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Entre a cozinha e o leito: tudo que envolve a nutriテァテ」o do paciente Novidades da Hospitalar Caderno eHealth_Innovation Alianテァas potencializam o setor

BAIXE A VERSテグ INTERATIVA


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EDITORIAL

Saúde! A Publimed completa 10 anos Chegamos à principal edição do ano em clima de festa, pois a Revista Hospitais Brasil está comemorando 10 anos de sucesso absoluto! Como não poderia deixar de ser, nessa trajetória vivenciamos momentos bons e ruins, mas que colaboraram para o nosso amadurecimento profissional e permitiram que chegássemos ao patamar atual: ser a melhor revista brasileira voltada ao segmento médico-hospitalar. Para contar um pouquinho dessa história, elaboramos uma matéria muito especial (Evento), onde lembramos nossas parcerias, principais avanços e algumas das realizações mais marcantes, tudo isso ilustrado com muitas fotos. Sem contar que esta revista é especialmente voltada às novidades mostradas pelos expositores da Hospitalar, a maior feira de saúde das Américas, que está comemorando seu 20º aniversário. No período de 21 a 25 de maio, a feira reúne todos os players da cadeia da saúde e espera receber 92.000 visitas de profissionais do setor. Para que você conheça um pouco desse universo, não deixe de ler a seção Novidades da Hospitalar 2013. Nossa jornalista Carol Gonçalves também caprichou nesta edição de aniversário. Na matéria de capa, “Nutrição - Entre a cozinha e o leito”, ela fez questão de entrevistar especialistas de alguns hospitais, que discorreram sobre a importância da alimentação na recuperação dos pacientes, mostrando desde a infraestrutura e elaboração do cardápio até a escolha dos alimentos e utensílios, agregando qualidades que atendem às necessidades nutricionais, higiênicas e sensoriais desses pacientes.

Outros temas, como um estudo da Deloitte que analisa a onda de mudanças ocasionada pelas reformas no setor da Saúde e a reação das empresas a esses movimentos (Pesquisa) e, ainda, uma inovadora modalidade de seguros que oferece gestão de riscos aos profissionais da Medicina (Proteção) ajudam a compor esta edição especial, que espera poder levar informações relevantes aos nossos leitores, espalhados por todo o Brasil. Ah... o caderno eHealth_Innovation foi muito bem aceito pelos profissionais de TI e já está em sua 2ª edição. É mais uma parceria que mereceu muitos elogios e que é super bem-vinda: sob a consultoria editorial do Dr. Chao Lung Wen, essa inovação promete e certamente será comemorada por longos anos. Boa leitura! EXPEDIENTE Assistente Comercial Nádia Silva de Nadai nadia@publimededitora.com.br

Diretora Administrativa Vanessa Borjuca F. A. Santos vanessa@publimededitora.com.br

Gerente de Relacionamento Andréa Neves de Mendonça andrea@publimededitora.com.br

Diretora de Redação Leda Lúcia Borjuca - MTb 50488 DRT/SP leda@publimededitora.com.br

Design Gráfico e Criação Publicitária Lilian Carmona imake.arte@gmail.com

Jornalista Carol Gonçalves - MTb 59413 DRT/SP carol@publimededitora.com.br Redatora de Conteúdo Web Luiza Neves de Mendonça luiza@publimededitora.com.br Gerentes de Negócios Marcio Augusto Gama gama@publimededitora.com.br Ronaldo de Almeida Santos ronaldo@publimededitora.com.br

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Edição de Arte Cotta Produções Gráficas atendimento@cotta.art.br Foto de capa cedida gentilmente pelo Hospital viValle, de São José dos Campos, SP, cujo Chef de Cozinha é Rodrigo Rodrigues, da empresa Massima. Crédito: Gilberto Augusto de Freitas Ano X - Nº61 - MAI | JUN 2013 Circulação: Junho 2013

A Revista Hospitais Brasil é distribuída gratuitamente em hospitais, clínicas, santas casas, secretarias de saúde, universidades e demais estabelecimentos de saúde em todo o país. A Revista Hospitais Brasil não se responsabiliza por conceitos emitidos através de entrevistas e artigos assinados, uma vez que estes expressam a opinião de seus autores e também pelas informações e qualidade dos produtos, equipamentos e/ou serviços constantes nos anúncios, bem como sua regulamentação junto aos órgãos competentes, sendo estes de exclusiva responsabilidade das empresas anunciantes. Não é permitida a reprodução total ou parcial de artigos e/ou matérias sem a permissão prévia por escrito da editora. A Revista Hospitais Brasil é uma publicação da PUBLIMED EDITORA LTDA., tendo o seu registro arquivado no INPI-Instituto Nacional de Propaganda Industrial e Intelectual.

Tiragem e Circulação auditadas

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Matéria de destaque também é “Parceria”, que mostra o aumento da colaboração entre o setor público e o privado no desenvolvimento e operação de infraestruturas e serviços em regime de PPP.

Diretor Geral Adilson Luiz Furlan de Mendonça adilson@publimededitora.com.br

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Redação, Publicidade e Assinaturas: Rua Prof. Castro Pereira, 141 - 02523-010 São Paulo/SP - Tel.: 11 3966 2000 www.publimededitora.com.br www.revistahospitaisbrasil.com.br Colaboradores desta edição

Monica Bross (Antares Consulting), Carolina Bessa e Janaina Gomes (In Press Porter Novelli), Marina Veloso (Activa Com.), Iolanda Carneiro (Serifa Com.), Mariana Campos (EPR Com. Corporativa), Marina Ciaramello e Diego Aquino (Fran Press), Cristine Bartchewsky (Medialink Com.), Ana Pontes e Janis Lyn (Rojas Com.), Daniela Dálio (CDN), Vivian Teixeira (Comunicare Consultoria de Com.), Vanessa Rodrigues (Approach), Caroline Michel (Pontuale Com. e Mkt), Cintia Ferreira (Ecco Press Com.), Italo Genovesi (Target Estratégia em Com.), Teca Pereira (Plano A), Flávia Perez (Reach Com.), Ana Paula de Carvalho (Literal Link), Elenice Cruz (SPDM), Daniela Maia (Capitare), Paola Di Buono Medeiros (Asscom Metodista), Luciana Cunha, Matheus Kern e Tisiane Silva (Moglia Com.), Mônica Ferreira (Digital Trix), Andrea Penna (SBPC/ML), Mônica Batista (Ketchum), Anadi Luchetti (Doc Press), Verônica Pacheco (Toda Com.), Priscilla Marques (LVBA), Solange Melendez (Oficina de Mídia), Daniel Cesaroni (In Press), Michel Bekhor (Press Works), Cecilia Kruel (Partnersnet Com.), Fernanda Takahashi (Central Press), Chico Damaso (Acontece Com. e Notícias), Aline Blasechi (Unoeste), além do Hospital São Francisco de Assis (Fernanda Costa), Hospital de Base de Rio Preto (Marcelo Gomes), Fund. São Francisco Xavier (Érica Pascoal), Secretaria Est. De Saúde do RJ (Marianna Tavares) e Clínica São Vicente (Anesia Pinto)

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o Carta d Leitor

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“Somos leitores atentos da Revista Hospitais Brasil e gostaríamos de cumprimentar a equipe de Redação pelas boas matérias e agora também pela iniciativa do lançamento do caderno eHealth-Innovation, com informações importantes sobre tecnologia da informação em saúde.”

Daniela Pontes, Gerente de Marketing do Hospital Moinhos de Vento - RS

“Estou fazendo meu trabalho de conclusão de curso na faculdade direcionado à área hospitalar, com foco em gestão orçamentária, em um hospital da minha cidade. E isso traz a necessidade de pesquisas mais aprofundadas. Será que vocês poderiam indicar livros ou artigos específicos sobre o tema?” Dasiane Oliveira Garcia – Estudante universitária

Olá, Dasiane. Seguem nossas sugestões de livros direcionados ao assunto: Construa o seu Plano – Genésio Körbes; Gestão ou Indigestão de Pessoas? – Fabrizio Rosso; Práticas de Gestão em Saúde: Em Busca da Qualidade – Ronaldo Bordin e outros; Gestão de Custos Hospitalares – Afonso José de Matos; Liderança em 5 Atos – Fabrizio Rosso e outros; Gestão em Saúde – Gonzalo Vecina Neto e Ana Maria Malik.

“Gostaria de ressaltar a cordialidade e profissionalismo de todo o pessoal da Revista Hospitais Brasil para com a equipe da Ex-Libris Comunicação Integrada. Um relacionamento que ao longo dos anos está construindo um elo de confiança e troca de informações sobre a Saúde no Brasil. Trata-se de um veículo de extrema importância para os profissionais e para toda a cadeia produtiva do setor. Caio Prates - Ex-Libris Comunicação Integrada

Fale com a redação: redacao@publimededitora.com.br

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portalhospitaisbrasil

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S U M A´R I O

ENGENHARIA CLÍNICA Como surgiu a profissão de engenheiro clínico? É o que conta Lúcio Flávio Brito em sua primeira participação como colunista

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GESTÃO A necessidade de mudar o foco da área de Recursos Humanos nos hospitais, de operacional para estratégico, para que deixe de funcionar como um mero departamento de pessoal

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DIAGNÓSTICO Segurança na utilização de meios de contraste em diagnósticos por imagens

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ENTIDADE Campanha promovida pela AMIB lembra a necessidade de cuidados bucais nas UTIs

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TECNOLOGIA Dräger mostra como a Tomografia por Impedância Elétrica auxilia na visualização da distribuição da ventilação pulmonar junto ao leito

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ATUALIDADE Em artigo, Dra. Elizabeth Kipman Cerqueira comenta a liberação do aborto até a 12ª semana de gestação

JURÍDICO Sandra Franco mostra como a ANS vem trabalhando pela melhoria das prestadoras de serviços de saúde

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TERAPIA INTENSIVA Ventiladores de transporte são fundamentais para garantir a segurança do paciente, como mostra a Magnamed

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HB – HOSP. DO CÂNCER DE UBERLÂNDIA Comemorando 13 anos, instituição apresenta aparelho de radioterapia adquirido por quase R$ 3 milhões

LEGISLAÇÃO Iniciativas da Anvisa permitem vislumbrar um quadro mais animador e afastar o temor de um apagão tecnológico na área de produtos para a saúde

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INFRAESTRUTURA Os hospitais merecem olhares que identifiquem seus pontos fortes e fracos DESINFECÇÃO Ortosíntese explica como a termodesinfecção fornece um índice maior de segurança na manipulação de materiais

MATÉRIA TÉCNICA Infraestrutura, cardápio, utensílios, equipamentos e tudo que envolve nutrição no ambiente hospitalar

Gilberto Augusto de Freitas

CELEBRAÇÃO A trajetória de sucesso da Publimed, uma empresa que inovou na maneira de se comunicar com o mercado da Saúde

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NOVIDADE Alta costura e um novo conceito de alfaiataria no segmento workwear para os profissionais da saúde

HB – MÁRCIO CUNHA Foi entregue pela Fundação São Francisco Xavier a primeira fase do projeto de ampliação e modernização do hospital CENTRO CIRÚRGICO As cirurgias plásticas também melhoram a qualidade de vida e a saúde das pessoas

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PARCERIA Se bem planejadas, as Parcerias Público-Privada ajudam a inovar e transformar instituições de saúde

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CADERNO eHealt_Innovation INTERATIVIDADE Utilizando a teleducação, USP realiza curso Jovem Doutor para promover a Saúde nas comunidades

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ENTREVISTA Antonio Carlos Valente fala sobre a entrada da Telefônica Vivo no mercado de Saúde

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estudo Pesquisa da Ogilvy identifica o comportamento digital dos médicos

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ESPECIALIDADE A Neurotec e sua contribuição tecnológica no desenvolvimento de eletroencefalógrafos digitais

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ACONTECE eHealth_ Innovation Novidades do setor de Tecnologia da Informação

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NOVIDADES DA HOSPITALAR Produtos e serviços apresentados pelos expositores da Hospitalar 2013, a maior feira do setor

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PROTEÇÃO Nova modalidade de seguro voltada à prevenção, proteção e gestão de riscos os profissionais

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GENTE QUE FAZ William Pesinato, Diretor da Fami, mostra os valores familiares que marcam uma empresa centenária

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VIA INTERNET Disseminar a prática dos especialistas e permitir a divulgação e interação entre os profissionais da área médica é o objetivo da rede social RedeMind

HUMANIZAÇÃO Realidade em vários países, a Terapia Assistida por Animais vem sendo implantada com sucesso nos hospitais brasileiros

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PESQUISA Realizada pela Deloitte, estudo mostra que as organizações de saúde devem estar atentas aos fatores de transformação do mercado em termos globais

SEGURANÇA Digicon fornece catracas e controladores de acesso ao Hospital Alemão Oswaldo Cruz HOTELARIA Marcelo Boeger discorre sobre a escassez de mão de obra

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OPINIÃO A criação de Programa de Acreditação para Laboratórios Clínicos como resposta às várias evidências de más práticas e erros

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RECURSOS HUMANOS Caminhos para transformar radicalmente o atendimento ao cliente

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ACONTECE Novidades sobre eventos, parcerias e ações de responsabilidade social realizadas pelos hospitais e empresas voltadas à saúde

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AMPLIAÇÃO RC Móveis triplica produção com a instalação de parque fabril em Capivari

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CURSO Parceria entre IBES e IBS-SP oferece programa educacional Health Care Management em New York

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PRODUTOS & SERVIÇOS Novidades em equipamentos e serviços hospitalares

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CADERNO eHealt_Innovation A importância das alianças entre governo, universidade e empresa para potencializar a qualidade dos serviços de saúde

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Nutrição Entre a cozinha e o leito Infraestrutura, cardápio, utensílios, equipamentos. Tudo que envolve nutrição dentro de um hospital requer cuidado redobrado, afinal, ela influencia, e muito, na saúde do paciente.

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por Carol Gonçalves

Gilberto Augusto de Freitas

Refeição servida no Hospital viValle, de São José dos Campos, SP

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A refeição é preparada num ambiente higienizado e planejado para tal. O prato é definido de acordo com a situação do paciente e seu gosto. Os utensílios possuem proteção antibacteriana. Os equipamentos são fabricados com material lavável. Estas são apenas algumas características importantes de uma área de nutrição hospitalar segura. Vamos começar pela comida. A Dra. Patricia Ramos, Nutricionista Coordenadora do Hospital Bandeirantes, de São Paulo, SP, conta que a dieta hospitalar tem como principal objetivo preservar e/ou recuperar o estado nutricional do paciente internado, desempenhando relevante papel terapêutico em doenças crônicas e agudas. A alimentação é elemento essencial dos cuidados hospitalares oferecidos aos pacientes e, portanto, deve agregar qualidades que atendam às suas necessidades nutricionais, higiênicosanitárias, sensoriais e psicossociais. “Estudos mostram que uma dieta composta de refeições servidas com arte, na temperatura correta, que agucem os órgãos dos sentidos pela aparência, cor, aroma, sabor e textura, contribuem para aumentar a ingestão alimentar de pacientes internados”, conta. Portanto, a gastronomia aliada à dietoterapia, segundo ela, tem o objetivo de aumentar o consumo alimentar, garantindo que o paciente receba todos os nutrientes calculados para as necessidades individuais e, consequentemente, melhore a resposta ao tratamento clínico, reduzindo o tempo de internação. Ana Carina Bacha, Gerente de Operações, e Michele Pereira de Lima, Supervisora de Nutrição, ambas do Hospital viValle, de São José dos Campos, SP, lembram que uma das únicas coisas que o paciente pode opinar dentro do hospital é em relação à alimentação que irá receber. “Sabemos que existem restrições, porém, pacientes com dieta geral, por exemplo, caso não gostem de algum item do cardápio, podem solicitar alterações. O fato de poder escolher dá a ele uma sensação de autonomia, em um momento em que está fragilizado e dependente de uma equipe assistencial, responsável pelos seus cuidados”, afirmam. Concorda com elas Gláucia Keli de Souza, nutricionista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, de São Paulo, SP. “É possível oferecer aos pacientes uma alimentação saborosa e nutritiva, mesmo para os que têm restrições alimentares. Podemos substituir ingredientes sem tirar o sabor da comida. Por exemplo, no lugar de sal, usar ervas aromáticas”, diz, frisando que conseguir melhorar a aceitação da dieta pelos pacientes é colaborar efetivamente para sua recuperação. Os cardápios devem ser elaborados com base nas quatro leis da alimentação: Qualidade, Quantidade, Harmonia e Adequação, explica Patrícia, do Bandeirantes. A Lei da Qualidade é composta por um cardápio com todos os nutrientes essenciais ao bom funcionamento: carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais. A da Quantidade é a que oferece alimento suficiente para cobrir as exigências nutricionais e manter o corpo em equilíbrio. A Lei da Harmonia utiliza um cardápio elaborado com variedade de alimentos e equilíbrio entre os nutrientes essenciais que devem obedecer a uma relação de proporção entre si. E, finalmente, a da Adequação possibilita a adaptação da alimentação necessária às preferências individuais e à fase de vida em que se encontra cada paciente.

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“Sobre a dietoterapia, existem diretrizes a serem seguidas em relação a restrições/quantidades de nutrientes permitidas e/ou necessárias para cada patologia. Estas diretrizes devem servir de base para a elaboração e o cálculo de todo cardápio. As diretrizes mais recentes para terapia nutricional estão no DITEN – Projeto Diretrizes de 2011”, acrescenta a profissional. Por exemplo, pacientes submetidos ao tratamento de radioterapia, quimioterapia e transplante de medula óssea podem apresentar náuseas, vômitos, falta de apetite, mucosite, boca seca, saliva espessa, dor e dificuldade ao deglutir, bem como alteração no paladar. Esses sintomas, somados a períodos prolongados de internação, podem levar à baixa aceitação alimentar e ao comprometimento do estado nutricional. Pensando nisso, o Serviço de Nutrição do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, SP, desenvolveu um novo conceito de cardápio opcional, para que o paciente oncológico possa montar a sua refeição. O novo cardápio apresenta algumas opções mais conhecidas como comfort food, termo definido por diversos autores como comida que acalma, conforta, remete a memórias e emoções. O paciente pode escolher entre diversas opções, como carne vermelha, frango, peixe, ovos e proteína vegetal, fontes de vitaminas e minerais (alimentos reguladores), legumes e verduras e fontes de carboidratos, como massas, arroz e tubérculos. O cardápio apresenta também opções de sopas, sucos e sobremesas. Também é possível pedir “meia porção”, o que, em casos de inapetência, pode estimular a ingestão, facilitando a recuperação gradativa da aceitação alimentar. Outro público que merece atenção especial são as crianças. O exemplo também vem de São Paulo. Para mudar a cara das refeições servidas nas alas infantis, com pratos mais alegres e divertidos, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e a LatinMed Editora em Saúde criaram o programa Meu Pratinho Saudável. Atualmente, as dietas seguem rigoroso controle de qualidade e atendem a faixa etária de cada paciente. O projeto inédito fará mudanças na apresentação e preparo dos alimentos, sem alterar o valor nutricional dos pratos. “Geralmente, a criança já está debilitada pelo problema de saúde e não tem prazer em comer. Nosso objetivo é devolver esse prazer, melhorando o apetite e atraindo os pacientes infantis para uma alimentação mais saudável”, explica a médica Elisabete F. Almeida, Diretora Executiva do programa. Parte essencial no processo de cura, alimentar-se adequadamente pode elevar a autoestima da criança, ampliar a eficácia do tratamento, além de melhorar o humor. “Tudo o que é feito com alegria dá mais resultado. E o projeto quer, justamente, agir na parte emocional do paciente”, afirma Elisabete.  Nos dias 29 e 30 de abril, cerca de 100 nutricionistas do complexo do HC receberam treinamento dos chefs Roland Villard e Jéssica Torres. Eles ensinaram técnicas

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e truques na cozinha experimental do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). A reformulação do cardápio permite, por exemplo, a montagem de pratos com legumes picados e carnes, alimentos rejeitados por muitas crianças, com formato de desenhos preferidos ou de uma cara feliz. Mais informações podem ser obtidas pelo aplicativo “Meu Prato Saudável”, disponível gratuitamente para smartphones, e pelos portais www.meupratosaudavel.com.br e www.meupratinhosaudavel.com.br.

Da Schipper & Thompson, o Double Flow é uma estação fixa de aquecimento e resfriamento simultâneos na qual são acoplados, através de sistema eletromagnético, os carros térmicos Ergoserv. Com isolamento térmico, duas portas com abertura de 270º e sistema de travas quando abertas, os carros estão disponíveis em modelos com capacidade para 19 a 30 bandejas. www.stonline.com.br l (11) 3845-7740

Cuidados Sobre as leis que regem a administração de uma cozinha hospitalar, as entrevistadas citam a portaria CVS 6/1999, que deve servir como base para todos os controles e procedimentos adotados na área de produção de alimentos, a CVS 1808/08 e a Portaria SMS 2619/11, que abordam o controle higiênico sanitário. Na RDC 50 existem as diretrizes para toda a infraestrutura da cozinha hospitalar, que orienta quanto à metragem e as áreas que não podem faltar, como, por exemplo, de recebimento, armazenamento, pré-preparo de legumes, carnes, cocção, higienização e outras. “Na SMS 2619/11 também são colocados cuidados básicos da infraestrutura, como material dos pisos, paredes, como devem ser as telas das janelas e assim por diante”, lembra Patricia, do Bandeirantes. Ana Carina e Michele, do viValle, acrescentam que todos os equipamentos e mobiliários devem ser adquiridos conforme preconização da Anvisa, o fluxo deve ser único e é preciso cumprir cronograma de higienização e manutenção. Além disso, é fundamental ter como base para qualquer procedimento adotado o que foi descrito no manual operacional padrão da unidade. Sobre a escolha dos utensílios utilizados na cozinha, primeiramente devem ser seguidas as recomendações básicas da legislação: precisam ser fabricados em material sanitário, ou seja, aquele que permite lavagem; e não podem ser feitos de madeira, material poroso ou esmaltado. Depois, devem ser observadas características que facilitem o manuseio do paciente e destaque a apresentação dos Gilberto Augusto de Freitas

Os utensílios utilizados pelo paciente devem ser de fácil manuseio, evitando bandejas e talheres pesados

As porcelanas da Germer são 100% atóxicas e altamente resistentes, indicadas para o dia a dia de hospitais onde a rotatividade de peças é muito alta durante as refeições. Uma das novidades é a Linha Versa, que conta com mais de 25 itens entre pratos, saladeiras, travessas, leiteira, cafeteira, etc. Todos os produtos têm bordas reforçadas e acabamento impecável. www.germerporcelanas.com.br l (41) 3291-3000

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Ana Carina Bacha, do viValle

alimentos. Por exemplo, para dietas pastosas, não é indicado o prato liso, pois durante o transporte da cozinha até o quarto do paciente, os alimentos podem se misturar. Então, é sugerida uma louça com divisórias ou utilização de minicumbucas, onde são colocados os alimentos separados e só depois eles vão para o prato. Outro exemplo são os talheres: os de inox são melhores para o manuseio do paciente do que os descartáveis, que podem se quebrar e também dificulta o corte das carnes, diz Patricia, do Bandeirantes. No geral, os utensílios utilizados pelo paciente devem ser de fácil manuseio, evitando bandejas e talheres pesados. Para os que estão em isolamento, o Hospital viValle usa descartáveis, mas com uma boa apresentação, para que a comida permaneça atrativa. Afinal, as profissionais do hospital consideram que é fundamental ter peças diferenciadas.

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Já os equipamentos devem ser dimensionados e estar disponíveis em quantidades suficientes, de acordo com o volume da produção, padrão do cardápio e atividades desenvolvidas. É importante que sejam escolhidos por um profissional competente. Também devem ser fabricados com material sanitário, ou seja, que permitam higienização adequada, e possuir dispositivos de proteção e segurança para evitar acidentes de trabalho. No caso dos equipamentos de refrigeração ou térmicos, é necessário um sistema para aferição de temperatura. Convém proteger parafusos e porcas dos equipamentos para evitar a queda dentro de alguma preparação. Deve-se considerar, ainda, o consumo de energia dessas máquinas. Recentemente, o Hospital viValle trocou um freezer e obteve uma redução significativa no consumo de energia.

A nova linha de recipientes Siry Hospitalar by Oxford concilia qualidade, elegância e tradição de louças com alto requinte, projetadas para suprir as tendências mais sofisticadas da hotelaria hospitalar. As peças de porcelana são elaboradas com exclusivo tom branco e possuem cloche transparente, em perfeita harmonia com o módulo de carrinhos térmicos. www.siryhospitalar.com.br l (11) 2336-6600 Na Hospitalar: Pav. Azul – Rua F/G 21/22

Custos O custo do serviço de Nutrição é composto por direto (mão de obra, gêneros alimentícios, descartáveis e limpeza) e indireto (EPI´s, manutenção, materiais administrativos e rateios). Os custos diretos são os que devem ser trabalhados com o objetivo de redução. Segundo Patricia, do Bandeirantes, para iniciar um controle efetivo de custos, deve-se realizar levantamento de dados e análise da situação atual dos custos do setor; determinar a meta de redução; elaborar o orçamento/ planejamento; e realizar acompanhamento e avaliação constante. Podem interferir no custo: políticas constantes de compras, qualidade da matéria-prima, padrão do cardápio e mão de obra. Ana Carina e Michele, do viValle, salientam que a atividade que gera mais custo dentro da área é a produção dos alimentos. Desta forma, o valor da mão de obra utilizada passa a ser o maior dentro das atividades, incluindo formação, capacitação e retenção desses profissionais.

Acondicionamento

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Os alimentos classificados como não perecíveis (enlatados, cereais, grãos, etc.) devem respeitar os critérios da portaria

A atividade que gera mais custo dentro da área de nutrição é a produção dos alimentos

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Michele Pereira de Lima, do viValle

SMS 2619/11: • Protegidos da incidência de raios solares; • Separados por categorias; • Separados de todos os materiais de limpeza, higiene, perfumaria e outros produtos químicos; • Separados dos alimentos que exalem odores; • Empilhados segundo as recomendações dos fabricantes e de forma a não comprometer a qualidade e a integridade das embalagens e dos produtos; • Organizados de forma a garantir ventilação, higienização e circulação de pessoas; • Dispostos distantes do piso, sobre estrados com acabamento liso, mantidos em bom estado de conservação e limpeza; • Acondicionados em embalagens íntegras, sem deformações, sujidades e ferrugem, com identificação visível e apresentando todos os dados necessários para garantir sua rastreabilidade e o controle da data de validade; • Utilizados segundo o sistema PVPS (primeiro que vence/primeiro que sai) ou PEPS (primeiro que entra/primeiro que sai). Já os alimentos classificados como perecíveis (carnes, hortifrutis, laticínios, etc.) precisam seguir os seguintes critérios: • Os estocados em câmaras frias devem ser armazenados distantes das paredes e sob arrumação modular, de forma a garantir a circulação do ar frio. Eles não devem estar dispostos sob os evaporadores; • Produtos que exalem odor ou que exsudem, frutas, verduras, legumes, carnes, pescados e outros produtos crus devem ser armazenados em equipamentos diferentes dos termicamente processados. Quando da existência de apenas um equipamento, o armazenamento deve ser realizado de forma a evitar contaminação cruzada e a migração de odores de um alimento para outro;

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• Quando houver a necessidade de armazenar diferentes gêneros alimentícios em um mesmo equipamento, os alimentos prontos para o consumo devem estar dispostos nas prateleiras superiores; os semiprontos e pré-preparados nas prateleiras do meio; e os produtos crus ou não higienizados nas prateleiras inferiores, separados entre si e dos demais; • Os alimentos prontos para o consumo devem ser protegidos com coberturas específicas para cada recipiente, de modo que o fundo de um não fique em contato direto com o que está embaixo, quando empilhados. O material descartável utilizado neste procedimento não deve ser reaproveitado; • Os perecíveis também devem ser acondicionados sob as temperaturas descritas na legislação (SMS 2619/11).

O novo carro térmico aquecido/refrigerado da Cozil garante a temperatura ideal das refeições no serviço de distribuição. É indicado para armazenamento e transporte de alimentos aquecidos em temperatura de trabalho controlada para até 85°C, bem como de refrigerados. Possui espaço interno adequado para encaixe de GNs 1/1, bandejas ou grades, que podem receber diferentes formatos de embalagens. www.cozil.com.br l (11) 2832-8080 Na Hospitalar: Pav. Branco – Rua C 115

Indicadores de desempenho “Não é possível administrar o que não se pode medir”. É o que frisa Patricia, do Bandeirantes, que julga que medir é uma necessidade para a administração, assim como produzir indicadores. “Estabelecer parâmetros para a produção de informações e facilitar o fluxo para os interessados são elementos importantes para o funcionamento do Serviço de Nutrição e para a organização como um todo”, explica. Se um indicador de resultado está com nível abaixo do esperado, pode significar que houve problema em pelo menos uma das etapas do processo, o que é notado apenas no ponto final da cadeia. O indicador de desempenho tem o objetivo de detectar as falhas durante o processo, ou seja, antes de a refeição chegar ao paciente. Patricia cita alguns exemplos que auxiliam o Serviço de Nutrição nas tomadas de decisão: número de refeições servidas; índice de custo per capita de refeição; taxa de não conformidade do fornecedor; taxa de não conformidade do recebimento de gêneros alimentícios; índice de absenteísmo; horas de treinamento e desenvolvimento profissional por funcionário; índice de satisfação do cliente (indicador de resultado); e taxa

A caçarola 28 cm da Linha Edu Guedes by Ceraflame é uma ótima alternativa para que hospitais preparem as refeições de seus pacientes. O produto é feito a partir de matéria-prima inorgânica exclusiva, ou seja, é atóxico e não libera metais pesados durante a preparação dos alimentos. A peça tem capacidade para até 5.500 ml e está disponível em seis cores: pomodoro, malbec, curaçau, alecrim, preto e chocolate. www.ceraflame.com.br l (47) 3203-5000

Gilberto Augusto de Freitas

É essencial seguir as quatro leis da alimentação: Qualidade, Quantidade, Harmonia e Adequação

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Patricia Ramos, do Bandeirantes

de adequação das análises microbiológicas das refeições (indicador de resultado). Como exemplo, o Hospital viValle trabalha com 20 indicadores, tanto na nutrição clínica como na nutrição de produção. “Com certeza, através dos indicadores podemos monitorar todos os nossos processos, observando o desempenho de cada um e da empresa como um todo; podendo, assim, ter claramente a visão de quando e onde devemos focar para garantir os resultados almejados”, finalizam Ana Carina e Michele.

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DIAGNÓSTICO

Meio de contraste é considerado mais seguro que métodos a Raios-X Utilizada para o diagnóstico de alterações morfológicas e funcionais e no acompanhamento de doenças preexistentes, a ressonância magnética se tornou um dos exames mais presentes e importantes na avaliação dos quadros clínicos dos pacientes. De acordo com o Dr. Homero Melo, Diretor dos Cursos de Tecnologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, uma das explicações para o uso recorrente deste procedimento está ligada ao fato de o meio de contraste aplicado ser o mais seguro dentre os utilizados no diagnóstico por imagem quando comparado aos métodos que utilizam Raios-X, por exemplo. “Além disso, com o avanço tecnológico e o investimento dos fabricantes, os equipamentos têm se tornado mais rápidos na execução dos exames e mais confortáveis aos pacientes”, diz. Segundo o Dr. Melo, antes de realizar o procedimento, o paciente passa por uma avaliação médica e, com base nessas informações, será inserido em um protoloco de exame. Nessa etapa, é decidida a necessidade ou não do uso do meio de contraste. “A pessoa será posicionada no equipamento de ressonância de acordo com a região a ser estudada. Para o paciente, a única indicação de que o exame está sendo realizado é a emissão de ruídos altos. Para isso, é entregue um protetor de ouvido”, afirma. O diretor explica que, nas análises de radiodiagnóstico, as imagens estão na chamada “Escala de Cinza”, que vai do branco ao preto. Os meios de contraste são usados para aumentar a diferença entre os tecidos e permitir a melhor visualização dos órgãos do corpo. “Vale ressaltar que para cada método de imagem existe um contraste específico, com propriedades físicas e químicas totalmente diferentes. Por exemplo, na ressonância magnética, ele é baseado no gadolínio, já na tomografia computadorizada, utiliza-se o iodo”, conta. Os meios de contraste são classificados como um produto farmacêutico e, por isso, seguem todas as regras da Anvisa. “Como todo fármaco, a substância deve ser prescrita por um médico radiologista, que verifica, de acordo com a indicação do exame, a necessidade de sua administração. Da mesma forma que estamos sujeitos a uma reação alérgica a determinado medicamento, alimento ou produto industrializado, existe uma possibilidade de se apresentar alergia após a utilização de um meio de contraste”.

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Para cada método de imagem existe um contraste específico, que deve ser prescrito por um médico radiologista, com propriedades físicas e químicas totalmente diferentes

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O especialista ressalta, ainda, que as indústrias farmacêuticas investem em novas formulações para tornar essas substâncias cada vez mais seguras. “Para cada tipo de meio de contraste há contraindicações, como por exemplo, algumas doenças respiratórias, insuficiência renal e alergias anteriores. Enfatizo que existem possibilidades de risco, mas que não implicam necessariamente que o paciente não possa realizar a chamada fase contrastada. A decisão fica a critério da equipe médica que irá avaliar o risco-benefício”, analisa.

www.fcmsantacasasp.edu.br

Aplicação indevida Em janeiro deste ano, dois homens e uma mulher morreram de parada cardiorrespiratória após passarem pelo exame de ressonância magnética de crânio na Ressonância Magnética Campinas (RMC), dentro do Hospital Vera Cruz, em Campinas, interior de São Paulo. Segundo as investigações, as vítimas sofreram embolia pulmonar pois receberam a aplicação indevida de perfluorocarbono, substância utilizada nesse tipo de exame, porém, específica para a região pélvica, sem nenhum contato direto com o receptor. Como não é solúvel no sangue, não poderia ter sido injetado nos pacientes. Ausência de treinamento adequado dos funcionários e reaproveitamento indevido de embalagens de soro para acondicionar o produto foram apontados como causa das mortes. O Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) apontou também para a falta de rastreabilidade dos produtos usados e dos procedimentos, bem como a ausência de supervisores em tempo integral durante a realização do procedimento. A assessoria de imprensa da RMC informou que vai abrir um procedimento interno para apurar as falhas no procedimento, e a própria empresa emitiu comunicado à sociedade explicando seus procedimentos e destacando que encontram-se dentro das normas estabelecidas pela Vigilância Sanitária.

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ENTIDADE

Campanha da AMIB lembra a necessidade de cuidados bucais nas UTIs “Na UTI, lembre-se da boca!” Esse é o slogan da campanha nacional desenvolvida e lançada pelo Departamento de Odontologia da AMIB – Associação de Medicina Intensiva Brasileira. As infecções se tornaram um desafio no ambiente hospitalar, como uma manifestação frequente no paciente grave, internado nas Unidades de Terapia Intensiva, devido à sua condição clínica e à variedade de procedimentos invasivos rotineiramente realizados. Esses procedimentos determinam uma probabilidade entre 5 e 10 vezes maior de contrair uma infecção e representam cerca de 20% do total das infecções hospitalares. “Com o constante surgimento de evidências científicas que respaldam o papel nocivo dos comprometimentos e das infecções dentárias e bucais para a degradação do estado geral dos pacientes alocados nas Unidades de Terapia Intensiva, a Odontologia passa a dividir responsabilidades com outros integrantes das equipes de saúde – especialmente nas questões referentes ao controle das infecções e da melhor oferta de conforto a esses pacientes”, afirma a Dra. Teresa Márcia Morais, Presidente do Departamento de Odontologia da AMIB e Coordenadora da campanha. Segundo a cirurgiã-dentista, a falta de tratamento dentário aumenta a possibilidade de infecções e sepse (infecção generalizada) e pode causar até pneumonia, doença responsável por 30% das mortes nesse ambiente. “A higiene bucal deficiente é comum em pacientes internados em UTIs. Esse problema propicia a colonização do biofilme bucal por microrganismos patogênicos, especialmente respiratórios”, alerta. O papel do cirurgião-dentista nesse ambiente pode auxiliar muito na diminuição do problema, já que, porcentagem considerável dessas infecções começa pela boca. Dra. Teresa diz, ainda, que é necessário ficar atento a alguns pontos importantes, como por exemplo, identificar problemas dentais e periodontais prévios à internação. “As pesquisas científicas estão conferindo às infecções bucais uma inter-relação com outras patologias sistêmicas, além de considerá-las com potencial para agravar uma condição preexistente ou, ainda, colaborar para que o indivíduo tenha maior risco de desenvolver outras doenças”, disse.

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A higiene bucal deficiente é comum em pacientes internados em UTIs. Esse problema propicia a colonização do biofilme bucal por microrganismos patogênicos, especialmente respiratórios

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A campanha foi desenhada para atingir vários públicos: sociedade civil, apresentando a importância dos cuidados bucais em UTI; cirurgiões-dentistas, reforçando a necessidade da inserção e capacitação para a atuação em terapia intensiva; profissionais intensivistas, promovendo a conscientização dos benefícios gerados pela atuação do cirurgião-dentista na melhora do conforto do paciente e na redução das taxas de infecções respiratórias; e os gestores, demonstrando a redução de custos hospitalares e do tempo de internação, quando a UTI conta com o cirurgião-dentista. Um dos itens que compõem a lista de materiais de conscientização é o kit higiene bucal, que indica aos profissionais de saúde e familiares dos pacientes internados nas UTIs o que é necessário para a higienização, como escovas dentais com o tipo de cerda e o tamanho adequados, creme dental, enxaguantes bucais e fio dental. “Não se pode permitir em pleno século XXI o desconhecimento sobre o impacto da condição bucal na saúde do indivíduo, especialmente os que estão com a saúde comprometida, como os pacientes de UTI. É preciso reduzir os altos índices de infecções respiratórias que sabidamente apresentam relação com os problemas bucais e que podem levar ao óbito”, reforça Dra. Teresa. Foram criados folders e cartazes especiais para cada público, além do kit de higiene bucal. Já para os cirurgiões-dentistas, haverá cursos de capacitação. 

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LEGISLAÇÃO

Medidas podem agilizar entrada de novos produtos para saúde no país Carlos Eduardo Gouvêa Presidente da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS), união de três entidades: Ass. Bras. da Indústria de Alta Tecnologia de Equipamentos, Produtos e Suprimentos Médico-Hospitalares (Abimed), Ass. Bras. de Importadores e Distribuidores de Implantes (Abraidi) e Câmara Bras. de Diagnóstico Laboratorial (CBDL)

Neste mês de maio faz três anos que entrou em vigor a RDC 25, da Anvisa, norma que obrigou as empresas fornecedoras de produtos para saúde a apresentarem junto à agência, no momento da solicitação ou revalidação do registro do produto, a Certificação de Boas Práticas de Fabricação. Para obter esse certificado, as empresas, inclusive aquelas situadas fora do Brasil, devem ser inspecionadas por técnicos da agência. Desde então, elas enfrentam uma longa fila de espera para a realização das inspeções. Sem falar também de outros produtos, cuja regulação está a cargo da agência, que enfrentam a demora para o deferimento de registro, de Autorização de Funcionamento, etc. Contudo, este cenário parece estar prestes a mudar, caso sejam implantadas várias medidas anunciadas pela agência neste primeiro trimestre de 2013. Nesse sentido, ganha importância a publicação da Consulta Pública nº 8, da Anvisa, que estabelece requisitos do Regulamento Técnico de Boas Práticas de Fabricação de Produtos Médicos e Produtos para Diagnóstico de Uso in Vitro, aplicáveis às empresas que realizam atividades de importação, distribuição e armazenamento, cujo prazo para envio de contribuições termina em 8 de junho. Outro passo importante foi a publicação, no dia 1º de abril, da resolução RDC nº 16, que extingue a necessidade de duas inspeções para uma mesma planta que fabrique equipamentos e produtos para diagnóstico in vitro, tanto em território nacional como nas inspeções internacionais. Não se pode deixar de mencionar, também, a Consulta Pública nº 2, do início de janeiro, que trouxe propostas de novas regras para a concessão da certificação de boas práticas. Entre elas, estão sugestões para as empresas dos segmentos de materiais para saúde, equipamentos de uso médico e produtos para diagnóstico de uso in vitro. O prazo para envio de contribuições a este texto terminou no início de março. Outra medida anunciada pela Anvisa e que poderá minimizar o gargalo é a contratação de 314 servidores. A iniciativa dobra a capacidade da agência para a inspeção de laboratórios e a análise de registro de medicamentos e produtos, insumos e produtos para a saúde. Juntamente com esta medida, a alteração do Decreto que impedia a utilização de servidores estaduais e municipais pertencentes ao Sistema Nacional de Vigilância Nacional também deve permitir, pouco a pouco, que se agreguem mais profissionais capacitados para a realização das inspeções. Vale ressaltar, ainda, o anúncio feito pelo Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no dia 18 de março, sobre a adoção, pela Anvisa, de um conjunto de medidas para modernizar a análise do registro de novos produtos e dar mais rapidez ao processo. As ações – que fazem parte da segunda fase do Contrato de Gestão pactuado com o Ministério da Saúde – devem melhorar a capacidade operacional da agência, reduzir o tempo de aprovação de produtos, desburocratizar processos e eliminar custos para empresários, microempreendedores e agricultores familiares. Também está em estudo a reformulação na legislação atual – Decreto nº 74.094/77 – para simplificar e desburocratizar os procedimentos de registros de produtos, como medicamentos e insumos farmacêuticos, entre outros. As alterações na legislação poderão ocorrer por meio de Projeto de Lei ou Medida Provisória. Entre as propostas, está a permissão para que

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“ Entre as novas propostas, está a permissão para que a Anvisa reconheça auditorias e inspeções internacionais realizadas por outras agências e organismos certificadores. Isso poderia reduzir em cerca de 70% as 600 inspeções anualmente realizadas pela agência em outros países

a Anvisa reconheça auditorias e inspeções internacionais realizadas por outras agências e organismos certificadores. Isso poderia reduzir em cerca de 70% as 600 inspeções anualmente realizadas pela agência em outros países, sem criar fragilidade sanitária. Diante das iniciativas apresentadas, se colocadas em prática em seu conjunto, já é possível vislumbrar um quadro mais animador e afastar o temor de um apagão tecnológico na área de produtos para saúde.

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Celebração

Revista Hospitais Brasil comemora 10 anos de sucesso

A Publimed está comemorando 10 anos de existência, o que enche de orgulho sua diretoria, seus funcionários, colaboradores e parceiros. Antes de contarmos um pouco da nossa história, é importante destacar a experiência de seus idealizadores no segmento da Saúde. Esse grupo se conheceu em 1994, na Editora Guia, quando foi lançada a revista Guia de Fornecedores Hospitalares, publicação já extinta, mas que, na época, foi líder de mercado por quase uma década. Durante esse período, essa equipe participou ativamente do desenvolvimento da publicação, na expectativa de atender aos anseios de seus anunciantes e leitores, trabalhando em prol de uma revista de conteúdo, que atendesse aos interesses dos mais diversos setores hospitalares. No final de 2002, a Editora Guia vendeu o título para outra empresa, que não tinha nenhuma experiência na área da Saúde e cujo foco vinha na contramão de tudo aquilo que a equipe inicial havia apresentado ao mercado. Diante desse impasse, um grupo formado por profissionais das áreas comercial e administrativa, jornalistas e produtores gráficos foi a campo para ouvir a opinião de entidades, leitores e anunciantes. “Recebemos o aval do mercado, que apoiou plenamente nossa iniciativa, e assim, na feira Hospitalar de 2003 circulava a edição número 1 da Revista Hospitais Brasil, a primeira publicação da Publimed”, lembra Adilson Luiz Furlan de Mendonça, Diretor Geral. Assim nasceu a Publimed, realizando o sonho desses profissionais no sentido de criar uma revista que agregasse conhecimento e promovesse bons negócios. “Com a ajuda de uma equipe competente e o apoio de nossos anunciantes e parceiros, chegamos aos 10 anos com a sensação do dever cumprido”, destaca Adilson. Atualmente, a Revista Hospitais Brasil, principal publicação da Publimed, é líder em seu segmento, com o maior número de leitores e anunciantes.

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Parcerias de sucesso

Edição nº 01 - 60 páginas Edição nº 61 - 172 páginas

Nesse período, a Publimed foi se aperfeiçoando e estabelecendo importantes parcerias para seu desenvolvimento e lançando publicações que já são destaques no setor de Saúde brasileiro. Um bom exemplo foi o relacionamento com a Abimo e a Apex Brasil, que permitiu o lançamento, em 2009, do Brazilian Health Devices, com o objetivo de divulgar e promover a cultura e a tradição brasileira, o momento favorável de nossa economia e, principalmente,

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“ Agradecemos aos leitores, que nos estimularam a aprimorar cada vez mais nosso trabalho, e aos anunciantes, que viabilizaram nosso crescimento no decorrer desses 10 anos

mostrar ao mundo nossa indústria médica, através da distribuição nos mais destacados eventos internacionais do setor, como MEDICA, na Alemanha, FIME, nos Estados Unidos e Arab Health, nos Emirados Árabes. Em sua 4ª edição, o Brazilian Health Devices é um veículo de absoluto sucesso. Outra parceria que merece destaque foi estabelecida com a Hospitalar Feiras e Congressos, desde o início de nossa trajetória. Apoiadores de novas ideias e em sintonia com as inovações do mercado, os organizadores da feira sempre incentivaram as iniciativas da Publimed. Em 2006, nos convidaram a executar o projeto do Jornal Hospitalar Today, uma publicação diária, distribuída aos visitantes da feira, e que colocou à prova nossa capacidade de atuação e desempenho no mundo jornalístico. O desafio nos inspirou e, graças a uma equipe composta por cerca de 30 profissionais, entre jornalistas, designers, fotógrafos e produtores gráficos, construímos uma publicação referência na cobertura do maior evento de saúde da América Latina. “O Jornal Hospitalar Today é um exemplo de parceria de sucesso. O veículo permite a cobertura do que de mais importante acontece durante a Hospitalar, levando informação aos visitantes quase que em tempo real e nos coloca em sintonia com a amplitude desse mercado”, explica Vanessa Borjuca Santos, Diretora Financeira.

Uma Redação atuante

Com conteúdo rico, abrangente, que mantém o firme propósito de levar informação útil e de qualidade

Stand da Revista Hospitais Brasil em nossa primeira participação na Hospitalar 2003

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aos profissionais de todos os setores hospitalares do país, a Revista Hospitais Brasil se orgulha de ser o veículo mais lido e consultado do setor. Uma equipe coesa, que trabalha para incluir em suas páginas os fatos mais marcantes do setor, durante esses 10 anos muito aprendeu e se especializou. “Sem esse nível de dedicação e profissionalismo não teríamos como chegar até aqui”, explica Leda Lúcia Borjuca, Diretora de Redação. A Diretora comenta ainda sobre a importância dos colaboradores eventuais da Redação, como os jornalistas que trabalham no Jornal Hospitalar Today e em outros eventos nacionais e internacionais: “Esse apoio nos permite sonhar e realizar projetos ambiciosos, que dependem exclusivamente do empenho desses profissionais”, conclui.

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Em sintonia com os avanços tecnológicos

Acompanhando a tendência mundial de levar a informação em tempo real aos leitores, a Publimed investiu no desenvolvimento de um portal completo, com notícias atualizadas diariamente e ferramentas que facilitam a execução do trabalho dos profissionais de saúde. Vanessa explica as funcionalidades da Busca Hospitalar, uma das mais recentes realizações da empresa: “A Busca Hospitalar é um exemplo prático do uso da tecnologia na concretização de negócios. Através de um site de fácil navegação, o profissional da saúde pode consultar os principais fornecedores do setor e interagir com essas empresas, economizando tempo e ganhando agilidade na compra de produtos ou equipamentos”. A versão interativa da Revista Hospitais Brasil para tablets e smartphones, lançada este ano, possibilita acesso rápido às informações, de qualquer lugar e em qualquer momento, e complementa a versão impressa através de uma galeria de imagens, vídeos e links, abrindo também novas oportunidades aos anunciantes quanto à abrangência e interatividade de

Alexandre Padilha (Ministro da Saúde) em visita ao stand da Revista Hospitais Brasil, na companhia de Thomas Santos (Hospitalar), Adilson Mendonça (Diretor Geral) e José Maria Lasry (Hospitalar)

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Carol Gonçalves (Jornalista), Leda Lúcia Borjuca (Diretora de Redação) e Luiza Mendonça (Redatora de Conteúdo Web)

Vanessa Borjuca Santos (Diretora Financeira) e Andréa Mendonça (Gerente de Relacionamento)

seus anúncios. A inserção do QR Code na capa das revistas permite consultar todas as edições digitais disponíveis no portal.

Momentos marcantes

Nesses quase 3.650 dias de atuação, vivenciamos momentos gratificantes e que ficaram marcados para sempre em nossa história. A cada edição presenciamos o crescimento da publicação, o aumento do número de páginas e de anunciantes, a aceitação de nosso público leitor, o estreitamento das relações com anunciantes, entidades e com os mais relevantes especialistas desse mercado. Um dos momentos que serão sempre lembrados

Márcio Augusto Gama (Gerente de Negócios)

foi nossa atuação na Campanha Parceiros da Saúde, realizada junto à Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, que, com o apoio de nossos anunciantes, conseguiu doar à entidade os equipamentos necessários para a montagem de mais um centro cirúrgico no hospital. A cerimônia de entrega realizada nas dependências da Santa Casa contou com a presença de seus principais líderes e das empresas participantes. Outro momento importante foi a presença do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em nosso stand na Hospitalar no ano de 2012. Recepcionado por Adilson Mendonça, nosso Diretor Geral, o ministro muito nos honrou com sua visita e nos deixou a certeza de que estamos no caminho certo rumo ao futuro.

Cerimônia na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo

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Nádia Silva de Nadai (Assistente Comercial)

Ronaldo de Almeida Santos (Gerente de Negócios)

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A origem da EC no Brasil Lúcio Flávio de Magalhães Brito Engenheiro Clínico Certificado l lb@engenhariaclinica.com Você já ouviu falar da denominação profissional engenheiro clínico? Mas afinal, de onde ele vem? Para responder esta pergunta, apresento de forma resumida um pouco da sua história no Brasil. Por ser um resumo, não esgotará o assunto, mas permitirá apresentar os principais eventos que consolidaram a profissão. Em 1983, a Organização Mundial da Saúde – OMS/Genebra e a FDA – Food and Drug Administration debateram sobre a necessidade de a administração pública ter ferramentas para solucionar os problemas gerados pela alta velocidade das inovações e proliferação de tecnologias relacionadas a dispositivos médicos. O sucesso deste debate levou a uma série de outros encontros, com o objetivo de desenvolver ferramentas que permitissem maior cooperação internacional, troca de informações e criação de fóruns. Era necessário um novo perfil profissional para contribuir com a redução dos impactos negativos dos avanços tecnológicos na área da saúde, oferecidos pela indústria. Afinal, este problema, de natureza complexa, não poderia ser tratado apenas do ponto de vista de atividades de manutenção. Documentos produzidos por organizações de diversos países reportando encontros posteriores a 1983 e oferecendo informações adicionais sobre o tema são encontrados em todos os anos seguintes, até que, em novembro de 1989, em Campinas, SP, durante o IV Seminário Nacional de Engenharia e Manutenção Hospitalar, três engenheiros apresentaram o termo clinical engineering, o que, sem dúvida, chamou atenção de todos os participantes que, até então, trabalhavam com os termos manutenção hospitalar ou manutenção predial, tão usados no Brasil naqueles anos. O plano, iniciado em 1983 ou antes, estava se materializando. De fato, o nosso seminário era realizado simultaneamente a outro evento internacional, no auditório ao lado. O Manpower Development for a Health Care Technical Service promovido pela OMS, com 22 participantes, representou o interesse de 16 outros países e avançou na discussão dos eventos anteriores. Os objetivos do encontro eram priorizar os requisitos para este tipo de mão de obra; delinear características específicas de conteúdos de treinamento; relacionar instituições de ensino existentes; identificar necessidades de treinamento futuro e elaborar recomendações. Foi um momento determinante, um divisor de águas. O termo “manutenção hospitalar” nunca mais seria o mesmo. Em 1991, como continuidade dos esforços para o melhor aproveitamento de recursos tecnológicos em saúde, foi promovido o I Advanced Clinical Engineering Workshop, em Washington-DC, como parte do programa internacional de capacitação de mão de obra nesta área. Seis engenheiros brasileiros e 17 latinoamericanos, atuantes na área, participaram do evento. Foi um curso teórico e prático, que abordou temas como: avaliação tecnológica em saúde; planejamento estratégico e de equipamentos; aquisição de equipamentos; gerenciamento de ativos; garantia de qualidade; princípios de análise financeira; segurança, leis e normas; gestão de pessoas; treinamento; relacionamento com fabricantes; edificações e instalações hospitalares; treinamento de usuário, integração com pesquisa e desenvolvimento; sistemas de saúde; manutenção em áreas remotas; experiências de outros países em desenvolvimento; equipamentos radiológicos, de laboratório, high tech e perinatal. O conteúdo do programa produziu uma mudança de paradigma, afinal, não poderíamos mais reduzir o papel do engenheiro neste processo às necessidades de manutenção. O tema seria tratado, a partir de então, como gestão de recursos tecnológicos em saúde. Na parte prática, o mais relevante foi perceber a extrema diferença de recursos e ferramentas de trabalho oferecidos aos engenheiros dos EUA, em comparação com o que tínhamos no Brasil. De volta ao país, o trabalho continuou, tanto por parte do governo

quanto por iniciativas de outras organizações. As universidades UFPB, UFRGS, UNICAMP e USP promoveram por dois anos consecutivos cursos de especialização em engenharia clínica. Neste mesmo período, o SENAC Saúde, SP, promoveu vários encontros com participantes de renome nacional e internacional que trabalhavam nesta área. Posteriormente, o Hospital Sírio Libanês contribuiu com a disseminação da terminologia e da profissão, através da oferta de eventos na área, sendo que, um dos últimos que sediou foi o Advanced Clinical Engineering Workshop para países de língua portuguesa, com palestrantes nacionais e internacionais. Na primeira década dos anos 2000, o Hospital Albert Einstein promoveu vários simpósios nesta área até que, em 2003, foi fundada a Associação Brasileira de Engenharia Clínica que, com diversas fontes de apoio, promove seminários e congressos e assume a tarefa apoiar os profissionais da área e desenvolver a profissão. Hoje, Engenharia Clínica é uma realidade, porém, assim como na assistência à saúde, é desigual entre o setor público e privado, diferença que pode ser mais ou menos acentuada, dependendo da região do país onde o hospital se encontra. E ainda requer investimentos adequados.

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gestão

“Se o seu RH só está fazendo piqueniques ou newsletters, você está morto”

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Genésio Korbes Sócio da Korbes Consulting | MBA em Gestão Empresarial genesio@korbesconsulting.com

Tomo a frase do título emprestada de Jack Welch para reforçar o que há muito tempo venho afirmando: a necessidade de mudar o foco de Recursos Humanos nas empresas, e especialmente nos hospitais, de operacional para estratégico. A situação deste departamento na maioria dos hospitais brasileiros é caótica. Deveria ser o coração, a alma da empresa. Mas ainda é conhecido como mero DP – Departamento de Pessoal, aquela sala sombria que a maioria dos funcionários advertidos ou demitidos é orientada pelos seus gestores a procurar... “Passa lá no DP”... A preocupação é mais com a burocracia e com o pague/puna do que com a visão de desenvolvimento e capacitação das pessoas. Além de pensar estrategicamente, RH precisa assumir ações e comportamentos estratégicos, “filhotes” da estratégia institucional, contribuindo para que os objetivos da alta direção cheguem a todos os níveis organizacionais. Afinal, preciso saber o que se espera de mim, certo? Seus conceitos, gestão e atitudes precisam estar presentes nas entranhas, no cérebro e no coração de todos os gestores. O que notamos na maioria dos casos é o RH preocupado com valetransporte, brigada de incêndio, aniversários do mês, planos de saúde, valerefeição, ovo de Páscoa, festa do final do ano e por aí vai. Cadê as ações de desenvolvimento das competências, da liderança, da postura, de foco nos resultados e na visão? Certamente, estão em segundo plano, se é que existe essa preocupação. Ouso afirmar que a maioria desconhece estes conceitos atuais ou, se conhece, talvez nem acredite em sua relevância. A atividade RH deve estar vinculada diretamente ao CEO ou diretor-executivo da instituição. Precisa participar ativamente na discussão de suas estratégias. É a área que tem com as demais diretorias, autoridade e responsabilidade para difundi-las em todos os níveis e, como as demais, deve ser cobrada por isso. Participa diretamente da elaboração das políticas de recursos humanos da organização, voltadas para o desenvolvimento das pessoas com foco no resultado. Tem total responsabilidade sobre a gestão do clima organizacional, altamente estratégico. A pesquisa do clima é a primeira atitude e fornece as informações para que sejam montadas as ações a serem deflagradas nas situações desconfortáveis. Se parar somente nas pesquisas, a empresa estará morta. O que tem valor são as atitudes a partir das informações, este é o grande diferencial. Quais ações? Que consequências trarão? Em que prazo serão implementadas? Essa postura guiada mais por atos que por discursos, deve visar à alteração das condições adversas e à geração de valor para a empresa e os envolvidos. Temos ainda a mediação de conflitos como estratégia que pode colaborar bastante na melhora do clima e na criação de um valor importante: a confiança. Mediações podem evitar confrontos e desconfortos, perdas financeiras, diminuição da produtividade e outros malefícios. Um bom acordo é mais valioso que uma vitória, após anos de disputas jurídicas, com desgaste em energia, tempo e dinheiro. Tudo isso sem falar no desenvolvimento da liderança, principalmente no nível dos gestores dos hospitais. Muito tem se escrito e discutido sobre este assunto na última década. Toda mudança mexe com as pessoas, e é por elas que se inicia todo o processo. Pessoas sozinhas não conseguem ir a um lugar juntas. Precisam de um mentor, de um líder, alguém que lhes mostre o caminho, que as oriente e que também as desafie. Existe algo mais estratégico numa empresa do que conduzir pessoas para que os objetivos e as metas sejam alcançados em forma de resultados? Não conheço. Somente o espírito de liderança e a sua eficaz condução conseguem produzir

este “milagre”. Tudo isso acontecendo com as pessoas participando, envolvidas, comprometidas e felizes. Falemos também sobre a meritocracia, que é uma ferramenta estratégica para a gestão de pessoas, trazendo embutida uma enorme dose de construção de confiança. Ebina, em 2011, afirmou que a falta de confiança é um dos motivos para que os profissionais não rendam o máximo possível dentro da empresa. A profª Ligia Barbosa define a meritocracia como “um conjunto de valores que postula que as posições sociais dos indivíduos na sociedade devem ser resultado do mérito de cada um, ou seja, das suas realizações individuais”. Vou mais além: é um sistema que facilita ao indivíduo atuar na empresa com motivação, envolvimento e comprometimento. Encerro este artigo com uma certeza: o RH das empresas precisa se renovar. O especialista em gestão e liderança belga-suíço Didier Marlier partilha desta visão. Em entrevista ao portal administradores.com, ele creditou esta associação automática entre RH e burocracia ao fato de que, durante muito tempo, esta função foi vista como um “mal necessário”, ligada a processos jurídicos, de pagamento e controle. O que estamos fazendo de fato para virar esta página e atuar como RH estratégico?

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TECNOLOGIA

As vantagens de visualizar a ventilação mecânica diretamente no leito A ventilação mecânica artificial, que permite salvar vidas, também pode prejudicar os pulmões, pois a pressão necessária para inflá-los durante o processo é muito mais alta do que a que ocorre durante a respiração fisiológica normal, podendo distender excessivamente o tecido pulmonar. Além disso, os pulmões de pessoas com problemas respiratórios nem sempre inflam uniformemente. Algumas regiões do órgão podem estar em colapso enquanto outras inflam normalmente ou estão excessivamente distendidas. As estratégias de ventilação pulmonar protetora durante a ventilação mecânica visam inflar os pulmões de modo suficiente, evitando impactos negativos. O problema é que, atualmente, tais estratégias muitas vezes têm de ser baseadas em medições fisiológicas que apenas refletem a função de todo o pulmão, ao invés de informar o que está acontecendo em diferentes regiões do órgão. A Tomografia por Impedância Elétrica (TIE) é uma técnica de monitorização que pode ser usada junto ao leito, exibindo continuamente onde o ar é distribuído no interior dos pulmões, em tempo real, permitindo que o médico possa visualizar imediatamente os efeitos da terapia de distribuição do ar. Este é o princípio de funcionamento do PulmoVista 500, da Dräger, o primeiro equipamento de TIE previsto para uso clínico diário por intensivistas para visualizar a distribuição regional da ventilação pulmonar diretamente junto ao leito. Ele proporciona informações complementares sob a forma de imagens dinâmicas (50 por segundo), comparáveis a uma sequência de filme. “Com a TIE, agora podemos visualizar como a ventilação dos pulmões se altera e depois avaliar funcionalmente estas alterações. Esta é a primeira vez que este tipo de avaliação

“ Com o auxílio de um cinto com eletrodos, o PulmoVista 500 mede as propriedades bioelétricas do tecido pulmonar e exibe as informações no monitor foi disponibilizada”, declara o Prof. Dr. Hermann Wrigge, ViceDiretor da Clínica e Policlínica para Anestesiologia e Terapia Intensiva do Hospital Universitário de Leipzig, da Alemanha, o primeiro do mundo a usar o equipamento. Com o auxílio de um cinto com eletrodos, o PulmoVista 500 mede as propriedades bioelétricas do tecido pulmonar. O software do equipamento de TIE processa os dados medidos e calcula a distribuição da ventilação e as mudanças no volume pulmonar ao final da expiração. As informações são exibidas no monitor como imagens a cores de uma seção transversal do tórax, bem como formas de onda e valores numéricos. Preparar o paciente é rápido e fácil: um cinto flexível com 16 eletrodos integrados é colocado em torno do tórax e conectado ao equipamento de TIE. Uma pequena corrente é aplicada através de um par de eletrodos enquanto as tensões resultantes são medidas em todos os outros. A corrente é, então, aplicada sequencialmente ao próximo par de eletrodos, e as medições de tensão continuam. Assim, a entrada de corrente e as medições de tensão giram em torno do tórax. Mudanças no teor de ar causam mudanças nas medições de tensão, que podem ser exibidas como uma imagem tomográfica. Como as medições são conduzidas sem radiação, não há efeitos colaterais. O Prof. Dr. Christian Putensen, Chefe de Terapia Intensiva Cirúrgica do Hospital Universitário de Bonn, da Alemanha, realiza pesquisas sobre as aplicações clínicas da TIE desde 2003. “O suporte da TIE para a configuração dos parâmetros de ventilação claramente tem o potencial de melhorar a troca de gases em pacientes com complicações respiratórias.”

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Parceria PPPs ajudam a inovar e transformar instituições de saúde

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Por um lado, consultorias e advogados mostram as vantagens do modelo de gestão e como elaborar uma análise de viabilidade. Do outro, o Secretário de Saúde da Bahia destaca os bons resultados do estado e apresenta novos projetos. Os últimos anos têm sido marcados por um aumento da colaboração entre o setor público e o privado no desenvolvimento e operação de infraestruturas e serviços em regime de Parceria Público-Privada (PPP). O setor de saúde não é uma exceção. A melhora da saúde constitui uma prioridade para todas as sociedades e garantir o acesso a um atendimento eficiente e de qualidade deve ser o objetivo para qualquer gestor público em saúde. Os modelos de PPP definem-se como diferentes formas de cooperação entre as autoridades públicas e o mundo empresarial, com o objetivo de garantir o financiamento, a construção, a renovação, a gestão ou a manutenção de uma

infraestrutura ou a prestação de um serviço. Segundo Eduard Portella, Presidente da Antares Consulting – empresa internacional de consultoria em estratégia, gestão e tecnologia –, o verdadeiro valor das PPPs está na capacidade de inovação e transformação, pois conseguem estabelecer um novo modelo de gestão de serviços caracterizado por: • Estabelecer acordos de “Risco Compartilhado” nos quais se distribuem os riscos do projeto, atribuindoos à parte que melhor consegue enfrentá-los; • Potencializar a eficiência associada ao setor privado, transposta para os projetos públicos; • Otimizar a alocação de recursos e flexibilizar a capacidade de gestão; • Fazer com que o setor público se centre nos resultados e nos benefícios, mais do que na gestão operacional dos serviços; • Reduzir, em grande medida, o tempo de execução dos projetos. Para a Administração Pública, adotar um modelo de PPP implica realizar uma gestão baseada na avaliação dos resultados e desenvolver competências profissionais, habilidades, ferramentas específicas, entre outros. Já para o parceiro privado, significa desenvolver novas capacidades para operar no novo

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modelo de negócio. Para ambos, envolve estabelecer um novo modelo de relação baseado na colaboração em longo prazo. “As Parcerias Público-Privadas são um bom instrumento para o desenvolvimento dos serviços de saúde, mas têm um pequeno risco: são projetos complexos, estruturantes e de longa duração”, descreve Portella. Segundo ele, a medicina tem evoluído muito, aproveitando todas as possibilidades de desenvolvimento científico, mas os modelos de assistência à saúde não têm acompanhado. “Hoje, eles compartilham duas grandes preocupações: acessibilidade e sustentabilidade.” Para Portella, o que motiva a necessidade de mudanças no setor são: incremento do gasto, paciente informado e exigente, envelhecimento da população, importância das doenças crônicas, aumento do uso dos serviços de saúde, novas técnicas e medicina personalizada, e potencial das TICs – Tecnologias da Informação e Comunicação. Quanto às tendências, elas envolvem serviços compartilhados, profissionalização das atividades de suporte, virtualização da atenção médica e trabalho colaborativo entre profissionais. Portella aponta como erros mais frequentes: contratar rapidamente a solução, quando seria melhor abordar o problema; dar pouca atenção aos volumes mínimos necessários, pois o tamanho também importa; comprometer recursos a longo prazo e perder a oportunidade de pensar no futuro; e esquecer de repensar a administração pública para uma nova função, pois convém controlar os resultados, mais que o processo.

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“Em resumo, perante o problema a ser resolvido, deve-se buscar uma reflexão e um planejamento em saúde com inovação, sem esquecer tanto do acesso como da sustentabilidade. É muito melhor integrar competências na modelagem”, declara. Antes da criação da Lei das PPPs, não havia como se cogitar a realização de concessões comuns em matéria de saúde. Além disso, interpretação corrente da Constituição (art. 199, §1º) mostra que a iniciativa privada só poderia participar do SUS de maneira suplementar. “Por esta visão, só poderia haver transferência de atividades-meio, não de atividadesfim. No entanto, OSSs – Organizações Sociais da Saúde e OSCIPs – Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, já tinham alargado este conceito e tiveram jurisprudência favorável”, explica a Advogada Tatiana Matiello Cymbalista, da Manesco, Ramíres, Perez, Azevedo Marques Sociedade de Advogados. Segundo ela, doutrina e jurisprudência cada vez mais alcançam interpretação sistemática da Constituição, que permite que os serviços públicos de assistência à saúde (atividade-fim) sejam prestados de maneira indireta, por concessão. “Diversificação e acumulação de iniciativas nesta área trazem maior segurança e possibilidades para novos modelos”, declara. Tatiana destaca, ainda, que a Lei das PPPs abre novas perspectivas contratuais relevantes em matéria da

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“ Quanto mais robusta for a análise de viabilidade, melhor será a deliberação pública Bruno Pereira, PPP Brasil

prestação dos serviços de saúde; a contratação de longo prazo exige planejamento, já que o erro terá consequências ainda mais relevantes; a “reincidência” daqueles que já fizeram PPPs nesta área indica que a experiência pode ser exitosa; e a participação das entidades privadas pode chegar até mesmo à elaboração do projeto, mas permanece a regra de que a administração deve controlar o processo.

Análise de pré-viabilidade Com o objetivo de contribuir com o debate público brasileiro sobre a participação da iniciativa privada no provimento de infraestruturas e serviços públicos, foi criada a PPP Brasil (www.pppbrasil.com.br). Sua estratégia inicial é a sistematização/distribuição de informações públicas e produção de conhecimentos sobre o tema. De acordo com Bruno Pereira, Advogado e Coordenador da entidade, a PPP envolve uma decisão de investimento geradora de impactos no longo prazo (transcende mandatos). Desenvolver um projeto desse tipo demanda recursos consideráveis, portanto é necessário testar se a PPP tem condições de ser uma boa alternativa. “Quanto mais robusta for a análise de viabilidade, melhor será a deliberação pública”, diz. Pereira aponta quatro pontos que devem ser analisados quanto à viabilidade do projeto:

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Fase 3 – Questões institucionais sobre PPPs – Qual é a Receita Corrente Líquida? Como ela se comportará nos próximos anos?

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Fase 4 – Relatório consolidado sobre a análise de pré-viabilidade – Definição da demanda de investimento em saúde – Linhas gerais do projeto e sua relevância – Estimativa dos investimentos necessários – Estimativa das despesas operacionais – Estimativa do prazo de implantação – Definição da estratégia e dos recursos necessários para que os estudos de viabilidade sejam realizados – Termo de referência dos estudos de viabilidade – Características gerais do contrato de PPP – Indicação de casos similares (nacional ou internacional) – Vantagens associadas à PPP em comparação com outras estratégias de contratação – Principais responsabilidades da futura concessionária “Este percurso é relevante em dois cenários: na proposta preliminar do poder público e na Manifestação de Interesse da Iniciativa Privada (MIP)”, destaca Pereira.

Fase 1 – Diagnóstico sobre as necessidades de investimento em saúde – Quais são os resultados das políticas públicas existentes? – Como as alterações demográficas e econômicas impactarão as necessidades de investimento em saúde no curto, médio e longo prazo? – Quais são as prioridades para investimento em saúde? – Qual o melhor equilíbrio entre prevenção e tratamento? – Como outras áreas impactam a saúde pública (por exemplo, saneamento básico)? Fase 2 – Diagnóstico sobre o modo como os recursos públicos vêm sendo empregados – Como os esforços em saúde vêm sendo organizados pela União, Estado e Município nos últimos anos? – Quais são os principais veículos para o gasto público (administração direta, autarquia, OS, prestadores de serviços, etc.)? – Qual a evolução do orçamento em saúde no passado recente? – Qual a perspectiva orçamentária para a saúde nos próximos anos? – Qual é a arquitetura institucional dos gastos em saúde? Há necessidade de aprimoramentos? – O Tribunal de Contas e o Ministério Público já opinaram ou são próximos das questões vinculadas aos gastos públicos em saúde?

– Já celebrou contratos de PPP? – Já celebrou contratos de longo prazo em outras áreas? – Há necessidade de aprimoramento do quadro normativo local vinculado às PPPs? – Há uma equipe de servidores públicos sensibilizada sobre PPPs?

A experiência da Bahia

Para a Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, a decisão de um governo por uma Parceria PúblicoPrivada não é exatamente por falta de condições para investir, mas, sim, uma opção gerencial que busca internalizar a eficiência do setor privado. O Estado conta com 33 unidades de saúde geridas de forma direta. Segundo Jorge Solla, Secretário de Saúde, alguns problemas desse modelo são os limites de gasto de pessoal da Lei de Responsabilidade Fiscal e do teto de remuneração do executivo, as dificuldades para adequar a política de recursos humanos, bem como flexibilizar e agilizar os processos de compras e contratação de serviços. “Grandes esforços estão sendo feitos para aperfeiçoar a gestão direta das unidades hospitalares públicas estaduais, como: concurso público, incentivo ao desempenho (parcela variável na remuneração), implantação de PCCV – Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos, contrato de metas com cada unidade, grande investimento em melhorias na estrutura física e equipamentos disponíveis”, descreve. Por gestão indireta, a rede pública estadual conta com três hospitais tercerizados por duas empresas privadas; 17 contratos com dez Organizações Sociais; e uma PPP.

Duas grandes preocupações do setor são acessibilidade e sustentabilidade Eduard Portella, Antares Consulting

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“ As PPPs no estado englobam o Hospital no Subúrbio, o novo Hospital Couto Maia e o Bioimagem Jorge Solla, Secretaria de Saúde da Bahia

em andamento. A previsão é que as obras sejam iniciadas ainda no primeiro semestre deste ano, sendo concluídas em 2014. A estrutura terá 155 leitos, sendo 30 de UTIs, e prestará atendimento de urgência, emergência e assistência ambulatorial. Será implantado, ainda, serviço de apoio diagnóstico com equipamentos de radiologia, ultrassonografia, tomografia computadorizada, endoscopia digestiva, eletrocardiografia e eletroencefalografia. Também contará com centro cirúrgico e com a ampliação dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), além da instalação de agência transfusional, serviço de reabilitação e de logística. O projeto prevê a construção do memorial Couto Maia e Dom Rodrigo de Menezes. As instalações serão erguidas em Águas Claras, onde hoje funciona o Hospital Dom Rodrigo de Menezes, que está em fase final de desativação. No começo deste ano, o Consórcio Couto Maia, formado pelas empresas MRM e SM Gestão Hospitalar apresentou a melhor proposta financeira para a gestão condominial. A estimativa é que sejam investidos R$ 97,3 milhões na construção da unidade e na aquisição dos equipamentos. O prazo da concessão é de dois anos de investimentos mais 20 anos de operação. O consórcio ficará responsável pela construção do hospital, manutenção predial e dos equipamentos, segurança, limpeza, higienização e fornecimento de alimentação para os médicos e funcionários.

Solla diz que os contratos com OS passaram por processos seletivos públicos e tiveram aperfeiçoamentos importantes na gestão dos contratos, qualificando as parcerias para a gestão indireta de algumas das suas unidades hospitalares. Nesse tipo de contrato não inclui investimento por parte do parceiro e há a possibilidade de repasses públicos para investimentos pela OS. No caso das empresas privadas, a parceria se dá por licitação e também não inclui investimento por parte do parceiro. A legalidade é questionada, por isso, a ideia é migrar para a OS. Já as PPPs no estado englobam o Hospital no Subúrbio, a primeira PPP em saúde do Brasil, o novo Hospital Couto Maia e o Bioimagem (em projeto). O Hospital do Subúrbio, que demandou R$ 50,5 milhões em obra civil, é operado desde setembro de 2010 por meio de parceria entre o Governo da Bahia e o consórcio Prodal Saúde, formado por Promédica e Dalkia. Com 313 leitos, além de 60 de home care, o hospital tem foco em atendimento de urgência e emergência, incluindo UTIs e internação adulto e pediátrica, centro cirúrgico, ambulatório e laboratório. É caracterizado pela economicidade no custo leito/dia (máximo de R$ 951,55); melhoria da qualidade dos serviços, através da certificação dos instituições acreditadoras; divisão de riscos do negócio com o parceiro; conservação e manutenção mais eficientes e atualização tecnológica constante dos equipamentos hospitalares; contratação de assessoria externa para auxílio ao processo de monitoramento, avaliação e fiscalização; além de maior eficiência do modelo proposto, tendo em vista o rigoroso controle por resultados de natureza quantitativa e qualitativa mediante fixação de metas e indicadores capazes de aferir o desempenho do parceiro, que impõe, por outro lado, penalidades de caráter financeiro pelo não atingimento dos padrões mínimos estabelecidos. Entre 2011 e 2012, foram aplicados R$ 314,3 milhões para operação da unidade e realizados 960.403 procedimentos ambulatoriais e 23.571 internações. Recentemente, o hospital foi selecionado pela KPMG entre os 10 melhores projetos de investimento em saúde no mundo, bem como foi premiado pela IFC/Banco Mundial entre os 10 melhores projetos de PPP na América Latina e Caribe.

ICOM

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A segunda unidade do estado a utilizar o modelo PPP é o ICOM, o Novo Instituto Couto Maia, especializado em doenças infecciosas e parasitárias, cujo projeto de construção já está

A Lei das PPPs abre novas perspectivas contratuais em relação aos serviços de saúde

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Tatiana Cymbalista, Advogada

Carol Garcia/Secom

Hospital do Subúrbio

Hospital do Subúrbio, primeira PPP em saúde do Brasil

PPP de Bioimagem O objetivo principal da PPP de Bioimagem na Bahia é a implantação de rede de serviços hierarquizada quanto à complexidade da assistência, interligada por recursos de telemedicina e sistemas de informação de gestão, visando à melhoria da assistência ao usuário das unidades da Rede Própria da SESAB – Secretaria de Saúde da Bahia. A parceria é com a IFC, com consultoria da Antares Consulting. São estimados investimentos de R$ 30 milhões em equipamentos e R$ 50 milhões em infraestrutura predial e de instalações. A alocação seguirá os critérios de localização geográfica, regionalização e hierarquização, densidade demográfica, existência de hospital da rede própria e oferta de médicos especialistas.

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Aborto até a 12ª semana de gestação? Dra. Elizabeth Kipman Cerqueira Médica Ginecologista e Obstetra, Diretora do CIEB – Centro Interdisciplinar de Estudos em Bioética e autora do livro “Sexualidade, Gênero e Desafios Bioéticos”, Editora Difusão

“Médicos defendem aborto até 12ª semana de gestação” foi título de matéria publicada no jornal Folha de S.Paulo no último dia 21 de março. Entretanto, as afirmativas exigem revisão. A matéria explicou que se trata de um “problema de saúde pública pelo grande número de mortes de mulheres em função dos abortos clandestinos, sendo a 5ª causa de mortalidade materna”. Porém, a última estatística do Ministério da Saúde, de 2010, aponta que o número total de mortes por qualquer motivo durante o ano foi de 487.137 mulheres. Nessa estatística existem 19 causas elencadas e a mortalidade materna é a 17ª da lista, com 1.728 mortes. Entre elas, o número total pós-aborto é de 154, e, por aborto provocado, incluindo os casos sem especificação, 57 mortes no ano, o que corresponde a 3,2% das mortes maternas. O total de mortes femininas em idade fértil (66.497) evidencia as necessidades urgentes para a saúde da mulher em outros campos. Segundo a matéria, “o número anual de abortos clandestinos no Brasil seria de 1 milhão e a liberação do aborto traria economia ao SUS”. Mas, qual foi a base de cálculo para a apresentação deste número? A fonte de dados oficiais do governo mostra que há o gasto atual com aproximadamente 200.000 curetagens ao ano, das quais, no máximo, 25% seriam ligadas ao aborto provocado. Segundo pesquisa da Universidade de Brasília (Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero, 2010), de cada duas mulheres que praticam o aborto, uma passaria pelos cuidados do sistema de saúde, o que totalizaria 100 mil abortos provocados/ano. De toda forma, este gasto seria aumentado incrivelmente com a liberação, pois estatísticas de outros países mostram que os números de abortos realizados pelo sistema de saúde tendem a aumentar progressivamente, entre 800% e 900%, quando há a liberação. O Conselho Federal afirmou também que “o parecer se fez por respeito à autonomia da mulher”. A liberdade é característica própria da pessoa desde que não agrida outro ser vivo humano. A criança em gestação é outro ser diferente dela, da espécie humana. Sua autonomia consiste na prevenção para não engravidar. Não posso eliminar um ser vivo humano porque ele não é desejado por mim e não viria daí a igualdade com o homem, que também não tem este direito. “O gesto tem um claro significado político”, foi outra afirmação do CFM. Sabemos que os Conselhos de Medicina são eleitos com a função de fiscalizar o desempenho adequado e ético de seus associados e devem se preocupar com as questões de saúde pública. Porém a discussão acima mostra que não se pode afirmar ser o aborto uma questão de saúde

Leitura Complementar Sexualidade, Gênero e Desafios Bioéticos Autora: Dra. Elizabeth Kipman Cerqueira

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pública e a definição do que seja autonomia da mulher seria, no mínimo, uma questão filosófica. Do ponto de vista de direitos, existe igual necessidade de respeito pela autonomia do feto como pela autonomia materna. Afinal, o pronunciamento do CFM, a meu ver, totalmente inadequado, quer ignorar quem é o feto de 12 semanas: se ele não pertence ao reino vegetal e, seguramente, não pertence ao reino animal, seria como se não existisse, focando apenas na autonomia da mãe; porém, sem o feto ou embrião existiria uma gravidez? Com esta atitude, os conselheiros colaboram conscientemente com um compromisso político partidário ou ideológico? Não se pode afirmar, porém, com certeza são ignorados os graves problemas, comprovados por pesquisas, advindos para a saúde da mulher em consequência do aborto provocado, mesmo se realizado legalmente; fica exposto um procedimento que agride a ética, primando pela maleficência: confere-se a liberdade de impedir a existência dos mais frágeis e vulneráveis e se omite as graves consequências físicas e psicológicas para a mulher, iludindo-a com o canto da sereia de uma suposta conquista de liberdade e igualdade.

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O hospital no divã José Cléber do Nascimento Costa Administrador Hospitalar, Diretor Geral do INDSH – Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano e Vice-Presidente de Gestão Administrativa e Financeira da ABDEH Associação Brasileira de Desenvolvimento do Edifício Hospitalar l jncosta@uol.com.br

O planejamento estratégico de uma instituição hospitalar exige que seus dirigentes façam uma verdadeira terapia no hospital, ou seja, o coloquem no divã para uma análise externa de todas as variáveis em que esteja envolvido, avaliando as potenciais ameaças e as oportunidades que, muitas vezes, escondem-se atrás de cenários aparentemente ruins. Igualmente, exige um olhar interno, de forma a identificar pontos fortes e fracos relacionados às áreas físicas, infraestrutura, cultura, políticas, pessoas, recursos financeiros e outros. Nessa reflexão, a engenharia e a arquitetura hospitalar não podem ficar de fora do divã, uma vez que prédios e equipamentos são gulosos consumidores de investimentos. As variáveis do meio ambiente, como a epidemiologia local, o envelhecimento da população, as exigências legais e sociais (como é o caso da Acreditação, que já passou de uma exigência interna para uma solicitação do cliente), o desenvolvimento da medicina e outros elementos fazem com que o planejador se depare com uma série de decisões que o levam a caminhar do ponto A para o ponto B; ou seja, equacionar a clássica questão de onde estou e para onde e como vou. Assim, a edificação hospitalar precisa dar respostas cada vez mais rápidas para inúmeros itens, como conforto, segurança, modernidade e viabilidades técnicas, humanas, sociais, ambientais e econômicas, visando manter-se atualizada e sustentável. Os serviços hospitalares no planejamento estratégico caminham de algumas atividades operacionais complexas, nas quais é importante executar bons centros cirúrgicos, unidades de internação, leitos, serviços de diagnósticos, tecnologias de ponta e serviços de emergência, e vão ao encontro de serviços mais conceituais e simples, como centros médicos, serviços de terapia ambulatorial, centros de prevenção de diabetes, câncer, AVC, reabilitação, etc. Tudo integrado, visando à perfeita sinergia entre pacientes, instituição, corpo clínico, equipe multiprofissional, prestadores de serviços, governo e mercado de saúde. Estes novos eixos dos serviços hospitalares ainda estão em fase de adaptação na maioria dos hospitais, que ao longo da história se acomodaram simplesmente com as atividades de recuperação da saúde e, agora, encontram demandas crescentes de prevenção da doença e promoção da saúde. Até espaços mais sofisticados, como academias, shoppings, restaurantes e demais conveniências passam a ser incorporadas cada vez mais no planejamento dos hospitais. Assim, serviços compartilhados, como as áreas administrativas, de logística, recepções, higienização, confortos médicos e da equipe multiprofissional, esperas de pacientes, acompanhantes e visitantes, centrais de serviços (laudos, farmácia e macas), tornaram-se uma nova realidade a ser considerada pelos responsáveis por projetos de hospitais. As equipes multiprofissionais e interdisciplinares também cresceram na mesma proporção das novas demandas, serviços, processos e técnicas administrativas, assistenciais e de engenharia e arquitetura. Num mundo com a concorrência cada vez mais acirrada, com o avanço constante da ciência e uma população que não para de crescer, é preciso adequar o foco da instituição, ou seja, sua vocação principal e suas vocações secundárias. Para isso, é necessário definir o market share do hospital, sua fatia de mercado, e seus trade-offs, áreas onde, por algum motivo ele não deve atuar. E todas essas definições nascem no planejamento estratégico e devem engrossar a pauta dos chamados “Planos Diretores de Áreas Físicas”, que não podem estar apartados dos planos diretores de investimentos, operações, tecnologia da informação, assistencial, entre outros. Alta complexidade já virou lugar comum nos grandes hospitais, mas ninguém pode pensar, por exemplo, em adquirir um acelerador de prótons se o mercado brasileiro ainda não incorporou esta tecnologia; muitas vezes é mais barato fazer esse tratamento fora do país do que manter um serviço desta envergadura, que não encontrará mercado junto às operadoras de saúde ou ao governo, não fará

eco junto aos médicos que indicam tratamentos e, muito menos, não será entendido pela população leiga em geral, que nem imagina do que se trata. O mesmo se aplica à robótica, à implantação de chips cerebrais e a outras tecnologias. Especialidades não tão sofisticadas, mas igualmente complexas, como trauma-ortopedia, oncologia, neurocirurgia, plástica, cirurgias não invasivas e outras podem fazer parte do plano diretor do hospital, mas há de se ter consciência das infraestruturas necessárias para manter tais serviços, como suporte ambulatorial, serviços de diagnósticos completos, leitos de terapia intensiva e outros. É fundamental, portanto, que a vocação principal e os focos secundários tenham um alinhamento lógico. Igualmente as áreas administrativas, comercial e financeira não podem estar fora do contexto para prover serviços simples ou complexos, preventivos de doença, promocionais de saúde, qualidade de vida, de internação ou ambulatoriais, de medicina primária ou terciária, para jovens ou idosos. Concluindo, o planejamento estratégico, aliado ao plano diretor de áreas físicas, torna-se ferramenta de grande importância a todos que labutam no edifício de saúde, permitindo que a missão seja executada e a visão, realizada, tudo dentro dos valores da instituição.

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DESINFECÇÃO

Garantia de segurança na manipulação de materiais na CME Entre desinfetar e termodesinfetar há algumas diferenças. Desinfecção descreve o método capaz de eliminar muitos ou todos os microorganismos patogênicos, com exceção dos esporos. Os processos de desinfecção e termodesinfecção possuem o mesmo objetivo, obedecendo algumas etapas indispensáveis, como limpeza prévia do material, período de exposição ao germicida, concentração da solução, temperatura e PH. A diferença é que a termodesinfecção é realizada por intermédio destas etapas combinadas com fases de lavagem e desinfecção por detergentes enzimáticos, com temperaturas que podem atingir de 40 oC até 92 oC. “Importante ressaltar que a termodesinfecção foi adicionada ao processo de limpeza fornecendo um nível maior de segurança na manipulação dos materiais a serem esterilizados”, explica Eduardo Mondejar, Gerente Nacional de Vendas da Ortosintese, fabricante de equipamentos médico-hospitalares e implantes. Um dos destaques da empresa é, justamente, a termodesinfectora TD290, que executa lavagem, enxágue e desinfecção térmica automática de instrumentais, utensílios, vidrarias de laboratório, tubos e acessórios para anestesia, tubos de sucção e outros, com capacidade para 290 litros. O equipamento é fruto de pesquisa e desenvolvimento do Departamento de Engenharia e Projetos da Ortosintese e apresenta uma série de inovações tecnológicas voltadas para o mais alto desempenho, considerando custo de investimento, ergonomia e melhor adequação às áreas na CME (Central de Materiais Esterilizados), em especial quanto aos processos de termodesinfecção e secagem completa dos tubos e traqueias corrugadas no próprio equipamento, sem necessidade da aquisição de gabinete de secagem adicional. “Sua versatilidade, eficácia e grau de resolutividade se traduzem no sucesso de vendas e na enorme receptividade por parte dos usuários”, destaca Mondejar. O Gerente faz questão de ressaltar que termosinfectora não é o mesmo que autoclave. “A termodesifectora

Eduardo Mondejar

“ A termodesinfectora TD290 executa lavagem, enxágue e desinfecção térmica automática de instrumentais, com capacidade para 290 litros realiza a desinfecção térmica de diversos materiais, enquanto o autoclave faz a esterilização, que consiste na completa eliminação ou destruição de todas as formas de microorganismos presentes, tais como vírus, bactérias, fungos, protozoários e esporos, para um aceitável nível de segurança, podendo ser física, química ou físico-química”, explica, acrescentando que para validação de um processo de termodesinfecção são usadas como referência as normas ISO 15.883/99 e HTM 2030, que oferecem as diretrizes e referenciais metodológicos, além de testes e kits específicos. Ao utilizar uma termodesinfectora, os hospitais devem se atentar às questões ligadas ao dimensionamento da área e o fluxo ideal na CME, além de obedecer a alguns cuidados quanto ao funcionamento do próprio equipamento, tais como a correta distribuição dos materiais na câmara, propiciando total contato da água com todos os materiais, manutenção (preferencial) dos materiais úmidos até sua lavagem, correto carregamento para não ultrapassar, em média, de 70% a 75% da capacidade total da câmara e cuidados especiais com os artigos, para que o agente de limpeza atinja toda a sua extensão. Em relação à instalação, Mondejar conta que é necessária uma avaliação criteriosa e detalhada da área física para que se estabeleça um ambiente de trabalho seguro, levando em consideração barreira física, insumos, acessórios, planejamento cirúrgico do hospital e processos de limpeza, bem como a qualificação técnica dos profissionais sobre os protocolos e desempenho.

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A elegância da alta costura nos consultórios e hospitais

Linha Cappotto Ettore

Rapidamente, a estudante se empenhou em produzir uma peça que mesclasse um corte de alfaiataria de blazer com a funcionalidade de um jaleco comum. O modelo aprovado foi a inspiração para lançar a grife Empório Cappotto, dedicada a produzir jalecos e scrubs (conjunto de calça e blusa que o profissional usa no dia a dia, em clínicas e consultórios, substituindo a roupa comum) com todo o requinte da fina costura. O passo seguinte foi viabilizar o negócio e o comércio eletrônico, via loja virtual, que surgiu como a melhor escolha. A opção por vender e divulgar os produtos pela internet deveu-se à praticidade e à preocupação com os futuros clientes. “Com a internet, não temos barreiras físicas. Se um profissional de Manaus adquirir um produto Cappotto, ele será atendido nas mesmas condições que um de São Paulo, onde fica o escritório da empresa. Além disso, não há preocupação com trânsito, estacionamento, loja cheia ou demora no atendimento”, explica Janaína. Quem, entretanto, não abre mão do atendimento personalizado, pode agendar horário pelo telefone ou pelo e-mail de atendimento ao cliente e será recebido pela própria empresária no ateliê da Cappotto.

Conjuntos scrub

Espaço para inovação

Eduardo Medrano

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Eduardo Medrano

Linha Cappotto Bella Donna

Marcelo Blois

A Empório Cappotto inaugura o conceito de alfaiataria no segmento workwear para os profissionais da saúde. Na prática, isto se traduz em uma alternativa de elegância para esses profissionais, já tão habituados ao popular uniforme branco. Além do design moderno, as peças trazem o conforto dos tecidos tecnológicos, como a fibra de poliéster antimicrobiana, que ajuda na proteção contra bactérias. Destinada a qualquer profissional da saúde que tenha preocupação com a roupa de trabalho, a coleção passou por várias etapas de criação, desde entrevistas para definição das necessidades, passando pela pesquisa dos tecidos até o design das roupas. As peças são confeccionadas com tecidos chamados “inteligentes” e tecnológicos, que garantem o melhor controle da respiração da pele e a manutenção da cor e do brilho, mesmo após várias lavagens. O acabamento, com costura diferenciada e reforços nos bolsos e botões, permite um caimento mais estruturado mesmo em um tecido mais fino. E o design, com recortes e detalhes, foi concebido de modo a deixar o profissional sempre muito elegante. Descobrir um novo nicho de mercado não é tão simples, e não é comum mesclar conceitos de moda, saúde e comércio eletrônico, transformando tudo isso em um negócio de sucesso. É preciso estar atento, ter talento e espírito empreendedor, qualidades que não faltam à Janaína Aguiar. Casada com um médico, a estudante de Moda ainda não tinha escolhido um segmento para atuar quando enxergou em um pedido do marido – para que desenvolvesse um jaleco moderno e com mais personalidade e estilo – uma real oportunidade de investimento.

A coleção, no entanto, vai além dos jalecos. Após pesquisa com médicos, dentistas veterinários e demais profissionais da Saúde, Janaína percebeu que há espaço e, principalmente, necessidade em nosso país de inserir o scrub (usado atualmente somente nos ambientes internos dos hospitais) no dia a dia dos doutores, inclusive nas clínicas e nos consultórios. Segundo a empresária, a proposta da Empório Cappotto é oferecer estas peças em modelos sofisticados, confortáveis, estampados ou lisos, mas todos com cores modernas. Ela desenvolveu, inclusive, uma linha de scrubs para as pessoas que trabalham com crianças, numa coleção com peças delicadas e divertidas. Trabalha também com uma linha com pets, exclusiva para veterinários.

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O turbilhão na saúde privada Sandra Franco Consultora jurídica especializada em Direito Médico e da Saúde, membro efetivo da Comissão de Direito da Saúde e Responsabilidade Médico Hospitalar da OAB/SP e Presidente da Academia Brasileira de Direito Médico e da Saúde l drasandra@sfranconsultoria.com.br A ANS acentuou seu claro propósito de aprimorar a eficiência assistencial das prestadoras de serviços de saúde. Partindo-se da premissa de que o sistema de saúde suplementar ocupa o vácuo deixado pelo sistema de saúde pública (o SUS), a tendência é a de que se exija mais dos seguros e planos de saúde, uma vez que o número de usuários cresce, com a chegada das classes C e D. Se foi necessário à ANS garantir ao usuário o acesso aos serviços oferecidos pelas operadoras, com a fixação de prazos para a marcação de consultas e impondo ao seguro ou plano de saúde o dever de oferecer serviços com observância à delimitação geográfica, o foco atual é na garantia da qualidade. Nessa diretriz, mister a revisão de procedimentos por todos os atores envolvidos no serviço de saúde. Todavia, além de um sistema efetivo de “medição para avaliar a qualidade dos prestadores de serviço na saúde suplementar, por meio de indicadores que possuem validade, comparabilidade e capacidade de discriminação dos resultados”, há indicações de que a ANS quer preparar o setor para uma mudança cultural, como forma de sobrevivência desse tipo de serviço. Nessa mesma esteira, da necessidade de mudanças profundas para a melhoria da qualidade e também para ser possível a sobrevivência econômica, a ANS demonstra preocupação em valorizar programas de promoção de saúde e prevenção de riscos e doenças, em um modelo de atenção à saúde e não de atenção à doença. Com o crescimento da expectativa de vida, serão necessários mais investimento que agregam tecnologias mais custosas, novos medicamentos, órteses e próteses e o aumento dos casos de alta complexidade, especialmente oncológicos e cardiológicos. Equacionar um problema de cálculo atuarial que se aproxima (o qual não poderá se resolver com o aumento de mensalidade) estaria na existência de remuneração também para essas atividades voltadas para a saúde: academia de ginástica, academia de dança, centros de convivência, cinemas, teatros, clínicas de vacinação, excursões, enfim. À parte da necessidade de que ações futuras devam ser orquestradas pela ANS, não se pode desprezar o amadurecimento da agência reguladora de saúde e, consequentemente, a conquista de direitos pela sociedade. Sabe-se também que a agência não poderia deixar de se preocupar com o mercado regulado no que se refere ao impacto econômico e jurídico de tais medidas. Considerando a enxurrada de Resoluções da ANS que atingiram a saúde suplementar nos últimos dois anos, retoma-se a assertiva de que “só os fortes sobreviverão”. O setor apresenta crescimento, é rentável, a economia do país é estável; todavia, há planos com problemas econômicos, o que seria obstáculo para novos investimentos em qualidade, o que inclui credenciar prestadores que exigiriam melhor remuneração de seus serviços. Nessa esteira, uma outra pendência que precisa ser resolvida: os médicos têm alertado para os baixos valores de remuneração, bastante aquém da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM). Essa é uma pedra que continua no caminho das operadoras, em especial daquelas consideradas “as maiores”. No Legislativo, a questão está presente por meio de dois projetos, ainda em tramitação pela casa, o PLS 380/2011 e o PLS 475/2011, mas não basta apenas a alteração da lei; é essencial a fiscalização do cumprimento das normas. A ANS tem sido pródiga em criar resoluções que favorecem os beneficiários; paradoxalmente as reclamações contra os planos não reduziram, pelo contrário. Agora se fez necessário exigir que as operadoras cumpram um direito já

garantido pelo Código Civil e Código de Defesa do Consumidor: o direito à informação objetiva, clara e escrita das motivações de uma negativa de coberturas. Do ponto de vista jurídico, a normatização assídua por parte da ANS exige investimentos pelas operadoras de planos e seguros de saúde e tais custeios precisam ser efetivos e não apenas nominais. A nominalidade garante a legalidade dos contratos, mas a falta de efetividade, de cumprimento dos serviços previstos na norma, tornase um revés jurídico e abre as portas do Judiciário para que inúmeras ações exijam o cumprimento das obrigações pactuadas em contrato. Não se pode julgar como desnecessária a iniciativa da ANS de implementar critérios objetivos para avaliação da qualidade das Operadoras, a começar por sua rede credenciada. Até porque se está tutelando o direito de 1/3 da população brasileira que busca a saúde privada como alternativa ao sistema de saúde público, este que representa o contraste entre a excelência na medicina de alta complexidade e a falência no oferecimento de serviços básicos de saúde. Mas, provoca certa preocupação que o Ministério de Saúde, por meio da agência reguladora, esteja tão dedicado a essa causa: afinal, os outros 2/3 da população também desejam qualidade nos serviços de saúde.

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A importância dos ventiladores de transporte para a segurança do paciente

De forma geral, os ventiladores de transporte e emergência oferecem muito mais segurança aos pacientes, que hoje correm sérios riscos de morrer quando transportados sem nenhuma monitorização da ventilação no caso do uso de balões. “Mesmo os de UTI, que foram projetados para trabalhar de forma estacionária, são usados para transporte, podendo parar de funcionar devido a trepidações. Além disso, causam um grande transtorno, pois acabam sendo arrastados pelos corredores e elevadores junto com cilindros de ar e de oxigênio, atrás de macas ou nas ambulâncias, o que é ainda pior”, observa Tatsuo Suzuki, Diretor Administrativo da Magnamed.  De olho nessa necessidade do mercado, a empresa desenvolveu o ventilador de transporte e emergência OxyMag, que, embora não seja um lançamento, ganhou destaque recentemente por ter recebido o Prêmio Inova 2013, criado pela Abimo - Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios para incentivar a criação de novas ideias no setor. Suzuki justifica a conquista explicando que o aparelho apresenta muitas funcionalidades que os modelos existentes não têm, como por exemplo, trata-se do único ventilador de transporte do mundo que ventila desde pacientes neonatais até adultos; possui display touch screen que com um simples toque na figura ajusta todos os parâmetros de ventilação instantaneamente e inicia o processo; tem sistema de diagnóstico remoto via internet para assistência técnica; e integra o oxímetro de pulso e a capnografia, bastando conectar o cabo do sensor correspondente. Além disso, pesa apenas 3,25 kg (o menor do mundo) e tem a maior durabilidade da carga de bateria: mais de 6 horas. “A pesquisa de mercado mostrou que no Brasil não existiam fabricantes de ventiladores de transporte de neonatos. No mundo, somente existiam ventiladores

Tatsuo Suzuki

“ O OxiMag ventila desde pacientes neonatais até adultos e possui display touch screen que com um simples toque na figura ajusta todos os parâmetros de ventilação instantaneamente e inicia o processo

específicos para neonatais ou infantil/adulto. Inicialmente desenvolvemos uma tecnologia de circuito integrado pneumático, que hoje é a plataforma tecnológica dos ventiladores da empresa. No desenvolvimento do circuito eletrônico utilizamos o que há de mais moderno no mercado para obter uma grande confiabilidade e baixo consumo de energia”, detalha Suzuki. Dentre os clientes que utilizam o produto estão: Hospital das Clínicas - Instituto da Criança, UPAs de Pernambuco, Grupo Amil, Unimed, Hospital Português de Pernambuco, Unimed Transporte Aéreo de Rio Grande do Sul e várias empresas de resgate terrestre e aéreo. “Inclusive a Marinha Brasileira já o adquiriu para utilizar em navios que estão na Antártica”, conta. O OxyMag é exportado para África do Sul, Angola, Arábia Saudita, Bolívia,  Bulgária,  Colômbia, Costa Rica, Dubai, Egito, Equador, Guatemala, México, Rússia, Turquia, Líbano, Tunísia, Ucrânia, Síria e Índia, entre outros. Suzuki diz, ainda, que está nos planos da empresa desenvolver novos produtos voltados aos cuidados críticos operados por profissionais da saúde e outros para home care baseados na mesma tecnologia. “Os aparelhos de home care devem ter projetos diferenciados porque são operados por familiares do paciente, que em geral são leigos”, finaliza.

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www.magnamed.com.br l (11) 5081-4115 Na Hospitalar: Pav. Branco – Rua C 73

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William Pesinato

Por Carol Gonçalves

Diretor da Fami apresenta os valores de uma empresa centenária Há 22 anos, William Pesinato atua na Fami, sendo um dos herdeiros da fabricante de artigos médico-hospitalares, que completará 100 anos de existência em 2015. Bisneto de Romeu Masini, imigrante italiano fundador da empresa, Pesinato garante seguir os passos do seu ascendente, lutando para a melhoria dos produtos e o progresso das relações comerciais, sempre de acordo com os parâmetros de honestidade e lealdade, que fazem com que clientes e fornecedores sejam considerados parceiros e amigos.

O que representa para a empresa comemorar 100 anos de história?

Esse tempo representa várias coisas: trabalho bem direcionado; produto necessário pelo menos a um determinado setor, com resultados financeiros suficientes para a sobrevivência; harmonia familiar – pois uma empresa familiar sem harmonia não sobrevive; respeito pelas pessoas, sejam funcionários, clientes e até concorrentes; participação na associação de fabricantes, uma vez que isso sempre traz informações e conhecimento. Enfim, 100 anos correspondem a uma série incontável de acontecimentos, fatos e eventos.

Conte como foi o início da produção no Brasil, já que a Primeira Guerra Mundial impossibilitou a importação?

Diante da impossibilidade de viajar à Europa para trazer artigos para venda em suas duas lojas, como cutelaria e instrumental cirúrgico, Romeu Masini, meu bisavô materno, comprou um terreno de aproximadamente 1.000 m² em São Caetano do Sul, no ABC Paulista, a 50 metros da antiga estação São Paulo Railway, construiu uma residência na frente e um galpão atrás, onde montou uma pequena fundição, afiação de facas e ainda, a pedido de clientes de instrumentais, começou a fabricar artigos médicos, como tambores e caixas metálicas.

Quais as maiores dificuldades na época? Como foram vencidas?

Não posso responder pelo Romeu, mas acredito que as dificuldades eram de mão de obra e, apesar da estrada de ferro, a distância do centro de São Paulo até o local era grande, e é lá que estavam os principais clientes e fornecedores. Tinha também a questão das matérias-primas, que, no caso dos instrumentais, nem existiam aqui no Brasil na época.

E atualmente? Quais as maiores dificuldades? Como vencê-las?

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Atualmente, ainda temos mão de obra como uma das dificuldades. Não por falta de pessoas ou de

escolas, mas por falta de vontade própria. Impostos e encargos excessivos, logística, burocracia, sistema fiscal e tributário muito complicado, insegurança quanto às regras do governo, enfim, obstáculos que afetam tanto o mercado interno quanto as exportações.

Que habilidades/qualidades são necessárias para manter o sucesso de uma empresa com 100 anos?

Conhecimento, persistência, atendimento e atenção aos clientes, visão para agregar novos produtos ao portfólio tradicional, entre outros, e muita, muita paciência...

O que significa o “Itá” do nome?

O nome original era “Fábrica Artefactos Metalúrgica Italiana”. Por ocasião da Segunda Guerra, o governo proibiu a utilização de nomes estrangeiros em qualquer situação, então, desta forma, assim como o Clube Germânia mudou para Pinheiros e o Palestra Itália mudou para Palmeiras, Italiana mudou para Itá, que coincidentemente, em tupi-guarani significa “pedra”. Já Fami, corresponde às iniciais de Fábrica de Artefatos Metalúrgicos Itá.

Como se deu sua introdução nos negócios?

Minha iniciação na Fami aconteceu há 22 anos, por ocasião do falecimento de meu tio, Concetto Constantino. Um ano após, meu pai, que trabalhava com ele, sondou sobre minha vontade de trabalhar na empresa. Aceitei e sugeri que o convite fosse estendido ao Alexandre Nardi, meu primo e neto do Concetto, que na época estava entrando na universidade.

Desde jovem já tinha vocação para o setor?

Sempre quis estudar engenharia, mas tinha dúvidas se optava por eletrônica ou mecânica. No início dos anos 70, estava cursando o segundo ano da faculdade, e meu avô, Matheus Constantino (genro do Romeu), ainda era vivo. Conversamos sobre a fábrica e decidimos que faria um estágio de quatro meses na Fami, onde acabei me decidindo por engenharia mecânica. Depois disso, fui para a Nestlé e, posteriormente, para algumas empresas fornecedoras de equipamentos para esta companhia, como Alfa Laval e Sandvik. Então passei para o ramo de equipamentos para processamento de carnes e, finalmente, para a Fami. Sempre

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tive contato direto com o aço inoxidável e trabalhei com ligação entre as áreas técnica e comercial.

Quanto tem da “Fami” em você? Quanto tem de “você” na Fami?

Eu diria que, tecnicamente, tem 100% da Fami em mim, e, racionalmente, 50%, uma vez que a parte financeira é administrada pelo Alexandre e a parte comercial é cuidada por nós dois. De minha porção profissional, tem 100%, pois eu me dedico apenas à empresa. Quanto ao emocional, tenho 100% da Fami e na Fami tem 100% de mim.

Quais são os principais valores de sua família transmitidos de geração para geração? Em primeiro lugar, honestidade e sinceridade. Junto com estes valores básicos, aprendemos a respeitar ao próximo, independentemente de serem parentes, funcionários, clientes, funcionários públicos... Algo como tratar as pessoas como gostaríamos de ser tratados.

Como você analisa o setor de equipamentos médicos no Brasil. Faltam incentivos?

Tecnicamente, o setor vem crescendo e se desenvolvendo muito bem, apesar da falta de incentivo por parte do governo. Como exemplo, tivemos vários planos governamentais voltados à indústria automobilística, cujo produto ocasiona acidentes (sem qualquer culpa desta indústria) e esses acidentados são tratados, na maioria das vezes, em hospitais sem condições de oferecer atendimento digno, limpo e eficiente, no mínimo. Outro problema que parece estar sendo finalmente ouvido – mas por enquanto apenas ouvido – é o das compras públicas, que deveriam ser feitas sempre que possível de fornecedores locais, e o da isonomia para hospitais benemerentes/beneficentes. Tem de melhorar a Agência Reguladora, não tanto em qualidade, mas, principalmente, em presteza de atendimento e divulgar o nível de exigências em países para os quais o Brasil exporta para equipará-la em importância às certificações CE e FDA. Há que se parabenizar o trabalho da Apex, dando amplo apoio às empresas exportadoras. Como representante dos fabricantes de artigos médico-hospitalares, odontológicos e afins, também merece citação o trabalho da Abimo, muito presente e operativa nos assuntos que nos afetam.

O nome original era “Fábrica Artefactos Metalúrgica Italiana”, mas por ocasião da Segunda Guerra, o governo proibiu a utilização de nomes estrangeiros. Então, Italiana mudou para Itá, que coincidentemente em tupi-guarani significa ‘pedra’. Fami são as iniciais de Fábrica de Artefatos Metalúrgicos Itá

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No último dia 9 de abril, o Hospital do Câncer em Uberlândia, MG, apresentou para toda a comunidade o acelerador linear, aparelho de radioterapia que foi adquirido por quase R$ 3 milhões, obtidos por meio de doações, o que representa uma grande conquista do Grupo Luta pela Vida. A data não poderia ser mais propícia, uma vez que o hospital comemorou o aniversário de 13 anos no dia 8 de abril. O novo aparelho já está em funcionamento e a expectativa é que haja um aumento na capacidade de atendimento. De acordo com o Radioterapeuta e Diretor do hospital, Eurípedes Barra, em 2012 a instituição atendia no máximo 120 pacientes por dia com a bomba de cobalto e o “antigo” acelerador linear. “Agora passamos a ter dois aceleradores e, com isso, estimamos que, por dia, serão atendidos cerca de 150 a 170 pacientes”. Na oportunidade, o Diretor também enalteceu o trabalho do Grupo Luta Pela Vida e de todos que colaboraram. “Tudo isso só foi possível graças ao trabalho da entidade, dos doadores anônimos, das empresas parceiras e dos voluntários, que também doam amor, carinho e atenção aos pacientes do hospital”. O Presidente do Grupo Luta Pela Vida, Fernando Antônio Ferreira, lembrou de Dóris Marly Ferreira, que no ano de 2000 doou R$ 400 mil ao hospital, possibilitando a conclusão da construção do primeiro andar e o início do seu funcionamento, em 8 de abril do mesmo ano. “A sala do acelerador linear leva o nome de Dóris. Uma forma simbólica de mantê-la na lembrança e homenagear as muitas pessoas e empresas que fazem suas doações e tornam possível o trabalho do hospital”, finalizou.

Números grandiosos

Eurípedes Barra, do Hospital do Câncer, e Fernando Antônio Ferreira, do Grupo Luta Pela Vida

de concreto, totalizando mais de 2.000 toneladas, e nesse concreto foram misturadas mais de 10 toneladas de gelo com a finalidade de baixar a temperatura e evitar trincas depois da secagem. A casamata tem paredes de 2,5 metros de espessura em torno da área de ação do aparelho, que viajou mais de 10.000 km e veio desmontado em 29 caixas que, somadas, pesavam cerca de 11 toneladas. Além de todos os benefícios que o equipamento traz aos pacientes, o hospital comemora ainda que não houve nenhum acidente de trabalho e ninguém ficou ferido durante a obra e a montagem.

A sala do aparelho leva o nome de Dóris Marly Ferreira, uma forma simbólica de mantê-la na lembrança e homenagear as muitas pessoas e empresas que fazem suas doações

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A fundação necessária para a instalação do novo acelerador linear tem mais de 140 estacas, que somadas chegam a quase 3 km de comprimento. Em toda a obra, foram utilizados mais de 100 caminhões

José Neto – Fotografia Criativa

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HOSPITAL DO CÂNCER apresenta novo acelerador linear

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Nilmar Lage

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HOSPITAL MÁRCIO CUNHA recebe investimentos de R$ 50 milhões  A Fundação São Francisco Xavier (FSFX) entregou, no último dia 25 de abril, a primeira fase do projeto de ampliação e modernização do Hospital Márcio Cunha (HMC), em Ipatinga, MG. Entre os investimentos concluídos, da ordem de R$ 28,5 milhões, destacam-se um novo Pronto-Socorro e a criação de uma Unidade de Terapia Intensiva. O HMC – que é referência para uma população de mais de 785 mil habitantes no Leste Mineiro e é o 3º hospital do estado em número de internações pelo SUS – vai receber R$ 42,7 milhões de investimentos em seu Plano Diretor de Obras, até 2015. Somados, os recursos do plano diretor e os R$ 7,8 milhões que o Governo de Minas está repassando para manutenção dos serviços, o total é de mais de R$ 50 milhões. O Plano Diretor de Obras do HMC, anunciado em 2011, aumentou em 27% devido à nova parceria firmada com o Governo de Minas e ao apoio do Governo Federal, que vão permitir a compra de mais equipamentos e a realização de novos atendimentos. O Diretor da Fundação, Luís Márcio Araújo Ramos, afirmou que “as mudanças vão aumentar a oferta de tratamentos e aperfeiçoar a qualidade da assistência prestada aos pacientes do SUS e de convênios de saúde”. De acordo com o presidente da Usiminas, Julián Eguren, a empresa não apenas instituiu a FSFX, como também se tornou sua principal cliente na área de serviços de saúde. “A partir dessa parceria, a entidade conseguiu se desenvolver e está realizando investimentos capazes de ampliar o alcance de sua atuação na comunidade. Este é um exemplo de parceria social e economicamente sustentável que expressa o compromisso da Usiminas em contribuir para o desenvolvimento das comunidades onde está presente”. A FSFX promove serviços na região leste de Minas Gerais, especialmente no Vale do Aço, e administra o Hospital Márcio Cunha, o Centro de Odontologia

Integrada, o Colégio São Francisco Xavier e a Operadora de Planos de Saúde.

Pronto-Socorro

O novo Pronto-Socorro, na Unidade I, tem o objetivo de realizar atendimentos de maior complexidade. O espaço tem uma área adicional de 2.800 m², duas vezes maior que o atual, e contempla uma Unidade de Observação Infantil e de Urgência Pediátrica, com oito leitos de atendimento, que permite separar os casos simples dos mais complexos, e outra de adultos, com aparelhos modernos e 17 leitos de atendimento. A Unidade terá também oito novos consultórios; sala de Urgência Clínica estruturada para casos de alta complexidade; sala para Serviço Social, além da área administrativa para gestão, suporte, treinamento e confortos médico e de enfermagem. Já a Unidade II foi modernizada com o objetivo de potencializar a sua capacidade de atendimento, além de oferecer qualidade e conforto aos pacientes. Uma das novidades é a criação do Centro de Diagnóstico por Imagem, com capacidade para realizar mais de 10.000 exames de diagnóstico por mês, um aumento de 50% da capacidade atual. O espaço ganha também uma Unidade de Internação com 16 leitos, 20 novos consultórios médicos – que vão dobrar a capacidade de realização de consultas – e uma nova Unidade de Terapia Intensiva com mais 10 leitos, elevando em 50% o número de leitos de UTI Adulto nas unidades. Davi Luiz Pereira da Silva, de um ano e sete meses, o primeiro paciente a passar pelas novas instalações, um dia após a cerimônia de inauguração

Arquivo FSFX

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A nova Unidade de Observação Infantil e Urgência Pediátrica do Pronto-Socorro conta com oito leitos de atendimento

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CENTRO CIRÚRGICO

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Cirurgias plásticas reparadoras tratam e melhoram a autoestima

O Brasil realiza mais de meio milhão de cirurgias plásticas por ano, das quais a maioria é estética. Porém, cerca de 40% das pessoas submetem-se a esse tipo de tratamento com outra finalidade: reparar uma deformidade de nascença ou adquirida no decorrer da vida, que muitas vezes compromete a funcionalidade do organismo, além de provocar profundos danos psicológicos. Erroneamente consideradas supérfluas, as cirurgias plásticas se tornaram importantes não apenas para solucionar questões estéticas, e, graças às novas tecnologias, estão melhorando cada vez mais a qualidade de vida e a saúde das pessoas, transformando-se numa verdadeira questão de saúde pública. E as cirurgias plásticas reparadoras são as que mais se encaixam neste contexto. Seu papel no atendimento aos queimados é importantíssimo dentro de uma equipe mutidisciplinar. A queimadura é caracterizada por uma lesão que foi gerada por algum agente físico, como o calor e o frio, entre outros. A classificação da queimadura dentro da cirurgia plástica é feita por sua extensão e profundidade. Pela extensão, o que se calcula na cirurgia plástica é a área de superfície corporal queimada (SCQ), sendo que cada membro e cada região do corpo representa uma porcentagem do total. Já pela profundidade, a queimadura é classificada pelo grau de destruição celular: primeiro grau, segundo grau superficial, segundo grau profundo e terceiro grau. Dr. Alderson Luiz Pacheco, especializado em cirurgia plástica de queimados, comenta que o atendimento ao paciente pode ser realizado na fase aguda ou na tardia. “Na fase aguda são realizados cuidados locais com medicamentos eficazes em penetrar nos tecidos e matar as bactérias em crescimento, minimizando o dano”, explica. Segundo ele, é também nessa fase que é feita a reposição de volume com o soro fisiológico e calculada e apresentada a dose dos analgésicos, como a morfina, que deverão ser usadas no paciente – além do controle clínico geral do enfermo.  “Após essa recuperação, passa a ser possível a realização da cirurgia plástica reparadora, que envolve o tratamento de sequelas como retrações de cicatrizes que impedem o movimento de articulações, além de enxertos de pele e retalhos, que devolvem a mobilidade e minimizam as cicatrizes decorrentes da queimadura”, ressalta o Dr. Alderson. As cirurgias plásticas reparadoras de queimaduras necessitam de cuidados especiais, que vão além dos habituais em cirurgias estéticas, pois os danos podem atingir a superfície da pele e do órgão e até causar a perda total da substância do tecido epidérmico ou muscular, como acontece no caso da queimadura por choque.  “Por isso, a cirurgia reparadora trata não só da estrutura física, mas também do estado psicossocial do paciente, já

Dr. Alderson Luiz Pacheco

que ele, minutos antes era saudável e após a queimadura está parcial ou completamente deformado”, ressalta o especialista de Curitiba.  A grande quantidade de fumaça inalada é um dos grandes problemas enfrentados, pois compromete todo o sistema respiratório do paciente. Por isso, ele deve ser mantido no respirador, sem poder sair da UTI e, portanto, muitas vezes a cirurgia reparadora, que requer máxima precisão, precisa ser realizada ali mesmo.

draldersonluizpacheco.wordpress.com

Infecção Outro problema que afeta os pacientes queimados é a infecção bacteriana. Em vista a isso, foi realizada, entre 2007 e 2012, uma pesquisa no Hospital das Clínicas de Botucatu, SP, que revelou ser a bactéria Staphylococcus aureus a responsável. Foram analisadas 1.380 amostras, de mais de 600 pacientes. O foco era identificar o microrganismo causador da infecção secundária durante o período de convalescência em que o paciente, sem a pele, perde a defesa primária. “Definir o agente patogênico é essencial para orientar formas de tratamento, incluindo o perfil da bactéria para certificar-se se é ou não resistente a antibióticos”, declara o Dr. Marcus Vinícius Pimenta Rodrigues, que integra o grupo de estudos financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. Ele salienta que se trata de uma pesquisa localizada, específica deste hospital. Porém, admite a possibilidade de ter proveito em outros locais, por se tratar de um microrganismo de linhagem restrita. “Nessa perspectiva, pode-se presumir que bactérias dessa mesma linhagem estejam no oeste paulista”, exemplifica o profissional, que também é coordenador do curso de Biomedicina, Professor da Medicina e Pesquisador do mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional da Unoeste, em Presidente Prudente, SP.

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Caderno

Alianças entre governo, universidades e empresas potencializam o setor

Consultoria Editorial: Dr. Chao Lung Wen, Presidente do Conselho Brasileiro de Telemedicina e TelessaĂşde

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Aliança

Governo, universidades e empresas unidos pela expansão da telemedicina

Juntar forças é uma forma de potencializar o sistema de saúde e expandir a acessibilidade em nível nacional, utilizando todos os recursos que a tecnologia pode oferecer no sentido de diminuir deslocamentos e ampliar a rede de disponibilização de conteúdos ou serviços.

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por Carol Gonçalves

Uma tríplice que pode gerar ótimos resultados em vários setores é estabelecida entre governo, universidades e empresas, com cada um oferecendo sua expertise para benefício social. Na área de saúde não seria diferente. Segundo o Dr. Chao Lung Wen, Professor Associado e Chefe da Disciplina de Telemedicina da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e Presidente do Conselho Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde, o grande papel dessas alianças é encontrar aspectos que promovam a sustentabilidade continuada do uso de telemedicina ou eCare para potencializar o sistema de saúde e expandir para um plano de acessibilidade ao nível nacional. “Assim sendo, desenvolver ou pesquisar uma solução que possa ser agregada a pontos de destaques das empresas pode ser uma estratégia para ampliar a rede de disponibilização de conteúdos ou serviços”, diz. Utilizando recursos tecnológicos, com a mesma estrutura de saúde, é possível aumentar em pelo menos 20% a eficiência por meio das seguintes ações: qualificação profissional permanente através da educação interativa; promoção de qualidade de vida e prevenção de doenças e difusão da cultura sobre saúde (por exemplo, o programa Jovem Doutor - ver matéria na sequência);

agilidade da logística do sistema de saúde com interconsulta profissional e segunda opinião formativa; humanização da cobertura em saúde e apoio às pessoas com necessidades especiais (abordagem domiciliar); e integração entre gestores, equipes de saúde e profissionais de comunicação pela promoção da educação social. A atualização profissional está entre as prioridades, por isso, uma das mais recentes ações realizadas nesse sentido foi o Curso de Atenção à Saúde da Gestante e Puérpera, uma iniciativa da Secretaria de Estado da Saúde e da Faculdade de Medicina da USP, por meio das disciplinas de Obstetrícia e de Telemedicina (DTM). Sem precisar sair de casa ou até mesmo no intervalo do trabalho, 303 médicos e enfermeiros que atuam na saúde pública do Estado de São Paulo iniciaram o ano de 2013 com conhecimentos atualizados para prestar atendimento integral às gestantes em suas Unidades Básicas de Saúde. Baseado em Teleducação Interativa, o modelo desenvolvido pela DTM possui semelhanças com o método de ensino da Khan Academy (KA), desenvolvido

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por um educador norte-americano. “O nosso formato usa conceitos de fluidez que hoje também são utilizados pelo KA. No entanto, aplicamos uma sistemática interativa integrada com aprendizado significativo, que pode também aumentar a eficiência de aprendizagem mesmo para cursos presenciais”, comenta o Dr. Chao, que também é Coordenador de Tecnologias Educacionais Interativas do curso. Por meio de vídeos de contextualização de, em média, 15 minutos, os especialistas abordaram os principais aspectos do conteúdo programático. Os vídeos serviram de base para os participantes interagirem nos fóruns de discussão, através de debates e trocas de experiências. Materiais complementares, como arquivos de aulas e sequências da Mulher Virtual (computação gráfica 3D), também contribuíram para o aprendizado. De acordo com os dados do curso, os picos de acesso ao conteúdo ocorreram nos períodos da tarde e da noite. “Provavelmente uma parte dos participantes acessaram as informações durante o expediente de trabalho, nos intervalos para descanso. Se esses profissionais usassem tablets, esses momentos poderiam ser otimizados para a qualificação através de cursos dessa natureza”, diz o Dr. Chao. Ele acredita que a educação do futuro utilizará cada vez mais tecnologias móveis que facilitem o acesso a informações e conhecimentos. “Este é o grande desafio para os próximos cursos: proporcionar recursos materiais e desenvolver soluções voltadas para a educação móvel em saúde, permitindo o aprendizado e a interação em qualquer lugar e a todo o momento”, afirma. Esta é uma das propostas para o Programa de Acessibilidade Digital em Saúde, e que objetiva viabilizar o uso dos ambientes educacionais interativos em dispositivos móveis, como tablets e smartphones. Os tablets são essencialmente dispositivos eletrônicos móveis cujas principais características são facilidade de uso, capacidade de armazenamento de uma quantidade razoável de conteúdos digitais e capacidades de processamento de sistemas interativos. Com conteúdo embarcado, acabam ganhando uma nova dimensão: passam de equipamentos eletrônicos para ferramentas interativas educacionais móveis, recebendo a denominação Tablets da Saúde. “Neles são encontrados um conjunto de materiais audiovisuais baseados em computação gráfica 3D (como o Projeto Homem Virtual), vídeos de educação aplicada, infográficos, ebooks interativos, fichas clínicas e outros conteúdos, que possibilitam o uso de forma off line, sem a necessidade de estarem conectados a websites para prover finalidades educacionais ou desenvolver atividades em saúde”, explica. Segundo o Dr. Chao, a facilidade de uso e a possibilidade de ter conteúdos embarcados oferecem importante conforto ao usuário, pois facilita a mobilidade e evita os chamados “buffering”, principalmente quando se trabalha com vídeos de alta resolução. Além do acervo de vídeos educacionais, os tablets poderão ter eBooks interativos, que são fundamentalmente conteúdos eletrônicos em formatos de multimeios, como textos diagramados, imagens, infográficos, áudios, vídeos, avaliações de conhecimentos e outros recursos, como jogos, ferramentas para gravação de imagens e vídeos, que transformam o dispositivo em um recurso de apoio importante.

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O grande papel das alianças é encontrar aspectos que promovam a sustentabilidade continuada do uso de telemedicina

“As interatividades proporcionadas pelos tablets vão além dos conteúdos, pois, quando conectados a internet e a centros interativos, possibilitam a participação em reuniões científicas ou clínicas, interações por webconferências, acesso a chats, bibliotecas digitais, etc., formando a Nuvem do Conhecimento em Saúde”, conta. Em um primeiro momento, há dois grandes grupos de Tablets da Saúde: 1 - Saúde móvel hospitalar - O foco está no conjunto de vídeos educacionais e ferramentas de interatividade que proporcionem a educação corporativa com o propósito de aumentar a eficiência funcional no hospital, evitando desperdícios de materiais, reduzindo infecção hospitalar, agilizando os encaminhamentos e a troca e informações clínicas, oferecendo melhor suporte à prescrição medicamentosa através da disponibilização de banco de dados de saúde. Nestes tablets, como um primeiro conjunto de materiais, estarão incluídos vídeos sobre lavagem de mão, técnica de passagem de sonda vesical masculina e feminina, curativos, tipos de lesões da pele, tipos de aplicações intramusculares (deltoide, glúteo, vasto lateral), vídeos de emergência com intubação, cricotireostomia, pneumotórax, além de materiais sobre saúde materna e infantil, diabetes (conservação de insulina) e recursos para acessar ambiente interativo de aprendizagem corporativa. 2 - Saúde móvel em atenção primária e nas comunidades - Os tablets terão recursos de Wi-Fi e acesso a internet móvel (3G ou 4G) com conteúdos significativos para promoção da saúde da população. A intenção é ter uma série de vídeos sobre autocuidados abordando diabetes (fisiopatologia, hipoglicemiantes orais, medição de glicemia e uso de glicosimetros, técnica de conservação, preparo e aplicação de insulina, planejamento nutricional, atividade física, exame do pé diabético, retinopatia e neuropatia diabética), etiqueta respiratória, saúde mental em jovens (depressão, ansiedade, hiperatividade), problemas com álcool, droga, tabagismo, doenças sexualmente transmissíveis (HPV,

Dr. Chao Lung Wen, da FMUSP

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herpes, sífilis e gonorreia), conhecimentos sobre o corpo (visão, audição, formação, locomoção, coluna e pele), fotoproteção, câncer da pele e outros. Além dos materiais embarcados, o tablet possibilitaria acessar os materiais educacionais da Telessaúde Brasil São Paulo, o banco de dados de interação medicamentosa, a saúde baseada em evidência, entre outros. As universidades entram na aliança oferecendo esses conteúdos, mas a forma com que as pessoas terão acesso a esse material é papel das empresas e suas tecnologias. Uma delas é a Intel, que, segundo José Bruzadin, Gerente de Desenvolvimento de Negócios para Saúde Brasil e Cone Sul, está atuando em conjunto com diversos parceiros de hardware para apresentar ao mercado soluções para problemas da área de saúde, como a construção de sistemas de informação hospitalar, equipamentos médicos interconectados por meio de processadores Intel, servidores, computadores e tablets para uso hospitalar e dispositivos que possam auxiliar no acompanhamento de doentes crônicos em casa. “Tudo isto precisa estar em um ambiente seguro e privado, respeitando o cidadão acima de tudo”, salienta. Bruzadin diz que entre os principais desafios encontrados na área de saúde estão dificuldades de evoluir no quesito qualidade, pressões de custo - que tem aumentado ano após ano -, falta de profissionais qualificados e dificuldade de acesso aos serviços de saúde pela maioria da população. “Nesses pontos, a tecnologia da informação pode ser um vetor importante, e a Intel vem trabalhando neste sentido, em como a área de saúde pode se beneficiar das tecnologias atuais e das que estão por vir”, declara, acrescentando que mobilidade, cloud computing, segurança e privacidade são tecnologias que podem ser utilizadas para aproximar o paciente ou o cidadão do sistema de saúde. Especificamente sobre a internet, Bruzadin conta que ela tem sido a mola propulsora da transformação que está acontecendo na área da saúde, pois, além de conectar as pessoas, é uma

ferramenta muito importante para habilitar profissionais, mantendo-os atualizados, treinados e recebendo novos conteúdos por meio da internet. “É muito importante que estes conteúdos sejam elaborados e disponibilizados de modo que permitam uma aculturação adequada. Nesse ponto está a importância e a necessidade de se atuar junto às entidades de classe universidades e governo, para que estes conteúdos sejam efetivos e adequados à sua finalidade”, expõe. Ele acrescenta que mobilidade e conectividade são itens fundamentais que permitem uma melhor utilização e acesso às informações através de tablets, notebooks e, agora, ultrabooks. Outra empresa que merece destaque é a Telefônica Vivo, que oferece para o mundo corporativo e área pública os serviços de Gestão de Imagens Médicas nas Nuvens, Gestão de Demanda (recursos de tecnologia avançados para administrar os Call Centers Sac´s e outras estruturas de atendimento de massa para a saúde), Gestão de Saúde Populacional (Gestão de Crônicos, Telecare e Teleorientação) e Produtividade Móvel (mobilidade para empresas de saúde, hospitais e governo). “Todos os produtos e serviços da Telefônica na área de saúde têm o forte apelo da multicanalidade, que se trata de dar acesso às imagens, informações, consultas e demais conteúdos a partir de diferentes canais, como internet, smartfones, tablets, etc. Este é o grande diferencial de um serviço administrado e prestado pela Telefônica, que garante a armazenagem e a segurança das informações”, salienta Katia Galvane Luiz, responsável por desenvolvimento de negócios e produtos eHealth Brasil, nos segmentos corporativos e governo da Telefônica Vivo.

Mobilidade, cloud computing, segurança e privacidade podem aproximar o paciente, ou o cidadão, do sistema de saúde

Katia Galvane Luiz, do Grupo Telefônica

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José Bruzadin, da Intel

Todos os nossos produtos e serviços na área de saúde têm o forte apelo da multicanalidade

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Interatividade

Curso da USP promove a Saúde nas comunidades utilizando a teleducação A Faculdade de Medicina da USP, através da Disciplina de Telemedicina, realizou no último dia 4 de maio a abertura do curso Jovem Doutor: Educação e Promoção de Saúde por meio de Teleducação Interativa. Online, gratuito e interativo, o curso visa a promoção de saúde e qualidade de vida nas comunidades por meio de telecentros. Na cerimônia, realizada na própria universidade, foram desenvolvidas atividades de integração entre os participantes e seus tutores, que irão interagir à distância, via internet, pelos próximos dois meses. As aulas online tiveram início oficialmente no dia 6 de maio. Os participantes utilizam um Ambiente Interativo de Aprendizagem, desenvolvido pela Disciplina de Telemedicina da FMUSP, que conta com 28 vídeos com imagens dinâmicas tridimensionais do Projeto Homem Virtual (www. projetohomemvirtual.org.br), além de infográficos, materiais complementares e fóruns de discussão sobre os grupos temáticos. A certificação dos estudantes aprovados é feita pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da USP. Os macrotemas abordados são: conhecimento geral sobre o corpo; locomoção e cuidados com deficiência física; cuidados para os jovens; sexualidade, doenças sexualmente transmissíveis e métodos contraceptivos; saúde bucal, saúde da pele e cuidados com a saúde. As inscrições ultrapassaram as expectativas, sendo quase três vezes maior que as 100 vagas oferecidas, com a maioria dos inscritos proveniente da capital e dos municípios do Estado de São Paulo. No entanto, o interesse de pessoas de outras localidades, como Santa Catarina, Paraná, Alagoas, Piauí, Rondônia, Bahia, Goiás e Minas Gerais, mostra o potencial desta iniciativa em tornar-se uma ação nacional. Devido à grande procura, haverá uma segunda edição do curso, prevista para o próximo semestre, que priorizará as pessoas que se inscreveram na primeira edição.   Dentre os participantes, estão estudantes de ensino médio, monitores de telecentros que atuam no Acessa São Paulo e Acessa Escola, programas do Governo do Estado de São Paulo, e que auxiliaram na divulgação para os seus monitores.

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Uma das imagens do Homem Virtual

Dr. Chao dá as boas-vindas aos alunos na abertura do curso Jovem Doutor

O Projeto

Termo cunhado para designar o “jovem educador respeitado pela sua comunidade”, o Projeto Jovem Doutor foi criado pela Disciplina de Telemedicina da FMUSP em 2007, e desde então desenvolve projetos e ações para a disseminação da cultura sobre saúde no país. Já alcançou os estados do Amazonas, Espírito Santo,  Pernambuco, Bahia, Alagoas e  Maranhão, além dos municípios paulistas Tatuí, Bauru e a capital São Paulo. A proposta é de uma atividade multiprofissional que utiliza recursos de Telemedicina, educação interativa à distância e o Projeto Homem Virtual, com o propósito de incentivar os estudantes dos ensinos médio, superior, e também os profissionais de telecentros, a realizarem trabalhos cooperados que promovam a saúde e melhorem a qualidade de vida de comunidades necessitadas através de uma ação sustentada. Trata-se de uma oportunidade de exercício de cidadania e de iniciação científica, com aplicação prática dos conhecimentos obtidos, sob a orientação de professores e tutores. Proporciona aos alunos do ensino superior a compreensão das características da atenção básica em saúde. A partir da interação com estudantes de outras profissões é possível promover a saúde global das comunidades selecionadas. Para os alunos do ensino médio, o Projeto Jovem Doutor representa uma chance de inclusão digital e de aprendizado por meio de Cursos de Extensão Universitária. Também possibilita o desenvolvimento de um papel social na própria comunidade, com o conhecimento da infraestrutura de saúde da cidade. Ainda permite aprender mais sobre a dinâmica de uma universidade, na fase da vida que antecede a escolha profissional. Além destes aspectos, o Jovem Doutor é uma ação da universidade para a sociedade, estabelecendo um processo de compromisso social em diversas regiões e segmentos profissionais. As temáticas abordadas são selecionadas e desenvolvidas em conjunto com os moradores, de acordo com as necessidades locais, criando um elo de responsabilidade e motivação.

www.jovemdoutor.org.br

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Entrevista

Mercado da saúde brasileiro é uma das apostas globais do Grupo Telefônica Formado em Engenharia Elétrica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e também pós-graduado em Administração e Negócios pela mesma instituição, Antônio Carlos Valente iniciou sua trajetória na Telefônica em 2004 e hoje é Presidente do Grupo no Brasil. Nesta entrevista exclusiva, ele aborda a entrada da empresa no mercado de saúde, oferecendo soluções de tecnologia. Por que a Telefônica Vivo decidiu entrar no mercado da saúde? Esta é uma das apostas globais da empresa, por meio de sua divisão de negócios Telefônica Digital, voltada para o desenvolvimento de produtos e serviços inovadores. E o Brasil é um dos mercados prioritários para o crescimento do setor de eHealth dentro do Grupo, que tem qualidade e inovação como pilares de atuação. Queremos aportar tecnologia à saúde com a finalidade de melhorar a qualidade de vida das pessoas, investindo no lançamento de produtos e serviços para o mercado corporativo, incluindo hospitais, clínicas, além do serviço público. Nosso objetivo é levar ao setor um modelo de prestação de serviço mais conectado e sustentável. Quais os produtos específicos para o segmento? Há cerca de um ano, a Telefônica Vivo vem desenvolvendo produtos e serviços na área de eHealth no Brasil. Entre os serviços já lançados, estão a Gestão de Demandas, solução multicanal que ajuda no agendamento de consultas e exames médicos, destinada a operadoras de saúde, hospitais e clínicas; a Gestão Digital de Imagens Médicas, que permite aos usuários e profissionais acesso a exames de imagens a partir

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Antônio Carlos Valente, Presidente do Grupo Telefônica no Brasil

de qualquer dispositivo eletrônico, seja móvel ou computador desktop, agilizando o diagnóstico, assim como projetos de centrais de laudo que poderão atender locais remotos com toda a estrutura de telecomunicação de trânsito das imagens através de redes de voz, satélites e armazenamento em nuvem; a Gestão da Saúde da Família, que melhora a produtividade e eficiência dos agentes e equipe de saúde da família mediante dispositivos móveis e aplicações de última geração; a Gestão de Pacientes Crônicos, que disponibiliza aos clientes canais de comunicação, ferramentas de gestão clínica/operacional e todo o suporte necessários para prover uma Gestão Remota dos pacientes com patologias crônicas. O objetivo é a melhoria da qualidade de vida destes pacientes, eficiência em termos de sustentabilidade e economia para os prestadores de serviços de saúde. Outras soluções são a Teleassistência Móvel, na qual pessoas idosas ou com algum tipo de fragilidade/dependência conseguem, através de um dispositivo, acesso rápido a um profissional de saúde, que pode orientá-lo ou, em caso de necessidade, prestar um auxílio presencial, contatar sua rede de apoio, oferecendo segurança e tranquilidade em qualquer local e a qualquer momento do dia; e Nuvem da Saúde, que é um centro de conhecimento disponível na nuvem para ser acessado a qualquer momento, contribuindo para que os profissionais possam adquirir conteúdos educacionais importantes para o melhor atendimento ao paciente. Quais os diferenciais dessas soluções? Elas embutem muita conectividade, trazendo como vantagens agilização de processos, rapidez na realização de diagnósticos, compartilhamento de informações, mobilidade para os profissionais e segurança da informação. Tudo isso gera redução de custos e qualidade de vida. O que a entrada no setor deve representar para o crescimento da empresa? Este é um ano em que estamos firmando parcerias, desenvolvendo produtos e serviços e prospectando o mercado, mas acreditamos no grande potencial desse setor, que representará, certamente, crescimento para a Telefônica Vivo. Quais os benefícios que a tecnologia oferece aos profissionais da saúde e aos pacientes? A tecnologia está cada vez mais presente na vida das pessoas. No setor da saúde é grande sua inserção nas áreas de diagnóstico, monitoramento de pacientes e telemedicina, trazendo precisão e agilidade aos procedimentos. Além disso, a tecnologia favorece o intercâmbio de conhecimento e a formação de redes internacionais de profissionais que podem influenciar na qualidade do atendimento de pacientes de todo o mundo. Para os administradores hospitalares, o que representa automatizar as soluções em saúde? O investimento em tecnologia é essencial para aumentar a eficiência e a performance das instituições hospitalares. A automação se fará cada vez mais presente no setor e simples processos dependerão de sistemas automatizados. Dentre os benefícios, pode-se citar a agilidade de

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informação na tomada de decisão, facilidades para diagnósticos precoces e mais precisos, diminuição de casos de internações ou consultas desnecessárias, processos otimizados, geração de valor ao paciente e melhorias no desempenho do negócio. Vale observar que, no modelo de negócios da Telefônica Vivo, as empresas não precisam investir em tecnologias, e, sim, contratar um serviço em função do uso, trocando investimento inicial por um serviço diluído no tempo e proporcional ao uso. Quais parcerias a empresa vem firmando dentro do setor? Acabamos de firmar parceria com a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) para o desenvolvimento de ações que farão parte de um amplo programa para promover a acessibilidade digital em saúde. O primeiro resultado da parceria será a inclusão de conteúdos acadêmicos científicos da universidade em produtos e serviços que a operadora pretende lançar por meio de sua área de eHealth. De nosso lado, doamos à Fundação Faculdade de Medicina 60 chips 3G Plus para tráfego de dados com isenção dos custos do serviço, para utilização durante um ano. Os chips integrarão os projetos de Telemedicina para Atenção Primária e de E-care em Saúde do Idoso, coordenados pela Disciplina de Telemedicina da FMUSP, além de servir para atividades envolvendo alta complexidade e emergências. No início deste ano, a Telefônica Digital adquiriu o controle da Axismed, maior empresa de gestão de saúde populacional do país. Estamos fechando acordos com instituições de ponta do segmento para implementar experiência piloto de um sistema de monitoramento de pacientes com fragilidades. O que essa aquisição agrega à empresa? O negócio com a Axismed permitirá ao Grupo Telefônica acelerar o desenvolvimento de uma proposta completa de serviços no mercado brasileiro de eHealth, com foco em operadoras de saúde privadas e corporações. A associação abrirá inúmeras possibilidades, pois o atendimento aos pacientes passará a contar com uma plataforma multicanal, por meio de aplicativos de celular, internet, SMS, portal Web, videoconferência, entre outros. A plataforma viabilizará, já no primeiro ano, a transmissão de biomedidas, com aparelhos conectados na casa do paciente, que monitoram o nível de glicose, pressão arterial e outros indicadores fisiológicos, conforme a patologia do indivíduo. Com as nossas soluções de conexão e a rede Vivo 3G sem igual no país, o acompanhamento de doentes crônicos poderá chegar a mais de 3.000 cidades de todo o território nacional. Você acredita que o Brasil é um país promissor na área de telemedicina? Sim, o Brasil é um país com grande possibilidade para investimento em telemedicina devido à grande extensão territorial e ao potencial de crescimento do acesso à saúde. O investimento em telemedicina deve ser considerado, pois possibilita o acesso a exames, conteúdos e a médicos por pessoas que moram em lugares onde esses recursos não estão disponíveis.

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estudo

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Pesquisa identifica o comportamento digital dos médicos brasileiros

Para entender quais são os hábitos e o comportamento dos médicos no universo digital, a Ogilvy Healthworld desenvolveu o primeiro estudo brasileiro encomendado por uma agência de publicidade que traça o perfil de uso mostrando os critérios de preferência, tempo de permanência e grau de importância dos recursos digitais, tanto na vida pessoal quanto profissional dos médicos. Colocado em prática pelo Instituto Observer – que tem experiência em pesquisas de marketing e consultoria principalmente no segmento farmacêutico e de saúde –, o estudo entrevistou cerca de 200 profissionais das principais especialidades da medicina: cardiologia, oncologia, ginecologia, dermatologia, endocrinologia, pneumologia e psiquiatria em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre. De acordo com Denise Israel, Diretora de Operações da Healthworld, que tem grande experiência em projetos digitais desenvolvidos para área de health care no Brasil, os médicos estão muito antenados com as tendências e estão na maioria do tempo conectados. “Sabemos que 90% deles dividem o seu tempo na internet entre atualização do conhecimento e afazeres do trabalho. Além disso, navegam mais de cinco horas por dia”, salienta.    Denise explica, ainda, que o estudo também contribui para identificar algumas insatisfações dos médicos e saber como eles estão utilizando algumas ferramentas digitais para, por exemplo, realizar o atendimento de pacientes. “Esses dados impactam diretamente em nossas estratégias de negócio e servem de subsídio para utilizarmos com os clientes. Sabemos exatamente qual plataforma é mais indicada para dialogar com um oncologista e como ele se comporta quando está procurando uma informação pertinente ao seu dia a dia no consultório.”

www.ogilvypr.com

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Especialidade A tecnologia auxiliando no desenvolvimento de eletroencefalógrafos digitais

Essencial para auxiliar no diagnóstico de epilepsias, demências, encefalopatias diversas, infecções do sistema nervoso central, alguns casos psiquiátricos e outros transtornos neurológicos, o eletroencefalograma (EEG) é um exame que vem se inovando nos últimos anos. Com a tecnologia digital, tornou-se possível ver simultaneamente o eletroencefalograma convencional (gráfico XY de tempo e tensão elétrica) ao lado de outras aplicações, como análise de frequências, outras análises de tendências e índices de simetria da atividade elétrica cerebral tudo isso na mesma tela. “Nessa tela ainda se agregam o vídeo do paciente e avaliações do ritmo cardíaco, bem como o índice de saturação de oxigênio do sangue, o que, em ambientes de terapia intensiva, sempre serão de muita importância. Além disso, o uso do módulo isolador eliminou grande parte dos artefatos (atividade não cerebral), facilitando sobremaneira a eletroencefalografia em UTIs”, explica Dr. Luiz Calistro Balestrassi, Diretor Presidente da Neurotec. Utilizando-se da alta tecnologia, a empresa desenvolveu o Neuromap EQSA260, um eletroencefalógrafo de 26 canais, portátil, com peso inferior a 400 gramas, provido das mais modernas técnicas de processamento digital de sinais (DSP). Segundo Balestrassi, sua instalação é fácil e rápida. Os filtros são totalmente configuráveis e o sistema inclui medição de impedâncias por software. O equipamento também é modularizado para uso em redes (internet e intranet), podendo ser usado tanto com desktops quanto com notebooks. O Neuromap realiza os exames EEG digital quantitativo e topográfico, poligrafia neonatal, polissonografia, vídeo-EEG digital, vídeo-polissonografia e monitoração de EEG. Entre os opcionais estão foto e áudio estimuladores microprocessados USB, sensores para poligrafia/polissonografia, spliter - módulo isolador e oxímetro integrado. O Diretor Presidente diz que ao criar o Neuromap, a Neurotec combinou custo com o que há de mais avançado em tecnologia de eletroencefalógrafos digitais, disponibilizando equipamentos de EEG digital com mapeamento cerebral para o mercado brasileiro. No processo de elaboração do EQSA260, a companhia precisou desenvolver hardware e software concomitantemente. Balestrassi explica que o desenvolvimento do hardware

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O Neuromap EQSA260 é um eletroencefalógrafo portátil de 26 canais que usa as mais modernas técnicas de processamento digital de sinais, 100% brasileiro

Maria Lúcia Serafini Balestrassi, Diretora Comercial, e Dr. Luiz Calistro Balestrassi, Diretor Presidente da Neurotec

decorre de um posicionamento da empresa em relação às inovações em placas, circuitos e componentes, sempre voltados à qualidade. “Para o software, nos alinhamos aos usuários, que ajudaram a enxergar as melhores aplicações para as possibilidades do hardware. Foi importante também contar com colaboradores capazes de desenvolver esse software. Acredito que o aparelho veio coroar e partilhar toda uma linha de produtos próprios em desenvolvimento há mais de 30 anos”, acrescenta. Além dos equipamentos, a empresa  também produz softwares para a área de neurofisiologia clínica, em sintonia com as novas tecnologias e contando com uma grande equipe de colaboradores interdisciplinares (médicos, biomédicos, engenheiros e especialistas em software).

Conexão remota

Para dar precisão e agilidade a fim de garantir um alto nível no atendimento, a Neurotec utiliza recursos modernos de conexão remota. Com a permissão do cliente, o profissional encarregado do suporte acessa o sistema de forma segura e rápida por meio da internet. Junto com o acesso remoto, também é possível a comunicação, utilizando texto e voz através do mesmo canal. “Alguns de nossos clientes perceberam como é fácil a utilização do acesso remoto e já adotaram como meio de analisar e laudar exames à distância”, explica Balestrassi. Com a otimização da assistência, a empresa sana dúvidas de utilização que podem ocorrer. “São os nossos olhos indo até o laboratório, consultório e hospital, para que consigam oferecer o melhor atendimento aos pacientes no mínimo tempo possível”, finaliza.

www.neurotec.com.br l (35) 3623-2500 Na Hospitalar: Pav. Vermelho – Rua M 64/66

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Acontece eHealth_Innovation

Higienização Especializada em higienização na área da saúde, a Brasanitas Hospitalar desenvolve e disponibiliza um software específico para gerenciamento de serviços hospitalares. Esta tecnologia é capaz de otimizar o tempo e o ganho de produtividade no processo do gerenciamento de leitos em mais de 15%, além de suprir as necessidades operacionais nestes procedimentos. Por meio de um tablet conectado à internet, o usuário acessa o sistema, com login e senha, e obtém um panorama sobre as atividades executadas, inclusive, com a possibilidade de emitir relatórios gerenciais. Todo o trabalho pode ser acompanhado em tempo real pelo cliente. www.brasanitas.com.br l 0800 702 7714 Marcelo SL

Integração Da Philips, o software de gestão hospitalar Tasy fornece aos gestores uma visão global e integrada da organização, subsidia a tomada de decisão e contribui com as melhores práticas. É um sistema integrado, robusto, aderente aos processos das organizações de saúde e baseado nas suas regras de negócios. O software é utilizado por mais de 500 instituições de saúde em todo o Brasil e já está presente em diversos hospitais de referência no país. www.healthcare.philips.com l 0800 701 7789

Monitoramento Após a criação do Centro de Epidemiologia, Estatística e Pesquisa, a Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, MG, percebeu a necessidade de aprimorar o método de monitoramento e análise de suas informações clínicas. A solução foi a adoção do sistema Epimed Monitor, que facilitou a reorganização dos processos de gestão médica na instituição e possibilitou maior adesão das equipes médicas a padrões de qualidade e segurança. Dados clínicos podem ser monitorados pelos gestores, em tempo real. “O uso do software tem auxiliado médicos e enfermeiros a mensurar com precisão a eficácia do atendimento prestado nas UTIs”, declara o Dr. Guilherme Cortes, Coordenador do Centro.

Atlas Angiologia

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Para auxiliar angiologistas e cirurgiões vasculares na explicação dos sistemas venosos e arteriais, o Aché oferece o aplicativo Atlas Angiologia. Desenvolvido inicialmente para o sistema iOS (iPad, iPod e iPhone), o app é ricamente ilustrado com imagens do sistema circulatório humano e pode ser baixado gratuitamente na Apple Store. Com a tecnologia multi-touch, o usuário pode explorar o conteúdo utilizando-se do zoom para ver, de modo aproximado, cada detalhe das imagens. Além disso, o programa conta com um sistema próprio de pesquisa, que facilita o rápido acesso às informações. www.ache.com.br l 0800 7016900

Calculando riscos

Interoperabilidade

A saúde preventiva acaba de ganhar uma ferramenta online e gratuita. Utilizando tecnologia desenvolvida por universidades internacionais e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil e do U.S. Preventive Services Task Force, a plataforma Vitalbox (www.vitalbox.com.br) calcula qual o risco individual de doenças cardíacas, vasculares, diabetes e outras enfermidades crônicas não transmissíveis, a partir de informações inseridas pelo próprio usuário, como frequência cardíaca, peso, pressão arterial, perfil das atividades físicas e padrão alimentar. A Vitalbox já trabalha na versão mobile e na integração com laboratórios e hospitais, que atualizarão automaticamente o prontuário médico do usuário com resultados de exames.

O Healthcare Information Xchange de Nova York (HIXNY) anuncia a conquista da interoperabilidade dos Prontuários Eletrônicos de Saúde e, consequentemente, a expansão da sua rede de parceiros por meio de um projeto desenvolvido com a InterSystems. O HIXNY utilizou a solução HealthShare como plataforma estratégica, que lhe proporcionou, em todo o ano passado, a conexão de 421 instituições à sua rede. Dentro desse universo, 186 centros médicos estabeleceram interface bidirecional de Prontuários Eletrônicos de Saúde, superando em 55% as metas iniciais para 2012.

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NOVIDADES DA HOSPITALAR

O conjunto radiológico Diafix da CDK é ideal para clínicas e hospitais. Pode ser utilizado como aparelho básico ou auxiliar, tendo seu uso recomendado no diagnóstico de rotinas, radioscopia e exames especializados (urografia, angiografia, tomografia plana). A empresa oferece equipamentos e acessórios para Raios-X, assistência técnica, manutenção, reparos em aparelhos nacionais e importados. Visando a melhoria contínua e a qualidade de seus produtos e serviços, a CDK anunciou em janeiro de 2013 a sua nova certificação ISO 13485. www.cdk.com.br l (11) 4055-1011 l Pav. Vermelho – Rua L 63/65 A autoclave Vitale da Cristófoli conta agora com painel digital iluminado, novo design e membrana diferenciada. Possui sensor que cruza as informações de pressão e temperatura, que são transferidas para os indicadores através de leds no painel, oferecendo maior precisão na leitura dos parâmetros. Tem sistema de rastreabilidade e realiza secagem com a porta entreaberta. Sua câmera é fabricada em alumínio anodizado e inox. Está disponível em duas versões, com capacidade para 12 e 21 litros. Garantia de 2 anos. ww.cristofoli.com l (44) 3518-3430 l Pav. Branco – Rua A/B 33/38 Equipamento Piezoelétrico com micromotor Brushless, o Mastersonic, da DrillerMed, supera os limites de precisão e segurança dos métodos tradicionais de cirurgia óssea por permitir corte micrométrico, facilitando a realização de técnicas de osteotomia e osteoplastia com a máxima visibilidade e mínima deterioração tecidual, evitando o superaquecimento do osso. Devido ao corte preciso e reduzida vibração, diminui o risco de lesão aos tecidos nervosos ou moles. Seu motor com maior torque e potência permite a utilização de peças de mão convencionais com engate padrão. www.driller.com.br l (11) 2109-9041 l Pav. Branco – Rua C 87 A JP Indústria Farmacêutica apresenta duas linhas de produtos: Terapias de Infusão e Soluções Especiais e Tecnologia em transfusão e biotecnologia. Outra novidade da empresa é o Clim Saúde, um produto para sanitização de superfícies fixas que visa substituir a utilização da solução de Hipoclorito de Sódio a 1% por meio do uso de tabletes efervescentes de Dicloroisocianurato de Sódio. Tem como vantagem a liberação controlada de cloro, validade de 2 anos, além de ocupar menos espaço no estoque. www.jpfarma.com.br l (16) 3512-3500 l Pav. Branco – Rua G 40/42 Com pés recuados, o carro maca da Móveis Andrade é revestido em material termoplástico de alta resistência com suporte para cilindro de oxigênio. Possui leito articulado, laminado radiotransparente de 10mm para uso de intensificador de imagens de Raios-X, provido de gaveta localizada no dorso. Tem grades de abaixar e escamoteáveis e realiza movimentos de elevação, proclive, Trendelemburg através de duas colunas motorizadas, além de movimentos de dorso e joelho. Suporta pacientes de até 250kg. www.andradehospitalar.com.br l (62) 3588-2646 l Pav. Branco – Rua A/B 91/92 A Sensitouch da Mucambo é a primeira luva cirúrgica de látex sintético esterilizada fabricada no Brasil. Isenta de látex natural, principal causador de alergias nas mãos dos usuários, tem como base o Poliisopreno, que garante elasticidade e conforto, além de evitar a fadiga durante os procedimentos. Proporciona alta sensibilidade tátil e é resistente, não rasgando facilmente. Livre de pó, também está imune ao odor de amônia residual.

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Ao contrário das árvores naturais, que são difíceis de serem mantidas em ambientes internos por exigirem constante manutenção e iluminação, as árvores permanentes, também chamadas artificiais, apresentam diversas vantagens. A Nature Flores oferece várias opções de plantas permanentes para decorar hospitais, clínicas e consultórios, atendendo as exigências legais do segmento. Destaque para a árvore de Ficus com 1,80m, que é bem semelhante à natural.

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www.natureflores.com.br l (11) 2914-8627 l Pav. Branco – Rua I/J 101/108 A ducha de banho no leito Acqua Therm da X Ray Medical proporciona aos pacientes uma higiene completa e sensação de conforto e bem-estar. Possui carrinho com alças e rodízios giratórios, reservatório de inox com capacidade para até 20 litros de água e mostrador de nível. Seu jato de água retira todo o resíduo de sabonete, prevenindo o ressecamento da pele. Econômico, reduz o consumo de sabonete e água e conta ainda com sistema de controle de temperatura (até 41º). Disponível também na versão home care portátil. www.xraymedical.com.br l (11) 2341-5445 l Pav. Vermelho – Rua L 64/66 A Similar & Compatível apresenta sua caneta de comando manual através de botões tácteis que acionam funções de corte e coagulação. Indicada para ressecção de mamária e safena, tem eletro de teflon para cirurgias cardíacas. Suporta autoclave até 134°C e eletrodos de 1,6mm a 2,38mm. Com registro na Anvisa, possui cabo de silicone com três metros e conector de três pinos (3,97mm) para conexão com todos os tipos de bisturis eletroeletrônicos. www.similarcompativel.com.br l (16) 3969-1836 l Pav. Azul – Rua G 8 A nova pêra de chamada de enfermagem por sopro da Sincron oferece facilidade de uso e conforto para as pessoas com necessidades especiais. Possui superfície ultrassensível que aciona o sistema com um simples sopro, sendo ideal para pacientes com destreza manual limitada. Conta com bicos assopradores descartáveis e braçadeira ajustável que se encaixa em qualquer alça de cama ou cabeceira e se ajusta em todas as posições de acordo com as necessidades do paciente. www.sincron.com.br l (11) 2028-8866 l Pav. Branco – Rua G 113/115 Os berços hospitalares para recém-nascidos Ninar e Afeto da Olidef são indicados para berçários, transporte interno e para manter o bebê ao lado do leito da mãe. O modelo Ninar possui leito em acrílico transparente e removível, colchão com capa removível e lavável, para-choques frontal e traseiro, alça, ajuste de inclinação e rodízios com trava de segurança, suporte de soro e porta mamadeira. O modelo Afeto tem ajustes de altura e de inclinação com trava de segurança, para-choque, alça, rodízios de três polegadas em gel, suporte de soro, porta mamadeira e saboneteira. Produtos em processo de regularização junto à Anvisa. www.olidef.com.br l (16) 3919-9350 l Pav. Branco – Rua G 40/42 A partir do tradicional conforto ergonômico oferecido pelas poltronas da Lafer, a Joker Multi Função oferece todas as condições para atender as necessidades dos hospitais de modo eficiente, prático e seguro. Possui ajustes individuais do ângulo do espaldar e do apoio dos pés. Reclina totalmente até transformar-se numa maca, tem regulagem de altura para transferência dos pacientes aos leitos, rodas para locomoção e alça para condução, tanto na posição poltrona ou maca. Conta ainda com braços escamoteáveis e posição Trendelemburg instantânea. www.lafer.com.br/healthcare l (11) 3208-6722 l Pav. Branco – A/B 63/64

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NOVIDADES DA HOSPITALAR

A maca hidráulica com movimentação motorizada HM.2059 H da Hospimetal é leve e ideal para áreas de acesso com rampas. Seu leito é articulado com estrutura em tubo de aço e laminado radiotransparente com gaveta deslizante para uso de intensificador de imagem e Raios-X. Possibilita movimentos Trendelemburg e reverso através de cilindro hidráulico a pedal e movimentos da cabeceira e joelhos por pistão a gás com acionamento manual. Conta ainda com dispositivo para retração da roda de tração e suporta até 250 kg. www.hospimetal.com.br l (18) 3623-0625 l Pav. Branco - Rua D/E 91/98 Como distribuidora da Ibernex no Brasil, a Biocam apresenta o Helpnex, um sistema modular que tem a mesma base de software para todas suas aplicações. Totalmente integrado com sistema assistencial, de localização, controles de acesso, telefonia fixa e sem fio, gestão de alarmes, gestão de lavanderia e localização de paciente e equipamentos. Como solução para lavanderia, a empresa oferece etiquetas que identificam cada roupa por meio do software, que gerencia e otimiza a informação obtida. www.biocam.com.br l (19) 3272-8000 l Pav. Branco – Rua D 116 Com movimentos controlados eletronicamente, a mesa cirúrgica elétrica MEC/S 140L proporciona mais conforto e segurança para médicos e pacientes. Oferece facilidade de operação e versatilidade, grande variação de altura, além de ser certificada na IEC 60-601-1 e registrada junto à Anvisa. Os produtos da Novamec são produzidas pela Mecsul, empresa certificada com ISO 13485, que fabrica mesas cirúrgicas, equipamentos para lavanderia hospitalar, industrial e acessórios. www.mecsulmesas.com.br l (54) 3222-8757 l Pav. Branco - Rua A 52 Prático e resistente, o inalador Medicate MD 400 da Dorja possui quatro saídas e é indicado para aplicação/nebulização de medicamentos no tratamento respiratório. Vem acompanhado de quatro kits de nebulização completos e tem carrinho para condução como opcional. Composto por copo dosador que impede o derramamento do medicamento, mangueira e máscara adulta/ infantil, tem compressor do tipo pistão autolubrificado, é isento de óleo e permite vazão livre de 28 litros/min. Com design moderno, possui motor compacto monofásico, é bivolt e tem alça para transporte. www.jamir.com.br l (11) 3872-4266 l Pav. Branco – Rua C 37/41 A Schioppa oferece completa linha de rodízios hospitalares: Stilus, Zafira, Futura, Evolution, Evidence, Lumina, Agile, New Avantech, além de rodas antimicrobianas. Destaque para a linha Agile, fabricada com nylon 6 injetado, disponível em diversas cores, que proporciona rodagem macia e silenciosa, não degrada o piso e possui excelente resistência química ao desgaste e impactos. Com design moderno, garante higiene e segurança. Todos os rodízios hospitalares da empresa podem ser produzidos com o aditivo antimicrobiano, que bloqueia a proliferação de fungos e bactérias. www.schioppa.com.br l (11) 2065-5200 l Pav. Branco – Rua B/C 91/98 A WEM Equipamentos Eletrônicos apresenta a caneta multifuncional Griff CVHP - Canady Vieira Hybrid Plasma, lançada este ano no mercado brasileiro. A Griff CVHP é a forma de energia mais avançada para uso em eletrocirurgia e endoscopia na atualidade, dotada de tecnologia ainda mais ainda mais precisa e rápida que a cirurgia robótica.

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A nova geração de bisturis eletrônicos Deltronix reúne todas as características que o centro cirúrgico necessita. Modo HI para tecidos adiposos e modo LOW para cirurgias onde a precisão e a delicadeza são essenciais. São três modos de coagulação monopolar e três bipolar e função PPC®, na qual o corte e a coagulação são pulsados para procedimentos laparoscópicos. Contam ainda com as funções TRIPOLAR®, RELOAD, FPA®, RMPF®, MCC®, MRPGraph®, Auto Check_Up, memória para até 120 procedimentos e ajuste de potência remota para corte, coagulação e bipolar. www.deltronix.com.br l (16) 4009-5454 l Pav. Azul - Rua E/F 35/42 A incubadora estacionária Vision 2286 Advanced da, Fanem, recebeu uma atualização de software. Com tecnologia de quarta geração (G4), permite maior velocidade de processamento de dados e melhor tempo de resposta da tela e visualização dos parâmetros, aprimorando a operação. O sistema de gerenciamento de alarmes evoluiu o monitoramento da oximetria de pulso, reduzindo os disparos nas medições de saturação (SpO2) e o acionamento indevido. Possui ajuste de volume e diferenciação de alarme por prioridade. www.fanem.com.br l (11) 2972-5700 l Pav. Branco – Rua H/I 23/26 A Linha Delta de painéis suspensos giratórios da Moriya é projetada de acordo com a necessidade e solicitação de cada cliente. A unidade de trabalho tem prateleiras para monitores e acessórios, rede de gases e eletricidade, hastes de soro e bombas de infusão. Pode ser confeccionada em chapas de aço carbono, alumínio, aço inox ou perfil de alumínio. A disposição e quantidade dos pontos de gases, tomadas elétricas e suporte de soro são definidas pelo cliente. Obedece às normas da ABNT. www.jgmoriya.com.br l (11) 5573-9773 l Pav. Branco – Rua E/G 21/22 O Isis Pro é um Desfibrilador Externo Semi-Automático (DEA) com visualização de ECG e função manual projetado para atendimentos de emergência. Utilizando tecnologia de Rede Neural, o equipamento da Instramed orienta por voz, realiza o diagnóstico, considera as variáveis clínicas e aplica o tratamento com o toque de apenas um botão. Por meio de uma tela touch screen com excelente contraste e área de visualização, permite a escolha dos parâmetros de aplicação do choque, como a seleção de carga até 270 Joules. www.instramed.com.br l (51) 3073-8200 l Pav. Branco – Rua D 40/42 A NS apresenta uma nova versão do inalador Respiramax, totalmente reformulado e com design mais arrojado. Com sistema de funcionamento ultrassônico, é silencioso e confere maior rendimento da névoa, além de manuseio simplificado. Certificado pelo INMETRO, dispõe ainda de protetor térmico, é bivolt e tem baixo consumo de energia. Acompanha traqueia removível, que permite ao usuário fazer inalação deitado e facilita a higienização, evitando a proliferação de fungos. www.nsam.com.br l (11) 2336-8000 l Pav. Branco – Rua E 24/28 As maletas para via aérea difícil da Celmat são versáteis, de fácil limpeza e transporte. Ideais para atendimento em Unidades de Terapia Intensiva, centros cirúrgicos, prontos-socorros, emergências, ambulâncias, entre outros, possui divisões internas feitas em policarbonato transparente. Confeccionadas com material resistente (ABS), têm cor laranja, que permite fácil visualização.

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O novo micronebulizador com máscara flexível da Unitec possui reservatório dosador para medicamento com copo translúcido, com capacidade máxima de 50ml. Sua máscara é feita em PVC atóxico, disponível nos tamanhos adulto e infantil, para oxigênio e ar comprimido. Tem ainda conexão com rosca universal que segue as normas da ABNT e extensão em PVC atóxico com 1,20m. www.unitec-hospitalar.com.br l (11) 5011-9291 l Pav. Azul – Rua D/E 23/24

Com tecnologia alemã, o novo Visomat Handy IV para pulso da Incoterm chega ao mercado com novas características, mais moderno e prático. Além das funções tradicionais, possui detector de arritmia cardíaca e sinalizador de pressão arterial. Destaque para a medição da pressão diferencial, ou seja, a diferença entre a pressão alta e baixa. Com o resultado da pressão diferencial, é possível detectar eventuais doenças no paciente. www.incoterm.com.br l (51) 3245-7100 l Pav. Azul - Rua H/I 21/22

O ventilador pulmonar Fleximag da Magnamed alia alta tecnologia e segurança e é ideal para UTIs. Ventila desde pacientes neonatais de baixíssimo peso até adultos, além de vir com sugestão segura conforme o peso do paciente. No modo neonatal, ficam disponíveis somente as modalidades ventilatórias utilizadas na neonatologia: PLV, P-SIMV, CPAP e DualPAP. Possui ainda fácil identificação do alarme acionado/ativo. Outro destaque da empresa é o BabyMag, ventilador pulmonar para UTIs neonatais. www.magnamed.com.br l (11) 5081-4115 l Pav. Branco – Rua C 73 A mesa Performance, da Olsen, foi projetada para atender às necessidades dos procedimentos ambulatoriais, como cirurgias plásticas, dermatológicas e vasculares. Os movimentos automáticos podem ser controlados por pedal ou controle de mão, possibilitam posições de cadeira ou maca, além de Fowler e emergência. Ideal para procedimentos cirúrgicos, possui oito posições de trabalho, cabeceira multiarticulada com auréola para apoio dos braços, bandeja inox para instrumentos e bateria de emergência. www.olsen.odo.br l (48) 2106-6000 l Pav. Azul – Rua A 60 A Linde Healthcare apresenta uma linha completa de acessórios de gasoterapia com engate rápido, sistema que garante agilidade e segurança para a equipe clínica e pacientes. Composta por fluxômetros rotativos, reguladores de pressão e de vácuo, mangueiras e postos para painéis e parede, a linha atende aos mais rigorosos padrões de qualidade. Um sistema de monitoramento contínuo de centrais de gases medicinais que envia sinais via wireless sobre as condições operacionais e a nova regulamentação dos gases medicinais são outros destaques. www.linde-healthcare.com.br l 0800 725 4633 l Pav. Branco – Rua C/D

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Novidade da Efe, a LoupeLight LED HEINE possui avançada tecnologia LED, com luz branca e homogênea e iluminação coaxial, sem sombras, ideal para aplicações ORL e dental. Compacta e ultraleve, assegura maior conforto ao usuário e reduz o acúmulo de calor. Com ajuste individual do ângulo de visão e filtro amarelo opcional que reduz a luz azul, evita o enrijecimento prematuro dos materiais fotossensíveis. Conta ainda com quatro lentes e sistema múltiplo de lentes de precisão. www.efe.com.br l (81) 4009-9900 l Pav. Branco – Rua B/C 29/30

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A Medlux, distribuidora do sistema de correio pneumático Sumetzberger, lança a Tela Easy Touch Screen, que oferece histórico dos últimos envios e recebimentos na estação, possui acesso com cartão e tela de 7“ com operação multifuncional. Possibilita operação por toque, luvas de procedimento ou materiais de uso geral e visualização individual do status do sistema através de diferentes cores. Conta ainda com leitor de identificação de usuário RFID e níveis de autorização personalizados de acordo com o perfil do usuário. www.medlux.com.br l (41) 3035-1728 l Pav. Branco – Rua E 117 A MDT Implantes, em parceria com a alemã Ceramtec, apresenta ao mercado brasileiro os implantes de cerâmica BIOLOX®, a mais avançada solução para artroplastia do quadril. A cerâmica apresenta uma série de vantagens: não causa reações alérgicas, não produz íons metálicos, apresenta baixo risco de deslocamento, é de alta biocompatibilidade, além de reduzir o risco de osteólise induzido por partículas. www.mdt.com.br l (19) 2111-6500 l Pav. Azul – Rua M 34

Eficientes, resistentes e com design inovador, os secadores por adsorção para purificação do ar comprimido da Daltech possuem colunas em alumínio extrudado, revestidas com material anticorrosivo. Possibilita fácil acesso a todos os componentes pelo painel frontal removível e mínima manutenção (12.000 e 24.000 horas). Seu material adsorvente, acondicionado em cartuchos transparentes ecologicamente corretos e pressionado por molas, impede o atrito e permite a visão. Conta ainda com gestor condensado e de energia. www.daltech.com.br l (11) 3699-5551 l Pav. Branco – Rua E 35 Com painel em material termoplástico injetado (ABS), potente motor de vácuo com sistema linear e design inovador, o aspirador cirúrgico Evolution 10.000 da Protec tem novas configurações. Seu sistema de boia anti-transbordamento eletrônica monitora o nível de aspiração através de eletrodos e ao atingir o limite máximo de aspiração interrompe imediatamente o funcionamento do motor. Com sucção eficiente, é silencioso e acompanha dois frascos transparentes, inquebráveis e autoclaváveis a 134 graus, com capacidade de 5 litros cada. www.protec.com.br l (11) 3132-9888 l Pav. Azul – Rua C/D 35/42 O desfibrilador bifásico e monitor LifeShock Pro da Lifemed possui tela de LCD de 8,4 polegadas, sistema de navegação intuitivo por toque na tela e botão seletor, que facilita e agiliza o atendimento em emergências. Conta com desfibrilador externo semiautomático, marca-passo e monitorização do ECG. Sua monitorização pode ser ampliada para pressão não invasiva, saturação de oxigênio: tecnologia Nellcor, capnografia e impressora. Armazena eventos como choque entregue, arritmia detectada e possibilita a visualização da curva na tela. www.lifemed.com.br l (11) 5564-3232 l Pav. Branco – Rua E/F 59/60 A Konex fabrica e distribui acessórios radiológicos, negatoscópios, produtos para câmara escura, chassis e écrans, grades antidifusoras, produtos de proteção radiológica pessoal e ambiental. Destaque para os aventais de proteção, destinados para pacientes e profissionais, e para a linha de negatoscópios Planilux, que possui design moderno e versátil.

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Em virtude dos riscos nos procedimentos médicos, cuidados especiais são tomados na segurança elétrica. O Sistema IT Médico da Beta Eletronic detecta a existência da fuga de tensão, permitindo a correção do problema e evitando o desligamento dos equipamentos em operação. Voltado para salas cirúrgicas, UTIs e serviços de hemodinâmica, oferece menor nível de ruído, aquecimento e capacitância de linha, além de ser fabricado em conformidade com normas NBR e IEC. A empresa assume todo o gerenciamento da instalação, projeto executivo, start-up e treinamento. www.betaeletronic.com.br l (11) 5545-4544 l Pav. Branco – Rua C 8 A linha Cllarus foi lançada pela Health Móveis com a preocupação de humanizar o ambiente hospitalar por meio do estudo e análise de novos materiais e formas, seguindo princípios como: funcionalidade, qualidade, estética, limpeza, praticidade e beleza. Na linha pediátrica, as cores e figuras lúdicas tornam o ambiente mais agradável, auxiliando o profissional nos cuidados com a criança. O resultado é um ambiente hospitalar menos hostil e mais agradável, não somente para os pacientes, mas também para o profissional. www.healthmoveis.com.br l (11) 3645-2226 l Pav. Branco – Rua C/D 63/64 A Fami é representante exclusiva no Brasil da marca francesa Arcania. Com a parceria, a empresa apresenta a lavadora termodesinfectora Clinox 3A Auto, feita 100% de aço inoxidável. Ideal para lavar comadres, esteriliza o recipiente deixando-o pronto para novo uso. Com função de “descarga” integrada, permite o descarte seguro do material coletado, diminuindo os casos de infecção hospitalar. Possibilita carregamento pela parte superior, além de também desinfetar outros recipientes. www.fami.com.br l (11) 3775-0300 l Pav. Branco – Rua G/H 23/24 Feito de plástico colorido com sabor tutti-fruti, o abaixador de língua Tic-Tong Mickey e seus Amigos, da Agaplastic, possui embalagem decorada com os personagens da Disney, está disponível em sete cores sortidas e é livre de açúcar, látex e substâncias medicamentosas. Já o espaçador AgaChamber, de uso adulto e infantil, é indicado para a administração de medicamentos inalatórios do tipo aerosol em pacientes com inflamações brônquicas. Em formato anatômico, acompanha máscara maleável de tamanho único adaptável e está disponível em diversas cores. www.agaplastic.com.br l (21) 2573-0969 l Pav. Azul – Rua M 36 A Niazi Chohfi confecciona e distribui completa linha de enxovais hospitalares composta por protetores de colchões, travesseiros, colchas, edredons e cobertores, além de toalhas bordadas, alto relevo ou silk screen e lençóis de 180 a 1.000 fios. Sua linha cirúrgica engloba aventais, capotes, camisolas, pijamas, conjuntos, toucas e capas para biombos. Destaque para a linha cama, com lençóis e fronhas em Percal 140 e 180 fios, e o travesseiro First Niazi, em 100% fibra de poliéster.

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www.niaziprofissional.com.br l (11) 3322-6565 l Pav. Azul – Rua A/B 23/24 Os umidificadores Romed são embalados individualmente e têm como função “quebrar” as partículas de água e umedecer o oxigênio ou ar comprimido inalado. Para isso, contam com um sistema difusor por onde são liberados o fluxo determinado no fluxômetro e as partículas de água do frasco, que é feito em material termoplástico de alta resistência e tem indicação de nível máximo e mínimo de capacidade. Sua tampa e a conexão de entrada borboleta, que conta com rosca para fixação no conector de gás, possuem cor normatizada para cada gás seguindo as normas da ABNT. www.romed.com.br l (11) 3718-1000 l Pav. Azul – Rua C 14

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A MR Proteções radiológicas realiza projetos de blindagem e montagem de salas de Raios-X, mamografia, Pet CT, tomografia, hemodinâmica, radioterapia, medicina nuclear, entre outros. Com profissionais qualificados e credenciados, atende a todas as normas estabelecidas e oferece bancadas, portas, cofres de rejeitos, visor Plumglass e acessórios. Destaque para o dosador de flúor, bancadas para sala Pet CT e sala quente, portas para radioterapia e para quarto de Iodoterapia. www.mrprotecoes.com.br l (11) 5584-7003 l Pav. Vermelho – Rua L 1A A Transmai oferece equipamentos médicos hospitalares ideais para procedimentos cirúrgicos e monitoramento de pacientes. Como novidade, a empresa apresenta o monitor cardíaco EMAI MX-100 e o bisturi eletrônico BP-150S, que é totalmente transistorizado com tecnologia digital com saídas isoladas e independentes para monopolar e bipolar, fornece cinco opções de corrente eletrocirúrgicas, sinalização audiovisual e check-up total. www.transmai.com.br l (11) 2335-1000 l Pav. Branco – Rua D/E 36/38

A Epson disponibiliza equipamentos de imagem e alta precisão para hospitais com o objetivo de facilitar processos. São impressoras térmicas para senhas de atendimento ou recibos, impressoras para cupons de pagamento, projetores para radiografias e ultrassonografias, impressoras monocromáticas para etiquetagem de exames, scanners para digitalização de radiografias, produtoras de CDs para gravação de exames, além de impressoras coloridas para crachás de identificação, pulseiras de triagem e etiquetagem de exames. www.epson.com.br l 4003-0376 l Pav. Verde – Rua F 92 A linha Magic Art de carros multifuncionais da TTS representa a evolução no conjunto multifuncional, pois permite gravar qualquer imagem em quadricromia diretamente nas portas do carrinho. Constituído de polipropileno, possui porta saco dobrável, portas com chave, prateleira e gaveta plásticas. A Tecno Troley System é especializada em sistemas de higienização e equipamentos para limpeza, como baldes, lixeiras, mops, páscoletoras, entre outros. www.ttsbrasil.com.br l (11) 4612-0722 Com tecnologia moderna, o Paratest® da DK Diagnostics, antes Diagnostek, é um sistema parasitológico utilizado para coleta e procedimento de preparação nas análises de amostras para diagnóstico de enteroparasitoses. Conta com três opções de conservantes: a formalina 5% neutra e tamponada, o SAF e o Greenfix®, um conservante inovador e biodegradável, que substitui soluções fixativas perigosas e até cancerígenas. Facilitando o processo, realiza coleta, conservação, diluição, filtragem e concentração e resulta em um sedimento limpo para a análise microscópica. www.dkdiagnostics.com.br l (11) 4023-3888 l Pav. Azul – Rua K 8 A Inalamed comercializa conjuntos para aspiração, inaladores, aspiradores cirúrgicos, entre outros equipamentos e investe constantemente em novas tecnologias. Destaque para a linha de móveis hospitalares RubMed, que conta com escadas em inox, suportes para soro, braçadeira para injeção, lixeiras/baldes em inox, carro universal para UTI e berço com cuna em acrílico.

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www.inalamed.com.br l (62) 3549-9509 l Pav. Branco – Rua D 124

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VIA INTERNET

Nova rede social fomenta o conhecimento entre médicos

PROTEÇÃO

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Um seguro com tecnologia de prevenção e gestão de riscos profissionais Companhia de seguros especiais e resseguros atuante no mercado de danos e responsabilidade, a Argo está lançando o Protector Médicos – modalidade de seguro com tecnologia inovadora de prevenção, proteção e gestão de riscos para os profissionais da área da Medicina. Durante um procedimento, como cirurgia, tratamento, prescrição de medicamentos, atendimento ou diagnóstico, uma eventual intercorrência pode ser percebida pelo paciente ou familiares como um erro. Nestes casos, o médico deve tomar todas as medidas necessárias para corrigir ou mitigar os possíveis impactos. É aí que entra o Protector, que arca com todos os custos necessários para isso. Caso um paciente ou familiar manifeste insatisfação e ameace acionar judicialmente o profissional se não for reparado, é importante manter o controle da situação e procurar, dentro do possível, explicar os procedimentos realizados e as alternativas para acabar com a insatisfação. Em seguida, deve entrar em contato com os especialistas e orientadores da companhia de seguros. O novo produto é comercializado numa plataforma única e exclusiva da empresa, com ativação feita eletronicamente pelo usuário sob orientação do corretor. “O Protector garante o risco de responsabilidade pelos atos profissionais do médico, incluindo condenações e citações judiciais, acordos, ressarcimentos e gerenciamento de crise na mídia”, afirma Eduardo Pitombeira, Diretor de Linhas Financeiras & Desenvolvimento de Negócios da Argo no Brasil. “Todos os gastos necessários para a defesa, tais como honorários advocatícios, depósitos recursais, contratação de perito, casos de calúnia, injúria e difamação, além de demais despesas suplementares, também são custeados”, explica. Na hipótese de a justiça entender que o profissional foi o responsável pelos danos reclamados pelo terceiro e determine uma indenização, os valores da condenação serão pagos pelo Protector diretamente ao terceiro. “Caso seja possível celebrar um acordo e evitar todos os transtornos que uma ação judicial traz, a modalidade direcionará o pagamento direto ao reclamante”, diz Pitombeira.

www.argo-protector.com.br/medicos

Com o objetivo de disseminar a prática adquirida pelos grandes especialistas, e ainda permitir a divulgação e interação entre os profissionais da área médica, a Apsen, uma companhia farmacêutica 100% nacional, criou a RedeMind. Com os inúmeros recursos de interação e multimídia que a web permite, ela pretende contribuir para a integração da comunidade e ajudar no dia a dia do trabalho. Na RedeMind, os médicos criam um perfil, como acontece no Facebook, mas em vez de compartilharem um momento da vida particular, podem pedir a opinião dos colegas sobre exames e diagnósticos, ler estudos sugeridos por outros integrantes da rede e notícias especializadas da área, publicar artigos médicos e ainda, assistir a aulas e trechos de congressos, participar de fóruns e conversar ao vivo, online. Tudo de forma gratuita.

“As redes sociais, popularizadas há alguns anos pela troca de informações pessoais entre amigos, estão ganhando a esfera profissional no Brasil. A RedeMind pretende facilitar a atualização médica, ampliar a discussão científica e aproximar os profissionais da área de saúde”, esclarece o Gerente de Marketing da Apsen, Marcelo Guedes. Inicialmente, a rede irá abordar Depressão, Ansiedade, Insônia e Demência, com apoio da Associação Brasileira de Neurologia (ABN) e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). A empresa mantém ainda o Apsen.TV, um programa que oferece educação continuada e conteúdo exclusivo para os profissionais da saúde.  O canal de TV da empresa transmite ao vivo os encontros de vários Comitês Brasileiros de Estudos e aulas com renomados especialistas para debater temas importantes de várias especialidades médicas. O médico que participar das transmissões receberá créditos na Comissão Nacional de Acreditação (CNA) e poderá acumular pontos para a aquisição do certificado de atualização profissional e validação da carteirinha de especialização.

www.apsen.com.br

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Humanização

Animais fazem a diferença pelo bem-estar de pacientes internados A terapia assistida por animais tem a finalidade de auxiliar na recuperação de pacientes, promovendo benefícios físicos, mentais, sociais e emocionais. Mary Lee Faria Norris Nelsen Foz, Diretora Científica do Departamento de Psicologia da Socesp - Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo e Psicóloga responsável pelo Serviço de Psicologia do Hospital Totalcor, conta que estudos já revelaram que este tipo de terapia ajuda a regular a pressão arterial, reduzir o estresse, a dor e a ansiedade, propiciando bem-estar, além de estimular a memória, pois as pessoas relembram dos animais que fizeram parte de sua vida. Já os benefícios sociais envolvem entretenimento, diversão, socialização, motivação, convivência com outras pessoas, bem como possibilidade de troca de informações e de ser ouvido. Quanto aos fatores emocionais, os animais auxiliam a desenvolver amor incondicional e atenção, espontaneidade, reduzem a ansiedade, permitem a troca de afeto e deixam boas recordações após as visitas. “Observo que o animal possui um papel terapêutico nos pacientes hospitalizados, oferecendo e recebendo carinho e atenção de forma espontânea”, destaca a profissional, acrescentando que é importante que ele seja sociável e não demonstre agressividade e dominância. Para oferecer esse tipo de terapia, Mary Lee diz que os hospitais devem comprovar as condições de saúde e higiene do animal para autorização do SCHI - Serviço de Controle de Infecção Hospitalar. É preciso que ele tenha comprovante de vacinação e que haja um veterinário responsável para cuidar de sua higienização e saúde. No dia da visita, ele deve estar de banho tomado, e, junto aos pacientes, não é permitido que tenha contato com lesões e dispositivos invasivos, como acessos venosos, drenos e curativos. Após o encontro, a equipe de enfermagem da unidade deve trocar os lençóis do leito e higienizar qualquer parte do corpo do internado que teve contato com o bichinho. Para se tornar um “terapeuta”, os animais passam por um adestramento cuja finalidade é valorizar as atitudes corretas por meio de recompensas, visando a um melhor convívio entre o proprietário e seu animal de estimação. Para o cão fazer parte deste projeto, é necessário ser dócil e confiante, gostar de receber e dar carinho, ter mais de dois anos de idade, estar vacinado e vermifugado e ser cadastrado. Neste treinamento, são realizados vários testes de comportamento que determinarão se está apto ou não para atuar. Mary Lee diz que cães e gatos são mais comumente usados como terapeutas, porém, podem participar outras espécies, como cavalos, aves, coelhos, tartarugas e peixes de aquário. “Nos EUA e Inglaterra, a terapia de golfinhos é utilizada com muito sucesso como coadjuvante na hidroterapia”, acrescenta.

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O animal possui um papel terapêutico nos pacientes hospitalizados, oferecendo e recebendo carinho e atenção de forma espontânea

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Ennio Araújo, em tratamento de câncer no Hospital Albert Einstein, recebeu a visita de sua cadela Clara

Exemplo Seguindo orientações do Planetree, o Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, SP, permite, desde 2009, que pacientes recebam a visita de animais de estimação. O que era um pedido de muitos internados e seus familiares virou uma rotina, com procedimentos e regras claramente definidos. “É uma experiência muito agradável. Ter a oportunidade de fazer escolhas quando se está hospitalizado é essencial para a saúde e o bem-estar. A família e os amigos (entre eles os animais) são essenciais no processo de cura”, confirma Rita Grotto, Gerente de Atendimento ao Cliente. Segundo a política de segurança da entidade, para a visita do animal de estimação é preciso ter autorização do médico responsável pelo paciente e o veterinário deve fazer um laudo atestando as boas condições de saúde do animal. Além disso, deve apresentar carteira de vacinação atualizada e comprovante de que o bichinho tomou banho nas últimas 24 horas. O hospital faz questão de frisar que há muito cuidado no transporte e circulação interna dos animais, sempre acompanhados pela equipe da hospitalidade e em compartimentos adequados para que ninguém seja incomodado ou perceba as movimentações. Desde o início do projeto, o hospital já recebeu mais de 50 visitas de gatos, coelho e pássaros, porém os pedidos e visitas mais frequentes são de cachorros. “Somos seres humanos cuidando de seres humanos. Ações como essa são importantes, pois reforçam a importância do processo de humanização e, além disso, só tem trazido bons resultados”, destaca Dr. Claudio Luiz Lottenberg, Presidente do Albert Einstein.

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PESQUISA

Como as reformas na saúde impactarão a indústria do setor Fomentar a inovação, reduzir custos, ampliar o acesso ao mercado e redefinir os modelos de vendas são alguns dos fatores de transformação do mercado de Saúde em termos globais, para as quais as organizações devem estar atentas, segundo a Health care reform and life sciences: Threat, opportunity or both?, pesquisa inédita realizada pela Deloitte, uma rede global de firmas-membro em mais de 150 países, que reúne habilidades e um profundo conhecimento para ajudar seus clientes a alcançar o melhor desempenho, qualquer que seja o seu segmento ou região de atuação. O estudo analisa a nova onda de mudanças ocasionadas pelas reformas no setor e a reação das empresas aos movimentos, além de trazer cases sobre Brasil, China e Alemanha – três mercados que devem crescer e se reestruturar nos próximos anos. Em todas as áreas, a compreensão sobre o andamento destas mudanças, em âmbito nacional e global, e como as empresas estão ou vão responder a elas, são alguns dos grandes desafios atuais. No entanto, os executivos ouvidos acreditam que podem colher bons resultados, caso se adaptem com sucesso. De acordo com o levantamento, 77% dizem ser prioridade a adaptação às transformações atuais do setor (entre os entrevistados de empresas farmacêuticas, este número chega a 88%). Entretanto, boa parte ainda tem reagido reativamente. Mais de 60% afirmam que as mudanças no setor representam alto risco para os negócios, enquanto apenas 8% acreditam num risco pequeno. Como primeiro desafio apontado está o fato de ter de lidar com o governo e agências regulatórias, com 42% das respostas, seguido do ajuste do modelo comercial das organizações para a nova realidade (41%). Desta forma, a maior parte dos recursos gastos é com aspectos regulatórios e compliance (43%), além de estratégias globais, relações governamentais, marketing e vendas.

“Isso explica, em parte, porque a indústria de Saúde tem uma visão tão positiva do país”, pontua Enrico De Vettori, Sócio-Líder da Deloitte para o atendimento às empresas da indústria de Life Science and Health Care no Brasil. Para 74% dos entrevistados, o Brasil é muito atrativo para a conquista de novos consumidores e, para 57%, muito atraente também para vendas (na China essa proporção é de 69% e 50% e na Alemanha é de 27% e 28%, respectivamente). O incentivo em processos de fabricação e em pesquisa e desenvolvimento vem logo em seguida, com 49% e 46% das respostas, respectivamente. De uma forma geral, 20% dos entrevistados dizem que suas organizações são mais ativas no mercado brasileiro, contra 35% na China e 31% na Alemanha. Quando perguntados sobre as áreas em que as organizações pretendem se desenvolver nos próximos três anos, 81% dos executivos apontam vendas e atividades comerciais. Mas a ampliação no número de produtos a serem regulamentados está nos planos de 64%, enquanto 57% apontam as melhorias nas atividades manufatureiras. Ao falar sobre o público que mais entende as dificuldades de desenvolvimento das atividades comerciais e de produção no país, 64% dizem ser as agências tecnológicas de saúde e 61% indicam os reguladores. Apenas 7% dos empresários do setor acreditam que haverá uma reforma ampla no setor de Saúde para os próximos cinco anos no Brasil, que contemple questões regulatórias mais estáveis. Para 39%, estas mudanças serão moderadas, enquanto 36% acreditam em mudanças pequenas. “Embora as reformas na China e na Alemanha estejam ocorrendo de forma mais acelerada, o sistema de Saúde em muitos países e, sobretudo, no Brasil, vem desenvolvendo políticas públicas que priorizam o acesso ao sistema médico-hospitalar, às novas tecnologias e à criação de novas drogas. O programa Mais Saúde e a Farmácia Popular são exemplos desse movimento aqui no país”, contextualiza De Vettori.

Estímulo à inovação

Inovação continua sendo um dos principais planos para as empresas que participaram do levantamento. Ao longo

Brasil

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A expectativa de crescimento anual do mercado de Saúde no país é de 5,3% até 2016. E o gasto per capita de produtos farmacêuticos é quase quatro vezes maior do que na China, que é o quinto maior mercado do mundo.

Para 74% dos entrevistados, o Brasil é muito atrativo para a conquista de novos consumidores e, para 57%, muito atraente também para vendas. De uma forma geral, 20% dizem que suas organizações são mais ativas no mercado brasileiro, contra 35% na China e 31% na Alemanha

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Enrico De Vettori, Sócio-Líder da Deloitte

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dos próximos três anos, 75% delas dizem que mudarão seus processos neste quesito. Segundo o estudo, enquanto a redução de custos e maior acesso ao mercado são pontos importantes nas mudanças atuais do mercado, o governo tem incentivado a inovação de produtos, o que oferece oportunidades para as empresas de saúde. Nesse aspecto, a China, por exemplo, tem ampliado a área de biotecnologia (uma das sete indústrias estratégicas do país). Enquanto isso, o governo brasileiro investiu US$ 3 bilhões no desenvolvimento de biotecnologia. A Alemanha, a partir de 2010, teve os preços dos medicamentos congelados, e os descontos de vendas de produtos para o governo aumentaram de 6% para 16%. “Sistemas de preços baseados em valores vêm sendo desenvolvidos por muitos países, com a ideia de recompensar produtos que têm características verdadeiramente inovadoras no que diz respeito aos pacientes”, diz Pete Mooney, Líder Global da indústria de Life Science and Health Care da Deloitte. “Embora difícil de implementar, na prática, o conceito de valor já está estabelecido e muitos executivos estão investindo na mudança de seus processos de pesquisa e desenvolvimento”, completa.  

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Acesso ao mercado e foco no paciente

Apesar dos desafios, 47% dos entrevistados dizem que as transformações no setor despertam uma grande oportunidade para a indústria de saúde. Parte desse potencial está no desenvolvimento de produtos que atendam, por exemplo, cuidados com foco no paciente: 39% apontam esse aspecto como seu principal objetivo atual, enquanto 36% citam a ampliação de acesso ao mercado. O estudo revelou também que 53% esperam mudar inovação e processos e 44% pretendem modificar seus modelos de venda. O ritmo das mudanças no setor de saúde, de forma global, está se acelerando e com fatores mais integrados. “Manterse atualizado com as mudanças é uma tarefa bastante complexa. As empresas que adotam uma abordagem estratégica devem ser ágeis o suficiente para identificar e aproveitar as oportunidades quando elas se apresentam”, pondera Money.

www.deloitte.com

Metodologia Desenvolvido em colaboração com a Economist Intelligence Unit, o estudou ouviu 295 executivos do mundo todo da indústria de Life Science & Health Care. Destes, 33% são de origem europeia, 33% são da América do Norte, 26% da Ásia e 3% da América Latina, além de África e Oriente Médio. Cinquenta e oito por cento dos respondentes trabalham em companhias globais com receitas anuais que superam US$ 500 milhões de dólares; 36% dos executivos são da indústria farmacêutica, 20% são da área de dispositivos médicos e diagnósticos, 20% são fornecedores de serviços e 13% são da área de biotecnologia. Dos 295 executivos, 120 são CEOs.

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RECURSOS HUMANOS

Padrão de excelência no atendimento Sua empresa tem isso por escrito? Prof. Fabrizio Rosso Administrador Hospitalar, Mestre em Recursos Humanos, autor do livro “Gestão ou Indigestão de Pessoas”, Sócio e Diretor Executivo da Fator RH www.fatorrh.com.br l (11) 3864-1200

Nesses últimos anos, percebemos que quando uma instituição quer resultados na qualidade do atendimento dos seus clientes, não pode mais acreditar que apenas um treinamento isolado de “Excelência no Atendimento” irá resolver seus problemas, curar suas chagas e milagrosamente encantar os clientes, pacientes e visitantes. Tudo bem. Eu sei que ainda há gestores que acreditam em Papai Noel, coelhinho da Páscoa, e que ao passarem diante da recepção e presenciarem um atendimento pouco acolhedor, dizem: “A qualidade está uma porcaria. Manda esse pessoal da recepção fazer um cursinho de atendimento!” E o pior de tudo: A organização acredita! E mandam as recepcionistas para um cursinho (mesmo!!!) de 4 ou 8 horas/aula, voltado à Qualidade na Atenção ao Cliente. Perguntas estratégicas: 1 - O Diretor vai junto? (Ok, Diretoria também já é demais...) 2 - O Gerente vai junto? (Não dá, tem muito setor precisando de intervenção...) 3 - O Coordenador de Atendimento vai junto? (Não, ele já é coordenador dessa área, já conhece tudo...) 4 - Então quem é que vai para o treinamentozinho? Resposta Cruel: Só o pessoal operacional, só a recepcionista... Se o curso ainda é bem formatado, dentro da linguagem da empresa, com exemplos e simulações de atendimento estruturados, é capaz de gerar ou resgatar alguma motivação nos funcionários (que geralmente dura só até o próximo plantão no hospital), quando, inevitavelmente, eles voltam do pós-curso com vontades e ideias, e escutam logo de cara do seu chefe que “na teoria é tudo muito bonito, mas a prática é outra!” Conclusão: Tempo e dinheiro jogados no lixo. O que fazer, então? Por onde caminhar? Qual é a estrada correta para melhorar a tal da Humanização dentro dos nossos hospitais e transformar radicalmente os resultados no atendimento ao cliente? O caminho que nessa última década tem dado resultados concretos é quando a empresa se propõe a fazer Gestão da Excelência, ao invés de ficar mandando a recepcionista para um cursinho... Isso significa estabelecer uma equação estratégica:

Leitura Complementar Liderança em Cinco Atos Autores: Fabrízio Rosso, Marcelo Boeger, Maria Júlia Paes da Silva e Sérgio Lomelin

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PADRAO + CAPACITAÇÃO + ACOMPANHAMENTO = RESULTADOS CONCRETOS Padrão = Com apoio de consultores seniores (preferencialmente administradores hospitalares + psicólogos) é possível mobilizar toda a liderança do hospital para a criação técnica de um padrão de excelência (primeiro passo para se ter credibilidade). Cuidado com a leitura rápida e a interpretação errada: criar um padrão sem apoio externo e especializado, via de regra é um desastre e não tem nem aderência, nem resultado. Evite caminhos curtos, pois nessa área não existe atalho. Capacitação = Com o padrão, o próximo passo é criar um projeto educacional (muito diferente do cursinho de 4h) para capacitar e oferecer ferramentas de excelência a todos os colaboradores. Acompanhamento = Tem que haver auditoria, no bom sentido... A experiência que tivemos no HAM em Manaus nos fez acreditar que esse é o grande segredo do sucesso: acompanhar e cobrar resultados de forma justa e assertiva. Enfim, é melhor repensar o conceito de “excelência”, senão, sua instituição continuará perpetuando um grande equívoco: acreditar que qualidade pode ser comprada. Na verdade, “qualidade” é construída e, sinceramente, por profissionais altamente especializados. Pense nisso quando for mandar a recepcionista para um outro cursinho.

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RECURSOS HUMANOS MAI-JUN

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ACONTECE

70 anos Para comemorar seu aniversário de 70 anos, a SBC - Sociedade Brasileira de Cardiologia lançou um selo que marca a longevidade da entidade, criada por Dante Pazzanese em 14 de agosto de 1943. “É merecedora de todo o respeito, tanto dos cardiologistas como da sociedade brasileira, que tem se beneficiado com as constantes campanhas que combatem os fatores de risco das doenças cardiovasculares”, diz o Diretor de Comunicação, Carlos Eduardo Suaide Silva. As comemorações vão se estender por todo o ano e culminam com o 68º Congresso Brasileiro de Cardiologia, que acontece de 28 de setembro a 1 de outubro no Rio de Janeiro, quando ocorrerá uma sessão solene no Teatro Municipal.

Acelerando o registro

Neurologia

A Anvisa vai analisar os processos para registro de medicamentos de acordo com o tipo de produto. A Gerência Geral de Medicamentos da Agência, responsável pela avaliação dos pedidos, será dividida em três áreas: medicamentos novos e inovação; genéricos e similares; e medicamentos biológicos. A medida deve reduzir o tempo de análise em até 40%. Outra novidade é que a entidade permitirá que as empresas alterem a ordem dos pedidos de registro apresentados, podendo priorizar o mais relevante economicamente ou o que possui maior grau de inovação.

O Hospital Samaritano de São Paulo lançou dois centros com serviços inovadores na área de Neurologia: o Centro de Atenção à Memória e o Centro de Atenção e Reabilitação em Trauma Cranioencefálico (TCE). Sob o comando do neurologista Renato Anghinah, os novos centros disponibilizam equipes multidisciplinares para tratar especificamente alterações neurológicas relacionadas à memória e oferecer uma recuperação cognitiva de pacientes com lesão cerebral causada por trauma.

Doenças raras O Ministério da Saúde publicou a consulta pública do documento que estabelece diretrizes para a atenção integral e acolhimento às pessoas com doenças raras na rede pública, como anomalias congênitas, problemas metabólicos, deficiência intelectual e não genéticas. Também entra em consulta o texto que traz as normas para a habilitação de hospitais e serviços que farão o atendimento a este público no país. Com a instituição desta política, a assistência será estendida aos familiares dos pacientes. Na prática, significa ampliar e melhorar o atendimento de forma humanizada na rede pública, com regras claras a serem seguidas pelos profissionais de saúde.

Expansão A BMR Medical, empresa paranaense que comercializa infusores domiciliares no Brasil, anuncia a aquisição da linha de fabricação e da tecnologia do Sistema de Infusão Ambulatorial Paragon, que, até então, era fabricado pela I-Flow Corporation (Califórnia, EUA), do grupo Kimberly Clark. O sistema é largamente empregado na administração, em ambulatório e em domicílio, de medicações parenterais durante períodos que podem variar de 30 minutos a dez dias. Isso representa maior qualidade de vida ao paciente, que não precisa mais de internação hospitalar para receber medicamentos. A tendência é que o produto se popularize, tornando a tecnologia mais acessível para usuários do SUS. Túlio Fonseca

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Novo modelo de gestão A Irmandade de Nossa Senhora das Graças (INSG), de Belo Horizonte, MG, assume novo modelo de gestão, que inclui a criação de uma Superintendência, comandada pelo médico geriatria Dr. Felipe Toledo Rocha (à esquerda na foto) e pelo Diretor Geral, o administrador João Auad (à direita). A novidade já resultou em melhorias dos processos assistenciais e administrativos-financeiros do hospital e do Plano de Saúde (Planseg). “Foram agendados e provisionados no fluxo de caixa os pagamentos de curto e médio prazo, cujo cronograma está sendo cumprido à risca. Isso nos deu liberdade e sustentabilidade para expandir o tratamento de qualidade que oferecemos aos nossos pacientes e parceiros”, diz Auad.

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ACONTECE

Nova UTI O Hospital Navegantes, SC, iniciou as obras de sua nova UTI, que terá 420 m2 e 10 leitos. O investimento, de R$ 1 milhão, resultará em uma área mais moderna, com equipamentos de última geração e mais humanizada, com opção de leitos individualizados. “Com a ampliação, conseguiremos atender pacientes que poderiam ser tratados no hospital, mas precisavam ser transferidos por falta de espaço”, afirma Gilson da Conceição Silveira, Diretor Administrativo. A conclusão das obras está prevista para dezembro. A UTI atual permanecerá funcionando até o final das obras.

Semeando Saúde

Oncologia

Obesos passam a ter atenção especial no programa de Promoção da Saúde e Prevenção de Doenças do Semeando Saúde, uma divisão do Grupo Hospitalar Santa Celina, de São Paulo, SP. A partir de agora, a figura de um Educador Físico passa a integrar a equipe multidisciplinar da empresa, formada por médicos, enfermeiros, psicólogos e nutricionistas. O profissional fará visitas periódicas e dará dicas de postura, respiração e prática de atividades físicas. “O Educador Físico torna o nosso programa mais completo, capaz de atender com mais eficácia um grupo de pessoas que sofre com a obesidade”, conta Ana Elisa A.C. Siqueira, CEO do Grupo. O programa é dirigido a empresas e operadoras de saúde.

A unidade de oncologia do Santa Lúcia, de Brasília, DF, passou a contar com corpo clínico próprio e atendimento integrado a todos os serviços do hospital. A novidade, inédita no Distrito Federal, traz maior acolhimento e segurança aos pacientes, pois reforça o atendimento multidisciplinar. Segundo o Coordenador Médico da Oncologia, o Médico Hematologista Eduardo Ribeiro, a unidade terá como principal diferencial a integração, num mesmo ambiente, dos serviços de radioterapia, quimioterapia ambulatorial e de pacientes internados, ambulatório de oncologia e hematologia, radiologia, medicina nuclear e transplante de medula óssea.

Transplante de coração O Hospital de Base de Rio Preto, SP, realizou, no dia 17 de abril, o segundo transplante de coração da história da instituição. Davi Henrique de Bellei, de 1 ano e 9 meses, que sofria de miocardiopatia dilatada idiopática e corria risco de morrer, recebeu o coração em cirurgia de 4h30. Foi uma luta contra o tempo e a favor da vida, pois o doador, um menino de 7 anos, faleceu no Hospital das Clínicas da Unesp, em Botucatu, a 311 quilômetros de Rio Preto. A bordo do helicóptero, a equipe do HB levou apenas 2 horas e 38 minutos para cruzar essa distância, retirar o coração e trazê-lo de volta até a sala cirúgica. O procedimento envolveu 12 profissionais, entre cirurgiões, cardiologistas, perfusionistas, anestesistas, instrumentadores, ecocardiografistas e técnicos.

Atividade esportiva Pertencente ao Sistema de Saúde Mãe de Deus, a unidade de Saúde Mental do Hospital Universitário de Canoas, RS, comemorou um ano de atividades no dia 19 de abril destacando um programa inédito no Brasil que prevê o uso de todo o complexo esportivo da Ulbra pelos pacientes internados na unidade, todos através do SUS. Três vezes por semana, um veículo da empresa leva-os para passarem cerca de duas horas praticando esportes, como natação, voleibol e musculação. “O esporte é um forte aliado contra a dependência química e outros problemas de saúde mental, que devem ser combatidos a partir da criação de hábitos saudáveis”, afirma o Coordenador de Saúde Mental, o Psiquiatra Ricardo Nogueira.

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Visita domiciliar Pacientes do Hospital Estadual Eduardo Rabelo, em Campo Grande, RJ, passaram a contar com um atendimento especial após o período de internação. A unidade – referência no atendimento ao idoso no Rio de Janeiro – deu início ao Projeto de Visita Domiciliar. A visita é feita por uma equipe multidisciplinar formada por enfermeiro, psicólogo, assistente social, fisioterapeuta e terapeuta ocupacional. A capacidade é de 15 visitas por mês. “A ideia é expandir este tipo de atendimento para um número maior de pacientes, que às vezes não têm condições de sair de casa”, afirma o Diretor da unidade, Edson Mendes Nunes.

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ACONTECE

Rafael Andrade

Novos equipamentos O Centro de Diagnósticos do Hospital VITA Curitiba, PR, investiu aproximadamente R$ 6 milhões na compra de um novo equipamento de ressonância magnética, inédito no Brasil, e na atualização de máquinas de tomografia computadorizada e Raios-X digital. Além disso, está implantando um sistema de digitalização de imagens PACS, que possibilita a visualização do resultado pelo computador. “Estamos trabalhando com equipamentos modernos que resultarão em exames de alta qualidade e alta complexidade de resolução”, garante o Gerente Médico, Osni Silvestri.

1º Saúde do Imigrante Certificação O setor de Hemodinâmica da Casa de Saúde São José, do Rio de Janeiro, RJ, foi certificado pelo Instituto de Qualidade e Gestão (IQG) em parceria com a Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI). Durante a visita da certificadora, foram avaliadas a segurança dos serviços, a qualidade da assistência e a melhoria dos processos. O setor adquiriu o selo na categoria Ouro, que enfatiza elementos de qualidade, focado na segurança do paciente e na normatização dos processos.

No dia 28 de abril, a Microrregião de Vila Maria/Vila Guilherme, em São Paulo, SP, realizou a primeira edição do evento “Saúde do Imigrante” na UBS/AMA/CEO Vila Guilherme, com o objetivo de promover ações de assistência e conscientização dos imigrantes quanto aos direitos e possibilidades de acesso aos serviços de saúde.  Na ocasião, foram oferecidos teste rápido para HIV, aferição de PA, glicemia capilar, coleta de Papanicolau, busca ativa de tuberculose e hanseníase, vacinação, teste de gravidez, saúde bucal, bem como emissão de cartão do SUS e grupos de orientações educativas, entre outras atividades.

Homenagem

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Novo site A Associação Médica Brasileira (AMB), em parceria com as sociedades de especialidades médicas e a Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas (ABCD) lançaram em São Paulo o projeto Salve Saúde. O objetivo é conscientizar a população através do site www.salvesaude.com.br sobre a importância dos hábitos saudáveis para evitar doenças e manter a qualidade de vida. Uma das metas é diminuir os casos e reverter o quadro de doenças crônicas não transmissíveis. “Queremos que a população viva mais. No entanto, queremos menos hipertensos, menos diabéticos, menos pessoas com câncer”, destaca Florentino Araújo, Presidente da AMB.

O Grupo Angiocardio, que realiza procedimentos diagnósticos e terapêuticos em vários hospitais parceiros localizados na capital paulista e no interior, além de em Manaus, AM, promoveu no dia 23 de abril um jantar, em São Paulo, para homenagear os cardiologistas da região do bairro Anália Franco, na capital. A Angiocardio também faz parte da Rede D´Or do Hospital São Luiz - Unidade Anália Franco, desde sua inauguração. Na foto, Carlos Jorge Lofti, Diretor Executivo deste hospital, Dr. Helio Castello e Dr. Marcelo Cantarelli, ambos Cardiologistas e Diretores da Angiocardio.

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ACONTECE

Higiene Especializada em sabonetes antibacterianos, a Lifebuoy lançou uma campanha social para conscientizar sobre a importância do hábito de lavar as mãos para evitar doenças. O novo filme, criado pela Borghi/ Lowe e agências parceiras em Mumbai, será veiculado nas mídias digitais e mostra a atuação da marca na vila de Thesgora, na Índia, que apresenta um dos mais altos índices mundiais de mortalidade infantil, causados por diarreia. Por isso, a empresa irá adotar a vila e realizar ações educacionais, disseminando melhores hábitos de higiene para a população. Vídeo disponível em: goo.gl/WYoO8. Mauricio Bazilio

Música O Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro recebeu um verdadeiro tesouro. Três irmãs quase centenárias, preocupadas com o futuro do seu grande acervo com cerca de 2.000 LPs, decidiram doá-lo para a instituição. Dentre as raridades, discos onde Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade recitam suas próprias poesias com direito a autógrafo. Os exemplares mais antigos datam de 1933. A ideia é transformar todo o acervo em CDs e formar uma grande discoteca que ficará à disposição dos pacientes e das oficinas promovidas pelo CPRJ. Na foto, o Diretor do centro, Francisco Sayão Lobato.

Projeto Biovia

A Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro, RJ, está reabrindo sua UTI 2, voltada para casos de menor complexidade, tendo como foco o atendimento a pacientes no pós-operatório, especialmente na área de neurocirurgia. Esta UTI oferecerá assistência intensiva sem o isolamento típico das unidades convencionais, com pacientes e acompanhantes juntos durante todo o período de tratamento. Com a reabertura da unidade, a Clínica aumentou em 30% a disponibilidade de leitos em UTIs.

As extensas jornadas de trabalho dos caminhoneiros podem afetar sua saúde e também o psicológico. Pensando nisso, a Ecovias, concessionária que administra o Sistema AnchietaImigrantes, SP, em parceria com a Universidade Metodista de São Paulo, lançou o projeto Biovia, que presta atendimentos de saúde gratuitos para estes profissionais. As ações acontecem no centro, localizado no quilômetro 40 da pista Sul da Rodovia Anchieta, onde funciona o pátio de descanso para caminhoneiros. O espaço conta com equipamentos de diagnóstico e tratamento, os atendimentos são feitos por professores e estudantes da Faculdade de Saúde. Os alunos, sempre acompanhados por um docente, atuam de acordo com a especialidade de cada curso.

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Reabertura de UTI

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Ampliação

Instalada em Capivari, RC Móveis triplica produção Acreditando no potencial do mercado para saúde no Brasil – e também para atender à demanda, que não para de crescer – a RC Móveis se mudou há um ano de Hortolândia para Capivari, ambas no interior do estado de São Paulo, e, apesar do pouco tempo, já colhe bons resultados. Ricardo Corrêa, Diretor Presidente, explica que o projeto de construção de um novo parque fabril foi consequência natural do crescimento do volume de vendas. “A área de produção anterior era de 2.000 m² e não estávamos conseguindo atender aos nossos clientes em curto prazo”, revela. Instalado em um condomínio de empresas, o novo parque tem 18.000 m2 com área construída de 10.000 m2 (três vezes maior que a anterior). A estrutura possui tecnologia de ponta e foi planejada para atender aos novos conceitos de engenharia de produção. “Dessa forma, possibilita à RC Móveis melhorar seus índices de produtividade e qualidade, além de oferecer um ambiente mais confortável e agradável aos seus colaboradores”, salienta Corrêa, acrescentando que a estrutura está dentro das exigências sanitárias vigentes e se diferencia pelo layout inovador. Durante este último ano de intenso trabalho, foram implantados novos processos e a empresa ganhou em qualidade e agilidade. “Alcançamos resultados satisfatórios, fechando 2012 com 22% de crescimento em relação ao ano anterior. Para este ano, a perspectiva é crescer 20%”, diz.

www.rcmoveis.com.br l (19) 3492-1318 Na Hospitalar: Pav. Branco – Rua E/F 107/110

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A empresa alcançou resultados satisfatórios, fechando 2012 com 22% de crescimento em relação ao ano anterior. Para este ano, a perspectiva é crescer 20%

A RC Móveis está presente em todos os estados brasileiros e espera que em 2014 esteja atuando com maior ímpeto no mercado de licitações e no exterior, onde, segundo Corrêa, seus produtos já têm ótima aceitação. Os principais móveis produzidos pela empresa são camas, poltronas e macas. Um de seus destaques é o apartamento Canaã, composto por cama fawler, mesa cabeceira ou refeição, poltrona e sofá cama, que vem se consolidando como um campeão de vendas. “De visual agradável, com produtos práticos e robustos, oferece uma relação custo-benefício muitíssimo interessante”, revela. Outros apartamentos que merecem atenção são o Carmelo e Tabor, fabricados com materiais de alta resistência.

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Curso

Programa Health Care Management leva profissionais para New York O IBES – Instituto Brasileiro para Excelência em Saúde firmou uma parceria com a International Business School of São Paulo (IBS) para que os avaliadores, alunos dos cursos e clientes do IBES possam frequentar o programa educacional Health Care Management, oferecido no exterior, com bolsa de estudos de 60%. Com duração de três semanas e aulas em período integral, o curso será realizado em janeiro de 2014 na Mount Saint Mary College, em New York, Estados Unidos, instituição de grande prestígio, com hospedagem em residência estudantil. O Prof. Dr. Ricardo Pitelli de Britto, Diretor Geral do IBS-São Paulo, explica que o programa é voltado a profissionais da saúde com responsabilidades gerenciais. Segundo ele, há no Brasil uma formação científica bastante desenvolvida – referência mundial em muitas áreas –, mas uma carência de formação em gestão. “Hospitais, clínicas, ambulatórios, entre outras instituições prestadoras de serviços na área da saúde são organizações que devem ser bem administradas dentro dos princípios da qualidade e ética. Graduandos e graduados com interesse na área de gestão da saúde são bem-vindos”, declara. O interessado deve contatar o IBES para encaminhamento dos dados e solicitação da bolsa. Após preencher o formulário, a coordenação responderá com a confirmação da aplicabilidade. O candidato terá seu currículo avaliado com base em critérios acadêmicos e de experiência profissional. “Buscamos médicos e paramédicos que venham desenvolvendo atividades ligadas à gestão da saúde e precisam aprimorar seus conhecimentos”, conta o Dr. Ricardo. Durante as três semanas de curso serão abordados elementos teóricos e práticos da gestão de organizações prestadoras de serviços em saúde. Também serão debatidos temas atuais e críticos, envolvendo professores e profissionais da área. “Cada semana focará uma área em particular, que recebeu contribuições do IBES no seu conteúdo programático”, diz. A primeira semana será dedicada à gestão hospitalar e a segunda às questões legais de saúde e bioética. Já a terceira abordará um tema sensível para o setor, o financiamento, que levará à discussão a estrutura das organizações da saúde, o relacionamento com os

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A dinâmica do curso é composta por aulas expositivas, discussão de casos e atividades práticas. Estão previstas duas visitas a organizações de saúde, de modo a propiciar o contato direto com os profissionais dessas instituições

Prof. Dr. Ricardo Pitelli de Britto, do IBS-São Paulo

setores público (governo) e privado (planos de saúde). Vale lembrar que os alunos receberão um conjunto de artigos para leitura com quatro meses de antecedência, o que possibilitará uma melhor compreensão das aulas. Ao longo desse período, o programa incluirá estudos de casos conduzidos pelos professores e visitas a clínicas e hospitais em Nova York, o que propiciará o contato com profissionais das instituições e a observação in loco de sua realidade. “New York possui diversos hospitais e clínicas referências em saúde. Visitas a instituições acreditadas pelo Joint Commission International (JCI) contribuirão para a disseminação do conhecimento entre os brasileiros, que retornarão ao Brasil com uma visão ampliada sobre a gestão da saúde em um país desenvolvido”, conta. Os alunos serão convidados a apresentar seminários e participar de debates durante as aulas. Para propiciar o aperfeiçoamento do idioma inglês, o curso inclui também um conjunto de aulas de Business English (inglês para negócios), com 18 horas/aula, que apoiará os participantes no entendimento dos conteúdos e na expressão de suas ideias durante as aulas. Desde 2003, a IBS-São Paulo oferece programas internacionais em universidades de grande prestígio na área de administração de empresas e inglês de negócios. “Nossos ex-alunos têm relatado progressos pessoais, acadêmicos e profissionais com sua passagem pelos programas”, finaliza Dr. Ricardo. Inscrições: admin@ibes.med.br, com Silvana.

www.ibes.med.br l (11) 3675-5180  Na Hospitalar: Pav. Branco – Rua J 132

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PRODUTOS E SERVICOS

O mais recente produto da Emifran é o estojo impermeável em duas versões: EM-240 para primeiro-socorros na cor vermelha e EM-495 para uso geral na cor amarela. Ambos possuem anel de borracha para vedação, três fechos laterais e alça para lacre ou cadeado. Os estojos da linha médica da empresa podem ser aplicados em diversas áreas da saúde, onde seja necessária a utilização de matéria-prima 100% virgem. Além disso, podem ser personalizados. www.emifran.com.br l (11) 2969-7255 O calçado de segurança Pró-Saúde 70T20 da Marluvas é fabricado em microfibra impermeável, antibacteriano, lavável e biodegradável. Ideal para ser utilizado em ambientes com risco biológico e contato com resíduos nocivos à saúde, segue os requisitos da NR 32. Com ranhuras especiais, seu design foi projetado para evitar o acúmulo de resíduos e a proliferação de bactérias, facilitando a higienização e esterilização. Superflexível, tem solado com sistema de absorção de impacto. www.marluvas.com.br l (32) 3693-4000 A Maza Lab é responsável pela distribuição de aparelhos auditivos da marca Rexton, equipamentos, peças para técnicos e protéticos, além de acessórios para fonoaudiologia. Oferece também aparelhos auditivos com conectividade, que permitem ouvir o áudio de dispositivos móveis, como celular, TV e home theater via Bluetooth. Com serviço ágil, peças e acessórios de qualidade, a empresa tem como objetivo reduzir custos operacionais através de maquinário específico de última geração. Empresas de aparelhos auditivos e clínicas médicas também podem ser parceiras da Maza Lab. www.mazalab.com.br l (11) 3384-0202 A cama Fawler com grade, cabeceira e peseira em poliuretano injetado com carenagem em termoplástico, modelo FA 136 A da Fabmed, possui estrutura do chassi e estrado feitos em aço carbono com acabamento em epóxi. Realiza movimentos de Fawler e dorso, tem comando por duas manivelas escamoteáveis e sistema de acionamento dos movimentos em tubo. Conta ainda com rodízios de 3”, sendo dois com trava e dois sem trava. www.fabmed.ind.br l (54) 3217-3801

A RQ Tecnologia oferece excelência no atendimento e diversidade de produtos voltados para a área de automação comercial e industrial, informática e etiquetas. Especializada na fabricação de etiquetas utilizadas por hospitais, laboratórios e farmácias e confeccionadas em couché, BOPP ou térmicas, possui grande variedade de modelos que atendem as necessidades específicas de cada cliente. Com logística ágil e segura, a empresa atua em todo o país e disponibiliza comércio eletrônico para agilizar os negócios. www.rqtecnologia.com.br l (17) 3312-8022

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A Fleximed lança seu pressurizador de líquidos produzido em silicone autoclavável. O Kinner Flexipress é indicado para a infusão de líquidos, como soro e sangue, e é ideal para procedimentos de irrigação em artroscopias, histeroscopias e laparoscopias. Foi desenvolvido com a empresa Kinner, especialista em produtos de silicone, e todos os seus componentes podem ser adquiridos separadamente. O sistema é compatível com manômetros aneroides, de pistão e sistemas automáticos de controle. www.fleximed.com.br l (11) 3864-2666

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A fonte de luz a LED da Brunmed é extremamente fria em relação às halógenas e não emite UV ou IR. Possui conector universal para quaisquer marcas e fabricantes de cabos de fibra e é livre de manutenção ou troca de lâmpadas, alcançando 25.000 horas de vida útil. Luz branca com temperatura de cor de 5300K.

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www.brunmed.com.br l (49) 3563-1790

A LJM tem 20 anos de experiência em impressão de formulários, pastas, envelopes, entre outros materiais gráficos. Presta também serviços de diagramação, produção, estocagem e logística de entrega para todos os impressos utilizados em hospitais. Este sistema completo de produção vem gerando reduções de custos significativas para diversos estabelecimentos de saúde de São Paulo. www.ljmgrafica.com.br l (11) 2186-7604

Ideal para aplicação de medicamentos nas áreas respiratórias, o multinebulizador Inalatron modelo 4004PO da Nevoni promove a nebulização simultânea de medicamentos para até quatro pacientes. Leve, prático e eficiente, possui cúpula em material super-resistente e é indicado para clínicas e hospitais. www.nevoni.com.br l (11) 4707-1200

Distribuído no Brasil pela GEOLog, o Sharps Terminator é a solução para o descarte de agulhas. Leve, prático e compacto, podendo ficar no local da aplicação da injeção, é acionado com o uso de apenas uma mão e elimina o risco do profissional se picar. Ao ser inserida no aparelho, a agulha é destruída em três segundos, deixando apenas serragem inofensiva e o plástico que restou da seringa. Carboniza a agulha sem envolver nenhum componente químico e corta o final da seringa para não haver risco de contaminação, transformando lixo hospitalar em lixo comum. www.sharpsterminatorbrasil.com l (19) 3324-2392 Pensando no conforto de seus clientes, a Medworld lança a poltrona PLD 355, que reclina em cinco posições no encosto e quatro na peseira. Com estrutura de aço, realiza movimentos separados do encosto e do descansapés. Reclina através de sistema de engate rápido com retorno automático à posição sentada. Possui estofamento anatômico em espuma de alta densidade revestido por courvin e braços estofados que se movimentam junto com a inclinação do leito. Conta ainda com pés niveladores emborrachados e pintura eletrostática a pó. www.medworld.com.br l (41) 3669-7111 A Femag oferece completa linha de pastas (prontuário e prontuário aberta), prontuários (com percalux e percalux aberto), além de envelopes e pastas prontuários com dígitos. Personalizados, os produtos são voltados para organização do ambiente de trabalho. www.femagpastas.com.br l (11) 2093-7412

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PRODUTOS E SERVICOS

Especialista na fabricação de produtos de higiene pessoal e amenidades, como shampoos, condicionadores, sabonetes, hidratantes, entre outros, a Ecco Brasil atende aos principais hospitais, clínicas e maternidades do país, montando kits que obedecem aos padrões de qualidade e higiene de cada instituição. Albert Einstein, Samaritano, Pasteur, Santa Joana, Oswaldo Cruz e São Lucas são alguns dos hospitais que possuem kits confeccionados pela empresa, que desenvolve embalagens e formatos exclusivos e personalizados conforme as necessidades de cada cliente. www.eccobrasil.com l (11) 2955-8000 Vestimentas em não-tecido são destaque da Dexcar, empresa que oferece aventais para procedimento, visitante, quimioterapia e expurgo, toucas, máscaras com tiras/elásticos, sapatilhas e propés antiderrapantes elaborados conforme as normas de Boas Práticas de Fabricação (BPF). Descartáveis, são atóxicas, antialérgicas, resistentes e produzidas em polipropileno ou viscose. www.dexcar.com.br l (11) 2256-1799

Fabricante de produtos para cama, mesa, banho e decoração, a Döhler oferece a linha Service Line para atender demandas específicas de personalização. Os tecidos hospitalares em metro são uns dos produtos mais procurados dentro da linha. Ideais para a produção de campos, aventais, pijamas, camisolas e rouparias em geral, eles apresentam 100% de algodão na composição e gramatura diversificada. Nas toalhas de rosto e banho e também no piso para banheiro, a Döhler utiliza felpas com fios retorcidos, minimizando a chance de o produto desfiar. www.dohler.com.br l (47) 3441-1700 Terceirizando serviços de diagnóstico por imagem para Secretarias da Saúde, UTIs, enfermarias, casas de repouso, entre outros, a Lorenzzini conta com médicos especializados e oferece aparelhos portáteis para ultrassom, Raios-X, mamografia, tomografia, ressonância, densitometria óssea, anatomia patológica e laboratório clínico. www.facebook.com/policlinica.lorenzzini l (11) 2779-6755

A Exxomed desenvolve, fabrica e distribui equipamentos e materiais médicos para o mercado ortopédico. Especializada em artroscopia e com amplo portfólio de produtos, oferece qualidade com custo acessível para o mercado nacional, que ainda está em crescimento e depende muito de produtos importados. Destaque para as ponteiras de ablação Exxomed, lâminas para shaver Exxocut e agulhas para passador de sutura Exxoflex. www.exxomed.com.br l (16) 3307-4744

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A Clean Medical presta serviços de locação, calibração e assistência técnica de equipamentos para área hospitalar, além da venda de acessórios e aparelhos. Conta com estrutura comercial e suporte técnico com profissionais com mais de 12 anos de experiência no mercado. Representante da Datascope no estado de São Paulo, trabalha com as principais marcas e modelos utilizados, devidamente certificados, embalados e higienizados. Na Grande São Paulo e interior, o atendimento para locação funciona 24 horas. www.cleanmedical.com.br l (11) 5018-1044

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PRODUTOS E SERVICOS

A RST Inox oferece uma linha completa em inox para instituições de saúde, incluindo lavatórios com torneiras automáticas, lava-mãos eletrônico, mesa auxiliar, expurgo, tampo, lava-bebês, dispensador de líquidos eletrônico, barra de apoio, bancada para reúso, lavatórios cirúrgicos, mesa para queimados e lixeiras. Com produtos que atendem a todas as normas vigentes, o destaque fica por conta do lavatório eletrônico para escovação, com saboneteira automática e torneira acionadas por sensor e que pode ser fabricado sob medida. www.rsttorneiras.com.br l (41) 3347-0912 Por meio de projeção de luz, o Venoscópio IV Plus da Duan Internacional é capaz de permear o tecido subcutâneo e permitir a visualização de uma veia específica antes de puncioná-la, minimizando a dor do paciente durante o processo. Reduz a necessidade do garrote que interrompe de forma temporária o fluxo sanguíneo alterando os parâmetros bioquímicos e hematológicos. O Venosbaby é uma versão ideal para crianças de até sete anos, pois possui hastes rotativas que permitem até o uso em recém-nascidos. www.duaninternacional.com.br l (11) 3812-9152 A ILS Cargo é uma empresa de logística internacional e de desembaraço aduaneiro, que mantém uma forte estrutura de agentes, agencia cargas em todos os portos e aeroportos do mundo. A marca PharmaLog é especializada em logística para importação e exportação de equipamentos, reagentes para farmácias magistrais, laboratórios, clínicas e hospitais. Também oferece transporte de cargas refrigeradas e regulares, além de logística para feiras no exterior. www.ilscargogroup.com l (11) 2790-2600

A MN Tecidos Profissionais desenvolve enxovais hospitalares e acaba de lançar um departamento exclusivo para atendimento do setor de Saúde, com roupas e campos cirúrgicos, camisolas, lençóis, toalhas, cobertores e edredons. A empresa possui também grande estoque e variedade de tecidos a metro. www.mntecidos.com.br l 0800 772 0018

Representante de grandes laboratórios, a Comercial Cirúrgica Rioclarense distribui medicamentos e comercializa produtos para a Saúde. Oferece descartáveis, como agulhas, compressas, fitas, seringas, algodão, gazes, luvas, ataduras, máscaras, fios de sutura, entre outros. Fornece também filmes de Raios-X, reveladores de filme, antissépticos, detergentes, esfigmomanômetros, termômetros e estetoscópios. www.rioclarense.com.br l (19) 3522-5804

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A Mercedes Benz fabrica e comercializa veículos versão furgão ideais para transformação em ambulâncias, como o modelo Sprinter, que oferece benefícios exclusivos e facilidade de adaptação médico-hospitalar. Suas amplas portas traseiras com abertura de 270º e as duas portas laterais corrediças garantem maior facilidade de embarque. Conta ainda com airbags duplos e maiores, além de sistema ESP Adaptativo®, que reduz os riscos de acidentes. www.mercedes-benz.com.br l 0800 970 90 90

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Segurança

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A Digicon, especializada em soluções tecnológicas para automação de processos, forneceu, em abril, catracas motorizadas e controladores de acesso para o novo Centro de Hemodinâmica do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), em São Paulo, SP. Ao todo, são oito catracas da linha Catrax nos modelos Automatic Master, desenvolvida com materiais leves e dimensões reduzidas, que tem como diferencial a economia de espaço e a resistência, e Automatic Clip, elaborada especialmente para atender pessoas com deficiência. Possuem design moderno, dimensões reduzidas, oferecendo passagem fácil e rápida para o usuário. Além da ergonomia, praticidade e segurança, o corpo do produto ainda é reforçado para suportar impactos provocados por cadeiras de rodas. O projeto também envolve a entrega de 70 controladores de acesso da linha MCA, tecnologia rápida e versátil com comunicação TCP/IP, que permite um controle eficiente e integrado com todo o Sistema de Gestão de Segurança e RH do HAOC. “Em ambientes de saúde, o principal requisito é a segurança, ou seja, precisamos entender quem são os usuários e quais os níveis de acesso e permissões necessárias na estrutura do hospital. Os equipamentos não podem ser agressivos, de difícil uso, que gerem ruídos, filas e transtornos. A tecnologia precisa ser avançada para garantir agilidade, confiabilidade e ser de fácil utilização”, destaca João Diniz, Gerente de Produto da Digicon. Essa é a segunda vez que a empresa fornece para o Hospital Oswaldo Cruz. Em 2009, comercializou 41 catracas, 55 controladores de acesso e 15 registros eletrônicos de ponto. Segundo Diniz, o HAOC utiliza desde 2009 os cartões inteligentes da Digicon no padrão Mifare, sem contato (Smart Card Contact Less). “Este é o mesmo cartão utilizado nos metrôs e transportes coletivos das principais cidades brasileiras, justamente por ser uma tecnologia que oferece agilidade e confiabilidade”, explica. A Digicon registrou, em média, 30% de crescimento anual nos últimos cinco anos no segmento de controle de acesso e as perspectivas continuam positivas. “Este mercado está andando muito bem no Brasil. Cada vez mais, empresas se preocupam com a segurança patrimonial e da informação”, declara Diniz. No ramo hospitalar, já forneceu equipamentos para o Hospital Sírio-Libanês (SP), Sistema de Saúde Mãe de Deus (RS), Policlínica São José dos Campos (SP), Associação Congregação Santa Catarina (ACSC-SP), Santa Casa de Franca (SP), Unimed (MG), Unimed (GO), entre outros. “Em um hospital, diversas áreas geram preocupação com a segurança, como é o caso das maternidades, centros cirúrgicos e UTI(s), que devem ter acesso restrito e diversos cuidados em relação à

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Digicon/Divulgação

Hospital Alemão Oswaldo Cruz tem novos controles de acesso

contaminação, além de áreas onde são armazenados medicamentos, que precisam de um controle rigoroso de acesso e de estoque. É necessário também monitorar a saída de pacientes sem autorização. No departamento financeiro e de informática, é preciso garantir a segurança da informação”, reforça. A grande novidade da empresa para 2013 são as catracas motorizadas em duas versões: catracas tradicionais de três braços e bloqueios com portas tipo Asas de Anjo, especial para pessoas com deficiência, ambos desenvolvidos com tecnologia 100% Digicon. Os bloqueios, fabricados em vidro ou policarbonato, têm movimento deslizante. É um modelo mais sofisticado, oferece maior conforto de passagem e não emite ruídos. “São muito utilizados na Europa e Estados Unidos e entendemos que o Brasil está preparado para absorver este tipo de tecnologia”, afirma.

Em um hospital, diversas áreas geram preocupação com a segurança, como é o caso das maternidades, centros cirúrgicos e UTI(s), que devem ter acesso restrito e diversos cuidados em relação à contaminação

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O apagão da mão de obra e seus efeitos Marcelo Boeger Administrador de Empresas, Presidente da Sociedade Latino-americana de Hotelaria Hospitalar, Coordenador e Professor do curso de especialização em hotelaria hospitalar do IIEPAE - Hospital Albert Einstein, Sócio e Consultor da Empresa Hospitallidade Consultoria marceloboeger@gmail.com

Nunca antes havíamos vivido uma época com tanta dificuldade para encontrar candidatos que atuem nas funções operacionais da hotelaria em instituições de saúde. A hotelaria hospitalar é baseada em um modelo de negócios que tem uma mão de obra básica como base de sua estrutura. Estamos falando da segunda maior folha de pagamento do hospital, composta, por exemplo, de auxiliares de higiene, camareiras, auxiliares de rouparia, coletores de resíduos, copeiras, auxiliares de cozinha, cozinheiros, porteiros, vigilantes, equipes de recepcionistas e de manutenção. Nos últimos anos, a abertura continuada de vagas no mercado formal de trabalho em diversos setores da economia, sobretudo na construção civil, fez com que os efeitos do “apagão de mão de obra” passassem a ser percebidos e sentidos nos hospitais, especialmente nas áreas de apoio. Os indicadores são alarmantes. Segundo dados na ANAHP, entre 2004 e 2012 podemos verificar um aumento superior a 150% na taxa de absenteísmo anual nos hospitais privados. Os serviços que compõe a hotelaria nos hospitais são em geral os setores que representam a maior taxa quando comparados com os demais. Os indicadores de turnover, ou seja, a rotatividade de colaboradores, acompanha o aumento, gerando efeitos em hora extra e na dificuldade em qualificar a constante “nova mão de obra” mensalmente, cada vez mais escassa. Vários outros fatores externos também contribuem para o desaparecimento destes candidatos no mercado de trabalho, sendo um dos principais a meteórica ascensão da classe C nos últimos anos, que tem como consequência uma migração para empregos “não operacionais” na área de serviços. Além disso, não podemos deixar de levar em conta até os efeitos indiretos oriundos de programas como o Bolsa Família, o Seguro Desemprego e a normatização dos direitos aos empregados domésticos previstos na Emenda Constitucional n° 72. Este cenário obriga aos gestores a reorganizar as formas de estruturar o trabalho, repensar jornadas, escalas e, principalmente, acertar em eficiência, prestando maior atenção nas relações interpessoais, além de promover uma melhor retenção dos talentos nas instituições. Em alguns modelos, a busca pela eficiência já reduziu desperdícios e, em muitos serviços, gerou inclusive a redução do quadro de trabalho, que teoricamente deveria ser compensada com a utilização de tecnologia, de novos métodos de trabalho e recompensas pela excelência alcançada. Neste cenário, o burnout e o boreout podem aparecer como fenômenos ocupacionais que afetam a produtividade e impactam na humanização dos serviços nas instituições de saúde. Os mesmos, quando não percebidos e compreendidos pelos gestores, podem potencializar os efeitos destes fenômenos. O conceito de burnout, segundo Murofuse et al (2005), pode ser considerado como tridimensional, por envolver três componentes independentes, mas que podem aparecer associados – exaustão emocional, despersonalização e falta de envolvimento no trabalho. São muito mais frequentes entre os serviços da assistência, mas não são exclusividade desta área, afetando também outros profissionais de linha de frente. Embora por motivos diferentes, o conceito de boreout nos chama a atenção por outros aspectos como: sentimento de subutilização do colaborador, indiferença em relação aos resultados e enorme aborrecimento ao executar as tarefas. Como efeitos comuns, gera hostilidade, atenção seletiva, absenteísmo, alta rotatividade e desumanização no atendimento ao cliente. Entre os pontos que podem fazer surgir diferença nesta gestão estão oportunidade de crescimento e carreira na empresa, relacionamento com as lideranças e entre os colegas de trabalho, reconhecimento pela boa atuação, autonomia na realização das

tarefas associadas a uma remuneração e política de benefícios competitivas. A falta de ferramentas gerenciais para identificar tais fenômenos associados à sensibilidade dos gestores para reconhecer sua mão de obra desmotivada e insatisfeita com o ambiente de trabalho pode gerar perda da competitividade frente aos concorrentes, levando aos já apresentados e elevados valores de absenteísmo e rotatividade, ocasionando a necessidade constante de reposição de funcionários, transferências, novas contratações e repetições de treinamentos básicos, entre outras consequências. Seguramente não podemos modificar de forma direta as causas externas apresentadas no início deste artigo, porém, devemos nos preparar para seus efeitos e considerar um novo contingente de pessoas para executar nossos processos a partir de agora, que necessitam de argumentos suficientes para permanecerem motivados e uma liderança que tenha consistência para gerenciar processos e colaboradores em uma nova conjuntura, ainda desconhecida por nós, brasileiros, mas, nas devidas proporções, já muito experimentada na década de 80 e 90 em hospitais de países desenvolvidos da Europa e da América do Norte. O autor aborda este tema no Congresso de Hotelaria Hospitalar, que acontece durante a Hospitalar 2013, no dia 23 de maio, às 9h20.

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OPINIÃO

Certeza de bons resultados Wilson Shcolnik Médico Patologista Clínico, Diretor de Acreditação da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial

Serviços de assistência à saúde têm se beneficiado com inúmeros avanços tecnológicos que, se por um lado contribuem para uma melhor qualidade de vida, por outro, pela complexidade que trazem, são responsáveis por incidentes que afetam a segurança dos pacientes, podendo causar danos desnecessários, denominados “eventos adversos” (EAs). O impacto econômico destes eventos é crítico e constrangedor, resultando em gastos com prolongamento de hospitalização, tratamentos ou incapacidades geradas, e com litígios. A realização de exames laboratoriais também ocorre num ambiente complexo, propício ao aparecimento de problemas que, se não adequadamente controlados, impactam aos próprios laboratórios clínicos, médicos e pacientes. A medicina laboratorial é parte essencial e de valor de sistemas de assistência à saúde. Ela é crucial para muitas tomadas de decisão e está relacionada à prevenção, diagnóstico, tratamento, gerenciamento de doenças e à reabilitação do paciente. Como garantir resultados exatos e confiáveis, que sirvam de base a tantas decisões que envolvem a vida e a saúde? Como os usuários de serviços de saúde, que geralmente não possuem conhecimento técnico para avaliar a qualidade oferecida, podem realizar escolhas? A criação de Programa de Acreditação para Laboratórios Clínicos (PALC), pela Sociedade Brasileira de Patologia Clínica (SBPC/ML), representou uma resposta às persistentes alegações e várias evidências de más práticas, erros, inexistência de padrões e fraudes, significando uma iniciativa de garantia da qualidade e melhoria contínua nos laboratórios. Tem um caráter educativo, é de participação voluntária e sua norma, contendo requisitos de qualidade, se baseia em experiências internacionais, monitorando todas as fases do processo laboratorial. Ao longo destes anos, desde o seu lançamento, observamos uma mudança positiva na cultura e nas práticas dos laboratórios clínicos brasileiros que, em sua maioria, precisaram se “reinventar”, capacitando pessoal e atualizando suas práticas. O número de exames realizados por laboratórios monitorados pelo PALC é de cerca de 300 milhões/ano, correspondendo a 30% dos exames realizados no país, por laboratórios públicos e privados. Por esta razão, saudamos a iniciativa da ANS, que em 2011 lançou o Programa de Divulgação da Qualificação de Prestadores de Serviços na Saúde Suplementar, e pretende tornar público os atributos de qualidade da rede própria e contratada pelas operadoras de planos de saúde que

Leitura Complementar Qualidade em Laboratório Clínico Autoras: Claudia Meira e Derliane de Oliveira

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www.sarvier.com.br

“ A criação do Programa de Acreditação para Laboratórios Clínicos (PALC), pela Sociedade Brasileira de Patologia Clínica, representou uma resposta às persistentes alegações e várias evidências de más práticas, erros, inexistência de padrões e fraudes, significando uma iniciativa de garantia da qualidade e melhoria contínua nos laboratórios atendem aos beneficiários do sistema de saúde suplementar. É inequívoco afirmar que a divulgação pública estimulará as operadoras de planos de saúde a qualificarem sua rede assistencial, prestigiando os laboratórios clínicos acreditados e estimulando outros a buscarem a acreditação. Os usuários, que esperam receber serviços de qualidade, agora poderão buscar no selo de acreditação uma orientação para suas escolhas acerca dos serviços a serem utilizados.

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Agaplastic 31 Beta Eletronic 66 Biocam 61 Brunmed 117 CDK 83 Celmat 168 a 3ª capa Cir. Rioclarense 135 Clean Medical 107 Cristófoli 44 Daltech 111 Deltronix 150 Dexcar 133 DK Diagnostics 147 Döhler 122 Dorja 78 Dräger 63 DrillerMed 6 e 124 Duan 165 Ecco Brasil 143 Efe 55 Emifran 138 Epson 88 Exxomed 61 Fabmed 127 Fami 141 Fanem 4ª capa 137 Fator RH Femag 163 Fleximed 19 93 Fórum Saúde Digital GEOLog 85 Grafite 153 71 Health Móveis Higiexpo 2013 75 Hosp. Bandeirantes 133 Hosp. Igesp 10 Hospimetal 24 IBES 129 ILS Cargo 77 Inalamed 29 Incoterm 42 Instramed 34 Konex 161

Lafer 39 Lifemed 23 LJM 121 Lorenzzini 165 Magnamed 21 Marluvas 33 Maza Lab 129 MD&M Brazil 99 MDT 114 Mecsul 53 Medlux 105 Medworld 148 Mercedes-Benz 41 Ministério da Saúde 47 MN 159 Moriya 2ª capa, 3 Móveis Andrade 80 MR Proteções 163 Mucambo 56 117 Nature Flores Neurotec 97 Nevoni 127 Niazi 131 NS 31 Olidef 49 Olsen 112 Ortosintese 8 Protec 4 RC Móveis 58 Romed 163 RQ Tecnologia 165 RST 145 Schioppa 26 Schipper & Thompson 13 Senac 65 53 Similar & Compatível Sincron 105 Transmai 68 TTS 155 Unitec 165 Vivo 102 WEM 90 X-Ray 73

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Edição 61 - Revista Hospitais Brasil