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Paróquia Santo Alberto Magno Liturgia Dominical Folheto Litúrgico Digital ANO

“... Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa manchar; mas o que sai do homem, isso é que mancha o homem...”

22º Dom. Tempo Comum II Semana do Saltério Cor verde Santa Dorotéia

Leituras............... 2 Evangelho............ 3 Reflexão.............. 4 Orações.............. 5 Cantos................. 5

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Introdução: 22º Dom. T. Comum A liturgia do 22º Domingo do Tempo Comum propõe-nos uma reflexão sobre a “Lei”. Deus quer a realização e a vida plena para o homem e, nesse sentido, propõe-lhe a sua “Lei”. A “Lei” de Deus indica ao homem o caminho a seguir. Contudo, esse caminho não se esgota num mero cumprimento de ritos ou de práticas vazias de significado, mas num processo de conversão que leve o homem a comprometer-se cada vez mais com o amor a Deus e aos irmãos. A primeira leitura garante-nos que as “leis” e preceitos de Deus são um caminho seguro para a felicidade e para a vida em plenitude. Por isso, o autor dessa catequese recomenda insistentemente ao seu Povo que acolha a Palavra de Deus e se deixe guiar por ela. No Evangelho, Jesus denuncia a atitude daqueles que fizeram do cumprimento externo e superficial da “lei” um valor absoluto, esquecendo que a “lei” é apenas um caminho para chegar a um compromisso efetivo com o projeto de Deus. Na perspectiva de Jesus, a verdadeira religião não se centra no

cumprimento formal das “leis”, mas num processo de conversão que leve o homem à comunhão com Deus e a viver numa real partilha de amor com os irmãos. A segunda leitura convida os crentes a escutarem e acolherem a Palavra de Deus; mas avisa que essa Palavra escutada e acolhida no coração tem de tornar-se um compromisso de amor, de partilha, de solidariedade com o mundo e com os homens.

Portal Dehonianos


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1ª Leitura: Dt 4, 1-2.6-8

“Observai-as, praticai-as, porque

Moisés falou ao povo: "E agora, ó Israel, ouve as leis e os preceitos que hoje vou ensinar-vos. Ponde-os em prática para que vivais e entreis na posse da terra que o Senhor, Deus de vossos pais, vos dá. Não ajuntareis nada a tudo o que vos prescrevo, nem tirareis nada daí, mas guardareis os mandamentos do Senhor, vosso Deus, exatamente como vos prescrevi. Ob se r va i -a s, p r atica i -a s, porque isto vos tornará sábios e inteligentes aos olhos dos povos, que,

ouvindo todas essas prescrições, dirão: 'eis uma grande nação, um povo sábio e inteligente'. Haverá, com efeito, nação tão grande, cujos deuses estejam tão próximos de si como está de nós o Senhor, nosso Deus, cada vez que o invocamos? Qual é a grande nação que tem mandamentos e preceitos tão justos como esta lei que vos apresento hoje?" - Palavra do Senhor. - Graças a Deus.

isto vos tornará sábios e inteligentes

Salmo Responsarial 14 (15)

aos olhos dos povos...”

Senhor, quem morará em vossa casa e no vosso monte santo habitará? Aquele que caminha sem pecado e pratica a justiça fielmente; que pensa a verdade no seu íntimo e não solta em calúnias sua língua. Que em nada prejudica o seu irmão nem cobre de insultos seu vizinho; que não dá valor algum ao homem ímpio, mas honra os que respeitam o Senhor. Não empresta o seu dinheiro com usura nem se deixa subornar contra o inocente. Jamais vacilará quem vive assim!


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Segunda Leitura: Tg 1, 17-18.21b-22.27 Toda dádiva boa e todo dom perfeito vêm de cima: descem do Pai das luzes, no qual não há mudança, nem mesmo aparência de instabilidade. Por sua vontade é que nos gerou pela palavra da verdade, a fim de que sejamos como que as primícias das suas criaturas. Rejeitai, pois, toda impureza e todo vestígio de malícia e recebei com mansidão a palavra em vós semeada, que pode salvar as vossas almas. Sede cumpridores da palavra e não apenas ouvintes; isto equivaleria a vos enganardes a vós mesmos. A religião pura e sem mácula aos olhos de Deus e nosso Pai é esta: visitar os órfãos e as

viúvas nas suas aflições, e conservar-se puro da corrupção deste mundo. - Palavra do Senhor. - Graças a Deus.

“Sede cumpridores da Palavra e não apenas ouvintes”

Evangelho: Mc 7, 1-8.14-15.21-23 Naquele tempo, os fariseus e alguns dos escribas vindos de Jerusalém tinham se reunido em torno de Jesus. E perceberam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as lavar. (Com efeito, os fariseus e todos os judeus, apegando-se à tradição dos antigos, não comem sem lavar cuidadosamente as mãos; e, quando voltam do mercado, não comem sem ter feito abluções. E há muitos outros costumes que observam por tradição, como lavar os copos, os jarros e os pratos de metal.) Os fariseus e os escribas perguntaram-lhe: "Por que não andam os teus discípulos conforme a tradição dos antigos, mas comem o pão com as mãos impuras?" Jesus disse-lhes: "Isaías com muita razão profetizou de vós, hipócritas, quando

escreveu: 'Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão, pois, me cultuam, porque ensinam doutrinas e preceitos humanos'. Deixando o mandamento de Deus, vos apegais à tradição dos homens". Tendo chamado de novo a turba, dizia-lhes: "Ouvi-me todos, e entendei. Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa manchar; mas o que sai do homem, isso é que mancha o homem. Porque é do interior do coração dos homens que procedem os maus pensamentos: devassidões, roubos, assassinatos, adultérios, cobiças, perversidades, fraudes, desonestidade, inveja, difamação, orgulho e insensatez. Todos estes vícios procedem de dentro e tornam impuro o homem". - Palavra da Salvação. - Glória a vós, Senhor.


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Reflexão A melhor coisa, quando se corrompe, vira a pior. Isso acontece com a Lei, dada por Deus a Israel mediante Moisés, quando deixada nas mãos de mestres que lhe desconhecem a intenção originária. A 1ª leitura de hoje descreve muito bem o alto valor da Lei: um tesouro de sabedoria, que supera as leis e filosofias dos outros povos. Diz direitinho o que é para fazer e para deixar. A Lei servirá para garantir a posse pacífica da Terra Prometida. E mais: servirá como um testemunho de Deus entre as nações, pois qual é o povo que tem um Deus tão sábio? Esta última frase revela que essas palavras foram escritas, não no tempo de Moisés, mas no tempo em que Israel, novamente, vivia no meio das nações, no exílio babilônico. Para os judeus exilados, a “conversão” à prática da Lei seria o meio para voltar à Terra Prometida e, entretanto, já servia de testemunho entre as nações (cf. a vocação do Servo do Senhor a ser “luz das nações”, Is 42,6; também da situação do exílio). Por isso, era importante observar a Lei da melhor maneira possível, sem nada tirar ou acrescentar, para não obscurecer a palavra divina por invenções humanas. Para proteger a “árvore da vida”, que é a Lei, os escribas montaram ao redor dela a cerca de suas interpretações, tradições, jurisprudências etc. Querendo protegê-la, tomaram-na inacessível para o povo comum, e ainda a sufocaram na sua intenção principal, que é: ser a expressão do amor de Deus. Para não cair no erro se proíbe uma série de outras coisas, porque “nunca se sabe … “. Traços disso existem ainda no judaísmo atual, onde a cozinha para a carne é separada da cozinha para as comidas com leite, pois poderia

acontecer que, sem o saber, a gente cozinhasse carne numa panela com um restinho de leite do mesmo animal, e a Lei proíbe cozinhar um animal com seu leite … O exagero se transformou em critério de boa conduta. Os fariseus inventaram que só os que observavam essas invenções exageradas eram realmente bons judeus. Os outros, que nem conheciam a Lei (e as suas interpretações), eram desprezíveis: os “ignorantes”. Jesus escandaliza por seu comportamento (evangelho). Se ele fosse um verdadeiro “rabi”, ele deveria, em primeiro lugar, ver se as pessoas com quem lidava eram puras ou não. Pelo contrário: toca num leproso (Mc 2,41), deixa-se tocar por uma hemorrágica (5,27), presta ajuda a uma pagã (7,24-30). Por trás da pergunta por que os discípulos de Jesus comem com as mãos “impuras” (não lavadas), está toda a crítica do farisaísmo à conduta global de Jesus. A resposta de Jesus é violenta: a religião dos fariseus é invenção humana, e não a vontade de Deus, o que ele demonstra com o exemplo dos votos feitos ao templo em detrimento dos próprios pais (7,8-13, infelizmente eliminado da perícope litúrgica). E mais: toda essa questão de puro e impuro é uma farsa, pois o que deve ser puro é o interior, do copo e da gente, não o exterior. A podridão não é coisa de fora que entra na gente, como a comida, que sai novamente e vai à fossa (16-20, suprimido na liturgia!). A podridão está no coração da gente! Assim, Jesus não apenas declara todo alimento puro (19b), restituindo a criação de Deus, que fez as coisas boas (cf. At 10,15), mas ainda ensina ao homem olhar para dentro do próprio coração.

Jesus aqui demonstra espantosa liberdade face às tradições humanas, considerado o ambiente rígido em que vivia: o judaísmo lutando contra as influências estrangeiras, procurando conservar sua identidade, mediante a (exagerada) observância da Lei. Aos olhos dos “bons”, Jesus estava destruindo o povo de Deus. Coisa semelhante acontece hoje. Os que procuram garantir a “identidade”, não apenas dos cristãos, mas da “civilização cristã ocidental”, não admitem nenhum comportamento divergente das normas tradicionais que garantiram sucesso à cristandade. E, contudo, para “restituir a Lei a Deus”, para fazer com que ela seja expressão do amor de Deus, talvez seja preciso me-xer com as tradições esclerosadas e com as estruturas sociais que sustentaram a cristan-dade tradicional juntamente com seu maior inimigo, a sociedade do lucro individual e do ateísmo prático. O cristão deve sempre ter claro que só a Lei de Deus é intocável; as interpretações humanas, por necessárias que forem, não. Por isso, Jesus reduziu a Lei de Deus ao essencial: amor a Deus e ao próximo (nem mesmo o sábado sobrou no seu “resumo” … ). Quando nossas interpretações contrariam a causa de Deus, que é a causa do homem, estamos no caminho errado, no caminho dos fariseus. E, por falar em vontade de Deus, não basta escutar sua formulação na Lei; é preci-so executá-la. Verdadeira religião não é doutrina, mas amor prático, para com os mais humildes em primeiro lugar; é o que nos ensina a 2ª leitura, de Tiago. KONINGS, Johan. Liturgia Dominical. Editora Vozes


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Orações do dia Oração da Coleta:

Sobre as oferendas:

P.: Deus do universo, fonte de todo bem, derramai

P.: Ó Deus, o sacrifício que vamos oferecer nos

em nossos corações o vosso amor e estreitai os laços

traga sempre a graça da salvação, e vosso poder

que nos unem convosco para alimentar em nós o que

leve à plenitude o que realizamos nesta liturgia.

é bom e guardar com solicitude o que nos destes. Por

Por Cristo, nosso Senhor. T.: Amém

Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. T.: Amém

Depois da comunhão: P.: Restaurados à vossa mesa pelo pão da vida, nós vos pedimos, ó Deus, que este alimento da caridade fortifique os nossos corações em nos leve a vos servir em nossos irmãos e irmãs. Por Cristo, nosso Senhor. T.: Amém

Sugestão de cantos litúrgicos C o n f or m e a l i t ur g i a proposta pela Igreja, para este domingo, sugerimos os seguintes cantos litúrgicos: OB S.: Cantos d o H iná r io Diocesano / Consulte também o Hinário Digital no site paroquial.

931 Senhor, quem entrará no santuário pra te louvar? Quem tem as mãos limpas e o coração puro, quem não é vaidoso e sabe amar. Senhor, eu quero entrar no santuário pra te louvar. Ó dá-me mãos limpas, e um coração puro, arranca a vaidade, ensina-me amar. Senhor, já posso entrar no santuário pra te louvar.

Abertura: 931 - Senhor quem entrará Oferendas: 167 - As mesmas mãos Comunhão: 910 - Feliz o homem que ama Teu sangue me lava, Teu corpo me queima, O Espírito Santo inunda meu ser.

167 As mesmas mãos que planta-

Na flor do altar o sonho da paz mundial. A luz acesa é a fé que palpita hoje em nós. Do livro aberto o amor se derrama total no nosso altar.

ram a semente aqui estão. O mesmo pão que a mulher preparou aqui esta. O vinho novo que a uva sangrou jorrará, no nosso altar.

Bendito sejam os frutos da terra de Deus. Bendito sejam o trabalho e a nossa união. Bendito seja Jesus, que conosco estará, além do altar.

A liberdade haverá, a igualdade haverá; e nessa festa, onde a gente é irmão, o Deus da vida se faz comunhão


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Liturgia Dominical - 02/09/2012