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PRIMEIROS SOCORROS

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Sumário Primeiros Socorros

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Abordagem da vítima

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Asfixia

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Ressucitação Cardiopulmonar

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Estado de Choque

10

Emergências traumáticas

11

Movimentação e transporte de vítimas

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Primeiros Socorros

A

Um brigadista pode ser acionado para atender e socorrer vítimas dos mais variados acidentes. Por isso, é importante que o brigadista conheça e saiba colocar em prática os conhecimentos para fornecer o suporte básico de vida. Saber fazer o certo, na hora certa, pode significar a diferença entre a vida e a morte de um acidentado. Além disso, a aplicação correta dos primeiros socorros pode minimizar os resultados decorrentes de uma lesão, reduzir o sofrimento da vítima e colocá-la em melhores condições para receber o tratamento definitivo. O domínio das técnicas de suporte básico de vida permitirá ao brigadista identificar o que há de errado com a vítima, realizar o tratamento adequado e transportá-la, além de transmitir informações sobre seu estado ao médico que se responsabilizará pela sequência de seu tratamento.

Conceitos

TR

Primeiros Socorros: são os cuidados imediatos prestados a uma pessoa cujo estado físico coloca em perigo a sua vida ou a sua saúde, com o fim de manter as suas funções vitais e evitar o agravamento de suas condições, até que receba assistência médica especializada. Atendimento Pré-hospitalar: conjunto de procedimentos realizados por profissional capacitado, no local da emergência e durante o transporte da vítima, visando mantê-la com vida e estável até sua chegada em uma unidade hospitalar.

OS

Suporte Básico da Vida: é uma sequência de ações de medidas de emergência que consistem no reconhecimento e correção da falência do sistema respiratório e/ou cardiovascular, ou seja, manter a pessoa respirando, com pulso e sem hemorragias. Trauma: lesão causada ao organismo por um agente externo.

Socorrista

AM

É a pessoa tecnicamente capacitada e habilitada para, com segurança, avaliar e identificar problemas que comprometam a vida. Cabe ao socorrista prestar o adequado socorro préhospitalar e o transporte do paciente sem agravar as lesões já existentes.

TELEFONES DE ATENDIMENTO A URGÊNCIA E EMERGÊNCIA Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. SAMU -192 Sistema Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergências. SIATE-193 Bombeiro -193 Definições do atendimento (Segundo o Conselho Federal de Medicina) Urgência: É uma ocorrência imprevista de agravo à saúde com ou sem risco de morte, cuja pessoa necessita de atendimento imediato. Emergência: É a constatação de condições de agravo à saúde que impliquem em risco iminente de morte ou sofrimento intenso, exigindo atendimento imediato.

4


Legislação NR-7 Portaria nº. 3214/78 (item 7.5.1).Todo estabelecimento deve estar equipado com material necessário à prestação de primeiros socorros em função das atividades que desenvolve; O material deve ser guardado em local adequado, e aos cuidados de pessoa treinada para esse fim.

A

Omissão de socorro Segundo o Código Penal Brasileiro, qualquer indivíduo, mesmo o leigo na área da saúde (pertencente a qualquer outra área de trabalho, ocupação ou estudo), tem o dever de ajudar um necessitado ou acidentado ou simplesmente chamar ajuda para estes, do contrário, sofrerá complicações penais.

TR

Artigo 135 - Deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, em desamparo ou em grave e iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública: Detenção de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa. Parágrafo único. “A pena é aumentada de metade, se da omissão resulta lesão corporal de natureza grave, e triplicada, se resulta a morte." Os primeiros socorros são decisivos para o futuro e a sobrevivência da vitima.

Avaliação da cena

OS

Antes de se iniciar o atendimento, é fundamental que o socorrista faça a correta análise do local do acidente, a fim de identificar o número de vítimas, os possíveis riscos, garantindo a sua segurança e à das vítimas. O responsável pelas ações de primeiros socorros não deve se expor a riscos que podem torná-lo uma nova vítima. Essas análises não devem tomar muito tempo e são importantíssimas para que o auxílio à vítima seja prestado de forma precisa.

AM

Gerenciamento de riscos É uma avaliação minuciosa por parte do socorrista em toda a cena de emergência, possibilitando eliminar ou minimizar as situações de risco existentes: incêndio, explosão, choque elétrico, contaminação com produtos químicos e agentes biológicos, intoxicação, asfixia, atropelamento, ocorrência de novos acidentes etc.

Abordagem da vítima

A abordagem tem como objetivo determinar a situação atual da vítima. Para tanto, desenvolve-se uma impressão geral, estabelecendo valores para os estados respiratório, circulatório e neurológico. Em seguida, são rapidamente encontradas e tratadas as condições que ameaçam a vida. Exame Primário: processo para identificar e corrigir, de imediato, problemas que ameacem a vida em curto prazo.

5


Abordagem XABCDE X - Exsanguination

A - Airway

B - Breathing

Abertura das vias aéreas e controle da cervical

C - Circulation

D - Desability

Verificar a circulação

Estado neurológico

Verificar a respiração

E - Expose and Examine

TR

Contenção de hemorragia externa grave

A

!

Exposição de ferimentos

AM

OS

X - Contenção de hemorragia externa grave Priorizar o controle de grandes hemorragias (exsanguinantes) empregando curativos compressivos. A - Abertura das vias aéreas e controle da cervical Posicione-se ao lado da vítima e mantenha a cabeça da mesma estabilizada. Apresente-se ao paciente e solicite o seu consentimento. Se a vítima não responder aos estímulos (paciente inconsciente), devemos realizar a abertura da cavidade oral e observar se existe algum corpo estranho impedindo a passagem do ar. Caso exista, com os dedos, remova dentaduras (próteses), restos de alimentos, sangue, líquidos e outros objetos que possam estar impedindo a perfeita respiração. Quando a vítima se encontra inconsciente, o tônus muscular será insuficiente e a língua e a epiglote podem obstruir a chegada do ar até os pulmões. Se não houver evidência de trauma craniano e nem cervical, poderá ser usada a manobra de inclinação da cabeça e elevação do queixo para facilitar a passagem do ar. B - Verificar a respiração Após a abertura das vias aéreas, deve-se verificar se a vítima está respirando espontaneamente. Aproximese para escutar a boca e o nariz da vítima, verificando também os movimentos característicos de tórax e abdômen. C - Verificar a circulação O objetivo principal do passo "C" é estimar as condições do sistema circulatório e controlar grandes hemorragias. A tomada da pulsação em adultos e crianças deve ser observada na artéria carótida ou radial, nos lactentes aferida na artéria braquial. D - Verificar o estado neurológico Na avaliação do estado neurológico o socorrista deve realizar a avaliação do nível de consciência e o exame das pupilas. Pupilas contraídas é um indicativo de má oxigenação no cérebro e, uma das causas, pode ser a utilização de drogas. Pupilas desiguais pode ser consequência de traumatismo craniano ou acidente vascular cerebral. Pupilas dilatadas podem significar inconsciência, sofrimento do Sistema Nervoso Central ou óbito. E - Exposição dos ferimentos Retirar vestimentas pesadas que impeçam a correta avaliação da existência de ferimentos, expondo somente as partes lesionadas para tratamento, prevenindo o choque e preservando a intimidade da vítima, sempre que possível. 6


Sinais vitais Sinal: É tudo aquilo que o socorrista pode observar ou sentir no paciente enquanto o examina. Exemplos: pulso, palidez, sudorese etc. Sintoma: É tudo aquilo que o socorrista não consegue identificar sozinho. O paciente necessita contar sobre si mesmo. Exemplos: dor abdominal, tontura etc.

Aferição de Sinais Vitais

*batimentos por minuto.

A

Respiração Processo fisiológico de troca de gases entre as artérias e o alvéolo. Valores normais: Adulto: 12-20 vpm*; Criança: 20-40 vpm; Lactentes: 40-60 vpm.

TR

Pulso É o reflexo do batimento cardíaco palpável nos locais onde as artérias calibrosas estão posicionadas próximas da pele e sobre um plano duro. Valores normais: Adulto: 60-100 bpm*; Criança: 80-140 bpm; Lactentes: 85-190 bpm.

*ventilações por minuto.

Pressão arterial (PA)

OS

Temperatura É a diferença entre o calor produzido e o calor perdido pelo corpo humano. Valores normais: 36,5 a 37,0 ºC – independente da faixa etária.

É a pressão exercida pelo sangue no sistema arterial, que depende da força de contractilidade do coração e a frequência de contração (quantidade de sangue circulante no sistema arterial e da resistência periférica das artérias). A pressão é máxima ou sistólica quando o coração está comprimido (bombeando o sangue), geralmente entre 60 e 140 mmHg, e é mínima ou diastólica quando o coração está relaxado (recebendo o sangue), geralmente entre 60 e 90 mmHg. Para aferirmos a pressão arterial é necessária a utilização de um aparelho chamado esfigmomanômetro.

Asfixia

Como proceder: favorecer a passagem do ar através da boca e das narinas; Afastar a causa; Retirar qualquer objeto da boca ou da garganta da vítima para desobstruir a passagem de ar; Iniciar a respiração artifical. Repetí-la tantas vezes quanto necessário, até que a vítima dê entrada em local onde possa receber assistência adequada; Manter a vítima aquecida.

AM

Asfixia pode ser definida como sendo parada respiratória, com o coração ainda funcionando. Sinais de asfixia: Ÿ Dificuldade respiratória nas vítimas

inconscientes;

Ÿ Falta de ar (conscientes);

Ÿ Cianose acentuada do rosto, dos

lábios e das extremidades; Ÿ Dilatação das pupilas.

Se as funções respiratórias não forem restabelecidas dentro de 3 a 4 minutos, as atividades cerebrais cessarão totalmente, ocasionando a morte.

Obstrução de via aérea por corpo estranho Entende-se por obstrução de vias aéreas toda situação que impeça total ou parcialmente o trânsito do ar ambiente até os alvéolos pulmonares. A restauração e manutenção da permeabilidade das vias aéreas nas vítimas de trauma são essenciais e devem ser feitas de maneira rápida e prioritária. A obstrução de vias aéreas superiores pode ser causada: Ÿ Pela língua: sua queda ou relaxamento pode bloquear a faringe;

7


Ÿ Pela epiglote: inspirações sucessivas e forçadas podem provocar uma pressão negativa que forçará a epiglote para baixo, fechando as vias aéreas; Ÿ Por corpos estranhos: qualquer objeto, líquidos ou vômito, que venha a se depositar na faringe; Ÿ Por danos aos tecidos: perfurações no pescoço, esmagamento da face, inspiração de ar quente, venenos e outros danos severos na região.

Manobra de desobstrução das vias aéreas

TR

A

Em caso de vítima engasgada, iniciar a Manobra de Heimlich: Ÿ Posicionar-se atrás da vítima, abraçando-a em torno do abdome; ŸColocar a raiz do polegar de uma das mãos entre a cicatriz umbilical e o apêndice xifóide; ŸEnvolver a mão que se encontra sobre o abdome da vítima com a outra mão; Ÿ Pressionar o abdome da vítima puxando-o para si e para cima, por 5 vezes, forçando a saída do corpo estranho; Ÿ Observar se a vítima expele o corpo estranho e volta a respirar normalmente; Ÿ Continuar as compressões até que a vítima expila o objeto. Obs.: caso a compressão abdominal seja inviável, por tratar-se de paciente obeso ou gestante, realizar as compressões na porção média inferior do osso esterno.

Compressão em J

Compressão toráxica

OS

Desobstrução da via aérea em crianças e lactentes

AM

Para crianças maiores de um ano, aplicar-se-á a Manobra de Heimlich, de forma semelhante à do adulto, levando-se em consideração a intensidade das compressões que será menor. Nos lactentes, para realizar a manobra de desobstrução, o socorrista deverá tomar os seguintes procedimentos, após falhar a segunda tentativa de ventilação de resgate: Ÿ Segurar o bebê sobre um dos braços, com o pescoço entre os dedos médio e polegar e com o dedo indicador segurar o queixo da vítima para manter as vias aéreas abertas, deixando-o com as costas voltadas para cima e a cabeça mais baixa que o tronco; Ÿ Dar 5 pancadas com a palma da mão entre as escápulas do bebê; Ÿ Girar o bebê de modo que ele fique de frente, ainda mantendo a cabeça mais baixa do que o tronco, e efetuar 5 compressões torácicas através dos dedos indicador e médio sobre a linha dos mamilos (idêntica às compressões realizadas na RCP); Ÿ Colocar o bebê sobre uma superfície plana e tentar retirar o corpo estranho; Ÿ Realizar 1 insuflação e, caso o ar não passe, reposicionar a abertura das vias aéreas; Ÿ Abrir as vias aéreas e efetuar outra insuflação. Caso o ar não passe, retornar para as pancadas entre as escápulas e as compressões torácicas, e repetir os procedimentos até que o objeto seja expelido ou a vítima fique inconsciente. Neste caso, proceder a manobras de RCP.

5 suaves tapinhas

5 suaves compressões 8

Tentar retirar o corpo estranho


Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) É o conjunto de manobras realizadas para estabelecer a ventilação pulmonar e a circulação sanguínea, tais como, respiração artificial e massagem cardíaca externa, manobras essas utilizadas nas vítimas em parada cardiopulmonar.

A

Sinais de Parada Cardiopulmonar • Inconsciência; • Ausência de respiração; • Ausência de circulação.

AM

Manobra de RCP

OS

TR

Técnicas básicas: • Coloque a vítima deitada de costas para o chão em uma superfície rígida; • Posicione-se próximo ao lado da vítima de joelhos; • Exponha o tórax da vítima, localize o esterno e posicione suas mãos entrelaçadas sobre ele. •Mantenha os braços firmes e perpendiculares ao corpo da vítima, sem flexioná-los durantes as manobras. Estas deverão ser executadas numa frequência de 30 compressões para 2 ventilações durante 2 minutos; • O tórax da vítima deverá ser comprimido em 5 cm, permitindo o retorno completo do tórax durante as compressões. • A velocidade das compressões deve ser de 100/min. •Após realização do primeiro ciclo de ressuscitação, 2 minutos, o socorrista deve reavaliar respiração e pulso da vitima, no tempo máximo de 10 segundos. • Não deverá ser interrompida a ressuscitação por mais que 10 segundos.

Posicione o apoio: três dedos acima da ponta do osso esterno

30 compressões

2 insuflações

Cadeia de sobrevivência

AMERICAN HEART ASSOCIATION – 2015

Instalar o DEA e Acionar serviço Iniciar RCP (30:2) médico de emergência 30 compressões para seguir instruções do aparelho cada 2 ventilações 9

Serviços médicos básicos e avançados de emergência

Suporte avançado de vida e cuidados pós-PCR


Estado de Choque Quadro clínico que resulta da incapacidade de o sistema circulatório fornecer aos tecidos sangue rico em oxigênio, provocada pela diminuição do volume de sangue ou pela deficiência do sistema cardiovascular. É o provimento de oxigênio e nutrientes menor do que a necessidade do organismo. Condições causadoras do Estado de Choque

Sinais e sintomas do Estado de Choque Ÿ Suor na testa e na palma das mãos; Ÿ Frio, chegando às vezes a ter tremores; Ÿ Náusea e vômito; Ÿ Fraqueza; Ÿ Respiração rápida, curta e irregular; Ÿ Visão nublada, tontura; Ÿ Sede; Ÿ Ansiedade; Ÿ Confusão mental; Ÿ Taquicardia; Ÿ Pulso radial fraco; Ÿ Pele fria, pálida ou cianótica.

OS

Classificação do Choque

TR

intoxicações; Ÿ Ataque cardíaco; Ÿ Exposição a extremos de calor ou frio; Ÿ Dor aguda; Ÿ Infecção grave; Ÿ Fraturas.

A

Ÿ Lesões graves; Ÿ Fortes emoções; Ÿ Queimaduras graves; Ÿ Hemorragias; Ÿ Acidentes por choque elétrico; Ÿ Envenenamento por produtos químicos e

Hipovolêmico: ocasionado pela perda de volume sanguíneo. Causas: hemorragias, perda de plasma em grandes queimaduras, desidratação, diarreia e vômitos. Cardiogênico: gerado pela alteração ou falha na atividade de bombeamento do coração. Causas intrínsecas: enfraquecimento, arritmia e disfunção valvar. Causas extrínsecas: tamponamento do pericárdio e pneumotórax hipertensivo. Distributivo: quando ocorre uma alteração no tônus vascular, o continente vascular aumenta sem o aumento proporcional do volume de sangue.

AM

Prevenção e tratamento

Eliminar a causa do choque; Colocar a vítima em decúbito dorsal; Observar a vítima, pois em caso de vômito deve-se virar sua cabeça para que não se asfixie. Caso haja suspeita de lesão da coluna cervical a cabeça não deve ser virada; Fornecer oxigênio; Afrouxar as roupas da vítima, para facilitar respiração e circulação; Cobrir a vítima com cobertores ou sacos plásticos para mantê-la aquecida; Acalmar a vítima; Não administrar nada via oral (água, alimentos, medicação); Reavaliar frequentemente os sinais vitais.

Pode-se elevar um pouco as pernas da vítima para melhorar o retorno sanguíneo. NÃO elevar se houver fratura nesses membros, ou se houver ferimento no tórax ou na cabeça. 10


Emergências traumáticas Trauma (traumatismo) é a lesão corporal resultado da exposição à energia (mecânica, térmica, elétrica, química ou radiação) que interagiu com o corpo em quantidades acima da suportada fisiologicamente. Pode ainda em alguns casos ser resultado da insuficiência de algum elemento vital (afogamento, estrangulamento, congelamento).

Hemorragias

A

Ruptura de vasos sanguíneos devido a um trauma.

Pressão digital: pontos arteriais

AM

Os principais pontos arteriais são os braquiais, femorais e temporais superficiais.

Elevação

OS

Ordem de procedimentos: 1. Pressão direta 2. Elevação da área 3. Pressão digital 4. Aplicação de gelo 5. Torniquete (último recurso)

TR

Classificação - Tipo de Vaso Sangüíneo Arterial: quando o vaso atingido é uma artéria, caracteriza-se por hemorragia que faz jorrar sangue pulsátil e de cor vermelho vivo; a perda de sangue é rápida e abundante. Venoso: quando o vaso atingido é uma veia, caracteriza-se por hemorragia na qual o fluxo de sangue que sai é contínuo, na cor vermelho escuro, podendo ser abundante. Capilar: quando o vaso atingido é um capilar, o sangue escoa lentamente, normalmente numa cor menos viva que o sangue arterial.

Hemorragia interna A hemorragia interna é resultante de um ferimento profundo com lesão de orgãos internos. O sangue não aparece. A vítima apresenta : Ÿ Pulso fraco; Ÿ Pele fria; Ÿ Sudorese abundante; Ÿ Palidez intensa e mucosas descoradas; Ÿ Sede; Ÿ Tonturas, podendo estar inconsciente (estado de choque). 11

Pressão direta Pressão digital

Torniquete (último recurso)

Choque hipovolêmico Confortar a vítima, não dar líquidos ou alimentos, mantê-la aquecida e elevar membros inferiores.

Procedimento: Mantenha as vias aéreas liberadas; Manter a vítima deitada em decúbito dorsal e o mais imóvel possível - exceto em casos de suspeita de fratura de crânio ou derrame cerebral em que a cabeça deverá estar levantada; Tratar como se fosse estado de choque; • colocar compressa de gelo sobre o local do trauma; • Não dê nada para a vítima beber; • Procurar socorro especializado imediatamente.


Fraturas

Classificação

Fratura é a perda da continuidade óssea.

A

Classificação Fechada ou simples: quando a pele não foi perfurada pelas extremidades ósseas. Aberta ou exposta: quando o osso quebrado atravessa a pele (ferimento com osso exposto). Fechada

TR

Cuidados: Ÿ Restringir o movimento; Ÿ Fratura fechada: imobilizar com tala; Ÿ Fratura exposta: cobrir o ferimento com pano limpo; estancar o sangramento; Ÿ Encaminhar para o serviço especializado.

Exposta

OS

Luxação É o deslocamento de um ou mais ossos de uma articulação e pode envolver separação parcial ou completa das superfícies de contato. Ocorrem normalmente nas articulações móveis (ombro, joelho, etc).

Imobilização do braço com uso de um lençol ou toalha (bandagem triangular)

AM

Entorse É a torção ou a distensão brusca de uma articulação, além do seu grau normal de movimentação (amplitude). Procedimento: Ÿ Identificar o local lesionado Ÿ Restringir movimentos Ÿ Imobilização na posição em que se encontra Ÿ Encaminhar a vítima ao serviço especializado

Traumatismo da coluna A lesão da coluna espinhal tem que ser presumida em TODOS os casos de trauma. Ex: Acidente de carro, Queda de nível. Diagnóstico Presumido No traumatismo da coluna costuma haver perda da sensibilidade e do tato e a perda da mobilidade dos membros. Se o acidentado estiver lúcido: Questione se está sentindo os membros; Solicite que movimente lentamente as pernas e os braços. Nota: O dano na medula espinhal pode causar perda da função de reflexo abaixo do ponto da lesão, interrompendo funções corporais como respiração, controle intestinal e controle da bexiga. Não tente levantar ou remover o acidentado. Chame o socorro especializado, pois o transporte errado do paciente poderá causar danos irreversíveis para o mesmo. 12


Ferimento aberto

A

Conter a hemorragia e tratar o ferimento

OS

Queimaduras

Amputação

TR

Tratamento básico: Exponha o local do ferimento; Cubra o ferimento com um curativo estéril para controlar sangramentos e prevenir a contaminação; Mantenha o paciente em repouso e tranquilize-o. Tratamento específico: Abrasão: lavar o ferimento com água limpa corrente; Incisão: aproximar as bordas; Transfixação: não remover objetos encravados e estabilize-os; Evisceração: proteger as vísceras com plástico estéril ou compressa úmida, não introduzilas na cavidade abdominal; não retirar pedaços das vísceras e mantê-las úmidas; Amputação: guardar a parte amputada envolta em gaze ou compressa estéril (pode ser também um pano limpo), umedecido com solução fisiológica; colocar a parte amputada, agora protegida, dentro de um saco plástico e em seguida dentro de um segundo saco ou caixa de isopor repleta de gelo e transporta-la ao hospital.

Lesão do tecido de revestimento do corpo, causada por agentes térmicos, químicos, radioativos ou elétricos, podendo destruir total ou parcialmente a pele e seus anexos, até atingir camadas mais profundas.

AM

Cuidados: Hidrate a região com água em abundância; Cubra a região com tecido limpo e solto; NÃO passe pó de café, creme dental ou óleo; NÃO aperte ou perfure as bolhas.

Ÿ Ÿ Ÿ Ÿ

1º grau

Vítima em chamas

Ÿ Inicialmente elimine o agente causador da lesão (se for fogo

na roupa, use a técnica do PARE, DEITE e ROLE, ou utilize uma manta - em direção aos pés - para extinguir o fogo por abafamento); Ÿ Avalie a vítima e mantenha a via aérea permeável, observando a frequência, a qualidade da respiração e o nível de consciência (especial atenção para via aérea em queimaduras de face); Ÿ Retirar partes de roupas não queimadas; e as queimadas aderidas ao local, recortar em volta (apenas as partes soltas).

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Guardar a parte amputada

Armazená-la em saco plástico em isopor com gelo e transportar ao hospital

Classificação Quanto à profundidade

2º grau

3º grau


A

Queimaduras Químicas Ÿ Limpe e remova substâncias químicas da pele do paciente e das roupas antes de lavar o local; Ÿ Lave o local queimado com soro ou água limpa corrente por, no mínimo, 15 minutos, sem pressão ou fricção; Ÿ Se álcali seco não lavar, retirar manualmente (ex.: soda cáustica); Ÿ Cubra com curativo estéril toda a área de lesão.

TR

Queimaduras nos olhos Ÿ Lavar o olho com água em abundância ou, se possível, com soro fisiológico por no mínimo 15 minutos; Ÿ Cubra a região com curativo estéril úmido, umedeça o curativo a cada 5 minutos.

Choque elétrico

Ÿ Corte ou desligue a fonte de energia, mas não toque na vítima; Ÿ Afaste a pessoa da fonte elétrica que estava provocando o choque, usando

OS

materiais não condutores e secos como a madeira, o plástico, panos grossos ou borracha; Ÿ Chame uma ambulância. Queimaduras por frio - no caso de congelamento dos pés ou das mãos: Levar o acidentado a um local aquecido, mantendo-o deitado;

Ÿ

Aquecer as partes congeladas com água morna ou panos molhados com água quente, realizando massagens delicadas para ativar a circulação nas partes próximas do membro congelado (nunca massagear diretamente a parte congelada);

Ÿ

Dar bebidas quentes, como chá ou café;

Ÿ

Pedir ao acidentado para movimentar os pés ou as mãos para ajudar na recuperação da circulação.

AM

Ÿ

Afogamento

Ao presenciar um afogamento, evite abordar diretamente a vítima; Procure arremessar um objeto flutuante para que ela se agarre e retire-a rapidamente da água. Cuidados com o Afogado Ÿ Limpe a boca da vítima de afogamento, procurando desobstruir as vias aéreas; Ÿ Observe se está respirando caso contrário inicie imediatamente a respiração boca-a-boca; Ÿ Em caso de vômitos vire a cabeça do afogado para o lado a fim de evitar sufocamento; Ÿ Todo o afogado deverá ser encaminhado ao hospital para avaliação, qualquer que seja a gravidade, pois existem casos em que a vítima vem a falecer até quatro dias após, devido a infecção pulmonar ocasionada pela aspiração da água contaminada. 14


Animais peçonhentos

A

São aqueles que possuem glândulas de veneno que se comunicam com dentes ocos, ou ferrões, ou aguilhões, por onde o veneno passa ativamente. Atendimento Ÿ Lavar o local da picada de preferência com água e sabão; Ÿ NÃO fazer cortes, perfurações, torniquetes, nem colocar produtos caseiros; Ÿ Manter o acidentado calmo; Ÿ Levar a vítima rapidamente para o serviço médico mais próximo; Ÿ Tente identificar o animal agressor, porém lembre-se de que levar a vítima ao serviço médico é a prioridade. LEMBRE-SE: nenhum remédio caseiro substitui o soro apropriado para cada espécie animal.

Ingestão de substância tóxica

OS

TR

Ao confirmar que houve ingestão de substância tóxica ou venenosa, verificar imediatamente os sinais vitais e assegurar de que a vítima respira. Atendimento Ÿ Dar prioridade à parada cárdio-respiratória. Faça respiração boca-a-boca utilizando máscara ou outro sistema de respiração adequado que evite o contato direto. Ÿ Identificar o agente, através de frascos próximos do acidentado, para informar o médico ou procurar ver nos rótulos ou bulas se existe alguma indicação de antídotos. Ÿ Observar atentamente o acidentado, pois os efeitos podem não ser imediatos. Ÿ Procurar transportar o acidentado imediatamente a um pronto socorro, para diminuir a possibilidade de absorção do veneno pelo organismo, mantendo-a aquecida.

NÃO PROVOCAR VÔMITO em vítimas inconscientes e nem de envenenamento por substâncias corrosivas (ácidos), amônia, soda cáustica, alvejantes, desodorantes e derivados do petróleo.

Disque-intoxicação: 0800 722 601

Crise convulsiva

Desmaio

AM

A convulsão é uma desordem cerebral. Atendimento: Ÿ Mantenha-se calmo; Ÿ Proteja a cabeça da vítima (remova os óculos, se tiver); Ÿ Retire objetos próximos; Ÿ Lateralize a cabeça; Ÿ Afrouxe roupas apertadas; Ÿ Colocar a vítima em posição de repouso; Ÿ Permaneça ao lado da vítima até que ela retorne a consciência.

Durante a crise, não coloque a mão nem qualquer objeto na boca do indivíduo. Não tente puxar a sua língua. Não tente acordá-lo, nem force-o a se levantar. Não lhe dê de beber.

Perda de consciência de curta duração que não necessita de manobras específicas de recuperação. É uma diminuição da atividade cerebral. Atendimento: Ÿ Manter a vítima deitada – elevar as pernas; Ÿ Remoção para local arejado; Ÿ Liberar vestimentas apertadas; Ÿ Não oferecer nada para comer nem beber; Ÿ Informar a central médica e aguardar instruções. 15


Infarto do miocárdio Necrose do músculo cardíaco após isquemia por oclusão arterial coronariana aguda, ou seja, é um quadro clínico conseqüente à deficiência de fluxo sanguíneo para uma dada região do músculo cardíaco (miocárdio), cujas células sofrem necrose devido à falta de aporte de oxigênio. Causas: Arteriosclerose; embolia coronariana e espasmo arterial coronário (angina pectória). Principal complicação:

A

Parada cardíaca por fibrilação ventricular (parada em fibrilação). Óbito. Como proceder:

Muitas vezes a dor que procede a um ataque cardíaco pode ser confundida com a dor epigástrica (de uma indigestão). É preciso estar atento para este tipo de falso alarme.

TR

Ÿ Procurar socorro médico com urgência; Ÿ Não movimentar muito a vítima;

Ÿ Manter a pessoa deitada, em repouso absoluto na posição mais confortável, em ambiente calmo e

ventilado;

Ÿ Obter um breve relato da vítima ou de testemunhas sobre o ocorrido; Ÿ Afrouxar as roupas; Ÿ Evitar a ingestão de líquidos ou alimentos;

OS

Ÿ No caso de parada cardíaca aplicar as técnicas de ressuscitação cardío-respiratória; Ÿ Ver se a vítima traz nos bolsos remédios de urgência. Aplicar os medicamentos segundo as bulas, desde

que a vítima esteja consciente.

Movimentação e transporte de vítimas

AM

A vítima não deverá ser movimentada, a menos que exista um perigo imediato para ele ou para o socorrista que está prestando os primeiros socorros. Para tanto, é preciso avaliar rapidamente a vítima, para que o socorrista tenha condições de escolher a melhor técnica para sua condição física e a condição de saúde da vítima. Transporte rapidamente quando: houver perigo de incêndio, explosão ou desabamento, presença de ameaça ambiental ou materiais perigosos.

Técnicas com um socorrista Pacientes capazes de andar Ÿ Apoio lateral simples

Técnicas com 2 ou mais socorristas Vítima que pode andar Ÿ Apoio lateral simples

Pacientes que não podem andar

Vítima que não pode andar Consciente: Ÿ Transporte pelas extremidades Ÿ Transporte em cadeirinha Inconsciente: Ÿ Elevação em braço Ÿ Elevação manual direta

Ÿ Arrastamento pela roupa Ÿ Arrastamento por cobertor Ÿ Transporte tipo bombeiro

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Transporte tipo bombeiro Indicado para casos que não envolvam fraturas e lesões graves. É um meio de transporte eficaz e muito útil. Muito usado em ambientes com presença de fumaça.

Equipamentos de transporte

A

Posição do paciente durante o transporte

Ÿ Padiola Ÿ Prancha Longa: é o equipamento indicado para

Pacientes Não Traumáticos Ÿ Choque com falta de ar: semi-sentados. Ÿ Choque: decúbito dorsal com as extremidades inferiores elevadas. Ÿ Inconsciente: decúbito lateral esquerdo para prevenir a aspiração. Ÿ Gestantes: decúbito lateral esquerdo em posição de permitir assistência ao parto.

TR

remover pacientes politraumatizados. à Rolamento de 90 graus: utilizado para vítimas em decúbito dorsal. à Rolamento de 180 graus: empregado para vítimas encontradas em decúbito ventral. Elevação a cavaleiro: indicada em vítimas encontradas em decúbito dorsal.

Pacientes Traumáticos Ÿ Decúbito dorsal sobre a prancha longa.

Rolamento 90°

OS

Rolamento 90°

AM

ŸPara a mobilização do acidentado são necessárias três pessoas agindo simultaneamente; ŸA primeira segura com firmeza a cabeça e o pescoço da vítima, para evitar que dobre o pescoço; ŸA segunda apóia a região da bacia; ŸA terceira segura pelos pés, evitando dobrar as pernas da vítima; ŸCom um movimento simultâneo e sincronizado retiram a vítima do chão e a colocam em uma superfície

plana e firme, imobilizando o pescoço, os braços e as pernas, antes do transporte.

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Chave de Rauteck

TR

Posição lateral de segurança

A

Chave de Rautek é uma manobra executada para remoção rápida de uma vítima de acidente automobilístico com suspeita de lesão na coluna cervical a ser realizada por um socorrista ou pessoal treinado, que permite a extricação da vítima por uma pessoa sem o uso de equipamentos, desde que a vítima esteja no banco dianteiro não encarceirada (a vítima deve ser acessível pela porta dianteira). A manobra só é indicada em casos de extrema necessidade de extricação do veículo, como parada cardiorrespiratória ou risco de incêndio.

OS

Esta técnica deve ser utilizada após a análise primária e secundária, no momento em que o socorrista observar que a vítima apresenta um quadro estável e não possui nenhuma fratura ou lesão de coluna cervical. Caso o socorrista perceba que a possibilidade de uma lesão de cervical existe, deverá deixar a vítima em decúbito dorsal (ventre para cima).

AM

Referências Bibliográficas

CORPO DE BOMBEIROS MILITAR-ES. CURSO DE FORMAÇÃO DE BRIGADA DE INCÊNDIO. Vitória, ES, 2014. DEPARTAMENTO DE TRANSITO DO ESTADO DO PARÁ. Apostila de Primeiros Socorros. Belém, PA, 2006. FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. Manual de Primeiros Socorros. Rio de Janeiro, RJ, 2003. American Heart Association, AHA Guidelines 2015, EUA 2015.

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