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Paróquia Santo Alberto Magno Liturgia Dominical Folheto Litúrgico Digital ANO

“Ele tem feito bem todas as coisas: Aos surdos faz ouvir e aos mudos falar.”

22º Dom. Tempo Comum III Semana do Saltério Cor verde São Pedro Claver

Leituras............... 2 Evangelho............ 3 Reflexão.............. 4 Orações.............. 5 Esta edição não possui sugestão de cantos

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Introdução: 23º Dom. T. Comum A liturgia do 23º Domingo do Tempo Comum fala-nos de um Deus comprometido com a vida e a felicidade do homem, continuamente apostado em renovar, em transformar, em recriar o homem, de modo a fazê-lo atingir a vida plena do Homem Novo.

com Cristo leva o homem a sair do seu isolamento e a estabelecer laços familiares com Deus e com todos os irmãos, sem exceção.

A segunda leitura dirige-se àqueles que acolheram a proposta de Jesus e se comprometeram a segui-lo no caminho do amor, da partilha, da doação. Convida-os a não discriminar Na primeira leitura, um ou marginalizar qualquer irmão e a profeta da época do exílio na acolher com especial bondade os Babilônia garante aos exilados, afoga- pequenos e os pobres. dos na dor e no desespero, que Javé está prestes a vir ao encontro do seu Povo para o libertar e para o Portal Dehonianos conduzir à sua terra. Nas imagens dos cegos que voltam a contemplar a luz, dos surdos que voltam a ouvir, dos coxos que saltarão como veados e dos mudos a cantar com alegria, o profeta representa essa vida nova, excessiva, abundante, transformadora, que Deus vai oferecer a Judá. No Evangelho, Jesus, cumprindo o mandato que o Pai Lhe confiou, abre os ouvidos e solta a língua de um surdo-mudo… No gesto de Jesus, revela-se esse Deus que não Se conforma quando o homem se fecha no egoísmo e na auto-suficiência, rejeitando o amor, a partilha, a comunhão. O encontro


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1ª Leitura: Is 35, 4-7a 4

Dizei às pessoas deprimidas: 7aA terra árida se transformará em “Criai ânimo, não tenhais medo! lago, e a região sedenta, em fontes de Vede, é vosso Deus, é a vingança água. que vem, é a recompensa de Deus; é ele que vem para vos salvar”. - Palavra do Senhor. - Graças a Deus. 5

Então se abrirão os olhos dos cegos e se descerrarão os ouvidos dos surdos. 6O coxo saltará como um cervo e se desatará a língua dos mudos, assim como brotarão águas no deserto e jorrarão torrentes no ermo.

“Criai ânimo, não tenhais medo! Vede, é o vosso Deus...”

Salmo Responsarial 145 Bendize, ó minha alma, ao Senhor. Bendirei ao Senhor toda a vida! O Senhor é fiel para sempre, faz justiça aos que são oprimidos; ele dá alimento aos famintos, é o Senhor quem liberta os cativos. O Senhor abre os olhos aos cegos, o Senhor faz erguer-se o caído o Senhor ama aquele que é justo, é o Senhor quem protege o estrangeiro. Ele ampara a viúva e o órfão, mas confunde os caminhos dos maus. O Senhor reinará para sempre! Ó Sião, o teu Deus reinará para sempre e por todos os séculos!


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Segunda Leitura: Tg 2, 1-5 1

Meus irmãos: a fé que tendes em nosso Senhor Jesus Cristo glorificado não deve admitir acepção de pessoas. 2 Pois bem, imaginai que na vossa reunião entra uma pessoa com anel de ouro no dedo e bem vestida, e também um pobre, com sua roupa surrada, 2e vós dedicais atenção ao que está bem vestido, dizendo-lhe: “Vem sentar-te aqui, à vontade”, enquanto dizeis ao pobre: “Fica aí, de pé”, ou então: “Senta-te aqui no chão, aos meus pés”, 4não fizestes, então, discriminação entre vós? E não vos tornastes juízes com critérios injustos?

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Meus queridos irmãos, escutai: não escolheu Deus os pobres deste mundo para serem ricos na fé e herdeiros do Reino que prometeu aos que o amam? - Palavra do Senhor. - Graças a Deus.

“...a fé que tendes em nosso Senhor Jesus Cristo glorificado não deve admitir acepção de pessoas”

Evangelho: Mc 7,31-37 Naquele tempo, 31

Jesus saiu de novo da região de Tiro, passou por Sidônia e continuou até o mar da Galileia, atravessando a região da Decápole. 32

Trouxeram então um homem surdo, que falava com dificuldade, e pediram que Jesus lhe impusesse a mão. 33Jesus afastou-se com o homem, para fora da multidão; em seguida, colocou os dedos nos seus ouvidos, cuspiu e com a saliva tocou a língua dele. 34Olhando para o céu, suspirou e disse: “Efatá!”, que quer dizer: “Abre-te!” 35

Imediatamente seus ouvidos se abriram, sua língua se soltou e ele começou a falar sem dificuldade. 36Jesus recomendou com insistência que não contassem a ninguém. Mas, quanto mais ele recomendava, mais eles divulgavam.

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Muito impressionados, diziam: “Ele tem feito bem todas as coisas: Aos surdos faz ouvir e aos mudos falar”. - Palavra da Salvação. - Glória a vós, Senhor.


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Reflexão: Jesus faz tudo bem feito Com sua apresentação do “humanismo” de Jesus (cf. dom pass.), Mc não quer apenas mostrar que Jesus era um grande filantropo, mas que nesta atitude consiste o cumprimento do plano de Deus, aquilo que tradicionalmente se chama a “paz”, o dom de Deus trazido presente por seu Ungido, o Messias. O evangelho de hoje mostra isso claramente. Chegamos quase ao fim da primeira metade do evangelho de Mc, em que ele mostrou que em Jesus há um “quê” de messiânico. Na segunda parte, ele mostrará o que exatamente é messiânico em Jesus e como deve ser entendido. O evangelho de hoje deve preparar a exclamação de Pedro que inaugura a segunda metade de Mc: “Tu és o Messias” (cf. próximo dom.). Unindo em uma só pessoa dois defeitos, a surdez e a mudez, Mc lembra imediata-mente o texto de Is 35, lido na 1ª leitura, onde a cura de surdos e de mudos faz parte do tempo messiânico. E, para reforçar a nota, o povo exclama: “Ele fez tudo bem feito”, vislumbrando a obra messiânica de restauração do paraíso (cf. também Is 35). Lembra como Deus “fez tudo bem” no início (Gn 1,31 etc.). Porém, a intenção de Mc vai mais fundo. Para reconhecer que Jesus é o Messias é preciso que o homem esteja aberto. Ora, nem mesmo os discípulos eram fáceis de “abrir” (8,14-21!). Jesus não apenas “faz as coisas bem feitas”, ele abre também o co­ ração para ver o Reino de Deus, que está aí, onde se faz a sua

vontade e se revela seu amor. Por isso, Mc insiste quase exageradamente no gesto material com que Jesus faz seu “trabalho”: impor as mãos, aplicar saliva, elevar os olhos, gemer, dizereffatá, “abre-te” … Não é fácil abrir o homem para o mistério de Deus.

“ignorantes”? Pelos que o paganis -mo desconsiderou: os escravos, os migrantes, os que não “contavam” para a sociedade pagã? No próprio evangelho, os sofridos e carentes de todo o tipo tomam-se os destina-tários dos sinais do Reino e seus melhores propagandistas.

Ora, se acreditamos que, com Jesus, chegou o Reino de Deus, não dá mais para vol-tar para trás. O que ele fez tão bem feito, nós o devemos continuar fazendo. É hoje o momento para prestar um pouco mais de atenção à Carta de Tiago, cuja leitura foi ini-ciada no domingo passado. Ensina o que é o Reino de Deus na prática da Igreja; fazer como Deus: tudo bem feito. Para Deus não há acepção de pessoas (2ª leitura). Então, para a Igreja também não. O rico não tem nenhuma precedência sobre o pobre. Mais ainda. Para mostrar seu amor, Deus escolhe quem mais precisa: os pobres. Para provar que não rejeitamos ninguém, devemos dar a preferência àqueles que normalmente são rejeitados. Quem quer provar seu amor por todos deve começar pelos últimos. É por isso que, no Reino de Deus, os últimos serão os primeiros. Claro, isso não se deve fazer “para ser visto”, transformando o pobre em ocasião de ostentação caritativa. Deve ser a expansão espontânea do amor, como uma mãe espontaneamente consagra atenção ma-ior à criança que mais precisa. A própria Igreja surgiu, graças a este princípio. Não foi a Igreja constituída pelos que o ju da ísmo re je itou , os

Não que Deus seja contra os ricos. Ele mesmo criou a riqueza para o bom uso. Mas é quanto a esse bom uso que surge divergência entre Deus e o rico, que acha que Deus fez tudo isso só para ele … Para poder repartir, a gente sempre deve receber de Deus. Aí está o problema do rico. Se está cheio de si mesmo, não é mais capaz de receber e aprender de Deus o que é graça e gratuidade; perde também a capacidade de abrir sua mão e seu coração. Por isso, quem é grande e poderoso deve admitir que é pobre e cri-ança, frágil e carente. Então, Deus poderá consagrar sua atenção também a ele. Então, entenderá também que deve contribuir para mudar o mundo, para que encarne melhor a bondade de Deus que ele mesmo experimentou.

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Orações do dia Oração da Coleta:

Cristo, nosso Senhor. T.: Amém

P.: Ó Deus, Pai de bondade, que nos redimistes e adotastes como filhos e filhas, concedei aos que crê-

Depois da comunhão:

em em Cristo a verdadeira liberdade e a herança e-

P.: Ó Deus, que nutris e fortificais vossos fiéis

terna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na

com o alimento da vossa palavra e do vosso pão,

unidade do Espírito Santo. T.: Amém

concedei-nos, por estes dons do vosso Filho, viver com ele para sempre. Por Cristo, nosso

Sobre as oferendas:

Senhor. T.: Amém

P.: Ó Deus, fonte da paz e da verdadeira piedade, concedei-nos, por esta oferenda, render-vos a devida homenagem e fazei que nossa participação na eucaristia reforce entre nós os laços da amizade. Por

Mídia

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Este informativo digital é produzido pela Pastoral da Liturgia Pastoral da Comunicação

Paróquia Santo Alberto Magno, através da Pastoral da Comunicação.

Rua Caapora, 149 Cidade Seródio Guarulhos SP - 07151-390 Tel: 11-2467-0342 Fax: 11-2467-0342 www.santoalbertomagno.org.br

A verdadeira religião liberta o homem do mal No domingo passado, vimos Jesus criticando as tradições humanas que desviam a gente da verdadeira vontade de Deus, o bem de seus filhos e filhas. Agora, o evangelho mostra o exemplo do próprio Jesus. Depois de ter dado à mulher pagã as “migalhas” do pão dos filhos, Jesus cura, na mesma região pagã (a Decápole), um surdo-mudo, e o povo se põe a clamar: “Tudo ele tem feito bem!” Com isso, Jesus realiza o que o profeta Isaías sonhou para o tempo do Messias: os olhos dos cegos vão se abrir, abremse também os ouvidos dos surdos, os aleijados vão pular feito cabritos e a língua dos mudos entoará um cântico (1ª leitura). Convém lembrar aqui que os cegos e os coxos eram excluídos do templo…. A vinda do Messias transforma os excluídos – pagãos, coxos, cegos, aidéticos, favelados, presos – em filhos do Reino. Conforme Santo Irineu, a glória de Deus é que o ser humano tenha vida – e a vida do ser humano é contemplar Deus…. Trata-se de uma certeza fundamental de nossa fé: Deus deseja que todos e todas tenham vida. A religião é para o bem da humanidade.

Com certeza, todo mundo se declara de acordo com isso. Mas, muitas vezes, a religião é usada para dominar as pessoas, para que fiquem quietas e não protestem contra a exploração pelos poderosos (que querem até passar por bons cristãos)… Será isso promover a vida do ser humano? Dizem que os que sofrem serão recompensados na eternidade. Mas isso não justifica que se faça sofrer aqui na terra! Também a vida neste mundo pertence a Deus: é o aperitivo da vida eterna. O Deus da Bíblia quer o bem das pessoas desde já. Pode existir doença, sofrimento, mas não é a última palavra. Somos chamados a participar com Deus no aperfeiçoamento da criação. Por isso, o povo saúda a chegada do Messias exclamando: “Tudo ele tem feito bem”. Deus não pode servir para legitimar nenhuma opressão. A verdadeira religião liberta o ser humano do mal, também do mal político e econômico. Religião que pactua com a opressão não é a de Jesus. O cristianismo deve servir para o bem do ser

humano: o bem de todos e do homem todo. A religião serve para o bem de todos, eliminando exploração e discriminação (2ª leitura). Para dar chances a uma ordem melhor, provoca até revoluções, se as estruturas vigentes produzem desigualdade e injustiça. Pois a justiça é a exigência mínima do amor. A religião serve para o bem do homem todo, para aquelas dimensões que facilmente são esquecidas: a integridade da vida (contra a tortura, a irresponsabilidade com a vida nova etc); a integridade do verdadeiro amor (contra a exploração erótica, o amor descartável etc), o crescimento espiritual (contra o imediatismo, o materialismo etc), o sentido último da vida (contra a mecanização e encobrimento da morte). Para que o povo excluído possa exclamar: “Tudo ele tem feito bem”, muito ainda deve mudar na maneira de vivermos o ensinamento e o exemplo de Jesus! KONINGS, Johan. Liturgia Dominical. Editora Vozes


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