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“A grande ciência da vida é aprender a recomeçar. Recomeçar com confiança e entusiasmo” Dorina Gouveia Nowill

Mais de 180 projetos foram inscritos na 4ª edição do prêmio profissionais do centro de reabilitação após cerimônia de premiação realizada em são paulo

premiação

Próvisão vence prêmio ‘Ações Inclusivas’

É o segundo ano consecutivo em que a entidade é premiada O Próvisão recebeu no dia 21 de março o 4º Prêmio Ações Inclusivas concedido pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. É o segundo ano consecutivo em que a entidade é premiada. O Prêmio Ações inclusivas tem por objetivo reconhecer e destacar as práticas bem sucedidas voltadas à inclusão social e cidadania das pessoas com deficiência, em todo o Estado de São Paulo. O projeto premiado foi ‘Vivenciando a Autonomia’. A cerimônia de premiação aconteceu no Memorial da América Latina e contou com a participação de 300 pessoas, entre elas a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Lina-

mara Rizzo Batisttella, e da Secretária da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo, Mariane Pinotti. Dez ações foram premiadas com o troféu ‘Ações Inclusivas’: cinco na categoria governamental e outras cinco não governamentais. Ao todo, 180 projetos foram inscritos e 30 escolhidos como finalistas do prêmio. O projeto finalista e vencedor do prêmio inscrito pelo Próvisão foi o ‘Vivenciando a Autonomia’ que busca promover o desenvolvimento da autonomia de jovens e adultos com deficiência visual e oportuniza o acesso dos mesmos aos serviços básicos como transporte público, bancos, supermercados, comércio

e shopping, simultaneamente ao treino das atividades de locomoção e atividades de vida prática. Em paralelo é desenvolvido, junto à comunidade, o serviço de sensibilização e conscientização quanto às potencialidades das pessoas com deficiência. O projeto também promove sensibilização das famílias que vivenciam a prática da orientação e mobilidade e são orientadas a apoiarem e incentivarem o processo de desenvolvimento e autonomia. Prêmio Ações Inclusivas •• A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência

Foto: Elizânio Silva/Alameda Comunicação

informativo próvisão | março/abril 2014 | ano 2 • nº09 | www.hospitalprovisao.org.br

de São Paulo realizou, pelo quarto ano consecutivo, o Prêmio Ações Inclusivas. O objetivo é buscar o aprimoramento da gestão de suas políticas públicas, em especial na atuação com os municípios paulistas. Centro de Reabilitação •• Primeiro serviço criado pela entidade para atender à população, o Centro de Reabilitação Próvisão tem como objetivo inserir a pessoa com deficiência visual na sociedade por intermédio de serviços focados na prevenção, reabilitação e capacitação. Destacam-se a estimulação viso-motora, orientação e mobilidade, atividades de vida diária, oficina de comunicação para surdocegos, aulas de braille, soroban, mecanografia e informática adaptada, além dos serviços voltados à capacitação profissional e inserção no mercado de trabalho como os desenvolvidos na Gráfica Pró-Braille e Oficina de Reciclagem Pró-Recicla. Atualmente mais de 232 pessoas com deficiência visual e suas famílias são atendidas na reabilitação.


conselho Gio Batta Cucchiaro • Presidente do Próvisão

O otimismo que contagiou toda a equipe de profissionais e de voluntários do Próvisão no início do ano vem se confirmando e está sendo comprovado com o reconhecimento do trabalho, da eficiência e da dedicação de todos os integrantes da nossa entidade. Uma das principais confirmações de que o nosso trabalho está no caminho certo foi a conquista, pelo segundo ano consecutivo, do Prêmio Ações Inclusivas, concedido pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. O Próvisão inscreveu e foi reconhecido com o projeto ‘Vivenciando a Autonomia’ que busca promover o desenvolvimento da autonomia de jovens e adultos com deficiência visual e oportuniza o acesso dos mesmos aos serviços básicos como transporte público, bancos, supermercados, comércio e shopping, simultaneamente ao treino das atividades de locomoção e atividades de vida prática. Sem dúvida, este tipo de premiação ressalta a importância do nosso trabalho, valoriza a nossa equipe e nos deixa com a certeza de que estamos cumprindo nossa missão. Destacamos ainda nesta edição uma entrevista com o presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp), Edson Rogatti, que fala sobre a situação do sistema público de saúde no Brasil e quais são os desafios enfrentados diariamente pelos hospitais filantrópicos. Além destes dois destaques conheça nas próximas páginas como o Próvisão vem atuando nas áreas de esportes, educação, parcerias e as orientações de nosso corpo clínico em relação à prevenção e aos tratamentos de doenças oculares. Boa leitura e até o nosso próximo encontro.

Goalball: esporte que reabilita! Deficientes visuais podem utilizar a modalidade para melhorar reabilitação

atletas do goalball durante treinamento no próvisão

Mais do que uma modalidade paraolímpica o goalball é uma importante ferramenta na reabilitação de pessoas com deficiência visual. O Próvisão oferece essa possibilidade desde 2005 para os pacientes do Centro de Reabilitação da entidade que recebem atendimento. A prática dessa modalidade esportiva como forma de reabilitação proporciona aos indivíduos com deficiência visual benefícios que poderão contribuir para a melhoria da sua qualidade de vida. Na parte motora, com a melhora do esquema corporal, equilíbrio estático e dinâmico, mobilidade, coordenação motora, lateralidade, entre outras habilidades. Já na parte psíquica, requer uma grande capacidade de concentração, devido à necessidade de manter constante atenção na definição da trajetória da bola, e a percepção auditiva através do sentido da audição. O jogador de goalball é capaz de saber a trajetória, velocidade e movimento da bola. Segunda a educadora física Cristiane Santana, além desses benefícios o goalball é um excelente instrumento para

a integração social da pessoa com deficiência. “O goalball é um desporto de equipe no qual são desenvolvidas a independência, a iniciativa e as capacidades de cooperação entre companheiros, uma vez que todos os jogadores lutam por um mesmo objetivo”, disse. Qualquer pessoa com deficiência visual, que esteja apta à prática desportiva mediante atestado médico cardiológico e oftalmológico, pode utilizar o goalball como um meio reabilitacional.

Como participar?

Ao todo, cerca de 40 pessoas já participaram das atividades de goalball no Próvisão. Para participar da modalidade, basta entrar em contato com o Centro de Reabilitação do Próvisão através do telefone (12) 3919-3202. Todas as atividades são gratuitas.

Próvisão • Diretoria Executiva: Presidente: Gio Batta Cucchiaro • Vice-Presidente: Edson Paulo Carlésimo • Secretário: Sergio Marcondes • Tesoureiro: João Hildebrando Rodrigues, Azaury Ribeiro, Carlos Ortunho Serra • Patrimônio: Mário Cezar Barros • Vogais: Eduvaldo S. Bertti, Marcus Vinicius M. Hypólito (in memoriam) • Conselho Fiscal: Edson Rodrigues Pinheiro, Valdir Pereira Lima, Antonio Izidio, Antonio Carlos de Oliveira, José Mauricio Ramos Jr • Presidente de Honra: Waldir Silva • Superintendente: Meire Cristina N. V. R. Ghilarducci • Conselho Vitalício: Benedito Vieira da Silva, Dalvi Rosa Moreira, João Batista Silvério da Silva, José Jorley do Amaral, Moacir Gerônimo, Tércio Dias Lima, Umberto Ghilarducci Neto, Valter Molina Koyanagi, Cleusa de Carvalho Lima, Nilza Helena K. Silva • Conselho Deliberativo: Cláudio Figueira de Carvalho, Paulo Miragaia, João Carlos Teixeira Pinto, Wagner Aguiar de Oliveira, Osvaldo da Silva Quintino, Flávio Gottardo de Oliveira, Divanir Fernando Neves Fernandes Gonçalves Pires, Gianni Cucchiaro • Conselho Editorial: Carla Paes de Mattos, Dra. Fernanda Takay, Dr. José Claudio Mancilha Barbosa, Meire Cristina Ghilarducci, Melissa Pezzi e Sergio Marcondes • Produção: Alameda Comunicação • Jornalista Responsável: Pasquarelli Junior (MTB 23.081) • Editor: Enio Machado • Textos: Elizânio Silva (MTB 59.369) • Projeto gráfico: Alameda Comunicação • Edição das artes: Eluanda Andrade Fotos: Rodrigo Roveri, Avner Caserta e Melissa Pezzi • Impressão: Gráfica CopCentro • Tiragem: 5.000 exemplares. Av. Andrômeda, 3061 - Bosque dos Eucaliptos - São José dos Campos - SP • PABX: (12) 3919-3214 / gerenciacomunicacao@hospitalprovisao.org.br

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prevenção

Estrabismo: você sabe o que é isso? Tratamento logo após a descoberta do problema pode contribuir para melhora significativa

FERNANDA TAKAY

oftalmologista

Você já ouviu falar em estrabismo? Essa doença é causada pelo desequilíbrio na função dos músculos oculares, fazendo com que os olhos não fiquem paralelos. Essa perda do paralelismo entre os olhos é chamada de estrabismo. No estrabismo, enquanto um dos olhos olha em frente, o outro está desviado. Seis músculos controlam os movimentos em cada olho. Para focalizarmos um objeto, todos os músculos de cada olho devem estar trabalhando harmoniosamente. O cérebro controla estes músculos através de impulsos nervosos. Assim, doenças que afetam o cérebro, como paralisia cerebral, Síndrome de Down, hidrocefalia, prematuridade, viroses, traumas e tumores cranianos são

acompanhados frequentemente de estrabismo. O estrabismo é uma disfunção que aparece com mais frequência na infância, porém pode aparecer um mais tarde também. Segundo a oftalmologista Fernanda Takay, na infância, o importante é impedir que o olho desviado tenha o desenvolvimento prejudicado. “Nessa fase (infância), o estrabismo é tratado com uso de óculos, oclusão dos olhos e cirurgia, dependendo do caso. Nos adultos o problema também pode ser tratado com óculos e, em grande parte dos casos, com cirurgia“ afirmou. O estrabismo deve ser tratado até por volta dos seis anos de idade para impedir a ambliopia, conhecida como olho “preguiçoso”. Tipos •• Existem diversos tipos de estrabismo: o olho afetado pode estar desviado em direção ao nariz (estrabismo convergente), para o lado (estrabismo divergente), para cima ou para baixo (estrabismo vertical). Pode haver uma combinação de desvio horizontal e vertical num mesmo paciente, como, por exemplo, em direção ao nariz e para cima.

hospital oftalmológico e centro de reabilitação

• É um erro acreditar que o estrabismo desaparece com o crescimento.Os desvios podem ser diagnosticados a partir de 6 meses de idade (quando a criança passa a ter um maior controle da musculatura ocular), porém se a criança antes de 6 meses apresentar um desvio constante, deve ser encaminhado rapidamente para avaliação oftalmológica. • O estrabismo pode ser tratado e corrigido em qualquer idade, mas os resultados são sempre melhores se o tratamento for seguido à risca e precocemente iniciado. A falta de tratamento adequado pode reverter na perda total ou parcial da visão do olho desviado.

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Fonte: drauziovarella.com.br

Nessa fase (infância), o estrabismo é tratado com uso de óculos, oclusão dos olhos e cirurgia, dependendo do caso. Nos adultos o problema também pode ser tratado com óculos e, em grande parte dos casos, com cirurgia”.

Saiba mais


parceria

Presidente da Fehosp fala dos desafios da filantropia no Brasil Entidade tem representação no Estado de São Paulo; ao todo são sete regionais Desde 1959, a Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp) vem atuando intensamente pela melhoria, profissionalização e modernização da rede hospitalar beneficente no estado. Com a missão de prestar serviços hospitalares sem fins lucrativos, a Fehosp é uma instituição que representa mais de 308 entidades beneficentes por todo território paulista, as quais desenvolvem atividades na área de saúde. Além disso, grande parte dessas entidades são também os maiores hospitais privados do país. Para atender todo o Estado de São Paulo com eficiência, a Fehosp está dividida em sete principais coordenadorias regionais: Ourinhos, Piracicaba, Ribeirão Preto, Vale do Paraíba, Sorocaba, Votuporanga e Grande São Paulo. O NossoJornal entrevistou com exclusividade o presidente da Fehosp, Edson Rogatti. Reeleito para mais uma gestão à frente da entidade, ele falou sobre a situação do sistema público de saúde no Brasil, de como está à situação da filantropia no

país e dos desafios enfrentados diariamente pelos hospitais filantrópicos. Veja a seguir os principais trechos da entrevista: NossoJornal: Qual é o principal papel da FEHOSP? Edson Rogatti: Com mais de 50 anos de experiência na área, a Fehosp busca constantemente a excelência no atendimento à saúde da comunidade. Ao longo desse tempo, tornou-se uma referência nacional no setor e adquiriu grande força política junto aos governos estadual e federal, atuando sempre em defesa dos interesses da classe hospitalar. Marcada por uma atuação extremamente dinâmica, possibilitando às entidades beneficentes uma constante atualização junto aos temas mais pertinentes relacionados à saúde, a Fehosp promove um grande fluxo de informação e integração entre seus associados e os setores público e privado, como forma de alcançar a excelência do setor hospitalar beneficente no Brasil. N.J.: Quantos hospitais filantrópicos

estão ligados a entidade? E.R.: Existem no Brasil mais de 3000 entidades beneficentes que prestam serviços ao SUS, com quase 140 mil leitos filantrópicos, correspondendo a 36% do total. Apenas na região Sudeste, são 1334 instituições, a maior concentração do país. Destes quase dois mil hospitais filantrópicos, mais da metade estão localizados em cidades com até 30 mil habitantes, onde, normalmente, as alternativas de assistência são reduzidas. Em 999 municípios, somos os únicos a oferecerer leitos. O Estado de São Paulo possui pouco mais de 400 Santas Casas e entidades filantrópicas na área da Saúde do Estado, sendo que a Fehosp representa aproximadamente 75% dessas instituições. N.J.: De que forma encontra-se a filantropia no Brasil? Principalmente na área da saúde? E.R.: As Santas Casas encontram-se na maior crise financeira de sua história. A dívida acumulada, consequente da defasagem da tabela SUS, se aproximou dos

Foto: FEHOSP

Em 2013, as instituições filantrópicas foram responsáveis por mais de 41% do total de internações. Ao analisar por tipo de complexidade, as Santas Casas atenderam 40% do total da média complexidade e 57% da alta. Edson Rogatti

presidente da Fehosp

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R$15 bi em 2013, montante correspondente a quase 20% do total do orçamento do Ministério da Saúde para o ano e próximo da metade do que se esperava arrecadar com a CPMF. Deste total, R$8 bi com bancos privados, R$4,8 bi são referentes a impostos e dívidas previdenciárias e R$2,2 bi são para fornecedores, passivo e outros. Para fechar as contas, as instituições têm recorrido a empréstimos bancários, pois esta é a única alternativa restante antes do colapso. Por essa razão, esse procedimento tornou os bancos privados os maiores credores do débito total. E esses valores aumentam diariamente com a incidência de juros de mercado. No último ano, o setor recebeu mais atenção do Governo, tanto Federal quanto Estadual e atualmente participa de alguns programas que foram de extrema importância para a sobrevivência das instituições. N.J.: Quais as principais dificuldades enfrentadas pelos hospitais filantrópicos? E.R.: Acredito que o maior problema do setor seja o subfinanciamento, a defasagem nos valores da Tabela SUS, principal fonte de remuneração dos filantrópicos. Há anos os índices dos procedimentos não são atualizados. Em média, a cada R$100 empregados em convênios e contratos com o SUS, são remunerados apenas R$65. As maiores dissonâncias estão localizadas na assistência de média complexidade, onde a diferença entre o pago e o efetivamente gasto, em alguns casos, supera os 200%. Nem o melhor administrador do mundo conseguiria fechar as contas no positivo no fim do mês, simplesmente pelo fato de que o valor repassado pelo procedimento não cobre sequer o custo para realizá-lo. Estamos assumindo uma responsabilidade que não é nossa, e sim do SUS. N.J.: Como sobreviver sem depender apenas do poder público? E.R.: As Santas Casas e hospitais beneficentes aprenderam ao longo dos anos como manter as portas abertas, e encontraram na sociedade uma grande parceira. Do custo total, o governo paga 60%, ou seja, os outros 40%, a Santa Casa tem que se virar de diversas maneiras, fazendo bingo, rifa, rodeio, leilão, pizzada, churrasco para poder cobrir o déficit. Buscar parcerias e doações de empresas privadas também sempre foi uma tradição dessas instituições. N.J.: O senhor foi reeleito para direção da entidade. O que foi mais desafiador até agora? Quais os próximos passos? E.R.: Acredito que durante todo o meu trajeto como diretor-presidente da Fehosp, surgiram diversas dificuldades, cada uma delas com sua particularidade. A princípio, nosso primeiro desafio era reunir as instituições, uni-las em prol de uma causa para

ganharmos força em nossas reivindicações. E com muito trabalho, alcançamos esse objetivo. Prova disso foi a adesão ao movimento “Tabela SUS, Reajuste Já!” e os resultados por ele alcançados. Outro grande obstáculo que ainda nos preocupa é a crise financeira das instituições e as parcerias necessárias para sua sobrevivência. Por muitos anos, este cenário crítico foi ignorado pelo poder público. Defasagem da Tabela SUS, atraso nos repasses e burocracia são alguns dos problemas enfrentados no dia a dia. O ano de 2013 representou uma verdadeira virada para nosso setor, onde conseguimos o apoio da imprensa, da população, e, consequentemente, a atenção dos governantes das esferas municipal, estadual e federal. Estamos caminhando a passos lentos, mas tenho certeza que é para uma realidade melhor, melhor para os filantrópicos, e definitivamente melhor para os brasileiros. N.J.: O sistema público de saúde sobreviveria sem o apoio dos filantrópicos? E.R.: Em 2013, as instituições filantrópicas foram responsáveis por mais de 41% do total de internações. Ao analisar por tipo de complexidade, as Santas Casas atenderam 40% do total da média complexidade e 57% da alta. É importante ressaltar que a participação do setor filantrópico no total de internações públicas vem subindo ano a ano no Brasil. Em contrapartida, a do setor privado lucrativo vem caindo e chegou ao índice de 11%, em uma indicação clara de proteção contra a defasagem econômica do modelo. Dos quase dois mil hospitais filantrópicos, mais da metade estão localizados em cidades com até 30 mil habitantes onde, normalmente, as alternativas de assistência são reduzidas. Em 999 municípios, são os únicos a oferecerem leitos. Além disso, existe o fator econômico. As instituições mantém 480 mil empregos formais diretos, sem considerar os 140 mil médicos autônomos. N.J.: Deixe uma mensagem para os pacientes da Região Metropolitana do Vale do Paraíba. E.R.: Durante a minha gestão, fiz questão de viajar para todas as áreas do Estado, visitar as regionais, as nossas instituições associadas. Sei que cada local tem uma dificuldade e um potencial diferente, mas nosso objetivo final é o mesmo, prestar uma assistência de qualidade para aqueles que precisam. Portanto, em nome da Fehosp e da CMB, posso afirmar que vamos dar continuidade ao trabalho, unidos à nossa regional, vamos valorizar os hospitais locais para oferecer à população do Vale um atendimento de primeira, sem esquecer de sua singularidade e anseios. Estamos juntos nessa luta por uma saúde digna para todos os brasileiros.

hospital oftalmológico e centro de reabilitação

depoimento Bosque

Eu passo no Próvisão já há quatro anos, fiz tratamento e um procedimento cirúrgico e sempre fui muito bem atendida. Só tenho a agradecer toda a atenção com que me receberam e me atenderam.” Elizangela G. B. Santos

auxiliar de limpeza

depoimento UPA

As duas vezes que precisei foi muito bem atendida. A UPA é uma unidade limpa e bem cuidada. Todos os funcionários são atenciosos, me sinto amiga dos profissionais de lá.” Clélia R. Machado

professora

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parcerias

Próvisão assina convênio com EMTU

Parceria garante acessibilidade de deficientes visuais no transporte intermunicipal

Presidente do próvisão, gio batta Cucchiaro e o governador geraldo alckmin, durante assinatura do convênio; ao lado pacientes do centro de reabilitação conhecem ônibus da emtu

O governador Geraldo Alckmin oficializou no último dia 8 de março a parceria entre a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) e o Próvisão, com a finalidade de divulgar o benefício de isenção tarifária para o transporte intermunicipal nos ônibus da empresa oferecido às pessoas com deficiência visual atendidas pela instituição. Durante o evento, Alckmin anunciou a publicação de edital para contratação de estudos e do projeto funcional para dois corredores intermunicipais de ônibus. A medida irá beneficiar a população dos municípios de Jacareí, São José dos Campos, Caçapava, Tremembé, Pindamonhagaba e Taubaté. O Próvisão será a instituição credenciada para emitir o laudo de avaliação dos deficientes visuais que receberão a carteira de acesso

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ao transporte. O documento foi assinado pelo presidente do Próvisão, Gio Batta Cucchiaro. Referência •• Referência na região do Vale do Paraíba, a instituição está atualmente entre as oito do estado reconhecidas pelo serviço de excelência na área de reabilitação visual. Para a superintendente, Meire Cristina Ghilarducci, a iniciativa garante a acessibilidade aos deficientes visuais. “Esse convênio vem nos ajudar a mostrar para a nossa região o trabalho que o Próvisão tem feito durante esses 32 anos e contribuir para fazer valer o direito de ir e vir das pessoas”, destacou. Os novos corredores servirão como importante alternativa de mobilidade aos usuários da Região Metropolitana do Vale

do Paraíba e Litoral Norte (RMVPLN), que atualmente utilizam a rodovia Presidente Dutra como principal opção. O governador também autorizou o início de estudos para viabilização do corredor “BRT” (ônibus em trânsito rápido) que interligará as cidades de Jacareí, São José dos Campos, Caçapava, Taubaté e Pindamonhangaba com uma única linha metropolitana de ônibus. Para o prefeito de São José dos Campos, Carlinhos Almeida, a mobilidade urbana é um dos grandes desafios não só para o Vale do Paraíba, mas como para o mundo inteiro. “Queremos contribuir com o estudo da EMTU, pois são opções muito interessantes. Aqui em São José dos Campos nós implantaremos o corredor BRT e queremos estar junto com a empresa para implantar esse processo”, declarou.

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rápidas do pró

Palestra Educação Sexual No dia 27 de Fevereiro, o Próvisão recebeu a Dra. Maria Genoveva Watanabe, para mais uma palestra sobre Educação Sexual para jovens e adolescentes atendidos pelo Centro de Reabilitação. A palestra contou com a presença de 23 pessoas, entre atendidos e equipe organizadora. Segundo a auxiliar de enfermagem, Valdilene Vieira, ao desenvolver novas formas de educação e saúde, a entidade oferece aos atendidos uma excelente estratégia para cativar, aproximar e envolvê-los, visando o seu desenvolvimento como ser humano e cidadão.

Entrada e saída de veículos Desde o dia 5 de março, a matriz do Próvisão no Bosque dos Eucaliptos, passou a fazer o controle da entrada e saída de veículos. A medida visa organizar o espaço e dar mais segurança aos milhares de pacientes que utilizam o estacionamento do hospital diariamente. Mesmo com a medida, não há cobrança para utilização do espaço.

Bingo e Noite do Caldinho O Próvisão e o Grupo Gesto realizam no dia 17 de maio o 2º Bingo Beneficente em prol das duas entidades. Diversos prêmios serão sorteados como tv, tablet, bicicleta e muito mais. Já no dia 14 de junho, será a vez da 1ª Noite do Caldinho. Os convites para os dois eventos podem ser adquiridos antecipados. Mais informações pelos telefones (12) 3919-3214 ou (12) 3941-6499.

Judô para cegos Os paratletas do Próvisão participaram do Gand Prix Infraero de Judô para Cegos, realizado em São Paulo no último dia 19 de abril. Ao todo, 149 atletas de 30 associações e de dez países, das categorias, adulto e iniciante, participaram da competição. O Próvisão teve 3 medalhistas na competição: categoria iniciante feminino médio: Yasmin Leite, em 3º lugar; categoria iniciante masculino meio leve: Marcos Brito, 3º lugar; masculino iniciante meio pesado, Cícero Damiano, 1º lugar.

Exposição O Museu do Esporte de São José dos Campos abre a partir desta segunda-feira, 14 de março, a exposição ‘Esporte Sem Limites: Você Quer, Você pode’. A mostra pode ser vista de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados, das 9h às 14h. A entrada é gratuita. A exposição ‘Esporte Sem Limites: Você Quer, Você Pode’ retrata os avanços do esporte para pessoas com deficiência em São José dos Campos. São fotos troféus e reportagens que mostram os paradesportistas da cidade no goalball e nas modalidades natação, basquete, atletismo adaptado. O Museu do Esporte fica na Pça Afonso Pena, 29 - centro, no Espaço Mário Covas.

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Nosso Jornal Ed. Março - Abril 2014  

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