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Plano de Melhoria Avaliação do Agrupamento de Escolas de Pinhel 2012-2013

Equipa de avaliação interna do Agrupamento Esperança Álvaro Cândida Palmira Carminda Machado Ana Cariano Céu Ferreira Manuel Perestrelo Filipe Carvalho Aida Coelho Luísa Gaspar Pinhel, 28 junho de 2012


Índice

1. Introdução .......................................................................................................................................... 2 2. Resultados da avaliação externa ..................................................................................................... 2 2.1. Pontos fortes .................................................................................................................................... 2 2.2. Áreas de melhoria............................................................................................................................ 2 2.3. Oportunidades .................................................................................................................................. 3 2.4. Constrangimentos............................................................................................................................ 3 3. Áreas e ações de melhoria e sua calendarização ......................................................................... 4 4. Considerações finais .......................................................................................................................... 9

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1.

Introdução

Este plano de melhoria resultou do processo de avaliação externa de que o Agrupamento foi objeto no período de 14 a 16 de novembro de 2011 e da necessidade de contribuirmos para aperfeiçoar práticas e procedimentos com vista à melhoria dos resultados escolares, entendidos não só na ótica dos conhecimentos, mas também das competências que os alunos desenvolvem e da prestação do serviço público de educação. Fundamentamos este plano no relatório produzido pela equipa de avaliação externa e nos diversos documentos elaborados no Agrupamento, pela equipa de avaliação interna no ano letivo de 2010/2011. A análise do relatório da avaliação externa permitiu identificar algumas sugestões de melhoria que pretendemos hierarquizar em termos da sua execução. Partimos do princípio de que a Escola é uma comunidade com a sua própria cultura, expressa não só nos documentos orientadores da sua ação como o Projeto Educativo, Regulamento Interno, Projetos Curriculares e Plano Anual de Escola, como na prática quotidiana de todos os membros da comunidade educativa. Cada Escola tem uma identidade própria e a sua evolução e contínua melhoria não se alcançam somente pelo cumprimento de normativos e receitas pedagógicas externas, como também pela capacidade de aprender com o seu próprio percurso, mantendo um permanente equilíbrio entre o que se consolidou como património comum ou tradição e a necessidade de permanente inovação e adaptação à mudança. 2. Resultados da avaliação externa 2.1. Pontos fortes No relatório da avaliação externa foram referidos os seguintes pontos fortes no desempenho do Agrupamento:  A diversificação da oferta educativa, que tem contribuído para o aumento das expectativas dos alunos e das famílias;  A inexistência de abandono escolar ao nível do ensino básico obrigatório, em resultado do investimento realizado na deteção e acompanhamento das situações de risco, da intervenção eficaz dos diretores de turma e da oferta de cursos de educação e formação;  Os bons níveis de disciplina, propiciadores de um bom ambiente educativo e das condições para o desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem;  A oferta ajustada aos alunos com necessidades educativas especiais, com a inclusão escolar e a promoção de oportunidades para todos;  A capacidade de estabelecer parcerias eficazes, sobretudo com a Câmara Municipal de Pinhel, recurso fundamental na concretização do projeto educativo. 2.2. Áreas de melhoria Com base nos resultados do relatório da avaliação externa, são enumeradas as principais áreas de melhoria a desenvolver no Agrupamento:  Os resultados académicos obtidos pelos alunos nos exames e provas nacionais, nomeadamente nas provas de aferição do 4.º e 6.º anos e exames do 9.º ano;  O reforço do trabalho cooperativo entre os docentes dos vários grupos disciplinares, como forma de promover a articulação curricular, a interdisciplinaridade e a sequencialidade das aprendizagens;  A supervisão da prática letiva numa lógica de desenvolvimento profissional dos docentes;

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 A valorização da participação efetiva dos pais e encarregados de educação, dos alunos e do pessoal não docente na definição e discussão das prioridades, na elaboração dos documentos estruturantes e nos processos de autoavaliação do Agrupamento. 2.3. Oportunidades  A existência de alguns serviços, instituições e empresas potencialmente impulsionadores do crescimento socioeducativo local e regional;  A abertura e a intervenção autárquica no domínio da educação;  Os programas e projetos de âmbito nacional e internacional, no âmbito das políticas educativas e sociais e de outras iniciativas, de alcance socioeconómico e empresarial, promotores da educação e formação dos jovens. 2.4. Constrangimentos  A inserção do Agrupamento numa região predominantemente rural do interior, repercutindo-se na diminuição do número de alunos.

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3. Áreas e ações de melhoria e sua calendarização Áreas de melhoria 3.1. Resultados

Ações de melhoria a desenvolver

3.1.1. Resultados académicos

 Instituir a figura do tutor para todos os alunos que têm plano de recuperação1;  Atribuir aos professores das disciplinas com provas finais e exames nacionais um tempo letivo, da sua componente OPTE para atender os alunos com dúvidas sobre os conteúdos lecionados2;  Continuidade da implementação do Plano Nacional de Leitura e outros planos de ação para a melhoria das provas e exames em Língua Portuguesa e Matemática;

3.1.2. Resultados sociais

 Implementar reuniões da direção com os delegados de turma, uma vez por período;  Integrar elementos dos representantes dos alunos nas equipas de elaboração e de revisão dos documentos estruturantes;

 Manter uma exigência permanente junto das entidades competentes para a constante requalificação/melhoria de todos os espaços escolares;  Explicitar aos pais e encarregados de educação, em 3.1.3. reuniões de direção de turma, os critérios de avaliação; Reconhecimento  Dinamizar ações de sensibilização sobre a educação da comunidade para a cidadania;  Incentivar os alunos, através dos diretores de turma, a visitarem as páginas do Agrupamento e a plataforma moodle;  Proceder disciplinarmente com os alunos perante

Operacionalização

Calendarização

Avaliação

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O tutor é o diretor de turma que deverá ser coadjuvado por um docente por ele designado. Essa designação deverá ter em conta o perfil do aluno. O perfil do tutor deve - Aplicação de estar de acordo com as seguintes questionários funções: de orientação (centrada no no início do âmbito da afetividade, atitudes e ano letivo de emoções); académica (centrada no 2013/2014 âmbito cognitivo) e de colaboração pela equipa da (para com o agrupamento e com os avaliação professores do conselho de turma). interna; Este cargo será atribuído, sempre que se considere necessário, nas Ano letivo - Realizar um reuniões dos conselhos de turma de 2012/2013 estudo avaliação do 1.º período. aprofundado 2 No 3.º ciclo e secundário será da qualidade atribuído um tempo de 45 minutos da do sucesso em componente de estabelecimento aos articulação docentes de disciplinas com provas e com as exames nacionais. Esta atribuição no medidas 2.º ciclo funcionará nas horas de aplicadas. apoio ao estudo.

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Áreas de melhoria

Ações de melhoria a desenvolver

Operacionalização

Calendarização

Avaliação

comportamentos incorretos; 3 No final do 1.º e 2.º períodos deverá  Instituir quadros de mérito/honra3; ser atribuído prémio de mérito aos 3  Maior e melhor rentabilização dos recursos informáticos melhores alunos de cada turma; (alunos e professores); Quadro de Honra - no final do ano letivo o conselho pedagógico, mediante proposta dos conselhos de turma, elaborará outra lista com os melhores 3 alunos por ano de escolaridade. O regulamento dos prémios será definido em documento próprio. 3.2. Prestação do serviço educativo  Melhorar a articulação entre ciclos, através da 4 Na preparação do ano letivo (desde - Aplicação de constituição de equipas de trabalho verticais, para setembro até à realização das questionários prepararem materiais e estratégias comuns de atuação primeiras reuniões intercalares) e no no início do com vista a enriquecerem o processo de ensino- seu encerramento (junho/julho) 4 ano letivo de aprendizagem, registando em ata ; devem ocorrer as seguintes reuniões: 2013/2014  Tornar obrigatório, como ponto de ordem de trabalhos, - Professores titulares do 4.º ano com pela equipa da nas reuniões de departamento, a gestão dos conteúdos os professores de língua portuguesa 3.2.1. avaliação e matemática do 2.º ciclo; das várias disciplinas; Planeamento e Ano letivo interna; articulação  Nos conselhos de turma, planificar atividades - Professores das AEC´s de inglês, de 2012/2013 atividade física e música com os transversais entre diferentes disciplinas; - Realizar um  Maior articulação entre as disciplinas dos departamentos professores de inglês, educação física estudo relativamente à planificação das atividades e educação musical do 2.º ciclo; aprofundado Professores da mesma disciplina do extracurriculares; da qualidade  Planificar as atividades sempre que possível com outros 2.º e do 3.º ciclo; Estas reuniões 5 do sucesso em poderão ocorrer ao longo do ano ciclos de ensino ; articulação  Reduzir ao essencial os projetos curriculares de turma letivo caso os docentes entendam ser com as necessário. criando um modelo único para cada ciclo de ensino; 5


Áreas de melhoria

Ações de melhoria a desenvolver  Reforçar as atividades que envolvam vários ciclos e vários departamentos;  Uniformizar o modelo de relatório de análise dos resultados escolares no final de cada período;  Uniformizar, por ciclo, as percentagens a atribuir às diferentes componentes aquando da elaboração dos critérios de avaliação respeitando a especificidade de cada disciplina;

3.2.2. Práticas de ensino

3.2.3. Monitorização e avaliação do ensino e das aprendizagens

Operacionalização

Calendarização

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No final do ano letivo, os coordenadores de departamento solicitam a todos o grupos disciplinares propostas para o plano anual de atividades em modelo próprio. Na preparação do ano letivo e durante o mês de setembro, os departamentos reunirão para analisar as várias propostas enquadrando-as e proporcionando maior articulação possível entre as várias propostas. Posteriormente, os vários coordenadores de departamento reunirão como comissão do plano anual de atividades de modo a articular as atividades entre os diferentes departamentos.

Avaliação medidas aplicadas.

 Valorizar os trabalhos de pesquisa e a atividade experimental através de normas comuns a todas as disciplinas, nomeadamente na pesquisa e tratamento de informação;  Definir matrizes comuns para cada ano de escolaridade Ano letivo 6 e disciplina. Este teste realizar-se-á no mesmo 2012/2013  Implementar no 7.º e 8.º anos uma vez por ano “teste dia e à mesma hora, durante o 2.º intermédio interno” às disciplinas de Português e período. Matemática 6;  Elaborar, por grupos disciplinares, e após a avaliação diagnóstica, uma ficha comum de análise dos dados;  Analisar, nas reuniões intercalares do 1.º período do 6


Áreas de melhoria

Ações de melhoria a desenvolver

Operacionalização

Calendarização

Avaliação

Conselho de turma, os dados das várias disciplinas relativamente à avaliação diagnóstica e proceder à definição de estratégias a fim de colmatar as dificuldades detetadas;  Reunir e analisar comparativamente a avaliação interna e a avaliação externa numa reunião com os professores dos grupos disciplinares no 1.º período;  Elaborar uma ficha de autoavaliação com parâmetros comuns por departamento/grupo;

3.3. Liderança e Gestão Escolar

3.3.1. Liderança

 Planificar as atividades do PAA de modo transversal aos diferentes níveis de ensino e departamentos apoiadas pelas entidades públicas ou privadas, destacando-se a Associação de Pais;

3.3.2. Gestão

 Melhorar o circuito da informação na divulgação de atividades e documentos estruturantes reformulando a página do agrupamento;  Realizar, no início do ano letivo, uma reunião geral com os encarregados de educação para dar conhecimento dos documentos estruturantes do agrupamento e receber contributos para a sua melhoria;  Implementar, o mais brevemente possível, o cartão eletrónico;

- Aplicação de questionários no início do ano letivo de 2013/2014 Ano letivo pela equipa da 2012/2013 avaliação interna; - Realizar um estudo aprofundado da qualidade do sucesso em articulação com as medidas

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Áreas de melhoria 3.3.3. Autoavaliação e melhoria

Ações de melhoria a desenvolver  Alargar a equipa de autoavaliação do agrupamento a pais, alunos e não docentes.

Operacionalização

Calendarização

Avaliação aplicadas.

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4. Considerações finais Após a aprovação pelos órgãos competentes do Agrupamento, proceder-se-á à divulgação do processo de implementação do plano de melhoria a todo o agrupamento que será feita pela equipa através das páginas da Internet do Agrupamento. A partir de Setembro de 2014, a equipa irá avaliar o nível de concretização das ações de melhoria através da aplicação dos questionários aos alunos, aos encarregados de educação, pessoal docente e não docente.

Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico

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Plano de Melhoria  

Plano de molhoria do Agrupamento de Escolas de Pinhel

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