos, pois ele representa um volume de 30% do estômago, causando a sensação de saciedade mais rápida”, afirma o Cirurgião Bariátrico da L EV - Centro Avançado de Controle de Peso, L uis Augusto Mattar. O balão intragástrico é feito de silicone, com formato esférico e superfície lisa. É preenchido com soro fisiológico, tingido de azul por um corante chamado metileno. Se o balão romper, o corante azul é absorvido pelo intestino e o paciente começa a urinar verde. De acordo com o médico, devido a todos os cuidados tomados previamente, os riscos da colocação e retirada do balão se equivalem aos de uma endoscopia, e os resultados são muito bons. Os pacientes podem ficar com o balão de quatro a seis meses e perdem, em média, 20% do seu peso até o final do tratamento. “Após a sua retirada é importante a continuidade dos segmentos nutricional, psicológico, médico e físico, para que todo o esforço não seja em vão, pois cerca de 5 0% das pessoas que perdem peso voltam a engordar quando não têm esse cuidado”, conta o Dr. L uis Augusto. Ao considerar a saúde como bem-estar físico, psíquico e social do indivíduo, o tratamento multidisciplinar do obeso não pode deixar a estética em segundo plano. “A associação do balão intragástrico com tratamentos estéticos e exercícios físicos faz com que os resultados sejam mais rápidos e satisfatórios”, explica a Psicóloga da Obesidade da L EV , Alessandra Mattar. De acordo com Daniela Tommasino, Dermatologista da L EV , o acompanhamento dermatológico na recuperação de pacientes com o balão intragástrico é recomendável. “Geralmente, o paciente tem uma meta de emagrecimento em torno de 20

kg, portanto o grau de flacidez é mais discreto, tornando-o ideal para tratamento com radiofrequência, que estimula a produção de colágeno”, conta. C irurgia b ariá trica Outra novidade na área de obesidade é o documento divulgado pela Sociedade Americana de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, que revelou que os benefícios da cirurgia vão muito além do controle de peso nos pacientes com obesidade mórbida. De acordo com o documento, que tem como base a análise de relatórios de estudos clínicos e informaçõ es da Agência do Governo dos EUA de Investigação de Saúde e Qualidade de V ida, os pacientes que são submetidos ao procedimento reduzem em 35 % o risco de morte prematura e melhoram em 89% a expectativa de vida. Isso porque a cirurgia também auxilia na melhoria ou controle de 30 doenças relacionadas à obesidade, como diabetes tipo 2, por exemplo. Três tipos de cirurgia se mostram eficientes no controle do diabetes: o by-pass gastrojejunal e as derivaçõ es bilio-pancreáticas (Scopinaro e “duodenal switch”). “As três técnicas criam um atalho para o alimento, que é desviado do duodeno e chega antes à parte final do intestino. Esse desvio altera a secreção de alguns hormônios intestinais, como o GL P-1, cujo aumento estimula a produção de insulina”, explica o cirurgião bariátrico Dr. R oberto R izzi. A cirurgia melhora a sensibilidade à insulina nos pacientes e a habilidade do corpo em aproveitar a glicose na corrente sanguínea. Além disso, após a cirurgia, o risco de desenvolvimento de câncer reduz em 60%, a apneia obstrutiva do sono é reduzida em 85 % e o risco de desenvolver doença arterial coronariana cai 5 6%. E a aparência? A maioria dos pacientes que elimina grande volume de quilos, especialmente após a realização de uma cirurgia bariátrica, necessita cumprir mais uma importante etapa para conquistar a tão desejada autoestima: a cirurgia plástica. Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica apontam que cerca de 90% das pessoas submetidas a alguma cirurgia de redução de estômago precisam realizar uma posterior cirurgia plástica reparadora. Segundo o Dr. L uiz Philipe Molina, Cirurgião Plástico que opera no CECMI – Centro Especializado em Cirurgias Minimamente Invasivas, os procedimentos visam ajustar sobras de pele, especialmente da região do abdômen, que tende a ficar flácida. Este tipo de correção é importante não apenas pela estética, mas porque as sobras de pele formam uma espécie de avental que causa desconforto e pode gerar assaduras e inflamação crônica no local. RHB | JAN/FEV

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Acontecendo M ais espaç o para a ortopedia

A ssistê ncia na C orrida de S ã o e as o A R ede D’ Or São uiz realizou o atendimento médico da Corrida de São Sebastião, no R io de Janeiro. A etapa das crianças e adolescentes aconteceu no dia 1 de janeiro, no Estádio Célio de Barros, próximo ao Maracanã, e teve o Quinta D Or como hospital de referência para os 1, mil inscritos. Já no dia do santo padroeiro da cidade, 20 de janeiro, .000 participantes contaram com a estrutura montada pelo Hospital Copa D Or e com tendas que ofereceram aferição de pressão, massagem e informações sobre hidratação, alongamento e alimentação antes e após a atividade sica. C ré dito: W illiam P ereira/ S ecr. E st. da S aú de de S P

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo entregou em janeiro um moderno centro público de pesquisa clínica em oncologia no Instituto do C ncer do Estado de São Paulo (Icesp) Octavio Frias de Oliveira. O laboratório permitirá multiplicar o número de pesquisas de novos medicamentos e estratégias de tratamentos contra o 64

N ov o centro de pesq uisa em câ ncer c ncer que possam ser mais eficazes e menos agressivos. Com cerca de 0 profissionais, além de centrífugas, geladeiras e poltronas especiais para quimioterapia, o setor centralizará todo o trabalho realizado na instituição.

O Hospital Alemão Oswaldo Cruz, SP, reformulou o serviço de ortopedia para otimizar a qualidade do atendimento, passando a ocupar um espaço no 1 subsolo do Bloco A. A equipe médica vai utilizar as modernas instalações e equipamentos oferecidos pela instituição em todas as áreas: tratamentos do ombro e cotovelo, mão, coluna, quadril, joelho, pé e tornozelo e em artroscopias (de joelho, de quadril e ombro e tornozelo), artroplastias (de quadril, de joelho e ombro) e terapia celular, contando, inclusive, com o L aboratório de Pesquisa e Tratamento do hospital.

C adela terapeuta alegra idosos Alegria e descontração são alguns dos sentimentos despertados por Shiva, uma cadela da raça labrador de 11 meses, que foi recentemente apresentada a alguns idosos do Centro Integrado de Atendimento ao Idoso (CIAI), em São Paulo. A ideia é que cerca de 70 pessoas, que são independentes, semidependentes ou dependentes, possam se relacionar com a cadela terapeuta. “A convivência com ela e o auxílio de um psicólogo ou terapeuta ocupacional podem trazer bene cios aos pacientes, reavivando a memória”, conta o adestrador Antônio Marcos de ima, do Centro de Treinamento de Cães para Terapia Cães Assistentes, em São R oque (SP).

L utadores de U F C no G RA A CC Os lutadores R osimar Palhares (Toquinho), campeão do último UFC, e Murilo Bustamante visitaram em janeiro o hospital do RAACC. Eles passaram pela quimioteca, brinquedoteca e área de internação, distribuindo autógrafos e simpatia. Os atletas também fizeram fotos para a marca de licenciamento Sou Fã de Criança, lançada pela entidade com o objetivo de arrecadar recursos, conscientizar e mobilizar a sociedade sobre a import ncia do combate ao c ncer infantil. No final, deixaram dois pares de luvas autografados para a instituição leiloar.

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F esta L iterá ria no N atal Mais de 2.000 famílias e 3.200 jovens e crianças atendidos pelos projetos sociais do Hospital Sírioibanês, SP, participaram da festa de fim de ano

do Ambulatório de Pediatria Social e do Abrace Seu Bairro. Com o objetivo de incentivar a leitura, voluntários e recreacionistas contaram histórias, divertindo e entretendo as famílias, que, no final do evento, receberam uma generosa cesta de Natal. A festa, em sua quarta edição, contou com o apoio da ivraria Cortez.

C ré dito: W illiam P ereira

D oaç ã o de mais de 2 t de produtos

S ã o P aulo contra a A ids

M ais um acelerador linear O Ministério da Saúde autorizou a compra do segundo acelerador linear do Hospital São José, de Criciúma, SC, usado para auxiliar no tratamento de pacientes com c ncer, no valor de R 2, milhões “Para a população, isto é uma grande esperança, porque o fato de não precisar esperar para iniciar o tratamento já é um grande ganho

para que a doença não progrida. Mais um acelerador facilitará o pronto atendimento na radioterapia”, declara a Diretora eral, Ir. Cecília Martinello.

Para lembrar a luta contra a Aids, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo colocou um laço vermelho no Obelisco do Ibirapuera. A ação fez parte da Campanha Fique Sabendo, de incentivo ao diagnóstico precoce do HI , e também comemorou o Dia Mundial de uta Contra a Aids.

Trab alho v oluntá rio ampliado

Funcionários da Santa Casa de Marília, SP, realizaram pela primeira vez uma campanha interna para arrecadação de alimentos não perecíveis. “Foi uma iniciativa interessante, pois além de ajudar quem precisa, fortaleceu ainda mais os laços de amizades entre todos os envolvidos”, disse o Provedor, Milton Tédde. Com os 2.200 quilos de produtos recolhidos foram montadas 46 cestas de alimentos, doadas aos pacientes da Associação Mariliense de Apoio ao Renal Crônico (AMAR). Outros 400 quilos de produtos foram encaminhados ao asilo da Casa do Caminho.

A tendimento humaniz ado O Hospital Unimed Santa Helena (HUSH), de São Paulo, iniciou em janeiro a campanha “Cordialidade Pega”, que tem como objetivo engajar os colaboradores e médicos em torno da humanização, aprimorando o C ré dito: sg. com

A parceria entre o Hospital de Olhos de Sertãozinho (HOCE), de SP, e o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), que já beneficiou dezenas de crianças e jovens sertanezinos com a realização de consultas o almológicas gratuitas, teve seu atendimento ampliado por mais dois especialistas do HOCE, Dr. Antônio e Dr. Adriano Baccega. Antes, o trabalho voluntário era realizado exclusivamente pelo o almologista especializado em retina, Dr. Albano Baccega: “esta ação é interessante, pois nos permite fazer o bem ao próximo através da nossa própria profissão, o que é bastante positivo”. Na foto, o dr. está entre a assistente social do programa, Adriana Cabral, e a coordenadora, Sônia alvani.

tratamento cordial, melhorando o clima organizacional e, consequentemente, a qualidade do serviço prestado ao paciente. Foram distribuídos cartazes, adesivos nos elevadores, painéis e folhetos explicando a import ncia da ação. “O atendimento humanizado começa com a cordialidade, seja se apresentando ao paciente ou dando detalhes sobre o procedimento a ser realizado”, explica o Dr. Paulo José L eme de Barros, Diretor Presidente da Unimed Paulistana. RHB | JAN/FEV

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Atualidade

C hega ao mercado uma TV ex clusiv a para salas de espera Chega ao mercado uma nova opção de mídia: a L iving TV , canal de televisão baseado no conceito de “saudabilidade”, que engloba bem-estar, saúde e entretenimento, com programação voltada para pessoas que se encontram em salas de espera de hospitais, clínicas, laboratórios, consultórios médicos e odontológicos. Com conteúdo leve, divertido e informativo, o canal é dividido em dez blocos temáticos, com programação legendada, e conta com atraçõ es internacionais e nacionais exibidas na forma de entrevistas, reportagens, no cias, dicas e curiosidades. Trata-se da única rede de TV do Brasil com programação audiovisual específica para esse público, que tem a saúde como meta. Idealizada pelo empresário R onan R ocha, que é seu presidente, a L iving TV realizou pesquisas nas regiõ es da Grande São Paulo e de Campinas que constataram que milhares de pessoas por mês, ávidas por informação e entretenimento, passam por salas de espera em diversos tipos de clínicas, consultórios, hospitais e laboratórios. Os estudos realizados pela empresa mostraram ainda que para 91% de pacientes, uma sala de espera pode ser muito mais do que apenas um local de passagem e que pode agregar a transmissão de programas sobre os mais variados temas. Com esses dados, Rocha se certificou de que há um vasto campo para esta mídia especializada. A L iving TV tem toda a sua programação baseada em pesquisas de opinião, feitas com o objetivo de detectar o conteúdo que será mais bem recebido pelo público em um canal de televisão como esse. Sua grade de programação é rotativa e renovada periodicamente. São dez blocos com no máximo 5 minutos de duração cada, com atrações sobre temas como Olhar (estética, beleza, moda) erdejar (natureza, meio ambiente, sustentabilidade) Movimentar (fitness, esportes, terapias corporais) Sentir (Saúde, Ciência); Experimentar (nutrição, gastronomia, receitas, restaurantes, lojas especializadas) BemHumorar (lazer, música, cinema, humor, livros, revistas); Atualizar (tecnologia, novidades, tendências, lançamentos eletrônicos); Saber (história, retrospectivas, finanças pessoais, biografias) Bem-Estar (terapias alternativas, estilos de vida, crenças, religiões) e Conhecer (turismo, design, arquitetura). Todo o conteúdo audiovisual da L iving TV é produzido pela Bossa Nova Films. Transmitida em São Paulo por meio da internet para qualquer aparelho de televisão ligado a um receptor especial (set 66

top box ), a própria iving T foi quem desenvolveu seu sistema inovador de distribuição e recepção de sinais. O canal está sendo disponibilizado em estabelecimentos médicos e odontológicos selecionados, nas principais capitais e regiõ es metropolitanas. “Nossa empresa tem tudo para agregar conteúdo de qualidade a momentos em que as pessoas ficariam apenas esperando para ser atendidas. Antes, nesses locais, a atenção do cliente ficava por conta de revistas antigas e que não traziam conteúdo atualizado e de relev ncia”, afirma Rocha. E salienta: “Agora, com a L iving TV , clientes se tornam telespectadores de um canal de T feito exclusivamente para eles, que tem em sua programação atrações nacionais e internacionais com ótimo conteúdo e qualidade”. Para o mercado publicitário, o novo canal oferece várias opções de formatos comerciais, que vão do patrocínio mais simples venda de comerciais avulsos. Disponibiliza ainda aos anunciantes a realização de Quiz e Dicas, branded content, além de formatos inovadores criados por agências ou diretamente pelos departamentos de marketing dos anunciantes. Impactando cerca de 1,3 milhão de pessoas por mês, a L iving TV é um novo canal de televisão que está entre os veículos de mídia audiovisual out of home. A programação é toda legendada, produzida 70% no Brasil e 30% no exterior. A L iving TV reduz a sensação de espera e a ansiedade pela consulta, passa informação e conhecimento para os pacientes e melhora a ambientação das salas de espera.

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Cursos

rofissionais co a i idade e ges o

Empresas de saúde, como hospitais, clínicas e até pequenos consultórios demandam cada vez mais pessoas especializadas em gestão. Por isso, há uma tendência de médicos, veterinários e biólogos, que em seus cursos de graduação não tiveram nenhuma noção sobre o ambiente organizacional, buscarem ferramentas de gestão de negócios. Conforme dados do ISAE F (Instituto Superior de Administração e Economia da Fundação Getulio V argas), os cursos mais procurados pelos médicos são os MBAs Executivos em estão, seguidos pelos de administração de Empresas, Team Management e Marketing. O autor do livro “Os Novos Médicos Administradores” (Editora Futura), Edson amamoto, afirma que a administração é um campo promissor para quem sai da faculdade de medicina. “Eles aprendem a essência da profissão, que é salvar vidas, mas não são avisados que, ao sair da universidade, terão de administrar um negócio e farão parte de um mercado competitivo”, lembra. Segundo dados do Fundo do Desenvolvimento Administrativo (Fundap), todo ano, .000 médicos se formam em universidades brasileiras, mas nem todos fazem residência médica: apenas 70% conseguem uma vaga. Mesmo assim, 20 novas faculdades de medicina foram abertas no país nos últimos cinco anos. Devido a estes fatores, os médicos procuram novas alternativas de atuação no mercado, mesmo dentro de sua profissão. Um bom exemplo é o médico Francisco Balestrin, que se formou em medicina em 1981, época em que já começou a atuar na área de gestão da saúde. Balestrin fez residência em administração de saúde e especializaçõ es em Administração Hospitalar e Saúde Pública. Ele já ocupou posições executivas em diversas entidades de saúde e hoje é vice-presidente da Rede ita de Hospitais, além de exercer os cargos de Diretor de uma ONG dedicada à melhoria da saúde no país e Diretor da ANAHP (Associação Nacional dos Hospitais Privados). Para Balestrin, o médico que deseja atuar na área da administração deve procurar uma especialização adequada, já que a gestão em saúde é muito diferente da gestão da doença. “O médico gestor deve entender de negócios, metodologias e contextos completamente diferentes das matérias abordadas em medicina. A vantagem é que ele consegue enxergar o negócio pelos dois lados: tanto como médico, quanto como empreendedor”, explica. O MBA Executivo em Saúde foi desenvolvido pela F especialmente para aqueles que desejam atualizar-se nas modernas técnicas da gestão empresarial aplicadas à Saúde. Possibilita aos participantes pensar e agir estrategicamente frente aos desafios da Gestão de Organizaçõ es Hospitalares e Sistemas de Saúde; e desenvolver competências e técnicas gerenciais contempor neas que permitam identificar e apresentar soluções aos problemas fundamentais que afligem a área da saúde. O curso é oferecido nas Unidades IBE-F de Campinas, Jundiaí e Piracicaba, em São Paulo. w w w . ib e. edu. b r (1 ) 373 -6420 RHB | JAN/FEV cursos.indd 67

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Inovação

ga as c co e ora anos co icencia en o isne AgaChamber

Aproveitando a comemoração de seu 15 º aniversário, a fabricante de produtos médico-hospitalares Agaplastic anuncia o lançamento de mais um modelo da marca Tic-Tong: Mickey e Seus Amigos, incluindo Minnie, Pateta, Pato Donald, Margarida e Pluto, em sete cores sortidas. Ú nico abaixador de língua colorido, com aroma e sabor tu fruti, o produto facilita o exame da boca, garganta e órgãos circunvizinhos, sendo indicado também para exercícios de motricidade oral. “Para celebrarmos nosso aniversário, pensamos em algo que tivesse o mesmo impacto do primeiro produto fabricado por nós, o TicTong. Obtermos o licenciamento Disney para a marca representa perfeitamente esse momento”, declara a erente, Tereza Reis. Ela conta que o procedimento foi minucioso e sigiloso, mas que a Disney logo se interessou por dois motivos principais: o fato de o Tic-Tong agregar valores, proporcionando prazer, satisfação, entretenimento e alegria s crianças, o que vai ao encontro dos objetivos da Disney e as certificações internacionais que a marca conquistou: FDA 10 , CE e osher Parve, além das nacionais: Anvisa, ISO 001:200 e ISO 134 :2003. “Elas atestam a segurança do produto, proporcionando total garantia. Nunca houve qualquer restrição ao seu uso”, destaca Tereza. A ideia de contatar a Disney partiu de Tatiana Reis, Assistente de Marketing e endas, que ingressou recentemente na empresa justamente com o projeto de unir o Tic-Tong a uma grande marca

Tatiana Reis com Tic-Tong Mickey e Seus Amigos

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Cézar R eis

internacional. “Buscamos personagens animados que agradassem a todos e que tivessem uma história de sucesso mundial”, conta, acrescentando que este é o primeiro produto que a Disney lança na área médica. Com ele, a Agaplastic espera aumentar o faturamento em 20%, como revela o Diretor, Cézar Reis. “Já fechamos nossa primeira importante parceria, e a novidade terá impacto no mercado a partir de abril. Com isso, o Tic-Tong Mickey e Seus Amigos será distribuído de forma mais abrangente em todo o país. Destaco que alguns hospitais já padronizaram o produto em suas pediatrias.” No fim do ano passado, ele foi apresentado com sucesso no Congresso Brasileiro de Pediatria em Salvador, BA, e no Congresso Americano de Pediatria em Boston, EUA. Agora, será destaque no estande da Agaplastic na maior feira da área de saúde da América atina, a Hospitalar, que acontece de 22 a 2 de maio, em São Paulo. Com a novidade, a marca Tic-Tong passa a contar com quatro modelos: Standard, Animal, Animal Jr e Mickey e Seus Amigos. Nestes 1 anos já foram produzidos mais de 2 0 milhões de produtos da marca, que foram usados por mais de 0.000 médicos em mais de 2 países. Além dele, a empresa também fabrica o espaçador AgaChamber, que registra crescimento anual de 2 % em vendas no Brasil e está disponível em todas as redes de farmácias e drogarias nacionais. Exportado para países latinos, acaba de receber o registro FDA, que permite sua comercialização no mercado americano. A Agaplastic também tem em seu por ólio: porta-abaixador de língua, espátula ginecológica, dosificador pediátrico foguete e colher e martelo reflexo dálmata, além de um segmento personalizado de acordo com o cliente. Empresa familiar, possui fábrica com área de 1.000 m2 e escritório com 800 m2, interligados, no bairro da Penha, Rio de Janeiro.

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Na Prática

H C de P orto A legre a o a a se ores e ricos e de idades

Considerado um dos mais importantes hospitais da capital gaúcha, a equipe de engenharia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) decidiu utilizar o Elipse E3, supervisório desenvolvido pela Elipse So ware, para automatizar os setores elétricos e de utilidades. O HCPA atende cerca de 60 diferentes especialidades, contando com 661 leitos de internação e 67 de tratamento intensivo. Ocupa uma área de 182 mil metros quadrados e possui unidades de quimioterapia, radioterapia, hemodiálise, áreas diagnósticas, 11 consultórios ambulatoriais, farmácia, entre outros locais para atendimento. inculado academicamente Universidade Federal do Rio rande do Sul (UFR S), o hospital coloca sua estrutura à disposição para promoção de atividades de ensino nos níveis médio, de graduação e pós-graduação, no intuito de formar profissionais altamente qualificados. Além disso, destaca-se no desenvolvimento de pesquisas biomédicas, clínicas e epidemiológicas, atuando em sintonia com diversos programas da Universidade. Atualmente, o hospital apresenta um quadro constituído de 4 7 funcionários, 2 3 professores e 414 médicos residentes. O projeto é constituído de duas cópias do Elipse E3, ambos instalados na sala de operações e rodando com licenças para Hot-StandBy, com a participação da JMD Produtos Eletrônicos, empresa integradora que desenvolveu e implementou as aplicações. Através das telas do so ware, os operadores podem monitorar no-breaks, bancos de bateria, estabilizadores, retificadores C.C. e um dos geradores mais críticos do hospital. Este gerador, inclusive, pode receber comandos remotos do E3 para executar testes de funcionamento ou operar em modo manual. Caso haja uma queda de energia, por exemplo, é possível acionar o gerador através do so ware. Futuramente, o projeto de gerenciamento da área de energia deverá contemplar também a monitoração dos relés de proteção das subestações que contam com o protocolo IEC61 0. O segundo servidor contempla a área de utilidades do hospital. Uma automação bastante ampla, através da qual o operador pode controlar uma série de setores, como a central das caldeiras, a central de água quente e o sistema de osmose reversa para hemodiálise. Está previsto no escopo do projeto envolvendo este servidor que o E3 possa supervisionar os reservatórios de água e gases, o consumo de gás natural, lavanderia, ar comprimido, entre outras unidades. Cabe destacar neste escopo, a monitoração das temperaturas no interior das geladeiras e freezers onde são armazenados os medicamentos, amostras de pesquisas, tecidos e demais materiais hospitalares. A criação de registros eletrônicos (históricos), contendo todas as informações referentes s variáveis controladas, é outra funcionalidade disponibilizada pelo so ware. Além disso, o E3 também

Elipse E34 - Tela de controle da central térmica

permite exportar tais relatórios para os formatos Excel ou PDF, permitindo a utilização como instrumentos de amostragem s auditorias, já que está apto a atender as exigências das normas de validação de registros eletrônicos, como o 21 CFR Part 11 do FDA ou Anvisa e a RDC 17 2010. Outro recurso importante do supervisório é o seu sistema de alarmes, que emite sinais de alerta sonoro e visual, informando todos os detalhes sobre qualquer ocorrência que tenha atingido um dos setores monitorados. Com a identificação do problema, o departamento responsável pode agir de forma imediata, evitando ou diminuindo os efeitos acarretados pela ocorrência. e i se co r ene cios Controle remoto e em tempo real de toda a parte elétrica do hospital (geradores, seccionadoras, transformadores, disjuntores e relés inteligentes); Controle do fornecimento de energia interna, o que permite a realização da divisão de custos entre os departamentos Controle das caldeiras e da temperatura da água utilizada na cozinha, lavanderia, banheiros, entre outras dependências do hospital; Monitoramento do tratamento da água em hemodiálise; Monitoramento dos gases nos processos de oxigenação e esterilização; Controle do nível da água depositada nos reservatórios do hospital; Melhor visão, otimização e documentação dos processos controlados pelo so ware Possibilidade de emitir históricos, documentos que comprovam toda e qualquer informação sobre os processos controlados pelo E3 aos órgãos reguladores. RHB | JAN/FEV

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Transplantes

N ov a técnica pode dob rar nú mero de transplantes de pulmã o no paí s

O Incor Instituto do Coração de São Paulo registra hoje uma fila de espera para transplante de pulmão com 70 pacientes. O índice de morte nas filas é de 30%. Pesa nesses números, principalmente, o índice de aproveitamento dos órgãos doados. Hoje, apenas 20% dos pulmões que são ofertados estão, a princípio, aptos a serem captados e, destes, apenas 0% mostram-se efetivamente em condições de serem transplantados. Isso resulta, ao final, em apenas % de aproveitamento dos pulmões notificados para doação. Esse baixo índice de aproveitamentos decorre da sensibilidade do pulmão, assim como do coração, deterioração natural do processo de morte encefálica, ao contrário do que ocorre em outros órgãos, como gado e rins. Essa condição exige um alto investimento na manutenção do doador até o momento da retirada desses órgãos mais sensíveis, de maneira que eles possam ser efetivamente transplantados com uma taxa superior de sucesso. Dr. Paulo Pêgo, Cirurgião Cardiotorácico do Incor, conta que o primeiro grande problema com relação ao transplante de pulmão é que, entre os potenciais doadores, “Após a morte cerebral, o organismo aumenta a susceptibilidade a infecções, fazendo crescer a agressão aos pulmões. Há um acúmulo de líquidos que pode deteriorá-los rapidamente”, explica o doutor. Em uma comparação em nível mundial, a cada 10 rins utilizados, usa-se apenas um par de pulmões. “No Brasil, a situação é um pouco pior devido ao sistema de saúde não satisfatório. Também há o problema da dist ncia entre os centros de armazenamento do órgão e o paciente que o receberá”, acrescenta. Felizmente, há uma boa no cia. Para diminuir a taxa de mortalidade dos receptores em lista de espera, o grupo do Doutor Stig Steen, na Suécia, desenvolveu uma técnica inovadora de recuperação de pulmões com o auxílio de uma solução hiperosmótica, que permite que órgãos com excesso de líquidos, atualmente inviáveis para transplante, sejam drenados e adequadamente hidratados.

D oaç õ es de ó rgã os tê m o melhor j aneiro da histó ria em S P

O número de doadores de órgãos no Estado de São Paulo cresceu 33,3% no primeiro mês de 2012, na comparação com o mesmo período do ano passado. É o que aponta balanço da Secretaria de Estado da Saúde com base nos dados da Central de Transplantes. Houve 96 doadores em janeiro, contra 72 no primeiro mês de 2011. Foi o melhor janeiro da história em doações e o segundo melhor mês de todos os tempos, perdendo apenas para março de 2010, quando houve 99 doadores no Estado. Em janeiro foram feitos, no total, 243 transplantes de órgãos, contra 193 no mesmo período de 2011. Houve 10 transplantes de coração, 5 de pâncreas, 162 de rim, 60 de fígado e 6 de pulmão. “Mantido este ritmo poderemos ter um novo recorde de doações e transplantes no Estado em 2012”, afirma Luiz Augusto Pereira, Coordenador da Central de Transplantes da Secretaria. 74

No Brasil, esta técnica já pode ser realizada pelo Incor, que levou especialistas para treinamento na Suécia e desenvolveu o experimento aqui no país em um processo que levou cerca de dois anos e meio. “Estamos prontos e no aguardo de um doador adequado para realizar o primeiro procedimento do tipo”, declara o Dr. Pêgo. Todo o projeto, mais humano que financeiro, foi financiado pela FAPESP Fundação de Amparo Pesquisa do Estado de São Paulo. Em termos de custo, a nova técnica aumenta os gastos em 7 mil reais por paciente, valor considerado baixo, segundo o especialista. O Incor realiza 2 transplantes por ano em São Paulo. Com a nova técnica, a expectativa é chegar a 0 procedimentos anuais. C omo f unciona Após a chegada dos pulmões na unidade de recondicionamento, eles são colocados em circuito de circulação extracorpórea e infundidos com uma solução hiperosmótica rica em albumina, a chamada solução de Steen. Convém lembrar que esse processo só é realizado em pulmões livres de infecções. Após a drenagem do órgão, são feitos exames radiográficos, de biópsia e análise laboratorial para verificar a possibilidade do transplante, procedimento que leva de 3 a 4 horas. “Caso seja possível o uso, já é realizada a cirurgia. A esta hora, o receptor já foi comunicado e está preparado para receber os órgãos. Toda uma equipe é mobilizada para que não se perca os pulmões e eles cheguem ao receptor corretamente”, descreve o Dr. Pêgo. As tecnologias utilizadas com o novo procedimento, na verdade, são praticamente as mesmas dos transplantes de coração. São elas: máquina de circulação extracorpórea, oxigerador de membrana, c nulas arteriais e venosas, bomba centrífuga, além da solução de Steen (hiperosmótica). A expectativa é utilizar 70% dos pulmões que forem captados e possam ser recuperados com a nova técnica, mesma porcentagem obtida em Toronto, no Canadá, local que mais utiliza o procedimento. Os 30% que não são viáveis, mesmo após a aplicação da nova técnica, são descartados.

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Centro Cirúrgico

N ov a técnica b rasileira no tratamento de angina ref ratá ria Na abertura do V Simpósio Internacional de Novas Habilidades em Cirurgia Cardíaca, que aconteceu no mês de dezembro, em São Paulo, a Cryopraxis/ CellPraxis apresentou uma nova técnica para tratamento de angina refratária, utilizando células-tronco. A angina, que pode ser classificada de 1 a 4, ocorre quando há alguma obstrução nas coronárias e o músculo cardíaco deixa de receber a quantidade necessária de sangue. Isso provoca cansaço extremo, limitações sicas e intensa dor no peito. A do tipo 4 é a mais severa e o paciente não consegue fazer nenhum tipo de atividade sem dor intensa e incapacitante. Estes pacientes são submetidos cirurgia e a medicamentos de última geração. No entanto, há aqueles para os quais nenhuma cirurgia ou medicamento é capaz de aliviar os sintomas: são os casos de angina refratária. Se, por um lado, muitos trabalhos mostram que é di cil regenerar o músculo cardíaco, por outro, o estudo reforça a ideia de que é possível criar vasos sanguíneos. As células-tronco podem induzir angiogênese, que é a formação desses vasos. O Diretor-médico da empresa de desenvolvimento de produtos para terapia celular, o Cirurgião-cardíaco Nelson Hossne, ministrou a palestra “Protocolo R eACT na Angina R efratária”, em que apresentou resultados inéditos da pesquisa recentemente finalizada, comprovando a eficácia da terapia com células-tronco para pacientes da doença. O estudo realizado por uma equipe de cientistas brasileiros, liderada pelo Dr. Hossne, sob a orientação do Prof. Dr. Enio Bu olo, comprova que o tratamento com células-tronco é capaz de melhorar os sintomas da doença, e que, até hoje, não tinham opção terapêutica eficaz. A pesquisa, já publicada no periódico “Cell Transplantation”, é uma cooperação cien fica entre a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a Universety of South Florida (USF Health), a empresa Cryopraxis e a sua subsidiária CellPraxis, com foco em desenvolvimento de produtos para terapia celular. No procedimento, os médicos retiram células-tronco adultas do próprio paciente, presentes na medula óssea, no osso da bacia, o que elimina o risco de rejeição. Uma formulação contendo estas células é preparada e, em seguida, injetada diretamente nas áreas afetadas do músculo cardíaco, por meio de um pequeno corte

de dez cen metros. O procedimento recebeu o nome de R eACT (R efractory Angina Cell Therapy Protocol). Desde 2005 , os pesquisadores vêm avaliando um grupo de 20 pacientes com idades entre 5 3 e 79 anos que sofriam de angina refratária e não tinham mais opçõ es cirúrgicas nem respondiam ao tratamento clínico. Em novembro de 2011, o último dos 20 pacientes passou pela cirurgia. Eles receberam a terapia com células-tronco e, em 80% dos casos, houve normalização do fluxo sanguíneo na área afetada. Metade dos pacientes deixou de sentir dor. Os demais apresentaram poucos episódios de sofrimento e, ainda assim, apenas quando realizam esforços sicos intensos. Cerca de 0% deles retomaram as atividades normais quatro meses após a cirurgia. Os cientistas afirmam que o alívio dos sintomas foi progressivo, sugerindo que não se trata de um efeito transitório. A melhora dos voluntários apareceu, em média, três meses após a cirurgia e continuou progredindo após um ano. Os pacientes foram avaliados clinicamente e por exames de imagem. Dr. Hossne acredita que, uma vez aprovada pelos órgãos reguladores, o procedimento desenvolvido estará disponível a todos em curto prazo. “A apresentação do estudo para centenas de especialistas na Itália, e agora, em São Paulo, fazem com que a técnica se aproxime cada vez mais da realidade”, diz o médico, que mostrou ainda a realidade sócio-econômica dos pacientes de angina refratária. Dados do Hospital Santa Catarina apontam que, no Brasil, cada doente tem o gasto de cerca de R 120 mil, com uma média de 12 a 15 internaçõ es por ano. Após quatro anos de procedimento, os 20 pacientes praticamente zeraram os custos com hospitais. Durante o evento, o Dr. Eduardo Cruz, Presidente da Cryopraxis/ CellPraxis, falou sobre o processo de patentes e as exigências do órgão regulador internacional FDA (Food & Drug Administration). Segundo ele, o desafio na área de terapia celular é transformar as pesquisas em produtos para os pacientes. “Hoje, há apenas cinco produtos de terapia celular aprovados pelo FDA. O número de pesquisas, no entanto, é da ordem de 33.5 milhõ es. Já sabemos que a terapia com célulastronco é uma realidade. Precisamos agora nos esforçar para traduzir esses esforços em produtos. Para isso, precisamos dar atenção extraordinária regulamentação”, finalizou. RHB | JAN/FEV

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Recursos Humanos

E x celê ncia na relaç ã o médico-paciente

Quando falamos em qualidade, em excelência no atendimento, pensamos automaticamente em profissionais extremamente hábeis e capacitados a dar atenção, no mínimo, a alguns patamares acima da indiferença humana. Obviamente não estamos falando de uma atenção especial ao cliente com sorrisos plásticos ou demonstrações superficiais de falso interesse. Quando mencionamos atenção especial, é importante lembrar que dentre os inúmeros especialistas e estudiosos desse tema, há uma convergência essencial:

Todo ser humano deseja ser tratado com respeito e carinho. Na relação médico-paciente a questão toma uma dimensão ainda maior. Muitos profissionais médicos concentram-se na tecnologia, na especialização, na técnica e na patologia que se senta a sua frente. Seja no seu próprio consultório ou num atendimento hospitalar, a busca incessante por diagnóstico e resultado muitas vezes deixa de lado exatamente aquilo que anteriormente chamamos de “atenção especial” ou “carinho”. Segundo o Dr. Jerome roopman, médico oncologista e hematologista da Universidade de Harvard, sempre tendemos a nos lembrar dos extremos: a) Do cirurgião brilhante que tecnicamente é insuperável, mas que no pós-cirúrgico se comporta como um ser humano indiferente beira do leito; b) Do clínico geral que transborda preocupação, interesse genuíno e gentileza com o paciente, mas que não é tão competente em termos técnicos quanto seu colega cirurgião. Ao longo dessas últimas décadas de trabalho em hospitais de Manaus a Porto Alegre, ouvindo médicos e pacientes, estou convicto de que a boa prática médica exige ambas as situações (“a” e “b”): técnica e carinho. Conheço médicos que conjugam de forma plena esses dois verbos. E o resultado Uma relação médico-paciente de excelência. Mas, a pergunta que paira no ar é:

Como traduzir tudo isso em ações concretas do dia a dia nesta relação? A palavra chave para essa tradução, que pessoalmente classifico como universal, se chama “Comunicação”. Afinal, a maior parte do que um médico tem que fazer na sua prática profissional é “falar e ouvir”... Sem isso, não há diagnóstico completo e efetivo. Portanto, não dá para separar a comunicação da excelência médica na relação com seus pacientes. Elas são indissolúveis e indissociáveis, pelo menos para os médicos que já perceberam que técnica e carinho são, de fato, duas faces da mesma moeda. Um fato não previsível e impossível de apagar da minha memória aconteceu com minha própria filha em 200 . Com cinco anos, ela precisou fazer uma cirurgia tecnicamente simples, a Adenoide. E aqui chamo a atenção do leitor (médico, em especial): Uma cirurgia racionalmente simples, mas emocionalmente complexa, principalmente quando você vê sua filha, em seus braços, a caminho do centro cirúrgico, enrolando a língua, e você sentado numa cadeira de rodas dirigida por um técnico de enfermagem. Quando a porta se abre e você entrega sua própria filha já “dopada” nas mãos de um enfermeiro ou técnico, é como se o 76

P rof . F ab riz io R osso Administrador Hospitalar, Mestre em Recursos Humanos, autor do livro “ estão ou Indigestão de Pessoas ”, Sócio e Diretor Executivo da FATOR RH www.fatorrh.com.br (11) 3 64-1200

mundo desabasse debaixo dos seus pés. O piso ainda está lá, mas falta chão emocional... Nesse momento, por mais que eu já tivesse entrado em dezenas de centros cirúrgicos diferentes e até assistido desde neurocirurgia até a parto cesárea, parecia ser a primeira vez que eu estava diante desse local e aquela porta dava a impressão de ser a última da minha vida... Antes dessa porta fechar, quando minha filha já estava nos braços de alguém da enfermagem, apareceu uma outra profissional paramentada com o uniforme do bloco cirúrgico, que olhou para mim, disse meu nome e completou: “Fique tranquilo, vai dar tudo certo. Assim que eu terminar a cirurgia, peço para alguém lhe chamar para acompanhá-la na RPA. ai dar tudo certo...” Só então percebi que não era mais alguém da enfermagem. Quando meu olhar enxergou o olhar da médica e pude ouvir aquelas palavras seguras e suaves ao mesmo tempo, meu coração agradeceu que ela fosse a cirurgiã. No consultório, um mês atrás, a parte técnica foi importante, mas naquela hora, diante do centro cirúrgico, o carinho e a preocupação em me tranquilizar, o interesse em passar uma comunicação clara e me oferecer a possibilidade de ficar com minha filha na recuperação pós-anestésica, foi muito mais importante do que qualquer critério técnico no mundo... Além de um fato importan ssimo para mim como cliente: A médica estava ali quando eu cheguei com a menina. Carinho nunca foi sinônimo de intimidade... E “carinho médico” não se vende, não se compra, não se detecta na resson ncia magnética de última geração... mas, se traduz universalmente no tom de voz, no olhar e nas palavras, na comunicação verbal e não verbal do médico com o paciente ou com seu familiar. Alguns médicos já entenderam que com dois minutos a mais de atenção, com voz segura e atitude de interesse (como o olho no olho, e não olho no prontuário ou no computador), a excelência da comunicação se une excelência técnica para se traduzir realmente e definitivamente na “Excelência Médica”. A esses médicos mais humanos e mais compassivos, eternos estudiosos e idealistas pelo desejo de cuidar de gente, de diminuir o sofrimento ( sico e muitas vezes psicológico), e que se importam em conversar com seu paciente não em jargão “mediquês”, mas em palavras acessíveis e genuinamente interessadas, só nos resta dizer duas palavras importantes: “Muito obrigado ” Eu e milhões de pacientes agradecemos por vocês não esquecerem o significado da palavra carinho quando entramos em seus consultórios, nem de tirarem a cadeira do acompanhamente ou colocarem o ar condicionado em cima da gente para não ficarmos muito tempo lá dentro.

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Produtos e Serviços

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Medidor de pressão digital

O Cardiolife é leve, de fácil transporte e utilização. Em sua programação, armazena até 60 memórias de medição com marcação de data e hora, facilitando o controle. Incoterm (51) 3245-7100 vendas@incoterm.com.br incoterm.com.br

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Novo conceito em refrigeração

Com um moderno sistema de monitoramento à distância por meio do software SoftChamber™, as câmeras de conservação Hematoimuno garantem a conservação segura de sangue, vacinas, reagentes, medicamentos e outras drogas. Representam um novo conceito para a cadeia do frio, unindo segurança e tecnologia. Fanem (11) 2972-5700 comercial@fanem.com.br fanem.com.br

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Lifetouch.10

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Foco cirúrgico de teto

Primeiro monitor de sinais vitais brasileiro que permite visualizar sete parâmetros simultâneos em tela de 10.4” colorida de alta resolução. Com sistema operacional touch screen, tem formas variadas de combinações de curvas e valores, com dígitos grandes, de fácil leitura.

Composto de espelho ótico e filtro com fornecimento de luz fria, branca e uniforme (3200 a 4500° kelvin), proporciona um foco concentrado e sem sombras. Conta com 3, 4, 5 ou 6 bulbos em cada cúpula, possibilitando maior visibilidade no campo operatório.

Lifemed (11) 5566-5605 comercial@lifemed.com.br lifemed.com.br

Medpej (16) 3238-0300 medpej@medpej.com.br medpej.com.br

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Aparelho de aerosol

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Coleção Defender

O Inaloclin GIM 5004 tem quatro saídas, suporte para as máscaras e acompanha quatro kits de micronebulizador, compressor isento de óleo e régua com válvula de impacto para retenção do ar destinado aos inaladores. Opera com potência de 1/3 ou ¼ HP 50/60 hz e possui protetor térmico.

Linha de produtos focada na segurança dos armazenamentos móveis: hard disk externo, pen drive e mídia óptica, produzida pela empresa americana Imation. Garante que prontuários médicos e outras informações sigilosas sejam armazenadas de maneira totalmente segura e inviolável.

Inalamed (62) 3549-9493 inalamed.vendas@terra.com.br inalamed.com.br

CIS (11) 5564-2655 cis.com.br

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Estojo impermeável

Lançamento, está disponível em duas versões: EM-240, para primeiros-socorros, na cor vermelha, e EM495, para uso geral, na cor amarela. Possui anel de borracha para vedação, três fechos laterais e alça para lacre ou cadeado. Matériaprima 100% virgem. Emifran (11) 2969-7255 vendas@emifran.com.br emifran.com.br

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Grupo gerador C3000

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Sistemas de vácuo

Movido a diesel, é adequado para fornecer proteção de energia crítica para instalações que exigem maior potência, como nos hospitais. Tem capacidade para até 3,5 megawatts e é equipado com o motor QSK95, considerado o mais potente para aplicações de alta velocidade.

Com baixo nível de ruído, possuem painel de comando, filtros bateriológicos e não contaminam o ar e as redes de água. As séries para hospitais Luna e Sola são 100% isentas de água e óleo, fáceis de instalar, operar e realizar a manutenção.

Cummins 0800 7014701 falecom@cumminspower.com.br cumminspower.com.br

Vacuolu (11) 4044-3702 vacuolu@vacuolu.com.br vacuolu.com.br

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New Avantech

Linha de rodízios que suporta até 150Kg, possui estrutura interna em aço e peças injetadas em material termplástico, o que diminui a entrada de poeira. Conta com sistema que trava o freio de giro e da roda nos quatro rodízios ao mesmo tempo. Schioppa (11) 2065-5200 vendas@ schioppa.com.br www.schioppa.com.br

Laminado decorativo

De alta pressão, o Formiwall ajuda a manter os espaços hospitalares mais higiênicos e saudáveis, pois conta com a tecnologia antimicrobiana Microban®, que protege o produto contra fungos e bactérias durante toda sua vida útil. É imune a cupins e a outros insetos xilófagos. Formica 0800 0193230 formica.com.br

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Luvas Sensifirm

Com textura antiderrapante, permitem maior agilidade e precisão durante procedimentos em condições escorregadias, na presença de gordura, secreções e sangue, com boa sensibilidade tátil e garantia de conforto. Disponíveis nos tamanhos 6,5 a 8,5. Mucambo (11) 2133-3036 mucambo@mucambo.com.br mucambo.com.br

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Produtos e Serviços

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Recipientes de uso único

A Linha Elegance atende a todos os padrões de cardápios com modelos que compõem um enxoval elegante e de ampla abrangência no desenvolvimento de dietas elaboradas e sofisticadas. Possibilitam infinitas utilizações e são adaptáveis a vários processos de aquecimento.

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Siry Hospitalar (11) 2336-6600 vendas@siryhospitalar.com.br siryhospitalar.com.br

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Conservação de energia

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Impressora portátil

Empresa especializada em eficiência energética e continuidade operacional, como grupos geradores e no-breaks, com o objetivo de reduzir os custos operacionais por meio de equipamentos e técnicas especializadas, gerando aumento do lucro e da competitividade.

A QLn220 imprime etiquetas de duas polegadas para aplicações em pequenas áreas. Ideal para a rotulagem de amostras para exames laboratoriais de pacientes e administração de medicamentos em hospitais. Ainda este ano, a linha irá oferecer tecnologia wireless por rádio.

Conserv (11) 4761-8167 comercial@conservenergia. com.br conservenergia.com.br

Zebra Technologies (11) 3138-1466 zebra.com

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Manutenção e calibração

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Cadeira de Banho

Serviços de manutenção corretiva e preventiva. Gerenciamento técnico de equipamentos médicos, calibração, simulação e análise, além de locação de aparelhos, como respirador, monitor, cardioversor e incubadora.

Para obesos, possui estrutura, encosto e assento confeccionados em tubo de aço inoxidável e rodízios giratórios de 8”, sendo dois com freios traseiros. Capacidade para 300 Kg. Dimensões úteis de 0,71 x 0,53 x 0,43.

Comaho (11) 5011-5669 comaho@comaho.com.br comaho.com.br

RC Móveis (19) 2119-9000 rcmoveis@rcmoveis.com.br rcmoveis.com.br

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Implante nasal

O PDS Plate proporciona suporte estrutural e otimiza o gerenciamento da cartilagem em procedimentos cirúrgicos de reconstrução nasal. De material cirúrgico absorvível, diminui a possibilidade de distorção do formato do nariz e a necessidade de uma segunda intervenção. Mentor Worldwide mentorla@its.jnj.com mentorwwllc.com

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Para pacientes neonatais a adultos obesos, o modelo 7500 possui display eletrônico que permite facilidade no ajuste dos parâmetros ventilatórios. Conta com móvel com três gavetas, mesa de trabalho retrátil, rodízios com travas e puxadores para facilidade no transporte.

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Balde Action Pro

Em formato de carrinho, realiza limpeza com praticidade e versatilidade em ambientes diversos. Possui dois canos que distribuem melhor a água e outros produtos para limpeza, garantindo segurança e agilidade nos procedimentos. Capacidade total para 30 litros. TTS (11) 4612.0722 vendas@ttsbrasil.com.br ttsbrasil.com.br

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Ventilador pulmonar

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Master 2002-POM

Para transporte, resgate e emergência, o OxyMag ventila de pacientes neonatais a adultos com concentrações de O2 de 35% a 100%. Aprovado pela DIN EN794-3, é de simples operação, possui display colorido sensível ao toque, bateria com mais de 6 horas de autonomia e peso de 3,25 kg.

A bomba vácuo aspiradora cirúrgica é equipada com painel digital com suporte para cânula de aspiração, automaticamente controlada pelo sistema sinalizador visual/sonoro contra transbordamento. O filtro bactericida evita contaminação do ar pelo conteúdo dos frascos coletores.

Magnamed (11) 5081.4115 magnamed@magnamed.com.br magnamed.com.br

Nevoni (11) 4707.1200 comercial@nevoni.com.br nevoni.com.br

Aparelho de anestesia

J.G. Moriya (11) 5573.9773 jgmoriya@jgmoriya.com.br jgmoriya.com.br

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Mesa clínica

Totalmente automatizada, a HLX5 executa subida, descida, encosto, perneira e movimento trendelemburg. Possui sistema volta a zero e posição de trabalho, suporte para lençol descartável, pedal de comando móvel e encosto de cabeça removível. Voltagem automática de 110 e 220V. Microem (16) 3323.0770 microem@microem.com.br microem.com.br

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Móveis planejados

Confeccionados de madeira sob medida para o setor hospitalar, com tampos, bancadas, cubas e peças especiais em SSM – Corian Dupont. Em serviços, a empresa oferece manutenção preventiva e corretiva, adequações, modificações, reforma, aplicação de laminado em paredes e laqueação. Lira & Nobre (11) 4137-5415 contato@liraenobre.com.br liraenobre.com.br

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Na web

revistahospitaisbrasil.com.br

O s riscos da anestesia: mitos e v erdade

Especialista esclarece as principais dúvidas sobre anestesia e aponta para a import ncia do anestesista no procedimento cirúrgico, falando, inclusive, sobre os mitos que envolvem os pacientes sobre o procedimento. A realidade é que complicações fatais em anestesia acontecem apenas na ordem de um em cada 200 mil procedimentos. A TU A L I D A D E S

Adolfo Antônio Fe er Jr - Prefeito de Pelotas, Dr. Silvio uis Souza dos Reis - Diretor de Assistência, Arita Bergmann - Secretária Municipal de Saúde de Pelotas, Alencar Mello Proeça - Reitor da UCPel e José Carlos Pereira Bache ni Júnior - ice-Reitor da UCPel

U m nov o lab orató rio, com ex celê ncia em seus processos

Acaba de ser inaugurado o L aboratório Escola de Análises Clínicas (L EAC) no Hospital Universitário São Francisco de Paula (HUSFP/ UCPel). A idealização do laboratório estava no planejamento de 2011, mas só foi possível a concretização graças parceria da aborsys que investiu no projeto. O laboratório tem como foco a excelência de seus processos, tecnologia de ponta e interfaceamento das máquinas com o sistema. A C O N TE C E N D O

Dr. Mauricio Mod durante procedimento cirúrgico

N o I nterior de S P , a ú nica osteotomia de j oelho nav egada por computador Aconteceu no último dia 1 de janeiro, no Hospital Evangélico, em Sorocaba - SP, uma cirurgia reparadora do osso do joelho navegada por computador, a única realizada no Interior do Brasil. O procedimento, comandado pelo ortopedista Dr. Maurício Mod em parceria com uma equipe de experientes instrumentadores, auxiliares e anestesistas, é menos invasivo que o convencional e mais preciso, minimizando os riscos envolvidos na cirurgia. A TU A L I D A D E S

A os 1 5 7 anos, S anta C asa de P iracicab a inv este em tecnologia

2 º C ongresso I nternacional de P rev enç ã o de L esõ es de P ele

Estão abertas as inscriçõ es para o 2º Congresso Internacional de Prevenção de esões de Pele Interpele 2012, que ocorrerá entre os dias 23 e 26 de março de 2012, no Centro de Convençõ es Bourbon Cataratas, em Foz do Iguaçu (PR ). Com o tema central “Prevenção Sem Fronteiras”, o congresso pretende expandir o conhecimento e levantar o debate sobre a prevenção de lesõ es de pele durante o período de internação nos hospitais. Durante o evento, conceitos fundamentais serão abordados, além do impacto financeiro nas instituições brasileiras. Este ano a participação foi ampliada para enfermeiros, nutricionistas, médicos e fisioterapeutas. A G E N D A /C O N G R E S S O S

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No final de dezembro, a Santa Casa de Piracicaba SP completou 1 7 anos de fundação. Instituição filantrópica sem fins lucrativos, com o mérito de direcionar, no mínimo, 60% de seus serviços ao SUS e, ainda assim, consolidar uma trajetória que a inseriu entre as cinco instituições filantrópicas de saúde mais conceituadas do país. Acreditada pela ONA, atua junto a entidades engajadas em apresentar e defender propostas que beneficiem a saúde. H O S P I TA I S D O B R A S I L

As demais ediçõ es da R evista Hospitais Brasil estão disponíveis em nosso site para consulta.

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Parceiros da Saúde n dades doa

ró eses a rias a v as de c ncer

A União e Apoio no Combate ao Câncer de Mama (UNACCAM) e a Associação Feminina do R otary Club de São Paulo (AFR OSP) realizam, mensalmente, a doação de cerca de 700 próteses externas mamárias para todo o Brasil. Confeccionadas pela Associação das Famílias R otarianas de São Paulo (ASFAR ) e AFR OSP, são distribuídas sem custo algum a vítimas de câncer de mama. “Elas são importantes para as pacientes, não apenas fisicamente, mas também psicologicamente”, afirma Ermantina R amos, diretora da UNACCAM.

ori a a da a evar sa de a co nidades caren es

A Horiba, multinacional japonesa especializada em equipamentos de medição e análise, participa pelo quinto ano de projetos sociais desenvolvidos pela USP e pela Metodista, cujo objetivo é levar saúde a comunidades carentes do país. Em janeiro, alunos das universidades realizaram atendimento nas cidades de Canitar e Itapeva, no interior de São Paulo. A empresa forneceu o Micros 60, instrumento para realizar hemogramas e identificar as condições de saúde de adultos e crianças.

ns

o ar n

res a assis ncia sico ógica e

O Instituto arunã de Assistência Psicológica em Emergências enviou em janeiro uma equipe de oito psicólogos para prestar assistência população atingida pelas chuvas e enchentes na Z ona da Mata (MG). A perda súbita de parentes ou de todo o patrimônio pode provocar sequelas biopsicossociais, que vão desde o desenvolvimento de sintomas e alterações na personalidade até a perda dos referenciais de identidade e adoção de atitudes desesperadas. A equipe foi coordenada pelos professores Othon V ieira Neto e Claudia Maria Sodré V ieira.

a da a e i inar de doen as ro icais neg igenciadas

A laxoSmith line ( S ) se uniu a outras empresas farmacêuticas globais e organizações líderes para ajudar os países em desenvolvimento a eliminar e controlar 10 doenças tropicais negligenciadas, as chamadas NTDs, até 2020. A empresa se comprometeu a ampliar por mais cinco anos o seu compromisso de doar 400 milhões de comprimidos de albendazol todos os anos para a OMS para permitir a desparasitação de crianças em idade escolar em todos os países endêmicos. “Estou feliz em anunciar que fazemos parte desse esforço conjunto para livrar as gerações futuras destas doenças”, declara o CEO da empresa, Andrew i y (de gravata vermelha), na ocasião da assinatura da parceria. RHB | JAN/FEV parceiros.indd 87

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negocios.com/hospitais

O portal do H ospital A . C . C amargo (SP) está com novo layout, que contempla áreas diferenciadas para pacientes e cuidadores, pesquisadores e alunos, bem como médicos e profissionais de saúde. Destaque para informaçõ es sobre prevenção, fatores de risco, diagnóstico e tratamento de dezenas de tipos de c ncer, depoimentos em vídeo, eventos e cursos de pós-graduação. Também oferece acesso ao perfil da instituição nas redes sociais. accamargo. org. b r

Comemorando seu 8º aniversário, o H ospital U niv ersitá rio de J undiaí (SP) ganhou um site totalmente remodelado, com atualizações constantes de no cias e mais interatividade. É possível acessar informaçõ es sobre atendimento, estrutura do hospital, dicas de saúde, deixar recados no mural e conferir depoimentos de pacientes. Em Jornal do HU, o usuário pode baixar as edições do periódico em pdf. huf mj . com. b r

Bem ilustrado com fotos de suas dependências, o site do H ospital V era C ruz (MG) conta com o Canal Médico, com notas de interesse aos profissionais da saúde, e o Fique por Dentro, com mais conteúdo informativo. Para receber a newsle er com as novidades da instituição, basta preencher os dados na home. No link Humanização podem ser conferidas as ações realizadas e algumas imagens destes momentos. hv c. com. b r

O novo site do H ospital P aranaguá (SP) apresenta uma plataforma mais din mica e interativa, com um layout leve e moderno, ferramentas de monitoração e painel de controle para atualizações estratégicas. O objetivo é fazer com que as novidades cheguem em tempo real aos internautas, que terão acesso a todas as instalaçõ es, serviços, iniciativas e atividades da instituição. hospitalparanagua. com. b r

Disponível em espanhol e inglês, o site da C lí nica & H ospital S ã o L ucas (SE) oferece acesso a vídeos da instituição publicados no ou Tube e link para o perfil no Twi er. Em Serviços On-line, é possível obter resultado de exames, enviar mensagens para pacientes e preencher cadastro para agilizar o internamento. Em aleria de Fotos estão várias imagens sobre os trabalhos realizados e eventos promovidos. saolucas-se. com. b r 88

Em destaque no portal do H ospital M ã e de D eus (RS) estão links para marcação de consultas e exames, telefones dos serviços médicos e todos os institutos que fazem parte do complexo. A home também possibilita acesso s últimas no cias e ao álbum do bebê, além de informaçõ es sobre a Universidade Corporativa Mãe de Deus. Em Trabalhe Conosco, o usuário pode enviar seu currículo e concorrer s vagas abertas. maededeus. com. b r

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Procedimento

M edicina F etal do H C realiz a tratamento inédito no S ul do B rasil A Síndrome da Transfusão Feto-Fetal (STFF) é uma complicação que pode ocorrer em gestaçõ es de gêmeos quando os dois fetos estão dividindo a mesma placenta, porém em bolsas diferentes, que são chamadas gestações monocoriônicas e diamnióiticas. O problema é resultante do desequilíbrio no fluxo do sangue entre os dois bebês, que faz com que um dos fetos receba mais sangue do que o outro. No exame de ultrassom, são observados bebês de tamanhos desproporcionais (o receptor é grande e o doador, pequeno). Além disso, é possível observar um aumento no volume de líquido amniótico na bolsa do bebê receptor, enquanto o bebê doador fica com pouco líquido em sua bolsa. Segundo Fábio Peralta, ginecologista e obstetra da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), isso ocorre em apenas 10% das gestações de gêmeos com uma única placenta. “É uma situação relativamente rara. Acontece um caso a cada três mil gestações”, explica o médico. Tão logo é identificada, através de ultrassom, a gestação de gêmeos em uma única placenta, a gestante passa a ser acompanhada de uma maneira seriada para identificar se existem indícios de Síndrome da Transfusão Feto-Fetal. Quando existe esse diagnóstico, é possível adotar o tratamento com laser, que tem o objetivo de interromper a troca sanguínea entre os dois bebês. A taxa de sucesso é de 85 % para a sobrevivência de pelo menos um dos fetos e cerca de 60% para a sobrevivência de ambos. As possibilidades de danos neurológicos também diminuem consideravelmente. Sem tratamento, a probabilidade de se perder pelo menos um dos bebês, gira em torno dos 95 %, e o bebê sobrevivente tem um risco muito grande de danos neurológicos. Entretanto, o tratamento com laser é extremamente caro e poucos centros do mundo tem habilidade e material técnico para realizá-lo. No

Créditos: Assessoria de Marketing Institucional do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná.

Brasil, somente dois centros têm realizado esse procedimento rotineiramente: a Unicamp e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A convite do Departamento de Tocoginecologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), por intermédio do médico e professor Rafael Frederico Bruns, o ginecologista e obstetra Fábio Peralta esteve em Curitiba e realizou o tratamento da Síndrome de Transfusão Feto-Fetal a laser em uma paciente do HC no último mês de outubro. O procedimento, inédito no sul do Brasil, foi bem sucedido, tendo havido regressão do quadro de transfusão em cerca de uma semana. A empresa Syncrofilm também cooperou, ao ceder um equipamento de laser para o procedimento e o convite ao médico foi realizado com o objetivo de dar início a essa terapêutica no Hospital de Clínicas. Apesar da expressiva melhora no quadro de STFF, a paciente uma gestante de 28 anos e com gestação, à época, de 19 semanas - seguiu sendo acompanhada pelos médicos, no intuito de identificar outras complicações que podem ocorrer em gestações gemelares. Segundo Newton Sérgio de Carvalho, chefe do Departamento de Tocoginecologia da UFPR, o procedimento foi um sucesso do ponto de vista pós-cirúrgico. A gestação evoluiu com quadro de restrição de crescimento seletivo (um feto crescendo muito menos do que o outro) até a 31ª semana, quando foi realizado o parto (cesárea), resultando no nascimento de dois fetos: o menor com 470 gramas e o maior, com 1.200 gramas. Até o fechamento desta edição, os bebês estavam com 6 semanas de vida e permaneciam internados na UTI Neonatal. Apesar das complicações esperadas em decorrência da prematuridade e do baixo peso, a evolução vem acontecendo favoravelmente. RHB | JAN/FEV

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Espaço Empresarial

L ogí stica completa para o setor da saú de Do segmento logístico e de cross docking, o Grupo Prosperity é certificado pela Anvisa e está regulamentado para o transporte e remoção de correlatos hospitalares. Essa segurança é um grande diferencial e habilita o grupo a atender empresas relacionadas ao setor de saúde. A companhia investe constantemente em modernização estrutural e tecnológica, tornando possível a customização dos serviços e suporte aos clientes. Com milhares de quilômetros rodados nas estradas ao longo de sua história, a Prosperity reitera sua competência e eficiência em todos os serviços que realiza. Com infraestrutura específica, dedicada exclusivamente ao segmento de transporte de cargas sensíveis, conta com colaboradores preparados e treinados para o manuseio de peças eletrônicas, musicais ou hospitalares, gerenciando todas as etapas do processo de movimentação, garantindo a entrega segura do produto. Utilizando-se da percepção de demanda para os serviços de separação, armazenagem e distribuição de cargas, especialmente as sensíveis, disponibiliza o serviço de cross docking através de uma de suas empresas, a Priority. Assim, o cliente conta com uma logística completa, que atende todas as suas necessidades, reduzindo o tempo e aumentando a lucratividade. Além disso, a empresa desenvolveu efetivas soluçõ es na utilização de diferentes equipamentos, como munck e plataforma, para remoção de mobiliários e ativos de carga pesada comercial, industrial e hospitalar, garantindo maior segurança e agilidade no deslocamento e entrega do patrimônio do cliente. As cargas do grupo Prosperity são rastreadas e monitoradas por modernos sistemas e com a mais alta tecnologia, o que garante muito mais tranquilidade. Toda carga é segurada através de um convênio com a Porto Seguro, uma das maiores seguradoras do país.

O gerenciamento das etapas do processo de mov imentaç ã o da carga garante a entrega segura do produto

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Espaço Empresarial

E x pandindo e diversificando negócios Com parque fabril localizado no Distrito Industrial da cidade de Americana, a 120 quilômetros da capital de São Paulo, a Biosensor é fabricante de bombas de infusão e de seringa, equipos, eletrodos e simuladores, além de distribuir, com exclusividade, o sistema de compressão femural CompressAr. Fundada em 1994, conta com espaço próprio, projetado segundo as exigências de normas nacionais e internacionais, sob critério e avaliação da Anvisa. A empresa mantém, ainda, um completo laboratório de testes e calibração para equipamentos eletromédicos. Dirigindo a maior parte dos seus investimentos em estudos e pesquisas que permitam manter a inovação constante em seus produtos e serviços, visando proporcionar conforto e tranquilidade aos clientes, sem abrir mão da qualidade, a Biosensor credita seu sucesso, em grande parte, aos colaboradores envolvidos em todo o ciclo de vida dos equipamentos, que formam uma equipe multidisciplinar de profissionais competentes das áreas de engenharia, farmácia, biomedicina e engenharia clínica. Com as certificaçõ es de Boas Práticas de Fabricação de Produtos Médicos, NBR IEC 9001: 2000 e ISO 13485 : 2003, a companhia atende aos mercados interno e externo, exportando para países da Europa, América L atina, Á sia e Á frica. Fazendo uma avaliação do ano de 2011, Fernanda Almeida, Gerente de Marketing, diz que a empresa se destacou na linha de desenvolvimento de soluçõ es tecnológicas e obteve aprovação da FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos para mais um projeto, que deu origem ao BioSim, equipamento multiparamétrico para simulação de sinais vitais, permitindo ao usuário testar com precisão esses sinais. “Em 2012, vamos continuar expandindo e diversificando nossa linha de negócios, aumentando também a participação no mercado médico-hospitalar, com uma perspectiva de crescimento de 30% a mais do que no ano anterior”, declara. Fernanda também já adianta que a Biosensor está em fase de aprovação para uma nova planta, além da ampliação da atual. Mas, quanto aos lançamentos em produtos, a Gerente de Marketing diz que a estratégia é deixar a surpresa para a feira Hospitalar 2012, que acontece em maio, em São Paulo.

A empresa planej a aumentar sua participaç ã o no mercado mé dico- h ospitalar e crescer 3 0 % em 2 0 1 2

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(19) 3469-9100 sab@biosensor.com.br www.biosensor.com.br

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Espaço Empresarial

Tecnologia de ponta em produtos médico-hospitalares

Concentrando suas atividades nas áreas de anestesia, cuidados intensivos, cirurgia, pneumologia e emergência, a Fleximed vem se destacando na venda e prestação de serviços na área médico-hospitalar desde 1997, disponibilizando as mais recentes tecnologias através de produtos das empresas suíças Hamilton Medical, ndd Medizintechnik e Medela AG; das norte-americanas Criticare Systems e Analytical Industries; e da neozelandesa Fisher & Paykel Healthcare. Entre os principais produtos estão os aspiradores cirúrgicos e de transporte, equipamentos para provas de função pulmonar incluindo espirômetros e sistemas de análises respiratórias por difusão de monóxido de carbono, monitores de sinais vitais e de gases anestésicos, ventiladores mecânicos para UTI, analisadores e sensores de oxigênio, umidificadores aquecidos, reanimadores manuais, pressurizadores para infusão de líquidos e monitores de “cuff”. A Fleximed presta assistência técnica permanente e oferece contratos de manutenção preventiva e corretiva, com técnicos reconhecidamente capacitados e treinados com os fabricantes. Alguns produtos contam com até cinco anos de garantia. Quanto aos resultados, o Diretor Técnico, Eng. José Miguel Salomão Neto, revela que em 2011 a empresa obteve um crescimento real de 10%. “Desde sua abertura, a Fleximed tem mostrado contínuo e sólido crescimento, ignorando as tão faladas crises econômicas. A continuidade deste processo nos anima na busca por bons resultados”, descreve, com relação às expectativas para este ano. Salomão Neto também comemora a conquista do registro na Anvisa do Easyone Pro, sistema de análises respiratórias da empresa suíça ndd Medizintechnik. “Totalmente inovador, ele simplifica e torna portátil a realização de testes completos de função pulmonar. Com a crescente preocupação das áreas médicas, privadas e governamentais com as altas taxas existentes de doenças pulmonares como a DPOC, derivadas principalmente do tabagismo e da inalação continuada de poeira no trabalho, as provas de função pulmonar vão se tornando cada vez mais essenciais e comuns na prática clínica”, explica. Outra novidade é que o grupo empresarial da Fleximed está preparando uma unidade fabril na cidade de Botucatu, em São Paulo. A ideia é a criação de uma linha própria de produtos e acessórios que mantenham a qualidade já existente e ofereçam preços mais acessíveis. “A inauguração desta unidade está prevista ainda para 2012”, garante Salomão Neto.

Desde sua abertura, a empresa tem mostrado contínuo e sólido crescimento, ignorando as crises econômicas

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(11) 3864-2666 vendas@fleximed.com.br www.fleximed.com.br

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Índice de Anunciantes Adh’ 2012 ............................17

Fator RH ..............................77

Nevoni ................................28

Agaplastic ...........................16

Fleximed .............................78

NS .......................................46

Animacolor ...........................9

Health Med.........................28

Ortosintese .........................89

Beta Eletronic .....................38

Health Móveis ....................26

Oxigel..................................80

Carci....................................27

Hospimetal .........................49

Protec .................................5 9

CDK .....................................78

Hospitalar 2012 ............60, 61

R C Móveis .........................4, 5

Celmat ................................36

Inalamed.............................90

Comaho ..............................70

Inpromed ............................48

Copper ................................68

Instramed ...........................69

Cosimo Cataldo ..................46

JG Moriya ...............2ª capa, 3

Cristófoli .............................29

K onex ..................................67

Daltech .................................8

L ifemed ...............................27

Deltronix .............................71

L ira & Nobre .......................38

Dö hler .........................3ª capa

L JM .....................................90

Dorja ...................................79

Magnamed .........................16

DrillerMed ..........................62

MedW ow ..........................6, 7

TTS ......................................18

Efe.......................................80

Michele

Unitec .................................35

Fabmed...............................28

Microem .............................91

Universo Tintas ...................19

Fami ....................................26

Móveis Andrade .................92

W EM ...................................81

Fanem .........................4ª capa

MR Proteçõ es .....................18

X -R ay ...................................48

...........................28

A ssistente C omercial Nádia Silva de Nadai nadia@ publimededitora. com. br D iretor G eral Adilson L uiz Furlan de Mendonça adilson@ publimededitora. com. br ire ora d inis ra va V anessa Borjuca F. A. Santos v anessa@ publimededitora. com. br D iretora de R edaç ã o L eda L úcia Borjuca - MTb 5 0488 DR T/ SP leda@ publimededitora. com. br J ornalista Carol Gonçalves - MTb 5 9413 DR T/ SP carol@ publimededitora. com. br A ssistente de R edaç ã o L uiza Neves de Mendonça luiz a@ publimededitora. com. br G erentes de C ontas R onaldo de Almeida Santos ronaldo@ publimededitora. com. br Márcio Augusto Gama gama@ publimededitora. com. br

B anco de D ados Andréa Neves de Mendonça andrea@ publimededitora. com. br ro e o r fico e ria o ici ria R onei L acerda studio@ publimededitora. com. br

R ST ......................................36 Schioppa .............................37 SENAC .................................39 SHR .....................................68 Sispack ................................5 7 Studio DPI ...........................5 8 TEB......................................70 Transmai .............................47

de seus autores e também pelas informaçõ es e qualidade dos produtos, equipamentos e/ ou serviços constantes nos anúncios, bem como sua regulamentação junto aos órgãos competentes, sendo estes de exclusiva responsabilidade das empresas anunciantes. Não é permitida a reprodução total ou parcial de artigos e ou matérias sem a permissão prévia por escrito da editora. A Revista Hospitais Brasil é uma publicação da PUB IMED EDI TOR A L TDA., tendo o seu registro arquivado no INPI-Instituto Nacional de Propaganda Industrial e Intelectual.

E diç ã o de A rte Co a Produções ráficas atendimento@cotta.art.br A ssessoria J urí dica/ C ontá b il Orfisco Assessoria Contábil Foto de capa gentilmente cedida pelo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná. Crédito: Thiago usso Assessoria de Marketing Institucional do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná.

A evis a os i ais B rasil é distribuída gratuitamente em hospitais, clínicas, santas casas, secretarias de saúde, universidades e demais estabelecimentos de saúde em todo o país, contendo informaçõ es de interesse aos setores de enfermagem, centro cirúrgico, UTI, gestão, compras, hotelaria etc. A evis a os i ais B rasil não se responsabiliza por conceitos emitidos através de entrevistas e artigos assinados, uma vez que estes expressam a opinião

R edaç ã o, P ub licidade e A ssinaturas: R ua Professor Castro Pereira, 141 CEP 025 23-010 - São Paulo/ SP Tel./ Fax: (11) 3966-2000 w w w . rev istah ospitaisbrasil. com. br

no

aneiro evereiro

irc a o evereiro Tiragem e Circulação auditadas

C olab oradores desta ediç ã o Teresa Silva e Carolina Mendes (2Pró), Caroline Devidé (CDN Comunicação Corporativa), Aline Aprileo (Baruco Comunicação Estratégica, Aline Morais e Alitéia Milagres (Serifa Comunicação), Paula Saletti (Time Comunicação), Caroline Araújo (Casa do Bom Conteúdo), Michel Penna (Barcelona Soluções Corporativas), Heliana Nogueira (Attachée de Presse), Emília Calábria (Ideal), Rose Oliveira (Mark Assessoria e Comunicação, Jéssica Ambrosio (Monte Castelo Ideias), Augusto R. Mendes Filho (Elipse – Ass. de Comunicação), Caroline Michel (Pontuale Comunicação), Aline Marinho (RPM Comunicação), Laura Wilke Gómez (fróes, berlato associadas), Mirtes Bogéa (WN&P Comunicação), Grace Gemini (SG Comunicação), Luciana Rodrigues (LVBA Comunicação), Vinicius Andrade (Imagem Corporativa), Lorrayne França (Conect Comunicação), Fernanda Higa (Vianews Comunicação Integrada), Mel Dantas (Lide), Jéssica Vasconcelos e Juliana Machado (Acontece Com. e Notícias), Letícia Ramos (Q! Notícia Comunicação), Maurício (Tribeca Eventos), Silvia Curado (Ideias & Efeito), Márcio Medeiro (Eficaz Com. Empr.), Dimayma Belloni (RSPress), Frederico Borges (Assessor do Dep. Darcisio Perondi), Karen Horn (Usina de Notícias), Taize Pizoni (Ass. Com. e Mkt do Hospital São José), e Rubiana Peixoto (FSB Com.)

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Elen Nunes – Jornalista elen.fnunes@ y ahoo.com.br

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Opinião

os i ais e a ofins so re edica en os ass n o encerrado a o o er o ndrade

ócio do scri ório ranc esi r ndrade e a ario a dvocacia irei o ri rio e a niversidade de o a o

O art. 2º da L ei nº 10.147/ 00 reduziu a zero a alíquota da contribuição ao Pis e da Cofins incidentes sobre a venda de medicamentos por pessoas jurídicas não-industriais nem importadoras. Instalou-se, desde então, conhecida disputa doutrinária e judicial acerca da aplicabilidade do dispositivo a clínicas médicas e hospitais. A R eceita Federal entende que os medicamentos são, para os hospitais, meros insumos necessários à consecução de seu objeto social, qual seja, a prestação de serviços médico-hospitalares; desse modo, conclui o Fisco, os hospitais não vendem medicamentos, razão pela qual a alíquota zero não se lhes aplica, conforme restou consignado no Ato Declaratório Interpretativo – ADI/ R FB nº 26/ 04. Contribuintes do segmento hospitalar, a seu turno, sustentam que a L ei nº 10.147/ 00 não exige que a venda de medicamentos seja a atividade-fim da pessoa jurídica; sustentam, ademais, que a alíquota zero é apenas a “outra face” do regime monofásico de Pis e Cofins instituído pela L ei nº 10.147/ 00, pelo qual os fabricantes e importadores de medicamentos são tributados a alíquotas majoradas (2,1% e 9,9%), quaisquer que sejam seus adquirentes (farmácias ou hospitais, isto é, comerciantes ou prestadores de serviço). A controvérsia chegou ao Superior Tribunal de Justiça – STJ em 2010, quando a Primeira Turma, em duas oportunidades (R Esps 1.133.895 e 1.148.822), julgou favoravelmente ao Fisco. Mais recentemente, a Segunda Turma enfrentou o tema (R Esps 1.314.779 e 1.221.612) e igualmente decidiu pela não-extensão da alíquota zero aos hospitais. Desde esses julgamentos da Segunda Turma do STJ, a matéria tem sido por muitos considerada judicialmente “sepultada”, resolvida definitivamente em favor do Fisco Federal. Não pensamos que seja assim. Embora o andamento jurisprudencial da tese dos contribuintes não seja favorável até aqui, entendemos que a matéria encontra-se “aberta” ainda, isso por algumas razõ es. Primeiramente, mesmo após as decisõ es do STJ, várias turmas dos tribunais regionais federais seguem acolhendo a 98

es re e

tese dos hospitais, a demonstrar que a questão ainda não está completamente amadurecida ou pacificada no Judiciário. Além disso, o STJ ainda não julgou a matéria no âmbito dos chamados “recursos repetitivos” (CPC, art. 5 43-C), que estabilizam o entendimento do tribunal sobre o assunto. Até aqui, somente três Ministros (Min. Benedito Gonçalves, na Primeira Turma, e Mins. Herman Benjamin e Humberto Martins, na Segunda Turma) foram relatores em precedentes desta matéria, o que presume uma análise ainda um tanto superficial pelos demais ministros daquela Corte. Aliás, dois dos atuais integrantes da 1ª Turma (Francisco Falcão e Napoleão Maia) sequer participaram daquelas sessõ es de julgamento, o que também poderá favorecer a retomada da discussão da matéria no STJ. Tanto é assim que, recentemente, a 2ª Turma do STJ (AgR Esp 1.149.777) negou recurso da Fazenda, fazendo transitar em julgado acórdão da TR F da 2ª R egião que acolhia a tese em favor de uma rede fluminense de hospitais. Embora o recurso tenha sido negado sob argumentos de ordem processual, entendemos que este precedente é sintomático de que o STJ ainda hesita quanto ao mérito da tese. Por tudo isso, acreditamos que a luta judicial dos hospitais pelo não-recolhimento de Pis e Cofins sobre medicamentos, embora árdua, não está encerrada.

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Edição 53 - Revista Hospitais Brasil