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Jornal Negócios 16­05­2013

Periodicidade: Diário

Temática:

Economia

Classe:

Economia/Negócios

Dimensão:

549

Âmbito:

Nacional

Imagem:

S/Cor

Tiragem:

18239

Página (s):

34

Agenda Nacional para a Produtividade

Nas mentes estereotipadas dos responsáveis europeus e de algumas instituições nacionais terá difícil cabimento um PEDRO SANTANA LOPES

programa de estímulos remuneratórios indexado às metas da Agenda da Produtividade

l Insisto hoje num dos

meus temas preferidos a

absoluta necessidade de

aumentar e melhorar a produtivi dade em Portugal Trata se de um tema tão estupi damente ignorado quanto o foi o do

endividamento ou também é o da

desertificação do território

Para ser mais competitivo Por tugal não precisa só de que o seu fa tortrabalhoseja mais Pre cisa também e muito de produzir

barato

mais e melhor

Portugal precisa como de pão para a boca de metas pela positiva Quase tudo aquilo que nos é apresen tado é assustador Desdeobjetivosde redução salarial até metas de redu ção deefetivos passando porprogra mas de poupança em prestações so ciais Quase tudo aquilo que ouvimos

desanimaemvezdemotivar querna forma quer no conteúdo Em minha opinião tudo aquilo por que estamos a passar pode ser

apresentadodeoutromodo mesmo os sacrifícios Os propósitos têm de

ser construtivos e não redutores da

capacidade de os Portugueses con

tribuíremparaaconstruçãode uma nova fase da suavida coletiva Embo

ra saibamos que temos uma forte de pendênciadedecisões da União Eu ropeia cada vez mais temos de con

tarcom as nossas ideias e com as nos

sas forças Determo nos fixamente

nas receitas de quem não dá grandes

sinais de energia e de capacidade não é muito avisado Avancemos tam

bém pelos nossos próprios meios 2 Portugal precisa de uma Agen da Nacional para a Produtividade

Objetivos nacionais evidentes

reduzir se o endividamento e ser

como contrapartida As áreas da se

no Amaral no seu livro sobre Eco

fundamentais como o é a da quali ficação dos recursos humanos Nas mentes estereotipadas dos responsáveis europeus e de algu

das Fundação Francisco Manuel

gurançae dahigiene do trabalhosão

mas instituições nacionais terá di

fícil cabimento um programa de es

tímulos remuneratórios indexado

às metas da Agenda da Produtivida

de Esses estímulos mesmo que temporariamente mais não pos

sam representar do que atenuações na previsível perda de poder de compra seriam importantes para muitos agregados familiares 3 Volto a referir o que diz Lúcia

nomia Portuguesa as últimas déca

dos Santos Lisboa 2010 Nessa obra afirma expressamente O

grande problema da economia por tuguesa é a sua fraca produtivida de E especialmente no capítulo II explica bem o que estrangulou o nosso sistema económico

Desta

ca o autor O decréscimo da produ tividade agregada da economia so brevivem as empresas mais produ tivas mas o seu número é muito pe queno e logo também o seu impac

to e a incapacidade para financiar o sector não transacionável Dito de forma simples Portugal não produz o suficiente para cobrir e pagar os bens que importa O endividamen

um programa duro e exigente para corrigir excessos e desvios Mas fa zemo lo trabalhamos para sermos

mais prósperos para sermos me

lhores mais competitivos Mas la butamos paravencermos e não para sermos derrotados

Em minha opinião a expressão refundar o Estado usada há me ses por Pedro Passos Coelho po dendo ser exagerada não está erra da Ele não falou em refundar a na

cionalidade e sabemos que o Estado Providência que vem desde a Cons

tituição do México de 1917 e que se implanta na Europa após a lª Guer

raMundial está em O

Es

tado Nação esse é outro assunto Também está em crise mas enquan

to o Estado Providência não volta

to externo que vem crescendo des de 1996 é a materialização desta im possibilidade Julgo não ser necessário citar

vez as perdeu O admissível falhan

bém noutras frentes institucionais

a questão é clara Independente

tributo para que essa possibilidade

se mobilizem em tomo desse gran

ver a produtividade do trabalho e como explica também o referido autor a do capital deve constituir uma preocupação cimeira para quem quer mudar Portugal

se mais competitivo para o cresci mento económico

Agora que estamos à beira de uma nova e importante fase do diá logo na concertação social e tam

é essencial que os parceiros sociais

de desiderato

Conseguir se que as organiza

ções representativas dos trabalha dores aceitem algo do género exige arte engenho imaginação para o que lhes possa ser apresentado

mais deste autor ou outros porque mente do mais que haja por resol

Nós não estamos a trabalhar

para empobrecer Estamos a seguir

mais a ser o mesmo do Estado Na

ção nuncase sabe se nãovoltaráaga

nhar forças ou mesmo se alguma ço dos sonhos federalistas é um con

ganhe cada vez mais força

Negocios 16 de maio de 2013