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Ano 30 • Fevereiro de 2011 • Nº 133

MAT em valor variável deve ter uso criterioso A maioria dos participantes que optou pela MAT Temporária em Valor Variável decidiu aumentar o percentual sobre o saldo de conta, quando a possibilidade foi aberta recentemente. Ao fazer essa escolha, o participante deve ter consciência do impacto de sua decisão. Página 7.

Página 4 Atualize seu cadastro sempre e evite surpresas no futuro

Página 5 Patrícia Monteiro, da Previc, fala sobre o lançamento da Enef


2 • Fevereiro de 2011 • Jornal Forluz

DRP PRESTA CONTAS

Saiba mais sobre o percentual do saldo de conta Em março de 2009, o Conselho Deliberativo da Forluz aprovou a criação de uma nova modalidade de benefício para os participantes do Plano B. Trata-se da Melhoria de Aposentadoria por Tempo de Contribuição – MAT, no formato de percentual do saldo remanescente da conta de aposentadoria do participante. Essa modalidade foi aprovada pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar – Previc, em setembro de 2009, e passou a vigorar em 2010. No Plano B já existia o benefício por renda vitalícia e a renda temporária por prazo determinado de 10, 15 ou 20 anos, além do benefício por invalidez. A criação de mais essa forma de benefício visa ampliar o leque de opções do participante na hora de planejar seu futuro, após os anos de efetivo trabalho em uma das patrocinadoras da Forluz. Muitos participantes pediam para que a Fundação disponibilizasse um benefício onde ele pudesse optar pelo seu valor mensal, pagasse taxas de administração menores que a dos bancos e tivesse a mesma rentabilidade da Forluz. Pensando em tudo isso, o Conselho Deliberativo aprovou essa nova modalidade que consiste no recebimento mensal de um percentual, que pode variar entre 0,2% e 2% do saldo da conta de aposentadoria do próprio participante. O benefício a ser recebido ao longo do ano é dado pelo resultado da multiplicação do percentual escolhido pelo valor do saldo remanescente. Além disso, conforme dispõe o Regulamento do Plano, foi oferecida a opção pe-

la conversão do saldo de conta remanescente em benefício vitalício, o que poderá ocorrer uma única vez e de forma definitiva. Ou seja, não tem como voltar atrás uma vez feita opção pela renda vitalícia. A opção pelo percentual se dá no momento do requerimento do benefício e poderá ser alterada uma vez por ano, sempre entre dezembro e janeiro. A mudança de percentual poderá ser feita no Portal Corporativo, onde estão disponibilizadas ferramentas de consulta do extrato anual do aposentado (evolução do saldo de conta a partir da concessão do benefício), bem como um simulador do percentual de saldo de conta/valor do benefício.

“Façam simulações, conversem com amigos e parentes e privilegiem decisões cautelosas” Toda nova possibilidade de benefício é importante e faz com que o Plano B fique ainda mais atraente. Mas não podemos nos esquecer de que estamos falando em previdência complementar e, como tal, precisamos pensar em longuíssimo prazo. Ao definir o percentual do benefício mensal, o participante deve ter sempre em mente que, quanto maior for este valor, menor será o tempo em que ele vai receber o benefício. Além disso, não podemos nos esquecer de que o resultado po-

Wilian Vagner Moreira Di­re­tor­de­Re­la­ções­com­Par­ti­ci­pan­tes­da­For­luz E-­mail:­drp@for­luz.org.br­-­Tel:­(31)­3215-6701

sitivo no passado, em termos de rentabilidade, não é sinônimo de resultado positivo no futuro. O mercado financeiro é dinâmico e pode variar muito. Apostar que teremos sempre uma rentabilidade maior que o benefício mensal, independente do percentual escolhido, é um erro. Segundo os principais economistas, a tendência é a queda na taxa de juros e, como consequência, maior dificuldade em conseguir investimentos com boas rentabilidades. Portanto, todo cuidado é pouco. Façam simulações, conversem com amigos e parentes e privilegiem decisões mais cautelosas. Mais informações na página 7.

Os conceitos e opiniões emitidos nesta coluna representam a posição do diretor de Relações com Participantes.

E X P E D I E N T E Conselho Deliberativo: Efetivos: Sérgio Roberto Belisário (Presidente), Denys Cláudio Cruz de Souza, Helder Godinho da Fonseca, Luciano Lopes Amaral, Guilherme de Andrade Ferreira, Carlos Alberto de Almeida. Suplentes: Gilberto Gomes de Lacerda, João Batista Pezzini, João Carlos Zamagna Bouhid, Vanderlei Toledo, Rogério Mota Furtado, José Carlos Filho. Conselho Fiscal: Efetivos: Marcos Túlio Silva (Presidente), João Victor Marçal, Maura Galuppo Botelho Martins, Helton Diniz Ferreira. Suplentes: Ângela Maria de Oliveira Souza, Paula Sylvia Ridolfi Aguiar Carrara, Mário Lúcio Braga, Jarbas Discacciati. Diretoria: Fernando Alves Pimenta (Presidente), Helmer Lima de Paula, José Ribeiro Pena Neto e Wilian Vagner Moreira. JORNAL FORLUZ: Publicação Bimestral. Editado pela Assessoria de Comunicação. Tiragem: 22.100. Editor e Jornalista Responsável: Victor Correia (MG 03519JP). Redação: Victor Correia, Cinara Rabello, Viviane Primo e Patrícia Ferreira (estagiária). Projeto gráfico e diagramação: Cláudia Tartaglia. Impressão: Lastro. Correspondências: Avenida do Contorno, 6594 - 7º andar - Fone: (31) 3215-6701 - CEP: 30110-044 - Belo Horizonte - MG. E-mail: forluz@forluz.org.br. Portal Corporativo: www.forluz.org.br. Obs: As matérias publicadas neste jornal são exclusivamente de caráter informativo, não gerando qualquer espécie de direito ou obrigação por parte da Forluz.


FIQUE ATENTO

UMA NOVA FORMA DE SE COMUNICAR Prezado Participante,

Os participantes devem ficar atentos às mudanças e alterações realizadas no Estatuto da Forluz e regulamentos dos planos de benefícios, acompanhando as novidades e os detalhes divulgados continuamente no portal e nos demais veículos de comunicação da Fundação. Os últimos documentos alterados foram o Estatuto e o Regulamento do Plano B. A adequação do Estatuto ocorreu em razão da separação das atividades de previdência e saúde, quando houve a transferência da operação do Prosaúde Integrado - PSI para a Cemig Saúde. A Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS autorizou a transferência integral da carteira de beneficiários do Prosaúde para

a nova operadora por meio do Ofício 2626, de 16 de setembro de 2010. Dessa forma, desde o dia 1º de outubro de 2010, a Cemig Saúde passou a operar o PSI, deixando de constar entre as finalidades da Forluz a gestão dos planos assistenciais. Outras mudanças importantes também ocorreram no regulamento do Plano B, disponível no portal. Dentre elas, a opção de mudança para o novo cálculo da Melhoria de Aposentadoria por Invalidez – MAI, que foi aberta em novembro de 2009 e reaberta no final de 2010. A nova fórmula de cálculo permite redirecionar mais recursos para a conta de aposentadoria dos participantes.

Santander­modifica­número­das­contas­­ O banco Santander, que faz o pagamento da maioria dos assistidos da Forluz, vem realizando mudanças após incorporar o banco Real, visando consolidar a sua marca. Durante 2010, as alterações ocorreram principalmente nas agências e no site do banco. Neste início de ano, foram modificadas a numeração do banco, das agências e das contas correntes. Durante o mês de fevereiro, o Santander enviou correspondência a todos os seus correntistas comunicando as mudanças. Além disso, as alterações estão

sendo feitas aos poucos, para que os clientes possam se adaptar às novidades. De acordo com o gerente de Controladoria e Finanças da Forluz, Sandro Magno Garcia Costa, senhas, valores de limite, serviços associados aos cartões, talões de cheques, cartões de crédito e de débito, contratos vigentes e pacotes de serviços permanecem inalterados. "Nossos participantes e empregados poderão utilizar os números a que estiverem acostumados durante algum tempo, pois a intenção é não alterar radicalmente o dia a dia dos correntistas", afirma Sandro.

Repare bem, pois o Jornal Forluz mudou. A alteração no leiaute, edição das matérias e conteúdo pretendem torná-lo mais dinâmico e atrativo, aposta que se casa com o anseio de fazer uma comunicação objetiva e focada em nossos participantes. A ênfase não foi somente mudar o leiaute, mas modificar igualmente a apresentação de textos e imagens, a fim de tornar os assuntos menos densos, esclarecer mais sobre os planos e regulamentos, benefícios e pontos de interesse direto do participante. Outra intenção é reforçar a educação previdenciária e financeira, esta transformada em estratégia pelo governo federal e na qual os fundos de pensão têm papel a desempenhar. Para mostrar sua importância, trazemos uma entrevista exclusiva que trata desse tema. No final do ano passado, a Forluz deixou de gerir o Prosaúde Integrado, questão conduzida com sucesso e que definiu um novo rumo para a Fundação. Ela passou o bastão da área de saúde, com a qual se identificou e fez crescer, e passou a se dedicar exclusivamente ao assunto previdência. Mas renovar é preciso. Impor novos desafios é essencial. Aliás, em 2011, a Fundação completará 40 anos, momento não só para comemorar, mas para repensar estratégias. Comunicar-se mais e melhor é uma delas.

DRP ITINERANTE PREPARA VISITAS AO INTERIOR O diretor de Relações com Participantes, Wilian Vagner Moreira, iniciará, em março, uma série de viagens ao interior de Minas Gerais, que fazem parte do Programa da Diretoria de Re-

lações com Participantes – DRP Itinerante. O objetivo é ouvir as sugestões, críticas e ideias dos participantes ativos e assistidos da Forluz. As visitas serão agendadas e o calendário será

divulgado com antecedência. As localidades interessadas em receber a visita podem entrar em contato com a DRP por meio do telefone (31) 32156701, ou e-mail drp@forluz.org.br.

3 • Fevereiro de 2011 • Jornal Forluz

Mudanças­nos­planos

EDITORIAL


4 • Fevereiro de 2011 • Jornal Forluz

EDUCAçãO PREVIDENCIáRIA E FINANCEIRA

Evite­surpresas atualizando­seu cadastro­sempre A Forluz alerta seus participantes para sempre manterem atualizado seu cadastro na Fundação. É por meio das informações ali prestadas, por exemplo, que se calculam os benefícios ou se tomam outras decisões importantes para suas vidas e de seus familiares. Se houver alguma alteração, desde o endereço até inclusão de novos beneficiários, situação conjugal, etc., não deixe para resolver o assunto depois. Às vezes, no momento mais crítico da vida do participante ou da sua família, a falta das informações atualizadas pode causar muita dor de cabeça. Muitos familiares, ao perder o participante provedor, acabam não tendo direito ao benefício porque não foram inscritos como beneficiários pelo falecido. Os dados pessoais (endereço, telefone etc.) dos participantes em atividade devem ser atualizados por meio das patrocinadoras. Já os dados dos assistidos e autopatrocinados devem ser atualizados na Forluz pelo telefone 0800 0909090 ou e-mail forluzatendimento@forluz.org.br. A inscrição, alteração ou exclusão de beneficiários somente ocorre mediante preenchimento e assinatura do formulário disponível no portal (www.forluz.org.br), que deve ser encaminhado à Fundação por via postal ou correio interno das patrocinadoras.

QUIz Esta edição inicia nova série de jogos interativos, que serão publicados no Jornal Forluz ao longo de 2011, com o objetivo de permitir aos participantes aprender um pouco mais sobre os planos previdenciários e sobre a Fundação e, ainda, concorrer a brindes. Neste ano, temos uma novidade: os brindes passam a ser sorteados a cada semestre, nos meses de janeiro e julho.

Para participar, basta preencher os campos que solicitam seus dados, responder às perguntas, recortar e enviar para a Assessoria de Comunicação da Forluz. No caso de participante ativo, encaminhar por malote ao setor FPR/AC – AM 7º andar. Os assistidos devem enviar correspondência para av. do Contorno, 6594/7º andar – Lourdes, BH/MG – CEP: 30110-044, aos cuidados da FPR/AC.

1. Consiste em permanecer no Plano B, nas mesmas condições anteriores ao desligamento do patrocinador. Mas, para isso, o participante deverá pagar, além das suas contribuições individuais, aquelas que eram feitas pela patrocinadora em seu nome, acrescidas da despesa administrativa. ( ) A - Portabilidade. ( ) B - Desligamento. ( ) C - Autopatrocínio. 2. Qual o percentual máximo de renda variável do perfil agressivo? ( ) A - 50%. ( ) B - 25%. ( ) C - 10%. 3. Em relação ao mercado financeiro, por que é importante ter uma carteira de investimentos diversificada? ( ) A - Diminui a liquidez de seus investimentos. ( ) B - Aumenta a exposição aos riscos. ( ) C - Reduz a exposição aos riscos. 4. Benefício pago ao participante que se aposenta por tempo de contribuição, especial ou idade pelo INSS ou que cumpre o tempo mínimo de 30 anos (homens) ou 25 anos (mulheres) de contribuição para a Previdência Social. ( ) A - Melhoria de Aposentadoria por Tempo de Contribuição, Especial ou por Idade (MAT). ( ) B - Renda Continuada por Morte (RCM) ou pensão. ( ) C - Melhoria de Aposentadoria por Invalidez (MAI). Nome: Matrícula:

Telefone:


Estratégia visa erradicar analfabetismo financeiro no país A renda do brasileiro melhorou. O crédito facilitado, somado à avidez por consumo, tornou-se uma combinação perigosa para as finanças pessoais. Pensando nisso o governo federal editou, no final de 2010, um decreto que instituiu a Estratégia Nacional de Educação Financeira - Enef, que pretende erradicar o analfabetismo financeiro no país. Patrícia Monteiro, coordenadora Geral de Projetos Especiais da Previc, fala com exclusividade sobre a importância dessa iniciativa.

O que significa a implantação da Enef e quais benefícios ela pode trazer para os brasileiros? (...) A Estratégia Nacional de Educação Financeira é um conjunto de iniciativas públicas e privadas com o objetivo de promover e ampliar o grau de educação financeira e previdenciária dos cidadãos. Através da educação financeira, as pessoas desenvolvem habilidades e segurança para se tornarem mais conscientes dos riscos e das oportunidades financeiras, para fazerem suas escolhas e para saberem onde buscar ajuda, melhorando, assim, a relação com suas finanças. A que público essa estratégia se destina? A Enef possui dois públicos-alvo: crianças e adultos. As crianças serão educadas por meio da Educação Financeira nas Escolas, uma iniciativa que está sendo implementada com o apoio do Ministério da Educação - MEC e das instituições privadas: BM&FBovespa, Instituto Unibanco, Anbima e Febraban. (...) Atualmente, o público adulto é educado por meio de diversas iniciativas dos órgãos que compõem o Comitê Nacional de Educação Financeira – Conef, mas essas ações não estão sendo executadas de forma coordenada. (...) Os projetos transversais ainda estão em execução e serão tratados com maior ênfase em 2011, após o início de funcionamento do Conef. O que torna a Enef urgente e necessária em nosso país? As mudanças econômicas, sociais e

tecnológicas dos últimos anos têm apontado para a urgência na implementação de ações com o objetivo de educar financeiramente a população, e não apenas no Brasil. (...) A educação pode atuar diretamente nas variáveis pessoais e sociais, contribuindo para formar e amadurecer uma cultura de planejamento de vida, capaz de permitir que a pessoa, conscientemente, possa resistir aos apelos imediatistas e planeje, a longo prazo, as suas decisões de consumo, poupança e investimento.

“... o nível da educação financeira da população brasileira é muito baixo e precisa melhorar muito...” Foi realizada uma pesquisa em âmbito nacional, em 2008, visando mensurar o grau de educação financeira da população brasileira. O que essa pesquisa apontou? (...) Essa pesquisa mostrou alguns aspectos positivos, como, por exemplo, que 69% dos entrevistados fazem planilha para acompanhar os gastos da família e que 66% guardam os comprovantes de suas compras. Mas também evidenciou aspetos preocupantes, tais como, três em cada dez declarou pagar apenas o valor mínimo da fatura do cartão de crédito quando a situação aperta e um quarto tem restrições cadastrais

na praça. A mesma pesquisa concluiu que 36% dos brasileiros se consideram gastadores e os que dizem ter conhecimento sobre finanças, não o utilizam na prática. Além disso, constantemente postergam a decisão sobre aposentadoria. A pesquisa também evidenciou que apenas 31% da população preocupa-se com a previdência e somente 13% dos brasileiros possuem algum plano de previdência complementar. A conclusão é que o nível da educação financeira da população brasileira é muito baixo e precisa melhorar muito, motivando, por isso, a implantação da Enef pelo governo federal. Em que medida as entidades fechadas de previdência complementar podem contribuir com esse esforço? (...) Os fundos de pensão podem e devem ser agentes multiplicadores da educação financeira e previdenciária, na medida em que precisam oferecer aos participantes os conhecimentos e habilidades necessárias à boa gestão financeira, focando, principalmente, no entendimento da previdência do regime geral, bem como nas regras, direitos e deveres relacionados aos planos de benefícios. Espera-se que os fundos de pensão, seus patrocinadores e instituidores implementem diversas ações educacionais aos participantes, transformando-os em indivíduos capacitados a tomarem decisões de melhor qualidade (...). Confira a íntegra desta entrevista no site: www.forluz.org.br

5 • Fevereiro de 2011 • Jornal Forluz

ENTREVISTA


6 • Fevereiro de 2011 • Jornal Forluz

EMPRÉSTIMO

Modalidade­Especial­é­utilizada­para­ situação­de­emergência­financeira Participantes ativos ou assistidos podem recorrer ao Empréstimo Especial da Forluz em situações financeiras emergenciais. Essa modalidade de empréstimo vinha sendo avaliada, temporariamente, pelas assistentes sociais da Cemig Saúde. No entanto, desde janeiro, passou a ser concedido após análise de profissional da Diretoria de Relações com os Participantes – DRP. De acordo com o diretor Wilian Vagner Moreira, da DRP, esse empréstimo visa

socorrer as pessoas que, por motivos específicos, estão endividadas. “O Empréstimo Especial tem um viés social, pois acompanha a pessoa nesse processo de recuperação da saúde financeira e a auxilia a planejar melhor seus recursos”. Wilian ressaltou que não se deve recorrer a empréstimos indiscriminadamente. “O mais importante é que as pessoas sejam educadas financeiramente, sempre tenham liquidez e evitem gastos que não caibam no orçamento”. Para a concessão do empréstimo é realizada uma análise criteriosa de cada caso. O interessado entra em contato com a DRP pelo telefone 3215-6701, onde recebe orientações e agenda um horário para atendimento.

Avaliação e procedimentos O empréstimo pode ser requerido por participantes ativos, aposentados e pensionistas. São

consideradas para análise as dificuldades financeiras comprovadas, mesmo que para cobrir endividamentos do cônjuge ou filhos inscritos no plano de Renda Continuada por Morte – RCM, decorrentes de prestação de casa própria (com três ou mais meses de atraso), conta de água ou luz (com dois ou mais meses de atraso), mensalidade escolar de ensino fundamental, 2º grau, universidade ou supletivo (com três ou mais parcelas atrasadas) e dívidas comprovadas com instituições financeiras, que se submeterão ao parecer da DRP. O pagamento das despesas deve ser comprovado por meio do envio dos referidos comprovantes, até 10 dias após a liberação do empréstimo. O não cumprimento dessa exigência impedirá o participante de utilizar qualquer outro tipo de empréstimo. Além disso, enquanto estiver pagando as parcelas, ele não terá direito ao adiantamento quinzenal. As taxas de juros, parcelas e os prazos são os mesmos utilizados no Empréstimo Forluz.

Rentabilidade dos planos Acompanhe a rentabilidade dos Planos Saldado (“A”) e Misto (“B”) da Forluz.

PLANO A Janeiro 2011: 0,7011% (RMA = 1,3208%) Acumulado 2010: 13,1642% (RMA = 12,2636%)

PLANO B Assistidos/Regime de cotas Janeiro 2011: 0,6471% Acumulado 2010: 12,7179%

PLANO B Ativos/Perfis de investimento Janeiro 2011: Ultraconservador: 1,2218% Conservador: 0,8361% Moderado: 0,2979% Agressivo: -0,7213%

Acumulado 2010: Ultraconservador: 13,3716% Conservador: 12,4486% Moderado: 11,5433% Agressivo: 10,0557%

RMA (Rentabilidade Mínima Atuarial) É a rentabilidade mínima que os ativos de um plano de benefícios devem ter para que este plano possa cumprir seus compromissos futuros. No caso dos planos Misto e Saldado da Forluz, a rentabilidade mínima esperada equivale ao IPCAIBGE + 6% a.a.


Participante deve utilizar com responsabilidade A Forluz concedeu, em 2010, 345 benefícios de MAT Temporária em Valor Variável, representando 58% das concessões no ano. De 14 de dezembro a 14 de janeiro, os participantes puderam alterar, pela primeira vez, o percentual do saldo de conta, desde que a opção foi criada em 2009, podendo variar entre 0,2 e 2,0%. Muitos participantes optaram pelo aumento do percentual, elevando o valor da renda, mas reduzindo o tempo de duração. Para Thiago Gonçalves, atuário da Forluz, embora esse benefício ofereça a vantagem de escolha anual do valor da renda, é imprescindível que os assistidos conheçam os riscos e responsabilidades assumidas. “O participante deve avaliar, com extrema cautela, a real necessidade da renda resultante do percentual escolhido, acompanhar a evolução mensal do saldo de conta e jamais se esquecer de que o recurso é temporá-

rio. Afinal, quando o saldo de conta findar, o benefício se encerrará”.

Rentabilidade O gerente de Portfólio da Forluz, Rodrigo Barata, lembra outro aspecto importante. “Muitos participantes projetam sua retirada em função da rentabilidade passada, o que não é correto, pois rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura”. Rodrigo explica que num cenário em que se projeta queda na taxa de juros, os papéis de renda fixa trarão menor retorno, sendo natural buscar melhor performance em renda variável, ou seja, em ações. “No momento de fazer a opção, o participante deve consultar a Forluz para ter uma ideia - não a certeza, do retorno esperado para o período que pretende. O ideal seria viver apenas com o rendimento real de sua reserva, aquela parte acima da inflação, para manter o mesmo poder aquisitivo”, esclarece.

Impacto do percentual O participante que escolhe percentual elevado deve se conscientizar de que o saldo remanescente sofrerá reduções significativas em pouco tempo, assim como a renda mensal. O motivo fica claro no exemplo fictício a seguir. João da Silva possui um saldo de conta de R$ 500 mil e optou pelo percentual de 2%. Portanto, o benefício no 1º ano será de R$ 10.000,00 (R$ 500 mil x 2%), admitindo-se uma rentabilidade mensal de 0,55%. João terá uma redução de quase R$ 90 mil em seu saldo de conta, já no primeiro ano. Em consequência, sua renda será reduzida em, aproximadamente, 18% no segundo ano, 33% no terceiro ano e assim por diante. Mantida essa posição ao longo dos anos, João da Silva continuará sofrendo reduções significativas em sua renda (veja tabela ao lado).

Diminuiu o percentual André Luis Cortês reduziu seu percentual de 0,9% para 0,45% em razão da diversificação de sua renda. “Precisei recorrer a um percentual maior porque não consegui me aposentar pelo INSS e precisava manter a renda. No ano passado, me aposentei pelo Plano A e pelo INSS e, então, reduzi a MAT Variável. Não quero dilapidar meu patrimônio”, assegura.

Manteve o percentual Ana Lúcia Bruzadelli manteve o percentual em 0,7% porque atende sua expectativa e por prudência. “Além do benefício, tenho um valor disponível guardado para emergências. Não sabemos até quando vamos viver e pretendo receber minha aposentadoria pelo maior tempo possível. De que vale usufruir valor mais alto agora e não ter com o que viver no futuro?”.

REDUÇÃO ANUAL DO VALOR DO BENEFÍCIO ANO Ano 2

VALOR BENEFÍCIO

% REDUÇÃO

R$ 8.206,39

17,94%

Ano 3

R$ 6.734,48

32,66%

Ano 4

R$ 5.526,58

44,73%

Ano 5

R$ 3.721,86

62,78%

Ano 6

R$ 3.054,30

69,46%

Ano 7

R$ 2.506,48

74,94%

Ano 8

R$ 2.056,92

79,43%

Ano 9

R$ 1.687,98

83,12%

Ano 10

R$ 1.385,23

86,15%

7 • Fevereiro de 2011 • Jornal Forluz

MAT VARIáVEL


Jornal Forluz 133  

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