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AEAUSP Associação de Ensino de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo ESCOLA DA CIDADE

Trabalho Final de Graduação Orientadora: Paula Santoro Aluno: Silvio Manoel do Nascimento

São Paulo 2011


Antecipar a discussão sobre a relação entre o esvaziamento do uso do centro e a expansão urbana, Ribeirão Preto – SP - 2011


Antecipar a discussão sobre a relação entre o esvaziamento do uso do centro e expansão urbana de Ribeirão Preto – SP / Silvio Manoel do Nascimento, São Paulo 2011. 142 f.; 30cm. TC (Trabalho do Curso) – Escola da Cidade, 2011. Orientadora : Paula Santoro 1 . Planejamento Urbano. 2. Ribeirão Preto (cidade). II. Título.


Para minha grande família, Daniela e Ana Luiza, meus grandes amores, pela paciência e compreensão nas questões com a vida e arquitetura. Para meus Pais e irmãos queridos, Reinaldo, in memorian, Doraci, Eliana e Walter Manoel do Nascimento.


Agradeço a Paula Santoro pela concisa orientação durante o nosso processo de trabalho e aos professores durante todo o percusso dos seis anos de graduação do ensino de arquitetura. Agradeço também aos amigos Dra. Cristina Tosi Inoue, Leile Fortunata Cacacci, Maria de Lourdes Buono, Denise de Souza, Erika Santos Machado, Mario Francisco dos Santos, Elisabeth Forbes,Tia do salgado e Patrício Dantas da Silva, pelo auxílio e apoio dado em momentos difíceis que passei estes anos.


Resumo Esse trabalho visa servir-se do urbanismo e arquitetura como fatores de mudança. A valorização da vida pública, o resgate da cidadania e a valorização dos espaços públicos são os principais aspectos que devem impulsionar as ações sobre a cidade, além disso, a necessária clareza dos objetivos e a preocupação na manutenção da alta qualidade de vida. Através do uso da rede verde e da infra-estrutura proposta, o objetivo deste projeto é oferecer uma nova dimensão aos espaços e uma maior interatividade entre natureza e cidade entre a micro e macro escala. Assim propiciar a obtenção de um local verdadeiramente público, que promova o resgate da cidadania.

Abstract The objective of this paper is to make use urbanism and architecture aschanging tools. The enhancement of public life, the recovery of citizenship and the valorisation of public spaces are the main aspects that should drive the actionsand movements in the city, in addition to that, the necessary clarity of objectives and concerns in maintaining the high quality of life. Through the use of the green network and proposed infrastructure, the goal is to offer a new dimension to the spaces, interaction between nature and city, and the micro and macro scale. This way providing a truly public place, which promotes an authentic marriage and a restoration of citizenship.

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“ Horizontalidade gigante e verticalidade tímida é o entrave das cidades.” Sergio Bernardes


Sumário

15 . Rede verde

1. Introdução 1.1 – Território 09 1.2 – Dados geográficos 11 1.3 – Tendência a rede 13

16 . Recorte 54 16.1 – Local 54 16.2 – Circulação 56 16.3 – Infra-estrutura 59 16.4 – Uso do solo 68 16.5 – Gabaritos 69

2. A cidade e seu espaço urbano 15 2.1 – História 16 2.1.1 – Ouro verde 16 2.1.2 – Início da Urbanização ainda calcada na sociedade cafeeira (1900 – 1930) 19 2.1.3 – Industrialização (1930 – 1970) 21 2.1.4 – Polo Agroindustrial (1980 – 2000) 25 3 . Viário

17 . Corredores verdes 18 . Relevo

20 . Habitação

4 . Expansão Urbana 5 . Vazios Urbanos 6 . Parques

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19 . Meio ambiente

27 28

21 . Conceito

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22 . Projeto

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7 . Equipamentos

9 . Mobilidade

77 93

94

24 . Universidade + Auditório + Biblioteca 35

25 . Esporte + Piscinas públicas

11 . Vazios ou áreas sub-utilizadas 12 . Praças e áreas verdes 13 . Hifrografia

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10 . Plano Diretor

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23 . Paisagem 96 23.1 – Fluxos pedestres 98 23.2 – Permeabilidade 99 23.3 – Figura 100 23.4 – Fundo 101

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8 . Habitações precárias x Condomínios fechados

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26 . Térreo cidade

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112

120

27 . Conclusão / Possibilidades extensão da proposta

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14 . Referências 45 14.1 - Rogers Stirk Harbour + Partner Um Grand Paris – Paris, Franca 46 14.2 - Reurbanização da Água Branca – São Paulo – MMBB

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28 . Bibliografia 138 28.1 – Livros 138 28.2 – Teses 140 28.3 – Periódicos 141 28.4 – Fontes 142 28.5 – Webliografia 142

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1. Introdução 1.1 Território Ribeirão Preto possui a vantagem de situar-se no caminho que liga a Grande São Paulo à região central do país, localiza-se relativamente próxima de grandes pólos econômicos do interior de São Paulo (Bauru, Campinas, São José do Rio Preto, entre outros) e do Triângulo Mineiro. O município está numa posição privilegiada em termos de acessibilidade. Sua principal via de acesso é através da Via Anhanguera (SP 330), rodovia de pista dupla, que o liga Ribeirão Preto à capital, Campinas e ao Triângulo Mineiro.

Fonte: www.mapasribeirãopreto.com.br, acesso em 22/03/2011.

Além desta, conta ainda, com mais cinco rodovias ligandoo à Franca, Araraquara. Localiza-se em um entroncamento rodoviário que possibilita acesso fácil para diferentes regiões do Estado e do país. Ribeirão Preto destaca-se como uma das cidades mais ricas, segundo os dados do Censo de 2006. A renda média do ribeirão-pretano, R$ 539,84, coloca o município entre os 0,4% mais ricos do país.

Mapa eixo rodoviário ligando o Porto de Santos, São Paulo e Ribeirão Preto Fonte: www.guiarodoviáriosp.com.br, acesso 2m 22/03/2011

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Fonte www.ibge.gov.br, Regiões de Influência das Cidades – REGIC, 2007, acesso em 25/03/2011

Localiza-se na Região Centro-Oeste do Estado, do qual é importante pólo regional. Possui mobilidade intermunicipal intensa pois se tornou um centro de negócios com movimentos pendulares, que se originam de vários fatores, comércio, agronegócios, eventos, educação, saúde e trabalho. Recente pesquisa que mapeou a região de influência das cidades, coloca Ribeirão Preto como “pólo regional” (ver mapa acima) e mostra sua importância e influência administrativa.

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1.2 – Dados Geográficos A região de Ribeirão Preto destaca-se pelo dinamismo econômico. Concentra grandes atividades industriais e a atividade agropecuária atingiu lá seu mais alto grau de modernização e desenvolvimento. Representada por elevada industrialização e produção agropecuária, concentra intensa atividade comercial e financeira. Embora o dinamismo seja alto, há grande desigualdade social, como veremos mais a frente, que se reflete na ocupação do território. Hoje a cidade possui áreas com habitações precárias. Ribeirão Preto tem diante de si o maior de seus desafios, desde a crise de 1929: a criação de uma sólida estrutura econômica / urbana na direção de equilibrar os níveis de qualidade de vida, incorporando sua modernização à ordenação do espaço urbano.

Fonte: IBGE Censo 2010.

Área Territorial

651.276 Km2

População Urbana

602.966 hab.

População Rural

1.716 hab.

População Total

604.682 hab.

Índice Pobreza

0,45 / Gini

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Fonte; IBGE Censo 2010

Área Territorial

651.276 Km2

Densidade Demográfica

928,4 hab. / Km2

Veículos

342.509 veículos

Esgoto Tratado

90%

Coleta de Esgoto

90%

Taxa de Urbanização

98,3%

Fonte: www.mapasribeirãopreto.com.br, acesso em 25/03/2011

Na tabela acima, notamos que o numero de veículos é da ordem de um para cada dois habitantes e que, a cidade optou por esse modo de transporte rodoviário.

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1.3 Tendência rede

Imagem de satélite. Fonte: www.googleearth.com.br, acesso em 12/05/2011. Elaboração própria.

Cidades pólos econômicos importantes

Cidades secundárias 20.000 habitantes

Grande fluxo de produtos e pessoas

Pequeno fluxo de pessoas

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Fonte: www.prefeituraribeiraopreto.gov.br, acesso em 25/03/2011.

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2. A Cidade e seu espaço urbano A base econômica de Ribeirão Preto no início do século era o algodão e o café, impulsionados pelas terras férteis e pela estrada de ferro. Após a crise do café, em 1929, a cidade se sustentou graças à criação de uma sólida estrutura comercial e sua industrialização ligada à metalurgia, nos anos 30, que sofre, nos anos 80, com os vários processos de reestruturação produtiva no Estado. É o caso da Cervejaria Antártica e da Tecelagem Matarazzo. A geração de divisas proveu uma alteração brusca e acelerada na estrutura de consumo e bens de serviço. Em pouco mais de uma década a cidade incorporou uma modernização do setor terciário que não foi acompanhada por uma ordenação do espaço urbano. Como conseqüência, perdeu de forma brusca e acelerada o padrão de uma cidade interiorana, sem que ganhasse, contudo, perfil de metrópole. Neste trabalho desenvolveu uma leitura do território, que possa nortear algumas ações de planejamento para a cidade com projetos pontuais e organizados. Possam definir os espaços urbanos do município para que responda a uma qualidade de vida contemporânea.

Mapas da evolução da mancha urbana. Elaboração própria.

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2.1. - História Este trabalho propõe a compreensão da História de Ribeirão Preto através de ciclos econômicos. 2.1.1 - Ouro Verde: A partir da história de Ribeirão Preto, entendo que a cidade nasce de circunstâncias econômicas de um Brasil a procura de sua própria identidade. Os primeiros a colocar seus sinais pelas margens dos córregos do Retiro e Ribeirão Preto foram os Bandeirantes, impulsionados pelo sentimento da conquista do interior do Brasil. De passagem esses homens de armaduras de couro e facões em punho enfrentaram mata fechada no caminho para o sertão de Goiás. Os primeiros a se fixarem na região vieram de Minas Gerais, fugidos da decadência do ouro, formaram fazendas de gado e construíram uma igreja em torno do qual se ergueria o povoado José Mateus dos Reis, fundando o povoado de “São Sebastião de Ribeirão Preto”.

Desenho do autor

Antes da expansão do café, o algodão, cujo ciclo durou muito pouco, era sua pincipal economia, isto mudou com a chegada do café. O médico e cientista Luis Pereira Barreto trouxe para a cidade as primeiras sementes de café Bourbon, vindas do Vale do Paraíba, o gado e o algodão, logo começou a perder espaço para o verde dos cafezais que cobrira toda a região e, as estradas de ferro trouxeram os novos imigrantes, principalmente Italianos, substituindo a mão-de-obra escrava.

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Nascida em 1856, em uma clareira, a cidade ganhou impulso com a lavoura de café, cultivada pelos imigrantes e fertilizada pela terra vermelha - "rossa" para os italianos e "roxa" no linguajar caboclo. Sua área central originou-se por volta de 1845, quando o dono da maior parte da Fazenda das Palmeiras, José Mateus dos Reis, fez a primeira doação de terras no valor de 40 mil reis, "com a condição de no terreno ser levantada uma capela em louvor a São Sebastião das Palmeiras“. Em 2 de novembro de 1845, no bairro das Palmeiras, era fincada uma cruz de madeira como tentativa de demarcação de um patrimônio para a futura igreja Matriz de São Sebastião, em cujo local se encontra a fonte luminosa na praça XV de Novembro.

Mapas área central de Ribeirão Preto, 1874, Fonte: Dissertação de Mestrado Rodrigo Santos de Faria, Ribeirão Preto: uma cidade em construção (1895 a 1930). Unicamp, 2003.

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A antiga clareira, banhada por dois córregos, logo se transformou em uma importante cidade, ligada ao país por ferrovia, telefonia e rodovias. A terra de Ribeirão Preto começou a se transformar na região, sendo a maior produtora de grãos na virada do século XIX, abastecendo o mundo inteiro com o que era chamado "ouro verde". Em 1872, através da lei provincial nº 18, de 21 de março, o Governo Imperial concedeu privilégio e garantias para construção de uma estrada de ferro ligando Campinas a Mogi Mirim, A Alta Mogiana foi organizada pelo capital cafeeiro brasileiro e seus principais acionistas foram os próprios fazendeiros. Em 25 de abril de 1880 uma lei provincial concedeu a Alta Mogiana o privilégio a construção de uma estrada de ferro ligando Casa Branca a São Simão a Ribeirão Preto.

Mapa das Estradas de Ferro com destaque para o trecho da Alta Mogiana. Fonte: imagem do acervo da Cia Mogiana. 1915.

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2.1.2 – Início da Urbanização calcada na sociedade cafeeira. (1900 – 1930) Em 23 de novembro de 1883 foi inaugurada a Estação Ribeirão Preto. A Estação foi construída, provisoriamente, nas proximidades da antiga chácara Vila Lobos e no final de 1884 foi inaugurada a estação definitiva, localizada próxima às margens do Ribeirão Preto (córrego), de frente para a Rua General Osório. A área do entorno da Estação já possuía, em 1927, vários armazéns que contavam com Seção de Despachos de Encomendas, Área livre para Passageiros, Telégrafo, Sala de Espera e Restaurante, Casa de Máquinas, Oficinas e a Rotunda. Como se vê, a cidade estava se estruturando a partir desta centralidade. Os trilhos da Alta Mogiana atravessavam as plantações de café de um extremo a outro, com duas estações instaladas em suas terras: a Tibiriçá e a de Cravinhos. Possuíam locomotivas e vagões, que circulavam no perímetro da propriedade, facilitando e acelerando a condução do café. O tempo para percorrer o percurso até a capital do Estado e com o porto marítimo de Santos era de 10 e 12 horas, respectivamente

Foto acima: Solenidade para chegada do Bispo Auxiliar Dom Manoel da Silveira Delboux a Ribeirão Preto. Ao fundo Estação da Cia. Mogiana de Estrada de Ferro, 1940. Local: Av. Jeronimo Gonçalves. Foto mais acima: Retirada do café seco dos terreiros da Fazendo Chimboraso, para beneficiamento. Local: atual município de Cravinhos 1914. Fonte: acervo Patrimônio Público Histórico de Ribeirão Preto.

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Nas costas da ferrovia instalaram-se as primeiras indústrias como a Cia. Paulista, fundada em 25 de abril de 1913. Sua primeira fábrica foi instalada à Rua Visconde do Rio Branco (esquina com rua Barão do Amazonas). Em 18 de abril de 1914, foi inaugurada a nova fábrica, construída na Avenida Jerônimo Gonçalves, às margens do Ribeirão Preto, próxima a Estação da Alta Mogiana de Estradas de Ferro. Na margem oposta do mesmo córrego instalou-se, posteriormente, a fábrica da Cia. Antarctica, também fabricante de bebidas e sua principal concorrente. A Cia. Paulista beneficiou-se do contexto econômico do “ciclo do café”, dos “coronéis”, dos “cassinos”, da imigração européia e do desenvolvimento urbano que esta economia desencadeou no interior do Estado de São Paulo em função da qualidade das suas águas. Desde a sua inauguração, em 1914 até a década de 70, a fábrica de bebidas da Cia. Paulista foi, juntamente com a Cia. Antarctica, responsável pelo desenvolvimento urbano da cidade. Gerou inúmeros empregos e contribuiu para a formação de mão-de-obra especializada, operariado este formado por imigrantes, na sua grande maioria. Contribuiu ainda para os melhoramentos quanto ao abastecimento de água e energia daquela região da cidade, impulsionando o crescimento do Bairro de Vila Tibério e região Central da cidade. E em 1919 foi construída uma Usina Hidroelétrica na confluência dos córregos Ribeirão Preto e Retiro pela Cia. Força e Luz, Água e Esgotos de Ribeirão Preto. Enquanto a cidade se estruturava a partir das atividades cafeeiras, da centralização das atividades comerciais e de serviços, o mundo rural estava muito produtivo. O café esteve em alta até o momento da quebra da bolsa de 1929 que afetou preços e consequentemente o escoamento desta produção.

Construção da Cia. Paulista, 1911. Fonte: Acervo Patrimônio Público Histórico de Ribeirão Preto.

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2.1.3 – Industrialização (1930 – 1970) Este período é marcado por uma estruturação urbana e econômica que veio impulsionar a atividade industrial. A Cia. Paulista foi precursora dos investimentos imobiliários que injetaram significativas cifras nas finanças locais em meio à crise iniciada em 1929. Em 1927, a Cia. Paulista investiu na compra de terrenos e antigos edifícios localizados à Praça XV de Novembro e, em 1930, inaugurou um Teatro de Ópera, um Edifício Comercial e um Hotel (hoje chamado Quarteirão Paulista, tombado pelo Condephaat). Estes investimentos, pioneiros, lançaram vultuosas somas na economia local, em plena crise e foram ainda responsáveis por lançar as bases do que viria a se tornar a economia local até os nossos dias. Construção do Edifício Antonio Diederichesem, 1937. Interessante verificar que o Quarteirão Paulista já estava formado. Fonte: acervo Patrimônio Público Histórico de Ribeirão Preto.

Esses investimentos também foram construindo urbanidade e esta estava associada a área central da cidade. Em seguida foi aberta uma Metalúrgica, inaugurada oficialmente em 27 de agosto de 1922, cuja solenidade contou com a presença do Presidente da República Epitácio Pessoa (ficou hospedado no Palacete do Cel. Joaquim Firmino - sogro de Veiga Miranda, da rua Tibiriçá esquina com Florêncio de Abreu); Ministro da Indústria e Comércio José Pires do Rio; Presidente do Estado de São Paulo Washington Luiz, Ministro da Marinha e ex-prefeito Veiga Miranda e, do Prefeito Municipal João Rodrigues Guião. A cidade já era, então, um centro econômico e político de prestígio.

Edifício Martinelli, São Paulo, 1922. Nota-se que a verticalização de Ribeirão Preto inicia-se logo após São Paulo. Fonte:

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Área central, meninos vendendo jornal, 1950. Fonte: acervo Patrimônio Público Histórico de Ribeirão Preto.

Eletro Metalúrgica Brasileira, 1929. Fonte: acervo Patrimônio Público Histórico de Ribeirão Preto.

A Companhia Eletro Metalúrgica Brasileira foi instalada em 1922 no antigo bairro Tanquinho em Ribeirão Preto. Para a formação do capital da empresa houve significativa participação de ricos fazendeiros produtores de café, evidenciando a estreita relação entre o capital gerado pelo "ouro verde" e o processo de industrialização no Estado de São Paulo. Há poucos trabalhos sobre o contexto e os significados da instalação da metalúrgica no interior do Estado, bem como poucos estudos detalhados sobre a influência do capital gerado pelo café para o processo de industrialização do município de Ribeirão Preto.

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As Indústrias Reunidas F. Matarazzo, que também ocuparam um papel de suma importância no processo de industrialização do Estado de São Paulo e do Brasil, no final de 1934, adquiriu um terreno em Ribeirão Preto, entre as ruas Saldanha Marinho, José Bonifácio, Campos Salles e Prudente de Moraes, para construção de uma fábrica para beneficiamento de algodão e de azeite (extração de querosene); a construção estava prevista para o ano de 1935.

Mapas: Crescimento Urbano Ribeirão Preto, 1874 a 1925, Fonte: Dissertação de Mestrado Rodrigo Santos de Faria, Ribeirão Preto: uma cidade em construção (1895 a 1930). Unicamp, 2003.

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Em 1945 a empresa Matarazzo adquiriu um terreno com aproximadamente 151 mil metros quadrados no bairro Barracão (atual Campos Elíseos) para instalação de um grande complexo industrial. Em 1951 foram executadas algumas obras na indústria e construídas casas para operários. Em 1981 a Fiação e Tecelagem Matarazzo foi à falência. Foi então adquirida pela CIANÊ - Companhia Nacional de Estamparia, que no ano de 1994 também decretou falência. O desenvolvimento trouxe novas culturas, como a cana-de-açúcar, a soja, o milho, o algodão, a laranja e implantou uma forte agro-indústria em Ribeirão Preto e região.

Galpões Companhia Nacional de Estamparia – CIANÊ. Fonte: Revista B, novembro e dezembro 2010.

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2.1.4 – Polo Agroindustrial (1980 – 2000) No Estado de São Paulo a década de 80 mostrou mudanças econômicas e demográficas em que São Paulo perde importância e há uma migração intra-regional e inter-estadual para outras cidades de importância regional, como Ribeirão Preto. Esta migração, por um lado, reflete as mudanças econômicas advindas da descentralização industrial. Em Ribeirão Preto, a principal mudança desta década deu-se através da monocultura de cana estimulada pelo Pró-Alcool, programa Federal que investiu na produção de álcool em uma tentativa de mudança de matriz energética. Esta foi acompanhada por mudanças na indústria automotiva e produção dos carros a álcool. A Usina Santa Elisa, do Grupo Biagi, que possui outras fábricas de álcool, é ainda um dos grandes geradores de empregos na região. Nas últimas duas décadas (1980 e 1990), Ribeirão Preto ficou conhecida como Califórnia Brasileira, pela alta qualidade de vida e alto poder aquisitivo. Esses pontos positivos que se traduzem no urbano como uma cidade moderna, são contraditórios quando notamos características de uma cidade interiorana. Ribeirão ainda desfruta de pequenos prazeres provenientes da cultura tradicional do café, como o sentar-se à porta da rua e saborear um bom cafezinho na Única, uma das melhores casas do gênero. A Cervejaria Antártica também contribuiu para esta modernização, criando uma centralidade em torno das canecas geladas de chopp no Pingüim.

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A cidade parecia refrescar se à sombra do Milagre Brasileiro consolidando sua vocação comercial que, por sua vez, fortaleceu uma inerente estrutura de consumo e bens de serviço, perfeitamente conciliados a uma qualidade de vida inspirada em padrões da urbanização ocidental. Como em outras culturas, a maturidade de Ribeirão Preto não demorou a chegar, principalmente por abrigar um dos maiores centros de ciências médica do País, a Universidade de São Paulo, para a qual convergem pacientes de vários Estados. Com tantos recursos e com o desenvolvimento de uma economia diversificada, a cidade pouco sentiu os reflexos nacionais da crise dos últimos cinco anos; amparada pela geração de divisas de sua forte agro indústria, convivendo sem muitos desmazelos com seu imenso jardim formado por longos talhões de cana, que abastecem a maior parte do mercado brasileiro de álcool e açúcar. Na década de 80 e 90, Ribeirão Preto redescobriu sua vocação para a riqueza desenvolvendo um pólo agroindustrial, que responde por 20% do açúcar e 35% do álcool produzidos no Brasil. Hoje a tendência para o comércio e a prestação de serviços a cada dia se acentua. Mas, toda essa generosidade natural e cultivada acabou por redimensionar a expansão urbana e os padrões de vida nos quais sustentou-se confortavelmente, nos últimos anos.

Usina Santa Elisa, destilaria em Ribeirão Preto. Fonte: www.proalcool.com.br, acesso em 04/05/2011.

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A história mostra que a área a ser estudada possui equipamentos importantes e é uma conexão central de mobilidade, encontro das águas e barreiras para a população. Ela faz parte a memória da cidade esquecida ou abandonada pela sociedade. O espaço possui um rico potencial construtivo e projetos. Uma possível relação de habitação, trabalho e lazer para o homem urbano, podendo motivar uma relação entre a arte e cidade. Conectar esta área fragmentada pela história, criando assim uma necessidade deste vazio como limite urbano, deve ser uma das premissas de intervenção.

CIia. Paulista Cerveja

Rotató Rotatória

Córrego Ribeirão Preto

Av. Jerônimo Gonç Gonçalves

Fonte: www.prefeituraribeiraopreto.gov.br, acesso em 25/03/2011. Parque Maurílio Biagi

Fonte: www.prefeituraribeiraopreto.gov.br, acesso em 25/03/2011.

Chegada de Sertãozinho

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3 – Viário 2011 O anel viário de Ribeirão Preto (grifado de preto), é considerado uma via expressa que a conecta com outras cidades da região. Também é importante canal de escoamento de produtos para a cidade e tenta, de certa forma, conter a mancha urbana consolidada internamente. Seus vértices são importantes áreas industriais e pólos tecnológicos.

Anhanguera Anel Viário Área a ser desenvolvido o Projeto.

As principais avenidas (vermelho) em alguns momentos acompanham os córregos ou os cortam transversalmente. Na tentativa de criar uma hierarquia viária que se conecta diretamente ao anel contém também vias perdidas que não se completam. Um anel interno, desenhado pelo Plano Diretor que é artificialmente proposto. Circulando pela cidade, ele não é de simples leitura. Não é uma ferramenta de fácil conexão com as outras localidades. Sua área conformada é muito grande quando pensamos no passeio a pé. O local a ser trabalhado está mais a Oeste, tangente a este anel interno, também um encontro nervoso de tráfego de veículos, que se torna uma barreira a ser transposta para que a conexão se dê com os programas existentes.

Fonte: Elaboração própria.

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4 – Expansão Urbana 2011

Área a ser desenvolvido o Projeto.

Anhanguera Anel Viário

Vetor Industrial

Vetor Indústrias e Condomínios horizontal Classe média.

A cidade ficou muito tempo consolidada dentro do anel viário. Isto ocorreu até início da década de 90. Os vetores de crescimento da mancha urbana foram em direção ao Leste e ao Sul, transpondo o anel. Esta área, rica em nascentes, está sendo ocupada por condomínios fechados e industrias. A área de expansão urbana, considerada pelo Plano Diretor, chega até às margens do Rio Pardo. Este é um alerta! Como a cidade chegará a considerar os mananciais e as APP (Área de Proteção Ambiental) desta área ? As áreas industriais estão localizadas no vértice do anel viário e mais à Oeste. Na outra margem do anel, a maioria da industrias estão implantadas a favor dos ventos predominantes da região, que vão do Sul para o Norte.

Vetor condomínios Horizontal alto padrão.

O centro histórico (cinza mais escuro), está se esvaziando, tornando o solo menos denso, a partir destes novos vetores de expansão urbana. Criando um solo rico a ser explorado pelo mercado imobiliário.

Fonte: Elaboração própria.

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5 – Vazios Urbanos 2011 Os vazios urbanos ou sub-utilizados, existentes no tecido urbano do município, correspondem as áreas não ocupadas e sem função. Estão localizados de forma fragmentada e em alguns casos não estão em APP, por isso podem ser trabalhados. Outros, acompanham os corpos d’água e aparecem conforme a mancha urbana cresce, sem planejamento.

Área a ser desenvolvido o Projeto.

Anhanguera Anel Viário

Os vazios apontados nesta escala, foram marcados conforme o ocupação urbana. Não foram considerados terrenos ou funções que possam ser caracterizados como vazios tais como estacionamentos, prédios e galpões abandonados. Notamos que os vazios mais ao Sul e ao Leste, são áreas fáceis de serem ocupadas e virarem uma mancha única, a partir dos espaços deixados pelos condomínios fechados existentes e em construção.

Cheios

Acredito que podemos ainda manter esses poucos vazios, com programas que venham conter e equilibrar este crescimento. e os vetores dos condomínios com infra estrutura e equipamentos urbanos para as habitações. O recorte a ser estudado, na área central, reflete sua ocupação em outra escala: possui muitas áreas vazias ou subutilizadas.

Fonte: Elaboração própria.

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6 – Parques 2011 Neste desenho, foram marcados os parques e a estação biológica. Vistos como uma possibilidade de projeto, quando enxergamos melhor o potencial dos corredores verdes, mananciais e APP. Área a ser desenvolvido o Projeto

Anhanguera Anel Viário

Está bem claro, que há pouca área verde na cidade, com programas sociais, como os parques urbanos, por exemplo. Apesar de Ribeirão Preto possuir várias praças de pequeno porte, elas não cumprem a função social para a população. São pequenas praças na escala do bairro sem potêncial urbanístico. No recorte escolhido para este trabalho, há um parque que está isolado por barreiras viárias. Suas conexões com o entorno estão mal planejadas (grifado em cinza claro), como veremos mais adiante.

Estação Biológica

Há uma necessidade urgente de planejar novos parques na escala da cidade, visando atender e valorizar a vida do homem urbano. Estes espaços de lazer e ócio, podem se relacionar diretamente com a habitação e o trabalho, servindo como um lugar de respiro.

Fonte: Elaboração própria.

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7 – Equipamentos 2011 Os equipamentos urbanos existentes são poucos e mal planejados. Não se conectam com nenhum outro programa do seu entorno. Isolados sobrecarregam-se com a responsabilidade de cumprir a demanda da cidade.

01

Área a ser desenvolvido o Projeto.

Os equipamentos de eventos e o Ceagesp, estão as margens das rodovias, distante da área central da cidade.

02 Anhanguera Anel Viário

Na área central existem alguns equipamentos importantes. São eles: Teatro Municipal, Mercado Municipal e Rodoviária, grifados em cinza claro.

03

04 05

LEGENDA 1 – Ceagesp 2 – Aeroporto, Estação Ferroviária e Eventos 3 – Cidade Universitária – USP 4 – Centro Histórico (Rodoviária, Pronto Socorro, Mercado Municipal, Camelódromo, Teatro Municipal). 5 – Shopping 6 – Parques e Zoológico 7 – Estação Biológica

06 06 07

05

05

Fonte: Elaboração própria.

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8 – Habitações precárias x Condomínios 2011 Considerando todos os elementos pesquisados anteriormente e agora comparando as habitações em Ribeirão Preto vemos que essa discussão envolvendo a qualidade de vida, ou melhor, vida qualificada, é bastante complexa e envolve diferentes perspectivas e métodos para a compreensão e composição deste item. Além disso, pressupõe-se que uma concepção idealista não é suficiente para trabalhar essa categoria. Kant (2001) define o espaço como uma categoria da intuição, onde ele não é uma materialidade, mas sim uma forma de perceber os fenômenos, “espaço nesse sentido, não é uma realidade objetiva externa ao sujeito, mas é um elemento da capacidade cognitiva do próprio sujeito”. Nesta abordagem idealista do espaço, notamos que Ribeirão Preto sofre destas contradições e conflitos.

Condomínios fechados

55

Favelas e habitações precárias

18

Habitantes favelas

18.000

Fonte; COHAB 2009.

Fonte: Elaboração própria.

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9 – Mobilidade 2011 O transporte público é administrado pelo governo municipal, a TRANSERP (Transporte Urbano de Ribeirão Preto), instituída em 1980, na condição de empresa de economia mista da Administração Indireta do Governo Municipal, tendo como principais atribuições a implantação e a exploração do sistema trólebus, além da gestão dos serviços de transporte público de passageiros no Município. Há uma teia interna ao anel viário, que sobrepondo a mancha urbana, parece atender bem à demanda da cidade mas, comparando com os vetores de crescimento da cidade mais ao Sul e Leste, notamos que é deficiente. Aqui entendemos e é evidente a opção rodoviarista da cidade. Nos últimos dez anos a cidade cresceu quase 100 mil pessoas criando uma carência no transporte público. Frota de ônibus

308 unidades

Linhas temporárias

30

Total de linhas

125

Total de habitantes que usam o transporte coletivo

56.741 pessoas

Fonte; IBGE Censo 2010

Das 125 linhas de ônibus (grifado em vermelho), 82 passam ou saem da região central, ou seja, 70% do transporte urbano. Hoje uma ciclovia (grifado em verde) de apenas 6km ligam dois parques públicos, Curipira e Raia, que funciona apenas nos finais de semana como lazer, não como via de mobilidade.

Fonte: Elaboração própria.

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10– Plano Diretor 2002 Em 2002 , foi desenvolvido um Plano Diretor e encaminhado para a Câmara Municipal de Ribeirão Preto. Foi o primeiro diagnóstico desenvolvido com a participação dos segmentos da comunidade, através do então criado Conselho Municipal de Urbanismo (COMUR). Ele deveria a partir daquele momento, nortear as ações de planejamento urbano do município. Na virada do século, um importante Plano de Ação Estratégico para o Desenvolvimento foi criado. Aconteceu na gestão do então Prefeito Antonio Palocci Filho e foi chamado de “Ribeirão Preto 2001”. Este plano desenhou propostas, tentando organizar o crescimento e modernidade que se impunham na década de 1990. Após mais de uma década, em 2007, o Plano Diretor foi revisado, demarcando a expansão urbana. Este plano é genérico e marca os bairros sem fazer grandes distinções de uso ou propostas futuras de usos. Chamando a atenção na descrição do Plano Diretor e nos desenhos propostos, a definição de Área Especial de Interesse Social (AIS) se situa mais a Oeste, onde hoje se encontra uma grande área subutilizada e segue no sentido contrário dos vetores de crescimento. Como já comentamos anteriormente, é no Plano Diretor que se estabeleceu um grande perímetro de expansão urbana. A direção Sul, onde ainda vemos muitos corpos d’água preservados, define-se para usos dos condomínios fechados. Fonte: www.prefeituraribeiraopreto.gov.br, acesso em 25/03/2011.

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Enquanto isso, não foi possível notar no Plano nenhum projeto para a região central. O sistema viário a direciona de uma forma que não considera a topografia. Além de ultrapassar o anel viário existente, desenha uma cidade muito horizontal, deixando no centro muitos vazios a serem explorados. Há duas décadas, o crescimento populacional deu uma desacelerada. Talvez este seja o momento de planejar e organizar melhor a infra estrutura e os equipamentos urbanos. A horizontalidade exagerada e verticalidade tímida e sem planejamento, desenha uma cidade pouco ocupada em algumas regiões e muito ocupada em outras. É possível destacar alguns pontos desta crise: 1 – O aumento do volume de tráfego, esclerosando o fluxo da malha viária urbana, dando um caráter rodoviarista a cidade. 2 – O crescimento desordenado e a falta de infra estrutura dos condomínios horizontais mais ao Sul e ao Leste, colocando em cheque a eficiência dos sistemas de transporte público.

Fonte: www.prefeituraribeiraopreto.gov.br, acesso em 25/03/2011.

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3 – O contorno desalinhado da mancha urbana criando problemas de ordem ecológica e compromete o desenvolvimento do município. A cidade esgotou suas receitas tradicionais para solucionar o espaço preenchido pela modernização do seu setor terciário, marginalizando a sua urbanização, dada a rapidez com que se deu a absorção do progresso. O planejamento não tem se preocupado com soluções para transporte público, o crescimento não planejado dos bairros e a desarticulação com a infra estrutura urbana. A manifestação destes problemas, sua evolução e seu caráter irreversível, parecem traçar o deslocamento do centro a um novo “modus operandi”, que se baseia principalmente na expansão horizontal. O futuro da cidade está nas mãos dos seus protagonistas e empreendedores, com igual participação no destino da cidade. No fluxo da modernidade, essas fotos nos revelam o exemplo de cidade escolhida.

Condomínios Av. João Fiusa, portarias condomínios, viadutos. Fotos: Silvio do Nascimento, 21/04/2011.

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1

1

2

2

4

5

3

6

6

7

1. Córrego Ribeirão Preto, 2. Galpões Cia. Paulista, 3. Pronto Socorro, 4. Passeio Público parque, 5. Parque Maurílio Biagi, 6. Entroncamento vias e 7.Câmara Municipal. Fotos: Silvio do Nascimento, 21/04/2011.

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11– Vazios ou áreas subutilizadas 2011

40 Fonte: Elaboração própria.


Os edifícios industriais hoje, Cia Paulista e Cervejaria Antártica, estão vazios, desocupados e ocupam uma área muito grande, seguem sem uso, às margens dos córregos. Os vazios registrados são espaços que sem função social para a região como estacionamentos e terrenos “baldios”, sem benfeitorias. Estes vazios coincidem também com o desmonte da linha férrea e com o processo de modernização da cidade. Este tecido, cortado por avenidas e pelos córregos, compreende por um lado maciçamente ocupado e verticalizado e outro mais horizontal e de menor densidade. Estes grandes vazios somados permitem uma nova ocupação. Propondo grandes redes de infra estruturas instaladas ou projetadas. Não podemos perder o caráter destes bairros concentrados e seus estratos diversos de formação da cidade e que merecem ser equilibrados. Hoje, esta área configura-se como uma contraposição à transformação existente, que de certa forma segrega os espaços e está apagando os poucos vestígios da história.

Córrego Ribeirão Preto, Galpões Cia. Paulista. Fotos: Silvio do Nascimento, 21/04/2011.

41


12– Praças e áreas verdes 2011

42 Fonte: Elaboração própria.


13 – Hidrografia / Relevo

Rio Grande

o Ri

Ribeirão Preto se encontra às margens do Rio Pardo, que é um dos importantes rios do Estado de São Paulo. Suas águas correm em direção ao Rio Grande, mas antes se encontram com o Rio Mogi-Guaçú.

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Rio

Ribeirão Preto Ti e

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Os rios nesta imagem, deixam sua marca no Estado desenhando uma possível conexão com outras regiões e bacias.

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Rio Pa ranap anem a

São Paulo Santos

A primeira leitura, considerando a cidade, é a possibilidade de usar os rios como meio de transporte, seja de cargas ou de passageiros, vencendo as distâncias e os obstáculos do território. A cidade aí vira geografia fazendo parte deste desenho territorial que nos dá novas possibilidades de reflexões de reconversões e valorização destas margens, com a possibilidade de projeto de um porto continental, tornando-se uma matriz importante e fazendo parte deste novo olhar sobre a hidrografia.

Desenho principais Rios do Estado de São Paulo. Fonte: Elaboração própria.

43


Em direção a Minas Gerais. Rio Pardo

Anel Viário Anhanguera SP 330

Área a ser desenvolvido o Projeto.

Em direção a São Paulo.

Fonte: desenho VALANDRO KEATING, Projeto Ribeirão 2001.

44


Liga com o Rio Grande Liga com o Rio Grande Rio Pardo Rio Pardo

No desenho anterior, é possível notar um vale cortado pelo Rio Pardo com as nascentes dos córregos e ribeirões que se originam neste vale. A cidade nasce entre os córregos Ribeirão Preto e Retiro, que originou o desenvolvimento industrial e econômico da cidade. As áreas mais ao Sul e ao Leste ficaram por muito tempo desocupadas, por isso, seus rios estão mais preservados e não se encontram canalizados. No entanto, hoje, fazem parte do foco de atuação de investimentos privados e público, como por exemplo, os condomínios fechados.

Área a ser desenvolvido o Projeto.

A região a ser estudada neste trabalho (grifada em cinza claro), está exatamente no encontro das águas, nível baixo, onde consequentemente ocorrem enchentes em alguns períodos chuvosos do ano. Ao Sul, estão a maioria das nascentes destas águas, marcadas por veias de cursos d’agua e pequenas depressões. Não podemos considerar estes córregos como canais para a cidade, mas como elementos de vida e vazios com funções sociais a serem respeitados. Muitos dos córregos ainda estão aflorados e não poluídos, elemento importante a ser considerado no projeto.

Mapa bacia hidrográfica de Ribeirão Preto. Fonte: Elaboração própria.

45


Rio Pardo

Área a ser desenvolvido o Projeto.

Estação Biológica

Mapa cursos d’agua e várzeas. Fonte: Elaboração prórpia.

46


14. Referências Os trabalhos emprestados aqui, colocam questões sobre as cidades contemporânea. Um projeto coloca soluções ambientais e tecnológica em discussão, e o outro propõe novo desenho de ocupação no território. O projeto que parte da cidade consolidada, certamente se preocupa com o seu futuro próximo. A horizontalidade questionada pensada historicamente, constituiu uma área de influência, ou rede, que apresenta propostas novas para uma cidade antiga, com muita história para contar e que não desconsidera suas características. Outra proposta bem ousada, resgata a memória da água, sua geografia, aflorando não só os córregos e sua várzea mas a vida ali a ser respeitada, não esquece os desafios da cidade global. Acredito que são posturas que pretendo considerar na cidade de Ribeirão Preto, que nasceram de pessoas generosas e sonhadoras e que ali deixaram sua marca, difícil de ser apagada e esquecida.

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14.1– Rogers Stirk Harbour + Partner Um Grand Paris

Fonte: desenhos extraĂ­dos da Revista AMC Le moniteur Architecture, 2009.

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14.2 – Reurbanização da Água Branca – São Paulo - MMBB

Fonte: desenhos extraídos do livro Coletivo, Arquitetura Paulista Contemporânea, 2006.

49


“O átomo é passado. O símbolo da ciência para o novo século é a rede dinâmica. A rede representa o arquétipo escolhido para representar todos os circuitos, toda a inteligência, toda a interdependência, todos os assuntos econômicos, sociais e ecológicos, todas as comunicações, toda a democracia, todos os grupos, todos os grandes sistemas.” Kevin Kelly, Out of Control

50


15 – Rede Verde A questão a ser tratada é a discussão de uma área em processo de esvaziamento. O local escolhido faz parte de uma região da “história da industrialização e ferroviária”, área central da cidade de Ribeirão Preto. São espaços esquecidos e que um dia foram ocupados outrora por indústrias que migraram para outros locais e cidades, deixando para trás um patrimônio industrial e espaços sub-utilizados. Estas áreas centrais são espaços ricos e com vocação para adensamento populacional, são locais onde já existe alguma infra-estrutura. Há uma tendência de ocupação de áreas afastadas, sem infra-estruturas, condomínios fechados horizontais, virá agravar de maneira substancial os problemas crônicos da cidade no futuro, gerando enormes custos como deterioração da qualidade de vida, já conhecemos nas grandes metrópoles. Portanto, estas áreas hoje vazias e abandonadas dos edifícios industriais e ferrovia da região central, tem uma enorme potencialidade de transformação e ocupação. MATRIZ: 1 – Requalificar a área central evitando seu esvaziamento e o aumento de áreas em desuso. 2 - Aumentar a densidade habitacional das áreas centrais evitando a expansão urbana. 3 – Promover o acesso a toda infra estrutura urbana proposta com relevância ambiental regional. 4 – Promover a cultura urbana da área central. 5 – Integrar a cidade à natureza. Mapa rede verde e corredores verdes. Fonte: Elaboração própria.

51


Desenho rede verde e corredores verdes. Fonte: Elaboração própria.

52


Desenhos Rio Pardo e rede verde. Fonte: Elaboração própria.

53


Desenhos rede verde a partir da Via Norte. Fonte: Elaboração própria.

54


Desenhos rede verde nós córregos e cursos d´agua / Corte esquemático. Fonte: Elaboração própria.

55


16 - Recorte 16.1 - Local A região do “quadrilátero central”, rodoviária, córregos Ribeirão e Retiro, apresenta certas características que predispõem ações transformadoras, pois é de grande circulação e possui várias estruturas de interesse metropolitano tais como: teatro D. Pedro I, o Pingüin, o mercado Municipal, o estúdio Kaiser de cinema, o parque Maurílio Biagi e o grande fluxo de linhas de ônibus. Entretanto, observamos o impacto dessas infra-estruturas na região que não se mostram adequadas, prejudicando a acessibilidade do bairro, este será o principal tema abordado na proposta; a adequação das vias e vazios existentes na malha rígida e fragmentada da região central. O recorte escolhido para o desenvolvimento deste trabalho, situa-se na Av. Jerônimo Gonçalves, na área central. É a avenida que margeia o “Ribeirão" denominado Preto. O nome da cidade de Ribeirão Preto advém desse córrego. Esta avenida, por onde passa o Ribeirão Preto, foi um dos primeiros referenciais viários da cidade. No seu entorno, foram instalados ao longo do tempo inúmeros edifícios e equipamentos. Além de complexos comerciais, industriais e de transporte, como por exemplo, a estação Ribeirão Preto da Alta Mogiana. Vieram também seus armazéns, rotundas, as fábricas de cerveja (Antarctica e Paulista), o Mercado Público Municipal e os primeiros hotéis. As obras de intervenção urbana, realizadas na avenida e em seu entorno, datam da década de 1880, segundo os documentos oficiais da Intendência e Prefeitura Municipal. Responderam, a princípio, à necessidade de saneamento dos córregos da cidade em função da epidemia de febre amarela.

Foto: Av. Jerônimo Gonçalves e córrego Ribeirão Preto. Fonte. acervo próprio 1997.

56


Vila Tibé Tibério

Campos Elí Elísios

ro Córrego Reti

reto P o ã r ei o Rib g e r r Có

Quadrilá Quadrilátero Central

Imagem de satélite. Fonte: www.googleearth.com.br, acesso em 25/03/2011.

57


16.2 – Circulação 2011

58 Avenida e Ruas Principais

Ruas Secundaria Local

Fonte: Elaboração própria.


Diante desta inscrição territorial notamos a falência do viário criado, formando barreiras e em alguns momentos sem escala para o homem, ocupando boa parte da área. As vias principais cortam a área nos dois sentidos. Um nó viário foi criado. Com poucas habitações existentes e muito comércio e serviços, o movimento e volume de carros em alguns horários aumenta. Tendo um caráter de conexão para outras vias que levam a outras regiões da cidade. A atividade de maior porte, comercial e de serviços, como analisado no item uso e ocupação do solo, cria um fluxo de circulação excessivo em alguns períodos do dia e um esvaziamento do centro à noite. O terminal de ônibus instalado em frente à rodoviária, pode ser um elemento importante intermodal do transporte público. Acredito que deslocando os grandes fluxos do automóveis para outras vias e criando outras conexões importantes, consequentemente ganha-se á áreas para os equipamentos existente ou novos, havendo um equilíbrio entre ruas, avenidas, mercado e parque. Esta análise viária se apóia na formação urbana que é característica da grande maioria das cidades brasileiras, ou seja, desenvolvimento paralelo aos cursos d´agua. A várzea do córrego Ribeirão Preto e Retiro, configura um encontro das águas e tráfego intenso, criando um vazio hoje, onde antes se concentravam as primeiras industrias. Esta malha urbana e viária nos dá diretrizes para reconquistar a leitura da geografia apagada.

Imagens Conexões rotatória Amim Calil e Parque Maurílio Biagi.Fonte: www.prefeituraribeiraopreto.gov.br, acesso em 25/03/2011.

59


1

1

3

2 1. Rotat贸ria, 2. Av. Jer么nimo Gon莽alves e 3. Ruas Paralelas. Fotos: Silvio do Nascimento, 21/04/2011.

3

60


16.3 – Infra-estrutura 2011

61 Fonte: Elaboração própria.


Quarteir達o Paulista. Fotos: Silvio do Nascimento, 21/04/2011.

62


Olhando para o recorte, a Oeste, temos a Vila Tibério, que possui predominantemente uso residencial, permeado por corredores comerciais. A Leste, está o quadrilátero central cuja ocupação é mista, mais verticalizada e muito comentada neste trabalho. O levantamento de plano de massa e uso do solo, foi feito pela porcentagem de funções por quadra. Não é um levantamento preciso, mas já nos mostra um esvaziamento dos usos. Estes usos historicamente ocupavam as áreas que hoje são lugares de passagem, comércio e serviços, com pouca densidade. Mais ao Sul, o centro histórico é uma região mais verticalizada e com uso misto. Percebemos também, diferenças no desenho do tecido urbano, criando barreiras que somente em alguns momentos o tecido se conecta com a parte Norte. Neste caso, são as ruas que cortam o córrego transversalmente. Outra questão são os espaços públicos, que são parques, praças e lugares historicamente consagrados. Estes ocupam boa parte da área, mas estão isolados. São atravessados por vias de uso dinâmico de um lado e do outro. Cria uma barreira do medo, com lugares perigosos e sem sociabilidade, que estão na escala da antiga cidade. Os equipamentos urbanos estão desarticulados. A rodoviária gera um movimento grande de pessoas, como um lugar de passagem com grandes vazios. Estes poderiam ser usados como lugar de encontro, com várias funções. podendo buscar em alguns momentos de proximidade com esta circulação. Trazer a água para a paisagem, elemento este que dá vida neste centro urbano com resquícios de um passado sem memória. Talvez este seja um modo de reinventar estes usos de forma generosa para este recorte.

Fonte: www.prefeituraribeiraopreto.gov.br, acesso em 25/03/2011.

63


Posteriormente aos postulados de "limpeza e embelezamento" empreendidos durante as décadas de 1910 e 1920, obras construídas para evitar as enchentes como retificação, aterramento e desobstrução do leito do Ribeirão Preto, são citadas nos relatórios oficiais da Intendência, Presidência da Câmara e Prefeitura Municipal, desde o ano de 1896. Como por exemplo: "A empreitada para a rectificaçcão de parte do ribeirão Preto no trecho comprehendido entre a ponte do extremo da rua Jeronymo Gonçalves e o pontilhão da Estrada de Ferro metallurgica, foi contractada pela Companhia Metallurgica Brasileira por 40 contos, inclusive a indenização à viuva Estavam e filhos, consistente numa bomba de motor para captação de água do ribeirão na irrigação da Chácara Flora, de propriedade delles. A restante rectificação dahi em diante ainda se fará este anno. Este serviço de indiscutivel necessidade e utilidade para o saneamento de toda a vargem comprehendida entre aquella ponte e a rua Capitão Salomão, evitará d'ora avante as enchentes do Ribeirão e, portanto, os prejuízos dos proprietários desse trecho de terreno, até então inutilizado pelas constantes inundações". Fonte: Relatório, Jornal o Diário da Manhã, 1896. Em 1927 houve uma grande enchente, em que as águas do Ribeirão Preto inundaram as habitações e armazéns. Ocorreram sérios prejuízos ao comércio estabelecido na avenida Jerônimo Gonçalves, na rua José Bonifácio e nas ruas transversais. Mapa Projeto Saturnino de Brito, canais para Santos, SP, 1910. Fonte:ARAUJO FILHO, José Ribeiro de. Santos, o porto do café. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia, 1969

O primeiro mercado público foi inaugurado em agosto de 1900, mas no dia 07 de outubro de 1942 foi destruído por um incêndio.

64


Entre os anos de 1884 e 1900 o local, conhecido como Largo da Estação ou Praça da Estação, foi indicado para reconversão e aceito pelo plenário, em 1900, sendo nomeado como Praça Schmidt. Este fato foi registrado no relatório de 1901 e apresentado pelo Intendente Joaquim Alfredo de Siqueira em janeiro de 1902. Há referência de que as casas de madeira existentes na Praça da Estação estavam condenadas pela Delegacia de Higiene e deveriam ser reformadas. Ao invés de reforma das casas, optou-se pelo alargamento da praça através da aquisição dos terrenos entre as ruas Duque de Caxias e São Sebastião. O aterro da praça e construção dos parapeitos ao lado do córrego foram realizados pela Alta Mogiana, através de um convênio com a Câmara.

Enchente Av. Jerônimo Gonçalves, 1927. Fonte: acervo Patrimônio Público Histórico de Ribeirão Preto.

Foto antiga Estação da Cia. Mogiana Ribeirão Preto, 1965. Fonte: acervo Patrimônio Público Histórico de Ribeirão Preto.

65


A partir da década de 1930, após a decadência da economia cafeeira e declínio do transporte ferroviário, novos equipamentos foram instalados na avenida. Em 1964 começaram as obras de retirada do pátio de manobras e trilhos da Estação, que foi demolida em 1967. Exemplo dos novos equipamentos, foi a construção da Estação Rodoviária, em 1976 e do Pronto Socorro Municipal, na década de 80. Por outro lado, foram mantidas as casas comerciais e o Mercado Público.

Córrego Ribeirão Preto. Foto: Silvio do Nascimento, 21/04/2011.

Rodoviária de Ribeirão Preto. Foto: Silvio do Nascimento, 21/04/2011.

Com o intenso processo de transformação ocorrido a partir da década de 1960 e principalmente com a demolição do complexo ferroviário, a Av. Jerônimo Gonçalves e as suas palmeiras mantiveram-se como um importante elemento de representação da identidade cultural de Ribeirão Preto. As palmeiras da família “Palmer mater”, são da mesma espécie das que foram plantadas por Dom João VI no Rio de Janeiro.

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2 2 1

2

2

2

1. Jornal Folha de São Paulo, caderno C1 Ribeirão, terça feira, 2 de agosto de 2011; 2. Revista Revide Vip semanal, edições de julho e setembro de 2011 e Jornal Gazeta de Ribeirão Preto de domingo, 04 de setembro de 2011.

3

67


Rodoviรกria

Mercado municipal

Rodoviรกria de Ribeirรฃo Preto, Mercado municipal e Camelรณdromo. Fotos: Silvio do Nascimento, 21/04/2011.

Camelรณdromo

68


Parque Maurilio Biagi

Parque MaurĂ­lio Biagi e EstĂşdios Kaiser de cinema. Fotos: Silvio do Nascimento, 21/04/2011.

Estudios Kaiser de Cinema

69


16.4 – Uso do solo 2011

70 Fonte: Elaboração própria.


16.5 – Gabaritos 2011

71 Fonte: Elaboração própria.


Avenida Saudade

Avenida Marechal Costa e Silva

Avenida Saudade e Marechal Costa e Silva, bairro Campos ElĂ­sios e Vila TibĂŠrio. Fotos: Silvio do Nascimento, 04/10/2011.

72


17 - Corredores verdes

Marechal Costa e Silva

Avenida Saudade

73 Fonte: Elaboração própria.


Desenho conexão, nova rotatória ligação Av. Nove de Julho e Av. Caramuru Fonte: Elaboração própria.

74


CORTE AV. SAUDADE EXISTENTE

CORTE CORREDOR VERDE PROPOSTA

75


C贸rrego Ribeir茫o

C贸rrego Retiro

18 - Relevo

76


C贸rrego Retiro

eir茫o go Rib C贸rre

77


19 - Meio ambiente / água

78 Fonte: Elaboração própria.


Verde

79 Fonte: Elaboração própria.


20 - Conceito Os equipamentos propostos devem oferecer meios de circulação, adensamento, vida e mobilidade, pois são importantes elementos estruturadores do território, além disso, é fundamental a criação de áreas de mediação entre a infra-estrutura existente e a proposta, entre o tecido urbano, que tem por objetivo criar áreas com usos de grande intensidade, mostrando-se relevante, também, a criação de novas vias de circulação que margeiam a região, adaptando-se, naturalmente, ao tecido urbano. Os espaços públicos serão de grande importância na restauração da vida urbana, pois constituem atrativos nas relações com a cidade, explorando desta maneira, as potencialidades de vínculo entre os equipamentos urbanos e espaços públicos. Dessa maneira, chegamos ao conceito de uso das áreas subutilizadas e adensamento do centro da cidade. Que devem ser pautados sobre as infra-estruturas, capazes de criar uma rede verde que conjugue a cidade, a natureza e a expansão urbana da cidade. Considerando a área central existente hoje, subutilizados, o projeto pretende ajustar as vias principais de tráfego tornando sua área mais calma, objeto de um projeto urbano. O projeto propõe um programa complexo que envolve funções diversas pela cidade que procura integrar os lados, as potencialidades existentes, mantendo edifícios, estudando sua morfologia.

80


21 – Habitação

03

02 01 06

04

04

05 02

02 04 06 PLANTA QUADRA 08 PAVIMENTOS 01

1 COMERCIO / GALERIA

02

2 – PASSEIO PÚBLICO 3 – CICLOVIA 4 - ESTACIONAMENTOS 5 – PATEO INTERNO 6 – CIRCULAÇÃO VERTICAL

81


03

02 01 06

04

04

05 02

02 04 06 PLANTA QUADRA 08 PAVIMENTOS 01

1 COMERCIO / GALERIA

02

2 – PASSEIO PÚBLICO 3 – CICLOVIA 4 - ESTACIONAMENTOS 5 – PATEO INTERNO 6 – CIRCULAÇÃO VERTICAL

82


83 PLANTA ESTRUTURA HABITAÇÃO


A

D

A

C

D

D

C

C

D

D

A

8 pavimentos = 65 unidades 60m2 + 32 unidades 72m2 + 32 unidades 48m2 + 16 unidades 120m2

A

A

A

A

A

A

A

A

A

A

84 PLANTA PAVIMENTO TIPO HABITAÇÃO


A

A

A

A

A

8 pavimentos = 80 unidades 60m2

D

A

B

C

C

8 pavimentos = 32 unidades 60m2 + 16 unidades 72m2 + 16 unidades 48m2 + 8 unidades 120m2

B

A

PLANTA PAVIMENTO TIPO

85


A

A

C

D

B

PLANTA PAVIMENTO TIPO

86


A

A

A

A

PLANTA PAVIMENTO TIPO

87


CORTES 6 PAVIMENTOS X 8 PAVIMENTOS

CORTES 4 PAVIMENTOS X 6 PAVIMENTOS

88


Referências

Projeto habitação “Renova São Paulo”, escritório de arquitetura UNA, São Paulo, 2011.

Projetos “Propostas para cidades do mundo”, vários escritórios de arquitetura, 2011.

89


PLANTA UNIDADE 60m2 – TIPO A

90


PLANTA UNIDADE 72m2 – TIPO B UNIDADE 48m2 – TIPO C

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PLANTA UNIDADE 120m2 – TIPO D

92


ELEVAÇÃO 6 PAVIMENTOS

ELEVAÇÃO 4 PAVIMENTOS

93


ELEVAÇÂO 8 PAVIMENTOS

ELEVAÇÃO 4 PAVIMENTOS X 6 PAVIMENTOS X 8 PAVIMENTOS

94


CORTES 8 PAVIMENTOS

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22 - Projeto O trabalho foi iniciado partindo de um diagnóstico da cidade, de fora para dentro, chegando à região central. A história da canalização dos córregos por questões higienista, a criação de uma avenida criando a nova centralidade e estilo de vida. O surgimento da cidade às margens de dois córregos, o desenvolvimento industrial, a chegada da ferrovia até a expansão urbana até início do século XXI. A extensão de novas avenidas principais como novas conexões nortesul, leste-oeste proposta no trabalho, reverte os grandes fluxos na região para as bordas, deixando a área e os córregos livres e conquistando o equilíbrio da malha urbana. Podendo agora contemplar novos tipos de usos locais, preservando a região, sempre trabalhando na cota do território. Quanto à ocupação física dos vazios e do ponto de vista da arquitetura, é a disposição espacial peculiar que surge dos espaços subutilizados e córregos, a proposta da relação e liberação de uma das margens para trazer de volta a água à paisagem urbana, aproveitando a própria topografia da região. São aproveitadas as transposições urbanas existentes para os pedestres. O programa inclui um novo edifício linear, perpendicular ao córrego, um equipamento esportivo, criando uma nova frente para os córregos e configurando uma praia urbana com piscinas públicas em patamares. Os edifícios da cervejaria são os elemento que completarão este novo espaço, um Balneário e equipamento cultural.

96


Aproveitando a praça existente, praça Schimidt, antiga praça da estação ferroviária, são propostos novos programas como: - área comercial, aproveitando a topografia do terreno - conexão com o transporte público existente - integração com os corpos d’agua (córregos e rios) - interligação com o novo edifício de esporte e a universidade Uma das premissas do projeto é conquistar novamente o uso dos espaços públicos existentes e integração das águas à sua paisagem original, que é pública. No nível da água são propostos patamares e acessos que vão definindo o seu uso junto às margens como uma praia urbana. O edifício da antiga rodoviária será uma universidade e galeria ligando o auditório ao estacionamento, estreitando o vínculo do equipamento com os espaços públicos. Edifícios de escritórios e serviços formam perspectivas interessantes para quem está no parque Maurílio Biagi. Do outro lado do parque um centro cívico com edifícios baixos mais embasamento conformando um espaço de edifícios públicos onde hoje já se encontra a Câmara Municipal, conferindo força aos vazios. Desse modo, acredito que os espaços públicos, o território, ao qual anteriormente eram ilhados e subutilizados, com pouco densidade, agora, seja o princípio ativo para aumento da densidade trazendo habitação para o centro, elemento de conexão entre a malha urbana dos dois lados. É o atrativo da região onde atividades se desenvolvem, organizando os espaços no sentido da microescala, promovendo fluidez local além de preservar o seu papel na macroescala, funcionando como uma rede.

97


23– Paisagem

IMPLANTAÇÃO 1- UNIVERSIDADE 2-AUDITÓRIO 3- PRAÇA / ESTACIONAMENTO 4-BILBIOTECA 5-ESPORTES / EVENTOS 6-PISCINAS PÚBLICAS 7-BALNEÁRIO / EXPOSIÇÕES 8-HABITAÇÃO 9-SERVIÇOS / ESCRITÓRIO

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IMPLANTAÇÃO 1- UNIVERSIDADE 2-AUDITÓRIO 3- PRAÇA / ESTACIONAMENTO 4-BILBIOTECA 5-ESPORTES / EVENTOS 6-PISCINAS PÚBLICAS 7-BALNEÁRIO / EXPOSIÇÕES 8-HABITAÇÃO 9-SERVIÇOS / ESCRITÓRIO

99


23.1 – Fluxos pedestre 2011

100 Fonte: Elaboração própria.


23.2 – Permeabilidade 2011

101 Fonte: Elaboração própria.


23.3 – Figura

102 Fonte: Elaboração própria.


23.4 – Fundo

103 Fonte: Elaboração própria.


Galpões Cervejaria abandonados

Fotos: Galpões Cervejaria Antártica, Silvio do Nascimento, 04/10/2011.

Berlim

Foto projeto de multiuso galpões abandonados em Berlim, Alemanha.

104


24 – Universidade + Auditório + Biblioteca 17800 m2 04

02

03

05

05

01

06 PLANTA 1- UNIVERSIDADE 2-AUDITÓRIO 3- PRAÇA / ESTACIONAMENT0 4 – CENTRO DE COMPRAS 5 GALERIA 07

08

09

6 – PRAIA URBANA 7 – BIBLIOTECA 8 – CAMELÓDROMO EXISTENTE 9 – MERCADO MUNICIPAL EXISTENTE

105


04 03 02

05

05

01

06 PLANTA 1- UNIVERSIDADE 2-AUDITÓRIO 3- PRAÇA / ESTACIONAMENT0 4 – CENTRO DE COMPRAS 5 - GALERIA 07

08

09

6 – PRAIA URBANA 7 – BIBLIOTECA 8 – CAMELÓDROMO 9 – MERCADO MUNICIPAL

106


03 01

02

04

05

06

AUDITÓRIO 2300 m2 1-PASSARELA / FOYER 2 – BILHETERIA / ADMINISTRAÇÃO SOM 3 – ACESSO 4 – PLATÉIA 420 LUGARES 5 – PALCO / CONCHA ACÚSTICA/ CAMARINS 6 – PORTA PLATÉIA EXTERNA

107


ELEVAÇÃO AUDITÓRIO

CORTE AUDITÓRIO

108


02

01

03

02

BIBLIOTECA 600 m2 1- ACESSO / CONTROLE 2 – CAIXA CIRCULAÇÃO VERTICAL 3 - PRAÇA

109


03

06

02

01

04

05

04

BIBLIOTECA 1- ACESSO / CONTROLE / GUARDA VOLUMES 2 – CAIXA CIRCAULAÇÃO VERTICAL 07

06

3 – TERRAÇO 4 – PESQUISA 5 – ACERVO 6 – BANHOS 7 - DEPÓSITO

110


02 01

07

04

03

06

05

03

04

COBERTURA / RESTAURANTE 1- ACESSO / CAIXA CIRCULAÇÃO 2 – TERRAÇO 07 01

3 – RESTAURANTE INTERNO 4 – RESTAURANTE EXTERNO 5 – ATENDIMENTO

02

6 – COZINHA / DESPENSA / BAR 7 - BANHOS

111


CORTE BILBIOTECA

112 ELEVAÇÃO BIBLIOTECA


CORTE UNIVERSIDADE / PRAÇA / PRAIA URBANA

ELEVAÇÃO UNIVERSIDADE / PARQUE / PRAÇA

113


25 – Esporte + Piscinas Públicas 13650 m2

05

04 03

01

02

PLANTA 1-PRAÇA 2 – EDIFICIO ESPORTE 3 – CIRCULAÇÃO TRAMOLIM 4 – PISCINAS 5 – INFRA ESTUTURA 6 – PISICNAS

114


03

02

01

PLANTA 1-ARQUIBANCADAS 2 – PRAÇA EVENTOS 3 – CIRCULAÇÃO TRANPOLIM

115


01

05

07 04

06

02

03

06 PLANTA

02

1-ACESSO / CONTROLE 2 – QUADRAS POLIESPORTIVAS

03

06

3 – VESITÁRIOS 4 – LANCHONETE / CAFÉ 05 – PIER / BARCOS

02

06 – ARQUIBANCADAS 06

07 – PRAÇA EVENTOS / VESTIÁRIOS

01

116


ELEVAÇÃO ESPORTES / PRAÇA

CORTE TRANSVERSAL ESPORTES / PRAÇA

117


ELEVAÇÃO ESPORTES / PRAÇA

CORTE LONGITUDINAL ESPORTES / PRAÇA

118


Referência

Edifício de esportes, Medelín

119


06

04

05

PLANTA 1-CIRCULAÇÃO / TRANPOLIM 2 – PISCINA SALTO 3 – PISCINA LAZER 03

01

4 – PISCINA OLÍMPCA 05 – SOLARIUM

02

06 – VESTIÁRIOS / GISNÁTICA / DESCANSO / EXAMES / SAUNA

120


Paris

Berlim

Fonte: folheto programa prĂĄias urbanas Paris 2011.

Piscinas PĂşblicas no rio de Berlim, Alemanha.

121


Desenho projeto área central a partir da rede verde. Fonte: Elaboração própria.

122


Desenho projeto área central a partir da rede verde. Fonte: Elaboração própria.

123


26 – Térreo cidade

124


Maquete projeto

125


126


127


128


129


130


Referências

Parque “Los Pés Descalços”, Medelin.

Parque “La Villete”, Paris - França

131


132


27 – Conclusão / Possibilidades extensão da proposta Como arquiteto urbanista, entendo que, de certa forma já obtivemos muito sucesso fornecendo ícones para as cidades e países, porém, não fomos bem sucedidos na hora de enfrentar os desafios de um mundo desgarrado pela ansiedade do lucro. Ribeirão Preto, como qualquer outra cidade do Brasil, está sofrendo do mal de símbolos de progresso e desenvolvimento. O aumento do volume de tráfego de veículos esclerosando o fluxo da malha viária urbana, o crescimento desordenado de bairros, especialmente os de periferia, o contorno desalinhado de núcleos industriais estão criando problemas de ordem ecológica. Hoje estamos sistematicamente espoliando todos os aspectos do sistema capitalista que espolia o urbano, somos os primeiros a constituir a megalópole, portanto enfrentamos a expansão da população mundial destruindo os recursos naturais e o meio ambiente. Para nós, arquitetos, penso que o desafio a ser enfrentado é o equilíbrio entre o sistema e a rede de infra estrutura em que colocamos.

Desenho outras possibilidades de projeto a partir da rede verde e corredores verdes. Fonte: Elaboração própria.

133


Agora em menos de um século, metade da população mundial se tornou urbana e pode agora ultrapassar três quartos dos habitantes do planeta e vem aumentando a cada dia em torno de 250 mil pessoas. Este crescimento populacional da urbanidade, no mundo, e os padrões ineficientes de moradia estão acelerando a taxa da poluição e erosão. As cidades, nosso habitat, não pode cair na ironia der ser o agente destruidor do ecossistema e a maior ameaça para nossa sobrevivência no planeta. Temos que fazer da cidade o nosso instrumento de perpetuação na história do homem. Mas, enquanto não houver equilíbrio no ritmo de aglomerações urbanas, o simples fato de morar em uma destas cidades poderá ser o motivo da nossa extinção. A arquitetura e o urbanismo podem evoluir proporcionando meios para garantir o equilíbrio, através de cidades já existentes com ambientes sustentáveis e civilizados. A cultura urbana está na ordem do dia após ter sido ignorada e que hoje o respeito a vida progressivamente se impõe e cria novos espaços.. A defesa da escala local, quando queremos discutir o limite do mínimo do máximo do planejamento urbano e zonas rurais, deve ser uma exigência, enquanto as redes e a dinâmica dos fluxos são prioridade nesta escala territorial.

Fonte: ROGERS, Richard. Gumuchdjian, Philip. Cidades para um pequeno planeta. Editorial Gustavo Gili, S/A, 2001

134


A cidade deu espaço a uma dinâmica metropolitana e a fragmentação do território, que cria uma hierarquia nos espaços urbanos destruindo o espírito igualitário, o bom equilíbrio entre os espaços e os fluxos torna se ilusório. Vitrúvio, Leonardo da Vinci, Thomas Jefferson, Ebenezer Howard, Le Corbusier, Frank Lloyd Wright e Buckminster Fuller, propuseram cidades ideais e sociedades ideais querendo estimular à cidadania e capacitar a sociedade para superar seus traumas. Hoje tais visões de cidade são importantes para entendermos a diversidade e complexidade da sociedade contemporânea, estas tentativas no campo da utopia podem nos lembrar que numa época democrática o planejamento urbano deve ser cobrado a expressar os valores sociais e filosóficos comuns

Projeto para Avenida nova João Fiusa, 2010. Fonte: www.prefeituraribeiraopreto.gov.br, acesso em 02/06/2011.

135


Para respondermos às necessidades da cidade contemporânea globalizada devemos desenvolver uma nova forma de cidadania. O fortalecimento da participação do cidadão e seu envolvimento nas tomadas de decisões propondo um ambiente construído é o componente importante da cidade. Estamos perdendo terreno, arquitetos urbanistas, em benefício de uma metropolização, que se estende às cidades do interior, fator este de dispersão, fragmentação e multipolarização.

Expansão de condomínios na periferia da cidade cria uma horizontalidade excessiva.

A informação hoje se troca de forma imaterial mais com os fluxos que com os lugares.

Entre estes condomínios fechados cria se espaços sem vida que não podemos definir como ruas.

Fotos: Condomínios, 21/04/2011.

Silvio

do

Nascimento,

136


“...o que mais conta é a riqueza das funções. O que constitui uma cidade é a complexidade de suas funções. O fato que no mesmo solo uma praça, haja gente que more ali, que venha para se divertir, que vá ao teatro ou ao cinema, fazer compras, que passe de visita, os turistas dos hotéis, ou gente que venha para trabalhar. Uma mistura de todas essas funções em um mesmo lugar: é isso que faz a cidade. É essa intensidade que dá a dimensão humana à cidade .” Renzo Piano, A responsabilidade do arquiteto.

137


28 - Bibliografia 28.1 – Livros: MILHEIRO, Anna Vaz; NOBRE, Ana Luiza; WiISNIK Guilherme. Coletivo – arquitetura paulistana contemporânea: Ana Vaz Milheiro, Ana Luiza Nobre, Guilherme WiISNIK. São Paulo: Cosac Naify, 2006. SEGRE, Roberto, AZEVEDO, Marlice. COSTA, Renato Gama Rosa. ANDRADE Inês El-Jaick. Arquitetura + Arte + Cidade: um debate internacional. Rio de Janeiro: Viana & Mosley, 2010. ROGERS, Richard. GUMUCHDJIAN, Philip. Cidades para um pequeno planeta. Editorial Gustavo Gili, S/A, 2001. AMORIM, Anália. OTERO, Ruben. Habitação e Cidade: pós graduação da Escola da Cidade. São Paulo, Hedra 2010. MONGIM, Olivier. A Condição Urbana: A cidade na era da globalização. São Paulo, Estação Liberdade, 2009. SECCHI, Bernardo. Primeira lição de urbanismo. São Paulo, Perspectiva, 2006. HALL, Peter. Cidades do amanhã. São Paulo, Perspectiva, 2005. LE CORBUSIER. Urbanismo. São Paulo, Martins Fontes, 1992. BENEVOLO, Leonardo. História da arquitetura moderna. São Paulo, Perspectiva, 1976. WILHEIM, Jorge. JW A obra pública de Jorge Wilheim - 50 anos de contribuição às cidades e à vida urbana. São Paulo, DBA – Artes Gráficas, 2003. GORSKI, Maria Cecília Barbieri. Rios e Cidades Ruptura e Reconciliação, Editora Senac São Paulo, 2010.

138


GUIÃO, João Rodrigues. O Município e a Cidade de Ribeirão Preto na Comemoração do 1º CentenáriodaIndependênciaNacional, Almanaque,1923. CIONE, Rubem. História de Ribeirão Preto, Vol II, Ribeirão Preto: Legis Summa, 1992. SOCIETA' EDITRICE ITALIANA. Cinquant'anni di lavoro degli italianien Brasile. Vol. 1 Lo StatodiS.Paolo,1936. ARQUIVO PÚBLICO E HISTÓRICO DE RIBEIRÃO PRETO. Ruas e Caminhos. No prelo. PRATES, Prisco da Cruz. Relembrando o Passado. 2ª Ed., Ribeirão Preto: Gráfica União, 1979. RIBEIRÃO PRETO DE OUTRORA. São Paulo: Gráfica José Ortiz Junior, 1956. STRAMBI, Myriam de Souza. 50 Anos de Orquestra Sinfônica em Ribeirão Preto. Ribeirão Preto: Editora Legis Summa,1988. CIONE, Rubem. História de Ribeirão Preto , Vol V, Ribeirão Preto: Legis Summa,1992. KEATING, Valandro, MARANHÃO, Ricardo. Caminhos da Conquista, Editora Terceiro Nome 2009. DAS CIDADES, Ministério. Manual de reabilitação de áreas urbanas centrais, 2008. PARIS(S), Le Grand, Consultation Internationale Sur L’Avenir de La Metropole Parisienne, Le Moniteur Architeccture, 2009 WERTHMANN, Christian. Operações táticas na cidade informal: o caso do Cantinho do Céu = Tactial operations in the informal city: the case of Cantinho do Céu / Christian Wethmann, Elisabete frança, Maria Teresa Diniz, São Paulo: Prefeitura do Município de São Paulo. Secretaria Municipal de Habitação – SEHAB, 2009.

139


FARREL. Terry. Tem Years: Tem Cities – The Work of Terry Farrel & Partners 1991 – 2001, Laurence King, 2002. FARRELY, Lorraine. Dibujo para el diseño urbano, Blume, 2011. PILEGGI, Sergio, OLIVEIRA, Euclides. Cadernos Brasileiro de Arquitetura, Projeto editores Associados ltda, 1978. NAIFY, Cosac. Paulo Mendes da Rocha projetos 1999 – 2006, Cosac Naify, 2007. SUSTENTABILIDADE e inovação na habitação popular: o desafio de propor modelos eficientes de moradia / Governo do Estado de São Paulo. Secretaria do Estado de Habitação – São Paulo, 2010. BRUCHANAN, Peter. Complete Works Renzo Piano Building Workshop, volome one, two, three e four, Phaidon. PIANO, Renzo. A responsabilidade do arquiteto / Renzo Piano; conversas com Renzo Cassigoli – São Paulo: BEI Comunicação, 2011. VIDIELLA, Alex Sanches. Atlas de arquitetura contemporânea, Loft publicações, São Paulo, 2007. COSTA, Lucia Maria Sá Antunes. Rios e Paisagens Urbanas em Cidades Brasileiras. Prourb, Viana & Mosley Editora, 2006 28.2 - Teses: GRINOVER, Marina, PAOLIELO, Guilherme. Trabalhos finais de graduação. São Paulo, Hedra ECidade 2010 ZAMBONI, Maria Celia. A Mogiana e o Café - Contribuições para a História da Estrada de Ferro Mogiana.Mestrado,Unesp/Franca,1993. FORBES, Elisabeth Padovan de Figueiredo. Trabalho apresentado para a conclusão do curso de arquitetura, Escola da Cidade, 2009.

140


28.3 – Periódicos: BOTELHO, Martinho, REVISTA BRAZIL MAGAZINE - Ribeirão Preto "Le Pays di Café", 1911. BRAZIL MAGAZINE - Revista Periódica e Ilustrada d'Arte e Actualidades, Publicação de Propaganda Brasileira no Estrangeiro – RIBEIRÃO PRETO LE PAYS DU CAFÉ, Par Martinho Botelho, 1911, pg. 105 -108. REVISTA EL CROQUIIS. Herzog & Demeuron: monumento e intimidad, Espanha, 2006 ARCHITECTURE NOW. Architecture now 4! Arquitecture hoy rchitecture oggi. Arqitecture dos nossos dias, Philip Jodidio, Taschen, 2006. NOSSO CAMINHO. Revista de Arquitetura, Arte e Cultura. Vol. 1, N.7, Julho, Agosto, Setembro, N.8, Outubro, Novembro e Dezembro 2010. MÓDULO. Revista de Arquitetura, Urbanismo e Artes. Setembro, 1975. REVISTA EL CROQUIIS. Herzog & Demeuron: monumento e intimidad, Espanha, 2006 ARCHITECTURE NOW. Architecture now 4! Arquitecture hoy rchitecture oggi. Arqitecture dos nossos dias, Philip Jodidio, Taschen, 2006. REVIDE VIP.Vide Editorial Revistas e Periódicos Ltda. Ano 24, N. 26, Edição 563, 2011; Ano 25, N.30, Edição 567, 2011; Ano 25, N. 35, Edição 572, 2011, Ano 25, N. 36, Edição 573, 2011; Ano 25, N. 41, Edição 578, 2011. GAZETA DE RIBEIRÃO. Jornal Gazeta de Ribeirão, Edição de domingo, 4 de setembro, 2011, Ano VIII, N. 1455. REVISTA SUMMA. Metal / bjarke Ingels Group, numero 114, 2011. REVISTA VIVA, Arquitetura. El sueño de Asturias, numero 132, 2011.

141


28.4 - Fontes: CRAVINHOS - Histórico Geographico Comercial Agricola, F. Gomes, Typographia Selles, Ribeirão Preto, 1922 - Pág. 237 a 243) – 7 fotos - reproduções- da Fazenda Chimborazo / Acervo do Arquivo Público e Histórico de Ribeirão Preto – doadas pela Sra. Graziela Rodrigues Faria, filha de Roberto Alves Rodrigues - Administrador da Fazenda na década de 1920 Fundos José Pedro Miranda, PM, CM e Intendência do Arquivo Público e Histórico de Ribeirão Preto Jornal “Diário da Manhã” de 18/abril de 1952 - pág. 1, de 28/março/1952 - Edição Especial de Aniversário de Ribeirão Preto de 14/junho/1979 - Edições Douradas - pág. 15

28.5 - Webliografia: www.prefeituraribeirãopreto.gov.br www.googleearth.com www.mapassp.com.br www.guiarodoviáriosp.com.br www.mapasribeirãopreto.com.br www.proalcool.com.br www.ibge.gov.br

142


Silvio do Nascimento "PUBLICAÇÃO TFG"  

"Antecipar a discussão sobre o esvaziamento e uso do centro e expansão urbana de Ribeirão Preto - SP 2011."

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