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COMUNICAÇÕES PROVÍNCIA FRANCISCANA DA IMACULADA CONCEIÇÃO DO BRASIL JANEIRO 2014 • ANO LXI • Nº 01

Frei Claudinei C. Bustamante * 1988 + 2013

COMUNICAÇÕES . JANEIRO DE 2014

Paz em 2014

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SUMÁRIO ________________________________________

MENSAGEM DO MINISTRO PROVINCIAL - “A Fraternidade é a face humana do amor de Deus”......................................................................................................................................................................03 FORMAÇÃO PERMANENTE - “Fraternidade, fundamento e caminho para a paz”, mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz...................................................05 - No CPO, Ministro Geral pede mudanças......................................................................................................................................................................11 FORMAÇÃO E ESTUDOS - Renovação dos votos de Frei Brayan no Pari..............................................................................................................................................................................19 - Tristeza e alegria em Rondinha.............................................................................................................................................................................................20 - ITF: Mais próximos da Profissão Solene...................................................................................................................................................................................21 - ITF: Os novos teólogos..................................................................................................................................................................................................................21 - Renovação dos votos em Angola............................................................................................................................................................................................22 - Primeira Profissão será no dia 3......................................................................................................................................................................................................23 - Conheça a turma de noviçosem 2014............................................................................................................................................................................24 - Aspirantes fazem retiro em Agudos..............................................................................................................................................................................................26 SAV - Convento Santo Antônio do Rio: o último encontro do ano.....................................................................................................................................................27 - Convite: Ordenação Diaconal de Frei Marcos Prado dos Santos............................................................................................................................................27 - Alegria franciscana dos vocacionados de São Paulo...................................................................................................................................................................28 FRATERNIDADES - Jubileus: Ação de Graças ao Doador da vocação.................................................................................................................................................................29 - Regional Baixada-RioChurrasco, chuva e muita alegria................................................................................................................................................................32 - Educação: FAE tem a melhor avaliação do MEC, em Curitiba.........................................................................................................................................32 - Regional Leste Catarinense..............................................................................................................................................................................................................33 - “Eu te desejo”, poema de Frei Walter Hugo de Almeida..............................................................................................................................................................33 - Mostra de Presépios de São Paulo chega à 24ª edição.................................................................................................................................................................34 - Trinta presépios na Mostra Internacional de Santos...........................................................................................................................................................35 - PVF: Benfeitores se encontram em Niterói.....................................................................................................................................................................................36 - “Janeiro vem”, poema de Frei Walter Hugo de Almeida..............................................................................................................................................................36

COMUNICAÇÕES . JANEIRO DE 2014

EVANGELIZAÇÃO - Centros de Estudos Franciscanos Superiores realizam encontro em Bogotá......................................................................................................................37 - Sefras no encontro de Fé e Política...............................................................................................................................................................................................38 - Natal no Sefras...................................................................................................................................................................................................................................39 - Dia do voluntário no Sefras..........................................................................................................................................................................................................39 - Ministro Geral escreve mensagem no Dia Mundial de Luta contra a Aids......................................................................................................................40 - O Natal em Tanguá...................................................................................................................................................................................................................40 - Frente da Comunicação inaugura novos espaços para gravação.............................................................................................................................................41 - Lançamento: “O Cardeal da resistência, as muitas vidas de Dom Paulo Evaristo Arns”............................................................................................................41

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NOTÍCIAS DO DEFINITÓRIO PROVINCIAL - Encontro realizado em São Paulo, de 9 a 12 de dezembro de 2013............................................................................................................................................42 FALECIMENTO - Frei Claudinei Cananéa Bustamante.................................................................................................................................................................................................48 - A Profissão Definitiva............................................................................................................................................................................................................................49 - O emocionante agradecimento dos confrades de Frei Claudinei............................................................................................................................................51 AGENDA......................................................................................................................................................................................................52

PROVÍNCIA FRANCISCANA DA IMACULADA CONCEIÇÃO DO BRASIL Rua Borges Lagoa, 1209 - 04038-033 | Caixa Postal 57.073 - 04089-970 | São Paulo - SP www.franciscanos.org.br | ofmimac@franciscanos.org.br


MENSAGEM ________________________________________

“A FRATERNIDADE É A FACE HUMANA DO AMOR DE DEUS” CARÍSSIMOS IRMÃOS E IRMÃS,

Papa Francisco no alvorecer deste novo ano de 2014, FRA-

Iniciamos o ano novo com o clamor do Papa Francisco:

TERNIDADE, fundamento e caminho para a paz, devemos

FRATERNIDADE, FUNDAMENTO E CAMINHO PARA

reconhecer que ainda nos resta um árduo ‘dever de casa’.

A PAZ! Texto que publicamos na íntegra neste primeiro

Por isso, no início deste Ano Novo, convido a nossa

número das Comunicações de 2014 e que me inspirou a

Fraternidade Provincial, as nossas Irmãs Clarissas e Con-

escrever esta mensagem. Portanto, no mesmo embalo, na

cepcionistas, a Ordem Franciscana Secular e a Jufra, enfim,

mesma aspiração de comunhão universal e consciência de

a cada irmão franciscano e irmã franciscana, de fato e de

que todos somos ‘irmãos que devemos nos acolher e abraçar’,

coração, a sermos os primeiros protagonistas a abraçarem

minha fraterna saudação de Feliz Ano Novo, de Fraternidade

com entusiasmo esta nova “cruzada” convocada pelo Papa,

e de Paz!

perante a qual possuímos uma responsabilidade que emana

Para nós, Frades Menores, o conceito ‘fraternidade’ não

to e caminho da paz.

se encontra na essência do nosso carisma: Frades Menores,

São Francisco de Assis, depois de experimentar a mi-

i.é, irmãos (fratres) que vivem, partilham e condividem a

sericordiosa paternidade divina ao lhe conceder irmãos que

vida no espírito de minoridade (minorum). Daí a identi-

ele devia acolher e abraçar na fé (‘O Senhor me deu irmãos’)

dade comum nossa: ‘Frei/Freis’. Contudo, esta identidade

e após ter compreendido que a mesma paternidade divina

comum que antecede ao nosso nome próprio, ‘frei’ (irmão

se estende por sobre toda a criação que ele acolhe e canta

que vive em fraternidade), de forma alguma pode amainar

como mãe/irmão/irmã no Cântico das Criaturas, evangeli-

nossa consciência franciscana vocacionada a construir fra-

camente nos ensina que devemos reconhecer “a paternidade

ternidade, como uma mera congregação de ‘freis’. E mais: se

transcendente” como princípio da verdadeira fraternidade:

COMUNICAÇÕES . JANEIRO DE 2014

é novidade, uma vez que o professamos exatamente porque

da nossa vocação franciscana: FRATERNIDADE, fundamen-

honestamente nos confrontamos com os apelos e o clamor do

“Todos vós sois irmãos... pois um só é vosso Pai, aquele que

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MENSAGEM ________________________________________ está nos céus” (Rnb 22, 33). Francisco de Assis, homem com

As inconsequências, as posturas fratricidas, a nossa

os pés no chão da verdade, experimentado na cruel história

improdutividade no amor fraterno, a nossa teimosia, etc.,

dos muitos conflitos da sua época, quer viver a profecia da

nos tornam amargos de espírito e petrificados de coração.

paz em fraternidade e a partir da fraternidade. Daí o seu

Imaginamos evangelizar, mas o nosso testemunho não passa

contentamento com a chegada dos primeiros irmãos que,

de uma evangelização egocêntrica e vazia, com muito do

“com a colaboração do Senhor, abraçaram de todo o cora-

‘eu’ e pouco de Deus. Dessa forma os valores evangélicos

ção a salvação juntamente com a paz, tornando-se também

permanecem ofuscados porque também somos tentados a

eles filhos da paz e desejosos da salvação eterna” (1Cel 23).

compactuar com as injustiças, as guerrinhas internas e frias,

Portanto, para haver paz, antes de tudo torna-se necessário

a ganância e a apropriação do poder e do ter. A ‘ausência

aprender o que significa ser irmão/irmã. Este aprendizado

da cultura da solidariedade’ e a ‘globalização da indiferença’,

só é possível quando acolhemos o irmão como um projeto

verdadeiros ‘diabos’ da pós modernidade, podem atingir a

de Deus, sabendo que neste irmão existe a ‘vocação original

fraternidade na essência da sua vocação.

para ser filho de Deus e viver a fraternidade’.

E continuo a me perguntar: não estaria faltando

A Ordem Franciscana, particularmente nas últimas

também a nós franciscanos/as, imersos no muito ‘fazer’ (e

duas décadas, muito insistiu na importância da Fraternidade,

por vezes um fazer pouco produtivo!), a referência de um

enquanto visibilidade e transparência do nosso carisma. Há

Pai comum? Ainda estamos dispostos a proclamar na fé o

20 anos, no encontro dos moderadores da Formação Perma-

elementar da nossa comunhão fraterna que é a presença da

nente (outubro de 1993) afirmamos que ‘a fraternidade foi

‘Paternidade Transcendente’ nas nossas fraternidades?

a grande descoberta para a renovação de nossa identidade’.

Acredito firmemente naquilo que sonhamos e mu-

E ainda: ‘A nossa vocação à fraternidade implica algo mais:

tuamente nos desejamos no dia 1º de Janeiro: Feliz Ano

compreender-nos dentro da história e da Igreja a partir da

Novo! Feliz, porque acreditamos na possibilidade que nos

fraternidade’. Quais das nossas fraternidades não possui na

é oferecida para abraçarmos e concretizarmos o sonho do

sua biblioteca conventual o belíssimo subsídio formativo de

Papa Francisco: Fraternidade, fundamento e princípio da

2004, com o sugestivo título “Todos vós sois irmãos”?

paz. Feliz, porque acreditamos que é possível a acolhida e o

Pois bem! Quando falamos em fraternidade, todos

cuidado para com todas as criaturas com os olhos do Criador

estamos conscientes que em muitos aspectos crescemos,

e Pai comum. Feliz, porque a minha família ou a minha fra-

evoluímos e amadurecemos. Mas também, se honestamente

ternidade/comunidade possui a força profética de abrir-se à

formos críticos de nós mesmos no contexto atual em que

cultura da solidariedade, da partilha, da caridade, da sobrie-

vivemos, devemos acolher e consentir que os grandes desa-

dade, do respeito à vida. Feliz, porque acreditamos que “há

fios elencados pelo Papa Francisco também são as ‘pedras

a necessidade de que a fraternidade seja descoberta, amada,

do nosso sapato’ quando tratamos dos princípios da nossa

experimentada, anunciada e testemunhada”. Enfim, FELIZ

vida em fraternidade, e fraternidade-em-comunhão. Quan-

ANO NOVO porque juntos acreditamos que a “Fraternidade

do nos deparamos com as nossas fragilidades humanas,

é a face humana do amor de Deus” (Carlos Mesters).

quando reconhecemos que ainda não geramos o ‘bem da paz’ em nossas fraternidades, perfeitamente sabemos das

Com São Francisco de Assis, todas as bênçãos de Deus para este Ano Novo:

COMUNICAÇÕES . JANEIRO DE 2014

consequências doloridas!

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O Senhor te abençoe e te guarde. Te mostre a sua face e se compadeça de ti. Volva o seu rosto para ti e te dê a paz! O Senhor te abençoe! FREI FIDÊNCIO VANBOEMMEL, OFM MINISTRO PROVINCIAL


FORMAÇÃO PERMANENTE ________________________________________

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA A CELEBRAÇÃO DO  XLVII DIA MUNDIAL DA PAZ 1º DE JANEIRO DE 2014   1. Nesta minha primeira Mensagem para o Dia Mundial da Paz, desejo formular a todos, indivíduos e povos, votos duma vida repleta de alegria e esperança. Com efeito, no coração de cada homem e mulher habita o anseio duma vida plena que contém uma aspiração irreprimível de fraternidade, impelindo à comunhão com os outros, em quem não encontramos inimigos ou concorrentes, mas irmãos que devemos acolher e abraçar. Na realidade, a fraternidade é uma dimensão essencial do homem, sendo ele um ser relacional. A consciência viva desta dimensão relacional leva-nos a ver e tratar cada pessoa como uma verdadeira irmã e um verdadeiro irmão; sem tal consciência, torna-se impossível a construção duma sociedade justa, duma paz firme e duradoura. E convém desde já lembrar que a fraternidade se começa a aprender habitualmente no seio da família, graças, sobretudo, às funções responsáveis e complementares de todos os seus membros, mormente do pai e da mãe. A família é a fonte de toda a fraternidade, sendo por isso mesmo também o fundamento e o caminho primário para a paz, já que, por vocação, deveria contagiar o mundo com o seu amor. O número sempre crescente de ligações e comunicações que envolvem o nosso planeta torna mais palpável a consciência da unidade e partilha dum destino comum entre as nações da

terra. Assim, nos dinamismos da história – independentemente da diversidade das etnias, das sociedades e das culturas –, vemos semeada a vocação a formar uma comunidade feita de irmãos que se acolhem mutuamente e cuidam uns dos outros. Contudo, ainda hoje, esta vocação é muitas vezes contrastada e negada nos fatos, num mundo caracterizado pela «globalização da indiferença», que lentamente nos faz «habituar» ao sofrimento alheio, fechando-nos em nós mesmos. Em muitas partes do mundo, parece não conhecer tréguas a grave lesão dos direitos humanos fundamentais, sobretudo dos direitos à vida e à liberdade de religião. Exemplo preocupante disso mesmo é o dramático fenômeno do tráfico de seres humanos, sobre cuja vida e desespero especulam pessoas sem escrúpulos. Às guerras feitas de confrontos armados juntam-se guerras menos visíveis, mas não menos cruéis, que se combatem nos campos econômico e financeiro com meios igualmente demolidores de vidas, de famílias, de empresas. A globalização, como afirmou  Bento XVI, torna-nos vizinhos, mas não nos faz irmãos.[1]  As inúmeras situações de desigualdade, pobreza e injustiça indicam não só uma profunda carência de fraternidade, mas também a ausência duma cultura de solidariedade. As novas ideologias, caracterizadas por generalizado individualismo, egocentrismo e consumismo materialista, debilitam os laços sociais, alimentando aquela mentalidade do «descartável» que induz ao desprezo e abandono dos mais fracos, daqueles que são considerados «inúteis». Assim, a convivência humana assemelha-se sempre mais a um mero do ut des pragmático e egoísta.

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FRATERNIDADE, FUNDAMENTO E CAMINHO PARA A PAZ

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FORMAÇÃO PERMANENTE ________________________________________ Ao mesmo tempo, resulta claramente que as próprias éticas contemporâneas se mostram incapazes de produzir autênticos vínculos de fraternidade, porque uma fraternidade privada da referência a um Pai comum como seu fundamento último não consegue subsistir.[2] Uma verdadeira fraternidade entre os homens supõe e exige uma paternidade transcendente. A partir do reconhecimento desta paternidade, consolida-se a fraternidade entre os homens, ou seja, aquele fazer-se «próximo» para cuidar do outro.

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«Onde está o teu irmão?» (Gn 4, 9)

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2. Para compreender melhor esta vocação do homem à fraternidade e para reconhecer de forma mais adequada os obstáculos que se interpõem à sua realização e identificar as vias para a superação dos mesmos, é fundamental deixar-se guiar pelo conhecimento do desígnio de Deus, tal como se apresenta de forma egrégia na Sagrada Escritura. Segundo a narração das origens, todos os homens provêm dos mesmos pais, de Adão e Eva, casal criado por Deus à sua imagem e semelhança (cf. Gn 1, 26), do qual nascem Caim e Abel. Na história desta família primigênia, lemos a origem da sociedade, a evolução das relações entre as pessoas e os povos. Abel é pastor, Caim agricultor. A sua identidade profunda e, conjuntamente, a sua vocação é ser irmãos, embora na diversidade da sua atividade e cultura, da sua maneira de se relacionarem com Deus e com a criação. Mas o assassinato de Abel por Caim atesta, tragicamente, a rejeição radical da vocação a ser irmãos. A sua história (cf. Gn 4, 1-16) põe em evidência o difícil dever, a que todos os homens são chamados, de viver juntos, cuidando uns dos outros. Caim, não aceitando a predileção de Deus por Abel, que Lhe oferecia o melhor do seu rebanho – «o Senhor olhou com agrado para Abel e para a sua oferta, mas não olhou com agrado para Caim nem para a sua oferta» (Gn 4, 4-5) –, mata Abel por inveja. Desta forma, recusa reconhecer-se irmão, relacionar-se positivamente com ele, viver diante de Deus, assumindo as suas responsabilidades de cuidar e proteger o outro. À pergunta com que Deus interpela Caim – «onde está o teu irmão?» –, pedindo-lhe contas da sua ação, responde: «Não sei dele. Sou, porventura, guarda do meu irmão?» (Gn 4, 9). Depois – diz-nos o livro do Gênesis –, «Caim afastou-se da presença do Senhor» (4, 16). É preciso interrogar-se sobre os motivos profundos que induziram Caim a ignorar o vínculo de fraternidade e, simultaneamente, o vínculo de reciprocidade e comunhão que o ligavam ao seu irmão Abel. O próprio Deus denuncia e censura a Caim a sua contiguidade com o mal: «o pecado deitar-se-á à tua porta» (Gn 4, 7). Mas Caim recusa opor-se ao mal, e decide igualmente «lançar-se sobre o irmão» (Gn 4, 8), desprezando o projeto de Deus. Deste modo, frustra a sua vocação original para ser filho de Deus e viver a fraternidade. A narração de Caim e Abel ensina que a humanidade traz inscrita em si mesma uma vocação à fraternidade, mas também a possibilidade dramática da sua traição. Disso mesmo dá testemunho o egoísmo diário, que está na base de muitas

guerras e injustiças: na realidade, muitos homens e mulheres morrem pela mão de irmãos e irmãs que não sabem reconhecer-se como tais, isto é, como seres feitos para a reciprocidade, a comunhão e a doação. «E vós sois todos irmãos» (Mt 23, 8) 3. Surge espontaneamente a pergunta: poderão um dia os homens e as mulheres deste mundo corresponder plenamente ao anseio de fraternidade, gravado neles por Deus Pai? Conseguirão, meramente com as suas forças, vencer a indiferença, o egoísmo e o ódio, aceitar as legítimas diferenças que caracterizam os irmãos e as irmãs? Parafraseando as palavras do Senhor Jesus, poderemos sintetizar assim a resposta que Ele nos dá: dado que há um só Pai, que é Deus, vós sois todos irmãos (cf. Mt 23, 8-9). A raiz da fraternidade está contida na paternidade de Deus. Não se trata de uma paternidade genérica, indistinta e historicamente ineficaz, mas do amor pessoal, solícito e extraordinariamente concreto de Deus por cada um dos homens (cf. Mt 6, 25-30). Trata-se, por conseguinte, de uma paternidade eficazmente geradora de fraternidade, porque o amor de Deus, quando é acolhido, torna-se no mais admirável agente de transformação da vida e das relações com o outro, abrindo os seres humanos à solidariedade e à partilha ativa. Em particular, a fraternidade humana foi regenerada em e por Jesus Cristo, com a sua morte e ressurreição. A cruz é o «lugar» definitivo de fundação da fraternidade que os homens, por si sós, não são capazes de gerar. Jesus Cristo, que assumiu a natureza humana para a redimir, amando o Pai até à morte e morte de cruz (cf. Fl 2, 8), por meio da sua ressurreição constitui-nos como humanidade nova, em plena comunhão com a vontade de Deus, com o seu projeto, que inclui a realização plena da vocação à fraternidade. Jesus retoma o projeto inicial do Pai, reconhecendo-Lhe a primazia sobre todas as coisas. Mas Cristo, com o seu abandono até à morte por amor do Pai, torna-Se princípio novo e definitivo de todos nós, chamados a reconhecer-nos n’Ele como irmãos, porque filhos do mesmo Pai. Ele é a própria Aliança, o espaço pessoal da reconciliação do homem com Deus e dos irmãos entre si. Na morte de Jesus na cruz, ficou superada também a separação entre os povos, entre o povo da Aliança e o povo dos Gentios, privado de esperança porque permanecera até então alheio aos pactos da Promessa. Como se lê na Carta aos Efésios, Jesus Cristo é Aquele que reconcilia em Si todos os homens. Ele é a paz, porque, dos dois povos, fez um só, derrubando o muro de separação que os dividia, ou seja, a inimizade. Criou em Si mesmo um só povo, um só homem novo, uma só humanidade nova (cf. 2,14-16). Quem aceita a vida de Cristo e vive n’Ele, reconhece Deus como Pai e a Ele Se entrega totalmente, amando-O acima de todas as coisas. O homem reconciliado vê, em Deus, o Pai de todos e, consequentemente, é solicitado a viver uma fraternidade aberta a todos. Em Cristo, o outro é acolhido e amado como filho ou filha de Deus, como irmão ou irmã, e


FORMAÇÃO PERMANENTE ________________________________________

A fraternidade, fundamento e caminho para a paz 4. Suposto isto, é fácil compreender que a fraternidade é fundamento e caminho para a paz. As Encíclicas sociais dos meus Predecessores oferecem uma ajuda valiosa neste sentido. Basta ver as definições de paz da Populorum progressio, de Paulo VI, ou da Sollicitudo rei socialis, de João Paulo II. Da primeira, apreendemos que o desenvolvimento integral dos povos é o novo nome da paz[3] e, da segunda, que a paz é opus solidarietatis, fruto da solidariedade.[4] Paulo VI afirma que tanto as pessoas como as nações se devem encontrar num espírito de fraternidade. E explica: «Nesta compreensão e amizade mútuas, nesta comunhão sagrada, devemos (...) trabalhar juntos para construir o futuro comum da humanidade».[5] Este dever recai primariamente sobre os mais favorecidos. As suas obrigações radicam-se na fraternidade humana e sobrenatural, apresentando-se sob um tríplice aspecto: o  dever de solidariedade, que exige que as nações ricas ajudem as menos avançadas; o dever de justiça social, que requer a reformulação em termos mais corretos das relações defeituosas entre povos fortes e povos fracos; o dever de caridade universal, que implica a promoção de um mundo mais humano para todos, um mundo onde todos tenham qualquer coisa a dar e a receber, sem que o progresso de uns seja obstáculo ao desenvolvimento dos outros.[6] Ora, da mesma forma que se considera a paz como opus solidarietatis, é impossível não pensar que o seu fundamento principal seja a fraternidade. A paz, afirma João Paulo II, é um bem indivisível: ou é bem de todos, ou não o é de ninguém. Na realidade, a paz só pode ser conquistada e usufruída como melhor qualidade de vida e como desenvolvimento mais humano e sustentável, se estiver viva, em todos, «a determinação firme e perseverante de se empenhar pelo bem comum».[7] Isto implica não deixar-se guiar pela «avidez do lucro» e pela «sede do poder». É preciso estar pronto a «“perder-se” em benefício do próximo em vez de o explorar, e a “servi-lo” em vez de o oprimir para proveito próprio (...). O “outro” – pessoa, povo ou nação – não deve ser visto como um instrumento qualquer,

de que se explora, a baixo preço, a capacidade de trabalhar e a resistência física, para o abandonar quando já não serve; mas sim como um nosso “semelhante”, um “auxílio”».[8] A  solidariedade cristã  pressupõe que o próximo seja amado não só como «um ser humano com os seus direitos e a sua igualdade fundamental em relação a todos os demais, mas [como] a imagem viva de Deus Pai, resgatada pelo sangue de Jesus Cristo e tornada objeto da ação permanente do Espírito Santo»,[9] como um irmão. «Então a consciência da paternidade comum de Deus, da fraternidade de todos os homens em Cristo, “filhos no Filho”, e da presença e da ação vivificante do Espírito Santo conferirá – lembra João Paulo II – ao nosso olhar sobre o mundo como que um novo critério para o interpretar»,[10] para o transformar. A fraternidade, premissa para vencer a pobreza 5. Na Caritas in veritate, o meu Predecessor lembrava ao mundo que uma causa importante da pobreza é a falta de fraternidade entre os povos e entre os homens.[11] Em muitas sociedades, sentimos uma profunda pobreza relacional, devido à carência de sólidas relações familiares e comunitárias; assistimos, preocupados, ao crescimento de diferentes tipos de carências, marginalização, solidão e de várias formas de dependência patológica. Uma tal pobreza só pode ser superada através da redescoberta e valorização de relações fraternas no seio das famílias e das comunidades, através da partilha das alegrias e tristezas, das dificuldades e sucessos presentes na vida das pessoas. Além disso, se por um lado se verifica uma redução da pobreza absoluta, por outro não podemos deixar de reconhecer um grave aumento da pobreza relativa, isto é, de desigualdades entre pessoas e grupos que convivem numa região específica ou num determinado contexto histórico-cultural. Neste sentido, servem políticas eficazes que promovam o princípio da fraternidade, garantindo às pessoas – iguais na sua dignidade e nos seus direitos fundamentais – acesso aos «capitais», aos serviços, aos recursos educativos, sanitários e tecnológicos, para que cada uma delas tenha oportunidade de exprimir e realizar o seu projeto de vida e possa desenvolver-se plenamente como pessoa. Reconhece-se haver necessidade também de políticas que sirvam para atenuar a excessiva desigualdade de rendimento. Não devemos esquecer o ensinamento da Igreja sobre a chamada hipoteca social, segundo a qual, se é lícito – como diz São Tomás de Aquino – e mesmo necessário que «o homem tenha a propriedade dos bens»,[12]quanto ao uso, porém, «não deve

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não como um estranho, menos ainda como um antagonista ou até um inimigo. Na família de Deus, onde todos são filhos dum mesmo Pai e, porque enxertados em Cristo, filhos no Filho, não há «vidas descartáveis». Todos gozam de igual e inviolável dignidade; todos são amados por Deus, todos foram resgatados pelo sangue de Cristo, que morreu na cruz e ressuscitou por cada um. Esta é a razão pela qual não se pode ficar indiferente perante a sorte dos irmãos.

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FORMAÇÃO PERMANENTE ________________________________________ considerar as coisas exteriores que legitimamente possui só como próprias, mas também como comuns, no sentido de que possam beneficiar não só a si mas também aos outros».[13] Por último, há uma forma de promover a fraternidade – e, assim, vencer a pobreza – que deve estar na base de todas as outras. É o desapego vivido por quem escolhe estilos de vida sóbrios e essenciais, por quem, partilhando as suas riquezas, consegue assim experimentar a comunhão fraterna com os outros. Isto é fundamental, para seguir Jesus Cristo e ser verdadeiramente cristão. É o caso não só das pessoas consagradas que professam voto de pobreza, mas também de muitas famílias e tantos cidadãos responsáveis que acreditam firmemente que a relação fraterna com o próximo constitua o bem mais precioso. A redescoberta da fraternidade na economia

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6. As graves crises financeiras e econômicas dos nossos dias – que têm a sua origem no progressivo afastamento do homem de Deus e do próximo, com a ambição desmedida de bens materiais, por um lado, e o empobrecimento das relações interpessoais e comunitárias, por outro – impeliram muitas pessoas a buscar o bem-estar, a felicidade e a segurança no consumo e no lucro fora de toda a lógica de uma economia saudável. Já em 1979, o  Papa João Paulo II alertava para a existência de «um real e perceptível perigo de que, enquanto progride enormemente o domínio do homem sobre o mundo das coisas, ele perca os fios essenciais deste seu domínio e, de diversas maneiras, submeta a elas a sua humanidade, e ele próprio se torne objeto de multiforme manipulação, se bem que muitas vezes não diretamente perceptível; manipulação através de toda a organização da vida comunitária, mediante o sistema de produção e por meio de pressões dos meios de comunicação social».[14] As sucessivas crises econômicas devem levar a repensar

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adequadamente os modelos de desenvolvimento econômico e a mudar os estilos de vida. A crise atual, com pesadas consequências na vida das pessoas, pode ser também uma ocasião propícia para recuperar as virtudes da prudência, temperança, justiça e fortaleza. Elas podem ajudar-nos a superar os momentos difíceis e a redescobrir os laços fraternos que nos unem uns aos outros, com a confiança profunda de que o homem tem necessidade e é capaz de algo mais do que a maximização do próprio lucro individual. As referidas virtudes são necessárias, sobretudo para construir e manter uma sociedade à medida da dignidade humana. A fraternidade extingue a guerra 7. Ao longo do ano que termina, muitos irmãos e irmãs nossos continuaram a viver a experiência dilacerante da guerra, que constitui uma grave e profunda ferida infligida à fraternidade. Há muitos conflitos que se consumam na indiferença geral. A todos aqueles que vivem em terras onde as armas impõem terror e destruição, asseguro a minha solidariedade pessoal e a de toda a Igreja. Esta última tem por missão levar o amor de Cristo também às vítimas indefesas das guerras esquecidas, através da oração pela paz, do serviço aos feridos, aos famintos, aos refugiados, aos deslocados e a quantos vivem no terror. De igual modo a Igreja levanta a sua voz para fazer chegar aos responsáveis o grito de dor desta humanidade atribulada e fazer cessar, juntamente com as hostilidades, todo o abuso e violação dos direitos fundamentais do homem.[15] Por este motivo, desejo dirigir um forte apelo a quantos semeiam violência e morte, com as armas: naquele que hoje considerais apenas um inimigo a abater, redescobri o vosso irmão e detende a vossa mão! Renunciai à via das armas e ide ao encontro do outro com o diálogo, o perdão e a reconciliação


FORMAÇÃO PERMANENTE ________________________________________

A corrupção e o crime organizado contrastam a fraternidade 8. O horizonte da fraternidade apela ao crescimento em plenitude de todo o homem e mulher. As justas ambições duma pessoa, sobretudo se jovem, não devem ser frustradas nem lesadas; não se lhe deve roubar a esperança de podê-las realizar. A ambição, porém, não deve ser confundida com prevaricação; pelo contrário, é necessário competir na mútua estima (cf.  Rm  12, 10). Mesmo nas disputas, que constituem um aspecto inevitável da vida, é preciso recordar-se sempre de que somos irmãos; por isso, é necessário educar e educar-se para não considerar o próximo como um inimigo nem um adversário a eliminar. A fraternidade gera paz social, porque cria um equilíbrio entre liberdade e justiça, entre responsabilidade pessoal e solidariedade, entre bem dos indivíduos e bem comum. Uma comunidade política deve, portanto, agir de forma transparente e responsável para favorecer tudo isto. Os cidadãos devem sentir-se representados pelos poderes públicos, no respeito da sua liberdade. Em vez disso, muitas vezes, entre cidadão e instituições, interpõem-se interesses partidários que deformam essa relação, favorecendo a criação dum clima perene de conflito. Um autêntico espírito de fraternidade vence o egoísmo individual, que contrasta a possibilidade das pessoas viverem em liberdade e harmonia entre si. Tal egoísmo desenvolve-se, socialmente, quer nas muitas formas de corrupção que hoje se

difunde de maneira capilar, quer na formação de organizações criminosas – desde os pequenos grupos até àqueles organizados à escala global – que, minando profundamente a legalidade e a justiça, ferem no coração a dignidade da pessoa. Estas organizações ofendem gravemente a Deus, prejudicam os irmãos e lesam a criação, revestindo-se duma gravidade ainda maior se têm conotações religiosas. Penso no drama dilacerante da droga com a qual se lucra desafiando leis morais e civis, na devastação dos recursos naturais e na poluição em curso, na tragédia da exploração do trabalho; penso nos tráficos ilícitos de dinheiro como também na especulação financeira que, muitas vezes, assume caracteres predadores e nocivos para inteiros sistemas econômicos e sociais, lançando na pobreza milhões de homens e mulheres; penso na prostituição que diariamente ceifa vítimas inocentes, sobretudo entre os mais jovens, roubando-lhes o futuro; penso no abominável tráfico de seres humanos, nos crimes e abusos contra menores, na escravidão que ainda espalha o seu horror em muitas partes do mundo, na tragédia frequentemente ignorada dos emigrantes sobre quem se especula indignamente na ilegalidade. A este respeito escreveu João XXIII: «Uma convivência baseada unicamente em relações de força nada tem de humano: nela veem as pessoas coarctada a própria liberdade, quando, pelo contrário, deveriam ser postas em condição tal que se sentissem estimuladas a procurar o próprio desenvolvimento e aperfeiçoamento». [17] Mas o homem pode converter-se, e não se deve jamais desesperar da possibilidade de mudar de vida. Gostaria que isto fosse uma mensagem de confiança para todos, mesmo para aqueles que cometeram crimes hediondos, porque Deus não quer a morte do pecador, mas que se converta e viva (cf. Ez 18, 23). No contexto alargado da sociabilidade humana, considerando o delito e a pena, penso também nas condições desumanas de muitos estabelecimentos prisionais, onde frequentemente o preso acaba reduzido a um estado sub-humano, violado na sua dignidade de homem e sufocado também em toda a vontade e expressão de resgate. A Igreja faz muito em todas estas áreas, a maior parte das vezes sem rumor. Exorto e encorajo a fazer ainda mais, na esperança de que tais ações desencadeadas por tantos homens e mulheres corajosos possam cada vez mais ser sustentadas, leal e honestamente, também pelos poderes civis. A fraternidade ajuda a guardar e cultivar a natureza 9. A família humana recebeu, do Criador, um dom em comum: a natureza. A visão cristã da criação apresenta um juízo positivo sobre a licitude das intervenções na natureza para dela tirar benefício, contanto que se atue responsavelmente, isto é, reconhecendo aquela «gramática» que está inscrita nela e utilizando, com sabedoria, os recursos para proveito de todos, respeitando a beleza, a finalidade e a utilidade dos diferentes seres vivos e a sua função no ecossistema. Em suma, a natureza está à nossa disposição, mas somos chamados a administrá-la responsavelmente. Em vez disso, muitas vezes deixamo-nos guiar pela ganância, pela soberba de dominar, possuir, manipular,

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para reconstruir a justiça, a confiança e esperança ao vosso redor! «Nesta ótica, torna-se claro que, na vida dos povos, os conflitos armados constituem sempre a deliberada negação de qualquer concórdia internacional possível, originando divisões profundas e dilacerantes feridas que necessitam de muitos anos para se curarem. As guerras constituem a rejeição prática de se comprometer para alcançar aquelas grandes metas econômicas e sociais que a comunidade internacional estabeleceu».[16] Mas, enquanto houver em circulação uma quantidade tão grande como a atual de armamentos, poder-se-á sempre encontrar novos pretextos para iniciar as hostilidades. Por isso, faço meu o apelo lançado pelos meus Predecessores a favor da não-proliferação das armas e do desarmamento por parte de todos, a começar pelo desarmamento nuclear e químico. Não podemos, porém, deixar de constatar que os acordos internacionais e as leis nacionais, embora sendo necessários e altamente desejáveis, por si sós não bastam para preservar a humanidade do risco de conflitos armados. É preciso uma conversão do coração que permita a cada um reconhecer no outro um irmão do qual cuidar e com o qual trabalhar para, juntos, construírem uma vida em plenitude para todos. Este é o espírito que anima muitas das iniciativas da sociedade civil, incluindo as organizações religiosas, a favor da paz. Espero que o compromisso diário de todos continue a dar fruto e que se possa chegar também à efetiva aplicação, no direito internacional, do direito à paz como direito humano fundamental, pressuposto necessário para o exercício de todos os outros direitos.

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desfrutar; não guardamos a natureza, não a respeitamos, nem a consideramos como um dom gratuito de que devemos cuidar e colocar ao serviço dos irmãos, incluindo as gerações futuras. De modo particular o setor produtivo primário, o setor agrícola, tem a vocação vital de cultivar e guardar os recursos naturais para alimentar a humanidade. A propósito, a persistente vergonha da fome no mundo leva-me a partilhar convosco esta pergunta: De que modo usamos os recursos da terra? As sociedades atuais devem refletir sobre a hierarquia das prioridades no destino da produção. De fato, é um dever impelente que se utilizem de tal modo os recursos da terra, que todos se vejam livres da fome. As iniciativas e as soluções possíveis são muitas, e não se limitam ao aumento da produção. É mais que sabido que a produção atual é suficiente, e todavia há milhões de pessoas que sofrem e morrem de fome, o que constitui um verdadeiro escândalo. Por isso, é necessário encontrar o modo para que todos possam se beneficiar dos frutos da terra, não só para evitar que se alargue o fosso entre aqueles que têm mais e os que devem contentar-se com as migalhas, mas também e sobretudo por uma exigência de justiça e equidade e de respeito por cada ser humano. Neste sentido, gostaria de lembrar a todos o necessário destino universal dos bens, que é um dos princípios fulcrais da doutrina social da Igreja. O respeito deste princípio é a condição essencial para permitir um acesso real e equitativo aos bens essenciais e primários de que todo o homem precisa e tem direito.

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Conclusão 10. Há necessidade de que a fraternidade seja descoberta, amada, experimentada, anunciada e testemunhada; mas só o amor dado por Deus é que nos permite acolher e viver plenamente a fraternidade. O necessário realismo da política e da economia não pode reduzir-se a um tecnicismo sem ideal, que ignora a dimensão transcendente do homem. Quando falta esta abertura a Deus, toda a atividade humana se torna mais pobre, e as pessoas são reduzidas a objeto passível de exploração. Somente se a política e a economia aceitarem mover-se no amplo espaço assegurado por esta abertura Àquele que ama todo o homem e mulher, é que conseguirão estruturar-se com base num verdadeiro espírito de caridade fraterna e poderão ser instrumento eficaz de desenvolvimento humano integral e de paz. Nós, cristãos, acreditamos que, na Igreja, somos membros uns dos outros e todos mutuamente necessários, porque a cada um de nós foi dada uma graça, segundo a medida do dom de Cristo, para utilidade comum (cf. Ef 4, 7.25; 1 Cor 12, 7). Cristo veio ao mundo para nos trazer a graça divina, isto é, a possibilidade de participar na sua vida. Isto implica tecer um relacionamento fraterno, caracterizado pela reciprocidade, o perdão, o dom total de si mesmo, segundo a grandeza e a profundidade do amor de Deus, oferecido à humanidade por Aquele que, crucificado e ressuscitado, atrai todos a Si: «Dou-vos um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros; que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei. Por isto é

que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros» (Jo 13, 34-35). Esta é a boa nova que requer, de cada um, um passo a mais, um exercício perene de empatia, de escuta do sofrimento e da esperança do outro, mesmo do que está mais distante de mim, encaminhando-se pela estrada exigente daquele amor que sabe doar-se e gastar-se gratuitamente pelo bem de cada irmão e irmã. Cristo abraça todo o ser humano e deseja que ninguém se perca. «Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele» (Jo 3, 17). Fá-lo sem oprimir, sem forçar ninguém a abrir-Lhe as portas do coração e da mente. «O que for maior entre vós seja como o menor, e aquele que mandar, como aquele que serve – diz Jesus Cristo. Eu estou no meio de vós como aquele que serve» (Lc 22, 26-27). Deste modo, cada atividade deve ser caracterizada por uma atitude de serviço às pessoas, incluindo as mais distantes e desconhecidas. O serviço é a alma da fraternidade que edifica a paz. Que Maria, a Mãe de Jesus, nos ajude a compreender e a viver todos os dias a fraternidade que jorra do coração do seu Filho, para levar a paz a todo o homem que vive nesta nossa amada terra. Vaticano, 8 de Dezembro de 2013. FRANCISCUS   [1]Cf. Carta enc. Caritas in veritate (29 de Junho de 2009), 19: AAS 101 (2009), 654-655. [2]Cf. FRANCISCO, Carta enc. Lumen fidei (29 de Junho de 2013), 54: AAS 105 (2013), 591-592. [3]Cf. PAULO VI, Carta enc. Populorum progressio (26 de Março de 1967), 87: AAS 59 (1967), 299. [4]Cf. JOÃO PAULO II, Carta enc. Sollicitudo rei socialis (30 de Dezembro de 1987), 39: AAS 80 (1988), 566-568. [5]Carta enc. Populorum progressio (26 de Março de 1967), 43: AAS 59 (1967), 278-279. [6]Cf. ibid., 44: o. c., 279. [7]Carta enc. Sollicitudo rei socialis (30 de Dezembro de 1987), 38: AAS 80 (1988), 566. [8] Ibid., 38-39: o. c., 566-567. [9] Ibid., 40: o. c., 569. [10] Ibid., 40: o. c., 569. [11]Cf. Carta enc. Caritas in veritate (29 de Junho de 2009), 19: AAS 101 (2009), 654-655. [12] Summa theologiae, II-II, q. 66, a. 2. [13] Conc. Ecum. Vat. II, Const. past. sobre a Igreja no mundo contemporâneo Gaudium et spes, 69; cf. Leão XIII, Carta enc. Rerum novarum (15 de Maio de 1891), 19: ASS 23 (1890-1891), 651; João Paulo II, Carta enc. Sollicitudo rei socialis (30 de Dezembro de 1987), 42: AAS 80 (1988), 573-574; Pont. Conselho «Justiça e Paz», Compêndio da Doutrina Social da Igreja, 178. [14] Carta enc. Redemptor hominis (4 de Março de 1979), 16: AAS 61 (1979), 290. [15]Cf. Pont. Conselho «Justiça e Paz», Compêndio da Doutrina Social da Igreja, 159. [16] FRANCISCO, Carta ao Presidente Vladimir Putin (4 de Setembro de 2013): L’Osservatore Romano (ed. portuguesa de 8/IX/2013), 5. [17] Carta enc. Pacem in terris (11 de Abril de 1963), 17: AAS 55 (1963), 265.


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O

Ministro Geral Frei Michael A. Perry, durante a homilia na celebração eucarística de abertura do Conselho Plenário da Ordem (CPO) dos Frades Menores (OFM), no dia 18 de novembro, em Varsóvia, na Polônia, pediu mudanças nas estruturas internas da Ordem, usando a reflexão do Evangelho de Lucas (18,38.41), quando Jesus encontra o cego no caminho de Jericó e lhe faz o pedido: “Quero ver de novo!” “Queridos irmãos, viemos a este Conselho Plenário da Ordem para nos colocarmos ao lado do pobre mendigo cego no caminho de Jericó. Abramos nossa boca, nosso coração, toda nossa vida para, juntos, gritar a Deus: “Senhor, queremos ver!”. Sim, também nós queremos ver, queremos entender o que Deus está nos pedindo, o que Ele espera de nós como irmãos e membros da Fraternidade Universal. Queremos ver claramente o que Jesus está nos pedindo, o que está nos convidando a mudar”, disse o Ministro Geral. Segundo Frei Michael, a reunião no Centro de Animação Missionária dos Palotinos de Varsóvia não era simplesmente e principalmente para fazer modificações e alguns outros detalhes jurídicos úteis para a organização da Fraternidade Universal. “Estamos aqui também para cumprir uma vez mais um ato de fé com a finalidade de abrir novamente nossas vidas e a vida da Ordem a Jesus, que passa por nosso caminho e quer renovar a nossa vida, para que também nosso

de espírito e, ao mesmo tempo, cremos que Jesus nos sanará e nos devolverá a graça original, tanto em nível pessoal como em nível da Fraternidade Universal da Ordem. Confio que Jesus nos tornará capazes de fazer nossa sua visão do Reino de Deus, ao qual fomos chamados, e do qual fomos encarregados por nossos irmãos que vivem o Evangelho em fraternidade e minoridade, como evangelizadores e portadores do dom do Evangelho”, disse. O Ministro Geral, então, reforçou o pedido aos frades: “Irmãos, não tenhamos medo de gritar todos juntos e, juntos com toda a Ordem: ‘Jesus, Filho de Davi, tem de piedade de nós! Senhor, faz com que possamos vê-Lo!’”. Também no seu discurso, usou a citação do Evangelho “Vinho novo em odres novos” (Mt 9,17) para falar do futuro das estruturas e missão da Ordem no mundo de hoje. Depois de propor algumas das prioridades da Fraternidade Universal, ele levantou a necessidade de mudança nas estruturas internas da Ordem. Participaram desta reunião do Conselho Plenário 69 irmãos de todas as Conferências da Ordem: 11 membros do Governo Geral, 26 delegados de Conferências, sete diretores nomeados pelo Ministro Geral e, do Conselho, 25 oficiais. Além do Ministro Geral, falou o presidente da Conferência Norte-eslava, Pe. Rufin Maryjka, que deu boas vindas aos participantes, entre eles, o Vigário Provincial desta Província da Imaculada, Frei Estêvão Ottenbreit, como delegado da Conferência dos Frades Menores do Brasil.

testemunho seja novo e eficaz para o mundo, um mundo que está mudando rapidamente e que, sem dúvida, sempre tem fome de significado e sentido. Reconhecemos nossa pobreza

Ao longo do primeiro dia, procedeu-se à aprovação do regulamento e à escolha dos moderadores das sessões e os membros da Comissão Econômica do CPO.

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NO CPO, MINISTRO GERAL PEDE MUDANÇAS

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FREI ESTÊVÃO FAZ UM RESUMO DE TODOS OS DIAS DO CPO

2º DIA - Como animar a vocação franciscana? Depois da Missa de abertura, da instalação da assembleia e da fala do Ministro Geral, na terça-feira (19/11), o Conselho Plenário da Ordem apresentou o instrumento de trabalho do encontro. O texto, fruto de um longo trabalho de uma comissão especial, tem o sugestivo título: “Vinho novo em odres novos” ((Mt 9,17). Frei José Maria Arregui, presidente da Comissão para a redação do mesmo, apresentou o documento explicando seu processo de elaboração e os objetivos que almeja. Ele é dividido em três capítulos: 1. O caminho percorrido em preparação; 2. Reflexão sobre a problemática geral referente ao governo geral da Ordem; 3. Definição específica do número e do modo de eleição dos Definidores Gerais. Este último ponto, a pedido do Capítulo Geral de 2009, transferiu ao Conselho Plenário da Ordem a decisão para entrar em vigor já no próximo Capítulo Geral de 2015. Nas primeiras reflexões nos grupos linguísticos (italiano, inglês e espanhol) ficou claro que se discute sobre as estruturas de animação e não tanto de administração. Animação no sentido de dar vida, elã, entusiasmo e alegria à vocação dos Frades Menores. Logo logo surgiu também a importância de buscar o equilíbrio entre descentralização e centralização na dita animação. Enfim, a grande questão é como animar de maneira efi-

caz a vocação franciscana. A demasiada clericalização durante a formação inicial e também ao longo do dia a dia da vida e do trabalho dos frades foi identificado como fator complicador. Houve quem falasse do perigo da diluição do carisma específico da Ordem. Outros falaram até da urgente necessidade de uma nova reforma da Ordem (não seria a primeira na história da Ordem). Problemas, obstáculos, dificuldades, desafios…. O segundo dia de reflexão não teve problemas em encontrá-los e dar-lhes nomes. Tudo isso, certamente, necessário para poder descobrir e buscar o “mais” na qualidade de nossa vocação franciscana.

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3º DIA - Comissão começa a redigir documento final

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O dia todo (20/11), no CPO, foi dedicado ao trabalho nos grupos linguísticos. O tema foi: “Propostas a respeito de mudanças ou melhoramentos nas tarefas das estruturas de animação e a respeito de eventuais estruturas novas a serem criadas”. Pergunta ampla e complexa. Neste sentido foi também ampla e complexa a reflexão e a primeira tentativa de formular propostas concretas.

Foram sucessivamente abordados os temas: ministro geral, ministros provinciais, as conferências dos ministros provinciais, a união de conferências, e as secretarias gerais. Além desses pontos abordados pelo “Instrumento de trabalho”, tratou-se também das custódias e do vigário geral. No fim do dia, a reflexão dos grupos foi recolhida numa sessão plenária. Simultaneamente foi nomeada a comissão para a redação do documento final. Este documento, a exemplo de outros documentos, constará de duas partes. A primeira terá a visão e os fundamentos teológicos e espirituais e, a segunda, as propostas a serem votadas e as sugestões a serem encaminhadas ao Capítulo Geral. Apesar da complexidade do assunto e das várias línguas faladas, reina um ambiente muito fraterno, enriquecido com a particularidade das procedências, culturas e experiências. Hoje, também, com a chegada de Frei Gabriel Romero, o Conselho Plenário está completo.


FORMAÇÃO PERMANENTE ________________________________________

4º DIA - A situação da Ordem hoje

1. Precisamos buscar um maior equilíbrio entre a vida de oração e a de trabalho. Muitos não conseguem man-

ter a oração pessoal. 2. Falta comunicação interpessoal nas fraternidades. 3. Dificuldade de viver a obediência como discernimento da vontade de Deus. 4. Viver com simplicidade e em atitude de serviço e de respeito em relação ao outro. 5. Necessidade da formação permanente em vista da maturidade afetiva e capacidade de conviver com e administrar conflitos. 6. Evangelização que consolide uma vida eclesial realmente comunitária e solidária, partindo do testemunho silencioso do bom exemplo. 7. Saber conviver com o pluralismo cultural, vendo nele uma riqueza para o indivíduo e a fraternidade. Na hora do almoço – hora oficial do Vaticano, quando se comunica a nomeação de bispos – fomos pegos de surpresa com a nomeação episcopal de um membro do Conselho Plenário, Frei Paskalis Bruno Syukur, Definidor Geral para a Ásia. Todos os presentes se alegraram com ele e desejam as bênçãos de Deus para o pastoreio na Indonésia. Ele assumirá a Diocese de Bogor.

5º DIA - Debates calorosos apesar do frio Apesar do frio fora do Centro de Animação Missionária dos Padres Palotinos e a escuridão que chega cedo (às 16 horas já está escuro… ), o ambiente interno da casa “esquentou”. É que os participantes do CPO começaram nesta sexta (22/11) a discutir um assunto polêmico: a composição do Definitório Geral e do modo de elegê-lo. O Conselho Plenário da Ordem (CPO) de Guadalajara já tratou deste assunto, mas o Capítulo Geral de 2003 não acolheu nenhuma proposta de mudança do “status quo”. O

Capítulo Geral de 2009, porém, também não encontrando uma resposta satisfatória, delegou a questão a este Conselho. Portanto, excepcionalmente, o CPO decidirá para o próximo Capítulo Geral a composição e o modo de eleição do Definitório Geral. Creio que posso dizer que as discussões foram ‘apaixonadas’ nos grupos, mas com muita objetividade e respeito, porque a questão é realmente muito complexa. No fim da tarde, foram apresentadas em plenário as primeiras

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O quarto dia do Conselho Plenário da Ordem dos Frades Menores (OFM) foi ocupado – seja em plenário seja em grupos linguísticos – com a apresentação e discussão, da pesquisa pedida pelo Capítulo Geral de 2009, sobre “A situação da Ordem hoje”. Frei Ambrosio Van Si, OFM, presidente da comissão nomeada pelo Definitório Geral e o Pe. Renato Minon, SDB, da Universidade Salesiana, apresentaram o trabalho realizado: 1. Um seminário em duas partes – por assim dizer um olhar para fora – para conhecer melhor o mundo em que vivemos; e 2. uma pesquisa – por assim dizer um olhar para dentro – para conhecer a situação real, as dificuldades e expectativas dos frades. Fato louvável e significativo, certamente, é que de 1.500 frades escolhidos em nível mundial, 1.408 responderam. Isto, certamente, demonstra a “consciência de que alguma coisa deve mudar”. Diante da avalanche de dados, gostaria de mencionar – embora certamente numa interpretação subjetiva – alguns desafios que saltam aos olhos:

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FORMAÇÃO PERMANENTE ________________________________________ propostas. Antes do almoço tivemos um encontro com o bispo auxiliar de Varsóvia, Tadeusz Pikus, que dirigiu à assembleia as boas vindas em nome do Cardeal de Varsóvia, Kazimierz Nycz. Com ele vieram também o Ministro Provincial da Província de Varsóvia dos Frades Menores Conventuais, Fr. Wiesław Pyzio, e o presidente da Conferência Norte-eslava, Frei Rufin Maryjka. Todos sentem, aos poucos, o cansaço de uma sema-

na intensiva e intensa. No sábado e domingo teremos programa especial. Amanhã visitaremos o lugar onde o Santo Frei Maximiliano Kolbe viveu e trabalhou e, no domingo, estaremos numa paróquia de Varsóvia celebrando a festa de Cristo Rei. Frei Paskalis Bruno Syukur, que foi nomeado bispo pelo Papa na Indonésia, deixou a Polônia sob a bênção dos seus confrades presentes no Conselho Plenário.

6º DIA - Visita à obra de São Maximiliano Kolbe

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Partimos cedo para um dia que prometia ser um descanso depois de cinco dias de intenso trabalho no CPO. Depois de uma hora e meia de viagem chegamos a NIEPOKALANÓW. Esta palavra, tão difícil de pronunciar, simplesmente significa IMACULADA. Foi neste lugar que o Santo Frei Maximiliano Kolbe, frade menor conventual, iniciou seu apostolado da “Milícia da Imaculada”, que consiste basicamente na evangelização pela imprensa. Sua obra cresceu e se espalhou por várias partes do mundo. Durante a Segunda Guerra Mundial foi deportado pelos alemães na-

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zistas a um campo de concentração. Um dia, ele se ofereceu a substituir um pai de família, arbitrariamente condenado à morte por um oficial nazista. Morreu de fome, mártir da caridade. Percorremos todas as casas nas quais ele e seus primeiros companheiros trabalharam evangelizando. Hoje, as dependências formam uma verdadeira “cidade da IMACULADA” com 140 frades e muitos colaboradores leigos. Por último, almoçamos com todos os frades num refeitório imenso. Nosso Ministro Geral foi muito feliz ao agradecer a hospitalidade dos frades conventuais, dizendo que o Santo Frei Maximiliano nos inspira a todos na evangelização: evangelizar é nada mais nada menos do que “dar a vida pelo outro!” A tarde deste quinto dia foi dedicado à visita ao Museu da cidade de Varsóvia. Em grupos linguísticos seguimos o guia que nos deu um banho de história do grande sofrimento do povo polonês ao longo da história dos últimos 100 anos, principalmente durante a ocupação dos alemães nazistas e depois pelos russos comunistas. Voltamos com muitas informações e impressões. Partimos em busca de descanso, voltamos cansados, mas cansados e agradecidos. Quem sabe, o dia de amanhã nos oferece uma nova possibilidade.


FORMAÇÃO PERMANENTE ________________________________________

7º DIA - CPO conhece o mártir Pe. Jerzy Popieluszko Se a mensagem que o mártir São Maximiliano Kolbe nos deixou no sábado foi: “evangelizar é dar a vida pelo outro”, no domingo (24), a mensagem de outro mártir, o Beato Pe. Jerzy Popieluszko, nos leva a: “Vencer o mal fazendo o bem”. Na parte da manhã visitamos a Paróquia, onde o jovem padre polonês trabalhou até a sua morte cruel. Nascido de uma família pobre, não quis outra coisa senão ser sacerdote. Escolheu a Diocese de Varsóvia porque queria estar perto da grande e carismática figura do cardeal Wyszynski. Ocasionalmente se confrontou com a situação de abandono dos operários. Soube ler os sinais dos tempos e se tornou uma grande referência para a classe operária. O regime comunista não gostou nada disso. Em circunstâncias difíceis de serem esclarecidas, foi torturado, morto e jogado no rio. Seu corpo foi achado, amarrados os pés e as mãos, com o rosto desfigurado dos maus-tratos. O regime imaginou que, desta maneira, calaria uma

Celebrante principal foi o Núncio Apostólico da

voz incômoda. Ledo engano. No dia dos seus funerais, 3

Polônia, Dom Celestino Migliore. Celebração longa mas

de novembro de 1984, compareceu mais de um milhão

muito bela, principalmente por causa dos cantos melo-

de pessoas. A voz “calada” pelo serviço secreto polonês,

diosos. Em seguida, às 14h30, houve almoço festivo no

agora falaria ainda mais alto. No dia 6 de junho 2010 foi

convento.

beatificado pelo prefeito da Congregação para a Causa

À tarde tivemos um passeio guiado pelo centro his-

dos Santos, Dom Angelo Amato, enviado especial do Papa

tórico de Varsóvia que terminou no Museu de Chopin.

Bento XVI.

Com sua música nos ouvidos voltamos para casa para re-

Visitamos sua Paróquia, que abriga um museu docu-

tomar os trabalhos do Conselho Plenário da Ordem dos

mentando sua vida, trabalho, morte e sua mensagem. Em

Frades Menores (OFM), que, nesta segunda-feira, 25 de

seguida fomos ao Convento e Paróquia dos franciscanos

novembro, entra na segunda semana de trabalho em Var-

para celebrar com o povo a festa de Cristo Rei e o encerra-

sóvia, na Polônia. Esta assembleia da Ordem dos Frades

mento do Ano da Fé.

Menores só termina no dia 30 de novembro.

8º DIA - “Causas e motivações dos abandonos” esta realidade e poder oferecer uma oportunidade de

na do CPO foi dividido em duas partes. De manhã tra-

crescimento no caminho de fidelidade e perseverança

balharam só as duas comissões do documento final: uma

para cada irmão. Os membros da comissão se mostra-

comissão para tratar da motivação e a outra para recolher

ram convencidos de que a VIDA CONSAGRADA é

as propostas.

capaz de reconquistar o humano e que é um caminho

missão, porém, preferiu fazer uma leitura “positiva” da

Tema delicado, principalmente porque os dados

COMUNICAÇÕES . JANEIRO DE 2014

O primeiro dia (25 de novembro) da segunda sema-

problemática para oferecer uma reflexão serena sobre

disponíveis não retratam suficientemente a gravidade

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À tarde foi apresentado o trabalho realizado até

significativo para dialogar com a realidade de hoje. A

agora pela comissão pedida pelo Capítulo Geral de 2009

espiritualidade franciscana, inclusive, deveria fornecer

sobre o tema “Causa e motivações dos abandonos”. A co-

um forte estímulo para acolher o mundo atual.


FORMAÇÃO PERMANENTE ________________________________________ da problemática. Com os dados disponíveis, porém,

el Perry, pede ao menos duas atitudes:

pode-se dizer que, proporcionalmente, o percentual do

1. Devemos nos convencer da importância da For-

abandono de irmãos leigos é maior do que dos irmãos

mação Permanente como forma de acompanhar a

sacerdotes. Entre os irmãos sacerdotes, o percentual

cada um dos irmãos.

dos que escolheram ser padres diocesanos é maior do

2. Devemos abordar francamente o assunto inter-

que os que deixaram tudo.

namente em nossas fraternidades. A crise vocacio-

O recorde de abandono está com a América do

nal a que todos estamos sujeitos não deve ser um

Sul. O maior número de abandonos se dá entre 10 e 19

“tabu”.

anos de profissão e entre 5 e 14 anos de ordenação. En-

Na segunda parte da tarde foram apresentados os

tre os motivos mais frequentes para justificar o aban-

esboços do trabalho das duas comissões e foi feito uma

dono está a perda de identidade com a vida religiosa

primeira abordagem.

franciscana (desencanto e decepção). Não se pode dar receitas milagrosas, mas o Ministro Geral, Frei Micha-

Encerramos o dia com a Adoração Eucarística dirigida pelo Vigário Geral, Frei Julio Bunader.

9º DIA - Como animar a vocação e missão do Frade Menor? “Vinho Novo em odres novos” foi o lema evangélico escolhido para o Conselho Plenário da Ordem 2013. E o “Instrumentum laboris” interpretou este lema neste sentido: “Os novos tempos e as novas situações da Igreja, da Ordem e da sociedade exigem uma nova mentalidade e leitura do que significa ser um Irm��o Menor. E por isso exigem também novas respostas e novas mediações. Deve-se superar uma visão localCOMUNICAÇÕES . JANEIRO DE 2014

-provinciana e buscar uma comunhão aberta e universal. E isto exige, logicamente, uma nova leitura e com-

O dia 26 de novembro foi dedicado quase que ex-

do processo do “Moratorium”. Pena que além do nosso

clusivamente a este trabalho, em grupo e em plenário.

Ministro Provincial, Frei Fidêncio Vanboemmel, só duas

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O importante, porém, é dar-se conta que RENOVAR

outras entidades brasileiras enviaram um relatório.

preensão de animação dos irmãos menores, uma nova maneira de governar, uma mudança da forma de agir e organizar”. Em outras palavras: o CPO está tentando encontrar estruturas – em todos os níveis – que possam eficazmente animar a vocação e missão do Frade Menor.

não significa INVENTAR e sim CONVERTER-SE. Como faço parte da redação do documento final, já posso adiantar que constará de duas partes: um texto inspiracional e motivador e uma segunda parte com proposições concretas para o Capítulo Geral de 2015. No fim da tarde ainda foi apresentada uma síntese


FORMAÇÃO PERMANENTE ________________________________________

10º DIA - Primeira sessão de votação das propostas No dia 27 de novembro, amanhecemos com a paisagem coberta de neve na cidade de Varsóvia, na Polônia. E para amanhã os meteorologistas prometem ainda mais! Dentro de casa as coisas, porém, esquentam a cada dia que nos aproximamos do fim do CPO. As comissões trabalham a pleno vapor. A mensagem final e as propostas para o Capítulo Geral de 2015 querem ser realmente uma contribuição a mais para podermos viver com alegria – para sintonizar com a exortação apostólica do Papa Francisco, publicada ontem – a nossa missão especial no mundo através de nossa vocação franciscana. Na parte da tarde foram ouvidos vários definidores

ções do Capítulo Geral de 2009, e a reflexão sobre a iden-

gerais, prestando contas e sintetizando diversas ativida-

tidade franciscana. Realmente se pode concluir: animar

des desenvolvidas em nível de Ordem. Aliás, o que causa

é, antes de tudo, acompanhar e acompanhar exige avaliar.

realmente boa impressão é que não apenas foram elabo-

Houve também hoje a primeira sessão de votação

rados “documentos” e propostas de atividades de anima-

das propostas para as quais o Capítulo Geral de 2009 de-

ção, mas se cuida de verificar o resultado.

legou o poder de decisão. E antes de terminar os trabalhos

Assim, ao longo do CPO foram apresentados pelos

do dia, o custódio da Terra Santa, Frei Pierbattista Pizza-

Definidores relatórios sobre os documentos apresentados

balla, nos informou sobre a situação muito difícil das nos-

pelo Definitório Geral, o “Moratorium”, as recomenda-

sas fraternidades na Síria.

11º DIA - Dia produtivo no Conselho Plenário da Ordem Felizmente não veio a quantidade de neve anunciada pelo serviço de meteorologia. Aumentou, sim, o frio fora da casa dos Padres Palotinos. Dentro, pelo contrário, continua o calor da convivência fraterna e do esforço de discutir e votar, votar e discutir as resoluções do Conselho Plenário da Ordem dos Frades Menores. Foi esta a tarefa principal do dia 28 de novembro, penúltimo da assembleia. Tudo passa por uma primeira votação e, se não se consegue a maioria de 2/3, numa se-

com uma belíssima apresentação de danças e cantos do

COMUNICAÇÕES . JANEIRO DE 2014

gunda votação basta a maioria absoluta.

rico folclore polonês, pelo grupo MAZOWSZE.

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Se na primeira são apresentados votos de “juxta mo-

pelo CPO, válida para o próximo Capítulo Geral, é de a

dum”, a comissão deverá reformular a proposta. Mas, o

Ordem ter a representatividade de oito definidores gerais.

vaivém obteve sucesso. Terminamos o dia com tudo apro-

Ou seja: três para a Europa (menos os países de língua

vado: o texto motivador do documento final, as propos-

inglesa); dois para a América Latina; um para África; um

tas que o CPO encaminhará ao Capítulo Geral de 2015

para a conferência de língua inglesa; e um para a Ásia e

e, principalmente, as decisões pedidas e autorizadas pelo

Oceania.

Capítulo Geral de 2009. Trata-se da composição do Definitório Geral e do modo de eleger os definidores gerais. A decisão tomada

O esforço e o cansaço do dia foram recompensados


FORMAÇÃO PERMANENTE ________________________________________

12º DIA - Com Missa de ação de graças termina o CPO

O CPO chegou ao fim no dia 29 de novembro, de-

canais devem estar abertos e não entupidos. As paredes

pois de duas semanas de trabalho. A manhã deste último

destes canais devem ser resistentes (estreitos e rígidos

dia foi dedicada a uma avaliação do mesmo. De modo

demais ou flácidos e estendidos demais causam proble-

geral, todos estavam contentes com a forma e o conte-

mas de pressão que colocará em perigo a vida). E para

údo, com a dinâmica e a acolhida. Destaque especial

recuperar e fortalecer estes canais (odres), o documento

mereceu o clima fraterno, não apenas do convívio dos

final, através do texto motivador, propõe que se refleta e

irmãos de tantas partes do mundo, mas principalmente

reconquiste na nossa vida que:

pela abordagem objetiva das questões que facilmente po-

● somos chamados a ser irmãos;

deriam causar conflitos de interesse.

● vivendo no dia a dia como irmãos;

Todos estão convencidos também que se deu um passo a mais, um passo importante. A ideia e mentalidade meramente geográfica (“queremos ter o nosso homem em Roma”), está cedendo a uma visão de corresponsabi-

COMUNICAÇÕES . JANEIRO DE 2014

lidade efetiva através do Definitório Geral.

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● enviados em fraternidade de irmãos. Ou como o resumiu um confrade africano, citando um dito do povo: SOU PORQUE SOMOS. É bem a mensagem do CPO: Somos quando vivemos como irmãos.

“Vinho novo em odres novos” foi o lema escolhido

O CPO terminou à tarde com uma sessão conclu-

para este CPO e o documento final leva o mesmo título.

siva e a Missa em ação de graças. O último ato foi um

Não faltou questionamento a respeito da oportunida-

jantar festivo: peixe…

de deste título. Creio que seja um bom título desde que

Todos voltaram para seus países, fraternidades e

se faça a seguinte reflexão: O vinho novo é Cristo e seu

afazeres, agradecendo a Deus pela oportunidade e aos

Evangelho. Odres novos são os canais através dos quais

confrades das províncias polonesas pela excelente hospi-

a presença e a mensagem de Cristo se manifestam. Estes

talidade em Varsóvia, na Polônia.

Na foto ao lado, o grupo linguístico espanhol, com 14 integrantes. Quatro são do Brasil: Frei Estêvão Ottenbreit (Província da Imaculada), Frei Valmir Ramos (Custódia do Sagrado Coração), Frei Florêncio Almeida Vaz Filho (Custódia São Benedito) e Frei Nestor Inácio Schwerz (Definidor Geral e frade da Província São Francisco).


FORMAÇÃO E ESTUDOS ________________________________________

RENOVAÇÃO DOS VOTOS DE FREI BRAYAN NO PARI No domingo, dia 8 de dezembro, a Igreja celebra a Solenidade da Imaculada Conceição. A Paróquia de Santo Antônio do Pari teve um motivo a mais para celebrar Frei Brayan Felipe, que está na comunidade desde o início deste ano, fez a renovação de seus votos durante a missa das 19 horas. A celebração foi presidida pelo Definidor Frei José Francisco de Cássia, coordenador do SEFRAS, e concelebrada pelos confrades que residem no Pari, Frei Adriano Freixo, o pároco, Frei Carlos Nunes, o vigário paroquial, e Frei Wilson Simão; Frei Odorico Decker, Frei Anacleto Gapski, Frei Alvaci Mendes e Frei Gustavo Medella, que residem no

Convento São Francisco, no Centro de São Paulo; Frei Walter de Carvalho Jr, da Fraternidade São Francisco, na Vila Clementino e Frei João Mannes, de Rondinha, Paraná. Em sua homilia, Frei José Francisco falou sobre o dia da Imaculada Conceição, como e por que o celebramos e comentou o Evangelho, que apresenta Maria como

modelo de mulher, que dá o seu sim ao projeto de Deus. “A festa de hoje nos convida a resgatar a figura da mãe dos viventes, aquela que gera é a filha de Deus”, concluiu. No final de sua homilia, Frei José Francisco dirigiu algumas palavras ao Frei Brayan. “Se estamos atentos e somos inquietos, como Maria, encontramos as respostas necessárias”, afirmou, falando a respeito da saudação do anjo a Maria. “Que os frutos do dia a dia possam manifestar a vontade de Deus em sua vida, e que a saudação angélica não cesse em seus ouvidos, para que você possa dizer sim a Deus e aos irmãos”, concluiu. Em seguida, Frei Brayan fez a renovação de seus votos de pobreza, castidade e obediência.

COMUNICAÇÕES . JANEIRO DE 2014

ÉRIKA AUGUSTO

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FORMAÇÃO E ESTUDOS ________________________________________

TRISTEZA E ALEGRIA EM RONDINHA FREI JEFFERSON MAX N. MACIEL

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Na Solenidade de Maria Santíssima, neste 8 de dezembro, a Virgem Imaculada, Mãe e Rainha dos Frades Menores, nós, da fraternidade de Rondinha, fomos norteados por duas disposições crescentes em nossos corações: fomos marcados pela alegria e pela saudade. Vivemos, pois, vida religiosa franciscana de maneiras inexplicáveis. Por tudo, Deus seja louvado! Um dia de sol despontou em nossas almas: nós, frades professos temporários, renovamos nossa consagração total a Deus, pelo propósito de vivermos em pobreza, obediência e em castidade, no seguimento a Jesus Cristo, como a Virgem Imaculada com o seu “sim” no “Eis aqui a serva do Senhor” (Lc 1, 38s). Nosso Ministro Provincial Frei Fi-

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dêncio Vanboemmel presidiu a Missa Solene. Sobremaneira, celebramos o sétimo dia de falecimento de nosso estimado confrade Frei Claudinei Cananéa Bustamante. Eis a saudade de nosso confrade, vertendo ao que João nos indica: “Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele fica só; mas, se morre, produz muito fruto” (Jo 12,24b). Nosso irmão, Frei Claudinei, junto do Senhor intercede por nós. Durante a celebração mesclaram-se os sentimentos de dor, de saudade, de tristeza… Porém, à medida que fomos sendo conduzidos para dentro do mistério de Deus, transluziu-se o lado reverso da morte: Um sorriso de gratidão a Deus pela nossa vocação, pela nossa convicção e clareza no seguimento a Jesus Cristo a exemplo de Maria, aquela que escutou, bem ouviu os toques de Deus, em sua humildade e disposição em servir. “Faça-se”. Assim como nosso confrade

Claudinei, com seu esforço e dedicação, empenhou-se pelo amor ardentíssimo a Cristo Crucificado, conforme salientou Frei Fidêncio em sua homilia. Ao término da Santa Missa, num gesto simples, plantamos uma árvore (Quaresmeira). Esta árvore representa a vida de nosso querido irmão Frei Claudinei: sua vida simples, humilde e autenticamente evangélica. Seu sorriso, seus gestos e seu amor pela vida franciscana passaram para além da morte, pois sua existência aqui na terra foi semeadura de beleza, de alegria e de paz. Agradecemos, choramos, sorrimos na certeza da vida eterna, na alegria misteriosa da Ressurreição. Deus seja louvado! Salve Maria! LEIA MAIS SOBRE O FALECIMENTO DE FREI CLAUDINEI NAS PÁGS. 48, 49, 50 E 51.


FORMAÇÃO E ESTUDOS ________________________________________

MAIS PRÓXIMOS DA PROFISSÃO SOLENE FREI RAFAEL TEIXEIRA NASCIMENTO

Na missa das dez horas desse domingo, na Paróquia Sagrado Coração de

Spengler, que celebrou ainda, além da festa da Imaculada, o jubileu de 50 anos

“Quando chamaste os doze primeiros pra te seguir, sei que chamavas todos os que haviam de vir”. Assim começa o conhecido canto de José Acácio Santana, que fala sobre vocação. Se o canto de entrada da Missa do último domingo, 8 de dezembro, não tivesse sido o tradicional “Imaculada, Maria de Deus” (Frei Antônio Fabretti em parceria com Thomaz Filho), bem próprio para o que se celebrava nesse dia, a Solenidade da Imaculada Conceição de Maria, bem poderia ter sido essa pérola do José Acácio Santana. E por um motivo bem vocacional.

Jesus, em Petrópolis, doze frades estudantes renovaram, diante de seus confrades e da Igreja, seu voto a Deus, de obediência, castidade e sem nada de próprio. Os frades que renovaram seu voto, por mais um ano, até a profissão solene, foram os freis Jean Carlos e Edvaldo Batista (3º ano de Teologia) e Alan Maia, Camilo Martins, Clovis Pasinato, Evaldo Ludwig, Fábio José, José Raimundo, Leandro Costa, Marcos Vinícius, Rafael Teixeira e Vanderlei Neves (todos, 1º ano de Teologia). A missa foi presidida pelo Definidor regional, Frei Evaristo Pascoal

de sacerdócio do Frei Gentil Avelino Titon, que recebeu, como símbolo e recordação desse dia, uma vela, fabricada e esculpida pelos próprios frades do convento. Atendendo ao pedido de Frei Gentil, Frei Cesar Külkamp, guardião do Convento do Sagrado, dirigiu-lhe breves três frases, agradecendo-lhe a presença discreta e companheira na fraternidade. A celebração encerrou-se com o almoço de confraternização, ao fim do qual alguns confrades já se despediram e seguiram de férias ou para seus estágios de fim de ano.

Sexta-feira, 6 de dezembro de 2013, oito e meia da manhã. Esse foi o dia e a hora que coroaram a caminhada acadêmica de três frades: Frei Jacó Paiva, Frei Paulijacson de Moura e Frei Silas Damasceno. Os três receberam nesse dia o grau de bacharel em Teologia, conferido pelo Instituto Teológico Franciscano. À mesa, presidindo a sessão, estavam o diretor do Instituto, Fr. Antônio Everaldo P. Marinho, o paraninfo da turma, Fr. Elói Dionísio Piva, e o mestre dos frades estudantes de Teologia, Fr. Marcos Antônio de Andrade. Aberta a sessão solene de formatura, o diretor do Instituto passou a palavra ao paraninfo da Turma, que dirigiu a todos algumas palavras de agradecimento, encorajamento e provocação. O discurso seguinte foi do representante discente dos formandos, Frei Paulijacson, que agradeceu a todos, professores, colegas e confrades, e lembrou: “É hora de irmos para a missão”. Os três formandos fizeram o

juramento de “exercer de modo justo e fiel a missão que decorre da formação teológica”, ao final do que, o diretor do Instituto impôs-lhes o grau de bacharel. Sob aplausos e parabéns aos formados, ao som de piano e violino, foi executada a música, escolhida pelos novos teólogos, Imagine, de John Lennon.

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OS NOVOS TEÓLOGOS

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FORMAÇÃO E ESTUDOS ________________________________________

RENOVAÇÃO DOS VOTOS EM ANGOLA FREI SANTANA KAFUNDA

COMUNICAÇÕES . JANEIRO DE 2014

A Família Franciscana de Angola celebrou mais uma vez, com grande entusiasmo, a solenidade da Imaculada Conceição. Ou melhor, foram várias celebrações! Tudo começou com a celebração da profissão religiosa dos nossos confrades Capuchinhos na Paróquia de Santo Antônio, no sábado, dia 7 – vésperas da solenidade -, em que quatro frades professaram solenemente e outros frades fizeram a sua primeira profissão. No domingo foi a vez das

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Irmãs Clarissas. Na Missa matinal, as Irmãs Clarissas do Mosteiro do Sagrado Coração de Jesus, de Luanda, também celebraram o encerramento dos jubileus de três irmãs e a renovação de votos de uma irmã. E, por fim, chegou a nossa vez! A solenidade da Imaculada Conceição marca o reinício de uma vida porque é nesta data, dia 8 de dezembro, que todos nós, frades, renovamos os nossos compromissos. Nesta data, os professos temporários de toda Província reafirmam aqueles votos que fizeram na Primeira Profissão: de viver em obediência, sem nada de próprio e em castidade.

Ontem, às 18 horas, no ofício vespertino, na fraternidade Nossa Senhora dos Anjos, os professos simples da Fundação Imaculada Mãe de Deus renovaram os seus votos, na presença do presidente da Fundação, Frei José Antônio dos Santos, do guardião da fraternidade e do mestre, Frei Antônio B. Zovo Baza e Frei Valdir N. Ribeiro e de outros irmãos e irmãs. A seguir tivemos uma pequena confraternização. Que Deus nos acompanhe nesses dias de nossa vida para que possamos ser desdobramento da mensagem evangélica! Que Maria, nossa mãe, nos acompanhe e nos encoraje!


FORMAÇÃO E ESTUDOS ________________________________________

MOACIR BEGGO

Depois de um ano de formação intensa no Noviciado da Província da Imaculada Conceição, no próximo dia 3 de janeiro, nove noviços serão admitidos à Profissão Temporária durante a celebração eucarística às 19 horas, na Igreja São Francisco de Assis, em Rodeio (SC). Gabriel Dellandrea, Hugo Câmara dos Santos, Marcos Schwengber, Zilmar Augusto Moreira de Oliveira, Ananias Pegado Muondo Cauanda, Canga Manuel Mazoa, Ermelindo Francisco Bambi, João Candongo Muhala, Mário Sampaio Pelu, Mateus Molosande Ukwahamba e Siro Armando José Luamba emitirão seus votos nas mãos do Ministro Provincial Frei Fidêncio Vanboemmel. Os noviços Augusto Luiz Gabriel e Douglas da Silva continuam a experiência em 2014. Já os noviços Cristiano Pereira Alves de Moraes, Jorge Hen-

rique Lisot Camargo, Pedro Renato Pereira da Silva e Ronair Simão de Barros pertencem à Custódia das Sete Alegrias de Nossa Senhora (MS/MT) e os noviços Éverton Leandro Piotto e Gabriel Alves dos Santos pertencem à Custódia do Sagrado Coração de Jesus (SP). Desta turma, sete noviços vieram da Fundação Imaculada Mãe de Deus de Angola. Segundo a Ordem dos Frades Menores, o tempo da profissão temporária é o “período durante o qual se completa a formação para viver de modo mais pleno a vida própria da Ordem e melhor cumprir sua missão”. Na Ordem Franciscana, os votos dos professos temporários são renovados anualmente até o momento da profissão solene. A profissão religiosa na Ordem Franciscana, emitida nas mãos do Ministro Provincial, faz-se nos seguintes termos: “Para louvor e glória da

Santíssima Trindade. Eu, Frei N.N. , tendo o Senhor me dado a graça de seguir mais de perto o Evangelho e os passos de nosso Senhor Jesus Cristo, em tuas mãos, Frei Fidêncio Vanboemmel, com firme fé e vontade, faço voto a Deus, Pai santo e todo-poderoso, de viver por um ano, em obediência, sem nada de próprio e em castidade. Ao mesmo tempo, professo a vida e a regra dos Frades Menores, confirmada pelo Papa Honório, e prometo observá-la fielmente segundo as Constituições da Ordem dos Frades Menores. Entrego-me, pois, de todo o coração a esta Fraternidade, para que, pela ação eficaz do Espírito Santo, guiado pelo exemplo de Maria Imaculada, por intercessão de nosso Pai Francisco e de todos os santos, e com a ajuda fraterna de todos, eu possa tender constantemente para a perfeita caridade, no serviço a Deus, à Igreja e aos homens”.

COMUNICAÇÕES . JANEIRO DE 2014

PRIMEIRA PROFISSÃO NO DIA 3

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FORMAÇÃO E ESTUDOS ________________________________________

ADMISSÃO AO NOVICIADO NO DIA 12 Um momento muito esperado e marcante na história do candidato à vida religiosa franciscana vai acontecer no dia 12 de janeiro, no Noviciado São José, de Rodeio, em Santa Catarina, quando 16 jovens receberão o hábito franciscano ao ingressar na Ordem dos Frades Menores pela Província Franciscana da Imaculada Conceição. Desses 16 jovens, sete vêm da Fundação Imaculada Mãe de Deus de Angola, oito fizeram o Postulantado em Guaratinguetá - entre eles o pau-

boemmel e pela Fraternidade de Rodeio no dia 12, às 8h00. Segundo os documentos da Ordem, esses jovens farão um “período de formação mais intensa” em Rodeio, tendo como objetivo “fazer com que os noviços conheçam e experimentem a forma de vida de São Francisco, impregnem mais profundamente a mente e o coração de seu espírito e, avaliando melhor o chamado do Senhor, comprovem seus propósitos e sua idoneidade” (Constituições Gerais da Ordem, art. 152). Um dos momentos mais belos e

A partir deste momento, cada um dos candidatos passará a ser chamado de “Frei”, que significa “irmão”, conservando o nome de batismo.Durante o ano, os noviços intensificam a vida em comum, entre eles e com a Fraternidade Formadora da casa, e participam também de algumas atividades na própria comunidade eclesial e celebrações das outras casas franciscanas da região. No dia a dia, eles se dedicarão ao estudo e reflexão da Teologia da Vida Religiosa, da Regra dos Frades Menores, das Constituições e Estatutos Gerais da Ordem, sobretudo dos escritos de São Francisco.

lista Angelo Fernandes Baratella que retorna à Província - e Adriano Cézar de Oliveira, que pertence à Fundação Franciscana Nossa Senhora de Fátima, com sede em Uberlândia (MG). Esses jovens serão acolhidos pelo Ministro Provincial Frei Fidêncio Van-

emocionantes da admissão dos noviços será a vestição. Cada candidato recebe o hábito franciscano das mãos do Ministro Provincial e do Mestre Frei Samuel Ferreira de Lima e se veste na sacristia, voltando para assinar o documento de ingresso na Ordem dos Frades Menores.

Este será o quinto ano de Frei Samuel como Mestre dos noviços, já que ele foi confirmado neste serviço até o final do triênio, em 2015. Esta é a 113ª turma do Noviciado, que também estará sob a orientação do vice-mestre Frei Valdir Laurentino e da Fraternidade local.

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MOACIR BEGGO

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FORMAÇÃO E ESTUDOS ________________________________________

NOVIÇOS 2014

CRISÓSTOMO PINTO ÑGALA Nascimento: 05/09/1992 Natural de Cubal, Benguela

HONORATO SALVADOR GASPAR GABRIEL Nascimento: 26/11/1990 Natural de Malange, Malange

PAULINO KAMUSSAMBA SOPINDI Nascimento: 21/05/1987 Natural de Cabinda, Cabinda

VICTORINO CHICO TCHIMUKU Nascimento: 28/12/1992 Natural de Cubal, Benguela

LEANDRO FERREIRA SILVA Nascimento: 25/02/1981 Natural de São Paulo - SP

HEBERTI SENRA INÁCIO Nascimento: 22/03/1984 Natural de Volta Redonda - RJ

ANGELO FERNANDES BARATELLA Nascimento: 03/06/1983 Natural de Bragança Paulista - SP

RAONI FREITAS DA SILVA Nascimento: 20/07/1989 Natural de Nova Iguaçu - RJ

ADRIANO CÉZAR DE OLIVEIRA Nascimento: 22/07/1991 Natural de Conselheiro Lafaiete - MG

SAMUEL SANTOS SOARES Nascimento: 24/07/1989 Natural de Piaçabuçu - AL

DAVID BELINELLI Nascimento: 20/08/1982 Natural de São Bernardo do Campo - SP

DIOGO DA SILVA FILIPE Nascimento: 28/03/1985 Natural de Cazengo, K. Norte

SYDNEY ARANHA DA SILVA Nascimento: 31/08/1988 Natural de Duque de Caxias/RJ

GABRIEL SAPALO CHICO Nascimento: 16/05/1992 Natural de Cubal, Benguela

ERICK DE ARAÚJO LÁZARO Nascimento: 05/11/1992 Natural de Guarulhos - SP

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ALBERTO ANDRÉ ANTÔNIO Nascimento:17/04/1987 Natural de Cazenga, Luanda

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FORMAÇÃO E ESTUDOS ________________________________________

ASPIRANTES FAZEM RETIRO EM AGUDOS NATANAEL JOSÉ BARBOSA E ANDERSON DE MORAES MARIANO Aspirantes

COMUNICAÇÕES . JANEIRO DE 2014

Realizou-se nos dias 11, 12 e 13 de dezembro, no Seminário Santo Antônio de Agudos, o Retiro dos Aspirantes, conduzido por Frei Roberto Ishara, que, com muita simplicidade, prestatividade e organização trouxe a cada um de nós uma mensagem de paz e bem e ajudou a compreendermos melhor e mais claramente a vocação no carisma franciscano. Os três dias do retiro nos proporcionaram grandes momentos marcados pela Celebração Eucarística, que dava início a cada dia de retiro, o deserto, que predominou na maior parte do dia, o que foi favorável para

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confrontar-nos com nossas “chagas” e nossa vocação, a oração diante do Santíssimo, que ficou exposto durante todo o dia. Cada um pôde ter profundo momento de adoração e íntima comunicação com Deus. Houve também no final de cada dia a partilha das experiências que cada um vivenciou no deserto. “Em São Damião, a Igreja restaurou No encontro com o leproso, sua alma lavou Na escuta do Evangelho, o coração palpitou No Monte Alverne, os estigmas encarnou.” Com este pequeno mantra, escrito por um dos aspirantes, resumimos quatro encontros da vocação de Francisco que nos serviram como base para nossas reflexões. Assim foi nosso retiro, na alegria daqueles que o Senhor fez irmãos pelo dom da vocação.

DEPOIMENTO DE NATANAEL Vivo minha vocação como uma resposta de conformação com Cristo. Talvez esteja longe de alcançar tão grande dádiva. Vou seguindo as pegadas profundas de Francisco. Não me recordo de um crucifixo ter-me dito: “Vai e repara a minha casa, que como vês, esta em ruínas”, nem tive um encontro com o leproso, enquanto, pela Palavra, talvez, me senti impulsionado. Recordo que sou chamado a anunciar a Boa Notícia entre todas as nações e a toda criatura. A abraçar muitos leprosos e até mesmo a minha própria lepra, para continuar nesta missão e produzir frutos. A Palavra tem me guiado, tem sido “Lâmpada para os meus pés e Luz para o meu caminho”. Tenho o Evangelho como base sólida da minha vida e como regra das minhas ações. Assim vou me identificando com o pobrezinho de Assis, na humildade do acolhimento, na simplicidade do agir, no desapego do mundo, no despojamento da riqueza e da matéria, no esvaziar-me de mim e de tudo, na perseverança da oração e na docilidade do Espírito, no morrer para o pecado, vontades e desejos... Afinal, “já não sou mais eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim...”. No fim da minha vida não espero receber as chagas do Cristo Crucificado impressas no meu corpo, já recebo tantas em minha alma... Não desisto, sei que de lá emana um amor cultivado por quem ama. Quero mergulhar neste oceano, mesmo sem saber nadar, com maré alta ou maré baixa, vou lançar-me na maior onda, sei que em algum lugar minha missão chegará ao fim. Enquanto navego mar adentro, vou buscando mais amar do que ser amado. Mais compreender, do que ser compreendido, mais consolar, do que ser consolado. Mais perdoar, do que ser perdoado. Pois, antes mesmo de chegar ao porto eu aprendi que é dando que se recebe, e é morrendo que se vive para a vida eterna. Nunca perca de vista seu ponto de partida!


SAV-RJ ________________________________________

O ÚLTIMO ENCONTRO DO ANO

religioso, no sermão proferido, convidou os fiéis a perceberem o lugar especial que Maria ocupa ao lado do seu filho Jesus. O sacerdote teceu belíssimas considerações

Após a confirmação, os jovens se sentiram mais próximos do ideal de vida que há muito querem abraçar: a vida consagrada. Ao receberem as cartas, os vocacionados, em companhia do orientador vocacional, as leram, de modo que o mesmo pôde falar sobre as providências a serem tomadas antes do ingresso no Aspirantado. Por fim, Frei Nazareno, sabiamente, os preveniu de que a vida religiosa pode ser um caminho árduo e pedregoso. Contudo, lembrou-lhes que a vocação é um chamado de Deus e, portan-

sobre a fé e devoção àquela que foi concebida sem mancha alguma de pecado, a Bem-aventurada sempre Virgem Maria, Rainha da Ordem dos Frades Menores. No mês de novembro, os vocacionados que almejavam ingressar no seminário, participaram de um estágio na cidade de Guaratinguetá, interior do Estado de São Paulo. Desde então, aguardaram do Serviço de Animação Vocacional a carta de aprovação para envio ao Aspirantado. Grande foi a alegria dos jovens ao receberem aprovação!

to, nenhuma dificuldade será intransponível se, no Altíssimo, for depositada total e irrestrita confiança. Confiar e esperar é reconhecê-Lo como a razão única de toda a vida e fator primordial que impulsiona as escolhas. Que a Virgem Santíssima, a Imaculada Conceição, ampare, proteja e defenda a todos os vocacionados, a fim de que perseverem e sejam generosos na resposta positiva ao chamado de Deus, a exemplo de São Francisco de Assis.

MARCELO MÉRIDA DOS REIS vocacionado

Convite

COMUNICAÇÕES . JANEIRO DE 2014

No dia da Imaculada Conceição de Maria, os vocacionados do Rio fizeram seu último encontro do ano. Como a Virgem Imaculada, é preciso dizer sempre “sim” ao plano de Deus. Nesta inspiração, foi realizado no dia 8 de dezembro o último encontro vocacional de 2013, no Convento de Santo Antônio do Largo da Carioca. Estiveram presentes oito jovens, que foram acompanhados pelo orientador vocacional, Frei Nazareno José Lüdtke. No mesmo dia, a Igreja celebrou a Imaculada Conceição de Nossa Senhora. Animados pelo profundo significado da solene festa, o grupo comemorou, também, a conclusão do período de discernimento vocacional, que representa o primeiro passo do caminho a ser trilhado por aqueles que optam por seguir a vida religiosa franciscana. O encontro teve início às 10 horas com a Santa Missa, celebrada pelo Frei Robson de Castro Guimarães. O

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SAV-SP ________________________________________

ALEGRIA FRANCISCANA DOS VOCACIONADOS DE SÃO PAULO

COMUNICAÇÕES . JANEIRO DE 2014

THIAGO SANTOS vocacionado

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No último final de semana (13 a 15/12), nós, vocacionados do Convento São Francisco, de São Paulo, vivenciamos mais um momento de profunda importância para nossa vocação: o encerramento das atividades do Serviço de Animação Vocacional, em São Sebastião, litoral Norte de São Paulo. Foram três dias de convívio com muita alegria franciscana no coração de cada um, e celebramos a aprovação dos vocacionados que foram acompanhados no decorrer deste ano para a primeira etapa da formação franciscana, o Aspirantado ou Seminário Menor para os jovens que estão cursando o Ensino Médio. As lindas praias e paisagens das cidades de São Sebastião e Ilhabela nos aproximaram ainda mais da realidade franciscana, já que São Francisco, nossa fonte inspiradora, era um eterno apaixonado pela natureza. Durante todo o passeio, o clima foi de descon-

tração e fraternidade. Aprendemos e nos divertimos muito com as histórias do Frei Albino Gabriel e também com o jeito espontâneo do Frei Alexandre Rohling e do Postulante Leandro. Nosso encontro se encerrou no 3º domingo do Advento, chamado de domingo da alegria, palavra que resume o que vivemos nesses últimos três dias. Agradecemos aos Freis Paulo Santana, Pedro Viana e Sílvio Mascarenhas, que nos acolheram na Fraternidade Nossa Senhora do Amparo, à Ordem Franciscana Secular pelo delicioso almoço na tarde de domingo e a toda comunidade pelo carinho que tiveram conosco. Por fim, agradecemos ao nosso animador vocacional Frei Alvaci Mendes da Luz, que nos acompanha desde o início do ano, pela amizade e companheirismo. Que São Francisco e Santa Clara nos ensine sempre a viver nessa alegria franciscana, afinal “a gente pode ser muito mais feliz, seguindo o exemplo de Francisco de Assis”.


FRATERNIDADES ________________________________________

JUBILEUS

MOACIR BEGGO

O Convento São Francisco, no centro de São Paulo, acolheu na sexta-feira (6/12) os frades jubilandos da Província da Imaculada Conceição do Brasil para um momento especial de Ação de Graças, ou como bem frisou o Ministro Provincial, Frei Fidêncio Vanboemmel, um momento para agradecer e louvar exatamente ao Doador da vocação religiosa e sacerdotal. Frades de 72, 50 e 25 anos de vida religiosa e frades de 60 e 50 anos de vida sacerdotal se encontraram no Convento desde o último dia 4 de

dezembro para celebrar seus jubileus. Esta celebração encerrou o encontro dos Jubilandos, que, além do Ministro Provincial, teve a presença dos Definidores, Frei José Francisco dos Santos e Frei Mário Tagliari, do guardião Frei Luiz Henrique F. de Aquino e frades do Convento e do Regional. Frei Walter de Carvalho Jr abriu a celebração explicando a importância deste momento celebrativo na vida dos frades. Segundo ele, além das celebrações individuais nas fraternidades e paróquias onde os frades atuam, a Província promove esta celebração conjunta. Já os textos bíblicos foram tomados da solenidade da Imaculada

Conceição, do próximo domingo. “Na Província temos o costume de celebrar os jubileus dentro da festa da Imaculada Conceição e não queríamos deixar Maria em segundo plano neste momento em que vocês, jubilandos, vão renovar o compromisso de fidelidade a Deus, que anos atrás prometeram ao Senhor, seja na vida religiosa ou na vida sacerdotal”, explicou Frei Fidêncio. O Ministro Provincial destacou na sua homilia cinco pontos das reflexões feitas pelos jubilandos durante o encontro: Como primeiro ponto, todos citaram a família de origem. ���É dessa família de sangue que saímos para

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AÇÃO DE GRAÇAS AO DOADOR DA VOCAÇÃO

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FRATERNIDADES ________________________________________

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construirmos, juntos, essa nova família, dada e organizada, a partir do Senhor”, observou Frei Fidêncio. Em segundo lugar, o despertar vocacional. “Foi muito bonito ouvir isso. Os referenciais que vocês tiveram no momento de entrar para o seminário e de buscar a vida religiosa. Um frade dis-

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se que a carta que recebeu aceitando-o no seminário, mesmo sem conhecer os frades, o entusiasmou tanto que ele chegou a dizer: ‘esse vai ser o meu lugar’. Como foi importante a acolhida”, ressaltou o Ministro, ilustrando com o exemplo de dois jubilandos ali presentes: “Frei Antônio Rosolém disse que bateu

às portas do Convento São Francisco e quem o acolheu? Frei Olavo. Ou seja, um jubilando de 50 anos de vida religiosa e outro de 72 anos de vida religiosa”. Frei Fidêncio ainda lembrou que o Convento São Francisco sempre foi uma casa de acolhida vocacional e de como os jubilandos poderiam “ser


referenciais às vocações novas que o Senhor nos dá”. O terceiro ponto que Frei Fidêncio destacou foi a caminhada formativa. “Praticamente todos vocês lembraram da formação que receberam em diferentes épocas: antes ou depois do Concílio Vaticano II, do tempo da Teologia da Libertação ou ainda “pegando as raspas da Teologia da Libertação”, como disse um frade, mas todos falaram com muito carinho da formação religiosa, da formação que receberam ao longo dos anos”, disse o Ministro, também surpreso pelo fato de todos citarem o Noviciado como marco na vida religiosa franciscana. Em quarto lugar, o que chamou a atenção foram os trabalhos apostólicos. “Irmãos que trabalharam nas portarias dos conventos, nas paróquias, nas escolas, nas missões. Três deles

falaram da dimensão missionária da Província”, explicou o celebrante. Por último, destacou a Fraternidade Provincial. “Com todas as nossas dificuldades, as nossas diferenças, lutas, conquistas, realizações, sim, é na fraternidade que nós construímos a nossa vida. Ali nós crescemos na santidade e, a partir dela, nós partimos em missão. Por isso, irmãos, de diferentes modos, lembram que esses jubileus são, antes de tudo, expressão de gratidão a Deus. Ou como disse um irmão: é sempre mérito de Deus e não nosso”, continuou Frei Fidêncio. “Acho que celebrar o jubileu é celebrar em Ação de Graças a visibilidade da nossa vocação”, emendou. Para ele, isso nos faz lembrar Santa Clara de Assis. “Entre tantos benefícios que todos os dias nós recebemos do Deus da Misericórdia está a nossa própria vocação, que quanto mais perfeita,

mais vivida, mais a Ele é devida”, concluiu, pedindo a intercessão de nossa Mãe Santíssima, a Imaculada Virgem Maria, para que nesse tempo jubilar, e diante do Mistério de Deus, se possa dizer: “Faça-se em mim segundo a tua vontade”. Logo depois da homilia de Frei Fidêncio, começou o rito da renovação dos votos religiosos. Muitos frades jubilandos vieram de longe para celebrar este momento, como Frei Olavo Seifert, 72 anos de vida religiosa. Aos 94 anos, Frei Olavo veio do Rio de Janeiro; Frei Anselmo München veio de Ituporanga (SC) para celebrar 60 anos de sacerdócio. Alguns frades, mesmo com limitações de saúde, como Frei João Batista (72 anos de vida religiosa) e Frei Ernesto Kramer (50 anos de sacerdócio) não deixaram de participar desta ação de graças.

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FRATERNIDADES ________________________________________

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FRATERNIDADES ________________________________________

CHURRASCO, CHUVA E MUITA ALEGRIA FREI CLAUZEMIR MAKXIMOVITZ Nem a chuva insistente atrapalhou o encontro recreativo do Regional Rio-Baixada, na segunda-feira, 25 de novembro, no Sítio Taquara. Pela manhã os frades foram chegando das diversas casas e, entre um cafezinho e outro, a conversa já engrenava, como somente quem gosta de estar junto consegue. Agradecimento às fraternidades de Campos Elíseos e Imbariê, que providenciaram

algumas pessoas das comunidades para irem adiantando o fogo do churrasco, e garantindo o arroz e a salada de acompanhamento! Sem formalidades nem discussões de pauta, o clima descontraído prevaleceu, mesmo durante a

para festejar naquele dia o aniversário de Frei Gildo! Antes do almoço, ainda uma palavrinha em ação de graças pelos jubileus celebrados no mês de dezembro, de 50 anos de vida religiosa de Frei José Pereira, e 72 anos de vida religiosa de

breve palavra do Definidor, Frei Evaristo Spengler, e no único compromisso do dia: agendar o primeiro encontro do ano seguinte. Optou-se pelo dia 10 de março, na Fraternidade Nossa Senhora da Conceição, em Nilópolis, oportunidade também

Frei Olavo Seifert, que abençoou então os alimentos e todos os presentes. O clima fraterno, certamente, foi o destaque do encontro, e o espírito celebrativo continuou com os frades que retornavam para suas casas.

EDUCAÇÃO

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FAE tem a melhor avaliação do MEC, em Curitiba

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O Ministério da Educação (MEC)

tijo Resende, nos últimos

divulgou a classificação das instituições

anos, os indicadores de

de ensino superior com base no Índice

qualidade da instituição

Geral de Cursos (IGC). Em Curitiba,

estão em plena ascensão, e

a FAE Centro Universitário está posi-

isso é resultado da gestão

cionada, pelo sexto ano seguido, com a

acadêmica do centro uni-

melhor avaliação entre as instituições

versitário, do comprometi-

universitárias privadas da capital, com

mento do corpo docente e

IGC nota 4, em uma escala de 1 a 5. Esta

do esforço dos alunos, que

faixa de avaliação 4 da FAE corresponde

tiveram boa participação no último Enade.

Financeira, que superaram cursos tradi-

ao IGC contínuo de 3,26 (que vai de

“A FAE se preocupa com os níveis de

cionais da capital nas respectivas áreas

2,95 até 3,94) – valor que se aproxima

qualidade antes mesmo de uma avaliação

do nível máximo de avaliação de qua-

externa como a do MEC, por isso, há um

ENTENDA A AVALIAÇÃO

lidade do MEC. O IGC indica o nível

investimento contínuo, como aconteceu

O IGC é divulgado pelo Inep/

de qualidade dos centros universitários,

em 2012, com a reforma da nossa proposta

MEC e tem o objetivo principal de

universidades e faculdades, permitin-

pedagógica. Estamos sempre nos anteci-

tornar público o desempenho das insti-

do, desta maneira, que os estudantes

pando às tendências do mercado e tenho

tuições de educação públicas e privadas,

consultem o desempenho de todos os

certeza de que, no próximo ano, teremos

auxiliando os estudantes na escolha do

cursos de graduação e pós-graduação

um resultado ainda melhor”, afirma.

local que melhor atende às suas ex-

do conhecimento.

Cinco cursos da FAE também estão

pectativas. A atual avaliação divulgada

em primeiro lugar no Conceito Preliminar

pelo MEC é referente ao último triênio

De acordo com o pró-reitor

de Curso (CPC), em Curitiba, com desta-

e compreende 2.171 universidades, fa-

acadêmico da FAE, André Luís Gon-

que para Administração, Direito e Gestão

culdades e centros universitários.

de cada instituição a partir de um único indicador.


FRATERNIDADES ________________________________________

ENCONTRO DO LESTE CATARINENSE FREI MARCELO PAULO ROMANI

Nos dias 25 e 26 de novembro realizou-se o nosso encontro regional recreativo. O encontro aconteceu na Pousada Pinheiral, no Rancho Queimado (SC), onde ficamos hospedados até o dia 26 após o almoço. Fomos muito bem acolhidos e o local proporcionou um encontro aprazível, em que se partilhou bastante a nossa vida diária: experiências e fatos. Era normal vermos frades de dois a dois, ou em grupinhos maiores, desfrutando as belezas da natureza daquele lugar. Os momentos mais marcantes e

Walter Hugo de Almeida

Nesse raio festivo de Ano Novo, Eu te desejo uma mansão florida, Dias melhores, sim, para o meu povo, E um verão de Luzes pra tua vida. Desejo, amigo, para ti a sorte De um tempo novo em tua linda estrada, Graça e Luz, pra te ilumine a morte... Nas duras curvas de tua jornada.

serenatas. Juntos cantávamos e nos divertíamos ao som da sanfona, da viola e do violão. Poderíamos dizer que se alguém nos visse, diria: “Vede como eles se amam...”. Era muito agradável estarmos juntos e curtindo os momentos fraternos naquela Pousada que nos proporcionou esse encontro de lazer. Na despedida, foi tama-

Pra ser feliz no mundo, a vida inteira, Felicidade é bom sempre sonhar, Para ganhar a hora derradeira...

nho o contentamento dos an-

Esse ano Novo mudará teu jeito, E vale a pena a luta, enfim, e eu digo, Tu, se constante, acolher Deus no peito!

morangos. Lembraremos por

fitriões que a cada frade presentearam com uma caixa de muito tempo, com saudades, esse lugar.

COMUNICAÇÕES . JANEIRO DE 2014

EU TE DESEJO

prazerosos foram as nossas

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FRATERNIDADES ________________________________________

PRESÉPIOS

MOSTRA DE SÃO PAULO CHEGA À 24ª EDIÇÃO MOACIR BEGGO

COMUNICAÇÕES . JANEIRO DE 2014

A 24ª Exposição Franciscana de Presépios foi inaugurada no dia 6 de dezembro, no Convento São Francisco de Assis. Entre os 42 conjuntos – 12 são esculturas da Sagrada Família – que compõem a Mostra, ambientada num salão que faz referência a uma estrebaria, Frei Roger Brunorio escolheu alguns presépios especialmente para as crianças. “Tudo aconteceu

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de modo natural. Este ano tivemos a sorte de encontrarmos estes conjuntos que remetem ao universo infanto-juvenil. A primeira busca foi por causa de um presépio da Playmobil e daí os demais vieram para compor este universo mágico e lúdico”, explicou o coordenador da Exposição, que também é museólogo e responsável pelo Departamento de Bens Culturais da Província Franciscana da Imaculada Conceição. Segundo Frei Roger, os presépios são oriundos de diversos países, como Argentina, Alemanha, Quênia, Paraguai, Angola, Polônia, Filipinas, EUA, Indonésia, Itália, Bolívia, Peru, Síria, Hungria, Áustria e Brasil. Dos conjuntos brasileiros, dois ganham destaque: um feito de palha de milho, da artista mineira Maria Amélia Dini Coutinho, e o presépio da artista carioca Nívea Semprini, com personagens nas periferias das grandes cidades brasileiras. Assim, pode-se ver o jovem com o skate, a lavadeira com a bacia na cabeça, o jovem violeiro, o vendedor de frutas. Segundo o frade, essas cenas são comuns na tradição presepeira e festas do ciclo natalino, como expressões mais contundentes da celebração popular do Natal, pois vão além do rito litúrgico celebrado no interior das capelas e igrejas. “A festa do Natal é essencialmente uma festa popular e universal. Certamente é a evocação da Sagrada Família como modelo e espelho no qual se reflete a imagem de cada uma das personagens onde podemos nos identificar”, explica o coordenador da Mostra.


FRATERNIDADES ________________________________________

TRINTA PRESÉPIOS NA EXPOSIÇÃO DE SANTOS ELAINE OLIVEIRA

renascimento de Jesus em diversas técnicas e raças. O Natal não é somente o comércio, mas, principalmente, o nascimento de Jesus”. O Santuário ficará aberto para visitação de terça a domingo, das 8 às 19 horas. A exposição, com entrada gratuita, irá até o dia 26 de janeiro de 2014. O endereço é Largo Marquês de Monte Alegre, 13 - Valongo - Santos - SP, centro histórico de Santos. A Petrobras, o Grupo Mendes e Prefeitura Municipal de Santos são patrocinadores da ação.

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Seja de papel, pano, vidro ou madeira, o significado do presépio é o mesmo: o nascimento de Jesus. A inauguração da 20ª Exposição, no Santuário Santo Antônio do Valongo, se deu no dia 8 de dezembro. Trazida para Santos por Frei Rozântimo Antunes Costa, a Exposição já se tornou tradicional e muito aguardada pela comunidade e turistas. “A exposição é internacional. O primeiro presépio foi idealizado por São Francisco de Assis no século XIII. Nós, franciscanos, mantemos a tradição, não apenas pela arte de cada presépio, mas para reviver o Natal”, explicou o Frei. Nesse ano, em um espaço climatizado e decorado, a mostra contará com mais de 30 presépios, todos feitos com muito carinho e dedicação por muitas mãos, de voluntários e fiéis da comunidade. Para a voluntária Elaine Rodrigues, que participa do evento, o presépio mostra o verdadeiro sentido do Natal: “O presépio é o

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FRATERNIDADES ________________________________________

PVF SE ENCONTRA EM NITERÓI FREI ALEXANDRE ROHLING

COMUNICAÇÕES . JANEIRO DE 2014

Na última sexta-feira, dia 22 de novembro, aconteceu em Niterói o IV Encontro de Benfeitores Franciscanos, que reuniu colaboradores do Rio de Janeiro, São João de Meriti, Duque de Caxias, Petrópolis, Nilópolis e Niterói. Desde as vésperas, várias pessoas da Paróquia Porciúncula de Santana empenhavam-se na ornamentação e arrumação dos espaços, bem como na preparação dos alimentos a serem servidos no café da manhã e almoço do dia seguinte. Os benfeitores foram chegando e sendo acolhidos pela Juventude Franciscana (Jufra), pela nossa colaboradora Célia e por nós, frades. Recebiam o seu crachá e eram levados ao salão onde foi servido um delicioso café da manhã. Por volta das 9 horas da manhã foram conduzidos ao salão de eventos da Paróquia, onde foram acolhidos com cantos de animação. Com o auxílio de Frei José Francisco dos Santos, animador provincial do Sefras (Serviço Franciscano de Solidariedade), todos os benfeitores puderam conhecer os tipos de trabalho que este serviço desenvolve em nível local e provincial. Também refletimos sobre aquilo que vem a ser as políticas públicas que devem ser do bem comum. Um serviço franciscano que vai

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desde a reciclagem do lixo até a busca da dignidade humana dos assistidos. Logo após este momento de partilha do Serviço Franciscano de Solidariedade deu-se um tempo para perguntas e respostas. Na Missa de Ação de Graças pelos benfeitores, presidida por Frei Alvaci Mendes da Luz e concelebrada por Frei José Francisco, o sentimento que perpassou as palavras do presidente da celebração foi de gratidão por tudo o que os nossos benfeitores nos proporcionam com sua ajuda, na formação de nossos jovens para serem os evangeli-

zadores e promotores da paz, como o foi Francisco de Assis. Queremos agradecer de forma especial à divulgadora Célia, que muito se empenhou na preparação e realização deste encontro. Também agradecemos à sempre querida ajuda e disposição da Jufra da Porciúncula, que se empenha na

preparação e condução destes encontros. Por tudo isso, só podemos render graças a Deus e pedir a Ele que, por intercessão de Francisco e Clara de Assis, abençoe a todos os nossos benfeitores, para que nunca lhes falte o necessário para a vida: o pão de cada dia, o emprego, a saúde e a paz.

JANEIRO VEM Frei Walter Hugo de Almeida

Um sonho novo, quando vem janeiro, Nos corações, é fundo, traz desejo De que o amanhã será alvissareiro, Também eu sonho e um mundo lindo almejo... Janeiro vem pra reacender o sonho, Que adormeceu atrás, nesse ano velho... Janeiro é luz e luz eu te proponho: - Governa a estrada com a Luz do Evangelho. Jamais deter o sonho nesta vida, Sonho é começo para erguer castelo, Sonho é certeza pra arrostar subida! Janeiro é tempo de sonhar sagrado, Janeiro é início de uma coragem forte, Janeiro é prece pra um viver dourado.


EVANGELIZAÇÃO ________________________________________

CENTROS DE ESTUDOS FRANCISCANOS SUPERIORES REALIZAM ENCONTRO EM BOGOTÁ

A Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil fez-se presente com 5 representantes no IV Encontro de Centros de Estudos Superiores da América e Espanha. Este se realizou em Bogotá, Colômbia, de 2 a 5 de dezembro do corrente ano. Estiveram no encontro, pela Província, o Prof. Hector Huanay Escobar e Frei Nelson José Hillesheim, respectivamente Reitores da USF e FAE Centro Universit��rio, bem como Frei João Mannes, Frei Nilo Agostini e Frei Mário Knapik, da coordenação da Frente de Evangelização da Educação. O encontro teve como tema: “A transmissão da cultura cristã na Universidade Franciscana, desafios para o mundo atual”. A anfitriã deste encontro foi a Universidade São Boaventura, que pertence à Província de Santa Fé da Colômbia. Além dos representantes dos Centros de Estudos Superiores, fizeram-se presentes o Ministro Geral Frei Michael Perry e o Definidor Geral para a América Latina Frei Nestor Schwerz. Os trabalhos desenvolveram-se com a apresentação de conferências seguidas de momentos de partilha, permitindo a participação de todos. Houve também, no final, um momento para a apresentação de cada Centro de Estudos Superiores. Seguem alguns destaques das quatro principais conferências: • Para o Ministro Geral Frei Michael Perry, fazer penitência, para Francisco, não se reduzia a atos isolados, mas antes a um modo de vida transformada e que transforma a Igreja e o mundo. Brindou-nos com uma consistente reflexão da identidade e missão franciscanas no mundo da educação.

Referindo-se aos Centros de Estudos Franciscanos, lembrou-nos que a missão destes transcende os seus muros e deve chegar também àqueles que estão fora dos mesmos, fazendo com que a nossa educação seja igualmente portadora de benefícios aos que não chegam à Universidade ou nem mesmo às nossas Escolas. • Para Frei Hernando Arias Rodriguez, pensar a educação franciscana hoje é acolher e fazer face aos desafios que se apresentam à sociedade, à Igreja e à nova evangelização. Por isso, a tarefa evangelizadora dos franciscanos na educação deverá preparar pessoas aptas para atuar na sociedade como presenças evangélicas e evangelizadoras. • Frei Adolfo Galeano Atehortua nos apresentou a cultura como uma realidade viva e em constante desenvolvimento, apresentando-se no plural, ou seja culturas distintas e marcadas por um forte dinamismo de transformação. A Igreja, por sua vez, não teme estas culturas, mas nelas deve se encarnar, sendo ela peregrina, sempre a caminho, também ela mesma em contínua renovação. • Frei Héctor Eduardo Lugo García, numa fala contundente, apontou para a atual mudança de época como portadora de transformações em todos

os campos da vida, atingindo o pensar, o crer e o atuar. Não só utilizamos novas tecnologias, como também assumimos um novo modo de ser. Este cenário exige repensar a Universidade para que ela seja construtora da sociedade neste novo contexto. Caso contrário, pouco dirá às novas gerações. No atual contexto, emerge uma cultura da diversidade, que se desenha dentro das próprias culturas. Emerge a busca de autonomia, segundo a qual cada indivíduo tende a construir a própria identidade, com forte incidência do efêmero, sem fundamentos sólidos. Como proposta final, foi unânime a necessidade de trabalharmos em rede, saindo de nossos isolamentos ou autossuficiências. Realizaremos reuniões a cada dois anos, buscando trabalhar concomitantemente em duas frentes: a identidade franciscana na educação como parte da evangelização, buscando clarear a concepção antropológica franciscana, e a realização de acordos entre Universidades, num claro trabalho em rede. A próxima reunião foi marcada para o final de junho de 2015; a entidade anfitriã será a FAE de Curitiba.

COMUNICAÇÕES . JANEIRO DE 2014

FREI NILO AGOSTINI Animador da Frente de Evangelização da Educação

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EVANGELIZAÇÃO ________________________________________

SEFRAS NO ENCONTRO DE FÉ E POLÍTICA

COMUNICAÇÕES . JANEIRO DE 2014

FABIANO VIANA

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Entre os dias 15 e 17 de novembro, o Serviço Franciscano de Solidariedade (Sefras) participou o 9º Encontro Nacional de Fé e Política, em Brasília, DF. Foram 12 pessoas, entre trabalhadores e frades representando a instituição. Foi uma longa viagem de carro para chegar até o local do encontro que aconteceu na Universidade Católica de Brasília (UCB). O tema desde ano foi: “Cultura do Bem Viver: Partilha e Poder”. Na abertura do Encontro, o movimento Fé e Política lançou uma campanha nacional pedindo uma “Assembleia Nacional Constituinte, Exclusiva e Soberana do Sistema Político Brasileiro”. Logo em seguida, aconteceu a mística de abertura e atividade cultural. De acordo com o integrante do Movimento Fé e Política, Claudio Vereza, os Encontros Nacionais são oportunidades onde os grupos e as comunidades de bases se deixam animar pelo espírito de vida à luz da fé da política. Ele considera que diante da crise financeira internacional e também ecológica, as matrizes europeias intelectualmente pensadas não deram conta de responder aos problemas socioambientais. Mas, a Cultura do Bem Viver que vem da tradição indígena tem muito a ensinar sobre a partilha do poder. Para Vereza é significativo que este tema do 9º Encontro Nacional fosse debate em Brasília, sede do poder do Brasil. Ele enfatiza: “Estamos inconformados com o modelo de poder e desenvolvimento”. Na manhã deste dia, (16), Frei Betto discorreu sobre o tema do poder na cultura do bem viver. Para o frade, o poder é a partilha da palavra e da vida. Porque a palavra cria vida. É no processo dialógico que todos têm o direito de falar e escutar. Ele lembrou que o poder reside no povo que elege os representantes políticos, portanto a “autoridade” é o povo. Mas, inverteu-se esta compreensão e grande parte dos políticos olha o povo de “cima para baixo”.

Betto afirma que a fé tem que ter uma intervenção política, porque ser cristão é ser discípulo de um prisioneiro político – que foi Jesus. “Ele foi torturado e assassinado por decisão de dois poderes políticos, o Sinédrio Judaico e o ocupante romano representado pelo governador Pôncio Pilatos”. Para o teólogo, “toda a vivência da fé tem uma repercussão política, seja para sacralizar ou para questionar. Não existe uma fé neutra”. Sendo assim, é preciso não partidarizar e nem confessionar a política. Ele enfatizou que há seguimento religiosos que estão cada vez mais partidarizados. O frade lembrou que os fundamentalistas religiosos transmitem a ideia de que querem o “bem para todos”. Mas, para Betto, é importante ressaltar que eles se posicionam, por exemplo, contra o aborto, mas, não se indispõem contra a pena de morte e, neste sentido, ele foi bem enfático. “Está sendo ‘chocado’ no Brasil um poder fundamentalmente confessionalizado”.

O poder na “cultura do bem viver” é colocar-se a serviço do outro. Entre os indígenas o poder é partilhado. Beto lembrou que Jesus construiu uma comunidade de partilha e de socialização dos bens. Frei Betto criticou os governos Lula e Dilma e disse que atualmente o governo que tinha objetivos socialistas, há 10 anos tem sido despolitizante.Toda a arquitetura do poder foi feito nas “coxas” dos capitalistas, não com a participação dos movimentos sociais e dos marginalizados. Mencionou que o poder é abrir-se para o diálogo e para escutar o Brasil que se quer. Mas, as estruturas de poder da atualidade preferem perder o poder a abrir-se para o diálogo. Para concluir, Frei Betto recordou que culturalmente fomos formados como autoridades diante da natureza e, por isso, perdemos a consciência de que somos “frutos da natureza”. Isto implica na forma como nos relacionamos e exploramos o ecossistema.

BINGO SOLIDÁRIO Com o propósito de angariar

íram com as obras sociais franciscanas. O

verbas para os custos de final de ano, o

evento foi realizado no salão do Santuário

Sefras realizou no dia 5 de dezembro,

de São Francisco – no Largo S. Francisco,

em São Paulo, o “Bingo Colonial da

centro de São Paulo. Apesar do intenso

Solidariedade”. Contou com a presença

calor, os participantes estavam animados

de cerca de 80 pessoas que, através da

e dispostos a “jogar o bingo” em prol da

compra das cartelas de bingo, contribu-

solidariedade.


EVANGELIZAÇÃO ________________________________________

NATAL NO SEFRAS

FABIANO VIANA

DIA DO VOLUNTÁRIO NO SEFRAS O Dia Nacional do Voluntário

Para a voluntária da Casa de Clara,

(comemorado em 5 de dezembro) foi

Irene Sanchez, o voluntariado lhe desper-

celebrado no Sefras no dia 4, com uma

ta alegria quando ela reconhece o “brilho

confraternização entre os voluntários

nos olhos das senhoras que conseguem

(as) de São Paulo. O evento aconteceu na

fazer uma atividade inusitada que nunca

Casa de Clara e contou com a presença de

fizeram antes”.

cerca de 40 voluntários, como também a

De acordo com Nelida Valenguella,

participação dos trabalhadores do Sefras

ser voluntário no Sefras é expressar o

representando cada serviço. O encontro

amor ao próximo. “É ter alegria, é ajudar

fraterno começou com um momento de

as pessoas e ser companheira com elas”,

celebração, com a motivação: “O que me

enfatizou.

faz ser voluntário no Sefras?” e terminou

O Sefras agradece imensamente

com um bingo e comes e bebes. Durante a

a contribuição de cada voluntário (a)

celebração, através de gestos, todos se afir-

que compõe a rede de solidariedade da

maram ser “luz, paz e amor” na presença

instituição pelo tempo e solidariedade

voluntária em cada serviço do Sefras.

durante o ano de 2013.

que compõem o Sefras. Cada serviço prepara a Festa de Natal com muita criatividade, através de apresentações culturais, peças teatrais, entregas de presentes e cestas básicas, trocas de cartões.... Além das comemorações com comes e bebes e músicas, também ocorrem os momentos celebrativos para fazer memória do que foi vivido durante o ano e agradecer. Estas Festas de Natal nos serviços do Sefras também são expressões de solidariedade de muitas pessoas, grupos e empresas que doam recursos financeiros para a ceia, como também presentes, cestas de Natal, entre outros. É a expressão de doadores e voluntários que vivenciaram alguns momentos de alegria, de paz, irmandade e gratidão em forma de confraternização. Inspirado pela “mística franciscana”, o Sefras busca proporcionar aos atendidos: crianças e adolescentes, idosos, população de rua, catadores de matérias recicláveis, pessoas em conflito com a lei e pessoas que vivem com HIV, um momento de encontro, acolhimento, confraternização e expressão do amor.

COMUNICAÇÕES . JANEIRO DE 2014

Entre os dias 14 e 19 de dezembro, os serviços do Sefras em São Paulo realizaram as festas de Natal com os participantes, voluntários e doadores. Este é um momento festivo e esperado por todos que fazem parte das obras sociais. É tempo de agradecer o ano de convivência fraterna, as conquistas, as participações sociais, as ações que promoveram os direitos humanos e sociais, enfim, a solidariedade expressa pela rede de doadores, voluntários, frades e trabalhadores

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COMUNICAÇÕES . JANEIRO DE 2014

EVANGELIZAÇÃO ________________________________________ MINISTRO GERAL ESCREVE MENSAGEM NO DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A AIDS

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O Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores, Frei Michael Perry, divulgou uma mensagem por ocasião do Dia Mundial de Luta contra a Aids. Nela, Frei Michael lembra que desde os primeiros dias da epidemia de HIV, há 30 anos, em todas as partes do mundo, os filhos e filhas de São Francisco responderam, com aceitação, compaixão e serviço às pessoas que vivem com Aids ou são portadoras do vírus. “Unamo-nos a todos nossos irmãos e irmãs que estão doentes, para que eles possam ter a coragem da fé. Agradecemos a todos irmãos que prestam atenção e cuidado especiais às pessoas enfermas. Que Deus abençoe seu trabalho e lhes dê forças para levá-lo adiante não obstante as adversidades. E que Deus nos conduza a todos nós, homens e mulheres do Evangelho, a abrir o nosso coração às necessidades de todas as pessoas que vivem com o HIV/Aids”, pediu o Ministro Geral. O Sefras foi um dos pioneiros ao criar um projeto voltado para pessoas portadoras do vírus HIV/Aids. Entre os dias 27 e 30 de novembro, o Centro Franciscano de Luta contra a Aids (Cefran) promoveu uma semana de orientação e prevenção das DST/ Aids. A programação que aconteceu no Bairro do Belém e em São Miguel Paulista, Zona Leste de São Paulo, e no município de Guarulhos, contou com tenda de prevenção, teste rápido de HIV e teatro dentro da programação do Dia Mundial de Luta contra a Aids. O objetivo da Semana de Prevenção foi chamar a atenção da população local para o cuidado com a vida, conscientizando que o melhor método de ficar isento do vírus e das doenças sexualmente transmissíveis é a prevenção. Com o slogan: “Vida, ela é melhor sem Aids”, o Cefran montou uma tenda em frente ao serviço, no bairro do Belém e fez a abordagem das pessoas, distribuindo panfletos e informativos.

O NATAL EM TANGUÁ As crianças e adolescentes do Centro de Acolhida Santo Antônio (Casa), em Tanguá, RJ, entraram em clima de Natal através da realização das atividades pedagógicas do mês de dezembro. “A oficina buscou não só enaltecer os sentimentos próprios do Natal, mas visou também possibilitar reflexões sobre o verdadeiro sentido desta data, assim como a sua importância e relevância para a sociedade. Refletiu-se ainda sobre “como mesclar essa temática com as demandas e necessidades diárias no processo educacional de nossas crianças e adolescentes do Centro de Acolhida”, explicou o pedagogo do Casa, Rafael Neri.

As oficinas trabalharam a partir dos temas: O que é o Natal? Quais os símbolos do Natal que tem a ver com a Conscientização Ambiental? Outro momento de troca de saberes entre as crianças foram as festas natalinas que muitas vezes ganham mais destaque do que a origem e o real sentido do Natal. Ao final das atividades, os acolhidos expressaram o que esperam e desejam para suas vidas neste Natal. Para o pedagogo Rafael Neri, é através desse momento que se percebe que, apesar de desejarem um presente como qualquer outra criança, também desejam algo que beneficie os outros. Eles, ao exporem o desejo, sempre tinham relação com o outro.


EVANGELIZAÇÃO ________________________________________

FRENTE DA COMUNICAÇÃO INAUGURA NOVOS ESPAÇOS PARA GRAVAÇÃO

das cortinas, além da importante ajuda de seus trabalhadores”, recordou o frade. “Temos muito a agradecer, até porque, na base deste partilha está o ‘óbolo da viúva’, a contribuição generosa de todos os nossos benfeitores, o que torna nossa responsabilidade ainda maior”. Antes da bênção, o Ministro Provincial, Frei Fidêncio, recordou

que nosso espírito, ao pensarmos no trabalho com a Comunicação, deve ser o mesmo que impulsionou São Francisco a desejar ardentemente divulgar e propagar as “Santas Palavras” do Evangelho. “Nosso compromisso é o de uma comunicação da justiça, da vida e da paz”, ressaltou. A bênção foi realizada no início da tarde, às 14h.

O CARDEAL DA RESISTÊNCIA As muitas vidas de Dom Paulo Evaristo Arns O Instituto Vladimir Herzog

todos os ca-

acaba de lançar o novo livro sobre

pítulos, você

Dom Paulo Evaristo Arns, que em 2013

vai encontrar

completou 40 anos de cardinalato e 92

uma ação de

de vida, e é o cardeal mais antigo da

dom Paulo

Igreja Católica.

em defesa dos

O autor do livro, Ricardo Car-

oprimidos e

valho, explica que este livro tem uma

dos direitos

novidade: você pode começar a ler pelo

humanos, con-

capítulo que quiser - são 65 capítulos.

tra a censura, a favor da liberdade,

Isso porque o livro conta, de uma ma-

incentivando a organização do povo em

neira amigável e de fácil acesso e enten-

comunidades, apoiando os movimentos

dimento, a revolução que Dom Paulo

sociais, denunciando a tortura e enfren-

promoveu na Igreja Católica, desde que

tando os militares, independentemente

chegou à cidade de São Paulo, em 1966,

das patentes, oferecendo a Catedral da

na qualidade de bispo-auxiliar. O livro

Sé para missas e cultos ecumênicos de

tem 359 ilustrações em 315 páginas. Em

repúdio à ditadura.

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O Ministro Provincial Frei Fidêncio Vanboemmel abençoou, nesta quarta-feira, dia 11 de dezembro, os novos espaços para gravação da Frente de Evangelização da Comunicação, no Convento São Francisco, em São Paulo. A celebração ocorreu durante a reunião entre o Definitório Provincial, coordenadores dos Regionais, Secretários e Animadores dos Serviços Provinciais, realizada no mesmo convento. De acordo com o Coordenador da Frente de Evangelização da Comunicação, Frei Gustavo Medella, o espaço ainda está em processo de montagem: “A primeira parte já está feita, com a instalação dos equipamentos para gravação em rádio que servirão ao Programa Sala Franciscana e também a outras produções. Agora, vamos entrar na segunda etapa, com a aquisição de equipamentos para uso na WebTV Franciscanos”, explicou. Para os trabalhos de gravação em rádio, foram adquiridos: um notebook, uma mesa de som, dois microfones, uma chave híbrida para gravações por telefone, uma placa de som Presonus, dois pedestais, um Gravador Zoom H2 para externas, além de todos os cabos e materiais para instalação. Frei Gustavo destacou ainda que a construção do espaço foi fruto de um trabalho em conjunto. “Comunicar é mais do que transmitir conteúdos ou mensagens. Comunicar é entrar em comunhão e este significado do termo marca profundamente a montagem deste espaço: a soma de muitos esforços. A Missionszentrale (MZF) financiou a aquisição dos equipamentos. O Convento São Francisco cedeu as salas e a mão de obra com a pintura. O Pró-Vocações e Missões Franciscanas contribuiu com a aquisição da tinta e

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NOTÍCIAS DO DEFINITÓRIO PROVINCIAL SÃO PAULO, 9 A 12 DE DEZEMBRO DE 2013

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Há uma semana do falecimento de Frei Claudinei Cananéa Bustamante, ainda em boa parte consternados, os Definidores iniciaram a última sessão do ano, no dia 9 de dezembro, às 9h00, na Sede Provincial, após a Celebração Eucarística em que se fez memória não somente do confrade falecido, mas também da bela homenagem feita para ele pelos confrades estudantes de Filosofia de Rondinha, na Missa da Imaculada Conceição, no dia 8, em que renovaram seus votos.

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1) ENCONTRO COM OS SECRETÁRIOS, ANIMADORES E COORDENADORES REGIONAIS No dia 11 de dezembro, no Convento São Francisco, embalados pelo tom de Advento da oração inicial, que repetia o versículo de Heb 10,23: “Conservemos firmemente a esperança que professamos, pois Aquele que fez a promessa é fiel”, o Definitório encontrou-se com os secretários, animadores e coordenadores regionais. Foi proposto o exercício de dois olhares: um retrospectivo – sobre o que foi feito neste ano -, e outro prospectivo, em vista da animação do próximo ano. Ponto de partida são sempre os objetivos gerais e específicos do sexênio, que tratam de nossa qualidade de vida evangélica, da ação evangelizadora em fraternidade, do revigoramento do trabalho vocacional e do redimensionamento das nossas frentes de presença evangelizadora. Relato dos coordenadores Os coordenadores mostraram o que de bom tem acontecido nos Regionais, mas também apontaram os desafios e dificuldades encontradas. 1) A situação de saúde e idade avançada de boa parte dos frades

merece sempre uma maior consideração; 2) O desafio da animação vocacional e de escassez de vocações foi citado por quase todos os coordenadores; 3) Em geral, a participação dos frades nos encontros é numericamente boa, assim como o é em termos de qualidade. Porém, há ausências renitentes. 4) Vários Regionais conseguiram aumentar o tempo de encontro, com possibilidade de maior convivência e partilha, e superaram o encontro de apenas uma manhã ou até mesmo de um dia inteiro. 5) Alguns coordenadores têm dificuldade de abordar as questões mais delicadas das fraternidades. Falta abertura, falta coragem, falta confiança. Fora dos encontros, ainda há um acentuado isolamento entre certas fraternidades. 6) Os Regionais em que algumas fraternidades foram FAVs avaliaram como muito positiva a experiência; 7) Há Regionais em que o coordenador e vice-coordenador se encontram para preparar da melhor maneira possível os encontros. 8) Alguns coordenadores encontram dificuldade de fazer um trabalho conjunto. As realidades exigem preparo que nem sempre temos: o modo de tratar conflitos e administrar processos fraternos mais difíceis, por exemplo. 9) Grande desafio é motivar os desmotivados ou aqueles que se põem à margem do caminhar comum, seja local seja provincial. Há dificuldade em ajudar os que não se deixam ajudar, abandonando o cultivo da própria vocação, e, nesse sentido, os coordenadores também se veem necessitados de ajuda. 10) Foi elogiado o fornecimento dos subsídios da Formação Permanente para motivar a reflexão nos encontros. Secretariado para a Formação e os Estudos O Secretariado prossegue no trabalho de “enxugamento” dos departamentos, tentando fugir do risco de centralizar demais. Os formadores de cada etapa de formação têm se encontrado para a tarefa de reconfiguração do secretariado: regimento de cada realidade e o próprio programa de Formação (diretrizes). Há atenção maior para a formação em vista da ação evangelizadora. Há preocupação em estabelecer critérios próprios para a admissão dos candidatos à vida franciscana, e o trabalho gradual e mais integrado entre as diversas etapas. Desafio grande são as mudanças de época. As características da geração atual dos candidatos são muito diferentes daquelas gerações de que somos frutos ou partes. Há outra lógica de aprendizagem, há o massivo uso das mídias, há novas compreensões de vida religiosa e ação evangelizadora, nem sempre aceitas e/ou entendidas. Há dificuldade de se comporem determinados programas formativos, e os próprios formadores, muitas vezes, se veem despreparados. Secretariado da Evangelização O Secretariado busca caminhos para acompanhar as 5 frentes de evangelização no processo de redefinirem-se, buscando nisso uma organicidade. Foram destacadas as sinalizações do evento “Papa Francisco”, com seu sopro renovador para a Igreja. Percebe-se uma defasagem entre nosso discurso e entre o que de fato queremos. Muitas vezes, “votamos” em coisas que na verdade não queremos assumir. Há a impressão de apatia e desinteresse por considerável parte dos frades no campo da evangelização. Os estudos acadêmicos não têm ajudado


DEFINITÓRIO PROVINCIAL ________________________________________ continua sendo a urgente e inevitável necessidade de redimensionamento, levando em conta que a fraternidade provincial está presente num vasto território com significativas diferenças culturais e eclesiais. Assim, serão compostos três subsídios para três encontros regionais no ano que vem, sabendo-se que a maioria dos Regionais realizam ao menos quatro encontros, um deles recreativo. 2) RETIROS 2014 No próximo ano, não serão oferecidos retiros para grande número de frades (Agudos, Rondinha, Vila Velha etc.), mas para pequenos grupos, no Eremitério, em Rodeio. Frei Estêvão está vendo com Frei Valdir Laurentino, guardião em Rodeio, as possíveis datas. O retiro maior será feito durante o Capítulo das Esteiras, em Agudos, de 23 a 25 de setembro, com a presença do Ministro Geral. 3) ENCONTRO DOS FRADES DE PRIMEIRA TRANSFERÊNCIA Frei Fidêncio comentou que foi muito bom o encontro realizado com os jovens frades de primeira transferência, que aconteceu no Largo São Francisco, em São Paulo, nos dias 4 e 5 de novembro. 14 compareceram. Foi-lhes perguntado como estão, como foram acolhidos nas fraternidades, que perspectivas vislumbram para o futuro. Eles se mostraram contentes, gratos, animados nas fraternidades em que se encontram e na missão evangelizadora, e, enfim, dispostos às necessidades da Província. Sentiram falta dos confrades que não se fizeram presentes, entre eles, justificadamente, os que estão em Angola, na missão, e em Roma, para estudos. Frei Fidêncio afirmou que é confortador sentir o “espírito” bom que os move. Ninguém pediu transferência, embora, é lógico, com espírito crítico positivo, avaliaram o que poderia ser melhor na vida das fraternidades. É sempre com alegria e esperança que os Definidores analisam e aprovam os pedidos de ingresso nas etapas formativas iniciais da Província, bem como os pedidos de renovação de votos dos frades estudantes ou em estágio. 4) POSTULANTES DE 2014 - APROVAÇÕES Foram aprovados para ingressar no Postulantado, em Guaratinguetá, no dia 22 de janeiro de 2014: 1. Maicon Custódio de Jesus da Silva; 2. Kaynan C. J. Fantebom; 3. Matheus José Borsoi; 4. Anderson de Moraes Mariano; 5. Cleber Felix de Souza; 6. Edson Filipe Gomes Lopes; 7. Felipe Medeiros Carretta; 8. Felipe Ribeiro Cruz; 9. Ivan Evangelista Carneiro; 10. Jean Santos da Silva; 11. Leandro Menezes Fernandes; 12. Lucas de Oliveira Santos; 13. Natanael José Barbosa; 14. Thiago da Silva Soares; 15. Tiago Gomes Elias; 16. Vitor da Silva Amâncio; 5) NOVIÇOS DE 2014 – APROVAÇÕES Foram aprovados para ingressar no Noviciado no dia 12 de janeiro de 2014:

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muito no processo de animar e despertar a paixão por aquilo que chamamos de “razão de ser da Ordem”. “Patina-se” muito na questão da formação para a evangelização. As tentativas não chegam ainda a bons resultados. O modelo de evangelização clericalista está muito presente. Há esperança de que as frentes, na medida em que melhor se articularem, possam promover maior entusiasmo e comprometimento evangelizador. Processo de Redimensionamento Frei Estêvão lembrou que todos recebemos do Capítulo Provincial de 2012 a incumbência de redimensionar. A própria Ordem nos convoca para isso. Disse que um grande trabalho nos espera, e se não conseguirmos nos unir para isso, nada de significativo alcançaremos. Trata-se na verdade de querer redimensionar e dever redimensionar. Muitas vezes, damos ênfase e pensamos em redimensionar fisicamente (entregar, diminuir, redistribuir, recompor, assumir etc.), mas isso só faz sentido se quisermos nos redimensionar, fazendo de tudo para recuperarmos a paixão, o entusiasmo e o elã pela vocação e pela missão. Dever redimensionar se nos impõe: diminuímos, envelhecemos, as vocações não são tantas, os desafios se tornam maiores. Mas o que importa em primeiro lugar, e é decisivo, é nosso querer redimensionar. E não podemos redimensionar no querer e no dever se não pensarmos nas nossas frentes de evangelização, que foram as opções do último Capítulo. Nesse sentido, Frei Estêvão convocou a todos para ajudar no processo de composição do projeto de cada uma das frentes de evangelização durante o ano que vem, levando em consideração alguns imperativos: 1) Projetar uma presença mais de acordo com o nosso carisma; 2) Cultivar a solidariedade e corresponsabilidade dos confrades; 3) Integrar os leigos e leigas no processo; 4) Estar atento às necessidades, apelos e desafios eclesiais; 5) Orientar o Projeto Fraterno de Vida e Missão das Fraternidades; 6) Subsidiar a própria formação para a evangelização. Em resumo, trata-se de pensar no próximo ano em como estar nas frentes assumidas. Somente depois, talvez em 2015, poderemos começar a reorganizar as nossas presenças e fraternidades, de acordo com um projeto já elaborado. Frente da Educação, Frente da Comunicação e Frente da Solidariedade Frei Nilo Agostini, Frei Gustavo Medella e Frei José Francisco mostraram quais iniciativas as respectivas frentes tiveram neste ano e têm para o próximo. Nas Comunicações de dezembro, por sinal, Frei Gustavo escreveu dois artigos que tratam especificamente da Comunicação. Projeto para a Formação Permanente em 2014 Durante o ano de 2013, a Formação Permanente se direcionou mais para os capítulos locais, fornecendo os subsídios para a reflexão. Em 2014, pensa-se em focalizar mais os Regionais. A temática de fundo

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DEFINITÓRIO PROVINCIAL ________________________________________ 1. Adriano Cézar de Oliveira (Fundação do Triângulo Mineiro) 2. Alberto André António (FIMDA) 3. Angelo Fernandes Baratella (reingresso) 4. Crisóstomo Pinto Ngala (FIMDA) 5. David Belinelli 6. Diogo da Silva Filipe (FIMDA) 7. Erick de Araújo Lazaro 8. Gabriel Sapalo Chico (FIMDA) 9. Heberti Senra Inácio 10. Honorato S. Gaspar Gabriel (FIMDA) 11. Leandro Ferreira Silva 12. Paulino Kamussamba Sopindi (FIMDA) 13. Raoni Freitas da Silva 14. Samuel Santos Soares 15. Sidney Aranha da Silva 16. Victorino Chico Tchimuku

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6) PRIMEIRA PROFISSÃO NA ORDEM – APROVAÇÕES Foram aprovados para fazer a Primeira Profissão no dia 3 de janeiro de 2014: 1. Frei Ananias Pegado Muondo Cauanda (FIMDA) 2. Frei Canga Manuel Mazoa (FIMDA) 3. Frei Ermelindo Francisco Bambi (FIMDA) 4. Frei Gabriel Dellandrea 5. Frei Hugo Câmara dos Santos 6. Frei João Candongo Muhala (FIMDA) 7. Frei Marcos Schwengber 8. Frei Mário Sampaio Pelu (FIMDA) 9. Frei Mateus Molosande Ukwahamba (FIMDA) 10. Frei Siro Armando José Luamba (FIMDA) 11. Frei Zilmar Augusto Moreira de Oliveira Obs.: Frei Augusto Luiz Gabriel e Frei Douglas da Silva permanecerão no Noviciado por mais 6 meses.

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7) FRADES ESTUDANTES DA FIMDA – RENOVAÇÃO DE VOTOS Foram aprovados e renovaram os votos no dia 8 de dezembro os seguintes frades estudantes da FIMDA: 1. Frei Alfredo Epalanga Prego 2. Frei Gabriel Vargas Dias Alves 3. Frei Gaudêncio C. Choputo Numa 4. Frei João Alberto Bunga 5. Frei João Baptista Chilunda Canjenjenga 6. Frei José Morais Cambolo 7. Frei Manuel Tchincocolo Ramos 8. Frei Mvula Nzaje André 9. Frei Quintino Viqui Samayenje 10. Frei Santana Sebastião Cafunda 11. Frei Tiago Manuel Quingando 8) FRADES ESTUDANTES DE RONDINHA – RENOVAÇÃO DE VOTOS Foram aprovados e renovaram os votos no dia 8 de dezembro, os confrades: 1º Ano: 1. Frei Alan Leal de Matos 2. Frei Eduardo Augusto Schiehl 3. Frei Jefferson Max Nunes Maciel

4. Frei Jhones Lucas Martins 5. Frei João Pedro Inácio Silva de Almeida 6. Frei Josemberg Cardozo Aranha 7. Frei Junior Mendes 8. Frei Leônidas Inácio Félix 9. Frei Roger Strapazzon 2º Ano: 1. Frei Cristiano Aparecido Maciel 2. Frei Juliano Fachini Fernandes 3º Ano: 1. Frei Marx Rodrigues dos Reis 2. Frei Roberto Aparecido Pereira 9) COMPOSIÇÃO DAS FRATERNIDADES DO TEMPO DA TEOLOGIA Fraternidade S. Francisco - Campos Elíseos 1. Frei Jean Carlos Ajlouni de Oliveira 2. Frei Leandro Costa Santos Fraternidade Nossa Senhora Mãe Terra - Imbariê 1. Frei Evaldo Ludwig 2. Frei Fabio José Gomes 3. Frei Pedro R. M. Fernandes (S. Benedito da Amazônia) Fraternidade Nossa Senhora de Guadalupe - Petrópolis 1. Frei Douglas Paulo Machado 2. Frei Edvaldo Batista Soares 3. Frei Rafael Teixeira do Nascimento Fraternidade do Sagrado Coração de Jesus - Petrópolis 1. Frei Alan Maia de França Victor 2. Frei Camilo Donizeti Evaristo Martins 3. Frei Clóvis Pasinato 4. Frei Gabriel Vargas Dias Alves 5. Frei José Raimundo de Souza 6. Frei Juliano Fachini Fernandes 7. Frei Marcos Vinícius Motta Lopes 8. Frei Marx Rodrigues dos Reis 9. Frei Roberto Aparecido Pereira 10. Frei Robson Luiz Scudela 11. Frei Vanderlei da Silva Neves 12. Frei Ermelindo Francisco Bambi (FIMDA) 13. Frei João Batista C. Canjenjenga (FIMDA) 15. Frei João Alberto Bunga (FIMDA) 16. Frei Fernando dos Reis Moura (Sete alegrias de N. Senhora) 17. Frei João Francisco Neto (Sete Alegrias de N. Senhora) 18. Frei João Mário Barbosa Machado (Sete Alegrias de N. Senhora) 19. Frei Neuzimar Santana de Campos e Silva (Sete Alegrias de N. Senhora) 20. Frei Monízio Sílvio de Campos (Sete Alegrias de N. Senhora) 21. Frei Rodolfo dos Santos Pimentel Júnior (S. Benedito da Amazônia) 10) FRADES ESTUDANTES DE TEOLOGIA 1º Ano 1. Frei Gabriel Vargas Dias Alves 2. Frei Juliano Fachini Fernandes 3. Frei Marx Rodrigues dos Reis 4. Frei Roberto Aparecido Pereira 5. Frei Ermelindo Francisco Bambi (FIMDA)


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11) ORDENAÇÃO DIACONAL – APROVAÇÕES Lidos os diversos pareceres, o Definitório aprovou que sejam ordenados diáconos: Frei Sérgio Silas Damasceno e Frei Paulijacson Pessoa de Moura. 12) FREI BRAYAN FELIPE FARIAS DA SILVA – RENOVAÇÃO DE VOTOS E CONTINUAÇÃO DE ESTÁGIO Aprovado para renovar os votos, Frei Brayan o fez no dia 8 de dezembro, às 19h00. Ele continuará em estágio na Fraternidade Santo Antônio do Pari, em São Paulo, trabalhando junto ao Sefras, por mais um ano, antes de iniciar os estudos de Teologia. Em carta enviada ao Definitório, em 13 de novembro, ele se mostra muito agradecido pela experiência que lhe fora proporcionada. Afirma “ter sido um tempo muito forte de encontro com o Senhor Crucificado na cruz da vida das pessoas com quem convivemos em nossos trabalhos. Nestes encontros – continua – pude ver ali a minha pequenez e limitações humanas, mas, também a grandiosidade de nossa vocação e missão que nos leva a agir como ‘cirineus’ na vida desses irmãos e irmãs”. 13) REGIONAL DO VALE DO PARAÍBA – REPRESENTANTE DAS PARÓQUIAS Frei Paulo Roberto Santos Santana é o representante das paróquias do Regional do Vale do Paraíba. 14) FREI GABRIEL VARGAS DIAS ALVES – DEPOIMENTO SOBRE O ESTÁGIO EM ANGOLA Frei Gabriel retornará de Angola no mês de janeiro e iniciará os estudos de Teologia em Petrópolis. Agradecido, escreveu um belo depoimento sobre sua experiência na missão. Alguns excertos: “De tudo o que se ouve sobre a missão, nada se compara a estar nela de fato.

Sem dúvida, o ano de 2013 foi um quebrar de muitos paradigmas. A começar por fazer a experiência fora dos moldes convencionais da Formação e certa redoma de cuidados a que nos acostumamos. Quando cheguei, ainda pensava como éramos parecidos, com culturas irmãs, etc. Aos poucos essa impressão foi passando e fui percebendo como nossas culturas são distintas; que o português é apenas uma das muitas línguas por aqui faladas e que muitos angolanos não o dominam; e, acima de tudo, somos diferentes nas estruturas de pensamento. Pensamos a partir de pontos distintos, o que torna o trabalho pastoral mais complexo. Confesso que para entender algumas coisas, para além dos rótulos que os estrangeiros normalmente fixam, seria necessário muito mais tempo. (...) Estar mais próximo das pessoas faz toda a diferença. Ajuda sobretudo a perceber as próprias limitações, que poderão ser trabalhadas. Perceber que não sou tão simples como imaginei, e que conviver com o diferente é difícil são algumas lições aprendidas...(...) Em nosso primeiro capítulo local, assumi junto à fraternidade a responsabilidade de acompanhar os três grupos de JUFRA existentes em nossa paróquia. E essa foi uma das mais gratas surpresas deste período de estágio. Realmente uma experiência maravilhosa! (...) Sem dúvida, a maior experiência espiritual e de inculturação e inserção realizada durante este ano foi o que nós chamaríamos no Brasil de pastoral da escuta no Kimbo. Aí sim poder mergulhar nas mazelas e dores do nosso povo e nessas pessoas poder abraçar o Cristo pobre e crucificado. (...) Concluo reafirmando que foi um ano muito positivo e que contribuiu imensamente para a minha formação. Reafirmo, como disse em conversa pessoal com Frei Fidêncio, que penso ser interessante para os próximos estagiários, não só da FIMDA, que fosse elaborado uma espécie de estatuto ou algo parecido, estruturando a modalidade do “ano franciscano” na formação, respeitando a etapa em que o formando se encontra”. 15) SAV – FRATERNIDADES DE ACOLHIMENTO VOCACIONAL (FAVS) Frei Diego Atalino de Melo se fez presente na reunião do Definitório Provincial no dia 12 de dezembro, às 11h00, para tratar da questão das FAVs em 2014. Há previsão de 25 aspirantes, que, no primeiro semestre, serão acolhidos em FAVs, antes de seguirem para Ituporanga, no segundo semestre. Às Fraternidades que já neste ano se dispuseram a acolher aspirantes (Amparo, Pato Branco, São Paulo – Pari, Santo Amaro da Imperatriz, Lages e Vila Velha), juntam-se Gaspar, Sorocaba, Xaxim, São Paulo – S. Francisco e São João de Meriti. 16) BRAGANÇA PAULISTA – CUIDADO DOS FRADES ENFERMOS O Definitório apreciou o relatório da Fraternidade de Bragança Paulista quanto às condições do essencial e belo cuidado para com os frades enfermos que lá residem. Avaliou as dificuldades (plantões, número de técnicos de enfermagem), e acatou as possíveis soluções para tornar ainda mais eficiente esse fraterno trabalho. 17) FREI MÁRIO BRUNETTA – TRATAMENTO Frei Mário permanecerá em Bragança Paulista para realização de exames de saúde e tratamentos necessários. 18) ITUPORANGA – SEMINÁRIO – ADAPTAÇÕES Em vista da presença dos Aspirantes no seminário de Ituporanga, no segundo semestre do próximo ano, o Definitório aprovou

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6. Frei João Alberto Bunga (FIMDA) 7. Frei João Batista C. Canjenjenga (FIMDA) 2º Ano 1. Frei Alan Maia de França Victor 2. Frei Camilo Donizeti Evaristo Martins 3. Frei Clóvis Pasinato 4. Frei Evaldo Ludwig 5. Frei Fabio José Gomes 6. Frei José Raimundo de Souza 7. Frei Leandro Costa Santos 8. Frei Marcos Vinícius Motta Lopes 9. Frei Vanderlei da Silva Neves 10. Frei Rafael Teixeira do Nascimento 11. Frei Rodolfo dos Santos Pimentel Júnior (S. Benedito) 3º Ano 1. Frei Edvaldo Batista Soares 2. Frei Robson Luiz Scudela 3. Frei Fernando dos Reis Moura (Sete Alegrias de N. Senhora) 4. Frei João Francisco Neto (Sete Alegrias de N. Senhora) 5. Frei Neuzimar Santana de Campos e Silva (Sete Alegrias de N. Senhora) 6. Frei Pedro Rodrigo M. Fernandes (S. Benedito da Amazônia) 4o Ano 1. Frei Douglas Paulo Machado 2. Frei Jean Carlos Ajlouni de Oliveira 3. Frei João Francisco Neto (Sete Alegrias de N. Senhora) 4. Frei Monízio Sílvio de Campos (Sete Alegrias de N. Senhora)

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DEFINITÓRIO PROVINCIAL ________________________________________ algumas reformas e adaptações da casa que se fazem necessárias, e que foram indicadas pela equipe formadora.

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19) NOMEAÇÕES DIVERSAS 1. Frei Alisson Luís Zanetti – secretário para a Formação e os Estudos da FIMDA; 2. Frei Antônio Michels – vice-mestre dos frades estudantes de Teologia, em substituição a Frei Jorge Paulo Schiavini; 3. Frei Clésio T. Wiggers, Frei Nelson Rabelo e Frei Felipe Gabriel Alves - vigários paroquiais da Paróquia São Pedro Apóstolo, de Pato Branco; 4. Frei Douglas Paulo Machado – ecônomo da Fraternidade N. Sra. de Guadalupe, de Petrópolis; 5. Frei Evaldo Ludwig – ecônomo da Fraternidade N. Sra. Mãe Terra, de Imbariê, Duque de Caxias; 6. Frei Fábio César Gomes – vice-secretário do Secretariado para a Formação e os Estudos, e vigário da casa na Fraternidade São Boaventura, de Rondinha; 7. Frei Jeâ Paulo Andrade – vigário da casa na Fraternidade Nossa Senhora do Rosário, de Concórdia; 8. Frei João Mannes – vice-mestre dos frades estudantes de Rondinha; 9. Frei Leonir Ansolin – ecônomo da Fraternidade do Seminário Santo Antônio, de Agudos; 10. Frei Osmar Dalazen – vigário da casa na Fraternidade do Seminário Santo Antônio, de Agudos; 11. Frei Roberto Carlos Nunes – assistente espiritual do regional da OFS – SC; 12. Frei Sílvio T. Mascarenhas – vigário da casa na Fraternidade Nossa Senhora do Amparo, de São Sebastião;

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20) SAV LOCAL E REGIONAL – NOMEAÇÕES 1. Agudos – Frei João Antunes Filho; 2. Blumenau – Frei Pascoal Fusinato; 3. Bragança Paulista – Frei Agostinho Piccolo; 4. Campos Elíseos – Duque de Caxias – Frei Leandro Costa Santos; 5. Chopinzinho – Frei Lindolfo Jasper; 6. Curitiba – Frei Vagner Sassi; 7. Forquilhinha – Frei Jacir Zolet; 8. Imbariê – Frei Evaldo Ludwig; 9. Petrópolis – Sagrado: Frei Robson Scudela; 10. Rondinha – Sérgio Silas Damasceno; 11. São Sebastião – Frei Weliton Bortolon; 12. Regional de Agudos – Frei Alessandro Dias do Nascimento; 13. Regional de Curitiba – Frei Sérgio Silas Damasceno; 14. Regional de Pato Branco – Frei Joarez Foresti; 21) TRANSFERÊNCIAS DOS NOVIÇOS Foram transferidos para a Fraternidade da Porciúncula, em Viana, Luanda, como estudantes, os noviços que professam no dia 3 de janeiro de 2014: 1. Frei Ananias Pegado Muondo Cauanda; 2. Frei Canga Manuel Mazoa; 3. Frei João Candongo Muhala; 4. Frei Mário Sampaio Pelu; 5. Frei Mateus Molosande Ukwahamba; 6. Frei Siro Armando José Luamba;

Foram transferidos para a Fraternidade São Boaventura, de Rondinha, como estudantes: 1. Frei Gabriel Dellandrea; 2. Frei Hugo Câmara dos Santos; 3. Frei Marcos Schwengber; 4. Frei Zilmar Augusto Moreira de Oliveira; Foi transferido para a Fraternidade do Sagrado Coração de Jesus, de Petrópolis, como estudante de Teologia: 1. Frei Ermelindo Francisco Bambi (FIMDA), que estudara Filosofia em Angola, antes de ingressar na Ordem; 22) TRANSFERÊNCIAS DE FRADES ESTUDANTES Da Fraternidade São Boaventura, de Rondinha, para a Fraternidade do Sagrado Coração de Jesus, de Petrópolis, como estudantes, foram transferidos: 1. Frei Marx Rodrigues dos Reis; 2. Frei Roberto Aparecido Pereira; 3. Frei Juliano Fachini Fernandes; Da Fraternidade Nossa Senhora de Guadalupe, de Petrópolis, para a Fraternidade São Francisco, de Campos Elíseos, Duque de Caxias, foi transferido: 1. Frei Jean Carlos Ajlouni de Oliveira; Da Fraternidade do Sagrado Coração de Jesus, de Petrópolis, para a Fraternidade São Francisco, de Campos Elíseos, Duque de Caxias, foi transferido: 1. Frei Leandro Costa Santos, como estudante e animador do SAV local; Da Fraternidade do Sagrado Coração de Jesus, de Petrópolis, para a Fraternidade Nossa Senhora de Guadalupe, de Petrópolis, foi transferido: 1. Frei Rafael Teixeira do Nascimento; Terminado o estágio na missão em Angola, foi transferido da Fraternidade São Francisco de Assis, de Luanda, para a Fraternidade do Sagrado Coração de Jesus, de Petrópolis: 1. Frei Gabriel Vargas Dias Alves; Da Fraternidade da Porciúncula, em Luanda, Angola, para a Fraternidade do Sagrado Coração de Jesus, de Petrópolis, foi transferido: 1. Frei João Baptista C. Canjenjenga; Da Fraternidade Monte Alverne, de Malange, Angola, para a Fraternidade do Sagrado Coração de Jesus, de Petrópolis, foi transferido: 1. Frei João Alberto Bunga; 23) TRANSFERÊNCIAS DIVERSAS 1. Frei Alex Ferreira da Silva – da Fraternidade São Francisco, de Campos Elíseos, Duque de Caxias, para a Fraternidade Santo Antônio do Pari, de São Paulo, como estudante e a serviço do Sefras; 2. Frei Benjamim Ansolin – da Fraternidade São Luís Gonzaga, de Xaxim, para a Fraternidade Santo Antônio, de Florianópolis, como vigário paroquial; 3. Frei Carlos Pierezan – da Fraternidade São Francisco de Assis, de Bragança Paulista, para a Fraternidade São Francisco, no Largo São Francisco, em São Paulo, como vigário paroquial; 4. Frei Délcio F. Lorenzetti – para a Fraternidade Nossa Senhora do Rosário, de Concórdia, como vigário paroquial; 5. Frei Dionísio R. Morás – da Fraternidade Nossa Senhora do Rosário, de Concórdia, para a Fraternidade Bom Jesus dos Perdões, de Curitiba, como vigário paroquial; 6. Frei Guido M. Scheidt – (concluído o período sabático) da Frater-


DEFINITÓRIO PROVINCIAL ________________________________________ Antônio, de Agudos, para a Fraternidade São Francisco de Assis, de Bragança Paulista, a serviço da Educação; 25. Frei Valdir Nunes Ribeiro – (retornando de Angola) transferência a ser definida; 26. Frei Virgílio Pereira de Souza – da Fraternidade do Seminário Santo Antônio, de Agudos, para a Fraternidade São Francisco, do Largo São Francisco, em São Paulo, para serviços fraternos; 27. Frei Weliton Bortolon – da Fraternidade Nossa Senhora de Guadalupe, de Petrópolis, para a Fraternidade Nossa Senhora do Amparo, de São Sebastião, a serviço do Sefras, a serviço da evangelização e como animador do SAV local; 24) FIMDA – FRADES DA PROVÍNCIA SANTA CRUZ - MG Dois confrades estudantes da Província Santa Cruz, com sede em Belo Horizonte, MG, farão estágio de um ano na missão de Angola: Frei Bruno Rocha Pereira Laviola e Frei Adenilton Reis Pereira Mendes. 25) HUSF – DOAÇÃO No dia 10 de dezembro, às 17h00, Frei Francisco Belloti esteve presente na reunião do Definitório Provincial, ocasião em que foi assinado o Instrumento particular de transferência de unidade jurídica do Hospital São Francisco (doação de bens móveis e imóvel), de Bragança Paulista, para a Associação Lar São Francisco na Providência de Deus. 26) DEPARTAMENTO DO PATRIMÔNIO – PANORAMA ATUAL E REFORMA DO 26º ANDAR O Definitório encontrou-se com o funcionário da Sede Provincial Bruno Fini, no dia 12 de dezembro, às 9h00, que apresentou a situação de vendas e aquisições de imóveis da Província. O Definitório aprovou que se reinvista em imóveis (salas comerciais para aluguel) o valor de imóveis já vendidos. Bruno também apresentou um projeto de reforma de parte do 26º andar (400 m² de área) do prédio da Vila Clementino, que não se conseguiu alugar desde a mudança da fraternidade da Sede Provincial para o 2º andar. A área será transformada em 8 pequenos apartamentos. O prazo de retorno dos gastos com o investimento é de cerca de 4 anos. E o prazo de conclusão das obras é de 5 meses. 27) FREI MÁRIO J. KNAPIK – CURSOS Neste ano, Frei Mário, que trabalha na Associação Bom Jesus, fez pós-graduação em Gestão de Negócios, com término previsto para o mês de maio próximo. O Definitório aprovou que no ano que vem ele faça os cursos: Finanças e Gestão em Lideranças Educacionais. 28) MOACIR BELLIATO – DESLIGAMENTO DA ORDEM Moacir Belliato pediu o desligamento da Ordem bem como a dispensa do celibato e a perda do estado clerical. 29) AUTORIZAÇÕES DE VIAGEM Por motivos diversos, receberam autorização para viajar ao Exterior: Frei Volney Berkenbrock, Frei Wilson Batista Simão, Frei Leonardo Aureliano, Frei José Ulisses de Moraes, Frei Neuri F. Reinisch e Frei Clésio T. Wiggers.

FREI WALTER DE CARVALHO JÚNIOR Secretário

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nidade Imaculada Conceição, em São Paulo, para a Fraternidade São Francisco de Assis, de Bragança Paulista, como guardião e a serviço da Educação; 7. Frei Heitor Cela – da Fraternidade São Francisco, no Largo São Francisco, em São Paulo, para a Fraternidade Bom Jesus dos Perdões, de Curitiba, como vigário paroquial; 8. Frei Hipólito Martendal – da Fraternidade Santo Antônio do Pari, de São Paulo, para a Fraternidade Santo Antônio do Valongo, de Santos, como vigário paroquial; 9. Frei Ivair Bueno de Carvalho - (terminado o tempo de licença para morar fora da Fraternidade Provincial) para a Fraternidade Monte Alverne, em Malange, como professor e a serviço da evangelização; 10. Frei Jhônatha Gerber – (terminado o tempo de licença para morar fora da Fraternidade Provincial) para a Fraternidade São Francisco Solano, de Curitibanos, como vigário paroquial e a serviço da Comunicação; 11. Frei Jorge Lázaro de Souza – da Fraternidade São Boaventura, de Rondinha, para a Fraternidade da Porciúncula, de Viana, Luanda, como vigário da casa, mestre dos frades estudantes e procurador da Fundação; 12. Frei José Zanchet – da Fraternidade São Francisco Solano, de Curitibanos, para a Fraternidade da Porciúncula, de Viana, Luanda, como vigário paroquial; 13. Frei Laurindo Lauro da S. Júnior – da Fraternidade São Francisco, de Chopinzinho, para a Fraternidade São Damião, de Malange, como vigário paroquial; 14. Frei Leonardo Pinto dos Santos – da Fraternidade do Sagrado Coração de Jesus, de Petrópolis, para a Fraternidade Santo Antônio, de Bauru, como estudante e a serviço da evangelização; 15. Frei Lindolfo Jasper – da Fraternidade Sagrado Coração de Jesus, de Forquilhinha, para a Fraternidade São Francisco, de Chopinzinho, como vigário paroquial e animador do SAV local; 16. Frei Osvaldo Lino Luiz – da Fraternidade Bom Jesus dos Aflitos, de Sorocaba, para a Fraternidade Sagrado Coração de Jesus, de Forquilhinha, como vigário paroquial; 17. Frei Paulijacson P. de Moura – (terminados os estudos de Teologia) da Fraternidade Sagrado Coração de Jesus, de Petrópolis, para a Fraternidade São José, de Gaspar, a serviço da evangelização; 18. Frei Paulo César Ferreira da Silva – da Fraternidade do Seminário Santo Antônio, em Agudos, para a Fraternidade Nossa Senhora da Penha, em Vila Velha, como atendente conventual; 19. Frei Paulo Cesar M. Borges – da Fraternidade São Francisco de Assis, de Palanka, Luanda, para a Fraternidade do Seminário Santo Antônio, em Agudos, como vigário paroquial; 20. Frei Pedro do Nascimento Viana – da Fraternidade Nossa Senhora do Amparo, de São Sebastião, para a Fraternidade Santo Antônio de Santana Galvão, de Colatina, como vigário paroquial; 21. Frei Ricardo Backes – da Fraternidade São Damião, de Malange, para a Fraternidade Santo Antônio, de Kibala, como atendente conventual; 22. Frei Sérgio Silas Damasceno – (terminados os estudos de Teologia) da Fraternidade São Francisco, de Campos Elíseos, Duque de Caxias, para a Fraternidade São Boaventura, em Rondinha, para serviços fraternos, a serviço da evangelização e como animador do SAV local e regional; 23. Frei Tiago Manuel Quingando – da Fraternidade São Francisco, de Palanka, Luanda, para a Fraternidade Santo Antônio, de Kibala, como estagiário, tendo como mestre Frei André Gurzynski; 24. Frei Thiago A. Hayakawa – da Fraternidade do Seminário Santo

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FALECIMENTO ________________________________________

FREI CLAUDINEI C. BUSTAMANTE

COMUNICAÇÕES . JANEIRO DE 2014

* 06/01/1988

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Consternados, noticiamos o falecimento de Frei Claudinei Cananéa Bustamente, frade estudante do 2º ano de Filosofia, no dia 2 de dezembro, às 11h45, vítima de afogamento no mar de Caiobá, PR, onde os frades se encontravam reunidos para o último Regional do ano. Após a Missa de Exéquias, celebrada no dia 03, às 7h00, na Fraternidade São Boaventura, em Rondinha, o corpo de Frei Claudinei foi transladado para a sua cidade natal Paraty – RJ, onde foi velado na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, no Bairro Parque da Mangueira. O sepultamento aconteceu no dia 4 de dezembro, às 9h00. Frei Claudinei nasceu no dia 6 de janeiro de 1988, em Paraty, RJ. Foi admitido ao noviciado em 12 de janeiro de 2011, e fez seus primeiros votos no dia 04 de janeiro de 2012. Sua família atualmente mora em Taubaté, SP. Frei Claudinei participou da Vigília com o Papa Francisco, durante a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, no dia 27 de julho deste ano. Juntamente com outros seis frades estudantes da Província, participou da representação do grupo dos primeiros seguidores de Francisco, na reconstrução da igrejinha de São Damião. Para o Especial das Comunicações sobre a Visita do Papa, ele deu o seguinte depoimento: “Quando eu recebi o convite para participar da Vigília, fiquei muito contente e com o coração acelerado por estar perto do nosso pastor universal, o Santo Padre, o Papa Francisco. Dois momentos ficarão para sempre marcados na minha vida e são fundamentais para o estado de vida que me propus abraçar. A homilia do Papa sobre a parábola do semeador, convocando a sermos sementes que germinam amor, generosidade, fraternidade entre os irmãos, e o seu pedido a todos o jovens: “Jovens, sejam missionários na construção de uma nova Igreja”! Depois, ele pediu para todos os jovens presentes repetirem bem alto: “Querem que a Igreja seja restaurada”? Todos os jovens responderam: “Queremos!”, fazendo alusão à reconstrução de São Damião por Francisco. Enfim, guardarei para sempre esse momento que tive com o Papa em minha caminhada, e sempre lembrarei suas palavras em meu coração”. R.I.P. FREI WALTER DE CARVALHO JÚNIOR

+ 02/12/2013

A Primeira Profissão de Frei Claudinei em Rodeio


FALECIMENTO ________________________________________

Permitam-nos testemunhar os últimos momentos em que esteve conosco Frei Claudinei Cananéa Bustamante. Nenhuma palavra contemplará a grandeza de sua vida doada em nossa Fraternidade de Menores, porém, nós, que estávamos ao seu lado nos seus últimos instantes, tentaremos expressar parte daquilo que contemplamos em nossos corações e que nossas mentes ainda insistem em não entender. Era grande o anseio por estar em Caiobá, afinal estaríamos com os confrades do nosso Regional celebrando a fraternidade e a alegria da vocação franciscana, comemorando também o bom êxito deste ano que está por findar. Chegamos no domingo, por volta do meio-dia e tivemos toda a tarde para descansar e aproveitar a praia. Frei Claudinei, junto a outros, preferiu ficar em casa e dormir. Para a noite, foi preparado cachorro quente e, em seguida, um bingo. Frei Claudinei foi um dos que mais ganhou prêmios e não escondia sua felicidade em estar entre irmãos. Na segunda-feira (02/12), logo pela manhã, foi caminhar na beira-mar com Frei Fábio César Gomes e Frei Marx Rodrigues dos Reis. Voltando para casa, encontrou um grupo de confrades que se dirigiam à praia com intuito de tomar banho. Assim, motivou-se a acompanhá-los e entrou no mar. Éramos um grupo de dez frades. O mar estava aparentemente tranquilo, porém o chão não era constante. Havia muitos buracos na areia e com isso era difícil dizer que o lugar onde tudo se deu era raso ou fundo.

Assim, entre o espírito aventureiro e a satisfação de estar entre irmãos, nosso confrade foi se percebendo impossibilitado de colocar o pé no chão, afinal ele estava sobre um destes buracos na areia. Porém, o desespero tomou conta de Frei Claudinei que começou a beber bastante água. Só conseguiu pedir socorro para Frei Eduardo Schiehl, que estava ao seu lado, mas impossibilitado de ajudá-lo. Tentou animá-lo a continuar nadando para saírem de uma possível correnteza que os puxava para dentro do mar. Depois disso não se ouvia dele uma fala sequer, somente tentativas de respiro e batidas de braços e pernas, totalmente descontroladas. Frei Ângelo Vanazzi e Frei José Aécio, que também estavam próximos, foram alertados por Frei Eduardo a ajudar Frei Cananeia a se acalmar e sair do mar. Neste intervalo de tempo, Frei Eduardo já estava mais afastado, porém sem forças para continuar nadando. Gritou por socorro e Frei Aécio o ajudou a sair da água. Enquanto isso, Frei Alexandre Magno e Frei Roberto Aparecido Leme foram ajudar o Frei Ângelo a trazer Frei Cananéa, já desmaiado e com pouca pulsação. Foram feitas várias tentativas de respiração boca a boca e massagens no abdômen até que chegassem os bombeiros e o levassem ao hospital. Chegando o devido socorro, constatou-se que a pupila já estava dilatada, a pulsação cada vez mais fraca e não respirava normalmente. No caminho rumo ao hospital foram feitas outras tentativas para reanimá-lo, porém sem sucesso. Já no hospital, com a medicação feita, todos os procedi-

COMUNICAÇÕES . JANEIRO DE 2014

A PROFISSÃO DEFINITIVA

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FALECIMENTO ________________________________________

COMUNICAÇÕES . JANEIRO DE 2014

mentos tomados e diante da graça de Deus, foi constatado que nosso irmão Claudinei Cananéa Bustamante se desprendera de seu corpo mortal e havia caminhado ao encontro do Sumo Bem. Toda documentação foi regulamentada, os contatos feitos e, por volta das 20h45, chegou em nossa casa o corpo do nosso confrade. Levado pelos frades entrou na capela do Convento, enquanto se cantava: “Louvado sejas meu Senhor, louvado sejas, pelo sol e pela lua, pelo ar e a água pura...” Foi rezado o ofício pelos fiéis defuntos e muitos puderam fazer suas orações diante daquele corpo frágil que, no entanto, revelava a grandeza do Deus da Vida. Várias pessoas das comunidades vizinhas, professores, religiosas, amigos, padres da diocese, confrades do Regional e da Fraternidade do Noviciado de Rodeio, vieram solidarizar-se conosco e bendizer a Deus pelo dom da vida deste irmão. Às 7 horas da manhã de hoje (03/12) foi celebrada a Missa de Corpo Presente, presidida por Frei Alexandre Magno, guardião da Fraternidade Bom Jesus dos Perdões de Curitiba. Antes do canto de entrada, Frei Cristiano, confrade de turma de Frei Cananéa, leu um breve histórico de sua vida e presença na fraternidade. Agradeceu a Deus por “ter nos dado como irmão este grande homem”. Frei Fábio, mestre dos frades de profissão temporária,

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buscando forças em Deus, fez uma linda e emocionante homilia. Fundamentou-se na reflexão feita por Frei Gamaliel Devigili em nosso último capítulo local, onde destacava três palavras: ALEGRIA, PERSEVERANÇA E FIDELIDADE: características fortemente encontradas na vida e no testemunho fraterno de Frei Claudinei. Destacou que sempre se comunicava com um olhar terno e sorriso simples, irradiando a alegria de ser Frade Menor. Também, no cotidiano da nossa vida, diante das pequenas coisas, manteve-se sempre perseverante e empenhado pelo bem comum. Por isso, podemos dizer que Frei Claudinei foi fiel até o fim, nas pequenas e nas grandes coisas, até o último suspiro. Procurou estar sempre em fraternidade e na fraternidade entregou-se a si mesmo por inteiro nas mãos de Deus. Após a missa, Frei Fábio ainda abençoou o corpo de nosso querido Frei Cananéa e recomendou a Deus a sua alma. Frei Jorge Lázaro leu a carta do Ministro Provincial expressando seus sentimentos e nos confirmando sua bênção, assim como a carta do nosso Guardião, Frei João Mannes, que também não esteve presente devido a viagem à Colômbia para um encontro da Ordem. Após as despedidas pessoais, lacrou-se o caixão e o colocamos no carro da funerária. Seu corpo foi transladado para Paraty, RJ, onde será devolvido a nossa irmã, a mãe Terra. O vazio deixado pelo Frei Claudinei em nossa fraternidade e em nossos corações, só pode ser preenchido pela força de Deus, que nos sustenta e anima a seguir em frente. Pedimos então que rezem por nós, rezem pela família de sangue do nosso confrade e por todos aqueles que sentem essa partida tão repentina. Dentre tantos frades possíveis, o Senhor escolheu este servo, este filho, aos 25 anos. Com tantos outros dias, outras possibilidades, o Senhor escolheu ontem e o mar de Caiobá. Por isso, o entregamos a ti, ó Pai, e te pedimos que o testemunho de vida deixado pelo Cana, como carinhosamente o chamamos, continue provocando nosso agir e, assim, nos recordemos dele que tanto bem nos fez. “Se as aguas do mar da vida quiserem te afogar, SEGURA NA MÃO DE DEUS E VAI...”. Vai tranquilo e não olhes para trás, repousa em teu Senhor e contempla-o em sua glória! Sentiremos tua falta e choraremos tua partida, sofreremos por não ter mais tua simplicidade e teu jeito de ser em um corpo que nos acostumamos a amar. Mas, saibas que, em um intervalo de tempo aprenderemos a te amar nesta outra dimensão e, assim, todos nós participaremos de um mesmo Espírito. Tua Profissão Definitiva se deu ontem, quando, deitado naquela terra nua, diante da imensidão do mar e entre seus confrades, a Deus tu entregaste o teu espírito. “Dou graças Senhor, por teu grande amor”. Um saudoso abraço, fraterno e reverencial, dos confrades da tua fraternidade. FRATERNIDADE SÃO BOAVENTURA


FALECIMENTO ________________________________________

O EMOCIONANTE AGRADECIMENTO DOS CONFRADES DE FREI CLAUDINEI A Missa do dia 8 de dezembro, sole-

aprender e entender melhor os conteúdos do

foi: “SOCORRO!” Seu olhar foi de tamanha

nidade da Imaculada Conceição de Maria,

curso de filosofia, quando buscava auxílio com

profundidade que ainda o trago em meus pen-

marcou a renovação dos votos dos frades

seus confrades, “né” Frei Cristiano e Frei Marx?

samentos. E na mistura de sentimentos com

professos temporários de Rondinha. Foi

Quantas experiências vividas que poderiam

as lembranças surgiram muitas indagações.

também a Missa de 7º Dia de falecimento

ser relatadas, “né” Frei Juliano? E você Frei

Dessas tantas, uma se destaca. Frei Claudinei

de Frei Claudinei Cananéa Bustamante.

Leozinho, penso que fazer um mês de estágio

gostava de estar em fraternidade, até mesmo em

Abaixo a mensagem lida pelos professos

com o “Cana” no Convento Santo Antônio foi

fraternidade ele foi levado por Deus. Disso me

durante a celebração, que também foi no-

oportunidade inenarrável. O que a vida de

indago: “Por que então ele partiu sozinho?” Eu

ticiada na página 20 desta edição:

Frei Claudinei tem a dizer para nós frades do

que poderia também estar nessa viagem não fui

Agradecemos inicialmente a presença

primeiro ano? O que frei Claudinei tem a nos

junto, para pelo menos fazer fraternidade com

paterna de nosso Provincial: Frei Fidêncio

dizer nesse dia para todos nós, comunidade de

ele. Depois de muita angústia, Deus acalmou

Vanboemmel, de nossos confrades do Regio-

fé, Fraternidade São Boaventura, Província da

meu coração e pude entender que para estar

nal. De forma muito carinhosa, agradecemos

Imaculada, Ordem dos Frades Menores? O que

em fraternidade precisamos decidir por ela,

imensamente o empenho de nosso Mestre Frei

esse irmão falou para mim? O que me atreverei

precisamos empenhar a nossa vontade e o

Fábio, que, juntamente com Frei Jorge e Frei

a falar dele?

nosso querer, optar por estar em fraternidade,

formativo.

Em nenhuma conversa com esse confrade eu ouvi alguma reclamação, lamúria, nem algo

porém, sair dela, partir, deverá ser somente pela vontade de Deus.

Somente pela graça de Deus, impelidos

que tivesse duplo sentido, muito menos algo

E assim foi da vontade divina que esse

pela fé em Jesus Cristo, é que hoje podemos

ofensivo ou malicioso. E cada dia admirava

nosso confrade fizesse a sua profissão definitiva.

dizer: Louvado sejas, meu Senhor, por esse

mais esse irmão que, não com palavras, mas

E nós aqui, enquanto não abraçarmos a irmã

dia!!! Pela nossa humanidade e pequenez,

com atitudes me conquistava e me fazia crer

morte, teremos que renovar sempre os nossos

ainda trazemos no coração a saudade e a

que o ideal de vida de São Francisco era possível

votos. Até a morte seremos sempre professos

tristeza da partida de nosso Confrade Clau-

ser vivido. Tinha um jeito muito tímido e meio

temporários, pois vivemos em um mundo

dinei Cananéa Bustamante. E não podemos e

desajeitado, mas seu coração era grandioso,

temporal. Meus confrades, o que a partida do

nem conseguimos desassociar essa celebração

como bem destacou Frei Fábio na missa de

Cananéa tem a nos dizer? Muita coisa! Que

da vida desse nosso irmão, que também hoje

corpo presente aqui nessa igreja. Seu semblante

sua morte nos ensine a estarmos sempre pre-

renovaria seus votos evangélicos. O quanto

era sempre alegre, tinha um sorriso que não

parados. Que cada dia de nossa consagração,

poderíamos falar de Frei Claudinei! Quan-

trazia consigo qualquer tipo de falsidade. Po-

que a cada ano que renovamos os nossos votos

tas histórias de seu empenho na horta, “né”

rém, a maior de suas virtudes, para mim, era

possamos, cada vez mais, nos converter, crescer,

Frei Estevam? A sua dedicação em deixar a

a sua solicitude e o seu empenho. Tudo o que

amadurecer, sempre mais progredindo em nosso

lenha arrumada, “né” Frei Aldeci? O quanto

precisássemos, ele prontamente prestava seu

caminho de santificação, para que consigamos

temos a dizer da sua atenção nas formações

auxílio. E o seu empenho era de fazer inveja. A

dar razões de nossa entrega a Deus. Assim como

franciscanas, “né” Frei Jorge? De sua abertura

semana antes das provas ele já estudava com

o nosso irmão, saibamos ser fiéis até o fim, até

e crescimento vocacional, nas conversas pes-

muito empenho e dedicação, não se conformava

o último suspiro.

soais, “né” Frei Fábio? O quanto temos para

com o necessário, almejava o máximo, o 10. Seu

dizer das conversas e das risadas à mesa,

empenho era em tudo, desde um serviço que

durante as refeições, “né” Frei Gregório? E

fazia, até como ser um bom frade. Até na hora

as brincadeiras e das “tiradas de sarro”, “né”

de sua partida se empenhou muito em viver.

Frei Roberto? E o que dizer do esforço ao

E a última palavra sua dirigida a mim

Obrigado, meu irmão, e que lá do céu, você possa interceder por todos nós! Frei Eduardo A. Shiehl Rondinha, 8 de dezembro de 2013 Solenidade da Imaculada Conceição

COMUNICAÇÕES . JANEIRO DE 2014

João Mannes nos acompanharam nesse ano

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AGENDA 2014

Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil (*) As alterações estão sublinhadas

MAIO

JANEIRO 03

Primeira Profissão dos Noviços (Rodeio);

05 a 16

Tempo Forte do Definitório Geral;

10 a 12

I Caminhada da Juventude: Jovens de SP, RJ e

06 e 07

Reunião do Conselho do Secretariado para a Formação e os Estudos (S. Francisco – S. Paulo);

ES (De Taubaté a Guaratinguetá); 12

Admissão ao Noviciado (Rodeio);

13 e 14

Reunião do Conselho de Evangelização;

13 a 31

Tempo Forte do Definitório Geral;

15

Reunião do Conselho Gestor da Província (Sede

22

Admissão dos Postulantes (Guaratinguetá);

30 a 01

Encontro de Ex-seminaristas (Agudos);

Provincial);

JUNHO FEVEREIRO

02 a 04

Reunião do Definitório Provincial (São Paulo);

15

Ordenação Diaconal de Frei Marcos Prado dos

16

Encontro do Regional de Pato Branco;

Santos (Santo Amaro da Imperatriz);

30 e 01

Encontro do Regional do Contestado;

18 a 20

Reunião do Definitório Provincial (São Paulo);

20 a 23

Missões com jovens de SC e PR (Ituporanga);

MARÇO

JULHO 07 e 08

Conselho do SAV (São Paulo);

07 a 19

Tempo Forte do Definitório Geral;

03 e 04

Encontro de Formadores (Rondinha);

07 e 08

Encontro do Regional Baixada e Serra

AGOSTO

Fluminense (Petrópolis – Sagrado);

04 a 08

Retiro e Reunião do Definitório Provincial;

10

Encontro do Regional Rio de Janeiro e Baixada

25 a 29

Reunião da CFMB (Cuiabá);

10

Encontro do Regional do Espírito Santo

SETEMBRO

(Penha);

01

Encontro de Formadores (Ituporanga);

10 e 11

Encontro do Regional do Leste Catarinense (S.

01 e 02

Encontro do Regional do Contestado;

Amaro da Imperatriz);

02 e 03

Reunião do Conselho do Secretariado para a Formação e

10 e 14

Conselho de Articulação e Dinamização

Fluminense (S. Antônio – Rio);

os Estudos (Rodeio);

(SERFE) (Anápolis);

08

Encontro do Regional de Pato Branco;

10 a 21

Tempo Forte do Definitório Geral;

08 a 19

Tempo Forte do Definitório Geral;

11 e 12

Assembleia do SAV (Rondinha);

23 a 25

Capítulo das Esteiras (Agudos);

16

Romaria Penitencial Frei Bruno (Joaçaba);

23 a 25

Jubileus (no Capítulo das Esteiras);

17

Encontro do Regional do Vale do Itajaí

17

(Rodeio);

OUTUBRO

Encontro do Regional de São Paulo (São Paulo –

09

COMUNICAÇÕES . JANEIRO DE 2014

52

Reunião do Conselho Gestor da Província (Sede Provincial);

São Francisco); 14 a 16

24

Encontro do Regional de Pato Branco;

24

Encontro do Regional de Agudos (Agudos);

24 a 27

Reunião do SIFEM – CFMB (Anápolis);

NOVEMBRO

31 e 01

Encontro do Regional do Contestado;

03 a 15

Tempo Forte do Definitório Geral;

31 e 01

Encontro Regional do Vale do Itajaí e Planalto

12 e 13

Encontro do Regional de Pato Branco (recreativo);

Catarinense (Lages);

14 a 16

Encontro dos Irmãos Leigos;

25 a 27

Reunião do Definitório Provincial (São Paulo);

Reunião do Definitório Provincial (São Paulo);

ABRIL 01 a 03

Reunião do Definitório Provincial;

DEZEMBRO

29 e 30

Reunião de Guardiães e Coordenadores

01 e 02

Encontro do Regional do Contestado (recreativo);

(Agudos);

15 a 19

Tempo Forte do Definitório Geral;


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