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Ano IX nº 51 Setembro/Outubro 2011

www.revistahospitaisbrasil.com.br

ESPECIAL ENFERMAGEM

Prescrição de medicamentos e exames Atuação no CME Realizações das equipes

AS DEMANDAS JUDICIAIS DA SAÚDE

Atualidade

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SISTEMAS DE AQUECIMENTO SOLAR EM HOSPITAIS 26/09/2011 15:24:07


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Editorial Esta edição foi especialmente elaborada para atender ao público visitante da Expo Enfermagem, um evento inédito de capacitação profissional, que aconteceu em São Paulo – SP, no período de 4 a 7 de outubro, no Palácio das Convenções do Anhembi. Para “falar” diretamente com enfermeiros e enfermeiras, criamos matérias que abordam alguns assuntos específicos para o setor. Uma delas, “Esterilização”, tem como foco o CME e conta com a participação superespecial de Claudio Alves Porto, presidente do Coren-SP, que discorre sobre as mudanças tecnológicas que vêm ocorrendo em instrumentos, materiais e equipamentos e as novas exigências em termos de esterilização, bem como sobre o papel fundamental que exerce o enfermeiro, responsável direto e indireto pela segurança do paciente em todas as áreas da assistência à saúde. “Profissão” traz uma análise sobre as responsabilidades e atribuições dos enfermeiros em relação à prescrição de medicamentos e à solicitação de exames, realizada por Taka Oguisso e Genival Fernandes de Freitas, advogados e enfermeiros. De acordo com o Conselho Internacional de Enfermeiras, para que o enfermeiro possa exercer práticas avançadas, deveria ter como mínimo de formação o grau de mestre em enfermagem, mestrado profissionalizante ou alguma forma de pós-graduação ou especialização. Já em “Acontecendo”, procuramos incentivar as realizações dos setores de Enfermagem nos mais diversos hospitais e apresentar um pouco do que vem sendo feito pelos Coren(s) de vários estados brasileiros. O Superintendente Geral de Operações do Hospital Samaritano de São Paulo, Sérgio Bento, fala em “Gestão” sobre um novo modelo de remuneração para os hospitais privados. Nos últimos anos ocorreu uma defasagem da participação relativa dos honorários médicos em relação aos demais serviços e insumos de saúde pagos pelas operadoras. Vindo de encontro à frequência com que celebridades têm sido atendidas e internadas em hospitais e clínicas, leia em “Saúde na Mídia” um artigo criado por uma experiente consultora de comunicação em Marketing de Saúde, onde está em foco a presença do “paciente celebridade” e a forma adequada de conduzir essa estadia para que ele se sinta resguardado e ainda, se o “selo de médico das celebridades” é um bom ou mau negócio. Vale a pena conferir. “Médicos residentes desconhecem conceitos de terapia nutricional” é o título da matéria que apresenta um estudo realizado com o apoio da Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral, que avaliou o conhecimento desses profissionais sobre a terapia nutricional que deve ser aplicada nos pacientes internados. Estima-se que 80% dos doentes em terapia intensiva morrem por infecção, e a maioria tem a desnutrição como fator coadjuvante. Vale a pena conferir em “Nutrição”. Boa leitura e até a próxima edição.

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55 73 30 86 NA CAPA

Hosp. Moinhos de Vento

55 SUSTENTABILIDADE Sistemas de Aquecimento Solar (SAS) proporcionam economia de até 50% nas contas de energia elétrica

10 PROFISSÃO Especialistas abordam a prescrição de medicamentos e a solicitação de exames por enfermeiros

12 Esterilização A importância do CME na segurança assistencial dos pacientes e a melhor maneira de administrá-lo

DESTAQUES 63

A especialização torna-se cada vez mais imprescindível na área da Saúde

Realizações das equipes de enfermagem em todo o país

Uma avalanche de ações judiciais que geraram ao SUS mais de R$ 132 milhões de gastos em 2010 8

Notas sobre eventos realizados pelo setor

77 CURSOS

20 ACONTECENDO ENFERMAGEM

45 JURÍDICO

ACONTECENDO

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GESTÃO Hospitais privados enfrentam riscos e desafios em relação à remuneração e pedem revisão do modelo adotado

92 GOVERNO O primeiro centro de parto normal do País oferece humanização no nascimento e maior privacidade às gestantes

28 HOSPITAIS DO BRASIL No Rio de Janeiro, Hospital Carlos Chagas incrementa sua infraestrutura inaugurando novo serviço de cirurgia bariátrica, com seis leitos

29 Novo empreendimento em Curitiba, alia serviços e profissionais de saúde de qualidade internacional a um ambiente funcional

30 Novidades dos hospitais São Vicente (PR), Alvorada (SP), Israelita Albert Einstein (SP), Moinhos de Vento (RS) e INTO (RJ)

Hosp. Alvorada

40 HUMANIZAÇÃO Para reduzir as filas de pacientes infantis com indicação cirúrgica, a CIPE promoveu o V Mutirão Nacional de Cirurgia da Criança

66 MEIO AMBIENTE Soluções que se propõem a resolver de vez o problema do destino incorreto de lixo hospitalar

84 NA WEB Link para assuntos relevantes hospedados no site da revista

65 NUTRIÇÃO Estudo avaliou o conhecimento de médicos residentes sobre a terapia nutricional aplicada aos pacientes internados

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98 OPINIÃO Como some o dinheiro da saúde? O Presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica desvenda a questão

86 PARCEIROS Empresas que promovem ações socialmente responsáveis em prol da Saúde

58 RECURSOS HUMANOS Prof. Daniela Teles Rosso mostra que o senso de urgência não deve se sobrepor ao planejamento, quando o assunto é educação.

73 TECNOLOGIA Unimed Sorocaba adquire tomógrafo Phillips e ressonância nuclear magnética, da Siemens

74 TRANSPLANTES Entre erros e acertos, o transplante já se tornou a melhor terapia substitutiva para órgãos sem chances de recuperação

NEGÓCIOS

54 SAÚDE NA MÍDIA Seguir a regulamentação de publicidade médica e os princípios do Código de Ética Médica é a melhor maneira de lidar com celebridades internadas

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31 ATUALIDADE Hospitais e empresas aderem às compras coletivas

93 espaço empresarial 76 NEGÓCIOS.COM/ EMPRESAS • Incoterm • J. G. Moriya • LG • RST 85

NA PRÁTICA Tecnologia na distribuição de alimentos permite aquecer e resfriar refeições ao mesmo tempo, graças a uma barreira térmica

Conteúdo e funcionalidade dos portais empresariais

87 NEGÓCIOS.COM/ HOSPITAIS Endereços eletrônicos e descritivos de serviços online

56, 82 PRODUTOS & SERVIÇOS

Novidades em equipamentos e serviços para o setor RHB | SET/OUT 9

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Profissão

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Prescrição de medicamentos por enfermeiros no Brasil Será que é chegado o momento de o enfermeiro participar da prescrição terapêutica de medicamentos? Em que casos esse profissional teria capacitação para tal ação? Estes são alguns dos questionamentos feitos pelos enfermeiros e advogados Taka Oguisso e Genival Fernandes de Freitas. Segundo eles, os enfermeiros vêm desenvolvendo seu papel de forma inovadora, estendendo suas funções, e a prescrição de medicamentos pode ser vista como uma dessas inovações, sendo implementada em muitos países desde o início da década de 1990. De acordo com entendimento do Conselho Internacional de Enfermeiras (CIE), que tem sede em Genebra, Suíça, para que o enfermeiro possa exercer práticas avançadas de enfermagem, inclusive prescrição de medicamentos, deveria ter como mínimo de formação o grau de mestre em enfermagem, mestrado profissionalizante ou alguma forma de pós-graduação em práticas avançadas ou especializadas de enfermagem. Seria um profissional com conhecimento especializado e habilidade para decisões complexas, além de competência clínica para a prática de atividades expandidas. Na opinião de Oguisso e Freitas, a prescrição de medicamentos por enfermeiros, no entanto, não busca suprir a insuficiência numérica de médicos no atendimento às necessidades da população, mas reconhecer que o profissional tem capacidade e competência para a realização dessa atividade de forma segura, garantindo isenção de risco à clientela assistida. “Ao se propor essa discussão e reflexão, convém ressaltar que o processo de construção social da identidade profissional da enfermagem especializada ainda não se consolidou, ou seja, as instituições formadoras ainda não se definiram pela figura de um só – perfil generalista ou especialista –, e por isso esta construção ainda encontra-se inacabada”, ressaltam. Sendo assim, o assunto tem provocado alguns questionamentos acerca da autonomia do enfermeiro para implementar essa atividade, como integrante da equipe de saúde. “Nesse sentido, faz-se mister repensar os limites e a abrangência da pretensa autonomia do enfermeiro para a prescrição de medicamentos, considerando-se o fato de que essa pode ser uma ação compartilhada entre médicos, enfermeiros, além de outros profissionais de nível universitário da área da saúde, desde que preencham os requisitos legais e detenham capacitação nesse âmbito. Portanto, a autonomia do profissional enfermeiro tende a se configurar a partir da identidade profissional, apresentando tensões com os aspectos sociais, políticos, mercadológicos e culturais nos quais os profissionais se inserem”, expõem Oguisso e Freitas. É fato que o interesse pela prescrição de medicamentos por enfermeiros vem crescendo, em muitos países, para atender à necessidade de melhor provisão de cuidados a pacientes, em especial os que se encontram em comunidades afastadas ou em zona rural; ao uso mais eficaz de tempo e recursos; à necessidade de enfermeiros melhor usarem sua capacidade ou legitimar um trabalho que já estão executando; ao melhor relacionamento entre profissionais de saúde 10

e à redistribuição de trabalho entre profissionais capacitados e melhor utilização do tempo de trabalho do médico. Legislação A legislação brasileira do Exercício Profissional de Enfermagem (Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986) prevê a prescrição de medicamentos por enfermeiros, como integrantes da equipe de saúde, quando previamente estabelecido em programas de saúde coletiva e em rotina aprovada por instituição de saúde. O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) tem buscado normatizar essa ação sobre o direito do enfermeiro de prescrever certos medicamentos, dentro dos parâmetros instituídos na Lei do Exercício Profissional de Enfermagem, já citada. O Cofen baixou a Resolução nº 271, em 12 de julho de 2002, que regulamenta ações do enfermeiro na consulta, prescrição de medicamentos e requisição de exames. Segundo esse documento, o enfermeiro tem autonomia na escolha dos medicamentos e respectiva posologia, respondendo integralmente pelos atos praticados. Assim, a prescrição de medicamentos é uma ação de enfermagem, quando praticadas pelo enfermeiro, como integrante da equipe de saúde. No entanto, os limites legais para a prática desta ação são os Programas de Saúde Pública e rotinas que tenham sido aprovadas em instituições de saúde, públicas ou privadas. Para orientar o enfermeiro quanto à segurança na prescrição de medicamentos, o Cofen aprovou a Resolução nº 195, de 18 de fevereiro de 1997, segundo a qual o enfermeiro pode solicitar exames de rotina e complementares. Essa Resolução se pautou na própria Lei do Exercício Profissional nº 7.498/86 e no seu Decreto regulamentador nº 94.406/87. Essa resolução encontra-se respaldada nos seguintes programas do Ministério da Saúde: Doenças Sexualmente Transmissíveis/AIDS da Coordenadoria de Assistência à Saúde; Viva Mulher; Assistência Integral; e Saúde da Mulher e da Criança; Controle de Doenças Transmissíveis, dentre outros. Encontra respaldo também nos Manuais de Normas Técnicas publicados pelo mesmo Ministério, tais como: Capacitação de enfermeiros em Saúde Pública para Sistema Único de Saúde Controle das Doenças Transmissíveis; Pré-natal de baixo risco (1986); Capacitação do instrutor/supervisor enfermeiro na área de controle da hanseníase (1988); Procedimento para atividade e controle da tuberculose (1989); Normas Técnicas e Procedimentos para utilização dos esquemas de poliquimioterapia no tratamento da hanseníase (1990); Guia de controle de hanseníase (1994); e Normas de atenção à saúde integral do adolescente, de 1995. Mais recentemente, a Portaria do Ministério da Saúde nº 1.625, de

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10/07/2011, estabeleceu que os profissionais de saúde, aptos a prescreverem, são: médicos, médicos veterinários, cirurgiões dentistas e enfermeiros. Igualmente a RDC nº 20/2011, que dispõe sobre o controle de medicamentos antimicrobianos de uso sob prescrição, ensejou novas discussões, sendo inclusive publicada nota da Anvisa, esclarecendo as dúvidas suscitadas pela interpretação equivocada da referida norma. “De toda forma, o entendimento da autoridade sanitária é que os profissionais enfermeiros devidamente habilitados poderão prescrever os medicamentos de que trata esta resolução quando estabelecidos em programas de saúde pública e em rotina aprovada pela instituição de saúde, conforme Lei nº 7498/86. Neste caso, a prescrição não poderá ser atendida no setor privado”, acrescenta Cleide Mazuela Canavezi, Coordenadora da CTLN – Câmara Técnica de Legislação e Normas do Cofen. Segundo Oguisso e Freitas, as ações defendidas pelo Cofen para a consulta, solicitação de exames de rotina e complementares e a prescrição de medicamentos são objeto de entendimentos controvertidos, chegando às instâncias judiciárias, onde se indaga: seriam atribuições privativas de médicos ou poderiam ser compartilhadas com outros profissionais da área da saúde? “Nessa ótica, observa-se que a Lei Estadual nº 10.241, de 17 de junho de 1999, defende o direito do cliente de ser informado de forma clara, compreensiva e acessível sobre bens e serviços de saúde, inclusive, a assistência de enfermagem prestada e, obviamente, os medicamentos utilizados no tratamento”, informam. Indiscutivelmente, uma das atribuições da equipe de enfermagem

Tipos de enfermeiros prescritores De acordo com levantamento feito pelo CIE, há quatro modelos de enfermeiros prescritores de medicamentos. O independente – profissional de saúde responsável pela prescrição – assume toda a responsabilidade pela avaliação do cliente, usualmente fazendo um diagnóstico diferencial dentro de uma série de possibilidades sugeridas pelos sinais e sintomas e indica a medicação e tratamento adequados, efetuando a prescrição. Já o dependente pode prescrever em colaboração com o prescritor independente, geralmente médico, mas sem necessidade de supervisão direta. Ele não assume a responsabilidade pelo diagnóstico ou exame de avaliação do cliente. O grupo protocolo é aquele que segue uma instrução escrita específica para administração de determinados medicamentos em uma determinada situação clínica. Este pode ser o caminho para que enfermeiros possam futuramente prescrever mais, de forma independente. Pelo modelo da alteração de horário e dosagem da prescrição do cliente, o protocolo é por cliente, e não por grupo, e admite que enfermeiros alterem o horário e a dose de medicamentos específicos. É comumente usado por enfermeiros atuando com pacientes psiquiátricos, diabéticos e de cuidados paliativos.

tem sido a administração de medicamentos, envolvendo a requisição do medicamento à farmácia, utilizando-se a prescrição médica para esse procedimento; também cabe aos profissionais de enfermagem a manipulação e o preparo do medicamento e a infusão do mesmo no cliente. Todas essas ações envolvem aspectos legais e éticos de impacto sobre a prática profissional. “A administração de medicamentos prescritos é um papel fundamental à maioria das equipes de enfermagem. Não é somente uma tarefa mecânica a ser executada em complacência rígida com a prescrição médica. Dessa maneira, a administração de medicamentos exige que o profissional de enfermagem detenha conhecimentos técnico-científicos, além de discernimento para o exercício de juízo profissional.” Ademais, a administração de medicamentos prescritos pelo médico pela equipe de enfermagem é fato na grande maioria das instituições de saúde, públicas e privadas. No entanto, a prescrição de medicamentos por enfermeiro não é uma prática homogênea para a maioria dos estabelecimentos de saúde, principalmente os privados. O profissional enfermeiro prescreve medicamentos nos programas de saúde pública e em instituições de saúde quando há protocolo de rotinas preconizado. Conclusão De acordo com análise de Oguisso e Freitas, não basta a existência da Lei do Exercício Profissional da Enfermagem nº 7.498/86 e do seu Decreto regulamentador nº 94.406/87 para que seja assegurado o direito do enfermeiro prescrever medicamentos. Embora essa legislação contemple as atividades privativas do enfermeiro, é imprescindível que também contemple os limites e a abrangência da atuação deste profissional, particularmente no que tange à prescrição de medicamentos, bem como a solicitação de exames de rotina e complementares. O enfermeiro, como integrante da equipe de saúde, possui respaldo ético-legal para prescrever determinados medicamentos, porém dentro dos limites que a própria Lei do Exercício Profissional de Enfermagem impõe, como também as normatizações do Ministério da Saúde e as resoluções do Cofen que orientam em relação a essa atividade. Sendo assim, além do respaldo legal para prescrever medicamentos em determinadas circunstâncias, é imprescindível que haja um investimento das instituições formadoras, das entidades representativas de classe, dos estabelecimentos de saúde e do próprio enfermeiro, no sentido de buscar capacitação profissional e constante atualização, que tornem possível o exercício dessas atividades específicas. “Assim, os currículos dos cursos de graduação de enfermagem devem, além de outras competências, capacitar o acadêmico para esta realidade, já que é rotina na atualidade a prática da prescrição de medicamentos por enfermeiros no mercado de trabalho. A fim de assegurar o exercício seguro e com isenção de riscos à clientela assistida, o enfermeiro poderá solucionar os problemas de saúde detectados, integrando as ações de enfermagem às ações multiprofissionais”, finalizam. Texto baseado no artigo “Enfermeiros prescrevendo medicamentos: possibilidades e perspectivas”, de Oguisso e Freitas, publicado na Revista Brasileira de Enfermagem Volume 60, número 2.

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Esterilização

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Como está e qual será o futuro do CME? O CME – Centro de Material e Esterilização tem papel fundamental na segurança assistencial dos pacientes, e sua boa administração depende do trabalho responsável dos enfermeiros. Com um CME eficaz, as taxas de mortalidades e de infecções hospitalares caem vertiginosamente e os resultados terapêuticos positivos ficam eminentemente visíveis. Até o início da década de 40, a limpeza, o preparo e o armazenamento dos materiais eram realizados pela equipe de enfermagem das próprias unidades. A dinâmica do serviço era descentralizada. Em meados da década de 50, surgiram os Centros de Materiais parcialmente centralizados, e o CME semicentralizado, na qual parte dos instrumentos e materiais começou a ser preparada e esterilizada. Cada unidade preparava seus materiais e encaminhava para serem esterilizados em um único local. Com o avanço tecnológico e a evolução do edifício hospitalar, especificadamente no CME – a partir das últimas décadas do século XX –, surgiu a necessidade de um aprimoramento das técnicas e dos processos de limpeza, preparo, esterilização e armazenamento de materiais e roupas. Como consequência, o CME tornou-se centralizado, com a supervisão de um enfermeiro, passando a ser definido como uma unidade de apoio técnico a todas as unidades assistenciais, responsável pelo processamento dos materiais, como instrumental e roupas cirúrgicas e a sua esterilização. “O enfermeiro possui papel fundamental no gerenciamento do setor e coordenação das atividades, pois é o profissional que detém o conhecimento de todas as técnicas e princípios de enfermagem. Ele atua na conscientização da equipe, no desenvolvimento das normas e rotinas e alerta quanto a importância na execução das técnicas corretas Crédito: Divulgação ICESP em todas as atividades, sempre essenciais à assistência prestada ao cliente. O enfermeiro é o responsável direto e indireto pela segurança do paciente em todas as áreas da assistência”, ressalta Claudio Alves Porto, presidente do Coren-SP – Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo, acrescentando que investir no CME não é um simples processo de custo, mas um investimento. “Quanto vale a segurança do paciente, do profissional e da própria empresa?”, questiona. Para ele, a tecnologia e a complexidade tecnológica que temos hoje, na Saúde, trazem mudanças qualitativas nos instrumentos, nos 12

Sergio Porto, do Coren-SP, Janete Akamine, da Sobecc Nacional, e Luis Carlos da Fonseca e Silva, da Anvisa

materiais, nos equipamentos e nas estratégias organizacionais em um sistema de produção. “Em um CME, teremos sempre um processo de trabalho que interfere nas práticas cirúrgicas e nas demais práticas assistenciais, constituindo, hoje, intenso e delicado desafio para o enfermeiro desta área”, declara. Dessa forma, a busca pelo conhecimento torna-se fundamental e se reflete na crescente realização de estudos científicos, para os quais o CME constitui-se num vastíssimo campo. Para Porto, na gestão de um CME, o enfermeiro também precisa mostrar competências no que diz respeito à modernização do processo produtivo e, principalmente, na gestão de pessoas, processos e negócios. “Nos cursos de graduação em Enfermagem, torna-se urgente a inclusão de conteúdos que construam competências específicas aos enfermeiros, mesmo que basicamente, para atuarem em CME. É uma necessidade imperativa nas instituições de ensino brasileiras, que quase nada abordam questões relacionadas à atuação dos enfermeiros em CME e, quando o fazem, isto se dá de forma dicotomizada nos conteúdos referentes ao trabalho em centro cirúrgico”, ressalta. De acordo com Janete Akamine, presidente da Sobecc Nacional e supervisora do Bloco Cirúrgico do Hospital Vitória, em São Paulo, a formação do enfermeiro deve incluir as seguintes

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Crédito: Divulgação ICESP

competências: cooperação, comunicação, resolução de conflitos e de problemas. “A competência tem como base o saber-fazer e o saberquerer”, declara. Janete afirma que a atuação do profissional de enfermagem no CME deve nortear-se pelos princípios éticos e legais, englobando diferentes facetas da atuação no que tange: à responsabilidade, à competência técnico-legal, à alteridade, à honestidade e ao respeito humano em todo seu ciclo vital, independentemente de quaisquer circunstâncias. O cenário atual do CME, como aponta a presidente da Sobecc, demonstra: atraso de suprimentos, suprimentos recebidos com defeitos, materiais indevidos em SO, funcionários com dificuldade em usar novos equipamentos, procedimentos não sendo seguidos, rotatividade de funcionários – Turnover, filas enormes, reclamações dos cliente por falta de informações, funcionários reclamando que precisam de maiores recursos (pessoas, equipamentos, instalações) e caixas montadas indevidamente. “É preciso mudar esse cenário”, alerta Janete, completando: “não podemos abrir mão da diferença que o enfermeiro faz no CME”. De fato, Luis Carlos da Fonseca e Silva, médico da gerência de Serviços de Saúde da Anvisa, aponta que, em avaliação da limpeza dos instrumentais e óticas após procedimento cirúrgico em CME e bloco cirúrgico realizada pela Reniss – Rede Nacional Para Investigação de Surtos e Eventos Adversos em Serviços de Saúde, em 2008, 47% dos profissionais não realizam a imersão imediata dos instrumentais em água/água destilada ou detergente neutro; 44% não fazem a limpeza manual dos lumens com escova própria; 70% não utilizam a limpeza automatizada; 74% não desmontam os instrumentais antes da imersão no esterilizante; e 70% não preenchem os lumens com auxílio de seringa. Foi verificado que os CMEs são abandonados pela direção dos hospitais; possuem estrutura física comprometida; têm altíssima demanda diária; muitos estão sem equipamentos e sem profissionais qualificados; e há VISAs – Vigilâncias Sanitárias sem instrumento legal para inspecionar os CMEs. Segundo Silva, isso é um problema de saúde pública. “As técnicas vão avançar, a complexidade vai aumentar, e como fica a competência para cuidar da higienização e esterilização dos materiais? É necessária uma norma calcada na gestão do trabalho para que se cumpra os procedimentos”, destaca, ao mesmo tempo em que propõe um desafio: “para que esperar a norma para colocar em prática o que está na Consulta e no Manual da

Sobecc?”. Jeane Aparecida G. Bronzatti, diretora da Comissão de Eventos Regionais da Sobecc gestão 2009-2011 e gerente do Bloco Operatório do Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo, responde dizendo que muitos dependem da lei para mudar, por exemplo, os investidores dependem dela para investir. Eles se referem à aprovação da Consulta Pública 34, sobre o funcionamento dos serviços que realizam o processamento de produtos para a saúde, incluindo instrumental cirúrgico, com o objetivo de manter a segurança do paciente e dos profissionais envolvidos. Ela propõe várias modificações que irão alterar a rotina dos CMEs e empresas terceirizadas. Outra polêmica é com relação à permissão concedida a farmacêuticos para atuarem em um CME, mesmo que sempre com a supervisão de um enfermeiro. Silva, da Anvisa, diz que o farmacêutico também tem conhecimento do processo, mas a expertise maior é do enfermeiro. “Os conselhos de classe precisam sentar juntos e discutir o assunto. A Anvisa não pode se envolver. Mas o que tem de ser visto é: o paciente vai ficar mais seguro com os dois profissionais? Sim, então isso é o mais importante”, diz. A respeito da rastreabilidade de materiais, para garantir a esterilização do material, Silva diz que não é possível rastrear tudo. “O processo é fundamental nesta linha de trabalho, mas apenas para parte dos equipamentos”, diz.

Texto baseado em palestra realizada no 10º Congresso Brasileiro de Enfermagem em Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material de Esterilização, realizado pela Sobecc, em São Paulo, de 28 a 30 de julho de 2011.

Funções do enfermeiro no CME - Gerenciar e coordenar as atividades do setor; - Prever os materiais necessários para prover as unidades consumidoras; - Elaborar relatórios mensais estatísticos, tanto de custo quanto de produtividade; - Planejar e fazer anualmente o orçamento do CME; - Elaborar e manter atualizado o manual de normas, rotinas e procedimentos do CME, que deve estar disponível para a consulta dos colaboradores; - Desenvolver pesquisas e trabalhos científicos que contribuam para o crescimento e as boas práticas de enfermagem, participando de tais projetos e colaborando com seu andamento; - Manter-se atualizado acerca das tendências técnicas e científicas relacionadas com o controle de infecção hospitalar e com o uso de tecnologias avançadas nos procedimentos que englobem artigos processados pelo CME; - Participar de comissões institucionais que interfiram na dinâmica de trabalho do CME;

- Planejar, coordenar e desenvolver rotinas para o controle dos processos de limpeza, preparo, esterilização, armazenagem e distribuição dos artigos; - Desenvolver processo de avaliação dos serviços prestados ao cliente interno e/ou esterno; - Estabelecer rotinas para a manutenção preventiva dos equipamentos existentes no CME; - Realizar os testes necessários e emitir pareceres técnicos antes da aquisição de novos artigos e equipamentos; - Verificar os relatórios de manutenção de artigos e equipamentos e aprová-los mediantes as evidências do serviço prestado; - Controlar o recebimento, o uso e a devolução dos artigos consignados; - Manter atualizado o inventário do instrumental cirúrgico dos artigos e dos equipamentos do CME; - Participar ativamente dos processos de aquisição de materiais, instrumental cirúrgico e equipamentos. Fonte: Sergio Porto, Coren-SP

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Acontecendo

viValle é reconhecido por prêmio de qualidade O Hospital viValle, em José dos Campos, SP, recebeu o Prêmio Coren-SP Gestão com Qualidade, em reconhecimento ao excelente desempenho na auditoria realizada pelo Conselho. Esta premiação objetiva contribuir com o desenvolvimento da enfermagem por meio do estímulo e suporte técnico a uma gestão eficiente, eficaz e efetiva, garantindo assistência com qualidade e prevenindo riscos. Vanderlei Pupin, Gerente de Enfermagem do viValle, recebeu o prêmio das mãos do presidente do Coren-SP, Cláudio Porto.

Realizado pela FAC – Fundação Amaral Carvalho e idealizado pela Enfermeira-chefe do CME, Elaine Regina de Souza Bueno, o Encontro Estadual de Atualização em Centro de Materiais e Esterilização aconteceu em setembro, em Jaú, SP. Segundo Elaine, o objetivo do evento foi promover o aperfeiçoamento e atualização dos profissionais da saúde de toda a região, além da troca de experiências entre os participantes. 20

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Promoção de auxiliares a técnicas de enfermagem

O Coren-PI acaba de inaugurar uma nova sede com três pavimentos, além do térreo, com auditório, biblioteca, sala de reuniões, espaço para eventos e salas para todos os setores. A construção do prédio foi viabilizada através de convênio entre a instituição e o Cofen. A solenidade de inauguração contou com a presença de representantes dos demais conselhos regionais, além do presidente do Cofen, Dr. Manoel Carlos Néri, e do governador do Estado, Wilson Martins.

Coren do Piauí está de casa nova

Duas auxiliares de enfermagem do Hospital Universitário da Faculdade de Medicina de Jundiaí, SP, foram promovidas ao cargo de técnicas na área. Priscila Rodrigues e Jéssica Franchim disputaram com mais 38 profissionais o recrutamento interno para a vaga. Há mais de um ano no hospital, Jéssica aproveitou a oportunidade: “quero oferecer maior assistência à enfermeira e às outras auxiliares”. Já Priscila se mirou nos exemplos de outros profissionais promovidos. “A enfermeira com quem trabalho, quando se formou, conquistou uma vaga aqui. Agora foi a minha vez”.

Crédito: Ariane Urbanetto/Assessoria de Imprensa da FAC

Encontro sobre CME em Jaú

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Gestão Colegiada do HCBr Um dos diferenciais do Hospital do Coração do Brasil (HCBr), localizado em Brasília, DF, é o Colegiado de Enfermagem, composto por cinco enfermeiras especialistas em Enfermagem Cardiovascular que atuam na assistência e no gerenciamento do setor de enfermagem do Hospital. São elas: Ana Carolina Lici, Alexandra Vieira, Caroline Dutra, Ligia Mazzini e Renata Scamillia. Este modelo aproxima assistência e gestão, o que otimiza a resolutividade por meio da tomada de decisão compartilhada.

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O ônibus Itinerante do Coren-SP Com o apoio da Prefeitura de Guarulhos, o Programa Coren-SP Itinerante estacionou, em vários locais do município, o seu ônibus equipado para funcionar como uma subseção. Nele, os profissionais de enfermagem puderam realizar inscrições, atualização de dados cadastrais, parcelar débitos, além de outros serviços. Já em parceria com a ONG “C tem que Saber, C tem que Curar”, o Coren-SP levou testes para detecção gratuita do vírus da hepatite C, promovendo palestras para conscientização dos enfermeiros locais.

Investimento em treinamento de segurança A Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro, RJ, possui uma equipe de enfermagem formada por 590 profissionais que são estimulados a continuamente melhorar a cultura da segurança do paciente. “Contamos com uma equipe bem treinada para identificar riscos e responder rapidamente. Rotineiramente são promovidos treinamentos para que protocolos de segurança não sejam quebrados”, informa Ivonete Costa, Gerente de Enfermagem da CSSJ.

Profissionais do Sírio-Libanês são premiados em Congresso Crédito: Lili das Neves

O trabalho “O Impacto da Educação em Dor nos Pilares da Assistência, Gerência, Pesquisa e Ensino em Profissionais de Saúde”, de autoria de Ana Maria Calil Sallum, Ivana Lucia Pimentel de Siqueira (foto), Helen Benito, Dayse Maioli Garcia e Mariana Sanches, do Hospital SírioLibanês, da capital de São Paulo, ganhou o primeiro lugar no Congresso Nursing, concorrendo com aproximadamente 40 outros estudos. O trabalho relata o programa de “Expertises em Dor”, que formou 41 enfermeiros, representando todas as unidades do hospital, para a atuação diferenciada em dor.

Trabalho reconhecido O Coren-SP reconheceu o trabalho do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, representado por sua Superintendente Assistencial, Joana Lech, com o Prêmio Gestão com Qualidade. A premiação é oferecida a instituições que atendem critérios de qualidade para os serviços de enfermagem e que, além de garantir bons resultados, alcancem a satisfação dos profissionais.

Mais dois hospitais premiados

O Hospital Nossa Senhora de Lourdes e o Hospital da Criança, em São Paulo, SP, conquistaram o Prêmio Gestão com Qualidade Dimensão Hospitalar, organizado pelo Coren-SP. As enfermeiras Alessandra Guilherme (foto) e Miriam Marchesini Ribeiro receberam os troféus em nome do Hospital Nossa Senhora de Lourdes e Hospital da Criança, respectivamente. "É um importante reconhecimento da qualidade do nosso trabalho, e temos motivo para nos orgulharmos dessa conquista", disse Alessandra.

Coren-GO homenageia 36 profissionais O Prêmio Profissional Destaque da Enfermagem promovido pelo CorenGO homenageou na edição deste ano 37 profissionais da categoria, que desenvolveram relevantes trabalhos ao longo de 2010. A premiação recebeu indicação de diferentes áreas de atuação – acadêmica, hospitalar e gestão. Segundo explica a presidente do Coren-GO, Maria Salete Silva Pontieri Nascimento, os homenageados se destacaram pela dedicação diária baseada na competência técnica e em princípios éticos. Em Goiás, são mais de 33 mil profissionais de enfermagem, incluindo enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem.

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Evento do Coren-CE reuniu comissões de ética

Equipes de enfermagem dos Hospitais Assunção e Brasil são premiadas Os hospitais Assunção e Brasil, do ABC paulista, foram vencedores do Prêmio Coren-SP de 2011, que reconhece as boas práticas desenvolvidas na assistência de enfermagem e a qualidade de sua gestão. O Coren avaliou ações sistêmicas, estrutura organizacional, aspectos operacionais, infraestrutura, gestão de pessoas e responsabilidade social. Na foto, Silvia Oliveira, Gerente de Enfermagem do Hospital e Maternidade Assunção, Carmen Lucia Simões, Gerente de Enfermagem do Hospital Mário Covas, e Toshie Martinelli, Gerente de Enfermagem do Hospital e Maternidade Brasil.

A presidente do Coren-CE, Celiane Maria Lopes Muniz, abriu o Encontro das Comissões de Ética de Enfermagem que reuniu, em agosto, 70 representantes membros das comissões nas instituições de saúde do Ceará, além da equipe de fiscalização, ouvidoria e procuradores jurídicos da regional. O evento discutiu a Resolução Cofen 311/2007.

Enfermagem em constante treinamento A equipe de enfermagem do Hospital Santa Luzia, em Brasília, DF, passa, bimestralmente, por treinamentos baseados na metodologia de tecnologia de desempenho. A necessidade de treinamento é detectada de acordo com dados baseados em desvio ou necessidade de manutenção, e a taxa de adesão da equipe é superior a 80%. Além disso, a cada trimestre é realizada uma reunião científica onde são discutidos os protocolos assistenciais.

Presidente do e Coren-DF receb ry e Prêmio Anna N

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O Cofen promoveu, em agosto, um jantar para a entrega do Prêmio Anna Nery da Enfermagem para homenagear e condecorar as personalidades da enfermagem que contribuíram de forma relevante com o desenvolvimento da categoria nos últimos anos. A Presidente do Coren-DF, Dra. Eloiza Sales Correia (na foto ao lado do presidente do Cofen, Dr. Manoel Carlos Neri da Silva), foi uma das profissionais que recebeu o troféu. Segundo ela, o prêmio representa a valorização e o reconhecimento dos mais de 20 anos dedicados à enfermagem.

Samaritano capacita seus enfermeiros Investindo na atualização de sua equipe de enfermagem, o Hospital Samaritano, de São Paulo, SP, através da GSE – Gerência de Serviços de Enfermagem, realizou neste ano quatro eventos, dentre eles a Jornada Multidiciplinar de Aleitamento Materno (foto) e está organizando o III Simpósio Internacional de Enfermagem, que acontecerá nos dias 25 e 26 de abril de 2012, com o tema central “Cuidado centrado no paciente/família”.

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Melhorias na área de CME A equipe de enfermagem do Hospital Monte Sinai, de Juiz de Fora, MG, realiza muitas atividades voltadas ao setor, “todas relacionadas ao gerenciamento de risco assistencial e ao encantamento dos clientes através de melhoria contínua dos processos”, como explica o Gerente de Enfermagem, Carlos Alexandre Lélis. Algumas das ações recentes no CME envolvem: validação do tempo de vencimento dos materiais esterilizados, rastreabilidade dos materiais encaminhados para óxido de etileno, aquisição de novas autoclaves, novas óticas para procedimentos por videolaparoscopia, novos instrumentais e refinamento do processo da área. Os profissionais de enfermagem do hospital Pró-Cardíaco, no Rio de Janeiro, RJ, vêm aprimorando suas habilidades através da motivação e da capilarização do conhecimento, com foco na qualidade do atendimento e na segurança dos pacientes. O processo da assistência hospitalar é realizado por times: da prática assistencial, do cuidado com a pele, de terapia intravenosa e um time de educação continuada, que dá suporte para o desenvolvimento de práticas. Em 2011, recebeu as certificações modalidade ouro de fixação segura de cateteres, tricotomia segura e eletrocirurgia segura, fornecidas pela empresa 3M do Brasil. O Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, RS, tem colhido ótimos resultados desde a implantação da Incubadora Educacional, uma área modelo pela qual passam todos os novos funcionários das Unidades Operacionais da entidade. Ela atende a uma estratégia institucional para o desenvolvimento e retenção de talentos e para constituir um serviço de enfermagem voltado para o alcance de resultados assistenciais e administrativos, compatíveis com os objetivos estratégicos institucionais.

Incubadora Educacional desenvolve talentos em enfermagem

Crédito: Divulgação Mater Dei

Enfermagem Hospital Pró- do Ca atua como timrdíaco es

Ferramenta facilita gestão do tempo no CTI Com a aplicação do NAS – Nursing Activities Score, sistema de classificação de pacientes sob cuidados intensivos, por pontuação, no CTI do Hospital Mater Dei, em Belo Horizonte, MG, os colaboradores têm aproveitado melhor o tempo. Por meio de software, a equipe de enfermagem usa o NAS para identificar quanto tempo será despendido no atendimento a cada paciente. “A ferramenta objetiva proporcionar assistência com mais segurança, qualidade e humanização, sem sobrecarga de trabalho”, afirma Paula Abreu, Coordenadora de Enfermagem do CTI.

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Hospital Carlos Chagas inaugura serviço de cirurgia bariátrica

O Hospital Estadual Carlos Chagas (HECC), localizado em Marechal Hermes (RJ), ganhou, no final de julho, um incremento em sua infraestrutura, inaugurando oficialmente o Serviço de Cirurgia Bariátrica, com seis leitos. O programa de cirurgia bariátrica, inédito na rede de saúde pública estadual, foi criado no final do ano passado e já operou 111 pacientes, todos sem nenhuma intercorrência. Esse é o único programa do SUS no país que faz a cirurgia bariátrica exclusivamente por videolaparoscopia. Ao contrário do paciente operado por cirurgia convencional, que leva mais de um mês para voltar ao trabalho, o procedimento videolaparoscópico devolve o paciente às suas atividades mais precocemente, em cerca de 10 dias, desde que não exerça muito esforço físico. A técnica apresenta menos de 1% de mortalidade em grupos operados. Todos os pacientes que se submeteram à cirurgia, até o momento, ficaram apenas dois dias na enfermaria, sem nenhum tipo de complicação ou necessidade de internação em CTI. O programa segue todas as regras determinadas pela Portaria do Ministério da Saúde nº 492, de 31 de agosto de 2007. “O programa tem o maior volume de cirurgia videolaparoscópica para obesidade do SUS no país. A capacidade é de realizar 20 cirurgias por mês, o que totaliza 240 ao ano. Em 2009, foram realizadas 3.000 cirurgias pelo SUS em todo o País. No Hospital Estadual Carlos Chagas não

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temos fila de espera. Todos os pacientes encaminhados à Central de Regulação de Leitos são prontamente agendados para avaliação do serviço. Se estiverem dentro dos pré-requisitos, ou seja, IMC dentro do indicado e cumprirem os prérequisitos da portaria do Ministério da Saúde que regulamenta essas cirurgias, além de não terem doenças graves associadas, serão avaliados, preparados e operados”, explica o Subsecretário de Atenção à Saúde, Alfredo Scaff. A equipe é formada por médico cirurgião e assistente, anestesista, nutrólogo, endocrinologista, nutricionista, fisioterapeuta, instrumentador e enfermeiro. As cirurgias são realizadas no Hospital Estadual Carlos Chagas e o acompanhamento pré e pós-operatório é feito no Instituto Achiles. O Instituto Achiles realiza o procedimento mais convencional no mundo, a gastroplastia ou bypass. O objetivo é a diminuição do estômago e o desvio

do intestino. “O paciente passa por quatro mecanismos: diminuição da fome por redução de um hormônio chamado grelina; diminuição da quantidade de caloria absorvida, porque é desviada cerca de metade do intestino; redução do tamanho do estômago e aumento da saciedade”, explica o cirurgião e presidente do Instituto Achiles, vencedor da licitação do Programa de Cirurgia Bariátrica da SES, Cid Pitombo. São levados para o centro cirúrgico apenas os pacientes bem preparados. Muitos têm que perder peso, utilizar medicamentos para regularizar diabetes e hipertensão, até que a cirurgia possa ser realizada com total segurança. “Nosso objetivo é conseguir operar pacientes com até 230 kg, mas raramente uma pessoa com esse peso tem condições cirúrgicas”, afirma Pitombo. A Ouvidoria da SES realizou uma pesquisa com 48 pacientes que participaram do programa e os resultados comprovaram a eficiência e agilidade no atendimento aos doentes. Quarenta e seis por cento desses pacientes levaram apenas entre um e três meses para serem avaliados e 40% deles classificaram como ótimo o acompanhamento que tiveram póscirurgia.

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Projeto arquitetônico pode proporcionar recuperação mais rápida do paciente O Hospital Marcelino Champagnat, que será inaugurado ainda este ano, em Curitiba (PR), é exemplo de empreendimento que alia serviços e profissionais de saúde de qualidade internacional a um ambiente funcional. O projeto arquitetônico, de responsabilidade da engenheira Jussara Benghi Ruggeri, especialista em arquitetura hospitalar, priorizou detalhes fundamentais, que beneficiam tanto pacientes quanto os profissionais que vão atuar no estabelecimento. Entre as prioridades do projeto, Jussara destaca a iluminação ampla e natural nos 10 pavimentos, principalmente na UTI, onde amplas janelas permitirão que a iluminação atinja todos os 20 leitos, em boxes individuais, com persianas entre vidros que possibilitam o controle de luz ou o isolamento nos momentos de assepsia ou tratamento. Pouco comum neste tipo de construção, essa arquitetura favorece a recuperação mais rápida do paciente. “Pensamos no bem estar do paciente, dos profissionais e dos familiares e acompanhantes, que terão à sua disposição ambientes de descanso mais confortáveis”, frisa Jussara. Além desses detalhes, os leitos da UTI possuem poltronas para o paciente e acompanhante e racks com TV em cada box. Haverá ainda uma sala de espera ampla e uma sala de acolhimento aos familiares, com muita privacidade e conforto. Já o Centro Cirúrgico é composto por salas de cirurgias de grande porte, com piso semicondutivo e fluxo laminar, além de um ambiente de recuperação amplo, também com confortável iluminação natural. Os espaços de descanso e copa para as equi-

pes multiprofissionais, as áreas de apoio e a farmácia satélite foram dimensionados e elaborados com foco na humanização, nos fluxos corretos e na interface com as equipes destas áreas. As cores dos ambientes também são fatores relevantes para proporcionar o aconchego e a humanização em todo o empreendimento. Com dez andares, o prédio terá uma recepção central com local para embarque e desembarque e acesso ao edifício garagem com quatro pisos de estacionamento, e cinco alas de internação, com amplos e modernos quartos, dotados de um toque de hotelaria sem deixar de seguir as especificações mínimas necessárias para estas áreas hospitalares. Na área médica, serão sete salas cirúrgicas com equipamentos de alta tecnologia, 20 leitos de UTI geral, 11 leitos de UTI

coronariana, além de serviço de Pronto Atendimento 24 horas, Unidade de AVC / UDT (Unidade de Dor Torácica), também com acesso a um dos pisos de estacionamento. O resultado deste trabalho atende a uma das especificações da Joint Commission International, que tem entre suas premissas o atendimento humanizado, com melhora da qualidade dos cuidados aos pacientes e acompanhantes, dentro de padrões de excelência reconhecidos internacionalmente. Com investimentos de 65 milhões, o empreendimento da Associação Paranaense de Cultura (APC) traz em sua essência o conceito de excelência. Trata-se de uma estrutura com 27.437m², que nasceu com a premissa de oferecer serviços de saúde de padrão e qualidade internacional no tratamento clínico e cirúrgico.

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Rio ganha novas instalações de atenção à traumatologia O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into) deu início às atividades assistenciais em seu novo endereço. A área ambulatorial conta com 60 salas de atendimento para todas as especialidades ortopédicas, o que vai representar um aumento anual de três vezes o número de consultas. A expectativa é que ao final da transferência, o instituto realize cerca de 305.000 consultas por ano. A unidade de reabilitação ganha uma área de dois mil metros quadrados, que inclui piscina para atendimentos hidroterápicos. A capacidade estimada de atendimentos é de cerca de 86.000 consultas a cada ano.

Um up grade no atendimento à Ortopedia e Neurologia O Hospital Moinhos de Vento, Porto Alegre (RS), inaugurou no dia 15 de agosto, o Centro de Ortopedia e Traumatologia e o Centro de Neurologia e Neurocirurgia. Ocupando o 11º andar do hospital, os novos espaços passam a oferecer mais conforto e agilidade aos pacientes, proporcionando atenção integral, desde a marcação de consultas até a reabilitação, aliadas à tradição de excelência da instituição e seus pilares de humanização, segurança e tecnologia. Os novos Centros garantem ao paciente mais comodidade e resolutibilidade. Todos os procedimentos terão protocolos desenvolvidos em conjunto com algumas das principais instituições de saúde do mundo.

Hospital São Vicente recebe Acreditação Nível III

O Hospital São Vicente, de Curitiba, recebeu certificado de Acreditação em Excelência – Nível III, o máximo ONA, tornando-se o primeiro hospital paranaense administrado por uma fundação filantrópica (Funef) a conquistar esta certificação. Em média, efetua mais de 60.000 atendimentos mensais e é considerado hospital de referência pelo Ministério da Saúde, pois realiza transplantes de rim, fígado e ossos e presta atendimento filantrópico no Asilo São Vicente e no Pequeno Cotolengo, que abrigam idosos e pessoas com necessidades especiais, físicas e mentais, até 65 anos. Apenas 55 hospitais brasileiros compartilham esta Acreditação.

Albert Einstein inaugura novo prédio na Vila Mariana

A Ala VIP do Hospital Alvorada O Hospital Alvorada, São Paulo (SP), acaba de inaugurar uma Ala VIP com serviços e ambientes projetados para oferecer ainda mais conforto e sofisticação. O espaço possui oito suítes (de 60 m² a 78 m²) com ambientes separados para o paciente (quarto e banheiro) e para o acompanhante (sala, cozinha, closet e lavabo), além de um jardim na área de circulação e um espaço especialmente concebido para atender acompanhantes e familiares, com serviço de copa; dois computadores com acesso à Internet; linha telefônica, sofá e uma mesa. Todas as suítes são equipadas com dois televisores de LED, controle remoto que aciona por meio de um toque os serviços desejados, som ambiente, Dock Station para iPods, laptops, amenities Trousseau e enxovais Trussardi. Pacientes e acompanhantes contam ainda com serviços de hotelaria, como concierge, camareira e uma gastronomia diferenciada. 30

A Unidade Vila Mariana do Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo (SP), acaba de inaugurar seu novo prédio. Com quatro andares e capacidade total de 30 leitos, o edifício será destinado ao atendimento de pacientes que necessitam de internação por períodos prolongados, têm grande dependência de cuidados da equipe multidisciplinar, porém, são estáveis do ponto de vista clínico. Os pacientes contarão com atendimento 24 horas de equipes médica e de enfermagem e ainda poderão usufruir de terapias diferenciadas, como fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia. Outro diferencial é o ambiente, que segue os princípios do Planetree – filosofia de humanização que propõe ações inovadoras em áreas como arquitetura, entretenimento, educação, espiritualidade e nutrição.

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Atualidade

Setor da Saúde entra na onda dos sites de compra coletiva Diariamente, os internautas recebem inúmeros e-mails com descontos para adquirir os mais variados serviços e produtos, de cup cakes a viagens para o exterior. O bom preço é garantido a partir de um certo número de interessados na oferta. É a chamada “compra coletiva”. Agora, chegou a vez de o segmento hospitalar entrar nesta onda para oferecer produtos e equipamentos com vantagens irresistíveis via internet. Acaba de chegar ao mercado o GroupLab, um site de compras coletivas que oferece um jeito diferente de adquirir produtos laboratoriais e hospitalares, além de contratar serviços para laboratório. Negociando com os melhores fornecedores grandes volumes de produtos e serviços laboratoriais, o site consegue os melhores preços e repassa o valor fracionado em formato de cupons oferta para laboratórios de todo o Brasil. Assim, os clientes podem comprar pequenas quantidades com preço de atacado. A possibilidade de aquisição com desconto dos produtos e/ou serviços das empresas parceiras, ocorre a partir da pré-negociação entre o GroupLab e este parceiro a respeito do número mínimo de interessados em determinado produto e/ou serviço através da web site www.grouplab.com.br. Uma vez atingido ou ultrapassado o número mínimo de aquisições previamente estabelecido, a oferta será validada e o usuário receberá os produtos ou serviços adquiridos diretamente do parceiro.

Para os clientes, os benefícios incluem: associativismo informal a outros laboratórios, criando um mecanismo de compra coletiva para pagar menos e comprar mais; acesso aos melhores produtos com os melhores preços do mercado; igualdade de condições e poder de negociação e compra e garantia direta do fabricante ou distribuidor. Já para os parceiros, as vantagens são: maior volume de vendas diretas, redução de investimento em propaganda, marketing e estrutura comercial, e possibilidade de alcance e atendimento em todo o País sem intermediários. Além disso, o GroupLab antecipa o valor das vendas e garante o pagamento, eliminando qualquer risco de inadimplência. Segundo Sergio Rodrigues, criador e sócio do site, a segurança neste tipo de operação é total, uma vez que o fornecedor recebe antecipadamente o valor das vendas e tem controle total da evolução da oferta através de um login e senha para acesso à área reservada do site, com atualização automática on-line. “Vendeu, aparece na hora, e o risco é zero de inadimplência, pois o site se responsabiliza pelo cadastro e recebimento depois do pagamento ao parceiro”, explica. Para os clientes, ele diz que também é muito seguro, pois a compra é feita pelo site através de mecanismos consagrados no mercado, frete via e-sedex dos correios e emissão do RHB | SET/OUT

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pedido, nota fiscal, garantias, certificações e suporte técnico e pós-vendas oferecidos diretamente pelo fornecedor. Rodrigues conta que há dez anos, quando começou neste setor como assessor comercial de um grande laboratório de apoio, o Lab Balagué Center, esteve em Manaus, AM, onde começava a se formar a Aplan, uma pequena rede de laboratórios que se unia para tentar reduzir custos. “Pelo Brasil, várias tentativas foram feitas, mas naufragaram, resistindo poucos exemplos de sucesso. Por que deram errado? Simples: as associações exigiam sacrifícios entre os sócios, como divulgação de informações antes reservadas (números de atendimentos, área de atuação, clientes especiais, participação em licitações e etc.), adimplência de todo o bloco com prejuízo de todos, caso algum falhasse, e conflitos entre os interesses de mercado, uma vez que eram concorrentes e parceiros ao mesmo tempo. Essa equação era complicada. O site de compra coletiva é, na verdade, o associativismo informal, sem que os participantes se conheçam, compartilhem informações, contratos ou algo que os prenda, tendo apenas o lado bom disso: se unir para baixar custos. Um laboratório do Acre compra com a mesma condição de um laboratório de Recife, Campinas ou Gramado”, detalha. Segundo o profissional, a ideia foi muito bem aceita e a empresa já tem parcerias fechadas de produtos diversos como: equipamentos, luvas, tubos, bandagens, livros, kits de reagentes, testes rápidos e serviços. “No segundo mês de atividades (outubro/11) teremos exames laboratoriais já fechados com o parceiro”, acrescenta. 20% de desconto Também utilizando o conceito de sites de compra coletiva, a Esaote Healthcare do Brasil, especializada em ressonância magnética, vendeu até o fechamento desta edição 35 aparelhos de ultrassom MyLab20 PLUS com 20% de desconto através de um hot site, o www.promocaoesaote.com.br, desenvolvido exclusivamente para a ação. A página funciona nos mesmos moldes dos sites de compra coletiva, sendo necessário o cadastramento do usuário com seus dados pessoais e escolha da forma de pagamento. A expectativa é que a empresa tenha um faturamento de R$ 3,3 milhões com a iniciativa. “Acreditamos que com a promoção chegando ao final, ainda iremos conseguir atingir um maior número de interessados, aqueles que ainda estão indecisos. Mesmo não tendo atingido ainda o número mínimo de vendas pré-estipulado (50), a empresa decidiu por efetuar a venda dos aparelhos já solicitados”, explica Leonardo Pili, Gerente Nacional de Vendas. O argumento dos compradores para a aquisição do produto, segundo Pili, é que o novo aparelho vai agregar valor e colaborar para a fidelização do paciente. Acreditam, ainda, que será possível acompanhar com mais precisão os cuidados com a mãe e com o bebê. Para a Esaote, a iniciativa foi bastante positiva, tanto no lado comercial quanto para 32

reforçar seu espírito de vanguarda. “O sucesso foi tamanho que houve procura até mesmo de fora do Estado de São Paulo. Podemos replicar a iniciativa para outras localidades num futuro próximo”, declara o Gerente.

De acordo com Edson Lopes, CEO da companhia no Brasil, a ideia foi levar toda a qualidade e precisão do MyLab20 PLUS à grande parte dos consultórios e laboratórios do Estado de São Paulo. “O segmento hospitalar hoje pede equipamentos cada vez mais avançados, e a nossa experiência revela que muitos obstetras têm perdido pacientes por não contarem com aparelhos de ultrassom mais modernos. Por isso, resolvemos lançar esta ação exclusiva”. Assim, a Esaote também atende à necessidade de segurança das futuras mamães, que estão tendo seus filhos mais tarde e estão em busca de serviços que possam sanar todas as suas dúvidas e garantam a saúde do bebê. “Nosso aparelho de ultrassom tem tecnologia 3D e 4D, além de um amplo campo de visão, promovendo maior conforto e segurança ao paciente quanto ao diagnóstico”, destaca o empresário. Lopes ressalta, ainda, que existe por parte dos pais não só uma preocupação diagnóstica no acompanhamento do desenvolvimento do bebê, mas também com as gestantes. Nesse sentido, o MyLab20 PLUS  é indicado também para identificar patologias em geral na saúde da mulher, tais como mioma, cistos no ovário ou mesmo lesões na mama. O aparelho de ultrassom possui plataforma digital com dois processadores, sistema operacional Windows XP e monitor LCD 17” de alta resolução, além de contar com pacote completo de conectividade: gravador CD/DVD R/RW integrado; capacidade de armazenamento de mais de 300 mil imagens em disco rígido; conexão USB para transferência de imagens; compatível com impressoras jato de tinta, laser, cera e térmicas, impressão direta. Além do equipamento, a promoção incluiu um curso de atualização profissional certificado pela Associação de Medicina Fetal Latino-Americana ministrado pelo Dr. Renato Ximenes, curador da Fundação de Medicina Fetal LatinoAmericana (FMFLA). Segundo Lopes, o curso tem cunho prático e teórico e inclui noções da rotina de ultrassonografia morfológica no 1° e 2° trimestres de gestação, doppler em Ginecologia e Obstetrícia, importância e rotina do estudo do coração fetal, entre outros temas. “Um programa como este custa, no mínimo, R$ 3 mil, mas graças à parceria com o Dr. Renato Ximenes, diretor científico da Centrus, oferecemos gratuitamente aos profissionais que adquirirem a promoção”. Também foi incluído na compra o frete do equipamento e a garantia estendida de dois anos.

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Gestão

Em discussão, um novo modelo de remuneração dos hospitais privados

Ao longo dos últimos anos ocorreu uma defasagem da participação usa o hospital para internar seu paciente. Entretanto, os recursos são relativa dos honorários médicos em relação aos demais serviços e fornecidos pela instituição e esta cobrará da operadora de saúde. À insumos de saúde pagos pelas operadoras. Segundo a ANS – Agência medida que o hospital passa a receber um valor fixo pelo procediNacional da Saúde Suplementar, as distorções existentes no modelo mento cirúrgico ou pela diária de internação, o recurso a ser utilizado de remuneração dos hospitais, do qual os preços dos serviços hos- precisa estar ajustado ao valor negociado com a operadora. Portanpitalares (diárias e taxas) estão dissociados de seus custos, fez com to, este alinhamento com o corpo clínico, no sentido de padronizar que a comercialização de medicamentos, materiais e OPME (órteses, procedimentos e insumos e negociar um preço adequado com a próteses e materiais especiais) passassem a responder de forma mais operadora, é um dos grandes desafios na adoção dos novos modelos expressiva pela receita desses estabelecimentos e pela participação de remuneração. Esta integração com o corpo clínico é fundamental nas despesas assistenciais totais das operadoras. para que o hospital possa reduzir o risco dos novos modelos adotaDesde 2010, o modelo de remuneração para os hospitais privados dos”, explica. brasileiros conta com um GT – Grupo de Trabalho Técnico na ANS, E como alinhar os interesses entre o corpo clínico e o hospital? “Este especialmente criado para tratar do assunto. Coordenado pelo con- é, ao meu ver, um dos maiores, senão o maior desafio hoje enfrentado sultor da Planisa, Afonso José de Matos, é formado por represen- pelos gestores hospitalares. E é agravado pelas frequentes manifestatantes de diversas entidades de classe, como Abramge – Associação ções das entidades de classe representativas dos médicos, acerca da Brasileira de Medicina de Grupo, Fenasaúde – Federação Nacional baixa remuneração recebida pela maioria deles junto às operadoras de de Saúde Suplementar, Unidas – União Nacional das Instituições de planos de saúde. Isso é o que eu chamo de ‘alinhamento de interesses’ Autogestão em Saúde, Unimed, Anahp – Associação Nacional dos entre o corpo clínico e hospital. Do lado do hospital, o foco deve estar Hospitais Privados, CNS – Confederação Nacional de Saúde, FBN – em oferecer qualidade nos serviços assistenciais - enfermagem, fisioFederação Brasileira de Hospitais e CMB – Confederação das Miseri- terapia, entre outros; rapidez - mas seguindo os protocolos de atendicórdias do Brasil. mento – para as internações e aprovações das cirurgias junto às operaAtravés dele já foram estabelecidas diretrizes para remuneração dos doras e facilidades para os médicos, como fácil acesso, conforto e boas hospitais na saúde suplementar. Atualmente, o GT está trabalhando condições de trabalho de forma geral.” no desenvolvimento de parâmetros de remuneração através de ta- De acordo com o Superintendente Geral de Operações do Hospital Sabelas simplificadas. maritano de São Paulo, este alinhamento, De acordo com a ANS, a revisão do modo lado dos médicos, deve focar na desdelo de remuneração dos hospitais, resvinculação com fornecedores e distribuitaurando os preços dos serviços com base dores, de tal forma que o hospital possa, nos seus custos de produção e gerando efetivamente, exercer sua prerrogativa os incentivos adequados sobre o uso dos de comprar os insumos. “Defendo a ideia medicamentos, materiais e OPME, pode de que, para as equipes mais aderentes abrir espaço para a recomposição da parao esforço de padronização de processos, ticipação relativa dos honorários médicos ofereçam-se incentivos como melhores no total dos custos assistenciais das opeescalas em pronto-socorro, programas radoras. de relacionamento e até participação nos Na opinião de Sérgio Bento, Superintenresultados de procedimentos realizados dente Geral de Operações do Hospital pela equipe.” Samaritano de São Paulo, os hospitais priQuais outros fatores envolvidos na revados enfrentam vários riscos e desafios muneração? “Um outro ponto que meem relação à remuneração. “O risco está rece destaque é a deficiência encontrada embutido na mudança de um modelo na maioria dos hospitais brasileiros, espede remuneração (atualmente o modelo cificamente nos sistemas de informações, de conta aberta) para um no qual os pretanto gerenciais quanto no controle do ços serão fixos - quer na diária global ou trabalho assistencial. Para a formatação no pacote para procedimento cirúrgico. de valores no modelo de preços fixos, é Temos que entender que, dentro de um fundamental ter um sistema de custeio hospital, quem toma a decisão do recurso implantado, assim como um sistema adea ser utilizado no atendimento ao pacienquado de acompanhamento da gestão aste (materiais, medicamentos, exames de sistencial, que poucos hospitais dispõem diagnóstico, dentre outros) é o profissioatualmente.” Sérgio Bento, Superintendente Geral de Operações do nal médico, que na maioria das vezes não Bento explica que o impacto é diferente Hospital Samaritano de São Paulo é funcionário direto do hospital. O médico para hospitais grandes e de médio e pe38

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Capital estrangeiro em nossos hospitais

Requisitos para uma negociação de sucesso Do lado das operadoras de planos de saúde: - aceitar e formalizar regras claras de reajuste dos preços fixos, de preferência com base em fórmulas que reflitam a estrutura de custos dos procedimentos e com periodicidade definida; - para procedimentos “empacotados”, por definição, não se apresenta conta hospitalar detalhada, exceto para as exclusões; - no caso da migração de preços, entender e respeitar a manutenção da margem de contribuição do hospital naquele contrato, assim como formalizar regras claras de reajuste das diárias e taxas. Do lado dos prestadores de serviços: - modelos de remuneração por preço fixo pressupõe assumir os riscos. Portanto, hospitais tem que formatar protocolos e pacotes minimizando as exclusões que caracterizem cobrança adicional; - padronizar os insumos, principalmente os de maior custo e seus fornecedores; - gestão do seu corpo clínico, incentivando a adoção de protocolos, guidelines, padronização de processos e recursos. Fonte: Palestra “O desafio na adoção de novos modelos de remuneração”, proferida por Sergio Bento no Encontro Nacional Unimed e Recursos e Serviços Próprios e Jornadas Nacionais Unimed de Enfermagem e Farmácia Hospitalar - 2010

queno portes porque os grandes estão mais bem preparados, tanto no aspecto de estrutura interna de seus sistemas quanto da capacidade de estabelecer modelos de gestão do corpo clínico - que é fundamental para a padronização dos processos e insumos. Além dos aspectos internos, os hospitais de maior porte têm melhores condições nas negociações comerciais com as operadoras. E qual seria o modelo de remuneração ideal? “Não creio que haja um modelo ideal, pois os interesses de prestadores e operadoras

Os riscos da concentração de usuários de planos de saúde Sérgio Bento: “Com o crescimento no número de beneficiários dos planos de saúde, o mercado fica concentrado, representando riscos para os hospitais, pois quanto mais concentrada fica a receita de uma empresa junto a um cliente, maior é o poder deste cliente de solicitar condições comerciais diferenciadas, como desconto em tabelas de preços, restrições a reajustes, dentre outros. O grau de dependência da empresa perante aquele cliente aumenta. Além disso, há o risco de crédito, pois a cobrança se concentra em poucos clientes. Uma das políticas mais salutares – sob o ponto de vista da gestão comercial – é reduzir a dependência dos clientes, pulverizando ao máximo a participação de cada cliente na receita da empresa. Para os hospitais, aplica-se a mesma regra no relacionamento comercial com as operadoras de planos de saúde.”

Sérgio Bento: “Atualmente, a legislação brasileira não permite que hospitais tenham capital estrangeiro em sua composição acionária ou societária. Entretanto, esta mesma legislação permite que operadoras de planos de saúde tenham esta participação, inclusive aquelas verticalizadas, que tem hospitais e unidades de prestação de serviços assistenciais próprias. Portanto, temos uma concorrência em desvantagem quanto à capacidade de busca de recursos para investimentos. A modificação desta legislação possibilitaria movimentos para consolidar o segmento hospitalar, seguindo o que já ocorre em outros países. Além disso, daria aos hospitais outras alternativas para capitalização”. (fontes pagadoras) são diferentes: o que é receita para um, é custo para o outro. O que se busca no Grupo de Trabalho da ANS é estabelecer uma série de princípios e regras, consensadas entre as entidades participantes, que sirvam de orientação para transações entre prestadores e operadoras. Por outro lado, é importante entender também que não existe um único modelo de remuneração, pois ele deve ser adequado à natureza do evento hospitalar. Isso, aliás, já foi consensado entre os participantes do GT da ANS.” A tabela compactada de diárias e taxas, que faz parte do novo modelo de remuneração para os hospitais privados, foi discutida na rodada de reuniões do grupo que aconteceu em São Paulo. A ideia, de acordo com Bento, é continuar aplicando o modelo de conta aberta (em inglês, fee for service) para aquelas situações que tenham grande variabilidade quanto ao desfecho e utilização de recursos. A adoção de conta aberta para esses fins reduz o risco do prestador de serviços. Já na tabela compactada, uma grande quantidade de itens é eliminada, pois esses já estarão inclusos no valor da diária do leito, no uso da sala cirúrgica, ou no valor do espaço do pronto-socorro, e assim por diante. “A redução do número de itens de uma conta abrevia e facilita o trabalho do faturamento hospitalar, reduz custos administrativos e facilita o trabalho da auditoria de contas médicas”, destaca o profissional.

Modelos de remuneração - conceituação Mecanismo de Pagamento

Retrospectivos

Fee for Service - por unidade de serviço (conta aberta)

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Prospectivos

Fee for Service - preço fixo (pacotes e diárias globais)

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Capitation

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Transferência orçamentária

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Risco e previsibilidade Mecanismo de Pagamento

Prestador de Serviços

Financiador

Fee for Service - por unidade de serviço (conta aberta)

Baixo

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Fee for Service - preço fixo (pacotes e diárias globais)

Intermediário

Intermediário

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Transferência orçamentária

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Fonte: Palestra proferida por Sergio Bento em evento da Unimed em 2010

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Humanização

V Mutirão Nacional de Cirurgia da Criança Crédito: Divulgação/CIPE

No último dia 20 de agosto tempo de espera dos hosfoi realizado o V Mutirão pitais. Assim, sua imporNacional de Cirurgia da tância tem tido reconheCriança, uma iniciativa da cimento cada vez maior, Associação Brasileira de o que tem se refletido no Cirurgia Pediátrica (CIPE), aumento de adesões por que desde 2007 se repete parte dos serviços e no anualmente, com êxitos número de crianças opecrescentes. radas. Em 2007, o primeiComo nos anos anteriores, ro mutirão atendeu 441 o principal objetivo dessa pacientes. Em 2010, esse iniciativa foi reduzir as filas número praticamente dode pacientes infantis com brou: 862 crianças foram indicação cirúrgica, espeoperadas nos 38 serviços cialmente nos hospitais participantes. Em 2011, públicos, através da realiresultados parciais moszação de intervenções mais tram que foram atendidas simples, num único dia, o 369 crianças. Crianças em atividades lúdicas, aguardando cirurgia, no Hospital Regional Público do Araguaia, em Redenção - PA que traz como consequênFruto de ação voluntária, cia a redução no tempo de espera, este ano participaram do mutirão os seguintes hospitais: também para as crianças que apresentam casos mais complexos. Hospital Estadual da Criança (Feira de Santana – BA), Hospital Octavio A abertura oficial do mutirão ocorreu no Hospital Regional da Asa Sul Pedreira (Santo Amaro da Purificação – BA), Hospital da Criança/Obras (HRAS), em Brasília, com a presença do governador do Distrito Federal, Sociais Irmã Dulce (Salvador – BA), Hospital Martagão Gesteira (Salvador o médico Agnelo Queiroz, que integrou a equipe que se dedicou a ope- – BA), Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (MG), rar as 95 crianças de 1 a 12 anos, selecionadas previamente para serem Hospital Regional Público do Araguaia (Redenção – PA), Hospital dos Seratendidas na ocasião. vidores do Estado (Rio de Janeiro – RJ), Hospital São José (Criciúma - SC), No mutirão, médicos e equipes cirúrgicas voluntárias efetuaram princi- Santa Casa de Misericórdia de Belém (PA), Hospital Público de Macaé palmente cirurgias ambulatoriais – como de hérnias, fimose, testículos (RJ), Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ), Instituto da Criança do fora de lugar, hipospadia (uma anoHospital das Clínicas da FM-USP malia congênita, em que o orifício (São Paulo – SP), Policlínica Pato uretral masculino se apresenta em Branco (PR), Hospital da Criança local incorreto) e retirada de cisConceição (Porto Alegre – RS), tos, que geralmente não implicam Hospital Dr. Marcelo Candia (Porto na internação do paciente. Velho - RO), Hospital Estadual de Durante a organização do evento, a Américo Brasiliense (SP), Hospital CIPE realizou contatos com os serInfantil Dr. Hugo da Rocha Silva viços participantes dos mutirões (Palmas – TO) e Hospital Regional anteriores e procurou envolver da Asa Sul (Brasília - DF). também outros hospitais e profisO Hospital das Clínicas da Universionais. Nessa tarefa, contou com sidade Federal de Uberlândia, em Equipes de entretenimento em atividade com as crianças que aguardavam por cirurgia no Hospital Martagão Gesteira, de Salvador - BA o empenho de seus associados e Minas Gerais, adaptou sua partidas associações regionais de cirurgia cipação no mutirão à capacidade de pediátrica, no sentido de sensibilizar os responsáveis por unidades hos- atendimento, fragmentando a quantidade de crianças inscritas em seis sápitalares públicas e privadas, Santas Casas e outras entidades benefi- bados durante o ano. O hospital já realizou 36 cirurgias e tem a expectativa centes, além de órgãos públicos de saúde, cuja colaboração é sempre de, até o final do ano, totalizar 51 procedimentos. muito importante para o sucesso do mutirão. E ainda que a realização de mutirões possa ser considerada como uma Além disso, houve a ampliação do apoio da iniciativa privada, que co- medida paliativa, a importância desse tipo de iniciativa não pode ser laborou doando medicamentos e material cirúrgico, entre outros itens desprezada graças à importância de seu caráter social. necessários à realização das cirurgias. Os serviços interessados em aderir ao Mutirão 2012 podem obter As experiências de abrangência nacional organizadas pela CIPE nos últi- mais informações e fazer sua inscrição na CIPE, por meio do email mos quatro anos mostraram que, apesar das dificuldades, um mutirão secretaria@cipe.org.br ou pelos telefones (11) 3814-6947 e dessa amplitude não só é possível, como é muito eficiente na redução do (11) 3032-8955. 40

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Jurídico

Saúde de menos, processos de mais

Por Carol Gonçalves

Hoje, tramitam no Judiciário brasileiro quase 241.000 processos na área de saúde, e o SUS gastou com ações judiciais R$ 132 milhões em 2010. Na área pública, os principais motivadores são justamente a precariedade do SUS, que deveria realizar procedimentos de recuperação da saúde. Já na área privada, as ações envolvem as negativas abusivas para a cobertura de determinados procedimentos prescritos para o tratamento de doenças cobertas contratualmente, o não fornecimento de medicamentos de uso oral e a previsão de cláusulas contratuais abusivas. Tramitam hoje, no Judiciário brasileiro, quase 241.000 processos na área de Saúde, as chamadas demandas judiciais da Saúde, de acordo com balanço do CNJ – Conselho Nacional de Justiça. A maior parte destes processos é referente a reclamações de pessoas que reivindicam na Justiça acesso a medicamentos e a procedimentos médicos pelo SUS, bem como vagas em hospitais públicos e ações diversas movidas por usuários de seguros e planos privados junto ao setor. As piores situações são observadas nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. No Rio Grande do Sul, o Tribunal de Justiça tem quase metade de todas as demandas do país: 113.953 ações judiciais sobre saúde. Já São Paulo possui 44.690, e o Rio de Janeiro, 25.234. Outros destaques são os tribunais de Justiça do Ceará, com 8.344 ações, Minas Gerais, com 7.915, e o Tribunal Regional Federal da 4ª região, que compreende os estados de Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, com 8.152. Com isso, os gastos do SUS com ações judiciais passaram de R$ 170 mil, em 2003, para R$ 132 milhões, em 2010, conforme afirmou o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no Seminário sobre Demandas Judiciais no Âmbito do SUS, que aconteceu em julho, em Brasília. Para o conselheiro Milton Nobre, Coordenador do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde, toda a

“Os crescentes avanços tecnológicos estão exigindo uma maior agilidade da Agência Nacional de Saúde Suplementar”

sociedade deve se unir na busca de soluções para os problemas do SUS, entre eles a avalanche de ações judiciais que, muitas vezes, o obrigam a fornecer medicamentos e tratamentos que não têm eficácia científica comprovada e pressionam os cofres públicos. “O SUS é um bem de todos, um bem nacional, e todos temos de ter responsabilidade com ele, não apenas aqueles que possuem mandato, que têm legitimidade originária do voto ou delegação”, afirmou. Para aprofundar o assunto, a Revista Hospitais Brasil ouviu três advogados: Tiago Farina Matos, pós-graduado em Direito na área de Saúde pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP/SP e especialista em Administração Hospitalar e Serviços de Saúde, e dois profissionais do Vilhena Silva Advogados: Estela do Amaral Alcântara Tolezani, especializada em Direito à Saúde, e Rafael Robba, membro da Comissão de Estudos sobre Planos de Saúde e Assistência Médica da OAB/SP no exercício de 2011. De acordo com os advogados do Vilhena Silva, ter quase 241 mil processos na área de saúde significa um defeito na prestação do serviço por parte do Estado e das empresas privadas. “A Saúde é um dos direitos sociais consagrados no caput do artigo 6º da Constituição Federal e a justificativa é muito simples: sem ela não há condições de uma vida digna.” Para o advogado Matos, esse dado mostra que as políticas de acesso à saúde não estão atendendo as reais necessidades da população. Ano a ano, o número de ações relacionadas à Saúde vem crescendo vertiginosamente. “Isso se deve em muito ao empoderamento de parcela crescente da população, que tem compreendido a Saúde como um direito (e não como um favor). Hoje, quando um cidadão se vê privado do acesso ao tratamento que lhe foi prescrito, sabe que a Justiça pode ser uma poderosa ferramenta para garantia do seu direito. A tendência é que quanto mais a população se apodera desse conhecimento, mais vezes o Judiciário será acionado para preservação do direito à saúde”. Segundo os profissionais do Vilhena Silva, para que o direito à saúde seja uma realidade, é preciso que o Estado crie condições de atendimento em postos de saúde, hospitais, programas de prevenção, forneça medicamentos, etc. Além disso, o Advogado Tiago Farina Matos atendimento deve ser universal (abranger todos os neRHB | SET/OUT

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“O problema não está nos hospitais, mas na gestão daqueles que administram a verba pública ou o dinheiro dos consumidores”

cessitados) e integral (garantia do tratamento completo). “E, infelizmente, essa não é a realidade de nosso País.” Em razão desse defeito, o cidadão procura amparo na rede privada, já que o artigo 197 da Magna Carta autoriza a fiscalização e controle das ações e serviços de saúde também pela iniciativa privada. “Assim, o particular, quando se propôs a assumir o papel do Estado, responsabilizou-se por fornecer Segundo dados do Inca – Institutodo o atendimento necessitado to Nacional do Câncer, somente por seus segurados, possuindo os em 2011 estima-se o diagnóstico mesmos deveres, ou seja, prestar de 500.000 novos casos da doenassistência médica integral aos ça. Estela e Robba, do Vilhena Silconsumidores dos seus serviços. va, dizem que o quadro se torna Entretanto, o consumidor se depamais assustador ao considerar a ra com uma realidade semelhante precariedade da saúde pública do ao do Poder Público, na medida em Brasil e a falta de política social que negativas abusivas lhe são imcapaz de atender, a curto prazo, à postas, o que motiva o ingresso de demanda por tratamentos de alta ações judiciais”, explicam Es- Advogada Estela do Amaral Alcântara Toleza complexidade, como o do câncer, tela e Robba, do Vilhena Silva que certamente serão necessários Advogados. para reduzir a letalidade destes casos. As listas de medicaEles citam que, na área pública, entre os principais motivos mentos de alto custo fornecidos pelo SUS são atualizadas a de ações na área da Saúde está a precariedade do SUS, que cada quatro anos e, por outro lado, medicamentos novos, deveria realizar ações de recuperação da saúde e prestar a que salvam vidas, são lançados diariamente. terapêutica, inclusive farmacêutica, de forma universal e integral. “Infelizmente esse sistema não está completamente “As ações judiciais espelham a precariedade da saúde publiorganizado, e o paciente deve recorrer à justiça para obter ca e a ineficiência de nossas políticas em Saúde. O Estado o tratamento proposto pelo seu médico”, apontam. Matos gasta em ações judiciais aquilo que deixou de investir nas acrescenta, ainda, a dificuldade na obtenção de medicamen- políticas públicas”, afirmam os advogados do Vilhena Silva. tos e insumos prescritos, demora no agendamento de con- Já na área privada, as ações movidas envolvem as negativas abusivas para a cobertura de determinados procedisultas e procedimentos e falta de leitos, entre outros. Os advogados do Vilhena Silva explicam que a maior parte das mentos prescritos para o tratamento de doenças cobertas ações movidas contra o Estado visa ao acesso a tratamentos contratualmente, o não fornecimento de medicamentos de de doenças graves que demandam terapias mais complexas, uso oral, indicados para o combate da própria doença (como com técnicas mais avançadas ou medicamentos mais moder- os medicamentos quimioterápicos) e previsão de cláusulas nos. “A saúde básica é importante, mas os gestores públicos contratuais abusivas, por exemplo, exclusão de cobertura de precisam se preocupar com políticas que permitam aos usuá- Home Care e próteses. “A maioria das demandas judiciais versa sobre negativas de rios do SUS acessarem tratamentos complexos.” tratamentos por parte das operadoras de planos e segurossaúde ou tratamentos não disponíveis aos usuários do SUS. Podemos afirmar que isso decorre de falha na gestão dos recursos destinados à saúde pública e, no tocante aos planos de saúde, de uma política de redução de custos para garantir o lucro desmedido das operadoras que, a cada ano, batem recordes de faturamento”, declaram Estela e RobAcaba de ser lançado o livro “O CNJ e os Desafios da Efetivaba. ção do Direito à Saúde”, que reúne vários trabalhos científicos Os hospitais, muitas vezes, têm de trabalhar pressionados referentes ao pensamento contemporâneo produzido sobre o entre o dever de prestar um bom atendimento ao paciente direito à saúde e sua fundamentalidade – relacionada ao foco e, por outro lado, submeterem-se aos baixos valores pagos da atuação do Poder Judiciário no fenômeno conhecido como pelos planos de saúde e pelo próprio SUS. “O problema não “judicialização”. A obra apresenta 21 textos, de 25 especialistas está nos hospitais, mas na gestão daqueles que administram no tema entre magistrados, advogados, profissionais do setor a verba pública ou o dinheiro dos consumidores da saúde de Saúde e operadores do Direito, e tem como coordenadores o suplementar”, afirmam os profissionais. desembargador Milton Nobre, conselheiro do CNJ e atual coorPor sua vez, o advogado Matos diz que o principal problema denador do Fórum da Saúde, e o advogado Ricardo Augusto no âmbito privado é na regulação do setor. “Os crescentes Dias da Silva, integrante do comitê gestor do mesmo fórum. avanços tecnológicos estão exigindo uma maior agilidade da

Novo livro do CNJ aborda a judicialização da saúde

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Agência Nacional de Saúde Suplementar, determinando às operadoras garantir ao paciente a cobertura de novos e modernos produtos e procedimentos”. Soluções Para diminuir esses problemas, os profissionais do Vilhena Silva acreditam que é bem simples: “respeitar o direito à vida do cidadão. A corrupção deve ser combatida; o dinheiro destinado à saúde não deve ser desviado para pagamento de aposentadorias, dívidas e obras de outros setores; e o Estado e os municípios devem cumprir a Constituição e não destinar menos recursos do que deveriam à área da Saúde.” Na opinião do advogado Matos, os problemas podem ser resolvidos com a implementação de políticas de saúde que estejam na direção dos avanços tecnológicos e da conAdvogado Rafael Robba duta terapêutica adotada pela comunidade médica. E o papel da sociedade? De acordo com Estela e Robba, ela precisa ser bem informada para poder exercer seus direitos no âmbito administrativo ou judicial. “As ações judiciais se prestam a garantir um direito individual que foi ofendido. Mas quando os cidadãos procuram reiteradamente o judiciário para pleitear tratamentos que não estão disponíveis na rede pública, significa que o Estado não está exercendo corretamente seu dever, e isso afeta a coletividade. É importante que a sociedade participe dessa discussão para cobrar dos gestores políticas de saúde mais eficientes e melhor administração da verba pública, o que certamente diminuiria as demandas judiciais.” Matos acredita que envolver a sociedade na discussão sobre as demandas judiciais de saúde é vital para o amadurecimento do sistema de saúde brasileiro. “Vale dizer que a participação da comunidade na proposição e no controle de políticas públicas de saúde é uma diretriz constitucional. Há inúmeros exemplos que mostram que determinados tratamentos somente foram incorporados aos protocolos clínicos devido à pressão da sociedade. O próprio SUS é

O que é o Fórum da Saúde? O Fórum Nacional do Judiciário para Monitoramento e Resolução das Demandas de Assistência à Saúde foi instituído em 3 de agosto de 2010 pelo CNJ e tem como objetivos a elaboração de estudos e a proposição de medidas e normas para o aperfeiçoamento de procedimentos e a prevenção de novos conflitos judiciais na área da Saúde. O fórum busca criar, ainda, medidas concretas voltadas à otimização de rotinas processuais bem como à estruturação e organização de unidades judiciárias especializadas.

“A maioria das demandas judiciais versa sobre negativas de tratamentos por parte das operadoras de planos e segurossaúde” uma conquista histórica originada na mobilização social”, finaliza. Planos de Saúde: recomendação à Justiça O CNJ aprovou, no último mês de julho, recomendação a todos os tribunais para que adotem medidas para subsidiar melhor os magistrados e demais operadores de direito no estudo e julgamento de demandas judiciais referentes à Saúde também nas ações que tenham como partes as operadoras e planos de saúde suplementar. Desde 2010, por meio do Fórum da Saúde, o CNJ vem avaliando e monitorando as ações judiciais na área, sobretudo os setores que mais demandam ações na Justiça. Esta recomendação objetiva complementar as ações do Conselho e, ao mesmo tempo, levar os tribunais a separarem as ações e contribuir com a avaliação e monitoramento das que tratam de planos e seguradoras. Na prática, o texto recomenda aos tribunais que celebrem convênios para oferecimento de apoio técnico aos magistrados, sem ônus para os tribunais, de médicos e farmacêuticos indicados pelos comitês executivos estaduais do Fórum da Saúde. Estes profissionais vão auxiliar os juízes e desembargadores na formação de um juízo de valor quanto à apreciação das questões clínicas apresentadas pelas partes, observando-se as peculiaridades regionais de cada caso. Os magistrados também serão orientados a, por meio das corregedorias de seus tribunais, oficiar (quando cabível e possível) à ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar, à Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, ao CFM – Conselho Federal de Medicina e ao CFO – Conselho Federal de Odontologia sobre os processos. O intuito é fazer com que tais entidades possam se manifestar sobre a matéria debatida dentro das suas atribuições e sobre obrigações regulamentares das operadoras, bem como medicamentos, materiais, órteses, próteses e tratamentos experimentais. Além disso, o CNJ recomendou, no mesmo documento, que a Enfam – Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados e as escolas de magistratura estaduais e federais promovam seminários para estudo e mobilização na área de saúde, de forma a propiciar maior discussão e entrosamento sobre a matéria. E que os conselhos gestores do Fórum da Saúde incluam, entre os seus integrantes, um representante de planos de saúde suplementar. RHB | SET/OUT

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Erro médico-hospitalar: medidas proativas e a responsabilidade do estabelecimento de saúde O atual crescimento do número de ações judiciais motivadas por erro médico acendeu um verdadeiro alerta no meio hospitalar. Tivemos um índice de 155% a mais apenas no último ano, o que leva ao seguinte questionamento: será esse acréscimo acentuado o sinal de uma sociedade finalmente buscando fazer valer seus direitos, ou a prova de que há falhas graves na formação dos médicos e nas condições de trabalho que lhe são oferecidas por hospitais e clínicas? Qualquer que seja a resposta para essa questão, entretanto – e se é que existe uma resposta única para tal problemática –, tornou-se necessária uma atua­ção proativa dos estabelecimentos de saúde, com o objetivo primário de viabilizar o seu próprio funcionamento, e de modo a reduzir sua própria necessidade por serviços jurídicos “repressivos”. A tomada de consciência da sociedade em relação aos seus direitos é um processo irreversível, fruto do aumento de seu grau de instrução, e fator de desenvolvimento da mesma; há que se focar, portanto, em medidas preventivas que possam reverter o quadro atual, impedindo assim o contínuo crescimento das demandas judiciais, em especial as trabalhistas e as ocasionadas por falhas na prestação do serviço. Estas últimas, foco deste artigo, dividem-se entre aquelas ocasionadas pelo erro no ato médico, e as oriundas de falhas nos procedimentos de rotina do hospital ou clínica. Há intensa discussão nos tribunais brasileiros sobre a possibilidade de se responsabilizar o estabelecimento pelos primeiros, em razão de não ter, o hospital, controle sobre os mesmos, que são falhas dos médicos no exercício de sua profissão. Os próximos capítulos desta batalha serão norteados pelo 48

posicionamento dos Tribunais Superiores. Neste ponto, torna-se importante definir os limites do erro médico, uma vez que seu conceito passa obrigatoriamente pela inobservância de conduta técnica, não compreendendo, portanto, o mero resultado adverso do pretendido – ou mesmo a ausência de resultado. Da mesma forma, não podem ser responsabilizados os médicos – e por consequência, os estabelecimentos – por lesões deliberadamente produzidas durante o tratamento de um mal mais grave. Feita esta ligeira digressão, podemos finalmente abordar o que de fato interessa a este debate: as formas pelas quais os hospitais, clínicas e centros de saúde podem se proteger da ocorrência frequente de falhas

em seus procedimentos, que tantas consequências danosas lhe proporcionam. Para se ter um atendimento hábil, há que se focar em três pilares: instalações adequadas, equipe capacitada, e segurança – inclusive jurídica – nos procedimentos. Em todos eles, faz-se necessária a atuação preventiva de consultorias especializadas, seja na compra de novos equipamentos ou manutenção da estrutura física, seja no treinamento e reciclagem constante e permanente da equipe de serviço, seja na orientação precisa e ágil nas tomadas de decisões por parte da Administração. Nesse sentido, trata-se de um investimento feito pelo estabelecimento, e não meramente um gasto, tendo-se em vista que o preço a pagar por se atuar sem o devido suporte operacional é muitas vezes mais proibitivo que o valor pago a profissionais especializados e capazes. Não há razão, portanto, para que as administrações de clínicas e hospitais permaneçam com equipes amadoras em seus estabelecimentos; que celebrem contratos que não lhes garantam a durabilidade de seu bom atendimento; que possuam pacientes insatisfeitos, um passivo judicial paralisante, e sua imagem danificada. Enfim, a falta de ação, de tomada de medidas preventivas simples e eficazes de verificação, controle e correção de seus procedimentos de rotina é o único obstáculo a impedir que sejam empreendimentos prósperos, cumprindo a sua função social.

Tiago Luis Menezes Ribeiro Advogado e Membro do Núcleo Saúde do MBAF Consultores e Advogados, escritório membro da Rede Lexnet Maria Jamile Ribeiro Pires Graduanda em Direito pela Facet saude@mbaf.com.br

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Saúde na Mídia

Um paciente que é uma celebridade! Tenho uma dificuldade pessoal com a palavra celebridade. É que até hoje, não consegui encontrar uma definição que se preste a retratar o que penso sobre o tema. Este artigo é um novo esforço neste sentido, pois na minha área de atuação, marketing e comunicação em Saúde, celebridades significam problemas... Uma celebridade é geralmente alguém que é famoso ou reconhecido por um grande número de pessoas em uma sociedade ou cultura. Numa sociedade midiática, a fama é normalmente gerada pela imprensa, no entanto, às vezes, as pessoas podem se tornar celebridades, mesmo não estando na mídia. O século 21 vive um “boom de celebridades”. Como resposta a esta “demanda social” também tem havido um aumento dos jornalistas “especializados em celebridades”, de tabloides, de paparazzi e de blogueiros, que tornam-se celebridades (é um círculo vicioso). A tecnologia favorece e fomenta este comportamento. Hoje, podemos ver fotos e ler notícias sobre celebridades em uma ampla variedade de mídias diferentes, até mesmo sem querer... Com este cenário armado, é compreensível o meu nível de estresse e preocupação ao saber que um dos meus clientes está atendendo uma celebridade. A orientação profissional, nestes casos, segue a regulamentação de publicidade médica e reforça os princípios do Código de Ética Médica. É preciso entender que... Celebridade é também paciente, e por isto tem o direito de ser atendido como uma pessoa comum, que tem sua privacidade resguardada. Assim sendo, é obrigação do médico e de todo o corpo clínico do estabelecimento de saúde, bem como dos demais profissionais que trabalham no local (recepcionistas, copeiras, manobristas...), zelar pelo atendimento prestado a este paciente. Diante de uma celebridade que está doente, ou seja, de um paciente, é proibida a exposição pública da enfermidade e dos procedimentos médicos realizados; é imperdoável o vazamento de tais informações para a imprensa; é inaceitável a solicitação de fotos e autógrafos num leito hospitalar; é desumano se aproveitar deste fato para obter uma vantagem comercial. O “selo de médico ou médica das celebridades” é um mau negócio no marketing em saúde. Este tipo de reconhecimento por parte do público, geralmente, indica que alguém falou demais e descumpriu todos os parâmetros éticos e médicos ao realizar o atendimento destes pacientes. No futuro, “o selo” pode afastar novas celebridades e pacientes comuns da clínica, que zelam pela sua privacidade. Ninguém, em sã consciência, deseja abrir um site na Internet e se deparar com a notícia de que no dia tal, horário tal, ele esteve na clínica tal e retirou uma verruga do nariz. Isto se aplica a todas as demais moléstias, inclusive às mais graves, como o câncer. 54

Em alguns casos... Quando o assunto é um paciente que é uma celebridade, há outra situação muito comum também que me tira do sério: a solicitação de permutas. Geralmente, a celebridade ou o assessor da celebridade entra em contato com a clínica ou hospital e solicita a prestação de um serviço médico, oferecendo como contrapartida o seu “poder de divulgação do médico”. Este acordo não é ético, não é apropriado, é um péssimo negócio em termos de imagens. Quantos peelings valem uma menção na imprensa? Quantas aplicações de botox valem uma foto com a personalidade na revista tal? Quantas entrevistas valem o risco de fazer uma cirurgia plástica ou outro procedimento mais complexo? O risco inerente associado a qualquer procedimento médico não vale nenhuma associação comercial ou algum tipo de escambo. É completamente inadmissível que um profissional experiente, com anos de estudo se submeta a um acordo espúrio como este. Ao concordar com uma permuta de seus serviços, o médico se arrisca a perder muito mais do que a celebridade. Ele se arrisca a jogar no lixo anos de estudo e a ver escoar pelo ralo sua imagem e reputação, caso a celebridade fique insatisfeita com o ato médico. Ser um profissional reconhecido por sua conduta médica, por suas habilidades cirúrgicas, por sua excelente capacidade de diagnosticar apropriadamente é muito diferente de ser um “médico de celebridades”. A linha de comunicação e marketing e principalmente, a filosofia de vida, são outras. Márcia Wirth Jornalista, consultora de comunicação em Marketing de Saúde faleconosco@marciawirth.com.br www.marciawirth.com.br

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Sustentabilidade

Os benefícios do aquecimento solar Com a constante discussão sobre o fim dos combustíveis fósseis, começou-se uma grande busca por alternativas de energias renováveis e que não causem impactos ambientais. Uma dessas alternativas é a energia solar térmica. Hoje no Brasil, tem-se utilizado a energia solar para o aquecimento de água. Com essa utilização, reduz-se o uso do chuveiro elétrico que é um dos grandes responsáveis pelo alto consumo da energia elétrica, exigindo altos investimentos das distribuidoras para suprir essa demanda. Cada m² de coletor solar instalado, utilizado durante um ano, equivale a 56 metros quadrados de áreas inundadas (hidrelétricas), 215 quilos de lenha, 66 litros de diesel e 55 quilos de gás. Com a instalação de Sistemas de Aquecimento Solar (SAS), há uma economia de até 50% na conta de energia elétrica. Com isso, todo o investimento inicial retorna em até 24 meses, mas a tendência é de queda desse prazo ao longo dos próximos anos. Como o sistema tem uma vida útil de 15 a 20 anos em média, sua utilização consolida-se como muito vantajosa. Alguns hospitais já adotaram esse sistema e comprovaram, na prática, seus diversos benefícios, como a redução expressiva dos gastos com energia elétrica, e ainda, sem precisar investir em modernização, já que utilizaram recursos das concessionárias de energia para projetos de eficiência energética. As concessionárias são obrigadas a investir uma verba em eficiência energética e parte desse valor pode ser direcionado para hospitais. Contudo, é a própria concessionária quem decide como isso poderá ser usado dentro do hospital e um dos destinos escolhidos pode ser o aquecimento solar. Hospitais como o São Franscisco (Mogi Guaçu – SP), Unimed BH (Belo Horizonte – MG) e Felício Roxo (Belo Horizonte – BH), já possuem essas instalações e estão constatando sua eficiência. O sistema de aquecimento solar híbrido tem o mesmo princípio do sistema convencional, e a diferença é que ele não tem um sistema auxiliar como os mais utilizados, o elétrico ou a gás. O próprio chuveiro elétrico faz essa função quando a irradiação solar não atende a demanda. Em dias ensolarados e quentes, mantêm-se o chuveiro elétrico com a sua resistência desligada e quando a temperatura

O sistema de aquecimento solar é formado basicamente por coletor solar, reservatório térmico e tubulações

da água não está quente o suficiente liga-se a resistência. Esse sistema resulta em menores gastos e na redução da poluição. O equipamento de energia solar é composto por uma placa que capta a energia do sol, um reservatório para armazenar essa energia e um recipiente de água fria (caixa d’água) que é ligado nesse reservatório. A água fria entra no reservatório térmico e alimenta o coletor solar, onde é aquecida. Após o aquecimento, a água retorna para o reservatório térmico, de onde sai uma tubulação para abastecer os pontos de consumo. Muitas leis municipais estão sendo criadas, que têm por objetivo ampliar a utilização de energias limpas nos municípios, contribuindo para a consciência ecológica e sustentável. No Brasil, ou elas estão em processo de implantação, ou já se tornaram realidade em algumas cidades, como São Paulo, por exemplo. Essas leis prevêm vários incentivos a tecnologias limpas e descontos na tarifa de energia elétrica aos estabelecimentos dotados de energia solar para aquecimento de água. www.dasolabrava.org.br Hospital investe em energia limpa O Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo (SP), está investindo em estratégias sustentáveis para a melhoria da eficiência em diferentes processos. A mais recente aposta está na instalação de um sistema de aquecimento solar de alta eficiência com o intuito de reduzir o consumo de gás natural. Como resultado da instalação de um sistema conjunto de 70 metros quadrados de placas coletoras de radiação solar em diferentes setores das unidades Morumbi e Vila Mariana, a redução do consumo de gás natural chega a 30%. Assim, o hospital consegue reduzir o valor de sua conta de gás e, com isso, pode liberar recursos para outros investimentos. Segundo Gustavo de Almeida Santos, Engenheiro responsável pela instalação, o sistema é de alta eficiência e composto por tubos de vidro a vácuo, que apresenta rendimento superior ao sistema tradicional. “Em função dos tubos de vidros, a área de aproveitamento da radiação solar é superior, até 90%, sem perdas de energia durante o dia, pois o sistema continua absorvendo temperatura durante o movimento de rotação do sol”, explica. RHB | SET/OUT

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Recursos Humanos

Educação não é fast-food Este era o título de um impresso que caiu em minhas mãos dias atrás e que me instigou a escrever esta matéria. O impresso referia-se a um protesto contra cursos de graduação à distância na área de Serviço Social, mas a frase me fez pensar em outras tantas situações que presenciamos, infelizmente, no dia a dia dentro de instituições de saúde.

Não é raro algum hospital nos procurar, tal qual se busca um restaurante, para encomendar uma pizza que deverá chegar em alguns minutos. O senso de urgência se sobrepõe ao planejamento. “Temos uma verba de treinamento e precisamos gastar isso ainda esse mês para não perdê-la. Que curso vocês tem?” Essa e outras frases semelhantes ainda nos assustam e, principalmente, ainda nos decepcionam, pois são proferidas por líderes da instituição e, pior, por gestores de RH!!! Ora, mais do que nunca se fala da importância estratégica da gestão de pessoas para o sucesso da organização; cada vez mais se defende programas de capacitação para que as pessoas incorporem e participem ativamente dos processos de mudança.

Os selos de qualidade, tão almejados pelas instituições, de alguma forma impõem a adoção de estratégias que amarrem Processos-Finanças-Pessoas. Mas, ao ouvir frases como essa, me pergunto o quanto tais líderes entendem a proposta desses selos e, principalmente, o quanto realmente concordam com ela. Talvez muitos sofram do que, na Psicologia, se chama Dissonância Cognitiva. Essa teoria foi desenvolvida pelo americano Leon Festinger, nos idos de 1950, e explica, por exemplo, o que acontece quando uma pessoa age de forma contraditória ao que pensa ou sente. Segundo Festinger, essa dissonância leva o indivíduo a um desconforto psicológico que o impele a buscar novos pensamentos ou crenças, que justifiquem ou sustentem as atitudes adotadas (Cá entre nós: “Usamos muletas para nos justificar”). Isso lhe lembra alguém? Certamente você tem um amigo ou conhecido que acredita que as leis foram feitas para todos, mas que mesmo assim, vez por 58

Prof. Daniela Teles Rosso Administradora Hospitalar, Psicóloga e Psicodramatista PUC-SP e Sócia e Diretora da Fator RH

outra, passa no sinal vermelho, burla o imposto de renda ou instala um software pirata no computador de casa. Mas, tudo tem uma justificativa plausível: é porque hoje ele está muito atrasado, ou porque já pagamos muitos impostos para sustentar um governo corrupto, ou porque o software original é muito caro, e afinal de contas, foi só dessa vez... Mais cedo ou mais tarde todos nós nos colocamos em situações onde temos que decidir: ou aquilo que fazemos se adapta ao que pensamos e acreditamos, ou são nossos pensamentos e crenças que acabam se adaptando ao nosso modo de agir. Qual escolha você tem feito dentro da sua instituição quando se trata de gestão de pessoas? Está na hora de parar de se justificar e começar a praticar a consonância e a coerência entre o discurso tão proferido da qualidade e da excelência, e as decisões diárias.

Pare para pensar: Você ainda acredita que dá para falar de Educação = Fast-Food? No final das contas como líder e gestor de pessoas, a sua atitude está perto da escolha certa ou da escolha rápida? Pense nisso. Pense no seu hospital em 2012. Por que se você ainda acha que a escolha rápida é mais fácil e que educação custa caro, então, imagine o preço da velocidade + ignorância...(?) Pense, mas pense de novo... e pense estrategicamente.

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Acontecendo Crédito: Márcio Sayeg

Fanem conquista certificação A Fanem recebeu a certificação RoHS – Restriction of Hazardous Substances, concedida pelo SGS Systems & Services Certification, se tornando a primeira empresa brasileira no ramo de equipamentos eletromédicos a ser certificada por seguir à diretiva europeia, que restringe o uso de substâncias potencialmente perigosas à saúde e ao meio ambiente. “Para muitas organizações, aderir à diretiva RoHS é um desafio considerável, e no setor de equipamentos médicos ela será obrigatória apenas a partir de 2014”, afirma Marlene Schmidt, Diretora Executiva da Fanem.

Rede D´Or na Bienal no RJ A Rede D’Or foi a patrocinadora do “Maré de Livros”, espaço infanto-juvenil da XV Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, que aconteceu em setembro. O espaço, com quase 500 m², foi concebido para contribuir com a formação de jovens leitores. O conceito da ação foi proporcionar a imersão dos mais novos no universo da literatura e da escrita por meio de diferentes estímulos multimídia, visando transformar o hábito da leitura em um processo lúdico e prazeroso.

FCMSCSP e Einstein firmam acordo para pesquisas

A FCMSCSP – Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e o Iiep – Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein assinaram um convênio para intensificar as atividades de pesquisa nas duas instituições. A parceria vai permitir que os alunos de graduação do curso de Medicina possam desenvolver pesquisas financiadas pelo Iiep.

Cris Flores tem dia de voluntária no GRAACC

O Samu de Santo André, SP, realiza exame de eletrocardiograma dentro da ambulância, com análise dos dados feita, em tempo real, por especialistas do Hospital do Coração de São Paulo. A UTI móvel está equipada com o tele-eletrocardiógrafo digital portátil – aparelho capaz de transmitir o eletrocardiograma do paciente (via telefone e internet) para a central de telemedicina do Hcor. “O tempo limite estimado para todo o processo é de 12 minutos, mas, na prática, recebemos a resposta em cerca de cinco minutos”, explica Francisco de Assis Pereira Filho, Diretor do Samu de Santo André. Crédito: Guilherme Lazzarini/PSA

INCA capacita radialistas no Amazonas Divulgar e disseminar informações sobre a prevenção do câncer do colo a quem fala com a população. Esse foi o principal objetivo da oficina da capacitação de radialistas comunitários da Região Norte do país, promovida pelo INCA – Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva em Belém do Pará. “A região Norte ocupa o primeiro lugar na mortalidade por esse tipo de câncer no país. No ano de 2007, cerca de 15% de todos os óbitos por câncer nas mulheres de lá foram causados pelo câncer do colo do útero”, explica a coordenadora da Divisão de Apoio à Rede de Atenção Oncológica do INCA, Ana Ramalho.

Eletrocardiogra ma dentro de ambulância

Apresentadora do programa Hoje em Dia, da Rede Record, Cris Flores passou uma tarde com os pacientes do hospital do GRAACC, na capital de São Paulo. Ela foi levar um pouco mais de alegria aos pacientes da instituição e proporcionou, não só a eles, mas também aos familiares que os acompanham dia a dia, uma tarde muito agradável e alegre. A visita foi tão importante para a apresentadora, que ela pretende voltar mais vezes.

Parceria em missão médico-humanitária Crédito: Nicola Labate

A ONG Operação Sorriso do Brasil e o Concurso Miss Universo foram parceiros no apoio à missão médicohumanitária realizadora de cirurgias corretivas gratuitas em pacientes portadores de fissuras labiopalatinas, em todo o mundo. A organização do concurso – que pela primeira vez em 60 anos foi realizado no Brasil, no dia 12 de setembro – pretendeu, com o evento, aumentar a consciência das mulheres e mães de todo o mundo para causas como essa. Na foto, a miss Brasil Priscila Machado entre o Dr. Carlos Lotfi, Diretor Clínico da Unidade Anália Franco do Hospital São Luiz, e Claudio Tonello, Diretor Corporativo de Marketing Rede D´Or. RHB | SET/OUT 63

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A I edição da Corrida da Esperança aconteceu no último Dia dos Pais, reunindo um grande público nos quatro cantos do país. A prova foi realizada simultaneamente em 12 capitais brasileiras e teve dois percursos, de quatro e seis quilômetros. O HCor – Hospital do Coração disponibilizou ambulâncias de apoio para auxílio emergencial em todas as capitais participantes. A Corrida Esperança é uma iniciativa do Projeto Criança Esperança e da Rede Globo, em parceria com a Yescom e a Ideeia.

Ministro da Saúde visita as Obras Sociais Irmã Dulce

As Obras Sociais Irmã Dulce (OSID) receberam a visita do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na sede da instituição, em Salvador, BA. O ministro conheceu alguns dos principais núcleos de atendimento da entidade – obra que abriga hoje o maior complexo 100% gratuito em saúde do Brasil.

Crédito: Vinícius Reis

O Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, RS, realizou no penúltimo domingo de agosto várias atividades no Boulevard Hospital Moinhos de Vento e Zaffari. O público interessado pôde medir a pressão arterial e a circunferência abdominal, além de receber dicas de nutrição de especialistas. Também foi montado um espaço de convivência com chimarródromo, e, durante a manhã, aconteceu a Caminhada das Vitoriosas, para celebrar a vitória sobre o câncer de mama. 64

O programa Música nos Hospitais, promovido pela Associação Paulista de Medicina e sanofi-aventis, promoveu mais duas apresentações. Uma no Hospital A.C.Camargo e outra no anfiteatro do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da USP (foto), ambos em São Paulo. Os 14 jovens músicos da Orquestra do Limiar, regidos pelo maestro e também médico Dr. Samir Rahme, se apresentaram para pacientes, funcionários, visitantes e população local, gratuitamente.

Embaixador do Brasil no Iraque visita Abimo/Sinaemo Em visita à sede da Abimo/ Sinaemo, em 25 de agosto, o Embaixador do Brasil no Iraque, Anuar Nahes, foi recebido pelo Presidente do Sinaemo e Coordenador do ComSaúde, Ruy Baumer, e pelo Diretor da Abimo, José Augusto Queiroz. Na ocasião, Baumer apresentou dados do setor e salientou o interesse da indústria brasileira da Saúde em investir no País. “Esse encontro marca a retomada do programa de promoção internacional da tecnologia brasileira na área da Saúde por meio de reuniões com os Embaixadores e Cônsules Brasileiros no Exterior”, afirmou. Na foto, Baumer, Queiroz e Nahes.

Programa Mãos que Ajudam A Santa Casa de Curitiba, PR, recebeu uma doação do Programa Mãos que Ajudam, da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Cerca de 100 voluntários entregaram diversos produtos para beneficiar os pacientes assistidos pelo SUS, que correspondem a cerca de 80% do atendimento do hospital. A ação conseguiu arrecadar cadeiras de rodas, aparelhos de pressão, estetoscópios cardiológicos, cadeiras para banho, macas, tecidos, chinelos, lençóis, fronhas, fraldas geriátricas e kits de higiene pessoal. Na foto, a Diretora Técnica da Santa Casa, Elizabeth Tambara, agradece as doações recebidas.

Crédito: João Borges

Hospital promove domingo de eventos em Porto Alegre

Música instrumental invade hospitais em SP

Crédito: Thaís Ribeiro

HCor participa da I edição da Corrida da Esperança

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Nutrição

Médicos residentes desconhecem conceitos de terapia nutricional

Estudo realizado com o apoio da SBNPE – Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral avaliou o conhecimento de médicos residentes sobre a terapia nutricional que deve ser aplicada nos pacientes internados. Foram avaliados 35 médicos residentes de 10 áreas cirúrgicas distintas do Hospital São Paulo, sendo que 71,4% dos participantes tinham mais de dois anos de residência médica. Entre os profissionais, 51,4% negaram conhecimento de alguma equipe multiprofissional de terapia nutricional. Os pesquisadores aplicaram um questionário sobre questões básicas de uso da terapia nutricional, e apenas 21,6% dos participantes se mostraram seguros sobre o procedimento correto. O estudo foi apresentado no mês de setembro no 33º Congresso Europeu de Nutrição Clínica e Metabolismo, realizado na Suécia, e será apresentado no Congresso Brasileiro de Nutrição Parenteral e Enteral, que acontece em novembro, em Curitiba, PR. “Esse estudo mostra que é preciso um trabalho intenso nas universidades e hospitais para destacar a importância da terapia nutricional no sucesso do tratamento indicado ao paciente”, destaca o presidente da SBNPE, Dr. Celso Cukier. Segundo o profissional, o maior desafio é justamente a conscientização dos profissionais da saúde. “Metade dos cirurgiões e residentes de cirurgia analisados não se sente preparada para a terapia nutricional. A outra metade acha que está preparada, mas ao responder questões técnicas, acertam menos que a metade. Isso mostra dois aspectos: o primeiro é que falta Nutrição Clínica e Terapia Nutricional no ensino médico, e que isso inclui a residência também. O único caminho é a educação. O segundo

Nutrição Parenteral e Enteral é tema de congresso em Curitiba

Para abordar o assunto, acontece de 6 e 9 de novembro de 2011 a 19ª edição do Congresso Brasileiro de Nutrição Parenteral e Enteral, em Curitiba, PR. Na ocasião, serão realizados também o II Congresso Brasileiro de Gastronomia Hospitalar, a VII edição do Congresso Brasileiro de Nutrição Clínica e a primeira edição do Congresso Brasileiro de Terapia Nutricional. Considerado o principal evento de Nutrição da América Latina, o Congresso recebe um número significativo de participantes de todos os Estados brasileiros e também dos países vizinhos. Cerca de 3.000 pessoas, entre participantes, conferencistas, coordenadores, expositores, visitantes e outros, participaram do último Congresso, realizado em Natal, RN.

ponto é que os pacientes desconhecem o potencial da nutrição artificial. A possibilidade de permanecer menos tempo internado, ter menos complicações após uma cirurgia extensa e ter menos infecções hospitalares é atribuída a várias medicações, mas não à nutrição clínica bem conduzida”, expõe. De acordo com estudos anteriores, a desnutrição hospitalar atinge cerca de 50% dos pacientes internados. Destes, mais de 70% desenvolvem complicações e, por causa disso, o valor do tratamento aumenta 60%, em média. “A aplicação correta da terapia nutricional no paciente é de extrema importância para reduzir o tempo de internação e as complicações infecciosas, aumentar a possibilidade de cicatrização e melhorar o sistema imunológico. Para cada R$ 1,00 investido em nutrição hospitalar, há uma economia de R$ 4,00 no tratamento do paciente”, diz Dr. Cukier. Estima-se que 80% dos doentes em terapia intensiva morrem por infecção, e a maioria tem a desnutrição como fator coadjuvante. Pesquisas apontam que, entre outros fatores, o desconhecimento dos profissionais de Saúde sobre a relevância do tema se reflete nesses índices desanimadores. Evidências clínicas mostram que 100% dos casos de desnutrição hospitalar poderiam ser atenuados, e de 70% a 80%, revertidos ou neutralizados. Estudos clínicos demonstram que os pacientes graves internados perdem, em média, 20 quilos e podem chegar à caquexia, o grau mais elevado de desnutrição. No entanto, a intervenção com nutrição específica – seja oral ou aplicada diretamente na veia – reduz o impacto da desnutrição. “Pacientes que recebem a alimentação adequada respondem melhor aos tratamentos que são submetidos. Isso traz benefícios para o paciente e também para o hospital e o sistema de saúde”, declara o Dr. Cukier. Ele explica que há duas vertentes na alimentação. Uma é a oral normal, outra é a nutrição em fase de internação e doença. “Nessa segunda, devemos nos preocupar em conhecer aspectos clínicos, metabólicos e fisiológicos do paciente e da doença que ele está tratando. Daí, adequamos valores energéticos e nutrientes específicos para sua melhora. Todas essas condutas aplicamos baseadas em evidência científicas”, detalha. De acordo com o presidente da SBNPE, desde 1998 há uma legislação vigente que prevê que os hospitais devem obrigatoriamente compor uma equipe multiprofissional de terapia nutricional, composta por médico, enfermeiro, nutricionista e farmacêutico. “A fiscalização e cobrança tem melhorado, mas ainda é deficiente. Interessantemente, os hospitais que passam a ter programas de qualidade têm essa preocupação e cobrança por parte da acreditação contratada.” RHB | SET/OUT

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Meio Ambiente

Novidades que ajudam os hospitais na preservação ambiental O destino incorreto de lixo hospitalar, um problema que assola todo o Brasil, pode ser solucionado com um equipamento que transforma esse lixo em resíduo comum. Estudos recentes mostram que 60% dos resíduos de saúde coletados no país são descartados de maneira inadequada, em locais impróprios, causando riscos à saúde pública. Em Curitiba, o Instituto de Medicina e Cirurgia do Paraná foi o primeiro a utilizar o Newster 10 – um esterilizador de resíduos de saúde potencialmente infectados. O equipamento, que não oferece danos ao meio ambiente, realiza um processo em que os resíduos sofrem decomposição térmica de proteínas, ruptura de membranas celulares e modificação química dos componentes celulares. Para isso, é utilizada uma câmara hermética com pressão atmosférica e altas temperaturas em um ambiente úmido. Dentro da câmara há uma parte giratória com lâminas que desintegram, agitam e aquecem os resíduos por meio de impactos e atritos. Quando a temperatura chega a 155°C, o aparelho borrifa água vaporizada para garantir o processo de esterilização. “Dessa maneira, resíduos que poderiam ser perigosos para a população e para o meio ambiente por risco de infecção, como seringas, bisturis e resíduos cirúrgicos, podem ser descartados com segurança”, garante Beatriz Genaro, diretora da Traadex, empresa responsável pela distribuição do equipamento no Brasil. “Depois de tratado, o material tem

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uma redução aproximada de 70% do seu volume e de 30% do peso, além de ficar com um aspecto irreconhecível”. Outro diferencial é que esses resíduos com alto potencial de infecção não chegam nem mesmo a sair mais do hospital. Em uma pequena área, já que não é necessário um grande espaço para aportar o equipamento, esse lixo é separado e colocado em seu interior, onde já se inicia o processo de esterilização. Uma equipe técnica é responsável por treinar colaboradores e orientar sobre a localização do equipamento, normas de segurança e dar suporte ao hospital, participando de todo o processo, até que a equipe interna esteja preparada para operá-lo adequadamente, o que leva em torno duas semanas. A Newster 10 tem baixo consumo de energia, não precisa de gerador próprio, além de não causar ruídos que eventualmente atrapalhem o dia a dia das instalações de saúde. A Newster é desenvolvida na Itália e conta com 300 equipamentos espalhados em 22 países. A Traadex é uma empresa especializada em representação de produtos de segmentos como médico-hospitalar, informática, eletrônico, entre outros. Com sede em Curitiba, a empresa atua em todo o território nacional e já obteve todas as licenças necessárias para comercialização da máquina no Brasi. Atualmente, encontra-se em negociação para a instalação de quatro delas em hospitais de Brasília. Além de ser uma solução para a destinação de lixo hospitalar, de acordo com Beatriz, de-

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pendendo do hospital, o equipamento se paga em dois ou três anos. Outra solução para que os hospitais e demais estabelecimentos de saúde possam fazer sua parte na preservação do meio ambiente, é o tratamento adequado de seus efluentes.  Esses efluentes, se não forem tratados e lançados ao meio ambiente de forma correta, podem infectar um grande número de pessoas. De acordo com a engenheira sanitarista da Tegeve, empresa especializada em saneamento ambiental, Maria Rosí Melo Rodrigues, esgotos gerados neste tipo de ambiente carregam vírus, bactérias e microorganismos em geral. “A água de um efluente tratado de forma incorreta é um grande veículo de doenças, como diarreia infecciosa, leptospirose, hepatites, cólera, esquistossomose, entre muitas outras, e por isso é tão importante realizar seu tratamento, evitando que levem para o meio ambiente grandes concentrações de medicamentos excretados pelos pacientes, produtos de desinfecção, água dos sanitários, refeitórios e salas de cirurgia”, explica. Apesar de não haver uma lei específica que obrigue os hospitais a terem seus próprios sistemas de esgoto, é importante a conscientização dos seus administradores para esta questão. Uma alternativa é a tecnologia oferecida pela Tegeve Ambiental. “Oferecemos sistemas para tratamento biológico, porém com unidades adaptadas para remoção dos patogênicos presentes, descontaminando especificamente cada tipo de efluente gerado. É importante salientar que cada instituição tem suas especificidades de efluentes gerados e que isso é avaliado por uma equipe técnica, para que os sistemas projetados sejam realmente eficazes para a situação em estudo”, ressalta Maria Rosí. Os equipamentos são fabricados de acordo  com o esgoto ou efluente a tratar e neste contexto se incluem as águas residuárias de hospitais. Sua fabricação permanece em fibra de vidro, alterando apenas o layout do processo, projetando tanques com maiores ou menores volumes, maior oxidação, instalando tanques preliminares para remoção de material grosseiro e assim adequando as unidades em fibra de vidro às características específicas ao esgoto gerado no hospital em estudo. RHB | SET/OUT meio ambiente.indd 67

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Tecnologia

Unimed Sorocaba anuncia ampliação e a aquisição de novos equipamentos

A cooperativa médica sorocabana anunciou recentemente a aquisição de um tomógrafo Multislice Phillips Brilliance 64 canais e uma avançada ressonância nuclear magnética de campo fechado da Siemens – a primeira a ser instalada no Estado de São Paulo – equipamentos avaliados em R$ 3,6 milhões. O Hospital Unimed Sorocaba (HUS) investirá também cerca de R$ 31 milhões na ampliação do seu hospital. O anúncio dos investimentos foi feito pelo presidente da instituição de saúde, doutor Rodolfo Pinto Machado de Araujo, durante assembleia extraordinária, cuja pauta era a votação da ampliação do hospital, que começará em breve. O projeto de ampliação vem sendo estudado há mais de um ano pela Diretoria Executiva e pela Comissão de Obras e será a quinta ampliação desde a inauguração, em 1996. A empreitada contemplará a construção de um subsolo, onde ficarão instalados a área operacional de patologia clínica e o laboratório de anatomia patológica, incluindo imunohistoquímica, biologia molecular e banco de tumores; um novo bloco que abrigará em seu pavimento térreo 22 apartamentos, com um leito cada, e no primeiro e segundo andares, 21 quartos de enfermaria cada, totalizando 84 leitos. Também será construído um

átrio de 418 metros quadrados, que será anexado à atual recepção principal. Atualmente, o HUS tem 12.190 m² de área construída. Com a ampliação, o hospital crescerá 7.418 m² e o número de quartos passará de 48 para 112. As obras estão previstas para durar um ano. No que se refere aos novos equipamentos, a principal aquisição é o aparelho de ressonância produzido pela Siemens modelo Aera, de 1,5 tesla, que apresenta entre seus principais diferenciais a eliminação do uso de contrastes para estudos arteriais. O equipamento deverá entrar em funcionamento em outubro e, segundo informações do fabricante, será o primeiro instalado no Estado de São Paulo. O modelo também possui outros diferenciais, como a dimensão do campo (a câmara onde o paciente permanece deitado durante o procedimento), de 70 centímetros, em vez dos 60 dos equipamentos convencionais. Isso ajuda a reduzir a sensação de claustrofobia que alguns sentem durante o exame. O Aera também permite exames de alta acuracidade em mamas, cérebro, abdômen e aparelhos cardiovascular e musculoesquelético, realizados num tempo bem menor. Com esta aquisição, o Hospital Unimed Sorocaba terá dois equipamentos de ressonância. Atualmente, a demanda por exames desse tipo no hospital é tanta que os procedimentos estão sendo realizados 24 horas por dia. Já o novo tomógrafo será um Multislice Phillips Brilliance 64 canais e deverá entrar em funcionamento nos próximos 90 dias. O aparelho é reconhecido por diferenciais como alta velocidade de reconstrução de imagens, com até 40 imagens por segundo, precisão e facilidade de operação. O mesmo substituirá o que atualmente vem sendo usado no HUS. O Brilliance CT 64 também colabora com o trabalho de médicos e radiologistas, produzindo imagens em 3D - de qualquer parte do corpo - com qualidade até seis vezes superior às versões anteriores. Em cirurgias complicadas, os cirurgiões podem projetar a operação por meio de um “mapeamento digital” da lesão em questão e da região anatômica adjacente. Com precisão submilimétrica e sem métodos invasivos, o equipamento também é o primeiro a utilizar o sistema CAD (Computed Aided Detection) para a identificação automática e mensuração, em volume, de nódulos pulmonares suspeitos de serem cancerosos. No intestino grosso, através da colonoscopia virtual, o tomógrafo detecta precocemente a presença de pólipos, muitas vezes, precursores do câncer de cólon. A velocidade na aquisição e a qualidade das imagens do novo modelo tornam possível o exame aprofundado do coração. Por meio de aplicativos, é possível visualizar as artérias com maior nitidez e precisão. RHB | SET/OUT

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Transplantes

A evolução dos transplantes A história do transplante começa com as primeiras tentativas de transfusões de sangue no século XVII e com o aprimoramento das técnicas de sutura. O grande uso das transfusões durante a I Guerra Mundial (1914-1918) propiciou o surgimento dos bancos de sangue para armazenagem e foi um importante passo para os primeiros transplantes de órgãos iniciados no século XX. De lá pra cá, entre erros e acertos, atualmente, o transplante se tornou a melhor terapia substitutiva para aquele órgão que não possui mais chances de se recuperar e funcionar normalmente. Especificamente sobre transplante de rins, o número dessas cirurgias tem aumentado a cada ano. Segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos – ABTO, em 2010, foram realizados 4.680 transplantes renais - um aumento de 8% em relação a 2009. “Apesar do bom resultado, este crescimento ainda é muito tímido”, diz a nefrologista Sandra Vilaça, especialista em transplante renal do Hospital Felício Rocho, de Belo Horizonte, Minas Gerais. “Infelizmente, este número não reflete o Brasil como um todo, devido às grandes variações entre os Estados. Enquanto o Sudeste faz a maior parte dos transplantes, o Norte faz muito pouco. E há também o

problema da demanda ser maior do que a oferta”, pondera Sandra. O aumento dos transplantes renais se deve a melhorias nas políticas relacionadas a esse procedimento; aperfeiçoamento dos profissionais envolvidos; avanços na técnica cirúrgica, como a nefrectomia por videolaparoscopia que estimula a doação de doadores vivos; e o incremento dos doadores com critérios estendidos (aqueles que antes não preenchiam os critérios ideais de doação, mas que agora passam a integrar uma lista de possíveis doadores). Outra notícia positiva que veio com a melhoria das técnicas transplantadoras é o aumento de receptores com mais de 60 anos. Segundo Sandra Vilaça, atualmente, dos pacientes transplantados, 10% possui entre 60 e 65 anos. Apesar da maioria dos estudos se referir aos 80 anos como limite, não existe uma idade determinada para fazer o transplante. Mesmo sendo mais suscetíveis à doença cardiovascular, infecção e malignidade, os idosos que estiverem nas condições clínicas aceitáveis podem receber o novo rim, além de serem pacientes mais aderentes ao tratamento. “É importante ressaltar que os idosos que passam por um transplante renal

Hospital Felício Rocho é referência em transplantes e grandes cirurgias Fundado em 1952, o Hospital Felício Rocho é referência nacional no atendimento em medicina de alta complexidade, como transplantes e grandes cirurgias. Sua Unidade de Transplantes está em atuação desde 2001 e se destaca como a principal equipe transplantadora de Minas Gerais e uma das mais bem sucedidas do Brasil. O Hospital Felício Rocho está entre os maiores centros internacionais no emprego da videolaparoscopia, tendo sido pioneiro no estado de Minas nesse tipo de cirurgia em várias especialidades. Uma delas é a cirurgia laparoscópica, que faz a retirada de rim de doador para transplante renal intervivos. O processo não é dolorido para o doador e proporciona condições de retorno às atividades normais em curto espaço de tempo. Com um corpo clínico composto por 13 médicos, atualmente, a Unidade de Transplantes aten74

de, em média, mil pacientes por mês e nos últimos quatro anos já realizou 637 transplantes, sendo 539 renais. Quase que a totalidade de procedimentos são realizados na abrangência do Sistema Único de Saúde – SUS (98%).

Unidade de Transplantes do Hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte – MG

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bem sucedido têm melhor qualidade de vida e sobrevivem mais do que na diálise”, observa. Ainda assim, o transplante renal esbarra em algumas dificuldades, pois não é validado a todos os pacientes. Além de avaliar criteriosamente cada caso, o médico precisa monitorar o sistema imune, usar a imunossupressão adequada (terapia para reduzir a ativação ou a eficácia do sistema imunológico para se evitar a rejeição do órgão transplantado) e

Transplante de medula a partir de cordão umbilical vindo de Nova York

melhorar a condição cardiovascular do receptor desde a diálise. Outro desafio está no diagnóstico precoce e tratamento, além do controle das infecções virais para minimizar o risco de malignidades. O paciente também tem papel importante no sucesso do transplante. “Além dos cuidados habituais, ele deverá estar motivado e consciente da importância de tomar seus medicamentos imunossupressores regularmente, que evitam que o sistema imunológico reaja contra o novo rim. A não aderência é o maior fator de risco à perda do órgão, e isso acontece principalmente com os pacientes mais jovens”, explica Sandra. Entre as opções de tratamento disponíveis atualmente destaca-se o sirolimo, que inibe a proliferação celular e a produção de anticorpos. Este princípio ativo se liga a uma proteína intracelular formando um complexo que inibe a ação da mTOR (Mammalian Target of Rapamycin), resultando na supressão do sistema imunológico e impedindo assim a rejeição.

Hospitais Jayme da Fonte e Oswaldo Cruz comemoram a marca de 500 Transplantes de Fígado em Pernambuco

Um garoto de três anos, que desde os quatro meses de vida lutava contra uma Imunodeficiência Grave Combinada (desordem do sistema imunológico caracterizada pela incapacidade de se estabelecer uma imunidade efetiva), recebeu um transplante de medula graças a um cordão umbilical compatível encontrado em Nova York. A cirurgia aconteceu no GRAACC, que realiza, em média, de 30 a 40 transplantes de medula por ano. Nesse caso, do diagnóstico ao transplante transcorreram seis meses. Antes de ir buscar o cordão fora do Brasil, é necessário averiguar se algum parente é compatível. Num segundo passo o paciente é inscrito no Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea – Rereme, órgão controlado pelo Instituto Nacional de Câncer - INCA, que busca doadores em bancos nacionais e internacionais. No caso desse garoto, antes de se submeter ao transplante, a criança teve de tomar uma forte dose de quimioterapia por oito dias, para destruir as células da medula defeituosa. “Como já não tinha defesa contra infecções, a quimioterapia foi bem difícil para o organismo dessa criança. Entre os riscos também estava a rejeição. Mas ficamos muito felizes por tudo ter dado certo”, diz a doutora Adriana Seber, chefe do setor de Transplante de Medula Óssea do GRAACC. O hospital faz transplantes em crianças e adolescentes desde 1999. Possui o Laboratório TMO, onde são armazenadas as medulas das crianças que aguardam o melhor momento para realizar o transplante autólogo. Em tanques, as amostras são mantidas congeladas até serem recebidas pelos pacientes. “Não medimos esforços e nem investimentos para salvar uma vida”, afirma doutor Sergio Petrilli, Superintendente Médico do IOP – Instituto Oncológico Pediátrico, do GRAACC/Unifesp.

O Hospital Jayme da Fonte e Hospital Universitário Oswaldo Cruz comemoram o XII Aniversário do Programa de Transplante Hepático em Pernambuco e o marco do 500º Transplante Hepático realizado. Para festejar, a Associação Pernambucana de Apoio aos Doentes de Fígado (APAF) promoveu uma série de eventos no período de 23 a 25 de agosto, com capacitações, palestras, jantar, sessão solene para homenagens, como também o I Encontro Nordestino de Cirurgiões Coordenadores de Equipe de retirada de órgãos, com a participação de médicos especializados de todo o Brasil. O programa é uma parceria entre os dois hospitais, que há 12 anos vêm atendendo pacientes de todo o Nordeste, tornandose referência para outras regiões do país. A equipe coordenada pelo professor Cláudio Lacerda é formada por experientes médicos intensivistas, enfermeiras e auxiliares bem treinados e foi considerada pioneira no transplante de fígado do Norte e Nordeste. Para homenagear a equipe, foi entregue a medalha Prof. Silvano Raia às duas Instituições que contribuíram para o desenvolvimento do programa.

Dr. Cláudio Lacerda, Chefe do Programa de Transplantes, e o prefeito do Recife, João da Costa

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negocios.com/empresas

Atualizada, a agenda dos eventos que a Ortosintese participa está na primeira página do site, assim como os produtos oferecidos pela empresa, em sistema rotatório. Entre os links disponíveis estão Ortopedia, Equipamentos, Certificações, Clientes e Artigos. Em Sustentabilidade, são apresentadas as ações desenvolvidas pela companhia, e, clicando em Canal, o usuário é levado ao conteúdo no You Tube. ortosintese.com.br Disponível em português, inglês e espanhol, o site da Cristófoli oferece atendimento online e acesso às mídias sociais que a empresa participa. Clicando em Blog da Biossegurança, o usuário é encaminhado ao conteúdo produzido por Liliana Junqueira de Paiva Donatelli. A página também apresenta lançamentos e destaques com fotos rotatórias, além de vídeos informativos dos produtos. cristofoli.com

O internauta encontra toda a linha de instrumentais da Erwin Guth, em seu site, nos links Produtos e Vídeo Cirurgia. Já em Certificações, confere os certificados que a empresa possui e, em Regionais, a rede de revendas da marca. O portal conta ainda com canal para tirar dúvidas, link de contato e loja virtual. erwinguth.com.br 76

Para navegar no site da ILS Cargo, o usuário deve escolher um dos países: Brasil, México ou Estados Unidos. Na página seguinte, estão links para os serviços logísticos e a estrutura da empresa – que conta com matriz em São Paulo e atendimento nos principais portos e aeroportos do mundo –, além de fotos das operações. Também estão disponíveis os links Cotação on line, Infos e ILS Track. ilscargogroup.com

Totalmente reformulado, o site da Unitec tem como novidade principal a aba Orçamentos, que necessita de cadastro para consultas. Clientes assíduos cadastrados são informados na hora sobre preços especiais exclusivos. Destaques também para os links Feiras e Eventos, Parceiros, Certificados e Produtos, agora mais completo, apresentando toda a linha da empresa, com várias fotos e descritivos. Para fazer uma busca, basta digitar o código do produto. unitec-hospitalar.com.br

Representantes, Assistências Técnicas, Instruções de Uso, SAC, Localização, Newsletter e Contato são os caminhos de acesso ao conteúdo do site da Microem, que também disponibiliza atendimento online. Os produtos oferecidos estão separados em linha médica e veterinária, e é possível baixar as instruções de uso e modelos disponíveis. Na home, ainda estão as últimas novidades da empresa. microem.com.br

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Cursos

É preciso se especializar Num mundo cada vez mais competitivo, o profissional que está “antenado” com as exigências do mercado, sem dúvida, sai à frente dos demais. A especialização torna-se a cada dia imprescindível, principalmente na área da Saúde. Hoje, as oportunidades estão concentradas em posições de alta complexidade, mas isto, entretanto, não significa que seja necessário apenas ter um certificado de especialista. De acordo com Juliana Pereira, mantenedora e coordenadora do IPESSP – Instituto de Pesquisa e Educação em Saúde de São Paulo, não basta ter um certificado, mas o profissional deve ter uma correspondência prática. “O IPESSP, por ser uma escola dirigida por médicos, possui em seus cursos, cerca de 50% da carga horária em aulas práticas. Isso é um grande diferencial para o profissional da área da Saúde que quer se destacar”, explica Juliana, que além de fazer parte do IPESSP é médica hematologista e professora livre docente pela FMUSP. Na Saúde, as exigências mercadológicas são ainda maiores. Nesse caso, escolher uma instituição para se especializar é coisa séria, por isso, alguns itens devem ser levados em conta. O profissional deve ter em mente, que investir em uma pósgraduação é apostar na carreira e consequentemente, ter um salário, em média, 35% maior. A médica e mantenedora do Instituto explica que a escolha deve ser baseada principalmente na qualificação do corpo docente. “O candidato deve observar se os professores realmente atuam no mercado de trabalho ou se são apenas conhecedores teóricos em suas respectivas áreas”. Segundo ela, outro ponto relevante é a qualidade da estrutura da instituição. É necessário verificar se os laboratórios são bem equipados, se há salas com multimídia, com acesso à internet e alta tecnologia. O SEMESP – Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo realizou um estudo inédito, com foco nas instituições de ensino superior privado. Trata-se de uma analise comparativa entre 15 regiões administrativas que compõem o Estado de São Paulo. De acordo com o Sindata / SEMESP e com base no Censo INEP 2009, os cursos de Enfermagem (3º lugar), Farmácia (10º) e Medicina (12º lugar) estão entre os 20 cursos mais procurados do Estado de São Paulo e isso significa milhões de pessoas se formando anualmente. Diante desses números só resta uma certeza: se especializar é imprescindível na área da Saúde, caso o profissional pretenda se destacar no mercado de trabalho. www.ipessp.edu.br RHB | SET/OUT cursos.indd 77

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Produtos e Serviços

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Sintetiza o exame parasitológico de fezes, desde a coleta, passando pela conservação, diluição, filtragem e concentração, ofertando um sedimento altamente limpo para a análise microscópica. Permite realizar muito mais exames em um reduzido espaço físico e de tempo, a um baixo custo. Diagnostek (11) 4023-3888 vendas@diagnostek.com.br diagnostek.com.br

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Assessoria

Equipe especializada atua há anos na regularização de empresas junto aos órgãos competentes, na obtenção de incentivos fiscais e fomentos para empresas e instituições. É especialista em licenças (Visa e Covisa) e autorização (Anvisa) de funcionamento e em registro de produtos saneantes, cosméticos e correlatos. K&M (11) 5078-8298 kmprojesp@kmprojesp. com.br kmprojesp.com.br

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Aspirador cirúrgico

De fácil higienização, o Aspiramax 12V com bateria aspira líquidos e secreções. Portátil, silencioso e de manuseio simples, é voltado para uso clínico, odontológico, veterinário e cirúrgico, sendo ideal para ambulâncias e locais sem energia elétrica. Possui vacuômetro e filtro antibactérias. NS (11) 2336-8000 nsam.com.br

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Eletrocardiógrafo digital

De três canais, o modelo ECG-3010 é portátil, conta com impressora matriz térmica e filtro digital para minimizar as interferências de sinal. Aquisição de 12 derivações simultâneas, análise de resultado e histograma são outros destaques do produto. Biocom (11) 5585-1913 vendas@biocomtec.com.br biocomtec.com.br

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Estetoscópios

Os modelos duo e simples som possuem corpo auscultador em alumínio, ótimo acabamento e definição acústica. Tubo em Y em PVC sem emendas, haste de latão cromado com exclusiva mola em aço cromado. Acompanham estojo para transporte. Dorja (11) 3872-4266 vendas@jamir.com.br dorja.com.br

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Na web

revistahospitaisbrasil.com.br Acordo estreita parceria em pesquisas clínicas e laboratoriais

O Hospital de Câncer de Barretos é a nova instituição irmã do MD Anderson Cancer Center Institute (EUA), a maior e mais importante instituição de oncologia do mundo. O acordo foi assinado por Henrique Prata, gestor do Hospital de Câncer de Barretos, e por Raymond DuBois, reitor e vice presidente executivo do MD Anderson.

HOSPITAIS DO BRASIL

Cirurgia bariátrica menos invasiva terá cobertura de convênios

Leucêmicos ainda sofrem em busca de doação de medula

Mesmo com mais de 2 milhões de doadores inscritos no cadastro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME), instalado no Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil ainda não consegue suprir toda a demanda de doações. Hoje, cerca de 2.500 pessoas aguardam na fila por uma medula compatível. Segundo o INCA, a estimativa é que 9.600 novos casos da doença sejam descobertos no Brasil, este ano. Já as estatísticas apontam que a probabilidade de encontrar uma medula compatível é de uma em 100.000. Por isso é cada vez mais importante que as pessoas se mobilizem para ajudar a salvar vidas.

ATUALIDADES

Fisioterapia e qualidade no Hospital Primavera

A fisioterapia é um importantíssimo aliado na recuperação de pacientes com as mais diversas patologias. No Hospital Primavera, em Aracaju, SE, é assim. A equipe de fisioterapeutas do Capacitá é composta por 19 profissionais focados totalmente na reabilitação do paciente. Os fisioterapeutas são especializados nas mais diversas áreas, como UTI, terapia intensiva, cardiologia, neurologia, ortopedia e respiratória. ATUALIDADES

O número de pessoas com sobrepeso e obesas tem aumentado assustadoramente entre os brasileiros, chegando, de acordo com o IBGE, a 48% das mulheres e 50,1% dos homens, acima de 20 anos. Em consequência, houve também aumento no número de cirurgias bariátricas no país. Desde 2003 o crescimento foi de 270%, registrando 60 mil cirurgias só em 2010, o que deixa o Brasil em segundo lugar no ranking mundial, perdendo apenas para os Estados Unidos. ATUALIDADES

Atendimento rápido e localização: fatores decisivos para casos de AVC O grave AVC sofrido pelo técnico do Vasco, Ricardo Gomes, durante um jogo, trouxe à tona a discussão sobre a necessidade de atendimento rápido para os pacientes, inclusive para uma recuperação rápida e sem sequelas. Além disso, a localização do hospital é um diferencial importante para quem precisa ser atendido com urgência. HOSPITAIS DO BRASIL

Tecnologia auxilia na escolha dos melhores embriões

Gestações múltiplas, que podem ocorrer quando uma mulher fica grávida após a implantação de dois ou mais embriões, têm um elevado risco para mães e bebês. O PRIMO Vision, uma câmera que fornece informações precisas sobre o desenvolvimento dos embriões, é de grande valia para evitar esses problemas.

INFORMATIVO NO 342

Localize rapidamente empresas, produtos e serviços do setor

O sistema de busca integrante do site da Revista Hospitais Brasil é mais um serviço aos profissionais de saúde. O recurso permite a localização de vários fornecedores de um mesmo equipamento ou serviço, possibilitando consultas rápidas ou cotações.

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Na Prática

Tecnologia na distribuição de alimentos proporciona agilidade ao Hospital IGESP

Usando a tecnologia a favor da boa alimentação, o Hospital IGESP, localizado na capital de São Paulo, investiu cerca de R$ 300 mil no Sistema de Distribuição de Refeições Double Flow, desenvolvido pela empresa francesa Socamel, que permite aprimorar as técnicas de qualidade alimentar, assegurando um prato saudável e saboroso. Com o sistema, é possível aquecer e resfriar os alimentos ao mesmo tempo, graças a uma barreira térmica que mantém os lados da bandeja isolados, por uma programação do próprio equipamento. “Agora podemos utilizar louças como em um restaurante ou hotel e a temperatura do alimento é sempre adequada. Esse diferencial faz com que o paciente se sinta como se estivesse em casa e atenua a lembrança de estar em um hospital, proporcionando uma sensação de maior conforto e humanização nos seus cuidados, uma preocupação que faz parte da atual política do IGESP”, explica Hafiza Abdon Musser Hadi, Gerente Corporativa Assistencial. Outro fator positivo da mudança é o ganho de agilidade na distribuição. Hoje são, em média, 650 a 700 refeições/dia. Antes, cada prato demorava cerca de 3 minutos para ser aquecido no micro-ondas. Agora, um andar inteiro é servido em apenas 20 minutos. Segundo Hafisa, esta melhoria na logística não interfere em nada na qualidade nutricional, e a preparação manteve suas características originais. Além disso, é possível obter uma temperatura segura em todo o processo e atender a todos os pacientes com alimentação via oral, inclusive os com restrições em sal, açúcar e gorduras, por exemplo. A apresentação também teve um valor agregado, com uma aparência que remete a um prato feito na hora, que estimula o apetite, auxiliando na dieta e recuperação. No processo de implantação do sistema, a equipe passou por um treinamento inicial para adequação às novas rotinas e, diariamente, se aprimora no processo. A próxima etapa é a renovação do cardápio. “A preparação das refeições também é importante para os pacientes e, com mais agilidade no serviço, os profissionais têm mais tempo para participar desse momento e checar o que ainda pode ser melhorado para proporcionar maior prazer, sem perder a qualidade, e cumprir as dietas individuais”, observa Paula Prescendo, Gerente de Nutrição da GR, empresa parceira do IGESP.

Sem comparação no Brasil A Double Flow é uma estação fixa de aquecimento e resfriamento simultâneos provida dos componentes responsáveis pelo aquecimento e refrigeração e na qual são acoplados, através de sistema eletromagnético, os carros térmicos Ergoserv. Feita de aço inox AISI-304 18.8/18, a estação está disponível em dois tamanhos, de acordo com a capacidade de bandejas. Segundo Alexandre Castro, Representante Comercial em São Paulo da Schipper & Thompson, distribuidora de produtos Socamel, um dos diferenciais do equipamento é ter a parte elétrica responsável por todo o processo fora do carrinho de distribuição, sendo assim, caso haja a necessidade de manutenção, pode-se acoplar o carro em qualquer outra estação e manter a operação em 100%. “Além disso, o carro térmico totalmente independente da parte elétrica faz com que a higienização seja completa, uma vez que o equipamento pode ser lavado com jato de água, pois os componentes (bandeja, laterais e persianas) são inteiramente removíveis para maior abrangência na limpeza”, explica. Entre outras vantagens, após a operação (quente/frio) não há manipulação dos alimentos, pois as bandejas já estão prontas para a distribuição, baixando o risco de contaminação. O sistema também aceita qualquer tipo de utensílios, inclusive descartáveis de alta temperatura. Por sua vez, o carro Ergoserv é confeccionado em aço inox AISI 304, com isolamento térmico, duas portas com abertura de 270o cada e sistema de travas quando abertas. Ele mantém os alimentos quentes e frios sem perda de temperatura por uma hora a partir do fechamento das portas. Provido de estrutura interna removível, tubular em aço inox com suporte para bandejas, conta com parede divisória térmica no meio, isolando a área quente da fria. Possui proteção em polietileno contra choques, dois rodízios fixos e dois giratórios com travas. Está disponível em modelos de 19 a 30 bandejas. Castro lembra que o mercado nacional não possui um sistema que tenha as mesmas características de distribuição de alimentos com uma apresentação tão boa na mesma bandeja onde ocorre o processo, com segurança e temperaturas dentro de um padrão aceitável. No Brasil, fora o IGESP, que acaba de adquirir o sistema Socamel, os seguintes hospitais já contam com esta tecnologia: Alemão Oswaldo Cruz, Santa Catarina, Paulistano, Sírio Libanês, Samaritano, do Câncer de Barretos, São José (Beneficência Portuguesa), Nossa Senhora de Lourdes, ICESP, todos em São Paulo, e Moinho de Vento, no Rio Grande do Sul. “Disponibilizamos o sistema para teste direto no hospital”, finaliza o Representante Comercial da Schipper & Thompson. RHB | SET/OUT

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Parceiros da Saúde Teatro de fantoches da Cosan anima crianças

Permitir que a criatividade flua entre as crianças na Pediatria Menino Jesus, da Santa Casa de Piracicaba, SP, foi a proposta do grupo de teatro da empresa Cosan. Integrantes do projeto social Viver um Conto, do Grupo Raízen, visitaram a instituição e fizeram a festa da garotada com teatro de fantoche, pintura facial e oficina de dobradura. Segundo a pedagoga Eline Trevisan, este é o tipo de proposta capaz de estimular a recuperação da criança, proporcionando bem estar também aos familiares acompanhantes.

IBS e Teuto levam saúde a famílias carentes

Pelo 11º ano consecutivo, o IBS – Instituto Brasil Solidário e o Laboratório Teuto trabalharam juntos e contaram com o apoio de uma grande equipe de voluntários para levar mais saúde às famílias carentes de sete cidades das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste do Brasil. Entre os benefícios, a população recebeu, gratuitamente, atendimento médico e medicamentos, doados pelo Laboratório Teuto. Este ano foram 1.200 atendimentos médicos, entre clínica geral, pediatria, cardiologia, ginecologia e dermatologia.

Banco Safra doa mamógrafos para hospital de SP O Banco Safra S/A e a Associação Américas Amigas doaram ao HMMD – Hospital Municipal Dr. Moysés Deutsch – M´Boi Mirim, SP, dois mamógrafos, aptos para atender 1.800 mulheres mensalmente e realizar quase 20 mil diagnósticos no período de um ano. “Esta iniciativa tem o potencial de diminuir significativamente o índice de mortalidade das moradoras da região”, diz Silvio Possa, Diretor do HMMD. Na foto, Dr. Fernando Proença, Superintendente do Cejam, Mirna Hallay, Gerente Administrativa, Ana Cristina Ekerman, Gerente Geral, ambas da Associação, e o Dr. Possa.

Banco do Brasil realiza ação social

O Comitê da Cidadania dos Funcionários do Banco do Brasil de Pelotas, RS, doaram 160 cobertores ao Hospital Universitário São Francisco de Paula (HUSFP/UCPel) e ao Pronto Socorro de Pelotas. A entrega foi feita pelo Presidente do Comitê, Odilon Lorenzato Almeida, ao Diretor Técnico do HUSFP/UCPel, Dr. Ernesto Nunes, e ao Diretor Administrativo do PSP, Regis Pinto e Silva. Há 10 anos, os funcionários ativos e aposentados do Banco do Brasil de Pelotas sentiram a necessidade de se organizar para desenvolver ações sociais, ajudando pessoas, associações e hospitais.

Caldema doa sangue para Sertãozinho

Colaboradores da fabricante de equipamentos industriais Caldema fizeram mais uma campanha de doação sanguínea ao Banco de Sangue de Sertãozinho, SP. “É sempre um prazer receber os funcionários da Caldema para esta doação coletiva, pois percebemos que eles já chegam aqui totalmente integrados com o conceito de solidariedade. A parceria é sempre produtiva e com certeza ajuda muitos pacientes”, afirmou a Diretora da entidade, Drª Rita de Cássia Lopes Pacca. 86

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negocios.com/hospitais No link Serviços do site do Hospital Beneficência Portuguesa de Petrópolis (RJ), o usuário tem conteúdo sobre ambulatório, urgência, UTI, entre outros, com fotos e descrição de cada setor. Já em Corpo Clínico, há a relação de profissionais da instituição e em Convênios, a relação de operadoras. O portal conta com ícone de notícias e canal para contato. hospitalsmh.com.br

Os informativos periódicos da Santa Casa de Piracicaba (SP), distribuídos aos fornecedores, clientes, funcionários e colaboradores, estão disponíveis no site do hospital, desde a edição de março de 2006. Também é possível inserir currículos em Recursos Humanos, além de obter dicas sobre saúde clicando em Espaço Saúde. Em Links são listados sites regulamentadores e interessantes para o setor. santacasadepiracicaba.com.br

Em sua página na internet, o Hospital Sobrapar Crânio e Face (SP) destaca as seções tratamentos, consultas, instalações, especialidades, educação e pesquisa. Nela, o internauta também encontra informações sobre doações de materiais e dinheiro, destinação do IR e Nota Fiscal Paulista. Já em Institucional, além da história do hospital, a presidente da instituição, Dra. Vera Raposo do Amaral, apresenta dois vídeos. sobrapar.org.br

A Clínica Mayo (EUA) criou uma rede social própria para compartilhar informações de saúde com profissionais e pacientes de todo o mundo – além de participar em outras ferramentas online que facilitam a comunicação global. A comunidade online, que é gratuita e aberta a todos, inclui conteúdo de vários blogs da clínica, vídeos sobre saúde e atendimento médico no canal próprio no YouTube e links para notícias sobre pesquisas, avanços em tratamento, além de um fórum de discussão para os membros. mayoclinic.org/connect

Dinâmico, o site do Hospital Felício Rocho (MG) apresenta na página principal várias notícias sobre a instituição. Nele, o usuário pode fazer um tour virtual pelo hospital, conferir o jornal HFR, em versão pdf, e as ações da instituição veiculadas na tevê. Também estão disponíveis os links Dúvidas sobre Saúde e Pergunte ao Colega, além do Mensagem Amiga, pelo qual é possível enviar mensagens para pacientes internados. feliciorocho.org.br

As últimas notícias do segmento de saúde estão na home do site do Santa Genoveva Complexo Hospitalar (MG). O usuário também encontra notícias sobre a própria instituição de saúde, bem como o serviço de Berçário Virtual, a partir de login e senha. Do lado esquerdo, há links de acesso para a Revista Santa Genoveva, manual do paciente, membros da diretoria, serviços, Twitter e enquete. santagenoveva.net

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Governo

Inaugurado o 1° Centro de Parto Normal do país O primeiro Centro de Parto Normal (CPN) da Rede Cegonha no Brasil foi inaugurado no último dia 26 de agosto, pelo Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Salvador (BA). O CPN tem o objetivo de humanizar o momento do nascimento da criança, oferecendo às gestantes um ambiente com maior privacidade. A unidade proporcionará que as mães sejam, efetivamente, as protagonistas do próprio parto. Os centros contarão com enfermeiros obstétricos e, se necessário, apoio médico. “Uma maternidade deve ter muito mais que um atendimento físico, é preciso ir além, dar acolhimento num momento tão especial para a mulher”, declarou o Ministro. O Centro deverá realizar de 120 a 150 partos por mês, quando estiver em plena capacidade. O CPN da Mansão do Caminho, que se chamará Centro de Parto Normal Marieta de Souza Pereira, foi construído e equipado com recursos do Ministério da Saúde, da Secretaria Estadual da Saúde da Bahia e doação de voluntários. O Ministério investiu R$ 606 mil para compra de equipamentos e R$ 149 mil para treinamento e capacitação de profissionais no parto humanizado. Além disso, foram aplicados R$ 340 mil para compra de insumos, totalizando R$ 1,095 milhão. A unidade receberá custeio mensal de R$ 80 mil. A concepção dos Centros de Parto Normal tem como modelo experiências positivas desenvolvidas em países como Holanda, França e Inglaterra. Atualmente existem 25 Centros de Parto normal pelo Brasil, que passarão a ser custeados pelo Ministério da Saúde após formulação do plano de ação da Rede Cegonha regional. Antes da inauguração, o ministro visitou as instalações das Obras Sociais Irmã Dulce – Hospital Santo Antônio. Entre 2009 e 2010, o Ministério repassou R$ 3,36 mi92

Crédito: Erasmo Salomão / Ascom - MS

lhões por convênios, sendo R$ 1,25 milhão para a aquisição de equipamentos e materiais permanentes para a Unidade de Atenção Especializada em Saúde, R$ 1,5 milhão para reformas e adequação de espaço físico e R$ 610 mil pra projetos voltados ao atendimento SUS. Em visita, o ministro destacou a importância da instituição não só para a Bahia, mas para o Brasil. “Ela serve de exemplo para o país inteiro”. Rede Cegonha – Após a inauguração do Centro de Parto Normal Marieta de Souza Pereira, o ministro participou, no Centro de Convenções de Salvador, do lançamento da Rede Cegonha na Bahia. O lançamento ocorreu durante o “Seminário Estadual de Atenção Integral à Saúde Materna e Infantil: Tecendo a Rede Cegonha”, promovido pela Secretaria Estadual da Saúde, Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde e Ministério da Saúde. Em março, o governo federal lançou a Rede Cegonha, modelo de atenção que amplia e fortalece a assistência às grávidas e às crianças até o segundo ano de vida. Um dos grandes desafios do SUS é garantir às gestantes um parto de qualidade e humanizado. Inicialmente, o foco das ações serão as regiões da Amazônia Legal e Nordeste, que têm os mais altos índices de mortalidade materna e infantil, e as regiões metropolitanas, envolvendo a maior concentração de gestantes. O programa prevê um conjunto de ações que visam integrar e ampliar uma rede de cuidados, que assegure às mulheres assistência adequada desde o planejamento familiar, a confirmação da gravidez, passando pelo pré-natal e o parto, pósparto e a atenção ao bebê. A estratégia da Rede Cegonha conta com o orçamento de quase R$ 9,4 bilhões do Ministério da Saúde para investimentos até 2014.

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Espaço Empresarial

Tecnologia para conforto do paciente e controle do hospital Operando no Brasil desde 1996, a LG Electronics comercializa no País um extenso line up de produtos, com mais de 700 itens, entre TVs de tela fina, TVs CRT slim, DVDs, home theaters, e outros, a maioria fabricada em parques industriais localizados em Taubaté, interior de São Paulo, e em Manaus, AM. Para a área hospitalar, a empresa oferece uma vasta gama de produtos, em especial a linha de TV e as Soluções em Segurança. Os modelos para este segmento são os televisores de 22 polegadas LK311C, os de 26’ e 32’ LK331C, e os de 32’ e 42’ da linha LK451C, totalizando cinco produtos. Estes equipamentos unem os diferenciais dos produtos LG, como imagem em alta definição e design elegante, às funções exclusivas, como o Modo Hotel e o USB Clonning, que permitem configurar, bloquear e manter ajustes de imagem e áudio pré-definidos, proporcionando mais conforto ao paciente e controle ao hospital, além de facilmente copiar os ajustes de uma TV para as demais, economizando tempo e custo. Outro atrativo é o modo de economia de energia, que ajuda em muito a administração dos hospitais na contenção de despesas. Já na área de Soluções em Segurança, a LG oferece recursos completos em plataforma IP e analógica, com software integrado de análise de conteúdos e câmeras com alta resolução, que operam em tempo real com resolução Full HD. Estas soluções possibilitam não apenas o gerenciamento do quesito segurança, mas também o gerenciamento da qualidade hospitalar, como a verificação da limpeza e manutenção de áreas comuns (salas, consultórios, quartos, cozinha, etc.). Outro diferencial é oferecer uma completa rede de postos autorizados e uma central de atendimento corporativa preparada para atender às demandas específicas das instituições de saúde. “Presente nas maiores redes de hospitais e clínicas do Brasil, oferecemos soluções ideais para esse mercado e apostamos que a área hospitalar tende a crescer muito nos próximos anos. Por isso investimos constantemente em pesquisa e desenvolvimento, de modo a disponibilizar para o mercado produtos e soluções inovadoras”, ressalta Thiago Correa, Gerente de Produto da Linha Corporativa da LG Electronics no Brasil. Falando sobre tecnologia, o profissional considera que ela sempre foi de importância fundamental para os hospitais. “Podemos dizer que as instituições que investem em tecnologia sempre saem na frente dos concorrentes ao poder oferecer o que há de melhor para seus pacientes. Investir em tecnologias como as da LG, além de gerar retorno econômico, passou a ser uma necessidade para a boa gestão dos hospitais”, completa. Em relação ao crescimento das vendas, a empresa acredita que o mercado é bastante promissor. Os motivos para isso são vários, entre eles, o momento econômico do Brasil, que é bastante favorável, e os eventos esportivos que estão por vir, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas. “Nossos produtos estão alinhados com este momento e estamos prontos para atender à demanda que deve surgir com o crescimento do País”, finaliza Correa.

Investir em tecnologias como as da LG passou a ser uma necessidade para a boa gestão hospitalar

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Espaço Empresarial

Pioneirismo em torneiras automáticas Uma das primeiras a fabricar torneiras automáticas no Brasil, a RST Inox foi fundada em 15 de agosto de 1994 pelos irmãos Edson, Luciano e Sandro. Além desta atividade, a empresa fabrica produtos em aço inox, que atualmente é sua principal fonte de faturamento. Em 1991, iniciou efetivamente sua fabricação, fornecendo torneiras automáticas a consumidores de Curitiba e, após 1994, expandiu-se para todo o território nacional. O pioneirismo sempre esteve presente nas atitudes da empresa, desenvolvendo torneiras tríplice e dupla para saída de líquidos assépticos, além da saída de água. Em 2001, concluiu a construção da sua sede própria, em Curitiba, numa área de 2000 m2, com capacidade de produção 30 vezes superior à inicial. A RST Inox investe constantemente na renovação dos produtos, utilizando novas tecnologias, conciliando produtividade com preservação do meio ambiente. É uma das primeiras empresas do Brasil a fabricar lavatórios em inox com torneiras automáticas. Seus produtos atendem todas as normas da vigilância sanitária e as necessidades dos clientes. Entre os produtos oferecidos estão: lava-mãos, tampos, expurgos, lavatórios cirúrgicos, bancadas para reuso, lava-bebês, mesa para queimados e lixeiras. Um dos destaques é o dispensador de líquidos eletrônico, adequado para hospitais, quartos de internamento e consultórios. Ideal para sabonetes, anti-séptico, álcool, PVPI, entre outros, oferece conveniência, segurança e limpeza sem contato ou infecção. Conta com detecção por infravermelho e acionamento por movimento. Possui frasco removível e opera a pilhas, sem nenhuma fiação. Segundo o Diretor, Luciano Pinheiro de Campos, o ano de 2010 foi muito bom para os negócios, com um incremento significativo. “Para este ano, a perspectiva de crescimento é de 10%, haja vista que a economia está aquecida”, declara, finalizando: “continuamos na liderança no mercado de lavatórios cirúrgicos e expurgos”.

Com a economia aquecida, a perspectiva de crescimento para este ano é de 10%

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Espaço Empresarial

Duas fábricas e uma gama de mais de 700 itens Fabricante e distribuidora de monitores e equipamentos para as áreas de Anestesia, Oxigenoterapia, Terapia Intensiva, Odontologia e Veterinária, contando, ainda, com as Divisões de Home Care e de Bombas de Infusão Hospitalar e Domiciliar, a J. G. Moriya está há mais de 20 anos no segmento e também se dedica à fabricação de equipamentos para gases industriais, especiais e medicinais. Possui duas fábricas, sendo uma na Vila Carioca, no bairro do Ipiranga, recentemente ampliada para 3.000 m², e outra no bairro da Aclimação, ambas na capital de São Paulo e projetadas com supervisão do presidente e fundador da empresa, o engenheiro mecânico Juan Goro Moriya, que tem experiência de mais de 40 anos na área médica. Entre os produtos desenvolvidos pela marca estão aparelhos de suporte ventilatório para UTI, linha para terapia do sono, inaloterapia, painéis modulares para leitos hospitalares, colunas retráteis, painéis de gases para Centros Cirúrgicos e UTIs, acessórios de gasoterapia, oxicapnógrafos, bombas de infusão, monitores e oxímetros, formando uma gama de mais de 700 itens, produzidos em um moderno parque industrial com maquinários de última geração. A empresa fornece equipamentos para as cinco maiores multinacionais do mundo e para os melhores hospitais do Brasil, atendendo diversos revendedores e o governo em processos licitatórios, investindo seus lucros na construção das fábricas, em tecnologia de produção e em aperfeiçoamentos na sua linha de fabricação, mantendo um rígido controle de qualidade aliado a um competente setor de assistência técnica. Como novidades, acaba de lançar um umidificador com válvula de segurança e um ventilador com modo de pressão e volume portátil ideal para Home Care e transporte. Além disso, está ampliando sua área fabril, como conta Juan Goro Moriya. “Nossa perspectiva de crescimento é de 10% neste ano, devido ao aumento de consumo de nossos clientes e exportações”, revela.

Tendo a qualidade como objetivo principal, a empresa espera superar as expectativas de milhares de clientes

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Espaço Empresarial

Expertise em instrumentos de medição

A Incoterm atua há 38 anos na fabricação e comercialização de termômetros, densímetros e outros instrumentos de medição. Sua trajetória se iniciou com a produção de termômetros e densímetros em vidro, de forma artesanal. De acordo com Ana Paula Marquioretto, Coordenadora de Marketing, alguns projetos especiais de termômetros, no Brasil, podem ser feitos apenas pela Incoterm até hoje, por possuir o conhecimento da engenharia e dos mecanismos que são necessários para a fabricação desses produtos. “Em função desse conhecimento técnico e específico, adquirimos a liderança no mercado durante nossa trajetória”, destaca. Com uma estrutura de mais de 10.000 m² situada em Porto Alegre, RS, e o apoio operacional de sua filial, em São Paulo, atua com profissionais qualificados, que operam em um ambiente de alta tecnologia. Hoje, são cerca de 200 colaboradores diretos, além de parceiros terceirizados e trabalhadores indiretos. “Nosso grande diferencial é o relacionamento e as campanhas de fidelização que criamos para cada um de nossos clientes, com foco nas suas necessidades e na realidade de seus negócios”, declara Ana Paula. Entre suas cinco unidades de atuação está a de Saúde, que oferece termômetros clínicos analógicos e digitais, termômetros para banho, termo-higrômetros, termômetros máxima e mínima para controle de medicamentos e vacinas, além de medidores de pressão de pulso e de braço. Nesse segmento, atende os canais farma e hospitalar. Recentemente, a Incoterm lançou termômetros de febre com infravermelho que mudam de cor conforme a medição da temperatura. Essa é uma grande novidade, e a empresa promete outras surpresas, ainda este ano. “Todos os nossos produtos para a área da Saúde são verificados pela Anvisa e pelo Inmetro. Não comercializamos nada fora dos requisitos solicitados pelo mercado e estabelecemos como principal característica a qualidade de nossos itens, principalmente em função de trabalharmos diretamente com a saúde do nosso consumidor. De acordo com dados do Inmetro, somos líderes de mercado em termômetros hoje – dentre os que são regulamentados, pois não conseguimos ter o controle sobre as marcas ilegais –, mas ainda estamos crescendo em outros produtos e outras linhas”, revela a profissional. A companhia também está investindo no mercado de exportação, voltado, no momento, para alguns países, no entanto esse trabalho ainda deverá ser mais bem desenvolvido, como conta Ana Paula. Com alguns parceiros estrangeiros, mantém relações comerciais e tecnológicas desde 1978. “A Incoterm tem a consciência do que o futuro espera. Por isso, temos buscado o constante aperfeiçoamento em todas as áreas e setores. Em nosso dia a dia nos defrontamos com situações que exigem inovação e criatividade. E é isso que precisamos: criatividade e inovação para atrair clientes e se consolidar no mercado”, finaliza a Coordenadora de Marketing.

Todos os produtos para a área da saúde são verificados pela Anvisa e pelo Inmetro

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Assistente Comercial Nádia Silva de Nadai nadia@publimededitora.com.br

Diretor Geral Adilson Luiz Furlan de Mendonça adilson@publimededitora.com.br Diretora Administrativa Vanessa Borjuca F. A. Santos vanessa@publimededitora.com.br Diretora de Redação Leda Lúcia Borjuca - MTb 50488 DRT/SP leda@publimededitora.com.br Jornalista Carol Gonçalves - MTb 59413 DRT/SP carol@publimededitora.com.br Assistente de Redação Luiza Neves de Mendonça luiza@publimededitora.com.br Gerentes de Contas Ronaldo de Almeida Santos ronaldo@publimededitora.com.br Márcio Augusto Gama gama@publimededitora.com.br

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de seus autores e também pelas informações e qualidade dos produtos, equipamentos e/ou serviços constantes nos anúncios, bem como sua regulamentação junto aos órgãos competentes, sendo estes de exclusiva responsabilidade das empresas anunciantes. Não é permitida a reprodução total ou parcial de artigos e/ou matérias sem a permissão prévia por escrito da editora. A Revista Hospitais Brasil é uma publicação da PUBLIMED EDITORA LTDA., tendo o seu registro arquivado no INPI-Instituto Nacional de Propaganda Industrial e Intelectual.

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Ano IX - Nº 50 - Julho/agosto 2011

Circulação: Agosto 2011 Tiragem e Circulação auditadas

Colaboradores desta edição Ana Elisa Teixeira (Amaradei), Carolline Alves, Vanessa Costa, Deborah Ferreira (Lide Soluções), Luiz Alves (MBAF), Sônia Martinêz (Fonte da Notícia), Juliana Hasse (NQM), Jean Luiz Féder (PostPress), Maristela Orlowski (Andreoli MSL), Laura Wilke Gómez (Fróes, Berlato), Rafael Peciauskas e Sílvia L. G. Simões (CDN), Elaine Dias, Paula Fernanda Batista (Win), Carolina Mendes (2Pró), Mariana Gomes e Thatiana Whasth (Lúcia Faria Com.), Chico Damaso (Acontece), Sérgio Said (SZS), Márcia Wirth (MW), Rita Barão (Target), Fernanda Barrelo (Activa), Mirian Ferreira (Support), Mel Dantas e Deborah Ferreira (Lide Com.), Bianca Gomes Sallaberry e Heda Wenzel (Approach), Karina do Nascimento (SPMJ), Alitéia Milagre (Serifa), Orlando Aguiar de Oliveira (Porta-Voz), Cristiane C. Sampaio (Assoc.Bras. de Cirurgia Pediátrica), Marco Aurélio Marzullo (Hosp. B. P. Petrópolis), Nilma de Oliveira Moratori (Sta. Casa Piracicaba), Ana Carolina e Ana Heloísa (Hosp. Sobrapar), Lucas Martins (Hosp. Felício Rocho), Leila Pinho (Hosp. Mater Dei), Ariane Cordeiro (Obras Sociais Irmã Dulce), Ariane Urbanetto (Fund. Amaral Carvalho), Veronica Lopes (SES/RJ), Edna Lira (LVBA), Fernanda Ayres, Vinícius Andrade e Luciane Sarabando(Imagem Corporativa), Ingrid Holsbach (Uffizi), Daiane Strapasson (Expressa), Mônica Schettino (MS Com.), Anadi Luchetti (DOC Press), Ingrid Trigueiro (FSB), Marjorie Okuyiama e Nathália Blanco (Central de Fontes), Madeleine Gonçalves (Lead), Leila Xavier (Calia Y2), Livia Caixe (Race), Tatiane Guidoni (SG Com.), Danielle Sasaki (Assoc.Paranaense de Cultura), além das assessorias dos seguintes hospitais e Coren(s): Luciana Ciucci (Dr. Moysés Deutsch), Daiana Corvelo (São Francisco de Paula), Marília Porcari (Universitário de Jundiaí), Luisa Amorim (Santa Luzia), Mirtes Bogéa (Sírio-Libanês), João Brito (da Criança e N.Sra.de Lourdes), Daniel Betega e Henrique Mioto (Pref.de S.André), Genuína Ramos (Coren PI), Cintia Rebelo (DF), Daíse de Sá (Coren GO), Marcus V. Bonfim (Coren SP) e Flávio Liffeman (Coren CE).

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Opinião

Como some o dinheiro da saúde Antonio Carlos Lopes

Presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica

Basta uma rápida busca na internet para confirmar que o caos da saúde é iminente e desenha-se ano após ano. As notícias de tempos atrás e as de hoje retratam uma tragédia anunciada pela insuficiência de recursos destinados à assistência dos cidadãos. Veja só algumas manchetes através dos tempos: 2003, Brasil é o país que menos investe em saúde na América Latina; 2007, investimento ainda é baixo em comparação com outros países; 2008, Brasil investe em saúde pouco mais que metade do gasto de países vizinhos; 2010, Saúde sofre com falta de recursos e gerenciamento precário; 2011, Brasil é lanterna em investimento na saúde. Segundo o artigo 196 da Constituição Federal, “a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”. Muito bonita a teoria, mas, para transformá-la em prática, são necessários recursos e vontade política. O problema é que de boa parte dos gestores públicos, a quem caberiam comprometimento e responsabilidade social, nem sempre os exemplos são os melhores. Agora mesmo acabamos de confirmar denúncia há tempos feita por entidades médicas: há estados maquiando as destinações legalmente obrigatórias em saúde, desviando-as a outros fins. Nos últimos anos, cerca de R$ 12 bilhões declarados como investimentos no setor foram gastos em saneamento básico, financiamento educacional e aposentadorias de servidores, só para citar alguns exemplos. Claro que todos esses segmentos também são importantes, porém, todos têm destinações próprias. É inadmissível que sejam desviados os minguados recursos da saúde, sendo que nosso País padece de resolubilidade no atendimento, com hospitais sucateados, filas de esperas intermináveis, falta de leitos, recursos humanos desvalorizados e por aí vai. Faz pouco tempo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou relatório anual com dados sobre a saúde no mundo, entre eles os investimentos no setor por país. Entre as 192 nações avaliadas, ocupamos a medíocre 151º posição. Aqui, a 98

parcela do orçamento reservada à saúde é de 6%. A média africana, região extremamente mais pobre e com incontáveis problemas sociais, é de 9,6%. Em termos de financiamento, o Brasil está muito distante de países em que o acesso à saúde é, na prática, universal, integral e direito de todos os cidadãos. No Reino Unido, 86% são de recursos públicos. Na Suécia, investe-se 85%. Na Dinamarca, Alemanha e França as destinações são, respectivamente, de 83%, 76% e 75%. Não à toa, a despeito de ser considerado uma das propostas mais vanguardistas de universalização da assistência em todo o mundo, o Sistema Único de Saúde (SUS) ainda não se viabilizou. Sua inanição vem da falta de recursos. Para reverter esse quadro, o remédio é conhecido: precisamos urgentemente regulamentar a Emenda 29, estabelecendo em lei os investimentos mínimos de Federação, estados e municípios, além de determinar o que são de fato as destinações para a saúde. Dinheiro investido em saúde não é gasto, e sim investimento. É o que precisamos: investimentos em dias melhores para os brasileiros. Aproveito para registrar também que o caos não é apenas no setor público. Na saúde suplementar, a despeito de lucrarem muito, de pagarem pouco aos prestadores, e de desrespeitarem os pacientes, planos e seguros saúde voltam as costas ao próprio sistema. A saúde suplementar vem definhando, conforme atestam números veiculados pela mídia. Houve a queda vertiginosa de 24.858 clínicas ou ambulatórios de 2008 para 14.716 em 2010; de 90.740 consultórios para 62.246. De 1.270 hospitais especializados despencamos para 424. De 5.187 hospitais gerais para 1.408. De 4.195 policlínicas para 1.663. De 145 prontos-socorros especializados para 52. De 588 prontos-socorros gerais para 48. E de 15.015 unidades de apoio à diagnose e terapia para 6.527. Não resta dúvida que há algo de errado no Reino da Dinamarca; ou melhor, no Brasil. Cabe às autoridades responsáveis tomar medidas firmes para coibir abusos e práticas espúrias contra pacientes, médicos e demais prestadores de serviço. Todos ficaremos gratos.

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Edição 51 - Revista Hospitais Brasil