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Paróquia Santo Alberto Magno Liturgia Dominical Folheto Litúrgico Digital ANO

“Quem acolher em meu nome uma destas crianças, é a mim que estará acolhendo.”

25º Dom. Tempo Comum I Semana do Saltério Cor verde São Pio de Pietrelcina

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Introdução: 25º Dom. T. Comum A liturgia do 25º Domingo do pelo interesse, mas pelo amor e pela Tempo

Comum

convida-nos

a gratuidade.

descobrir um Deus cujos caminhos e

A

segunda

leitura

cujos pensamentos estão acima dos apresenta-nos o exemplo de um caminhos e dos pensamentos dos cristão (Paulo) que abraçou, de forma homens, quanto o céu está acima da exemplar, a lógica de Deus. Renunciou terra. Sugere-nos, em consequência, a aos interesses pessoais e aos esquemas renúncia aos esquemas do mundo e a de egoísmo e de comodismo, e conversão aos esquemas de Deus.

colocou no centro da sua existência

A primeira leitura pede aos Cristo, os seus valores, o seu projeto. crentes que voltem para Deus. “Voltar para Deus” é um movimento que exige uma transformação radical Leituras............... 2

do homem, de forma a que os seus

Evangelho............ 3

pensamentos e ações reflitam a lógica,

Reflexão.............. 4

as perspectivas e os valores de Deus.

Orações.............. 5 Mídia.................... 5

O Evangelho diz-nos que Deus chama à salvação todos os homens, sem considerar a antiguidade na fé, os créditos, as qualidades ou os comportamentos

anteriormente

assumidos. A Deus interessa apenas a forma como se acolhe o seu convite. Pede-nos uma transformação da nossa mentalidade, de forma a que a nossa relação com Deus não seja marcada

Portal Dehonianos


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1ª Leitura: Sabedoria 2, 12. 17-20 Os ímpios dizem: 12“Armemos

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Vamos pô-lo à prova com

ciladas ao justo, porque sua presença ofensas e torturas, para ver a sua nos incomoda: ele se opõe ao nosso serenidade e provar a sua paciência; modo de agir, repreende em nós as

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vamos

condená-lo

à

m or t e

transgressões da lei e nos reprova as vergonhosa, porque, de acordo com faltas contra a nossa disciplina. 17

suas palavras, virá alguém em seu

Vejamos, pois, se é verdade socorro”.

o que ele diz, e comprovemos o que vai acontecer com ele. 18Se, de fato, o - Palavra do Senhor. - Graças a Deus. justo é „filho de Deus‟, Deus o defenderá e o livrará das mãos dos seus inimigos.

“É o Senhor quem sustenta minha vida”

Salmo Responsarial 53 É o Senhor quem sustenta minha vida. Por vosso nome, salvai-me, Senhor; e dai-me a vossa justiça! Ó meu Deus, atendei minha prece e escutai as palavras que eu digo! Pois contra mim orgulhosos se insurgem, e violentos perseguem-me a vida; não há lugar para Deus aos seus olhos. Quem me protege e me ampara é meu Deus; é o Senhor quem sustenta minha vida! Quero ofertar-vos o meu sacrifício, de coração e com muita alegria; quero louvar, ó Senhor, vosso nome, quero cantar vosso nome que é bom!


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Segunda Leitura: Tiago 3,16—4,3 Onde há inveja e rivalidade,

E a razão está em que não pedis. 3Pedis,

aí estão as desordens e toda espécie de obras más. 17 Por outra parte, a sabedoria que vem do alto é,

sim, mas não recebeis, porque pedis mal. Pois só quereis esbanjar o pedido nos vossos prazeres.

Caríssimos:

3,16

antes de tudo, pura, depois pacífica, modesta, conciliadora, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem fingimento. 18 O fruto da justiça é semeado na paz para aqueles que promovem a paz. 4,1De onde vêm as

- Palavra do Senhor. - Graças a Deus.

guerras? De onde vêm as brigas entre vós? Não vêm, justamente, das paixões que estão em conflito dentro de vós? 2Cobiçais, mas não conseguis ter. Matais e cultivais inveja, mas não conseguis êxito. Brigais e fazeis guerra, mas não conseguis possuir.

“O fruto da justiça é semeado na paz para aqueles que promovem a paz.”

Evangelho: Marcos 9, 30-37 Naquele tempo,

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Jesus e seus discípulos

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Em seguida, pegou uma criança, colocou-a

atravessavam a Galileia. Ele não queria que ninguém soubesse disso, 31pois estava ensinando a

no meio deles e, abraçando-a, disse: 37“Quem acolher em meu nome uma destas crianças, é a

seus discípulos. E dizia-lhes: “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens, e eles o

mim que estará acolhendo. E quem me acolher, está acolhendo, não a mim, mas àquele que me

matarão. Mas, três dias após sua morte, ele ressuscitará.

enviou”.

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Os discípulos, porém, não compreendiam

estas palavras e tinham medo de perguntar. 33 Eles chegaram a Cafarnaum. Estando em casa, Jesus perguntou-lhes: “O que discutíeis pelo caminho?” 34Eles, porém, ficaram calados, pois pelo caminho tinham discutido quem era o maior. 35 Jesus sentou-se, chamou os doze e lhes disse: “Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!”

- Palavra da Salvação. - Glória a vós, Senhor.


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Reflexão: Ser Discípulo, a Humildade! A 2ª predição da Paixão (evangelho), que forma o núcleo da liturgia de hoje, tem um acento próprio. Enquanto a primeira fala da rejeição pelas lideranças religiosas, a segunda acentua o fato de ”o Filho do Homem ser entregue em mãos humanas” (a terceira, mais completa, acrescentará ainda sua condenação à morte e ex trad içã o a os pagãos). A 1ª leitura é bem escolhida, no sentido de mostrar a inveja dos homens ímpios contra o justo, que considera Deus como seu pai. (Mt 27,43 interpreta expressamente a morte de Cristo a partir desta idéia, presente também em Sl 22[21],9; Sb 2,18.) A idéia da inveja da virtude do justo forma, assim, o laço que une as leituras de hoje: a 1ª leitura, a 2ª leitura (os males da inveja) e o evangelho, que prolonga o anúncio da Paixão numa admoestação contra a ambição, o “pecado da comparação”.

lho de Adão tentou alcançar em impõe-se a humilde dedicação ao mais insignificante dentre os nosvão: a condição divina. sos irmãos. Dedicação humilde, A lição de humildade (Mc não aquela falsa humildade que é 9,33-37) completa, portanto, de o orgulho de quem não quer namodo adequado, o tema da Pai- da com nada, mas o encaminhaxão de Jesus; não dilui a trágica mento de nossa vida no caminho realidade da cruz, nem a troca da doação total, do “perder-se em miúdos para a vida cotidiana para realizar-se” (cf. dom. pass.). do cristão bem comportado … A humildade não é a virtude do meA última frase do evangedroso, a carência transformada lho estabelece uma relação muito em virtude. É a opção pelo cami- significativa: quem acolhe uma nho do Cristo, o caminho da o- criança em nome de Jesus (i.é, bediência até a morte por amor, por causa do que Jesus ensinou), contrariamente ao orgulho, que acolhe Jesus mesmo (como Mesleva à morte absurda. Tg atribui tre, pois segue seu ensinamento). toda a espécie de males ao orgu- Mas quem acolhe Jesus (o Envialho e à ambição, e não sem razão. do), acolhe aquele que o enviou Não é o competicionismo uma (Deus). Estamos a poucos passos forma de inveja que leva os ho- da parábola do último juízo de Mt mens a desarticular sempre mais 25,31-46, onde o Rei e Juiz diz: a própria sociedade? Onde cada “O que fizestes ao mínimo destes um quer ter e ser mais do que os meus irmãos, a mim o fizestes”. O serviço humilde ao último dos outros, a ruína é inevitável. homens é o critério decisivo do O exemplo de Cristo nos ser cristão (o agir em nome de ensina a escolher o caminho o- Cristo), mas também de toda a posto. Olhar para os outros, sim, salvação. mas não para nos comparar com eles porém, para ver como servir A oração do dia prepara melhor. Ser grande é ser o servo bem o espírito deste ensinamende todos. Até o mais pequeno to: o amor a Deus e ao próximo, merece ser acolhido como o não dois amores, mas o primeiro próprio Senhor. Jesus toma, por encamando-se no segundo e o exemplo, o acolhimento de uma segundo encontrando seu critécriança. Coisa fácil? Quem é que rio no primeiro (para que a gente não gosta de crianças? Todavia: não se ame a si mesmo no próxi1) no tempo de Jesus a criança mo … ). era de pouquíssimo KONINGS, Johan. valor aos olhos da sociedade (só Liturgia Dominical. Editora Vozes importava para os pais e familiares); 2) será que hoje, realmente, todas as crianças são bem-vindas?

Atinge-se assim um nível fundamental, tanto do ponto de vista cristológico quanto antropológico. Pois o “pecado da comparação” não é outro senão o pecado de Adão, o pecado originante, presente em todo ser humano: não agüentar que alguém seja maior, querer ocupar o lugar de Deus. E o que Cristo vem cumprir (e anuncia nas predições da Paixão) é exatamente o contrário: o despojamento, a obediência até a morte. Neste contexto do homem velho, corrompido por sua inveja, Jesus aparece como o homem novo, completamente filho de Deus, realizando Conclusão: para realizar o por sua obediência o que o orgu- caminho de Jesus no dia-a-dia,


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Orações do dia Oração da Coleta:

Depois da comunhão:

P.: Ó Pai, que resumistes toda a lei no amor a Deus e

P.: Ó Deus, auxiliai sempre os que alimentais

ao

vosso

com o vosso sacramento para que possamos

mandamento, consigamos chegar um dia à vida eterna.

colher os frutos da redenção na liturgia e na vida.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na

Por Cristo, nosso Senhor. T.: Amém

próximo,

fazei

que,

observando

o

unidade do Espírito Santo. T.: Amém Sobre as oferendas: P.: Acolhei, ó Deus, nós vos pedimos, as oferendas do vosso povo, para que possamos conseguir por este sacramento o que proclamamos pela fé. Por Cristo, nosso Senhor. T.: Amém

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Clique na imagem acima e assista a um vídeo sobre a liturgia deste domingo!


Este informativo digital é produzido pela Pastoral da Liturgia Pastoral da Comunicação

Paróquia Santo Alberto Magno, através da Pastoral da Comunicação.

Rua Caapora, 149 Cidade Seródio Guarulhos SP - 07151-390 Tel: 11-2467-0342 Fax: 11-2467-0342 www.santoalbertomagno.org.br

Seguir Jesus: ambição ou humildade? Políticos em campanha eleitoral levantam crianças diante das câmeras da televisão… Mas qual deles se importa realmente com o futuro das crianças abandonadas, com os meninos de rua, com a educação popular? O que conta não é a criança, e sim, o voto. Jesus faz da pouca importância das crianças uma lição para seus seguidores. Os discípulos não compreendiam quando Jesus falava de seu sofrimento; pelo contrário, ficavam discutindo quem era o maior dentre eles. Por causa disso, Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles e disse que a criança estava aí como se fosse ele mesmo – e até mais do que isso: “Quem acolher em meu nome uma destas crianças estará acolhendo a mim mesmo. E quem me acolher, estará acolhendo não a mim, mas Àquele que me enviou” (evangelho). A liturgia de hoje nos ajuda a cavoucar mais a fundo o mistério que está por trás dessas palavras. Enquanto os discípulos não levaram

muito a sério as crianças, Jesus se identifica com uma criança, porque tem uma profunda consciência do amor paterno de Deus. Na 1ª leitura, o justo que chama Deus de pai é considerado insuportável pelos poderosos, que só dão importância à força e à arrogância. E a 2ª leitura nos mostra quanto mal faz a ambição dentro da comunidade cristã. Na lógica o mundo, o que importa é a prepotência, a ambição. Mas Deus é o pai do justo, sobretudo do justo oprimido. Na criança desprotegida, ele mesmo se torna presente. O justo humilde, perseguido pelos prepotentes, e que chama Deus de pai, é a prefiguração do próprio Jesus. A grandeza mundana não importa. Uma criança sem importância pode ser representante de Jesus e, portanto, de seu Pai, Deus mesmo. E se não for uma criança, pode ser um mendigo, um desempregado, um aidético…. No aspecto de não terem poder, esses sempoder parecem-se com Jesus. Nossa “ambição”deve ser: servir Jesus neles. Então, seremos grandes.

Alguém talvez chame isso de falsa modéstia: dizer-se humilde julgandose superior aos outros. Já os empresários o chamarão de desperdício, pois quem se refugia na humildade nunca vai realizar as grandes coisas de que nossa sociedade tanto precisa… O raciocínio de Jesus vai no sentido oposto: as ambições deste mundo facilmente encontram satisfação, se há quem delas pode tirar proveito. Todo mundo colabora. Mas quem não tem poder só pode contar com Deus e com os “filhos de Deus”, os que querem ser semelhantes a ele. Então, de repente, não é a ambição que move o mundo, mas a força do amor que Deus implantou em nós. Não o orgulhoso ou o ambicioso, mas o humilde consegue despertar a força do amor que dorme no coração do ser humano. A criança desperta em nós o que nos torna semelhantes a Deus, nosso Pai. KONINGS, Johan. Liturgia Dominical. Editora Vozes


Folheto Dominical Edição 7