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Ano IX nº 52 Novembro/Dezembro 2011

www.revistahospitaisbrasil.com.br

PPP E OSS

MELHORANDO OS SISTEMAS DE SAÚDE

Enxovais hospitalares Cuidados para evitar a contaminação

ESPECIAL

IN DÚ ST RIA BR AS ILE IRA CO ME MO RA 10 AN OS NA FEI RA

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NA CAPA

DEST AQ U ES

48 PANORAMA

104 ACONTECENDO

Agilidade nas decisões e administração semelhante a empresas privadas fazem das parcerias um bom caminho para a melhoria da saúde pública

10 MEDICA

Pela 10ª vez, a MEDICA se solidificou como a mais importante vitrine da indústria brasileira no Exterior

70 LIMPEZA

A necessária atenção que deve ser dada às lavanderias hospitalares no sentido de evitar contaminações

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Notas sobre eventos realizados pelo setor

61 ADMINISTRAÇÃO

Padronização e metodologia ajudam a gerenciar o enorme volume de documentos gerados pelos hospitais

98 ATUALIDADE

Pesquisa aponta que a Internet é a primeira fonte de informação de saúde, seguida por médicos, parentes e amigos

107 DESINFECÇÃO

Hospital francês utiliza superfícies de cobre com

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eficácia antimicrobiana comprovada no combate às infecções

62 ESPECIALIDADE

Um grande desafio para a Cardiologia: o paciente GUCH

46 GESTÃO

Desafio para os administradores, a logística de materiais e medicamentos responde por gastos excessivos

HOSPITAIS DO BRASIL 52 As comemorações do

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aniversário de 40 anos do Hospital Israelita Albert Einstein Fundação Pró-Rim dá início à construção do Complexo Hospitalar Vida, com 160 leitos Inaugurando sua ala materno-infantil, o Hospital Vitória oferece atendimento diferenciado a gestantes e recém-nascidos

47 HUMANIZAÇÃO 84 GOVERNO

A Presidenta e o Ministro da Saúde lançam o S.O.S Emergências, que qualifica a administração e o atendimento em hospitais que atendem pelo SUS

Esparatrapo: Entretenimento de forma lúdica e jogos de improviso

113 INOVAÇÃO

Investindo na modernização de sua oficina ortopédica, AACD adquire

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Novembro/ Dezembro

?? Crédito: Cristiano Santanna

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74 106 124 scanner que digitaliza a imagem do membro que irá receber a prótese

64 MERCADO

No STF, dois cases podem desonerar do ICMS a importação de equipamentos por hospitais e clínicas

106 NA PRÁTICA

Sempre inovando, o Hospital de Câncer de Barretos inaugura o Instituto de Treinamento em Técnicas Minimamente Invasivas e Cirurgia Robótica

118 NA WEB

Links para assuntos relevantes hospedados no site da revista

130 OPINIÃO

Sandra Franco explica que nem sempre um resultado negativo na

Saúde é consequência de falha na conduta médica

124 PARCEIROS

Ações socialmente responsáveis promovidas por empresas do setor

116 RECURSOS HUMANOS

Artigo assinado pelo Prof. Fabrizio Rosso questiona: onde estão os futuros líderes do seu hospital?

73 SEGURANÇA

A forte demanda por sistemas avançados de videomonitoramento para uso em hospitais

74 SAÚDE PÚBLICA

A iluminação na cor rosa em prédios públicos e privados alertou para a importância da prevenção do câncer de mama

82 SUSTENTABILIDADE

“Elevadores verdes” são tendências que começam a ser utilizadas nos edifícios voltados à Saúde

117 TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

A Telemedicina proporcionando rapidez e precisão aos diagnósticos radiológicos

94 TENDÊNCIA

Medicina Paliativa e Hospitalista melhoram a atenção aos pacientes, intensificando os cuidados

NEG Ó CIO S 126 ESPAÇO EMPRESARIAL • Beta • Sismatec • X-Ray

83 EXPANSÃO

Controles de processos, capacitação profissional e logística bem estruturada garantem o sucesso da Protec em suas novas instalações

96 NEGOCIOS.COM/ EMPRESAS

Conteúdo e funcionalidade dos portais empresariais do setor

125 NEGOCIOS.COM/ HOSPITAIS

Endereços eletrônicos e descritivos de serviços online

81 NOVOS MERCADOS

A inauguração da fábrica da Fanem na Índia

92, 114 PRODUTOS & SERVIÇOS

Novidades em equipamentos e serviços RHB | NOV/DEZ 7

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Editorial C ar o L ei t o r , O grande destaque desta última edição de 2011 é a participação da indústria brasileira na MEDICA, a maior feira mundial do setor, que acontece anualmente na Alemanha, na cidade de Düsseldorf. A equipe da Revista Hospitais Brasil esteve mais uma vez por lá e pôde ver de perto a ascendência de nossa indústria no Exterior e participar do jantar comemorativo ao 10º aniversário da comitiva brasileira na feira. Leia a matéria completa em “ Evento” . Como novidade, estamos inaugurando uma nova forma de levar conhecimento ainda mais abrangente aos nossos leitores. A partir de agora, sempre que um tema mereça um foco mais específico, conte com entrevistados de alto nível ou ainda, envolva questões que necessitem de maior detalhamento, dividiremos a matéria em duas partes, publicando na edição seguinte sua complementação. É o caso de “ Panorama” , que apresenta um amplo debate sobre PPP e OSS. Entrevistados extremamente envolvidos com o assunto nos deram a honra de participar da matéria e estarão complementando-a na próxima edição, mostrando toda sua expertise na administração hospitalar através desse tipo de parceria. Em “ Limpeza” , o destaque fica por conta dos cuidados com os enxovais dentro e fora dos hospitais. Nossos entrevistados discorrem sobre o perfeito funcionamento das lavanderias e como esse setor influencia no core business das instituições de Saúde, recebendo cada vez mais atenção dos gestores. Novas técnicas e exemplos de hospitais nota 10 nesse quesito complementam a matéria. Além de tudo isso, temas não menos importantes estão presentes nesta edição de final de ano: um hospital francês que já utiliza com sucesso o cobre no combate às infecções - “Desinf ecção” ; a tramitação no STF de dois leading cases que poderão desonerar do ICMS a importação de equipamentos médicos por estabelecimentos de saúde - “M ercado” ; artigo assinado pelo diretor de uma agência especializada em social business, mostrando que os pacientes buscam inicialmente o Dr. Google, para depois procurarem um médico para conhecer sua condição de saúde “Atual idade” . Depois dessa viagem pelos mais variados e importantes assuntos voltados ao setor, gostaríamos de agradecer aos nossos leitores, anunciantes e colaboradores, todo o apoio que nos foi dedicado em 2011, almejando que o novo ano se concretize como mais um período de muitas realizações, paz e saúde para todos. Feliz 2012!

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Be m - v i n d o s Caderno Medica 2010.indd 9

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Pr i n c i p a i s f a b r i c a n t e s m u n d i a i s s e r e ú n e m n a 42ª e d i ç ã o d a MEDICA

Mais de 4.500 expositores, de 7 0 países, desde pequenas empresas até multinacionais, apresentaram toda sua gama de produtos, serviços e processos destinados a aumentar a eficiência e a qualidade para pacientes na M DICA, a maior feira mundial voltada ao setor médico- ospitalar, que acontece anualmente na cidade de D sseldorf, na Aleman a, e que este ano ocorreu no período de 16 a 19 de novembro. m quase . m divididos em áreas de e posiç es, abrangendo os temas mais atuais, como eletromedicina, tecnologia médica e da informação, diagnósticos, equipamentos para laboratórios, resgate, medicina de urgência, além de mobiliários, consumíveis e serviços, a M DICA permanece á mais de anos como ponto de encontro para os profissionais de sa de de todo o mundo que buscam informaç es práticas, fóruns para a troca de e periências, além de eventos voltados formação e educação continuada. Mostra paralela, a C MPAM D mais uma vez confirmou sua posição como principal evento internacional de suprimentos da ind stria médica. e ibidores de países o maior n mero desde sua concepção , se apresentaram com soluç es ig -tec para cerca de . visitantes e que foram mostradas também em dois

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fóruns especializados integrados C MPAM D. Diretores ospitalares, médicos de todas as especialidades, representantes de planos de sa de, profissionais de enfermagem, donos de ospitais e centro médicos, pesquisadores, diretores de entidades de sa de, além de muitos outros, formaram o p blico visitante do evento, totalizando . pessoas, vindas de países. Ao avaliar os resultados da maior feira da ind stria médica do mundo após os quatro dias do evento, oac im Sc fer, Diretor ecutivo do Messe D sseldorf, afirmou: s fabricantes de tecnologia de equipamentos e de I médica usaram mais uma vez a estrutura do evento para evidenciar, de forma e pressiva, sua e celência operacional. As empresas e positoras apresentaram uma forte tendência de alta na realização de bons negócios, como resultado do e celente nível dos visitantes internacionais, verdadeiros tomadores de decisão. Um aspecto foi bastante relevante para todos os e positores voltados e portação, independentemente da origem: a diversidade de países dos visitantes. o c mputo geral, um em cada dois visitantes era do terior, incluindo os mais proeminentes convidados, como o Comissário de Sa de para a U,

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o n Dalli Malta , o Ministro da Sa de Brit nico para egócios e Investimentos, ord reen, e o Secretário Assistente de Comércio Americano, Sures umar. m seu tour pela Feira, Dalli ficou impressionado com a diversidade de inovaç es e o papel essencial que ela e erce como polo de convergência do crescimento e inovação dessa ind stria. Sures umar declarou que a M DICA é um gerador de empregos , enfatizando a diferença entre essa e outras feiras dos demais setores da ind stria: o campo da aviação ou da ind stria automotiva, os principais negócios são dominados por grandes corporaç es. De forma contrastante, a M DICA é uma plataforma de negócios para mil ares de pequenas e médias empresas e os negócios concretizados durante o evento geram novos empregos, de forma imediata. s fóruns paralelos contaram com a presença de um n mero elevado de palestrantes e congressistas, cobrindo uma enorme variedade de assuntos: • Medica ec : Modernas tecnologias médicas, em aplicaç es práticas, eficazes e de bai o custo • Medica P ysio: Plataforma para terapeutas, associaç es pro-

fissionais e da ind stria voltados fisioterapia e reabilitação ision Medica: Universidades e institutos de pesquisa apresentaram seus pro etos e forneceram uma prévia da tecnologia médica do futuro • Medica Media: Palestras e discuss es sobre os pontos altos da telemedicina e dos sistemas de informação médica • Medica ound Care: Recém-lançado, o evento abordou as novidades no tratamento de feridas e surpreendeu pelo grande n mero de congressistas participantes. • Business Center: Ponto de encontro para parceiros comerciais globais, funcionando como uma plataforma para novos contatos e negócios. á o Congresso M DICA contabilizou mil ares de participantes e uma ampla variedade de programas, com quase seminários, cursos e or s ops, cumprindo novamente seu papel como a maior plataforma de educação profissional multidisciplinar da Aleman a. fórum complementar PatientenForen também teve ótima aceitação e o destaque ficou por conta da importante questão Como c egar aos , que apontou o estilo de vida adequado para obter a longevidade. •

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O Br a s i l n a f e i r a

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Participaram desta edição da MEDICA, 54 expositores brasileiros, sendo 51 empresas no Pavilhão Brasileiro e três em outros pavilhões específicos para seus produtos. Nossos expositores realizaram cerca de 3 .600 contatos com executivos de 9 9 países, o que resultou em negócios na ordem de US$ 2 milhões e expectativas de movimentar US$ 20 milhões nos próximos 12 meses. A participação brasileira no evento é uma parceria entre a Abimo – Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos Médicos, Hospitalares e Odontológico e a Apex-Brasil – Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos. ossa participação foi e tremamente positiva , avalia Paulo Henrique Fraccaro, Vice-presidente da Abimo. Segundo ele, foi cumprida com pleno sucesso mais uma etapa rumo às ambiciosas metas da ind stria brasileira de equipamentos médicos: atingir, em 2015, 1 bilhão de dólares em negócios com o exterior e estar, dentro de 10 anos, entre os cinco maiores fabricantes mundiais de produtos médicos de alta/ média densidade tecnológica. mais importante é a consolidação das empresas brasi-

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leiras como grandes exportadoras, por meio de um número cada vez maior de participantes na feira, pela qualidade dos produtos ofertados e pela diversidade das nossas tecnologias. Por isso, a MEDICA é, para nós, um projeto contínuo que todo ano tem de ser aprimorado , comenta Fraccaro. No primeiro semestre deste ano, a indústria brasileira de equipamentos para saúde registrou um crescimento de 8 % no volume de exportações em relação ao mesmo período do ano passado. Esse avanço é ainda mais significativo se considerado que a moeda brasileira bateu recorde de valorização em relação ao dólar nos primeiros seis meses de 2011 e a economia mundial enfrenta dificuldades. O Brasil lançou sua estratégia para exportar equipamentos de saúde em sua primeira participação na MEDICA, há dez anos. Nesse período veio conquistando novos compradores no mundo e expandindo sua presença internacional. Hoje é, segundo dados da OMS – Organização Mundial da Saúde, o segundo colocado no ranking dos países emergentes com maior faturamento na venda de equipamentos médicos.

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J ornal istas internacionais conh ecem o potencial da indú stria brasil eira de produtos mé dicos Pela primeira vez, a ABIMO e a Apex-Brasil contrataram uma assessoria de imprensa internacional para acompanhar a participação das empresas brasileiras durante a feira. O resultado foi outra ação pioneira, a realização de uma coletiva de imprensa, com o objetivo de divulgar aos jornalistas da área da Saúde o potencial da indústria brasileira de produtos médicos. O vice-presidente da ABIMO, Paulo Fraccaro, e o gerente de projetos da Apex-Brasil, Hélio Lôbo, falaram, durante a coletiva, sobre as características e o potencial de exportação da indústria médica brasileira. Participaram cerca de dez jornalistas internacionais e entre eles foi sorteada uma viagem ao Brasil, em 2012, para uma visita à Hospitalar. O sorteio fez parte do Projeto Imagem que visa estreitar o relacionamento com formadores de opinião de todo o mundo. O ganhador foi o jornalista americano Michael Barbella, da revista Medical Product Outsourcing. Hélio Lôbo ( Apex-Brasil) e Paulo Fraccaro ( Abimo)

Ex p o s i t o r e s b r a s i l e i r o s n a MEDICA Adlin, Agaplastic, Airsys, Baumer, Bioclin, Bioeletron, Biomec nica, Biosensor, Biotec , Carci, Case , CMOS Drake, Deltronix, Diagnostek, DrillerMed, Edlo, Estek, Fami, Fanem, Feira + Forum Hospitalar, GM Reis, Hi ec nologies, Hospimetal, HP Bio, IBF, Ibramed, Indrel, Indusbello, In e e , Inpromed, Instramed, Intermed, IOL, K inner, K olplast, K TK , Labtest, Loktal, Magnamed, MDT, Medicone, Medpej, Neoortho, NS, Olidef, Olsen, Ortosíntese, P.A. Med/ BIC, Samtronic, Schioppa, Scitech, Sismatec, W ama e W em.

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O jantar comemorativo dos 10 anos da comitiva brasileira na MEDICA

Hélio Lôbo ( Apex-Brasil) e Paulo Fraccaro ( Abimo) Nesta edição, a indústria brasileira da saúde comemorou 10 anos de participação na feira. “A MEDICA é a principal vitrine no exterior, onde se pode alcançar visibilidade no mercado mundial. E o fato de o Brasil participar há 10 anos é uma prova da nossa credibilidade , disse Paula Portugal, erente de Projetos Internacionais da Abimo. Em apenas uma década, o número de países compradores de equipamentos para saúde fabricados no Brasil saltou de 40 para 18 0. A conquista de novos mercados levou a um crescimento de 23 2% nas vendas externas durante o período. Aproveitando a ocasião, a indústria brasileira realizou o lançamento de sua marca internacional, a Brazilian Health Devices, que foi comemorado em um jantar no dia 17 de novembro, no principal salão de eventos da cidade de D sseldorf, com a participação de cerca de 250 convidados, entre autoridades brasileiras e estrangeiras, como representantes da Anvisa, Ministério da Saúde e Embaixada do Brasil na Alemanha, e os principais clientes internacionais. A criação da marca Brazilian Health Devices é resultado do Projeto Setorial Integrado ( PSI) realizado desde 2002, por meio de uma parceria entre a Abimo e a Ape -Brasil. logotipo em azul

e branco, em formato que lembra um DNA, símbolo do compromisso com a vida, esteve estampado em todo o pavilhão brasileiro. A nova imagem institucional deu uma roupagem moderna e arro ada participação brasileira, causando impacto positivo e chamando a atenção dos visitantes da feira. “A nova marca é parte da estratégia para aumentar as exportaç es e ampliar o n mero de mercados para onde se destinam os produtos brasileiros, que atualmente c egam a países , diz Hélio Lôbo, Gestor de Projetos da Apex-Brasil. Para o período 2012-2013 , a Abimo, em trabalho conjunto com a Apex-Brasil e empresas associadas, determinou uma lista de oito países como mercados-alvo a serem consolidados: Angola, Arábia Saudita, Chile, Estados Unidos, Índia, México, Peru e Rússia. Após os convidados do jantar serem recepcionados por música brasileira, Fraccaro palestrou sobre a qualidade da nossa indústria. ob etivo da ind stria brasileira não é só o aumento das e portaç es, mas também a conquista de mercados competitivos e com altos padrões de qualidade como os EUA e países da Europa. Entre os dez principais compradores estão os EUA e a Alemanha“, disse.

T radicional “ Noite da Piada” reú ne brasil eiros em Dü ssel dorf Com a finalidade de confraternizar e comemorar o sucesso do evento, foi realizado na noite de de novembro, um antar em um restaurante tipicamente alemão, que á acontece á cinco anos e foi batizado de oite da Piada . A iniciativa, que a cada ano recebe novas adesões, contou com cerca de 60 pessoas, entre empresários e convidados brasileiros, que de forma descontraída deram vazão ao seu espírito umorístico, rela aram e se divertiram. W iliam Donisete de Paula ( Hospimetal) , um dos idealizadores do encontro

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A co n cep ç ã o d e eq u i p am en t o s q u e co r r esp o n d am ao s al t o s n í v ei s d e ex i g ê n ci a d o set o r h o sp i t al ar e d est aq u em a m ar ca n o m er cad o transformaram a assinatura EM em garantia de precisão e confiança em bisturis eletrônicos microprocessados, coaguladores por plasma de argônio, aspiradores, cardiotocógrafos, detectores de batimento cárdio-fetal e em su a am p l a l i n h a d e acessó r i o s p ar a el et r o ci r u r g i a. De acordo com Edson L. Rodrigues ieira, Diretor de Mar eting, a participação na MEDICA é fundamental para o d esen v o l v i m en t o d as ex p o r t aç õ es d a em p r esa. “ A p esar d o real valorizado, as exportações vêm evoluindo positivamente, permitindo que a empresa invista em produtos e processos inovadores, mantendo-a competitiva no mercado. Atuando desde 1 , a EM foi pioneira no lançamento de unidades eletrocirúrgicas transistorizadas e é a primeira empresa brasileira de bisturis eletrônicos a obter as marcas CE e FDA que atendem às exigências do mercado europeu e norte-americano.

Renata Schaefer e Tereza Reis

alter afra a e Priscila Bartholomeu ( Baumer)

Paula Portugal ( Abimo) e W illiam Pesinato ( Fami)

Com o claro objetivo de d esen v o l v er t ecn o l o g i a n aci o n al v o l t ad a ao estratégico mercado de equipamentos médicos, a Instramed foi fundada em 1 0, quando lançou seus eletro bisturis e m o n i t o r es car d í aco s. Empresa certificada pela Anvisa, pelas Boas Práticas de Fabricação e dotada do sistema ISO de qualidade, at u al m en t e d i sp õ e d e u m a am p l a l i n h a d e p r o d u t o s q u e engloba cardioversores e monitores multiparamétricos e está presente nos principais estabelecimentos de saúde brasileiros, possibilitando que pacientes se beneficiem de equipamentos precisos, confiáveis e acessíveis. Com exportações que crescem ao nível aproximado de 0 ao ano, o Diretor Geral da Instramed, Arthur Moraes, afirma que a participação no evento gerou boas perspectivas de negócios: “A MEDICA tem colaborado para a excelente evolução de nossas exportações .

Pérsio Carleto

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A MEDICA tem se caracterizado co m o u m f at o r i m p o r t an t e p ar a o d esen v o l v i m en t o d as ex p o r t aç õ es da Hospimetal, que crescem em torno de 1 ao ano. Seu Diretor, ilian Donisete de Paula, confirma as boas possibilidades de negócios geradas pelo evento e considera bom o nível de visitantes. “A feira tem nos ajudado a firmar nossa marca internacionalmente. Fundada em 1 , na cidade de Araçatuba - SP, a Hospimetal vem demonstrando ao longo de sua história, excelentes níveis tecnológicos na fabricação de móveis e equipamentos médico-hospitalares em aço inox. A qualidade e a inovação de seus projetos, criados por profissionais altamente qualificados, remetem a empresa a uma perspectiva de produção crescente nos próximos anos, fortalecendo sua participação no mercado brasileiro e mundial.

uiz Claudio Dutra CRMed e Cézar Reis Agaplastic

Célia Berbel Hac elbusc e Celso opes Martins Celmat

Amanda e Marco Aurélio Felix ( CMOS Drake)

Sediada no Rio de aneiro, a Agaplastic iniciou suas atividades em 1 , com foco no desenvolvimento e produção de artefatos plásticos para uso médico-hospitalar, odontológico e cosmético. No final de 1 iniciou parceria com um grande laboratório farmacêutico, o que deu início à fabricação exclusiva de produtos de uso pediátrico, como colheres dosadoras e abaixadores de língua em plástico com aroma e sabor, e foi responsável também pelo início do processo de exportação, que agora atua, de forma independente, na América Latina, América Central, Europa, sia, Estados nidos e Oriente Médio. A empresa mantém como política a participação nas mais importantes feiras nacionais e internacionais, garantindo at u al i z aç ã o e co n q u i st a d e n o v o s m er cad o s co m p r ad o r es. E quanto a isso, Tereza Cristina de Oliveira Reis, Manager, escl ar ece: “ É i m p o r t an t e se f az er p r esen t e e co n q u i st ar a credibilidade dos visitantes. Nossos produtos estão ligados à mudança de hábitos, e ter a oportunidade de reapresentá-los a novos mercados contribui muito para alcançarmos nossos objetivos . Recentemente, fechou parceria com a Disne Consumer Products, obtendo o licenciamento para seu abaixador de língua com sabor, o Tic-Tong Disne Model Mic e Friends.

Há 1 anos a DrillerMed vem d esen v o l v en d o u m a co m p l et a e diversificada linha de equipamentos, d o t ad a d e al t a t ecn o l o g i a e sem p r e co m a assesso r i a d e consultores clínicos e cien ficos. Atenta à manutenção e à melhoria con nua de seus processos e de seu sistema de gestão da qualidade, a DrillerMed fornece equipamentos para cirurgias ósseas de diversas especialidades, como Neurologia, Otorrinolaringolologia, Ortopedia, Plásticas e g er ai s. Luciano olbe, Gerente Comex da Driller, considera que a presença da empresa na MEDICA promove a abertura do mercado europeu. “Atualmente já exportamos para 2 países, mas esperamos, em 2012, alcançar 0 , afirma.

Herman Casella

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“A Casex vem crescendo em valores ex p o r t ad o s e n o n ú m er o d e p aí ses d e destino dessas exportações , informa Herman Mora Casella, Diretor da empresa, acrescentando que a MEDICA tem colaborado para essa evolução, principalmente no que se refere ao contato com novos distribuidores. Fundada em 1 , é a única empresa genuinamente brasileira dedicada à fabricação de produtos para ostomia. No princípio, a empresa apenas importava bolsas para ostomia, já que elas ainda não eram produzidas ou vendidas no Brasil. Entretanto, numa demonstração de pioneirismo, logo surgiu a ideia de montar em Curitiba PR a primeira fábrica de produtos para esse procedimento no país. Os materiais continuaram sendo importados, igualando seus produtos aos das empresas multinacionais, porém, a produção totalmente nacional permitiu a prática de preços mais acessíveis ao nosso mercado. Atualmente, a Casex atende todo o território nacional, além da América Latina, Leste Europeu, frica e sia.

Carlos e Dr. J osé Paulin

osé Maria asry, at erine S ibata, Mayra Tomé e Thomas Santos ( Hospitalar)

Dr. André Vilela

Vanessa Borjuca e Andrea Mendonça ( Revista Hospitais Brasil)

Segundo Graziella Brum, Responsável Técnica da Medicone, esta primeira participação na MEDICA teve por objetivo a busca por novos parceiros, o que deve facilitar o início d as ex p o r t aç õ es d e seu s p r o d u t o s. “ E v en t o altamente profissional, voltado para a efetiva realização de negócios, a MEDICA proporcionou excelentes oportunidades para a Medicone , explica. Fabricante de produtos confeccionados em silicone, como drenos, espaçadores, implantes para o almologia, próteses, sondas e tubos, desenvolvidos com materiais de q u al i d ad e e d e aco r d o co m as r i g o r o sas n o r m as n aci o n ai s e internacionais, a Medicone possui uma moderna fábrica instalada na cidade de Cachoeirinha RS, que preza pela excelência em tudo o que faz, colocando no mercado p r o d u t o s ap r o v ad o s p o r esp eci al i st as d as m ai s d i v er sas áreas da saúde. Concluindo, Graziella dá sua opinião sobre o nível dos visitantes da feira: “Excelente, formado basicamente por profissionais em busca de parceiros e novos produtos .

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Há mais de 0 anos oferecendo o que há de mais avançado em rodas e rodízios, a Schioppa possui um parque industrial localizado na cidade de São Paulo SP, com 10.000 m e dotado de maquinários modernos e precisos, que faz da empresa a maior fabricante de rodas e rodízios da América Latina. A MEDICA tem colaborado para a evolução da empresa, que recebeu em seu stand visitantes qualificados, realmente focados na qualidade de seus produtos. “Nos últimos oito anos, a Schioppa vem passando por um processo de crescimento con nuo, com média de 2 ao ano , comenta Luciano Rodrigues Barbosa, Gerente de Exportação. Marca líder do segmento, utiliza tecnologia de ponta na produção de todo e qualquer tipo de rodas e rodízios para as mais diversas finalidades, disponibilizando ao mercado um enorme mix de produtos, que oferecem soluções personalizadas e garantem a satisfação de seus clientes. São mais de 0.000 produtos fabricados com rigorosos padrões de qualidade, para disponibilizar o melhor quando o assunto é movimentação. Ronaldo Rogério Guzzi ( BioSensor)

Cecília e Dorival Dagir ( Dorja) Eduardo Marckmann ( Toth) , Alexandre Dolganov ot e Sammy Roger ald ifemed

Amanda, Vera e J osé Carlos Lapenna

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Sediada em Minas Gerais, a CMOS Dra e é uma empresa genuinamente brasileira, que atua há 1 anos e orgulhase d e t er su a m ar ca p r esen t e n as m ai s i m p o r t an t es e significativas feiras nacionais e internacionais. Sempre desenvolvendo métodos e procedimentos inovadores para a constante atualização de sua linha de produtos médicohospitalares, é a primeira e única empresa da América Latina fabricante do DEA Desfibrilador Externo Automático , o que representa um marco f u n d am en t al em su a p r o d u ç ã o d e t ecn o l o g i a. Rafael Franco Nonato, Gerente Internacional, explica que apesar de muito competitiva, as exportações da CMOS Dra e vem evoluindo de forma bastante positiva, e que a participação na MEDICA tem colaborado para essa evolução. Participando da feira pela vez, Nonato enfatiza: “O evento atendeu nossas expectativas em termos de contatos com países da sia e do Oriente Médio, que, aliás, corresponderam a 0 da frequência de visitantes em nosso stand . á com relação às expectativas de negócios, conclui: “Surgiram bons negócios, porém, com preços um pouco mais baixos . A empresa possui distribuidores credenciados para vendas e assistência técnica em todo o território nacional.

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Thomas Santos ( Hospitalar) , Marlene Schmidt Rodrigues ( Fanem) e J osé Maria Lasry ( Hospitalar)

D esd e su a f u n d aç ã o , em 1 9 5 2 , a B au m er v em i n co r p o r an d o t ecn o l o g i as, p r o d u t o s, co n cei t o s e i d ei as, co m g r an d e d est aq u e n o m er cad o d e i m p l an t es o r t o p é d i co s, al é m d e at u ar em o u t r o s seg m en t o s, co m o d e est er i l i z aç ã o , r eg en er aç ã o ó ssea, l av an d er i a, cen t r o ci r ú r g i co , t r at am en t o d e á g u a e t r at am en t o d e r esí d u o s só l i d o s d e saú d e. A t u al m en t e, seu p ar q u e f ab r i l , l o cal i z ad o n a ci d ad e d e M o g i M i r i m , S P , r eú n e t ecn o l o g i a em equipamentos de última geração, profissionais do mais alto nível e u m a eq u i p e d e co l ab o r ad o r es esp eci al m en t e t r ei n ad a. A em p r esa v em o b t en d o u m a m é d i a an u al d e cr esci m en t o d e 2 0 % n as ex p o r t aç õ es e, seg u n d o P r i sci l a B ar t h o l o m ew , Supervisora Internacional, e alter Lafra a, Gerente I n t er n aci o n al , sem d ú v i d a a M E D I C A t em co l ab o r ad o p ar a essa ev o l u ç ã o . “ A f ei r a é u m p o n t o d e en co n t r o an u al co m n o sso s at u ai s d i st r i b u i d o r es, al é m d e ser u m a ex cel en t e o casi ã o p ar a b u scar n o v o s n eg ó ci o s” , d escr ev em . S eg u n d o eles, o evento atendeu as expectativas e o nível dos visitantes t em m el h o r ad o a cad a an o .

isa I ata, C ristiane liveira e Daniel França Intermed

Com sede em Curitiba PR, a S i sm at ec est á n o m er cad o d esd e 1 9 8 0 , at en d en d o à s n ecessi d ad es d o m er cad o em esp eci al d o s cen t r o s ci r ú r g i co s. T r at a- se d a ú n i ca em p r esa f o r n eced o r a d e eq u i p am en t o s p ar a a saú d e q u e r eceb eu o B r asi l Premium selo de garantia da qualidade para exportação, fornecido pelo Instituto de Pesquisa Tecnológica IPT, uma distinção atribuída a produtos nacionais com características superiores, próprios para utilização no mercado internacional. C o m u m a am p l a l i n h a d e p r o d u t o s q u e ab r an g e f o co s ci r ú r g i co s, m esas ci r ú r g i cas, ser r as p ar a o st eo t o m i a, p er f u r ad o r as ó sseas, asp i r ad o r es ci r ú r g i co s, al é m d e au t o cl av es e i n al ad o r es, a S i sm at ec est ev e p r esen t e p el a 8 ª v ez n a M E D I C A . Segundo a International Sales, anessa Machado, a feira proporciona status e possibilita a realização de ótimos contatos. Com relação à evolução das exportações, anessa esclarece: “Estamos em fase de crescimento con nuo, o que v em p r o v o can d o a esp eci al i z aç ã o d o d ep ar t am en t o q u e cu i d a d esse set o r ” . A em p r esa co n si d er a q u e a M E D I C A at en d eu su as expectativas de negócios. Na busca por uma participação ainda mais efetiva no mercado i n t er n aci o n al , a S i sm at ec cu m p r e o s r eq u i si t o s essen ci ai s p ar a utilização da marca CE, concedida pela T Rheinland Brasil, p ar a su as m esas ci r ú r g i cas m ecâ n i cas h i d r á u l i cas, m esas el et r o - h i d r á u l i cas e f o co s ci r ú r g i co s.

ivea Fi paldi

W illiam Pesinato e Alexandre Nardi ( Fami)

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Marek Václav e Daniel França ( Intermed)

A Fanem, multinacional brasileira líder na fabricação de produtos para neonatologia no País, detentora de do mercado nacional de incubadoras e exportadora de seus produtos para mais de 0 países, lançou na MEDICA, internacionalmente, os produtos de sua linha neonatal berço oala e o aparelho de fototerapia para bebês com grande área corpórea Bilitron S . “Foi uma agradável surpresa. O volume de contatos e as expectativas de negócios gerados a partir da feira superaram todas as expectativas , disse Djalma Luiz Rodrigues, Diretor Industrial da Fanem. Segundo ele, a empresa encaminhou importantes negociações com executivos de países como Marrocos, Iraque, frica do Sul, Argélia, Irã, Tunísia, ndia, u ait e Arábia Saudita e manteve contatos com representantes de 0 países. “Esperamos em 2012 elevar nosso faturamento no exterior em pelo menos 1 , ressaltou Rodrigues.

J orge Ricardo ( Medicone) , Adilson Furlan de Mendonça ( Revista Hospitais Brasil) , Graziela Brum e Rodrigo Perillo ( Medicone)

Produtora e exportadora de equipamentos para reabilitação sica e especializada no fornecimento de produtos para a área de fisioterapia, a Carci, empresa que detém cerca de 0 do mercado brasileiro, foi a primeira dentro do setor no país a obter a certificação CE, chancela que atesta os altos níveis de qualidade e possibilitam o fornecimento de produtos para a comunidade europeia. Possui certificação junto ao Ministério da Saúde para sua linha de produtos fabricados e importados, fornecendo soluções para eletroterapia, termoterapia, hidroterapia, mecanoterapia, avaliação sica e mobilização. “Desde que começamos a participar da MEDICA, o crescimento das nossas exportações foi considerável. A Carci está mantendo sua meta e incrementando novos negócios. A feira é o principal evento do setor. Dificilmente teríamos conquistado o mercado sem esta presença , descreve Orlando Orlandi Melo de Carvalho, Gerente Administrativo. Segundo ele, há boas perspectivas para 2012 e novas parcerias com empresas europeias, americanas e do Oriente Médio.

Toru Miy agi K injo e Reginaldo Damião ( Magnamed)

dson risanti

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Fundada em junho de 1 , a Medpej é f ab r i can t e d e v á r i o s m o d el o s d e co l p o scó p i o s, v i d eo co l p o scó p i o s, d et ect o r es f et ai s, m o n i t o r es f et ai s, car d i o t o có g r af o s, m esas el é t r i cas p ar a v á r i as esp eci al i d ad es, f o co s cl í n i co s, f o co s ci r ú r g i co s co m em er g ê n ci a, d e t et o e d e p ar ed e co m 1 o u 2 cú p u l as d e 3 a 6 b u l b o s. U m d o s objetivos da empresa é colocar as expectativas dos clientes no p o n t o cen t r al d e su a at u aç ã o . Edson Grisanti, Gerente de Exportação, conta que as exportações da Medpej estão em crescimento e, a cada edição da MEDICA, da qual a companhia já participou três vezes, surgem novas perspectivas de negócios. “A feira tem colocaborado com nossa ev o l u ç ã o f aci l i t an d o o co n t at o co m co m p r ad o r es d o m u n d o todo. Sempre surgem perspectivas positivas que, após o evento, são trabalhadas para atingir nossos objetivos , declara.

osé Ricardo de Souza, Maton or ard, Rafael Davibi e anssens Dimitri Ibramed D esd e 1 9 8 7 a K i n n er assu m i u o g r an d e desafio de fazer do silicone o seu negócio. Hoje, é especializada em tubos, m em b r an as, d r en o s, cat et er es e co r d õ es, todos com certificação da Anvisa. A empresa garante que seus p r o d u t o s sã o t r an sf o r m ad o s e p r o cessad o s em t o t al co n f o r m i d ad e co m as m ai s av an ç ad as t é cn i cas d e m o l d ag em e ex t r u sã o , al é m d e d ev i d am en t e m an u sead o s em am b i en t e ap r o p r i ad o . S eu s l ab o r at ó r i o s co n t am co m eq u i p am en t o s d e al t a r eso l u ç ã o , q u e sã o cal i b r ad o s co m r ast r eab i l i d ad e n a r ed e b r asi l ei r a d e cal i b r aç ã o . Presente nas últimas cinco edições da MEDICA, participou pela p r i m ei r a v ez em 2 0 0 7 , q u an d o b asi cam en t e co n h eceu a f ei r a. “A partir daí, nos capacitamos e nos preparamos para atender o mercado internacional e notamos uma evolução con nua das nossas exportações, tanto na parte quantitativa como na qualitativa , revela o Gerente de endas, Edson Monteiro. S eg u n d o el e, a M E D I C A t em co l ab o r ad o n a d i v u l g aç ã o d o n o m e d a co m p an h i a n o m er cad o i n t er n aci o n al , n a am p l i aç ã o d o conhecimento e na preparação para novos desafios. “Mantivemos u m a b o a m é d i a d e co n t at o s ao l o n g o d est es an o s, q u e v em contribuindo para um aumento con nuo do volume de negócios da K i n n er ” , co m p l em en t a M o n t ei r o .

iliam Donisete de Paula e Rita Reis Hospimetal

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A B i o sen so r d i r i g e a m ai o r p ar t e d o s seu s investimentos em estudos e pesquisas para permitir que a inovação seja uma co n st an t e em seu s p r o d u t o s e ser v i ç o s. F u n d ad a em 1 9 9 4 , a em p r esa f ab r i ca b o m b as d e i n f u sã o , b o m b as d e ser i n g a, eq u i p o s, el et r o d o s e si st em as d e co m p r essã o f em o r al , al é m d e m an t er u m co m p l et o l ab o r at ó r i o d e t est es e cal i b r aç ã o p ar a eq u i p am en t o s el et r o m é d i co s, o q u e co r r esp o n d e a u m g r an d e d i f er en ci al n o m er cad o em q u e at u a. Presente pelo º ano consecutivo na MEDICA, Eugênio . M. Almeida, Presidente da empresa, afirma que participando de feiras internacionais vem conseguindo, de modo gradativo, proporcionar n o v o s e i m p o r t an t es co n t at o s: “ E st am o s em p r o cesso d e ev o l u ç ã o , v i san d o au m en t ar n o sso v o l u m e d e ex p o r t aç õ es” . E a M E D I C A t em contribuído para essa evolução, pois atende as expectativas da Biosensor, sempre gerando boas perspectivas de negócios. Sediada em Americana SP e dotada das Boas Práticas de F ab r i caç ã o , NBR IEC 001:2000 e I S O 1 3 4 8 5 : 2 0 0 3 , a em p r esa at en d e ao s m er cad o s i n t er n o e ex t er n o , ex p o r t an d o p ar a p aí ses d a E u r o p a, América Latina, sia e frica. abriel Simão da Silva

Adilson Furlan de Mendonça Revista Hospitais Brasil e Dr. Dr. osé Paulin Deltroni

Alfredo Bec ert eto e Marcus Figueiredo

Ronaldo Almeida Santos Revista Hospitais Brasil , Daniel ozello, Marcelo allina e rlando . M. de Carval o Carci F u n d ad a em 1 9 1 5 e l o cal i z ad a em S ã o C aet an o d o S u l , S P , a F am i i n i ci al m en t e b aseo u su a p r o d u ç ã o n a f ab r i caç ã o de artigos para o lar e cutelaria, e posteriormente desenvolveu sua participação no mercado com a fabricação de artigos médico-hospitalares. Sua missão é a busca da satisfação dos clientes através da melhoria con nua dos p r o d u t o s, p r o cesso s e ser v i ç o s, valorizando o ser humano, oferecendo artigos m é d i co s, o d o n t o l ó g i co s e si m i l ar es, q u e f aci l i t em o t r ab al h o d o s profissionais da saúde, trazendo retorno financeiro. S eu s p r o d u t o s sã o d i v i d i d o s em t r ê s l i n h as. A L i n h a F am i é co m p o st a p o r i t en s m é d i co - h o sp i t al ar es d e aç o i n o x i d á v el , co m o bacias e baldes. á a Linha Luminox inclui caixas e bandejas para instrumentos, cubas redondas e retangulares. Por fim, a Linha C o n t ai n er S y st em é f o r m ad a p o r co n t ai n er s f ei t o s d e al u m í n i o anodizado, que tem pouco peso e ótimas propriedades de secag em . H á n o v e ed i ç õ es p r esen t e n a M E D I C A , a em p r esa v em gradativamente aumentando seu faturamento em exportações, chegando hoje a 12 . “Geralmente, participar de uma feira apenas p o r u m o u d o i s an o s n ã o t r az r et o r n o . I st o é co n seg u i d o co m persistência, e exportar é persistir, fazer-se presente, mostrar várias vezes o produto até que ele seja conhecido e acreditado , declaram o s D i r et o r es, A l ex an d r e N ar d i e W i l l i am P esi n at o .

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Rogério Ferneda ( RTS/ Fanem) , Marlene Schmidt Rodrigues Fanem , Iramaia otsc edo Iramaia Messe Service , Hernelio Ruas ei eira Datamed Fanem , D alma uiz Rodrigues ( Fanem) e J osé Flosi ( Fanem)

A m i ssã o d a H i T ech n o l o g i es é ad q u i r i r , transmitir e organizar as informações m é d i cas, co m o si n ai s v i t ai s e o u t r o s dados, permitindo que os profissionais de saú d e se co n ect em ao s seu s p aci en t es at r av é s d a t el em ed i ci n a. S eu s d i r et o r es, A l f r ed o B eck er t N et o e M ar cu s F i g u ei r ed o , concordam que a participação na MEDICA aumentou a visibilidade d a em p r esa e p o ssi b i l i t o u a co n q u i st a d e n o v o s d i st r i b u i d o r es internacionais. “O evento foi magnífico, pois em apenas quatro dias tivemos a oportunidade de mostrar nossos produtos ao m u n d o , co n h ecer t o d o s o s p l ay er s d o m er cad o g l o b al e, ai n d a, entender a verdadeira dimensão da nossa inovação , afirmam. A H i T ech n o l o g i es t em u m a v i sã o d i f er en ci ad a e ú n i ca d a t ecn o l o g i a m é d i ca. A cr ed i t a q u e el a p o d e ser r ei n v en t ad a, co m f o co n a i n sp i r aç ã o e n a h u m an i z aç ã o . “ A f ei r a n o s mostrou que essa visão pode ser compartilhada por vários p ar cei r o s e cl i en t es ao r ed o r d o m u n d o . E i sso f o i u m a g r at a su r p r esa p ar a n ó s” , co n cl u em . Com a expectativa de ser reconhecida internacionalmente e t o r n ar - se r ef er ê n ci a m u n d i al em so l u ç õ es p ar a o set o r , a em p r esa i n i ci o u n eg o ci aç õ es co m p ar cei r o s d e m ai s d e 2 5 p aí ses d u r an t e o ev en t o .

Bianca Stra ner e rica Santiago Instramed

A D el t r o n i x é u m a em p r esa g en u i n am en t e n aci o n al , q u e est á n o m er cad o d esd e 1 9 7 0 p r o d u z i n d o eq u i p am en t o s e acessó r i o s p ar a el et r o ci r u r g i a, d o t ad o s d a m ai s al t a t ecn o l o g i a. Empresa participante das 10 edições em que a comitiva b r asi l ei r a est ev e p r esen t e n a M E D I C A , acr ed i t a q u e essa p r esen ç a seq u en ci al é m u i t o i m p o r t an t e p ar a a d i v u l g aç ã o e fixação de sua marca e de seus produtos. A MEDICA já faz parte do sucesso da empresa. “Estamos cr escen d o a cad a an o e a f ei r a co l ab o r a em n o sso posicionamento no mercado internacional , enfatiza Dr. osé Baptista Paulin, Diretor da empresa. Seu parque industrial está localizado na cidade de Ribeirão Preto SP, com funcionários treinados e altamente qualificados, que trabalham em sintonia com os objetivos da empresa no sentido de produzir bisturis eletrônicos e seus acessó r i o s d e aco r d o co m as n ecessi d ad es d o m er cad o . Q u al i d ad e, f u n ci o n al i d ad e, d u r ab i l i d ad e e si m p l i ci d ad e d e operação sempre foram as principais características dos p r o d u t o s D el t r o n i x e seu s g r an d es d i f er en ci ai s n o m er cad o .

dson Monteiro elli e uiz Carlos opes da Silva

illiam Pesinato Fami , eandro Ribeiro r in ut , r in ut nior r in ut e Ale andre ardi Fami

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Paulo Fraccaro Abimo , oac im Sc fer Messe D sseldorf e Hélio bo Ape -Brasil

Responsável pela introdução no Brasil do primeiro inalador de uso doméstico portátil aci o n ad o p o r co m p r esso r , a N S f o i f u n d ad a em 1 9 6 9 . C o m o p assar d o t em p o , i m p u l si o n o u seu crescimento investindo em tecnologia, ap er f ei ç o am en t o e am p l i aç ã o d e su a l i n h a d e p r o d u t o s, co n t an d o co m i n al ad o r es a ar comprimido e ultrassônicos, vaporizadores e umidificadores de ambientes, purificadores, micronebulizadores e acessórios p ar a i n al aç ã o , cen t r ai s d e i n al aç ã o p ar a u so cl í n i co , asp i r ad o r es cirúrgicos, aromatizadores e higienizadores de escova dental. I n d ú st r i a si t u ad a n a ci d ad e d e S ã o P au l o , co n t a co m eq u i p es d e r ep r esen t an t es em t o d o o B r asi l . S ã o m ai s d e 5 . 0 0 0 p o n t o s d e v en d a e m ai s d e 4 0 0 assi st ê n ci as t é cn i cas au t o r i z ad as n o p aí s. Apesar das dificuldades com o c mbio, a empresa tem conseguido aumentar significativamente suas exportações, como revela Spiros Paulo Fournogera is, Gerente de Comex. “Certamente a participação na MEDICA ajuda não apenas institucionalmente, mas t am b é m n a co n q u i st a d e n o v o s m er cad o s, al é m d a m an u t en ç ã o d o s co n t at o s e d e cl i en t es” , co n t a.

Reginaldo Morlin do Amaral rtosintese Presente pelo º ano consecutivo na MEDICA, a I n p r o m ed , t r ad i ci o n al em p r esa f ab r i can t e d e f o co s ci r ú r g i co s, v em at r av essan d o u m ex cel en t e p er í o d o d e cr esci m en t o d e su as ex p o r t aç õ es. S eu D i r et o r de Exportações, Gabriel Silva, concorda que a feira t em co n t r i b u í d o p ar a essa ev o l u ç ã o . “ A M E D I C A r eú n e o s p r i n ci p ai s d i st r i b u i d o r es m u n d i ai s e o s v i si t an t es sã o p esso as al t am en t e cap aci t ad as, q u e o f er ecem b o as o p o r t u n i d ad es d e p ar cer i as” . A Inpromed iniciou suas atividades em 1 , baseada no conceito de crescimento sustentável e em sucessivos investimentos, que lhe permitiram conquistar o aprimoramento de processos técnicos e co m er ci ai s. Com o objetivo de aperfeiçoar seus equipamentos, trabalha na i n co r p o r aç ã o d e n o v as t ecn o l o g i as, d esen v o l v en d o p r o d u t o s compa veis com a demanda dos mercados nacional e i n t er n aci o n al . A Inpromed é detentora das certificações ISO 001, ISO 1 ea marcação europeia - CE Mar . Sua participação na MEDICA gerou excelentes perspectivas de negócios, superando as expectativas.

Art ur . Moraes, Bianca Stra ner Instramed e Raul Stra ner H. Stra ner

Flávia Rodrigues e Vanessa Machado ( Sismatec) e Andrea Mendonça Revista Hospitais Brasil

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Spiros Paulo Fournogerakis

A M ag n am ed é u m a em p r esa d e d esen v o l v i m en t o d e t ecn o l o g i a p ar a eq u i p am en t o s m é d i co hospitalares focados na área de cuidados críticos e principalmente voltados à área de ventilação m ecâ n i ca p u l m o n ar . F u n d ad a em 1 9 9 6 , é co m p o st a p o r t r ê s só ci o s en g en h ei r o s co m m ai s d e 2 0 an o s d e ex p er i ê n ci a n o r am o . C o m o p r i m ei r a cr i aç ã o , d est aca- se a l i n h a d e p r o d u t o s p ar a o m er cad o O E M , f o r m ad a p o r m ó d u l o s i n t el i g en t es para utilização em equipamentos médico-hospitalares, auxiliando os f ab r i can t es a i n co r p o r ar em r ap i d am en t e n o v as t ecn o l o g i as d e al t o d esem p en h o . Segundo Reginaldo Damião, Gerente de Exportação, 2011 foi o ano em que realmente a empresa concretizou exportações interessantes, sendo a frica do Sul o principal destino. “Com certeza a MEDICA co l ab o r o u p ar a esse cen á r i o , p o i s, al é m d e en co n t r ar m o s cl i en t es, podemos verificar como nossos produtos e nossa marca se situam m u n d i al m en t e” , ex p õ e, acr escen t an d o q u e a co m p an h i a t em ex cel en t es perspectivas de negócios, considerando a qualidade e o preço competitivo em relação a outros países.

Cid arozzi e dson uiz Rodrigues Vieira ( W EM)

O so n h o d e u m m é d i co em f aci l i t ar seu t r ab al h o , el i m i n an d o a n ecessi d ad e d e h i g i en i z ar e est er i l i z ar o s esp é cu l o s v ag i n ai s q u e u sav a em seu co n su l t ó r i o d eu o r i g em , em 1 9 8 5 , a u m a em p r esa i n o v ad o r a, q u e at u al m en t e é l í d er d e m er cad o em seu seg m en t o : a K o l p l ast . F ab r i can d o e co m er ci al i z an d o p r o d u t o s descartáveis de alta qualidade, voltados à Ginecologia, P r o ct o l o g i a, C i r u r g i a, D er m at o l o g i a e O t o r r i n o l ar i n g o l o g i a, al é m d e co l p o scó p i o s, v est u á r i o s e l en ç ó i s d escar t á v ei s, a empresa trabalha com processos eficientes, oferece serviços qualificados e uma excelente relação custo x bene cio. Segundo sua Diretora, Nívea Fi paldi, a MEDICA atendeu às expectativas da empresa: “A feira nos possibilitou muitos contatos importantes e confirmou o interesse dos visitantes em n o sso n o v o p r o d u t o , o K o l p L u x ” .

Flávia Rodrigues e Vanessa Machado ( Sismatec)

uciano Rodrigues, izele . C. ngst e Roberto Sc ioppa Sc ioppa

A p r ó x i m a MEDICA a c o n t e c e r á n o p e r í o d o d e 14 a 17 d e n o v e m b r o d e 2012.

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Gestão

Logística hospitalar: o produto correto, no local e no momento certo

A gestão de materiais e medicamentos é um dos grandes desafios para os administradores de ospitais, responsável pelo gasto e cessivo de recursos umanos e financeiros. Sem considerar o risco de danos imagem institucional quando á falta ou desperdício de insumos. Isso ocorre, sobretudo, pela falta de foco e recursos adequados para uma gestão logística eficiente, questão que e ige con ecimentos específicos, so ares especializados e capacitação permanente. Para garantir que insumos essenciais este am sempre disponíveis a tempo e no local necessário, ao menor custo possível, é preciso articular recursos umanos, materiais e tecnologia num processo de gestão altamente especializado. ssa é a c amada logística ospitalar, que compreende a decisão e o controle sobre o que, quando e quanto comprar, como estocar e distribuir. A logística desta área é considerada comple a porque o produto certo deve estar no local certo no momento certo, á que qualquer fal a pode significar uma morte. Além do mais, é necessário rastrear todos os movimentos de cada um dos produtos para garantir sua destinação correta, bem como verificar se as condiç es de conservação foram atendidas para que ten a o efeito esperado no paciente e resulte em sua cura , e plica Mayuli urbe Fonseca, Diretora de ovos egócios da UniHealt , empresa com anos de e periência em logística farmacêutica que administra esta área em mais de ospitais, como o da Cruz ermel a, em oão Pessoa, PB, e outras unidades nos stados de São Paulo, Rio de aneiro e Minas erais. s resultados têm sido e celentes. m alguns casos, as reduç es de custo foram superiores a . os gan os de qualidade foram saudados pelos maiores interessados: gestores da sa de, médicos, enfermeiras, farmacêuticos, pacientes e usuários , afirma Mayuli. Segundo ela, um operador logístico traz o foco e o con ecimento que faltam s operaç es próprias. A terceirização traz para dentro das unidades ospitalares as mel ores práticas do mercado de logística adaptados área de sa de , e plica. stes processos, quando e ercidos pela própria estrutura do órgão ou da unidade de sa de representam desgaste para os gestores, uma vez que o processo consome tempo e esforço desmedidos e, ao final, causam desperdício quase inevitável, se a por mal uso de produtos e materiais ou perda por prazos de validade vencidos. Isso se dá, muitas vezes, pela ausência de expertise e de uma estrutura logística adequada aos imprevistos da rotina ospitalar. Mayuli conta que os três erros básicos que os ospitais cometem em relação logística são: falta de investimento em infraestrutura e tecnologia, mão de obra despreparada e falta de foco em processos voltados para qualidade da gestão dos estoques e abastecimento. Para organizar mel or o setor, a Diretora de ovos egócios da UniHealt sugere profissionalização dos processos, uso de tecnologia de ponta no controle e definição dos u os de materiais 46

Mayuli urbe Fonseca, da UniHealt

dentro dos ospitais, desde o plane amento de compras até c egar ao paciente. As duas principais tecnologias que podem ser utilizadas são so are de gestão logística especializado e customizado para a operação assistencial de cada unidade e tecnologia de automação para o controle total dos insumos dentro dos ospitais. A logística está no centro das operaç es de um ospital. Materiais e medicamentos representam o segundo maior custo de qualquer unidade de sa de, e a falta de gestão logística pode inviabilizar economicamente um ospital. Por outro lado, sem os insumos adequados, a equipe assistencial não consegue realizar seu trabal o. Portanto, sem gestão logística, as unidades de sa de não conseguem ser eficientes no seu ob etivo final, que é atender o paciente. Uma boa gestão logística significa viabilidade tanto operacional quanto financeira para qualquer unidade de sa de e é de suma import ncia para o funcionamento dos ospitais , finaliza Mayuli.

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Humanização

Arte e bom h umor em h ospitais pú bl icos sparatrapo é formado por um grupo de artistas que, utilizando uma linguagem divertida, desconstrói a realidade de ambientes comumente estressantes e impessoais - como ospitais e casas de acol imento -, levando entretenimento de forma l dica e por meio de ogos de improviso. grupo vem se especializando em Humanização Hospitalar á mais de cinco anos, na intenção de amenizar ansiedades e sensibilizar pessoas que convivem neste meio, assim como crianças ospitalizadas e pais, além de todo o corpo clínico e administrativo do ospital. grupo busca contribuir com a difusão da cultura e da linguagem do pal aço na sociedade, levando arte e bom umor para lugares carentes e ospitais p blicos, onde dificilmente as pessoas teriam acesso a esse tipo de cultura e entretenimento. A palavra sparatrapo faz uma alusão ao esparadrapo , fita adesiva, e ao trapo , que simboliza o l dico e a improvisação: ferramentas essenciais ao trabal o do grupo. sparatrapo surgiu de outro grupo de clo ns, c amado rupe na strada, com ob etivos semel antes aos atuais, porém atuando em lugares indefinidos. Algum tempo depois, em , e á com o nome de sparatrapo, o grupo passou a atuar somente em ospitais e casas de apoio, crescendo e se especializando na linguagem do pal aço e na umanização ospitalar. Sempre atuando com pessoas que procuram o aperfeiçoamento das técnicas de clo n e interessadas em levar essa e periência para os ospitais, o grupo busca a criança interior através da inocência e da verdade, características comuns entre todos os integrantes. Ao longo desses anos, passou por diversas alas pediátricas de

instituiç es de sa de como Hospital São Paulo, Hospital Dante Pazzanese, Hospital das Clínicas Maria uzia Pin o de Melo, Hospital Infantil C ndido Fontoura, Hospital S PAC e a Casa de Apoio do raacc, além de participar de eventos empresariais. m todos os ospitais as atuaç es são voluntárias, não avendo qualquer nus ou cobrança pelo trabal o realizado. A formação atual do sparatrapo é composta por pal aços profissionais, que fazem da brincadeira uma forma de transformar ambientes e vidas. As atuaç es têm como base os ogos de improvisação, mas são também guiadas pela sensibilidade de leitura do outro, a linguagem l dica e a espontaneidade pica do pal aço. Como nada é plane ado, muitas vezes, as pessoas que estão internadas é que dão o tom da brincadeira, o que é sempre muito enriquecedor, á que a participação do p blico é essencial. Como resultado de uma visitação semanal no Hospital Infantil C ndido Fontoura, por e emplo, cerca de . crianças á foram beneficiadas pelo pro eto, durante cinco anos de atuação do grupo. á no Hospital S PAC , . pessoas, em dois anos e meio de trabal o, e na Casa de Apoio Ronald Mc Donald RAACC , foram . crianças atendidas em dois anos. o segundo semestre de , o grupo passou a atuar com a frequência de duas ou três vezes por semana, e pandindo também o n mero de ospitais atendidos. Atualmente o grupo conta com pal aços, que atuam sem remuneração, em períodos quinzenais. Além da busca constante pela profissionalização e pela e celência no serviço prestado, os pal aços dedicam-se inteiramente ao pro eto, que á se tornou uma grande vitrine para empresas e grupos que o apoiam. grupo sparatrapo é uma das maiores e mais estruturadas equipes de umanização ospitalar de São Paulo. apadrin ado pelo Doutores da Alegria no pro eto Pal aços em Rede, e á foi destaque nos mais diversos canais da mídia, como revistas, ornais, sites e programas de televisão. as redes sociais atua em diversos canais, com mais de dois mil seguidores. w w w . esparatrapo. com. br RHB | NOV/DEZ

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Panorama

A saú de pú bl ica busca socorro nas parcerias Po r Ca r o l Go n ç a l v e s

A administração eficiente de ospitais p blicos vem se mostrando um desafio para os gestores das três esferas de governo á muitos anos. Por isso, as rganizaç es Sociais da Sa de e as Parcerias P blico-Privadas cada vez mais vêm obtendo destaque no setor, á que são vistas como soluç es para mel oria no atendimento população, garantindo um serviço efetivo e de qualidade. As SS seriam um tipo novo, específico, de organizaç es do terceiro setor que podem gerenciar ospitais e equipamentos p blicos de sa de com verbas p blicas. Para atuar como SS é preciso comprovar e pertise na gestão de serviços de sa de próprios nos ltimos cinco anos, como e plica o Dr. Silvio Possa, Diretor do Hospital Municipal Dr. Moysés Deutsc - M Boi Mirim, de São Paulo, SP. pro eto das rganizaç es Sociais elaborado pelo Poder ecutivo Federal foi convertido em Medida Provisória e depois na ei n . , de de maio de , tendo sido adotado em alguns estados da Federação e transformado em lei estadual, com adaptaç es, em São Paulo ei Complementar n . o caso das PPP, qualquer empresa privada pode participar da licitação preliminar. Sua finalidade é lucrativa e a atividade desempen ada não precisa ter ob eto social. A forma da empresa privada é independente, podendo assumir desen o de sociedade limitada ou an nima, cooperativas, etc. que define a relação entre agente privado e órgão p blico é o contrato, que precisa obedecer, rigorosamente, os termos da licitação. o que ensina Brasil do Pin al Pereira Salomão, Sóciofundador do escritório Brasil Salomão e Ma es Advocacia. a PPP e iste uma sinergia entre stado e agente privado, admitindo-se o retorno econ mico aos dois, em condiç es de equilíbrio. agente privado assume, também, o nus do órgão p blico de prestar contas aos ribunais de Contas e gerir as atividades sobre o interesse p blico , acrescenta o advogado. Há duas modalidades de PPP: as concess es administrativa e patrocinada. A patrocinada é a concessão de serviços p blicos ou de obras p blicas com a contra prestação pecuniária do ente p blico e adicional de tarifa a ser cobrada dos usuários pelo parceiro privado. A concessão administrativa é o contrato para a presta-

ção de serviço, sendo a Administração P blica a usuária direta ou indireta, mesmo que ocorra e ecução de obra ou fornecimento e instalação de bens, conforme destaca o Dr. Desiré Carlos Callegari, Secretário do CFM Consel o Federal de Medicina. m resumo, as SS e as PPP são duas modalidades de parceria distintas em, basicamente, dois pontos: cun o assistencial social no caso das SS, e amplo no caso da PPP e licitação obrigatória quando PPP e sem concorrência p blica nas SS. Além destes, o modelo de governança que mais deve crescer nas parcerias p blico-privadas do setor sa de é a integração da PPP com as rganizaç es Sociais, sem fins lucrativos. As S realizam o gerenciamento das atividades clínicas e assistenciais, enquanto os concessionários privados das PPP fazem o gerenciamento dos serviços não assistenciais. As vantag ens Segundo o Secretário Municipal da Sa de de São Paulo, anuário Montone, se am as Parcerias P blico- erceiro Setor com as

" Com as PPP, os concessioná rios privados trazem os recursos té cnicos e f inanceiros q ue permitem antecipar as obras necessá rias" anuário Montone, Secretário Municipal da Sa de de São Paulo 48

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" O sucesso dos model os de parceria depende da idoneidade do ó rg ão pú bl ico e da O SS ou da empresa privada administradora" rganizaç es Sociais, se am as parcerias P blico-Privadas com concessionários privados, elas a udam a mel orar de forma mais rápida a vida das pessoas. As aç es de sa de, principalmente as de assistência e recuperação, necessitam de prontidão. regime p blico estatutário está longe de ser adequado a essas necessidades, tanto que os centros de e celência do SUS não estão submetidos ao regime estatutário geral. Do tradicional I CA Instituto acional do C ncer ao IC SP Instituto do C ncer do stado de São Paulo, inaugurado á pouco tempo, da Rede Sara ao HC, todos têm estruturas gerenciais que escapam rigidez formal e burocrática da administração p blica, sem perder seu caráter de órgãos p blicos a serviço do SUS , e plica o Secretário. De acordo com Montone, no caso das PPP, é mais importante ainda, porque os concessionários privados Advogado Brasil do Pin al Pereira Salomão trazem os recursos técnicos e financeiros que permiSírio- ibanês, o grande desafio com essas parcerias é superar a tem antecipar as obras necessárias. uando a Prefeitura de São Paulo poderia reservar mais de R bil ão para investi- ideia equivocada de que se trata de uma novidade. As parcemento simult neo na ampliação ospitalar quanto tempo essas rias têm sido um instrumento eficaz para assistência social e sa de, como mostrado tradicionalmente pelas Santas Casas e obras demorariam a ser feitas no regime tradicional de licitação . a PPP, o concessionário é literalmente um sócio do poder p blico outras instituiç es filantrópicas, que estão no Brasil desde Ademais, não é novidade também a necessidade de criarmos no cumprimento dos prazos, pois só começam a receber os valores instrumentos para agilizar a gestão p blica de organizaç es comcontratados após a entrega dos equipamentos , descreve. , por meio do decreto-lei , Analisando essas parcerias em relação s vantagens, Claudio uiz ple as, como ospitais. m foram criadas as autarquias, sociedades de economia mista e o enberg, Presidente do Hospital Israelita Albert instein, e p e que a abordagem da sa de tem interpretação apoiada no fundaç es p blicas, para agilizar a gestão. o final da década de , novos instrumentos foram criados para a mel ora da gesmodelo íbrido que envolve uma perspectiva de negócio com tão, com a edição das leis das SS e SCIPS rganização uma perspectiva de direito social. Por um lado, á uma série de da Sociedade Civil de Interesse P blico , que introduziram atores desenvolvendo recursos tecnológicos, buscando inovaç es o conceito de parcerias p blico-privadas, especialmente com o e legitimamente buscando retorno financeiro. Por outro lado, ele terceiro setor, que ainda não está sufi cientemente compreendiacredita ser absolutamente inquestionável o direito de cada ser umano neste planeta de ter acesso aos recursos que possam da e incorporada por alguns setores corporativos e também por mel orar sua qualidade de vida e, evidentemente, a sa de. Do órgãos de regulação , declara. le e plica que o contrato de gestão que o Instituto de Responsaequilíbrio dessas forças é que se pode garantir a equidade dentro bilidade Social Sírio- ibanês IRSS tem com a PMSP é produto dos princípios da qualidade e, portanto, entendo que pro etos dessa nova legislação e permite uma racionalização na utilização sociais devam ser estimulados no sentido de garantir acesso dos recursos p blicos com otimização dos resultados e ampliasa de para todos. A configuração desses pro etos nem sempre ção da cobertura assistencial. A parceria do IRRS e a PMSP foi é de fácil elaboração, mas, principalmente em um país como o pioneira ao realizar um contrato de gestão do qual fazem parte nosso, pode representar um gan o em termos de ustiça social. funcionários p blicos que convivem com armonia e produtiAlguns advogam isenç es fiscais, outros en ergam isto dentro de vidade com funcionários novos, contratados diretamente pela uma perspectiva de e tensão de suas atividades , declara. SS. ê ito dessa e periência no país inspirou outras parcerias o enberg acredita que todas as iniciativas são válidas desde em que se mantêm equipes previamente e istentes e as novas, que o stado busque as mec nicas necessárias que garantam contratadas sob o regime da SS , e p e. acesso a todos. sse acesso não se faz de maneira indiscriminada e nem mesmo sem uma métrica consistente, mas é uma Para o Dr. ane a, é necessário evitar a inadequada discussão garantia. o longo prazo o ideal seria que os pro etos sociais não ideológica ou política desses modelos, que se apoiam em instrumais estivessem se ocupando da sa de e que algo mais estru- mentos legais e disseminados no país em gest es de todos os turante e istisse. ntretanto, pela condição atual, entendo que matizes. ambém é preciso apresentar de forma clara os resultaesses pro etos, neste momento, são absolutamente essenciais , dos e processos da gestão, por meio de mecanismos de transparência. ão é o caso de defender o modelo, e sim, apresentar acrescenta. a opinião do Dr. Sérgio Fernando ane a, Diretor de Filantropia os resultados. ão se trata de um modelo ideológico, mas, de da Sociedade Beneficente de Sen oras Hospital Sírio- ibanês, de um mecanismo de gestão do stado brasileiro, que convive com São Paulo, SP, e Diretor do Instituto de Responsabilidade Social outros instrumentos igualmente legais de administração, direta RHB | NOV/DEZ panorama.indd 49

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" O B rasil está atrasado em rel ação ao uso das parcerias na á rea de Saú de, em comparação a outros paí ses, como J apão e Canadá "

Dr. Silvio Possa, do Hospital Municipal Dr. Moysés Deutsc

ou indiretamente. Segundo ele, o sucesso da parceria depende de três condiç es fundamentais: identidade de propósitos entre o p blico e a rganização Social, a tra etória e a e periência acumulada desse parceiro na área da sa de e o contrato e acompan amento das metas pactuadas entre os parceiros, com o seguimento da sociedade. Um equívoco comum é imaginar que o mel or controle é sobre os meios, desvinculados das finalidades. m outras palavras, é preciso comprar mel or e mais barato contratar e manter os mel ores trabal adores, usando para isso os mecanismos disponíveis na gestão privada. erro pode ser comprar produtos e contratar pessoas levando em conta apenas os meios, sem se importar com a qualidade dos produtos entregues , descreve o Dr. ane a. á Alline Cezarani, Diretora Corporativa das SS da Associação Congregação de Santa Catarina, presente em sete estados, acredita que os modelos de parceria permitem maior agilidade na tomada de decis es, além de imprimir a forma administrativa da empresa privada em uma estrutura p blica. Desta maneira, in meras oportunidades se apresentam, tais como contrataç es celetistas por processos internos próprios sob regime de competências para os cargos negociaç es diretas e corporativas etc. Assim, se obtém maior produção, qualidade e custos mais reduzidos . Ainda segundo ela, os modelos profissionalizam a gestão do ospital e garantem mais autonomia entidade gestora, o que agiliza os processos e a tomada de decisão, além de possibilitar contratação de profissionais pelo modelo C e com processo seletivo interno, de acordo com as competências e desafios do ospital, saindo do funcionalismo p blico. Com uma gestão eficiente, é 50

possível garantir maior acesso, ou se a, mais pessoas são atendidas, sem perder a qualidade da assistência , complementa. o entanto, de acordo com ela, ainda á uma resistência daqueles que acreditam que se trata de uma espécie de privatização da sa de. Por isso, é preciso aver uma mel or regulamentação pelas leis federais, além de que, a sociedade precisa compreender os benefícios diretos que os modelos propiciam , e p e. A Diretora Corporativa das SS da Associação Congregação de Santa Catarina acredita que os governos estaduais devem avaliar e mensurar o resultado da parceria, comparativamente aos ospitais geridos diretamente pelo poder p blico. disseminar a eficiência identificada. Além disso, cabe um trabal o de sensibilização no overno Federal para que este modelo se a regulamentado igualmente em todo Brasil e não apenas nas esferas estaduais e municipais. m termos de n meros, o Banco Mundial e a Fundação s aldo Cruz realizaram um estudo que comparou doze ospitais geridos por SS com dez ospitais p blicos de administração direta com características compa veis. modelo de r- M Boi Mirim ganização Social demonstrou vantagens em todos os quesitos apurados. Segundo este estudo, com o mesmo recurso, o modelo S produziu mais altas cir rgicas, mais altas em clínica médica e mais altas em clínica obstétrica que o modelo da administração direta. , portanto, um modelo que vem se aperfeiçoando desde sua criação á anos e que vem tendo legitimidade pelo alto índice de aprovação da comunidade usuária do SUS , declara Alline. A realidade o e, principalmente no stado de São Paulo, é a aprovação pelos médicos e pela população das SS que, de certo modo, atenderam demanda da sa de com boa qualidade, deram agilidade na contratação e com mel or remuneração dos profissionais da área da sa de, em contraposição administração direta. ntendemos que este tipo de gestão facilita sobremaneira a atenção na área da sa de, pois á agrante agilidade na solução dos problemas que encontramos na administração direta do SUS. ão dá ainda para dizermos que se trata de uma solução definitiva. Creio que ainda estamos buscando formas para um mel or gerenciamento da sa de no Brasil , opina Callegari, do CFM. Segundo ele, e istem, ainda, dificuldades no controle social destas organizaç es, e é preciso uma fiscalização mais efetiva do stado para o fiel cumprimento das metas e um mel or aporte financeiro para o atendimento das demandas reprimidas. a opinião de uiz Aramicy Pinto, Presidente da Federação Brasileira de Hospitais, as entidades p blicas deveriam focar as diretrizes do SUS dentro das suas limitaç es, aplicando os recursos nos locais onde eles são realmente necessários e provocando a despolitização da sa de. á o setor privado, dentro da parceria com o governo, deve primar por uma gestão mais efetiva com um plane amento minucioso nas negociaç es de contratos que possibilitem a maior atenção aos profissionais, dando condiç es de atuação mais eficaz s empresas envolvidas. De acordo com o advogado Salomão, do escritório Brasil Salomão

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" As O SS deram ag il idade na contratação com mel h or remuneração dos prof issionais da á rea da saú de em oposição à administração direta" e Ma es Advocacia, o sucesso dos modelos de parceria depende da idoneidade do órgão p blico e da SS ou da empresa privada vencedora da concorrência p blica. s pro etos de cun o social e os que podem ser feitos em nível de PPP, sendo frutos de políticas p blicas voltadas para o bem da União, stados, Distrito Federal e Municípios, avendo idoneidade nos contratos, sempre representarão um sucesso de gestão. uando ocorrer condutas inid neas, o resultado será desastroso , observa. Possa, do HMMD, faz questão de salientar que o Brasil está atrasado em relação ao uso das parcerias na área de Sa de, em comparação a outros países, como apão, Canadá, Inglaterra e Aleman a, onde os ospitais têm gestão e médicos privados pagos pelo governo, com ótimos resultados. Possa também lembra que é muito importante a troca de informação entre os ospitais, para dividir a e periência sobre as parcerias, assim como vem fazendo a Ana p - Associação acional dos Hospitais Privadas, que realizou neste ano o Congresso acional de Hospitais Privados e publica o bservatório Dr. Desiré Carlos Callegari, do CFM Ana p, com dados sobre as suas associadas e o setor. Estados e seus proj etos em PPP A Prefeitura de São Paulo lançou no Diário ficial do Município, em de un o de , os moldes do Plano ecutivo da Parceria P blico-Privada da Sa de. Serão construídos três novos ospitais e quatro novos centros de diagnóstico por imagem. Seis unidades ospitalares terão seus edifícios ampliados e substituídos, enquanto três ospitais serão totalmente reformados. osso pro eto de ampliação e modernização da Rede Hospitalar Municipal é muito ousado. uma concessão administrativa parcial, pois não envolve os serviços assistenciais ou serviços clínicos desenvolvidos nessas unidades, mas apenas os serviços au iliares e de apoio, atividades que o e á estão sendo e ecutadas por empresas privadas, mas em contratos de terceirização , e plica o secretário Municipal da Sa de de São Paulo, anuário Montone. Além de ser uma ampliação significativa no n mero de leitos disponíveis ao SUS em São Paulo, o pro eto permitirá mais que dobrar os atendimentos, com a implementação de ambulatórios de especialidades e ospitais-dia. edital foi publicado em un o, mas o prazo para inscrição na licitação está em constante prorrogação, espera de inscritos. mercado tem demonstrado grande interesse no pro eto em si. Aparentemente, o ponto fraco foi a modelagem da garantia aos concessionários, que, nos moldes atuais, e igiria que eles aportassem garantias próprias adicionais com os bancos de investimento. A e pectativa do mercado era de que as garantias oferecidas pela Prefeitura fossem suficientes , ustifica Montone. secretário conta que os consórcios terão a concessão dos serviços por um período de quinze anos, com possibilidade de renovação. o período da concessão, a remuneração terá dois componentes: a disponibilidade dos leitos e instalaç es e a prestação dos serviços não assistenciais. valor do primeiro será substancialmente reduzido no caso de uma renovação, pois os investimentos á terão sido amortizados. os par metros do pro eto,

com preços de un o de , estaríamos falando de um valor total que ultrapassa R , bil es para o período da concessão , revela. modelo adotado nos novos ospitais do pro eto será o de integração da Parceria P blico-Privada com rganizaç es Sociais. á a Prefeitura de Belo Horizonte espera assinar contrato com empresas privadas até o início de para reforma e construção de novas sedes para os centros de sa de da cidade, por meio de PPP. As empresas que vencerem a licitação também ficarão responsáveis pelos serviços não assistenciais e de infraestrutura, mediante concessão do setor p blico. De acordo com o Secretário Municipal, Marcelo ei eira, centros de sa de estão em condiç es adequadas s e igências de trabal o e de atendimento população, mas precisam de intervenç es. Por sua vez, o governo do Rio de aneiro vai firmar contratos com empresas privadas para construir, equipar e gerir quatro unidades de sa de no estado. Segundo o Secretário stadual de Sa de, Sérgio C rtes, os editais que prevêem as PPP serão lançados no primeiro semestre de . le acrescentou que os contratos, que podem ter duração de a anos, seguirão um modelo misto. m alguns casos, um consórcio de empresas ficará responsável pela construção e manutenção das unidades, e rganizaç es Sociais se encarregarão da gestão assistencial prestada população á em outros casos, um grupo de empresas ficaria responsável pela totalidade dos serviços. Não perca na próxima edição a matéria que dará continuidade a est e assu n t o , f al an d o so b r e o s ex em p l o s d e p ar cer i as b em sucedidas realizadas pelos hospitais, desafios enfrentados e a p r i m ei r a P P P em saú d e d o B r asi l . RHB | NOV/DEZ

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Hospitais do Brasil

H ospital Israel ita Al bert Einstein compl eta 4 0 anos o ltimo dia de outubro, o Hospital Israelita Albert instein comemorou anos, com evento que deu direito a uma viagem pela istória da Sociedade, conduzida pelo ator Dan Stulbac e a um depoimento emocionante realizado pela atriz va ilma. Cerca de pessoas prestigiaram o evento, dentre elas, o Ministro da Sa de, Ale andre Padil a, o overnador do stado de São Paulo, eraldo Alc min, o Prefeito de São Paulo, ilberto assab, além de Aécio eves da Cun a, Boris Ber, zra Moises Safra, oão Carlos Saad, Ricardo ei eira, Ronaldo Cezar Coel o, Claudio Sonder, bem como médicos e membros da comunidade udaica. o final, os convidados gan aram um livro que conta a istória das quatro décadas da instituição. Hospital Israelita Albert instein é uma instituição ovem na cronologia temporal, mas e tremamente madura em seu istórico de conquistas e realizaç es. Mais que um centro de atendimento de e celência em Medicina, é um polo disseminador de modelos e práticas que contribuem para o desenvolvimento da Sa de, nacional e internacionalmente. Inaugurado em , o ospital foi um importante passo na concretização do son o do grupo de pioneiros que em , liderado pelo médico Manoel abaco Hidal, avia criado a Sociedade Beneficente Israelita Albert instein SBIBA para constituir um centro de e celência em sa de como uma retribuição da comunidade udaica ao País que tão bem a acol eu após a II uerra Mundial. comple o ospitalar de o e, sin nimo

Dr. o enberg, o overnador eraldo Alc min e a esposa, u Alc min

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Dr. Cláudio uiz o enberg, Ida Sztamfater e o Ministro Ale andre Padil a

de competência, pioneirismo e inovação, mostra que as geraç es que sucederam aos pioneiros seguiram son ando novos son os, com a mesma ousadia e determinação em realizá-los. em poderia ser diferente numa área como a de Sa de, onde os desafios se renovam num ritmo impressionante. Se a Medicina tem vencido um sem-n mero de problemas de sa de, novas doenças surgem no conte to da vida moderna e do envel ecimento da população , afirma o Dr. Cláudio uiz o enberg, presidente da SBIBA . m , quando nosso ospital foi inaugurado, o Brasil tin a mil es de abitantes. Ho e são mil es. o mesmo período, a população de São Paulo triplicou, passando de , mil es para mais de mil es. udo está mais comple o e desafiador. Por isso, na nossa ornada em prol da sa de, anos é apenas o começo , completa ele. Primeiro ospital fora dos stados Unidos a obter a respeitadíssima acreditação da oint Commission International CI em posição que vem sendo reafirmada a cada nova avaliação , o instein detém in meras outras certificaç es de importantes organizaç es nacionais e internacionais nas áreas médica, de gestão, de qualidade e de sustentabilidade, além de integrar uma ampla lista de premiaç es e

recon ecimentos, nivelando o ospital s mel ores instituiç es do mundo. Dentre os fatores-c ave que fazem do instein um polo de e celência, merece destaque a qualidade de seu Corpo Clínico, composto por cerca de mil médicos de mais de especialidades e de toda uma ampla equipe de profissionais de enfermagem e outras áreas de apoio. Porém, se recursos umanos, tecnologia, políticas, protocolos e procedimentos são importantes, não são tudo para fazer a e celência no atendimento. Afinal, pacientes não são apenas pessoas em busca de serviços de Sa de. São seres umanos, com toda a comple idade de características, necessidades, valores e crenças de cada indivíduo. por entender a import ncia dessa dimensão que o instein vem investindo na adoção dos mais avançados critérios internacionais de atendimento ospitalar umanizado, sendo pioneiro na América atina na implantação do modelo Planetree, uma filosofia que coloca o paciente como foco de todo processo assistencial, sempre ob etivando minimizar impactos dos tratamentos médicos. A Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert instein SBIBA atua em três frentes integradas e igualmente importantes: a assistência sa de, a responsabilidade social e a geração e difusão do con ecimento.

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Pró - R im inicia obras para construção do Compl ex o H ospital ar V ida A Fundação Pró-Rim é recon ecida como instituição de utilidade p blica municipal, estadual e federal e está situada nos estados de Santa Catarina e ocantins. novo empreendimento, localizado na cidade de oinville, em Santa Catarina, terá o investimento de R mi, vai gerar mais de mil empregos e oferecer o que á de mais moderno para transplantes de rins. Comple o será gerenciado pela Fundação Pró-Rim, que mantém parceria com a comunidade. São mil ares de pessoas que contribuem com pequenas quantias mensais, em aç es de solidariedade que salvam muitas vidas. ospital vai disponibilizar atendimento geral em várias especialidades médicas. Serão leitos, sendo de U I, que vão contribuir para reduzir a carência de leitos ospitalares em toda a região, priorizando o atendimento a pacientes do SUS e convênios diversos. Serão . m de construção, cinco andares, com vagas subterr neas para estacionamento e previsão de meses para conclusão das obras. á o Centro de specialidades Médicas será instalado em . m , distribuídos em andares e com salas. m cerim nia que marcou o início das obras, o Dr. osé Aluísio ieira, presidente do Consel o Curador da Pró-Rim, des-

tacou duas istórias de transplantes de sucesso absoluto. A primeira, da mãe biológica que doou um rim ao fil o após anos da sua adoção. A outra, de uma enfermeira que namorou um paciente renal e doou a ele um de seus rins e que depois acabaram se casando. para isso que a Fundação Pró-Rim e iste, para participar de istórias bonitas e com final feliz , concluiu o médico. Prestes a atingir a marca de . transplantes renais o primeiro feito em , C r é d i t o : D i v u l g aç ã o P r ó - R i m

Autoridades, investidores, médicos e paciente da Pró-Rim descerrando a placa de lançamento das obras

a Fundação Pró-Rim está entre as instituiç es que mais transplantam no país, além de realizar cerca de . sess es de emodiálise por ano. m seus ambulatórios de transplantes renais, médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais preparam, inscrevem em lista e acompan am os pacientes. Após o procedimento, dão acompan amento clínico periódico. odas as consultas são gratuitas e realizadas pelo SUS. C r é d i t o : D i v u l g aç ã o P r ó - R i m

Dr. osé Aluísio ieira, presidente do Consel o Curador da Pró-Rim

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no a ala materno in antil do ospital it ria Inaugurado em dezembro de , no ardim Anália Franco, em São Paulo SP, o Hospital itória re ne atendimento diferenciado e tecnologia de ponta para os seus pacientes. Com . m, divididos em andares, conta com leitos e atende a todas as especialidades médicas. em capacidade para realizar mais de , mil cirurgias de bai a a alta comple idade, mil internaç es e mil atendimentos mensais. ospital acaba de inaugurar sua ala materno-infantil, composta por uma maternidade, instalada no andar, berçário e Unidades de erapia Intensiva eonatal e Pediátrica, dispostos no andar. o total, a instituição terá leitos especialmente preparados para receber gestantes, recém-nascidos e crianças com idade até anos. A maternidade do Hospital itória conta com oito leitos, no formato de suítes, com metragem de até m e áreas separadas para a paciente, com quarto e ban eiro e para o acompan ante, com antessala, closet e lavabo. ambiente possui um conceito de arquitetura e paisagismo voltado para garantir o bem-estar das pacientes, incluindo, por e emplo, um ardim e fonte d água que dei am os espaços leves e aconc egantes. odos os quartos da maternidade possuem televisor D, com canal interno que transmite imagens do berçário, para que as mães possam acompan ar e curtir cada momento de seus bebês. o início das atividades, a maternidade poderá realizar uma média superior a partos mensais. Para oferecer todo o conforto para os recém-nascidos, o berçário disp e de berços com aquecimento próprio, circuito interno de monitoramento e uma equipe de segurança que acompan a os bebês durante o tra eto até a maternidade. m casos de alto risco, o Hospital itória implementou uma moderna Unidade de erapia Intensiva eonatal com leitos e uma U I Pediátrica, com quatro leitos. As gestantes também gan aram consultórios para atendimentos especialmente adequados s suas necessidades na área da maternidade e no pronto-socorro. A ala materno-infantil contará com uma equipe especialmente treinada de profissionais das mais diferentes funç es e especialidades, entre eles, pediatras, ginecologistas, enfermeiras-obstetras, fisioterapeutas, nutricionistas e fonoaudiólogos. Com a inauguração desta ala, ampliamos a e pertise do ospital, que á é uma referência de atendimento de qualidade na região, para a área materno-infantil , e plica o Diretor écnico da Instituição, Pedro Fausto. Para maior comodidade de amigos, familiares e acompan antes, a instituição criou também uma área de serviços, que á conta com cartório, foto e filmagem, e que gan ará ainda uma floricultura. os pró imos meses, também iniciaremos nosso curso de gestantes, oferecendo dicas para uma gravidez tranquila e mostrando toda a estrutura que o ospital disp e para as mamães da região , afirma o Diretor Médico do itória, Dr. uiz Cervone. m razão dos novos serviços, foram contratados mais de novos colaboradores, incluindo os que devem atuar nas áreas assistencial e administrativa. 54

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Administração

Hospitais, laboratórios e clínicas, que geram imenso volume de informação, enfrentam diariamente o desafio de gerenciar documentos físicos e digitais, como e-mails, guias, notas fiscais, imagens, contratos, autorizaç es, além de uma infinidade de outros documentos gerados todos os dias. o ano passado, o Brasil imprimiu, como um todo, mais de 15 bilhões de páginas, de acordo com estudo da consultoria global IDC, focada em TI. Até 2014, a previsão é de que esse número passe a casa dos 20 bilhões. Das pequenas às grandes empresas, a gestão desse universo de documentos é crucial e afeta diretamente os custos e a competitividade. evantamentos mostram que um colaborador pode perder duas horas diárias procurando documentos extraviados entre os departamentos da própria companhia, e as grandes organizações perdem um documento a cada 12 segundos ( veja outros dados no bo . udo isso sem contar que a gestão de informação também está relacionada diretamente continuidade dos negócios, em caso de um desastre natural ou não. Segundo lvaro sper, pós-graduado em engen aria de so are e Diretor ecutivo da stec ecnologia, empresa especializada em gerenciamento eletrônico de documentos, as companhias cometem erros sérios quando não á padronização nem metodologia nos processos de digitalização e arquivamento. A falta de métodos e classificação para o arquivamento de documentos é um dos maiores problemas, principalmente nas pequenas e médias empresas. Q uando os prontuários com centenas de páginas são digitalizados, por e emplo, o profissional precisa consultar o documento todo para encontrar uma informação específica, o que não é produtivo e ainda compromete a otimização das funç es médicas , afirma. De acordo com Esper, a gestão documental é ainda mais relevante na saúde devido às exigências dos órgãos reguladores. “Há dados e informações que precisam ser encaminhados para a Associação Nacional de Saúde ( ANS) e, quando não há uma organização ou armazenamento adequados, isso pode causar consequências graves. No caso de um processo judicial, uma clínica precisa dispor de todos os documentos necessários para comprovar sua argumentação”, explica. A digitalização, frisa o especialista, trouxe ganhos importantes, mas não basta transformar papel em arquivo digital. necessário gerenciar as informações de maneira que elas possam ser acessadas com segurança, compartil adas, preservadas e, ainda, promovam rápida tomada de decisão. Atualmente, mesmo hospitais de pequeno e médio porte, como clínicas e laboratórios, podem vencer esse desafio com a utilização de tecnologias de ponta, como a computação em nuvem, por e emplo, sem precisar investir em infraestrutura, como servidores e licenças, nem ampliar a equipe de TI. Muitos administradores desconhecem ferramentas e soluções que podem automatizar a gestão documental e liberar os colaboradores para funç es estratégicas e necessárias para alavancar os negócios.

C r é d i t o : D i v u l g aç ã o

Como g erenciar um enorme vol ume de documentos?

Dados da Associação B rasil eira de G erenciamento de Documentos ( AB G D) G r an d es o r g an i z aç õ es p er d em u m d o cu m en t o a cad a 1 2 seg u n d o s; 0 de toda a papelada é inútil e poderia ser eliminada; 3 7 % d as f o t o có p i as sã o d esn ecessá r i as; F u n ci o n á r i o s p o d em p er d er d u as h o r as d i á r i as p r o cu r an d o d o cu m en t o s ex t r av i ad o s en t r e o s d ep ar t am en t o s d a em p r esa; U su á r i o s d e co m p u t ad o r es g ast am 7 , 5 % d e seu t em p o à p r o cu r a d e ar q u i v o s em su as m á q u i n as; O cu st o d e r ecr i aç ã o d e u m d o cu m en t o é d e U S $ 1 2 0 ; 6 7 % d o s d ad o s p er d i d o s est ã o d i r et am en t e r el aci o n ad o s a er r o s d o s u su á r i o s, o q u e o s t o r n a 3 0 v ez es m ai s am eaç ad o s p o r v í r u s, f at o r q u e l i d er a a cau sa d a p er d a d e d ad o s; A administração de arquivos impacta significativamente na geraç ã o d e cu st o s e d esp esas d e u m a em p r esa; Arquivos tipicamente ativos crescem na proporção de 2 ao ano; 9 5 % d as co n su l t as sã o d e i n f o r m aç õ es co m m en o s d e t r ê s an o s. RHB | NOV/DEZ

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Especialidade

Novas tecnol og ias proporcionam q ual idade de vida à s crianças cardiopatas A evolução das técnicas e, consequentemente, o aumento da e pectativa de vida dos pacientes com cardiopatias congênitas fizeram surgir um novo tipo de paciente, con ecido como G U C H ( Gr o w n U p C o n g en i t al H ear t . rata-se daqueles que foram operados ainda neonatos e c egaram idade adulta sem problemas ou descobriram a cardiopatia congênita á na fase adulta. Os G U C H representam o e um grande desafio na área de cardiologia, pois não são mais considerados pacientes pediátricos e muitos deles ainda precisam passar por algum procedimento corretivo na fase adulta. A e pectativa de vida aumentou tanto que ainda não e istem par metros para enquadrar esses pacientes dentro de uma conduta específica de tratamento. A conscientização dos pais em relação import ncia do diagnóstico precoce das anomalias cardíacas faz toda diferença para o ê ito do tratamento. Para a Dra. Simone Pedra, Cardiologista Fetal e Coordenadora da Unidade Fetal HCor, a maior procura por diagnóticos mais completos se deve preocupação dos pais e dos médicos em identificar possíveis problemas cardíacos ainda na gestação. acompan amento e o tratamento de um bebê cardiopata ainda na gestação são primordiais para a sa de do feto, por isso e ames cardiológicos mais específicos au iliam a equipe médica a decidir a mel or forma de tratamento , afirma a Cardiologista. Cerca de de todos os bebês nascidos são portadores de malformaç es congênitas, sendo as cardiopatias as mais frequentes e graves. As patologias do coração têm incidência infantil significativa, atingindo de a crianças a cada nascidas. Cerca de das cardiopatias congênitas são tão graves que podem trazer sintomas ainda dentro do tero ou imediatamente após o nascimento, com a necessidade de tratamento específico nas primeiras oras ou dias de vida. con ecimento pré-natal destas anomalias favorece imensamente a evolução clínica destes bebês, pois permite uma programação do local ideal de nascimento, da idade gestacional e via de parto apropriada. Atualmente á é possível tratar ou mel orar das cardiopatias congênitas, principalmente aquelas de menor gravidade, com técnicas de cateterismo. m casos mais graves a cirurgia se faz necessária, e nos mais comple os optamos pelos procedimentos íbridos, em que o cirurgião e o intervencionista trabal am untos , ressalta o Dr. Carlos Pedra, Intervencionista Pediátrico do HCor. ecocardiograma passou a ser o principal recurso diagnóstico dos casos de cardiopatias congênitas - anteriormente o estetoscópio tin a esse papel. Além disto, e ecocardiograma passou também a ser aplicado para diagnosticar as malformaç es cardíacas ainda na vida fetal. , mais recentemente, os procedimentos íbridos, que mesclam a utilização do cateterismo e da cirurgia cardíaca, também despontaram como uma alternativa promissora. stamos vivendo uma fase bastante animadora na cardiopediatria. raças evolução dos tratamentos e do diagnóstico fetal, crianças que passaram por cirurgias de alta comple idade décadas atrás estão tendo uma qua62

Dra. Simone Pedra, Cardiologista Fetal do HCor

lidade de vida cada vez mel or e o e são adultos saudáveis , esclarece Marcelo atene, Cirurgião Cardíaco Pediátrico do HCor. T rig ê meos de al ta compl ex idade laine iana descobriu na nona semana de gestação que seria mãe de trigêmeos. reze semanas depois, um novo e ame de imagens revelou que dois fetos dividiam a mesma placenta, mas com um desequilíbrio entre as circulaç es sanguíneas, ou se a, o sangue com nutrientes não c egava de maneira igualitária para os dois e um acabava doando para o outro. sse problema é con ecido como síndrome de transfusão feto-fetal. Por meio de uma cirurgia intrauterina realizada no HCor pelo Dr. Fábio Peralta, considerado um dos maiores especialistas do país nessa técnica, foi feita a correção do u o sanguíneo. sucesso do procedimento, porém, não impediu que o bebê doador, Sara , nascesse com , g e com estenose pulmonar defeito na válvula pulmonar que obstrui o u o sanguíneo para os pulm es vindo do ventrículo direito do coração e tivesse que passar ainda por outro procedimento. bebê passou por um cateterismo para dilatação da valva pulmonar e colocação de st en t no canal arterial que corrigiu o problema

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utro avanço que podemos destacar é a utilização da angiografia in eção de contraste nos vasos sanguíneos com visualização com aparel os de Raios-X e do ecocardiograma intraoperatórios, que nos possibilitam diagnosticar algum tipo de defeito residual pós-operatório imediatamente após o término das cirurgias. ualquer problema pode ser corrigido no mesmo instante, evitando diagnósticos tardios, agravamentos da situação clínica e reoperação desnecessária , acrescenta o Dr. Carlos Pedra.

Responsável pela Cardiopediatria do HCor, Dra. Ieda atene

de pouco u o de sangue para os pulm es. Ficou cinco dias na U I e depois foi transferida novamente para a maternidade, onde ficou mais dias em recuperação até receber alta médica. Procedimento H í brido a área cir rgica, a grande sensação na medicina mundial são os procedimentos íbridos, que começaram a ser feitos nos stados Unidos e uropa á cerca de anos e no Brasil á pouco mais de anos. HCor é um dos poucos centros médicos do país que faz esse tipo de procedimento e é referência na América atina. a cardiopatia congênita o procedimento íbrido é indicado para casos mais graves como, por e emplo, a síndrome da ipoplasia do coração esquerdo, caracterizada por uma atrofia do lado esquerdo do coração. procedimento, que é realizado pelo cirurgião cardíaco e intervencionista pediátrico, tem como ob etivo unir a expertise de duas áreas para oferecer um tratamento menos agressivo e com recuperação mais rápida , e plica o Dr. Marcelo atene. procedimento para casos de ipoplasia do coração esquerdo é realizado com a abertura do tóra pelo cirurgião cardíaco para a colocação de uma espécie de bandagem em volta das artérias pulmonares para restringir o u o de sangue para o pulmão, seguido pelo implante de st en t no canal arterial pelo intervencionista pediátrico. A vantagem desse procedimento, no qual o HCor é considerado referência entre os ospitais do país, é que, além de proporcionar uma rápida recuperação da criança, o pós-operatório é menos traumático e com uma ta a de sobrevida desses pequenos pacientes em torno de , esclarece a Dra. Simone Pedra. Sem tratamento, dos bebês com a síndrome morrem no primeiro mês de vida. tratamento significa três cirurgias cardíacas durante os primeiros dois anos de vida ou um transplante cardíaco. Devido aos grandes avanços na cirurgia, muitas crianças que nascem com a doença agora estão tendo bons resultados. Além da síndrome de ipoplasia do coração esquerdo, o HCor realiza outros tipos de procedimentos íbridos para tratamento de cardiopatias congênitas. ntre eles o fec amento de comunicaç es interventriculares musculares amplas espécie de abertura no septo que separa o ventrículo direito do ventrículo esquerdo e de comunicaç es interatriais abertura no septo que separa os átrios em bebês de bai o peso e muito sintomáticos, com implante de próteses. sses procedimentos íbridos são realizados com o coração da criança batendo, sem a necessidade da assistência da circulação e tracorpórea desvio do sangue para uma máquina que realiza todo o trabal o do coração e do pulmão enquanto o cirurgião faz os reparos necessários no órgão .

import ncia do diagn stico etal nos primeiros meses de g estação As cardiopatias congênitas podem ser detectadas ainda na vida fetal. Durante a gestação, alguns e ames facilitam a detecção da doença. s e ames de ultrassom morfológico realizados rotineiramente nos primeiro e segundo trimestres gestacionais fazem o rastreamento da má formação no coração da criança. uando á a suspeita de alguma anormalidade é realizado então um ecocardiograma do coração do feto, que permite avaliar e detectar detal adamente anormalidades, estruturais e da função cardíaca. Considerada uma cardiopatia grave e fatal, a síndrome da ipoplasia do coração esquerdo quando detectada em tempo ábil, durante o ecocardiograma fetal, faz com que as c ances de sobrevida da criança c eguem a . eran a en tica Um dos fatores de risco para o desenvolvimento da cardiopatia congênita é a erança genética. Pais e mães portadores de cardiopatias congênitas apresentam uma c ance duas vezes maior de gerar um bebê cardiopata. mesmo ocorre quando o casal á gerou um bebê com malformação cardíaca. Algumas cardiopatias, em particular, têm uma c ance de recorrência ainda maior, c egando até em gestaç es subsequentes , ressalta Dra. Simone. ão á formas de prevenir a doença, porém, algumas mudanças comportamentais podem a udar para o bom desenvolvimento do bebê. Antes de engravidar, a mul er deve procurar um médico para ver se seu estado de sa de está bem e iniciar a ingestão diária de uma vitamina c amada ácido fólico , que deve ser receitada pelo obstetra. A deficiência dessa vitamina pode ser um fator desencadeador de malformaç es cardíacas e do sistema nervoso central do feto , destaca a cardiologista. Além do acompan amento médico, a grávida deve adotar uma alimentação saudável, abolir o fumo, as bebidas alcoólicas e o consumo de medicamentos sem o con ecimento do seu especialista. A U nidade F etal do H Cor m aneiro de , o Hospital do Coração, á apro imadamente anos atuando na área de cardiologia pediátrica e referência no atendimento cardiológico, inaugurou a Unidade Fetal HCor, criada com o ob etivo de oferecer o que á de mais moderno no diagnóstico e tratamento precoce de cardiopatias congênitas graves. Com uma equipe altamente especializada, formada por renomados profissionais da área, a Unidade Fetal do HCor conta com o suporte de aparel os altamente sofisticados e de ponta para o atendimento dos seus pacientes. Depois de constatada a anomalia de alta gravidade, o parto é programado e realizado no próprio HCor, com o acompan amento da equipe de obstetrícia especializada em gestantes de alto risco. Imediatamente após o nascimento, o bebê é encamin ado para a Unidade de erapia Intensiva Pediátrica, onde receberá os medicamentos necessários e será programada a terapêutica específica, se a ela por cateterismo cardíaco terapêutico ou cirurgia cardíaca. 63

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Mercado

ICM S na importação de eq uipamentos h ospital ares: com a pal avra, o ST F Tramitam no Supremo Tribunal Federal – STF dois l ead i n g cases cujo desfecho poderá desonerar do ICMS a importação de equipamentos médicos por clínicas, hospitais e estabelecimentos de saúde em geral. Em ambos, o Tribunal já reconheceu a chamada “repercussão geral”, o que torna tais julgamentos especialmente relevantes para o segmento, pois as decisões lá tomadas definirão necessariamente o resultado de todas as demais ações judiciais com o mesmo objeto, ajuizadas por outros contribuintes quaisquer. O primeiro desses l ead i n g cases ( RExt nº 59 4.9 9 6) trata da incidência do ICMS na importação por “não-contribuintes” do imposto, como é o caso dos prestadores de serviços médicos. O autor desta ação, aliás, é justamente uma clínica radiológica. Esse assunto estava pacificado no STF através da Súmula nº 660: “ não incide ICMS na importação de bens por pessoa física ou jurídica que não seja contribuinte do imposto”. A Emenda Constitucional – EC nº 3 3 / 01, contudo, alterou o cenário legislativo, inserindo na Constituição a previsão expressa de incidência do imposto estadual nesses casos, fazendo letra morta à referida súmula. Entretanto, mesmo após a EC, os importadores não-contribuintes mantiveram a pretensão ao não-recolhimento do ICMS. Apegando-se a uma interpretação literal da emenda – cuja redação, de fato, não é das mais felizes – , sustenta-se que a alteração constitucional não autorizou o ICMS na importação por não-contribuintes. Ademais disso, dizem, a cobrança do ICMS nessa hipótese deveria ser compatibilizada com o princípio da não-cumulatividade, permitindo ao importador não-contribuinte creditar-se do imposto de modo a, de alguma forma, compensar o ônus fiscal suportado na importação. Em alguns Estados da Federação, como o Rio Grande do Sul – de onde provém o l ead i n g case – , um terceiro argumento se apresenta. É que, após a EC, os legislativos estaduais deveriam editar novas leis “reinstituindo” o ICMS na importação por não-contribuintes, isto é, o imposto não poderia ser exigido com fundamento na lei estadual anterior à EC. São Paulo, por exemplo, promulgou lei nova 11 dias após a EC, enquanto a nova lei gaúcha foi aprovada somente no final de 2008 . É possível, até, que o STF julgue o l ead i n g case levando em consideração apenas esse aspecto da questão afeito especificamente à situação gaúcha, perdendo boa oportunidade de decidir a matéria mais ampla e definitivamente. 64

Paul o R oberto Andrade Mestre em direito tributário pela USP Sócio do escritório ranc esi rtiz, Andrade e Z amariola Advocacia

Espera-se, agora, que o Relator, Ministro Luiz Fux, leve o processo a julgamento. Curiosamente, outra ação com idêntica matéria ( RExt nº 43 9 .7 9 6) já teve julgamento iniciado, ha-

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vendo um voto favorável ao Fisco ( Min. J oaquim Barbosa) e um voto favorável aos importadores ( Min. Dias Toffoli) . Assim sendo, pode-se afirmar que a questão encontra-se “aberta” no STF. O segundo l ead i n g case a que nos referimos acima diz respeito à incidência do ICMS na importação via l easi n g ( RExt nº 540.8 29 ) . A questão, portanto, não interessa apenas ou necessariamente ao segmento médico, mas a qualquer empresa que opte por importar bens através dessa modalidade de contratação, notoriamente frequente na importação de equipamentos hospitalares. A tese dos importadores é a de que o ICMS deve incidir somente sobre o valor da “opção de compra”, montante que mensura o valor do negócio jurídico pelo qual se adquire efetivamente o bem arrendado, portanto o negócio em que há a “circulação jurídica de mercadoria” que configura o fato gerador daquele imposto. J á os Fiscos estaduais sustentam que o fato gerador do ICMS na importação não é a circulação jurídica das mercadorias, como ocorre nas operações domésticas, mas a simples entrada do bem no território nacional, a qualquer título ( compra e venda, l easi n g , doação etc.) . O entendimento fiscalista não procede, a nosso ver. Q uando a Constituição ( art. 155, § 2º , IX , ‘ a’ ) autoriza a incidência do ICMS “sobre a entrada de bem ou mercadoria importada do exterior”, ela não pretendeu alterar ou muito menos ampliar o fato gerador do ICMS, mas apenas modificar o chamado “aspecto temporal” deste imposto. Regra geral, o ICMS é devido no momento da saída do estabelecimento. Q uando o produto é importado, por razões óbvias não é possível pretender o imposto na saída da mercadoria do estabelecimento remetente; por isso, redefiniu-se o momento de incidência como o da entrada do bem no País. O fato gerador do imposto, contudo, permanece o mesmo, qual seja, a circulação jurídica da mercadoria. E se no l easi n g ( internacional ou interno) não há essa circulação, a não ser por ocasião da eventual opção de compra, o ICMS não deveria incidir sobre o valor das prestações mensais do arrendamento. O julgamento deste l ead i n g case está até aqui empatado, com um voto pró-Fisco ( Min. Gilmar Mendes) e um voto pró-contribuinte ( Min. Luiz Fux) . A matéria, entretanto, já foi apreciada em 2005 pelo Plenário do STF, fora do regime da “repercussão geral” ( RExt nº 206.069 ) . Naquela oportunidade, a tese do Fisco saiu vencedora por expressivos dez votos a um. Hoje, entretanto, apenas cinco Ministros que votaram com o Fisco à época permanecem no tribunal ( Celso de Mello, J oaquim Barbosa, Gilmar Mendes, Cezar Peluso e Ay res Britto) , fato que pode favorecer a “reabertura” dessa disputa no l ead i n g case. Enfim, aguarda-se o prosseguimento desses dois julgamentos pela nossa Corte Maior. Enquanto as questões não são definitivamente resolvidas pelo Supremo, as empresas médicas, ao invés de pagarem conformadamente o ICMS nas importações, poderão resguardar seus direitos procurando o J udiciário, eventualmente depositando em juízo o valor do tributo, até a solução final do impasse judicial. RHB | NOV/DEZ 65 mercado.indd 65

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Cuidados com os enx ovais dentro e f ora do h ospital Po r Ca r o l Go n ç a l v e s

Mais do que realizar um serviço de apoio, as lavanderias responsáveis por enxovais hospitalares, sejam elas próprias ou terceirizadas, in uenciam no co r e b u si n ess das instituiç es de Sa de, recebendo cada vez mais atenção dos gestores. É o que considera Giovanna Araujo, Diretora Técnica da Brasanitas Hospitalar, empresa com mais de 3 0 anos de experiência em higienização no segmento. Cabe s instituiç es de Sa de verificar se todas as medidas de precaução padrão estão sendo tomadas, tanto para uma lavanderia interna ou externa, como a limpeza e desinfecção das áreas e equipamentos da unidade de processamento ospitalar, utilização correta dos equipamentos de proteção dos funcionários que manipulam a roupa, igienização das mãos e tantas outras aç es que vão fazer a diferença no controle do enxoval, como lembra A lio Augusto Moura, diretor Hospitalar da Anel - Associação Nacional das Empresas de Lavanderia. Segundo manual da Anvisa, apesar de a roupa suja possuir um grande n mero de microorganismos patogênicos, o risco de transmissão de doenças é praticamente inexistente se ela for corretamente manipulada e processada, não desempenhando papel relevante na cadeia epidemiológica das infecç es hospitalares. Moura ensina que para se obter um bom resultado no processo de higienização e desinfecção da roupa hospitalar, há normas e graus de exigências que devem ser seguidos à risca pela lavanderia hospitalar. Após ser coletada e separada por grau de sujidade ( leve, pesada ou superpesada) , a roupa é encaminhada para o processo de lavagem, que consiste na eliminação da sujeira, deixando-a com aspecto e cheiro agradáveis, reduzindo ao mínimo o nível bacteriológico. “É importante ressaltar que a roupa nesse processo é desinfetada, tornando-se livre de patógenos vegetativos, mas não se torna estéril. Após passar pelo processo de secagem, que 70

ajuda ainda mais na desinfecção pelo calor, ser embalada e enviada instituição ospitalar, a roupa cir rgica deve ser encaminhada à autoclave para, e aí sim, ser esterilizada”, explica. a opinião de iovanna, da Brasanitas Hospitalar, a partir das mel ores práticas na área de lavanderia, os ospitais podem obter: redução dos custos com a prestação de serviços de processamento de roupas; qualidade nos serviços prestados; melhor utilização do en oval redução na evasão de en oval, proteção e preservação do meio ambiente, além de proporcionar conforto e bem-estar aos pacientes. la conta que estas práticas consistem em desenvolver uma gestão de negócios focada em controle de qualidade, que envolve mapeamento de processos, ferramentas de monitoração e auditoria capacitação e formação de profissionais através do curso de Higienistas oferecido pelo Senac, por exemplo) ; tecnologia e inovação; e inteligência na gestão, com a implantação de um sistema de gerenciamento de leitos, que reduz o tempo de internação. É importante, ainda, medir o nível de desempenho por meio de indicadores de custo do quilograma de roupa lavada, quilograma total de roupa lavada, quilograma de roupa lavada das unidades de internação, quilograma de roupa lavada na U I, quilograma de roupa lavada em Centro Cir rgico e Centro Obstétrico, e taxa de evasão. Falando em organização física, leuza Amaral, erente écnica Hospitalar da Brasanitas, explica que uma lavanderia hospitalar é separada em área suja ou contaminada, formada por coleta, separação, pesagem e lavagem; e área limpa, composta por secagem/ caladragem, separação/ dobra, embalagem, estoque e armazenamento, além do transporte e distribuição da roupa limpa. Em equipamentos, fazem parte do setor a lavadora extratora, secadora, calandra, prensa/ ferro elétrico, balança, máquina

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lização de código de barra e do K anban ( sinalização que controla u os de transporte e estoque , que permitem agilizar a entrega de peças. Sobre o inventário, leuza sugere a realização em dias de menor ocupação, trimestralmente ou semestralmente, sempre com envolvimento da enfermagem. Outras dicas são a confecção em duas etapas oteleiro cir rgico e a utilização de planil as que facilitem as anotaç es. ontrole na destina o o país, os tecidos submetidos a tratamento na unidade de processamento de roupas dos serviços de sa de, quando perderem a funcionalidade original, podem sofrer reciclagem ou serem reaproveitados. Caso sejam descartados, estes resíduos são classificados como resíduos do grupo D e devem seguir as orientaç es dos serviços de limpeza urbana. Caso o tecido ven a a ser descartado antes de ser submetido ao processamento citado, ele deverá ser enquadrado em uma das classes de resíduos definidas na RDC n de e submetido ao mane o correspondente. De acordo com a Anvisa, o descarte de resíduos hospitalares é regulamentado desde . As unidades de Sa de que não cumprem a norma estão cometendo infração sanitária e estão su eitas a penalidades, podendo pagar multa de até R 1,5 milhão. Hospital Universitário de undiaí, SP, é um e emplo de cuidado neste sentido, pois doou recentemente cobertores, . lençóis e camisolas para o Serviço de bras Sociais S S da região, devidamente lavados e higienizados de acordo com os

Giovanna Araujo, da Brasanitas Hospitalar

de costura e carro de transporte. m relação aos profissionais, a área deve ser composta por gerente, c efia de produção, supervisão da lavanderia, auxiliar de lavanderia, costureira e auxiliar de rouparia. Pela sua experiência na área, Eleuza dá algumas dicas para o controle do enxoval hospitalar: integração com a equipe de enfermagem, controle de distribuição nos setores conforme quantidades definidas, serviço de camareira, adesivos educativos nos armários, acesso aos resultados dos indicadores da área à equipe de enfermagem, aquisição de co in posicionadores e forros, uti-

Contando com uma Rouparia e uma Sala de Costura, o Serviço de Hotelaria da Santa Casa de Sertãozin o, em São Paulo, lava e passa, em média, 3 0 toneladas de roupas por mês. “O setor funciona todos os dias da semana, graças ao trabalho de funcionárias. Contamos com duas lavadoras computadorizadas, que dosam produtos como alvejante e amaciante, e podem ser automatizadas conforme o grau de su idade e o tipo de fibra da roupa. setor possui ainda duas centrífugas, duas secadoras e uma calandra para passagem das roupas”, e plica a Coordenadora do Serviço de Hotelaria do ospital, Renata Baleo . A lavagem de en ovais feita na Santa Casa é um procedimento repleto de detalhes, que não só remove a sujeira das roupas, mas também promove sua descontaminação através de técnicas e produtos específicos. Ao todo, utilizamos seis diferentes tipos de produtos, sendo que alguns deles são específicos para descontaminação das roupas. A lavadora possui a função de higienizar e descontaminar a roupa suja, através de numa série de processos mecânicos e químicos realizados sobre a carga de roupa, que é lavada dentro de condiç es e tempos programados , afirma a líder da lavanderia, leide Silva. Depois de lavadas, descontaminadas, secas, passadas e dobradas, as peças são enviadas para a rouparia do hospital, onde são estocadas, embaladas individualmente e entregues aos setores de origem, conforme a necessidade. De acordo com o provedor da Santa Casa, Rodovaldo Passariol, a lavanderia tem como base 11 indicadores, que criam

toneladas de roupas por m s

C r é d i t o : sg . co m

La anderia da anta asa de ert o inho, , processa

parâmetros de qualidade. “Assim como outros, este setor é muito importante para o funcionamento da Santa Casa e segue padr es rígidos que medem, principalmente, o nível da qualidade do enxoval que o hospital possui em termos de higienização e descontaminação, desgaste, evasão e custo, além do nível de segurança ocupacional”, destaca. odo o en oval utilizado na Santa Casa é confeccionado dentro do próprio ospital, pelas colaboradoras da Sala de Costura, com e ceção dos aventais cir rgicos e dos uniformes dos funcionários. RHB | NOV/DEZ

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métodos usados para desinfecção de tecidos hospitalares. Todo o enxoval do HU é enviado para a uma empresa especializada, que presta serviços de lavanderia. “Foi realizada uma triagem para doação apenas do enxoval e cobertores que possuíam condiç es de uso , informa Daniele Rodrigues, assessora da diretoria do HU. ospital faz questão de ressaltar que este material está em perfeito estado de uso, e que apenas possui fibras muito grossas, rígidas ou ásperas que não permitem sua disponibilização aos pacientes internados, no caso, gestantes, puérperas, recém-nascidos e crianças. Também foram selecionados os materiais que não estão dentro do padrão implantado pelo serviço de otelaria da instituição, que está em busca da total padronização das peças. o nio na la agem e desin ec o de roupas O ozônio é um gás com alto poder oxidante e alta velocidade de reação, capaz de promover desinfecção pela oxidação de microorganismos, assim como oxidar diversos compostos orgânicos, muitos dos quais conferem odores desagradáveis ao tecido que se deseja lavar. Estas características conferem ao produto um alto poder bactericida e grande capacidade de desodorização dos tecidos processados. Q uem explica é Marcelo Ribeiro Pinto, erente Comercial da Suzu i, fabricante de equipamentos para lavanderias. Segundo ele, o que diferencia o oz nio dos diversos agentes desinfectantes é o seu mecanismo de destruição dos microorganismos. O cloro, por exemplo, atua por difusão através da parede celular, para então agir sobre os elementos vitais no interior da 72

célula, como enzimas, proteínas, D A e R A. oz nio, por ser mais oxidante, age diretamente na parede celular, causando sua ruptura, demandando menor tempo de contato. Dependendo do tipo de microorganismo, o produto pode ser até . vezes mais rápido do que o cloro na inativação celular. As principais vantagens do seu uso no processo de lavagem de roupas são: redução no consumo de água e consequente redução na geração de efluentes; diminuição considerável no uso de produtos químicos para desinfecção e desodorização; maior rapidez que o cloro na inativação de bactérias; não produz toxinas na água; o processo é a frio, gerando economia de combustível para aquecimento; economia de tempo nos processos de lavagem, que se traduz em menor desgaste das máquinas e economia de energia elétrica; aumento na produtividade das lavadoras aumento da vida til do en oval do hospital; não há necessidade da compra ou armazenamento de nen um insumo quando não consumido, decomp e-se naturalmente em oxigênio. Por sua vez Moura, da Anel, explica que o ozônio dentro do processo de lavagem entra como mais uma etapa, geralmente no final do processo, para dar maior grau de desinfecção roupa. “O ozônio tem como vantagem a menor agressão ao tecido, sendo um grande agente de desinfecção, entretanto, sua utilização pode gerar maiores custos”, considera. Outro produto que vem crescendo, de acordo com Moura, é o peróxido de hidrogênio, que demonstra ser excelente agente desinfectante, removedor de manchas e, principalmente, quase não agride o enxoval hospitalar.

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Segurança

H ospitais ampl iam adoção de sistemas de monitoramento IP

C r é d i t o : A x i s/ D i v u l g aç ã o

O setor de segurança eletrônica, que movimentou aproximadamente R$ 3 ,2 bilhões no Brasil em 2011, tem percebido uma forte demanda por sistemas avançados de videomonitoramento para uso em hospitais, clínicas médicas e unidades laboratoriais. evantamento realizado pela A is Communications, fabricante de câmeras IP, indica que o número de câmeras adquiridas pelo setor de saúde no país deverá crescer este ano em relação a 2010.

Câmera instalada no Hospital Albert Einstein

Muitos gerentes de TI ou segurança, ao desenhar os novos projetos, já consideram o uso das imagens para fins de treinamento sobre procedimentos hospitalares. Dessa forma, a equipe assistencial consegue avaliar comportamentos, aprimorar processos internos e garantir maior conforto aos clientes. As câmeras já contam com recursos como captação de áudio, permitindo ao gestor ouvir o diálogo estabelecido entre membros da equipe de assistência, pacientes e colaboradores, por exemplo, nos elevadores ou na recepção. Outro recurso recém-lançado e de interesse para o setor de saúde é o Formato Corredor ( Corridor Format) . O novo formato de exibição adapta o vídeo à área monitorada – por exemplo, em áreas com maior comprimento do que largura, como em corredores. Esse formato mais estreito maximiza a qualidade da imagem enquanto elimina o desperdício de largura de banda e armazenamento. Recentemente, as câmeras Câmera de Rede AX IS P13 46: vigilância passaram a contar com por vídeo de alto desempenho para capacidade de gravação aplicações externas e internas

local em cartão de memória SD. Ou seja: a própria câmera capta e armazena as imagens, reduzindo o valor do investimento necessário para implantar ou ampliar projetos de monitoramento. Tipicamente, o custo de storage num projeto chega a 3 0% do valor total. Além dessa redução de custos, ao optar pelo armazenamento local através de cartão de memória SD, o hospital garante não perder a imagem em caso de queda no sistema. Um dos maiores exemplos na adoção de câmeras para um uso inteligente dos recursos disponíveis é o Hospital Israelita Albert Einstein, que implantou, pela primeira vez na América Latina na área hospitalar, um sistema integrado de controle de acesso, videovigilância, prevenção e detecção de incêndios e automação predial. a prática, todos os usuários passaram a ter o acesso permitido apenas mediante cadastro. Ao passar pela catraca, as câmeras registram, em alta resolução, a imagem frontal do usuário. A partir daí, toda a movimentação do usuário pelos pontos de acesso, como portas, catracas e cancelas, passa a ser acompanhada por outras câmeras. Para o operador na sala de controle, basta inserir no sistema o nome do usuário para obter todas as imagens de sua entrada, visualizando detalhes do rosto e seu aspecto geral, e todas as imagens seguintes – por onde ele passou, o que carregava, se estava acompanhado e a que horas cada passo foi dado. Ao todo, o Einstein conta com 1.250 câmeras, com 450 pontos de acesso. Para Alexandre Mori, Gerente de Vendas da Axis Communications, um dos aspectos considerados em relação presença de câmeras em hospitais é o design discreto para não ferir susceptibilidades. sistema precisa ser bem pensado para não ser agressivo, estando presente para agir contra ações mal intencionadas, mas com total respeito à privacidade”, observa Mori. Fundada em 19 8 4, na Suécia, a Axis Communications é uma empresa de TI que oferece soluções de vídeo para ambientes de rede em instalações profissionais. A companhia orienta a mudança do vídeo analógico para digital com produtos e soluções focados em vigilância e monitoramento remoto. Opera globalmente com escritórios próprios em mais de 18 países e em parceria com distribuidores, integradores de sistemas e via parceiros OEM em 7 0 países. Os mercados fora da Suécia respondem por mais de 9 5% das vendas e mais de 3 milhões de canais de vídeo já foram vendidos em todo mundo. Atualmente, suas soluções são distribuídas no país pela CNT Brasil, Anixter, Netw ork1 e Delta Cable. w w w . ax is. com RHB | NOV/DEZ

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Saúde Pública

Crédito: P duardo

T udo rosa contra o câ ncer de mama

Crédito: Divulgação una Produç es Ar sticas

O câncer de mama é a maior causa de óbitos por câncer na população feminina, principalmente na faixa etária entre 40 e 69 anos, segundo o Inca - Instituto acional de C ncer. Para alertar sobre os riscos da doença e incentivar os e ames preventivos, acontece durante todo o mês de outubro a mobilização mundial con ecida como utubro Rosa, cu a istória remonta ltima década do século . Sua programação inclui iluminaç es em cor de rosa de prédios p blicos e privados, além de uma série de aç es educativas e de divulgação da causa. movimento começou nos stados Unidos, onde outubro se tornou o mês nacional americano de prevenção do c ncer de mama. Mundialmente, a campan a á iluminou a orre de Pisa, na Itália o Arco do riunfo, na França a Casa Branca, nos stados Unidos e as Pir mides do gito. Brasil aderiu iniciativa em , através da Femama - Federação Brasileira de Instituiç es Filantrópicas de Apoio Sa de da Mama. o presente ano, o lançamento oficial no país aconteceu no Rio de J aneiro, no dia de outubro, no Copacabana Palace Hotel. A madrin a da campan a foi a atriz uiza omé, protagonista da peça Uma assim outra assando”, de X ico Abreu, que aborda a questão. esta edição, a Femama lançou a campan a Faça por mim , cu a proposta é envolver toda a comunidade em torno não só do entendimento acerca da importância do diagnóstico precoce do câncer de mama, mas também e principalmente incentivar as 74

mul eres a tomarem uma atitude em relação doença. Isso porque o exame de mamografia detecta com grande margem de segurança um tumor no seio antes que se possa sentir o nódulo e, se realizado na fase inicial da doença, aumenta em apro imadamente as c ances de cura. Percebemos que, a cada ano, a mobilização dos brasileiros está maior. m todo o país, registrou-se a iluminação de prédios p blicos e privados, a realização de aç es de conscientização, camin adas, atos p blicos, palestras, etc. sse trabal o tem sido muito gratificante, pois a cada ação de alerta, em cada canto do Brasil, podemos salvar uma vida. Por isso, é tão importante podermos contar, também, com a adesão da comunidade médica, dos prestadores de serviços e de ospitais de todo o Brasil, para que esse movimento se consolide e, de fato, mude a realidade nacional , declara a Dra. Maira Cale , Presidente da Femama e do Imama Instituto da Mama.

A atriz

Adesõ es o Rio de aneiro, o Santuário ossa Sen ora da Pen a e o Cristo Redentor, e em Brasília, o Congresso acional, se vestiram de rosa a favor da campan a. Hospital Municipal Dr. Moysés Deutsc o M Boi Mirim, administrado pelo Hospital Israelita Albert instein, de São Paulo, SP, recebeu a iluminação especial e distribuiu folhetos com orientaç es sobre a realização de e ame de mamografia. á o Hospital uiza omé, madrin a da campan a Santa Paula,

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Crédito: Brito unior

também em São Paulo, promoveu a palestra gratuita Mitos e verdades sobre o c ncer de mama , ministrada pelo Dr. André Perina, médico responsável pelo Serviço de Cirurgia ncológica e Mastologia do Instituto de ncologia da instituição. o Rio rande do Sul, o Hospital Moin os de ento, em Porto Alegre, também iluminou sua fac ada. o Paraná, a campan a é organizada pelo Instituto Humsol, que é presidido por nia omez, uma das vencedoras da doença. A Santa Casa de Curitiba também se iluminou com a cor da luta contra o c ncer de mama. odas as colaboradoras receberam a fita rosa que simboliza a causa, além de folders que ressaltam a importância do autoe ame das mamas. , ainda, o médico mastologista Hélio Rubens de liveira proferiu palestra sobre o assunto. m oi nia, , a rganização aime C mara C , maior grupo de comunicação e mídia do Centro- orte brasileiro, também pintou sua antena de transmissão para lembrar o Outubro Rosa. Por sua vez, o Instituto Avon fec ou parceria com o utubro Rosa Ceará, na III Camin ada Rosa, realizada pela Assocrio, Crédito: verton Dinarte

no dia de outubro, na avenida Beira Mar. evento contou com uma série de serviços, como agendamento de mamografia e palestras informativas sobre os mitos e verdades a respeito da detecção precoce do câncer de mama. Inauguramos dois centros Instituto Avon - um em Barretos - SP e outro em Salvador - BA, doamos mamógrafos e aparelhos de ultrassom, contribuímos com a montagem de oito unidades móveis, dentre outras aç es que possibilitaram a realização de mais de 1 milhão de mamografias”, comemora uis Felipe Miranda, Presidente da Avon Brasil. Além disso, vamos inaugurar em breve o Centro de Mastologia Instituto Avon do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, no Rio rande do Sul.

Situação De acordo com o Ministério da Sa de, e istem no país quase 1,3 mil mamógrafos em funcionamento, disponíveis para e ames pelo Sistema nico de Sa de SUS . n mero, segundo técnicos da pasta, é quase duas vezes maior do que o necessário para cobrir toda a população brasileira, mas a distribuição geográfica - cerca de 44% estão no Sudeste - e o bai o nível de produtividade são enAntena de transmissão da Organização aime C mara, em oi nia, traves plena oferta do e ame. Segundo publicação lançada pelo Inca stimativas Incidência de C ncer no Brasil , o país terá mil novos casos de c ncer por ano. Desse total, . mil são relativos aos tumores de mama. As maiores ta as estimadas da ocorrência deste câncer estão no Rio de J aneiro, com , casos por cada cem mil mul eres no Rio rande do Sul, , no Paraná, , , e em São Paulo, , . uanto aos recursos, o Ministério da Sa de vai investir até , R , bil es em prevenção, diagnóstico e tratamento do c ncer de mama e de colo de tero. programa prevê a implantação de 50 centros para atendimentos em mastologia ou ginecologia, que acelerarão o início do tratamento após a confirmação do diagnóstico. programa visa reduzir o déficit por assistência especializada, com a estruturação, até , de novos serviços avançados em ospitais abilitados para o tratamento oncológico e a substituição de Fernanda Ha n, Defensora P blica Federal, Maira equipamentos em osCale , presidente da Femama, e Daniela Rosa, pitais. oncologista do Hospital Moin os de ento

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Novos mercados

F anem ch eg a à Í ndia com nova f á brica este país para implantar nossa primeira fábrica internacional sobretudo pelo seu compromisso com a redução da mortalidade infantil , afirma Dra. arin Sc midt, Diretora Cien fica, que representou o corpo diretivo da empresa durante a inauguração da fábrica, juntamente com o t r ad er Cícero Sc leder. Com a nova unidade, a e pectativa da compan ia é aumentar o volume de exportações em cerca de 3 0% .

Crescimento de 250%

Fac ada da nova unidade

Após um ritual hindu de quatro horas de duração, a Fanem, fabricante de equipamentos médicos e de Neonatologia, inaugurou oficialmente sua primeira unidade industrial internacional, em Bangalore, na Índia. A fábrica, que inicialmente funcionará como montadora, produzirá de acordo com a demanda local. “J á temos funcionários contratados para montagem, bem como pessoal administrativo e equipe de vendas, além de uma rede de distribuidores estabelecidos em todo o país”, conta a Diretora ecutiva, Marlene Sc midt. A unidade possui escritório, show room, grande área para montagem e centro de treinamento. A companhia possui uma linha de telefone gratuita para que os profissionais possam entrar em contato para obter informaç es e agendar treinamentos. Marlene lembra que a capacitação profissional é um dos pilares da estratégia da empresa, que em 2010 treinou cerca de seis mil profissionais em todo o mundo. A Fanem já forneceu quase 500 equipamentos para hospitais na ndia, em diferentes cidades, como Calcutá, Bangalore, Davangare, Mumbai, C andigar e C ennai, e espera agora atender esta demanda diretamente pela unidade em Bangalore. Inicialmente serão montadas as unidades de cuidados intensivos Ampla, o instrumento multitester or, as o igenoterapias CPAP e Babypu , além de modelos da família Bilitron de fototerapia. Por uma questão estratégica, neste primeiro momento as incubadoras serão enviadas do Brasil , revela a Diretora ecutiva. Os produtos montados pela unidade na Índia abastecerão inicialmente o mercado interno e, posteriormente, passarão a suprir outros países da região da sia, como Indonésia e Malásia. A Fanem é a primeira indústria brasileira de equipamentos médicos a instalar-se na Índia com recursos próprios. “Escolhemos

A Fanem venceu recentemente uma importante concorrência na Índia, que contou com a participação de fornecedores internacionais de peso. A empresa equipou 100% da ala neonatal do novo ospital Bapui C ild Healt Institute, entregando um lote completo de equipamentos, incluindo 3 6 unidades de cuidado intensivo Ampla, além do Bilitron, Bilitron Bed, berços e incubadoras estacionárias e de transporte. Como parte de sua estratégia de internacionalização, também inaugurou, em aneiro ltimo, um escritório em Amã, capital da ord nia, cu o ob etivo é servir de base para as operaç es da empresa no riente Médio, região que representa o e das suas e portaç es. escritório apoia as vendas no mercado árabe, no qual a empresa dispõe de uma rede de 20 distribuidores que cobrem países como Marrocos, unísia, íbano, Síria, Argélia, Arábia Saudita, mirados rabes, uaite, Iraque, gito, Sudão e mã. A e portação para mais de países fez com que a empresa conquistasse um crescimento de 250% no faturamento nos ltimos cinco anos.

A Diretora Cien fica, Dra. arin Sc midt, com os primeiros colaboradores indianos

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Sustentabilidade

“ El evadores verdes” integ ram sh opping de saú de na Paraí ba O conceito de “shopping de saúde”, inspirado em centros existentes nos Estados Unidos e Europa, já foi adotado em cidades como São Paulo, Rio de J aneiro, Belo Horizonte, Salvador e Fortaleza, e chega agora à Paraíba. O Eco Medical Center Cartaxo, localizado na cidade de J oão Pessoa, entre a Av. Epitácio Pessoa e a Av. Ruy Carneiro, é um novo empreendimento que já pode ser considerado como um dos maiores centros médicos da região Nordeste. O edifício está sendo erguido em um terreno de mais de 2.8 00 m² e contará com 28 pavimentos, sendo sete para garagens, um pavimento térreo, um andar de sobrelojas, além de uma torre de 19 andares, com 19 0 consultórios, clínicas médicas e odontológicas. A ideia é atender aos pacientes com agilidade e conforto, integrando clínicas e médicos de diversas especialidades, além de um centro de medicina diagnóstica e um moderno ospital-dia, que permitirá a diminuição dos riscos com infecção hospitalar e economizará tempo de locomoção. O pavimento térreo contará com lojas de apoio, como farmácias, laboratórios de exames, co ee s op, lo as de conveniências, etc. No andar superior ao estacionamento funcionarão as sobrelojas, que contarão, dentre outras facilidades, com restaurante e academia. O projeto será dotado de cinco elevadores, dos quais um deles é adequado para transportar macas e o outro, de uso exclusivo dos médicos, com acesso controlado por sistema biométrico. m termos de sustentabilidade, o grande destaque da obra fica por conta dos “elevadores verdes”, que economizam até 7 5% de energia elétrica nos edifícios. s cinco elevadores necessários conclusão do pro eto foram adquiridos da empresa tis e possuem tecnologia inovadora utilizada para reaproveitar e economizar energia elétrica, denominada drive F regenerativo. Um ponto que nos c amou muita atenção é o fato dos equipamentos funcionarem com baixo consumo de energia, o que favorece o meio ambiente e fortalece a imagem do empreendimento junto aos nossos clientes. Outro destaque é o funcionamento em grupo, que proporcionará menor tempo de espera aos usuários”, declara Leonardo Bronzeado, Sócio-Diretor da Eco Construções e Incorporações. Estes drives, combinados com uma máquina sem engrenagem, possibilitam que a energia Drive regenerativo desperdiçada em 82

sistemas tradicionais se a reutilizada. anto na subida do elevador vazio quanto na descida do equipamento cheio, a máquina movimenta o sistema praticamente sem gasto de eletricidade, pois uma das pontas está mais pesada que a outra. Nestas situaç es, o drive F regenerativo aproveita toda a energia potencial armazenada e a transforma em energia elétrica limpa e reutilizável, retornando-a ao edifício para consumo próprio. que antes era desperdício torna-se geração de energia e economia. Q uanto mais alto o edifício, maior a diferença de peso entre o contrapeso e a cabina. Q uanto maior a intensidade e a frequência de utilização nestas condições de carga ( subir vazio ou descer cheio) , mais eletricidade é gerada. s elevadores com drives regenerativos garantem proteção eficiente dos sistemas elétricos e eletrônicos, com redução significativa no consumo. drive Re en e pande a eficiência dos elevadores, conservando a energia normalmente desperdiçada em forma de calor durante a frenagem. O drive ReGen capta esta energia e a devolve para a rede elétrica do edifício para uso pelos outros sistemas do préElevador sustentável sem casa de dio, como iluminação, por máquinas e com drive regenerativo exemplo. O drive produz “energia limpa” que minimiza o impacto sobre o sistema elétrico do edifício e ajuda a proteger equipamentos mais sensíveis. A sustentabilidade vem gan ando força significativa no setor da construção nos ltimos anos. São in meros os empreendimentos de diferentes tipologias em diversas partes do país. Cresce também a preocupação das empresas da cadeia produtiva da construção com a adoção de políticas de sustentabilidade e aç es de responsabilidade social. os ltimos anos, a ind stria brasileira tem evoluído muito em relação ao mercado de construções verdes, seguindo as tendências mundiais, e tem se preparado cada vez mais para atender s rigorosas e igências dos pro etos sustentáveis por todo o Brasil , afirma Ale uedes, Diretor de endas Mar eting da tis. A tis levator Company é a maior compan ia do mundo em fabricação e prestação de serviços para produtos que movem pessoas, incluindo elevadores, escadas e esteiras rolantes. A tecnologia utilizada em seus elevadores faz parte do compromisso da empresa com a preservação ambiental, dentro do programa global e ay to reen , que abrange todos os aspectos das operaç es, desde o design e fabricação até o final da vida til de seus produtos. A preocupação com o meio ambiente atinge todos os segmentos, e o ECO Medical Center acompanha esta realidade.

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Expansão

Protec anuncia nova sede na G rande SP

Aspirador Cirúrgico volution

Oferecendo acessórios e equipamentos para Cardiologia, Anestesia, Oxigenoterapia, Inaloterapia e Resgate, a Protec é uma companhia de capital 100% nacional, com representação nos principais Estados, atuando há mais de 20 anos no segmento médico-hospitalar. Como novidade, anuncia a inauguração de uma nova sede, localizada em Cotia, na rande São Paulo, com 12.000 m2 construídos, entre escritório e fábrica. s benefícios são diversos e a ampliação foi necessária para podermos continuar a atender ao mercado no tempo e com a qualidade que ele precisa”, salienta o Diretor, Alexander Massadi. A nova fábrica conta com os mais rigorosos controles de processos e de qualidade de materiais para garantir que os produtos atendam s especificaç es e normas e igidas pelos órgãos responsáveis. Investimentos constantes são feitos na capacitação dos profissionais, renovando tecnologias e produtos que ofereçam uma ótima relação custo-benefício. á a área para o estoque ficou bem maior para armazenagem e e pedição. Com uma logística mel or desenvolvida, a empresa passou a oferecer maior rapidez no atendimento e na entrega dos pedidos. “Em dezembro de 2011, completaremos 21 anos de e istência e não é qualquer empresa que consegue ficar no mercado por este tempo e se manter no topo. Esse sucesso que conquistamos é devido à qualidade de nossos produtos e ao respeito que temos por nossos clientes e distribuidores. Hoje quem adquire um produto nosso, sabe que está comprando algo que supera suas e pectativas , destaca Ale ander. A Protec também está presente na Europa, nos Emirados Arábes, nas Américas do orte e do Sul. ossa participação ainda é mida, mas temos como meta aumentar cada vez mais nossa presença. Onde nossos

produtos foram vendidos, conquistamos os consumidores , e p e o Diretor. Este ano, a meta é manter o mesmo faturamento de 2010, sem esquecer que o mercado está em plena recessão mundial e que o Brasil não está fora desta crise, como lembra Alexander. “Mas a Protec tem muitos produtos novos para conquistar este mercado exigente.” Falando neles, o ltimo lançamento é o Aspirador Cir rgico volution , que veio para superar as e pectativas dos clientes. modelo elétrico com bateria é o mais utilizado em ambul ncias e home care. O carregador inteligente alimenta a bateria ao mesmo tempo em que fornece energia ao equipamento e, na falta dela, a comutação é automática. á o modelo sem bateria opera com motor, é bivolt, compacto, possui cabeçote duplo com anéis autolubrificantes em alumínio e é totalmente isento de óleo. Realiza a leitura através de vacu metro e tem u o de aspiração de 16 litros por minuto. “Em 2012 teremos muito mais novidades”, finaliza o Diretor.

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Governo

uali cando a gest o e melhorando o atendimento A Presidenta Dilma Rousseff e o Ministro da Saúde, Alexandre sificação de risco dos pacientes. Logo ao entrar no hospital, Padilha, lançaram no último dia 8 de novembro o S.O.S Emer- o paciente será acolhido por uma equipe que definirá o seu gências, ação estratégica para a qualificação da gestão e do nível de gravidade e o encaminhará ao atendimento espeatendimento em grandes hospitais que atendem pelo Sistema cífico de que necessita. Também será organizada a gestão Ú nico de Saúde ( SUS) . A iniciativa integra a Rede Saúde Toda de leitos, fluxo de internação e a implantação de protocolos Hora e vai alcançar, até 2014, os 40 maiores prontos-socorros clínico-assistenciais e administrativos. Serão tomadas, ainbrasileiros, abrangendo todos os 26 estados e o Distrito Fede- da, medidas para proporcionar a adequação da estrutura e ral. O governo federal – juntamente com estados, municípios do ambiente hospitalar. e os gestores hospitalares – vai promover o enfrentamento “Estamos preparados e prontos para entrar na arena e tomar das principais necessidades desses hospitais, qualificar a ges- o touro à unha, para dar melhor atendimento à população tão, ampliar o acesso aos usuários em situações de urgência e que depende do SUS”, disse o Ministro da Saúde, Alexandre garantir atendimento ágil, humanizado e com acolhimento. A ação tem início em 11 hospitais de grande porte, localizados em nove capitais: Instituto Dr. J osé Frota ( Fortaleza-CE) , Hospital da Restauração ( Recife-PE) , Hospital Estadual Roberto Santos ( Salvador-BA) , Hospital de Urgências ( Goiânia-GO) , Hospital de Base ( Distrito Federal-DF) , Hospital J oão X X III ( Belo Horizonte-MG) , Santa Casa e Hospital Santa Marcelina ( São Paulo-SP) , Hospital Miguel Couto e Hospital Albert Schw eitzer ( Rio de J aneiro-RJ ) e Grupo Hospitalar Conceição ( Porto Alegre-RS) . Esses hospitais são referências regionais, possuem mais de 100 leitos, tem pronto-socorro e realizam grande N a m esm a o casi ã o f o i l an ç ad o t am b é m o p r o g r am a M el h o r em C asa, q u e am p l i ar á o número diário de internações e aten- at en d i m en t o d o m i ci l i ar n o S U S . P esso as co m n ecessi d ad e d e r eab i l i t aç ã o m o t o r a, i d o so s, dimentos ambulatoriais. p aci en t es cr ô n i co s sem ag r av am en t o o u em si t u aç ã o p ó s- ci r ú r g i ca, p o r ex em p l o , t er ã o “Reconhecemos que a saúde pública assistência multiprofissional gratuita em seus lares, onde receberão cuidados, porém, deve, pode e precisa melhorar, e esta- m ai s p r ó x i m o s d a f am í l i a. mos atraindo para nós a responsabili- O programa também ajudará a reduzir as filas nos hospitais de emergência, já que a asdade de liderar o processo em busca si st ê n ci a, q u an d o h o u v er a i n d i caç ã o m é d i ca, p assar á a ser f ei t a n a p r ó p r i a r esi d ê n ci a d o de uma saúde pública de qualidade”, p aci en t e. O at en d i m en t o ser á f ei t o em t o d as as r eg i õ es d o P aí s ( at é 2 0 1 4 ) p o r 1 . 0 0 0 eq u i afirmou a Presidenta Dilma Rousseff, pes multidisciplinares, que poderão atender, em média, 0 pacientes, simultaneamente. durante o lançamento do programa. O Ministério da Saúde investirá R 1 bilhão para custear o atendimento realizado por es“Estamos criando um novo padrão de sas equipes. Os recursos também poderão ser utilizados para a manutenção dos serviços, qualidade no atendimento às pessoas co m o co m p r a d e eq u i p am en t o s, aq u i si ç ã o d e m ed i cam en t o s e i n su m o s. O M i n i st é r i o d a que procuram nossas emergências, Saúde vai repassar ainda este ano a estados e municípios que fizerem a adesão, R , da recepção aos ambulatórios, dos milhões para a atividade das equipes e manutenção dos serviços. centros cirúrgicos às emergências. A s eq u i p es ser ã o co n t r at ad as p el o s g est o r es est ad u ai s e m u n i ci p ai s d e saú d e. Começaremos pelos hospitais que O M el h o r em C asa t am b é m r ep r esen t ar á av an ç o s p ar a a g est ã o d e t o d o o si st em a p ú b l i co têm mais dificuldades”, disse. d e saú d e, j á q u e aj u d ar á a d eso cu p ar o s l ei t o s h o sp i t al ar es, p r o p o r ci o n an d o u m m el h o r Para melhorar o atendimento nos at en d i m en t o e r eg u l aç ã o d o s ser v i ç o s d e u r g ê n ci a d o s h o sp i t ai s. serviços de urgência, serão adotadas Fonte: Agência Saúde medidas como o acolhimento e clas84

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Padilha. O S.O.S Emergências deverá funcionar articulado com os demais serviços de urgência e emergência que compõem a Rede Saúde Toda Hora, coordenada pelo Ministério da Saúde e executada pelos gestores estaduais e municipais em todo o país. Esses serviços englobam SAMU 19 2, UPAS 24 horas, Salas de Estabilização, serviços da Atenção Básica e Melhor em Casa. “Sabemos que ofertar o alívio imediato ao sofrimento pode ser decisivo para a vida da pessoa e, por isso, essa é uma ação inovadora. Mapeamos as principais urgências do país, pela importância da rede, atendimento, cobertura da população e o fato de serem decisivos no momento mais crítico de salvar uma vida”, enfatizou o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Cada um dos 11 hospitais receberá anualmente R$ 3 ,6 milhões do Ministério da Saúde para custear a ampliação e qualificação da assistência da emergência. O valor para as unidades somará R$ 3 9 ,6 milhões, por ano. Também poderão receber individualmente até R$ 3 milhões para aquisição de equipamentos e realização de obras e reformas na área física do pronto-socorro, conforme necessidade e aprovação de proposta encaminhada ao Ministério da Saúde. A unidade poderá, ainda, apresentar projetos para a criação de novos leitos de retaguarda e a qualificação ( aquisição de novos equipamentos, por exemplo) para os leitos já existentes. São considerados leitos de retaguardas as enfermarias de leitos clínicos, enfermarias de leitos de longa permanência, Unidades de Terapia Intensiva ( UTI) , Unidades Coronarianas e Unidades de Atenção ao Acidente Vascular Cerebral. Cada um dos 11 hospitais terá um Núcleo de Acesso e Q ualidade Hospitalar instalado, que apoiará e orientará as medidas visando à melhoria da gestão e da qualidade assistencial. Os núcleos atuarão nesses hospitais permanentemente e serão formados pelos coordenadores dos serviços de urgência/ emergência, das unidades e central de internação do hospital ( incluindo as UTIs) e por um representante do gestor local. O trabalho dos núcleos será acompanhado pelo Comitê Nacional de Acompanhamento do S.O.S Emergências, formado por representantes dos Hospitais de Excelência, Conselho Nacional dos Secretários de Saúde ( CONASS) , Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde ( CONASEMS) e membros do Ministério da Saúde. O comitê será coordenado pelo Ministério e tem a função de receber e encaminhar solução às questões apontadas pelos núcleos; monitorar, através de sala de situação, os produtos e resultados alcançados nas unidades; e manter os gestores locais informados do andamento das ações nos hospitais Por meio da estratégia S.O.S Emergências, serão feitas parcerias com o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia ( Into) e com os seis hospitais de excelência no Brasil – Sírio Libanês, Albert Einstein, Hospital do Coração, Samaritano, Alemão Osw aldo Cruz e Moinhos de Vento - para ampliar a qualidade do atendimento realizado. A principal contribuição será por meio do Telessaúde, ferramenta de comunicação à distância que presta teleconsultoria e segunda opinião médica, além da discussão de casos com equipe multiprofissional. Todos os 11 hospitais terão pontos do Telessaúde instalados. Os hospitais de excelência também vão contribuir com a capacitação de profissionais e apoio à gestão hospitalar. As universidades e as sociedades de especialidades também serão convidadas para contribuir com o projeto dos hospitais. RHB | NOV/DEZ governo.indd 85

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Produtos e Serviços

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Lavatório

Para escovação cirúrgica, com torneira automática, é feito de aço inox AISI 304. Acionado por pedais frontais para saída de água, sabão ou detergente, é ideal para uso de até 3 profissionais. RST Inox (41) 3347-0912 vendas@rsttorneiras.com.br rsttorneiras.com.br

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Aparelho de pressão arterial

Manômetro de Mercúrio com escala de 0 a 300 mmhg, com régua injetada em material termoplástico de alta resistência, trava de segurança para transporte, tubo de vidro de alta precisão e suporte para braçadeira, espiral, pêra e válvula. Peças metálicas com pintura eletrostática.

Unitec (11) 5011-9291 unitec@unitec-hospitalar.com.br unitec-hospitalar.com.br

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Mesa ginecológica

Confeccionada em MDF, a RC 18.320 possui duas portas e quatro gavetas. O leito é de madeira, com espuma revestida em courvim, dividido em 3 secções: dorso, assento e pernas, com elevação através de cremalheira. Capacidade para 120Kg. RC Móveis (19) 2119-9000 rcmoveis@rcmoveis.com.br rcmoveis.com.br

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FactoMed

Para inibir riscos de contaminação cruzada entre pacientes, o revestimento para colchões e travesseiros conta com proteção antibacteriana Microban e contra raios UV, além de inibir a formação de biofilmes. Produzido em poliuretano aplicado sobre reforço 100% poliéster reciclado. Cipatex (15) 3284-9000 corporativo.comercial@cipatex. com.br cipatex.com.br

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Limpador Oxivir

Desinfetante hospitalar baseado em Peróxido de Hidrogênio Acelerado, que potencializa o efeito desinfetante do H2O2 ao mesmo tempo em que aumenta o seu tempo de estabilidade, proporcionando uma solução eficiente contra fungos, vírus e bactérias multirresistentes. Diversey 0800-134166 sac.jdbrasil@diversey.com diversey.com

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Carro de limpeza

Indicado para o mercado de higienização profissional, o modelo 6173-89 une alta capacidade de carga, flexibilidade de manobra e praticidade no uso. Possui superfície de fácil higienização e cantos arredondados para evitar danos a portas e outras estruturas. Rubbermaid Commercial 0800-7708899 rubbermaid.com.br

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Neurodyn Aussie Sport

Estimulador transcutâneo neuromuscular que utiliza tecnologia de microcomputadores. Voltado para reabilitação física, produz corrente Aussie não invasiva, sem efeitos sistêmicos, não causa dependência e não produz efeitos colaterais. Ibramed (19) 3817-9633 vendas@ibramed.com.br ibramed.com.br

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Soluções em logística

Especializada na logística de equipamentos médicos sensíveis, oferece serviço de transporte integrado com monitoramento total do material, inclusive para feiras e eventos do setor. Certificada pela Anvisa, possui frota nova e moderna, equipada com rastreador. Prime Cargo (11) 2636-2200 contatos@primecargo.com.br primecargo.com.br

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Poltrona reclinável

Desenvolvida para o ambiente hospitalar, a linha Joker possui, além do modelo básico, uma multiplicidade de versões para atender a todas as necessidades do setor. Acessórios e motorização disponíveis para todas as versões. Lafer (11) 3208-6722 lafer.com.br

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Proteção radiológica

Seguros, os aventais para proteção pessoal normatizados têm comprimento de 1.100mm. Para uso profissional, têm proteção na frente de 0,50mmpb e nas costas de 0,25mmpb. Acabamento em nylon impermeável. Konex (11) 5063-0932 info@konex.com.br konex.com.br

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Tendência

edicina aliati a e ospitalista: no as reas de atua o

as ltimas décadas, a Medicina Paliativa vem gan ando seguidores e aumentando o debate sobre a sua import ncia. Com o envel ecimento da população, cada vez mais as doenças cr nicas incuráveis, dentre elas o c ncer, vem aumentando, e a medicina paliativa será cada vez mais necessária. o Brasil, um dos principais marcos nesta área aconteceu em , com a criação da Comissão acional de Medicina Paliativa pela Associação Médica Brasileira AMB . Coordenada pelo Dr. e ton Barros, ice-presidente da AMB e C efe do Serviço de Dor e Cuidados Paliativos do Hospital Conceição, de Porto Alegre, RS, a comissão reuniu-se durante vários meses criando um pro eto de formação do médico paliativista que resultou na resolução do CFM, em agosto, que a aprovou como uma nova área de atuação médica. sta área é de suma import ncia, pois visa a mel orar a qualidade de vida dos pacientes portadores de doenças cr nicas, sem c ances de cura, especialmente em sua fase terminal. A área de atuação deve abranger as especialidades de oncologia, clínica-

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médica, anestesiologia, geriatria, pediatria e medicina de família e comunidade. mbora de forma não oficial, á muitos anos e istem médicos que á atuam em medicina paliativa, seguindo modelos de outros países, especialmente a Inglaterra, onde começou este movimento em benefício da qualidade de vida dos pacientes incuráveis, especialmente os portadores de c ncer. Segundo o Dr. Barros, com a criação desta nova área de atuação, mais profissionais se especializarão em cuidados paliativos e estarão aptos a prestar assistência ao grande n mero de pacientes e famílias necessitados de cuidados. Da mesma forma, as faculdades de medicina deverão se adequar para oferecer estes conceitos durante o curso de graduação. ensino médico precisa dei ar de ser focado na cura para também oferecer oportunidade de con ecimento do mane o de doenças cr nicas, incuráveis. preciso ensinar ao médico como lidar com um paciente cu a e pectativa de vida é curta, aliviando os sintomas e mel orando a sua qualidade de vida .

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Médico ospitalista em atividade no Hospital Primavera, em Araca u, S

Ainda de acordo com o Dr. e ton, a criação desta nova área também servirá de es mulo para que o governo brasileiro e o Ministério da Sa de adotem medidas visando a implantar de forma efetiva os Cuidados Paliativos para os pacientes do SUS. mbora e istam portarias estabelecendo a obrigatoriedade da e istência deste tratamento nos centros de oncologia do país, poucos estão organizados, faltam equipes e medicamentos. preciso disponibilizar para toda a população medicamentos específicos para o alívio da dor e outros sintomas estruturar o atendimento domiciliar, para que estes pacientes terminais possam permanecer pró imos de suas famílias entre outras medidas , e plica. Além do c ncer, doenças reumáticas, articulares, neurológicas, como o Mal de Alz eimer, ou qualquer outra que torna a pessoa incapacitada, com sofrimentos físicos, emocionais, sociais e espirituais, podem ser a udadas pela Medicina Paliativa, que sempre trabal a em equipe multidisciplinar. á a Medicina Hospitalista é uma área de atuação que visa mel oria na atenção aos pacientes internados, ampliando e intensificando os processos relativos a estes cuidados. este processo, á uma unção das características assistenciais s administrativas, presença con nua da equipe médica na área de internação apartamentos e enfermarias , além de um maior envolvimento e cooperação da equipe multidisciplinar médicos, enfermeiros, nutricionistas, técnicos com primazia na segurança do paciente. Desta forma, o profissional médico com estas características é intitulado de ospitalista , devido constante demanda das internaç es e por se encontrar sempre atento ao bem-estar de todos os pacientes assistidos. De acordo com o médico André eiga, Coordenador da equipe de medicina ospitalar do Hospital Primavera, em Araca u, S ,

con ugar a sólida formação médica ao con ecimento dos processos administrativos vinculados internação ospitalar, confere ao modelo características peculiares no atendimento do paciente internado. Isso traz um gan o assistencial de enorme relev ncia para os pacientes e familiares. an a o paciente, o ospital e as seguradoras de sa de , afirma. coordenador enaltece que a permanente disponibilidade médica presencial, diferencial importante no modelo, favorece a implementação, o monitoramento e os processos de mel orias nos principais pontos: segurança do paciente, equipe de resposta rápida, suporte clínico-administrativo, gerenciamento de leitos, pesquisa e educação. sistema ospitalista implantado no Hospital Primavera disp e, inicialmente, de médicos em período integral, a fim de manter a assistência orizontal e vertical. A equipe é composta por cardiologista, pneumologista, clínico geral, nefrologista e reumatologista. modelo de medicina ospitalar foi iniciado nos UA no final da década de , devido s novas e igências e postas pelo avanço da medicina. Após quase anos, encontra-se numa fase amadurecida . êm gan ando espaço em outros países e no Brasil diversos centros, principalmente do ei o Sul-Sudeste, que á aplicam o modelo. Pensamos em trazer esse sistema para o Primavera com o intuito de propiciar um grande impacto positivo no atendimento, favorecendo a total qualidade da assistência do paciente internado e otimizando os processos administrativos internos e da relação com as seguradoras de sa de. Iniciamos agora esse trabal o e ten o certeza que teremos resultados surpreendentes , garante eiga. RHB | NOV/DEZ

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negocios.com/empresas A istória da Coma o é contada na página principal do site da empresa, onde também está o lin para os serviços oferecidos na área de manutenção e locação de equipamentos na área de saúde. Em Produtos, cada item é destacado com fotos. Na lateral direita, imagens rotatórias mostram a compan ia em ação. comah o. com. br Os produtos comercializados pela M edical Line aparecem em imagens rotatórias na página inicial. ogo abai o estão mais destaques e no cias eventos do setor. a lateral direita, o internauta encontra todas as marcas representadas pela empresa, em links que levam s características de cada produto. ambém estão disponíveis os catálogos de diversas marcas. site conta com ferramenta de busca. medical l ine. com. br

Todas as informações para realizar compras on-line no site da O x ig el estão nos links Como Comprar e Formas de Pagamento. Na lateral esquerda da página principal, estão os Canais do Anestesiologista e do Veterinário, além de Visita Técnica, para agendamento, e Valide a arantia, para envio de ermo de Instalação e alidação de arantia do Produto. ambém é possível inserir os dados pessoais do interessado em trabal ar na empresa na aba RH. ox ig el . com. br

Disponível em português, inglês e espan ol, o site da Móveis Andrade é ricamente ilustrado e apresenta todas as certificaç es conquistadas pela empresa. a aba Produtos á informaç es completas sobre camas, berços, macas, mesas e outros. Clicando em Sustentabilidade, o internauta pode conferir uma mensagem da compan ia e seus pro etos na área. andradehospitalar com r

a ome do site da Dorj a estão informaç es sobre a empresa e as marcas dos equipamentos que fabrica e importa. Em Produtos, eles estão separados por marca e por tipo, com fotos ilustrativas. O usuário pode conferir as especificaç es de cada um, imprimir ou consultar o preço a partir do preenc imento de um formulário. Em Dow nload é possível bai ar imagens, vídeos e so ares dos equipamentos. dorj a. com. br 96

No site do Lean nstitute rasil são encontradas informaç es sobre consultoria, treinamentos e eventos relacionados ao conceito lean. Na lateral direita está o calendário com as pró imas datas de cursos, e, em ean in ing, é e plicado como funciona este sistema de gestão, com vocabulário e perguntas frequentes. Ao clicar em ean S op, o internauta é levado para a lo a do instituto, que comercializa its, livros e manuais. l ean. org . br

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A Fami acaba de lançar um site e clusivamente dedicado sua lin a container system, formada por produtos sofisticados e de alta qualidade. Arro ado e interativo, oferece contato com técnicos, suporte, cadastro para recebimento de ne sle er e informaç es completas sobre os produtos. As principais no cias do setor estão em destaque, assim como o link para as mídias sociais que a empresa participa. containers stem com r

Fotos dos produtos comercializados ilustram a ome do site da M R rote es adiol gicas. avegando no menu, o usuário encontra informações sobre todos os produtos com e plicativo, separados por segmento. A página conta com área restrita para cadastrados, orçamentos, formas de pagamento e ferramenta de busca. mrprotecoes com r

Na página principal do site da SH R estão informaç es sobre os produtos oferecidos, com todas as especificaç es técnicas, e a apresentação da empresa, além de um lin que leva ao site do B D S, com detal es sobre a facilidade do financiamento. m Serviços estão os diferenciais da compan ia, como treinamento, assistência técnica e locação de equipamentos. sh r. ind. br Após a apresentação da empresa, o site da F emag leva ome, que possui entradas para os diversos segmentos de atuação da desenvolvedora de pastas. Clicando em Hospitais, o internauta é levado s opç es oferecidas dentro deste setor, com fotos ilustrativas e tremamente nítidas. m Destaque, está disponível um vídeo sobre as facilidades de uso dos produtos. emagpastas com r

Os equipamentos ospitalares comercializados pela nnel ospitalar estão separados por fabricantes na aba Produtos, em formato de catálogo, onde também á um lin para os produtos disponíveis para locação. a ome estão discriminadas as áreas de atuação da empresa e as formas de contato. annelhospitalar com

Com uma lista de no cias do lado esquerdo e produtos em destaque no lado direito, o site da l sticos conta com ferramenta de busca e área para pedido de orçamento mediante cadastro. m ualidade estão os certificados conquistados e informaç es sobre as aç es sustentáveis realizadas pela empresa. agplasticos com r RHB | NOV/DEZ 97

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Atualidade

Saú de 2. 0: O paciente nas redes sociais O Brasil vem surpreendendo em todas as pesquisas sobre o uso da Internet e das redes sociais. Nós, brasileiros, estamos em primeiro lugar na América atina no n mero de usuários e no tempo de navegação, além de ocuparmos a oitava posição no ranking mundial. Falando especificamente do uso de redes sociais, o Brasil está sempre entre os três primeiros. o caso do i er, permanecemos – de fato – no topo. Estudos recentes mostram também que 64% dos usuários brasileiros possuem entre 15 a 3 4 anos, ou se a, são ovens e vivem o novo cenário 2.0 das coisas. Eles gastam até 7 8 % do seu tempo na w eb social. Agora você, leitor, deve estar se perguntando: com tudo isso impacta na área da sa de Dados novos mostram que a Internet é a primeira fonte de informação de sa de, seguida de médicos, parentes e amigos. Ou seja, as pessoas perguntam inicialmente ao Dr. oogle sobre sua condição de sa de, para depois buscar a uda profissional. Isso significa que a mesma mudança que aconteceu com as marcas no mundo publicitário está acontecendo com a área da sa de: o poder agora está nas mãos dos pacientes e não mais dos médicos. A medicina, em um passado não muito distante, tin a o foco na doença e suas informaç es eram acessíveis somente pelas organizaç es de sa de e pelos médicos. Havia um paternalismo na área e os pacientes eram passivos e meramente ouvintes, sem condiç es de otimizar sua condição de sa de. aquele tempo, o que o médico falava era absoluta verdade. As comunidades de suporte grupos de apoio eram baseadas em relaç es presenciais, geralmente limitada pelas pessoas que o paciente con ecia ou limitada pela região geográfica. A mídia estava preocupada em vender remédios e mais remédios, ou seja, o foco era sempre no tratamento e nunca na prevenção. Ho e, tudo mudou. destaque é no paciente e a pesquisa de conte do sobre sa de é fácil e sem necessidade de con ecimento de linguagem técnica. s blogs são as provas disso. s médicos podem, então, publicar informações de forma mais ampla

O

M arcação de consul ta via F acebook

C o m p l ex o H o sp i t al ar E d m u n d o V asco n cel o s, l o cal i z ad o em S ã o P au l o , S P , t em u m a n o v a p á g i n a n o F aceb o o k , co m d est aq u e p ar a u m ap l i cat i v o d e m ar caç ã o d e co n su l t as. A g o r a, al é m d e ag en d ar o at en d i m en t o p el o t el ef o n e e p el o si t e, o cl i en t e d o h o sp i t al p o d er á f az ê - l o p o r m ei o d a f an p ag e. A co n f i r m aç ã o ch eg a em p o u co s m i n u t o s e p o d e ser f ei t a v i a S M S e e- m ai l . f aceb o o k . co m / C o m p l ex o H o sp i t al ar E V 98

do que somente para seus pacientes. Os pacientes, por sua vez, estão abertamente pedindo consel o sobre tudo na Internet, desde tratamentos até convênios médicos. o cenário vai além. s mais dedicados estão se tornando ativistas de causas como AIDS, C ncer, Autismo e se mobilizando através do poder da massa nas redes sociais. Assim, a Sa de . surgiu e significa que cada paciente pode ter sua própria voz para compartil ar e periências. Somente nos EUA, 8 3 % dos usuários de Internet procuram por informaç es de sa de. o quadro vemos claramente a evolução da adoção das redes sociais pelos ospitais americanos. Há diversos casos de uso da eb social no sistema de sa de, como por e emplo, os centros de controles de doenças nos EUA, que estão usando o i er para alertar pandemias. s ospitais americanos também são modelos de sucesso, pois usam o canal para recrutar doadores de órgãos, sangue, levantar fundos e alertar a comunidade sobre doenças. Para os pacientes, as redes sociais podem ser usadas para direcionar conte do personalizado, alertar sobre e ames, promover a sa de e o bem-estar, entre outros. á e istem casos bem sucedidos neste sentido: a rede Patients i eMe.com está sendo usada para rastrear resistências a antibióticos. Assim como esta, á uma série de outras redes sociais para pacientes, doentes cr nicos e médicos surgindo ao redor do mundo. No Brasil, uma rede social para doentes cr nicos será lançada nos pró imos meses. o futuro o passado o foco era na doença, no presente é no paciente e no futuro será “do” paciente. Dados agregados de mil es de pessoas através da Internet transformarão os moldes de pesquisa pela colaboração em massa. diagnóstico dos casos mais difíceis será estudado em cr o w d so u r ci n g através das redes sociais, e o paciente monitorará e controlará sua sa de através de dispositivos móveis conectados rede. Além disso, eles terão mais con ecimento sobre suas condiç es de sa de e poderão compartil á-las com os provedores para mel orar a precisão do seu tratamento, diminuir a sinistralidade e até gan ar descontos pela prevenção. s registros também sofrerão mudanças: seguirão o paciente e darão mais poderes e responsabilidades nas mãos dele. Isto é, o futuro da sa de passa pelas redes sociais digitais, onde averá mais prevenção, menos doenças e medicina participativa. Como profissional da área, qual lin a você seguirá: passado, presente ou futuro R af ael K iso Diretor de Novos Neg ó cios da F ocusnetw ork s, ag ê ncia especial izada em s o c i a l b u s in e s s

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Acontecendo F azendo a al eg ria da criançada

Diversos ospitais de São Paulo promoveram eventos em comemoração ao Dia das Crianças, como o mílio Ribas, que reuniu 7 00 pequenos pacientes vítimas de HI e outras doenças. á os profissionais do Hospital das Clínicas da FMUSP apresentaram números circenses ensaiados pelo professor Roberto

Bacc i. Pelo pro eto da APM Associação Paulista de Medicina “Alegrando a Santa Casin a , funcionários voluntários, médicos, palhaços e integrantes do movimento Mul eres da erdade doaram brinquedos a crianças internadas no Hospital da Santa Casa da Misericórdia.

o Dia do Médico, , a Rede D r São uiz levou . profissionais ao Cirque Du Soleil para uma sessão e clusiva do are ai, no Parque illa obos, em São Paulo, SP. m , o grupo promoveu essa ação para inovar na maneira de se relacionar e se comunicar com sua classe médica, e por ter sido um grande sucesso, a iniciativa se repetiu este ano. s profissionais de Rio de aneiro e Recife também receberam este presente na temporada do espetáculo nestas cidades.

Passeio ao circo

Ex posição no H ospital M enino J esus Para celebrar a retomada do programa Carmim nos Hospitais no Hospital Municipal Infantil Menino esus, SP, a Carmim promoveu no mês de outubro uma e posição restrita aos pacientes e visitantes da instituição de saúde com os trabal os realizados pelos enfermos, mães e acompanhantes durante as oficinas. Sob o tulo Fui eu quem fiz , a mostra contou com cerca de trabal os entre pinturasob eto, esculturas e impress es.

rotina do h ospital em documentá rio As crianças e adolescentes internados no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, PR, produziram um documentário sobre a vida dentro do hospital, desde a rotina do tratamento e dos seus familiares até a convivência com outros pacientes e funcionários. A obra foi a etapa final do Pro eto ficina de Cinema, desenvolvido por meio da ei Rouanet de Incentivo Cultura, patrocinada pelas empresas Ciferal e mini Financeira e desenvolvido pela Pro eto l o ivo.

A arte val orizada

Y anira e J osé Carl os Dah er, f undador do h ospital

Lê da W atson e o Ch ef Serj a

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o spaço Cultural Hospital Daher, em Brasília, DF, a artista plástica anira Freitas apresentou recentemente mais de obras que retratam um pouco de sua vivência e pai ão pela natureza, sob o tema Um l ar Amoroso . ambém êda atson, um dos mais importantes e conceituados nomes da gravura contempor nea brasileira, apresentou a mostra “Sonhos, Momentos e moç es , untamente com seu livro biográfico, do mesmo tulo.

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H ospital São Luiz na mí dia

F abiana M urer l ança g ibi educati o

gibi As aventuras de abi e Carlin os , que ensina as crianças a cuidarem do coração e evitarem os fatores de risco cardíaco, foi lançado oficialmente pela atleta olímpica Fabiana Murer, que é a madrin a do pro eto Coração do studante . gibi, que á começou a ser distribuído em cinco C Us da cidade de São Paulo, foi desenvolvido pelo grupo interprofissional e intersetorial do pro eto, com apoio da SBC – Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Até o fim do ano, o Hospital e Maternidade São uiz, de São Paulo, SP, participa do programa Mais ocê, da Rede lobo, através do

quadro ascer , que apresenta o sonho da maternidade e, em alguns casos, situaç es comple as de gravidez. A série acompan a os ltimos momentos do préparto, como consultas e orientaç es médicas, passando pela emoção do papai ao presenciar o nascimento, até o acol imento do bebê por toda a família.

Dupl o reconh ecimento A Universo intas recebeu dois prêmios op Anamaco, sendo o primeiro na categoria Inovaç es ecnológicas e Internet, com o case inta Higiênica Universo: mais proteção, mais sa de, mais vida , produto nico no Brasil que combate as três principais bactérias causadoras das infecç es ospitalares. segundo foi na categoria Responsabilidade Social, em con unto com a Artesp Associação dos Revendedores de intas do stado de São Paulo, através do case Renovação da sede dos escoteiros Marec al Rondon, na cidade de Rio Claro, SP .

Contra as doenças cardí acas

A Sociedade Brasileira de Cardiologia promove até abril de a e posição Amor pela ida , na stação Ciência, bairro da apa, em São Paulo, SP. evento pretende educar as pessoas sobre os cuidados com o coração através de palestras e testes de glicemia, nível de colesterol e pressão arterial. spaço ids, Cozin a perimental e peças do Museu do Coração integram o evento.

Diretor do IH O C recebe h omenag em

oncologista aldir de Paula Furtado, diretor do IH C Instituto de Hematologia e ncologia de Curitiba, PR, foi um dos médicos omenageados pelo Consel o Regional de Medicina do Paraná, em outubro, na Casa do Médico. Dr. aldir recebeu o Diploma de Mérito tico-Profissional e a statueta da Medicina pelos anos de atividades na medicina. a foto, Furtado e Mário Ant nio Ferrari, presidente do Sindicato dos Médicos do stado do Paraná.

Erw in G uth conq uista prê mio

T el as pintadas à boca

spaço de Arte do Hospital Universitário São Francisco de Paula HUSFP UCPel , de Pelotas, RS, abrigou a primeira e posição de oão Felipe da Silva Rodrigues, de anos, portador de paralisia cerebral e que pinta com a boca. Com o incentivo da mãe, a a uda de uma professora e o apoio da empresa Fonseca nior, que custeou o curso de pintura, o artista á pintou telas.

Fabricante de instrumentais cir rgicos e odontológicos, a r in ut acaba de conquistar o prêmio Brasil Inteligente, na categoria Mel or Solução em RFID para o Campo Médico, com o case de implantação do sistema de Rádio Identificação para o pro eto do Instrumento Cir rgico Inteligente ICI . A novidade ob etiva identificar, autenticar e rastrear instrumentos cirúrgicos e pode ser implementada em qualquer instrumental. a foto, r in ut , C , Flávio de liveira, Consultor de Produto, e Angela Pereira, Coordenadora de Produto.

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Na Prática

T ecnol og ia audiovisual de ltima gera o

O Hospital de Câncer de Barretos, SP, incorpora em seu complexo mais um projeto de inovação, inaugurando recentemente o IRCAD Brasil, Instituto de reinamento em écnicas Minimamente Invasivas e Cirurgia Robótica, que tem como missão aplicar cursos de elemedicina para médicos que atuam nos diagnósticos de c ncer do aparel o digestivo. Dentre in meras tecnologias necessárias para a realização do pro eto, a Seal elecom, especializada na implantação e dimensionamento de sistemas convergentes para comunicação presencial e à distância, foi responsável pelo fornecimento e integração de soluções dos sistemas de áudio e vídeo. riginalmente, o IRCAD é um instituto francês fundado em para levar ensino dist ncia de cirurgias laparoscópicas. m , o Instituto inaugurou sua segunda unidade em ai an e, em , iniciou seus pro etos para implantar uma unidade na América atina, visando atender esta região. A ideia de trazer o IRCARD para o Brasil teve início com o Dr. Armando Melani, um dos maiores especialistas na área de microcirurgias laparoscópicas do aparel o digestivo do mundo, que atua no Hospital de C ncer de Barretos e no IRCAD na França. Para as instalaç es, procuramos uma empresa nacional que tivesse condições de fazer um projeto completo de áudio, vídeo, armazenamento, entre outras tecnologias necessárias para a transmissão de imagens em alta resolução, oferecendo aos alunos a máxima precisão tanto nas cores como nas te turas captadas durante as cirurgias. Identificamos a Seal elecom como uma integradora que nos deu maior segurança na definição e integração do pro eto como um todo e que garantisse um bom atendimento no pós-venda , avalia Dr. Armando, atual Diretor-cien fico do IRCAD Brasil. De acordo com Alexandre Novakoski, Diretor Comercial da integradora, a empresa foi procurada pela diretoria do Hospital de Câncer de Barretos por ser no Brasil a representante e clusiva da AMX, fabricante que tem suas soluç es integradas no ICARD na França. Para a captação, edição e armazenamento de imagens, o projeto contou com as c meras Full HD da Sony, além do sistema inovador et or Solution, também da Sony, que atende a todas as necessidades de transmissão, entregando as imagens captadas em alta velocidade e em tempo real. vitar o delay na transmissão das imagens

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era um desafio para a integração, pois é o ponto vital para as cirurgias minimamente invasivas. stas imagens são transmitidas no auditório por um pro etor , tecnologia que eleva em oito vezes a resolução das imagens quando comparado com o formato HDMI , avalia ova os i. centro cir rgico do IRCAD Brasil está equipado para até cirurgias simult neas. Para suportar a transmissão, a Seal elecom disponibilizou sistemas de automação e sistema de conferência com tradução simult nea e votação que traz unidade de controle manuseada por tela touch screen, oferecendo fácil acesso a funções como seleção de canal e tecnologias para mensurar, validar e controlar o nível de ruído ao qual o intérprete é e posto. s sistemas de sonorização digitais integram ard are e so ares em uma mesma solução. Ale andre ova os i reforça que o pro eto, além da sua import ncia inovadora e tecnológica, tem valor umanitário para a Seal elecom. O Hospital de Câncer de Barretos atende somente pacientes do SUS, e o IRCAD Brasil foi criado com o ob etivo de ser um centro de treinamento com as mesmas características. sta é a grande ogada do Hospital de C ncer de Barretos: trazer para o Brasil um Instituto mundialmente famoso, com tecnologias integradas com o que á de mel or no mercado atual. Além disso, de todas as vagas disponíveis para cada tipo de curso, delas serão oferecidas gratuitamente para médicos de ospitais p blicos e estaduais do País. quem gan a com isso é a população , comemora ova os i. pro eto, que contou com investimento em torno de R . mil es despendidos somente na parte multimídia, foi desenvolvido em seis meses e a implantação realizada em um ano. A fase de operação assistida contará com profissionais da Seal elecom para a manutenção do pro eto e treinamento dos colaboradores do IRCAD. ste pro eto troue um desafio para toda a equipe que p de se desenvolver em outras capacidades. Ho e, sem d vidas, estamos em outro nível de integração multimídia no Brasil e isso é um lucro fabuloso para a empresa. speramos levar nosso con ecimento a outros pro etos , finaliza ova os i. De acordo com matéria postada no site IRCAD France .ircad.fr event IRCAD Brazil ) , o IRCAD Brasil está se posicionando como um dos maiores centros de treinamento em cirurgia minimamente invasiva da América. site ainda enfatiza que o IRCAD Brasil tem tecnologia e métodos de ensino sofisticados, principalmente em ambientes como a sala de cirurgia e perimental, que está equipada com mesas ligadas por um sistema multimídia de alto desempen o, e conta com cerca de renomados cirurgi es para ministrar os cursos.

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Desinfecção

ospital ranc s usa o co re para com ater in ec es hospitalares

O Centro Hospitalar de Rambouillet é um hospital público localizado em Paris, reconhecido em nível regional. Embora se trate de um hospital local, no coração da cidade, também atende a pacientes que vivem em regiões vizinhas, numa área de atuação de mais de 3 00 mil habitantes. O hospital é o primeiro da França a instalar superfícies de contato de cobre para combater e reduzir o risco de infecções hospitalares em seus pacientes, uma vez que o metal tem grande poder antimicrobiano. rades de proteção de camas, carrin os, c aves, corrimões, maçanetas e placas feitas de cobre e ligas deste metal foram instalados nas UTIs e na Pediatria do hospital. Superfícies de contato que levam o cobre demonstram ser capazes de eliminar, de maneira con nua, bactérias, vírus e fungos em ospitais, incluindo MRSA, Clostridium di cile e In uenza A gripe . odos os componentes no Hospital Rambouillet levam a marca Cu+ , que denota que foram elaborados com cobre ou ligas deste metal com eficácia antimicrobiana comprovada, respaldada com evidência cien fica sólida e que pode ser revisada no site .antimicrobialcopper.org. Após anos de pesquisa cien fica em laboratórios e ospitais que demonstraram as propriedades antimicrobianas do cobre, decidimos equipar nossas UTIs e alas pediátricas com o metal. Aplicamos uma política proativa de prevenção, utilizando materiais inovadores que não têm impacto na forma de trabal o da equipe médica, tendo como ob etivo final mel orar o bem-estar e a segurança dos nossos pacientes , afirma o Diretor do Hospital Rambouillet, ean-Pierre Ric ard. Para o Dr. Patric Pina, C efe do Departamento de Higiene do Hospital Rambouillet, “enfrentar os germes e bactérias, que cada vez mais se tornam resistentes aos antibióticos, significa colocar a prevenção de enfermidades como uma prioridade. E é fundamental para as Unidades de Cuidados Intensivos e Pediatria adotar medidas para prevenir a propagação de agentes que poderiam levar a uma epidemia entre

pacientes que são particularmente vulneráveis”. Dr. Pina é o responsável por avaliar o impacto da medida preventiva, monitorando as taxas de infecções hospitalares no ambiente após a instalação dos dispositivos de cobre. s dados gerados serão utilizados para informar ao Ministério da Sa de francês sobre a iniciativa, seus resultados e a possível adoção de superfícies de cobre antimicrobiano na assistência sanitária. protocolo de avaliação que desenvolvemos nos permitirá determinar se o cobre pode desempenhar um papel central na prevenção de infecções nos hospitais, e esperamos que os resultados sejam tão promissores como os obtidos nos stados Unidos , destaca Dr. Pina. Em julho, o professor Michael Schmidt, da Universidade Médica da Carolina do Sul UA , apresentou no Congresso Internacional de Controle e Prevenção de Infecç es ICPIC , realizado em enebra, os resultados iniciais de um estudo realizado em três ospitais dos stados Unidos, demonstrando que o uso de superfícies de cobre antimicrobiano em salas de UTI reduz em 40% o risco de se contrair uma infecção hospitalar. ean-Pierre e plica ainda que e iste uma crescente evidência de que o meio ambiente tem um papel significativo na transmissão de infecç es, assim como as práticas de igiene como lavar as mãos sistematicamente e, nesse sentido, as superfícies de cobre a udam a reduzir consideravelmente a contaminação microbiana. O cobre trabalha como um complemento às medidas de prevenção de infecções”, reforça. o Brasil, o Procobre Instituto Brasileiro do Cobre está atuando unto aos ospitais com o ob etivo de desenvolver um pro eto piloto que contemple o cobre no mobiliário hospitalar. “É um exemplo a ser seguido no mundo , comenta Antonio Masc ie o, Diretor do Procobre instituição sem fins lucrativos cu a missão é a promoção do uso do cobre, impulsionando a pesquisa e o desenvolvimento de novas aplicações e difundindo sua contribuição à melhoria da qualidade de vida e ao progresso da sociedade. instituto faz parte da ICA Internacional Copper Association, com sede em ova Iorque, encarregada de liderar a promoção do cobre mundialmente. antimicro ialcopper org ch ram ouillet r ovas instalaç es com superfícies de cobre antimicrobiano do Hospital Rambouillet

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Inovação

aior praticidade na con ec o de pr teses

Q uando um paciente necessita de próteses ou órteses, é necessária a produção de um molde de gesso, processo que pode ser traumático, principalmente para crianças. Pensando nisso e nas outras várias vantagens, a AACD, que também atende pacientes do Hospital Abreu Sodré, investiu na modernização de sua ficina rtopédica, em São Paulo SP , através da aquisição do scanner modelo Scan og II, que digitaliza em D a imagem do membro que irá receber a prótese e a reproduz no computador. Pedro acava, Superintendente peracional da entidade, conta que, por meio desta imagem, os técnicos utilizam um so are específico que permite a ustar detal es anat micos e recortes de como será a prótese. m seguida, os dados são enviados para uma máquina que faz a usinagem da espuma de poliuretano, que substitui o molde de gesso utilizado no processo antigo, agilizando a produção e reduzindo a necessidade de muitos a ustes. Com ele, o processo torna-se mais preciso, pois é todo automático na sua confecção. sta mel oria conduz a custos inferiores e, portanto, uma gama maior de pessoas poderá ser atendida , e plica. Apesar de o sistema estar em processo de implantação, os dados obtidos e do próprio fabricante, a empresa canadense orum Corporation, conduzem a valores superiores de, no mínimo, de mel oria. Segundo acava, a utilização do scanner para digitalizar os membros e eliminar a necessidade de produzir moldes com gesso garantirá precisão e qualidade para pacientes de localidades longínquas, pois bastaria a digitalização e o envio do arquivo via internet para qualquer uma das seis oficinas da AACD no Brasil, eliminando a necessidade de deslocamento do paciente até os locais onde se encontram as oficinas. Após a confecção da peça, o envio poderia ser feito, por e emplo, via correio. este conte to, mediante esta tecnologia, poderá ser modificada a política de assistência ao paciente que necessita de um produto ortopédico. Muitas clíni-

Molde bruto e usinado

cas, independentemente do local, poderão ser beneficiadas, pois não necessitarão de uma oficina ane a , acrescenta. As oficinas da AACD ficam em São Paulo capital e sasco , Recife P , Porto Alegre RS , Uberl ndia M e ova Iguaçu R . Foram investidos na nova tecnologia cerca de R . , , adquiridos através de doaç es recebidas pelos diversos canais mantidos pela entidade. Ainda operando em fase de teste, o equipamento só estará em produção plena a partir de março de .

ist ria A Associação de Assistência Criança Deficiente é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que trabal a á mais de anos pelo bem-estar de pessoas com deficiência física. la nasceu do son o de um médico que queria criar no Brasil um centro de reabilitação com a mesma qualidade dos centros que con ecia no e terior, para tratar crianças e adolescentes com deficiências físicas e reinseri-los na sociedade. Foi pensando nisso que o Dr. Renato da Costa Bomfim reuniu um grupo de idealistas e, no ano de , fundou a AACD. á o Hospital Abreu Sodré foi inaugurado em e conta com um dos mel ores centros cir rgicos na área de rtopedia. m , iniciaram-se as atividades da U I, que complementou a estrutura instalada. Hospital atende pacientes pagantes particular ou convênio e, por ser um ospital beneficente, reverte os recursos para pacientes deficientes físicos da AACD, permitindo assim que a instituição ofereça cirurgias sem custo para estas pessoas. m n meros aproimados, a cada três cirurgias pagas, o Hospital permite AACD realizar uma cirurgia gratuita para um écnico rtopédico Ronaldo Aparecido Pedro realiza paciente deficiente físico. a ustes através do so are antes da usinagem da peça RHB | NOV/DEZ

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Produtos e Serviços

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Oxímetro de pulso

Com tecnologia digital de ponta, o MX300 permite a monitoração constante do paciente, desde neonatal até adulto, inclusive com baixa perfusão periférica. Apresenta técnicas de espectrofotometria e pletismografia, mostra os valores medidos de SpO2 e pulso e indica a qualidade do sinal. Transmai (11) 2335-1000 vendas@transmai.com.br transmai.com.br

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Molas a gás

Indicadas para aplicações em sistemas de segurança em tampas de máquinas, moldes e matrizes, assentos reclináveis, camas de hospitais, macas e mesas cirúrgicas. Podem ser fabricadas em diferentes tamanhos, diâmetros e capacidades de carga. Rediza (54) 3229-0342 rediza@rediza.com.br rediza.com.br

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Para pesar bebês

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Compressas de gaze hidrófila

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X-Pray

A balança digital MP-25BB, da Linha Baby, possui teclado tipo “tact-switch” de grande durabilidade e fácil digitação, com cobertura em policarbonato resistente, dispensando proteções adicionais. A concha anatômica é antigermes, totalmente higienizável e atóxica.

Confeccionadas em fios 100% algodão em tecido tipo tela, com oito camadas e cinco dobras, são alvejadas e isentas de impurezas, substâncias gordurosas, amido, corantes corretivos e alvejantes ópticos. Possuem arremate em toda a sua extensão para evitar o desfiamento.

O Espaçador Unidirecional Bivalvulado fraciona a dose da medicação, maximizando a diluição do medicamento aerossol e melhorando a sua absorção pelos pulmões. Possui encaixe universal para todos os formatos de bombinhas e está disponível em quatro opções.

Balmak (19) 3026-1229 balmak@balmak.com.br balmak.com.br

Cremer 0800-7013080 falecom@cremer.com.br cremer.com.br

Soniclear (11) 2591-6000 soniclear@soniclear.com.br soniclear.com.br

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Estojo hospitalar

Utilizado para esterilização de instrumental em clínicas e hospitais, possui medidas adequadas para grandes instrumentos. Tem como matéria-prima o ultem, um tipo de resina que se diferencia pela sua excepcional resistência térmica e abrangente resistência química. Com tampa transparente, permite sobreposição. Indusbello (43) 3342-8360 indusbello@indusbello.com.br indusbello.com.br

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Móveis e equipamentos

Camas, poltronas e monitores vitais (para venda e locação) e manutenção de equipamentos. Destaque para o setor de Arquitetura Hospitalar, que presta serviços em clínicas, laboratórios e hospitais de todos os portes. Realiza, inclusive, gerenciamento de obras. Fokkus Trade (61) 3343-3533 alternative@terra.com.br alternativemedical.com.br

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Controle de risco

Solução prática e acessível para a classificação de atendimento hospitalar, as pulseiras determinam a gravidade do paciente e o tempo máximo de espera no setor de emergência. Personalizadas, também servem para a identificação de dados pessoais. Printset (47) 3340-5949 contato@printset.com.br printset.com.br

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Vestimentas em não-tecido

Aventais (procedimento, visitante, quimioterapia e expurgo), toucas, máscaras com tiras/elásticos, sapatilhas e propés antiderrapantes elaborados conforme o Manual de BPF. De uso único, são atóxicos, antialérgicos e resistentes, produzidos em polipropileno ou viscose. Dexcar (11) 2256-1799 dexcar@dexcar.com.br dexcar.com.br

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Mesa Motorizada

Projetada e fabricada com tecnologia que comanda todos os movimentos por sistema motorizado, a BF683APN possibilita a interação entre os equipamentos, transformando o bloco cirúrgico em sala inteligente. Configurável e adaptável a todos os acessórios, executa movimento de dorso de 90° positivo e negativo. Barrfab (54) 2628-8818 vendas@barrfab.com.br barrfab.com.br

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Recursos Humanos

O nde estão os f uturos l í deres? Provocações para R.H. e Diretores pensarem adequados e dispostos a cruzar os sete mana cama... res... Dá para imaginar? É incrível, mas em pleno ano de 2011 ainda Falta uma visão mais nítida da realidade. se tem muito Presidente, Provedor, Superinteneu, de alguma forma puder contribuir com dente, Diretor ecutivo, erente e outras isso, seguem duas recomendações: castas elevadas de liderança que não têm resposta para a pergunta tulo deste artigo. 1. Os líderes de amanhã precisam ser formaPrimeiro porque ainda não entenderam ou dos o e. Há uma década e meia nós a udanão avaliaram profundamente que a contimos ospitais e instituiç es de sa de a definuidade da espécie” depende da formação de nirem os critérios de seleção dos potenciais uma nova geração de gestores, ainda mais precandidatos e depois a montar um projeto que parada que a atual. E olha que nem precisava denominamos “academia de líderes do futupagar uma fortuna para um consultor hospitaro”, na qual o pretendente a líder precisa perlar lhe dizer isso, bastava ler “Darw in”... der gordura ( visão de funcionário) e ganhar O fato, sejamos sinceros, é que a área de músculos ( cerebrais e estratégicos) . Tudo isso R.H. ainda não tem toda a autonomia que com um Personal Coach. E mesmo que você deveria. e o isso praticamente toda ora, não nos escolha como parceiro nessa trajequando encontro projetos de capacitação de tória, acredite no que diremos a seguir de gestores ( liderança atual e futura) engavetaforma bastante profissional e isenta: grandes dos no arquivo morto. eralmente quando resultados dependem de grandes líderes. Prof . F abrizio R osso descubro algumas destas pérolas ( bons proSe você não tem um nova safra sendo planAdministrador Hospitalar, Mestre em Recursos Humanos, autor do livro etos e pergunto o motivo pelo qual ele não tada, o solo pode ficar acomodado e ocioso e estão ou Indigestão de Pessoas , foi levado adiante, o responsável da área coos frutos terão que ser colhidos em outras faSócio e Diretor ecutivo da FA R RH meça um discurso mais ou menos assim: “O zendas ( mercado) , quando muitas vezes, no w w w .fatorrh.com.br / ( 11) 3 8 64-1200 nosso sonho era desenvolver... envolvia um seu próprio quintal á avia boas sementes orçamento... mas, a diretoria... então... ficou só no papel... ( recrutamento interno) . Pena que não foram plantadas ( acadeOutro dia, um hospital em São Paulo ( considerado de “grife”) mia de líderes) ! Ou então, como a super gestora de R.H. daquele nos chamou para que elaborássemos uma proposta de capaci- hospital que compra capacitação pelo preço e que até planta a tação para gestores de acordo com os AP s apresentados nas semente, mas como custos vêm antes de qualidade, só rega a avaliações de desempenho por competências. Fizemos toda uma semente uma vez por mês... stufa para evitar intempéries em abordagem de construção, com ogos cooperativos, visão estra- pensar Afinal a semente que se vire sozin a... tégica e metodologia avançada de treinamento, visando sair do pragmatismo da carteira enfileirada como escolin a. o final das 2. Se quem está acima de você na hierarquia e detém o poder de contas, ficamos sabendo que o ospital optou pela sala de aula e decisão ainda não olhou com carinho para a formação de uma nova por um treinamento básico tipo escolin a na lin a convencio- geração de líderes, não ten a d vidas ire uma cópia deste arnal, com professores que ainda falam, falam, falam enquanto os tigo e coloque na mesa dele a . uem sabe não começa aí uma alunos dormem, dormem, dormem... os bastidores, foi dito: o provocação gerencial sadia para se discutir um pro eto de desencusto desse treinamento era menor! volvimento estratégico e com ferramentas mais avançadas, além da carteira tradicional e de algumas dinâmicas, ditas “de grupo”.

Mo r a l d a h i s t ó r i a :

Mu i t o s R.H.( s ) c o m p r a m Ed u c a ç ã o p e l o p r e ç o ,n ã o p e lo c o n t e ú d o ,e m a is ,q u e r e m r e s u lt a d o s (le ia -s e t a m b é m “ m ila g r e s ” ) ão bastasse isso que por si só á é triste ainda temos que olhar a realidade nua e crua. Tem R.H. por aí que nem projeto de desenvolvimento de líderes tem! ! ! Se somarmos a miopia grau , de alguns dirigentes uma iniciativa nota zero de alguns gestores de R.H., bingo! Estamos prontos para zarpar do porto sem plane amento, com uma b ssola vel a, sem mantimentos 116

De resto, vale a frase que eu mais carrego comigo como uma verdade importante nos negócios e na gestão de pessoas:

Li d e r e , a c o m e s t r a t e g ic a m e n t e s a ia d a f r e n t e ,p o r q p r e s e n t e ,n

p a n h e ,d e s e n v o lv a o u , p e l o a m o r d e De u s , u e o fu tu ro se co n stró i n o u n ca n o a m a n h ã !

a propósito, onde estão os futuros líderes da sua empresa mesmo???

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Tecnologia da Informação

A T el emedicina f acil itando a aval iação radiol ó g ica Serviço stadual de Diagnóstico por Imagem S DI I , localizado na zona sul da Capital Paulista e gerenciado pela Associação Congregação de Santa Catarina, está completando dois anos. Primeira Central de audos p blica do país, que iniciou suas atividades atendendo a sete unidades de sa de, comemora a cone ão da unidade ao sistema. rata-se do Hospital stadual Américo Brasiliense H AB , comple o ospitalar distante m da capital e que atende a uma região com municípios, abrangendo quase um mil ão de abitantes. stamos onrados com a integração do H AB, que é um ospital de referência e modelo de atendimento de qualidade do Interior de São Paulo , diz Miriam Blom, Diretora ecutiva do Sedi . H AB atende casos de média comple idade na região de Araraquara, realizando mil atendimentos por mês. Foi considerado o mel or ospital p blico do interior paulista e segundo do stado, no ran ing divulgado recentemente pela Secretaria de stado da Sa de. Desde agosto de , é gerenciado pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto HCFMRP USP e pela Fundação de Apoio ao nsino, Pesquisa e Assistência FA PA . A partir de uma avaliação realizada pelos gestores, que levou em consideração a dist ncia do H AB dos grandes centros onde se concentram os profissionais especializados , detectou-se que a telemedicina seria a mel or solução para resolver problemas críticos do ospital, principalmente na área de radiologia. Com a parceria da Secretaria stadual de Sa de H AB e S DI I, o problema crucial da falta de radiologistas em relação nossa demanda foi solucionado. Mas esse é só o começo da istória, afirma J osé Paulo Pintyá, Diretor eral do H AB. imos da noite para o dia os e ames dobrarem em n mero, com protocolos nicos, laudados em até quatro oras e com qualidade técnica inve ável. atendimento do AM gan ou qualidade e agilidade. Agora, os diagnósticos acontecem de forma mais rápida e precisa, diminuindo o n mero de retornos do paciente, completa Pintyá. Hospital Américo Brasiliense se adequa perfeitamente ao modelo proposto pelo S DI I, pois abre a possibilidade de levar um serviço com tecnologia de ponta e qualidade para pontos distantes, onde á carência de serviços especializados para os pacientes , aponta Miriam Blom. odas as imagens dos e ames de Raios-X, mamografia, ultrassom, tomografia e resson ncia magnética realizadas nas unidades atendidas são enviadas o n l i n e para a Central que, rapidamente, retorna os laudos. o caso do H AB a novidade é a cone ão realizada por meio de fibras ópticas, complementada por frequência de rádio, á utilizada nas outras nove unidades de sa de. Parceira do pro eto, a Fu ifilm D Sistemas Médicos foi respon-

sável por toda a implantação dos sistemas de aquisição, distribuição e armazenamento de imagens médicas PACS e do sistema de gestão de laudos. ste pro eto representa uma revolução, em virtude da agilidade que proporciona nos procedimentos do diagnóstico por imagem, e pelos benefícios oferecidos aos pacientes dos ospitais p blicos estaduais. Ao mesmo tempo, representou nosso primeiro pro eto de desenvolvimento de ferramentas de gestão pro etadas, implementadas e suportadas totalmente no Brasil pela D , afirma Mauro ondo, Diretor da Fu ifilm D . Para usufruir dessa tecnologia, as unidades ospitalares e AM s não precisam manter estrutura própria. odas passam a contar com o PACS para o arquivamento e distribuição de e ames por imagem e seus respectivos laudos. Como consequência, podem reduzir os custos com insumos, como filmes radiológicos, químicos altamente poluentes e água, utilizados no processo de revelação convencional, dentre outros benefícios. Inaugurado em , atualmente o S DI conta com uma equipe de técnicos em radiologia e médicos radiologistas, especialistas que se revezam em turnos, oras por dia, inclusive aos sábados, domingos e feriados. Realiza, mensalmente, mil e ames e conta com capacidade instalada para até mil ão de e ames mês. Unidades de sa de conveniadas: Hospital eral de Pedreira Hospital eral de Itapevi Hospital eral ra a Comple o Hospitalar do Mandaqui Hospital stadual Américo Brasiliense CRI- Centro de Referência do Idoso e os Ambulatórios Médicos de specialidades AM ardim dos Prados, AM Carapicuíba, AM Interlagos e AM Itapevi. RHB | NOV/DEZ 117

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revistahospitaisbrasil.com.br

Na web

e c cia do uso de c lulas tronco no tratamento de ang ina

O cirurgião cardíaco brasileiro Nelson Hossne foi convidado pelo Congresso Internacional de Insuficiência Coronariana – que aconteceu em Veneza, na Itália, a apresentar os resultados da pesquisa sobre a eficácia da terapia com célulastronco para pacientes com angina refratária. estudo comprova que o tratamento com células-tronco é capaz de melhorar os sintomas da doença que, até o e, não tin a opção terapêutica eficaz. AT U ALIDADES

Local ize rapidamente empresas, produtos e serviços do setor

O sistema de busca integ rante do site da R evista H ospitais B rasil é mais um ser i o aos pro ssionais de sa de recurso permite a locali a o de rios f ornecedores de um mesmo eq uipamento ou serviço, possibil itando consultas r pidas ou cota es

Todas as edições da Revista Hospitais Brasil estão disponíveis em nosso site para consulta. T ubercul ose: q uando venceremos esta batal h a?

A tuberculose ainda é uma doença pouco conhecida da população. Causada pelo bacilo de oc , atinge principalmente o pulmão e é transmitida pelo ar. A Dra. uciene Franza Degering, presidente da subcomissão de Tuberculose da Sociedade Paulista de Pneumologia e isiologia SPP , destaca a importância do Tratamento Supervisionado, que oferece subsídios para incentivar o paciente a comparecer na unidade de saúde para receber os medicamentos, evitando o abandono do tratamento. AT U ALIDADES

Santa Catarina inaug ura espaço vip para mé dicos

O Hospital Santa Catarina – São Paulo – SP acaba de inaugurar um espaço de convivência exclusivo para os médicos que atuam na instituição. novo Serviço de Atendimento ao Médico SAM HSC funciona 24 horas por dia em um ambiente de 140 m² desenvolvido a partir de conceitos de conforto e modernidade. H O SPIT AIS DO B R ASIL

ospital de

utili a anestesia por ultrasom

Hospital rt omed, do ri ngulo Mineiro - M , é pioneiro no uso de tecnologia de ponta em aparelhos médicos. Recentemente, adquiriu um equipamento para o procedimento de anestesias de nervos periféricos guiados por ultrasom. aparel o é de ltima geração e específico para bloqueios anestésicos, proporcionando maior conforto e segurança ao paciente, além de diminuir o uso de analgésicos e sedativos. AT U ALIDADES

Estreitando rel açõ es entre M edicina e O dontol og ia A boca é uma porta de entrada para diversos microrganismos e onde se manifestam os primeiros sintomas de uma série de doenças ou desordens de caráter sistêmico. Dra. Maristela obo fala sobre a necessidade dos cirurgi es-dentistas permanecerem alertas aos inúmeros aspectos clínicos que sinalizam os diferentes níveis de alteração da sa de. AR T IG O

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Em busca de mel h orias na carreira

J á pensou em se especializar? Essa máxima torna-se cada dia mais necessária, principalmente na área da sa de. Uma boa opção é o curso de farmacologia clínica, que tem como ob etivo aprimorar tecnicamente os profissionais da área da sa de, abilitando-os ao uso consciente de medicamentos na prevenção, no diagnóstico e no tratamento de patologias. AT U ALIDADES

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Parceiros da Saúde

C r é d i t o : D en i se B o n o r i n o / A r q u i v o I m am a

B anrisul manté m mamamó vel no R S

Em parceria com a Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul e prefeituras de cidades que não têm condições de oferecer a mamografia população local, o Banrisul mantém o Mamamóvel, unidade móvel que conta com equipes técnicas e voluntárias do Imama Instituto da Mama do RS capacitadas para orientar o p blico e tirar d vidas sobre o c ncer de mama. A unidade é composta por um camin ão equipado com um mamógrafo, uma processadora de e ames e um consultório. Desde , o Mamamóvel á visitou municípios e realizou cerca de seis mil mamografias.

V ol untá rios da Estrada T ransportes doam sang ue

Pelo programa social Doadores em Ação ransportando sperança , a strada ransportes realizou duas aç es para coleta de sangue no fim de outubro que contaram com colaboradores. Uma em Santos, no Hospital Beneficência Portuguesa, e outra em Campinas, no Hemocentro da Unicamp, ambos em São Paulo. Foto da campan a em Santos: iviane arcia, Coordenadora de Mar eting, Regina Moraes Dias, nfermeira ncarregada da Hemoterapia, e Cibele Pivato, Assistente de Cobrança.

ro eto entrega computadores para entidades sociais

A Prefeitura de Sorocaba, SP, representada pelo Fundo Social de Solidariedade e Secretaria das Relaç es do rabal o, em parceria com o Banco do Brasil e a Unimed Sorocaba, por meio do Pro eto Metareciclagem, entregou computadores para entidades sociais. s computadores inutilizáveis são recebidos e têm suas peças recuperadas, assim, podem ser utilizados pela própria comunidade e doados para instituiç es beneficentes , conta a Coordenadora do Departamento de Responsabilidade Socioambiental da Unimed Sorocaba, Patrícia Bezerra da Silva. Ao todo, dos equipamentos entregues pela empresa puderam ser reaproveitados.

H ospital Santa Isabel recebe mamó g raf o da AAA

A Associação Américas Amigas doou ao Hospital Santa Isabel, administrado pela Santa Casa de Misericórdia da Ba ia, um mamógrafo analógico com CR radiologia computadorizada , que possibilitará a realização de e ames de rastreamento e de diagnóstico de c ncer de mama em mul eres usuárias do SUS. Com ele, estima-se que serão realizados cerca de e ames por mês. a foto, Francisca de Paula Harley, Presidente da AAA Ana Cristina erman, erente-geral da AAA Ricardo Madureira, Diretor Médico do Hospital Barbara Sobel, Presidente de Honra da AAA Roberto Sá Menezes, Mordomo do Hospital e osé Antonio Rodrigues Alves, Provedor da Santa Casa de Misericórdia.

H C l eva sustentabil idade a escol a

Através do pro eto Parceiros de alor, o Hospital Municipal de Cubatão, SP, doou scola Municipal da cidade, Dom Pedro I, coletores de material reciclável para que se a implantada a coleta seletiva no local. A entrega foi realizada pelo Coordenador de Sustentabilidade do HMC, Ale andre Has imoto, que também ministrou palestra aos professores sobre a import ncia da sustentabilidade na educação das crianças, com o ob etivo de inserir o tema no dia a dia dos alunos. 124

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negocios.com/hospitais Dicas de sa de, no cias e fotos da instituição estão no portal do H ospital J ay me da F onte P . ele é possível se cadastrar para receber a ne sle er e conferir as comodidades oferecidas aos usuários, como musicoterapia, envio de mensagens, serviço de nutrição, estacionamento e i-fi. m spaço da Sa de estão calendários de vacinação e, em rabal e Conosco, basta preenc er os campos para enviar currículo. j ay medaf onte. com. br

Pelo site do H ospital viV al l e SP , o internauta pode obter informaç es da área de sa de, enviar mensagens a pacientes, ter acesso aos blogs, ao i er e ao FaceBoo da instituição. Para con ecer suas áreas de atuação e características, basta clicar em Hospital, Pronto Antendimento, ncologia, Centro Médico ou C ec Up. m I P estão detal es sobre a Instituição de nsino e Pesquisa vinculada ao ospital. vival l e. com. br

o portal do H ospital São V icente de Paul o RS o internauta confere as principais no cias, pode obter o resultado de e ames e acessar fotos de recémnascidos. o lin portunidades estão informaç es sobre vagas e recrutamento. ambém são facilmente encontradas orientaç es aos pacientes, conte do de ensino e pesquisa e área restrita para médicos. ricamente ilustrado. h svp. com. br

site do H ospital São V icente ( PR) , da Fundação de studos das Doenças do Fígado outoulas Ribeiro FU F, oferece opção para agendamento de consultas, além de lin para o programa de prevenção de doenças cr nicas. a ome á acesso para artigos e no cias da instituição, como também detal es sobre o corpo clínico e a estrutura ospitalar oferecida. f unef . com. br

ambém disponível em inglês, o portal da Casa de Saú de São J osé R conta com berçário virtual, informaç es sobre o programa de orientação para casais grávidos e o Doutor eb, canal de relacionamento profissional, com boletins informativos. m ratamento, estão os n meros de telefones diretos para cada serviço de diagnóstico. Além disso, o internauta tem acesso a todas as ediç es da revista interna da instituição e ao manual do paciente. cssj . com. br

Funcional, o portal da R ede Primavera S , que engloba o Hospital Primavera, Policlin e Diagnose, disp e de recursos como busca por médicos e relação de e ames na página principal. site conta com canal sobre dicas de sa de, no cias institucionais e área restrita para médicos. Clicando em Primavera e s, é possível visualizar os informativos internos da instituição. Preenc endo o cadastro é possível receber conte do via e-mail. redeprimavera. com. br RHB | NOV/DEZ

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Espaço Empresarial

Seg urança na util ização de instrumentos el etromé dicos A Beta Eletronic é uma empresa brasileira voltada a projetar, desenvolver e fabricar equipamentos de proteção, estabilização e suprimento de energia para alimentação de sistemas sensíveis a distúrbios, surtos e falta de energia. Os produtos oferecidos são: estabilizadores eletrônicos microprocessados trifásicos e monofásicos; no break´ s on-line trifásicos e monofásicos; sistemas IT Médicos com transformador de separação; transformadores a seco; sistemas de monitoramento e equalização de banco de baterias; painéis/ quadros para equipamentos eletromédicos; e testador de isolação de equipamentos eletromédicos. Um dos lançamentos é o Sistema IT Médico, que consiste na aplicação prevista na norma NBR 13 53 4/ 2008 e na RDC 50 da Anvisa. Eudelio Pereira de Carvalho, Diretor Comercial, explica que o produto evita ou antecipa uma eventual queda de energia provocada por utilização de instrumentos com fuga ao terra e protege pacientes e paramédicos. O Sistema é montado de acordo com as normas pertinentes, incluindo o transformador de separação ( certificado pela SGS) , o painel de embutir ou de sobrepor em rack e os componentes. “É nosso objetivo aumentar a equipe de profissionais, treinando e capacitando-os para o atendimento ao sistema turn-key , ou seja, para instalar/ energizar o Sistema IT Médico nos Estabelecimentos Assistenciais à Saúde”, acrescenta o Diretor Comercial. Outro lançamento é o testador de isolação elétrica ( fuga ao terra) , que rapidamente constata se o instrumento eletromédico está ou não com isolação elétrica prejudicada. “Ele não só garante a confiabilidade como evita que problemas de isolação do instrumento testado derrubem o disjuntor de entrada, pois possui fonte própria – Transformador de Separação. Cabe salientar que este é mais um instrumento de controle de proteção do C& Q de EAS. Não é monitoramento permanente, apenas confirma se há ou não fuga ao terra em determinado instrumento elétrico, conforme par metros pré-estabelecidos, de a , conta Carval o. Para 2011, a empresa espera um crescimento de 20% em relação ao ano anterior. A expectativa é atingir em 2012 um índice de crescimento em torno de 40% . “No próximo ano, investiremos em simpósios e seminários em todo o país, sobretudo porque o Sistema IT Médico é relativamente novo em termos de obrigatoriedade legal. Focaremos na divulgação da necessidade dos EASs possuírem estes sistemas instalados em salas cirúrgicas e UTIs.” Também faz parte das ações futuras da empresa investimentos em logística, com a manutenção de estoque mínimo de sobressalentes em toda a rede de assistência técnica, que, em um prazo curto, será ampliada. “Esperamos dobrar a quantidade de postos avançados que possam atender nossos clientes em poucas horas”, ressalta o Diretor Comercial.

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Eq u i p e s d e a s s i s t ê n c i a t é c n i c a e m t o d o o Br a s i l a s s e g u r a m u m s u p o r t e t é c n ic o d e q u a lid a d e

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Espaço Empresarial

T ecnol og ia a serviço da vida

Os Diretores, Mário Sérgio Fontoura e Cícero Gustavo K laesius

A Sismatec deu início à sua trajetória em abril de 19 8 0, em Curitiba, PR. A experiência de seus fundadores, Mário Sérgio Fontoura e Cícero Gustavo K laesius, fizeram com que a empresa chegasse aos seus 3 1 anos como referência no mercado brasileiro de equipamentos médico-hospitalares. Desde 2003 , atua no mercado internacional, inclusive com representação em feiras, mais notadamente nos Estados Unidos, Alemanha e Emirados Á rabes. A empresa emprega a marca CE – Conformidade Europeia em suas mesas cirúrgicas mecânicas hidráulicas, mesas eletro-hidráulicas e focos cirúrgicos multifuncionais. Sempre com o objetivo de fornecer os melhores produtos e fiel à sua crença “Tecnologia a serviço da vida”, possui mais de 10.000 equipamentos no mercado, entre eles mesas cirúrgicas ( eletro-hidráulica e mecânica hidráulica) , focos cirúrgicos monofocais e multifocais ( teto, auxiliar e parede) , serras para osteotomia, perfuradoras ósseas, monitores e câmeras cirúrgicos, suporte para equipamentos ( monoarticulado, biarticulado, imagem e anestesia) , sistema de emergência e salas integradas. Concentrada em novas tecnologias, a Sismatec tem investido fortemente em sua área fabril para oferecer focos cirúrgicos com tecnologia LED, modelo dedicado a proporcionar iluminação mais abrangente no campo operatório, e, o mais importante, desenvolvido com matéria-prima ecologicamente correta. Além disso, toda a tecnologia é nacional, beneficiando diretamente o mercado com baixo investimento e grandes benefícios. Segundo a empresa, as expectativas para os próximos anos são positivas no tocante a crescimento de uma forma geral, mesmo diante de um cenário de grande competitividade e baixo investimento na área da saúde. Seguir tendo como base de sustentação dessas ações o atendimento e a satisfação de clientes garante uma relação de troca benéfica para ambas as partes, vislumbrando um bom desempenho futuro. “Acreditamos nas relações cultivadas e preservadas, que criam um vínculo de respeito e fidelidade, buscando sempre fortalecer o nosso compromisso com o cliente”. Este é o pensamento norteador das ações da Sismatec.

Od e s e m p e n h o d a e m p r e s a é fo c a d o n a g a r a n t ia d e a t e n d im e n t o e s a t is fa ç ã o d o c lie n t e

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41 3 213 -59 00 comercial@ sismatec.com.br w w w .sismatec.com.br RHB | NOV/DEZ 127 16/12/2011 13:58:30


Espaço Empresarial

H ig iene compl eta para pacientes em recuperação Foi buscando a união dos conceitos de inovação, tecnologia, qualidade e soluções inteligentes que a X -Ray Medical desenvolveu o aparelho para banho no leito Acqua Therm, um produto inovador cujo propósito é tornar-se referência no mercado hospitalar nacional e internacional. Com excelentes resultados, auxilia a equipe de enfermagem do hospital, sendo um facilitador na higienização e no procedimento do banho no leito, proporcionando a todos a satisfação de um trabalho mais eficiente, dinâmico e humanizado. O aparelho ocupa pouco espaço e substitui as bacias ou outros recipientes com água quente levadas até os leitos para banhar os pacientes, contribuindo para a eliminação de riscos de acidentes e contaminação. “Trabalhamos com a divulgação e demonstração do novo produto junto aos profissionais da área de saúde, mostrando que a metodologia que sempre foi usada no banho convencional está ultrapassada”, revela J orge Schimidt, do Departamento Comercial da X -Ray . Considerando os benefícios do banho e o bem estar que ele oferece às pessoas, o Acqua Therm proporciona aos pacientes em recuperação uma higiene completa. Totalmente portátil e transportável com rodízios giratórios, é composto de um reservatório com capacidade para 20 litros de água, outro para sabonete líquido com bico injetor e uma ducha de banho, além de permitir o controle de temperatura da água até 41 oC. Após o aquecimento da água através da energia elétrica, o aparelho deverá ser abastecido com ar comprimido da própria rede hospitalar para expelir a água e o sabonete líquido dos reservatórios. Depois de abastecido e aquecido, não precisa estar ligado à rede elétrica nem à rede de ar comprimido para utilização no banho. Por ter uma estrutura em aço inox, é de fácil desinfecção, podendo ser higienizado com qualquer solução antisséptica. O produto é novo, mas a empresa já tem perspectivas de crescimento. “Estamos investindo a largos passos na área industrial, comercial e na divulgação em revistas específicas para o segmento da saúde, participando de eventos como a Feira Hospitalar e Expo Enfermagem”, finaliza Schimidt, acrescentando: “visite nosso site e assista à demonstração do banho no leito com o aparelho.”

Te c n o l o g i a e q u a l i d a d e p a ra o co n fo rto e b e m e sta r d o s p a c ie n t e s n o le it o

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Índice de Anunciantes ABIMO ..............................123 Agaplastic .....................21, 56 AMIB .................................100 Annel-Hospitalar.................66 Baumer ...............................28 Beta Eletronic .....................7 6 Biosensor ............................3 6 Carci....................................26 Casex ..................................12 CDK ...................................102 Celmat ..............................119 Clean Medical ...................119 CMOS Drake .......................27 Comaho ............................120 Cosimo Cataldo ..................66 Cristófoli .............................8 9 Daltech .................................8 Deltronix .......................12, 69 Design On .........................102 Divi e ................................9 0 Dorja ...................................7 7 DrillerMed ..................14, 103 Efe.......................................68 Emifran .............................108 Fabmed...............................7 8 Fami ..............................15, 58

Fanem ...................4ª capa, 13 Femag .................................66 Fleximed .............................8 6 Health Med.........................7 8 Health Móveis ....................7 6 Hi Technologies ..................28 Hospimetal ...................29 , 59 Hospitalar 2012 ..................41 ILS Cargo ...........................122 IMFTec ................................56 Inalamed.............................8 8 Incoterm .............................8 6 Inpromed ....................20, 122 Instramed .....................28 , 60 J . G. Moriy a............ 2ª capa, 3 K inner .................................20 K olplast .........................20, 8 7 K onex ..................................8 5 Lifemed .............................111 Lira & Nobre .....................100 LJ M ...................................112 Magnamed ...................20, 8 8 Medicone ...........................27 Medpej ...............................3 4 Medw ow ............................8 0 Mic ele ...........................66

Assistente Comercial Nádia Silva de Nadai n a d i a @ p u b l i m e d e d i t o r a .c o m .b r Diretor G eral Adilson Luiz Furlan de Mendonça a d i l s o n @ p u b l i m e d e d i t o r a .c o m .b r iretora dministrati a Vanessa Borjuca F. A. Santos v a n e s s a @ p u b l i m e d e d i t o r a .c o m .b r Diretora de R edação Leda Lúcia Borjuca - MTb 5048 8 DRT/ SP l e d a @ p u b l i m e d e d i t o r a .c o m .b r J ornal ista Carol Gonçalves - MTb 59 413 DRT/ SP c a r o l @ p u b l i m e d e d i t o r a .c o m .b r Assistente de R edação Luiza Neves de Mendonça l u i z a @ p u b l i m e d e d i t o r a .c o m .b r G erentes de Contas Ronaldo de Almeida Santos r o n a l d o @ p u b l i m e d e d i t o r a .c o m .b r Márcio Augusto Gama g a m a @ p u b l i m e d e d i t o r a .c o m .b r

B anco de Dados Andréa Neves de Mendonça a n d r e a @ p u b l i m e d e d i t o r a .c o m .b r ro eto r

co e ria o u licit ria Ronei Lacerda s t u d i o @ p u b l i m e d e d i t o r a .c o m .b r

Microem .............................44 Móveis Andrade ...............110 MR Proteções .....................42 Mucambo ...........................68 Nevoni ..............................119 NS .................................3 7 , 7 8 Ortosintese .........................9 9 Oxigel................................120 Policom ...............................55 Prosperity ...........................43 Protec .........................3 ª capa RC Móveis .........................4, 5 Renault ...............................57 RST ....................................111 Schioppa .......................19 , 9 1 Senac ..................................7 9 SHR ...................................121 Sincron................................58 Sismatec .............................14 Sispack ................................45 Transmai ...........................109 TTS ......................................42 Unitec .................................65 Universo Tintas ...................67 Vacuolu ...............................7 8 W EM ...........................3 5, 101 X -Ray ...................................9 0

de seus autores e também pelas informações e qualidade dos produtos, equipamentos e/ ou serviços constantes nos anúncios, bem como sua regulamentação junto aos órgãos competentes, sendo estes de exclusiva responsabilidade das empresas anunciantes. ão é permitida a reprodução total ou parcial de artigos e ou matérias sem a permissão prévia por escrito da editora. A Revista Hospitais Brasil é uma publicação da PUB IM D DI TORA LTDA., tendo o seu registro arquivado no I PI-Instituto Nacional de Propaganda Industrial e Intelectual.

Edição de Arte Co a Produç es ráficas atendimento co a art br ssessoria urídica ont il rfisco Assessoria Contábil

A e ista ospitais B rasil é distribuída gratuitamente em hospitais, clínicas, santas casas, secretarias de saúde, universidades e demais estabelecimentos de saúde em todo o país, contendo informações de interesse aos setores de enfermagem, centro cirúrgico, UTI, gestão, compras, hotelaria etc. A e ista ospitais B rasil não se responsabiliza por conceitos emitidos através de entrevistas e artigos assinados, uma vez que estes expressam a opinião

R edação, Publ icidade e Assinaturas: Rua Professor Castro Pereira, 141 CEP 02523 -010 - São Paulo/ SP Tel./ Fax: ( 11) 3 9 66-2000 w w w .r e v i s t a h o s p i t a i s b r a s i l .c o m .b r

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ircula o: e em ro Tiragem e Circulação auditadas

Col aboradores desta edição Eduardo Gaggini (CDN), Ana Elisa Teixeira (Amaradei), Carolina Mendes (2Pró Comum.), Rita Barão (Target), Sônia Martinêz (Fonte da Notícia), Deborah Belluzzo (Ideias & Efeito), Nathália Blanco e Juliana Machado (Acontece), Carmem Moraes (Tantas Comum.), Alice Sanches (Trama Comum.), Silvana (Painel de Notícias), Karen Horn (Usina de Notícias), Fabiana Albuquerque (Visual Press), Denis Dana (ExLibris), Danielly Garcia (LN Comum.), Alessandra Sabbag (es.ti.lo press), Camila Holgado (Andreoli MSL), Vivian Tiemi (MKT Mix), Silmar Batista (Pauta Vip), Sandra Scigliano (Textu Comum.), Ligia Azevedo (Imagem Corporativa), Cassia Magalhães (C2 Comunic.), Camili Triska (Expressa), Ana Saggese (Santamaria Comunic.), Grace Gemin (SG Comunic.), Sérgio Said (SZS As. Com.), Débora Camargo (Ralcoh Com.), Daiana e Marilia (Hosp. São Francisco de Paula), Cristina Camarena (In Press Porter Novelli), Anadi Luchetti (DOC Press), Ana Isabel (CFM), Adriana Cortez (Prefeitura de SP), Patricia Santana (As. Congregação de Santa Catarina), Evanise Moreira (FranPress), Débora Venturini (ANEL), Vanessa Ferreira (Hosp. Mun. Cubatão), Dalton Almeida (Grupo Image Com), Marília Porcari Gerciano (HU de Jundiaí), Glaucy Rodrigues (CDI Com), Angélica Soller (Textual Comunicação), Mirtes Bogéa (WN&P Com. – Sírio-Libanês), Luciana Juhas (Galeria de Com.), Maristela Orlowski (SBIB Hospital Albert Einstein), além de Vanessa Costa, Inaiá Correia, Rodrigo Guedes e Acácia Mérici (Hospital Primavera).

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Opinião

O h á bito de varrer a suj eira para baix o do tapete Sandra F ranco

onsultora urídica especiali ada em ireito dico e da a de, mem ro e eti o da Comissão de Direito da Saú de e R esponsabil idade M é dico- H ospital ar da O AB /SP e Presidente da Academia B rasil eira de Direito M é dico e da Saú de

drasandra@ sfranconsultoria.com.br o ltimo dia de setembro, o Secretário stadual de Sa de do Rio de aneiro, Sérgio C rtes, instalou o gabinete da crise no Hospital de Saracuruna, em Duque de Ca ias, bai ada uminense, sob a alegação de que tem toler ncia zero para erros com pacientes . al medida seria uma reação a fatos ali ocorridos recentemente. o ltimo dia de setembro, um ovem de anos, ferido em uma queda, peregrinou durante sete oras por cinco ospitais, entre eles o de Saracuruna, em busca de atendimento. o dia de setembro, uma idosa foi colocada viva em um saco plástico dentro da c mara frigorífica e encontrada pela família no necrotério da unidade. Por fim, uma mul er c egou com um idoso ao ospital, no dia , aguardou uma maca por mais de minutos e alega ter seu pai morrido espera de socorro. utras consequências imediatas dessa série surreal de desastres foram a e oneração do diretor do referido ospital, a demissão de um médico e de uma enfermeira. Apesar de a medida, segundo o secretário, ter a finalidade de avaliar os responsáveis nos casos recentes de mau atendimento a pacientes nessa unidade de sa de, a conduta pode ser classificada como isolada e midiática. anto quanto se pode classificar um pro eto que tramita no Congresso acional, cu a proposta seria a de modificar o Código de tica Médica para agravar a penalidade dos médicos infratores . A priori, é preciso lembrar que infração ética difere de infração penal ou verificação de culpa, em seu sentido stricto sensu, no mbito civil. Além disso, é importante ressaltar que nem sempre um resultado negativo no campo da sa de é consequência de fal a na conduta médica ob eto ontológico de verificação de materialização de infração ou não ética. ão se dese a entrar no mérito da investigação de responsabilidade deste ou daquele profissional da forma como prop e, por e emplo, o sen or Secretário da Sa de do Rio de aneiro. Apenas para dar alguns dados sobre a sa de no stado, assessores da secretaria carioca admitem aver um déficit de neurocirurgi es no stado. Da mesma forma, o C R Consel o Regional de nfermagem aponta para a constatação de aver um enfermeiro em unidades de sa de que e igiriam ao menos desses profissionais. Destarte, abre-se o questionamento acerca da duvidosa eficácia em torno do proposto agravamento das penalidades impostas s infraç es éticas cometidas pelos médicos. m sendo a conduta médica avaliada no campo da ética não é possível dissociá-la, dentro da valoração do usnaturalismo, da escola de formação do médico, sua residência especialização , suas necessárias atualizaç es cien ficas, sua relação com o paciente, com a sua equipe de enfermagem, enfim, sua conduta no e ercício de sua profissão. nem dei ar de lado a questão profissional dentro de uma estrutura de estabelecimentos de sa de sem equipamentos, sem equipe de apoio, sem infraestrutura física, sem leitos, sem vagas na U I e sem medicamentos. 130

Interessante ulgar o compromisso social e ético dos profissionais da sa de isoladamente. Difícil acreditar que o agravamento das penalidades inibiria o malfadado erro médico da mesma forma que o gabinete de crise certamente não mudará a realidade da sa de no Rio de aneiro. esse mesmo raciocínio, se nem mesmo o positivismo das normas penais são capazes de garantir sociedade o caráter sócio-educativo das penas, quais fundamentos a sustentar o pro eto de lei n , recebido pela Comissão de Constituição, ustiça e Cidadania do Senado, que o salvaria de ser mais um factóide político A redação do pro eto de lei modifica, em dois aspectos, o padrão atual de sanç es previstas no artigo da ei n . , que aborda os Consel os de Medicina. Prop em-se penas intermediárias entre a de suspensão temporária da atividade profissional e a de cassação definitiva do diploma. , de forma um tanto contraditória, permite que o médico punido nos casos de imperícia possa retomar a atividade após treinamento. onge de se isentar os maus profissionais da sa de de suas responsabilidades, o médico, em meio a esse conte to de má gestão de recursos e descaso com direito básico da população, é apenas a ponta de interesses ou desinteresses que norteiam o sistema de sa de brasileiro. Sem d vida, não é agravando penalidades que esses problemas se resolverão. Apenas para variar, poderiam os políticos e gestores p blicos tratar as causas das fal as do sistema de sa de e não apenas as consequências

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Edição 52 - Revista Hospitais Brasil