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PRÓ-MORAR

site www.uniaodemoradores.com.br

site www.promorarsuzano.com.br

Fundação União dos Moradores do Recanto Verde Sol

Projeto do Grafite é apresentado à sociedade

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rafite ou grafito, do italiano graffiti, plural de graffito, é o nome dado às inscrições feitas em paredes, desde o Império Romano. Considera-se grafite uma inscrição caligrafada ou um desenho pintado ou gravado sobre um suporte que não é normalmente previsto para esta finalidade. Por muito tempo visto como um assunto irrelevante ou mera contravenção, atualmente, o grafite é considerado como forma de expressão incluída no âmbito das artes visuais, mais especificamente, da street art ou arte urbana - em que o artista aproveita os espaços públicos, criando uma linguagem intencional para interferir na cidade. Em São Paulo, há várias paredes enfeitadas com a arte, que impressioana, devido aos detalhes. Entretanto, ainda há quem não concorde, equiparando o valor artístico do grafite ao da pichação, que é bem mais controverso. Sendo que a remoção do grafite é bem mais fácil do que o piche. Diferenças entre o grafite e a pichação Normalmente, o grafite se destingue sendo uma elaboração mais complexa, da simples pichação, quase sempre considerada como contravenção. No entanto, muitos grafiteiros respeitáveis, como Os Gêmeos, autores de importantes trabalhos em várias paredes do mundo, aí incluída a grande fachada da Tate Modern de Londres, admitem ter um passado de pichadores. Na língua inglesa, contudo, usa-se o termo graffiti para ambas as expressões.

FOTO: DIVULGAÇÃO

Linguagem popular que traz reflexões à comunidade

O projeto “A História da Arte Através do Grafite”, que será realizado em São Paulo, pelo artista Flávio Henrique Chaves, em conjunto coma Fundação, beneficiará a comunidade

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projeto socioeducativo, “A História da Arte Através do Grafite”, foi exposto à sociedade oficialmente no dia 30 de junho, pela Fundação União dos Moradores do Recanto Verde Sol, que apóia a iniciativa, desenvolvida pelo desenhista e professor, Flávio Henrique Chaves Gottems. Ele explica para a reportagem do Jornal PróMorar que o objetivo é provocar

a reflexão na comunidade por meio da linguagem popular. A Fundação, como instrumento de promoção em âmbito nacional das contribuições das associações, dá sua parcela de trabalho, frente aos desafios do desenvolvimento e da superação da pobreza em nosso País. “A intenção é desenvolver a sensibilidade e a expressão da realidade, trazer a afirmação da identidade, o que elas são e o que podem fazer e proporcionar, a valo-

rizaçao da autorestima, ampliação da cultura através da aproximação entre a imagem e a informação sem negar a identidade, o despertar a criatividade, aprender a desenhar, adquirir conhecimentos sobre a pintura e a história da arte e estimular o convívio social”, salientou o idealizador do projeto, com o aval da Fundação dos Moradores do Recanto Verde Sol. O projeto é justificado por tra-

balhar o convívio cultural popular e marginal, validando-a e, ao mesmo tempo, agregando elementos da cultura. “Numa sociedade carente, o grafite tem grande poder de transformação”, avaliou. Oficinas O conteúdo do plano de aula das oficinas trará as diferentes escolas artísticas, no momento em que elas ocorren na História da Humanidade. “O objetivo das oficinas transcende o estudo da arte e grafite e o espaço físico da região. Pretende ocupar as vias públicas da capital, através da produção de um grafite considerando o conteúdo discutido nas oficinas”. O ápice do projeto, salienta o professor Gottems, se dará com a produção do grafite feito pelos participantes das oficinas em local pré-determinado, espaço público de grande fluxo de pessoas. A obra será contemporânea (grafite), que falará sobre a hisória da arte. “O espaço público é uma das maiores ferramentas de democratização da arte, disposto em locais de grande fluxo de trânsito, podendo informar, educar, sociabilizar, decorar, ajudar a desenvolver a cidadania, o censo coletivo e valorizar paredes da cidade. A escolha dessa temática ocorre porque entendemos o grafite como uma liguagem de aproximação entre imagem, a informação, principalmente para o publico jovem, o que permite a utilização dessa técnica como processo mediador”.


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