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Caderno eHealth_Innovation Como integrar Saúde e Educação para o desenvolvimento do segmento A IMPORTÂNCIA DA AUTOESTIMA NO ENFRENTAMENTO DAS DOENÇAS LOGÍSTICA EM SAÚDE Os benefícios de um setor bem organizado

MEDICA 2013 Tecnologia e excelente custo-benefício colocam produtos brasileiros em destaque no evento

Baixe A VERSÃO INTERATIVA


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EDITORIAL

A árvore da felicidade No ano em que a Publimed completou 10 anos e acrescendo-se a isso o clima festivo que envolve a todos nesta época, a equipe da Revista Hospitais Brasil pensou em uma forma simples, porém muito sincera, de homenagear as empresas que nos apoiaram em todas as nossas iniciativas. Neste e nos anos anteriores. Optamos então por uma árvore de Natal. Não apenas uma árvore comum, mas um modelo estilizado, feito de material reciclável, que reforça nosso compromisso de ajudar a preservar o planeta. Na foto é possível ver que a base foi confeccionada com caixas de papelão de diversos tamanhos, sobrepostas e revestidas com matérias publicadas na Revista Hospitais Brasil, e decoradas com enfeites que poderão ser reutilizados por muitos anos, além de bolinhas de papel. E para agraciar esses parceiros que nos acompanham há tanto tempo, colocamos o nome de cada uma dessas empresas nos enfeites que decoram nossa árvore. Nesse projeto, pudemos contar com sugestões e colaboração de nossos funcionários, que, motivados por um ano de muitas conquistas, nos auxiliaram de maneira decisiva na criação desta homenagem, que, embora singela, manifesta nossos agradecimentos por mais esta etapa de muito trabalho, mas de sucessivas vitórias.

país? Tão importantes quanto os nossos anunciantes, eles também merecem agradecimentos pela parceria e fidelidade. Mas, para homenageá-los dignamente, precisaríamos de uma árvore enorme, no mínimo do tamanho da que enfeita o Parque do Ibirapuera, em São Paulo, com seus 58 metros de altura e mais de 300 refletores de led... Quem sabe daqui a mais uma década??? Como outra forma de presentear todos aqueles que nos acompanham, estamos lhe entregando mais uma edição muito especial da Revista Hospitais Brasil, recheada de matérias interessantes e com as principais novidades mostradas pela indústria brasileira na feira MEDICA, realizada em novembro, na Alemanha. Desejamos a todos um Feliz Natal e um excelente Ano Novo, com muita paz e saúde. Saúde, nesse caso, nos dois sentidos: primeiramente no pessoal, esperando que tudo em nós funcione perfeitamente e nos permita chegar onde pretendemos; e em segundo, Saúde como um setor, que cresce e se solidifica, mas que ainda necessita de muita dedicação e trabalho para estar ao alcance de todos os brasileiros. Que venha 2014, trazendo a esperança de um futuro melhor!

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E quanto aos leitores e colaboradores espalhados por todos os estabelecimentos de saúde do

Equipe Publimed: Luiza, Vanessa, Ronaldo, Márcio, Cotta, Andréa, Adilson, Lia, Nádia, Leda e Carol

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EXPEDIENTE

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Ano X - Nº64 - NOV | DEZ 2013 Circulação: Dezembro 2013 A Revista Hospitais Brasil é distribuída gratuitamente em hospitais, clínicas, santas casas, secretarias de saúde, universidades e demais estabelecimentos de saúde em todo o país. A Revista Hospitais Brasil não se responsabiliza por conceitos emitidos através de entrevistas e artigos assinados, uma vez que estes expressam a opinião de seus autores e também pelas informações e qualidade dos produtos, equipamentos e/ou serviços constantes nos anúncios, bem como sua regulamentação junto aos órgãos competentes, sendo estes de exclusiva responsabilidade das empresas anunciantes. Não é permitida a reprodução total ou parcial de artigos e/ou matérias sem a permissão prévia por escrito da editora. A Revista Hospitais Brasil é uma publicação da PUBLIMED EDITORA LTDA., tendo o seu registro arquivado no INPI-Instituto Nacional de Propaganda Industrial e Intelectual.

Redação, Publicidade e Assinaturas: Rua Prof. Castro Pereira, 141 - 02523-010 São Paulo/SP - Tel.: 11 3966 2000 www.publimededitora.com.br www.revistahospitaisbrasil.com.br

Colaboradores desta edição Soraya Garson (Ameplan), Approach (Vanessa Rodrigues), André R. Furtado (Fran Press), Márcia Wirth (MW Consultoria), Camila Duran (Máquina Public Relations), Fátima Capucci (Activa Comunicação), Luciana Ponteli (MP& Rossi), Jossiani Braga (Note!), Flávia Tavares (CDN), Adriana Camargo (Estúdio de Comunicação), Aline Brandi e Daniel Cesaroni (In Press Porter Novelli), Tatiana Skaba (bLive TI), Felipe Mazorca (Misasi), Raphael Ferrari e Jander Ramon (Letra Certa), Cecilia Valenza e Rafaela Silva (JeffreyGroup), Marcos A. Bedin e Silvania Cuochinski (MB Comunicação), Patrícia Limeira e Giovana Mel (Ageimagem), Fernanda Fahel (Predicado), Janis Lyn (Rojas), Giselle Marques (Ideal), Livia Meimes (fróes, berlato associadas), Danielle Coimbra (Capitare), Thaís Souzza (Target), Evelyn Spada (DNA da Comunicação), Margarete Storto (GPCOM), Fernanda Bernardes (BRSA), Inês Martins (Tikun), Samantha Coelho (EPR), Mariana Bertolini e Camila Muniz (A4), Fernanda Geppert (Attachée de Presse), Paula Saletti (Time), Irani de Souza (Singular), Claudia Amoroso e M. Alice (Holding), Fernanda Martinazzi (Intermídia), Luciana Ponteli (MP & Rossi), Elaine Luca (NB Press), Denise Almeida (NR-7), Henrique Koller (Onoffre Consulting), Natália Lopes (Tríplice), Thaise Cleto (R&F) e Rafael Serato (Index) além de Markione S. Assis (SESSP), Érica Pascoal (Fund. São Francisco Xavier), Yeska Nakamura (Incor-HCFMUSP), Nilma O. Moratori (Santa Casa de Piracicaba), Mirtes Bogéa (Hosp. Albert Einstein), Anésia Pinto (Clínica São Vicente), Aline Shiromaru (Hosp. Alemão Oswaldo Cruz) e Beatriz Melo (Hosp. das Clínicas da UFP). Tiragem e Circulação auditadas

ERRATA Na Ed. 63, pág. 14, foi reproduzido um quadro publicado no Manual de Limpeza e Desinfecção de Superfícies em Serviços de Saúde da Anvisa, versão 2010, sobre os produtos utilizados na atividade, incluindo os compostos fenólicos. No entanto, segundo a própria Anvisa, no mesmo manual, essas substâncias estão em desuso, devido à toxicidade. A RDC nº 37, de 3 de junho de 2008, publicada no Diário Oficial da União do dia seguinte, proíbe o uso de pastilhas contendo paraformaldeído ou formaldeído nos processos de desinfecção e esterilização. Portanto, desconsiderar os compostos fenólicos da tabela publicada.

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S U M A´R I O

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ENERGIA No-breaks Beta garantem a segurança de pacientes submetidos a procedimentos com equipamentos eletromédicos

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TERAPIA INTENSIVA Hospital Márcio Cunha aplica técnicas da Fisioterapia para retirar pacientes do leito mais rapidamente

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EVENTO Empresas brasileiras se encontram em Düsseldorf, na Alemanha, para a maior feira do mundo do segmento médico-hospitalar

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HB - Incor Novo Centro de Pesquisa Clínica e nova Biblioteca recebem investimentos de R$ 4,7 milhões

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HB - Unimed Chapecó Hospital completa 15 anos e anuncia ampliação e modernização da estrutura

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EMERGÊNCIA Produtos Celmat garantem o manuseio adequado das vias aéreas em situações de dificuldade

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SAÚDE PÚBLICA A organização das AMAs e o problema da falta de médicos

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PESQUISA Estudo do IBGE mostra que a Saúde no Brasil evoluiu, mas ainda precisa melhorar a qualidade

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MERCADO DE TRABALHO Matérias tratam da carência de profissionais na área de Sistemas Biomédicos e da nova lei que garante salário 25% maior a servidores

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TENDÊNCIA Maza Lab aborda a importância de ajudar o paciente a identificar distúrbios auditivos com antecedência

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LEGISLAÇÃO Conselhos de Medicina preparam relação de equipamentos e infraestrutura necessários para consultórios e ambulatórios

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NOVIDADE Portais dentro do umbigo permitem a passagem de várias pinças na mesma punção, gerando apenas uma cicatriz

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ACONTECE Novidades sobre eventos, parcerias e ações de responsabilidade social realizadas pelos hospitais e empresas voltadas à Saúde

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PRODUTOS & SERVIÇOS Novidades em equipamentos e serviços hospitalares

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CENTRO CIRÚRGICO Conceito inédito no SUS diminui os riscos em tratamentos de tumores cerebrais

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GOVERNO Pacote de medidas fortalece atuação dos hospitais filantrópicos e Santas Casas na assistência a pacientes do SUS DIAGNÓSTICO Exame detecta síndromes genéticas e sexo do bebê sem invadir o ambiente uterino com agulhas

MATÉRIA TÉCNICA A organização do setor de logística dentro das instituições de saúde não deve objetivar apenas a minimização de custos, mas também a garantia ao cuidado com os pacientes

PROCEDIMENTO Método ajuda portadores de câncer no intestino grosso a realizar quimioterapia domiciliar TRATAMENTO Terapia da compressão revela-se eficaz contra o linfedema do braço

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HUMANIZAÇÃO Fundação Laço Rosa investe no primeiro Banco de Perucas on-line, que doa esses acessórios para pacientes em tratamento de quimioterapia, provando que há vida apesar do câncer

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MONITORAMENTO Com o apoio de ferramentas da AxisMed, pacientes diabéticos aceitaram o desafio de subir o Monte Everest

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ROTINA Impressora para etiquetas e pulseiras de identificação coloridas da Epson é indicada para diversas aplicações

COLUNISTAS

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ESTUDO Pesquisa analisa a evolução do custo da internação a partir da variação do valor de seus componentes

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TECNOLOGIA Hospital São Camilo de Salto, SP, realiza a primeira cirurgia no Brasil com auxílio do Google Glass

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ENTIDADEs Duas associações, Continua Health Alliance e ACRES, buscam colaboração dentro do setor MOBILIDADE Aplicativo traduz a fala e a escrita em Português para Libras e facilita a comunicação com surdos

ENCONTRO Em São Paulo, Health 2.0 América Latina apresentou inovações tecnológicas para o segmento

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REDE Paraná entra no Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes

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ACONTECE Novidades do setor de Tecnologia da Informação em Saúde

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NA WEB Funcionalidades e destaques do portal da Revista Hospitais Brasil DESINFECÇÃO Brasil deve se atentar para a eficácia da aplicação do cobre antimicrobiano na redução de doenças

INOVAÇÃO Jovem cria bicicletaambulância para atender pequenas urgências, driblando o trânsito pesado OPINIÃO O Brasil tem muitos desafios em relação ao mercado de viagens de saúde, mas estamos entre os principais centros do mundo

GENTE QUE FAZ Doação: lema de vida do oftalmologista Takashi Hida, um Expedicionário da Saúde que leva medicina especializada aos índios da Amazônia

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JURÍDICO Sandra Franco aborda o atual anteprojeto para o novo Código Penal, que traz outra perspectiva sobre a eutanásia ENGENHARIA CLÍNICA Para Lúcio Flávio, o melhor remédio é preparar os hospitais para conviver com tecnologias cada vez mais complexas

RECURSOS HUMANOS Fabrizio Rosso conta como descomplicar a gestão e evitar exposições desnecessárias GESTÃO Operadoras e instituições de saúde precisam estar centradas em estratégias convergentes, aponta Genésio Körbes INFRAESTRUTURA José Cleber do Nascimento Costa discorre sobre um modelo assistencial a ser entendido e seguido

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CADERNO EHEALTH_INNOVATION O futuro nas mãos da formação médica: especialistas em telemedicina e telessaúde se reuniram para abordar o assunto em evento transmitido pela internet em tempo real

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Suplemento Especial

D端sseldorf/Alemanha SUPLEMENTO_MEDICA_2013_2.indd 11

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A MEDICA é o principal evento internacional do setor de serviços e produtos médicos do mundo. Realizada em Düsseldorf, na Alemanha, aconteceu entre os dias 20 e 23 de novembro, atuando como uma vitrine mundial dos lançamentos na área de Saúde. Pelo 12º ano, o Brasil marcou presença e garantiu grande visibilidade no evento, com a maior participação do país desde que iniciou sua exposição internacional na feira. “Tivemos na última década uma participação maravilhosa do Brasil na MEDICA. Nesta edição, contamos com mais de 50 empresas brasileiras e valorizamos esta presença. Se tivéssemos mais espaço, a comitiva brasileira seria ainda maior”, avalia o CEO da Messe Düssedorf, Joachim Schäfer.

Nesta edição, foram mais de 4.500 expositores, que receberam cerca de 130.000 visitantes, provenientes de todas as partes do mundo e interessados em equipamentos para eletromedicina, cirúrgicos, de resgate e emergência, laboratoriais, mobiliário, materiais para diagnóstico, descartáveis, produtos para fisioterapia e ortopedia, entre outros. A feira também apresentou tecnologias de informação e comunicação, bem como serviços voltados ao setor e publicações especializadas. Nos eventos paralelos, aconteceu a Conferência Internacional sobre Desastres e Medicina Militar – DiMiMed, além da Conferência de Educação Médica, voltada ao uso adequado de cobre antimicrobiano, e o MEDICA Forum Tech, que apresentou questões atuais sobre o desenvolvimento de softwares híbridos.

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A participação brasileira Nesta edição, 52 companhias integraram a comitiva brasileira, além da Hospitalar Feira + Fórum e Ambiotec, que ocupou uma área de 612 m² e foi organizado pelo Projeto Brazilian Health Devices, parceria de sucesso estabelecida entre a Abimo – Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios e a ApexBrasil – Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos. Além do pavilhão principal, pela primeira vez o Brasil foi representando por quatro empresas na área exclusivamente dedicada a Laboratórios e Diagnóstico, no Hall 3. Estrategicamente, essa localização foi muito boa e teve por objetivo, além de fortalecer a imagem do Brasil como um fornecedor de produtos para o setor, estabelecer negócios mais efetivos para essas empresas. Afinal, é neste pavilhão que se encontram os principais players mundiais da cadeia de diagnóstico. No ano de 2012, com a participação de 45 empresas expositoras, foram realizados milhares de contatos com clientes de mais de 100 países, que geraram um montante de negócios bastante significativo para os 12 meses seguintes. Já em 2013, aconteceram 2600 reuniões com potenciais clientes de mais de 100 países, alcançando o montante de US$ 2 milhões em negócios fechados com 39 deles, sendo que os principais compradores foram a Alemanha, África do Sul, Turquia, Portugal e países do Oriente Médio. A expectativa de negócios para um ano, em decorrência dos contatos feitos na feira, atinge mais de US$ 15 milhões. Este ano, o grande desafio foi consolidar os mercados abertos em decorrência da participação anterior e manter as vendas elevadas. “O importante, todos os anos, é levar, além de inovações tecnológicas de produtos, atrativos diferenciados para o Pavilhão Brasileiro. A MEDICA é, com certeza, uma das principais ferramentas do projeto para atingir a meta de US$ 1 bilhão em exportações até 2015”, comenta a Coordenadora de Promoção Comercial da Abimo, Clara Porto. Acesse o QR Code e assista ao vídeo de Paulo Fraccaro, Presidente Executivo da Abimo, sobre a participação brasileira na MEDICA.

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Pavilhão Brasileiro Empresas presentes A prospecção de novos mercados é sempre um objetivo a ser alcançado pelas empresas brasileiras participantes da MEDICA, que já se tornou um ponto de encontro entre parceiros, com o objetivo de estreitar relacionamentos.

Participaram da feira: Agaplastic, Ambiotec, Baumer, Bioclin, Biomecânica, BMR, Carci, Casex, CBEMed, Confiance Medical, Deltronix, DK Diagnostics, DrillerMed, Engimplan, Estek, Exatech/ Edlo, Exxomed, Fami, Fanem, Gabisa Medical, GMReis, Hi Technologies, Hospimetal, Hospitalar, HPBio, IBF, Ibramed, Impol, Indusbello, Injeflex, Inpromed, Instramed, IOL, Kinner, Kolplast, Labtest, LifeSil, Loktal, Magnamed, Medpej, MMO, Neoortho, Olidef, Olsen, Phoenix, Russer, Samtronic, Schioppa, SciTech, Sismatec, Spine Implantes, Traumec, Wama e WEM.

Confraternizando Mantendo a tradição, foi realizado no Pavilhão Brasileiro o Brazilian Happy Hour, no segundo dia de feira, com a intenção de oferecer um espaço agradável e informal para que as empresas brasileiras tivessem a oportunidade de relacionaremse com seus clientes internacionais. Com música e pratos tipicamente brasileiros, os parceiros comerciais tiveram a oportunidade de vivenciar um pedacinho do Brasil. “Mais de 500 pessoas participaram do encontro, que já é esperado por todos”, comemora Clara. Além do Brazilian Happy Hour, o Brazilian Health Devices premiou alguns empresários com uma viagem ao Brasil, durante os jogos da Copa do Mundo da FIFA 2014. Os sorteados irão cumprir uma agenda de negócios com empresas brasileiras e visitarão o país durante este importante evento esportivo internacional. Os vencedores foram um comprador espanhol, cliente da Traumec, e um comprador russo, cliente da Baumer. Foram sorteados também ingressos para o jogo final da competição entre os profissionais que visitaram o Pavilhão Brasileiro e realizaram o cadastro. A confraternização foi um absoluto sucesso, muito elogiada por todos os presentes, que enfatizaram a importância do evento para o desenvolvimento da indústria nacional.

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4ª edição da revista Brazilian Health Devices é lançada na MEDICA Brazilian Health Devices O Projeto Setorial (PS) executado pela Abimo, em parceria com a Apex-Brasil, denominado Brazilian Health Devices, tem como missão fomentar as exportações das indústrias de artigos e equipamentos da área da saúde. É a marca que reúne as indústrias exportadoras do setor e as representa internacionalmente.

Teve início no Pavilhão Brasileiro a distribuição da revista Brazilian Health Devices edição 2013/2014, realizada em parceria entre a Publimed Editora e a Abimo/Apex-Brasil. Totalmente em inglês, a publicação tem como objetivo promover o país e sua indústria médicahospitalar no mercado internacional. Com uma excelente qualidade gráfica e editorial, comemora quatro anos e é sempre muito esperada pelo público que visita as principais feiras de saúde do mundo. Esta edição, mais uma vez apresenta um panorama do país, mostrando seus inúmeros atrativos, que vão desde o crescimento e solidificação da economia, passando pela produção de conhecimentos científicos e seus grandes nomes, cultura, pontos turísticos e preparativos para a Copa e Olimpíadas, até o desempenho da indústria da saúde nacional. A revista é distribuída em muitas outras feiras internacionais, como a Arab Health (Emirados Árabes) e a FIME (Estados Unidos), e também em missões comerciais que a Abimo promove durante todo o ano. A maior novidade é o lançamento do aplicativo Brazilian Health Devices, disponível para tablets e smartphones, que pode ser baixado gratuitamente no Google Play e na APP Store. Com ele, é possível conferir a versão interativa da edição 2013/2014, que possui vídeos e links diretos para diversos sites.

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Painel

Cézar Reis, Tereza Reis e Renata Schaefer (Agaplastic) Santiago Carrau Chiarino e Luciano Rodrigues (Olsen)

Guilherme Guedes, André Ali Mere e Lúcio Kimura (Olidef )

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Rodrigo P. Padovez (Mediana), Liliana Chiodo Cherfen (Sincron), Bianca Strattner (Instramed)

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Daniel Tosello (Carci), Eng. Nader Hawari (SMT) e Pérsio Carletto (Carci) Edgar Felix Müller e Vera Helena P. Müller (Samtronic)

José Maria Lasry e Thomas Santos (Hospitalar)

Dorival Edson Dagir e Jamir Dagir Junior (Dorja)

Paula Portugal e Paulo Fraccaro (Abimo)

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Painel

Leandro Pereira (Anvisa), Paulo Fraccaro (Abimo), Dra. Waleska Santos (Hospitalar) e Paula Portugal (Abimo)

Claro Porto (Abimo) e Katherine Shibata (Hospitalar)

Adriano Amaral Franco de Lima e Danilo Amaral Franco de Lima (Oxigel)

Adilson Furlan de Mendonรงa (Revista Hospitais Brasil), Vernizio e Vera Zampieri (Cinco Cirurgica)

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Dra. Waleska Santos, Francisco Santos e Thomas Santos (Hospitalar)

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Painel

Sérgio Begliomini e Dr. André Vilela (DrillerMed)

Adilson Furlan de Mendonça (Revista Hospitais Brasil) e Alexandre Nardi (Fami)

Andréa Mendonça e Vanessa Borjuca Santos (Revista Hospitais Brasil)

Dra. Karin Schmidt Rodrigues Massaro e Djalma Luiz Rodrigues (Fanem)

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Iramaia Kotschedoff (Iramaia Messe Service) e Paulo Fraccaro (Abimo)

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Painel

Andréa Mendonça (Revista Hospitais Brasil), André Ali Mere (Olidef ), Paulo Fraccaro (Abimo), Vanessa Borjuca Santos (Revista Hospitais Brasil), Paula Portugal (Abimo) e Clara Porto (Abimo) Celso Lopes Martins (Celmat) e Adilson Furlan de Mendonça (Revista Hospitais Brasil)

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Karin Guth (Bace), Dra. Waleska Santos (Hospitalar) e Leonard Lorentziadis (Bace)

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Márcia Baumgardt, Vanessa Borjuca Santos (Revista Hospitais Brasil), Ronaldo Almeida Santos (Revista Hospitais Brasil) e Cézar Reis (Agaplastic)

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Destaques Participando pela primeira vez da MEDICA, a GMI – Gabisa Medical International, antiga Silmag Brasil, empresa que já vinha consolidando sua marca em território brasileiro, agora conta com novas tecnologias para embarcar seus produtos para outros mercados. Após aquisição do Grupo Medical em junho, a nova marca recebeu grandes investimentos em máquinas e infraestrutura para melhorar a qualidade de seus produtos. Injetoras de silicone líquido e extrusoras foram trazidas da Alemanha para agregar ainda mais melhorias ao seu processo produtivo. A empresa, que hoje conta com 100% de capital nacional, possui importantes certificações de qualidade. Sua participação na MEDICA faz parte do novo objetivo de, em breve, exportar para mercados importantes, como Europa, Oriente Médio e Ásia. Estar na feira foi de extrema importância para a GMI, que realizou ótimos contatos com oportunidades de novos negócios, fomentando um cenário bem promissor para as exportações do próximo ano.

Dr. José B.P. Paulin e Carlos Paulin

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Gabriel Pizzingrilli, Fabricia de Oliveira Bernardo, Mariana Berlini e Fabios Pizzingrilli

A Deltronix, que produz equipamentos e acessórios para eletrocirurgia, desde bisturis de pequeno porte até equipamentos voltados às cirurgias de grande complexidade, vem expandindo progressivamente o número de clientes e de países atendidos. Quando questionado sobre a importância da participação na MEDICA para a evolução das exportações, Dr. José B. P. Paulin, Diretor da empresa, explica: “Certamente, esse crescimento se dá graças aos contatos feitos e às demonstrações realizadas, embora este ano me pareceu que o nível dos visitantes piorou em relação aos primeiros anos de nossa participação”. A empresa, que esteve pela 11ª vez do evento, afirma existirem boas perspectivas de negócios. “Os contatos realizados levam a essa conclusão, porém, só o tempo dirá...”, afirmou Dr. Paulin. Finalizando, ele sugere uma melhor localização do Pavilhão Brasileiro nas próximas edições da feira: “Acredito que em outra posição, receberemos ainda mais visitantes qualificados interessados em nossos produtos”, conclui.

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Destaques

Herman M. Casella e Regina Maria Linhares Casella

Fundada em 1985, a Casex é a única empresa genuinamente brasileira que se dedica à fabricação de produtos para ostomia, voltada, inicialmente, apenas à importação de bolsas para ostomia, que naquela época não eram comercializadas nem produzidas no Brasil. Daí surgiu a ideia de montar em Curitiba, no Paraná, a primeira fábrica de produtos para ostomia do país. Com materiais importados, que igualavam os produtos Casex aos das empresas multinacionais, e produção toda realizada no Brasil, foi possível oferecer preços mais acessíveis ao nosso mercado, com produtos dotados de alta qualidade. Atualmente, a empresa atende todo o território nacional, além da América Latina, Leste Europeu, África e Ásia.
Pela 12ª vez na MEDICA, considera que a feira tem contribuído de forma decisiva para a conquista de novos mercados. “Estamos crescendo aproximadamente 30% ao ano nas exportações”, afirma Herman Mora Casella, Diretor da Casex. Segundo ele, o nível dos visitantes do evento foi ótimo. “As pessoas que visitaram nosso stand mostraram bastante certeza sobre o que procuravam”, explica.

A MEDICA vem colaborando com a expansão das exportações da Instramed, que crescem de forma contínua, e em média, 10% ao ano. Dona de uma marca sólida e respeitada pelo mercado, composta por instrumentos precisos e confiáveis, a Instramed conta com cardioversores e monitores multiparamétricos, que se encontram nos principais estabelecimentos de saúde brasileiros e internacionais. Presente pela 6ª vez na feira, foi representada por seu Gerente Geral, Arthur Moraes, que falou sobre o nível dos visitantes e quanto às possibilidades geradas pelo evento. “A feira sempre recebe visitantes qualificados e oferece boas oportunidades de novos negócios”, declara. Fundada em 1980, a empresa acredita na inovação como um dos principais fatores de seu crescimento e aposta na manutenção de uma equipe de profissionais exclusivamente dedicada à pesquisa, que contribui para o aperfeiçoamento contínuo de seus produtos. Dotada do certificado de Boas Práticas de Fabricação e do sistema de qualidade padrão ISO, em específico a norma NBR ISO 13485 – 2004, direcionada à saúde, a empresa disponibiliza equipamentos que primam pelo excelente custobenefício, além de agregar design atraente e facilidades de uso. 26

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Arthur Moraes e Márcia Kruse

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Destaques Segundo Wiliam Donisete de Paula, Diretor da Hospimetal, a MEDICA colabora, há 10 anos, para a evolução de suas exportações, que aumentam ano a ano. A Hospimetal é uma tradicional empresa brasileira fundada em 1984 e sediada na cidade de Araçatuba, SP, que detém uma avançada tecnologia para trabalhar o aço inox, respondendo pela fabricação de móveis e equipamentos hospitalares, como camas adulto e infantil, camas de recuperação e UTI, macas, mesas de exames, sofás, poltronas, cadeiras para hemodiálise e carros hospitalares, além de muitos outros produtos. Seu diretor informa ainda que o nível dos participantes da feira é sempre muito bom: “Visitaram nosso stand tanto clientes finais, provenientes de clínicas e hospitais, quanto distribuidores, ambos muito importantes para o crescimento de nosso negócio”. Mais uma vez o evento correspondeu às expectativas da empresa. “Surgiram ótimas perspectivas”, conclui Wiliam, reafirmando que a Hospimetal comercializa seus produtos em todo o Brasil e em vários países do mundo.

José Carlos Lapenna e Amanda Lapenna

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Wiliam Donisete de Paula e Rita Reis

A DK Diagnostics, que participou pela 4ª vez da MEDICA, é uma empresa global com atuação na América do Norte, Europa, Ásia e América do Sul, criada em 2004 com o intuito de gerar tecnologia e facilidades voltadas às rotinas dos exames laboratoriais, tanto para o setor público quanto para o privado. Consolidando seu processo de franca expansão, iniciou a exportação de seus produtos para os Estados Unidos em 2008 e em 2012 estabeleceu-se naquele país, em Frederick - Maryland, em busca de novos avanços tecnológicos. Já em 2013, com o surgimento de novas oportunidades na Europa e Ásia, a empresa criou filiais também na Espanha e na Índia. Quanto à feira, a Vice-Presidente da DK Diagnostics, Amanda Lapenna, afirma que o evento sempre oferece boas possibilidades de negócios: “As exportações cresceram de forma consistente após o início de nossa participação”, explica. Concluindo, Amanda explica que a MEDICA atende as expectativas e que a maior parte dos visitantes apresentaram um nível muito bom.

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Destaques

Luciano Rodrigues e Roberto Schioppa

Para a Schioppa, que apresenta crescimento no volume das exportações em torno de 25%, estar no evento é um fator importante para essa evolução. Luciano Rodrigues Barbosa, Gerente de Exportações, conta que a MEDICA sempre atende as expectativas: ”A feira oferece boas chances de negócios e em geral recebe pessoas focadas, grandes executivos, apesar da presença de alguns chineses curiosos...”, declara. Maior fabricante de rodas e rodízios da América Latina, a Schioppa tem mais de 60 anos de história e é marca líder do segmento, utilizando tecnologia de ponta para produzir todo e qualquer tipo de rodas e rodízios para as mais diversas finalidades. Sediada na cidade de São Paulo, em um parque industrial com mais de 10.000 m², dispõe de uma equipe que trabalha para oferecer ao mercado soluções personalizadas, que garantam plena satisfação aos clientes.

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Veterana em número de participações na MEDICA, a Carci é pioneira na produção e exportação de equipamentos para Fisioterapia e Reabilitação Física, e líder no fornecimento de produtos de alta qualidade para esses setores. A empresa, que detém cerca de 60% do mercado brasileiro, conta com certificação junto ao Ministério da Saúde para sua linha de produtos fabricados e importados, e fornece soluções em Eletroterapia, Termoterapia, Hidroterapia, Mecanoterapia, Avaliação Física e Mobilização. No evento pela 18ª vez, a Carci já conseguiu a fidelização de sua marca no exterior. Seu Diretor de Comércio Exterior, Daniel Carleto Tosello, afirma que as exportações vêm crescendo cada vez mais. “Muito movimentada e produtiva, a feira sempre possibilita a abertura de novos mercados”. E conclui: “O nível dos visitantes foi excelente”. Fundada em 1966, a Carci foi a primeira empresa brasileira do setor a obter a certificação CE, chancela que atesta os altos níveis de qualidade e possibilita o fornecimento de seus produtos para a comunidade europeia. 30

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Daniel Tosello

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Destaques Com sede em Amparo, SP, a Ibramed é uma empresa originalmente brasileira, produtora de equipamentos para as áreas de reabilitação física, estética e medicina estética. Sua linha de produtos é concebida a partir dos mais atuais conceitos relacionados a diversos tipos de tratamentos publicados ao redor do mundo em importantes periódicos científicos. Ano após ano, investe em certificações, feiras internacionais e missões comerciais para prospectar novos distribuidores, além de fortalecer e consolidar relações com os distribuidores já existentes. “Na MEDICA obtemos um retorno muito positivo das nossas exportações”, declara Daniel Blanco Marques, Diretor de Comércio Exterior. Para a empresa, a MEDICA é uma excelente oportunidade para a prospecção de novos distribuidores devido ao elevado número de visitantes focados em “fazer negócios”. Outra oportunidade que a feira oferece é ser um ponto de encontro desses distribuidores. “Assim, podemos traçar novos planos estratégicos para o próximo ano”, explica Daniel. O evento atendeu plenamente as expectativas da Ibramed e fez surgir boas perspectivas de negócios.

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Paulo Eduardo Caritá, Luiza G. S. Caritá e José Aldo Nevoeiro Demarchi

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Daniel Marques e José Ricardo de Souza

“As expectativas da Traumec na MEDICA não foram apenas atendidas, mas superadas e, por isso, pretendemos sempre marcar presença do evento”. Foi o que declarou o Diretor, Paulo Caritá, nesta segunda participação da empresa na feira. Acrescentou que embora em processo inicial para exportações, a Traumec obteve, através da MEDICA, êxito em novos negócios, parcerias e clientes. “Na próxima edição, vamos focar na concretização dos nossos contatos, pois, até lá, estaremos aptos a exportar com a marcação CE”. Segundo Paulo, os visitantes, profissionais de todos os setores da saúde e de todas as nacionalidades, fizeram a diferença pela qualificação de alto nível, confirmando o sucesso e a importância da feira nesse segmento.

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Destaques A Magnamed utiliza a feira para divulgar seus produtos para clientes dos cinco continentes e a considera uma forma muito interessante de reunir-se com potenciais compradores, além de conhecer o que há de mais inovador na área da Saúde. A empresa espera triplicar seu faturamento em 2014. “Nossas exportações aumentaram de duas a três vezes, crescendo também a quantidade de distribuidores internacionais e o conhecimento de nossos produtos pelo comprador final”, explica Reginaldo Damião, Gerente de Exportação. Questionado com relação ao nível dos visitantes, informa que eles realmente sabem o que querem e buscam produtos que se adaptem às suas realidades. Presente pela 5ª vez na MEDICA, a Magnamed teve neste ano uma de suas melhores participações: “Aumentamos nosso stand de 9 m2 para 18 m2 e conseguimos atrair diversos distribuidores”, conclui.

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Débora Alves Teixeira, Reginaldo Damião e Wataru Ueda

A Confiance Medical apresentou na MEDICA sua nova linha de equipamentos com telas sensíveis ao toque. Atualmente, o insuflador de CO2 já está registrado na Anvisa e sendo comercializado no mercado brasileiro. Porém, tanto as fontes de luz xenon quanto as microcâmeras com essa tecnologia, aguardam autorizações para comercialização no mercado nacional. Por isso, o lançamento aconteceu na MEDICA, onde a receptividade dessa nova linha foi testada. Como desenvolvedora de suas próprias tecnologias, a Confiance Medical entende que inovação e qualidade contínua são as chaves da competitividade. 34

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Guarany Guimaraes, Bruno Guimaraes e Cristiano Brega

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Destaques Graças às necessidades apresentadas pelos clientes internacionais durante esses cinco anos em que a DrillerMed vem participando da MEDICA, a empresa promoveu pequenas mudanças e melhorias em seus produtos e serviços, que em muito colaboraram para o aprimoramento e obtenção de certificações. Segundo André Vilela, Diretor, de maneira geral o nível dos visitantes foi bom e ele pôde perceber a presença de clientes antigos e o surgimento de novos. Falando sobre a importância da MEDICA quanto às exportações da empresa, André explica: “Nossas exportações ainda são pequenas, porém, a fixação da marca no exterior já começa a ser percebida”. Já sobre os resultados, conclui: “A feira gerou novos contatos, com boas perspectivas de negócios”.

Jesus Antonio Aldama Flores

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A Exxomed é uma empresa que atua no ramo de distribuição de produtos hospitalares, especialmente voltados para artroscopia, buco maxilo, neurocirurgia, cirurgia de mão e joelho, videolaparoscopia e otorrinolaringologia, fornecendo materiais nacionais e importados para cirurgias minimamente invasivas. Fundada em 2004, está sediada em São Carlos, cidade do interior de São Paulo conhecida como Capital da Tecnologia. Apesar de ter visitado a feira por diversas vezes, apenas este ano a Exxomed participou como expositora do Pavilhão Brasileiro. De acordo com seu Diretor, Onofre Rodrigues Neto, o evento gerou boas perspectivas de negócios para os próximos anos, já que a empresa não exporta seus produtos pois ainda não detém a certificação CE. “Fomos consultados por visitantes muito profissionais, provenientes de 22 países, que devem gerar excelentes contatos para o futuro”, revela. Finalizando, Onofre explica como a presença na MEDICA foi bastante relevante para a empresa: “Agora, como expositores, pudemos nos atualizar e verificar de perto o que nossos concorrentes estão fazendo”.

Rubens Camargo e Onofre Neto

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Destaques

Eduardo Rodrigues e Cláudio Cesar

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Há três anos, a Indusbello participa da MEDICA apresentando produtos voltados às áreas odontológica e médica. Eduardo Rodrigues, Assistente Comercial, contou que a empresa está abrindo distribuidores em diversos países, como resultado da participação em feiras no exterior, das certificações de qualidade conquistadas e dos esforços de marketing empregados pela equipe. “Nas duas últimas edições da MEDICA, conseguimos ampliar o nosso conhecimento sobre o mercado internacional e fechamos grandes parcerias. A Indusbello destacou-se como um potencial fornecedor de estojos plásticos para esterilização em nível mundial, algo que era restrito aos Estados Unidos e à França”, destacou. Segundo ele, a feira tem gerado diversas oportunidades de negócios com empresas americanas, italianas e brasileiras, inclusive. “Esta edição foi de suma importância, pois conseguimos atingir um número maior de clientes em potencial. Recebemos visitas de representantes de empresas e hospitais de vários países com real interesse em fechar negócios”, finalizou.

Com base no desenvolvimento contínuo e no aprimoramento tecnológico, a Bioclin destaca-se no cenário nacional como uma das empresas com maior crescimento do setor de diagnóstico in vitro. Expondo pela 4ª vez na MEDICA, considera que o evento atendeu suas expectativas e gerou boas possibilidades de negócios. Quando questionado sobre a evolução das exportações, Danilo A. T. de Andrade, Assessor de Comércio Exterior, destacou: “Estão mais ágeis e nossa empresa mais preparada”. Outra informação relevante que Danilo fez questão de ressaltar foi a nova localização do stand: “Pela primeira vez conseguimos participar no Hall 3, local específico para laboratórios/IVD”. Já com relação ao nível dos visitantes, afirma que foi bom, embora considere que a maioria não era responsável pela tomada de decisões. “Porém, evidenciaram nossas suspeitas sobre o mercado global”, conclui. Investindo na força de trabalho e aplicando uma filosofia empresarial coerente, a Bioclin vem se fortalecendo e criando parcerias sólidas, calcada na sustentabilidade, satisfação dos clientes e melhoria contínua de seus produtos e processos, construindo assim uma história de tradição e reconhecimento no mercado nacional e internacional.

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Equipe Bioclin e parceiros

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Destaques Atuando em todo o território nacional e em mais de 25 países, a Fami disponibiliza artigos para as áreas médico-hospitalar, odontológica, veterinária e estética. A empresa tem presença marcante na MEDICA há 10 anos e, nesta edição, realizou o primeiro encontro de distribuidores latino-americanos, o que, segundo o Diretor, Alexandre Nardi, foi uma excelente oportunidade para trocar experiências e estreitar relações. Sobre as exportações, considera que a feira tem colaborado positivamente com sua evolução. “Através dela, conseguimos encontrar clientes em nível mundial e entrar em contato com novas tecnologias e regulamentações que norteiam e inspiram nosso contínuo crescimento”, disse, acrescentando que o evento atende as expectativas da empresa. Segundo Nardi, as perspectivas de negócios estão ligeiramente enfraquecidas pelo atual momento econômico enfrentado pela Europa, porém os demais mercados se mostram bastante abertos e alguns países em desenvolvimento se apresentam especialmente interessados em qualidade e tecnologia.

Benedito e Nivea Fittipaldi

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William Pesinato, Silvia Baffi e Alexandre Nardi

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Estar na MEDICA já se tornou rotina para a Kolplast, que há muitos anos se faz presente no evento. Fabricando e comercializando produtos descartáveis voltados à Ginecologia, Proctologia, Cirurgia, Dermatologia e Otorrinolaringologia, além de colposcópios, vestuários e descartáveis, a empresa trabalha com processos eficientes e oferece produtos altamente qualificados. Segundo Nivea Fittipaldi, Diretora, participar da feira proporciona ainda mais visibilidade à marca. “Além disso, conquistamos novos mercados e conhecemos tecnologias inovadoras”, explica. Nivea informa também que a MEDICA oferece boas perspectivas de negócios, atende as expectativas da empresa e, ainda, tem um nível muito bom de visitantes. Para finalizar, faz um elogio à Abimo: “O trabalho da entidade é fantástico, apresentando nossas empresas e produtos com o máximo profissionalismo”.

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Destaques

Edson Vieira e José Mario Conterato

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Por 13 anos consecutivos, a WEM participa da MEDICA, sempre buscando novos caminhos para ampliar suas fronteiras em eletrocirurgia. Com sede em Ribeirão Preto, SP, e atuando no mercado brasileiro desde 1985, a empresa iniciou suas atividades com a produção de detectores de batimentos cardíacos fetais e de fluxo sanguíneo, além de um bisturi portátil de baixo custo para utilização em pequenas cirurgias. Atualmente, com as exportações evoluindo continuamente, seus produtos estão presentes em 70 países da América Latina, Ásia, Oriente Médio, Oceania e Europa. E a presença na feira colabora, em muito, para essa evolução. “Fazemos contatos com interessados na distribuição de produtos e consolidamos a parceria com aqueles que já são nossos distribuidores e vão ao evento para nos visitar”, informa Edson Luiz Rodrigues Vieira, Diretor de Marketing. Edson explica ainda que durante a MEDICA surgiram muitas oportunidades de abertura de novos mercados e que a WEM recebe muitas empresas interessadas na ampliação de seus negócios, buscando oportunidades junto às companhias brasileiras. Finalizando, explica que este ano houve uma pequena redução no público visitante. “Mas isso não impediu que fizéssemos bons negócios”.

“Muitos e grandes negócios foram encaminhados a partir da MEDICA, inclusive em países nos quais já possuímos representantes, reforçando que o relacionamento durante a feira é sempre positivo”, explicou Djalma Luiz Rodrigues, Diretor Executivo da Fanem. A empresa é presença marcante no evento há 12 anos, o que colaborou muito para sua evolução, abrindo canais em importantes mercados que já se consolidaram em seu portfólio, tanto que este ano, optou por dobrar o espaço de seu stand em relação ao ano anterior. A empresa exporta desde 1970 e já acumulou US$ 100 milhões em vendas para o mercado externo. “Destacando a qualidade dos produtos Made in Brazil, tivemos um espaço de 78 m2 no badalado Hall 11, junto aos grandes players do setor”, esclareceu Karin Schmidt R. Massaro, Sócia-Diretora e Presidente do Conselho. Segundo Djalma, a edição deste ano foi uma das melhores, senão a melhor, em qualidade de visitantes. “São contatos de altíssimo nível, sejam autoridades governamentais, dirigentes de hospitais ou empresários do ramo da distribuição de equipamentos médicos”, completou Karin. 42

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Dra. Karin Schmidt Rodrigues Massaro

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Logística A complexa cadeia de suprimentos da Saúde

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Imprevisibilidade e gerenciamento de vários conjuntos de estoque são algumas das características que tornam difícil a terceirização integral das atividades logísticas dentro do segmento. O uso de tecnologias de monitoramento e a contratação de parceiros podem auxiliar bastante na organização dos processos. Por Carol Gonçalves

Uma das definições de logística vem do frânces logistique, que se refere ao planejamento e realização de vários projetos, conceito desenvolvido para operações militares que envolve mecanismos de transporte, apoio, responsabilidades administrativas, reconhecimentos e inteligência na movimentação e sustentação do exército. A atividade evoluiu e, segundo o Council of Logistics Management, trata-se do processo de planejamento, implementação e controle do fluxo e armazenamento eficiente e econômico de matérias-primas, produtos semiacabados e acabados, bem como as informações relativas a estas atividades, desde o ponto de origem até o de consumo, com o propósito de atender às exigências dos clientes. Dentro do setor de serviços, os processos logísticos precisam levar em consideração outros fatores, como a intangibilidade, a heterogeneidade, a simultaneidade e a perecibilidade, o que aumenta a complexidade na gestão da cadeia de suprimentos. É aqui que se encaixa a Saúde. De acordo com o livro “Logística em Organizações de Saúde” (ver Leitura Complementar), as organizações

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hospitalares (OHs) têm como principal objetivo prover o bem-estar e a recuperação da saúde de seus pacientes. Para tanto, dependem de um número considerável de empresas que as proveem de equipamentos, materiais de consumo, serviços diversos e outros insumos essenciais ao exercício de suas atividades. Por sua vez, essas empresas satélites também estão interligadas a outras instituições que as suprem materialmente, e assim sucessivamente, num processo complexo de relação cliente/provedor. Em termos logísticos, uma OH não é muito diferente de uma montadora de veículos, por exemplo, ou de uma refinaria de petróleo. Segundo os autores do livro, o que as difere é o grau de prioridade atribuído a uma ou a outra atividade. A falta de mecânicos e de materiais para a linha de montagem pode ser compensada por uma reprogramação da produção. A falta de profissionais de saúde, de equipamentos e de suprimentos médico-farmacêuticos pode inviabilizar as atividades de um hospital e causar irreparáveis danos à vida. O prolongamento desta não pode ser reprogramado como uma linha de produção. Entretanto, a aquisição, recepção, armazenagem e controle de estoques e outras atividades correlatas podem ser geridas por meio de instrumentos e recursos de TI semelhantes. “Em resumo, os hospitais são sistemas logísticos complexos que devem ser geridos com o suporte da tecnologia da informação, a fim de que os gargalos ou restrições sejam identificados e minimizados pela ação gerencial”, expõe a obra. A organização não deve objetivar apenas a minimização de custos, mas também a garantia ao cuidado com a saúde dos pacientes. De acordo com estudos publicados internacionalmente, estima-se que 46% do orçamento operacional de um hospital seja despendido em atividades relacionadas com logística, 27% dos quais em materiais e equipamentos e 19% em mão de obra. Uma total otimização dos processos pode levar a reduções de 48% destes custos. Segundo a professora Libânia Paes, Coordenadora do Curso de Administração Hospitalar e Sistemas de Saúde (CEAHS) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP), as duas principais características da logística em saúde são a imprevisibilidade e o risco de ruptura (falta de um item no estoque). Em prontos-socorros, por exemplo, é mais difícil acertar a quantidade de material e medicamento necessária porque a variação da demanda (quantidade e perfil) é muito grande. Na logística de manufatura, que se difere da de serviço, a produção é pré-planejada e muitas empresas conseguem negociar com seus fornecedores para receber apenas a matéria-prima que precisará naquela semana (o chamado just in time). “Além disso, um hospital não pode se dar ao luxo de não ter ‘na prateleira’ alguns insumos básicos, como gaze, luvas, seringas e vários medicamentos. Então, acabam tendo mais produtos em estoque que o realmente necessário. Ter estoque inflado, na indústria, é muitas vezes considerado erro de planejamento. Na saúde, é gerenciamento de risco”, explica Libânia. Os hospitais gastam entre 30% e 40% do seu orçamento operacional em suprimentos, e gerenciar esse estoque de forma organizada permite otimizar o uso desse enorme montante de recursos. “Além disso, trata-se de uma organização de múltiplas camadas. Em uma rede de supermercados, por exemplo, temos apenas: o estoque central (centro de distribuição), o estoque da loja e as gôndolas

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Libânia Paes, da Fundação Getulio Vargas

Os hospitais gastam entre 30% e 40% do seu orçamento operacional em suprimentos, e gerenciar esse estoque de forma organizada permite otimizar o uso desse enorme montante de recursos

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Motivos para contratar um parceiro logístico • Gerir e controlar o fluxo de medicamentos, materiais e insumos, acompanhando a utilização pelos pacientes; • Reduzir estoques, desperdícios, compras emergenciais e tempo ocupado pelos recursos humanos assistenciais no controle de produtos e informações em toda a cadeia de suprimentos; • Detectar consumos injustificados de medicamentos e materiais, permitindo analisar os padrões de prescrição de medicamentos e facilitar auditorias clínicas; • Implantar uma estrutura de apoio à engenharia clínica; • Contar com apoio ao descarte adequado de materiais, medicamentos vencidos ou equipamentos obsoletos; • Aperfeiçoar os mecanismos de controle e a aplicação dos recursos financeiros; • Qualificar a atenção à saúde da população assistida.

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Fonte: Intero Brasil

(prateleiras). Em redes de hospitais, também temos o estoque central da rede e de cada uma das unidades. Só que em cada uma delas há ‘sub-unidades’, como UTI, Pronto-Socorro, diversas alas de internação, Centro Cirúrgico, etc. Cada sub-unidades também tem seus estoques. Então, no fundo, a área de logística de um hospital tem que se preocupar em gerenciar vários conjuntos de estoques, o que deixa ainda mais complexo o processo”, expõe. Libânia acredita que um dos principais gargalos logísticos das instituições de saúde está no relacionamento com seus fornecedores. O setor, tradicionalmente, busca o melhor preço, dessa forma, troca facilmente de fornecedor assim que recebe uma oferta financeira melhor. Para a professora, essa troca constante não contribui para um relacionamento de maior parceria entre as empresas. “Se houvesse um entrosamento melhor, prazos de entrega poderiam ser mais bem negociados, reduzindo o estoque dentro dos hospitais sem aumentar o risco de um desabastecimento.” Em se tratando de tecnologia, na área de fármacos, muitos hospitais atualmente já usam os dispensários eletrônicos, que funcionam como “máquinas de refrigerante”. O profissional se identifica, identifica o paciente e o medicamento de que precisa. Além de aumentar a segurança para o paciente, melhora a integridade das informações entre o prontuário médico e a conta do paciente. Com relação à logística reversa, atividade que trata dos aspectos de retornos de produtos, embalagens ou materiais ao seu centro produtivo, Libânia diz que

como grande parte dos itens estão contaminados, o risco de utilizar o processo em materiais hospitalares é muito grande. Na maioria dos casos, é proibido devido ao risco de contaminação. “O que ocorre, em algumas redes de prestadores de serviço, é a redistribuição dos estoques de acordo com as demandas. Por exemplo, se um hospital tem duas unidades e em uma delas está sobrando luva estéril, esse excedente é enviado à outra unidade”, conta.

Terceirização

De acordo com o livro “Logística em Organizações de Saúde”, o termo terceirização é amplamente utilizado no ambiente organizacional para referir-se ao processo evidenciado pela “tendência moderna que consiste na concentração de esforços nas atividades essenciais, delegando a terceiros as ditas atividades complementares”. Uma das consequências da crescente utilização de conceitos relacionados à gestão da cadeia de suprimentos é a busca permanente por menores custos operacionais. Reforça-se a ideia de que o cliente final é o motor que impulsiona toda a cadeia anterior que produz os itens ou serviços por ele consumidos. Com isso, as organizações tendem a transferir para terceiros atividades que, por força da isonomia trabalhista a que estão sujeitas, não contribuem tanto para os seus resultados. “Na realidade, essa é uma visão extremamente positivista, uma vez que, à luz de outros conceitos, todos os integrantes de uma empresa são partícipes e responsáveis pelos resultados por ela alcançados. Entretanto, no mundo real das empresas, isso é cada vez menos considerado. O objetivo é sempre alcançar, fundamentalmente, eficiência (custos) e eficácia (competitividade)”, expõem os autores. E quanto à terceirização logística dos hospitais? É possível? De acordo com Libânia, é, mas o risco é muito grande para a instituição. Alguns hospitais já tentaram; outros estão em fase de implantação. Entretanto, ainda não há casos de sucesso comprovados da terceirização integral. “Nos Estados Unidos, alguns poucos hospitais já trabalham com integração total e direta com os fornecedores. Estes entregam insumos diretamente para as ‘sub-unidades’, como PS e UTI. Não há um estoque central no hospital e a administração é feita pelos fornecedores”, revela.

LEITURA COMPLEMENTAR Logística em Organizações de Saúde Autores: Antônio de Pádua Salmeron Ayres, Bruno de Sousa Elia, Geraldo Luiz de Almeida Pinto, Renaud Barbosa da Silva www.editora.fgv.br

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Setor de saúde ganha precisão com a rastreabilidade Quando os processos logísticos interferem diretamente na qualidade de atendimento no setor de saúde, percebe-se o quanto estão presentes na vida de todos. A redução de erros proporcionada por um sistema inteligente reflete diretamente na segurança dos pacientes, pois é possível reduzir sensivelmente a interferência humana nos processos de checagem e captura de informações do medicamento no sistema. Isso acontece porque, graças à rastreabilidade, é possível acompanhar o processo de recebimento do medicamento até a administração ao paciente. A estratégia elimina o perigo, por exemplo, de se ministrar doses ou medicamentos errados. Os ganhos vão além. É possível diminuir os custos da operação ao reduzir retrabalho, como eliminar o processo de etiquetagem interna, já que a impressão é feita pelo fabricante. O mesmo acontece em relação às perdas por vencimento, que passam a ser controladas graças ao acompanhamento das datas de validade pelo sistema de gerenciamento de rastreabilidade. Cada vez mais, hospitais e laboratórios farmacêuticos buscam a excelência no atendimento, adotam padrões globais e tecnologias para automatizar seus processos como, por exemplo, a separação de medicamentos. E é o código de barras, tão conhecido dos brasileiros na hora das compras, que desempenha esse papel fundamental. A GS1 Brasil – Associação Brasileira de Automação tem levado a tecnologia para instituições de todo o país, como os laboratórios Eurofarma, Isofarma, Baxter e os hospitais Israelita Albert Einstein, Hospital Alemão Oswaldo Cruz e Maternidade Santa Joana, em São Paulo, e Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Na capital gaúcha, a opção foi pela adoção do GS1 DataMatrix, código bidimensional de tamanho reduzido que se adapta às menores embalagens e comporta todas as informações necessárias para ter total controle da trajetória de um medicamento, do laboratório farmacêutico à administração no paciente. O objetivo do Hospital Moinhos de Vento foi adotar um processo pelo qual os produtos pudessem ser rastreados por meio da tecnologia de código de barras, garantindo a origem e o caminho que este produto percorreu na cadeia produtiva até a chegada ao paciente. Em 2011, a instituição introduziu o uso do código GS1 DataMatrix nos medicamentos por meio da integração de 18 áreas e com treinamento sobre o uso da nova tecnologia para 118 colaboradores. O objetivo do projeto é aprimorar a segurança do paciente, reduzir custos, assegurar uma melhor gestão do inventário e atingir a rastreabilidade. A nova simbologia é usada desde o recebimento do medicamento até seu descarte. A antiga metodologia da impressão interna das etiquetas contendo informações sobre a data de validade e número de lote foi substituída pela leitura do GS1 DataMatrix, impresso pela indústria farmacêutica em dose unitária, sem

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A redução de erros proporcionada por um sistema inteligente reflete diretamente na segurança dos pacientes, pois diminui a interferência humana nos processos que envolvam medicamentos

intervenção humana acerca das informações importantes referentes ao medicamento. Em São Paulo, o Hospital e Maternidade Santa Joana usa pulseiras para identificar os recém-nascidos e as mães. Assim, juntamente com o código GS1 DataMatrix nos medicamentos, eles têm a garantia de que o paciente certo recebeu a medicação certa, na dose certa, na hora correta. Também na capital paulista, o Hospital Israelita Albert Einstein foi pioneiro ao otimizar os procedimentos. Hoje, a instituição de saúde recebe 25% dos remédios já identificados pela indústria, um porcentual que abrange medicamentos utilizados em grande volume. Não há estatísticas oficiais no Brasil, mas, segundo o Institute of Medicine dos Estados Unidos, mais de sete mil pessoas morrem anualmente e outros 1,5 milhão de pessoas sofrem graves danos por erros de medicação no país. O prejuízo financeiro chega a US$ 3,5 bilhões, de acordo com o estudo Preventing Medication Errors. A GS1 tem a missão de criar e gerenciar padrões, entre eles o de identificação dos produtos para facilitar o gerenciamento da cadeia de suprimentos e alcançar a rastreabilidade, por meio da combinação de todos os padrões do Sistema GS1 - amplamente usados no varejo, como é o caso do código de barras. Com a proposta de uma linguagem comum e global entre parceiros comerciais, o sistema garante a segurança no recebimento, o controle de estoque e a gestão administrativa de mercadorias, além de facilitar as exportações e, principalmente, contribuir para a segurança dos consumidores e pacientes. A GS1 Brasil faz parte do grupo internacional GS1 Healthcare e trabalha com fabricantes, hospitais, varejo, agências de vigilância sanitária, ministérios da saúde e associações do setor para buscar as melhores soluções mundiais para o sistema de codificação de medicamentos, redução de erros médicos, recall de produtos, autenticidade, eficiência e acuracidade na cadeia de suprimentos e rastreabilidade.

João Carlos de Oliveira Presidente da GS1 Brasil – Associação Brasileira de Automação (www.gs1br.org)

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Empresas que facilitam as operações logísticas hospitalares

Certificado pela Anvisa, o Grupo Prosperity está regulamentado para o transporte e remoção de correlatos hospitalares. Utilizando-se da percepção de demanda para os serviços de separação, armazenagem e distribuição de cargas, especialmente as sensíveis, disponibiliza o serviço de cross docking através de uma de suas empresas, a Priority. www.prosperitytransportes.com.br l (11) 3951-6169

Atendendo hospitais privados, públicos, clínicas e órgãos de gestão pública, incluindo prefeituras, a Ativa é especializada na distribuição de produtos para a saúde. São mais de 12.000 itens entre medicamentos de referência, genéricos, similares e oncológicos das linhas hospitalar e farmacêutica. www.ativahosp.com.br l (16) 3993-9100

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Baseando-se na premissa “paciente certo, medicamento certo, hora certa, dose certa e via certa”, a Gtt Healthcare desenvolveu uma solução única para hospitais e clínicas que permite rastrear produtos médico-hospitalares; controlar sua dispensação; automatizar as atividades de conferência quantitativa e qualitativa; identificar de forma automática a validade dos itens; melhorar a visibilidade da demanda ao longo da cadeia; reduzir custos logísticos com a eliminação dos processos de conferência visual e manual; e obter relatórios precisos dos processos internos para melhoria contínua, entre outros. www.gtthealthcare.com.br l (48) 3344-3963

A IM4 Transportes atende hospitais e outros segmentos realizando coleta, transporte, tratamento e destinação final de resíduos, além de oferecer assessoria e suporte burocrático para a retirada do Cadri - Certificado de Movimentação de Resíduos de Interesse Ambiental, da Cetesb. A empresa é credenciada nas principais usinas de tratamento de resíduos oriundos de serviços de saúde no estado de São Paulo. www.im4.com.br l (11) 4032-6677

A Intero Brasil cuida da cadeia de suprimentos através de soluções personalizadas que abrangem desde o recebimento, armazenagem, transporte, distribuição e dispensação de medicamentos, materiais e insumos, até a organização de toda a cadeia logística de “última milha” e controle de acesso. Inclui ainda fracionamento e unitarização, preparação de kits de procedimentos e cirúrgicos, além de gestão e operação ambulatorial. www.interobrasil.com.br l (11) 5071-6233

A Prime Cargo Logística Integrada é especializada no transporte de equipamentos médicos-sensíveis, perecíveis e correlatos, entre outros. Todo o material é monitorado e acompanhado pelo Departamento Comercial e pelo SAC, mantendo o cliente informado do começo ao fim do processo, minimizando erros. Conta com frota nova e moderna, equipada com rastreador, plataforma elevatória e revestimento interno nos baús. www.primecargo.com.br l (11) 2636-2200

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HOSPITAIS DO BRASIL

INCOR inaugura novo centro de pesquisa e biblioteca O Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP inaugurou, em outubro, seu novo Centro de Pesquisa Clínica e a nova Biblioteca. As obras receberam investimentos de R$ 4,7 milhões da Fapesp, da Fundação Zerbini e da Secretaria de Energia do Estado de São Paulo. O evento contou com as presenças do governador do Estado, Geraldo Alckmin, e do Secretário de Estado da Saúde, David Uip. Quando estiver totalmente equipado, o Centro de Pesquisa Clínica e Medicina Translacional “Prof. Dr. Fúlvio Pileggi” dará suporte a aproximadamente 1.000 estudos clínicos que estão em andamento no Instituto do Coração e a outros, cuja fase em seres humanos deverá ter início nos próximos anos – como é o caso do desenvolvimento das vacinas contra o HIV e a febre reumática. No rol das pesquisas clínicas em curso estão estudos de novos medicamentos ou drogas já consagradas, para novas aplicações terapêuticas; métodos de diagnóstico de imagem e de biomarcadores inéditos; terapias de ponta, como as célulastronco para reconstrução de tecidos; e mapeamento genético com vistas à prevenção e tratamento sob medida para cada paciente, visando potencializar os resultados das terapias. Constam também desses estudos pesquisas com alimentos funcionais, como o vinho e o café, entre outras investigações. A construção do Centro de Pesquisa Clínica e Medicina Translacional em Cardiologia e Pneumologia do Incor consumiu R$ 4 milhões em investimentos ao longo de dois anos. Cerca de R$ 3,3 milhões desse montante vieram da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), por meio do fundo de reserva técnica institucional de infraestrutura do órgão. A contrapartida do Incor no projeto foi de R$ 700 mil, cobertos pela Fundação Zerbini, entidade de apoio financeiro ao Instituto do Coração.  

Infraestrutura

Ocupando uma área de 1.200 m², que corresponde ao 1º andar do Bloco I do hospital, o novo centro possui 15 consultórios e oito laboratórios de investigação, que serão equipados para uso comum dos projetos. Sua capacidade de atendimento é de 60 pacientes de protocolos de pesquisa por dia. Essa infraestrutura é complementada por salas de espera, de exames de diagnóstico e uma farmácia, para conservação e distribuição dos medicamentos usados nos estudos. Há também uma sala para atendimento de parada cardiorrespiratória e outra para pequenos procedimentos.

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Quando estiver totalmente equipado, o Centro de Pesquisa Clínica e Medicina Translacional dará suporte a aproximadamente 1.000 estudos clínicos

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Serviço de Biblioteca, Documentação Científica e Material Didático Prof. Luiz Vènere Decourt

Centro de Pesquisa Clínica e Medicina Translacional Prof. Dr. Fúlvio Pileggi

A área comporta ainda a equipe administrativa da Comissão Científica do Incor, que tem como função, entre outras atribuições estratégicas, administrar o Centro de Pesquisa Clínica e dar apoio às equipes de pesquisadores na gestão de seus projetos de estudos.

Interatividade na pesquisa digital

Junto com o Centro de Pesquisa Clínica houve também a inauguração das novas instalações do Serviço de Biblioteca, Documentação Científica e Material Didático “Prof. Luiz Vènere Decourt”, que agora está equipada com modernos recursos interativos e de pesquisa em bases de dados científicos digitais nacionais e internacionais. A obra, de 180 m², custou R$ 700 mil, que foram doados pela Secretaria de Energia do Estado de São Paulo. A nova biblioteca servirá aos pesquisadores do instituto e aos alunos em formação nas áreas de graduação, pós-graduação e especialização nas áreas médica e multiprofissional. Por ano, passam pelo instituto perto de 500 alunos nestas modalidades que, depois de formados, retornam a seus locais de origem, difundindo o conhecimento que absorveram e aplicaram no Incor para as populações locais. Só na pós-graduação, o Incor formou nos últimos quatro anos 107 doutores, para atuarem na assistência, no ensino e na pesquisa.

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HOSPITAIS DO BRASIL

Unimed Chapecó 15 anos de compromisso com a saúde O Hospital Unimed Chapecó, SC, completa 15 anos em dezembro, comemorando o início de uma nova fase: a ampliação e a modernização mediante investimentos da ordem de R$ 20 milhões. O projeto de construção do hospital é um compromisso para manter o elevado nível de serviços prestados pela cooperativa médica aos clientes da região. Além de aperfeiçoar a infraestrutura física e de equipamentos, serão oferecidos serviços de UTI Neonatal e UTI Pediátrica. “A ampliação do hospital vem para melhorar o atendimento aos usuários de nossos serviços próprios, principalmente no que diz respeito à atuação do Centro Clínico, que será inaugurado em 18 meses, com novas instalações de internação e UTI baseadas nos mais avançados padrões internacionais em saúde”, realça o Presidente em exercício, Adriano Klein. A primeira etapa do projeto prevê a construção de seis pavimentos, com previsão para mais quatro, totalizando 10.600 m². A ampliação será realizada no imóvel onde funciona a sede da atual estrutura, no centro da cidade de Chapecó, cujo terreno tem aproximadamente 10.650 m². Os desníveis permitirão a distribuição das edificações em patamares e possibilitarão a divisão de fluxos por meio de diferentes acessos. Segundo Klein, além da aprovação do projeto de reestruturação, o ano de 2013 foi marcado pela consolidação de investimentos nos recursos próprios e nos processos de qualificação no atendimento, de forma geral. “Ainda, como resultado de nosso compromisso e aprimoramento em conceitos de governança, conquistamos o Selo Ouro em Governança Cooperativa – premiação recebida pela Unimed do Brasil – e alcançamos o estágio máximo em Responsabilidade Social. Destaco ainda a atuação de nossa cooperativa entre as Unimeds de médio porte, em relação à gestão de planos de saúde em nível nacional”, enfatiza o Presidente. Primeiro do sistema médico cooperativista da região sul, o Hospital Unimed Chapecó é reconhecido pela busca incessante da excelência na assistência à saúde por meio de investimentos em tecnologias de alta complexidade, profissionais qualificados e atendimento humanizado. Sua estrutura atual é formada por um centro cirúrgico bem equipado, centro cardioneurovascular, centro de diagnóstico e distúrbios do sono, central de material esterilizado de acordo com as normas da vigilância sanitária, pronto atendimento,

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Este ano foi marcado pela consolidação de investimentos nos recursos próprios e nos processos de qualificação no atendimento

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centro de diagnóstico por imagem e serviço de hotelaria hospitalar, entre outros. O Diretor Hospitalar da Unimed Chapecó, Rovani José Rinaldi Camargo, destaca que ao longo de sua história, a cooperativa médica priorizou investimentos constantes em equipamentos de alta complexidade, modernização e capacitação de seu quadro funcional e de cooperados, para manter a qualidade do atendimento aos clientes dos planos de saúde e particulares. Camargo ressalta, ainda, que o hospital também é referência pelo baixo índice de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) – resultado de ações como a monitorização contínua de todos os processos realizados (limpeza, desinfecção e esterilização de materiais), além de técnicas para realização de procedimentos, tanto por parte dos médicos como do corpo de enfermagem, isolamento de pacientes com doenças infectocontagiosas ou com germes multirresistentes, monitorização e avaliação do uso de antibióticos, incentivo à higienização das mãos e discussão de todas as taxas com as equipes, entre uma série de outras iniciativas. Em dezembro de 2009, conquistou a Acreditação Hospitalar, uma das principais ferramentas de gestão da qualidade adotada pelo sistema de gestão de saúde. A implantação do hospital, em dezembro de 1998, foi resultado de uma decisão do Conselho de Administração da época, que avaliou a importância de a Unimed Chapecó investir em seu próprio complexo hospitalar. Para que o projeto fosse concretizado, foi realizada, em dezembro de 1996, uma assembleia, que discutiu e aprovou com 90% de apoio a proposta de reforma e reconstrução do antigo Hospital Santo Antônio. O patrimônio passou para a cooperativa médica, que iniciou a segunda fase: demolir, reconstruir e ampliar. As obras tiveram início em agosto de 1997 e foram concluídas em dezembro de 1998. Com a disponibilidade de espaço físico, seguiu-se outro período de desafio: a estruturação do parque tecnológico. Dessa forma, a Unimed Chapecó conquistou sua independência e tornouse um paradigma nacional de cooperativa médica, focada nos desafios dos novos tempos.

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Humanização

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A importância da autoestima no enfrentamento do câncer

A Fundação Laço Rosa é uma instituição sem fins lucrativos que também conta com um portal na internet voltado para a divulgação sobre a prevenção e o combate ao câncer de mama. No site, o leitor encontra informações, apoio e suporte emocional por meio do compartilhamento de histórias de sucesso e artigos de especialistas, tornando-se uma espécie de “porto seguro” para aqueles que se defrontam com a doença, seja em si próprio ou em alguém próximo. A Fundação foi criada com a pretensão de ser referência brasileira em prevenção, apoio e suporte ao câncer de mama e vem, gradativamente, conquistando esse espaço através de ações que privilegiam o doente com carinho, informação e atenção. “A Laço Rosa nasceu da vontade de transformar e gritar para todo o mundo que ainda há vida apesar do câncer”, explica Marcelle Medeiros, Presidente da instituição. Com sede localizada dentro de um espaço cedido pelo Metrô do Rio de Janeiro e pela Ong Entre Amigas, da jornalista Márcia Peltier, a instituição investe na manutenção do primeiro Banco de Perucas online, que doa perucas para pacientes em tratamento de quimioterapia (não necessariamente de câncer de mama) espalhados por todo o Brasil. O projeto já atendeu, em dois anos, mais de 300 mulheres de todo o país, com idades entre 17 e 68 anos, e tem como meta beneficiar 1.000 pacientes até o fim de 2014. Para receber uma peruca, as pacientes devem se inscrever no site da organização através do endereço www.fundacaolacorosa.com, apresentar um laudo médico comprovando o tratamento de quimioterapia e enviar duas fotos (antes e depois do tratamento), que serão usadas na simulação da peruca ideal para o perfil. Todo o acompanhamento é feito pela internet. A instituição, que conta com apoio do Studio JackBell para higienização e doação das perucas, também recebe doações de cabelos para a confecção de próteses capilares que serão entregues a pacientes. Em sua estrada para a divulgação da importância de detecção do câncer de mama, a fundação tem conquistado algumas vitórias, como a presença atuante na comemoração do Outubro Rosa no Rio de Janeiro, tornando-se responsável pela iluminação da Igreja da Penha, do Museu de Arte Contemporânea, da Câmara dos Vereadores e da Ponte do Metrô da Praça Onze, entre outros. No segundo semestre de 2012, a Fundação Laço Rosa foi a representante carioca do Professional Fellows Program, em Massachusetts, onde apresentou o projeto do Banco de Peruca, no congresso de Organizações não Governamentais do leste Europeu, Sudeste Asiático e América. Em 2013, a instituição fez a contrapartida ao projeto, recepcionando 13 representantes de organizações que trabalham com

Mobilização reúne mulheres em Chapecó, SC

a saúde da mulher nos Estados Unidos durante sua passagem pelo Rio de Janeiro.

Uma história de amor à vida

A programação do Outubro Rosa realizada pela Unimed de Chapecó, SC, destacou uma história que serve de exemplo para muitas mulheres que enfrentam o câncer de mama. A publicitária Mirela Janotti, reconhecida por desenvolver ações de incentivo à prevenção, relatou, em evento, como retomou sua vida no período de tratamento de um tumor nas mamas, descoberto em 2006. Após o trauma causado pelo diagnóstico, ela decidiu que enfrentaria a doença com coragem. “Minha história Banco de Perucas da Fundação Laço Rosa

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O Outubro Rosa é um alerta: é preciso vencer o medo e se cuidar. Se descoberto no início, o câncer tem 95% de chances de cura”. As ações da campanha no município foram realizadas pelo 6º ano consecutivo pela Unimed Chapecó e incluíram palestras ministradas pelos médicos cooperados Makey Rodrigo Zortéa (Mastologista) e Márcia Kotz (Oncologista), além de uma caminhada visando sensibilizar a população para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

Mirela Janotti relatou como retomou sua vida no período de tratamento de um tumor nas mamas

com o câncer se iniciou com fé em Deus e na medicina, e na ajuda dos amigos. Fiz cirurgia, tive metástase, fiz o segundo procedimento e iniciei o tratamento com quimioterapia”, conta. A publicitária relatou que uma das fases mais difíceis foi o período em que os efeitos da quimio ficaram mais intensos, deixando-a careca. Adotou o uso de lenços com estilos variados e, um dia, colocou uma peruca loira e saiu para se divertir na companhia de uma amiga. “Conheci um implantodontista que adorou meu corte de cabelo. Evitei dançar para que a peruca não voasse. No final da noite, ele perguntou se era um aplique. Contei que estava em fase de tratamento contra o câncer. Ele ficou com o meu telefone, mas pensei que nunca ligaria. Me ligou, e estamos juntos até hoje”. Mirela escreveu o livro “Força na Peruca – tragédias e comédias de um câncer”, onde conta sua experiência com o tratamento, a mastectomia dos dois seios e os implantes. “O livro foi como cumprir uma promessa que fiz a Deus. Queria ajudar as pessoas e não sabia como.

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Duda Molinos faz workshop de maquiagem com pacientes

O maquiador, que já superou um câncer na garganta, prepara a pele da paciente que trata um câncer de fígado no Hospital São José, em São Paulo, SP

Modelos por um dia Para marcar a conscientização sobre a prevenção contra o câncer de mama, pacientes em tratamento no Hospital Estadual Pérola Byington, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, referência em saúde da mulher, participaram em outubro do 9º Desfile da Primavera, no campus Morumbi, da Universidade Anhembi Morumbi, parceira do projeto. O evento reuniu 32 pacientes, que desfilaram criações de 21 voluntários, entre alunos e professores do curso de Design de Moda. O tema foi “O Bordado do Improviso”, com peças em tricô e crochê, e foi escolhido a partir do conceito de resiliência, que é a capacidade de se recuperar de situações de crise e aprender com elas.   Embora não haja comprovação científica, a Diretora Técnica do Departamento de Saúde do Pérola Byington, Faride Amar Cohen, afirma que a autoestima elevada aumenta a imunidade e, consequentemente, a adesão contínua e correta ao tratamento. “A emoção das nossas pacientes em ter equipes inteiras se mobilizando por elas, para proporcionar um dia especial e diferente, onde a doença fica em segundo plano, é indescritível, sem contar a realização por parte de quem trabalha nesse evento”, completa. 

Maquiagem também ajuda vítimas da doença É essencial que mulheres diagnosticadas com câncer encontrem uma forma confortável de se sentir atraente e bela. Pensando nisso, o make-up designer Anderson Bueno criou a campanha “Maquiagem é muito mais que uma simples pintura no rosto”, cuja ideia surgiu dentro do Hospital Pérola Byington, em conjunto com uma marca de cosméticos. “Vi a necessidade de ajudar aquelas mulheres. A quimioterapia destrói a pele, deixando-a seca e sem brilho e, portanto, quero estimular o trabalho de automaquiagem, fazendo algo mais frequente do que um único evento”, afirma Bueno. Com o projeto, Anderson ajudou e levantar a autoestima de milhares de mulheres, atuando no próprio Hospital Pérola Byington, no Vila Nova Cachoeirinha, no Sírio-Libanês e no Nove de Julho, todos em São Paulo. Negociando uma parceria com um grande hospital, o makeup designer trabalha para implantar áreas de beleza e valorização do ser humano.

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Bioética: Direito à morte Sandra Franco Consultora jurídica especializada em Direito Médico e da Saúde, membro efetivo da Comissão de Direito da Saúde e Responsabilidade Médico Hospitalar da OAB/SP e Presidente da Academia Brasileira de Direito Médico e da Saúde l drasandra@sfranconsultoria.com.br

Em se tratando de humanização da medicina, os cuidados paliativos oferecidos ao doente terminal permitem a aceitação da morte como inexorável. De outro lado, o avanço tecnológico na medicina encoraja o prolongamento a qualquer custo da existência do paciente, pois já não se pode dizer que manter sinais vitais por máquinas seja uma forma de vida. Na interpretação do jurista José Afonso da Silva, o direito à vida (conforme disposto no art. 5º caput, da Constituição Federal), desde a concepção, é exatamente o mesmo que tutela a morte, como um processo natural, sobre o qual não cabem intervenções de outrem. Nesse sentido, se biologicamente o corpo já não possui autonomia funcional, cabe ao detentor desse processo (“do fluir da vida”) decidir se deseja um prolongamento artificial. Porém, tal manifestação de vontade somente será possível enquanto o cidadão for capaz de se expressar, com clareza e sanidade. No mesmo sentido, o Conselho Federal de Medicina normatiza, por meio de Resoluções, dois instrumentos que devem ser observados pela classe médica: o testamento vital (ou diretiva antecipada de vontade) e a ordem de não reanimar (ONR). A resolução nº 1805 do CMF dispõe que: “Art. 1º É permitido ao médico limitar ou suspender procedimentos e tratamentos que prolonguem a vida do doente em fase terminal, de enfermidade grave e incurável, respeitada a vontade da pessoa ou de seu representante legal.” Essa resolução foi questionada pelo Ministério Público Federal, que propôs Ação Civil Pública visando suspender seus efeitos, sob o argumento de que o referido ato normativo feriria o ordenamento jurídico pátrio. Inicialmente, o juiz responsável pelo caso acolheu a tese da promotoria e suspendeu, temporariamente, os efeitos da resolução. No entanto, ao final da ação, o juiz reviu sua posição anterior e julgou válida a resolução do CFM, que assim permanece. Já a resolução nº 1995 tratou de regulamentar o denominado testamento vital, isto é, uma diretiva antecipada de vontade consistente no registro do desejo do paciente em um documento, que dá suporte legal e ético para o cumprimento da orientação, seja no sentido de manter ou dispensar eventual tratamento inócuo. O Código de Ética Médica dispõe sobre eutanásia em seu artigo 41, vedando ao médico: “utilizar, em qualquer caso, meios destinados a abreviar a vida do paciente, ainda que a pedido deste ou de seu responsável legal”. Fato é que a legislação brasileira não cuida dessas situações de maneira clara e objetiva. Numa primeira análise, a eutanásia configuraria crime mesmo sem haver uma previsão específica para essa conduta. Dessa forma, incidiria a regra geral do artigo 121 do Código Penal. No Brasil, a eutanásia corresponde ao delito do homicídio ou ainda, ao suicídio assistido. Conduta diversa é aquela em que o médico deixa o paciente morrer de sua doença terminal. Eutanásia e ortotanásia, portanto, não representam condutas similares. No mundo jurídico, uma lei que em condições especiais permita ao profissional médico “deixar morrer” o paciente, pela interrupção de um tratamento que prolonga a vida, não é ajudar o paciente a morrer. De forma a respeitar o princípio da dignidade humana e a autonomia da vontade, o atual anteprojeto para o novo Código Penal trouxe outra perspectiva sobre a eutanásia. Caso seja aprovado pelo Congresso Nacional, o artigo tratará a eutanásia como crime. Todavia, em determinados casos, o juiz poderá deixar de aplicar a pena quando, além do parentesco, verificar laços estreitos de afeição entre o agente e o paciente. A ortotanásia não configurará crime, segundo o projeto, quando constatada a irreversibilidade e a gravidade da doença por dois médicos, bem como deverá haver consentimento do paciente, ou, na sua impossibilidade, de ascendente,

descendente, cônjuge, companheiro ou irmão. Uma das iniciativas existentes no país está em São Paulo, pela Lei nº 10.241/1999, sobre o direito a uma morte mais digna, como foi o caso do ex-governador do estado, Mário Covas, em 1999, que optou por não receber tratamento para câncer. Consta, no antigo 2º, como direito dos usuários dos serviços de saúde: “XXIII – recusar tratamentos dolorosos ou extraordinários para tentar prolongar a vida”; e “XXIV – optar pelo local de morte”. A resistência em discutir assuntos como doação de órgãos, diretivas antecipadas ou testamento vital é bastante comum em países de maioria jovem, como o Brasil. Todavia, esse vácuo acaba por gerar consequências econômicas e sociais. Em tempos em que se discute o direito à saúde, a uma assistência universal e de qualidade técnica e humana, o “como” morrer pode resvalar na concepção de assunto a ser tratado sem urgência. Há dados, porém, que apontam para uma ocupação de 40% dos leitos do país por pacientes terminais, sem chance de cura. Tal situação pode inviabilizar os cuidados a um paciente com quadro clínico reversível. Ao pensar e fixar as diretrizes de sua morte, o paciente terminal, paradoxalmente, pode salvar a vida de um paciente que poderá se cuidar se receber o tratamento necessário. Portanto, à reflexão.

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O suporte fundamental para o manuseio da via aérea difícil

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A via aérea difícil (VAD) é a situação clínica na qual o médico encontra dificuldade para ventilar o paciente com máscara facial e/ou realizar intubação traqueal. Podem ser associados a esta situação a distância tireomentoniana menor que 5 cm, dentes protusos ou em mau estado, abertura da boca ou extensão do pescoço limitadas, obesidade, deformidades anatômicas, classificação do grau de Mallanpati nos níveis II, III e IV, dentre outros. “O reconhecimento da via aérea difícil pode ser prévio ou não, sendo fundamental a existência de um suporte específico para o seu manejo em ambos os casos”, explica Fernanda Soares Rabelo, Coordenadora Técnica da Celmat, empresa especializada na distribuição e representação de materiais médicos hospitalares. Algumas das consequências do manuseio inadequado da via aérea são: o trauma dental, o trauma à via aérea, os sangramentos e edemas, a traqueostomia desnecessária, a parada cardiopulmonar, a lesão cerebral e até o óbito, mas vários dispositivos podem auxiliar o médico no momento de uma intubação. “Por exemplo o laringoscópio de ponta flexível, o Bougie (introdutor), os dispositivos supraglóticos e, em último caso, como medida de salvamento, o Quicktrach, para realização de uma cricotireoidostomia por punção, ou o Manujet, para ventilação a jato”, conta Fernanda. Os equipamentos são fundamentais, mas o treinamento da equipe é indispensável para uma conduta eficaz no momento da emergência. “É quando eles terão a oportunidade de tirar dúvidas, praticar e errar, até chegar a um nível de excelência”, acrescenta. A Celmat conta com uma linha completa voltada para o manejo da via aérea difícil. Um dos produtos é a lâmina para laringoscópio com ponta flexível e fibra óptica embutida, utilizada para elevação da epiglote. Constituída em aço inox com acabamento antirreflexo e transmissão de luz por fibra óptica embutida, permite a esterilização em altas temperaturas e oferece melhor iluminação, além de possuir artifícios que permitem a rastreabilidade. Também utilizado em intubação difícil, o Bougie tem ponta rígida pré-formada, lúmen para ventilação com conector universal, marcas de graduação para facilitar o posicionamento e está disponível no tamanho para TET a partir de 6,0. Mais um destaque é o trocador de tubo, também utilizado para extubação, que possui lúmen para ventilação, marcas

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Trocador de tubo Manujet

Quicktrach adulto com balão

Lâmina flexível Tubo laríngeo com aspiração

de graduação para facilitar o posicionamento e conector universal incluso. Outro item fundamental é o tubo laríngeo, dispositivo supraglótico para uso em anestesia geral e em emergências. Já o Quicktrach, kit pré-montado de cricotireoidostomia por punção, vem com limitador e trava de segurança, além de cânula de 4 mm em PVC anatomicamente moldada. Por fim, o Manujet III é um sistema mecânico simples, leve, portátil e pronto para o uso. Utilizado para garantir a oxigenação rápida e eficiente do paciente, é composto por kit com 4 m de mangueira de pressão e gatilho de ventilação, cateteres de ventilação a jato e tubo de conexão com 100 cm. A Celmat também disponibiliza maletas para a perfeita acomodação dos produtos.

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Os equipamentos são fundamentais, mas o treinamento da equipe é indispensável para uma conduta eficaz no momento da emergência

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saúde pública O funcionamento das AMAs de São Paulo e como melhorar sua gestão

Identificando a necessidade de racionalizar e hierarquizar a oferta de serviços de saúde na cidade de São Paulo, a Secretaria Municipal da Saúde criou, em 2005, a AMA – Unidade de Assistência Médica Ambulatorial, implantada no campo de atuação da Atenção Básica, integrada e articulada à rede de serviços. Seu objetivo é desafogar os serviços de urgência e emergência dos hospitais próximos, que poderão dedicar-se mais a casos graves. As AMAs atendem à demanda espontânea de baixa e média complexidades, com clínicos gerais e pediatras, cobrindo a população de todo o município de São Paulo, realizando aproximadamente sete mil atendimentos ao mês por unidade. Problemas respiratórios, pequenos machucados, exames simples (urina, sangue) são os tipos de casos atendidos. Os mais graves têm prioridade e não há marcação de consultas. Já o AMA Especialidades oferece consultas em ortopedia, cirurgia vascular, cardiologia, endocrinologia, neurologia, urologia e reumatologia, além de exames de eletrocardiograma, teste ergométrico, holter, monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA), ecodopplercardiograma, doppler vascular, eletroencefalograma, ultrassonografia, Raios-X e exames laboratoriais. O agendamento é realizado pelas Unidades Básicas de Saúde. Ao todo, são 120 AMAs e 19 AMAs Especialidades no município, todas geridas pela Prefeitura de São Paulo em pareceria com as Organizações Sociais. Os recursos humanos, adequação física, aquisição de equipamentos e mobiliários são responsabilidade dos parceiros, por meio de assinatura de convênio, com metas pré-estabelecidas. Os insumos são responsabilidade da Secretaria Municipal da Saúde. “Os repasses são feitos mensalmente e seguem o Plano Orçamentário estabelecido para cada um dos Convênios e Contratos de Gestão. A Secretaria é que define as diretrizes do serviço e acompanha os resultados, através das prestações de contas financeiras e assistenciais, elaboradas mensalmente pela instituição”, explica o Prof. Dr. Mário

AMA Jardim Mirim, gerida pela OSSC

AMA Especialidades Perus, gerida pela SPDM

Quanto mais sistematizado e organizado estiver cada serviço, melhor ele conseguirá cumprir seu papel e levar um atendimento de qualidade ao usuário

Silva Monteiro, Superintendente do Programa de Atenção Integral à Saúde da SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina. As metas são avaliadas trimestralmente pela comissão de avaliação do contrato, seguindo a ótica da contratualização de serviços de saúde. Segundo a equipe técnica da Organização Social Santa Catarina, os principais problemas com relação à gestão envolvem o aumento do volume de atendimento, que impacta, particularmente, em algumas épocas do ano, como nos casos de epidemias, demandando do gestor rápida atuação, com planos de ação e contingência para apoio à equipe e à comunidade. “Além disso, a contratação e a retenção de médicos nos serviços localizados nas regiões mais periféricas são desafios constantes na saúde pública.” Para melhorar a gestão das AMAs, a equipe técnica da OSSC diz que já vêm sendo adotadas estratégias para organizar o sistema local de saúde. “É necessário compreender que as AMAs, assim como as UBSs, ambulatórios de especialidades e hospitais, pertencem a um sistema local de saúde, que quanto mais sistematizado e organizado estiver, mais consegue cumprir bem o seu papel e levar atendimento de qualidade ao usuário.”

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Organizações Sociais

Entre as OSs que administram as AMAs está a SPDM, que há 21 anos firmou seu 1º convênio com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo para gestão do Hospital Municipal Vereador José Storopolli. Em 2001, fechou convênio para implementação/implantação das ações em Saúde da Família e, no final de 2005, iniciaram os convênios para a gestão das AMAS. Das 120 unidades AMA no município de São Paulo, a SPDM é responsável pela gestão de 61 unidades, nas regiões Centro Oeste, Leste, Norte e Sudeste de São Paulo. Já a Associação Congregação de Santa Catarina iniciou sua parceria com a Prefeitura de São Paulo em 2000,

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administrando as Unidades Básicas de Saúde com a Estratégia Saúde da Família na zona Sul, na região de Pedreira e depois em Cidade Ademar. Com o mesmo objetivo de trabalho, a entidade assinou, em 2008, contrato de gestão para a operacionalização dos serviços de saúde na microrregião Cidade Ademar, inicialmente com as Unidades Básicas de Saúde e depois com as AMAs, administrando seis unidades.

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Profissionais em baixa Recentemente, os médicos da SPDM entraram em greve pela falta de pagamento e de plantões extras, alegando falta de repasse da prefeitura. Eles também reivindicaram melhores condições de trabalho, aprimoramento ao acolher pacientes e aumento do número de profissionais, visando otimizar a qualidade do atendimento ao usuário. Para tentar controlar o problema da falta de profissionais em toda a rede, a Secretaria abriu um processo de seleção que será feito diretamente pela administração pública, além de intensificar o controle dos gastos com as Organizações Sociais. Segundo o Secretário de Saúde, José de Filippi Junior, os controles ainda são muito falhos e há contratos em que as metas estabelecidas são insuficientes. “Em uma AMA, por exemplo, a meta pode ser realizar mil atendimentos no mês. Agora, se ela estiver três dias sem médico, mas realizar as consultas programadas, eu não posso cobrar. Isso é uma imperfeição. Nós estamos fazendo controle da presença dos profissionais e dos custos”, disse. Segundo ele, haverá uma padronização dos salários dos profissionais de saúde, que hoje são definidos pelas próprias OSs sem critérios claros, levando a variações de quase R$ 10 mil para o mesmo cargo. Outra ação será rever os atuais contratos, abrindo a possibilidade de novas organizações concorrerem para administrar unidades de saúde, como informou o secretário-adjunto da pasta, Paulo de Tarso Puccini. “Estamos reestudando o conjunto de cláusulas para garantir uma contratação mais transparente com instrumentos de controle mais equilibrados e que possam permitir a reabertura do conjunto de interessados em participar, junto com a gestão do município.” Outra preocupação, de acordo com ele, é retomar a gestão das políticas públicas de saúde das regiões administradas por OSs, que na gestão anterior ficavam a cargo das próprias entidades, segundo apuração do Tribunal de Contas. “Temos a grande preocupação de retomar a gestão pública, o que significa ter condições técnicas e de pessoal para firmar diretrizes, propostas e programas que possam orientar o trabalho das Organizações Sociais.” Fonte: Rede Brasil Atual

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PESQUISA

IBGE mostra que a Saúde evoluiu, mas ainda há muito que melhorar O setor de saúde apresentou importante evolução nos últimos anos, com crescente, mesmo ainda insuficiente, investimento público. É o que revelou relatório do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre os indicadores sociais brasileiros de 2013. Segundo a pesquisa, há resultados notórios em alguns indicadores, como redução da mortalidade infantil e materna, tratamento da AIDS e capilaridade da atenção básica. Ao mesmo tempo, esforços adicionais são necessários para melhorar a qualidade dos serviços, tornar a saúde pública mais equânime, homogênea no território e capaz de enfrentar os crescentes desafios ligados à dinâmica demográfica. Também há a necessidade de maiores investimentos em pesquisa para tratar doenças ainda relevantes (como a malária) e a busca de novas tecnologias e tratamentos mais eficientes.

Mortalidade

Em 1990, a mortalidade infantil era de 53,7 óbitos para cada mil nascidos vivos. Em 2010, o número diminuiu para 18,6 óbitos. A tendência de redução chega perto do Objetivo do Milênio da ONU de reduzir a mortalidade na infância para 17,9 óbitos por nascidos vivos até 2015. Destaque para a Região Nordeste, que conseguiu passar de 87,3 em 1990 para 22,1 em 2010. Já em relação à mortalidade materna, o objetivo internacional é reduzi-la 75% até 2015, em comparação com 1990. A mortalidade por câncer de mama entre as mulheres de 30 a 69 anos, no período de 1990 a 2010, subiu 16,7%, de 17,4 para 20,3 óbitos por 100 mil habitantes. Segundo o instituto, o aumento estaria relacionado a diversos fatores, como diagnóstico tardio devido à dificuldade de acesso à consulta ou desinformação sobre exames preventivos periódicos; redução da taxa de natalidade, que faz com que o organismo receba estrogênio (hormônio que propicia o desenvolvimento do câncer de mama) por mais tempo; e envelhecimento da população devido ao aumento na expectativa de vida. Já a mortalidade por câncer de colo de útero entre mulheres de mesma faixa etária e para o mesmo período manteve-se estável, com variação entre 8,7 e 8,5 óbitos por 100 mil habitantes.

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Doenças

O IBGE aponta que os casos de infecção pelo vírus HIV mantiveram-se estáveis na população geral brasileira. A incidência entre 1997 e 2010 variou apenas de 17,1 para 17,9 casos a cada 100 mil habitantes. No entanto, de acordo com o instituto, o patamar “mascara diferenças regionais”, já que a taxa diminuiu apenas na região Sudeste, enquanto cresceu no Norte, Nordeste e Sul. A taxa de mortalidade por AIDS diminuiu de 7,6 óbitos por 100 mil habitantes em 1997 para 6,4 em 2010.

Também caiu a taxa brasileira de mortalidade por malária, doença infecciosa transmitida pelo mosquito Anopheles. A redução foi de 1,1 por 100 mil habitantes em 2000 para 0,2 em 2010, sendo que 99,9% dos casos ocorreram na Região Amazônica.

Gastos

O IBGE também considera que o objetivo de chegar a um sistema de cobertura universal e atendimento integral é um desafio para o Brasil, já que mais da metade (56,3%) das despesas em saúde vêm das famílias, com o consumo final de bens e serviços, enquanto 43,7% vêm de gastos públicos. Nos países da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) os gastos públicos representam 70%. “A ampliação desses gastos se mostra um elemento chave para o financiamento atual e futuro do sistema de saúde brasileiro”, diz o documento. O valor dispensado no setor representou 7,2% do total das famílias, segundo Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008/2009. Desta parcela, 48,6% foram destinados à compra de medicamentos, seguido por plano de saúde (29,8%) e consulta e tratamento dentário (4,7%). As famílias de menor renda gastam mais com exames (5,1%) e consultas médicas (4,4%) do que as de maior renda. Também têm menor acesso a planos de saúde, o que, na avaliação do IBGE, pode refletir em carências de cobertura do SUS nesses serviços.

Planos de saúde

O relatório do IBGE também analisa dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar e estima que a cobertura de plano de saúde no Brasil é de 24,7%, com concentração no Sudeste, que representou 64% em 2012. Os estados com maior cobertura são São Paulo, com 43,6%, Rio de Janeiro, com 36,6% e Espírito Santo, com 32,6%. Em contrapartida, apresentam a menor cobertura os estados das regiões Norte e Nordeste, como Piauí (7,4%), Tocantins (7,0%), Maranhão (6,6%), Roraima (6,6%) e Acre (5,6%).

Expectativa de vida A tábua de mortalidade projetada para o ano de 2012 resultou em uma expectativa de vida de 74,6 anos para os brasileiros, maior que a estimada para o ano de 2011, que era de 74,1 anos. Espera-se que, em 2060, os idosos alcancem 26,8% da população. Se os brasileiros estão vivendo mais, esse comportamento confirma a tese de envelhecimento gradativo da população. Enquanto para os homens o aumento foi de 4 meses e 10 dias, passando de 70,6 anos para 71 anos, para as mulheres o ganho foi maior. Em 2011 a esperança de vida delas ao nascer era de 77,7 anos, elevando-se para 78,3 anos em 2012, 6 meses e 25 dias a mais. Em 2011, de cada 1.000 pessoas de 15 anos, 846 completariam os 60 anos. Já em 2012, 848 atingiriam essa idade.

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MERCADO DE TRABALHO Área de Sistemas Biomédicos apresenta carência de profissionais

O notório avanço tecnológico na área médica materializa a necessidade de profissionais capacitados para atuar no setor. Frequentemente são incorporados à Medicina novos instrumentos, máquinas, próteses e implantes, porém, a carência de mão de obra para gerenciar essas recentes tecnologias pode ocasionar mau uso e elevada manutenção dos equipamentos, o que gera mais custos para as empresas de saúde. De acordo com o Dr. Homero Melo, Diretor dos cursos de Tecnologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, um dos principais fatores que contribuem para a carência de profissionais tecnólogos em Sistemas Biomédicos é a falta de cursos oferecidos no Brasil. “Existem poucos cursos pois é difícil montá-los, visto que é necessário contar com parque tecnológico, professores e campos de estágio. Essa graduação capacita o profissional para projetar e realizar a manutenção de aparelhos médico-hospitalares e desenvolver a administração no planejamento de laboratórios, tanto nas condições de instalação de equipamentos quanto na manutenção preventiva”, afirma. Para o Dr. Melo, a manipulação desses equipamentos por pessoas não habilitadas interfere na vida útil dos aparelhos. “Um exemplo é a bobina de ressonância magnética, que custa em média 32 mil dólares e tem vida útil média de 2 anos. O manuseio correto faz com que o equipamento dure em torno de 3 anos. A maioria das empresas coloca a garantia estendida para esses eletrônicos, pois sabe que a duração será menor por não dispor de um profissional especializado para mantê-los.” O especialista explica que o graduado também pode realizar o acompanhamento de toda a estrutura hospitalar, que engloba frentes como refrigeração, blindagem, esterilização, acessibilidade, ambientação acústica e térmica, entre outras atribuições. “Ele é habilitado para o gerenciamento e preservação desse local”, diz. A área de Sistemas Biomédicos fornece uma carreira promissora e atrativa. De acordo com publicação do portal Guia do Estudante, os salários iniciais para esses profissionais giram em torno de R$ 2.500,00. Além disso, 96% dos formandos conseguem emprego todos os anos no setor. Segundo o professor, o campo de atuação é muito amplo, incluindo hospitais, policlínicas, laboratórios, fabricantes e distribuidoras de equipamentos hospitalares. “Duas outras vertentes são os esportes paraolímpicos e a área odontológica, visto que o desenvolvimento e a distribuição das próteses e implantes passam por profissionais com formação em Sistemas Biomédicos”, enfatiza.

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A manutenção de aparelhos médico-hospitalares por pessoas não habilitadas interfere em sua vida útil

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Nova lei garante salário 25% maior a servidores da Saúde

O governador Geraldo Alckmin sancionou a Lei Complementar nº 1.212 que regulamenta a jornada de trabalho dos servidores administrativos da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Com isso, os funcionários administrativos que já atuam na pasta estadual passam a ter direito de escolher entre uma jornada de trabalho de 30 ou 40 horas semanais. Cerca de 22 mil servidores terão esse direito. Para os funcionários que optarem pela jornada de trabalho de 30 horas semanais, não haverá prejuízo salarial. Já os servidores que escolherem a jornada de 40 horas por semana receberão uma recomposição de 25% sobre o valor do salário base, fazendo o teto chegar a R$ 5 mil. Os servidores que escolheram a jornada de 30 horas semanais terão 90 dias, contados a partir do dia 16 de outubro, para requerer a alteração da jornada junto ao RH da unidade onde atuam. Após a solicitação, a mudança de jornada se torna irrevogável. A opção da escolha é destinada a funcionários concursados que não atuam em autarquias e possuem cargos de auxiliar de serviços gerais, oficial administrativo, oficial operacional, oficial sociocultural, analista administrativo, analista de tecnologia, analista sociocultural e executivo público. A nova lei tem por objetivo minimizar o impacto de tratamento diferenciado entre servidores que exercem atividades similares e estabelecer a proporcionalidade entre valores fixados para jornadas de trabalho de 30 e 40 horas semanais. “Uma remuneração justa e em conformidade com o trabalho realizado é fundamental para motivar os profissionais a se dedicarem a suas atividades profissionais, o que reflete diretamente na qualidade dos serviços prestados”, disse David Uip, Secretário de Estado da Saúde de São Paulo.

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Equipamentos médicos e os desafios de amanhã Lúcio Flávio de Magalhães Brito Engenheiro Clínico Certificado l Lb@engenhariaclinica.com

Chegou o final do ano e já podemos fazer um balanço. A profissão continua crescendo, tanto no Brasil quanto no exterior. As atuais facilidades de comunicação, que logo nos põem em contato com outras realidades e culturas, permitem perceber que, em se tratando de EC, o remédio tem sido o mesmo em qualquer outra parte do mundo, ou seja, preparar cada hospital dotando-o de maior capacidade para conviver com tecnologias cada vez mais complexas. É a solução: o hospital tem que aprender a gerenciar os recursos tecnológicos que incorpora e disponibiliza à população. É quase que uma questão de sobrevivência. Aqui no Brasil, nossa ABEClin fez 10 anos; os cursos de especialização em EC já são em torno de 11; o de técnico em equipamentos biomédicos, cerca de cinco, e o de tecnólogo em sistemas biomédicos também continua crescendo e melhorando suas formas de levar mais valor ao mercado de trabalho. Nossa associação continua divulgando e difundindo a profissão, buscando agora, através de comissão especial no CONFEA, estudar o seu reconhecimento formal. Uma olhadela nos EUA nos permite exercitar um pouco uma visão de futuro. Lá, a profissão só cresce e melhora sua contribuição em diversas áreas. Uma leitura do recém-publicado relatório do ECRI sobre os Top 10 Health Technology Hazards para o ano de 2014 mostra um pouco do que nosso futuro parece ser. Gerenciar alarmes, infusão de drogas, redes de equipamentos médicos, integridade de dados, riscos ocupacionais, radiações ionizantes, reprocessamento, complicações em cirurgia robótica, etc. são pontos específicos que o artigo nos propõe a pensar. Neste sentido, é oportuno fazermos algumas reflexões sobre como melhorar ainda mais a nossa contribuição e pensar um pouco sobre quais seriam os nossos principais desafios de amanhã. Como demonstrar nossos valores? Esta atividade é permanente, e se olharmos com cuidado, quase sempre há oportunidades de fazermos isso, principalmente quando alcançamos bons resultados. Apesar do nosso crescimento como profissão, a imensa maioria ainda desconhece o que é Engenharia Clínica. Onde devemos alocar nossas melhores habilidades? Uma forma de avaliarmos esta questão é entendermos como as nossas capacidades essenciais vão ao encontro da solução de um problema corretamente definido. Se nossos serviços não ajudam o usuário, melhor abandoná-lo e inovar. Trazer aos hospitais mais valor. Então que práticas devemos abandonar? Em dias atuais, a equipe de enfermagem já não aguarda todo o processo de um conserto, desde a identificação de um defeito até a aprovação de orçamentos e liberação para o uso. Já no primeiro contato, nos pergunta se dada cirurgia será cancelada devido à falta do recurso ou se o equipamento ficará pronto em tempo. Sim, o cliente quer mais, mais comprometimento e profissionalismo nesta gestão de recursos. A demanda mudou e nada diz que deixará de mudar. Mas como fazer para reduzir os impactos sobre os serviços que oferecemos? De fato, esperar a mudança e reagir a ela não parece uma solução ideal. Parece mais produtivo organizar nossos serviços para liderarmos cada uma delas. Buscar possibilidades de mudar tanto dentro como fora da nossa organização é um caminho mais seguro. Nem sempre, a origem das grandes alterações ocorre dentro de nossas organizações ou no setor produtivo onde atuamos. É muito mais provável que venham de fora, como é o caso da aplicação do computador na medicina. Tudo mudou desde então. Neste sentido, a convergência de esforços entre EC e TI parece mesmo inevitável. Como você está preparando seu serviço de EC para este futuro? Como trabalhadores do conhecimento, devemos estar preparados para fazer a nossa contribuição onde formos necessários, onde nossas capacidades essenciais

(aquelas que ninguém pode fazer melhor que você) realmente sejam agentes da inovação, que cria valor e satisfação ao usuário. Lembre-se que o cliente nada perde se deixamos de oferecer a ele atividades que não criam valor algum. Sendo assim, segue um conjunto de sugestões sobre como se preparar para os desafios que as novas tecnologias vão impor aos hospitais: • Estude com mais cuidado os contratos de serviços que sua instituição mantém; • Conheça mais detalhes sobre os custos de reparos e formule uma nova estratégia para reduzi-los; • Procure conhecer novas tecnologias, que podem servir como orientação sobre onde investir; • Desenvolva suas habilidades na área de negócios; • Entenda melhor as necessidades dos profissionais da área da saúde; • Torne mais fácil o trabalho dos usuários; • Melhore a segurança dos equipamentos e planeje sua substituição; • Contribua com uma matéria para o jornal do seu hospital; • Invente o seu futuro e crie práticas novas. O conhecimento da sua equipe (forças e fraquezas) e do planejamento estratégico do hospital é o ponto de partida para um serviço de engenharia clínica mais preparado.

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TENDÊNCIA

Problemas auditivos crescem junto com o envelhecimento da população Já se tornaram assuntos corriqueiros o crescimento da população idosa no mundo e suas consequências para o sistema de saúde. No Brasil, a expectativa de vida, que em 1910 era de 34 anos, atualmente chega aos 73,4 anos e, por isso, os problemas típicos da idade passam a merecer grande atenção das instituições e dos profissionais. Um deles é a deficiência auditiva, muitas vezes ignorada ou desvalorizada, mas que pode trazer repercussões irreversíveis. A perda auditiva afeta 20% da população mundial, com maior incidência em pessoas com mais de 60 anos e é considerada a doença sensorial mais frequente, chamada presbiacusia. Seu início é favorecido por alguns problemas, como infecções de ouvido, trauma, exposição a ambientes ruidosos, aterosclerose, diabetes, hipertensão e uso de medicamentos ototóxicos. Segundo os especialistas, é natural algumas pessoas apresentarem dificuldades em ouvir com o passar dos anos, porque o ouvido também vai envelhecendo. O som se dá através das células sensoriais, presentes no ouvido interno, e é transformado em energia elétrica que é “percebida” pelo cérebro. A falta de audição no idoso pode ser consequência da perda ou diminuição da vitalidade das células do ouvido interno. Com a idade, as artérias podem diminuir a capacidade de enviar oxigênio suficiente para as células e elas acabam morrendo. E como não se regeneram, o ouvido vai perdendo faculdades. A Fonoaudióloga Fábia Miranda Martins, que atua na Maza Lab, distribuidora de aparelhos auditivos Rexton de tecnologia alemã, diz que algumas consequências da perda de capacidade auditiva são desconfiança, irritabilidade frequente e alterações de humor. “Muitas

“ É fundamental que o profissional de saúde ajude o paciente a identificar os distúrbios auditivos antecipadamente, pois raras são as pessoas que assumem ouvir mal vezes, as pessoas que sofrem desta patologia isolamse e recusam qualquer tipo de apoio, pois têm mais dificuldade em comunicar-se com os outros e adaptarse”, conta. Por isso, é fundamental que o profissional de saúde ajude o paciente a identificar os distúrbios auditivos antecipadamente, pois raros são aqueles que assumem ouvir mal. Eles devem ser orientados para ficarem atentos aos sinais e às tendências, como fator genético (hereditariedade), PAIR (Perda Auditiva Induzida por Ruído), zumbidos, desatenção, dificuldades no telefone e em conversas em grupo, entre outros. Atualmente, a surdez é um problema que pode ser resolvido com a aplicação de próteses auditivas que melhoram significativamente a qualidade de vida das pessoas.

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legislação

Nova resolução prevê fiscalização em serviços de saúde A sociedade conta agora com um instrumento a mais para garantir a qualidade da assistência em saúde. Os Conselhos de Medicina (CRMs) prepararam uma lista com a descrição de equipamentos e de infraestrutura necessários para o funcionamento de consultórios e ambulatórios médicos. Esse check list, que será de conhecimento público, passará a orientar as ações de fiscalização dos Conselhos Regionais de Medicina e consta de Resolução do Conselho Federal de Medicina, a 2.056/13, publicada no dia 12 de novembro. Nos próximos meses, deverão ser divulgados novos roteiros de vistoria voltados para hospitais, prontos-socorros e outros tipos de estabelecimentos de saúde. O descumprimento dos itens elencados nas vistorias em consultórios e ambulatórios gerará cobrança de soluções junto aos gestores de saúde, a ser feita pelas entidades. Relatórios com as conclusões serão também encaminhados a outras autoridades, como Tribunais de Contas, Ministério Público e Poder Legislativo. Com isso, espera-se estimular a tomada de decisões que leve à qualificação da assistência e à melhoria das condições para o exercício da Medicina. Como parte do processo de modernização das suas atividades de fiscalização, os CRMs também contarão com instrumentos mais ágeis para fazer as visitas, como tablets, onde estarão os formulários e check lists a serem preenchidos. Após as vistorias, os resultados serão remetidos para uma base de dados, centralizada no CFM. Pela primeira vez na história, o Conselho Federal de Medicina terá acesso ao conteúdo das visitas de fiscalização de forma on-line e digitalizada. Essa rotina permitirá, entre outros pontos, elaboração de estudos e levantamentos sobre carências e necessidades comuns ao sistema. A nova proposta substitui a Resolução 1.613/01 e tem o objetivo de melhorar a qualidade dos serviços médicos oferecidos à população. “Essa Resolução muda substancialmente o trabalho de fiscalização realizado pelos Conselhos Regionais. É um esforço do CFM para uniformizar as práticas do controle da Medicina. Queremos dar mais segurança ao ato médico e, consequentemente, ao paciente”, explica o 3º VicePresidente da entidade, Emmanuel Fortes, relator da Resolução 2.056/13. O trabalho de fiscalização será efetuado nos serviços públicos, mas também poderá ser utilizado em vistorias em unidades de atendimento vinculadas a planos de

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O descumprimento dos itens elencados nas vistorias em consultórios e ambulatórios gerará cobrança de soluções junto aos gestores de saúde

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saúde ou empresas particulares. Os consultórios e ambulatórios foram divididos em três tipos, dos que oferecem serviços mais simples, sem anestesia local e sedação, até os que realizam procedimentos invasivos, com riscos de anafilaxias (reações alérgicas sistêmicas) ou paradas cardiorrespiratórias. “Até a edição desta Resolução, cada conselho estabelecia regras no vácuo deixado por uma normativa nacional, sendo que os grandes conselhos apresentavam estratégias mais eficientes nesse controle. Agora está tudo parametrizado, o que facilitará a averiguação”, constata o Diretor de

Equipamentos mínimos Dos consultórios e serviços do Grupo 1, onde são realizadas apenas consultas, serão exigidos, por exemplo, equipamentos básicos como tensiômetro, estetoscópio, termômetro, maca, lençóis, pia, cadeiras para o médico, para o paciente e acompanhante, entre outros. “Vamos exigir, além da infraestrutura física, todos os equipamentos para a propedêutica e avaliação clínica, sem os quais o médico não vai poder atuar”, avisa Fortes. Já para os do Grupo 2, onde se executam procedimentos sem anestesia local e sem sedação, como o consultório de um cardiologista, por exemplo, que faz apenas eletrocardiogramas, serão exigidos, além do listado no consultório básico, os equipamentos necessários para os exames específicos. Nos consultórios ou serviços com procedimentos invasivos ou que exponham os pacientes a risco do Grupo 3, que realize, por exemplo, teste ergométrico ou faça procedimento com anestesia local ou sedação leve, os fiscais devem averiguar se há instrumentos que assegurem a aplicação de forma segura e, ocorrendo complicação, haja equipamentos de socorro. E, obviamente, a necessidade de que o médico esteja preparado para realizar os primeiros procedimentos de suporte à vida.

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As experiências do Rio Grande do Sul e da Paraíba mostram que as interdições e suspensões têm contribuído para a melhoria das condições dos hospitais

Fiscalização do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), Antônio Celso Ayub, que participou do grupo de trabalho responsável pela elaboração da Resolução. Os serviços médicos públicos, privados e filantrópicos têm o prazo de seis meses para se adaptar às novas regras. “Nossa intenção não será fazer interdições éticas. Detectando problemas, vamos conversar com o gestor para buscar alternativas. Caso não tenhamos êxito, é que vamos tomar medidas mais duras”, argumentou Fortes. A Resolução traz um modelo básico de como deve ser um relatório pericial e ressalta a necessidade de o médico-perito ter condições de realizar seu trabalho. De acordo com o modelo estabelecido pelo CFM, o perito deve registrar, por exemplo, a história pessoal e médica do periciado, além de realizar exames físicos e fazer o diagnóstico. Deve, ainda, responder de forma clara e objetiva às perguntas que foram feitas no processo. “É preciso oferecer um quadro completo. Mesmo que seja apenas um dedo quebrado, é necessário contar toda a história, evitando problemas futuros”, aconselha Fortes. As faculdades de medicina também serão alcançadas pela Resolução 2.056/13, já que o texto estabelece um roteiro para a anamnese. “Hoje as anemneses estão muito sucintas, prejudicando o raciocínio clínico, principalmente não tendo contato com o paciente, como nos casos de processos éticos, quando precisamos das informações corretas para avaliar se o médico agiu de modo correto diante do paciente”, relata o 3º Vice-Presidente do CFM. Segundo ele, as escolas médicas terão de voltar a ensinar a anamnese conforme preconizado pelo Código de Ética Médica. Os hospitais não ficam de fora, devendo se adaptar quanto ao registro do prontuário do paciente. Nele, deverá constar a anamnese, folhas de prescrição e de evolução exclusiva para médicos e enfermeiros, e, também, para os demais profissionais de saúde que intervenham na assistência. As evoluções e prescrições de rotina devem ser feitas pelo médico assistente pelo menos uma vez ao dia. A atualização diária também é exigida dos estabelecimentos geriátricos, psiquiátrico e de cuidados paliativos nos casos de pacientes agudos. Em pacientes estabilizados, a atualização deve ser, no mínimo, três vezes por semana. As folhas do prontuário também devem ser de cores

diferentes e divididas em colunas. De acordo com Fortes, poucos estabelecimentos hospitalares seguem a rotina preconizada pela Resolução, mas agora, terão de segui-las.

Avanços na fiscalização

O Diretor de Fiscalização do Conselho Regional da Paraíba, Eurípedes Souza, ressalta a informatização como um dos grandes avanços da Resolução. “Agora, com o software da fiscalização sendo instalado nos tablets, será possível emitir o laudo logo após a vistoria. O que antes levava horas para ser feito, agora ficará pronto em poucos minutos”, elogia. O CFM vai encaminhar para cada CRM tablets com o programa instalado, além de máquinas fotográficas. Com essa medida, pretende que os demais conselhos sigam os passos do Rio Grande do Sul e da Paraíba, os mais produtivos na realização de fiscalizações em ambientes médicos. A interdição ética proíbe o médico de exercer suas funções no local enquanto não forem oferecidas condições mínimas de trabalho. Geralmente, ela só ocorre em casos extremos e após o CRM ter notificado o gestor preliminarmente. Mas há casos em que ela é feita na primeira visita do fiscal. “Se um consultório não tem porta, por exemplo, ele é interditado imediatamente, pois não está garantindo a privacidade do paciente”, explica Souza. A medida é adotada pelo CRM, mas os próprios médicos podem suspender seus trabalhos se considerarem que não têm condições de utilizar o local. Para tanto, o corpo clínico deverá entrar em contato com o CRM, que poderá concordar, ou não, com a suspensão. As experiências do Rio Grande do Sul e da Paraíba mostram que as interdições e suspensões têm contribuído para a melhoria das condições dos hospitais. Para conhecer o pacote mínimo que os consultórios e ambulatórios deverão cumprir, basta acessar o site do Conselho Federal de Medicina.

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Takashi Hida

Oftalmologista e Expedicionário da Saúde, tem a honra como filosofia de vida Nem somente talentoso e dedicado é o oftalmologista Takashi Hida, Chefe do Departamento de Catarata do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB). Há cinco anos ele colabora com a Associação Expedicionários da Saúde, organização que reúne médicos voluntários em missões que levam medicina especializada, principalmente atendimento cirúrgico, às populações indígenas da Amazônia brasileira. Nascido no Japão, Takashi vem de uma família de oftalmologistas e desenvolveu, em São Paulo, sua formação acadêmica, aprimorada por experiências concentradas em diferentes e renomados centros de saúde de sua terra natal. Membro das Sociedades Americana e Europeia de Catarata e Cirurgia Refrativa, estagiou em Hokaido e em Tokyo (Japão) e é doutorando em performance visual das diferentes lentes intraoculares multifocais no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Com uma formação profissional enriquecida pelo período que acompanhou o trabalho de Takayuki Akahoshi, considerado o cirurgião de catarata mais rápido do mundo, Takashi conta com uma bagagem respeitável em volume de cirurgias realizadas e na produção científica valorizada por publicações que possuem grande credibilidade entre profissionais do setor.

O que significa ser um expedicionário da saúde?

Doação. Ser um Expedicionário da Saúde é deixar casa, família e vida financeira para se juntar a um grupo que tem o mesmo ideal: levar bem-estar, medicina especializada e atendimento cirúrgico às populações indígenas da Amazônia brasileira. Entender que o pouco de cada um faz diferença. Atuando como Expedicionário da Saúde a gente aprende realmente o que é ser um voluntário.

Quais localidades você já atendeu nessa missão?

Ao longo destes cinco anos, atendi as tribos no Rio Andrirá (AM), Rio Negro (AM), Raposa Serra do Sol (RR), Médio Rio Negro (AM), Saí-cinza (AM) e Surucucu (AM).

Quais foram as maiores dificuldades?

Ficamos em tendas, com refeições racionadas, sujeitos a doenças, dormimos pouco. Os índios não falam a nossa língua. Muitas palavras, inclusive, nem têm tradução para eles, como cirurgia e anestesia, por exemplo. A gente tenta aprender coisas básicas do dialeto para podermos estabelecer um mínimo de contato. Na última expedição, em setembro, na região de Surucucus, com os yanomamis, convivi diretamente com a pobreza daqueles índios, que às vezes não tinham o que comer e nunca tinham visto um médico na vida.

Como é o relacionamento dos pacientes com as equipes de médicos? nov-dez

Por Carol Gonçalves

De confiança total. Você pode imaginar o que é para um indígena ser examinado com um monte de aparelhos que

nunca viu, deixar coletar o sangue, fazer eletro... Entrar em um centro cirúrgico com ar condicionado, gerador, monitor cardíaco piscando, respirador, ver todo mundo de máscara, carregando-o para lá e para cá? Ou seja, ele passa por várias situações que nem imagina para que servem, tudo por confiar cegamente no que estamos fazendo.

Por que a oftalmologia é uma das especialidades com maior demanda nas tribos indígenas?

Cerca de 5% a 8% dos idosos têm catarata. A comunidade indígena tem muitos idosos e como eles ficam diretamente expostos aos raios solares, a probabilidade de desenvolver a doença aumenta. Em geral, a catarata dos índios é mais avançada que a dos pacientes urbanos. Eles enxergam muito pouco e não conseguem fazer as atividades laborais, caçar, comer ou sustentar a família, assim, perdem totalmente a utilidade de proteger a tribo. Na verdade, é a tribo que passa a protegê-lo. Então, muitos deles não sobrevivem por muito tempo. Além do mais, os yanomamis ainda têm uma peculiaridade: todos apresentam a Síndrome da Íris Flácida (IFIS), uma doença que atinge em média 2% a 3% da população mundial. A IFIS dificulta ainda mais a cirurgia de catarata. Nós desenvolvemos habilidades para fazer cirurgias difíceis devido à alta complexidade  da catarata do indígena.

Quais as lições de vida que você carrega nesses cinco anos na Associação Expedicionários da Saúde? É gratificante poder ajudar pessoas a voltar

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a enxergar. A sensação de contribuir e trabalhar para receber um obrigado é a maior recompensa para um oftalmologista. Nesta última expedição, participei pela primeira vez de uma triagem para selecionar os índios que seriam levados para o hospital móvel. Ao chegar lá, eles me pintaram, me ensinaram a atirar com arco e flecha e até cantaram, ou seja, rezaram para que eu conseguisse levar mais saúde para a tribo. Foi uma experiência incrível, que não teria oportunidade de viver se não fosse parte integrante dos Expedicionários.

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Como é sua rotina de trabalho no Hospital Oftalmológico de Brasília?

De segunda a quinta, faço operações, cerca de 20 por dia. E à tarde faço meus atendimentos. No total, realizo uma média de 450 cirurgias mensais.

Com toda essa dedicação à profissão, ainda há tempo para o lazer? O que você faz nos momentos de descanso? O que eu mais gosto de fazer são pesquisas. Gosto de dar aula e faço isso em todos os congressos de catarata que participo. Acho que está no sangue, porque meu pai e meu irmão são catedráticos e também tenho um tio professor.

Como você avalia o desenvolvimento da área oftalmológica no Brasil?

O Brasil, hoje, tem tecnologia de ponta. Os maiores laboratórios do mundo, que produzem os melhores produtos oftalmológicos, consideram o Brasil o segundo maior mercado, atrás apenas dos Estados Unidos. E Brasília é, atualmente, um dos maiores centros de oftalmologia do mundo.

Em sua opinião, que características devem ser inerentes a um médico?

Priorizar as pessoas, ser atencioso com os pacientes, manter-se sempre atualizado, ser bom professor, compreensivo, dedicado e sensível às queixas dos pacientes.

Como você e sua família são de origem japonesa, o que a cultura oriental acrescenta à sua profissão e ao seu modo de vida?

A cultura japonesa dá muita importância à educação e a arte. Nós estamos sempre em uma luta incansável pela perfeição. Além disso, como minha família vem de uma linhagem de Samurais, honra para mim é algo importante. Tem uma frase que considero muito verdadeira: “A vida é limitada, mas nome e honra são para sempre”.

Na última expedição, participei pela primeira vez de uma triagem para selecionar os índios que seriam levados para o hospital móvel. Ao chegar lá, eles me pintaram, me ensinaram a atirar com arco e flecha e até cantaram, ou seja, rezaram para que eu conseguisse levar mais saúde para a tribo

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GOVERNO

Santas Casas recebem apoio para quitar dívidas e ampliar atendimento Os hospitais filantrópicos e Santas Casas são responsáveis por 41% das internações realizadas no SUS. Somente em 2012, foram registradas 4,6 milhões de internações. Além disso, essas entidades representam 37% (129.604) do total de leitos ofertados pela rede pública de saúde (348.086). O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apresentou, no último dia 31 de outubro, em Brasília, um pacote de medidas para fortalecer a atuação dos hospitais filantrópicos e Santas Casas na assistência a pacientes atendidos no SUS. Uma das medidas é a Lei 12.873, sancionada pela Presidência da República, que cria o programa para renegociação de dívidas das Santas Casas junto à União – PROSUS. Além disso, o Ministério da Saúde aumentou o incentivo pago às instituições filantrópicas para garantir o atendimento, que irá gerar impacto financeiro de R$ 1,7 bilhão em 2014, permitindo o aumento de 236 mil cirurgias realizadas anualmente no SUS. “Com essas ações, superamos o modelo defasado da tabela SUS e consolidamos o contrato de qualidade entre as entidades filantrópicas, os estados e os municípios. As medidas vão permitir o aumento de cirurgias e exames no SUS. Isso é um forte estímulo para melhorar o atendimento prestado à população, pois os hospitais deverão priorizar as principais necessidades locais”, disse Padilha. Outra medida anunciada pelo Ministro durante a solenidade realizada na sede da Organização Panamericana de Saúde (OPAS) foi o aumento de 80 para 120 meses no prazo para o pagamento de empréstimo obtido junto à Caixa Econômica Federal (CEF) com juros de 1% ao ano. O objetivo é ampliar as opções para sanar dívidas dos hospitais, com mais tempo para a quitação de empréstimos. Além disso, também foi assinada portaria que estabelece prazo para pagamento dos incentivos financeiros aos estabelecimentos de saúde que prestam serviços de forma complementar ao SUS. Os gestores locais (Secretarias de Saúde Estadual, Municipal e do Distrito Federal) deverão efetuar o pagamento até o 5º dia útil, após o Ministério da Saúde creditar os recursos no Fundo Estadual, Distrito Federal e Municipal de Saúde. Caso esse prazo não seja cumprido, o Ministério da Saúde suspenderá a transferência do valor.  O Ministro informou, ainda, que tramita no Congresso

Nacional proposta de emenda à Constituição, prevendo que recursos de emendas parlamentares possam ser aplicados também em ações de custeio das unidades, ou seja, na manutenção das atividades de rotina dos hospitais. Atualmente, esses recursos são aplicados na compra de equipamentos, em reformas e ampliação de instalações.

PROSUS

Com a sanção da lei 12.873, o Governo Federal cria o Programa de Fortalecimento das Entidades Privadas Filantrópicas e das Sem Fins Lucrativos (PROSUS), que possibilitará, a partir de janeiro de 2014, o parcelamento da dívida dos serviços com a União. As dívidas tributárias dessas entidades somam, hoje, cerca de R$ 15 bilhões e poderão ser quitadas em até 15 anos. Todos os 5,6 mil estabelecimentos de saúde que prestam serviços ao SUS poderão aderir ao PROSUS, desde que apresentem um plano de estabilidade financeira e aumentem em 5% a oferta de atendimento na rede pública. Pelo PROSUS, as entidades terão o acompanhamento do Fundo Nacional de Saúde (FNS) para manter em dia o pagamento de débitos correntes, evitando, assim, o aumento da sua dívida e quitando gradativamente o valor total.

Reforço financeiro para 2014

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As medidas vão permitir o aumento de cirurgias e exames no SUS, o que representa um forte estímulo para melhorar o atendimento prestado à população

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As Santas Casas e entidades filantrópicas terão mais um reforço financeiro para 2014. O Ministério da Saúde elevou de 25% para 50% o incentivo pago aos atendimentos de média e alta complexidade - como exames e cirurgias mais complexas. O incentivo busca ampliar o atendimento garantindo uma melhor remuneração aos serviços. Em um ano, os incentivos pagos aos principais hospitais filantrópicos para o atendimento de usuários do SUS cresceram 185%, chegando a R$ 968,6 milhões em 2012, contra R$ 340 milhões em 2011. São recursos vinculados ao cumprimento de metas de atendimento. Também houve aumento de 50% no valor destinado a obras e compra de equipamentos, que passou de R$ 400 milhões, em 2011, para R$ 600 milhões, em 2012.

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Certificação

Também foi sancionada pela Presidência da República a Lei nº 12.868 que aperfeiçoa o processo de certificação dos hospitais filantrópicos. O Certificado de Entidades Filantrópicas Beneficente de Assistência Social (CEBAS) é concedido pelo Ministério da Saúde desde 2009 às entidades que comprovam 60% de atendimento ambulatorial ou hospitalar ao SUS. Essa certificação isenta os hospitais de pagarem tributos relativos à seguridade social. A MP 620 prorrogou de três para cinco anos a validade da certificação dessas entidades. Para obter a renovação do certificado, o Ministério irá considerar a média de atendimentos realizados nos últimos três anos – e não apenas a produção do último ano, como era feito anteriormente. Assim, a unidade poderá renovar o certificado desde que alcance a média de 60% nos atendimentos em três anos e um mínimo de 50% ao ano. Atualmente, cerca de 1.000 hospitais filantrópicos possuem CEBAS emitidos pelo Ministério da Saúde. A MP também permite às entidades que atuam na promoção da saúde e prevenção nas Redes de Atenção à Saúde solicitarem o CEBAS.

Fehosp considera as mudanças benéficas para o setor O Diretor-Presidente da Fehosp – Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo, Edson Rogatti, esteve presente na audiência, acompanhado de Miriam Caetano e Maria Fátima da Conceição, do Departamento Técnico da Federação. “Acreditamos que o anúncio foi muito bom para o nosso setor. As Santas Casas e entidades beneficentes têm agora uma grande oportunidade nas mãos”, afirma Fátima. “Uma reclamação constante de muitas das nossas instituições é que elas têm dívidas de financiamentos bancários. Para estas, foi anunciada uma linha de crédito que amplia de 86 para 120 meses o prazo para pagamento”, explica. Ainda segundo ela, a novidade do IAC (Incentivo à Contratualização) traz um benefício significativo. “O repasse representa 50% do valor dos atendimentos de média complexidade. Para os já contratualizados, o incentivo representa quase o dobro do que recebem hoje. Para os que irão contratualizar pela primeira vez, é um incentivo de 50% a partir do mês de contratualização”, lembra. As mudanças na Lei da Filantropia também entraram em pauta e foram avaliadas positivamente. “Consideramos as decisões muito positivas. Temos ainda muitas dificuldades pela frente, mas, com esse incentivo, elas serão mais facilmente superadas. Já possuímos parcerias fortes com o Governo do Estado de São Paulo e agora contamos também com o apoio do Ministério da Saúde para tirar as Santas Casas da crise e garantir a sobrevivência do SUS”, conclui Rogatti.

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DIAGNÓSTICO

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Unidade de exames rápidos otimiza tempo e diminui filas

A Nagis Health Núcleo Avançado de Gerenciamento de Informações em Saúde está lançando um projeto inédito e inovador para exames laboratoriais e de imagens, destinado aos sistemas públicos e privados de saúde do Brasil. Trata-se das Unidades de Exames Rápidos, que possuem duas finalidades: diagnósticos e prevenção. Essas unidades podem funcionar dentro de policlínicas, clínicas médicas, hospitais e unidades de saúde pública, como UPA(s) e UBS(s), com instalações fixas ou móveis, operadas por profissionais, como biomédicos e enfermeiros, que realizam exames convencionais de sangue e imagem, além de diagnósticos de urgência, emergência e infectocontagiosos. Elas também podem ser utilizadas para a prevenção, como no caso dos checkup’s, auxiliados por um software avançado que permite a detecção precoce de doenças, fornecendo protocolos que ajudam o médico a definir a melhor conduta terapêutica. Durante o checkup, o software cruza informações, auxilia na realização de exames complementares e informa quais hábitos devem ser seguidos para ajudar na melhoria da qualidade de vida do paciente. Para o Diretor da Nagis Health, Wagner Marques, o grande diferencial destas unidades está no tempo, pois em menos de 15 minutos os exames podem ser realizados e os resultados estão disponíveis no terminal do médico. “É um modelo revolucionário. Para a população, oferece o benefício da rapidez, sem necessidade de retorno ao médico, além de cobertura pelo plano de saúde ou sistema público. Já para as instituições privadas ou públicas, proporciona eficiência no atendimento, baixo custo e diminuição de filas para retorno”, ressalta. Os estabelecimentos de saúde podem locar ou adquirir por meio do sistema de franquia essas unidades de diagnósticos. A primeira unidade franqueada foi a Policlínica Capão Raso, localizada na cidade de Curitiba, que realiza, em média, 240 mil atendimentos por ano.

www.nagis.com.br www.checkupinteligente.com.br

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Energia

No-breaks evitam prejuízos causados por falta e variações na rede elétrica

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Em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde (EAS) é fundamental garantir a segurança de pacientes submetidos a procedimentos com o uso de equipamentos eletromédicos. Mas é preciso se atentar para o fato que cada atividade desenvolvida corresponde a requisitos específicos que devem ser respeitados. Segundo a NBR 13534:2008, a segurança começa com a instalação elétrica segura e continua com a operação e a manutenção adequadas dos equipamentos. Sua utilização em pacientes sob cuidados intensivos, de importância crítica, requer confiabilidade compatível, que pode ser obtida com a aplicação dessa norma, mas convém lembrar que ela não impede a adoção de critérios ou práticas que reforcem ainda mais essas características. Fundamentais em instalações médicas e equipamentos de suporte à vida, as fontes de energia secundária, ou nobreaks, atuam para garantir a alimentação contínua desses instrumentos, também auxiliando a prevenir falhas no caso de picos de tensão ou quedas de energia. De acordo com a NBR, ocorrendo no quadro de distribuição falta de tensão em um ou mais condutores, uma fonte de segurança especial deve restabelecer em 0,5 segundo, no máximo, a alimentação dos focos cirúrgicos e outras fontes de luz essenciais, como as de endoscopia, e deve ser capaz de manter essa alimentação por 3 horas, no mínimo. Incluem-se nesse caso os equipamentos das salas do grupo 2, que são aquelas para procedimentos invasivos, urgências de alta complexidade e emergências, hemodinâmica, indução anestésica, recuperação pósanestésica e parto cirúrgico, além de centro cirúrgico. Ocorrendo uma queda superior a 10% da tensão nominal por um tempo superior a 3 segundos, os equipamentos de iluminação de segurança, elevadores, sistemas de chamada, de suprimentos de gases medicinais, entre outros, devem ter sua alimentação restabelecida por uma fonte de segurança em até 15 segundos, no máximo, sendo que esta fonte deve ser capaz de manter essa alimentação por 24 horas, no mínino. Outros equipamentos, como de esterilização, refrigeração e carregadores de baterias, podem ser conectados manual ou automaticamente a uma fonte de segurança capaz de manter sua alimentação elétrica por um período mínimo de 24 horas. A comutação de tempo 0,5 segundo só é possível com no-break on-line, diz Eudelio Pereira de Carvalho, Diretor Comercial da Beta Eletronic. “Nenhum grupo gerador seria capaz de segurar uma carga neste tempo. Para um tempo de comutação menor/igual a 15 segundos

Com tempo de comutação zero, o no-break on-line dupla conversão atende plenamente as exigências da NBR 13534:2008

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também é preciso utilizar um no-break on-line dupla conversão. Há grupo gerador com partida eletrônica e especificidades para este fim, que poderia segurar a carga neste tempo, porém, é extremamente caro. Além disso, os hospitais possuem geralmente um grupo gerador para alimentação geral e não é necessário utilizar um tempo de transferência tão pequeno. Portanto, nos dois cenários, é preciso usar esse tipo de no-break, que tem tempo de comutação zero, atendendo plenamente as exigências da NBR 13534:2008”, explica. Roberto S. Uemura, Gerente da empresa, acrescenta que todos os itens desta NBR estão descritos para se manter a integridade dos pacientes. “Faz-se necessário, cada vez mais, um olhar criterioso para que todos os itens de segurança sejam seguidos de forma correta e sem omissões”, declara. Para atender a norma, a Beta fornece a linha de nobreaks Conception Trifásicos Multiativos CM Comandos, que permite ligar até seis unidades em paralelismo redundante multiativo (até de potências diferentes) e utiliza a sofisticada tecnologia DSP – Processamento Digital de Sinais e IGBT na saída. Entre os diferenciais, estão as medições em True RMS e a possibilidade de upgrade via firmware, implementando novas funções. Disponíveis de 5 a 120 kVAs, contam com sistemas on-line, senoidais e que operam em dupla conversão. São autônomos e possuem, ainda, sistema de bypass estático, permitindo a parada para manutenção sem que seja necessário desligar a carga e paralisar a rede. Outros diferenciais são as interfaces de gerenciamento remoto, com várias ferramentas de desligamento (shutdown) de servidores e estações, além de soluções de gerenciamento SNMP, que monitoram muitos equipamentos e armazenam os dados em um banco acessível via web browser ou Windows Application.

www.betaeletronic.com.br l (11) 5545-4544

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Caderno

Congresso discutiu como potencializar a educação em saúde através de tecnologia e colaboração Visor Google Glass é utilizado em cirurgia colorretal no interior de São Paulo

Diabéticos sobem o Monte Everest monitorados por ferramentas eHealth

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Ensino

O futuro nas mãos da formação médica

Já não é novidade que Saúde e Educação devem se integrar; a pauta atual é como aperfeiçoar esta integração. Por isso, grandes nomes do setor de telemedicina e telessaúde se reuniram para abordar o assunto em evento que foi transmitido pela internet em tempo real. por Carol Gonçalves

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A potencialização da educação em saúde foi discutida no 6° Congresso Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde, que aconteceu entre os dias 20 e 22 de novembro na Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo. Participaram 1071 congressistas, sendo 785 presenciais e 286 on-line, de todos os estados brasileiros. Nessa última categoria, ainda fizeram parte representantes da Espanha e de Portugal. Quem assistiu ao evento através da transmissão pela internet teve acesso a todas as atividades, mesmo as concomitantes, podendo escolher entre aquelas que mais lhe interessavam, como se estivesse fisicamente no congresso. Também houve a possibilidade de interação, por meio do envio de perguntas por escrito, que foram respondidas pelos palestrantes e coordenadores de sessão, através da Nuvem da Saúde, que disponibilizará o conteúdo aos inscritos no congresso por 120 dias. Outro destaque foi o recorde de submissão de trabalhos, sendo que 223 foram aprovados e inseridos na Rede Científica da Nuvem da Saúde (www.sustentabilidade.edm.org.br), no formato de pôsteres eletrônicos. Os trabalhos também ficarão disponíveis pelo mesmo período, para debate com os autores em fóruns de discussão. Mais uma inovação foi o 1° Congresso à Distância de Telemedicina e Telessaúde para jornalistas, com a realização do Fórum Presencial Saúde e Comunicação Digital - Rede Colaborativa e Novas Perspectivas, no qual comunicadores de diversas mídias, assessorias

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de comunicação e instituições se encontraram para discutir os novos rumos desta área de atuação e como podem ser agentes de construção de uma cultura social sobre saúde. No encerramento, o Prof. Dr. György Miklós Böhm, Presidente do 6º Congresso, anunciou a nova diretoria do Conselho Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde. Após sete anos atuando como diretor do CBTms, o Prof. Dr. Chao Lung Wen, Chefe da Disciplina de Telemedicina da Faculdade de Medicina da USP, passou o cargo para o Prof. Dr. Cláudio de Souza, da Universidade Federal de Minas Gerais, que atuou ao lado de Wen como Vice-Diretor na gestão 2009-2013. A ViceDiretora será a Prof. Dra. Ana Estela Haddad, da Faculdade de Odontologia da USP.

Análise Durante o Congresso, o Prof. Dr. György Miklós Böhm falou sobre as faculdades de Medicina no país e o Programa Mais Médicos, assuntos vinculados à telemedicina e telessaúde. Ele começou mostrando que há no Brasil 202 faculdades de Medicina e que a intenção do governo é providenciar mais cursos. Dessas instituições, 85 são públicas e 117, particulares. No mundo, o número de escolas que ensinam a profissão é incerto, mas o Brasil está em segundo lugar, perdendo apenas para a Índia. Um dado importante é o número de médicos por habitantes. “Não há consenso internacional sobre a relação ideal; a meta do Governo é ter 2,5 médicos por mil habitantes e o que temos hoje é algo em torno de dois, o que não é tão ruim. Entretanto, é consensual que a distribuição dos médicos pelo Brasil é péssima. A projeção do Conselho Federal de Medicina é que, sem contar com novas vagas e escolas, atingiremos o objetivo governamental em 2028, porém, já em 2020, oito Estados da Federação o superarão”, apontou. Böhm revelou ser da geração que protestou quando Jarbas Passarinho, Ministro da Educação do governo militar, aumentou subitamente o número de faculdades de Medicina de 40 para mais de 60. “Dizíamos, com sarcasmo, que todas as prefeituras queriam uma fonte luminosa e uma escola médica. Mas reconheço que meu julgamento foi equivocado - e até

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Chao Lung Wen, Chefe da Disciplina de Telemedicina da Faculdade de Medicina da USP; György Miklós Böhm, criador da Disciplina de Telemedicina da FMUSP; Ana Estela Haddad, da Faculdade de Odontologia da USP; Cláudio de Souza, da Universidade Federal de Minas Gerais; e Luiz Carlos Lobo, da Universidade Aberta do SUS

pífio - porque foi dominado pela indignação política da época.” Essencialmente, confrontam-se dois conceitos: de um lado, o de que a multiplicação dos cursos médicos deve ocorrer somente com a manutenção da qualidade, e, do outro, que precisamos de quantidade e depois, na medida do possível, cuidaremos da qualidade. “Venceu esta última convicção e estamos perante um fato consumado, que devemos aceitar democraticamente.” Em sua opinião, democracia e democrático são duas palavras mergulhadas no equívoco. “A eleição universal não é um condão mágico que transforma tudo em democracia, e nem a participação da comunidade na decisão dos procedimentos e na escolha das lideranças possui o dom de democratizar qualquer entidade. Governo instituído por eleição livre e universal pode ser antidemocrático e a história está cheia de exemplos de regimes totalitários eleitos democraticamente. A eleição das lideranças de instituições pelas comunidades que as compõem, dependendo de suas naturezas, em vez de democratizá-las, causa-lhes a ruína. Nada se conhece melhor neste país do que o futebol, contudo, nem as torcidas mais fanáticas pretendem democratizar seus times elegendo técnicos e jogadores. É intuitivo que nada se colherá de positivo, só uma coleção de derrotas.” Segundo Böhm, o regime democrático se caracteriza por um estado de espírito que aceita um equilíbrio peculiar entre a maioria e a minoria; esta colabora séria e sinceramente com as decisões da maioria, sem abdicar de suas opiniões em contrário; aquela transforma em realidade a vontade da maioria e não só tolera, mas estimula que a minoria expresse seu pensamento antagônico. “Assim, penso que todos devemos ajudar o governo, mesmo mantendo críticas. Não me ocorre boicotar as faculdades de Medicina existentes e nem as que serão criadas. Apenas continuo a pensar que não deveriam ser à custa da qualidade.” Böhm sugere que seja aprovada uma proposta para otimizar o acesso dos universitários, mestres e alunos à riqueza de conhecimentos existentes no universo digital e acelerar a produção de novas ferramentas de aprendizado. “É urgente e importante organizar didaticamente este tesouro que trafega pelas redes de comunicações, a maioria vinda do exterior. Sem isto, o aprendizado é prejudicado. A situação atual parece uma biblioteca imensa e atualizada, porém em desordem e sem catálogos. Os usuários, sem rumo, acabam perdendo tempo.” Em muitas instituições profissionalizantes, incluindo as de Medicina, os livros são na maioria de autores estrangeiros. A mesma coisa acontece no mundo digital, porém de modo mais radical, porque os materiais didáticos disponíveis têm um impacto bem maior sobre o aprendizado do que os livros. Segundo Böhm, o professor tem o dever de conhecer a literatura estrangeira e o que existe na internet em suas especialidades. “O acesso do aluno aos conteúdos

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“ A teletecnologia não é apenas de valia, mas também imperativa para o funcionamento do projeto Mais Médicos e precisa ser colocada em todos os municípios brasileiros

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educacionais brasileiros e estrangeiros disponíveis na rede é fácil e as barreiras linguísticas estão desaparecendo. Orientálo neste cipoal imenso é obrigação do professor”, disse. Antes de expor soluções para a educação dos futuros médicos, ele declarou que não ignora os projetos que visam remodelar o currículo médico. “Ainda nada é definitivo e permito-me dizer, democraticamente, que não cabe a interferência dos Ministérios na formação dos profissionais da saúde. Isto é tarefa das instituições profissionalizantes. Aceito clamores do governo sobre currículos e confesso que gosto muito da sugestão de uma carreira específica para médicos do Sistema Único da Saúde. Também é oportuno criar tantas vagas de Residência Médica quantos alunos se formaram médicos no ano anterior. A carência atual de vagas desgraçou os dois últimos anos do currículo, precisamente os internatos. Em vez de terem contato com doentes, os alunos estudam para passar neste vestibular criado para Residência. E não faltam cursinhos preparatórios; é um câncer que se espalhou pelo país todo.” Em sua opinião, necessitamos flexibilizar os currículos nas faculdades de Medicina, pois é desnecessária e ilusória a pretensão de administrar currículos idênticos em todo o país, tendo escolas tão diferentes. “Acho corretíssimo oferecer atrativos financeiros e outras vantagens para preencher necessidades de atendimento médico no país. Entretanto, interferir na liberdade do indivíduo de escolher sua especialidade é grave distorção políticasocial. O preconizado estágio longo dos alunos em Serviços de Urgência é perda de tempo, pois para ensinar o encaminhamento de urgências, pouco basta. Entretanto, atender diretamente as urgências requer, além de aptidão de coordenação motora e perfil psicológico adequado, uma especialização de três anos ou mais. Quanto à Atenção Básica, se alguém pensa que os profissionais que pontificam nas especialidades médicas são capazes de atendê-la fora de suas rotinas, está muito enganado. Qualquer população do mundo necessita de cuidados básicos e especializados e o currículo deve ser o mais objetivo possível para o estudante lograr a formação escolhida dentro das possibilidades de sua escola”, expôs. Para Böhm, a educação deixa muito a desejar em nosso país. E citou duas recomendações que gostaria que fossem realidade entre nós. A primeira, do pedagogo Comenius, que sonhava (há 400 anos) com uma educação em que o professor ensinasse menos e o aluno aprendesse mais. Segunda, do Colégio Americano de Escolas Médicas, que em 1984 fez uma profunda análise e concluiu que a missão educativa mais importante das escolas é fazer com que os estudantes assumam o compromisso de aprender a vida toda. Disso se tira que os professores têm o dever de orientar os estudantes, sugerir os caminhos mais convenientes às suas capacidades; porém não cabe a eles – e a nenhuma

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A teleducação deve trafegar junto com a telemedicina e a telessaúde, esclarecendo os profissionais e a população sobre saúde e tratamento de doenças

autoridade – obrigá-los a abraçar qualquer profissão ou especialidade. “Nem temporariamente, como pretendem alguns. É acintoso. E a consequência será a fuga das melhores competências para o exterior e a perda do que temos de excelente no Brasil”, disse. Voltando à questão da educação nas escolas médicas, Böhm vê como medida imediata mais importante organizar a assistência educacional, catalogar o que existe, elaborar o que falta, distribuir as tarefas; em resumo, criar um programa e gerenciá-lo. Ele propôs uma Nuvem Nacional de Educação Médica e a criação de um órgão dedicado a esta tarefa com a colaboração das escolas médicas, dos vários conselhos de Medicina e até do Conselho Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde, sob o comando do Ministério da Educação. Assim, caberia ao governo duas ações urgentes: nomear uma força tarefa que elaborasse o anteprojeto da Nuvem Nacional de Educação Médica com profissionais experientes e melhorar a rede de comunicação do Brasil, pois, sem isso, não apenas o projeto será inútil, como perderemos a posição entre as nações em desenvolvimento. Sobre o Programa Mais Médicos, Böhm apontou que o trabalho profissional sem revalidação de diplomas, a transferência da outorga do registro dos Conselhos de Medicina para o Ministério da Saúde, as limitações do exercício profissional, a compra de profissionais que chegam ao Brasil privados dos seus passaportes e ganhando salário estipulado pelo vendedor, e outros aspectos do programa, são entraves difíceis de acomodar na consciência. “Porém, há que reconhecer que o Programa Mais Médicos passou por todas as instâncias requeridas e está em pleno funcionamento. Portanto, é fato consumado e envolve populações sofridas e profissionais da saúde que as atendem com sinceridade de propósitos. Acredito que já passou a hora do combate e chegou o momento da colaboração. E parafraseando o Reitor de Salamanca: “mesmo se fomos vencidos sem ser convencidos”. Nos municípios mais desfavorecidos ou remotos, a meta é que o atendimento médico seja planejado em função do número de famílias e sua distribuição na região. Agentes comunitários ficam em contato direto com as famílias. Os pacientes são encaminhados às Unidades Básicas de Saúde, que devem contar com médico, dentista, enfermeira e auxiliar de enfermagem. Uma comunidade de 20 a 30 mil habitantes precisa de um hospital, que poderá ser intermunicipal, com médicos especialistas e equipamentos adequados. “Ocorre que, na maioria das situações, o médico não encontra esta estrutura desejável e necessita de apoio. Mais ainda se for estrangeiro. Em lugares remotos há também exigências familiares, educacionais e culturais, que podem tornar sua permanência inviável. Isto é quase a regra na Amazônia. Novamente, a teletecnologia não é apenas de valia, mas também imperativa para o funcionamento do projeto Mais Médicos. O Governo precisa colocar em todos os municípios brasileiros, mesmo nos menores e mais remotos, facilidades de banda larga; se a rede bancária tem, porque não a Saúde

e a Educação? Se outros países já possuem, porque não nós? O custo desta rede será bem menor que dos estádios da Copa que vamos sediar em 2014”, alfinetou. Entretanto, claro que isto não basta. Segundo Böhm, também é necessário ter tráfego inteligente na rede. Ele acredita que precisamos providenciar programas que incluam, de imediato, os médicos nos problemas gerais e de saúde na região em que atuam e, secundariamente, no Brasil como um todo. Uma imersão cultural se faz necessária. “Portanto, deveríamos elaborar uma matriz teletecnológica para estes profissionais estrangeiros que atuam nos diversos recantos desta imensa nação. As Unidades Básicas de Saúde precisam de tecnologia mínima para se conectarem às redes de telemedicina e telessaúde nos lugares mais isolados que não são necessariamente remotos. Várias universidades estão capacitadas para ministrar treinamentos sobre o uso correto das teletecnologias e deverão se colocar à disposição do Programa Mais Médicos. Tenho certeza que o Conselho Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde terá prazer em colaborar nesta tarefa.” Böhm também ressaltou que os Ministérios da Educação e da Saúde, juntos com a Associação Brasileira de Escolas Médicas, deveriam designar faculdades de Medicina e hospitais para dar suporte contínuo às Unidades Básicas de Saúde sob o cuidado do Programa Mais Médicos. Na realidade, todas as regiões deveriam contar com instituições de suporte à distância que, por sua vez, informariam os canais pertinentes do governo dos avanços e tropeços. As escolas, além de atenderem problemas médicos, deveriam contribuir com programas de educação e saúde pública em colaboração com as faculdades de Saúde Pública e as Secretarias de Saúde. A teleducação deve trafegar junto com a telemedicina e a telessaúde, esclarecendo os profissionais e a população sobre temas correlatos às questões de saúde e tratamento de doenças. “Considero importante que os profissionais sejam estimulados a manter relacionamento social entre si e discussões de seus problemas locais. O acesso à Nuvem de Conhecimento permitirá que eles se preparem para as provas de revalidação, se atualizem e até se especializem de acordo com a inclinação de cada um. Na Amazônia Legal, o Exército Brasileiro está envolvido no atendimento médico e nos programas de saúde, porém deveria também se entrosar com esta rede de teleassistência ao Programa Mais Médicos.” Böhm acredita que não há nada que possa melhor alavancar os programas do governo do que a telemedicina e a telessaúde. “É minha convicção que o diálogo com o governo precisa melhorar. Pareceme que, por alguma razão, os empreendimentos colaborativos são escassos. Oxalá esteja enganado. Na qualidade de fundador do Conselho Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde, digo que estamos aqui para servir. Isolados não conseguiremos ajudar com nossa competência e nem colaborar no que for preciso. Aguardamos o chamamento”, finalizou.

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Monitoramento

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AxisMed acompanha via satélite diabéticos em expedição ao Everest

Quatro moradores do Rio Grande do Sul aceitaram o desafio de subir 5.350 metros de altitude até o acampamento-base do Everest. A peculiaridade desse grupo é que todos, inclusive o orientador da expedição, o alpinista Josu Feijoo, são portadores de diabetes. A missão teve o apoio de ferramentas eHealth da AxisMed, empresa da Telefônica Digital, que fez o monitoramento da condição de saúde dos montanheiros durante a expedição. A ação começou no dia 23 de outubro e terminou em 6 de novembro. Cada participante levou um kit constituído por um tablet e um glicosímetro, conectados a uma rede sem fio gerada por um terminal via satélite. A equipe de enfermeiros da AxisMed, que atua 24 horas por dia, 7 dias por semana, acompanhou a jornada a partir do centro de operações da empresa no Brasil, avaliando continuamente as condições clínicas, gerenciando a agenda dos pacientes e enviando mensagens com recomendações e alertas personalizados a cada obstáculo superado. “Foi uma iniciativa vitoriosa e que ajuda a mudar o olhar sobre a saúde. Com novos e bons hábitos, até mesmo portadores de doenças crônicas podem levar uma vida regular”, declara o Diretor Executivo, Fábio de Souza Abreu. Para os participantes, foi uma experiência inesquecível. “Queremos ser exemplo para todas as pessoas, diabéticas ou não, e mostrar que não precisamos desistir de nenhum sonho em função da doença”, destacou Tomas Boeira, de 20 anos, o primeiro a alcançar o objetivo. Outra participante, Letícia Socololoski, de 21 anos, afirmou ter encarado seu maior desafio na vida até o momento. “Minhas glicoses estiveram com índices perfeitos”. Seu sonho é ser a primeira mulher diabética a subir até o topo do Everest. Para Rodrigo Ferreira, de 31 anos, algumas das dificuldades foram monitorar as glicemias, o estresse físico, a saudade de casa e a adaptação ao idioma e à cultura. Já segundo Viviane Silva, de 26: “Cada passo foi dado com garra, força de vontade e superação, para poder ser exemplo de vitória e incentivar outros diabéticos a não ter restrição à atividade física”.

www.diabeticoseneleverest.com

ROTINA

Etiquetas e pulseiras de identificação coloridas auxiliam dia a dia hospitalar

Sandra Garcia, Gerente de Produto e Desenvolvimento de Negócios - Vertical Saúde da Epson

Com uma área voltada à Saúde, a Epson do Brasil tem expertise em soluções para impressão, a começar pela sua tradicional impressora matricial, estando presente em diversos hospitais e clínicas. Mas, para se manter no mercado, é necessário inovar e, por isso, a empresa tem investido fortemente em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos nesse segmento. “A Saúde no Brasil ainda tem muito potencial de investimento na área de Tecnologia da Informação”, declara Sandra Garcia, Gerente de Produto e Desenvolvimento de Negócios – Vertical Saúde. Para o setor, a Epson oferece um produto diferenciado: a TM-C3400, que imprime etiquetas e pulseiras de identificação coloridas e é indicada para as mais diversas aplicações. Em um hospital, por exemplo, pode-se imprimir a pulseira de identificação da mãe e do bebê na maternidade com foto, utilizando a identificação através de cores para códigos de riscos e emergência. Como é uma impressora também de etiquetas, permite utilizar cores para diferentes medicamentos. “Hoje o processo mais utilizado é a impressão em preto e branco, o que gera maior risco de erro humano no manuseio de medicamentos. O uso da cor facilita a rápida identificação visual, além do controle através de códigos de barras ou QR Code. Segundo Sandra, os produtos da Epson são amigáveis ao usuário e não requerem treinamentos extensos. “Ao fecharmos um projeto, há um especialista em cada segmento que verifica a necessidade de acompanhamento da equipe. A aceitação é sempre muito positiva, uma vez que facilita o dia a dia e substitui tecnologias antigas”, conta.

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Tecnologia

Experiência mostra que Google Glass tem grande potencial para uso em cirurgias Apesar de ainda estar em testes e só ser lançado em 2014, o Google Glass – acessório em forma de óculos que possibilita a interação dos usuários com diversos conteúdos em realidade aumentada – já faz parte de diversos projetos na área da Saúde. Graças à parceria entre a Onoffre Consulting, consultoria especializada em mobile, wearable devices e tecnologias de vanguarda, e o Instituto Lubeck, entidade de ensino e pesquisa de cirurgias laparoscópicas, aconteceu em outubro a primeira cirurgia no Brasil com auxílio da ferramenta. Dr. Miguel Pedroso, Coordenador do Instituto Lubeck, utilizou o Google Glass com dois objetivos: assistir a vídeos de orientação do procedimento cirúrgico que estava realizando, comandados por voz, e transmitir e receber orientações de um médico à distância, através de um Hangout. A colectomia direita, um complexo procedimento de retirada parcial do cólon, ocorreu no Hospital São Camilo, em Salto, interior de São Paulo. A cirurgia faz parte do programa de treinamento ColoLap, que visa ensinar novas técnicas em cirurgias colorretais laparoscópicas. O curso é composto de aulas práticas, teóricas e materiais didáticos em vídeo (VideoAtlas), que mostram passo a passo a realização de uma laparoscopia colorretal. O instituto ainda provê tutoriais durante a realização das primeiras cirurgias feitas pelos alunos do curso. Segundo os envolvidos, o resultado da experiência não poderia ter sido mais satisfatório, pois assistir aos vídeos é muito útil nos casos em que o cirurgião ainda não está familiarizado com as técnicas e os procedimentos cirúrgicos. “Ter o material em vídeo facilmente acessível por comandos de voz traz segurança para os médicos na hora da operação”, comenta o Dr. Pedroso. A utilização do sistema de Hangouts para tutoriais à distância também se provou muito eficiente. “Com ele, até sete médicos podem fornecer orientações em tempo

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Alunos acompanharam a cirurgia remotamente

Dr. Miguel Pedroso, do Instituto Lubeck, realizou uma colectomia direita

real ao cirurgião que está realizando a operação. O Google Glass é particularmente interessante nesse sistema, pois os orientadores podem ter o ponto de vista de quem está operando”, diz Ricardo Longo, Diretor da Onoffre. O Hangout da cirurgia foi feito entre os médicos Miguel Pedroso, que estava operando, e Mauro Pinho, que orientava a cirurgia em outro local, cercado de alunos do curso. O vídeo da experiência está disponível no link: goo.gl/SEy44k.

Mais estudos A Royal Philips e a Accenture estão pesquisando formas de melhorar a eficácia e a eficiência de procedimentos cirúrgicos através do Google Glass conectado à Philips IntelliVue Solutions, mostrando como um médico pode simultaneamente monitorar os sinais vitais de um paciente e reagir aos avanços do procedimento cirúrgico remotamente. “Essa pesquisa explora como os médicos podem alcançar um melhor acesso à informação certa, no momento certo, para que possam se concentrar no atendimento de forma mais eficiente e eficaz”, diz Michael Mancuso, CEO de Informática Clínica e Cuidado com o Paciente da Philips Healthcare. Para explorar o uso potencial do Google Glass em ambientes clínicos, os pesquisadores da empresa desenvolveram o Digital Accelerator Lab, uma plataforma de inovação intersetorial com laboratórios sediados na Holanda e na Índia e a colaboração de pesquisadores da Accenture Technology. O objetivo foi criar a primeira prova de conceito para o Google Glass e a Philips IntelliVue Solutions e, em seguida, começar a explorar oportunidades adicionais para integrar o Google Glass continuamente às soluções de saúde da Philips. Além da possibilidade de operar em um ambiente sem o uso das mãos, o grupo de pesquisadores explora formas de melhorar a mobilidade de um médico, possibilitando a transferência contínua de informações do paciente durante sua atividade. Vídeo disponível no endereço: goo.gl/9tQG9v.

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Entidades

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Interoperabilidade é o grande desafio da Continua Health Alliance Desde a Feira + Fórum Hospitalar 2013, o capítulo brasileiro da Continua Health Alliance vem lutando pela interoperabilidade e padronização das soluções ofertadas no Brasil e na América Latina, o que vai permitir que um aparelho fabricado no país se conecte com qualquer sistema que utilize o protocolo Continua. O objetivo da coalizão sem fins lucrativos, que reúne no mundo todo 280 empresas voltadas para o desenvolvimento da saúde, é atuar junto aos órgãos governamentais e instituições para que isso aconteça o mais rápido possível, estimulando o desenvolvimento da política e de fóruns técnicos voltados à promoção de soluções pessoais e corporativas dentro do segmento. Com membros como IBM, Intel, Oracle, Panasonic, Samsung e Sony, entre outros, a organização fechou parceria recentemente com a ASAP - Aliança para Saúde Populacional, associação sem fins econômicos que, a exemplo da CCA – Care Continuum Alliance, de comprovado sucesso nos Estados Unidos, reúne um grupo seleto de empresas do setor de saúde privado. “Continuamos empenhados em mapear os cenários e a encontrar os interlocutores que possam fazer diferença no sentido de adotar as melhores ferramentas tecnológicas para transformar o atendimento privado da saúde no Brasil”, afirma Luiz Tizatto, Presidente da Continua Health Alliance Brasil. Na prática, a entidade atua reunindo as empresas e o conhecimento necessário para que os sistemas possam trabalhar em conjunto e se baseiem em padrões da indústria global para a interoperabilidade, de forma a agilizar a implantação de dispositivos pessoais de saúde que irão melhorar consideravelmente a gestão, os resultados clínicos e a qualidade de vida. Tizatto lembra que no âmbito nacional as barreiras são inúmeras, visto que os sistemas não conversam com os equipamentos ou dispositivos médicos, além de apresentarem alto custo tecnológico. Esse é o grande desafio para a Continua que, através do ganho de escala, pretende mostrar que é possível reduzir custos, até mesmo no SUS. “O uso de programas de monitoramento remoto de pacientes reduz os custos assistenciais, principalmente hospitalares, pois uma pessoa que é monitorada remotamente e constantemente apresenta um número de descompensações clínicas, como infarto, AVC, entre outras, é até 50% menor Luiz Tizatto, Presidente da que aquela que é não Continua Health Alliance Brasil monitorada”, explica. www.continuaalliance.org

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Associação pretende integrar centros de pesquisa do mundo todo Liderados pelo professor Greg Koski, da Escola de Medicina de Harvard, um grupo de especialistas se uniu para criar uma associação global em prol da pesquisa clínica. A ideia é desenvolver regras e melhorar a qualidade e a proteção aos pacientes numa escala global. Para viabilizar a iniciativa, o projeto chamado ACRES (sigla em inglês para Aliança para Excelência e Segurança em Dr. Greg Koski, Pesquisa Clínica) vai utilizar a Presidente da ACRES plataforma de tecnologia ViS, desenvolvida pelo médico brasileiro Fábio Thiers, PhD pela divisão de Ciências da Saúde & Tecnologia de Harvard e do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts). Criado em 2010, o ViS, uma plataforma de “feasibility” on-line para pesquisa clínica, funciona também como uma rede social que integra mais de 400 mil centros de pesquisa em todo o mundo. A parceria com a ACRES permite não só que os centros ganhem visibilidade, mas também façam parte de uma rede de colaboração global. O objetivo é formar uma associação para centros de alta performance, parte de um sistema mundial aberto para pesquisa clínica, projetada para melhorar a segurança, a qualidade e a eficiência operacional dos estudos de novos medicamentos. “A visão da ACRES é a de trabalhar em colaboração com as partes interessadas para construir uma plataforma de tecnologia da informação compartilhada para a investigação clínica, garantindo a interoperabilidade e troca de dados, salvaguardando a privacidade e a segurança. Mais do que um portal, esta interface permite que os centros compartilhem as suas capacidades e se envolvam. Embora seja apenas o primeiro passo de uma longa estrada, é um marco extremamente importante”, declara o Presidente da ACRES, Dr. Koski. Segundo o Dr. Thiers, a rede fornece a base para que as empresas realizem pesquisas clínicas de maneira mais eficiente e sustentável, resultando em um acesso mais rápido do paciente a tratamentos médicos melhores e mais seguros. www.visresearch.com/registration/acres

A visão da ACRES é a de trabalhar em colaboração com as partes interessadas para construir uma plataforma de tecnologia da informação compartilhada para a investigação clínica

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Mobilidade

Aplicativo facilita a comunicação de profissionais da saúde com surdos Até bem pouco tempo atrás, acreditava-se que os surdos também eram mudos. Mas era um grande erro. Em sua maioria, eles contam com laringe funcional e aparelho vocal capaz de emitir sons, o que lhes permite desenvolver a fala, sem problemas. Porém, como não ouvem, este processo fica obviamente mais difícil. E é aqui que entra a terapia fonoaudiológica, responsável pela formação dos chamados surdos oralizados. Daniel Kruschewsky Margotto, de 25 anos, nasceu surdo e, desde os primeiros anos de vida, frequenta sessões de fonoaudiologia. Ele é quase 100% oralizado e, graças a um implante, já consegue escutar com o ouvido direito. No esquerdo, utiliza um aparelho de surdez. Bilíngue, com fluência em Português e na Língua Brasileira de Sinais (Libras), até hoje Margotto faz terapia fonoaudilógica para aperfeiçoar a pronúncia. Como suporte ao trabalho realizado no consultório, ele tem usado o aplicativo ProDeaf Móvel, que traduz a fala e a escrita em Português para Libras a partir de gestos executados por um personagem na tela do celular ou tablet. “Eu utilizo o ProDeaf para treinar a minha voz e tentar pronunciar as palavras da forma mais correta possível”, conta. Com a solução, Margotto pode melhorar a prática da língua de sinais e perceber facilmente que termos em Português têm de ser mais trabalhados para que ele chegue à dicção correta. “O aplicativo é muito interessante porque permite a comunicação viável e rápida entre a pessoa surda e a ouvinte”, elogia. Especializada em problemas de ouvido, a Otorrinolaringologista e Otoneurologista Rita de Cássia Cassou Guimarães, de Curitiba, PR, lembra que a deficiência auditiva é uma das mais comuns entre a população brasileira. “A criação de aplicativos como o ProDeaf Móvel torna a tecnologia uma grande aliada na comunicação. Existem não ouvintes que não querem participar do “mundo” dos ouvintes e se comunicam exclusivamente pela Libras. Porém, muitos ouvintes não conhecem a língua de sinais e o aplicativo pode ser uma boa solução para se comunicarem”, expõe. Segundo Sylvia Lia Grespan Neves, Professora de Libras da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, ainda há uma grande dificuldade para os não ouvintes no Brasil, principalmente pela falta de preparo de profissionais dos serviços básicos, que desconhecem totalmente a língua de sinais. “Nós, os surdos, percebemos que há uma carência de pessoas bilíngues

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e é importante que as empresas disponibilizem intérpretes”, afirma. Para Guadalupe Marcondes de Moura, docente do curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a prática da Libras não é incompatível com o desenvolvimento da oralidade e pode até facilitar o processo de compreensão de um segundo idioma - como o Português escrito, por exemplo. “Trabalhamos em uma proposta bilíngue, pois nossos pacientes têm o direito de usar a língua de sinais e a língua portuguesa escrita, bem como podem usufruir de tecnologias existentes para desenvolver a fala”, recomenda.

Projeto premiado será apresentado no MIT

Em 2013, o ProDeaf recebeu o Prêmio Anuário Tele.Síntese de Inovação em Comunicações. A empresa foi vencedora na categoria “Desenvolvedores de Aplicações e Conteúdo”. No mesmo período, a companhia também foi vice-campeã do concurso Web´s Got Talent, realizado durante a 5ª edição da Web W3C Brasil, a maior conferência sobre a internet no país. Além da homenagem, o segundo lugar do concurso rendeu ao ProDeaf o convite para apresentar o aplicativo na sede do W3C, instalada no Massachusetts Institute of Technology (MIT), em Cambridge (EUA), em 2014. Na oportunidade, João Paulo Oliveira, CEO do ProDeaf, apresentará a tecnologia, explicando os benefícios que o aplicativo pode trazer à web e a importância de garantir o acesso de usuários surdos aos conteúdos on-line. Sob a proposta de humanizar a comunicação entre surdos e ouvintes através da tecnologia, o ProDeaf vem trabalhando na criação de um padrão para tornar a web acessível a todas as línguas de sinais. Por isso, a visita ao MIT ganha ainda mais importância. “Teremos a oportunidade de apresentar nosso padrão ao W3C, que é o consórcio responsável por estabelecer padrões e divulgar a internet”, celebra Oliveira.

Versões gratuitas O ProDeaf Móvel, disponível gratuitamente para smartphones e tablets (Android, iOS e Windows Phone 8), já registrou mais de 100 mil downloads desde seu lançamento, em abril de 2013. O projeto, que impulsionou a criação da companhia pernambucana ProDeaf, é fruto de um investimento de R$ 500 mil, feito com financiamento do Sebrae e do CNPQ. Seu desenvolvimento levou dois anos e contou com a participação de 12 profissionais, incluindo intérpretes, designers, linguistas e programadores, além de colaboradores surdos das empresas do Grupo Bradesco Seguros - instituição que subsidia o projeto e viabiliza a distribuição gratuita do aplicativo. No início de setembro, o ProDeaf Móvel (prodeaf.net/instalar) chegou à versão 2.0, com melhorias em sua interface, adição de novas palavras ao dicionário e ganhos de desempenho. Em outubro, foi lançado o ProDeaf Web (web.prodeaf.net), versão que pode ser usada através do Facebook para traduzir textos em Português para Libras.

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Health 2.0 América Latina apresenta inovações tecnológicas para o setor

Nos dias 6 e 7 de dezembro, o Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, SP, sediou a conferência Health 2.0, uma das principais marcas de eventos em tecnologias em saúde e qualidade de vida no mundo, presente em mais de 25 países. A edição na América Latina já figurou entre as maiores, contando com mais de 600 participantes. Entre os seus principais diferenciais estão as apresentações das chamadas startups, pequenas e inovadoras empresas de tecnologia que fazem apresentações de cinco minutos sobre suas soluções. O evento contou com a presença do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na abertura, e palestrantes como o Diretor Global de Saúde da Intel, Rick Cnossen, o Diretor Global de Inovação da Johnson&Johnson, Diego Miralles, o Diretor do fundo IBM Venture Capital, Martin Kelly, a Diretora de Saúde Digital da Telefônica, Katia Galvane, e outros, totalizando 72 speakers nos dois dias. Estiveram presentes visitantes de diversas partes do mundo, principalmente dos Estados Unidos, Argentina, Chile e nações europeias. Alguns destaques foram o robô NAO, utilizado para cuidado de idosos e crianças autistas, e a presença do Dr. Miguel Pedroso, primeiro cirurgião do país a realizar cirurgias e ensinar profissionais à distância utilizando o visor Google Glass. Vários aplicativos de controles de doenças crônicas, redes sociais para pacientes e para médicos e portais de informação de saúde também chamaram a atenção do público. “A tecnologia tem o potencial de levar melhores informações de saúde à população, organizando o tratamento de doenças crônicas como diabetes e hipertensão, gerando economia para a saúde como um todo através de sistemas de informação para hospitais e clínicas e aprimorando a comunicação entre profissionais da saúde e pacientes. Se pensarmos que, em termos de tecnologia, a América Latina tem mais usuários no Facebook que os Estados Unidos, podemos fazer muito por aqui para melhorar a vida das pessoas”, declarou Vitor Asseituno, médico e principal responsável pelo evento na América Latina.

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Nutes UFPR inicia atividades no Telessaúde do Paraná Foi lançado no dia 9 de dezembro o Núcleo Universitário de Telessaúde da Universidade Federal do Paraná (Nutes UFPR), ação conjunta da Secretaria de Estado de Saúde (SESA) com as universidades estaduais de Londrina, Cascavel, Maringá e a Universidade Federal do Paraná. O objetivo é inserir o Paraná no “Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes”, que visa uma ação nacional em busca de melhorar a qualidade do atendimento e da atenção básica no Sistema Único de Saúde (SUS), integrando ensino e serviço por meio de ferramentas de tecnologias da informação. O Hospital de Clínicas da UFPR realizou em novembro o primeiro treinamento de equipes para operacionalizar o Telessaúde no Paraná. Foram capacitados 300 profissionais de saúde ligados à atenção básica (postos de saúde) por agentes do Telessaúde Rio Grande do Sul, parceiros de implantação no estado.  O Telessaúde consiste em teleconsultas pela internet em que profissionais de outras cidades entram em contato com o HC para discutir casos de pacientes com especialistas via teleconferência ou outros serviços oferecidos pelo programa. Dessa forma, pretende-se melhorar a qualidade do atendimento, racionalizar custos e tempo de deslocamento, uma vez que, por meio de uma orientação especializada, o médico da Unidade de Saúde pode prosseguir o tratamento do paciente sem a necessidade de encaminhá-lo para Curitiba, por exemplo. Esse programa também tem como intuito fixar profissionais nos locais de difícil acesso, pois terão apoio especializado, e também melhorar a agilidade no atendimento prestado. O Nutes UFPR tem a coordenação técnica de Valmir Antunes Pereira, coordenação médica de Luiz Fernando Oliveira Ribas, suporte técnico de TI de Rogério França Wolanski e  Bruno Ribeiro Sodré, e suporte administrativo de  Ana Flórida Bozza e Neusa Maria Viapiana. O telerregulador é o médico do HC e professor da UFPR Miguel Ibrahim Sobrinho.

Através de agentes do Telessaúde Rio Grande do Sul, o Hospital de Clínicas da UFPR capacitou 300 profissionais de saúde ligados à atenção básica para operacionalizar o núcleo no Paraná

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Em outubro, a Publimed Editora participou da Futurecom, o maior evento de tecnologia do Brasil, que acontece no Rio de Janeiro. Vanessa Borjuca, Diretora Administrativa, e Ronaldo Santos, Gerente de Negócios, aproveitaram a ocasião para divulgar o Caderno eHealth_Innovation, parte integrante da Revista Hospitais Brasil, que reúne as principais notícias e soluções do setor de Tecnologia da Informação e Comunicação em Saúde. Além disso, mostraram aos visitantes como baixar a versão interativa da revista em tablets ou smartphones, através do aplicativo gratuito disponível no Google Play e na APP Store.

TOTVS adquire Seventeen

Serviço de teleassistência

A TOTVS adquiriu 100% do capital social da Seventeen Tecnologia da Informação em Informática, desenvolvedora de soluções de gestão para o segmento de Saúde. A empresa conta com mais de 130 colaboradores localizados nas unidades de Caxias do Sul (RS), Joinville (SC) e Sorocaba (SP) e possui clientes de todos os portes, especialmente grandes operadoras de planos de saúde. “Com esse movimento, a TOTVS reforça sua estratégia de especialização, trazendo para o grupo uma empresa com profundo conhecimento do setor”, afirma Alexandre Dinkelmann, Vice-Presidente Executivo de Estratégia e Finanças. www.totvs.com l 0800-7098100

Chegou ao Brasil o TeleHelp, um serviço exclusivo que funciona através de um aparelho instalado na residência do usuário que, com um único toque, solicita auxílio no caso de emergência. Imediatamente, um profissional responderá ao chamado, já com a visualização da ficha cadastral completa do cliente e conversará com ele por meio do sistema viva-voz, para identificar e providenciar o tipo de ajuda necessária. Um botão de emergência pessoal, sem fio e à prova d’água, pode ser utilizado em forma de colar ou pulseira, em qualquer lugar em que a pessoa estiver. www.telehelp.com.br l (11) 3585-2000

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Marcando presença

Gestão online

Menos papel

O AvalDoc, que chegou ao mercado em 2012 oferecendo agendamento de consultas online, está ampliando sua atuação com o lançamento de um sistema de gestão na nuvem para consultórios e clínicas. O objetivo é facilitar a vida de médicos e pacientes, oferecendo uma solução que integra as funcionalidades do atendimento, prontuários, cadastro de pacientes, lembretes de consultas e administração total da clínica ou consultório. “Não adianta aumentar o número de pacientes se a clínica ou consultório tem um sistema de gestão fragilizado, e o AvalDoc oferece a ferramenta para corrigir essa ineficiência”, explica David Pares, fundador da empresa. www.avaldoc.com.br l (11) 3061-9444

Um dos grandes projetos da Lexmark na área de saúde é o Hospital Sustentável, que busca reduzir ou eliminar o trânsito de papéis dentro das instituições. Fazem parte da plataforma o Mobile Print, que permite solicitar a impressão a partir de um comando disparado por meio de qualquer dispositivo móvel; o Captura Única com Classificação Automática de Documentos, que direciona documentos digitalizados para locais específicos de tratamento; e o Captura Direcionada, que auxilia o usuário a capturar documentos obrigatórios de determinado processo por meio de um aplicativo instalado na multifuncional. www.lexmark.com l (11) 3046-6200

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Karina Zambrana Ascom/MS

Médicos recebem tablets do MS Os profissionais que atuam no Programa Mais Médicos receberam do Ministério da Saúde tablets para atuação profissional e para atividades desenvolvidas durante a especialização. O equipamento vai facilitar o acesso ao aplicativo Telessaúde Brasil, ao Portal Saúde Baseada em Evidências, a protocolos clínicos, cadernos de atenção básica e produções científicas.

NUTES-UFPE recebe homenagem O Núcleo de Telessaúde da Universidade Federal de Pernambuco - NUTES/UFPE foi homenageado por sua contribuição no desenvolvimento da telessaúde, recebendo o certificado de Melhores Práticas em Telessaúde na América Latina. “Estamos colhendo os frutos de dez anos de um trabalho feito com muito carinho e dedicação, enfrentando inúmeros obstáculos e desafios”, afirmou a Fundadora e Coordenadora do NUTES-UFPE, Magdala de Araújo Novaes.

Proteção ao recém-nascido via RFID

Novo Data Center O Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo, SP, inaugurou um novo Data Center que vai triplicar a capacidade de armazenamento de dados e possibilitará a redução de 70% do tempo na transição de telas do processo de evolução dos pacientes no Tasy, sistema de gestão utilizado. “A rapidez do processamento de informações no banco de dados aumentará 60%, e a do backup, 30%. O tempo de recuperação de dados poderá ser processado três vezes mais rápido do que anteriormente”, explica Denis da Costa Rodrigues, Gerente de TI do Hospital.

Livros on-line Recém-inaugurada em maternidade no Rio de Janeiro, a solução da bLive TI permite o monitoramento de bebês desde o nascimento até a alta do hospital através de um chip com a tecnologia RFID, que identifica sua localização, reduzindo os riscos de movimentação indevida. Com isso, o hospital tem o controle centralizado na maternidade e disponibiliza aos seus dirigentes a quantidade de nascimentos, relação de tempo de permanência no quarto x berçário e sua localização. www.blive-ti.com.br l (21) 3010-4708

Para agilizar e simplificar o acesso de médicos, residentes e estudantes de medicina a materiais atualizados e novidades da área, a holding educacional Grupo A lançou o portal Harrison Brasil (www.harrisonbrasil.com), que reúne todo o conteúdo de consagradas obras mundiais do setor. Uma delas é “Medicina Interna de Harrison” (Artmed, 2013) – que inspirou o nome do site e é considerada a mais respeitada referência da literatura médica mundial. Disponível também em smartphones e tablets, a ferramenta é atualizada continuamente e inclui imagens e vídeos explicativos.

Informação e educação

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O Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein está, definitivamente, na era da tecnologia. Em uma iniciativa conjunta com o Centro de Terapia Intensiva de Adultos, a entidade compartilhou durante o mês de novembro as experiências em Unidade de Terapia Intensiva do hospital com profissionais de saúde de todo o país, disseminando protocolos e tecnologias para unidades públicas por meio de web conferências (www.einstein.br/uticompartilhada). Além disso, o Instituto está oferecendo cursos de atualização por meio de ensino à distância, ou EaD. As aulas ocorrem no ambiente virtual de aprendizagem através de uma experiência próxima, interativa e colaborativa. Entre os primeiros temas disponíveis estão boas práticas no controle da infecção hospitalar e qualidade e segurança do paciente. Mais informações: www.einstein.br/Ensino/ead.

Acompanhe em todas as edições o Caderno eHealth_Innovation

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A NAVALHA DE OCCAN Líderes complexos e decisões complicadas Prof. Fabrizio Rosso Administrador Hospitalar, Mestre em Recursos Humanos, autor do livro “Gestão ou Indigestão de Pessoas”, Sócio e Diretor Executivo da Fator RH www.fatorrh.com.br l (11) 3864-1200

Outro dia, ministrando um curso de MBA em Brasília, ouvi de um gestor hospitalar uma frase que me fez ter o “insight” para escrever esse artigo gerencial: “Para que simplificar tudo? Se você simplifica demais, se torna desnecessário!!!” Nessas horas, além da fé (que nunca pode faltar) e uma dose extra de paciência (porque tolerância zero não ensina, pelo contrário, desqualifica), como educador é importante dar uns 10 passos para trás e ajudar de forma positiva esse gestor a caminhar pelo menos um ou dois passos à frente. Graças à minha profissão de Administrador Hospitalar e interface muito forte que tenho como Consultor de Gestão de Pessoas nesses últimos 20 anos, entrando e saindo de hospitais, a primeira atitude foi estabelecer uma pequena conexão interpessoal para acessar a CPU desse executivo, após esse discurso antiliderança. Na sequência, fiz uma breve “digressão” sobre um frade franciscano, William de Occam, do século XIV. Para quem nunca ouviu falar, este frade revolucionário criou um conceito muito interessante denominado “A navalha de Occan”, segundo o qual, para qualquer explicação, é necessário usar apenas aquilo que realmente é importante para a decisão, evitando multiplicar o número de suposições desnecessárias. O princípio é frequentemente designado pela expressão latina “Lex Parsimoniae” (Lei da Parcimônia), recomendando que se escolha a teoria explicativa que implique o menor número de premissas assumidas, pois defende que a natureza é, por si mesma, econômica, optando invariavelmente pelo caminho mais simples. E um gestor que insiste em aumentar sem limites o número de variáveis só gera confusão... Ou seja, resumindo e traduzindo, a partir da minha própria leitura gerencial: Se não for simples e útil, passe a navalha de Occan! Pare de complicar... Mas, infelizmente, o que falta ainda hoje (e às vezes de propósito) é a visão de liderança e ferramentas estratégicas de pessoas e equipes dentro do hospital, como por exemplo Gestão por Competências – melhor modelo no mercado para gerenciar pessoas e obter resultados de alta performance. E se as palavras parecem mera retórica, eu posso contar mais um “caso verdade” de um hospital no Estado de São Paulo que já pratica a avaliação de desempenho por competências em mais de 1.000 funcionários. Como o hospital é filantrópico, o Diretor mandou fazer tudo em papel, afinal, ter um sistema ou uma ferramenta de gestão custa muito caro. Ledo engano! O Gerente de RH, que também não tinha tanto poder/visão de negociação, acatou a ordem passivamente. O resultado: em agosto desse ano eles fizeram a avaliação de todos os colaboradores. Em outubro, fui lá dar um curso de liderança e ao perguntar sobre os resultados gerenciais, ouvi do Gerente RH que eles estão em uma força tarefa, tabulando em planilhas de Excel as avaliações feitas, e que até dezembro, se Deus ajudar, e antes do Natal, ele já terá uma prévia dos resultados organizacionais. A dúvida: Nesse ponto da história a gente ri ou chora? O mito: Um software de competências custa muito caro. Mentira! Existem sistemas à base de locação com valores próximos de um salário mínimo. O lema: Em terra de cego, quem tem um olho é rei... Para que descomplicar com uma ferramenta de gestão profissional – software – se eu posso deixar o RH maluco com as planilhinhas e, portanto, sob meu julgo? Nesse ponto, a frase do executivo do MBA de Porto Alegre e a Diretoria da instituição filantrópica desse último exemplo convergem. As duas, no entanto,

“ Lamentavelmente, alguns executivos hospitalares complicam e confundem por estratégia de simulação ou por pura falta de competência

precisariam urgentemente de uma bela Navalha de Occan... No fundo, ou eles complicam ou usam o discurso de que nunca têm dinheiro para confundir e manter toda a equipe cega, já que, com apenas um olho, eles continuam reis! Lamentavelmente, alguns executivos hospitalares pregam o paraíso, mas agem como se estivessem no inferno: complicam e confundem por estratégia de simulação ou por pura falta de competência. Esse tipo de gestor tem dias cada vez mais regressivos no contador histórico (só espero que o meu “aluno” lá do MBA consiga escapar de sua própria armadilha). E se você conhece alguém assim na sua empresa, uma dica: Pergunte se ele(a) conhece um frade inglês chamado Ockham e sua navalha. Como a resposta será, muito provavelmente, não, faça um discurso sobre o artigo que você acabou de ler e lhe ofereça uma cópia de presente... Não custa tentar. Vai que dá certo, né?

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Terapia Intensiva Caminhar em equipe oferece mais confiança aos pacientes

Quando se fala de paciente em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é sinal de que seu estado de saúde, além de grave, requer assistência especial e que estará impossibilitado de se movimentar durante o período de internação, certo? Nem sempre... A equipe multiprofissional do Hospital Márcio Cunha, de Ipatinga, MG, vem mudando essa percepção em diversos casos, a partir de um trabalho conjunto para aplicar, na prática, técnicas da Fisioterapia, como a mobilização precoce (cinesioterapia) e a retirada de pacientes críticos do leito mais rapidamente. Presente nas UTIs das Unidades I e II, essa postura já é adotada em diversos hospitais de referência no país. O paciente, logo no início da internação, passa por uma avaliação do fisioterapeuta, que mede seus níveis de força, consciência e independência. Constatada condições clínicas favoráveis e havendo liberação médica, começam os exercícios de movimentação de membros superiores e inferiores, que são realizados no paciente ainda no leito e são chamados de “mobilização precoce”. Com a evolução do paciente, inicia-se o processo de retirada do leito, que consiste em sentá-lo na cama ou na poltrona, depois colocá-lo em pé e até mesmo fazê-lo andar. “A equipe de Fisioterapia não faz isso com todos os pacientes, mas com aqueles que possuem um quadro cardiopulmonar e motor que permite tal prática”, explica um dos fisioterapeutas da equipe do HMC, Allan Patryck Bassotto Lino. “O uso de tubo orotraqueal, ventilação mecânica, bombas de infusão e sondas era visto como um grande limitador para mobilização e deambulação (caminhada). Hoje podemos dizer que este limitador foi superado. Caminhamos com pacientes nessas condições, o que representa um grande momento assistencial. Quando se dispõe de uma equipe com vontade de ver o paciente melhor, isto se torna um desafio fácil de superar”, completa. Um exemplo bem sucedido desse trabalho é Fernando de Carvalho Nazareth, de 52 anos. Durante a internação no HMC, por conta de uma lesão na perna, seu quadro se agravou e ele chegou a ficar por 11 dias na UTI, respirando com a ajuda de aparelhos. Porém, isso não impediu que a mobilização feita pela equipe o auxiliasse a se levantar da cama e, até mesmo, a andar pelos corredores da UTI, embora estando ainda sob ventilação mecânica. “A equipe me colocou para caminhar e foi muito bom.

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A equipe multiprofissional do Hospital Márcio Cunha realiza um trabalho conjunto para aplicar, na prática, técnicas da Fisioterapia

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Eu senti que dali pra frente ganhei mais confiança. Ficar só deitado, ligado em vários aparelhos, não é legal. O sentimento foi de vitória e alívio, principalmente por saber que tinha uma equipe de retaguarda muito boa. Se não fosse por eles, eu já era”, brinca. “Fiquei literalmente nas mãos deles. O agradecimento é tão grande que nem tenho como expressar.”

Benefícios notáveis

Ambas as práticas aplicadas na UTI do Hospital Márcio Cunha obedecem a critérios bem estabelecidos. Mas o resultado positivo desse trabalho só é possível graças ao empenho conjunto de toda a equipe multiprofissional. “Se não contássemos com a boa vontade de todos, esse trabalho não seria possível. Felizmente, a equipe entende os benefícios e auxilia com muita disposição”, afirma o enfermeiro supervisor da UTI, Alex Douglas Gonçalves. Já a médica responsável técnica, Thatiane Olivier Ticom, completa: “Quando você caminha sozinho, é difícil. Mas quando todos entendem a proposta, atuam de forma alinhada e mostram isso, fica muito melhor”. A cada dia que o paciente fica restrito ao leito, diminuem as fibras musculares, gerando perda da capacidade de se movimentar, aumentando a fraqueza. Por isso, a prática de mobilização precoce da Fisioterapia pode apresentar benefícios notáveis, tais como: • Redução de tempo de ventilação mecânica; • Em pacientes traqueostomizados, oferece a possibilidade de retirada da cânula para ventilação mecânica mais rapidamente; • Melhora da capacidade pulmonar; • Auxilia na profilaxia de complicações circulatórias, como a trombose; • Auxilia na profilaxia de úlcera de pressão, lesões nas costas decorrentes do longo tempo em que o paciente fica acamado; • Redução do tempo de permanência na UTI, diminuindo custos e aumentando o número de atendimentos. As UTIs do Hospital Márcio Cunha contam também com elevadores que auxiliam na transferência do paciente do leito para a poltrona.

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Divulgação Silvio Gabor

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Benefícios da cirurgia laparoscópica por portal único A cirurgia videolaparoscópica, ou simplesmente laparoscopia, é realizada rotineiramente no Brasil e no mundo há cerca de 25 anos. Trata-se de um procedimento cirúrgico minimamente invasivo, em que pequenos orifícios ou punções (portais) são feitos na parede do abdome, permitindo ao cirurgião a introdução de uma câmera e pinças especiais, bem como a realização de inúmeros tipos de procedimentos, sem necessidade de grandes cortes. “As cirurgias por videolaparoscopia permitem ao cirurgião uma visão mais detalhada de toda a parte interna do abdome, de forma muitas vezes mais segura do que as realizadas em cirurgias com grandes cortes. Estudos sobre o tema mostraram que nesse tipo de procedimento há vantagens para o paciente, como menor dor, menos complicações e menores alterações metabólicas, além da recuperação mais rápida”, explica o Cirurgião Geral Silvio Gabor. Apesar de ter se mostrado vantajosa, a laparoscopia permite a passagem de apenas uma pinça por punção, o que leva à necessidade de várias delas para a realização das cirurgias. O número, o local e o tamanho de cada uma dessas pequenas incisões variam de acordo com o procedimento que está sendo realizado. Pacientes com problemas de cicatrização, como queloides, por exemplo, podem ficar com marcas na pele, que mesmo pequenas, tendem a incomodá-lo. “A laparoscopia foi um grande passo no desenvolvimento das cirurgias de abdome. Hoje, quase todos os procedimentos cirúrgicos nesta região podem ser feitos através dessa técnica, exceto algumas cirurgias indicadas por trauma. Infelizmente, alguns fatores que independem da vontade do médico ou do paciente podem levar a cicatrizes grandes e de aparência desagradável, com comprometimento do aspecto estético final, o que desagrada a maioria dos pacientes”, constata o médico. Mais recentemente, vêm sendo desenvolvidos portais que permitem a passagem de várias pinças na mesma punção e, com isso, o cirurgião pode, com uma única cicatriz, realizar cirurgias que antes necessitavam de três, quatro ou até seis pequenos cortes. O local para sua introdução, normalmente, é dentro do umbigo, tornando o corte praticamente invisível, mesmo nos pacientes com tendência à formação de queloides. Essa variação da laparoscopia é conhecida como laparoscopia por portal único, ou single port. “Ela permite que a cicatriz seja escondida em local de difícil visualização. Não existem vantagens como menor dor ou recuperação mais rápida quando comparada com a laparoscopia multiportal, mas o aspecto estético é muito superior”, afirma Gabor. Por ser um procedimento relativamente recente, poucos profissionais estão habituados com essa técnica, que foi tema de palestra proferida pelo próprio cirurgião

Silvio Gabor, Cirurgião Geral

no II International Congress on Minimally Invasive and Robotic Surgery II Einstein – MD Anderson, evento realizado em outubro no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, SP. Para o médico, “é necessário a readaptação do cirurgião para a utilização da técnica por portal único com total segurança. Mudanças no posicionamento da equipe cirúrgica, manuseio das pinças já existentes e intimidade com as novidades que estão surgindo são indispensáveis para resultados mais adequados. Não podemos admitir o comprometimento da segurança do paciente para a melhoria do aspecto estético”, defende Gabor, que lidera uma equipe de cirurgiões brasileiros que já realizou mais de 70 procedimentos por single port, a maior experiência neste sentido no Brasil e a terceira maior no mundo. “Os avanços tecnológicos surgem de maneira extremamente rápida. Muitas vezes, fica difícil para um cirurgião ser treinado e habituar-se aos avanços de maneira tão ágil quanto eles aparecem. Com o objetivo de facilitar os procedimentos operatórios e obter melhoria de seus resultados, muitas vezes, os critérios mínimos de aprendizado e segurança são esquecidos. Somente com equipes atualizadas, com prática e habituadas a trazer inovações técnicas, podemos ter bons resultados estéticos sem comprometer os demais parâmetros de sucesso em cirurgias”, defende o profissional, que também é professor de Cirurgia na Faculdade de Medicina da UNISA.

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Boldrini recebe doação de equipamento O Centro Infantil Boldrini acaba de implantar o equipamento Retcam, com tecnologia de última geração para diagnóstico precoce e tratamento de várias doenças oculares, que captura imagens em alta definição digital do fundo do olho, permitindo documentar, de forma precisa, o estágio das doenças e acompanhar a evolução do paciente durante o tratamento. Avaliado em cerca de 85 mil dólares, o equipamento foi doado ao hospital pelo casal Stella e Antonio Carlos Coutinho Nogueira. “Ficamos muito satisfeitos em fazer a doação como uma forma de colaborar com o Boldrini, que merece ser ajudado pelo trabalho sério e qualificado que realiza”, comenta o empresário de Campinas. “O Retcam permitirá a troca de imagens entre centros com a mesma tecnologia, viabilizando a discussão de casos clínicos em tempo real por meio da telemedicina”, afirma a Oftalmologista do Boldrini Maristela Palazzi.

Mães e bebês de UTI celebram vitória nos tratamentos Crianças e adolescentes que permaneceram longos períodos em tratamento nas UTIs Neonatais do Hospital e Maternidade Santa Joana celebraram a vida na 2ª edição do Encontro de Mães e Bebês da UTI. Estiveram presentes cerca de 350 pessoas, entre pais, bebês e equipe da UTI Neonatal, na festa que aconteceu no buffet infantil Spasso Power, em São Paulo, SP. A internação prolongada gera muita tensão nas famílias, que acabam criando vínculos com médicos, enfermeiras e demais profissionais da maternidade, além de formarem uma espécie de comunidade com pais de outros bebês internados.

Unimed Rio: referência nacional em CME

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A Central de Material de Esterilização tem papel fundamental para garantir o controle de infecções, a ponto de ser foco de investimentos maciços dos melhores hospitais do mundo, inclusive no Brasil, como o recém-inaugurado Hospital UNIMED RIO. O novo hospital carioca não mediu esforços para se tornar referência ao adquirir os produtos para equipar sua CME, como as máquinas Termodesinfectoras 88 Turbo, Autoclaves HS6610 e acessórios do Grupo Getinge. “Os equipamentos são fáceis de manusear e com comandos seguros, características imprescindíveis para otimizar o tempo de trabalho e garantir a durabilidade, colaborando diretamente para atender muito mais pacientes e permitir a realização de mais cirurgias, pois conseguimos repor produtos esterilizados e limpos rapidamente, 24 horas por dia”, garante a Coordenadora do CME do hospital, Carla de Paula.

OSID estima aumento nas vendas do Panetone Irmã Dulce A Unidade de Panificação das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), de Salvador, BA, responsável pela produção e comercialização do Panetone Irmã Dulce, pretende aumentar em 25% a venda do produto para as regiões Sul e Sudeste, chegando a 50 mil unidades. Todos os recursos arrecadados são direcionados para a manutenção e continuidade dos serviços prestados pelo Centro Educacional Santo Antonio (CESA), um dos 15 núcleos das OSID. “Queremos propagar as vendas corporativas do panetone e esperamos que empresas de todo o Brasil participem e contribuam com a nossa iniciativa. O pão natalino, além de ser boa opção para compor as cestas de Natal para presentear funcionários e parceiros comerciais, também é sinônimo de caridade”, comenta Maria Rita Pontes, Superintendente das OSID.

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Pesquisas do IBCC são premiadas em Congresso de Oncologia

Projeto Viva a Cultura! leva arte para crianças hospitalizadas A AstraZeneca levou o projeto Viva a Cultura!, da Cia Trupe Cantes, ao A.C. Camargo Câncer Center, em São Paulo, SP, possibilitando que as crianças internadas e também as que passam por tratamento ambulatorial pudessem participar de oficinas e apresentações, com a proposta de oferecer momentos lúdicos durante o período de tratamento. Origami, bonecos, escultura de balões e artes, além da exibição de peça teatral ou teatro de bonecos, foram ações que aguçaram a imaginação e a criatividade das crianças. Os pequenos pacientes receberam livros infantis adquiridos pelos colaboradores da AstraZeneca, um kit de pintura, além de uma foto animada como recordação da visita. “Entendemos que o cuidado com a saúde vai muito além do acesso a medicamentos”, conclui Miguel Monzu, Diretor de Recursos Humanos e Comunicação da empresa.

O Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC) participou do XVIII Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica, realizado em Brasília, que trouxe à tona discussões sobre novos estudos para o tratamento do câncer. Entre as pesquisas de destaque, premiadas pelo Congresso, estão duas do IBCC realizadas em parceria com a Faculdade de Medicina do ABC. Uma delas, intitulada “Efeito do PC-18, extrato seco purificado de guaraná no tratamento de fadiga induzida pela Quimioterapia no câncer de mama”, foi escolhida como o melhor trabalho em Cuidados Paliativos. “A pesquisa traz informações importantes no entendimento do cansaço apresentado por mulheres que estão em Quimioterapia”, explica um dos responsáveis pelo estudo, o Oncologista Clínico Daniel Cubero. A segunda relaciona-se ao ensino em Oncologia e foi escolhida como o melhor trabalho do tema Políticas Públicas. “O estudo avalia a Síndrome de Estafa Profissional, distúrbio psíquico que causa depressão, esgotamento físico e mental intenso”, revela Cubero, também um dos autores desse estudo.

Hospital lança novo canal de comunicação O Hospital Leforte, de São Paulo, SP, acaba de lançar seu novo site (www.leforte.com.br), mais interativo, dinâmico e totalmente remodelado. Segundo o Diretor de Relacionamento, Dr. Marcelo Medeiros, o portal foi criado para estreitar a relação do hospital com seus pacientes e ampliar os serviços oferecidos com mais qualidade e agilidade. A arquitetura de informação foi muito bem elaborada e todas as funcionalidades são acessadas com apenas um clique, o que facilita a navegação intuitiva e também segmentada por pacientes ou profissionais da saúde. “O site reforça a intenção do hospital em oferecer mais funcionalidade. Temos certeza que esse canal nos aproximará dos nossos clientes, ajudando a manter um serviço de excelência”, conclui Dr. Marcelo.

Parceria promove gestão de qualidade

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Excelência no tratamento de cardiopatias em idosos A população idosa de Brasília já conta com um procedimento minimamente invasivo e uma equipe multidisciplinar de ponta para corrigir a estenose aórtica grave. Ao contrário dos procedimentos tradicionais, a cirurgia de válvula aórtica percutânea é realizada por meio de um cateter introduzido na artéria femoral, na região da virilha. É feita a dilatação da válvula original e a implantação da prótese valvular, sem necessidade de corte. “Por ser um procedimento menos invasivo, a possibilidade de complicações também é menor”, explica o cardiologista intervencionista do Hospital Santa Helena (HSH) Luciano de Moura Santos. “Atuando no campo cirúrgico, temos, além do cardiologista intervencionista, o cirurgião cardíaco, pois, mesmo sendo um procedimento percutâneo, entendemos como fundamental a presença desse especialista, caso seja necessária uma abordagem cirúrgica”, esclarece o especialista.

A ONA – Organização Nacional de Acreditação e a Fehoesp – Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo firmaram parceria inédita com o objetivo de promover a acreditação entre as clínicas e os ambulatórios de saúde ligados aos sindicatos filiados à federação em todo o estado. Contando também com a parceria do Sindhosp, a iniciativa integra o Projeto Bússola, cujo objetivo é estimular a adoção da gestão e certificação da qualidade. “Nosso objetivo é mostrar que a Acreditação é importante mesmo em serviços menores e menos complexos, porque promove otimização de recursos, melhoria da gestão e dos resultados assistenciais. Isso reflete na percepção do cliente em relação à organização, tornando-se também um diferencial de mercado”, explica Maria Carolina Moreno, Assessora de Relações Institucionais da ONA.

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Hotsite sobre crianças desaparecidas com foco no público médico O Conselho Federal de Medicina lançou uma ferramenta que ajudará na busca por crianças desaparecidas no Brasil e em diversos países latino-americanos e de língua portuguesa. O hotsite “Médicos em resgate de crianças desaparecidas” permitirá o cadastramento e a busca dessas crianças, possibilitando a inserção de informações e fotos, compondo um grande banco de dados sobre o tema. O primeiro alvo dessa ferramenta é o médico, já que em algum momento toda criança passa pela avaliação de um desses profissionais. No entanto, qualquer pessoa poderá utilizar o serviço, disponível no endereço da internet: www.criancasdesaparecidas.org.

20 anos realizando transplantes de medula óssea Tripulantes de empresa aérea levam pequenos pacientes às nuvens No dia 12 de outubro, cerca de 50 crianças e adolescentes atendidos pela Casa Ronald McDonald ABC, de Santo André, SP, tiveram a oportunidade de voar. A atividade foi realizada por um grupo de funcionários da British Airways que promoveu o “Voo Crianças nas Nuvens”. Com aproximadamente uma hora de duração, o passeio aconteceu em uma aeronave jumbo 747-400, conduzida pelo capitão Maroun Nasr, que fez um voo panorâmico sobre São Paulo e Rio de Janeiro. A ação contou com apoio da tripulação e dos funcionários da companhia, que trabalharam como voluntários nesse dia, além de empresas parceiras que doaram combustível para o voo, quitutes para a recepção das crianças, camisetas, bonés, presentes, além de uma festa realizada em um buffet, em São Paulo. O projeto foi criado pelos próprios tripulantes da British Airways baseados no Brasil, com o intuito de proporcionar uma experiência inédita e inesquecível às crianças com câncer.

No último mês de outubro, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz comemorou 20 anos de experiência na realização de transplantes de medula óssea. O procedimento, feito na instituição pela primeira vez em 1993, é um tratamento curativo, de alta complexidade, indicado para alguns tumores e doenças hematológicas não malignas. Atualmente, o hospital está preparado para realizar tanto transplantes autólogos quanto alogênicos relacionados e, mais recentemente, não relacionados, que ocorrem entre doadores e receptores não aparentados. “Em meados de 2012, recebemos autorização federal para realizar este último tipo de transplante. Foi uma grande conquista, pois agora o hospital tem acesso aos registros de doadores e receptores de medula óssea do INCA. Participar deste grupo faz com que nossos pacientes possam se beneficiar de medulas ósseas compatíveis vindas de qualquer parte do mundo e, ainda, podemos auxiliar um receptor em qualquer lugar do planeta com nosso serviço”, afirma Dr. Celso Massumoto, Coordenador dos Transplantes de Medula Óssea do hospital.

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Clínica São Vicente amplia capacidade em Hemodinâmica A Clínica São Vicente, hospital referência no Rio de Janeiro, que completa 80 anos, está investindo na modernização de seu parque tecnológico, ampliando o serviço de Hemodinâmica através da aquisição de um novo equipamento, o Arts Zee Floor, da Siemens, o que o torna ainda mais moderno e aumenta sua capacidade de atendimento. Segundo o Dr. Sérgio Siqueira, Diretor Médico, o investimento faz parte da estratégia que vem sendo adotada pelo hospital, iniciada há dois anos. “Essa aquisição vai permitir ampliar o foco da Hemodinâmica que também passará a atender casos de alta complexidade. Assim vamos atingir áreas estratégicas e abrir o serviço para outros profissionais e equipes que possam fazer os seus procedimentos dentro da nossa instituição”, frisa o Dr. Sérgio.

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Ezye Moleda/Divulgação

Super-heróis emocionam pacientes e equipe médica Super-Homem e The Flash fizeram a limpeza da fachada do edifício do Hospital Infantil Sabará, em São Paulo, em homenagem ao Dia das Crianças. Pacientes internados, familiares, médicos e funcionários puderam ver, do lado de dentro, os super-heróis que limpavam os vidros do prédio e aproveitavam para brincar com as crianças internadas e interagir com as demais pessoas do hospital. “Foi gratificante saber que todos no hospital se divertiram com a ação, principalmente as crianças, que são o motivo principal dessa brincadeira. Até aquelas que estavam na UTI puderam ver os super-heróis, que emocionaram pacientes e funcionários”, conta Dr. José Luiz Setúbal, Presidente da Fundação José Luiz Egydio Setúbal, que tem como braço assistencial o Hospital Infantil Sabará. O pediatra trouxe a ideia para o Brasil quando soube que na Austrália e nos Estados Unidos dois grandes hospitais infantis realizaram esta ação e alegraram centenas de crianças. Ivo Gonçalves/PMPA

Inaugurado o Hospital da Criança e Maternidade de Rio Preto

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A Funfarme – Fundação Faculdade Regional de Medicina inaugurou o Hospital da Criança e Maternidade (HCM) de São José do Rio Preto, SP, com a presença do governador do Estado, Geraldo Alckmin, e o secretário de Estado da Saúde, David Uip. O HCM irá integrar um dos maiores complexos hospitalares de São Paulo, que reúne também o Hospital de Base de Rio Preto, o Ambulatório de Especialidades, o Instituto do Câncer, o Hemocentro de Rio Preto e a unidade do Instituto de Reabilitação Lucy Montoro, e inicia suas atividades já na condição de um dos mais modernos e bem estruturados hospitais do Brasil, com capacidade de realizar 4.000 atendimentos/­mês, em média. Com oito andares, 205 leitos, 171 médicos e residentes, além de mais de 500 funcionários, o hospital ocupa uma área de 18.000 m2 e recebeu investimentos da Secretaria de Saúde do Estado da ordem de R$ 70 milhões, sendo R$ 60 milhões destinados à construção e R$ 10 milhões aplicados na aquisição de equipamentos e mobiliário.

Candidatas ao “Mais Bela Gari” visitam Moinhos de Vento

A visita das 43 candidatas ao concurso “A Mais Bela Gari” ao Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, RS, reuniu um grupo animado de mulheres, que estiveram atentas aos ensinamentos passados durante a palestra da Coordenadora do Núcleo Mama Moinhos e Presidente Voluntária do Instituto da Mama do RS (Imama), a Médica Mastologista Maira Caleffi. Como parte das ações realizadas pelo hospital durante a campanha internacional “Outubro Rosa”, Maira, juntamente com o Superintendente Administrativo do hospital, José Paulinho Brand, recepcionou as candidatas com o objetivo de esclarecer a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. “Conto com vocês para serem multiplicadoras da saúde da mama na comunidade que estão inseridas. A doença tem cura e vocês devem exigir que os médicos examinem seus seios”, disse ela, convidando as garis para serem voluntárias do Imama e esclarecendo sobre as principais ações preventivas. A iniciativa do concurso foi do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) da cidade.

Restaurante virtual O Hospital das Clínicas da FMUSP, maior Complexo Hospitalar da América Latina, promoveu uma campanha para orientar o público sobre alimentação saudável, em 16 de outubro, data que se comemora o Dia Mundial da Alimentação. A Divisão de Nutrição e Dietética montou um restaurante virtual no Prédio dos Ambulatórios do HC, por onde circulam 10 mil pessoas por dia. Em quatro mesas, o público pôde montar pratos com alimentos fictícios, monitorados por uma equipe de nutricionistas. A ideia foi educar as pessoas sobre todas as refeições (café da manhã, almoço, jantar e lanches intermediários), de modo a manter o peso em um nível saudável ou até mesmo reduzi-lo, sem fazer restrições severas. Os participantes também receberam dicas do valor nutritivo dos principais grupos de alimentos, receitas para a elaboração de pratos rápidos e a cartilha do programa “Meu Prato Saudável”, desenvolvido pelo HC.

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Hospital de Osasco comemora 5º Aniversário O Hospital Nossa Senhora de Fátima, de Osasco, SP completou cinco anos em outubro e, de 2008 para cá, foram muitos investimentos, além de um trabalho incansável, dedicado e especializado. O Administrador, Dr. Ahmed Reda El Rayek, comenta que este momento é muito especial. “Estamos felizes por realizar um trabalho sério e competente. Estes cinco anos foram praticamente de investimentos em toda a estrutura do nosso hospital, que tem uma área de mais de 7.000 m2, em pleno coração de Osasco.” Para festejar o aniversário, foi criado um logotipo comemorativo que estampará as comunicações da empresa durante o novo ano. Também foram feitos brindes personalizados para os funcionários, médicos e equipes de enfermagem, para marcar este momento.

Cover da dupla Patati Patata alegra crianças internadas Dräger expande atuação Por conta dos ótimos resultados que a Dräger vem obtendo na região Norte/Nordeste, a empresa inaugurou uma nova filial em Salvador, BA. Voltada a todos os segmentos de atuação – Mineração, Óleo & Gás, Indústria, Bombeiros e Hospitais –, a unidade foi projetada para melhor atender os clientes da região, que agora poderão contar com especialistas de produtos, técnicos especializados, executivos de vendas e suporte ao cliente, totalizando 10 profissionais. www.draeger.com l (11) 4689-4900

Entidades promovem evento sobre BP em Saúde Promovido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Anvisa e ABIMO, aconteceu no dia 7 de novembro, no Auditório da FIESP, em São Paulo – SP, o seminário “Aspectos da Implantação de Boas Práticas em Produtos para Saúde”. O evento contou com a presença de representantes de associações industriais, fabricantes de equipamentos médicos e federações, além de universidades e institutos de tecnologia e pesquisa, que puderam conhecer um guia de auxílio para a implantação da certificação e também uma pesquisa sobre o impacto dessas normas na cadeia de produtos médicos e produtos para diagnóstico in vitro, além de participar de uma rodada de perguntas e respostas.

Adriano França e Cláudio de Carvalho Prado realizam shows cover da famosa dupla de palhaços Patati Patata em toda a região do Vale do Ribeira, e mesmo com a agenda cheia, os animados voluntários dedicaram um pouco de seu tempo às crianças internadas ou que acompanhavam os pais nas dependências do Hospital Regional Dr. Leopoldo Bevilacqua (HRLB/ CONSAÚDE), em Pariquera-Açu, SP. Além da apresentação do show, a dupla distribuiu presentes e tirou dezenas de fotos, animando não somente as crianças, mas também os adultos. Para Cláudio, o Patata: “Não tem nada que pague o sorriso de uma criança, ainda mais as que estão internadas num hospital e enfrentam com muita força essa situação. Queríamos levar um pouco de alegria a elas, mas, pelo jeito, os adultos também gostaram da visita.” Já para Adriano, o Patati, “fazer um trabalho voluntário é o mínimo que devíamos às crianças do Hospital Regional.”

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Piracicaba amplia em 38% repasse aos hospitais O prefeito de Piracicaba, Gabriel Ferrato, assinou a renovação dos contratos de prestação de serviços com os dois hospitais da cidade que atendem pelo SUS, entre eles a Santa Casa de Piracicaba, parceira na manutenção da rede pública de saúde. No total, serão repassados R$ 88,5 milhões pela Secretaria Municipal de Saúde, valor considerado histórico por representar aumento de 38,10% em relação ao valor gasto em 2012, que foi de R$ 64,08 milhões. A contratualização é anual e vem sendo negociada com o hospital desde o primeiro semestre deste ano. Os recursos serão utilizados na ampliação dos procedimentos de média e alta complexidades e no número de internações, aliviando a demanda do município e da região. Com a inclusão de leitos nos dois hospitais, as internações mensais saltarão de 1.450 para 1.730 – aumento de 19,3%. Os procedimentos mensais de média complexidade ambulatorial também terão aumento expressivo, passando dos atuais 12.261 para 15.079, o que representa aumento de 23%. Na foto, o prefeito Gabriel Ferrato, o Provedor e o Vice-provedor da Santa Casa, Adilson Zampieri, e João Orlando Pavão, durante a assinatura do termo de contratualização.

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O relacionamento entre as operadoras de planos de saúde e os prestadores de serviços

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Genésio Körbes Sócio da Korbes Consulting | MBA em Gestão Empresarial genesio@korbesconsulting.com

Preparando-me para proferir uma palestra no VIII Congresso Brasileiro de Auditoria em Sistemas de Saúde, em São Paulo, sobre o tema deste artigo, resolvi reler o extenso trabalho, a respeito do mesmo assunto, escrito pelo professor Alceu Alves da Silva em julho de 2003. Para ilustrar esta reflexão, reescrevo o que ele afirmou na época: “As operadoras de planos de saúde e os prestadores de serviços, têm desenvolvido uma relação excessivamente fundamental nos aspectos operacionais, sendo que, na visão do dia a dia, praticamente possuem posições antagônicas. No nível operacional, a profundidade e a extensão das diferenças dos propósitos criam uma grande barreira. São estruturas que chocam, que se conflituam em torno de objetivos e posicionamentos distintos. São escolas diferentes, culturas diferentes, estruturas criadas para exercer missões diferentes. São lógicas diferentes que, sem interferências, seguiram por caminhos divergentes, mas que precisam estar fortemente unidas num plano estratégico”. Atualíssimo, mas pasmem: isso foi escrito há mais de 10 anos e soa impressionantemente atual. É a mesma relação que se pratica hoje, o mesmo foco das discussões. Resultados concretos? Se houver, são muito pobres. O eixo do relacionamento entre as operadoras e os hospitais e demais instituições de assistência à saúde precisa estar centrado em estratégias convergentes, que alinhem atitudes, comportamentos, ações com foco na competitividade do setor, no seu crescimento e na sua perenidade como mercado, com alternativas concretas da entrega de serviços de qualidade, de resolutividade com custos controlados e aceitáveis. Parece-me que caberia à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) a atribuição de conduzir este processo, mediando e monitorando-o, fazendo jus a seu papel fundamental de reguladora do setor, e não pretendendo ser a legisladora do sistema. Enquanto os atores não estiverem sensíveis à necessidade de uma nova atitude, mais madura, profissional, propositiva e aliada ao despojo e coragem para fazer as mudanças necessárias, não esperem grandes transformações, pois desta forma elas jamais acontecerão. O conceito, a filosofia do sistema de saúde brasileiro precisa mudar, e esta renovação é premente, a começar pelo encerramento definitivo de uma discussão ideológica: a de que aqui temos um sistema público e um sistema privado de saúde. O sistema é único, o público exerce o seu papel, e o suplementar, que deveria ser complementar, dá conta do seu, ambos atuando de forma sinérgica e integrada em busca dos melhores resultados para todos os brasileiros. Esta deveria ser uma agenda positiva capitaneada pelo Ministério da Saúde com todas as lideranças do país. Nós precisamos mudar o conceito e o foco do que seja o Sistema de Saúde no Brasil. Pelo que pude vivenciar no Hospital Business 2013, realizado no Rio de Janeiro no final de outubro, este é um desejo manifestado por diversos profissionais que estiveram presentes, entre empresários de operadoras, diretores de hospitais, presidentes de entidades e médicos. Lembro-me de uma manifestação em particular: “Enquanto não houver uma aliança entre todos os atores, não vejo saídas”. Percebo que o mercado não trata com total transparência suas discussões, seus temas polêmicos ou suas diferenças. Não existe confiança real entre as partes. Informações existem, tanto operadoras como prestadores tem um sem número delas. O que não existe, ou não é mostrado, são indicadores. Pairam no ar sempre os mesmos argumentos: “não posso abrir meus números”, “não os tenho”, “não são precisos”. E por aí vai. Um exemplo concreto: a discussão, encampada pela ANS cinco anos atrás, sobre implantar um novo modelo de remuneração para prestadores de serviços.

Este debate é muito mais antigo, seguramente já se passam quinze anos desde que ele começou, em São Paulo. Contudo, até hoje não observamos avanços significativos e, pelo que se sabe, o processo está parado e sem muitas perspectivas de ser retomado. Este é um tema importante, mas de difícil implantação, pois as gestões dos prestadores de serviços, em sua grande maioria, ou são amadoras, ou precárias. Com exceção dos serviços certificados e os em processo de certificação, existem enormes dificuldades para se pensar num sistema de remuneração centrado em desempenho. Um sistema desses exige médicos totalmente alinhados com as estratégias do serviço, que sejam parte integrante do seu planejamento e que cumpram objetivos e metas determinados pela instituição e que sejam recompensados pelo seu engajamento e pela construção dos resultados. Muito ainda precisa ser feito e mudado para que se possa avançar num novo modelo de relações entre os atores deste complexo tabuleiro chamado Saúde. Que dirá de mudanças filosóficas, ideológicas e conceituais. Por outro lado, existem propostas e ações de diversas lideranças brasileiras do segmento de saúde suplementar dispostas a dar sua colaboração, a abrir um amplo e profundo debate para construir formas diferentes de relacionamento, novos modelos que resultem numa melhor assistência, com mais segurança e qualidade aos cidadãos que dela necessitam.

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PRODUTOS E SERVICOS

O medidor de pressão Visomat Handy IV, da Incoterm, tem como destaque a capacidade de detectar a pressão diferencial do paciente. Com braçadeira antialérgica e duplamente moldada, registra data, hora e indicação de arritmia cardíaca. Possui seis anos de garantia e sinalizador no visor, que facilita a classificação dos valores de medição, seguindo as normas da Organização Mundial de Saúde. www.incoterm.com.br l (51) 3245-7100

Da B.Braun, o sistema Space de infusão automatizada permite a organização nos leitos, com estações flexíveis e modulares (SpaceStation) e facilidade no transporte. Conta com alarmes visuais e sonoros e interface integrada para rápida visualização do status da terapia através de sistema de gerenciamento centralizado. Calcula dosagem com limites pré-estabelecidos e gerencia glicemia em pacientes críticos. Computadores, celulares ou tablets permitem a comunicação com o sistema, que armazena os dados na nuvem. www.bbraun.com.br l 0800 022-7286 Com painel digital iluminado, design moderno e membrana diferenciada, a autoclave Vitale, da Cristófoli, possui sensor que cruza as informações de pressão e temperatura, transferidas para os indicadores através de leds no painel, oferecendo maior precisão na leitura dos parâmetros. Realiza secagem com a porta entreaberta, tem sistema de rastreabilidade e câmera fabricada em alumínio anodizado e inox. Está disponível em duas versões, com capacidade para 12 e 21 litros. www.cristofoli.com l (44) 3518-3430 A Fujifilm apresenta o sistema para mamografia digital CAD (Detecção Assistida por Computador), desenvolvido para auxiliar na visualização de áreas específicas, como microcalcificações, nódulos, distorções de arquitetura e assimetrias. Analisa as informações disponíveis, apresentando hipóteses diagnósticas através de marcações sobrepostas às áreas suspeitas, além de processar, simultaneamente, múltiplas imagens. Proporciona melhoria no desempenho clínico de 90,6% para verdadeiro positivo e 2,5 % para falso positivo a cada quatro imagens. www.fujifilm-latinamerica.com/br l (11) 5091-4990 Fabricado em microfibra impermeável, o calçado de segurança Pró-Saúde 70T20, da Marluvas, é antibacteriano, lavável e biodegradável. Seguindo os requisitos da NR 32, é ideal para ser utilizado em ambientes com risco biológico e contato com resíduos nocivos à saúde. Com ranhuras especiais, seu design foi projetado para evitar o acúmulo de resíduos e a proliferação de bactérias, facilitando a higienização e a esterilização. Superflexível, tem solado com sistema de absorção de impacto. www.marluvas.com.br l (32) 3693-4000

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Com pés recuados, o carro maca da Móveis Andrade é revestido em material termoplástico de alta resistência com suporte para cilindro de oxigênio. Possui leito articulado, laminado radiotransparente de 10 mm para uso de intensificador de imagens de Raios-X, provido de gaveta localizada no dorso. Tem grades de abaixar e escamoteáveis e executa elevação, proclive e Trendelemburg através de duas colunas motorizadas, além de movimentos de dorso e joelho. Suporta pacientes de até 250 kg. www.andradehospitalar.com.br l (62) 3588-2646

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PRODUTOS E SERVICOS

A Tally Dascom 7206, distribuída pela Gomaq, imprime etiquetas com logotipos e códigos de barras, além de pulseiras para identificação de pacientes. Compacta, também oferece uma variedade de funcionalidades e opções. Com ela é possível realizar o controle de pacientes por meio de numerações acompanhadas pelo logo do centro médico. www.gomaq.com.br l (11) 2162-1000

A AOC está investindo em monitores profissionais (Digital Signage) para atender o canal B2B com displays para paineis informativos, telas instaladas isoladamente ou combinadas em video walls e integrações de mobilidade com o uso de tablets. A nova Série Q tem tela fina, painel LED nos tamanhos de 32” 42” ou 46”, duas entradas HDMI e duas USB que leem fotos, vídeos e músicas diretamente de dispositivos como pen drives, além de permitir o controle de conteúdo à distância. São ideais para utilização como display em salas de atendimento ou espera. www.aoc.com.br/MonitoresProfissionais l (11) 4003-2661 Fabricante de produtos para cama, mesa, banho e decoração, a Döhler oferece a linha Service Line para atender demandas específicas de personalização. Os tecidos hospitalares em metro integram os produtos mais procurados da linha. Ideais para a produção de campos, aventais, pijamas, camisolas e rouparias em geral, apresentam 100% de algodão na composição e gramatura diversificada. Nas toalhas de rosto e banho e também nos pisos para banheiro, a Döhler utiliza felpas com fios retorcidos, que minimizam as chances de desfiarem. www.dohler.com.br l (47) 3441-1700 Confeccionados em fibras naturais, com tecidos leves e confortáveis, os gorros autoclaváveis da Kota Fashion são sustentáveis e ecologicamente corretos, pois podem ser reutilizados diversas vezes, com segurança. Disponíveis em várias estampas, promovem conforto, não machucam ou marcam a pele e permitem ventilação. www.kotafashion.com.br l (11) 4777-9089

Eficientes, resistentes e com design inovador, os secadores por adsorção para purificação do ar comprimido, da Daltech, possuem colunas em alumínio extrudado, revestidas com material anticorrosivo. Possibilitam fácil acesso a todos os componentes pelo painel frontal removível e mínima manutenção (12.000 e 24.000 horas). O material adsorvente, acondicionado em cartuchos transparentes ecologicamente corretos e pressionado por molas, impede o atrito e permite a visão. Contam ainda com gestor condensado e de energia.

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www.daltech.com.br l (11) 3699-5551 A Rupestre é especializada em comunicação visual e sinalização para hospitais e empresas, elaborando desde o projeto até a montagem e instalação. A proposta é assimilar as necessidades de cada cliente, traduzindo e implantando as ferramentas da melhor forma nos ambientes. Painéis, placas magnéticas, adesivos, identificação de armários e equipamentos são exemplos de peças personalizadas com informação e design moderno que a empresa oferece em todo o território nacional. Voltados para centro cirúrgico, UTI, internação, farmácia, pronto-socorro e hotelaria, esses itens ajudam nas tarefas do dia a dia. www.rupestre.com.br l (11) 3871-1007

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CENTRO CIRÚRGICO GPS diminui o risco em cirurgia de tumor cerebral

O Icesp – Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, unidade ligada à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP, decidiu adotar um novo conceito cirúrgico que diminui o risco dos pacientes em tratamento de tumor cerebral, inédito no SUS – Sistema Único de Saúde. Batizado informalmente de “GPS cirúrgico”, o processo se constitui em uma microcirurgia funcional para ressecção do tumor, baseada no uso combinado de recursos ultramodernos de imagens e registro da atividade elétrica cerebral durante a cirurgia. As tecnologias, combinadas entre si, garantem o acesso a áreas críticas do cérebro, preservando suas funções e evitando que o paciente sofra algum tipo de sequela. O conceito traz para o sistema público brasileiro uma nova abordagem de cirurgias de tumores cerebrais. O procedimento é indicado para pacientes diagnosticados com tumores oriundos do próprio tecido cerebral, que se situam próximo aos locais “mais nobres” do cérebro, como as áreas visuais, de linguagem ou que comandam a movimentação do corpo. Segundo Guilherme Lepski, médico Neurocirurgião do Icesp, tumores nessas localizações não são tão raros. “É comum o médico se defrontar com o dilema de deixar restos tumorais para evitar sequelas neurológicas ou buscar maior ‘radicalidade cirúrgica’, assumindo o risco da perda de algumas funções cerebrais, como paralisias, perda de sensibilidade, perda visual ou dificuldade de linguagem”, afirma.

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O método permite o mapeamento de diversas funções cerebrais e acarreta mais segurança ao ato cirúrgico, possibilitando maior grau de retirada tumoral, sem prejuízo de funções cerebrais

Numa etapa anterior à cirurgia, funções cerebrais importantes são demonstradas por modernos métodos de imagem (neuroimagem funcional). Exemplos dessas técnicas são a Ressonância Magnética Funcional, realizada no InRad – Instituto de Radiologia da FMUSP, e a Tractografia Tridimensional, feita no Icesp. A primeira técnica permite a demonstração das áreas cerebrais envolvidas no planejamento do movimento, e a segunda permite uma reconstrução tridimensional das vias neurais que se projetam à medula espinhal, por exemplo. “As equipes de radiologia do InRad e do Icesp estão trabalhando para que estes recursos possam ser integrados às imagens pré-operatórias do paciente, utilizando um novo sistema computacional disponível no Icesp, que pode mostrar a relação do tumor com áreas funcionalmente críticas do cérebro”, explica Marcos Menezes, Diretor da Radiologia do Icesp. Monitoramento das funções neurológicas Uma das dificuldades técnicas em se abordar essas áreas ocorre pelo fato que, durante a anestesia geral, as principais funções cerebrais estão inativadas ou bloqueadas farmacologicamente. Para contornar essa dificuldade, uma das técnicas recentemente incorporadas no Icesp envolve a Monitorização Eletrofisiológica Intraoperatória, ou seja, o registro constante e em tempo real de diversas funções neurológicas. Esse método permite o mapeamento de diversas funções cerebrais e acarreta mais segurança ao ato cirúrgico, possibilitando ao cirurgião alcançar maior grau de retirada tumoral, sem prejuízo de funções cerebrais. Esse sistema guia o profissional durante a retirada do tumor, de maneira semelhante aos sistemas de navegação automotivos baseados em GPS, com a diferença que os sistemas de navegação neurocirúrgica se baseiam em raios infravermelhos. A nova técnica testada no Icesp permite a incorporação de imagens de funções cerebrais no ambiente de navegação cirúrgica. Esses recursos, quando somados à monitorização da atividade elétrica cerebral durante a cirurgia, maximizam a ressecção do tumor e minimizam a chance de sequelas. “Com isso, buscamos oferecer um maior tempo de sobrevida e melhor qualidade de vida a pacientes portadores de câncer neurológico”, finaliza Lepski.

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PROCEDIMENTO Como amenizar os efeitos da quimioterapia

Segundo a Organização Mundial da Saúde, até 2030, mais de 27 milhões de pessoas terão câncer, mas o tratamento está cada dia mais individualizado e com maiores chances de cura. “Oferecer atendimento integral e multiprofissional ao paciente oncológico e sua família, considerando os aspectos físicos, sociais e emocionais do ser humano, é de extrema importância para o sucesso do tratamento”, explica o Oncologista Clínico e Diretor do Instituto Paulista de Cancerologia, Dr. Hezio J. Fernandes Jr. A quimioterapia é um dos tratamentos contra o câncer mais conhecidos e também um dos mais temidos por pacientes e familiares. “O procedimento é um grande aliado na luta contra o câncer, mas a combinação de drogas pode provocar efeitos colaterais que mudam um pouco a vida do paciente. Porém esses sintomas temporários podem ser amenizados com a prescrição de alguns medicamentos, hoje bastante eficazes, e também com o acompanhamento de uma equipe multiprofissional, que consegue atender o paciente de acordo com suas individualidades”, completa Dr. Hezio. Os sintomas mais comuns do tratamento quimioterápico são náuseas, vômitos, diarreia, constipação, cansaço acentuado, boca seca ou com feridas, dor para engolir, ausência ou alteração de paladar e até mesmo febre. Por isso, o acompanhamento médico, nutricional, odontológico e psicológico é fundamental. De acordo com o médico, a quimioterapia pode interferir diretamente na ingestão alimentar e, por isso, uma orientação nutricional adequada é importante e pode fazer a diferença. “Um estudo recente mostrou o alívio de náuseas decorrentes da quimioterapia com o uso do gengibre, que pode ser consumido ralado na forma crua, utilizado em chás ou como tempero”, afirma a nutricionista do Instituto Paulista de Cancerologia, Djanine Tonial. A

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Bombas de infusão

Instituto Paulista de Cancerologia, unidade Alphaville

especialista recomenda ainda uma atenção especial para a hidratação. “A ingestão diária de pelo menos dois litros de água, água de coco, sucos naturais e chás são ótimas fontes de hidratação”, enfatiza. Outro cuidado necessário ao paciente em quimioterapia está voltado para a saúde bucal. “Uma consulta prévia com o dentista especializado em tratamento oncológico é fundamental para assegurar qualidade de vida e segurança durante o tratamento. Nessa consulta, avaliamos e orientamos sobre as possíveis reações adversas da quimioterapia. Medidas simples, como as de higiene, podem fazer a diferença entre o paciente apresentar ou não complicações”, comenta Romano Mancusi, Dentista Especializado em Estomatologia do Instituto Paulista de Cancerologia. Também bastante indicado e importante durante o tratamento, o acompanhamento psicológico oferece apoio emocional ao paciente e seus familiares no enfrentamento da doença. “Todo e qualquer diagnóstico do câncer é sempre acompanhado de uma carga emocional muito grande e o trabalho da psicologia é fundamental neste processo, tanto para o paciente quanto para a família”, avalia Vera Bifulco, Psico-Oncologista do Instituto.

Em casa

Numa iniciativa inédita no Brasil, encontra-se em fase de teste no setor de Oncologia do Hospital de Clínicas da USP de Ribeirão Preto, SP, um método que vem ajudando doentes com câncer no intestino grosso a realizar quimioterapia domiciliar. O portador da doença tem acesso a uma bomba que permite que a infusão seja realizada no seu próprio domicílio e que pode ser carregada na cintura, garantindo mais autonomia para o paciente e seus familiares. O equipamento melhora a qualidade de vida, uma vez que não é necessária internação para a realização de quimioterapia e, além disso, proporciona uma redução de até 30% dos gastos, o que permite a realocação desses valores e a liberação de leitos para outras necessidades. O teste está sendo orientado também pela AzimuteMed, empresa especializada em soluções customizadas para a área da saúde. “Durante a infusão domiciliar, nossa enfermeira acompanha de perto o paciente, zelando pela correta infusão do medicamento. Além da comodidade de poder se tratar em casa, o paciente tem à sua disposição o atendimento da nossa equipe de saúde para suportá-lo em casos de dúvidas ou problemas com a aplicação”, garante a Diretora Operacional da AzimuteMed, Luciana Lauretti. www.azimute.med.br

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Tratamento

Ajudando a prevenir linfedemas após a mastectomia O linfedema é uma condição clínica progressiva e crônica, de causas múltiplas, em que ocorre basicamente a destruição do sistema linfático. Apesar dos avanços nas técnicas cirúrgicas para os tratamentos utilizados no câncer de mama, o linfedema ainda aparece como uma complicação frequente. Sua incidência (que varia de 6% a 30%) e severidade dependem do tipo de técnica cirúrgica, bem como da utilização de terapias coadjuvantes, como a radioterapia. O linfedema pós-mastectomia, que é o acúmulo de líquido no membro superior, limita a função, causa dor, inchaço, desconforto estético e emocional, social e sexual para a mulher, levando-a, muitas vezes, à perda da autoestima e a quadros depressivos. Atualmente, a abordagem mais empregada para o tratamento é a terapia física complexa (TFC), também conhecida como terapia descongestiva complexa. Durante o mês de outubro (Outubro Rosa) intensificaram-se as discussões sobre possíveis alternativas para melhorar a qualidade de vida das pacientes que passaram por mastectomia. O acúmulo de linfa, ou seja, um inchaço no membro que foi operado, faz com que ocorra o aumento do volume e do peso desse membro, causando limitações na execução dos movimentos do braço e, ainda, predispõe a mulher à infecção no local. Por ser irreversível, o linfedema acaba afetando a qualidade de vida e também altera as atividades diárias das mulheres. Há muito tempo vem sendo discutida a melhor forma de conduzir o tratamento do linfedema, pois uma vez que surge, não desaparece, mas, quando tratado adequadamente, obtém-se a redução das medidas e a melhora da funcionalidade do membro, facilitando as atividades. “Os tratamentos mais comuns e os mais conhecidos são a drenagem linfática manual, o enfaixamento compressivo, o uso de braçadeiras elásticas, além de orientação e exercícios diários. A drenagem linfática manual consiste em manobras rítmicas, constantes e suaves de forma a retirar a linfa que está acumulada no braço e conduzir para outra parte do corpo, onde o sistema linfático esteja intacto”, explica o Dr. José Luiz Cataldo, Cirurgião Vascular do Ambulatório de Linfedema da UNICAMP, SP. Segundo ele, a melhora do linfedema se deve ao comprometimento da paciente com o tratamento e

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Estudos mostram que a terapia da compressão é um tratamento eficaz para o linfedema do braço

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a escolha de um profissional médico que conheça esse tipo de problema de saúde, a fim de que seja diagnosticado na fase precoce, e que o tratamento possa evitar a progressão para as fases avançadas e limitantes dessa disfunção linfática. Estudos mostram que a terapia da compressão é um tratamento eficaz para o linfedema do braço. Essas descobertas sugerem que existe um maior risco do aumento do volume do braço em pacientes com linfedema no membro superior quando não estão usando produtos com compressão. Segundo Swedborg (1984), as roupas de compressão são eficazes para controle de linfedema no membro superior em longo prazo e para resultados eficazes de tratamento contra o câncer de mama. As braçadeiras de compressão são indicadas na prevenção do linfedema discreto, moderado e leve, que surge após a mastectomia, seguida ou não de radioterapia, e na prevenção da reincidência após a conclusão da terapia de descongestionamento. O modelo Advance, da Sigvaris, por exemplo, combina a tecnologia mais recente disponível na fabricação de malhas: o Sensinnov, única banda de silicone respirável e altamente aderente, e o Modal, que é bacteriostático e termorregulador. Disponível nas versões com ou sem polegar e nos tamanhos P, M e G, possui braçadeira medicinal de compressão graduada 20-30 mmHg, banda de silicone antideslizante e comprimentos normal e longo, nas cores natural clara e preta. A empresa já se tornou especialista em fabricar produtos de compressão graduada e é a maior produtora do mundo de meias de compressão, braçadeiras e tornozeleiras. Oferece uma ampla linha de produtos, com grande variedade de fios, cores, modelos e intervalos de compressão com a mais completa tabela de medidas do mercado, que foi desenvolvida especialmente para adequar seus produtos ao biotipo brasileiro.  Só a devida orientação médica pode auxiliar as pacientes na escolha do sistema mais adequado às suas necessidades, proporcionando alívio dos sintomas de forma mais rápida e segura. www.sigvaris.com.br

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por Luiza Mendonça

Artigo Terceira idade: estamos prontos para o envelhecimento da população? “Com a queda da taxa de natalidade, já que as mulheres estão tendo menos filhos, a maioria da nossa população será de pessoas com idade acima dos 60 anos. Assim, o sistema tradicional de cuidar – feito de maneira informal pela família, amigos e comunidade – vai precisar de adaptações, como o apoio de profissionais qualificados”. É o que aponta Eduardo Chvaicer, empresário da Right at Home no Brasil, especializada em cuidados aos idosos em domicílio. No Brasil, são mais de 200 mil profissionais que desempenham esta ocupação, mas, na contramão das tendências, a profissão “cuidador” ainda está em fase de regulamentação. “Seu papel é fundamental, principalmente porque ele acaba se tornando um amigo, um companheiro, já que muitas vezes o idoso fica sozinho”, explica. O texto completo está disponível no Portal, na seção “Artigos”.

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Blog Jurídico Sem Justiça, sem Saúde Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o único país com um Sistema Universal de Saúde no qual o gasto privado é maior do que o público, embora o número de usuários do sistema público continue superior ao privado. É com base nessa informação que a Consultora Jurídica Sandra Franco estrutura seu artigo. Muitos usuários do sistema privado buscam no público os tratamentos complexos, mais caros e não cobertos pelos planos de saúde. “Tal cenário pode justificar a crescente necessidade de ações judiciais para que os cidadãos alcancem o acesso integral (e universal) aos médicos, leitos e medicamentos, uma vez que os recursos não conseguem suprir a demanda”,

Livro Câncer - Uma visão multiprofissional

TÍTULO CLASSIFICADOS

do tratamento. A linguagem é clara e objetiva, permitindo a compreensão tanto dos profissionais da saúde quanto do público em geral. O intuito de uma nova edição foi atualizar informações, buscando atender cada vez mais as necessidades dos pacientes e também dos profissionais. Vera Anita Bifulco, Psico-Oncologista do Instituto Paulista de Cancerologia e Coordenadora da obra, explica que a nova versão possui temáticas e propostas tratadas de maneira profunda, minuciosa e científica.

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Escrita por especialistas do Instituto Paulista de Distribuidora de material elétrico, a Etil Cancerologia, a nova edição da obra foi ampliada desenvolve soluções exclusivas para clínicas e está disponível na versão e-book. Publicada e hospitais destacando a importância de uma pela Editora Manole, possui capítulos com temas iluminação inteligente, já que ambientes mais atuais e abrangentes, como oncogenética, câncer iluminados influenciam diretamente no beminfantil, farmácia em oncologia, onco-hematologia estar dos pacientes. Em infraestrutura. e cuidados paliativos. Cada autor discorre sobre o www.etil.com.br | (11) 3616-6666 câncer sob a sua ótica, entendendo, desmistificando e reforçando a qualidade de vida em todas as fases

explica. Para a consultora, em razão da estrutura viciada da gestão de dinheiro público, pela qual se aplicam mal os recursos existentes e se elegem políticas públicas equivocadas, não é pouco comum que”falte” dinheiro para a saúde, sendo evidente que os municípios, estados e Federação desenvolveram uma cultura de aguardar ordens judiciais para agir. Sandra acredita que nunca haverá recurso suficiente para o financiamento da saúde, seja no Brasil ou em qualquer parte do mundo, pois o aumento dos custos é constante e crescente. “Como cidadão bem informado, é possível afirmar que não há dinheiro para o Poder Executivo cumprir suas obrigações? Por ora, sem a Justiça não há a garantia do direito à Saúde”, finaliza. Para ler o post na íntegra, basta acessar a seção “Blogs” do site.

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DESINFECÇÃO

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A adoção do cobre antimicrobiano em edifícios hospitalares As propriedades bactericidas do cobre são amplamente reconhecidas internacionalmente. Estudos e artigos publicados demonstraram nitidamente que algumas das espécies mais tóxicas de bactérias, fungos e vírus não sobrevivem em contato com o cobre. Ou seja, o metal conhecido por sua grande aplicabilidade também detém uma excelente condição de antimicrobiana agindo, em poucos minutos, com eficácia, na eliminação ou inatividade de bactérias, fungos e vírus. Um fator crítico responsável pelas propriedades antimicrobianas do cobre é a habilidade em aceitar ou doar facilmente seus elétrons (ou seja, o metal tem uma alta oxidação catalítica e um alto potencial de redução). Essa propriedade química permite que os íons de cobre alterem as proteínas dentro das células dos micróbios para que as proteínas já não possam realizar suas funções normais. Os cientistas também observaram que o cobre é responsável por inibir o transporte eletrônico nas interações da parede celular, ligando o DNA e desordenando as estruturas helicoidais. O cobre antimicrobiano pode melhorar a qualidade de vida das populações. Vale citar dois diferentes tipos de bactérias que transmitem doenças muito comuns e que, através dele, podem ser evitadas: o Actinomucor elegans, que origina a sinusite; e o Tubercle bacillus, a tuberculose. Isto sem mencionar outras inúmeras infecções, que podem proliferar pelo simples contato nos ambientes hospitalares. Outra preocupação que relaciona os cuidados com a saúde e os edifícios modernos é a exposição a microorganismos tóxicos. Assim surge a grande necessidade de melhorar as condições higiênicas dos sistemas de ar condicionado, ventilação e aquecimento, os quais podem causar 60% das enfermidades nos edifícios. Um exemplo desse perigo: foi demonstrado que as palhetas constituídas de outros metais dos sistemas de ar condicionado, ventilação e calefação são fontes importantes de populações microbianas. Mais uma vez, o cobre antimicrobiano surge como a alternativa mais apropriada em substituição aos materiais biologicamente inertes nos tubos do trocador de calor, nas palhetas, nos filtros e nos ductos. O cobre apresenta-se como meio efetivo para controlar o aumento de bactérias e fungos que se desenvolvem nestes sistemas. Nos hospitais, por exemplo, que abrigam pessoas imunocomprometidas, a exposição a potentes microorganismos provenientes dos sistemas de ar condicionado, ventilação e calefação pode ser fatal, causando infecções severas e comprometendo o estado de saúde já debilitado dos pacientes. Diante de tantas evidências científicas, inúmeros países da América do Norte, do Sul e da Europa estabeleceram políticas e ações de incentivo ao uso deste metal nas

superfícies de contato de edifícios, sobretudo os que sediam os serviços de saúde, as clínicas e hospitais públicos e privados, para evitar a transmissão e a disseminação de um universo de bactérias. Embora os benefícios sejam muitos em todas as aplicações citadas, da comprovada eficácia do cobre antimicrobiano em eliminar, em até duas horas, bactérias presentes nas superfícies como corrimões, maçanetas, móveis e utensílios hospitalares, além de barras de aparelhos de fisioterapia, no Brasil ainda há uma enorme resistência na adoção do material. De forma conservadora, alguns profissionais da saúde, assim como dirigentes de hospitais, exigem comprovações absolutas da relação custo x benefício do cobre antimicrobiano, em substituição aos materiais tradicionalmente usados no mobiliário hospitalar e demais superfícies. A indústria de mobiliário hospitalar, por sua vez, resiste em propor novas linhas de produtos empregando o cobre, alegando não haver demanda consistente por parte dos hospitais. Embora o mercado potencial seja significativo, uma vez que as instituições de saúde brasileiras dos grandes centros vêm investindo em modernizações, no momento um círculo vicioso se estabelece: não haveria demanda por não existir oferta e não haveria oferta por não existir demanda. Outro argumento que já foi empregado é o custo do cobre, uma dificuldade inicial pelo valor agregado que o metal possui. Porém, já foi demonstrado que nestes casos o retorno sobre o investimento é muito rápido, levando em conta principalmente a redução de despesas decorrentes da minimização de índices de infecção hospitalar e de transmissão de doenças. Os valores que deixarão de ser investidos com essa redução são muito expressivos. Enfim, o Brasil de hoje, que demanda por urgente melhoria na qualidade da saúde da população, não pode dar-se ao luxo de ignorar a contundente eficácia da aplicação do cobre antimicrobiano na redução de moléstias. Existem mais de 300 ligas de cobre Antimicrobial já registradas na agência de proteção ambiental norte-americana (EPA), que contribuem sensivelmente para a drástica diminuição de proliferação de algumas enfermidades. O exemplo dos demais países deve inspirar a todos nós. Não podemos mais permanecer na contramão. Paulo Cezar Martins Pereira Gerente de Vendas e Marketing da Termomecanica

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ESTUDO

Materiais impulsionam custos de internação hospitalar A variação dos custos médico-hospitalares tem se apresentado sistematicamente maior que a inflação geral (IPCA-IBGE e IPC-FIPE) e do setor de saúde (IPC Saúde - FIPE). No entanto, esse fenômeno ocorre também em outros países, além do Brasil. Uma das razões é o fato de os custos que recaem sobre os planos de saúde não dependerem apenas da variação de preço dos itens de assistência à saúde, mas também da variação da frequência de utilização desses itens. Por exemplo, se um procedimento tem seu preço e sua frequência de utilização aumentados, a variação será bem maior do que se esse aumento tivesse ocorrido apenas no preço. Outra explicação para o aumento dos custos com saúde é a introdução de novas tecnologias, que podem gerar preços maiores e também maior frequência de utilização. O estudo teve como objetivo analisar a evolução do custo da internação – que considera frequência e preço – a partir da variação de custos de seus componentes. Para essas análises foram utilizadas as informações de prêmio de risco 4 de uma amostra de beneficiários de planos individuais ofertados por quatro operadoras de grande porte (medicina de grupo e seguradoras), que totalizam mais de 1 milhão de beneficiários. Os custos médios de internações pagas por planos de saúde individuais cresceram 53,7% entre 2008 e 2012. No mesmo período, a inflação acumulada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 24,3%. O levantamento inédito consta do estudo “Por que os custos com internação dos planos de saúde são os que mais crescem?”, realizado pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). “Esse novo estudo mostra, de forma inédita, que as internações tornaram-se um vetor de custos para o mercado de saúde suplementar, uma conta que é paga pelas operadoras de planos de saúde e, por extensão, pelos beneficiários dos planos”, analisa Luiz Augusto Carneiro, Superintendente-Executivo do IESS. O Instituto considerou, para chegar aos valores, o valor total de despesas do plano de saúde com internações de beneficiários dividido pelo número de beneficiários. Embora as diárias hospitalares, com alta de 68,8%, tenham sido a componente de maior expansão dos custos das internações, o item “materiais”, com elevação de 60,4% no período, é o principal propulsor do amplo aumento, de 53,7%. Além disso, conforme identificou o IESS, 23% dos gastos totais com internações, em 2012, destinaram-se ao pagamento de materiais, enquanto que as despesas com diárias representaram 14,1% dos pagamentos no ano. “No período analisado, os materiais registraram elevação

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O estudo mostra que as internações tornaram-se um vetor de custos para o mercado de saúde suplementar

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de custos quase duas vezes e meia acima do IPCA. É um item importante a ser enfrentado”, analisa Carneiro. Uma das principais causas para a escalada de custos dessa componente é a assimetria de informações, o que dificulta a comparação de preços no setor e compromete a competitividade entre os concorrentes de mercado. Outra despesa relevante é a de honorários médicos, que apresentou alta de 55,1%, no período, e correspondeu a 17,2% dos gastos com internações em 2012. Serviços de Apoio à Diagnose e Terapia (SADT), por exemplo, tomografia computadorizada ou hemodiálise, registraram alta de 17,4% no período, equivalendo a 5,1% dos gastos em 2012, item que contribuiu para que a variação dos custos de internação não fosse ainda maior. O levantamento constatou que o gasto médio de cada internação saltou de R$ 7,6 mil, em 2008, para R$ 11,8 mil, em 2012. Dessa maneira, o IESS estima que, em 2012, o valor total das internações pagas pelos planos de saúde, em todo o país, atingiu R$ 37,6 bilhões. A íntegra do estudo encontra-se no endereço goo.gl/ALTAZO Participação (%) no gasto total com internação (amostra IESS, 2012)

Variação do custo* (2008-2012)

% do aumento nominal do custo* de internação

Materiais

23,0%

60,4%

24,7%

Honorários Médicos

17,2%

55,1%

17,5%

Medicamentos

16,2%

59,4%

17,3%

Outros

15,0%

46,6%

13,6%

Diárias

14,1%

68,8%

16,4%

Taxas

9,5%

43,9%

8,3%

SADT

5,1%

17,4%

2,1%

Total

100,0%

53,7%

100,0%

Componentes

* Total de despesas do plano de saúde com internações de beneficiários dividido pelo número de beneficiários

Participação (%) no gasto total com internação (amostra IESS, 2012)

Gasto estimado com internação na Saúde Suplementar em 2012 (em R$ bilhões)

Materiais

23,0%

8,6

Honorários Médicos

17,2%

6,5

Medicamentos

16,2%

6,1

Outros

15,0%

5,6

Diárias

14,1%

5,3 3,6

Componentes

Taxas

9,5%

SADT

5,1%

1,9

Total

100,0%

37,6

Sobre o IESS

O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar é uma entidade sem fins lucrativos com o objetivo de promover e realizar estudos sobre saúde suplementar baseados em aspectos conceituais e técnicos que colaboram para a implementação de políticas e a introdução de melhores práticas. O instituto busca preparar o Brasil para enfrentar os desafios do financiamento à saúde, como também para aproveitar as imensas oportunidades e avanços no setor em benefício de todos que colaboram com a promoção da saúde e de todos os cidadãos.

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INOVAÇÃO

Projeto alternativo: Bicicleta vira ambulância Uma bicicleta-ambulância. Esta foi a solução encontrada por Gabriel Delfino de Araújo, um jovem de 24 anos, para o caos urbano das grandes cidades brasileiras. O recém-formado designer de produtos e colaborador da distribuidora LM Bike desenvolveu um projeto de conclusão de curso que torna mais viável o pronto atendimento aos acidentes nos casos em que o deslocamento de um veículo motorizado se torna quase impossível, devido ao trânsito cada dia mais engarrafado das metrópoles. O Projeto Salve Bike, nome dado por Gabriel para a iniciativa, foi resultado de um ano de pesquisa com bombeiros, paramédicos e funcionários de unidades de pronto atendimento. “Não é muito difícil constatar o problema urbano do trânsito. Basta observar as filas de carros parados, impossibilitando a passagem das ambulâncias. A TV sempre mostra exemplos. Há inúmeros casos em que o tempo do atendimento é muito importante. Minha ideia foi criar uma solução rápida, barata, ecologicamente correta, que pode tranquilamente utilizar os corredores entre os veículos ou até as ciclovias para chegar aos acidentados”, afirma o autor do projeto, residente em Contagem, cidade da região metropolitana de Belo Horizonte, MG. A Sense Eletric Bike, empresa nacional no segmento de bicicletas elétricas, foi uma das principais apoiadoras do projeto. Para Caio Ribeiro, executivo de vendas da marca, o resultado foi surpreendente. “É muito importante para a Sense incentivar meios para amenizar o caos no trânsito. Então, imagine conseguir fazer isto e ainda salvar vidas”, comemora. Gabriel reforça as palavras de Caio e afirma que a parceria foi importante para a viabilidade da ideia. “A geometria e as medidas do modelo Breeze da Sense foram ideais para a Salve Bike. Além disso, outros benefícios como baixo custo de manutenção, reduzido nível sonoro e de poluição do ar e, principalmente, o fato de ser um veículo que mantém a atividade esportiva (mas reduz significantemente o esforço físico, graças à tecnologia do pedal assistido) foram determinantes na sua escolha em detrimento de outras opções no mercado”, completa. Para ele, alguns números reforçam ainda mais a bicicleta elétrica como uma solução viável para os atendimentos de primeiros socorros. “Uma ambulância totalmente equipada custa em média 200 mil reais. Enquanto a bicicleta elétrica, com os equipamentos básicos de socorro, incluindo desfibrilador, cilindro de oxigênio, talas, colete cervical, entre outros, tem uma estimativa de preço em torno de 10 mil! Isso sem contar os custos mensais de manutenção

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Ideia apresentada em uma universidade mineira pode ser solução para um problema antigo das grandes cidades: o trânsito

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de um veículo motorizado, os gastos com motoristas, o preço do combustível, etc.” A bicicleta elétrica Salve Bike parece ser uma solução ainda mais viável para atendimentos de pequenas urgências, em que o deslocamento de uma equipe médica chega a ser desnecessário. “A ambulância não chega para quem realmente precisa porque infelizmente temos um número incompatível de veículos para atender a população. Portanto, este projeto pode ajudar no atendimento principalmente em curtas distâncias, em que o acidentado precisa urgentemente dos primeiros socorros que são realmente importantes para a garantia de sua vida. Posso afirmar, a partir das minhas pesquisas, que cerca de 35% dos atendimentos acontecem com o socorrido sendo liberado no próprio local do acidente. Sem contar o número de trotes que é altíssimo neste tipo de serviço e o consequente gasto que a ambulância convencional tem para atender alarmes falsos”, explica o designer. Tudo foi pensado na construção desta bicicleta, desde o kit completo de atendimento até os acessórios para o piloto, como capacete e roupa exclusivos. Basicamente, ela é composta por cinco alforjes feitos em fibra de vidro, devido à viabilidade inicial de custos, com uma proteção em borracha para possíveis impactos. Internamente, os equipamentos de socorros são acomodados em uma espuma de poliuretano vegetal e um sistema de vedação que mantém tudo fechado hermeticamente, evitando possíveis contaminações do ambiente. E até a famosa sirene não foi esquecida. Há sinais sonoros e luminosos, por toda a bike, para ajudar na identificação do veículo. Sabendo da importância do seu projeto, Gabriel já tem planos: “Pretendo levar esta ideia principalmente para órgãos públicos que prestam serviço de atendimento, como os bombeiros, o SAMU e a polícia. Seria um sonho ver meu projeto viabilizado”, conclui.

www.sensebike.com.br

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Infraestrutura nov-dez

UM MODELO ASSISTENCIAL A SER ENTENDIDO E SEGUIDO José Cléber do Nascimento Costa Administrador Hospitalar, Diretor Geral do INDSH – Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano e Vice-Presidente de Gestão Administrativa e Financeira da ABDEH - Associação Brasileira de Desenvolvimento do Edifício Hospitalar l jncosta@uol.com.br

O Brasil vive momentos de grande crescimento, com investimentos estrangeiros, riquezas do pré-sal, preparos para a Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016, acesso à informática pelas populações mais pobres, etc. Entretanto, a Saúde ainda apresenta números não muito animadores. Enquanto a área pública gasta 4,9% do PIB para atender 150 milhões de brasileiros, a área privada gasta 3,6% do PIB para atender apenas 50 milhões. Temos menos de um leito por grupo de 1.000 habitantes e menos de dois médicos para o mesmo grupo. Faltam leitos de terapia intensiva, serviços de hemodiálise e hemodinâmica em número suficiente para atender toda a população, dentre outras deficiências. Assim, além de necessitarmos de um firme propósito de considerar um bem maior, e dar um valor incomparável aos nossos cidadãos, precisamos de mais recursos e de mais gestão profissional. Na área privada, de hospitais, clínicas e operadoras, o mercado se corrige por si. Já na área pública, a incompetência reinante necessita de ajuda de profissionais e entidades experientes em administração hospitalar. Daí a importância das OSS – Organizações Sociais de Saúde, às quais nos dedicaremos um pouco mais neste artigo. Organizações Sociais de Saúde são entidades sem fins lucrativos, de utilidade pública, surgidas da qualificação de pessoas jurídicas de direito privado para atuar na gestão de aparelhos públicos de saúde, sejam hospitais, unidades de pronto-atendimento, programas de saúde da família, ambulatórios de especialidades, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), unidades de terapias intensivas, unidades básicas de saúde, centros de psiquiatria, entre outros. Normalmente, estados e municípios brasileiros criam leis específicas, selecionando e qualificando essas organizações para planejar e executar serviços, auxiliando secretarias estaduais e municipais de saúde a dar acesso com qualidade às suas populações-alvo. São definidas metas quantitativas e de qualidade, além de rigoroso sistema de prestação de contas, normalmente avaliadas por um comitê técnico multidisciplinar, integrado por médicos, enfermeiros, administradores, contadores, economistas, estatísticos, entre outros profissionais que fiscalizam a correta execução do contrato. A flexibilidade para contratar e adquirir bens e serviços, além de gerir recursos de forma racional, tem demonstrando ser uma das melhores formas de as políticas públicas de saúde chegarem até as mais remotas populações através do SUS, criado no Brasil em 1988, com a promulgação da Constituição Federal, garantindo acesso, qualidade, participação social e financiamento da saúde a todos os cidadãos. Hoje, com aproximadamente 200 milhões de brasileiros, três terços dessa população só acessam serviços de saúde por meio do SUS, razão pela qual as OSS ganham relevância social ímpar no nosso meio, contribuindo com programas gerais e específicos, como o de atenção integral à saúde da mulher, da criança e do idoso, de humanização, de saúde do trabalhador, de psiquiatria, de vacinação, de transplantes, entre outros. Apesar de todas as vantagens que as OSS trazem ao sistema público, elas ainda enfrentam resistência por parte de alguns políticos, sindicatos e do Ministério Público. Entretanto, o modelo vem se consolidando como competente, sério e que entrega serviços de saúde com qualidade superior aos do Estado. Também oferece maior atendimento e menor custo. Atualmente, grandes entidades, como São Camilo, Santa Catarina, Santa

Marcelina, Santa Casa de São Paulo e Pró-Saúde são exemplos de sucesso desse modelo, atendendo a cada ano, um maior número de brasileiros. Todas essas entidades experimentam, primeiro, práticas em seus próprios estabelecimentos, para só depois apoiarem as ações dos aparelhos públicos. Não existem motivos para abandonarmos essa rica experiência. O tecido social brasileiro precisa continuar avançando com indicadores econômicos esperançosos. Mas, sem saúde, não iremos muito longe. É hora da sociedade como um todo aceitar e acolher todas as formas de ajuda que se apresentarem ao setor, razão pela qual as OSS devem ser compreendidas como um modelo que, se não perfeito, tem se demonstrado eficiente e eficaz. Assim, visando baixar custos, atender mais pessoas, organizar, regionalizar e hierarquizar a atenção de saúde, além de aumentar a oferta de serviços e capacitar a gestão profissional num mundo em que a medicina é especializada e cada vez mais complexa, cabe-nos uma reflexão em não abandonar qualquer forma de contribuição. Sejamos bemvindos a um Brasil plural, onde as ações de cunho social cheguem a todos, sem preconceito se pela mão direta do Estado ou das iniciativas dos que aqui nasceram.

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OPINIÃO nov-dez

O mercado de Medical Travel no Brasil Glaucos Antunes Fundador e CEO da GA Intercultural Development, Master Coach Intercultural, Master Coach em Lideranças Globais e Mentalidade Global, além de palestrante em diversos países l glaucosintercultural@gmail.com

Qual o papel do Brasil neste mercado? O país tem se movimentado para que este tipo de turista encontre facilidades para efetuar sua viagem? Nossos hospitais estão realmente preparados? Bem, eu não sou um profissional da área médica e por isso tenho uma visão diferente. Baseei este artigo em pesquisas e opiniões de outros profissionais e instituições respeitadas na área de gestão hospitalar e viagens de saúde. A experiência de alguns clientes estrangeiros em hospitais brasileiros, principalmente do eixo São Paulo-Rio de Janeiro, também foi levada em consideração. Estes clientes aos quais me refiro são profissionais trabalhando em solo nacional. Sou coach intercultural e trabalho com expatriados na adaptação ao novo contexto cultural, seja no Brasil ou no exterior, criando autoconsciência e contextos para que estes profissionais cheguem de maneira menos traumática aos objetivos estipulados pelas organizações nas quais trabalham. Muito se ouve sobre o mercado de viagens de saúde, que gera bilhões todo ano, mas o que realmente tem relevância para este mercado no Brasil? Os números revelam crescimento e, apesar de muitas vezes serem conflitantes, invariavelmente mostram aumento da procura por procedimentos médicos dos mais simples aos mais sofisticados e complexos. Artigo escrito por Keith Pollard na IMTJ – International Medical Travel Journal dá uma ideia melhor deste aspecto. “O desafio de quem trabalha nesse setor é entender o que é fato e o que é ficção ou especulação, numa indústria cercada por propaganda e esperança. Ao participar de qualquer evento, é assim que você verá esse mercado sendo descrito. Existe crescimento? Sim, mas certamente não é exponencial, pois em alguns segmentos o turismo médico apresenta declínio”, diz Keith. Segundo ele, o segredo do sucesso em viagens médicas está em saber onde existe crescimento real e sustentável, de longo prazo. “Compreender seus mercados-alvo e as necessidades dos pagadores e pacientes é a chave. Sem uma compreensão profunda da natureza de um sistema de saúde nacional, você pode perseguir uma causa perdida”, conclui. Os hospitais são empresas, e entender o mercado, saber como atrair e reter negócios internacionais, estudar seus pontos positivos e diferenciais, e por que nossos pacientes nos procuram são as informações nas quais devemos nos apoiar. Os custos dos procedimentos, da viagem e da estadia devem ser analisados com critério. Se pensarmos que o Brasil é um país localizado no extremo da América do Sul, alguns poderiam dizer que apenas o custo da viagem atrapalharia a expansão deste mercado. Todavia, o que se vê é um grande fluxo para países também muito distantes, como por exemplo, Índia, Cingapura e Tailândia. Nossas grandes cidades, onde os maiores e melhores hospitais estão localizados, são caríssimas se comparadas aos padrões europeus, americano e até mesmo com algumas grandes cidades asiáticas. Isto é um fato comprovado e conhecido pelos pacientes que procuram tratamento em nosso país. Já o custo que envolve os mais variados procedimentos está na média dos serviços oferecidos por outros centros de excelência, como nos países acima citados, e não seria um problema para os viajantes. Em relação ao tempo gasto nas viagens ao Brasil, temos, entretanto, que levar em conta a precariedade dos serviços oferecidos em nossos aeroportos e, claro, alertar para a demora e as filas que os passageiros vão enfrentar ao embarcar ou desembarcar nas nossas maiores cidades. Por sua vez, o risco de problemas nos procedimento são os mesmos encontrados em hospitais referência nos principais centros, e dependendo da especialidade, são ainda menores. Segundo o Professor em Infectologia, Juvêncio José D. Furtado, e a Médica Infectologista, Thaís Guimarães, em reportagem especial para a Folha, “o que

mais preocupa nesse tipo de turismo são os riscos relacionadas às infecções hospitalares causadas por bactérias multirresistentes”. Outros riscos, como o de violência, também devem ser levados em conta, apesar de bem menores para este tipo de visitante. Porém, a alta qualidade das instalações dos provedores de saúde particular no Brasil é reconhecida internacionalmente. Outro dia, conversando com um executivo holândes que vive em São Paulo, ele me disse: “Os principais hospitais em São Paulo são bem melhores que os hospitais que conheço na Holanda”. Essa opinião é agradável e demonstra que nossos profissionais de saúde têm altíssimo nível e são reconhecidos entre os melhores. Os problemas apontados pelos pacientes estrangeiros estão ligados à burocracia dos procedimentos, acúmulo de papel, dificuldade com o idioma e à falta de capacidade de lidar efetivamente com pessoas de culturas diferentes. As principais organizações provedoras de serviços de saúde têm muitos desafios pela frente em relação ao mercado de viagens de saúde, mas não há como negar que estamos entre os principais centros do mundo. Entretanto, para melhorar esse fluxo, estas organizações precisam entender ainda mais o mercado e, principalmente, descobrir formas para que ele seja visto como um destino seguro, confiável, de altíssima qualidade, com preços justos e profissionais preparados.

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ÍNDICE DE ANUNCIANTES Agaplastic 67

Fanem

25, 4ª capa

Nevoni 73

Air Pol

57

Fleximed 47

Nilko 49

Beta Eletronic

53

GEOLog 111

NS 57

Bioclin 27

GMI 35

Olsen 125

Brunmed 73

Health Móveis

137

Ortosintese 61

Carci 23

Hospimetal

29, 71

Oxigel 65

Casex 27

Ibramed 43

PCJ Promatec

CDK 117

Inalamed 135

Philips 93

Celmat

148, 3ª capa

Incoterm 129

Protec 101

123

Indusbello 35

RC Móveis

Confiance 31

Instramed

27, 115

Renault 55

Controller 67

IVC 131

RST 117

Cristófoli 119

JMC 79

São Camilo

Daltech 7

Kolplast 31

Schioppa

Deltronix

23, 69

Konex 135

Senac 63

41, 109

Lafer 121

Similar & Compatível

Döhler 113

Lifemed 49

Sincron 87

Dorja 59

LJM 147

TOTVS 84

DrillerMed

4, 5, 21

Magnamed

37, 109

Transmai 97

Ecco Brasil

107

MDT 99

Traumec 27

EFE 145

MedLevensohn 75

Trilha 53

Emifran 133

Medlux 87

TTS 123

Epson 89

Ministério da Saúde

Unitec 57

Exxomed 41

Moriya

Fabinject 73

Móveis Andrade

Fabmed 73

MR Proteções

Fami

Mucambo 51

Clean Medical

19, 141

103 2ª capa, 3 139 57

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77 39, 143 141

Vivo

90, 91

WEM

33, 95

X-Ray 111

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DK Diagnostics

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Edição 64 - Revista Hospitais Brasil  

Como forma de presentear todos aqueles que nos acompanharam durante o ano em que a Revista Hospitais Brasil comemorou 10 anos, a última ediç...

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