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JORNAL DA ESCOLA SECUNDÁRIA DE SÃO PEDRO DO SUL | Março de 2009 - Nº21 | 0,50€

FESTIVAL DA CANÇÃO

18 ANOS A (EN)CANTAR!

Com o apoio do Projecto: Iniciativa Escolas, Professores e Computadores Portáteis

DESTAQUES

Olimpíadas de Química pág. 8

Parlamento dos Jovens pág. 11

Clube Europeu pág. 12

DESPORTO ESCOLAR

Brincando com as Ciências pág. 14

A propósito de Darwin pág. 17

Sarau Cultural

ESCOLA VOLTA A BRILHAR! DE S. PEDRO A ESPANHA

ALDEIAS SONORAS

5ª ENCONTRO DE ESCOLAS PARCEIRAS

PROJECTO EM PARCERIA COM A BINAURAL

pág. 21

www.aldeias-sonoras.org

JOSÉ TAVARES DE ALMEIDA ELECTRICISTA E CANALIZADOR (INSCRITO NA DGE) TLM 917 516 010 / 965 795 839 VALADARES - SÃO PEDRO DO SUL


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ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. PEDRO DO SUL | Março de 2009

CRONOGRAMA - 3º PERÍODO

ÍNDICE

14/04

Recomeço das actividades lectivas Visita de Estudo 9A e 9C, Coimbra (Quinta das Lágrimas, Universidade, Exploratório)

Festival da Canção

Pág. 3

15/04

Olimpíadas de Astronomia , 14:30, Torredeita

Grupo de Matemática

Pág. 4

17 a 19/04

Campeonatos regionais de desportos gímnicos

Palestra sobre Nanotecnologia

Pág. 7

21/04

Dia vocacional

21 e 22/04

Feira de Minerais

Olimpíadas de Química

Pág. 8

23/04

Visita de estudo 11ºE, Quimigal, Estarreja Dia Internacional do Livro e dos Direitos de Autor

Vamos produzir energia...

Pág. 9

EMRC em movimento

Pág. 10

24/04

XIII Encontro de EMRC do Secundário, Coimbra

24 a 26/04

Campeonatos regionais de atletismo

Parlamento dos Jovens

Pág. 11

28/04

Equamat, Universidade de Aveiro

Clube Europeu

Pág. 12

29/04

Laboratório Aberto

Distúrbios do comportamento alimentar

Pág. 13

30/04

Mat 12, Universidade de Aveiro

5/05

Dia Mundial do Trânsito, conferência GNR

Clube de Ciências e do Ambiente

Pág. 14

8 e 9/05

Campeonato nacional de Mega Atleta

Masterclass

Pág. 15

9/05

Dia da Europa Olimpíadas de Física, Coimbra

A propósito de Darwin

Pág. 17

11/05

“Trilobites: três vezes mais antigas que os dinossauros!”, sessão temática para os alunos do 7º ano

Grupo Disciplinar de Espanhol

Pág. 19

11 a 20/05

“ A Europa”, exposição no polivalente

Área de Projecto 12º Ano

Pág. 20

13/05

Concurso “Conhecer a Europa”

Sarau Cultural

Pág. 21

15 a 20/05

Projecto Comenius "Media Links in Europe" - 6º Encontro de Escolas Parceiras (escolas de Itália, Turquia, França, Holanda e Espanha)

Concurso “Cartas de Amor”

Pág. 22

22/05

Dia Mundial da Biodiversidade

Aldeias sonoras

Pág. 25

29/05

Dia Mundial da Energia

Desporto Escolar

Pág. 26

5/06

Termo das actividades lectivas – 11º e 12º anos

5 e 6/06

Acantonamento inter-escolas, EMRC, 8º ano

9/06

Termo das actividades lectivas – 9º ano

12/06

Formação PRA

16/a 23/06

Exames nacionais do ensino secundário (1ª fase)

19/06 a 6/07

Exames EEF 3º ciclo

19 e 22/06

Exames nacionais 3º ciclo (Língua Portuguesa e Matemática)

13 e 16/07

Exames nacionais do ensino secundário (2ª fase)

Ficha Técnica Edição e propriedade da Escola Secundária de São Pedro do Sul Telefone: 232 723 071 - Fax: 232 723 703 http://www.essps.pt - E-mail: jornal@essps.pt Impressão: Publicentro - Tiragem: 400 exemplares Coordenação: José Bandeira e Paulo Paiva

Com o apoio do Projecto: Iniciativa Escolas, Professores e Computadores Portáteis


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ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. PEDRO DO SUL | Março de 2009

FESTIVAL DA CANÇÃO 2009

18 ANOS A (EN)CANTAR!...

Este ano o nosso festival atingiu oficialmente a maioridade: já fez 18 anos! No dia 20 de Fevereiro de 2009 realizou-

se o XVIII festival da canção da Escola Secundária de S. Pedro do Sul, organizado pelo Departamento de Línguas. Como já vem sendo hábito, pelo palco passaram vozes muito bonitas e afinadas, umas mais preparadas que outras, algumas verdadeiramente excepcionais, que nos fazem arrepiar de prazer, que espantam com a atitude, o profissionalismo e a mestria de

voz que exibem em palco. A apresentação esteve a cargo do Sérgio Girão, que é finalista e da Daniela Gomes, do 10º B,

que também participou como concorrente. Desempenharam a tarefa que lhes coube com muita alegria e desenvoltura e estavam muito elegantes! Tivemos 19 canções não inéditas e uma inédita, da dupla João Pereira e Tiago Silva, do 11ºB. Voltámos a ter em competição uma banda, formada por alunos e também um funcionário da escola

e não podemos deixar de referir a participação do grupo de funcionários, que até agora participou em todos os festivais, com a alegria e a irreverência a que nos habituaram. Em terceiro lugar mas a fazer inveja a muitos profissionais, com uma interpretação brilhante de My heart will go on, de Celine Dion, ficou a Dulce Figueiral do12º B, que não se deixou intimidar com uma falha técnica. O segundo lugar foi conquistado pela Janete, do 9º B, que cantou com muita garra e afinação o Papel Principal, de Adelaide Ferreira, e a vencedora foi a Cristiana Valério, do11º C, com o Cavaleiro monge de Marisa. Foi verdadeiramente espantosa a participação desta aluna, garra de fadista, xaile preto pelos ombros, perfeita simbiose de tradição e modernidade, voz afinada e portentosa, presença marcante, interpretou brilhantemente uma canção que seria um desafio difícil para qualquer profissional. Para além dos vencedores, muitas interpretações merecem honras de destaque, nas vozes, nas presenças, na elegância, na atitude e garra em palco, e penso que fariam excelente figura em qualquer programa de nível nacional. Tenho sempre muito orgulho em lembrar que algumas vozes bonitas que participaram no festival da nossa escola, enquanto aqui estuda-

ram, são hoje referências no panorama artístico nacional e alcançaram grande projecção e destaque. Lembro-me por exemplo da Cat e do Sérgio Lucas, e deixo aqui a minha opinião, que sei que é partilhada por muita gente desta escola: o Sérgio merecia ser o representante de Portugal no Festival da Canção Nacional!

A animação do intervalo, enquanto o júri deliberava, esteve exclusivamente a cargo de alunos da nossa escola. Tivemos uma dramatização, feita por alunos do 11ªA, da cena final de Frei Luís de Sousa, obra que faz parte do programa do 11º ano da disciplina de Português, orientados pela professora Lurdes Coelho; duas actuações do Desporto Escolar – Grupo/Equipa de Desportos Gímnicos - Ginástica Aeróbica, uma de Ginástica Aeróbica Desportiva e outra de

Dança Aeróbica, da responsabilidade da professora Helena Ferreira Gomes e uma animação musical, muito brejeira e pimba, que pôs a assistência a treinar o bailarico. Todas correram muito bem, lamentamos apenas que não houvesse mais espaço em palco, pois parte das alunas do grupo de ginástica não puderam apresentar o trabalho que tinham preparado com tanto gosto por o espaço ser claramente insuficiente para o poderem fazer em segurança. O Clube de Vídeo, sob a direcção do professor Paulo Quintela, brindou-nos no início do festival com um filme sobre os vencedores dos festivais anteriores, que relembrou vozes bonitas e despertou a saudade e também procedeu à gravação das imagens deste festival, como já vem sendo hábito há muitos, muitos anos. Há tantos anos que vale a pena lembrar que esta equipa tem a tarefa dificultada, pois o material com que trabalha já se encontra desactualizado e em alguns casos até obsoleto, mesmo a precisar de um patrono generoso... Até ao próximo festival e boas canções, cantadas ou escutadas, que a música pinta a vida com as cores da alegria. Prof. Maria Isabel Prates


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ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. PEDRO DO SUL | Março de 2009

A MATEMÁTICA "A Matemática é a honra do espírito humano." (Leibniz) Deixo aqui um excerto que me pareceu muito interessante, retirado de um livro também muito interessante. Já todos nós ouvimos falar de números primos: “É seguro transmitir o número de cartão de crédito através da Internet? Por estranho que pareça, a resposta depende dos números primos. É possível encontrar um método de transmissão de mensagens secretas que não possa ser violado? Os dados confidenciais, na Internet ou nas comunicações bancárias, são, em geral, transmitidos em cifra pelas redes públicas, sendo codificados à partida e descodificados à chegada. Isto não é novidade: desde Júlio César à Alemanha nazi que a transmissão de dados militares é feita desta forma. Os riscos dos sistemas clássicos de criptografia, em que se possui uma chave secreta, na posse tanto do emissor como do receptor, são óbvios: a chave tem de ser transmitida de forma independente da mensagem e, sobretudo, permanecer secreta. O código de César pode facilmente ser decifrado; mesmo a famosa máquina Enigma utilizada pelos nazis foi reproduzida em Inglaterra à custa de informações dispersas e de longos anos de trabalho ultrasecreto (foi esta, aliás, uma das chaves para o sucesso da invasão da Normandia em 1944). Em 1976 Diffie e Hell-

man, de Stanford, introduzem uma ideia radicalmente nova na criptografia: a de chave pública. Esta consiste no seguinte: suponhamos que, em vez de uma chave secreta, na posse tanto do emissor como do receptor, dispomos de duas chaves: uma delas pública, isto é, disponível para todas as pessoas, que serve apenas para codificar a mensagem, mas não para a descodificar, e uma segunda, privada, na posse apenas do receptor, que serve para descodificar a mensagem. O emissor codifica a mensagem com a chave pública e transmite-a. O receptor descodifica-a com a privada. Mesmo que alguém intercepte a mensagem, nunca pode conhecer a chave privada, pois esta nunca foi nem será transmitida a ninguém. Se for impossível reconstruir a chave privada a partir da pública, o código é inviolável. Restava descobrir um processo para levar a teoria à prática. Em 1977 Rivest, Shamir e Adleman, propõem um algoritmo para concretizar esta ideia. Este algoritmo ficou conhecido como código RSA; os seus autores fundaram uma empresa florescente, a RSA Data Security, Inc.; o processo está patenteado, é o standard actual da criptografia e a exportação de produtos que o utilizem é rigidamente controlada pela defesa americana. (…) O algoritmo RSA é apenas teoria de números aplicada. Na verdade, os resultados matemáticos mais fortes que utiliza são o algoritmo de fac-

torização de Euclides, com 2500 anos, e um teorema de Euler do século XVIII. (…) O que torna o RSA supostamente inviolável é o facto de factorizar ser muito, mas muito mais difícil do que multiplicar. Multiplicar dois números de 100 algarismos é trivial: com um computador, a operação de os escrever consome milhões de vezes mais tempo do que a multiplicação. No entanto, factorizar um número de 200 algarismos é inimaginavelmente demorado. Se os números forem bem escolhidos, utilizando o crivo de Eratóstenes, seriam necessárias 1080 tentativas — número da ordem do número de partículas do universo. O método RSA foi descrito na Scientific American por Martin Gardner em 1977. Rivest, Shamir e Adleman propuseram aí a descodificação de uma mensagem cifrada. Ofereciam um prémio de 100 dólares à primeira pessoa que descodificasse a mensagem; calculavam que a factorização de um número de 129 algarismos demorasse qualquer coisa como 23 000 anos. Este problema ficou conhecido como RSA129. Em Agosto de 1993, um grupo de investigadores de várias universidades decidiu atacar o RSA-129 com novas técnicas matemáticas de factorização de números primos surgidas nos anos 80 (o crivo quadrático de Pomerance). Alistaram mais de 600 voluntários através da Internet que gentilmente ofereceram os ciclos mortos dos seus compu-

DETERMINAÇÃO DO DIA DE PÁSCOA O dia de Páscoa é uma festa móvel, cuja data se situa entre 22 de Março e 25 de Abril. A sua determinação é muito complexa (depende, por exemplo, da data do equinócio da Primavera, dos meses lunares, etc.). Todavia, GAUSS (matemático alemão, 17771855) encontrou um processo bastante simples para a determinação do Domingo de Páscoa, baseado na teoria da divisibilidade. Seja P o ano para o qual se procura a data do

Domingo da Páscoa. Determine-se: 1º Os restos a, b e c das divisões de P respectivamente por 19, por 4 e por 7; 2º O resto d da divisão da expressão 19a+m por 30, onde m, no nosso calendário gregoriano, tem o valor 24 até ao ano 2100; 3º O resto f da divisão da expressão 2b+4c+6d+n, por 7, onde n tem o valor 5 até ao ano 2100. Dois casos podem acontecer:

tadores para correrem os programas de factorização. O assalto ao RSA-129 durou oito meses e terminou com a factorização e quebra do código. A mensagem de Rivest, Shamir e Adleman dizia «The magic words are squeamish ossifrage» (o ossifrage é uma espécie de abutre que nada tem de assustadiço). Assustador foi, no entanto, o resultado. Um código supostamente inviolável foi decifrado em oito meses! Será que, com a inevitável evolução dos computadores, a factorização em primos se vai tornar cada vez mais rápida e as comunicações seguras impossíveis? Tornar-se-á impossível utilizar o Multibanco? O perigo não vem dos computadores. Na verdade, a evolução dos computadores vem tornar o método RSA mais seguro. A razão é que o tempo necessário para a multiplicação de dois números cresce m ui t o ma is d ev a ga r (polinomialmente) do que o necessário para a sua factorização (que, tanto quanto se sabe, cresce exponencialmente). Assim, à medida que aumenta o tamanho do código, torna-se cada vez mais fácil utilizar o RSA e mais difícil decifrá-lo. O perigo não vem dos computadores — vem da matemática. O projecto de decifração do RSA-129 teve um elemento científico essencial: o aparecimento de novos processos matemáticos de factorização em primos. Sem eles, o processo teria sido impossível. Ora, embora pareça improvável, nada nos diz que não possam

dar-se progressos espectaculares no problema da factorização. Muita da investigação científica em teoria de números tem hoje de passar pelo crivo do Departamento de Defesa, que decide se é publicável ou se deve permanecer secreta. A razão é que, embora se pense que o problema da factorização é um problema NP (isto é, cuja dificuldade de resolução cresce não polinomialmente), portanto extremamente difícil, o facto é que isto ainda não foi matematicamente demonstrado. Ou seja, pode ser falso. Ou seja, um belo dia pode surgir um matemático com um processo de factorização simples (polinomial) no bolso. Se e quando isso acontecer, convém que a descoberta permaneça ultra-secreta: ela viria ferir definitivamente de morte todo o método RSA — e poderia contribuir decisivamente para uma nova Normandia. Mal imaginava Euclides que, ao demonstrar o seu teorema de factorização única, os números primos poderiam vir a tornar-se uma arma de guerra” Excerto retirado do livro “O Mistério do Bilhete de Identidade e Outras Histórias” – Gradiva, de Jorge Buescu Prof. Aníbal Almeida

PROBLEMA

O número (22+d+f) é igual ou inferior a 31, neste caso o Domingo de Páscoa é no dia (22 +d+f) de Março O número (22+d+f) é superior a 31, neste caso o Domingo de Páscoa é no dia (d+f-9) de Abril Através deste processo, determine o dia do Domingo de Páscoa deste ano . Teresa Mêna

Dá que pensar!

A semana passada desliguei a luz do meu quarto e consegui ir para a cama antes do quarto ficar escuro. Se a cama estava a 3 metros do interruptor como consegui fazer isso?


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ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. PEDRO DO SUL | Março de 2009

DIA DO π

No mês 3, dia 14, pelas 15 horas, 9 minutos, etc…. comemora-se o dia do pi. Mais conhecido por 3,14159…. Tem uma infinidade de casas decimais. O seu mistério vem desde a antiguidade e foi estudado pelos mais diversos matemáticos. Ainda hoje se continua a estudar, com recurso a computadores e algoritmos cada vez mais complexos na tentativa de encontrar mais casas decimais. Cálculo do valor de π ao longo dos tempos Na tabela seguinte apresentamse alguns resultados calculados para o valor de π ao longo dos tempos, O misterioso número π A constante π (pi) pode ser definida como sendo a razão entre o perímetro e o di��metro de uma circunfeP 2πr = d rência, isto é d .

A história do π As primeiras estimativas para π resultaram da sua medição directa. Por este método podia-se obter π com uma ou duas casas decimais, o que era certamente suficiente para as necessidades práticas da Antiguidade. No entanto, mesmo nessa altura havia quem se dedicasse ao cálculo de π para além de qualquer necessidade prática. O primeiro a conseguir resultados nesse campo foi Arquimedes que apresentou um método geométrico para o cálculo de π, hoje conhecido pelo seu nome. O método consiste em circunscrever e inscrever um polígono de n lados para uma dada circunferência. O perímetro da circunferência estaria compreendido entre os perímetros dos polígonos. Deste modo conseguiu deduzir que o valor de π estaria compreendido entre

Este terá sido o sinal de partida para a corrida iniciada pelos caçadores de dígitos de π .

Salamin em 1972, Brent em 1976

James Gregory em 1671

Abriu as portas a uma nova era para o cálculo de π uma vez que arctan (1) = Exemplo produzido com o auxílio do Scientific Sketchpad. O resultado de Arquimedes seria obtido com polígonos constituídos por 96 lados.

A partir deste método foram deduzidas inúmeras fórmulas que foram permitindo calcular π com cada vez mais precisão. Outros métodos foram entretanto descobertos e permitiam obter π mais rapidamente, até chegarmos aos algoritmos utilizados actualmente e que permitem em cada iteração quadruplicar e mais, o número de dígitos calculados. Na tabela que se apresenta a seguir faz-se um resumo das etapas mais significativas para o cálculo de π ao longo dos tempos. François Viéte em 1593

Baseada no método de Arquimedes. John Wallis em 1655

De fácil utilização mas de convergência lenta para π. William Brouncker em 1658

.

Fórmula de convergência muito lenta para π. Foi publicada por Leibnitz em 1673.

Newton

Início da era moderna para o cálculo de p . Com este algoritmo, em cada iteração, o número de algarismos significativos calculados correctamente para π duplica. Jonathan e Peter Borwein

arcsin( ) = . De convergência mais rápida que a fórmula de Gregory/Leibnitz. John Machin em 1706

Esta fórmula convergente muito mais rapidamente que arctan(1). Com ela Machin calculou os 100 primeiros algarismos significativos de p. Marcou o início de uma nova era.

Baseados nos trabalhos de Ramanujan. Em cada iteração, é quadruplicado o número correcto de dígitos calculados. Por isso se diz um algoritmo de 4aordem. Irmãos Chudnovsky

Euler

Fórmula mais rápida apesar de exigir um maior esforço de cálculo. Com um conjunto de relações envolvendo arctan deduzidas por Euler a partir da ideia de Machin, foi possível deduzir um sem número de expressões para calcular cada vez mais rapidamente . Somente alguns exemplos,

Fórmula derivada com auxílio de um manipulador simbólico matemático. Bailey, P.Borwein e Plouffe

Esta fórmula foi publicada em 1997 e permite calcular o n-ésimo dígito hexadecimal de π. Teresa Mêna

COMPETIÇÃO REDEMAT A Escola Secundária de S. Pedro do Sul foi, mais uma vez, Escola Dinamizadora do RedeMat, no dia 4 de Março de 2009, Competição de Matemática à distância em que várias escolas se associam para competir. A Competição contou com a participação de 176 alunos do 3º Ciclo, 80 da Escola Secundária de S. Pedro do Sul,

26 da Escola Básica de S. Pedro do Sul, 20 da Escola Básica de Santa Cruz da Trapa, e 50 da Escola Secundária de Oliveira de Frades. Nesta competição obtiveram-se as seguintes classificações: Em 1º Lugar, uma equipa do 9º Ano de Santa Cruz da Trapa, formada pelos alunos David Rodrigues Coe-

lho e Ana Sofia Martins. Em 2º Lugar a equipa do 7º Ano da E.S.S.P.S. formada pelos alunos Rui Amaral Gonçalves e Paulo Alexandre Loureiro. Em 3º Lugar a equipa do 8º Ano da E.S.S.P.S. formada pelas alunas Diana Rodrigues e Ana Martins.

4.ª Edição

A final desta competição será o EQUAMAT, na Universidade de Aveiro, que se realizará no dia 28 de Abril do corrente ano. Mais uma vez a nossa escola contará com a participação de diversas equipas.

e dedicação a este concurso. Aos alunos que forem seleccionados para atravessar mais uma etapa deste concurso só nos resta desejar BOA SORTE.

A todos os participantes queremos deixar os nossos parabéns pela sua participação

Os professores de Matemática


ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. PEDRO DO SUL | Março de 2009

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CURSO PROFISSIONAL THSTA

VISITA DE ESTUDO ÀS ÁGUAS DO VOUGA para gerir de forma eficaz o consumo de água na sua casa de banho! Faça descargas do autoclismo apenas quando necessárias – sabia que cada descarga gasta, em média, 10 litros de água?; Substitua os banhos de imersão por duches rápidos; Feche as torneiras enquanto se estiver a ensaboar, a escovar os dentes ou a fazer a barba – sabia que uma torneira aberta no lavatório pode gastar 9 litros de água por minuto?;

ÁGUA – O RECURSO IMPORTANTE

NOSSO NATURAL MAIS

A visita de Estudo à empresa "Á ÁGUAS DO V OUGA" (Albergaria-a-Velha), no passado dia 5 de Fevereiro, inserida no Projecto Curricular de Turma do Curso profissional de Técnico de Higiene e Segurança do Trabalho e Ambiente, proporcionou aos alunos uma visão detalhada da importância dos recursos naturais (em especial a água), bem como um maior conhecimento sobre a defesa e preservação do meio ambiente. Todos nós aprendemos que a água é o elemento mais abundante do planeta, ocupando cerca de 71% da sua superfície, o que lhe confere uma tonalidade azul. Mas se olharmos atentamente para o globo terrestre facilmente nos apercebemos que a maior parte deste líquido, indispensável à vida, está cativo nos oceanos. Ao que parece, apenas 2,5% da água existente no nosso planeta está disponível para nosso uso e de todos os seres vivos! Embora muitos de nós não tenhamos a devida percepção, até porque quando olhamos o oceano pensamos que a água é um bem inesgotável, os últimos dados dão conta que, actualmente, cerca de 700 milhões de pessoas no mundo sofrem com a escassez de água, estimando-se que em 2025 este número seja superior a 3 biliões de pessoas. Nos últimos anos, a seca

e a escassez de água têm estado na agenda política mundial e os líderes têm demonstrado a sua preocupação, ao ponto da gestão sustentável dos recursos hídricos constituir um dos principais desafios da actualidade. Segundo os ambientalistas, as causas da escassez de água podem ser encontradas nas alterações climáticas, nos crescentes níveis de poluição, no aumento da população e, obviamente, na diversidade de actividades praticadas pelo Homem que conduzem a um maior consumo de água. E é aqui que cada um de nós pode fazer a diferença! Se algumas causas ultrapassam a capacidade humana, outras há em que podemos dar um importante contributo, seguem-se pequenas dicas para uma utilização mais eficiente da água! CONTRIBUA PARA QUE O DIREITO À ÁGUA CHEGUE A TODOS!

EM CASA... As nossas casas também podem ajudar na tarefa de poupar água, para tal basta fazer pequenas alterações que não pesarão muito no orçamento familiar, até porque o retorno do investimento é garantido! Verifique o estado de conservação da canalização doméstica – uma assistência regular é fundamental para evitar pequenas rupturas ou torneiras a pingar. Sabia que uma torneira a pingar pode

gastar cerca de 25 litros de água por dia? Opte por torneiras misturadoras monocomando nos lava-loiças, lavatório e bidé e que estejam munidas de dispositivos de redução do fluxo de água;

Recolha a água que sai do chuveiro enquanto espera que esta atinja a temperatura que deseja – pode sempre reutilizá-la na sanita, no jardim ou até mesmo nas limpezas; Use a quantidade estritamente necessária de água na limpeza da sua casa de banho.

NA COZINHA...

Equipe as sanitas com descarga selectiva, caso tal não seja possível pode sempre colocar garrafas de água com areia no interior do reservatório para evitar enchê-lo na totalidade e assim reduzir a quantidade de água gasta em cada descarga;

A água é indispensável em qualquer cozinha – é um “ingrediente” básico na confecção de alguns pratos, como as sopas, e é com ela que lavamos os legumes e as saladas, não esquecendo a sua importância na manutenção da higiene do espaço. Se não se imagina na sua cozinha sem água, então leia atentamente os conselhos que lhe deixamos:

Adquira electrodomésticos com certificado classe A relativamente ao consumo de água;

Junte uma pequena pilha de loiça para lavar, com o exagero de lavar peça a peça desperdiça água;

Coloque um reservatório no terraço ou num qualquer espaço exterior da casa para armazenar a água da chuva – esta água pode ser utilizada na lavagem do carro e de pavimentos, no autoclismo e na rega de jardins;

Utilize a mínima quantidade possível de detergente para que a lavagem seja eficaz, pois assim está a diminuir a quantidade de água necessária para enxaguar a loiça;

Coloque dispositivos de redução de caudal no chuveiro;

Analise regularmente o contador e a factura da água para controlar os seus g a s t o s .

NA CASA-DE-BANHO.... Regra geral, é nas cozinhas e nas casas-de-banho que nós “desperdiçamos” mais água... é a higiene pessoal, as descargas de água do autoclismo. Aprenda alguns truques

Encha o lava-loiça com a quantidade de água necessária para lavar a loiça e nunca deixe a água a correr continuamente; Utilize as quantidades de água estritamente necessárias na confecção das refeições - para cozer legumes basta que estes estejam cobertos com água e nos chás procure aquecer sempre a água na quantidade necessária. Os reci-

pientes devem estar sempre bem tapados; O uso das máquinas – de lavar roupa ou loiça, deve ser restrito apenas às situações em que as cargas estão completas, evite as meias cargas; Privilegie os programas económicos, pois não só reduzem a quantidade de energia como de água gasta; Reutilize a água da lavagem dos legumes e frutas para regas ou limpezas de pavimentos exteriores.

NO EXTERIOR.... Por vezes é nas pequenas actividades que desperdiçamos mais água, como na lavagem do carro ou nas regas dos jardins. Basta estabelecer pequenas rotinas no seu dia-adia ou adoptar novos comportamentos para também aqui contribuir para a poupança de água. Lave o carro com balde e esponja, o uso da mangueira origina sempre desperdícios; Limpe os pavimentos exteriores a seco, optando por varrer em vez de lavar; Regue o jardim de manhã cedo ou ao início da noite – para além de ser o mais indicado para as plantas, o nível de evaporação é menor; Cultive plantas típicas da sua região, não só se adaptam melhor às condições climáticas como utilizam a água disponível de forma mais eficiente; Cubra a terra do jardim ou dos vasos com casca de pinheiro ou outros materiais (mulch), pois diminui o contacto directo do solo com a luz solar, conservando a humidade da terra; Plante árvores que façam sombra no Verão, pois reduz a evaporação das plantas protegidas pela sombra. Por último, mas não menos importante, passe a mensagem! Se todos contribuirmos para poupar água, vamos fazer a diferença! Prof. Manuel Fecha (Curso Profissional THSTA)


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ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. PEDRO DO SUL | Março de 2009

GRUPO DE FÍSICA E QUÍMICA

PALESTRA SOBRE NANOTECNOLOGIA

Organizado pelo grupo de Física e Química da Escola, realizou-se no dia 11 de Fevereiro uma palestra sobre Nanotecnologia, pelo Doutor Fernando Nogueira, professor e investigador do Departamento de Física da Universidade de Coimbra. Assistiram as turmas do 12º C e 11º B. O que é a nano tecnologia? Em 1959, Richard Feynman proferiu uma palestra no Caltech (Califórnia Institute of Technology), onde propôs a construção de pequenas máquinas e “Porque não escre-

ver os 24 volumes completos da Enciclopédia Britânica na cabeça de um alfinete?” . Nessa palestra propôs dois prémios, um para a primeira pessoa a reduzir uma página de um livro 25 000 vezes e o outro para a primeira pessoa que construísse um motor eléctrico de 0,062 mm2. O segundo prémio foi ganho por Willian Mclellan, 4 messes depois e o primeiro por Tom Newman em 1985. Em 1989 a IBM construiu o seu logótipo com átomos de Xénon. A palavra nanotecnologia foi usada pela primeira vez em 1975 pelo Japonês Norio Taniguchi para descrever a visão de Feynman. Significa, hoje em dia, todos os projectos científicos ou tecnológicos sobre fenómenos ou propriedades da matéria à escala do

nanómetro (1nanómetro = 0,000000001 metros = 1 milhão de vezes mais pequeno que o milímetro). Já existem várias aplicações da nono tecnologia, na roupa, a Nano-tex (http:// www.nono-tex.com) produz tecidos resistentes à água e às nódoas para várias marcas, Boss, GAP, Marks & Spencer. Incorporando nano partículas de TiO2 nos tecidos é possível fabricar roupa que bloqueie a radiação UV. Nos protectores solares, nono-pós de ZnO, bloqueiam os UV sem que a pele fique da cor do leite quando se aplica. Nanotubos de carbono é o material mais forte que se conhece, permitem reforçar utensílios tornando-os mais leves e resistentes, como por exemplo em raquetes de ténis (NCT). Os actuais ecrãs de plas-

ma e LCD serão num futuro próximo substituídos por FED (Field Emission Display) que usam nonotubos. Os nanotubos começam a ser usados na destruição de células cancerígenas. Também no futuro será possível construir nono máqui-

nas e nono cirurgiões, robots que irão circular dentro do organismo para reparar células “avariadas”. Prof. Bandeira Rodrigues

CLUBE DE ASTRONOMIA

A IMPORTÂNCIA DA ASTRONOMIA O impacto da Astronomia nas sociedades teve início na pré-história com as primeiras ideias sobre o Universo e as observações dos movimentos aparentes do Sol, Lua e estrelas. A Astronomia surgiu da necessidade que temos de conhecer e entender o mundo em que vivemos, tornando-se fundamental para qualquer sociedade em pleno processo de evolução. A Astronomia atravessa, neste momento, a mais rápida evolução na história da humanidade, desenvolvendo-se inúmeros projectos em que estão envolvidas as mais diversas entidades, cientistas de todas as áreas e de todas as nacionalidades. O objectivo é garantir a sobrevivência da espécie Humana, aprofundando os conhecimentos nos mais diversos campos, desde a Origem do Universo à vida na Terra, a busca de vida (inteligente ou não) fora do

sistema solar, conhecimento dos planetas e das leis que regem o Universo, desenvolvimento de tecnologia que permita viver confortavelmente e por períodos cada vez maiores no Espaço, desenvolver técnicas que permitam melhorar a vida na Terra, através dos sistemas de localização, de estudos meteorológicos e de defesa do meio ambiente, etc, etc. Estão em curso ou planeadas para breve, algumas missões que contemplam diferentes áreas, como o estudo da superfície de Marte (Mars Express a decorrer em Marte) ou o desenvolvimento de um sistema de satélites de navegação europeu (o projecto Galileu, que deverá estar operacional brevemente) e muitas outras como o desenvolvimento da Estação Espacial Internacional que, cada vez mais servirá de apoio a cientistas e astronautas no Espaço. A astronomia tam-

bém contribui no processo educacional nas sociedades. Pelo seu carácter multidisciplinar, é importante na educação, desde o ensino básico até ao superior. A astronomia é utilizada para motivar os jovens alunos em ciências, matemática, geografia e história. Além de educar e funcionar como motor para o desenvolvimento das sociedades, a Astronomia alimenta a nossa curiosidade e ajuda-nos a desvendar o Universo em que vivemos. Prof. Manuel Fecha (Clube de Astronomia)


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SEMIFINAL DAS OLIMPÍADAS DE QUÍMICA EM AVEIRO A semifinal das Olimpíadas de Química decorreu no dia 14 de Março no Complexo Pedagógico Científico e Tecnológico da Universidade de Aveiro. Uma vez mais a nossa escola marcou presença com uma equipa constituída por três alunos do 11º ano: a Marília Lima, a Patrícia Regueira e o Paulo Rodrigues, que ficaram ordenados na honrosa 4ª posição. Esta foi a décima edição deste evento e contou com um número recorde de participantes, 146 equipas a nível nacio-

nal, divididas entre Aveiro, Porto e Lisboa. As Olimpíadas de Química são organizadas pela Sociedade Portuguesa de Química tendo como objectivos: dinamizar o estudo e ensino da Química nas Escolas Básicas e Secundárias; proporcionar a aproximação entre as Escolas Básicas e Secundárias e as Universidades e Institutos Superiores; despertar o interesse pela Química, divulgar a Química como ciência e cativar vocações para carreiras científico-tecnológicas entre os

estudantes. Estas actividades para além de educativas são lúdicas, desenvolvem-se num saudável espírito de competição, proporcionam momentos de boadisposição e alegria que se vivem, pela camaradagem, espírito de entreajuda e convívio, quer entre os participantes, quer entre estes e os docentes que os acompanham e orientam. Parabéns aos participantes! Grupo de FQ

VISITA DE ESTUDO AO PORTO E VILA DO CONDE Programada por professores de História (Dr.ª Luzia), Geografia (Dr. Ferreira Gomes) e Ciências Naturais (Dr.ª Lina), tendo por companhia o Dr. Pedro Franco e destinada aos alunos das turmas B, D e E, do 9.ª ano, realizou-se no dia 3 de Março uma visita de estudo à área do Porto e Vila do Conde. Ao longo da viagem, o professor de Geografia foi chamando a atenção para alguns aspectos da paisagem que se iam observando e constantes dos conteúdos programáticos leccionados, para resolução de ficha de trabalho elaborada para o efeito. Já no Porto, a comitiva dirigiu-se ao Museu Militar onde pôde tomar contacto com os mais diversos artefactos e estratégias bélicas, desde

os mais antigos aos mais recentes, com especial destaque para os da primeira guerra mundial e guerra colonial portuguesa, onde o nosso País esteve envolvido. Aqui, os rapazes tiveram o especial privilégio de tactear alguns desses instrumentos. Foi, igualmente, apresentada uma colecção notável de soldadinhos de chumbo. Da mesma feita, se ficou a saber que o edifício do museu passou por várias ocupações, tão díspares quanto: residência particular, convento, sede da PIDE/DGS e hoje museu. Seguiu-se o almoço, no centro comercial de Matosinhos designado de Marshopping. Cada qual almoçou o que quis. A diversidade da oferta e a livre escolha permitiram isso

mesmo. Mais um pouco adiante e estávamos em Vila do Conde. Aqui, visualizámos o velho aqueduto e visitámos demoradamente o Centro de Ciência Viva, dedicado à temática do sangue: sua composição, funcionamento do aparelho circulatório, efeitos de uma alimentação errada, etc. Houve oportunidade de interagir com alguns mecanismos e fazer experiências laboratoriais. Ainda em Vila do Conde, e enquanto o outro grupo visitava o centro de ciência viva, houve oportunidade para visitar a zona ribeirinha do Rio Ave, onde está ancorada uma réplica de caravela quinhentista, que alguns alunos puderam visitar e aquilatar das dificuldades de vivência em alto-mar.

Até ficaram a saber a designação do varandim de vigia do mastro principal… Em resumo, esta foi uma iniciativa interessante, com efeitos didácticos, pedagógi-

cos e convivenciais muito positivos. Prof. António F. Gomes

VISITA DE ESTUDO AO IKEA E AO PALÁCIO DA BOLSA No passado dia 26 de Fevereiro, as turmas 12º E do Curso Tecnológico de Marketing e 10º F do Curso Profissional de Técnico de Gestão, participaram numa visita de estudo às instalações IKEA de Matosinhos e ao Palácio da Bolsa do Porto. Os alunos das duas turmas foram acompanhados pelos professores Ana Luísa Basto (Economia e Contabilidade e Fiscalidade), José Afonso (Comércio e Distribuição e Gestão), Teresa Amado (Técnicas de Vendas e Cálculo Financeiro) e Bernardo Pina (Introdução ao Marketing). Chegados à IKEA, as turmas e os professores acompanhantes, depois de observarem a forma de organização do espaço, iniciaram a visita à loja, seguindo o percurso indicado

no local. Foram percorridas as diferentes áreas de exposição e analisados diversos aspectos, nomeadamente, os relacionados com a composição e preços do sortido, a organização dos espaços de exposição e a animação da loja. Ao meio-dia seguiu-se o almoço em grupo, num dos estabelecimentos de self-service existentes no local. Um dos aspectos mais interessantes desta visita, foi a análise da organização do armazém e da gestão dos stocks. Podemos constatar que tudo foi pensado de modo a que o cliente possa localizar com relativa facilidade os produtos no armazém, anteriormente observados nas áreas de exposição, e proceder no final à sua aquisição. Foi possível verificar, ainda, que uma das estratégias

de Marketing adoptadas pelo IKEA, consiste na exposição de alguns produtos de uma forma segmentada, por partes, colocando a principal componente do produto, a um preço baixo, num local estratégico de passagem do cliente, tentando influenciá-lo a concretizar a aquisição, o que por vezes provoca a compra de produtos por impulso. Terminada a visita ao IKEA, o grupo dirigiu-se ao Palácio da Bolsa, tendo efectuado a visita do mesmo, acompanhado por uma guia. Os alunos compreenderam a importância deste edifício no desenvolvimento da actividade comercial e económica da cidade do Porto, da região do Douro, de Portugal e da sua inserção na Europa. A viagem de regresso a

S. Pedro do Sul decorreu sem incidentes, e terminou às 17 h e 40 m na escola. A visita de estudo foi, globalmente, muito útil, tendo em conta que os objectivos foram alcançados, pois possibilitou a interligação entre a teoria

e a prática, assim como promoveu o contacto com a realidade empresarial. Foi também proporcionado o convívio entre todos os participantes, professores e alunos. Alunos da turma 12º E


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MICRO-GERAÇÃO

VAMOS PRODUZIR E VENDER ENERGIA ELÉCTRICA…

Produzir e vender energia eléctrica em pequena escala designa-se por MicroGeração . Todos nós podemos ser micro-produtores, basta querermos. O DL 363/2007 de 2 de Novembro veio incentivar a instalação de painéis fotovoltaicos e geradores eólicos. A electricidade produzida num sistema de microgeração tem a vantagem de ser remunerada com um valor 4 a 6 vezes superior ao que pagamos à EDP. Os incentivos concedidos permitem reaver as verbas investidas no prazo de 5 anos para a energia eólica e de 6 anos para o sistema fotovoltaico, grosso modo para uma longevidade de 20 ou mais anos. Ou seja: é um investi-

mento rentável. Para instalar um sistema fotovoltaico é preciso ter um telhado com boa exposição solar ou ter um terreno próximo da habitação/instalação. No sistema de ligação à rede abaixo indicado – microgeração fotovoltaica - os painéis solares geram electricidade através da luz solar que incide sobre os mesmos. O Inversor transforma a corrente continua em alternada e a tensão a 230V é injectada na totalidade na rede pública. Legenda A – Paneis Fotovoltaicos B – Inversor C – Contador de energia injectada na rede (venda) D – Contador de energia consumida na rede (compra)

A potência máxima de produção a instalar com uma tarifa bonificada não pode ser superior a 50% da potência contratada, com o limite de 5,75 kW e pressupõe a existência, no local do consumo, de um sistema de colectores solares térmicos para aquecimento de água (AQS), com um mínimo de 2 m² de área de colectores. Portugal tem uma exposição solar extraordinária. A média anual é de 4 horas de sol por dia para a produção fotovoltáica (6 horas no Verão e 2 horas no Inverno). Este valor é multiplicado pelo valor da potência instalada, obtendo -se assim a produção de energia diária. Por exemplo, um sistema com uma potência de 3,68 kW produz a energia de 4 h x 3,68 kW = 14,72 kWh por dia. Por ano produz-se então 365*14.72 kWh = 5.372,8 kWh ou 5,37 MWh. De salientar que agora a instalação de colectores solares para aquecimento de águas sanitárias é altamente subsidiado. Além dos descontos na aquisição do equipamento também uma parte do custo do equipamento pode ser deduzido à colecta do IRS o que ainda torna mais apetecível o investimento. Fica claro que a aposta na produção de energia utilizando as energias renováveis é um bom investimento económico.

Em termos ambientais todos nós ganhamos. Poupamos os recursos energéticos fósseis e em simultâneo evitamos o lançamentos de milhares de toneladas de CO2 para a atmosfera. Estes gases também são responsáveis pelo aquecimento global da terra. Está na nossa mão proteger o ambiente, proteger o planeta. Está ao nosso alcance

proporcionar aos vindouros um ambiente saudável. Poder poupar dinheiro e, simultaneamente, proteger o mundo que nos rodeia é uma fórmula mágica que não devemos desperdiçar. Prof. João Oliveira

Instalação de painéis fotovoltaicos numa residência em S. Pedro do Sul com uma potência instalada de 3,68Kw. O que é a Micro-Geração? Micro-Geração é produzir electricidade para vendê-la em pequena escala. ternativa mais interessante. Quem pode ser micro-produtor? Qualquer entidade que disponha de um contrato de compra de electricidade em baixa tensão.

RADIOACTIVIDADE

MAPA NACIONAL DE RADIOACTIVIDADE NATURAL No âmbito da disciplina de Física do 12ºano, turma C, realizou-se no dia 11 de Fevereiro, na nossa escola, uma

conferência sobre o sempre importante tema da radioactividade, dirigida pelo Prof. Doutor António Onofre do

departamento de Física da Universidade de Coimbra. Durante escassos 90 minutos, os alunos da turma

tomaram conhecimento do projecto “Mapa Nacional de Radioactividade Natural”, com o presente objectivo da criação de um mapa da radioactividade natural de várias zonas do País em estreita colaboração com Escolas Secundárias da região em estudo. O Projecto decorrerá de Fevereiro a Maio do presente ano. Neste período serão efectuadas medidas de actividade e de dose pelas várias Escolas Secundárias nas suas zonas de influência com o equipamento cedido pela Faculdade de Coimbra ( c o nt a do r G ei ger+C om put a dor P ortá til+GPS + detectores de radão). Em causa está o problemático Gás Radão, um gás

radioactivo que não tem cor, cheiro ou sabor e que, em determinadas quantidades se torna prejudicial para a saúde pública. No entanto, nem todos os portugueses têm de se preocupar com o Radão. Os distritos mais críticos são Braga, Vila Real, Porto, Guarda, Viseu, Castelo Branco e Portalegre (Serra de São Mamede), por terem solos graníticos. Esperamos que os resultados obtidos pela nossa escola possam contribuir positivamente para a conclusão deste estudo.

Diogo Marques; nº5 12ºC


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EMRC

HISTÓRIAS COM MENSAGEM Neste espaço, “EMRC – Histórias com mensagem”, vamos editar textos/pensamentos com mensagem positiva e ensinamentos que mereçam a pena ler, reflectir e tirar ilacções para a vida.

O ZÉ ALEGRIA

de todos que por ali passavam. Ele sempre trabalhava alegre e feliz na fazenda, por isso tinha o apelido de Zé Alegria. Os outros trabalhadores perguntavam-lhe: como você consegue trabalhar feliz e sempre cantando com o pouco dinheiro que ganhamos? O jovem olhou para os amigos e disse: bem, este trabalho hoje é tudo que eu tenho. Ao invés de blasfemar e reclamar, prefiro agradecer por ele. Quando aceitei trabalhar aqui, sabia das condições. Não é justo que agora que estou aqui, fique reclamando. Farei com capricho e amor aquilo que aceitei fazer. Os outros, que acreditavam ser vítimas das circunstâncias, abandonados pelo destino, o olhavam admirados e comentavam entre si: "como ele pode pensar assim?" O entusiasmo do rapaz, em pouco tempo, chamou a atenção do fazendeiro, que passou a observá-lo à distância. Um dia o Sr. João pensou: "alguém que cuida com tanto carinho da casa que emprestei,

cuidará com o mesmo capricho da minha fazenda." "Ele é o único aqui que pensa como eu. Estou velho e preciso de alguém que me ajude na administração da fazenda." Num final de tarde, foi até a casa do rapaz e, após tomar um café bem fresquinho, ofereceu ao jovem o cargo de administrador da fazenda. O rapaz aceitou prontamente. Seus amigos agricultores novamente foram-lhe perguntar: "O que faz algumas pessoas serem bem sucedidas e outras não?" A resposta do jovem veio logo: "em minhas andanças, meus amigos, eu aprendi muito e o principal é que: não somos vítimas do destino. Existe em nós a capacidade de realizar e dar vida nova a tudo que nos cerca. E isso depende de cada um." Toda pessoa é capaz de efectuar mudanças significativas no mundo que a cerca. Mas, o que geralmente ocorre é que, ao invés de agir, atiramos a responsabilidade da nossa desdita sobre os ombros alheios. Sempre encontramos alguém a quem culpar pela

nossa infelicidade, esquecidos de que ela só depende de nós mesmos. Para encobrir sua indolência, muitos atiram a culpa no governo, nos empresários, nos políticos, na sociedade como um todo, esquecidos de que quem elege os governantes são as pessoas; que quem gera empregos são os empresários, e que a sociedade é composta pelos cidadãos. Assim sendo, cada um tem a sua parcela de responsabilidade na formação da situação que nos rodeia. E para ser feliz, basta dar ao seu mundo um colorido especial, como o personagem desta história que, mesmo numa situação aparentemente deprimente para os demais, soube fazer do seu mundo uma realidade bem diferente. E conforme ele mesmo falou: existe em nós a capacidade de realizar e dar vida nova a tudo que nos cerca.

OS DOIS AMIGOS

A MÃE NATUREZA

Diz uma lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto e, em um determinado ponto da viagem, discutiram e um deu uma bofetada no outro. O outro, ofendido, sem nada poder fazer, escreveu na areia: hoje o meu melhor amigo deu-me uma bofetada no rosto. Seguiram adiante e chegaram a um oásis onde resolveram tomar banho. O que havia sido esbofeteado e magoado começou a afogar-se, sendo salvo pelo amigo. Ao recuperar-se, pegou um canivete e escreveu numa pedra: hoje o meu melhor amigo salvou a minha vida. Intrigado, o amigo perguntou: Porque é que, depois que te magoei, escreveste na areia e agora, escreves na pedra? Sorrindo, o outro amigo respondeu: Quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever onde o vento do esquecimento e o perdão se encarreguem de borrar e apagar a lembrança. Por outro lado, quando nos acontece algo de grandioso, devemos gravar isso na pedra da memória e do coração onde vento nenhum em todo o mundo poderá apagá-lo.

Mãe Natureza não teve outro remédio senão ir pessoalmente à grande Cidade para pedir ajuda às pessoas. Estava desesperada. Todos os seus filhos estavam muito doentes. Era uma questão de vida ou de morte. Não havia tempo a perder. Dizia a toda a gente: - Necessito que as pessoas deixem de sujar o ar, envenenar a água e contaminar a terra. Todos os seres vivos precisam com urgência de respirar ar puro, beber água limpa e alimentar-se de uma terra sã. Árvores, plantas, insectos, animais, peixes e pássaros estão já nas últimas. Mas as pessoas não a tomaram muito a sério. Diziam umas às outras: - Não há razão para tanto alarmismo. A situação não é assim tão grave como ela a pinta. Mas a Mãe Natureza insistia cm lágrimas nos olhos. Suplicava-lhes: - Faça algo para salvar os meus filhos. Foi então que as pessoas, para se verem livres dela, prometeram que fariam todo o possível. Contudo, apesar da gravidade do problema, as pessoas da Grande Cidade não fizeram quase nada. Estavam demasiado

ocupadas em outras coisas mais importantes e urgentes na sua opinião. Então os olhos de Mãe Natureza começaram a fechar-se. A terra deixou de produzir plantas, a água ficou envenenada, o ar começou a tornar-se irrespirável e a vida animal desapareceu. Foi então quando as pessoas ficaram alarmadas. Saíram da Grande Cidade, desesperadas, à procura de Mãe Natureza para lhes dizer desse algo para comer, fontes onde beber água saudável e bosques onde respirar ar puro. Porém já não a encontraram. Tinham chegado demasiado tarde.

comer». Então, cada noite começou a levar parte das sementes que lhe cabiam para o depósito de seu irmão, para que nunca chegasse a faltar. Mas um dia o irmão casado pensou: «Realmente não é justo que dividamos pela metade o que ganhamos, porque eu tenho filhos que cuidarão de mim, quando ficar velho. Porém, meu irmão não terá ninguém. E o que farão então?» E cada noite começou a levar parte dos seus grãos. Em todas as manhãs, cada um descobria que misteriosamente as reservas de grãos se multiplicavam. Numa noite, aconteceu que se encontraram no meio do caminho entre suas respectivas casas e deram-se conta do que estavam a fazer. Abraçaram-se com muito carinho e amor. A história diz que Deus observava a cena e proclamou: «Este é um lugar sagrado, um lugar de amor. Aqui se construirá meu templo.» E assim aconteceu. O lugar sagrado, onde Deus se manifesta ao seu povo, é o lugar em que os seres humanos descobriram que se amavam.

Havia uma fazenda onde os trabalhadores viviam tristes e isolados uns dos outros. Eles estendiam suas roupas sujas no varal e alimentavam seus magros cães com o pouco que sobrava das refeições. Todos que viviam ali trabalhavam na roça do senhor João, dono de muitas terras, que exigia trabalho duro, pagando muito pouco por isso. Um dia, chegou ali um novo empregado, cujo nome era Zé Alegria. Era um jovem agricultor em busca de trabalho. Foi admitido e recebeu, como todos, uma velha casa onde iria morar enquanto trabalhasse ali. O jovem, vendo aquela casa suja e abandonada, resolveu dar-lhe vida nova. Cuidou da limpeza e, em suas horas vagas, lixou e pintou as paredes com cores alegres e brilhantes, além de plantar flores no jardim e nos vasos. Aquela casa limpa e arrumada destacava-se das demais e chamava a atenção

Lenda árabe

Conto de A. Real Navarro

OS DOIS IRMÃOS Antigamente, quando o mundo era jovem, dois irmãos compartilhavam uma roça e um moinho. Cada noite, eles dividiam em partes iguais tudo o que conseguiam durante o dia. Um deles vivia sozinho; o outro tinha sua esposa e muitos filhos. Um dia o irmão que vivia só pensou com os seus botões: «Não é justo que dividamos pela metade o que ganhamos. Eu vivo sozinho, porém meu irmão tem muitas bocas para dar de

Extraído da Internet

A Caminho do Terceiro Milénio Diz-me ó jovem que caminho Que sentido, que destino Tua vida vai seguir? Diz-me ó jovem que lugar Que história vais mudar P’ra fazer novo provir? Diz-me ó jovem por onde andas, Quem és tu, que esperanças, Fazem o teu prosseguir? Um futuro de igualdade Carregado de esperança Neste inicio de milénio Queremos fazer mudança Unindo é nossa voz Outras vozes a gritar P’ra fazer nova cultura E a história transformar Diz-me ó jovem em que sonhas Se a tua vida se faz grito Noutros jovens a morrer? Diz-me ó jovem se acreditas Se carregas no teu peito, A chama do renascer? Diz-me ó jovem que projecto Que estrada, que horizonte, Animam o teu viver? Diz-me ó jovem se acreditas Que és semente de justiça Neste mundo a renovar? Diz-me ó jovem se é verdade Que se faz fraternidade Pelo teu jeito de amar? Diz-me ó jovem que fará Mundo novo, homem novo, Se calado, ou a gritar? In Olhei e... vi, Paulinas Editora

Olhei... e vi o mundo Olhei e vi o mundo E vi uma terra mártir Uma casa por construir Uma realidade a mudar Vi os mares, vi o céu Toda a beleza da criação Vi pessoas lutando Por um pedaço de chão Vi o pão mal dividido Vi a revolta a crescer Vi o homem oprimido Pela sede do poder Vi sonhos destruídos Ideais abandonados A flor da paz esmagada… Mas vi pessoas tentando Tentando mudar O homem novo construir Vencendo barreiras E com o amor lutar Tentando interpelar Vencer a opressão E nada destruir Mas com o amor participar Porque sei que Contigo Posso contar

Belden C. Lane  In Olhei e... vi, Paulinas Editora


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PARLAMENTO DOS JOVENS

DEBATE COM O SR. DEPUTADO HÉLDER AMARAL

Inserida no Plano de Actividades a desenvolver pelo Grupo 430 – Economia e Contabilidade no ano 2008/2009, e com o apoio do Clube Europeu, prossegue a actividade Parlamento dos Jovens.

Na sequência desta actividade, esteve presente no dia 12 de Janeiro de 2009 no Auditório da Escola Secundária de São Pedro do Sul, o Senhor Deputado Hélder Amaral para um debate, que envolveu a Comunidade Escolar e contou com a cobertura de uma rádio da região. O debate teve como principal objectivo avaliar a Participação Cívica dos Jovens no actual panorama político e social português. Na Sessão Escolar do dia 21 de Janeiro de 2009, foram eleitos pelos seus pares os alunos do 12º ano, Sérgio Girão, Bruno Matias e Miguel Vargas, os quais representarão a escola

na sessão distrital, no dia 24 de Março de 2009. Foi igualmente elaborado o Projecto de Recomendação, entretanto enviado à Assembleia da República, com as seguintes medidas propostas: 1 - Educação para a cidadania na perspectiva do desenvolvimento de saberes, de saberes fazer técnicos, sociais e relacionais para a intervenção e para a parceria de género deve ser assegurada pela escola, enquanto condição para o pleno exercício da cidadania num contexto democrático. 2 - Criação de espaços de discussão livre entre os

jovens, conjuntamente com uma política de desenvolvimento virada para a promoção de melhores condições de bem-estar e qualidade de vida, fomentando a participação dos jovens na politica e nos interesses das localidades onde vivem, contribuindo, desta forma, para a descentralização do interesse politico. 3 – Promoção de condições de vida associativa, cívica e política, para ultrapassar uma verdadeira crise de participação na vida institucional e associativa, nomeadamente nas estruturas tradicionais e sublinhando o papel capital da participação das e dos jovens

na construção da sociedade civil, enquanto recurso para a permanente renovação da sociedade democrática. Os professores Bernardo Pina/José Afonso

PARTICIPAÇÃO CÍVICA DOS JOVENS NA UNIÃO EUROPEIA

EUROSCOLA A cidadania, no sentido restrito, define-se pela participação, directa ou indirecta, no governo da cidade. Esta noção adquire o seu significado moderno sob a Revolução Francesa, no momento em que se inicia o amplo movimento de inserção nos processos de decisão política de um número cada vez maior de membros da sociedade civil. Os contornos da cidadania vão, pois, evoluir ao ritmo da extensão dos direitos políticos e cívicos. Esta evolução tem por quadro o Estado-Nação, sendo que cidadania e nacionalidade estão, assim, estreitamente ligadas. Todavia o desenvolvimento dos direitos sociais, a construção europeia e, de uma maneira mais geral, o problema da inserção social e política dos estrangeiros instalados há vários anos no território nacional levam a pensar de novo a definição da cidadania. De facto, a Declaração final adoptada na 2ª Cimeira Europeia da Juventude, realizada em Varsóvia a 15 e 16 de Maio de 2005 antes da 3ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo do Conselho da Europa, pede aos Chefes de Estado e de Governo que reconheçam que a participação dos jovens é um elemento fundamental de suporte à democracia e para o seu funcionamento. Tal implica, nomeadamente, a necessidade de reconhecer que participar e ser um cidadão activo, é ter o direito, os meios, os locais e o apoio

para participar nas decisões, influenciá-las e para se envolver em acções e actividades de forma a contribuir para a construção de uma sociedade melhor. O Comité de Ministros do Conselho da Europa declarou 2005 o Ano Europeu para a Cidadania pela Educação, chamando a atenção para o papel fundamental que desempenha a educação no desenvolvimento da cidadania e na melhoria da qualidade da participação. Ao fazê-lo, põe em evidência a inquietante falta de interesse dos jovens e o défice de participação na vida pública e democrática. O presidente do Congresso dos Poderes Locais e Regionais afirmou em Varsóvia, durante a Cimeira da Juventude que a participação na vida democrática passa pela participação e contribuição para a construção de uma sociedade melhor e mais equitativa, tendo as colectividades locais e regionais um papel de extrema importância na promoção da participação dos jovens. Devem, não só zelar para que os jovens sejam informados sobre a democracia e adquiram conhecimentos sobre a matéria, mas também para que tenham a possibilidade de agir concretamente no respeito por outros valores da União Europeia: dignidade da pessoa humana; direitos do Homem; Estado de Direito; liberdade; pluralismo; igualdade; tolerância; solidariedade e não discriminação. Neste senti-

do, impõem-se algumas questões: Como estimular e motivar os jovens para uma participação activa na vida pública e nos processos democráticos? Como educar para uma cidadania democrática? Como promover o desenvolvimento de competências para a participação? Como ajudar os jovens a participar, a entrar na vida política a aceder à tomada de posição e que actores podem contribuir para atingir esse objectivo? Daí a importância de desenvolver programas de formação dos jovens para a cidadania; para o exercício de funções de liderança na vida cultural, em sindicatos e noutras organizações sociais; para utilizar a palavra; para enfrentar a competição; para a tomada de decisão; para a participação política e a constituição de grupos de pressão. A construção europeia é mais do que uma simples forma de colaboração entre Estados-Membros. Trata-se de uma associação entre povos que procuram proceder em conjunto à adaptação da sua sociedade às condições de um mundo em mutação, no respeito dos valores que constituem a sua herança comum. Assim, o conceito de “Europa dos Cidadãos” está constantemente a ser precisado e reforçado, com a participação cívica dos jovens, essencialmente orientado com vista à criação de condições para: o crescimento sustentável e o emprego; desenvolvimento de políticas do conhecimento; sistemas modernizados de emprego e melhores condições de vida.

Contudo, todos estes fenómenos de evolução acrescentam incertezas - a civilização científica e tecnológica tanto pode ser vista como um bem para a sociedade como uma ameaça pela opinião pública, na medida em que pode ser um factor de exclusão social, uma vez que a explosão tecnológica nas sociedades actuais, ao tentar dar conforto, qualidade e bem-estar, pode também gerar exclusão. Essa exclusão (tecnológica ou digital) social poderá acontecer se não houver um real investimento material, imaterial e também uma verdadeira sensibilização e consciencialização quer na educação, quer na formação da dita sociedade cognitiva, também denominada do conhecimento, da aprendizagem ou da informação. Como fazer face a esta situação no sentido de promover processos de participação cívica e política verdadeiramente inclusivos e que potenciem uma cidadania activa e participativa? Devem os jovens na sua participação cívica ajudar nas seguintes prioridades políticas: combater a pobreza das crianças e dos idosos, através de medidas que assegurem os seus direitos básicos de cidadania; corrigir as desvantagens na educação e formação/ qualificação e ultrapassar as discriminações, reforçando a integração das pessoas com deficiência e dos imigrantes. Assim, propomos as seguintes medidas para potenciar a participação cívica dos jovens na União Europeia:

1ª – Intervir no sentido de interromper os ciclos de pobreza que, persistentemente, os baixos níveis de escolaridade e as baixas qualificações de uma parte da população europeia têm impedido de ultrapassar; 2ª - Constituir um documento de referência orientador da diversidade de intervenções requeridas no processo europeu de inclusão social, capaz de contribuir para que a pobreza e a exclusão social, possam, com maior eficácia, reverter-se no futuro, a caminho de uma sociedade europeia mais justa, socialmente mais coesa e com maior desenvolvimento sustentável; Desta feita, concluímos com o reforço da nossa crença numa cidadania cada vez mais geradora de condições de participação, que se adaptem às solicitações de um mundo sempre em mutação e cada vez mais caracterizado pelas transformações tecnológicas. Nome dos alunos que apresentarão o trabalho a nível Distrital: 1. Mariana Coutinho Oliveira de Lima Madanelo – 10º ano 2. Ana Carolina Pinho Almeida – 10º ano Professores Bernardo Pina José Afonso GRUPO 430 - Clube Europeu


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DO DIA DOS CREPES

À semelhança do que tem acontecido em anos anteriores, a comemoração do Dia

dos Crepes, promovida pelo Clube Europeu, revelou-se um verdadeiro sucesso e um convite absolutamente irrecusável. Só foi preciso juntar uns amigos, deixar-se levar pelo cheirinho dos crepes acabados de fazer, e partir para mais um segundo pequeno-almoço. A nossa tenda parecia pequena para albergar os “clientes” que, durante o período da manhã,

se deliciaram com esta delicada iguaria regada por um copo de sumo natural de laranja. Não foi possível resistir à tentação de provar a canela, o chocolate e o delicioso morango! E de boca cheia e sumo na mão, vamos esperar, pacientemente, que o dia 2 de Fevereiro de 2010 nos volte a reunir à mesa a degustar este delicioso manjar dos deuses…

5ª ENCONTRO DE ESCOLAS PARCEIRAS – ALCALÁ DE HENARES, ESPANHA

DE S. PEDRO A ESPANHA Parecia que o dia da partida nunca mais chegava! A nossa vizinha Espanha era desta vez o país que iria acolher a nossa escola e a ansiedade de rever e conhecer novos amigos até fez esquecer que o dia da partida, 13 de Março, era mesmo uma “sexta-feira treze”. Alcalá esperava a “Portuguese Team” em verdadeira fiesta. Foi difícil à coordenadora do projecto, professora Manuela Martins, e ao professor da Área de Projecto, Pedro Franco, conterem tanto entusiasmo. Na verdade, a Elizabeth Rua, a Patrícia Vila Nova, a Tânia Lima, o Miguel Cunha, o Roberto Alves, do 8º A, e ainda o João Pedro, do 8º B, facilmente se integraram no restante grupo de alunos das

escolas parceiras dos países envolvidos no projecto (Espanha, Itália, Turquia, França e Holanda). As famílias de acolhimento que receberam estes alunos foram fundamentais para o sucesso verificado neste encontro. Verdadeiros “pais adoptivos”, transmitiram-lhes a visão do dia-a-dia da família comum espanhola em todas as suas vertentes. O carinho com que receberam os portugueses foi plenamente retribuído com algumas lágrimas dos nossos alunos na hora da despedida. As actividades desenvolvidas ao longo destes dias decorreram de acordo com o programa estabelecido pela Escola Espanhola – Colegio Calasanz. Para além das activi-

dades conjuntas que decorreram no âmbito do projecto relacionadas com os Media, a escola espanhola proporcionou um pequeno e acolhedor espectáculo onde não faltou o colorido do flamenco e a força da guitarra espanhola. Os alunos puderam ainda assistir a algumas aulas dos colegas parceiros, tendo assim oportunidade de comparar os diversos sistemas de ensino. Mas, para além do trabalho desenvolvido na escola, todos os participantes foram convidados a conhecer mais um bocadinho de Espanha. Será difícil esquecer a grandiosidade de Madrid e a inesperada beleza de Segóvia. E foi muito depressa que o dia 18 de Março chegou.

Apetecia ficar e estreitar mais os laços com todos aqueles que tão bem nos receberam. Mais uma vez, os grandes objectivos do nosso projecto tinham sido atingidos: - Reforço da língua de comunicação; - Desenvolvimento da competência do uso das tecnologias de informação; - Comparação de métodos de ensino; Alargamento do conhecimento sobre o panorama cultural, social e histórico da Europa através de actividades conjuntas; - Informação real e concreta sobre a Europa e vivências específicas de países europeus. Foi bom chegar a Portugal. Havia muita coisa a fazer. Matar as saudades, abraçar os nossos amigos e contar toda esta aventura inesquecível que tanto enriqueceu os que nela participaram. Pela frente temos agora outra grande tarefa: receber em S. Pedro do Sul os países que tão bem acolheram a nossa escola. E é já em Maio. Mãos à obra.

6º ENCONTRO DE ESCOLAS PARCEIRAS S. PEDRO DO SUL 15 A 20 DE MAIO Desta vez será a Europa que virá até nós. E que grande responsabilidade, pois será na nossa escola que terá lugar o encerramento do Projecto Comenius, “Media Links in Europe”. No período que decorrerá de 15 a 20 de Maio, a Escola Secundária de S. Pedro do Sul receberá todas as escolas parceiras que estão envolvidas neste projecto. Vamos abrir as portas a um grupo de professores e alunos que nos visitarão, com certeza com o mesmo entusiasmo que sempre levámos de Portugal. Temos neste momento muitos projectos definidos e contamos já com a disponibilidade do Conselho Executivo e de professores para pôr em prática todas as actividades que pretendemos desenvolver. Mas a colaboração dos alunos será preciosa. Todos juntos vamos tornar este encontro uma verdadeira festa e uma oportunidade de tornarmos a Europa cada vez mais perto.

Prof. Manuela Martins


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DISTÚRBIOS DO COMPORTAMENTO ALIMENTAR

No passado dia 9 de Março, estiveram no Auditório da Escola dois elementos da equipa da consulta de perturbações do comportamento alimentar, do Hospital S. Teotónio de Viseu, para realizarem uma palestra sobre distúrbios do comportamento alimentar em jovens, dirigida a professores, encarregados de educação e funcionários. Esta acção foi desenvolvida no âmbito da colaboração entre o projecto “Hábitos Saudáveis”, da Área de Projecto do 12º C e o PES (Programa de Educação para a Saúde). Trata-se de uma iniciativa que integrou uma segunda acção, sobre a mesma temática, dirigida a alunos do 9º ano e realizada em 6 de Março, resultado da colaboração daqueles dois projectos. As nossas convidadas, Dra. Tânia Casanova, psiquiatra e a enfermeira Ana Campos, brindaram os presentes com uma apresentação clara, tentando desmontar as barreiras da linguagem técnica exigida nestas situações, sobretudo quando se fala de perturbações do foro psiquiátrico, como é o caso. Perseguindo sempre este objectivo, começaram por uma apresentação teórica sobre as perturbações do comportamento alimentar (anorexia, bulimia e

perturbações não específicas), já referenciadas em registos do século XIV, que incidiu na definição, tipologia, critérios diagnósticos, factores associados, sintomas e sinais de alerta. Soubemos, também, que estas perturbações são mais frequentes em determinados grupos (jovens entre os 15 e os 19 anos, na anorexia e um pouco mais velhos, na bulimia), onde se destaca o género feminino e que os níveis de incidência em Portugal são próximos dos europeus (cerca de 0,4%, na anorexia e superiores na bulimia). Foram, igualmente, referenciados factores de classe social, genéticos, profissionais e caracteriológicos. Destacando a anorexia, pelos níveis de afectação nos jovens, alertou para a importância de uma intervenção precoce, chamando a atenção para complicações associadas a esta perturbação, que são directamente proporcionais ao tempo de espera pelo início do tratamento. A este propósito referiu, ainda, o carácter reversível de todas as complicações, à excepção da perda de massa óssea. Não obstante a distinção teórica entre as diferentes perturbações do comportamento alimentar, a opinião da Dra. Tânia Casanova é mais favorável a um espectro de perturbações que, muitas

ÁREA DE PROJECTO 12º B

SEDENTARISMO Passas muito tempo sentado em frente ao computador? Então já deves ter sentido os sintomas de má circulação. Este problema afecta uma grande parte da população, principalmente porque os nossos hábitos de vida mudaram drasticamente, se não vejamos: Quem é que passaria 8h ou mais sentado a trabalhar (ou a jogar)? Os empregos alteraram o nosso padrão de vida e nós alterámos a resposta do nosso organismo. Todos os dias o nosso corpo luta contra estas agressões, sim agressões!!! É uma violência ficar na mesma posição horas a fio... Temos de ganhar

esta consciência!!! O que é o sedentarismo? É considerado como a doença do século, e é definido como a falta e/ou ausência de actividades físicas ou desportivas. São consideradas sedentárias as pessoas com poucas actividades físicas e que perdem poucas calorias durante a semana. Algumas causas do Sedentarismo: * Obesidade; * Falta de exercício físico; * Prisão de ventre; * Envelhecimento; * Profissões sedentárias.

vezes, se entrecruzam e evoluem no sentido umas das outras, havendo mesmo dificuldade em realizar um diagnóstico diferencial entre si. Seguidamente, focalizaram-se no papel, fundamental e particular, dos pais e professores, na detecção precoce e encaminhamento, bem como de colaboração no processo terapêutico. Foram referidos exemplos práticos da colaboração pedida às Escolas e aos Professores e evidenciada a necessidade de um acompanhamento dos pais, não só pelo que podem cooperar, mas ainda, porque eles próprios precisam de ajuda, culpabilizando-se, injusta e indevidamente, pelo sucedido aos filhos. Salientamos, igualmente, da intervenção das oradoras, uma referência importante aos sinais de alerta, para os quais todos, adultos e jovens, devemos estar despertos, nas nossas relação do quotidiano, a fim de ajudarmos quem pode estar a sofrer deste tipo de patologia. Não menos importante foi o sermos alertados para que se trata de um quadro patológico e, por isso, incontrolável por parte de quem o vive. Nesse sentido, os jovens não podem ser acusados de “birra”, nem de comportamento voluntário e a sua conduta não pode nem deve ser sujeita e represálias ou sanções. Em suma, trata-se de uma doença e, como tal, tem de ser curada, não cabendo ao jovem a opção de “ser assim”. Para além disso, é uma situação de grande sofrimento, cuja recuperação depende de uma intervenção multidisciplinar, mas em que as percentagens de casos bem sucedidos necessitam, ainda, de ser aumentadas. A enfermeira Ana Campos terminou a intervenção

Quais os sintomas? Mãos e pés sempre frios ou demasiado quentes (as pernas são o sinal mais visível); Sensação de cansaço; Peso e dor nas pernas; Comichão; Inchaço (edema). Como prevenir? Aproveite curtas distâncias para deixar o carro em casa e fazer uma caminhada, pois esta é uma óptima maneira de aproveitar o tempo; Claro, a mais importante: pratique exercício físico com regularidade. Realizado por (12ºB): André Fernandes Ângela Figueiredo Elisabete Nunes Telma Pinto

com uma apresentação da consulta de distúrbios do comportamento alimentar do Hospital de S. Teotónio de Viseu, com dois anos, que tem uma cobertura geográfica do Distrito e que decorre à segunda-feira, das 9 às 18h. As nossas convidadas apresentaram um abertura total para qualquer situação em que a Escola, ou as famílias, necessitassem de ajuda, disponibilizando-se, mesmo, para acolherem contactos directos para a consulta, em situação de necessidade. Deixaram uma mensagem de esperança, ao concluírem a intervenção com a indicação de uma percentagem de sucesso quase total, registando a ausência de situações mais graves, cujo desenlace tomasse proporções não desejáveis. Antes de se darem os trabalhos por terminados, os presentes puderam colocar questões e esclarecer dúvidas, quer do ponto de vista teórico, quer em termos práticos, de atitudes a tomar face a situações concretas. Tratou-se pois, de um momento de enriquecimento, que decorreu num clima de grande informalidade e, por isso mesmo, muito produtivo, mesmo para aqueles que pudessem ter mais dificuldades de comunicação. Quanto à análise que fazemos desta “tarde de trabalho”, realçamos a oportunidade de aprendizagem, a sensibilização para a gravidade destas problemáticas e a tomada de conhecimento sobre o papel efectivo que todos podemos ter num problema do foro clínico. Gostámos, particularmente, de assistir uma atitude de disponibilidade, sem limites, desta equipa, que passou a mensagem de “mais vale um falso alarme na consulta, do que um problema tardiamente intervencio-

nado”. O facto de sabermos da inexistência de lista de espera, nesta consulta, se nos deixou algum conforto, também nos despertou para o eventual desconhecimento deste serviço, no nosso Distrito. Nós próprios, só tomámos conhecimento da sua existência através da AFAAB (Associação de Familiares e Amigos dos Anorécticos e Bulímicos). Acresce que há muito poucas consultas desta natureza, a nível nacional e que, todas elas, estão superlotadas. Assim, acções deste tipo são cruciais na divulgação e esse foi, também, um dos nossos objectivos ao endereçarmos o convite. Destacamos desta sessão, para além de todo o valor formativo e informativo, uma aproximação grande entre serviços de saúde e a escola, abrindo portas a uma colaboração indispensável entre os principais intervenientes neste tipo de problemáticas nos jovens, para além dos próprios: família, escola e equipa clínica. Lamentamos, porém, que não houvesse uma maior adesão por parte de professores e encarregados de educação, mas certos de que, quem foi, não deu o tempo por “mal empregue”, atendendo à importância da temática e do que “por lá se passou”. Agradecemos ao Conselho Directivo e ao PES, na pessoa da Professora Lina Martins, toda a colaboração nas iniciativas do nosso projecto “Hábitos Saudáveis”. O grupo de trabalho do 12ºC António Júnior, Nº1 Ivan Martins, Nº7 Margarida Mouro, Nº9 Sérgio Gonçalves, Nº14


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CLUBE DE CIÊNCIAS E DO AMBIENTE

BRINCANDO COM A CIÊNCIA

O Clube de Ciências e do Ambiente continua a dinamizar a actividade “Brincando com a Ciência”. Neste segundo período “levámos a ciência” às escolas de Serrazes, Gralheira e Sá de

Carvalhais onde fomos recebidos com muita simpatia e disponibilidade. Os alunos do primeiro ciclo e também dos Jardins de Infância juntaram-se para, com muita curiosidade e entusiasmo, participar nas actividades que lhes proporcionámos. O Clube não se tem limitado a ir ao encontro das várias Escolas do Concelho, mas também está disponível para as receber nos seus laboratórios, onde pode proporcio-

nar melhores condições de exequibilidade das diferentes actividades. Assim no dia 11 de Fevereiro os alunos finalistas do Jardim Escola da Misericórdia de Santo António de S. Pedro do Sul fizeram-nos uma visita, acompanhados das respectivas Educadoras de Infância e Auxiliares de Acção Educativa para passarem um início de tarde diferente, assumindo o papel de “pequenos cientistas”, tal como testemunham as fotografias seguintes.

PONTO ELECTRÃO Uma vez mais a nossa escola está na linha da frente no que respeita às preocupações ambientais, daí sentirmos a necessidade de aderir ao Projecto Escola Electrão. A Escola Electrão é um projecto da Amb3E destinado às Escolas, com o apoio do Ministério da Educação e da Agência Portuguesa do Ambiente. Pretendeu-se sensibilizar e envolver professores, alunos, funcionários, pais e comunidade em geral, no esforço global da reciclagem

e valorização dos equipamentos eléctricos e electrónicos (REEE) em fim de vida. Nesse sentido esteve na escola, entre o dia 11 e 18 de Março, um Ponto Electrão onde foram colocados equipamentos prejudiciais ao ambiente, nomeadamente, electro-

domésticos, materiais informáticos, telemóveis, os monos de nossa casa. A propósito desta temática foi feito um trabalho de sensibilização e divulgação junto dos alunos e da comunidade, o que resultou numa recolha significativa de REEE. Caso não tenha depositado os seus monos no Ponto Electrão da Escola, deve depositá-los nos Pontos Electrão disponíveis em vários locais (Centros Comerciais, Bombeiros, Câmaras Municipais, etc) continuando assim a ajudar o ambiente. Clube Ciências e do Ambiente


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No passado dia 21 de Março, os alunos do 12ºC de Física, Rafael Almeida, Nelson Rolo, Emanuel Ferreira, Diogo Messias, Rogério Abreu, Fernando Ferreira e os professores Sandra Gonçalves e Bandei-

 

MASTERCLASS “COM AS MÃOS NAS PARTÍCULAS”

ra Rodrigues, deslocaram-se ao Departamento de Física da Universidade de Coimbra, onde participaram no Masterclasse “Mãos nas Partículas” o r ga ni z a do pel o LI P (Laboratório de Instrumenta-

ção e Física Experimental de Partícu las) e CER N (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear). Esta experiência decorreu também e em simultâneo nas Universidades de: Paris,

Lisboa, Covilhã e Creta (Grécia). No período da manhã assistimos às palestras, “Estrutura da Matéria: as partículas elementares e as forças entre elas” pelo Professor António Onofre e “Detectores” pelo Professor João Carvalho. No período da tarde, utilizando os programas, WIRED (World Wide Web Interactive Remote Event Display – visualização interactiva de acontecimentos remotos com a World Wide Web) e HYPATIA (Hybrid Pupils Analysis Tool for Interactions in ATLAS – ferramenta para análise de interacções em ATLAS para estudantes mistos) http:// www.physicsmasterclasses.org / exer ci s es/ ha nds -o n-c er n/ hoc_v21pt/index.html, com imagens reais de colisões de partículas, obtidas no acelerador LHC do CERN identificamos as partículas produzidas, electrões, muões e taus em cada colisão. De seguida, através de vídeo-conferência os

grupos participantes das diferentes universidades apresentaram e avaliaram os resultados obtidos. Esta vídeoconferência foi coordenada por investigadores do CERN que aí se encontravam (Suiça). No final todos os alunos foram submetidos a um teste de avaliação. Desta forma, através de uma actividade real, podemos compreender os métodos da investigação moderna em Física das Partículas. Prof. Bandeira Rodrigues

BAGAÇO DE AZEITONA – FONTE DE ENERGIA!!

As entidades competentes devem cada vez mais ter um olhar mais atento sobre os resíduos provenientes das indústrias agrícolas, no sentido de se diminuir o impacte ambiental resultante do vazadouro destes resíduos, e principalmente, do seu aproveitamento energético, como biomassa, que podem assumir uma significativa relevância para o balanço energético nacional.

No âmbito da disciplina de Física e Química A, os alunos do 11º A, B e C visitaram no dia 12 de Janeiro a unidade fabril Indoliva – Sociedade Industrial Oleícola, Lda, em Condeixa-a-Nova, para constatar directamente, ainda que a nível exploratório, com um dos ambientes de possível actividade profissional futura e terem consciência da importância da indústria química a nível económico, social e

ambiental. Esta unidade fabril utiliza como matéria-prima o bagaço de azeitona para extracção de óleo, produção de bagaço tratado e aproveitamento energético. O bagaço recebido, depois de secado, tratado e valorizado, permite produzir óleo de bagaço e uma quantidade muito significativa de bagaço tratado. O óleo de bagaço é ven-

dido a empresas espanholas, que o refinam e comercializam em Espanha como óleo de cozinha. O bagaço tratado é usado como combustível na própria empresa, no processo de secagem daquele subproduto, sendo a parte excedentária vendida. É também frequentemente utilizado como combustível para produção de calor em outro tipo de indústrias, como por exemplo, a

produção de tijolo, fábricas de celulose e aviários. Devido ao facto de este material ser usado como combustível em muitas instalações e em diversos sectores, é muito difícil estimar o número de instalações existentes e a capacidade instalada. A exploração do recurso de biomassa (ex. bagaço de azeitona) apresenta um duplo benefício: por um lado, é aproveitado um importante recurso renovável e, por outro lado, contribui para melhorar a situação ambiental e climática. Outra vantagem de utilizar este tipo de biomassa em vez de outros é de que o mesmo está disponível a um custo reduzido, se não mesmo negativo. Em relação às desvantagens da utilização da biomassa, refere-se o facto de a tecnologia aplicável se encontrar ainda num estado embrionário, implicando, por isso, quase sempre um elevado investimento inicial e uma manutenção contínua. Professora Marta Roque .


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ALUNOS DO 11º ANO

VISITA DE ESTUDO A COIMBRA

Foi realizada com as turmas do 11º ano, no mês de Janeiro, uma viagem a Coim-

bra no âmbito das disciplinas de Biologia e Físico-química, para visitar o Jardim Botânico

da Universidade e uma Fábrica de produção de óleos vegetais. Os objectivos desta via-

gem foram, para além de promover a interacção de alunos e professores, conhecer ambientes de estudo, classificação e preservação de espécies vegetais pouco vulgares nas nossas paisagens e interessantes para a nossa formação na área da Botânica. Ao longo da visita, fomos observando várias espécies de plantas oriundas de países distantes, como Japão, China, Austrália entre outros, e fomos adquirindo outros conceitos da taxonomia e sistemática das plantas. Ficámos também a conhecer a parte histórica do Jardim, as suas origens e infra-estruturas nomeadamente, a estufa grande , onde se encontram as plantas mais

CURSO PROFISSIONAL DE TÉCNICO DE GESTÃO – 10ºF

VISITA DE ESTUDO AO PALÁCIO DA BOLSA

No dia 26 de Fevereiro a turma do 10ºF e a turma do 12ºE, realizaram uma visita de estudo ao IKEA e ao Palácio da Bolsa, a propósito do qual fizemos este trabalho. Esta visita de estudo foi organizada pelas disciplinas de Gestão, Contabilidade e Fiscalidade e Economia. Fomos pela primeira vez ao Palácio da Bolsa e ficámos completamente maravilhadas, é impossível não ficar fascinado com cada pormenor. À medida que vamos entrando em cada espaço sentimo-nos pequenos com a grandeza daquele ambiente, é algo que realmente devemos preservar no nosso país e de que nos devemos orgulhar todos. Ficamos impressionadas com o facto de todo este espaço ser construído por pessoas que não tinham os recursos técnicos que hoje existem e então tiveram de fazer tudo a mão. Um espaço que levou décadas a ser construído e se mantém igual até aos dias de hoje, é importante que mesmo que se vão fazendo obras a Palácio se mantenha igual mas adaptado às necessidades dos dias de hoje, con-

tinuando a desempenhar as funções para que foi edificado. A parte do Palácio que mais gostámos foi o Salão Árabe porque tinha muita cor e é realmente muito bonito e grandioso. Mesmo estando lá pouco tempo tivemos informação sobre muitos dos eventos que por ali passam, em especial o Tratado do Porto assinado em 1992, no ano da Presidência Portuguesa de U.E., em que os países do EFTA estabeleceram com os países de U.E. o Espaço Económico Europeu, que permite que as mercadorias circulem, sem pagamento de impostos aduaneiros, entre os países pertencentes às duas organizações.

Descrição do Palácio da Bolsa O Palácio da Bolsa localizase ao lado da Igreja de São Francisco, de estilo neoclássico, um edifício construído em 1842 que reflecte o florescimento comercial da cidade. O Palácio da Bolsa, sede e propriedade da Associação Comercial do Porto – Câmara de Comércio e Indústria do Porto, é um dos principais ex-libris e pólos de atracção turística da Cidade e da Região. Palco da maioria das recepções oficiais do Estado no Norte de Portugal, pelo Palácio da Bolsa têm passado governantes, altos dignitários e os principais estadistas mun-

diais do séc. XX. O Palácio da Bolsa é considerado um dos mais belos edifícios que o Porto possui e ainda um dos mais ricos de Portugal, sendo um dos salões de visita da cidade

onde se têm desenrolado os mais marcantes acontecimentos sociais, políticos e culturais ligados à vida citadina. A sua construção foi fruto de um grande investimento e dedicação por parte dos mercadores portuenses que haviam perdido a Casa da Bolsa do Comércio e se viram obrigados a discutir os seus negócios ao ar livre, na Rua dos Ingleses. Só anos mais tarde, a 6 de Outubro de 1842 é que foi lançada a primeira pedra do Palácio da Bolsa, que hoje podemos admirar. Este edifício ostenta uma variedade de estilos, desde a severidade da arquitectu-

ra toscana e do neoclássico oitocentista, até aos primórdios policromáticos do Salão Árabe e com notórias influências do gosto neopalaciano inglês. A planta do edifício é rectangular e a fachada principal encontra-se dividida em três corpos de ordem dórica estando o corpo principal guarnecido por uma escadaria paralela ao edifício que termina numa larga torre quadrangular ornamentada com elementos jónicos e coríntios. O vestíbulo da fachada principal dá acesso ao Pátio das Nações, este átrio é ladeado por um claustro envidraçado, coberto por uma grande clarabóia sustentada numa admirável estrutura metálica. No começo da cobertura figura o escudo nacional e na parte inferior as armas do Brasil, da Itália, do Saxe, da Pérsia, da Argentina, da Rússia, da Inglaterra, da Alemanha, da Suíça, da Dinamarca, do México, da França, dos EUA, da Grécia, da Noruega, da Suécia, da Áustria, da Espanha, da Bélgica e da Holanda, com os quais Portugal mantinha relações de amizade e comércio no fim do século XIX.· O pavimento deste átrio é revestido de mosaico com motivos geométricos inspirados em modelos grecoromanos de Pompeia. Ao fundo deparamos com uma escadaria em granito azulado que dá acesso ao andar nobre,

exóticas e frágeis. À tarde, fomos conhecer uma unidade de produção industrial simples (aparentemente) mas conceituada, que produz óleo vegetal para exportação, com elevada qualidade alimentar, a partir de bagaço de azeitonas e sem quaisquer efeitos poluentes no ambiente envolvente . A viagem foi do agrado de todos os alunos e professores, promovendo o convívio e novas experiências.

Ana Rodrigues nº3 11º A Andreia Sousa nº4 11º A

onde se abrem três portas de arco pleno, entre as quais se encontram os bustos dos estadistas Hintze Ribeiro, Fontes Pereira de Melo e os antigos presidentes da Associação. Neste andar podemos encontrar a Sala de Reuniões, mais conhecida pela sala dourada pois o seu tecto é decorado com estuque coberto de ouro, o gabinete do presidente, decorado em estilo Império, seguindo-se-lhe a Sala das Assembleias-gerais, decorada por painéis imitando carvalho velho e ornamentações a ouro. Contígua a esta encontramos a Sala dos Retratos e esses retratos que lhe deram o nome retractam a corpo inteiro as imagem dos últimos reis de Portugal do período constitucional. No andar térreo está localizado o Gabinete de Leitura e a Biblioteca. De todas as Salas existente no Palácio, a que mais destaque possui é o Salão Árabe também conhecido por Salão Nobre, com estuques de cor do final do século XIX, legendado a ouro em caracteres arábicos que cobrem praticamente todo o tecto e as paredes. Este notável salão tem a forma de um paralelogramo octogonal, cujos ângulos truncados formam saídas para outras dependências e gabinetes, circundando-o uma dupla arcaria rematado superiormente por uma cornija decorada com pendentes. Trabalho do 10ºF Carla Almeida nº17 e Carla Sousa nº4


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GRUPO DE HISTÓRIA

A PROPÓSITO DE DARWIN

A IMPORTÂNCIA DA CELEBRAÇÃO DOS 200 ANOS SOBRE O NASCIMENTO DE CHARLES DARWIN E DOS 150 ANOS SOBRE A PUBLICAÇÃO DA SUA OBRA “A ORIGEM DAS ESPÉCIES” Começo por uma espécie de declaração de interesses, esclarecendo desde já que o que me conduziu à publicação deste artigo, em torno do biólogo Charles Darwin, tem motivação vinda da minha área disciplinar, a História. Sabemos bem do impacto da doutrina de Darwin na sua época, mas também nos tempos a ele posteriores, não lhe ficando alheia quase nenhuma área do pensamento. Injusto seria deixar de referir que também fui atraído para esta

temática pela visita à excelente exposição promovida pela Fundação Calouste Gulbenkian - “A evolução de Darwin”, a que a Escola irá aceder por iniciativa do grupo de Biologia, que felicito pela oportunidade. Em termos de apresentação, resta-me ainda dizer que uma notícia do jornal “Público”, de 4 de Março, ainda mais me aproximou à temática em causa, como adiante explicarei. Há, no entanto, uma razão que poderei tomar

como primeira, enquanto vindo da área da História, e que se prende com a inesgotável epopeia dos Descobrimentos, em que Portugal deixou marca assinalável. Antes de mais, lembro que a missão do Beagle, a bordo do qual Darwin embarcou na qualidade de naturalista, era a de mapear as rotas inauguradas pelo tão injustamente esquecido navegador português Fernão de Magalhães, na sua passagem do Atlântico para o Pacífico. Foram, sem dúvida, os Descobrimentos, iniciados num tempo muito anterior ao de Darwin, o acontecimento responsável pela abertura de um mundo de curiosidade, à volta dum melhor conhecimento da Terra, da fauna e da flora. Esse trajecto lançou o Homem num percurso de crescente preocupação de compreensão do mundo, partindo da observação à catalogação de uma imensidão de seres, viagem que começou no experiencialismo do marinheiro e que terá desaguado no experimentalismo do cientista. Ao tempo de Darwin, já o sueco Carl Lineu (criacionista religioso), desenvolvera um sistema de classificação do mundo natural, estudo que encontrou continuadores no Conde de Buffon e JeanBaptiste Lamarck, conduzindo ao aprofundamento do estudo das semelhanças anatómicas entre os seres vivos. A observação que, na sua viagem, Darwin fez sobre a distribuição geográfica das espécies não era explicável à luz da doutrina criacionista, baseada no relato da Bíblia, segundo a qual

todas as espécies, incluindo o Homem, tinham sido criadas pela mão de Deus. Entre diversas dúvidas, C. Darwin questionava: se qualquer planta e animal fora criado de acordo com o seu habitat natural, porque não se encontravam as mesmas espécies em habitats semelhantes? Ou ainda, como surgiam espécies semelhantes como avestruzes e emas, em territórios tão díspares e distantes, como a África e a América? Após aturadas investigações e intensa troca de informação com distintos colegas, Darwin chegará à teoria de que as espécies se tinham desenvolvido de um antepassado comum, por meio de um mecanismo que o biólogo apelidará de selecção natural. Tal doutrina, que assentava no pressuposto de evolução, era incompatível com a convicção vinculada pela Igreja de que a Terra tem apenas 6 000 anos. No entanto, as suas dúvidas, assentes num espírito humilde, fizeram-no retardar a publicação das suas conclusões e levaram-no, mesmo, a apresentar a sua tese submetida à expressão: “I think…”. Darwin parecia prever-lhe o impacto. Como homem atento ao tempo que viveu, associou à sua doutrina a teoria malthusiana (devida a Thomas Malthus), que colocava em causa a espécie humana por crescer em progressão geométrica, enquanto a produção aumentava em progressão aritmética. Daí, dizia Darwin, resultava que as espécies tendiam a crescer acima dos seus limites,

não obstante maiores capacidades hereditárias de algumas variedades, abrindo-se o caminho para a selecção natural. Por outro lado, Darwin fará parte de um enorme escol de cientistas do século XIX, que emprestaram a tal centúria uma crença inabalável na ciência, provocando a designação de cientismo a tal período. Daí provieram inéditos avanços técnicos, com a inevitável melhoria de vida da população. Foi, por essa via, um tempo de significativa perda de terreno por parte da Igreja, na influência que detinha na sociedade, nos campos mental e cultural. E é esta a razão que me suscitou a atenção que dediquei à notícia de jornal acima referida submetida ao título “Vaticano lança debate sobre Darwin e Galileu para mostrar que ciência e fé são compatíveis”. Não corresponderá este debate proposto pelo Vaticano a uma “pedrada no charco” no meio de algumas medidas retrógradas e como meio de evitar anteriores excessos, entre os quais lembro o da condenação pela Inquisição doutro notável cientista, Galileu? Para já, a Igreja vai dizendo que ciência e fé são compatíveis. Não me parece um mau começo, se atendermos a que vivemos um tempo demasiado dependente de uma tecnologia que, por si só, não nos tem tornado mais seguros e felizes. Prof. João Barros Mouro


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TALKING ABOUT FOOD AND FAST FOOD! …. I don’t know if I can consider this article as a warning but, as you should know, the number of obese people is increasing. Therefore you must pay attention to what you eat! If you are a student in Escola Secundária de S. Pedro do Sul and if you really care about your health, I’ll give an advice: Have lunch at the school canteen! Are you surprised? Well I’ll explain. Our courses have all the vitamins you need to have a healthy diet. You can have soup, salad, fruit, a loaf of bread and a variety of meat and fish. Of course you can’t find fast food, but from time to time there is a little exception with “lasagne”. Well, I know you like sweets and chocolates. So do I! But you can find them in the cafeteria. However, be careful!

Don’t eat too much of those! Remember one important thing: We are what we eat! The choice is up to you Ana Rita nº 4 11º D

Hello friends! You have to eat properly so that you can learn and have good marks! I sound like my mother, but it is really true! I know that it is easier to eat fast food. It tastes good and is always ready to be eaten, but you know it is not healthy. It has a lot of fat. And you don’t need it. You need vitamins, lots of them. Ok, you tell me. But where can I have all those vitamins? I’ll tell you! Choose the canteen and it will be a good

choice. The food there is varied and it has all the nutrients you need to be a healthy and excellent student. And you don’t have to be rich because the meals are much cheaper than fast food. Follow my advice and you will see the results in the future. You will be a good student and your health will be grateful Teresa Almeida nº 20 11º D

Letter to headmaster Dear Mr José Manuel Gonçalves: I am writing to congratulate you on your school management, especially with the school canteen and the bar. In my opinion, the meals served in the canteen are usually healthy, with some rare exceptions. I think it is also good to serve healthy food like salad, soup, bread, fruit and yogurt. As for the bar, I must stand out the selling of fruit which is a good idea to encourage students to buy healthy food. But there is a lot of food that is not so healthy, like cakes, chocolates, candies and cookies and most students only buy these products. I suggest that in our

school there should be some kind of food manifesto to make the students aware of the dangers of eating junk food and the benefits healthy food can bring to them. The parents must also be alert for the kind of food their children are eating and how bad that can be to their health. I hope you understand and think about this important subject. Yours sincerely Tiago Figueiredo

O QUE É VIVER? Vida… O que é viver? Digam-me…vá lá… Amar, lutar, sofrer? Amar perdidamente… Lutar infinitamente… Sofrer desalmadamente? Para um dia tudo perder? O que é viver? Digam-me…por favor… É dar tudo por amor? Sem receber nada em troca… É não te importares Se és a mulher…ou a outra… Se és tudo…ou não és nada… O que é viver? Digam-me…expliquem-me… Falem a sério… Para quê tanto mistério?... Se viver afinal É apenas estar… Ver aqui e acolá… É apenas gostar De quem foi e quem está… É morte…morrer! Viver é morrer… É morrer de desespero! É morrer por querer! É lutar e ser vencido… É sonhar que se está perdido… Não é bom, nem é mau… Viver…o que é viver? É preparar-nos para quê? Se a vida que se vê Não interessa a ninguém… Já ninguém dá o que tem… Para qu�� viver? Para amar, lutar, sofrer? Para perder, chorar, enlouquecer? Assim vale mais esquecer… Mas afinal…o que é viver? Digam-me…quero aprender! Helena Gama Curso EFA


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GRUPO DE ESPANHOL

LOS HUEVOS DE PASCUA

Para empezar a hablar del huevo de Pascua, debemos de comenzar por el pasado más lejano y dejarnos transportar en el tiempo para inmiscuirnos en las civilizaciones. Desde el principio de la Humanidad, el huevo fue sinónimo de fertilidad, esperanza y renacimiento. Adquirió importancia dentro de la mitología egipcia cuando el Ave Fénix se quemó en su nido y volvió a renacer más tarde a partir del huevo que lo había creado en un principio. Igualmente los hindúes sostenían que el mundo había nacido de un huevo. Las culturas pérsicas y celtas celebraban también desde tiempos remotos el equinoccio de primavera regalando huevos pintados en señal de amistad. Sin embargo, fue con el cristianismo cuando se arraigó esta tradición, puesto que el Papa Julio III prohibió en el siglo XVI el consumo de huevos durante la Cuaresma y, como contrapartida, fomentó el consumo del preciado producto en el Domingo de Pascua, dando lugar a una fiesta en la que los niños iban a buscar este alimento. Si tuviéramos que indicar un resumen sobre lo que significa el huevo de Pascua, nos centraríamos en la Semana Santa y en especial en el domingo de Pascua y de resurrección que simbolizado por el huevo de Pascua, significa el nacimiento y la nueva vida. Según ciertos autores, la tradición de ofrecer huevos viene de China. Hace ya muchos siglos que los orientales envolvían los huevos naturales con cáscaras de cebolla, luego los cocinaban y una vez retirados del fuego retirando la cáscara y los regalaban en la fiesta de primavera. Esta costumbre llegó a Egipto y asimismo los egipcios regalaban huevos al inicio de la nueva estación. Después de la muerte de Cristo los cristianos consagraron este hábito como recuerdo de la resurrección de Jesús y, en el siglo XVIII, la Iglesia lo adoptó oficialmente co-

mosímbolo de Pascua y desde entonces se regalan huevos decorados en el domingo de Resurrección, último de Semana Santa. En Roma las mujeres embarazadas cargaban con un huevo porque creían que con él podrían conocer el sexo del niño al nacer. Como la Primavera Europea prácticamente coincide con la Pascua, el huevo pasó a ser el signo del renacer de Cristo; la resurrección. Y ya en la Edad Media se universalizó el uso de los huevos de pascua con este sentido. La cáscara del huevo representa la tumba en la que Jesús estuvo sepultado, y es por eso que el huevo se quiebra el domingo de Pascua, pues Cristo resucitó y salió de su sepulcro. En algunos países de Europa existe un juego donde se hacen rodar los huevos por el pasto tratando de no romperlos y está relacionado con el rodar de la piedra que cubría la tumba de Jesucristo. El origen de la Pascua se remonta al año 1513

de la primera luna llena, el primer mes de primavera. Sólo hasta finales del siglo IV, la celebración de la Pascua en Jerusalén se trasladó al domingo posterior a la festividad judía, celebrándose por separado el Viernes Santo y la Pascua. Los historiadores también mencionan como origen del "Easter" la fiesta primaveral en honor a la diosa teutónica de la luz conocida como "Easter", representada con un huevo en la mano y un conejo a su lado, en señal de fertilidad. Muchos son los posibles orígenes del conocido intercambio de huevos de chocolate el día de Pascua. Algunas historias se remontan a la Edad Media, cuando la Semana Santa era tiempo de pagar los censos, y este pago se hacía el domingo de Pascua y con huevos. Hay ciertas versiones para explicar la sustitución de huevos naturales por huevos

ser la introductora de los huevos hechos con este producto. Los primeros huevos de chocolate que se documentan, aparecieron en Alemania y Francia y se extendieron después por el resto de Europa. Estos huevos eran macizos, hasta que se fueron refinando los reposteros y los hicieron huecos como en nuestros días. A lo largo de la historia se conocen huevos muy famosos, como el que le obsequió Luis XV a Madame Du Barry que estaba completamente recubierto de oro. En el museo Lambinet, en Versailles, se encuentran dos huevos que se consideran una maravilla y que fueron regalados el día de Pascua a Madame Victoria, tía de Luís XVI. Los huevos de color y los conejos vivos, en efigie o de chocolate, que protagoni-

a. C., cuando el pueblo judío emprendió su éxodo desde Egipto a la Tierra Prometida, acontecimiento que se celebraba cada año por tratarse de la liberación del pueblo hebreo. La tradición señala que el festejo comprendía el sacrificio de un cordero. Posteriormente y durante siete días, el pueblo hebreo comía pan sin levadura, al que llamaban pan "ázimo". Del mismo modo, para los cristianos la Pascua es la fiesta que conmemora la resu-

de chocolate. Una de ellas cuenta que la Iglesia prohibía que durante la Cuaresma la alimentación fuera con huevos, carne y derivados lácteos. En la Edad Media, el papa Julio III prohibió en el siglo XVI consumir huevos durante la Cuaresma. El domingo de Pascua se levantaba la veda y con gran alegría de todos, en especial de los niños, salían al campo para recogerlos, entonado cantos de aleluya. Esta costumbre se mantiene aún vigente en muchos países. En el siglo XVII, el Papa Pablo V bendijo al humilde huevo en una plegaria, quizás para olvidar la prohibición decretada igualmente por la Iglesia, de no consumirlos durante toda la cuaresma. Pero para algunos esta versión se antoja contradictoria porque, en la Edad Media, era común la bendición de huevos durante la misa antes de entregarlos a los fieles. En el siglo XVI hizo furor en Francia la costumbre de decorar los huevos y los artistas competían para realizar las más hermosas obras sobre ellos. Sin embargo, la llegada de la industria del chocolate a principios del siglo XIX parece

zan la fiesta de la Pascua en Europa Central, son arcaicos símbolos de vida y fertilidad que existían antes de llegar el cristianismo a Europa, ya que esta costumbre se practicaba en la época de los faraones en Egipto, 5.000 años antes de Cristo y también en la de los reyes de Persia. En definitiva, la llegada de la Pascua suponía el levantamiento de la norma y el fervor por los huevos se desataba, tanto en la cocina como en los regalos entre familiares, amigos y sirvientes. El festín del huevo era una realidad porque representaba el regocijo y la vuelta a la alegría. Y para su conservación, se bañaban en cera líquida, de manera que permitía mantenerlos más frescos, lo que dio lugar a la costumbre de colorearlos y decorarlos posteriormente con ceras. Así pues y, aunque la Iglesia veto al huevo, no impidió la costumbre de celebrar la Pascua consumiéndolos y regalándolos. Costumbre que ha perdurado hasta hoy, y con mayor auge en los países del Este y en Centroeuropa. En España en las comu-

rrección de Cristo, luego de haber entregado su vida en la cruz por los pecados del mundo. Es el cordero de Dios que se ofrece en sacrificio para limpiar a los hombres del pecado. Con el tiempo, los primeros cristianos celebraban la Pascua del Señor al mismo tiempo que los judíos, la noche

nidades de Cataluña y Valencia, se tiene por costumbre que el lunes después de la Resurrección los padrinos regalen a sus ahijados la mona de Pascua, en la que el huevo está incorporado a un pastel. El nombre de "mona" tiene su origen en la palabra árabe "monus" que significa don u obsequio y que en principio era un pan que las mujeres de las masías catalanas, en el siglo XVI, elaboraban tras la cuaresma, situando en el centro un huevo duro con dos tiras de masa de pan en cruz para evitar que saltara durante la cocción, pero no fue hasta después de la posguerra, cuando se produjo el gran auge de este pastel con el uso de la cobertura de chocolate. Los panes elaborados en las masías también recibían el nombre de "cristinas" y era costumbre que los padrinos lo regalaran a sus ahijados con un número de huevos igual a la edad del niño. En el Principado de Asturias, se tiene por costumbre que los padrinos regalen a sus ahijados "el bollu", una rosca de hojaldre rellena y adornada con yema de huevo, aunque los artesanos, no ajenos a los

nuevos gustos, han ido introduciendo tartas con figuras y huevos de chocolate. Por último decir, que en los paises de habla inglesa, al domingo de Pascua se le llama 'Easter Sunday', porque según la tradición teutónica, Eastre era la diosa de la primavera y la Pascua casi siempre cae muy próxima. Asi pues en su homenaje se celebraba un festival pagano. Del nombre Eastre derivó Easter. Que disfrutes de esta tradicición. Prof. Ester Vargas


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ÁREA DE PROJECTO 12º B

RADIAÇÕES Um novo estudo, desenvolvido por uma equipa de investigadores da União Europeia, sugere que as radiações podem afectar o nosso próprio código genético. Para além de sugerir que o uso de telemóvel deve ter uma certa culpa na destruição do ADN, o estudo menciona também que a radiação do telemóvel pode prejudicar células específicas do corpo humano, embora não tenha qualquer prova, ainda, dos seus efeitos nocivos para a saúde pública. Os cientistas envolvidos no estudo alertaram para o facto de que estes danos nem sempre são reparados pelas células. As transformações nas

células são ‘replicadas’ e, como tal, poderão ser a causa provável para o desenvolvimento de uma doença cancerígena. As descobertas ainda não são conclusivas, mas indicam alguma fonte de preocupação, a ponto de as pessoas deverem ponderar, como alternativa aos telemóveis, o uso dos telefones fixos. Não é a primeira vez que estudos independentes, sobre o efeito do uso continuado do telemóvel, sugerem que este pode afectar a saúde dos indivíduos. Algumas pesquisas indicam mesmo que os aparelhos têm influência directa no corpo humano e podem causar náuseas e dores de cabeça.

Além das radiações de telemóvel, existe também a radiação UV (Radiação ultravioleta), a qual pode ser a origem do cancro de pele, que está relacionado com a quantidade de radiação UV a que um indivíduo está exposto durante a vida, especialmente durante a infância, quando a pele é mais fina e sensível, pelo que mesmo um curto período de tempo de exposição solar ao meio-dia pode resultar em queimaduras graves. Embora a exposição solar seja indispensável (para a produção de vitamina D), quando em excesso acarreta alguns riscos para a saúde, como as queimaduras solares,

o envelhecimento precoce da pele, o cancro da pele ou problemas oculares (alterações da retina ou cataratas). Eis alguns conselhos de protecção: Evitar a exposição solar das 11h00 às 17h00. Preferir a sombra, especialmente em crianças com menos de 1 ano de idade. Usar roupa protectora (protecção de braços, tronco e pernas) e usar chapéu com abas (protecção da face, nariz, orelhas e cabeça). Usar óculos de sol, com adequada protecção contra os raios UV. Usar protector solar nas regiões expostas.

Beber muita água (para evitar desidratação). Perante isto, podemos concluir que, quer um, quer outro tipo de radiação pode causar danos irreparáveis no ser humano, o que requer de cada um de nós alguma responsabilidade e um certo cuidado, para que futuramente não nos arrependamos, visto os possíveis danos causados não serem a curto prazo.

deste tipo de doentes. O auditório foi informado que poderia apoiar este projecto, contribuindo com a compra de pequenas lembranças ao alcance de todos, como t-shirts e mascotes, cujo lucro reverterá a favor do mesmo. Assim, o grupo de área Projecto envolvido nesta actividade, considerou ter atingido o objectivo pretendido.

Os alunos: Cristina Gaidão Diogo Messias Diogo Marques Emanuel Ferreira Nelson Rolo

Os alunos: Ângela Figueiredo André Fernandes Elisabete Nunes Telma Pinto

PROJECTO "DOENÇAS RARAS"

O ENSINO DINÂMICO No âmbito da Área de Projecto, e por iniciativa de um grupo de alunos do 12º ano, realizou-se na Escola Secundária de S. Pedro do Sul, no dia 18 de Fevereiro, uma conferência dinamizada pela professora Felícia Catana, subordinada ao tema “Doenças Raras”. Durante noventa minutos, a professora Felícia, como representante da organização "Raríssimas", apresentou

a uma plateia repleta de alunos os problemas relacionados com os raros portadores daquele tipo de doenças. Por outro lado, os projectos em desenvolvimento, promovidos pela citada associação, sensibilizaram profundamente os presentes, tal como era pretendido pelo grupo de trabalho. Um dos temas, também em foco na palestra, foi a

dinamização, pela “Raríssimas”, de um projecto em curso denominado "Casa dos Marcos", que consiste numa casa de acolhimento para população adulta e/ou jovem adulta, portadora de doenças raras, com carências de apoio, prevendo-se igualmente a implementação de actividades lúdicas e intelectuais que promovam um desenvolvimento tanto quanto possível equilibrado

VISITA DE ESTUDO

PARQUE EÓLICO DO CARAMULO

No âmbito da elaboração de um trabalho acerca de energias renováveis, para Área de Projecto, realizamos uma viagem de estudo ao Parque Eólico na Serra do Caramulo no passado dia 4 de Fevereiro

de 2009. Quando lá chegámos fomos recebidos pelo operador do Parque, o Engenheiro Carlos Vaz que nos explicou como é que funcionam as máquinas, como elas são mon-

tadas, onde são fabricadas e como é distribuída a energia produzida pelos aerogeradores. Ficámos a saber muitas coisas a respeito dos aerogeradores e de toda a instalação do Parque. O Parque Eólico é composto por 45 aerogeradores (42 são E70 e 3 são E82) com uma potência de 2 Mw cada um. A potência gerada por todo o Parque é suficiente para alimentar toda a cidade de Viseu. Ficámos a saber também, que têm uma altura de 70 a 80 metros e que cada uma das pás da hélice mede 50 metros de comprimento e pesa cerca de 10 toneladas. Toda a estrutura pode pesar cerca de 180 toneladas. Além disso, ficámos ainda a saber

que por questões de segurança, o aerogerador pára automaticamente sempre que a velocidade do vento atinge 25m/s ou seja 90Km/h. É a força do vento que ao bater nas pás faz girar a hélice e que por sua vez, faz rodar o rotor do aerogerador que o leva a produzir energia eléctrica sem poluir o meio ambiente. A electricidade produzida por cada um dos aerogeradores é levada por cabos eléctricos subterrâneos até um médio edifício (a subestação) onde é controlada, transformada e injectada na rede eléctrica nacional. Nesse edifício pudemos observar todo o equipamento de gestão e controle dos aerogeradores e de todo o Parque.

I nf el iz m ent e nã o pudemos visitar, por questões de segurança, o interior do aerogerador, mas entrámos na base de uma das torres e ao olharmos lá para cima vimos que são muito altas. Lá dentro sentimos tudo a vibrar porque o aerogerador estava a girar, sempre que o vento lá fora soprava com mais força, a vibração e o ruído aumentavam um pouco mais. Foi muito gira a nossa visita. Aprendemos muitas coisas novas e, sobretudo vimos como é possível obter energia eléctrica sem prejudicar o nosso meio ambiente, graças à força do vento – fonte de energia renovável.


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ÁREA DE PROJECTO 12º B

SARAU CULTURAL

Somos um grupo de Área de projecto do 12º ano de escolaridade, constituído por 5 elementos. Preocupados com o desinteresse cultural que abrange a nossa região, temos realizado várias pesquisas, entrevistas e inquéritos à população para apurar as razões desta indiferença. As conclusões foram bem explícitas, a população admite não participar de forma regular nas várias actividades culturais desenvolvidas no concelho, atribuindo a falta de tempo e a

falta de informação como a causa principal. Semanalmente são apresentados diferentes programas no cine-teatro de S. Pedro do Sul, que vão desde a música e teatro à dança, passando por palestras e exposições. Segundo as estatísticas realizadas pela Câmara do concelho, a média de espectadores por mês têm vindo a decrescer desde o ano 2006, registando-se neste ano um valor de 162 espectadores por mês, no ano de 2007 rondando

as 132 pessoas. Segundo o vereador, Doutor Rogério Duarte “uma das causas desse desinteresse deve-se ao facto das variadas solicitações que as pessoas têm em casa, nomeadamente a televisão e a Internet que provoca um enorme comodismo e assim a perda do bom hábito de saírem para participar nas diversas actividades culturais realizadas”. Desta forma, pretendendo motivar a população, organizámos um Sarau Cultural onde houve muita música, muita dança e a partir do qual conseguimos trazer todo o concelho até nós. O Sarau realizou-se no passado Sábado, dia 21 de Março, pelas 21h30 no mais ilustre espaço da nossa zona, o cine-teatro. Contámos com a participação do Conservatório de Viseu, Tocata, Grupo Desportivo de Aeróbia e os protagonistas do 1º e 2º lugar do Festival da Canção da Escola Secundária, Cristiana Valério e Janete Silva, respectivamente. Houve ainda um momento protagonizado por dois alunos também da nossa escola, Sérgio Girão e Cristina Gaidão que declamaram o maravilhoso poema de Fernando Pessoa “Mar Portu-

guês”, seguido de Cristiana Valério que interpretou “A canção do mar” de Dulce Pontes. Agradecemos profundamente à professora Susana Girão, à professora de “Área de Projecto”, Sandra Silva, à professora Helena Gomes, à professora Leonor Quintela, ao Dr. Jaime Gralheiro, ao vereador da cultura, ao Prof. Rogério Duarte, assim como ao seu secretário, Senhor Carlos Almeida, ao funcionário Francisco Santos e por fim ao Conselho Executivo da nossa escola, especialmente ao nosso fantástico presidente, Dr. José Manuel. Sem eles, a noite inesquecível de Sábado não teria sido possível.

Ainda um agradecimento muito especial a todos os que tiveram presentes e partilharam connosco esta maravilhosa festa. Como organizadores deste projecto, estamos muito contentes com os resultados que alcançámos. Foi uma noite hilariante e quem sabe, uma experiência a repetir.

Luísa Lemos Rita Santos Carolina Almeida Bruno Rodrigues Hélder Silva


CONCURSO CARTAS DE AMOR Incluído no Plano Anual de Actividades, como projecto para incentivar a escrita, realizou-se no passado mês de Fevereiro o Concurso Cartas de Amor destinado aos alunos dos 7º e 10º anos, no âmbito das disciplinas de Língua Portuguesa e de Português.

CARTA VENCEDORA DO 7º ANO

S. Pedro do Sul, 8 de Fevereiro 2009 Olá! Não te vou dizer o meu nome, vais ter de o descobrir, ele vai estar aqui na carta, mas as letras andarão entre as palavras. Queria dizer-te coisas bonitas e originais, mas acho que tudo o que me vem à cabeça é um bocado lamechas e fora de moda. Vou escrever, esteja fora de moda ou não, é aquilo que sinto quando estou perto de ti:

No escalão A, as cartas premiadas foram: 1º lugar – Joana Esteves, 7º A 2º lugar – Fátima Cardoso, 7º A 3º lugar – Clara Carvalho, 7º C No escalão B: 1º lugar: Mariana Madanelo, 10º B 2º lugar: Matilde Bandeira, 10º A 3º lugar: Sofia Pinho, 10º B Parabéns a todos os que escrevem! Cartas de Amor, e não só!

O som dos pingos de chuva parece o ecoar do teu nome aos meus ouvidos; A Primavera chega mais depressa desabrochando as flores por onde passas; As nuvens parecem pedaços de algodão doce à espera que alguém lhes chegue; O Sol brilha mais forte só para nós dois;

Prof. Lurdes Meneses

Imagino que o mar fica mais azul quando chegas à praia; No ar paira um perfume de rosas que se intensifica à tua passagem; E o hino da Primavera e do amor interpretado pelos passarinhos soa mais alto; Sinto-me mais viva e leve como uma pluma que se eleva no ar voando até onde ninguém voou; O meu coração bate mais forte só por te sentir ao virar da esquina; As minhas pernas começam a tremer quando passo por ti; Quando falas comigo, sinto que nada mais existe além de nós os dois; Desde que te conheci que não sou a mesma, perguntome se tens lugar para mim no teu coração, o meu transborda de amor por ti. Até sempre, meu amor!

Lugar da Esperança, Todos os dias pela Manhã Dinamarca, 13 de Fevereiro de 2020

A ti: A ti te escrevo para te dizer que já não te amo. Que já te amei, e quando deixei de te amar, te odiei… E que agora já nada sinto! Contar-te que cada vez que olho para ti, o meu coração já não bate mais depressa, já não sinto aquele nervosismo, já não parece que tenho de escolher o que te vou dizer, já não te quero impressionar. Mas também te escrevo para falar do tempo em que tu ocupavas o meu coração, do quanto tu me magoaste. E eu sei que não o fizeste de propósito, pelo menos não de início. Como me poderias ter magoado intencionalmente se nem sequer sabias o que eu sentia por ti?! No entanto, ficaste a saber algum tempo depois e continuaste a fazer-me chorar. Sabes quantas lágrimas eu deixei cair por ti? Quantos sorrisos se apagaram por pensar em ti? Magoaste-me tanto que depois de ti, eu desapareci… O que eu era antes nunca vai voltar! Eu tenho medo, muito medo… Não posso, nem quero, apaixonar-me outra vez! Fizeste-me construir esta barreira que impede qualquer pessoa de me conhecer realmente. Criei uma personagem mais superficial para não ter de libertar sentimentos mais profundos. Não sou capaz de desabafar, não sou capaz de amar, e parece que já nem sou capaz de chorar… Antes sonhava que um dia ia chegar à escola e tu estavas no portão à minha espera… E, mesmo a chover, esperavas por mim, só por mim! Mas este meu sonho, tal como muitos outros, não se realizou… Todos os dias, entrava no portão e não estavas lá. Todos os dias, me cumprimentavas mas não me dizias o que eu queria ouvir. Todos os dias, a esperança morria bem cedinho, sempre com uma lágrima no canto do olho. Apesar do que passei, escrevo-te agora para te agradecer, e para te dizer que tenho novamente esperança, mas não de te encontrar no portão; porque, às vezes, descubro um novo sonho e acordo a sentir-me confiante. E aí apercebo-me que o meu verdadeiro sonho é ser capaz de sonhar de vez em quando. E esse sonho, tu ajudaste a concretizá-lo!

Meu amor, Estou a escrever… não porque goste, não. Escrever, só para lembrar. Lembrar tudo, escrever, ler e reler tudo o que fizemos e passámos juntos e poder ter isso gravado não só dentro de mim. Até podia mentir, mas a verdade é que a minha cabeça não deixa, por isso, escrever, só a verdade. E quando escrevo alguma lembrança que por momentos não me quis lembrar, e muito menos deixar aqui gravado, apago e volto atrás. Mas, apagar não vou, pois possivelmente nada do que escreva sobre ti, sobre nós, é algo de que eu me queira realmente lembrar-me, nada de nós me agrada. Apenas me faz bem escrever, partilhar, … o mundo é de quem escreve, de quem ama, de quem ama como eu te amo a ti, mais do que a qualquer outra coisa no Mundo e, no entanto tu foste embora, fizeste-me acreditar no amor, e depois passei a duvidar de tudo, deixaste-me tão sozinha, como foste capaz? És um monstro, meu amor. Não posso escrever tudo, tudo é demais para uma simples folha de papel, é demais lembrar-me de tudo, meu amor. Meu amor, sim… mas também te odeio, odeio-te tanto, tanto, mais do que possas imaginar! Ninguém pode imaginar! Estou a escrever, mas tudo ficou cá dentro, afinal escrever não me faz assim tão bem… O que sinto quando penso em ti, não sou capaz de escrever. Por isso, largo o que me prende a ti, e... até já, MEU AMOR! Um beijo, (Maria Inês)

Matilde Matilde Bandeira, 10º A

Ana Sofia F. Pinho, nº4, 10ºB


São Pedro do Sul, 21 de Janeiro de 2009

Meu amor:

Agora que te encontro, continuas aqui. E não te encontro numa pequena esquina, estás em toda e qualquer parte de mim. Tu és única coisa que me mantém presa a mim. Encontro-te como sempre te encontrei, tudo de ti existe em mim da mesma maneira. Encontro-te para que me possa encontrar a mim. Ao procurar, descubro cada pormenor teu em cada recanto meu. Ainda sinto as minhas mãos nos teus crespos caracóis, no meu pescoço todo o teu calor, sinto os teus pés a aquecerem os meus, sinto as tuas mãos na minha cintura. Sinto-te aqui, em mim, em cada recanto meu.

CARTA DE (DES)AMOR

Continuo a procurar e consigo ouvir. Ouço todas as palavras que me segredaste ao ouvido, ouço as tuas gargalhadas dispersas por toda a

Viseu, 21 de Abril de 2011

casa… E vejo. Vejo-te a ti, meu amor. Vejo-te atrás de mim, abraçado a mim, sempre que me olho ao espelho. Vejo-te na cama, olhas-me de cima a

Meu animal que devias habitar numa cela do Zoo:

baixo com o mais terno dos olhares e esperas, esperas com um sorriso

Porque é que eu te odeio tanto? Será porque simplesmente me ignoras por completo quando chamo por ti? Porque é que quero distância de ti? Será porque quando estás ao meu lado me dás urticária? Porque é que não te suporto? Será porque quando nos olhamos tu viras costas? Porque é que eu não gosto de ti? Será porque és tão branco que pareces uma alma penada? (e que me perdoem as almas penadas) Porque é que me dás raiva? Será porque esse teu gingar me põe completamente enervada? Pois, é verdade, eu odeio-te, quero distância de ti, não te suporto, não gosto de ti e dás-me raiva por todas estas razões. Por isso, faz um favor a ti próprio, meu cão pulguento, surdo, fantasmagórico com o rabo sempre a abanar:

maroto que me junte a ti. E, depois, vejo-nos a nós. Se continuar a procurar, consigo sentir o teu cheiro onde quer que vá e deixo que ele me leve, que me leve até ti. Para mim, o melhor de ti está concentrado nesse teu inigualável cheiro. Quando te procuro assim, inteiramente meu, é quando desisto de te esquecer. Prefiro antes procurar-te. És a única coisa que me mantém presa a mim e encontro-te para que me possa encontrar a mim. Sei que o nosso amor é o mais perpétuo e intemporal de todos e, para o provar, nunca vou deixar de o (te) procurar e encontrar. A, eternamente tua,

DESANDA DO MEU QUINTAL! Mariana

Sem amor: A dona da propriedade que invadiste.

Mariana Madanelo, 10º B

P.S. Esta carta será posta na rua para leres, daqui a bocado. Ana Luisa Santos - 10ºE

MINHAS TERRAS Tenho vontade de falar da minha terra Daquela bela serra Que foi coberta pelo branco E assobiada pelo frio. Ai que beleza, que encanto! Aqui, na terra onde pouco muda E menos ainda acontece. Aqui, os idosos anseiam pelo Verão Para recordarem os rostos dos filhos que se vão. Tenho outra terra além desta, Falo da mais fria, Da maior e da mais comprida. Já vivi nessa ( noutra altura ) Terra que com vestes brancas anda O Inverno todo.

AUTO-RETRATO Procuro na dor aquilo que resta de mim Sentimento forte, talvez Ninguém disse que não Mas também ninguém disse que sim O vazio invade a minha alma O meu coração pára Deixo de respirar Deixo de sentir Não interessa, o mundo acabou Já nada faz sentido Tenho medo que as palavras recuem Perante a ilusão da mentira Por detrás deste sorriso está Tudo aquilo que tu nunca Irás compreender

VOAR

VIDA DE ESTUDANTE

Voaste para outro lugar,

Nesta escola a passear, para os testes ter de estudar,

Porque voaste e não voltaste? Sinto a tua falta aqui no terreno chão. Tu voaste e desapareceste, mas peço-te, voas baixinho,

Faz como quiseres, voa para quem quiseres, voa para quem amas, voa para seres feliz ou voa para seres livre.

De alguns mares E de outros tantos momentos.

Já não há esperança que me salve Resta-me chorar e gritar Para mim

Sei que não vais nunca mais aterrar

Minhas lágrimas e minha alegria. Que saudades! Ekaterina Malginova 11º D

Mas, mesmo assim Consigo olhar-me ao espelho E dizer esta sou eu

Raquel, nº3 10º E

e o computador me vai tirar.

voa baixinho.

Estou na escuridão De um mundo iluminado

De muitos pinheiros sombrios. Minha terra,

Se positiva não tirar minha mãe nas orelhas me vai dar

pois quero-te ver,

Terra dos Czares E dos monumentos,

De muitos lares vazios,

o que já me apetece é por-me daqui a andar.

no meu terreno chão

Se sem computador ficar triste irei andar, uma birra terei de fazer para ela mo devolver.

Com o computador no seu lugar uma promessa terei de fazer: de para a próxima mais estudar para de vez, sem o pc não ficar.

porque quando se aprende a voar nunca mais se consegue parar.

Pedro Figueiredo, 10º E

José Rocha, 10º E


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OS ANOS PASSAM E NADA MUDA! Liberdade, o que significa exactamente? Para muitos tudo e para outros nada, muitos beneficiam dela e muitos não têm direito e ela. A Juventude dos nossos pais era diferente da nossa, mas mesmo assim, quase nada mudou em relação à discriminação, os homens podem fazer tudo o que lhes convém e apetece, as mulheres não. Nós mulheres não podemos falar com um rapaz na rua, não podemos sair à noite, não podemos levar um amigo a casa, não podemos sair com um amigo sem que imediatamente haja comentários desagradáveis ou insinuações de

que o nosso comportamento é leviano. Sinceramente as pessoas mais velhas não deviam perder tempo a reparar no que nós, mulheres mais jovens, fazemos e a contarem logo à vila toda, tudo o que fizemos naquele dia, quem nos trouxe a casa, a que horas chegámos, a inventarem imensas coisas que nunca existiram, a sujarem a nossa reputação sem razão, e mesmo que o que inventam ou supõem fosse verdade não seria da sua conta e não teriam nada com isso. Cada um deve meter o nariz na própria vida e aposto que já terá bastante com que se preocupar. Eu tomo as minhas deci-

que optamos por aquele caminho. Se não foi o melhor, deveríamos ter optado por outro, não foi azar, não, fomos nós que escolhemos esse caminho. O destino, somos nós que o fazemos. Independentemente do que os outros pensam, eu construo o meu destino, não culpo ninguém pelas decisões que tomo ao longo da vida e tento aprender com os meus erros. Esta é a minha noção de liberdade, ser responsável pelo próprio destino, aguentar as consequências das nossas escolhas, procurar sempre aprender com os erros, próprios e alheios, fazer o nosso

caminho sem prejudicar ninguém. Mas para todos sermos verdadeiramente livres era preciso que os mais velhos percebessem que o nosso tempo não tem de ser igual ao tempo deles, não pode ser igual, que hoje temos de ter todos os mesmos direitos, homens e mulheres, para construirmos um mundo mais justo, sem a choradeira derrotista do destino.

do escapado à Morte por um triz, o melhor que podia fazer era arranjar uma forma de adiar o seu próximo encontro com ela, pelo maior tempo possível. O irmão mais novo soube que escarnecer da Morte – entregando-se à violência, como fez o primeiro irmão, ou querer trazer do mundo dos mortos pessoas que foram levadas pela morte, como fez o segundo irmão, só porque tinha saudades da mulher que tinha morrido antes de ele a desposar e trazê-los para um mundo onde não são felizes nem têm lugar era competir com um inimigo que nunca pode perder. O primeiro irmão, ao

gabar-se que tinha arrancado da própria Morte uma varinha que vencia todas as outras, numa taberna, fez com que um outro feiticeiro o matasse para a obter e a Morte saiu vencedora, porque o levou consigo. O segundo irmão, como vivia sozinho na sua casa, a Morte enviou-lhe a mulher com quem ia casar, se não fosse a Morte a levá-la primeiro. Mas envia-a triste e fria, como se estivessem separados por um véu e como ele tem muitas saudades dela mata-se para se juntar verdadeiramente a ela. E mais uma vez a morte sai vencedora, levando também o segundo irmão. Só o terceiro irmão é

que ela nunca encontrou, porque ele sempre utilizou o manto que ela lhe tinha dado. E só o conseguiu levar consigo quando ele tinha atingido uma idade avançada e estava preparado para ir com ela. Mas mesmo assim a Morte sai vencedora porque o também leva. É por isso que se diz que a Morte nunca pode perder, porque é invencível. Espero que este pequeno artigo vos desperte a vontade de ler o livro, que é mesmo muito interessante!

dade. Contudo, é importante salientar o facto de se estar em contacto directo com o público, pois é aqui, que é crucial a interligação entre o Marketing e as Técnicas de Vendas. Um dos principais aspectos a reter no contacto com o público, é que o cliente não vai adquirir apenas o produto físico, mas sim um produto que tem associado um conjunto de benefícios para a empresa, que neste caso, é a satisfação do mesmo. Esta é,

possivelmente, a arma mais poderosa do marketing, a satisfação, e é este aspecto, que tenho sempre como objectivo, quando estou atender um cliente. Além da função antes referida, executei diversos trabalhos ligados mais à componente técnica da publicidade. Aquele que mais me chamou atenção, foi a montagem de um auto-colante numa montra de uma loja, pois a montagem, traduz-se numa contradição -

uma boa colocação depende da pulverização de bastante água na superfície da cola do autocolante. A título de conclusão deixo o lema para o sucesso do meu trabalho na Skopein: “O principal objectivo de qualquer estratégia de serviço ao cliente deverá ser sempre A SUA SATISFAÇÃO”    

sões, mas primeiro penso nelas e nas consequências que posso vir a ter. Mas quase sempre faço asneira, por muito que pense, dá no mesmo: asneira. Vejo os outros a cometerem erros e não sou capaz de aprender com os erros dos outros, este já é um grande erro que eu cometo. Depois sofro as consequências desnecessariamente. Faço as coisas que acho que estão correctas, mas por vezes correm mal, afectam o meu destino. Na vida não há azar, nem sorte, nós próprios mandamos no destino, somos nós que fazemos coisas erradas e coisas certas, somos nós

Diana Costa nº3 11ºE

EXPLICAÇÃO DO CONTO

“O CONTO DOS TRÊS IRMÃOS” “O Conto dos Três Irmãos” integra o livro Os contos de Beedle, o bardo,de J. K. Rowling e é o único que aparece na série Harry Potter, contado em Harry Potter e os Talismãs Morte. Conta a história de três irmãos que deveriam morrer afogados mas que venceram a morte através da magia. A Morte, nervosa por ter sido enganada, fingiu dar-lhes os parabéns e resolveu presenteá -los com qualquer coisa que eles pedissem. O primeiro pedi u uma varinha poderosíssima, a Varinha das Varinhas. O segundo queria algo que pudesse trazer os mortos de volta, a Pedra da Ressurreição. O terceiro pediu

algo que lhe permitisse esconder-se, a Capa da Invisibilidade. Os três obj ectos, supostamente dados de presente pela Morte aos tres irmãos, existiram realmente e são conhecidos como as Relíquias da Morte. Aquele que os conseguisse reunir poderia dominar a Morte. A moral do “Conto dos Três Irmãos” não podia ser mais clara: os esforços humanos para fugir ou vencer a morte estão sempre condenados ao fracasso e ao desapontamento. O terceiro irmão da história, “o mais humilde e também o mais sensato”, foi o único que compreendeu que, ten-

Júlia Oliveira, 10º E

CURSO TECNOLÓGICO DE MARKETING

O MEU ESTÁGIO Como forma de consolidar os conhecimentos adquiridos no Curso Tecnológico de Marketing, existe uma componente prática em contexto de trabalho, na qual é realizado um estágio. Estou a realizar o meu estágio na empresa Skopein. Esta empresa desenvolve a sua actividade no ramo da publicidade e está situada no Urbanização Solar da Lapa, em São Pedro do Sul. A minha integração na empresa decorreu com

normalidade, pois é muito gratificante por em prática todos os conhecimentos adquiridos ao longo do 10º, 11º e 12º ano de escolaridade. Ao longo do período de estágio fui aprofundando cada vez mais as técnicas da publici-

Nuno Almeida | 12ºE


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ALDEIAS SONORAS

O mundo rural português está a despovoar-se e, com ele, vai paulatinamente morrendo uma cultura tradicional e uma relação particular com a paisagem e seus usos. À semelhança de outros países europeus, assiste -se a um processo de pósruralização, com implicações em diversos domínios: económico, psicológico, social, cultural. Estas transformações formam uma malha complexa e sobreposta de realidades. Não existe um antes e um depois. As formas ancestrais de viver o rural (ainda) coexistem com novos usos da paisagem, com novas actividades e prioridades, muitas delas ligadas a uma dimensão

ociosa. Perante este cenário, existe hoje um imperativo de defesa e documentação de realidades paisagísticas rurais, para além da perspectiva ambiental em sentido estrito. A paisagem enquanto sobreposição de elementos naturais de fauna, flora e geologia, mas que inclui também elementos de intervenção humana, sejam arquitectónicos, agrícolas, saberes, utensílios, etc. Uma realidade que abrange todas as dimensões da paisagem é a acústica. Quais os sons que a nossa paisagem rural incorpora? Quanto deles já desaparecerem irremediavelmente? Estamos habituados a olhar o mundo

que nos rodeia, mas quanto tempo nos dedicamos a escutar a “música” da paisagem? O que podemos aprender acerca das comunidades rurais através da dimensão sonora? Hoje em dia existe uma consciencialização crescente para a necessidade de defender, estudar e documentar o património sonoro, de tal forma que existem estudos de ecologia sonora e algumas áreas geográficas (como a região autónoma da Galiza) incluem a dimensão sonora no âmbito do seu património imaterial autóctone. É com este contexto presente que surge o projecto “Aldeias Sonoras”. “Aldeias Sonoras” é um projecto educativo do Centro de Residências Artísticas de Nodar e que consiste na gravação, edição e mapeamento do património acústico de aldeias rurais em paralelo com o seu levantamento geográfico, histórico e sóciocultural. O primeiro módulo do projecto arrancou em Fevereiro último em colaboração com a Escola Secundária de S. Pedro do Sul, sendo coordenado pelo Prof. Paulo Paiva, contando com a participação dos professores Isabel Prates, Gabriela Silva, Lina Martins, Paulo Quintela e Bruno Correia. “Aldeias Sonoras” é um

OS SONS DO SILÊNCIO No dia 7 de Março de 2009, um grupo muito heterogéneo juntou-se no Largo das Terças, no Candal. Era formado por alunos e professores da escola Secundária de S. Pedro do Sul, e dois técnicos do Projecto “Aldeias Sonoras”: Luís Costa e Antonio Mainenti. O objectivo era recolher sons para o projecto. Os alunos e professores já tinham recebido alguma formação para a tarefa e os dois responsáveis coordenavam as operações. Saturno, o terrível deus do tempo, deve ter acordado bem disposto, ou então simpatizou com o grupo, porque a manhã estava magnífica, a temperatura amena, o sol radioso e a paisagem deslumbrante, prometendo um memorável. Depois de uma breve conversa ficou decidido que todo o grupo circularia durante algum tempo pela aldeia, para seleccionar os pontos de gravação. Mas logo no ponto de partida os sons da aldeia já chamavam por nós. Por todo o lado o cantarolar das águas, a várias vozes, como um coro afinado para descontrair todos os sentidos, por outro o grito da presença humana no rugido de uma máquina de cortar erva. Encontrámos a imagem deste ruído junto à estrada principal, num campo espantosamente verde, que uma mulher aparava. Os professores aprisionavam imagens, umas mais estáticas, outras mais dinâmicas, tal como os sons

que éramos desafiados a identificar. Pela aldeia todos davam os bons-dias e um rafeiro simpático decidiu acompanhar-nos como se fosse o mestre-de-cerimónias.

um ribeiro, que cantavam ao desfio com o vento da montanha. Os alunos e os professores, entusiasmados na mesma descoberta, iam -se revezando na utilização dos

www.aldeias-sonoras.org Depois de atravessarmos toda a aldeia em conjunto, o grupo fez a primeira separação estratégica: enquanto uns ficavam por ali, à saída da aldeia em direcção ao cruzeiro, rodeados de galinhas, pombas e pássaros, os outros voltariam ao centro da aldeia para gravar outro contexto, com vozes autóctones, ruídos das rotinas caseiras, um cão e chocalhos suaves dentro de um curral, por baixo de uma coelheira. Quando o grupo se voltou a reunir voltámos ao ponto de encontro para gravar o concerto das vozes de água: duas fontes, um tanque de nascente e

materiais de gravação, em conversa animada, longe dos formalismos da sala de aula. Nessa altura chegou um tractor e o homem que o conduzia parou por ali, em simpática cavaqueira com os visitantes. É isto que eu acho excepcional nestas aldeias: a natureza e as pessoas recebem-nos de forma acolhedora, como amigos que enfim voltam ao lugar onde pertencem nos afectos de que ficou. As conversas soavam numa amálgama colorida, de pronúncias de diferentes locais do português e de italiano. O homem do tractor foi certamente emigrante num

projecto que encoraja estudantes de zonas rurais a “abrirem o ouvido” para o mundo acústico que os rodeia, envolvendo-os num processo analítico e colaborativo de captação, edição e publicação na internet de ambientes sonoros específicos de cada aldeia ou paisagem rural. O projecto pretende evidenciar a riqueza sonora do mundo rural português e a necessidade de o registar, envolvendo jovens nessa descoberta, promovendo em paralelo o sentido de identidade, de diversidade e de orgulho em viver no campo. O elemento mais visível do projecto constitui o blog www.aldeias-sonoras.org onde serão publicados de forma colaborativa todos os sons e informações sobre as diversas aldeias visitadas pelos jovens no âmbito do projecto. É possível aceder aos

vários sons através da consulta de um mapa “Google”, o qual identifica os locais geográficos onde os mesmos foram captados. O Centro de Residências Artísticas de Nodar organiza e produz o desenvolvimento de projectos artísticos contemporâneos de artistas de renome mundial, seguidos de apresentações públicas na região. O Centro de Residências Artísticas de Nodar colocou-se desde o início das suas actividades na vanguarda da reflexão e prática internacional sobre paisagens sonoras, tendo já passado por Nodar cerca de duas dezenas dos mais conceituados artistas sonoros da actualidade.

país francófono, porque ao ver máquinas fotográficas e de filmar queria saber de peças para a sua, que era antiga e também tinha uma “muette”. Saímos do Candal em direcção à Póvoa das Leiras. A paisagem é grandiosa, a limitar o horizonte os montes altíssimos pareciam uma muralha que nos protegia do resto do mundo. À saída da povoação o grupo parou para gravar a aproximação de algumas vacas que desciam o caminho íngreme, de volta ao aconchego da aldeia e o local junto aos silos de água. Pelo caminho a imagem surpreendente de uma corda de roupa colorida, entre o verde fértil do chão e o azul límpido do céu, como uma brisa de frescura e alegria. Pena que não fosse possível gravar o que aquela imagem nos fazia sentir… Na Póvoa das Leiras encontrámos um pequeno café, onde aproveitámos para petiscar e retemperar forças. Depois embrenhámo-nos nas ruelas de calçada irregular, onde o tempo parece ter parado. As casas são de pedra, os telhados são de lousa, uma mulher passa vergada, sob um enorme molho de feno seco. Por todo o lado o ruído das águas e a altivez dos canastros. Enveredámos pelo caminho que nos levaria à Coelheira e o grupo espraiou-se na subida íngreme. Os montes pareciam mantas de retalhos, feita de tons de verde e terra, em socalcos soalheiros. Pelo caminho parámos para gravar com o hidrofone o

fantástico som das águas galopantes. Com as pernas a reclamarem da subida entrámos na Coelheira. Aí quisemos captar a sinfonia canina que denunciava a nossa chegada, mas acabámos por apenas conseguir gravar o solista persistente, que tentava intimidar os estranhos. Na ponta oposta da aldeia, enquanto parte do grupo se embrenhava num terreno próximo para gravar as vozes das cabras reparámos que já cá estão as andorinhas. Voltámos ao largo, onde nos aguardavam os transportes. Renitentemente encetámos as despedidas, depois entrámos no autocarro que nos traria de volta à escola, cansados mas bem dispostos com o passeio revigorante. Alguém comentou que estas aldeias são lindíssimas, que é preciso preservar esta riqueza cultural. Alguém respondeu que o lugar é lindo para passear, mas não seria capaz de ali viver por ser demasiado isolado. Os dois comentários mostram os pontos de vista de diferentes fases da vida, o primeiro da idade madura, o segundo da juventude, ávida de agitação e aventura. O comentário mais expressivo veio de um dos mais novos, que confidenciava nunca ter imaginado que o silêncio da natureza fosse feito de tantos sons.

Website do projecto: http://www.aldeias-sonoras.org Luís Costa - Binaural

Prof. Isabel Prates


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DESPORTO ESCOLAR - CAMPEONATO NACIONAL DE CORTA MATO

2º LUGAR POR EQUIPAS - JUVENIS MASCULINOS

Decorreu nos dias 20 e 21 de Março, na Figueira da Foz, o Corta Mato Nacional do Desporto Escolar, uma das mais emblemáticas provas do calendário desportivo anual do Desporto

Escolar. A Escola Secundária de S. Pedro do Sul participou com 18 alunos no Campeonato Nacional de Corta Mato do Desporto Escolar, nos escalões de inicia-

11 DE FEVEREIRO DE 2009

1ª CONCENTRAÇÃO DE ATLETISMO

dos femininos, juvenis femininos e juvenis masculinos. Participaram nestes Campeonatos Nacionais 28 equipas por esca lã o etário (aproximadamente 335 alunos por prova), em representação de todas as Equipas de Apoio às Escolas, das Direcções Regionais de Educação e da Secretaria Regional de Educação dos Açores. Esta prova surge na sequência da realização de duas fases anteriores: a fase escola e a fase EAE, que envolvem cerca de 300.000 alunos em todo o país.

Todos os alunos da Selecção de Corta Mato da Escola Secundária de S. Pedro do Sul estão de parabéns pelo mérito do seu esforço e empenho, com destaque para a equipa de Juvenis Masculinos, constituída pelo Diogo Guimarães, Rafael Moreira, António Rocha, Tiago Figueiredo, Maurício Almeida e Tiago Almeida, que se classificou em 2º lugar por equipas, sendo os vice campeões nacionais 2009. Este troféu vem reforçar o empenho e a dedicação de todos, alunos e professores, que

Teve lugar no passado dia 11 de Fevereiro de 2009 a 1ª Concentração de Atletismo. Foi a primeira de três previstas a realizar no Fontelo - Viseu e que visam o apuramento à fase seguinte (regional). A próxima terá já lugar no dia 4 de Março e a terceira decorrerá no mês de Abril. Foram 12 os atletas da escola que participaram e os resultados foram animadores.

nesta Escola, têm trabalhado em prol desta disciplina de Corta Mato ao longo de mais de duas décadas. Contudo, este ano vai deixar uma marca especial. Após as provas do Desporto Escolar realizou-se o Campeonato de Portugal Absolutos/Curto, o que possibilitou aos alunos o contacto directo com as grandes vedetas do Atletismo nacional, Rui Silva, Fernanda Ribeiro e Sara Moreira tornaram este dia inesquecível!

Foi um dia divertido e o grupo/equipa de Atletismo do Desporto Escolar está já a preparar-se para a próxima. Os treinos decorrem todas as quartas-feiras das 14h e 30m às 17h com o professor Jorge Esperança. Jorge Esperança

CORTA MATO DISTRITAL DO DESPORTO ESCOLAR

MANGUALDE – 14 DE FEVEREIRO DE 2009 Decorreu no dia 14 de Fevereiro, em Santo André - Mangualde, no circuito Carlos Ferreira, o Corta Mato Distrital do Desporto Escolar, prova que este ano teve a particularidade de se realizar em simultâneo com o Campeonato da Europa Curto da INAS – FID. A Escola Secundária de S. Pedro do Sul participou com quarenta e oito alunos, distribuídos em equipas de seis alunos, nos escalões de Infantis B, Iniciados, Juvenis e Juniores, masculinos e femininos. O seu desempenho, traduziu -se na brilhante classificação obtida, que honra e dá continuidade à tradição da escola nesta modalidade. O Corta Mato Distrital do Desporto Escolar apurou os representantes, nos escalões de Iniciados e Juvenis, do Distrito de Viseu, aos Campeonatos Nacionais de Corta Mato do Desporto Escolar, que se irão realizar na Figueira da Foz, nos dias 20 e 21 de Março de 2009. A Escola Secundária de S. Pedro do Sul apurou 18 alunos para o Campeonato Nacional de Corta Mato do Desporto Escolar. Parabéns a todos os alunos

da Selecção de Corta Mato da Escola Secundária de S. Pedro do Sul pelo mérito do seu esforço e empenho. Votos de bom trabalho e de uma boa prova aos que vão participar no Campeonato Nacional. Classificações Colectivas: Infantis b Femininos – 1º Lugar por Equipas – Campeãs Distritais Ana Francisca Regalo, Cristina Gomes, Natália Ferreira, Maria Menezes, Daniela Almeida e Leonor Cardoso. Infantis b Masculinos – 4º Lugar por Equipas Sami Silva, Julien Soares, João Marques, Bruno Guimarães e André Correia. Iniciados Femininos – 1º Lugar por Equipas - Campeãs Distritais Apuradas para o Nacional Marina Almeida, Tânia Simões, Jéssica Pontes, Beatriz Duarte, Cristiana Costa e Ana Filipa Costa. Iniciados Masculinos - 3º Lugar por Equipas João Francisco Oliveira,

Simão Geraldo, Ruben Almeida, António Sousa, Diogo Ponces e Pedro Almeida. Juvenis Femininos – 1º Lugar por Equipas - Campeãs Distritais – Apuradas para o Nacional Letícia Marchand, Catarina Cabral, Marina Gomes, Ana Patrícia Silva, Ana Rita Soares e Daniela Gomes. Juvenis Masculinos - 1º Lugar por Equipas - Campeões Distritais - Apurados para o Nacional Diogo Guimarães, Rafael Moreira, António Rocha, Tiago Figueiredo, Maurício Almeida e

Tiago Almeida. Juniores Femininos - 1º Lugar por Equipas - Campeãs Distritais Catarina Almeida, Ana Catarina Almeida, Teresa Almeida, Margarida Mouro, Cátia Barreiros e Cristina Martins. Juniores Masculinos - 1º Lugar por Equipas - Campeões Distritais Tiago Almeida, Hélder Chaves, Simão Ribeiro, Cristóvão Figueiredo, Nelson Rolo e Diogo Messias. Classificações Individuais: Infantis B Femininos

Cristina Ferreira – 3ª Classificada Iniciados Femininos Marina Almeida – 2ª Classificada Juvenis Femininos Letícia Marchand – 1ª Classificada – Campeã Distrital Juvenis Masculinos Diogo Guimarães - 1º Classificado – Campeão Distrital Juniores Femininos Catarina Almeida - 3ª Classificada

Prof. Helena Gomes


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ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. PEDRO DO SUL | Março de 2009

MEGA ESCOLA 27 FEVEREIRO 2009 O projecto “Mega Sprinter” tem como principal objectivo sensibilizar os alunos para a prática do Atletismo, bem como, acompanhar os jovens mais talentosos nesta área. Consta da realização de uma prova de velocidade de 40m (Mega Sprinter), uma prova de salto em comprimento (Mega Salto) e uma prova de 1000m (Mega KM). O projecto “Megas” iniciou-se há 5 anos com o Mega Sprinter tendo como referência a velocidade. O projecto é apadrinhado desde o início por atletas nacionais de elite mundial. Francis Obikwelu e Arnaldo Abrantes, apadrinham o Mega Sprinter. Dois anos depois surgiu o Mega Salto apadrinhado por Naíde Gomes e Nelson Évora. No ano passado introduziu-se o Mega KM, uma prova de resistência, apadrinhada por Rui Silva. Em cada ano lectivo o projecto decorre em várias fases, fase escola, fase distrital e fase nacional. Em cada fase são apurados para a fase seguinte, os dois

melhores por escalão etário/sexo na velocidade e o 1º classificado no salto em comprimento e resistência. O objectivo é apurar os melhores alunos do País, em cada uma destas disciplinas do Atletismo. A Escola Secundária de S. Pedro do Sul realizou no dia 27 de Fevereiro de 2009 a sua fase escola que denominou de “Mega Escola”. Esta actividade, organizada pelo Grupo Disciplinar de Educação Física e Desporto Escolar envolveu mais de 250 alunos, de todos os anos de escolaridade. A prova contou com uma excelente participação por parte dos alunos, é uma actividade recente que tem vindo a crescer ano a ano e tem originado bons desempenhos a nível distrital, tendo a Escola Secundária de S. Pedro do Sul participado em todos os nacionais de “Megas” já realizados. Parabéns a todos os alunos pela sua participação e desempenho exemplar. Votos dos maiores êxitos pessoais e desportivos à Selecção de Velocidade, Salto em Comprimento e 1000m, da Escola Secundária de S. Pedro do Sul, que vai participar em Viseu, no dia 11 de Março de 2009, no “Mega Atleta” Distrital do Desporto Escolar.

RESULTADOS:

VELOCIDADE

SALTO EM COMPRIMENTO

INFANTIS FEMININOS 1º - Cristina Gomes - 7ºB 2º - Ana Pascoal - 7ºA 3º - Maria Rocha - 7ºC INICIADOS FEMININOS 1º - Sónia Carvalho - 8ºA 2º - Mª João Mouro - 8ºD 3º - Mariana Barros - 9ºD JUVENIS FEMININOS 1º - A. Catarina Rodrigues - 10ºA 2º - Mariana Silva - 11º D 3º - Jéssica Carvalho - 10º E JUNIORES FEMININOS 1º - Joana Costa - 12ºA 2º - Luísa Lemos - 12ºB 3º - Joana Delfim - 12ºA INFANTIS MASCULINOS 1º - Sami Silva - 8ºC 2º - Ricardo Pinto - 7ºD 3º - João Ferreira - 7ºC INICIADOS MASCULINOS 1º - Gonçalo Gomes - 9ºB 2º - Ruben Almeida - 8ºE 3º - Telmo Marques - 8ºD JUVENIS MASCULINOS 1º - Sílvio Soares - 11ºD 2º - Rafael Soares - 10ºC 3º - Sílvio Louceiro- 11º A JUNIORES MASCULINOS 1º - Marco Oliveira - 10ºG 2º - Simão Ribeiro - 12ºB 3º - Nelson Rolo - 12ºC

INFANTIS FEMININOS 1º - Cristina Gomes- 7ºB 2º - Leonor Cardoso- 7ºC 3º - Ana Costa- 7ºA INICIADOS FEMININOS 1º - Cristiana Costa - 9ºD 2º - Ana Costa - 8ºA 3º - Ana Silva - 8ºC JUVENIS FEMININOS 1º -Marina Gomes - 10ºC 2º - A. Patrícia Silva - 10ºA 3º - Ângela Gomes - 10ºC JUNIORES FEMININOS 1º - Ângela Figueiredo - 12ºB 2º - Mª Eduarda Regalo - 12º A 3º - Cristina Gaidão - 12ºC INFANTIS MASCULINOS 1º - Marcelo Oliveira - 7ºB 2º - Sami Silva - 8ºC 3º - Pedro Alves - 7ºC INICIADOS MASCULINOS 1º - Paulo Pinto - 9ºC 2º - João Fernandes - 9º B 3º - Diogo Ponces - 8ºE JUVENIS MASCULINOS 1º - Marco Alves - 11ºD 2º - Tiago Almeida - 10ºD 3º - João Rodrigues - 11ºA JUNIORES MASCULINOS 1º - Nelson Rolo - 12ºC 2º - Cristóvão Figueiredo - 12ºB 3º - Ronaldo Oliveira - 10ºG

1000M INFANTIS FEMININOS 1º - Ana Francisca Regalo - 7ºC 2º - Natália Ferreira - 7º B 3º - Patrícia Lourenço - 7ºE INICIADOS FEMININOS 1º - Marina Almeida - 8ºD 2º - Tânia Simões - 8ºA 3º - Jéssica Pontes - 9ºA JUVENIS FEMININOS 1º - Letícia Marchand - 11ºC 2º - Ana Ferreira - 11ºD 3º - Daniela Gomes - 10ºB JUNIORES FEMININOS 1º - A. Catarina Almeida - 12ºA 2º - Dulce Figueiral - 12ºB 3º - Marília Lima - 11ºB INFANTIS MASCULINOS 1º - Carlos Regalo - 7ºB 2º - Henrique Esteves - 7ºC 3º - Julien Soares - 7ºA INICIADOS MASCULINOS 1º - João Francisco Oliveira - 8ºD 2º - António Sousa - 9ºB 3º - Michel Bizarro - 8ºC JUVENIS MASCULINOS 1º - Diogo Guimarães - 11ºB 2º - Luís Duarte - 11ºA 3º - António Rocha - 11ºD JUNIORES MASCULINOS 1º - Tiago Almeida - 12ºA 2º - Diogo Oliveira - 12ºD 3º - Luís Brito - 11ºC

MEGA ATLETA DISTRITAL

RESULTADOS:

VELOCIDADE

1000M

11 MARÇO 2009 – VISEU - FONTELO

JUVENIS FEMININOS Ana Catarina Rodrigues -10ºA - Final Mariana Silva – 11ºD - Final

INFANTIS FEMININOS Ana Francisca Regalo -7ºC 5ª Classificada

INFANTIS MASCULINOS Sami Silva - 8ºC – 1º Classificado (Apurado para o Nacional) Ricardo Pinto -7ºD – Final

INICIADOS FEMININOS Marina Almeida – 8ºD 2ª Classificada

Decorreu no dia 11 de Março em Viseu – Fontelo, a fase distrital do Mega Atleta do Desporto Escolar. A Escola Secundária de S. Pedro do Sul participou com 24 alunos nos escalões de infantis b, iniciados e juvenis femininos e masculinos. O projecto “Mega Atleta” inclui a realização de provas de velocidade de 40m (Mega Sprinter), uma prova de salto em comprimento (Mega Salto) e uma prova de 1000m (Mega KM). As provas são realizadas por séries. Os 8 melhores de cada escalão etário/sexo/prova são apurados para a final. É nas finais que se decide os vencedores de cada prova e o apura-

mento para a fase nacional: os dois melhores por escalão etário/sexo na velocidade, o 1º classificado no salto em comprimento e o 1º classificado nos 1000m. Todos os alunos da Selecção de Mega Atleta da Escola Secundária de S. Pedro do Sul estão de parabéns pelo mérito do seu esforço e empenho, com destaque para o Sami Silva, a Letícia Marchand e o Diogo Guimarães que se apuraram para o nacional que se vai realizar a 7 e 8 de Maio de 2009 na Pista Carla Sacramento, no Seixal.

SALTO EM COMPRIMENTO INICIADOS FEMININOS Cristiana Costa - 9ºD – Final JUVENIS FEMININOS Marina Gomes -10ºC – 2ª Classificada INICIADOS MASCULINOS Paulo Pinto - 9ºC- Final

JUVENIS FEMININOS Letícia Marchand -11ºC 1ª Classificada Apurada para o Nacional INFANTIS MASCULINOS Carlos Regalo - 7ºB 2º Classificado JUVENIS MASCULINOS Diogo Guimarães--10ºB 1º Classificado Apurado para o Nacional



Pssst!!!_Março_09